EDIÇÃO 46• ANO 4 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM
Carmen Principato
&
NOVEMBRO2019
Tony Do Vale
Ficha Técnica Direção
Carmo Monteiro Manuel DaCosta
Edição Gráfica Carlos Monteiro
Marketing
Carmo Monteiro MDC Media Group
Fotografia Carmo Monteiro Carlos Monteiro
Fotografia - Capa Artur Do Vale
Colaboradores
Armando Correa de Siqueira Neto Carlos Cruchinho David Gonçalves José Carreira Helena Rodrigues Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador Raquel Couto
Participação Especial Bordalo II Leila Do Couto Sónia Falcão da Fonseca
Agradecimentos
Arsenal do Minho de Toronto Associação Migrante de Barcelos LiUNA LiUNA Local 183 LiUNA Local 183 Magellan Community Care Sara Dias Portuguese Cultural centre of Mississauga Senso Group Távora Foods
Contacto
www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar
416.806.7616
Conteúdos
Novembro 2019
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Silêncio Ouviu-se cantar o fado O Portuguese Cultural Centre of Mississauga realizou mais uma gala anual de homenagem à dica do fado, Amália Rodrigues.
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LiUNA Local 183
atribui 72 bolsas de estudo Esta é uma iniciativa anual que temn como objetivo apoiar e incentivar os estudantes no seu percurso universitário.
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página 4
AM Barcelos
celebra 21º aniversário
O clube Barcelense celebrou está de parabéns e a Revista Amar marcou presença na festa de celebração do seu aniversário.
32 Magellan Community Care
página 26 página 38
è, certamente, o projeto mais ambicioso da comunidade luso-canadiano, no que respeita ao cuidado de idosos. Fique a conhecer os detalhes deste centro comunitário.
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Carmen Principato & Tony Do Vale
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No mês em que celebra 100 de existência, a Revista Amar esteve à conversa com duas das caras mais importantes do sindicato LiUNA Local 506.
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Bordalo II
Fique a conhecer o artista portuguê,s que transforma lixo em arte reconhecida internacionalmente.
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70 Outono Canadiano
virou moda!
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Candidíase
Helena Rodrigues fala-nos sobre a abordagem da medicina tradicional chinesa a esta doença.
82 Enuresis noturna Isabel Rebelo fala-nos sobre esta doença que afeta as crianças
página 86 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.
ARSENAL Arsenal do Minho de Toronto A
festa começou com uma receção e Porto de Honra. As boas-vindas foram dadas pelo CEO do Arsenal do Minho of Toronto Community Centre, Joel Bastos, que lembrou a importância deste aniversário - “33 anos de divulgação da língua de Camões, da cultura e dos costumes portugueses em Toronto. O Arsenal do Minho, nestes 33 anos de existência, chorou, riu, aprendeu, mas acima de tudo cresceu. O nosso clube seguiu o caminho da modernização e tentou sempre adaptar-se e contornar os obstáculos que lhe foram aparecendo ao longo dos anos. A palavra família reflete o clube, onde há altos e baixos, mexericos e confrontos, mas onde existe uma união inigualável assente na amizade, força e transparência. É bom entrar neste clube e chamar certas pessoas de avó ou avô, mano ou mana e que estas palavras mesmo fora do clube têm o mesmo valor. A força transmitida pelos membros faz com que a direção queira fazer mais e melhor em todas festividades organizadas.”
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Joel Bastos passou a palavra à diretora da Juventude da associação, Vanessa Veloso, evidenciando a importância da juventude neste clube que promove a cultura minhota deste lado do Atlântico. Vanessa começou por sublinhar que se orgulha de fazer parte de tudo o que o Arsenal do Minho representa – “as organizações, festas, ensaios…”. A diretora da Juventude do Arsenal do Minho realçou ainda que “todos juntos temos uma força incrível para que o clube continue com as portas abertas por muitos mais anos. Não me canso de dizer que só com os mais jovens e a experiência dos mais velhos é que as coisas vão ao sítio”. Vanessa lembrou ainda que é preciso vontade para trabalhar, mas que “as portas do clube estão e estarão sempre abertas para todos”. Presente na ocasião, como convidada especial, Ana Bailão começou por dizer que “Começa a ser difícil a gente vir a estas coisas e não nos repetirmos. É que são tantas festas, felizmente, temos tantos clubes… mas eu gosto de vir aqui ao Arsenal
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celebra 33 anos de vida porque acho que o Arsenal tem conseguido uma coisa muito boa, e calhou bem hoje falar a seguir à diretora da Juventude que conseguiu conciliar os jovens com aqueles que, praticamente, começaram este clube de uma forma muito boa. Nós vimos aqui e vemos uma casa com jovens a serem dirigentes envolvidos seja no rancho ou até mesmo na direção… e isso é muito bom, porque isso quer dizer que o clube vai estar vivo por muito mais anos. Estamos a celebrar hoje os 33 anos de existência deste clube, mas a possibilidade de celebrar mais 33 anos é muito grande. E, portanto, a todos vocês que estão aqui que fazem parte desta organização, voluntários, dirigentes mais antigos, dirigentes mais novos, os meus parabéns e espero poder vir aqui muitas mais vezes e felicitar-vos pelo bom trabalho que estão a fazer”. Também Rui Gomes, Cônsul Geral de Portugal em Toronto, fez questão de marcar presença nessa noite e teve oportunidade de se dirigir aos presentes afirmando que “gostava de dar os
parabéns a todos os membros do Arsenal do Minho, à direção e sócios por manterem vivo o associativismo e desenvolverem tantas atividades que permitem que os portuguese continuem, ao longo do ano, a terem motivos para se reunir, encontrar através dos eventos que todos organizam. Eu sei que é algo que custa, porque hoje todos nós temos menos tempo, os afazeres diários e obrigações profissionais que cada um tem deixam cada vez menos tempo para estas atividades e, portanto, gostaria muito de agradecer também a todos pelo esforço, não só aos dirigentes, mas a todos os sócios, a todos voluntários o magnífico trabalho que fazem e por continuarem a manter vivas as tradições de Portugal. Parabéns a todos pelo 33º aniversário”. Depois de se cumprir um minuto de silêncio em memória de todos os sócios e amigos do clube já falecidos, cantaram-se os parabéns, brindou-se com Vinho do Porto e o bolo, em forma de coração de Viana, foi saboreado. Amar I 5
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Silêncio
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Centro Cultural Português de Mississauga, realizou no dia 5 de outubro mais uma magnífica Gala de Fado, em homenagem à icónica Amália Rodrigues, que este ano, coincidiu com o 20º aniversário da sua morte. Tony de Sousa, visivelmente emocionado, e falou da satisfação que sentia, por um lado ao ver que a sala se encheu de novo, para mais uma Gala de Fado e, por outro por perceber que cada vez mais pessoas querem participar e colaborar cedendo ao Clube, temporária ou definitivamente, algum espólio relacionado com a Rainha do Fado. O presidente do Clube explicou também à Revista Amar as razões que levaram o PCCM a convidar as fadistas Cathy Pimentel, de Montreal e Filipa Cardoso, de Portugal - “vamos ter hoje duas vozes lindas. Uma “nossa” daqui e outra “nossa” de lá. A Cathy já é a segunda vez que vem cá. Quando veio cá a primeira vez gostei bastante da maneira como ela cantou e da
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voz dela e a Filipa também já cá esteve num evento. Ela tem uma voz que arrepia. Ela não é muito alta, mas tem uma voz bastante alta (risos). Hoje ela vai cantar algumas canções da Amália e outras dela própria. Portanto, acho que vai ser uma noite em cheio. É um prazer e um orgulho que nós sentimos por fazermos este evento.” Quem teve a oportunidade de se deslocar nessa noite de festa ao Centro Cultural Português de Mississauga pode apreciar, logo no hall de entrada do clube, para além do lindo vestido, que agora é propriedade do PCCM e que era da própria Amália, alguns quadros que evocam a diva do fado, como por exemplo um que saiu das mãos de Maria Almeida - um trabalho de pormenor, todo feito em ponto cruz. A sala estava cheia e ansiosa para receber a fadista Cathy Pimentel de Montreal, acompanhada por Valdemar Mejdoubi
Ouviu-se cantar o fado em Mississauga
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na viola de fado, Pedro Joel no contrabaixo e Nilton Rebelo na guitarra portuguesa. Antes porém, tivemos ocasião de falar com a fadista que confessou estar muito feliz e honrada e prometeu “dar o melhor de mim mesma, fazer um lindo espetáculo para as pessoas que vieram até aqui e também agradar ao Tony que me convidou para estar aqui esta noite.” Cathy recordou ainda que desde pequenina sempre sentiu o fado na sua vida, através da sua tia e até da mãe, mas “eu comecei a cantar com 33 anos, é preciso ter experiência de vida para cantar o fado com emoções.” O concerto começou e fez-se silêncio para se ouvir cantar o fado. Com uma apresentação quase poética de Henrique Conde, Cathy Pimentel subiu ao palco e mais tarde foi a vez de Filipa Cardoso conquistar a sala com a sua voz poderosa, acompanhada por Guilherme Banza na guitarra portuguesa, Bernardo Viana, na viola de fado e Frederico Gato, no baixo.
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A realização da Gala de Fado do Portuguese Cultural Centre of Mississauga, para além de todo o trabalho que envolve a direção e os membros do clube que se voluntariam para a tornar uma realidade, conta com o apoio de várias entidades e empresas. É o caso da MDC Media Group, Camões Radio e Camões TV, cujo presidente, Manuel DaCosta, explicou à nossa reportagem por que razão apoia esta iniciativa - “em primeiro lugar, é porque eu gosto muito de fado. Principalmente da Amália Rodrigues que foi uma pessoa que realmente elevou a nossa cultura e o nosso Portugal ao Mundo inteiro. Uma pessoa tem que se associar a um património que nos enche de orgulho. Em segundo lugar, temos um Clube de Mississauga que todos os anos promove este evento para nos trazer o que temos de melhor nesta área do fado e eu acho que vale a pena suportarmos eventos como este.” E assim se passou mais uma noite em grande e bem à portuguesa. Para o ano haverá mais. Amar I 9
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O requinte da boa cozinha portuguesa aqui bem perto de si em Toronto
O Moliceiro deseja à Revista Amar e seus leitores um Feliz 4º Aniversário! Amar I 13
Senso Group juntatrabalhadores,clientesefornecedores N
o passado dia 5 de outubro, em jeito de celebração do final de verão, o Senso Group organizou um churrasco com o objetivo de juntar trabalhadores, clientes e fornecedores. Enquanto a carne ganhava cor nos grelhadores, a diretora do Senso Group, Cynthia Prazeres-Mare, explicou ao Milénio Stadium que “este género de evento serve para juntar fornecedores e mostrar materiais novos e as ferramentas que podem ajudar os nossos clientes nos trabalhos de construção”.
Botelho, empresário na indústria da construção civil referiu que “estes eventos são sempre bons porque há sempre produtos e materiais em promoção e, também, pelo convívio entre os empregados e clientes do Senso Group e os fornecedores do ramo”.
Além da boa comida à moda portuguesa, este género de eventos são também uma forma de promover o contacto entre empresas de ramos diversos. “Temos aqui pessoas de empresas diferentes e é muito útil para eles poderem trocar experiências e saber que há outras empresas de ramos diferentes que podem ajudar quando for preciso”.
Alguns dos principais fornecedores de máquinas da construção marcaram também presença no churrasco de final de verão, como foi o caso de Walter Pellegrini, diretor comercial da Bosch na área de Toronto. “Quando estamos juntos num evento deste género, onde as empresas de contrução se juntam e vêm ver os nossos produtos, ajuda a destacar os pontos fortes dos mesmos e percebemos de que forma os podemos ajudar em termos de produtividade e a obter melhor rentabilidade financeira. Acho crucial que se realizem este tipo de atividades”, afirmou.
Para além do convívio e agradável almoço, os convidados deste BBQ promovido pelo Senso Group aproveitaram para estabelecer contactos que podem vir a ser úteis em negócios futuros. Joe
A Revista Amar felicita o Senso Group pela visão e iniciativa, e ficamos a aguardar pelo próximo BBQ que será na altura da primavera.
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LiUNA local 183
atribui 72 bolsas de estudo A
Local 183 atribuiu, no dia 11 de outubro, 72 bolsas de estudo. Esta é uma iniciativa já bem conhecida que tem como objetivo apoiar os estudantes no seu percurso universitário. Desde 2006 até aos dias de hoje já foram distribuídos mais de $4,5 milhões de dólares - um facto que, sem surpresa, deixa Joseph Mancinelli, vice-presidente da LiUNA, muito satisfeito. Quando questionado sobre o número de bolsas atribuídas, setenta e duas, Joseph Mancinelli acha que é “fantástico! É incrível, parece que aumenta todos os anos, ficando maior e com mais estudantes a ter a oportunidade de receber uma bol18 I Amar
sa de estudo”. A atribuição destas bolsas de estudo tem ainda mais valor tendo em conta o constante aumento dos encargos com a educação, conforme assumiu Joseph Mancinelli à Revista Amar. Cada bolsa de estudo tem o valor de 10 mil dólares, repartidos por 4 anos, e Jack Oliveira, Business Manager da Local 183, não escondeu que nada disto seria possível caso não tivessem o apoio dos seus sócios e que “sem o trabalho deles, nós não poderíamos fazer estes eventos. O crescimento que este sindicato tem, que está sempre a abrir portas para poder servir melhor os
FOTOGRAFIA © EDDIE CARDOSO sócios é que facilita mais bolsas de estudo, como as que estamos a dar esta noite e nos anos anteriores. Quanto mais crescimento este sindicato tiver mais bolsas de estudo vamos poder dar aos filhos dos nossos membros.” Também presente na gala de atribuição das bolsas esteve Ana Bailão, vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto que, em declarações à imprensa presente no local, confessou que é realmente importante não nos esquecermos do nosso passado e das nossas raízes. “Eu acho que nós nunca nos devemos esquecer de onde vimos, como Jack Oliveira disse na locução que fez e eu também sou uma pessoa que acredita nisso, e portanto acho sempre importante vir aqui homenagear, relembrar, agradecer este executivo e os membros deste grande sindicato que acabam por dar momentos como este e ajudas como estas bolsas de estudo como estas aos jovens e às suas famílias dos seus membros. Eu estou aqui com um sentimento de gratitude, com um sentimento de orgulho também, porque ver as nossas famílias da nossa comunidade a contribuírem tanto para um sindicato que tem esta visão e empenho em ajudar não só os membros tra-
balhadores, mas também as suas famílias e no futuro. Já está a criar elos de ligação e ajudar também os filhos desses membros.” Luís Pinto, a estudar Música na Humber College, foi um dos estudantes que recebeu uma bolsa de estudo e não tem dúvidas que a bolsa de estudo alivia o encargo financeiro e que será mais fácil em se só focar nos estudos. Também Noah Cabral, que frequenta o primeiro ano de Engenharia na Queens University se mostrou bastante orgulhoso e feliz por ter conseguido obter esta bolsa de estudo e diz-se “grato por ter recebido a bolsa”, do qual soube através dos seus pais. Victoria Freitas também ficou a saber destas bolsas de estudo através da sua mãe e não hesitou em concorrer. A frequentar o primeiro ano de Psicologia e Drama deseja conciliar ambas para que possa no futuro “deixar um marco positivo no mundo”. E é exatamente isso que a Local 183 faz com esta iniciativa - ajudar as pessoas que querem e lutam por um futuro melhor. Parabéns à organização e a todos os bolseiros! Amar I 19
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21º ANIVERSÁRIO
Associação Migrante de Barcelos F O T O G R A F I A
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21º Aniversário da Associação Migrante de Barcelos foi celebrado, com “casa” cheia, no dia 12 de outubro, no salão da Local 183, Toronto. Desde do dia em que fundada, por um pequeno grupo de amigos barcelences, a 20 de outubro de 1998, esta coletividade tem promovido e divulgado a cultura e tradições do Baixo Minho na Grande Área de Toronto (GTA). Coube a Brigida Madureira o papel de MC, que depois dos habituais agradecimentos, salientou a presença de Ana Bailão, vereadora e vice-presidente da câmara Municipal de Toronto; Patrick Sousa, representante da câmara Municipal de Barcelos; Joel Bastos, CEO do Arsenal do Minho e Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras – seguido dos hinos de Portugal e Canadá interpretados por Júlia Leal. Logo de seguida, foi o momento dos discursos e troca de singelas lembranças. É importante salientar que Ana Bailão durante o seu discurso revelou que a câmara Municipal de Toronto recebeu um mega Galo de Barcelos ainda em branco para que os artistas locais vencedores de um concurso público, o possam
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decorar baseado nas suas interpretações. Depois de decorado, o Galo poderá ser admirado num jardim na área das ruas Dundas e Lakeview. Ana Bailão também manifestou a vontade de ver a inauguração aquando da Dundas Fest e Dia de Portugal do próximo ano. O Rancho Folclórico, prata da casa, que comemora este ano o seu 19º aniversário, presenteou os convivas com as atuações dos seus grupos infantil e adulto. Durante a atuação houve uma pequena intermitência para se cantar os parabéns à Associação Migrante de Barcelos. Este ano a direção desta associação homenageou Maria Vieira, sócia-fundadora e vitalícia do Barcelos, assim como Bernardino Ferreira, sócio-vitalício, e os voluntários Carlos Carvalho, Lucy de Oliveira, Marta Fernandes e Melanie Vieira pelo trabalho e devoção demonstrados ao longo do ano. Festa que é festa, acaba com boa música e muita alegria. Para animar os presentes, subiram ao palco Júlia Leal e seu filho, Lídia Sousa e, para arrematar, o baile ficou ao encargo da banda Duo Raça Latina e Vitor Martins.
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Rancho Folclórico do PCCM festejou o 32º Aniversário O
32º Aniversário do Rancho Folclórico do PCCM, foi comemorado no passado dia 19 de outubro na sede do clube. Foram perto de 500 pessoas que não quiseram perder a comemoração de mais um aniversário deste rancho folclórico que já tem nome para lá da fronteira canadiana e prova disso é o rancho ter chegado, há pouco menos de um mês, de uma atuação em Nova Jérsia, nos EUA, como referiu orgulhosamente o presidente do PCCM, Tony de Sousa. A noite começou com os habituais discursos, seguindo-se de um brinde ao “aniversariante” com champanhe. Após o jantar, a banda Mexe Mexe subiu ao palco e deu início à primeira parte do baile, com Henrik Cipriano a animar os presentes com as suas canções e boa disposição a que todos já estão habituados. Cerca de 45 minutos depois, deu-se um interregno para que o Rancho Folclórico do PCCM pudesse finalmente apresentar o seu reportório. A alegria com que os elementos deste rancho dançaram contagiou a sala e em troca os convidados aceitaram o desafio participando numa das modas e presentearam o rancho, na “saída”, com uma ovação. Logo de seguida fez-se o sorteio que era constituído por um certificado no valor de $ 100.00; uma bicicleta, uma televisão LED e uma viagem para Portugal, patrocinada pela AirTransat. A festa continuou com a banda Mexe Mexe a iniciar a 2ª parte do baile que foi pela noite dentro.
O Rancho Folclórico do PCCM, atualmente é constituído com cerca de 70 elementos, sendo a maioria jovens e representa todas as regiões de Portugal Continental, Açores e Madeira, como se pode constatar nos trajes que envergam e no reportório que apresentam nas danças. Andrew Câmara e Nancy Vieira têm a seu cargo a escolha dos temas e da coreografia, respetivamente. Angie Câmara, diretora do Rancho Folclórico do PCCM falou ao Milénio Stadium um pouco do percurso deste rancho desde que fioi formado. “O rancho foi fundado em 1987, na Dixie e Dundas – a primeira localização do clube. Em 2001, quando nos mudámos para aqui, houve uma reorganização do rancho com o objetivo de cantar e dançar temas do Norte ao Sul, dos Açores e da Madeira e atingimos o objetivo.”. Quanto à forte adesão da juventude neste rancho, Angie Câmara disse que “os nossos jovens gostam de promover as nossas raízes, a nossa cultura e nós aqui somos uma família... talvez seja esse o segredo!”. Nos 32 anos de existência nunca houve problemas em encontrar quem quisesse dançar, contudo “a maior dificuldade é encontrar tocadores” pois “quanto maior for o número de tocadores, mais lindo fica e a música ao vivo é um componente muito importante do rancho.”, confidenciou Angie Câmara. A Revista Amar felicita o Rancho Folclórico do PCC of Mississauga pelo 32º aniversário e por promover e divulgar desta forma a cultura e tradições regionais de Portugal.
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MAGELLAN COMMUNITY CARE
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o dia 9 de outubro, deu-se a apresentação oficial do projeto mais ambicionado da comunidade luso-canadiana da Grande Área de Toronto, o Magellan Community Care.
2022 é o ano em que está prevista a sua inauguração na 640 da Lansdowne Avenue, que simultaneamente será o ano em que se comemorará os 500 anos da primeira viagem marítima por Fernão de Magalhães, um dos maiores navegadores portugueses e que dá nome a este centro comunitário. Este centro será um dos marcos mais importantes na história da comunidade luso-canadiana na GTA. O Conselho de Administração do Magellan Community Care é constituído pelos Manuel DaCosta, Jack Prazeres, John Peter Ferreira (membros-fundadores), Irene Faria, Charles Sousa, Ulysses Pratas e Elisabeth Mendes. A Magellan Community Charities é uma associação sem fins lucrativos ao contrário do que alguns possam pensar, todos os membros do Conselho de Administração são volun32 I Amar
tários. Sara Dias, Diretora Executiva e Richard Ramos, Project Manager são os únicos que ocupam funções a tempo inteiro. O Magellan Community Care será um centro de apoio à terceira idade que há muito era ambicionado, esperado e que fazia falta à comunidade luso-canadiana, como Charles Sousa nos falou que “há vários anos atrás muitos tentaram fazer alguma coisa que honrasse os mais velhos e lhes desse o cuidado e carinho que eles merecem. Por várias razões, nunca foi possível.” John Peter Ferreira não tem dúvidas de que “o peso político que a comunidade tinha há cerca de um ano e meio atrás foi determinante para se chegar ao ponto em que estamos hoje. Por um lado, com Charles Sousa na época Ministro das Finanças e por outro, com Ana Bailão, a ainda hoje vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto. É bom que se sublinhe que sem eles, nada do que hoje estamos a apresentar existiria.”
A explicação para o facto da câmara municipal de Toronto se ter disponibilizado, em regime de aluguer por 99 anos, pela quantia simbólica de $1/ano, no total de 99 dólares, pela primeira vez um terreno para a construção de raiz de uma instituição comunitária veio de Ana Bailão que para além de ter feito questão de estar presente neste dia histórico, disse que “nós fazemos muitos projetos de habitação com rendas acessíveis e este é um projeto que engloba uma parte de rendas mais acessíveis e na maioria uma casa para idosos… e esta é realmente a primeira vez que estamos a fazer isto, porque houve um reconhecimento da câmara municipal de Toronto de que precisávamos de mais casas para idosos na baixa de Toronto (…) e por isso achámos que era um projeto muito válido quando se viu a proposta da Magellan e que tinha um especial significado visto ser numa área em que a população idosa de língua portuguesa é significativa e, portanto é uma
mais valia para a comunidade local e para a cidade em geral.” Os programas de atividades do Magellan Community Care entre outras atividades contará com trabalhos manuais; aulas de culinária; exercício físico; workshops e aulas de informática; sessões de cinema. As refeições, como não poderia deixar de ser, serão da cozinha tradicional portuguesa. O espaço vai ter capacidade para 320 idosos e a última fase do projeto passa pela construção de um centro comunitário com vários serviços como, por exemplo, farmácia, oculista e creche. O segundo e terceiro andares irão acomodar as 60 unidades de vida assistida, a preços acessíveis. Entre os pisos quatro a sete funcionarão 256 unidades de longa permanência. O arranque da construção do Magellan Community Care está previsto para 2020 e para que este sonho se realize vão ser necessários $85,000,000. Amar I 33
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leitor talvez desconheça, mas um dos projetos que me dá muito gozo é o Envelhecer - www.envelhecer.pt - que recentemente conheceu uma nova fase com a apresentação de uma revista trimestral, em suporte papel, concretizando o sonho que tinha desde a primeira publicação no digital. Num dos artigos publicados informamos que “72 % dos pensionistas recebem menos do que o salário mínimo”. Apesar de a percentagem ter vindo a diminuir ao longo dos anos, ainda abarca a maioria dos pensionistas de velhice. Um dos leitores, num dos comentários desabafou: “Muitos deles recebem menos de metade do salário mínimo. Mas como não têm o poder de parar o país…” Poderão não ter o poder de parar o país, nem tal desiderato se me oferece como a solução desejável. Há um poder que não lhes pode ser sonegado, o poder do voto. O Relatório da PORDATA, divulgado em Bruxelas, que apresentou um retrato de Portugal na Europa, indica que cerca de 30% da população portuguesa tem mais de 65 anos. São muitas portuguesas e muitos portugueses! Se consideramos que a lista do recenseamento eleitoral, com os números referentes ao final de dezembro de 2018, aponta para um total de 10.817.999 eleitores portugueses recenseados, sendo que 9.342.202 residem no continente e nas regiões autónomas e 1.475.797 na Europa e fora da Europa, percebemos que este grupo populacional poderá ter um poder “colossal”, assim se organizem e façam valer os seus direitos. A defesa de políticas ativas, efetivas e inclusivas, para a população sénior, devem ser prioritárias na agenda política. É fundamental tratar de questões específicas relacionadas com a habitação, saúde, pensões, envelhecimento ativo, solidão e isolamento… Este grupo, cada vez maior, deve continuar a ser ativo e participativo na vida da comunidade, reivindicando os seus direitos e não olvidando os seus deveres de cidadania, em prol de uma comunidade para todas as idades. Fica o apelo a todos os partidos políticos, que concorreram às próximas eleições legislativas, para priorizarem a necessidade de enfrentar e dar especial atenção ao problema da solidão que constitui, quando associada à diminuição ou perda de autonomia funcional, um dos fatores de maior vulnerabilidade, de isolamento social e de desenraizamento. Nos Estados Unidos germina uma indústria de combate à solidão. A aplicação The People Walker disponibiliza pessoas que cobram entre 7 e 21 dólares (entre 6 e 19 euros) para acompanharem outra pessoa a caminhar… Há quem pague 20 dólares para participar numa festa de abraços, apenas para poder abraçar alguém e ser abraçado. É urgente estruturar políticas de combate à “epidemia” da solidão! Os séniores poderão não ter o poder de parar o país, mas têm o poder de o mudar para melhor, por uma sociedade para todas as idades.
José Carreira
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Língua Portuguesa
João Reis João Reis nasceu em Vila Nova de Gaia em 1985. Licenciado em Filosofia, foi editor da Eucleia Editora, que fundou, de 2010 a 2012. Atualmente, é tradutor literário, especialista em línguas nórdicas, tendo traduzido para português livros de Knut Hamsun, Halldór Laxness, August Strindberg e Patrick White, entre muitos outros autores. Entre 2012 e 2015, trabalhou e residiu na Noruega, Suécia e Inglaterra, onde exerceu várias profissões. 38 I Amar
Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: João Fernandes
Em outubro deste ano lançou “Quando Servi Gil Vicente” e ainda em 2019, publicou nos EUA, A Noiva do Tradutor. O seu terceiro romance na Elsinore, antecedido por A Avó e a Neve Russa, finalista do prémio Fernando Namora 2018, escrito no decurso de uma residência literária em Montreal, Canadá, realizada em 2015, ano em que foi finalista do Bare Fiction Prize, na categoria de flash fiction, e A Devastação do Silêncio.
Obra Literária
“QUANDO SERVI GIL VICENTE”
Sinopse Gil Vicente, figura insigne do Teatro e das Letras portuguesas, de vida incerta e misteriosa, e alvo de admiração e honrarias ao longo dos séculos. Menos afamado, talvez, seja seu servo, Anrique de Viena, homem humilde e leal que conheceu em batalha o mundo, e que regressou para o lado de seu senhor para o acompanhar no inverno de sua vida e o ajudar na escrita da sua última peça. E através da pena de Anrique, ágil e dedicada, veremos o mestre como nunca antes foi visto: completa e profundamente humano.
Irónico, divertido e comovente, Quando Servi Gil Vicente é um exercício extraordinário de estilo e invenção que, prestando homenagem a um dos maiores autores portugueses, nos permite acesso ao que, para o bem e para o mal, poderia ser Gil Vicente no seu tempo e mundo. «O mestre apoiou seu pé no chão para me enfrentar de tronco erguido, levantou o bastão, desferiu um golpe no ar e tombou. Prostrado no leito e cerrando os olhos, alongou-se na dormência e disse: — Estou exausto, Anrique. Guardo em mim toda a canseira do mundo.»
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PREMIADA COM O GALARDÃO DO CANADA’S BAKING AND SWEET SHOW Amar I 39
N ó s e a Le i O contrato de compra e venda
em Portugal
Vamos falar de um dos mais importantes contratos, o contrato de compra e venda que por ser aquele que desempenha maior e mais importante função económica. Este contrato encontra-se nos arts. 874º seguintes do Codigo Civil além das suas regras próprias, os princípios e preceitos comuns a todos os contratos.
Os efeitos essenciais da compra e venda são: -
Um efeito real – a transferência da titularidade de um direito; Dois efeitos obrigacionais: a) A obrigação recai sobre o vendedor de entregar a coisa vendida; b) A obrigação para o comprador de pagar o preço.
Da definição dada pelo art. 874º CC, resultam características fundamentais da compra e venda, que é um contrato oneroso, há um preço associado, é bilateral, com prestações recíprocas e dotado de eficácia real ou translativa.
Forma do contrato de compra e venda
A maioria dos contratos celebrados pelos particulares formam-se mediante o simples acordo dos contraentes. Com excepção da compra e venda que obriga á forma: - A escritura pública vale não só para a transmissão da propriedade, mas também para a constituição de qualquer outro direito sobre imóveis como é o caso do usufruto Está ainda no caso dos contrato de compra e venda de imoveis sujeito a registo para ter eficácia contra terceiros. O que significa que o contrato de compra e venda de imoveis é nulo se for celebrado sem forma exigida e o contrato só poderá considerar-se celebrado, quando a transmissão da propriedade se operar, depois de lavrado o respectivo título.
Existem várias modalidades de contrato de compra e venda: 1. Venda com reserva de propriedade De acordo com o disposto no art. 409º/1 CC, o vendedor pode reservar para si a propriedade da coisa até ao cumprimento total ou parcial das obrigações da outra parte (como o pagamento do preço) ou até a verificação de qualquer outro evento. Com este artigo pretende-se que o vendedor ou credor fique com uma garantia até cumprimento total do comprador. No tocante à forma, a cláusula de reserva de propriedade está sujeita à escritura publica no caso de imóvel e de contrato em forma escrita no caso de coisa móvel (automóvel, barcos, equipamentos entre outros) e está sujeito ao registo para ser oponível a terceiros. 2. Venda a prestações Previsto nos artigos 934º e seguintes do CC. Cuja a compra pode ser paga de forma fraccionada e de acordo com o art. 781º CC a não realização do pagamento de uma das prestaçoes importa o vencimento de todas. No entanto, existem perturbações típicas do contrato de compra e venda: 1. Como é o caso da venda de bens alheios, previsto nos arts. 893º e 904º CC. Assim, se as partes considerarem o bem objecto da venda é alheio, pode supor-se que o contrato se realizou com a perspectiva de que a coisa um dia viesse a integrar o património do vendedor, se assim for, segue-se o regime da venda de bens futuros porque caso contrario trata-se de uma venda de bens alheia que é nulo ou ineficaz. A venda de coisa alheia só é nula se o vendedor carecer de legitimidade para a realizar.
2. A venda de bens onerados nos termos do artigo 905 do C.C., refere-se a situações em que, apesar de o direito ter sido transferido para o comprador por efeito da venda, ele não corresponde ao interesse do comprador. Ou seja, sempre que exista “ algum ónus ou limitações na coisa, como é o caso das penhoras, uma servidão de passagem ou hipotecas sobre a coisa. Havendo ónus ou limitações que excedam os limites normais aos direitos de certa categoria, a venda é anulável por erro (art. 251º CC) ou dolo (art. 254º CC), desde que no caso de verificarem os requisitos legais da anulabilidade. 3. A venda de coisas defeituosas previstos nos artigo 913º CC, ocorre quando existem vícios de direito sobre a coisa, Existem quatro categorias de vícios que nele são destacadas: a) Vícios que desvalorize a coisa; b) Vícios que impeça a realização do fim a que ela é destinada; c) Falta das qualidades asseguradas pelo vendedor; d) Falta das qualidades necessárias para a realização do fim a coisa se destina. É de notar, se o vendedor assegurou certas qualidades da coisa e a coisa “As leis que não protegem os nossos adversários, não podem proteger-nos” Ruy Barbosa, Jurista (1849-1923)
Sónia Falcão da Fonseca & Leila Do Couto,
Advogadas da Lei Portuguesa artigo oferecido por Luso Services & Consulting Inc.
Parabéns Revista Amar
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O Executivo da CCWU Canadian Construction Workers Union deseja à LiUNA Local 506, aos seus corpos diretivos, membros, reformados e suas famílias as maiores felicidades na celebração do 100º aniversário.
Canadian Construction Workers Union Proud representative of the hard working men and women in the Canadian Construction Industry Presidente: Joel Filipe Financial Secretary: João Dias Vice-Presidente: Victor Ferreira Recording Secretary: Luis Torres Trustee: Ana Aguiar
CONGRATULATIONS
LIUNA LOCAL 506 1170 SHEPPARD AVENUE WEST, UNIT 42 - NORTH YORK, ONTARIO - M3K 2A3 TELEPHONE: 416-762-1010 • FAX: 416-762-1012
CONGRATULATIONS LIUNA LOCAL 506 ON YOUR 100 ANNIVERSARY TH
LiUNA Local 506 Training Centre extends our congratulations to the Members, Retirees, Executive Board, Staff and families of LiUNA Local 506 on the occasion of their 100th anniversary!
1600 Major Mackenzie Dr E, Richmond Hill, ON I 905-883-4268
100 YEARS OF JUSTICE, HONOUR AND STRENGTH
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n November 14, 1919 a group of Labourers founded Local 506 under the banner of the Hod Carriers’ Building and Common Laborers’ Union. Samuel Tiller Garland was elected as first President. John York became Vice president; Edward Anthony, Recording Secretary; Fred Pipe, Financial Secretary; Edward Picton, Correspondence Secretary; Albert Whitley, Treasurer; Thomas Skinner, Sergeant at Arms and James Parrott, Guard. They were all of Scottish and Irish descent. Their mandate was to organize the unorganized. In those years’, workers worked in conditions that were less than safe and for wages less than fair. Since the beginning, the new Executive Board of Local 506 recognized the compelling need for these underpaid and overworked individuals to band together in Strength and Unity. The 1920s roared along, fueled by a mining boom that saw Bay Street turned into a veritable gold-rush alley, where everyone was pushing something hot. The Great Depression followed, inflicting 30% unemployment in 1933. The only distraction from its bleakness was the opening of the Maple Leaf Gardens in 1931, one, of the first big projects involving LiUNA Local 506’s members.
Following World War II, organized labour experienced a rebirth and membership grew. Construction jobs were plentiful, and unionized Labourers began to see their wages increase and their standards of living improved. The demand for new housing, schools, hospitals and churches created a boom for the Labourers. In the 1950s and 60s, new immigrants arrived from Italy and in the 1960s and 70s, an influx of immigrants from Portugal changed the ethnic composition of Local 506. In the 1980s and 90s new immigrants from Poland, Africa and South America joined the multicultural ranks of our Union. It can proudly be said, that Local 506, is now ONE of the most multicultural Unions in North America. Gone but not forgotten, are the first generations of members from Ireland and Scotland who were the pioneers of the Local. LiUNA Local 506 had its’ dark days, when a revolt erupted from inside in the mid 80s and forced the Local under trusteeship. The members were able to regain control of the Local in 1986, by electing Carmen Principato’s team. The promise of Principato, who has been Business Manager since, was clear: “We’ll make this Local Union stronger than ever.” While keeping an eye on the future, Local 506 has not forgotten the past. Since 1989, we have created a Recreation Centre
for our Retired Members who gave a lifetime of hard work and loyalty to our great Local Union. As well, LiUNA Local 506’s commitment to providing formal education led to the creation of a Training Centre. Many improvements have also been made to the health and safety standards, wages, benefits and pension. Among Local 506’s accomplishments, Carmen is responsible for establishing a Scholarship Awards Program for the Sons and Daughters of our Members to support working families pursuing post-secondary education and has provided more than four hundred thousand dollars to help fulfill the educational dreams of students. In 1992, an annual charity bocce ball tournament was created. In 1998, it was renamed to the Nick Barbieri Annual Charity Bocce Ball Tournament, in memory of the late Nick Barbieri who held the position of Secretary-Treasurer of Local 506. All proceeds raised are donated to various charities. Since the inception, we have donated over one million dollars supporting critical needs. The goal is to make each village feel like a community, and each home feel like a family.
From about 140 founding members, LIUNA Local 506 has extended to its’ current membership of more than 8,000. More mergers and organizing have brought other sectors, from exhibit and display to hospitality and waste management into the LIUNA Local 506’s family. We will continue to organize and diversify in order to establish more opportunities for our members and increase financial stability for our Local. Carmen’s commitment and outstanding service has improved the work environment and the lives of working families. He is a man who has earned respect and honour through his determination and loyalty he has given to LIUNA, the Members of Local 506 and the community at-large. For this we commend him! 100 years later, as LIUNA Local 506 continues to grow, the challenge is to ensure that its’ members will always have a Union that is strong and proud. The Executive Board of Local 506 will continue to carry on this proud tradition for decades to come! It’s a big accomplishment for the working class, for a Union to be around 100 years and still striving. We consider ourselves grateful to be a member of one of the greatest Unions on earth. We will proudly continue to carry out the responsibilities entrusted to us and we look forward to continuing to stand together and build a stronger LiUNA! Feel the Power! Amar I 45
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Revista Amar: Who is Carmen Principato? Carmen Principato: I was born in Calabria, a region south of Rome, but when I was 9 years old, my family moved to Rome where we lived till 1958. I remember I didn’t wanted to come to Canada, my family forced me… Let me tell you how it happened. I applied for a job in a Post Office in Rome and I was waiting for their call to tell me when I was going to start, but that call wasn’t coming. So I went there and I asked them why they wouldn’t call me… the lady looked my file and tells me “oh, yes… your father came here and told us not to call you, because you are leaving to Canada!” I went home and I told my father “I lost my job but I´m still not going to Canada!”… But I came with my family thinking I would go back in a few years. I´m married since 1962 and have one daughter, Sabrina, and one granddaughter, Mia... and Mia is my joy and my life! RA: How old were you and what was your first job when you arrived in Canada? CP: I was 21 when I arrived to Canada on November 16, 1958. I started to work in a precast company that was with Local 506 and I was payed $1,28/hour. I stayed in this company around 10 years. RA: When did you got more involved with Local 506 and what was the position? CP: In November 1971, I became an Executive Board Member as an Organizer and I kept that position till 1985. After that, the Local put me under Trusteeship. RA: In what year did you run for the first time for Business Manager? CP: In 1986 and I was elected.
CARMEN PRINCIPATO
RA: Did you run and win every time since then? CP: Yes, I have run every 4 years and in 2 election I won by acclamation. I´m proud to be the leader of this organization for the last 34 years, but I haven´t and I can´t do it by myself. I need people like Tony Do Vale, our Secretary Treasurer, and every one of our Executive Board… I need the President, Roly Bernardini… I need everybody to work as a team to protect the jurisdiction of this Local and to do the best for all entire membership. To our retirees a special thanks, this Board wouldn’t be here today without them and if we are, is for sure because we have being doing the right thinks. RA: When you won your first election, how many members did Local 506 have? CP: We had 3,000 member at that time. Today we are around 8,000. RA: In your opinion, why was that? CP: Because there was no work… but in 1999, at Lawrence and Bathurst, we initiated about 150 new labors in one day. Two years later, again we were out of work for 8 months, we didn’t dispatch one single worker… it was a very bad situation. Since then, this is recurrent every few years. RA: How is the situation today? CP: I can say, that for the last 3 years we are fortunate that we have lots of work, and this will continue for the next 4 to 5 years… which is good for our members and their families. RA: What represents Tony Do Vale? CP: Tony is mine second in command. As Secretary Treasurer he has done a great job… I have known him for over 30 years and he always has supported me. Amar I 47
RA: Are there any story that you can share with us that reflect these 30 years of friendship? CP: There are… for example in the election of 1990 Tony´s father, Adriano, that was living again in Portugal came to help… he knew many of the members and he wanted to make sure they would do right thing by reelecting me. On the Election Day, after I won, Adriano hugged and congratulated me and said “take care of my son”… and I´m taking care of Tony since then. RA: What kind of support gives Central and Eastern Canada of the Laborers’ International Union of North America to Local 506? CP: We are very fortunate to have Joseph Mancinelli as our International Vice President and Regional Manager for Central and Eastern Canada of the Laborers’ International Union of North America and chair of our Pension Fund and which I´m vice chair… and we have the best Pension Fund in North America! A leader like Joseph Mancinelli we can´t dispute… there only would be any involvement if we would have a problem but we haven´t had, because our Executive Board is very responsible and has maintained this organization straightforward… that’s why we are where we are today. RA: Local 506 helds the Family Picnic, the Bocce Tournament and the Steward Seminar and gives Scholarships every year. How important are these events? CP: Each of this events are very important for different reasons… the Family Picnic is to gather our members and their families and spend a nice day together; the Bocce Tournament is to fundraise money to disability charities, the Steward Seminar is to make them understand what a stewards position is, make them aware about what is going on, on the worksite, and make them look after our jurisdiction; the Scholarship is to help the daughters and sons of our members pursuing their dreams. We also have an appreciation day for the contractors, here in our office, so they know what we do... we need to be closer to the contractors and they have to be closer to the union. RA: The Grand Opening of the new Training Centre is going to happen soon. What represents this Training Centre for Local 506 future? CP: For us the Training Centre is for many reasons “second to none”. Our members require lots of training to do better work and to have a better future… we need to give trainings and educate our members so they can accomplish that, and on the worksite the safety of our members is very important for us. RA: What was the investment in this Training Centre? CP: Roughly 23 million dollars… and it’s worth it, because we invested in the best there is for our members... their safety, lives and future are priceless! RA: This month we are celebrating Local 506 100th. Anniversary. What does this mean to you? CP: For me means that if it wasn’t for our retirees and members we wouldn’t have reached this achievement! 48 I Amar
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Revista Amar: When and with whom did you came to Canada? Tony Do Vale: I arrived in August 5, 1965… with my parents, Adriano and Alzira and my siblings… two brothers, Manny and Arthur, and one sister Maria. RA: Do you remember why your parents decided to immigrate? TDV: Yes, my parents came on a call of my uncle Manuel, which lived in Starthroy. My father started to work in tobacco farms, but back home he was working in farms and he was like “I didn’t left Portugal to come here to work in a farm.” So, after 6 months we moved to Toronto. RA: How was it to adjust in Toronto? TDV: First it was very, very hard to find a place to live with 4 kids. We couldn´t find and nobody would rent an apartment or a house to a family with 4 children. What happened? My brother and I ended up going back to Portugal for a year, in the meantime my father bought a house and we came back. He was doing very good working in construction and as a union member. RA: How did it happened that you started in construction? TDV: Well, I went to school of course and after that I started do work part-time in construction with my father… and I ended up after all going on construction myself… the money was good! I worked for Avenue for a while then I left, because I didn’t see any future there... from there I went to the SkyDome as a Steward.
TONY DO VALE RA: Tell us a little about Tony Do Vale. TDV: I´m a father to two kids, Diana and Anthony… and soon to be grandfather to my daughter´s baby. RA: When did you got involved with Local 506? TDV: In 1986, when Carmen Principato was having his first election and we kicked the bad guy out. RA: Why did you wanted to get involved? TDV: All started when I started to go to the meetings and I was active and talkative... and back in the 1986 election, there were a few groups, even Portuguese, but nobody wanted to take on the position of Business Manager… and the only one with the courage was Carmen Principato and as soon he won, the Portuguese regretted their decision. So on the next election, in 1990, the Portuguese and the Italians stood up, but why when we already had a great Business Manager? Right? RA: That was the year that your father came, right? TDV: Yes and he came voluntarily, because he knew Carmen very well and supported him in the 1986 election. So when I got on board he was even happier… but my father didn’t came alone, he came with my uncles, my cousins that used to work in the construction before they went back. 50 I Amar
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RA: Since when are you a member of the Executive Board? TDV: Since 1989… so I´m here for 30 years. RA: And besides being Secretary Treasurer, you take care of the Portuguese community, right? TDV: Well, Carmen asked me to take care of the Portuguese community and it’s what I have being doing. I have being helping the clubs, some organizations… we try to help as much we can. People think that when they ask me for something it will happen, but no, I still have to bring everything to the Executive Board to be approved. Usually when I take a commitment I have the support of the Executive Board. RA: How is it to work with Carmen Principato? TDV: It’s great and he is a great Business Manager too!!! We had a few elections together even the biggest election since I started, in 2002. Carmen is loved by the members and very respected in the LiUNA… I think that speaks for itself.
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AGENDACULTURAL 17 DE NOVEMBRO 23 DE NOVEMBRO 30 DE NOVEMBRO 7 DE DEZEMBRO 14 DE DEZEMBRO
NOVEMBRO/DEZEMBRO 2019
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m novembro rumamos à Asia e ficamos a conhecer os destinos menos conhecidos, mas igualmente belos, da Tailândia. O Turismo Oficial da Tailândia convida todos os turistas a explorarem outros destinos menos turísticos no país, com o objetivo de evitar o turismo em massa. Acredite que não se vai arrepender, pois há tanto para explorar e conhecer. A Tailândia é um dos destinos turísticos mais procurados, recebendo milhões de visitantes todos os anos. Para evitar o turismo em massa e as multidões, o Turismo Oficial da Tailândia está a convidar os turistas a descobrirem outros locais no país, de igual beleza, riqueza histórica e cultural e sabores únicos.
Tailândia
V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r Ă s t i c o s
Paulo Mendes Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo e Sapo Fotografia: Direitos Reservados
NAKHON SAWAN Nakhon Sawan é uma província no centro da Tailândia, localizada na planície aluvial cercada por florestas a oeste e leste. A província de Nakhon Sawan, também conhecida como Pak Nam Pho, é onde os rios Ping, Wang, Yom e Nan convergem e formam o rio Chao Phraya, o canal mais importante da Tailândia.
Créditos: Direitos Reservados
Nakhon Sawan é o lar de uma série de atrações únicas: Nakhon Sawan Tower, no topo do Khiriwong Temple Hill, contém uma loja que vende produtos feitos localmente e possui uma plataforma panorâmica com vista para o município de Nakhon Sawan. Existe vários telescópios para visitantes interessados em astronomia e observação das estrelas. O Bueng Boraphet Aquarium, construído em forma de um barco de transporte comercial tradicional de Chao Phraya, foi construído para comemorar o 80º aniversário do Rei e possui mais de 30 tanques de peixes, incluindo um tanque principal de 24 metros exibindo mais de 100 tipos de peixes tropicais. E, ainda, o Bung Boraphet, o maior pântano de água doce da Tailândia, que acolhe cerca de 150 espécies de animais.
PARQUE HISTÓRICO DE SUKHOTHAI Sukhothai é uma fonte de herança nacional, do alfabeto tailandês, da melhor celebração de Loy Krathong, a base firme do budismo, dos tecidos mais delicados de Teen Jok, da antiga porcelana chinesa e lar do sagrado Pho Khun (a mãe de Ramkhamhaeng). Os magníficos templos e monumentos desta grande cidade foram restaurados e o Parque Histórico de Sukhothai, declarado Património da Humanidade pela UNESCO, é imperdível a todos os viajantes, especialmente durante a noite, quando as imagens de Buda são iluminadas. Ou mais espetacular, durante o festival Loy Krathong, quando centenas de lanternas flutuantes são lançadas para o céu. Além das aldeias dedicadas à cerâmica, pode visitar a zona de Si Satchalanai, famosa por acolher outro importante parque histórico com o mesmo nome e produzir tecidos tailandeses feitos à mão.
Créditos: Direitos Reservados 58 I Amar
IMPRESSIONE-SE COM A BELEZA DE NAN Uma joia escondida no meio de uma província, Nan já foi um reino independente e agora é um paraíso para os turistas que desejam explorar a beleza natural do norte da Tailândia e a sua rica herança cultural usufruindo de um ambiente calmo e tranquilo. Possui seis parques nacionais, incluindo o impressionante Parque Nacional Phukha Doi, que contém montanhas com quase 2.000 metros de altura. A rica beleza natural torna-o ainda num destino ideal para caminhadas. A capital da província tem um charme descontraído, uma história interessante, alguns templos impressionantes e um museu. Há também vários restaurantes e bares de qualidade ao longo da orla, perfeitos para relaxar depois de passear pela cidade.
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ROI ET
A província de Roi Et está localizada no meio de Isan, a região norte da Tailândia, onde a cidade moderna foi fundada há mais de 200 anos, mas há quase três mil anos, uma aldeia já existia aqui. A cidade do Roi Et é mais conhecida pelo grande Buda de Wat Buraphaphiram, o maior deste género na Tailândia. Desfrute de um momento relaxante no Lake Park Phalanchai ou visite Wat Klang Ming Muang com os seus murais ao ar livre.
SATUN GEOPARQUE UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA NA TERRA Este parque global UNESCO é conhecido como um lugar pacífico de grande beleza natural. Múltiplas culturas e grupos, incluindo budistas, muçulmanos, cristãos e outros, vivem aqui, juntos, em harmonia. É conhecida como a terra dos fósseis paleozóicos devido à sua abundância, alta diversidade e notável sucessão de fósseis. As principais atividades económicas dos habitantes concentram-se na agricultura, pesca, turismo e pequenos negócios locais.
CHIANG RAI UM DESTINO PARA DESCOBRIR Fundada em 1262 como a capital da dinastia Mengrai, depois de Chiang Saen, hoje a cidade mantém uma forte identidade Lanna, principalmente através de sua impressionante coleção de templos, arte, idioma, gastronomia e música. Mas, ao contrário de Chiang Mai, a cidade oferece pouca diversidade quando se trata de vida noturna, entretenimento e compras, e a maioria deles está concentrada na área ao redor da Torre do Relógio. 60 I Amar
UTHAI THANI A VILA FLUTUANTE Uthai Thani é uma província abundante em recursos naturais, como florestas e vida selvagem. A Reserva de Vida Selvagem Huai Kha Khaeng foi até mesmo proclamada Património Natural da Humanidade por causa das suas selvas imaculadas, florestas, planícies, riachos e, o mais importante, uma série de animais raros e ameaçados de extinção.
Os visitantes também podem ver os diferentes estilos de vida dos moradores de Uthai Thani, como a dos moradores de jangadas no rio Sakae Krang, uma via navegável que tem sido uma tábua de salvação para o povo de Uthai Thani desde os tempos antigos. A vida dentro e ao redor do rio acabou por crescer de uma pequena comunidade para a principal província que é hoje, embora alguns moradores continuem a viver no rio.
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BORDALO II
A arte que vem do lixo
Fotografia: Direitos Reservados
Para-choques de carros amolgados, triciclos, contentores de lixo partidos, brinquedos, plástico, plástico e mais plástico. Tudo amontoado no número 48 da Rua de Xabrégas, no Bairro lisboeta do Beato fora do circuito das galerias da capital. Este é o atelier de Artur Bordalo, de seu nome artístico Bordalo II uma homenagem ao seu avô, o pintor e artista plástico Real Bordalo.
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Fotografia: DR
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ara-choques de carros amolgados, triciclos, contentores de lixo partidos, brinquedos, plástico, plástico e mais plástico. Tudo amontoado no número 48 da Rua de Xabrégas, no Bairro lisboeta do Beato fora do circuito das galerias da capital. Este é o atelier de Artur Bordalo, de seu nome artístico Bordalo II uma homenagem ao seu avô, o pintor e artista plástico Real Bordalo. Revista Amar: Bordalo II usa lixo que encontra nas ruas e com ele constrói esculturas que nos mostram que o lixo de uns é o tesouro de outros, neste caso é arte. O uso artístico do lixo é, também, uma espécie de crítica ao mundo em que vivemos; um mundo em que coisas que outrora valiosas e importantes, perdem rapidamente o valor ou a utilidade. Será lixo uma palavra forte? Bordalo II: Não é forte, mas é muito abrangente não é? O quê é que é o lixo? O desperdício é capaz de ser a expressão mais adequada sendo que mesmo o desperdício pode também querer dizer muitas coisas. Uma coisa que pode não servir para uma pessoa pode servir para outra. RA: Fazes coisas bonitas com o lixo? Bordalo II: Faz parte do processo porque a parte porque a parte de transformar, de fazer coisas bonitas com o lixo é apenas uma parte do processo que talvez faça o espectador parar e interessar-se. Mas está longe de ser o conceito que realmente me interessa. Essa parte estética, se calhar, serve só para captar a atenção e aquilo que interessa depois é que o espectador, que as pessoas entendam todas as mensagens subliminares que estão por detrás das obras de arte, portanto a preocupação ambiental, o alerta em relação àquilo que nós estamos a fazer ao planeta, etc. RA: E como é que surgiu esta matéria principal que tu usas nas tuas obras de arte na tua vida. Foi espontâneo? Foi esse mesmo alerta que tu querias dizer às pessoas? Bordalo II: Inicialmente foi espontâneo. Comecei a utilizar coisas que tinha à mão mas, rapidamente entendi que estar a trabalhar com este tipo de material dava-me uma possibilidade de falar sobre coisas relevantes. Portanto eu comecei a utilizar o “lixo” porque estava à mão mas rapidamente entendi que, nós trabalhando com um material tão forte que tem um significado cada vez mais importante nos dias de hoje em relação àquilo que tem que ser feito e todos os cuidados que devem ser tomados que vi que dava para criar uma relação interessante. RA: Isto é uma arte urbana. Como está a arte urbana em Portugal? Bordalo II: Também pode ser arte rural (risos). Há montes de artistas a fazerem coisas interessantes. Eu não gosto de meter uma etiqueta a dizer que é street art ou arte urbana, acho que é arte contemporânea mas dentro duma corrente do grafitti, inicialmente, são coisas que acabam por estar ligeiramente ligadas porque partilham o mesmo espaço e porque as raízes vêm do mesmo sítio apesar de serem coisas completamente diferentes. RA: Os trabalhos com recurso ao desperdício começaram como uma experiência, gostou do efeito criado pela junção de embalagens mas, mais do que isso, percebeu o potencial do lixo a nível estético tendo como base edifícios outrora decadentes, agora embelezados com arte. Bordalo II: A mim o que me interessa é conseguir trabalhar em superfícies decadentes que eu acho que valorizam o meu próprio trabalho porque, todas essas estruturas dos sítios abandonados são interessantes e por outro lado também, às vezes, poder valorizar zonas que em vez de estar tudo apenas degradado possamos usar esse background para criar um espaço mais interessante mesmo para a própria população e fazê-la também pensar sobre a obra de arte. RA: Quando nós estamos em Lisboa é fácil encontrar as tuas obras. A tua exposição, que tiveste aqui no teu próprio atelier, deu-te o boom que precisavas para expandir a tua arte e o teu conceito? Bordalo II: Eu acho que todos os trabalhos que são feitos acabam sempre por abranger o público que reconhece o nosso trabalho. Quanto à exposição em Lisboa, foi quase que uma retrospetiva daquilo que eu tinha estado a fazer durante os anos anteriores mas muito mais pelo mundo fora e em murais. Consegui trazer isso para a minha cidade com um pouco, se calhar, de todas as ideias e as coisas que eu fui aprendendo pelo mundo fora em formatos mais pequenos para conseguir ter peças que possam ser visitadas num espaço fechado. RA: Os animais são as tuas personagens principais. Bordalo II: São sim, porque são a representação mais direta da natureza e a mais pura também. Amar I 65
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RA: Uma das instalações mais recentes é o lince ibérico que tens ali no Parque das Nações. Conta-nos um pouco dessa história desse lince ibérico, um animal tão especial para nós. Bordalo II: Sim, é um animal especial para nós e um exemplo daquilo que pode acontecer a muitas espécies se nós não tivermos cuidado com o que fazemos ao meio ambiente. O lince ibérico é uma espécie em vias de extinção, esteve em risco mesmo muito grave; está a recuperar, há imensos programas de reabilitação, está-se a fazer um bom trabalho nesse campo mas quer dizer, dá que pensar: porquê é que é preciso deixar as coisas chegarem a esse ponto para as pessoas abrirem os olhos e terem que se preocupar. Não é mais simples tomar precauções e não deixar que as coisas cheguem a um limite para depois tentar fazer alguma coisa em que se torna até mais difícil de tentar salvar uma espécie. Eu quando falo da natureza, acho que é importante relembrar que isto é a nossa casa e o que mata os animais mata-nos a nós também porque nós também somos bichos. RA: Em quantos países é que tens exposto os teus trabalhos? Bordalo II: Não sei, bastantes. RA: Mas assim um dos mais marcantes. Talvez aquele que te deu mais desafio fazer. Bordalo II: Não sei, acho que cada sítio é uma experiência interessante. Claro que há algumas que são mais interessantes. Um dos lugares onde provavelmente nós temos sempre uma experiência mais interessante porque temos sempre contacto com a população e vamos visitar toda a zona, é a Polinésia Francesa porque é um local lindíssimo, é um paraíso em que temos a oportunidade de trabalhar, fazer várias séries de trabalhos, de ir passear e acho que, todo aquele ambiente acaba por ser super inspirador também para um criativo não é. RA: E a matéria prima lá? Bordalo II: Infelizmente matéria prima há em todo o lado. RA: E também adaptas os teus trabalhos à matéria prima que encontras nesses países? Bordalo II: Eventualmente sim. RA: Qual a matéria prima mais utilizada aqui no teu atelier? Bordalo II: Plásticos de alta densidade (para-choques, caixotes do lixo partidos, eco pontos velhos, cadeiras de plástico) praticamente tudo em plástico, caixas de cerveja ou outro tipo de caixas de plástico fortes coloridas, todo esse tipo de material é material que é base. RA: E hoje em dia é super fácil encontrar isso? Bordalo II: É sim, infelizmente. RA: Infelizmente temos o flagelo do plástico pelo mundo inteiro. Bordalo II: Sim RA: Teve no avô uma figura primordial para se transformar, também ele, num artista plástico. Real Bordalo pintou dezenas de óleos e aguarelas das paisagens urbanas de Lisboa. O nome que o neto escolheu para se identificar, Bordalo II, é uma homenagem às raízes plásticas familiares até porque ambos partilhavam o primeiro nome (Artur) e a arte no sangue. Bordalo II: Toda a relação que tive com o meu avô desde que me lembro de existir, obviamente que me deu um contacto com a arte, sim. RA: Alguma vez vais fazer um trabalho baseado no teu avô? Em homenagem ao teu avô? Bordalo II: Acho que sim. Acho que é uma coisa que está nos meus planos. Tenho que pensar para ser uma coisa que faça mesmo sentido para que não fique aquém, é uma grande responsabilidade. RA: E quais são os teus planos agora para o futuro a nível de instalações? Bordalo II: Temos muita coisa para fazer, nas próximas duas semanas ou na próxima semana ainda vou estar aqui no estúdio a fazer peças mais pequenas, peças de galeria para preparar para as exposições do próximo ano. É importante para mim também fazer peças mais pequenas para utilizar em áreas diferentes e fazer experiências, toda essa parte do processo é importante também. Não pode ser só fazer peças grandes e viajar. RA: Bordalo espanta os olhares nacionais e internacionais com a sua arte feita de lixo, um lixo que a sociedade tende a ignorar. Usa o lixo como uma mensagem direta de que é preciso mudar o mundo, ajudar a natureza e os animais. Esta é uma arte difícil de explicar, mas incrível de ver. Bordalo II: Bem, acho que para fechar aqui a temática, quero dar mais ênfase ao facto que para além da parte da componente artística, aquilo que me interessa mesmo dizer é que nós temos de ter atenção e temos que preservar o planeta que temos. É o único sítio que temos para viver portanto, tudo o que tenha a ver com a natureza, a ecologia, os animais, porque nós também somos animais, tem de ser preservado e temos de ter atenção às nossas atitudes.
Paulo Perdiz
MDC Media Group Amar I 67
Pedro M. Salvador
1
Estreia Estreia em Portugal - 21 de novembro
2
Sala de Cinema
Vamos conhecer novas personagens! É que nesta aventura Elsa vai encontrar um Nokk, uma criatura mítico de água que toma a forma de um cavalo e usa o poder do oceano para guardar os segredos da floresta. O co-realizador Chris Buck revelou que neste filme vamos ver a evolução das vidas de Anna, Kristoff e Olaf, mas parece que a grande mudança está reservada para a Elsa. Vamos ter de esperar para ver! A equipa vencedora dos Óscares® está de volta neste novo filme: os realizadores Jennifer Lee e Chris Buck e o produtor Peter Del Vecho voltam a dirigir o filme. Também regressam os atores que deram as vozes à versão original: Idina Menzel (Elsa), Kristen Bell (Anna) , Jonathan Groff (Kristoff) e Josh Gad (Olaf). A fantástica música que marcou o primeiro filme e que ganhou um Óscar® de melhor canção promete voltar neste novo filme. De facto, Frozen 2 conta novamente com a colaboração dos compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez.
A estreia está marcada para 21 de novembro, mas já é possível ver o trailer de Frozen 2, o filme da Disney que continua as aventuras das princesas Elsa e Anna. A ação de Frozen 2 passa-se três anos depois dos acontecimentos do primeiro filme: Elsa começa a ouvir um estranho som, vindo do Norte, que chama por ela e, juntamente com a irmã Anna e ainda Kristoff. Olaf e Sven, vão numa viagem para tentar perceber a origem dos seus poderes mágicos. Ficha Técnica Filme com produção de Peter Del Vech, realização de Jennifer Lee e Chris Buck, que contou com a participação vas vozes de Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Sterling K. Brown, Evan Rachel Wood entre outros. Duração: não determinado Género: Comédia, Animação e Aventura Origem: EUA
Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados
Personagens e elenco
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Styling Outono canadiano
virou moda! Basta olharmos em redor para a lindissíma paisagem canadiana para termos a real perceção das cores que estão em voga este Outono: malagueta; rosa pêssego; castanho chocolate; açúcar mascavado; amêndoa; amarelo mostarda; laranja e verde garrafa, são alguns dos tons presentes na natureza que devemos ter por inspiração. Maria João Rafael Consultora de Imagem
Casaco - River Island $140 Camisole - Zulilly $15 Gargantilha - Bluefly $32 Calças - Max Mara $318 Relógio - Bluefly $180 Chapéu - Zulilly $27 Mala - Farfetch $3.445 Sapatos - Zulilly $30 Broncos - Goodnight Macarron $32
Pochette - Shoebuy $179.90 Casaco - Italist $651 Saia - Farfetch $444 Botas - Farfetch $1.195 Blusa - Net a Porter $795 Brincos - Wolf & Badger Camisola - MyTheresa $895
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Passe de mรกgica
O
desejo é uma parte importante da realização. Ajunte-se à lista, ainda, conhecimento, atitude empreendedora, persistência e espírito crítico para mudar quando necessário. Saber, querer e fazer são condições para se alcançar metas. A questão, contudo, diz respeito à forma de se desejar. O que se espera comumente é que as coisas aconteçam conforme a crença pessoal, sem se considerar o que cada objetivo requer verdadeiramente. Embora a pessoa acredite que esteja plantando corretamente, a semente não vinga e a colheita falha. Um trabalhador, por exemplo, se esforça por determinado período para chegar mais cedo, ser simpático com os colegas, agradar o chefe, na expectativa de obter promoção e aumento de salário. Mas não investe em si, para adquirir mais conhecimento, autonomia e responsabilidade pessoal. Não se leva em conta o que é imprescindível, mas o que é conveniente. E o resultado esperado, porém, sequer passa perto das possibilidades. Então, a boa vontade cai, fazendo elevar o descaso. O aluno quer o diploma e a festa de formatura. Todavia, não estuda e quer que seus exames resultem favoravelmente com boas notas. Não é assíduo e protesta, julgando-se injustiçado ao constatar as faltas registradas. Conversa durante a aula e estranha o desconhecimento acerca do tema apresentado. Demora a iniciar um trabalho e se diz vítima da falta de tempo. Atira pra baixo e reclama de acertar o próprio pé. Uma pessoa abre seu negócio sem observar o mercado e perde informações que poderia lhe render a sobrevivência, quiçá o progresso. Pouco se dispõe a mudanças, não se atualiza, torna-se obsoleta e pouco competitiva. Não se mexe, apenas aguarda, e ainda se lamenta da maré de azar. É como lançar o anzol sem a isca. O esbanjador tropeça na perna da imprevidência, mas se queixa da falta de dinheiro. Gasta sem se preocupar com o futuro. No entanto, quando o porvir lhe chega, faz do seu presente motivo de abominação. Usa o cartão de crédito livre e alegremente até a fatura lhe causar tristeza. De um jeito ou de outro, não basta querer para obter. É preciso mais. Não há mágica. Mas pode existir ilusão. É possível crer com veemência que dará certo aquilo que, se analisado à luz da consciência, se mostra claramente improvável. O devaneio pinta o cenário com lindas cores o esboço que mal saiu dos contornos de carvão. É crer que as parcelas do seguro-desemprego não se acabam. O bolo não queima. A desculpa resolve. O tanque reserva é suficiente. O tempo espera. A droga não vicia. Nada atrapalha. A saúde é inabalável... A lista é interminável e cada um a escreve à sua moda. Eis o risco: se autoiludir na certeza de controlar a ilusão. Negar a existência do engano sem percebê-lo em si mesmo.
Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e Mestre em Liderança
SaĂşde
A boardagem da medicina tradicional chinesa
CandidĂase
A
candidíase resulta do crescimento excessivo de um fungo do tipo levedura, denominado Candida albicans. As células da Candida fazem parte da flora normal de nossos corpos. Podemos encontrá-las na nossa boca, no nosso intestino, assim como noutros órgãos. Nas mulheres, pode ser também encontrada na vagina. Quando crescem sem controlo, podem causar uma série de problemas de saúde, incluindo distúrbios digestivos, fadiga e infeções vaginais. Embora a medicina chinesa não tenha um diagnóstico tradicional de “candidíase”, existe uma estrutura de diagnóstico e uma abordagem de tratamento para esta patologia, como não podia deixar de ser. Existem medicamentos que promovem o crescimento excessivo destas células tipo levedura, quer seja porque matam as bactérias benéficas, quer porque interferem com as funções hormonais normais do organismo. Estes medicamentos incluem antibióticos, quimioterapia, reposição hormonal, corticosteroides e contracetivos orais. A dieta inadequada, com excesso de consumo de produtos de levedura, açúcar ou álcool, também pode promover o crescimento deste fermento. Para a MTC, estes alimentos perturbam o equilíbrio do Baço, produzem humidade, e criam o ambiente perfeito para o crescimento da levedura. Pessoas com sistema imunitário debilitado ou com distúrbios da glândula endócrina são mais propensas a desenvolverem candidíase, assim como pacientes com Sida, cancro ou diabetes. Na medicina chinesa, o equilíbrio é o conceito mais importante na manutenção da saúde. O Yin e o Yang, devem estar em equilíbrio para que possamos estar de boa saúde. O mesmo se aplica às células de levedura e bactérias do nosso corpo: muitas células de levedura, resultam no aparecimento de candidíase.
Triplo Aquecedor: um conceito em Medicina Tradicional Chinesa O Triplo Aquecedor é um dos seis órgãos Yang do corpo. Ele inclui o Aquecedor Superior (coração e pulmão), o Aquecedor Médio (baço e estômago) e o Aquecedor Inferior (fígado, intestinos, bexiga e rins). Na medicina chinesa, o Triplo Aquecedor regula as atividades dos outros órgãos internos e participa no metabolismo fluido. A medicina tradicional chinesa reconhece o desenvolvimento e a proliferação do fungo Candida no corpo como uma condição relacionada com o triplo aquecedor. O Aquecedor Médio e, particularmente, o baço, é visto como a chave para este problema de saúde. O baço é responsável por processar a comida e líquidos que ingerimos e processá-los para os transformar em Qi (energia) e sangue, que são o verdadeiro “combustível” de nossos corpos. Quando o baço está a funcionar bem, o Qi e sangue estão em equilíbrio, logo a flora intestinal está em equilíbrio. Não há excesso de líquidos ou humidade no nosso sistema, pelo que o alimento é digerido corretamente e distribuído, sendo o sistema imunitário alimentado pelo Qi e pelo sangue. Na maioria dos casos de candidíase, o problema começa com um desequilíbrio do baço, que pode então, avançar para distúrbios digestivos, movimentos intestinais irregulares, diarreia, obstipação e/ou fadiga. Na ausência de tratamento ou com tratamento inadequado, o desequilíbrio espalha-se a partir do baço e do meridiano do baço para outros órgãos e meridianos. Nesta fase, a condição será diagnosticada como uma infeção sistémica por fungos. Quando o sistema baço está enfraquecido, acumula-se humidade-calor no Aquecedor Inferior, e desenvolve-se um ambiente ideal para o crescimento da levedura. Sintomas: Corrimento vaginal branco semelhante a queijo cottage, prurido genital ou vaginite podem ocorrer. Quando o sistema do baço é perturbado, pode acumular-se calor e fogo no aquecedor superior, fazendo com que uma infeção da cavidade oral denominada sapinhos se possa igualmente desenvolver. Na candidíase, há casos em que os sintomas só aparecem numa parte do triplo aquecedor mas, em muitos casos, os sintomas espalham-se pelas três regiões do mesmo. Como explicado anteriormente, o transtorno do Aquecedor médio (baço e estômago) é o factor chave no aparecimento e desenvolvimento da candidíase. Quando a energia do baço é enfraquecida pela má alimentação, medicamentos ou outros fatores, a sua capacidade de transformar a humidade e os nutrientes é diminuída. O baço, em seguida, não consegue absorver adequadamente e utilizar os nutrientes dos alimentos que comemos, e é, portanto, incapaz de produzir quantidades saudáveis de Qi e de sangue. Assim, a primeira etapa da candidíase é quase sempre uma desordem do baço (Aquecedor Médio). Se tratada adequadamente, nesta fase, com reequilíbrio do baço e estômago, o problema será resolvido sem sintomas relacionados com a levedura. Mas candidíase não é tem um padrão de doença bem definido. É difícil de diagnosticar nos estágios iniciais, e muitas pessoas ignoram completamente que estão a desenvolver um problema grave.
Plano de tratamento com Medicina Chinesa Etapa 1. Purificação Na medicina chinesa, uma limpeza completa é o primeiro passo para tratar a candidíase. Quando os nossos sistemas orgânicos estão cheios de resíduos, humidade e toxinas que contribuem para o crescimento de levedura, é necessário excretá-los para fora no nosso corpo. Para a candidíase, a gestão da dieta por si só não é suficientemente forte para limpar o organismo, ou pode levar demasiado tempo. Assim sendo, deve-se combinar a dieta adequada com ervas chinesas e acupuntura para se poder alcançar este objetivo mais rápidamente. Com fitoterápicos (à base de plantas), o objetivo é limpar o organismo de humidade, fleuma e calor. Estes são vistos como os fatores causadores de candidíase. As ervas mais usadas incluem gentiana (long dan cao), melia (lian zi chuan), agastachis (huo xiang), cardamomo (bai dou Kou), saussurea (mu xiang), calota craniana (Huang Qin), coptis (huang lian), e phellodendra (bai huang). Passo 2. Tonificar Depois dos resíduos, toxinas e humidade serem removidos do nosso organismo, então, temos que tonificar o nosso corpo, reparando os danos e restabelecendo o equilíbrio, caso contrário o factor patológico voltará. Ervas tonificantes habitualmente usadas na tonificação incluem astragalus (huang Qi), codonopsis (Dang Shen), atractylodes (bai zhu) e dioscorea (shan yao).
Alimentação Os pacientes com candidíase devem retirar da alimentação o pão, queijo, cogumelos, vinagre, molho de soja, molho barbecue. Contudo, existem outros alimentos à base de levedura, tais como bolachas, biscoitos, cereais secos, miso, tempeh, legumes em conserva, cerveja e outras bebidas fermentadas que devem igualmente ser abolidas da alimentação. Já o grão, macarrão, pão não-levedado e arroz branco são recomendados, por serem fáceis de digerir. O arroz integral e arroz selvagem têm mais nutrientes que o arroz branco, contudo consomem mais energia para serem digeridos, e é recomendado para as pessoas com deficiência do Qi do baço não os comer muitas vezes. Certos vegetais são extremamente terapêuticos para quem desenvolve infeções fúngicas, tais como rabanete, que pode ajudar a limpar o organismo e é conhecido como um “removedor de humidade”. A família de alimentos de cor amarela, como inhame e abóbora são fortemente recomendados do ponto de vista da medicina tradicional chinesa, pois tonificam e fortalecem o meridiano do baço. Medicamentos à base de levedura, tais como a penicilina, micina, cloromicetina, e tetraciclinas devem ser evitadas, assim como suplementos à base de levedura de vitamina B. Se sofre deste tipo de patologia, procure um profissional de medicina chinesa credenciado e… Sorria com Saúde!
Helena Rodrigues
Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa
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A AJF Forming LTD deseja felicidadesà Revista Amar e a todos os seus leitores na celebração do 4º aniversário!
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Um fantasma chamado
Enuresis noturna
I
magine que o seu rapaz de 6 anos acorda todo molhado, há mais oito meses, pelo menos duas vezes por semana sem saber como, nem porquê. Pois é, o João sente-se muito incomodado e cheio de vergonha. Não sabe como fazer para que isto não aconteça, pois, este comportamento repete-se e ele já não acredita ser capaz de acordar seco para sempre.
V i s i t e w w w. i s a b e l r e b e l o . p t p a r a m a i s n f o r m a ç õ e s s o b r e p s i c o l o g i a , h i p n o t e r a p i a e l i f e c o a c h i n g
Entretanto o irmão Fernando de 8 anos, vizinho da cama do lado, já não se lembra da última vez que fez chichi na cama. Confessa que está um pouco farto desta situação do irmão. Sabe que ele não tem culpa, mas ao mesmo tempo não entende muito bem. Queixa-se do cheiro e da confusão que o João faz no quarto nos dias mais críticos e, às vezes da irritação da mãe. Este assunto é um tema bem presente na família. Parece que requer reorganização, muita paciência, muito pouca zanga e julgamentos, se é que isso é possível. Todos nós já passamos, pela fase em que fazíamos chichi na cama. Faz parte do desenvolvimento e das etapas de aquisição do controlo dos músculos da bexiga que evoluem com o desenvolvimento neuro psicomotor da criança. Porém, sabemos que um número surpreendente de crianças não desliza por estas etapas assim de uma forma tão fácil, corrida e natural.
Uma questão multifatorial
São várias os fatores que podem comprometer este desenvolvimento e promover a enurese:
• Um atraso na maturação do sistema nervoso e, consequentemente, dos mecanis-
mos que regulam a sensibilidade do cérebro à informação de que a bexiga está cheia ou da hormona que regula a produção de urina ao longo do dia. Disfunções da bexiga, o tamanho ainda pequeno da bexiga pode não aguentar toda a urina produzida durante a noite; o aumento da contractilidade no músculo da parede da bexiga; constipação crónica pode influenciar o controlo da bexiga; Uma revisão da alimentação é de extrema importância, pois há produtos alimentares que podem ser motivo de irritação na bexiga. A predisposição genética tem a sua quota parte, pais ou avós, muitas vezes, também fizeram chichi na cama até tarde. Raros problemas físicos podem estar presentes, como malformações urológicas; doenças neurológicas como lesão medula espinhal; diabetes ou infeção do trato urinário. Há fatores psicológicos que podem contribuir para o problema, incluindo uma educação rígida nas idas à casa de banho, atitudes indiferentes ou negativas por parte dos pais, e acontecimentos provocadores de ansiedade na vida da criança.
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Assim, é um facto que o sintoma constitui em si mesmo uma fonte de stress e tende a comprometer a autoestima da criança numa fase de desenvolvimento da sua personalidade que poderá acarretar dificuldades psicológicas no futuro. A comorbidade pode existir em relação a hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA); doenças psiquiátricas infantis e stress psicológico. O termo “enurese” deriva do grego e significa “fazer água” e consiste na perda involuntária de urina numa idade em que o controlo voluntário já deveria existir, ou seja, em crianças com idade superior a 5 anos. A partir desta idade, começa a ser um problema para a criança, afetando a família e constituindo um desafio para os profissionais de saúde. A enurese pode ser primária ou secundária, primária se nunca chegou a verificar-se o controlo dos esfíncteres, secundária quando após um período de controlo se verifica uma regressão. Atualmente a enurese é considerada exclusivamente noturna, não se aplicando o termo enurese diurna, designado agora por incontinência. A tendência é que a situação se resolva gradualmente com a idade embora possa, em casos raros, persistir até à idade adulta. A investigação diz-nos mais de 10% das crianças entre os 5 e os 7 anos é afetada. Estima-se que mais de 5 milhões de crianças com mais de 6 anos nos USA continuam a acordar com a cama molhada (NKF home page 2013). Esta perturbação é duas a três vezes mais frequente em rapazes, estes tendem a demorar mais a controlar os esfíncteres. Segundo a International Children´s Continence Society (ICCS) a enurese é considerada o problema urológico pediátrico mais prevalente nos Cuidados de Saúde Primários. É importante o alerta do profissional de saúde, pois, muitas vezes, é minimizado ou mesmo desvalorizado pela própria família. Amar I 83
Abordagem clínica
Uma avaliação médica apropriada deve ser feita no sentido de fazer o despiste possíveis causas fisiológicas do problema. Estão disponíveis diferentes terapêuticas com resultados satisfatórios. Numa fase inicial, a terapêutica é essencialmente comportamental. A educação na ingestão de fluidos, o reforço positivo e o treino vesical e esfincteriano. O sistema de alarme é considerado na primeira linha de tratamento. A Desmopressina (hormona antidiurética/ADH) é a medicação mais comum e apoia na diminuição da produção de urina. Recomendada a curto prazo, possibilita a presença nas festas de pijama, participação em acampamentos ou uso prolongado em alguns casos. Os antidepressivos tricíclicos também podem ajudar na enurese. No entanto, dado os possíveis efeitos colaterais há maior cuidado na sua utilização.
Abordagem com hipnose clínica integrativa
Quando trabalhamos com uma criança, temos a honra de capacitá-la com uma mentalidade que irá ajudá-la para o resto da vida. Uma intervenção bem conduzida pode precaver a criança de más e até perigosas experiências de vida. Não é de surpreender que as taxas de recaída sejam altas no gerenciamento farmacológico e nos alarmes, pois externalizam o locus de controlo. A razão do sucesso é atribuída à pílula ou à campainha. Com a hipnoterapia a criança é capacitada com um locus de controlo interno (Julian Rotter, 1966), tomando consciência de que o cérebro controla o corpo e todos os seus sistemas. Como as crianças são extremamente recetivas às estratégias hipnóticas, os resultados são rápidos e satisfatórios e os efeitos positivos na autoestima são promissores. É fundamental aplicar a fraseologia adequada para promover a autoconfiança. Na linguagem hipnótica as camas são chamadas de completamente secas, principalmente secas ou um pouco secas. Com a autoestima da criança em jogo, o problema continua a ser reformulado. Explicar à criança que, por 1.439 minutos por dia, o seu cérebro e a sua bexiga fazem um excelente trabalho de equipa. Mas ainda é preciso investir naquele minuto onde a comunicação falha. De forma adequada explica-se à criança a fisiologia da ligação cérebro-bexiga e como esta permanece durante o sono. Segundo Kohen e Olness (1997), pela explicação do funcionamento da micção à criança, alivia-se a culpa e a vergonha associada. Proporciona-se uma razão para ela pensar sobre o problema. Cria-se expectativa e motivação para a solução. Com a imaginação, sugere-se à criança que crie um “modelo de comunicação” entre a bexiga e a mente. Podemos dar o exemplo de uma conversa telefónica entre o cérebro e a bexiga. Outra ideia poderá ser a criação de uma espécie de um guarda à porta da bexiga. A criança escolhe o personagem, podendo este ser um herói. A bexiga fica guardada durante toda a noite e é o guarda que alerta o cérebro para acordar para ir à casa de banho quando a bexiga está cheia. E a criança desenvolve a sua história metafórica. O fortalecimento do ego, a linguagem das possibilidades são parte vital nesta abordagem. 84 I Amar
Reprogramação mental
O cérebro é como um computador que pode ser programado para o sucesso. Depois de a criança determinar se opta por manter a bexiga cheia e calma toda a noite ou acorda para ir à casa de banho, é sugerido que a solução encontrada passe a ser configuração padrão no computador do cérebro. De qualquer modo, a solução alternativa pode ser programada pela criança como um backup. Durante o transe, a criança ensaia ambos os cenários na sua imaginação, gravando-os como uma “maneira de reprogramar a mente”. O ensaio mental continua ao acordar pela manhã, gravando as sensações de estar seco e orgulhoso. A utilização da técnica de visualização é poderosa em associar e gravar sentimentos bons e positivos em relação a um momento no futuro onde a criança se vê em situações impossibilitadas pelo problema. Manter um calendário de sucesso é importante. Isso ajuda as crianças a visualizar o seu progresso e incentiva o sucesso futuro. Em transe, a criança pode imaginar o calendário repleto de carinhas felizes ou adesivos.
Soluções comportamentais no processo • Saco cama reserva, caso molhe a cama opta pelo saco cama e não pela cama dos pais. • Lanterna/ luz de presença, apoia no desafio do medo do escuro durante a noite. • Estimular ingestão de líquidos matinal para reconhecer a sensação bexiga cheia. • Parar a ingestão de líquidos até, pelo menos duas horas antes de irem para a cama. • Incentivar a criança a ser “dona do problema”; colocá-la estrategicamente a procurar soluções. • A criança é responsável por mudar os seus lençóis sem que isso represente um castigo. • Utilizar um sistema de prémios por cada noite seca. • Desencorajar o uso de cueca/fralda para manter o desconforto da humidade. • Elogiar e celebrar com recompensas cada noite seca. Envolver a família nesta celebração, principalmente irmãos para amenizar qualquer ciúme adicional. • Alterar a forma como a criança dorme, para que a partir daquele dia, tenha uma nova sensação associada ao sono. Ex: se a criança dormia com uma almofada, passa a dormir com duas; arranjar pijamas novos; arranje novos lençóis diferente dos antigos; mude o layout físico, alterando a disposição dos móveis do quarto. Estas abordagens integrativas promovem o fortalecimento do sistema nervoso da criança e a sua autoestima. Geram confiança e esperança, possibilitando a criação de novas crenças positivas. Aceleram processos e trabalham a reprogramação mental, por conseguinte são muito eficazes e geram mudança.
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Isabel Rebelo
Psicóloga e Hipnoterapeuta
A criança é ensinada a praticar auto-hipnose diária, adaptada à sua idade para reforço.
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Culinária
BIFE DE ANGUS
ABOBORA, COGUMELOS E CASTANHAS ´
PREPARAÇÃO 1. Pré-aqueça o forno a 180o C. 2. Num tabuleiro de forno coloque a abóbora cortada ao meio e limpa de sementes, asse a 170o C por 30 minutos. Retire e deixe arrefecer ligeiramente. 3. Num outro tabuleiro coloque as castanhas e leve ao forno por 10 minutos. Retire, deixe arrefecer e corte em pequenos pedaços. 4. Retire a polpa da abóbora e triture num robot de cozinha ou com a ajuda da varinha mágica, até que fique com a consistência de puré. Coloque numa taça, tempere com 2 g de sal e emulsione com 20 g de manteiga. Reserve.
E
m novembro trazemos-lhe uma receita de bife de angus, acompanhado com puré de abóbora assada, salteado de cogumelos, folhas de espinafres e castanhas assadas. Bom apetite!
SERVE 4 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 45 MINUTOS DIFICULDADE: MÉDIA SEM GLUTÉN INGREDIENTES DISPONÍVEIS NOS ESTABELECIMENTOS TÁVORA
5. Leve uma frigideira antiaderente ao lume com 25 ml de azeite, coloque os cogumelos cortados em gomos e salteie por 4 minutos.
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80 g castanhas portuguesas s/ pele
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80 g manteiga com sal
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1 c. chá tomilho
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1 c. café pimenta preta - Távora
6. Sele os bifes de Angus na mesma frigideira com 15 ml azeite, tempere com 3 g de sal, os alhos esmagados e o tomilho. Deixe no ponto desejado, retire do lume e tempere com a pimenta.
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600 g abóbora Butternut
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1 c. sobremesa sal - Beaesurisal
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250 g cogumelos - Amanhecer
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50 ml azeite - Távora
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4 bifes Angus
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2 dentes de alho
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40 ml vinho branco de cozinha - Goya
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100 g espinafres
7. Refresque a frigideira com o vinho branco, adicione as 60 g de manteiga. Deixe derreter e misture. Reserve o molho. 8. Salteie os espinafres com 10 ml de azeite e tempere com 1g de sal. No final adicione as castanhas assadas. 9. Para montar o prato coloque em primeiro o puré de abóbora, os cogumelos, os espinafres, adicione o bife, e verta delicadamente o molho sobre os ingredientes. Bom apetite!
AQUÁRIO
Novembro Horóscopo
C
omeçámos novembro com uma notícia não muito agradável: já no primeiro dia, Mercúrio, nos últimos graus de Escorpião, começa o movimento retrógrado e assim nos acompanha durante quase três semanas, até o dia 20. Enquanto retrógrado, pode trazer algumas dificuldades já conhecidas da maioria, como mal entendidos, atrasos, alguns obstáculos. Não é um bom período para comprar eletrodomésticos e eletrónicos e nem começar nada, especialmente novos projetos. A partir do dia 21, ele retoma o movimento direto, mas espere alguns dias para retomar normalmente suas atividades e fazer as compras que precisa; sete dias são mais que suficiente.
Vênus deixa Escorpião e começa sua caminhada através de Sagitário no primeiro dia do mês, deixamos de lado a profundidade e a intensidade escorpianas e ganhamos liberdade e independência na forma de amarmos e nos relacionarmos. Vênus em Sagitário é livre, independente, aventureira. Os amores são vividos mais despojadamente, sem muito compromisso, sem grudes, sem a necessidade de posse e controle, que deixamos em Vénus em Escorpião. Um aspeto bem complicado se intensifica logo no início do mês; Marte em Balança começa a receber um tenso aspeto de Plutão e, com esses dois titãs unidos em tensão, devemos tomar cuidados triplicados com brigas, discussões e problemas com a agressividade e acidentes. Esse é um aspeto que pode chocar com força as energias coletivas, podendo desencadear guerras, terremotos e toda espécie de catástrofes, próprias da nossa civilização e de uma natureza desequilibrada. Todo cuidado é pouco nesse período, que vai até aproximadamente ao dia 15. No dia 12, a Lua continua seu ciclo, entra na fase Cheia em Touro, chega em tenso aspeto com Mercúrio retrógrado em Escorpião e em ótimo aspeto com Netuno em Peixes, indicando um período de poucos dias em que estaremos mais confusos e com as emoções afloradas. Confusão e emoções afloradas pode não ser uma mistura perigosa. Procurem manter os pés firmes no chão e deixe decisões definitivas para depois. No dia 18, Marte deixa Balança e começa sua caminhada através de Escorpião e todos nos tornamos mais agressivos e viscerais. Devemos tomar cuidado com a necessidade de vingança, de posse e com o ciúme, que pode ser exacerbado nesse período. Marte em Escorpião é venenoso e determinado, assertivo e agressivo em demasia. Como ele, imediatamente recebe um tenso aspeto de Urano em Touro, devemos tomar cuidados redobrados com ações e reações impulsivas e complicadas, que podem nos colocar em maus lençóis. Cuidados redobrados com acidentes devem ser tomados. No dia 21, Mercúrio em Escorpião retoma o movimento direto e promete melhorar as confusões e mal entendidos criadas nas últimas semanas. Espere alguns dias para assinar documentos importantes, firmar contratos e comprar eletrónicos. No dia 22, o Sol deixa Escorpião e começa sua caminhada através de Sagitário, chega livre de pressão e promete trazer mais alegrias, crescimento, expansão e espiritualidade a todos. Estaremos mais comunicativos e estudiosos, mais abertos, simpáticos, felizes e voltados para o prazer. A vida social ganha força e os divertimentos se destacam. No dia 24, Vênus e Júpiter estarão de mãos dadas, aos 24 graus de Sagitário e podemos esperar por boas notícias no amor e nas parcerias em geral. O dia promete um imenso bem estar e boa colheita para quem vem plantando com consciência. No dia 26, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase Nova em Sagitário, chega em ótimo aspeto com Quíron em Carneiro e Fortuna em Aquário, marcando o início de um período de alegrias e envolvimento com a espiritualidade, além de questões políticas e sociais. Uma Lua Nova em Sagitário promete expansão e crescimento em todos os setores de nossas vidas. No mesmo dia 26, Vênus deixa Sagitário e começa a caminhar através de Capricórnio, recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro e de Marte em Escorpião e promete movimentar os projetos profissionais e negócios em geral. É um tempo de boas negociações e acordos e mudanças positivas na vida financeira de todos. Estaremos mais focados no progresso, profissional e financeiro. O mês termina com Marte ainda em tensão com Urano e devemos todos manter os cuidados, especialmente com brigas e acidentes.
A sua vida profissional está na ordem do dia. É um bom período para fazer uma retrospetiva da sua vida e analisar as boas e más decisões que tomou. É através das experiências do passado que melhor podemos planear o futuro. Evite tomar decisões de forma precipitada e leviana, que lhe poderão trazer dissabores futuros.
CAPRICÓRNIO
Durante este período, tudo o que é relativo a atividades de grupo está aumentada. É um momento favorável para perceber o tipo de interação que estabelece com as outras pessoas e se se apercebe das necessidades individuais delas. Pode inclusivamente necessitar da ajuda delas para tomar alguma decisão.
SAGITÁRIO
Durante este mês sentirá uma maior capacidade de se autoanalisar, que fará com que perceba com maior clareza, aquilo que é na realidade. Tente ver como as suas ações são muitas vezes contrárias às suas intenções. Ao fazer esta análise passará a ter um melhor conhecimento da sua identidade e natureza.
ESCORPIÃO
Um novo ciclo está a começar. Esclareça de vez situações cuja concretização tem vindo a adiar; nesta fase a sua personalidade está centrada naquilo que faz e naquilo que é. Através de uma necessidade real de olhar para si mesmo, poderá encontrar aquilo de que necessita para o seu progresso e a sua vocação pessoal.
BALANÇA
Esta é uma fase em que vai sentir necessidade de assegurar o seu futuro material, concretizando projetos que lhe incrementarão os seus valores financeiros. A tendência para associações com pessoas influentes e bem posicionadas estão favorecidas, no entanto deverá agir com cautela e prudência no uso a dar ao seu dinheiro.
VIRGEM
Com o Sol a transitar pela sua casa da comunicação, esta terá agora uma relevância especial na sua vida. Haverá muito diálogo, muita correspondência escrita e uma constante partilha de ideias. Nesta fase verá aumentada a sua capacidade de concentração. Fazer planos, iniciar negócios ou fazer uma viagem são agora excelentes opções.
LEÃO
Agora haverá uma maior compreensão do modo como o passado condiciona o comportamento presente. Há factos no passado que, no íntimo, o marcaram negativamente perturbando a liberdade e descontração do espírito. Aproveite, pois, este período para fazer uma profunda análise da sua vida e arrumar de vez os fantasmas.
CARANGUEJO
O setor que está sublinhado neste mês é o que representa a consciência mais profunda de cada um de nós. Quanto melhor me conheço, melhor me posso entregar aos outros. Quanto mais adquirir consciência de mim, mais criatividade e generosidade poderei experimentar. Desenvolver a sua consciência pessoal é o desafio que os astros lhe lançam.
GÉMEOS
Atravessa um momento em que se sentirá obrigado a um maior trabalho para conseguir equilibrar as suas finanças e para satisfazer as necessidades dos outros. Esta pode ser uma forma de amadurecer e aprender a controlar as suas reações. Além de resolver possíveis conflitos interiores, ganha experiência para o futuro.
TOURO
É possível que surja um conflito na sua vida. Por muito que lhe pareça que isso não é agradável, pense que todas as experiências são enriquecedoras e que poderá sair com um maior autoconhecimento. No futuro, tirará daí os seus frutos. Assuntos burocráticos ou legais poderão ter de ser resolvidos agora. Debruce-se sobre eles.
CARNEIRO
O Sol está na sua casa dos amores e das uniões. Este poderá ser um período em que a relação com o cônjuge ou com um sócio se solidifique. É ainda um momento oportuno para analisar o seu relacionamento afetivo e amoroso e para descobrir aquilo que o cônjuge necessita para evoluir como pessoa.
PEIXES
Este é um período de crescimento e de otimismo tanto a nível do seu mundo interior como do exterior. Poderá ligar-se a amigos com quem faz uma viagem ou com quem colabora num projeto. Terá a oportunidade de fazer viagens físicas ou mentais através de leituras, que lhe vão permitir uma maior compreensão do mundo que o rodeia.
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