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its Teens Brusque - 06

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Revista its Teens Brusque nº 06 2025 | R$ 17,50


RenadetpraojeBtooms esfpeimciais

Gerente

Brusque é muito mais que uma cidade, é um patrimônio vivo, cheio de histórias e tradições que moldam a identidade de seus moradores. Nesta edição temática da revista its Teens, convidamos alunos e professores a embarcar numa viagem pela linha do tempo da cidade, desde seu nascimento até os dias atuais, entendendo os marcos que construíram essa comunidade. A rica herança das imigrações alemã, italiana e polonesa se revela no idioma, na gastronomia e na arquitetura local, oferecendo um mosaico cultural para ser descoberto e valorizado. A participação nas festas típicas, como a Fenarreco, e o envolvimento com atividades artísticas, como a criação do brasão da cidade, reforçam o sentimento de pertencimento e orgulho. Ao explorar as riquezas naturais e as inovações tecnológicas nascidas aqui, despertamos o olhar para o presente e o futuro de Brusque. Nossa missão é aproximar os jovens do conhecimento local, fortalecendo vínculos com a terra onde vivem e aprendem. Aproveite a leitura!

LINE ARJONAS ANA CARORepórte r

IN MEMORIAM FUNDADOR E PRESIDENTE EMÉRITO GRUPO ND E GRUPO RIC

MARCELLO CORRÊA PETRELLI PRESIDENTE GRUPO ND mpetrelli@ndtv.com.br

ALBERTINO ZAMARCO JR.

DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO albertino@ndtv.com.br

DERLY MASSAUD DE ANUNCIAÇÃO

DIRETOR DE PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIA

GILBERTO KLEINÜBING DIRETOR DE MERCADO gilberto.k@ndtv.com.br

LUÍS MENEGHIM

DIRETOR DE CONTEÚDO meneghim@ndmais.com.br

Assistente de Mídia

ROBERTO BERTOLIN

ANA CAROLINE ARJONAS

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SILVANO SILVA

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CRISTIAN TADEU

CRISTIAN VIECELI

leticia.martendal@portalits.com.br DAIARA CAMILO

LUIS FERNANDO LENZ

FABIANA POSSATO

contato@portalits.com.br BRUNA FACCIN

DIRETOR REGIONAL FLORIANÓPOLIS bertolin@ndtv.com.br

REPÓRTER ana.arjonas@portalits.com.br

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ESTAGIÁRIA

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GERENTE COMERCIAL ITAJAÍ felipe.m@ndtv.com.br GERENTE COMERCIAL OESTE cristian.santos@ndtv.com.br GERENTE COMERCIAL JOINVILLE luis.lenz@ndtv.com.br

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GERENTE COMERCIAL CRICIÚMA ismael.cardoso@ndtv.com.br

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SUPERVISORA DE ASSINATURAS E OPERAÇÕES maria.amaral@ndmais.com.br

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ANDRESSA DA ROSA LUZ

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GERENTE DE PROJETOS ESPECIAIS renata.bomfim@portalits.com.br

Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da revista, sendo de inteiraresponsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução total ou parcial de reportagens e textos, desde que expressamente citada a fonte.

4 ITS TEENS - BRUSQUE / AGOSTO - ESPECIAL 2025

DAIARA CAMILO Estagiária

/expediente MÁRIO J. GONZAGA PETRELLI

LETÍCIA MARTENDAL

GERENTE COMERCIAL FLORIANÓPOLIS andressa.luz@ndtv.com.br GERENTE COMERCIAL BLUMENAU cybelly.meira@ndtv.com.br

TIRAGEM: 2.000 EXEMPLARES NÃO VACILA, FALA AÍ (48) 3212-4026 Pontos de distribuição: Escolas da Rede Municipal de Brusque

GERENTE DE PERFORMANCE norberto@ndtv.com.br

GERENTE DE MERCADO NACIONAL caroline.fernandes@ndtv.com.br


/conteúdo 06 #diversão

#arte12

24 34 #cultura # pop brasilidades

07 #spoiler

14 #notícias

#wi-fi28

Você conhece Brusque?

Esculpindo saberes

das escolas

O anjo avoado

08 #diário

escolar

Uma viagem pelos 165 anos de Brusque

Das colônias à cidade: a jornada dos imigrantes em Brusque

Brusque: inovadora desde sempre

16 #patrimônio 30 #nosso Sabor com história

10 #conhecimentos #capa18 gerais

Costuras do tempo

Pequenos protagonistas

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@REVISTAITS

planeta

funciona?

36 #galerias 42 #saideira Cidade de oportunidades

Explore a natureza de Brusque

32 #como

Sabores de Brusque: uma herança cultural à mesa

#mão43na massa Dê vida ao brasão de Brusque!

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Agora você pode ouvir as matérias da its Teens no nosso podcast. Apresente aos colegas com baixa visão ou cegos e leia o QR code para acessar!

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/ DIVERSÃO

Você conhece

BRUSQUE? Leia as dicas e resolva o caça-palavras temático sobre o município 1. Um dos setores industriais mais importantes de Brusque. 2. A festa mais famosa da cidade. 3. Brusque recebeu muitos imigrantes desse país. 4. Nome da antiga colônia da região. 5. Comida típica do município.

Respostas:Têxtil; Fenarreco; Itália; Itajahy; Marreco.

6 ITS TEENS - BRUSQUE / AGOSTO - ESPECIAL 2025


/ SPOILER

O ANJO AVOADO POR ADRIANA FISCHER Professora da EEF Professora Georgina de Carvalho Ramos da Luz

“Há anjos que caminham entre nós disfarçados de amigos.” O livro “O anjo avoado” — escrito por Suzana Mafra e ilustrado por Márcia Cardeal, ambas brusquenses e que destaco para homenageá-las, assim como à nossa cidade, que neste mês comemora 165 anos de emancipação — tem como narrativa um anjo atrapalhado que desce do céu para atender o pedido do menino Geraldo, mas acaba caindo na casa de outra criança, que fica confusa e inicialmente acredita ser uma invasão. Percebendo que o invasor usa uma “fantasia de anjo”, o convida a brincar de herói, cada qual com sua fantasia. O anjo, indignado, diz que não estava ali para brincar, pergunta o nome do menino e assim percebe que houve uma grande confusão. Para resolver o problema, convida Bernardo a levá-lo até a casa correta, onde encontra o verdadeiro dono do pedido, que fica feliz com o que vê: o seu pedido realizado. A história é linda, perfeita para o universo infantil, que traz como tema a imaginação, os sonhos que trazemos no peito e, principalmente, a importância dos amigos em nossa vida, especialmente para as crianças. Todos nós precisamos de amigos, mas é na infância que as amizades fortalecem a autoestima e desenvolvem habilidades sociais e mentais, proporcionando uma vida mais saudável. Na escola, as crianças procuram seus pares, que auxiliam, compartilham, brincam e até sofrem juntos. É com os amigos que se superam as diferenças e conquistam vitórias diárias, como ganhar uma competição, dividir um lanche no passeio ou superar as dificuldades. Algumas amizades se perpetuam até a vida adulta, permanecem para sempre, e é nelas que as pessoas podem se amparar quando necessitam. Este livro é um convite a pensar em todos os “anjos” que chamamos de amigos. Aos de perto, longe, passageiros, permanentes, àqueles que estão sempre conosco e àqueles que já se foram. É uma leitura leve, para todas as idades, e para todos nós, que somos movidos por sonhos e imaginação, assim como as crianças.

Que tal continuar a leitura no mês e procurar por estes títulos? Passarinha Lieza Neves A ilha das letras Tatiane Jeske Mendes Meu mundo confuso Júlia Hyarup

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8 ITS TEENS - BRUSQUE / AGOSTO - ESPECIAL 2025

Em 4 de agosto de 1860, um grupo composto por 54 alemães chegou à região, dando origem à Colônia Itajahy. Liderados pelo Barão Maximilian von Schneeburg e acompanhados por Francisco Carlos de Araújo Brusque — então presidente da província de Santa Catarina —, os imigrantes foram acolhidos provisoriamente no rancho e engenho de Pedro José Werner e depois se mudaram para a “Casa da imigração”, um espaço para abrigar os novos moradores. Durante aquele ano, novos imigrantes foram chegando e, ao longo da década, começou a tomar forma a cidade que conhecemos atualmente: a primeira capela foi edificada, escolas foram construídas — inicialmente apenas para meninas e dirigida por Augusta Sofia von Knorring, em 1861, e posteriormente para meninos, em 1864 —, a primeira igreja foi inaugurada e o Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque foi fundado. No final da década, em 1869, novos imigrantes chegaram ao território. Vindo de Siolkowice, o primeiro grupo de famílias polonesas chegou em Brusque, resultando no título de “Berço da imigração polonesa no Brasil” para o local.

POR REDAÇÃO ITS TEENS

1870 e 1880

1860

DE BRUSQUE

165 ANOS

Uma viagem pelos

Foi durante a década de 1870 que a região deu os primeiros passos para a emancipação político-administrativa. Em 1873, a Colônia Itajahy-Brusque passou a ser considerada freguesia e foi chamada de São Luís Gonzaga. Nos anos seguintes, os maiores marcos foram a inauguração da primeira estrada margeando o Rio Itajaí-Mirim (1874) e a chegada dos imigrantes italianos, em 1875. Até 1877, a população já contabilizava mais de 11 mil habitantes. Já nos anos 1880, a freguesia foi elevada à categoria de vila e município, instalados oficialmente em 1883, com a posse dos primeiros vereadores.

Você já parou para pensar como era Brusque há quase dois séculos? Muito antes das ruas asfaltadas, das festas típicas e das grandes lojas, grupos de imigrantes chegaram a um lugar desconhecido para dar início a uma das maiores cidades de Santa Catarina. Ao longo de 165 anos, muita coisa mudou — a densa mata deu origem a bairros movimentados, as casas humildes feitas de madeira de palmito juçara evoluíram para prédios e pequenos comércios se tornaram referência no Estado. A história da cidade começa antes mesmo da chegada dos alemães, quando a região era habitada por grupos indígenas e o governo brasileiro estava tentando impulsionar a imigração dos europeus para o Sul do país. Por lá vivia o povo Xokleng, que tinha o costume de caça e coleta, e era dividido em grupos de 50 a 300 indivíduos. Enquanto isso, já no século 18, começaram os movimentos para a instalação de colonos no território catarinense, o que ocorreu décadas mais tarde, quando foi ordenada a colonização da região do Itajaí-Mirim pelo Governo Imperial.

/ DIÁRIO ESCOLAR


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Os 40 anos seguintes também foram de mudanças. A inauguração de Praça Salgado Filho, atualmente conhecida como Barão de Schneeburg (1951); a fundação da Sociedade Amigos de Brusque (1953); a conclusão do conjunto do Morro do Rosário (1954); a criação do Brasão de Brusque (1956); a instalação do Centro de Treinamento Têxtil (1971); a abertura à visitação pública do Museu Histórico do Vale do Itajaí-Mirim/Casa de Brusque (1971); a implantação do Observatório Astronômico (1979); e a realização da primeira edição da Fenarreco (1986) são alguns dos exemplos.

Nos anos seguintes, as maiores transformações chegaram ao município. A primeira delas foi a mudança de nome, em 1890 — a substituição por Brusque foi em homenagem ao antigo presidente da província. Neste mesmo ano, João Bauer fez a primeira tentativa para iniciar a indústria têxtil. No entanto, o êxito veio dois anos depois, quando Carlos Renaux instalou uma pequena fábrica de tecidos. Foi ele também o responsável por dar à cidade o título de “Berço da fiação catarinense”.

1990, 2000 e 2010

1950 a 1980

1910, 1920 e 1930

1890 e 1900

Desde os anos 1990 até os atuais, o processo de modernização tomou conta da região. Novas instalações chegaram, como o Terminal Rodoviário Alvim Battistotti (1990); o Pavilhão de Eventos Maria Celina Vidotto Imhof (1991); o prédio da prefeitura (1992); a Fundação Ecológica e Zoobotânica (1992); o Instituto Aldo Krieger (2002); a Ponte Estaiada Irineu Bornhausen (2004); e o Parque Internacional das Esculturas em Mármore Ilse Teske (2014).

Os empreendimentos contribuíram significativamente para o desenvolvimento da região. Até a década de 1930, outras novidades chegaram a Brusque: a inauguração da usina hidrelétrica de João Bauer (1913); a elevação à categoria de cidade (1916); a fundação do Clube Esportivo Paysandú (1918); a criação do Museu de Azambuja (1933); e a abertura do Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux (1936).


/ CONHECIMENTOS GERAIS

Das colônias

À CIDADE: a jornada dos imigrantes em Brusque

Alemã A trajetória da imigração alemã teve início em 1860, quando o Governo Imperial encarregou o presidente da província de Santa Catarina, Francisco Carlos de Araújo Brusque, da colonização do Itajaí-Mirim — e assim nasceu a Colônia Itajahy. Ao chegarem a uma região desafiadora, composta por matas fechadas, os imigrantes foram essenciais para o desenvolvimento da cidade. Posteriormente, a região foi elevada a município, passou a se chamar Brusque e se tornou o “Berço da fiação catarinense”. Nesse meio tempo, o conhecimento nas áreas de agricultura, carpintaria, marcenaria, tecelagem e metalurgia dos alemães foi essencial para o crescimento rápido do local. A herança deixada pelos imigrantes pode ser vista até hoje, seja na cultura, na arquitetura ou na identidade social de Brusque. O estilo alemão está presente em prédios, casas e construções históricas pela cidade, como o Museu Arquidiocesano Dom Joaquim e a Paróquia São Luís Gonzaga — com destaque também para os bairros Azambuja e Primeiro de Maio. Na culinária, o marreco recheado, as salsichas, as cucas, o chucrute e o strudel são presenças constantes em receitas de famílias, restaurantes e em festas típicas, como a imperdível Fenarreco. Ainda nas celebrações, é possível encontrar grupos de danças folclóricas alemãs em eventos escolares e comunitários. Quem passeia pela cidade já deve ter se deparado com diversos nomes estrangeiros em placas, mesmo sem perceber de onde veio. Alguns exemplos são a avenida Arno Carlos Gracher, a rua Germano Schaefer, o Parque Leopoldo Moritz e o Centro Municipal de Educação Infantil Elsa Bodenmuller de Marchi I e II. 10 ITS TEENS - BRUSQUE / AGOSTO - ESPECIAL 2025


POR REDAÇÃO ITS TEENS Ao caminhar pela cidade, conhecer um colega com o sobrenome diferente ou experimentar uma receita que passou de geração em geração, é fácil perceber como a influência dos europeus está viva na história de Brusque. Seja para contribuir no desenvolvimento do país ou na busca por um recomeço, os imigrantes trouxeram sua bagagem cultural e ajudaram a construir o município como conhecemos hoje. Resultado da convivência entre diferentes povos, tradições e modos de vida, Brusque carrega uma identidade herdada pelas culturas alemã, italiana e polonesa. Que tal descobrir como esses grupos chegaram até aqui e como continuam presentes no dia a dia?

Polonesa

Italiana

Ao lado dos alemães e dos italianos, ainda que em número menor, os poloneses chegaram a Santa Catarina na esperança de uma nova vida e deixaram sua identidade na formação cultural e social de Brusque, que foi considerado o “Berço da imigração polonesa no Brasil”. O primeiro grupo chegou em 1869, mas o maior número veio no final do século 19 — a maioria se estabeleceu em regiões mais afastadas do centro urbano, como em Limeira Alta, Águas Claras e Cedro Alto. O destaque das contribuições dos novos moradores vai para os Tecelões de Lodz, poloneses especializados que tiveram papel fundamental no início da indústria têxtil de Brusque. E, assim como os italianos, a ligação com a religião católica foi alguns dos maiores legados deixados, como na construção de capelas e escolas comunitárias — a Nossa Senhora de Czestochowa é uma figura popular entre os imigrantes que ficou conhecida por aqui. Entre as receitas polonesas que foram preservadas e adaptadas, estão o pierogi (um pastel cozido), o bigos (um cozido de repolho com carne), e pães e bolos típicos. Alguns sobrenomes de famílias polonesas que chegaram na cidade são Zielinski, Civinski, Graczcki, Kogikowski e Walendowsky.

Também impulsionados pelo governo brasileiro da época, os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar à região por volta de 1875, contribuindo no desenvolvimento da cidade. Grande parte veio do Norte da Itália, de regiões como Vêneto, Piemonte, Lombardia e Trento. Assim como os alemães, os italianos participaram da agricultura, na construção civil, no comércio e nas pequenas indústrias — os bairros com maior concentração dos imigrantes foram Águas Claras, Dom Joaquim e Limeira. Com o tempo, as famílias aumentaram, escolas e igrejas foram construídas, e os valores e costumes dos estrangeiros passaram a fazer parte da identidade da região. Amada pelos brasileiros e pelo mundo afora, a culinária italiana é uma das principais marcas na cidade. Massas, polenta, galinha ensopada, queijos e vinhos caseiros estão presentes nas refeições de muitos moradores e em festas de bairro. As celebrações religiosas também são tradições passadas de geração em geração, como as cerimônias dedicadas a São Cristóvão, São Pedro e Nossa Senhora de Caravaggio. Como reflexo da história de Brusque e da memória da influência dos imigrantes, muitos locais e instituições foram nomeadas com sobrenomes italianos, como a rua João Morelli, a rua José Tomasi e a Escola de Ensino Fundamental Alberto Pretti. NDMAIS.COM.BR/REVISTA-ITS-TEENS 11


/ ARTE

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR POR AQUI:

alunos visitam o Parque das Esculturas Ilse Teske e transformam o aprendizado em experiência. Tempo de leitura: 5 minutos

Estudantes do primeiro ao quinto ano visitaram o parque

Fotos: EEF Edith Krieger Zabel/Divulgação/Divulgação

O passeio foi o primeiro passo para começar os estudos sobre esculturas

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Além de observarem as peças, as crianças também aproveitaram o contato com a natureza


ESCULPINDO SABERES ESTUDANTES AMPLIAM SEU OLHAR PARA A ARTE E A CULTURA DE BRUSQUE POR REDAÇÃO ITS TEENS

Expostas em museus renomados ou em espaços públicos ao redor do mundo, as esculturas estão entre as expressões artísticas mais antigas. Seja em pedras, madeiras ou ossos, os humanos já esculpiam diferentes materiais desde a Pré-História, tanto para contar histórias quanto para representar figuras religiosas. Uma obra marcante deste período é “Vênus de Willendorf”, criada há cerca de 25 mil anos. Outros grandes exemplos são a estátua de Davi, feita por Michelangelo, que está exposta em Florença, na Itália. Ainda na Europa, dessa vez na França, está o famoso “O pensador”, de Auguste Rodin. Já no Brasil, o destaque vai para o Cristo Redentor. Mas não é preciso ir muito longe para conhecer peças marcantes. Em Brusque está localizado o Parque das Esculturas Ilse Teske, o maior museu a céu aberto da América do Sul dedicado à escultura contemporânea. Reunindo obras de 40 artistas mundiais, o parque abriga peças de grandes nomes, como Oscar Niemeyer e Gio Pomodoro. Em uma visita guiada, os estudantes dos anos iniciais da Escola de Ensino Fundamental Edith Krieger Zabel puderam ver de perto as peças, com o objetivo de aproximá-los do universo da arte. A ideia do passeio surgiu durante as aulas do Clube de Arte da unidade, coordenadas pelo professor Douglas

Leoni, e além de contemplar os participantes, incluiu também os estudantes do primeiro ao quinto ano. “A atividade proporciona uma experiência estética, ou seja, uma vivência pessoal que estimula o olhar criativo, a sensibilidade, a percepção e amplia o repertório cultural dos alunos”, explica o educador. A visita foi o passo inicial para apresentar às turmas uma sequência didática sobre escultura. Em seguida, vão aprender sobre o histórico desta forma de arte, as técnicas, e colocar a mão na massa em aulas práticas e exercícios criativos. Para o professor, a vivência concreta dos assuntos vistos em sala transforma o conhecimento em algo mais palpável e envolvente. “Nada se compara à experiência de estar diante de uma escultura para compreender, com profundidade, os detalhes e nuances dessa linguagem artística.” O momento também foi uma oportunidade para conectar os alunos à cultura local e mostrar que a arte é um direito de todos os cidadãos. “Muitas crianças conhecem apenas seu bairro ou arredores, e os passeios contribuem para que compreendam melhor a dimensão geográfica, social e cultural da cidade. Ao apresentar patrimônios culturais e artísticos aos alunos, a escola cumpre seu papel como agente cultural, possibilitando que os estudantes ampliem seu repertório e aprofundem o conhecimen-

to sobre o lugar onde vivem, valorizando e respeitando sua história”, explica o professor de Arte, acrescentando que essa aproximação forma cidadãos mais conscientes e críticos. O envolvimento com as obras de arte, seja ao contemplá-las ou ao criá-las, contribui significativamente para o desenvolvimento dos pequenos, resultando no estímulo da criatividade, percepção, criticidade, socialização e da autoexpressão. “Por meio das linguagens artísticas, a criança comunica, expressa o ‘eu’, o ‘outro’, o ‘nós’ e amplia sua capacidade de contribuir de forma mais significativa com a sociedade”, conclui Douglas. As crianças que estiveram no parque comprovam isso, já que puderam explorar as obras ao ar livre e interagir com a natureza enquanto aprendiam sobre arte — o tamanho e a diversidade das esculturas foram alguns dos pontos que mais chamaram a atenção. “Eu achei muito legal porque as esculturas são diferentes do que a gente vê nos livros. Cada escultura tem uma história, achei muito legal como os artistas pensam”, conta Chiara Lorrayne Silveira da Silva, 8. Já para Rafaela Grah, 9, os detalhes das obras e o contato com o espaço ao ar livre são os aspectos que ficarão na memória. “Gostei de andar pelo parque e ver tudo de perto. É um museu no meio da natureza!”

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/ NOTÍCIAS DAS ESCOLAS

Fanfarra escolar movimenta desfile cívico Fotos: Secretaria Municipal de Educação/Divulgação

Para animar a comunidade enquanto homenageava o município, a fanfarra da Escola de Ensino Fundamental Alberto Pretti marcou presença no desfile de aniversário da cidade. Os estudantes se prepararam para a data e mostraram entusiasmo, talento e disciplina. Para a unidade, esse momento foi — mais do que uma apresentação musical — uma celebração do esforço dos alunos, da educação na formação cidadã e da cultura local.

Escola celebra a cultura germânica em Brusque Representando um dos maiores símbolos da tradição brusquense, a Fenarreco, os estudantes da Escola de Ensino Fundamental Professora Adelina Zierke participaram do desfile cívico celebrando as tradições germânicas da região, incluindo a música, a dança e a gastronomia. A experiência foi motivo de grande orgulho para a unidade, que celebrou o reconhecimento do que a cidade significa para os moradores.

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Alunos destacam valores cívicos no desfile A promoção de um ambiente escolar seguro, a formação integral dos estudantes e a valorização dos princípios de cidadania são valores que fazem parte do dia a dia na Escola de Ensino Fundamental Padre Theodoro Becker. E foram justamente esses aspectos que a unidade retratou no dia do desfile. Os alunos participaram do evento com a Guarda Bandeira, refletindo o comprometimento dos participantes com os valores cívicos e o orgulho de representar a comunidade.

Crianças representam esportes no aniversário do município Acompanhados de suas famílias, as crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Rio Branco desfilaram pela avenida de Brusque representando diversas modalidades esportivas, vestidas conforme as práticas que foram retratadas. Além disso, o momento também contou com uma homenagem a Leandro Luzzim, fundador da escola de patinação artística, considerado uma inspiração para atletas e a comunidade do esporte.

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/ PATRIMÔNIO

Sabor com

história Das receitas de família até o ambiente escolar, a cuca é símbolo cultural de Brusque POR REDAÇÃO ITS TEENS

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR POR AQUI:

escola prepara cuca de metro para celebrar aniversário da cidade. Tempo de leitura: 4 minutos

Os participantes do grupo Paquetá Folk encenara m a chegada dos imigrantes italianos no Brasil

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Muito mais do que aquilo que a gente come quando está com fome, os alimentos são capazes de unir pessoas, marcar memórias e representar um povo inteiro. Seja em um almoço de família, num piquenique com os amigos, nas festas da cidade ou em um café da tarde com os avós, cada receita revela um pedaço da cultura daquele lugar. Com uma massa macia, uma cobertura crocante e uma vasta opção de sabores, a cuca é prova disso. Símbolo da herança germânica no Sul do Brasil, o doce veio junto com os alemães no século 19, passou por adaptações e hoje se tornou presença garantida no cotidiano dessa região do país. Em Brusque, a cuca é mais do que apenas uma receita, é tradição e sabor, e virou tema de uma festa só dela: o Festival Nacional da Cuca, que ocorre anualmente na cidade. E no ambiente escolar não é diferente. A ligação da Escola de Ensino Fundamental Paquetá com o doce já vem de anos e, para celebrar a tradição do município, as colaboradoras da unidade Ana Maria Paoli, Jovelina Morais Voss e Wanderleia Maria Broering Paoli, com o apoio da diretora Anívia Otto, produziram uma cuca de metro que foi servida à comunidade durante o desfile de aniversário da cidade. Para garantir que tudo saísse perfeito, participaram de todos os detalhes, desde a escolha dos ingredientes até o preparo cuidadoso. Mas as festividades não ficaram por aí. Na semana que marcou a celebração de Brusque, a unidade promoveu um evento especial em homenagem ao município com a participação da comunidade escolar e de autoridades locais. O momento contou com uma apresentação do Paquetá Folk, o grupo de dança da escola, que encenou a chegada dos europeus na região, em alusão aos 150 anos da imigração italiana no Brasil.

As colaboradoras preparam a cuca com dedicação para o aniversário da cidade

Tradição em cada fatia para

O evento foi aberto para toda a comunidade escolar

Fotos: EEF Paquetá/Divulgação

O doce foi servido

Passadas de geração em geração, as receitas da cuca foram adaptadas ao longo do tempo, mas há algo que não mudou: a tradição familiar. Inspirada nas receitas herdadas de suas tias Rosa Debatin e Adelina Debatin, e de sua mãe, Lindomar Teresinha Eccel Debatin, Marilene Debatin Maurici desenvolveu seu modo de preparo artesanal que ganhou um tempero especial: foi tombado como Patrimônio Imaterial do município de Brusque em junho de 2023. A ideia de registrar uma receita como patrimônio partiu da Fundação Cultural, como forma de valorizar a identidade local. “A primeira pesquisa que fiz foi em 2012 e o ponto de partida foi perguntando para as pessoas mais idosas quais eram as pessoas que eram referência, uma vez que a cuca também é servida em algumas comunidades religiosas, além de panificadoras e mercados”, conta o historiador Alisson Sousa Castro.

no local todos presentes

A receita também virou tema de um livro especial: “A grande jornada da cuca da família”, escrito e ilustrado por Ana Gobatto, com o apoio de Alisson. Leia o QR Code e confira a obra! NDMAIS.COM.BR/REVISTA-ITS-TEENS 17


/ CAPA

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desfile cívico em homenagem à cidade reúne mais de 200 estudantes. Tempo de leitura: 10 minutos

POR CÉLIO BRUNS

Fotos: Bruno Golembiewski

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR POR AQUI:

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/ CAPA

A importância do trabalho também foi destaque na avenida

“Salve Brusque imortal! No recesso dos teus vales ressoa nos ares, o cantar triunfal do progresso pela voz singular dos teares... ” Assim como no hino, em que o som dos teares ecoa como símbolo da história e da força de Brusque, o desfile dos 165 anos da cidade fez vibrar outra melodia: o coro alegre das crianças da Educação Infantil da rede municipal. Na Avenida Cônsul Carlos Renaux, o ritmo das fanfarras se misturou ao riso e à energia dos pequenos, formando um tecido vivo de cores e música,

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que transformou o Centro da cidade em um palco de orgulho e identidade brusquense. Cada passo, cada aceno, cada fantasia foi um fio dessa grande tapeçaria cívica. A celebração não é só do passado do município, mas do futuro que cresce nos braços da educação. Estima-se que cerca de 210 crianças participaram da festa. Neste ano, a participação foi protagonizada pela Educação Infantil, com todas as 37 unidades presentes de forma inédita e integral. Para melhor

A Educação Infantil também marcou presença no evento

organização, elas foram agrupadas em cinco polos, definidos conforme a proximidade geográfica. Cada um reuniu, em média, oito unidades. O tema geral proposto pela Secretaria de Educação, “Brusque 165 anos: orgulho de nossa história”, serviu como base para as apresentações desenvolvidas pelos participantes. A partir dele, cada polo adotou uma temática específica entre cinco propostas: indústria, pontos turísticos, culinária, esporte e arte. As escolhas refletiram não apenas


o trabalho pedagógico desenvolvido ao longo do ano, mas também a valorização da cultura local, com crianças vestidas a caráter, adereços coloridos e representações artísticas que encantaram o público. Para a organizadora do desfile e diretora geral pedagógica da Secretaria de Educação, Ivanete Lago Groh, essa participação tem um valor especial. “A participação da Educação Infantil nesse evento é especialmente significativa, pois envolve não apenas as crianças e

educadores, mas também as famílias. Muitos pais e responsáveis participam ativamente do desfile, contribuindo para fortalecer os laços entre escola, comunidade e cidade.” De pequenas cozinheiras a atletas mirins, personagens ligados à tradição industrial e releituras criativas de obras de arte, os alunos mostraram que a Educação Infantil também tem papel ativo na preservação e celebração da história da cidade. Entre as unidades participantes, o Centro de Educação

Infantil (CEI) Tia Laura representou o tema culinária, destacando tradições e sabores que fazem parte da identidade brusquense. No desfile, a cidade — reconhecida pela “melhor cuca do Brasil” — também homenageou as merendeiras das escolas, cujas receitas e cuidados fazem parte do dia a dia das crianças. A apresentação remeteu ainda à presença das hortas escolares e à agricultura familiar, herança mantida por muitas famílias, assim como acontecia nas gerações passadas.

Fotos: Bruno Golembiewski

os animais A ligação da cidade com idades foi tema de uma das un

NDMAIS.COM.BR/REVISTA-ITS-TEENS 21


/ CAPA

“Foi enviado um convite para todas as famílias e, em média, participaram 40 crianças, assim como de outras unidades do nosso polo, nas quais as famílias optaram por participar destes momentos”, explica a diretora da creche, Liliana Valle. O grupo também representou a Festa Nacional do Marreco, a “Fenarreco”, típica da cidade, e valorizou a influência da cultura italiana, presente na região com pratos como pizza, macarrão e polenta. Outro destaque foi a cena dos piqueniques nas praças, símbolo de convivência familiar, momentos de lazer com os filhos e refeições preparadas de forma simples e afetiva, com toalhas xadrez e cestas de palha. Outra participante foi o CEI Adelina Zen, que assumiu o desafio de representar os pontos turísticos de Brusque. A equipe

buscou transformar o tema em uma apresentação que levasse para a avenida não apenas referências visuais da cidade, mas também alegria e cores, valorizando os espaços que compõem o patrimônio e a identidade local. De acordo com a diretora Sônia Mara Maurici da Silva, há uma ligação simbólica entre o tema e a missão da escola. “Um ponto turístico atrai pessoas por sua importância cultural, beleza ou história. A escola atrai alunos por sua missão educativa, seus valores e sua contribuição para a formação de cidadãos. A escola é um ‘ponto turístico’ do saber, um lugar que transforma vidas e desperta sonhos.” O CEI Bisa Olga Fischer representou o tema indústria, refletindo a valorização das profissões que constroem Brusque e o reconhecimento do trabalho como parte fundamental da identidade

Os pais e professo res estiveram presentes no desfi le

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local. A organização envolveu toda a equipe escolar, reunindo professores, coordenação e direção para criar um desfile inclusivo e representativo. Cada criança, com gestos delicados e passos pequenos, simbolizou tanto o orgulho pelo passado operário da cidade quanto a esperança de um futuro mais justo. “Queremos transmitir a mensagem de que todas as pessoas, independentemente de sua origem, idade ou condição, contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, unida e acolhedora”, afirma a diretora Kelly Cristina Bergler. De acordo com ela, a escola valoriza o trabalho, a cultura e a participação de cada família que chega à cidade. Com sorrisos e passos firmes, as pequenas estrelas mostraram que o futuro de Brusque está nas mãos da educação e no coração de sua gente.

Os pequenos sica e representaram a mú sicais os instrumentos mu


Unidades de Educação Infantil participantes CEI Tia Lisa; CEI Tia Lourdes; CEI Bisa Olga Fischer; CEI Pequenos Pensadores; CEI Prefeito Hylário Zen; CEI Tia Laura; CEI Tia Trude; Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Círculo Bom Samaritano; CMEI Clara Maria Furtado; CMEI Elsa Bodenmuller de Marchi I CMEI Elsa Bodenmuller de Marchi II CMEI Laura Cattani Leite; CMEI Marli Teresinha Benvenutti Buss; CMEI Vó Rosa Dallago;

O conto de fadas foi um dos temas escolhidos pela Educação Infantil

Fotos: Bruno Golembiewski

CEI Adelina Zen; CEI Benta Vanolli; CEI Emília Floriani de Oliveira - CAIC; CEI Hilda Anna Eccel (Sede); CEI Hilda Anna Eccel I; CEI Hilda Anna Eccel II; CEI Tia Ana; CEI Max Rodolfo Steffen; CEI Ponta Russa; CEI Noêmia Izabel Walendowsky Fialho I; CEI Noêmia Izabel Walendowsky Fialho II; CEI Professora Helga Stoltenberg; CEI Raio de Sol I; CEI Raio de Sol III; CEI Sofia Dubiella; CEI Tia Denise;

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/ CULTURA POP

Costuras do tempo Conheça os primórdios da moda em Brusque e como o segmento moldou a cidade e sua identidade POR GUSTAVO BRUNING

Antes considerado um símbolo de tradição, o vestuário se tornou uma forma de expressão pessoal e inovação. A roupa que vestimos, de diversas maneiras, reflete quem somos. Há contextos que pedem trajes específicos, como uniformes, enquanto a personalização de peças é um meio de demonstrar pensamentos e manifestações.

Foto: Museu Casa de Brusque/Divulgação

Assim como os vestidos das princesas da Disney mudaram consideravelmente desde que Branca de Neve estreou, em 1937, a moda se transformou ao longo das décadas. Com adaptações em função de novidades tecnológicas e anseios da população, esse cenário também passou por grandes mudanças em Brusque, que se tornou referência nacional nesse quesito. Vamos viajar no tempo e conhecer como era esse segmento tão importante para a cidade e região!

Destaques da exposição “Costurando Memórias: Uma história dos alfaiates brusquenses”, do Museu Casa de Brusque

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Quer conferir imagens de época e aprender mais sobre o passado da moda em solo brusquense? O Museu Casa de Brusque elaborou uma exposição intitulada “Costurando memórias: uma história dos alfaiates brusquenses”, com curadoria e pesquisa de Renato Riffel. Os trabalhos consultados nesta matéria podem ser acessados escaneando o QR Code ao lado.


Praça Barão de Schneeburg, no centro da Vila de Brusque, no século 20.

Foto: Arquivo/IHGSC/Divulgação Foto: Arquivo/IHGSC/Divulgação

Vila de Brusque em 1914.

Muito antes de termos uma vasta quantidade de lojas pela cidade e a possibilidade de comprar roupas pela internet, parte da população recorria a um tipo de profissional não tão comum atualmente: o alfaiate. Era ele quem confeccionava as roupas, ajustava as medidas e entregava peças personalizadas. Isso incluía de ternos a coletes e de calças a vestidos. Em Brusque, com a expansão da indústria têxtil e a região central cada vez mais populosa, a comunidade passou a procurar os alfaiates com mais frequência. Se a ideia era ter um traje especial e bem-acabado para uma festa ou casamento, por exemplo, era hora de acioná-los. A segunda metade do século 19, em Brusque, trouxe aumento populacional, resultado da vinda cada vez mais comum de imigrantes variados. Por causa disso, mais alfaiatarias abriram as portas para dar conta da demanda por roupas manufaturadas. Nesse processo, muitos artesãos migraram para a confecção das peças de vestuário. Na década de 1920, a cidade ainda mantinha características rurais, mas as tendências europeias chegavam por meio de periódicos alemães. A moda, com sua característica transformadora, incorporava tais referências ao cenário brusquense. À medida que as alfaiatarias se popularizaram, se tornaram uma fonte de renda importante para famílias e garantiram seu lugar no cenário econômico do Vale do Itajaí-Mirim.

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/ CULTURA POP

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Produção de roupas em Brusque a partir dos anos 1990.

Foto: Arquivo/ND Mais/Divulgação

O período que sucedeu a Segunda Guerra Mundial foi de mudanças no cenário da moda. Com novas técnicas e máquinas à disposição, a produção em massa de roupas fez com que o mercado se expandisse e mais consumidores tivessem acesso aos produtos. A maior eficiência desse sistema e a redução dos custos exigiu que as alfaiatarias se reorganizassem e muitos alfaiates buscassem uma profissionalização para ir além do que já haviam aprendido com a família. Os lucros estavam ligados à quantidade de peças produzidas, então a confecção manual abria cada vez mais espaço para a automatização. Ainda assim, a alfaiataria encontrou formas de mesclar modelos artesanais e industriais. Em Brusque, foi na década de 1970 que o mercado de confecção catapultou, paralelo à evolução tecnológica que acontecia nacionalmente. A procura por alfaiates diminuiu, em parte graças à popularização das máquinas de costura caseiras. Junto veio a simplificação das roupas e a adoração ao jeans e às camisetas de malha, principalmente entre os jovens. Isso não quer dizer que as alfaiatarias deixaram de existir completamente. Ao mesmo tempo em que parte delas fechou as portas, outras encontraram nichos e permaneceram dedicadas ao trabalho artesanal, produzindo uniformes e reformando roupas.

Foto: Arquivo/ND Mais/Divulgação

Mudanças práticas

Rua Azambuja


Interior da Alfaiataria Krieger.

Foto: Museu Casa de Brusque/Divulgação

Destaque regional O legado do segmento da moda tem grandes protagonistas em solo brusquense. A Alfaiataria Krieger é um deles, com uma trajetória repleta de modernização entrelaçada com o trabalho familiar. Ela surgiu nas mãos de Gustavo Krieger, que foi apresentado à confecção de roupas em Florianópolis e passou o aprendizado à esposa e aos filhos. O projeto da alfaiataria surgiu em 1898, com o nome de Alfaiataria Elegante. As ampliações na primeira metade do século seguinte garantiram parceiros comerciais e, em 1978, quando somava 200 funcionários, adotou o nome de Irmãos Krieger S.A..

Destaques da exposição “Costurando Memórias: Uma história dos alfaiates brusquenses”, do Museu Casa de Brusque

Fotos:Museu Casa de Brusque/Divulgação

Cenário de sucesso A indústria têxtil em Brusque encontrou na Rua Azambuja um solo fértil para desenvolvimento na década de 1980. Esse lugar, desde 1900, já atraía fiéis ao icônico Santuário de Nossa Senhora de Azambuja, e, após a enchente de 1984, se fortaleceu como destino de pessoas que buscavam abrir micro e pequenas empresas. Com a reconstrução da cidade, muitos ergueram confecções caseiras e investiram em máquinas de costura. Poucos anos depois, a Rua Azambuja já havia se tornado destino diário de milhares de visitantes, principalmente daqueles interessados em comprar peças de vestuário para revender.

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/ WI-FI

ue: Brusq desde sempre inovadora

POR LUCAS INÁCIO É impossível que você não saiba falar, pelo menos, o nome de uma empresa nascida em Brusque. Atualmente, a maioria das pessoas provavelmente falaria sobre a Havan, o que faz todo sentido, afinal, o que começou como uma loja de tecido hoje é uma das maiores redes de lojas de departamentos do país, com 180 unidades espalhadas em 23 Estados e uma gama de 350 mil itens vendidos. Sabemos que tudo é resultado de um contexto e, para alcançar esse sucesso, houve diversos fatores econômicos e sociais que permitiram que a empresa fosse esse exemplo de sucesso. Um destes, com certeza, é ser de Brusque. A cidade ilustra bem o que a gente chama de a criatividade do Brasil. Sabe aquele meme que diz que “o brasileiro deve ser estudado pela Nasa”? Se vierem fazer esse estudo, terão que passar por Brusque, afinal de contas, muita coisa nasceu dali.

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Inovação a serviço da democracia Se fôssemos fazer uma eleição formal e ampla, em todo o Brasil, da melhor invenção brusquense, provavelmente usaríamos a campeã para fazer essa escolha. Quer dizer, a tecnologia não foi desenvolvida apenas no município, mas a cidade foi a primeira a ter uma votação com urna eletrônica nos moldes que conhecemos hoje. Em 15 de novembro de 1989, no primeiro turno das eleições daquele ano, uma sessão eleitoral do município usou um microcomputador para coletar os votos dos eleitores testando a nova tecnologia. A ousadia foi graças ao juiz eleitoral da cidade na época, que teve que driblar seus superiores após ser proibido de usar a tecnologia. Carlos Prudêncio acreditava na segurança e agilidade da tecnologia e colocou a urna teste na sessão, tendo os votos contabilizados poucos minutos depois do pleito. Com a iniciativa do catarinense, a tecnologia se espalhou pelo país e teve, em 1996, sua primeira eleição oficial como uma ferramenta (na época, ainda junto com a urna de papel). Depois disso, Prudêncio continuou inovando quando chegou à presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) e implementou o uso de biometria e o voto internacional de brasileiros. E Brusque segue sendo vanguarda com os primeiros testes do projeto deixado pelo magistrado de voto em casa, conforme revelou à Rádio da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em 2022. “Para o futuro, o projeto já prevê que o eleitor vote de qualquer computador de sua residência ou até mesmo do celular, inclusive com testes feitos em Brusque”.

Refresco de sucesso O eletrodoméstico mais importante da casa dos brasileiros — e talvez do mundo — é a geladeira. Só no Brasil, 98,3% dos lares possuem uma dessas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um item essencial para a conservação de alimentos e, por consequência, a segurança alimentar da nossa população. E você sabia que a primeira geladeira nacional foi criada em Brusque? Isso mesmo, o primeiro produto que deu origem à renomada empresa Consul, de Joinville, foi criado em Brusque. Até os anos 1950, todas as geladeiras eram importadas, e foi Rudolf Stutzer, em sua fábrica de anzóis e talheres, em Brusque, que criou as primeiras geladeiras do país — na época, ainda a querosene. O nome foi dado em homenagem ao famoso cônsul Carlos Renaux, ex-chefe e amigo pessoal de Stutzer, que o incentivou e até investiu na criação. Rudolf Stutzer foi um curioso nato, inquieto, buscava soluções, a alma de um brusquense (apesar de ter nascido em Blumenau). Viajava o mundo em busca de novas tecnologias e as espalhava pelo Brasil. Registrou a inauguração de Brasília (1960) com seu trailer de laboratório fotográfico e foi um dos primeiros a trazer espetáculos de águas dançantes para o país com seu ônibus itinerário.

Tecendo o futuro Brusque é muito reconhecida pelo seu sucesso no ramo têxtil, algo que define em boa parte a identidade do município. O trio de empresas históricas de sucesso no ramo tem a origem em grandes inovadores: Renaux (1892), Buettner (1899) e Schlösser (1911). O primeiro é o já citado cônsul Carlos Renaux; o segundo foi Eduardo Von Buettner, que criou a primeira fábrica de bordados do país; e o terceiro foi Gustavo Schlösser, que, com seus filhos, criou o tripé de fábricas que chegaram ao centenário e hoje não existem mais. Porém, ter nomes de sucesso em sua história mostra a origem de tantas inovações e da mente criativa do brusquense que, hoje, cresce também com startups, centros de inovação e programas de aceleração de empresas.

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/ NOSSO PLANETA

EXPLORE A NATUREZA DE BRUSQUE POR REDAÇÃO ITS TEENS Conhecida por suas indústrias, festas típicas e um povo acolhedor, Brusque é capaz de conquistar visitantes e moradores com sua história e tradição, afinal, quem nunca se encantou com as vitrines das lojas em busca de um look novo ou desejou garantir presença na imperdível Fenarreco? Mas, além de toda essa riqueza cultural, há outro tesouro que merece destaque: a natureza. Seja para quem gosta de explorar trilhas, visitar cachoeiras, relaxar ao ar livre ou conhecer a fauna e flora local, a cidade tem muito a oferecer. Conheça alguns lugares:

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Paraíso discreto

Escondida em meio à densa mata fechada, no bairro Cedro Grande, a Cachoeira do Taquaruçu é uma ótima opção para aqueles que querem se refrescar ou estão em busca de contato com a natureza. Com uma queda de cerca de 35 metros, o local possui um poço ideal para mergulhos e banhos relaxantes. No entanto, quem visita a cachoeira precisa tomar alguns cuidados: além de ficar atento às pedras molhadas e escorregadias, é preciso respeitar o meio ambiente e não jogar lixo no chão.

Natureza e arte

Considerado o maior parque do gênero na América do Sul, o Parque das Esculturas Ilse Teske possui 40 obras esculpidas em mármore. Reunindo peças de artistas de diferentes países, incluindo o icônico arquiteto Oscar Niemeyer e o renomado Amílcar de Castro, o museu a céu aberto faz o contraste das esculturas brancas em meio à grama verde. Cerca de 90 mudas de árvores foram plantadas ao redor do parque, proporcionando locais para descanso, piquenique e leitura.

Cenário natural

Para quem busca momentos de calmaria e reflexão, o Morro do Rosário é a escolha certa. No caminho até o topo do local, os visitantes se deparam com uma mata cheia de vida, o canto dos pássaros, pequenos animais e flores encantadoras. No final, a vista para a cidade é de encher os olhos — uma recompensa para quem decidiu explorar esse refúgio natural.

Explorar e preservar

Há também um espaço pensado para preservar a biodiversidade da região e cuidar de espécies ameaçadas de extinção. Além de possuir áreas de exposição de animais e plantas nativas, o Parque Ecológico e Zoobotânico de Brusque tem o objetivo de promover a consciência ambiental e a conservação da natureza, promovendo programas educativos e atividades interativas com escolas, grupos comunitários e visitantes. Com 120 mil metros quadrados, o espaço também abriga trilhas ecológicas, locais para piqueniques e um parque. Para quem deseja ver os animais, algumas estrelas que não passam despercebidas são o veado-mateiro-pequeno, a puma, o furão-pequeno, a lagartixa-leopardo, o cachorro-do-mato, a arara-vermelha, a lhama, a paca e o macaco-prego.

Refúgio urbano

Na região central da cidade há um ponto de encontro para quem deseja curtir o dia com tranquilidade. Com trilhas suaves, lagos com peixes e uma grande área verde, o Parque Leopoldo Moritz foi pensado para proporcionar momentos de lazer e de relaxamento para a população. Visitantes de todas as idades podem aproveitar o local, que conta com playgrounds, quiosques, espreguiçadeiras na sombra e um avião histórico da Força Aérea Brasileira, o North American T‑6D.

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/ COMO FUNCIONA?

FENARRECO: mergulhe na tradição alemã em Brusque POR REDAÇÃO ITS TEENS

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Quando outubro chega, quem está em Brusque já sabe o que esperar: as avenidas são tomadas por um desfile colorido cheio de música, carros alegóricos e trajes típicos. Anualmente, a Festa Nacional do Marreco, ou simplesmente Fenarreco, atrai milhares de visitantes para celebrar as raízes germânicas da cidade. Inspirada na Oktoberfest, que ocorre no mesmo período em Blumenau, a ideia para criação do evento surgiu em 1985 para atender os turistas que estavam em busca do tradicional prato com carne de pato, costume trazido pelos imigrantes alemães e que era servido durante diversas festas e eventos promovidos pelos clubes da cidade. Assim, um ano mais tarde, foi realizada a primeira edição da Fenarreco, na época ainda nas dependências do Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque. Durante dez dias de festa, o marreco recheado com repolho roxo é o protagonista. A gastronomia alemã é o diferencial do evento, que também oferece pratos como eisbein (joelho de porco), salsichão, torta alemã e strudel de maçã. Mas não é somente a comida que conquista o público. Bandas germânicas, brincadeiras tradicionais — como corrida de saco e punho de aço — e apresentações de grupos folclóricos são igualmente atrativas e ajudam a manter viva a cultura dos imigrantes que ajudaram a fundar a cidade. A celebração, que atualmente acontece no Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, já está indo para sua 38ª edição e agrada ao público de todas as idades. Seja nos espaços com brinquedos, nas oficinas culturais ou na hora da dança, crianças, adultos e idosos curtem o ambiente e a alegria da festa. O artesanato local também é valorizado, com exposições de produtos feitos à mão pelos moradores da região, desde lembranças típicas até peças de decoração.

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/ BRASILIDADES

Sabores de Brusque: uma herança cultural à mesa POR REDAÇÃO ITS TEENS Com influências alemãs, italianas e polonesas, a gastronomia de Brusque é um convite para conhecer a mistura de diferentes povos com um tempero brasileiro. Seja se você curte pratos salgados ou prefere doces, não é raro encontrar receitas típicas no almoço de domingo ou nas festividades do município. Além de apenas alimentar, a culinária é um dos principais aspectos da cultura de um local, carregando histórias e memórias. Essas heranças culturais mantêm viva as tradições dos povos que ajudaram a construir a cidade. Conheça cinco deles:

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MARRECO RECHEADO

Mais do que uma receita, o marreco recheado com repolho roxo é um símbolo cultural da cidade, sendo o protagonista de um dos eventos regionais mais importantes de Santa Catarina: a Fenarreco. O prato tem influência dos imigrantes alemães que chegaram à região no século 19 e, desde então, se tornou parte da cultura local.

LINGUIÇA DE MARRECO

O uso da carne do pato não se limitou apenas ao primeiro prato. Outra iguaria que se destaca é a linguiça de marreco. Com um sabor mais intenso do que os embutidos tradicionais, a receita é muitas vezes feita de forma artesanal, seguindo o costume da charcutaria alemã com um toque brasileiro.

CUCAS

Amada por todos os catarinenses, a cuca é uma das maiores heranças da doçaria alemã no Brasil. O bolo macio com a cobertura de farofa crocante está presente nos cafés em família, festas da comunidade, padarias e, claro, no Festival Nacional da Cuca, que acontece anualmente em Brusque. Com o tempo, a receita foi passando por adaptações: pode ser feita com banana, goiabada, abacaxi, maçã, doce de leite e até mesmo chocolate — opção é o que não falta. Outros doces de influência alemã também são apreciados no local, como o strudel, tortas, biscoitos amanteigados e roscas.

EISBEIN

Feito com joelho de porco, o eisbein é outra iguaria que veio com os imigrantes alemães. Existem duas variações mais utilizadas: o cozido, com um sabor defumado, e o assado. Chucrute, batatas e purês são acompanhamentos clássicos. O prato é mais do que apenas uma refeição, é um costume que une tradições passadas com o mundo moderno.

MASSAS

Outra culinária que conquista admiradores por todo o país é a italiana, e em Brusque não é diferente. Muitos pratos são os principais legados deixados pelos imigrantes, com receitas que passaram de geração em geração. As massas frescas são as mais tradicionais, como o capeletti — muito usado para fazer sopas —, o tortei e o agnolini. Outro alimento adorado por muitos é a polenta, que pode ser usada como acompanhamento para carnes e molhos, ser consumida frita em petiscos ou até mesmo ser feita na chapa, deixando uma casca crocante com um recheio macio. NDMAIS.COM.BR/REVISTA-ITS-TEENS 35


/ GALERIAS

Confira mais registros do desfile do aniversário de Brusque

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Fotos: Bruno Golembiewski

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/ GALERIAS

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Fotos: Bruno Golembiewski

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/ GALERIAS

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Fotos: Bruno Golembiewski

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/ SAIDEIRA

CIDADE DE

oportunidades POR JENIFFER OLIVEIRA VASCONCELOS Estudante do nono ano B da EEF Rotary Club Companheiro Ayres Gevaerd

Brusque, cidade do Vale, 165 anos de vida, história e alma. Ruas sinuosas que contam histórias. Do Vale do Itajaí, um cenário de sonho. Indústria têxtil, legado de trabalho e amor, Rios que refletem a vida intensa e pulsante. Uma cidade que muda vidas, Com oportunidades para crescer. Hoje, Brusque se veste de festa, Comemorando sua existência com alegria e gratidão.

Parabéns, cidade do meu coração, Que você continue a inspirar sonhos e paixões. Um lugar onde a vida floresce, Onde as oportunidades brotam e se multiplicam. Brusque, cidade que transforma, Muda vidas e inspira gerações. Que você continue a crescer e brilhar, Inspirando sonhos e paixões Por muitos anos, com todo o meu amor!

Leia o QR e veja outros poemas em homenagem a Brusque feitos na aula da professora Milena Simas.

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/ MÃO NA MASSA

Dê vida ao brasão de

BRUSQUE! POR REDAÇÃO ITS TEENS

Além da bandeira e do hino, existe outro símbolo desenvolvido para representar um local: o brasão. Pensado para retratar a história, a cultura e as características da região, a imagem é usada em documentos, prédios públicos e até em uniformes. No caso de Brusque, cada elemento possui um significado por trás — enquanto a roda dentada com a cruz refere-se

O que você vai precisar: Papelão; Papel branco; Lápis e borracha; Régua; Tesoura;

Passo a passo

1. Com a ajuda de régua, desenhe o

formato do escudo, da coroa e a faixa vermelha no papelão e recorte com cuidado.

2. Cubra os recortes com um papel

Cola;

branco para que a pintura fique mais viva e bonita.

Lápis de cor, canetinhas ou tinta guache.

3. Desenhe os símbolos no escudo:

à indústria têxtil, o machado dourado faz menção ao trabalho dos imigrantes que ajudam a construir o município. Já o campo verde representa as florestas, com a faixa cinza ondulada simbolizando o rio Itajaí-Mirim E para celebrar o mês que marca o aniversário da cidade, que tal recriar o brasão com materiais que você tem em casa? Vamos nessa!

4. Pinte os desenhos com as respectivas cores.

Dica extra: caso queira deixar o seu brasão com uma aparência 3D, faça os desenhos em folhas separadas, recorte e cole sobre o escudo com pedacinhos de papel dobrado por trás — isso vai criar relevo e destacar os elementos.

os detalhes na faixa e na coroa, a engrenagem, o machado e o rio.

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WI-FI Brusque: inovadora desde sempre

Revista its Teens Brusque nº 06 2025 | R$ 17,50

NOSSO PLANETA Explore a natureza de Brusque

Costuras do tempo Conheça os primórdios da moda em Brusque e como o segmento moldou a cidade e sua identidade


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