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Lobas 16ª edição

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Índice

ABRIL 2014

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Editorial Abril 2014, com Eliana Silva, 4 Adeus a José Wilker Horóscopo Chinês, 7 Contos e Cantos, 9 Bahia, Alegria que contagia, 11 Alegria Agora, Amanhã e Depois de Amanhã, 14 Amigos Virtuais, 16 Crônica de Cátia Moyano, 18 Entrevista com Carmen Costa, 20 O Sr. DNA, 25 A Essência da Loba, 28 Ensaio da loba:

Annabel Valentina, 29


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É possível reanimar o sexo no casamento?, 45 Macho, fêmea ou coisa?, 48 Eleições 2014, 50 Visita ao Brasil, 52 Marimbondo Frito, 54 Reflexões sobre Vida e Morte, 55 Leitura e Conferência no Poema “Não te amo mais”, 58 O Brasil na Copa, 64 Vida e Morte, 65


EDITORIAL ABRIL

2014

Eliana Silva Ufa!!! Finalmente a nossa primeira edição de 2014. E a cada início, indistintamente de nossas crenças ou convicções, somos tomados de uma intensa expectativa, e nossos corações se enchem de esperanças, de tal maneira que só o que desejamos é que este novo ano de Lobas tenha muito sucesso. E é com este estado de ânimo que todos nós queremos iniciar Lobas 2014; e é bom que assim seja, precisamos mesmo criar mecanismos para acreditar que as coisas podem melhorar, que podemos fazê-las melhores do que conseguimos e que possamos falar muito mais de realizações, descobertas, curas, alegrias e menos de tantos problemas.. Dentre as variadas espécies do reino animal, somos os únicos que temos a consciência da dimensão temporal, é legítimo que exercitemos pensamentos e, ao menos, para começar, esboços de atitudes diferentes e novas.. Há um trecho muito expressivo e ilustrativo disso que tento dizer em Fernando Pessoa (O livro do desassossego) em que ele assim diz “ A única maneira de teres sensações novas é constituíres-te uma alma nova. Baldado esforço o teu se queres sentir outras coisas sem sentires de outra maneira, e sentires-te de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós a as sentimos – há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? – e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las”. Aí saímos enfurecidamente em férias, e o que queremos das férias? Somente o deslocamento de nosso corpo físico no espaço? A maioria de nós, idealmente, pensa que


não mas na prática, nos pegamos repetindo as mesmas ações, reproduzindo as mesmas posturas, enunciando as mesmas falas, olhando para as mesmas coisas e pessoas com o mesmo olhar; não ousamos arriscar mudar as lentes, e mais uma e mais outra e mais de novo nos decepcionamos com os resultados e com os outros, e maldizemos o rumo que as coisas insistem em tomar. Somos viciados nas mesmas coisas, viciamos a nossa mente às mesmas ações, daí voltamos para a rotina com a triste sensação de que o efeito aquilo que fomos buscar dura tão pouco. O recado é tão-somente para que nos permitamos mais, que mantenhamos menos a permanência de algumas crenças e valores que já se mostram desatualizados, e não porque já estão fora de moda, mas porque “a vida é movimento” – esta fala sempre me lembra uma amiga – e o movimento da vida se encarrega de mudar as coisas de posição, as coisas que foram postas em nós para se manterem estáticas e permanentes. Zygmunt Baumann em Tempos Líquidos analisa com muita propriedade os tempos em que vivemos, diz ele que aquilo que na modernidade nasceu para ser sólido já se liquefez; ou seja, instituições que se erigiram para serem sólidas, como o casamento, o Estado, a Igreja e outras, com suas crenças e valores, vêm se modificando expressivamente; e nós insistimos na permanência... daí que a decepção seja inevitável. Por que é que tudo tem de ser guiado pelo desejo do outro? A resposta parece simples: porque na maioria das vezes concedemos ao outro a força para enfraquecer o nosso querer. Que tal experimentarmos a construção do caminho nas veredas também do nosso desejo? Qualquer início, seja de um ano, de um novo projeto, profissional, um namoro ou casamento, pode ser um marco importante para começarmos um novo modo de caminhar, com mais atenção às nossas necessidades, expectativas, sonhos, desejos e planos. Exatamente porque não sabemos exatamente o tamanho da vida e que ousar é necessário. O que temos a perder? Se não ousarmos, teremos perdido a possibilidade de sermos um pouco mais felizes, e qualquer bocado de felicidade sempre vale a pena para alegrar a caminhada!!


ADEUS A JOSÉ WILKER

Chegou à hora do céu ficar em festa! Depois de tantos Paulos (Gracindo, Autran e Goulart), Deus sentiu falta de um José. Assim, findou-se sua missão. Em nós, ficou a sensação da perda de um amigo próximo e querido, afinal, não é exatamente assim que cada artista de sucesso representa em nossos lares? Parece-nos tão perverso a morte daqueles que entraram na nossa casa, nos fez rir, chorar e até odiar! Como vou assistir o Oscar sem seus comentários? Como esperar um novo e surpreendente personagem que a você seria destinado? Definitivamente, algumas pessoas são destinadas ao sucesso e não deveriam morrer. Ficamos culturalmente mais pobres e isso dói demais, principalmente quando a nossa cultura vem empobrecendo ano a ano. Mas, felizmente, artistas como você não morrem de verdade, suas obras permanecem. Pois é, Wilker, você saiu de cena sem aviso, sem alarde, apenas se foi. “FELOMENAL”, como tudo que você sempre fez. Uma singela homenagem da Revista Lobas


HORÓSCOPO CHINÊS - 2014, o ano do Cavalo Aine Leannan Há uma lenda interessante sobre o Zodíaco Chinês: Dizem que Buda convocou todos os animais do planeta para uma reunião, porém de todos os animais só se apresentaram 12. Assim, Buda ofereceu como gratificação para cada um deles, um ano de poder para influenciar na vida das pessoas. Eles ganharam o ano de acordo com a ordem de chegada: o Rato ou Camundongo; O Boi ou Búfalo (Vaca, na Tailândia); o Tigre (Pantera, na Mongólia); O Coelho (Gato, na Tailândia); o Dragão (Crocodilo, na Pérsia); a Cobra ou Serpente (Pequeno Dragão, na Tailândia); o Cavalo; a Cabra, bode ou Carneiro; o Galo ou Galinha; o Macaco; o Cão; o Porco ou Javali. O Cavalo de Fogo rege a cada 60 anos. De acordo com um antigo texto budista, quando os animais terminam suas meritórias tarefas, fazem um juramento solene perante

os budas de que um deles estará sempre, por um dia e por uma noite, pelo mundo, pregando e convertendo, enquanto os outros onze ficam praticando o bem em silêncio. O Rato inicia sua jornada no primeiro dia da sétima Lua; procura persuadir os nativos do seu signo a praticarem boas ações e a corrigirem os defeitos de seus temperamentos. Os demais bichos fazem o mesmo, sucessivamente, e o Rato reinicia seu trabalho no 13º dia. Assim, graças ao trabalho constante dos animais, os budas garantem uma certa ordem no universo. Para analisarmos nosso signo chinês com precisão, devemos ter a data completa de nosso nascimento, só assim descobrimos nosso signo lunar, porém, vale lembrar que esse ano o animal dominante é o cavalo.


O cavalo significa movimento e ação, esse é o ano que podemos intensificar as transformações que queremos na vida, em nossa realidade. Ele é regido pelo elemento fogo, juntamente com o elemento que rege o ano, e nos remete a força, disposição, é um grande aliado do ser humano. Esse ano, podemos colocar em pratica antigas idéias, transformar projetos e inovar metas. É o ano em que as pessoas se unem em favor de objetivos comuns. Tudo indica que será um ano de grandes mudanças, tanto no nosso dia a dia, quanto nas

nossas questões espirituais. Será um ano de progresso para as finanças, ação é a palavra chave para nossos trabalhos, o ano certo para quem deseja abrir um negócio e quanto ao amor será propício parar uniões está-veis, assumir compromissos e até casamentos, sobre a espiritualidade será uma fase que facilita-rá a expansão da mente e do conhecimento por meio de estudos e meditações.

O cavalo é autoconfiante e um guerreiro incansável. Vamos aproveitar toda a energia desse animal que nos traz força e coragem! Que assim seja para todos nós

Paz, Luz, E um feliz Reencontro. Até a Próxima!


ALEGRIA AGORA AGORA,, AMANHÃ E DEPOIS DE AMANHÃ Marcilene de Oliveira

Alegria da sensação de um beijo... Do abraço que alegra o peito... Alegria da noticia boa, de encontrar alguém que não vemos há tempo... Alegria do mergulho no mar num dia de verão... Das flores da primavera.. Das folhas de outono... Da lareira acesa no inverno...


Alegria do sorriso aberto, frouxo... De ouvir o som do próprio riso.. Alegria de rir de suas próprias loucuras... De encontrar amigos..de ver o por do sol.. Alegria agora amanha e depois de amanhã.. Por que tudo é tão provisório.. É tão pouco o que fica, os momentos são tão raros.. As pessoas passam e nem sempre ficam.. Tem amores de carnaval, os que duram uma estação, os que resistem ao tempo e os que vem e vão.... Tem os amigos de sempre os que ficaram no tempo os que virão...tudo tão improvável!!!! Por que o que temos é a alegria... O que trava nosso choro são lembranças boas... Às vezes o bom dia do vizinho, da amiga do trabalho, dos cães que a gente cria como filhos nos da uma alegria momentânea....Mas que faz um bem danado ao coração! Então que seja essa alegria constante .... Por que uma boa risada vale um bom dia em cada dia da vida.. Alegria agora, amanhã e depois de amanhã.


Amigos Virtuais Por Silvana Valente

Após um tempo sem lançar uma nova edição, me peguei pensando que não escrevi qualquer matéria. Estranho que foram 4 meses intensos, com emoções contrárias, alegrias e tristezas, a perda do meu pai, a perda do contato com a família, aliás, esta última, uma necessária perda. Em contrapartida, alguns ganhos pessoais e profissionais. Outros enganos e algumas decepções. Por algum motivo, senti vontade de me calar, mas, não queria passar em branco, fiquei pensando sobre o que escrever e sem ideia, sentei diante do computador e deixei minhas mãos serem levadas por minha mente, sem grandes pretensões, que seja um pequeno texto onde parte de minha alma fique mais uma vez incorporada na revista. Cheguei à conclusão que falar sobre as tristezas hoje, não me faria bem, mas falar sobre amigos dá uma enorme alegria, é como revigorar energias.

Eis que surgiu um singelo texto sobre meus amigos virtuais: No Orkut existem comunidades específicas, que ainda hoje considero melhores que os grupos no Facebook. Ali encontrei verdadeiros amigos. Não são simples amigos, são “Os Amigos”: que converso e que diante de um problema, tenho sempre alguém para desabafar. Jamais vi alguma fofoca espalhada em rede. É lógico que tenho sorte ou, tenho uma boa intuição para perceber os que são confiáveis. Confesso, tenho muito mais decepção com pessoas do meu mundo “real” do que virtual. E não pense que pretendo deixá-los no virtual, ainda planejo fazer uma grande festa - A Festa do lançamento da Revista Lobas impressa - reunindo os amigos da revista e aqueles que não escrevem, mas, desde o início acompanham.


Em fevereiro tive o prazer de conhecer uma destas amigas. E percebi que, independente de nos falarmos apenas através de uma tela até então, a empatia, a amizade já é tão grande que o encontro já vem cheio de intimidade, como rever uma velha amiga da qual estamos com saudades. Tenho amigos de opiniões políticas e comportamentais bem diversas às minhas que são muito queridos. O segredo? Respeito. Através da internet nos desnudamos de tal forma, que conseguimos identificar pessoas do bem. No paradoxo, temos mulheres de todas as idades sendo vítimas de marginais que conheceram na internet. Afinal, criar um perfil falso e trazer uma pessoa para uma emboscada é até mais fácil.

Por que isso? Porque há uma diferença de finalidade muito clara, eu não faço um amigo com outro interesse, que não um bom papo e expandir horizontes, trocar conhecimentos. Entretanto, um novo amor leva toda uma carga de expectativa, de vontade de acertar, que acabamos dando dicas para um bandido, a respeito do que queremos ou precisamos ouvir. Daí a confiar é um pulo, então, abrir vida financeira e muito da vida íntima fica fácil. Está aí a minha matéria para a próxima edição. Amigos virtuais? Amo meus amigos de qualquer parte desde imenso Brasil, que ficam tão próximos através de uma tela e um teclado. Bendita tecnologia que nos uniu!


Crônica de Cátia Moyano Estava com saudades de escrever, e me aconchegar por esse covil, novamente. Como alguns já conhecem, sempre escrevo sobre algo referente a história, folclore, cultura, porém, nessa edição gostaria de usar tão precioso espaço, para um desabafo. Não sei se minha análise das coisas anda meio “rabugenta”, mas noto que alguns caminhos que a humanidade e seus aderentes andam tomando talvez leve a um declínio muito grande, principalmente no que diz respeito a um bem viver. O imediatismo que vemos hoje em dia, a forma como tudo e todos tornam-se descartáveis, o individualismo desmedido, reflexos modernos que muitas vezes resgatam ações de barbárie, que há muito tempo deveriam ter sido deixadas adormecidas no passado. E falando em passado, cá entre nós, porque o ser humano não consegue se despir de antigos hábitos e culturas? Ainda hoje, cultivamos o prostituir-se, seja de que forma for, vende-se bem mais do que serviços, ou mercadorias. Aliás, eis uma mercadoria que sempre existiu, o corpo humano, assim como sua mente e

ideias. Não raro nos vemos tentados a vender o que seja. Bendito os que resistem. Outro ponto que já levantei, aqui mesmo na Lobas, e volto a martelar, é o desinteresse sobre nossa história, sobre nossos costumes, folclore, identidade. Sabemos que cada povo, região, tem seus meandros, suas características, construídas principalmente pelos que outrora lá viveram. Porque essa negação, essa dificuldade em aceitar, manter vivo algo tão importante? E porque a facilidade em absorver essa “cultura produto” que nos é ofertado todo instante? Seria falta de compreensão sobre, ou cá estamos esbarrando novamente no tal imediatismo, no tal descartável, que citei no início do texto? Em rodas de amigos, conversas de bares, costumo levantar esses assuntos entre os meus, e de forma descontraída proseamos a respeito. Dificilmente encontramos algum consenso ou explicação para o que está acontecendo. O que tomo pra mim, como contento, é que ainda existem


pessoas que conseguem transcender tudo isso, e de forma útil, fazer a diferença. Sendo em ações ou ideias. Esse espaço, mesmo, ao qual estamos nesse momento, eu como “escrivinhadora” (rs) *, e vocês como leitores, ainda temos sorte em tê-lo, e assim como ele, existem vários outros, onde pessoas podem expressar, ter livre pensamento sobre as coisas, sem serem robotizadas, construindo pra si e para os seus, um ambiente de questionamentos, “lanternando” o caminho em "claridão". Sejamos mais crentes e afincos em nossos propósitos. Sejamos diferentes do que esperam de nós....sejamos nós! Acredito, ainda, no ser humana. Sigamos...

romantismo de


ENTREVISTA

com

Carmen Souza POLICIAL MILITAR

Por Aghata figueiredo Em primeiro lugar, gostaríaoms de agradecer por sua gentileza em colaborar com nossa revista, permitindo que conheçamos e compartilhemos um pouco da sua vida. Responda da forma como achar que deva e sinta-se a vontade para recusar-se ou apontar alguma correção Nome: CARMEN SOUZA Idade: 40 ANOS Estado Civil: SOLTEIRA Tem filhos: NÃO Escolaridade: SUPERIOR INCOMPLETO que deva ser feita Qual seu posto e companhia em que atua? Sou soldado, atuo no serviço interno CIOSP que é o atendimento do 190 e despacho de viaturas. Quando ingressou nessa função? Ingressei em 2001 O que a levou a escolher a profissão de policial militar? Eu havia feito estagio de ensino médio, na época 2º grau na delegacia de policia, a função de policial militar é bastante desafiadora, e sempre acreditei ser uma das mais importantes para a

sociedade. Encontrou dificuldades para o ingresso?Não os testes foram tranqüilos, o que senti mais foi na prova física. Na época eu fazia academia, mas o condicionamento físico principalmente na corrida foi o que mais senti, precisei me exigir muito. Que tipos de teste de seleção você enfrentou? Primeiro é, o intelectual, que se assemelha a uma prova de vestibular, depois a prova física com corrida, apoio feminino, abdominal e teste de equilíbrio físico, na seqüência temos a apresentação de exames de saúde e por fim (aquele que todos temem) a prova psicológica, o que tortura é o tempo entre as fases, é uma época de incertezas, mas vale a pena. Costuma atuar mais no policiamento ostensivo ou serviços internos?Costumo atuar no serviço interno, posso dizer que amo o que faço, atuo no coração da segurança pública, pois é no CIOSP, 190, que a população tem o primeiro contato com esta instituição, a Brigada Militar. É através do CIOSP que as guarnições na rua têm contato com a ocorrência. Enfrentou algum tipo de preconceito junto aos colegas do sexo masculino?De forma alguma, os colegas masculinos nos respeitam muito, na verdade existe um


tratamento profissional. Recebe algum tipo de tratamento diferenciado por ser mulher?Não. Diferenciado não, mas temos papéis sociais construídos ou que nós a partir de nossa natureza construímos, e eles são respeitados, como o de ser mãe, o fato de algumas ficarem mais sensíveis na época da menstruação e a própria gravidez. Tens ou deseja conquistar outros interesses profissionais?Pretendo conquistar a graduação de sargento, que só pode ocorrer através de concurso ou tempo de serviço, o oficialato é um posto que exige curso superior em direito, e estou concluindo o curso superior em pedagogia e sou professora de educação infantil, com formação em magistério. Sintome realizada nas duas profissões. Qual a maior dificuldade que a brigada militar enfrenta, hoje em dia?Acredito que é o respaldo em termos de recursos materiais, temos treinamento e todos buscam se aprimorar também Como é o relacionamento com a população?Estamos implantando (e com sucesso) o policiamento comunitário, a Brigada Militar esta com uma visão humanista e humanitária de policiamento ostensivo e repressivo, o contato direto com a população tem surtido ótimos resultados. A guarnição que trabalha em determinada comunidade conquista a confiança desta. Temos executado muitas prisões devido às denuncias da po-

pulação, sendo que praticamente todos tem o telefone funcional do policiamento comunitário. Acredito que estamos criando realmente uma cultura de comprometimento da comunidade com a sua segurança pública. Por fim, existe alguma mensagem que você deseja deixar para outras mulheres que tenham vontade de seguir na carreira militar? Sim, acredito ser muito importante ter em mente que não é simplesmente um concurso que vai te dar estabilidade ou um salário seguro e, na maioria das vezes, bom. É preciso ter em mente que estamos assumindo um compromisso com o patrimônio e com a vida da comunidade em que vamos atuar. Por isso, comprometimento e desprendimento é muito importante, sem contar que princípios morais e éticos devem ser sempre observados. O fato de sermos fem, pois é assim que somos denominadas, policiais fem, é mais do que um papel. Aliás, como bem o diz Simone de Beauvoir, não nascemos mulher, nos tornamos mulher, e esta construção, esta certeza de pertencimento, é unicamente responsabilidade nossa. Conquistarmos nosso espaço neste mundo culturalmente machista requer de nossa parte assumir e representarmos nossos


papéis da forma mais dedicada e valorosa possível.

Sugestão de leitura.: BEAUVOIR, Simone de, O Segundo Sexo. Vol 1 e 2 . Disponível em : http:// livrosfeministas. wordpress.com/ - domínio público ENSLER, Eve – O Monólogo da Vagina – Ed. Bertrand Brasil LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pósestruturalista – Ed. Vozes. 2003. WOOLF, Virginia – Um teto todo seu. Ed. Circulo do livro. Vídeo sobre Simone de Beauvoir – disponível em: http://www.youtube.com/watch? v=FGmnLIE8X6M Achei interessante sugerir alguns filmes sobre a temática. Os que eu assisti estão marcados com asterisco. * A Cor Púrpura (EUA, 1985, Steven Spielberg). Assunto predominante: Abuso sexual e relações familiares. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site. * A excêntrica família de Antônia (Holanda /Bélgica/Inglaterra, 1995, Maleen Gorris). Assunto predominante: gênero, mulheres e suas relações. A Insustentável leveza do ser (EUA, 1988, Philip Kaufman). Assunto predominante: Relações de amor e política. Amigas de colégio (Suécia, 1998, Lukas Moodysson). Assunto predominante: sexualidade na adolescência; despertar para um amor lésbico. Amores e outras catástrofes (Australia, 1996, Emma Kate Croghan). Assunto predominante: relações de gênero e sexualidade na juventude universitária. As Bostonianas (Inglaterra, 1984, James Ivory). Assunto predominante: O filme, baseado no livro de Henry James (1886), narra a trajetória do feminismo nascente, na Nova Inglaterra pós-guerra civil, nos EUA. As horas (EUA, 2002, Stephen Daldry). Assunto predominante: gênero e mulheres;


; literatura

(baseado na obra Ms. Dollowey de Virginia Woolf). Beleza Americana (EUA, 1999, Sam Mendes). Assunto predominante: relação conjugal; gênero e sexualidade no conflito de gerações; homofobia. Billy Eliot (Reino Unido, 2000, Stephen Daldry) Assunto predominante: Gênero e classe; identidade sexual; dança (um garoto faz ballet). * Chocolate (EUA, 2000, Lasse Hallström). Assunto predominante: gênero, sexualidade e amor; relação mãe e filha; descobertas, transgressões. Delicada atração (Inglaterra, 1996, Hettie Macdonald). Assunto predominante: juventude e sexualidade masculina; homoerotismo. Desejos proibidos (EUA, 2000, Jane Anderson). Assunto predominante: homossexualidade feminina em três épocas históricas diferentes e seus contextos políticos. Eternamente Pagu (Brasil, 1987, Norma Bengell). Narra a trajetória biográfica e política de Pagu e outras personalidades da época, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Felicidade (EUA, 1998, Todd Solondz). Assunto predominante: abuso sexual, gênero e sexualidade no contexto da decadência americana. Felizes juntos (Wong Kar-wai, 1997, Hong Kong). Assunto predominante: homossexualidade masculina. * Frida (EUA, 2002, Julie Taymor). Assunto predominante: biografia da artista Frida Khalo; amor, relação homem-mulher; homoerotismo feminino. * Gaiola das Loucas (EUA,1996, Mike Nichols). Assunto predominante: homossexualidade masculina. Garota, interrompida (EUA, 1999, James Mangold). Assunto predominante: gênero, sexualidade; transgressão e loucura do ponto de vista da repressão institucional. Garotos não choram (EUA, 1999, Kimberly Peirce). Assunto predominante: sexualidade, identidade sexual e de gênero através da experiência de um/a transgênero; violência. EUA. Geração Roubada (Austrália, 2002, Phillip Noyce). Assunto predominante: Opressão cultural e situação feminina. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site. Íris (Inglaterra, 2001, Richard Eyre). Narra a trajetória biográfica de Íris Murdoch, escritora e filósofa inglesa, sua relação com os homens, e seu casamento, até a morte por Alzheimer em 1999. Jogo perigoso (EUA, 1986, Anthony Page). Assunto predominante: identidade sexual e gênero; tênis e transexualidade (um/a jogador/a de tênis famoso/a passa pela mudança de sexo). Lolita (EUA, 1997, Adrian Lyne). Assunto predominante: adolescência; relacionamento inter-geracional. Madame Satã (Brasil, 2002, Karim Aïnouz). Assunto predominante: identidade sexual, negritude, preconceito, política e arte. Maurice (Inglaterra, 1987, James Ivory). Assunto predominante: amor e sexualidade; homossexualidade masculina. Minha vida em cor de rosa (Bélgica, 1997, Alain Berliner) Assunto predominante: identidade sexual e gênero.


* Morangos e chocolate (Cuba/México/Espanha, 1994, Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío). Assunto predominante: política, repressão, homofobia e homossexualidade masculina. O closet (França, 2001, Katharine Houghton). Assunto predominante: homofobia, relações familiares e sexualidade. O oposto do sexo (EUA,1998, Don Ross). Assunto predominante: sexualidade; homossexualidade masculina. O Padre (Inglaterra, 1994, Antonia Bird) Assunto predominante: religião e sexualidade; homossexualidade masculina. Inglaterra. O Sorriso de Mona Lisa (EUA, 2003, Mike Newell). Assunto predominate: Conservadorismo, resistência e relação professora - aluna. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site. Plata quemada (Argentina, 2000, Marcelo Piñeyro). Assunto predominante: homossexualidade masculina; violência. Argentina. Priscila, a rainha do deserto (Austrália, 1994, Stephan Elliott). Assunto predominante: homens e sexualidades; identidades e relações familiares. Procura-se Amy (EUA, 1997, Kevin Smith). Assunto predominante: gênero e sexualidade. Homossexualidade feminina; bissexualidade. Quando a noite cai (Canadá, 1995, Patricia Rozema). Assunto predominante: amor e sexualidade. Homossexualidade feminina. Regras da vida (EUA, 1999, Lasse Hallström). Assunto predominante: trajetória de um rapaz que vive em um orfanato; gênero, sexualidade e aborto; religião, moral e ciência. Será que ele é? (EUA, 1997, Frank Oz). Assunto predominante: identidade, homossexualidade masculina. Sexo, mentiras e videotape (EUA, 1998, Steven Soderbergh). Assunto predominante: sexualidade e relação homem-mulher. Sob o sol de Toscana (EUA, 2003, Audrey Wells) Assunto predominante: Divórcio e recomeço. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site. * Thelma e Louise (EUA, 1991, Ridley Scott). Assunto predominante : cultura e sociedade, relação entre mulheres, gênero e violência. * Tomates Verdes Fritos (EUA / Inglaterra, 1991, Jon Avnet). Assunto predominante: cultura e sociedade, relação entre mulheres, gênero e violência. Três formas de amar (EUA, 1994, Andrew Fleming). Assunto predominante: Relações amorosas. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site. * Tudo sobre minha mãe (Espanha/França, 1999, Pedro Almodóvar). Assunto predominante: relações familiares e sociedade; sexualidade, soropositividade e AIDS. Um amor quase perfeito (Itália, 2001, Ferzan Ozpetek). Assunto predominante: amores, sexualidades, identidades. Virgina (Yugoslavia, 1991, Srdjan Karanovic). Assunto predominante: Gênero. Agradecemos, desde já, sua disponibilidade e carinho em nos atender nessa entrevista.


"Atrás de todo homem bemsucedido existe uma grande mulher", uma não, duas, três, quatro, dez...grandes, pequenas, bonitas, feias, etc......... O cara faz um esforço enorme para ficar rico pra quê??? O sujeito quer ficar famoso pra quê??? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê??? A verdade é o DNA controla o homem e o faz desesperadamente tentar parecer ser o 'macho alfa'. Machos alfa não são perdedores, fracassados, são os chefes dos bandos e tem as fêmeas que quiserem ter... Na contra-partida, as mulheres se preocupam tanto com a aparência por que???

Por que passam horas em salões, arrumando cabelos, fazendo unhas, arrancando pelos aqui e acolá??? Para que fazem dietas, regimes, e apertam a cinta até causar incômodos só pra se parecer mais magrela como de fato é??? Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'. É claro que existe, e muitas vezes não uma, mas várias, afinal quem não quer o macho alfa, que tem recursos, tem cavernas e pode a acolher no inverno e na chuva??? O dito não está envelhecido. Só está muito mal explicado. "Atrás de um homem bem sucedido tem várias mulheres querendo comer pelas beiradas, isso é fato". E alguns homens bem sucedidos se deixam levar pelo


($$$).

DNA ancestral e acabam se complicando com tantas que correm atrás, que acaba por afrontar a moral e os bons costumes contrários á lei do DNA. Alguns até vão ao extremo de quererem contar vantagem para se posicionar como 'melhores' dentre a ala feminina de convívio, aff...

E as mulheres, tenho pena de algumas que querem se comportar como homens, afinal de contas sem o politicamente correto, são diferentes e o DNA é diferente e não há lei ou decreto, moral ou imposição religiosa ou civil que vai forçar o DNA a ser como dos homens. E o DNA sempre vence na sua eternidade de se perpetuar, seja nos homens querendo "encher a terra" de filhos, seja nas mulheres querendo os machos alfa com as melhores cavernas e abrigos

O DNA controla os homens e as mulheres nos bastidores da vida, e SÓ E EXCLUSIVAMENTE SÓ a força ética, moral, cultural e pessoal, decisão própria e auto-controle de si, acabarão por serem dominados pelo DNA . O DNA masculino quer fazer o homem o Alfa, o mais viril do bando. No oposto, o DNA feminino luta para deixar - mesmo que artificialmente - a mulher mais 'aparente' propícia para atrair os machos para cópula. Inconscientes disso, homens e mulheres são explorados pelas corporações impessoais no intuito de se tornarem aprazíveis sexualmente e dispostos a copular (no homem ter o máximo de descendentes, e na mulher ter o macho alfa que lhe dê caverna e comida e cuida da prole dela, independente de ser dele ou não.) O que está ocorrendo no Brasil??? Ah sim, em país de desgoverno petralha onde os bons modos e costumes são censurados, a ética massacrada, a moral pisoteada, os bons costumes e o respeito à herança milenar ocidental judaico-cristã é pisoteada pelo governo e seus tentáculos destruindo o bom comportamento e os bons costumes, o DNA faz festa, para o mal das gerações futuras herdeiras dessa baderneira e irresponsabilidade governamental, incentivadora de copas, carnaval, sexo e promiscuidade desenfreada.


E os homens e as mulheres que se deixam enredar pelas políticas de libertinagem acabam por culpar todos os integrantes do sexo oposto de: 'não prestam'. E o DNA??? O DNA pula e festeja, afinal seus objetivos ancestrais de uma época em que a expectativa de vida era 30 anos quer estar sempre disponível para procriar - com a fêmea mais gostosa pra ser mãe e o pai mais alfa para não morrerem no frio ou fome. Sem ter noção da realidade atual o DNA continua imperando na vida de pessoas cujo caráter e mente não conseguem enxergar além do óculos copular que a força genética impos a ambos os sexos no seu pa-

pel ancestral de perpetuar o DNA nos descendentes e dando condição de que cresçam e se reproduzam. Quem for capaz de se libertar da força do DNA é digno de ser ALFA no século XXI, aos demais, continuaram eternamente sendo betas e zetas, aos mandos e desmandos do DNA e do DNA alheio dos governantes que escolhem... Misael Malagoli Filósofo


A ESSÊNCIA DA LOBA POR SILVANA VALENTE

Idade da Loba, sonhos que se perderam pelo caminho, outros tantos já realizados e alguns novos que surgirão. Envelhecer não é tão ruim como imaginávamos há 20 anos. A vida nos fornece tamanha experiência, que nos faz rever conceitos, muitas vezes tidos como inabaláveis. E é engraçado, porque isso dá uma sensação de jovialidade, de liberdade, que não há juventude que experimente. Se dispuser a aprender, a recomeçar, a amar novamente, a ser bonita, mesmo com as marcas do tempo. Não se preocupar mais com caras e bocas para se mostrar sensual, porque a sensualidade está em você. Analisando fotos das nossas modelos, percebo uma sensualidade natural, qque existe muito mais da alegria de ser mulher, da felicidade de amar ou simplesmente de ter amado,

de ter construído castelos, de ter segurado a onda a cada desmoronamento. De ter a felicidade de construir uma história. Algumas vezes convido amigas para posar, e percebo que estão envergonhadas por não estarem com o corpo perfeito. Elas dizem que não sabem “sensualizar” para fotografias. Eu aconselho a fazer muitas fotos, várias, não se preocupar em ser sensual, mas pensar em estar bonita pra si mesma. O resultado? Mulheres naturalmente sensuais, porque assim o são, porque na escola da vida, amar se tornou tão natural, que o sexo é trocar prazer, é se desnudar sem ter a obrigatoriedade de ser a mulher fatal que vai enlouquecer um homem e às vezes, sair da cama sem qualquer lembrança de prazer. Somos um folhetim, um livro de memórias, “de amargos desencantos” e de doces encontros. E a cada página, uma lembrança, boa ou ruim, um pedacinho que compõe o to-


Annabel Valentina A bela de bem com a vida!


É POSSÍVEL REANIMAR O SEXO NO CASAMENTO? Silvana Valente

A rotina acaba com a emoção e muitas vezes, sexo vira obrigação ou nem isso, começa a rarear, por falta de interesse mesmo. O Motel tem um poder afrodisíaco, sair da rotina, todo um ambiente preparado para o sexo. Mas, nem sempre é possível ir ao motel: Não ter com quem deixar as crianças, o orçamento que vai mal, e ir a motel barato, é melhor dar uma bela arrumada no quarto e usar a imaginação. Ainda temos a opção do sex shop: com creminhos, camisinhas com sabores, fantasias, joguinhos, bolinhas, vibradores e tantas novidades. Mas, será suficiente? A cabeça tem que estar boa, a saúde física também, muitas vezes um problema hormonal pode estar minando a sua libido, outras, problemas diversos impedem a animação para o sexo.

Há mulheres que dizem que nada como um amante para dar um “up” na libido e melhorar o casamento. Mas, será mesmo a melhor solução? Ou é uma forma de preservar o que já não faz sentido? Fato é que a primeira coisa para revigorar o sexo é uma injeção de auto-estima, é se aceitar bem diante do espelho, comprar boa lingerie, se amar, eis o verdadeiro caminho. Além disso, ter liberdade para dialogar com o parceiro, saber se o desinteresse é mútuo, se ainda existe amor entre homem e mulher e não apenas uma bela amizade, um amor fraternal. Enfim, ter coragem de enfrentar o desinteresse como um problema a ser resolvido, como tantos outros que surgem ao longo da vida.


“Eu sempre fui extremamente fogosa, mais do que Lúcio. Acho que o desinteresse dele me contagiou. Cansada de não ser procurada, fui desistindo sem perceber. Cheguei mesmo a pensar que era normal a ausência do sexo. Aí, ele começou a me procurar e eu dava qualquer desculpa para não transar. Com isso ele começou a ficar mal. Percebi que algo estava errado. Já não me cuidava mais, deixei até mesmo de fazer as unhas, meus cabelos estavam sem brilho. De repente me dei conta que o desinteresse dele por mim me abateu de tal forma, que passei a não me amar. Não que a culpa seja dele, mas, provavelmente, da nossa falta de diálogo. A verdade é que depois de 8 anos de casados, nosso sexo não tinha qualquer novidade, era sempre no mesmo lugar, e da mesma forma. Eu tinha fogo, mas ao mesmo tempo tinha preguiça de fazer performances, como nos nossos primeiros anos. Também, cuidando dos nossos gêmeos de 4 anos, como ter disposição? Definitivamente ser mulher não é fácil: mãe, profissional, dona de casa e amante é atribuições demais para uma só pessoa. E ainda assim, eu o procurava! E ele, que nem isso fazia? Enfim, era hora de conversar e tentar reviver nosso casamento. Não foi uma conversa fácil, nenhum homem gosta de ter a sua viril idade posta a prova. Aproveitei que minha irmã levou os meninospara uma festa e eles dormiriam na casa dela (já estavam com seis anos). Conversamos, choramos, rimos, resolvermos que valia a pena tentar. Coloquei um DVD de filme pornô e o surpreendi, Cada vez que ele tentava partir para prática, eu o obrigava a assistir tudo, só que nu. Observei o que o deixava mais excitado e ao final, incorporei a atriz pornô. Gozamos uma, duas, três vezes. Depois, passamos a ser confidentes de nossas fantasias sexuais e algumas, estamos colocando em prática, mas isso, é assunto para outro depoimento”. Priscilla, Limeira/SP


“Meu casamento não ia bem no geral, discutíamos por qualquer motivo e o sexo era muito raro. Aliás, ele estava sempre de mau humor. Nossa filha ia se casar e pensei que seria o fim de tudo. No primeiro mês de ausência dela, ficamos com dois velhos deprimidos (e eu só tinha 45 e ele 48 anos). Em um fim de semana, cansada de ler, ficar na internet, enquanto ele lia em outro cômodo, ou ficava na internet e vendo TV, eu propus que saíssemos para dançar. Como assim? Tá doida.Quer ir numa boate? Estamos velhos pra isso! Não, você está, eu, definitivamente não estou. Coloquei uma roupa bem bonita e provocante e tornei a convidálo. Fomos, dançamos a noite inteira, bebemos um pouco, ao chegar em casa, o seduzi, e transamos como há muito não fazíamos. Depois, propus que entrássemos em uma aula de dança de salão. Ele topou, a dança nos reaproximou. Até hoje, quando chegamos exaustos de uma aula, ainda temos energia para o sexo.” Simone – Rio de Janeiro/RJ

Obs: Os nomes foram trocados para preservar a identidade – depoimentos recebidos pela internet.


Macho, fêmea ou coisa? João Bernardo S. Oliveira O projeto de Lei do Deputado Jean Willis, indica uma mudança na lei de nascituros. Por não terem sua sexualidade adulta ainda evidenciada, pois acabaram de vir ao mundo, é sugerido que não se registre o sexo biológico e que se aguarde, quando da maturidade do nascituro se estabeleça, através de sua opção sexual, como ele se sente – macho ou fêmea – para aí sim permitir este tipo de registro. O projeto ainda indica uma mudança no comportamento estudantil das crianças de tal modo que sejam tratadas na escola como se sentem e não como nasceram – menino ou menina. O caso colocado é de uma relevância enorme, pois, como uma criança de 5 a 7 anos de idade vai ter compreensão se é homem ou mulher, se vai se comportar passivo ou ativamente sexualmente falando, se ainda não faz parte de sua natureza a prática sexual, bem como o entendimento de tal questionamento.

O deputado coloca situações de adultos, estes sim já com vida e opção sexuais definitivamente estabelecidas e vividas diariamente, como exemplo de discriminação, humilhação e outros tipos de obstáculos como motivo para sua proposta. Nós viemos de um mundo com ideias não liberais quanto à sexualidade. Ter um filho, antes considerado “desviado” de sua natureza sexual, não era agradável para nenhum pai de família e nem para as pessoas que com ela conviviam. Entendo que não se deve haver discriminação de modo algum, mas quando qualquer espécie na natureza da classe mamífera vem ao mundo, ele vem biologicamente macho ou Entendermos que existirão aqueles que fugirão à regra é até compreensível, mas mudar toda uma estrutura da maioria dos seres humanos em prol de um percentual pequeno, aí se torna inadmissível.


Se aplicarmos as mudanças propostas na PL 5002/2013, as crianças vivendo uma infância, principalmente escolar, não criarão a definição básica entre macho e fêmea, sendo colocados em dúvida como praticar sua convivência. Atualmente cria-se menino como menino e menina como menina e tal fato é feito de maneira natural Imagine se ao nasce, a pessoa chega para o pai e pergunta: - E aí, menino ou menina? O pai: Não sei, ainda é uma coisinha linda, mas vamos decidir quando chegar à época certa.... Isto é neurótico e perigoso. Sou contra o projeto que se conseguir ser aprovado, destruirá lares, o conceito de identidade da pessoa, pois com as companhias poderá perder o rumo correto de seu sexo biológico. Em síntese me permito afirmar que querem transformar opção sexual em sexo biológico. Creio eu que se permitirmos este devaneio da classe minoritária que soli-

cita para si este direito, o transformar em realidade, estaremos colocando nossos filhos cada vez mais desorientados. Você nasce homem ou mulher, macho ou fêmea, com exceção de deformações naturais e você escolhe, bem adiante de sua vida, qual tipo de vida sexual terá, não tendo relação com seu sexo de nascimento. EU SOU CONTRA.

Até o próximo mês!


ELEIÇÕES 2014 Em 2014 como sabemos as inserções políticas referentes às campanhas eleitorais terá seus horários reduzidos em função da Copa do Mundo. Claro que não poderíamos deixar aqui registrado o tempo de exposição que a presidente terá nos eventos, além é claro de toda a máquina pública trabalhando a seu favor. Por um lado penso que ela terá vantagens e ao mesmo tempo se lembrarmos da Copa das Confederações quando o Brasil era o espelho do mundo, com todos os olhos voltados para os acontecimentos que ocorriam aqui, podemos pensar que se a turma que se mobilizou faça mais uma mobilização com fechamento de ruas, impedimento de turistas chegarem aos estádios, queimação de pneus e depredações, voltaremos novamente à estaca zero. Naquela ocasião, o senado e a câmara federal mostraram trabalho votando tudo que havia sido engavetado há tempos, mas a imagem do governo ficou arranhada. Será que haverá tempo de se recompor até as eleições?

São questionamentos feitos, pois temos mais 2 candidatos no momento que são oposição, bem a realidade oposição é o candidato Aécio Neves que finalmente deu o tom de sua campanha, rebatendo todas as críticas e apresentando uma agenda para mudar o Brasil caso seja eleito. CONFIANÇA Resgate de valores, compromisso com a democracia, recuperação da credibilidade e da responsabilidade pública 1. Compromisso com a ética, combate intransigente à corrupção, radicalização da democracia e respeito às instituições 2. Recuperação da credibilidade e construção de um ambiente adequado para o investimento e o desenvolvimento do país CIDADANIA Garantia dos direitos dos brasileiros 3. Estado eficiente, a serviço dos cidadãos 4. Educação de qualidade como direito da cidadania, educação para um novo mundo 5. Superação da pobreza e construção de novas oportunidades. 6. Cidadãos seguros: segurança pública como responsabilidade nacional


7. Mais saúde para os brasileiros: cuidado, investimento e gestão PROSPERIDADE A nação solidária e o bem-estar coletivo 8. Nação solidária: mais autonomia para estados e municípios, maior parceria da União 9. Meio Ambiente e Sustentabilidade, a urgente agenda do agora 10. A agenda da produtividade: infraestrutura, inovação e competitividade 11. A agropecuária que alimenta o presente e o futuro do país 12. Política externa: reintegrar o Brasil ao mundo Já Eduardo Campos, fez parte até agora do governo atual, portanto, nenhuma novidade, pois apenas deixou a base de apoio à Presidência para lançar candidatura própria. Vejo o candidato com o apoio de Marina e sua Rede muito influenciado pela ex-petista e ex-verde, pois quando o DEM através do deputado R. Caiado apoiou sua candidatura, veio a sonhática Marina e derrubou um balde de água fria no apoio desautorizando totalmente o candidato Campos. Marina como todos sabem é uma socialista, ex-petista que deixou a seguinte declaração no Jornal o Estado de São Paulo no dia 18/12 que apoiará o candidato petista ao senado por SP Eduardo Suplicy, como vemos ela continua a apoiar os petistas, embora o diga que não. 2014 será o ano em que o povo deverá fazer uma reflexão deixando um pouco de lado a

visão de que política é assunto muito chato e começar a analisar quem serve para governar nosso país, quais as melhores propostas e sim varrer de uma vez por todas com todos os políticos fichas sujas, envolvidos e corrupção, locupletação com dinheiro público, caixa dois, etc. É necessário que o povo se mantenha informado, aqueles que não gostam de política

“Devemos entender que Marina ainda apóia o PT?” procurem ler mais, não só ficar na frente da TV, pois sabemos que há muita manipulação e muita notícia tendenciosa. Que consultem sites como Portal Transparência, que discutam com seus vizinhos, familiares, colegas de trabalho, enfim que formem uma opinião para não colocarem mais no poder pessoas mal intencionadas. 2013 foi um ano que nos surpreendeu com a condenação dos mensaleiros, embora muitos ainda critiquem o Ministro Joaquim Barbosa, por condenar os ditos intocáveis do partido que está no poder e que sempre condenou a corrupção e hoje são doutores na maneira de corromper e agir. Precisamos fazer valer nossa força, que é nosso voto. Vamos mudar! Vamos apoiar alguém que realmente se preocupe com nossa segurança, educação e saúde.


Deborah Dantas


LEITURA E COERÊNCIA NO POEMA “Não te amo mais”

Todo texto contém mais do que o sentido das expressões na superfície textual, pois deve incorporar conhecimentos e experiência cotidiana, atitudes e intenções, isto é, fatores não lingüísticos. Deste modo, um texto não é em si coerente ou incoerente; ele o é para um leitor/alocutário numa determinada situação. Num texto, tudo está relacionado; um enunciado está subordinado a outros na medida em que não só se compreende por si mesmo, mas ajuda na compreensão dos demais. Esta interdependência semântica e/ou pragmática é expressa por operadores do tipo lógico, operadores discursivos e pausas. Os operadores discursivos têm por função estruturar, através de encadeamentos, os enunciados em textos, dando-lhes uma direção argumentativa, isto é, orientando o seu sentido em dada direção. Os operadores do tipo lógico podem estabelecer, por exemplo, relações de disjunção: combina proposições por meio de conector. As marcas lingüísticas constituem indicadores das intenções do autor, porém podem não coincidir

exatamente com estas mesmas intenções ou porque ele as mascarou ou por que o texto permite leituras não previstas. Assim, nunca se pode saber o que o autor quis realmente dizer. O texto prevê determinados sentidos, excluindo outros, de determinadas leituras, excluindo outras, porém não uma única leitura. Deste modo, a análise levantará marcas que levarão às intenções do texto, mas com certeza não haverá uma única leitura. Para Bartlett nossa memória não é meramente reprodutiva, mas construtiva, isto é, utilizamos no processo de compreensão, não só as informações contidas no texto, mas também o saber acumulado em experiências passadas que não se apresentam desordenadamente, mas estão organizadas estruturas que nos levam a esperar ou predizer certos aspectos — são os esquemas. A maior contribuição de Bartlett foi a de assinalar que os esquemas “são estruturas que permanecem ativas e em evolução”.


E ainda como caracterizam Schank e Abelson e Marcuschi (1983), planos são “modelos de comportamento deliberados exibidos pelas pessoas, podendo abranger vários propósitos superpostos”. Além de terem todos os elementos numa ordem previsível, levam o leitor/ouvinte a perceber a intenção do escritor/falante e é isso que os distingue dos esquemas: permitirem reconhecer o que pretende o planejador. Exemplos: um funcionário que tem um plano de recompensa no trabalho ou um adolescente que organiza um plano para conseguir dos pais permissão para sair com os amigos. Os planos, além de terem todos os elementos numa ordem previsível, levam o leitor/ouvinte a perceber a intenção do escritor/falante e é isso que os distingue dos esquemas: permitirem reconhecer o que pretende o planejador. LEITURA E COERÊNCIA Em outras palavras, a coerência de uma determinada produção textual depende de uma série de fatores entre os quais recursos linguísticos, conhecimento de mundo, papel social do leitor, etc. A atribuição de coerência ou incoerência a uma determinada produção textual não é unânime, um mesmo texto pode ser qualifica-

do por alguns leitores e ou destinatários como incoerente e, por outros, como coerente. O exemplo do poema “Não te amo mais” pode nos ajudar a compreender, em primeiro lugar, como a situação comunicativa interfere na produção recepção do texto. As entidades evocadas na construção do texto passam a ser vistas e afetam não só aquilo que o produtor diz, mas o que o leitor interpreta. O fato de termos tomado contato com um conhecimento específico sobre o referente textual nos faz olhar o poema com outros olhos e, a partir de então nossa interpretação não será mais a mesma. Temos aqui uma situação comunicativa reconstruída. Estamos advogando que este poema só é possível de ser interpretado com o conhecimento prévio de determinados elementos de situação comunicativa em que ele foi produzido. O que estamos dizendo é que a situação comunicativa pode contribuir para a construção de um ou mais sentido global para o poema. Quase todos os textos que lemos ou ouvimos exigem que façamos uma série de interferências para podermos compreendê-lo integralmente.


PRIMEIRA LEITURA Leitura do primeiro verso ao último (15 versos incluindo o título). Observamos quanto à coesão o uso reiterado da conjunção QUE iniciando orações subordinadas objetivas diretas que enfatizam a seqüência semântica produtora de sentido. 1-NÃO TE AMO MAIS 2- Estarei mentindo dizendo que 3- Ainda te quero como sempre quis. 4- Tenho certeza que 5- Nada foi em vão. 6- Sinto dentro de mim que 7- Você não significa nada. 8- Não poderia dizer jamais que 9- Alimento um grande amor.

10- Sinto cada vez mais que 11- Já te esqueci! 12- E jamais usarei a frase 13- Eu te amo! 14- Sinto, mas tenho que dizer a verdade 15- É tarde demais...

SEGUNDA LEITURA Com a quebra da convenção de se ler do início ao fim (da primeira linha para a última), faz-se a leitura a partir do último verso finalizando no primeiro. Isso modifica o sentido e permanece a coerência do texto. 15- É tarde demais... 14- Sinto, mas tenho que dizer 7- Você não significa nada. a verdade 6- Sinto dentro de mim que 13- Eu te amo! 5- Nada foi em vão. 12- E jamais usarei a frase 4- Tenho certeza que 11- Já te esqueci! 3- Ainda te quero como sem10- Sinto cada vez mais que pre quis. 9- Alimento um grande amor. 2- Estarei mentido dizendo 8- Não poderia dizer jamais que que 1- Não te amo mais.


Nosso objetivo foi o de tentar exemplificar como se pode proceder a uma análise considerando o texto como resultado de uma atividade escrita/verbal, que revela determinadas operações lingüísticas e cognitivas, efetuadas tanto no campo de sua produção, como no de sua recepção. O que mais chama a atenção na leitura dos dois sentidos do poema é a contradição de suas mensagens, é o fato de que as duas informações contraditórias entre si e que o texto é constituído de formas e significações diversas, tudo dependendo de fatores, entre eles a intenção de quem produz e a aceitação do leitor daquilo que foi construído. Um dos fatores que nos ajudam a compreender esse fenômeno é a intencionalidade, a presença da intenção ou objetivo produzindo para tanto, textos adequados à obtenção dos efeitos desejados. No caso específico do poema Não te amo mais, na análise transfrásica, parte da frase para o texto. Exatamente por estarem preocupados com as relações que se estabelecem entre as frases e os períodos, de forma que construa uma unidade de sentido. Relações passíveis de serem estabelecidas entre as orações, por meio de determinados conectivos, ou análise transfrástica.

Considerar na construção do sentido do enunciado, o conhecimento do produtor acerca das relações a serem estabelecidas entre sentenças. A produção textual é uma atividade consciente, isto é trata-se de uma atividade intencional. O sujeito sabe o que faz e com que propósito faz. Por outro lado, deve considerar a organização reticulada, não linear, portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas. As leituras peculiares do texto que vai desvelar coerências do poema “Não te amo mais” de Clarice Lispector possibilita a transgressão no modo de ler um texto. Nós, ocidentais, lemos da direita para a esquerda e de cima para baixo. No caso do poema Não te amo mais há a possibilidade de uma “transgressão“, isto é, realizar uma leitura do fim pra o início - de baixo pra cima, a partir do último verso (15) para o primeiro (1). Resultando a leitura de um texto com duas coerências (2 sentidos) antagônicos. A leitura fora do padrão resiste graças à interferência das super estruturas. orações subordinadas objetivas diretas que enfatizam a sequência semântica produtora de sentido.


CONSIDERAÇÕES FINAIS O que está em jogo é a relação subversiva do artista e as palavras. A poeta, escritora (Clarice Lispector) utiliza a ferramenta arte, a ferramenta criatividade e os estudos lingüísticos para subverter crenças, vícios, conceitos, produções, olhares, entendimentos enfim as múltiplas leituras do mundo. Cria o sem-paradigmas, rompe estruturas, utiliza o recurso das superestruturas para ampliar o olhar sobre o texto e suas múltiplas formas e conteúdos. Lida com possibilidades reais, virtuais e até com a leitura do imponderável (mais contemporâneo impossível). Busca o texto e a subversão das palavras

nos discursos. Uma forma não quantificável que as academias e seus estudos ainda não enxergam como um todo do entendimento na produção textual. A poesia maior que o poema. A capacidade intelectual literária da artista provoca a desformalização, reestrutura a leitura do texto, explorando a complexidade da poesia ao interagir com várias formas de inteligências impulsionando inclusive os sentidos da criação. José Antônio Mendes

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BENTES, A C. Lingüística textual. In- Mussalim, F. e Bentes, A C (org.) Introdução à lingüística1, Domínios e fronteiras. São Paulo Corte, 2001. FÁVERO, Leonor Lopes. Coesão e coerência textuais. São Paulo, Ática. 2003. KOCH, Ingedore G. V. & TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1990.


A modificação da leitura do texto (leitura invertida que se inicia no último verso e se encerra no primeiro) modifica a coerência do texto. Se na primeira leitura descendente a voz lírica indica o fim de uma relação amorosa, na segunda a leitura a exalta. Portanto, temos duas leituras (ambas com coerência). Percebe-se que há uma mudança de sentido. A noção de superestrutura (ou hiperestrutura ou esquema textual, segundo Van Dijk) foi desenvolvida principalmente por Van Dijk e pode ser caracterizada como “a forma global de um texto, que define sua organização e as relações hierárquicas entre seus fragmentos. Assim, uma superestrutura, mais do que a forma sintática de uma oração, é descrita em termos de categorias e regras de formação”. A superestrutura continua Van Dijk, é uma espécie de esquema ao qual o texto se adapta. Como esquema de produção isto significa que o falante sabe do que fala — Agora contarei uma história — enquanto, como esquema de compreensão, isto significa que o leitor ignora do que trata o texto, mas sabe, principalmente, que o texto é uma narração. Superestrutura: forma global do texto pode ser descrita em ter-

mos de categorias e regras de formação. Segundo van Dijk e Kintsch (1983. Strategiesofdiscoursecomprehension. New York, Academic Press), as superestruturas são elementos de natureza cognitiva, culturalmente dependentes, resultantes de processos de descrição de diferentes tipos de texto. CONCLUSÕES Concluindo que para chegar à compreensão do texto como um todo coerente, é necessário que sejam trabalhadas não só as relações coesivas (a coesão é decorrência da coerência e a concatenação linear não é garantia de um texto coerente), mas, e principalmente as de conexão conceitualcognitiva. É preciso que o leitor/ alocutário desenvolva habilidades que lhe permitam detectar as marcas do texto. Qualquer seqüência textual só é coesa e coerente se a seqüencialização dos enunciados satisfizer as condições conceptuais sobre localização temporal e ordenação relativa. Os estudiosos apontam vários níveis de conhecimento: lingüístico, textual, de mundo: é graças à interação desses diversos níveis que o leitor/ouvinte constrói o sentido do texto.


VIDA É uma estrada feita de sonhos, Ilusões, emoções, fatos reais ou Imaginários? Fatos. Realidade: boa ou ruim – presente! Vida: cavar espaço, esperança! Entre descobertas: Aprendizagens, buscas e Experimentações, o passado? Exemplo, marcas... MORTE Que a morte chegue de maneira silenciosa e Me leve calmamente... Se eu pudesse, escolheria morrer dormindo. Não impediria o choro no meu funeral Se nas lágrimas encontrarem a emoção de Cada um Se chorarem, que seja de mansinho, pois, O tempo que aqui estive valeu cada minuto. Se eu pudesse escolher, morreria sorrindo. Margareth Cunha Arte: Sandro Cunha do Vale Artes Gráficas em geral san_mcf@hotmail.com


No Próximo MÊS: Make up Com Heidi Lanzelotti


CNPJ: 14.787.032/0001-93 Tel: (22) 99797-8708 revistalobas@gmail.com Edição: João Bernardo S. Oliveira Silvana Pinheiro de Souza Valente www.revista-lobas.com Capa desta edição: Annabel Valentina


JosĂŠ Wilker 1946-2014


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