EDIÇÃO 6 • ANO I • $3.00 • MENSAL • ABRIL • WWW.REVISTAMAR.COM
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Mickael Carreira
em Toronto
O afeto de cada dia
34 Carro elétrico a
6 óbidos -
burgo medieval
ÍNDICE
30 Patrícia Salin preços acessíveis
16 CN TOWER
42 baby shower - dicas
22 Tânia Barbosa -
beleza colorida
“O Meu Sonho”
46 MODA -
49 paladar vegetariano
SARA CARBONERO troca Porto por Nova Iorque. Casillas a caminho?
Foto: Direitos Reservados
‘EXTERMINADOR IMPLACÁVEL 6’ está a caminho
ATÉ SEMPRE NICOLAU
Foto: Direitos Reservados
TERROR na Bélgica
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados
MICKAEL CARREIRA celebra 30 anos e vem a TORONTO
Foto: Direitos Reservados
Foto: Direitos Reservados Foto: Direitos Reservados
15 MINUTOS DE FAMA
WHOOPI GOLDBERG lança linha de produtos à base de marijuana
DIREÇÃO: Carmo Monteiro EDIÇÃO: Carlos Monteiro
ROLLING STONES vistos por mais de 1.2 milhões de Cubanos.
FICHA TÉCNICA
FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro l CAPA: Paulo Prodigital I MODA: Sandra Pereira EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Suzi Silva, Raquel Couto, Dr. José Carreira, Catarina Almeida, Venessa Barros, Maria João Rafael, Teresa Machado, Cristina Fragata, Paulo Mendes, Alexis Daniels Faini, Cristina de Jesus PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Tânia Barbosa, Maria Gil OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE E COM AUTORIZAÇÃO/APROVAÇÃO PRÉVIA DOS SEUS AUTORES.
2 l Revista Amar
VOX
pop
A REVISTA AMAR FOI CONVIDA PELA CHIN RADIO PARA ANUNCIAR UM NOVO CICLO DE EVENTOS PARA A NOSSA COMUNIDADE NO DIA 08 DE ABRIL, ATRAVÉS DA WOW MEDIA & ENTERTAINMENT. Ouviu a emissão e o que achou?
Fotos: Carmo Monteiro
CARLOS MACEDO, CARPINTEIRO
Ouvi sim. Não estava a contar e fiquei impressionado. A comunidade não tem tido nada de novo nos últimos anos, estava a ficar repetitivo. A presença do Mickael Carreira vai realmente fazer a diferença. Vai ser 1 sucesso, não tenho dúvidas. Já estava na hora de aparecer 1 promotor com novas ideias e que traga de Portugal novos e jovens artista.
CRISTINA PINHEIRO, FLORISTA
Ouvi e fiquei muito supreendida pela positiva, porque já estavamos há muito tempo à espera de novos eventos, em especial do Mickael Carreira. Acho que é uma excelente ideia para fugir um pouco ao que vinhamos a ter na comunidade nos últimos anos e assim temos mais opções de escolha.
ANGEL LEANDRO, ASSISTENTE DE APOIO AO CLIENTE Sim, ouvi. E oouvi que o concerto do Mickael Carreira será o 1º de muitos e acho que é bom para a comunidade. Como ele já não vinha cá há muitos anos e/ou para quem não o conhece, tem assim a oportunidade de ouvir a cantar e ficar a conhecer. Em geral, acho ótimo haver mais iniciativas deste ou outro género para haver mais diversidade.
VANESSA LUIS, ESTUDANTE E EMPREGADA DE BALCÃO Não, por a caso hoje não tive oportunidade de ouvir. Porquê? RA - O Mickael Carreira vais estar em Toronto este ano. Oh! Bem, sendo assim, isso é uma boa notícia. Eu já tinho assistido a 1 concerto do Mickael Carreira e adorei. Vai ser bom poder ir vê-lo e ficar a conhecer o seu último albúm... para além de ser 1 bom artista, é muito lindo!
COLABORE CONNOSCO! Faça parte deste projeto e envie-nos textos, fotografias, eventos e sugestões. Juntos vamos crescer! Somos também um espaço de excelência para promoção e divulgação do seu projeto, negócio ou evento! Tel.: 416.806.7616 E-mail: info@revistamar.com Website: www.revistamar.com www.facebook.com/revistamar Para subscrever a Revista Amar, por favor contacte-nos através do email info@revistamar.com
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Fonte: Adaptado do artigo de Archimedes A. R. Junior e Wikipedia / Fotos: Alves Gaspar e Archimedes A. R. Junior
vila de óbidos
Por: David Gonçalves
Óbidos é um município português, no distrito de Leiria, com uma área de cerca de 141,6 km2. Ao longo dos últimos séculos a população do município de Óbidos manteve-se praticamente inalterada: eram cerca de 12,4 mil moradores em 1800 e 11,7 mil em 2011. Fica a 75 km a norte de Lisboa e a 250 km a sul da cidade do Porto. Neste cenário está contida a Vila de Óbidos, com apenas 3,1 mil habitantes, e que tem um papel proeminente neste município. Em 1527, viviam 161 habitantes na Vila, o que corresponderia a cerca de um décimo da população do município. A área da Vila é toda amuralhada e era, já nessa época, idêntica à atual, com 14,5 hectares. O propósito original da construção das muralhas (1,5 km de extensão), além da proteção do lugar, era permitir o rápido deslocamento dos soldados, responsáveis pela fortificação.
Ao contrário do que se possa pensar, o nome Óbidos não é derivado da sua parônima óbitos, mas sim do termo latino oppidum, que tem o significando de “cidadela” ou “cidade fortificada”. Na suas proximidades da Vila de Óbidos foram encontrados vestígios arqueológicos da povoação romana de Eburobrittium. Segundo Caio Plínio Segundo, conhecido também como Plínio, o Velho, escritor naturalista romano, do século I, Eburobrittium era uma cidade romana que existia entre Leiria (Collipo) e Lisboa (Olisipo). A história desta pequena cidadela é tão bonita quanto o lugar. Pode-se considerar que Óbidos é uma das vilas mais lindas e preservadas de Portugal. Em parte porque a trajetória desta cidadela, protegida por uma
6 l Revista Amar
...o burgo medieval português
alta murada de pedra, é fortemente ligada à nobreza, desde o século XIII, quando o rei Dinis se casou com Isabel de Aragão. Dentre os diversos presentes que o monarca deu à esposa estava a Vila de Óbidos. A Vila de Óbidos teria sido tomada dos Mouros, em 1148, e recebido a primeira carta de foral, em 1195, sob o reinado de D. Sancho I. A carta de foral corresponde à carta de lei que os monarcas concediam às terras que conquistavam, fundavam ou se desenvolviam e que regulava o modo de se administrar, de lançar tributos e estabelecer outros privilégios.
A Vila de Óbidos fez parte do dote de outras tantas rainhas de Portugal, designadamente Urraca de Castela (esposa de D. Afonso II), Filipa de Lencastre (esposa de D. João I), Leonor de Aragão (esposa de D. Duarte), Leonor de Portugal (esposa de D. João II), dentre outras. Com um extenso patrimônio de arquitetura religiosa, cultural e vestígios histórico-monumentais, a vila de reis e rainhas foi, em outros tempos, local de preferência para descanso ou refúgio das desavenças da Corte Portuguesa. D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro II e D. Maria I, D. Leonor, D. Catarina de Áustria e D. Carlos, foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando, de uma forma ou de outra, marcas que a Vila ainda hoje mantém. A tradição de Óbidos ser dote real durou até o século XIX. O fato de estar associada aos poderosos portugueses da época ajudou a conservar intacto o casario gracioso, com paredes caiadas e detalhes em azul ou amarelo, cenário típico lusitano. Para tudo ficar ainda mais belo, todas as fachadas são enfeitadas com flores, principalmente gerânios vermelhos e buganvílias roxas, além de outras belas vegetações.
Do ponto de acesso principal da região amuralhada, basta uma pequena caminhada até a imponente Porta da Vila, a entrada principal da Vila de Óbidos. Ao atravessar o arco de pedra que corresponde ao portão principal, tem-se a impressão de viajar no tempo. A Porta da Vila é datada do século XVII, e possui como elementos distintivos azulejos do século XVIII e capela-oratório com varanda do século XVII. “A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original” é a inscrição que se encontra sobre a porta principal da Vila de Óbidos. Foi colocada pelo Rei D. João IV, em sinal de agradecimento pela proteção dada pela Padroeira, quando da restauração, em 1640. São muitas as atrações da Vila de Óbidos. Logo depois de entrar pela Porta da Vila, portão sul, basta subir a escada de pedras, para atingir o topo da muralha. Deste ponto, circulando pela muralha, é possível avistar toda a Vila, inclusive a Rua Direita, o principal corredor comercial, além de diversas torres, quer sejam as do castelo, ao fundo, quer sejam das 14 igrejas e capelas existentes. Muito pouco mudou nas ruas intramuros desde o século XIV, período em que a fortificação foi concluída, anterior ao século XII, quando os árabes foram dali expulsos. No interior das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, vivencia-se um típico ambiente medieval, composto por ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco, com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, de muitas flores e plantas coloridas. É possível encontrar no interior do Castelo de Óbidos uma das pousadas mais belas de Portugal. Este castelo foi transformado em pousada e, em 2007, recebeu diploma de candidata como uma das sete maravilhas de Portugal. As construções antigas contém tudo o que qualquer visitante espera para uma viagem prazerosa: há bons restaurantes, uma coleção de cafés, lojinhas de artesanato e galerias de arte cheias de charme, além de muitas garrafeiras, como os portugueses chamam os lugares que vendem bebidas alcoólicas; dentre as especialidades etílicas locais estão os vinhos e a ginjinha. Ao se referir a Óbidos, não se pode deixar de falar da famosa ginjinha, que é uma espécie de licor feito a partir da ginja, um tipo de cereja selvagem, pequenina e muito saborosa, abundante
na região. A confecção da ginja para uso doméstico é uma tradição muito antiga na região. A sua venda em copos nas tabernas é um hábito profundamente português, que se sofisticou e ficou eternizado para a história de Óbidos pelas mãos de José Ferreira Duarte Montez (19051979).
Há também lojas de artesanato, espalhadas pelas lindas ruelas típicas, onde se pode encontrar desde cerâmicas típicas da região, como azulejos pintados a mão, e portais feitos em gesso, lindamente decorados por artesãs locais. A cidadela apresenta movimento de visitantes durante todo o ano, de maneira um pouco mais concentrada no verão. Um dos períodos de maior movimento é a Semana Santa, quando Óbidos é palco de algumas das mais bonitas procissões em Portugal, com a cidade iluminada por tochas. São destaques arquitetônicos e artísticos da cidadela, a Igreja de Santa Maria, próxima à Rua Direita, que se tornou muito conhecida por ter sido palco do casamento de Afonso V com a sua prima Isabel, na primeira metade do século XV. Ela foi, provavelmente, fundada no período visigótico e foi transformada em mesquita, durante a ocupação árabe. No interior do templo chamam a atenção os azulejos do século XVII e o teto de madeira. À direita do altar podem ser apreciadas algumas pinturas de Josefa de Óbidos, uma das personagens mais famosas da cidade. Outras obras da pintora podem ser apreciadas no Museu Municipal, na mesma Praça de Santa Maria onde está a igreja. Há também um belo pelourinho manuelino do século XV, feito em pedra e enfeitado com redes de pesca desenhadas em relevo. Josefa d’Ayala Figueira (Josefa de Óbidos), nasceu em 1630 (Sevilha, Espanha) e faleceu em
1684 (Óbidos). Era pintora barroca, filha de pai português, e cedo foi para Óbidos, onde desenvolveu a sua carreira, com uma passagem por Coimbra, no Convento dos Eremitas Agostinhos de Santa Ana, em 1644. Na sua pintura pode-se distinguir duas categorias: painéis religiosos e naturezas mortas. Outro destaque arquitetônico é a Igreja de São Tiago, construída por D. Sancho I, em 1186. Tinha, originalmente, três naves com a entrada principal virada a poente, comunicando assim diretamente com o interior do Castelo. Era a Igreja de uso da Família Real, quando de suas estadas em Óbidos; foi enriquecida ao longo dos séculos com numerosas obras de arte, das quais se destacava a Galeria da Rainha, obra de talha gótica. A cultura e patrimônio arquitetônico e cultural da Vila reservam outras surpresas agradáveis. O Museu Municipal apresenta exposição permanente com cerca de cem obras de arte datadas do período entre os séculos XIV e XVIII. Situado ao sul da Vila, encontra-se o Aqueduto da Usseira, também conhecido como Aqueduto de Óbidos. Foi mandado construir por Catarina de Áustria, esposa de Dom João III, por volta de 1570. É classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1962. Sua construção é em alvenaria de pedra, e ligava Usseira, onde se situa o manancial de água, a Óbidos, a uma distância de três quilômetros. Enfim, a Vila de Óbidos é um local surpreendente, com uma trajetória marcante e possuidora de um patrimônio histórico, arquitetônico e cultural extraordinário. Não é por acaso que esta localidade é palco de uma das mais belas feiras medievais por altura do verão.
Muitas razões portanto para visitar Óbidos e já sabe... vá para fora cá dentro.
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42 º Por: Artur F. Guedes
legado para o mundo e gerações vindoras Fontes: Adaptado dos artigos de Ana Margarida Palmeira, António Reis, Vítor M. , Pedro Ribeiro, Ricardo Vergueira e Marisa Pinto
A Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974 25 de Abril de 1974... data marcante para o povo Português, que assistiu a uma mudança de regime. Através do MFA (Movimento das Forças Armadas) a Ditadura (O Estado Novo) que durava já há 40 anos, CAIU! Esta data, ficou também conhecida como “Revolução dos Cravos”. Este ano Portugal comemora mais um aniversário, o 42º, de seu último e mais conhecido golpe de Estado, rapidamente transformado em uma revolução. No dia 25 de abril de 1974, a sociedade portuguesa dava adeus a uma ditadura de 48 anos, sob o comando de António de Oliveira Salazar. Na altura do golpe, desencadeado por militares, o apoio popular foi tamanho que os comandantes da operação não puderam conter a euforia que invadiu as ruas de Lisboa. As pessoas tomavam as praças, vaiavam as reduzidas forças militares governistas, ofereciam apoio e alimentos aos revoltosos, e festejavam a perspectiva de liberdade, empunhando cravos ao invés de armas. A manifestação ficou assim conhecida como a “Revolução dos Cravos”. Sua mais célebre imagem retrata uma criança colocando uma dessas flores, muito comuns na primavera portuguesa, no cano de um fuzil. Passados esses anos todos, a despeito de seus sucessíveis aniversários, a questão colocada às novas gerações (portuguesas ou não) está mais ligada a compreensão dos acontecimentos da época e o que os teria justificado. Também diz respeito à importância histórica da data e suas conseqüências para o país, a Europa e todo o restante do mundo, atual e globalizado. O historiador e professor da Universidade de Lisboa, Borges Coelho, aponta como a principal conseqüência imediata do 25 de abril uma “explosão popular que reivindica transformações sociais tais como a reforma agrária, que começava enfim a avançar no país”. “É claro que, ao longo desses vinte e nove anos, as contradições sociais e políticas foram muito intensas, o que nos leva a assistir a uma espécie de ‘recuo do processo revolucionário’. Como exemplo disso, podemos perceber aqui em Portugal, que a reforma agrária foi contido e praticamente aniquilada”. Coelho afirma também que, muito além do fato de derrubar uma ditadura de inspiração fascista e instaurar um regime democrático no país, a “Revolução dos Cravos” tem como importância histórica o mérito de encerrar um período de cinco séculos em Portugal, com o fim da política colonial. “O ciclo que se inicia em 1415, com a conquista de Ceuta pelo Infante Dom Henriques, termina com a independências das colônias africanas e asiáticas portuguesas, o que se dá somente após o 25 de abril”. A conquista da liberdade política, de imprensa e a liberdade de expressão, segundo ele, foram outras conseqüências da Revolução. “Até o 25 de abril, as eleições em Portugal eram uma grande fraude”, lembra Coelho, agora mais como cidadão do que historiador. “O 25 de abril não é um acontecimento exclusivamente nacional, pois há um eco dele em todo o mundo, desde a Espanha, que um pouco depois vê a queda do regime de Francisco Franco, até o Brasil, que vê na “Revolução dos Cravos” um incentivo para a continuidade de sua oposição à ditadura militar”, contemporiza o também historiador Sérgio Campos Matos. Para ele, que na altura dos acontecimentos tinha apenas 17 anos e fazia parte do movimento estudantil contra a ditadura, a razão imediata para a queda do regime é a junção de fatores que vão desde as críticas das Nações Unidas (a ONU pressionava Portugal para que se descolonizasse, a exemplo da França, Inglaterra e Holanda) até os protestos internos da sociedade portuguesa. Mais uma vez, a guerra colonial é apontada como sendo a responsável direta. “Quase quarenta porcento do orçamento do Estado Português era gasto na guerra e mais de oito mil portugueses já haviam morrido nela”, diz o jovem historiador. Na história das revoluções, as questões financeiras e sociais sempre figuraram entre seus pontos mais determinantes. A maneira como os golpes de Estado exploram o descontentamento nacional frente à esses aspectos, pode representar a diferença entre um maior ou menor grau de apoio popular às suas ambições. Do ano de 1910, quando é proclamada a república em Portugal, até 1926, o país sofreu dezasseis golpes. Durante esse período a situação financeira por-
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25 de abril de 1974
tuguesa se agravou: a dívida externa atingiu 53, 5% do orçamento estatal em 1920, houve fuga de capitais e a inflação aumentou em onze vezes de 1916 à 1924. Segundo Matos, o que diferencia a “Revolução dos Cravos” dos golpes anteriores, além do fato de aquela ter sido comandada essencialmente por capitães, é a “atmosfera de isolamento que se respirava em Portugal”. “Um pouco antes do 25 de abril viajei para Londres e pude constatar o quanto nosso conhecimento de mundo era pequeno. Para se ter uma idéia, enquanto que o mundo vivia o auge dos movimentos feministas, em Portugal, sob os regimes salazarista e marcelista, as enfermeiras ainda eram proibidas de se casar”. Para alguns, que nasceram depois do 25 de abril de 1974, esta data é apenas um feriado. Pois sempre conheceram Portugal num regime democrático. Mas nem sempre foi assim. O salazarismo Em fevereiro de 1926, os autores de um golpe de Estado chefiado pelo general Gomes da Costa (1863-1929) reafirmam a necessidade de estabelecer um regime forte, transformado em uma ditadura a partir de 1933. Nesse ano, Antônio de Oliveira Salazar, já então presidente do Conselho de Ministros, aprova uma nova constituição, suprimindo as liberdades individuais e eliminando toda a oposição. Nascia assim o “Estado Novo Corporativo”. Desde então, apoiando-se nas forças militares e policiais, o governo passou a adotar uma postura de isolamento quanto ao restante do mundo (essa posição recrudesce a partir da década de 1960, quando o mundo vive uma verdadeira ebulição cultural). Incapaz de se renovar, o regime iniciado por Salazar não alterou, durante os 48 anos em que vigorou, seu modelo antidemocrático e colonialista. Em 1970 o ditador morre, mas a ditadura permanece e perdura por mais quatro anos, sob o comando do também professor Marcelo Caetano. Já “orgulhosamente só”, e apesar da condenação generalizada da comunidade internacional, o regime mantém nos últimos treze anos de sua existência (de 1961 à 1974) um combate direto nas colônias africanas que lutavam pela independência. Para resolver tal problema, diziam os “marcelistas”, era necessário reforçar constantemente os esforços de guerra (uma solução política, segundo eles, era impossível ou inviável). Essa política determinaria o fim do governo que a criara.
Portugal antes do 25 de abril de 1974 Dá para imaginar um país, em que as pessoas que lá vivem não podem tornar publico aquilo que pensam, um pais em que a impressa, o cinema, o teatro e a literatura estão sujeitos à censura? Dá para imaginar a criação de uma policia (PIDE – Policia Internacional e de Defesa do Estado) que persegue e pune violentamente aqueles que se opõem ao Regime? Dá para imaginar um país envolvido numa longa guerra com as suas colonias (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau), mas que em seu território, os cidadãos não tem garantia dos seus direitos á Saúde, Educação, Trabalho e Habitação? Pois, mas assim era o país em que nós vivemos, Assim era Portugal antes da Revolução dos Cravos em 25 de abril de 1974. O que aconteceu no dia 25 de abril de 1974? Nesse dia, militares do MFA, cansados da guerra, e descontentes com o regime ditatorial, revoltaram-se contra o estado, e promoveram uma enorme viragem na história e na vida de todos os Portugueses. Assim, deu-se a “Revolução dos Cravos”, e Portugal passou a viver numa democracia, onde a palavra liberdade passou a ter verdadeiro sentido. Mas o cravo, não é o único símbolo desta revolução, A transmissão da canção “Grândola Vila Morena”, de José Afonso, pelas 00:20, na Rádio Renascença, serviu de sinal a todos os soldados: as operações militares estavam em marcha. E a população estava com o MFA, o que foi decisivo para esta grande Vitória!
Após a ocupação de locais estratégicos (instalações da Rádio Televisão Portuguesa, da Rádio Clube Portuguesa, do Aeroporto de Lisboa, do Banco de Portugal e da Marconi), os militares cercaram o Quartel do Carmo onde se encontravam o Presidente do Conselho Marcelo Caetano e dois ministros que acabaram por se render algumas horas após o início do cerco. As forças policiais do regime também se renderam, sendo então possível libertar os presos políticos. Com a revolução nascia uma nova era para Portugal! O que mudou após a Revolução dos Cravos? A Revolução do 25 de abril trouxe de volta a liberdade de opinião e de expressão. Finalmente, era possível dizer aquilo que se pensava sem ter medo de ser punido. Tornou-se possível constituir partidos e associações e realizar eleições livres. Com a “Revolução dos Cravos”, terminou a guerra colonial e os cidadãos passaram a ver garantidos os seus direitos económicos, jurídicos e sociais. Hoje, as conquistas do 25 de abril fazem totalmente parte do nosso quotidiano. Talvez por isso nos esqueçamos de valorizar o bem precioso que foi devolvido ao país nessa data: a liberdade! Viva Portugal... Viva a Liberdade! A descolonização “O 25 de abril não pode ser reduzido à ‘festa da liberdade democrática de Portugal’. Isso porque, além deste fato, ele é também o detonador do aparecimento de cinco países no continente africano. A partir do momento em que as colônias conquistam a independência, são alteradas as zonas de influência geopolítica de países como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra e a África do Sul”. Está é a opinião de João Manoel da Costa Feijão, militante e responsável pelo arquivo histórico do Partido Comunista Português (PCP). “Para destacar a importância da correlação de forças no quadro geopolítico global”, continua, “basta lembrar que na época o mundo vivia a Guerra Fria e estava dividido entre duas potências (EUA e URSS)”. Costa Feijão, autor de diversos trabalhos sobre o colonialismo em Angola, também é defensor de uma visão mais ampla sobre os efeitos do 25 de abril no mundo. “Limitar o 25 de abril às fronteiras de Portugal é reduzi-lo a mais um golpe de Estado, entre tantos outros que ocorreram no século XX”, garante. Depois de uma breve reflexão, o arquivista conclui com o que, na sua opinião, seria a única conquista realmente efetiva da Revolução: “Eram três as palavras de ordem dos ‘capitães de abril’: descolonizar, democratizar e desenvolver. Dessas três palavras de ordem, só uma seria irreversível: descolonizar. Pois a democracia podia acabar, o desenvolvimento podia parar, mas não há como se ‘recolonizar’ um território. Portanto, se houve uma mudança irreversível no projeto político da sociedade portuguesa, essa mudança foi a descolonização”. Cronologia 22 de fevereiro Publicação do livro Portugal e o Futuro do General António de Spínola, em que este defende que a solução para a guerra colonial deverá ser política e não militar. 5 de março Nova reunião da Comissão Coordenadora do MFA. É lido e decidido pôr a circular no seio do Movimento dos Capitães o primeiro documento do Movimento contra o regime e a Guerra Colonial: intitulava-se “Os Militares, as Forças Armadas e a Nação” e foi elaborado por Melo Antunes. 14 de março O Governo demite os Generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, alegando falta de comparência na cerimónia de solidariedade com o regime, levada a cabo pelos três ramos das Forças Armadas. Essa cerimónia de solidariedade será ironicamente baptizada nos meios ligados à oposição ao regime como “Brigada do Reumático” nome pelo qual ainda hoje é muitas vezes referenciada. A demissão dos dois generais virá a ser determinante na aceleração das operações militares contra o regime. 16 de março Tentativa de golpe militar contra o regime. Só o Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha marcha sobre Lisboa. O golpe falhou. São presos cerca de 200 militares. 24 de março Última reunião clandestina da Comissão Coordenadora do MFA, na qual foi decidido o derrube do regime e o golpe militar.
23 de abril Otelo Saraiva de Carvalho entrega, a capitães mensageiros, sobrescritos fechados contendo as instruções para as acções a desencadear na noite de 24 para 25 e um exemplar do jornal a Época, como identificação, destinada às unidades participantes. 24 de abril O jornal República, em breve notícia, chama a atenção dos seus leitores para a emissão do programa Limite dessa noite, na Rádio Renascença. 24 de abril – 22:00 horas Otelo Saraiva de Carvalho e outros cinco oficiais ligados ao MFA já estão no Regimento de Engenharia 1 na Pontinha onde, desde a véspera, fora clandestinamente preparado o Posto de Comando do Movimento. Será ele a comandar as operações militares contra o regime. 24 de abril – 22:55 horas A transmissão da canção ” E depois do Adeus “, interpretada por Paulo de Carvalho, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, marca o início das operações militares contra o regime. 25 de abril – 00:20 horas A transmissão da canção ” Grândola Vila Morena ” de José Afonso, no programa Limite da Rádio Renascença, é a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis. 25 de abril – DAS 00:30 ÀS 16:00 horas Ocupação de pontos estratégicos considerados fundamentais (RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Aeroporto de Lisboa, Quartel General, Estado Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi). Primeiro Comunicado do MFA difundido pelo Rádio Clube Português Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém estacionam no Terreiro do Paço. As forças paramilitares leais ao regime começam a render-se: a Legião Portuguesa é a primeira. Desde a primeira hora o povo vem para a rua para expressar a sua alegria. Início do cerco ao Quartel do Carmo, chefiado por Salgueiro Maia, entre milhares de pessoas que apoiavam os militares revoltosos. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano e mais dois ministros do seu Gabinete. 25 de abril – 16:30 horas Expirado o prazo inicial para a rendição anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede a comparência no Quartel do Carmo de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel. 25 de abril – 17:45 horas Spínola, mandatado pelo MFA entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo. O Quartel do Carmo hasteia a bandeira branca. 25 de abril – 19:30 horasS Rendição de Marcelo Caetano. A chaimite BULA entra no Quartel para retirar o ex-presidente do Conselho e os ministros que o acompanhavam, levando-os, à guarda do MFA para o Posto de Comando do Movimento no Quartel da Pontinha. 25 de abril – 20:00 horas Disparos de elementos da PIDE/DGS sobre manifestantes que começavam a afluir à sede daquela polícia na Rua António Maria Cardoso, fazem quatro mortos e 45 feridos. 26 de abril A PIDE/DGS rende-se após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais director daquela corporação. Apresentação da Junta de Salvação Nacional ao país, perante as câmaras da RTP. Por ordem do MFA, Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afectos ao antigo regime, são enviados para a Madeira. O General Spínola é designado Presidente da República. Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.
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Autor Português
ratura
Herberto Helder
Nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em Luanda, Angola, em 1971, onde sofreu um acidente grave. Também foi um dos colaboradores da efémera revista Pirâmide (1959-1960). É considerado um dos mais originais poetas de língua portuguesa. Era uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa homenagens, prémios ou condecorações e se nega a dar entrevistas ou a ser fotografado. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa, que recusou. A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Em 1964 organizou com António Aragão o “1.º caderno antológico de Poesia Experimental” (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (Ver: Poesia Experimental Portuguesa). Escreveu entretanto “Os Passos em Volta”, um livro que
através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); “Photomaton e Vox”, é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. “Poesia Toda” é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra. A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da imagem da Mãe. Faleceu no dia 23 de março de 2015, de causas ainda não divulgadas[4] , e menos de dois meses após a sua morte é publicado o último livro de originais do poeta,”Poemas canhotos”, que o tinha terminado pouco antes da sua morte.
Obra Literária Poesia Poesia – O Amor em Visita (1958) A Colher na Boca (1961) Poemacto (1961) Lugar (1962) Electrònicolírica (1964) Húmus: poema-montagem (1967) Retrato em Movimento (1967) Ofício Cantante: 1953-1963 (1967) O Bebedor Nocturno (1968) Vocação Animal (1971) Poesia Toda (1.º vol. de 1953 a 1966; 2.º vol. de 1963 a 1971) (1973) Cobra (1977) O Corpo o Luxo a Obra (1978) Photomaton & Vox (1979) Flash (1980) A Plenos Pulmões (1981) Poesia Toda 1953-1980 (1981) A Cabeça entre as Mãos (1982) As Magias (1987) Última Ciência (1988)
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Fotos: Direitos Reservados
LITE
Fonte: Porto Editora
Poesia Toda (1990) (ISBN 972-37-0252-5) Do Mundo (1994) Poesia Toda (1996) (ISBN 972-37-0184-7) Ouolof: poemas mudados para português (1997) Poemas Ameríndios: poemas mudados para português (1997) Doze Nós Numa Corda: poemas mudados para português (1997) Fonte (1998) Ou o poema contínuo: súmula (2001) (ISBN 972-37-0627-X) Ou o poema contínuo (2004) (ISBN 972-37-0954-6) A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita (2008) Ofício Cantante - Poesia Completa (2009) Servidões (2013) A Morte Sem Mestre (2014) Poemas Completos (2014) Poemas Canhotos (2015) Ficção Os Passos em Volta (1963) Apresentação do Rosto (1968). A Faca Não Corta o Fogo (2008)
Fonte: Porto Editora e Wikipedia
Romance Letra Aberta
de Herberto Helder Ano de edição ou reimpressão: 2016 Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse Trata-se de uma narrativa autodiegética cuja personagem central é António dos Santos Lopes Sinopse Um ano depois da morte Herberto Helder a Porto Editora publica Letra Aberta, um conjunto de trinta e três poemas inéditos escolhidos por Olga Lima, a sua viúva. Este livro, que reproduz ainda alguns fac-símiles, é um fascinante olhar sobre a oficina do autor e testemunha a sua impressionante vitalidade poética. “oh que beleza sem gramática, que ferocíssimo esplendor: rosa encarnada pelo ar acima que é funda curva absurda, rosa ascendida acesa desde a terra desmanchada, escrita sobre o papel estrito — e que o papel arda que a extrema flor do cacto suba entre folhas espessas e coroas de espinhos, mas que seja enfim mais peremptória ainda a rosa irreversível”
Infantojuvenil O paraíso são os outros de Valter Hugo Mãe
Ano de edição ou reimpressão: 2016 Ilustração: Esgar Acelerado Editora: Porto Editora Idioma: Português Sinopse O amor constrói. Gostarmos de alguém, mesmo quando estamos parados durante o tempo de dormir, é como fazer prédios ou cozinhar para mesas de mil lugares. O paraíso são os outros é a história que nos conta uma menina que observa como são os casais. Casais de pessoas e casais de animais. Uma menina a quem o amor intriga e fascina. Ao imaginar a vida dos outros, sonha com a sua pessoa desconhecida que um dia há de amar. Pode até ser o Miguel ou não - há tanta gente maravilhosa! Ao inventar a felicidade, ela já sabe tudo o que é preciso para se ser casal. Um livro que parte da inocência pueril e toca também a sabedoria dos mais crescidos. PUBLICIDADE
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VAMOS
FALAR Português
Foto: Direitos Reservados • Estátua
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língua portuguesa, vinda da Roma Antiga, tem raízes no latim vulgar, como é o caso do espanhol, catalão, provençal francês, italiano, rético, sardo e romeno, designadas de línguas românticas, latinas ou neolatinas, caso se note, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. O latim, enquanto idioma falado no Antigo Império Romano, suportava duas tipologias: Clássico e o Vulgar, este mais acessível às populações - na época em que os conquistadores romanos invadiram e dominaram a Península Ibérica, o latim vulgar seria o dominante entre o povo, não fosse a língua obedecer à regra do menor esforço. Certo é que determinou a génese ou origem do português. Se estivermos disponíveis para saber mais sobre a história do português, recordemos, num impulso súbito, que apresenta três fases: Proto-histórica, período antes do século XII, onde os textos eram escritos em latim bárbaro; Arcaico, correspondente ao período do século XII ao XVI, embora agrupados em dois momentos: primeiro período do galego-português, e o segundo período caracteriza a separação do galego e do português; Português Moderno, iniciado no século XVI, em que Camões, de um Portugal Renascentista, “dirige” um longo e enriquecedor processo de uniformização e expansão da língua materna. Diga-se, aliás, que a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa” foi publicada em 1536, pelo padre Fernão de Oliveira. Adiante-se, igualmente que o período da Expansão Marítima, ocorrido entre os séculos XV e XVI, o português foi levado para outros continentes, gerando uma dimensão
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de Luís Vaz de Camões
linguisticamente sólida, edificando o território nacional. Questionemo-nos, então, sobre o valor das raízes desta magnífica língua, numa perspetiva de durabilidade, resistência, ou como registo desafiante da própria intemporalidade de uma língua na qual quando imagina/ Com pouca corrupção crê que é Latina, segundo afirma Camões. Na verdade, o latim é o berço da nossa identidade linguística e, por incrível que nos possa parecer, essa matriz permanece como farol na compreensão de palavras estranhas, longínquas, inacessíveis. Se não, reparemos na palavra educar que tem a sua origem no latim educare, que significa literalmente “conduzir para fora” ou “direcionar para fora”, acrescente-se que o prefixo ex, que significa “fora”, e ducere, que quer dizer “conduzir” ou “levar” era utilizado no sentido de preparar as pessoas para o mundo e viver em sociedade, ou seja, conduzi-las para fora de si mesmas, mostrando as diferenças que existem no mundo. Que bom seria se todos tivessem esclarecido este conceito! Nos dias de hoje, há alguma urgência na compreensão da etimologia das palavras como: cidadania, paz, trabalho, amor, tolerância- que significa acolher alguém, ser suporte, ser indulgente para com os outros - vincar-se-ia, assim, de forma veemente, a força da origem das palavras, para as usarmos na construção do bem comum. Em Português. TERESA MACHADO Professora de Português - Braga, Portugal
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O mun DO
CONTRA A GLOBALIZAÇÃO DA INDIFERENÇA Imagem: Freepik
(George Steiner)
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conselhado pelo meu amigo Paulo, numa tarde chuvosa de Sábado, adquiri dois livros: Zona de Interesse (Martin Amis) e Número Zero (Umberto Eco). Assim que cheguei a casa, comecei a ler o livro de Amis, um romance soberbo que narra, na perspectiva dos seus responsáveis o quotidiano num campo de concentração durante a II Guerra Mundial. Recordei, com tristeza, a visita que fiz, há alguns anos, ao campo de concentração de Dachau, junto a Munique. Há livros que induzem a leitura de outros…Decidi ler também o livro de Herta Müller “Tudo o que eu tenho trago comigo”, que relata a vida num campo de trabalho russo, de um jovem, oriundo da minoria alemã da Transilvânia. O horror, a desumanização e o racismo são traços comuns a estes campos da morte, sejam eles alemães ou russos. Visitei o Campo de Concentração de Dachau1, numa tarde de neve no mês de dezembro. Vi os fornos, o Warten Zimmer (quarto de espera) para a câmara de gás, os montes de dentes de ouro, os chicotes, os beliches, as montanhas de corpos... Ficou-me para sempre gravada na memória a inscrição no portão de entrada no campo que serviu de modelo aos muitos que proliferaram durante o conflito: Arbeit Macht Frei..... Campos da morte, das câmaras de gás, das pilhas de corpos, do genocídio de milhões de seres humanos... Quando vejo imagens ou leio os relatos do quotidiano dos campos de refugiados, as condições degradantes em que se encontram milhares de pessoas - homens, mulheres, crianças e idosos - fazem-me lembrar, as comparações, ainda que excessivas, são inevitáveis, as descrições dos campos de extermínio do passado. Os muros e o arame farpado voltaram. Na verdade, para sermos precisos, os muros nunca deixaram de existir. Aquando da queda do Muro de Berlim (1989), havia 16 muros e vedações em todo o mundo. O leitor tem ideia dos números atuais? Coremos de vergonha! Hoje, há quatro vezes mais barreiras físicas que têm como principal objetivo criar na opinião pública uma sensação de segurança nacional e de controlo do território (Elisabeth Vallet, Borders, Fences and Walls State of Insecurity?). Nuno Rogeiro, especialista em assuntos estratégicos e geopolítica, descreve um desses locais: “ E vamos à «Selva» («La Jungle»). O nome é apropriado. Também em Calais, é o mais conhecido dos megacampos ‘informais’: uma espécie de arquipélago com nove ou dez ilhas de refugiados e imigrantes económicos, ou simples vagabundos ou sem-abrigo, ocupando lixeiras, baldios ou simplesmente em campos não reclamados e edifícios abandonados ou em ruínas. A «ilha» principal era um antigo depósito de lixo na clareira de um bosque, a três quilómetros da cidade, onde se instalou uma espécie de bairro de lata, ou acampamento tribal.” (In Menos que Humanos, P. 187, Editora D. Quixote).
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“O homem não é uma árvore, não está preso à terra com raízes, mas tem pernas para andar.” Ninguém pode ficar indiferente a esta realidade que nos entra em casa todos os dias. Uma realidade que escancara as desigualdades que serviram de rastilho aos movimentos de populações sejam refugiados ou emigrantes económicos. Pior do que a indiferença é o medo, potenciado pela sensação de insegurança que alastra na Europa em resultado dos recentes atentados de Paris e Bruxelas ou os mais distantes ataques às Torres Gémeas e em Madrid, na estação de Atocha. Há um perigo iminente de nós, os europeus, criarmos uma fronteira interior em relação ao outro, seja ele um imigrante ou um refugiado. Não podemos permitir que se confundam e coloquem no mesmo saco os refugiados e os terroristas, sob pena de podermos estigmatizar os primeiros que fugiram, em muitos casos, da violência que os segundos lhes infligiram nos seus países de origem. A Europa não tem feito tudo bem, mas custa-me aceitar que algumas vozes culpem os líderes europeus pela radicalização de homens e mulheres que engrossam as fileiras de movimentos como o Daesh. A Europa é, apesar de todos os seus constrangimentos e limitações, um legado cultural e civilizacional único do qual nos devemos sentir orgulhosos. Eu tenho orgulho em ser português e europeu. Não podemos enfiar a cabeça na areia, como a avestruz, perante os múltiplos desafios decorrentes da pressão migratória. O desenho de uma política comum de imigração é uma urgência. Durante o ano de 2015 ocorreu o maior movimento de refugiados na União Europeia e a maior tragédia humanitária desde a II Guerra Mundial. A Alemanha, muitas vezes criticada pelos seus parceiros, tem, na minha óptica, reagido bem à “crise dos refugiados”. A senhora Merkel tem puxado pelos galões e a Alemanha dá o exemplo de solidariedade, trabalhando na integração dos refugiados, proporcionado condições de alojamento e promovendo o ensino da língua. Um apoio humanitário que poderá revelar-se fundamental na indeclinável estratégia de equilíbrio da sua pirâmide demográfica, colmatando as necessidades de mão-de-obra, numa Europa que envelhece e que, se não se reinventar, perece. Um exemplo, ainda que imperfeito, que conjuga inteligentemente a solidariedade internacional com o interesse demográfico nacional. Esta atitude positiva dá corpo à afirmação de Tony Judt: “o futuro da Europa ou será em termos alemães ou não será de todo.”2 (1) https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/index-e. html (2) Tony Judt, Uma Grande Ilusão? Um Ensaio Sobre a Europa. Edições 7
Dr. José Carreira
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CN TOWER
PONTO TURÍSTICO CELEBRA 40º ANIVERSÁRIO ESTE VERÃO Apreciar Toronto do alto da Torre CN
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o top cinco das grandes cidades da América do Norte, Toronto aparece como um ponto turístico de excelência que atrai milhões de pessoas por ano. Entre os motivos de interesse e visita obrigatória para quem gosta de explorar a história da cidade, está a Canada’s National Tower (ou CN Tower, como é mais conhecida), verdadeiro cartão postal de Toronto, que já foi considerada a mais alta estrutura do mundo e que este verão celebra o seu 40º aniversário. Marcando a linha de horizonte da cidade de Toronto aos 553,33 metros de altura, a Torre CN (tradução em português) é o ícone mais reconhecível e celebrado do Canadá. A Torre CN é um triunfo da arquitetura de renome internacional, uma maravilha da engenharia do mundo moderno, destino de restauração e entretenimento de classe mundial, e um local imperdível para quem visita Toronto. A cada ano, mais de 1,5 milhões de pessoas visitam a Torre Nacional do Canadá para apreciar as vistas de tirar o fôlego e desfrutar de tudo o que a Torre CN tem para oferecer. Após 40 meses de construção, a Torre CN foi aberta ao público em 26 de junho de 1976, tornando-se rapidamente um dos monumentos mais famosos do país. É o centro de telecomunicações para Toronto servindo mais de 16 estações de televisão e rádio FM canadianas, o local de trabalho para mais de 500 pessoas durante todo o ano, e um destino turístico de renome internacional. A Torre CN foi construída em 1976 pela Canadian National, que queria demonstrar a força da indústria canadiana através da construção de uma torre mais alta do que qualquer outra no mundo. A construção da Torre CN foi um projeto vasto e ambicioso que envolveu 1.537
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Por: Paulo Mendes
trabalhadores que trabalhou 24 horas por dia, cinco dias por semana, durante 40 meses para a conclusão. Em 1995, a Torre CN foi classificada como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis, designação que partilha com a barragem de Itaipu, na fronteira Brasil/Paraguai, a ponte Golden Gate em San Francisco, o Canal do Panamá, o Eurotúnel sob o Canal Inglês, a North Sea Protection Works ao largo da costa Europeia, e o Empire State Building, em Nova Iorque. Desde a abertura da Torre CN, canadianos e turistas de todo o mundo viajaram até Toronto para celebrar esta maravilha da engenharia. Além de servir como um centro de telecomunicações, a Torre CN oferece uma grande variedade de atrações exclusivas, exposições e espaços de restauração e bebidas. Ao longo dos anos, foram investidos milhões de dólares na expansão e revitalização da Torre CN para continuar a proporcionar aos visitantes uma experiência de classe mundial.
Sensação de estar no topo do mundo
Entre as atividades que a Torre CN oferece, estão dois mirantes em alturas distintas. O mirante mais popular (visita padrão) da Torre CN é o Observation Deck, que fica a 342 metros de altura - nesse andar, fica uma área de mirante fechada por vidros; uma área pequena bem disputada com chão de vidro que assusta ao início, mas deixa a sensação de “ter” a cidade aos seus pés; e o 360 Restaurant, um restaurante giratório de onde se tem uma vista completa da cidade. Convém sublinhar que o restaurante já recebeu o Best of Award of Excellence (duas taças) da revista Wine Spectator pela sua carta de
vinhos. Além disso, o restaurante 360 foi distinguido com o DiRoNA (Distinguished Restaurants of North America) Award of Excellence. Este prémio é atribuído a restaurantes na América do Norte em reconhecimento do seu compromisso com a excelência em todas as áreas, incluindo alimentação, bebidas, decoração e experiência.
ma atrairia e poria em perigo os pássaros. Ao fazê-lo, a Torre CN suporta práticas amigas dos pássaros e poupa energia ao mesmo tempo.
Curiosidades
• A Canada’s National Tower (ou CN Tower, como é mais conhecida) já foi considerada a estrutura mais alta do mundo, até perder o seu posto em 2007 para o Burj Khalifa, um arranha-céus localizado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. • A torre possui uma escada com 1.776 degraus. É considerada a escadaria mais longa do mundo, levando cerca de 40 minutos para chegar até ao topo, e é aberta ao público duas vezes por ano para eventos de caridade. Um deles é o CN Tower Climb, que angaria fundos para combater as alterações climáticas do planeta. • Esta continua a ser usada como torre de comunicações, prestando serviço para diferentes meios de comunicação, como canais de televisão, rádio e redes móveis. A Sociedade Americana de Engenheiros Civis considera a CN Tower uma das 7 maravilhas do mundo moderno. • A torre fica toda iluminada à noite, graças a um sistema computadorizado que tem a capacidade de produzir milhares de cores e efeitos luminosos.
Do mirante mais alto, o Skypod, a visão de alcance pode chegar a 160 km de distância, pois esse mirante está a 447 metros de altura. Não é uma visita essencial (paga à parte), mas a paisagem é ainda mais impressionante do que a que oferece o Observation Deck. Para quem gosta de emoções fortes e não tem medo das alturas, a dica é fazer o Edge Walk, o mais alto passeio em círculo com mãos livres do mundo. A atividade consiste numa caminhada a 365 metros de altura a céu aberto, numa plataforma pelo lado de fora da torre, de onde o visitante tem uma visão simplesmente incrível. É uma aventura segura, monitorizada por vídeos, em que a pessoa fica presa por cabos e realiza diferentes atividades e assume diferentes posições sempre sob o comando do guia que acompanha o passeio. Quem experimenta, fica com a sensação de estar no topo do mundo. Certamente um dos programas mais incríveis atualmente ao dispor na cidade de Toronto.
Torre com iluminação temática especial e … amiga dos pássaros
A Torre CN apresenta uma oportunidade única para a iluminação temática especial da Torre Nacional do Canadá através da sua iluminação arquitetural LED programável. Desde que foi lançada em 2007, a iluminação arquitetónica programável da Torre CN tem ajudado a aumentar a consciência para centenas de instituições de caridade e causas especiais. Durante os períodos de migração de primavera e outono, os pássaros tendem a viajar em grande número, muitas vezes voando durante a noite ou em más condições meteorológicas e podem ser atraídos pelas luzes brilhantes da cidade onde correm o risco de colidir com estruturas.
Por mais de uma década, a Torre CN reduziu a iluminação exterior durante a migração de primavera e outono das aves que de outra for-
Horário de Funcionamento
Aberta diariamente, 364 dias por ano, entre as 09:00-22:30 horas. Fechado no dia de Natal.
Informação geral
De segunda a sexta-feira, entre as 09:00-17:00 horas. Telepone: 416-868-6937 Email: info@cntower.ca
Consultas de bilhete online/suporte
De segunda a sexta-feira, entre as 09:00-17:00 horas. Telefone: 416-601-3848 Email: tickets@cntower.ca Nota: Os bilhetes PREMIER Experience só podem ser comprados no local, na CN Tower no dia da sua visita. Os bilhetes online devem ser adquiridos com um mínimo de 24 horas antes da visita. Para mais informações, visite o website http://www.cntower.ca
Dica
As vantagens do Toronto CityPASS Tenha um desconto de 42% ou mais no bilhete de admissão à CN Tower, além de mais 4 das principais atrações de Toronto: Casa Loma, Royal Ontario Museum, Ripley’s Aquarium of Canada, Zoológico de Toronto OU Ontario Science Centre. Válido 9 dias a partir da primeira utilização. Adulto (13+) $72.00 Criança (4 - 12) $46.00
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CICL
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O Centro de Integração e de Cultura Lusófona de Montreal
Da adversidade nasce a vontade Há dezasseis anos atrás chegava a Montreal, oriundo de Manaus, um jovem brasileiro cheio de iniciativa. Hamilton Cidade, um animador cultural com o à-vontade de quem sabe liderar e o sorriso sempre presente, deparou-se na altura com as dificuldades que todos os imigrantes encontram quando chegam num novo destino. A língua, os procedimentos burocráticos, os hábitos, as peripécias da procura de emprego… Mas dessas dificuldades germinaram ideias que se concretizaram em acções, eventos e atitudes que têm marcado a presença dos brasileiros e restantes lusófonos de Montreal. Da adversidade nasceu a vontade de ajudar os outros e assim facilitar o processo partilhando a sua experiência de vida e os conhecimentos que a muito custo recolheu.
Hamilton desenvolveu várias actividades e manteve sempre presente a preocupação com os recém-chegados. Fez inclusive uma formação na área da emigração e tentou sempre preencher as lacunas que faltavam para melhor acomodar os brasileiros desenvolvendo actividades que os fizessem sentir-se mais em casa e simultaneamente mostrar a beleza cultural brasileira aos quebequenses. Porém, a sua ambição desde cedo lhe pedia para dar corpo sólido a essa ideia de ajudar na integração e promover a divulgação da cultura. Hamilton recorda que na altura da sua chegada, e após um estágio nos serviços de imigração, ele pensou para si mesmo “um dia eu vou abrir um centro comunitário para ajudar as pessoas que estão chegando.” Assim, em 2011 nasceu o CICL – centro de integração e de cultura lusófona, um organismo sem fins lucrativos votado à preservação e promoção da cultura dos países de língua portuguesa e também destinado a ajudar na integração dos emigrantes recém-chegados a Montreal.
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E o aventureiro Hamilton Cidade está na linha da frente destes empreendedores que se transformam por actividade empírica em representantes ou embaixadores da cultura lusófona. Após 10 anos de presença na radio comunitária e as recentes incursões televisivas Hamilton alcançou este ano uma nova vitória: a concretização em espaço físico do Centro de Divulgação e de Cultura Lusófona. “Carnaval de Verão” e “Arraial Fest” – promoção da cultura lusófona Sob a bandeira do CICL, ainda sem espaço físico, Hamilton desenvolveu varias incursões no meio cultural de Montreal sempre com intuito em divulgar a riqueza cultural brasileira. Assim, e em parceria com a sociedade do parque Jean-Drapeau, surgiu o muito aclamado Carnaval de Verão Brasileiro de Montreal, um evento que faz parte das festividades “Week-ends du Monde” que decorre no mês de Julho, e que traz os sons, cores e a animação do carnaval brasileiro. Desde 2012 que este evento é um autêntico sucesso e atrai centenas de pessoas à ilha de Sainte-Hélène.
Seguiu-se o “Arraial Fest”, uma tentativa de resgate das tradições juninas já que não havia em Montreal um evento que fizesse justiça às comemorações do mês de Junho. Hamilton explicou que “no Brasil, nós temos a cultura portuguesa - que foi a cultura predominante, digamos assim - depois com tempo criou-se uma outra cultura miscigenada. Mas as festas religiosas continuam a ser comemoradas no Brasil. O São João é muito comemorado. Então nós fazemos um arraial junino, que é como se fosse um arraial da comunidade portuguesa que nós transformamos numa festa do interior.” A aceitação é enorme, tanto os emigrantes como os quebequenses aderem a estes eventos, interessam-se e participam. Estas demonstrações culturais suscitam o interesse para a tal denominada cultura “lusófona” e faz sentido num contexto desta dimensão que as comunidades unidas pela língua portuguesa se unifiquem em iniciativa conjuntas para alcançar mais e divulgar melhor.
CICL em acção! O CICL existe portanto desde 2011 e tem vindo a concretizar actividades no âmbito da divulgação cultural mas, a ideia embrionária deste organismo incluía igualmente a parte de integração dos recém-chegados. Com a recente ocupação de um espaço físico o centro pode finalmente exercer todas as funções a que se propõe. Hamilton Cidade foi o nosso guia nesta visita pelas instalações do CICL:
O centro encontra-se albergado num edifício que pertence à paróquia de Sait-Enfant-Jésus, no 5043 da rua Saint-Dominique. Este espaço conta com uma sala de conferências ou eventos culturais (como cinema ou palestras), um pequeno café-bar onde se podem apreciar varias iguarias das comunidades lusófonas, os escritórios do centro, uma sala para actividades infantis (Turminha do ABC) duas salas de aula e uma capela. As zonas de circulação servem igualmente de mostruário para exposições e/ou exibição de peças artísticas ou material de promoção turística das culturas visadas. De realçar a presença de um quadro, doado pela embaixada angolana, do artista plástico Boaventura, representando o pensador - um dos símbolos da cultura angolana. Assim sendo, o CICL tem como objectivos promover a diversidade cultural da lusofonia, facilitar a integração dos emigrantes na comunidade local e introduzi-los às normas, leis e culturas locais
fornecendo também ferramentas para que possam tomar as rédeas da sua integração mas também defender os interesses e direitos dos emigrantes. Promover, divulgar, apoiar e integrar. Certamente todos estes serviços são oferecidos no seio das comunidades, mas a força do centro é reunir num único local todos os emigrantes reunidos pela língua portuguesa – pois já se sabe que a união faz a força.
O nosso anfitrião, Hamilton Cidade é o directo geral do centro, o presidente do é Miguel Felix, de origem portuguesa, o vice-presidente é António Sebastian, de origem Angolana, André Lelièvre ocupa-se das finanças e Heloísa Sanches é a coordenadora de projectos mas muitas mais pessoas fazem parte deste organismo e ajudam ao seu bom funcionamento, dos quais alguns em voluntariado. Por entre os serviços oferecidos pelo centro está o apoio aos emigrantes de língua portuguesa. Todos os meses há uma sessão informativa onde os recém-chegados são iniciados nas lides de documentação, escolaridade, saúde, adaptação, currículos, procura de emprego. Outro serviço são as aulas de português, tanto para crianças (como língua de herança) como para adultos. Estas aulas dirigem-se a todos os interessados, sejam eles canadianos curiosos pela língua portuguesa ou luso-descendentes que pretendam aprender a língua. O centro também oferece serviços a nível da “francisação”, comunicação oral e escrita para os emigrantes e juntamente com as aulas de português o centro propõe ateliers de geminação linguística onde um aluno de português pode criar laços com um emigrante lusófono, e enquanto um pratica o seu português o outro pode praticar o seu francês ou inglês. Estes ateliers, para além de fomentar a experiencia linguística vão ao encontro do tal projecto de integração, facilitando uma imersão em tempo e circunstancias reais.
Os cursos de língua portuguesa, tanto infantil como adulto, e os cursos de francês são uma das formas que o centro encontrou para recolher financiamentos até porque o CICL ainda não conseguiu nenhuma subvenção do governo e conta com a generosidade de apoios e doações. De realçar que uma importante doação veio por parte da Caixa Desjardins Portuguesa de Montreal. Os membros do centro pagam uma cota de valor simbólico e na eventualidade de quererem dar mais fica ao critério e capacidade financei-
ra de cada um. Porém, com esta cota ficam habilitados a algumas regalias e descontos, nomeadamente em alguns comércios que colaboram com o CICL. O CICL começa também a gerir um centro de dons com vestuário, calçado e brinquedos para poder apoiar pessoas com mais necessidades e, outro projecto que poderá vir a ser desenvolvido está relacionado com o apoio dos refugiados de guerra sírios. Outra coisa interessante é que o CICL tem um cineclube que funciona como mostra de cinema do mundo lusófono - e não só. “Vai funcionar assim: durante uma semana passa um filme do Brasil, depois na outra um filme de Portugal, na semana seguinte um filme da Luso-Africa, passa outra semana e exibimos um filme do Quebeque. Durante um mês são exibidos 4 filmes. É a sessão popcorn. É uma sessão gratuita com somente 35 a 45 lugares. É gratuito e vamos trabalhar com contribuição voluntária” explicou o nosso anfitrião durante a visita aos espaços do centro. Num futuro próximo… Mesmo tendo atingido esta meta importantíssima, que foi a da concretização do centro num espaço físico, que permitiu ao CICL expandir consideravelmente a sua linha de acção, Hamilto Cidade confessa que vêm mais projectos a caminho. A nível da educação existe a possibilidade de trabalhar num projecto de abandono escolar e alfabetização de adultos, que infelizmente ainda afecta muitas pessoas. O centro encontra-se igualmente a recolher fotografias, cartazes e outros materiais gráficos para criar um arquivo da lusofonia no Quebeque. Este arquivo pode servir para documentar eventos ou simplesmente apoiar pessoas com interesse em descobrir ou estudar o fenómeno da lusofonia. E a nível da difusão cultural o centro prepara-se para dar início a mais um festival: o “Luso Fest”. Hamilton explica o contexto deste festival: “como o centro tem uma vocação lusófona, nós estamos engatinhando num projecto do “Luso Fest”. É um festival para o Quebeque ver. Nós não queremos um festival fechado na lusofonia. Nós queremos que o Quebeque saiba que nós existimos, que nós somos uma comunidade, que falamos a língua portuguesa. (…) Então eu acredito que uma forme de nós sermos uma vitrine de difusão cultural é mostrarmos qual o lugar da lusofonia, no Quebeque actual, e não podemos esquecer que a imigração portuguesa tem mais de 60 anos de existência, temos imigração angolana recente, imigração brasileira e está chegando muita juventude.” Outro projecto em cima da mesa do CICL é a intenção de criar um pequeno núcleo ou câmara de comércio luso-brasileiro ou lusófono. Isto porque segundo Hamilton “nós queremos que a comunidade cresça e que as pessoas tenham espírito de negócio e que crescem também, essa é uma das intenções.”
“Catalisador de amizades” O logotipo do CICL foi desenhado por Eder Lacerda e representa um cata-vento. De acordo com Hamilto este cata-vento representa o catalisador de amizades, criando a pensar em criar estímulos e incentivar pessoas, relações interculturais e amizades. Algo que vai buscar e redistribui depois, na ideia de difusão e este é o conceito de base do centro. Na sala de conferências as bandeiras dos países lusófonos encontram-se a marcar posição sobre esta união desejada pelos intervenientes do centro. Pois tal como Hamilton relembrou “toda a associação não se faz sozinha” e deixou no ar o convite para que todos viesses descobrir o centro, ver o trabalho que se desenvolve e talvez quem sabe fazer parte desta equipa que abraça a lusofonia.
Suzi Silva
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TUR
Fotos: Lugares de Sonho
ismo
são tomé e príncipe A beleza das ilhas vulcânicas
Por: David Gonçalves
Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo / Fotos: Direitos Reservados
FACTOS Continente: África Área: 1,001 km² Habitantes: 187,410 Capital: São Tomé Idioma oficial: português Prefixo: +239 Moeda: dobra Outras denominações: República Democrática de Sto. Tomé y Príncipe Aeroportos mais procurados: São Tomé (TMS), Principe Is. (PCP) Cidades grandes: São Tomé, Vista Alegre, Vila Verde, Vila Sara, Vila Rosa, Vila Moura, Vila Conceição, Val Carmo, Urzelina, Ubabudo, Uba, Triunfo, Trindade, Trás os Montes, Terra Firme Companhia com sede em São Tomé e Príncipe: STP Airways
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Geografia São Tomé e Príncipe é o menor país da África, depois das ilhas Seicheles. O país encontra-se no rifte da linha vulcânica dos Camarões, uma falha geológica que estende-se ao longo da fronteira da Nigéria e dos Camarões. Nesta linha encontram-se nove vulcões ainda considerados activos. Estas ilhas possuem também grandes áreas de florestas e praias com palmeiras e representam com isto, a África em pequeno formato. Ambas as ilhas sofreram influências advindas do forte comércio de escravos. Em todas as partes encontram-se também plantações que foram estatizadas e que dominam a paisagem. Em São Tomé, a maior das ilhas, vivem mais de 90% de todos os habitantes. Esta ilha é a mais montanhosa entre ambas e onde encontra-se a montanha mais alta do país, o Pico de S. Tomé com 2.024 metros, que é coberto por uma floresta tropical densa. Na ilha também encontra-se a capital homónima e também o aeroporto internacional. Príncipe, a ilha menor ao norte, não é tão montanhosa quanto sua irmã maior e tem apenas 927 metros. Os solos são férteis e pode-se fazer colheitas a cada 2 anos, que em sua maior parte está voltada para a exportação.
Clima e melhor época para visitar O clima é tropical, quente e húmido, durante todo o ano, visto que esta república encontra-se dentro de uma faixa climática inter-tropical, que apresenta alta humidade com mais de 95% e temperaturas médias de mais de 35° C e também muita pluviosidade. A melhor época para visitar é entre Junho e Setembro, visto que neste período chove menos e a humidade do ar reduz-se a cerca de 80%. Em São Tomé e Príncipe não existe estações típicas, tão só um câmbio entre período de chuvas e período de secas.
Foto: Direitos Reservados
A Revista Amar este mês traz até si um estado insulano no Golfo da Guiné. São Tomé e Príncipe está localizado a cerca de 300 km da costa do Gabão e no seu território também contam ilhotas desabitadas, tais como: Cabras, Gago Coutinho, Pedras Tinhosas e Rolas, à altura do Equador. Ambas as ilhas principais têm origem vulcânica e pertencem ao maciço vulcânico desactivado que também compreende as ilhas da Madeira, as Canárias, Cabo Verde e os Açores.
Idioma O idioma oficial é o português. Mas a população fala também o crioulo, uma mistura de português e partes linguísticas da África Ocidental. Turistas, falantes de inglês, não encontram-se na ilha, portanto é importante o conhecimento da língua. Saúde e vacinação Recomenda-se a vacinação contra hepatite A, tifo, poliomielite, difteria e tétano. Recomendam-se igualmente roupas que cubram todo o corpo e
Entrada no país Os cidadãos portugueses deverão apresentar para a emissão do visto de turista: passaporte com validade mínima de seis meses. Chegada e prosseguimento da viagem Actualmente só a TAP Air Portugal oferece voos nonstop para São Tomé (TMS), a partir de Lisboa (LIS). Voos domésticos diários são oferecidos pela companhia aérea nacional de Angola TAAG Angola Airways (DT) e a companhia privada Air São Tomé and Príncipe (KY). O voo dura cerca de 35 minutos.
Atrações turísticas e praias São Tomé e Príncipe é um paraíso, especialmente para aqueles que procuram férias em praias. Estas ilhas possuem praias magníficas no Oceano Atlântico: com águas azul-turquesa, emolduradas por palmeiras. Estas ilhas oferecem ao trekking e à caminhadas caminhos e estradas fantásticas, onde pode-se descobrir vários animais. Todo o interior é um verdadeiro paraíso da natureza com florestas trópicas, com pássaros exótico; e zonas de florestas vulcânicas e uma fauna muito diver-
sificadas. E merecem ser vistos em São Tomé especialmente as plantações de cacau, que
Foto: Direitos Reservados
Capital A capital homónima encontra-se na costa norte de S. Tomé. Esta cidade portuária, com seus cerca de 45.000 habitantes é o centro tradicional da orla bastante populosa. São Tomé é uma pequena cidade pitoresca e muito viva, com um passado português, visível a cada passo, especialmente na arquitectura. Ainda merecem ser visitados a fortaleza, a catedral, o museu nacional e vários pequenos parques, principalmente, no período do meio-dia.
Foto: Direitos Reservados
repelentes contra moscas e insetos que transmitem doenças vírais. Durante todo o ano há possibilidade de contrair malária. Por favor, informe-se, atempadamente, junto ao seu médico de família sobre possíveis profilaxias da malária. Além disto, todos os passageiros maiores de 1 ano estão obrigados a tomar vacina contra febre amarela até 11 dias antes da viagem, pois o país é zona endémica. Esta vacinação deverá ser documentada pelo Cartão de Vacinação Internacional que deverá ser apresentado à entrada. Somente em São Tomé estão assegurados bons serviços de assistência médica. É importante possuir um seguro de saúde válido em todo o mundo e que assegure explicitamente a repatriação de São Tomé e Príncipe em casos de emergência. Além disto, recomendamos o consumo de água engarrafada; os frutos devem ser descascados e as verduras e legumes deverão ser cozidos. Visto haver perigo de infecção, deve-se portar também um kit de medicamentos consigo.
tornam o país um dos maiores exportadores deste produto. Outras atrações são a Boca do Inferno, a cachoeira de São Nicolau e a Ilha das Rolas, uma pequena ilha antes de Porto Alegre, que abriga uma escola de turismo profissional desde 2001. A Ilha de Príncipe está a cerca de 150 km ao norte e é significamente menor. E a capital da ilha, Santo António, merece ainda ser visitada em Príncipe. E também a plantagem de cacaos e a ilha de Bom Bom, uma pequena ilha diante de Príncipe. Também há em Príncipe praias maravilhosas e excelentes arrecifes de corais para mergulhadores. Religião Mais de 90% são cristãos e, além disto, há praticantes de religiões da natureza. Cidades grandes e acomodação São Tomé, Santo Amaro, Neves, Santana e Trindade.
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Fotografia © Paulo Prodigital
TÂNIA BARBOSA Jovem cantora luso-canadiana apresenta “O Meu Sonho” a 16 de abril
A
jovem cantora luso-canadiana Tânia Barbosa vai apresentar no dia 16 de abril o primeiro trabalho discográfico em português. Com o título simbólico de “O Meu Sonho”, este é um CD que será composto por 10 canções originais onde teve o privilégio de colaborar com os artistas João Carlos Silva e Reno Silva. A festa de apresentação terá lugar no Le Tréport Convention Centre, em Mississauga. “Estou ansiosa”, confessa Barbosa, ela que está esperançada que as pessoas venham a gostar deste seu primeiro projeto musical que levou praticamente um ano a ficar pronto. A data de apresentação acontece na véspera do seu aniversário, o que vem dar ainda mais sentido e sabor ao sucesso que muitos preconizam para esta jovem cantora da comunidade
portuguesa. O título do álbum é baseado numa das canções que fala um pouco sobre a sua vida e que, paralelamente, incentiva as pessoas a não desistir dos seus sonhos. Segundo Tânia Barbosa, este é um trabalho que apresenta modas tradicionais com um género musical pop, misturado com o reggaeton, um estilo musical que tem suas raízes na música latina e caribenha. Os convidados especiais incluem: João Carlos Silva, Anthony G., Reno Silva, Cláudia Pereira, Aaron Burrell, Grupo dos Bombos Zés Pereiras, e Associação Cultural do Minho de Toronto. Com um mês de abril muito preenchido, Tânia Barbosa vai procurar promover o CD em Portugal, quando visitar a região do Minho que traz no coração.
à conversa com
Tânia barbosa
Primeiro álbum alimenta sonho A descoberta da música em tenra idade Tânia Barbosa nasceu em Toronto em 17 de abril de 1997. Ela herdou a origem humilde mas determinada dos seus pais, emigrantes que vieram para o Canadá em busca de uma vida melhor como tantos outros fizeram no passado. Hoje, a família é um dos grandes suportes para um sonho musical que a jovem cantora começou a construir bem nova quando integrou um coro português, Kipapo, onde ela era o elemento mais novo, uma vez que este era composto por crianças com 8 anos de idade ou mais velhas. Mas logo que os responsáveis ouviram Tânia cantar mal podiam acreditar que ela tinha apenas quatro anos de idade. Justiça seja feita a sua avó Maria de Fátima que, qual olho clínico, não desistiu enquanto não viu a jovem tentar a sua sorte no coro. “A minha avó achava que eu tinha jeito para a música”, lembra Tânia Barbosa, habituada a cantarolar pela casa. No fundo, a insistência da avó – que teve um papel importante na criação da jovem – escondia também um pequeno segredo: “Ela quando era pequena também queria ser cantora”, revela Tânia. “Mas não deu para isso. Ela vivia em Portugal, era diferente …”. Nem mais, a avó poderia assim como que seguir o seu sonho pessoal na voz e talento da neta. “Onde eu vou cantar, ela vai sempre. É uma das minhas maiores fãs!” Mas não se pense que o apoio vem só do lado da avó. “Eu não estaria onde estou hoje sem o apoio daqueles à minha volta, especialmente os meus pais, que me apoiaram desde o primeiro dia, e por isso eu sou eternamente grata”, pode ler-se na sua breve biografia online. O interesse de Tânia na música encorajou-a a perseguir outros in-
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teresses musicais, como piano e acordeão. A citação favorita da jovem é: “O trabalho duro supera o talento”, justificando que não basta só o talento quando a pessoa não se esforça para potenciar esse mesmo talento e crescer enquanto pessoa e profissional. Perfecionista por natureza, Tânia não esconde que tem dificuldades em lidar com as emoções quando as coisas correm menos bem. “Sou muito perfecionista. Não gosto nada de sair fora do lugar ou do ritmo. Não só em cantar, mas na escola, em tudo. As pessoas dizem que sou muito dura comigo própria”, admite.
Dar a conhecer o seu talento nas diversas comunidades Tânia Barbosa já se apresentou em vários locais dentro da comunidade portuguesa. O seu talento e voz reconhecível têm lhe permitido participar em diversos espetáculos em várias cidades, tanto no Ontário como em Quebec, o que a levou a sair um pouco da sua zona de conforto, a cidade de Toronto, onde tem os seus amigos e pode encontrar mais facilmente o refúgio familiar. Nos Estados Unidos, Tânia cantou na Casa dos Arcos e Casa Barcuense, ambas localizadas em Newark, New Jersey. Uma experiência diferente, mas enriquecedora, sublinha. Passando ainda pela alegria de atuar em Portugal, em casas noturnas em Arcos de Valdevez e em várias festas ao ar livre em Valença do Minho. “Cantar em Portugal é muito diferente de cantar aqui!”, reconhece Tânia, salvaguardado no entanto que as pessoas sempre foram simpáticas e apoiaram-na muito. Na comunidade inglesa, Tânia competiu na Western Fair Rise 2
“Eu quero ser conhecida como uma voz singular. Quero que as pessoas ouçam as minhas músicas e saibam imediatamente que sou eu quem as está a cantar.” Fame Talent Competition, bem como na Hidden Talent Competition. Estes alguns dos exemplos que lhe permitiram ganhar traquejo em palco e amadurecer os dotes musicais. Tânia vislumbrou pela primeira o seu sonho tornar-se realidade quando ela foi aceite para estudar na escola de música de maior prestígio no Ontário, a Escola das Artes em Etobicoke. Ela agora participa em várias produções de teatro musical, como Into the Woods, Annie, Bye Bye Birdie, bem como várias outras. Tânia também atuou no Air Canada Centre quando ela cantou (em acompanhamento) para Paramore durante a sua canção “Ain’t It Fun”. Um momento inesquecível, como aquele outro em que abriu o espetáculo do artista Marcelo Neves, no caso, dentro do panorama musical de expressão portuguesa. Recentemente, Tânia venceu um concurso de ária cantando The Prayer de Celine Dion. Um momento único que teve tanto de gratificante como de surpreendente, como a própria reconhece.
Ser conhecida como uma voz singular Prestes a completar 19 anos de idade, Tânia tem uma visão clara de que tipo de artista ela quer ser conhecida como. Aliás, na sua biografia online ela é bem clara: “Eu quero ser conhecida como uma voz singular. Quero que as pessoas ouçam as minhas músicas e saibam imediatamente que sou eu quem as está a cantar.” E dá o exemplo de Luciana Abreu, uma cantora que adora em Portugal, pela forma como canta, mas também porque as pessoas imediatamente reconhecem a sua voz e o estilo de música. Por cá, cita os nomes de Sarah Pacheco e de Soraia Mejdoubi como duas artistas com quem se identifica. Cada uma delas no seu estilo musical bem distinto. Quando perguntado se ela iria viver para os EUA para seguir o sonho da música como fez Sarah Pacheco, a jovem Tânia hesita um pouco, mas lá acaba por dizer: “Se calhar. Seria duro, porque deixas para trás a família … mas se fosse bom, acho que sim.”
cográfico. Embora pense numa carreira musical, a jovem tem os pés assentes na terra e quer apostar na formação académica, uma “garantia” para o caso da aventura musical não correr como esperado. Em junho, acaba os estudos secundários. Em setembro, prepara o seu ingresso na Universidade de Toronto para tirar o curso de Ciências Forenses. “Além de gostar de música, sempre adorei ciências”, explica. Tímida por natureza, assim diz, Tânia solta-se quando ganha confiança com as pessoas. Mais do que ter milhares de amigos – quem foi que falou na rede social Facebook? – a jovem cantora agarra-se ao ditado popular de que “mais vale mais poucos e bons do que muitos e falsos” para dar largas ao seu lado social. Em plena era digital, Tânia não se deixa impressionar e compreende a linha ténue entre o mediatismo que as redes sociais e outros meios de divulgação online proporcionam aos artistas do século XXI, mas é cautelosa o suficiente para não se deixar “perder” no meio de tantas relações artificiais e supérfluas. De momento, todo o seu foco está concentrado na carreira profisisonal e no objetivo académico. O lado pessoal, esse, fica para mais tarde, sem pressas e no devido tempo. A finalizar a conversa com a Revista Amar, Tânia Barbosa deixa o convite para que as pessoas venham ao lançamento do seu primeiro CD. “Vai ser uma noite divertida”, promete.
O sonho também passa pela formação académica Por volta dos 14 anos de idade, Tânia Barbosa percebeu que a ideia incipiente de ser cantora, quando em pequena, era de fato um desejo de vida que foi ganhando forma no (ainda) curto percurso de vida. “Não é só um passatempo”, garante. Habituada a cantar mais num estilo popular, Tânia surpreende ao revelar que adora cantar fado, ainda que seja uma vertente que pouco ou nada explorou fora da cumplicidade individual. No entanto, o seu ideal seria misturar o popular com o fado, num experimentalismo musical que poderia acabar num trabalho dis-
Desde já agradecemos a amabilidade da Tânia Barbosa para estar à conversa “connosco” na edição de abril. Votos de muito sucesso para o futuro e, claro, marcamos encontro novamente no próximo dia 16 no Le Tréport Convention Centre, em Mississauga, para a festa de lançamento do álbum de estreia “O Meu Sonho”.
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SOCIE
Queen West
dade
Central Toronto Community Health Centre
Por: RAQUEL COUTO
Fonte: http://ctchc.org
O edifício foi projetado pelo arquiteto Jerome Markson da empresa Markson Borooah Hodgson Architects Inc., com a construção a ficar concluída em 1997. (http://ctchc.org)
A
revista Amar continua mensalmente a dar conhecimento de centros de apoio comunitário na cidade de Toronto. Nesta edição, a escolha recaiu no Queen West - Central Toronto Community Health Centre, um centro comunitário de saúde credenciado e membro da Associação dos Centros de Saúde do Ontário. O Queen West - Central Toronto Community Health Centre é uma organização de caridade, saúde e serviço de bem-estar sem fins lucrativos, orientada para a comunidade, e regida por um Conselho de Administração. O centro oferece uma ampla gama de serviços, incluindo cuidados primários, cuidados dentários, promoção da saúde, aconselhamento e apoio de saúde mental, apoio e educação para o VIH e hepatite C, ponto de teste anónimo para os cuidados do VIH, programação de grupo de bem-estar, suportes práticos (legal, emprego e habitação), prevenção de doenças e redução de danos, e envolvimento e desenvolvimento da comunidade. O objetivo do trabalho desenvolvido visa melhorar a saúde e o bem-estar dos indivíduos e das comunidades que estão em risco e/ou enfrentam barreiras para o acesso a serviços e apoios de cuidados de saúde de alta qualidade. É também dada prioridade a pessoas com baixos rendimentos, adultos, idosos e jovens que estão na condição de sem-abrigo e nas ruas, pessoas que consomem drogas, pessoas que vivem com problemas de saúde mental, imigrantes e refugiados. As suas equipas de profissionais de saúde
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trabalham conjuntamente para ajudar as pessoas a lidar com as necessidades de saúde complexas e problemas sociais. Os seus serviços são oferecidos principalmente no espaço localizado no número 168 da Bathurst Street. No entanto, são igualmente disponibilizados serviços de cuidados primários e informação para redução de danos, educação e suprimentos numa série de locais de proximidade na área de influência, incluindo zonas de rua onde vivem as pessoas sem-abrigo, hospedarias, centros de acolhimento, abrigos, organizações parceiras e eventos da comunidade.
Queen West integra projeto piloto em Toronto
O diretor médico da Saúde de Toronto, David McKeown, realizou uma conferência de imprensa no dia 14 de março, 2016, para anunciar o lançamento de um relatório da Direção de Saúde (BOH) que informa que a Saúde Pública de Toronto - The Works, o Queen West - Central Toronto Community Health Centre e o South Riverdale Community Health Centre estão a planear adicionar serviços de consumo assistido aos seus serviços de saúde clínicos existentes para as pessoas que injetam drogas. O Queen West - Central Toronto Community Health Centre e a Saúde Pública de Toronto, através do programa The Works e do South Riverdale Community Health Centre, estão a planear adicionar um serviço de consumo assistido (SIS) por uma enfermeira em pequena escala – aos serviços já existentes - para melhorar os resultados de saúde das pessoas que injetam drogas, as quais estão concen-
tradas em áreas da cidade identificadas com grupos de comportamento de alto risco. O Queen West será um modelo diferente do InSite de Vancouver. O serviço estará localizado dentro do espaço do programa existente da agência, sem qualquer alteração para o exterior do edifício. As horas de serviço serão alinhadas com a necessidade e outros programas e serviços oferecidos no Centro, e serão dotadas em todos os momentos por uma enfermeira, um coordenador/promotor da saúde e trabalhadores de redução de danos. A maioria das pessoas que irão utilizar este serviço serão atuais clientes do Centro.
ronto. Em 2015, tiveram mais de 15.000 visitas de clientes e foram distribuídas quase 300.000 agulhas.
Overdoses em Toronto em ascensão
As overdoses em Toronto estão em ascensão. Em 2013, 206 pessoas morreram de overdose de drogas. Um estudo de 2012 sobre a redução de danos dos clientes do Queen West descobriu que 11% teve uma overdose (nos últimos 6 meses), mais de um terço relatou consumo público, 15% disseram que eles injetam em público na maioria das vezes, quase um terço relataram injetar todos os dias, e 29% relataram consumo regular (de uma a três ou mais vezes por semana), 42,5% tinham evidência de uma infeção atual/passada com hepatite C e 51% não tinham habitação estável. Em comparação com a cidade em geral, existe um elevado e desproporcional número de pessoas que injetam drogas dentro da área de influência, bem como maiores taxas de atendimentos de urgência devido ao consumo de drogas em Toronto. Os clientes do Queen West, que participaram em estudos, disseram aos pesquisadores que eles queriam e iriam usar um serviço de consumo assistido.
Tome Nota
Contato: 416-703-8424 ext. 400 (aconselhamento); 416-703-8480 (serviços de saúde); 416-703-8481 (dental); 416-703-8482 (programas comunitários); 416-703-8482 (administração). O Queen West vem disponibilizando serviços de redução de danos para pessoas que injetam drogas há mais de 20 anos e é um dos mais movimentados programas de distribuição de agulhas em To-
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta, Quinta, Sexta-feiras: 09:00-16:00 horas; Terca-feira: 01:30-16:00 horas.
Fonte: http://www.ctchc.com/site_qw/index.html
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Agir “ATIVA-A-MENTE”
O
artigo de hoje foca a necessidade de ativar a sua mente no sentido das coisas que devem ser essenciais à sua vida e de ser urgente agir em conformidade com isso. Ouvimos regularmente relatos de acontecimentos inesperados que nos dão conta daquilo que, eventualmente, nos pode acontecer. Situações que nos fazem pensar na importância de olharmos para a nossa situação em termos de proteção seguradora. Procure tempo para se debruçar sobre a forma como a sua família está protegida, em caso de algo acontecer. Não deixe passar para o dia seguinte e para o outro a seguir um assunto tão valioso, como a proteção do agregado familiar e a sua. Sente-se com o seu consultor financeiro e deliberem sobre a melhor opção para si. Arrisco-me até a afirmar qual será o seu primeiro comentário assim que receber a pasta: -” Porque é esta medida tão cara? Vamos para casa refletir e mais tarde tomamos uma decisão.” Na realidade o quotidiano vai consumir o seu tempo e vai acabar por não fazer nada. Entretanto, durante esse período de tempo volta-se a ouvir mais uma historia de A ou B, a quem lhe aconteceu alguma coisa e mais uma vez dá graças a Deus pela sua saúde e o planeamento volta a ficar para amanhã. Porque razão eu insisto tanto neste tópico? Tenho um amigo de infância que tem como principal atividade a venda de carros. Quem visita com frequência o seu escritório, pode encontrar uma folha na parede com a foto de um carro e que diz o seguinte (uma mensagem escrita, originalmente, em Inglês, mas que eu vou tentar traduzir): “O carro que você viu e testou hoje e que vai para casa pensar se é o carro perfeito para si, é o carro que outra família viu e testou ontem e que vai voltar hoje para comprar.” Neste momento, já está a pensar qual será a relação desta mensagem com a sua pasta financeira. Acertei? Pois bem, o risco de perder a possibilidade de aplicar para uma cobertura aumenta por cada dia que adia essa decisão. O leitor pergunta: - “Pedro, como posso eu perder a oportunidade de comprar o seguro? Amanhã vai continuar a estar disponível para mim, correto? Ninguém pode comprar a minha cobertura. Poderão comprar uma adequada à situação deles, mas a minha estará la sempre para eu poder comprar! Pedro, estarei errado?” A minha experiência profissional divide a minha resposta entre o Sim e o Não. Isto porque durante os meus vários anos de carreira vi situações onde a resposta à pergunta acima terá sido Sim. Em que
a oportunidade de poder comprar a cobertura, que anteriormente terá adiado a decisão para poder refletir, ainda existia para que você a pudesse subscrever. No entanto, também já determinei o Não. Nesta segunda situação, já não foi possível comprar a referida cobertura, pois a condição médica e de saúde do requerente apresentava mudanças significativas. Neste caso a companhia de seguros recusou o pedido por o cliente não cumprir os requisitos mínimos exigidos, ficando então sem a proteção necessária. Compreende agora a sua situação de risco? Hoje está bem, mas amanhã a seu diagnóstico médico pode mudar e, se não estiver protegido, as consequências podem avolumar gastos enormes. Já pondera a possibilidade de se proteger? Ao refletir as perguntas vão surgir muito rapidamente, tais como: De que forma me devo proteger? Até que ponto necessito de uma cobertura seguradora? Seja ela de vida, doenças criticas ou incapacidade? Não perca a oportunidade de se informar e ativar o seu plano segurador. Hoje está bem de saúde - e felizmente que está considere a possibilidade de amanhã necessitar de cuidados. Não aguarde, começe a planear Hoje a sua proteção e a da sua família! Anteriormente, a nossa comunidade carecia de profissionais que falassem a Língua Portuguesa, o que para muitos se verificava um entrave na procura de conselhos neste campo. Contudo, nos dias de hoje esse motivo já não condiciona a procura de informação. Pelo que, aconselho que procure ativamente por um consultor financeiro e avalie as medidas que serão postas à sua disposição. Posto isto, reflita sobre os custos que a sua condição de saúde pode somar no futuro em caso de não estar protegido por um seguro, e avalie o custo da medida de seguro. Vai constatar que afinal não é a fortuna que inicialmente afirmava ser. E porque não uma segunda opinião, se assim achar necessário? Lembre-se que o saber não ocupa lugar! Termino, como já é costume fazê-lo nos meus artigos e programas de televisão e de rádio, alertando o leitor para que se informe, certifique e se proteja!
Pedro Maia
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O afeto de cada dia, que une a nossa família!
H My Family
oje venho abordar um tema muito frágil para todos nós, a “saúde” das nossas relações familiares. Em especial, vamos falar das famílias e seus enredos, focando nos afetos que isso envolve. Designa-se por família “o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Uma família tradicional é normalmente formada pelo pai e mãe, unidos por matrimónio ou união de facto, e por um ou mais filhos, compondo uma família nuclear ou elementar. A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da família no desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância. É no seio familiar que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar”. (* http://www.significados.com.br/familia/) Dentro de uma família, por norma e não regra, existe sempre algum grau de consanguinidade, e seus membros costumam ter o mesmo apelido recebido dos antepassados diretos. A família é constituída por variados laços aptos a manter os membros de forma moral, material ou ambos, ao longo de uma vida inteira e durante muitas gerações. Existem vários tipos de estruturas familiares, com várias configurações e com muitos papéis definidos, alguns para o todo e outros individuais. Todos imprescindivelmente somos frutos de alguma espécie de relação, seja furtiva ou duradoura, seja intencional ou não. E sendo frutos, como uma árvore que também tem os seus que se desenvolvem como um processo mágico da natureza, também estamos inseridos num meio de maturação ao longo da sua transformação natural. Famílias são redes que formam um conjunto social primário, onde o ambiente salutar, deveria ser o principal objetivo de manutenção da união do mesmo. Nascer num seio familiar deveria ser, como nos foi imposto desde a infância, um ato divino e abençoado, digno de se agradecer os que nela pertencem e mais ainda, amá-los com todas suas qualidades e defeitos. Mas será bem assim que isso funciona? Será que por ter laços consanguíneos, o afeto floresce nesse sangue??? De onde vem a afeição familiar? De onde vem a afinidade? Questões que muitas vezes nem levantamos por medo de pensar nelas e ser pecado. Questões que muitas vezes temos e perdemos todos créditos por não termos argumentos suficientes para rebater todos aqueles que se baseiam no processo histórico e consensual que acompanha o tema família constantemente. Penso eu e mais uns tantos filósofos, que para se considerar a unidade família, tem que se pensar inicialmente em afeto, percebendo que este é um sentimento que valoriza algo que está fora de nós, nos entregamos a este sentimento, que é o que une os membros da família para além dos laços de berço e de sangue. O afeto tem dois sentimentos básicos, o de amor e o de ódio. É ele que nos torna apegados ou não, com quem convivemos a maior parte do tempo (lembrando que tratamos aqui de famílias nucleares, sem muita preocupação com suas extensões), sendo ele que se incorpora com esse conjunto de pessoas que assume uma característica única que a designa. Portanto o afeto, seria o primeiro movimento que traria ligação às pessoas que formam esse conjunto, sendo de facto o que une e atravessa as relações. Entretanto, ele pode existir ou não. Pode ser amor, ou não.
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Mas como agir e conviver numa família onde nem sempre o afeto existe? Onde carinho, respeito, cordialidade são formalidades estabelecidas e/ ou muitas das vezes inexistentes? A verdade é que essa afeição não nasce connosco, nem vem na carga genética. Ela vem amparada pela coexistência social que se mantem no seio familiar, por todos nele envolvidos. Esse sentimento é passado de pessoa para pessoa, com a convivência, com a postura afetuosa de cada um, como um autocarro de experiências vividas que vão nos edificando enquanto seres humanos. De facto, cada um que pertença a esse conjunto tem particularidades que fazem aproximar ou rejeitar a ele, porém, sendo o caso de alguém que por característica predominante tenha em intensidade um lado que nos repudia, há sempre uma hipótese de ser contornado, compreendido e em conjunto e de comum acordo, se tornar passível de transformação e convivência. Não devemos e nem poderíamos amar todos com quem convivemos simplesmente pelo facto de termos o mesmo sangue ou apelido. Isto seria impossível se o afeto não estivesse presente, unindo e solidificando essa família. Para que de facto essa ou na verdade, toda e qualquer relação dê certo e se organize de forma saudável, é indispensável que haja um sentimento aproximando os que nela pertencem. O afeto que tem por base o amor, que é o mais bonito e genuíno dos sentimentos. É aquele que fortalece laços, rompe barreiras, que auxilia, que está presente em todos os momentos, que tráz calma e tranquilidade, ampara, acolhe e ao mesmo tempo dá força, protege. Sentimento que transcende diferenças, que aceita e perdoa, aquele que não julga, nem condena. Afeto que unicamente deveria amar. Porém sabemos que existem varias dinâmicas próprias em cada família, de modo que por vezes torne bem complexa e problemática essa gestão dos afetos direcionados à boa convivência. Não bastando querer o bem, não bastando ser necessário... pois há casos e casos, e pessoas com muitos conflitos que acabam por ser como uma verdadeira dinamite pronta a explodir com toda a relação... Infelizmente, em toda família há sempre um cisco que agride, que magoa, como seria natural, pois somos seres dignos de muitos acertos, porém muitos equívocos. Mas o que seria ideal, era sabermos relevar, enfrentar os erros e procurar aperfeiçoar nossos comportamentos, avivando nossas virtudes e tolerância. Com certeza não é fácil, mas também não é impossível, e a bem da verdade há de haver alguém que levante essa bandeira, que busque por isso, que seja o mentor de toda uma transformação da dinâmica familiar, alguém capaz de gerir pendências e sentimentos de um grupo, que não é ligado por um amarra qualquer, é uma ligação chamada FAMÍLIA, e só o nome diz tudo. Uma família de relação sadia, precisa cultivar todos esses bons sentimentos, precisa elaborar sua rotina lembrando das necessidades de cada um, valorizando os ganhos e apoiando nas perdas. Todos os componentes de uma família precisam ser vistos como únicos e todos merecem igual atenção, não há mais fortes ou mais fracos, uns mais sensíveis, outros mais rijos, sim é verdade, porém não pode haver rivalidades nem competição, todos precisam de cuidados e vigilância, todos precisam de carinho e parceria. Só assim, haverá ligação de facto. Só assim será uma verdadeira família com alicerces, com todas suas disfunções e fragilidades, mas sendo consolidada pelo melhor dos afetos, com certeza será forte e unida, leia-se SAUDÁVEL!!!
DR.ª PATRÍCIA SALIN Contato: patriciasalinpsi@gmail.com
O SEGREDO É CUIDAR DE SI Separar sintomas e decidir por onde começar, é o mais conveniente. O resultado de uma mente que não quer reconhecer que a fonte do desconforto vem de dentro de si, é a atitude mais errada. Culpam-se sempre fatores externos, como por exemplo a comida. Acreditando que a solução deve vir de fora, de outra pessoa, que até lhe pode indicar um medicamento, mas nunca se esqueça que cada organismo reage de forma diferente a um medicamento, a uma diéta e ao próprio exercício fisico, os resultados diferem de pessoa para pessoa. Por outras palavras, pretendemos sempre uma solução confortável, fácil, e se possível mais rápida. Infelizmente, hoje em dia existem muitas pessoas que aconselham amigos e conhecidos métodos que ainda os empurram mais param o abismo. A Mente deve ser tratada por quem tem conhecimentos para o fazer, e nem sempre e/ou necessariamente com medicamentos, mas sim, com um Coach of Life que lhe indique quais os principais passos para uma vida saudável, por onde começar, o que eliminar da sua vida e até na sua forma de pensar. Cuide de si próprio Mente e corpo não são entidades separadas, você nunca deve separá-los: o bem-estar do corpo e da mente estão intimamente relacionados, se você quiser ficar realmente bem, comece já hoje a cuidar de si mesmo! Agora, gerir o problema de fundo, ir às raízes do assunto, começando por exemplo, pela sua atitude! Deve tentar identificar o “rosto” de cada sintoma. Assim que reconhecer o primeiro, deve iniciar a forma de tratamento.
canti
nho da ALEXIS Quando a cabeça segue seu próprio caminho A atitude errada que faz você ganhar peso! Integrar corpo e mente significa começar a reconhecer a estreita relação entre os dois lados de si mesmo. Por um lado a racionalidade ao tentar ditar as suas próprias regras, por outro, o corpo que é regido por leis completamente diferentes. Por vezes os sintomas aparentam uma coisa e podem ser outra, isto deve-se muitas vezes ao facto de que o mundo da racionalidade está a anos luz do seu corpo! E para complicar, aparecem as emoções. Este território tão vivenciado e que fica entre os dois, como se “do fiel da balança” se tratasse. O excesso de peso, por exemplo, pode ser a maneira que o corpo tem de levar a racionalidade à sua mente, como que um aviso para o regime alimentar que está a levar, como que um alerta, para cuidar de si, do seu corpo, do seu organismo! Não se esqueça, nós só temos um corpo e é nele que vivemos! Caros amigos e leitores da Revista Amar responderei imediatamente a todos com uma solução para o seu problema. Contactos através do telefone 647 525 3709 ou por e-mail para aricleaver@yahoo.ca Tradução: Cristina de Jesus
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Dancei com
John...
Imagem: Vector Open Stock
E
sta tarde dancei com John. Dancei com John numa sala apinhada de gente. Dançámos Rock’n Roll como se dançassemos um slow. Disse-lhe o meu nome e que ele dançava bem. John não respondeu. Não sei a idade de John, é daquelas pessoas que odeiam a passagem do tempo. John tem vestido uns jeans pretos, justos, t-shirt branca por fora das calças, uma pulseira de couro no pulso e um relógio de corda antigo no outro. Apesar de serem quatro da tarde de um dia que não convida a estar lá fora, John está de óculos escuros na sala. Provavelmente terá-os usado toda a vida, dia e noite. Acho que lhe dá estilo e ele melhor que ninguém, sabe. John parece saído do filme “Rumble Fish”, de Coppola. Diria que é o “Motorcycle Boy”, interpretado pelo Mickey Rourke. No entanto, há muito que a moto foi vendida e o blusão de cabedal deve ter ficado em alguma casa que já não lhe pertence. Estendo-lhe a mão e agarra-a sem força. Ponho-lhe a outra mão sobre o ombro e por instinto, acerca-me a cintura. Não mexe os pés, marca o ritmo com o tronco. A sala está quente. De repente, John voltou a ter vinte anos. O seu corpo exala a um suor adocicado e a matinée de Sábado à tarde. A mão dele desliza pela minha e algumas vezes, sou forçada a segurá-la com firmeza. Nunca tinha estado com John antes. É jovem e silencioso. Quase não nos movemos. À quarta música, pergunto-lhe se não se sente cansado. Anui com a cabeça. Noutro sítio, noutro tempo, não me admiraria que de seguida partisse na sua moto para sítio incerto, um outro baile, a mesma tarde. Consigo visualizá-lo algures a dançar “Wicked Game”, do Chris Isaak, colado a qualquer morena morna, de vestido às flores, pelo joelho. Não conheço John, mas sou eu que lhe ajeito a cadeira de rodas o mais próximo possivel e o ajudo a sentar. Sobre o assento, tem pousado um livro de pele preta já muito usado. Agarro-o, para que se sente e a capa pende, descosida. Não consigo ler-lhe o título. Entalo-o entre a lateral da cadeira de rodas e a sua perna. John não agradece. Não pode falar. Por detrás da cadeira está um aviso sobre a incapacidade
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de John se comunicar através da fala. Tráz consigo, numa das bolsas da cadeira, um abedecedário e um conjunto de números que o ajudam a exprimir-se. Perguntam-lhe o que quer beber e ele responde naquela naturalidade de quem vive com a doença há algum tempo, sem contudo a doença o ter tomado de todo. Aponta as letras e os números com descontração. Sou a única voluntária da festa do lar. Uma senhora visivelmente alegre, diz-me que não pode estar mais feliz esta tarde, só porque a convidei a dançar. Somos o centro das atenções. Outras senhoras juntam-se a nós e fazemos piruetas à vez, entre calipsos e música country. De repente, pareço vislumbrar Paula Rego – The Portuguese Dame, do Reino de Sua Magestade A Rainha de Inglaterra, a pintora feminista que conta histórias. Muito digna, de cabelo impecável, maquilhada, tenta atravessar a sala, de olhar no chão, com a ajuda de um andarilho. Ainda fico na dúvida, não fosse ela viver há um ror de anos em Londres, diria que era ela. Move-se tão lentamente, quase imperceptível. As dançarinas de serviço ameaçam ficar impaciêntes. Só então reparo que ela dança! O corpo não se mexe; o olhar continua no chão, mas os calcanhares estão impacientes! A meio da sala, há uma senhora sentada junto à janela, que canta as canções em tom gritante e bate palmas. O que ela parece divertir-se! No início desta tarde, quando cheguei ao piso 5 e saí do elevador, encontrei com surpresa, um batalhão de cadeiras de rodas praticamente na posição horizontal, com pessoas que mal se comunicavam. O primeiro pensamento idiota que me ocorreu foi – mas porque raio se põem a dar festas para pessoas que já nem se lembram quem são?! – Daí até ao pensamento “ Que imbecil sou!”, devo ter demorado ainda uns quinze minutos!... Primeira tarefa – transportar todas estas pessoas nas cadeiras de rodas para as mesas. Segunda tarefa – distribuír guardanapos, pratos e bolachinhas. A sala encheu-se de repente, com utentes de outras alas. O número entre os que não se comunicavam com os que se comunicavam normalmente, estava equilibradissímo. Havia senhoras que preferiam umas mesas a outras e conversavam animadamente entre
elas. Devíamos estar umas trinta pessoas na sala de jantar, sem contar com enfermeiras e outro pessoal. Reconheci Pam imediatamente, sentada a uma mesa. Esta senhora visita frequentemente a loja do lar, onde faço trabalho voluntário semanalmente, e é completamente dependente de “Halls” e “Mintos”! Tanto, que na loja, temos um comunicado para lhe limitarmos a venda de tais goluseimas, a pedido da família. Claro que aproveitou a oportunidade para me perguntar se tinha alguns comigo e ao dizer-lhe que não os aprecio, pareceu-me até um pouquinho desiludida... As pessoas a partir de uma certa idade raramente se podem entregar a certos vícios e preferências, ainda para mais, num sítio onde olham pela saúde delas 24 horas sobre sete dias. Parecem miúdos quando lhe estendemos bolachas – o mesmo olhar maroto e encantado, a ousadia de repetir outra bolacha quando sabem que não devem... A terceira idade tráz à tona os gestos mais genuínos da primeira, é certo. Contudo, os olhos mantém-se bem vivos. A realidade atiça-lhe os sentidos de novo e por debaixo, sinto que espreita ainda o pouco de chão que sobrou das suas vidas cheias. Da criação, do trabalho, da familía, das escolhas que fizeram, dos sítios por onde andaram, dos filhos que criaram, dos homens e mulheres que amaram, das mudanças que fizeram, das conquistas que venceram, dos mortos que enterraram. O somatório das suas vidas. Umas duas horas mais tarde, a festa chegava ao fim. As cadeiras de rodas e os seus ocupantes desapareceram. Comecei a tirar os pratos de papel, os copos e guardanapos das mesas. Pam amavelmente, veio ajudar-me. Diz que estava habituada a fazer o mesmo em casa. Estava feliz a dar-me algumas instruções. Mostrei-me muito satisfeita por ter a sua ajuda. Algumas senhoras ainda se matinham sentadas às mesas a conversar.
Uma senhora de casaco de malha encarnado, apoiada num andarilho, veio até ao meio da sala à procura de um lugar para se sentar. Disse-lhe que podia sentar-se a conversar com as outras senhoras. Ela, prontamente, disse-me que não. Que gostaria de estar sozinha na sua própria companhia. Respondi-lhe que era uma razão tão válida com qualquer outra. Porque não se senta ao pé da janela, perguntei-lhe. - Estou à espera do meu filho e não posso sentar-me num sítio qualquer em que não me veja quando chegar... – respondeu-me. - Vem visita-la?; perguntei. - Oh, não! Vem para me levar para casa! – afirmou-me com aquela certeza inabalável. Deixei-a comfortável, virada para a entrada, perdida nas suas memórias e na sua fé, debaixo de um tão brilhante sol de Inverno, como aquele que nos cantou Simone no festival de 65: “ ...Sonhos que sonhei Onde estão Horas que vivi Quem as tem De que serve ter coração E não ter o amor de ninguém. Vivo de saudades, amor A vida perdeu fulgor, Como o sol de inverno Não tenho calor...” Foi a última vez que vi John. Maria João Rafael
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TEC
NO logia
O FUTURO HOJE Fonte: TESLA
Por: Carlos Monteiro
TESLA MODEL 3 CARRO ELÉTRICO A PREÇOS ACESSÍVEIS
F
oi no último dia de março que a Tesla revelou mais detalhes sobre o seu mais recente projeto, o Model 3. Como já se sabia, o Model 3 está à venda por preços a partir dos 31 mil euros em moeda europeia - 35 mil dólares americanos - e garante uma autonomia para cerca de 346 quilómetros. Tem cinco lugares, é mais espaçoso que um carro do mesmo género alimentado a combustíveis fosséis, garante a Tesla, explicando que a ausência do motor de combustão é o que permite outras opções de design. O novo modelo - que pode ser encomendado nas lojas ou partir do site oficial - integra o sistema de condução semiautomático da marca e tem capacidades de carregamento rápido, um atributo que diminui o tempo necessário para o processo de carregamento. As primeiras unidades serão entregues aos compradores no início do próximo ano, se as previsões da marca estiverem certas, algo que nem sempre se tem verificado.
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As previsões da marca apontam para uma produção anual de 500 mil unidades do veículo, quando a linha de montagem estiver a trabalhar a cem por cento. No ano de 2015 a Tesla vendeu 50.580 carros elétricos, a maior parte das unidades foram do Model S, que se converteu no veículo elétrico mais vendido em todo o mundo, um titulo que pertencia ao Nissan Leaf. As pré-reservas do Tesla Model 3 começaram no dia 31 de março e durante todo o dia circularam notícias que davam conta das filas à porta das lojas da marca para reservar uma unidade. No mesmo dia soube-se que a marca teria registado 115 mil reservas no primeiro dia apenas. Para o fazerem , os clientes tiveram que deixar um depósito de mil dólares por um carro sobre o qual não se sabia nada, nem sequer o aspeto. O futuro está aí à porta e o universo dos carros elétricos é hoje uma realidade a preços acessíveis. Ficamos a aguardar mais novidades em terras canadianas para este anúnciado sucesso da Tesla. Para já ficam apenas as imagens tornadas do novo Model 3.
CIBERCRIMINOSOS PORTUGUESES JÁ USAM A “DARKNET”
David Gonçalves Fonte: Adaptado do artigo publicado pelo portal O Sapo
O
s números são alarmantes e a tendência é para crescer, como em qualquer parte do mundo, mas neste momento 10% dos criminosos informáticos em Portugal já estão a usar a chamada “darknet” para fazerem as suas incursões. À Polícia Judiciária faltam os meios legais para travar a nova realidade. A entidade admitiu que existe uma migração das principais ameaças criminosas para o lado negro da Net, um mundo alternativo que garante o anonimato dos seus utilizadores, acessível através do Tor. “Temos inquéritos a decorrer que surgem já associados à darknet. Há uma média de 10%, mas admitimos que possam ser mais e que o recurso a este instrumento aumente. É a tendência”, referiu Carlos Cabreiro, responsável pelo combate ao crime informático da Diretoria de Lisboa. Segundo outras fontes da PJ, há já inquéritos de tráfico de droga no nosso país que aparecem associações à darknet. Também a atividade terrorista internacional, em particular no que diz respeito à troca de informações,
debate e comunicações, vive do lado negro da Net. Carlos Cabreiro salienta que, “de uma maneira geral, a darknet é uma forma de contacto e de negócio”, também usada por hackers, pedófilos e piratas à espreita de dados para roubar ou para disseminar vírus. Como o crime na darknet vive do anonimato, falta à PJ uma forma legal para se infiltrar e se misturar com os criminosos, assumindo um papel que poderia ser designado como de “agente provocador”, o que é proibido pelo ordenamento jurídico português, explicou o responsável. A participação encapotada dos polícias, por exemplo, num fórum de partilha de pedofilia, é possível, sob a proteção legal da figura do agente infiltrado. No entanto, para ganhar confiança dos pedófilos, o polícia poderá ter de partilhar pornografia infantil, tornando-se num “agente provocador”, fórmula que existe, por exemplo, nos EUA e em Itália e, mais recentemente em Espanha, mas que a lei portuguesa proíbe.
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BATMAN V SUPER-HOMEM
O Despertar da Justiça
Por: Carlos Monteiro
Fotos: Direitos Reservados
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esta edição de abril trazemos até si um filme baseado em dois dos maiores heróis dos ecrãs do cinema e banda desenhada... Batman e Super-Homem. Com Metropolis arrasada durante a luta contra o General Zod, o Super-Homem transformou-se numa figura controversa. Enquanto para muitos ele continua a ser um emblema de esperança, um número crescente de pessoas consideram-no uma ameaça à humanidade e procuram justiça para o caos que trouxe à Terra. Para Bruce Wayne, Super-Homem é claramente um perigo para a sociedade. Temendo pelo futuro do mundo com um tal poder fora de controlo, o Cavaleiro das Trevas veste a máscara e a capa e dirige-se a Metropolis para corrigir os erros do Super-Homem. A rivalidade entre ambos é alimentada pela amargura e pela vingança, e nada pode dissuadi-los de travar esta guerra. No entanto, uma nova
SUGESTÕES SINOPSE
“Conquista a Lua!” conta a história de Mike Goldwing, um corajoso e determinado menino de 12 anos, filho e neto de astronautas. Mike tem dois sonhos: ganhar o jogo de “apanhar a bandeira” e conseguir reconciliar a sua família. Para alcançar os realizar terá de alcançar a bandeira mais importante da história do homem, aquela que os astronautas da missão Apolo XI colocaram na Lua. Com a ajuda dos amigos – Amy, Marty e Igor (um lagarto divertido e louco) – irá embarcar numa espetacular aventura, juntamente com o seu carrancudo avô Frank, para tentar impedir os planos diabólicos de Richard Carson, um excêntrico milionário que pretende colonizar a Lua enquanto tenta apagar os antigos marcos históricos da exploração espacial.
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Fonte: IMDb e FilmSpot
ameaça surge. Alguém que possui um poder superior ao de qualquer um deles e se prepara para causar a destruição total. Ficha Técnica Filme com realização de Zack Snyder, argumento de David S. Goyer e Chris Terrio e a produção ficou a cargo de Charles Roven, Deborah Snyder. Elenco O elenco conta com a participação de Henry Cavill, Ben Affleck, Amy Adams, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Jeremy Irons, Holly Hunter, Laurence Fishburne, Callan Mulvey, Tao Okamoto, Ray Fisher, Tj Norris, Jason Momoa, Scoot McNairy. Duração: 2h 31min. Género: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica. Origem: EUA. Idades: Maiores de 12 anos.os
CONQUISTA A LUA! Realização: Enrique Gato Produção: Álvaro Augustín, Jordi Gasull, Nicolas Matji, Edmon Roch, Javier Ugarte Argumento: Patxi Amézcua, Jordi Gasull, Neil Landau, Javier López Barreira Género: Comédia, Animação, Aventura Origem: Espanha Duração: 94 minutos Idades: A partir dos 6 anos
Atleta paralímpico mais medalhado do mundo
Lenine Cunha
Por: David Gonçalves
Em março passado, ajudou Portugal a arrasar no mundial de pista coberta de atletismo adaptado, em Ancona, Itália, com o primeiro lugar coletivo, ao conquistar 23 medalhas no total. Lenine Cunha ganhou mais cinco, reforçando a condição de atleta mais medalhado em todo o mundo com 182 na carreira. Agora, já só faltam 18 medalhas para o atleta de Vila Nova de Gaia, de 33 anos de idade, cumprir o desejo de chegar às 200 medalhas ganhas. Lenine Cunha vem a dominar o mundo do atletismo adaptado desde que começou a sua aventura na modalidade. A entrada no atletismo foi um feliz acaso que viria mudar a sua vida. Um surto de meningite aos quatro anos deixou muitas sequelas físicas e psicológicas na sua vida. Perdeu várias capacidades motoras e cognitivas e teve de reaprender tudo de novo: andar, falar, entre outras capacidades, embora sempre com limitações. A força interior, determinação e a vontade de vencer, no entanto, foram os meios que encontrou para não desistir e superar os obstáculos de vida e tornar-se num dos mais ferozes competidores do Mundo. Já apurado para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016, o atleta português tem procurado os apoios necessários para continuar a treinar e representar da melhor forma Portugal nos próximos compromissos - Grand Prix IPC - Pré-Teste Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro, Brasil, em maio, e no Campeonato da Europa IPC, em Grosseto (Itália), e Campeonato da Europa INAS, em Ancara (Turquia), em junho. Sem esquecer o estágio final de preparação para Jogos Paralímpicos, em Serra Nevada (Espanha), agendado para julho/agosto. Recentemente, uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) ajudou Lenine a superar a meta de 10 mil euros que o próprio fixara quando lançou a campanha, conseguindo em pouco tempo chegar
DES
porto
quer chegar às 200 medalhas ganhas
Fonte:Record, RTP, Ardinas, PPL / Fotos: Direitos Reservados
aos 12 mil euros. Feito que emocionou o atleta, até aí, sujeito às dificuldades de ter de (sobre)viver com uma bolsa de 386 euros atribuída pelo Comité Olímpico. Para lá do dinheiro angariado, Lenine Cunha tornou-se um verdadeiro fenómeno nas redes sociais, especialmente no Facebook – onde no espaço de uma semana conseguiu mais 5 mil likes. Agora o sentimento é de realização, com o atleta português a querer preparar-se da melhor forma para as competições e recompensar (com mais vitórias) todas as pessoas que o ajudaram. Ao mesmo tempo, Lenine Cunha já está a pensar no futuro. Em outono do ano passado, criou o seu próprio clube desportivo, o Sport Clube Lenine Cunha, filiado na Associação de Atletismo do Porto e na Federação Portuguesa de Atletismo. Fundado a 21 de outubro de 2015, o clube tem como objetivo principal ajudar todos os jovens a iniciarem ou prosseguirem as suas carreiras desportivas, contando com um apoio logístico, mas principalmente de ordem financeira, que o atleta paralímpico nem sempre pôde ususfruir ao longo da sua carreira. Com um legado desportivo impressionante, Lenine Cunha quer acima de tudo que o seu exemplo de vida sirva de inspiração para os jovens atletas. Para Lenine, 2016 começou mesmo da melhor forma. Mas quando estamos ainda só no mês de abril, e com tanto para poder conquistar – especialmente no verão -, é caso para acreditar que a perseverança e bravura deste atleta especial vai trazer mais alegrias para o (nosso) querido Portugal. Alegrias essas que a Revista Amar espera poder vir a partilhar com os leitores num futuro próximo! Força Lenine!
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ANI
mais
ORCA
A Revista Amar traz-lhe este mês o animal mundialmente conhecido como baleia assassina Por: Cristina Fragata
A
Orca (Orcinus orca), popularmente conhecida como ‘’Killer Whale’’, ou baleia assassina na sua tradução para português, é um mamífero marinho pertencente à ordem dos cetáceos e subordem dos odontocetos. Este grande golfinho pertence à família Delphinidae e está amplamente distribuída em todo o mundo, porém ainda se conhece muito pouco das suas populações. A origem do nome baleia assassina é devido ao seu tipo de alimentação. Alguns grupos deste animais especializaram-se em se alimentar além de peixes, cefalópodes e crustáceos de pequenos mamíferos como pinípedes, aves, golfinhos e filhotes de baleias. Este comportamento alimentar não é padrão para os outros odontocetos. As Orcas possuem um comprimento que pode ir até os 9 metros para os machos e 7 metros para as fêmeas, existindo desta forma um dimorfismo sexual em relação ao tamanho do corpo. Outra característica de dimorfismo é o tamanho da barbatana dorsal dos machos que é maior que as das fêmeas da espécie. O peso corporal das fêmeas pode ser em média quando adultas de 4700kg, sendo que os indivíduos machos possuem cerca de 6500kg de peso corporal. Estes animais são reconhecidos através de sua distinta coloração que é preta com uma mancha branca em seu dorso. Seu ventre possui coloração branca e em cima dos olhos possuem um
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Referências: Reeves R. R, Rice D. W. e InfoEscola/ Fotos: Direitos Reservados
ponto esbranquiçado. Através de estudos realizados no Norte do Pacífico, verificou-se a existência de três ecótipos desta espécie, que são divididos em animais residentes, transientes e oceânicos. Este ecótipos identificados nesta região de estudo possuem diferenças na área de ocupação, diferenças na vocalização, diferenças alimentares e padrões de forrageio além de caracteres morfológicos e genótipos. Os animais residentes se alimentam preferencialmente de peixes. Os transientes se alimentam preferencialmente de mamíferos marinhos e os oceânicos se alimentam tanto de teleósteos e mamíferos marinhos, mas sua especialidade é caçar tubarões.
Provavelmente a Orca é o golfinho mais cosmopolita dentre todos os cetáceos, podendo ser encontrados em diversas áreas do globo. Ocorre em todos os oceanos e mares desde o equador até regiões polares. Porém, sua distribuição preferencial se encontra em áreas costeiras e locais
que possuem ambientes onde a produtividade é alta. Segundo os dados disponíveis, acredita-se que a estimativa de abundância populacional desta espécie é de valores próximos dos 50.000 indivíduos no planeta inteiro. A gestação destes animais pode durar cerca de 15 a 18 meses, sendo que as fêmeas se tornam aptas à reprodução quando possuem cerca de 12 a 14 anos de idade. A média de vida destes incríveis animais do necton é de cerca de 50 anos, podendo chegar a valores de 90 anos de idade. As orcas possuem uma importante estruturação social de grupos, baseado em uma estrutura matriarcal em suas unidades. Estas unidades sociais matriarcal das orcas, consiste de baleias de duas ou três gerações. Os membros de cada nível de grupo é tipicamente estável para aquelas orcas pertencentes a categoria dos residentes. As orcas foram alvo de caça durante muitos anos em diversas regiões na qual ocorrem. Entre os anos de 1938 e 1981 na Noruega, estudos sugerem que mais de 50 animais eram capturados por ano. Os japoneses entre 1946 a 1981 capturava mais de 40 animais por ano. Atualmente existem leis internacionais que protegem estes animais porém em alguns países esta espécie ainda sofre de capturas acidentais em pescarias costeiras como no Japão, Groelândia, Indonésia e Caraíbas.
Sofre de alergias?
Fontes: Adaptado do artigo sobre Medicina Geral e Familiar de Viriato Horta / Imagens: Direitos Reservados
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ara milhões de pessoas, estima-se que sejam cerca de 30% da população mundial, as alergias nomeadamente as alergias aos pólens e ao pó, com características próprias em cada uma das estações do ano, podem ser altamente irritativas e prejudiciais. Estas alergias são na maior parte das vezes causadas por alérgenos e provocam sintomas como tosse, corrimento nasal, espirros e olhos vermelhos e inchados. Este problema tende a acentuar-se durante a transição de estações. Outro tipo de alergia, a asma alérgica, que tem vindo a atingir um número crescente de indivíduos, pode ser muito perigosa e mesmo fatal. Em muitos casos os sintomas alérgicos são difíceis de diferenciar de outros sintomas provocados por variadíssimas desordens e doenças, como a constipação e gripe ou intoxicações alimentares. Por esta razão muitos médicos aconselham a visita a um alergologista (médico especialista em alergias), por forma a evitar má administração de medicamentos ou mesmo diagnosticar falsas alergias. Com a ida a um
alergologista, os alérgicos podem beneficiar de um melhor acompanhamento e usufruir da última geração de anti-alérgicos. Conselhos práticos à prova de alergias - Invista em almofadas anti-alérgicas, que possuem um cobertura impermeável aos alérgenos. Igualmente importante é a limpeza sistemática do colchão. - Evite a decoração excessiva no seu quarto, carpetes e alcatifas. - Lave com regularidade os cortinados. - Não use prateleiras desnecessárias na casa de banho. Tudo o que possa armazenar pó é de evitar. - Tenha especial cuidado com o seu aspirador. Peça a alguém que retire com frequência o filtro e o substitua. - Se o seu escritório ou habitação tem ar condicionado, então mande limpar pelo menos uma vez por mês. - Sempre que possível, vá junto do mar e faça aspirações de água salgada, se não pode usar em casa uma solução salina. Se passa muito tempo
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exposto ao ar da rua, lave o seu cabelo diariamente. - Tome duche em vez de banhos de imersão. No caso de, a meio da noite, ter um ataque alérgico de tosse ou espirros recorra ao duche, que além de o lavar de partículas irritativas causa bem-estar e relaxa. - Use óculos de sol, especialmente em dias de muito vento. - Faça da sua casa e local de trabalho um local de não fumadores. - Durante a primavera, evite abrir as janelas de sua casa. Faça, ou se puder mande fazer, todas as semanas, uma limpeza geral à sua casa. Não se exponha a fumos de lareira. O fumo da madeira queimada pode ser altamente prejudicial. - Evite cães e gatos. No caso de não poder, ou não querer evitar, mantenha o animal o mais limpo possível e de pelo raso. - Tenha cuidado com detergentes, especialmente alguns detergentes da roupa que podem causar alergias. Por: Raquel Couto
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VÁRIOS PRATOS DO DIA - CATERING - TAKE OUT - SANDES - SALADAS - BRUNCH Revista Amar l 39
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tórias?
A sua saúde e as alterações climatéricas
Fontes: Adaptado do artigo sobre Medicina Geral e Familiar de Viriato Horta / Imagens: Direitos Reservados
té que ponto é que as temperaturas elevadas ou o frio aumentam a probabilidade de gripe e outras doenças respira-
São vários os fatores que influenciam e determinam a resposta do nosso organismo aos agentes infeciosos: - o ar muito frio ou muito quente, especialmente se for seco e se houver vento, seca, fragiliza e irrita as vias aéreas, reduzindo a sua capacidade de resistência à invasão por microrganismos e danificando os cílios vibráteis que ajudam à expulsão da expetoração e das partículas estranhas que nelas se encontram; - os poluentes do ar, como o dióxido de carbono, os gases dos escapes (especialmente os dos veículos movidos a gasóleo), poeiras, fumos (especialmente do tabaco, de incêndios e de lareiras) e o ozono (principal componente do smog) têm um efeito semelhante e ainda agravam a doença obstrutiva pulmonar crónica (DPOC) e aumentam o efeito dos alérgenos respiratórios, agravando as rinites, as sinusites e a asma; - as alterações climáticas em curso (aquecimento global) têm feito aumentar a quantidade de pólen e a duração dos períodos de polinização, agravando as alergias respiratórias, facilitando o aparecimento de doenças infeciosas e aumentando a sua gravidade; - o aquecimento global tem igualmente provocado fenómenos meteorológicos extremos (chuvas torrenciais, secas prolongadas, vagas de frio, ondas de calor, “ilhas de calor”, ventos ciclónicos), que alteram o equilíbrio dos ecossistemas e facilitam a disseminação de doenças
40 l Revista Amar
infeciosas transmitidas pela água (gastroenterites, cólera, hepatite A, criptosporidiose, leptospirose…), pelo ar (constipações, faringites, amigdalites, gripe, bronquites, pneumonias…) e por vetores animais (malária, dengue, febre da carraça, leishmaniose…); - as contínuas variações climáticas, com alternância de frio-calor e de ar húmido-seco reduzem as defesas imunitárias e perturbam os mecanismos de adaptação do nosso organismo (hormonais, neurovegetativos, cardiovasculares…), que normalmente demoram dias ou semanas a atuar, impedindo que nos cheguemos a adaptar completamente a cada uma dessas situações (já lá vai o tempo dos longos invernos frios e chuvosos e dos longos verões quentes e secos durante os quais conseguíamos cumprir mais eficazmente esses processos de adaptação…). É de realçar que todos os mecanismos atrás indicados são especialmente gravosos no caso das crianças mais pequenas e dos idosos (que ainda não desenvolveram completamente ou já perderam parcialmente as defesas imunitárias e os mecanismos de adaptação às diferenças de temperatura), nas pessoas que sofrem de doenças crónicas debilitantes (que se agravam com a exposição a fenómenos estressantes como as variações climáticas e com as doenças infeciosas) e nas pessoas com mais baixas condições socioeconómicas (que se agasalham menos bem e que vivem em casas de pior qualidade, com menor isolamento térmico e mais permeáveis aos agentes poluentes). Deste modo, pode dizer-se que sim, que as tem-
peraturas fora do normal nesta época do ano aumentam a probabilidade de contrair doenças respiratórias e até de as agravar, sobretudo porque estas temperaturas anormalmente elevadas não ocorrem de uma forma estável, antes enquadram num processo de variação climática constante com ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos. É possível contudo minimizar estes problemas se pusermos em prática algumas medidas: - manter uma temperatura confortável, de 18 a 21ºC, em casa e nos locais de trabalho; - evitar respirar ar muito seco (usar humidificadores, colocar uma bacia com água ou uma toalha molhada nas salas aquecidas, tomar banho com a porta da casa de banho aberta…); - arejar os espaços fechados; - limpar com frequência os filtros dos aparelhos de ar condicionado; - reduzir a exposição a fumos (não se deve fumar em espaços fechados, especialmente nos quartos de dormir), alérgenos, agentes irritantes das vias aéreas; - evitar mudanças bruscas de temperatura; - procurar respirar pelo nariz, para aquecer e humidificar o ar que se inspira; - usar o vestuário adequado a cada situação; - fazer as vacinas indicadas pelas autoridades de saúde (gripe, pneumonias…); - lavar as mãos com frequência; - evitar locais sobrelotados; - manter um bom estado geral de saúde, de hidratação e de nutrição. Por: Raquel Couto
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SAÚDE
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Terapia de desintoxicação através de banhos de pés Por que precisamos de desintoxicar Todos os dias, toxinas bombardeiam o nosso corpo a partir do ar que respiramos e os alimentos que comemos. Ao eliminar as toxinas e resíduos dos nossos rins, fígado, cólon, pulmões, gânglios linfáticos e pele, nosso corpo começa a executar mais uma vez em seu pico ideal. Uma abordagem holística para o alívio de doenças do corpo, como dores de cabeça, obesidade, prisão de ventre, pressão alta, artrite, diabetes e problemas cardíacos podem permitir-lhe atingir um equilíbrio entre a vida saudável. Um banho de pés iónico ajuda a liberar as impurezas indesejáveis do nosso corpo de uma forma segura e natural. O pé humano possui cerca de 60,000 glândulas sudoríferas e aproximadamente 2000 poros, por essa razão, a excreção das toxinas pelos pés torna-se mais rápida e fácil. A técnica da limpeza via banhos de íões nos pés fornece uma remoção das toxinas produzida por alimentos, pesticidas, produtos químicos, cigarro, álcool, poluição e outros agentes que o estilo de vida moderna nos oferece, deixando todos os órgãos vitais limpos, re-balanceados, re-energizados e prontos para executarem as suas funções vitais. O Processo O banho de pés iónico é um sistema de desintoxicação, onde um indivíduo mergulha os pés juntamente com uma matriz (elemento água) num banho de água. O controlo proporciona uma corrente contínua para a matriz, fazendo com que os metais dentro da matriz se aglutinem com o sal para criar uma leve corrente elétrica. A corrente composta de iões positivos e negativos, que se repercutem em todo o corpo. Este processo é chamado eletrólise. A eletrólise é usado para passar uma corrente contínua através da água para quebrar as moléculas de H2O liberando o hidrogênio negativo responsável por balanceador do PH do corpo. Também ativa ATP, adenosina tri-fosfato, que é uma das maiores fontes de energia do nosso corpo. Um indivíduo está geralmente entre 15 a 30 minutos com os pés submersos em água, enquanto a corrente elétrica envia uma carga Para mais informações:
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pulsante cronometrado de íons positivos e negativos que estimula o fluxo iónico natural do corpo. A sincronização dos ritmos naturais do corpo permite que o corpo liberte as impurezas indesejadas via osmose e difusão através da epiderme no pé. Efeitos benéficos para a mulher • Rejuvenesce a pele e os cabelos deixando-os muito mais bonitos e saudáveis. • Previne acnes, espinhas, furúnculos e micoses. • Proporciona muito mais disposição e vitalidade. • Reduz os efeitos da menopausa, os sintomas da TPM e as cólicas menstruais. • Aumenta o raciocínio e a memória. • Diminui as dores de cabeça • Auxilia os distúrbios do sono. • Aumenta a líbido e o desempenho sexual. • Retira o cansaço, a letargia e em alguns casos auxilia no tratamento da depressão. • Auxilia no tratamento de cura de diversos tipos de doenças e infecções. • Previne suores localizados, maus cheiros e mau-hálito. • Auxilia no tratamento da obesidade e da celulite. • Aumenta a oxigenação de tecidos, estimula a força funcional dos músculos e ajuda na recuperação total das fibras musculares, além de melhorar a nutrição das células do organismo e prevenir estrias. A Ervanária Beyond Even tem ao seu dispôr um sistema inovador em aço inóxidável para banhos de pés iónicos que utiliza água destilada. Não perca esta oportunidade. Contacte-nos hoje mesmo para saber mais informações sobre esta terapia de desintoxicação. Não se esqueça... o seu corpo é o seu templo.
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486 ROGERS RD. TORONTO, ON Revista Amar l 41
Por: Cristina Fragata
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Comecemos então pelo princípio. O que é o Baby Shower? Baby Shower é uma festa organizada tradicionalmente só para a futura mãe, geralmente entre o 6 e o 8 mês da gestação. É uma tradição muito popular no Brasil (Chá de Bebê), Estados Unidos (Baby shower) e agora também muito em voga na Europa e em muitos outros países.
Tradições e tendências actuais de um Baby Shower
Tradicionalmente, um Baby Shower é oferecido só para a futura mãe. Somente as mulheres devem participar. Mas hoje em dia, muitas pessoas optam por realizar o Baby Shower onde ambos os pais podem participar, e/ou convidam os amigos homens para participar. Outro aspecto que está em alteração é o facto, de inicialmente o Baby Shower era somente para o primeiro filho da mulher, agora esta festa foi generalizada para cada novo bebé ou, até para o filho adoptivo. Não é incomum ter mais de um Baby Shower para um mesmo filho, por exemplo, um com amigos e familiares e outro com colegas de trabalho.
O significado do Baby Shower
O laço que é colocado á volta da barriga da mãe serve de proteção contra os espíritos maus. Nas brincadeiras também existem alguns rituais como por exemplo: embrulhar bem o presente e a grávida deverá adivinhar o que é sem abri-lo e qual foi o convidado que ofereceu o presente, este ritual, tem como objetivo preparar o bebé para amar as pessoas que lhe dão presentes de boas vindas. Palavra proibida: Escolha uma palavra que não poderá ser dita durante toda a festa pelas convidadas, como, por exemplo, mãe ou bebé. Entregue um colar de fitas a cada uma das suas amigas e cada vez que uma delas disser a palavra proibida, aquela que identificou fica com o colar. A vencedora será a que conseguir o maior número de colares no final da festa. Os colares servem para confundir os espíritos maus, e aproximar as boas vibrações.
As brincadeiras mais comuns do Baby Shower
Não há nenhuma regra fixa para as actividades que se devem levar a cabo nesta festa, porém existem algumas atividades tradicionais que estão frequentemente presentes em todos os Baby Shower. As brincadeiras mais comuns são: Embrulhar bem o presente e a grávida deverá adivinhar o que é sem abri-lo e quem deu o presente; se a grávida não acertar deverá sofrer uma consequência, como por exemplo o dono de presente pode fazer um desenho com batom ou com guache na sua barriga;
42 l Revista Amar
Adivinhar o tamanho da barriga da grávida; Bingo-Bebé, etc.
Outras modalidades do Baby Shower
O Baby Shower também é conhecido como Chá de bebê, Chá de Cegonha ou Chá de Berço; O Chá de Fraldas – são as festas onde as listas de presentes são constituidas somente por fraldas, no entanto existem alguns casos em que a lista de presentes se estende também a outros produtos de higiene (pomada contra as assaduras, pó de talco, sabonete, champô, colónia, etc); O Baby Shower Surpresa – é quando a festa é totalmente organizada sem conhecimento da futura mãe.
Quem deve organizar o Baby Shower?
Geralmente a organização do Baby Shower fica a cargo de um ou mais familiares e/ou amigos, nunca pelos próprios pais, embora não exista nenhuma regra fixa sobre este ponto. O mais comum é que seja um familiar, uma amiga ou uma colega de trabalho bem próxima, que se predispôe a organizar o evento por e para si. Se está com imensa vontade de ter um Baby Shower e não tem nehuma amiga que se disponibilize, pode sempre falar com as avós (ou uma irmã ou uma prima) para fazer os convites. Prepare uma lista das amigas que pretende convidar e peça para que sejam enviados. Depois pode organizar o resto da festa a seu gosto e de acordo com o seu orçamento.
Qual é a altura ideal da gravidez para fazer o Baby Shower?
O Baby Shower acaba por ser uma boa distração para aquela ansiedade que se apodera da grávida, nas últimas semanas de gravidez, quando tem a sensação que os dias demoram anos a passar. Além do mais, nada como um Baby Shower com a presença da futura mãe com um barrigão enorme para aumentar a rapidez da contagem descrescente para o grande dia. Procure marcar a data antes das 37 semanas de gravidez, para não correr o risco do bebé chegar antes da festa. Ao escolher uma data, converse com as avós e as pessoas mais chegadas para ter a certeza que elas não têm compromissos já marcados no mesmo dia. Nada mais chato do que planejar uma comemoração e metade dos convidados não aparecer por algum motivo. E para finalizar... Parabéns para si que vai ser mãe brevemente.
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Imagem: EspaçoMaxima
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imidamente o Sol vai espreitando, e a primavera parece, finalmente, estar a chegar! Exibir um corpo esbelto é importante, mas mostrar uns pés bem tratados é também imprescindível! Quando chega a altura do calor é ver homens e mulheres com trajes menores. Na praia ou na cidade as roupas mais curtas e frescas abundam e a lei do verão obriga a que o corpo esteja imaculadamente tratado e esbelto. Contudo, e além de evidenciar um corpo bonito, é também necessário cuidar da pele dos seus pés. Afinal, eles vão andar muito à vista! Chinelas ou sandálias são os adereços de eleição para os seus pés quando o calor se faz sentir. Com as elevadas temperaturas que se denotam nesta estação, os pés necessitam de estar ao ar livre para que eles mesmos possam respirar melhor. A moda impera e dita que as sandálias deste verão sejam compostas apenas por algumas tiras. Por isso, pés bem tratados são uma exigência, e quase uma obrigação! Os pés passam o ano todo, excluindo a período do verão, apertados, a terem que suportar calçado muito justo, em muitas situações de qualidade reduzida, o que faz com que por esta altura seja tempo de os começar a tratar melhor ainda do que até então. Calos ou calosidades, e a tendência para se apresentarem secos, são os maiores problemas que os pés podem evidenciar neste momento. Por isso, trate de modificar este cenário! Independentemente da importância que a ida à manicure representa, é imprescindível deslocar-se ao podólogo sempre que reparar num problema mais evidente nos seus pés, ou apenas por pura precaução. Essa dor na zona lateral pode querer significar algo, e esse calo que tende sempre em renascer pode ser também curado com a ajuda de um especialista dos pés, o podólogo. Lógico que existem pequenos cuidados que você mesma deve executar, não só no período do verão como também durante o ano inteiro. Assim, quando chegar a altura das sandálias os seus pés não apresentarão um aspecto tão desgastado, como seria de esperar se simplesmente tivesse ignorado o seu tratamento durante todo o outono/ inverno. Sola dos pés – caso as sinta muito grossas, e até mesmo espessas, aconselhamo-la a utilizar um exfoliante para os pés, ou a limá-las muito suavemente, com uma lixa fina, uma vez por semana, para assim conseguir activar novas células e eliminar as que já estavam mortas. Além da lixa ser muita fina é também aconselhável fazer esta operação depois de ter tomado banho, altura em que a pele está mais receptiva a este género de operações. Em seguida, utilize um creme hidratante. Calosidades nos pés – são um dos maiores problemas, sendo estas
Por: Raquel Couto
derivadas do uso de calçado de má qualidade, ou provenientes de calçado que apresente um salto muito alto. Além de má qualidade do calçado, as coisas pioram muito mais se o mesmo está muito apertado ao pé. Se tem calos nos pés deve recorrer a um podólogo para ele lhe indicar o tratamento adequado, que certamente passará pelo recurso a cremes e hidratantes. Porém, o uso de calçado de má qualidade tem que ser de imediato colocado de parte. Protector nos pés – ao ir para a praia, e quando passar o protetor solar no seu corpo, não se esqueça de o espalhar também nos pés. Esta zona pode ser uma das zonas mais afetadas, caso não tome conta dela devidamente. Não se esqueça que os pés são uma zona muito seca e sensível e, estando em exposição ao sol o perigo de desidratação e queimaduras é ainda maior. Cuidar das unhas é imprescindível – como é que você quer exibir as suas novas sandálias quando for sair com aquela pessoa, que finalmente a convidou, se tem as unhas nessas condições? Em primeiro lugar, corte as unhas a seguir ao banho pois assim a tarefa será mais fácil. Deve cortá-las a direito, e em seguida limá-las para que elas fiquem certas, utilizando uma lima ou lixa. Atenção que não deve arredondar os cantos para que não corra o risco de ficar com as unhas encravadas. As unhas devem estar cortadas seguindo o tamanho dos dedos do pé, nem mais curtas nem mais compridas. Umas unhas demasiadamente curtas dão um aspecto horrível, e as unhas muito compridas são um sinónimo de desleixo, além de se aglomerar ali toda a sujidade. Se as quiser pintar, após as ter arranjado, pode optar por um verniz bem discreto ou, e caso seja mais irreverente, opte por cores bem vivas para contrastarem com as cores das suas sandálias. Se lixar convenientemente as solas dos pés, cortar as unhas, quando elas dão sinais de estarem demasiadamente grandes, proteger os pés com protetor solar e hidratá-los ao final do dia, acredite que eles vão respirar de beleza. Porém, a consulta com um especialista dos pés nunca é de rejeitar. Ele mesmo pode dar-lhe muitos mais conselhos e técnicas para os tratar bem! Finalmente, já vai poder comprar aquelas sandálias que há dias não param de sorrir para si! E, não se esqueça: não é porque os pés na altura do inverno estão escondidos que não merecem ser tratados! Torne-os em pés de sonho para qualquer estação!
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ESSENCIAIS PARA UM ROSTO SAUDÁVEL
Por: Raquel Couto Imagem: Shutterstock - Khomulo Ann
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esde exfoliantes a tónicos de limpeza a cremes para os olhos, este pequeno guia vai ajudá-la na escolha dos produtos adequados para si. Sente-se um pouco perdida quando está no corredor de beleza do supermercado e lojas para o efeito? É dificil encontrar um pacote de produtos fácil de usar e que se adapte à sua vida agitada? Não procure mais, temos a solução para si. Vamos falar de 6 géneros de produtos que deve ter em sua casa para a ajudar a manter uma pele saudável e jovem:
Limpeza
Nunca vá dormir sem limpar o rosto! Dormir com maquilhagem no rosto pode obstruir os poros e causar envelhecimento precoce e pele irritada. Use água morna para limpar impurezas e poros obstruídos, e de seguida, aplique uma pequena quantidade do produto de limpeza no rosto. Massage em círculos suavemente e enxague com água fria ou morna. Após este processo, retire o resto da maquilhagem com um desmaquilhante apropriado. Escolha um produto adequado para o seu tipo de pele: leites de limpeza são os melhores para peles secas, enquanto que fórmulas em gel são indicadas para peles oleosas.
Exfoliantes
Quer uma pele suave com um brilho saudável? Esfoliantes faciais ou esfoliantes corporais são bem vindos em sua casa. Ao usar um exfoliante está a acelerar o processo de renovação da pele e também desobstrui os poros. Quantas vezes devemos esfoliar? Depende do seu tipo de pele. Se você tem pele normal ou seca faça uma ou duas vezes por semana, e se tem pele oleosa ou mista faça três a quatro vezes por semana.
Hidratantes
Aplique um hidratante após limpar o rosto de manhã. Escolha uma fór-
44 l Revista Amar
mula leve com FP 15 para manter a pele hidratada e protegida contra os raios UV. Antes de dormir, aplique uma fórmula mais espessa e rica. Cremes de noite devem conter colageno para ajudar a renovar a sua pele enquanto dorme. Cuidados extra com a pele: aplique um tónico facial (água de rosas faz maravilhas) e aplique o hidratante para uma hidratação extra.
Serums
Necessita de resolver um problema de pele específico? Os serums são a resposta. Ao contrário dos hidratantes, estes fluídos são mais concentrados e penetram na pele mais profundamente. Compre sempre serums de acordo com as suas necessidades, desde anti-envelhecimento, brilho, ou até mesmo contra o acne.
Creme para os olhos
Costuma acordar com os olhos inchados e com olheiras? Creme para os olhos é a sua salvação! Este tipo de creme é uma composição para problemas específicos dos olhos, adicionando hidratação e atenuando rugas e linhas. Procure uma formula em gel (de preferência com cafeína) se tem pele oleosa e/ou inchada. Se tem pele seca, opte por algo mais hidratante. Se tem olheiras, procure um creme com vitamina K.
Máscaras
Adora ir ao spa, mas não tem tempo? Mime-se um pouco e aplique uma máscara facial, no mínimo, uma vez por semana. Só precisa de 10 minutos e uma máscara. Os benefícios são imensos! Máscaras faciais retiram impurezas, tonificam, hidratam, protegem e deixam a pele suave e macia. Ficam os conselhos. O seu rosto vai agradecer.
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LEVEZA COLORIDA LOOK 1 Os tons pastel serão uma das tendências mais fortes nesta estação. Conjugando um vestido evasé com uma mala com estruturada consegue-se um look fresco para o dia-a-dia, com um toque sofisticado conferido pelas sandálias de tira fina e acessórios elegantes.
LOOK 2 Fresco e prático, assim se caracteriza este look. Pode alternar com um sapato de salto médio ou uma sabrina que é confortável e sempre adequada a qualquer ocasião.
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HORÓSCOPO AQUÁRIO
Sente-se com uma energia invulgar e com um grande desejo de actividade. Aproveite este período para se dedicar a novos projetos de modo a aliviar esse “formigueiro”. Poderá sentir que tem maior discernimento e que as suas ideias estão mais claras, o que lhe pode ser útil para resolver alguma situação menos clara.
CAPRICÓRNIO
Esta é a altura ideal, para meditar e fazer uma análise profunda e consciente de si e do papel que desempenha na vida. Será um bom período para fazer psicanálise, recuar no tempo e verificar como o seu passado o influência e condiciona o seu presente. Conheça-se melhor a si próprio e liberte-se de velhos fantasmas.
SAGITÁRIO
Este é um período em que se sentirá livre para expressar a sua realidade e mostrar-se como realmente é aos outros, traçando os seus objetivos e opondo-se vigorosamente a quem não lhe deixar seguir o rumo traçado. É uma época de maior espontaneidade e extroversão que o levará a viver a vida com maior prazer e alegria.
ESCORPIÃO
As suas atenções estão voltadas para o lado prático da vida. Métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, serão encontrados, cumprindo rapidamente as suas obrigações. Pratique desportos ao ar livre e inicie um regime alimentar equilibrado, aproveite para se libertar de vícios e limpar o seu organismo.
BALANÇA
Época de maior espontaneidade e extroversão, vivendo a vida com muito prazer e alegria. Grande juventude e abertura de espírito levá-lo-ão a aproximar-se mais das crianças e com elas passar momentos agradáveis recordando os tempos passados. A demonstração sem receio dos seus afectos poderá abrir-lhe as portas do Amor.
VIRGEM
hábitos.
É bastante provável que nesta fase seja impelido a alterar a sua forma de vida devido á influência de uma terceira pessoa. As suas bases e valores estruturais serão postos em causa fazendo com que se tente modificar num impulso de refinação. Corte de vez com rotinas que considera prejudiciais e adquira novos
1 a 30 de abril de 2016
Por: Venessa Barros
LEÃO
É um bom período para fazer uma análise dos seus objetivos de vida. Se essa análise for feita envolvendo outras pessoas, tanto melhor. É a época ideal para fazer uma viagem e alargar os horizontes. É possível que sinta um especial interesse pelas ciências ocultas ou tudo o que tenha a ver com o sobrenatural.
CARANGUEJO
Esta é uma fase de afirmação pessoal, tendo para si grande importância o papel que ocupa na sociedade. Existe uma forte possibilidade de profissionalmente lhe serem dadas responsabilidades acrescidas que lhe poderão trazer uma promoção. Esteja ciente das suas capacidades e fraquezas e confie nos seus próprios recursos.
GÉMEOS
Neste período, os projetos de grupo e os amigos poderão assumir uma especial importância. Procure trabalhar em equipa de forma dinâmica, contrapor ideias e tomar decisões em conjunto com os outros elementos. É certamente um período que lhe permitirá desenvolver a sua individualidade através do grupo.
TOURO
Está nesta altura mais sensível, o que favorece o aumento da sua criatividade e a sua intuição. Ajude as pessoas do seu meio que precisam de si. Este é um bom momento para desenvolver e aprofundar o seu mundo interior e espiritual. Pode sentir menos animo e menor força física devido ao facto de a sua energia estar baixa.
CARNEIRO
Um novo ciclo está a começar. Esclareça de vez situações cuja concretização tem vindo a adiar. Nesta fase a sua personalidade está centrada naquilo que faz e naquilo que é, mas através de uma necessidade real de olhar para si mesmo e encontrar aquilo de que necessita para o seu progresso e a sua vocação pessoal.
PEIXES
Poderá ter nesta altura boas ideias para melhorar a sua vida no campo material e financeiro. O aplauso dos outros relativamente ao que faz vai trazer-lhe segurança e estabilidade interior. Não deve querer possuir bens só para alimentar a sua vaidade. Aproveite esta situação favorável para presentear aqueles que ama.
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ARROZ DE CASTANHAS E FEIJÃO Ingredientes • • • • • •
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1 raminho de coentros (atado com um fio) 1 cabeça de alho 2 paus de canela 1 folha de louro 2 1/2 (+-) chávenas de castanhas piladas 1 1/2 chávena de feijão seco (usei encarnado e manteiga, mas pode usar apenas uma qualidade) 1 1/2 de arroz agulha 2 colheres de sopa de açúcar amarelo Azeite q.b. Sal q.b.
Preparação:
Foto: Direitos Reservados
Preparação: 1. Misture a margarina, à temperatura ambiente, com o açúcar, a farinha de alfarroba e o café expresso (acabado de tirar para ajudar a derreter a margarina).
Foto: Direitos Reservados
1. No dia anterior deixe o feijão de molho. As castanhas ponha em água bem quente uma hora antes de cozinhar. 2. Limpe a cabeça de alho sem despegar os dentes (apenas a “pele” fina) e coloque num tacho juntamente com o louro, o ramo de coentros, os paus de canela, o azeite e o feijão, adicione água até mais de metade do tacho e tempere com sal. Leve ao lume médio. 3. Quando ferver espere 10 minutos e acrescente as castanhas. Deixe cozinhar o feijão e as castanhas mas sem ficarem desfeitas. Junte o arroz e o açúcar amarelo, se necessário acrescentar mais água.
BOLO DE BOLACHA VEGAN Ingredientes • • • • • •
3 pacotes de bolachas torradas (tipo Maria) 400 gr de margarina vegetal (usei Becel) 3 ou 4 colheres de sopa de farinha de alfarroba Açúcar amarelo a gosto 1 café expresso Café solúvel, água e uma colher de açúcar (para molhar as bolachas).
2. Enquanto prepara o café para as bolachas coloque o creme no frigorífico. 3. Deixe arrefecer um pouco o café e comece a montar o bolo em camadas, mergulhe as bolachas no café uma a uma durante 3 segundos e vá alternando as camadas com as bolachas e o creme, até gastar os ingredientes. 4. No fim pode polvilhar com bolacha triturada.
Revista Amar l 49
Palavras Cruzadas
ENTRE
TENI
mento
HORIZONTAIS: 1. Mentira. 8. Aperte com nó. 9. Impede. 11. Ruténio (s.q.). 12. Forte afeição. 13. Avaria. 15. Naquele lugar. 17. Tendência impulsiva para a mentira. 19. Época. 20. Rezam. 21. Real. 23. Antes do meio-dia. 25. Dor nos rins. 27. Viagem. 28. Mentiroso, trapaceiro.
VERTICAIS: 1. Casal. 2. Cobrir de terra (os grãos semeados). 3. A ti. 4. Relembrar. 5. Insignificância (fig.). 6. Capital da Albânia. 7. Autoridade Tributária e Aduaneira. 10. Acidez do estômago. 12. Espaço de 12 meses. 14. Adorno. 16. Polido com lima. 17. Dividir ao meio. 18. Argola. 22. Unidade de trabalho no sistema CGS. 24. Imensidade (fig.). 26. Artigo antigo. 27. Identificação pessoal (Internet)
AS SOLUÇÕES ESTARÃO DISPONÍVEIS NA PRÓXIMA EDIÇÃO. DIVIRTA-SE!
ADIVINHAS & ANEDOTAS
ADIVINHA SOLUÇÕES DA EDIÇÃO ANTERIOR
Tem orelhas de gato, e gato não é, tem focinho de gato, e gato não é, tem rabo de gato, e gato não é, quem é?
Palavras Cruzadas
ANEDOTA
lente chapadão.
No mesmo compartimento de um comboio viajavam um português, um espanhol, uma loira espetacular e uma gorda enorme. Depois de uns minutos de viagem, o comboio passa por um túnel e ouve-se uma chapada. Ao saírem do túnel, o espanhol tinha uma marca vermelha enorme na cara.
A gorda enorme pensou: ...o filho da mãe do espanhol apalpou a loira e ela não perdoou... mandou-lhe uma chapada.
A loira jeitosa pensou: ...este filho da mãe do espanhol queria apalpar-me, enganou-se, apalpou a gorda e ela deu-lhe um va-
E o português pensou: ...oxalá venha outro túnel para poder mandar mais uma chapada ao palerma do espanhol ...!
Por: Catarina Almeida
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O espanhol pensou: ...este sacana do português apalpou a loira, ela enganou-se. Pensou que fui eu e mandou-me uma chapada.
Adivinha - A cebola.
Cartoons: Tony nas Américas
passa
TEM POS
RESULTADOS DO PASSATEMPO
MADISON
Imagem: Direitos Reservados - Moxie`s Classic Grill
Passatempo Cortesia Carlos Durão
General Manager Moxie´s Grill & Bar Madison
A
Revista Amar tem o prazer de anúnciar os resultados do passatempo Moxie`s Classic Grill - Madison da edição de março, em que pediamos que nos respondessem à seguinte pergunta: Que personagem foi interpretada por Fernando Rocha na abertura do Portugal a Rir! Canada 2016? Resposta: Engenheiro Varvosa - candidato a presidência dos EUA. VENCEDORA Michelle Gonçalves de Toronto Obrigado pela participação e muitos parabéns.
PASSATEMPO CN TOWER
T
emos 1 gift certificate para a CN Tower no valor de $50 dólares nesta edição de abril.
Para se habilitar a ganhar apenas terá apenas de responder à seguinte pergunta: - Em que dia a CN Tower celebra 40 anos de abertura ao público? Envie as suas respostas por email para o seguinte endereço: Email: info@revistamar.com Para efeito deve indicar que se destina ao concurso da edição de abril, o seu nome, morada e número de telefone para ser contactado em caso de ser selecionado. Pode participar até ao dia 30 de abril. O nome do vencedor será publicado no nosso portal interativo localizado no endereço www.revistamar.com e publicado na edição de maio. Participe e boa sorte.
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