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Revista Amar Fevereiro 2016

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Re vi st a EDIÇÃO 4 • ANO I • $3.00 • MENSAL • FEVEREIRO

Patrocinador

maia & associates 1


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Açores

36 Zika Vírus

12 Eyes on Me Bridal

38 alimentos que aquecem

18 Relacionamentos 44 Virtuais

ÍNDICE

Desporto Filipa Martins

20 Casa Loma

49 pintura -

Catarina Almeida

Português

ADRIANA LIMA O drama da vida de modelo

SOFIA DA SUÉCIA

princesa encanta com seus looks de grávida

EDITORES: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro, Silvia Cunha

PAULO SANTANA LOPES E JOSÉ VEIGA DETIDOS

Foto: Direitos Reservados

CAVACO SILVA veta adoção por casais do mesmo sexo

Foto: Direitos Reservados

O ADEUS EMOCIONADO A JOSÉ BOAVIDA

Foto: Direitos Reservados

59 concursos

Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

15 MINUTOS DE FAMA

Foto: Direitos Reservados

24 Soraia Mejdoubi 51 Mostra de Cinema e Paulo Filipe

GUERRA BENFICA-SPORTING CARRILLO ruma à LUZ

FICHA TÉCNICA

EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro IMAGENS: Freepik.com & Shutterstock.com COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Suzi Silva, Gonçalo Baptista, António SIlva, Raquel Couto, Sandra Neiva, Dr. José Carreira, Humberta Araújo, Catarina Almeida, Venessa Barros, Maria João Rafael, Silvia Cunha, Paulo Mendes PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Ana Antunes - Prestige Salon & Spa, Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories, Ervanária Beyond Even, Alice Cabral, Vania e Alexandre AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Soraia Mejdoubi, Paulo Filipe, Maia & Associates OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA

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Ladies Dinner

5 DE MARÇO

Abertura de portas: 18h00 • Jantar: 19h00

JANTAR DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA VENDA DE BILHETES PRESTIGE BEAUTY SALON

1613 St. Clair Ave. West

Tel.: 416.657.0101 LOCAL DO EVENTO: TERRA & MAR CATERING - 122 Turberry Ave, Toronto

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Há palavras que nos beijam... Imagens: Freepik

Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte. Alexandre O’Neill, in ‘No Reino da Dinamarca’

COLABORE CONNOSCO! Faça parte deste projeto e envie-nos textos, fotografias, eventos e sugestões. Juntos vamos crescer! Somos também um espaço de excelência para promoção e divulgação do seu projeto, negócio ou evento! Tel.: 416.806.7616 E-mail: info@revistamar.com Website: www.revistamar.com www.facebook.com/revistamar Para subscrever a Revista Amar, por favor contacte-nos através do email info@revistamar.com

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VOX

pop

O QUE REPRESENTA PARA SI O DIA DOS NAMORADOS? E como o costuma celebrar?

Fotos Pessoas: Carmo Monteiro

ANABELA TEIXEIRA AGENTE DE VIAGENS

ALISON ANTUNES CABELEIREIRA

O dia dos Namorados é um dia comemorativo, no qual se celebra a união amorosa entre os casais, se bem que hoje em dia para todos em geral, porque é um dia romântico. Geralmente saio, vou jantar com o meu marido e com o meu filho.

O dia dos Namorados não deveria ser celebrado só uma vez por ano, deveria ser todos os dias, mas para mim, é um dia com um “sabor especial”, porque comecei a namorar oficialmente com o meu companheiro no Valentine´s Day. Costumamos ir jantar ou ir a Niagara Falls… simples e romântico!

ANTÓNIO EVANGELHO REFORMADO O dia dos namorados é um dia bonito e importante, na minha idade já não é a mesma coisa, mas gosto de ver os casais a celebrar. Antigamente, não era como hoje, era tudo mais difícil e presenteava a namorada com o que podia comprar e íamos passear.

SANDRA DUARTE ASSISTENTE DE CABELEIREIRA O dia dos namorados é um dia diferente. Gosto de ir jantar com o meu namorado e aproveitar aquela noite só para nós.

DENIS PIRES GERENTE DO BAIRRADA É um dia, em que acho que os casais, casados ou não, deveriam refletir no que significam um para o outro para além do amor que os une. No dia-a-dia durante o ano andamos muito ocupados, mas neste dia do ano deveríamos sentarmo-nos e comemorar o amor que temos um pelo outro. A minha esposa e eu, normalmente vamos jantar fora, mas não é uma regra. Também podemos celebrar em casa ou noutro sítio, logo que estejamos juntos, essa é a nossa prioridade.

CARLOS MALICO, SERRALHEIRO O Dia dos Namorados é um dia como outro qualquer.

A equipa da Revista Amar deseja....

Feliz & Apaixonado Dia dos Namorados! 5


...simplesmente um dos locais mais belos do mundo PORTUGAL AQUI PERTO

Por: David Gonçalves

A edição belga e holandesa da National Geographic salientou a existência de um turismo sustentável que permite aos visitantes manterem um contacto com a natureza em plena harmonia. “Além de observação de baleias nos Açores pode também nadar com golfinhos selvagens, fazer caminhadas, ciclismo e andar quilómetros de comprimento ao longo dos vinhedos, protegidos por pedras de lava. O sabor salgado da ilha também é capturado muito bem no queijo”, descreve a National Geographic. A publicação destacou a existência de um turismo sustentável, permitindo que os visitantes mantenham um contacto com a natureza em plena harmonia. Todos nós já vimos fotografias dos Açores e conhecemos pessoas que já lá foram (no caso de ainda não termos ido) e temos uma noção de que realmente é um local onde o verde se mistura com o azul criando paisagens únicas. Um dos cartões de visita é a Lagoa das Sete Cidades, pelas suas diferentes cores, que em parte se deve ao facto de ter dois lagos diferentes que estão conectados por uma estreita passagem. O lago a norte chama-se “Lagoa Azul”, enquanto o lago a sul recebeu o nome de “Lago Verde”. Mas existem outros ex-libris que tornam os Açores cada vez mais um local de visita obrigatória. Com a entrada na rota das companhias aéreas low-cost, os Açores tornaram-se ainda mais acessíveis, havendo menos desculpas para não serem visitados, até porque se verifica também um aumento da capacidade de alojamento hoteleira. Se ainda não está convencido de que realmente é um dos locais a visitar e colocar na agenda de 2016, fica outro motivo de orgulho. É também nos Açores que está um dos bares mais bonitos do mundo - o Cella Bar. Fica situado na Ilha do Pico e nasceu do aproveitamento de um edifício abandonado, que renasceu com uma estrutura em madeira, completamente entrosado com a ilha e a paisagem onde está inserido.

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açores

Fontes: Geocities, TourPortugal Blog da História de Portugal, Wikipedia, Portal o Sapo / Fotos: Direitos Reservados

Mas nem só a National Geographic tem reparado nos Açores. A edição online britânica Business Insider dedicou, no passado sábado, um artigo ao arquipélago. Da autoria de Sarah Schmalbruch, o artigo refere logo no seu título que pode não conhecer os Açores, mas que os deve visitar e aponta os motivos. As ilhas dos Açores são apontadas como um paraíso para os amantes da natureza, oferecendo uma abundância de maravilhas naturais. Aproveite as nossas dicas e faça uma visita a este paraíso do Atlântico.


Os Açores situados no Atlântico nordeste, oficialmente denominados Região Autónoma dos Açores, são um arquipélago transcontinental e um território autónomo da República Portuguesa, dotados de autonomia política e administrativa, consubstanciada ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores. O arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas principais divididas em três grupos distintos: Grupo Ocidental • Corvo • Flores Grupo Central • Faial • Graciosa • Pico • São Jorge • Terceira Grupo Oriental • Santa Maria • São Miguel CLIMA O Grupo Oriental inclui também um grupo de rochedos e recifes oceânicos, situados a nordeste de Santa Maria, chamado Ilhéus das Formigas, ou simplesmente Formigas, que em conjunto com o recife do Dollabarat, constitui a Reserva Natural do Ilhéu das Formigas, um dos locais mais importantes para conservação

da biosfera marinha no nordeste do Atlântico. O ponto mais alto do arquipélago situa-se na ilha do Pico - e daí o seu nome, a Montanha do Pico - com uma altitude de 2352 metros.

A orografia açoriana apresenta-se muito acidentada, com linhas de relevo orientadas na direção leste-oeste, coincidentes com as linhas de fratura que estão na génese das ilhas. Este arquipélago faz parte da cordilheira submarina que se estende desde a Islândia para Sul e Sudoeste, com orientação sensivelmente paralela à inflexão das costas continentais. A origem vulcânica dos Açores tem a sua expressão máxima na ilha de São Miguel, no famoso Vale das Furnas e teve a sua mais recente atividade terrestre no Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, em 1957-1958. No mar, a última erupção verificou-se ao largo da Serreta (ilha Terceira) em 1998-2000. O clima é temperado, registando-se temperaturas médias de 13 °C no Inverno e 24 °C no Verão. A Corrente do Golfo, que passa relativamente perto, mantém as águas do mar a uma temperatura média entre os 17 °C e os 23 °C. O ar é húmido com humidade relativa média de cerca de 75%. As ilhas são visitadas com relativa frequência por tempestades tropicais, incluindo algumas com intensidade suficiente para serem consideradas como furacões. PONTOS DE INTERESSE O arquipélago português dos Açores encanta os turistas com as belezas naturais e as atrações turísticas e noturnas, ou seja, já percebeu que vai voltar dos Açores totalmente surpreendido. Os Açores são formados por 9 ilhas de origens vulcânicas que ficam no meio do Oceano

Atlântico. Um dos pontos altos dos Açores é a beleza das praias, todas com areia clara e mar quente que

formam piscinas naturais o ano todo. Aqui pode praticar pesca, windsurfe ou qualquer outro desporto náutico. As ilhas mais procuradas dos Açores são as ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo; todas lindíssimas e que merecem uma visita, mesmo que breve para não ficar com a sensação de que saiu de lá sem ter visto tudo. Pontos imperdíveis nos Açores: - Miradouro do Pico da Velha, ilha de São Jorge; - Lagoa das Furnas, ilha de São Miguel; - Miradouro do Pico do Ferro, ilha de São Miguel; Alguns outros pontos interessantes para se visitar na Ilha de Santa Maria é a Igreja Nossa Senhora da Assunção que é um dos belos exemplos da arquitetura do século XV; o Convento de São Francisco, na Ilha Terceira, é o local ideal para quem gosta de roteiros religiosos, já que é cheio de história e preserva parte da sua construção original do século XVII.

O Forte de São Brás, também é um importante ponto turístico e foi construído para defender a ilha durante a ocupação dos filipinos. Aí pode visitar a Capela de Nossa Senhora da Conceição além do obelisco em homenagem ao Comandante Carvalho Araújo. Um dos pontos mais elevados dos Açores é o Morro Alto na Ilha das Flores, com 914 metros. Lá de cima tem uma visão sobre todas as ilhas. O Pico da Vara é cheio de montanhas e desfiladeiros, o destaque do local é a Serra da Tronqueira e o Salto da Farinha, mas também se pode ver o Pico Bartolomeu e da Ponta do Arnel. E para terminar, passe pela Igreja Matriz e aprecie o estilo gótico e manuelino; a Igreja de São José com sua capela-mor revestida de azulejos e as belas imagens de arte sacra. A não perder, é também a Catedral da Sé, a mais famosa da ilha e que tem todas as imagens, pinturas e objetos religiosos do século XVII. Nos Açores vai se encantar com os laticínios. Prepare-se para encontrar queijos e leites de excelente qualidade. A gastronomia local também oferece deliciosos caldos de nabos, caldeirada de peixe, molho de fígado, e o delicioso bolo de panela. Um deleite para qualquer turista! Visite os Açores.

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Imagens: Freepik

Pedro e Inês...

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Super, a Florista, a Papelaria, os Correios. Tudo pintalgado de vermelho, cartões lamechas, corações no ar a fustigar-lhe os olhos e a violentar-lhe o espaço entre a razão e a ditadura do dia dos Namorados. O marido deixara-a por outra, mesmo às vésperas do malfadado dia, faz um ano. O maior amigo dos últimos 28 anos, o único amante que passou pelo seu corpo, o pai do filho que abdicou de ver nascer, porque ele não a queria ocupada com mais ninguém. Ainda sem divórcio à vista, já um novo Fevereiro vem chegando, e ela de ferida dilacerada, com as lágrimas feitas de sal a cairem-lhe lá dentro, bem no âmago do poço. Modernices! – pensa, ao pousar a mão esquerda sobre uma revista com sugestões para o dia mais romântico do ano; ainda de dedo ocupado por uma aliança que já se quebrou e de um ciclo de rotinas que já não existem. Modernices! – como o maldito Facebook que só lhe trouxe inferno e lhe levou a paz. Aquele nome a explodir-lhe as têmporas - Ana Maria Corte-Real – nobreza nojenta e bem casada, com um figurão, jurista, presença assídua dos programas da TV, das manhãs... Ele telefona-lhe por vezes, para lhe pedir livros, documentos, roupa que lhe faz falta, albuns de fotografias de viagens que fizeram juntos. Liga-lhe a horas seguras, em que sabe de antemão que ela não desconversa, porque a sabe aprisionada no metro apinhado de gente. Ao dia combinado, ele lá aparece à ombreira da porta, como se fosse um estranho. Quando lhe diz que não tenha ilusões e a porta se fecha, sente-se acometida, como se para além de lhe assaltarem a casa, lhe roubassem também a alma. O corpo esvaí-se por alí fora, pelo tapete, e arrasta-se em lágrimas até à janela para ainda o ver, agora ao longe – ainda lhe guarda o cheiro, a maresia dos cabelos de um dia de praia, a covinha no queixo que sempre mexeu com ela, os mesmos pés apressado que chegavam sem avisar, para roubar beijos e tardes de cama. O dia dos Namorados caíu bem entre os adolescentes, o comercio rejubila, só isso. Entre eles, que eram eternos namorados, passava em branco. Chega-lhe à memória um longínquo fim-de-semana em Amesterdão, onde se passeavam por entre os jardins labirínticos de Keukenhof, e ele lhe ofereceu um pu-

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nhado de túlipas, pela ocasião, por ser dia dos namorados. Ela riu e disse-lhe que nunca antes ele lhe parecera tão piroso! Visto à distância de uns 5 anos, ainda lhe parece mais piroso. Na cama, ainda dorme do seu lado, sem invadir o espaço vazio do corpo que dorme agora com outra. A perda de alguém que escolhe partir; e no entanto, caminha nas mesmas ruas, continua a beber a bica no mesmo café, povoa-lhe o caminho, vive ainda dentro dela, é devastadora. As noites são imensas, o diabo anda à solta e há fantasmas que ainda não se finaram. Revolve-se nos lençóis, acende a luz, recomeça um livro pela terceira vez. Desliga o interruptor. Assenta os pés gelados, porque agora estão sempre gelados, na carpete do quarto. O dia começa quando ainda não acabou. Deambula até à cozinha. Passa pela consola da entrada; há duas cartas com o nome dele, como se a ironia da burocracia pudesse tornar o fardo mais carregado. Abre a janela, falta-lhe o ar. Falta-lhe a força nas pernas. Senta-se no chão da sala, com as pernas nuas. Ao acaso, abre um album de fotografias, desfolha-o. Tudo lhe parece já tão distante. Fotos no casamento de alguém, que já está também noutras núpcias. Todos encarcerados dentro das páginas. Só as fotografias têm o poder de prender as pessoas para a posterioridade. Olhares que já não existem. Olhou-se ao espelho por cima da lareira, levou a mão à cara e deu-se conta que os seus olhos tinham envelhecido duramente no espaço de um ano. Nessa noite, mais uma branco, fez um pacto com a sua maturidade. Seria a última noite que permitiria que a sua baixa auto-estima se pudesse passear como se uma aparição. Na manhã seguinte, em vez que levar o mesmo itenerário, decidiu fazer o caminho a pé até à redacção. Comprou um par de luvas, ao passar pela Ulisses, à hora do almoço. Vermelhas! No caminho de regresso a casa, passou pela advogada com instruções para que iniciasse o processo de divórcio. Como tinha dado carta de alforria à baixa auto-estima, sentiu algum receio que ao regressar a casa, a encontrasse no tapete da entrada, na poltrona da sala, numa qualquer notícia de abertura do notíciario, num dos ansiolíticos ainda em liberdade no armário de casa-de-banho... Passou por um desses cabeleireiros novos em bairro velho, entrou. Sentiu-se segura lá dentro. Precisava de voltar a ser nova – não mais jovem; apenas outra mulher – pois se era assim que iria ser, precisava de ver


“Pedro e Inês, seguiram pela noite fora, sem pressa para se perderem.” como era essa nova mulher. Quando a rapariga de cabelos azeviche a abordou, sorriu sem saber o que lhe dizer. - O que pode fazer por mim? – questiona-a a experimenta-la, para se certificar até onde pode ir. - Pretende pintar, mudar o corte? Tem alguma ideia do que deseja mudar? – acercou-se a rapariga, por detrás dela, olhando-a através do espelho, com as mãos apoiadas nos seus ombros. - Tudo. Quero mudar tudo. Sabe o que quero mesmo? Que me transforme no que os seus olhos me vêem. Mal proferiu estas palavras, arrependeu-se logo. Cuidado com o que pedes! – pensou. Afinal, a miúda não devia ter mais de 25 anos, metade da idade dela. Só queria sentir-se outra. Quando de lá saíu, era de facto outra. Os cabelos tinham ganho ondas rebeldes, tão rebeldes como a tempestade que a atravessava. Mesmo assim, não estava capaz de voltar já para casa, fechar-se, esconder-se. Por muito tempo, não sentira uma vontade tão gritante de se revelar, exibir. Calcorreou a Baixa a pé, comeu sushi junto à estação do metro, mesmo em frente ao cabeleireiro, visitou galerias, alfarrabistas. Entrou em sítios diferentes só para saber como seria. A noite adiantou-se-lhe rapidamente. Sentia que já tinha passado há muito das horas decentes e seguras. O que quer que isso fosse, ninguém a esperava em casa... Foi descendo a Rua do Alecrim a caminho do Cais do Sodré, A chuva trazida pela súbita ventania, fê-la entrar num desses bares que não se aventuraria nunca a entrar por iniciativa própria. Pensão Amor. Se era! Os tons vermelhos e a decoração Deco, os reposteiros de veludo azul celeste, pinturas no tecto de deuses eróticos, estatuetas de mulheres semi-nuas – como se fora um bordel do século XIX ! As mesas estavam povoadas dessa geração de candidatos a artistas, sentados em cadeirões de veludo verde. Homens mais velhos, aqui e alí, ao balcão. Pediu um scotch & soda – não estava habituada a beber; depois

riu-se sozinha, quando caíu nela – Scotch & Soda, a marca de roupa, como se tivesse agora idade para se vestir como uma teenager! Ainda sorria, quando ele a interrompeu. - Dá-me licença que me sente? – Para isto é que não se tinha preparado. Não fosse a chuva, não teria entrado. Humm... Interessante, pensou. Contudo, giro. Acho que já vi esta cara em qualquer lado... mas onde? Ele acomodou-se. À medida que a conversa ía desfiando, ele acomodou-se a ela, ao rosto dela, como se fosse lume. Ela muito vaga, escutava-o. Um homem mais novo, directo, educado; contudo, a gravata denunciava-o fora do seu ambiente. Um serão simpático, ideal para quem está só há tanto tempo. Já a madrugada começara, ele pagou as bebidas. Despediram-se com um até à próxima. Há saída, ele quis-lhe saber o nome. - Inês. E o seu? - Pedro – disse-lhe, entregando-lhe um cartão profissional. - Pedro Corte-Real ; repetiu ela baixinho, com os olhos no cartão. Você é o... Ele riu complacente; - Sim, o tal. O que vai à televisão. Inês olhou bem nos olhos escuros de Pedro, ofereceu-lhe o braço. - Sabe Pedro, a noite ficou fria de repente. E está mesmo apetecível estar à lareira. Venha, conheço o sítio ideal para nos aquermos. Recomeçara a chover. Pedro e Inês, seguiram pela noite fora, sem pressa para se perderem. Não foram lenda; nem ela não chegou a raínha. A vida encetou novas rotinas; o tempo – mater e mestre, comprovou que a história é cíclica. Com os anos, Inês metamorfoseou-se tantas vezes, que se transformou num camaleão. Maria João Rafael

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&TRADIÇÕES

COSTUMES

Fontes: Wikipedia, Diário de Notícias e portal O Sapo - Imagens: Freepik

São Valentim

Por: David Gonçalves

e o Dia dos Namorados

Na Idade Média, em França e em Inglaterra, S. Valentim era um dos santos mais importantes. Assim, no dia 14 de fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e os papéis com os nomes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Usar um coração na manga da camisola era sinónimo de que a pessoa estava apaixonada, ou seja, “in love”. O cartão mais antigo que chegou até ao presente é já do século XV, de um jovem duque que estava preso em Londres e terá enviado vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher, que estava em França. A ORIGEM DO DIA DOS NAMORADOS Como muitas outras datas comemorativas católicas, a origem do dia está na Roma Antiga, nas festas anuais em honra do Deus Luperco (protector dos rebanhos e pastores e que correspondia ao Deus grego Pã) e Juno (Deusa do Amor), que aconteciam em meados de fevereiro. No século V, estas comemorações foram incorporadas às tradições cristãs e celebradas no dia 14 de fevereiro, em memória de São Valentim, um padre romano morto dois séculos antes. No século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como o dia da união dos namorados. Actualmente, na Europa e na América do Norte, comemoramos o Dia dos Namorados a 14 de Fevereiro. Mas não é assim noutros locais. Assim, por exemplo no Brasil, essa comemoração acontece no dia 12 de junho, nas vésperas do dia de Santo António, o famoso santo casamenteiro. OS LENÇOS DOS NAMORADOS São diferentes os costumes conforme os locais onde se passa o dia. Tipicamente portuguesa, a tradição dos “lenços dos namorados” ou “lenços de pedidos” remonta aos séculos XVII e XVIII, existindo por todo o País, sobretudo nas regiões do Minho, Beiras, Alentejo e Açores. Terão origem nos lenços

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que as meninas da nobreza, em idade casadoira, bordavam, a ponto-cruz, com dizeres de amor e brasões de família, em tons de vermelho e preto, muitas vezes com lantejoulas. Na hora do baile, com o lenço enfiado no cós do vestido, a rapariga deixava que o rapaz de quem gostava apanhasse o lenço e o usasse atado ao pescoço, em sinal de amor correspondido. Mais tarde, em meados do século XIX , as mulheres do povo passaram a adoptar o lenço, bordando-o a seu gosto, em linho ou algodão, com forma quadrada e cores variadas. Assim, a moça, quando estava próxima da idade de casar, confeccionava o seu lenço bordado. Depois, o lenço ia ter às mãos do “namorado” ou “conversado”. Então, se este o usasse por cima do casaco domingueiro, colocado ao pescoço, com o nó para a frente, era sinal de início do namoro. Em caso de amor não correspondido, o lenço seria devolvido à rapariga. A temática nestes lenços é muito variada, embora sempre relacionada com o amor, e vai desde a representação de símbolos religiosos ligados ao ato do casamento (cruz, custódia, cibório), a testemunhos de acontecimentos marcantes em determinadas épocas, como a emigração para o Brasil ou a tropa, sendo também comum verem-se nalguns lenços cestas, cântaros e pipas bordadas numa alusão às vindimas e outros trabalhos agrícolas. As raparigas também bordavam quadras, uma data, um nome, ou outros dizeres amorosos, como a palavra amor, trocando, muitas vezes, os “vês” pelos “bês”. Aliás, os lenços dos namorados ficam conhecidos exactamente pelos seus erros, demonstrando a baixa escolaridade das mulheres do campo e que, por tradição, ainda se reproduzem.

Fotos: Direitos Reservados

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origem do dia de S. Valentim está envolta em mistério, pois são variadas as lendas em seu redor. Há dois santos reconhecidos com o nome de Valentim, ou Valentinus, ambos mártires. De entre as várias lendas, salienta-se uma que parece ser a que reúne maior consenso quanto à sua veracidade. Havia um padre que viveu em Roma, no século III da Era Cristã chamado Valentim. Nessa altura, o Imperador Cláudio II enfrentava grandes dificuldades na recruta de novos soldados para as suas legiões e acreditava que os melhores soldados eram os solteiros. Então, resolveu cancelar todos os noivados e proibir todos os casamentos em Roma. Valentim, que considerava essa medida uma injustiça, continuou a celebrar clandestinamente casamentos de jovens. Quando soube das acções do padre, Cláudio ordenou a sua execução.

Vejamos alguns desses versos que encantam pela força com que afirmam os sentimentos da rapariga: “Bai lenço da minha mão Bai currer a freguesia Bai dar em formações Da minha sabeduria Curação por curação Amor num troques o meu Olha que o meu curação Sempre foi lial ó teu Meu Manel bai pró Brazil Eu tamem bou no bapor Gardado no coração Daquele qué meu amor”


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A CELEBRAR 1 ANO DE SUCESSO Fotos: Revista Amar

À conversa com Alice Cabral Na edição de fevereiro da Revista Amar fomos ao encontro de um estabelecimento comercial que se caracteriza pela simplicidade, bom gosto e inovação. A Eyes on Me Bridal, agora a celebrar 1 ano de existência, dedica-se à comercialização de vestidos de noiva novos, mas também usados, com um toque de requinte apenas ao alcance de quem ao longo de muitos anos acompanhou os caprichos e desejos da mulher, naquele que é tido, como um dos dias mais importantes da sua vida. No estabelecimento comercial de linhas simples e elgantes, situado no 1288 St Clair Ave West, em Toronto, encontrámos Alice Cabral, Portuguesa nascida na Ilha da Terceira, nos Açoes, com quem tivemos o prazer de estar à conversa para saber um pouco mais sobre si e o seu projeto.

por algumas horas. Nem sempre por difilcudades ecónomicas, mas porque achavam que era exagerado gastarem aquele dinheiro por um vestido que apesar de ser importante, não seria usado mais ao longo da vida. Tomei então a decisão de pensar num negócio que pudesse satisfazer este novo género de clientela.” Alice Cabral começou o seu negócio na internet, que permite nos dias de hoje alcançar um leque de clientes mais diversificado, abrindo um estabelecimento comercial em janeiro de 2015 com o objetivo de poder oferecer um serviço personalizado a todos aquele que partilham dos mesmo ideiais e soluções mais económicas para o seu dia de casamento. “As minhas expectativas foram superadas, agora que celebramos 1 ano. No início não havia receio porque sabia que havia mercado, mas não estava a contar que tivessemos este sucesso tão rapidamente.” A Eyes on Me Bridal orgulha-se do serviço de venda de vestidos usados no seu estabelecimento, mas também, da vasta gama de vestidos novos, importados da Itália e da Europa em geral, a preços muito diferentes daqueles que geralmente se praticam nas lojas da especialidade na zona de Toronto.

“Depois de ter trabalhado em várias boutiques na zona de Toronto, reparei que começou a haver um acréscimo de mulheres que não estavam interessadas em gastar pequenas fortunas para poderem adquirir um vestido que na verdade, será usado apenas

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“A certa altura percebemos que seriamos capazes de criar os vestidos que as noivas nos traziam em fotografias, a preços muito mais acessíveis, do que aqueles que lhes eram pedidos quando os tentavam adquirir noutros locais. Então dedicamo-nos também, a fazer vestidos de noiva por encomenda. As noivas trazem-nos as fotografias dos vestidos que gostariam de levar no dia de casamento e nós, criamos o mesmo vestido, a um preço muito inferior, graças a parcerias que

criámos com vários fabricantes internacionais. O mesmo acontece com as alterações aos vestidos.“ Alice refere que os gastos têm cada vez mais importância, na realização deste género de eventos e, nesse particular, oferecem um serviço que permite reduzir substancialmente o custo de qualquer cerimónia de casamento. “Ao longo dos anos já vi um pouco de tudo. Casais que se casam por estarem realemente apaixonados e se percebe que têm tudo para dar certo e outros que se casam só porque têm esse sonho. Algumas mulheres entendem que mesmo sendo um momento de extrema importância na sua vida, não necessitam gastar pequenas fortunas em vestidos e outros adereços. Já vi cerimónias de encantar em que os gastos foram muito reduzidos.” O leque de clientes da Eyes on Me Bridal não se resume à etnia Portuguesa, mas um pouco de todas, tendo particular impacto nas comunidades do Médio Oriente, caracterizada por gostarem de vestidos um pouco mais trabalhados, o que geralmente eleva o custo dos mesmos exponencialmente. “O serviço da Eyes on Me Bridal é muito simples. Além dos vestidos novos ou feitos à medida, recebemos vestidos pelas mais variadas razões, que ficam na loja para serem vendidos. Nós não compramos vestidos. As pessoas deixam-nos os seus vestidos por um determinado período de tempo e quando forem vendidos, a cliente leva a sua parte e a loja, obviamente, arrecada a sua percentagem. Ficam todos a ganhar. Perceba-se que muitas das vezes os vestidos que temos em exposição, nem sequer foram


usados. Há muitíssimas situações em que as pessoas compraram vestidos e não gostaram deles uns meses depois e torna-se dispendioso alterá-los, ou então porque já não lhes serve e tiveram de comprar outro. Há inclusivamente situações em que as pessoas vêm e deixam os vestidos que acabaram de comprar e levam outro daqui, porque gostaram mais do modelo e se sentem melhor com o vestido que temos em exposição. Há um pouco de tudo.”

A Eyes on Me Bridal, situa-se numa zona tradicionalmente conhecida por se dedicar, também, aos vestidos de noiva. A decoração simples e fina com linhas ornamentais delicadas enche de orgulho a sua proprietátia, Alice Cabral que sempre sonhou ter um estabalecimento com estas qualidades. ”A decoração da Eyes on Me Bridal enche-me definitamente de orgulho. É uma das

coisas que geralemnte os clientes mencionam. Que a loja está muito bem decorada e que a exposição de vestidos facilita a escolha.” Mas nem só de vestidos de noiva se escreve a história desta “lojinha” de traços requintados. Os acessórios, novos e usados, têm um papel de muito importante no seu negócio. Encontra-se um pouco de tudo, desde os brincos, passando pelos cordões, cintos e, obviamente, o afamado véu de noiva, que nunca deixa de estar na moda e é muito procurado pelas noivas.

Acresce a indumentária para os casamentos realizados no inverno, como as peças em renda ou pele, que podem servir para aconchegar na “marcante” entrada na igreja ou para o local da boda. As alterações a vestidos tem também uma importância acrescida neste negócio, tendo a Eyes on Me Bridal, a cooperação de uma costureira amiga de longa data, e que tem feito um trabalho notável na expansão nesta área, tornando vestidos inúteis em autênticos sonhos, prontos a serem expostos nesse momento de celebração do matrimónio. Quisemos também saber um pouco mais sobre os preços praticados na Eyes on Me Bridal... “Eu diria que entre os 350 e os 2000 dólares, dependendo do vestido e se é de marca ou feito por encomenda, em contraste com

os 10.000 ou 15.000 e mais que se gasta quando se compra em lojas de renome ou marcas conhecidas. É de facto uma grande diferença.” Quais as tendências para 2016? “Eu diria muito abertos, com grandes decotes quer seja à frente ou atrás, mas com manga comprida. Tem-se assistido ao aumento da procura dos vestidos com manga comprida e acho que em 2016 vai ser regra. Com laços a dar um toque de requinte, também alguns.” Quais as cores? “O marfim e os champagne são definitamente as cores que estão mais em uso. As cores mais arrojadas que se viram há uns anos atrás com misturas de brancos e pretos e até rosas leves, já não são tão procurados.” Quais os planos para o futuro? “Nos últimos meses temos apostado também em vestir as damas de honor, que como se sabe, aqui no Canadá tem também uma grande importância. Tivemos alguns eventos com muito sucesso e é definitivamente o nosso grande passo para 2016. Outras das atividades que geralemente tem grande impacto no nosso negócio são os saldos mensais, em que fazemos descontos de até 80% em vestidos selecionados.” ... Sucesso para o futuro, são os votos da Revista Amar para a Eye on Me Bridal e para a Alice Cabral. Foi um prazer enorme poder conhecer um pouco mais deste cantinho dedicado à realização de sonhos dos qualquer mulher, em Toronto. Se pensa dar esse passo brevemente, não deixe de visitar a Eyes on Me Bridal e deixe-se levar pela beleza ornamental desta estabelecimento comercial criado a pensar em si.

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LITE

V

ergílio Ferreira nasceu em Melo, aldeia do concelho de Gouveia, na Beira Alta, a meio da tarde do dia 28 de janeiro de 1916, filho de António Augusto Ferreira e, de Josefa Ferreira que, em 1927, emigraram para o Canadá, em busca de uma vida melhor, ficando Vergílio com os irmãos mais novos. Esta dolorosa separação é descrita em Nitido Nulo. A neve - que virá a ser um dos elementos fundamentais do seu imaginário romanesco - é o pano de fundo da infância e adolescência passadas na zona da Serra da Estrela. Aos 12 anos, após uma peregrinação a Lourdes, entra no seminário do Fundão, que frequentará durante seis anos. Esta vivência será o tema central de Manhã Submersa. Em 1936, deixa o seminário e acaba o Curso Liceal no Liceu da Guarda. Entra para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, continuando a dedicar-se à poesia, nunca publicada, salvo alguns versos lembrados em Conta-Corrente e, em 1939, escreve o seu primeiro romance, O Caminho Fica Longe. Licenciou-se em Filologia Clássica em 1940. Concluiu o Estágio no Liceu D.João III (1942), em Coimbra. Começa a lecionar em Faro. Publica o ensaio “Teria Camões lido Platão?” e, durante as férias, em Melo, escreve “Onde Tudo Foi Morrendo”. Em 1944, passa a lecionar no Liceu de Bragança, publica “Onde Tudo Foi Morrendo” e escreve “Vagão

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Fontes: Porto Editora e Wikipedia celebrando 100 anos

Vergílio Ferreira

“J” que, publicou em 1946; no mesmo ano em que se casou, com Regina Kasprzykowsky, professora polaca que se encontrava refugiada em Portugal da guerra e, com quem Vergílio ficara até à sua morte. Após uma passagem pelo liceu de Gouveia (onde escreveu o mundialmente conhecido romance Manhã Submersa, corria o ano de 1953), fixa-se como docente em Lisboa, lecionando o resto da sua carreira no Liceu Camões. A 3 de Setembro de 1979 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Em 1980, o realizador Lauro António adapta para o cinema, o romance Manhã Submersa e, Vergílio Ferreira interpreta um dos principais papéis, o de Reitor do Seminário, contracenando assim com outros grandes vultos da cena portuguesa, tais como: Eunice Muñoz, Canto e Castro, Jacinto Ramos e Carlos Wallenstein. Em 1992 foi eleito para a Academia das Ciências de Lisboa, no mesmo ano recebeu, pelo conjunto da obra, o “Prémio Camões”, o mais importante prémio literário dos países da língua portuguesa. Vergílio morreu no dia 1 de março de 1996, em sua casa, em Lisboa, na freguesia de Alvalade. O funeral foi realizado no cemitério de Melo, sua terra-natal e, a seu pedido, o caixão fora enterrado virado para a Serra da Estrela.

Imagens: Freepik

Obra Literária Ficção 1943 O Caminho Fica Longe 1944 Onde Tudo Foi Morrendo 1946 Vagão “J” 1949 Mudança 1953 A Face Sangrenta 1954 Manhã Submersa 1959 Aparição 1960 Cântico Final 1962 Estrela Polar 1963 Apelo da Noite 1965 Alegria Breve 1971 Nitido Nulo 1972 Apenas Homens 1974 Rápida, a Sombra 1976 Contos 1979 Signo Sinal 1983 Para Sempre

Autor Português

Fotos: Direitos Reservados

Vergílio Ferreira é um dos mais destacados autor, romancista e ensaísta português, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário. Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores ratura romancistas portugueses deste século. Literariamente, começou por ser neo-realista (anos 40), com “Vagão Jota” (1946), “Mudança” (1949), etc. Mas, a partir da publicação de “Manhã Submersa” (1954) e, sobretudo, de “Aparição” (1959), Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e existencialista. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras dos ficcionistas deste século. O ensaio é outra das grandes vertentes da sua obra que, aliás, acaba por influenciar a sua criação romanesca. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores, a arte, são recorrentes na sua produção literária. Além disto, Vergílio Ferreira deixou-nos vários volumes do diário intitulado “Conta-Corrente”. Das suas últimas obras destacam-se: “Espaço do Invisível”, “Do Mundo Original” (ensaios), “Para Sempre” (1983), “Até ao Fim” (1997) e “Na tua Face” (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

1986 Uma Esplanada Sobre o Mar 1987 Até ao Fim 1990 Em Nome da Terra 1993 Na Tua Face 1995 Do Impossível Repouso 1996 Cartas a Sandra Ensaios 1943 Sobre o Humorismo de Eça de Queirós 1957 Do Mundo Original 1958 Carta ao Futuro 1963 Da Fenomenologia a Sartre 1963 Interrogação ao Destino, Malraux 1965 Espaço do Invisível I 1969 Invocação ao Meu Corpo 1976 Espaço do Invisível II 1977 Espaço do Invisível III 1981 Um Escritor Apresenta-se

1987 Espaço do Invisível IV 1988 Arte Tempo 1998 Espaço do Invisível V (póstumo) Diários 1980 Conta-Corrente I 1981 Conta-Corrente II 1983 Conta-Corrente III 1986 Conta-Corrente IV 1987 Conta-Corrente V 1992 Pensar 1993 Conta-Corrente-nova série I 1993 Conta-Corrente-nova série II 1994 Conta-Corrente-nova série III 1994 Conta-Corrente-nova série IV 2001 Escrever (póstumo)


Diários Imagens: Freepik

Durante treze anos (1981-1994) Vergílio Ferreira publicou nove volumes de diário, ao qual pôs o título genérico de Conta-Corrente. Os textos contidos nesses volumes vão desde Fevereiro de 1969 (altura em que iniciou a sua escrita) até Dezembro de 1992 (altura em que terá abandonado o género). Os volumes subdividem-se em duas séries: a primeira composta por cinco volumes e a segunda composta por quatro volumes. A publicação do diário de Vergílio Ferreira foi uma das poucas tempestades na bonançosa comunidade literária pós 25 de abril, como também é um documento precioso sobre a evolução das ideias do século XX português. Vergílio Ferreira era um homem atento a tudo aquilo que o rodeava, quer tivesse interesse político, ou social, ou estético, ou literário. O seu diário veio, assim, agitar a comunidade portuguesa pensante, criando alguns focos de conflito por um lado e manifestações de apoio por outro. O autor já tinha por várias vezes tentado escrever um diário, mas foi só em 1969 que leva o seu projeto em frente: “Fiz cinquenta e três anos há dias. (…)

É a opinião do Registo Civil (…). E então lembrei-me: e se eu tentasse uma vez mais o registo diário do que me foi afetando?”. Esta frase é sem dúvida elucidativa das intenções do autor: primeiro, tentar escrever um registo diário; segundo, escrever nele tudo aquilo que o foi marcando. Nesta frase também se pode verificar que não é a primeira vez que o autor tenta escrever um diário: “e se eu tentasse mais uma vez”. O tentar escrever um diário é algo que está sempre presente, e, muitas vezes, a escrita desse mesmo diário torna-se difícil, pois o autor sente que se está a expor em demasiado perante o leitor, sente que o leitor pode “lê-lo”: “Extremamente difícil continuar este diário. (…) Que me leiam um romance, não me perturba. Mas não que me leiam a mim.” Existe a questão do íntimo sempre presente ao longo deste volume e o próprio autor refere que colocar ao alcance dos seus leitores a sua intimidade, os seus desabafos, não é propriamente algo que lhe agrada: “o desejo de “desabafar” não é propriamente um desejo sublime”. Apesar de tudo a escrita do diário prossegue.

Sugestões de Leitura

Romance Manhã Submersa

Fonte Porto Editora e SítiodoLivro

de Vergílio Ferreira

Ano de edição ou reimpressão: 2011 Editora: Quetzal Editores Idioma: Português Sinopse Trata-se de uma narrativa autodiegética cuja personagem central é António dos Santos Lopes (por alcunha, o Borralho). Proveniente de uma pobre família beirã, o narrador conta, passados vinte anos, o tempo em que permaneceu no seminário, para onde fora enviado, contra a sua vontade. Era sua protetora, D. Estefânia, uma senhora rica, beata e viúva, que pretendia torná-lo padre, o que constituía, segundo a mentalidade da mãe do rapaz, uma relevante promoção social e um futuro garantido. A narrativa passa-se em três espaços distintos: o seminário, a casa pobre da família do jovem e a casa rica de D. Estefânia. Vários aspetos são destacados na obra, como a educação repressiva da época, a miséria da região, as desigualdades sociais, a amizade e o amor. No entanto, a obra realça sobretudo os sentimentos e as íntimas emoções do seminarista. O final trágico dá-se nas férias da Páscoa, quando António Lopes as vai passar a casa. Decidido a mudar o rumo da sua vida e apoderado de um sentimento de revolta, aproveita o facto de ter sido escolhido para lançar foguetes, durante a festa de aniversário do Dr. Alberto, filho de D. Estefânia. Deixa rebentar na mão direita um foguete, perdendo assim dois dedos. Mutilado, não poderá ser padre. Concretiza, daquela forma drástica, o que sempre desejara - deixar de frequentar o seminário, por falta de vocação para o sacerdócio. A obra Manhã Submersa foi adaptada para cinema, com título homónimo, em 1980. A realização é de Lauro António, e Vergílio Ferreira desempenha o papel de reitor do seminário. O filme ganhou alguns prémios e foi selecionado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (1981). Em 1990, o livro ganhou o Prémio Femina Étranger.

Infantojuvenil Contos e Lendas de Portugal e do Mundo Ano de edição ou reimpressão: 2015 Ilustração: Fátima Afonso Editora: Porto Editora Idioma: Português

de João Pedro Mésseder , Isabel Ramalhete

Sinopse Eis uma mão-cheia de contos e lendas de Portugal e de outras regiões do Mundo: de Angola, Moçambique, Timor, Espanha, França, Alemanha, do povo cigano e até do mundo árabe. Histórias para ler, reler e contar. Um nunca acabar de modos de encantar, de ter graça, de emocionar e de transmitir ensinamentos.

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VAMOS

FALAR Português

Imagens: Freepik

ANTÓNIO SILVA • ss.65@hotmail.com

NOTA DO AUTOR

Este artigo resulta de uma pesquisa levada a cabo pelo autor para apresentação a outros profissionais, no âmbito do seu serviço, uma vez que o mesmo se aplica ao Governo Português e a todos os serviços, organismos e

entidades na dependência do Governo, desde 01 de janeiro de 2012. Não tendo formação específica na área da língua portuguesa, e sendo apenas alguém que gosta de estar informado e de partilhar com os outros os seus conhecimentos e aprendizagens, pede-se atenção para o seguin-

Foto: Direitos Reservados

te: não se pretende com este artigo emitir opinião, pró ou contra o Acordo Ortográfico; este artigo não dispensa a consulta mais aprofundada de outros documentos. Espera-se que no final se tenha contribuído para que os leitores fiquem mais e melhor informados sobre esta problemática.

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

DA LíNGUA PORTUGUESA CONTINUAÇÃO DO ARTIGO ANTERIOR

Aboim, Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, influir, juiz, raiz, etc. ACENTUAÇÃO GRÁFICA DAS PALAVRAS ESDRÚXULAS (antepenúltima sílaba) Levam acento agudo: • As palavras esdrúxulas que apresentam na sílaba tónica as vogais abertas grafadas a, e, i, o, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, exército, hidráulico, líquido, músico, plástico, público, rústico, último, etc.

VOGAIS TÓNICAS GRAFADAS “i” E “u” DAS PALAVRAS AGUDAS E GRAVES As vogais tónicas grafadas “i” e “u” das palavras agudas e graves, levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de “s”: • aí, atraí (de atrair), baú, caís (de cair), Luís, país, etc.; • alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de atrair), baía, cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, graúdo, juízes, Luísa, miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, etc. As vogais tónicas grafadas “i” e “u” das palavras agudas e graves, não levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que não formam ditongo e constituem sílaba com a consoante seguinte, como é o caso de nh, l, m, n, r, z: • bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul;

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• As chamadas esdrúxulas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica as vogais abertas grafadas a, e, i, o, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas -ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.: álea, náusea, etéreo, níveo, enciclopédia, glória, barbárie, série, lírio, mágoa, nódoa, exígua, língua; exíguo, vácuo. Levam acento circunflexo: • As palavras esdrúxulas que apresentam na sílaba tónica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: cânfora, cômputo, dinâmico, êmbolo, excêntrico, Grândola, lâmpada, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego. • As chamadas esdrúxulas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica e terminam por sequências vocálicas pós-tónicas praticamente consideradas como diton-

gos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio. Dupla grafia: Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras esdrúxulas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas grafadas “e” ou “o” estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas “m” ou “n”: académico e acadêmico, anatómico e anatômico, cómodo e cômodo, fenómeno e fenômeno, género e gênero, topónimo e topônimo; Amazónia e Amazônia, efémero e efêmero, grémio e grêmio, cómico e cômico, crómio e crômio, etc. Na prática, em Portugal, não haverá alteração. Os portugueses continuarão a usar o acento agudo nestas palavras por ser o que corresponde à sua pronúncia. NOTA IMPORTANTE (ASSINATURAS E FIRMAS) • Para ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registo legal, adote na assinatura do seu nome. • Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registo público.

Luís Vaz de Camões

A língua Portuguesa VIVA!


PARTICULARIDADES DOS VERBOS

Os verbos podem suscitar dúvidas em diversos aspectos, tanto no que diz respeito a aspetos gráficos como de pronúncia ou combinação com pronomes. A nível gráfico, existem frequentemente dificuldades quanto à maneira correta de escrever uma ou outra das variadas formas verbais. Além disso é comum confundirem-se formas de diferentes verbos por serem graficamente semelhantes… Por outro lado, há verbos compostos que se escrevem de modo diferente em relação ao verbo a partir do qual se formam. Vamos tentar rever as questões ortográficas de alguns verbos, a começar por: crer, ler e ver. - As formas da terceira pessoa do singular do presente dos verbos crer, ler e ver (e os seus compostos), levam acento circunflexo: crê, descrê, incrê, lê, relê, vê, antevê, prevê, revê, etc… - Com a entrada em vigor do Acordo

Ortográfico de 1990, as formas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos crer, ler e ver (e seus derivados), que anteriormente eram grafadas com acento circunflexo, deixam de ser acentuadas: creem, deem, leem, veem, etc… Os verbos podem suscitar dúvidas em diversos aspectos, tanto no que diz respeito a aspetos gráficos como de pronúncia ou combinação com pronomes. A nível gráfico, existem frequentemente dificuldades quanto à maneira correta de escrever uma ou outra das variadas formas verbais. Além disso é comum confundirem-se formas de diferentes verbos por serem graficamente semelhantes… Por outro lado, há verbos compostos que se escrevem de modo diferente em relação ao verbo a partir do qual se formam. Vamos rever as questões ortográficas do verbo dar. - As formas da terceira pessoa do

SUZI SILVA

LQA - Técnica de ensaios linguísticos

singular do singular e do plural do presente do conjuntivo do verbo dar (e os seus compostos) levam também acento circunflexo: dê, desdê, redê, etc… - Com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990,no verbo dar, onde a primeira pessoa do plural do presente do conjuntivo pode ou não levar acento circunflexo. O acento serve, neste caso, para distinguir essa forma da primeira pessoa do plural de pretérito perfeito: dêmos ≠ demos. Os verbos podem suscitar dúvidas em diversos aspectos, tanto no que diz respeito a aspetos gráficos como de pronúncia ou combinação com pronomes. A nível gráfico, existem frequentemente dificuldades quanto à maneira correta de escrever uma ou outra das variadas formas verbais. Além disso é comum confundirem-se formas de diferentes verbos por serem graficamente semelhantes…

Por outro lado, há verbos compostos que se escrevem de modo diferente em relação ao verbo a partir do qual se formam. Vamos tentar rever as questões ortográficas do verbo haver. - Até à entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, nos casos em que as formas verbais são compostas apenas por uma sílaba, o verbo haver ligava-se à preposição de através de hífen: hei-de, hás-de, há-de, heis-de, hão-de. Com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, o hífen deixa de ser empregue: hei de, hás de, há de, heis de, hão de. - Este verbo pode ser utilizado em todas as pessoas gramaticais ou apenas na terceirado singular. No primeiro caso, surge como auxiliar em tempos compostos: nós havíamos, nós houvéramos, nós haveremos dito que… No segundo caso, é usado como impessoal com o sentido de “existir”: havia, houve, haverá duas casas.

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RELACIONAMENTOS VIRTUAIS ... cada vez mais reais Imagens: Freepik

S

ão quase nove horas da noite de quinta-feira e Carla, uma estudante do curso de contabilidade da Seneca College, está a ponto de abandonar a sala de aula. Ela ainda precisa de pegar as últimas dicas para o teste da próxima semana, mas não consegue concentrar-se. A cada cinco minutos, Carla olha para o telemóvel e não acredita no que vê. O ecrã está apagado. A bateria do telefone acabou 20 minutos atrás e nenhum dos colegas ainda em classe tem um carregador de telemóvel que seja compatível ao dela. Carla traz sempre consigo o carregador do telemóvel e uma bateria recarregável. Esta manhã, enquanto se arranjava para sair, ela estava distraída tirando uma selfie para enviar para o namorado. Ela queria mostrar a neve a formar um tapete branquinho que cobria todo o jardim e, claro, mandar o seu “bom dia” para o namorado com um sorriso lindo e iluminado. “Quando não podemos estar juntos, as fotos são uma forma de ilustrar o nosso dia. Gosto de ver como ele está e mandar fotos dos momentos em que gostaría de tê-lo comigo”, comenta Carla, que não verificou se estavam na bolsa todos os acessórios necessários para o dia e acabou por se esquecer do carregador. Carla é nascida em Lisboa, a capital de Portugal. Mora no Canadá há um ano e meio. Mudou-se para Toronto com o objetivo de aprimorar o Inglês e procurar novas oportunidades de trabalho. Chegada a Toronto, Carla iniciou os estudos na College. Depois de alguns meses contabilizava alguns amigos, com os quais saiu para passear muitas vezes, mas acabou por não encontrar nenhum relacionamento sério. Há seis meses, uma amiga de Carla apresentou-lhe uma aplicação com a qual é possível encontrar e gostar virtualmente de outras pessoas. Todos os candidatos virtuais regisyados demonstram interesse em conhecer parceiros interessantes para conversar, para sair e dançar ou, quem sabe, uma oportunidade para encontrar a alma gémea. A amiga de Carla, que lhe apresentou a aplicação, está num relacionamento bem sucedido. O marido, ela conheceu por meio desta mesma aplicação e agora está a incentivar as amigas para que apostem na mesma tecnologia. Após dois meses a utilizar esta fabulosa forma de conhecer novas pessoas, Carla “gostou” do Mark e ele dela. Quando se “gostaram”, automaticamente marcaram um encontro virtual. Aconteceu como uma explosão de alegria no ecrã do telemóvel. As fotos entrelaçaram-se e a janela para o chat estava então iniciada. Mark não é de Toronto, mas a cidade onde mora fica a cerca de uma hora de distância da downtown. Desde aquela troca de fotos, o telemóvel tem sido a principal ferramenta para o relacionamento que passou de uma amizade para um namoro muito envolvente e apaixonado. Há quatro meses que o telemóvel da Carla não fica sem bateria nem por um segundo sequer. Desde que Mark “gostou” daquela foto, tem recebido milhões de outras para apreciar. Carla também tem sido atenciosa, participando em todas as fotos dos jogos de baseball e hockey que o Mark compartilha com ela. Eles trocam e-mails e mensagens o dia todo, e também vêem o Facebook e o Instagram para verem a atualização de novas fotografias ou posts. À noite, também falam por Skype ou Facetime. Caso não consigam conversar, eles desejam-se boa noite, beijos, e outros carinhos até que possam falar novamente na manhã seguinte.

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O telemóvel mantém Carla e Mark ligados, como se andassem de mãos dadas pelas ruas, admirando montras e sorrindo um para o outro. São fotos, vídeos e mensagens que encurtam a distância e trazem os dois um para a vida do outro a todo o instante. São segredos compartilhados somente entre os dois e declarações de amor publicadas no Facebook para também compartilhar a felicidade com familiares e amigos. Carla e Mark já fazem parte de um grande grupo que mantém relacionamentos virtuais. Relacionamentos como o deles já fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas. Atualmente existem 91 milhões de pessoas em todo mundo usando aplicações para encontros virtuais. O namoro virtual virou uma indústria bilionária, e a internet “pode estar a alterar a dinâmica e o resultado do próprio casamento”, aponta a pesquisa americana, baseada numa consulta com um universo representativo da população, que incluiu 19.131 pessoas que subiram ao altar entre 2005 e 2012. Mais de um terço delas havia começado o namoro online. O livro do jornalista Dan Slater, O Amor nos Tempos de Algoritmos, argumenta que algo importante e irreversível aconteceu com os namoros e relacionamentos. Slater diz que se anuncia uma mudança semelhante em importância para a revolução sexual. “Vamos chegar a um ponto em que as pessoas não fazem distinção entre encontros on-line e off-line”, diz ele. “Não nos vamos referir a encontros on-line; a pessoa só vai estar a namorar. E não estamos longe. O namoro on-line ampliou as nossas escolhas. Isso tem-nos levado a escolher pessoas que são muito mais como nós, trazendo uma aceitação maior para o tipo de relacionamento.” Pela primeira vez em quatro meses, Carla está sem poder contactar o seu amor. Esse sentimento de impossibilidade é muito frustrante. Carla não está a conseguir manter-se focada, pois Mark pode estar preocupado com ela. Ela não teve tempo de o avisar que ficaria sem bateria. Carla está definitivamente decidida a encerrar a sua participação na aula por hoje. Precisa voltar para casa, colocar o telemóvel a carregar e conversar sobre o seu dia com Mark. A internet tem ligado amores em todo o mundo, diminuindo distâncias e, principalmente, facilitando a troca de amor e a comunicação entre os casais. Os mais apaixonados, até quando estão juntos fisicamente encontram motivos para trocar mensagens ou vídeos pelo telemóvel. Vivemos numa era digital com todas as gerações cada vez mais conectadas. Os avós assistem e acompanham os netos, os casais compartilham experiências e os jovens descobrem-se uns aos outros. Os aparelhos tecnológicos – smartphones, tablets, etc – são sedutores. À procura de informação e interação social, as pessoas ficam ligadas neles diariamente. Encurtando distâncias e facilitando a comunicação, a internet transformou-se num universo quase ilimitado de interação. Neste dia dos namorados, Carla e Mark vão se encontrar. Vai ser a terceira vez em quatro meses. Estão felizes e não vão deixar o telmóvel de lado. Ele vai servir para registar o primeiro dia dos namorados juntos e comemorar o sucesso do relacionamento quase completamente virtual. Por: Camila Borghetti


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CASA LOMA

recue no tempo para um período de esplendor e elegância europeia Por: Paulo Mendes

Fotos: Direitos Reservados / Fontes: http://www.casaloma.ca e Wikipedia

Fotos: Direitos Reservados

Casa Loma: uma das jóias arquitetónicas de Toronto Casa Loma (termo espanhol que significa “Casa na Colina”; House on the Hill em inglês) é um museu e ponto de referência na parte alta da cidade de Toronto, construído como um castelo neorromântico. Originalmente, foi a antiga residência do financeiro canadiano Sir Henry Mill Pellatt.

O palacete foi construído ao longo dum período de três anos, entre 1911 e 1914. O seu arquiteto foi E. J. Lennox, igualmente responsável pelo desenho de vários outros marcos da cidade. Hoje, a Casa Loma é uma das principais atrações turísticas e hotelaria de Toronto. A cada ano, mais de 350.000 visitantes conhecem a Casa Loma, uma jóia arquitetónica completa com suites decoradas, passagens secretas, um túnel de 800 pés, torres, estábulos, e 5 acres de belos jardins.

Estão disponíveis tours multimédia autoguiadas em inglês, francês, japonês, alemão, italiano, espanhol, mandarim, coreano e em Língua Gestual americana. Estão disponíveis em inglês e francês visitas áudio descritivas para deficientes visuais.

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Um cenário perfeito para ocasiões especiais, a Casa Loma é também palco de mais de 250 eventos privados anualmente. A arquitetura única tornou-se também um local altamente desejável para cinema, televisão e sessões fotográficas.

Conheça um pouco da história A Casa Loma levou três anos para construir e custou, na época, 3,5 milhões de dólares. Sir Henry Pellatt encheu a Casa Loma com obras de arte do Canadá e de todo o mundo. A Casa Loma ficou como um monumento ao seu criador - superou qualquer casa particular na América do Norte. Com crescentes ameias e passagens secretas, esta homenageou os castelos e cavaleiros de tempos passados. Além de sediar grandes eventos sociais, os


Pellatt’s estiveram envolvidos numa série de projetos filantrópicos. Sir Henry Pellatt era um administrador e benfeitor do Trinity College e um forte defensor do Grace Hospital. A organização do St. John’s Ambulance Brigade no Canadá é devido em grande parte aos seus esforços. A senhora Pellatt, apesar da sua saúde frágil, desempenhou um papel ativo na promoção do Girl Guides of Canada. Ela foi nomeada a primeira Comissária das Girl Guides of Canada e em 1919 foi homenageada com o maior prémio Girl Guides, o Peixe de Prata. Infelizmente, as fortunas de Sir Henry Pellatt não poderiam sustentar a magia que era a Casa Loma. Para financiar a expansão, Pellatt and Pellatt endividaram-se ainda mais. A única fonte segura de rendimento a partir do monopólio da energia elétrica desapareceu quando decisões políticas permitiram que a eletricidade passasse a ser de propriedade pública. Numa tentativa fútil de restaurar a sua riqueza, Sir Henry Pellatt virou-se para a especulação imobiliária. Ele estava convencido de que os prósperos Torontianos iriam apressar-se a construir casas em redor da Casa Loma. No entanto, neste caso, o seu sentido empreendedor não levou em conta os efeitos da Primeira Guerra Mundial. Durante a guerra, os canadianos colocaram o seu dinheiro em títulos de guerra, não em casas. Depois da guerra, a economia caiu, levando Pellatt and Pellatt à falência. A empresa devia ao Home Bank of Canada 1.7 milhões de dólares - ou em termos atuais 20 milhões de dólares. Com as suas ações sem valor e as suas dívidas de negócios fora de controle, Sir Henry Pellatt foi confrontado com uma decisão de partir o coração - uma decisão que ele sempre reivindicou foi tomada para ele por parte dos assessores (fiscais) de bens imobiliários da cidade. Confrontado com uma fatura de imposto extraordinário, Sir Henry Pellatt não teve escolha senão leiloar os seus preciosos bens por uma fração do seu valor e abandonar o seu sonho de um nobre castelo.

Os anos pelo meio Após Sir Henry Pellatt deixar a Casa Loma, esta manteve-se vaga, enquanto as propostas eram consideradas para o uso futuro. Em 1925, um ano após Sir Henry Pellatt se ter retirado para a sua quinta em King, o arquiteto William Sparling apresentou uma proposta para converter a casa num hotel de luxo. Foi concedido a William Sparling um contrato de arrendamento a longo prazo, tendo este começado o processo de conclusão do Grande Salão e a sala de bilhar, áreas que Sir Henry Pellatt nunca tinha terminado. Ele também tinha planos para adicionar duas grandes alas para as secções leste e oeste do edifício prinícpal, com cada uma a conter 96 suites e 56 quartos completos. Estas alas não foram construídas. Um sindicato de Nova York ofereceu-se para comprar a Casa Loma em 1928, mas o negócio nunca foi concluído e o hotel ficou condenado ao fracasso em 1929.

Durante o final de 1920, a Casa Loma também foi uma casa noturna popular. The Orange Blossoms, mais tarde conhecido como Glen Gray e a Casa Loma Orchestra, foram contratados para atuar por oito meses na Casa Loma em 1927 e 1928. Pouco tempo depois, eles saíram numa digressão pela América do Norte. Com o início da Grande Depressão, a Casa Loma, mais uma vez permaneceu vaga. Em 1933, a cidade de Toronto adquiriu a propriedade do imóvel por $27,303.45 em dívida em impostos atrasados. As sugestões para possíveis usos do edifício incluíram um liceu, um museu, uma galeria de arte, uma casa de convalescença para veteranos de guerra e uma residência permanente para os quíntuplos Dionne. Nenhum dos projetos se mostrou viável e a cidade de Toronto chegou a considerar a demolição da Casa Loma. O Kiwanis Club of West Toronto começou a operar a Casa Loma como uma atração turística em 1937. Este acordo prosseguiu até 2011. Em agosto de 2011, foi criada a nova Casa Loma Corporation. A cidade de Toronto continua a ser o único proprietário do local. Em janeiro de 2014, o Liberty Entertainment Group, liderado por Nick Di Donato, celebrou um Contrato de Arrendamento e operacional a longo prazo com a cidade de Toronto para a Casa Loma. Isso inclui todos os aspetos de operação da Casa Loma tanto como um local para eventos especiais, bem como uma atração turística. O Liberty Entertainment Group tem planos para preservar e fazer melhorias no edifício, reforçar os eventos especiais e a experiência de jantar e integrar novas tecnologias para a programação escolar e cultural. Localização A Casa Loma localiza-se no Austin Terrace, no extremo norte da Spadina Avenue, num escarpamento (Davenport Hill) acima da Davenport Road. Davenport corre ao longo do fundo do escarpamento que era a linha costeira do pró-glacial e pré-histórico Lago Iroquois, o predecessor do Lago Ontário. A Casa Loma propicia vistas para o escarpamento e para Spadina Avenue, no coração de Toronto. Os estábulos localizam-se no número 330 da Walmer Road e o pavilhão de caça no número 328 da mesma rua. Horário de Funcionamento A Casa Loma está aberta diariamente entre as 09:30 -17:00 horas (última entrada: 16:30 horas). A Casa Loma fecha às 13:00 horas - véspera de Natal - 24 de dezembro; fechada no Dia de Natal - 25 de dezembro. Informações: • A Casa Loma está localizada no One Austin Terrace, perto da esquina da Davenport Rd. e Spadina Ave. • Todas as crianças devem ser acompanhadas por um adulto. • Crianças até aos 3 anos de idade não pagam quando acompanhadas por um membro adulto da família. • O preço do bilhete inclui o uso de um guia multimédia e visualização do documentário Pellatt. • O Liberty Cafe e a Casa Loma Gift Shop estão localizados no nível mais baixo. • Não são permitidos alimentos ou bebidas no edifício fora do Liberty Caffe. • Não é recomendado o uso de carrinhos de criança, devido às escadas. • O Castelo e os jardins estão disponíveis para eventos privados, reuniões, media e filmagens. Preços de admissão regular Bilhete Base Taxas Total do Bilhete Adultos (18-59) - $21.24 HST $24.00 Idosos (60+) ou Jovens (14 - 17) - $15.93 HST $18.00 Crianças (4-13) - $12.39 HST $14.00 Crianças até aos 3 anos de idade estão isentas de pagamento. A entrada para o documentário Sir Henry Pellatt e uso do guia multimédia de áudio está incluído no preço do bilhete. O Toronto CityPASS é a admissão Casa Loma, mais 4 outras admissões para atrações turísticas imperdíveis combinadas num “livrete-bilhete” com grandes descontos. As pessoas podem poupar cerca de 45% e ignorar a maioria das linhas. Custo: adulto $64,00 CAD + HST; crianças (4-12) $41,00 + HST. Comprar livros ou e-tickets em citypass.com.

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veneza

TUR

ismo

Por: David Gonçalves

FACTOS Línguas Oficiais: Italiano Outras: Inglês Visto: Aplicam-se as regras gerais em vigor na União Europeia Hora: UTC + 01:00 - (Central European Time) Épocas Altas: De maneira geral, a primavera (março a junho) e o outono (setembro a novembro) são agradáveis, com temperaturas moderadas. Consultar a previsão do tempo é sempre uma boa ideia quando se planeia uma viagem, especialmente no caso de Veneza. A cidade alaga desde o século 13, quase sempre entre novembro e abril. O motivo resulta de uma combinação de fatores: chuvas fortes, oscilação das marés, a estrutura peculiar da cidade, o aquecimento global etc. Atrações: No primeiro semestre acontece o célebre Carnaval de Veneza Moeda local: Euro

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V

Fotos: Direitos Reservados / Imagens: Freepik / Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor,

eneza... que outro complexo urbano do mundo consegue manter a unidade mesmo estando espalhado por 118 ilhotas banhadas por pequenos canais, tendo mais de 400 pontes? E que outro lugar ostenta tantas obras-primas de arquitetura e arte em tão pouco espaço? A geografia labiríntica de Veneza – cuidado mesmo para não se perder! – surgiu durante as invasões bárbaras, intensificadas nos séculos V e VI, quando habitantes de povoados do Vêneto e de regiões vizinhas eram forçados a fugir para onde desse, inclusive para essas pequenas ilhas. Novas comunidades insulares foram se formando, e por volta do século X Veneza já era uma força comercial que se espalhara pelo Mediterrâneo, conquistando territórios que se estenderam até a Grécia. Tal poder propiciou

também o desenvolvimento cultural e arquitetónico da cidade, que se transformaria num perfeito museu ao ar livre, romântico a um nível quase inimaginável e que atrai a visita de multidões de turistas a cada ano. Sobretudo no verão, é difícil escapar a filas ou congestionamento de pedestres entre os bequinhos, praças e vielas repartidos pelos seis sestieri (distritos) da cidade. A Piazza San Marco, o Canal Grande, a Ponte Rialto são disputados por muitos o ano todo. Mesmo lotada, Veneza é inesquecível. COMO CHEGAR O Aeroporto de Veneza está a 12 quilómetros da cidade. Dele, pode-se chegar ao Centro de ferry ou de autocarro. Comboios desembarcam na Stazione di Santa Lucia, que fica nas margens do Canal Grande.


COMO CIRCULAR A melhor forma de conhecer Veneza é a pé. Portanto, esteja em boa forma física para enfrentar as ruelas e canais da cidade. Uma forma fundamental de transporte público são o vaporetto, uma espécie de autocarro-barco. Os bilhetes são vendidos em máquinas automáticas ou dentro dos próprios veículos. Se fizer várias viagens e se o seu hotel não oferecer serviço de traslado, vale a pena pensar em adquirir bilhetes válidos até 72 horas. Uma opção bem mais cara, mas rápida e conveniente, são os táxis aquáticos, que vão direto ao aeroporto. Para atravessar o Grand Canal nas áreas longe das poucas pontes disponíveis, utilize o traghetto, uma gôndola pública a baixo custo. O QUE FAZER Veneza é um labirinto de pequenos e grandes canais espalhados pela lagoa no nordeste da Itália. Aqui você encontrará grandes museus como o Accademia, o Ca’Rezzonico, o Peggy Guggenheim ou o Punta della Dogana. O destaque, porém, está mesmo em volta da Piazza San Marco, com a sua magnífica basílica, o farol-campanário e o Palazzo Ducale, o elegante edíficio dos poderosos doges da República Veneziana. Não perca também bons passeios a pé em Dorsoduro, Murano, Burano e na pequena San Giorgio Maggiore. Ah, e claro, um passeio de gôndola.

ONDE FICAR Quartos em Veneza são bem caros. Mas se optou por uma simples pensão ou um palacete, leve em consideração como chegar até lá. Os melhores estabelecimentos disponibilizam embarcações que farão a ponte entre a estação ferroviária, o estacionamento ou o aeroporto. Para os menos afortunados, vale a pena considerar ficar em um dos muitos hotéis no entorno da estação ferroviária, nos bairros de Santa Croce e Cannareggio. Isso evitará andar com malas para lá e para cá, embarcando e desembarcando dos vaporettos. O QUE COMER Se quer um lanchinho rápido, como pizza al taglio ou cicchetos, as tapas italianas? Veneza tem. Quer um jantar de 5 estrelas, com cozinha séria, serviço impecável e paisagem deslumbrante? Também tem. Basta um gelado ou um simples espresso? Vai encontrar por toda cidade. O único senão será o preço. A cidade é cara para turistas atingindo valores exorbitantes. Casas como o Harry’s Bar e o Caffè Florian são famosos por oferecerem receitas impecáveis como carpaccio, bellini e chocolate quente, mas quando a conta chega, muitos turistas sentem-se explorados. Seja como for, não deixe de experimentar receitas clássicas do Vêneto, como os risotos risi e bisi e nero (negro, na tinta de sépia), o sarde in saor (escabeche de sardinha) e o chamativo antipasti veneziano, que traz azeitonas, anchovas marinadas e outros frutos do mar como o caranguejo granceola. E lembre-se que no norte o arroz e a polenta sobressaem-se sobre as massas. Boas férias.

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Fotos: Direitos Reservados

SORAIA MEJDOUBI & PAULO FILIPE Soraia Mejdoubi começou a tomar os primeiros passos da sua carreira artística em 1994, quando competiu para o festival de música patrocinado pela estação de televisão YTV Concurso de Canto YTV. Ao longo da década de 90, Soraia teve oportunidade de mostrar as suas capacidades como cantora, intérprete e autora. No início do novo milénio, começa a colaborar em vários projetos com cantores das comunidades portuguesas e latino-americanos em Toronto, em espetáculos ao vivo e fazendo gravações vocais. A experiência de uma vida dedicada à música enriqueceu o seu estilo único de cantar. O tempo moldou a sua voz e alma até que o Fado entrou no seu coração. Há quase uma década, Paulo Filipe tem realizado concertos em diversos locais, manifestações culturais e artísticas, bem como programas de televisão e estações de rádio em toda a América do Norte e Portugal. Aos poucos, foi conquistando o seu lugar no panorama musical da canção nacional mais Portuguesa - o Fado, para muitos apontado como a versão portuguesa dos Blues na América do Norte. Desde o seu álbum de estreia, Lençóis de Fado (2007) até

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ao seu mais recente, Caminho de Rimas (2014) Paulo tem mostrado o seu lado tradicional e assim, sendo convidado a representar Portugal perante figuras emblemáticas das comunidades lusófonas e entidades governamentais. Dois rostos da comunidade portuguesa que a paixão pela música e a vida artística juntou. Duas almas que o Fado - da palavra latina “fatum” (que significa destino), uniu e transformou numa história de amor. Um amor que começou à base de uma amizade, amadureceu com o respeito mútuo, e se materializou mais tarde com o nascimento da filha de ambos (em 2013). O lema de vida, esse, passa por viver o dia a dia, amar, respeitar os outros, e ser feliz. Noivos há pouco mais de um ano – ainda que se conheçam e vivam juntos há alguns anos – Paulo e Soraia apontam para o casamento, ainda sem data e local concretos. Fica no entanto a certeza: “Vai ser um matrimónio muito íntimo, só para a família mais próxima.” Em mês dedicado ao Dia de São Valentim, a revista Amar decidiu dar a conhecer um pouco desta história de amor que o Fado uniu.


à conversa com...

SORAIA MEJDOUBI E PAULO FILIPE Fotos: Revista Amar, Silvia Cunha e Emanuel Tavares

Revista Amar - Como está a vossa agenda para o fim de semana de São Valentim? [Paulo] – “O nosso fim de semana de São Valentim é sempre ocupado com a nossa família. O meu sogro faz anos no dia 14 de fevereiro. Portanto, é um aniversário à porta, o restaurante está sempre ocupado no Dia de São Valentim. Habitualmente, vimos cá almoçar ou jantar. Depois … o resto, o amor é em casa [risos]. (…) Todos os dias, é dia de amor.” RA - Enquanto casal, deixam-se levar pela onda comercial que está associada ao Dia dos Namorados? [Paulo] - “Eu tento não deixar, mas sou culpado, porque ainda ontem fui comprar algumas coisinhas, não só para a minha parceira, para a minha mulher, mas também para a minha filha, que é o outro amor na minha vida.” [Soraia] – “Acho que nesse caso é importante celebrar o Dia de São Valentim que é uma data especial durante o ano e continuar a celebrar para a nossa filha.” RA - Já que estamos a falar do Dia dos Namorados, podem resumir como começou a vossa história de amor? [Soraia] – “Começou mais por nos conhecermos através dos espetáculos de fado. Eu e o Paulo sempre cantávamos juntos. Não sempre, também cantei com vários artistas, mas foi sempre mais com o Paulo. E para ser sincera, a primeira vez que o vi foi aqui no restaurante (Lisbon by Night). Ele veio para participar numa festa que eles estavam a fazer com o ‘Amor de Artista’ há vários anos atrás. Por acaso, eu até fiz assim uma coisa com a minha mãe a rir-me dele, porque ele parecia que era o ‘mini Elvis’. Eu chamava-lhe mini Elvis. Mas quando ele entrou foi a primeira pessoa que eu vi. Já conhecia algumas pessoas que estavam envolvidas nesse projeto, mas foi a primeira vez que tinha visto o Paulo. (…) A minha mãe gosta muito do Elvis! Iria gostar dele como genro [risos]. Depois, a gente começou a cantar juntos. Ele começou a se lançar mais com a carreira de fado. Eu não gostava muito do Paulo. Não era pela necessidade de ter competição com o Paulo, ou porque ele cantava fado e eu também cantava fado. Não gostava do fato dele ser muito calado e de não conviver muito comigo. Mas depois começámos, pouco a pouco, a ficar mais amigos, a conhecermo-nos um bocadinho mais, tirar mais fotografias, a compartilhar mais um bocadinho da nossa vida. E nesse caso, começámos a desenvolver uma amizade e, daí, desenvolveu o amor.” [Paulo] – “O que ela disse, é verdade. O nosso amor começou à base de uma amizade. E acho que toda a relação amorosa deve começar com uma amizade. (…) Porque é a fundação de um casal.”

“Agora já somos três. Temos outras perspetivas na nossa vida. Queremos dar o melhor para a nossa filha. E temos que pensar sempre, primeiro, mais nela do que em nós.” Soraia Mejdoubi

RA - O que mudou nas vossas vidas com a chegada da vossa filha? [Paulo] – “Mudou muito. A minha maneira de ser. Tenho que ser mais respeitoso na maneira como eu falo, na maneira como eu convivo com a minha filha. E não só. O nosso dia a dia já não é só nós dois. Agora são três. Portanto, mudou para o melhor. Penso que não voltava atrás. Aquilo que nós temos hoje, gosto. Confesso que quando era mais jovem não queria ser pai, não queria ter filhos. Mas, com a idade, a gente muda. (…) Temos aquela época certa. Depois, eu comecei a querer ser pai antes dos 30. E aconteceu, com 28, nós já estavávamos à espera da Zaniah - que nasceu em 2013.”

[Soraia] - “Agora já somos três. Temos outras perspetivas na nossa vida. Queremos dar o melhor para a nossa filha. E temos que pensar sempre, primeiro, mais nela do que em nós.” RA - O Paulo fez o pedido de casamento à Soraia, no ano passado, durante o Winterfest. É verdade? [Paulo] – “É verdade. Nós já nos conhecíamos quase há 10 anos. Já estávamos a namorar há quase dois anos. E já vivíamos uma vida de casal. Mas eu queria oficializar a nossa vida em conjunto. Então, fui à procura de um anel. Comprei o anel. E depois, meses antes de pensar na data, quis falar primeiro com os meus sogros (…); eu queria fazer uma coisa à moda antiga. Vim pedir a mão da filha em casamento. (…) Os pais disseram que sim. Que já tinham aberto a sua porta para mim há muito tempo. Que isso não ia mudar nada. Mas eu queria fazer uma coisa mais concreta. Depois, pensei sobre qual a melhor data. Pensei no Dia de São Valentim, pensei nos anos da Soraia – dia 31 de março – mas não queria fazer as coisas numa data tão óbvia em que ela já está à espera que algo aconteça. (…) Como ela foi convidada para participar no Winterfest do Happy Travellers para cantar lá, e

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eu também ia, vi que a melhor oportunidade era fazer nesse palco. (…) Eu pedi a Soraia em casamento depois de cantar. (…) Nós temos uma canção, que está incluída no meu último trabalho, chamada “Por um dia”, e ela entra no palco a cantar comigo. Depois de cantar juntos, eu retiro-me do palco. Mas antes de me retirar do palco, comecei a falar um pouco com o público, a falar da nossa história – e a Soraia ali a pensar o que é que este ‘gajo’ está ali a falar – (…); o pessoal que estava lá, não conhecia a nossa história, nem sabia que nós estávamos a namorar. Eu ajoelhei-me e pedia-a em casamento. O público ficou entusiasmado, bateu palmas. (…) Foi uma coisa bem pensada, mas eu estava super nervoso naquele dia.” RA – Foi uma surpresa para a Soraia? [Soraia] – “Não estava à espera. Já fazíamos vida de casal. Não é um anel ou uma peça de papel que vai fazer a diferença. Já temos uma filha. Nós gostamos muito um do outro. Temos muito respeito um pelo outro. Vivemos muito em família.” RA - Qual a maior qualidade e o maior defeito que encontram um no outro? [Soraia] – “Como somos um casal e temos uma filha pequenina, nas alturas de dificuldade, quando eu perco a paciência, o Paulo está sempre lá com paciência. Quando o Paulo perde a paciência, eu é que tenho a paciência. Nós somos assim metade-metade. Nós completamo-nos. Isso faz muita diferença e é muito importante num casal.” [Paulo] – “Eu não consigo pôr defeitos, porque eu só sei ver os meus defeitos. O meu defeito é não mostrar o amor que eu sinto. Sou uma pessoa muito fechada. Eu sei mostrar o meu amor nas horas necessárias, mas não sou aquela pessoa que diz – ‘Amo-te’, só pelo sim e pelo não, a qualquer hora do dia. Já a Soraia é diferente. Ela está sempre a dizer – ‘Eu amo-te’ – e eu às vezes não respondo. Isso não é porque eu não a amo, mas porque sou uma pessoa assim. Esse é o meu defeito, o de não mostrar o amor que eu sinto pelas pessoas.” “A educação musical foi o que me ajudou mais a entender

Fotos: Direitos Reservados

o que é a música, a tocar instrumentos, e a usar mais a voz.” - Soraia Mejdoubi

RA - O seu pai, Valdemar Mejdoubi, um homem da música, que toca vários instrumentos, incutiu em si o gosto pela música. A paixão estava lá, ou acredita que sem esse suporte, teria sido mais difícil abraçar o mundo da música? [Soraia] – “A paixão já vem desde pequenina. Mas o meu pai sempre

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esteve muito envolvido e acho que esse envolvimento com a música, diariamente, me ajudou a gostar ainda mais dessa arte. Eu faço outros tipos de arte, não é só a música. Também gosto de pintar, também estive sempre envolvida na dança. Portanto, sempre fiz muitas coisas com a minha vida em torno da arte. Mas cantar, cantar, acho que começou vendo o gosto do meu pai cantar. Ele sempre cantou aqui no restaurante. Já cantou em outros restaurantes também. Mudou-se para o Canadá com um contrato como cantor e músico. Portanto, é uma coisa que já vem desde que sou pequenina. (…) A educação musical foi o que me ajudou mais a entender o que é a música, a tocar instrumentos, e a usar mais a voz.” RA - O fado entrou no seu coração, e hoje muitos veem-na como uma fadista que enriquece a comunidade portuguesa em Toronto, Canadá. Mas o que a faz realmente gostar de cantar o fado? [Soraia] – “Gosto de cantar todo o tipo de música. Comecei a cantar música ligeira. (…) O fado, comecei a gostar mais talvez pela vida, pelas mágoas que passei na minha vida, e talvez também pela experiência de ter trabalhado aqui no restaurante, em que este palco foi pisado por tantos artistas, muito conhecidos no mundo inteiro. Até a Amália Rodrigues, que veio cá almoçar e jantar. (…) Havia sempre fadistas que vinham cá cantar. E ainda hoje são contratados para vir cá cantar no restaurante. Só que, nessas noites de fado, eu fugia. A sério! Eu ia lá para cima (…) Eu não ouvia os artistas cantar. Para mim, fado, no meu tempo de criança, era uma coisa … eh pá, isto é aborrecido, é música dos velhos. Era o que eu dizia quando era criança. Não aproveitei a educação, talvez, com fadistas e grandes vozes do fado. (…) Mas a nossa vida muda, e comecei a aperceber-me melhor dos poemas do fado, a gostar mais do tipo de música. Um bichinho acordou cá dentro e comecei a gostar mais de fado.” RA - O género Trance/Techno e House liberta-a da saudade e melancolia do Fado? [Soraia] – “Já me libertou mais do que hoje em dia. Já não tenho tanto tempo para me dedicar a fazer o meu próprio estilo de música. (…) Seja qual for o tipo de música, escrevendo um poema ou uma coisa que seja mais triste, também pode ser ligado ao fado. Hoje em dia, temos muitas pessoas a cantar fados que estão noutro estilo de música. Mas sim, acho que é como se fosse uma libertação, leva-me para outro lado. (…) Para mim, a música em geral, é uma libertação do nosso espírito.” RA - Como se sente ao participar em canções do Paulo Filipe, e como é vivida a química em palco? [Soraia] – “Como já vivemos uma vida de casados, acho que a química é ainda maior. Já nos conhecemos de outra maneira, em que não é só o canto que nos liga. No caso de cantar com ele no palco, eu gosto muito. Acho que toda a gente pensa que esse fado (Por um dia) é um dos fados mais lindos que nós cantamos em conjunto. (…) É um fado que nos liga um ao outro e tem muito a ver com o nosso dia a dia. Eu não quero que o Paulo me deixe! E o Paulo diz que também não quer que eu o deixe. Portanto, nós vivemos aquela química, aquele amor no palco. Às vezes, pomos muita gente a chorar por causa desse fado.” RA - Algum outro projeto futuro em vista que queira partilhar com os leitores da revista Amar? [Soraia] – “Estou a pensar fazer uma exposição das minhas pinturas, porque eu também gosto muito de pintar. Já tenho alguns trabalhos completados. E neste momento, ainda estou a tentar adicionar mais. Mas tenho a certeza absoluta que daqui a uns poucos meses terei essa oportunidade de fazer então uma exposição do meu trabalho artístico e das minhas pinturas.”

“O fado é a minha zona de conforto. Porque já canto o fado há 10 anos.” – Paulo Filipe


Fotos: Direitos Reservados

RA - A sua carreira profissional começou em 2006, quando participou num projeto da comunidade portuguesa conhecido como “Amor de Artista”. Dez anos depois, que avaliação faz do percurso e sucesso alcançados? [Paulo] – “O meu sucesso foi atingido através do projeto Amor de Artista. Eu aprendi muito, porque antes do Amor de Artista, eu não conhecia ninguém na comunidade portuguesa. Nasci em Toronto, fui viver para Portugal com 8 anos de idade. Regressei com 12. Mas (…) eu não tinha ligação nenhuma à comunidade portuguesa. Foi só a partir deste projeto que eu comecei a cantar fado. E aprendi muito, porque quando comecei a cantar, nem sequer cantava fado. Cantava outro género musical.” RA - Desde o seu álbum de estreia, Lençóis de Fado (2007) até ao seu mais recente, Caminho de Rimas (2014), o Paulo tem mostrado o seu lado tradicional. O fado é realmente a sua zona de conforto ou está aberto a experimentar novos estilos musicais? [Paulo] – “O fado é a minha zona de conforto. Porque já canto o fado há 10 anos. Mas se repararem, no primeiro álbum, eu cantei uma versão de Lençóis de Fado em espanhol. No segundo álbum, eu cantei um outro tema intitulado Nights in White Satin dos Moody Blues em inglês. E vou continuar sempre a fazer isto. No próximo disco, hei de cantar em italiano. No seguinte, em francês. Nos espetáculos que eu canto no dia a dia, eu canto em outros idiomas. Dá-me um regozijo enorme poder cantar em outros idiomas, porque a música não tem barreiras, não há limite. Gosto de aprender outros idiomas. (…) Os meus estilos musicais, por enquanto, são o fado. Mas estou a mudar cada vez mais para outros estilos. Canto de tudo, desde que a canção consiga tocar no meu coração e eu consiga transmitir aquela emoção que foi escrita na poesia.” RA - Para quando um novo álbum? [Paulo] – “Por enquanto, não estou a fazer mais novos trabalhos. Vou começar a fazer singles. De vez em quando, vou lançar um tema diferente. Faço um videoclip, porque ultimamente tenho feito vários videoclips para o último trabalho. Estou no processo de fazer mais dois este ano. (…) Depois vou começar a gravar singles. Lançar uma música de cada vez, para dar mais destaque às canções e para poder me envolver ainda mais.” RA - Que outros projetos tem para a sua carreira profissional? [Paulo] – “Estou cada vez mais apaixonado pela música de Ópera, pela música clássica. Estou a treinar com uma professora de canto. Por enquanto é isto. A Ópera não é só cantar. É também fazer espetáculos, peças de teatro. Penso que a Ópera é a arte mais difícil de poder transmitir, porque temos de cantar ao vivo, temos que atuar, temos que nos preparar. Mas vou tentar ir por este caminho, porque é uma coisa que eu sempre gostei. Antes de cantar fado, gostava muito de cantar Ópera e música clássica em casa.”

RA- Em 2011, a fadista Mariza realçou que o fado “antes de ser um Património Imaterial da Humanidade é um património nosso”. Como interpretam estas palavras? [Paulo] – “O fado é nosso, o fado é português. O fado é lisboeta, nasceu em Lisboa. O fado é música urbana, cresceu com popularidade e espalhou-se por Portugal. E depois, com a emigração, espalhou-se pelo mundo inteiro. É uma coisa que é nossa. Só nós podemos interpretar aquela música. É uma estrutura musical que é criada e depois cada fadista põe a sua poesia na estrutura musical. É uma coisa que é portuguesa, porque é difícil encontrar este estilo musical em outra parte do mundo. O fado é, muitas vezes, comparado com outros géneros, tais como o Jazz, Blues, porque não temos outra maneira de explicar ao povo o que é o fado. Para mim, o fado é uma música que reside na nossa alma, que cada pessoa canta à sua maneira. (…) Mas agora o fado é de todos. E eu concordo que o fado seja de todos, porque o fado já está no mundo.” RA - Qual a importância da família no sucesso das respetivas carreiras? [Soraia] – “Acho que é muito importante. Sempre tive a ajuda dos meus pais nesse sentido. (…) É muito importante ter uma boa família e um bom apoio. É isso que eu quero para a minha filha.” [Paulo] – “Para dizer a verdade, eu nunca tive o apoio dos meus pais. Os meus pais separaram-se quando eu era novo (com 8 anos de idade). Vivi com a minha mãe, durante muitos anos. Depois fui viver só com o meu pai. A partir dos 17, comecei a viver sozinho. (…) O meu apoio foi sempre dos amigos e depois de conhecer a Soraia, e a família dela, os meus sogros é que são os meus melhores amigos. O meu apoio familiar vem do lado da minha esposa.” RA - Num mundo cada vez mais dominado pela Internet, novas tecnologias e redes sociais, acreditam que os artistas da música têm a vida mais facilitada? [Paulo] – “Tem dois lados. Primeiro, é mais fácil divulgar a música, porque toda a gente tem acesso à Internet. Eu tenho o meu website, os meus discos estão disponíveis para comprar online. Os meus videoclips estão todos no Youtube. Até músicas minhas estão a passar nas rádios online, em França, na Suíça, seja onde for. Onde há portugueses, o fado está lá. É fácil divulgar, muito mais. Mas também as pessoas já não vão aos espetáculos, porque já ‘mataram’ a curiosidade, ouvem aquilo que querem em casa, veem os espetáculos na Internet. Já não se dão ao trabalho de sair, de comprar um bilhete, de ir ao espetáculo ou ficar até tarde. Portanto, tem os dois lados. É bom e não é. Mas um artista para ser um artista, tem de ter as suas coisas na Media online. Se a pessoa não tem Instagram, se não tem Twitter, se não tem Website, não és artista. Já contactei várias companhias que representam artistas e se tu não tens website eles não podem fazer nada por ti. Tens de ter alguma coisa na Internet.” [Soraia] – “Concordo com o que ele disse. Acho que hoje em dia é muito fácil divulgar o nosso início de carreira. O Justin Bieber também começou assim. Muitas pessoas que hoje em dia são bem conhecidas começaram na Internet. (…) Por outro lado, há mais concorrência.” ... Na hora da despedida, agradecemos a amabilidade da Soraia e do Paulo Filipe para estar à conversa com a Revista Amar. Foi um prazer enorme. Marcamos encontro numa casa de espetáculos, esperamos, muito brevemente.

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TEC

NO logia

DRONES, POR TUDO QUANTO É SÍTIO

Por: Paulo Mendes

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Fotos: Direitos Reservados / Adaptado do artigo por Rui S. Ferreira para o Portal Sapo

uando falamos em drones muito provavelmente pensa de imediato num jovem com um comando na mão a pilotar uma aeronave de pequenas dimensões e com quatro rotores. Mas há um lado muito mais sério no desenvolvimento deste mercado. Em qualquer um dos casos, a legislação está à espreita para os dois segmentos.

Drones, drones por todo o lado. Não acredita? Basta olhar para o que aconteceu na Consumer Electronic Show deste ano: as aeronaves não tripuladas foram um dos grandes destaques daquela que é uma das maiores feiras de tecnologia do mundo. Lá havia propostas para diferentes gostos, mas destacamos aqui duas. A primeira é o Parrot Disco, um drone pensado para a produção multimédia. O destaque deste UAV é o seu formato em asa única e que se assemelha a um avião. Tem um sistema de descolagem automático que assume automaticamente um voo estabilizado assim que é lançado no ar e pode ser desmontado em peças para ser mais fácil de transportar.

Mas o drone que roubou as atenções na CES foi o Ehang 184, o drone de transporte de um único passageiro. Leu bem - um drone feito a pensar no transporte pessoal. Toda a ação do drone é automática e controlada a partir de um dispositivo móvel, pode levar uma carga máxima de 100 quilogramas e tem uma autonomia de voo próxima aos 25 minutos. Consegue ainda atingir velocidades máximas de 100 Km/H e voar até uma altitude máxima de 3,5 quilómetros.

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tima com recurso a drones”.

Não diríamos que estes dois equipamentos vão marcar o passo para outras empresas de drones, mas mostram certamente aquelas que são duas tendências para os próximos tempos. Fora deste âmbito mais pessoal do consumidor, os drones também estão a conhecer um grande crescimento no segmento empresarial, isto é, da prestação de serviços. “O segmento civil comercial está a tornar-se cada vez mais interessante, porém continua muito limitado pela falta de legislação específica. Ainda assim, iremos iniciar projetos de investigação e desenvolvimento com parceiros empresarias, por exemplo no âmbito de fiscalização de obras, mas também no combate a doenças da vinha”, adiantou o diretor executivo da Tekever, Pedro Sinogas. Os serviços de drones ligados à natureza estendem-se ainda à prevenção de fogos florestais e de espécies protegidas ou até à agricultura de precisão. O CEO da tecnológica vê no entanto uma outra grande tendência para o ano de 2016: o da vigilância marítima. E por um motivo muito simples - “com a crise dos refugiados e dos imigrantes esta parece-me ser uma questão que continuará crítica”, explicou o executivo. Se no ano passado a tendência passava pelo uso dos drones para um controlo do fluxo migratório já em terra, em 2016 o objetivo é ter uma atitude muito mais pró-ativa. E a portuguesa Tekever vai ter um papel fundamental nessa atividade, como detalha Pedro Sinogas. “O nosso equipamento de maior dimensão, o AR5, irá realizar missões de vigilância marítima no Mar do Norte, Mediterrâneo e Oceano Atlântico, ao serviço da EMSA (Agência Europeia de Segurança Marítima) e da ESA (Agência Espacial Europeia), naquele que será o primeiro projeto Europeu de vigilância marí-

Podíamos saber um pouco mais sobre as tendências do mercado dos UAVs para 2016, mas a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a empresa Uavision não responderam à solicitação de participação feita pelo TeK para este artigo. Agora que sabemos para onde podem ‘voar’ os drones, resta resolver um ‘detalhe’: a questão da legislação que pemitirá ao mercado dar finalmente um salto qualitativo. A LEGISLAÇÃO SEMPRE A SOBREVOAR Desde que ouvimos falar de drones em Portugal que ouvimos imediatamente outra ideia logo a seguir: a falta de legislação. Existe uma regulação própria - como a necessidade de fazer um requerimento à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) para operar drones que vão captar imagens -, mas está longe de ser satisfatória.

“A posição mais previsível dos legisladores portugueses será a de aguardar por legislação europeia, porém vemos vantagens numa clarificação célere do enquadramento legal à semelhança do que se passa, por exemplo, no Reino Unido – país onde a Tekever realiza testes. É natural que a legislação deva ser especifica de cada Estado para os drones abaixo dos 150 quilos e que varie de acordo com o tipo de equipamento, missão e operador”, defende Pedro Sinogas. Não é a primeira vez na história da indústria aeronáutica que a inovação surge primeiro do que a legislação. O mesmo se passa noutros mercados, como é caso da Uber e do modelo disruptivo de transporte pessoal ou da Airbnb e do arrendamento de casas. Para o responsável da Tekever será inevitável ter um quadro regulatório já este ano. “Porém, é certo, que a ausência de regulamentação do sector, acrescida de algum desco-


UM PAÍS DE NAVEGADORES E QUEM SABE DRONADORES nhecimento em torno do vasto catálogo de equipamentos existente no mercado – com maior ou menor complexidade – e das missões a estas associadas, faz com que a indústria dos drones cresça sem segurança e de costas voltadas para as empresas que pretendem criar produtos distintivos e tecnologicamente avançados”.

ficos.

Formação do operador, salvaguarda da segurança do equipamento e finalidade dos equipamentos são elementos críticos na elaboração de uma legislação completa.

“O nosso processo de desenvolvimento de produto começa com trabalho em investigação e desenvolvimento de tecnologia base, muito em parceria com universidades e institutos internacionais. Depois, ‘produtizamos’ essa tecnologia e levamo-la para o mercado. E quando se faz isto bem, veem-se os resultados”.

UM PAÍS DE NAVEGADORES E QUEM SABE DRONADORES Portugal já tem, além da Tekever, bons exemplos de empresas e projetos que dão cartas no segmento dos drones. Existe a SkyEye na componente multimédia. Existe a Quarkson na componente de drones-satélites. E existe o projeto do investigador da Universidade de Aveiro, Jan Keiser, que consegue saber se as florestas estão doentes. PUBLICIDADE

“Considero que é necessário uma mudança de mentalidade que veja a aposta em I&D e o financiamento à investigação como parte de uma cadeia de valor para a produtização e, consequentemente, para a internacionalização das empresas”, defende a Tekever.

Além da questão da não-legislação que parece ser uma pedra no caminho de toda a gente - tanto dos drones de entretenimento como dos que têm fins comerciais -, o que mais pode Portugal fazer para sobressair nesta área tecnológica emergente? Investir. Tão simples quanto isto. Sem investimento não existe o mesmo grau de retorno do que se fossem investidos vários milhares de euros em investigações e projetos especí-

Por isso já sabe: durante este ano ponha os olhos no ar. Será o Super-Homem? Será um cometa? Não, possivelmente pode ser o seu vizinho a brincar com um drone. Confortável com a ideia?

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psico

LOGIA

PERFEIÇÃO

não caia nessa armadilha!

D

esde sempre que existe a

constituição corporal, jamais poderá alcançar. É a velha influência

eterna busca pela perfeição.

que nos conduz por este ou aquele caminho, imperando sob rótulos

Ousaria dizer que essa bus-

e marketing muito bem direcionado e cada vez mais trabalhado.

ca está inerente a toda a raça humana

Um corpo perfeito é tudo: inclui muito mais que um rosto bonito,

deixando uma pequena parte(como em

que até acho eu, dentro da minha perceção, ter passado para segun-

toda regra há exceção, nesta também

do plano. Um corpo perfeito é um corpo trabalhado horas e horas

há!)de fora, pertencendo à ética humana.

num ginásio ou espaço semelhante, cheio de definições e múscu-

A grande maioria das pessoas procuram in-

los. Sim caros leitores!Uum corpo perfeito tem que ter músculos se

cessantemente pelo auge em alguma ou em

quiser entrar nesse hall de supremacia das qualidades. Exige horas

várias, e ainda pior, em todas as áreas da sua

e horas de treino e tratamentos intensivos. Tem que correr quilóme-

vida.

tros, subir e descer de máquinas (que só faltam falar, tal a tamanha

Mas o que é ser perfeito em alguma

competência de que já são constituídas), levantar pesos pesadíssi-

coisa? Seria algo completo, sem reto-

mos, suar como um camelo no deserto, alimentar-se basicamente

ques, algo primoroso, sem senãos e

de proteínas e hidratos de carbono bem contabilizados na balança...

que reúne todas as qualidades, que

Depois vem a mega-master onda do momento que é a suplementa-

não deixa dúvidas, que não inclui defeitos e nem admite erros, que

ção (ou nutrição desportiva como já li por aí) com wheys, caseínas,

não necessita de melhorias sob nenhuma circunstância; onde há

creatinas, pré-workouts e afins, pois a listagem não caberia nesta

um manancial de potencialidades que desponta numa realização

página.

soberba. Mas a perfeição é uma ideia de natureza utópica, sem pos-

Isso tudo somado, resultaria numa perfeição que se acomoda em

sibilidades de ser alcançada universalmente, pois será sempre de

outras áreas, mas isso seria crueldade minha estar a falar aqui. Do

uma estirpe de cunha individual, logo, nunca sendo de senso co-

que vejo, muitas dessas pessoas super-saudáveis ao se alimentarem,

mum... E se não é comum a todos, não se rotula como tal.

só comem produtos orgânicos e de origem o mais natural possível,

Toda a procura pela excelência tem um preço muito alto e os riscos

pessoas que fazem todas as atividades desportivas recomendadas

que se correm nem sempre são contabilizados ou previstos.

pela OMS e muitas mais, mas nas discotecas, passam a noite a inge-

Hoje em dia o que está em voga, ou mais popularmente falando, o

rir altas doses de álcool e tabaco... Mas, ok, não são todas claramen-

que está na moda é a busca pelo corpo perfeito. Essa obsessão (que

te, foi só um desabafo!

classifico assim pois o mercado está a enlouquecer as pessoas atra-

Voltando ao corpo perfeito... Toda essa causa requer um equilíbrio,

vés da sua ditadura) vai muito além do que até então preocupava

como tudo na vida. Nem tanto à terra nem tanto ao mar. Qualquer

toda as áreas da medicina, nutrição e psicologia. Está para além da

coisa que seja excedente, que sinta que está a ir além do que seria

busca pela beleza de uma sílfide que mal se alimenta e se torna aos

normal, acredite, pode estar a colocá-lo seriamente em risco. Comer

poucos escravizada por um molde, que às vezes, até pela própria

de forma saudável é maravilhoso, desde que não implique reduzir

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Imagens: Freepik

a sua alimentação a ponto de se tornar até

contornos salutares, desde que permaneça um limite entre o ser

mesmo desequilibrada. Exatamente isso

saudável, comprometido com um estilo de vida sadio e que a mani-

– desequilibrada, pois o nosso cardápio

pulação de mil e um métodos extraordinários que geram a ideia de

tem que ser constituído de forma que

que podem promover tal magnitude corporal, lhe venham um dia

todas as vitaminas e proteínas sejam

a prejudicar por causa dessa busca que de facto muitas vezes é an-

incluídas. Depois quanto ao ginásio,

gustiante e irracional, deitando abaixo a nossa auto-estima em vez

tratamentos estéticos e afins, também

de aumentá-la... Mas essa parte veremos numa próxima conversa!

deveriam ser em doses que seu corpo

Contudo, volto a frisar: o seu feio pode a mim parecer bem bonito.

tolere e que não lhe cause uma tortura

É individual a perceção da realidade. Percebemos através de vários

emocional. Quanto à necessidade de per-

recetores que temos no nosso organismo, logo, cada um de nós per-

feição, aposte no trabalhar de forma que

cebe de forma diferente qualquer informação dada pelo mundo ex-

lhe dê prazer e não só nos resultados mas

terno e que, de acordo com a sua natureza, ser-lhe-á conferida uma

também durante o processo. E por últi-

importância, um valor, sendo organizado e interpretado de acordo

mo, não tenho nada contra a busca em

com nosso próprio paradigma. Temos que aprender a viver de acor-

ser melhor, mas ser melhor nunca será

do com nossas possibilidades. Encontrando equilíbrio nas nossas

ser perfeito, inclusivo o perfeito assusta-me, pois para mim é sur-

ações e almejando sempre evoluir, sem cair nas teias do modismo,

real. Real é ser honesto consigo próprio, é fazer aquilo que se pode

que é passageiro e fútil. Respeitando os nossos limites e promo-

fazer sem se cobrar impostos mentais por não ter ido ao ginásio

vendo um encontro singelo com um

hoje, por não ter feito uma poupança ($$$) para fazer as 300 sessões

bem muito maior que a perfeição, um

para acabar com aquela celulitezinha que não deixa sair de casa e

bem-estar chamado PAZ INTERIOR!

simplesmente ir à praia com os amigos... Não estou a contrariar os

Cuidado! Seja quem você consegue

que pensam que fazer desporto e cuidar-se é a melhor saída para um

ser. Melhore e cuide do que você já

bom resultado a nível corporal, só estou de facto a alertar que a nível

tem. O resto, se der, vem depois...

mental se esteja tão feliz e disposto tanto quanto possível. Aposto

como uma sobremesa!

sim, todas as fichas, numa existência com melhor qualidade, com

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Exercício físico

O melhor que pode dar ao seu familiar idoso

É

do conhecimento geral que o exercício físico traz muitos benefícios para todas as idades. Desde tenra idade, que o ser humano precisa de cuidar do seu corpo e esta necessidade é reforçada com o passar dos anos. No caso das pessoas idosas, o exercício deve fazer parte do seu dia a dia, de uma forma moderada e própria para a idade e condição física. O exercício para idosos ajuda a fortalecer os músculos, melhora a capacidade de movimentação e ajuda a prevenir doenças como a osteoporose, depressão e diabetes. As organizações que apoiam os idosos na comunidade em Toronto, entre eles o First Portuguese oferecem programas de exercício físico apropriado onde todos são convidados a participar. Daí a importância de facilitatar aos idosos o acesso a estes programas semanais, por forma a prevenir problemas de saúde resultantes de uma vida sedentária, entre eles o atrofiamento de músculos e membros.

Fotos: Direitos Reservados

Mas os benefícios da atividade física não se limitam a combater a osteoporose, depressão e diabetes. O exercício previne e ajuda no combate às doenças como hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, cancro, ansiedade, problemas no coração e pulmões; melhora também a força muscular, diminuiu o risco de quedas e facilita os movimentos dos braços, pernas e tronco; a atividade reduz ainda o consumo de medicamentos porque melhora a sensação de bem-estar e reduz as dores; ajuda no aumento do apetite, melhora o condicionamento físico geral, diminui o isolamento social e aumenta a autoestima. Para bons resultados, a atividade física deve ser feita com regularidade, fazendo parte das atividades do dia a dia do idoso, mas sempre sob prescrição médica e orientada por um fisioterapeuta devidamente qualificado. Portanto, incentive o exercício junto dos seus familiares mais idosos e veja a diferença.

C

Viajar que bom: agora é tempo

riados que estão os filhos e gozando do descanso merecido muitos idosos gostam de passar tempo de férias em Portugal ou noutras províncias do Canadá. No Ontário existem muitos locais de atração turística que oferecem preços reduzidos para a terceira idade, enquanto que alguns dispõem de programas específicos para idosos. Para saber mais sobre estes locais amigos dos seniors, visite um dos centros de informação turística do Ontário. Estes centros podem dar-lhe detalhes sobre as muitas atrações turísticas da provincial e criar um itinerário personalizado baseado nos seus interesses pessoais. Pode ainda telefonar ou aceder à internet. Ontario Travel 1-800-ONTARIO (1-800-668-2746) www.ontariotravel.net

OHIP: cobertura fora do Ontário ou do Canadá

D

e acordo com a legislação federal e provincial se um idoso estiver temporariamente fora do Ontário ou do Canadá, o OHIP pode cobrir as despesas inerentes à saúde, na sua totalidade ou em parte. Se viajar para outras províncias do Canadá pode pagar por serviços de saúde que lhe tenham sido prestados, havendo no entanto um período de um ano para obter um reembolso. Para isso, dirija-se a um dos escritórios do OHIP da sua área e apresente uma fatura detalhada e os recibos originais. De acordo com o guia oficial de programas e serviços para indivíduos da Terceira Idade do Ontário, “se viajar para fora do país, o OHIP paga-lhe um montante fixo por serviços médicos e hospitalares de urgência referentes a alguma patologia, doença ou lesão inesperadas que exijam tratamento imediato. Para cobertura de despesas com a saúde que não estejam cobertas pelo OHIP, o governo recomenda que adquira um seguro particular para todas as viagens que fizer fora do Ontário e do Canadá.” Por outro lado se aderiu ao Programa de Medicamentos do Ontário [OntaCoordenação de Programas para Idosos - Contacto: wordsat50@gmail.com

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rio Drug Benefit Program], pode receber um fornecimento de medicamentos até um máximo de 100 dias. Se precisar de um segundo fornecimento por 100 dias o idoso necessita de apresentar na farmácia uma carta escrita em seu nome pessoal na qual confirma a sua ausência, ou então apresente uma cópia do seguro de viagem onde se indique que estará ausente do Ontário durante 100 a 200 dias. Para mais detalhes contacte o Ministério da Saúde e dos Cuidados de Longa Duração “Ministry of Health and Long-Term Service Support Contact Centre” através do 1-866532-3161 ou TTY: 1-800-387-5559 e também no seu lugar na web: www.ontario.ca/ruq

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PORTUGAL QUE ENVELHECE SOCIE

dade

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U

m dos maiores, talvez seja mesmo o maior, desafios que o Governo de Portugal vai enfrentar nas próximas décadas é o envelhecimento da população. Portugal será o país com menos jovens: em 2050, apenas 11,5% da população terá menos de 15 anos. E também será o mais velho: 19,9% da população tem agora mais de 65 anos. Segundo os dados do Eurostat, nas últimas quatro décadas, a taxa de natalidade, que foi a mais alta da Europa, passou a ser a mais baixa. A este declínio vegetativo é preciso somar a emigração dos jovens e dos casais com filhos. Portugal continua a ser um país de emigrantes e revela pouca capacidade para atrair imigrantes, resultando num saldo migratório negativo. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, no final de 2014 havia 595 mil portugueses com mais de 80 anos, 5,7% da população. Em 2015, o número de idosos com mais de 100 anos em Portugal superou pela primeira vez a barreira dos 4000. O número quase duplicou desde 2011 e actualmente, dos 4 066 residentes no país com mais de cem anos, 1298 são homens e 2768 mulheres. Até 2050, segundo as projecções das Nações Unidas, passaremos da quinta posição no ranking dos países mais envelhecidos do mundo para o terceiro lugar, ficando atrás do Japão e de Espanha, estimando que, nessa altura, 35,2% da população portuguesa terá mais de 65 anos.

Se a tendência continuar, Portugal chegará a 2060 com 8,5 milhões de habitantes, de acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística português. O Banco de Portugal já alertou para o impacto negativo do envelhecimento da população portuguesa que terá reflexos na perda de 20% do PIB, até 2050. O coordenador do Instituto do Envelhecimento, Manuel Villaverde

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Cabral, que assinou um excelente artigo intitulado “O paradoxo do envelhecimento”1 , considera que vivemos o “paradoxo do envelhecimento” porque “o que devia ser visto como uma bênção, o aumento generalizado da esperança de vida, quando combinado com a baixa natalidade e o baixo crescimento, gera um conjunto de consequências gravosas que abalam a estabilidade das relações intergeracionais. Vivemos novos problemas de equidade, de estigmatização mútua e de competição entre gerações.” Villaverde Cabral considera a existência de quatro planos que envolvem as relações intergeracionais: 1) Os riscos correlativos da idade, desde a vulnerabilidade do estado de saúde, do isolamento social e da solidão propriamente dita até à eventual dependência física, mental e económica; 2) Os riscos de estigmatização mútua, ou seja, da discriminação dos mais velhos pelos mais jovens e inversamente, trate-se de preconceitos excludentes ou paternalistas; 3) Os riscos para a sustentabilidade dos sistemas de segurança social e de saúde, desde as pensões até aos cuidados pessoais à velhice dependente, que estão diretamente associados às relações intergeracionais, tanto ao nível da equidade financeira entre gerações como do apoio mútuo que elas se devem supostamente; 4) Por fim, os riscos da competição real ou imaginária entre gerações ao nível dos mercados de trabalho, hoje agudizada pela tesoura entre um crescente desemprego jovem é uma idade da reforma decididamente precoce se atendermos à longevidade crescente e ao prolongamento das etapas de escolarização. Para Jakub Bijak, professor de demografia e estatística na Universidade de Southampton, “O problemático não é o envelhecimento enquanto tal, mas as suas consequências no âmbito dos custos da saúde e da segurança social.”

Urge uma nova geração de políticas que, tendo por base os pilares do envelhecimento ativo - otimização das oportunidades de saúde; segurança; participação e aprendizagem ao longo da vida - contribuam para melhorar a vida dos mais velhos e garantam a indispensável sustentabilidade dos sistemas de saúde e de proteção social.


“Cada vez que me dizem que sou demasiado velho para fazer alguma coisa, faço-a imediatamente.”

(Pablo Picasso)

Impõem-se um debate sério e multissetorial na sociedade portuguesa que contribua para a definição de uma estratégia política global e integrada para o envelhecimento. Na medida das nossas parcas possibilidades, a instituição onde trabalho – Obras Sociais do Pessoal da CM e SM de Viseu – em parceria com a Escola Superior de Educação de Viseu e a FNAC Viseu tem em curso um projeto que visa refletir o envelhecimento no século XXI. Durante o mês de Janeiro, decorreu o 1.º Ciclo de Cinema “Envelhecer no Século XXI”. Foram projetados cinco filmes magníficos: O Meu Nome é Alice; Íris; Rugas; Amour e Longe Dela. Mafalda Duarte apresentou o seu livro “Fragilidade em Idosos”, uma obra que, parafraseando Constança Paúl, “colmatará uma falha em termos de literatura, no âmbito da gerontologia e geriatria e que constitui uma mais-valia para quem procura uma maior fundamentação científica acerca do processo de envelhecimento patológico e a sua prevenção.” Estão já agendados mais três eventos: 1) Apresentação do livro “Chegar Novo a Velho” do Dr. Pinto Coelho; 2) Apresentação do trabalho de investigação “Centenários em Portugal: Casos de Sucesso” da Dr.ª Lia João; 3) Workshop “Devaneios à Volta do Chá” dinamizado pela Agulha do Tempo. Termino com a sapiência de Pablo Picasso: “Cada vez que me dizem que sou demasiado velho para fazer alguma coisa, faço-a imediatamente.” (1) XXI, Ter Opinião 2014, Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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N

esta edição da Revista Amar, fomos saber um pouco mais sobre este vírus que tem assolado sobretudo a América Latina. O Zika vírus (ZIKV) é um vírus da família Flaviviridae, o mesmo do dengue e da febre amarela. É responsável por uma doença chamada febre Zika, que apresenta sinais e sintomas similares aos do dengue, porém mais brandos. E as semelhanças não acabam por aqui, a febre Zika também é uma infeção típica de países de clima tropical, transmitida através de mosquitos, como o Aedes aegypti. Como este vírus é transmitido por um mosquito presente em boa parte dos países tropicais e nunca tinha circulado tão abrangentemente pela população mundial, as pessoas não têm imunidade contra esta virose, levando a que se espalhasse rapidamente por vários países. Neste artigo vamos explicar o que é a febre Zika, quais são os seus sintomas, formas de transmissão, métodos de diagnóstico e opções de tratamento. Vamos falar também sobre os casos de microcefalia associados ao vírus Zika. O QUE É O VÍRUS ZIKA / FEBRE ZIKA O vírus Zika é responsável pelo desenvolvimento de uma doença febril, que costuma apresentar um quadro clínico semelhante ao da febre Chikungunya, que é uma espécie de dengue mais branda. O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947, em Uganda, em um macaco rhesus que estava sendo utilizado em uma pesquisa sobre febre amarela. Até aquele momento, o vírus era desconhecido e não havia casos relatados de infecção nos seres humanos. A primeira descrição de febre Zika em humanos ocorreu em 1954, na Nigéria. Desde de então, casos esporádicos de febre Zika têm sido descritos em países da África tropical e sudeste da Ásia. Em 2007, porém, o primeiro grande surto de febre Zika foi descrito na Micronésia, no Pacífico sul. De lá pra cá, várias ilhas do Pacífico sul têm apresentado casos frequentes de febre Zika, o que tem chamado a atenção das autoridades de saúde sobre uma possível disseminação do vírus por vários países da Oceania e da Ásia. TRANSMISSÃO DA FEBRE ZIKA Assim como o vírus da febre amarela, o vírus Zika pode causar doença em seres humanos e macacos, sendo ambos um reservatório para a contaminação de mosquitos da família Aedes, tais como Aedes aegypti, Aedes africanus, Aedes apicoargenteus, Aedes furcifer, Aedes luteocephalus e Aedes vitattus. O Aedes aegypti infecta-se com o Zika vírus toda vez que ele pica uma pessoa ou macaco previamente infectado. Assim como ocorre na dengue e na febre amarela, o mosquito não torna-se imediatamente um transmissor do vírus. Após ser ingerido pelo mosquito, o Zika vírus ainda precisa de cerca de 10 dias para multiplicar-se e migrar do sistema digestivo para as glândulas salivares do Aedes. Só a partir deste momento é que o mosquito passa a ser capaz de transmitir o vírus durante a picada. A febre Zika não é uma doença contagiosa, portanto, não é preciso impedir que o paciente infectado tenha contato com outras pessoas. OUTRAS FORMAS DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS ZIKA O vírus Zika pode ser encontrada em fluidos biológicos, como leite mater-

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no, urina, sêmen e saliva. Isso não significa, porém, que esses fluidos sejam necessariamente fontes de contaminação. Até o momento, nenhum estudo conseguiu demonstrar que o vírus é capaz de se replicar no leite materno, o que sugere que há partículas do vírus no leite, mas não vírus viável para contaminação. Portanto, até o momento, não há dados clínicos que indiquem o vírus Zika seja transmitido pelo aleitamento materno. Deste modo, não motivos que justifiquem a suspensão da amamentação por parte de mães que vivem em áreas de epidemia. Em relação à transmissão sexual do vírus Zika, há apenas um único caso no mundo comprovado de transmissão da doença por essa via. Se levarmos em conta o número de pessoas em todo o mundo que já se contaminaram com o vírus e a existência de apenas 1 caso reconhecido de transmissão por via sexual, podemos concluir que a transmissão da febre Zika pelo via sexual é um evento atípico e raro. Apesar do vírus poder ser encontrado na saliva, não existe nenhum caso relatado de transmissão da febre Zika através do contato com esse fluido, seja através de beijos, tosse ou espirro. SINTOMAS DA FEBRE ZIKA Após ser picado por um mosquito Aedes contaminado, o paciente leva de 3 a 12 dias (período de incubação) para começar a apresentar manifestações clínicas. Estima-se que apenas 1 em cada 5 pessoas contaminadas (20%) irá desenvolver sintomas da febre Zika. Dentre aqueles que desenvolvem sintomas, o quadro costuma ser de febre baixa (por volta de 38-38,5ºC), dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, principalmente as pequenas, como dedos das mãos e dos pés, conjuntivite, dor nos olhos, fotofobia, coceira na pele e rash (erupções avermelhadas na pele).


São sintomas menos comuns, mas também possíveis: dor abdominal, diarreia, prisão de ventre, aftas, tontura ou perda do apetite. As manchas vermelhas que surgem na pele na febre Zika são chamadas de rash maculopapular, o que significa que são pequenas e múltiplas manchas avermelhadas com discreto relevo. Essas pequenas manchas pode se confluir, formando grandes manchas avermelhadas. O rash da febre Zika costuma ser bem difuso, iniciando-se na face e depois disseminando-se pelo pescoço, tronco e membros. Algumas pessoas queixam-se de coceira intensa. Com 2 a 3 dias, o rash começa a melhorar e desaparece dentro de 1 semana. Rash febre zikaA febre Zika é uma infecção benigna, que costuma durar de 2 a 7 dias e não provoca complicações hemorrágicas como a dengue. O quadro de dor nas articulações pode demorar até 1 mês para desaparecer. A distinção entre a febre Zika, a febre Chikungunya e casos mais brandos de dengue apenas pelos sinais e sintomas é muito difícil de ser feita. Para tal, são necessários exames laboratoriais. COMPLICAÇÕES DA FEBRE ZIKA Assim como ocorre em outras viroses, uma das complicações possíveis da febre Zika é o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma complicação de origem neurológica que causa progressiva e temporária perda de força muscular. FEBRE ZIKA NA GRAVIDEZ – MICROCEFALIA No final do ano de 2015 começaram a ser apresentadas as primeiras confirmações de haver relação causal entre a febre Zika e casos de fetos com a microcefalia, uma malformação neurológica na qual o tamanho da cabeça do feto ou da criança é menor do que o esperado para a idade. Essa achado é surpreendente, pois é a primeira vez no mundo que essa complicação é identificada. A febre Zika é comum em vários países da Ásia e da África, e esse tipo de malformação nunca havia sido descrita. Aparentemente, o risco de microcefalia é maior se a grávida contrair a febre Zika nos primeiros três meses de gravidez (primeiro trimestre), que é o momento em que o feto está sendo formado. O risco parece existir também, porém em menor grau, quando a virose é adquirida no 2º trimestre de gestação. A partir do 3º trimestre, o risco de microcefalia é baixo, pois o feto já está completamente formado. O fato de uma mulher grávida ter febre Zika durante a gestação não é garantia de que o feto terá malformações. Por ser uma complicação recentemente identificada, ainda não sabemos exatamente qual é a percentagem de mulheres grávidas infectadas que acabam por ter filhos com microcefalia. Pelo que sabemos até o momento, as mulheres que tiveram a doença e ficaram curadas antes de engravidar não apresentam risco de terem fetos com microcefalia pelo vírus Zika. Porém, o intervalo de dias exato entre a infecção e a gravidez que pode ser considerado seguro ainda não é conhecido. MULHERES EM ÁREAS COM SURTO DE ZIKA DEVEM EVITAR A GRAVIDEZ? Isso é um assunto polêmico. Apesar de alguns especialistas terem ido à televisão e aos jornais sugerir que as mulheres em áreas de surto não engravidem, os vários Ministérios da Saúde não compartilham da mesma opinião. O facto é que se formos olhar com atenção aos números, vamos constatar que nos últimos 3 meses de 2015, época que em que os casos de microcefalia começaram a aumentar de forma alarmante, menos de 0,5% de todas as gestantes em áreas de surto tiveram comprovadamente bebês com microcefalia associada ao vírus Zika. Ou seja, mais de 99,5% das gestantes tiveram filhos nessas regiões sem problemas. DIAGNÓSTICO DA FEBRE ZIKA O diagnóstico da febre Zika é feito através de um exame de sangue chamado sorologia para o Zika vírus. A sorologia consiste na pesquisa de anticorpos específicos contra o vírus Zika. A lógica por trás desse exame é a seguinte: só terá anticorpos contra o vírus Zika, as pessoas que já foram Nota: As informações constante deste artigo não substituem o parecer/opinião do seu Médico.

contaminadas pelo mesmo. Os primeiros anticorpos contra o vírus Zika costumam surgir com 5 dias de doença. Em geral, sugere-se que o paciente faça o exame de sangue no 5ª dia de doença e depois repita-o após 2 a 3 semanas para que os níveis de anticorpos possam ser comparados. A sorologia é o método mais simples, apesar de não estar disponível em muitos países, principalmente aqueles que se encontram algo atrasados na investigação ciêntifica e cuidados de saúde. O diagnóstico dos casos de Zika em grande parte dos países afetados têm sido feito com uma técnica chamada de PCR, que pesquisa diretamente no sangue do paciente a presença de material genético do vírus. Esse exame é mais confiável, porém é mais caro e não está disponível em todos os locais, apenas nos laboratórios de referência do Ministério da Saúde. Como a febre Zika é benigna e de curta duração, o diagnóstico acaba servindo muito mais para controle epidemiológico do que para auxílio no tratamento. Na verdade, quando o resultado do exame de sangue fica pronto, a grande maioria dos pacientes já não apresenta mais sintomas da doença.

Diferenças entre os sinais e sintomas da febre Zika, dengue e febre Chikungunya TRATAMENTO DA FEBRE ZIKA A febre Zika é uma doença autolimitada, que cura-se espontaneamente em poucos dias. A doença não costuma provocar as complicações hemorrágicas comuns na dengue. Não há nenhum tratamento específico para essa virose. O recomendado é repouso e ingestão de líquidos. Para o tratamento da dor e da febre, o mais recomendado é o paracetamol. Como é difícil a distinção da febre Zika com formas mais brandas ou iniciais de dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou anti-inflamatórios é desencorajado. Não há vacina para febre Zika, e o controle da doença na população passa pelo controle dos focos de Aedes aegypti. Reinfecção pelo vírus Zika Pessoas que já foram infectadas pelo vírus Zika desenvolvem imunidade contra a doença. Porém, ainda não sabemos se essa imunidade é para vida toda e se ela é suficiente para impedir que uma pessoa tenha mais de um episódio de febre Zika ao longo da vida. Por: Artur F. Guedes

Fotos: Direitos Reservados/Adaptado de um artigo por Dr. Pedro Pinheiro

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saú

DE

Alimentos que aquecem

CUIDADOS A TER NO INVERNO

Por: Raquel Couto

Fotos: Direitos Reservados / Imagens: Freepik

N

o inverno, com as temperaturas mais baixas, procuramos algum conforto numa sopa ou numa bebida quente que nos ajude a aquecer. Mas será que a resposta para o combate ao frio está na temperatura dos alimentos? Desde sempre, nos habituámos a consumir alimentos quentes, no inverno, por acharmos que assim conseguimos manter-nos mais quentes.

do para o aquecimento das extremidades e mantendo longe os calafrios. Experimente adicionar gengibre nos seus pratos preferidos ou na sopa. No entanto, poderá maximizar os seus benefícios se comer a raiz crua. Outros vegetais de raiz, como a cenoura ou a beterraba, produzem efeitos semelhantes.

Arroz integral O arroz integral é um hidrato de carbono complexo que o organismo vai digerindo lentamente, produzindo mais energia e consequentemente aumentando a temperatura corporal.

No entanto, a ciência prova que nem sempre é assim. Por isso, elaboramos uma pequena lista com alguns alimentos que o podem ajudar a manter-se quente, durante esta época.

Café Não é novidade nenhuma que o café ajuda a aquecer, não é verdade? Mas desengane-se se pensa que é a temperatura quente desta bebida que o vai ajudar a sentir calor. Na realidade, são as grandes quantidades de cafeína presentes no café que vão estimular o metabolismo, ajudando o organismo a queimar “combustível”, e dar-lhe a sensação de calor.

Gengibre O gengibre ajuda o sangue a fluir, contribuin-

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Pimenta Caiena Embora qualquer pimenta o possa ajudar a aquecer, aumentado a sua temperatura corporal, esta variedade vai fazê-lo sentir este efeito durante mais tempo, graças à capsaicina. A capsaicina é um químico com grande potencial termogénico – presente na sua composição. Jalapenos e habaneros são outras opções.

Amendoins. Os amendoins são ricos em vitamina B3 que facilita o fluxo sanguíneo e acelera o metabolismo. Ricos em gorduras saudáveis e proteínas, os amendoins são uma escolha inteligente em qualquer época do ano. Mas, com temperaturas mais baixas, são uma excelente opção para combater o frio.

Óleo de coco Muito semelhante ao amendoim, o óleo de coco é rico em gorduras saudáveis que se transformam em “combustível” para que o nosso metabolismo produza energia.

Água gelada Pode parecer uma contradição, uma vez que fomos levados a crer que as bebidas quentes é que são boas para nos aquecer, no entanto, a verdade é que a temperatura corporal basal aumentará para neutralizar os efeitos do líquido frio.


Impotência Sexual Masculina

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lá a todos, espero que se encontrem todos de perfeita saúde. Esta semana tive alguns clientes a procura de uma explicação sobre a Impotência Sexual Masculina. As causas, possíveis tratamentos e dietas para melhorar este tipo de condição. A impotência masculina manifesta-se como a incapacidade de ter e manter uma ereção, bem como de ejaculação. Causas As causas da impotência podem ser físicas e psicológicas. As de origem físicas se devem a: 1. Bloqueio das artérias que irrigam o orgão sexual masculino devido a aterosclerose (colesterol que obstrui as artérias) e diabetes, os quais, condicionam o fluxo correto do sangue naquele orgão. A pressão do sangue é que produz a ereção. 2. O stress, a ansiedade, as preocupações e a depressão fazem com que seja produzida uma forma de adrenalina que bloqueia a ereção do orgão sexual masculino. 3. Falta de uma nutrição adequada que contenha suficiente zinco, vitamina E e vitaminas para o sistema nervoso, como a B1, B5, B6 e B12. 4. A vitamina E e o zinco são indispensáveis para a produção do esperma. O zinco se encontra em grande quantidade em alguns mariscos como, por exemplo, as ostras. Tratamento Aspectos físicos: 1. Primeiro, confirmar com o médico que não existe nenhum impedimento orgânico real; 2. Segundo, a impotência e a frigidez derivam muito frequentemente da falta de nutrição adequada. Para sanar essa defíciência, recomenda-se a ingestão de geleia real, pólen e ginseng, já que são poderosos afrodisíacos e energéticos. Para mais informações:

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Esses produtos, além de conter uma série de euforia nos desportistas), além da testosterona hormonas que são necessárias para os processos e outras hormonas relacionadas com os mecanismos sexuais. sexuais, são altamente energéticos. É muito importante também ingerir as vitami- Espero que este artigo seja benéfico para todos. nas C e E e o zinco. Se gostaria de ver um artigo sobre um tópico A produção de sêmen é fortemente influen- específico na próxima edição da Revista Amar, ciada por esses dois elementos, indispensáveis envie-nos um email para: para a produção de espermatozóides e o correto beyondeden@icloud.com funcionamento das glândulas sexuais, tanto no Teremos o maior prazer em poder ajudar. homem como na mulher. Descobriu-se que o Vou fazendo aquilo que gosto, ajudando-o a aminoácido Arginina - que se encontra na Aloe ajudar-se a si mesmo. Vera em 14 ppm - ajuda muito a produção de Fica a sugestão e coupon de dois produtos para espermatazóides. ajudar a combater a impoPara mulheres, recomenda-se adicionar à dieta tência masculina. azeite de oliva, abacate e nozes, já que esses elementos ajudarão a incrementar a lubrificação Feliz dia dos namorados, vaginal. são os votos da Ervanária Aspectos psicológicos ou mentais: Beyond Even. Se o problema é grave e de origem mental, a Venessa Barros N.H.C. consulta com um psicólogo pode ser de grande utilidade, já que pode se encontrar alguma situação traumática desde a infância ou da adolescência que esteja bloqueando a pessoa para Além disso, recomenda-se: que se desenvolva adequadamente nesse sentido. 1. Vitaminas: B1, B5, B6, B12, C e E 2. Minerais: Zinco Além de ser conveniente ingerir as vi3. Outros: extrato de testosterona e arginina taminas B1, B5, B6 e B12, as quais se 4. Geleia Real. Para maior eficácia colocar a geencontram em alta concentração na leia real por baixo da língua até que se dissolva geleia real e no ginseng, pode-se 2O a 3O min antes de comer qualquer alimento. Por baixo da língua existem veias que absorvem complementar acrescentando 5rng diretamente os componentes da geleia real. de extrato de testosterona 2 vezes 5. Ginseng a dia. 6. Multiminerais. O zinco é o mais Além de incrementar o apetite seimportante. As ostras contêm grande xual, também irão melhorar a conquantidade desse mineral, 7. Pólen de abelha centração mental, indispensável a todo o processo Desejo-vos uma semana maravisexual. lhosa e saudável. O exercício físico também ajuda na “performance” sexual, já que faz com que o cérebro segregue substâncias como a dopamina (a qual causa 486 Rogers Rd, Toronto, Ontario Telefone: 416-901-4114 ou 647-720-6667

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Maria João Rafael

A

migos são as nossas pontes para a eternidade. São quem nos retêm as paredes, as fundações quando a vida desaba. Com quem podemos rir de rijo, sem precisar do subterfúgio de uma piada. Dizem que os amigos vão e vêem; querem-se como os filhos – sem título de propriedade, no entanto, com pedigree – a amizade exige nobreza. Na solidão, os amigos definem-se. Ou refinam-se. Ao contrário do lugar-comum, não é na miséria que se conhece os amigos. Penso que nem na doença. Os amigos deixam a sua marca, alguns, como carimbos, outros, com ferros ferventes que trespassam a pele, a carne, camadas e camadas de células até chegar ao coração – através da indiferença. Todos os dias dói um bocadinho mais. Até serem muitos dias e até doer onde se achava impossível. Viver de memórias dos amigos, é o mesmo que passar a ser povoado por fantasmas. Deve ser horrível perder um filho, ou um amor, e continuar a acreditar que ele está vivo. Acreditar que à uma estará a almoçar; à noite assistirá ao noticíario, e no outro dia sairá às seis menos um quarto para apanhar o primeiro comboio para o Oriente. O mesmo se sente com os amigos ausêntes – acabam por ser aparições. Há variadissímos tipos de amigos – nem melhores nem piores – únicos. O que se fala com um, não se diz ao outro da mesma maneira. A música que se escuta com um, não se repete com outro. Há quem tenha todo o tipo de amigos como se a amizade fosse um imenso guarda-roupa para cada ocasião: os dos copos; os das “girls night out”; os iluminados; os vegan; os remediados; os tóxicos; os coitadinhos; os das viagens; os liberais; os impaciêntes; os sem tempo; os com meninos; os sem meninos; os com potencial; os existêncialistas; os focados; os distraídos; os dos passeios de Domingo; os das férias na Manta Rota; os de infância; os de trabalho; a malta. Uma extensa lista de nada. Há amigos que vivem tão intimamente connosco que não sabem. Apareceram ao acaso, como os astros. E sem dar-mos por isso, passamos a ser deles – ao contrário do que se pensa, não são eles que passam a ser nossos. O calor que emanam das suas mãos, dos seus abraços passam muitas vezes por ser a nossa casa – um palacete de colmo e de janelas rasgadas a olhar o nascer de um novo dia juntos, em sítios onde nem sequer pertencemos.

Nesses amigos, construímos os cabocos, abrimos regos para irrigarmos o que nos mata a fome, erguemos bandeiras, porque reconhecemos neles as nossas alianças. Há os politicamente incorrectos. Que nos dizem tudo o que vai na alma, como os embriagados. Normalmente, são os eternos teenagers a quem a vida trocou as voltas, companheiros vencedores e vencidos como nós, de espadachim embaínhado, que assistiram ao nosso primeiro desastre amoroso; com quem lêmos revistas estrangeiras para coleccionar galãs; com quem partilhámos noites em branco, bem como as primeiras viagens à aventura. Com eles, fizemos pactos de sangue, literalmente. Somos os Tom Sawyers e os Hucklberry Finns da nossa geração. Há sempre uma Tia Polly para culpar, um sacaninha de um Sid, e um tenebroso Indío Joe que nos assombra até quase à idade de casar – a inocência esvaíu-se definitivamente, quando o Índio Joe nos deixa de meter medo. Esses amigos são onde repousam as nossas memórias mais antigas e por isso, damos-lhes honras de museus. Aos vinte anos, a vida começa então a percorrer diferentes braços de rio e passamos a ser os ausentes. O problema está no pacto de sangue – um Tom Sawyer honra acima de tudo a sua lealdade. Mesmo que do rio tenha ido desaguar ao mar, e no turbilhão de uma vaga tenha sido arrastado até ao oceano, e tenha dado à costa a outro continente. Esses amigos sabem-nos a essência, do que somos genuínamente feitos, mas não galgaram a onda nem se afundaram connosco. E nós também não ficámos na outra margem à espera deles, quando tiveram de descer os rápidos. Não estávamos lá. Estes são de todos os amigos, os que nunca envelhecerão. De outra forma, também envelheceríamos. Para muitos de nós, serão os que acompanharão as nossas últimas memórias, pois está provado que no caso de certas doenças, as primeiras memórias são as poucas a prevalecer até ao fim, mesmo quando já esquecemos os nossos filhos. Contudo, os nossos pais, os nossos bichos e a nossa infância morta, será a realidade fingida que nos garantirá que não partiremos sós. Ferem-nos tanto quanto os outros; com eles continuamos a desambaínhar a espada e a gritar vitórias e isso traz-nos muita alegria. Quer queiramos quer não, quase certamente não virão ao nosso funeral, mas no derradeiro momento, olharemos para trás e continuaremos de mochila às costas, jun-

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Fotos: Direitos Reservados

tos, a caminhar para a escola. Há ainda os amigos de sazonais. Passam levemente por nós como a brisa, sem se demorarem muito. São autênticos e gostam de nos saber bem, e isso basta-lhes. Nunca nos telefonam, mas perdem umas horas connosco por ano, para nos escrever um postal, enviar um e-mail quando deixamos de dar notícias. E depois seguem a vida sem falar muito deles. Atendem o telefone com uma gargalhada, ao reconhecerem a nossa voz e pela conversa fora, fazem-nos rir. E depois, lá os deixamos partir de novo por mais uma temporada, como se fossem gaivotas. Há uma colheita de amigos vintage. Os amigos vintage são bençãos que vieram alterar o rumo das nossas vidas. Chegam um pouco mais tarde que todos os outros, especialmente em altura de mutação. É um mistério, o que esta amizade traz com ela! Como a idade é outra, a abertura ou negação a esta nova amizade é crucial. Os espíritos livres reconhecem-se. Não arriscam perder tempo, pois não o têm. São gentis e partilham únicamente o que é imaterial. Afundem-se em questões cruciais, como por exemplo, a divagação sobre um poema extraordinário e arrastam-nos com eles até saberem toda a verdade da origem de tais palavras. Estes amigos têm uma sensabilidade aguçada para farejar peças musicais que mais ninguém escuta e sofrem de tal urgência de partilha, que quem assistir, sorri de regojizo, sem saber que está perante uma lição de dignidade. Um amigo de tais aflições pela vida, não nos oferece normalmente, chocolates. Até porque nos tráz todos os dias presentes; como recortes de jornais; crónicas golpeadas de revistas; poemas que sabe que vão mudar a tua vida e tu ainda não sabes. Mas ele sabe – ele vê-te crescer e sabe-te insatisfeito com o frenesim da bica escaldada, em desespero com o comboio que atrasa, do texto que deixaste por escrever, por desânimo, na noite anterior... E vê-te a sonhar lá do alto da janela, quando chega. E diz-te que os sonhos não são para fechar na gaveta à chave, são para ser tomados! E quando o mundo te cai aos pés, por tempo demais, passa a ser o teu único

amigo. E é duro – um amigo vintage nunca te abandona... até se certificar que partiste no encalçe do teu novo rumo e que as tuas gavetas passaram a estar no trinco. E aí, ele liberta-te, aos poucos, sem que percebas no início. Um amigo vintage é um dos que recordarás com uma saudade diferente. Aprendeste tudo sobre asas com ele, inclusivé que as tinhas. Há ainda um grupo restritíssimo, que são os amigos clarividêntes. Estes amigos conhecem-nos e sentem-nos as dores e angústias sem precisar de qualquer esforço da nossa parte. Normalmente, pertencem ao grupo dos vintage, mas com qualidades e atributos diferentes. Na verdade, é o amigo mais perpicaz. Guia-nos e ajuda-nos a desfiar teias e a desfazer labiríntos. Não são dados a grandes colóquios, até porque são os mais reservados de todos. Sofrem sozinhos, até ao fim. Por último, há os amigos que nos deixam sem dizer que vão. E nós acabamos por morrer um pouco com eles. Estes ão os amigos inesquecíveis; os que a morte tornou eternos. No fim, achamos que fica tudo por dizer e fazer. Contudo, o silêncio deles, por si só, já nos falou demais acerca de sofrimento. O problema é quando ligamos e a voz que esperamos ouvir é outra. É quando a alma caí e estilhaça-se; doravante, somos de repente menos gente, bem mais sós. Acredito como já disse, que amigos são pontes para a eternidade. Que todos estes nossos encontros de almas singulares e comuns, se co-habitam numa outra dimensão. Mas até lá, de vez em quando, meus amigos... “gostava de vos ver aqui, aqui ao pé de mim”, como na canção.

“Há uma colheita de amigos vintage. Os amigos vintage são bençãos que vieram alterar o rumo das nossas vidas.” 41


COMU

nidade

DPNCHC Um centro a servir a comunidade de Davenport

Fotos: Direitos Reservados

V

iver numa grande cidade como Toronto acarreta grandes desafios. Felizmente, espalhados pelos diferentes bairros, estão centros que disponibilizam programas e serviços de apoio, fundamentais para uma melhor qualidade de vida das pessoas. Credenciado pela Community Organizational Health Inc., o Davenport-Perth Neighbourhood and Community Health Centre (DPNCHC) é uma respeitada agência multisserviços localizada na extremidade oeste de Toronto. Ao longo de três décadas, tem desempenhado um papel importante na vida dos moradores da comunidade, ajudando-os a permanecer saudáveis, desenvolver competências de liderança, fazer escolhas de estilo de vida positivas, desenvolver relacionamentos, e trabalhar em conjunto para melhorar as suas condições de vida e perspetivas para o futuro. Os serviços O DPNCHC oferece uma variedade de serviços para a comunidade num local conveniente. O Centro de Saúde oferece acesso a uma equipa dedicada de médicos, enfermeiros, conselheiros/terapeutas, enfermeiros, um nutricionista comunitário que trabalham em conjunto para equipar os moradores da comunidade com assistência médica confiável regular. São aceites clientes que não têm cartões de saúde, com encaminhamentos para médicos especialistas e serviços de laboratório externos. Os programas de serviços de apoio à comunidade também abordam questões de saúde e sociais, incidindo sobre determinantes da saúde, como a habitação, apoio social e familiar, o acesso à alimentação, educação e pobreza. Através de uma ampla gama de programação, o centro é capaz de apoiar as pessoas da cidade de Toronto em todas as fases das suas vidas: • Primeiros anos Crianças com idade entre 0-6 podem participar em atividades pré-escolares que apoiam o seu desenvolvimento, enquanto os seus cuidadores aprendem com profissionais experientes (em parentalidade) e se associam com outras famílias do seu bairro. • Crianças e Jovens Jovens entre os 6 e 24 anos de idade podem ter acesso a oficinas de trabalho (workshops) gratuitas, juntar-se a atividades artísticas e culturais, ir em passeios, obter formação profissional, fazer trabalho voluntário na comunidade, e receber apoio individual de jovens trabalhadores dedicados. • Adultos Os adultos podem melhorar as suas competências de literacia, receber refeições nutritivas, beneficiar de serviços de apoio e aconselhamento, e fazer novos amigos na sua comunidade. • Idosos

O departamento para os Idosos oferece programas semanais de exercícios sociais e educacionais em Inglês, Italiano, Português e Espanhol. O Bairro No canto noroeste da antiga cidade de Toronto está uma comunidade cujas características distintivas são a fonte de ambos os seus pontos fortes e desafios. A rica diversidade de culturas e o grande número de jovens famílias trazem muitos pontos fortes para a vida desta comunidade. Os moradores participam na vida da comunidade como voluntários em agências de serviço e através de igrejas locais, associações comunitárias e clubes sociais. Embora a base industrial tradicional esteja a mudar, as pequenas empresas e alguns industriais de maior dimensão continuam a oferecer emprego. No entanto, muitos dos moradores desta área lutam contra a pobreza, a falta de oportunidade e uma incapacidade de ter acesso aos serviços de que necessitam para fazer mudanças positivas nas suas vidas. Imigrantes, minorias visíveis e pessoas sem estatuto regularizado no Canadá continuam a enfrentar barreiras à educação, emprego e proteção legal. A acessibilidade a habitação, ou a falta dela, os baixos níveis de educação, o alto desemprego e o subemprego e a falta de serviços adequados para atender às necessidades da comunidade estão entre as principais questões enfrentadas pelos população local. Ao trabalhar com pessoas da comunidade que lutam com estas questões, oferecendo-lhes um ambiente de apoio ao longo do seu caminho para a autossuficiência, o centro visa responder às suas necessidades físicas, mentais, financeiras e emocionais, procurando desse modo reduzir as desigualdades e dotar essas pessoas com as ferramentas que elas precisam para prosperar. Perfil da Comunidade: Factos e Números Geograficamente, o DPNCHC está localizado numa área que está delimitada pelas vias-férreas CN e CPR para o oeste (i.e., a leste da Keele Street), St. Clair Avenue, ao norte, Bathurst Avenue, ao leste, e Bloor Street, ao sul. Também tem sido uma área em que os recém-chegados ao Canadá optam por construir casa, localizada no círculo eleitoral com a segunda maior diversidade étnica na província. A área de abrangência do DPNCHC tem sido tradicionalmente uma primeira paragem para os imigrantes que vêm para o Canadá, e ao longo dos anos, os grupos culturais e linguísticos da comunidade, em constante mudança, trouxeram uma riqueza e vitalidade para esta área. A diversidade da programação do centro reflete a diversidade da comunidade que serve. Destaques demográficos • Cerca de 81.000 pessoas vivem nos bairros que compõem a área de abrangência do centro • Os principais grupos linguísticos incluem Português (11%), italiano (5%), Espanhol (5%), chinês (3,5%), e Tagalog (2%) • 46% dos residentes na área de abrangência são imigrantes de primeira geração • 21% dos clientes do Centro de Saúde não têm seguro • 31% da área de abrangência são minorias visíveis • 14% dos moradores com idade superior a 25 têm educação inferior ao Grau 9 • 17% dos residentes são classificados como de baixo rendimento • 34% dos agregados familiares (arrendatários) estão a gastar 30% ou mais do seu rendimento na renda

Para mais informações: DPNCHC 1900 Davenport Rd Toronto, Ontario, M6N 1B7 Phone: (416) 656-8025 - FAX: (416) 656-1264 Email: info@dpnchc.ca - Twitter: @dpnchc

Fonte: http://dpnchc.com

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Por: RAQUEL COUTO


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FAÇA UM FAVOR A SI MESMO...

lá a todos os leitores da Revista Amar. Hoje vamos falar um pouco sobre a felicidade. “Felicidade” é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento. A felicidade é formada por diversas emoções e sentimentos, que pode ser por um motivo específico, como um sonho realizado, um desejo atendido, ou até mesmo pessoas que são conhecidas por estarem sempre felizes e de bom humor, em que não é necessário nenhum motivo específico para elas estarem em um estado de felicidade. A alegria de viver é compreender que dentro de nós próprios, no profundo há uma inteligência enorme, simples, natural que sabe sempre o que fazer e onde nos levar. Trata-se de não bloqueá-la, mas sim deixá-la fluir, para que nos indique o caminho. Ao ouvirmos e acolhermos tudo o que surge em

CRÓ

nica

nós: tristeza, alegria, coisas boas ou más, bonitas ou feias, sem preconceitos, sem bloqueios e sem nos opormos, descobriremos o contacto com o nosso espaço interior e com a nossa essência. Observar os incómodos e as inquietudes que invadem o nosso espaço interior e acolher tudo o que é nosso, o que gostamos e o que não gostamos é a via mestra para estarmos bem com nós próprios. Nos aceitarmos e deixarmos a nossa essência nos guiar, a desabrochar e a realizar o nosso caminho sem esforços e sem guerras interiores pela vida. Felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas. Palavras sábias as do poeta...

Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar”

“A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve

Feliz dia dos namorados para todos.

A felicidade não é algo que sucede, nem parece depender dos acontecimentos externos, mas mais de como os interpretamos. Aqueles que sabem controlar a sua experiência interna são capazes de determinar a qualidade das suas vidas. A porta da felicidade abre só quando deichamos de ter medo. Pense por um momento. A nossa felicidade depende de coisas tão pequenas! Para mim ter felicidade é ter paz , é sorrir com as coisas mais simples da vida, é ter brilho nos olhos e sonhos no coração.É estar vivo e com saúde, desfrutar de tudo um pouco, com a família e amigos, poder viajar, curtir e apenas espairecer. Faça uma favor a si mesmo... seja feliz!

Imagens: Freepik

Ana Antunes

TRATAMENTO DE CABELO Nesta edição de fevereiro queriamos-lhe apresentar o Agave, que é um produto de alisamento de cabelo. Este tratamento é muito utilizado por quem pretende ter um cabelo liso, sendo um processo extremamente simples e eficaz porque elimina o cabelo ondulado por completo, conseguindo ao mesmo tempo diminuir o seu volume. Este tipo de tratamento não contem qualquer tipo de químicos, daí ser um dos mais seguros na indústria capilar, podendo ser utilizado em qualquer tipo de cabelo. Se pretender pintar o cabelo no próprio dia, poderá fazê-lo sem qualquer inconveniente, sendo aplicado primeiro o tratamento de alisamento, aplicando-se de seguida a cor que deseja. Este serviço pode demorar 2 horas para ficar com-

pleto. Depois de ser aplicado o tratamento deverá seguir à risca a indicação do seu cabeleireiro e aplicar os produtos adequados para manter o cabelo liso. O efeito do Agave é geralmente visível durante 12 semanas e os resultados são garantidos. Experimente esta linha de tratamento hoje mesmo. Faça-nos uma visita no 1613 da St. Clair Avenue, em Toronto. Teremos o maior prazer em poder satisfazer as suas perguntas e curiosidades, sobre esta ou outras linhas de produtos e quais as melhores soluções para o seu tipo de cabelo. Fotos: Direitos Reservados

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DES

porto

filipa martins

A liderar o ‘ranking’ de paralelas assimétricas da Federação Internacional de Ginástica

Por: David Gonçalves

F

ilipa Martins (Ana Filipa Martins) nascida a 9 de janeiro de 1996, atleta do Sport Club do Porto, é uma das revelações do ciclo olímpico Rio 2016, somando excelentes resultados desde 2013, que lhe permitiram integrar o Programa de Preparação Olímpica. No Campeonato da Europa de Ginástica Artística que teve lugar em Moscovo, em 2013, Filipa Martins, ginasta do Sport Club do Porto, fez história ao ser a primeira ginasta sénior nacional a conseguir o apuramento para uma final de all around, terminando na 15ª posição. Por aparelhos, Filipa Martins foi 13ª na trave, 2ª reserva para a final neste aparelho. Um feito que superou já em 2014, ao ser a primeira ginasta nacional da história a apurar-se para a final de All-Around de um Campeonato do Mundo de Ginástica Artística, onde terminou num brilhante 16º lugar entre 24 finalistas, em Nanning, na China. Tem também somado vários resultados de relevo em Taças do Mundo, com destaque para as três medalhas conquistadas em Anadia em 2014, uma de ouro, outra de prata e outra de bronze e para as duas medalhas

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Fonte: Comité Olimpico de Portugal, Portal Sapo, Observador, Público, Wikipédia / Fotos: Direitos Reservados

conquistadas na Taça do Mundo de Medellin, Colômbia, uma de ouro e uma de bronze. Em 2014 venceu também o circuito de Taças do Mundo FIG de Paralelas Assimétricas. Em 2015, conquistou duas medalhas de bronze na Taça do Mundo de Cottbus, na Alemanha, uma medalha de prata na Taça do Mundo de Ginástica Artística, em Anadia, e a medalha de bronze na Trave na 28ª edição das Universíadas de Verão que decorreram em Gwangju, na Coreia do Sul. Filipa Martins que fechou o ano de 2015 na liderança da classificação mundial de paralelas assimétricas, anunciou hoje a Federação de Ginástica de Portugal (FGP), comanda o ‘ranking’ de paralelas assimétricas da Federação Internacional de Ginástica (FIG), com 55 pontos, os mesmos que a francesa Youna Dufournet e a sueca Jonna Adlerteg. Vamos continuar a acompanhar a evolução desta jovem promessa da ginástica nacional. Força Filipa.


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ão há outra voz no fado como a de Ana Moura. Uma voz que se passeia pela tradição livremente, sem deixar de flirtar elegantemente com a música pop, alargando de uma forma muito pessoal o raio de acção da canção de Lisboa. Mas aquilo que a distingue é não apenas um timbre grave e sensual como há poucos – Ana Moura transforma instantaneamente em fado qualquer melodia a que encoste a sua voz. É um rastilho imediato, uma explosão emocional disparada sem contemplações ao coração de quem a ouve. Fausto, José Afonso, Ruy Mingas, música angolana e fado. Era isto que se cantava nos serões da família Moura, em Coruche, era Ana Moura apenas uma catraia – nasceu numa outra localidade ribatejana, Santarém, em 1979 – com gosto pelas cantorias. Os pais cantavam, toda a família materna cantava e qualquer motivo de reunião familiar terminava com um festejo sob a forma de música. Embora cantasse de tudo, Ana começava já a sentir que, por alguma razão, tinha um carinho especial pelo fado. Aos seis anos cantava já o seu primeiro fado, “Cavalo Ruço”, enquanto ouvia frequentemente a mãe trautear “O Xaile de Minha Mãe”. Depois, veio a adolescência e deixou o fado adormecido. E despertou para outros tipos de música, mais condizentes com a idade e as amizades liceais. É com essa curiosidade por outras músicas, em plena adolescência de descobertas e rebeldias, que Ana Moura chega a Carcavelos, com 14 anos, para fazer o 10º ano. Chega não para cantar, mas para estudar, inscrevendo-se então na Academia dos Amadores de Música. Mas é aos colegas de escola que se junta para a primeira banda. Apesar de cantar outros géneros, a verdade é que, deixada à sua sorte, a voz de Ana rapidamente se cola ao registo fadista e, assim, mesmo com grupos de rock vai conseguindo incluir um ou dois fados no repertório – habitualmente, “Povo que Lavas no Rio”, de Amália, nessa fase a sua referência máxima enquanto intérprete. A experiência com essa banda de covers, os Sexto Sentido, acaba depois por conduzir ao início de gravações de um disco pop/rock com o músico Luís Oliveira, cujo lançamento fazia parte da agenda da multinacional Universal. O disco, no entanto, não chega a ser terminado. Entra em cena o destino e leva Ana Moura a um bar em Carcavelos onde cede à tentação e canta um fado. Presente na sala, o guitarrista António Parreira, de tão impressionado, toma-a pela mão e leva-a a várias casas de fado. Até ao momento em que, numa festa de Natal de músicos e fadistas, Ana Moura é levada ao convívio daqueles que haveriam de habitar as suas noites daí em diante e é convidada a cantar. Desta vez, é Maria da Fé, co-proprietária da prestigiada

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Um Fado com Mundo

casa de fados Senhor Vinho, quem não resiste àquele talento em bruto. Aos aplausos, Maria da Fé junta o convite para cantar na sua casa. É precisamente nesses ambientes nocturnos, do Senhor Vinho mas também das outras casas de fados que começa a frequentar, que se dá a verdadeira escola do seu canto. Antes, Ana Moura cantava o fado porque sim, porque a intuição lhe mandava, porque a boca lhe fugia para ali. Agora, os ensinamentos dos mais experientes – sobretudo Maria da Fé e Jorge Fernando – dão-lhe outros porquês, sem lhe matar a espontaneidade. Essa paixão manifesta-se de tal maneira que rapidamente conquista Miguel Esteves Cardoso (MEC). Antes sequer de as editoras ouvirem falar no seu nome, é a escrita de MEC que serve de amplificador para a notícia do talento da jovem fadista, depois de a ouvir e ver actuar num programa de António Pinto Basto na RTP1 chamado Fados de Portugal. É inclusivamente depois de ler as palavras enlevadas de MEC no Independente que Tozé Brito, administrador da Universal, vai ao Senhor Vinho à descoberta daquela voz que conhecia apenas dos Sexto Sentido. Não demora a propor-lhe a gravação do primeiro disco. Para a produção do álbum de estreia, Guarda-me a Vida na Mão (2003), é chamado Jorge Fernando. Além de comandar a direcção artística do álbum, o músico é igualmente responsável por seis dos 15 temas gravados, um dos quais é assumido pela cantora como o seu BI musical – “Sou do Fado, Sou Fadista”.

A cumplicidade entre os dois há-de manter-se nos discos seguintes. Logo aí, fica evidente que o fado de Ana Moura comporta uma elasticidade rara, convocando participações de gente como os Ciganos d’Ouro e Pedro Jóia, e instrumentos com o cajon e a guitarra de flamengo. Mas o essencial mantém-se intocado: a tradição não arreda pé. A recepção, crítica e de público, a Guarda-me a Vida na Mão é de um entusiasmo que não deixa dúvidas e Ana Moura começa de imediato a tornar-se presença recorrente nos palcos portugueses e, progressivamente, também nos internacionais. Aconteceu, em 2004, é a continuação lógica do disco de estreia. Tratando-se de um álbum duplo, revela uma surpreendente ambição por parte da cantora, ao mesmo tempo que vinca com uma espantosa confiança a certeza do seu caminho: a convivência natural entre o fado mais apegado à tradição e uma forma muito pessoal e convicta de lhe exigir contemporaneidade. A carreira de Ana Moura começa a ganhar um tamanho fôlego que a fadista acaba por abandonar o Senhor Vinho, a fim de poder dar resposta aos muitos convites que vai recebendo para tocar fora do país. Essa falta é mais tarde colmatada pela integração do elenco de uma nova casa de fados, em Alfama, de nome Casa de Linhares – Bacalhau de Molho. A internacionalização leva então Ana Moura a actuar na mítica sala Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Fevereiro de 2005. Do outro lado do mundo, o saxofonista


dos Rolling Stones Tim Ries entra na Tower Records de Tóquio à procura de discos de fado. Leva já na cabeça a ideia de incluir uma fadista no segundo volume do Rolling Stones Project, um projecto por si liderado que convida gente de outras marés musicais a interpretar temas dos Stones em colaboração com um dos históricos músicos da banda. Compra três CD às escuras, por mero instinto, e foi amor à primeira audição. Para o disco, Ana grava “Brown Sugar” e “No Expectations”. Ao vivo, interpreta este último com os Stones no Estádio Alvalade XXI. A partir daí, em várias ocasiões, as digressões de Ana Moura e dos Rolling Stones coincidem nos mesmos sítios. Numa delas, em São Francisco, Ries liga para a fadista e mostra-lhe uma música que compôs a pensar na sua voz. “Velho Anjo”, entraria no disco seguinte de Ana Moura, Para Além da Saudade (2007), depois de “afadistado” por um arranjo de Jorge Fernando. Um dos trunfos de Para Além da Saudade, aliás, seria a rara participação de Fausto num disco alheio. Ana, que crescera a ouvir o autor de Por Este Rio Acima, perdeu a vergonha e pediu-lhe uma composição. Outra das autoras convidadas, desta vez a compor expressamente para si, foi Amélia Muge. A troca com outras culturas ficou então por conta de um dueto com o histórico cantor espanhol Patxi Andión. Tim Ries, além de autor, deixaria também o seu saxofone impresso em dois temas do disco – “Velho Anjo” e “A Sós com a Noite”. Graças ao tema “Os Búzios”, de Jorge Fernando, o sucesso de Para Além da Saudade havia de escalar até níveis inéditos na carreira de Ana Moura, acabando por gozar de dois grandes momentos de consagração em Portugal através da actuação nos Coliseus de Lisboa e do Porto. O álbum trar-lhe-ia ainda o Prémio Amália Rodrigues. Após o sucesso gigantesco de Para Além da Saudade – há 70 semanas na tabela dos mais vendidos quando o quarto álbum chega às lojas –, a edição de Leva-me aos Fados (2009) é saudada quase de imediato com a obtenção do galardão de platina. Como habitualmente, é produzido por Jorge Fernando e conta com letras de Tozé Brito, Manuela de Freitas, Mário Rainho e Nuno Miguel Guedes, assim como uma composição original de José Mário Branco. O álbum inclui mais uma criação encomendada à inventividade de Amélia Muge. “Não É Um Fado Normal” conta com a participação dos Gaiteiros de Lisboa e vinca o percurso distinto da fadista, de resto evidente logo no próprio título.

Janeiro, ao lado de Gilberto Gil, com quem interpreta o “Fado Tropical” de Chico Buarque.

Para 2012, ano em que Ana Moura participa no disco de homenagem a Caetano Veloso com uma versão de “Janelas Abertas nº2”, produzida por José Mário Branco, a cantora guarda uma pequena mudança na sua linguagem musical. Em novembro lança em Portugal o seu 5.º álbum de originais “Desfado”, que representa um momento de viragem na sua carreira, e apresenta o seu mais recente trabalho em salas esgotadas por Portugal. “Desfado” é já considerado um álbum clássico em Portugal. Mantém-se ininterruptamente no top de vendas desde que foi lançado (há 150 semanas consecutivas), tendo atingido recentemente a 5.ª Platina. Este é o disco nacional editado nos últimos cinco anos mais vendido em Portugal, o disco que globalizou Ana Moura. O primeiro editado globalmente pela Universal Music, através da Decca, chegou ao 1.º lugar várias vezes em Portugal, tendo atingido o n.º 1 dos top’s de World Music em Inglaterra, Espanha e Estados Unidos. “Desfado” reuniu alguns dos melhores compositores da atualidade e o single que lhe dá o nome tornou-se no primeiro fado a ser tocado nas rádios mainstream nacionais. A tour “Desfado” levou Ana Moura a grandes palcos nacionais e internacionais, cantando para multidões nos mais de 300 concertos que realizou depois de editar “Desfado”. Com mais de 300.000 discos vendidos, mais de 1 dezena de galardões onde se destacam 2 Globos de Ouro, 2 prémio Amália, 1 nomeação para os Songlines Music Awards na categoria de Melhor Artista, participações com ícones da música Prince, The Rolling Stones, Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Herbie Hancock, Ana Moura é a artista nacional com a carreira mais pujante da atualidade. “Moura”, o 6.º álbum de Ana Moura, editado em Portugal no dia 27 de Novembro de 2015, foi diretamente galardoado com a marca de Disco de Ouro. Do seu canto, sabemos apenas que nasceu no fado. Nunca saberemos onde termina.

Em Maio de 2009, após um primeiro contacto telefónico, Prince desloca-se propositadamente a Paris para presenciar à sua frente o charme da fadista na sala La Cigale. A 18 de Julho de 2010, Ana Moura volta a colocar o fado num grande espectáculo do universo pop/rock, ao subir ao palco com Prince no encore do concerto do músico no Festival Super Bock Super Rock, no Meco. Juntos interpretam uma versão em português de “Walk in Sand” e o fado tradicional “Vou Dar de Beber à Dor”. Em Setembro de 2010, Ana Moura aceita o convite da Frankfurt Radio Bigband para cantar em dois concertos na cidade alemã, sendo a parceria repetida, mas desta feita em sentido inverso, quando a fadista chama a orquestra de jazz a acompanhá-la, em Abril de 2011, no seu regresso aos Coliseus de Lisboa e Porto. Para Ana Moura, é um momento de celebração de um ano marcado pela vitória de um Globo de Ouro , pela presença nos tops de vendas da Billboard e da Amazon e pela nomeação enquanto Artista do Ano para os prémios da revista inglesa Songlines. Passados escassos meses, em Agosto, sobe ao palco do festival Back2Black, no Rio de Fonte: Site Oficial Ana Moura / Fotos: Isabel Pinto, Rita Carmo, Bruno Barbosa e site oficial

Direitos de autor / Créditos: Ana Moura e INOVAnet

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FOTOGRAFIA

Imagens: Direitos Reservados

Vania &

Alexandre

The Season of Love

Fotos: Silvia Cunha & Shot Love Productions Modelos: Vania Casimiro e Alexandre Delgado Website: www.behance.net/silviacunha Facebook: www.facebook.com/shotloveproductions Email: silvia.cruz.cunha@gmail.com

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P INTURA

AR tes

Imagens: Direitos Reservados

Catarina Rodrigues de Almeida, nasceu em São Sebastião da Pedreira, Lisboa em 1983 e desde cedo adquiriu o gosto pela arte cultivada pelo facto de pertencer a uma família de pintores (Fernando Rodrigues e Maria Rodrigues). Começou a tomar interesse e gosto pelo desenho desde muito nova, sensívelmente aos 12 anos, e foi com o “Tio Fernando”, que no seu tempo livre aos fins de semana lhe ensinou a arte de pintar. Foi com ele que aprendeu tudo o que sabe, acrescentando uma pitada de imaginação própria, sentimentos e gosto a todos os seus trabalhos. As suas obras são feitas em acrílico. Aposta nas cores vivas, abstractos, rostos e paisagens, mas principalmente gosta de pintar obras relacionadas com a cultura do seu país. Pintar nao é só um trabalho mas também uma terapia, que lhe traz felicidade e harmonia. Contacto: ca._ra@hotmail.com - Instagram: www.instagram.com/almeidac206/

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Um Encontro com o Destino

Foto: Direitos Reservados

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A Date with Miss Fortune Fotos: Direitos Reservados / Imagens: Freepik

Por: Carlos Monteiro

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esta edição de fevereiro trazemos até si um filme com a participação do português, Joaquim de Almeida e da luso-descendente, Jeannette Sousa. Uma história em que o amor à primeira vista mede forças com uma tradicional família de emigrantes portugueses. Quando Jack conhece Maria, uma bela e supersticiosa portuguesa, não imagina o quanto a sua vida e sorte estão prestes a mudar. Durante este primeiro encontro acidental, Jack e Maria procuram transmitir uma imagem idealizada deles mesmos – imagens que, na verdade, entram em cómica contradição com a sua futura vida a dois. Jack dá por si numa desesperada e hilariante tentativa de conquistar a colorida e religiosa família portuguesa de Maria, bem como a sua desconfiada “guia espiritual”, sem a qual Maria se recusa a to-

SUGESTÕES A QUEDA DE WALL STREET (2015) - The Big Short Realização: Adam McKay Argumento: Adam McKay, Charles Randolph Elenco: Christian Bale, Brad Pitt, Ryan Gosling, Steve Carell, Melissa Leo, Karen Gillan, Selena Gomez, Marisa Tomei, Max Greenfield, Tracy Letts, Finn Wittrock, Billy Magnussen, Rafe Spall, Hamish Linklater, John Magaro, Byron Mann, Al Sapienza, Jeremy Strong Género: Drama Origem: EUA Duração: 140 minutos Idades: Não recomendado a menores de 12 anos SINOPSE Em 2005, quatro pessoas descobrem que o crescimento do mercado imobiliário estava assente numa enorme quantidade de empréstimos que jamais seriam pagos. Prevendo o que bancos, a imprensa e o próprio governo recusam admitir, tomam a decisão arriscada de apostar no desastre que está prestes a acontecer.

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HEIDI (2015)

Fonte: IMDb e FilmSpot

mar qualquer decisão. Neste processo, Jack irá descobrir a importância da família e Maria descobrirá que o futuro está sempre nas nossas mãos. Ficha Técnica Filme com realização de John L’Ecuyer. Argumento e produção de Ryan Scott e Jeannette Sousa. Elenco O elenco conta com a participação de Ryan Scott e dos dois luso descendestes Jeannette Sousa e Joaquim de Almeida. Duração: 1h 37min Género: Comédia, Romance, Comédia romântica. Origem: Canadá Idades: Maiores de 12 anosnos

Realização: Alain Gsponer Argumento: Petra Biondina Volpe Elenco: Bruno Ganz, Anuk Steffen, Katharina Schüttler, Maxim Mehmet, Hannelore Hoger, Isabelle Ottmann, Quirin Agrippi, Monica Gubser, Peter Lohmeyer Género: Drama Origem: Suíça, Alemanha Duração: 106 minutos Idades: A partir dos 6 anos

SINOPSE Heidi, uma pequena órfã, vive uma alegre infância junto do seu avô nos Alpes Suíços. Com Pedro, o seu melhor amigo, Heidi passa os dias a tratar das cabrinhas e a passear livremente pelas colinas. As maravilhosas paisagens são o cenário perfeito para as aventuras desta dupla incansável. Até que um dia, a tia de Heidi a leva para uma rica mansão de Frankfurt com a intenção de a colocar como dama de companhia de Clara, uma menina paraplégica que vive confinada a uma cadeira de rodas. Embora de mundos muito diferentes Clara e Heidi mal podem imaginar que o primeiro encontro seria o início de uma marcante amizade.


MOSTRA of PORTUGUESE CINEMA FEBRUARY - MARCH 2016 CAMÕES I.P. UNIVERSITY OF TORONTO YORK UNIVERSITY

Free Admission Film Screenings with English subtitles Portuguese Cinema Exhibition Hommage to Manoel De Oliveira

DATES & PLACES ROBARTS LIBRARY’S MEDIA COMMONS FILM THEATRE University Of Toronto, 130 St. George St., 3rd Floor, St. George Subway • FEBRUARY 2, 2016 @ 7 pm RONALDO (2015) Anthony Wonke Introduced by Joe Correia

• FEBRUARY 23, 2016 @ 7 pm HOMMAGE TO MANOEL DE OLIVEIRA Panel moderated by Hudson Moura with Miguel Rocha and Aida Jordão

• FEBRUARY 9, 2016 @ 7 pm O GRANDE KILAPY (2012) Zézé Gamboa Introduced by José Carlos Curto

• MARCH 1, 2016 @ 7 pm O PATIO DAS CANTIGAS (2015) Leonel Vieira Introduced by Nuno Cristo

SCOTT LIBRARY’S SOUND AND MOVING IMAGE SCREENING (SMIL) ROOM 120 York University, Keele Campus • MARCH 9, 2016 @ 2:30pm SANGUE DO MEU SANGUE (2011) João Canijo Introduced by Aida Jordão

• MARCH 9-25, 2016 @ 2:30pm PORTUGUESE CINEMA EXHIBITION

Q&A to follow each screening

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ANI

mais

ÁGUIA REAL

A Revista Amar traz-lhe este mês a águia de maior envergadura que se pode encontrar na Península Ibérica. Por: Raquel Couto

Classificação científica Reino: Animalia Filo: Chordata SubFile: Vertebrata Classe: Aves Ordem: Falconiformes Família: Accipitridae Género: Aquila Espécie: Chrysaetos

Em Portugal, a Águia Real habita as regiões mais montanhosas, inóspitas e desabitadas do interior. A coloração castanho-escuro uniforme da Águia Real adulta é apenas interrompida pelo ceroma e pernas amarelos, e pelos reflexos dourados da sua plumagem nucal. Nas aves novas, pode ver-se um pouco de branco na raíz da cauda e nas asas. Talvez mais do que qualquer outro animal, a imagem poderosa da Águia Real como símbolo da natureza, nunca passou despercebida ao ser humano. Desde a antiguidade que a Águia Real é utilizada como representação de força, poder, nobreza, robustez e velocidade: o império romano utilizou a sua figura estilizada nos estandartes das legiões que conquistavam novos domínios; os Kirguiz, povo guerreiro que habita as estepes da Ásia Central, utilizam-na numa forma de cetraria única no Mundo, a caça ao lobo, apesar da evidente diferença de peso existente entre a ave e o mamífero; e mesmo recentemente, a imagem da Águia Real é utilizada como símbolo de clubes desportivos e inúmeras marcas de produtos. A Águia Real, por ser predador do topo da cadeia alimentar (superpredador), torna-se muito sensível a alterações do meio, principalmente as provocadas pelo homem. Por estes motivos, é uma espécie-chave do ecossistema onde habita, tendo uma grande relevância como espécie-indicadora da qualidade ecológica.

TAMANHO Os Machos têm de envergadura entre 1.88 m e 2.12 m, pesando entre 2.9 Kg e 4.5 Kg; As Fêmeas têm de envergadura entre 2.15 m e 2.30 m, pesando entre 3.8 Kg e 6.6 Kg. DISTRIBUIÇÃO Norte de África, América do Norte, Rússia, Ásia Central e nalgumas partes

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Fotos: Direitos Reservados

da Europa do Sul, incluíndo a Península Ibérica. ALIMENTAÇÃO Roedores, coelhos e lebres, cobras e aves de médio porte, como Lagópodes. Nos Alpes, caça essencialmente marmotas. REPRODUÇÃO Os ninhos, utilizados várias vezes, podem ser encontrados em altos precipícios ou em árvores. O período de incubação é entre março e maio e dura cerca de 43 dias. O filhote - quase sempre único - permanece só, recebendo a comida que lhe é colocada, uma vez por dia, na borda do ninho. Por volta da 8ª semana, a jovem águia encontra-se coberta de penas e abandona o ninho o mais tardar aos 80 dias. STATUS Não é atualmente considerada uma espécie globalmente ameaçada.

ONDE OBSERVAR Nordeste - O nordeste é, sem dúvida, a zona onde é mais fácil encontrar esta grande águia. Litoral Norte – rara nesta região, pode ser vista unicamente na serra da Peneda. Trás-os-Montes – os vales do Douro Internacional e dos seus principais afluentes albergam a maioria da população nacional de águia-real, podendo a espécie ser vista com relativa facilidade na zona de Miranda do Douro e também junto a Barca d’Alva. Localmente ocorre também na serra da Coroa. Beira interior – o Tejo Internacional, onde nidificam vários casais, é provavelmente a segunda melhor zona do país para a observação desta espécie. Mais para norte, pode ser vista na zona de Figueira de Castelo Rodrigo. Ocasionalmente observa-se na serra da Estrela, mas actualmente é bastante rara nesse local. Alentejo – nidifica em números reduzidos junto à fronteira, sendo a zona de Barrancos a mais favorável à sua observação. Por vezes é vista nas planícies de Castro Verde e no vale do Guadiana, junto a Mértola. Algarve – muito rara na zona, aparece irregularmente junto ao Cabo de São Vicente, fora da época de nidificação.


Palavras Cruzadas

ENTRE

TENI

mento HORIZONTAIS: 1. Estragado. 8. Sentimentalismo. 10. Gosto muito de. 11. Capital do Gana. 13. Aperta com nó. 14. Despedida. 15. Filho de burro e égua ou de cavalo e burra. 16. Oferta Pública de Aquisição (acrónimo). 17. Abreviatura de manuscrito. 18. Honesto. 20. Adejo. 21. Limpe, banhando em líquido. 22. Preposição designativa de substituição. 23. Falta ou diminuição de secreção salivar. 26. Que produz.

SOLUÇÕES DA EDIÇÃO ANTERIOR Palavras Cruzadas

AS SOLUÇÕES ESTARÃO DISPONÍVEIS NA PRÓXIMA EDIÇÃO. DIVIRTA-SE!

ADIVINHA Para casamentos e batizados a mim me chamarão, para coisas de cozinha, falem lá com o meu irmão. ANEDOTA

Adivinha - A letra “M”

VERTICAIS: 1. Outra coisa (ant.). 2. Carro. 3. Recurso (fig.). 4. Curso de água natural. 5. Vogal (pl.). 6. Querida. 7. Que tem sabor agradável. 9. Nulo. 12. Murmúrio. 13. Espaçoso. 14. Haste horizontal da charrua. 16. Muito gordo. 19. Criar ovos. 20. Forma internacional de vóltio. 22. Pedaço de madeira. 24. Idem (abrev.). 25. Atmosfera

Num voo internacional, como é habitual, o comandante do avião liga o microfone e fala aos passageiros: “Bom dia, senhores passageiros. Neste exacto momento estamos a 9 mil Metros de altitude, velocidade cruzeiro de 860 Km/hora e estamos a sobrevoar a cidade de... AAAAAAAHHHH... VALHA-ME DEUS...!!!” Os passageiros ouvem um barulho infernal, seguido de um grito pavoroso :

Cartoons: Tony nas Américas

ADIVINHAS & ANEDOTAS “NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!” Depois de um breve momento de silêncio sepulcral, volta a ligar o microfone e, timidamente, diz: “Peço imensa desculpa, mas a hospedeira deixou cair a bandeja e uma chávena de café caiu-me no colo. Imaginem lá como é que ficaram as minhas calças à frente !!!” Prontamente, um dos passageiros gritou: “Filho da p..... !!! Imagina lá como é que ficaram as minhas calças atrás!!!”

Por: Catarina Almeida

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mo

DA

SUGESTÕES

LOOKS & PRESENTES LOOK 1

Este look prima pela elegância e sobriedade, conferidas pela cor preta. O verde vem dar um toque mais arrojado, contudo não o compromete dadas as suas linhas clássicas.

LOOK 2 Vermelho é a cor da paixão, e não poderia deixar de marcar presença no Dia dos Namorados. Este conjunto demarca-se pela elegância e riqueza dos detalhes.

LOOK 3

O amarelo é a cor da alegria, e neste dia é um sentimento comum aos enamorados. Este coordenado reflete isso, bem como os pormenores que complementam o espírito pelo seu “brilho”.

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DESCONTOS DE 20% A 50% EM ITEMS SELECIONADOS NAS 3 LOJAS

Calçado:

LOOK CASUAL Nos dias menos frios que surjam, este combinado é muito prático para o dia-a-dia da mulher moderna. Pode conjungar uma jóia simples, para embelezar a o look.

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Ruby Jewellery OUTRAS SUGESTÕES

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Sugestões da Chef Nela da Churrasqueira Vila Verde

FOLHADO DE SALMÃO (para 2 pessoas)

O AMOR... NO PALADAR

Comece por fazer uma manteiga de ervas. A manteiga deve estar à temperatura ambiente. Pique salsa e manjericão numa taça. Adicione sumo de limão, e incorpore bem. Tempere o lombo de salmão com sal e pimenta a gosto. Estenda a massa folhada e corte os lados de modo que forme um retângulo. Pincele com uma gema de ovo e coloque o lombo no centro da massa, barrando com uma quantidade generosa

de manteiga de ervas reservada. Feche a massa sobre o salmão e sele os lados com os dentes de um garfo. Coloque no centro de um tabuleiro barrado com um pouco de manteiga, faça uns cortes com uma faca para que saia o vapor do peixe e a massa fique estaladiça. Pincele com ovo e leve ao forno pré-aquecido a 200 graus durante 20 minutos. Como é uma receita rica, sirva com uma salada mista.

Aroma elegante floral com frutos cítricos e uma fragrância subtil de melão.

BORGES ALVARINHO VINHO VERDE 1999

PERAS BÊBEDAS COM GELADO DE BAUNILHA

Foto: Direitos Reservados

Ingredientes

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4 pêras 175g de açúcar

3 dl de vinho tinto 1/2 limão 1 cálice de vinho do porto 1 pau de canela

Descascam-se as pêras inteiras mantendo-lhes o pé e envolvem-se em sumo de limão. Enche-se um recipiente com água e junta-se o açúcar. Leva-se ao lume. Adiciona-se o vinho tinto e deixa-se levantar fervura. Junta-se o pau de canela e uma casca de limão. Introduzem-se as pêras e deixa-se cozer em lume brando até ficarem macias. Quando

estiverem prontas retiram-se com cuidado para uma taça. Mantém-se no lume o vinho com o açúcar e junta-se o vinho do Porto. Deixa-se ferver até a calda apresentar um aspecto de xarope. Nessa altura, retira-se o molho do lume e derrama-se sobre as píras. Sirva num recipiente com gelado e regue a píra com o molho.

Foto: Direitos Reservados

Foto: Direitos Reservados

•1 lombo de salmão (250g) 1/2 colher de sopa de salsa 1/2 colher de sopa de manjericão 50g de manteiga a temperatura ambiente 1/2 limão 1 pacote de massa folhada 1 gema Sal e pimenta a gosto


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HORÓSCOPO AQUÁRIO

Durante este período a sua pessoa, o seu corpo, o seu Eu, reclamarão mais a sua atenção. É altura de recarregar baterias, de se concentrar mais em si e, aproveitando essa sensação de que está a iniciar algo de novo, tome a iniciativa para fazer novos projectos, estabelecer novos contactos, fazer novas amizades.

CAPRICÓRNIO

Este é um período em que se irá reconhecer a si próprio através dos bens materiais que possui e da sua capacidade para os obter. O prazer e bem-estar que estes lhe proporcionam, estão intensificados pelo que terá tendência a exibi-los com alegria, proporcionando festas ou oferendo presentes aos seus amigos.

SAGITÁRIO

Você sente-se transbordante de energia e actividade desejando experimentar coisas novas e diferentes. Decida-se, mude de ambiente e opte até pela viagem que tem vindo a adiar. Se pensa não conseguir abstrair do que julga ser uma obrigação permanente, leve consigo algum trabalho e execute-o em novos horizontes.

ESCORPIÃO

Necessita neste momento de se refugiar em sua casa ou no seu ambiente familiar para se equilibrar e fortalecer. Está sensível, emotivo, e as lembranças vêm ao de cima. Deve examinar o que sente e a forma como age relativamente às pessoas que o cercam. Descanse e durma mais para aumentar a sua energia.

BALANÇA

Neste período você está, com bastante realismo, a tomar consciência do seu verdadeiro ego, das suas fraquezas e, principalmente, das suas forças. Sentir-se-á com o espírito mais jovem e apetecer-lhe-á, muito provavelmente, recordar factos da sua infância que lhe proporcionaram grandes alegrias. Brincar com crianças poderá ser uma forma de reconstituir esses cenários da sua própria meninice.

VIRGEM

Durante este período, em relação à sua vida pessoal, os seus pontos de vista podem estar distorcidos em relação á realidade. Se tiver problemas de saúde, sentimentais, psíquicos ou mesmo de negócios não hesite em consultar um especialista pois uma opinião de quem está de fora é normalmente mais isenta e abrangente.

1 a 29 de Fevereiro de 2016

Por: Venessa Barros

LEÃO

É um momento propício a examinar e reflectir sobre o seu relacionamento afectivo e para descobrir o que é necessário para o mesmo evoluir positivamente. Vai também prestar mais atenção aos efeitos e influências que tem sobre os outros. Dê e aceite conselhos e, sobretudo, esta não é altura para se isolar.

CARANGUEJO

Este é um tempo de transformação, o fim de um ciclo em que alguma coisa termina, provocando em si mudanças significativas, sobretudo do ponto de vista psicológico. Essas alterações poderão ser apenas vividas no seu interior ou provocadas por factores externos. Qualquer que seja o caso, lembre-se sempre de que depois da tempestade vem a bonança. Nada receie, a sua coragem e força interior são suas aliadas.

GÉMEOS

Nesta fase procurará alargar os seus horizontes e fugir da rotina. A leitura e o estudo são uma boa opção. Se optar por fazer uma viagem escolha um destino que dê largas ao seu desejo de aventura. Bom período para desenvolver contactos com amigos, uma vez que a comunicação está facilitada nesta fase.

TOURO

Esta é uma fase de afirmação pessoal, tendo para si grande importância o papel que ocupa na sociedade. Existe uma forte possibilidade de profissionalmente lhe serem dadas responsabilidades acrescidas que lhe poderão trazer uma promoção. Esteja ciente das suas capacidades e fraquezas e confie nos seus próprios recursos.

CARNEIRO

Pode envolver-se nesta altura com grupos de pessoas que têm uma visão mais aberta da existência. Este é um bom momento para expandir a sua vida social e a sua relação com o grupo, com amigos e relacionamentos. Sente necessidade de procurar novas ideias e experiências para dar um sentido mais real à sua vida..

PEIXES

É tempo de entrar em contacto com o seu subconsciente e descobrir quais são os seus verdadeiros ideais. Olhando para o passado, verifique se conseguiu atingir as metas pretendidas. Clarifique os seus objectivos, desfazendo confusões e más interpretações. Seja mais claro e conciso e verá que é melhor compreendido.

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