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REVISTA AMAR - JANEIRO 2020

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EDIÇÃO 48 • ANO 5 • MENSAL WWW.REVISTAMAR.COM

Nellie Pedro JANEIRO2020


Ficha Técnica Direção

Carmo Monteiro Manuel DaCosta

Conteúdos

Carlos Monteiro

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Marketing

tal, com a presença de várias dezenas de crianças que tiveram

Edição Gráfica Carmo Monteiro MDC Media Group

Fotografia Carmo Monteiro

Colaboradores

Armando Correa de Siqueira Neto Carlos Cruchinho David Gonçalves Helena Rodrigues Inês Barbosa Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador

Participação Especial Friz Fritz José Luís Peixoto Madalena Lopes

Agradecimentos

Arsenal do Minho de Toronto FPCBP Galeria dos Pioneiros Portugueses MDC Media Group Portuguese Cultural Centre of Mississauga Távora Foods

Janeiro 2020

Up on the Gallery Top

A Galeria dos Pioneiros Portugueses realizou a sua Festa de Naoportunidade de celebrar esta quadra festiva na companhia do Pai Natal num ambienete dedicado à cultura portuguesa.

14 MDCMediaGroup

Christmas Open House O grupo de comunicação social MDC Media Group abriu

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as suas portas ao público, amigos e clientes e a Revista Amar esteve presente.

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ForEva Strong

A comunidade lusocanadiana reuniu-se no salão da LiUNA Local 183 para o jantar de angariação de fundos a favor de Eva

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Batista, a jovem lusodescendente que luta contra a SMA.

26 José Luís Peixoto

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Paulo Perdiz esteve à conversa com um dos mais conceituados escritores contemporâneos portugueses.

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FRIZ FRITZ

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Samuel Santana de Almeida Carlos Cruchinho esteve à conversa com o fotógrafo português no seu artigo intitulado "A Fotografia como Arte".

Contacto

www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar

416.806.7616

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Nellie Pedro

Fique a conhecer um pouco melhor uma figura incontornável da comunidade lusocanadiana, nomeadamente no

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que toca à comunicação social, em particular a televisão.

54 Artrite Reumatoide Helena Rodrigues fala-nos sobre a abordagem da medicina tradicional chinesa a este problema que afeta principalmente as articulações.

Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group. Custo estimado por exemplar

$4.49

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Açúcar

O grão que nos consome Isabel Rebelo traz-nos uma análise sobre um dos produtos mais consumidos no mundo inteiro e que tem gerado tanta preocupação e controvérsia nos últimos anos.

página 64 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.


PORTUGUESE CULTURAL CENTRE OF MISSISSAUGA AGENDACULTURAL

JANEIRO/FEVEREIRO 2020

25 DE JANEIRO

BAILE DE DESPEDIDA DA DIREÇÃO - ATUAÇÃO DO CONJUNTO KARMA BAND

8 DE FEVEREIRO

FESTIVAL DO CHICHARRO - ATUAÇÃO DO CONJUNTO BANDA NOVA

1 DE FEVEREIRO

15 DE FEVEREIRO 22 DE FEVEREIRO

BAILE DA NOVA DIREÇÃO - ATUAÇÃO DO CONJUNTO UNIQUE TOUCH

JANTAR DOS NAMORADOS - ATUAÇÃO DE JORGE FERREIRA E SUA BANDA

BAILE DO CONTINENTE - ATUAÇÃO DA BANDA MEXE-MEXE

Para mais informações dos nossos eventos siga-nos nas redes sociais pccmississauga I pccmississauga.ca

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FPCBP

38 anos em festa de Natal

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o Passado dia 4 de dezembro, a Peäch Gallery foi o espaço escolhido pela Federação Luso Canadiana de Empresários e Profissionais (FPCBP) para celebrar o 38º aniversário e simultaneamente juntar os membros, empresários e a comunidade luso-canadiana numa singela receção natalina. Entre os convivas encontravam-se alguns ex-presidentes como Fernando Dias Costa, Leo Pereira, Lena Barreto, Charles Sousa, Louis Louro, Cristina Martins, Sérgio Ruivo e Raimundo Favas. 4 I Amar

A presidente da FPCBP, Eduarda Sousa-Lall, encontrava-se muito feliz pela adesão que desta edição e contou à Revista Amar que a nova direção estava muito empenhada. Com novas ideias, desde da recente entrada de mais seis diretores, a direção vai trazer novidades, começando já pela 38ª Gala anual. Eduarda Sousa-Lall agradeceu aos presentes e em particular a todos os patrocinadores que ao longo do ano têm sido um suporte importantíssimo nos eventos levados a cabo pela Federação.


F O T O G R A F I A

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Up

on the Gallery

Top

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es, “It’s the most wonderful time of the year”, and at the Gallery of the Portuguese Pioneers it is a wonderful Advent season, as we await the annual visit from old St. Nick on Christmas Eve. Only this year, Santa came early as he thought to schedule a mini visit to the gallery. At noon on Saturday, December 7, “out jumped good ‘ol Santa Claus” to a group of excited children. Many of them dressed in their pajamas, anxiously waited to have lunch with Father Christmas himself. The gallery welcomed him with a choir of children caroling to celebrate his first visit to the heritage museum focused on sharing the history of Portuguese immigration to Canada. The choir was led by two local teachers, of Luso and Chinese origin, who volunteered to share their gift of music. The party truly reflected our multicultural city as various cultural 6 I Amar

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groups gathered to welcome the man of the hour, Santa Claus. One Oakwood Village family, brought along with them their visiting grandparents from Dubai. It was a first for some of the guests as it was their first-time meeting Santa. There were some tears, but all would agree that is was a magical time. The gallery pulled out all the stops by providing a pizza lunch, a toddler play area, and other festive activities for the diverse group of children and their families. As the children sat eating lunch, Santa and the curator led a read-a-loud about one of his many Christmas Eve trips to Toronto. The story highlighted many Portuguese-Canadian Toronto landmarks, such as Little Portugal and St. Mary’s Church in Portugal Square, making it extremely relatable to all who listened ever so attentively.


Santa assured the children that to date, they are all on his nice list and if they keep it up, they will continue on it. The children were mesmerized as Santa called them each by name. He gifted them with personalized ornaments that were produced by a local business, Ashleen Designs, who is contracted by the North Pole’s Toy Factory. Although Santa loves pizza, he is hoping to come back next year to another story time with Santa with delicious Portuguese malasadas, rabanadas and milk. No Santa visit is complete without a photo opportunity with the jolly guy, taken by the gallery’s photographer. Santa got to hear what the children wanted for Christmas, but the children guarded their Christmas list, much like a birthday wish, to ensure it will come true Christmas morning. Aside from the personalized ornaments, Santa delivered a special gift to the gallery. He and Mrs. Claus sent the gallery a note read by 10-year-old Noah Ferreira. The note announced that the curator’s Christmas wish for a Mini Explorers Program will come

to the gallery in 2020. The group will meet once a month and explore an artifact from the museum’s extensive collection. The children will then create an art piece to bring home so they can bring their experience to others. The magical day ended with a gingerbread cookie decorating activity in the Gallery of the Portuguese Pioneers’ José Mario Coelho Library. At the front entrance of the museum, a glitter tattoo station was set up to temporarily mark the celebration that will be forever etched in their hearts. Santa wished them all a good day and night and gave them the same advice Mrs. Claus and the Tooth Fairy give him all the time, “be sure to brush your teeth”. The children were so busy and so engaged with cookie decorating that they missed the click, click, click, from up on the gallery’s rooftop, as Santa flew back on his magical sleigh with his reindeer.

Madalena Lopes

Galeria dos PIoneiros Portugueses Amar I 7


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FOI NATAL NO ARSENAL

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omo é habitual em quase todas as associações e clubes da Grande Área de Toronto, também o Arsenal do Minho de Toronto celebra, desde 2010, o Natal das Crianças de uma forma muito especial e este ano o Natal celebrou-se a 12 de dezembro. Organizado pela direção da juventude, Vanessa Veloso, diretora da juventude contou à Revista Amar que “há nove anos que fazemos esta festa. Começou por ser uma festa pequena, com um Potluck do rancho com uma secção de artes manuais para as crianças, para que tivessem um entretenimento. Mais tarde

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decidimos fazer uma festa maior, nesta altura estávamos na Dundas e Ossington, na sede velha.” Vanessa não escondeu o orgulho que sentia dos voluntários que participaram nos preparativos, que foram selecionados tendo em conta a faixa etária das noventa crianças inscritas. Quando questionada sobre o número de crianças presentes, Vanessa Veloso afirmou, orgulhosamente, que o número de crianças tem vindo a aumentar ano após ano, mas que de momento estão na capacidade máxima, contudo revelou que há planos para o futuro para que mais crianças possam participar e celebrar o Natal no Arsenal, e como é habitual a todas as crianças.


A festa, teve uma duração de aproximadamente 4 horas e não faltaram atividades, que estavam divididas em cinco estações para cinco grupos de crianças e que foram devidamente cronometradas para que todas crianças pudessem usufruir e se divertir com igualdade. A família Maria que, através de uma colega de trabalho, celebra há alguns anos o Natal das Crianças no Arsenal, não tem dúvidas que para os filhos o Natal é especial e que foi nesta casa que encontraram as condições reunidas para passar um dia feliz, diferente e… em família! Para Lara Maria a diversi-

dade das atividades, é um fator importante, particularmente para crianças com necessidades especiais, como o seu filho que foi diagnosticado com Autismo. O Pai Natal foi recebido, pelas crianças, com uma explosão de alegria, tal era a ansiedade… humm, porque será? No Arsenal do Minho as crianças tiveram a oportunidade de viver uma tarde cheia de criatividade, magia, alegria…, mas a cima de tudo, uma tarde cheia de amor e carinho e… isso sim, é Natal!

Carmo Monteiro Amar I 11


F O T O G R A F I A

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Christmas Open House A

MDC Media Group organizou um Open House que para além de ter sido um encontro entre amigos, clientes e funcionários do grupo, foi também uma forma de agradecer a dedicação e entrega de todos neste ano que agora termina e que trouxe consigo uma grande responsabilidade - o novo canal da Camões TV, com transmissão 24 horas por dia, sete dias por semana. O convívio proporcionou conversas e também algumas reflexões sobre o ano que está prestes a terminar.

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Festa de Natal N

uma época marcada por tradições, há uma que não pode falhar: o Natal da Criança, organizado pelo Portuguese Cultural Centre of Mississauga. Mas da mesma forma que até as tradições mais antigas acabam por sofrer algumas alterações ao longo do tempo, também este evento não é exceção. Tal como contou à Revista Amar Joana Carreira, diretora da juventude desta casa, nesta noite os presentes assistiram a algumas novidades, entre elas um verdadeiro casting para o lugar de Pai Natal! Modernices… “Esta noite nós vamos ter a mesma apresentação da natividade, mas ao contrário dos anos anteriores em que nos inspirámos num filme, como por exemplo o Elf ou o Grinch, e que era mais direcionado aos adultos, este ano decidimos fazer uma Santa Claus Audition, um “casting” para ser o Pai Natal. Porque o Pai Natal está mui-

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to velho, está cansado, já não quer fazer isto este ano. Quer ir de férias! Então nós temos pessoas diferentes a fazer entrevistas para ser o Pai Natal”, explicou-nos a diretora. A peça apresentada ao público nesta noite demorou cerca de dois meses a ser preparada, e contou com cerca de 25 pessoas no elenco. Esta vontade e espírito de iniciativa do grupo deixou, naturalmente, Joana Carreira bastante orgulhosa. “Temos de nos sentir orgulhosos de um grupo de juventude que todos os anos quer e tem gosto em fazer estas coisas pelo Clube. Eles são muito bons, ajudam-me todos os anos e fazem o melhor trabalho!”. Andrew Câmara é diretor do Rancho do PCCM, mas nesta noite assumiu sem medos um novo cargo: o de MC da juventude.


do PCCM O Natal é, sem dúvida, uma época mágica. Mas grande parte dessa magia depende das crianças que carregam dentro de si um sem número de sonhos. E são precisamente elas que têm a capacidade de tornar esta noite tão especial. “É sempre bonito de se ver uma casa cheia como hoje e com muita criança, com muitos meninos a correr por esta sala fora. É a coisa mais engraçada, mais bonita e o que nos faz ter uma casa destas. Não há palavras para explicar”, afirmou Jorge Mouselo, vice-presidente do PCCM que garante que faz “tudo e qualquer coisa para apoiar a nossa juventude. Eu adoro a nossa juventude, eu acompanho- -os, eu sinto-me jovem perto deles. Ver a vontade que eles têm em fazer uma noite como hoje, que durante duas semanas quase todos os dias ensaiavam… é engraçado e tenho muito orgulho!”. Também Tony de Sousa, visivelmente

orgulhoso, enalteceu o trabalho e empenho de toda a juventude em organizar este evento de Natal. “Tem sido giro, estas semanas, os ensaios que eles têm feito. É bonito vê-los a fazer - antigamente éramos nós que o fazíamos e eles depois só faziam peça deles, mas desta vez achámos que deviam ser eles a fazer tudo. Eu acho que tem que ser assim - é a única maneira de termos os jovens connosco nesta casa, e como vocês veem estão sempre jovens cá, hoje ainda mais. Eu sinto-me orgulhoso porque não são todos os clubes que têm jovens “aos pontapés” como nós!”, disse. Em jeito de despedida, Tony de Sousa agradeceu a presença da Revista Amar em mais um evento de sucesso levado a cabo pelo PCCM.

Inês Barbosa

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ANGUS WITH BACON AND CHEESE

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ForEva “Passar o Natal em família. É só isso que ela quer... e merece”

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Strong F O T O G R A F I A

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omo qualquer criança, Eva merecia poder viver esta época tão especial junto de quem a ama e com aquilo que infelizmente lhe falta: saúde. É no inovador medicamento Zolgensma, que já foi administrado na bebé portuguesa Matilde, tendo sido suportado pelo Serviço Nacional de Saúde português, que os pais da bebé depositam a sua esperança, já que este é visto como uma terapia genética que atua na “raiz” da doença. Para além de não ser comercializado no Canadá, este medicamento custa cerca de três milhões de dólares. Assim sendo, os pais de Eva Batista lançaram uma campanha de angariação de fundos e têm vindo a realizar diversos eventos para o mesmo fim. Foi o caso do jantar que aconteceu no passado dia 7 de dezembro que contou com a presença de cerca de 1070 pessoas.

Jéssica Batista, mãe da bebé, confidenciou à Revista Amar que os convites para este evento esgotaram em cerca de uma hora. Tamanha onda de solidariedade surpreendeu estes pais que já estão a organizar um novo jantar no próximo dia 11 de janeiro. “Não há palavras para dizer como nos sentimos, mas estamos

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muito contentes. Neste momento precisávamos que a comunidade se juntasse para nos ajudar e, por isso, agradecemos muito”, disse Jéssica, claramente emocionada. A pequena Eva foi recentemente sujeita a uma operação e, segundo os pais, está a recuperar bem. Antes da realização do jantar os donativos ainda não tinham atingido metade do valor necessário. Mas nada faz tremer a esperança de Jéssica e Ricardo. “Ainda não chegámos a meio. Acho que vamos chegar lá perto hoje. Sabemos que estamos lá perto, já faltou mais, mas sabemos também que isto é um caminho ainda comprido… mas vamos chegar lá! Com o apoio que nós temos, com a nossa família e com a nossa comunidade, estou confiante que vamos chegar lá”, disse o pai da pequena Eva. O Natal é uma época de dar e receber... E o desejo de Eva para o Pai Natal é apenas um: viver... com saúde. Afinal, e segundo as palavras de Ricardo Batista, “pode parecer muito, mas ao mesmo tempo é só isso que ela quer… e merece”.

Inês Barbosa

MDC Media Group Amar I 21


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PLEASE HELP US! We are looking for donations to receive Zolgesnma the most expensive drug in the world. We are begging our community and anyone willing to help donate. Any donation makes a difference and will get our daughter Eva that much closer to this life-saving medication. Eva Batista was born on August 11th, 2019 and diagnosed with Spinal Muscular Atrophy (SMA) Type One. SMA is a nightmare. It is a disease that robs babies of physical strength by affecting the motor nerve cells in the spinal cord, taking away the ability to walk, eat or breathe. SMA Type One specially, is the most severe, diagnosed prior to one year of age. We want her to live a long, happy and healthy life, and we are ready to do whatever it takes to ensure she receives the best medical care available.

FOLLOW & SHARE HER STORY AT: gofundme.com/f/foreva-strong Amar I 23


Língua Portuguesa

Helena Simão

Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: Helena Simão/Instagram

Helena Simão é natural da Marinha Grande, embora resida em Oeiras há quase dez anos. O gosto pela escrita e pela comunicação estiveram presentes desde sempre na sua vida: nas brincadeiras que tinha durante a infância, na curiosidade que tinha sobre o mundo, no curso de Ciências da Comunicação, que tirou na Universidade da Beira Interior, e nas profissões que abraçou, primeiro, o Jornalismo, tendo colaborado com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias, e, depois, a Assessoria de Comunicação e o Marketing. 24 I Amar

No final de 2015, essa paixão pelas palavras culminou com a criação de um blogue pessoal de viagens, o Starting Today. É neste site que diariamente escreve sobre as viagens que já fez e, sobretudo, sobre sentidos, sentimentos e emoções. As viagens interiores que todos fazemos, as dúvidas que temos e as questões que colocamos são o pretexto para o livro O Amanhã Pode Esperar que agora se torna uma realidade.


Obra Literária

“O AMANHÃ PODE ESPERAR”

Sinopse As palavras têm a força de um ombro amigo, de um sorriso de alguém que nos diz muito e até de um abraço que nos protege do mundo. O Amanhã Pode Esperar é a voz que está dentro de cada um de nós e que não ouvimos ou temos medo de ouvir. É a força que todos temos, mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida, sobretudo nos momentos mais difíceis da nossa vida. É uma aprendizagem que só o tempo nos pode

dar, uma libertação que surge apenas quando percebemos que não temos todo o tempo do mundo. Este é um livro que pretende inspirar, fazer bem à alma e ao coração, mexer com as emoções. As palavras, quando vão de um coração para outro, têm a força que, por vezes, nos faz falta, têm a coragem que, por vezes, receamos não ter, têm a alegria que, por vezes, o nosso sorriso deixa de ter. O Amanhã Pode Esperar coloca-nos em perspetiva e lança-nos um desafio: Vamos ser o melhor de nós hoje?

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JOSÉ LUÍS PEIXOTO 26 I Amar

De escritor a personagem

Na Lisboa de finais dos anos 90, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação nasce uma história que mescla realidade e ficção. José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e ainda teve coragem de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance.


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Fotografia: DR


Revista Amar: A palavra autobiografia acompanha-te desde o primeiro livro. José Luís Peixoto: É verdade, desde o primeiro dia que publiquei. Era um livro muito íntimo. Falava de um tema muito pessoal, o falecimento do meu pai. O livro chama se “Morreste-me”. O próprio título revela essa dimensão e que curiosamente agora passados quase 20 anos chega a ser o titulo de um romance com características completamente diferentes. É normal, tendo em conta que nestes 20 anos já foi feito um caminho longo de vários títulos e de muita escrita. RA: Nesta tua última obra a ficção e a realidade andam um pouco “à luta”? JLP: Sim, porque isso acaba por acontecer sempre na literatura - muitas vezes permite que possamos escolher na nossa imaginação vivências que não vivemos a partir de perspetivas que são muito diferentes da nossa, mas efetivamente também é um facto que o nosso ponto de partida, a memória a que nós recorremos e a biblioteca de experiências que temos para folhear são as nossas próprias e por isso também de certa forma estão sempre lá. Eu, como disse antes, nunca virei as costas a isso e de certa forma exponho esse aspeto claramente, ainda para mais tendo uma personagem principal que é um nome bem conhecido… José Saramago. Toda a gente, mesmo quem não o conheceu, tem alguma memória, alguma referência dele. Coloquei-o em situações ficcionadas e construí este livro um pouco diferente do habitual. RA: Teres vencido o Prémio Saramago com “Nenhum Olhar”, em 2001, e teres tido a oportunidade de conhecer pessoalmente José Saramago, foram duas boas razões para escrever esta obra? JLP: Sim, claro. Não seria o mesmo se escrevesse sobre qualquer outro escritor com quem não tivesse tido nenhum contacto. Claro que sinto a responsabilidade de utilizar esse nome por tudo aquilo que ele representa para todos. Também a dimensão pessoal de ter memórias minhas com Saramago escritor e com Saramago ser humano. RA: Se Saramago ainda fosse vivo, terias coragem de escrever este livro? JLP: Já tinha considerado essa questão. A minha primeira tentação foi achar que não, que não iria escrever esse livro se o Saramago estivesse vivo, porque ele intimidava-me um pouco por vários motivos. Por ser um homem muito mais velho, por ter uma experiência muito diferente da minha como escritor e por tudo aquilo que ele representava. Ainda assim, mais tarde, voltando a pensar no assunto, acho que haveria uma possibilidade de que ele gostasse desse livro na medida em que se trata de um jogo literário. Saramago para lá de todas as dimensões da sua vida era essencialmente um escritor e alguém que prezava muito a literatura. RA: Este livro é quase uma homenagem camuflada a Saramago? JLP: Sim. Para já, só facto de ter escolhido este tema já leva nessa direção e depois também efetivamente é aqui dado conta da sua vida, da perspetiva como ele via o mundo e de momentos tão importantes da história de Portugal que viveu. Acabou por ter essa dimensão de homenagem. RA: Que momentos importantes da história recente ajudam o leitor a imaginar qual o espaço/tempo? JLP: A ação do livro passa-se no final dos anos 90, mais concretamente 97 e 98. Foram tempos muito marcantes para Portugal. Vivemos momentos como a Expo 98, por exemplo…referências que eu próprio também recordo e que hoje parecem tão distantes, mas fazem parte de quem nós fomos. RA: Afinal quantos Josés tem o livro? JLP: É difícil, porque existe aqui a questão autobiografia. Faz com que eu, que também me chamo José, acabe por me ver às vezes aqui um pouco refletido em certas passagens do livro. Há, claro, o próprio José Saramago também muito importante e depois aqui uma personagem que curiosamente também se chama José que acaba por ser o grande eixo de todo o livro. Na verdade circula entre estas duas vidas: a minha e a do Saramago. RA: O que é que se segue agora para o escritor José Luís Peixoto? JLP: Bem, neste momento tenho aí vários projetos em perspetiva. Tenho vontade de voltar a alguns projetos que não trabalho há bastante tempo e dar algum período de pausa à escrita para pensar também num novo romance, mas não para já. Ainda assim dentro da poesia do teatro, do conto, da viagem, da música e dos vários géneros que tenho em mente algum deles irá florir nos próximos tempos. Vamos esperar para ver.

Paulo Perdiz

MDC Media Group

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Fotografia: DR


Créditos © Friz Fritz 30 I Amar


FRIZ FRITZ

A fotografia como Arte

Samuel Santana de Almeida

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asceu na vila de Sendim, no concelho de Tabuaço em 1983. Em 1992 foi viver para Viseu, onde fez o seu percurso académico. A fotografia apareceu na sua vida em 2012, primeiro como curiosidade e aos poucos o interesse foi aumentando ao ver trabalhos de grandes amigos e conhecidos na arte. Esse interesse fez com que aprofundasse cada vez mais o seu conhecimento sobre fotografia, comprando a sua primeira máquina e frequentando cursos de formação contínua. Gosta de sair para a rua e fotografar tudo o que lhe desperta a atenção, desde pessoas, a paisagens, passando também pelos palcos. É conhecido por Friz Fritz, nome que adotou em 2012.

Contactos: F-0251@hotmail.com Facebook - @FrizFritzPhotography Amar I 31


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Revista Amar: Recorda-se como começou a sua paixão pela fotografia? Friz Fritz: A partir de 2012, com a aquisição do meu primeiro smartphone. Até então tinha tido uma máquina analógica, mas com o aparecimento da fotografia digital tudo se tornou mais acessível e intuitivo. RA: O percurso na fotografia teve início como autodidata, ou à medida que o tempo foi passando, obter “aquelas” fotografias exigiu um estudo aprofundado da técnica. FF: Sim, tudo começou como autodidata, mas querendo sempre aprender mais, o que me levou a procurar desenvolver os meus conhecimentos dentro da fotografia, frequentando workshops presenciais e online. No entanto, foi só o início porque todos os dias aprendo técnicas novas, com os meus próprios erros e com a troca de ideias com outros fotógrafos. RA: O seu olhar sobre a realidade fica diferente através de uma objetiva? E esse olhar mudou com o decorrer do tempo. FF: Concordo que esse olhar tem mudado com o decorrer do tempo, especialmente o objeto a fotografar, podendo ser um pôr-do-sol ou uma pessoa em palco. A ideia já está na cabeça, é só tentar colocá-la em prática. Reconheço que tem melhorado significativamente com o tempo e a experiência adquirida. RA: Como acontece com o impulso de escrever, pintar, desenhar ou esculpir… Fotografar passa a ser uma necessidade, ou surge como um meio de auto expressão pessoal e social? FF: Uma necessidade, sem dúvida, é relaxante e obriga a procurar um ambiente só teu, único e que só tu podes entender. RA: Em que medida a fotografia pode ser encarada como transgressão, como arte ou como mensagem subliminar de uma sociedade? FF: A fotografia tem sempre uma força, uma história e uma mensagem. A sua liberdade de leitura depende da sensibilidade do observador. RA: É difícil captar/obter uma boa fotografia? FF: Bem, se é difícil… É fácil criar a ideia certa, mas daí colocá-la em prática vai uma grande distância. Nem sempre o resultado final é o desejado, por diversas razões e fatores. RA: Uma boa fotografia interpela? FF: Sim, uma fotografia interpela, apesar de não ser por vezes esse o seu objetivo. RA: A fotografia tem género? Podemos falar de igualdade de género quando fotografamos a realidade quotidiana. Ou há algo transformador no olhar do fotógrafo quando atrás da objetiva está uma mulher ou um homem? FF: Penso que não. No que diz respeito ao modo como se fotografa, penso que cada um tem os seus gostos e sensibilidade independentemente de ser homem ou mulher. RA: A fotografia faz sonhar… É um instante irrepetível? FF: Claro que sim, é um desafio transformar um ambiente e criar sensações a quem as vê. RA: Ao percorrer as ruas para fotografar a vida quotidiana em espaços públicos, na chamada fotografia de rua, em que medida essa fotografia é uma invasão da privacidade das pessoas anónimas. FF: É, sem dúvida, uma invasão da privacidade das pessoas quando elas não autorizam a sua publicação. RA: A fotografia é uma espécie de solidão… Ou pelo contrário a fotografia pretende evidenciar o desconhecido aos olhos dos cidadãos comuns. FF: Sendo a fotografia uma das formas de comunicação, o seu papel como interveniente na sociedade é inquestionável, apesar de o modo e o momento em que ela é captada ser de alguma forma um ato de solidão.

Carlos Cruchinho

Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais

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Nellie

Pedro Não há outro programa televisivo português que faça 33 anos sem nunca ter repetido um episódio. É um orgulho manter este programa durante estes anos todos.

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élia de Fátima de Melo Leal São Pedro, conhecida pela comunidade portuguesa por Nellie Pedro nasceu na Angra do Heroísmo, Ilha Terceira - Açores, a 20 de setembro de 1960.

Em 1970, acompanhada pelos irmãos e avós, chega a Toronto para reunir com seus pais. Não tem muitos hobbys, mas gosta de cozinhar e viajar... para lugares quentes! Para relaxar, gosta de costurar. Desde muito nova mostrou ser uma guerreira e lutadora e com apenas 14 anos tem a primeira experiência profissional e simultaneamente encontra o caminho ao trabalho voluntário na comunidade portuguesa. Chegou, mais tarde, a ter cargos de destaque, como por exemplo membro da United Way Board of Trustees, Chair da Portuguese-Canadian Coalition for Better Education, membro fundador do Canada-Portugal Chamber of Commerce and Industry e Public School Trustee. Foi a primeira mulher a ser eleita a presidente da Federação Luso-Canadiana de Empresários e Profissionais.

Em 1993 o seu serviço prestado à comunidade portuguesa foi reconhecido recebendo a Canada 125th Anniversary Commemorative Medal. O envolvimento de Nellie Pedro na comunidade levou-a inclusive a ser candidata pelo partido Liberal às eleições provinciais de 2003. Nellie Pedro tirou o curso de Radio and Television Arts na Ryerson Polytechnic University e é a “cara” do programa Gente da Nossa TV que vai para o Ar todas as semanas nos últimos 32 anos. Muitas foram as personalidades que passaram pelo estúdio, mas aspira um dia poder entrevistar António Guterres, Marcelo Rebelo de Sousa, Michelle Obama, Oprah Winfrey e Hillary Clinton. A lutar contra um Cancro da Mama Metastático, Nellie Pedro não desiste e exige levar uma vida normal e repleta enquanto faz os tratamentos, contudo dentro da sua agenda profissional. No mês de janeiro estivemos à conversa com Nellie Pedro, uma mulher de fortes convicções, fiel a si própria e aos seus ideias.

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Revista Amar: Nellie Pedro, um nome incontornável da nossa comunidade. Contudo, quem vê “caras não vê corações”… quem é a Nellie Pedro? Nellie Pedro: Sou a Nélia de Fátima de Melo Leal São Pedro. Nasci na Ilha Terceira e os meus pais são da Graciosa. Cheguei ao Canadá em 1970, faz este ano 50 anos. Sou casada com o César Lourenço São Pedro e somos pais do Tomé Pedro, que tem 28 anos. Sou a irmã mais velha de 6 irmãos. Estudei Rádio e Televisão na Reyrson Ryerson Polytechnic University e tirei o curso de agente imobiliário. Sou uma pessoa que tem estado envolvida na comunidade desde muito novinha. O meu hobby é cozinhar… eu gosto muito de cozinhar! E gosto de descobrir novas aventuras para viajar e faço costura. Mas a costura não é um hobby, eu aprendi a costurar muito nova e gosto de fazer algumas coisas… é relaxante. Não sou esquisita, gosto de tudo… Ah! Não gosto do frio! (risos) Tenho tolerância, mas não gosto nada do frio. RA: Que idade tinha quando deixou a Ilha Terceira? NP: Tinha 10 anos. RA: Lembra-se do que sentiu quando soube que ia mudar de país? NP: Fiquei triste, porque eu tinha acabado a 4ª classe e eu, mais as minhas amigas e colegas, íamos para o liceu novo, na Angra do Heroísmo, que ia ser inaugurado nesse mesmo ano. As aulas começavam em setembro, mas como já estava na Graciosa à espera de vir para aqui, já nem comecei o ano. Os meus pais já estavam cá. O meu pai veio em início de 1969 e a minha mãe veio depois ter com ele, uns meses mais tarde… eu e os meus 4 irmãos fomos para a Graciosa viver com os meus avós. Na altura fiquei a tomar conta do meu irmão mais novo que tinha apenas 14 meses, porque a minha mãe recebeu a autorização para vir e se não viesse perdia a autorização. Depois é que vim com os meus irmãos e os meus avós… chegámos em novembro de 1970. RA: Tinha noção onde ficava o Canadá? NP: A única coisa que eu conhecia do Canadá foi por conta de um presente que o meu pai nos tinha enviado pelo Natal. Ele enviou uns binóculos que tinham um disco com fotografias como, por exemplo, as Cataratas de Niagara Falls e outros pontos turísticos no Canadá. Quando cheguei aqui, andava à procura de Niagara Falls… e claro, que não encontrei as cataratas em Toronto, não é? (risos) Depois é que fiquei a saber que ficavam um pouco longe daqui. RA: Que recordações tem dessa altura? NP: Lembro-me que no dia a seguir à nossa chegada, caiu muita neve… se calhar é por isso que não gosto do frio (risos)… como não sabia o que era neve, quando vi tudo branco nem sequer me apercebi do que era e pensei “olha, andaram a espalharam açúcar ou farinha lá fora.” E claro, depressa fiquei a saber que era neve e que era fria… e naquela altura, nos anos 70s caía mesmo muita neve, não como é agora. RA: Foram logo para a escola? NP: Não. Eu e os meus irmãos estavamos ilegais e não podiamos ir para a escola, naquela época não autorizavam… estavamos na situação em que muitos ainda hoje se encontram e só ficámos legais devido a uma amnistia dada pelo então primeiro-ministro Pierre Trudeau. Se hoje, eu e outros estamos legais neste país, foi por causa dele… e agora espero que o filho, o atual primeiro-ministro Justin Trudeau, faça o mesmo pelos imigrantes ilegais como o seu pai fez. RA: Como foi adaptar-se a uma nova realidade, completamente diferente? NP: Mal chegámos começámos logo a aprender o inglês… por acaso até já conhecíamos algumas palavras por causa dos

americanos que estavam na base aérea das Lajes, mas claro que não é mesma coisa. Contudo, as crianças adaptam-se facilmente a tudo. O que veio depois acontecer foi que, os meus pais queriam que nós só falássemos inglês para que eles pudessem também aprender, uma vez que não tínham tempo para ir para a escola aprender. Eu estive muitos anos sem falar português. RA: Entretanto… depois dos estudos, começa a vida profissional. Sempre soube a carreira profissional que queria seguir? NP: Eu não sei se tenho só uma carreira profissional. Eu acredito que devemos fazer o que queremos. Eu considero que quando tinha 14 anos já tinha uma profissão… comecei por vender detetores de fumo, de porta à porta na minha rua e todas as ruas à volta da minha. Os detetores eram uma novidade, pois tinham saído naquele ano derivado a um incêndio numa residência que vitimou uma família de 6 pessoas. Então eu batia à porta, explicava o que era e para que servia o aparelho e mostrava a cópia do jornal que tinha a reportagem sobre a tragédia, de crianças terem morrido por falta do alarme, na capa. Eu comprei cada detetor por 10 dólares e vendi por 19.99 dólares. E eu ainda andava na escola, mas assim que chegava a casa eu ia vender. A seguir comecei a vender Tupperware aos fins de semana. A comissão era de 30% da venda, ou seja, de sexta a domingo nas Tupperware-partys eu cheguei a vender 1000 dólares de produtos e ganhava 300 dólares, enquanto os meus amigos no mesmo fim de semana andavam a ganhar 2 dólares por hora no McDonalds. Eu ganhava mais, com a vantagem que só trabalhava quando queria. Eu fui sempre assim, nunca tive um patrão (risos). RA: Como e com quem nasce a Gente da Nossa TV? NP: Gente da Nossa TV nasce com o César Pedro, José Carlos Dias, o Menezes e a Lídia Ferreia. Na altura fazíamos trabalho de estúdio, só já não estou é bem certa se era para a Shaw ou para a Rogers, já lá vão alguns anitos (risos), seja como for a estação depois quis começar um programa em português e foi o César e o José Carlos que o começaram e convidaram a Lídia Ferreira para ser a apresentadora, que na altura estava a fazer rádio no Asas do Atlântico. Eu era câmara e fazia tudo que era necessário no estúdio, mas por de trás da câmara, nunca na frente dela. Entretanto abriu a OMNI e não tinham pessoas para o departamento de Português, e andavam à procura… e a Lídia decidiu ir para lá. Foi nessa altura que o César me disse para eu fazer o trabalho de apresentadora. Não estava muito convencida, mas depois fiz… até hoje. Eu tinha estudado Rádio e Televisão, mas não para estar à frente da câmara, eu estudei produção e fazia cue cards, comerciais para algumas empresas e eu tinha uma companhia de gravar casamentos, aliás os primeiros casamentos gravados na comunidade foram gravados por mim e depois o meu marido, que deixou o trabalho dele no BMO, veio trabalhar comigo, mas antes disso ainda foi estudar Filme. RA: E como foi a receção do telespetador? NP: Positivo e negativo. Positivo, porque as pessoas gostavam de ver o programa, apesar de ser só de meia hora. Negativo, porque me criticavam por não falar bem português, mas como já tinha dito antes, eu não falei português durante muitos anos. A mim as criticas não me ofendem… se me quiserem ensinar, eu aceito muito bem… mas criticar sem me darem sugestões, isso nem vale a pena o meu tempo. Cheguei a ter pessoas a dizer-me que eu não deveria ser a apresentadora porque o meu português não era suficiente para a televisão… mas quem é que disse que a apresentadora tem que ter um português fluente? Não há nenhum regulamento nenhum sobre isso. Hoje em dia, até em Portugal ouvem-se muitas palavras estrangeiras no vocabulário português, numa linguagem que as pessoas entendem. Amar I 39


RA: Olhando para trás, foi fácil ou encontrou muitos obstáculos? NP: No princípio era apenas um trabalho voluntário e não tivemos obstáculos e tínhamos muitas pessoas a querer participar no programa. Nós fomos os primeiros a fazer um programa ao vivo, meia hora todas as semanas, que foi também uma experiência muito interessante… não se tem margem para fazer erros, pois se os fizeres vai tudo para o Ar. Os obstáculos só começaram a aparecer depois que passámos para a CityTV e fazer parte da CHIN, porque passou a ser um programa pago onde é preciso ter publicidade para pagar o Air Time… e claro, também começou a competição. RA: Mas a Nellie não se dedicava exclusivamente à televisão… NP: Não... tirei a minha licença de agente imobiliária em 1985 e desde então até 1994 eu dediquei-me a tempo inteiro a esse ramo. E eu gostava muito e ainda gostava de voltar a esse mercado (risos). RA: Já agora, como estava a saúde do mercado imobiliário naquela época? NP: Olhe, também tivemos épocas muito altas como é agora… também houve tempos menos bons, onde o juro estava muito alto, mas eu tive sempre muito sucesso como agente imobiliária. Vendi muitas casas… e o que era considerado muitas casas naquela altura? Em 1988 eu vendi perto de 30 casas e recebi uma placa que tem o número exato gravado. Hoje em dia esse número, em comparação, teria que ser superior, contudo ninguém consegue vender 20 casas no ano, nem durante um ano uma por mês… mas naquela altura eu conseguia isso. Agora é diferente por causa dos preços das casas. Mas os altos e baixos é algo que se repete de 6 em 6 anos ou de 8 em 8 anos… mas repete-se constantemente. RA: Sete anos depois de manter duas profissões extremamente exigentes, nasce Tomé. Foi uma reviravolta na sua vida… NP: Sim e não… Eu parei de trabalhar como agente imobiliária porque me queria dedicar ao Tomé e era mais fácil continuar com o programa. Acabei por deixar a minha licença numa agência imobiliária, confiante que me a mantinham ativa e acabei por descobrir que isso não aconteceu, mas eu posso tirar a licença outra vez. RA: Nessa altura a Nellie já tinha uma vida social muito preenchida. O Tomé acompanhava a mãe? NP: Sim, sempre. Comecei a estar a envolvida na comunidade partir de 1985, nomeadamente fui a primeira mulher nomeada a presidente da FPCBP e o Tomé nasceu aquando acabei o meu mandato. E como também estava envolvida em vários clubes da comunidade fosse a gravar, apresentar ou fazer parte de juri de concursos como das Misses, das Mini-Misses ou outros concursos, o menino ia comigo. RA: Mas, chegou o dia em que teve de fazer uma escolha a nível profissional… a escolha foi fácil? NP: Eu não escolhi… só decidi. Foi uma decisão que fez parte de um processo natural para mim. RA: Este ano a Gente da Nossa celebra o 33º aniversário, são 33 anos de transmissões semanais, a divulgar um pouco de tudo que se passa na nossa comunidade… é um feito que a deve encher de orgulho… NP: Sim, porque não há outro programa televisivo português que faça 33 anos sem nunca ter repetido um episódio. É um orgulho manter este programa durante estes anos todos. 40 I Amar


RA: Acha que os sacrifícios que foi fazendo ao longo destes anos valeram a pena? NP: Sabe quando se trabalha por conta própria, nunca se acorda a pensar que se está ou se vai fazer sacrifícios… pelo contrario, eu levanto-me para fazer o que gosto… nunca considerei que fiz sacrifícios, tudo que fiz fez parte do projeto que tinha e tenho. RA: Ao longo destas três décadas, muitas celebridades passaram pelo seu estúdio. Diga-nos algumas… NP: Jack Sebastião, Mário Soares, Roberto Leal, Jorge Sampaio, José Cid… foram muitos. RA: Dos que nomeio, qual se destacou pela simpatia? NP: Jack Sebastião, que faleceu com 42, era escritor e compositor... na maioria para Jorge Ferreira. RA: Qual deles foi o mais difícil? NP: Marco Paulo... não tenho paciência para "princesas." RA: Quem é que ainda falta ou gostaria de entrevistar? E porquê? NP: Boa pergunta… olhe, ao nível de portugueses gostaria de entrevistar o secretário geral das Nações Unidas António Guterres e o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, porque acho que íamos ter uma boa conversa. A nível mundial gostava de entrevistar a Michelle Obama, a Oprah Winfrey e a Hillary Clinton (risos)… gostava de ter uma conversa com as três. RA: Hoje a Gente da Nossa é uma marca na comunidade… afinal ainda temos a Tours. Há quantos anos começou com a agência de viagens? NP: A primeira excursão foi em 1994, mas ainda não tínhamos a licença. Só a partir de 2005 é que me comecei a dedicar mais seriemente, com várias excursões por ano para diferentes destinos, mas são mais as que levou aos Açores e ao continente. RA: Como tem sido essa experiência? NP: Fantástica, é uma das coisas que eu adoro fazer… tanto adoro viajar como de organizar. Adoro andar com as pessoas e mostrar-lhes os pontos turísticos. RA: Se pudesse escolher um destino para revisitar, qual seria? NP: Gosto muito de Cabo Verde… também gostei muito de Marrocos, da Grécia… eu gosto de tudo que seja tropical ou paises quentes. Adoro Portugal! Em breve vamos a Dubai, penso que vai ser diferente. RA: Daqui a uns dias a Gente da Nossa Tours parte para mais um Festival de Inverno, este ano para Rivieira Maya, no México, que esgotou. Assim vale a pena trabalhar… NP: Sem dúvida… e esgotou porque eu não quis vender mais. Hoje já ninguém leva grupos muito grandes como era há uns anos atrás. Nós temos 167 pessoas e eu só queria 150, que é o máximo que nós queremos sempre. Há pessoas a telefonar que querem ir, mas nós não queremos, porque depois é um grupo muito grande e nós gostamos de conhecer melhor as pessoas que vão connosco e aliás a maior que vai já são clientes habituais. O nosso programa também é muito bom, mas também gostamos que quem vai connosco aproveite a animação do resort. Nós não fazemos espetáculos de palco todas as noites… nós fazemos noites e bailes sociais. As pessoas que vão comigo não querem estar sentadas a bater palmas, querem estar de pé a bater o pé (risos). Amar I 41


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RA: Foi pioneira na TV… e foi a primeira mulher presidente da Federação Luso Canadiana de Empresários e Profissionais. Com certeza dois dos muitos factos e momentos importantes da sua vida profissional. Mas 1993, a distinção do Canada 125th Anniversary Commemorative Medal pelo seu serviço comunitário prestado, jamais será esquecido? NP: Não esqueço. A medalha foi resultado do meu trabalho comunitário. Estive três anos na United Way, onde passei pelo conselho diretivo e a direção de angariação de fundos para a comunidade portuguesa, ajudei algumas instituições a tornarem-se uma realidade como a Abrigo, e também quando estive na direção escolar, como School Trustee, dei o Brock Stadium à ACAPO. RA: Agora um assunto mais sério… a Nellie foi diagnosticada em 2018 com cancro da mama. Como se apercebeu que algo não estava bem consigo? NP: Eu encontrei um caroço, do tamanho de uma ervilha, a cima do peito e no princípio ainda pensei que tivesse sido uma picada de inseto, mas com o tempo o caroço não desapareceu e parecia até que estava a aumentar… comecei por achar que não era normal e fui à minha médica, isto em fevereiro. Ela primeiro desvalorizou, porque eu tinha feito uma mamografia em setembro de 2017 e que não tinha acusado nada, mas depois considerou e mandou-me fazer outro que mais uma vez não acusou nada. O meu cancro não foi detetado na mamografia, porque o caroço estava muito a cima de onde a máquina aperta. Como o caroço não desaparecia, comecei por fazer outros testes e fui ao Breast Imaging onde paguei para fazer um 3D Imaging do peito. Levei os resultados à minha médica, que depois me mandou fazer uma operação e a biopsia… nesse dia, sem eles me dizerem nada eu já sabia qual ia ser o resultado. Isto tudo aconteceu entre fevereiro e fins de abril. RA: Como recebeu a notícia? NP: Quando ouvi o resultado pela médica… foi um choque… mas não me fui abaixo, tanto que não disse nada a ninguém durante alguns dias, nem ao meu marido. Mas, eu disse à médica que não tinha tempo para ter cancro e para me arranjar outra doença, porque não era esta que eu queria (risos) e nem era conviniente (risos)… ela olhou para mim com uma cara (risos). É que eu ia viajar, com um grupo para Fátima, no dia 8 de maio e eu disse-lhe "eu vou estar fora por duas semanas, prepare tudo para que no meu regresso possamos começar o que preparou." Como disse, foi um choque, mas tenho lidado bem com a situação, porque estou com profissionais que sabem o que estão a fazer para me curarem… eles é que se queixam de mim, dizem que sou uma paciente difícil. RA: A Nellie optou por não seguir o primeiro protocolo médico, que incluia quimio e radioterapia. Porquê? NP: Eu só fiz a radioterapia, mas muito mais forte do que é normal. Para mim, a quimio não é para todos os casos. A quimio serve para matar uma ou mais células cancerígenas que se podem encontrar em qualquer parte do corpo, mas que não se sabe a localização certa, o

problema é que a quimio não mata só essas células, mata todas… más e boas! Então para começar, se não sabe se houve ou não células más que se espalharam, para quê mesmo assim fazer quimio que mata tudo que encontra pela frente? Depois, é muito mais difícil o corpo recuperar e combater o cancro porque o sistema imunitário está fraco. Eu decidi não fazer porque há pessoas, particularmente mulheres, que morrem por causa dos feitos da quimio porque o sistema imunitário não foi capaz de combater o cancro que tiveram e que se espalhou. O meu cancro é do que se espalha, Cancro da Mama Metastático. Contudo não há garantias para onde e quando é que a célula se vai espalhar, e caso se espalhe, vamos combatê-lo como fiz com este. Agora matar tudo para ver se não aparece noutro ponto do meu corpo, isso não!!! Eu conheci mulheres que não precisavam de quimio, mas que fizeram a conselho do médio e porquê? Porque a quimioterapia é um negócio e os médicos ganham uma comissão de cada vez que a sua recomendação é bem sucedida. RA: Em que consistiu o seu tratamento? NP: Eu fiz radioterapia muito forte, porque eu não quis levar a quimio, num curto espaço de tempo… e porquê? Eu tinha que fazer um número certo de sessões seguidas de radio e se começasse não podia parar, mas eu já tinha mais uma excursão marcada e nem queria deixar de fazer a minha vida e nem queria interromper os tratamentos. Então dentro das datas, fiz cinco semanas seguidas de radio, de segunda à sexta-feira, mas escolhi as sextas-feiras para fazer duas sessões, uma de manhã e outra à tarde, porque assim tinha o fim de semana para recuperar… a radioterapia cansa muito. RA: E os resultados foram positivos? NP: Não há nada de positivo quando se tem cancro da mama, porque ninguém te diz ou garante que os tratamentos funcionaram a 100%. Há sempre a possibilidade de voltar noutra parte do corpo… só depois de cinco anos de remissão é que uma pessoa se pode considerar curada. RA: Atualmente, qual é o ponto da situação? NP: Não ando muito bem de um joelho por causa de um comprimido, de quimio, que tomo por dia e também ando a fazer exames aos pulmões e ao estômago… assim que sinto uma dor diferente, vou imediatamente ao médico. Somos nós que, em primeiro lugar, temos que analisar o nosso corpo, porque não há ninguém que o conheça melhor. Nós temos que ser o nosso médico para depois irmos aos profissionais. E quem tem cancro não deve ficar à frente do médico à espera que ele faça exames… nós é que lhes temos que dizer o que sentimos de diferente para que se possam fazer os exames certos e desta forma tomamos as rédeas da nossa saúde e do nosso destino. RA: Gostaria de convidá-la a deixar uma mensagem à nossa comunidade. NP: Desejo que 2020 seja um ano de união! Amar I 43


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Estreia Estreia em Portugal - 23 de janeiro Estreia no Canadá - 25 de dezembro

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Curiosidades 1917, filme dirigido pelo britânico Sam Mendes sobre a Primeira Guerra Mundial, transcorre em apenas dois planos-sequência (como se fossem duas grandes cenas, com apenas uma interrupção). E essa destreza técnica contribuiu para que a obra fosse indicada a dez categorias dos Óscares, entre elas a de melhor filme e de melhor diretor. O drama “1917” é o oitavo filme do diretor de 54 anos em 27 de carreira. Como o próprio diretor afirmou ao receber um prémio por 1917, esta é uma obra para ser vista no cinema. Estima-se que o filme custou mais de US$ 90 milhões e conta com mais de 500 figurantes. “A história do meu avô não era nada romântica. Não era sobre heroísmo ou valentia, mas sim sobre um soldado que teve ou não a sorte de sobreviver à guerra”, afirmou Mendes.

Sala de Cinema No auge da Primeira Grande Guerra, dois soldados britânicos, Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman), recebem uma missão aparentemente impossível. Numa corrida contra o tempo, têm de atravessar o território inimigo e entregar uma mensagem que impedirá um ataque letal contra centenas de soldados, entre eles o irmão de Blake. Ficha Técnica Filme com realização de Sam Mendes, produção de Sam Mendes, Michael Lerman, Jayne-Ann Tenggren, Callum McDougall, Pippa Harris e argumento de Sam Mendes, Krysty Wilson-Cairns, que contou com a participação de George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Claire Duburcq, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Daniel Mays, Adrian Scarborough, Chris Walley, Nabhaan Rizwan, Jamie Parker, Tommy French entre outros. Duração: 119 minutos Género: Histórico, Drama e Guerra Origem: EUA e Reino Unido

Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

Pedro M. Salvador


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Styling

PARA QUE VOS QUERO

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TÉNIS

m 2016, quando Victoria Beckham lançou uma t-shirt onde se lia “Não me consigo concentrar de saltos altos” e decidiu surpreender todos ao usar ténis, ao invés dos sapatos elegantissímos que nos habituara; já não foi propriamente uma surpresa quando decidiu lançar uma coleção de roupa e calçado desportivo com a parceria da Reebok, no ano passado. Na realidade, a moda do calçado feminino transformou-se tanto nos últimos anos que se olharmos em redor onde quer que estejamos, poucas são as mulheres, que optam por outro tipo de calçado. A moda está cada vez mais rápida e prática, e o comforto impera acima de qualquer outra exigência. A moda do calçado desportivo, independentemente do estilo de vida, tornou-se uma obsessão; uma revolução a pontos de se encherem armários somente de ténis para diferentes ocasiões.

Há inclusive, uma lista dos mais vendidos. No top estão algumas marcas e modelos bem desejados pelos “conneceurs”, tal como se tratassem de bons vinhos: Air Jordan 4‘Bred; Nike Adapt BB; Cactus Plant Flea Market x Nike Air VaporMax 2019; Adidas Yeezy Boost 350 V2 ‘Black; Nike Air Force 1 Low ‘Ivory Snake; Adidas ZX 10000C.; Nike Zoom Terra Kiger 5 e Nike ZoomX Vaporfly. Os ténis femininos tendência são, indiscutivelmente, os de cor branca. São também os mais fáceis de usar; a par dos pretos. Coordenam-se bem com fatos, saias e vestidos; contudo querem-se sempre impecáveis; senão podem arrasar todo um conjunto. Se não for cuidadosa ou não tiver o seu tempo muito limitado, escolha o preto.

As cores fortes, como os verdes, azuis e amarelos também estão na moda; juntamente com os padrões animais e os metálicos.

Os ténis tipo bota, com atacadores subidos também são tendência; assim como os conhecidos na gíria por “Dad Sneakers”, com a característica de terem solas grossissímas e disformes, sendo também denominados por “Ugly Sneakers” – feios, portanto – é tudo uma questão de gosto. Algumas figuras públicas portuguesas e estrangeiras sabem usar e abusar da "Tenismania", como poucas. Mas apenas a singularidade de uma loura, Hailey Baldwin, decidiu pragmática, escolher uns singelos par de ténis brancos em pele, aquando o seu casamento milionário com o cantor canadiano Justin Bieber. Fiquem com as minhas sugestões! Votos de promissoras caminhadas, para 2020.

Maria João Rafael

Consultora de Imagem

Créditos: Elle, Vogue, Vip, SIC, Hallogen, Adidas e Urstyle

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Ana Garcia Martins Casaco: Odded - Farfetch Calças: Victoria Beckham - Net-a-Porter Camisola: Burberry Mala: Runway Catalog Ténis: Tod’s

Jennifer Aniston

Mala: Furla - Blufly Calças: Attico - Farfetch Blusa: Dorothy Perkins Ténis: Gucci - Giglio Sobretudo: MSGM - Farfetch 48 I Amar


Cristina Ferreira

Sobretudo: Paul Smith - Blufly Vestido: P.A.R.O.U.S.H - Farfetch Cinto: Nanni - Farfetch Ténis: Roger Vivier - Giglio

Blair Eadie

Blaser: Alexandra Rich - Farfetch Ténis: Maison Margiela - Giglio Óculos: For Art´s Sake - Harvey Nicholas Calças de ganga: Officine - Generale

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PAULO GONÇALVES

O piloto Paulo Gonçalves , que morreu vítima de uma queda no Rali Dakar no passado dia 12 de janeiro, era um dos principais embaixadores portugueses no motociclismo, graças, sobretudo, ao título mundial de ralis cross-country conquistado em 2013 e ao segundo lugar no Dakar2015.

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A paixão pelas motas nasceu desde cedo, nas traseiras situadas junto da oficina do pai. O talento foi rapidamente reconhecido e daí às primeiras corridas de motocrosse foi um pequeno passo. Foi no motocrosse e no supercrosse que conheceu os primeiros sucessos, com vários títulos nacionais conquistados, sobretudo frente àquele que foi, na altura, um dos principais rivais, Joaquim Rodrigues Jr., que haveria de se tornar seu cunhado. A rapidez valeu-lhe a alcunha de “Speedy” Gonçalves, que haveria de se tornar a sua imagem de marca, à semelhança dos desenhos animados de “Speedy González”. No início da década de 2000, acumulou o motocrosse com o enduro, onde conquistou quatro títulos na categoria e um absoluto. Apesar da baixa estatura (1.68 metros) comparado com os adversários, compensava com a agilidade e capacidade atlética. A vinda do Rali Dakar para Portugal, em 2006, levou à passagem para as grandes maratonas de todo-o-terreno. Aquela primeira edição do Lisboa-Dakar 2006 mostrou a fibra e tenacidade reconhecida ao piloto português. Uma queda logo na primeira etapa em Marrocos danificou bastante a mota, passou grande parte da madrugada a tentar segurar as peças em cima da mota para conseguir chegar ao acampamento. “Vim com a mota presa por fitas plásticas e fita adesiva”, contaria mais tarde. Nesses dois anos em que a prova passou por território português, os resultados não foram brilhantes (25.º e 23.º), mas o gosto pelas provas de todo-o-terreno ficou, e foi acumulando experiência até que deu o salto para o estrelato já na América do Sul. Conseguiu o primeiro sucesso na prova em 2011, vencendo uma especial antes de abandonar na oitava etapa. A experiência acumulada começou a dar frutos e, em 2013, tornou-se no segundo piloto português a sagrar-se campeão mundial de ralis de cross-country, depois de Hélder Rodrigues o ter conseguido em 2011. Em 2015, conseguiu o seu melhor resultado no Dakar, ao terminar em segundo, com uma especial ganha, apenas atrás do espanhol Marc Coma. Os anos seguintes não foram felizes: em 2016, abandonou à 11.ª etapa, quando já contava com uma vitória em especiais, terminou em sexto em 2017, depois de ter liderado metade da corrida, e, em 2018, nem sequer chegou a arrancar devido a lesão. Em 2019, abandonou na quinta etapa, após violenta queda. Conhecido por ser um piloto multifacetado, conquistou títulos nas várias modalidades que disputou. Apesar do sucesso na carreira, mostrou-se sempre uma pessoa humilde e acessível, dizem os amigos mais chegados. Gostava de praticar jetski e, sobretudo, jogar às cartas com os amigos. Benfiquista assumido, chegou a ser patrocinado pelo clube do coração, com direito a apresentação no Estádio da Luz aos adeptos encarnados. Em 2019, trocou a Honda pela Hero: lá encontrou o seu cunhado e grande rival de início de carreira. Faleceu aos 40 anos, como um dos melhores pilotos de sempre do motociclismo português. Deixa mulher e dois filhos menores.


(1979-2020)

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SaĂşde

Acupunctura e a

Artrite Reumatoide


O que é a Artrite Reumatoide (AR)? A artrite é uma doença crónica que afeta principalmente as articulações, mas na realidade é uma doença sistémica, isto é, pode afetar outros órgãos, nomeadamente o coração, os pulmões, os olhos, e a pele, sendo classificada como uma doença autoimune.

Quais as causas? Para a Medicina Ocidental a causa exata da Artrite Reumatoide é desconhecida. É considerada uma doença na qual participam múltiplos fatores de ordem diversa mas para os quais a medicina ocidental não tem ainda explicação. Por esse motivo, atualmente não existe um medicamento que cure esta doença. Em condições normais, todos os seres humanos possuem um sistema imunitário (anticorpos) que funciona para nos proteger de tudo o que for estranho ou alheio ao nosso corpo, como por exemplo os vírus, as bactérias e os fungos que provocam doenças e infeções, esta proteção dá-se por meio da criação de anticorpos. No caso da AR, os anticorpos comportam-se de forma anormal e atacam as articulações e por vezes outras partes do corpo, aparecendo assim o termo “autoimunidade”, designando uma resposta imunitária criada contra os próprios tecidos.

Como é que a Medicina Chinesa vê a Artrite Reumatoide? Artrite Reumatoide é uma das doenças ocidentais que para a Medicina Tradicional Chinesa se encontram no que esta designa de síndroma de obstrução dolorosa, conhecida também como Síndrome Bi. A Síndrome Bi é caracterizada por dor músculo-articular causada por invasão de fatores patogénicos externos, ou seja, por invasão de frio, humidade, calor ou vento. Estes fatores, quando dentro do corpo, impedem a energia e o sangue de circular, ficando assim os músculos mal nutridos e impossibilitados de se contrair e de mover os ossos, o que gera dor. Quando os fatores patogénicos não são expulsos do corpo, podem agravar a doença, gerando a Síndrome Bi do tipo óssea, onde as consequências vão além do sistema músculo-esquelético, afetando também os órgãos internos. É necessário lembrar, que para que haja a invasão de fatores patogénicos no corpo, a imunidade do paciente precisa estar baixa. Invasões de repetição de fatores patogénicos externos podem levar o paciente à condição de doente crónico.


Existem 5 tipos de Síndrome Bi:

Qual a eficácia da Medicina Chinesa?

1) Síndrome Bi de Vento: é caracterizada por sensibilidade e dor nos músculos e limitação do movimento que ora afeta uma articulação, ora afeta outra. É conhecida como “a dor que se move de uma articulação para a outra”. O vento é o causador mais habitual da síndrome Bi. Um exemplo clássico seria o torcicolo gerado numa pessoa que passou a noite com o ar condicionado virado para o próprio corpo.

A eficácia da medicina tradicional chinesa tem sido reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) há muitos anos. A OMS declarou que a acupunctura é eficaz no tratamento da artrite e, ao contrário do tratamento com corticoides, não causa efeitos colaterais. Vários estudos apresentam conclusões que apontam para uma melhoria significativa dos pacientes com (AR) após o tratamento pela Medicina Tradicional Chinesa, e a eficácia desta medicina noutros tipos de artrite que não a reumatoide encontra-se já cabalmente demonstrada. A complexidade e a escassez de estudos sobre esta patologia não permitem estabelecer uma conclusão que a ciência aceite como válida para a eficácia do tratamento da (AR), mas o número de pacientes que todos os dias recorrem à MTC para tratarem a (AR) e os resultados obtidos falam por si.

2) Síndrome Bi de Humidade: é caracterizada por dor, sensibilidade e inchaço dos músculos e articulações, com sensação de peso e formigueiro dos membros. A dor afeta articulações específicas do corpo e acontece principalmente por exposição excessiva ao clima húmido. 3) Síndrome Bi de Frio: é caracterizada por dor severa de uma determinada articulação ou músculo, com limitação do movimento e geralmente afeta somente um dos lados do corpo. É o fator patogénico mais comum na artrite, visto que os sintomas da doença pioram no inverno e em baixas temperaturas.

Pode combinar-se a Medicina Ocidental e a Medicina Chinesa no tratamento da Artrite?

4) Síndrome Bi de Calor: é proveniente de qualquer um dos 3 tipos anteriores. Neste caso, como o fator patogénico não foi expulso, a reação do organismo é gerar uma inflamação. A esta inflamação, damos o nome de “Calor”. Ocorre uma deficiência da energia Yin do corpo, ressecando os fluídos, deixando os músculos e juntas ainda mais rígidos. Neste estágio existe dor, calor, vermelhidão e inchaço das articulações, limitação de movimento e dor severa. Na fase aguda, o paciente pode vir a ter febre e excesso de sede.

Claro que sim. Em muitos casos, essa combinação é a melhor e mais rápida maneira de tratar a Artrite Reumatoide. A Medicina Tradicional Chinesa, incluindo a acupunctura, pode ser usada para diminuir ou eliminar os efeitos colaterais dos anti-inflamatórios e corticosteroides ocidentais ao mesmo tempo que vai tentando combater a raiz da doença.

5) Síndrome Bi Óssea: é considerada uma doença crónica. Pode desenvolver-se a partir de qualquer um dos 4 tipos anteriores. A obstrução persistente dos fatores patogénicos gera mucosidade intensa, afetando não somente os músculos e articulações, mas também os órgãos internos. É o tipo em que ocorre obstrução severa da circulação de Energia e Sangue, o que afeta, a longo prazo, o Fígado e o Rim.

- A Artrite Reumatoide é uma doença crónica conhecida como Síndrome Bi na Medicina Tradicional Chinesa. A grande maioria dos casos pertence a classe crónica, ou seja, Síndrome Bi de Calor ou Síndrome Bi óssea. - Por ser uma doença da influência climática, pessoas que moram em ambientes muito frios ou húmidos estão mais sujeitas a ter artrite reumatoide. - O tratamento consiste em remover o fator patogénico que causa a doença, através dos pontos de acupunctura que retiram do corpo o frio, a humidade, o calor e o vento além de tratar pontos locais e distais de dor. - Caso a doença esteja evoluída, devem proteger-se os órgãos rim e fígado, usando pontos que tonifiquem a energia, o sangue, a medula ou os próprios pontos de tonificação destes órgãos.

Mas a pergunta principal é: Em qual dos tipos de Síndrome Bi está envolvida a Artrite Reumatoide? Na realidade, quando um indivíduo é diagnosticado com Artrite Reumatoide, de fato ele já está na fase de Síndrome Bi de Calor, onde a persistência dos fatores patogénicos gerou uma inflamação generalizada dos músculos e articulações podendo mesmo estar na fase de Síndrome Bi Óssea, onde o Rim, principal responsável pelos ossos na medicina chinesa, também já se encontra afetado. Nesta fase é até comum que se encontrem deformidades ósseas. E por que razão a artrite Reumatoide piora com o frio e melhora com o calor e com a movimentação? Tanto na Síndrome Bi de Calor quanto na Síndrome Bi Óssea, o principal problema está no fato de a energia e o sangue encontrarem dificuldades de circular e nutrir os músculos e ossos. Quando o clima está frio, existe um “congelamento” adicional da circulação, e o que antes era mau, fica ainda pior. Quando o doente se movimenta, ou se aquece, os vasos dilatam, permitindo uma melhoria da nutrição dos ossos e dos músculos, assim como a movimentação e a diminuição da dor.

Em Resumo

Para a Medicina Chinesa a Artrite Reumatoide pode não possuir cura, mas sem dúvida é possível manter um paciente sem os sintomas da doença por longos e longos meses. Se é um paciente com estas características, procure já um profissional credenciado, e… Sorria com saúde!

Tendo em conta o até agora exposto, existe tratamento para a Artrite Reumatoide dentro da visão Chinesa? Sim. O importante é identificar dentro dos padrões já mencionados, qual o fator patogénico que se encontra mais presente no indivíduo que sofre de Artrite. O tratamento mais eficaz, será aquele em que se utilizam pontos para remover o fator patogénico externo. Quando o indivíduo se encontra nas fases de Síndrome Bi de Calor ou Óssea, além de remover os fatores patogénicos, é necessário fortalecer os Rins e o Fígado. 56 I Amar

Helena Rodrigues

Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa Fontes: Facilitando Acupunctura e Tian Di Ren


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O grão que nos consome Aviso! Caso você se sinta bem com o seu peso e satisfeito com a sua alimentação, não leia este artigo! Você é livre de ter o corpo e o peso que quiser. O importante é que seja uma escolha sua. Agora, se sente que o seu peso está a ter um efeito negativo em si, convém tomar uma atitude. Sem dúvida que há pessoas que nascem com uma fisionomia mais forte e com uma estrutura óssea mais pesada. Mas, se o seu peso está a prejudicar a sua saúde e a sua qualidade de vida, então esse não é o seu caso. Parece que você está a comer para outro corpo que não o seu. Será? O corpo é uma ferramenta maravilhosa e vem com um programa de autorregulação incorporado. E sabe quem vai ocupar esse seu corpo durante toda uma vida? Pois é! Isso significa que é você que sofre as consequências se o tratar mal, arriscando-se a um mau funcionamento. Ora veja, já lhe aconteceu enganar-se e trocar o combustível do seu carro? Porque trocou de carro ou por distração? Provavelmente o carro deixou de funcionar ou “engasgou-se”. Se pelo contrário, você agarra o compromisso de se cuidar mais, provavelmente vai funcionar melhor. É simples, terá recompensa ou prejuízo consoante cuidar mais ou menos do seu corpo.

O Açúcar

A raiz etimológica da palavra açúcar seria proveniente do idioma sânscrito, língua clássica falada na Índia, Sarkara, que se referia aos “grãos de areia” ou aos “grãos doces”. Falemos então de um dos ingredientes mais utilizados na história da gastronomia. Podemos até dizer que contribuiu para o desenvolvimento das receitas e da culinária mundial. É visto como um grande vilão e há quem lhe chame a droga do século XXI. Faz parte do gang dos piores inimigos da saúde, pois compromete o equilíbrio alimentar. Quando se fala em açúcar, sorrimos, reviramos os olhos, encolhemos os ombros, e pensamos “Não, eu não como assim tanto açúcar.” Engana-se, pois a verdade é que come, e praticamente todos os dias. Estima-se que o açúcar está em 75% da nossa alimentação. Quer queiramos, quer não, o AÇÚCAR faz parte da nossa rotina alimentar. Está presente na nossa alimentação diária. Muitas vezes aparece camuflado sem nós darmos por isso. Daí que escapar ao açúcar não seja propriamente uma tarefa fácil, mas é importante referir que também precisamos dele. Quando falamos em açúcares, frequentemente pensamos em produtos processados, e associamos logo ao ganho de peso e obesidade, e ao desenvolvimento de diabetes e outras patologias. Pois bem, os alimentos processados e cheios de açúcar preenchem grande parte das prateleiras dos supermercados. Tomamo-los por inofensivos. Aparecem “vestidos” com embalagens, prontos para consumo, a preço acessível. Parece que estamos a simplificar a nossa vida, mas, no entanto, estamos a enganar o nosso corpo.


Infelizmente a indústria alimentar torna esta guerra contra o açúcar bastante complicada. Talvez possamos considerá-lo um ingrediente omnipresente. O açúcar está no nosso café, no molho de tomate, na barra de chocolate, no pão de forma, nos cereais embalados, nas bolachas, nos refrigerantes, nas carnes frias, nas barras de cereais, nas batatas-fritas, nos enlatados, na margarina, entre outros. Ambiguamente, também é verdade que existem vários tipos de açúcares e que nem todos causam problemas, e ainda que o seu consumo moderado e adequado também traz benefícios para a saúde. Sabemos que os açúcares são muito importantes para o normal funcionamento do nosso organismo. São o combustível preferencial das nossas células, principalmente das que integram o nosso cérebro e restante sistema nervoso, fornecendo energia de forma rápida e criando reservas quando não é imediatamente necessário. Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia têm ainda uma função estrutural, incorporando os diversos compostos celulares do organismo. De acordo com dados e pesquisas nutricionais da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo diário de açúcar não deve ultrapassar 50 g ou 10% das calorias ingeridas numa dieta saudável.

Principais malefícios do açucar

De acordo com Dr. Richard Jacoby e Raquel Baldelomar, autores do bestseller “Açúcar, o Pior Inimigo”, é hoje consensual entre a comunidade científica que uma dieta rica em açúcar e hidratos de carbono está diretamente relacionada com o aparecimento de doenças graves como problemas cardíacos, Alzheimer, esclerose múltipla, autismo ou vários tipos de cancro, e até mesmo com o surgimento de dores de cabeça frequentes, enxaquecas ou sinusite. Estes autores alertam-nos para o desconhecimento geral que existe quanto ao facto de que o excesso de açúcar no sangue provoca a compressão dos nervos, o que leva a uma inflamação crónica local e a respetiva diminuição do afluxo sanguíneo. Este problema, mais comum do que se pensa, faz com que a comunicação entre o cérebro e os órgãos seja interrompida, impedindo o seu funcionamento normal. A investigação mostra-nos que o açúcar está relacionado com a depressão e a demência. Para não falar no ganho de peso e obesidade, e desenvolvimen-

to de diabetes, maior risco de desenvolvimento de cáries, síndrome metabólico e aumento da adição e dependência. Dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia revelam-nos que quase metade da população portuguesa apresenta excesso de peso e perto de um milhão de adultos sofre de obesidade. Estes números são preocupantes e são produto da prática de hábitos de vida mais sedentários e maus hábitos alimentares, entre outras causas. Ainda segundo os mesmos autores do bestseller, sabemos que o americano médio consome anualmente cerca de 70 quilos de açúcar processado.

Como se comporta este grão?

Quando consumimos doces, o açúcar também chamado de hidrato de carbono simples, é transformado em glicose na corrente sanguínea. O consumo de doces, principalmente em jejum, faz com que a glicose no sangue (glicemia) aumente rapidamente, libertando a insulina, que é a hormona responsável por permitir que a glicose entre nas células para obter energia. Os carboidratos são divididos em carboidratos simples, os polissacarídeos e dissacarídeos e carboidratos complexos, os monossacarídeos. Todos os hidratos de carbono simples são absorvidos rapidamente, especialmente os processados, açúcares concentrados encontrados em xaropes, refrigerantes, doces e açúcar de mesa, entre outros. Hidratos de carbono complexos também são encontrados em frutas, vegetais e laticínios, mas nestes alimentos as fibras e as proteínas são absorvidas lentamente e fornecem nutrientes saudáveis. Como resultado, dizem os especialistas, o seu nível de açúcar no sangue pode cair drasticamente. Quando você tem um pico muito alto seguido por uma queda muito baixa, faz com que a vontade de comer mais doce persista, gerando assim um ciclo vicioso. E tudo isso colabora para o aumento de peso corporal, bem como pode desacelerar o metabolismo, dificultar a perda de peso e ainda aumenta o risco de diabetes e inflamações. Em tom de conclusão, os hidratos de carbono consumidos em excesso, que não são nem utilizados como fonte de energia, nem armazenados como forma de glicogênio, transformam-se em gordura no organismo.


O cérebro com açúcar

O açúcar alimenta todas as células do cérebro e influencia também as suas substâncias químicas. Comer excessivamente alimentos açucarados pode alterar os recetores cerebrais que regulam a saciedade. Em estudos de laboratório, os ratos que consumiram açúcar tiveram alterações cerebrais que eram semelhantes às de abstinência. Nos seres humanos, verificou-se cientificamente que apenas pela observação de imagens de gelados, as mesmas áreas do cérebro são ativadas, desencadeando uma atividade cerebral semelhante à observada em viciados em drogas. Pesquisas tendem a indicar que mais do que o próprio açúcar, um padrão de retenção e compulsão alimentar pode levar a comportamentos viciantes e até a alterações cerebrais. “A agitação sentida após o consumo de doces pode não ser só pelo efeito energético do açúcar em si, mas pelo efeito que o açúcar tem no sistema nervoso central, no sistema límbico, o chamado prazer imediato, no mesmo local de ação de algumas drogas, como a cocaína”, explica a médica nutricionista Debora Froehner, do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.” Assim, o açúcar influencia as mesmas substâncias químicas do cérebro que fazem bem à saúde incluindo serotonina e dopamina, tal como as drogas ilícitas. Segundo estudos realizados pela Universidade de Princeton, o consumo sistemático de açúcar leva à compulsão e à síndrome de abstinência”. A verdade é que o açúcar provoca uma sensação de prazer e bem-estar que se apodera de nós, atuando de forma semelhante às drogas.

Sintomas de dependência de açúcar

• Ceder aos desejos e consumir determinados alimentos, mesmo que não esteja com fome. • Preocupação em reduzir o consumo de alimentos específicos, sentindo-se lento ou cansado por comer demais. • Ter problemas sociais ou de saúde devido a problemas

alimentares e, ainda assim continuar a abusar da comida, apesar das consequências negativas. Comer cada vez em busca de sentir algum prazer ou mudar a forma como se está a sentir (evitar emoções negativas). O açúcar causa dependência e quanto mais ingerimos mais vontade temos de continuar a fazê-lo. Ex: não resistir a uma fatia de bolo ou a um chocolate e não descansar enquanto não tiver comido o pacote de bolachas até o fim. Utilizar a comida como conforto e não como fonte de energia ou “combustível”. Um dos primeiros sinais de que tem uma dependência de açúcar é quando anseia pelo conforto que o jantar lhe pode oferecer. Em consultório é muito comum as pessoas identificarem uma hora do dia preenchida com rituais “confortáveis” de alimentação. Ex: “ao fim da tarde, a caminho de casa já estou a imaginar o pão com queijo, como é habitual”, “já sei que quando chegar a casa vou comer um prato de massa”; “depois do jantar sento-me no meu canto do sofá a ver a minha novela e a comer umas bolachas”. Uma das formas de acabar com a vontade e criar hábitos está no alterar as suas confortáveis rotinas alimentares. Recompensa-se com alimentos açucarados? Ex: “mereço este queijinho para desanuviar desta tensão horrível no trabalho”. O nosso cérebro é um órgão inteligente. Já alguma vez se recompensou a si mesmo com um “doce” por ter completado ou alcançado um objetivo a que se propôs? Embora seja bom recompensar-se com algo como uma maneira de se auto motivar, usar o açúcar como recompensa é apenas reforçar um bom hábito com um mau hábito. Tem “cravings” (desejos) por refrigerantes ou outras bebidas doces? Refrigerantes e bebidas açucaradas contêm grandes quantidades de açúcar. Mesmo as bebidas “diet” ou “zero” contêm grandes quantidades de adoçantes artifi-

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ciais que são estimados em cerca de 600 vezes mais doces, levando o seu cérebro a pensar que está a comer açúcar, mas na verdade está apenas a fazer com que o desejo por doces aumente. Tentou deixar o açúcar e não conseguiu? Tal como qualquer dependência (drogas, tabaco ou álcool), a luta contra um hábito como cortar o açúcar da sua dieta pode levá-lo a falhar e aumentar a sua ingestão. As pessoas podem perder o controle e comer mais do que esperavam. Poderá haver sintomas de abstinência quando ignoram a sua “dose” regular de açúcar. Os sintomas de baixo nível de açúcar no sangue podem incluir ansiedade, tremores, nervosismo ou até suor frio.

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É viciado em açúcar, porquê?

Tal como qualquer outra droga, o açúcar é viciante. O açúcar tem invadido o nosso cérebro física e psicologicamente. Além disso, ao longo da nossa vinda a nossa imaginação tem sido bombardeada com publicidade e influenciada por mensagens subliminares que nos levam ao consumo deste ingrediente de uma forma totalmente enraizada na cultura mundial. É este o poder da indústria alimentar que nos enche os sentidos com tantas fontes altamente irresistíveis. Durante anos a indústria dos açúcares optou por ignorar uma vasta quantidade de evidências que alertavam quanto aos perigos do açucar. Segundo Dr. Richard P. Jacoby e Raquel Baldelomar, o que realmente causa a dependência é a forma como o açúcar nos faz sentir. Se nos sentimos cansados e com fome, um chocolate vai proporcionar-nos um acréscimo de energia. Esta dependência já vem de trás. O leite materno, o primeiro sabor com que temos contacto, é doce. Quando éramos crianças, os nossos pais davam-nos, provavelmente, um doce ou uma bolacha para nos recompensar por algo bem feito. Enquanto adultos, é então provável que ainda acabemos por encontrar conforto no açúcar quando nos sentimos aborrecidos, tristes, solitários, cansados ou a descomprimir. A comida pode ser uma maneira de nos confortar, uma forma de consolo, uma maneira de evitar enfrentar situações ou enfrentar o que realmente está acontecendo.

A restrição funciona?

A palavra “restrição”, já de si não é bem aceite pelo nosso cérebro. Você gosta de restrição? Repare que ninguém gosta. Dietas de desintoxicação de açúcar levam as pessoas a eliminar tudo o que é doce, incluindo frutas, laticínios e todos os grãos refinados. Desta forma proceder a uma limpeza do seu sistema de açúcar. Mudanças radicais como esta tendem a funcionar por um tempo curto. Após o período de restrição voltamos com maior intensidade aos velhos hábitos que nos são familiares!

Neuroplasticidade

Se alguém é viciado em açúcar, o padrão que o seu cérebro construiu é aquele que diz ao corpo para procurar a coisa mais doce, comê-la e desfrutar da bebida. O cérebro já está tão habituado a esta descarga de energia positiva que já integrada no sistema, garante o funcionamento correto. Os neurônios de uma pessoa tendem a querer continuar disparando da maneira que sempre fizeram, portanto quando programados a disparar no padrão criado pela ingestão de açúcar, eles vão reforçar o desejo de açúcar. Sabemos, porém, que através da neuroplasticidade, você pode alterar os padrões do seu cérebro para criar melhores e novos hábitos. Quando alteramos o nosso comando mental, automaticamente, o nosso organismo trata de obedecer, através de sua sabedoria original, provocando inclusive alterações ao nível dos nossos comportamentos.

Mude agora!

Para começar a mudar, em primeiro lugar é importante descobrir quais os “benefícios” que você ganha ao permanecer gordo.


A comida pode ser uma maneira de nos confortar, uma forma de consolo, uma maneira de evitamento de certas situações desconfortáveis. Ser gordo pode ser uma boa maneira de se isolar contra o mundo e se “proteger” do sofrimento. O excesso de peso pode servir de justificação de adiar decisões ou tomar riscos. “Quando perder algum peso vou começar a fazer caminhadas”. Importante que esteja bem informado sobre os malefícios do açucar e das suas consequências.

Sugestões cognitivas comportamentais no processo • Assuma a responsabilidade pela sua decisão de mudança. • Estabeleça um objetivo realista da redução de açúcar de

acordo com as suas metas. Sejam metas de saúde, estética, questões amorosas, desafio desportivos, isso pouco importa. O importante é arranjar um motivo forte para ajudá-lo a manter a mudança. Mantenha um diário alimentar semanal. Este auto registo consiste num reportar a si mesmo. Ele atua como suporte no equilíbrio emocional e dá-lhe consciência das suas ações e realizações. Assim poderá elaborar um gráfico da sua alimentação, perceber quando, como e porque come. Entender padrões; elaborar um gráfico da sua fome emocional. Não ir dormir ou deitar-se logo após as refeições. Comer de forma consistente; com regularidade e conscientemente. Não salte refeições. Ao ficarmos muito tempo sem comer, perdemos o controlo e surgem os “cravings” ou “desejos de açúcar.” Neste estado mais vulnerável, o organismo vai automaticamente reforçar um hábito antigo. Comer em intervalos regulares de 3 horas pequenas refeições. Não comer doces concentrados ou frutas isoladas como refeição; Recorrer a suplementos nutricionais para equilibrar o corpo. Para colmatar os desejos de açúcar que possam surgir neste processo, recorrer a suplementos vitamínicos até conseguir uma alimentação equilibrada. Exercício físico. O exercício só por si não “cura” o vício do açúcar, mas pode mudar a maneira como você come em geral. As pessoas que entram numa rotina de exercícios, começam a sentir-se melhor consigo mesmas. Assim, têm maior probabilidade de ter outro comportamento saudável como comer menos açúcar. Qualquer que seja o exercício que você preferir, caminhar, andar de bicicleta ou nadar, pratique-o com regularidade na sua semana. Ao fazer exercício a sua energia aumenta e você neutraliza os desejos de açúcar. Durma as horas suficientes. O cansaço vence-nos e altera o nosso metabolismo. Durma o suficiente para estar descansado e com força para ignorar esses desejos, tornando-os pequeninos. Não deixe que a exaustão tome conta de si. Beba muita água (mínimo 1,5l dia). A água mineral é sempre importante para a sua saúde, mas pode realmente ajudar quando se trata de desejos de açúcar. A água hidrata, limpa toxinas, tira a fome. Coma muita proteína. Quando você está morrendo de fome, todo biscoito clama por si. A fome rouba a força de vontade para resistir aos desejos de açúcar. Comer proteína é uma maneira fácil de ajudar a ultrapassar os desejos. Alimentos ricos em proteínas têm uma digestão mais lenta, mantendo-o cheio por mais tempo. A proteína não faz elevar os níveis de açúcar no sangue, como os carboidratos refinados e os açúcares.

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Reprogramação Mental

Existem várias formas de programação mental. Recorrendo hipnoterapia e às suas técnicas vai aprender ferramentas que lhe vão permitir uma melhor gestão da sua relação com o açú-

car e poder optar por uma vida mais saúdavel. Objetivos principais: Identificar principais malefícios em manter uma alimentação repleta de açúcar. Identificar principais benefícios em alterar a alimentação. Reforço das razões e benefícios apresentados para o emagrecimento. Trabalhar a sua identidade através de técnicas de visualização. Desbloquear crenças negativas e limitantes. Limpar emoções negativas. Ultrapassar barreiras emocionais que impedem a perca de peso. Entender os “desejos” de açúcar e como se manifestam no corpo e na mente. Identificar os tipos de fome que experiência diariamente. Tomar consciência o que sente é fome, desejo de açúcar ou sede. Aprender a reconhecer aspetos fisiológicos e aspetos mentais da fome. Fome falsa, pede alimentos processados e hidratos de carbono. Fome real, pede por alimentos nutritivos e mais saudáveis. Perceber a importância de respeitar os sinais do seu corpo. Melhorar a comunicação interna corpo e mente, o corpo fala. Reprogramar a sua mente para uma mente mais saudável Aperfeiçoar competências como a disciplina, planeamento da sua rotina, entre outras. Trabalhar a compulsão alimentar. Promoção da criação de novos comportamentos alimentares. Aprender estratégias hipnóticas de emagrecimento.

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Neste processo o principal objetivo é o de conciliar o que o paciente deseja conscientemente com a sua motivação inconsciente. A falta de motivação e a crença limitadora de que “não consigo emagrecer” são dos principais obstáculos ao emagrecimento. É frequente depararmo-nos com pessoas que querem realmente emagrecer (consciente) mas para quem a comida representa conforto, gratificação e apoio (inconsciente). Por isso, este é um processo que contempla três dimensões individuais: cognitiva, comportamental e emocional e que requer colaboração ativa e compromisso do indivíduo. A hipnose para emagrecer ou criação de hábitos alimentares procura, acima de tudo uma alteração do estilo de vida, baseada no aumento da autoestima, autoconfiança, imagem corporal, e eliminação de padrões disfuncionais de comportamento. Com a motivação certa, criando objetivos realistas, alterando comportamentos e hábitos, qualquer pessoa consegue ter sucesso. A consulta de hipnoterapia para o emagrecimento, foca-se para além do seu resultado pretendido, em capacitar o cliente com técnicas hipnóticas que o vão ajudar a potenciar e a promover a eliminação e a manutenção de uma alimentação adequada e do peso ideal, gravando e reforçando, uma nova imagem saudável no seu subconsciente. A Hipnose clínica ajuda a resgatar a motivação, e a mantê-la, mais presente, a cada dia que passa…

Isabel Rebelo

Psicóloga e Hipnoterapeuta


Culinรกria

FEIJOADA A` MARINHEIRA


PREPARAÇÃO 1. Tempere o tamboril e o camarão congelado com uma colher de chá de sal. Junte a malagueta, sem sementes e cortada em pedaços, uma rodela de raiz de gengibre pelada e picada, e um dente de alho espremido. Reserve. 2. Raspe as conchas do mexilhão, lave-as e escorra-as bem. 3. Descasque e pique finamente a cebola e um dente de alho. Lamine o talo de aipo e leve ao lume num tacho com o azeite e o louro, até a cebola alourar. 4. Junte o pimento sem sementes e cortado em tiras, o tomate, a polpa e uma colher de chá de sal. Cozinhe cerca de 10 minutos, mexendo ocasionalmente. 5. Ao lado, coloque o mexilhão num tacho largo com o vinho branco e cozinhe em lume médio a forte, durante 5 minutos. Retire o miolo do mexilhão, reservando algum com as conchas para decorar. 6. Polvilhe os legumes com o pimentão e os cominhos, junte o fei jão e regue com o caldo dos mexilhões, coado. Ferva destapado durante 15 minutos. Adicione o peixe, o camarão e outros mariscos que pretenda juntar e cozinhe mais 5 a 6 minutos. 7. Entretanto, coza o arroz em água abundante temperada com o restante sal durante 10 minutos. 8. Junte o miolo do mexilhão ao peixe e polvilhe com salsa picada. Decore com os mexilhões nas conchas. Sirva acompanhado com o arroz cozido. 9. Bom apetite!

E

m janeiro trazemos-lhe uma receita para quem adora os sabores do mar. Experimente esta feijoada à marinheira com tamboril, camarão e mexilhão. Nada melhor que uma receita aconhegante nos tempos frios de inverno a fazer lembrar o verão! Bom apetite! SERVE 8 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 60 MINUTOS DIFICULDADE: MÉDIA SEM GLUTÉN E SEM LEITE INGREDIENTES DISPONÍVEIS NOS ESTABELECIMENTOS TÁVORA • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

250 g lombos de tamboril em cubos congelados 200 g miolo de camarão congelado 3 c. de chá sal 1 malagueta vermelha qb raiz de gengibre fresco 2 dentes de alho 1 kg mexilhão fresco 1 cebola doce grande 1 talo de aipo 3 c. de sopa azeite 2 folhas de louro 1 pimento vermelho 1 lata de tomate em pedaços 4 c. de sopa polpa de tomate com cebola e alho 50 ml vinho branco 1 c. de sopa pimentão doce 1 c. de chá cominhos em pó 2 frascos de feijão branco cozido 300 g arroz basmati qb salsa fresca outros mariscos a gosto


AQUÁRIO

Janeiro

Horóscopo

O

mês começa influenciado pela Lua Crescente em Peixes, que chega em ótimo aspeto com Marte em Escorpião e promete dar andamento a tudo o que foi iniciado há uma semana atrás. Marte envolvido traz aumento da energia vital e da determinação em alcançarmos nossos objetivos e metas. No dia 3, Júpiter, o planeta das bênçãos e das benesses, deixará Sagitário, signo que esteve durante todo ano, e começará a caminhar através de Capricórnio, onde ficará até a penúltima semana de dezembro de 2020. Saturno e Plutão continuarão em Capricórnio e, com a entrada de Júpiter nesse signo, as densas energias que influenciaram a vida de todos durante os últimos anos, começará a diminuir. Júpiter beneficia a todos, mas especialmente os/as nativos/ as de Capricórnio, Caranqueijo, Carneiro e Balança, que sentem o impacto dessa tensão mais fortemente desde do fim de 2017. Vénus em Capricórnio, aproxima-se de Saturno e Plutão nos primeiros 15 dias do mês e promete trazer mudanças positivas e maior seriedade aos relacionamentos. As finanças são também serão afetadas por essa influência, o que pode indicar acordos envolvendo contratos e projetos relacionados com maior estabilidade financeira.

No dia 8, Mercúrio deixará Escorpião e começará sua caminhada através de Sagitário, trazendo amplitude aos pensamentos, aumento da necessidade de conhecimento, do exercício mental e intelectual, melhora na comunicação. Todos estaremos mais abertos e comunicativos. Os temas espirituais ganham força e destaque. No dia 11, a Lua entra na fase Cheia em Gémeos, recebe um tenso aspeto de Neptuno em Peixes prometendo melhorar ainda mais a comunicação, mas com alguns riscos de mal entendidos. É hora de ficar atento às promessas também, pois pode haver ilusões e enganos. No dia 20, Vénus deixa Capricórnio e começa sua caminhada através de Aquário, recebe imediatamente um tenso aspeto de Urano em Touro e movimenta intensamente a vida social de todos. Todos estaremos mais abertos e comunicativos, além de altamente energéticos e dinâmicos. O período pode envolver rompimento de relacionamentos, portanto, todo cuidado é pouco caso queira preservar o seu. Nos primeiros minutos do dia 21, o Sol deixa Sagitário e começa sua caminhada através de Capricórnio e une-se a Júpiter no mesmo signo, e promete trazer boas novidades a todos - especialmente voltadas para a vida material e financeira. Tudo o que envolve estruturas, casamento, carreira e saúde são beneficiados por esse encontro. Um novo ciclo começa, com quatro planetas em Capricórnio, Sol, Júpiter, Saturno e Plutão. No dia 26, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase Nova nos primeiros graus de Capricórnio, também se une a Júpiter, e recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro, marcando um período de mudanças positivas e agradáveis na vida de todos. As questões de trabalho, de dinheiro e de família, ganham ainda mais força nesse período que dura aproximadamente três semanas. No dia 29, é a vez de Mercúrio começar a caminhar através de Capricórnio. Agora são cinco planetas movimentando as energias desse signo. Assim que entra no signo, une-se ao Sol e a Júpiter, e recebe um ótimo aspeto de Urano prometendo uma melhora na comunicação, possibilidade de bons acordos e negociações, que devem ser realizados nesse período. Estaremos todos mais realistas e com os pés bem firmes ao chão.

Está a passar por um período de introspeção sentindo tendência para se isolar, procurando o seu autoconhecimento. Os seus sentimentos, sensações, intuições e perceções estarão mais aguçados, sendo capaz de rapidamente se aperceber do que levaria algum tempo a racionalizar e compreender. No fim do mês deverá desenvolver ou uma atividade física ou criativa para gastar o excesso de energia que vai sentir e para que não fique tenso.

CAPRICÓRNIO

No início do mês a sua energia e criatividade estarão reforçadas. Aproveite para pensar em novos projetos ou para acabar aqueles que tem entre mãos. Por outro lado, uma alimentação mais saudável, um pouco de ginástica, ou mesmo um pequeno passeio ao Sol farão maravilhas ao seu corpo e espírito. Na segunda quinzena será uma altura propícia para refletir acerca do que realmente valoriza, quer seja abstrato ou material.

SAGITÁRIO

Vai sentir necessidade de assegurar o seu futuro material, concretizando projetos que lhe aumentarão os seus valores financeiros. Estão favorecidas as associações com pessoas influentes e bem posicionadas. Deverá agir com prudência no uso a dar ao seu dinheiro. Na última quinzena poderá sentir que as suas ideias estão mais claras, o que lhe pode ser útil para resolver alguma situação menos clara.

ESCORPIÃO

Nesta altura são importantes para si tanto a comunicação escrita como falada, as deslocações e a sua relação com irmãos ou vizinhos. Pode estar um pouco tenso e inquieto devido à necessidade que sente de alterar as suas atividades rotineiras diárias. Por que não fazer agora uma viagem? Nas duas últimas semanas vai sentir vontade de se dedicar mais à sua vida familiar, íntima, e ao seu lar. Estará mais sensível.

BALANÇA

Agora haverá uma maior compreensão do modo como o passado condiciona o comportamento presente. Há factos no passado que, no íntimo, marcam negativamente perturbando a liberdade e descontração do espírito. Aproveite, pois, este período para fazer uma profunda análise da sua vida e arrumar de vez os fantasmas. No final do mês aproveite a força extra que sente e lance-se arrojadamente em projetos adiados.

VIRGEM

Este é um período em que se sentirá livre para expressar a sua realidade e mostrar-se aos outros como realmente é, traçando os seus objetivos e opondo-se vigorosamente a quem não lhe deixar seguir o rumo traçado. É uma época de maior espontaneidade e extroversão que o levará a viver a vida com maior prazer e alegria. Nos últimos dias a sua saúde e o seu bem-estar físico serão uma preocupação para si.

LEÃO

Neste período a sua atenção estará voltada para o mundo prático. Sentirá maior necessidade de ser mais organizado, mais metódico e de tirar maior rentabilidade daquilo que faz. Aproveite para tratar de assuntos pendentes ou de tarefas quotidianas inadiáveis. A sua saúde e bem-estar também podem ser alvo de atenção. Na última quinzena é uma boa altura para procurar encontrar a melhor maneira de fazer com que a sua relação amorosa faça progressos.

CARANGUEJO

Nesta fase não deve querer resolver sozinho, questões relativas ao seu trabalho ou negócios. Deve pelo contrário citar a ajuda, as opiniões e a colaboração de outras pessoas. Procure descobrir a melhor maneira de fazer com que melhore a relação com o seu cônjuge ou com um sócio. Nos últimos quinze dias o centro da sua atenção será o seu mundo interior, os seus sentimentos e emoções.

GÉMEOS

Poderá aprender mais sobre si através da sua relação com os outros ou de uma relação amorosa. Poderá precisar de conselhos ou da colaboração de outras pessoas para a concretização dos seus planos. Pode também dar-se o caso de haver pessoas que necessitem do seu apoio num momento difícil. Na última quinzena será o período ideal para estudar e aprofundar todo o tipo de conhecimentos.

TOURO

É um bom período para fazer uma análise dos seus objetivos de vida. Se essa análise for feita envolvendo outras pessoas, tanto melhor. É a época ideal para fazer uma viagem e alargar os seus horizontes. É possível que sinta um especial interesse pelas ciências ocultas ou tudo o que tenha a ver com o sobrenatural. Nas duas semanas finais será um momento favorável para investir na sua carreira.

CARNEIRO

Esta é uma altura em que a sua atenção está dirigida para os aspetos exteriores da sua existência; para a sua carreira, as suas capacidades profissionais, o seu papel na sociedade, ou o seu modo de estar na comunidade. É provável que as suas atitudes possam vir a ter um maior impacto no exterior do que habitualmente. Nos últimos dias do mês envolva os outros nas ações e projetos que quer ver desenvolvidos

PEIXES

Poderá envolver-se com pessoas que têm uma visão mais aberta da existência. Este é um bom momento para expandir a sua vida social e a sua relação com o grupo, amigos e relacionamentos. Sente necessidade de procurar novas ideias e experiências para dar um sentido mais real à sua vida. Nas duas últimas semanas a sua sensibilidade em relação ao seu meio ambiente e familiar está aumentada.


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