EDIÇÃO 50 • ANO 5 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM
Joseph Mancinelli MARÇO2020
Ficha Técnica Direção
Carmo Monteiro Manuel DaCosta
Edição Gráfica Carlos Monteiro
Marketing
Carmo Monteiro MDC Media Group
Fotografia Carmo Monteiro
Colaboradores
Armando Correa de Siqueira Neto Carlos Cruchinho David Gonçalves Helena Rodrigues Isabel Rebelo Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador
Participação Especial Olavo Bilac Sara Dias de Oliveira Sofia Teixeira
Agradecimentos
Casa das Beiras de Toronto JN LiUNA Portuguese Cultural Centre of Mississauga Notícias Magazine Portal O Sapo Volta ao Mundo
Conteúdos 4
Março 2020
Valentine's Day no PCCM
O Centro Cultural Português de Mississauga celebrou um Valentine's Day e desta vez trouxe Jorge Frreira e sua banda.
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Um elogio no feminino
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O abstracionismo de
No mês dedicado à mulher, Carlos Cruchinho traz-nos um apontamento sobre o papel das mulheres na sociedade, nas artes, na política e na ciência.
Vieira da Silva
página 16
Armando Correa de Siqueira Neto leva-nos numa viagem à vida e obra da pintora portuguesa - Vieira da Silva.
30 Joseph Mancinelli
Fiqu a conhecer o vice-presidente e diretor regional do centro e este do Canadá do maior sindicato da construção da América do Norte - LiUNA.
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Olavo Bilac
página 24 página 40
O santo e pecador voltou Paulo Perdiz esteve à conversa com o cantor e referência dos Santos & Pecadores e do projeto Resistência.
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página 48
Trabalha de casa? Não cometa estes erros
Se instala o seu escritório em casa, pode cair na tentação de cometer erros que dão cabo da produtividade. Fique a saber quais e como evitá-los!
Contacto
www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar
416.806.7616
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Em quarentena seja criativo
página 54
página 68
Isabel Rebelo traz-nos conselhos úteis para os tempos de quarentena que se vivem um pouco por todo o mundo.
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Colesterol e a medicina chinesa
Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group. Custo estimado por exemplar
$4.99
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Helena Rodrigues fala-nos sobre a abordagem da medicina tradicional chinesa a este problema de saúde que afeta milhões no mundo inteiro.
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Waffles de chocolate
Pequeno-almoço, sobremesa ou lanche? O difícil vai ser decidir. Estes waffles de chocolate com chocolate derretido são irresistíveis em qualquer ocasião.
página 70 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.
CARMEN PRINCIPATO TONY DO VALE LUIS PIMENTEL
ROLY BERNARDINI
SAVERIO REPOLE
ALEXIS MANTELLO-CLEMENT
HARDY JALLOH
PETER GLAZE
REGIONAL ORGANIZING CO-ORDINATOR ELIO TOPPAN
JACK EUSTAQUIO
ISABELLA COSTANZO
RENATO TAGLIONE
MIKE BETTENCOURT MAMADOU BAH JOE INACIO FABRIZZIO MASSARI JOE FURTADO JOHN WALKER MILTON MEDEIROS
PATRICIA LUM MONIQUE SERINO NATALIY KRASKOVSKY CHRISTINA COLELLA DE PAOLA MISHEL BIRFIR NICOLE PIETRANGELO EVETT BILLS ADRIANNA DO VALE
Valentine’s Day no PCCM
N
o dia 15 de fevereiro o Clube Cultural Português de Mississauga (CCPM) voltou a celebrar o Dia dos Namorados num ambiente de sublime romantismo. Sala de-
corada a rigor, ementa leve e requintada, e música ao som de Jorge Ferreira e a sua banda foram suficientes para uma noite esgotada e inesquecível. Tony de Sousa, que assumiu funções no passado dia 25 de janeiro, sobre a nova direção do CCPM revelou que “a equipa está toda igual, apenas com mais duas pessoas”. Qualquer evento requer empenho e o presidente do PCCM reconhece e agradece: “quero dar os parabéns à nossa direção e à nossa cozinha pelo trabalho que eles fazem (…), como presidente e vice-presidente, Jorge Mouselo, também trabalha-
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mos bastante todos os dias, mas eles é que fazem aquele trabalho para que nós e o clube possamos sobressair. Um obrigado a eles, pois sem eles nós não podíamos fazer nada.” O vice-presidente do PCCM, explicou como é feita a escolha dos artistas para cada evento mas, que acima de tudo, a vinda de Jorge Ferreira a esta casa era à muito ambicionada: “... cada um dá uma ideia, depois conversamos e discutimos o lado positivo e negativo até chegarmos a uma decisão (…) nós “devíamos” o Jorge Ferreira a esta casa à muitos anos e chegámos à conclusão que a hora certa era agora.” E foi uma aposta ganha… afinal, não é qualquer artista que consegue juntar 1000 pessoas em apenas dois dias!
E Jorge Ferreira, residente nos Estados Unidos da América, que brevemente celebra 40 anos de carreira, encontrava-se visivelmente feliz por saber que a casa estava esgotada: “a gente gosta que a casa esteja sempre cheia, mas uma coisa é certa, foi para além da espectativa e por isso vamos fazer um segundo espetáculo amanhã”. Sobre o apoio da comunidade e a direção do PCCM, o cantor não teve dúvidas em afirmar que “é incrível, são cinco estrelas, não há palavras para agradecer o suficiente este povo, esta comunidade que me tem apoiado na minha careira durante estes anos todos… sinceramente, obrigado.” Jorge Ferreira interpretou nesta noite canções mais atuais - incluídas no álbum Xaile Negro, lançado em 2019,
mas não esqueceu os êxitos mais antigos - como Carro Preto, Mãe, Eu (Desgarrada), Amar como Jesus Amou, Papai acompanhado pela filha, Alison Ferreira, entre outros - que para além de serem a sua marca, fazem sempre sucesso e são bastante solicitados pelo seu público, deixando os fãs ao rubro e rendidos a um espetáculo de excelência. No fim da noite, foram ainda sorteadas as rifas, organizadas pela direção da juventude do PCCM, que são sem qualquer dúvida, o futuro deste clube. O Centro Cultural Português de Mississauga, prometeu e mais uma vez cumpriu para satisfação de todos os presentes. Amar I 5
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Casa das Beiras celebra
Dia dos Namorados 8 I Amar
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Casa das Beira, que recentemente celebrou o seu 20º aniversário, comemorou o Dia dos Namorados, no dia 8 de fevereiro, com casa esgotada e com entretenimento bem português. Com a sala decorada a rigor, os 320 convivas, esperavam ansiosamente para que a festa começasse, pois, o programa da noite prometia 6 artistas bem conhecidos e queridos entre todos… 5 da comunidade portuguesa da Grande Área de Toronto: Clara Santos, Stephanie Tavares, Jessica Vidal, Vitor Martins e Décio Gonçalves e o cabeça de cartaz, Fernando Correia Marques, vindo de Portugal. O presidente da Casa das Beiras, Bernardino Nascimento, não conseguia esconder o orgulho perante a adesão que o programa desta noite proporcionou, ao ponto de ele próprio ter que ceder o seu lugar, algo inédito, nos muitos anos que é presidente! Fernando Correia Marques, artista bem conhecido da comunidade portuguesa que, nos últimos 16 anos, tem passado por
vários clubes de várias cidades do Canadá, tem o seu primeiro espetáculo na Casa das Beiras, facto que o deixou particularmente feliz, não fosse ele beirão. Fernando Correia Marques que tinha prometido um espetáculo dentro do habitual com uma mistura de canções dos 41 anos de carreira, não desiludiu e presenteou o público com os seus grandes êxitos… homem de uma grande humildade e generosidade, para finalizar a noite, convidou os colegas a cantar, como era espectável, o seu maior sucesso “Burrito”. Para breve, já está marcada mais uma passagem pelo Canadá O presidente da Casa das Beiras, encontrava-se particularmente satisfeito por poder fazer a despedida da direção de 2019, em grande. A Revista Amar felicita a Casa das Beiras pelo excelente contributo cultural pela comunidade luso-canadiana. Amar I 9
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Um elogio
no feminino… N
a véspera da comemoração do Dia Internacional da Mulher decidi escrever este apontamento sobre o papel das mulheres na sociedade, nas artes, na política e na ciência.
Nos inícios do século XX, o termo mentalidade não fazia parte do vocabulário dos historiadores. A reabilitação científica da noção de mentalidade é paralelamente empreendida, no âmbito das várias Ciências Sociais, começando pela Psicologia, por Blondel e H. Wallon. Sensivelmente na mesma altura, Marc Bloch, G. Lefebvre e Lucien Febvre alargam as fronteiras da História Social ao domínio das representações coletivas. Em modo explícito, às “maneiras de sentir e de pensar” de diferentes épocas históricas. As fontes alargam-se à literatura, ao cemitério, aos registos judiciais, aos testamentos, à diversidade de documentos. A História das Mentalidades – designação lançada pela Escola dos Annales tem contribuído assim para alargar o inquérito dos historiadores, desfazendo equívocos da vida humana ao longo dos tempos. O endeusar certos acontecimentos, certos protagonistas da história, destacar uma cronologia de acontecimentos balizados por um olhar enviesado das classes elitistas, em detrimento dos acontecimentos coletivos e de massas. A história da vida privada ganha outra visibilidade na sociedade dos inícios do século, onde o politicamente correto da sociedade machista é posto em causa pelas desalinhadas da época, as mulheres instruídas, cultas e com alguma emancipação emocional e financeira. Essas mulheres rasgaram os horizontes à maioria das suas congéneres anónimas, estas por sua vez, igualmente lutadoras, vão fazendo a diferença no dia-a-dia, nas mais diversas partes do mundo.
Volvido um século, o paradigma da mudança tarda a impor-se como uma realidade igualitária entre géneros. Um estudo recente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, pretendeu medir como as crenças sociais obstruem a igualdade de género em áreas como a política, o trabalho e a educação. A notícia ouvida na rádio pela manhã destacava uma das conclusões; 90% dos inquiridos mantêm alguma forma de preconceito contra as mulheres, metade pensa que os políticos homens são melhores e mais de um quarto que é justificável um homem bater na esposa.
Ilustração © Anna Ismagilova Fontes: • aph.pt/historia-das-mentalidades • www.explicatorium.com/biografias/marie-curie.html •cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xx/vieira-da-silva.html#.XluEHpVCd1s • parissempreparis.com/edith-piaf-a-historia-por-tras-da-lenda/ • www.arqnet.pt/portal/biografias/bernhardt.html • rr.sapo.pt/2020/02/24/mundo/morreu-katherine-johnson-matematica-da-nasa-que-ajudou-o-homem-a-chegar-a-lua/noticia/183128/ • www.cig.gov.pt/2018/01/evocar-maria-lurdes-pintassilgo/
É com enorme satisfação que irei falar do papel da mulher na sociedade, nas artes, na política e na ciência. Com uma matrioska em mente, começo por desvendar as histórias de várias Marias - mantendo assim um certo anonimato - apenas viveram na mesma cidade, Paris, mas em períodos de tempo diferentes, outras foram contemporâneas. A cidade não foi escolhida ao acaso, habituada a ser palco das mais diversas revoluções – A Revolução Francesa, o maio de 68 e mais recentemente a revolta dos Coletes Amarelos. Uma urbe acostumada a acolher pensadores, artistas, exiliados, perseguidos, refugiados e emigrantes, em suma, uma cidade cosmopolita. A primeira Maria, porteira na rua Hoche em pleno coração da cidade luz, uma portuguesa com a instrução primária completa, o exame da 4ª classe feito com distinção, o curso de lavores no patronato. Emigrante em França ao lado do seu marido, em plena década de 60. A segunda Maria também emigrante forçada por se posicionar a favor da independência da Polónia dominada pela Rússia Czarista. A terceira Maria, depois de ter estudado desenho, pintura e escultura em Lisboa, vai para Paris em 1928. Uma quarta Maria encantou com a sua voz, mas no início da sua existência a sua progenitora quis fazê-la cortesã. Durante os seus primeiros anos foi criada pela sua avó e anos mais tarde foi morar no bordel administrado pela sua mãe e com frequência ficava sob o cuidado das prostitutas. Por fim, uma quinta Maria, filha natural de uma famosa cortesã holandesa de origem judia e como a presença de uma criança interferia com a vida da mãe, foi enviada para uma pensão para raparigas de Auteil, mais tarde deu entrada num convento de Versalhes. 16 I Amar
Este relato um pouco paradoxal tendo em conta o tema sugerido, O papel da mulher na sociedade, nas artes, na política, na ciência ontem, hoje e amanhã! Desenganem-se aqueles que pensam que o papel da mulher é apenas ser um laçarote de embrulho, embelezando uma sociedade paternalista. Com alguma ironia e sarcasmo a escritora Sophia de Mello Breyner no seu livro Contos Exemplares, no Retrato de Mónica, ironizava “Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria. Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.” Costuma dizer-se que a vida não é como começa, é como se desenvolve e como acaba. As ruturas, as oportunidades agarradas com unhas e dentes, a determinação, a resiliência e o inconformismo de fintar o destino traçado, levaram estas Marias a ousar serem iguais a elas próprias e traçarem o seu próprio futuro. De volta às histórias de vida das nossas Marias, irei revelar mais pormenores da sua existência, destapando-as do anonimato.
A primeira Maria (Maria Helena Birra Martins Cruchinho – 1948), desdobrou-se nos mais diversos trabalhos, numa fábrica de baterias, porteira, limpeza de escadas, escritórios, ama de crianças, costura à noite. Nos primeiros tempos sem falar a língua de Voltaire, percorreu de metro a cidade de Paris sem qualquer temor. Na sua dupla jornada, educou dois filhos homens, cuidou do marido, gostava de dançar e ouvir música, Demis Roussos, Claude François, Charles Aznavor, Sheila, Roberto Leal e Amália Rodrigues.
Marie Curie - 1867-1934
A segunda Maria (Marie Curie - 1867-1934). Em 1891, a polaca foi para Paris, ingressou na Sorbonne e mudou o seu nome de Maria para Marie. Marie formou-se 1894. Em 1894, conheceu um professor de Física, ambos descobriram o fenómeno da radioatividade, a partir de novos elementos que emitiam espontaneamente radiações. Única mulher a receber dois prémios Nobel, o Nobel da Física em 1903 e o Nobel da Química em 1911.
Maria Helena Vieira da Silva 1908-1992
Uma homóloga da Maria Helena porteira, (Maria Helena Vieira da Silva - 1908-1992) esta pintora insatisfeita com o ensino ministrado na Escola de Belas Artes de Lisboa, num período politicamente instável face ao avanço do fascismo e culturalmente pouco estimulante. Em Paris deslumbra-se com a agitação da capital francesa num período rico na partilha de ideias por parte de artistas plásticos, escritores, músicos e bailarinos. Frequenta espetáculos, museus e galerias, hesitando entre pintura e escultura. Amar I 17
Edith Piaf 1915 – 1963
A quarta Maria (Edith Piaf - 1915–1963) por sua vez, na época da Segunda Guerra Mundial era a cantora mais importante na França e apresentava-se para as tropas da França ocupada, muitas vezes acusada de traição pelos seus compatriotas. Além disso, algumas fontes afirmavam que ela trabalhava como uma infiltrada da resistência francesa. Em 1946, Piaf gravou a marcante canção La Vie en Rose, uma das músicas mais conhecidas do mundo.
Sarah Bernhardt 1844 – 1923
A quinta Maria (Sarah Bernhardt - 1844-1923) era uma criança difícil e de saúde frágil, um dos amantes da mãe, o duque de Morny, meio-irmão materno do imperador Napoleão III, decidiu que a rapariga deveria ser atriz, e quando completou 16 anos conseguiu que fosse admitida no Conservatório de Paris. Como ficar indiferente às histórias de vida destas mulheres excecionais? Algumas anónimas, mas não menos importantes, outras mais conhecidas e decisivas para o desenvolvimento humano.
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Katherine Johnson
Maria de Lourdes Pintassilgo
Na semana passada deixou-nos Katherine Johnson, matemática da NASA que ajudou o Homem a chegar à Lua. Katherine e a sua equipa de mulheres negras na NASA eram conhecidas como “computadores” quando o termo era usado para pessoas que trabalhavam em computação. Trabalhou no Projeto Mercúrio e no Programa Apollo, que levou pela primeira vez humanos à Lua. Johnson foi responsável pelos cálculos que sincronizavam a nave lunar e o módulo de comando em órbita. O astronauta John Glenn, o primeiro a entrar em órbita da Terra, a bordo da cápsula espacial Friendship 7, fez questão de consultar Katherine Johnson antes do seu primeiro voo, em 1962. “Deixam a rapariga conferir os números”, afirmou o astronauta. Voltemos ao estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em que os inquiridos subestimavam a capacidade de liderança das mulheres em termos políticos, em Portugal apenas por uma vez uma mulher ocupou o cargo de primeira- ministra, tendo sido a Eng. Maria de Lourdes Pintassilgo durante cerca de 100 dias, no V Governo Constitucional. Lourdes Pintassilgo foi uma personalidade impar na política portuguesa e uma referência nacional e internacional na defesa dos direitos e interesses das mulheres e da sua igualdade, tanto na esfera pública como na esfera privada. A evolução da Humanidade passará sempre pelo reconhecimento do papel das mulheres na sociedade nos mais diversos domínios, com direitos e deveres iguais, sem qualquer preconceito ou discriminação.
Em jeito de provocação saudável, deixo este reparo acerca da meritocracia no que diz respeito aos talentos para cozinhar, as mulheres alimentam meio mundo todos os dias, contudo contam-se pelos dedos das mãos, as mulheres laureadas com as famosas Estrelas Michelin. A estatística interna apenas acompanha a tendência mundial, basta lembrar a exiguidade de chefs femininos premiados a nível global – apenas 5% do total de estrelas atribuídas. Em Portugal, apesar das inúmeras chefs de cozinha conceituadas, nenhuma logrou ainda receber uma estrela Michelin, em sinal de reconhecimento das suas longas e prestigiadíssimas carreiras na cozinha. Com este artigo rendo a minha homenagem a todas as mulheres que todos os dias completam a vida dos outros com a sua capacidade única de trabalho árduo, criatividade e sensibilidade muito própria. Permita-me o leitor um último agradecimento à porteira da rua Hoche, minha mãe, pelo exemplo ao longo da sua vida. Uma mulher anónima, contudo capaz das mais inacreditáveis tarefas, sendo incapaz de voltar a cara à luta.
Carlos Cruchinho
Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais
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“Envolve a sua pintura numa poesia de cores e formas, cria composições abstratas únicas. Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) viveu entre duas nacionalidades mas será sempre a mais internacional artista plástica portuguesa.”, extraído de ‘RTP Ensina’, ao descrever a singular pintora nascida à Rua das Chagas, no lisboeta Bairro Alto, que testemunhou as pequeninas mãos, aos 5 anos, rechearem os cadernos de desenhos, o lúdico período que a levaria a dar as primeiras pinceladas à óleo no seu décimo primeiro ano, mudando-se, nove anos depois, para a arrebatadora Paris em viagem de crescimento e incomparável luz artística.
VIEIRA DA SILVA
O abstracionismo
O
s traços parisienses conduziram-na, como que inevitavelmente, ao seu grande amor, o húngaro Arpad Szenes (1897-1985), pintor com quem dividiu o coração, as tintas e tantas exposições, uma vida com passos compartilhados na profissão e na intimidade de cores fortes e vivas. Os tons expressivos fizeram parte da sua manifestação artística, talvez uma das cativantes características que ousaram comunicar a sua vida interior, marcada, desde bem cedo, por passagens de forte impacto, tal como o falecimento do seu pai, na Suíça, aos três tenros anos de idade, o embaixador Marcos Vieira da Silva, cuja condição financeira era muito boa. Então a pequenina passou a viver com a mãe e o avô materno, José Joaquim da Silva Graça, diretor do jornal ‘O Século’ e proprietário da revista ‘Ilustração Portugueza’. Anos depois, em 1928, ela e a mãe se mudaram para Paris, e seus estudos de escultura se deram na Academia La Grande Chaumière, abandonando a escola. Percebeu então a pintura como o seu imenso ideal, mergulhando no universo do qual não se retiraria mais. Apresentou-se no Salon de Paris, e também conheceu Arpad Szenes naquele quotidiano cultural. Casaram-se em 1930. Entre exposições e viagens, a vida prosseguiu no contexto político de crescimento da direita europeia e a explosão nazista de uma Alemanha que se tornou mortalmente perigosa, notadamente a grupos específicos, dentre os quais o seu amado marido fez parte, era judeu, além de comunista. Em ambas as condições os riscos os assombraram, restando ao casal mudar para o Brasil, haja vista o governo português, sob a mão ditatorial de Salazar, opor-se ao comunismo.
O oceano Atlântico divisou a necessária travessia do passado que se formou às costas dos amantes que deixaram o velho continente, olhando o novo horizonte que se formava bem à frente, uma exigida esperança que acompanhava tal movimento até ao Rio de Janeiro - primeiramente no Hotel Londres, em Copacabana, depois numa pensão no Flamengo, e, finalmente, no Hotel Internacional, em Santa Tereza - seu porto seguro apesar das dificuldades impostas pela dor e a convulsão mundial que separou tantos de suas origens e conhecidos. Eles receberam passaportes diplomáticos. Pintaram, ensinaram e expuseram as suas obras até 1947. O seu círculo de amizades incluiu o desenhista Carlos Scliar, a escritora Cecília Meirelles, o escritor Carlos Drummond de Andrade, dentre outros. A França foi novamente agraciada com o retorno, primeiramente dela, pois Arpad ainda lecionava conforme o compromisso firmado à época. Vieira da Silva teve o seu apogeu a partir deste período, e o reconhecimento lhe permitiu vender as obras a museus, por exemplo, além de fazer ilustrações para livros e cenários para peças de teatro. Exposições individuais de grande estatura deram o contorno iluminado à sua carreira em vários países, brilhando, ainda, tanto ao ganhar, em 1962, o Grande Prémio da Bienal em São Paulo quanto o Grande Prémio Nacional de Paris, em 1963. Já havia recebido a naturalidade francesa em 1956, uma admirável filha artística da terra. E somente em 1974 retornou para Portugal, dada a liberdade que virou a página da história na conhecida Revolução dos Cravos, estabelecendo o frescor das possibilidades para ambos. “Eu quero ver o mundo de forma diferente”, deve ter sido a impactante afirmação abstraída por Maria Helena na tentativa de o captar e imprimi-lo nas telas através da pintura que nasceram das suas mãos, da poesia que inundava as formas e da voz que ecoa até aos dias atuais pela intensa coloração e movimento presentes. Certamente ela viu o mundo de forma distinta, mas o dividiu numa espécie de comunhão cultural. Faleceu na última década do Século XX, projetando o seu abstracionismo para o milénio que tão proximamente nascia. Mais: a sociedade científica União Astronómica Internacional nomeou uma cratera do planeta Mercúrio com o nome de Vieira da Silva, firmando-a nos céus das homenagens. A artista lançou-se ao futuro.
Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e Mestre em Liderança
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Casa-atelier no bairro das Amoreiras CrĂŠditos: Armando Neto
Vieira da Silva - pintura CrĂŠditos: Armando Neto
Vieira da Silva - pintura CrĂŠditos: Armando Neto
Língua Portuguesa Rute de Carvalho Serra
Fontes: Rute de Carvalho Serra, Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: Helena Simão/Instagram
Rute de Carvalho Serra, cidadã de Lisboa, cidade onde nasceu e vive desde 1975. Herdeira genética da paixão pela investigação histórica, leitora sôfrega, cedo percebeu a sua vocação literária que adiou até não poder mais. Mestre em Direito tem dedicado a sua vida profissional ao combate à criminalidade, nas suas distintas manifestações, área sobre a qual é palestrante assídua e possui obra técnica publicada. Cronista regular dos 24 I Amar
jornais Expresso, Público e I e da revista Visão é ainda membro da direção de dois Observatórios, relacionados com a fraude e a segurança, criminalidade organizada e terrorismo. Aventura-se pela primeira vez nas exigentes veredas da ficção, com o seu romance de estreia, sob o título: «A Assassina da Roda – história da última mulher executada em Portugal. Ano 1772».
Obra Literária
“A ASSASSINA DA RODA”
Sinopse O mais horrendo dos crimes: o massacre de inocentes. Um romance de factos verídicos. Julho de 1772. Na Casa da Suplicação, em Lisboa, agitam-se as hostes perante ruas fervilhantes de um povo acicatado pelos terríveis atos cometidos por uma assassina. Luiza de Jesus é acusada de ter assassinado 33 crianças, expostas na roda da Misericórdia de Coimbra. O que pode ter levado uma jovem mulher a matar impiedosamente inocentes? Quem é ela afinal? Estas perguntas desassossegam o es-
pírito do intendente Pina Manique, seu julgador. Deambulando entre Lisboa, Coimbra, Figueira de Lorvão e até a Galiza, será possível encontrar respostas? Tradição e mística milenar poderão, afinal, coexistir? Um romance histórico de intensa emoção, baseado em factos verídicos: aqui, as nossas convicções sobre verdade, mentira, miséria e ostentação são postas definitivamente à prova. Os horríveis e sanguinários pormenores da execução pública desta assassina serão suficientes para que a «memória de semelhante monstro» não desapareça?
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Thunder Thunder Thunder Bay, Bay, ON Bay, ON P7C ON P7C 5V3 P7C 5V3 5V3 Oldcastle, Oldcastle, ON ON N0R ON N0R 1L0 N0R 1L0 1L0 Hamilton, Hamilton, ON ON L8N ON L8N 2A7 L8N 2A7 2A7 Business Business Business Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Terry Terry Terry Terry Terry Varga Terry Varga Varga Varga Varga Varga Oldcastle, Business Business Business Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Robert Robert Robert Robert Robert Petroni Robert Petroni Petroni Petroni Petroni PetroniHamilton, Business Business Business Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Manager: Manuel Manuel Manuel Manuel Manuel Manuel Bastos Bastos Bastos Bastos Bastos Bastos Oldcastle, Oldcastle, Oldcastle, ON ON N0R ON N0R N0R 1L0 1L0 1L0 Hamilton, Hamilton, Hamilton, ON ON ON L8N 2A7 L8N 2A7 2A7 Thunder Thunder Bay, ON Bay, ON P7C P7C 5V3 P7C 5V3 5V3 Tel:Thunder Tel: (807) Tel: (807) 622 (807) 622 -Bay, 0607 622 - ON 0607 -Fax: 0607 Fax: (807) Fax: (807) 622-0454 (807) 622-0454 622-0454 Tel: Tel: (519) Tel: (519) 737-0373 (519) 737-0373 737-0373 Fax: Fax: (519) Fax: (519) 737-0380 (519) 737-0380 737-0380 Tel: Tel: (905) Tel: (905) 529 (905) 529 - 1116 529 -L8N 1116 -Fax: 1116 Fax: (905) Fax: (905) 529-2723 (905) 529-2723 529-2723 Local Local Local Local Local 1036 Local 1036 1036 1036 Local Local Local Local Local 1059 Local 1059 1059 1059 1059 1059 Local Local Local Local Local 1089 Local 1089 1089 1089 1089 1089 Tel: Tel: (807) Tel: (807) (807) 622 622 -1036 622 0607 -1036 0607 - 0607 Fax: Fax: (807) Fax: (807) (807) 622-0454 622-0454 622-0454 Business Tel: Tel: (519) Tel: (519) (519) 737-0373 737-0373 737-0373 Fax: Fax: Fax: (519) (519) (519) 737-0380 737-0380 737-0380 Business Tel:Tel: (905) Tel: (905) (905) 529 529 -529 1116 -Manager: 1116 - 1116 Fax: Fax: (905) Fax: (905) (905) 529-2723 529-2723 529-2723 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Terry Terry Varga Terry Varga Varga Business Business Manager: Manager: Manager: Robert Robert Robert Petroni Petroni Petroni Business Business Manager: Manager: Manuel Manuel Manuel Bastos Bastos Bastos 395 395 395 Korah 395 395 Korah Korah 395 Korah Korah Road Korah Road Road Road Road Road 5656 Firestone 5656 Firestone 56 Firestone Firestone 56 Firestone Firestone Blvd. Blvd. Blvd. Blvd. Blvd. Blvd. 1255 1255 1255 1255 Confederation 1255 Confederation 1255 Confederation Confederation Confederation Confederation St.Manuel St. St. St. St.Bastos St.Bastos Business Business Business Manager: Manager: Manager: Terry Terry Terry Varga Varga Varga Business Business Business Manager: Manager: Manager: Robert Robert Robert Petroni Petroni Petroni Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manuel Manuel Bastos Local Local 1036 Local 1036 1036 Local Local 1059 Local 1059 1059 Local Local 1089 Local 1089 1089 Sault Sault Sault Sault Sault Ste. 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Marie, Marie, ON Marie, ON ON ON P6C ON P6C ON P6C P6C 4H5 P6C 4H5 P6C 4H5 4H5 4H5 4H5 London, London, London, London, London, London, ON ON ON ON N5W ON N5W ON N5W N5W 5L4 N5W 5L4 N5W 5L4 5L4 5L4 5L4 Sarnia, Sarnia, Sarnia, Sarnia, Sarnia, ON Sarnia, ON ON N7S ON ON N7S N7S ON N7S 4M7 N7S 4M7 N7S 4M7 4M7 4M7 4M7 Local Local 1036 1036 1036 Local Local 1059 1059 1059 Local Local Local 1089 1089 1089 395Local 395 Korah 395 Korah Road Korah Road Road 56Local Firestone 56 Firestone 56 Firestone Blvd. Blvd. Blvd. 1255 1255 Confederation 1255 Confederation Confederation St. St. Tel: Tel: Tel: (705) Tel: Tel: (705) (705) Tel: (705) 942-1036 (705) 942-1036 (705) 942-1036 942-1036 942-1036 942-1036 Fax: Fax: Fax: (705) Fax: Fax: (705) (705) Fax: (705) 942-1015 (705) 942-1015 (705) 942-1015 942-1015 942-1015 942-1015 Tel: Tel: Tel: (519) Tel: Tel: (519) (519) Tel: (519) 455 (519) 455 (519) 455 -455 455 8083 - -8083 455 8083 --8083 Fax: 8083 - Fax: 8083 Fax: (519) Fax: Fax: (519) (519) Fax: (519) 455-0712 (519) 455-0712 (519) 455-0712 455-0712 455-0712 455-0712 Tel: Tel: Tel: (519) Tel: Tel: (519) (519) Tel: (519) 332 (519) 332 (519) 332 -332 332 1089 -St. -1089 332 1089 --1089 Fax: 1089 - Fax: 1089 Fax: (519) Fax: Fax: (519) (519) Fax: (519) 332-6378 (519) 332-6378 (519) 332-6378 332-6378 332-6378 332-6378 395 395 Korah 395 Korah Korah Road Road Road 56London, 56 Firestone 56 Firestone Firestone Blvd. Blvd. Blvd. 1255 1255 1255 Confederation Confederation Confederation St. St. St. Sault Sault Ste. 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Marie, Marie, ON ON ON P6C P6C 4H5 P6C 4H5 4H5 Tel:Sault Tel: (705) Tel: (705) 942-1036 (705) 942-1036 942-1036 Fax: Fax: (705) Fax: (705) 942-1015 (705) 942-1015 942-1015 Tel: Tel: (519) Tel: (519) 455 (519) 455 - ON 8083 455 -N5W 8083 -Fax: 8083 Fax: (519) Fax: (519) 455-0712 (519) 455-0712 455-0712 Tel: Tel: (519) Tel: (519) 332 (519) 332 -N7S 1089 332 - 1089 -Fax: 1089 Fax: (519) Fax: (519) 332-6378 (519) 332-6378 332-6378 Tel: Tel: (705) Tel: (705) (705) 942-1036 942-1036 942-1036 Fax: Fax: (705) Fax: (705) (705) 942-1015 942-1015 942-1015 Business Tel: Tel: (519) Tel: (519) (519) 455 455 -455 8083 - 8083 -Jim 8083 Fax: Fax: (519) Fax: (519) (519) 455-0712 455-0712 455-0712 Business Tel:Tel: (519) Tel: (519) (519) 332 332 -332 1089 -Manager: 1089 - 1089 Fax: Fax: (519) Fax: (519) (519) 332-6378 332-6378 332-6378 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Wayne Wayne Wayne Scott Scott Scott Business Business Manager: Manager: Manager: Jim MacKinnon Jim MacKinnon MacKinnon Business Business Manager: Manager: Mike Mike Maitland Mike Maitland Maitland Business Business Business Manager: Manager: Manager: Wayne Wayne Wayne Scott Scott Scott Business Business Business Manager: Manager: Manager: Jim Jim MacKinnon Jim MacKinnon MacKinnon Business Business Business Manager: Manager: Manager: Mike Mike Mike Maitland Maitland Maitland
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Joseph Mancinelli Joseph S. Mancinelli serves as International Vice President and Regional Manager for the Central and Eastern Canada area of the Labourers’ International Union of North America (LiUNA), a diverse and multi-faceted union with over 500,000 members, of which over 130,000 are in Canada. He is also Chair of the LiUNA Pension Fund of Central and Eastern Canada (LPF), whose total portfolio is nearing $8 billion in assets. Under Joes progressive vision, the pension fund continues to combine investments in traditional markets with an emphasis on Public-Private Partnerships and a diverse portfolio in alternatives. In addition, Joseph is President of the LiUNA Ontario District Council, Chair of the Labourers’ Central and Eastern Canada Organizing Fund (CECOF), and a Trustee on the LiUNA Tri-Funds: The Labourers’ Health and Safety Fund, the Labourers’ Employers Cooperation and Education Trust (LECET), and the LiUNA Training and Education Fund. Born in Hamilton on September 11, 1957, Joe is most proud of his family life. He and his wife Enza have been married for over thirty-four years. They have five children: Rosalina and husband Alexander Winterburn, Victoria and her husband Anthony Primerano, Stefania, Enrico and Michael, and two grandsons, Noah and Aidan Winterburn. At the core of Joe’s professional vision is the power of giving back to communities. On average LiUNA Contributes over 6 million dollars to charitable organizations across Ontario. Through his vision and tenacity, Joe has led LiUNA in the challenging and rewarding redevelopment initiatives in Hamilton’s downtown core, including: • Restoration of the former CN Rail Station into LiUNA Station. • Development of LiUNA’s long-term care facilities, Queens Garden, constructed on a reclaimed site in the city’s north-end, and Regina Gardens which is situated on Hamilton’s West Mountain. • Restoration and redevelopment of Hamilton landmark, the Lister Block, a building whose cultural significance has resulted in its being named a provincial historical site. • Development of the William Thomas Student Housing project neighbouring the Lister Block. Not only have these projects revived aging neighbourhoods in the city’s core, they were recognized by the Canadian Urban Institute with their ‘Brownie Awards’. Under Joe’s leadership, LiUNA has now begun redevelopment of the former Kresge/Delta Bingo building in Hamilton, located at the south east side of Hughson Street North between King-King William Streets, which will be a thirty plus story multi-use property.
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Revista Amar: Your Father started in 1958, at LiUNA Local 837 and quickly thrived in the Union. Becoming Business Manager of the LiUNA OPDC and in 1991 he was elected Vice President of LiUNA and in 1992 he was appointed Canadian Director. Was his work and work ethics a role model to yourself? Joseph Mancinelli: My father was an inspiration to everyone around him. He was known as a gentle giant in the labour industry and was respected immensely by all. As an Italian Immigrant he went through hardships, like most families experienced at that time. He was a survivor of War and was a policeman in Rome. He came to Canada to start a better life. His journey was far from easy. He was diagnosed with tuberculosis and was in the hospital for quite some time. He always had an appreciation for life and always wanted to help others and ensure everyone had an opportunity to succeed. He was a respected labour leader but far beyond he was a humble, intelligent and caring man who truly change the very changed the essence of LiUNA that lives with us today. His motto in life was “sempre Avanti” which means to always look forward. We could all learn from that today and not live in the past and let the past weigh us down. In 1956, my father formed the New Canadian Club, an organization aimed at finding work for immigrants, giving courses on accident prevention, providing assistance with legal and tax problems, something that was very important to my father, teaching English to newcomers. 1959 he went to work for the Labourers Union as an interpreter and organizer. He was a hard worker, he was so smart and kind to everyone. He served as secretary treasurer of Local 837; then to manager of LIUNA Ontario district council, overseeing the affairs of 27,000 workers; culminating in 1991 with his election in 1991 as vice president of the Labourers Union International of North America - a post representing some 700,000 workers across the continent. He founded the scholarship fund, LiUNA Gardens and founded the first pension fund for construction labourers in 1971.He also founded the LiUNA Association which is a non-profit organization providing affordable housing for seniors. RA: All of your education and studies are labour, industrial and economics related. Did you always want to follow your father’s footsteps into LiUNA or was it an opportunity that you couldn’t miss? JM: I hold a Certificate in Labour Studies from McMaster University, a Certificate in Fundaments of Management from the Wharton School of Business at the University of Pennsylvania, and a Trade Union Program Certificate, and Certificate in Industrial Relations from Harvard University. I was also educated at Sheridan College in the Animation Program, and at McMaster University in studies towards a Bachelor of Fine Arts Degree. My love of both history and art has made me a natural champion of these causes today, such as the restoration of historical buildings. I´m a leader who respects the foundation of our past and honour that in everything I do today and in the future. RA: You were only 21 in 1978 when you first joined LiUNA. What was your biggest motivation that led you to join? JM: The biggest motivation for me was working on behalf of the men and women who build our great country of Canada. I was motivated by the need to increase Health and Safety measures to protect LiUNA Members on the job site. To ensure that their voices were heard, that they were respected and that most importantly they were safe. I wanted to be part of something greater than a job- it truly is a community that continues to make a difference in thousands of lives across Canada. The members are what continue to motivate me every single day, and everything that I do is to honour the men and women who paved the foundation of LiUNA, our proud retirees. They are the giants whose shoulders we stand today and continue to lead across the industry to build stronger communities and better futures. The brothers and sisters of LiUNA should be very proud of the work they have done and continue to do. They are community leaders and builders and we are all very proud of them. RA: Was at that time anything that would make you think to yourself “one day I want to change this” or “this isn’t enough, we need to do better” if yes, what… JM: There are always areas to improve and we continue to learn and act to make a positive change and growth for the industry and for LiUNA Members. Working closely with our employers and industry partners is important in community advancement. Also, working closely with government and policy makers to ensure that the collective bargaining rights of LiUNA Members are respected, the importance of furthering the infrastructure portfolio across the country and ensuring Health and Safety and Training standards remain the best in the industry to keep members safe on the job. One thing that we continue to improve on and really encourage is community involvement. LiUNA on average gives over 6 million dollars to charitable organizations supporting healthcare, mental health, children and adults with developmental disabilities, the LiUNA Senior Outpatient Centre, Arts and Culture, Film, Sport and Recreation and so much more. We are very proud to give back to the communities that we live work and build and remain proud partners of communities across North America. 32 I Amar
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RA: What were your aspirations in the Union? JM: To create a positive change; to ensure worker´s rights and their voice were respected; to increase health and safety programs for the men and women who build our communities; to always give back to the communities we live work and build; to honor the legacy of the men and women who built our organization, who united for better labour reform, and who paved the way for our great organization of LiUNA; to be a leader of integrity and respect and to always put the members first and to always work as a united team. RA: Members safety, health and pension plans are priorities of all LiUNA locals. Is it fair to say that this should be the priorities of governments in general and not only in unions? JM: The health and safety of all people should always be a priority of government. In the province of Ontario we have a labour minister who is exceptional. He is always in communication to better labour standards and health and safety for LiUNA Members and the skilled trades across Ontario. He is very eager to work together to improve areas that red tape exists and help break the stigma around the skilled trades to encourage more people to build a career as a labourer or plumber or whatever the industry may be. The health and safety of LiUNA Members remains our top priority at all times. Federally, LiUNA Training centres have received funding to expand apprentice programs and training programs ultimately ensuring members are job ready and return home safe at the end of each work day. We continue to work closely with both the Ford Government in Ontario and the Trudeau Governments across Canada to ensure the highest level of safety standards across the industry and innovative training and health and safety so our employer partners can count on LiUNA to have highly-skilled, job ready workers to build our communities from the ground up. We are also working closely with the Ministry of Education because we have work to do in order to change the school system... When I was a kid shop class was an opportunity to work hands on with electricity, motors, woodworking etc… a lot of that no longer exists and we must continue to work with our education professionals to encourage a pathway to the skilled trades as a prosperous career option. RA: Unfortunately, the Industry is having some trouble finding workers. Besides immigration restrictions, what other factors could be causing this phenomenon? JM: It is no secret that Canada is facing a skilled worker shortage. With an aging population and working in an industry that is strenuous on the body, members who have been working 30, 40 years are retiring. Skills Canada estimates that nearly half of new jobs that will be created over the next ten years will be in the skilled trades. We have an influx of big infrastructure projects and we need the manpower to ensure the projects are fulfilled. LiUNA is addressing this problem through various initiatives including increasing apprenticeships and promotion of our construction craft worker program... Continuing outreach in schools and communities. Partnering with various organizations and community benefit programs to get youth into the training centres to obtain skills-training and start building a pathway to a prosperous future. LiUNA is also incredibly proud of our Indigenous Relations Department. LiUNA is a strong proponent for community advancement through skills training within its Indigenous Relations Department. Our focus is on building trusting relationships through innovative training programs to build self-sustaining communities, better futures and a career in the trades, whilst respecting land, treaty rights and governance of the community. In 2007 LiUNA signed a statement of partnership with the Assembly of First Nations (AFN) former National Chief Phil Fontaine, which was reaffirmed in 2017 with AFN National Chief Perry Bellegarde in perpetuity. This partnership serves as a catalyst for increasing employment and career building for members of LiUNA. RA: In your opinion what can happen if this situation doesn’t reverse. JM: The ability to supply the workforce to meet Canada’s Infrastructure deficit will be severely implicated. RA: Regarding immigration LiUNA has made many efforts and even achieved some agreements with previous Minister of immigration. Now we have a new Minister, the Hon. Marco Mendocino. Have you had a chance to meet him? What are your expectations? JM: The previous Minister of Immigration, the Honorable Ahmed Hussen worked closely with LiUNA to address immigration issues across the construction industry in Canada. We look forward to working together with Marco Mendocino and have an upcoming meeting to discuss the skilled-worker shortage and immigration across the industry and we trust that Marco will be a great leader on this file. I know that our Ontario Minister of Labour Monte McNaughton is working closely with Marco on this important file and encouraging changes to allow a greater number of immigrations in on for skilled trades jobs. The baby boom generation is retiring within the next 10 years. In the construction industry many were post-war immigrants and it is really hard to replace that generation, they paved the foundation of our organization and of labour reform in Canada. We look forward to continuing a great partnership with the federal government and working closely with the honourable Marco Mendocino to make improvements regarding immigration and the skilled trades. 34 I Amar
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RA: Among others, the improvement of training Centres and facilities and increasing their programs have been and are very important aspect from LiUNA. Do you think the members understand the importance in attending these programs? JM: A career begins with LiUNA Training. LiUNA are leaders across the industry when it comes to training and health and safety programs which ensure members are safe and job ready. LiUNA Training provides Apprenticeship Training, Construction Skills Training and Health and Safety programs. LiUNA is dedicated to providing the most comprehensive training programs to apprentices and members. Our goal is to provide every trainee with the highest standard of skills and safety training. We continue to take a progressive approach with the investment of technology, Virtual reality and Mobile training classrooms. We provide training that includes the use of new materials, tools and techniques that are making their way onto the job sites, or are already present in the day to day work that LiUNA Members preform. Our hands-on training. We are very proud of our training centres and continue to deliver the most extensive health and safety courses to ensure the safety of each and every one of LiUNA Trainees and members. Being proactive to the health and safety needs of the industry is central to delivering the best training available. LiUNA is also very proud to partner with one of our largest signatory contractors, Aecon, to eliminate barriers for women in the trades. Through an 8-week program, LiUNA Sisters receive training at the LiUNA Local 183 Vaughn Campus and are sent to work, beginning a prosperous career in the trades. RA: Congratulations to LiUNA for the visionary actions of your investment in movies. How does it feel to know that you, as an organization, made the right decision by investing in movie/tv industry? JM: LiUNA Pension Fund continues to invest in an extensive and diverse portfolio. In every investment LiUNA looks at, we have an exceptional team of intelligent leaders who look at all proposal diligently to mitigate any risk. Our pension plan has $8 billion in assets. It’s the largest multi-employer pension plan in the country and it’s growing. We are the fifth fastest-growing pension plan in Canada and that’s basically because construction is booming. Another thing elevating the plan is the income return from investments. We’ve generated over 10% return every year over the past seven or eight years. The returns are fantastic in the investment field but we also have so many contributions coming from the work of our members. Our portfolio ranges from real-estate to private equity and alternatives. The partnership with Creative Wealth and BRON has been a very rewarding and exciting investment. LiUNA pension plan has partnered on the largest movies in the industry and it was a proud moment to see the just how many nominations those received at the Oscars, 11 nomination... The Joker brought home 2 Oscars including Best Actor for Joaquin Phoenix and 3 nominations for Bombshell, winning 1 Oscar. RA: You have many awards and recognitions, including being inducted into the Hamilton Gallery of Distinction, received the Paul Harris Fellow from the Rotary Club, the Queen’s Golden Jubilee Medal, and the David Crombie Award by the Canadian Urban Institute, the Canadian Italian Business and Professional Association’s Award for Business Excellence and were honored with an Honorary Doctorate of Laws from McMaster University, and a recognition for your Philanthropic initiatives across Canada. Do these awards and recognitions motivate you to continue? JM: The awards are not for me, they are for LiUNA and we have the best, highly-skilled workforce and I am tremendously proud of them. Everything that we do and continue to do every single day, is for the membership. I accept the awards on behalf of the members, staff and leadership of our great organization. I have much gratitude to the honours I have received and I am so thankful for the platform to continue to enact positive change and raise our voice for workers across North America. RA: Is there anything in your life that you would do differently? JM: Like my father always said “Sempre Avanti” always move forward, always look forward and always be the best person that you can be. Never forget where you came from. I am so blessed with my wife who I have been married to for 35 years, 5 children and 2 grandchildren, and our growing extended family of LiUNA. RA: One of your hobbies is painting. Can we expect an exhibit any time soon? JM: Painting – Art has been something that I had immense appreciation for from a young age. Painting is something that allows me to be creative and escape day to day interactions, it essentially is something that helps me relax. Unfortunately, you will not see an exhibit any time soon. When I paint, I like to do so for philanthropic initiatives and donate the pieces to be auctioned off in support of various charities. 36 I Amar
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Since 1978, LiUNA Local 506 has provided “Just-In-Time” and “Custom” training programs to meet the challenging needs of our members and signatory employers. Proudly and proactively we work together with labour, management, government and community service associations to promote health and safety in the workplace, while meeting the growing training needs of our various industries. Each year we continue to develop top quality, comprehensive, up-to-date specialized skills & safety training through certification, retraining and apprenticeship programs. We are committed to serving our members throughout their careers as a construction industry Labourer. For more information please visit: 506tc.org
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Turismo
Parques naturais para visitar
sem sair de casa
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V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r í s t i c o s
estes tempos conturbados em que não é conselhável sair de casa, nada melhor do que uma viajem virtual a sítios paradisíacos. Dos EUA à Coreia do Sul, passando pela Indonésia, há muitos parques naturais que pode explorar sem sair de casa. Para aqueles que querem rodear-se de natureza sem precisar sair de casa, há vários parques naturais de todo mundo que oferecem visitas virtuais, através do site Google Arts & Culture (artsandculture.google.com). No conforto do seu lar, pode explorar os trilhos do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, ver os glaciares argentinos ou desfrutar de uma das paisagens naturais mais valiosas da Europa Central. Deixamos-lhe 10 locais de parar a respiração em março e deixaremos outros tantos para o mês de abril. Venha daí connosco!
Paulo Mendes Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo e Sapo Fotografia: Direitos Reservados
Créditos: Direitos Reservados
Parque Nacional dos Fiordes de Kenai, Alasca, EUA
Os Fiordes de Kenai têm mais de 40 glaciares no Harding Icefield - um amplo campo de gelo - e a visita começa no Exit Glacier, um dos únicos glaciares acessíveis por estrada dentro do parque nacional.
Parque Nacional dos Vulcões do Havai, Havai, EUA
Esta visita virtual permite explorar a caverna formada por lava corrente, que pode drenar a lava de um vulcão durante uma erupção e apreciar a vista deslumbrante das falésias costeiras vulcânicas, voar sobre um vulcão ativo e ver os efeitos de uma erupção de 1959.
Créditos: Direitos Reservados 42 I Amar
Parque Nacional das Grutas de Carlsbad, Novo México, EUA
Localizado no deserto de Chihuahuan, no sul do Novo México, este parque popular tem mais de 100 cavernas que podem ser exploradas através da visita virtual.
Créditos: Direitos Reservados
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Parque Nacional de Bryce Canyon, Utah, EUA
Apesar do seu nome, Bryce não é propriamente um canyon, mas sim um grande anfiteatro natural formado pela erosão que pode ser explorado de forma virtual.
Créditos: Direitos Reservados
Parque Nacional de Dry Tortugas, Flórida, EUA
Com esta visita virtual pode visitar o Forte Jefferson da época da Guerra Civil, nadar pelo terceiro maior recife de coral do mundo e até mergulhar num naufrágio.
Créditos: Direitos Reservados
Parque Nacional de Komodo, Indonésia
O Parque Nacional de Komodo, em Tenggara, na Indonésia, existe desde 1980 e tem como objetivo proteger o habitat do dragão de Komodo, assim como preservar as florestas e os recifes de coral.
Créditos: Direitos Reservados 44 I Amar
Parque Nacional das Ilhas Canal, Califórnia, EUA
O Parque Nacional das Ilhas do Canal é um parque nacional composto por cinco das oito ilhas constituintes do arquipélago. Nesta visita virtual pode explorar a ilha Anacapa.
Créditos: Direitos Reservados
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Parque Nacional Hallasan, Coreia do Sul
O Parque Nacional Hallasan possui a montanha mais alta da Coreia do Sul, foi classificado como Reserva da Biosfera da UNESCO em 2002 e como Património Mundial em 2007.
Créditos: Direitos Reservados
Parque Nacional Los Alerces, Argentina
O Parque Nacional Los Alerces é uma grande área protegida na Província de Chubut, Argentina. Em 2017, foi declarado Património Mundial da UNESCO. Com esta visita pode desfrutar das vistas para a lagoa. 46 I Amar
Créditos: Direitos Reservados
Créditos: Direitos Reservados
Parque Nacional de Yellowstone, EUA
Yellowstone possui desfiladeiros, rios, florestas exuberantes, fontes termais e géiseres em grande atividade, incluindo o mais famoso, Old Faithful. Nesta visita pode explorar o espaço ao longo da Route 16.
Joe & Andrew Amorim 590 Keele Street (Keele & St. Clair) Toronto, ON M6N 3E2 Phone: 416.760.7893
3737 Rutherford Road (Rutherford Rd & Weston Rd) Vaughan, ON L4L 1A6 Phone: 905.264.4017
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Estreia Estreia em Portugal - 19 de março
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Curiosidades Apesar de ter sido inicialmente apresentado no Sundance Film Festival nos EUA, a 22 de janeiro de 2018, só agora chega às salas de cinema portuguesas. O fime que contou com um orçamento de cerca de 12 milhões de dólares, espera obter cerca de 300 milhões de receitas em todo o mundo. Foi gravado quase na totalidade na República Checa, mais concretamente no Krivoklát Castle e nos Barrandov Studios. A realizadora Claire McCarthy ganhou o prémio de Palm Springs International Film Festival em 2018. O diretor de fotografia, Denson Baker ganhou também o prémio de cinematógrafo do ano pela Sociedade de Cinematógrafos da Nova Zelândia.
Sala de Cinema Passado no século XIV, “Ofélia” é uma original reencenação do “Hamlet” de Shakespeare. Ofélia (Daisy Ridley) ocupa o centro do palco como aia de confiança da Rainha Gertrude (Naomi Watts). Bela e inteligente, depressa atrai as atenções do garboso príncipe Hamlet (George MacKay) e um amor proibido floresce. À medida que as movimentações de guerra começam a surgir, o desejo e a traição começam a minar o Castelo Elsinore e Ofélia tem de decidir entre o verdadeiro amor e a sua própria vida para proteger um segredo perigoso Ficha Técnica Filme com realização de Claire McCarthy, produção de Ehren Kruger, Daniel Bobker, Paul Hanson, Sarah Curtis e argumento de Semi Chellas, que contou com a participação de Daisy Ridley, Naomi Watts, George MacKay, Clive Owen, Tom Felton, Sebastian de Souza, Devon Terrell, Daisy Head, Dominic Mafham, Anna Rust, Mia Quiney, Martin Angerbauer, Adriana Hercigonja, Issy Stewart, Noël Czuczor, Jack Cunningham-Nuttall, Booda, Veronika Strapková, Rupesh Tillu, Angela Nwagbo entre outros. Duração: 114 minutos Género: Romance, Histórico Origem: EUA, Reino Unido
Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados
Pedro M. Salvador
Fotografia: Olavo Bilac
OLAVO BILAC
O santo e pecador voltou
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CrĂŠditos: NOP Agency
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unca sonhou ser cantor, mas conquistou o sucesso na música no início dos anos 90 com as bandas Santos e Pecadores e Resistência. Tudo começou por uma brincadeira, mas Olavo Bilac acabou por se tornar uma referência nacional. A sua voz é inconfundível e reconhece-se em qualquer parte do mundo. Revista Amar: Como é que tem sido a tua carreira nestes últimos 25 anos? Olavo Bilac: Há muita alegria, muitas histórias, muita estrada. Depois passei por alguns projetos também muito importantes na música portuguesa: comecei pelos Santos e Pecadores, Resistência, indo pelo Zeca Afonso, tive umas incursões pela música da lusofonia e agora voltei, outra vez, aqui ao som Pop, ao som que toda a gente conhece. RA: 2014 foi um ano muito importante para ti. Foi a edição do teu primeiro álbum a solo. OB: Sim. Foi a tal experiência lusófona. Os meus pais são de Cabo Verde então sempre tive essa curiosidade, acho que qualquer português que tenha vindo de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Brasil tem sempre esta ligação muito forte à música lusófona. Então muito à base do cavaquinho e do violão começamos a fazer algumas canções originais e a ir buscar temas emblemáticos desta lusofonia. RA: Sentiste-te confortável nesse formato novo com recurso à musicalidade das tuas origens? OB: Eu sou português, mas nascido em Moçambique e cresci aqui em Portugal por isso a Pop e o Rock têm muito mais influência em mim. Mas também por ter os meus pais, que também ouvem muito essa música da lusofonia - foi algo que ouvimos sempre, desde miúdos. É outra musicalidade. Completamente diferente, mas que me deu um gozo especial porque depois cruzei-me com grandes artistas da lusofonia: cabo-verdianos, angolanos daqui de Portugal, inclusive fui a Angola, a Cabo Verde, fiz auditórios aqui em Portugal. Deu-me um gosto especial ter feito este projeto. RA: Anos 90: Santos e Pecadores, Resistência… uma escola brutal? OB: Olha… foi o que foi. E a Resistência ainda está aí. Mas é isso, é muita estrada, muitas histórias, muita paixão por esta arte. Realmente para se ser músico é preciso gostar muito e dá trabalho, mas quem corre por gosto não cansa e acaba por ser isso. RA: Sentes que com as tuas músicas, quando as escreves e quando as cantas, transmites emoções e praticamente deixam de ser tuas, não é verdade? Embora sejas “dono e senhor” de grandes temas da música portuguesa... OB: Eu acho que esse é o sucesso das canções. Nós podemos morrer, mas há-de ficar uma canção para as pessoas e, realmente, é esse o grande tesouro desta arte: as canções ficarem para as pessoas, deixam de ser nossas e acabam por ser do cancioneiro português, hão-de cruzar gerações. E a Resistência é esse caso, justifica estarem no palco canções feitas há 20 e tal anos e os miúdos hoje em dia cantarem como se fossem deles, como se fosse neste tempo. As histórias repetem-se e o ser humano repete-se com as suas histórias e a verdade de ontem continua a ser a verdade hoje.
RA: Um canal, um meio para transmissão das emoções dos teus temas, são as telenovelas. Têm sido um grande impulsionador da tua carreira? OB: É um canal, mas para mim ainda continua a ser a rádio - a rádio ainda continua a ser a montra da música. Mas sim, as novelas vêm dar um outro ar e um outro sentir. As canções vão colar a uma história talvez de um enredo de duas pessoas, de um amor dessa história da novela. RA: Em “Estou Aqui” sentiste necessidade de deixar claro que estás mesmo aqui? OB: Acaba por ser isso. É uma história de amor, mas acaba por misturar tudo porque eu gosto de contar histórias minhas e de pessoas que estão à minha volta. Acho que assim é mais rápido chegar às pessoas, porque nas minhas histórias toda a gente acaba por se rever. Afinal, vivemos todos as mesmas histórias. “Estou Aqui” é muito essa história de amor, que tenta explicar esta “guerra” entre homem e mulher, o andar sempre à procura de perceber como é que as mulheres pensam, como é que funcionam… e isto há-de ser eterno, não é? Para além disso, é um “Estou Aqui” de voltei aqui - à Pop Rock e ao que as pessoas estavam habituadas. RA: Olavo, tu tens raízes moçambicanas. Como te sentes relativamente à tragédia que assolou o teu país? OB: Eu fui lá há pouco tempo para um espetáculo solidário no estádio Maxaquene, fui eu e mais 50 e tal artistas entre moçambicanos e angolanos - de Portugal estava eu e pouco mais. Eu já não ia lá desde os meus oito anos, portanto para mim foi muito especial aterrar naquela terra, sentir os cheiros, as cores, as sensações na pele. Para além de tudo isto aquele povo é realmente especial. Eu acho que acaba por ser uma lição para todos nós que andamos aqui nestas sociedades civilizadas à procura de cada vez mais bens materiais. Lá as crianças até com uma lata no chão brincam felizes, enquanto que as nossas estão entupidas com presentes e nunca estão satisfeitas. Faz-nos refletir e pensar. Mas é aflitivo ver aquelas pessoas, aquela pobreza e ainda por cima ter acontecido aquela tragédia. Espero que as pessoas não esqueçam e continuem a ajudar. RA: Santos e Pecadores - uma separação ou uma pausa? OB: Uma pausa. Muito possivelmente Santos e Pecadores voltarão, vamos ver, temos que falar todos. Essa é a vontade.
Paulo Perdiz
MDC Media Group
Sty
ling
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Indiscutivelmente elegante, o azul clássico foi eleito pela Pantone, como a cor do ano. É a cor ideal para qualquer pessoa, independentemente da cor da pele, da gradação de tom, dos olhos e cabelos. Não há como errar quando se exibe a cor do céu e do mar! A sensação de tranquilidade e da estabilidade, oferecem a confiança para que a comunicação flua com a serenidade dos descontraídos. Independentemenete de que a usa, esta é seguramente uma cor que a favorece! As duas cores que complementam este azul, são estes tons de açafrão e encarnado escarlate – portanto, outros dois clássicos. Divirta-se a misturá-los, pois o sucesso é garantido!
Maria João Rafael
Consultora de Imagem
Créditos: Elle, Vogue, Vip, SIC, Hallogen, Adidas e Urstyle
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Street Style Mala: Saffiano Mini Waverly $188 – Jet.com; Casaco: LIUJO $334 – Yoox; Sapatos: MMJuly $30
Eddie Blair
Pulseira: Pink & Aqua “Love” $5 – Zulily; Saia: River Island $30; Mala: Marina Galanti $24; Camisola em cachemira: $70 - H&M; Sapatos $17,80 Yoko – Zulily
Amar I 57
Miroslava Duma
Sapato: Macgraw $480 - Farfetch; Calças de seda: Gucci $1,500; Camisola em cachemira: Alexandre Golovanoff $280 – Farfetch; Casaco: Harris Wharf $392 – Farfetch; Mala: Le Parmentier $205
Street Style
Pulseira amarela ajustável: Hope $40 – Zulily; Casaco: Paul Smith $645 – Blufly; Camisa branca: Etro $316 – Bluefly; Tenis: Kenzo $393 – Blufly; Pulseira preta: Alexander McQueen $295 - Nordstrom; Pulseira vermelha: Omega $145 – TheRealReal; Relógio: JBW G3 $1195 - JC Penney; Mala: Prada $2,257 - Farfetch 58 I Amar
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Trabalha em casa?
NĂŁo cometa estes erros 60 I Amar
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e instala o seu escritório em casa, pode cair na tentação de cometer erros que dão cabo da produtividade. Não misture as coisas, a bem da sua sanidade mental, do bem-estar da sua família e da sua vida profissional. Ser disciplinado é uma regra básica.
Fotografia: Direitos Reservados
Trabalhar a partir de casa já não é coisa do futuro, é coisa de agora, do presente. Há, porém, vícios e hábitos a evitar para não misturar tudo e para que a vida – e a produtividade – funcione. Para que a casa não se transforme num local de trabalho e para que esse espaço de trabalho não engula a casa. Por isso, se trabalha em casa tem de evitar certos comportamentos para que a confusão não se instale na sua cabeça e no seu sofá.
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Tome nota destas oito regras essenciais: Primeira regra: defina horários de trabalho e pausas. Pensa-se que o dia estica e há tempo para fazer tudo, mas não é bem assim. É preciso definir a hora de começar a trabalhar e a hora de parar, bem como os dias que se devem dedicar ao trabalho, para não correr o risco de não ter fins de semana ou feriados de descanso. Desta forma, com tudo certinho, até pode sair para ir beber um café e ler o jornal antes de mais uma jornada. Segunda regra: não passe o dia de pijama vestido e não se sente frente à televisão com a desculpa que são só cinco minutos para ver o resto do filme do dia anterior. Vista-se como se fosse para a rua e discipline-se. Sem isso, as fronteiras diluem-se e a produtividade ressente-se. Terceira regra: não instale o seu escritório no quarto. Separe as coisas – e as áreas de trabalho. Se precisa de concentração, não será certamente no quarto onde dorme que conseguirá estar verdadeiramente focado no que tem a fazer na sua vida profissional. Mesmo que viva num apartamento pequeno, evite a tentação de levantar-se da cama e, dois segundos depois, estar sentado numa secretária, muito possivelmente com um computador à frente. Quarta regra: a papelada não deve andar espalhada pela casa. Deve definir o seu espaço para não deixar que o lugar onde trabalha invada todos os compartimentos. Mesmo que tenha muitos papéis, tente organizar-se para saber onde estão as coisas e para que quem mora consigo não tropece em papéis. E convém explicar aos elementos da família que o seu espaço de trabalho não é um lugar de convivência ou ponto de encontro. Não precisa de se isolar da família, caso haja pessoas em casa durante o período de trabalho, só que é necessário estabelecer limites para que tudo funcione. E para que consiga concentrar-se. Quinta regra: resista aos apelos domésticos. Uma máquina de roupa para fazer, aquela gaveta que até acha que consegue arrumar num instante, ir levar o lixo para espairecer um bocado. E, quando olha para o relógio, o dia de trabalho voou e não se concentrou no que devia. Os horários são importantes e as tarefas domésticas devem ter um timming que não colida com o seu dia de trabalho, em vez de serem encaixadas no meio de um telefonema. Casa é casa, trabalho é trabalho. Foque-se no trabalho, não desperdice energias a querer fazer tudo ao mesmo tempo, até porque os esforços podem revelar-se inúteis para todos os lados. Sexta regra: não transforme o seu espaço de trabalho num restaurante. Por várias razões, sobretudo porque distrai e porque pode aumentar uns quilos no seu corpo, uma vez que há comida à disposição a qualquer hora. Tem de ter uma rotina alimentar disciplinada, com horários definidos para as refeições. Sétima regra: se está em casa, pode ser pai e mãe ao mesmo tempo que trabalha? Pode, claro, se não tiver alternativa, mas não deve. Não funciona. Ou está concentrado no trabalho ou dedicado às crianças. As duas coisas em simultâneo são difíceis de conciliar. É preciso, mais uma vez, estabelecer horários para o convívio familiar, explicar aos filhos a situação para que não haja perturbação na hora do expediente. Se forem crianças pequenas, de colo, controle os objetivos de trabalho que tem, uma vez que terá de dedicar a natural atenção aos pequenos. Oitava regra: cuidado com os convites dos amigos – que pensam que, por estar em casa a trabalhar, está disponível para um café ou para colocar a conversa em dia. Tente resistir a esses convites quando eles interferem diretamente no seu trabalho. Há milhares de distrações à espreita que podem custar horas ou dias de trabalho. Evite-as. Tudo roda à volta da disciplina.
Sara Dias Oliveira NM
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Em quarentena,
seja criativo. E
m tempos de quarentena, a criatividade serve como potenciadora de mudança e do desenvolvimento, mas, quando trabalhada em nosso benefício. Devemos usar e abusar da criatividade mental para de alguma forma concretizarmos fisicamente. Qualquer ação humana envolve as duas componentes em simultâneo. Separar o lado físico do lado mental é um erro, em qualquer que seja a área. Como sabemos tudo começa na mente, para que depois o corpo, a respiração, a postura tome a sua forma. Ora experimente dizer que está feliz com os braços, o tronco e a cabeça prostrada? Por favor faça-o agora! Ou pode também fazer o contrário, dizer que está triste, mantendo aqueça posição triunfante do Ronaldo! Ponha esta sugestão em prática e reflita sobre o que sentiu. De facto, é quase impossível não se sentir emocionalmente baralhado, quando a mente diz uma coisa e o corpo responde de outra forma. E há mais! É que não nos é possível sentir duas emoções em simultâneo. Ou seja, estar triste e feliz ao mesmo tempo, não é possível. Ou estou triste, ou estou feliz.
Dica de funcionamento da mente
É também curioso saber que, até as emoções são viciantes. Seja qual for o modelo da mente, sabemos que a forma como a nossa mente funciona é, privilegiando o familiar, o conhecido. Ou seja, quando agimos de acordo com o que nos é familiar, sentimos uma “ilusão” do controlo. Por isso é tão difícil o desconhecido a curto prazo e ainda mais difícil, a longo prazo, quando o desconhecido é mais forte. Repare que a repetição é algo que as pessoas utilizam para tornar algo em verdadeiro e familiar. Lembre-se que o cérebro não distingue o “real” do “imaginário”, senão, aquele indivíduo que foi assaltado, não sentiria as mesmas sensações de medo, pânico e choque no corpo como se estivesse a passar pela mesma experiência novamente. Acontece que pensamos por imagens e sons, e quando visualizamos no cérebro eventos pessoais traumáticos, estamos a ativar áreas do cérebro, como se lá estivéssemos. Por isso o corpo reage. Quanto mais o fazemos, mais reforçamos essas sensações e emoções. Assim acreditamos no prolongamento dessa realidade. Assim reforçamos crenças pessoais que muitas vezes nos limitam na vida e não fazem sentido, quando temos a capacidade de olhar de fora para determinadas situações. Por exemplo, quando uma pessoa, porque apanhou um susto com um cão, tem medo de todos os cães com que se cruza, mesmo quando perante um cão doente, sem forças para latir.
O poder dos pensamentos
Repara que a cada minuto do seu dia, o seu corpo reage fisicamente e muda literalmente consoante os pensamentos que passam pela sua mente. Para termos uma pequena noção da força da nossa mente, está comprovado que um pensamento é um evento eletroquímico que ocorre nas células nervosas produtoras de um “turbilhão” de mudanças fisiológicas. Neste sentido, e de acordo com Robert Dilts, autor, e reconhecido internacionalmente como um dos grandes profissionais da PNL (programação neurolinguística), os nossos pensamentos provocam efeitos físicos nos nossos órgãos principais através do sistema nervoso, do sistema endócrino, e do sistema imunológico. Percorre o corpo como os fios de uma teia, tocando o nosso sistema nervoso simpático, gerando energia de alerta, e o sistema parassimpático, onde a energia que emerge é de relaxamento. Assim sendo, podemos imaginar o poder do nosso pensamento quando repetimos imagens boas na nossa mente. Quando contrariamos o nosso pensamento resistente e o “afastamos” e desfocamos para níveis mais afastados da nossa atenção. O resultado são pensamentos que substituem outros e que se tornam mais fortes, há medida que os reforçamos nos nossos caminhos neuronais. Lembro-me muito bem de um dos primeiros cursos online que devorei sobre esta matéria, onde Gerald Kein, reforça o facto de que todo o ser humano anseia pelo mesmo. A Segurança. É realmente o que todos queremos desde o primeiro dia de gestação. Aliás, quando na barriga da mãe, absorvemos insegurança, a probabilidade de a vida correr de acordo com este valor, aumenta. Em momentos de crise, o desconhecido impera, logo é comum sentimos insegurança, medo e outros sentimentos que surgem, de acordo com as vivências que cada um traz.
Gerar novas perspetivas mentais
Agora peço-lhe que imagine um quadro, uma fotografia ou qualquer imagem que lhe chegue á mente. Imagine-a agora bem á sua frente, durante uns segundos e sinta o que sente. Agora imagine essa imagem no seu lado direito. Depois mude-a para o seu lado esquerdo. E, sucessivamente, mude o lugar desta imagem na sua imaginação, de modo a que o seu cérebro consiga captar várias perspetivas da mesma imagem. Faça-o, no mínimo dez vezes durante 4 a 5 segundos em cada imagem. No fim observe a mesma imagem e observe o seu sentimento. Repare como é possível treinar a sua mente a obter várias perspetivas de um mesmo evento/ imagem. Ao fazer isso, você está a criar novas ligações neuronais que o/a vão ajudar a criar novos caminhos, formas de ver, sentir, pensar e agir, mesmo neste exercício tão simples.
O piloto automático deve mudar de piloto
Lembre-se que grande parte de nós, age no automático, e as emoções também estão incluídas. Já lhe aconteceu chegar ao destino do seu trabalho e nem se lembrar do caminho percorrido? Ou ter feito determinadas tarefas de rotina em casa e não se lembrar se foram ou não realizadas? Desafia/o agora a enumerar 5 experiências ocorridas no mês passado em que você agiu em piloto automático. E lá está, são formas que de funcionar que nós encontramos, por alguma razão, e que se não as observarmos, pararmos, será difícil sair dessa programação mental. Podemos mudar a química do cérebro, mas precisamos aprender novos hábitos para o fazer. Em PNL, o termo “estratégias” é usado para descrever como as pessoas colocam em sequência as suas imagens internas e ex66 I Amar
ternas. Sons, sensações, paladar e olfato, a fim de produzir uma crença, um comportamento ou um padrão mental. Dê uma revisão nas situações adversas pelas quais já passou e identifique as hipóteses projetadas para soluções, e quais os seus recursos que utilizou para as gerir e ultrapassar. Lembre-se, ao torcer repetidamente um tubo de metal, conseguimos que ele mude a sua forma de forma radical. No contexto atual é importante encontrarmos novas formas, perspetivas para contrariarmos dificuldades de adaptação, reinvenção pessoal e desenvolvimento. Antes de mais questione-se: Quantas vezes uma situação deste tipo se revelou com esta negatividade anteriormente? Quais as evidências que você pode reunir de que a situação terá um final negativo? Pergunte-se a si mesmo/a se a sua objetividade não está a ser comprometida pelo tipo de pensamento “tudo ou nada”? Existem outras maneiras, outros ângulos de ver a situação, outras explicações? Faça uma lista de medos e das suas reações específicas de ansiedade associadas a pensamentos automáticos viciados. Será que me comporto com base unicamente nesta lista?
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Algumas sugestões cognitivo comportamentais integrativas
Aprenda técnicas de respiração diafragmática como forma de gerir uma resposta de relaxamento e calma. Treine 5 vezes ao dia. Existem aplicações gratuitas que ensinam várias técnicas básicas. Visualize a forma como se quer ver, como se quer sentir em determinadas situações. Procure memórias da sua vida onde se viu e sentiu exatamente dessa forma. Se não tiver memórias imagine, retire imagens de revistas ou encontre uma pessoa de referência. Treine a sua mente a ver-se assim, e a sentir-se assim, 5 vezes ao dia. Pratique a gratidão. Em momentos de crise, por vezes, é possível valorizarmos momentos que outrora eram banalidades diárias. Desenvolva novas competências de leitura; de reciclagem de materiais; de teletrabalho (digital); de apoio ao outro; reorganização da casa; etc. Pratique exercício físico. As novas tecnologias disponibilizam-nos aplicações com vários planos de exercícios que podemos praticar em casa, desde os mais simples aos mais complexos e exigentes. O importante é mudar a energia no corpo. Aprenda exercícios de meditação que acalmam e “limpam” a sua mente, deixando-a mais serena e forte para gerir a rotina ou a construção de novas rotinas. Existem aplicações gratuitas que ensinam e incentivam á pratica da meditação. Encontre e valorize um grupo de suporte. Fale com pessoas com atitude positiva, da sua confiança sobre as situações. Lembre-se que não está sozinho no contexto atual. A evolução tecnológica e das comunicações permite-nos uma quarentena acompanhada. Em suma, não somos os nossos pensamentos, mas somos aquilo que pensamentos diariamente. Introduza novos pensamentos e repita-os na sua mente até se tornarem realidade. Desta forma é você quem gere a sua mente, não a deixando á “deriva<2 Mesmo que a realidade seja difícil é possível vivê-la de forma mais confortável e positiva. Ao mudar a estratégia mental, muda o corpo, a sensação e o comportamento.
Isabel Rebelo
Psicóloga e Hipnoterapeuta
PORTUGUESE CULTURAL CENTRE OF MISSISSAUGA A celebrar a lusofonia desde 1974
AGENDACULTURAL
MARÇO/ABRIL 2020
21 DE MARÇO
BAILE DOS ANOS 50 & 60 - ATUAÇÃO DO DUO SOM LUSO
10 DE ABRIL
FESTA DA SEXTA-FEIRA SANTA - ATUAÇÃO DA TONY SILVEIRA BAND
28 DE MARÇO 12 DE ABRIL
NOITE DO MARISCO - ATUAÇÃO DA BANDA FANTASIA DANÇAS PASCAIS
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JANTAR DE HOMENAGEM DO SPIRIT AWARD
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Projetos-piloto “paliativos� e restritivos 68 I Amar
O
relatório da Alzheimer Europe1 - Estimating the prevalence of dementia in Europe, recentemente apresentado em Bruxelas, prevê que em Portugal, em 2050, existam 346.905 pessoas com Alzheimer ou outra forma de demência (3,82% da população). A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca: “a demência é devastadora não só para quem dela padece mas também para os seus cuidadores e familiares.” A demência é uma doença do núcleo familiar. A família assume um papel central na prestação de cuidados e na garantia da prestação de serviços à pessoa com demência. Segundo os dados da OMS, os custos inerentes ao cuidado das pessoas com demência são assumidos em 85% pela família e apenas 15% pelos sistemas de social e de saúde. A família no seu todo e, muito particularmente, quem exerce as funções inerentes ao cuidador (a) principal sofre, não raras vezes, de sobrecarga e desestruturação nos diversos âmbitos da sua vida pessoal, social e laboral. Cuidar de uma pessoa com demência pode afetar a saúde física e mental do cuidador ou cuidadora, bem como o seu bem-estar e relações sociais. Muitos cuidadores e cuidadoras são obrigados a proceder a reajustamentos para tornar possível a conjugação da atividade laboral e os cuidados a prestar a seu ente querido. É comum a redução do tempo de trabalho e em muitos casos a solução passa mesmo por deixar de trabalhar. Dos reajustamentos laborais resultam efeitos nefastos como a dificuldade de reingresso no mercado de trabalho, quando deixa de ser necessário cuidar, e a redução da capacidade económica da família, contribuindo, fortemente, para o empobrecimento de muitas famílias com as inevitáveis consequências nefastas para a pessoa cuidada e para o/a cuidador/a. A Lei n.º 100/2019, de 6 de setembro, aprovou o Estatuto do Cuidador Informal que regula os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo medidas de apoio. A mesma lei prevê o desenvolvimento de projetos-piloto regulamentados pela Portaria n.º 64/2020 de 10 de março. A Portaria estabelece o valor do
subsídio a que os cuidadores informais terão direito que se situa num intervalo entre 248,20€ e 343,50€. Esta prestação, passível de ser requerida a partir do dia 01 de abril em 30 concelhos do país, será concedida mediante condição de recursos, ou seja, apenas será atribuída a pessoas em situação de pobreza. Uma medida, importante, de combate à pobreza que visa garantir que o cuidador e a pessoa cuidada, conjuntamente, beneficiem de um rendimento mensal nunca inferior a um Indexante de Apoios Socias (IAS), estipulado, à data, em 438,81€. Na determinação dos recursos do cuidador informal principal são tidos em consideração: os rendimentos do cuidador informal principal; Complemento por dependência de 1.º ou de 2.º grau ou subsídio por assistência de terceira pessoa. O valor a atribuir será apurado em função da diferença entre o IAS e a prestação que já recebe. A Portaria deixa muito a desejar e não revela a ambição e o impetrativo de considerar a demência uma prioridade social e de saúde pública. Não sendo um mero placebo, também não será mais do que um paliativo ao qual muitas portuguesas e portugueses, que merecem viver com dignidade e respeito pelos seus direitos, não acederão. Li, reli e não compreendo a lógica do Artigo 17.º - Promoção da integração no mercado de trabalho: “Após a cessação da prestação de cuidados, o cuidador informal, que tenha sido reconhecido e que pretenda desenvolver atividade profissional na área do cuidado, pode ser encaminhado para um percurso de qualificação, nomeadamente no âmbito do Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) escolar e profissional.
• O legislador teve mesmo o objetivo de
certificar o cuidador informal e transformá-lo num cuidador formal? A medida aplica-se apenas a quem quiser exercer atividade profissional na área do cuidado? Os apoios previstos são apenas para pessoas pobres e com baixas qualificações? As/os cuidadoras/es da “classe média” ficarão desprotegidos até que empobreçam, engrossando as fileiras das desigualdade social?
• • •
Fontes: 1 - www.alzheimer-europe.org/Publications/Dementia-in-Europe-Yearbooks
Dr. José Carreira
Amar I 69
Como é que as emoções
afetam a nossa saúde?
D
emasiado stresse pode deixar-nos doentes fisicamente. E um sistema imunitário debilitado pode levar a perturbações mentais. A psiconeuroimunologia é a ciência que estuda estas interações. Há muito por descobrir, mas a relação entre o bem-estar psicológico e físico é estreita.
Há um fundo de verdade na máxima que diz que algumas características de personalidade, como o otimismo, e de estilo de vida, como o controlo do stresse, podem ter um impacto positivo na nossa saúde – e não há nada de esotérico ou “new age” nisso. Esta ideia, que começou por ser uma crença com origens na chamada sabedoria popular, foi durante muito tempo olhada com desconfiança por grande parte da comunidade científica. Mas hoje, após décadas de estudos, a psiconeuroimunologia (ou psiconeuroendocrinoimunologia), uma ciência recente e transdisciplinar, veio confirmar a plausibilidade da teoria. 70 I Amar
Os estados emocionais podem desencadear uma série de alterações bioquímicas no organismo, afetando diretamente o sistema imunitário. Como tal, podem ser fatores de risco ou de agravamento de doenças físicas. “As emoções, positivas ou negativas, são estados transitórios que incluem uma componente subjetiva – o que sentimos –, uma componente comportamental – como reagimos –, mas também uma componente fisiológica, que é desencadeada por um estado de ativação do organismo, associado ao processamento da emoção a nível cerebral”, desenvolve a psiquiatra Sílvia Ouakinin, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
Esta segunda ideia sempre foi mais aceite, na medida em que se concluía que, naturalmente, quando nos sentimos doentes ou recebemos um diagnóstico de doença crónica, isso tem um impacto negativo no nosso estado de espírito.
O processo é complexo e envolve sistemas e mecanismos com nomes complicados: centros cerebrais corticais e subcorticais, sistema nervoso vegetativo, eixo neuroendócrino e mediadores químicos, como as citoquinas. Mas, simplificando, sabe-se que “há um funcionamento em rede, designado por rede psico-neuro-endócrino-imunitária, que permite compreender a influência das emoções sobre o adoecer”, explica a médica, pese embora a grande variabilidade de fatores individuais ainda não tenha permitido esclarecer todos os seus mecanismos.
“Há um conjunto de alterações comportamentais que se desenvolvem em resposta a infeções agudas e lesões orgânicas e que se caracteriza por sintomas do tipo depressivo, nomeadamente letargia, astenia, anorexia, inibição, isolamento, ansiedade”, prossegue Mariana Marinho.
Isto traduz-se em resultados de estudos que nem sempre são semelhantes. Há muitas incertezas, mas uma das explicações mais consensuais para esta interferência das emoções na saúde está ligada à inflamação. “Os estados emocionais alterados, ao funcionarem como agente desencadeador de stresse (ADS) psicológico, podem, através da sua ação ao nível desta rede imuno-neuro-endócrina, alterar a resposta imune e conduzir a um perfil pró-inflamatório”, adianta a psiquiatra Mariana Marinho, do Hospital de Magalhães Lemos, no Porto. “E a cronicidade destes processos pode contribuir para o desenvolvimento e manutenção de várias patologias ‘físicas’, nomeadamente a hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, doença cardiovascular, osteoporose e patologia oncológica.”
Mas sendo esse um fator importante, o que a investigação recente mostra é que é só uma parte da história. Também há uma desregulação neurobiológica a considerar. “A ativação imunitária, com o aumento da produção de mediadores de inflamação, desencadeia um conjunto de alterações psicológicas e comportamentais”, avança Sílvia Ouakinin.
De acordo com a psiquiatra, a evidência atual levanta mesmo a hipótese de o aumento da inflamação estar na origem da depressão num subgrupo importante de doentes. No entanto, defende, o impacto das alterações do sistema imunitário não se cinge às perturbações afetivas, como a depressão: “Pode também contribuir para o desenvolvimento e prognóstico de outras perturbações psiquiátricas, tais como perturbações de ansiedade, do sono, psicóticas e mesmo cognitivas”. Somos só um. As doenças do corpo e da mente são cada vez menos separáveis porque cérebro e corpo são, também eles, indissociáveis. O resumo possível, por agora, é este: seja bom para as suas células e elas serão boas para si; seja bom para si e isso será bom para as suas células.
Um caminho com dois sentidos
As relações de causalidade entre sistema nervoso e imunitário são bidirecionais. O que quer dizer que, ao mesmo tempo que os estados emocionais podem interferir na saúde e doença do corpo, também os processos fisiológicos e biológicos do corpo podem ter um impacto sobre o funcionamento psicológico, emocional e mental.
Sofia Teixeira
NM
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Amar I 71
Saúde
A abordagem da medicina tradicional chinesa ao
Colesterol A
palavra colesterol faz já parte do vocabulário comum da maioria da população e quase sempre transmite uma má conotação: a ideia de que o colesterol faz mal à saúde e de que contribui para as doenças cardiovasculares. No entanto, o colesterol não é só prejudicial e, na realidade, este é essencial num determinado número de funções corporais vitais tais como: produção de muitas hormonas, incluindo hormonas sexuais, produção de vitamina D e de ácidos biliares. O colesterol é também um componente das membranas celulares, estando presente em todas as partes do corpo: cérebro e sistema nervoso, músculos, fígado, intestinos, coração, esqueleto, etc. Apesar da necessidade de colesterol para um bom funcionamento orgânico, não temos que nos preocupar muito com a sua obtenção - o organismo produz o colesterol necessário (com exceção de algumas doenças raras e graves onde não há produção de colesterol) e a alimentação diária serve para aumentar os níveis de colesterol no sangue. Assim, poderemos obter colesterol de duas formas - através da produção interna ou através da alimentação, pelo consumo de produtos animais como carne, ovos, lacticínios. Na sociedade moderna e industrializada, existem problemas relacionados com níveis de colesterol elevados, e Portugal não é uma exceção. Em estudos recentes, verificou-se que os níveis de colesterol total da população portuguesa começam a estar perigosamente altos, aumentando seriamente os riscos de doenças cardiovasculares. Quando os níveis de colesterol são elevados, o risco de doenças coronárias aumenta porque este tende a entupir as artérias, aumentando as possibilidades de se ter um ataque cardíaco.
Helena Rodrigues
Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa
Bom colesterol e mau colesterol
Penso que já tenha ouvido falar em “bom colesterol” e “mau colesterol”, mas talvez não saiba muito bem o que isso é: o colesterol e outras gorduras que não se dissolvem no sangue, têm que ser transportados de e para o sangue por substâncias chamadas de lipoproteínas. As lipoproteínas de baixa densidade - LDL (do inglês “low density lipoproteins” - são chamadas de “mau colesterol” enquanto que as lipoproteínas de alta densidade - HDL (do inglês “high density lipoproteins” - são chamadas de “bom colesterol”. A diferença entre o LDL e o HDL é que um nível excessivo de LDL entope as artérias e contribui para a aterosclerose, enquanto que o HDL afasta o colesterol das artérias e envia-o para o fígado onde é eliminado do organismo. Deste modo, a maioria dos cardiologistas considera não apenas os valores totais de colesterol mas também a relação entre o HDL e o LDL.
A Medicina Chinesa
O colesterol na MTC é visto como uma formação de humidade que se transforma em ‘turvacidade’ e, posteriormente, se converte em mucosidade, alterando a ação fisiológica do baço-pâncreas. Essas alterações no baço-pâncreas normalmente são provenientes da irregularidade e de erros alimentares, como por exemplo, alimentos gordurosos, fritos ou hábito de comer fora da hora. Tudo isso acaba por prejudicar a função de energia do baço-pâncreas que tem o objetivo de eliminar essa humidade e turvacidade. Essa condição gera a mucosidade que favorece a formação de catabólitos fisiológicos como colesterol, triglicéridos, ácido úrico, carbonato de cálcio, etc. Através da acupuntura é possível equilibrar a função fisiológica do baço-pâncreas, eliminando esses catabólitos.
Colesterol e alimentação diária
Apesar de tudo isto parecer um pouco complicado, é bastante fácil ter níveis de colesterol, (e de HDL e de LDL) saudáveis e o fator essencial para que isto se consiga é a nossa alimentação diária. Em mais de 90% dos casos, uma mudança de hábitos alimentares reduz os níveis de colesterol bastando reduzir o consumo de produtos animais (em especial carne e lacticínios) e aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, tais como cereais integrais e vegetais; uma pequena quantidade de peixe pode também ajudar a subir os níveis de HDL e a baixar os níveis de LDL. Baixar os níveis de colesterol no sangue é quase sempre bastante fácil se tivermos uma alimentação baseada em cereais integrais, vegetais, leguminosas, sementes, frutos e se reduzirmos ou eliminarmos do nosso regime diário alimentos como carne, açúcar ou “fast food”. O consumo de chás depurativos tais como chapéu de couro, salsaparrilha ou dente-de-leão também ajudam a baixar o nível de colesterol. O consumo de beringela, alcachofra, couve-flor e brócolos também pode melhorar a eliminação dos catabólitos. Ingerir frutas ricas em pectina como maçã, pera ou ameixa também ajuda na redução do nível de colesterol.
Dicas
Podem, no entanto, utilizar-se os seguintes alimentos e preparações para baixar mais rapidamente os níveis totais de colesterol, e repor o equilíbrio saudável entre o HDL e o LDL: - Cevada integral - a cevada (que pode ser consumida em grão ou em flocos) é tradicionalmente utilizada no Oriente para ajudar a dissolver gordura do sangue. Utilize-a cozinhada com arroz integral, em sopas ou em estufados. - Rábano, nabo, rabanete - estes vegetais têm a particularidade de ajudarem o organismo a eliminar produtos animais e gordura. Para baixar mais rapidamente os níveis de colesterol utilize-os ralados, como salada ou acompanhamento de uma refeição. - Cenoura crua ralada com nabo cru ralado - esta preparação é excelente para reduzir os níveis de colesterol. Rale 1 a 2 colheres de sopa de cenoura e 1 a 2 colheres de sopa de nabo, misture-os e adicione umas gotas de molho de soja shoyu. Coma 1 a 2 colheres de sopa todos os dias durante um mês. Se tem os níveis de colesterol altos, cuide da sua alimentação e procure um terapeuta credenciado para o ajudar a… sorrir com saúde!
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Waffles de chocolate
Culinária PREPARAÇÃO
1. Derreta o chocolate de leite com amêndoas e a manteiga no microondas. 2. Entretanto, numa taça, misture bem a farinha, o cacau e os ovos. Junte aos poucos metade da bebida vegetal de soja e, em seguida, acrescente a mistura de chocolate derretido e a restante bebida vegetal. Envolva e deixe repousar por 1 hora no frigorífico. 3. Enquanto isso, derreta o chocolate 70% cacau no microondas. 4. Unte a máquina de waffles com o óleo, deite nela uma concha de massa e deixe cozinhar o waffle. Repita o processo até acabar a massa. 5. Sirva os waffles regados com o chocolate derretido, as amêndoas laminadas torradas e as framboesas. Bom apetite!
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100 g chocolate de leite com amêndoas 80 g manteiga 250 g farinha 2 c. de sopa cacau em pó 3 ovos M 400 ml bebida à base de soja 1 chocolate 70% cacau 1 c. de sopa óleo de girassol 50 g amêndoas laminadas torradas 125 g framboesas
AQUÁRIO
Março
Horóscopo
O
mês começa sob as energias de uma Lua Crescente em Gémeos, que chega livre de pressão, melhorando a comunicação. Todos nós estaremos mais abertos, simpáticos e comunicativos nos próximos dias. Os acordos e negociações ganham força e movimento, assim como novos projetos e assinatura de contratos. O movimento estará mais intenso, assim como a ansiedade que vamos poder sentir no ar. Mercúrio continua retrógrado até o dia 10, quando começa seu movimento direto aos 28 graus de Aquário. Vamos lembrar que nos dias que antecedem sua retrogradação e dias depois que retoma o movimento direto, Mercúrio se torna mais difícil. Portanto, todo cuidado é pouco. No dia 5, Vénus deixa Carneiro e começa sua caminhada através de Touro. Se une imediatamente a Urano e todos sentiremos os relacionamentos mais agitados, estaremos todos mais ansiosos, querendo solucionar problemas que nos impedem de andar para frente. O novo chega inesperadamente e, assim como alguns relacionamentos podem começar do nada, podem também terminar por coisas pequenas. Na verdade, o que acontece, é que relacionamentos que nos impedem o crescimento estarão fadados ao fracasso. No dia 9, a Lua continua seu ciclo, entra na fase Cheia no signo de Virgem, que chega em aspeto tenso com Neptuno, regente de Peixes, pedindo discernimento e racionalidade em qualquer decisão. Pode haver enganos e ilusões, portanto, deixe para assinar qualquer documento importante daqui alguns dias. Problemas com águas podem continuar ainda por uma semana. No dia 10, Mercúrio retoma o movimento direto, mas espere ainda alguns dias para começar algo importante. Adie, se puder a compra de eletrónicos e assinatura de documentos importantes. No dia 17, Mercúrio retorna a Peixes, recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro e nos tornamos mais fechados novamente, mais reflexivos e mais voltados para as questões da humanidade. A compaixão e as leituras artísticas e espirituais ganham força. A comunicação torna-se mais compassiva, mais terna e acolhedora. Os acordos e negociações feitos nesse período tendem a trazer mudanças positivas à vida dos envolvidos. No dia 19, Marte e Júpiter em graus exatos em Capricórnio recebem um ótimo aspeto de Vénus em Touro, beneficiando imensamente os relacionamentos mais sérios, aqueles que procuram um compromisso. É um dia excelente para começar um relacionamento, seja ele pessoal ou comercial. No dia 20, o Sol deixa o último signo do eixo zodiacal e começa a caminhar através de Carneiro; começa um novo ano astral, regido pelo nosso astro rei, o Sol, que promete trazer mais Luz e consciência a todos nós. No dia 23, a melhor notícia, especialmente para os indivíduos nascidos sob o signo Capricórnio, Caranguejo, Carneiro e Balança, é que Saturno, que está em Capricórnio desde fim de 2017, começa a caminhar através de Aquário e, por três meses, até o dia 1º de julho estará nesse signo. indivíduos nascidos sob o signo Aquário, Leão, assim como Touro e Escorpião do primeiro decanato, vão sentir a força de Saturno em seu signo. Aumento da responsabilidade, da consciência, dos compromissos e alguns problemas e obstáculos, são os "sintomas" de Saturno em um signo específico. Esses três meses serão um respiro para quem tem planetas e luminares em Capricórnio, Caranguejo, Carneiro e Balança, mas um certo desconforto e cobranças para Aquário, Leão, Touro e Escorpião. No dia 24, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase Nova no signo de Carneiro, chega unida a Quíron e à Lilith e livre de pressão, anunciando novos inícios, mas pedindo cuidado com feridas e sentimentos negativos que podemos fazer brotar no coração das pessoas em nosso entorno. Um novo ano astral começa com uma Lua Nova anunciando-o, portanto, agora, o momento deve envolver, acima de tudo, uma profunda consciência de si e do outro. A energia ariana deve ser compreendida como uma energia de novos começos, mas de começos que acontecem a partir da comunhão e da empatia, características de seu signo oposto, Balança. Caso contrário, estaremos todos trabalhando contra nós mesmos, contra o processo evolutivo da alma de cada um de nós.
Poderá ter de se esforçar para assegurar as suas finanças pois tenderá a gastar imprudentemente. Pense bem no uso que dá ao dinheiro, tente ter uma noção mais correta daquilo que possui e confira as suas contas bancárias antes de adquirir coisas supérfluas. Nos últimos dez dias vai sentir necessidade da reação dos outros e de comunicar. Há maior facilidade para contactos e negócios.
CAPRICÓRNIO
Sente-se com grande energia e com um grande desejo de atividade. Aproveite para se dedicar a novos projetos. Poderá sentir que tem maior discernimento e que as suas ideias estão mais claras, o que pode ser útil para resolver alguma situação menos clara. No fim do mês estará sensível, emotivo, e as lembranças vêm ao de cima. Deve examinar o que sente e a forma como age relativamente às pessoas que o cercam.
SAGITÁRIO
Esta é a altura ideal, para meditar e fazer uma análise profunda e consciente de si e do papel que desempenha na vida. Será uma boa altura para recuar no tempo e verificar como o seu passado o influencia e condiciona o seu presente. Conheça-se melhor e liberte-se de velhos fantasmas. No final de março o seu brilho, simpatia e boa disposição estão no auge, pelo que o relacionamento com os outros é-lhe especialmente favorável.
ESCORPIÃO
Este mês estará a ganhar consciência das suas forças e das suas fraquezas, do que efetivamente é, independentemente do que os outros esperam que seja. Quanto melhor se conhecer, maior será a criatividade e generosidade e melhor se poderá entregar aos outros. Nos dez últimos dias a sua atenção e preocupação vão estar concentradas no seu bem-estar físico, saúde e sobretudo na manutenção de um bom estado geral.
BALANÇA
O seu poder de discernimento lógico e racional encontram-se especialmente aguçados. Examine o modo como resolve as situações e como assume as suas responsabilidades quotidianas. Esta é uma fase de trabalho e de serviço prestado aos outros, cujos benefícios só serão rentabilizados numa fase posterior da sua vida. No final do mês poderá ter que resolver assuntos urgentes relacionados com a lei.
VIRGEM
Período em que se sentirá livre para expressar a sua individualidade e mostrar-se como realmente é. Grande energia criativa, vitalidade e necessidade de reconhecimento, levá-lo-ão a traçar os seus objetivos e a criar as suas próprias prioridades opondo-se com vigor a quem não o deixar seguir o rumo desejado. Nos últimos dias do mês o centro da sua atenção são o seu mundo interior, os seus sentimentos e emoções.
LEÃO
Poderá sentir que a sua atenção está mais voltada para o seu mundo interior. Este é um período de transformação, sobretudo em termos psicológicos. Desejará explorar o seu psiquismo, as suas emoções e os seus sentimentos mais profundos. Este período poderá ainda trazer-lhe algumas preocupações financeiras. No final de março a sua mente estará muito ativa e ávida de novas experiências e conhecimentos.
CARANGUEJO
Este é um período de crescimento e de otimismo tanto a nível do seu mundo interior como do exterior. Poderá ligar-se a amigos com quem faz uma viagem ou com quem colabora num projeto. Poderá fazer viagens físicas ou mentais, que lhe vão permitir uma maior compreensão do que o rodeia. O final do mês é uma boa altura investir na sua carreira, para mostrar as suas capacidades de trabalho ou para concretizar um plano de longa data.
GÉMEOS
É uma fase de afirmação pessoal, tendo grande importância para si o papel que ocupa na sociedade. Há a possibilidade de profissionalmente lhe serem dadas responsabilidades acrescidas que lhe poderão trazer uma promoção. Esteja ciente das suas capacidades e fraquezas e confie nos seus próprios recursos. Nos últimos dias será de grande importância para si a sua relação com os amigos, grupos de trabalhos ou vida social.
TOURO
Nesta altura as suas atenções estão centradas nos valores e ideais do grupo em que se insere. Nas reuniões em que participar, aproveite para expôr as sua ideias e opiniões. Imponha-se individualmente, mas sem arrogância, deixando que os outros se pronunciem. A sua integração no meio está facilitada. No fim de março pode sentir menos ânimo e menor força física devido ao facto de a sua energia estar baixa.
CARNEIRO
Durante este período a sua relação com o seu mundo inconsciente está incrementada, o que lhe permite perceber melhor de que forma esse seu mundo influencia a sua vida. Poderá sentir-se hipersensível e inquieto sem perceber porquê, o que lhe poderá trazer variações de humor e de comportamento frequentes. Nos últimos dias irá verificar no seu comportamento uma maior energia e impulsividade.
PEIXES
Vai sentir-se com muita energia, impulsividade e iniciativa, favorável ao começo de projetos e ao estabelecimento de novos contactos. É igualmente uma boa altura para cuidar do seu corpo, estabelecendo novos hábitos alimentares ou dedicando-se a uma atividade física. Na última semana deste mês a sua vida financeira estará em evidência e será através dos seus recursos que se irá exprimir.
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