Re vi st a
Amar EDIÇÃO 2 • ANO I • $3.00 • MENSAL • DEZEMBRO
O fado de
Suzi silva RUBY JEWELLERY O BRILHO DO NATAL
The Cork Boutique A moda da cortiça Patrocinadores
Bairrada Churrasqueira • Paris Bakery & Pastry
dezembro2015
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32 finanças
Boas Festas
34 banking
5 voxpop
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50 moda 52 cinema
20 SUZI SILVA
53 beleza
26 música
57 receitas culinárias
Diego Miranda
DAVID CARREIRA ENCHE O CAMPO PEQUENO
SOFIA RIBEIRO Luta contra o Cancro da Mama
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
Líder do ranking Mundial - 57 Kg
Foto: Direitos Reservados
TELMA MONTEIRO
18 a night of christmas
O adeus a MARÍLIA PÊRA
A verdade de Cláudio Ramos
RONNIE WOOD Pai de gémeos aos 68
Foto: Direitos Reservados
SARA MOREIRA Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
15 MINUTOS DE FAMA
Foto: Direitos Reservados
ÍNDICE
The Cork Boutique
eleita melhor atleta europeia de novembro
EDITORES: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro
FICHA TÉCNICA
EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Suzi Silva, Gonçalo Baptista, António SIlva, Raquel Couto, Sandra Neiva, Dr. José Carreira, Camila Borguetti, Carlos Cunha, Humberta Araújo, Catarina Almeida PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Fernando Ferreira, Ana Antunes - Prestige Salon & Spa, Dr.ª Susan da Cruz, Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories AGRADECIMENTOS: Correio da Manhã Canadá, Vladimir V. Bott e Marcel Carriere OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA.
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VOX
pop
Fomos para as ruas de Toronto saber como é o Natal de diversas pessoas portuguesas dos vários pontos do nosso país.
PERGUNTA: 1) Como é a consoada e/ou a ementa de Natal na sua terra?
Fotos Pessoas: Carmo Monteiro • Fotos Doces: Direitos Reservados
sua volta juntavam-se as pessoas (novos e velhos) da aldeia. A nível de gastronomia, todos contribuíam. As pessoas traziam o que tinham feito. Era filhoses, broinhas de Natal de batata ou farinha, arroz doce, etc… Era uma noite de alegria, partilha… Como se fossemos uma família. Na casa da minha vizinha, hoje minha sogra, comia-se o tradicional bacalhau, batatas e grelos.
1. Na minha consoada, temos tradicionalmente o bacalhau cozido com batatas e brócolos. Para sobremesa temos rabanadas, filhoses, Bolo-rei e broazinhas. No dia de Natal temos o perú e de sobremesa, a lampreia e os troncos de Natal.
Lídia Vinhas Costa, 56 CANTANHEDE – COIMBRA Isabel Pereira, 57 ALCÂNTARA, LISBOA
1. Recordo-me de nós, então juventude, à procura de lenha para depois juntar no maior largo da aldeia. Depois fazia-se uma grande fogueira e à
avó e comia-se o bacalhau cozido com batatas e couve. Os doces eram o Bolo-Rei que tinha que estar sempre presente, as filhoses, a aletria e as rabanadas que a minha mãe fazia. As minhas tias também traziam doces e compravam um bolo folhado com doce de ovo e com fios de ovos por cima, não me lembro como se chamava, mas que eu gostava muito. Era uma delícia! A mesa ficava cheia com a família toda junta. Depois esperava-se pela meia-noite para abrir os presentes.
1. Mais propriamente na nossa casa,
era o perú recheado que se confecionava todos os anos e mariscos. Na nossa casa gostavamos muita da salada de fruta e pudim flan. As filhoses são mais conhecida por mal-assadas são tradicionais na época do Carnaval (na Ilha Terceira). Cátia Maia, 24 AVEIRO 1. Lembro-me que quando eu era criança juntava-se a família toda, mesmo toda, em casa da minha
José Henrique Rodrigues ILHA TERCEIRA, AÇORES
mos bacalhau cozido com batatas e couve de corte e para sobremesa, o arroz doce, farófias, filhoses, baba de camelo, Bolo-rei escangalhado que em vez de ser redondo é oval e leva chila por cima.
1. Quando era miúdo lembro-me da mi-
nha mãe a preparar bocados de marrãs (carne de porca desmamada) e também uma galinha. Para sobremesa, haviam as filhoses e azevias que são pastéis de grão. Era e ainda é típico na minha terra.
Nicolau Sardinha, 78 PORTALEGRE
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Maria do Carmo Oliveira, 48 - LEIRIA 1. Na nossa região, na noite de consoada, te-
U
m ano é feito não apenas de dias, semanas e meses, mas da colaboração de todos aqueles que estão empenhados no sucesso de uma ideia, de um objetivo, de um projeto. O ano é feito de patrocínadores, clientes, colaboradores, leitores, amigos e, acima de tudo, de pessoas... pessoas espalhadas um pouco por todo o mundo, que tornam o “nosso” projeto uma realidade e dão sentido à Revista Amar. Para todos, os nossos mais sinceros agradecimentos pelo carinho e apoio demonstrado nas últimas semanas e votos de Boas Festas, Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Carmo Monteiro Editora Revista Amar
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guimarães Por: David Gonçalves
A
cidade de Guimarães é considerada o «berço» da nacionalidade portuguesa, pois, para além de, segundo a tradição, aqui ter nascido o primeiro rei de Portugal (permanecem dúvidas quanto a este dado, havendo historiadores referindo que poderá ter nascido em Coimbra ou em Viseu), também foi neste local que se deram os acontecimentos mais marcantes que conduziram à independência de Portugal. Guimarães é uma cidade e concelho do distrito de Braga, ficando situada no Baixo Minho, região onde o verde se espraia sobre a terra, cobrindo os montes com extensos pinheirais, e os vales com altos vinhedos, que dão à terra uma característica única no conjunto do território português. É um dos mais importantes centros urbanos do Minho e fica a cerca de 40 km da cidade do Porto. Este concelho abrange uma área de mais de 240 quilómetros quadrados e engloba 69 freguesias, sendo habitado por cerca de 160 mil habitantes, conhecidos como vimaranenses. A História desta cidade remonta, pelo menos, ao Calcolítico Final nacional, podendo tal ser atestado nas citânias de Briteiros e de Sabroso, bem como da Estação Arqueológica da Penha. Também, na Ara de Trajano, encontra-se referenciada a utilização da água das termas de Caldas das Taipas por parte dos romanos. Prossegue com Henrique de Borgonha e a castelhana D. Teresa, que geriram o Condado Portucalense até a altura em que o seu descendente, Afonso Henriques, combate a ingerência de Leão e Castela, afirmando,
Monumentos
E
m Guimarães podemos encontrar diversos monumentos, sendo muitos deles conhecidos principalmente devido à sua relação com a fundação de Portugal. Destes destacam-se, obviamente, o Castelo de Guimarães e a sua torre de menagem, que ainda hoje pode ser visitada, vzendo-se do seu alto uma belíssima vista da cidade.
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PORTUGAL
Fontes: Wikipedia, Geocities, Câmara Municipal de Guimarães, Afonsinhos, João Anjos e Blog da História de Portugal / Fotos: Direitos Reservados
na batalha de S. Mamede (1128), a existência de Portucale, existência essa que seria reconhecida por bula papal em 1179. O ponto alto da história da cidade está totalmente associado ao fato de aí ter sido fundado Portugal. De fato, foi em Guimarães que se preparou a fundação de Portugal, sendo a cidade conhecida como “Cidade Berço”, ou “O Berço da Nação Portuguesa”. É por isso que, numa das torres da muralha se pode ler a inscrição “Aqui nasceu Portugal”. Já no reinado de D. Dinis, foram construídas as muralhas da cidade, vindo esta cidade a ser alargada ao longo dos séculos e até à atualidade. D. João I cumpre um voto de peregrino à Senhora da Oliveira e beneficia a igreja, o Duque de Bragança, D. Afonso, constrói, na acrópole do castelo, o seu majestoso Paço Ducal. O séc. XVI conhece novo foral de D. Manuel I à vila. O convento da Costa é abandonado pelos agostinhos e entregue aos gerónimos, que aí iniciam grandes obras e estabelecem uma Universidade. Na segunda metade do século constroem-se o convento de Santa Clara e a Igreja da Misericórdia. Na primeira metade do séc. XIX, a vila sofre as consequências de uma sociedade afetada em primeiro lugar pelas invasões francesas, seguidamente pelas políticas internas. Em 1853, um ano após a visita de Rainha D. Maria II, Guimarães recebe o título de cidade. O desenvolvimento industrial surge então, nos têxteis, couros, cutelaria, serralharia e fundição, ourivesaria, e torna a cidade um dos maiores polos fabris do país.
Outros monumentos dignos de se visitar são o Monumento ao Fundador, a Capela românica de S. Miguel do Castelo, a Capela da Santa Cruz; a Igreja do Carmo, a Igreja e os oratórios dos Santos Passos de Nossa Senhora da Consolação; a Igreja de São Francisco, a Igreja da Colegiada de Guimarães, o Cruzeiro de São Francisco, o Convento de Santa Clara, os antigos Paços do Concelho, e as casas de Martins Sarmento e Egas Moniz. Mas, os locais mais visitados em Gui-
marães, além do Castelo, são o Paço dos Duques de Bragança, um palácio de estilo borgonhês com um traçado arquitetónico belíssimo, sem igual em Portugal, e também o Alto da Penha, ao qual se pode subir de teleférico. O Centro Histórico de Guimarães constitui um vestígio único de um tipo particular de conceção de cidade, que teve a sua própria evolução, devido à morfologia do seu tecido urbano medieval, que conforma uma sucessão de praças de grande valor formal e qualidade ambiental bem como, de um tipo particular de construção, tipologicamente diversificado, mas com uma grande unidade formal no seu conjunto, integralmente erguido com as técnicas construtivas tradicionais, e designados por taipa de rodízio e taipa de fasquio. Este Bem único que a UNESCO classificou em 13 de Dezembro de 2001 é o investimento mais reprodutivo e duradoiro na cidade. O mais rentável para a cidade é o que de único ela tem, e o Mundo reconhece. O Comité da UNESCO inscreveu o Centro Histórico de Guimarães na Lista de
Bens Património Mundial, baseado nos seguintes critérios: •Guimarães é de um considerável significado universal, na medida em que aqui se desenvolveram técnicas especializadas de construção de edifícios durante a Idade Média que depois foram exportadas para as colónias portuguesas, na África e no Novo Mundo, transformando-se, mesmo, em características essenciais. •A história de Guimarães está intimamente associada com o estabelecimento da identidade nacional portuguesa e da língua portuguesa no século XII. •Guimarães, uma cidade excecionalmente bem preservada, reflete a evolução de alguns edifícios particulares desde os tempos medievais até ao presente, com particular incidência entre os séculos XV e XIX.
Feiras, festas e artesanato As principais feiras deste concelho são: a Feira de Campo de S. Mamede, à sexta-feira e a Feira do Entulho na Praça de S. Tiago, que se realiza no primeiro sábado de cada mês. São realizadas diversas festas neste concelho, mas as principais são as Festas do Senhor do Amparo, a Festa do Corpo de Deus e a Festa da Nossa Senhora da Assunção. Durante o mês de Agosto são realizadas as festas da Cidade, conhecidas como Festas Gualterianas, sendo o feriado municipal no dia de S. João, a 24 de junho, sendo que neste dia, todos os anos, se coloca uma coroa de flores na Colina Sagrada, em homenagem a D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Já entre fins de novembro
e o início de dezembro, são comemoradas as Festas Nicolinas, em homenagem a S. Nicolau, sendo estas consideradas como as mais antigas de Guimarães. No que diz respeito ao artesanato, são várias as artes que aí se desenvolvem, estando entre estas: a cestaria em vime, a trança de palha para chapéus, a tecelagem, a produção de bordados, a produção de colchas de seda e de algodão, a escultura de ícones em madeira e pedra, e de diversos objetos relacionados com a agricultura. Outros dos trabalhos artesanais que têm uma certa expressão no concelho são a tamancaria, a olaria, a tanoaria, o trabalho do ferro, e a pintura em barro.
Economia do Concelho
Guimarães é, atualmente, um dos principais polos de desenvolvimento do distrito de Braga. Ainda assim, neste concelho, a agricultura continua a ser uma importante fonte de muitas famílias, sendo frequente ver-se terrenos cultivados tanto nas freguesias mais rurais como também ao lado de grandes unidades industriais. Uma parte significativa da população de Guimarães trabalha na indústria, o principal pilar da economia deste concelho. Ao nível da indústria, tem principal preponderância a têxtil, do calçado, dos curtumes, dos plásticos e da metalurgia. Outras das atividades económicas do concelho com grande importância, principalmente ao nível do turismo são a exploração de águas minerais e o turismo termal.
Capital Europeia da Cultura
A Capital Europeia da Cultura é uma iniciativa da União Europeia que tem por objectivo a promoção de cidades da Europa, por um período de um ano durante o qual as cidade s têm a hipótese de mostrar à Europa a sua vida e desenvolvimento cultural, permitindo um melhor conhecimento mútuo entre os cidadãos da União Europeia. A Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 trouxe à cidade novos edifícios e a requalificação de símbolos vimaranenses, obras que não só mudaram o “rosto” da cidade, como lhe mudaram a “alma”, dando a Guimarães um “novo fôlego”.
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&TRADIÇÕES
COSTUMES Por: David Gonçalves
A Árvore de Natal
O
uso de uma árvore como símbolo remonta desde o segundo milénio antes de cristo. Os Indo-europeus consideravam as árvores expressão de fertilidade, prestando-lhe culto. Por outro lado, a civilização Egípcia atribuía à tamareira o significado vida, representando os vários estágios da vida humana (árvore da vida). Esta era enfeitada com doces e frutas. Também os Gregos usavam as árvores como “intermediários” entre o céu e a terra, fazendo através delas, reverência aos deuses. Os Romanos costumavam enfeitar pinheiros com máscaras de Baco, o deus do vinho, para venerar o deus Saturno, que era o deus da agricultura, da justiça e da força. A festa era chamada de “Saturnália” e coincidia com o nosso Natal. Já na China, o pinheiro significa longevidade, enquanto no Japão simboliza imortalidade. A primeira referência à árvore de Natal aparece no séc. XVI, na Alemanha (Straßburg), que é hoje território francês (Strasbourg), e conhecemos por
Fotos: Direitos Reservados
Estrasburgo. As famílias de lá costumavam enfeitar os pinheiros, na época de Natal, com luzes, flores de papel colorido, doces e frutas. Esse costume foi-se espalhando primeiro por França (séc. XIX), Inglaterra (séc. XIX), Estados Unidos e, no séc. XX, tornou-se tradição em Espanha e na maior parte dos países da América Latina. Também se conta que a origem da árvore de natal foi quando o sacerdote Martinho Lutero, também no séc. XVI, adornou uma árvore com luzes no dia de Natal, de modo a simbolizar o nascimento de Jesus, luz do mundo. No início, a Igreja Cristã negou-se a adoptar esta tradição pagã. O pinheiro de Natal só passou a fazer parte das decorações natalícias nos lares cristãos há cerca de 100 anos. Quando os missionários adoptaram o costume da árvore de Natal, escolheram o abeto, de forma triangular, para representar a Santíssima Trindade, de modo a apagar a simbologia pagã associada. Segundo a tradição alemã, ao decorar árvore de Natal, deveremos incluir doze adornos, de modo a garantir a felicidade desse lar, que passamos a nomear: - Uma casa, que significa protecção; - Um coelho, que significa esperança; - Uma chávena, que significa hospitalidade; - Um pássaro, que significa alegria; - Uma rosa, que significa afecto; - Um cesto de frutas, que significa generosidade; - Um peixe, que significa a bênção de Cristo; - Uma pinha, que significa abundância; - Um pai Natal, que significa generosidade; - Um cesto de flores, que significa bons desejos; - Um coração, que significa amor; - Luz, que significa a vida (Cristo). Hoje em dia encontramos a árvore de Natal em quase todas as casas, quer se trate de famílias cristãs ou não, como elemento decorativo da época de Natal.
PRESÉPIO
A
palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado. Conta a tradição católica que o presépio teve origem no séc. XIII, na Úmbria (região da Itália central). Foi S. Francisco de Assis que, com a permissão do Pápa, criou um presépio com figuras humanas e animais, recreando o local de nascimento de Jesus, que serviu de pano de fundo para a missa de Na-
Fontes: Wikipedia, Diário de Notícias e portal o Sapo
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tal desse ano. Esta representação teve tanto sucesso, que se tornou numa referência Cristã, representativa do Natal, em quase todo o mundo. Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas (por volta do séc. XVII). É colocado no início do Advento sem a figura do menino Jesus, que será posta na noite de Natal, após a missa do galo. O presépio é, por norma, desmontado no dia seguinte ao Dia de Reis. Na tradição portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, membros de um rancho folclórico e outros personagens típicos da cultura portuguesa. Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina. Agora já pode pensar em encontrar as figuras necessárias ao seu presépio deste ano.
Paris
nós
... aqui perto
POR
CÁ Imagem: Direitos Reservados
Por: Carlos Monteiro / Fotos: Revista Amar
A
Revista Amar foi à procura de negócios que têm marcado a comunidade pelo sucesso nos últimos anos. Neste particular, a Padaria Paris, situada no 654 Lansdowne Avenue em Toronto, tem-se pautado pela qualidade nos serviços prestados não só à nossa comunidade, mas a quem procura este estabelecimento comercial pelos seus produtos de padaria e pastelaria fina desde 2009. Estivemos à conversa com Jacqueline Chasqueira Beites, proprietária da Padaria Paris, para saber um pouco mais sobre o historial deste estabelecimento comercial e as razões por detrás do sucesso. A Padaria Paris abriu portas ao público em 2009, tendo sido na altura uma surpresa do marido, que apesar de ter comentado várias vezes que queria comprar um negócio em Toronto, nunca pensou que se viesse a realizar, diz Jacqueline. “Para surpresa minha algum tempo depois disse-me que tinha fechado negócio. Foi realmente uma surpresa e aqui estamos há 6 anos[...risos]” O nome “Paris” surgiu do facto de ambos terem residido em França, e Jacqueline ser inclusivamente luso-descendente nascida naquele país. As recordações das baguettes estilo francês e dos
famosos croissants foram decisivos na escolha do nome, e determinanate na maneira como decidiram posteriormente decorar e equipar o seu novo projeto. Iniciou-se um período de reconstrução quase total deste espaço, que apesar de ter sido ele também um estabalecimento do mesmo ramo no passado, não estava preparado para os desafios do futuro e o que ambos queriam oferecer aos seus clientes. “Precisou de muitas obras e muito investimento também [...gargalhada]” Ao longo dos anos sofreu alguns melhoramentos para poder continuar a oferecer o melhor serviço aos seus clientes. “Um negócio tem as suas etapas, e por vezes é preciso ter paciência e ir apostando, investindo e progredindo aos poucos.” Quando abordada sobre o tema das dificuldades que enfrentaram no início, refere que além da restruturação quase total do espaço comercial, houve também uma preocupação acrescida relativamente ao género de clientela que frequentava aquela casa anteriormente. ”Como é natural, com o passar dos anos criam-se
hábitos e é muito dificil tentar mudar esses hábitos. O género de estabelecimento que aqui existia, apesar de ser do mesmo ramo, era completamente diferente e havia hábitos que nós não tinhamos interesse em deixar continuar e até tolerar. Foi difícil fazer esta mudança, mas aos poucos acho que as pessoas perceberam que as coisas tinham de ser diferentes.” Esta padaria, afamada pelo Pão de Mafra e pelas suas Natas, é também conhecida pelo fabrico constante de pão quente durante o dia, sendo que tem já preparada algumas novidades para a época natalícia, como por exemplo as recentes Bolas de Nutela, que diz estar a ser um sucesso e estão ainda a preparar algumas surpresas com Crepes e muito provavelmente Canolis também. Para além disso, a Padaria Paris é também sempre procurada pelo tradicional Bolo Rei, o Bolo Rainha, que é também um produto que as pessoas costumam associar a este estabelecimento, e o Bolo Rei de Chila, que é feito por encomenda. A Revista Amar deseja um Bom Natal à Padaria Paris e a todos os os seus funcionários e respetivas famílias, com votos de grande sucesso para o ano de 2016.
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PES soas
com Antenor Carlos Pires
o ano em que completou 68 anos, e que decerto ficará para sempre marcado na sua memória e na daqueles que mais de perto o acompanham, a Revista Amar quis conhecer o “homem” que está por detrás das churrasqueiras Bairrada na zona da grande área de Toronto. Natural do “lugarzinho” de Rego, como lhe chama, freguesia de Oiã e concelho de Oliveira do Bairro em Portugal, Antenor Carlos Pires é a história de vida desta edição. Tendo nascido no seio de uma família numerosa, cedo Carlos Pires, como geralemente é conhecido, teve de enfrentar as dificuldades da vida, numa época em que o trabalho não abundava e em que a principal fonte de rendimento era o trabalho da terra. Refere que teve a felicidade de ter um pai e mãe que eram muito orientados. Apesar do pai não ter mais que o 4º ano de escolaridade e a sua mãe não ter sequer frequentado a escola, foram capazes de criar e educar com muita luta os 12 filhos, sendo que 2 faleceram partiram prematuramente, aos 2 e 22 anos de idade. “Hoje estamos ainda 5 irmãos vivos, sendo eu o mais novo e os outros na casa dos 70-80 anos de idade.” Quando tinha 17 anos, viu seus pais proceder às partilhas e atribuir a cada um dos filhos os seus quinhões. Em tenra idade ainda, Carlos decidiu juntar-se a uma das irmãs, que sempre disse nunca casar para poder ajudar os irmãos e os sobrinhos. Com sua irmã e seus pais, deitou então mãos à obra e decidiu cultivar as terras que lhes pertenciam, e também a de 2 irmãos que se encontravam na altura no Brasil e na Venezuela. Os seus primeiros passos como homem de luta e de negócios começaram quando decidiu pedir emprestado com sua irmã, cerca de 14 contos para comprar uma junta de animais que o ajudassem a trabalhar a terra. Mas não se ficou por aí! “… o sentido de luta talvez já estivesse no meu espírito. Achei necessidade de dedicar-me a outra atividade que complementasse o trabalho nos campos, para poder ganhar mais qualquer coisa…” Procurou então outro emprego que lhe fosse dando um extra ao que ganhava já nos campos. Arranjou trabalho numa padaria. Levantava-se às 5 h da manha e cerca das 8h tinha o trabalho feito, recebendo 500 escudos por mês. Arranjou ainda outro trabalho em Águeda, sensivelmente a 9km do sítio onde morava e que eram feitos em bicicleta. Lá, começava as 9h da manhã e trabalhava até as 5h da tarde, regressando então a casa para trabalhar as terras. Decidiu então, que seria tempo de se rodear de pessoas que o pudesem ajudar.
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“Nessa altura, e até uma história engraçada que tenho, convidei um primo que trabalhava numa localidade próxima a trabalhar para mim pelo mesmo valor que ele ganhava na altura no trabalho que tinha (3 contos por ano) e ofereci-lhe ainda mais um fato para o convencer.” Quando o trabalho árduo começou a dar os seus frutos, Carlos e irmã compraram uma vinha para somar às terras já existentes e seguidamente uma terra de arroz e um palhal, sendo que algumas destas propriedades viriam inclusivamente a ser doados anos mais tarde à capela do Rego, refere. Anos mais tarde, conhece Maria Adília, que estava de férias na freguesia com seus pais, uma vez estar emigrada no Canadá. Trocaram correspondência como amigos e o namoro a sério só começa mais tarde, quando Maria Adília volta a ir de férias com seus pais, por 3 meses desta vez. Tiveram então na altura oportunidade de se conhecer melhor e, depois do servicço militar, apesar da distância, Carlos resolve dar o passo seguinte, e casar com aquela que seria a sua companheira de uma vida. Casam a 24 de dezembro de 1972 em Portugal e mais tarde, com carta de chamada, Carlos junta-se a Maria Adília no Canadá a 1 de maio de 1973. Deixa para trás as suas memórias do lugarzinho do Rego e começa a sua aventura em terras canadianas.
despedir do seu pai, que viria a falecer alguns dias mais tarde, a 5 de dezembro. Consciente das suas responsabilidades, Carlos regressa ao Canadá a 9 de dezembro, quando para seu espanto é informado por um dos sócios, que iriam retirar uma percentagem dos lucros do último trabalho em virtude de se ter ausentado para Portugal. Carlos não pode permitir que tal acontecesse e terminava ali a sociedade dos últimos anos e que o levaria a iniciar uma nova etapa da sua vida, desta feita sozinho, e da qual tem muito orgulho, até porque teve oportunidade de dar trabalho e ajudar muitos portugueses imigrados no Canadá. “… sinto-me feliz por ter ajudado alguém, outros seres humanos, principalmente sendo eles portugueses…” O SONHO
A AVENTURA CANADIANA Não sabia inglês, não tinha escola ou especialização, mas uma coisa era certa para Carlos Pires… não tinha medo de trabalhar. Apesar da vontade de trabalhar, fosse em que ramo fosse, esteve na altura 1 mês e meio sem trabalhar. Na altura foi um marido de uma amiga de Maria Adília que lhe arranjou o primeiro trabalho e daí para cá nunca mais parou. “… eu costumo dizer até… eu tenho 2 braços, se tivesse 4, os 4 tinham trabalho.” Começou na construção, mais propriamente nos arranjos de exteriores (“landscaping”), onde trabalhou cerca de 16 anos, tendo tido a oportunidade de ter lidado sobretudo com portugueses e italianos. Foi o seu inato espírito empreendedor, que mais tarde o levam a aceitar um convite de um engenheiro alemão para constituir uma sociedade, a que juntou mais um elemento, um português que teria emigrado dos Açores, mais concretamente da Ilha do Pico. O negócio corria de vento em popa, até ao dia em que Carlos recebe uma chamada de Portugal com notícias menos agradáveis. Chegava a informação que pai estaria para falecer, isto numa altura em que trabalhavam num projeto importante. Carlos Pires viaja então para Portugal para se
Carlos Pires no Bairrada da College
Foto: Revista Amar
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histórias de vida
Em 1988 vem a concretização de um sonho. A Churrasqueira Bairrada abria no 856 College Street em Toronto, onde estaria por 5 anos até se mudar definitivamente, em 1993, para o 1000 da College Street, edício que acabaria por adquirir e onde permanece até hoje, como a casa mãe. “… o negócio que tenho agora, foi o que sempre tive no meu coração. Aspirei sempre ter um negóciozinho assim.” Refere que apesar das dificuldades sofridas nos primeiros 3 anos de existência, e de a esposa Maria Adília ter por várias vezes sugerido que fechasse o
“Alguma coisa de bem que fiz, que sirva de exemplo e que possam tirar proveito dela para novas ideias e também para as suas famílias.”
Apesar dos seus 68 anos, ainda nos dias de hoje trabalha 16, 17 horas por dia, e por vezes até mais não escondendo que não acompanha de perto as novas tecnologias e que aí, os seus filhos são fundamentais para acompanhar a evolução e os desejos de uma clientela cada vez mais exigente. “O mundo mudou. Eu entendo que as pessoas já não podem dedicar tantas horas como eu sempre dediquei ao meu negócio. Nesse aspeto as novas tecnologias são fundamentais.” Sem querer concretizar, levantou a ponta do véu para Revista Amar, dizendo estão a ser preparadas novidades no que toca à maneira como os clientes podem efetuar encomendas e ter acesso às mesmas, isto para poder ir de encontro às suas necessidades. A VIDA Mas nem tudo na vida são momentos de felicidade para este empreendedor português no Canadá. O ano de 2015 haveria de deixar a sua marca na vida da família Pires e em todos aqueles que têm o previlégio de fazer parte do seu círculo de amigos. Após 4 anos de luta contra o flagelo da era moderna, Maria Adília Pires perdeu a batalha contra o cancro, tendo falecido no dia 8 de abril de 2015, deixando um sentimento de vazio e revolta em todos aqueles que tiveram a oportunidade de a conhecer, de ouvir as suas palavras sempre amigas e de partilhar a sua maneira simples e honesta de viver a vida até ao último dia. “… essa foi talvez a maior catástofre da minha vida. Eu compreendo que
Carlos Pires não esconde o orgulho nos seus filhos que ao longo dos anos o têm apoiado nesta jornada batalhadora pela vida. Nilton, mais dedicado ao estabelecimento em Mississauga e Denis, na área de Toronto, têm sido o seu suporte, principalmente nesta altura que apela à união. “A vida tem continuar e agora só com os filhos e os netos, com esperança que eles também lutem pelo seu próprio futuro e dos seus filhos.”
Denis Pires no Bairrada da St. Clair
Top Choice Awards
FUTURO Carlos Pires, não pretende parar por aqui, neste que é o seu sonho e acha que o futuro lhe reserva ainda muita sucesso. “O futuro o dirá, mas as ideias dos meus filhos e as minhas são de continuar a lutar para poder crescer no futuro.” A Revista Amar queria agradecer ao Sr. Carlos Pires por partilhar um pouco de si com todos “nós”. Esperamos poder fazer jus à sua história de vida, longa e seguramente demasiado rica para caber nestas páginas “pequeninas”. Na hora da despedida, certos que as suas palavras poderão ser de inspiração para quantos nos lêem regularmente, o nosso bem-haja. “Alguma coisa de bem que fiz, que sirva de exemplo e que possam tirar proveito dela para novas ideias e também para as suas famílias. “Adorava poder oferecer-vos um cafézinho, mas não pode ser. As novas tecnologias ainda não o permitem [risos]”
BAIRR ADA C H U RR AS QU E I R A
Cortesia: Correio da Manhã Canadá
O casal Carlos e Maria Adília com seus filhos Nilton e Denis Pires
Foto: Direitos Reservados
“Todos os meus estabelecimentos têm uma sala e uma parte que serve comida para fora.”
a vida é assim. Nós não somos deste mundo, nem somos donos da vida, mas é dificil. Acho que ninguém realmente saiba dar o devido valor ao que tem até à hora em que se perde, principalmente quando as pessoas se dão bem, constroíem algo em comum, e se tem filhos e dá o melhor por construir uma família.”
Foto: Revista Amar
negócio, uma vez que o rendimento proveniente do “landscaping” ser suficiente, nunca fechou as portas, até porque deixar-lhe-ía um sentimento de derrota que diz não fazer parte do seu vocabulário. Admite contudo, que foi preciso muita vontade e espírito de sacrifício, até porque era uma altura em que os seus filhos estavam na escola, e qualquer pai se preocupa em poder dar o melhor à sua família. Aos poucos e com muita tenacidade, o sonho passou a realidade, o que o levou a abrir uma segunda casa, sensívelmente há 17 anos, em Mississauga, mais propriamente no 33 Hillcrest Avenue. Mas a vontade de vencer de Carlos Pires não ficaria por aqui e nos anos seguintes, com a ajuda dos seus filhos, Nilton Pires e Denis Pires, a Churrasqueira Bairrada teria mais 2 localizações para servir os seus clientes. Uma no 2293 St. Clair Avenue West, aberta há cerca de 15 anos e a outra em 2010, no 1560 da Dundas Street West, ambas em Toronto. Não esconde que sempre preferiu a ideia de uma churrasqueira em vez de um restaurante convencional, uma vez que acha não encaixar no seu perfil e caratér simples, mas também pelo gosto que sempre teve pelos churrascos desde que acompanhou o seu irmão, noutros tempos, assando leitões e frango com uma carrinha pelas festas das redondezas em Portugal, onde ganhou alguma prática. Orgulha-se das receitas dos molhos do frango e leitão que são utilizadas nas churrasqueiras Bairrada e que são de sua autoria. Diz serem ainda as mesmas que foram usadas nesses tempos. Como parte da sua visão única de encarar o mundo empresarial, assume que o “take out” é também uma prioridade nos seus estabelecimentos e que sempre fez parte dos seus planos.
27 anos de excelência ao serviço da cozinha tradicional portuguesa 11
EM Cortiça nacional PREEN dedo rismo
em acessórios de qualidade
Por: Carlos Monteiro / Fotos: Revista Amar
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este mês de dezembro, a Revista Amar foi ao encontro de um projeto recente e ambicioso, que se pretende implementar no mercado canadiano através de uma linha exclusiva de acessórios e artigos de moda produzidos em cortiça, sendo fabricados na sua totalidade em Portugal. A The Cork Boutique, com escritórios no 325 da Weston Road - Unit A2 em Toronto, é liderado por uma jovem de 25 anos, Chantal Peralta, que apesar de ter nascido em terras canadianas, diz-se orgulhosa das suas raízes e estar fascinada por ter agora oportunidade de divulgar e promover artigos de cortiça nacional, que além da sua elevada qualidade, são também produtos ecológicos. Chantal Pereira, formada pela Wilfrid Laurier University de Waterloo em Estudos Comunicacionais, e Gestão de Marketing pela Humber College em Etobicoke, viu recentemente alguns dos seus produtos serem exibidos no 3º Show Anual de Moda da Red Carpet on Queen, naquele que foi uma apresentação para a comunidade lusófona em Toronto, deixando todos os presentes ansiosos pela chegada da linha exclusiva The Cork Boutique - coleção Primaver-Verão 2016 que será apresentada no CanGift Show - Canadian Gift and Tableware Association Trade Show em janeiro. Foi com a Chantal e a sua representante de vendas, Cristina Gonçalves de Jesus, que a Revista Amar teve o prazer de conversar para saber um pouco mais sobre a The Cork Boutique e quais os seus planos para o futuro. RA – Fale-nos um pouco sobre como começou esta ideia? Chantal Peralta - Foi sensívelmente há cerca de 5 anos. Estava com o meu irmão no aeroporto em Portugal e ele resolveu comprar um relogio com a bracelete em cortiça, e quando entrámos na loja ficámos muito surpreendidos com a quantidade de artigos que havia naquele material. Quando cheguei a Toronto fiquei com pena de não ter comprado uma mala ou carteira. No ano seguinte vi em Óbidos, onde estavamos de férias, artigos incríveis que eram produzidos em Portugal de cortiça nacional e foi nessa altura que fiquei curiosa e tentei saber mais sobre como eram feitos, de onde vinha a cortiça e todo o processo envolvido. A curiosidade levou a que continuasse a investigar por va-
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riadíssimos factores, até por ser um género de artigos que são amigos da natureza por serem ecológicos. Não há estrago para o meio ambiente para criar este género de produtos até porque é essencial aos sobreiros que se remova a cortiça regularmente. Houve uma altura em que a Ivo Cutlery International, empresa ligada também à familía, desenvolveu artigos em que os cabos eram feitos em cortiça por empresas portuguesas, o que na altura foi uma novidade e ninguém pensava ser possível. Basicamente adicionaram “elastic polymer” à cortiça para conseguirem enrolar e esticar a cortiça de modo a se moldar à volta do cabo das facas, tornando-as muito confortáveis, muito higiénicas porque se limpam facilmente e acrescentando também um fator de segurança à faca porque este cabo não escorrega da mão. Com o desenvolvimento dessa linha de facas e contactos mantidos com empresários nacionais ligados a industria da cortiça, tomei então conhecimento de outros artigos fantásticos que aquelas empresas faziam. Numa das exposições em que a Ivo Cutlery participou aqui no Canadá, houve um empresa portuguesa que trouxe então outro género de artigos, como cintos e malas etc e aproveitámos para os expor nesse evento. Foi aí que percebemos que a recetividade demonstrada pelos canadianos para com estes artigos e a tecnologia e modo de produção dos mesmos era muito grande. Quando lhes explicávamos todo o processo desde a altura em que a cortiça cresce nos sobreiros, até ao modo como são fabricados, sendo artigos amigos do ambiente e duradouros, eles ficavam absolutamente fascínados, porque havia quase um desconhecimento total do que é a cortiça, a maneira como ela cresce na natureza, e como pode ser aproveitada para os mais diversos fins. Com o feedback que tivemos nessa exposição houve então a possibilidade de trabalharmos diretamente com eles para importamos os seus produtos e explorar o mercado canadiano com os acessórios e artigos de moda feitos em Portugal com cortiça nacional. Como é óbvio, sinto-me bastante orgulhosa de ter a oportunidade de trazer e mostrar no Canadá, artigos exclusivamente portugueses, o país onde tenho as minhas raízes. RA – Como foi a relação com essas empresas do outro lado do Atlântico?
Chantal Peralta
Cristina Gonçalves de Jesus Chantal Peralta - Criou-se uma relação muito especial com as empresas portuguesas produtoras de artigos em cortiça, que apesar de serem fornecedores, são hoje já também parceiros e amigos, pela honestidade, compreensão, apoio e suporte que têm demonstrado para com a The Cork Boutique e comigo pessoalmente. Por exemplo, criaram um mostruário especialmente feito para a The Cork Boutique que serve apenas de exposição e modelo, em cor natural da cortiça, somente com o intuito de mostrar ao mercado o produto acabado no seu estado mais puro. Podendo depois haver várias modificações a esta linha, como a cor ou até
modificação dos próprios produtos consoante a vontade dos clientes, que é uma coisa que nos interessa em particular, porque queremos oferecer a nossa própria linha de artigos. È nesta fase em que nos encontramos agora. Mostrar aos potenciais clientes no Canadá o produto, as suas vantagens quando comparados com outros artigos, a sua beleza e também a maneira fácil como podem ser modificados para satisfazer os caprichos mais requintados. RA – Qual a estratégia para apresentar e distribuir os produtos The Cork Boutique no Canadá? Chantal Peralta – Como foi referido, neste momento estamos à procura de estabelecimentos comercias para que possamos apresentar e expôr os nossos produtos. Ao mesmo tempo estamos a desenvolver o nosso website, que deve ficar pronto nas próximas semanas, one vamos publicitar os nossos produtos e efetuar vendas também. O website é uma parte importante do nosso projeto porque poderemos chegar a um mercado mais abrangente, e porque mostra também um pouco do que nos somos e do nosso projeto, ao mesmo tempo que publicitamos e oferecemos os nossos produtos online. Os planos para o futuro são ter estabelecimentos comerciais próprios que possam fazer a venda dos produtos, mas por agora tem que haver um período de apresentação e de publicidade dos produtos e da marca The Cork Boutique. RA – Qual é o mercado preferencial da The Cork Boutique? Mais a comunidade portuguesa ou pretende alcançar de tudo um pouco? Chantal Peralta – Definitivamente o Canadá como um todo. Canadianos, portugueses e clientes de outras etnias. Os portugueses já conhecem a qualidade da cortiça nacional e muitos já conhecem a variedade dos produtos que hoje em dia podem ser fabricados em cortiça, a sua qualidade e durabilidade. Esse é obviamente um mercado preferencial até porque a maioria gosta de ter produtos de qualidade feitos em Portugal, mas temos a certeza que os canadianos e outros terão uma curiosidade enorme por este género de acessórios e artigos de moda, e nós teremos o maior prazer em poder apresentar os produtos nacionais para eles.
RA- Fale-nos um pouco sobre o que vai ser a linha de artigos da The Cork Boutique. Chantal Peralta - Como já foi referido antes, a The Cork Boutique criou uma relação muito especial com os seus fornecedores, que têm mostrado um apoio incondicional ao nosso projeto, e apesar de no momento os artigos do mostruário serem os de uma linha base da Kacaus, temos a possibilidade de criar artigos únicos e exclusivos da The Cork Boutique no futuro, uma vez que estamos a lidar diretamente com os fabricantes. Esse é um dos nossos objetivo para o futuro próximo. Podermos criar a nossa própria linha e desenvolver uma marca, uma identidade. Estamos neste momento também a trabalhar nos desenhos e modelos desses produtos. RA – Os artigos em cortiça The Cork Boutique rodam em média que preços? Chantal Peralta – Os preços dos artigos em cortiça, considerando a sua qualidade, conforto e durabilidade são extremamente acessíveis, com preços entre os 40 e os 300 dólares, que dependem obviamente do género de artigo e do seu tamanho. Achamos que são preços muito competitivos e se enquadram bem com as outras alternativas no mercado, quer sejam produtos em cortiça, muitas vezes que nem sequer são fabricados em Portugal mas no Canadá e que é algo que as pessoas deviam ter muita atenção, ou feitos a partir de outras matérias-primas. RA – Qual a variedade de artigos que a The Cork Boutique pretende comercializar? Chantal Peralta – Os artigos são muito variados, desde malas de senhora, aventais, carteiras, mochilas, sapatos, bijuteria, chapéus, chapéus de chuva, bonés, cintos, e temos a possibilidade de poder criar e desenvolver tudo o que quisermos, porque a cortiça é realmente um material extraordinário que se molda com muita facilidade que nos permite criar um pouco sem limites. RA - Os produtos da The Cork Boutique são só em cortiça ou comercializarão outros artigos de diferentes materiais também? Chantal Peralta – A grande maioria será em
cortiça e só em cortiça, a que depois são adicionados produtos para lhes dar as mais variadas cores. Há alguns artigos que juntam a cortiça com outros materias, como por exemplo a camurça, metais, pedras, pérolas e que são basicamente usados para adornar os acessórios em cortiça. RA - Planos para o futuro próximo? Chantal Peralta - No final de janeiro vamos estar numa exposição importante, o CanGift Show - Canadian Gift and Tableware Association Trade Show, que se vai realizar no Toronto Congress Centre em Toronto de 28 de janeiro a 4 de fevereiro, onde vamos poder finalmente já apresentar os artigos novos da coleção primavera-verão 2016. Esta exposição, que se realiza duas vezes por ano e que está apenas aberta a empresários e comerciantes, é fundamental para nós, uma vez que vai ser a primeira oportunidade de mostrar oficialmente a The Cork Boutique e os seus produtos únicos em cortiça para um leque de potênciais clientes e distribuidores muito alargado. Muito obrigado Chantal e Cristina por terem recebido a Revista Amar. Votos de felicidades para a The Cork Boutique e boa sorte para o CanGift Show. Fica esta ótima sugestão para a época natalícia. Procure num estabelecimento português perto de si, os produtos The Cork Boutique, ou contacte a The Cork Boutique através do telefone (416) 762-0672. Estará não só a adquirir um produto de excelente qualidade, como também a apoior os jovens empreeendores luso-canadianos e os produtores nacionais. Mais informação online Facebook www.facebook.com/thecorkboutiqueinc Twitter ww. twitter.com/corkboutiqueinc Pinterest www.pinterest.com/corkboutique Instagram www.instagram.com/corkboutique
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Sugestões de Leitura
Sandra Neiva
A
o longo dos séculos, foram vários os autores portugueses que, nos presentearam com uma infinidade de obras, contribuindo para um gigantesco enriquecimento e expansão da literatura portuguesa. Quem não se lembra de nomes como, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, e tantos outros que persistem ao longo dos tempos? Nomes contemporâneos, como, António Lobo Antunes, Miguel Sousa Tavares, José Rodrigues dos Santos, Margarida Rebelo Pinto, Valter Hugo Mãe, Lídia Jorge, José Luís Peixoto, sobressaem numa panóplia de escritores que transmitem o conhecimento de novos mundos e pensamentos, através das suas palavras. Todos possuem uma relíquia em comum, a nossa adorada língua portuguesa, da qual tanto nos orgulhamos. Em Portugal, ainda, se encontra enraizada aquela ideia de que o que é estrangeiro é que é bom. Não
queremos com isto dizer que não existam escritores estrangeiros que não o sejam, mas devemos valorizar e divulgar o que é nosso, pois somos bons no que fazemos. Um bom livro permite-nos voar nas asas da imaginação, sentir odores e sabores invulgares, passear por lugares nunca vistos, parar ou avançar no tempo. Para desfrutar de uns bons momentos, necessita apenas de um lugar aconchegado, uma chávena de chá quente e um bom livro. O Natal aproxima-se a passos largos e, como tal, aí está uma excelente oportunidade para oferecermos um presente original, como por exemplo, livros. Existem livros para todos os gostos e para todas as idades. Assim sendo, sugerimos algumas obras escritas por uma das melhores escritoras portuguesas de todos os tempos, Sophia de Mello Breyner Andresen. Mas vamos primeiro conhecê-la um pouco melhor.
S
ophia de Mello Breyner Andresen nasceu no dia 6 de novembro de 1919, no Porto, passou grande parte da sua infância na Praia da Granja, local que mais tarde a inspirou a escrever livros para crianças. Em 1939 tirou o curso Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Um ano depois publicou os primeiros versos nos Cadernos de Poesia. Casou com Francisco Sousa Tavares e passou a viver em Lisboa. Teve cinco filhos, destacando-se entre eles, o escritor de renome, Miguel Sousa Tavares. Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreveu também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão que a levaria a um vastíssimo público que cobriu os países latino-americanos. Sophia evocava nos seus versos, os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os elementos da vida. A sua obra foi várias vezes premiada e encontra-se traduzida em várias línguas. Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de
Do Outro Lado do Mar de João Pedro Marques
Ano de edição ou reimpressão: 2015 Editor: Porto Editora Idioma: Português Sinopse Tudo começa na Primavera de 1833. Profundamente abalado por um desgosto de amor, o doutor Vasco Lacerda decide abandonar Lisboa para tentar curar o coração ao sol de uma nova vida, nos trópicos. Contudo, no decurso da sua viagem, vê-se arrastado, contra vontade, para o mundo da escravatura, e trava conhecimento com a gente que, para o melhor e o pior, povoa esse bárbaro mundo. Do Outro Lado do Mar leva-nos numa viagem emocionante por esse universo, dos sertões de Angola às fazendas do Brasil, e mostra-nos como mesmo nos sítios mais improváveis e nas situações mais extremas podem nascer e crescer a solidariedade, a abnegação e fortíssimas relações de amor.
Infantojuvenil
julho de 2004, em Lisboa, e o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional precisamente a 2 de julho de 2014. Obras de Sophia de Mello Breyner, para crianças e jovens, integradas no Plano Nacional de Leitura em Portugal* “A Noite de Natal”; “Os Três Reis do Oriente”; “A Menina do Mar”; “O Rapaz de Bronze”; “A Fada Oriana;” “A Floresta”; “A Árvore”; “O Cavaleiro da Dinamarca”; “Contos Exemplares”; “Primeiro Livro de Poesia”; “Histórias da Terra e do Mar”; “O Colar”; “Saga” e “Quatro Contos Dispersos”. *O Plano Nacional de Leitura tem como objetivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos nossos parceiros europeus.
Uma oferta única para este Natal disponível na loja Saudade em Toronto que pode também ser adquirido contactando a sua autora Humberta Araújo, através de email ou por telefone. Email: iafuture@yahoo.ca Telefone: 647.994.5840
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Romance Foto: Direitos Reservados
Património literário português
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ratura
Foto: Direitos Reservados
LITE
Fonte Porto Editora
Saudade Uma história de amor e tradições de Humberta Araújo
Ano de edição ou reimpressão: 2015 Ilustração: Suzanne Ross Idioma: Português Sinopse “Saudade” é uma história bilingue, que se desenrola na casa de uma avó, que como muitas avós imigrantes recebe com muito amor a sua neta e dá-lhe todos os mimos e carinho do mundo. Mas esta avó é muito orgulhosa da língua portuguesa e das tradições culturais da sua terra. Nesta história, as crianças filhas de pais e avós imigrantes descobrem jogos tradicionais infantis portugueses e vão ter contato, com a língua portuguesa e o maravilhoso mundo da culinária da terra, neste caso as famosas mal-assadas.
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Foto: Direitos Reservados
José Alberto Monteiro Rodrigues
asceu na cidade de Viseu a 06 de outubro de 1952. Tem como passatempo favorito, escrever poesia, tendo editado já 5 livros. “Sol da Minha Poesia” - 08-10-2011 “A Poesia é um Antidepressivo” - 06-102012 “Poemas de Linho” - 19-05-2013 “Silêncios Contado” - 12-07-2013 “Duas mãos de poesia” - 22-02-2014 As suas obras são sempre estados de alma, memórias vividas, coração, corpo e amor. Nos seus poemas não esquece a companheira de uma vida, Maria Teresa, com quem casou em 1975, aos seus dois filhos, neto e amigos. Embora não sendo cantor, nem músico, gosta de cantar umas baladas com a sua viola, sendo para os amigos, conhecido como o JrTrovador Zeal.
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Autor Português Poema rebuçado Rebuçado de sabor a ternura Amor e canção amada Pedacinho doce Cingido em papel cristalino Que agarro com fé para exibir Em jeito separar e provar Fico acostado na cadeira No deleitoso degustar Dos versos rebuçados Tão variados e apetecidos De afetos animados e desiguais Bem-criados se o silêncio impera Não quero o inquietar Só a luz ténue no alumiar das teclas Onde moram as letras As reticências Pontos finais e vírgulas Os compassos dos versos Em pauta musical apensos Para o poema nascer sorrindo A preceito do coração É tempo de cair para o lado A cabeça acalmar no sonhar Sonho nuvem de algodão Que o dia está cessando Em consciência cumprido De bem com a vida e em paz Num lazer justo e amado In ”Silêncios Contados” José Rodrigues (zeal)
Dizem… mas quem sabe Tenho medo Tenho medo de ficar velho, De não saber ficar maduro. Sentir e, olhar-me no espelho E, dizer, ainda quero “crescer”. Ter olhos cor de sadio futuro Contigo, minha “alma”, meu “ver”. Tenho medo de não ter tua mão, De te não ter junto a mim amor. De ficar derreado e, triste de dor, Não saber viver, sem teu coração. Mas eu quero para trás olhar... Sem receio dizer: fiz que devia fazer. Em consciência com tudo e, deixar Algo que recordem, de um bom ser. Juntos os dois, cosendo um botão, Recordando nosso amor e, paixão!... In ”Sol da Minha Poesia” José Rodrigues (zeal)
Dizem Que há segredos no mar Que eu… Nunca irei descobrir. Dizem Que há estrelas no céu Que eu… Nunca irei visitar. Quem sabe Ou pode jurar que um dia No mar não irei mergulhar. Quem sabe Quem pode dizer que no céu Nunca irei dormir. Dizem Que por cima das nuvens Que eu… Nunca irei espairecer. Dizem Que sou diferente Pois sim… Eu gosto de ser assim. Quem sabe Ou pode prever que um dia Não vá de avião. In ”A poesia é um Antidepressivo” José Rodrigues (zeal)
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VAMOS
FALAR Português
CONTINUAÇÃO DO ARTIGO ANTERIOR A questão da unificação ortográfica da língua poINICIAL MAIÚSCULA/MINÚSCULA INICIAL MAIÚSCULA A letra inicial maiúscula usa-se: • Nomes próprios, reais ou fictícios/mitológicos: João Sousa, Branca de Neve, Adamastor, Neptuno; • Nomes de lugares, reais ou fictícios: Braga, Lisboa, Rio de Janeiro, Atlântida; • Nomes que designam instituições: Caixa Geral de Depósitos, Exército; • Nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos; • Títulos de periódicos: O Primeiro de Janeiro, Jornal de Notícias; • Siglas, símbolos, abreviaturas: NATO, ONU, He (hélio), Na (sódio); • Início de frases. INICIAL MINÚSCULA A letra minúscula usa-se: • Nomes dos meses e de estações do ano Como já acontece com os nomes dos dias da semana, também os dos meses e das estações do ano se escrevem com inicial minúscula. Contudo, em nomes próprios, continua a escrever-se com inicial maiúscula. Exemplos: • O dia santo da religião judaica é o sábado; • Moçambique tornou-se independente em 25 de junho de 1975; • O canto do cuco ouve-se na primavera; • Pedro Inverno Martins; Rio de Janeiro. • Pontos cardeais, colaterais… Os nomes dos pontos cardeais escrevem-se com minúscula, exceto as suas abreviaturas, como SW (sudoeste) ou se designam regiões. Exemplos: • Coimbra fica a sul do Porto; • A localidade … tem a latitude de 39º 30’ N e a longitude de 8º 6’ W; • Ele gosta de todas as regiões, mas tem uma atração especial pelo Sul. • Palavras “fulano”, “beltrano” e “sicrano” Escrevem-se com inicial minúscula estas palavras, usadas para designar uma pessoa de quem não se sabe ou não se quer mencionar o nome e que são sinónimas de sujeito, indivíduo, pessoa. INICIAL MAIÚSCULA OU MINÚSCULA COM USO FACULTATIVO • Formas de tratamento e expressões de respeito, hierarquia, etc. • dr. Antunes ou Dr. Antunes;
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O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LíNGUA PORTUGUESA • doutor Álvaro dos Santos ou Doutor Álvaro dos Santos; • exmo. sr. ou Exmo. Sr. • sr. eng. Tavares Pina ou Sr. Eng. Tavares Pina; • prof. dr. Ramiro Santos ou Prof. Dr. Ramiro Santos; • santa Quitéria ou Santa Quitéria; • sua eminência o cardeal ou Sua Eminência o Cardeal. • Títulos de livros e obras O primeiro elemento escreve-se com maiúscula; os seguintes podem escrever-se com minúscula, com exceção dos nomes próprios. • Uma Família Inglesa ou Uma família inglesa; • Portugueses na História da América ou Portugueses na história da América. • Palavras que classificam sítios públicos (rua, avenida, miradouro, etc.), templos e edifícios • rua ou Rua da Liberdade; • igreja ou Igreja do Bonfim; • palácio ou Palácio da Cultura. • Domínios do saber, cursos e disciplinas • francês ou Francês; • matemática ou Matemática; • literatura latina ou Literatura Latina; • engenharia eletrotécnica ou Engenharia Eletrotécnica. 3. CÊS e PÊS Os cês e os pês mudos, isto é, não pronunciados, são eliminados. Exemplos: - Sequência cc • acionista em vez de accionista; • lecionar em vez de leccionar. - Sequência cç • ação em vez de acção; • seleção em vez de selecção. - Sequência ct • ator em vez de actor; • actual em vez de actual. - Sequência pc • rececionista em vez de recepcionista; • decepcionante em vez de decepcionante. - Sequência pç • adoção em vez de adopção; • deceção em vez de decepção. - Sequência pt • adotar em vez de adoptar; • Egito em vez de Egipto, mas continua a escrever-se egípcio.
• Quando, nas sequências mpc, mpç, e mpt se ANTÓNIO SILVA eliminar o “p”, o “m” passa a “n”, escrevendo-se nç, e nt:Info contato: ss.65@hotmail.com nc, assumpcionista e assuncionista, as-
NOTA DO AUTOR
Este artigo resulta de uma pesquisa levada a cabo pelo autor para apresentação a outros profissionais, no âmbito do seu serviço, uma vez que o mesmo se aplica ao Governo Português e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, desde 01 de janeiro de 2012. Não tendo formação específica na área da língua portuguesa, e sendo apenas alguém que gosta de estar informado e de partilhar com os outros os seus conhecimentos e aprendizagens., pede-se atenção para o seguinte: não se pretende com este artigo emitir opinião, pró ou contra o Acordo Ortográfico; este artigo não dispensa a consulta mais aprofundada de outros documentos. Espera-se que no final se tenha contribuído para que os leitores fiquem mais e melhor informados sobre esta problemática.
sumpção e assunção, peremptório e perentório, etc. CONSOANTES COM OSCILAÇÕES DE PRONÚNCIA E ORTOGRAFIA Existem consoantes que, de país para país, ou mesmo dentro do mesmo país, ora se pronunciam ora são mudas. O AO estabelece ortografias duplas para estes casos de pronúncia oscilante. Vejamos alguns exemplos: cato e cacto; facto e fato; aspeto e aspecto; receção e recepção; excecional e excepcional; subtil e sutil; omnipotente e onipotente; amígdala e amídala; súbdito e súdito; aritmética e arimética. - Que é que muda na prática com esta regra? - Se a consoante nunca é pronunciada, é eliminada; no caso contrário, há grafias duplas. Em Portugal o “c” de aspecto nunca é pronunciado;
então a grafia aspecto é eliminada e substituída por aspeto. - Em Portugal o “c” de dactilografia umas vezes pronuncia-se e outras não; temos, por isso, as grafias datilografia e dactilografia. - Note-se que em Portugal já temos inúmeras grafias duplas: guiché e guichê, bêbado e bêbedo, avalanche e avalancha, ouro e oiro, touro e toiro, quociente e cociente, quotidiano e cotidiano, etc. - Os seguintes nomes de origem bíblica podem escrever-se de duas maneiras: • Jó ou Job (b nunca pronunciado); • Jacó ou Jacob (b nunca pronunciado); • Davi ou David (d final umas vezes pronunciado e outras não). - As cidades espanholas de Madrid e Valladolid têm em português nomes com um “d” final que umas vezes se pronuncia e outras não, podendo omitir-se. Admitem-se, assim, as seguintes ortografias duplas: • Madri e Madrid; • Valladoli e Valladolid. 4. USO DO HÍFEN - Emprega-se o hífen em palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos constituem uma unidade sintagmática (disposição das palavras) e semântica (significado) e mantêm acento próprio: ano-luz, arco-íris, afro-luso-brasileiro, decreto-lei, guarda-noturno, médico-cirurgião, tenente-coronel, tio-avô, sul-africano, primeiro-ministro, primeiro-sargento, segunda-feira, etc. - Em certas palavras perdeu-se, de certo modo, a noção de serem compostas. Por isso, não têm hífen (grafam-se aglutinadamente): girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas e paraquedista.
- Emprega-se o hífen nos topónimos (nomes de lugares) compostos, iniciados pelos adjetivos “grã”, “grão”, por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Quebra-Dentes, Albergaria-a-Velha, Entre-os-Rios, Trás-os-Montes. - Os outros topónimos compostos escrevem-se com os elementos separados (sem hífen): América do Sul, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta. Guiné-Bissau é uma exceção consagrada pelo uso. - Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies da botânica e da zoologia, estejam ou não ligadas por qualquer elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, cobra-capelo, estrela-do-mar. - Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos “além”, “aquém”, “recém” e “sem”: além-mar, além-fronteiras, aquém-mar, aquém-fronteiras, recém-casado, recém-nascido, sem-cerimónia, sem-número, sem-vergonha. - Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam: percurso Lisboa-Coimbra-Porto, ligação Lisboa-Madrid, acordo Portugal-Brasil, jogo Benfica-Sporting, etc. - Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou “h”: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado. - No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos: bem-criado (malcriado), bem-ditoso (malditoso), bem-falante (malfalante), bem-mandado (malmandado), bem-nascido (malnascido), bem-soante (malsoante), bem-visto (malvisto). - Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeitor, benquerença, etc. - Não se emprega em geral o hífen, nas locuções, de qualquer tipo. Locução é um conjunto de palavras que exprime uma ideia, como, por exemplo: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar, cor de café com leite, animal de companhia, se bem que, quem quer que seja, depois de amanhã, acerca de, a fim de, apesar de, etc. São exceções a esta regra grafias consagradas pelo uso como: água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. • Não se usa hífen em hei-de, hás-de, há-de e hão-de (verbo haver com apenas uma sílaba). Ficará hei de, hás de, há de e hão de. Este artigo continua na próxima edição. Não deixe de acompanhar a evolução da escrita da nossa língua. Foto: Direitos Reservados
Ortografia “A baixo” ou “abaixo”? Não é fácil distinguir estas duas expressões já que a fonética é a mesma. Ora vamos lá estabelecer regras para facilitar a diferenciação, que afinal de contas não é assim tão complexa: “A baixo” usa-se nas expressões “de alto a baixo” e “de cima a baixo”, é uma locução adverbial usada em oposição a outras como “de alto” ou “de cima”. Olhou-me de alto a baixo. O vestido rasgou-se de cima a baixo. Pode ainda ser empregue para exprimir um ponto de chegada concreta: Vou jantar lá a baixo. Por sua vez, “abaixo” é um advérbio e tem os seguintes significados: - em sentido descendente (A corrente levou o barco rio abaixo) - em lugar menos elevado (A escola fica mais abaixo) - em posição de menor importância (O Pedro é o chefe, o André está abaixo) Portanto, resumindo, “a baixo” usa-se nas expressões “de alto a baixo” e “de cima a baixo” e “abaixo” é usado nos restantes casos. Sobretudo é necessário ter a certeza sobre tudo o que se escreve ou diz. Sobretudo quando o que se escreve ou diz pode causar confusões… como “sobretudo” e “sobre tudo”… Sobre tudo ou sobretudo? “Sobre tudo” é uma expressão constituída pela preposição “sobre” e o pronome indefinido invariável “tudo” e é equivalente a “acerca de todas as coisas”, podendo uma expressão substituir a outra em caso de dúvida. Já pensei sobre tudo o que quero discursar. = Já pensei acerca de todas as coisas sobre as quais quero discursar. Amanhã vou viajar e já li muito sobre tudo o que vou visitar. = Amanhã vou viajar e já li muito acerca de todas as coisas que vou visitar. Por sua vez, “sobretudo” é um advérbio equivalente a “especialmente”, “acima de tudo” ou “principalmente” e em caso de dúvida basta substituir por uma destas opções para apurar a identidade da palavra na nossa frase. A professora é simpática, sobretudo com crianças. = A professora é simpática, especialmente com crianças. “Sobretudo” pode ainda ser um nome, referindo-se à peça de vestuário: O José tem um belo sobretudo preto. Assim sendo… por via de dúvida, enquanto se discute sobre tudo o que foi relatado, mais vale vestir um sobretudo quentinho, sobretudo porque está muito frio!
SUZI SILVA
LQA - Técnica de ensaios linguísticos
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Even
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A Night of Christmas
Por: Carmo Monteiro / Fotos: Revista Amar
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grande área de Toronto foi presenteada com um espetáculo de eleição no passado dia 28 de novembro, organizado pela Power House Productions, entítulado A Night of Christmas - Four Voices One Show. Este evento, que já vai na sua segunda edição, teve lugar no Ambiance Banquet Hall em Toronto, que se vestiu de gala para receber esta celebração musical da época natalícia. Numa sala decorada a rigor por Serendipity & Cº, Bernardette Galego e Milú Pacheco fizeram as honras da casa tendo apresentado o que viria a ser uma noite em que a música se trajou de vermelho e branco com azevinho, para abraçar o espírito desta quadra festiva. O público ali presente foi brindado com as atuações brilhantes de Michelle Madeira, Isabel Sinde, Inês Henriques e Guida Figueira, que deram vida aos mais conhecidos temas de Natal, com as participações especiais do St. Joseph Choir dirigido por Jade Morrison e da bailarina Dominique e, também, por Stephanie Tavares, Tony Camara e da própria Milú Pacheco, numa noite que depressa se tornou memorável para todos. A noite era de festa e num ambiente relaxado e acolhedor, celebrou-se a música, a amizade, o amor, a esperança e a paz ao som das mais belas músicas natalícias. A Revista Amar queria dar os parabéns à Power House Productions na pessoa de Milú Pacheco, e a todos os demais participantes, por esta iniciativa de sucesso. Fica a promessa de voltarmos para a 3ª edição deste evento em 2016. Feliz Natal.
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à conversa com
Suzi Silva Fotos: Revista Amar & Vladimir V. Bott
“Como artista, o meu maior desejo é poder atuar por este mundo fora.”
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ascida em Portugal a 9 de abril de 1984, emigra para o Canadá com 6 anos de idade. Na altura, tudo era uma grande aventura, especialmente para alguém que vinha de um meio pequeno de uma aldeia e ia viver para uma grande cidade (Montreal).
Suzi Silva ainda se lembra perfeitamente de vir no avião com um peluche grande – o “João Palhaço” – que lhe tinha sido oferecido pelo padrinho e ao qual as hospedeiras de bordo acharam tanta piada. “Uma menina pequenina com um boneco grande …; vivi aquilo com o coração cheio de alegria”, recorda. Hoje já não tem o peluche. Deu-o ao seu afilhado. A adaptação até foi relativamente boa, assegura. “Quando somos crianças é muito fácil adaptar-se. (…) Lembro-me que a primeira escola onde eu andei, os outros meninos eram também todos imigrantes. Era uma escola mesmo para crianças que vinham de fora. Ou seja, estávamos todos num pé de igualdade.” É no seio da comunidade portuguesa de Montreal que se apresenta pela primeira vez em público, com 11 anos, numa casa de fados local, surpreendendo pela naturalidade e frescura da interpretação. Desde aí nunca deixou de cantar. “Eu sempre cantei. Desde que me lembro de ser gente. Mesmo lá na aldeia, quando a minha mãe ia trabalhar e o meu pai ia trabalhar, eu ficava com a minha avó, ou com a minha madrinha, ou com os meus irmãos. Estava sempre no jardim/quintal e andava sempre a cantarolar, inventava canções. Eu gostava daquilo. Só que nunca na minha cabeça se formulou a possibilidade de que aquilo podia ser o princípio de uma carreira. Somos crianças e tudo é espontâneo.” Com a mãe foi aprendendo a
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gostar do fado. “A minha mãe ouvia a Amália Rodrigues. E eu como tinha facilidade em aprender, comecei a cantarolar aquilo. Achava aquilo engraçado até um certo ponto.” O engraçado, virou um teste bem real, com o pai a levá-la ao “Avô do Fado”, uma casa de fados em Montreal onde (en)cantaria [com] a Casa da Mariquinhas. “Naquele dia, até estava lá a televisão a gravar, porque acho que o restaurante tinha acabado de abrir.” Ainda se lembra perfeitamente dos músicos que a acompanharam e do momento em que proprietário do restaurante lhe colocou um xaile nas costas. “Foi a minha primeira aparição em público a cantar fado. E na altura, aquilo foi uma espécie de revelação, porque eu nunca tinha cantado em público.” Aos 12 anos de idade regressa a Portugal. Desta vez, tudo foi mais difícil, para quem deixava para trás um outro estilo de vida e regressava a um meio pequeno e onde as mentalidades eram diferentes. Na escola, ainda sentiu algumas dificuldades em adaptar-se, quase se sentindo uma estranha. “Mas graças a Deus, correu bem na escola.” Explorar outros géneros musicais e o amor pelo Jazz Ainda em Portugal, inicia a descoberta de outros géneros musicais, desde o Pop, Rock, Soul, Funk, música tradicional portuguesa, música popular brasileira, Bossa-Nova e música africana. Mas seria o Jazz que entraria (quase) de rompante na sua vida, conquistando um coração fascinado pela liberdade criativa deste género musical, qual mutante, que soube evoluir e transformar-se com o passar dos anos.
“Foi a minha primeira aparição em público a cantar fado. E na altura, aquilo foi uma espécie de revelação, porque eu nunca tinha cantado em público.”
“É isso que acho incrível, pois podemos renovar cada vez que se faz uma canção, um tema, e com a parte da improvisação é possível transformar aquilo numa coisa nova. É isso que me fascina mais”, confessa. No entanto, é apenas ao terminar o curso de Arquitetura da Universidade de Coimbra (6 anos) que Suzi se dedica aos estudos e à formação musical na área do Jazz. Ingressa na escola de música “Sítio de Sons” (Coimbra) e posteriormente no Conservatório de música da Jobra (Albergaria-a-Velha). No meio de tudo isto, não esquece as origens e cria o projeto Diversifado, uma aposta na fusão do Fado com o Jazz e com a música contemporânea. Este projeto desenvolve-se em coautoria com João Paulo Vieira (Professor e guitarrista Jazz) e baseou-se no cruzamento da experiência de ambos. Todos os arranjos são baseados em temas de fado tradicional, porém re-harmonizados e reestruturados com sonoridade Jazz.
“O que na altura deu um resultado muito interessante harmonicamente e ritmicamente também”, conta. “Especialmente, o fato de ser cantado em Português. Só que no meio onde nós estávamos, era um meio muito fechado e pequeno, e as pessoas não estavam preparadas para aquela mudança.” À procura da identidade musical Regressa ao Canadá em julho de 2013 para dar continuidade à procura da sua identidade musical. “Eu sei que gosto do fado, quero fazer fado, mas eu também sei que gosto de jazz e quero fazer jazz. E estou à procura desse ponto de encontro entre os dois estilos. Na minha cabeça, sei que existe a possibilidade de fazer a fusão entre o fado e o jazz. Reciclar o fado, renovar o jazz. Unir duas coisas tão distintas, mas que não são assim tão distintas, porque tem muitos pontos onde se cruzam.”
“Tenho que investir muito tempo nos estudos e isso fragiliza os momentos em família. Mas tenho sorte que a família entende.” Esta, a realidade de uma cantora, intérprete e compositora, que se movimenta entre a eterna paixão do Fado, a elegância suave da Bossa Nova e a liberdade criativa do Jazz. Uma artista que continua a acalentar um desejo muito seu: “Como artista, o meu maior desejo é poder atuar por este mundo fora.” Entre um dos grandes projetos, Suzi Silva quer terminar o curso de música para poder começar a dar aulas. (Revista Amar)
Embora goste muito de Portugal, onde espera voltar muitas vezes, Suzi Silva encara este regresso ao ponto de partida como um desafio pessoal. Para mais, sente que aqui tem muito mais oportunidades e poderá dedicar-se inteiramente à música. Trabalha atualmente com músicos locais, reexplorando os standards, o Jazz e a Bossa Nova. Entre um dos grandes projetos, terminar o curso de música para poder começar a dar aulas. “Porque a ideia de estudar não é só para cantarolar (risos) … mas fazer a coisa séria e viver disto. E gravar algum trabalho original”, justifica. A família, essa, acaba sempre por sofrer um bocadinho, reconhece Suzi.
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Fados no “Solmar”
O REGRESSO A UMA CASA QUE A VIU NASCER PARA O FADO
Por: Carlos Monteiro / Fotos: Direitos Reservados
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“Solmar” é uma cas emblemática de Montreal, e dos poucos espaços que ainda mantêm espectáculos de fado com alguma regularidade. Apesar da presença da comunidade portuguesa, os eventos onde se tocam e cantam fados são acontecimentos pontuais. Porém, no “Solmar”, que é também o restaurante português mais antigo de Montreal, há fados todos os fins-de-semana. A casa celebra este ano o seu 43º aniversário e promove vários eventos. No mês de Outubro é o Festival do outono. Nesta ocasião alguns artistas locais são convidados a juntarem-se aos músicos residentes, José João Fernandes na guitarra portuguesa e voz e Luís Duarte na viola de fado e voz, para embelezar ainda mais estas soirées dedicadas à celebração da gastronomia português e do fado, num ambiente requintado e com um atendimento caloroso. No fim-de-semana de 13 e 14 de Novembro a fadista Suzi Silva esteve presente. Acompanhada pelos cúmplices e amigos de longa data, José João Fernandes e Luís Duarte, houve fados num regresso a uma casa na qual cantou quando se estreou no fado em Montreal.
“O “Solmar” é como um regresso ao meu ponto de partida. Embora a minha primeira vez tenha sido no “Avó do Fado”, passei muitas vezes pelo “Solmar” enquanto criança-cantora. Adoro cantar fado e adoro regressar a este espaço.”
A boa disposição no final do espetáculo
José João Fernandes e Luís Duarte
Trio de Jazz
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NO MODAVIE
a poucos passos do “Solmar” encontra-se um bistro muito afamado das noites do velho Montreal: o Modavie. Este restaurante apresenta sempre uma programação musical variada nos seus serões e este ano iniciou uma campanha de promoção dos alunos de jazz doa faculdade de música da universidade de Montreal. Neste âmbito, a versátil Suzi Silva esteve presente no 18 de Novembro, naquele restaurante e, desta vez, acompanhada por colegas da faculdade de música que representam, Vincent Compagna no contrabaixo e Marcus Savard-Lowry na guitarra, apresentou-se em formação de trio jazz para uma sala de jantar que cedo se encheu de apreciadores da cozinha do Modavie,
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A clientela do “Solmar” é variada, entre portugueses e canadianos curiosos há sempre também turistas de todos os cantos do mundo que visitam a casa do Sr. David Dias. Esta noite não foi excepção. Embora o público nem sempre esteja em silêncio a nossa artista não se deixa abater: “Eles nem sempre sabem da ética do fado, que é preciso fazer silêncio e ouvir para apreender todas as emoções do fado. Para nós que estamos ali a cantar e a tocar é sempre difícil mas damos sempre o nosso melhor. Acabo sempre por tentar falar com as pessoas, apresentar os fados, contar histórias para cativar os que não entendem português.” O frio já aperta no velho porto de Montreal, mas a noite foi frutífera entre fados mais conhecidos do repertório de Amália Rodrigues, composições de Alberto Janes e poemas de Fernando Farinha. Aguardamos pela próxima vez!
entusiastas de música e curiosos que iam sendo atraídos pelo espectáculo que ocorrida em frente às amplas janelas do bistro urbano. Desta vez sem xaile, a nossa cantora vestiu a rigor num ambiente musical impregnado de “swing”, clássicos do cancioneiro americano (jazz standards) e algumas bossas-novas assinadas por Tom Jobim. Os pedidos dos presentes não se fizeram esperar: Frank Sinatra, Ella Fitgerald, Chet Baker e composições de George Gershwin são sempre favoritos do público e os nossos músicos não descreveram com as suas interpretações e solos. Suzi Silva é destas artistas de uma geração que não distingue os cantores dos restantes instrumentistas e esta promoção dos alunos do programa de jazz da faculdade de música da universidade de Montreal por parte de um restaurante em voga é uma acto louvável na promoção destes jovens talentos que perpetuam uma tradição musical que embora enraizada academicamente faz também parte da tradição local. Suzi comenta que “as pessoas geralmente apreciam pois reconhecem as canções e é uma música que tem balanço, tem “swing”. E também gostam de ouvir a bossa-nova, muitas vezes vêm-me dar os parabéns pois o meu sotaque brasileiro é perfeito. Claro que sendo portuguesa tenho essa vantagem. Também recebo comentários sobre o meu scat, cada vez mais os ouvintes são sensíveis a esses aspectos mais técnicos e isso deixa-me contente, afinal estão a ouvir e a prestar atenção ao que estamos a tocar.” No final da noite, lá vão os jovens músicos, empurrando o contrabaixo e carregando o estojo da guitarra, mas satisfeitos por mais uma apresentação
Marcus Savard- Lowry e Vincent Campagna que não decepcionou nem o público nem os intérpretes. Houve mais no mês de novembro, já que Suzi é uma das duas cantoras solistas do Big Band da Universidade de Montreal, escolhida entre os 8 cantores do programa de jazz para acompanhar os virtuosos do Big Band nos concertos que efectuam um pouco por toda a cidade, com um grande espectáculo que se realizou no dia 26 de Novembro no grande auditório Claude Champagne da faculdade de música.
CABARET-THÉÂTRE DU VIEUX-SAINT-JEAN Fotos: Marcel Carriere
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para encerrar o mês em grande, Suzi Silva é a convidada especial do espetáculo mensal do Cabaret-Théâtre de Saint-Jean-sur-Richelieu e da Cabaret Jazz Band. Este teatro apresenta uma panóplia de espectáculos ao longo de todo o mês, porém apenas uma vez em cada mês há um espectáculo de jazz, com temáticas sempre diferentes e artistas convidados que se juntam ao house band. Desta vez Pierre-Armand Tremblay, o diretor musical do Cabaret Jazz Band, convidou Suzi para ser a cabeça de cartaz numa noite dedicada à França. Pierre-Armand Tremblay comentou que “quando planeei este show eu estava longe de imaginar os acontecimentos trágicos que sucederam em Paris. Dedicamos então este espectáculo não só às vítimas de Paris, como a todas as vítimas de terrorismo no mundo.” Um minuto de silêncio foi assim concedido em memória de quem morre e sofre com os atentados terroristas um pouco por todo o mundo. Mas o tema é música. E jazz. Portanto, música francesa revestida de arranjos jazzísticos. O convite foi dirigido à Suzi na sequência da participação no Festival Internacional de Percussões de Montreal no passado verão, onde o tema foi igualmente a França e esta artista participou com os seus músicos num concerto organizado pelo guitarrista francês Bernard Epaud e Pierre-Armand, tendo sido convidada na altura a reproduzir parte do repertório apresentado nesse mesmo festival no velho Teatro de Saint-Jean. No palco cruzam-se os músicos da casa (Pierre-Armand Tremblay no pia-
no, Mario Hébert na guitarra e Roberto Murray no saxofone) e alguns músicos que costumam acompanhar a Suzi (Jean-Sébastien Clément no contrabaixo e Bruno Roy na bateria), e embora as canções sejam as mesmas do festival de percussões, todos os arranjos são novos e originais, escritos especialmente para o evento pelo director musical. Por incrível que pareça, embora a Suzi Silva ainda não seja muito conhecida em Saint-Jean, a sua biografia atraiu muitos ouvintes curiosos de ouvir uma portuguesa a cantar os clássicos da canção francesa. E assim, por entre curiosos e fãs habituais dos espectáculos de jazz do Cabaret-Théâtre, os 300 lugares da sala esgotaram! Suzi interpretou Aznavour, Gainsbourg, Piaf, Trenet, Montand e o seu tão adorado Claude Nougaro… Quem não fosse informado juraria que a pequena silhueta vestida de vermelho e com uma voz com tanto de aveludada como de projectada fosse ela mesmo francesa de origem. Jazz em francês, cantado numa pronúncia irrefutável. Nada falhou neste concerto, a sala com condições acústicas óptimas, os técnicos atentos a todos os detalhes, os músicos talentosos e comunicativos e com muito à vontade no palco e uma voz versátil com uma interpretação teatral digna de um musical! Suzi confessou: “Adorei. Foi ainda melhor do que imaginamos quando fizemos os primeiros ensaios. A energia que se gerou no palco foi incrível. E foi um prazer poder cantar acompanhada por músicos profissionais deste calibre.”
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Fotos: Revista Amar
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Koerner Hall - The Royal Conservatory of Music
Sara Tavares
Koerner Hall em Toronto encheu-se para assistir às atuações de Sara Tavares e Carminho no passado dia 14 de novembro. Espetáculo duplo que faz parte de uma mini tourné que inclui também visitas a Rhode Island, Nova Iorque, Minneapolis e Vancouver. Numa sala composta em grande parte por espetadores de origens bem diferentes das lusitanas, Sara e Carminho, que realizaram duas atuações separadas de cerca de hora e meia cada, encantaram as mais de 1100 pessoas que assistiam a este concerto. A portuguesa Sara Tavares, acompanhada pelos músicos Luís Caracol, Hugo Aly, Ivo Costa e Miroca Paris, subiu ao palco e abriu o espétaculo, nesta que é uma das salas com melhores condições acústicas da América do Norte. Com 6 álbuns já gravados, Chamar a Música (1994), Sara Tavares & Shout (1996), Mi Ma Bô (1999), Balancê (2006), Alive! in Lisboa (2008) e Xinti (2009), e com o seu estilo Gospel, Funk, Soul e Pop em que incorpora na perfeição as suas influências africa-
nas, mais concretamente as descendências cabo-verdianas, Sara Tavares demonstrou ao longo da sua carreira, porque tem sido uma referência nacional da World Music. Esse facto foi notório na empatia criada e na forma como a plateia interagiu com o seu modo ritmado e descontraído que traz para o palco em cada atuação, numa sala que já tinha visitado em 2009, e que desta feita, retribuiu com duas longas ovações no final do espetáculo, por um público conhecedor e apaixonado pela sua obra. Foi esta Sara, amável e descontraída, que aceitou o nosso desafio, para no final do espetáculo conversar um pouco com a Revista Amar. RA – Como surgiu esta oportunidade de atuar em Toronto? Sara Tavares - Uma vez que já cá tinha estado antes e pelos vistos deixei uma boa impressão, decidiram receber-me de volta. Senti-me muito acarinhada e a sala estava cheia, acho portanto, que para além de terem feito uma bela promoção a músic falou por si própria.
Foto: Direitos Reservados
RA - Para quando um novo albúm de Sara Tavares? Sara Tavares - O meu último trabalho é de 2009. Acho que toda a gente sabe que estive bastante doente e houve um período de retoma, em que precisei de sentir a vida. Cheguei a estar 4 anos quase seguidos sempre a trabalhar antes de isto acontecer, “touring non stop” e o facto de ter ficado doente fez-me querer viver um pouco mais devagar, e só há pouco é que comecei a trabalhar outra vez no sentido de criar, de compor, de querer fazer um novo disco. Eu estou a trabalhar nesse sentido todos os dias e tenho muitas canções novas, logo muito provavelmente para o ano estará pronto.
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receber duas ovações em pé no final do concerto? Sara Tavares - [risos...] Não. Eu nunca estou à espera de nada. Faço o meu trabalho e espero que as pessoas fiquem satisfeitas e se sintam aconchegadas e, sei lá, um pouco iluminadas pela música. As ovações, os encores são sempre brindes, são extras, que tornam tudo ainda melhor. RA – Como acha que consegue chegar à comunidade canadiana, ter uma casa cheia, em particular aos que falam a língua portuguesa? Acha que há uma ligação com a música que se faz em Portugal ou que, por outro lado, há apenas uma curiosidade? Sara Tavares - Não tenho ideia. Só quem cá está é que percebe o que se consume em termos de música que se faz em Portugal. Eu creio que a comunidade jovem portuguesa aqui no Canada gosta de música contemporânea, música moderna portuguesa da qual eu faço parte, como tantos outros cantores e grupos maravilhosos portugueses. Há tanta música maravilhosa e moderna a acontecer em Portugal. Não faço ideia mas tenho a sensação que sim, que gostam e que se identificam se calhar mais do que com a música da “velha guarda” e das gerações anteriores. Mas teria que estar cá mais tempo e passar mais tempo com os jovens. Coisa que nunca tive oportunidade de fazer. Obrigado Sara Tavares pela amabilidade demonstrada. Votos de grande sucesso para o futuro.
RA - O público reagiu muito bem à sua atuação. Estava à espera de Fotos. Direitos Reservados
Koerner Hall - The Royal Conservatory of Music
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aria do Carmo Carvalho Rebelo de Andrade, mais conhecida por Carminho, foi a segunda artista portuguesa da noite a encantar o Royal Conservatory of Music - Koerner Hall. Carminho, que desde tenra idade esteve ligada à musica, mais propriamente através da sua mãe, também ela cantora de fado, tem já 3 álbuns editados, Fado de 2009, Alma de 2012 e Canto de 2014, sendo que os dois últimos atingiram o 1º lugar to top de vendas português, conquistando a marca de álbum de platina e de ouro. Pela segunda vez em Toronto e numa casa considerada como a jóia do Telus Centre for Performance and Learning do Royal Conservatory of Music, Carminho justificou porque é atualmente uma referência incontornável do “nosso” Património Imaterial da Humanidade, Fado, fazendo durante todo o espetáculo parecer que o Koerner Hall teria sido desenhado a pensar em si, tal a naturalidade com que a sua voz encheu a sala e encantou as mais de 1100 pessoas que assistiam à sua atuação, numa noite, que decerto, não esquecerão. Acompanhada pelos músicos Luís Guerreiro, Flávio Cardoso, José Marino de Freitas e Ivo Costa, e apesar do momento ser de celebração do fado, cedo se percebeu que Carminho vinha disposta a criar uma relação especial com o público ali presente. A boa disposição e as brincadeiras com que foi brindando a audiência permitiram uma interação única que muitas vezes resultou na participação do público, numa atuação extremamente bem conseguida, que haveria de culminar num
Fotos cortesia Ruela Music / Créditos Leo Aversa
Carminho
momento ìmpar e ao alcance apenas de vozes e artistas de excelência, quando a cantora, sem microfone e sem músicos no acompanhamento, cantou para uma plateia apaixonada o fado Penas... um momento verdadeiramente apoteótico, que encheu de emoção e sentimento este espaço do do Royal Conservatory of Music, também ele de excelência, e que deixou os presentes definitivamente rendidos ao seu encanto. Uma atuação sublime de celebração da música e de exaltação da alma lusitana, que terminou com 3 ovações em pé no fim do concerto e outros tantos “encores”. Foi no final deste atuação inesquécivel para todos os presentes no Koerner Hall, visivelmente cansada mas também satisfeita, e apesar da sua agenda exigente, que Carminho aceitou amávelmente o convite da Revista Amar para dizer umas breves palavras para o seu público no Canadá. RA– Já tinha estado em Toronto. O que achou de diferente no espetáculo desta noite? Carminho - Já estive aqui em Toronto antes, numa outra sala, mas desta vez foi sem dúvida um momento muito especial. Esta sala encheu-me as medidas. Estava mais gente, tinha mais público e era mais caloroso, com alguma audiência portuguesa o que torna as coisas sempre mais quentes e também, acredito, muita gente que estava a descobrir, por isso foi muito bom.
Fotos: Revista Amar
Carminho - Foi uma ideia de várias pessoas, no sentido de celebrar a língua portuguesa e as várias formas como ela se traduz, mais concretamente a lusofonia. A Sara que é portuguesa, com origens cabo-verdianas e tem uma musicalidade muito própria, muito africana, mas com Portugal sempre muito dentro do coração e eu, que canto fado. Duas tradições muito fortes dentro de dois estilos completamente diferentes. O nosso agradecimento à Carminho por se ter disponibilizado a responder às nossas breves perguntas após a sua atuação, obviamente exigente, e também à Ruela Music, pelas fotografias enviadas da autoria de Leo Aversa. Obrigado Sara Tavares e Carminho por esta noite memorável. Esperamos ter o prazer de poder assistir novamente a um concerto vosso, brevemente, numa sala de espetáculos no Canadá.
RA – Como surgiu a ideia de fazer uma mini tour pela América do Norte?
Foto: Direitos Reservados
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por CARMO Monteiro
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comunidade portuguesa no Canadá foi presenteada no final do mês de novembro, mais propriamente no dia 28, com a presença do inconfundível Fernando Rocha, que realizou um espetáculo no Queen Elizabeth Centre em Toronto. A organização deste evento esteve a cargo da LC Events Canada, uma empresa luso-canadiana que iniciou a sua atividade sensivelmente a meio deste ano de 2015. A Revista Amar teve oportunidade de estar à conversa com o Fernando Rocha e os organizadores deste evento, no restaurante Vila Verde em Toronto.
Nélson Martins e Ricardo Ferreira, amigos e ambos ligados ao Arsenal do Minho de Toronto, decidiram no início de 2015 decidiram embarcar nesta aventura, nova para os dois, e que esperam trazer um género de animação e atividades diferentes para a comunidade. A ideia de trazer o Fernando Rocha partiu do Nélson, entendendo que o espetáculo sempre único que aquele proporciona por onde passa, seria a melhor maneira de apresentarem o seu projeto. “...cheguei à beira do Ricardo e disse-lhe na brincadeira: vamos trazer o Fernando Rocha ao Canadá? Se não quiseres trago eu sozinho! Ele alinhou, e hoje estamos aqui os dois sentados, com o Fernando Rocha ao nosso lado... o mais importante é sempre nunca desistir, independemente das dificuldades” - Nélson Martins Referem ainda que esta ideia apenas começou a tomar forma depois de uma viagem a Newark, nos Estados Unidos onde se encontraram com o Fernando Rocha e depois de conversarem com o seu agente no Canadá, Paulo Pereira, tendo sido nessa altura que decidiram seguir em frente. A LC Events Canada, dedicar-se-á à realização e promoção de eventos, querendo fazendo a diferença neste particular, não esquecendo os jovens luso-canadianos e os que recentemente emigraram para este país, sendo certo que estes muitas das vezes se veem relegados para segundo plano, pelas demais empresas já existentes na comunidade. “A LC Events Canada vai realizar espetáculos para comunidade portuguesa, mas direcionados para os mais jovens.” - Ricardo Ferreira Foi um Fernando Rocha sempre descontraído que a Revista Amar encontrou neste espaço da restauração portuguesa em terras canadianas. Fernando Rocha que já por várias atuou fora de Portugal, acha que é sempre um prazer poder atuar no Canadá, pela recetividade e a forma calorosa com que o público geralmente o acolhe. “...continuo a sentir o mesmo desde o primeiro dia
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Fernando Rocha
TOUR 2015 - TORONTO Por: Carlos Monteiro / Fotos: Revista Amar
até agora, sempre o mesmo calor com que os portugueses recebem os seus artistas, que tem um factor que não encontro nos espetáculos em Portugal que se chama ...saudade. Quando as pessoas vão assistir a um espetáculo meu e de outros artistas portugueses há um conjunto de vários factores. Não vão só assitir a um espetáculo. Vão matar saudades da língua portuguesa, é o reunir de pessoas que vivem numa comunidade portuguesa no estrangeiro e que aproveitam para rever os amigos. Vão também porque é um convívio.” - Fernando Rocha RA - Fale-nos um pouco mais do Fernando Rocha e do seu dia-a-dia. Passa o dia a contar anedotas? Fernando Rocha - Só quando me pagam. [risos...] Não. Tenho a minha convivência com os amigos e quando o discurso e a conversa proporciona posso lançar a minha piada no momento certo. Mas não estou sempre à procura de mandar piadas. RA - Prefere o espetáculo espontâneo ou programado e com um guião. Fernando Rocha - Não tenho espetáculos programados. Não sei o que é isso. Todos os espetáculos são diferentes. Nem eu sei o que vou dizer. Se me perguntarem 10 minutos antes de subir ao palco o que vou dizer, eu sinceramente não sei. RA - Procura pontos de referência no público? Fernando Rocha - Sim, sim. É isso que faz com que o espetáculo vá fluindo... vou-me metendo com as pessoas... isto são os anos de experiência. Consigo interagir com elas, de forma a sairem dali agradados e não ofendidas. RA - Acha que é uma coisa que vai continuar a fazer para o resto da sua vida ou sente-se algo cansado por fazer stand up comedy já há alguns anos? Fernando Rocha - Perguntarem-me se eu estou cansado de fazer rir as pessoas é a mesma coisa que eu perguntar a alguém se está cansado de respirar. É em casa, é a mesa, é com os amigos, é nos espetáculos... é uma coisa muito natural. Não faço isto como forma de emprego. Tenho é a sorte de me pagarem [risos].
Fernando Rocha - Neste momento tenho a Tour 2015 que incluiu o espetáculo em Toronto. Tenho também uma rúbrica de rádio que se chama Rebéu, Beubéu Pardais ao Ninho, que está no ar há um pouco mais de um mês em oito rádios nacionais e, tenho o Festival Internacional de Comédia, que é uma tour que estamos a fazer com vários humoristas. É tipo um Levanta-te e Ri itenerante pelo mundo. Já estivemos em Paris, em fevereiro vamos ao Luxemburgo e em Março vamos para os Estados Unidos. Obrigado aos três por este momento agradável e descontraído.
Noite no Queen Elizabeth Theatre
Casa praticamente cheia, risos, gargalhadas e boa disposição constante, num espetáculo que teve a apresentação de Linda Correia e Manuel Marques, e ainda, a participação especial de Tiago Maroto e André Sampaio com música à desgarrada e onde Fernando Rocha, mais uma vez, brilhou para encanto dos muitos presentes. A sua presença única em palco, expressões faciais e corporais, serão sempre o garante de momentos bem passados e de descontração, quer seja numa salas de espetáculos, entre amigos ou em familia. Um sucesso que a plateia adorou a cada segundo e que esperamos se repita no futuro próximo.
RA - Que ideia tem do panorama do stand up comedy em Portugal? Acha que há ainda espaço? Fernando Rocha - Acho que está bem. Há muitos artistas novos a aparecer e há espaço, há mercado e as pessoas aderem... a comédia, e eu gosto de incluir o stand up comedy na comédia, porque anedotas, a revista, o stand up, é tudo comédia, o embrulho que se dá a isto é o que o torna stand up, a comédia é transversal. Num espetáculo de comédia consegue-se juntar o filho, o pai e o avô. Só com a comédia é que se consegue fazer isto. RA - Como vê os comentários de pessoas que o criticam pelo uso de uma linguagem menos própria nas suas atuações. Fernando Rocha - As pessoas tem sempre uma solução... é o que eu sempre digo... carregam no botão e desligam ou levantam-se da cadeira e vão embora. Ninguém os obriga. RA - Quais os projetos para o futuro próximo?
Fica a promessa de mais eventos por parte da LC Events Canada, tendo já 2 surpresas alinhadas para 2016, preferindo por agora não adiantar quaisquer detalhes. Boa sorte. Ficamos à espera...
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Fonte: Site Oficial Diego Miranda e DJMag / Fotos: Direitos Reservados
Por: Jonhy K
Fotos: Direitos Reservados
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iego Miranda é um dos DJs e produtores mais influentes de Portugal, detentor de um trajeto fantástico como DJ desde cedo ganhou respeito e reconhecimento na música de dança em Portugal, cabendo-lhe o mérito de ter feito a aproximação da música de dança ao “mainstream” de forma mágica onde, através da sua música, tem vindo a conquistar um forte destaque internacional, ocupando atualmente a posição 58 do mundo, pela DJMag. A prestigiada revista britânica anunciou a sua lista anual, onde singram nomes como Armin van Buuren, Avicii, Tiesto, David Guetta, Steve Aoki, Calvin Harris, Daft Punk ou Swedish House Mafia e este ano pela terceira vez, Diego Miranda conseguiu subir 22 lugares, entre os melhores. Nos últimos anos, Diego Miranda tem sido o único DJ português nomeado para Melhor Artista Português pelos EMA - MTV, confirmando-o como o mais internacional de todos os DJs portugueses. O seu trajeto teve inicio aos catorze anos de idade, através de sonoridades bastante mais fortes, Diego Miranda desde cedo ganhou preponderância no panorama português, ao lado dos melhores nomes nacionais e internacionais. Vencedor dos prémios Dance Club e PortugalNight na categoria de “DJ Revelação” em 2006. Diego Miranda também foi premiado com dois discos de ouro com “Ola Love 2 Dance” (2006) e “PortugalNight” (2007). Diego Miranda foi responsável pela editora “New Breed” e ao mesmo tempo editou temas de sucesso como “When U Come”, “Sim City” ou “Tania”. Diego tem sido presença assídua nas maiores festas e festivais mundiais csomo por exemplo MTV Shakedown, Creamfields, Rock in Rio ou Sensation White. Mas foi em 2009 que Diego Miranda arrancou para um trajeto mais internacional de relevo, através do hit “Ibiza for Dreams” tendo de então para cá adquirido um estatuto ímpar que, por exemplo, o levou no Verão de 2011 a ser um dos DJs produtores com presença assídua na cabine do Ushuaia Beach Hotel de Ibiza. Em 2011, Diego Miranda foi convidado e editou o primeiro álbum do “Ushuaia Beach Hotel Ibiza”, sem dúvida um dos melhores clubes do mundo e esse é mais um marco fantastico na sua carreira. Já em Setembro de 2011, Diego Miranda foi nomeado em Portugal para os EMA - MTV, tornando-se assim um dos raros DJs Produtores mundiais a ver o seu trabalho reconhecido através da nomeação para o mais prestigiado galardão da música mundial, nomeação que, para além de lhe conferir o reconhecimento e exclusividade do seu trabalho, contribuirá significativamente para a valorização da música de dança portuguesa e mundial. Nos últimos anos, Diego Miranda tem vindo a evoluir e a conquistar uma posição cada vez de mais destaque no Top 150 DJs do mundo estando em #101, #108, #94 e #70 respetivamente através da DJMag. Entretanto Diego Miranda alcançou outros hits com os temas “Sunshine feat. David Cruz” and “Girlfriend feat. Ana Free” que estiveram em número #1 no top de rádios e tvs nacionais por várias semanas, tendo inclusivamente chegado ao top10 mundial segundo
a MTV Brasil. Depois disso Diego Miranda lançou o seu álbum só de originais “Say Yeah” que tem um carimbo muito seu porque reflete a sua forma de vida e as suas paixões, para além de uma série de artistas nacionais e internacionais prestigiados como é o caso de Gramps Morgan, Peetah Morgan, Ana Free, Ester Campos, Irina Popa, Kate Abreu, David Cruz, Orlando Santos Mc DʼQueen and Nuno Guerreiro. Uns meses depois do lançamento do seu album “Say Yeah”, Diego Miranda, o dj/produtor português mais ambicioso, viu o seu talento ser reconhecido mundialmente. Mais recentemente em 2015 viu dois trabalhos serem reconhecidos internacionalmente, “Turn the lights out” and “Let me go”. Diego Miranda é música, mantendo-se numa fase de explosão fantástica, que não deixa nada nem ninguém indiferente à sua passagem. Se como produtor, o artista tem vindo a surpreender e a trilhar um caminho muito próprio, é nas pistas de dança que a exclusividade mais se sente, já que, Diego Miranda é caracterizado por um kick seu, inconfundível e profundo, que acaba por transformar quem o ouve em seu fã incondicional. Diego Miranda tem uma agenda muito preenchida que para além dos clubs e festivais nacionais, inclui tours pela América do Sul e passagem por Japão, Grécia, Moçambique, Luxemburgo, Angola, Espanha e Macau, entre outros. “The best is yet to come” é o lema que Diego Miranda aplica a cada momento da sua vida. Não sabe viver sem toda a sua paixão e é exatamente essa magia de emoções que se sente, batida após batida, durante as suas atuações. Diego Miranda, revela-se hoje como um dos mágicos da música de dança que atravessou todas as fronteiras.
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A Cátedra de Cultura Portuguesa da Universidade de Montreal
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m funcionamento desde 2008, na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Montréal, existe uma cátedra dedicada às artes visuais do mundo lusófono. Este projecto único e dinamizador relacionado com a arte portuguesa e suas repercussões no mundo encontra-se a cargo do professor Luís de Moura Sobral, docente da instituição há vários anos. Neste contexto, a arte enquanto experiência estética, mais erudita do que popular, é aqui analisada cientificamente, resultando em diversos trabalhos de valor relevante para a divulgação e valorização da cultura visual portuguesa de todas as épocas. Porém, com a recente aposentadoria do regente da disciplina, o futuro da cátedra encontra-se incerto. Este programa goza de uma posição privilegiada, pelo facto de ter sido a primeira Cátedra de
O professor Luís Moura Sobral é detentor do título de “Académico Correspondente Nacional” pela Academia Nacional de Belas-Artes de Portugal e é Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Cultura Visual Portuguesa a se estabelecer no estrageiro. É certo que Cátedras sobre estudos literários existem muitas espalhadas pelo mundo, não fosse o povo português um dos mais envolvidos num ideal de pré-globalização, sendo-o quase de forma espontânea. No entanto, uma disciplina votada às artes plásticas e à cultura visual portuguesa e do mundo lusófono foi realmente uma inovação e uma grande batalha na qual o professor Moura Sobral se empenhou e à qual se tem dedicado ao longo dos últimos anos. O regente: Luís de Moura Sobral O professor Luís de Moura Sobral é uma personalidade de destaque, não só na comunidade portuguesa de Montréal, como também no seio da comunidade académica a nível internacion-
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al. A sua frutífera carreira como docente, investigador e autor tem tido várias repercussões, com os seus estudos, publicações e artigos a terem um impacto fundamental na promoção da cultura artística portuguesa, espanhola, brasileira e latino-americana. As suas numerosas publicações têm-se assumido como obras de referência e a sua atividade como historiador e investigador da arte tem sido reconhecida com inúmeros títulos honoríficos. Natural de Viseu, Moura Sobral inicia a sua vida académica a estudar Direito e Filosofia na Universidade de Coimbra. Porém, estas escolhas não se revelaram satisfatórias e, numa época politicamente conturbada e votada a um certo obscurantismo artístico, muda-se para a Bélgica onde inicia os seus estudos em História da Arte. É na Universidade de Louvain que completa os seus estudos e onde posteriormente realiza o seu doutoramento nessa mesma área. Dominando o francês surgiu a possibilidade de se mudar para Montréal, numa altura em que a imigração para o Canadá ainda era uma aventura à terra prometida, e certamente um paraíso perante a situação que se vivia em Portugal. Já em Montreal, entre 1971 e 1975, ocupa o cargo de conservador do Museu de Belas Artes de Montreal e em 1976 inicia a sua carreira docente no Departamento de História da Arte da Universidade de Montréal. No decorrer da sua carreira académica passa por diversos estabelecimentos como professor adjunto ou como professor convidado, participando em numerosas publicações, revistas da especialidade, exposições e colóquios, acabando por se especializar no estudo da arte barroca, na história da gravura e no surrealismo. Entre as atividades desenvolvidas, destaque para a exposição sobre o surrealismo português, em Montreal na galeria da UQAM (1983), a exposição sobre Bento Coelho, em Lisboa no Palácio da Ajuda (1998) e a exposição de pintura portuguesa do século XVII no Museu Nacional de Arte Antiga (2004). Por entre a panóplia de atividades desenvolvidas, o professor Luís de Moura Sobral planeou a criação de uma cátedra de investigação ligada aos estudos artísticos e à cultura visual portuguesa, sendo o projeto aceite com ânimo pelas autoridades da Universidade de Montréal.
Porém, um projecto desta dimensão requer apoios e investimentos e foram necessários vários anos de negociação com entidades governamentais e fundações para que a cátedra tivesse condições para funcionar. Na verdade, uma cátedra de investigação, funciona baseada em financiamentos externos e a viabilidade de um empreendimento desta natureza assenta principalmente na obtenção desses financiamentos. Essa foi a primeira luta de Moura Sobral. A cátedra A cátedra foi inicialmente apoiada pelo Instituto Camões, pelo Governo Regional dos Açores, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Para além destes, também o “Grupo de Amigos da Cátedra de Cultura Portuguesa”, dinamizado pelo comendador Duarte Miranda, tem apoiado a Cátedra desde a sua criação. Entre apoios financeiros, material de estudo e concessão de bolsas, estas instituições apoiaram a cátedra, permitindo a promoção de investigadores através da atribuição de bolsas de estudos e desenvolvendo a área de estudos e investigação. Esta cátedra funde duas áreas de estudos: a história da arte e os estudos literários, focalizados na importância do desenvolvimento da cultura visual. Se a arte portuguesa extravasou o território nacional, porque não pode suceder o mesmo com o seu estudo? Tratando-se de uma disciplina associada à investigação de fenómenos culturais, é importante realçar que todos estes se baseiam numa questão de perceção, daí a urgência de uma análise e investigação devidamente apoiadas, já que a percepção é um processo culturalmente mediado, sujeito à mudança histórica e a variações etno-antropológicas. A Arte em si traduz, regista e simboliza essas mudanças e essas transformações, mas, mais do que isso, dá origem a essas transformações. Ao propor uma disciplina de investigação associada a estas transformações e fora do seu contexto de desenvolvimento, o professor Luís de Moura Sobral aposta claramente na promoção da cultura nacional e na sua valorização. O objectivo da Cátedra tem sido apoiar e dinamizar a investigação ligada aos estudos superiores (mestrados e doutoramentos), desenvolvendo o estudo teórico, crítico e científico da produção artística portuguesa de todas as épocas. Apesar destas atividades serem principalmente dirigidas à comunidade adémica, surgem no entanto associados a
estes trabalhos de investigação diversos seminários, colóquios e exposições onde são apresentados os projetos desenvolvidos. Todo este processo tem permitido a inscrição destes trabalhos nas redes de pesquisa internacionais a nível científico e cultural, encontrando-se acessíveis ao público em geral. Entre os momentos mais marcantes proporcionados pela cátedra, o professor Luís de Moura Sobral destaca o colóquio internacional, realizado nos dias 16, 17 e 18 de Outubro de 2013, sobre a temática da “presença da cultura lusófona nas épocas pré-moderna, moderna e contemporânea” e que reuniu vários oradores oriundos de vários continentes, provando a importância do impacto cultural português no
mundo. “Azulejos: Uma utopia Cerâmica” Dos vários trabalhos de investigação desenvolvidos destacamos os seguintes: o programa de estudos iconográficos do barroco português; as pesquisas sobre pintura portuguesa dos séculos XVII e XVIII; e o recém-premiado documentário “Azulejos: Uma utopia cerâmica”. Este documentário, realizado em parceria com dois cineastas luso-descendentes - Andrew Lima e Robert Reis - e filmado entre Portugal e Brasil, visa a reflexão acerca do impacto e da importância desta arte e, acima de tudo, o porquê da sua singularidade na cultura portuguesa. O documentário estreou-se em março de 2013 no 31º Festival Internacional de Cinema sobre Arte da FIFA, em Montreal, e recebeu um prémio em Lisboa associado ao Projeto SOS Azulejo. Foi também apresentado em Portugal, passando pelo Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, pelo Museu Machado de Castro, em Coimbra e pela Faculdade de Belas Artes do Porto.
Conferência: Pintura, azulejos e cultura emblemática nos Açores. Transmutações culturais no espaço atlântico na época barroca A mais recente conferência da cátedra ocorreu no dia 22 de Outubro de 2015. No simpático auditório do “Carrefour des arts et des sciences” do pavilhão Jean-Brillant da Universidade de Montreal, o nosso anfitrião recebeu estudiosos, curiosos, antigos alunos, amigos e membros da comunidade portuguesa. Sobre a temática da arte barroca nos Açores e as trocas culturais no atlântico na épica barroca, uma vez mais a viagem fez-se por meio de várias imagens onde de uma forma muito concreta o professor expõe as relações entre obras (pintura, escultura, azulejos, arquitectura, gravura) existentes nas várias ilhas do arquipélago e outras existentes nos espaços banhados pelo atlântico. Porém, na conferência pairou uma certa nostalgia, como em presságio de um acontecimento menos entusiasmante. E os receios dos presentes foram confirmados… No final da exposição o professor Luís de Moura Sobra anunciou que provavelmente esta seria a sua última intervenção no âmbito da Cátedra de Cultura Portuguesa da Universidade de Montreal. Que futuro para a cátedra? O professor Luís de Moura Sobral revelou-se bastante preocupado quanto ao futuro da cátedra, já que os financiamentos escasseiam e o próprio se reformou entretanto da sua actividade de docente na universidade. Uma cátedra dedicada aos estudos de uma cultura que não a local depende intrinsecamente da presença de um docente com grandes conhecimentos dessa mesma cultura. O lugar encontra-se aberto e a universidade procura alguém com um perfil similar ao do professor Luís de Moura Sobral ou que possa pelo menos tomar as rédeas deste projecto com o mesmo entusiasmo e dedicação. No entanto nada está garantido. Após uma aposta tão importante no que diz respeito ao estudo e divulgação dos fenómenos artísticos do mundo português e depois de todo o investimento e potencial intelectual e científico desenvolvido ao nível da investigação, seria uma perda irremediável deixar este projecto com futuro incerto. Por: Suzi Silva
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ROM Paragem cultural obrigatória em Toronto
om mais de cem anos de história, o ROM - Royal Ontario Museum é uma das grandes atrações culturais de Toronto. O museu, localizado no coração da cidade, acolhe mais de seis milhões de objetos de arte entre as coleções e 40 galerias de arte, arqueologia e ciências naturais. O prédio, no qual o ROM está situado, é um dos mais conhecidos e famosos da cidade pela sua arquitetura contemporânea. A obra do artista polaco Daniel Libeskind, denominada Michael Lee-Chin Crystal, representa o grande cristal que parece ter aterrado sobre o velho e original prédio do museu. As opiniões sobre a atual arquitetura da entrada principal do edifício, localizado na Bloor Street divididem-se. É tão famoso pela sua beleza quanto por não agradar o gosto do público, mas o fato é que esta obra colocou Toronto no mapa da melhor arquitetura produzida hoje no mundo.
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Fotos: Direitos Reservados
O museu abriu as portas aos visitantes a 19 de março de 1914, tendo sido patrocinado pela província do Ontário e pela Universidade de Toronto. Inicialmente o prédio servia de albergue a cinco diferentes museus, sendo eles: Arqueologia, Paleontologia, Mineralogia, Zoologia e Geologia, estrutura que perdurou até 1955 quando o museu foi unificado e tornou-se um negócio independente, separando-se da Universidade de Toronto. O ROM é conhecido pelas suas coleções relacionadas com os dinossauros no Oriente Médio, África e Ásia, a história da Europa e do Canadá. Cerca de três grandes reformas foram feitas na estrutura física do museu até 2007, quando a atual arquitetura externa e estrutura interna foram inauguradas. No ano do seu centenário, 2014, o ROM anunciou um projeto que irá incluir mais vegetação junto à entrada principal e uma galeria ao ar livre para tornar o museu mais atrativo para a comunidade. O Royal Ontario Museu é, certamente, uma das principais atrações turísticas da cidade e é considerado como paragem cultural obrigatória para visitantes e imigrantes. O museu oferece uma tarde de visita gratuita e também faz parte da iniciativa promocional “City Pass”, um cartão diversificado que oferece acesso ao museu e a outras quatro atrações, por um valor promocional. É realmente necessário reservar algumas horas para conhecer o local com calma e apreciar todas as galerias. Uma dica interessante para novos visitantes é começar
o passeio pelo topo do museu, deixando as exposições do primeiro andar para o final da visita. O museu também é palco de uma tradicional festa semanal chamada “Sexta-feira à noite no museu” que oferece atrações como a atuação de bandas e DJs locais, comida típica e a possibilidade de apreciar as galerias do local enquanto desfrutando da atmosfera festiva. Há também a possibilidade de alugar áreas do museu para casamentos, bailes de gala, formaturas e outras festas temáticas ou ainda eventos de empresas para promover o relacionamento com os seus clientes. Fazendo parte das atrações do verão canadiano, podendo até entrar na lista das mais divertidas, está à caça ao tesouro dentro do museu. Uma atividade que reúne grupos de amigos em busca de pistas sobre um suposto assassinato no museu. O principal objetivo é juntar as peças do quebra-cabeças e descobrir o assassino. Outra programação interessante para crianças acima dos cinco anos, acompanhadas de um adulto, podem passar uma noite no museu, em datas específicas, e participar de variadas atividades até a meia noite. Entre as novidades do último mês está a aquisição de três meteoritos de marte, o que torna o museu uma referência internacional como colecionador de pedras de marte, já possuindo outros 22 exemplares de meteoritos. No mês de Dezembro o ROM tem cerca de 12 exposições. Dentre as principais e mais recomendadas para visitação estão:
Pompei: Nas sombras do vulcão
A exposição conta a história de uma pequena comunidade grega, uma área luxuriante e fértil, em torno do Monte Vesúvio e da Baía de Nápoles. No primeiro século AC, Roma controlava Pompéia e a cidade logo tornou-se num destino popular para alguns dos cidadãos mais influentes. Dona de um grande anfiteatro, dois teatros, ruas repletas de bares, empresas e oficinas e fontes públicas na maioria dos cantos, foi uma vibrante e agitada cidade, até o momento da erupção do vulcão.
Africa: mapa, fronteiras e mobilidade
Visitada por mais de 200 mil pessoas, esta exposição reflete sobre a Conferência de Berlim, um evento crítico na história Africana. Através de uma série de mapas que abrangem sete séculos, a exposição convida à refleção sobre as representações de deslocamento do território Africano, as fronteiras e o estilo de vida das pessoas.
Point & Punch: Quadrinhos do editorial histórico de J.W. Bengough (1851-1923) e Sam Hunter (1858-1939)
Viva México! Vestimentas e Cultura
A evolução da moda mexicana reflete a história do México e as artes têxteis ao longo de muitos séculos. Expressões vibrantes de criatividade, as peças desta exposição combinam notável habilidade técnica com requintada arte. Mais de 150 peças históricas e contemporâneas deslumbrantes estão em exposição, incluindo conjuntos personalizados, sarapes, rebozos, matérias têxteis, bordados, bordados de pérolas e muito mais. ¡Viva México! celebra este legado cultural rico e duradouro.
Esta exposição oferece uma nova perspectiva sobre o patrimônio canadiano como a coleção de desenhos animados editoriais originais refletem o clima social e político da época e lugar em que foram publicados. Esta exposição incluirá trabalhos de dois cartoonistas canadianos notáveis, John Wilson Bengough e Sam Hunter. O conteúdo desta exposição irá lançar luz sobre algumas das questões que moldaram - e ainda moldam - a cultura canadiana. Por: Camila Borghetti
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Comprar ou vender primeiro? O que fazer? Esta é uma decisão individual em que se deve ponderar todos os fatores envolvidos. Se o comprador adquirir uma propriedade antes de vender a que tem e se sobre esta pender uma hipoteca, corre o risco de ficar com a responsabilidade de duas hipotecas simultaneamente, se não proceder à venda antes da data da escritura do imóvel adquirido. Contudo, tem a vantagem de poder ficar mais tranquilo uma vez que já adquiriu o imóvel que pretendia. Se a venda de um imóvel for realizada antes da aquisição de um outro, é natural que o investidor esteja mais tranquilo, uma vez que sabe exatamente o montante monetário disponível para adquirir a nova propriedade. Caberá então ao representante imobiliário encontrar uma propriedade que o cliente goste e que possa ser escriturada no mesmo dia da que foi vendida. Isto torna-se um pouco mais dificil, mas não é impossível de alcançar. Apenas terá de sre bem coordenado pelo representante imobiliário.
Recapítulando os dois cenários 1 - Comprou uma propriedade antes de vender. Agora tem que vender a sua antes da data da escritura da propriedade adquirida se não vai ficar com a responsabilidade de duas hipotecas, no caso de já ter uma hipoteca. Este cenário é um pouco negativo, já que está a correr o risco de ter duas hipotecas até que a propriedade seja vendida, mas por outro lado, tem a vantagem de que já sabe para onde vai morar logo que a sua propriedade seja vendida. 2 – Vendeu, mas ainda não comprou. Cenário positivo, porque sabe exatamente o valor que está disponível para comprar a próxima propriedade. O seu representante imobiliário deverá encontrar uma propriedade que lhe agrade e cuja escritura seja marcada para o mesmo dia daquela que será vendida. Porém, este cenário poderá tornar a sua vida um pouco mais complicada, caso não seja possível encontrar uma propriedade do seu agrado.
Preparar um imóvel para ser vendido Um dos assuntos mais difíceis e delicados que um Agente Imobiliário encontra quando vai listar uma propriedade, é como preparar um imóvel para ser vendido da melhor forma possível. Como é que o Agente Imobiliário vai dizer aos proprietários, que deviam modificar o seu lar para ser vendido? Isto é um assunto muito difícil e pessoal, mas tem que ser feito para atingir os objetivos que o vendedor realmente quer, e que obviamente é servir os seus clientes e proprietários o melhor possível. Em certos casos, quando a propriedade tem um tamanho um pouco reduzida em termos de espaço interior, e os quartos estão cheios de mobílias e decorações por exemplo, este vai parecer mais pequeno do que realmente é, e por isso, é extremamente importante que se transforme o quarto para que aparente o tamanho real do compartimento e por conseguinte maior, optando-se por transferir alguns móveis.
Outro aspeto a ter em consideração, por exemplo, são os quadros na parede. Não é aconselhável ter muitos quadros de família na parede, pois isso mostra que existe um passado e/ou um presente que o relaciona fortemente com o imóvel, e transmite que talvez seja muito difícil vender aquele imóvel onde há visivelmente muitas recordações. O facto do potencial comprador reparar que na propriedade existe muita história e um laço familiar forte, pode tornar o negócio mais difícil, impedindo muitas das vezes que o mesmo se feche pelo preço pretendido pelo proprietário ou até que se concretize, acabando por abandonar o interesse naquele imóvel e optar por outro. Um quadro aqui, outro ali é aceitável, mas precisa-se ter cuidado com o exagero. Estes e muito outros detalhes deverão sempre ser indicados pelo seu Agente Imobiliário, devendo seguir à risca os seus conselhos para que possa obter os melhores resultados possíveis na venda do seu imóvel.
Para mais informações sobre este ou qualquer outro assunto de compra e venda de propriedades, pode contactar Fernando Ferreira, representante de vendas licenciado pela Província do Ontário para Representar Compradores e Vendedores de propriedades, através do telefone 416-528-4724 ou então contactando o seu escritório na Royal LePage Supreme Mezzanine (Galleria Mall), através do telefone 416-535-8000. Por: Fernando Ferreira
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MENSAGEM DE BOAS FESTAS A compra de uma casa faz parte do sonho de muitos, que podem tê-lo mais próximo de se realizar com a interveniência de um profissional especializado e dedicado ao sonho de cada um. Aos meus clientes que já concretizaram esse sonho, tenho a dar-lhe os meus parabéns e o meu agradecimento pela confiança que me depositaram. Aos que ainda não chegaram lá... Deixe-me tornar o seu sonho realidade! Feliz Natal & um Excelente 2016! Fernando Ferreira
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s últimos anos foram caracterizados por grandes avanços no sistema bancário mundial, ao nível do utilizador, leia-se cliente, e em particular no sistema Canadiano, que salvo melhor opinião, se encontrava, nalguns campos, uns “furos” abaixo do que já eram práticas implementadas na maior parte dos países desenvolvidos do Mundo. O Interac e-Transfer é disso exemplo, que decidimos explicar hoje um pouco mais em pormenor, para os leigos nesta matéria. Simplicidade
O Interac e-Transfer é uma maneira simples, conveniente e segura de enviar e receber dinheiro, diretamente de uma conta bancária para outra, sem necessidade de se deslocar a uma sucursal do banco. Tudo o que precisa é de acesso online à sua conta bancária, quer seja através do website do banco, ou então, através de “mobile banking” no seu dispositivo móvel, e claro, uma ligação de internet. Usando este género de transferência, pode enviar dinheiro para qualquer pessoa que tenha um endereço de correio eletrónico - email - ou um número de telefone móvel e com uma conta bancária registada no Canadá, sem que para isso, precise de partilhar qualquer informação pessoal mais sensível. É uma alternativa excelente aos cheques, que demoram por vezes, muitos dias para que o depósito seja confirmado, e também aos pagamentos em moeda, feitas pessoalmente. Como enviar dinheiro com o Interac e-Transfer 1.
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Ligue-se à sua conta bancária através do website to seu banco, ou através do seu aparelho móvel – “mobile banking” – e vai encontrar uma opção chamada Interac e-Transfer, geralmente localizada dentro das opções, ou no menu, de Transfências e Pagamentos; Selecione um destinatário, escrevendo o seu endereço de correio eletrónico ou o seu número de telefone móvel, Preencha os campos necessários, como por exemplo, o montante e uma pergunta e respetiva resposta de segurança (importante porque o destinatário precisará da resposta para proceder ao depósito), e também, selecione qual a conta que quer utilizar para a transferência; Siga o resto das instruções para confirmar a informação anterior e complete a transferência.
Quando a transferência estiver completa do seu lado, o destinatário, receberá uma mensagem de texto no telemóvel ou uma mensagem de correio eletrónico, alertando para o facto de lhe ter enviado o dinheiro. Esta mensagem, tem as instruções a seguir, e geralmente não demora muito tempo até que seja recebida. Lembre-se, que a resposta à pergunta de segurança que foi selecionada anteriormente, terá de ser comunicada ao destinatário, porque só dessa maneira, conseguirá proceder ao depósito na sua conta bancária. Como depositar uma transferência Interac e-Transfer Os fundos podem ser depositados, simplesmente carregando no símbolo ou “link” da instituição bancária onde tem conta sediada, e que consta da mensagem de texto ou mensagem de correio eletrónico recebida. Nesta altura, o seu navegador ou a aplicação móvel (dependendo da instituição bancária e se está no website do banco ou a utilizar “online banking”) abrirá, e depois de se ligar à sua conta, será pedido que escreva a resposta de segurança, e qual a conta onde deseja depositar o dinheiro.
Segurança Como foi referido anteriormente, nunca há partilha de informação sensível do utilizador, uma vez que estará sempre a utilizar as aplicações e o “website” da entidade bancária que, à partida, merece a nossa confiança. Acresce que, quando está a fazer a transferência, os fundos nunca chegam, objetivamente, a ser transferidos por mensagem de texto ou de correio eletrónico. Estes são apenas utilizados para alertar o destinatário que há uma transferência à espera de ser depositada, e junta toda a informação de como o fazer. As instituições bancárias, quer da pessoa que envia, como do destinatário, transferem os fundos usando ligações de internet e procedimentos bancários, considerados, à partida, seguros. Informação Importante Como em todos os atos bancários, deve-se ter o cuidado de verificar toda a informação do destinatário, e se o montante está correto, porque uma vez aceite e concluída, pelo destinatário, esta transferência não pode ser cancelada. A haver algum engano, os fundos só poderão ser reembolsados diretamente pelo destinatário. Nessa situação, o destinatário terá de ser contactado para proceder a um reembolso. Vantagens do uso do Interac e-Transfer • • • • • • •
É uma maneira simples e segura de enviar e receber dinheiro diretamente e para a sua conta bancária; O dinheiro fica disponível imediatamente, assim que a transferência está completa; Para enviar dinheiro, apenas necessita de um endereço de correio eletrónico ou de um número de telemóvel; Não há preocupações e riscos de expor informação bancário sensível com o seu destinatário. A sua morada e restante informação bancária nunca é revelada; A pergunta de segurança, impede que o dinheiro possa ser depositado por um terceiro, e não o destinatário; Processo simples que não necessita da criação de contas novas ou outras burocracias. O utilizador, já tem, à partida, porque é condição necessária, a online ou “mobile banking”; A mensagem de texto ou de correio eletrónico é apenas um alerta, e não transfere consigo, os fundos em si. Esta transferência é feita entre instituições bancárias diretamente, sem qualquer intermediário.
Como pode verificar a transferência Enviar – Os números de confirmação da transferência Interac e-Transfer ficam gravados no seu extrato bancário. Acresce ainda que, quando o destinatário aceitar a transferência, receberá uma mensagem de texto ou de correio eletrónico com a confirmação que foi depositada com sucesso. Receber – Como destinatário, receberá, como já foi mencionado anteriormente, uma mensagem de texto ou de correio eletrónico, alertando que lhe foram enviado fundos, onde constam também, todas as instruções necessárias para aceitar e completar a transferência para a sua conta bancária. Por: Carlos Monteiro Fonte: Interac e-Transfer
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FIN anças
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Educação Financeira
ivemos tempos diferentes. Um tempo global. Os negócios perspetivam-se nesta escala mundial e em breve à escala planetária. O que servia para os nossos avos e pais não nos serve agora. O meu pai dizia, estuda muito, vai para a faculdade, tira boas notas e então só depois disso é que deves pedir um crédito para comprar a tua casa e o teu carro. Este foi o paradigma dos últimos 100 anos no mundo ocidental. Anos onde a produção industrial era o reflexo da economia real. Hoje vivemos num mundo completamente diferente. A economia esta baseada na especulação e os grandes negócios já não se fazem no átrio de uma fábrica ou no escritório de um banco. Hoje é na bolsa de valores de todo o mundo onde as empresas que marcam o ritmo da economia buscam financiamento. A economia real confunde-se com a especulação do grande capital. Sabiam que 1 dólar investido na investigação produz 5 dólares na economia? E 1 dólar investido na economia especulativa retira 4 dólares a economia real? Sim é verdade, mas vivemos tempos diferentes. Queremos ficar ricos muito depressa! A economia especulativa, do grande capital dita regras e ou nadamos na mesma onda ou não conseguiremos sair da corrida dos ratos. O célebre escritor Robert Kiyosaki define a corrida dos ratos como sendo a armadilha que prende 95% da população mundial. Os outros 5% são aqueles que conseguiram sair dela e costumamos apelida-los de RICOS. Mas então o que é a armadilha dos ratos? Imaginem esta situação: Um casal decide viver juntos, ambos tem o seu trabalho e decidem comprar uma casa. Mais tarde vem os filhos e as despesas aumentam. é necessário trabalhar mais, pedir um aumento, ou mudar de emprego...de qualquer maneira conseguem ganhar mais um bocado e compram um carro maior, familiar. E assim sucessivamente. Por muito que aumentem os seus rendimentos, também aumentam as suas despesas. Despesas essas inerentes a casa como hipotecas, agua, luz, impos-
tos municipais, seguros mais aquelas referentes aos cartões de crédito, impostos governamentais, faculdade dos filhos, etc... Esta é a corrida dos ratos, aumentam os rendimentos, mas o passivo também aumenta e assim sucessivamente...e surgem as dificuldades financeiras. O casal acaba por viver no fio da navalha, depende do seu emprego apenas e se este falta tudo é colocado em risco. Quantos casais assim conhecemos? Assim vivem 95% da humanidade...dentro da corrida dos ratos! E os outros 5%???? Estes aprenderam o método que lhes permite viver fora dessa corrida...eles fazem a sua própria corrida. A diferença entre eles são apenas dois simples conceitos: Os primeiros, vivem para ganhar dinheiro. Os segundos põem o dinheiro a trabalhar para eles... E como podemos nós por o dinheiro a trabalhar para nós? Através da educação financeira. Urge requerer ao ministério da educação uma disciplina de educação financeira a partir da escola primária. O povo sabe fazer contas, sabe pagar e receber, mas desconhece a verdadeira essência do dinheiro! Quando falo do povo, falo dos instruídos e dos menos instruídos... professores, médicos, engenheiros quantos tem dificuldades financeiras? Não basta ganhar muito dinheiro porque o ser humano possui um grande defeito. O desejo! Por muito que ganhe no seu emprego, também deseja muito gastar esse dinheiro. Para isso corre ao stand comprar um carro, ou pagar umas férias ou ainda adquirir uma segunda casa... logo, ganhar mais dinheiro não significa sair da corrida dos ratos, porque no geral as despesas também aumentam e mais tarde ou mais cedo as dificuldades financeiras retornam. Existe um método que os ricos conhecem que nos permite deixar a corrida dos ratos. Este mé-
todo é simples de entender, mas mais difícil de pôr em prática. Para isso basta que o nosso fluxo de caixa passivo aumente e as nossas despesas diminuam. Em linguagem mais acessível, direi que os seus ativos terão de ser superiores ao total do seu passivo. Até aqui nada de novo. A dificuldade reside na identificação do que é um ativo e o que é um passivo. E vão ver que não é fácil. Perguntem aos vossos conhecidos qual é o maior investimento que fizeram até a data. Verão que a maioria dirá que a casa que compraram foi o seu maior investimento...a casa? A casa é um passivo tremendo, porque desvaloriza, porque acarreta uma quantidade enorme de impostos e gastos secundários que mais não fazem do que drenar a maioria dos seus rendimentos. é verdade, a maioria das pessoas não distingue o que é um ativo de um passivo e dai advém todos os seus problemas. Resumindo ativos são aqueles que colocam dinheiro nos nossos bolsos, passivo é o contrário. Sendo assim devemos dar os seguintes passos para poder sair da corrida dos ratos: 1 - estudar para obter um trabalho que nos dê uma remuneração interessante. 2 - conseguir uma educação financeira básica que nos ensine a distinguir passivos de ativos. 3 - cortar ou evitar despesas desnecessárias. 4 - usar o capital que poupamos e investir em ativos (ações, fundos mútuos e negócios imobiliários que permitam obter uma renda...) 5 - diversificar os nossos investimentos 6 - assim que a renda proveniente dos nossos ativos for superior ao total do passivo e essa diferença for cada vez maior poderemos dizer que saímos da corrida dos ratos. Por: Carlos Cunha
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Prémios Nobel 2015
Fotos: Direitos Reservados
Por: Artur F. Guedes
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a presente edição da Revista Amar, e apesar de já terem sido atribuídos no mês de Outubro, queriamos deixar um pouco mais de informação sobre os Prémios Nobel e a sua história, pela sua importância e porque serão entregues no próximo dia 12 de Dezembro. Os Prémios Nobel são um conjunto de prémios internacionais concedidos anualmente, em várias categorias, pelos comités Suecos e Noruegueses, em reconhecimento ao desenvolvimento nas áreas cultural e científica. Os prémios foram estabelecidos em 1895, pelo inventor sueco, Alfred Nobel, que ficou conhecido pela invenção da dinamite e por ter deixado parte de sua fortuna para financiar uma fundação que premiasse pessoas que prestam grandes serviços à humanidade. Os prémios de Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz foram concedidos pela primeira vez em 1901. O Prémio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel foi criado em 1968, porém não tem relação com a Fundação Nobel e não deve ser considerado como Prémio Nobel, mesmo porque Alfred Nobel desprezava a ideia de prestigiar sujeitos que valorizem mais os lucros do que o bem-estar das pessoas. Entre 1901 e 2015, os prêmios Nobel e de Ciências Econômicas foram premiados perto de 600 vezes, para quase 900 pessoas e organizações. Os diversos prémios são concedidos anualmente. Cada destinatário, ou laureado, recebe uma medalha de ouro, um diploma e uma quantia em dinheiro, que é decidida pela Fundação Nobel. Em 2015, cada prémio vale oito milhões de coroas suecas (cerca de 925.000 euros) de recompensa. O prémio não é atribuído postumamente, no entanto, se uma pessoa laureada com o prémio morre antes de recebê-lo, este pode ainda ser apresentado. Embora o número médio de laureados por prêmio tenha aumentado substancialmente durante o século XX, um único prémio não pode ser compartilhado entre mais de três pessoas.
Vencedores em 2015 No dia 12 de outubro, foram anunciados os vencedores dos Prémios Nobel deste ano, tendo sido atribuídos da seguinte forma:
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• Medicina e Fisiologia - O irlandês William C. Campbell, o japonês Satoshi Omura e a chinesa YouYou Tu ficaram com o Nobel de Medicina e Fisiologia. William e Satoshi criaram novas terapias para combater doenças causadas por vermes nematódeos e YouYou Tu desenvolveu um novo tratamento contra a malária. • Física - Arthur B. McDonald, do Canadá, e Takaaki Kajida, do Japão, receberam o Nobel de Física pela descoberta de que os neutrinos, um tipo de partícula elementar, mudam de classe e possuem massa. Até então, a maioria dos físicos acreditava que os neutrinos não tinham massa, como o fóton, a partícula de luz. • Química - Três pesquisadores ganharam o Prêmio Nobel de Química 2015 por descobrirem mecanismos biomoleculares naturais que reparam erros no DNA, molécula que contém informações para o desenvolvimento e funcionamento dos seres vivos. Os vencedores foram: Paul Modrich, americano, Aziz Sancar, turco, e Tomas Lindahl, sueco. • Literatura - O Nobel de Literatura foi destinado à escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich. Ela é a 14ª mulher a vencer o prémio, sendo escolhida por sua “obra polifónica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”. • Paz - O Prêmio Nobel da Paz foi entregue ao Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia “por sua decisiva contribuição para a construção de uma democracia pluralista no país durante a revolução de 2011″. Ele é composto por quatro organizações: União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT, um sindicato), a União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Utica, patronato), a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (Onat) e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos (LTDH). • Economia - O britânico Angus Deaton recebeu o Nobel de Economia por sua análise do “consumo, pobreza e bem-estar”. Seu trabalho foi baseado em três questões centrais: como os consumidores distribuem seus gastos entre diferentes bens? Quanto da renda da sociedade é gasto e quanto é poupado? Como podemos medir e analisar melhor o bem-estar e a pobreza?
Como são escolhidos os vencedores? Quatro instituições ficam responsáveis por escolher os vencedores em cada categoria, com base num processo rigoroso de seleção. Entre essas instituições, a Academia Real de Ciências da Suécia, a cargo dos prêmios de Física, Química e Economia, cabendo à Academia Sueca de Letras, a indicação dos vencedores no campo da Literatura, ao Instituto Real Médico-Cirúrgico de Karolinska, atribuir os que mais se destacaram no campo da Medicina, e o Parlamento Norueguês, que define o Nobel da Paz. São criados comitês julgadores, formados por especialistas, que analisam os projetos enviados pelos indicados ao prêmio. E fazer parte da lista célebre de pesquisadores não é para qualquer um, já que só entra quem foi convidado. São mais de 300 inscrições para cada categoria todos os anos e os vencedores são anunciados em Outubro do ano correspondente, recebendo o prémio no dia 10 de Dezembro, do mesmo ano - data de aniversário do criador do prémio, Alfred Nobel.
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aruba
TUR
ismo
Por: David Gonçalves
FACTOS Línguas Oficiais: Holandês e Papiamento Outras: Inglês e Espanhol População: Área com pouco mais de 120,000 habitantes Capital: Oranjestad, com cerca de 30.000 habitantes Área: 300 km² Aeroporto: Aeroporto Internacional Queen Beatrix (AUA) situado a 4 km sudoeste da capital, Oranjestad Hora: Hora normal do Atlântico - (UTC4) Épocas Altas: 15 de dezembro a 15 de abril Épocas Baixas: 15 de abril a 15 de dezembro Época de furacões: Fora da zona habitual de furacões Visto: Não é necessário Vacinas: Ver sugestões abaixo Moeda local: Florin Arubano - Dólar americano é a moeda turística Eletricidade: 127 V, 60 Hz (compatível com os aparelhos em uso no Canadá) Indicativo Internacional: +297 Gorjeta: 15% é a percentagem de gorjeta habitual e em muitos casos já esta incluída nas contas dos hotéis e restaurantes, e costuma-se adicionar 5% extra para serviços de excelência
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Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester / Fotos: Direitos Reservados
A
ruba é a menor e a mais ocidental das ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao). Ela encontra-se ao sul do Mar das Caraíbas e, simultaneamente, é o último membro das Antilhas Menores. Está apenas a 25 km do continente sul-americano e, embora seja uma província dos Países Baixos, Aruba também goza de autonomia completa e possui sua própria constituição e governo.
Geografia Esta ilha, cuja superfície ronda os 300 km², apresenta um terreno basicamente plano, mas a característica principal são suas praias quilométricas com areias brancas, que espalham-se pela costa ocidental como um colar de pérolas. Já na costa oriental, com sua paisagem solitária e ventosa, oferece rochas bizarras que foram formadas pela força do mar. O Jamanota, com 188 metros de altura, é o ponto culminante de Aruba, de onde se pode disfrutar de uma boa visão sobre a ilha e as Caraíbas. Clima Aruba está fora da área de furacões perigosos e goza, por isto, o ano inteiro de um clima maravilhoso proporcionado pelos ventos alísios de
sudoeste. As temperaturas diárias médias rondam os 28° C. Não existe um período de chuvas nas ilhas ABC. O período de chuvas é relativamente curto e restringe-se aos meses de outubro, novembro e dezembro. Saúde e vacinação Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Aconselham-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e repelentes contra insetos que transmitem enfermidades viróticas. Os serviços de assistência médica equivalem aos padrões europeus. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação de Aruba ou a transferência para um outro país, em casos de emergência. Recomenda-se o consumo de água engarrafada, os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes devem ser cozidos. Capital Oranjestad é uma cidade com posição estratégica, pois está numa baía, onde ancoram diariamente vários cruzeiros. Esta cidade com cerca de 30.000 habitantes, tem o turismo como umas das principais formas de rendimento, depois da exportação de óleo, que é a mais importante fonte de divisas da ilha. Oranjestad é conhecida principalmente por sua arquitectura única e charmosa, proporcionada pela influência holandesa. As atrações principais são o Fort Zoutman, a torre de Guilherme III e o Schoonerhafen.
Atrações turísticas e praias Os sítios mais bonitos de Aruba podem ser encontrados no interior e nas praias. O tesouro de toda a ilha é a sua vegetação natural e exuberante, que é inconfundível. Mais de 20% do território é o parque nacional Airkok, no centro da ilha, que oferece uma boa visão da flora e fauna da ilha. Sem dúvida, uma atração a não perder é a Ponte Natural. Esta ponte, com 10 metros de altura e 30 metros de cumprimento, constituída por lava arrefecida que foi assim formada pela acção do Atlântico. Uma outra atracção é a reserva natural de aves de Bubali, que é facilmente acedida pela saída norte. As praias de Aruba dispõem de um clima perfeito, onde se pode praticar todo o tipo de desporto. Vale ainda a pena visitar as praias Dos Playas e Andicouri, na costa norte - são ótimas para a prática de surf. Os mergulhadores deverão dirigir-se para a praia de Hadikuri, com seus recifes de corais, na costa noroeste. Aquele que preferem águas mais tranquilas deverão visitar a praia de Baby. Religião Mais de 80% da população é católica. Além destes, há hindus, muçulmanos, confucianos e judeus.
Nesta época de Paz e Amor, a equipa deseja um Feliz Natal & um Próspero Ano Novo a todos os estimados clientes, querida família, amigos e à comunidade.
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DAVID PEREIRA 39
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MIGRAÇÕES
país da Liberdade, Igualdade e Fraternidade sofreu um duro golpe com os atentados que fizeram 130 mortos, num ataque que atingiu a Europa no seu coração e nos seus princípios civilizacionais. A luta contra o Estado Islâmico e a tentativa de destruição do Daesh está em marcha. O Presidente Francês, Francois Hollande, declarou o estado de guerra. Fecharam-se fronteiras e cidades, como Paris e Bruxelas, decretaram o risco máximo de ataque terrorista, alertando para a putativa utilização de armas químicas. A Europa está em pânico! Os atentados vieram agravar a crise dos refugiados que tem preocupado os líderes europeus que tardam em encontrar uma solução conjunta e duradoura, consubstanciada numa estratégia de médio e longo prazo. Entretanto, a livre circulação de pessoas, no Espaço Schengen, tem vindo a ser questionada e alguns países já criaram barreiras, muros anti-emigrantes, que impedem a transposição das suas fronteiras. A Europa denota uma enorme debilidade securitária e tem-se revelado incapaz de responder aos problemas resultantes do terrorismo, tráfico humano e imigração clandestina. Paralelamente, os extremistas ganham terreno. A extrema-direita francesa não perdeu tempo para “cavalgar” a onda motivada pelos ataques jihadistas. A este respeito sugiro a leitura do livro Submissão, do autor francês Michel Houellebecq, que convida a uma reflexão sobre o convívio e o conflito entre culturas e religiões, desafiando a relação entre Ocidente e Oriente e entre cidadãos e instituições. O sapiente padre e escritor António Vieira (1608-1697) distinguiu os brutos dos homens: “Os brutos distinguem-se dos homens, em que esses homens se governam pelo entendimento e os brutos pelos sentidos.”. Faço votos para que os líderes europeus se entendam e não permitam que os extremismos, de esquerda e de direita, se imponham, pondo em causa o modo de vida europeu e ocidental, castrando liberdades e garantias, agudizando o sentimento xenófobo, a proliferação e o robustecimento de ideologias anti-emigração. Importa sublinhar que, em 2014, 7% da população da União Europeia era já constituída por migrantes. Um valor considerável mas, como refere Nuno Rogeiro, especialista em assuntos estratégicos e geopolítica, no seu mais recente livro Menos que Humanos: imigração clandestina e tráfico de pessoas na Europa, “trata-se apenas de metade do número americano e um terço dos números do Canadá e da Austrália.” De acordo com os recentes dados (Julho de 2015) plasmamos no relatório(1) do Observatório da Emigração(2), Portugal é hoje o país da União Europeia com mais emigrantes em proporção da população residente. O número de emigrantes portugueses supera os dois milhões, o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora do país em que nasceu. A França continua a ser o país do mundo onde vivem mais emigrantes portugueses (592,281 em 2011) e a Suíça surge em segundo lugar, com mais de 210 mil emigrantes portugueses (211,451 em 2013). Ainda com mais de 100 mil emigrantes portugueses residentes encontramos, por ordem decrescente, os EUA (177 mil em 2014), Canadá (140 mil em 2011), Brasil (138 mil em 2010), Espanha (117 mil em 2014), Alemanha (107 mil em 2014) e Reino Unido (107 mil em 2013). Sou filho, irmão, cunhado, tio, padrinho, sobrinho e primo de emigrantes. Tenho familiares a residir na Alemanha, França, Suíça e Brasil. Também já fui emigrante, ainda que sazonal, enquanto estudante universitário. Todos os anos rumava à Alemanha, no período de férias escolares para trabalhar na firma de limpezas Kleesattel, em Stuttgart, a cidade da Mercedes e da Porsche. O dinheiro que ganhei permitiu-me ajudar a minha família a suportar as despesas associadas ao curso
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universitário. Foi uma experiência extremamente enriquecedora. O contacto com o mundo do trabalho, com colegas de outras nacionalidades e com diferentes culturas contribuiu decisivamente para o meu desenvolvimento enquanto homem e profissional. Portugal poder-se-á considerar novamente um país de emigração. O Relatório da Emigração elaborado pelo Governo, relativo a 2014, revela que 110.000 portugueses deixaram o nosso país. Os principais países de destino são, na Europa, o Reino Unido e, fora do “velho continente” Angola, um dos países que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)(3). Este novo fluxo migratório poder-se-á justificar com a crise das dívidas soberanas e os efeitos recessivos das políticas de austeridade que terão contribuído também para a diminuição do número de imigrantes. Assim se justifica, no plano demográfico, a atual dinâmica migratória claramente recessiva. Segundo dados do Eurostat(4) de 2013, Portugal tinha um saldo migratório negativo superior a 36 mil indivíduos. Em 10 anos, entre 2004 e 2013, Portugal passou a ser um dos países europeus com saldo mais negativo em termos absolutos. No que concerne ao Canadá, em 2013, o número de entradas de portugueses totalizou 629, mais 12.3% do que em 2012 e representaram 0,2% do total de entradas de estrangeiros no país. O número de portugueses emigrados no Canadá diminuiu ligeiramente numa década, passando de 153,530, em 2001, para 140,310, em 2011. O decréscimo significa que as novas entradas de portugueses durante estes anos foram insuficientes para compensar o número de regressos e de mortes de portugueses emigrados no Canadá.
quilibrar a balança em desfavor da solidariedade, da liberdade, da livre circulação de pessoas e da busca de uma vida melhor. Somos “bombardeados” todos os dias com a histeria mediática com os milhares de “refugiados”; a possível vinda de “terroristas”; a “invasão” da Europa; o perigo da “islamização”… Só temos uma resposta a dar, acolher quem sonha com uma Europa que é o continente dos Direitos Humanos, da Solidariedade e do são convívio multicultural. Não nos podemos deixar amputar pelo medo. Devemos receber cada pessoa como desejamos que nos recebam a nós e aos nossos familiares quando emigram. Nós, portugueses, povo de emigração, temos o dever de contribuir para a construção de um futuro com e para todos. Não nos esqueçamos, nem por um segundo, que vivemos, na atualidade, a maior crise humanitária na Europa desde a II Guerra Mundial. Sou cidadão de uma Europa que salva e não de uma Europa que deixa morrer. Sou português e europeu, mas, acima de tudo, sou humano e quero, em Portugal ou em qualquer outro território, contribuir para um mundo mais justo e igualitário, a exemplo do que fazem muitos portugueses espalhados pelo mundo. (1) Pires, Rui Pena, Cláudia Pereira, Joana Azevedo, Inês Espírito Santo, Inês Vidigal e Ana Cristina Ribeiro (2015), Emigração Portuguesa. Relatório Estatístico 2015, Lisboa, Observatório da Emigração e Rede Migra, CIES-IUL, ISCTE-IUL, e DGACCP. (2) http://observatorioemigracao.pt/ (3) Países da CPLP: Angola, Brasil, Portugal, Moçambique, Timor-Leste, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guine Equatorial, São Tomé e Príncipe. (4) http://ec.europa.eu/eurostat/web/main/home
O medo do desconhecido, do “outro”, da diferença, não pode desePUBLICIDADE
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Problemas da 3ª idade na sociedade Centros comerciais de Toronto A casa fora de casa para idosos É muito comum encontrarmos idosos de ambos os sexos a deambular sozinhos em alguns centros comerciais de Toronto. Alguns passam o dia inteiro entre o jornal, um café e uma conversa com um amigo e ou amiga, ou ainda com um conhecido de circunstância, com quem têm em comum a língua, e uma mesma realidade social que os relega ao silêncio, muitas vezes acomodados/as num espaço pouco familiar e, em certos casos, hostil. Alguns idosos chegam logo pela manhã a Toronto vindos de Mississauga e Brampton e são deixados nestes centros comercias pelos familiares, que trabalham na cidade. Ali passam os dias, numa clausura citadina, que nada tem a ver com a familiaridade do lar e dos lugares, que um dia chamaram seus. Uns por iniciativa própria decidiram juntar-se aos filhos/as. Outros, levados pela sincera preocupação das famílias vendem as suas casas e mudam-se para outros locais, muitas vezes desenraizando-se dos meios social e cultural, que chamaram seus durante toda uma vida; outros são ‘enganados’ pelo mascarado interesse das famílias, que pretendem se apoderar de meios, atirando muitas vezes os idosos para pequenos quartos ou caves, sem qualquer independência económica e autonomia para tomada de decisões. Estas são as vidas de muitos idosos portugueses nas nossas cidades. Na atualidade, as famílias com a responsabilidade de olharem pelos mais velhos, são confrontadas com uma realidade nova. Os pais, depois de uma vida de trabalho e cansaço requerem dos filhos, genros e noras um cuidado permanente, para o qual muitos não estão preparados; outros não tem os meios financeiros que os ajudem nos cuidados aos mais idosos, ou ainda desconhecem programas e serviços que existem para o apoio à terceira idade. Por isso, muitas vezes o recurso é “atirar” os idosos para estes locais, crendo assim que não estão sozinhos. Alguns destes centros comerciais estão conscientes desta situação e tentam de alguma forma dar respostas adequadas. Mas, a realidade é que numa emergência e impossibilitados de se expressarem em inglês, muitos destes idosos podem confrontar-se com situações difíceis, sem sabe-
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rem a quem ou a onde recorrer. Todavia, a comunidade portuguesa de Toronto e arredores oferece já alguns serviços e programas de ajuda aos idosos de língua portuguesa. Por outro lado, os governos federal e provincial dispõem de redes de apoio que podem responder a algumas das necessidades das familias, que munidas de informacao adequada podem encontrar melhores soluções para os seus familiares idosos. Mais informações, contacte: Humberta Araujo Coordenação de Programas para Idosos wordsat50@gmail.com
Idosos imigrantes Com mais risco de depressão e demência A depressão é uma realidade do dia a dia de muitos idosos imigrantes. Longe da terra e muitas vezes dos familiars, os idosos passam por situações difícies e são muitas vezes vítimas de depressão e mais tarde demência. Um estudo recente feito a imigrantes portugueses reformados no Luxemburgo e difundido pela Agência de Notícias Lusa, indica que os emigrantes portugueses no Luxemburgo, em idade da reforma, têm maiores riscos de sofrer de depressão e demência, devido a um percurso “marcado pela dureza do trabalho e da imigração”. Este estudo, que foi realizado pela gerontóloga Rute Monteiro, com o apoio da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, analisou o percurso profissional e social de 35 emigrantes com mais de 60 anos, concluindo que os portugueses estão mais expostos ao isolamento, o que pode potenciar depressão, e têm maiores riscos de vir a sofrer de doenças degenerativas, nomeadamente Alzheimer. “A doença de Alzheimer tem maior prevalência nos idosos com baixa escolaridade e atividades laborais que não requerem a utilização de capacidades intelectuais”, explicou à Lusa Rute Monteiro. Com uma grande percentagem de emigrantes a trabalhar no setor da construção ou das limpezas, os portugueses estão em situação de risco, porque “a baixa escolaridade e a fraca estimulação resultam em declínio na fase do envelhecimento”. A situação agrava-se pelo facto de a maioria
Humberta Araújo, formada em Relações Culturais e Internacionais pela Queen’s University e Estudos de Comunicação, Concordia University trabalha atualmente com os idosos no Centro de Dia do First Portuguese. Para além do jornalismo tem formação na area da educação infantil. Escritora e artesã, publicou já varios livros infantis e está empenhada na formação de um espaco museológico em Toronto para salvaguardar as memórias da infância dos mais idosos. dos reformados não ter atividades de ocupação dos tempos livres, por não terem acumulado “recursos sociais e culturais durante a vida ativa que poderiam ser usados na reforma”, devido a um percurso “marcado pela dureza do trabalho e da imigração”.
Informações Úteis Descontos na eletricidade no Ontário
Disponíveis também para os idosos
A província do Ontário tem a partir de agora um programa que ajuda às familias de fracos recursos financeiros. Este apoio, que pode ir até aos 50 dólares por mês, destina-se ao pagamento da energia elétrica no Ontário. Esta ajuda de caráter financeiro abrange também a terceira idade. Assim, todas as pessoas idosas, que pagam eletricidade, devem procurar informa-se sobre este programa e como podem aceder ao mesmo. Se vive numa casa cujo aquecimento é totalmente elétrico e se usa equipamentos médicos movidos a eletricidade, o governo tem ainda apoios suplementares. Para saber se tem direito a estes descontos deve registar-se na internet atraves do portal: OntarioElectricitySupport.ca, ou telefonar para o 1-855-831-851. Caso tenha dificuldade em falar inglês e aceder à internet, o idoso deve solicitar apoio de um familiar ou amigo, ou então dirigir-se a instituições de apoio aos idosos na comunidade para solicitor informações. Após preenchido o formulário e esperar pela resposta, muitos idosos podem vir a usufruir de um crédito que pode ir dos 30 aos 50 dólares.
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...CONTINUAÇÃO
uita gente acha glamouroso ir morar fora, mas nem toda gente percebe os reais motivos de se largar tudo e ir embora... muitas vezes não tem nada de glamour nisso... outras tem paixão! Há quem se mude pra viver um grande amor, não pra fazer fortuna, nem mesmo só pra melhorar de vida, nem tão pouco pra estudar e se graduar, mas sim, por amor! Porque a sua cara metade estava do outro lado do mapa...e geográficamente a distância era insuportável... coisas que tocam mais uma vez aquela zona complicada, o coração. Oportunidades e desafios, é o que implica morar fora... tanta coisa inserida numa mudança social, que requer profunda adaptação e aceitação. Definitivamente, as mudanças são facilitadas quando o nosso olhar esta fa-
vorável a elas... e a desilusão , cuidado, pode bater a porta! Nós somos seres mutantes e passíveis de grandes transformações! Somos fortes e valentes, temos que ser, não há desculpas! Sim, nós podemos e havemos de conseguir porque sem seu abrigo chamado pátria, está-se muito mais vulnerável e a disposição das íntemperes da vida, seja qual for sua nacionalidade, crença, raça ou situação financeira! É bom que assim seja, que possamos sempre recomeçar, tentar de novo e quantas vezes forem necessárias! Pois quando se aceita, quando se acredita nos ganhos e os valoriza, as perdas ficam menores, e se ganha um novo sentido pra tudo que foi tão arduamente construido. Chama-se a isso de conquista diária, pois a batalha entre o ir e o ficar é constante e intemporal! Descanso para aqueles que já se fixaram, estão bem resolvidos e nao têm que
escolher, mais esforço para os que nao tem escolha... E as saudades? Essas ficam, andam de coração em coração...a mercê do tempo, das visitas, da internet, e sagrado seja o advento da internet que aproximou países e facilitou a interação com quem se deixou em algures distante... ahh saudades, que tanto maltratam, que tanto tiram sono, mas que alimentam a força de se buscar de fato seus propósitos, afinal são por eles que elas existem! Porque não se trata só de uma nova morada, tem que se apostar na realização dos seus planos! De certeza que não é simples para ninguém, uns com mais facilidade talvez, mais ajuda, ou até mesmo com mais empenho, outros nem tanto, porém somos todos imigrantes em terras distantes e com sonhos realizados ou por realizar, mas com pés bem assentes vamos rumo aos objetivos!!! E que a vitória pessoal seja nosso melhor destino!
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saú
DE
Os nossos olhos...
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a categoria de saúde deste mês, quisemos alertar para os problemas de visão e cuidados a ter com os olhos.
de preocupaçoes, como por exemplo, diabetes ou historial de pessoas com problemas de visão na família.
Estivemos à conversa com a Dr.ª Susan da Cruz, optometrista luso-desecendente, a quem pedimos que respondesse a algumas breves perguntas sobre a necessidade de fazer exames regulares aos olhos.
RA - Quais os principais cuidados a ter? Dr.ª Susan da Cruz - Exames regulares aos olhos, uma dieta rica em vegetais e não só vegetais verdes, mas vegetais com cor, como por exemplo a cenoura, usar óculos de sol com proteção ultra-violeta e não fumar.
RA - Com que regularidade se devem efetuar exames aos olhos? Dr.ª Susan da Cruz - O primeiro exame deve ser feito às crianças com cerca de 6 meses de idade, entre os 3 e os 20 anos e mais de 65 o exame deve ser anual e entre os 20 e os 64 uma vez de dois em dois anos, tudo com exceção de pessoas que apresentem outro género
RA - As doenças dos olhos são hereditárias? Dr.ª Susan da Cruz - Sim, há uma preocupação especial com pessoas que tenham tido membros da família com glaucoma, degeneração macular, miopia, hipermetropia e estigmatismo. RA - Algumas pessoas quando começam a
usar óculos para ler, começam a ver melhor ao longe. Verdade ou mito? Dr.ª Susan da Cruz - [risos...] Não acho que seja um mito, mas não acontece a todas as pessoas. Algumas pessoas que sofrem de miopia, apresentam algumas melhorias na visão ao longe quando começam a usar óculos para ler, mas todas as pessoas são diferentes. Obrigado Dr.ª Susan da Cruz pela disponílidade e por ajudar na sensibilização sobre os cuidados a ter com os olhos.
Dr.ª Susan da Cruz
Optometrista 1649 Dufferin Street - #115 Toronto Tel: 416.536.5779
A importância de exames de vista completos, e porque comprar óculos online nunca é uma boa ideia
O
s doutores de Optometria desempenham um papel essencial e contínuo para garantir a sua saúde e a da sua família. Nós diagnosticamos, tratamos e ajudamos a prevenir doenças e distúrbios que afetam o sistema visual, o olho e estruturas relacionadas. Nós também ajudamos na identificação de condições gerais de saúde que muitas vezes são detectadas através de um primeiro exame de vista, providenciamos recomendações para especialistas e podemos ajudar a gerir a saúde da vista pós-cirurgia. Desde crianças a jovens na idade escolar, a idosos, os doutores de Optometria não só garantem a qualidade da visão e saúde ocular, mas também a qualidade de vida. Como doutores de Optometria, avaliamos muitos fatores que podem afetar a sua visão e saúde ocular. Avaliamos o histórico do seu caso, realizamos um exame externo e interno aos seus olhos, e avaliamos qualidades de visão, tais como os movimentos dos olhos e coordenação, nitidez da visão e visão periférica. Nós também avaliamos a sua capacidade de ajustar o foco, e de ver a cor e profundidade normalmente. Se nós detectarmos problemas, podemos recomendar óculos, lentes de contacto, exercícios, medicação ou cirurgia. Muitas doenças oculares graves não têm sintomas óbvios. Algumas doenças oculares mostram apenas os sintomas quando a condição está avançada e difícil, ou mesmo impossível de tratar. Um exame oftalmológico completo fornece a plena certeza da visão e saúde dos olhos que um teste de visão na ótica ou um exame de visão na escola não pode. Um teste de visão só pode
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Sugestão de Leitura por Dr.ª Susan da Cruz determinar a potência da lente ao confiar num conjunto de testes computadorizados usando equipamento automatizado. Estes testes automatizados de visão não são completos ou precisos e nada fazem para determinar se os seus olhos são saudáveis. Encomendar óculos online pode parecer fácil, mas é muito diferente do que encomendar o seu objeto consumidor típico. É importante saber que o seu doutor de Optometria é experiente no ajustamento apropriado, medição, fabrico e entrega de óculos. Quando a encomendar online, o consumidor está, na essência, a assumir o papel de um distribuidor óptico experiente. Isso inclui tomar medidas e decisões perigosas em relação à armação, lentes e seleção de materiais. Há um risco inerente associado ao fazer essas decisões sem as devidas competências e educação. A receita médica que lhe é dada pelo seu médico de Optometria é apenas uma peça de informação que vai determinar o quão bem você vê com os seus novos óculos. Durante o processo normal de selecção e escolha do ajustamento adequado para os seus novos óculos, o seu doutor de Optometria está a determinar uma série de coisas para se certificar que a sua nova compra é feita sob medida para lhe dar uma visão clara e confortável, ao mesmo tempo que se certifica que lhe fica bem, incluindo: Medir com precisão a distância entre as suas pupilas para que as suas novas lentes fiquem devidamente encaixadas nas novas armaçõoes relativas aos seus olhos. Selecionar o tamanho certo da armação para si
•
Selecionar o formato certo da armação para si • Definir qual a curvatura da lente para uso • Definir o tipo de material de lentes para uso • Definir quais os revestimentos para uso nas suas lentes que melhor se aplicam às suas necessidades • Definir a altura para colocar o centro óptico das lentes na suas armações • Medir a altura para colocar a bifocal ou progressiva (se você usar uma lente multifocal) • Ajustar corretamente a armação ao seu rosto Se todos os acima indicados não forem escolhidos especificamente para si, não é incomum ter problemas que começam imediatamente ou se revelam logo depois de usar os seus novos óculos por um longo período de tempo. Queixas comuns em relação a óculos incorrectamente encomendados ou ajustados podem incluir dores de cabeça, fadiga e sensação de ‘’olho a tremer’’, náusea, e dor ou marcas de pressão no seu nariz ou em torno das suas orelhas. Como consumidor, você tem um número de opções quando se trata de comprar óculos. Trabalhar com o seu doutor de Optometria desde o exame optométrico inicial ao ajustamento final, vai garantir que você recebe óculos com qualidade de fabrico e precisão que melhor se ajustam aos seus olhos e ao seu estilo de vida. Texto traduzido do documento original por Doctors of Optometry Canada www.doctorsofoptometry.ca
crian
ÇAS Técnica de introdução alimentar de sólidos a partir dos seis meses Fotos: Direitos Reservados
B
ebés a comerem fruta e legumes sólidos pela sua mão em vez das tradicionais sopas e papas é uma prática com cada vez mais adeptos em Portugal e que, segundo pediatras, tem benefícios físicos e emocionais para a criança. Esta prática, chamada de ‘Baby Led Weaning’ (BLW), consiste em oferecer ao bebé, quando inicia a alimentação complementar, a partir dos seis meses, os alimentos que os pais estão a comer e deixá-lo comer o que quer, na quantidade que quer. Referem os pediatras adeptos desta técnica, que
Por: Raquel Couto
os bebés devem acompanhar os pais às refeiçoes e, terem ao seu dispor na mesa, comida adequada ao seu tamanho. Como é obvio bebés com 6 meses não conseguem comer alimentos com qualuer tamanho, por isso deve-se ter cuidado e dar alimentos que sejam adequados ao seu tamanho e idade. Além disso, a comida não deve ser demasiado dura, porque o bebé pode não conseguir roer e engasgar-se, ou então, demasiado mole, porque irá simplesmente transformá-la em pápa com as suas brincadeiras. Nos primeiros tempos, o ideal será sempre oferecer-se legumes cozidos e fruta, alargando depois a oferta a outros alimentos mais tarde. Habituados à tradição das sopas e papas, muitos pais temem “aventurar-se” no BLW por causa do engasgamento. O engasgamento pode ocorrer, mas também é certo que os bebés desenvolvem mecanismos de defesa e como é óbvio, esta é uma técnica que necessita a supervisão cuidada dos pais, pelo menos nos primeiros tempos. Já em relação às quantidades, o BLW baseia-se naquilo que a criança já faz quando mama em livre demanda, ou seja, o bebé vai comer a quantidade que quer e vai escolher, dentro da oferta, aquilo que quer comer. O objetivo principal, em primeira instância, passa sempre por habituar o bebé às comidas sólidas, sendo de desvalorizar o
Nota: As informações e conselhos constante deste artigo não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Pediatra, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
que come e qual a quantidade. Relativamente a esta técnica, os pediatras apontam como o ganho de confiança na comida e o adquirir da capacidade de mastigar, como os maiores vantagens, sendo também ótima para estimular a motricidade fina e um bom desenvolvimento de todas as estruturas à volta da sua boca, incluindo a arcada dentária. Os pediatras apontam aindaum sinal, de quando os bebés poderão estar eventualmente prontos para novas experiências no que toca aos alimentos e, neste caso, aos alimentos sólidos em tenra idade, mencionando que quando o bebé começa a olhar para aquilo que os pais comem, a abrir a boca quando eles levam comida à boca e a querer agarrar, essa criança começa a dar sinais de que está interessada em começar a comer. Há um interesse crescente e cada vez mais pessoas a querer fazer o BLW e deixamos uma receita para quem o quer praticar: tem de haver uma boa dose de descontração. Em Portugal, o BLW é divulgado sobretudo através de livros, da divulgação de rua, no tradicional “boca a boca” e de vídeos na Internet. Não há associações nem movimentos dedicados a esta técnica e conseguimos apenas encontrar alguns grupos sem representatividade oficial no Facebook. Se está interessado, contacte o seu pediatra sobre esta nova técnica .
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Red Carpet on Queen 3rd Annual Fashion Show
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Red Carpet on Queen realizou no passado dia 7 de novembro de 2015, o 3º Show Anual de Moda, na Remix Lounge, em Toronto, com a presença de vários orgãos da comunicação social ligada à comunidade portuguesa nesta cidade, e a Revista Amar disse também presente, agradecendo desde já o convite endoçado por Cidália Lopes para o efeito. Esta iniciativa, que vai já na sua terceira edição e, que pretende a promoção e divulgação da importância da moda, beleza e estética para o quotidiano das pessoas, contou com a participação especial do músico brasileiro D. Snow, que animou as hostes ao som do seu novo trabalho “Brazilian Swag” . O show iniciou-se aos sons hip hop de Diogo Snow, que pela segunda vez participa neste evento, transportando o público para uma noite de glamour e diversão, que seria ainda brindado com um miminho, trazido pela
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Becky`s Jo Vovo Fried Dough com as suas sobremesas que juntam este costume americano - Fried Dough - com uma pitada do sabor e engenho lusitano, transformando-o em produtos deliciosos como o cheese cake ou o tiramisu e muitos outros. Sob o “moto” The Season of Change, esta iniciativa teve oportunidade de mostrar aos presentes as últimas tendências em vestuário e calçado por Gracinda`s Boutique para as estações outono/inverno, sendo acessoriada pelos variados artigos produzidos em cortiça portuguesa, trazidos até nós por The Cork Boutique, que incluem carteiras, cintos, calçado, entre outros. O Show Anual de Moda teve tambèm a participação muito especial de várias crianças modelos que deram inicio ao desfile de moda, provando que este evento se destina a uma audiência muito generalizada e com objetivos muito concretos que o tornam já num sucesso. Parabéns.
Por: Carmo Monteiro / Fotos: Revista Amar
The Season of Change
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esta noite de celebração da beleza e elegância, uma palavra de agradecimento aos modelos Luciana Lima, Cássie Soares, Rodrigo Bocaiuva e Lucas Bertolino pelo seu profisionalismo, à Remix Lounge, pelo extraordinário serviço e, também, ao Restaurante Vila Verde, pelo magnifíco buffet servido neste evento. A Revista Amar gostaria ainda de deixar felicitações à Red Carpet on Queen na pessoa de Cidália Lopes pelo magnifico espetáculo, com votos de muito sucesso para o futuro e um agradecimento especial para todos os patrocinadores, participantes e divulgadores do 3º Show Anual de Moda: Lurdes Oliveira e filhas (Marta, Lili e Nela) e Restaurante Vila Verde, Gracinda Leal e Gracinda`s Boutique, Dianne Lopes e Becky`s Jo Vovo Fried Dough, Juliano D’Lucca e NossaTV, Elsa Romão, Chantal Peralta e The Cork Boutique, Remix Lounge, Angelo Rocha e Rádio Camões e Jon Galvez. Esperamos voltar brevemente para a 4ª edição. Deixe-se fascinar com algumas imagens desta noite magnífica...
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O QUE VESTIR NATAL & PASSAGEM DE ANO
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s festas de final de ano são sinónimo de glamour mas ao mesmo tempo conforto no que toca à indumentária e também, porque o frio se faz sentir, aconchegante. Por essas razões, trazemos-lhe diversas sugestões para que brilhe e deslumbre nas noites mais emotivas do ano.
CEIA DE NATAL - 1 A elegância e conforto deste coordenado faz com que seja perfeito para a ceia de Natal, onde as jóias dão o brilho final.
CEIA DE NATAL - 2 Os estampados animais conferem instantaneamente um ar refinado a qualquer look. Os apontamentos dourados dos sapatos e jóias complementam a tonalidade tigresa do vestido e a estola de pêlo aconchega e dá o toque de “glamour” que qualquer jantar em família pede.
CEIA DE NATAL - 3 Para quem prefere um look mais prático, esta opção é para si. Neste conjunto, as jóias são as “estrelas da noite“, uma vez que a simplicidade das peças de roupa contrastam com a exuberência de corte e materiais da peças de joalheria. As botas e o casaco são ideiais para quem gosta de ir passear e viver a magia das luzes de Natal na rua.
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PASSAGEM DE ANO - 2 Numa abordagem mais casual mas sem descurar o brilho e glamour que a festa requer, este visual pode ser o escolhido por quem festeja a virada do ano de forma mais descontraída.
Roupa:
SAUDADE - TORONTO
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Jóias
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Foto: Direitos Reservados
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The Hunger Games
A Revolta - parte 2 Fotos: Direitos Reservados
Por: Carlos Monteiro
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streou-se no final deste mês de novembro o derradeiro episódio do saga The Hunger Games - Os Jogos da Fome. O Filme Panem está em guerra e Katniss, papel desempenhado pela atriz Jennifer Lawrence, defronta o presidente Snow (representado por Donald Sutherland) pela última vez. Com a ajuda dos amigos mais próximos, Gale (Liam Hemsworth), Finnick (Sam Claflin) e Peeta (Josh Hutcherson), Katniss inicia uma missão arriscada com o objetivo de libertar os cidadãos de Panem e tentar ao mesmo tempo o assassinato do Presidente Snow, cada vez mais obcecado em destruí-la. Armadilhas perigosas, inimigos e escolhas morais aguardam Katniss num verdadeiro desafio, que se torna mais difícil do que qualquer arena
Realização: Sam Mendes Elenco: Daniel Craig, Ben Whishaw, Ralph Fiennes, Naomie Harris e mais Género: Ação e aventura Origem: Reino Unido Duração: 150 minutos Idades: Não recomendado a menores de 12 anos
SINOPSE James Bond recebe uma intrigante mensagem sobre o seu passado que o leva a viajar pela Cidade do México e por Roma, onde encontra Lucia Sciarra (Monica Bellucci), viúva de um notorio criminoso. Bond consegue infiltrar-se numa das reuniões secretas da organização conhecida como SPECTRE. Em Londres, o novo chefe do Centro de Segurança Nacional questiona as ações de Bond e lança o debate sobre a sua relevância no MI6, liderado por M (Ralph Fiennes). Bond solicita discretamente a ajuda de Moneypenny (Naomie Harris) e do o genial e inventivo Q (Ben Whishaw) para o ajudarem a descobrir o paradeiro de Madeleine Swann (Léa Seydoux), filha do seu antigo inimigo, Mr. White (Jesper Christensen), que poderá ter em seu poder a pista que permitirá desenredar a teia da SPECTRE.
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Realização Filme com realização de Francis Lawrence, com argumento de Danny Strong e Peter Craig. Elenco O elenco conta com a participação da atriz Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Sam Claflin, Natalie Dormer, Julianne Moore, Lily Rabe, Evan Ross, Philip Seymour Hoffman, Elden Henson, Stef Dawson, Mahershalalhashbaz Ali, Omid Abtahi, Wes Chatham, Eugenie Bondurant, Brandon Cyrus, Robert Knepper. Duração: 137 minutos Género: Aventura Origem: EUA Idades: Maiores de 12 anosnos
EM EXIBIÇÃO Mune, o Guardião da Lua Mune, le gardien de la lune
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
007: SPECTRE
Fonte: IMDb
dos Jogos da Fome.
Realização: Alexandre Heboyan, Benoît Philippon, Alexandre de La Patellière Elenco: Michael Gregorio, Omar Sy, Izïa Higelin Género: Animação, Fantasia Origem: França Duração: 86 minutos Idades: A partir dos 6 anos
SINOPSE Num mundo mítico, Mune é nomeado guardião da lua, contra a sua vontade. O seu trabalho é trazer a noite e tomar conta do mundo dos sonhos. Mas uma série de desastres, uns atrás de outros, dá a oportunidade ao guardião da escuridão, de roubar o sol. Com a ajuda de Sohone, o orgulhoso guardião do sol e da frágil Cire, Mune entra numa extraordinária missão, que irá torná-lo um guardião lendário.
Ana Antunes*
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A IMPORTÂNCIA DOS SONHOS Foto: Revista Amar
lá a todos os leitores da Revista Amar. Hoje vamos falar um pouco sobre a importância de sonhar. Todos nós temos sonhos, que começam quando somos ainda pequenos. Todos nos lembramos decerto de alguém a perguntar o que queriamos ser quando fossemos grandes. Acredito que todos tiveram alguém a fazer essa pergunta. Com o passar dos anos, há sonhos que vamos conseguindo realizar, outros que vão ficando pelo caminho e ainda outros que continuam à espera de se realizar. Serão muitas as razõers que nos leva por vezes até a esquecer esses sonhos. Podemos arranjar mil e uma desculpa ou até aceitar que não vamos conseguir, mas nunca se esqueça que esse sonho é seu e de mais ninguém. Ninguém o vai poder concretizar por si. Cabe-lhe a si, não se esquecer desse sonho nunca , e mesmo que por vezes lhe apeteça desistir ou relegá-lo para segundo plano, saiba que terá sempre a última palavra e que apenas lutando o poderá concretizar. Não tenha medo de sonhar e de correr atrás do seu sonho, mesmo sabendo que alguns deles ficarão pelo caminho. A vida faz-se de derrotas e vitórias, porém uma coisa é certa... não haverá vitórias se não lutar por elas. Para se alcançarem vitórias, é necessário acima de tudo acreditar. Acreditar no seu sonho e nas suas qualidades para o alcançar dár-lhe-á a confiança e força necessária, porventura que até nem sabia ter, para que agarre esse sonho que é seu. Parabéns se consegiu realizar o seu sonho! Parabéns, porque apesar das dificuldades, conseguiu vingar e realizar esse sonho que estava esquecido ou por concretizar. Porém, não é ainda tempo de parar. Mais virão no futuro. Mãos à obra. Acredito na força de vontade e no papel que a nossa mente tem na maneira como perseguimos os nossos sonhos e objetivos. Sonhar faz bem à alma e o coração agradece, porque o faz bater, encher de vida e significado. Não se esqueça nunca... ”o sonho comanda a vida”. Um bom Natal e um ano de 2016 cheio de sonhos.
E
CRÓ
nica
E S T É T I C A
ste mês vamos falar de um tramento de rosto. Afinal quem é que hoje em dia não se preocupa com a saúde e bem-estar do nosso corpo, começando pelo rosto. No mercado encontra-se disponível uma gama muito variada de produtos para a pele, não significando porém que são os produtos adequados para si, optando-se muitas vezes por os adquirir, quer seja pela falta de tempo para se procurar os produtos e tratamentos certos ou porque achamos que bastarão para tratar aquela problema de pele que tanto tem incomodado nos últimos tempos. Contudo, por vezes é necessário um tratamento mais eficaz e que produza resultados rápidos. Hoje trago até si um tratamento novo que veio revolucionar o mercado de tratamentos de pele... o OxyGene 3-in-1 super facial.
os tipos de pele, incluindo pele sensíveis sem que a pele fique irritada. O segundo passo deste tratamento é o chamado “infuse”, processo em que os nutrientes são aplicados à medida que a pele é limpa, deixando-a rejuvenescida e com uma textura mais saudável. Por último, a oxigenação das células do rosto com um processo que estimula a irrigação sanguínea rica em oxigénio àquela zona do corpo, levando ao rejuvenescimento das áreas tratadas. Este tratamento aconselha-se a peles estragadas pela luz solar, para linhas finas (rugas) ou para quem tem poros grandes e apresenta resultados rápidos. É considerada uma ótima solução para que a sua pele não envelheça precocemente, apresentando-se ao mesmo tempo fesca e saudável, com resultados comprovados em peles femininas e masculinas.
Neste tratamento começa-se por fazer uma esfoliação paraceido com a do micro, removendo a pele morta que se encontra à superfície da pele, alizando assim a mesma para que possa receber os nutrientes. Note que este tratamento é seguro para todos
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DES
porto Telma monteiro
O sonho da medalha olímpica em 2016
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titulo de campeã da Europa surgiu sem grande surpresa, no ano seguinte, em Belgrado. Essa medalha de ouro veio acompanhada da sua primeira medalha de prata emcampeonatos do Mundo, que lhe permitiu não só sagrar-se vicecampeã mundial pela primeira vez, mas também assegurar a qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Este resultado conseguido no Rio de Janeiro, foi mesmo o melhor de sempre do judo português, que apenas tinha conseguido cinco medalhas de bronze, até à data. Em julho de 2007 ingressou no Sport Lisboa e Benfica e em 2008, os Jogos Olímpicos de Pequim não correram da melhor forma, e o resultado acabou por ser idêntico ao de Atenas. Um 9º Lugar, que desta vez não teve o mesmo sabor, pois as expectativas eram de conquistar uma medalha. No ano de 2009, dá-se a mudança de categoria, dos menos 52 para os menos 57 kg. A mudança dá frutos e Telma volta a conquistar a medalha de prata nos Campeonatos do Mundo de Roterdão, dois anos depois, tornando-se a primeira judoca nacional a conquistar dois vice-campeonatos mundiais. A esta conquista juntou-se o titulo de campeã da Europa, conquistado em Tbilisi, pela primeira vez na nova categoria, a terceira medalha de ouro europeia no global. Mais vitórias se seguiriam nos dois anos seguintes, com medalhas de prata nos Mundiais de 2010 e Europeu de 2011 e medalha de bronze no Europeu de 2010. 2012 parecia que iria ser o ano da afirmação olímpica para a judoca de 26 anos, com a quarta conquista da medalha de ouro nos Europeus de Chelyabinsk, na Rússia, que depois da frustrante derrota nos Mundiais de Paris 2011, entrou em prova com ambição de voltar a conquistar um lugar no pódio. Os Jogos Olímpicos de Londres durariam, porém, pouco mais que 7 minutos para Telma Monteiro, com uma derrota que teve tanto de inesperado como de cruel para o trabalho de 4 anos da judoca portuguesa. Ficou a desilusão de mais uma oportunidade desperdiça, mas a certeza que em 2016, no Rio de Janeiro, haverá nova oportunidade olímpica.
PALMARÉS
Força Telma Monteiro.
Fotos: Direitos Reservados
elma Alexandra Pinto Monteiro, mais conhecida por Telma Monteiro, é uma judoca portuguesa nascida em Almada a 27 de Dezembro de 1985. É a atleta mais titulada do judo português com 5 títulos de campeã da Europa, um deles este ano que se realizou em Bakou, onde venceu na categoria de menos 57kg, 4 títulos de vice-campeã mundial, entre outros feitos relevantes a nível internacional. À luz do seu extraordinário currículo e do contributo dado ao desporto nacional, a atleta do Sport Lisboa e Benfica foi escolhida em 2012 para ser a porta-estandarte da comitiva portuguesa aos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Apesar da grande honra, Telma Monteiro não conseguiu alcançar uma medalha olímpica nos Jogos de Londres, tendo sido eliminada logo no seu primeiro combate na capital inglesa. Depois do 9º Lugar de 2004 e 2008, esta continua a ser a única medalha que escapa à judoca nacional, que terá nova chance no Rio de Janeiro, em 2016. Estudou na Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, onde concluiu os estudos de Educação Física e Desporto em 2011. Telma Monteiro entrou tarde para o judo, com 14 anos de idade. Depois duma primeira experiência, aos 12 anos, a jovem de Lisboa, que fez atletismo e na altura praticava futebol, foi incentivada a entrar definitivamente para amodalidade pela irmã Ana Monteiro, que já a praticava. Em boa hora o fez, pois conquistou uma medalha de prata na primeira competição oficial que disputou, no caso o campeonato nacional de esperanças. Em 2004 Telma estreou-se na maior prova desportiva do mundo, os Jogos Olímpicos de Atenas, prova em que conquistou um fantástico 9º Lugar, na categoria de menos 52kg. 2006 foi um ano ainda melhor para a atleta do Construções Norte/Sul, que atingiu o número 1 do ranking mundial de judo, em menos 52 kg. Este facto deveu-se em grande parte à conquista do titulo europeu de sub23, mas principalmente à medalha de ouro conquistada nos Europeus de Tampere, na Finlândia. Os bons resultados não pararam, e a renovação do
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2015 - 1º lugar no Grand Slam de Paris - 57kg 2015 - 7º lugar nos Campeonatos do Mundo de Astana - 57kg 2015 - 1º lugar nos Campeonatos da Europa de Bakou - 57kg 2014 - 1º lugar no Grand Slam de Abu Dhabi - 57kg 2014 - 2º lugar nos Campeonatos do Mundo de Chelyabinsk - 57kg 2014 - 3º lugar nos Campeonatos da Europa de Montpellier - 57kg 2013 - 3º lugar nos Campeonatos da Europa de Budapest - 57kg 2012 - 1º lugar no Grand Slam de Paris - 57kg 2012 - 1º lugar nos Campeonatos da Europa de Chelyabinsk - 57kg 2011 - 1º lugar nos Masters de Bakou - 57kg 2011 - 2º lugar nos Campeonatos da Europa de Istanbul - 57kg 2010 - 2º lugar nos Campeonatos do Mundo de Tokyo - 57kg 2009 - 1º lugar no Grand Slam do Rio de Janeiro - 57kg 2009 - 1º lugar no Grande Prémio de Hambourg - 57kg 2009 - 2º lugar nos Campeonatos do Mundo de Roterdão - 57kg 2009 - 1º lugar nos Campeonatos da Europa de Tbilissi - 57kg 2007 - 2º lugar nos Campeonatos do Mundo do Rio de Janeiro - 52kg 2007 - 1º lugar nos Campeonatos da Europa de Belgrade - 52kg 2006 - 1º lugar nos Campeonatos da Europa de Tampere - 52kg 2005 - 3º lugar nos Campeonatos do Mundo de Le Caire - 52kg 2005 - 3º lugar nos Campeonatos da Europa de Roterdão - 52kg 2004 - 3º lugar nos Campeonatos da Europa de Bucarest - 52kg Por: David Gonçalves
ANI
mais
GATO PERSA
Gato de temperamento calmo e doce, ótimo para conviver com crianças e outros animais. Porém, necessita de muito compremetimento, atenção e de treino.
Foto: Direitos Reservados
Por: Raquel Couto Fontes: Ronronar e TudoSobreGatos
ORIGEM E HISTÓRIA DA RAÇA Os gatos Persas têm desfrutado de um longo reinado entre os aficionados e tem-se destacado em shows desde 1871, ano da primeiro exposição moderna de gatos realizada no Crystal Palace de Londres. Nesta famosa feira, organizada pelo “pai dos aficionados por gatos”, Harrison Weir, muitos representantes da raça estiveram presentes, dando início a uma supremacia que continua até hoje. Os Persas existem há mais 125 anos. Gatos de pelo comprido, incluindo os antepassados das modernas raças persa e angorá, foram vistos pela primeira vez na Europa, em meados dos anos 1500, introduzidos pelas caravanas Romanas e Fenícias da Pérsia (hoje Irão) e Turquia, de acordo com documentos da época. Os pesquisadores acreditam que o géne recessivo para pelos longos, apareceu espontaneamente na população de gatos no frio das áreas montanhosas da Pérsia. Julga-se que um viajante italiano chamado Pietro della Valle foi responsável por trazer gatos persas para o mundo europeu em 1600. Ambos os gatos angorás e persas são mencionados no manuscrito Viagens de Pietro della Valle. Ele descreveu os persas como cinza com pelos muito longos, sedosos e brilhantes. Observou ainda que os gatos residiam na província de Khorazan na Pérsia, e que vieram da Índia com os portugueses. Outros viajantes trouxeram os gatos persas e angorás para a França e depois Inglaterra, o que acabou lhe dando o nome de ‘gatos franceses’ por vários anos. Esses gatos rapidamente se tornaram popular na Grã-Bretanha. Neste período e durante séculos, as variedades angorá turco e persa (entre outros) eram comummente cruzadas. Num primeiro momento, os angorás foram os preferidos pela sua pele sedosa e pelos brancos. Finalmente, porém, os criadores britânicos vieram a favor dos persas. Na exposição gatos de Weir em 1871, diferenças distintas entre o persa e o angorá podiam ser vistas, sendo o primeiro com orelhas pequenas, arredondadas e o último com orelhas magras e compridas. No início dos anos 1900, o persa se tornou muito popular. Persas azuis eram especialmente premiados, provavelmente porque a Rainha Vitória possuía dois. No início da década de 1900 o Conselho Britânico de Criadores de Gato decidiu que os persas, assim como os angorá e os russos de pelos longos, deveriam ser conhecidos simplesmente como pelos longos, uma política que continua até hoje. Cada cor é considerada uma raça separada uma raça separada pelos criadores de gatos ingleses. Na América do Norte, entretanto, o persa é considerado uma raça, independentemente da cor.
Os gatos Persas foram importados para a América no final dos anos 1800, onde foram entusiasticamente recebidos. O persa rapidamente tomou conta da competição e tomou seu lugar como o gato top. Usando padrões britânicos como um ponto de partida, os criadores norte-americanos iniciaram seus próprios programas de melhoramento para refinar a pele, cor e estrutura. Logo, o persa americano desenvolveu um estilo muito próprio e evoluiu para o tipo que vemos hoje em dia. TRAÇOS DA RAÇA Ao longo dos anos, as exposições foram na direção de um tipo facial mais achatado, mais extremo para o persa. Isso perturba alguns criadores, que sentem que isso pode ser prejudicial para a raça. Os problemas relatados incluem problemas respiratórios, olhos ‘chorosos’, comprometimento ortodôntico e dificuldades no nascimento. O persa peke de rosto vermelho, nomeado após o cão pequinês, tem um arranjo facial mais extremo. Para quem gosta de um arranjo facial menos extremo, a
Energia Gosto por brincadeiras Necessidade de atenção Afeto Necessidade de vocalizar (miar) Docilidade Inteligência Independência Saúde e resistência Treino Bom com crianças Bom com outros animais
Associação de Gato Tradicional (TCA) reconhece e promove o tradicional persa, também chamada de persa “doll face” (cara de boneca). Este tipo possui uma aparência menos extrema e enfatiza a expressão doce. Persas vêm em várias cores e padrões. As várias cores, junto com a raça propriamente dita, têm uma longa história de reprodução seletiva. Os criadores têm trabalhado arduamente para aperfeiçoar cada uma, e cada criador geralmente se especializa nalgum favorito. Dentro das divisões existe uma variedade de cores e padrões, somando mais de 80 variedades. O tipo de corpo e rosto diferem ligeiramente de uma cor para a outra e, portanto, os juízes têm dado liberdade no julgamento. O equilíbrio do conjunto é mais importante do que os traços de personalidade. TEMPERAMENTO E PERSONALIDADE Se quer que o seu gato salte pela casa como uma pipoca hiperativa, não compre um gato persa. Os Persas são companheiros perfeitos, se gosta de gatos com temperamento calmo e doce. Eles gostam de brincar entre os períodos de descanso no seu sofá favorito. Os seus defensores dizem que os persas não merecem a sua reputação de “móveis com pelo”. São inteligentes, não apenas curiosos como algumas raças e não tão ativos. O gato Persa é dedicado aos seus seres humanos, mas podem ser muito seletivos para dar essa honra. É necessário ganhar a ua confiança e amor. Eles almejam carinho e amor ao serem acariciados e alvoraçados, mas não o perseguirão por atenção como algumas raças fazem. No entanto, eles permitem que os seus sentimentos sejam conhecidos se não estão recebendo a quantidade suficiente de atenção. Ter um persa requer, acima de tudo, um período significativo de comprometimento.
CUIDADOS COM O GATO PERSA O pelo requer cuidados diários para mantê-lo em bom estado e brilhante. Muitos criadores mantêm pelo menos parte do pelo cortado, especialmente a parte traseira e ao redor do ânus para evitar o acúmulo de fezes. Isso deve ser feito apenas, porém, se o gato não se destinar a exibições. Outras áreas de cuidado são os olhos, orelhas, dentes e unhas de um gato persa. O Persa nessecita de ter uma alimentação equilabrada para assegurar a sua beleza e longevidade, que se situa em média entre os 15 e os 20 anos.
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ENTRE
TENI
mento
Palavras Cruzadas
HORIZONTAIS: 1. Antónimo de guerra. 4. Vergel. 9. Eia! (interj.). 10. Pretensa influência da Lua, segundo a crendice popular. 11. Escassa. 13. Estalido de vidro (onom.). 14. Sólido limitado por seis faces quadradas e iguais. 16. Autores (abrev.). 17. Consentir. 19. Observei. 20. Alguma coisa. 22. Discursar. 24. Diante de (prep.). 26. Não religioso. 28. Prestar para. 29. Ressoar com força. 30. Ligação (fig.).
VERTICAIS: 1. Grande ave galinácea. 2. Nome feminino. 3. Que tem os olhos azul-claros. 4. Plural (abrev.). 5. Declara em escritura pública. 6. Grande massa de água salgada. 7. Protelar. 8. Toca ao de leve. 12. Entre os Gregos e os Bizantinos, príncipe da corte, governador do palácio. 15. Apócope de belo. 17. Sacar. 18. A que lugar. 19. Forma internacional de vóltio. 21. Simples. 23. Escudeiro. 25. Um certo. 27. Sufixo (agente).
AS SOLUÇÕES PARA OS PASSATEMPOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA PRÓXIMA EDIÇÃO. DIVIRTA-SE! RESULTADOS DA EDIÇÃO ANTERIOR Palavras Cruzadas
ADVINHA P: Às avessas será nome, bem fácil de decifrar, às direitas só à noite se poderá contemplar. O que será? UMA LOIRA NO DESERTO Uma loira, uma morena e uma ruiva viajavam pelo deserto quando o carro avariou. Decidiram continuar a viagem a pé e cada uma delas levaria uma parte do carro para ajudar na viagem. A morena pega no radiador e diz:
Cartoons: Tony nas Américas
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ADIVINHAS & ANEDOTAS - Assim, se ficarmos com sede, podemos beber! A ruiva pega num banco e diz: - Assim, se ficarmos cansadas, temos onde nos sentar! A loira pega numa porta e diz: - Assim, se ficarmos com calor, podemos abrir a janela! Por: Catarina Almeida
FESTAS DE FIM DE ANO Foto: Direitos Reservados
Sugestões da Chef Nela da Churrasqueira Vila Verde
Foto: Direitos Reservados
Bacalhau
COM BROA
INGREDIENTES PARA 2 A 4 PESSOAS: • 2 lombos de bacalhau demolhado • 250g de broa de milho cortada em cubos • 4 dentes de alho • 100g de azeitonas pretas descaroçadas 1. Coloque água a ferver, tempere com sal e deite as batatas a cozer durante 15 minutos. 2. Entretanto, prepare o bacalhau. Com a ajuda de uma faca, retire a pele do bacalhau. 3. Numa picadora ou num processador, coloque a broa, as azeitonas, os dentes de alho inteiros, a salsa e 4 colheres de sopa de azeite.
• Azeite • 1 cebola cortada em rodelas meia lua • 2 dentes de alho laminados • 2 folhas de louro cortadas ao meio • 6 batatas médias com casca • 4 raminhos de salsa • Sal q.b.
Perna de borrego assada com batata PARA 6 PESSOAS: • 1 perna de borrego com cerca de 1.8 kg • 1.5 kg de batatas para assar • 2 colheres de sopa de banha • 2 colheres de sopa de massa de pimentão • 6 dentes de alho
Triture tudo até que fique uma pasta.
À volta, espalhe a cebola, o louro e o alho laminado.
1. Numa tigela, misture a massa de pimentão, a banha, metade dos alhos, alecrim, pimenta e sal (pouco).
4. Espalhe ¼ da pasta na parte de baixo de cada lombo e calque bem. Num tabuleiro (de preferência de barro) deite azeite suficiente para cobrir o fundo. Coloque os lombos de bacalhau com a parte de baixo virada para baixo. Cubra a parte de cima dos lombos com a restante pasta e calque bem.
5. Com um esmagador ou com a mão, pressione ligeiramente as batatas para que abram e coloque-as por cima da cebola. Por fim, regue tudo com azeite.
2. Coloque a perna de borrego num tabuleiro. Barre toda a perna com a mistura de massa de pimentão. Deixe a tomar gosto durante 30 minutos.
6. Leve ao forno pré-aquecido nos 200ºC e deixe assar durante 40 minutos. Acompanhe este prato com grelos ou couve cozida.
3. Numa tigela, tempere as batatas com sal, pimenta e colorau. Junte os restantes alhos, a cebola e o azeite.
Mousse de Café com Baileys
Foto: Direitos Reservados
• 2 colheres de Nescafe instantâneo sabor avela • 50 ml de whiskey • 200g de chocolate branco em tablete partido em pedaços • 20g de manteiga 1. Num tacho em banho maria, derreta a manteiga com o chocolate. Mexa com uma vara de arames até que fique um creme. 2. Bata as gemas com 1/3 do açúcar. Quando ficar uma gemada, adicione o chocolate e bata até que fique um creme. 3. Bata as natas até que fiquem
picados • 1 cebola bem picadinha • 125 ml de azeite • 2 folhas de louro • 1 ramo de alecrim picado • 500 ml de vinho branco • Sal q.b. • Pimenta q.b. • Colorau q.b. Mexa e deixe tomar gosto durante 30 minutos. 4. Coloque no tabuleiro, as folhas de louro e as batatas à volta da carne. Junte o vinho branco ao marinado das batatas, mexa e regue as batatas e a carne. 5. Leve ao forno a 160ºC (320F) durante 1h30. A meio do tempo, vire a perna de borrego e se necessário, acrescente um pouco de água para o molho não secar.
• 4 gemas de ovo • 150g de açúcar • 2 claras de ovo • 400 ml de natas para bater • 2 colheres de cacau • 6 folhas de gelatina
fofas e volumosas. Enquanto bate, aos poucos, adicione o restante açúcar. Bata até que fique um chantilly consistente. Bata as claras em castelo bem firmes. 4. Ao creme de chocolate branco adicione metade do chantilly. Reserve o restante no frigorífico. Com uma colher, envolva bem o chantilly com o creme. Junte folhas de gelatina derretidas. Por fim, envolva bem as claras batidas em castelo.
Divida a mousse em dois recipientes. A um junte as 2 colheres de cacau, a outro as 2 colheres de café instantâneo e whiskey e envolva bem. 5. Divida a mousse com o cacau por tacinhas ate meio e guarde no congelador durante 10 minutos para prender. Tire fora e acabe de encher com a mousse de cafe e whiskey. Coloque no frigorífico até que fique fresca. Na hora de servir, decore com o restante chantilly e polvilhe com cacau 57 em pó.
HORÓSCOPO AQUÁRIO
Os influxos planetários deste fim de ano provocarão inspirações muito positivas na sua vida social. Verá claramente como fazer com que a sua situação atual evolua. Tente não se isolar muito e mantenha um bom contato com a família. A sua vida social estará favorecida. As interações são mais suaves, a abertura está completamente presente e o nascimento de novos projetos é favorecido. Você aplicará suas boas resoluções sem demora, mas com destreza.
CAPRICÓRNIO
Em dezembro a sua vida afetiva será impulsionada em direção a correntes benéficas. Seja qual for a sua situação atual, você verá as coisas melhorarem e terá facilidade para viver seus amores mais intensamente e aprofundá-los na direção de uma construção em longo termo. Sua vida social encontrará mudanças que serão orientadas pelos relacionamentos que normalmente mantém com seus superiores. Vai viver situações que não favorecem os sentimentos de estabilidade da sua vida social. Aqueles ao seu redor sofrerão mais mudanças do que o de costume e será solicitado para conselhos e apoio.
SAGITÁRIO
Até o dia 10 de dezembro será permitido que coloque ordem na sua vida e à sua maneira. Ligar-se-á mais facilmente com os seus ideais nesse período, e os seus valores guiarão os atos e as suas decisões! É o momento perfeito para tomar consciência das pessoas que se aproveitam de si. Sua vida social estará favorecida todo o mês. Ideias aparentemente menores ou triviais podem levar a projetos sólidos no plano comercial. Não despreze a sua criatividade, pois estará em sintonia com as necessidades reais da sociedade. A sua energia estará no máximo e isso o incitará ainda mais a uma abertura relacional. Isto terá impacto positivo na sua sua vida sentimental.
ESCORPIÃO
Neste mês de dezembro vai desenvolver a sua ambição material em direção a novos meios, novas culturas, terrenos virgens. A sua vida profissional também poderá tirar beneficio disso. Este fim de ano é ideal para mudar de trabalho, para recomeçar a expansão de sua carreira. Os influxos planetários permitirão que você demonstre ousadia e razão. Saberá limitar os riscos financeiros ao máximo com esse aspecto. Na esfera íntima, terá muita tendência a mostrar os seus desejos de forma abrupta, muito direta, o que pode criar barreiras, mas a partir de 6 de dezembro, terá acesso a um novo ciclo na sua vida sentimental. É o melhor período do ano para pensar em uma mudança importante ou para solidificar os laços já existentes.
BALANÇA
Você será tentado a mudar de opinião sobre alianças e parcerias profissionais ou que tocam aos seus projetos. Será necessário se posicionar e refletir profundamente sobre essas possibilidades. Mostre-se consciente de todas as consequências possíveis. Vai desejar libertar-se de algumas amarras, mas apressar as coisas pode criar problemas ainda maiores. A sua confiança pessoal está reforçada, e terá facilidade em desenvolver estratégias certeiras. A sua vida sentimental estará favorecida nos primeiros 5 dias do mês. Na verdade, o caminho está aberto para todas as mudanças que deseja, até mesmo as mais radicais. Mas, optará pelas passagens suaves, pois a sua diplomacia estará completamente presente.
VIRGEM
Neste mês de dezembro tem a expansão da vida social favorecida. Terá acesso a novos círculos de pessoas, que favorecerão o seu desenvolvimento, permitindo que brilhe, o que não é o seu forte, mas que é necessário para alcançar certas ambições e para ganhar segurança material. Precisará, contudo, de se esforçar para administrar as suas responsabilidades familiares. A partir do dia 6 de dezembro, terá facilidade para obter licenças, autorizações administrativas no plano financeiro, e até mesmo facilidades no plano jurídico que terão impacto na sua estabilidade financeira. PUBLICIDADE
LEÃO
Estará inspirado com uma criatividade que será benéfica para sua vida sócioprofissional. Saberá apresentar os seus projetos com fervor, fé e vontade de vencer e convencer futuros sócios, clientes, etc... A sua cara metade vai auxiliá-lo no que for preciso. Deve comprometer-se a longo prazo para reforçar sua situação. Nos primeiros seis dias de dezembro tem a sua vida sentimental favorecida, mas tome cuidado para não se tornar possessivo.
CARANGUEJO
Os influxos planetários deste mês farão com que enfrente situações nas quais terá tendência a recuar. Ao observar, terá toda a liberdade para compreender melhor seu parceiro e as suas motivações, principalmente a sua necessidade de reconhecimento. As pessoas extrovertidas lhe parecerão mais competentes do que você... Não julgue pelas aparências! No final de dezembro haverá uma harmonia familiar mais forte e mais serena. A partir do dia 6 de dezembro e permitirá que você intensifique sua vida amorosa.
GÉMEOS
Neste mês de dezembro terá muita objetividade mental, em todos os domínios. Menos emotivo e mais racional, você conseguirá desenvolver facilmente estratégias vencedoras. A família e os amigos trarão animação à sua vida. As coisas mudam e você saberá administrá-las com calma, ao contrário deles. Você será levado a prestar mais serviços do que o comum neste domínio, especialmente para com os mais velhos. Terá reconhecimento a nível profissional. Sua lucidez é seu maior trunfo. A vida em família pode, em compensação, ficar um pouco negligenciada nos dez primeiros dias do mês.
TOURO
Neste mês, a sua vida material e afetiva irão progredir. Estará criado o clima ideal para intensificar os laços do casal, recomeçar o relacionamento sobre bases sólidas e cheias de paixão, libertá-lo e abri-lo completamente sem temores. A partir de 23 de dezembroterá um equilíbrio certeiro em matéria de negociações e desenrolar de projetos. As comprar importantes e as mudanças jurídicas serão positivamente favorecidas. Nos primeiros 10 dias de dezembro fará escolhas com objetividade, que tocarão, em especial, o domínio familiar. O seu parceiro não se decepcionará com as suas ações e será particularmente tocado pelas suas intenções.
CARNEIRO
Em dezembro será permitido que recupere o tempo perdido. Avance mais rapidamente em direção aos seus objetivos, aqueles que são mais importantes. Achará mais natural e confortável ganhar independência, principalmente no quadro profissional. Terá iniciativas que lhe darão autonomia, mas também reconhecimento. Até ao dia 6 de dezembro poderá discutir com seu parceiro tudo aquilo que você acha que deve ser discutido.
PEIXES
Neste mês precisará de filtrar seus ideais e concretizar alguns dos seus sonhos de maneira direta. Entre certas renúncias e algumas realizações, poderá sentir tonturas! A partir de 6 de dezembro haverá condiçoes para uma profunda corrente de sorte na sua vida afetiva. Exteriorizará mais clara e mais habilmente os seus sentimentos e desejos, e estará mais inclinado sobre a ação do que sobre as grandes ideias. A criatividade amorosa será um trunfo considerável para reforçar sua autoconfiança! Haverá o ressurgimento de dinamismo positivo, que saberá canalizar na direção do seu desenvolvimento e isso também terá um impacto sobre a sua vida financeira.
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A todos os nossos caríssimos clientes, queridos amigos e respeitável comunidade, deixamos os nossos votos de um Feliz Natal & um Próspero Ano de 2016.
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Concurso Fernando Rocha
A
Revista Amar tem o prazer de anunciar o vencedor do passatempo Fernando Rocha, em que pediamos que nos fossem enviadas fotografias do Halloween. O vencedor recebeu 2 entradas para assistir ao espétaculo do Fernando Rocha, no dia 28 de novembro.
CON
cur sos
VENCEDOR Susana Peixoto Toronto Obrigado pela participação. Parabéns ao vencedor, Susana Peixoto e aos organizadores deste evento, Ricardo M. Ferreira e Nélson Martins.
CONCURSO PRESTIGE SALON AND SPA
Fotos: Direitos Reservados
T
Foto: Direitos Reservados
emos 2 gift certificates do Prestige salon and Spa, no valor de $50 dólares cada, para sortear nesta edição de dezembro. Para se habilitar a ganhar apenas terá de nos enviar as suas fotos de decorativas de natal (exterior ou interior) por email ou correio para os seguintes endereços: Email: info@revistamar.com Correio: Revista Amar 620 Keele Street PO Box 818 Toronto, ON M6N 3E0
Para efeito deve indicar que se destina ao concurso da edição de dezembro, o seu nome, morada e número de telefone para ser contactado em caso de ser selecionado. Pode participar até ao dia 28 de dezembro. As fotografias vencedoras serão publicadas no nosso portal interativo localizado no endereço www.revistamar.com e publicadas na edição de dezembro. Boa sorte e boas festas!
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Feliz Natal & um Próspero Ano Novo!
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416.891.5781
416.936.3961
Escritório: (416) 537-7431 • Fax: (416) 537-0057 E-mail: afjfforming53@gmail.com 60