EDIÇÃO 47 • ANO 5 • MENSAL WWW.REVISTAMAR.COM
Keanu Lee Nunes DEZEMBRO2019
Ficha Técnica Direção
Carmo Monteiro Manuel DaCosta
Edição Gráfica Carlos Monteiro
Marketing
Carmo Monteiro MDC Media Group
Fotografia - Capa Anam Naseer
Colaboradores
Armando Correa de Siqueira Neto Carlos Cruchinho David Gonçalves Helena Rodrigues Inês Barbosa Madalena Balça Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador
Participação Especial Bruna Sousa Carmen Saraiva Filomena Abreu Leila Do Couto Miguel Duarte Nilton Rita Aleixo Sofia Teixeira Sónia Falcão da Fonseca
Agradecimentos
Delas LiUNA Local 183 & LiUNA Local 506 Luso Canadian Charitable Society Notícias Magazine Portuguese Cultural Centre of Mississauga Rancho Folclórico Transmontano de Toronto Távora Foods Volta ao Mundo
Contacto
www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar
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Conteúdos 6
Dezembro 2019
13ª Gala Dinner
Luso Canadian Charitable Society A LCCS realizou mais uma gala com o objetivo de angariar fundos para as suas atividades junto da comunidade luso-canadiana e foram muitas as novidades. Não perca!
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100 Anos LiUNA Local 506 O sindicato afeto à LiUNA festejou o século de existência. Fique a saber tudo nesta edição.
página 18
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45º Aniversário P.C.C. Mississauga O Portuguese Cultural Centre of Mississauga celebrou mais um aniversário e a Revista Amar esteve presente.
32 Miguel Duarte
página 26 página 44
Não perca a entrevista de Carlos Cruchinho ao português que foi detido pelas autordades italianas por resgatar refugiados a bordo do Iuventa.
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Este mês estivemos à conversa com o jovem talento lusodescendente que aspira chegar a Hollywood.
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Pai Natal
Dizem que vem da Lapónia e viaja com as suas renas. O Pai Natal saúda todas as crianças no Canadá. Saiba tudo!
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Nilton
página 70
página 86
O famoso comediante português esteve à conversa com Paulo Perdiz. Fique a conhecê-lo um pouco melhor.
88 A Raínha da Festa Maria João Rafael traz-nos conselhos sempre úteis de moda e styling e este mês fala-nos sobre as festas de Natal.
Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group. Custo estimado por exemplar
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94 Equilíbrio Perdido Helena Rodrigues fala-nos sobre os problemas emocionais e abordagem a este problema pela medicina tradicional chinesa.
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Chocolate
Este mês falamos-lhe sobre este poderoso aliado do coração.
página 100 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.
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O Executivo da CCWU Canadian Construction Workers Union deseja a todos os seus membros e Comunidade Portuguesa Festas Felizes & Próspero Ano de 2020!
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13ª Gala Dinner
Luso Canadian Charitable Society F O T O G R A F I A
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o dia 9 de novembro, o Mississauga Convention Centre, recebeu a 13ª Gala Dinner Luso Canadadian Charitable Society. Como é habitual, o evento encheu com aproximadamente 650 amigos desta organização, que mais uma vez quiseram demonstrar o seu apoio por esta causa nobre, que tem como principal missão ajudar e fazer a diferença na vida de indivíduos com deficiências psicomotoras. A Mestre de Cerimónias, Christine Rodrigues, começou por dar as boas vindas aos presentes e lembrar que, para além de ser um membro da direção da Luso, a sua irmã Sandra foi uma das primeiras utentes das instalações em Toronto, realçando o impacto que a instituição tem na vida de Sandra e da sua família. Após o discurso do membro honorário, Seth Loannou, foi apresentado um vídeo sobre o impacto que a Luso tem no dia a dia destas pessoas com necessidades especiais e das suas famílias, realizado por Luciano Paparella Jr. da Camões TV com narração de Charles Sousa. Jack Prazeres, fundador da Luso Canadian Charitable Society, começou por explicar no seu discurso a escolha do tema desta edição, “A Celebration”. O momento alto da noite deu-se ainda durante o discurso de Jack Prazeres, com a revelação de que o montante angariado nos envelopes, que se encontravam na mesa, será canalizado para o novo projeto da Luso, a construção de uma residência de cuidados continuados. Lena Bareto e Sérgio Ruivo foram distinguidos pela devoção e pelo trabalho incansável para com a Luso e Jack Oliveira, foi reconhecido como Presidente Honorário. No seu discurso, o Bu6 I Amar
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siness Manager da Local 183 recebeu a distinção em nome dos mais de 60.000 membros da Local 183, pois é graças ao trabalho árduo dos membros que a Local 183 consegue ajudar instituições como a Luso Canadian Charitable Society. Quando questionado sobre a necessidade de uma residência de cuidados continuados, Jack Prazeres não teve dúvidas em salientar que “vamos tentar ajudar com uma das coisas que os pais nos vêm a pedir há uns anos e que agora está numa altura crítica, que é a falta de um centro onde os filhos possam ficar a tempo inteiro. Já há muitos pais que não conseguem tomar conta dos filhos... já não têm a força, não têm capacidade e nem meios, mas não se querem separar dos filhos e nem os filhos dos pais porque toda a vida estiveram juntos... seria um choque para estas famílias se tivessem que se separar. Nós queremos ver se conseguimos um centro para que os pais possam ir para lá com os filhos e ter assistência.” Sobre possíveis custos, Jack Prazeres deu números estimativos, explicando que “tudo depende se o terreno vem de graça ou se o terreno é comprado, do tamanho, nós em princípio estamos a pensar em ter 30 apartamentos (...), mas talvez sejam precisos uns 5 a 6 milhões de dólares.” Contudo, Jack Prazeres está convicto que de que tudo vai correr bem, “pois vamos ter muita ajuda de políticos, empresas grandes e sindicatos para que nós conseguimos concretizar este sonho que é ajudar estes pais que estão desesperados”. Ao fim da noite, entre diversos leilões e donativos, foram angariados cerca de $310,000.00… um valor módico, mas que com certeza fará uma grande diferença na vida dos utentes da Luso Canadadian Charitable Society.
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LiUNA Local 506 inaugura novo Centro de Formação F O T O G R A F I A
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novo Training Centre da Local 506 foi, oficialmente, inaugurado na manhã do dia 14 de novembro, na 1600 Major Mackenzie Drive East, Richmond Hill. O centro de formação, com aproximadamente 4.459 metros quadrados, demorou cerca de dois anos e meio a construir com um investimento a rondar os 23 milhões de dólares. A pensar no bem-estar e no futuro dos membros, este centro visa instruir a segurança no local de trabalho e também o aperfeiçoamento de técnicas ou aprendizagem de técnicas novas nas diversas áreas da construção. Virado para as novas tecnologias, o Training Centre da Local 506 é, atualmente, o centro mais moderno da América do Norte. Nas novas instalações podem-se encontrar várias salas de instrução para os mais de 20 cursos profissionais, maquinaria, simuladores, entre outros recursos.Para assinalar a ocasião, entre membro da direção executiva da Local 506, direção do Training Centre e políticos locais, encontrava-se o vice-presidente-Internacional e Regional Manager da LiUNA, Joe Mancinelli: Business Manager da LiUNA OPDC e Local 183,
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Jack Oliveira; diretor executivo da LIUNA Training & Education Fund, John J. LeConche, presidente da câmara municipal de Markham, Frank Scarpitti, Premier Doug Ford e vindos dos Estados Unidos da América o presidente geral da LiUNA, Terry O´Sullivan e o tesoureiro geral, Armand E. Sabitoni. Carmen Principato, Business Manager da Local 506, não escondeu o orgulho que sentia da sua direção executiva e das novas instalações que vão fazer a diferença no mercado de trabalho. Nem uma forte queda de neve e rachadas de ventos gélidas, foram suficientes para intimidar os presentes que fizeram questão de acompanhar e testemunhar de perto o momento solene do corte da fita, dando início a um novo capítulo que acompanha o ano em que se celebra o 100º.Aniversário da Local 506. A Revista Amar, registou desta forma, o momento que com certeza vai marcar a diferença na maneira como se encarará o trabalho na construção no futuro. Parabéns à LiUNA Local 506 e... Feel the Power!
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100 ANOS
LiUNA Local 506 F O T O G R A F I A
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s celeberações do 100º. aniversário da LiUNA Local 506, iniciaram com uma Gala no dia 14 de novembro, no salão do Montecassino Hotel and Event Centre em Toronto.
A Gala teve como moto “A Century of Achievements” e que foi pensada ao promenor para os convidados, era reflexo de 100 anos de muita dedicação e de trabalho exaustivo das diversas direções executivas que fazem parte da história deste sindicato. Numa noite de emoções fortes, Carmen Principato, Business Manager da Local 506, confidenciou à Revista Amar que “estou muito orgulhoso, e pode-se ver no meu sorriso o quanto estou feliz… não só pela celeberação do centenário da Local 506, mas também pelo dia ter começado com a inauguração oficial do Training Centre.” Ainda fez questão de destacar que “a presença do presidente geral da LiUNA, Terry O´Sullivan e do tesoureiro geral, Armand E. Sabitoni que vieram de propósito dos Estados Unidos da América e do vice-presidente da LiUNA, Joe Mancinelli para se juntarem às comemorações, tornaram num dia que jamais irei esquecer.” Para Carmen Principato quem realmente tornou estes 100 anos possíveis foram “os membros a quem quero congratular que para mim são o número um!” O presidente geral da LiUNA, Terry O´Sullivan, não teve dúvidas em marcar presença nesta data tão importante para a LiUNA e para a Local 506 que o deixam muito feliz e “muito orgulho pelo que têm realizado.” Igualmente emocionado, o vice-presidente da LiUNA, Joe Mancinelli, também começou por nos falar da inauguração das novas instalações do centro de treino de última geração e como este não vai só influenciar o futuro dos membros, mas também o do Canadá. Joe Mancinelli, relembra que só foi possível chegar ao dia de hoje graças ao trabalho árduo e aos sacrifícios dos membros e que se sentia “muito orgulhoso” e
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acrescentou que “em estrutura física, não sou muito alto… mas em dias como estes faço uma retrospeção e lembro o trabalho que se tem vindo a fazer, pela Local 506, Local 183 e todas as outras Locals em Ontário, até hoje… eu cresço uns centímetros (risos)… devido ao orgulho que sinto e o respeito que tenho pelos nossos membros.” Jack Oliveira, Business Manager da LiUNA OPDC e Local 183, também se encontrava entre os convidados, realçou que a forma como o dia tinha começado e a celebração do 100º. aniversário são o espelho de uma liderança e trabalho magnífico de todos que formam a Local 506. “Parabéns ao Carmen, ao seu executivo e todos os seus representantes e funcionários pelo bom trabalho que têm vindo a fazer.”, concluiu Jack Oliveira. A presença da vice-presidente da câmara municipal, Ana Bailão, também foi notada. Durante o seu discurso, dirigiu-se aos membros dizendo que a cidade de Toronto foi construída com a força das mãos e com coração, agradecendo-lhes por esse facto. Membro há 42 anos da Local 506, Tony Do Vale, Tesoureiro, nunca se arrependeu da decisão de se tornar sócio, e contou-nos ainda que entrou no executivo para lutar pelos direitos dos sócios. A segunda receção foi no dia 16 de novembro, para os membros da Local 506 que quiseram estar presentes para celebrar e conviver entre si e a direção executiva. Um presente simbólico foi distribuído pelos membros para assinalar o aniversário da organização, que cuida dos seus direitos de trabalhadores. O presidente da câmara municipal de Toronto, John Tory, marcou presença e reconhece que a Local 506 tem cuidado bem dos seus membros e que os 100 anos de história da Local 506 estão bem patentes na construção de Toronto.
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38º Aniversário
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Rancho Folclórico Transmontano é o único representante desta região em terras canadianas. No dia 16 de dezembro celebraram o seu 38º aniversário e, tal como Ana Costa, presidente do Transmontano nos contou, apesar de terem passado momentos difíceis começam agora a viver dias mais felizes. Neste aniversário houve de tudo: fado, pelo fadista Fábio Ourique que foi acompanhado à guitarra por Hernâni Raposo e à viola por Valdemar Mejdoubi, as modas de Luís Pedreira, vindo de Portugal e, obviamente, folclore com a atuação do Rancho Folclórico aniversariante. Notadas foram as presenças de Rui Gomes, Cônsul-Geral de Por-
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tugal em Toronto; de Julie Dzerowicz deputada federal pelo distrito de Davenport; do presidente da Casa das Beiras, Bernardino Nascimento; do presidente da Casa da Madeira, Luís Bettencourt e do conselheiro permanente das Comunidades Madeirenses, José Rodrigues. De Portugal vieram três autarcas dos Trás-os-Montes: o presidente da câmara de Montalegre, Orlando Alves; o presidente da câmara de Boticas, Fernando Queiroga e o presidente da câmara de Valpaços, Amílcar Almeida. A Revista Amar felicita Ana Costa pela coragem e dedicação em manter vivas a cultura e as tradições transmontanas através do Rancho Folclórico Transmontano.
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45º Aniversário
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Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM) celebrou o 45º Aniversário, no passado dia 23 de novembro com sócio e amigos. O único centro cultural português em Mississauga conta com mais de 500 membros ativos e é conhecido não só pelas atividades culturais que vão decorrendo nos fins de semana ao longo do ano, mas acima de tudo pelo Rancho Folclórico de Mississauga, que representa todas as regiões de Portugal; o Carassauga, que é um Festival Cultural Anual em Mississauga; o Prémio Espírito Comunitário, que distingue anualmente uma figura que se destaca na comunidade luso-canadiana na Grande Área de Toronto e a Gala de Fado, em homenagem à Amália Rodrigues. A história deste centro começou noutra localização, encontrando-se há, quase, 20 anos na 53 Queen Street North. Para o presidente do PCCM, Tony de Sousa a noite não foi só para celebrar com uma festa, mas também “para nos lembrarmo-nos, pelo menos uma vez por ano, que estas paredes não foram feitas com as direções mais recentes, mas sim com os sócios fundadores e diretores.” Tony de Sousa destaca que um centro como o de
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Mississauga que sem os patrocinadores, a comunicação social, os sócios e não sócios seria difícil trabalhar e o centro não teria o sucesso que tem. Tony de Sousa ainda confidenciou que a noite era “muito especial não só pelo 45º Aniversário, mas também pelas distinções que recebemos este ano… o Heritage Mississauga Certificate of Recognition pelos 45 anos de existência e o Community Heritage Award, pelo Rancho Folclórico do PCCM”. O papel de Mestre de Cerimónias, coube à relações públicas do PCCM, Lena Barreto, que se encontrava visivelmente emocionada, que deu início à noite de gala com o brinde de champagne na companhia do presidente, Tony de Sousa; do vice-presidente, Jorge Mouselo; do presidente da Assembleia Geral, Gilberto Moniz; o presidente do Conselho Fiscal, Alfredo Pita e o deputado federal, Gagan Sikand. A animação ficou ao encargo da Banda TABU que, como já é habitual, encantou os presentes! A Revista Amar, também deixa os parabéns a este centro que muito tem feito pela divulgação da cultura e tradições portuguesas pela cidade e comunidade luso-canadiana de Mississauga.
FOTOGRAFIA © CARMO MONTEIRO
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LUSO CANADIAN CHARITABLE SOCIETY
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Noite de
Habilidades
Luso Canadian Charitable Society, organização com a missão de ajudar e fazer a diferença na vida de indivíduos com deficiências psicomotoras voltou a celebrar o Natal com a Noite de Habilidades, no passado dia 30 de novembro, no salão da Local 183. Neste evento os utentes da Luso, com a ajuda dos auxiliares, foram os artistas que abrilhantaram o sarau e contagiaram todos os presentes com a sua alegria e felicidade estampada em cada rosto.
Uma noite onde os familiares e convidados viveram momentos de muita animação, alegria e emoções fortes. São momentos como estes que relembram que com amor e dedicação não há limites, nem mesmo para pessoas com necessidades especiais e prova disso foi o serão ter sido um espetáculo cheio de vida, cor e música. O presidente da Luso, Jack Prazeres, falou à Revista Amar que a festa “é fantástica… é uma noite fantástica, diferente e cheia de surpresas.” Este ano o aniversário de Jack Prazeres coincidiu com as celebrações. Houve um bolo de aniversário gigante e cantaram-se os parabéns de forma muito especial, facto que o deixou muito “emocionado pela manifestação de carinho e humanidade que me demostraram… por tudo, é uma noite muito especial”, confessou Jack Prazeres. Quando questionado sobre a importância deste evento, Jack Prazeres não tem dúvidas que “esta é a noite mais importante do ano da Luso! Eles falam durante
o ano inteiro sobre esta noite e assim que acaba esta, eles começam logo a falar na próxima Noite de Habilidade e querem começar a praticar. Isto é algo que eles adoram, onde podem mostrar os seus talentos… cantar, dançar, mostrar os seus talentos de arte. Os pais adoram… e nós também!” Os ensaios e preparação desta noite, que demora alguns meses a ser organizada, é feita com muito empenho e carinho, para que todos os intervenientes se possam divertir entre si e com os seus familiares e amigos. O vice-presidente da Luso, Joe Botelho, mostrou o seu entusiasmo ao falar da noite que marca a vida de todos. 2019 está quase a acabar e em época natalícia, Jack Prazeres não esqueceu quem apoia a Luso e deixou uma mensagem “à equipa da Camões, um obrigado por tudo que têm feito, vocês têm nos apoiado muito e um feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos vós” e estendeu os votos “a todos os pais, a toda comunidade portuguesa e a todos que apoiam a Luso… e não se esqueçam que continuamos a precisar de todo o apoio que puderem dar.” A Revista Amar agradece as palavras e retribui, também com votos de feliz Natal e um Ano Novo de 2020 próspero e deixa o convite aos nossos leitores a continuar a contribuir para o bem-estar da vida dos utentes da Luso Canadian Charitable Society, que nos ensinam todos os dias que um sorriso vale mais do que mil palavras.
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Créditos © Miguel Duarte/YouTube 32 I Amar
Entrevista com
Miguel Duarte Salvar vidas não é crime M
iguel Duarte trabalhou como voluntário com mais nove pessoas na organização não-governamental (ONG) alemã Jugend Rettet, que, a bordo do navio Iuventa, participou em missões de resgate de migrantes e refugiados no Mediterrâneo.
Revista Amar: Ouvimos muitas vezes acusar os jovens da falta de causas. Como e em que circunstâncias decidiu abraçar esta causa humanitária? Miguel Duarte: Em 2015 e 2016 foi o pico de atenção mediática sobre a chamada “crise dos refugiados”. Nessa altura, eu, como tantas outras pessoas, mantive-me em frente à televisão a testemunhar com horror as provações a que eram submetidas famílias inteiras para encontrar um local seguro onde viver. Ouvi falar do navio Iuventa pela primeira vez no verão de 2016, quando ia apenas a meio da sua primeira missão de resgate. Tinha passado pouco mais de uma semana e a tripulação de 15 voluntários alemães já tinha conseguido participar no resgate de cerca de mil pessoas. Isto fez-me sentir muitas coisas: Em primeiro lugar o trabalho desta pequena ONG fascinou-me. Em segundo deu-me a sensação de que algo de fundamentalmente errado tinha que estar a acontecer para que as vidas destas pessoas estivessem dependentes de jovens voluntários. Na altura contactei-os, entrevistaram-me e decidiram convidar-me para me juntar a uma missão nesse verão ainda. Comecei aí e acabei por passar o ano seguinte entre missões no mar e nos campos de refugiados da Grécia e da Turquia. Só para rematar, não sou da opinião que os jovens de hoje em dia tenham falta de causas. Acho até o contrário. Basta olharmos à volta para vermos protestos contra todo o tipo de injustiças no mundo inteiro. A minha geração vai ser quem vai ter que lidar com as consequências da destruição ambiental causada pelo sistema económico atual e acho que os jovens estão a aperceber-se disso cada vez mais.
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RA: O que sente um jovem que é acusado de auxílio à emigração ilegal apenas por ter desempenhado a função mais nobre que um ser humano pode abarcar, que é salvar vidas? MD: Deixe-me apenas fazer uma pequena correção: Eu fui constituído arguido por suspeita de auxílio à imigração ilegal. Isso significa que ainda não houve uma acusação formal. Estou oficialmente sob investigação. Aquilo que sinto é uma frustração gigantesca pelo facto de não poder estar neste momento onde sei que podia ser mais útil. A tripulação do Iuventa, ao fim de um ano de actividade, participou no resgate de cerca de 14 mil pessoas. Está parado há dois anos por causa desta investigação, que não passa de uma jogada política. Podemos então imaginar quantas pessoas terão perdido a vida de forma completamente evitável se não estivéssemos entretidos a discutir se salvar vidas está certo ou errado. Não sinto medo de ir preso porque julgo que é improvável que isso aconteça, pelo menos num futuro próximo. Este processo é apenas mais uma confirmação de que os nossos representantes estão dispostos a ser responsáveis pela perda de mais vidas para conseguir os seus objetivos eleitorais. 34 I Amar
RA: Como explica esta acusação à luz do Direito Internacional, quando todos os dias sentimos o apelo ao nosso contributo para ajudar mitigar os inúmeros problemas humanitários que chegam ao nosso conhecimento através da comunicação social. Não seremos levados a pensar que existe aqui algum tipo de hipocrisia social? MD: Temos que olhar para este processo como parte de uma estratégia política para culpar os migrantes de todos os males sofridos pelos locais. Toda a campanha eleitoral da extrema-direita em Itália nas últimas eleições foi montada à volta da demonização das ONGs de resgate e houve um esforço enorme para envolver a maior parte delas em processos legais completamente infundados. Mais tarde essa mesma extrema-direita acabou no governo, o que só piorou as coisas para as organizações humanitárias mas principalmente para os migrantes. Somos levados a pensar que existe algum tipo de hipocrisia? Sem dúvida. Tudo isto não passa de hipocrisia. A culpa de se viver mal em países europeus não é dos migrantes, é de décadas de políticas erradas que deixam as pessoas (incluindo os migrantes) desprotegidas.
RA: O Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres disse há dias no Encontro da Juventude em Lisboa, que “as Nações Unidas estarão sempre ao lado dos jovens, enquanto estes defenderem a justiça”. Será este um caso de discurso politicamente correto ou a porta aberta para a defesa do mais elementar direito humano, a vida? MD: Não vejo que tenha havido uma grande intervenção das Nações Unidas em casos como o nosso e, sinceramente, não sei como poderiam ajudar. Não sei a que se referia António Guterres quando disse essas palavras, mas não me parece que a ONU nos valha neste caso e muito menos valerá aos milhares de migrantes que vivem vidas miseráveis em Itália e noutros países por não terem acesso a papéis regularizados. Deposito mais fé nas organizações da sociedade civil, movidas pela solidariedade entre pessoas e pela crença num mundo melhor. Amar I 35
RA: Após se ter visto envolvido nesta tempestade mediática, na sua opinião que poder desempenham as redes sociais na denúncia das injustiças? Surpreendeu-o a avalanche de mensagens solidárias e todo o apoio que se recebeu? MD: As redes sociais tiveram um papel fundamental na divulgação inicial. Foi através do Facebook que o vídeo da campanha se tornou viral e foi apenas depois disso que os média e, por consequência, os partidos e o governo pegaram no assunto. De facto o apoio todo que recebemos foi impressionante e inesperado. Montámos a campanha com um teto de 5 mil euros e acabámos por atingir quase 55 mil. O apoio das pessoas em geral foi espantoso e sinto-o como um grande privilégio que me foi concedido. Acho que foi uma situação reveladora de que as pessoas querem um mundo mais justo e solidário, e que não é por um estado ou outro se mostrarem contra isso que elas perdem o ânimo. Sei que toda esta solidariedade e mensagens de apoio não são propriamente para mim mas para uma causa maior. No entanto é uma honra poder ser um veículo para essa causa. RA: Como cidadãos do mundo, como podemos ajudar a mitigar este problema global das migrações dos refugiados? MD: Só o facto de lhe chamarmos “problema das migrações” é sintomático da nossa perda de contacto com a história. Tanto quanto sabemos as migrações existem desde que existe ser humano. Um invenção bastante mais recente é a fortaleza que erguemos em torno da Europa que é completamente permeável à passagem de bens e dinheiro e quase completamente impermeável à passagem de migrantes. São as fronteiras que alimentam as redes de tráfico humano, não as organizações humanitárias. Aquilo que podemos fazer é votar com a consciência de que não existem barreiras intransponíveis, que ninguém é ilegal e que a liberdade de movimento deve ser um direito. Além disso é necessário apoiar as organizações que fazem um bom trabalho na linha da frente e protestar contra decisões desumanas quando é caso disso. RA: Certamente cada refugiado resgatado tem uma história de vida, das inúmeras de que tomou conhecimento destacaria alguma em particular? MD: Ouvi muitas histórias, cada uma mais aterradora do que a anterior. Muitas vezes são pessoas que perderam tudo. Infelizmente conheci várias pessoas cujas famílias tinham sito assassinadas à sua frente e que só por sorte escaparam. Conheci também muitas pessoas que escapavam da pobreza extrema e de regimes brutais e corruptos. Estou ainda em contacto com um rapaz da Nigéria que iniciou a viagem para a Líbia com o irmão. À chegada foram presos, torturados e roubados nas infames prisões da Líbia. Quando se conseguiram ver livres só tiveram dinheiro para a passagem de um deles. Isto foi em 2016 e o irmão deste rapaz continua na Líbia.
Créditos © Guglielmo Manenti
RA: Sente que as tempestades em terra são mais difíceis de enfrentar do que as que ocorrem no mar Mediterrâneo? MD: Sinto que nós europeus não fazemos ideia do que é uma tempestade. Nunca vimos uma. Tempestades são o que milhares e milhares de homens, mulheres e crianças atravessam quando se vêm obrigados a arriscar a sua vida e a das suas famílias para encontrar um local seguro onde viver. Tempestade é escapar de uma ditadura, atravessar um deserto, ser torturado numa prisão Líbia, dar tudo o que se tem por um lugar num barco mal construído e, uma vez chegado ao outro lado, ouvir que falta um papel para se ser aceite na sociedade. 36 I Amar
Carlos Cruchinho
Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais
happy holidays O Centro de Treinos da LiUNA Local 506, todos representantes e funcionários saúdam a grande família sindical, agradecendo a comunhão de sentimentos e fraternidade desejando aos sócios, suas famílias, e à comunidade em geral um Feliz Natal & Próspero Ano Novo!
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Rumos de vida
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ão se pode afirmar que as pessoas vivam apenas em razão da alternância entre prazer e desprazer presentes cotidianamente. O ser humano não é uma máquina que se submete mecanicamente aos estímulos que lhe chegam qual um painel de botões que pode ser acionado, e pronto. A coisa não funciona assim, ela é mais complexa. Percebe-se, contudo, que o que está por trás de cada movimento empreendido pelo homem, do simples ao sofisticado, diz respeito à satisfação e insatisfação. Desde o despercebido ato respiratório até o desejo consciente de manter-se evoluindo espiritualmente, os passos dados em cada direção são fruto ora da fuga ao desagrado, ora da busca pelo agrado. Então, ainda que de forma indireta, o prazer e o desprazer não arredam o pé das decisões que afetam o destino de cada um. Ou seja, eles podem não agir diretamente e até se manterem escondidos no psiquismo, mas, no fundo, dão as cartas na maioria das vezes, causando impactos de origem tanto consciente quanto inconsciente. Há momentos em que sequer se sabe de onde se originou uma dada decisão, gerando surpresa e estranhamento. Porquanto a vida nos faz transitar por estradas asfaltadas e bem conhecidas, e, por vezes, nos leva a picadas tão esquisitas que até Deus duvida. Logo, é devido considerar que certas mudanças significativas na nossa maneira de viver podem se relacionar a dois fatores: alteração da perspetiva e retomada da perspetiva anterior. No primeiro caso, sofre-se uma mutação na maneira de se enxergar o mundo e então a vida é direcionada a novos horizontes favoráveis ou não. Perder o emprego ou separar-se da pessoa de convívio, por exemplo, pode ser interpretado como algo insuperável e ilimitadamente triste, ou ser experimentado de forma dolorosa, mas superável, e, inclusive, per-
cebido qual uma brecha de rica oportunidade que se abre. Porém, em ambos os casos, o modo de encarar a vida muda numa sequência inovadora. Nova camiseta é usada no lugar da anterior, que, agora, faz parte apenas do passado. No segundo caso, não ocorre tal continuação inovadora, é possível que a pessoa resgate o seu antigo jeito de enxergar o mundo. Por razões íntimas, suprimiu-se uma perspetiva e apostou-se noutra, e através desta última caminhou-se convenientemente até esbarrar na sua frustrante insuficiência. Ao invés de inovar mais largamente, reassumimos comodamente uma posição anterior - ainda que esta, suscetível a mudanças também, esteja um pouco diferente daquilo que fora um dia. A velha e ainda mais desbotada camiseta, guardada no fundo da gaveta, volta a ser vestida no presente, no lugar da outra que lhe sucedeu um dia. Assim, o motor da vida, avançando mais ou menos, às claras ou não, demonstra funcionar por causa do prazer e desprazer relacionados ao que se percebe particularmente do mundo e o que dele se consegue extrair mediante as necessidades e desejos existentes. Portanto, a quem não enxerga tais situações, recomenda-se a necessária reflexão, a fim de ampliar a visão acerca do cenário pessoal e tomar o controle sobre si cada vez mais, além de dar direcionamento mais planejado à vida e possibilidade de colher resultados mais personalizados e menos submissos à sorte.
Armando Correa de Siqueira Neto
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Desejo O
ta-se, é de nossa responsabilidade repensar e tentar compreender melhor o que se passa dentro das nossas cabeças, ao invés de acreditar fantasiosamente que já possuímos um bom nível de controle?
Quantos desejos tivemos e posteriormente nos arrependemos, tendo-os concretizado ou não? E, neste último caso, foi a sorte, certas vezes, pois as consequências poderiam ser as mais dramáticas e caras. Ah! foi num momento de raiva, alega-se, impensado! Claro que sim, mas tanto pior, pois as emoções impõem-se superiores à razão para além da despercebida total falta de controle sobre os plantios destemperados que antecedem inconsequentes, inevitáveis e pesarosas colheitas... (Via de regra não reconhecemos o fruto amargo da árvore que plantamos, negamo-lo com veemência sob a frondosa sombra do autoengano.) Então, pergun-
Podemos nos remeter às questões essenciais como: eu sei querer com clareza? Com adequada dose de consciência? Meus desejos podem se perder num enorme campo se eu não cuidar deles, não for persistente, abandonando-os à sorte? Eles são exatamente o que quero ver frutificar amanhã ou desejarei (de novo) tê-los diferentes por perceber o equívoco no plantio de ontem? Acaso eu sei o que não quero desejar para evitar arrependimentos demasiado árduos? Percebe a importância da questão? A nossa cautela, pois, deve alcançar as duas situações: (a) saber o que se quer desejar e (b) saber o que não se quer desejar. Para tanto, é fundamental pensar antes. Pensar é a chance de minimizar os erros que ocorrem por sua natureza intimamente ligada à aprendizagem, uma exigência do currículo evolutivo inscrito no DNA. Minimizar, o que é bem melhor para todo o projeto. Menos frustração e penalizações decorrentes, e mais estímulo coordenado à percepção do crescimento e do equilíbrio que alivia os altos e baixos naturais da existência. Mais: será que os nossos desejos são mesmo nossos? Ou talvez desejemos o que vemos nos outros? Ilusão? Desejamos os sonhos das propagandas e das histórias que nos chegam ou temos bem definido o que queremos? Aqui é preciso olhar com profundidade dentro de si, pois os desejos podem se confundir ilusoriamente com os conceitos de sucesso e
desejo é, com frequência, um poço de superfície conhecida mas de fundo ignorado. É justo afirmar que para certos desejos temos a clareza acerca do que nos move, ou seja, as razões enraizadas que levam ao seu florescimento. Para muitíssimos outros, contudo... Não é de hoje que se tem conhecimento sobre desejos inconscientes a nos mover, causando o assombro típico de quem desconhece a autoria da música que toca e embala muitos dos próprios comportamentos. É possível nomear com a expressão ‘desejo cego’ tais manifestações que nascem sem o sabermos devidamente, sem termos refletido o suficiente a respeito das profundezas mentais que abrigam a imensa fábrica de desejos ocultos, em um velho e obscuro sistema que opera obstinadamente em turnos na calada da noite psíquica. Em suma, conhecemo-nos ao palco pessoal, ignorando consideravelmente os bastidores. "Sei que nada sei desejar": quase um provérbio socrático!
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Cego felicidade, generalizando, infeliz e erroneamente, aquilo que só pode ser particular, único.
Antigos pensadores e escritores já percorreram os degraus que dão acesso ao subterrâneo da psicologia humana, e de lá retornaram com pitorescas e valiosas interpretações, a exemplo do escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850), com a sua obra "A pele de onagro", uma espécie de objeto mágico que permitiu ao jovem Rafael realizar os seus desejos ao exorbitante preço do encolhimento daquele couro e da sua vida também, sem perceber inicialmente que se iludiu no emaranhado dos sonhos de riqueza e triunfo com a exuberante, porém fria Fedora, passível de abreviação (caso enxergasse) à simplicidade do profundo amor com o qual convivia diariamente junto à delicada Pauline, uma descoberta dramaticamente tardia. Ou no bem humorado filme "Endiabrado", cujo pacto diabólico permitiu a realização dos desejos mal elaborados (eis a graça e a reflexão do conteúdo), de Elliot Richards - interpretado por Brendan Fraser - levando-o a tropeçar na imprudente perna do desejo de glória e de atenção, cada uma delas seguida cegamente apenas pelas insinuações do seu objeto de amor, a charmosa Alison Gardner (Francis Ann O’Connor). Cada um é responsável por encontrar os seus próprios desejos a fim de avançar à estrada das realizações, sejam elas simples ou complexas. Sem perceber, tomamos caronas em direções que não nos dizem respeito e nos levam a pontos que frustram e desanimam. Conciliar autenticidade e
contentamento é difícil, mas vale o seu preço. Mesmo que desejemos coisas semelhantes a outras pessoas, se assim resultar das nossas reflexões, temos como vantagem a ponderação e não o impulso cego, o olhar da vontade clara e não o desejo cego. Ainda: será que as repetidas frustrações sucedidas aos plantios de desejo cego não nos levam à desesperança, impedindo-nos de prosseguir em condições mais adequadas, mais justas e consequentemente mais recompensadoras? Deixamos de desejar o tanto a que temos pleno direito? Há limites para os desejos? O desejo é um extraordinário poder pobremente empregado em boa parte do tempo, ainda envolto no misterioso véu do desconhecimento; é muito reduzido a pouco. Ah! se soubéssemos com ideal propriedade: o verdadeiro desejo é a metade do caminho a ser percorrido! Mas, e se o desejo melhor direcionado e bem cuidado nos oferecer um futuro mais interessante? E quando se diz futuro, é bom ter em conta que há colheitas de médio e longo prazos, mas também as surpresas de curto tempo... A natureza do desejo demonstra ser majestosamente digna em suas respostas, tanto que se desejamos (e cuidamos) "X", normalmente o alcançamos, mas de nada adianta se queixar do "Y" colhido, justificando-se pelo erro da desatenção ou do impulso despercebido na hora do plantio. Afinal, você sabe desejar?
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N ó s e a Le i Direitos derivados do direito de propriedade:
o direito de superfície e o direito de usufruto
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os termos do artigo 1524º do Código Civil, o direito de superfície consiste na faculdade de construir ou manter, perpétua ou temporariamente, uma obra em terreno alheio, ou de nele fazer ou manter plantações”. Desde logo, o direito de superfície afirma-se como um direito real menor, por oposição ao direito de propriedade. Da definição legal resulta que o direito de superfície incide sobre o solo ou a superfície de um prédio, pressupondo que um terceiro detém a propriedade sobre o referido prédio. Nos termos da lei, pode constituir-se o direito de superfície por contrato, testamento ou usucapião, podendo também resultar da alienação de obra ou árvores já existentes, separadamente da propriedade do solo. No que respeita ao preço, a legislação portuguesa dispõe que pode convencionar-se que o superficiário pague uma única prestação pecuniária, anual, perpétua ou temporária.
Sónia Falcão da Fonseca & Leila Do Couto, Advogadas da Lei Portuguesa artigo oferecido por Luso Services & Consulting Inc.
Actualmente admitem-se três tipos de direitos de superfície: 1. Tradicional: direito de superfície sobre o solo alheio (art.º 1525, n.º 1); 2. O direito de superfície de plantar ou construir no solo alheio (art.º 1525, n.º 2); 3. O direito de sobre-elevação concede-se o direito de construir em edifício alheio, acrescentando andares sobre um edifício já existente (art.º1526). Quanto a este último tipo, só se pode falar em direito de superfície até à conclusão da sobre-elevação por que, após isso, passam a existir duas frações autónomas (a que já existia e aquela que foi acrescida à originária, pertença do superficiário). Segundo o art.º 1526 do CC, a partir da conclusão da sobre-elevação, o regime jurídico do prédio passará a ser o da Propriedade Horizontal, extinguindo-se o direito de superfície. No máximo, aplica-se o art.º 1410 do CC, ficando a situação (transitoriamente) como de compropriedade, até que o competente título constitutivo seja elaborado. Se não for, poderá recorrer-se, através do art.º 1417 do CC, a uma requerida sentença de divisão de coisa comum, constituindo a Propriedade Horizontal por decisão judicial. Os modos de constituição do direito de superficie constam do art.º 1528 do CC. Todavia, na constituição por usucapião, há quem sustente que o direito de superfície não se possa constituir. Apenas se admite tal, no caso de o direito de superfície se constituir através da separação judicial entre a propriedade do solo e a propriedade da plantação ou construção já existente. Na usucapião pressupõe-se: a Posse de uma coisa; que essa Posse se mantenha durante certo prazo. Neste caso, o superficiário tem um objeto para a sua Posse (a construção ou plantação já existente). Por isso, ao contrário, alguns autores afirmam que não pode haver Usucapião do direito de superfície quando a construção ou plantação não exista e a sua
Parabéns Revista Amar
existência dependa da atuação do superficiário que construiu ou plantou. Não se pode falar em Posse sem construção ou plantação mas, a partir do momento em que o superficiário inicia a construção ou plantação, já há actos que demonstram o “Apossamento” e a Posse, iniciando-se a contagem dos prazos para a usucapião. Diferenças entre o DIREITO DE SUPERFÍCIE e o DIREITO DE USUFRUTO: O usufrutuário tem o direito de usar e gozar da coisa, de forma gratuita, incidindo sobre bens móveis ou imóveis, de forma vitalícia. Extingue-se o direito com a morte do usufrutuário ou do proprietário de raiz, em razão da natureza pessoal deste direito. O usufruto pode ter por objeto bens móveis ou imóveis O direito de superfície tem uma natureza imobiliária, que recai apenas sobre imóveis. No usufruto, o direito atinge todo o bem (desde de solo, subsolo, benfeitorias, casas, carros, móveis entre outros). O direito do usufruto é constituído intuitu personae, não podendo ser transmitido, dizendo apenas respeito a uma pessoa concreta. O direito de superfície admite a transmissão, por ato inter vivos ou mortis causa e, inclusivé, o superficiário pode onerar (com hipoteca bancária ou voluntária, ou arrendar) o seu direito com o próprio usufruto. O direito de usufruto é sempre temporário, pois extingue-se com a morte de usufrutuário, se este for pessoa singular, ou decorridos 30 anos se for pessoa colectiva (art.º 1443). Exemplo de direito de usufruto: na doação de uma casa a alguém, o doador manter o usufruto vitalício da mesma. Exemplo de direito de superfície: a construção de um posto de abastecimento em solo alheio, por período de tempo definido (p. ex. 25 anos).
Língua Portuguesa
Marlene Ferraz Marlene Ferraz, nascida em 979, tem os pés pousados em terras a norte. Com o ofício da psicologia, tem vindo a dedicar-se à escrita como um exercício de decomposição da experiência e alinhamento da desordem. Com um amor particular pelo conto, tem publicado Na Terra dos Homens (prémio Miguel Torga 44 I Amar
Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: João Fernandes
2008), O Amargo das Laranjas (prémio Florêncio Terra 2008) e O Tempo do Senhor Blum e outros contos (prémio Afonso Duarte 2012). A Vida Inútil de José Homem (prémio Agustina Bessa-Luís 2012) revelou-se o primeiro romance e As Falsas Memórias de Manoel Luz a esperada continuidade.
Obra Literária
“O ELEFANTE COM O CORAÇÃO NA LUA”
Sinopse "O amor pode vir de repente e durar para sempre." - Ditado dos mais antigos elefantes O amor é uma constante na vida de todos os animais: pássaros, lagartos, homens e até elefantes. Por isso, o Pesado, um rapaz da manada elefantina da grande floresta que tinha o coração desocupado, andava triste: não havia raparigas elefantes por quem
se enamorar. Então, cheio de vontade de conhecer este sentimento tão poderoso, encanta-se por uma coisa também redonda, provavelmente pesada e luminosa. Comovidos, todos os animais amigos tentam ajudar a elaborar um plano para erguer o sonhador elefante ao céu e levá-lo a conhecer essa luz que o fascina. Esta é a história do primeiro elefante do mundo a navegar no espaço, em direção à Lua e ao amor.
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“do 8 ó 80”
Keanu Lee Nunes Keanu Lee Nunes is a Portuguese-Canadian actor born in Johannesburg, South Africa on March 5, 1996. Keanu's father was born in Lisbon, Portugal, and raised in South Africa, and his mother was born in King Williams Town, South Africa and is of Chinese ancestry. In 1996, his family relocated to Neuchatel, Switzerland and to Toronto, Canada, in 2000. Keanu is fluent in English, French and understands Portuguese. Keanu has dual Citizenship Portuguese and Canadian. He loves the Portuguese culture , Portuguese History and is a fan of Cristiano Ronaldo and the Seleção. A graduate of Milton District High School, Keanu was a competitive gymnast as a teenager and he was a member of the Portuguese National Team and competed at the European Junior Championships in Sofia, Bulgaria, in 2014. While training for the European Championships, he lived in Lisbon, Portugal for 5 months where he represented Ginásio Clube Português. He used his gymnastic skills in the 2014 Shawn Mendes music video "Something Big". He began to pursue his passion for acting in high school and after graduation attended Humber College to study acting. After a variety of TV roles and lead roles in feature films such as Run Kai Run, Murder U, and Being Single, he landed a series regular in the TV shows: Han Xin; 2nd Generation; ZAPS, Inc. and the feature Riot Girls. Keanu started his acting career doing various gigs as a background extra. His first real break came when got the lead role of Tim, in the Feature movie "Run Kai Run" and since then he has acted in and was consultant in the TV series The Other Kingdom and his biggest role, came in 2016 when was casted into the TV drama series , 2nd Generation. He has acted into TV commercials -Paypal Commercial and Virgin Mobile Commercial and has done two short movies: "Glitch", a horror short, and "What about Mom". His latest show is Han Xin an 11 episode Docudrama about the true story of Chinese General Han Xin. In an interview, he quoted that "playing the role of Han Xin was a great honour." .
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Revista Amar: Keanu, tell us a little about yourself... Keany Lee Nunes: I was born in South Africa and moved to Switzerland when I was just 6 months old. We lived there for 5 years before moving to Canada. My Dad, Vasco Nunes, was born in Portugal and my mother, Jacqueline Nunes, was born in South Africa. They both grew up there during the Apartheid system which made it very difficult for them to date and marry. I have nothing but respect for my parents as they have worked so hard to give my brother, Sasha Nunes, and I the life we now have. As for myself I am a huge animal lover, my household has always been filled with big dogs specifically Dogue do Bordeaux’s. One of my biggest passions is fitness. I’m always active and eat as healthy as I can. I have been plant based for 3 years now and have never felt better. RA: What kind of relationship do you have with your parents and your brother? KLN: My relationship with my family has always been close. I have always felt nothing but love and support. RA: How was it to be raised in a Portuguese-Chinese cultural and traditional environment? KLN: It’s amazing being brought up with a multicultural background as I’ve been able to learn so much different history. But I have to say the best part is having a mom who can cook Chinese, Portuguese and South African food. RA: Do you speak Portuguese or Chinese? Or maybe both? KLN: I wish I could say I spoke both, but I will have to give an underwhelming answer which is neither. RA: How would you describe yourself? KLN: I would describe myself as open minded and none judgmental. I love to go with the flow and just be present. R. A.: Do you have hobbies? KLN: My biggest hobbies are cooking, hiking and almost any sport. RA: Seleção Portuguesa has a big meaning for you… is this the work/influence of your father? KLN: Yes, my dad had a massive impact on choosing to compete for Portugal. We visited Portugal quiet often when I was young and my dad would just tell me all the history which made me fall in love with Portugal. Also a big part of it was watching the Portuguese national soccer team, I always felt so proud and this definitely drove me to choosing to represent Portugal at the European Gymnastics Championships. R.A. Besides the Seleção, do you have a favorite Portuguese soccer team? KLN: My dad is a big Sporting fan so I have no choice, but after meeting Rui Patrício I have become a Sporting fan on my on my own terms. RA: Who are your favorite Portuguese soccer players? KLN: My favorite soccer player is C. Ronaldo, I look up to him not only as a great soccer player, but as a role model. His mindset is what I strive to become everyday. Amar I 51
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RA: You lived for a small period of time in Portugal. In which city? KLN: I lived in Lisbon. RA: Did you like it? KLN: I absolutely loved it, the food, the people and the beauty of the city. I felt like I was at home. RA: How old were you when you started to do gymnastics? KLN: I was 8 years old when I started competitive gymnastics. RA: Was a career in sports something that you dreamed off or did it just happen? KLN: It’s something that just happened, I’ve always loved being active and moving my body. Gymnastics was the perfect outlet. It not only trained my body but challenged my mind every day. RA: In the same year you participated in the music video “Something Big” by Shawn Mendes, another Portuguese descendant. Was this the beginning for you to pursue something bigger? KLN: Yes, without a doubt this was the exact moment where I realized I wanted to pursue a career in the Film industry. RA: When did you realized that acting was your real passion? KLN: I always wanted to be an actor when I was younger, but never fully looked into it until I was about 19 years old. I’ve always loved the way films touch people in so many different ways and I wanted to be part of that art. RA: Did your parents supported you when you decided to attend Film & Acting at Humber Colllege? KLN: I am beyond grateful with how supportive my parents are with whatever I do in life, most important is that they see I’m happy and love what I do. RA: You have been working in movies and series since you graduated. You make it look like it’s almost easy to get cast. Tell us, how does it really work. KLN: That’s funny I definitely wouldn’t say I make it look easy, but thank you. When getting cast for a role there are so many different reasons why you book or don’t book the role. They may love your audition, but you may be too tall or to short. If you’re lucky enough you will get what is called a “call back” where they ask you to come back for another audition. It all depends, sometimes they love you and book you after your first audition and sometimes you have 3 or even 5 call backs. It’s not an easy process, but you just have to believe in yourself and keep moving forward. RA: From all the roles you played till today, which one was “the one”? KLN: For me the role I’m doing at the time is what I consider ‘the one’. 54 I Amar
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RA: Your latest lead role was on “Han Xin” a docudrama about the true story of the Chinese General Han Xin. Since you are, from your mother´s side, of Chinese descendance, how important was it for you do play it? KLN: I was honored and humbled to play such an important figure in Chinese history. By studying Han Xin, I understood why he is considered one of the top 3 most influential people in Chinese history. RA: Was this an opportunity to understand and to learn more about Chinese culture and traditions? KLN: Yes , definitely. My whole upbringing felt more South African/Portuguese . This was a great opportunity for me to study the Chinese history and have better understanding of how China became the power house it is today. RA: How did your mother reacted when you told her you made the lead to this docudrama? KLN: Whether it’s a big role or a small role my mom is always so happy for me. My mom always said she wish she knew more about our Chinese heritage so when I booked this role it felt as though we both did. Coincidentally the place Guangzhong where Han xin was planning on returning to was where my mother’s side originated from, I found this fact really cool. RA: After some experience on TV, is Film the next step? KLN: Whether its film or TV my love always comes back to being on set. RA: Is the goal to reach Hollywood? KLN: My goal is always to take each project as it comes. If I think of getting to Hollywood I start to get distracted and my focus changes, but if I can take each role one by one and be fully present and get to the truth of why I’m doing this, then everything else will fall into place. RA: Who is your favorite actor and/or actress? KLN: I have many but I have always loved Christian Bale. RA: Who is your favorite director? KLN: I have always loved Christopher Nolan’s films. RA: What is your favorite movie? And TV series? KLN: I have many favorite movies, but if I had to choose a few I would have say "Good Will Hunting", "Shawshank Redemption", "The Count of Monte Cristo" and "Four Feathers". RA: What kind of movies would you like to do? KLN: It will always depend on the story. But Right now I am at the beginning of my career and I´m willing to take on as many roles as I can in order to find who I am in this industry. RA: I would like to invite you to leave a Christmas messages to all our readers. KLN: I want to wish everyone a festive season with your loved ones and if you have time definitely check out "5000 Years Of Heroes". 56 I Amar
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AT • MAG • AMAR MAGAZINE • VFR PORTUGAL • TORONTO • DECEMBER 9, 2019 • 7.75 X 5.375
Turismo U
m pouco por toda a Europa, o espírito natalício já se instalou. Luzes, música e aroma a doces típicos não faltam nas grandes – e pequenas – cidades. A magia da quadra está em todo o lado. Descubra a nossa seleção de mercados de Natal para conhecer nesta época festiva.
V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r Ă s t i c o s
Os melhores mercados de Natal na Europa
Volta ao Mundo Fotografia: Direitos Reservados
Rita Aleixo
Cracóvia, Polónia
A praça principal da Cidade Velha de Cracóvia é um dos lugares mais bonitos para conhecer durante os meses de novembro e dezembro. As bancas de madeira com comida de rua e presentes de Natal, os eventos culturais e os espetáculos de música nas igrejas históricas são as principais atrações das festividades deste destino nesta época. Não deixe de ver também o concurso de presépios, exibidos em diversas zonas da cidade e no Museu Etnográfico.
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Zagreb, Croácia
Considerada pela organização European Best Destinations (EBD) como o melhor destino de Natal da Europa em 2016, 2017 e 2018, a capital croata merece (mesmo!) uma visita nesta altura do ano. As ruas e as praças da cidade enchem-se de magia, convidando os viajantes a entrar no espírito da quadra. Reúna a família e voe até Zagreb para festejar o Natal. Visite a Praça Josip Jelačić, o Parque Zrinjevac e ainda a Praça King Tomislav.
Créditos: Direitos Reservados 62 I Amar
Bruxelas, Bélgica
Na capital belga não falta animação nesta época do ano. O evento de Natal Winter Wonders decorre em diversos locais desta cidade europeia, como a Praça de Sainte Catherine ou a Grand-Place de Bruxelas. Os visitantes podem degustar diversas especialidades gastronómicas, como queijos, chocolates, waffles, crepes ou vinho quente, comprar presentes de Natal nas mais de 200 bancas do mercado, patinar na pista de gelo coberta ou andar nos carrosséis e na roda-gigante.
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Metz, França
As seis principais praças desta cidade do nordeste de França enchem-se de mercados de Natal nesta altura. A magia da quadra espalha-se por Metz: iluminações, doces natalícios, carrosséis e esculturas de gelo no Frozen Fairyland. Este é o mercado mais visitado da região francesa de Lorraine e o segundo mais visitado de França, depois de Estrasburgo.
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Munique, Alemanha
Nesta época do ano, a capital da Baviera enche-se de luzes e animação para dar as boas-vindas à quadra natalícia. O mercado de Natal mais conhecido de Munique é também o mais antigo. Chama-se Christkindlmarkt, remonta ao século XIV e está instalado na Marienplatz, no centro da cidade. Deixe-se encantar pela árvore de trinta metros e pelas barraquinhas que vendem vinho quente e pratos típicos.
Créditos: Direitos Reservados 64 I Amar
Budapeste, Hungria • 8 de novembro de 2019 a 1 de janeiro de 2020 (Praça Vorosmarty)
• 22 de novembro de 2019 a 1 de ja-
neiro de 2020 (Basílica de Santo Estêvão) Os principais mercados de Natal de Budapeste, que atraem centenas de milhares de curiosos todos os anos, decorrem na Praça Vorosmarty e em frente à Basílica de Santo Estêvão. Entre lojas de artesanato, degustações de vinhos, pista de gelo, workshops, concertos gratuitos e videomappings, há atrações para todas as idades. Não deixe de provar as delícias da culinária húngara, como o famoso kürtőskalács.
Créditos: Direitos Reservados Créditos: Direitos Reservados
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Flรกvio Silva
A danรงa de corpo e alma
Pai Natal saúda todas as crianças no Canadá D
izem que vem da Lapónia e viaja com as suas renas por todo o mundo, trazendo a cada casa um pedaço de felicidade. As barbas brancas longas e bem cofiadas marcam-lhe o rosto, mas não o envelhecem, apenas lhe dão o direito de ser Pai Natal. Dos verdadeiros! Com todos os certificados que lhe conferem direitos e obrigações. Na conversa que manteve com Madalena Balça para a MDC Media Group, Jackas por estes dias, assume com orgulho a sua função de Pai Natal e não se pense que se trata de apenas encarnar a personagem, há muito mais para além disso.
Madalena Balça & Inês Barbosa
MDC Media Group
Pai Natal: Isto já não é bem uma encarnação... Isto já está encrustado na pele (risos). Portanto, é difícil. Não tenho anualmente que vestir a pele porque ela existe sempre. Tem a ver com os meus princípios, tem a ver com um espírito de missão que está associado ao papel de Pai Natal e a toda a perspetiva histórica do São Nicolau que dá origem à personagem do Pai Natal, portanto esses valores têm de estar cá. Revista Amar: Bom, mas a construção da personagem na pessoa Jackas - porque, na realidade, por trás deste Pai Natal está uma pessoa que se chama Jackas - tem a ver com o facto de, por um lado, fisicamente haver as parecenças óbvias mas, por outro lado, com certeza que há memórias de infância e tudo mais que o levaram por este caminho... PN: Sim, embora as minhas memórias de infância estejam muito ligadas ao Menino Jesus. Isto é importante porque, às vezes, as pessoas começam a esquecer o motivo do Natal. O motivo do Natal, no fundo, embora ele já existisse antes do nascimento de Cristo mas foi adotado pela Igreja também para festejar o nascimento de Cristo e acima de tudo ser a festa da família. Tenho todas as experiências de estar deitado de olhos fechados a tentar ver que viesse a manhã para ir a correr para baixo da árvore - onde púnhamos um sapatinho - e ver o que é que estava lá. Portanto, fosse uma coisa pequena ou fosse uma coisa grande era um dia muito importante para nós. RA: Portanto, essa felicidade que sentia em criança - fosse pouco ou muito, o momento de receber algo era uma felicidade - é neste momento transportada também em cada saída que faz e em cada aproximação que tem de uma criança, não é? PN: Exatamente. Quando eu surjo como Pai Natal é no sentido de trazer essa alegria. Esse é um aspeto fundamental e daí a construção da personagem. Como disse há pouco, ser gorduchinho e tudo isto é verdade. Não há barbas falsas aqui, é tudo verdadeiro. RA: A barriga também... PN: A barriga é verdadeira, a velhice é verdadeira, a falta de cabelo é verdadeira... Porque às vezes os miúdos perguntam: “Mas o Pai Natal era careca?” Pois, o Pai Natal é velhinho e eu já perdi alguns cabelos. Mas tudo isso vem da necessidade e da observação quer a nível da minha profissão, onde trabalho imenso com crianças e com jovens, e de perceber que a pouco e pouco se está a perder um bocado a magia independentemente de onde é que ela vem. Mas sendo o Natal um período que se deve apelar à paz, à solidariedade, à igualdade para uma melhor construção da sociedade a todos os níveis é importante que haja o Pai Natal para continuar a transmitir isso. RA: O Pai Natal foi uma personagem criada comercialmente, não é? Quer dizer, claro que há o São Nicolau mas há uma ligação a uma marca comercial. PN: É assim... O São Nicolau é o Pai Natal. No Leste é sempre o São Nicolau que é festejado e, inclusivamente, mantêm-se as roupas de bispo. A marca vem trazer lado bonacheirão, gorducho do Pai Natal. O São Nicolau não era gordo, não era muito gordo. Era careca, tinha uma barba igual à minha, mas não era gordo. Era muito esbelto a esse nível. A Coca-Cola, na primeira publicidade - em 1931 e não em 1920 como algumas pessoas e algumas informações o dizem – associa à marca a imagem do Pai Natal. Ajuda, no fundo, a familiarizar as pessoas com a imagem do Pai Natal a nível mundial. RA: É a grande responsável pela projeção do Pai Natal, não é? PN: Exatamente. Em termos comerciais, é. Mas não é o criador da figura do Pai Natal e não está associada exclusivamente a isto... RA: Isto de ser Pai Natal não é para todos, não é? Pelo menos um Pai Natal certificado como é o seu caso. É preciso ter uma série de condições: para já, tem as barbas que são suas, como disse há pouco, porque há quem faça de Pai Natal com barbas falsas... PN: É, estas são verdadeiras! Pode-se puxar à vontade que elas não descolam (risos). RA: Porque é que teve a preocupação de procurar forma de 68 I Amar
certificar a sua personagem de Pai Natal? Para ser ainda mais autêntico? O mais autêntico possível? PN: Sim, para descobrir mais o verdadeiro espírito que é ser Pai Natal. RA: E por que fases é que passou essa certificação? PN: Portanto, eu comecei a fazer de Pai Natal aos 19 anos. Era uma brincadeira, não é... RA: Mas já tinha barbas brancas? PN: Não, tinha barbas pretas só que punha pó de talco, às vezes punha aqueles cremes dos palhaços para branquear e depois eu tinha umas amigas que eram educadoras de infância e diziam: “Olha, podias ir lá ao jardim de infância entregar as prendas aos meninos” e na brincadeira comecei. Mas logo desde o princípio que me apaixonei pela personagem, nesta relação de proximidade com a criança. Conforme fui crescendo e fui aumentando o volume e as barbas começaram a ficar brancas pensei: “Não, esta personagem tem de ser mais qualquer coisa”. Foi quando comecei a investigar e encontrei uma escola americana, fundada em 1948. Não frequentei o curso, eles fazem formação... RA: Formação de Pais Natal? PN: De Pais Natal, sim! Mandei toda a informação que tinha. Eu tenho várias formações académicas, e eles acharam que sim, que eu reunia as condições para ser certificado, mandaram o juramento de Pai Natal que fiz na presença de cinquenta e tal pessoas, que todas assinaram individualmente uma declaração e seguiu. RA: Qual é a fase mais importante desse juramento? O que é que teve de jurar? PN: O juramento que está publicado e que tenho no meu gabinete tem a ver com os princípios de São Nicolau: preservar o espírito de solidariedade, de partilha e depois muitos outros princípios que se seguem... Manter a alegria na criança, alimentar o espírito de magia e de sonho na criança... RA: Tudo contribui para alimentar o espírito... PN: Exato, até porque São Nicolau é o padroeiro das crianças também, daí esta relação. RA: Para além de todas as vestimentas e de todas as certificações que possa obter há outras marcas que orgulhosamente transporta consigo. Por exemplo, essa chave que é uma chave que eu sei que é magica, não é? PN: Exatamente! RA: Essa chave o que é que abre? PN: Ora bem, esta é uma chave mágica a todos os níveis. É uma chave que abre as portas todas do mundo, apenas na noite de 24 para 25 de dezembro. Fora disso não abre. RA: Então o Pai Natal não entra pela chaminé, entra mesmo pela porta! PN: Já entrou, mas agora é complicado! RA: A barriga está maior... Pai Natal, trago uma carta para si do Canadá, dos meninos portugueses que residem no Canadá. Gostava que deixasse uma mensagem para eles. PN: Claro! Olá meninos do Canadá! Meninos e pais que também já foram meninos e espero que continuem a ser! E espero que continuem a acreditar no Natal! É lógico que o Natal é uma época de prendas e no Canadá é lindíssimo! É frio, anda-se naquela neve que cai ali em Toronto e noutras zonas... é uma zona muito bonita! Mas o Natal é muito mais que isso. E vocês também têm que ajudar as outras crianças que têm menos possibilidades. Sejam elas portuguesas, canadianas, chinesas, de qualquer cor, não há problema porque o Natal é de todos. E eu daqui, de Portugal, para vocês em especial aí no Canadá desejo um Feliz e Santo Natal com um HO HO HO muito grande! Espero pelas vossas cartas! Já tenho esta, mas espero receber muitas mais! Adeus! Feliz Natal!
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Será que a ilusão do Pai Natal prejudica as crianças? O
s centros comerciais e as lojas já o anunciam há quase um mês. A quadra festiva aproxima-se a passos largos e traz com ela a figura que quase todas as crianças veneram: o Pai Natal. A maioria dos mais novos vive intensamente a maravilhosa ilusão e a expectativa do presente que será deixado no sapatinho, deixado pelo velho amável de barbas brancas que vive no Pólo Norte rodeado de duendes ajudantes. É um mundo mágico que muitos pais gostam de alimentar, geralmente porque também eles o viveram e – com redobrada alegria – revivem através dos filhos. Mas será que, mais tarde, a desilusão e o confronto com a realidade poderá ser prejudicial aos mais pequenos? É melhor viver alegremente a fantasia do Pai Natal, ou encarnar de vez a personagem Grinch – aquela personagem rabugenta que quer acabar com o Natal no filme de Brian Grazer – e oferecer ao seu filho a verdade dos factos? Madalena Pinto, 37 anos, recorda com carinho os Natais da sua infância. “Na época falava-se mais do menino Jesus, não tanto em Pai Natal, apesar de também ser importante. Lembro-me como se fosse hoje da forma como toda aquela ilusão me encantava. Acreditava piamente que era mesmo o Pai Natal que entrava pela nossa casa dentro, não havia nada que me dissesse que aquilo não fazia sentido. Era uma época mágica para mim. Ainda acreditei em tudo isto até aos meus 6 ou 7 anos, quando um dia uma vizinha minha, mais velha do que eu uns 5 anos, me contou que nada daquilo era verdade, em tom de desdém e até ligeiro gozo, pela minha ingenuidade. Fingi que não me tinha afetado, mas fiquei petrificada nesse momento. Custou-me imenso, acho que até chorei depois. Foi o fim do mundo de fantasia que durante tantos anos me tinha feito tão feliz!” Ana Rita Botelho Moniz Dias, Psicóloga e especialista geral em Psicologia da Saúde e especialista avançada de Psicoterapia e Intervenção Precoce, afirma que, dependendo da forma como é abordado, o tema Pai Natal pode ser um contributo importante para o harmonioso desenvolvimento afetivo e emocional da criança. “A fantasia ocupa um lugar fundamental na vida da criança. Quando ela adquire a capacidade de fantasiar torna-se capaz de "imaginar", de "criar" cenários alternativos para as diversas vivências que vai tendo, adquirindo a possibilidade de gerir os seus conflitos, dificuldades e desejos. Enquanto a fantasia é irreal, os sentimentos que lhe estão associados são reais e permitem experimentar sensações fundamentais no processo de crescimento harmonioso. Histórias, contos de fadas e mitos como o do Pai Natal alimentam e enriquecem a vida psíquica de uma criança, assumindo dimensões tão importantes como a transmissão de regras e valores. O Pai Natal, para além do afeto associado à sua imagem que valoriza com enorme ternura as barbas brancas, "faz apelo a sentimentos nobres como a generosidade, a partilha e a gratidão.”
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Para a especialista, o receio que os pais têm da eventual desilusão que as crianças poderão sentir ao descobrir a verdade não deve sobrepor-se aos benefícios que o exercício da fantasia lhes traz, já que tudo faz parte de um processo natural. “O desenvolvimento da criança depende de fatores neuropsicológicos (maturação cerebral, aprendizagem e interação social), sendo que há um desenvolvimento progressivo da capacidade operatória entre os 6 e 10 anos de idade, atualizando e adquirindo competências cognitivas e emocionais, em respostas progressivamente mais integradas e complexas. Onde antes operava o "pensamento mágico", em que a criança não distingue totalmente a fantasia da realidade, surgem novas capacidades e vão permitir à criança distinguir a fantasia da realidade e consequentemente descobrir a verdade sobre o Pai Natal. É importante os pais alimentarem o imaginário da criança através da introdução da fantasia que, no caso do Pai Natal, surge de forma espontânea em contexto social e familiar”, indica a psicóloga.
Contar a verdade: sim ou não? Como e quando? Ana Rita Botelho Moniz Dias considera que existem sinais, dados pela própria criança, de que a realidade dos factos poderá estar em breve a vir ao de cima. “Apesar de cada criança ter o seu ritmo individual de desenvolvimento e maturidade, quando as suas competências cognitivas e afetivas estão mais alargadas (em geral entre os 5 e os 7 anos de idade), a descoberta surge de forma natural: vão surgindo dúvidas sob a forma de questões que a criança coloca aos pais, e quando isto não acontece deverão ser os pais de forma gradual a ajudar a criança nesta descoberta. Devolver as perguntas será sempre a estratégia mais adequada, pois permite ir ao encontro do nível de informação da criança, e assim apoiar esta fase de descoberta/desilusão.”
No caso de Madalena, não houve muito conforto quando confrontou a sua mãe com a descoberta. “Depois da minha vizinha me contar, perguntei à minha mãe se era verdade. Percebi pela expressão que fez que estava aborrecida com a minha vizinha por me ter contado, e logo aí entendi que sim, era mesmo. Lembro-me que me respondeu "E tu, o que achas? Achas que existe ou não?" Eu respondi que sim, acreditava que existia, e então ela disse que já tinha a minha resposta. Fiquei "na minha", fiz-me de forte, mas a partir daí nunca mais foi a mesma coisa, claro. A magia tinha-se quebrado.” A psicóloga explica que, para evitar que as crianças sejam confrontadas com a verdade através dos pares, quando já se encontram em idade escolar, devem ser os pais abordar o assunto. “Quando a partir da idade escolar a criança mantém a crença no Pai Natal e não questiona os pais sobre o assunto, poderão ser estes a abordar o tema para não correrem o risco de poder haver um aproveitamento malicioso por parte das outras crianças que já se encontram noutra fase do desenvolvimento, e que poderá ser prejudicial e lesivo para a sua autoestima.” A especialista acrescenta ainda que não é, de todo, aconselhável que os pais mintam à criança quando esta começa a desconfiar e os questiona sobre o assunto. “Se os pais contarem a verdade tranquilamente à criança e se associarem esta descoberta a uma crescente maturidade e responsabilidade, a criança não se vai sentir enganada e, sim, integrará esta vivência de forma enriquecedora.”
Carmen Saraiva
Delas
Amar I 71
Oh não,
outra discussão de Natal A
ltas expectativas, velhos desaguisados que surgem com frequência, problemas recalcados que têm nos encontros pontuais um terreno fértil para emergir em força. A velha máxima de que a quadra natalícia é paz e harmonia pode ser bem traiçoeira. Caso um: na família Silva, há muito há um elefante na sala. O ambiente nem é mau, no geral, mas há uma cunhada que as irmãs nunca viram com bons olhos. Durante o ano, com poucos encontros, a coisa flui sem dramas. Mas, no dia de Natal, conversa puxa conversa, lá vêm os assuntos melindrosos. E o bate-boca, invariavelmente, resvala para a discussão. O ambiente fica pesado. Por vezes, insuportável. Caso dois: Edite, a matriarca, é louca pelo Natal desde sempre. Tanto que, para garantir que a festa corra bem, passa os dias anteriores à quadra (e as noites) a preparar tudo com afinco. No jantar de Natal, uma das filhas, inocentemente, constata que as couves estão mal cozidas. Edite não tolera a crítica. Responde com sete pedras na mão e ainda culpa todos pela ajuda que não deram. Com o passar dos anos, a pressão cansa. Há mesmo quem abdique de passar a consoada em casa de Edite e opte por ir celebrar com o outro lado da família. Caso três: os Pereira não têm por hábito fazer grandes ajuntamentos familiares durante o ano. Mas, no Natal, dita a tradição, o clã junta-se à mesa. Manuel é doente pelo F. C. Porto. José pelo Benfica. São cunhados. A noite festiva é em casa de Manuel. Mas nem por isso José deixa de lançar as habituais provocações futebolísticas. Manuel avisa uma vez. José insiste. Se-
gundo aviso. E o tema Benfica continua na mesa. Acabam-se os avisos. Manuel perde as estribeiras e pede a José que pegue na mulher e saia, para não haver mais discussão. Os nomes são todos fictícios. Assim mandam os bons costumes e os pruridos. Assumir desaguisados familiares, ainda mais em época natalícia, extravasa os limites do que a sociedade impõe como moralmente correto. Já as situações são bem reais. Mas então o Natal não é, por tradição, uma quadra de família, paz e harmonia? Sim. E mesmo assim há casos em que a chegada da quadra, só por si, significa que há discussões a caminho? Também sim. Como? Ricardo Peixoto ajuda a explicar o fenómeno. “Muitas vezes estas situações relacionam-se com a existência de desavenças anteriores. Não são conflitos existentes apenas na época de Natal. Depois, manda a tradição que no Natal se juntem as famílias. E quando se trata de juntar duas famílias diferentes, há um período de adaptação, em que é preciso procurar pontos de equilíbrio. Quando há pressões de parte a parte, aquela história do "tens de passar aqui, não, tens é de passar connosco", cria-se um terreno fértil para discussão. E depois vão-se buscar outras coisas”, analisa o psicólogo. Daí que o risco possa ser maior quando, no caso de um casal recém-formado, se juntam as famílias nas primeiras vezes. “Mas isto não é exclusivo do Natal. Há a transição para a conjugalidade, para a paternidade. Há sempre transições no ciclo de vida familiar e as mudanças são propícias a épocas de crise. Por natureza, podem gerar maiores níveis de conflito, não nec-
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essariamente disfuncionais”, acrescenta. Depois, há a questão de o Natal, pela carga simbólica que tem, poder potenciar os sentimentos de solidão e a vulnerabilidade. No fundo, o rastilho perfeito para que as discussões possam explodir. “Não há estudos sobre o assunto. Mas é preciso considerar que, nesta quadra, há pessoas que têm mais tendência a sentir-se sozinhas. E para aqueles que já têm problemas relacionais, o Natal acaba por ter um grande impacto. A simbologia cultural tem um peso significativo sobre a dor”, considera Fabrizia Raguso, terapeuta familiar. A trabalhar em Portugal há 18 anos, a italiana alerta para o perigo das generalizações (cada caso é um caso e o convívio e as motivações são sempre distintas) e recorda um episódio concreto, com que se deparou no exercício da profissão. “Em tempos, acompanhei um casal que decidiu separar-se definitivamente na altura do Natal. A crise já existia, devido a uma série de contingências e a separação consistiu, no fundo, em dar seguimento a um processo de tensão anterior. Às vezes, o Natal também pode trazer estas ruturas, enquanto atos simbólicos que dão ênfase a momentos de dor.” Depois, há a questão das expectativas, as tais que a matriarca Edite põe nos píncaros todos os anos e que fazem com que reaja com azedume e indignação à mais pequena crítica. “É óbvio que, quando há uma expectativa exacerbada, é fácil gerar-se alguma insatisfação. Isso acontece sobretudo com pessoas muito perfecionistas”, destaca Ricardo Peixoto, apontando como fatores de risco um historial anterior de conflitos e o facto de o
Natal poder ser um dos raros encontros familiares em todo o ano – como aconteceu com os Pereira, que acabaram de candeias às avessas por causa do futebol. Quem disse que o Natal era só paz e harmonia? Evitar tensões? Pode não ser o melhor remédio Para quem quer evitar a todo o custo a mínima discussão em contexto natalício, há conselhos óbvios que se podem dar: evitar temas fraturantes, suscetíveis de motivar conflitos, fazer por ignorar aquele sorriso sarcástico que não cai bem, reforçar o espírito conciliador. E até evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, visto que estas podem toldar o discernimento… e fazê-lo esquecer-se de todos os princípios anteriores. Mas se acha que uma troca de ideias mais acesa é o pior que lhe pode acontecer no Natal, saiba que pode não ser bem assim. “Discutir não é necessariamente negativo. Pode ser uma oportunidade para resolver coisas antigas. É certo que não vai ao encontro daquela ideia tradicional do Natal que nós temos, mas pode trazer um momento de crescimento. Se evitar discussões significa não enfrentar, é melhor não evitar”, aconselha Fabrizia Raguso. Ricardo Peixoto deixa outro alerta a ter em conta: “É importante que as pessoas se foquem mais nas relações. Idealmente, seria interessante que, no Natal, as relações saíssem reforçadas”.
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“MR. STAND-UP COMEDY”
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Nilton, um dos mais (re)conhecidos humoristas da atualidade em Portugal, que esgota salas de espetáculos de norte a sul do país, apresentou o programa 5 Para a Meia-Noite, na RTP1, mas tornou-se também conhecido pelos portugueses devido às suas participações nos programas “Levanta-te e Ri” e “K7 Pirata”, na SIC, e “As Teorias do Nilton”, na Rádio Comercial, que deu origem a um livro com o mesmo nome. Na RFM destacou-se com a assinatura das rubricas “Há pessoas que dizem subrecelente” e “Pastilhas para a tosse”. Os seus espetáculos de stand-up são, para além de um sucesso de bilheteira, sinónimo de incontido riso do princípio ao fim.
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Revista Amar: A tua terra é Proença-a-Nova, Angola ou Lisboa?
RA: O humor é um estado de alma ou de espírito?
Nilton: Eu, poeticamente, sou de todo o lado e não sou de lado nenhum. Eu realmente nasci em Angola, sou filho de pai angolano e avô angolano - não se nota muito porque eu não tive tempo suficiente para torrar, mas sou de lá. O meu pai, quando se fala em retornados, fica sempre irritado e diz: “eu nunca retornei, na verdade eu era de lá”. Depois vim para Portugal, Beira Baixa, zona centro. Estive em Proença-a-Nova até aos 17 anos e depois estive no Algarve e em Lisboa. Portanto eu, de 10 em 10 anos, sou expulso dos sítios.
N: É um estado de espírito. Eu costumo dizer que mesmo que fosse carpinteiro seria humorista porque o humor está em ti, está no dia-a-dia. Este espetáculo, o “Falta de Juízo”, é muito isso: tu teres falta de juízo e teres humor no teu dia-a-dia independentemente de ganhares dinheiro com isso ou não. Eu costumo dizer que antigamente era só um parvo e, a dada altura, as finanças perceberam que dava para passar recibos com isto. Mas, na verdade, é um estado de espírito.
RA: Foste expulso do curso de arquitetura? N: Eu adorava ter tirado arquitetura, cheguei a ter uma empresa de design de interiores. Vou-me vingando porque vou fazendo obras e maluquices e alguns amigos cravam-me! Portanto eu, nessa parte, vou-me vingando, mas serei sempre um arquiteto frustrado. Adoro desenhar e adorava ter tirado o curso, mas acho que já vou tarde. RA: O Bairro Alto foi uma escola para o início da tua carreira. N: Sim, eu morava no Algarve e não havia stand-up em Portugal, as pessoas não tinham noção. Hoje em dia nós estamos num palco da Expofacic onde, na última vez que cá estive, estiveram 30 e tal mil pessoas, foi assim uma coisa brutal. Portanto, é natural que, hoje em dia, as pessoas já saibam, já conhecem o formato. Até hoje, em stand-up, eu fui o único que fui à Expofacic e atuei no palco central, mas, felizmente, corre muito bem para todos os artistas porque as pessoas já conhecem o género. No Bairro Alto, em 1998/99, ninguém fazia a mínima ideia! Era do tipo: “quem é este palhaço agora aqui, a contar umas piadas e tal?”.
RA: É fácil criar um monólogo em palcos gigantes? N: Não agarras a plateia tão facilmente porque há muito barulho à volta, não podes parar e é preciso estares concentrado e não te importares com a boca, com o grito. Às vezes as pessoas não têm noção, são milhares de pessoas à tua frente! Em Setúbal, na feira de Santiago, tive um maluco à minha frente a gritar, durante o espetáculo todo: “Ó Nilton conta aquela, ó Nilton conta aquela”. E eu nunca cheguei a saber qual é que ele queria! RA: Gostas da provocação deles? N: (risos) Gosto, acho graça. Mas, na verdade, eu estou com uma hora e tal de espetáculo na cabeça, a improvisar e tudo isso, e com uma sequência de vídeos (que este espetáculo tem muito vídeo) e está um maluco ali! Esteve uma hora e tal a gritar “conta aquela”. Isto obviamente que te distrai, mas como já tens tanta estaleca acabas por conseguir ultrapassar isso tudo. RA: A realidade tem mais graça do que a ficção? N: Tem muito mais graça! Eu faço muitos bonecos, gosto de fazer sketches e personagens e adoro ver o telejornal, adoro ver notícias de qualquer jornal. O nosso país é ótimo e muitas das personagens que eu faço surgem de ver pessoas no telejornal porque, na verdade, nós somos um povo muito caricaturável.
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RA: No confronto que fazes ao telefone com as pessoas é necessário ter uma carga mental e de improvisação terrível. N: (risos) Sim, mas eu adoro isso. Os telefonemas dão muito trabalho, as pessoas não têm noção. Um dia inteiro, às vezes! Estou cinco ou seis horas para conseguir um bom telefonema, dá um trabalhão doido. E o gozo que me dá é, precisamente, a rapidez de raciocínio que tens de ter, tens de estar muito atento. Eu costumo dizer que os telefonemas são uma sessão de hipnotismo, em que eu adormeço a pessoa, consigo trazê-la para um sonho e depois é tentar que ela não acorde, manipulá-la para que ela esteja nesse sonho. RA: E como é que tu reages quando não tens piada? N: É seres honesto com a plateia. Tu não consegues chegar a uma sala e enganar a plateia. Percebes perfeitamente, não há nada que consiga enganar! Portanto, muitas vezes testo: atiro uma piada que funcionou noutro sítio e ali não funcionou e sou honesto. Eu próprio brinco e digo “boa Nilton, continua assim que vais com uma carreira bonita por aí abaixo”. RA: E o arrependimento, está sempre contigo? Arrependes-te de alguma piada? N: Às vezes. Na rádio faço uma coisa chamada “Pastilhas para a Tosse” em que são “bites” da atualidade. Às vezes és um bocadinho cáustico para esta e para aquela pessoa e, obviamente, às vezes ficas triste, do tipo: “coitada da pessoa, estás aqui a cascar”. E, na verdade, até é chato. Mas faz parte, a minha profissão é um bocado isso: faço escárnio e faço humor. Tento deliberadamente magoar alguém? Não, isso não faço, não tenho prazer nenhum nisso. Por exemplo, arrependo-me sempre quando meto no Facebook ai1574962354237_NATAL_RE_196,85x136,53.pdf 1 28/11/19 17:32 uma piada sobre futebol. Estou a publicar e penso: “qual era a
necessidade agora?”, porque eu nem tenho clube de futebol tampouco, não ligo nada. Depois levas com o pessoal a “marrar” contigo e dás contigo a arranjar inimigos, e aí arrependo-me. Cada vez que clico digo: “pronto, qual era a necessidade?”. RA: A saída do “5 para a Meia-Noite” ... N: Não há saída. O “5 para a Meia-Noite” é um ciclo, que durou sete anos. E olha que não há muitos programas em Portugal que durem sete anos! Eu, felizmente, fiquei todos os anos. Sou o único que ficou os anos todos e chega a uma altura em que é um ciclo que se fecha. A RTP queria fazer só uma vez por semana e ficou muito bem à Filomena. O ideal era aquilo ser cinco dias, como é óbvio, quatro comigo e um com a Filomena. Isso para mim era o ideal, mas não podendo ser assim eu acho que ficou muito bem entregue. É um ciclo, é uma pena não haver mais pelos artistas e pela quantidade que se produz mas, para mim, fechou-se um ciclo da forma correta. RA: Para terminar, uma mensagem tua para os nossos leitores, por favor. N: Pessoal, um abraço para vocês. Sei que não é fácil estar fora de Portugal, mas também não estão a perder assim tanta coisa! “Tá fixe”, mas também tem dias em que eles se passam um bocado, portanto deixem-se estar. Se estiverem aí bem, também não se chateiem. Vêm cá uma vez por ano “olha que giro o clima e tal”, mas também não é preciso “coiso”, está bem? Um abraço para vocês, estou à vossa espera, ok? Não todos de uma vez porque senão depois dá confusão!
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O Sporting F.C. deseja a todos os jogadores, treinadores, patrocinadores e famílias um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Academia também deseja à comunidade Portuguesa umas boas festas. Esperamos que 2020 traga muito sucesso, paz e futebol!! Nós somos Sporting! Sporting F.C. would like to wish all the players, coaches, sponsors and families a Merry Christmas and a Happy New Year. The Club would also like to wish the Portuguese community Happy Holidays. May 2020 be filled with success, peace and a lot of soccer!! We are Sporting!
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Flรกvio Silva
A danรงa de corpo e alma
“Compete, não invejes” – provérbio árabe. A dança é um ser animal que fala, que grita, que não menciona o pouco, que balança. O mundo a sobrevir, haja o que houver – e a vida responde mais leve, menos inferno, como um deus que executa movimentos e faz suscitar. A dança liberta a alma, que rima com calma. E quem não dança, morre parado – executar o corpo é terapêutico, dos pés à cabeça, uma forma de claros sentimentos manifestos. Porque a alegria é o que não se espera além das dores, o olhar do homem sacro, da súplica de quem acostuma as luzes do firmamento – a divina consagração, a serenidade do respirar longo, a terra ambicionada. No entanto, os nós de laços vermelhos, o toque da sublevação, o legado é simples e belo, e quanto mais sobe o testamento – menos fome, menos sofrimento, menos desassossego. Que a dança seja uma lição de escrever, que as palavras não sejam cegas, surdas e sem caligrafias absurdas. Aqui. A arte de exprimir “Danças de salão” é promulgada em grandes salas – recepções, bailes, exposições, pavilhões. Com práticas técnicas e relativas às artes, como forma de entretenimento e de integração social, sempre. A dança é uma inexplicável ternura, o ópio da vida, e nunca vem sem par; sente-se acompanhada, faz das montanhas um ser plano. Por entre árvores gigantes e cidades vastas, a intensidade dos movimentos a transbordar para lá do sol, a dramaticidade de um amor inteiro. O autêntico lugar onde os dançarinos beijam a proximidade e o olhar abraça a intensidade. E se em Itália a felicidade tem nome de Stefano Di Filippo, em Portugal a aptidão natural dá pela aprovação entusiástica de Flávio Silva – como uma flecha que se multiplica pelo ar e atinge corações vários, entre a sombra e a alma, e se a vida tem penúria de existência, que seja a dançar, a curar, a melhorar o humor, a apagar qualquer dor com extremo amor. “Leva-me longe, meu suspiro fundo, além do que deseja e que começa, lá muito longe, onde o viver se esqueça das formas metafísicas do mundo.” – Fernando Pessoa, poemas escolhidos.
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Muito antes do nosso incônscio, retirem os deuses, o ano de 2002 em traços de epígrafe, a estreia impreterível – como bom presságio – de Flávio Silva nas danças de salão, pelas mãos breves e determinadas da escola de dança “Capricho Moitense”. A observância rigorosa e paralela dos estudos, o simultâneo da ação, o tempo educado e estruturado. O rudimentar dos passos, na dianteira de todos, a desenvoltura, o futuro promitente, a forma exímia de gerir os objetos mais adversos e a certeza da riqueza envolvente. O resto é agora, a morte é somente uma vírgula. Somente. O cerco onde os ciganos não subtraem às escondidas a sorte alheia, os fadistas recriam novas tristezas, novos murmúrios, novos caminhos, tabernas antigas, ruas escuras e sujas, o ano de 2003 diante de si como remédio santo, o capítulo das competições nacionais – chegam todos lá, se nasce a vontade de chegar – através do andamento certeiro da APPDSI (Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional), da extravagância arrebatada, no escalão mais baixo; um tal de “Novice C” – escalão junior. Os sonhos são olhos que tudo imaginam e alcançam.
“Aos trambolhões me inspiro, mal podendo respirar, ter-me de pé me exalto, e os meus versos são eu não poder estoirar de viver”. – Fernando Pessoa, poemas escolhidos. A dança liberta-nos para um espaço que não este, não há certo ou errado, a liberdade volúvel permite-nos à mudança, como se da última ida e vinda se tratasse, ou do último dia de vida se tratasse – o gargalhar do vento ao transpor, o cantar a meia voz das rosas, o tumulto das águas imensas. Há homens que não entendem a linguagem da dança, que penosos e silenciosos devem ser; e o ser aqui não habita. Quando as palavras não são imprescindíveis, ou chamadas à razão, linguagem nenhuma encerra responsabilidades acrescidas. Subsiste – e que bem que existe – o dicionário do sacrifício, da destreza dos sentidos, do fresco pela manhã, da compreensão, da filosofia cara, de quem realmente sabe o que quer, quando quer. Quem dança, indubitavelmente, cria histórias – textos fecundos, formas simples de contar. Vive-se. Sente-se. Pensa-se. Fala-se. Comunica-se através da dança, por mais ingénuo que seja o passo, ou o destino. O acontecer pelo país ao ritmo do “Chachachá”, do “Jive”, do “Paso-doble”, da “Rumba”, e do “Samba”. A solidez evidente, as desimpedidas demonstrações de carinho ao longo dos anos tornaram-se incontestáveis. O Flávio. Um candeeiro ou um candelabro; há poetas consistentes e há dançarinos que sabem florir, como é o caso acima. A pátria a existir, de norte a sul, em competições severas, sempre com a bandeira do amor ao peito. O trilho que tanto perturba, semelhante a um mar que sofre de encontro às coisas inabaláveis. Em 2010, por força da constância, imputa-se campeão regional no escalão “Adultos intermédios”. O sol derramado sobre as gentes, o orgulho, a consolidação, o trabalhar afincadamente, o nada mais a provar, a esplendorosa festa à janela dos triunfantes, ou à abertura semelhante com vista para o Funchal, Madeira. Uma viagem sem vendavais ou estendais partidos. A ossatura inclinada às colinas como pano de fundo, os jardins e as adegas de vinho. A silhueta semelhante à Fortaleza de São Tiago; vasta e portuguesa. Por meros ecos, da aldeia do mundo, o recordar a gelatina do Tejo e o caminhar por Salou, Espanha, pela excelência da Costa Dourada, através das praias, da diversão. O dançador de profissão que agora se encontra na FPDD (Federação Portuguesa de Dança Desportiva) no escalão “Open”, o mais competitivo de alta rivalidade. A excelência de um dançarino observa-se na entrega do corpo às pistas. A vida em harmonia. O ritmo perfeito. Um amor que sai de dentro para fora. Flávio Silva – um ser amado num país que segue além do que vê, do que sente, do que sonha. Um país inteiro dentro dos pés.
André Marques
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Estreia Estreia em Portugal - 19 de dezembro Estreia no Canadá - 19 de dezembro
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Personagens e elenco Está aí “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, o último filme da saga espacial iniciada na década de 1970. Lucasfilm e o diretor J.J. Abrams juntam forças mais uma vez para levar os espectadores a uma jornada épica em uma galáxia muito, muito distante. Além de encerrar a nova trilogia da franquia, “A Ascensão Skywalker “precisa também de colocar um ponto final na saga iniciada com “Uma Nova Esperança”. Por isso, o diretor J.J. Abrams sentou-se com George Lucas para escolher a melhor maneira de finalizar os nove filmes, mas ainda garantindo que o novo lançamento da Lucasfilm funcionasse como uma obra fechada. “Essa trilogia é sobre a nova geração que precisa lidar com toda a dívida que veio de antes. [Tanto] a sabedoria e as conquistas daqueles que tiveram grandes feitos, mas também daqueles que cometeram atrocidades”, explicou Abrams à Vanity Fair.
Sala de Cinema Os sobreviventes da Resistência enfrentam a Primeira Ordem mais uma vez, enquanto a viagem de Rey, Finn e Poe Dameron continua. Com o poder e o conhecimento de gerações por trás deles, a batalha final começa. Ficha Técnica Filme com realização de J.J. Abrams, produção de Michelle Rejwan, J.J. Abrams, Kathleen Kennedy e argumento de Chris Terrio, J.J. Abrams, que contou com a participação de Carrie Fisher, Mark Hamill, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Anthony Daniels, Naomi Ackie, Domhnall Gleeson, Richard E. Grant, Lupita Nyong’o, Keri Russell, Joonas Suotamo, Kelly Marie Tran, Ian McDiarmid, Billy Dee Williams, Richard Bremmer, Dave Chapman, Jeff Garlin e Greg Grunberg entre outros. Duração: 142 minutos Género: Ficção Científica, Aventura, Ação Origem: EUA, Reino Unido, Jordânia
Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados
Pedro M. Salvador
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A Raínha
dafesta!
Festas de Natal no horizonte. Não se deixe levar pela ansiedade e frustração na hora de fazer a escolha acertada, de forma a que guardem de si a melhor impressão. O mais importante é que siga a regra do comforto e acrescente alguma elegância; mas o ideal é que vá para esses convívios de Natal, com imensa alegria! Quer sejam sociais, profissionais ou familiares, esta é a época para usar o que habitualmente guarda no armário para um dia especial: os brilhos, as lantejoulas, os veludos, as sedas, as rendas, a bolsa de cerimónia, os sapatos de salto vertiginoso. Uma vez que nesta altura do ano nos dividimos nessas partilhas, deixo algumas inspirações, às quais acrescentei a merecida extravagância, para que se sinta a Rainha da festa!
Maria João Rafael
Consultora de Imagem
Brincos: Nicky Butler (HSN) Camisola: Doublju (Amazon) Saia de lantejoulas: Gucci (Net-a-Porter) Sapatos: Hangashi (Gilt) Bolsa: Chandra by Jimmy Choo (Farfetch) Casaco “faux fur”: Miu Miu (Farfetch)
A festa
com as amigas
Colar: Armira Singh em cristais e pérolas (Blufly) Sapatos: Pollini (Farfetch) Calças em lantejoulas e pedraria: Ganni (Moda Operandi) Anel: Mikomato (TheRealReal) Bolsa vintage: Minodiere, em ouro e cristais Anel: Lancel em bronze (Yoox) Camisola de cashemira: Jardin des Oranges (MyTheresa) Pulseira: Lanvin em pérolas (Farfetch) Amar I 89
Camiseiro Gucci em seda (MyTheresa) Sapatos em cetim: Gianvito Rossi (Net-a-Porter) Brincos de diamantes e ouro (TheRealReal) Bolsa: Isabela by Jimmy Choo (Farfetch) Saia de cetim: (River island) Casaco “faux fur”: Tupi Duek (Farfetch)
A festa
na empresa
Brincos: Chanel (Vestiari Collective) Saia assimétrica: Balmain (Net-a-Porter) Botas: Sebastian (Blufly) Camiseiro: Balossa (Farfetch) Mala: Prada (Italist) Meias com pequenas pérolas, lantejoulas e cristais: Sophia Blazer: Ralph Lauren. 90 I Amar
Saia: House of Holland, em tartan e feixos (BySymphony) Casaco: Tome (Moda Operandi) Sapatos: Jimmy Choo (Blufly) Camisola: Marni, em cashemira e algodão (MyTheresa) Brincos: Oscar La Renta em cristais rosa (Farfetch) Mala: Orchid, by Hayward (Farfetch) Gargantilha: Valentino, em cristais e resina (TheRealReal)
A festa
em família
Saia em chiffon e lantejoulas: Alice Temperley (Net-a-Porter) Camisola: “Sibele” em cashemira by The Row (MyTheresa) Sapatos: “Blue” by Betsey Johnson (Macy´s) Broncos: JC Penny Bolsa: Levierett (Bluefly) Cachecol: Zulily
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Saúde A Vida Emocional e a Medicina Chinesa:
O equilíbrio perdido E
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xiste um tipo bastante comum de paciente nos consultórios de Acupunctura e Medicina Chinesa; são pessoas que não se sentem bem, apresentam queixas e sintomas físicos e emocionais que os levam a procurar tratamentos convencionais, sem que estes apresentem resultados satisfatórios. Não apresentam os sintomas necessários para serem diagnosticados de acordo com os manuais médicos nem obtêm alívio dos seus sintomas nos tratamentos prescritos. Não são pessoas que possuem uma doença específica, mas também não podem ser consideradas saudáveis. Estes indivíduos representam um grande desafio para os profissionais de saúde de medicina convencional, pois são pacientes que se encontram num estado de “sub-saúde”. O maior risco para este tipo de pacientes é que frequentemente encontram alívio temporário dos seus sintomas na utilização de medicação alopática paliativa (antidepressivos ou analgésicos), o que desenvolve a possibilidade de que venham a desenvolver futuramente, dependência física ou psicológica(s) destas substâncias.
Saúde e Doença na Medicina Chinesa Uma das principais obras de Medicina Chinesa, Huangdi Nedijing, apresenta, no seu inicio, a seguinte pergunta feita pelo Imperador Amarelo ao sábio Qibo, seu conselheiro: “Disseram-me que os antigos chegavam a viver mais de 100 anos e que os seus corpos pareciam não envelhecer. Hoje em dia, as pessoas mal passam dos 50 anos e tornam-se fracas e movimentam-se com dificuldade. Isto acontece porque o mundo mudou ou porque as pessoas não sabem mais conservar as suas vidas?”. A resposta do Qibo, seu conselheiro ainda é válida para os dias de hoje: “Os antigos praticavam o Dao, sabiam como se adaptar às leis do Yin e do Yang e seguiam os caminhos para nutrir as suas vidas. Eles comiam moderadamente, dormiam regularmente e evitavam o trabalho excessivo, assim como os excessos na vida sexual. Desta forma, os seus corpos e espíritos floresciam. Eles viviam os anos que lhes eram concedidos pelos céus, e morriam depois dos 100 anos de idade”. Actualmente, podemos constatar que nós mudámos: os nossos hábitos e estilos de vida perderam o equilíbrio. Já não comemos nem fazemos exercício como os nossos antepassados, trabalhamos demais, andamos sempre apressados. As nossas roupas mudaram, assim como os nossos hábitos sexuais. Já não vivemos de acordo com a Natureza, com o Dao ou com as leis do Yin e do Yang. Afastamo-nos do que é natural. O conceito de “livre fluxo” de Qi e demais substâncias vitais pelo corpo é o mais importante quando pensamos no estado de Saúde e Doença na Medicina Chinesa. O Homem deve obedecer às leis do Yin e do Yang (equilíbrio) e estar em consonância com a Natureza para que estas substâncias estejam em livre fluxo pelo corpo. Quando estas condições entram em desarmonia, surgem as doenças. O sistema de defesa (Wei Qi) do organismo fica debilitado, o corpo fica vulnerável e permite a entrada de agentes patogénicos; características hereditárias negativas podem manifestar-se ou, ainda, fatores emocionais tornarem-se preponderantes, rompendo o nosso equilíbrio. Desta forma, adoecemos. Assim, na Medicina Chinesa, qualquer desarmonia começa com a perda do livre fluxo. Perante esta perda de homeostase ocorre um bloqueio, que gera um excesso em determinada parte do corpo e deficiência noutra parte. Os tratamentos destinam-se a corrigir estes bloqueios, removendo estagnações, tonificando deficiências e dispersando excessos, de forma a encontrar o equilíbrio.
A Vida Emocional e a Medicina Chinesa O aspeto emocional é uma das causas mais importantes de adoecimento na Medicina Chinesa. A teoria dos Cinco Elementos propõe uma consideração sobre a vida emocional de acordo com o modo como cada uma das emoções se relaciona com o órgão específico do corpo. A raiva relaciona-se com o Fígado, a Alegria com o Coração, a preocupação com o Baço, a Tristeza com o Pulmão e o Medo com o Rim. Uma das mais importantes escolas de Medicina Chinesa da China, a escola de Shanghai, defende que o Fígado adquire um papel bastante importante pois acaba por ser o “órgão de choque” de todas as alterações emocionais, sendo responsável por manter o livre fluxo. Qualquer estagnação ou bloqueio no Fígado acaba por atingir os outros órgãos desequilibrando todo o sistema. Outro órgão bastante importante no que respeita à vida emocional é o Coração, o qual é responsável pelo bom funcionamento do Shen (mente).
Sobre as Emoções As abordagens teóricas das emoções são muitas, indo desde a Cognitiva, que defende que as emoções dependem do conhecimento que temos acerca do estímulo que as desencadeia, até às Neurobiológicas, que associam as emoções a determinadas regiões do cérebro, em especial ao sistema límbico, estrutura cerebral exclusiva dos mamíferos. Cruzando as Teorias psicológicas modernas e o entendimento milenar da Medicina Chinesa sobre as emoções, percebemos que estas possuem o carácter de movimento,
sendo a estagnação em determinadas emoções a origem das patologias. Na verdade, o problema não são as emoções em si, mas a nossa postura perante elas. Com o passar do tempo tornamo-nos inflexíveis em relação às nossas emoções, em vez de as vivenciarmos, estabelecemos uma ideia pessoal sobre as que são “bonitas” e nobres, e as que não nos permitimos admitir que são piores e que nos podem tornar seres humanos piores. Deste modo, sem nos apercebermos, tornamo-nos inflexíveis em relação aos nossos pensamentos; não são apenas as nossas articulações, tendões e ligamentos que se tornam ressequidos e pouco maleáveis, mas também a nossa vida emocional.
Sobre a Felicidade e o Contentamento Assim e como em tudo na vida, a felicidade é relativa e depende de uma série de fatores – culturais, sociais, económicos e de sobrevivência. Na sociedade atual, caracterizada pelo capitalismo e pelo consumo, a felicidade parece estar associada a bens materiais – uma casa bonita, o computador mais moderno, a televisão de mais alta definição. Esta felicidade durará muito pouco, pois a tecnologia continuará a evoluir e haverá sempre casas melhores, computadores mais desenvolvidos e televisões maiores. O sonho humano de felicidade é irreal, pois é moldado por valores que estão em constante mutação de acordo com o desenvolvimento pessoal e com o amadurecimento psicológico de uma pessoa. Por mais que nos sintamos felizes diante de um objetivo conquistado, esta sensação não corresponde à magnitude e sentido profundo dos quais a ideia de felicidade é revestida. Passamos a vida em busca da felicidade, não entendendo no entanto que, essa busca é a nossa maior inimiga e que quanto mais buscamos a felicidade, mais nos afastamos dela. A felicidade duradoura é uma meta impossível, pois tudo na vida é impermanente. Nenhuma emoção ou sentimento é duradouro, e com a felicidade não podia ser diferente. Além disso, uma das leis do Yin e do Yang defende que tudo o que chega a um extremo se transforma no seu oposto. Assim, alcançar a felicidade genuína é começar a caminhar na direção da tristeza profunda. O ideal de felicidade duradoura é exatamente isso: um ideal, que quando interiorizado, se torna exigente demais. Não precisamos da felicidade duradoura, não precisamos de nos sentir felizes a cada momento das nossas vidas: a vida não precisa de ser perfeita para ser boa e nós não precisamos de ser perfeitos para sermos bons. Precisamos de ser nós mesmos, sonharmos os nossos sonhos e caminharmos na direção dos sonhos que desejamos transformar em realidade, sempre conscientes de que a qualquer momento os sonhos podem mudar e novas direções se nos podem apresentar. Irão surgir pedras no caminho e, diante delas, temos sempre duas escolhas a fazer: desistir de caminhar ou retirar a pedra do caminho e seguir em frente, guardando-a no bolso para um dia mais tarde fazermos uma fogueira e nos aquecermos do frio. A dor deve ser reconhecida: o sofrimento deve ser acolhido. A frustração serve como uma bússola no nosso constante desenvolvimento, orientando-nos no caminho correto a seguir e apontando as nossas fragilidades para que as possamos fortalecer e transformarmo-nos nas pessoas que realmente queremos ser. Quando aceitamos a vida como ela é, aceitamo-nos a nós próprios como somos: com as nossas qualidades e defeitos. Felicidade é o que é. Contentamento é estar contente, apesar do que nos faz tristes. A felicidade suprema não é o destino: é o caminho, é quem caminha – é o próprio ato de caminhar. Assim, querido(a) leitor(a), aceite-se tal como é, e... Sorria com saúde!
Helena Rodrigues
Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa
Pequena viagem ao grande mundo dos chás de inverno A
s flores e as folhas da Camellia Sinensis contêm um sem número de possibilidades. Porque os dias frios convidam a parar, eis cinco propostas para quem quer desfrutar do chá certo, a sós ou em boa companhia. Num bule transparente repousam flores da planta Camellia Sinensis. Pouco depois já flutuam na água quente, dando-lhe cor. Lá fora, a noite quase pede licença para chegar. E assim começa o ritual. É verdade que o relógio se aproxima das cinco, mas isso nada tem com o que se segue. Nina Gruntkowski, gerente da marca Chá Camélia, possui uma plantação biológica de chá em Fornelo, Vila do Conde. O Florchá foi a primeira de cinco sugestões, precisamente porque é nesta época que a flor da Camellia Sinensis desabrocha. O produto da época respeita o ritmo da natureza e consequentemente traz benefícios ao corpo e à mente. Uma infusão delicada com as bonitas flores desidratadas que aquece o estômago com aromas frescos, verdes e taninos delicados. E é livre de cafeína. “Devíamos consumir mais produtos de época”, defende Nina. Num segundo momento, as taças de cerâmica enchem-se com chá verde. O Mindshake Tea nasceu da fusão entre a tradição japonesa da Camellia sinensis e a Mindshake, um projeto inovador da Na’Mente para o desenvolvimento do pensamento criativo. A base é o chá verde com arroz tostado, uma mistura típica do Japão e com toque português graças ao uso de aquileia e flor de sabugueiro. É digestivo, antioxidante e pode ser bebido em grandes quantidades.
Segue-se o chá branco Yue Guang Bai, produzido na província chinesa de Yunan com as plantas centenárias de chá Qing Mao. Os rebentos maiores com cabelo branco são colhidos à mão na primavera e postos a secar ao ar livre. O palato desta bebida é familiar aos europeus e encaixa bem na época, muito por causa do clássico “tea time” que convida a acrescentar doces. Ideal para conviver e partilhar. Esse é, de resto, o verdadeiro espírito do chá. Nina alerta para a existência de “muitos chás vendidos como sendo branco, mas que não passam de chás verdes lavados para ficarem mais pálidos”. E quando estamos quase a terminar, chega um Assam da Índia. Ou, como todos o conhecem, chá preto. O único que se prepara com a água a 100 graus (os restantes requerem água menos quente). A tradição inglesa transformou-o no clássico chá das cinco. Perante esta rigidez, Nina riposta que “cada um pode e deve encontrar o seu horário para tomar chá. O importante é que a toma mexa com os cinco sentidos. Desfruta-se mais do chá quando a experiência é multidimensional”.
“Tea bags” retiram cerimonial Os “tea bags” vieram desvirtuar o papel do chá. Se por um lado generalizam a bebida, por outro retiram o cerimonial que o momento pedia. A experiência do chá convida a contrariar a agitação do dia-a-dia. O que nem sempre é fácil. Nina Gruntkowski diz que somos um povo mais de café porque ele é de toma ráp-
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ida. O chá, pelo contrário, obriga a parar. “Tudo o que tem a ver com chá tem a ver com paciência. Mas não é tempo perdido. O chá acaba sempre por nos devolver a dedicação”, assegura. E chega-se ao fim da viagem com uma sugestão única. E se existisse um casamento perfeito entre chá e o vinho do Porto? O Pipachá celebra essa união entre sabores distintos. Trata-se de um chá oolong biológico, semi-oxidado, mel e pouca cafeína, completado com aromas complexos de frutos secos e taninos. Como se chega a esta combinação? A dúvida desfaz-se rápido. As folhas de chá secas tendem a adquirir em poucas horas o sabor e o odor dos produtos com que estão em contacto. O que Nina e o marido Dirk Niepoort, produtor de vinho, fizeram foi colocá-las durante seis meses numa pipa de vinho do Porto. O resultado é surpreendente. Cheira e sabe suavemente ao néctar. Comprovadamente o chá faz bem. A sensação de bem-estar provém, como explica a nutricionista Ana Ni Ribeiro, das “propriedades medicinais” dos “compostos biologicamente ativos que compõem os chás”. Cada tipo de planta tem as suas características e benefícios, da diminuição da ansiedade à melhoria da digestão, do controlo da pressão à aceleração da queima de calorias. Tudo isto depende dos flavonoides, das catequinas, dos polifenóis, das alcaloides, das vitaminas e dos sais minerais. Substâncias que, reforça a especialista, “ajudam na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças”. Ainda que Portugal seja um dos países europeus que menos frequentemente consome chá, Ni Ribeiro acredita que o con-
sumo da categoria de chás e infusões está a aumentar. Porque “quanto mais stresse tem a população mais o chá agrada” e porque se abandona cada vez mais “a ideia de que só se bebe chá quando estamos constipados”. Embora começar no inverno, precisamente a altura das gripes, seja uma boa ideia.
De que flores e folhas vêm os chás 1. Flor de chá da Camellia Sinensis Estimula o sistema nervoso central. É antioxidante e antialérgica. 2. Chá Branco da Camellia Sinensis Aumenta o metabolismo, combate a retenção de líquidos, alivia o stresse. 3. Chá Verde da Camellia Sinensis Facilita a digestão, combate o colesterol, retarda o envelhecimento das células. 4. Chá Preto da Camellia Sinensis Assamica Estimula o cérebro, diminui o apetite e ajuda a emagrecer.
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urge em todo o lado em tempo de festas. Mas, apesar dos benefícios conhecidos, nem sempre o que parece, é. Ver para lá das embalagens de chocolate é fundamental. Aí reside o segredo da saúde. Quem gosta de chocolate sabe que não há satisfação maior do que ter um pedaço de céu a derreter na boca. O humor muda – para melhor. O cérebro encontra o fio da concentração. A ansiedade diminui. Em suma, o Mundo parece instantaneamente mais bonito. Sensações reais. Mas numa época do ano em que se torna difícil resistir-lhe, já que está em todo o lado, devemos ter cuidado para que os embrulhos bonitos do chocolate não sejam presentes envenenados para a saúde. Maria Teresa Almeida e Celestino Fonseca começaram a casa ao contrário, pela conceção das embalagens, comunicação, ambiente da loja. Defeito de profissão. Em 2008, quando pensaram o conceito da chocolataria Equador (com lojas no Porto e em Lisboa), tinham ambos profissões ligadas às artes.
LATE Mas isso não significou descuido com o resto. Pelo contrário. São dos poucos no país que controlam o processo desde a plan-
o segredo, como revela Maria Dulce Machado, nutricionista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. A especialista dá conta que, muito embora a indústria esteja mais sensível ao valor nutricional, com o aproximar da época natalícia, as promoções associadas, as cores e a tentação fazem com que o consumidor se esqueça de ter uma atitude responsável e atenta. “O marketing e a publicidade nem sempre são claros nas designações, e por vezes induzem ao erro. Acontece as pessoas comprarem chocolate preto a achar que estão a comprar chocolate negro, mas se lerem a composição dos produtos, que está sempre em ordem decrescente, percebem que podem estar a comprar algo com pouco cacau e mais açúcar e gorduras saturadas, e lá se vão os benefícios.” A legislação obriga a que os rótulos sejam bem claros. Os benefícios O cacau, prossegue a nutricionista, “é um mundo de substâncias químicas, cada uma com os seus efeitos e quase todos eles bons”. Volta-se à questão da pureza: quanto mais cacau tiver o chocolate que se come, mais benefícios sentir-se-ão. Por exemplo, ele é um poderoso aliado do coração, uma vez que melhora o fluxo do sangue devido aos potentes antioxidantes (flavonoides). Também estimula o sistema nervoso central e os músculos cardíacos porque contém teobromina, uma substância com ação semelhante à cafeína. E dá uma sensação de bem-estar porque aumenta a serotonina, conhecida como a hormona da felicidade. E estes são só alguns exemplos. Atenção: o chocolate branco não entra nestas contas. Apesar de lhe chamarem “chocolate” não é feito com cacau.
tação. “É o que nos permite saber exatamente que ingredientes têm os nossos produtos e é isso que faz deles chocolates tão saudáveis”, explica Maria Teresa.
Sendo senso comum que somos todos diferentes, com necessidades distintas, é difícil dizer a quantidade razoável de consumo diário de chocolate. Isso dependerá de muitos fatores, entre os quais as necessidades energéticas e nutricionais de cada um.
Com o aproximar das épocas festivas é praticamente impossível ver lojas como as da Equador vazias. “Existe muita compra para consumo, mas também para oferta. Toda a gente se lembra do chocolate, ainda por cima porque está frio e apetece mais.” Há produtos para todos os gostos e idades, dos bombons às trufas, passando pelas tabletes.
“É importante que as pessoas saibam os seus limites, e que enquadrem [o consumo de chocolate] na sua saúde,” adverte Maria Dulce Machado. Mas por norma, e se não houver contraindicações, nomeadamente obesidade, um quadrado de chocolate negro, com 70% de cacau, pouca gordura e açúcar, proporcionará um dia melhor.
Atenção aos rótulos O chocolate é feito a partir dos grãos de cacau. Quanto maior a percentagem de cacau, mais saudável o chocolate. E essa percentagem pode chegar aos 100. É precisamente aqui que mora
Filomena Abreu NM
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FRUTOS Muitos benefícios
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ão parte integrante da dieta mediterrânica - reconhecida em 2013, pela UNESCO, como Património Cultural Imaterial da Humanidade de Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chipre, Croácia e Marrocos. Que são saborosos ninguém duvida, mas que rendimentos podem trazer para a saúde? Nozes, amêndoas, avelãs, pistácios e cajus, entre outros, tradicionalmente chamados de frutos secos, são oleaginosos, ou seja, ricos em gordura (cerca de 80%), proteína e fibra. Mas a gordura que fornecem não é uma gordura qualquer: é insaturada, logo “boa”, estando associada a uma redução do colesterol e do risco de problemas cardíacos.
os níveis de colesterol sanguíneo, ajudar a controlar os fluidos corporais e a estabilizar a tensão arterial. “E, como apresentam poucos hidratos de carbono e praticamente nenhum açúcar, são um ótimo alimento a incluir na dieta de diabéticos”, defende. O consumo pode ser feito com as refeições principais – acrescentando alguns ao iogurte ou à salada – ou feito isoladamente, como snack, entre refeições, para fornecer alguma energia e controlar a fome. Saber comer e saber comprar
Mas os benefícios desses frutos, como explica a nutricionista clínica Lillian Barros, não se ficam por aí: “Apresentam um elevado teor em fibra alimentar, importante para a manutenção da saciedade, equilíbrio do trânsito intestinal, estabilização dos níveis de açúcar no sangue e na redução de colesterol sanguíneo. Têm vitamina E, um potente antioxidante, vitaminas do complexo B, ácido fólico e vários minerais, entre os quais selénio, zinco, ferro, cálcio, fósforo e potássio.”
Quase tudo o que é demasiado faz mal, e os frutos secos não são exceção. “Costumamos recomendar o consumo diário de uma mão cheia de frutos secos, sem casca, para dar uma ideia aproximada dos limites do consumo”, aconselha Lillian Barros. Em termos mais concretos, a dose recomendada varia consoante o tipo de fruto seco, aproximadamente “quatro metades de nozes, duas castanhas do Brasil, sete cajus, sete amêndoas, quatro nozes de macadâmia, seis avelãs, oito pinhões ou onze pistácios”.
De acordo com Lilian Barros, é essa combinação micronutricional que atua na prevenção do risco cardiovascular, ao reduzir
Não exagerar na dose diária pode ser um desafio porque os frutos secos levam-nos com facilidade a abusos. É muito fácil pegar
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SECOS Alguns limites
num saco de amêndoas, amendoins ou cajus e ficar esquecido a comê-los, ao mesmo tempo que se vê televisão ou se está a trabalhar no computador, acabando por exceder rapidamente as doses recomendadas. “Os frutos secos são hipercalóricos, pelo que o consumo excessivo pode promover o ganho de peso”, defende Bárbara de Almeida Araújo. Outro efeito do consumo excessivo pode ser uma desregulação a nível gastrointestinal. “O excesso pode provocar flatulência, diarreia e inchaço abdominal”, alerta. Com a castanha-do-pará, em particular, por ser muito rica em selénio, o cuidado para não haver excessos deve ser ainda maior, pois trata-se de um mineral muito importante para o bom funcionamento do organismo, mas em excesso poderá ser tóxico. “Apenas uma castanha-do-pará fornece 95 microgramas de selénio, o que é superior à dose diária de 55 microgramas/dia recomendada para adultos. O limite superior de ingestão de selénio são 400 microgramas/dia, o que equivale a ingerir cerca de quatro castanhas por dia: ingestão de selénio superior a esta quantidade é tóxica e os sintomas de toxicidade incluem queda de cabelo, fadiga, náuseas e diarreia”, sustenta a nutricionista.
sões com sal e açúcar adicionado podem ser mais apelativas para o paladar, mas são piores para a saúde. “Devemos optar sempre pelos frutos secos ao natural, evitando os que são fritos, têm adição de açúcar ou de sal, já que estes acabam por ter um valor calórico diferente, geralmente superior”, observa. Isso quer dizer que, ao comprar frutos secos embalados, o rótulo deve ser lido com atenção, para garantir que o produto não tem outros ingredientes adicionados. A compra avulso pode ser preferível, mas também exige alguma atenção, de acordo com a nutricionista. “Confirme sempre se têm a casca intacta e se não apresentam rachas, manchas ou buracos. E, no caso de comprar sem casca, deve certificar-se que estão totalmente separados uns dos outros”, aponta. Por fim, na altura de os guardar em casa, é preciso fazê-lo bem, para que mantenham as propriedades, alerta Lillian Barros. “Os alimentos ricos em gordura podem facilmente rançar se não forem corretamente armazenados. Por isso, devem estar em frascos bem fechados e no frigorífico.”
Sofia Teixeira
Na altura de comprar frutos secos, é melhor estar alerta: as ver-
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PREPARAÇÃO 1. Pré-aqueça o forno a 190 C. o
2. Corte os lombos de bacalhau ao meio, de forma a obter oito porções, e retire-lhes a espinha. 3. Coloque o bacalhau num tacho e regue com o azeite até ficar coberto.
E
m dezembro prepare rapidamente estes lombos de bacalhau com presunto, pimentos e azeite, uma receita fácil com ingredien-
tes típicos da cozinha portuguesa. Bom apetite! SERVE 4 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 40 MINUTOS
4. Adicione os dentes de alho descascados e esmagados, a pimenta, a folha de louro e a flor de sal. Leve a cozinhar em lume médio durante cerca de 20 minutos.
DIFICULDADE: FÁCIL
5. Entretanto, disponha num tabuleiro de forno as fatias de presunto, os minipimentos e a cebola descascada e cortada em meias-luas grossas, e leve ao forno a cozinhar por 15 minutos.
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100 g presunto de porco preto
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200 g minipimentos - merceria e legumes Távora
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4 dentes de alho- merceria e legumes Távora
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6. Sirva o bacalhau com o presunto, os pimentos e a cebola. Regue com o azeite da cozedura e polvilhe com os orégãos.
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qb pimenta em grão - Távora
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Bom apetite e um Feliz Natal!
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Dezembro Horóscopo
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mês começa influenciado pela Lua Crescente em Peixes, que chega em ótimo aspeto com Marte em Escorpião e promete dar andamento a tudo o que foi iniciado há uma semana atrás. Marte envolvido traz aumento da energia vital e da determinação em alcançarmos nossos objetivos e metas.
Inesperadamente, alguém das suas relações poderá vir a solicitar a sua colaboração para um projeto. Como neste mês se sentirá com uma maior abertura ao convívio, é natural que deseje aceitar essa proposta. Se tem uma certa tendência para o isolamento e para resolver os seus problemas a sós, fuja um pouco dos seus hábitos e aproveite esta oportunidade, que o Sol lhe oferece neste momento.
CAPRICÓRNIO
Poderá ter, ao longo deste mês, uma maior perceção extrassensorial. Também poderá dominar a sua mente alguma ansiedade e tristeza aparentemente injustificadas. A prática da meditação ou uma música suave dar-lhe-ão uma sensação de paz e tranquilidade. Apetecer-lhe-á, muito provavelmente, uma boa leitura em vez do convívio com os amigos. Dê uma especial atenção ao seu mundo interior.
SAGITÁRIO
Neste período, sentirá uma maior capacidade para recarregar as suas energias. Concentrar-se-á mais nos seus assuntos pessoais do que nos do mundo em geral. A sua personalidade estará centrada naquilo que faz e naquilo que é. Não no que lhe dita o egoísmo, mas sim de uma necessidade real de olhar para dentro de si e encontrar o que necessita para o seu progresso e a sua evolução pessoal.
ESCORPIÃO
No dia 3, Júpiter, o planeta das bênçãos e das benesses, deixará Sagitário, signo que esteve durante todo ano, e começará a caminhar através de Capricórnio, onde ficará até a penúltima semana de dezembro de 2020.
As pessoas e coisas que realmente valoriza poderão estar agora no centro das suas atenções. Dará também maior atenção ao seu dinheiro e aos seus bens em geral, podendo ter o desejo de aumentar os seus lucros. Esta é uma fase particularmente benéfica para conseguir os seus intentos na área financeira. Mas não se deixe cegar pela ganância e passar por cima dos outros para atingir os seus objetivos.
Saturno e Plutão continuarão em Capricórnio e, com a entrada de Júpiter nesse signo, as densas energias que influenciaram a vida de todos durante os últimos anos, começará a diminuir.
BALANÇA
Júpiter beneficia a todos, mas especialmente os/as nativos/ as de Capricórnio, Caranqueijo, Carneiro e Balança, que sentem o impacto dessa tensão mais fortemente desde do fim de 2017. Vénus em Capricórnio, aproxima-se de Saturno e Plutão nos primeiros 15 dias do mês e promete trazer mudanças positivas e maior seriedade aos relacionamentos. As finanças são também serão afetadas por essa influência, o que pode indicar acordos envolvendo contratos e projetos relacionados com maior estabilidade financeira. No dia 8, Mercúrio deixará Escorpião e começará sua caminhada através de Sagitário, trazendo amplitude aos pensamentos, aumento da necessidade de conhecimento, do exercício mental e intelectual, melhora na comunicação. Todos estaremos mais abertos e comunicativos. Os temas espirituais ganham força e destaque. No dia 11, a Lua entra na fase Cheia em Gémeos, recebe um tenso aspeto de Neptuno em Peixes prometendo melhorar ainda mais a comunicação, mas com alguns riscos de mal entendidos. É hora de ficar atento às promessas também, pois pode haver ilusões e enganos. No dia 20, Vénus deixa Capricórnio e começa sua caminhada através de Aquário, recebe imediatamente um tenso aspeto de Urano em Touro e movimenta intensamente a vida social de todos. Todos estaremos mais abertos e comunicativos, além de altamente energéticos e dinâmicos. O período pode envolver rompimento de relacionamentos, portanto, todo cuidado é pouco caso queira preservar o seu. Nos primeiros minutos do dia 21, o Sol deixa Sagitário e começa sua caminhada através de Capricórnio e une-se a Júpiter no mesmo signo, e promete trazer boas novidades a todos - especialmente voltadas para a vida material e financeira. Tudo o que envolve estruturas, casamento, carreira e saúde são beneficiados por esse encontro. Um novo ciclo começa, com quatro planetas em Capricórnio, Sol, Júpiter, Saturno e Plutão. No dia 26, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase Nova nos primeiros graus de Capricórnio, também se une a Júpiter, e recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro, marcando um período de mudanças positivas e agradáveis na vida de todos. As questões de trabalho, de dinheiro e de família, ganham ainda mais força nesse período que dura aproximadamente três semanas. No dia 29, é a vez de Mercúrio começar a caminhar através de Capricórnio. Agora são cinco planetas movimentando as energias desse signo. Assim que entra no signo, une-se ao Sol e a Júpiter, e recebe um ótimo aspeto de Urano prometendo uma melhora na comunicação, possibilidade de bons acordos e negociações, que devem ser realizados nesse período. Estaremos todos mais realistas e com os pés bem firmes ao chão.
Neste momento o discernimento, a clareza de ideias e a comunicação em geral estão favorecidas. Qualquer situação que lhe parecia menos clara poderá agora ser visionada sobre um ângulo mais realista e palpável. Terá uma maior capacidade para expor as suas ideias, que serão mais bem aceites, identificadas e seguidas por terceiros.
VIRGEM
Poderá sentir nesta altura que a sua atenção está mais voltada para a sua vida pessoal, íntima e familiar. Aproveite este período para fazer uma autoanálise (ou mesmo psicanálise) e para descansar mais. É uma boa altura para afastar fantasmas do passado que o perturbam. Verá que se vai sentir bem mais aliviado.
LEÃO
Ao longo deste mês, é provável que não sinta vontade de fazer coisas pequenas, nem de ficar só, vítima do ritmo e das reduzidas dimensões do seu dia a dia. A sua capacidade de desejo está muito próxima do seu gosto espetacular. Neste período você está, com bastante realismo, a tomar consciência do seu verdadeiro ego, das suas fraquezas e, principalmente, das suas forças.
CARANGUEJO
O seu poder de discernimento lógico e racional encontra-se muito aguçado. Examine o modo como resolve as situações e assuma as suas responsabilidades quotidianas. Esta é uma fase de trabalho e de serviço prestado aos outros, cujos benefícios só serão rentabilizados numa altura posterior da sua vida. Para melhorar o seu bem-estar físico faça exercício e corte com o que lhe pode prejudicar a saúde.
GÉMEOS
A união faz a força, é bem verdade. Não se isole, não se feche no seu pequeno mundo. Dê mais atenção às opiniões dos outros, integre-se e participe mais ativamente com eles. A sua relação a dois está, neste período, valorizada. Aproveite esta ocasião para examinar bem essa relação e tente descobrir se poderá acrescentar algo que a venha beneficiar mais. Dê ouvidos ao seu coração.
TOURO
Este é um tempo de transformação, em que alguma coisa termina, provocando em si mudanças significativas, sobretudo do ponto de vista psicológico. Essas alterações poderão ser apenas vividas no seu interior ou provocadas por fatores externos. Qualquer que seja o caso, lembre-se sempre que depois da tempestade vem a bonança. Nada receie, a sua coragem e força interior são suas aliadas.
CARNEIRO
Ficar em casa nesta altura, só se for para ler e estudar. Mas se isso não lhe sossegar o espírito, largue a rotina e parta à aventura. Este período também aconselha um aprofundamento intelectual, sobretudo dirigido a uma expansão de conhecimento não só de si como de tudo o que está à sua volta.
PEIXES
Nesta altura pode ter um convite para liderar um projeto ou uma situação que lhe dará mais poder. Não se esqueça, porém, de que quanto maior é a nau, maior é a tormenta, e com o poder, vêm as responsabilidades. Antes de o aceitar, analise as suas reais capacidades. Se não está à altura, corre o risco de poder vir a comprometer o seu futuro. Não receie esperar por uma melhor oportunidade, ela poderá surgir.
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CONGRATULATIONS CONGRATULATIONS liuna local local506 506 DESEJAMOS A TODOSliuna OS MEMBROS,
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FAMILIARES, AMIGOS E À COMUNIDADE PORTUGUESA congratulations congratulationsto tothethemembers, members, retirees, retirees, executive executiveboard, board,staff staffand andand andfamilies families ofofliuna liunalocal local506506ononthetheoccasion occasionofoftheir their100th 100thanniversary anniversary
UM FELIZ NATAL & PRÓSPERO ANO NOVO Jack Jack Oliveira Oliveira Business Business Manager Manager
Luigi Luigi Carrozzi Carrozzi Secretary-Treasurer Secretary-Treasurer
Joseph Joseph S. Mancinelli S. Mancinelli President President
Carmen Carmen Principato Principato Vice Vice President President Mike Mike Maitland Maitland Jack Oliveira Executive Executive Board Board Member Member Business Manager
Robert Robert Petroni Petroni Recording Recording Secretary Secretary
Secretary-Treasurer
Carmen Principato Vice President
Joseph S. Mancinelli Luigi Carrozzi President Robert Petroni Jim MacKinnon Recording Secretary Executive Board Member
Brandon Brandon MacKinnon MacKinnon Executive Executive Board Board Member Member
Mike Maitland Executive Board Member
LiUNA LiUNA Ontario Ontario Provincial Provincial District District Council Council 1315 1315 North North Service Service Road Road E., E., Suite Suite 701701 Oakville, Oakville, ONON L6HL6H 1A71A7 Tel:Tel: (289) (289) 291-3678 291-3678 Fax: Fax: (289) (289) 291-1120 291-1120 LiUNA Ontario Provincial District Council www.liunaopdc.ca www.liunaopdc.ca 1315 North Service Road E., Suite 701 Oakville, ON L6H 1A7 Tel: (289) 291-3678 Fax: (289) 291-1120 www.liunaopdc.ca Local Local 183183 Toronto Toronto 1263 1263 Wilson Wilson Ave., Ave., Ste.Ste. 200200 Toronto, Toronto, ONON M3M M3M 3G33G3 Local 183(416) Toronto Tel:Tel: (416) 241-1183 241-1183 Fax:Fax: (416) (416) 241-9845 241-9845 1263 WilsonManager: Ave., Ste. 200 Business Business Manager: Jack Jack Oliveira Oliveira Toronto, ON M3M 3G3 Local Local 493 493 Tel: (416) 241-1183 Fax: (416) 241-9845 584584 Clinton Clinton Ave.Ave.Jack Oliveira Business Manager: Sudbury, Sudbury, ONON P3BP3B 2T22T2 Local 493(705) Tel:Tel: (705) 674-2515 674-2515 Fax:Fax: (705) (705) 674-6728 674-6728 584 Clinton Ave. Business Business Manager: Manager: Mike Mike Ryan Ryan Sudbury, ON P3B 2T2 Local Local 607 607 Tel: (705) 674-2515 Fax: (705) 674-6728 730730 Balmoral Balmoral St. St.Mike Ryan Business Manager: Thunder Thunder Bay, Bay, ONON P7CP7C 5V35V3 Local 607(807) Tel:Tel: (807) 622622 - 0607 - 0607 Fax:Fax: (807) (807) 622-0454 622-0454 730 Balmoral St.Manager: Business Business Manager: Terry Terry Varga Varga Thunder Bay, ON P7C 5V3 Local Local 1036 1036 Tel: (807) 622 - 0607 Fax: (807) 622-0454 395395 Korah Korah Road RoadTerry Varga Business Manager: Sault Sault Ste.Ste. Marie, Marie, ONON P6CP6C 4H54H5 Local 1036 Tel:Tel: (705) (705) 942-1036 942-1036 Fax:Fax: (705) (705) 942-1015 942-1015 395 Korah Road Business Business Manager: Manager: Wayne Wayne Scott Scott Sault Ste. Marie, ON P6C 4H5 Tel: (705) 942-1036 Fax: (705) 942-1015 Business Manager: Wayne Scott
Local Local 183183 East East Local Local 183183 Kingston Kingston 560560 Dodge Dodge St. St. 145145 Dalton Dalton Ave., Ave., UnitUnit 1 1 Cobourg, Cobourg, ONON K9AK9A 4K54K5 Kingston, Kingston, ONON K7KK7K 6C26C2 Local 183 East 183 Kingston Tel:Tel: (905) (905) 372372 - 1183 - 1183 Fax:Fax: (905) (905) 372-7488 372-7488 Local Tel:Tel: (613) (613) 542542 - 5950 - 5950 Fax:Fax: (613) (613) 542-2781 542-2781 560 Dodge St. 145Business Dalton Ave., Unit 1 Jack Business Business Manager: Manager: Jack Jack Oliveira Oliveira Business Manager: Manager: Jack Oliveira Oliveira Cobourg, ON K9A 4K5 Kingston, ON K7K 6C2 Local 506 Local 527527 Tel:Local (905) 372506 - 1183 Fax: (905) 372-7488 Tel:Local (613) 542 - 5950 Fax: (613) 542-2781 3750 3750 Chesswood Chesswood Dr. Dr.Oliveira 6 Corvus 6 Corvus Court CourtJack Oliveira Business Manager: Jack Business Manager: Toronto, Toronto, ONON M3JM3J 2W6 2W6 Ottawa, Ottawa, ONON K2EK2E 7Z47Z4 Local 506 527 Tel:Tel: (416) (416) 638638 - 0506 - 0506 Fax:Fax: (416) (416) 638-1334 638-1334 Local Tel:Tel: (613) (613) 521521 - 6565 - 6565 Fax:Fax: (613) (613) 521-6580 521-6580 3750 Chesswood Dr. Carmen Court Business Business Manager: Manager: Carmen Principato Principato 6 Corvus Business Business Manager: Manager: Luigi Luigi Carrozzi Carrozzi Toronto, ON M3J 2W6 Ottawa, ON K2E 7Z4 Local 625 Local 837837 Tel:Local (416) 638625 - 0506 Fax: (416) 638-1334 Tel:Local (613) 521 - 6565 Fax: (613) 521-6580 2155 2155 Fasan Fasan Dr. Dr.Carmen Principato 44 Hughson 44 Hughson St. St. S.Luigi S. Carrozzi Business Manager: Business Manager: Oldcastle, Oldcastle, ONON N0RN0R 1L01L0 Hamilton, Hamilton, ONON L8NL8N 2A72A7 Local 625 837 Tel:Tel: (519) (519) 737-0373 737-0373 Fax:Fax: (519) (519) 737-0380 737-0380 Local Tel:Tel: (905) (905) 529529 - 1116 - 1116 Fax:Fax: (905) (905) 529-2723 529-2723 2155 Fasan Dr. 44 Business Hughson St. S. Business Business Manager: Manager: Robert Robert Petroni Petroni Business Manager: Manager: Manuel Manuel Bastos Bastos Oldcastle, ON N0R 1L0 Hamilton, ON L8N 2A7 Local 1059 1059 Fax: (519) 737-0380 Local 1089 1089 Tel:Local (519) 737-0373 Tel:Local (905) 529 - 1116 Fax: (905) 529-2723 56 Firestone 56 Firestone Blvd. Blvd. 1255 1255 Confederation Confederation St. St.Bastos Business Manager: Robert Petroni Business Manager: Manuel London, London, ONON N5W N5W 5L45L4 Sarnia, Sarnia, ONON N7SN7S 4M74M7 Local 1059 1089 Tel:Tel: (519) (519) 455455 - 8083 - 8083 Fax:Fax: (519) (519) 455-0712 455-0712 Local Tel:Tel: (519) (519) 332332 - 1089 - 1089 Fax:Fax: (519) (519) 332-6378 332-6378 56Business Firestone Blvd. Confederation St. Mike Business Manager: Manager: Brandon Brandon MacKinnon MacKinnon1255 Business Business Manager: Manager: Mike Maitland Maitland London, ON N5W 5L4 Sarnia, ON N7S 4M7 Tel: (519) 455 - 8083 Fax: (519) 455-0712 Tel: (519) 332 - 1089 Fax: (519) 332-6378 Business Manager: Jim MacKinnon Business Manager: Mike Maitland
A Direção Executiva da Local 183, todos representantes e funcionários saúdam a grande família sindical, agradecendo a comunhão de sentimentos e fraternidade desejando aos sócios, suas famílias, e à comunidade em geral um
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