EDITORIAL Chuva de arroz
Como um conto de fadas, buscamos nesta edição trazer um pouco da magia de todo o casamento: o planejamento, a hora do sim e os melhores momentos que ficam registrados na memória. O príncipe e a princesa, o vestido, a festa, os convidados e até “fadas madrinhas” compõe este cenário que, para muitos, pode mesmo ser relacionado com contos e sonhos encantados. Para os casados, um momento de recordação. Para os noivos, um manual de dicas e ideias. Para os solteiros, um momento de sonhar ainda mais. Não importa a crença, a classe ou estilo, este é um momento mágico – pode conferir nas matérias! Percebemos que os anos passam, as modas vão e vem, mas tradições permanecem vivas em toda a cerimônia. Assim, como uma “chuva de arroz”, que simboliza a vida próspera e fértil ao casal, buscamos resgatar todos os detalhes – importantes para alguns e indispensáveis para outros – para entender e conhecer mais de perto o real espírito de casar. Afinal, o que há de tão mágico em tudo isso? Não é só amor, não é só companheirismo, dedicação e trabalho também estão por trás disso. Não são apenas as mãos que trocam as alianças ou que enxugam as lágrimas, dezenas ou até centenas delas fazem parte de todo e qualquer casamento. Confira, vale a pena. Só não se esqueça de nos contar depois como ficou a sua vontade de casar, ou dar aquele play na gravação do casamento, depois da última página. Boa leitura!
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ERRATA Edição 27
Na matéria intitulada Enquanto a cidade dorme, os entrevistados Pedro e Odair tiveram seus nomes trocados nas legendas. O correto seria:
Pedro Franco Pinto Neto, de Itapoá, não trabalha à noite.
Odair Benkendorf, trabalha com plantão no telefone a noite.
AGRADECIMENTOS Modelo da Capa: Elisa Cardoso Fotógrafos: AHM Foto e Filmagem, Rita Martins Fotografia, Priscila Pohl e Arlei Schmitz.
Como um conto de fadas
O
Augusta Gern vestido branco já está no corpo, o terno também. Nela, cabelo e maquiagem impecáveis; nele, a barba feita. Os sapatos já foram calçados. Nas mãos dela, o buquê. Nas mãos dele, figas para dar tudo certo. Nas mãos da criança, as alianças. A porta abre, a música começa e, então, chega a tão esperada hora de dizer o sim. Emoção é a palavra que define todos os olhares: dos pais, dos padrinhos, dos convidados e, claro, dos noivos. Com as alianças nos dedos chega a hora da chuva de arroz, das fotos e da entrada triunfal na festa. A moto acelera, as luzes se movimentam e a alegria quase nem cabe nos sorrisos. Hora então dos cumprimentos, da valsa, efeitos e cenário de filme. Vem a música, o jantar, as conversas e muita dança, até cansar, ou, se fosse possível,
a pista esvaziar de vez. No fim de tudo estão cansados, felizes, realizados e claro, casados. Seria um grande engano resumir uma cerimônia de casamento em 157 palavras, como descreve o parágrafo anterior, ou mesmo em um dia. Casamento que é casamento leva meses de preparação e algumas semanas de organização depois. “Não é uma noite de festa, são noites sem dormir com o frio na barriga que cresce com o passar dos dias”. É dessa forma que Ângela Reffatti de Mendonça e Thiago de Mendonça definem o seu conto de fadas. Digno de desenho de princesa ou filmes de romance, esta história começa muito antes do dia do “sim”.
O início dessa história
Todo casal tem um início: os primeiros olhares, as primeiras palavras, o primeiro beijo. E a história segue como capítulos de uma novela, talvez o que tentamos ensaiar
a seguir. Ângela e Thiago se conheceram em janeiro de 2007 e, no momento em que ela se formava em arquitetura, o pedido veio oficialmente, no palco. “Ele me surpreendeu muito, ninguém imaginava, nem os amigos, nem os familiares”, lembra Ângela. Conforme ele, isso era algo que nunca tinha pensado em fazer, mas chegando o dia acreditou que seria a hora certa, no momento certo. Com o primeiro “sim”, na frente de formandos e convidados, o casal viajou por alguns dias e, em outro continente foi que definiram a data do grande dia: 25 de outubro de 2014. “A data não tem ligação afetiva com a nossa história, mas alguns requisitos nos fizeram a escolher”, conta Ângela. O casal queria casar no final de tarde, no horário de verão, próximo à data de Nossa Senhora Aparecida e, principalmente, queriam um tempo bom para a programação. Foi um ano e meio de
noivado, o que, segundo o casal, é o tempo ideal.
As escolhas
O primeiro contrato fechado do casal foi a banda. “Queríamos a banda que tocou na formatura dela, onde foi feito o pedido, e esta foi a primeira coisa que corremos atrás”, conta Thiago. O segundo passo foi a escolha do fotógrafo: “nós já sabíamos o que queríamos, tivemos apenas que adaptar ao nosso orçamento”. Um dos pontos mais importantes, segundo eles, é o cerimonialista. “Nós o contratamos apenas para o dia, mas vimos como algo indispensável para qualquer casamento”, afirma Ângela. O casamento foi realizado em Guaratuba. A primeira opção era fazer tudo em Itapoá, tanto por eles morarem na cidade, como grande parte dos convidados também. Porém, a escolha ocorreu pela cidade vizinha apresentar um local com estrutura mais completa. “Assim
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optamos por pegar um bufê de lá e fazer a cerimônia religiosa também, visto que facilitaria a logística aos convidados”, conta Ângela. Conforme Thiago, o bufê é muito importante, é o ponto chave do casamento. “Você precisa conhecer e confiar nos profissionais”, fala. Sobre a decoração, Ângela já tinha uma pasta com preferências que pesquisava, mas alinhou todos os desejos do casal com os fornecedores. “Ficou como nós sonhávamos, dentro do possível”, afirma. Além de pesquisas na internet, o casal visitou feiras de noivas, onde também conheceram diferentes profissionais. “O bom do nosso casamento é que todos os profissionais já haviam trabalhado juntos”, ressalta. Outra escolha foi o bolo e os docinhos. Segundo Ângela, é muito importante experimentar tudo antes e, claro, ouvir os profissionais sobre a quantidade. “Com o número de convidados eles fazem uma média por pessoa e podemos nos basear naquilo”, explica. Tanto o bolo, os docinhos e as demais escolhas, foram feitas pe-
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los dois juntos, nada individual. “Participamos juntos de todas as escolhas, pois este não era um sonho meu, mas de nós dois”, afirma Ângela. Segundo ela, o dia do casamento passa tão rápido que é imprescindível que tudo seja compartilhado: “toda a preparação faz parte do casamento e, apesar de ser cansativa, é o que faz valer a pena as horas que passam voando no dia”. A única escolha que não foi feita em conjunto, mas de forma indireta contou com a participação do noivo, foi o vestido. Ângela conta que não tinha um modelo em mente: queria provar um vestido pronto e sentir que era aquele; a única exigência é que fosse de princesa. Este momento não aconteceu de primeira, mas depois de alguns meses quando montou o vestido a partir de vários modelos. O ponto importante para todas as contratações são os orçamentos. O casal indica que sejam feitos vários orçamentos de cada serviço para conseguir avaliar o custo-benefício de cada fornecedor. “Dá
muito trabalho, mas vale a pena”, afirma Ângela. O bom seria, segundo constatações femininas, uma licença casamento, pois nesta fase tempo é o que mais falta.
Os detalhes
Os detalhes de cada casamento, sem dúvida, são a essência do casal: revelam o estilo e objetivo de quem está casando. Ângela e Thiago optaram por um casamento tradicional, mas com toques mais modernos e diferentes. Para começar, fizeram uma cerimônia do casamento civil alguns dias antes da religiosa. “Agora não pode mais fazer junto, então optamos por fazer um almoço aos familiares neste dia”, conta Ângela. Um ponto importante, segundo eles, antes da cerimônia religiosa, é o curso para noivos – oferecido neste caso pela Igreja Católica. “É muito bom, casais relatam as suas experiências da rotina e dão uma ideia de como é compartilhar a vida com outra pessoa”, fala. Thiago também lembra que é necessário, para esta religião, fazer uma
confissão antes e ter uma conversa com o padre sobre o modo que a cerimônia será conduzida. “Ele já havia comentado que gosta de cerimônias mais leves, mas nos surpreendeu bastante, foi muito bom”, ressalta Thiago. Para fugir um pouco do comum, algumas surpresas emocionaram a todos. Antes de a noiva entrar, uma gravação com a sua própria voz retratou como ela estava se sentindo naquele momento, como sua vida iria mudar e a alegria que sentia. Não há dúvidas: lágrimas rolaram em grande parte dos olhares. Outra boa surpresa aos convidados foi a entrada da clarinada antes da noiva, como um conto de fadas. A entrada na festa de moto trilha, efeitos especiais na hora da valsa e cachorro quente para saciar aquela fome da madrugada foram outros detalhes que deram a cara do casal na festa.
Convidados
Mas para um casamento, além dos noivos são precisos padrinhos e convidados. E uma das partes
talvez mais difíceis para alguns casais é a tal lista de convidados: você quer chamar todo mundo, mas nem sempre o orçamento permite. Ângela e Thiago fizeram uma festa grande, cerca de 300 convidados. “As famílias são grandes e temos bastantes amigos, queríamos que todas as pessoas especiais estivessem lá com a gente”, fala Ângela. Como partiram para um casamento mais tradicional, decidiram entregar todos os convites em mãos. Para isso o casal indica: é preciso tempo. “Tínhamos muitos convidados de outras cidades e para cada convite era um café, então é preciso se organizar com um bom tempo para isso”, conta Thiago. Junto com os convidados é preciso escolher os padrinhos. O casal optou por 12 casais e, como tem um grande número de amigos, escolheram um casal para representar cada grupo. “É muito difícil escolher, mas fomos pelo vínculo mesmo. Esta precisa ser uma escolha, e não uma obrigação”, afirmam.
aumenta”, afirmam os dois. Uma escolha que fez toda a diferença para a magia desse dia foi se arrumar em casa, com amigos e familiares, garante Ângela. “Me arrumei na casa de familiares e foi bom para descontrair e tirar um pouco o nervosismo”, afirma. Cabelereiro e maquiador passaram o dia lá, mas a arquiteta indica: “é importante que a noiva tenha um profissional apenas para ela, para fazer tudo com calma”.
Pós-casamento
Ângela Reffatti de Mendonça e Thiago de Mendonça Mesmo sem todos os padrinhos se conhecerem tão bem, foram eles que organizaram os chás do casal: o chá de panela, apenas para mulheres, e o chá bar, para os casais. “O chá é muito importante, porque é o momento onde todo mundo se conhece e começa a interagir”, ressalta Ângela. Segundo ela, além disso, é sempre bom garantir utensílios domésticos quando se está montando a casa. Junto com o casamento, o casal estava montando o apartamento onde vivem hoje. Outra coisa importante aos convidados é a lista de presente que, conforme o casal, os convidados preferem para não errar. “E nós adoramos porque montamos o apartamento com aquilo
que precisávamos e escolhemos”. A lista pode ser deixada em lojas físicas, mas atualmente a internet é a melhor opção: o convidado entra no site, escolhe o presente e paga sem precisar sair de casa. Em relação aos convidados, ainda é preciso estar atendo ao que quase ninguém vê: as pessoas que estão nos bastidores. O casal conta que teve que contabilizar mais 20 pessoas em todos os serviços, pois era quem estava trabalhando. “Não imaginava que teria tanta gente no dia trabalhando para que tudo ficasse tão lindo”, fala Ângela.
O grande dia
E então, com todas as escolhas feitas, os contratos fechados, os amigos convidados, chega o tão esperado dia. Segundo eles, é muito difícil dormir na noite anterior, de tanta ansiedade. “Enquanto as horas do dia passam o frio na barriga
O nervosismo aumenta na entrada da igreja e a alegria explode no momento da festa, mas o casamento não termina quando o último convidado deixa o salão. Ângela e Thiago orientam sobre o pós-casamento: “Depois da festa você precisa se reunir novamente com todos os fornecedores para ver se deu tudo certo, se nenhuma louça quebrou, se não esqueceram nada no salão, enfim, fazer uma prestação de contas”. O casal indica que tudo isso seja feito antes da lua de mel, para que não fique nenhuma pendência para depois, mesmo que sejam apenas burocráticas. Para quem não sabe, todo o casamento é pago antes: “até o dia da festa tínhamos que ter acertado todos os valores”, afirmam. Assim, nada como se programar com tempo, avaliar os orçamentos e planejar o dia dos sonhos de acordo com o bolso. “É maravilhoso e indicamos para todo mundo”, brincam o casal.
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CASAMENTO
Fotógrafos também casam
Priscila Pohl e Luiz Almeida Augusta Gern
O
local foi organizado em função dos melhores ângulos e paisagens, o horário escolhido pela melhor luz e a decoração composta por elementos dignos de um belo cenário. Tudo isso poderia estar presente no trabalho rotineiro de uma fotógrafa, mas neste caso, fez parte das maiores preocupações de seu casamento. Depois de muitos clicks do famoso “sim”, de lágrimas de emoção e de troca de alianças, Priscila Pohl mostra como o casamento e fotografia, apesar de serem quase inseparáveis, são
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parecidos: os dois são uma arte. Foram mais de trinta trocas de alianças fotografadas até chegar o seu grande dia. Priscila casou há cerca de um mês e afirma: sua experiência por trás das lentes fez toda a diferença na organização para o seu “dizer sim”. Sua primeira e principal preocupação foi o fotógrafo e, a partir disso, todo seu casamento foi organizado em função da fotografia. “Escolhi o local e o horário para ter a melhor paisagem e luz”, conta. Segundo ela, como o casamento foi ao ar livre, na beira da praia, optou pelas 17h por ser a melhor luz. “Neste horário ainda não precisa de flash e a iluminação natural
colabora no trabalho”, afirma. Por ser ao ar livre, rezou para que o tempo colaborasse para não locar tendas – e olha que fez um fim de tarde maravilhoso. “Caso o tempo não colaborasse já tinha um plano B em uma área interna, mas não quis locar tendas porque não ficam tão bem nas fotos”, fala. As cadeiras, de acrílico, também foram escolhidas para harmonizar o cenário. “Apesar de serem um pouquinho mais caras, valem a pena e o resultado é comprovado nas fotos”, afirma. Outra coisa foram os pontos de luz na parede que, conforme Priscila, dão um ótimo efeito nas fotos. Esses e outros detalhes foram
observados durante várias celebrações, desde e a primeira que fotografou, em 2013. Desde lá, já compartilhava momentos felizes com Luiz Almeida, hoje seu marido. Há sete anos juntos, o pedido de casamento veio seis meses antes do casamento, mas toda a organização foi feita em apenas dois meses. “O nosso casamento foi uma reunião de tudo que achamos necessário e legal dos já fotografados, dentro do nosso orçamento”, conta Priscila. Segundo ela, o noivo e hoje esposo, deu carta branca para o seu olhar experiente. Como já conhecia bem outras empresas no ramo de casamento, não foi difícil organizar o seu. A
maior e talvez até única dificuldade foi mesmo encontrar alguém que incorporasse o seu papel e assumisse as câmeras. “Foi muito difícil conseguir orçamentos, pois me conhecem e deviam pensar que estava sondando o trabalho deles”, lembra. Com isso resolvido, o resto foi razoavelmente tranquilo. “Apesar de eu já conhecer, é muita coisa para se pensar”, afirma. Assim, detalhes indispensáveis para ela são: uma boa cerimonialista (que pode ser uma equipe ou apenas uma pessoa, dependendo do tipo de casamento), o cuidado com as músicas da cerimônia (precisa ser colocada no momento certo), contratar bons profissio-
nais e não deixar passar alguns detalhes, como o kit banheiro, por exemplo. Para Priscila, o kit que fica à disposição da noiva e dos convidados não pode faltar na lista de prioridades. “Quando estamos nos bastidores é que vemos como é necessário, sempre acaba antes do término da festa”, conta. Neste kit, mais do que itens de banheiro, são indispensáveis remédios para estômago, agulha e fio. “Já vi bastante vestido arrebentar”, lembra. Por falar em vestido, este foi um dos poucos quesitos não influenciados pelos outros casamentos. “Apesar de todos que fotografei serem lindos, queria algo simples e que combinasse com o meu jeito”, afirma. Outro ponto que dispensou dos outros casamentos foi a grande preocupação com lembrancinhas. “Em todos que já fotografei as pessoas nem se lembram de pegar e acaba sobrando bastante”, fala. E entre detalhes e mais detalhes, o grande dia chegou e passou voando: “não imaginava que para os noivos o dia passasse assim tão rápido”. Quando se está do outro lado das câmeras, clicando e registrando os melhores momentos, mais do que emoção, também bate o cansaço. “Depois de um casamento eu preciso de pelo menos um dia para recuperar todas as forças”, brinca. Também, não é para menos: o fotógrafo é aquele que conhece - ou pelo menos deveria conhecer - todos os detalhes de qualquer casamento.
Aí está o grande ponto de fotografar casamentos: a responsabilidade de registrar todos os momentos. “Não tem como você pedir para a pessoa fazer de novo, por isso precisa estar atenta a tudo”, afirma. Conforme ela, antes de todo o casamento conversa com os noivos ou cerimonialistas para saber a ordem de entradas, quem são os pais e padrinhos. “E quando não tem cerimonialista até acabo dando dicas e ajudando os noivos”, conta. Em casamentos, também nunca vai sozinha, é necessário pelo menos duas câmeras para registrar em diferentes ângulos. Priscila, que mora em Itapoá, já registrou casamentos da cidade, de Guaratuba, Joinville, Curitiba, São Paulo e até Punta Cana. Este último, sem dúvida, foi um dos principais momentos de sua carreira. “Um casal de Curitiba me contratou e convidou para viajar com eles para fotografar o casamento, foi uma experiência incrível”, lembra. Além desse, na beira da praia, já foram vários no campo e também em salões fechados. Independente do local, horário e circunstâncias, Priscila afirma que todo casamento é um aprendizado e uma alegria: “Sou muito feliz com a minha profissão, porque sempre estou no momento mais feliz das pessoas”. Hoje, ela reafirma isso dobrado: nada como sentir na pele e inverter o foco da câmera para ter toda a certeza dessa alegria, afinal, fotógrafos também casam.
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CASAMENTO
Amor como combustível
Ana Beatriz
R
estando exatamente uma semana para o grande dia de sua vida, a noiva descreve a sensação: “parece que nada está pronto”. Contatos, escolhas, pesquisas e papeladas são algumas das fases que antecedem e definem o casamento – tudo isto, somado aos sentimentos aflorados dos noivos. Mas o processo se torna ainda mais difícil quando todos estes detalhes são definidos à distância. Os noivos Elisa Cardoso Pereira e Diogo Eduardo de Latorre Gonçalves residem em Itapoá e todos os planos foram organizados para um “sim” a mil quilômetros de distância, no Rio Grande do Sul. Com a ajuda de cerimonialista, familiares conterrâneos e usando a tecnologia a favor, o casal conta que organizar um casamento à distância é uma tarefa difícil, mas não impossível. E que, resumidamente, funciona como os antigos costumam dizer, quando é para acontecer, todos os ventos sopram a favor.
Como tudo começou
O destino trouxe o casal gaúcho a Itapoá em 2011. Elisa e Diogo já
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namoravam em sua cidade, Rio Grande – RS e, por conta de uma proposta de emprego, resolveram arriscar a vida no município catarinense. Primeiro veio Diogo, depois Elisa e, tamanha é a sintonia do casal, que trabalham na mesma empresa, o Porto de Itapoá. Empregados, apaixonados e morando juntos, o casamento não era uma ideia fixa na mente do casal, porém, uma coincidência no calendário lhes chamou atenção. “Notamos que o dia 16 de maio de 2015, nosso aniversário de cinco anos de namoro, seria em um sábado”, conta Elisa. Abraçando a oportunidade, a data passou a ser também, o dia do casamento, que de namorados, passaram a ser noivos. Com as alianças de noivado trocadas, tudo precisou ser definido, inclusive o local do casamento. “Fizemos grandes amigos em Itapoá, mas optamos por casar em Rio Grande, onde começamos nossa história e onde se encontram nossos familiares e a maioria dos amigos”, explica Diogo. E assim, iniciaram-se os preparativos para o dia dos sonhos dos noivos: seus corpos em Itapoá, mas seus pensamentos a mil quilômetros de distância.
Elisa Cardoso Pereira e Diogo Eduardo.
À distância
Para o amor, nada é impossível. Elisa e Diogo ultrapassaram as barreiras e abraçaram a causa e, para que o sonho se tornasse realidade, dois pontos foram indispensáveis na preparação do casamento à distância: a contratação de uma cerimonialista e a tecnologia. “O gasto com cerimonialista é alto, mas compensa, ainda mais por estarmos longe”, conta Diogo. A cerimonialista em Rio Grande entrou em contato com diversos fornecedores, ofereceu opções e aos noivos couberam as escolhas. “Para que tudo fluísse de forma correta, foi preciso uma sintonia entre nós ela”, explica Elisa. Durante o ano inteirinho que
antecedeu o grande dia, o casal viajou apenas uma vez para Rio Grande, nas suas férias, onde se dedicaram inteiramente aos preparativos da cerimônia e festa. “Fora estes vinte dias de férias em que estivemos presentes, a tecnologia foi imprescindível”, explica Diogo. Em meio à rotina, telefonemas, e-mails e mensagens via whatsapp viraram ritos do casal, fortalecendo a conexão entre as duas cidades. Elisa passou a visitar diariamente pelo menos dois sites de casamento. “Todas as imagens com quais eu me identificava foram salvas em pastas de inspiração”, explica ela. Além dos sites, a noiva também fez uso frequente de aplicativos de celular especializados em facilitar a preparação do casamento.
Significados especiais
Mais do que acertar nas escolhas para o casamento, o casal gaúcho cuidou para que elas fizessem sentido junto à sua história de amor. Começando pela escolha do local do casamento – na cidade de Rio Grande, mais precisamente, na região da Praia do Cassino – onde se conheceram. “O primeiro beijo entre nós dois aconteceu em frente ao salão de nossa festa de casamento”, conta Diogo, emocionado. O casal optou por realizar o civil e o religioso na Igreja Católica. Após a entrega da documentação, participaram do curso de noivos em Joinville e, em seguida, a entrevista com o padre em Itapoá. “Diferente do que imaginávamos o curso e a entrevista foram muito leves e descontraídos”, conta Elisa. Os procla-
mas abertos na igreja de Itapoá foram enviados então a igreja de Rio Grande. Na data do grande dia, além deles, outros casais também casaram na mesma igreja. Elisa, por sorte, agendou com antecedência o primeiro horário e as noivas então, entraram em um acordo sobre a decoração. A parte mais difícil, segundo o casal, foi elaborar a lista de convidados. “Definimos a média de duzentos convidados e enviamos os convites pelo correio”, conta Elisa. A escolha dos padrinhos e das madrinhas também contou com alguns critérios, como, por exemplo, a pessoa mais velha da família de Diogo e a pessoa mais velha da família de Elisa, representando as duas árvores genealógicas. Em um mercado tão amplo e cheio de novidades, as escolhas do casal vieram de várias partes do Brasil, como as lembrancinhas, vindas do Rio de Janeiro e o vestido das daminhas, encomendado de Salvador - BA. Em Itapoá, o casal optou pelos serviços de confecção das plaquinhas, de aulas de dança e do cabelereiro. “Gosto muito do trabalho do Geva e optei por levá-lo
comigo para Rio Grande, para deixar sob seus cuidados meu penteado e maquiagem”, conta Elisa. Cada preparativo recebeu também um toque de personalidade do casal. “Como somos os noivos, achamos legal que os detalhes tivessem a nossa cara”, explica Elisa. Fissurados por samba, o casal decidiu que, além de DJ e músico com voz e violão, o casamento contaria com o agito da escola de samba Unidos do Mé, bicampeã do carnaval de Rio Grande. Honrando o berço, a cerveja escolhida paraW a festa também foi a tradicional do estado gaúcho e as plaquinhas fotográficas contaram com expressões famosas da região – um casamento “tri legal”. “Sou prática e detalhista”, afirma Elisa, que pensou então na praticidade e detalhes das coisas, como, por exemplo, o kit personalizado para o banheiro e a comida. “Estilo coquetel de fingerfood (pequenas porções)”, explica a noiva. Por não gostarem tanto de bolos, o casal aderiu à moda do bolo fake, ou seja, que parece real, mas não é, e compensou nos tipos e quantidade de docinhos. No topo do bolo, uma miniatura do casal com sua cachorra e companheira Kolty: os três em cima de uma prancha de stand up, esporte praticado por Diogo. A igreja e o salão de festas, dois ambientes diferentes, tanto na aparência quanto no clima, pediram também escolhas diferentes. “Optamos por entradas tradicionais na igreja com instrumentos como violino, flauta e violão”, conta
Elisa e, é claro, a marcha nupcial. No salão de festas e já casados, Elisa e Diogo deram um show dançando ao som de “The time of my live”, clássico do Dirty Dancing. “Agora, eu tive as melhores horas da minha vida. Não, eu nunca me senti assim. Sim, eu juro, é verdade. E devo tudo a você” – o trecho traduzido da música apresentada caiu como uma luva e marca a história e o grande momento vivido na vida do casal.
Enfim, casados
Quando Diogo e Elisa deixaram sua casa em Itapoá pela última vez, estavam com os sentimentos aflorados, um misto de nervosismo, ansiedade e alegria, estavam partindo para realizar o sonho de se casarem. Dias depois, como num passe de mágica, o casal retorna para casa diferente. Depois do clima romântico da lua de mel em Gramado - RS, a euforia diminui, mas na cabeça, insistem as cenas de emoções do grande dia. As alianças na mão esquerda indicam boas novas: Elisa e Diogo estão agora, casados. Ao observar as fotografias do casamento, Elisa revive alguns momentos e afirma: “Gostaria que o tempo tivesse parado”. Mas felizmente ele não para e muitas outras surpresas boas surgirão no destino do casal. E apesar de o grande dia de suas vidas ter se tornado uma lembrança eternizada em belos registros fotográficos, o amor perdura. Afinal de contas, foi ele quem os guiou, como combustível, até os mil quilômetros para o altar, e ele quem os guiará por todo o sempre.
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CASAMENTO
Jovens e casados
D
Ana Beatriz
epois do namoro, o próximo passo na vida de casais apaixonados é o casamento. E esta palavra, apesar de tradicional, carrega uma variedade grande de emoções, planejamento e estilos. Simples ou extravagante, tradicional ou moderna, pequena ou grande... Assim como as pessoas são diferentes, a celebração também é, pois carrega, em cada detalhe, parte da intimidade e sentimentos do casal. E na preparação desse grande momento, informações são sempre bem-vindas e surgem de todas as partes: revistas, internet ou relatos de amigos já casados, afinal, nada como a experiência de quem já passou por esse universo chamado casamento. A poucos dias de realizarem o sonho de suas vidas, os noivos
Os noivos Gislaine Valkiu e Matheus Fernando Yoshiyuki de Almeida Ouchita. Foto AHM Foto e Filmagem
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Gislaine Valkiu e Matheus Fernando Yoshiyuki de Almeida Ouchita, moradores de Itapoá, detalham as emoções e escolhas feitas para que o sonho se tornasse realidade. Os destinos do casal se cruzaram com o empurrãozinho de amigos que os apresentaram. “Nossa história foi rápida e intensa”, conta Gislaine. De bons amigos, passaram a namorar e tempos depois já tiveram a experiência de morar juntos. Desde sempre carregaram a vontade do casamento e o noivado veio como a pré-realização do sonho. A data agendada para o casamento, 23 de maio de 2015, tem significados especiais: é a comemoração de quatro anos de namoro do casal e, seguida dela, no dia 24, o aniversário de Gislaine. Os dois contam que para casar jovem é necessário coragem. Ele, com 20 anos e ela com quase 22, foram alvos de questionamentos. “Muitos
não dão importância e acharam o casamento desnecessário pelo fato de já morarmos juntos”, conta Gislaine, “mas sempre tivemos a sensação de que nos faltava algo, a bênção para seguir em frente”, complementa. Amor, casamento e família são ingredientes da receita de felicidade em que eles confiam. Firmes da decisão tomada, alianças de noivado trocadas e apaixonados um pelo outro, o casal iniciou então, os preparativos para o grande dia. Foram um ano e três meses para Gislaine e Matheus definirem o que teria no casamento e quais seriam os profissionais contratados. “A única certeza que tínhamos era a decoração, com a Incanto Di Fiori, e pouco a pouco, fomos definindo o restante”, conta Gislaine. Segundo o casal, a primeira pergunta dos profissionais era sempre sobre o orçamento previsto para tal serviço e, por isso, pesquisar e comparar preços e trabalhos antes de investir é importante. “Ir conversar com o profissional já com referências de imagens de flo-
res, maquiagens, poses e vestidos de inspiração facilita muito a conversa”, afirma a noiva. Outras dicas são: ter sempre em mãos uma agenda com todos os detalhes anotados e programar com o máximo de antecedência. Ela, católica e ele, evangélico. Assim, a cerimônia, onde e quem a realizaria, foi o primeiro passo a ser pensado pelo casal. “Entramos em um consenso e optamos pela escolha de um Pastor”, conta Matheus. A preparação dos noivos foi feita dois meses antes do casamento e os resultados surpreenderam. “Nesses dois meses de acompanhamento com o Pastor trabalhamos nossos defeitos e evoluímos como casal”, afirma Gislaine. O casal realizou o civil uma semana antes no Cartório com um Juiz de Paz, e a cerimônia religiosa foi em um restaurante, junto com a festa. A principal dificuldade, segundo eles, foi a escolha dos convidados. “Fizemos a lista baseada em 100 pessoas, mas foi muito difícil, pois tenho muitos familiares e temos muitos amigos”, conta Gislaine. Sua dica é que a pessoa sinta-se especial por ter sido convidada e confirme presença antecipadamente. Os padrinhos e madrinhas também foram escolhidos a dedo, todos com participação importante na história de amor do casal. “No
civil, por exemplo, convidamos o casal de amigos que nos apresentou”, conta Matheus. A ajuda dos padrinhos e madrinhas foi crucial na preparação do casamento: um os presentou com a música e iluminação, outra ficou à frente de cabelo e maquiagem, e por aí vai... Nessa história existiu até Fada Madrinha Online, a namorada de um amigo de Matheus, que Gislaine só foi conhecer pessoalmente no dia do casamento. “Mesmo ainda não nos conhecendo, ela me ajudou muito na preparação, estávamos sempre conectadas”, conta Gislaine. O amarelo, mais precisamente o amarelo ouro, foi a cor definida para estar presente em alguns detalhes do casório, como no bolo de casamento e nos sapatos e acessórios da noiva. “É vibrante e original”, argumenta Gislaine. As madrinhas ficaram livres para escolherem o modelo dos vestidos, mas todos em tons de amarelo. Já o vestido de noiva foi, segundo Gislaine, a parte mais difícil para encontrar. “Todas costumam procurar o vestido que está na moda, mas nem sempre ele fica bom em você”, conta. Depois de algum tempo garimpando de loja em loja, ele apareceu. “Um vestido de princesa, como sonhei desde a infância”, descreve Gislaine. Já o noivo Matheus, economizou tempo na escolha de seu traje. “Assim que bati o olho e provei, gostei e me decidi”, conta ele. Os comes e bebes escolhidos pelos noivos foram simples e práticos. “Às 19h30m foi servido o jantar, por volta das 23h foi cortado o bolo e por volta de 1h teve o café da madrugada”, detalha Gislaine. Tendência nos casamentos, o café da madrugada, com o próprio nome já diz, é um leve agrado aos convidados, como doces e bolachinhas personalizadas. O casal optou pela contratação de uma cerimonialista
para os ajudarem nos afazeres, e a cobertura fotográfica ficou por conta da AHM Foto e Filmagem de Guaratuba. “Fizemos também um ensaio fotográfico de pré-casamento com esses mesmos fotógrafos, na Ilha do Mel - PR, em fevereiro, e foi muito prazeroso”, conta Gislaine. Aficionados por motos, essa paixão tinha que estar presente para que o dia do casal fosse ainda melhor. Em cima do bolo, uma miniatura em acrílico de Gislaine e Matheus em cima da moto. Além dos cuidados e talento de profissionais, a preparação do casamento de Gislaine e Matheus contou também com um pouco da famosa técnica “faça você mesmo”. Foi a noiva Gislaine quem elaborou os convites de casamento, as lembranças para os convidados e também os porta-guardanapos. Segundo ela, essa foi a solução encontrada para que os detalhes saíssem exatamente como desejava e de forma mais econômica. Os noivos também foram autodidatas enquanto dançarinos. “Encontramos na internet uma coreografia que mistura sucessos de funk e sertanejo e ensaiamos em casa”, conta Gislaine. Os padrinhos e madrinhas também ensaiaram as músicas por conta própria para apresentarem aos convidados e todos arrasaram. Depois de horas de muita emoção e carinho das pessoas que lhes querem bem, além dos “enfim, casados”, Gislaine e Matheus curtiram um pouco do “enfim, sós”. O aconchego da Serra catarinense foi palco da lua de mel, no Hotel Fazenda Dona Francisca. Nervos acalmados e coração em paz, aos poucos o tempo volta a andar normalmente para o casal. Afinal, a experiência de organizar um casamento é, segundo eles, algo difícil para ser dividido com os afazeres diários, mesmo que muito satisfatório. “Acredito que tudo estava escrito”, conta Gislaine.
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COAN ÓTICA E JOALHERIA
Alianças: Símbolo de sentimentos e tradição
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Ana Beatriz
forma de círculo representa uma unidade perfeita, ou seja, sem começo ou fim. Com base nisso, não são poucas as histórias e mitos sobre aquelas que estão junto aos protagonistas de qualquer casamento: as alianças. “Os romanos, por exemplo, acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia que estava diretamente ligada ao coração”, conta Isamara Coan, proprietária da Coan Ótica e Joalheria, em Itapoá. Assim, mais do que a cerimônia em si, as alianças são o símbolo do casamento, prova viva e material da união do casal. Entre tantos preparativos, a escolha das alianças mostra-se então como um item importante, afinal, as joias estarão com os noivos por toda a vida. Além do gosto e estilo pessoal, é preciso levar em consideração outros pontos, como conforto, material e até mesmo o
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orçamento disponível para a compra. Atualmente, existem inúmeros modelos disponíveis nas lojas e vitrines. Isamara, mais conhecida como Isa, auxilia neste processo de escolha. Para este assunto não existe moda. Conforme Isa, no primeiro lugar do pódio de vendas em Itapoá está o modelo clássico: em ouro amarelo e completamente lisa. “Não é obrigatório que sejam feitas de ouro, porém, como se pretende que o casal as use o tempo todo, este é o material mais recomendável, devido à sua alta durabilidade”, explica. Para quem não gosta de dourado, há opções em ouro branco ou rosé. “Há casais que optam por misturar os dois tipos mais comuns: amarelo e branco”, conta Isa. Outra opção comum é diferenciar a aliança dos noivos com um detalhe, como, por exemplo, optar por uma pedra somente na aliança da noiva. Porém, também há modelos para os casais que desejam fugir dos convencio-
nais, com variações de formatos e materiais. Segundo a proprietária, o uso de modelos mais extravagantes e elaborados ainda é pouco explorado na cidade. Há até modelos para agradar quem tem os dedos mais grossos ou não é acostumado a utilizar anéis: a chamada comfort ou anatômica. “As alianças anatômicas têm seu diâmetro interno abaulado, ou seja, internamente arredondado”, explica Isa. Isso faz com que a joia não aperte os dedos, garan-
As alianças de compromisso ainda continuam em alta.
tindo maior conforto. Assim, quase não existem desculpas para não adotar o símbolo da união. Além dos modelos, o preço também varia. O metal é avaliado por peso, ou seja, quanto maior for a aliança, maior será o custo. De acordo com Isa, não há um valor ideal para o par de alianças. “É preciso que, além de lhe agradar, o casal escolha um par compatível com seu orçamento”. O preço mínimo de um par de alianças de casamento, normalmente, é de R$500. Para quem gosta de usá-las mesmo antes do noivado ou casamento, saiba que as chamadas alianças de compromisso, ou seja, de namoro, continuam em alta no mercado das joias. Conforme Isa, essas são vendidas durante o ano todo, mas perto do Dia dos Namorados a venda alavanca. Geralmente essas alianças são feitas de prata e o preço pode variar bastante, de R$40 até R$600 – estas últimas, mais elaboradas. Nas alianças em geral, os
Isamara Coan, proprietária da Coan Ótica e Joalheria, em Itapoá.
casais têm o costume de gravar seus nomes ou as iniciais deles, a novidade é que muitos estão optando por gravar na parte externa, tornando-os visíveis. No caso das alianças de casamento, muitos também decidem gravar a data do noivado. “Isso agrega ainda mais união, assim, na compra de alianças sempre damos a gravação de cortesia”, fala Isa. Os cuidados após o uso da joia também variam de acordo com o material. Mas, nas alianças em geral, após um bom tempo, é importante que se refaça o acabamento. “O polimento tira os arranhões e dá brilho”, explica Isa. Segundo ela, o ouro é um metal puro e permanente, ou seja, não oxida: outra vantagem na escolha deste material para as alianças. Além dos famosos símbolos de amor e união, as opções de joias para noivas vão além. A Coan Ótica e Joalheria, por exemplo, também oferece brincos, colares e pulseiras que complementam o visual do “grande dia”. “Afinal, são os detalhes que fazem a diferença”, afirma a proprietária. Apesar de pequenas, as joias têm muito a dizer sobre a personalidade do casal e vão de encontro com os costumes, anseios, aspirações e desejos de cada um. É importante estar atento na escolha das alianças, pois elas estão carregadas de sentimentos e tradição, e têm participação mais que especial na cerimônia de casamento.
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CASAMENTO
Diferentes formas para ouvir ‘‘enfim, casados’’
Ana Beatriz
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ecididos a se casar, o primeiro passo para o casal é a escolha de quem consagrará o casamento. Nesse contexto surgem diversas dúvidas, como quem pode consagrar o casório, se é preciso oficializá-lo no cartório, antes da cerimônia, ou se é possível fazer tudo junto. Para cada religião e situação, existem diferentes denominações. Além dos padres, pastores e outros religiosos, há os juízes de paz. Todos sacramentam ou oficializam um casamento, seja perante a lei dos homens ou a lei de Deus. Essa escolha é muito importante, pois vai de encontro com a personalidade, os princípios, a religião, o objetivo e o local escolhido pelo casal para o ato. Entender a diferença entre cada um deles é imprescindível na realização do casamento. O Padre Ademar Ferreira de Maia, o Pastor Cláudio Vicensi e o Juiz de Paz Antônio Carlos Petrechi ajudam a esclarecer algumas dúvidas, de acordo com a doutrina religiosa ou civil. Lembrando que, assim como as diferentes igrejas e religiões, os padres, pastores e juízes de paz também têm diferenças entre si, seja na opinião, no modo de celebrar, ou na visão sobre algum aspecto. Além dos mais conhecidos, casamento religioso e casamento civil, há também o casamento religioso com efeito civil. Façam as escolhas com carinho para o casamento que mais combina com sua forma de viver.
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Através de um padre
“Muitos costumam dizer que nós padres, celebramos o casamento. Eu acredito que sou apenas uma testemunha qualificada, pois quem celebra o casamento são os próprios noivos”, afirma o padre guaratubano Ademar Ferreira de Maia da Congregação do Santíssimo Redentor. Para quem deseja receber as bênçãos através da religião católica, ele explica os passos necessários: após a entrega da documentação necessária, o casal precisa participar do curso dos noivos, um requisito necessário para obter o sacramento católico. Ministrado, normalmente, pela Pastoral Familiar, o curso conta com encontros, palestras, dinâmicas, e dúvidas respondidas para que o casal se conheça melhor. “O curso de noivos pode ser realizado na Igreja de
qualquer cidade, desde que o casal apresente o certificado à secretaria da Igreja onde será realizada a cerimônia”, afirma padre Ademar. Todo o processo de documentação pode ser realizado em cidade diferente do local da cerimônia, e depois transferido para a cidade desejada, com consentimento dos padres das duas cidades. Com a participação do curso de noivos, o casal realiza então uma entrevista com o padre e, depois, são abertos os proclamas – anúncios públicos do matrimônio, lidos na igreja. O tempo ideal para o padre Ademar, por conta do processo de pré-casamento, é de agendar a data com no mínimo seis meses de antecedência. “Quer optem por casar no civil ou pelo religioso o resultado final legal é sempre o mesmo, a única diferença é que a cerimônia religiosa é acrescida dos rituais religiosos”, explica. Ele resu-
me o ritual da cerimônia religiosa do casamento católico: procissão de entrada, início da celebração feita pelo sacerdote que celebra a cerimônia, rito do matrimônio (o “sim”), encerramento da cerimônia pelo sacerdote, assinaturas e procissão de saída. “Muito costumam associar o casamento à festa, e acabam adiando o sonho por questões financeiras, mas o ideal seria que a festa entrasse como segundo plano e o casal buscasse mesmo a bênção de Deus na cerimônia”, afirma. Para a religião católica, o casamento só é realizado na igreja, pois, como um sacramento, tem que ser celebrado em um templo, reforçando o espírito da religião. “O Padre pode ser convidado a abençoar o casal na praia ou no campo, por exemplo, mas a cerimônia é feita somente dentro da igreja”, explica padre Ademar. Não é necessário fazer uma missa para receber o sacramento do casamento católico, os noivos têm essa liberdade de escolha. “A celebração da missa representa algo mais solene e a diferença é que nela haverá o momento de eucaristia”, conta. Segundo ele, a maioria dos casais escolhe pela cerimônia sem missa, por questão de tempo. No caso de músicas e entradas diferentes, como, por exemplo, teatro para a entrada das alianças, Padre Ademar explica que para a Igreja Católica, na cerimônia de casamento, nada é proibido, mas certas coisas não convêm ao ato religioso. Portanto, é recomendável que o casal peça orientação ao Padre antes da cerimônia, e esse
analisará. Conforme ele, as pessoas estão, cada vez mais, voltando para a Igreja Católica, ao ouvirem os pronunciamentos do Papa Francisco. “O Espírito Santo, assim como o mundo, é criativo”, afirma o padre, “e bem como existe um tempo novo para todas as mudanças, existe um tempo novo na Igreja, também”, complementa. A receita de um bom casamento, segundo ele, é amor, diálogo, honestidade e perdão. “O casal jamais deve dormir brigado e sem exercer a capacidade de pedir perdão, pois essa é uma brecha para a força do mal invadir os corações”, fala. A orientação dele aos futuros casados é que, pelo fato de o casamento ser um sacramento que nasce do amor de Deus, o casal busque o conselho de Deus, e ame sempre por excelência.
Através de um pastor
Com dez anos de ministério, o pastor Cláudio Vicensi celebrou, até então, cerca de dez casamentos. Ele iniciou seu ministério na Primeira Igreja Batista em Itapoá neste ano e também explica peculiaridades desse momento ímpar na vida dos noivos, familiares e convidados de acordo com os ensinamentos de sua religião. Segundo o pastor, todos devem participar no planejamento da celebração, e o casal pode sim contribuir para que seja tudo organizado, bonito, desde que não perca a essência do momento. “Quando o casal deseja a bênção de Deus, a Bíblia é a fonte de orientação”, explica. Assim, ele busca inspiração para a escolha do texto bíblico, mas, caso os noivos desejarem, também podem sugerir textos de seu agrado. Os pastores podem celebrar a cerimônia em diferentes lugares, desde que adequados a um casamento. Quando os noivos que não participam da Igreja local fazem o convite, é necessário verificar a disponibilidade da data, o tempo para realizar o curso e afins. E por ser uma decisão tão importante na
vida de um casal, todo o processo do casamento exige planejamento, inclusive esse. De acordo com pastor Cláudio, o ideal é que os noivos marquem a data com no mínimo de seis meses a um ano de antecedência. Ele conta que as datas mais procuradas são no fim de ano. “Creio que por questões financeiras e das férias”, explica. Neste caso, também é necessário fazer um curso antes, o pré-nupcial, geralmente ministrado pelo próprio pastor. “O ideal é que seja realizado de forma semanal, por um período de no máximo três meses”, explica. Com plena convicção de que o casamento é uma instituição divina, o curso, segundo ele, tem o objetivo de trazer a compreensão aos noivos sobre a importância e significado do casamento, e o que ele representa diante de Deus e da sociedade. “E também prepara-los para os desafios que acompanham o casamento: relacionamentos, vida espiritual, sexual, emocional e financeira”, conta o pastor. Depois do curso, o casal precisa realizar o casamento civil em cartório. “Precisa ser marcado com antecedência dentro do prazo exigido por lei, e realizado na semana que antecede a cerimônia de casamento”, explica. Questionado sobre as modas atuais, como a escolha de uma entrada diferente ou da música, o pastor afirma que existe liberdade de escolha. “A tradição religiosa precisa ser avaliada à luz da Bíblia, certas escolhas são mais adequadas ao momento da cerimônia”, explica. O tempo de duração da cerimônia, segundo ele, é ditado pelos noivos. “Em minha opinião, o ideal é que o horário não ultrapasse 45 minutos, mas não é regra, muitas vezes, os noivos são surpreendidos com músicas especiais durante a cerimônia, para completar o momento”, explica o pastor. O momento mais importante da celebração, em sua opinião, é quando os noivos trocam os olhares de gratidão a Deus e expres-
sam a emoção de estarem juntos. Ele conta que celebrar um casamento é um ato muito significativo, pois, de um lado, é uma grande responsabilidade diante de Deus e, por outro, uma alegria de ver o projeto de Deus para a nova família sendo mantido. Aos noivos ou àqueles que pensam em se casar, pastor Claudio aconselha: “Busquem orientação Daquele que planejou o casamento. Deus é amor, e se você deseja amar, leia o manual: A Bíblia”.
Através de um juiz de Paz
Há vinte anos exercendo a função de juiz de Paz em casamentos de Itapoá, Antônio Carlos Petrechi também fala de sua experiência e de como é realizado o casamento através dessa figura. Os casamentos realizados por Antônio já se perderam nas contas. “Realizei muitos casamentos desde a antiga Itapoá, quando muitos noivos chegavam a pé ou de carroça para o casamento”, lembra. O casal opta pela escolha do juiz de paz quando deseja se organizar perante a lei e a sociedade. “O juiz de Paz não faz celebração, apenas o ato civil, pode ser considerado um oficiante”, explica. Enquanto o padre e o pastor são celebrantes dentro de uma doutrina religiosa e que não cobram por seus serviços, o juiz de Paz é um prestador de serviços e está submetido a regras como ter contrato, atender bem e prestar um bom serviço. Os padres e pastores celebram, e os juízes de paz oficializam. Para a realização do casamento no civil, as etapas são curtas. Primeiro o casal entra com as documentações exigidas no cartório, lá os noivos recebem a relação dos juízes de Paz credenciados na cidade e têm o direito de escolha. “O cartório então comunica o juiz de Paz, que normalmente conhece os noivos somente no dia do casamento”, conta Antônio. O ato civil pode ser realizado na sala de audiência do cartório, porém, a escolha do lugar fica livre aos noivos e um
lugar mais distante altera o valor da contratação do juiz de Paz. Além dos mais conhecidos, casamento religioso e casamento civil, há também o casamento religioso com efeito civil. Esse último é aquele celebrado de forma pública por uma autoridade religiosa. No casamento de efeito civil, segundo Antônio, ao final da realização da cerimônia, os noivos não recebem a certidão de casamento, e sim, um termo de casamento, que é preciso ser levado ao cartório para registrar o casamento. Muitos juízes de paz vão além do que manda o figurino e por carinho, consideração ou inspiração, proferem discursos antes de declará-los marido e mulher. As palavras ditas no ato civil, segundo Antônio, variam muito de acordo com o perfil do juiz de Paz. “Eu, por exemplo, cito as leis, faço pronunciamento civil, falo de Deus e quando inspirado, faço ilustrações e mensagens da vida”, conta. A inspiração para as mensagens vem de pequenas coisas, como por exemplo, uma cantiga de roda ouvida por Antônio que tocou seu coração. Os noivos podem pedir mensagens com tema ao Juiz de Paz, e os pais ou padrinhos têm a liberdade da palavra após o seu discurso. Depois das pronúncias, o casal recebe a certidão de casamento. O tempo do casamento no civil depende do discurso do juiz de Paz e das escolhas dos noivos como, por exemplo, se haverá ou não no ato civil a troca das alianças. Segundo Antônio, celebrar a união de duas pessoas, realizar o ato da constituição de uma família, perante a lei e a sociedade, é um ato de extrema importância e responsabilidade. “Não vou a um casamento sem antes me preparar emocionalmente”, conta. Por coincidência do destino ou não, Antônio realiza casamentos no civil, e é casado, mas não no civil. O conselho dele aos noivos que desejam se organizar perante a lei, é sempre que haja uma boa preparação e planejamento para o ato.
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CABELO E MAQUIAGEM - G´ CABELO ARTE
Cuidados especiais
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“O grande dia está se aproximando e eu quero estar deslumbrante, afinal, imaginei e detalhei meu visual para esta data durante tanto tempo... Por mais que minha mãe fale que sou a ‘coisa mais linda do mundo’ e meu noivo fale que prefere quando estou sem maquiagem, o dia do meu casamento requer cuidados especiais. Os olhos estarão concentrados em mim e quero me sentir bonita aos convidados e desejada ao meu futuro esposo. Mas quero, especialmente, ser desejada por mim mesma. E uma verdadeira princesa sabe do poder transformador de uma bela maquiagem e de um penteado interessante” Assinado: A noiva.
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Deuzi com suas daminhas no Salão de Beleza G’ Cabelo Arte.
nervosismo narrado acima pode ser novidade àquelas que não pensam em casamento, mas com toda certeza, faz sentido àquelas que já foram noivas e também aos profissionais que se dedicam, dando um toque de magia e encantamento na noiva dos sonhos. Antes de a noiva proferir o “sim” mais importante de sua história, o profissional de cabelo e maquiagem geralmente é a última pessoa a ter contato com ela, acompanha de perto suas últimas horas antes de
se tornar esposa. Geva Martins, proprietário do salão de beleza G’ Cabelo Arte em Itapoá, é referência na área de cabelo e maquiagem e sabe bem o que é isso. Cerca de três vezes ao mês, seu salão se transforma em um frenesi de emoções. São elas: as noivas, somadas à sua paleta de cores e produtos. As dúvidas são inúmeras: Qual cor de batom usar, tom de blush ou o que fazer nos olhos? E o cabelo, solto, preso, com acessório ou sem? Assim como a escolha de todos os outros detalhes do casa-
mento, a maquiagem e o penteado também vão de encontro à personalidade e estilo da noiva. Muitas delas não têm noção alguma do que planejar para o grande dia, e as que vêm com referências, normalmente se espelham no casamento de famosas, ou seja, nas tendências. “A noiva não tem que estar na moda, pois as tendências passam muito rápidas”, afirma Geva. “A noiva tem que estar em evidência”. Segundo o profissional, “a decisão final sempre é dela, mas pela experiência, falo o que melhor funciona para seu tipo de cabelo e pele”. Para boas sugestões e bons truques de cabelo e maquiagem, é comum que as noivas enviem fotos do vestido, joias, véu e tiara, e que detalhes como a cor definida para o casamento, o período em que será realizado e o ambiente sejam descritos. “É preciso haver harmonia. Em um casamento realizado na praia e durante o dia, por exemplo, a maquiagem tende a ser mais natural”, conta Geva. Por mais simples que seja a cerimônia, a boa maquiagem valoriza até a fotografia. Falando em cerimônia, segundo Geva, o profissional de cabelo
Geva com a noiva Grazyele Vieira.
Geva com a noiva Elisa, em Rio Grande - RS.
e maquiagem também pode ser contratado para acompanhar a noiva durante todo o casamento, já que igreja e festa pedem cores, estilos e combinações diferentes. “A festa pede mais ousadia, e é permitido soltar o cabelo ou fazer uso de brilho e cores mais fortes”, afirma. Mas sem exageros, pois ele é adepto da filosofia de que “menos é mais”. Uma regra geral entre as noivas, segundo o profissional, é o uso do bom e velho batom, mas sempre dosando com os olhos, para que o visual não fique carregado. Jaqueline Martins, irmã e colega de trabalho de Geva, também profissional na área de cabelo e maquiagem, dá a dica: “Além da maquiagem, o uso de produtos fixadores é importante para que entre este misto de emoções, choros e risos, a noiva continue impecável”. Já no cabelo a palavra de ordem é conforto, ou seja, o penteado tem de estar firme, porém, sem machucar. E as unhas são, geralmente, pintadas de cores claras, pois estão próximas de detalhes importantes, como o buquê e as alianças. Já para os noivos, a preparação é mais simples, conforme Jaqueline: “Eles costumam ajeitar o corte, hidratar o cabelo, e deixar as unhas limpas, e no rosto utilizam o pó para
esconder as imperfeições da pele”, explica. Outro ponto fundamental e um gasto que não deve ser poupado é a prévia de cabelo e maquiagem. “Recomendo que a noiva leve mais de uma tiara para os testes de penteados”, conta Geva. É testando que o profissional e a noiva saberão como ficará o look e quanto tempo levará a preparação. Os testes duram, normalmente, uma manhã ou uma tarde inteira e, no fim das contas, o tempo de preparação para a maquiagem e penteado escolhidos é de cerca de duas horas. “A prévia é feita na semana do casamento ou ainda antes”, explica. O tempo ideal para agendar este dia de beleza é de três meses de antecedência, para que os profissionais possam reservar o salão - caso ela venha acompanhada das madrinhas ou familiares – fazer os testes e a conhecer a noiva melhor. Afinal de contas, na data do casamento tudo tem de sair perfeito, do jeito que foi sonhado ao longo do planejamento. São ali que saem as últimas palavras e os últimos passos enquanto noiva: do salão de beleza, direto para a igreja. “Aqui elas ficam nervosas, emocionadas, ansiosas e enlouquecidas”, conta Geva que, só de falar, se arrepia. Ao se olhar no espelho
e se deparar com o resultado final, a expressão das noivas não poderiam ser melhor. Geva, Jaqueline e toda a equipe do G’ Cabelo Arte têm o poder de traduzir exatamente o que a noiva deseja. “Não é leitura de pensamento, é leitura dos seus desejos”, explica Geva. Um abraço, a troca de sorrisos e algumas lágrimas, e ela entra no carro. Deixa o salão e de carro segue para realizar o sonho de sua vida. As portas se abrem e lá vem a noiva: Uma mulher poderosa, realizada e feliz.
Novidade para as noivas
Além de bela, no dia do casamento a noiva merece estar tranquila, afinal, é uma data de grande importância em sua vida. Em clima de repaginada no salão e com a grande demanda de noivas de Itapoá e região, o G’ Cabelo Arte tornou isso possível inaugurando recentemente o Espaço da Noiva. “Um espaço pensado para que a noiva possa relaxar e curtir, diminuir a tensão e se distanciar de tudo, mas ao mesmo tempo, desfrutar dos serviços de um salão de beleza em um espaço reservado”, explica Geva. Toda a sala do piso superior do salão foi projetada para que a noiva se sinta à vontade e seja atendida por profissionais que lhe
proporcionem um tratamento de rainha. Tradição no dia do casamento, Geva e sua equipe fecham o salão para atender exclusivamente a noiva e suas convidadas, sejam elas madrinhas, amigas ou mãe. “Além dos tradicionais afazeres femininos, como maquiagem e unhas, no novo ambiente ela também poderá optar por serem servidos coffee break e champanhe, tornando o clima ainda mais especial”, conta Geva. O espaço também pode ser destinado a outras preparações importantes, como formatura, aniversário de 15 anos, confraternização entre amigas ou afins, visando sempre o bem estar das clientes. E dos clientes, no masculino, por que não? Com dois ambientes diferentes, a equipe G’ Cabelo Arte pode agora preparar os dois pombinhos ao mesmo tempo, sem que seja quebrado o clima de surpresa. “Seria ainda mais interessante e divertida a experiência de acompanhar a preparação dos dois”, conta Geva. Passar as horas que antecedem o altar no salão, em um ambiente descontraído e com cuidados especiais, é imprescindível. Afinal de contas, são os noivos quem transmitem toda a energia do casamento e se eles estiverem bem, todo o resto está também.
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DIVINA NOIVAS GUARATUBA
Se sentindo noiva “Estar noiva é diferente de estar vestida de noiva”.
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Anna Claudia Aimone, vencedora do Miss Mulher Paraná 2014 e Benedita Deolinda dos Santos, da Divina Noivas
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erá usado apenas um dia, por algumas horas, mas é, sem dúvidas, o vestido mais importante da vida da maioria das mulheres. Véus, saias, babados, rendas, miçangas, fitas e inúmeros outros detalhes na peça traduzem o estilo de quem o está vestindo. Toda mulher, até mesmo as que ainda não passaram pela busca incessante pelo vestido ideal, fantasia com esta escolha, afinal, o vestido da noiva é sinônimo de surpresa, um presente da noiva para si mesma. Junto com o grande desejo, a escolha do vestido é, segundo a maioria das noivas, uma das tarefas mais difíceis que antecedem o grande dia. Para tal, a caça vai de revistas e sites às ruas, em busca de lojas e boutiques especializadas no segmento. Em Guaratuba, opções marcam presença: Benedita Deolinda dos Santos oferece em sua loja, a Divina Noivas, uma variedade de aluguéis em vestidos de noiva. Como um presente de outra geração, a boa costura de Benedita foi influência de sua mãe. “Ela costurava e me dava liberdade para usar a máquina de costura também”, conta. Aos oito anos de idade, fez então sua primeira saia. A prática lhe rendeu a confecção de outras peças, mas seu amor por vestidos de noivas e festas surgiu quando procurou opções para si mesma na região e não ficou satisfeitas com as encontradas. Começou então a própria produção e, há dez anos, nasceu a loja, su-
cesso em Guaratuba e região. “Por encomendas, confeccionei quatro vestidos de festas e os pendurei em cabos de vassoura”, recorda Benedita. Hoje, entre tons de cores, tecidos e aviamentos, são mais de 3.500 modelos de vestidos disponíveis para aluguel na loja. Além dos vestidos de festa, também atende o público masculino e infantil, mas a preferência quem ganha são as noivas. A maioria das peças é comprada, algumas até importadas, mas Benedita também confecciona vestidos sob encomenda. “Sinto enorme prazer em confeccionar um vestido de noiva, é como realizar o sonho de alguém”, afirma. A decisão de compra dos vestidos se dá, para Benedita, às novidades e tendências do mundo da moda, além, claro, para conseguir atender toda a clientela. Conforme ela, aos vestidos chegarem à loja, o primeiro aluguel tem determinado valor, já depois do primeiro uso, este valor diminui. O aluguel dos vestidos é referente a um fim de semana, para os vestidos de festas em geral está entre R$100 e R$320, já o aluguel dos vestidos de noiva varia de R$350 a R$2.800, dependendo sempre do modelo, tamanho, tecidos e aplicações manuais. Benedita orienta que o tempo ideal para a encomenda do vestido de noiva é de no mínimo três meses e, até a subida ao altar, a noiva realiza diversas provas para garantir que o vestido esteja adequado ao corpo. A prova final é feita por volta de dois dias antes do casamento e, segundo a costureira, é nesta hora que a ficha cai. “Na
última prova do vestido as noivas costumam chegar calmas e sair nervosas, sinal de que seu sonho está se realizando”, conta. É importante ressaltar que detalhes manuais do vestido influenciam, além do valor, no tempo da confecção. Um modelo com inúmeros bordados, por exemplo, demora mais tempo para ser entregue que um modelo liso, sem aplicações. Neste primeiro caso, Benedita costuma contar com ajudantes. Assim, sereia, reto, volumoso, evasê, lânguido, são alguns dos modelos ofertados. A escolha, além do gosto pessoal de cada noiva, deve levar em conta fatores como corpo, estilo, local e horário da cerimônia. Na Divina Noivas, o “queridinho” das futuras esposas é o modelo evasê – aquele que ajusta a silhueta até abaixo da cintura e na altura do quadril começa a se abrir. Na loja já foram vestidas noivas de todas as idades – desde
17 a 50 anos, e os modelos plus size (de tamanho um pouquinho maior) têm sido procurados cada vez mais. O ideal, na opinião de Benedita, é que a noiva chegue à loja com imagens de inspiração. “Assim fica mais fácil de conhecer seu estilo e ajuda-la na procura”, explica. A novidade da vez são as madrinhas de casamento irem com vestidos que formem uma família, ou seja, semelhantes nos modelos, nas cores ou que apresentem tons da mesma cor. O trabalho de Benedita, além de confecção, aluguel e dicas, também é de observação e cuidados para que as mães dos noivos não repitam as cores dos vestidos das madrinhas, por exemplo. “Costumo perguntar de quem é o casamento, se a mulher é mãe ou madrinha da noiva e anoto a cor de seu vestido para evitar conflitos”, explica. No segmento de festas em geral, Benedita conta que as mulheres costumam pedir pelas
cores verde, azul e bordô, e o tule ilusion (com transparência) é o que está em alta. Já entre as debutantes, a sensação continua sendo o vestido transformer – ora longo, ora curto. Além de tecidos, agulhas e bordados, Benedita também se interessa por outras áreas do casamento, o cerimonial e a decoração. “Já organizei pequenos casamentos do início ao fim”, conta. Em seu depósito, colunas, arranjos toalhas e outros objetos decorativos compõem seu acervo que, segundo ela, é destinado a celebrações menores. “Mas meu xodó e minha especialidade são os vestidos de noiva mesmo”, afirma. Seu talento e profissionalismo já lhe renderam prêmios, troféus e divulgações em concursos nacionais e agora também, um internacional. Em novembro deste ano, Anna Claudia Aimone, vencedora do Miss Mulher Brasil 2014, embarca para a Gua-
temala para um concurso internacional, representando Guaratuba e o Brasil com um vestido confeccionado e patrocinado por Benedita. Mas sobre vestidos de noivas, ela afirma que é mais do que oferecer uma simples peça ou um serviço, e sim materializar a fantasia de uma vida toda, do sentimento mais puro que é o amor. A loja Divina Noivas tem tudo a ver com o amor, pois é ele o combustível do trabalho, o que impulsiona as mulheres a procurarem os vestidos de noivas, a subirem no altar e serem felizes para sempre. “Trabalhar com o que gosto é uma alegria”, afirma Benedita. E a consequência desta satisfação pessoal é retribuída em mais do que horas de um dia ou em fotografias: na memória e no coração, a mulher sorri porque maior que a sensação de felicidade de estar noiva, o vestido ideal lhe deu a sensação real de estar se sentindo noiva.
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FLORICULTURA INCANTO DI FIORI
Ana Beatriz
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Flores e amores
obiliário, cores, tecidos, materiais e flores. Definir a decoração do casamento não condiz a apenas uma escolha, mas a várias. Talvez a mais difícil, pela variedade e sensibilidade, são as flores: não existe uma regra ou os tipos mais indicados. O melhor é unir a preferência, o custo benefício e o estilo do casamento e, para isso, nada mais recomendável do que seguir algumas dicas e ideias simples de um profissional que entenda, além das flores, a verdadeira essência do casamento. Kassia Rosana Bragagnolo Cavalari é referência nisso. Há 15 anos em Itapoá, e seis com a empresa Incanto Di Fiori, ela e suas flores já decoraram inúmeros casamentos, iluminando os ambientes por onde passam. Personalidade e estilo são palavras-chave na escolha das flores, pois estas precisam ornar com a decoração, o ambiente, o estilo da cerimônia, a festa, o horário e os noivos, podendo dar aspectos formais, românticos, modernos, descontraídos ou afins. “Esta harmonia precisa ser levada em consideração para ficar um ambiente
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orquídeas, lírios e copos de leite. “Eu, particularmente, gosto de misturar dois tipos de flores ou mais, criando texturas”, conta. As flores mais procuradas na Incanto Di Fiori para casamentos são rosas, lisianthus, flores do campo, gérberas e as famosas “mosquitinho” – as pequenas flores brancas, românticas e versáteis. A cor definida para harmonizar os detalhes do cenário também varia e normalmente é ditada pelos casamentos das celebridades. “A cor é responsável pela energia e harmonia do ambiente”, explica Kassia. ou Enquanto as flores brancas dão ao ambiente um ar sofisticado, as flores vermelhas dão um Kassia Rosana Bragagnolo Cavalari. ar apaixonado, e o tons lavanda pasteis que dão acolchegante para os noivos e conum toque do romântico por exemvidados. Entre a ampla variedade de flo- plo. Em locais muito grandes, Kasres existentes, a florista conta que sia costuma trabalhar com duas 80% das noivas escolhe pelas mais cores em contraste ou em tons simples, como flores do campo, e degrade. “E no caso de excesso de 20% por flores mais nobres, como cores, o ideal é saber dosá-las, a
iluminação pode ser uma boa aliada neste caso”, explica. Assim, para a realização de um bom trabalho, além do gosto do casal a florista também precisa ter conhecimento do ambiente em questão, com detalhes do tamanho e iluminação. Kassia dá a dica: “Quanto mais novo e bonito for o local escolhido, menor será o gasto com decoração”, já que esta é pensada para valorizar o ambiente. De acordo com a florista, embalagens, vasos, arranjos ou até mesmo cordões com pérolas ou miçangas entre as flores também são usados e dão ainda mais riqueza à composição. “O uso de folhagens também é importante, pois dão volume ao ambiente e o harmonizam”, explica. O “queridinho” do momento é o muro inglês: um painel coberto por folhagens. Além de flores e folhagens, o uso de pétalas também está em alta nos casamentos, como, por exemplo, espalhadas pelo chão, criando o caminho para a entrada. Tecidos, mesas, vasos e vidros são outros itens inclusos no serviço da Incanto Di Fiori. O valor varia então da quantidade de objetos e arranjos contratados, mas afirma: “a qualidade e o preço andam lado a lado”. Ela conta que as noivas
normalmente vêm com referências de decorações, mas sem a noção de valores. “O ambiente traduz o momento do casamento e para isso, o investimento na decoração é fundamental”, explica. Os pontos que mais pedem cuidados especiais são a mesa do bolo e o canto de fotos no salão. Já no caso de caso de festas ao ar livre, ela conta que é preciso ter sempre uma segunda opção, por conta do clima. O trabalho de montagem de arranjos e da disposição da decoração no próprio ambiente sempre inicia dias antes, para garantir que tudo esteja belo e pronto no “grande momento”. Já o trabalho de escolha e preparação dos noivos varia. “Em casamentos mais elaborados, no mínimo quatro meses de antecedência, já em casamentos mais simples, dois meses”, fala. E com toda a experiência na área, Kassia afirma que o buquê é a parte mais indecisa na escolha, e que pode ser diferente do restante da decoração. “O buquê pode ser em outro tipo de flores ou em outra cor, ele precisa se destacar”, explica. Junto a isso, pode ser explicado o motivo das mulheres ge-
ralmente cuidarem e escolherem a decoração. “Os noivos não costumam opinar muito”, conta. Até hoje, apenas um noivo contratou seu serviço e organizou tudo. E para auxiliar nas escolhas, se atualizar e manter diariamente esta paixão, de decoração floral, Kassia está sempre realizando pesquisas de tendências na internet e participando de cursos e encontros. “Nestes cursos são realizadas dinâmicas, montagens de arranjos e palestras de tendências de diversos países que podem ser adaptadas ao Brasil”, conta. Os palestrantes que já acrescentaram no repertório florístico de Kassia são decoradores e floristas renomados, como Tanus Saab, um dos responsáveis pela inserção da arte floral na cenografia da Rede Globo, como em decorações para o programa Big Brother Brasil, por exemplo. “Especialmente nestes cursos, vejo o quão grande é fascinante é a área de decoração floral”, conta Kassia. Assim, junto com a experiência, habilidade manual e senso estético de um bom florista, vemos como as flores continuam em cena como protagonistas das maiorias das decorações. Independente do estilo, elas inspiram os amores. “Um casamento sem flor fica sem carinho”, afirma Kassia. Em um momento tão importante da vida de um casal, a flor, por mais simples que seja, toca o íntimo dos noivos e seus convidados, trazendo a energia da natureza. Afinal, quem convive com as flores percebe o seu poder: o amor.
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AHM FOTO E FILMAGEM
A arte do olhar
Ana Beatriz
A
comida acabou, as flores murcharam, o material alugado foi devolvido, o DJ parou de tocar, a decoração foi retirada, seus amigos e familiares foram embora e os noivos ficaram a sós. Até aquele lugar lindo onde foi realizada a festa já não está mais tão belo quanto antes. Quando o grande dia acaba, e geralmente ele passa muito mais rápido do que o desejado, o que fica são as recordações, tanto na memória, como nas fotografias. Por isso, uma escolha que deve ser pensada com carinho, para poder reviver o dia do casamento e sentir todas as boas sensações outra vez, é o fotógrafo. O casal Adriel Moreira e Andrea Moreira é referência quando o assunto é fotografia em Guaratuba e região. Sua empresa AHM Foto e Filmagem é especialista na arte de registrar com carinho os momentos de emoção. A trajetória profissional do casal de fotógrafos daria um livro e, como a maioria das boas histórias,
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O casal Andreia e Adriel Moreira e sua equipe com os noivos Luana e Gleberson. o final é feliz. Na área de fotografia, mentos. Os dois se complemenAndrea e Adriel se dedicaram pri- tam, evoluem e realizam um belo meiramente à especialização, par- trabalho juntos. Foram inúmeros os casamenticipando de diversos workshops, congressos e cursos pela região, tos já capturados pelos cliques com renomados ícones da fotogra- do casal. “Cresci assistindo a cafia. Depois de muito suor, colhem samentos realizados por meu pai, hoje os frutos do bom trabalho que é pastor”, conta Adriel. Hoje, reconhecido e agenda lotada. Ela, ele e Andrea sabem o momento especialista em fotografia newborn exato da troca de alianças, do bei(recém-nascidos) e acompanha- jo e afins. “Dependendo da religião mento. Já ele, prefere clicar para ou de quem está a celebrando, alaniversários de 15 anos e casa- guns atos não podem ser filmados
e fotografados”, explica Andrea. Para tal informação, os fotógrafos costumam conversar antes com o celebrante. Todos os detalhes como local, horário, cronograma do casamento, preferências e peculiaridades dos noivos também são conhecidos antes. “Precisamos estar a par de tudo, pois o estilo da fotografia também varia de acordo com o contexto, podendo ser algo mais tradicional ou moderno”, explica Adriel. Para a realização de um trabalho completo e impecável, os fotógrafos comentam a importância do ensaio pré-casamento. “É um momento de interação e descontração, onde podemos conhecer o estilo e gosto dos noivos”, explica Andrea. Assim, no grande dia o casal estará mais confiante e solto, e Adriel poderá fazer cliques no seu estilo favorito: espontâneos. “Pessoas se abraçando, rindo, chorando ou dançando são os registros mais tocantes e sinceros”, afirma o fotógrafo. Além do ensaio pré-casamento, outra novidade que vem com tudo no mundo dos “enfim casados” é o ensaio pós-casamento. Segundo Andrea, a diferença des-
Foram inúmeros os eventos já capturados pelos cliques da AHM Foto e Filmagem se ensaio é que as fotografias são guiado especialmente pela perso- de encerrarmos nosso trabalho, ximas, como Itapoá, não é cobrado mais criativas e ousadas, onde a nalidade de quem está casando”, sempre perguntamos ao casal se deslocamento. A responsabilidade de dar ao noiva não tem medo de sujar seu conta Adriel. Segundo ele, o casal tem outra fotografia que desejam casal boas recordações de seu deve se desprender de moda e ten- fazer”, conta Adriel. vestido, por exemplo. Não muito diferente da cele- casamento é grande. “Você não Quando o assunto é filmagem, dência, pois essas são coisas que a equipe aumenta: são cerca de perdem sentido com o tempo. “O bração em si, a entrega das fotos contrata um fotógrafo, e sim o cinco pessoas para cinegrafia, álbum de casamento é um tesouro é também para os noivos um mo- olhar dele”, conta Adriel. Por isso mento de pura emoção. “As noivas a confiança no trabalho é tão imcaptura de áudio, etc. “No caso pessoal para toda a vida”, afirma. Bons fotógrafos registram toda costumam chorar quando olham o portante. de filmagem ao ar livre, o cuidado O estúdio AHM Foto e Filmaé redobrado para que o áudio saia a beleza, emoção e detalhes que, álbum de recordação”, conta Angem comporta hoje estrutura para limpo e a iluminação fique boa”, por conta da correria do dia, os noi- drea. O prazo médio de entrega de ensaios fotográficos newborn, mas explica Adriel. Já para o serviço de vos acabam perdendo. Mas esses fotografia de casamento, o casal profissionais também correm para todo o material da AHM Foto e Fil- ainda para este ano inaugurará um trabalha junto. “Normalmente nos que nenhum momento escape de magem é de 60 dias. Os fotógrafos espaço novo e moderno, pensado dividimos para que todos os deta- suas lentes. “Cada lente tem seu oferecem ao casal um DVD com nos diversos estilos de fotografia. lhes e momentos tenham atenção objetivo e nós as trocamos o tempo todas as fotos tiradas pré-editadas A agenda dos fotógrafos, se preentodo durante o casamento”, expli- e álbum estilo foto-livro com edição che a cada dia, fruto da dedicação, especial”, conta Andrea. Uniformizados, check list de ca Adriel. Não há regra geral nem completa das fotos, com layout profissionalismo e paixão pelo que equipamentos realizado, câmeras limite para o tempo do casamento. aprovado pelo casal. “O legal é que se faz. “Registrando com carinho seus configuradas no manual, muita Segundo Andrea, quem dita o ritmo os dois vejam todas as fotos do atenção e disposição, eles estão são os noivos. A cobertura fotográ- DVD e selecionem as suas favori- momentos de emoção” – essa é a prontos para fotografar mais um fica vai desde a maquiagem da noi- tas para a montagem do álbum”, tradução do trabalho do casal de casamento. As idéias, poses e es- va no salão de beleza até a festa, conta Andrea. O preço do serviço fotógrafos Andrea e Adriel, especiatilo dos cliques vão sendo feitos onde os convidados já estão à von- depende do tempo exercido no lo- listas na arte do olhar e capturar o naturalmente. “Nosso trabalho é tade e cheios e apetrechos. “Antes cal. No caso de cidades muito pró- sentimento.
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CASAMENTO
A
Cerimonialista, a verdadeira fada madrinha
Ana Beatriz
tualmente, com as dimensões sociais que as cerimônias de matrimônio tomaram, tornou-se fundamental a contratação de um profissional especializado em cerimonial, de forma a assegurar que todos os detalhes saiam como desejados. O universo das festas está cada vez mais criativo e, para que os noivos não se percam em meio a tantas ofertas e possibilidades, os organizadores de casamentos passaram a prestar uma assessoria mais completa. Dentre todos os profissionais envolvidos na realização do casamento, um, em especial, possui mais afazeres e responsabilidade que os demais. O cerimonialista nada mais é que o braço direito dos noivos, um profissional com agenda lotada e que pensa em absolutamente todos os detalhes. Saber do gosto, expectativa e, principalmente, do orçamento disposto pelo casal para realizar esse
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Aline Prolo, cerimonialista, já realizou centenas de eventos sociais e empresariais. sonho são pontos cruciais. Com essas informações, o cerimonialista consegue organizar o projeto da festa, que engloba inúmeros profissionais. O segredo de um bom casamento é a sintonia e parceria entre todas as áreas: de fotografia, decoração, música, bufê, iluminação, etc. Para que haja tempo na
agenda de cada um dos profissionais dessas diversas áreas, Aline Prolo, cerimonialista na região do sudoeste do PR e oeste catarinense, orienta os casais: o tempo ideal para começar a organizar e contratar um cerimonialista é de um ano de antecedência. Com a data marcada, os primeiros pontos a
serem definidos são, segundo ela, o agendamento da igreja e o local que será realizada a recepção. Com uma experiência que já ultrapassa 150 casamentos, Aline afirma que em qualquer cerimônia é indispensável que exista uma excelente comunicação entre todos os fornecedores envolvidos e
o envolvimento deles no mesmo projeto, no mesmo sonho. “Para o resultado ser completo, é necessário que cada um faça a sua parte dentro do projeto do evento. Cabe aqui a importância do serviço de assessoria, que é responsável pelo intermédio de todas as informações e coordenação da entrega de cada serviço”, explica. Assim, pedir ajuda a um especialista é investir para não se preocupar nem se estressar com um número significante de minúcias. O cerimonialista busca fornecedores, além de soluções para pedidos mais extravagantes. Ele se certifica de que todas as encomendas chegaram em ordem, desde as flores até os docinhos, e cuida do cerimonial. Indiretamente, acaba sendo também um trabalho psicológico, pois lida com ansiedade, insegu-
rança, sonhos e desafios dos futuros esposos. Na contratação do cerimonialista, deve ser levada em consideração a extrema confiança do casal no profissional, para que esteja ciente de tudo o que está acontecendo com os preparativos do casamento e de acordo com os detalhes e sugestões previstas pelo cerimonialista. Este serviço existe em vários tipos. O atendimento pode ser desde uma assessoria completa, onde o cerimonialista apresenta opções de fornecedores, agenda as visitas e acompanha os noivos, parcial, com reuniões periódicas, indicações e orientações, ou apenas o cerimonial do dia. Nesse último, o cerimonialista não se envolve com os preparativos, e sim, com o trabalho realizado dentro da igreja e na festa.
“Super entendido” quando o tema é casamento, o cerimonialista tem conhecimento de todo esse mercado amplo e com novidades a todo instante. Com toda sua experiência, ele está também ligado às principais tendências para a ocasião. Aline conta que não gosta de defender o que está em alta: “Prefiro dizer que a melhor das tendências é fazer tudo de acordo com o gosto dos noivos. Nem sempre o que está na moda os agrada”. O que emociona e impressiona, conforme ela, é ter um resultado digno dos sonhos dos noivos. Porém, independente de gostos, estilos e sonhos, há tradições que percorrem em quase todas as celebrações: “entradas tradicionais na igreja e festas animadas que vão até o amanhecer”, destaca Aline. Conforme programas relaciona-
dos ao tema e conversas entre a mulherada que sonha com o grande dia, as novidades são: casamentos realizados ao ar livre; apresentação de dança de vários estilos musicais aos convidados; madrinhas com mesmo modelo de vestido ou mesmo tom de cor; padrinhos com o mesmo tom de terno e/ou gravata; o uso de adereços nos casamentos; mobiliário em madeira de demolição; pista de dança em LED ou adesivo; espelhos altos, dando um ar contemporâneo e luz cênica, para valorizar o ambiente. Não é simples, mas os cerimonialistas costumam desempenhar o papel de verdadeiras fadas madrinhas: atentos a todos os detalhes, presentes em todos os momentos, deixando aos noivos apenas o prazer de curtir. Para eles, os noivos têm de ser “blindados” no dia do casamento, ou seja, livres de preocupações e estresse, afinal, ditam o clima da ocasião. “Imprevistos acontecem, mas podem ser resolvidos sem que os noivos e convidados percebam”, afirma Aline. Segundo ela, trabalhar como se tivesse as varas de condão, realizando o sonho do casal, é sua maior satisfação. “Realizar sonhos é uma grande responsabilidade que deve ser administrada com total segurança, conhecimento e carinho. Não há como voltar atrás e refazer algo. Tudo tem que ser perfeito, para então se tornar inesquecível”, como um conto de fadas.
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PANIFICADORA DOCE TENTAÇÃO
Mãos na massa
Mais do que na escolha do tradicional bolo de casamento, docinhos ou afins, panificadoras e confeitarias vão além do grande dia: estão presentes no dia a dia de todo e qualquer casal. Ana Beatriz
O
cheiro entrega e a vitrine é convidativa. Os pães, doces e bolos fresquinhos, além de velhas e boas receitas, carregam o amor e os cuidados tidos na hora do preparo. As panificadoras e confeitarias são estabelecimentos que “prendem pelo estômago”. Um produto de boa qualidade e sabor pode melhorar, e muito, o dia a dia das pessoas. Rosangela Denise Tavares, mais conhecida por Denise, sabe bem disso. Ela é proprietária da Panificadora e Confeitaria Doce Tentação, em Itapoá. Dividida entre diversos afazeres, ela conta sua trajetória empreendedora e os prazeres da arte de confeitar. Os ofícios da panificadora são, na família de Denise, gostos deixados de geração para geração. “Meu pai tinha uma panificadora em Curitiba - PR e eu praticamente cresci dentro dela”, conta. Aos nove anos de idade, Denise e os irmãos já ajudavam o pai trabalhando no caixa da panificadora. Com o tempo, foram desenvolvendo habilidade para enrolar e fazer pães, chineques e afins. O destino a trouxe para Itapoá em 1996, mas foi em 2005 que abriu seu primeiro negócio, uma panificadora, como desejo de seu pai. Além dela, dois de seus outros irmãos também trabalham na área: “somos três irmãos, cada um proprietário de uma panificadora em regiões diferentes de Itapoá”. Segundo ela, cada um deles soube explorar bem os produtos, a qualidade e o público. No início da Panificadora e Confeitaria Doce Tentação, Denise e o marido fabricavam os pães, doces, bolos, etc. Mas, com a demanda de clientes, o tempo foi apertando e funcionários foram contratados para tal função. “Hoje em dia, de vez em quando, vou lá meter a mão na massa”, conta ela, que é apaixonada por confeitaria. Manter um comércio em Itapoá é, para a proprietária, uma luta constante, mas que vale a pena. De acordo com ela, a principal dificuldade no início do empreendimento foi começar do zero e ter de investir. E ao contrário da maioria dos comerciantes da praia de Ita-
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O casal Lucas e Denise proprietários da Panificadora Doce Tentação.
poá, prefere a baixa temporada. “Os clientes que aqui residem são os que procuram por doces e café”, explica. Sem contar, é claro, a tranquilidade. No verão, a Panificadora dobra o número de clientes e o quadro de funcionários aumenta. “Itapoá cresceu muito e em pouquíssimo tempo, desde o início da panificadora o número de moradores aumentou e, consequentemente, o número de clientes também”, afirma. Em meio à entrevista, os e-mails, telefonemas, clientes che-
gando e saindo, mostram um pouco da rotina da panificadora, que fica com as portas abertas das 6h30 às 21h. “Eu, minha filha e meu marido nos revezamos nos horários e afazeres”, conta. Segundo ela, o diferencial da Doce Tentação se dá no preço, um pouco menor que os demais estabelecimentos, e na qualidade. “Já recebemos encomendas de bolos e kit festas de clientes dos bairros Barra do Saí e Pontal, pois provaram nossos produtos e se fidelizaram”, fala. Além de pai para filha, o gosto pela “mão na massa” se transmitiu para mais uma geração. Hoje, a filha de Denise é quem faz os bolos de casamento, e as encomendas surgem praticamente todo mês. “Os noivos vêm indecisos quanto ao bolo, mostramos nosso portfólio e conversamos sobre o que seria ideal, indo de encontro ao gosto do casal e a decoração do casamento”, explica Denise, que sempre apresenta dicas para um melhor resultado. O ideal, segundo ela, é que o casal faça o contato com três meses de antecedência e deixem a data agendada, para a entrega do bolo. Os sabores que mais estão em alta para casamento na Doce Tentação são abacaxi, ameixa com coco e damasco com coco. “Se o bolo for decorado com chantilly demora cerca de duas horas, mas se for com pasta americana o tempo é maior”, explica. “A massa é feita pela manhã, o bolo é montado, colocado para gelar e depois decorado”, complementa. Além do
bolo, também oferecem tradicionais docinhos, como brigadeiros, beijinhos, dois amores, cajuzinhos, bem-casados e afins. Inspirar-se em bolos existentes é muito comum, mas segundo Denise, nenhum sai exatamente igual ao outro. “O diferencial sempre está presente, seja na cor, no sabor, tamanho ou até mesmo nos próprios arranjos do bolo”, explica a proprietária. As miniaturas dos noivos em biscuit trazidas pelo casal para enfeitar o topo também são diferencias particulares do casal e não saem de moda. Além de pedidos tradicionais, outra tendência são os bolos temáticos para casamento, de acordo com o tema da festa dos apaixonados. O valor, segundo Denise, é calculado pelo peso. Porém, não há valor que pague uma mesa com um bolo bem decorado e saboroso, de encher os olhos de qualquer convidado. Assim, entre um ingrediente e outro, clientes e outros, Denise dá continuidade e revive momentos de sua infância onde o cenário é a panificadora. “Confeitar é maravilhoso”, afirma a proprietária. Toda a paixão de um profissional realizado e feliz na área em que trabalha se reflete em fatores como bom atendimento, qualidade e sabor. Todo dia é dia de transformar, com as mãos na massa, pequenas delícias pensadas no seu gosto; mais que simplesmente confeitar, a equipe da Panificadora e Confeitaria Doce Tentação dá vida aos ingredientes.
ESPAÇO PARA EVENTOS
Celebre a vida junto à natureza
Venha celebrar um momento especial junto a natureza. Maravilhoso espaço verde, totalmente integrado à natureza, para você surpreender os seus convidados. Mais do que um refúgio natural, a Reserva Volta Velha também oferece espaços para eternizar os bons momentos da vida, eventos empresariais como palestras, treinamentos, seminários, atividades de integração, almoços e jantares de negócios, coquetéis e comemorações. Para ocasições especiais, como o dia do seu casamento, você tem a comodidade de fazer a festa e a cerimônia no mesmo local. A Reserva conta com dois sa-
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lões, cozinha ampla, suítes para descanso. Além de espaço externo para a realização de eventos ao ar livre.
Conheça um pouco mais a Reserva
Além da observação de aves, a conservação e diversidade da fauna e flora possibilitam o desenvolvimento de diferentes atividades relacionadas à natureza, como pesquisa científica, projetos de conservação, educação ambiental, vivências de resgate e difusão da cultura indígena e ecoturismo. Para visitantes, além da biodiversidade, os atrativos são a canoagem no rio Saí Mirim, uma oca dos índios Waurás, do Xingu, e uma casa de vidro na Floresta.
Maiores informações
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O Espaço versátil
D
Augusta Gern epois do pedido feito e a data marcada, é hora de escolher o local do casamento. O ambiente pode variar de acordo com o estilo do casal, o horário da festa e até o tamanho de convidados, mas uma opção recente vem cobrir todas as necessidades, por mais variadas que sejam: o Espaço Itapoá. Inaugurado há sete meses no município itapoaense, o local garante a sofisticação e adaptação dos mais variados estilos de evento. São aproximadamente 440m² divididos entre o hall de entrada, salão principal, mezanino, área externa com churrasqueira e deck ao ar livre. Conforme os proprietários Hélcio Luiz e Rose Henk, o projeto do Espaço foi trabalhado e pensado para proporcionar diferentes opções: tanto para eventos internos, como externos. “Podemos fazer eventos grandes utilizando todos os ambientes, mas eventos meno-
res podem isolar uma das áreas e deixar o espaço mais aconchegante, é adaptável para qualquer evento”, afirmam. O empreendimento nasceu justamente com esse objetivo: proporcionar opções aos itapoaenses e moradores da região. “Até então não tínhamos espaços grandes e com o conforto oferecido na cidade”, conta Hélcio. Conforme ele, o Espaço veio inaugurar uma nova
era aos eventos da cidade, com sofisticação e conforto. A área interna, por exemplo, acomoda até 390 pessoas. Todo o ambiente é climatizado. Além dos espaços propriamente dos eventos, os proprietários contam que uma cozinha montada e amplos banheiros também compõem o espaço. “Tudo foi projetado para garantir toda a segurança necessária, e claro, o conforto”, afirma Rose. Um dos casais que já experimentou e aprovou o Espaço foi André e Simone Balsaneli. O casamento, realizado em novembro de 2014, até então não tinha o local adequado na cidade de Itapoá. “O Espaço acolheu nossos convidados de forma aconchegante. Se não fosse ele, provavelmente faríamos a festa em outra cidade. Ajudou muito para tornar o nosso momento, um momento inesquecível”, afirma o casal. E inesquecível, é uma palavra que entra na frase de qualquer
Para a um evento inesquecível, nada do que a escolha de um bom lugar evento junto ao Espaço. “Fazer parte da realização do sonho das pessoas, como o casamento, é uma grande satisfação, por isso tudo é pensado para que os eventos se tornem memoráveis”, afirma Rose. Além de casamentos, o Espaço também acomoda aniversários, formaturas, palestras, eventos corporativos, entre outros. A partir de julho o Espaço oferecerá, além do ambiente e serviço de limpeza, mesas e cadeiras para compor a sofisticação e conforto. “Serão 25 mesas para oito pessoas, que acomodarão 200 pessoas sentadas”, afirma Hélcio. Segundo ele, com essa quantidade de mesas o ambiente fica confortável, junto com palco e bufê, se necessário. “Caso o cliente deseje mais cadeiras, fica à disposição”, fala. Também, segundo o proprietário, “estamos em constante contato com fornecedores da cidade e região, podendo colaborar na busca dos clientes”. Mais informações e contato: www.espacoitapoa.com
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APAIXONADOS POR ANIMAIS
O melhor amigo dos noivos... Ana Beatriz
C
ada vez mais os estudos consolidam a importância dos cães na vida das pessoas. As pesquisas realizadas ao redor do mundo são unânimes em afirmar que eles trazem benefícios em todas as fases da vida, como o resgate da afetividade, sociabilidade, melhora no humor e no sistema imunológico. A presença de um animal de estimação no lar é comum e, muitas vezes, na vida a dois eles fazem o papel simbólico de um filho. O que para muitos pode ser estranho, mas que também está cada vez mais comum, é a presença do melhor amigo no casamento. Afinal de contas, esta é uma ocasião para ser dividida entre familiares e amigos queridos. O casal gaúcho Elisa Cardoso Pereira e Diogo Eduardo de Latorre Gonçalves vivem em Itapoá e contam que em todos os detalhes do casamento pensaram na compa-
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nheira Kolty, labradora de três anos que divide o lar com eles. “Para que tudo saísse perfeito, a Kolty tinha que estar presente”, conta Elisa. Segundo o casal, ela é como uma filha: “apesar de seu tamanho grande, ela é carinhosa, brincalhona e parceira”. Assim, como num conto de fadas, o desejo se realizou. A labradora acompanhou de perto esta grande etapa do casal: a transição de noivos para casados; inclusive, a lua de mel, em Gramado - RS. “Nossa cachorra é muito viajada”, brinca Diogo, “nós sempre a levamos nas viagens”. Conforme os dois, o lar é muito mais feliz na presença de Kolty. Não são poucos os estudos que afirmam que, na vida de um casal, o cão exerce papel terapêutico, ainda que muitos não o percebam.
também entra em cena Práticas saudáveis são adotadas na rotina de casais que têm cães como, por exemplo, caminhadas diárias. Hoje em dia, além da rotina, tem se tornado cada vez mais comum casais provando que, se bem treinado, o cão pode participar da cerimônia de casamento sem problemas. Há maneiras muito comuns de incluir seu bicho de estimação. Em vez de optar por daminhas e pajens, por exemplo, muitos casais “convidam” seu cachorro a exercer o papel, amarrando almofadas com alianças nas costas ou no pescoço do bichinho. Se bem treinados e com antecedência, po-
dem até levar a cestinha com os anéis na boca. Uma dica de casais experientes é guardar as verdadeiras alianças no bolso de alguém, para assegurar que nada dê errado, pois a quantidade de pessoas presentes é grande e é possível que o cão se distraia. Se a cerimônia de casamento acontecer em uma igreja, o casal deve se informar, pois a presença do bicho pode ser desrespeitosa ao local e algo que não convém. O ideal, para a companhia do cachorro, é que o casamento seja realizado ao ar livre, como sítios, chácaras e fazendas e, quando for um local que permita a presença de cães, é
possível deixa-lo “livre, leve e solto”, alegrando os convidados. Além de adestra-lo, o sugerível é que o melhor amigo do homem entre na companhia de um ser humano e preso à coleira, pois algumas pessoas podem sentir medo. Também é importante encarregar alguém para tomar conta dele, para garantir que coma, beba água e não fique muito estressado ou cansado. A presença do seu bicho de estimação se dá também nas fotografias de recordação, o que as tornam ainda mais fofas e especiais. Elisa, por exemplo, tem em seu álbum de casamento, uma fotografia sua dentro do carro, chegando à igreja, com sua “filha” Kolty no banco de trás. Incluir o cão apenas no álbum é a solução quando o animal não é sociável. O casal pode também aproveitar o bichinho para elaborar as fotografias de pré-casamento, para o convite ou até mesmo na decoração da festa – o que vale é a criatividade. Ninguém melhor para conhecer o cão do que os próprios donos e assim, saber se ele gostaria de entrar no casamento e iria se comportar ou não. O cachorro sociável, extrovertido e simpático muitas vezes lida melhor com a atenção extra que estará suscetível a receber. O que vale mesmo, na cerimônia ou não, é saber que a companhia do animal é um verdadeiro plano de saúde, sem restrições, onde todos são beneficiados. Afinal, é o cachorro o melhor amigo do homem, ou melhor, adaptando ao contexto, o melhor amigo dos noivos.
O
momento atual remete a uma fábula de Esopo, escritor e poeta grego, nascido no ano de 620
a.C. Conta à história da raposa que caiu num poço. Por mais que tentasse não conseguia sair do buraco. Foi então que apareceu um bode, morto de sede, a procura de água para beber. Ao ver a raposa dentro do poço, perguntou-lhe se a água era de boa qualidade. A raposa esperta e percebendo que o bode estava com muita sede, passou a elogiar a qualidade da água, dizendo ser limpa, saborosa e refrescante. A argumentação seduziu o bode a descer ao poço, pensando apenas na sede que sentia. Saciada a necessidade, era preciso voltar à superfície e, então, perguntou a raposa como poderiam fazer isso. - Tenho uma ideia, disse a raposa, que depende mais de você do que de mim. Põe as patas dianteiras contra a parede e erga a cabeça o máximo que puder.
A raposa e o bode Subo nas tuas costas, dou um pulo e uma vez lá fora, puxo você pelos chifres. O bode fez o que ela disse. Com a ajuda das pernas, das costas e dos chifres a raposa conseguiu voltar à boca do poço. Mas, ao invés de tirar o bode como prometera, simplesmente foi embora, dizendo-lhe: - Ah! Meu caro bode se tivesse tanta inteligência quanto às barbas do focinho, não teria descido sem antes saber como voltar. Moral: é prudente antever o final em tudo o que se faz. Na fabula, a raposa aparece como símbolo de esperteza, persuasão e de individualismo. O bode, enganado, simboliza aqueles que se aventuram por caminhos, sem muita certeza para onde se está indo. O bode, cego pela sede, acreditou na conversa da raposa, interessada somente em resolver o seu problema, ou seja, sair do poço em que caíra. Nem sempre estamos aptos a antever ou prever as consequências das nossas escolhas e decisões. Por mais comedido que
possamos ser não há como evitar todas as consequências. Na história, o bode não refletiu sequer por um momento, em como sairia do poço, obcecado que estava em saciar a sua sede. As pessoas em momentos de desespero, descrédito ou até indiferença, passam por situações semelhantes e, às vezes, ignoram aquilo que é o obvio. Com um olhar mais atento, o bode talvez percebesse o imbróglio em que se meteu e não teria simplesmente, descido incontinente ao fundo do poço. Muito menos dado ouvido à conversa da raposa. Mas, também não teria matado a sede! Podemos dizer que ele pagou um preço muito alto pela água que bebeu. Sair do poço passou a ser novo problema, cuja causa foi acreditar piamente, na proposta da raposa. Portanto, há que se estar muito atento às modernas raposas e bodes dos mais diversos matizes, que prometem solução e ajuda para todas as demandas, depois... é outra história... os bodes que se virem. Itapoá (outono), 4 de abril de 2015.
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CASADOS E CHEIOS DE HISTÓRIAS
Ana Beatriz
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Amor de infância sultou no primeiro beijo (de muitos) entre Dhionne e Thiago. Os beijos trocados na adolescência faziam o coração bater mais rápido, mas o casal, até então de amigos, ainda não visualizava namoro sério, tampouco casamento. “Na escola todos sabiam do nosso romance e nos acobertavam”, conta Thiago, que costumava surpreender Dhionne com buquê de rosas e outros presentes.
eja em uma festa, um evento, uma viagem ou por intermédio de amigos: são muitas as formas, os locais e as situações em que os adultos podem conhecer o grande amor de suas vidas. Raras são as vezes em que o destino foge dessa normalidade e prepara algo ainda mais especial. Pode parecer brincadeira de criança, e Casal Dhionne Aparecida de Paula Correa já foi, mas o casal Dhionne e Thiago Correa com o filho Thiago. Aparecida de Paula Correa e Thiago Correa são personagens de uma linda e diferente história de amor. Moradores de Itapoá, o casal já caminhou muito para chegar aqui, sua história apresenta capítulos de todas as etapas da vida: infância, adolescência e agora, a vida adulta. Sertaneja é uma cidade situada ao norte do Paraná, com cerca de 5 mil habitantes, e foi lá o palco do início desse grande amor. Dhionne, aos cinco anos de idade, e Thiago, aos quatro, eram vizinhos em uma fazenda. Seus pais trabalhavam juntos, suas mães eram amigas e como conspiravam os bons ventos, os dois pequenos vi- anos sem ter contato, mas nos Os pais apostavam no namoro raram amigos, também. “Costumá- reencontramos na escola”, conta entre o irmão de Thiago com a irmã vamos brincar juntos, um na casa ele. E, como colegas de classe, os de Dhionne, e por pouco, acertado outro”, conta Dhionne. A lem- dois também foram muito unidos, ram. “Forçamos a amizade para brança das aventuras das crianças especialmente na hora das provas. namorar”, brinca Thiago. espoletas está marcada na própria “Ele era bom em contas e eu, em Foi em fevereiro de 1998 que pele dela: uma cicatriz feita em um dissertativas, nos ajudávamos bas- passaram de amigos a namoradia de brincadeiras na casa do vizi- tante”, relembra Dhionne. dos, fortalecendo ainda mais essa nho Thiago. Um ursinho de pelúcia Com o tempo, junto com a união. Estudaram praticamente marrom, guardado cuidadosamen- adolescência, os interesses foram todo o ensino fundamental e méte até hoje, também carrega boas mudando, sem que percebessem. dio juntos. Os registros fotográfirecordações, foi presente de Thia- E foi em um passeio que a relação cos comprovam e relembram os go para Dhionne em seu aniversá- tomou um novo rumo e sentimen- grandes momentos: eles brincando rio de cinco anos. “Ela era muito to. “Saímos como simples amigos, juntos na fazenda, ela presente no tímida e costumava se esconder para acompanhar outros dois co- aniversário de quatro anos dele e quando eu a visitava”, ele recorda, legas que estavam de namorico”, os dois na formatura da 8ª série. com carinho. Essa história se torna ainda relembra Dhionne. Foi tão especial Em meio às brincadeiras de que as recordações são gravadas mais especial por ter como cenário, criança, a inocência e a pureza dos em mínimos detalhes: era época além dos estados do Paraná e Sandois contagiavam o ar da fazenda. de festa da cidade, ela sentada na ta Catarina, uma parte em Goiás e Contudo, a vida é feita de escolhas calçada e ele chegando, de bici- São Paulo. Dhionne e Thiago são e, uma delas, levou o pequeno cleta. O passeio, que seria apenas desses casais desprendidos e que Thiago à cidade. “Passamos alguns uma parceria entre os amigos, re- se adaptam sem problema algum
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ao lugar e às pessoas. “Por conta do meu crescimento profissional, não posso me apegar à cidade”, explica Thiago. E Dhionne, não rodeia nem pensa duas vezes, é parceira e também não se importa com as mudanças. Quando completou dezoito anos, ela foi morar em Goiás por intermédio de seu pai, e Thiago a seguiu tempos depois. O casal ficou por lá entre os anos de 2001 a 2005, quando realizaram o casamento civil. “Casamos para podermos vir embora”, conta ele. Com apenas algumas roupas carregadas na moto, voltaram para Sertaneja e, em seguida, viveram alguns meses em Jaguariúna – SP. Depois voltaram para o Paraná, período em que se estabilizaram, cursaram faculdade e receberam a melhor surpresa de suas vidas, um filho. Mas, além das páginas felizes da história que mais parece romance de novela, o casal também teve capítulos difíceis. A gravidez de Dhionne foi complicada, principalmente na hora do parto. “Nosso filho, o Thiaguinho, é um milagre”, conta ela, agradecida. Foi depois que ele nasceu e por conta do novo emprego de Thiago, que Itapoá se tornou a nova residência. “As dificuldades que passamos nos deixaram ainda mais unidos”, afirma Thiago, marido, companheiro e amigo de infância de Dhionne. O capítulo que segue, desde 2013, agora é na cidade itapoaense, mas novos cenários e emoções aguardam o casal. O que está por vir ninguém sabe, mas a amizade com certeza já está registrada no destino. Afinal, foi a partir dela que o destino brincou com eles, no bom sentido, desde a infância, desenhando esta história de amor. Acompanhar o parceiro desde as brincadeiras de criança é usar com frequência a palavra “juntos”. Primeira casa juntos, primeiro carro juntos, primeira moto juntos, faculdade juntos... A vida lhes presenteou, pois aqui estão Dhionne e Thiago hoje: juntos, escrevendo, a cada dia, novas páginas de uma história de amor.
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APAIXONADOS POR MOTOR
O Opala que ocupa muito mais do que uma garagem
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Ana Beatriz
que é melhor para um casal: que eles sejam iguais ou diferentes? Cada casal tem sua fórmula para dar certo, mas há quem diga que afinidades em comum fazem uma boa diferença. Em Itapoá, Jeanni Caroline Trevisan Doubek e Renato Doubek formam um casal apaixonado: tanto um pelo outro, pela filha e também por Opalas. Essa última paixão, que nasceu mesmo antes de se conhecerem, move boa parte do lazer comum e tornou a família conhecida pelo veículo que é sucesso de vendas e atrai milhares de fãs. O casal, natural de Curitiba – PR, conta que o amor por Opalas já é herança de outras gerações. Jeanni, por exemplo, passou boa parte da infância entregando a seu pai ferramentas dos Opalas que ele teve. “Meu pai costumava apelidar carinhosamente todos os carros”, lembra. Não muito diferente do pai de Renato, que também teve alguns Opalas durante sua vida, passando o último, cuja placa era o mesmo número que o ano do modelo – 1972 – para o filho. Assim, da herança da família veio o primeiro Opala na garagem. Com o passar do tempo foi vendido e, mesmo sendo um fascinado por Opalas, daqueles que já conhece o ano do modelo apenas ao olhar a parte dianteira do carro, Renato lamenta que ficou 20 anos sem o veículo dos sonhos. Porém, o sol voltou a brilhar nesta história em janeiro desse ano, quando um amigo soube da venda de um Opala de ano 1974 no Paraná. “Assim que soube, viajei para garimpar”, e já que quando é para dar certo tudo conspira a favor, “o carro veio rodando e tudo” e
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Jeanni Caroline Trevisan Doubek e Renato Doubek com sua filha Amanda. é hoje, o xodó da família. Além da garagem e do coração, o Opala também ocupa outros espaços e atividades da família. Uma camiseta personalizada indica a paixão por todos, até pela pequena Amanda Trevisan Doubek, hoje com nove anos. Integrante da terceira geração de aficionados por Opala, ela também admira e se empolga com o veículo. “É a nossa companheira nos encontros”, conta Jeanni. Junto com a camiseta, o acervo do casal opaleiro também conta com fotos antigas, certificados de participação e inúmeros folders dos encontros de Opalas frequentados pelo casal no estado de Santa Catarina e região. Nesses encontros - além de conhecimentos acerca de carros antigos, trocas de experiências e muita diversão - há grandes chances de contatos para trocas e compras das peças do Opala, o que, segundo o casal, é uma tarefa difícil. Renato e Jeanni aprenderam com experiências alheias a evitar a realização de compra destas peças através da internet, e só a fazem pessoalmen-
te. “Como prevenção, possuímos peças em estoque”, afirmam. Outro material presente no acervo é o livro “Clássicos do Brasil – Opala”, que conta a origem do carro, sua chegada ao Brasil, explica a evolução de seus modelos e dados técnicos. Sua vida longa – a maior entre os carros nacionais – e o sucesso de vendas ilustram o fenômeno mundial que o Opala se tornou. Para Renato, o que mais lhe encanta no Opala é a maneira com que o carro se adequa esteticamente ao seu motorista: “Se uma mulher o dirige, fica elegante. Se um jovem o dirige, fica esportivo. Já se um senhor o dirige, fica clássico”, explica. Além, é claro, de outras vantagens apontadas, como a concepção da marca, o design do veículo, e o fato de o Opala ser muito potente, forte e macio. “Todas estas qualidades reunidas em um só veículo, obviamente, despertam nas pessoas interesse e curiosidade”, conta o casal que já foi parado algumas vezes por admiradores. Conforme Jeanni, frequentemente pessoas pedem para ti-
rar fotos com o carro, fotografam quando estão parados e até em sinaleiros. “Certo dia um carro nos acompanhou em uma rua porque estava filmando”, conta. Alguns amigos foram, inclusive, influenciados pelo casal a adquirir um modelo clássico, também. “Muitos amigos nossos têm ou passaram a ter um Opala”, afirma Renato, afinal, o casal prova que a afinidade em comum agrega e pode fortalecer ainda mais uma relação. Porém, Renato explica que “opaleiro” não é aquele que apenas tem o carro, mas o que pratica a “opaloterapia”, que vive com amor pelo veículo. E quando o assunto é carro, ele afirma: “Opaleiros são chatos, ciumentos e críticos”. O casal, por exemplo, enxerga beleza no antigo, prazer na restauração e adota a filosofia do “cuidado”: o segredo para manter ou melhorar o que já é bom. “Nosso Opala é integrante da família”, conta Renato. E certamente que, se o Opala falasse, estaria feliz por ser bem tratado e viver num ambiente familiar cuja raiz é o amor. Justamente por já ser integrante é que o carro promete permanecer mais algumas gerações na família: “a tendência é cuidar para deixarmos para os futuros netos”, contam. Para agregar ainda mais relação com o veículo, o casal está prestes a emplacar o Opala 74 com “placa preta”, ou seja, como veículo de coleção, já que o xodó da família possui 85 a 90% de originalidade. Se você notar o Opalão e sua família desfilando pelas ruas de Itapoá e região vai, sem querer, entender o porquê do sucesso e da febre nacional e, principalmente, o porquê ele ocupa mais espaço do que a garagem: também os corações, memórias e planos futuros.
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as Vegas, nos Estados Unidos é uma cidade diferente das demais, que já visitei.Tudo acontece, desde jogos em cassinos maravilhosos, shows dos mais variados, restaurantes famosos, cujos chefes de cozinha são escolhidos a dedo e muito divertimento para todos os gostos e interesses. Posso dizer que é uma cidade 24 horas no ar, tanto é que tão logo o sol se põe as luzes néon aparecem nos prédios e a cidade fica mais agitada e mais viva ainda. O próprio aeroporto é diferente dos demais com seu cenário inusitado, um dos mais movimentados do país ostenta grandiosidade, luxo, jogatina e prazer. Afinal em que aeroporto é possível encontrar rodas da fortuna e máquinas caça - níqueis a todo vapor em pleno saguão? Com essas amostras do que te espera lá fora você já pode imaginar a atmosfera surreal e mágica da cidade, ou seja, um mundo artificial e extravagante erguido em pleno deserto do Estado de Nevada. A Strip é uma longa avenida, iluminada e espalhafatosa por onde você deve caminhar e admirar como também entrar em todos hotéis, que nela se encontram, partindo da Las Vegas Boulevard. Caminhe por pouco mais do que seis quilômetros ‘viajando” de Nova York a Paris, da Itália ao Egito porque os hotéis são além de megalomaníacos, temáticos. Cada hotel tem inúmeras atrações, são verdadeiras cidades regadas a jogos, compras e muito entretenimento. Os hotéis, muitas vezes são conectados entre si por passarelas que atravessam a Strip, isso tudo para facilitar a vida dos pedestres. Até animais são encontrados dentro dos hotéis, como por exemplo, no Hotel The Mirage a atração são tigres brancos e golfinhos; no Hotel Flamingo há flamingos, no MGM Grand encontramos leões e assim por diante. Entre os shows grátis está um dos muito aplaudidos pelo público que é a dança das fontes do Hotel Bellagio, os diversos movimentos das águas são acompa-
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Sedutora e apaixonante Las Vegas!
nhadas por músicas famosas. Shows, esses são mega produções em Las Vegas e imperdíveis como o Cirque de Soleil, mágicos, ilusionistas, cantores famosos como Celine Dion, Madonna, Elton John entre outros. Las Vegas também é um lugar para casar, famosa por se “cidade dos casamentos” pela ausência de burocracia no processo legal. Além da facilidade legal, a cidade possui capelas graciosas e que oferecem muita pompa e extravagância. Uma delas é a Little White Wedding Chapel ( littlewhite chapel.com), vale verificar! Outro passeio interessante é a Fremont Street, uma rua com cobertura de metal com quator-
ze milhões de lâmpadas e que acendem todas as noites ao som de muita música, formando imagens no teto. Essa rua remonta à fundação de La Vegas e é onde encontramos restaurantes e bares com preços acessíveis e onde estão os cassinos e hotéis mais antigos. Las Vegas considerada a Disney dos adultos é um lugar para aproveitar intensamente o que a cidade oferece “batendo perna” na Strip, conhecendo cada hotel, usando o transporte local o “monorail”, espécie de trem que fica no alto e percorre grande trajeto parando em várias estações para encarar brinquedos cheios de adrenalina ou ainda utilizando o ônibus de dois andares chamado de hop on hop off que é uma excelente opção! Entre as paradas obrigatórias está o Stratosphere, hotel que tem uma torre muito alta com trezentos e cinquenta metros e que no seu centésimo décimo terceiro andar apresenta um brinquedo, em que os participantes, presos em cadeirinhas, despencam em queda livre por cinquenta metros. Haja adrenalina! Para quem dispensa tanta adrenalina, com certeza, tem muito para aproveitar em Las Vegas, lugar perfeito para todo tipo de prazer!
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o Calendário Litúrgico da Igreja, comemorava-se a Festa da “In Inventione Sanctae Crucis”, isto é, a data em que Santa Helena, a mãe do Imperador Constantino, encontrou (em latim inventio, onis significa “descoberta”) ao escavar o lugar onde Jesus Cristo foi sepultado em Jerusalém (03/05 do ano 326), a verdadeira cruz, que se encontrava desde então, na Basílica de “Santa Croce in Gerusalemme” no bairro Luterano de Roma. Por um privilégio muito especial e ignorado por muitos, a Paróquia de Santa Cruz do Cesário Lange recebeu uma relíquia, isto é, um pedacinho deste madeiro santo no qual o Salvador do mundo carregou e derramou seu precioso sangue. Na reforma do Calendário Litúrgico depois do Concílio Vaticano II (1962 – 1965), a comemoração foi transferida para o dia 14 de setembro, dia em que a Igreja comemora a “Exaltação da Santa Cruz”, pois foi no dia 14 de setembro do ano de 335, que foi consagrada a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém. O mistério do amor da Santíssima Trindade nos foi revelado na Cruz. A tradição diz que as Bandeiras do Divino e da Trindade devem iniciar sua peregrinação conduzidas pelos Foliões no Dia da Santa Cruz de Cristo. E assim aconteceu nesse 03 de maio
“A saída das Bandeiras do Divino e da Trindade no Dia Da Santa Cruz de Cristo”
O casal Festeiro Mor Flávia e Denildo de 2015, quando em Procissão o casal Festeiro Mor Denildo e Flávia acompanhados dos foliões e devotos, realizaram após a Santa Missa a saída das Bandeiras, mancando o início das festividades da Festa do Divino 2015. São as bandeiras de Deus e de seu povo. Através delas a fé e a religiosidade são levadas por toda a área rural e urbana da cidade de Guaratuba. A cor vermelha predominante é sinal do amor de Deus e representa o sangue dos mártires. A branca traz o simbolismo da Santíssima Trindade. O Divino Espírito Santo é representado por
uma pomba (sinônimo de mensageiro) e possuidor de sete dons. A Festa do Divino tem início em 10 de julho, quinze dias antes os foliões retornam trazendo consigo suspensos nos mastros das bandeiras a expressão viva da fé, representada nas fitas, fotos, bilhetes, mechas de cabelos... em agradecimento às graças alcançadas.
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econômica Itapoá que insistia em só de tempos em tempos liberar um novo acontecimento, e mesmo assim com grandes intervalos entre uns e outros, inexistindo uma sequencia que liberasse a adrenalina do entusiasmo empreendedor, capaz de mover a roda da economia, ganha um outro rumo a partir de 18 quando aportou na cidade do mar - terra dos itapoaenses de residência fixa e também dos turistas - a silenciosa Maçonaria. Respeitando as posições de todos quantos haviam dado a sua parcela de contribuição para o lugar, iniciou articulações voltadas para reunir e direcionar forças dispersas visando um trabalho via rede de boas intenções e boas práticas de ações concretas. Atitudes fundamentais em idéias provadas e facilitadas, pela experiência acumulada ao longo de centenas de anos nos mais diferentes pontos do planeta, marcadas sobretudo pelo espírito de lealdade e fraternidade. Gradativamente seus integrantes, de forma sutil seguindo a milenar linha de não contemplar o comum roteiro de fazer na razão direta da promoção, mas sim no silêncio do dever cumprido, contribuem para o surgimento de uma eficaz onda que se reflete numa nova maneira de pensar a cidade com prevalência do interesse maior da coletividade. Observa-se então, que pelo caminho da discreção as peças do tabuleiro humano vão sendo
Maçonaria marca fase de desenvolvimento para Itapoá movidas, levando-as a remar na mesma direção, como a obedecer as correntes marítimas e os ventos dominantes para chegar ao destino com mais facilidade e num tempo menor. Essa linha de comportamento marcada pela busca constante da verdade ampla, sem sofismas, coloca o homem como farol de proa em ponto elevado, capaz de produzir riqueza, que de certa forma, abranda parte das dificuldades, mas acima de tudo promove as pessoas, facultando-lhes o verdadeiro desenvolvimento que traz em seu bojo bem estar social, evolução cultural e educacional, crescimento econômico e estabilidade política. Vale recordar que partindo dessa inconteste filosofia de atuação que envolve inúmeras variáveis capazes de condicionar pensamentos, a maçonaria, através de movimentos bem orientados trouxe grandes benefícios a humanidade, a começar pela Queda da Bastilha, leia-se Revolução Francesa, a qual se tornou um divisor de águas, para a humanidade no tocante ao direito civil das pessoas, pois conseguiu fazer prevalecer lá no longínquo 14 de julho de 1789 o direito maior da liberdade, ou seja, de que o homem além de pensar também podia expressá-lo. No Brasil, através de um José Bonifácio, seguido pelo vibrante orador Gonçalves Ledo, contando com a presença do Grão-Mestre Dom Pedro I, que pontava o nome simbólico de Irmão Guatemozim, nascia em memorável sessão do Grande Oriente do Brasil, datada de 20 de agos-
to de 1822 a Independência, oficialmente declarada no dia 7 de setembro. Depois, alimentou os movimentos voltados para a proibição do tráfico de escravos em 1850, o surgimento das Leis do Ventre Livre no ano de 1871, dos sexagenários no decorrer de 1885 e a instituição de cartas de alforria. Medidas que culminaram com a abolição em 1888. Na sequência de suas ações, caracterizadas por contemplar o interesse coletivo, vê na instauração da república, o melhor sistema de governo para o país, o qual se torna realidade no ano de 1889, sendo seu primeiro presidente o Marechal Deodoro da Fonseca, então Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. Tanto nesses como em tantos outros eventos sempre atuou pautada pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, cuja definição oficial a coloca como um centro de união no qual se desenvolve um verdadeiro e puro sentimento de fraternidade e solidariedade entre homens que, sem esse centro, teriam ficado perpetuamente distantes. Assim, a Itapoá que nos idos da década de cinquenta fora pontualmente socorrida, num momento crucial do seu desbravamento, por pessoas ligadas a Maçonaria, vê em 1998 o seu retorno, agora em definitivo, para uma tarefa maior e extremamente gratificante, nela inclusa a máxima de que ‘’no recôndito da ostra cerrada pela natureza forma-se o encanto da pedra preciosa’’.
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