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REVISTA AMAR - SETEMBRO 2019

Page 1

EDIÇÃO 44 • ANO 4 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

AO ENCONTRO SETEMBRO2019


O Executivo da CCWU Canadian Construction Workers Union deseja a todos os seus membros e Comunidade Portuguesa um Feliz Dia do Trabalhador!

Canadian Construction Workers Union Proud representative of the hard working men and women in the Canadian Construction Industry Presidente: Joel Filipe Financial Secretary: João Dias Vice-Presidente: Victor Ferreira Recording Secretary: Luis Torres Trustee: Ana Aguiar

1170 SHEPPARD AVENUE WEST, UNIT 42 - NORTH YORK, ONTARIO - M3K 2A3 TELEPHONE: 416.762.1010

·

FAX: 416.762.1012


Ficha Técnica Direção

Carmo Monteiro Manuel DaCosta

Edição Gráfica Carlos Monteiro David Ganhão

Conteúdos 6

Torneio de Boccia

Marketing

A LiUNA Local 506 realizou, no recinto do Centro de Formação, o 28º Torneio de Boccia - Nick Barbieri.

Fotografia

14

Carmo Monteiro MDC Media Group Carmo Monteiro Carlos Monteiro

Colaboradores

Armando Correa de Siqueira Neto Artur F. Guedes Carlos Cruchinho David Gonçalves Helena Rodrigues Isabel Rebelo Madalena Balça Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador

Participação Especial Leila Couto Manuel DaCosta Mathew Carias Sara Dias Oliveira Sofia Teixeira Sónio Falcão da Fonseca

Agradecimentos Inês Barbosa Inês Carpinteiro LiUNA Local 506 Notícias Magazine MDC Media Group Távora Foods

Contacto

www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar

416.806.7616

Encontros com o Património da Humanidade Carlos Cruchinho leva-nos numa viagem pela Universidade de Coimbra, Alta e Sofia.

20

Regresso às aulas Ansiedade nas crianças

26 Berlim

A imponente capital alemã

$4.99

página 22 página 24

Testemunhou complexos momentos da História, mas a solidez de Berlim continuou inquebrável. Ainda assim, os vestígios do passado continuam visíveis, tornando-a uma das cidades mais interessantes do velho continente.

36

Chegou finalmente

48

António Zambujo

página 46

Agora, que se escreve mais uma “página” da história dos meios de comunicação social de língua portuguesa no Canadá, a Revista Amar dá-lhe a conhecer as novidades da Camões TV.

António Zambujo ganhou lugar destacado na música portuguesa recusando-se sempre – por instinto, por crença e por necessidade artística – a ficar confinado a um estilo, a uma escola ou a um género.

Os limites da sustentabilidade

Custo estimado por exemplar

página 10

O seu filho já anda impaciente? E a dormir mal? Com a aproximação do início do ano letivo vem a ansiedade de quem passou três meses com a família, longe de colegas e professores.

58

Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group.

Setembro 2019

José Carreira traz-nos um olhar sobre a sociedade e algumas instituições responsáveis por movimento de solidariedade.

66 Hipnoseclínicaeostress

O puzzle que integra a vida pessoal e a vida profissional pode ser uma imagem stressante. Peças ficam de fora. Outras entram á força. Nos puzzles, o raciocínio é bem mais importante que a agilidade e a força física.

página 52

página 62

página 68 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.


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LIUNA LOCAL 506

F O T O G R A F I A

©

M O N T E I R O

Torneio Anual de Boccia

N

o dia 22 de agosto, a LiUNA Local 506 realizou, no recinto do Centro de Formação, o 28º Torneio de Boccia - Nick Barbieri. A edição de 2019 contou com 52 equipas, formada por 4 pessoas cada. O montante angariado rondou os $135,000 que serão entregues no torneio de 2020. Carmen Principato, Business Manager da Local 506, encontrava-se muito feliz por terem doado o montante angariado na edição de 2018, entregando 3 cheques no valor de $25,000 cada ao Food 4 Kids Mississauga, Waves of Change for Autism e The Down Syndrome Association of Toronto. Visivelmente emocionado, Carmen Principato conto-nos que “olhando para quantas pessoas se encontram aqui e o quanto este dia é importante para nós... Chegar ao 100º aniversário, ter um dia como de hoje, conseguir $75,000 para doar é fantástico. Para nós, hoje é um dia bom. 2019 é um bom ano, nunca o iremos esquecer pois fazemos 100 anos. Este ano, todos os dias são dias especiais”. Tony do Vale, tesoureiro da Local 506 contou-nos que “este evento foi criado por um tesoureiro que nós tivemos há anos atrás, que infelizmente já faleceu, o Nick Barbieri. Depois começámos a fazer isso não só por homenagem a ele e à sua causa, mas também para ajudar outros casos e organizações que existem na comunidade - para o ano também vamos tentar fazer com as da nossa comunidade. Não vou dizer quem é, no futuro vão ficar a saber. O importante é que hoje estamos a angariar dinheiro para organizações que precisam – autismo, síndrome de down e para o The Children’s Breakfast Club, em Oakville, que são escolas

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C A R M O

com crianças que não têm comida para comer de manhã. Os pais não têm possibilidades e nós vamos fazer um donativo para eles também, para eles poderem ter pequeno-almoço”. Joseph Mancinelli não conseguiu conter o entusiasmo e satisfação: “Inacreditável! Temos tanta sorte! 30 graus... é perfeito! É bom ver os míudos que vieram – alguns têm autismo, outros têm sindrome e que estão a jogar no torneio de boccia! Eles até têm a sua própria equipe, o que é muito bom de se ver. As pessoas estão a diverter-se, a passar um bom tempo, a angariar fundos... É fantástico!”. Pai de uma criança com necessidades especiais, Joe Mancinelli não esconde que este tipo de iniciativas são muito especiais. “Muito especial! Nós, como organização, angariamos muitos fundos para instituições de caridade para crianças... crianças com necessidades especiais de todo o tipo, sejam com deficiência física ou outras necessidades especiais. Aquece o coração ver que a LiUNA faz a diferença através de angariações (...). É fazer a diferença na nossa comunidade. Como pai de uma criança com necessidades especiais, é muito especial ver um grupo de crianças da área de Toronto a serem beneficiadas pelas pessoas que estão aqui hoje a se divertir.” A Revista Amar louva e felicita a LiUNA por estas ações de angariação de fundos, através de torneios e outros eventos, que se realizam há vários anos e que se traduzem em donativos anuais na casa dos milhões de doláres para instituições e organizações.


Amar I 7


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LIUNA LOCAL 506


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A histรณria

do Vinho

10 I Amar


A

história do vinho tem grande importância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um produto que acompanhou grande parte da evolução económica e sociocultural de várias civilizações ocidentais e orientais. O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo (“E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.” Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dádiva dos deuses. Hititas, babilónicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspetiva. Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nómades se tornaram sedentários. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local graínhas datadas entre 8000 a. C. e 5000 a. C..

Entre os egípcios Os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 3000 a 1000 a. C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações. Os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes usavam-nos em rituais; os nobres, em festas de todos os tipos; as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de sua compra. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno quanto externo. Os primeiros enólogos foram egípcios. A partir de 2500 a. C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2000 a. C., chegaram à Grécia.

Na Grécia Cultivado ao longo da costa do Mediterrâneo, o vinho seria cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego. No mundo mitológico, Dionísio, filho de Zeus e membro do 1º escalão do Olimpo, era o deus das belas artes, do teatro e do vinho. A bebida tornou-se mais cultivada e cultuada do que jamais fora no Egito, sendo apreciada por todas as classes. A partir de 1000 a. C., os gregos começam, a plantar videiras em outras regiões europeias. A bebida embriagou a Itália, Sicília, seguindo para a Península Ibérica. Os gregos fundaram Marselha e comercializaram o vinho com os nativos, sendo este o primeiro contato entre a bebida e a futura França. Para o gosto contemporâneo, o vinho daquela época era bastante incomum. Homero o descreveu delicado e suave, mas apesar do romantismo e das tradições festivas que a bebida evocou na época, o vinho da Antiguidade “era ingerido com água do mar e reduzido a um xarope tão espesso e turvo que tinha que ser coado num pano e dissolvido em água quente”, afirma o historiador inglês e enólogo Hugh Johnson, autor do livro A História do Vinho ’(CMS Editora)’.

Em Roma Fundada em 753 a. C., Roma era inicialmente uma vila de pastores e agricultores. A partir do século VI a. C., começou a se expandir e, já em 146 a. C., a Península Itálica, o Mediterrâneo e a Grécia estavam anexados ao seu território. Os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Os romanos levavam o vinho quase como uma “demarcação de território”, uma forma de impor seus costumes e sua cultura nas áreas que conquistavam. Dessa forma, o vinho terminou virando a bebida dos legionários, dos gladiadores, das tabernas enfurnadas de soldados. Junto com os romanos, os vinhedos chegaram à Grã-Bretanha, à Germânia e, por fim, à Gália que mais tarde viria a se chamar França. Diferentemente do que se leu nas histórias de Asterix, Roma não tardou em conquistar toda a região da Gália. Sob o comando do imperador Júlio César, enfrentaram os gauleses e, seguindo pelo vale do Rhône, chegaram até Bordéus. A disseminação das videiras pelas outras províncias gaulesas foi imediata, e pode ser considerada um dos mais importantes fatos na história do vinho. Nos séculos seguintes, cidades como Borgonha e Tréveris surgiram como centros de exportação de vinhos, que inclusive eram superiores aos importados. A predileção da época era pelo vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tardar possível, ou adotavam um antigo método, colhendo-as imaturas e deixando-as no Sol para secar e concentrar o açúcar. Diferente dos gregos, que armazenavam a bebida em ânforas, o processo romano de envelhecimento era moderno. O vinho era guardado em barris de madeira, o que aprimorava o sabor do vinho (o mesmo ainda é feito no cultivo das videiras ao sul da Itália e de Portugal). Ao lado do Império, o vinho atingiu o apogeu nos séculos I e II. Na mesma época, as hordas bárbaras que atacavam Roma aumentavam, e as guerras se tornaram incessantes, fazendo declinar o Império. Sua divisão em duas partes, a Ocidental (sede em Roma) e Oriental (sede em Constantinopla) piorou o controle da situação política e económica, defasando vários setores. O vinho importado se tornou superior, diminuindo o lucro dos vinhedos romanos e tornando a vinicultura interna cara e fraca. As inúmeras baixas do exército e a constante perda de terras fizeram o Império Romano dar seus últimos passos. Em 476, após a queda do último imperador, o Império Romano Ocidental entrou em colapso. Mas o vinho já não fazia parte de Roma. Era maior, assumira vida própria.

Na Idade Média Sucedendo a queda romana, uma grande crise abateu a Europa. Províncias foram reduzidas a reinos de futuro impreciso que se relacionavam mal, causando grande instabilidade económica. A produção do vinho sofreu então um retrocesso neste continente. Já não envelhecia mais em barris de boa madeira, o que implica o aumento do tempo de oxidação da bebida. Como consequência, o seu consumo tinha que ser imediato, perdendo a áurea de fineza dos vinhos antigos. A vinicultura somente voltaria a ser beneficiada com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica. Desde o século IV, quando o imperador romano Constantino converteu-se ao cristianismo, a Igreja fortaleceu-se como instituição. Foi considerada a detentora da verdade e da sabedoria. Amar I 11


O simbolismo do vinho na liturgia católica não poderia ter enfoque maior: era o sangue de Cristo. A Igreja começou a se estabelecer como proprietária de extensos vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da Europa. Os mosteiros eram recantos de paz, onde o vinho era produzido para o sacramento da eucaristia e para o próprio sustento dos monges. Importantes mosteiros franceses se localizavam em Borgonha e Champagne, regiões que foram e são “nascentes” de vinhos de qualidade. A bebida também se sobressaiu no setor médico: acreditava-se que vinho aromatizado possuía propriedades curativas contra diversas doenças. Com o aprimoramento das receitas, surgiram outros vinhos além do tinto, como os brancos, rosés e espumantes. Por volta do século XIII, as cruzadas católicas livraram o Mar Mediterrâneo do monopólio árabe, possibilitando a exportação do vinho pelas vias marítimas.

Na Idade Moderna Com as grandes navegações, o continente americano recebeu os vinhedos durante o período de colonização espanhola. Cristóvão Colombo trouxe uvas às Antilhas em 1493, e após a adaptação às terras tropicais, as videiras foram exportadas para o México, os Estados Unidos e as colónias espanholas na América do Sul.

Nos tempos atuais Já com a Revolução Industrial, no século XVIII, o vinho perdeu muito em qualidade, porque passou a ser fabricado com técnicas bem menos rústicas, para possibilitar sua produção em massa e venda barata. Embora as antigas tradições tentassem ser preservadas em regiões interioranas francesas, italianas e alemãs, a produção vinícola sofreu modificações irremediáveis para adaptar-se ao mundo industrializado. No século XX, a vitivinicultura evoluiu muito, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. O cruzamento genético das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram substancialmente a qualidade e o sabor do vinho, feito sob medida para agradar os mais diversos paladares.

Portugal A introdução da produção vinícola em Portugal continua encoberta por questões ainda não resolvidas em termos de investigação. A primeira referência existente ao consumo de esta bebida fermentada no território em que hoje está localizado Portugal é de Estrabão, que em sua obra, Geographia, observa que os habitantes do Noroeste da Península Ibérica já consumiam vinho, embora de forma bárbara (Livro III). A primeira referência à produção vinícola em Portugal é de 989, provindo do Livro de Datas do Convento de Fiães, sendo a zona do Douro a mais antiga região demarcada no mundo. 12 I Amar

A história do vinho em Portugal vai para além da fundação da nacionalidade. Considera-se que a primeira vinha foi plantada na Península Ibérica (no vale do Tejo e no vale do Sado) cerca de 2000 a. C., pelos Tartessos. Mais tarde, os Fenícios introduziram novas castas e tomaram conta do comércio do vinho. No século VII a. C. os gregos instalaram-se na Península Ibérica, e também deram o seu contributo para o desenvolvimento da cultura da vinha, alcançando grandes progressos na forma de cultivar e produzir vinho. Mais tarde, com a presença dos Romanos no século II a. C., o vinho tornou-se um símbolo cultural, sendo um dos ícones do poder e riqueza no Império Romano. Com a fundação de Portugal, o vinho manteve a sua importância, enquanto produto base na alimentação diária e enquanto símbolo da cultura de um povo, sendo logo nesse tempo o produto mais exportado por Portugal. Assim continuou até à altura dos descobrimentos, pois as caravelas levavam sempre vinho, levando desta forma o vinho a locais distantes. A vinha e o vinho foram introduzidos em diversos sítios do mundo através do Império Português. Um momento chave para um incremento nunca visto no comércio e posteriormente na produção do vinho, foi a assinatura do Tratado de Methuen em 1703. Com a sua assinatura, o comércio entre Portugal e Inglaterra ficou facilitado, ao abrigo de condições especiais para a entrada do vinho português em Inglaterra. Fruto deste aprofundamento comercial, em 1756 o Vinho do Porto já era tão famoso e importante no comércio entre os dois países, que foi criada a primeira região demarcada do mundo, a região Alto Douro. Desde essa altura a produção de vinhos em Portugal teve altos e baixos, mas manteve sempre a sua importância em termos económicos, culturais e sociais. Os vinhos portugueses sempre se caracterizaram por uma grande variedade de uvas regionais, o que dá um sabor especial ao produto de cada região. Durante o governo de Salazar, foi incentivado o cultivo de uvas mais comerciais, sendo que, após a Revolução dos Cravos (1974) se voltou a incentivar o cultivo das variedades regionais. A produção de uvas e de vinho é tradicionalmente dispersa, com elevado número de produtores de uvas e um elevado número de pequenas adegas. Nas décadas de 50 e 60 do século XX, houve um esforço de concentração da oferta de vinho, com a criação de mais de uma centena de adegas cooperativas distribuídas por todo o país[1]. Essas adegas, na sua grande maioria, permaneceram ativas até à adesão de Portugal à CEE e transformavam as uvas de milhares de pequenos agricultores, a maioria dos quais em explorações polivalentes. Para muitos desses agricultores, a receita proveniente das uvas que entregavam à adega constituía a verba mais avultada que entrava na exploração (e, na maioria dos casos, no agregado familiar) ao longo de todo o ano, sendo essa a verba que permitia fazer alguns investimentos de melhoria da exploração ou aquisição de património.


Brasil A história do vinho no Brasil inicia-se com o descobrimento, em 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral. Relatos indicam que as treze caravelas que partiram de Portugal carregavam pelo menos 65 mil litros de vinho, para consumo dos marinheiros. As primeiras videiras foram introduzidas no Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1532, na capitania de São Vicente. As cultivares, que posteriormente se espalhariam por outras regiões do Brasil, eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, adequadas para a produção de vinho), oriundas de Portugal e da Espanha. No mesmo ano, o fundador da cidade de Santos, Brás Cubas, foi o primeiro a tentar cultivar videiras de forma mais ordenada. No entanto, da mesma forma que a tentativa precedente, não obteve muito êxito. Em parte, o insucesso da produção de vinhos deu-se pelo protecionismo comercial exercido por Portugal, tendo a corte inclusive proibido o cultivo de uvas, em 1789. No Rio Grande do Sul, as primeiras videiras foram introduzidas pelos padres jesuítas ainda em 1626, posto que necessitavam do vinho para os rituais da missa católica. A introdução de outras cultivares européias no Rio Grande se deu com a chegada dos imigrantes alemães, que obtiveram bons resultados.

uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras finas não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fúngicas. Porém, com a adoção da variedade Isabel, então cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio dos Sinos e no Vale do Caí, deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade duvidosa, espalhou-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Mas foi somente a partir da década de 1990 que vinhos de maior qualidade passaram a ser produzidos, com crescente profissionalização e a adaptação de uvas finas (Vitis vinifera) ao clima peculiar da Serra Gaúcha. A região produz hoje vinhos de qualidade bastante satisfatória e crescente.

As videiras americanas, especialmente das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas em 1840 pelo comerciante Thomas Master, que as plantou na Ilha dos Marinheiros. Estas uvas serviam basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.

Destaca-se no Brasil a produção de espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável. Os espumantes brasileiros são hoje classificados como vinhos de boa qualidade, mas ainda carentes de distribuição mundial e reconhecimento. O consumo vinho no Brasil ainda é muito pequeno e restrito apesar do forte impulso que o mercado recebeu nos últimos 30 anos. O hábito de beber vinho, sempre presente nas mesas mais abastadas e também dos imigrantes europeus, chegou ao brasileiro médio com o início da importação de vinhos europeus entre os anos 70 e 80 dos famosos rieslings de garrafa azul, de baixo custo e, diga-se, de péssima qualidade, mas que caiu no gosto popular. O tempo e a apuração do paladar fez com que o brasileiro passasse a exigir produtos melhores provocando a importação de novos rótulos e maiores cuidados com a produção nacional levando o vinho, de fato, a fazer parte da mesa brasileira.

A viniviticultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Vêneto - e

Fontes: Academia do Vinho, Adega do Vinho e Wikipedia

Artur F. Guedes

MACEDO

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Créditos © Vitor Murta 14 I Amar


Encontros com o

Património da Humanidade Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

N

este novo encontro com o Património da Humanidade destaque para a Universidade Coimbra, Alta e a baixa da Sofia dão mote para a escrita deste apontamento. Decorria o ano de 1290 da graça de Deus quando D. Dinis por sua livre e espontânea vontade autoriza a criação do Estudo Geral. A sua criação acompanhou o uso exclusivo da língua portuguesa nos documentos oficiais. E pela Magna Charta Privilegiorum, primeiro estatuto da Universidade conhecido, esta concedia aos estudantes vários privilégios, criando um verdadeiro bairro escolar. Apesar de ser uma instituição multisecular, a Universidade de Coimbra sempre soube adaptar-se aos novos tempos. O equilíbrio da inovação com a história está sempre bem presente, o caminho faz-se andando e de muito trabalho e perseverança.


Após uma breve pesquisa sobre a candidatura da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia a Património Mundial da Humanidade enviado à UNESCO, deparei-me com dezassete atributos que convenceram o júri reunido em Phnom Penh, no Camboja. Darei destaque aos mais relevantes, tais como:

Uma das mais antigas universidades da Europa É fundada em 1290 em Lisboa por iniciativa do rei D. Dinis. Faz parte do escasso lote de quinze universidades ativas na Europa, no final do século XIII. Após um período de alternância entre as cidades de Lisboa e Coimbra, a transferência definitiva ocorre em 1537, pela mão de D. João III e contando com a forte influência do Mosteiro de Santa Cruz.

A excecionalidade da Biblioteca Joanina Fundada como livraria de estudo, reservada ao serviço da comunidade universitária, assume-se como uma das mais deslumbrantes bibliotecas do mundo, contribuindo para tal, quer a sua forma e riqueza decorativa, quer o seu valioso fundo bibliográfico composto por cerca de duzentos mil volumes, datados entre os séculos XVI a XVIII, e que ainda hoje podem ser consultados.

Créditos: Direitos Reservados

Universidade de tradições académicas seculares Há tradições características das práticas simbólicas associadas às festividades cíclicas académicas, cujas origens se perdem nos seus sete séculos de história. Desde a cultura académica institucionalizada (doutoramentos Honoris Causa, Abertura Solene das Aulas, etc.) às manifestações mais espontâneas como o cortejo da Latada.

Universidade da consolidação, difusão e expansão da língua Enquanto sede da única universidade portuguesa, Coimbra tornou-se, ao longo dos séculos, um importante pólo cultural, tendo a norma culta desta cidade exercido grande influência no saber linguístico dos estudantes, os quais acabariam por influenciar os povos de outros espaços geográficos. Importante ainda a passagem pela instituição de muitos importantes nomes da literatura nacional.

A participação da Universidade na formação do Estado Português A Universidade de Coimbra, responsável pela formação dos principais quadros dirigentes nacionais, foi uma das principais e uma das mais enérgicas instituições a participar na formação ideológica do Estado Português ao longo dos séculos. Considerada o “termómetro” político do país, a instituição universitária acompanhou as convulsões políticas e sociais do país, oscilando entre as manifestações de apoio aos regimes vigentes ou em sua oposição. 16 I Amar


Gastronomia Nesta jornada pela Beira Litoral e sendo horas de almoço, nada melhor que escolher entre a proximidade do mar ou invadir terras mais serranas. A escolha entre as diversas iguarias a saborear poderá ser difícil, porém os viajantes poderão sempre escolher algo típico. Entre as caldeiradas da Nazaré, o arroz de marisco de S. Pedro de Moel, subindo para Coimbra e Mealhada, surgem o leitão assado ou em caldeirada, a chanfana (guisado de cabra com vinho tinto) acompanhadas de batata cozida ou a murro. Independentemente do repasto escolhido, deixo uma sugestão de escanção amador para a escolha do vinho. Casa de Saima, Grande Reserva 2011, Baga e Touriga Nacional, com ligeiro ascendente da primeira. Uma versão moderna e quente da Bairrada. Para sobremesa a doçaria conventual marca forte presença sobressaindo as arrufadas, os pastéis de Tentúgal, lampreia doce de Lorvão, beijinhos do céu, palermos cobertos e nabadas. No caso de não apreciar doces, sempre pode optar por degustar uma boa fatia de queijo Rabaçal, apresentando-se mole e liso quando fresco, e mesmo curado conserva um sabor único e inconfundível.

Créditos: Direitos Reservados

Ao viajar por terras de Coimbra e tendo como companheiros de viagem as tricanas e o Bazófias, inesquecível será assistir à Serenata Monumental da Queima das Fitas. O fado de Coimbra e os estudantes de capa e batina marca identitária desta cidade, por ela passaram grandes vultos da cultura portuguesa. Deixo em jeito de homenagem a José Afonso e Adriano Correia de Oliveira a letra de dois temas incontornáveis do cancioneiro estudantil.

Oh Coimbra do Mondego Oh Coimbra do Mondego e dos amores que eu lá tive [bis] quem te não viu anda cego

Fontes: Universidade de Coimbra Alta e Sofia – Património Mundial - www.worldheritage.uc.pt/pt/atributos

quem te não ama não vive quem te não viu anda cego quem te não ama não vive Do Choupal até à Lapa foi Coimbra meus amores [bis]

Carlos Cruchinho

Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais

e sombra da minha capa deu no chão abriu em flores [bis]

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Língua Portuguesa

José Eduardo Agualusa J

osé Eduardo Agualusa Alves da Cunha (Huambo, 13 de dezembro de 1960) é um jornalista, escritor e editor angolano de ascendência portuguesa e brasileira. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista e autor de literatura infantil. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998); também os seus contos e livros infantis foram merecedores de prémios, como o Grande Prémio de Conto da APE e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, respetivamente. “O Vendedor de Passados” ganhou o Independent Foreign Fiction Prize, em 2004, e, mais recentemente, o romance “Teoria Geral do Esquecimento” foi finalista do Man Booker International, em 2016, e vencedor do International Dublin Literary Award (antigo IMPAC Dublin Award), em 2017.

18 I Amar

Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: DR


“TEORIA GERAL DO ESQUECIMENTO”

Obra Literária

Sinopse Durante os tumultos da véspera da independência de Angola, uma mulher portuguesa, Ludovica Fernandes Mano - aterrorizada com os acontecimentos - decide proteger-se e isolar-se no seu apartamento. Ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobrevive a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar,

sofrer. Morre em Luanda, na Clínica Sagrada Esperança (curiosamente, o título de um livro de poemas de Agostinho Neto), na madrugada de 5 de outubro de 2010, contando oitenta e cinco anos. Durante esses trinta anos, Ludovica («Ludo») escreve um diário, vários poemas e um vasto conjunto de reflexões sobre esse período - além de desenhos a carvão nas paredes do apartamento. Tudo registado em cadernos e papéis que Sabalu Estêvão Capitango ofereceu ao narrador deste livro.

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Regresso às aulas:

como lidar com a ansiedade das crianças?

O

seu filho já anda impaciente? E a dormir mal? Com a aproximação do início do ano letivo vem a ansiedade de quem passou três meses com a família, longe de colegas e professores. Se na maioria dos casos as crianças apresentam uma inquietação normal por regressarem à escola e mostrarem a roupa nova e os materiais acabados de comprar, outras chegam a ficar «doentes» só de pensarem em voltar à rotina. Muito ativo e desorganizado, com uma forte imaginação, não foi nada fácil para Carlos, de 6 anos, ingressar no 1º ano. Todas as manhãs pedia aos pais para não o levarem à escola. Ia, tinha de ir. Mas, uma vez lá, desestabilizava a turma com constantes brincadeiras. Após várias repreensões, foi colocado na última fila para não perturbar tanto. Foi ficando sozinho e era dado como um mau exemplo de aluno. No recreio tornou-se agressivo e era permanentemente gozado. «Nunca vou ser bom em nada» passou a ser uma frase constante. E ia entristecendo. Este é um de vários casos – felizmente, são a minoria – em que a escola não é apelativa para a criança. Professores, psicólogos e outros especialistas são de opinião de que um trabalho conjunto entre a escola e a família ajuda a superar esta aversão que, geralmente, se dissipa por si mesma com a habituação à nova realidade. «Todas as mudanças implicam ansiedade, devido ao medo do desconhecido subjacente a cada transição», diz Teresa Andrade, psicóloga e professora no Instituto Superior de Saúde Egas Moniz.

Na transição para o 1º ciclo, são várias as mudanças e ainda mais as expetativas. Transitar de um lugar maioritariamente de brincadeira – a creche ou o convívio com os avós – para um de maior trabalho estruturado pode criar dificuldades e desafios, dependendo da personalidade, da maturidade e de caraterísticas específicas de cada criança Assim, crianças mais calmas, com níveis mais elevados de atenção e concentração, obedientes e organizadas, com um desenvolvimento cognitivo e emocional saudáveis, são, na opinião dos especialistas, as que acabam por se adaptar mais facilmente a esta e a qualquer outra etapa da vida. No entanto, Susana Algarvio, psicoterapeuta e professora no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, sublinha o facto de a ansiedade do início do ano letivo ser normal, «independentemente dos resultados escolares». «Há bons alunos que se sentem ansiosos perante um novo desafio, assim como há alunos com histórias de insucesso escolar que sentem o mesmo tipo de ansiedade.» Mas a 20 I Amar

ansiedade excessiva pode gerar «comportamentos de evitamento, que podem, em casos extremos, conduzir a fobias». E é isso que deve ser evitado a todo o custo, para o bem-estar da criança.

“No meu tempo é que era.” Não diga isso ao seu filho Irritabilidade, pesadelos, perturbações do sono e alimentares, como perda de apetite ou comer em excesso, ou ainda o medo de não se lembrar das aprendizagens escolares, são alguns dos sintomas inerentes à mudança e reações frequentes perante marcos importantes como a entrada para o 1º ciclo do ensino básico – um alicerce que poderá ser determinante no adulto em que a criança se tornará. Caso os sintomas persistam, os pais devem procurar ajuda especializada. Em primeiro lugar, o problema deve ser exposto aos professores, que deverão conduzir a família para uma consulta de psicologia de forma a identificar o problema e tentar resolvê-lo. Em alguns casos, a adaptação torna-se um processo mais difícil, que se prende fundamentalmente com o tipo de relação estabelecida entre cuidador e criança e que acaba por fragilizar esse mesmo processo. É aqui que, segundo Susana Algarvio, «os pais são uma peça-chave na adaptação da criança». Para esta psicoterapeuta, os sintomas são, regra geral, passageiros se os pais apresentarem a escola como uma etapa positiva na vida dos filhos. O que nem sempre acontece. «Os pais podem reforçar negativamente a ansiedade das crianças ao apresentarem a escola como algo repressivo e castigador, dizendo coisas como “quando fores para a escola já não vais poder fazer isto ou aquilo”, esperando que a instituição e o professor os substituam na educação dos seus filhos, mostrando-se demasiado ansiosos relativamente à relação com as outras crianças, ou fazendo comparações com outros filhos ou outras crianças membros da família.» Outro erro frequente é a comparação com outros tempos. Afinal, estes problemas de adaptação ao meio escolar são exclusivos da vida moderna? São, pelo menos, mais acentuados. E a razão é simples, defende Ana (nome fictício), professora da Escola EB1 Padre Andrade (agrupamento de escolas Frei Gonçalo de Azevedo), em São Domingos de Rana, Cascais. «Hoje os pais não têm tempo de qualidade para os filhos e estes acabam por ficar demasiado tempo na escola e pouco em casa. Sente-se que não existem relações/ ligações familiares profundas e consistentes. Não há tempo de “rua” para brincar, as novas tecnologias também acabam por isolar e afastar não só as crianças entre si, mas também da própria família. Todos estes e outros fatores conjugados acabam por transformar as crianças em seres mais carentes emocional e afetivamente, o que irá ter impacto na sua forma de estar na escola.»


Pedir ajuda quando for necessário Cada indivíduo tem caraterísticas únicas. A experiência de 21 anos com alunos do ensino básico diz a Ana que «cada educador da escola age e reage perante determinada situação em função da personalidade, da maturidade e da experiência ou criança. Mas há um esforço conjunto para entender e ajudar essas crianças, independentemente de ser ou não o professor titular do aluno.» Para facilitar a integração (dos alunos mas também dos pais) neste novo mundo que se abre, é imprescindível a interação da comunidade educativa – professores, pais, psicólogos e alunos. Todos têm uma palavra a dizer ou dão sinais daquilo que sentem. No caso das crianças, muitas vezes é necessário descodificar as suas atitudes em relação à escola. Susana Algarvio defende que «as crianças devem ser informadas sobre aquilo que as espera: um professor com quem irão aprender, a quem deverão respeitar, que esclarecerá as suas dúvidas e que as ajudará a ultrapassar as suas dificuldades ». No fundo, falar previamente sobre aquela pessoa e que é alguém em quem podem confiar. Tão ou mais importante do que dizer «vais aprender a ler e a escrever» é explicar aos filhos que a escola é um lugar seguro, onde irá fazer desenhos e encontrar novos amigos com quem brincar. E como esta é uma fase em que os pais também estão a aprender, as suas preocupações devem ser sempre tomadas em consideração por aqueles que são mais experientes em arranques de anos letivos. As preocupações, dúvidas ou reservas dos encarregados de educação, segundo Susana Algarvio, «nunca devem ser desvalorizadas pelos professores ou por outros técnicos. Os pais devem ser sempre esclarecidos sobre as questões que põem porque a sua adaptação a esta nova etapa dos filhos condicionará a adaptação destes, sobretudo nos primeiros níveis de ensino».

Também os professores, por mais experientes que sejam, têm dúvidas e dificuldades em lidar com algumas situações. Os psicólogos em ambiente escolar (e não só) podem ajudar nessa tarefa de procurar entender os porquês de crianças e pais, no sentido de lhes fornecer ferramentas para entrar com o pé direito no novo ano letivo.

A escola também tem de se adaptar As crianças não são todas iguais, defende Teresa Andrade. Para esta psicóloga, algumas, como Carlos (ver texto), não se encaixam no padrão de ensino vigente e há que ajudá-las na integração escolar de uma forma apelativa. Estamos perante alunos que «só a muito custo suportam as horas que lhes pedem que estejam sentados, calados e sossegados». Infelizmente, muitos pais tendem a pensar que os seus filhos têm algo de errado «porque não conseguem ser iguais às outras crianças». Nada disso. Os meninos são todos diferentes e cada um requer uma maneira de ensinar diferente. Aqui entram os encarregados de educação, no papel de educadores. «Os pais podem complementar o ensino com outras atividades de aprendizagem que agradem mais à sua criança», diz a psicóloga, dando exemplos de como cativar a atenção dos filhos para as matérias escolares. Tal pode ser feito através «de jogos, passeios, aprender com os mais velhos a fazer coisas estimulantes, aprender matemática com a natureza ou a ler e escrever fazendo a criança inventar uma história que ela própria vai escrevendo».

Sofia Teixeira

NM

Amar I 21


N ó s e a Le i Tem cidadania portuguesa e divorciou-se no estrangeiro, o que fazer em Portugal?

O Processo

de Revisão de Sentença Estrangeira

O

Código do Registo Civil em Portugal refere que todo o cidadão português, que se casa ou divorcia no estrangeiro, deve transcrever estes atos no seu registo civil português. Tal como o casamento de portugueses realizado no estrangeiro, só é eficaz em Portugal se for registado junto do registo civil português, o divórcio realizado no estrangeiro só é eficaz, se também for registado no registo civil português. Esta transcrição é operada através de um mecanismo, que se apelida de Processo de Revisão de Sentença Estrangeira, que mais não é do que uma sentença que reconhece os efeitos do divórcio em Portugal. Ou seja, se está divorciado no Canadá e se não procedeu à Revisão da Sentença Estrangeira, através de Tribunal Português, continuará casado(a) com a sua primeira mulher/marido, para todos os efeitos legais em Portugal.


Note-se que basta um dos cidadãos ser português para o registo ser obrigatório em Portugal, mesmo que a outra pessoa com quem se casa seja estrangeiro(a). Por exemplo, um(a) canadiano(a), tem de registar na mesma o casamento e o divórcio realizado no Canadá em Portugal. A lei assim o exige para a proteção dos direitos dos seus cidadãos, para se evitar, por exemplo, o crime de bigamia, previsto no artigo 247.º no nosso Código Penal desde a origem daquele diploma legal1. O pedido de revisão de sentença estrangeira tem de ser formulado por um advogado. Contudo, apesar de se chamar “sentença”, o juiz não vai avaliar novamente o fundamento do divórcio, apenas vai olhar para os requisitos formais previstos no Código de Processo Civil como, por exemplo, se é ou não contrário ao princípio da ordem pública internacional do Estado Português2.

O processo de Revisão Sentença Estrangeira, não serve apenas para divórcios, mas para todas as sentenças estrangeiras que necessitem de produzir efeitos em Portugal, como casos de: adoção, interdição, incapacidade, acordo de regulação do exercício das responsabilidades parentais, entre outros.

1 -A prática deste crime ocorre quando alguém que sendo já casado contrai outro casamento; ou quem contrair casamento com pessoa casada, e é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias. 2 - Neste sentido, Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, de 8.11.2018: “Com uma revisão de sentença estrangeira não se visa um qualquer reexame do mérito da causa onde foi proferida, mas apenas se procura verificar o aspecto formal dessa sentença, isto é, apenas se verifica se estão ou não preenchidos os requisitos formais previstos nas alíneas do artº. 980º do NCPC”.

Importante também ressalvar que podem ser as duas partes a requerer o processo de revisão de sentença estrangeira, o que torna o processo mais célere, mais rápido, ou só uma das partes a requerer. Todavia, caso apenas só seja pedido por uma das partes, o processo de revisão demora mais tempo, pois tem que correr os prazos para a outra parte ser citada e quando as pessoas residem no estrangeiro há prazos dilatórios, isto é, os prazos são maiores. Após a revisão e confirmação da sentença pelo Tribunal português, o Tribunal notifica oficiosamente a Conservatória do Registo Civil para que seja providenciado o averbamento do divórcio no assento de nascimento e casamento do cidadão português, atualizando-se desta forma o estado civil do cidadão em Portugal.

Sónia Falcão da Fonseca & Leila Do Couto,

Advogadas da Lei Portuguesa artigo oferecido por Luso Services & Consulting Inc.

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Aproxime-se

dos melhores

H

á uma regra clara para a vida profissional que determina bastante o grau de desenvolvimento do colaborador. Ela diz respeito ao nível de conhecimento e inteligência das pessoas de convívio. Dependendo de quem são tais pessoas, avança-se, estaciona-se ou retrocede-se no ambiente de trabalho. Gente que só fala mal de tudo e é pessimista arrasta consigo todos quantos lhe seguem na direção do buraco em que se situa tal mentalidade. Pessoas que possuem um nível semelhante mantêm um tipo de relacionamento que pouco oferece ao cres-

cimento, a não ser que estejam em busca de algo melhor. E, finalmente, há aqueles que já se encontram em melhor nível. Muitos fogem ao perceber a diferença superior existente no outro. Todavia, se você quer avançar, é justamente se aproximando de quem sabe mais é que se torna possível alcançar mais. As organizações precisam de profissionais que ampliem a sua capacidade produtiva e competitiva através da exploração do potencial disponível.


1. Aperfeiçoamento Constante

3. Melhores Resultados

2. Rede de Relacionamento

Tenha os melhores por perto e aprenda em cada oportunidade que tiver ao manter contato com quem sabe mais. Aos poucos, forme uma rede de relações interessante, observe como são as pessoas e faça escolhas mais conscientes a respeito. Obtenha resultados superiores aos que percebe comumente. Contudo, é preciso considerar duas condições para atingir tais benefícios: humildade (reconhecer permanentemente que sempre há algo a ser aprendido com pessoas que podem nos ensinar se assim o permitirmos) e vontade (querer aprender e persistir neste objetivo).

Por força da convivência com os melhores, nos forçamos a aprender mais, e, portanto, se extrai melhores resultados. A autocobrança é vigorosa. É ganho permanente. Além das coisas que se aprende apenas ouvindo estas pessoas, há a aprendizagem relacionada diretamente a observação das atitudes do outro (através da maneira pela qual uma situação é resolvida, tipo de postura ética, dedicação, persistência, crença, convicção, etc). As oportunidades de se aperfeiçoar ao aprender com os melhores estão sempre presentes quando se está próximo, é só agarrar a chance.

Ao longo da vida profissional precisamos constantemente de ajuda das pessoas. Ora para nos introduzir a um emprego, ora para instruir, apoiar, etc. A consultora organizacional Ronna Lichtenberg enfatiza que "O que as pessoas mais bem-sucedidas possuem, a fonte mais poderosa, renovável, dinâmica de energia empresarial do mundo: as pessoas certas do seu lado." E acrescenta: "O que você tem a fazer, e o que a maioria de nós faz sem pensar, é escolher. ...essas escolhas podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Logo, o negócio é se aproximar de gente interessante." É evidente que precisamos extrair delas algo que nos faça crescer. Lembremo-nos que em algum momento seremos solicitados a oferecer também.

Quem sabe mais pode oferecer mais. O resultado de um determinado trabalho tende a ser mais produtivo. Há chances de se realizar tarefas de maneira mais prática, usando estratégias e ferramentas de maneira mais acertada. Quem enxerga melhor acerta com maior chance o caminho. Trabalhar próximo a pessoas desta estatura pode ser motivador se houver entusiasmo para aprender com cada situação, além do prazer de conferir os resultados proporcionados. Os colaboradores querem obter resultados e reconhecimento. Bons resultados também promovem uma boa autoestima.

Armando Correa de Siqueira Neto

Psicólogo e Mestre em Liderança

Créditos: Direitos Reservados


Tu r i s m o

A imponente capital alemĂŁ

Berlim


E

m setembro rumamos à Europa e visitamos a imponente capital da Alemanha. Testemunhou complexos momentos da História, mas a solidez de Berlim continuou inquebrável. Ainda assim, os vestígios do passado continuam visíveis, tornando-a uma das cidades mais interessantes do velho continente. Tem uma das maiores cargas históricas da Europa e é um dos mais influentes centros de política, economia e cultura mundial. A capital da Alemanha faz girar em torno de si uma indústria de milhões, a par de dinâmicos serviços, entre os quais, o turismo. Por ser uma das mais concorridas capitais, existem vários voos dos principais aeroportos portugueses e canadianos com destino a Berlim. Jovem e moderna, convive paredes meias com a sua história, sem ficar refém desta. Entre o muito que há para ver permanentemente na cidade, em setembro tem ainda lugar o International Literature Festival Berlin, dedicado a autores contemporâneos de várias partes do Mundo. Ainda durante este mês algumas das melhores orquestras do mundo dão concertos em várias salas da cidade no Musikfest Berlin.

Paulo Mendes

V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r í s t i c o s

Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo e Sapo Fotografia: Direitos Reservados


Alexanderplatz A maior praça alemã é caracterizada pelo seu forte movimento em torno das lojas, restaurantes e vários outros locais de interesse cultural a poucos minutos de distância. Foi palco de lutas de ruas durante a Revolução de março de 1848 e de manifestações em 1989. O worldclock é um dos principais pontos de atenção e uma das jóias da cidade.

Créditos: Direitos Reservados

Catedral de Berlim Localizada na Ilha dos Museus, foi concluída em 1905, tornando-se a mais importante igreja protestante da cidade e o sepulcro da dinastia Hohenzollern prussiana. De uma beleza única, passou por várias fases de renovação arquitetónica, até abraçar o estilo neo-renascentista. Encerrada durante o período da RDA, após os danos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial, foi reaberta ao público em 1993.

Créditos: Direitos Reservados

Portão de Brademburgo Construídas entre 1788 e 1791 por ordem de Friedrich Wilhelm II da Prússia, como sinal de paz, são um dos principais ícones da cidade. A quadriga que transporta a deusa romana da Vitória no topo é um dos elementos mais apreciados na sua estrutura. Durante o período da RFA e RDA tornou-se um símbolo da divisão do país, mas foi a partir daqui que vários media internacionais relataram as mudanças ocorridas com a queda do Muro de Berlim, tornando-se um local simbólico para a unidade do país. Créditos: Direitos Reservados 28 I Amar


Palácio do Reichstag É um dos pontos de passagem obrigatórios em Berlim. Construído entre 1884 e 1894 para o Parlamento estabelecido com a fundação do Império Germânico, continua a acolher o parlamento alemão, sendo aberto ao público. Em 1916, foi-lhe inscrita a frase “para o povo alemão” que ainda hoje permanece. Proporciona-lhe ainda uma das melhores vistas sobre a cidade.

Créditos: Direitos Reservados

CANAD F A V O URA ’ S ITE

ROTISSER IE C H IC K EN

EST . 195 4

Joe & Andrew Amorim 590 Keele Street (Keele & St. Clair) Toronto, ON M6N 3E2 Phone: 416.760.7893

3737 Rutherford Road (Rutherford Rd & Weston Rd) Vaughan, ON L4L 1A6 Phone: 905.264.4017

WISHING EVERYONE A SAFE AND HAPPY

LABOUR DAY WEEKEND Amar I 29


Checkpoint Charlie Antigo posto militar durante a Guerra Fria, tem a sua denominação nos Aliados que assim chamaram a este posto localizado entre a RDA e a RFA. Projetado para o controlo da passagem de estrangeiros e membros dos Aliados para a RDA, tornou-se um símbolo daquele período histórico. Atrai milhares de turistas, o que levou a uma crescente oferta de restaurantes e lojas de recordações na zona.

Créditos: Direitos Reservados

East Side Gallery Considerado um símbolo da liberdade de expressão, os imperdíveis 1,3 km de arte a céu aberto sobre um remanescente do Muro de Berlim são considerados património protegido. Composta por 105 murais pintados em 1990, no lado leste do Muro de Berlim, as pinturas de Jürgen Grosse, Dimitri Vrubel, Siegfrid Santoni, Bodo Sperling, Kasra Alavi, entre outros, são um retrato da euforia da Alemanha dos anos 90.

Créditos: Direitos Reservados

Ilha dos Museus A maior praça alemã é caracterizada Com origem no século XIX, é um complexo com cinco museus: o Altes Museum, o Neues Museum, Alte Nationalgalerie, Bode-Museum e o Museu Pergamon. Entre os vários museus encontrará peças da Grécia e Roma antigas, do antigo Egito, do período renascentista e impressionista.

Créditos: Direitos Reservados 30 I Amar


Palácio de Charlottenburg Construído entre 1695 e 1699, o antigo palácio do Reino da Prússia, com o seu estilo barroco continua a ser o maior palácio da cidade e um dos monumentos mais visitados. O seu deslumbrante interior divide atenções com os jardins que o rodeiam, os quais serão ideais para um tranquilo passeio

Créditos: Direitos Reservados

On behalf of the Local 183 Training Centre we wish the Members of Local 183 and their families a Happy Labour Day Weekend! Working at Heights Refresher Please contact the LiUNA Local 183 Training Centre to book your Working at Heights Refresher. The refresher course is 4 hours in length and expires after 3 years.

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Gendarmenmarkt A praça mais emblemática da cidade é sublime a qualquer hora do dia, mas a iluminação à noite dota-a de uma atmosfera mágica. Construída no final do século XVII, foi reconstruída em 1773. No seu centro, localiza-se a famosa estátua do poeta alemão Friedrich Schiller.

Créditos: Direitos Reservados

Oberbaumbrücke Um dos locais mais emblemáticos da cidade, a ponte de piso duplo que cruza o Rio Spree é absolutamente deslumbrante. Datada do século XIX, faz a ligação entre os bairros antigos Friedrichshain e Kreuzberg, divididos no passado pelo Muro de Berlim. Os detalhes arquitetónicos e o seu simbolismo tornam-na num local de visita obrigatório.

Créditos: Direitos Reservados

Memorial do Holocausto Também a pouquinhos metros do Portão de Brandenburgo encontra-se o Memorial aos Judeus Mortos da Europa ou simplesmente Memorial do Holocausto. Este memorial foi desenhado pelo arquiteto Peter Eisenman e inaugurado em 2005. O memorial consiste de 2.711 blocos de cimento cinza escuro e de alturas variadas, distribuídos em fileiras paralelas. Também faz parte do memorial uma sala subterrânea chamada de “Local da Informação” onde há uma exposição que documenta a perseguição e o extermínio dos judeus.

Créditos: Direitos Reservados 32 I Amar


PORTUGUESE CULTURAL CENTRE OF MISSISSAUGA A celebrar a lusofonia desde 1974

AGENDACULTURAL 14 DE SETEMBRO 21 DE SETEMBRO 28 DE SETEMBRO 5 DE OUTUBRO 12 DE OUTUBRO

SETEMBRO/OUTUBRO 2019

BAILE DE ABERTURA/SÓCIO - ATUAÇÃO DO CONJUNTO KARMA BAND LATIN NIGHT - ATUAÇÃO DO CONJUNTO FANTASIA BAILE DOS AÇORES - ATUAÇÃO DO CONJUNTO DUO SOM LUSO GALA DE FADO HOMENAGEM A AMALIA RODRIGUES ATUAÇÃO DA FADISTA FILIPA CARDOSO THANKSGIVING - ATUAÇÃO DO CONJUNTO SANTA FÉ

Para mais informações dos nossos eventos siga-nos nas redes sociais pccmississauga I pccmississauga.ca

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STELLA’S STUDIO

TIMELINE

MUNDO MIX

HERE’S THE THING FORGOTTEN TREASURES

ESPAÇO MWANGOLÉ

BODY & SOUL

OOPS!

NÓS POR CÁ

ERROS COMUNS NO PORTUGUÊS PEGADO A SI

POR TUDO E POR NADA

PORTUGAL À VISTA

IT’S SHOWTIME BOM DIA CANADÁ


Multicultural Programming B

roadcasting of multicultural programming has become increasingly fragmented due to the number of players exploiting the industry.

Some groups continue to grow due to selective immigration policies. Governments increasing immigration numbers of certain ethnicities over others for the purpose of vote buying causes viewership inequality. Other communities have stagnated due to lack of new immigration and inclusion of existing immigrants into Canadian society. What significance will this paradigm shift have in certain communities? Certainly the more serious consequence is the economic viability of broadcasting of ethnic based content in view of all competing aspects of the media industry. Streaming and piracy of programming is increasing, which shifts the way that viewers consume content. Television watching continues to decrease and therefore sustainable revenues are not being maintained resulting in reduction of production of original content. Media in the Portuguese community is undergoing a transformation. The sale of CIRV Radio and FPTV to entities not associated with the Portuguese diaspora is an example of the reduction of Lusophone content. Several newspapers have closed down and same exist to simply provide a paycheque to its owners. The quality of content from media sources in our community is mediocre at best with most content being borrowed or piped in from sources in Portugal who do not have any idea what Portuguese Canadian society and culture is about. Creating media today is risky and carries extreme financial implications. Still, we cannot give up on the concept that culture is important and messaging younger generations with meaningful and relevant information is worthwhile. Therefore the creation of a Lusophone TV channel to broadcast content produced within our community for the community is a risky worth taking. CamĂľes TV intends to take the approach that the Lusophone community in Canada deserves better and after September 9th, 2019, we invite the community to watch a different view to programming and participate in its success.

Manuel DaCosta


Programação Multicultural A

transmissão de programação multicultural tem-se tornado cada vez mais fragmentada devido ao número de intervenientes que exploram a indústria.

Alguns grupos continuam a crescer devido a políticas de imigração seletivas. Os governos aumentam os números de imigração de certos grupos étnicos em detrimento de outras com o propósito de comprar votos, o que causa desigualdades de audiência. Outras comunidades estagnaram devido à falta de nova imigração e inclusão de imigrantes existentes na sociedade canadiana. Que significado terá esta mudança de paradigma em certas comunidades? Certamente, a consequência mais grave é a viabilidade económica da transmissão de conteúdo de base étnica tendo em conta todos os aspetos concorrentes na indústria de media. O streaming e a pirataria da programação estão a aumentar, o que muda a forma como os telespectadores consomem o conteúdo. A observação televisiva continua a diminuir e, por conseguinte, não se assiste a uma manutenção de receitas sustentáveis, o que resulta na redução da produção de conteúdos originais. Os media na comunidade portuguesa estão a passar por uma transformação. A venda da Rádio CIRV e da FPTV a entidades não associadas à diáspora portuguesa é um exemplo da redução dos conteúdos lusófonos. Vários jornais fecharam e alguns existem para simplesmente fornecer um cheque de pagamento aos seus proprietários. A qualidade do conteúdo das fontes de media na nossa comunidade é, na melhor das hipóteses, medíocre, sendo que a maioria do conteúdo é emprestado ou canalizado através de fontes em Portugal que não têm nenhuma ideia do que é a sociedade e a cultura luso-canadiana. Criar meios de comunicação hoje em dia é arriscado e tem implicações financeiras extremas. Ainda assim, não podemos desistir do conceito de que a cultura é importante e de que enviar mensagens às gerações mais jovens com informação significativa e relevante vale a pena. Por isso, a criação de um canal de televisão lusófono para transmitir conteúdos produzidos na nossa comunidade para a comunidade é um risco que vale a pena correr. A Camões TV pretende adotar a abordagem que a comunidade lusófona no Canadá merece o melhor e, depois do dia 9 de setembro de 2019, convidamos a comunidade a assistir a uma visão diferente de programação e a participar no seu sucesso.

Manuel DaCosta

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Finalmente E

stamos à espera! Há muito… há demasiado tempo. E da espera nasceu um sonho que se veio a transformar num enorme desafio. Um projeto de vida. Não de uma vida, mas da vida de uma comunidade.

A Camões TV começou a dar os primeiros passos com a força de quem sabe que tem um sonho por concretizar – fazer diferente. Fazer melhor. E fizemos! Boas reportagens, grandes entrevistas, boa televisão. Promovemos a cultura portuguesa, a lusofonia e estimulámos a integração da comunidade luso-canadiana. Fizemos muito, mas há muito mais para fazer. O que temos estado à espera nasce a 9 de setembro. Um canal de televisão, 24 horas por dia, 7 dias por semana, preparado para oferecer a toda a comunidade lusófona do Ontário e do Quebeque algo que será novo. Ao encontro do futuro vamos transportar a magia da rádio para o mundo sedutor da televisão. Numa comunhão perfeita entre dois meios de comunicação, apresentaremos, de segunda a sexta-feira, 4 horas de programação em direto e ao vivo do estúdio da Camões Radio. Apostamos ainda na produção própria de conteúdos. Queremos que a nossa televisão cumpra a missão de promover a cultura e tradições de todos os países da lusofonia sem, no entanto, esquecermos o país que acolheu tudo e todos. A língua portuguesa que nos une e que todos queremos preservar estará muito presente e, graças a um acordo de cooperação com o Instituto Camões, será mesmo muito bem tratada. Mas… as novidades não se ficam por aqui. Temos o prazer de anunciar que a Camões TV conta com o Porto Canal como parceiro. Assim, garantimos que ainda mais programas de grande qualidade e informação diária farão parte do dia-a-dia da Camões TV. Dia 9 de setembro partimos ao encontro do futuro. A espera terminou, finalmente!

Madalena Balça

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Finally W

e have been waiting! For a long time… much too long. And from that wait, a dream was born that has turned into an enormous challenge. It’s the project of a lifetime—a project for a community.

Camões TV began to take its first steps fueled by the strength of those who know they have a dream to accomplish— to create something different. To do better. And we did it! In-depth reporting, fascinating interviews, great television. We are promoting the Portuguese culture, the Lusophony and we are encouraging the integration of the Luso-Canadian community. We have conquered a lot, but there is still much more to do. The wait comes to an end on September 9th. A 24/7 television channel ready to offer the Ontario and Quebec Lusophone community something new. This future will transport the magic of radio to the seductive world of television. Monday to Friday we will broadcast 4 hours of live programming directly from the Camões Radio studio, creating a perfect harmony between the two mediums. We have also ventured into the world of producing original content. We want our television to fulfill its mission of promoting the culture and traditions of all Lusophone countries without forgetting the country that welcomed us. The Portuguese language that unites us and that we all want to preserve will be very present and thanks to a cooperation agreement with Instituto Camões, will be very well taken care of. And… the news doesn’t stop here. We have the pleasure to announce that Camões TV has Porto Canal as a partner. Thus, we guarantee that even more high-quality programs and daily information will be part of Camões TV’s daily life. On September 9th, we meet the future. The wait is finally over!

Madalena Balça


Autoria: Adriana Marques Programa marcado pela diversidade de assuntos tratados, dinamismo da apresentação e pós-produção de vídeo.

here's the thing... Autoria: Manuel DaCosta Programa de entrevista. Desde as histórias de vida, à entrevista política. Programa com apresentadores residentes rotativos.

A magia da rádio e a sedução do televisão na Camões TV. Logo de manhã (entre as 7h e as 8h) acordamos para vos dizer Bom dia Canadá, com Nuno Miller. Mais tarde, entre as 11h e o meio-dia, Telma Pinguelo apresenta-nos Por tudo e por nada. Adriana Marques chega às 3 da tarde para nos levar para o seu Mundo Mix e na hora do regresso a casa (entre as 6pm e as 7pm) é tempo de termos Pegado a Si (com Francisco Pegado).

Autoria: Madalena Balça e Paulo Perdiz Programa de divulgação de cidades, tradições, gastronomia e cultura de Portugal.

Autoria: Luciana Graça/Instituto Camões Pequeno formato (cerca de 2 minutos) muito dinâmico graças à apresentação descontraída e à edição final de vídeo, que tem o objetivo de assinalar e corrigir erros comuns no uso diário da língua portuguesa.


Autoria: Telma Pinguelo Programa que se foca no conceito do bem-estar consigo próprio e com a vida. Hábitos saudáveis, medicinas alternativas, alimentação cuidada, etc.

Autoria: Francisco Pegado Programa sobre os ritmos e a cultura africana. Música, moda, atualidade cultural.

Autoria: Madalena Balça e Paulo Perdiz Programa com artistas portugueses, a propósito de espetáculos ou lançamento de discos.

Apresentação: Joana Leal Programa que pretende enaltecer as associações e clubes da comunidade portuguesa. Dando a conhecer a sua história e atividade a partir de alguns dos seus membros mais destacados.

Autoria: Stella Jurgen Programa dedicado à arte, nas suas mais variadas formas de se manifestar. Visitas a galerias de artes, exposições, obras arquitetónicas, etc. Arte ao vivo com entrevistas aos respetivos autores. Momentos musicais.

Autoria: Instituto Camões Pequeno formato (cerca de 2 minutos) divertido e educativo. Pretende-se assinalar e corrigir erros que derivam da assimilação direta de termos da língua inglesa na conversação em português – os portuinglesismos. Formato com grande trabalho de pós-produção e edição de vídeo.


Voxpop Agora, que se escreve mais uma “página” da história dos meios de comunicação social de língua portuguesa no Canadá, quisemos saber qual a opinião dos luso-canadianos sobre a qualidade serviços que têm tido ao longo dos últimos anos e o que pensam sobre o início da transmissão 24 horas por dia, 7 dias por semana, da Camões TV.

Mónica Fernandes Revista Amar: Vê televisão portuguesa comunitária? Mónica Fernandes: Não. RA: Gosta do que a comunicação social comunitária tem para oferecer atualmente? MF: Gosto particularmente dos meios impressos, talvez pela influência da minha profissão, uma vez que consigo ficar a par dos acontecimentos/eventos quando me desloco a locais de lazer (padarias e restaurantes) e aproveito para ver várias publicações. Sempre que preciso de consultar alguma informação ou tenho curiosidade sobre a nova edição de algum dos meios, acedo à versão online que é muito prática e de rápido acesso. RA: Acha que se poderia melhorar? MF: Penso que a melhoria deve ser uma constante até pelo facto de vivermos num mundo que muda e evolui todos os dias. Uma das principais razões pelas quais não vejo canais portugueses comunitários são os conteúdos, que não são meu interesse. Sempre que espreitava um deles, desinteressava-me rapidamente. A aposta em formatos dinâmicos, visualmente apelativos e de entretenimento iriam cativar-me mais do que peças jornalísticas sobre eventos comunitários longas e pouco interessantes. RA: A Camões TV vai passar a transmitir, a partir do dia 9 de setembro, 24h de programação portuguesa. Acha que é uma mais-valia para a comunidade? MF: Particularmente, acho que será uma mais-valia se se diferenciar da oferta existente. Acredito que uma boa programação e produção local com conteúdos que se adequam a todas as gerações serão muito bem-vindos, até porque atualmente os canais comunitários que existem transmitem muitos conteúdos produzidos pelas “estações-mãe”. Para isso, vejo diretamente os canais que emitem esses programas.

Fernando Ferreira Revista Amar: Vê televisão portuguesa comunitária? Fernando Ferreira: Sim, vejo. RA: Gosta do que a media comunitária tem para oferecer atualmente? FF: Presentemente não está mau, mas podia ser melhor. RA: Acha que se poderia melhorar? (exemplos) FF: Sem dúvida. Gostava de ver mais notícias sobre a nossa comunidade e sobre eventos comunitários. RA: A Camões TV vai passar a transmitir, a partir do dia 9 de setembro, 24h de programação portuguesa. Acha que é uma mais-valia para a comunidade? FF: Com certeza. Tudo de bom que aconteça na nossa comunidade, é bom para todos nós. Vai ser fantástico ter 24h de programação comunitária. 44 I Amar


João Silva Revista Amar: Vê televisão portuguesa comunitária? João Silva: Sim, às vezes. RA: Gosta do que a media comunitária tem para oferecer atualmente? JS: Do que vejo, gosto… o problema é que dão muitas coisas repetidas, mas é o que há. RA: Acha que se poderia melhorar? JS: Eu acho que sim, mas penso que as pessoas não se esforçam como deveriam, ou seja, fazem só o essencial para agradar. Eu gostava de ver mais informação sobre a nossa comunidade, mas não só de Toronto, também de Montreal e outras cidades. Ter mais programação de qualidade de Portugal também era bem-vinda. RA: A Camões TV vai passar a transmitir, a partir do dia 9 de setembro, 24h de programação portuguesa. Acha que é uma mais-valia para a comunidade? JS: Claro que sim, e vem sem dúvida preencher algumas lacunas que estão a começar aparecer. A comunidade precisa de se sentir mais unida. Uma nova programação vai ajudar a nova geração de lusodescendentes a se sentir incluída na comunidade e vai ajudar na divulgação dos nossos usos, costumes e tradições. Se não se fizer nada agora, esta geração jovem de luso-descendentes não vai ter mais nada.

David Mare Revista Amar: Vê televisão portuguesa comunitária? David Mare: Sim, quando tenho tempo. RA: Gosta do que a media comunitária tem para oferecer atualmente? DM: Gosto, pois pelo menos vamos vendo coisas relevantes que aconteceram na nossa comunidade. RA: Acha que se poderia melhorar? (exemplos) DM: Sim. Há sempre espaço para melhorias, baseado no que a media vai produzir para os telespectadores. Deveria-se focar mais na comunidade portuguesa e nas pessoas que participam ativamente na comunidade, em vez de ser generalizado. Os eventos são importantes e toda a gente sabe que acontecem, mas atenção deveria recair sobre as pessoas que se envolvem e fazem algo pela comunidade. RA: A Camões TV vai passar a transmitir, a partir do dia 9 de setembro, 24h de programação portuguesa. Acha que é uma mais-valia para a comunidade? DM: Sim, porque sei que em alguns casos, seja pela rádio ou por TV, as pessoas têm que esperar por certos horários para terem acesso à programação em português. Assim sendo, pode-se ver televisão em português a qualquer hora do dia... acho mesmo uma boa ideia.

Leila Couto Revista Amar: Vê televisão portuguesa comunitária? Leila Couto: Às vezes. R.A: Gosta do que a media comunitária tem para oferecer atualmente? LC: Sim. RA: Acha que se poderia melhorar? (exemplos) LC: Deve-se sempre tentar melhorar, a media deve continuar sempre a prezar por transmitir a nossa cultura e dar sempre boa informação. RA: A Camões TV vai passar a transmitir, a partir do dia 9 de setembro, 24h de programação portuguesa. Acha que é uma mais-valia para a comunidade? LC: É sempre uma mais-valia para a comunidade termos um canal lusófono que transmita os nossos valores e a nossa cultura. Amar I 45


RAMBO 5 LAST BLOOD

Pedro M. Salvador

1

Estreia Estreia em Portugal - 26 de setembro Estreia no Canadá - 20 de setembro

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Box Office Rambo 5: Last Blood ou, em português, Rambo 5: A ùltima Batalha, teve um orçamento de US$50 milhões. O franchise Rambo, nas suas cinco edições, totalizou orçamentos no valor de US$163 milhões e obteve ganhos totais de cerca de mil milhões de doláres.

Sala de Cinema Este mês trazemos-lhe uma sequela de um dos maiores sucessos no campo dos filmes de ação. Quem não conhece ou já ouviu falar do destemido John Rambo?! Quando a filha de sua governanta é sequestrada, Rambo cruza a fronteira dos EUA com o México para trazê-la para casa, mas depara-se com a força de um dos mais implacáveis cartéis do México.

Ficha Técnica Filme com realização de Adrian Grunberg, produção de Avi Lerner, Steven Paul, Kevin King Templeton

e argu-

Cirulnick. O filme conta com a participação de Sylvester Stallone, Paz Vega, Joaquín Cosio, Óscar Jaenada, Sergio

3

Gravações A rodagem deste filme, que este ano celebra 36 anos, de um dos maiores franchises nos filmes de ação de Hollywood, decorreram no final de 2018 e tiveram lugar nas Canárias, em Espanha, e na Bulgária.

Peris-Mencheta, Yvette Monreal, Adriana Barraza, Louis Mandylor, Marco de la O, Jessica Madsen, Nicholas Wittman, Díana Bermudez, Sheila Shah, Atanas Srebrev, Aaron Cohen entre outros. Duração: 100 minutos Género: Ação Origem: Estados Unidos da América

Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

mento de Sylvester Stallone, Matthew


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Personalidade musical

ANTÓNIO ZAMBUJO

"Do Avesso"

Felizmente para nós todos, há aqueles que, por talento, por mérito e por trabalho, nos vão demonstrando que o mundo não avança a preto e branco, mas a muitas cores, múltiplos tons e diferentes culturas musicais. António Zambujo ganhou lugar destacado na música portuguesa recusando-se sempre – por instinto, por crença e por necessidade artística – a ficar confinado a um estilo, a uma escola ou a um género. Na sua cadência própria, vai desenhando um património amplo e próprio que, como o novo disco “Do Avesso” nos mostra, vem reafirmar em pleno o grande artista que é e que se estende muito para lá da sua voz inconfundível.


CrĂŠditos: Direitos Reservados


50 I Amar

CrĂŠditos: Direitos Reservados


Revista Amar: António, obrigado por esta conversa, dirigida à nossa comunidade que está a viver no Canadá e que, com certeza, conhece bem o teu trabalho. Começo por perguntar se conheces alguma coisa do Canadá. Se já estiveste lá a atuar? António Zambujo: Conheço alguma coisa do Canadá, conheço alguma coisa da comunidade portuguesa no Canadá até porque foi ao Canadá a minha primeira viagem para fora de Portugal para cantar. Na altura foi a convite da Casa do Alentejo de Toronto e de um clube, que era o Clube Oriental, se não me engano, em Montreal; e então foi essa a minha primeira viagem. Desde aí já regressei - ao Clube Oriental não, mas à Casa do Alentejo já regressei umas quantas vezes e tenho lá uma série de bons amigos. RA: Foste lá apresentar este teu último trabalho, o “Do Avesso”? AZ: Ainda não, ainda não. Contamos ir no início do próximo ano fazer a digressão ali para aqueles lados da América do Norte mas, por enquanto, temos estado a fazer as apresentações todas aqui na Europa. Começamos por França, Luxemburgo, Espanha, Portugal e vamos estar assim até ao final do ano. RA: Depois da homenagem que fizeste ao Chico Buarque, este novo trabalho foi uma opção ou surgiu pelas tuas influências normais? AZ: Sabes, os discos vão surgindo um bocadinho em função das músicas que nós escutamos e dos concertos que vamos dando, e que vamos assistindo. E é um bocadinho em função disso que depois surgem as ideias para gravar. Neste caso nós optamos por fazer este disco assim desta forma. Convidei o Nuno Rafael e o Filipe Melo para integrarem a banda porque achei que eles poderiam acrescentar um tipo de sonoridade que eu imaginava nos discos (nos tais discos que me influenciaram) e felizmente correu e continua a correr tudo bem.. RA: E optaste, também, pela participação de uma Orquestra Sinfónica. AZ: Já tínhamos feito alguns concertos ao vivo com orquestra, nunca tínhamos gravado em estúdio. Sim foi a primeira experiência, em estúdio, com a Orquestra Sinfónica e foi uma experiência muito boa, gostei muito. RA: E cantar em espanhol? É para continuar? AZ: É, sim! Eu gosto muito! Eu gosto das línguas latinas, gosto de cantar em português, espanhol, italiano, francês. E o espanhol é uma coisa que é muito natural em mim porque eu, como nasci em Beja, vivia muito perto da fronteira com Espanha, e então tínhamos muito acesso e tínhamos muito contacto com a cultura, principalmente dali da região do sul de Espanha e isso permitia que eu aprendesse a falar espanhol. RA: Deixaste um pouco o fado de férias, desta vez? AZ: Os géneros musicais continuam sempre presentes e são sempre influências. Eu acho que a música que eu faço é uma música muito própria. Acaba sempre por ser com influências de vários géneros, entre eles o fado, a música tradicional da minha região. Eu acho que é uma música com um cunho pessoal e que tem uma identidade muito própria. RA: Tem uma imagem anglo-saxónica. AZ: Muito! Por causa do jazz, por causa do Tom Waits, por causa da Nina Simone... De todos esses cantores todos que eu admiro bastante. RA: Há menos Alentejo neste álbum? AZ: Há, há. Apesar de haver uma música original que nós fizemos que é um tributo, que eu fiz também com o João Monge que é um alentejano, de Ficalho. Fizemos uma música que acaba por ser um bocadinho um tributo ao Alentejo e a música que o Miguel fez, que se chama “Catavento da Sé”, também é muito baseado na minha infância no Alentejo. Ou seja, as coisas podem não estar muito evidentes mas estarão sempre presentes. RA: É possível fazer, novamente, 28 Coliseus? AZ: Antes de fazê-los achava impossível, agora já acho que... não sei! O importante é que o público continue a assistir aos nossos concertos, seja nos coliseus seja onde for e que no final saiam satisfeitos e fiquem com vontade de ver mais os nossos concertos. RA: António, uma última mensagem para a nossa comunidade portuguesa. AZ: Um abraço para eles. Eu sei que a Casa do Alentejo em Toronto tem tentado que eu regresse lá e tem sido difícil por questões de agenda, mas espero que um dia possa lá regressar. Um beijo e um abraço muito forte para toda a gente.

Paulo Perdiz

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Styling Tal & Qual... e em conta NO

BRANCO

BRANCO

O

branco tem sido o tom de excelêcia deste Verão, quer em festas e cerimónias, quer no dia a dia. Há quem opte pelo branco total e há quem prefira o branco súbtil. A “It Girl” Olivia Palermo, reconhecida pela sua irrepreensível elegância, bem como a Primeira Dama americana, Melania Trump que elege já quase tradicionalmente o branco para as visitas de Estado, utilizam esta cor com mestria. Também definida como a cor da luz, o branco resulta excecionalmente bem com conjugações de prateado ou dourado; com cores pastéis como o rosa claro, azul celeste e verde pistachio. Por outro lado, usado como “look” total, combina com o contraste minimalista de um apontamento numa cor primária, como o amarelo limão, o vermelho ou o azul forte – seja no pormenor do sapato, da mala ou num simples lenço laçado ao pescoço. Inspiradas nestas duas americanas que fazem esgotar os stocks das lojas mais caras sempre que se tornam notícia no frenético mundo da moda; aqui ficam as minhas sugestões, a preços bem mais razoáveis. Maria João Rafael Consultora de Imagem


Top em seda: Theory - $255; Saia em cetim Vince: Net a Porter - $255; Cinto: Yoxx - $81; Sabrina de lantejoulas: Karra, na Zulily - $10; Relรณgio: Mickael Kors, no TheRealReal - $95; ร culos de sol: Giglio - $376


Top: Dorothy Perkins - $19 Pulseira: Panaceia - $31.50 Brincos: Lord & Taylor - $40 Saia: River Island - $56 Relรณgio: Zulily - $60 Sapatos: Valentino - $95 Bolsa: Zulily - $20 ร culos de sol: na Jet.com - $54.90


Blaser: Akris Punto, na Italist - $835 Panamรก: Net a Porter - $240; Camiseiro: H&M - $20; Calรงas: PAROUSH, na Farfetch - $211; Cinto: Zulily - $9; Laรงo: Styland, na Farfetch - $147; Sapatos: DSW - $100


Calças: Topman - $100; Camiseiro: Balossa, na Farfetch - $274,50; Mala: Dooney & Bourke - $225; Sapatos: Jessica Simpson - $46; Óculos de sol: Giglio - $231 Créditos: Google Images e Urstyle.


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Os limites da sustentabilidade

58 I Amar


D

etesto fazer arrumações, mas, quando tem que ser, agarro-me à tarefa com energia. Na última empreitada fui presenteado. Ao tentar organizar alguns livros, reencontrei-me com um pensador superlativo. Voltei a embrenhar-me no pensamento do professor Adriano Moreira e na sua obra Memórias do Outono Ocidental: Um Século sem Bússola (Almedina, 2013). Muita coisa mudou nos últimos seis anos, penso que ninguém terá dúvidas. Todavia, há realidades que, podendo assumir outras nuances, são de uma perenidade preocupante: “As tragédias individuais obrigam a recordar que a fome não é um dever constitucional, e que a solidariedade organizada pela iniciativa privada dá sinais inquietantes de ser exercida por entidades que atingem os limites da sustentabilidade em relação às carências crescentes.” A solidariedade organizada não é monopólio das Instituições Particulares de Solidariedade Social, mas estas têm uma intervenção muito relevante no combate à reprodução das desigualdades sociais. Os limites da sustentabilidade em relação às carências crescentes ficaram evidenciados no estudo sobre “A importância económica e social das IPSS”, feito pela Universidade Católica do Porto, e que tem o aval do Banco de Portugal. O financiamento do setor tem duas fontes principais: os pagamentos de utentes e famílias, que representam 31,7% das verbas, e subsídios da Segurança Social e de outras entidades pública, o que equivale a 46,1% do dinheiro que entra nas instituições. Somando os dois valores, continuam a faltar 22,18% para que estejam reunidas as condições que garantam contas equilibradas. O dia-a-dia nas instituições é duro e não está imune a ataques vis de quem “toma a nuvem por Juno” e lança anátemas sobre todo um setor, menosprezando o seu valor. As nuvens não desapareceram, muito ainda há para fazer, no sentido do respeito pela autonomia, sustentabilidade e compreensão do papel de complementaridade das Instituições e não de substituição do Estado nas suas funções. Foi com agrado e sentido de responsabilidade que recebemos o Compromisso de Cooperação para 2019-2020, firmado no dia 11 de julho pelos três Ministérios (Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Saúde e Educação) e pelas quatro Organizações representativas do Sector Social e Solidário (União das Mutualidades, União das Misericórdias, Confecoop e CNIS). Os resultados da terceira edição da Conta Satélite da Economia Social, relativa ao ano de 2016, dão um sinal forte da importância da Economia Social:

• “Em 2016, a Economia Social representava 3,0% (4.819M€) do Valor Acrescentado Bruto (VAB), 5,3% (4.321M€) das remunerações e do emprego total e 6,1% (234.886 ETC - Equivalente a Tempo Completo) do emprego remunerado da economia nacional.”

• “As IPSS contribuíram com 44,2% (2.129M€) para o VAB, 51,5%

Créditos: Direitos Reservados

(2.228M€) para as remunerações e o emprego total e 63,1% (148.287 ETC) para o emprego remunerado - estes dados evidenciam claramente a importância e o peso das IPSS na Economia Social e na Economia Nacional.”

José Carreira

Amar I 59


Linfoma

O misterioso cancro do sangue

Um dos primeiros sinais é um inchaço de um ou mais gânglios linfáticos: pescoço, axilas, virilhas. Um inchaço que pode ser palpável. Por vezes, há sintomas sistémicos, como febre, suores abundantes à noite e perda significativa de peso. E pode não haver sintomas, quando apenas aumentam os gânglios profundos, no interior do corpo, mais perto dos órgãos que estão a ser comprimidos. Em casos raros, o linfoma tem origem num órgão que não é um gânglio linfático e, nesse caso, os sintomas relacionam-se com o órgão afetado.

Créditos: Direitos Reservados

É

uma doença que pode ser detetada pelo inchaço de gânglios em várias partes do corpo. No entanto, também pode não dar sinais. E como não se conhecem as causas da maioria desse tumor maligno, não é possível prevenir. É uma doença maligna do sangue, que se desenvolve a partir dos linfócitos, que são as principais células de defesa do organismo. Nos linfomas, o cancro do sangue mais frequente, há perturbações genéticas dos linfócitos que fazem com que consigam escapar aos mecanismos normais de controlo da proliferação e da morte celular. Os linfócitos acumulam-se e o sistema imunitário sofre.


“Os linfomas são doenças muitíssimo heterogéneas, alguns mantêm-se assintomáticos durante longos períodos e, se não existirem gânglios palpáveis, podem ser diagnosticados tardiamente”, refere Maria Gomes da Silva, professora de Hematologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e diretora do Serviço de Hematologia Clínica do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa. E, como não são conhecidas as causas da maioria dos linfomas, não é possível preveni-los. 15 de setembro é o Dia Mundial do Linfoma. Maria Gomes da Silva não lhe chama uma doença silenciosa. O que acontece, dada a variedade de sintomas, é que a investigação é, por vezes, demorada. “O diagnóstico dos linfomas é feito através de uma biópsia – a colheita de um fragmento de tecido (na maioria das vezes de gânglio linfático) que ao ser observado ao microscópio permite o diagnóstico.” Depois do diagnóstico, que permite saber qual a extensão da doença e decidir qual o melhor tratamento, a maioria dos doentes tem de fazer mais exames. Mais análises de sangue, tomografia axial computorizada (TAC), por vezes tomografia de emissão de positrões (PET), avaliação da medula óssea. A incidência aumenta com a idade e é mais frequente em homens do que em mulheres. “Contudo, existem muitos subtipos diferentes de linfoma e algumas formas podem atingir mais vezes pessoas jovens”, sublinha a médica.

Há várias dezenas de linfomas. O diagnóstico é feito através de uma biopsia e a maioria dos doentes tem de fazer mais exames Há vários tratamentos possíveis e é essencial saber exatamente qual o tipo de linfoma, e existem dezenas, para escolher o mais adequado. “Alguns linfomas indolentes não precisam de ser tratados imediatamente na altura do diagnóstico. Muitos linfomas são tratados com quimioterapia à qual, nos casos de linfoma com origem nos linfócitos B, é adicionado um anticorpo monoclonal – uma forma de imunoterapia”, refere Maria Gomes da Silva. A radioterapia pode ser aplicada em alguns tipos de linfomas. “Nos últimos anos têm sido aprovadas, para diferentes linfomas, terapêuticas com agentes dirigidos contra mecanismos biológicos alterados das células tumorais – são fármacos com mecanismos de ação diferentes dos da quimioterapia. Recorremos ainda ocasionalmente ao transplante hematopoiético, autólogo (do doente para si próprio) na maioria dos casos e mais raramente alogénico (de um dador compatível para o doente)”, acrescenta a especialista. Alguns linfomas são curáveis, outros incuráveis e tornam-se doenças crónicas com necessidade intermitente de tratamento. Segundo a especialista, “sendo uma entidade biológica muito diversa, com muitos subtipos diferentes, há muitos padrões diferentes de comportamento clínico”.

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SaĂşde

Transtornos

da memĂłria A abordagem da medicina tradicional chinesa


A

tualmente, os transtornos de memória são tema de muitas pesquisas na Medicina Ocidental, tanto pelo facto da perda de memória ser cada vez mais causa de consultas médicas, como por representar um dos dois maiores sinais no estudo sobre o processo de envelhecimento cerebral. No momento, três teorias tentam explicar o processo de memória: a cognitiva, a neurofisiológica e a bioquímica.

Teoria cognitiva Esta teoria divide a memória em dois tipos: episódica e semântica. Memória episódica – é a memória diária normal ou memória de “trabalho”, subdividida em três fases: memória de curto prazo, processo de memorização e memória de longo prazo. A memória de curto prazo requer acuidade na perceção: percebemos o mundo através dos nossos sentidos e analisamo-lo com o nosso intelecto. A memória de curto prazo requer uma “atenção voluntária” envolvendo a participação de estruturas que controlam o alerta e a vigília. O processo de memorização é o armazenamento de informação. A memória de longo prazo utiliza a imagem mental – a representação do que não é percebido. Essa imagem mental é utilizada de todas as vezes que houver uma recordação da memória. A falta de memória agrava com a idade devido a:

• Redução da perceção das formas (visão, audição, etc….); • Falta de atenção; • Diminuição da impressão da informação, especialmente da informação não verbal, que normalmente diminui com a idade; • Memória Semântica – “ou associativa” desenvolve-se conforme as informações recebidas se tornam destituídas de referência de espaço-tempo. Este tipo de memória é testado pela observação das faculdades léxicas (referentes ao vocabulário de um idioma) e não é muito sensível ao processo de envelhecimento. A memória semântica é facilmente afetada por danos patológicos. É muitas vezes combinada com falha intelectual. Este esquecimento indica um estado de demência.

Teoria Neuropsicológica Esta teoria refere-se a diferentes estruturas cerebrais: o lobo temporal (armazenamento de memória), lobo frontal (recordação da memória), lócus caerulues (controlo do despertar e de alerta), mas também, a caminhos neurológicos: circuito hipocampo-tálamo-cíngulo, que rege a maior parte da descodificação e retenção da informação.

Créditos: Direitos Reservados

Teoria Bioquímica Solicita o papel dos neurotransmissores acetilcolina, catecolaminas (agem sobre o estado de alerta no lócus caerulues), dopamina (que fortalece os traços de memória), GABAs (que a nível da tonsolina regem a parte da aprendizagem e recordação de diferentes tarefas), neuromoduladores, ACTH e vasopressinas. Esta teoria ajuda-nos a perceber o papel das drogas nos distúrbios de memória. Umas pioram-na, outras melhoram-na. Drogas agravantes incluem os benzodiazepínicos, antidepressivos, antibióticos, antimitóticos, anticolinérgicos, neurolépticos e anticonvulsivantes. Drogas que melhoram a memória incluem colinergicoagonistas, fisostigmina, catecolamina-agonistas, anfetamina, hidergina, vasodilatadores, noradrenérgicos. A função das drogas antidepressivas na contribuição da perda de memória é um problema importante. Por um lado, elas diminuem os sintomas da ansiedade, mas por outro, agravam as alterações de memória.


Medicina Chinesa

Os transtornos de memória têm sido reconhecidos e estudados há muito tempo pela Medicina Tradicional Chinesa. Seguindo a orientação dos clássicos, trabalhos recentes sobre a medicina interna descrevem os transtornos de memória relativamente a alterações, tais como, insónia, tontura e palpitações, e defendem que a perda de memória pode envolver somente uma diminuição de memória ou, em casos mais graves, manifestar-se como “palavras que parecem não ter início nem fim”, o que equivale à demência. O estudo destes trabalhos revela que há muito pouco interesse na relação entre as alterações da memória e as desarmonias específicas do zang-fu (Órgãos e vísceras), tais como: memória boa, no entanto turva, falta • Fígado: de atenção; perda de memória de curto prazo; • Coração: Falta de clareza mental, o individuo • Baço: não consegue explicar as experiências; não se conseguem fazer ligações; • Pulmão: • Rim: perda de memória de longo prazo.

São vários os trabalhos de medicina chinesa que relacionam os distúrbios de memória com as desarmonias do coração, baço e rim, especialmente:

• • • •

Desarmonia do coração e do baço; Desarmonia do coração e do rim; Fleuma; Estase de sangue.

Diferenciação de síndromes

As alterações de memória são quase que invariavelmente acompanhadas de insónia, palpitações e tonturas, e são diferenciadas dentro de determinados padrões clínicos: do fígado e do coração; • Deficiência do mar da medula; • Deficiência de Qi e de sangue; • Deficiência de sangue; • Estase • Fleuma; • Idade avançada.

Os dois primeiros padrões clínicos são os mais importantes. A estase de sangue pode estar ligada a sequelas, Acidente Vascular Encefálico ou ainda trauma craniano. A fleuma pode estar associada a doenças psíquicas ou a sequelas de doenças neurológicas infeciosas. Deficiência do fígado e do coração Etiologia: sangramento crónico, doença prolongada, causas mentais como ansiedade, excesso de trabalho, dieta irregular. Todas podem afetar o coração e o fígado. Manifestações clínicas: alterações de memória, insónia com muitos sonhos, palpitação, ansiedade, agitação, tontura, astenia mental, perda de apetite, distensão epigástrica, fezes soltas, menstruações escassas, amenorreia ou menstruação profusa com sangue de coloração clara, metrorragia. Princípio de tratamento: tonificar e nutrir o coração e o fígado para produzir e manter o sangue. Deficiência do mar da medula Etiologia: padrão também chamado de “Desarmonia do Coração e do Rim”. O rim governa os ossos e produz medula, enquanto o cérebro é o Mar da Medula. Se o Jing (Essência) do rim é insuficiente, a medula está deficiente. Manifestações clínicas: Alterações de memória, insónia com muitos sonhos, tontura, zumbido, irritação, o individuo assusta-se com facilidade, rigidez lombar, fraqueza dos membros inferiores, febre noturna, suores noturnos, urina escassa, rubor malar, em casos graves, pode haver micção noturna com sonhos, impotência, ejaculação precoce. Princípio de tratamento: Nutrir o Yin, clarear o fogo, restaurar a comunicação entre o coração e o rim. Deficiência do Qui e do sangue Etiologia: hipofunção do zang-fu que tanto pode ser constitucional como surgir após doença prolongada. Manifestações clínicas: Alterações de memória, tontura, insónia, palpitações, astenia, cansaço, debilidade generalizada, falta de apetite, perda de peso, aversão a falar timidez, falta de ar, tosse, suores espontâneos, fezes soltas, urina turva, e em casos extremos, emissão noturna. Estase de sangue Etiologia: após hemorragia ou trauma, pode afetar a memória. Manifestações clínicas: Alterações de memória, palpitações, tontura, cefaleia crónica no topo da cabeça, cefaleia prolongada, peso ou aperto no peito, dor abaixo das costelas. Princípio de tratamento: Dispersar a estase de sangue. Fleuma Etiologia: Pode ser constitucional, obstruir os orifícios do Coração e originar doenças mentais associadas à perda de memória. Manifestações Clínicas: Perturbação da consciência, perda de memória, não reconhecimento das pessoas, encarar as pessoas, falar sozinho, comportamento anormal, epilepsia. Princípio de tratamento: Remover a fleuma e abrir os orifícios. Perda de memória devido a envelhecimento natural

Helena Rodrigues

Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa

Etiologia: Alguma perda de memória ocorre naturalmente com o avanço da idade e não é patológico. A sua intensidade varia de pessoa para pessoa e geralmente afeta mais a memória episódica do que a semântica. Se sofre de transtornos de memória, procure um terapeuta de medicina chinesa credenciado, e… Sorria com saúde!


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Hipnose clínica e o Stress

Desacelerar a mente, acelerar o relaxamento

O

puzzle que integra a vida pessoal e a vida profissional pode ser uma imagem stressante. Peças ficam de fora. Outras entram á força. Nos puzzles, o raciocínio é bem mais importante que a agilidade e a força física.

Também connosco, por vezes, o maior desafio reside no integrar de todas as partes de forma adequada e na dose certa. A parte ansiosa, a parte feliz, a parte maternal, a parte atlética, a parte preguiçosa, a parte cobarde, a parte ferida, a parte criativa. Os dias parecem todos iguais, mas na verdade não o são. A mudança faz parte do nosso quotidiano e vivência. Muitas vezes, é difícil conjugar todas as áreas envolventes. E assim, vão ficando tarefas inacabadas que se sobrepõem. Pesam com o tempo, criando ansiedade, tensões e bloqueios.

Créditos: Direitos Reservados

Todos nós já experienciamos momentos de stress. Oiço as pessoas a dizer que têm stress. Como se tal “coisa” se comprasse, sendo algo possível de ser possuído. Um objeto palpável. Na verdade, não o temos, mas sentimo-lo.


Alguma vez já lhe aconteceu começar a suar das mãos só de pensar em determinado assunto? Ou sentir-se apertado, com respiração curta numa sala cheia de gente? O seu coração, bateu mais depressa quando teve de falar em público? Ou durante um filme de terror? Então, você tem consciência que o stress pode-se sentir tanto ao nível mental quanto ao nível fisiológico? Sabia que temos um sistema de resposta que consiste num processo automático conhecido como reação de “luta, fuga ou congelamento”. O cérebro, especificamente a amígdala, identifica perigo. Sendo ele real ou imaginário, não importa. A mente e o corpo comunicam através de imagens, e o nosso corpo, ou seja, a resposta fisiológica responde ao que imaginamos como se realmente estivesse a acontecer. Daí que a ameaça detetada é tida como real. O corpo é inundado com hormonas. O resultado consiste nas manifestações clássicas do medo. A adrenalina, a noradrenalina e o cortisol aumentam a vigilância, elevam os batimentos cardíacos, aumentam a pressão arterial, as palmas das mãos suadas e o aumento de energia. Em suma, preparam-nos para lidar com o problema. Esta resposta automática, ajudou á sobrevivência do Homem quando o ambiente exigia reações físicas rápidas em resposta a ameaças como as dos animais predadores. Atualmente, é improvável que seja ameaçado por predadores. No entanto, você enfrenta vários desafios diários. O cumprir prazos no trabalho, atingir objetivos de vendas, assegurar as despesas e, em simultâneo, gerir outras rotinas de familiares, e ainda os níveis de tensão emocional, que fazem o seu corpo reagir da mesma maneira. Como resultado, o sistema de alarme natural do seu corpo, a reação de “luta ou fuga” fica sempre acionado. O estado de alerta torna-se permanente. Isto pode ter sérias consequências para sua saúde. Stresse, pode ser uma força positiva, catalisadora de um bom desempenho. Por exemplo, numa entrevista de emprego ou numa audição de canto. Ian Robertson, neurocientista cognitivo e autor do livro “O teste de stress: como a pressão pode torná-lo mais forte e mais nítido”, diz-nos 68 I Amar

que, “embora muito stress possa ser debilitante, uma quantidade moderada é extremamente boa para a mente”. Nesta perspetiva, o stress pode ser considerado uma resposta adaptativa, natural e com intenção protetora. Por outro lado, quando sentimos claustrofobia, ou estamos presos no trânsito, o stress pode atuar com uma força negativa.

Stress crónico?

A sobrecarga de stress mantém-nos presos a estados prejudiciais da mente e do corpo, impedindo o bom funcionamento do sistema imunológico. Quando “acumulamos” stress de forma prolongada, ele pode tornar-se crónico e interferir na vida normal, causando dificuldades de concentração e/ou humor. Os transtornos de ansiedade e/ ou depressão, prejudicam a saúde física e mental. Perante um transtorno de ansiedade, tendemos a evitar determinadas situações, lugares, pessoas ou ambientes que podem exacerbar a resposta ansiosa e incapacitante. Isso pode dificultar a rotina e impedir realizar algo desejado. Stephen Gilligan, no seu livro “The Courage to Love”, chama-nos a atenção para aquilo que a pessoa faz ao tentar livrar-se dos seus sintomas e que o obriga a ficar na doença. O evitamento constante do stress, especialmente no início da vida, pode trazer desvantagens. Robertson compara o sistema de resposta do stress com a forma de funcionamento do sistema imunológico, sendo que fica mais forte se tiver um pouco de prática. Stress está associado á fadiga, dificuldade de concentração; irritação constante; diminuição do sono; falta de exercício físico; pode também agravar os problemas respiratórios de pessoas com doenças respiratórias pré-existentes, como asma e doenças pulmonares. Um estilo de vida stressado promove comportamentos negativos. Quando sob pressão, algumas pessoas tendem a beber muito, comer demais ou fumar, como forma de obter alívio químico imediato do stresse. Outra forma de stress crónico são as doenças cardiovasculares. (American Psychological Association, 2013).

V i s i t e w w w. i s a b e l r e b e l o . p t p a r a m a i s n f o r m a ç õ e s s o b r e p s i c o l o g i a , h i p n o t e r a p i a e l i f e c o a c h i n g

Uma reação natural


Como a hipnose pode ajudar? Segundo Daniel Amen, psiquiatra, autor do livro “Transforme seu Cérebro Transforme sua Vida”, existem regiões específicas do cérebro consoante as psicopatologias. A sua técnica SPECT (Single photon emissíon computed tomography), mede o fluxo sanguíneo no cérebro e seus padrões de atividade metabólica. Assim, ele mostra que existem determinadas partes do cérebro que ficam mais ativas, ou mais irrigadas, provocando as psicopatologias. No transtorno de pânico, por exemplo, a área do cérebro que sofre alterações são os gânglios basais, que ficam mais irrigados. Esta região cerebral é responsável pela ansiedade e o medo. Ao recorrermos à hipnose e às técnicas hipnóticas de evocar a resposta de relaxamento, imagiologia (imagens do lugar seguro), “estou seguro aqui e agora”, sugestão, âncoras, estas áreas cerebrais acalmam a sua atividade e a bioquímica do corpo altera-se. Segundo Sofia Bauer, psiquiatra e hipnoterapeuta, as técnicas hipnóticas desaceleram o ritmo das ondas cerebrais que se tornam ondas teta com velocidade de 6,4Hz a 8Hz. O cérebro acalma-se e fica mais bem irrigado, principalmente ao nível dos lobos pré-frontais (atenção) e no sistema límbico (emoção). Bauer (2004) acrescenta ainda que “quando ansiosos ou deprimidos tendemos a estar com o cérebro mais acelerado. A hipnose não só desacelera a atividade cerebral, como também vem ajudar no próprio trabalho sobre as emoções presas no sistema límbico e os traumas registados na amígdala”. Agora, para terminar, faça comigo este exercício, mas antes disso quero relembrar Einstein, que bem a propósito nos diz “A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação circunda o mundo”. Então, gostava agora que fechasse os olhos, enquanto está confortavelmente sentado nesse sítio. E imagine, imagine da forma mais real possível, que está uma situação que lhe causa ansiedade. Ex: imagine que está a ser assaltado; ou a cair dentro do carro por uma ribanceira, ou outra situação. Sendo que a situação escolhida poderá rapidamente produzir uma resposta de ansiedade e elevar o stress. Conseguiu sentir o corpo a responder/ reagir como se tudo o que imaginou estivesse realmente a acontecer? Exatamente como se lá estivesse, agora! Pois é, mesmo que seja difícil impedir que os pensamentos negativos ou ameaçadores se infiltrem na nossa mente, é relativamente fácil aprender a gerir e até mesmo controlar as respostas fisiológicas aos pensamentos desencadeantes. Por outras palavras, trata-se de aprender a resposta de relaxa-

mento. Reprogramar a “minha” mente para ensinar o “meu” corpo a responder num registo de relaxamento. Na mesma linha de pensamento, a gerar ansiedade, temos o pensamento negativo, em geral intrusivo e as respostas fisiológicas decorrentes. A mente consciente produz pensamentos. Uma pessoa com ansiedade e medos, tende a ter pensamentos negativos e temerosos. A mente subconsciente absorve e, juntamente com o corpo respondem aos pensamentos que a mente produz. O tentar impedir a mente de criar pensamentos é contraproducente e não funciona. Pois, quanto mais tentar que a mente pare de pensar, mais insistentes os pensamentos se tornam. Eu arriscaria mesmo evocar aqui a lei do efeito inverso. Agora, tente não pensar num elefante cor de rosa! Tente não pensar no elefante cor de rosa! Quanto mais quiser parar de pensar, mais insistentemente vai pensar nisso que não quer pensar. Em que é que estar a pensar agora? Não é no elefante cor de rosa, pois não? Também aqui, através de técnicas hipnóticas, falamos neste recurso de ativar a resposta de relaxamento. Treinar a mente para focar em pensamentos mais desejáveis. Assim é mais fácil ativar a resposta de relaxamento, ao contrário da resposta de stress.

A vida merece algo mais além do aumento da sua velocidade” Mahatma Gandi

Isabel Rebelo

Psicóloga e Hipnoterapeuta

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Amar I 69


Culinária SERVE 10 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 150 MINUTOS DIFICULDADE: DIFÍCIL

Bom apetite! PERNA DE BORREGO ASSSADA COM ARROZ DE COGUMELOS E

m setembro trazemos-lhe uma belíssima perna de borrego assada lentamente no forno numa mistura perfeita de sabores. Para acompanhar, um arroz de cogumelos cozinhado num caldo caseiro de carne.


PREPARAÇÃO 1. Peça no talho para desossarem a perna de borrego de modo a poder ser recheada e a limpem de gorduras. Reserve os ossos. Coloque a carne espalmada sobre uma tábua com a parte de dentro virada para cima e salpique-a com uma colher de chá de sal. Reserve. 2. Corte os pés aos figos, corte-os em pedaços e coloque-os num robot de cozinha ou picadora. Junte o miolo de noz, as folhas de hortelã, o miolo de broa em pedaços, duas das chalotas em pedaços e metade dos dentes de alho, descascados, e pique tudo, finamente. Misture as azeitonas descaroçadas, molde em rolo e coloque sobre a perna de borrego, atando com fio de cozinha. o 3. Pré-aqueça o forno a 160 C, na função calor estático.

4. Numa tigela misture o pimentão-doce com o alecrim seco, os coentros em pó e a canela. Adicione duas colheres de sopa de azeite e o vinagre balsâmico e barre a perna de borrego com esta pasta. Coloque-a num tabuleiro de forno. 5. Disponha à volta da carne as cenouras descascadas (reserve as cascas) e cortadas em cubos, metade do aipo cortado em pequenos troços e as restantes chalotas descascadas e cortadas em gomos finos. Junte a folha de louro e regue com o vinho branco e leve ao forno cerca de 2 horas, virando a carne várias vezes. 6. Lave os ossos do borrego, coloque-os num tacho, junte-lhes a pele das cenouras, o restante aipo e a parte verde do alho-francês, previamente lavados. Tempere com o restante sal, junte a água e leve a ferver em lume brando 1 hora, com o tacho tapado. 7. Limpe bem os cogumelos ou lave-os e corte-os em pedaços. Pique finamente o restante alho-francês e os dentes de alho e leve ao lume num tacho com o restante azeite. Deixe cozinhar, mexendo frequentemente até os legumes começarem a alourar. 8. Adicione os cogumelos e salteie, em lume médio a forte, 3 a 4 minutos, mexendo frequentemente. Adicione o arroz, misture bem e salteie até ficar translúcido. Regue com 8 dl do caldo dos ossos, previamente coado, mexa, tape e cozinhe em lume médio cerca de 20 minutos. 9. Coloque a carne assada numa tábua, retire-lhe o fio e deixe repousar cerca de 10 minutos antes de a trinchar. 10. Coe o molho da assadura da carne, retire a folha de louro e junte os legumes ao arroz antes de terminar a cozedura. Acompanhe a perna de borrego com o arroz salpicado com folhas de hortelã. Sirva o molho à parte.

INGREDIENTES DISPONÍVEIS NOS ESTABELECIMENTOS TÁVORA CARNE • 1 perna de borrego - Távora • 1 c. chá sal - Távora • 80 g figos secos macios - Gramas • 50 g miolo de noz - Távora • 15 g folhas de hortelã - Távora • 70 g miolo de broa - Távora • 6 chalotas - Távora • 2 dentes de alho - Távora • 30 g azeitonas pretas - Olivamira • 2 c. sopa pimentão-doce - Aliança • ½ c. chá alecrim seco - Aliança • ½ c. chá coentros em pó - Aliança • 2 c. chá canela em pó - Aliança • 2 c. sopa azeite - Oliveira da Serra • 1 c. sopa vinagre - Oliveira da Serra • 2 cenouras médias - Távora • ½ talo de aipo - Távora • 1 folha de louro - Aliança • 1 dl vinho branco - Goya ARROZ • qb ossos do borrego - Távora • ½ talo de aipo - Távora • 1 alho-francês - Távora • 1 c. chá sal - Távora • 1,2 l água para cozinhar • 300 g cogumelos - Amanhecer • 2 dentes de alho - Távora • 2 c. sopa azeite - Oliveira da Serra • 400 g arroz agulha - Pingo Doce • qb hortelã - Távora


AQUÁRIO

Setembro

Horóscopo

O

mês começa sob energias da lua minguante em Gêmeos, que chega em tenso aspcto com Netuno, indicando dias em que nossa energia vital estará mais baixa e estaremos todos mais fechados e introspetivo. Os dias que finalizam um ciclo lunar são sempre interessantes para os cuidados pessoais, para a interiorização, a meditação, mesmo estando em Gêmeos. O tenso aspeto com Netuno alerta para não cairmos em armadilhas enganosas. Devemos tomar cuidado com as ilusões. No dia 5, Mercúrio deixa o signo de Leão e começa sua caminhada anual através de Virgem. Recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro e Saturno em Capricórnio, marcando um período de maior tranquilidade mental, de boas negociações e acordos. Estaremos todos mais tranquilos, menos ansiosos, mais reservados e calados, mais sensatos ao colocarmos nossas ideias, menos agressivos. No dia 9, Vénus deixa Balança e começa sua caminhada através de Escorpião, recebe imediatamente um tenso aspeto de Urano em Touro e Marte nos últimos graus de Capricórnio, indicando dias de movimento intenso no coração de todos nós. Estaremos mais voltados para os relacionamentos e algumas pessoas exóticas, diferentes e com ideias avançadas ganham destaque. Os relacionamentos tendem a ganhar um novo movimento. No mesmo dia 9, a Lua começa um novo ciclo, entra na fase nova em Virgem. Chega unida a Mercúrio e em tenso aspeto com Netuno, marcando o início de um período de maior envolvimento com o trabalho. Estaremos mais voltados para a organização da rotina, para projetos pessoais e profissionais. Um projeto voltado para a recuperação ou manutenção da saúde pode começar. Saturno, que estacionou em Capricórnio desde o dia 03, retoma o movimento direto no dia 10, depois de 5 meses em retrogradação. Com Mercúrio, Marte e Saturno em movimento direto, sentiremos todos a vida voltar a andar para frente, sem muitos obstáculos e dúvidas. É hora de arregaçar as mangas e colocar nossos projetos, pessoais e profissionais, em andamento. No dia 11, Marte enfim, depois de idas e vindas entre Aquário e Capricórnio, retorna a Aquário, começa imediatamente a receber um tenso aspecto de Urano e Vénus, nos deixando mais nervosos e ansiosos, mais impulsivos e agressivos. As paixões estarão exacerbadas. Aquário é um signo fixo, portanto Marte caminhando através desse signo, nos torna mais determinados e assertivos. Projetos relacionados è tecnologia, inovação, astrologia, publicações, internet, ganham força e movimento. No dia 22, o Sol deixa Virgem e começa sua caminhada através de Balança, recebe um tenso aspeto de Saturno em Capricórnio e as exigências do dia a dia aumentam significativamente. Todos sentiremos um peso maior, um aperto no coração, uma sensação de que algo ruim está para acontecer. Procure tranquilizar-se, pois esse é um dos sintomas de Saturno quando pressiona o Sol. As responsabilidades aumentam consideravelmente. No mesmo dia 22, Mercúrio deixa Virgem e começa sua caminhada através de Balança e imediatamente começa a receber um tenso aspeto de Saturno. Sol e Mercúrio unidos em Libra e em tenso aspeto com Saturno vai trazer solidez e possibilidade de concretização em acordos e negociações que envolvam a comunicação, jornalismo, moda, vendas e comércio. No entanto a comunicação pode ser bastante difícil. No dia 24, a Lua continua seu ciclo, entra na fase cheia em Aquário, chega em tenso aspeto com Mercúrio e Saturno, indicando um período, que dura poucos dias, de finalização e concretização de projetos. A comunicação fica muito difícil e os mal entendidos podem acontecer com mais frequência durante alguns dias.

Época de maior espontaneidade e extroversão, vivendo a vida com muito prazer e alegria. Grande juventude e abertura de espírito levá-lo-ão a aproximar-se mais das crianças e com elas passar momentos agradáveis recordando os tempos passados. A demonstração sem receio dos seus afetos poderá abrir-lhe as portas do amor.

CAPRICÓRNIO

A sua capacidade de exercer influência e provocar alterações no seu ambiente e relacionamentos está agora sublinhada. Use essa capacidade de forma correta e sem cometer excessos. Poderá agora ter que resolver um problema legal. Cautela com os novos conhecimentos, pois terá tendência a cruzar-se com pessoas estranhas.

SAGITÁRIO

Aproveite esta altura para se dedicar ao estudo e à leitura que lhe proporcionarão uma expansão e aprofundamento intelectual. Quebre essa indolência de nada fazer e dê uma disciplina ao seu intelecto, reflita sobre os assuntos que normalmente não se questiona e verá que no fim se conhecerá muito melhor.

ESCORPIÃO

Nesta altura pode ter um convite para liderar um projeto ou uma situação que lhe dará mais poder. Não se esqueça, porém, de que quanto maior é a nau, maior é a tormenta, e com o poder, vêm as responsabilidades. Antes de se meter em cavalarias altas, analise as suas reais capacidades. Se não está à altura, corre o risco de poder vir a comprometer o seu futuro. Não receie esperar por uma melhor oportunidade, ela poderá surgir.

BALANÇA

Neste momento vai sentir um enorme desejo de participar em atividades de grupo. É provável que queira, juntamente com os seus amigos, pôr agora em prática projetos há algum tempo idealizados e que, sem ajuda, talvez não conseguisse levar para a frente. Também as relações de amizade tendem a estar mais valorizadas ao longo desta semana, e o seu pensamento estará mais dirigido para os outros.

VIRGEM

A sua sensibilidade em relação ao seu meio ambiente e familiar está aumentada. Neste momento também há um acréscimo da sua imaginação, dos sonhos, da clarividência e da intuição. Poderá ter mudanças de humor e sentir uma certa insegurança e cansaço. Se não lhe apetece conviver faça meditação ou ponha em dia a leitura.

LEÃO

Ao longo deste período a sua energia e criatividade estarão plenamente reforçadas. Aproveite para pensar em novos projetos ou para acabar aqueles que estão entre mãos. Por outro lado, uma alimentação mais saudável, um pouco de ginástica, ou mesmo um pequeno passeio ao Sol farão maravilhas ao seu corpo e espírito.

CARANGUEJO

Os seus valores, tanto de ordem moral como material, estarão, neste período, mais evidenciados. Poderá, assim, concretizar alguns projetos que tem vindo a idealizar nos últimos tempos. Uma vez que há fortes probabilidades de obter bons resultados de ordem financeira, não são de excluir, também, os investimentos ou aplicações quer em bens de usufruto imediato quer imobiliários.

GÉMEOS

Os amigos, os vizinhos, as suas relações mais próximas poderão estar esta semana mais no centro das suas atenções. Sentirá uma maior clareza de ideias e poderá ver agora esclarecidas algumas dúvidas que pairavam no seu espírito. É natural que sinta um maior desejo de expor os seus pontos de vista e comunicar mais abertamente com os outros. Poderá proporcionar-se uma pequena viagem.

TOURO

Ao longo desta fase mostrará grande interesse por todas as questões relacionadas com a família, que é para si um fator de equilíbrio. Sentirá necessidade de conforto, calor, de um ambiente intimista que lhe permita recuperar energias. Aproveite para fortalecer os laços de união com os membros mais chegados da família ou amigos.

CARNEIRO

É tempo de tomar consciência das suas potencialidades e sentirá capacidades até agora desconhecidas em criatividade e generosidade. Neste período, a sua capacidade empreendedora ultrapassará o que no dia-a-dia lhe é pedido. Aproveite a força extra que agora sente e lance-se arrojadamente em projetos adiados.

PEIXES

As suas atenções estão voltadas para o lado prático da vida. Métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, serão encontrados, cumprindo rapidamente as suas obrigações. Pratique desportos ao ar livre e inicie um regime alimentar equilibrado, aproveite para se libertar de vícios e limpar o seu organismo.


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Robert Robert Robert Petroni Petroni Petroni Recording Recording Recording Secretary Secretary Secretary

MikeMike Maitland Mike Maitland Maitland Executive Executive Executive Board Board Member Board Member Member

Brandon Brandon Brandon MacKinnon MacKinnon MacKinnon Executive Executive Executive Board Board Member Board Member Member

LiUNA LiUNA LiUNA Ontario Ontario Ontario Provincial Provincial Provincial District District District Council Council Council 13151315 North 1315 North Service North Service Service Road Road E., Road Suite E., E., Suite 701 Suite 701 Oakville, 701 Oakville, Oakville, ON L6H ONON L6H 1A7 L6H 1A7 1A7 Tel: Tel: (289) Tel: (289) 291-3678 (289) 291-3678 291-3678 Fax:Fax: (289) Fax: (289) 291-1120 (289) 291-1120 291-1120 www.liunaopdc.ca www.liunaopdc.ca www.liunaopdc.ca

Local Local 183 Local Toronto 183183 Toronto Toronto 12631263 Wilson 1263 Wilson Ave., Wilson Ave., Ste. Ave., Ste. 200Ste. 200200 Toronto, Toronto, Toronto, ON ON M3M ONM3M 3G3 M3M 3G3 3G3 Tel: (416) Tel:Tel: (416) 241-1183 (416) 241-1183 241-1183 Fax: Fax: (416) Fax: (416) 241-9845 (416) 241-9845 241-9845 Business Business Business Manager: Manager: Manager: JackJack Oliveira Jack Oliveira Oliveira

Local Local 183 Local East 183183 East East Local Local 183 Local Kingston 183183 Kingston Kingston 560 Dodge 560560 Dodge St. Dodge St. St. 145 Dalton 145145 Dalton Ave., Dalton Ave., Unit Ave., Unit 1 Unit 1 1 Cobourg, Cobourg, Cobourg, ON ON K9A ONK9A 4K5 K9A 4K54K5 Kingston, Kingston, Kingston, ON K7K ONON K7K 6C2 K7K 6C2 6C2 Tel: (905) Tel:Tel: (905) 372 (905) -372 1183 372 - 1183 Fax: - 1183 Fax: (905) Fax: (905) 372-7488 (905) 372-7488 372-7488 Tel: (613) Tel:Tel: (613) 542 (613) -542 5950 542 - 5950 Fax: - 5950 Fax: (613) Fax: (613) 542-2781 (613) 542-2781 542-2781 Business Business Business Manager: Manager: Manager: JackJack Oliveira Jack Oliveira Oliveira Business Business Business Manager: Manager: Manager: JackJack Oliveira Jack Oliveira Oliveira

Local Local 493 Local 493493 584 Clinton 584584 Clinton Clinton Ave.Ave. Ave. Sudbury, Sudbury, Sudbury, ON ON P3B ONP3B 2T2 P3B 2T22T2 Tel: (705) Tel:Tel: (705) 674-2515 (705) 674-2515 674-2515 Fax: Fax: (705) Fax: (705) 674-6728 (705) 674-6728 674-6728 Business Business Business Manager: Manager: Manager: MikeMike Ryan Mike Ryan Ryan

Local Local 506 Local 506506 Local Local 527 Local 527527 37503750 Chesswood 3750 Chesswood Chesswood Dr. Dr.Dr. 6 Corvus 6 Corvus 6 Corvus Court Court Court Toronto, Toronto, Toronto, ON ON M3J ON M3J 2W6 M3J 2W6 2W6 Ottawa, Ottawa, Ottawa, ON ON K2E ONK2E 7Z4 K2E 7Z47Z4 Tel: (416) Tel:Tel: (416) 638 (416) -638 0506 638 - 0506 Fax: - 0506 Fax: (416) Fax: (416) 638-1334 (416) 638-1334 638-1334 Tel: (613) Tel:Tel: (613) 521 (613) -521 6565 521 - 6565 Fax: - 6565 Fax: (613) Fax: (613) 521-6580 (613) 521-6580 521-6580 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Carmen Carmen Carmen Principato Principato Principato Business Business Business Manager: Manager: Manager: LuigiLuigi Carrozzi Luigi Carrozzi Carrozzi

Local Local 607 Local 607607 Local Local 625 Local 625625 Local Local 837 Local 837837 730 Balmoral 730730 Balmoral Balmoral St. St. St. 21552155 Fasan 2155 Fasan Dr. Fasan Dr.Dr. 44 Hughson 44 44 Hughson Hughson St. S.St. St. S. S. Thunder Thunder Thunder Bay,Bay, ONBay, ON P7C ONP7C 5V3 P7C 5V35V3 Oldcastle, Oldcastle, Oldcastle, ON ON N0R ON N0R 1L0 N0R 1L01L0 Hamilton, Hamilton, Hamilton, ON ON L8N ONL8N 2A7 L8N 2A72A7 Tel: (807) Tel:Tel: (807) 622 (807) -622 0607 622 - 0607 Fax: - 0607 Fax: (807) Fax: (807) 622-0454 (807) 622-0454 622-0454 Tel: Tel: (519) Tel: (519) 737-0373 (519) 737-0373 737-0373 Fax: Fax: (519) Fax: (519) 737-0380 (519) 737-0380 737-0380 Tel: (905) Tel:Tel: (905) 529 (905) -529 1116 529 - 1116 Fax: - 1116 Fax: (905) Fax: (905) 529-2723 (905) 529-2723 529-2723 Business Business Business Manager: Manager: Manager: TerryTerry Varga Terry Varga Varga Business Business Business Manager: Manager: Manager: Robert Robert Robert Petroni Petroni Petroni Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manuel Manuel Manuel Bastos Bastos Bastos Local Local 1036 Local 1036 1036 395 Korah 395395 Korah Road Korah Road Road SaultSault Ste. Sault Ste. Marie, Ste. Marie, ON Marie, ON P6C ONP6C 4H5 P6C 4H5 4H5 Tel: (705) Tel:Tel: (705) 942-1036 (705) 942-1036 942-1036 Fax: Fax: (705) Fax: (705) 942-1015 (705) 942-1015 942-1015 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Wayne Wayne Wayne Scott Scott Scott

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