Skip to main content

Edição 014 - Revista Efe

Page 1

NEGÓCIOS | NETWORK | IDEIAS | TENDÊNCIAS

ricardo

amorim

Carreira, visão de futuro e os bastidores da trajetória do nome mais influente da economia brasileira

Aniversário edição de

hugo rodrigues Quantos empregos Neymar gera?

Fernando barra

SLOP: quando as máquinas começam a aprender com as máquinas

JOÃO BRANCO Quem saiu maior da Copa?

Carlos alberto Júlio O que não muda na liderança


+ arte + arquitetura + design Novo showroom Primavera’26


Alphaville

Alameda Madeira 162

ed. Quebec Barueri

(11) 4191 6885

@florensealphaville

www.florense.com


aprese

11ª EDIÇÃO

19 e 20 SET Sáb e Dom 12H - 21H

Piso Xingu Acesso ao lado do OBA

O MELHOR DA GASTRONOMIA chefs renomados, atividades infantis, música ao vivo e muito mais.

ENTRADA GRATUITA

Resgate seu ingresso no app Iguatemi One


entam

Patrocínio:

Apoio:


SUMÁRIO

Matéria de capA

ricardo amorim UMA CONVERSA SOBRE O PRESENTE, O FUTURO E AS ESCOLHAS QUE FAZEM A DIFERENÇA.

60


CEO Cesar Foffá PUBLISHER Marcelo Foffá DIRETORA ADMINISTRATIVA Lourdes Foffá EDITORA DE JORNALISMO Gláucia Arboleya JORNALISMO Aliz Lambiazzi Beatriz Bononi EDITORES ESPECIAIS AUTOMÓVEIS E TURISMO Ben Geder Johnny Mazzilli

Foto: Divulgação/ JHSF

EDITOR DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Mazega Comunicação e Fábio Tateno

26. NEGÓCIOS JHSF inaugura shopping CJ Village Boa Vista e consolida modelo de luxo integrado

COLUNISTAS Carlos Alberto Júlio Fernando Barra João Branco Ricardo Amorim Hugo Rodrigues COMERCIAL Isabele Velloso Alison Santos FOTOS Thiago Henrique MÍDIAS SOCIAIS Gabrielle Caetano CIRCULAÇÃO Joselito Santos FINANCEIRO Thiago Castillo TECNOLOGIA Guilherme dos Reis Silva

92. AZEITES BRASILEIROS Nova vocação coloca o país entre os melhores produtores do mundo

Foto: Pedro Guerra

Foto: Divulgação/ Sabiá

IMPRESSÃO Margraf JORNALISMO jornalismo@revistaefe.com.br (11) 95595.3433 | 3811.2820 PUBLICIDADE Marcelo Foffá marcelo@revistaefe.com.br (11) 98890.6308

88. GASTRONOMIA Flakes vai aterrissar na região em outubro

ASSINATURAS assinaturas@revistaefe.com.br (11) 95595.3433

18. Negócios

Foto: Johnny Mazzilli

Hubs multifuncionais transformam serviços em experiências completas e fidelizam clientes

98. TURISMO Uma viagem pelos caminhos da Tuscia, na Itália

Revista efe. Avenida Cauaxi, 293 | Ed. Alpha Green Alphaville Barueri/SP | 06454-020 (11) 4208-1600 *Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da revista.


10 EDITORIAL

COLUNISTAS

Foto: Thiago Henrique

18. Ricardo Amorim

H

O PRIMEIRO ANO DE UMA GRANDE JORNADA

á um ano, a Revista Efe nasceu com um propósito claro: ser mais do que uma publicação sobre negócios. Nosso compromisso sempre foi conectar pessoas, ideias, empresas e oportunidades, mostrando que desenvolvimento econômico também se constrói por meio da informação de qualidade, da inovação e da valorização de quem transforma realidades. Ao longo desse período, conversamos com grandes líderes, empreendedores, especialistas e profissionais que fazem da Região Metropolitana de São Paulo um dos principais polos de desenvolvimento do país. Cada reportagem publicada reforçou nossa missão de contar histórias que inspiram, geram conhecimento e estimulam novos negócios. Neste primeiro ano, a publicação também evoluiu. Ampliamos nossa presença, fortalecemos parcerias, incorporamos novos colunistas, renovamos projetos editoriais e consolidamos uma identidade que une sofisticação, credibilidade e conteúdo relevante para um público que valoriza informação qualificada. Celebrar este aniversário é, acima de tudo, agradecer. Aos leitores, anunciantes, parceiros, colunistas, entrevistados e à equipe que acredita diariamente neste projeto, nosso muito obrigado. Cada edição publicada é resultado de um trabalho coletivo pautado pela dedicação, pelo compromisso com a excelência e pela busca constante da inovação. Mais do que comemorar o primeiro ano, olhamos para o futuro. Vivemos um momento de profundas transformações nos negócios, impulsionadas pela tecnologia, pela inteligência artificial, pela sustentabilidade e por novos modelos de liderança. A Efe continuará acompanhando essas mudanças, antecipando tendências e abrindo espaço para quem está construindo o amanhã. Seguiremos fiéis ao nosso propósito de informar, conectar e inspirar. Porque acreditamos que grandes negócios começam com boas ideias, relações de confiança e informação de qualidade. A Efe entra no Ano II ampliando sua atuação também no universo dos eventos, fortalecendo ainda mais seu network e sua conexão com Alphaville. Serão encontros voltados à geração de conteúdo, relacionamento e negócios, reunindo empresários, profissionais e moradores da região. Este primeiro ano foi apenas o início de uma trajetória que queremos construir ao lado de nossos leitores e parceiros, sempre com excelência, inovação e compromisso com o desenvolvimento. Boa leitura!

Ricardo Amorim é economista, empreendedor, comentarista, palestrante e influenciador digital brasileiro. Graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e com pós-graduação em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC Business School, em Paris. Foi apresentador do programa Manhattan Connection, na GloboNews, e eleito pela revista Forbes como um dos “100 mais influentes brasileiros”. @ricamorim

20. Hugo Rodrigues Um dos maiores publicitários do país, Hugo é sócio da WMcCann e Empreendedor, Ex-CEO McCann Worldgroup e Publicis, Conselhos: SBT, LUPO, UNICEF, USP, 21 Leões em Cannes, três prêmios Caboré , LinkedIn Top Voice, Palestrante e Estrategista de Marcas e Consumo. @hugorodriguess

22. Carlos Alberto Júlio Carlos Alberto Júlio é um executivo experiente, professor, autor e palestrante de destaque no cenário corporativo brasileiro. Tem sólida formação internacional e extensa experiência como CEO e conselheiro. @profcarlosjulio

24. João Branco João Branco é professor e autor do Desmarquetize-se. Ex-VP Marketing McDonald’s, eleito o profissional de Marketing mais admirado do Brasil e top 10 melhores CMOs pela Forbes. @falajoaobranco

Marcelo Foffá Publisher

48. Fernando Barra Fernando Barra é especialista em tecnologia e inovação, professor palestrante, fundador da Skillplace.com.br e autor do livro Meu Emprego Sumiu. @ofernando.barra


BRIEFING

11

O resumo de notícias que conecta você ao mercado

>> A Breitl i ng e a A sto n M ar ti n l an ç ar am u ma co l e ç ã o d e rel ó gi o s i nsp i r a d a n o cl á s si co D B 5 , eterniz a d o n o s f ilm e s d e Jam e s B o n d. O To p Ti m e B 0 1 Chro n o gr ap h 4 1 tr a z d et alh e s qu e rem etem a o e sp o r tiv o d o s an o s 1 9 6 0 , co m o a c ab am ento s em ma d eir a e p u ls eir a d e co uro d e gr a d ê . A co l e ç ã o reún e trê s v ers õ e s limit a d a s , em a ço, a ço e p l ati na e o uro v erm el h o 1 8 qu ilate s .

E mais...

Releitura da Lamborghini, chegada do Olive Garden e Pátio Churrascada na região e outras novidades

Foto: Divulgação

BREITLING E ASTON MARTIN UNEM RELOJOARIA E O UNIVERSO DE JAMES BOND


BRIEFING | EMPRESAS

12

BEYONCÉ ASSUME CONTROLE DA MARCA DE UÍSQUE SIRDAVIS >> Beyoncé passou a deter

Foto: Reprodução/Facebook

100% da SirDavis, marca de uísque criada em 2024 em parceria com a Moët Hennessy, divisão de bebidas da LVMH. A cantora comprou a participação do grupo francês, que não revelou os valores da operação. Com a mudança, Beyoncé assume sozinha o comando da marca, que tem sede em Houston, no Texas.

Foto: Divulgação

OLIVE GARDEN AMPLIA EXPANSÃO NO BRASIL COM UNIDADE EM ALPHAVILLE

>> A rede norte-americana Olive Garden inaugurou uma nova unidade no Shopping Tamboré, reforçando sua expansão no Brasil e a presença em Alphaville. Com investimento estimado em R$ 6 milhões, o restaurante segue o conceito global da marca, com ambiente inspirado na Toscana e clássicos como Fettuccine Alfredo, Lasanha, Tour of Italy e os tradicionais breadsticks.

TARTARUGAS NINJA GANHAM PIZZARIA TEMÁTICA NA AVENIDA PAULISTA

Foto: Thiago Henrique

>> A Teenage Mutant Ninja Turtles

Pizzeria (TMNT), primeira unidade oficial da franquia na América Latina, chegou à Avenida Paulista. O restaurante tem 500 m² e capacidade para 160 pessoas. O espaço reproduz cenários inspirados no universo dos personagens, enquanto o cardápio aposta em pizzas ao estilo nova-iorquino, além de massas, lanches e sobremesas.


13

CHURRASCADA AMPLIA PRESENÇA EM ALPHAVILLE COM NOVO FORMATO

Foto: Divulgação

Foto: Reprodução/Facebook

>> A rede Churrascada

NIELSEN COMPRA DOUBLEVERIFY POR US$ 2,15 BILHÕES

INSTAGRAM MUDA IDENTIDADE VISUAL APÓS 10 ANOS

>> A Nielsen anunciou a aquisição da

>> O Instagram apresentou uma nova identidade visual, a primeira grande reformulação desde 2016. A atualização inclui mudanças no logotipo, nas cores, na tipografia e nos elementos gráficos da plataforma. Segundo a rede social, a proposta é tornar a marca mais dinâmica e refletir a evolução da experiência dos usuários.

JUAN VALDEZ ACELERA EXPANSÃO NO BRASIL PARA AMPLIAR PRESENÇA NO SEGMENTO DE CAFÉS PREMIUM >> A colombiana Juan Valdez

Foto: Divulgação

Foto: Reprodução

DoubleVerify, empresa especializada em verificação e mensuração de publicidade digital, por cerca de US$ 2,15 bilhões. A operação amplia a atuação da Nielsen no mercado de mídia digital e combina sua expertise em audiência com as ferramentas da DoubleVerify para avaliar a qualidade e a eficácia de campanhas.

inaugurou um novo formato no Taste Lab do Shopping Tamboré: o Pátio Churrascada. Pensado para locais de grande circulação, o Pátio oferece atendimento mais ágil com pratos diferentes e operações da marca. O menu inclui entradas como bolinho de costela defumada e batata com creme de queijo e costela desfiada, além de cortes como ancho, chorizo, flat iron e picanha.

aposta no mercado brasileiro para ampliar sua presença no segmento de cafés premium. Após inaugurar a primeira unidade no país, em Ribeirão Preto, a marca planeja chegar a 10 lojas até o fim de 2026 e alcançar cerca de 300 unidades nos próximos cinco anos. A estratégia inclui cafés 100% colombianos, diferentes métodos de preparo e uma experiência voltada ao consumo de cafés especiais.


BRIEFING | PRODUTOS

14

>> Um dos ícones dos anos 1990 está de volta em uma interpretação moderna. A Eccentrica, empresa de San Marino especializada em restomods, apresentou o V12 Roadster, uma releitura conversível do Lamborghini Diablo que preserva as linhas do clássico, mas incorpora fibra de carbono e tecnologia atual. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e chega a 335 km/h. A edição será limitada a apenas 19 unidades.

Foto: Divulgação

LAMBORGHINI DIABLO GANHA RELEITURA EXCLUSIVA

CASIO LANÇA ANEL INTELIGENTE QUE REÚNE RELÓGIO E MONITORAMENTO CORPORAL

em formato de anel que combina a estética dos modelos digitais da marca com recursos de monitoramento de saúde e atividades físicas. O dispositivo exibe horário, data e outras funções em uma pequena tela LCD, além de acompanhar frequência cardíaca, oxigenação do sangue, sono, passos e calorias. O modelo foi lançado na China e ainda não há previsão de chegada a outros mercados.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

>> A Casio apresentou o CRW-H001, relógio

PORSCHE 911 GANHA PERSONALIZAÇÃO ASSINADA PELA LOUIS VUITTON

FARM RIO E STANLEY 1913 LEVAM O VERÃO BRASILEIRO AO MUNDO

>> A Louis Vuitton uniu forças com a Singer

se uniram em uma coleção global que traz três estampas exclusivas — Tropical Destiny, Painted Bananas e Tropical Woods — aplicadas a garrafas Quencher e bolsas térmicas. A colaboração, primeira parceria global da Stanley com uma marca brasileira, chega a mercados da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Foto: Divulgação/Singer

>> A FARM Rio e a Stanley 1913

Vehicle Design, especializada na restauração e personalização de Porsche clássicos, para criar dois exemplares exclusivos do 911. Um dos carros traz as cores clássicas da Louis Vuitton, como açafrão e azul-cobalto, além de bagagens sob medida e detalhes inspirados no relógio Tambour. O segundo, um conversível, foi concebido pelo diretor artístico Nicolas Ghesquière e aposta em tons claros, madeira e referências náuticas.


BREVE LANÇAMENTO

UM RESIDENCIAL EXCLUSIVO NO 1º BAIRRO DESIGN DO BRASIL.

Saiba mais:

Conheça nosso empreendimento

arqos.inc/alameda Realização:

Intermediação:

Siga-nos nas redes sociais:

@arqos.inc

(11) 4195-7595

Breve lançamento. Incorporadora responsável: Alameda Empreendimento Imobiliário Ltda., inscrita no CNPJ sob o n. 46.294.199/0001-09. O empreendimento encontra-se em fase de aprovação na prefeitura de Santana de Parnaíba e somente será comercializado após o registro do memorial de incorporação no cartório de registro de imóveis competente. As imagens e perspectivas aqui contidas são meramente ilustrativas, podendo sofrer alteração sem aviso prévio.

@agenciawmaise

ALAMEDA


BRIEFING | PRODUTOS

16

EXPLORA III LEVA O ULTRALUXO PARA O ALTO-MAR >> A Explora Journeys, marca de

Foto: Divulgação

viagens marítimas de luxo do Grupo MSC, acaba de ampliar sua frota com o Explora III, terceiro navio da companhia e o mais espaçoso da série. Com 463 suítes, todas com terraço privativo, a embarcação aposta em uma experiência mais próxima de um iate particular, com gastronomia refinada, espaços de bemestar e serviço personalizado.

Foto: Divulgação

LEGO HOMENAGEIA AYRTON SENNA COM RÉPLICA DE CAPACETE

>> A LEGO prepara uma nova

PEPSI LANÇA LINHA DE COSMÉTICOS E CUIDADOS CORPORAIS

>> Em parceria com a Glamlite Cosmetics, a Pepsi lançou uma coleção de maquiagem

Foto: Divulgação

e produtos de bodycare inspirada em dois de seus sabores mais conhecidos: Pepsi Wild Cherry e Pepsi Vanilla. A linha reúne itens como paleta para olhos, gloss labial, e hidratantes corporais. As embalagens seguem a identidade visual dos refrigerantes e apostam em fragrâncias e cores que remetem aos sabores das bebidas.

homenagem a Ayrton Senna com uma réplica montável do capacete usado pelo piloto durante sua passagem pela McLaren, entre 1988 e 1992. O set terá 931 peças, uma minifigura de Senna e uma placa comemorativa relacionada ao seu primeiro título mundial. O lançamento está previsto para 1º de setembro na Europa. Ainda não há previsão oficial de chegada ao Brasil.

EVENTOS SÃO PAULO TECH WEEK ABORDA TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E NEGÓCIOS

>> São Paulo recebe, de 13 a 18 de setembro, a São Paulo Tech Week 2026,

Foto: Divulgação

semana dedicadaao ecossistema de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Com programação descentralizada, o evento reúne mais de 50 encontros em diferentes pontos da cidade, como o Cubo Itaú. A agenda inclui painéis, workshops, encontros de networking, jantares e oportunidades de negócios, com participação de startups, investidores e empresas.

MAXIMÍDIA REÚNE LÍDERES DE MARKETING E COMUNICAÇÃO EM SÃO PAULO

o evento terá trilhas online pela manhã e palestras e debates presenciais à tarde, no Hotel Unique, em São Paulo. A programação abordará temas como inteligência artificial, gestão de pessoas, reputação, cultura e performance, reunindo profissionais e lideranças do mercado de marketing e comunicação.

Foto: Divulgação

>> O Maximídia 2026 acontece de 29 de setembro a 1º de outubro. Promovido pelo Meio & Mensagem,


Ricardo Amorim

Economista mais influente do Brasil, segundo a Forbes, e Influenciador nº 1 no LinkedIn

ECONOMIA

18

Empresas fugindo do custo Brasil e se mudando para o Paraguai

Imagem gerada por I.A.

D

urante décadas, brasileiros cruzaram a fronteira com o Paraguai em busca de produtos mais baratos. Agora, quem está atravessando a fronteira são as empresas. O motivo tem nome: impostos altíssimos aqui, Lei de Maquila, lá. Criada em 1997, ela permite que empresas estrangeiras produzam no Paraguai para exportar, pagando um tributo de apenas 1% sobre o valor exportado. Máquinas e matérias-primas importadas entram sem imposto nenhum, desde que a produção seja destinada ao mercado externo, não à venda no Paraguai. A diferença de custo para as empresas é enorme. Por exemplo, no Brasil, uma indústria que importa poliéster da China paga 18% de imposto de importação. Produzindo no Paraguai sob o regime de maquila, paga zero. Para completar, o Paraguai tem energia mais barata, menor burocracia e uma legislação trabalhista muito mais simples. O resultado? Para as empresas, uma redução de custos que pode chegar a 40%, dependendo da atividade. Para os trabalhadores brasileiros, empregos indo embora do nosso país e ressurgindo do lado de lá da fronteira.

Mais de 230 indústrias brasileiras já instalaram operações no Paraguai. Ao todo, o país reúne mais de 300 maquilas, responsáveis por cerca de US$ 1,2 bilhão em exportações. O Paraguai conseguiu tudo isso sem precisar fazer nenhuma revolução tecnológica. Apenas criou um ambiente de negócios mais favorável. O Brasil também poderia fazer isso, mas tem feito exatamente o contrário. Por consequência, muitas empresas brasileiras descobriram que a forma mais rápida de aumentar a competitividade não é investir em uma nova fábrica, aqui. É fechar a fábrica brasileira e abrir uma nova, no Paraguai. Se o Brasil não quiser continuar perdendo empregos, temos de reduzir o custo para quem produz aqui, imediatamente. Para isso, temos de reduzir os impostos, ao invés de aumentá-los. E, para poder fazer isso sem quebrar o país, precisamos cortar substancialmente os gastos públicos. Enquanto os gastos públicos continuarem a aumentar, os empregos vão continuar cruzando a fronteira e se mudando para o Paraguai. Os trabalhadores paraguaios agradecem; já os brasileiros...


Hugo Rodrigues Publicitário, sócio da WMcCANN e empreendedor

MARKETING

20

Quantos empregos Neymar gera?

Imagem gerada por I.A.

N

ão é uma questão de gostar ou não gostar do Neymar. Não é uma questão de ser de direita ou de esquerda. Nem de considerá-lo um gênio ou um desperdício de talento divino. A pergunta é mais simples: quantos empregos Neymar gera? Vivemos num mundo capitalista. E, pelo menos nestes meus 56 anos, nunca me perguntaram se eu era a favor ou contra isso. É o que é. Nesse mundo, quem consegue concentrar a atenção de centenas de milhões de pessoas deixa de ser apenas um indivíduo. Torna-se uma plataforma econômica. Neymar é uma delas. Aos 34 anos, ele reúne mais de 240 milhões de seguidores somente no Instagram. É uma audiência maior do que a população do Brasil. Cada partida, entrevista, postagem, gol, contusão, festa, discussão ou até um corte de cabelo aciona uma cadeia econômica que dificilmente conseguimos enxergar por inteiro. O primeiro emprego é o mais evidente: o dele. Mas, atrás dele, estão treinadores, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, preparadores físicos, analistas de desempenho, seguranças, advogados, empresários, assessores, produtores de conteúdo, e mais, muito mais que isso. Depois vêm os clubes, federações, emissoras, plataformas digitais, patrocinadores, jornalistas, fotógrafos, narradores, técnicos, profissionais de marketing, desenvolvedores, designers, hotéis, motoristas, ambulantes e milhares de pequenos negócios que faturam porque, em algum momento, Neymar colocou pessoas em movimento. Há ainda a camada mais evidente: a economia da conversa. Programas esportivos discutem Neymar. Portais publicam Neymar. Influenciadores o defendem. Outros o atacam. Humoristas fazem piadas. Especialistas analisam seu corpo, sua carreira, sua vida pessoal. Alguns ganham dinheiro ad-

mirando Neymar. Outros ganham dinheiro criticando Neymar. Mas todos dependem de que Neymar continue relevante. Quando ele voltou ao Santos, em 2025, o clube ganhou cerca de 4 milhões de seguidores, registrou milhões de interações e milhares de novos sócios. Neymar havia religado uma indústria. É claro que não podemos atribuir a ele todos os empregos dessa cadeia. Um economista lembraria, que existem impactos diretos, indiretos e induzidos. E que parte desse consumo aconteceria mesmo sem ele. Estaria certo. Neymar é uma espécie de empresa sem balanço consolidado. Sua receita aparece espalhada pelo faturamento de clubes, emissoras, patrocinadores, plataformas, milhares de pequenos negócios e uma economia construída ao redor da sua existência. O número de funcionários nunca aparece reunido porque pertencem

a organizações diferentes. A matéria-prima que remunera toda essa cadeia continua sendo uma só: a sua atenção. Eu tive uma trajetória que me permitiu atravessar diferentes camadas sociais. Isso me ensinou que um acontecimento nunca é exatamente igual para todos. Para uma criança, Neymar pode ser um herói. Para uma marca, uma mídia. Para uma emissora, audiência. Para um jornalista, pauta. Para um vendedor ambulante, renda. Para um algoritmo, engajamento. E, para muita gente, uma oportunidade de sair do anonimato, conquistar audiência e transformar atenção em negócio. A partir do momento em que a atenção se transforma em ativo econômico, o conflito passa a ser uma estratégia. O modelo de remuneração mudou. Quanto maior a capacidade de criar ruído, maior a possibilidade de gerar audiência, relevância e receita.

Nesse ambiente, uma imagem fora de contexto vale mais do que uma explicação completa. Uma frase polêmica viaja mais rápido do que um argumento equilibrado. Uma contusão vira julgamento moral. Um erro passa a definir uma carreira inteira. Não por ser mais verdadeiro, mas por ser mais rentável. Cada grupo escolhe o Neymar que deseja enxergar, e cada narrativa bem-sucedida produz mais audiência, mais engajamento e mais dinheiro. Muitas vezes, aqueles que mais dizem desprezá-lo são justamente os que mais dependem de sua relevância. Quanto mais o atacam, mais eles circulam. Quanto mais circulam, mais dinheiro movimentam. É possível que profissionais sérios, comprometidos com a verdade e menos dispostos a fabricar escândalos tenham ficado pelo caminho, porque a verdade costuma ser mais complexa, mais lenta e menos sedutora do que a indignação - mas não podemos desistir. A atenção se tornou um dos ativos mais valiosos da economia. E, quando a atenção vira dinheiro, a histeria passa a ser um excelente modelo de negócios. Quanto maior a polarização, maior o engajamento. Quanto maior o engajamento, maior a remuneração. Por isso, a responsabilidade aumentou. Ela não está apenas em quem produz conteúdo. Está também em quem o consome (não matem o mensageiro). Numa época em que se monetiza a histeria, cabe a cada um de nós distinguir o que é informação do que é espetáculo; o que é verdade do que é apenas uma máquina de fazer dinheiro. No fim, talvez o verdadeiro produto dessa economia não seja o Neymar. Somos nós. E toda vez que entregamos a nossa atenção, sem senso crítico, ajudamos a decidir quem ganha dinheiro, quem ganha voz e que tipo de sociedade estamos construindo.


JOAQUIM EGÍDIO - CAMPINAS

CONSTRUA SUA CASA EM UM ENDEREÇO COMPLETO.

Lotes a partir de

Pronto para construir

600m

2

Condição Especial

4.800m2 de clube Infraestrutura completa

A G EN D E SU A V I S I TA 11

Realização e Incorporação:

60x sem juros com IPCA mensal

Coordenação de Vendas:

9 3 1 0 8 - 6 000

Os ambientes serão entregues mobiliados e decorados. As marcas e modelos dos equipamentos serão definidas quando da aquisição das mesmas, conforme disponibilidade do mercado. Imagens meramente ilustrativas. Projeto urbanístico foi aprovado pela Prefeitura Municipal de Campinas/SP e demais órgãos públicos competentes, protocolo nº 05/11/10320, Certificado Graprohab nº 042/2.014 e pelo Decreto nº 20.325/, registrado em 19 de março de 2020, sob nº 11, na matrícula imobiliária nº 7.378 do 4º CRI de Campinas/SP, podendo sofrer alterações quanto à elaboração dos projetos executivos e aprovação dos projetos legais do clube, administração, portaria e sistemas de lazer. A execução da calçada de passeio em frente ao lote é de responsabilidade do comprador. As habitações são meramente ilustrativas, ficando os adquirentes cientes de que deverão respeitar as restrições urbanísticas em seus projetos e construções.


Carlos Alberto Júlio Executivo, professor e palestrante brasileiro

Imagem gerada por I.A.

LIDERANÇA

22

O que não muda na liderança

C

om os impactos das novas tecnologias, a chegada da inteligência artificial e as mudanças no comportamento dos consumidores, nunca se escreveu tanto sobre as novas características da liderança. Fala-se no líder digital, ágil, inovador, inclusivo, adaptável e orientado por dados. Não há dúvida de que os desafios mudaram. As empresas, os mercados e as pessoas também mudaram. Portanto, a forma de liderar precisa evoluir. Mas existe um risco nessa busca permanente pelo novo: esquecer algumas competências da chamada “liderança do passado” que não envelheceram. As ferramentas evoluem, os modelos de negócio se transformam e novas gerações chegam ao mercado. Porém, certas responsabilidades continuam pertencendo a quem ocupa uma posição de liderança. A primeira delas é entender que o líder não é aquele que entrega pelo time, mas aquele que faz o time entregar. Sua função não é entrar em campo, tomar a bola e tentar decidir todas as partidas. É preparar a equipe, definir a estratégia e criar as condições para que cada jogador desempenhe bem o seu papel. O líder precisa fazer o time jogar — e não jogar pelo time. Quando centraliza as decisões, resolve todos os problemas e assume as tarefas mais importantes, o líder pode até con-

seguir resultados no curto prazo. Mas também cria uma equipe dependente, insegura e incapaz de caminhar sem a sua presença. Um bom líder não se torna indispensável por fazer tudo. Torna-se relevante por desenvolver pessoas capazes de fazer cada vez mais e melhor. Outra competência permanente é colocar a pessoa certa no lugar certo. Nem sempre um profissional apresenta baixo desempenho por falta de talento ou dedicação. Muitas vezes, está apenas atuando na posição errada. Cabe ao líder conhecer sua equipe, identificar potencialidades e combinar competências, responsabilidades e desafios. Nesse processo, o líder também exerce os papéis de coach e mentor. Como coach, ajuda o profissional a melhorar seu desempenho atual. Como mentor, compartilha experiências e contribui para o seu desenvolvimento futuro. Liderar não é apenas alcançar resultados por meio das pessoas. É fazer com que elas cresçam enquanto constroem esses resultados. Há ainda uma atribuição que nenhuma tecnologia poderá assumir integralmente: dar sentido ao trabalho. O líder precisa compartilhar sua visão, mostrar aonde a organização pretende chegar e explicar por que aquela jornada importa. Mais do que comunicar metas, deve transformar objetivos empresariais em uma causa com-

preendida pela equipe. E não basta apresentar a visão e esperar que todos se engajem espontaneamente. O engajamento também é responsabilidade da liderança. Ele nasce da clareza, da confiança, do exemplo e da percepção de que cada pessoa tem uma contribuição relevante para o resultado coletivo. Por fim, o líder continua sendo aquele que motiva e extrai o melhor de cada integrante da equipe. Isso exige conhecer as pessoas, pois nem todos são estimulados pelas mesmas coisas. Alguns procuram autonomia; outros, reconhecimento, aprendizado, segurança ou novos desafios. Liderar não é tratar todos de maneira idêntica, mas oferecer a cada um as condições necessárias para crescer e contribuir. A liderança dos novos tempos certamente exige novas competências. Mas não podemos confundir evolução com abandono. Liderança não é uma coleção de tendências que se renova a cada ano. Sua essência permanece: construir equipes, desenvolver talentos, compartilhar uma visão, gerar engajamento e fazer as pessoas realizarem juntas aquilo que jamais conseguiriam fazer sozinhas. O futuro da liderança será construído por quem souber incorporar o novo sem abandonar aquilo que sempre fez alguém merecer ser chamado de líder.


OPEN DAY ST. NICHOLAS SCHOOL Venha tomar café da manhã

8 de OUTUBRO

conosco e conferir o que uma educação verdadeiramente internacional pode fazer pelo futuro dos seus filhos. Conheça a nossa liderança pedagógica, explore nossos

St. Nicholas School Alphaville Av. Honório Álvares Penteado, 5463

Inscreva-se

programas educacionais e faça um tour guiado por nossos alunos no campus de design premiado, localizado em meio à natureza.

St. Nicholas School. Preparando cada criança para seu próprio sucesso.


João Branco Professor, autor e ex-VP de Marketing do McDonald’s

MARKETING

24

Quem saiu maior da Copa?

O

s craques que jogaram bem e as marcas que pagaram pra ter uma grande visibilidade saíram maiores, mas quero ir além. Quem se deu bem e quem se deu mal? Essa é a minha lista. E quero conhecer a sua também. Argentina Independentemente do resultado da final, a Argentina sai gigante. Fortaleceu vínculo com uma geração de torcedores. A seleção argentina é a que mais tem patrocinadores em toda a Copa e deve faturar ainda mais agora. Um detalhe MUITO importante: a próxima Copa será lá (também). Haaland O jogador desengonçado e carismático virou um fenômeno mundial. Ganhou mais de 20 milhões de seguidores, virou meme e assunto muito além do futebol. Sai como uma marca global e tem apenas... 25 anos de idade.

Imagem gerada por I.A.

CazéTV O que já estava forte ficou fortíssimo. Das 10 maiores lives do Youtube mundial, todas são da CazéTV, mesmo em jogos que não eram exclusivos. Passou dos 40 milhões de inscritos e fidelizou uma audiência alta. Chuteiras cor-de-rosa A maior tendência visual desta Copa. Não foi uma marca que venceu, foi uma tendência. Chuteira cor-de-rosa foi o “pistache” da Copa. E milhões de crianças vão querer uma agora.

Marcas que entraram na conversa Levi’s, Lego, Heinz, Uber, Gillette, Garmin.... entrou outras, provaram que nem sempre é preciso pagar zilhões para estar no assunto.

Adidas Messi, Yamal, seleções fortes (incluindo as duas finalistas), uniformes elogiados. A Adidas terminou a Copa ainda mais desejada do que começou.

Vozinha e os goleiros Durante anos, quase todo o protagonismo era dos atacantes. Nesta Copa, vários goleiros se destacaram muito. O maior exemplo foi o Vozinha, que conseguiu 30 milhões de seguidores (50x a população do seu país). A Copa foi praticamente um Big Brother pra ele.

Noruega A maior surpresa da Copa. A “remada viking” virou um símbolo mundial e mostrou que um país também pode fortalecer sua marca durante um Mundial. Apostaria que até o seu turismo vai ser beneficiado.

FIFA A Copa ficou maior. Mais seleções, mais tecnologia, mais países-sede, mais

interesse... mais faturamento. Os grandes craques em suas “últimas danças” ajudaram muito. E funcionou. E quem sai menor? Prefiro destacar quem acertou. Mas tem uma empresa que deve estar bastante preocupada: Panini Não sei os números, mas certamente perderam uma oportunidade. Tiveram menos tempo pra vender suas figurinhas e erraram muitos jogadores. A prometida figurinha do Neymar só começou a ser vendida agora (!). O pior de tudo é que... eles perderam os direitos e não serão mais o álbum da Copa. E você, quem acha que saiu maior ou menor da Copa?


NEGÓCIOS

26

JHSF inaugura SHOPPING CJ VILLAGE BOA VISTA O mall reúne cerca de 100 operações, grifes internacionais, gastronomia, arte, hospitalidade e entretenimento em Porto Feliz Por Gláucia Arboleya


27

A

O projeto arquitetônico leva a assinatura de Pablo Slemenson, com interiores desenvolvidos por Sig Bergamin e Murilo Lomas e paisagismo de Maria João d’Orey. A proposta privilegia espaços abertos e integração com a natureza. Um dos destaques é o carrossel projetado por Sig Bergamin, instalado na praça central do shopping e concebido como um dos ícones do empreendimento.

GRIFES, AMPLIAÇÃO E GASTRONOMIA A curadoria de marcas reúne nomes de destaque do mercado de luxo nacional e internacional. Entre eles está a Louis Vuitton, que inaugura no local sua primeira loja dedicada exclusivamente à coleção Resort. Também fazem parte do mix grifes como Chloé, Pucci, Brunello Cucinelli, Aquazzura, Gianvito Rossi e marcas selecionadas pela CJ Mares, como Zimmermann, Stella McCartney, La Double J e Etro.

Fotos: Divulgação/JHSF

JHSF inaugurou recentemente o CJ Village Boa Vista, novo shopping localizado no complexo Boa Vista Village, em Porto Feliz, interior de São Paulo, a pouco mais de uma hora da região de Alphaville. O empreendimento representa um novo capítulo na estratégia da companhia de desenvolver destinos completos para o público de alta renda, combinando varejo, hospitalidade, gastronomia, lazer, cultura e serviços em um único ecossistema. Com mais de 15 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e cerca de 100 operações, o shopping amplia os negócios de renda recorrente da JHSF e marca a primeira expansão da marca Cidade Jardim para fora da capital paulista. O projeto está integrado ao Boa Vista Surf Lodge, às residências do Boa Vista Village e à Fazenda Boa Vista, consolidando um modelo que busca oferecer conveniência e experiências em um único endereço.

Espaço conta com carrossel na praça central


NEGÓCIOS

28

A Igreja Nossa Senhora das Graças, subordinada ao Vaticano, com 1.200 metros quadrados e capacidade para 600 pessoas

A EXPANSÃO DO EMPREENDIMENTO CONTINUARÁ NOS PRÓXIMOS MESES COM A ABERTURA DE NOVAS OPERAÇÕES E DEZ SALAS DE CINEMA PREMIUM

O shopping também marca a chegada inédita à América Latina da marca californiana James Perse, referência em moda casual premium, e da francesa Fusalp, tradicional fabricante de roupas para esportes de inverno. A expansão do empreendimento continuará nos próximos meses com a abertura de novas operações, entre elas Celine, Dolce & Gabbana, incluindo as linhas de moda e casa, o restaurante nova-iorquino Carbone, uma unidade da Casa Fasano, uma joalheria multimarcas com destaque para a Rolex e um complexo de dez salas de cinema premium, com capacidade para até 25 espectadores cada. Na gastronomia, o CJ Village Boa Vista aposta em uma seleção de restaurantes e cafés que inclui Pobre Juan, Forneria Bernacca, Geiko San, Petite Fleur Patisserie, Fresco Gelato e a primeira unidade do Empório Varandano interior paulista. O empreendimento contará ainda com uma horta orgânica própria para abastecer parte das operações gas-

tronômicas, seguindo o conceito farm to table, que privilegia ingredientes frescos produzidos localmente. Outro diferencial é a integração entre arte e arquitetura. O shopping abriga um espaço cultural permanente com curadoria de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers, inaugurado com a exposição “Agora: depois do passado, antes do futuro”, que estabelece um diálogo entre o modernismo brasileiro e a produção contemporânea. A programação prevê novas mostras e ativações ao longo do ano. O complexo também passa a contar com a Igreja Nossa Senhora das Graças, subordinada ao Vaticano, com 1.200 metros quadrados e capacidade para 600 pessoas. O espaço recebe vitrais exclusivos criados por Vik Muniz, produzidos a partir de imagens sacras inspiradas em obras de mestres da pintura, reinterpretadas pelo artista brasileiro. Para Augusto Martins, CEO da JHSF, a inauguração representa a consolidação de um conceito que vem sendo de-


29

Fotos: Divulgação/JHSF

senvolvido pela empresa há quase duas décadas.”O CJ Village Boa Vista é a consolidação de uma visão que a JHSF vem construindo no complexo Boa Vista há quase duas décadas. Mais do que um novo empreendimento, ele completa o ecossistema único da JHSF que integra hospitalidade, residências, varejo, gastronomia, esporte, lazer e serviços em um mesmo destino, ampliando a experiência que oferecemos aos nossos clientes em diferentes momentos de suas vidas”, destaca. O executivo afirma que o empreendimento reforça a estratégia da companhia de desenvolver destinos completos voltados ao público de alta renda. “Ao trazer para a região marcas inéditas, operações exclusivas e a curadoria que consagrou o Shopping Cidade Jardim como a referência para o público de alta renda na América Latina, reforçamos nossa capacidade de desenvolver destinos relevantes, que geram valor de forma duradoura para clientes, parceiros e para toda a região”, acrescenta.

Vitrais exclusivos criados por Vik Muniz

São mais de 15 mil metros quadrados em áreas locáveis

EXPANSÃO DOS NEGÓCIOS Além de fortalecer a operação do Boa Vista Village, a inauguração ocorre em um momento de expansão dos negócios da JHSF. No primeiro trimestre do ano, as vendas dos lojistas dos shoppings administrados pela companhia cresceram 8,4%, enquanto o indicador Same Store Rent avançou 11,5%. Os empreendimentos responderam por R$ 106,4 milhões em receita bruta e R$ 59,1 milhões em Ebitda ajustado no período. Em 2025, o segmento de renda recorrente — formado por shopping centers, hospitalidade, aeroporto executivo e clubes — atingiu receita bruta recorde de R$ 1,4 bilhão, alta de 28% sobre o ano anterior, consolidando a estratégia da JHSF de ampliar ativos que combinam consumo, experiências, turismo e serviços. Além do Shopping Cidade Jardim, atualmente em expansão, a companhia também opera o CJ Jardins, o Catarina Outlet Fashion, considerado o maior outlet da América Latina, e prepara a inauguração do CJ Faria Lima, prevista para 2027,


NEGÓCIOS

30

O PROJETO ESTÁ INTEGRADO AO BOA VISTA SURF LODGE, ÀS RESIDÊNCIAS DO BOA VISTA VILLAGE E À FAZENDA BOA VISTA, CONSOLIDANDO UM MODELO QUE BUSCA OFERECER CONVENIÊNCIA EM UM ÚNICO ENDEREÇO

também o CJ Punta del Este, no Uruguai, reforçando seu plano de crescimento no segmento de destinos premium. Em uma proposta que valoriza a qualidade de vida e a convivência, o projeto reúne estruturas exclusivas para diferentes estilos e idades. Entre os destaques está o Boa Vista Village Surf Club, de uso exclusivo dos associados. O espaço abriga a primeira piscina de ondas da American Wave Machines na América Latina, com 220 metros de extensão. Por meio da tecnologia PerfectSwell®️, as ondas podem durar até 22 segundos e são formadas para permitir tubos, aéreos e diferentes manobras. A estrutura atende tanto surfistas experientes quanto quem deseja começar no esporte. Para os amantes do golfe, o campo de 18 buracos foi assinado pelo renomado arquiteto Rees Jones, listado pela Golf Digest entre os cinco melhores profissionais do mundo na área. A experiência se estende ao Town Center, inspirado no charme de pequenos vilarejos como Carmel e os Hamptons. O espaço reúne lojas de marcas nacionais e internacionais, restaurantes, galerias de arte, entretenimento e atrações culturais,

criando um ponto de encontro que combina compras, gastronomia e lifestyle. O esporte ocupa posição central no conceito do Boa Vista Village. O Racquet Club conta com quadras de tênis de piso rápido, pickleball e uma quadra infantil. Já o Boulevard Club amplia as possibilidades com quadras de tênis e beach tennis, campo de futebol e o equipamento Technogym Outrace. O complexo esportivo também terá um centro de tênis com quadras cobertas e ao ar livre, além de uma arena preparada para torneios internacionais. Para quem prefere atividades ao ar livre, pistas de corrida e ciclismo integram a estrutura do empreendimento. O centro hípico completa o leque de opções, com infraestrutura para cavaleiros iniciantes e avançados, incluindo pistas, baias e arena de equitação. O complexo conta com muitos outros amenities. Ao integrar esporte, lazer, natureza, gastronomia, cultura e bem-estar, o Boa Vista Village aposta em um conceito de lifestyle em que a infraestrutura deixa de ser apenas um complemento e passa a fazer parte da experiência cotidiana de seus moradores e associados.

Fotos: Divulgação/JHSF

Visitantes podem conferir marcas selecionadas como CJ Mares, entre outras

A inauguração ocorre em um momento de ampliação dos negócios da JHSF


LIDERANÇA

32

A estratégia de longa distância de CÍCERO BARRETO,

diretor Comercial e de Marketing da Omint Há 30 anos na Omint e prestes a correr sua 30ª ultramaratona, o executivo defende que alta performance só existe com intencionalidade e cuidado com as equipes

Foto: Grupo Omint

Por Aliz Lambiazzi


33

jetória foi a intencionalidade. Eu nunca enxerguei carreira como algo que simplesmente acontece com o passar do tempo. Para mim, carreira não é esperar uma oportunidade aparecer, é estar preparado para quando ela surgir. Sair da zona de conforto também foi uma das grandes molas propulsoras dessa trajetória. Muitas vezes, crescer significa justamente aceitar aquilo que ainda não dominamos, assumir responsabilidades novas e estar disposto a aprender durante o caminho. Mas existe outro aspecto que considero fundamental: crescer na carreira também é aprender a fazer os outros crescerem. É estar disponível para orientar, compartilhar conhecimento, ouvir diferentes perspectivas e caminhar junto com as pessoas.

efe. Você costuma associar princípios das ultramaratonas à gestão de equipes. Na prática, qual aprendizado do esporte mais transformou sua forma de liderar pessoas? Cícero Se eu tivesse que escolher um aprendizado da ultramaratona que mais transformou minha forma de liderar, seria a responsabilidade sobre as próprias escolhas. Ninguém corre por você. Ninguém pode assumir as suas decisões, fazer as suas escolhas ou conquistar o seu sonho no seu lugar. Sonhos não podem ser delegados. Na liderança, acredito que seja muito parecido. Um líder precisa ter clareza sobre onde quer chegar, mas também precisa estar disposto a sair da zona de conforto para construir esse caminho. Uma ultramaratona ensina que você precisa conhecer seus limites, administrar energia, tomar decisões diante do imprevisto e confiar no processo. Na gestão é a mesma coisa, o líder não faz tudo, mas precisa direcionar e criar condições para que sua equipe chegue cada vez mais longe. Costumo falar que é a paz no caos. Liderança, assim como uma ultramaratona, não se constrói no momento da chegada. Ela é construída nas escolhas que fazemos muito antes dela.

efe. O mercado fala muito sobre alta performance, mas pouco sobre sustentabilidade dessa performance. Como um líder pode formar equipes que entreguem resultados consistentes sem esgotar as pessoas? Cícero Resultado consistente não nasce da pressão constante, mas sim de uma liderança que sabe caminhar lado a lado para que as metas sejam conquistadas. Para mim, liderar é estar próximo o suficiente para perceber quando alguém precisa de orientação, quando está pronto para um novo desafio ou quando é necessário reorganizar a rota. Em uma prova longa, é preciso administrar o ritmo, entender o momento, corrigir a estratégia e seguir avançando. Na liderança vejo da mesma forma. Uma equipe de alta performance não é aquela que nunca precisa mudar a rota, mas é aquela que consegue perceber a hora de mudar antes de se perder no caminho. E isso passa, necessariamente, pela saúde mental. Não podemos falar em performance de longo prazo sem falar sobre as condições que permitem às pessoas sustentar essa performance com saúde, equilíbrio e propósito. Cuidar de pessoas não é contraponto da alta performance., É uma das condições para que ela seja sustentável.

efe. Depois de 30 anos na mesma empresa, o que foi mais determinante para a sua evolução? Cícero Ao olhar para os meus 30 anos de carreira no Grupo Omint, acredito que o que mais determinou a minha tra-

efe. Sua trajetória começou cedo, em uma realidade muito diferente da que vive hoje. Existe algum valor aprendido naquela época que continua inegociável na sua forma de liderar?

“LIDERANÇA, ASSIM COMO UMA ULTRAMARATONA, NÃO SE CONSTRÓI NO MOMENTO DA CHEGADA. ELA É CONSTRUÍDA NAS ESCOLHAS QUE FAZEMOS MUITO ANTES DELA”

Foto: Arquivo pessoal

F

ilho de nordestinos e de origem humilde, Cícero Barreto, o Cição, construiu uma trajetória de 30 anos no Grupo Omint, referência em saúde e seguros de alto padrão. Formado em Análise de Sistemas, com especialização em Marketing pela FGV e MBA pela Universidade de Ohio (EUA), fez da união entre tecnologia, estratégia e conhecimento de mercado a base de sua atuação na companhia. Fora do ambiente corporativo, Cícero encontrou nas ultramaratonas um território que exige a mesma estratégia, disciplina e resistência que marcaram sua carreira. Autor do livro “Correndo na Trilha dos Sonhos”, ele fala à Efe sobre liderança, negócios, esporte e os aprendizados de uma trajetória que une esses dois mundos.

Cícero Barreto foi o primeiro brasileiro a vencer os 100 km da Mongólia no trail running


LIDERANÇA

34

ria e lembrar que todos nós temos responsabilidade sobre o futuro.

Foto: Arquivo pessoal

efe. Na sua visão, quais competências comportamentais os novos líderes de hoje mais carecem e que não são ensinadas nos MBAs tradicionais? Cícero É a capacidade de manter a paz no caos. O líder precisa ser capaz de trazer clareza e direção justamente quando tudo parece incerto. Isso está muito relacionado a outro conceito que considero fundamental: a antifragilidade. Um líder antifrágil é aquele que consegue transformar pressão, mudança e adversidade em aprendizado e evolução. Não podemos falar de liderança de alta performance sem falar de saúde. O líder precisa cuidar da própria saúde física e mental e também criar um ambiente em que as pessoas se sintam motivadas a cuidar das delas. Os novos líderes precisam desenvolver autoconhecimento para entender seus limites, consciência para reconhecer os limites dos outros e maturidade para saber que cuidar não é diminuir a exigência, mas é criar condições para que as pessoas possam sustentar seus melhores resultados.

Cícero no topo do Kilimanjaro, na Tanzânia, em 2019

Cícero A família é uma das minhas maiores referências de retidão, de caráter e de compromisso. É um valor que carrego comigo e que considero inegociável. Mas talvez um dos aprendizados mais importantes tenha sido entender que o maior compromisso que uma pessoa pode assumir é com a própria jornada. A vida é nossa responsabilidade. Não podemos delegar aquilo que existe de mais importante: as nossas escolhas, os nossos valores

e o caminho que decidimos construir. Hoje, tenho consciência dos privilégios e das oportunidades que fazem parte da minha realidade, e isso aumenta o meu senso de responsabilidade. Reconhecer o privilégio não apaga a trajetória. Pelo contrário, nos torna ainda mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que conquistamos. É esse olhar que procuro levar para a liderança: ter consciência de que cada pessoa traz uma história, respeitar essa histó-

efe. No livro ‘Correndo na Trilha dos Sonhos’ você aborda a busca por propósitos. Como um líder consegue conectar o propósito pessoal de cada colaborador com os objetivos financeiros e de crescimento da empresa? Cícero Para mim, existe uma condição fundamental para essa conexão acontecer: os valores do profissional precisam ser compatíveis com os valores da empresa. Quando o propósito da empresa encontra os valores de quem trabalha nela, o trabalho deixa de ser apenas uma função e passa a ter significado. A partir daí, entra uma palavra que considero essencial: responsabilidade. O propósito não elimina a cobrança por resultado; quando existe propósito, a responsabilidade pela entrega precisa ser ainda maior. O papel do líder é justamente criar essa conexão, deixar claro onde a empresa quer chegar, quais valores orientam essa jornada e como cada pessoa pode contribuir para esse resultado. Propósito sem responsabilidade vira intenção. Responsabilidade sem propósito vira obrigação. O que gera resultado sustentável é a combinação dos dois.


O B R A S

A C E L E R A D A S

Onde o luxo se revela em cada detalhe.

ALPHAGRAN

PERSPECTIVA ILUSTRADA DO ELEVADOR DELIVERY

Com exclusivo Elevador Delivery, encomendas chegam ao seu andar.

PERSPECTIVA ILUSTRADA DA FACHADA

3 SUÍTES 3 V A G A S | 1 3 0 M2

Al. Washington, 670 - Alphagran - Alphaville

VISITE O DECORADO NA TORRE

O empreendimento só poderá ser comercializado após o registro do memorial de incorporação no Cartório de Registro de Imóveis de Barueri. Al. Washington, 670 – Alphagran, Alphaville. Projeto aprovado nº 120/2024 pela prefeitura de Barueri/SP, pendente de incorporação na matrícula nº 180.154 do CRI de Barueri/SP. Incorporação: CNA Spitaletti Construtora e Incorporadora Ltda. Av. Copacabana, nº 112, 19º andar, Alphaville, Barueri/SP e RSF Empreendimentos. Rua Rubem Braga, 58, 12° andar Melville Empresarial II, Barueri. Intermediação: Upgrade Empreendimentos Imobiliários Ltda. Av. Copacabana, 112, 18º andar, conj. 1801, Alphaville, Barueri/SP – Creci 19.880-J. A comissão de corretagem está incluída no preço total de venda e deverá ser paga pelo adquirente diretamente à empresa ou pessoas responsáveis pela intermediação. As imagens e o decorado do stand de vendas são meramente ilustrativos ou sugestões de decoração e não fazem parte do contrato de venda e compra. Os layouts, mobiliário, cores, paginação de acabamentos e vegetação, apresentados nas imagens de vendas para as áreas comuns são ilustrativos. As Incorporadoras, se reservam no direito de atualizar a estética da decoração e paisagismo desses ambientes. As posições de caixilho, pilares, pontos e quadros elétricos, representadas nos materiais de vendas, poderão sofrer alterações.


WELLNESS

36


37

Quando treinar vira experiência: o avanço das academias premium em Alphaville

“O CONSUMIDOR MUDOU. HOJE ELE NÃO BUSCA APENAS UM LUGAR PARA TREINAR. ELE QUER UMA EXPERIÊNCIA COMPLETA”

F

O parque de equipamentos é formado por marcas que são referência mundial

Fotos: divulgação

Com investimento de R$ 15 milhões, NitroGym chega ao bairro e aposta em tecnologia, arquitetura, conforto e atendimento para acompanhar a transformação das academias em espaços de bem-estar

oi-se o tempo em que academia significava apenas um espaço com aparelhos para treinar. Em um mercado no qual saúde, longevidade e qualidade de vida ganharam espaço na agenda do consumidor, o exercício passou a ser apenas uma parte de uma experiência mais ampla. É nesse encontro entre fitness e wellness que as academias premium vêm ganhando novos contornos e atraindo um público cada vez mais interessado em unir cuidado com a saúde, conforto e qualidade. Dados do Global Wellness Institute mostram que o mercado global de wellness cresceu 12% entre 2020 e 2022, movimentando US$ 5,6 trilhões. No Brasil, o setor alcançou cerca de US$ 96 bilhões, puxado, principalmente, por cuidados pessoais. Em Alphaville, esse movimento ganha cada vez mais força com a chegada da NitroGym, inaugurada no Shopping Tamboré. Com investimento de R$ 15 milhões, a nova operação foi concebida para ir além da oferta de equipamentos de alto padrão, reunindo infraestrutura, tecnologia, arquitetura, conforto e atendimento em uma proposta integrada. O espaço reúne equipamentos de musculação de última geração e áreas específicas para treinamento esportivo e fisiculturismo e oferece ainda avaliação corporal por bioimpedância, acompanhamento nutricional, atendimento com fisioterapeutas e sauna, ampliando o conceito de academia para um centro de cuidados com a saúde. Segundo Sergio Arnaut, fundador da NitroGym, a ideia acompanha a mudança de um consumidor que já não enxerga a atividade física apenas como exercício, mas como parte de um estilo de vida. “Esse investimento foi direcionado para construir uma operação completa. Não pensamos apenas em equipamentos, pensamos em toda a experiência. Investi-

mos em infraestrutura, tecnologia, conforto, climatização, iluminação, arquitetura e em um parque de equipamentos formado por marcas que são referência mundial, como Panatta, Real Leader, Le Forz, Supreme e Cimerian”, afirma Sergio. A escolha de Alphaville acompanha a estratégia de posicionamento da marca. Para Arnaut, o perfil econômico e profissional da região, somado à busca por serviços de qualidade e à localização do Shopping Tamboré, cria um ambiente adequado para esse modelo de academia. “Alphaville reúne características que fazem muito sentido para a proposta da NitroGym. É uma região com forte atividade empresarial, alto poder de consumo e um público que valoriza qualidade de vida. São pessoas que entendem que saúde é investimento e que procuram serviços de alto nível. Além disso, o Shopping Tamboré oferece uma localização estratégica e uma conveniência que faz parte da rotina desse consumidor.”

AVANÇO DAS ACADEMIAS PREMIUM O avanço das academias premium acompanha uma mudança na expectativa de quem frequenta esses espaços. O treino continua sendo o produto principal, mas o consumidor passou a considerar também a qualidade do ambiente, o atendimento e a eficiência da operação na hora de escolher onde vai praticar atividade física. “O consumidor mudou. Hoje ele não busca apenas um lugar para treinar. Ele quer uma experiência completa. As pessoas passaram a entender que saúde, longevidade e qualidade de vida são prioridades. Isso faz com que elas valorizem ambientes confortáveis, tecnologia, atendimento qualificado e uma operação que funcione bem. A academia deixou de ser


WELLNESS

38

Com aproximadamente 3 mil m², NitroGym reúne equipamentos de musculação de última geração e áreas específicas para treinamento esportivo e fisiculturismo

Empresário Sergio Arnaut é um dos pioneiros na implantação de academias em shopping centers no Brasil

apenas um espaço de exercício para fazer parte do estilo de vida”, diz Sergio. Essa mudança ajuda a explicar por que o conceito de academia premium não pode ser reduzido a uma questão de arquitetura ou equipamentos. Para a NitroGym, o posicionamento depende da combinação entre diferentes etapas da experiência do aluno — inclusive aquelas que acontecem longe dos holofotes. “Uma academia premium é construída pela consistência da experiência. Desde o atendimento até a manutenção dos equipamentos, tudo precisa funcionar em alto nível. Nosso compromisso é entregar qualidade em todos os pontos de contato com o aluno.” A lógica também se relaciona diretamente à evolução do conceito de wellness. A academia passa a ocupar um espaço maior na rotina, incorporando demandas que vão além da atividade física e se aproximam de saúde, longevidade, convivência e qualidade de vida. “As pessoas estão permanecendo mais tempo nas academias e incorporando esses espaços à rotina. Hoje elas procuram saúde, bem-estar, qualidade de vida e convivência. A NitroGym acompanha essa evolução oferecendo um ambiente que vai além do treino. Queremos que o aluno se sinta bem, tenha conforto e encontre uma estrutura preparada para atender diferentes objetivos.”

NOVO PERFIL DE FREQUENTADORES O próprio perfil dos frequentadores acompanha essa transformação. A busca por longevidade amplia o público das academias e aproxima do segmento premium pessoas que não necessariamente têm como principal objetivo performance esportiva. “O público está muito mais diverso. Temos pessoas que estão iniciando uma atividade física pela primeira vez, profissionais que buscam qualidade de vida, famílias e um número crescente de alunos acima dos 50 anos preocupados com longevidade e saúde. Isso mostra que o mercado fitness amadureceu e passou a atender necessidades muito diferentes das que existiam há alguns anos”, destaca Sergio. Em Alphaville, essa ampliação do público acontece em um mercado que já conta com academias de alto padrão. A concorrência, portanto, não se resume a conquistar o consumidor pela novidade. O desafio é fazer com que a experiência entregue corresponda, de forma contínua, à promessa de uma marca premium. “Competição sempre existirá, e isso é positivo porque eleva o nível do mercado. O nosso diferencial está na execução. Construímos a NitroGym com base em mais de quatro décadas de experiência no setor. Sabemos que qualidade não pode variar de endereço. Por isso, investimos em processos, equipe,

equipamentos, atendimento e gestão para entregar uma experiência consistente todos os dias. No fim, é essa constância que constrói uma marca forte e fideliza o aluno.” A chegada da NitroGym coloca Alphaville no centro de uma transformação que já atravessa o mercado fitness: a atividade física passa a ser integrada a uma ideia mais abrangente de cuidado. Nesse novo cenário, o valor de uma academia não está apenas no que ela oferece para o treino, mas em como consegue incorporar saúde e bem-estar à vida cotidiana. O luxo, nesse caso, não está necessariamente em ter mais. Está em ter uma experiência que faça sentido para uma rotina cada vez mais orientada por saúde, longevidade e qualidade de vida.

Dados sobre academias no Brasil Segundo dados do IBGE, o mercado Fitness no Brasil movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano Até 2027, Brasil pode chegar a

70 mil academias, de acordo com levantamento do Panorama Setorial Fitness Brasil


3 oportunidades únicas em Alphaville, para quem busca mais que um imóvel.

construtoradubai.com.br

Dubai Construtora

perspectiva meramente ilustrativa do VOO DA PISCINA DO AUTHORIA POR DUBAI

perspectiva meramente ilustrativa da PISCINA DO OPEN VIEW

perspectiva meramente ilustrativa da PISCINA DO ACERVO RESIDENCES

Apa r t a m en t os de

1 a 4 suítes

co b e rt u ra s e d up lex (11) 99900-9399

VISITE OS DECORADOS

Av. Andrômeda, 3.527 - Alphaville

Incorporadora: DUBAI AL EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA. (CNPJ 56.212.310/0001-24). A disponibilidade do produto é limitada e poderá variar sem aviso prévio. RI:95.118 matriculado em 30/06/2025. Comercialização: DUB Vendas e Assessoria Imobiliária Ltda. (Creci: J-33435, CNPJ 31.923.492/0001-10). Comercialização: ZERO11 IMOB. (Creci: 40.341-J, 23.283.457/0001-56). Imagens meramente ilustrativas. O mobiliário, os equipamentos das áreas comuns e os acabamentos serão entregues conforme o Memorial Descritivo do empreendimento. As perspectivas ilustram a vegetação com porte adulto, que será atingido posteriormente à entrega do empreendimento. Impresso em Abril/2026.


MÍDIAS

40

Um ano de Conectando negócios e ideias


41 “FORAM MOMENTOS INCRÍVEIS DE CONEXÃO E HISTÓRIAS ESPETACULARES. GANHAMOS MUITO CONHECIMENTO A CADA EDIÇÃO”, CONTA MARCELO FOFFÁ.

UMA REVISTA PARA OLHAR E LER Um dos diferenciais da revista está no projeto visual. Com uma proposta única na região, a publicação aposta em fotografias de impacto, ensaios produzidos especial-

mente para suas páginas e trabalhos de ilustradores. Cerca de metade da publicação é dedicada ao conteúdo visual. A estratégia transforma a revista em uma experiência que vai além da informação. A imagem tem papel fundamental na construção das narrativas e na apresentação dos personagens, empresas, lugares e tendências que passam por suas páginas. Entre as experiências mais marcantes do primeiro ano, Foffá destaca a possibilidade de conhecer pessoalmente os personagens que estamparam as capas. “Foram momentos incríveis de conexão e histórias espetaculares. Ganhamos muito conhecimento a cada edição”, conta. Entre os conteúdos que mais chamaram sua atenção estão reportagens de caráter histórico, como as dedicadas à NASA e aos 50 anos da Apple, além do trabalho desenvolvido pelo time de colunistas e colaboradores. O MERCADO COMO PARCEIRO A relação com os anunciantes também ocupa um papel estratégico na trajetória da publicação. Para Foffá, são essas empresas e marcas que acreditam no projeto e ajudam a viabilizar seu crescimento. “O mercado anunciante é o que apoia o nosso projeto. Acreditam na empresa e no produto. Estamos muito satisfeitos com as dezenas de parcerias que construímos até aqui”, ressalta. Mais do que espaços publicitários, a proposta é desenvolver projetos personalizados para cada parceiro, com planejamento de marca que pode envolver diferentes plataformas, campanhas digitais e eventos. E é justamente nos eventos que a Revista Efepretende concentrar uma nova etapa de sua trajetória. Depois de um primeiro ano dedicado à consolidação do produto editorial, a publicação entra em uma segunda fase, ampliando a conexão presencial com seus leitores, parceiros e anunciantes. “Os nossos leitores são nosso maior ponto de conexão para negócios. Entraremos numa segunda fase da revista, que são os

Fotos: Thiago Henrique

C

riamos uma publicação focada em negócios. A ideia foi trazer conteúdos mais aprofundados, temas atuais e colaboradores de peso, com o objetivo de conectar empresários, executivos e leitores”, afirma o publisher Marcelo Foffá. Lançada em julho de 2025, a revista atravessou seu primeiro ano ampliando parcerias, experimentando novos formatos e construindo uma identidade própria. Segundo Foffá, a publicação conquistou boa aceitação tanto no mercado comercial quanto entre os assinantes. Esse movimento acontece em um momento de retomada do mercado editorial impresso. Depois de um período de retração provocado pela pandemia, revistas voltaram a ganhar espaço e novos títulos passaram a surgir no Brasil e no exterior. Publicações tradicionais também retornaram às bancas, enquanto marcas internacionais passaram a investir novamente no mercado brasileiro. Para colocar a Efe na rua, foi estruturado um time que reúne profissionais das áreas editorial, comercial, marketing e logística. São diferentes frentes que trabalham de forma integrada para manter a qualidade do produto. No editorial, um dos principais desafios está justamente na escolha das pautas e na compreensão do que o leitor busca. “É entender o tipo de conteúdo que nosso leitor espera”, resume o publisher. A resposta do mercado, para Marcelo, tem sido positiva. Além do retorno dos anunciantes, a revista alcançou uma quantidade significativa de assinaturas, fortalecendo a percepção de que existe espaço para uma publicação que privilegia conteúdo de qualidade e uma experiência diferenciada de leitura.

Marcelo Foffá, publisher da efe

eventos, aumentando ainda mais a conexão e o conteúdo inédito presencial”, explica. O PRÓXIMO CAPÍTULO Para o publisher, o primeiro ano passou rápido — e o ritmo é justamente um reflexo da intensidade do trabalho desenvolvido desde o lançamento. “Muitas novidades estão por vir”, adianta Foffá. Entre elas, uma atenção especial aos eventos, que serão apresentados aos parceiros comerciais durante o encontro anual da empresa.


Foto: Divulgação

MÍDIAS

42

SOU PROFESSOR HÁ MAIS DE 40 ANOS E NÃO PENSO EM PARAR. MUITAS DAS PROVOCAÇÕES QUE TRAGO À COLUNA “ENTRE LÍDERES” NASCEM DAS MINHAS AULAS NA FGV, FIA/USP E STARTSE UNIVERSITY. APRENDI CEDO QUE VOCÊ SÓ SABE QUE SABE QUANDO CONSEGUE ENSINAR. HOJE ACRESCENTO: TAMBÉM SABE QUE SABE QUANDO CONSEGUE ESCREVER UMA COLUNA COM A QUALIDADE QUE A EFE. EXIGE. DESAFIO? SEMPRE. PRAZER? MUITO MAIS. Carlos Alberto Júlio

O objetivo, no entanto, vai além do próximo aniversário. A visão de futuro é transformar a Efe em uma marca multiplataforma, com presença integrada em diferentes canais. “Com nossa intensidade de trabalho, nossa ideia é estar em multiplataformas. Omnichannel.” Se cinco anos ainda parecem distantes, o publisher também sabe que, diante da velocidade com que o projeto vem sendo construído, o futuro pode chegar rapidamente. Por enquanto, a essência permanece a mesma que orientou o nascimento da publicação: oferecer ao leitor uma experiência de conteúdo relevante, aprofundada e visualmente marcante. “Essa revista é feita para você, leitor, que aprecia uma leitura de qualidade e mais aprofundada.” Um ano depois, a Revista EFE celebra não apenas o que já construiu, mas principalmente as conexões que ainda pretende criar. CEO CÉSAR FOFFÁ: “A EFE É UMA PLATAFORMA DE CONTEÚDO RELEVANTE” Há um ano, a Revista Efe chegava ao mercado com a proposta de criar um novo veículo de comunicação para Alphaville e região. À frente do projeto, o CEO César Foffá, apostou em uma publicação que combinasse jornalismo de qualidade, apresentação sofisticada e uma forte capacidade de conectar pessoas, marcas e negócios. A motivação, segundo ele, era criar “um novo veículo de comunicação, diferenciado, com alta qualidade no conteúdo e na apresentação”, voltado especialmente aos moradores e profissionais que ocupam posições de destaque e liderança na região. Ao mesmo tempo, a revista nascia com uma ambição que ultrapassava as páginas impressas: promover, por meio de eventos e networking, um novo patamar de relacionamento nos negócios. A recepção à primeira edição confirmou as expectativas. César conta que a equipe ficou especialmente satisfeita com a resposta da comunidade e dos empresários. “Agradamos em cheio pelo tamanho da publicação, que segue padrões novos, não tradicionais, e também pelo conteúdo e tratamento gráfico.”

UMA EXPERIÊNCIA ALÉM DO IMPRESSO Em um cenário marcado pela expansão das plataformas digitais e da inteligência artificial, a Efe aposta justamente na integração entre diferentes formatos. Para César, o futuro não está na escolha entre impresso ou digital, mas na combinação de plataformas. “A Efe vem para adicionar novas oportunidades em material impresso, plataformas digitais e eventos”, afirma. O novo portal da marca chega com novidades, enquanto os eventos ganham protagonismo especialmente no segundo ano do projeto. Essa estratégia reflete a identidade construída ao longo dos primeiros 12 meses: oferecer conteúdo relevante e, ao mesmo tempo, criar oportunidades de relacionamento. “É uma grande evolução em comunicação. Sempre há novidades apresentadas a cada edição, com pautas exclusivas, novos ângulos e assuntos de grande relevância para todos que apreciam um bom conteúdo.” O conceito também ajuda a explicar o posicionamento da revista. Mais do que uma publicação voltada ao mercado anunciante, a Efe pretende ser uma experiência de leitura. “Uma revista para ler, ver e curtir”, destaca César. CONTEÚDO, IMAGEM E CONEXÃO O projeto editorial reúne empresários, executivos, especialistas, colunistas e personagens de diferentes áreas. Para César, essa rede de conexões não é apenas uma característica da publicação, mas a própria razão de sua existência. “A rede de conexão com esse público é nossa razão de ser. Foi para isso que ela foi criada. Esse é o nosso DNA.” A Efe investe em equipe técnica e produção para construir um posicionamento premium em todas as suas entregas. Grandes reportagens, entrevistas, ensaios fotográficos e um projeto gráfico diferenciado fazem parte dessa proposta. “Investimos como ninguém em equipe técnica de qualidade e produção, buscando, com o conhecimento desse grupo, colocar um posicionamento premium em tudo que fazemos.”


43

O CEO César Foffá e o publisher Marcelo Foffá estão à frente da publicação e da Folha de Alphaville


MÍDIAS

44

UM ANO DE EFE. POUCA IDADE. MUITA HISTÓRIA. HUGO RODRIGUES

A experiência acumulada pela empresa também contribui para essa construção. Antes da Efe, o grupo já havia editado publicações como Car Magazine e AMagazine, voltadas ao universo de lifestyle. Agora, a proposta amplia esse repertório ao incorporar economia e negócios de maneira criativa, sem deixar de lado comportamento e histórias de pessoas. “Estamos falando de maneira criativa sobre economia e negócios, sem esquecer em nenhum momento das pessoas que contam suas histórias e exemplos de vida, que inspiram a todos.”

Foto: Omar Paixão

ALPHAVILLE COMO PONTO DE PARTIDA A relação com Alphaville é outro elemento fundamental do projeto. Para César, a região não é apenas o endereço da revista, mas parte de sua própria história. “O berço de tudo está aqui para nós. Estamos há mais de 30 anos na região. Aqui construímos nossas vidas, nossos negócios, nossa família e nossas amizades.” Ao longo dessas décadas, a empresa acompanhou de perto as transformações de Alphaville e manteve contato com representantes do comércio, da indústria, do mercado empresarial e da sociedade. A EFE nasce, portanto, inserida em um ambiente que César conhece profundamente. “Vimos o crescimento, o desenvolvimento e as transformações. É nesse contexto que fazemos parte.” PARCEIROS QUE CONSTROEM JUNTO Para o CEO, os anunciantes e parceiros têm papel essencial na evolução da revista. A proposta é estabelecer relações de longo prazo e desenvolver projetos personalizados, que vão além da publicidade tradicional. “Uma de nossas principais preocupações é estar com nossos clientes e amigos, desenvolvendo soluções feitas especificamente para cada um. Temos soluções criativas que

resolvem problemas e metas de comunicação com nossas diversas plataformas.” Esse olhar multiplataforma deverá ganhar ainda mais força no segundo ano, com novos projetos editoriais, digitais e presenciais. UM FUTURO MULTIPLATAFORMA Depois de 12 meses, César considera que o principal aprendizado foi entender que qualquer empreendimento precisa permanecer conectado aos anseios de seu público e de seus apoiadores. E, ao definir a Efe em uma frase, não hesita: “Uma plataforma de conteúdo relevante, focada em negócios, network, ideias e tendências.” Para os próximos cinco anos, a visão é de crescimento e relevância. César acredita que a retomada das revistas impressas demonstra que existe uma demanda por conteúdos mais aprofundados em um momento em que o público está cada vez mais exposto a informações rápidas e superficiais nas telas dos celulares. “As revistas voltaram com tudo nesse último ano. O público está cansado dos conteúdos mobile, superficiais e próprios para comunicação rápida. A revista, sem dúvida, tem um futuro de grande relevância para a formação e divulgação de mensagens importantes para a comunidade.” O primeiro aniversário, portanto, não representa uma linha de chegada, mas o início de uma nova etapa. Com novos projetos, eventos e plataformas no horizonte, a Efe prepara os próximos capítulos. Estamos ansiosos para levar ao leitor as novidades que vêm por aí. Mas, acima de tudo, queremos agradecer o carinho e as mensagens de reconhecimento, que são um grande incentivo. Obrigado a cada um de vocês.” “O nosso time de colunistas e colaboradores enriquece a publicação e nos traz discussões altamente relevantes”, finaliza.


45

A informação ganhou outro valor

H

á um ano, a Efe chegava a Alphaville com uma proposta que continua atual: ser uma publicação capaz de ir além da velocidade das notícias e oferecer ao leitor informação, histórias, personagens e conteúdos que realmente merecem atenção. A chegada da revista acontece em um momento de profundas transformações no consumo de informação. Os dados do Digital News Report 2026, elaborado pelo Reuters Institute, da Universidade de Oxford, mostram que o público está cada vez mais exposto a um volume intenso de conteúdos. No Brasil, 47% das pessoas afirmam evitar ativamente o noticiário online, sobrecarregadas pelo fluxo permanente de informações, pela polarização, pela desinformação e pelo excesso de notificações. O brasileiro dedica, em média, quatro a cinco horas diárias ao smartphone. UMA PAUSA NO FLUXO É justamente nesse ambiente que o impresso ganha um novo significado. A revista não precisa competir com o breaking news. Seu papel é outro: oferecer tempo, curadoria e experiência. Em vez do fluxo infinito de informações, o leitor encontra uma seleção de conteúdos que pode consumir no seu ritmo, sem notificações ou interrupções.

O papel representa uma pausa. Uma oportunidade de desconectar-se da tela e dedicar atenção a uma reportagem, uma entrevista ou uma história. Existe ainda a dimensão sensorial: a fotografia, a textura do papel, o projeto gráfico e a própria permanência da revista criam uma experiência diferente daquela proporcionada pelo deslizar contínuo das telas. O FUTURO É HÍBRIDO A transformação do mercado não significa uma escolha entre o digital e o impresso. O futuro é híbrido. O digital oferece velocidade, conveniência, alcance e interação. O impresso oferece permanência, profundidade e uma experiência que não depende de algoritmos ou notificações. Para marcas, essa combinação também abre novas possibilidades. Revistas, catálogos, materiais institucionais e publicações corporativas podem funcionar como ferramentas de autoridade e relacionamento, enquanto o digital amplia a conversa e aproxima o público. A Efe nasceu entendendo que os dois mundos podem — e devem — caminhar juntos. A força está em unir o melhor dos dois lados: a credibilidade e a experiência do impresso com a agilidade e o alcance do digital.

Foto: Divulgação

Em meio à fadiga digital, à fragmentação do consumo de notícias e à busca por credibilidade, a revista reafirma a força do conteúdo, da curadoria e da experiência impressa

VIVEMOS NA ERA DA INFORMAÇÃO INSTANTÂNEA, DAS REDES SOCIAIS E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. A TECNOLOGIA HUMANIZOU AS MÁQUINAS, MAS TAMBÉM ACELEROU A HUMANIDADE. EM TEMPOS TÃO DIGITAIS, FOLHEAR UMA REVISTA DE QUALIDADE É UM CONVITE A DESACELERAR, ESTAR PRESENTE, REFLETIR, APRENDER E SE INSPIRAR. PARABÉNS À REVISTA EFE. E A TODO O TIME POR ESTE PRIMEIRO ANO DE UMA HISTÓRIA QUE MERECE SER CELEBRADA. FERNANDO BARRA


MÍDIAS

46

Uma revista feita por uma equipe afinada No primeiro aniversário, a Efe celebra não apenas uma publicação, mas a equipe, os parceiros e os profissionais que transformam ideias em conteúdo, informação e conexão

Foto: Acarve Studio

A PARABÉNS À EFE., PELO SEU PRIMEIRO ANO! É UM PRAZER FAZER PARTE DESSA HISTÓRIA, LEVANDO CONTEÚDO, COMPARTILHANDO APRENDIZADOS E TRAZENDO IDEIAS QUE POSSAM AJUDAR AS PESSOAS A TOMAR MELHORES DECISÕES EM SUAS CARREIRAS, NEGÓCIOS E INVESTIMENTOS. QUE ESTE SEJA APENAS O PRIMEIRO DE MUITOS ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE, NOVAS PERSPECTIVAS E CONHECIMENTO QUE FAZ A DIFERENÇA. Ricardo Amorim

revista Efe tem uma porposta contemporânea conectada aos negócios, à economia, à cultura, ao comportamento e às pessoas que movimentam Alphaville e região. Ao longo de seus primeiros 12 meses, essa missão ganhou forma em cada edição, em cada entrevista, em cada fotografia e em cada história publicada. Nada disso seria possível sem uma equipe que trabalha nos bastidores e também sob os holofotes. À frente da publicação está o CEO Cesar Foffá, responsável pela visão estratégica e pelo direcionamento do projeto, ao lado do publisher Marcelo Foffá, que conduz a publicação e seus relacionamentos, e da diretora administrativa Lourdes Foffá. Na redação, a editora de jornalismo Gláucia Arboleya coordena o conteúdo editorial, com a participação das jornalistas Aliz Lambiazzi e Beatriz Bononi. Heymar Lopes, em memória, participou como editor, assim como Thais Sant’Ana e Michelle Trombelli em matérias especiais. A equipe conta ainda com os colaboradores especiais de Turismo e Mercado Automotivo, respectivamente, Johnny Mazzilli e Ben Geder Trindade, que ampliam o olhar da revista para experiências, destinos. A identidade visual da publicação também é resultado de um trabalho coletivo. Com projeto gráfico Fábio Tateno, ao lado Débora Casella e Alexandre Mazega, da Mazega Comunicação, são responsáveis por traduzir em imagens e design a personalidade de cada edição. Gabrielle Caetano integra o time na área de mídias sociais.

IDEIAS QUE AMPLIAM A CONVERSA A Efe também tem o privilégio de contar com um time de colunistas que reúne diferentes experiências e visões sobre negócios, liderança, comportamento e mercado: Carlos Alberto Júlio, Fernando Barra, Hugo Rodrigues, João Branco e Ricardo Amorim. Também já contribuíram com a revista, William Waack, Leandro Karnal, Vanessa Pedrosa, Gardênia Torquato, além de outros nomes relevantes. São profissionais que acrescentam opinião, análise e conhecimento às páginas da revista e ajudam a transformar cada edição em um espaço de reflexão e diálogo. Por trás da produção editorial, existe ainda uma estrutura que faz a revista acontecer. O time comercial, formado por Isabele Velloso e Alison Santos, sob a coordenação de Marcelo Foffá, aproxima a Efe de empresas, marcas e anunciantes. Omar Paixão e Thiago Henrique, na fotografia, registram personagens, negócios, eventos e histórias que ganham vida nas páginas. A circulação fica sob responsabilidade de Joselito Santos, enquanto Thiago Castillo conduz a área financeira e Guilherme dos Reis Silva, a tecnologia. E há ainda quem transforme o projeto editorial em uma publicação física: a Margraf, responsável pela impressão da revista. UM ANO É APENAS O COMEÇO A Efe segue olhando para frente, ampliando seus conteúdos, fortalecendo sua presença digital e impressa e buscando novas formas de conectar informação, negócios, marcas e pessoas.


A N T E C I P E - S E

A O

L A N Ç A M E N T O

VEM AÍ, EM ALPHAVILLE: SEU CLUBE PRIVATIVO EM 10 MIL M² DE TERRENO.

180 E 250 M

3 E 4 SUÍTES

2

3 E 4 VA G A S

*

I N C LU S O D E P Ó S I TO P R I VAT I V O

AV. A N D R Ô M E D A , 2 6 2 – A L P H AV I L L E

11 4210-6484

SAIBA MAIS FUTURA INTERMEDIAÇÃO:

FUTURA REALIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO:

FUTURA REALIZAÇÃO:

PARCERIA:

IMÓVEIS

SF Lançamentos

AS IMAGENS, PERSPECTIVAS E DEMAIS ELEMENTOS GRÁFICOS AQUI EXIBIDOS SÃO MERAMENTE ILUSTRATIVOS E PRELIMINARES, SUJEITOS A ALTERAÇÕES SEM AVISO PRÉVIO. AS VENDAS SOMENTE SERÃO REALIZADAS APÓS O REGISTRO DO MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO. REALIZAÇÃO: MONTREAL INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ: 08.281.674/0001-13. FUTURA INTERMEDIAÇÃO: MPD VENDAS E NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA. CNPJ 02.093.253/0001-82 | CRECI 23.926-J. FUTURA INTERMEDIAÇÃO: REMAX SF LANÇAMENTOS. CNPJ 22.477.512/0001-86 | CRECI 26.399-J. *TODAS AS UNIDADES POSSUEM DEPÓSITO PRIVATIVO COM ÁREA VARIÁVEL DE 2,90 M² A 6,60 M², A SER ACRESCIDA À ÁREA PRIVATIVA TOTAL DA UNIDADE. IMPRESSO EM AGOSTO/2026.


48

Fernando Barra

Imagem gerada por I.A.

TECNOLOGIA

Especialista em tecnologia, inovação e fundador da Skillplace

SLOP: quando as máquinas começam a aprender com as máquinas

E

xiste uma nova palavra para definir boa parte do que estamos consumindo na internet: slop. Em inglês, slop é a lavagem dada aos porcos: uma mistura de restos, produzida para alimentar, não para nutrir. Em 2025, o Merriam-Webster escolheu “slop” como palavra do ano. Pouco depois, a American Dialect Society fez o mesmo. Não por acaso. “AI slop” passou a definir o conteúdo produzido em massa por inteligência artificial, aparentemente correto, bem escrito e visualmente convincente, mas vazio de pensamento. E estamos produzindo muito disso! Um estudo da Graphite apontou que 52% dos novos artigos publicados na web já são gerados por IA. Outra pes-

quisa, de Stanford e Internet Archive, mostrou que 35% dos novos sites são gerados ou assistidos por IA e apresentam maior similaridade semântica entre si. Em outras palavras: nunca produzimos tanto conteúdo. E talvez nunca tenhamos repetido tanto as mesmas coisas. Mas existe uma questão ainda mais perturbadora. As inteligências artificiais que utilizamos hoje foram treinadas com enormes quantidades de conteúdo produzido por seres humanos: livros, artigos, pesquisas, fóruns, códigos, discussões e experiências acumuladas durante décadas. Agora, progressivamente, essas mesmas máquinas começam a encontrar na internet conteúdos produzidos por outras máquinas. Máquinas escrevem textos que alimentam a internet. Outras máquinas encontram esses textos. E futuras máquinas poderão aprender com conteúdos que já são resultado estatístico de máquinas anteriores. É como tirar uma fotocópia de uma fotocópia de uma fotocópia. A imagem continua existindo, mas algo se perde a cada geração! E o que se perde primeiro é justamente o que a inteligência artificial ainda não consegue fabricar sozinha: experiência vivida, pensamento original, dúvida, contradição,

julgamento e raciocínio. O problema, portanto, não é usar IA para escrever. Eu mesmo uso. O problema começa quando terceirizamos para a máquina não apenas a escrita, mas também o pensamento. Quando alguém pede um texto ao ChatGPT, copia, cola e publica sem acrescentar uma experiência, uma hipótese, uma discordância ou uma ideia própria, tecnicamente produziu conteúdo. Mas será que produziu conhecimento? A ironia da era da inteligência artificial é que produzir ficou extraordinariamente barato. Pensar continua caro. Talvez por isso “slop” seja uma palavra tão importante para o nosso tempo. Estamos entrando em uma época em que teremos conteúdo infinito, respostas instantâneas e máquinas capazes de escrever milhões de páginas por segundo. Nesse mundo, a habilidade mais valiosa não será produzir mais. Será ter algo a dizer. Porque, quando máquinas começarem a falar principalmente com máquinas e aprender principalmente com máquinas, o pensamento humano original deixará de ser apenas uma qualidade. Será um ativo escasso.


Vivencie o Futuro! Open Day |

Escola Internacional de Alphaville

Convidamos sua família para uma imersão exclusiva no nosso ecossistema de aprendizagem. Um momento para dialogar diretamente com nosso Head of School sobre a nossa proposta pedagógica e acompanhar apresentações conduzidas por nossos alunos, demonstrando na prática o protagonismo e a excelência acadêmica que cultivamos diariamente.

Data: Quinta-feira , 10 de Setembro Horário: 08h30 Local: Escola Internacional Alphaville

Encontro exclusivo. Confirme a presença da sua família pelo QR Code.

Escolher a trajetória acadêmica dos seus filhos é definir a base para uma formação global.

Love to be

INTERNACIONAL. Proud to be

ALPHAVILLE.


TECNOLOGIA

50

Como a IA vem redesenhando o expediente A Inteligência Artificial veio para ficar e avança em velocidade assustadora. Já incorporada à rotina das maiores empresas, ela transforma o trabalho, assume tarefas e muda o que se espera dos profissionais Por Aliz Lambiazzi


51

A MÁQUINA QUE AVISA ANTES DE QUEBRAR Na Cielo, machine learning já era usado no monitoramento de transações e na prevenção a fraudes. A IA ganhou escala a partir de 2023, com a criação de um comitê dedicado à tecnologia; em 2025, a empresa consolidou sua governança. Hoje, a tecnologia está espalhada pela companhia: prevenção a fraudes, atendimento, logística, manutenção dos terminais, relacionamento comercial, engenharia de software e processos administrativos. “Trabalhamos num modelo que chamamos de Hub e Spoke: uma área central define governança, qualidade de dados e padrões, e as áreas de negócio aplicam a tecnologia nos próprios problemas, com autonomia dentro de limites claros. Hoje são mais de 100 equipes operando dessa forma”, explica Gabriel Mochnacs, superintendente executivo de Dados e Inteligência Artificial da Cielo. Um dos exemplos está nas maquininhas. Antes, era preciso esperar a bobina acabar ou o terminal apresentar defeito. Agora, modelos preditivos antecipam a necessidade de reposição ou manutenção. “As ocorrências de falta de terminais e bobinas caíram 79%. E há uma modelagem preditiva que identifica previamente as entregas com maior probabilidade de falha, o

“O DIFERENCIAL HUMANO VAI CONTINUAR SENDO A CRIATIVIDADE, O JULGAMENTO ÉTICO E A CAPACIDADE DE CRIAR CONEXÕES QUE A TECNOLOGIA NÃO CONSEGUE REPLICAR” que reduziu em 11,6% o risco de insucesso logístico”, afirma Mochnacs. O tempo médio da operação caiu 11%, enquanto 68% dos atendimentos acontecem em até 24 horas e 83% até o dia seguinte. No atendimento, a empresa utiliza uma URA cognitiva capaz de analisar o discurso do cliente e encaminhar a ligação para a área adequada. A revisão dos processos e das plataformas aumentou em 33% a resolutividade dos canais. É quando a tecnologia chega ao cotidiano dos funcionários, porém, que a transformação fica mais clara. Triagens e direcionamentos de chamados deixaram de ser manuais. Na engenharia de software,

IA passou a apoiar codificação, documentação e testes. Informações antes espalhadas por diferentes sistemas agora podem ser encontradas em segundos. “O efeito prático é a devolução de tempo. A pessoa continua no processo, mas entra na parte que exige julgamento, e não na parte repetitiva”, resume o superintendente.

UM AGENTE PARA CADA FUNCIONÁRIO A transformação ganhou outra escala no iFood. A empresa, que iniciou sua jornada com ciência de dados em 2018, transformou a IA em um pilar de produtividade para seus cerca de 8 mil colaboradores depois da chegada da inteligência artificial generativa. Hoje, mantém mais de 12 mil agentes de IA, criados pelos funcionários no Toqan, plataforma de IA generativa do grupo Prosus, controlador do iFood. Na área comercial, o Agilito reduziu de três horas para cinco minutos a preparação de relatórios para restaurantes. No marketing, o Echo processa 25 milhões de requisições por dia e automatiza comunicações conforme o perfil do usuário. “Os números são concretos. O uso regular das ferramentas de IA gera uma economia

Fotos : Magnific

H

á pouco menos de quatro anos, conversar com uma inteligência artificial parecia coisa de ficção científica para boa parte das pessoas. A tecnologia, porém, já estava presente havia décadas em sistemas, algoritmos e aplicações que muitas vezes passavam despercebidos pelo usuário. A virada veio no fim de 2022, quando o lançamento do ChatGPT ajudou a popularizar a IA generativa e colocou uma nova geração dessas ferramentas diretamente nas mãos do público. Desde então, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma novidade tecnológica para se tornar parte da rotina — muitas vezes sem que as pessoas percebam. Ela pode estar por trás de uma recomendação de compra, de uma resposta automática no atendimento, da análise de dados ou até de uma tarefa aparentemente simples realizada por um funcionário. Dentro das organizações, a velocidade dessa transformação também chama atenção. A TIC Empresas 2025, do Cetic. br, mostra que 17% das empresas brasileiras com 10 funcionários ou mais usavam IA, ante 13% em 2024. Entre as grandes, a adoção chegou a 50%, contra 38% no ano anterior. Mas o que acontece quando essa tecnologia chega ao cotidiano de empresas que empregam milhares de pessoas? Em quais áreas ela já está sendo usada? O que muda no trabalho? E, principalmente, o que fica para as pessoas quando uma parte das tarefas passa a ser feita por máquinas? A IA já escreve códigos, analisa currículos, atende clientes, identifica fraudes e antecipa problemas. Mais do que uma novidade tecnológica, está em curso uma reorganização do próprio trabalho. No Mercado Livre, por exemplo, a tecnologia já interfere da busca à logística e à experiência de vendedores dentro da plataforma. Em janeiro deste ano, a companhia também entrou no centro da discussão sobre o impacto da automação no emprego ao cortar 119 funcionários na América Latina, 38 deles no Brasil, em meio ao avanço de ferramentas de inteligência artificial.

A IA já escreve códigos, analisa currículos, atende clientes, identifica fraudes e antecipa problemas


NEGÓCIOS

52

Pesquisa TIC Empresas mostra que 75% das grandes companhias aplicam a tecnologia na automatização de processos

média de quase 50 minutos por dia para cada colaborador — o que, multiplicado por 8 mil pessoas, representa um volume expressivo de capacidade produtiva redirecionada para trabalho de maior valor”, afirma Raphael Bozza, sócio e CHRO do iFood. Os ganhos chegam ao caixa. Segundo a companhia, o Echo dobrou a taxa de cliques nas comunicações e aumentou em 40% os pedidos em comparação às campanhas tradicionais. O impacto incremental em receita mensal chegou a R$ 6,5 milhões. Mas talvez a frase mais reveladora da transformação esteja em outra resposta de Bozza: a IA permite ao iFood “escalar o negócio sem escalar a estrutura na mesma proporção”. É aí que a discussão sobre produtividade encontra inevitavelmente a discussão sobre emprego.

SE A MÁQUINA FAZ, O EMPREGO DESAPARECE? Não necessariamente. Mas às vezes, sim. Uma pesquisa da Opinion Box ajuda a mostrar como essa transformação já é percebida por quem está trabalhando. O levantamento aponta que 66% dos entrevistados usam inteligência artificial no trabalho e, entre eles, 60% recorrem à tecnologia para facilitar ou acelerar tarefas. O uso chega justamente a atividades comuns do expediente: 45% citam tarefas rotineiras, 41% produção de conteúdo e 38% análise de dados. O movimento também parte das empresas. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados afirmam que a companhia onde trabalham passou a utilizar IA em atividades operacionais ou repetitivas, 41% dizem ter acesso a ferramentas pagas pela empre-

sa e 34% relatam investimentos em treinamento. Mas um número expõe o outro lado dessa transformação: 14% afirmam que houve substituição ou demissão de funcionários para a adoção da tecnologia. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostra bem essa ambiguidade. Enquanto 77% dos empregadores pretendem qualificar seus funcionários para trabalhar com IA, 41% preveem reduzir equipes à medida que a tecnologia automatizar determinadas tarefas. Quase metade pretende deslocar profissionais de funções mais expostas à IA para outras áreas. Ou seja, as duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. A automação não precisa eliminar uma profissão para afetar o mercado. Uma empresa pode produzir mais com a mesma equipe ou crescer sem contratar na mesma velocidade de antes. Essa segunda mudança é particularmente difícil de enxergar. Uma demissão aparece nas estatísticas. Uma vaga que deixou de ser criada, não. A própria pesquisa TIC Empresas mostra onde a automação está avançando. Entre as grandes companhias brasileiras que já utilizam IA, 75% aplicam a tecnologia na automatização de processos e fluxos de trabalho. Segurança digital, marketing e vendas, processos administrativos, recrutamento e logística também aparecem entre as principais aplicações. Isso não significa que metade dos empregos esteja prestes a desaparecer. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que a transformação das ocupações continua sendo mais provável do que a substituição completa dos trabalhadores. Mas as empresas já reconhecem que haverá impacto sobre o tamanho das equipes. E algumas dizem isso abertamente. Em 2025, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou aos funcionários que esperava uma redução do quadro corporativo nos anos seguintes à medida que a IA generativa aumentasse a eficiência das operações. Nas duas empresas ouvidas pela Efe, entretanto, a resposta é outra. “A adoção de IA na Cielo nunca foi conduzida como programa de redução de quadro, e nenhum cargo foi extinto em razão da tecnologia”, afirma Mochnacs. Segundo ele, o princípio adotado pela companhia é o do


53

“humano aumentado”: usar tecnologia para ampliar a capacidade das pessoas. No iFood, Bozza também fala em redesenho, e não eliminação de funções. “Em áreas como atendimento interno e recrutamento, a IA assumiu o trabalho burocrático e repetitivo. Isso não extinguiu os cargos — mas mudou profundamente o perfil do trabalho exigido”, pontua.

O PROFISSIONAL QUE A IA ESTÁ CRIANDO Se parte do trabalho passa para as máquinas, o que sobra — ou aumenta — para os humanos? Curiosamente, quanto mais sofisticada fica a tecnologia, mais as empresas parecem valorizar competências que não dependem apenas dela. Na Cielo, a chegada da IA criou funções que antes não existiam. Um time passou a trabalhar exclusivamente na curadoria e auditoria dos agentes utilizados pela companhia, avaliando seu comportamento e propondo melhorias. A própria Superintendência Executiva de Dados e IA foi estruturada nesse processo. Mas Mochnacs diz que a habilidade mais importante não é dominar uma plataforma específica. “O que mais valorizamos hoje não é saber operar uma ferramenta, é saber formular o problema. A habilidade central virou fazer a pergunta certa e avaliar criticamente a resposta”, afirma.

Programas internos da Cielo formam multiplicadores da tecnologia. Em dois meses, o uso do copiloto corporativo cresceu 70%. Já no iFood, apareceu um conceito novo: a “mentalidade agêntica”. É a capacidade de reconhecer o que pode ser delegado a um agente de IA, configurá-lo, escolher os dados que serão utilizados e avaliar criticamente o resultado. “A IA nos permite escalar o negócio sem escalar a estrutura na mesma proporção”, diz Bozza. Mas, para ele, isso não elimina a necessidade de pessoas. Muda aquilo que se espera delas. O movimento já aparece no mercado de trabalho. O Global AI Jobs Barometer 2026, da PwC, analisou mais de 1 bilhão de anúncios de emprego em seis continentes e constatou que as vagas que exigem habilidades específicas em IA cresceram 69%, enquanto o mercado geral avançou 9%. O prêmio salarial médio associado às competências em IA chegou a 62%. Ao mesmo tempo, julgamento, criatividade, liderança e capacidade de decisão

E QUEM ESTÁ COMEÇANDO? Há um novo desafio. Boa parte das profissões sempre foi aprendida de baixo para cima: o jovem começava pelas tarefas simples e, com a experiência, assumia decisões mais complexas. São justamente essas atividades que a IA consegue absorver com maior facilidade. Nos Estados Unidos, a PwC constatou que funções de entrada mais expostas à IA estão sete vezes mais propensas a exigir competências associadas a profissionais experientes, como julgamento e liderança. Se a máquina passa a fazer o trabalho pelo qual alguém aprendia uma profissão, como formar o profissional sênior de amanhã? O Fórum Econômico Mundial estima que 59 em cada 100 trabalhadores precisarão de capacitação ou requalificação até 2030 — e 11 correm o risco de não recebê-la. Na Cielo, a orientação é clara: “ninguém deve ter vergonha de usar IA, e ela precisa ser ferramenta de todos, não privilégio de poucos”, diz Mochnacs. No iFood, Bozza destaca o profissional capaz de delegar à tecnologia sem abrir mão do pensamento crítico.

estão ganhando peso nas funções mais expostas à tecnologia. O LinkedIn estima que, até 2030, 70% das habilidades utilizadas na maioria das profissões terão mudado, com a inteligência artificial entre os principais motores dessa transformação. Isso não significa que todo trabalhador precise virar programador ou especialista em inteligência artificial. Significa que saber conviver profissionalmente com ela tende a deixar de ser diferencial para se transformar em requisito. Entre os brasileiros, essa necessidade de adaptação parece estar clara, ainda que venha acompanhada de apreensão. O Workmonitor 2026, da Randstad, aponta que 60% têm medo de perder o emprego para a inteligência artificial. Ao mesmo tempo, 87% demonstram interesse em aprender a trabalhar com a tecnologia. O contraste entre receio e disposição para aprender talvez seja um dos retratos mais claros deste momento do mercado de trabalho.

Foto: Divulgação / Cielo

“O QUE MAIS VALORIZAMOS HOJE NÃO É SABER OPERAR UMA FERRAMENTA, É SABER FORMULAR O PROBLEMA. A HABILIDADE CENTRAL VIROU FAZER A PERGUNTA CERTA E AVALIAR CRITICAMENTE A RESPOSTA”

Gabriel Mochnacs, Superintendente Executivo de Dados e Inteligência Artificial da Cielo

O QUE CONTINUA HUMANO A inteligência artificial já entrou no expediente. Por isso, talvez seja simplista perguntar apenas se a IA vai substituir pessoas. Na Cielo, a visão é de equipes híbridas, nas quais agentes executam e humanos decidem. “O que muda de verdade não é o número de funções, é o conteúdo delas”, afirma Mochnacs. Raphael Bozza segue a mesma linha, especialmente quando fala sobre aquilo que permanece difícil de automatizar: “o diferencial humano vai continuar sendo a criatividade, o julgamento ético e a capacidade de criar conexões que a tecnologia não consegue replicar”. A tecnologia provavelmente continuará aprendendo a fazer coisas que hoje parecem exclusivamente humanas. Para trabalhadores e empresas, o desafio será aprender na mesma velocidade. E decidir, no meio desse processo, não apenas o que a máquina pode fazer, mas o que ainda queremos que continue nas mãos das pessoas.


BRANDED CONTENT

54

ST. NICHOLAS: uma década de excelência em Alphaville Da pequena escola que começou em uma garagem nos anos 1980 ao campus internacional em Alphaville, a St. Nicholas construiu uma trajetória marcada por pioneirismo, acolhimento e excelência acadêmica

H

á dez anos, a St. Nicholas School chegava a Alphaville com uma proposta que já carregava mais de três décadas de história: oferecer uma educação internacional que combina excelência acadêmica, acolhimento e formação integral. Desde a inauguração do campus, em 2016, a unidade vem crescendo junto com a região e construindo uma comunidade multicultural voltada para preparar crianças e jovens para um mundo sem fronteiras. A história da escola, porém, começou muito antes. No início dos anos 1980, Anna Kirsten abriu as portas de sua própria casa, em uma garagem voltada para um jardim, para receber apenas seis crianças da vizinhança. O que nasceu de uma relação próxima e afetiva com os alunos cresceu gradualmente até ganhar uma estrutura própria. Em 1993, a escola passou a se chamar St.

Nicholas School. Sete anos depois, tornou-se uma escola internacional reconhecida e autorizada pela International Baccalaureate Organization (IBO) a oferecer o Diploma Programme (DP). Em 2002, conquistou autorização para implementar o Primary Years Programme (PYP), tornando-se a primeira escola do Estado de São Paulo e a segunda do Brasil a oferecer o programa. A trajetória de pioneirismo continuou com a introdução do IGCSE (International General Certificate of Secondary Education) e, posteriormente, do IB Middle Years Programme (MYP), ampliando a experiência internacional oferecida aos estudantes.

ALPHAVILLE: UMA ESCOLA PENSADA PARA O FUTURO Construído em meio à natureza propositalmente, o projeto premiado é de autoria da renomada Aflalo/Gasperini

Arquitetura com o objetivo de oferecer uma educação baseada em investigação, criatividade, colaboração e experiências. Ao longo dos últimos anos, o campus passou por novas ampliações. A escola inaugurou modernos espaços destinados ao Middle Years, posteriormente um centro voltado ao Early Years, com playground desenvolvido especialmente a partir das necessidades de desenvolvimento da primeira infância. E, mais recentemente, um prédio dedicado exclusivamente ao Diploma Programme, com salas de aula e biblioteca integradas à natureza. A expansão acompanha a própria filosofia da St. Nicholas: criar ambientes que não sejam apenas estruturas físicas, mas que também contribuam para a maneira como os alunos aprendem, convivem e descobrem o mundo.


55

UMA COMUNIDADE QUE AMPLIA HORIZONTES A experiência internacional também está presente na diversidade da comunidade escolar. São mais de 23 nacionalidades diferentes e a convivência entre estudantes de diferentes origens e culturas amplia repertórios e transforma a escola em um espaço de troca constante. O objetivo é fazer com que o aluno desenvolva não apenas conhecimento acadêmico, mas também competências para viver em uma sociedade cada vez mais globalizada. Respeito, integridade, comprometimento, mentalidade internacional e pertencimento fazem parte dessa formação. O tradicional sistema de Houses, por exemplo, reúne alunos de diferentes idades em equipes e promove atividades esportivas, culturais e sociais, fortalecendo vínculos e estimulando liderança e espírito de equipe.

Campus foi inaugurado em Alphaville no ano de 2016, propositalmente em meio à natureza

A ST. NICHOLAS AMPLIOU SUA ESTRUTURA E CONSOLIDOU UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO INTERNACIONAL QUE ACOMPANHA O ALUNO DA PRIMEIRA INFÂNCIA AO ENSINO MÉDIO

Fotos: Divulgação

UMA JORNADA INTERNACIONAL COMPLETA Hoje, a St. Nicholas Alphaville oferece uma trajetória educacional que acompanha os estudantes dos 18 meses aos 18 anos, com programas do International Baccalaureate em diferentes etapas. Do Primary Years Programme (PYP) ao Middle Years Programme (MYP) e ao IB Diploma Programme (DP), a proposta estimula os alunos a investigar, questionar, estabelecer conexões e desenvolver pensamento crítico. Com a implementação do Diploma Programme mais completo e abrangente da região, a St. Nicholas oferece aos alunos uma ampla variedade de disciplinas, permitindo que façam escolhas alinhadas aos seus interesses, talentos e projetos para o futuro. São 17 disciplinas oferecidas no nível Standard e 16 no nível Higher, distribuídas entre seis grupos de conhecimento. Além disso, os alunos devem concluir os três componentes obrigatórios do Core do IB: Theory of Knowledge (TOK), Extended Essay (EE) e Creativity, Activity, Service (CAS). Dessa forma, a St. Nicholas consolida-se como uma IB Continuum School, proporcionando uma jornada internacional de aprendizagem contínua, desde a primeira infância até o Ensino Médio. Mais do que preparar para exames e universidades, a proposta busca formar jovens independentes, curiosos e capazes de compreender diferentes perspectivas.

Família Kirsten, gestores da escola


BRANDED CONTENT

56

UM DOS PILARES DA ESCOLA É COLOCAR AS CRIANÇAS NO CENTRO DA EDUCAÇÃO E PREPARÁ-LAS PARA UM FUTURO CADA VEZ MAIS CONECTADO

Agende uma visita

Assista ao vídeo e saiba mais sobre a St. Nicholas

A aprendizagem acontece por meio das experiências e vivências

O Complexo Esportivo é um dos destaques da estrutura, com 10.000 m2

APRENDER DENTRO E FORA DA SALA Na St. Nicholas, a aprendizagem também acontece por meio das experiências. Laboratórios, bibliotecas, áreas de convivência, espaços externos e instalações esportivas ampliam as possibilidades de descoberta. O Complexo Esportivo St. Nicholas Alphaville é um dos destaques da estrutura. Dos 64.000 m2 de terreno e 14.000 m2 de área construída, a escola inaugurou em 2025 um complexo esportivo de 10.000 m2 voltados à excelência esportiva e educacional. Com campo de futebol autorizado pela FIFA, pista de atletismo com 6 raias que segue as especificações

da World Athletics e instalações oficiais para salto em altura e salto em distância. A instituição entende o esporte como parte importante da formação integral, contribuindo para desenvolver disciplina, resiliência, colaboração e confiança.

DE SEIS CRIANÇAS A UMA COMUNIDADE INTERNACIONAL A trajetória iniciada por Anna Kirsten, com seis crianças, transformou-se ao longo de mais de quatro décadas em uma comunidade educacional internacional de 1.400 alunos. Em Alphaville, essa história continua sendo escrita com investimentos em estrutura, tecnologia, currículo e experiências.

Ao celebrar dez anos do campus de Alphaville, a St. Nicholas comemora também a evolução de uma proposta que nasceu pequena, mas sempre teve uma ambição grande: colocar as crianças no centro da educação e prepará-las para um futuro cada vez mais conectado. A história da escola mostra que grandes projetos podem começar de maneira simples. No caso da St. Nicholas, tudo começou em um jardim de uma casa. Hoje, a mesma essência de acolhimento permanece — agora acompanhada por uma educação mundial construída para abrir caminhos para o mundo.


INFORMAÇÕES LEGAIS — PROJETO DO EMPREENDIMENTO DUO STAY RESIDENCE APROVADO PELA PREFEITURA DE BARUERI/SP. A COMERCIALIZAÇÃO SOMENTE SERÁ INICIADA APÓS O REGISTRO DO MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO NO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS COMPETENTE, NOS TERMOS DA LEI FEDERAL Nº 4.591/1964. INCORPORADORA: MAC32 EMPREENDIMENTOS SPE LTDA. INTERMEDIAÇÃO FUTURA: SIGNATURE IMOBILIÁRIA — CRECI 051834, COM SEDE NA AVENIDA SANTO ANTÔNIO, Nº 1453, SALA 1202, BELA VISTA, OSASCO/SP. ESTE MATERIAL É PRELIMINAR, MERAMENTE INSTITUCIONAL E INFORMATIVO, NÃO POSSUI VALOR CONTRATUAL E NÃO CONSTITUI OFERTA, PROPOSTA DE VENDA, RESERVA OU PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMAGENS, PERSPECTIVAS, ARTES, FOTOGRAFIAS, MOBILIÁRIO, EQUIPAMENTOS, VEGETAÇÃO, PAISAGISMO, DECORAÇÃO, AMBIENTAÇÕES E REPRESENTAÇÕES TECNOLÓGICAS SÃO MERAMENTE ILUSTRATIVOS. AS ÁREAS, METRAGENS, CONFIGURAÇÕES, PLANTAS, EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS, FACILIDADES E DEMAIS ESPECIFICAÇÕES SÃO PRELIMINARES E PODERÃO SOFRER AJUSTES ATÉ O REGISTRO DE INCORPORAÇÃO. APÓS O RI, PREVALECERÃO AS INFORMAÇÕES CONSTANTES DOS CONTRATOS, PLANTAS, MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO, MEMORIAL DESCRITIVO E DEMAIS DOCUMENTOS OFICIAIS DO EMPREENDIMENTO. AS ÁREAS DE LAZER, A VEGETAÇÃO, OS ACABAMENTOS E AS ESPECIFICAÇÕES SERÃO ENTREGUES CONFORME O MEMORIAL DESCRITIVO. NÃO HÁ PROMESSA OU GARANTIA DE RENTABILIDADE, VALORIZAÇÃO OU RETORNO FINANCEIRO. EVENTUAIS PROJEÇÕES OU ESTIMATIVAS APRESENTADAS POR TERCEIROS NÃO POSSUEM CARÁTER OFICIAL E NÃO INTEGRAM QUALQUER COMPROMISSO DA INCORPORADORA. INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS ESTÃO SUJEITOS ÀS CONDIÇÕES E VARIAÇÕES DE MERCADO. RECOMENDA-SE AVALIAÇÃO INDEPENDENTE. FOTOS E PERSPECTIVAS MERAMENTE ILUSTRATIVAS. MATERIAL INSTITUCIONAL DE PRÉ-LANÇAMENTO. EMPREENDIMENTO AINDA NÃO COMERCIALIZADO. *OFERTA VÁLIDA EXCLUSIVAMENTE PARA PAGAMENTO À VISTA E PARA UNIDADE DETERMINADA, PODENDO SER ALTERADA SEM AVISO PRÉVIO, CONFORME DISPONIBILIDADE E VIGÊNCIA DA CAMPANHA PROMOCIONAL. TODAS AS INFORMAÇÕES, CONDIÇÕES COMERCIAIS, DETALHES E DOCUMENTOS ENCONTRAM-SE DISPONÍVEIS NO STAND DE VENDAS MEDIANTE ATENDIMENTO COM CONSULTOR. PREÇO E COMERCIALIZAÇÃO VÁLIDOS PARA A UNIDADE DE 31,40 M², LOCALIZADA NO 1º ANDAR, APÓS O DEVIDO REGISTRO DO MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO.


MATÉRIA DE CAPA

60

Ricardo Amorim

O economista mais influente do país

ELEITO PELA REVISTA FORBES COMO UM DOS 100 BRASILEIROS DE DESTAQUE, AMORIM É ECONOMISTA, EMPREENDEDOR E COMUNICADOR, ALÉM DE PALESTRANTE RENOMADO Por Gláucia Arboleya

Fotos Arcave Studio


61

EM ENTREVISTA À EFE, O ECONOMISTA DISCORRE SOBRE O QUE O BRASIL PRECISA FAZER PARA CRESCER, OS SETORES QUE PODEM GERAR OPORTUNIDADES NOS PRÓXIMOS ANOS, OS IMPACTOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL SOBRE EMPRESAS E PROFISSIONAIS E AS MUDANÇAS QUE A TECNOLOGIA DEVERÁ PROVOCAR

R

icardo Amorim construiu uma trajetória que atravessa diferentes universos. Economista, empreendedor, jornalista e comunicador, tornou-se uma das principais referências brasileiras quando o assunto é economia, negócios e transformação. Sua experiência combina a atuação como tomador de decisões no mundo empresarial com décadas dedicadas a traduzir temas complexos para um público amplo. Essa combinação de experiências é, para Amorim, justamente um de seus principais diferenciais. Ao longo da carreira, ele esteve à frente de empresas, participou de projetos em diferentes setores e se consolidou também na comunicação, tornando-se conhecido por explicar economia, inovação, empreendedorismo e finanças sem recorrer ao excesso de jargões. Em entrevista à Efe, o economista discorre sobre o que o Brasil precisa fazer para crescer, os setores que podem gerar oportunidades nos próximos anos, os impactos da inteligência artificial sobre empresas e profissionais e as mudanças que a tecnologia deverá provocar na organização do trabalho. Também revisita momentos decisivos de sua trajetória, comenta sobre liderança, sucesso, família e revela uma visão de futuro baseada menos em previsões e mais na capacidade de adaptação e execução. OS CAMINHOS PARA O BRASIL Para Amorim, não existe uma única transformação capaz de resolver os principais problemas estruturais da economia brasileira. O caminho passa por uma combinação de medidas, começando pela educação. “Se a gente quer reduzir a pobreza e melhorar a distribuição de renda no Brasil,

Ricardo Amorim é um renomado palestrante e presidente da Ricam Consultoria

a gente precisa melhorar a qualificação das pessoas”, afirma. Para ele, a baixa qualificação limita tanto a renda dos trabalhadores quanto a produtividade da economia. Outro ponto fundamental é a questão fiscal. Na avaliação do economista, uma redução sustentável dos juros depende do enfrentamento da dívida pública e do déficit fiscal, o que exigiria uma revisão significativa dos gastos públicos. Entre os caminhos possíveis, ele cita reformas e redução de despesas ineficientes. O resultado esperado seria a criação de condições para reduzir a dívida e os juros e, consequentemente, esti-

mular investimentos produtivos, geração de renda e desenvolvimento. O terceiro eixo, a criação de um grande projeto de geração de valor a partir das vantagens competitivas brasileiras. O agronegócio aparece como um dos principais exemplos, mas Amorim defende que o país avance na cadeia de produção. O Brasil, segundo ele, é muito forte na produção agropecuária, mas ainda concentra boa parte de suas exportações em produtos básicos. Agregar valor, fortalecer a indústria e investir nos setores do futuro, especialmente inteligência artificial, seriam movimentos fundamentais.


MATÉRIA DE CAPA

62

Foto:s Fotos: Torin Zanette

“CADA UM DE NÓS TEM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS E O QUE NOS TORNA ESPECIAIS É EXPRESSAR O MÁXIMO DESSAS CARACTERÍSTICAS ÚNICAS QUE NÓS TEMOS”, DISSE.

Com uma sólida formação em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris, ele acumula mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro

AS OPORTUNIDADES Quando olha para os próximos 25 anos, Amorim identifica no agronegócio uma das áreas com maior potencial de crescimento. A combinação de disponibilidade de terras, água doce, ganhos de produtividade e abertura de novos mercados coloca o Brasil em posição privilegiada. Se a China foi um dos grandes mercados conquistados pelo agronegócio brasileiro nas últimas décadas, ele vê novas possibilidades na União Europeia. No curto prazo, porém, outros segmentos podem ganhar força. Uma queda mais significativa dos juros, por exemplo, teria impacto direto sobre os setores de construção e mercado imobiliário. A educação também aparece entre as grandes oportunidades. “Num mundo em transformação cada vez mais acelerada e o Brasil muito atrasado em qualificação de mão de obra, as oportunidades no setor de educação são absolutamente gigantescas”, avalia.

O RISCO QUE VEM DE FORA Nem todas as transformações são oportunidades. Amorim também chama atenção para um possível risco relacionado à inteligência artificial. Para ele, a atual onda de investimentos em IA guarda algumas semelhanças com a bolha da internet no final dos anos 1990. A expectativa é de que, em algum momento, parte dessa valorização seja revista. “Eu acredito que a IA vai acontecer a mesma coisa, já está acontecendo a mesma coisa. Em algum momento a bolha vai estourar”, afirma. Na visão do economista, isso poderia provocar uma crise financeira global, com impactos negativos também sobre o Brasil. Para os próximos dois ou três anos, ele considera esse um dos principais riscos econômicos externos para o país. A EMPRESA DO FUTURO Se a inteligência artificial representa um desafio, ignorá-la pode ser ainda mais arriscado. Na análise de Amorim, profissionais e empresas que não compreenderem as transformações tecnológicas poderão ser ultrapassados por aqueles que souberem utilizá-las a seu favor. O primeiro passo, segundo ele, é entender as mudanças. O segundo é desenvolver agilidade para reagir. “Quanto mais rápido as coisas mudam, menos tempo a gente tem para poder ter certezas no processo de tomada de decisão”, explica. Essa transformação também deverá alterar profundamente a estrutura das empresas. Ricardo recorre a uma comparação histórica para explicar o modelo tradicional de hierarquia: no Exército Romano, informações e ordens percorriam diferentes

níveis até chegar ao comando. O problema, segundo ele, é que estruturas hierárquicas muito extensas podem perder informação ao longo do caminho. Com sistemas de informação cada vez mais centralizados e inteligência artificial capaz de levar dados diretamente às pessoas que precisam tomar decisões, ele acredita que as camadas intermediárias das organizações tendem a diminuir. “Essas camadas do meio das empresas, desde coordenadores talvez até vice-presidentes, gradualmente vão encolher cada vez mais”, prevê. Para ele, essa pode ser uma das maiores mudanças na organização do trabalho desde a Revolução Industrial. O QUE A IA NÃO SUBSTITUI A transformação tecnológica também deverá redefinir o valor das competências humanas. Atividades artísticas, esportivas, relacionais e funções que envolvem cuidado, contato e interação humana tendem a ganhar relevância. Na área da saúde, por exemplo, Amorim vê espaço para valorização de atividades que dependem da presença e do contato. Já funções predominantemente analíticas e tarefas que podem ser automatizadas estarão cada vez mais pressionadas pela inteligência artificial. O desafio, portanto, não seria simplesmente competir com a tecnologia, mas aprender a trabalhar com ela. A CORAGEM DE FAZER DIFERENTE Para empreendedores, Amorim aponta uma característica fundamental: coragem para fugir dos caminhos já percorridos. “A primeira grande questão é a


63


MATÉRIA DE CAPA

64


65

EXPERIMENTE TUDO. FAÇA TUDO QUE OS OUTROS NÃO QUEIRAM FAZER, PORQUE ISSO VAI TE DAR CONHECIMENTOS MAIS AMPLOS QUE OS OUTROS NÃO TÊM E VAI TE TRAZER UMA VANTAGEM COMPETITIVA MUITO SIGNIFICATIVA”, ACONSELHA. coragem de fazer o que os outros não estão fazendo, porque isso evita uma competição muito maior e muito mais destrutiva”, afirma. Ele também destaca a importância da velocidade de decisão. Para o economista, esperar por informações perfeitas pode significar perder oportunidades. “A incapacidade de decisão talvez seja uma das maiores características de quem fracassa”, ressalta. Na sua experiência, empreendedores bem-sucedidos agem quando já possuem informação suficiente, mesmo sabendo que nunca terão todas as respostas, e demonstram persistência diante das dificuldades. Outro atributo é a capacidade de inspirar pessoas. Amorim destaca a importância de líderes que conseguem comunicar uma visão de futuro e motivar equipes a fazer parte dela. UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA PELA DIVERSIDADE Curiosamente, a decisão que mais influenciou sua carreira não foi, segundo ele, propriamente profissional. Aos 15 para 16 anos, Amorim foi treinar natação nos Estados Unidos durante as férias. Acabou convivendo com atletas de alto nível e recebeu do treinador um convite para continuar treinando com a equipe. Ele não acreditou que fosse bom o suficiente e voltou ao Brasil. Anos depois, viu Gustavo Borges, com quem havia competido, conquistar uma medalha olímpica em Barcelona, em 1992. A experiência deixou uma lição que levaria para a vida profissional: experimentar coisas diferentes pode desenvolver habilidades que dificilmente seriam adquiridas seguindo um único caminho. Essa diversidade acabou se tornando uma marca de sua trajetória. “Experimente tudo. Faça tudo que os

outros não queiram fazer, porque isso vai te dar conhecimentos mais amplos que os outros não têm e vai te trazer uma vantagem competitiva muito significativa”, aconselha. COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL Outra grande virada veio quando aceitou o convite para se tornar apresentador de um programa de televisão. A experiência o obrigou a desenvolver uma habilidade que até então não dominava completamente: comunicar assuntos complexos de forma clara para um público amplo. Ao mesmo tempo em que acumulava experiência empresarial, passou a conviver com alguns dos principais comunicadores brasileiros. Essa combinação, acredita, ajudou a formar um perfil pouco comum: alguém que conhece o ambiente de decisão empresarial e também consegue traduzir economia e negócios para quem não é especialista. SUCESSO TEM UMA MÉTRICA PRÓPRIA Amorim também prefere não definir sucesso a partir dos parâmetros impostos pela sociedade. Para ele, cada pessoa deveria estabelecer sua própria métrica. “Cada um de nós tem características próprias e o que nos torna especiais é expressar o máximo dessas características únicas que nós temos”, disse. Hoje, sua definição de sucesso está cada vez mais relacionada ao impacto que consegue gerar na vida de outras pessoas. Ele conta que frequentemente recebe relatos de pessoas dizendo que alguma informação, conversa ou trabalho seu mudou sua trajetória. “Isso, para mim, talvez seja a maior satisfação e sentimento de sucesso que eu tenho.”


MATÉRIA DE CAPA

66

“O MAIOR LEGADO QUE EU GOSTARIA DE DEIXAR É AS PESSOAS TEREM A CRENÇA, A CORAGEM E OS INSTRUMENTOS PARA SEREM TUDO QUE ELAS PODEM SER”

O trabalho é uma parte importante de sua vida, mas a família ocupa um lugar ainda mais relevante. Ele também atribui à paternidade uma das maiores transformações pessoais de sua vida. Tornar-se pai, afirma, mudou sua maneira de enxergar o mundo e fortaleceu o desejo de contribuir para um futuro melhor. Para manter alta performance, aposta em hábitos básicos: dormir o suficiente, alimentar-se bem, praticar exercícios e preservar boas relações pessoais. O exercício, em particular, continua sendo importante para seu bem-estar físico e mental.

Ao lado de sua esposa

UM OLHAR CONSTRUTIVO PARA O BRASIL Ricardo se define como uma pessoa construtiva. Não necessariamente otimista — porque considera perigoso o otimismo sem análise de riscos —, mas alguém que procura identificar possibilidades de transformação. “Eu acho que a gente tem um monte de problemas, mas um monte de oportunidades”, destaca sobre o Brasil. Entre elas, cita a possibilidade de ampliar a economia ambiental e explorar vantagens brasileiras em energia limpa. Para ele, o país precisa criar um ambiente de confiança e regras capazes de atrair investimentos e permitir que essas oportunidades sejam transformadas em negócios.

No seu tempo livre, um dos seus hobbies é jogar tênis

TRABALHO, FAMÍLIA E PERFORMANCE Apesar da agenda intensa, Amorim não enxerga sua vida profissional e pessoal como universos completamente separados. “Eu não sei se a palavra que eu usaria é equilíbrio, pelo menos não no sentido de separação”, explica.

O LEGADO Ao falar sobre o que gostaria de deixar como legado, Amorim não cita números, empresas ou cargos. Seu desejo é ajudar pessoas a desenvolverem confiança, conhecimento e coragem para alcançar seu potencial. “O maior legado que eu gostaria de deixar é as pessoas terem a crença, a coragem e os instrumentos para serem tudo que elas podem ser.” É uma visão que conecta sua trajetória profissional àquilo que hoje considera sua missão: ampliar possibilidades. O FUTURO É PARA QUEM CONSTRÓI Para Ricardo Amorim, a tecnologia está reduzindo antigas barreiras de entrada para empreendedores. Recursos que antes estavam disponíveis apenas para grandes empresas passaram a ser acessíveis a negócios menores graças à digitalização — e a inteligência artificial acelera ainda mais esse processo. Ele cita o surgimento de empresas extremamente valiosas construídas por equipes muito pequenas como exemplo de uma mudança que já está em curso. No fim, sua visão sobre o futuro dos negócios pode ser resumida em uma frase: “O futuro dos negócios é aquilo que a gente conseguir sonhar e conseguir executar.” E talvez seja justamente nessa combinação entre visão e ação que esteja uma das principais mensagens de Ricardo Amorim para um mundo em transformação: não basta prever o futuro. É preciso estar preparado para construí-lo.


Foto: Divulgação

67


QUEM EDUCA

68

ROBÓTICA

como ferramenta de aprendizagem Em entrevista, diretor da Escola Internacional de Alphaville explica como tecnologia, STEAM e cultura maker contribuem para a formação integral dos alunos

E

m um cenário em que criatividade, pensamento crítico e capacidade de adaptação ganham cada vez mais importância, a robótica deixa de ser apenas uma ferramenta ligada ao universo da tecnologia e passa a ocupar espaço estratégico na educação. Os estudantes são estimulados a experimentar, lidar com erros e encontrar soluções para problemas concretos. Na Escola Internacional de Alphaville, essa abordagem faz parte de uma proposta de aprendizagem prática e interdisciplinar, que reúne iniciativas como o MakerSpace e o STEAM. Confira uma entrevista sobre o assunto com o diretor Carlos Maffia Neto.

efe. Por que a robótica ganha cada vez mais espaço dentro das escolas? Carlos. Ela aproxima o estudante de situações concretas e permite que ele transforme conceitos em soluções práticas. Ao criar, testar e aprimorar um projeto, o aluno deixa de ser apenas receptor de informações e passa a investigar, tomar decisões e buscar soluções. Esse tipo de experiência também dialoga com as demandas de um mundo em constante transformação, no qual criatividade, pensamento crítico, colaboração e capacidade de adaptação são cada vez mais importantes.

efe. O que a robótica pode oferecer ao processo de aprendizagem que outros métodos tradicionais não conseguem? Carlos. A principal contribuição está na possibilidade de aprender fazendo. Quando o estudante desenvolve um projeto, ele precisa pesquisar, planejar, testar hipóteses, identificar erros e buscar alternativas. Esse processo torna conceitos de áreas como matemática, ciências e tecnologia mais concretos e favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade, da resolução de problemas, da autonomia e do trabalho em equipe. efe. A robótica deve ser entendida apenas como uma preparação para carreiras ligadas à tecnologia ou pode contribuir para a formação dos estudantes de maneira mais ampla? Carlos. Embora experiências com tecnologia possam despertar o interesse por carreiras relacionadas à ciência, engenharia e inovação, as competências desenvolvidas nesse processo são importantes independentemente da profissão que o estudante escolher. Nossa proposta de formação integral busca desenvolver competências cognitivas, socioemocionais e éticas, além de estimular

Carlos. Na Escola Internacional, a tecnologia está inserida em uma proposta de aprendizagem prática e interdisciplinar, especialmente por meio do MakerSpace e do STEAM. O MakerSpace é um ambiente dedicado à criatividade, à experimentação e ao aprendizado prático, equipado com recursos como impressoras 3D e cortadoras a laser. No Ensino Fundamental I, os alunos têm aulas quinzenais nesse espaço, nas quais desenvolvem habilidades de design e inovação a partir da cultura do “faça você mesmo”. Já no Ensino Fundamental II, o STEAM integra ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, estimulando os alunos a resolver problemas complexos e trabalhar em equipe. Carlos Maffia Neto é diretor da Escola Internacional de Alphaville

curiosidade, autonomia, protagonismo e capacidade de trabalhar de forma colaborativa. A tecnologia, nesse contexto, é uma ferramenta para ampliar essas possibilidades de aprendizagem, e não um objetivo isolado. efe. Como a robótica está inserida na proposta pedagógica da Escola Internacional?

efe. O que podemos esperar dos próximos anos em relação à robótica na educação? Carlos. A tendência é que experiências de tecnologia, STEAM e cultura maker estejam cada vez mais conectadas a diferentes áreas do currículo, permitindo que os alunos pesquisem, criem, testem e desenvolvam soluções para problemas reais. Ao mesmo tempo, será fundamentalpreparar os estudantes não apenas para utilizar novas tecnologias, mas para pensar criticamente sobre elas.

Fotos: Divulgação

“A ROBÓTICA APROXIMA O ESTUDANTE DE SITUAÇÕES CONCRETAS DE APRENDIZAGEM E PERMITE QUE ELE TRANSFORME CONCEITOS EM SOLUÇÕES PRÁTICAS”

Na Escola Internacional, a tecnologia está inserida em uma proposta de aprendizagem prática e interdisciplinar, por meio do MakerSpace e do STEAM


BRANDED CONTENT

70

Revisão da avaliação da SPU pode reduzir o valor do foro pago por proprietários de imóveis Levantamento técnico e pedido administrativo junto à Secretaria de Patrimônio da União podem corrigir a base de cálculo do foro anual, reduzindo a cobrança futura e revisão de custos

“QUANDO HOUVE UM ERRO NO CÁLCULO DE FORO 20 ANOS ATRÁS, O PROPRIETÁRIO ESTÁ PAGANDO MUITO MAIS DO QUE DEVERIA HÁ ANOS” Dra. Fernanda Bonatto, Sócia da Alpha Soluções. Equipe da Alpha Soluções, empresa com sede em Alphaville

elaboração da documentação necessária, reconstrução da série histórica e acompanhamento do processo até a decisão do órgão. Quando a revisão é considerada cabível, o foro passa a ser calculado sobre a nova avaliação e os valores pagos a maior nos anos anteriores podem ser reconhecidos como crédito, sendo via compensação, sendo via restituição. Casos concluídos em julho de 2026 demonstram os efeitos da revisão. Em um imóvel no Tamboré 3, em Santana de Parnaíba, o foro anual caiu de R$ 8.854,84 para R$ 3.485,38, redução de 60,6%, com reconhecimento de R$ 56.856,16 pagos a maior entre 2012 e 2025. Já em um imóvel de Alphaville 2, em Barueri, a cobrança foi reduzida de R$ 6.257,16 para R$ 3.965,27, além do reconhecimento de R$ 33.817,75 referentes ao período de 2008 a 2025.

A Alpha Soluções informa que a análise inicial é gratuita e que sua remuneração ocorre exclusivamente quando há benefício efetivo para o cliente. Se a SPU não reconhecer a necessidade de revisão, não há cobrança. Com sede no Ed. Itower, em Alphaville, a empresa atua em processos administrativos relacionados ao patrimônio da União e regularização imobiliárial, atendendo proprietários de Alphaville, Tamboré e outras regiões do país. Mais informações podem ser consultadas através do email contato @alphasolucoes.com ou pelo WhatsApp (11) 94033-8382. Fotos: Thiago Henrique

M

ilhares de imóveis localizados em regiões como Alphaville, Tamboré e litoral estão em terrenos da União e, por isso, estão sujeitos ao pagamento anual do foro. A cobrança corresponde a 0,6% do valor do terreno atribuído pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e não substitui o IPTU, já que são cobranças distintas. Segundo a Alpha Soluções, empresa que atua em regularizações e transações imobiliárias em Barueri, quando a avaliação utilizada pela SPU não reflete as características reais do terreno, o proprietário pode pagar um valor superior ao devido por muitos anos. Nessas situações, é possível apresentar um pedido de revisão diretamente à SPU. O trabalho envolve levantamento técnico e documental, revisão de todo o histórico de lançamentos das cobranças,

Dra. Fernanda Bonatto, sócia da Alpha Soluções


Tecnologia & Design & Inovação. Mais do que imóveis únicos em Alphaville, oferecemos experiências memoráveis.

Acesse e dê um Upgrade na sua vida.

71


IMÓVEIS

72

Alphaville entra no 2° semestre com mercado imobiliário aquecido Lançamentos de novos empreendimentos, mudança no perfil do comprador e investimentos em mobilidade reforçam o potencial imobiliário da região nos próximos meses Por Beatriz Bononi


73

“CADA LANÇAMENTO POSSUI SUA IDENTIDADE, MAS TODOS REPRESENTAM O MESMO PROPÓSITO: CRIAR EMPREENDIMENTOS QUE DEIXEM LEGADO E CONTRIBUAM PARA A EVOLUÇÃO DE ALPHAVILLE”, AFIRMA STORTO.

Fotos: Divulgação

O

mercado imobiliário de Alphaville chega ao segundo semestre de 2026 mantendo um ritmo de negócios positivo e com perspectivas de continuidade da valorização. A combinação entre qualidade de vida, segurança, infraestrutura, novos produtos e investimentos em mobilidade sustenta o otimismo de empresas que atuam diretamente na região e aponta para uma nova fase de desenvolvimento do bairro. Para Marcelo Moralles, à frente da UpGrade Imóveis, a resiliência do mercado ao longo do ano está relacionada a uma combinação de fatores. “O mercado imobiliário de Alphaville, ao longo de 2026, vem se mostrando bastante resiliente. É um mercado que mostra sua força em função de inúmeros fatores, desde localização, segurança, infraestrutura, que a cada ano vem melhorando.” Na avaliação de Felipe Chukr, CEO da Arqos, a perspectiva para os próximos meses também é positiva. “A Arqos avalia o segundo semestre de 2026 com otimismo. Alphaville continua sendo um dos mercados imobiliários mais consolidados e desejados da Região Metropolitana de São Paulo, sustentado por uma demanda consistente, infraestrutura completa e elevada qualidade de vida.” Leandro Storto, diretor de Incorporação da NLS Incorp, segue na mesma direção. “Somos bastante otimistas. Alphaville continua sendo um dos mercados imobiliários mais sólidos do país, impulsionado por infraestrutura, qualidade de vida e um público que valoriza produtos de alto padrão.” O cenário, porém, não significa um com-

Leandro Storto, diretor de Incorporação da NLS Incorp

prador menos atento. Ao contrário. As três empresas identificam um consumidor mais informado, que pesquisa, compara e procura justificar a decisão de compra a partir de um conjunto cada vez maior de atributos. “Observamos uma demanda mais criteriosa e bem informada. O comprador atual pesquisa mais, compara empreendimentos e valoriza atributos que vão além da metragem”, afirma Chukr. Segundo Storto, o comprador evoluiu. Hoje ele pesquisa mais, compara mais e entende muito melhor o valor de um bom projeto. “Além da localização, passou a priorizar qualidade de vida, arquitetura, bem-estar, flexibilidade das plantas e a reputação da incorporadora”.


IMÓVEIS

74

“O MERCADO IMOBILIÁRIO DE ALPHAVILLE, AO LONGO DE 2026, VEM SE MOSTRANDO BASTANTE RESILIENTE”, DIZ MORALLES

O Copa contará com espaços projetados para momentos de bem-estar e lazer

Para Moralles, essa mudança faz com que o próprio produto ganhe protagonismo. “Em relação ao que está influenciando mais na decisão de compra hoje, o primeiro fator é produto. O segundo é produto. O terceiro é produto.”

Art Design Residence, da RSF Empreendimentos, foi lançado recentemente no 18 do Forte

VARIEDADE DE LANÇAMENTOS A movimentação do setor também pode ser observada na variedade de empreendimentos que chegam ao mercado. Em vez de uma oferta homogênea, Alphaville passa a reunir projetos voltados a diferentes perfis, desde investidores interessados em unidades menores até empreendimentos de alto padrão e novos conceitos de lazer e urbanismo. Na Arqos, um dos principais destaques recentes é o BLVD Alti, primeiro empreendimento vertical do bairro planejado DISTRITQ. O projeto já alcançou 85% de unidades vendidas, segundo a incorporadora, e aposta em um modelo construtivo industrializado, com estruturas pré-moldadas de concreto e planejamento integrado entre arquitetura, engenharia e instalações. Para Chukr, o desempenho do projeto reforça a aposta da empresa em um novo polo urbano. “A Arqos man-

tém um planejamento contínuo de expansão em Alphaville e, até o fim de 2026, prevê a ampliação dos empreendimentos que integram o DTQ, reforçando a proposta de desenvolver um novo polo urbano na região.” A NLS também terá um segundo semestre movimentado. Entre os projetos previstos está o Ocean Club Alphaville, complexo de experiências que reúne piscina de ondas, praia, wellness, esportes, gastronomia e espaços de convivência. A companhia também prepara o RYO Copacabana, com apartamentos de 43 a 77 metros quadrados. Outro projeto é o COPA, no 18 do Forte, que chega ao mercado em sua reta final de obras, com apartamentos de 120 metros quadrados personalizáveis. “Cada lançamento possui sua identidade, mas todos representam o mesmo propósito: criar empreendimentos que deixem legado e contribuam para a evolução de Alphaville”, afirma Storto. Na UpGrade, a estratégia acompanha dois movimentos distintos. De um lado, produtos menores, voltados especialmente ao público investidor e à locação. De outro, imóveis de maior metragem e padrão mais elevado.


75

“De encontro a isso, a gente lança dois projetos para ir de frente com o público investidor. É um, dois e três dormitórios para ter Airbnb. Então é locação na veia, rentabilidade na alma”, afirma Moralles. A empresa também trabalha com os empreendimentos Art Design Residence, no 18 do Forte, da RSF Empreendimentos, e Arborium, no Alphagran, da JMF, que foram lançados recentemente.

CASTELLO BRANCO E NOVOS ACESSOS Se os lançamentos ajudam a medir a temperatura do mercado, as obras de infraestrutura apontam para onde esse mercado pode caminhar. A conclusão das intervenções na Rodovia Castello Branco e a remodelação do trevo de Alphaville são vistas pelo setor como elementos capazes de melhorar a mobilidade, fortalecer a conexão com São Paulo e ampliar a atratividade da região. “A mobilidade sempre foi um dos fatores que mais influenciam o desempenho do mercado imobiliário”, afirma Chukr. “Melhorias viárias tendem a reduzir o tempo de deslocamento, aumentar a integração entre Alphaville e a capital e tornar a região ainda mais competitiva

para moradores e investidores.” Para a NLS, o efeito da infraestrutura também ultrapassa a questão do deslocamento. “Investimentos em mobilidade sempre geram impactos positivos para o mercado imobiliário. A melhoria dos acessos fortalece a integração de Alphaville com a capital, reduz o tempo de deslocamento e amplia a atratividade da região para moradores e empresas”, explica Storto. O impacto pode ser ainda mais relevante quando se considera que os investimentos não se limitam à principal rodovia de ligação com a capital. Novos acessos começam a aproximar diferentes áreas da região e criar alternativas de circulação, contribuindo para uma ocupação mais integrada do território. Um exemplo citado pela Arqos é a conexão entre Alphaville e o DISTRITQ pelo km 22 da Castello Branco. Segundo Chukr, o trajeto pode ser feito em aproximadamente 12 minutos de carro, sem a necessidade de enfrentar semáforos. “Essa facilidade reforça a integração do distrito à dinâmica de Alphaville e amplia as possibilidades para quem busca praticidade no dia a dia, além de qualidade urbana e potencial de valorização”, destaca.

Com obras chegando na reta final, o empreendimento Copa, da NLS, terá apartamentos de 120m2


IMÓVEIS

76

O DISTRITQ, da Arqos, é o novo bairro de Alphaville que une estilo, equilíbrio e natureza

“OBSERVAMOS UMA DEMANDA MAIS CRITERIOSA E BEM INFORMADA. O COMPRADOR ATUAL PESQUISA MAIS, COMPARA EMPREENDIMENTOS E VALORIZA ATRIBUTOS QUE VÃO ALÉM DA METRAGEM”, AFIRMA CHUKR.

Já no 18 do Forte está sendo construída uma nova via de acesso, com entrega prevista para outubro deste ano, que vai conectar a região à Avenida Marcos Penteado e ao Residencial Zero, criando uma nova alternativa de circulação.

Felipe Chukr é CEO da Arqos

O MAPA DE ALPHAVILLE ESTÁ MUDANDO Mais do que impulsionar os endereços já consolidados, o novo ciclo de infraestrutura e lançamentos começa a redistribuir os pontos de interesse da região. O Alphagran é um dos exemplos mais evidentes. Criado há três anos, segundo Moralles, o bairro planejado começa em 2026 a entrar em sua fase de entregas. “Esse ano é o primeiro ano de entrega. Já foi feita uma entrega e ainda tem mais três programadas para esse ano. Então toda aquela história que a gente contava da promessa de ser o bairro design, o bairro mais moderno e valorizado de Alphaville, hoje de fato é uma realidade”. A NLS também acompanha a consolidação do bairro. “O Alphagran vem ganhando protagonismo e é muito positivo ver a região se consolidando como

uma nova opção de moradia, reunindo empreendimentos de diferentes perfis e importantes incorporadoras do mercado”, afirma Storto. Para a incorporadora, no entanto, o próximo ciclo não estará concentrado em uma única área. O 18 do Forte aparece como outro polo de forte potencial, enquanto a região central, especialmente o entorno da Al. Rio Negro, ainda pode receber uma nova geração de projetos. “O 18 do Forte deixou de ser apenas uma excelente localização para se tornar um dos endereços mais desejados de Alphaville. A combinação entre mobilidade, gastronomia, serviços e um ambiente urbano cada vez mais qualificado faz da região um polo natural para empreendimentos”, avalia Storto. Moralles vai além e vê o 18 do Forte assumindo uma posição central no futuro da região. “Eu falo sempre que o 18 do Forte vai se tornar o epicentro de Alphaville, porque ele vai ficar de fato no miolo do miolo de Alphaville.” A região também passa por uma transformação em sua dinâmica urbana. “Ele é


Fotos: Divulgação

77

de fato um bairro como eu chamo de a Vila Madalena de Alphaville, onde tem a maior concentração dos restaurantes. Uma turma descolada, tem muito influencer, muita gente nova vindo para essa região e adotando ela como a queridinha de Alphaville”, enfatizou Moralles.

O QUE VEM DEPOIS DOS NOVOS POLOS? A expansão não se resume ao lançamento de novos prédios. O que está em curso é uma mudança na própria lógica de desenvolvimento imobiliário da região, que passa a combinar empreendimentos residenciais, serviços, lazer, mobilidade e planejamento urbano. O DISTRITQ representa uma dessas apostas. A Arqos trabalha para ampliar o projeto até o fim de 2026 e consolidá-lo como um novo polo urbano. “O conceito da empresa é combinar arquitetura contemporânea, alto padrão construtivo, localização estratégica e soluções voltadas ao bem-estar e à qualidade de vida”, diz Chukr. O movimento revela também uma mudança naquilo que o mercado consi-

dera um bom imóvel. Localização e metragem continuam importantes, mas passaram a dividir espaço com conceitos como flexibilidade, eficiência, tecnologia, sustentabilidade, lazer e bem-estar. “O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio para se tornar uma escolha de estilo de vida”, resume Storto. Chukr também observa essa transformação no perfil dos compradores. “Há uma busca crescente por imóveis que ofereçam qualidade de vida, flexibilidade de uso dos espaços, eficiência construtiva e soluções que facilitem a rotina.” E existe ainda um público que ganhou força nos últimos anos: o investidor. Para a Arqos, a demanda hoje é formada tanto por famílias quanto por compradores interessados no potencial de valorização da região. Moralles, por sua vez, destaca também a procura por imóveis destinados à locação. Esse cenário ajuda a explicar por que a perspectiva para o segundo semestre permanece positiva mesmo diante de um ambiente econômico que exige mais racionalidade na decisão de compra.

Fotos: Divulgação/ViaOeste

Arborium terá apartamentos de 230 e 340m² e Penthouses Duplex de 230m²

O Arborium, lançamento da JMF, será construído no Alphagran


Foto: Divulgação/ site CBRE

IMÓVEIS

78

URDI Barueri, complexo logístico localizado no Jardim Belval

A corrida pelo metro quadrado

Por Aliz Lambiazzi

E

M

Y

CM

VAREJO E E-COMMERCE ABOCANHANDO QUASE TUDO Por trás dessa corrida estão alguns dos maiores nomes do varejo e do e-commerce. Segundo levantamento da Newmark Brasil, divulgado pela Exame, o Mercado Livre liderou as locações de galpões no primeiro semestre de 2026, com 109 mil metros quadrados contratados, seguido pela Amazon, com 82 mil m². Já dados da SiiLA mostram que, considerando a ocupação total, o Mercado Livre também permanece na liderança nacional, à frente de Shopee, Amazon e Shein. A busca dessas empresas por operações mais eficientes e entregas cada vez mais rápidas consolidou Barueri e o eixo oeste da Grande São Paulo como um dos principais hubs logísticos do país. Ainda segundo a Newmark, a absorção bruta de condomínios logísticos ultrapassou 2,05 milhões de metros quadrados apenas no primeiro semestre deste ano, sem contar outros 448 mil m² de pré-locações contratadas para empreendimentos ainda em desenvolvimento. O movimento tem impulsionado um novo ciclo de investimentos. De acordo com a SiiLA, a receita gerada pelos galpões logísticos no Brasil ultrapassou R$ 7,7 bilhões nos últimos 12 meses, enquanto o aluguel médio nacional rompeu pela primeira vez a marca de R$ 30 por metro quadrado. O mercado passou a priorizar ativos

em localizações estratégicas, capazes de reduzir custos operacionais e encurtar o tempo de entrega. Mais do que acompanhar o crescimento do e-commerce, os galpões logísticos passaram a definir a velocidade da economia. E, nesse mapa, Barueri deixou de ser apenas um polo empresarial para se consolidar como um dos endereços mais cobiçados da logística nacional.

MY

CY

CMY

K

Foto: Magnific

Impulsionado pelo avanço do e-commerce, o mercado de galpões logísticos vive um boom. Com vacância próxima de zero, Barueri se consolida como um dos polos mais estratégicos do país

les são discretos por fora, mas movimentam bilhões de reais e ditam o ritmo do comércio moderno. Os galpões logísticos deixaram de ser simples depósitos para se tornarem ativos estratégicos na disputa pela eficiência. Em um cenário em que o consumidor espera receber uma compra em poucas horas, estar mais perto dos grandes centros urbanos passou a valer tanto quanto o próprio produto. É nesse contexto que Barueri e o eixo oeste da Grande São Paulo ganharam protagonismo. Ao lado de Cajamar, Santana de Parnaíba, Itapevi e Jandira, a cidade integra um dos corredores logísticos mais importantes do Brasil, favorecido pela conexão com as rodovias Castello Branco, Anhanguera, Bandeirantes e Rodoanel. A demanda aquecida fez a oferta encolher. Levantamento da plataforma de inteligência imobiliária SiiLA mostra que Barueri registra apenas 0,57% de vacância em seus condomínios logísticos, a menor taxa entre os principais polos paulistas. Em Guarulhos, o índice é de 1,21%, enquanto a média nacional chega a 4,43%. Na prática, encontrar um galpão disponível em regiões estratégicas tornou-se um desafio. O aquecimento do mercado também impulsionou os preços: em Barueri, o aluguel médio gira em torno de R$ 27 por metro quadrado, embora empreendimentos de padrão mais elevado alcancem valores superiores.

C

Aceleração e eficiência formam a infraestrutura logística que o e-commerce exige


79


AREA transforma resíduos em sustentabilidade

A

gestão das áreas verdes vai muito além da manutenção da paisagem urbana. Na AREA Alphaville, o Departamento de Manutenção desenvolve um trabalho que alia preservação ambiental, economia de recursos e responsabilidade com o futuro da região. Por meio de um sistema estruturado de compostagem, resíduos provenientes da poda de árvores, arbustos e manutenção de gramados deixam de seguir para aterros sanitários e passam a ser transformados em adubo orgânico de alta qualidade. A iniciativa reduz o impacto ambiental do descarte e reforça o compromisso da AREA Alphaville com práticas sustentáveis. O trabalho é realizado em uma área cedida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e pela Prefeitura de

Barueri, destinada ao desenvolvimento do processo de compostagem e reaproveitamento dos resíduos provenientes da manutenção das áreas verdes. Além de reduzir o volume destinado aos aterros sanitários, a compostagem devolve nutrientes ao solo, contribuindo para a saúde da vegetação e fechando o ciclo dos resíduos orgânicos de forma ambientalmente responsável. Os resultados são percebidos em diferentes frentes: redução do volume de resíduos enviados aos aterros, diminuição das emissões relacionadas ao transporte e descarte, reaproveitamento da matéria orgânica e fortalecimento das áreas verdes, que passam a receber um adubo produzido a partir dos próprios resíduos gerados pela manutenção urbana.

Fotos: Divulgação

BRANDED CONTENT

80

Telefone Segurança AREA: (11) 4191-2300 Praça Oiapoque, 333 – Alphaville, Barueri @areaalphaville

BAIXE O APP DA AREA

Siga-nos no Instagram

ANDROID

APPLE


81

Receba gratuitamente no escritório ou na sua casa. efe., a revista de negócios da Folha de Alphaville.

assinaturas@revistaefe.com.br Siga a efe. no Instagram


“QUANTO MAIS CONECTADO, INTELIGENTE E ELETRIFICADO SE TORNA O AUTOMÓVEL, MAIS COMPLEXA PODE SER A DECISÃO DE COMPRA”

Fotos: DiPres, NorthSkyfilms e Hadrian/ Shutterstock

AUTOS

82


83

Quanto mais tecnológico for o carro, mais humano deve ser o processo da venda O papel do vendedor deixa de ser o de apresentar uma ficha técnica e passa a ser o de conduzir uma experiência Por Ben-Geder Trindade

Foto: arquivo pessoal

S

e o cliente conhece o preço, a autonomia e os equipamentos do carro direto no celular, por que ainda precisa entrar em uma concessionária?” Antes de visitar uma loja, o consumidor já pesquisou modelos, comparou preços, assistiu a avaliações e, muitas vezes, conhece detalhes que a própria equipe de vendas ainda não domina. Mas existe um paradoxo: quanto mais conectado, inteligente e eletrificado se torna o automóvel, mais complexa pode ser a decisão de compra. Autonomia, eletrificação, recarga, conectividade, assistentes de condução ADAS (Advanced Driver-Assistance Systems) e novas tecnologias ampliaram as possibilidades e as dúvidas. O cliente não precisa apenas de uma ficha técnica. Precisa de alguém que transforme tecnologia em conveniência, atributos em benefícios e insegurança em confiança. É aqui que o vendedor deixa de apresentar veículos e passa a conduzir experiências. Como defendo no livro A Experiência Encantadora de Vendas, o cliente pode esquecer detalhes da negociação, mas dificilmente esquecerá como foi tratado e como se sentiu. Vender não é recitar equipamentos. É reconhecer quem está à sua frente, compreender seu momento de vida e demonstrar como aquele veículo pode melhorar sua rotina, proteger sua família ou representar uma conquista. O cliente não quer apenas atendimento. Ele quer relacionamento verdadeiro.Atendimento é responder a uma pergunta. Relacionamento é fazer as perguntas certas. Atendimento é mostrar o carro. Relacionamento é descobrir o que ele representa para o cliente. Atendimento termina quando a informação é entregue. Relacionamento continua até que o cliente se sinta seguro para decidir e permanece depois da venda. Por isso, o test-drive nunca foi tão importante. Explicar diferenciais é necessário, mas fazer o cliente experimentá-los é

Ben-Geder, especialista em mercado automotivo

decisivo. É no volante que a tecnologia deixa de ser promessa e passa a fazer sentido. O vendedor encantador cria um roteiro personalizado e permite que o cliente se imagine vivendo aquela experiência. A jornada não termina com a assinatura do contrato. A retirada do veículo deve ser o ponto alto de uma conquista: preparada com cuidado, celebrada com emoção e acompanhada por uma entrega técnica personalizada. Não ensinar o cliente a usufruir dos recursos é entregar apenas parte do valor que ele comprou. A tecnologia pode tornar o processo mais rápido e conveniente. Mas não podemos permitir que a automação transforme pessoas em números e relações em etapas de um funil de vendas. O digital deve eliminar burocracias para liberar o vendedor a fazer

aquilo que nenhuma máquina substitui por completo: ouvir, interpretar emoções, transmitir segurança e construir confiança. O futuro da venda de automóveis não será uma disputa entre tecnologia e pessoas. Será a união inteligente das duas. As concessionárias vencedoras serão aquelas capazes de usar a tecnologia para aproximar, personalizar e encantar. Quanto mais sofisticado for o produto, maior será a necessidade de uma experiência simples, acolhedora e humana. No fim, máquinas e I.A. conectam sistemas e trazem produtividade. Pessoas conectam sonhos, necessidades e decisões. É essa conexão humana que transforma uma compra em conquista e uma venda em uma experiência encantadora e premium.


BRANDED CONTENT

84

Arquitetura que traduz histórias

N

a arquitetura de alto padrão, sofisticação vai muito além da escolha de materiais nobres ou de uma estética impecável. Está na capacidade de criar espaços que tenham identidade, funcionalidade e significado. É sob essa perspectiva que os arquitetos Ana Cristina Quitete e Leonardo Faria constroem, há mais de 26 anos, uma trajetória marcada por projetos autorais, elegância e excelência técnica. À frente do escritório, os sócios acreditam que cada projeto deve ser uma tradução particular de quem irá vivenciá-lo. Por isso, nenhum trabalho segue fórmulas prontas. Residências e espaços corporativos são desenvolvidos a partir de uma leitura cuidadosa do estilo de vida, das necessidades e dos desejos de cada cliente. O processo combina estética, ergonomia e inovação, com atenção a cada detalhe, desde o conceito inicial até a entrega. Uma equipe multidisciplinar de arquitetos e designers de interiores participa de todas as etapas, incluindo desenvolvimento de maquetes tridimensionais, especificação de materiais, acompanhamento rigoroso da obra e curadoria final dos ambientes. Com sede em Alphaville, o escritório atende clientes em diferentes regiões da

Grande São Paulo e também amplia sua atuação para outros estados brasileiros, levando sua experiência a projetos de diferentes escalas e características.

MAIS DO QUE PROJETAR, CRIAR EXPERIÊNCIAS A relação com o cliente é um dos pilares do trabalho de Ana Cristina e Leonardo. Transparência, empatia e proximidade fazem parte de um processo que busca tornar a experiência de construir, reformar ou decorar mais segura e prazerosa. “Arquitetura não é apenas sobre paredes e acabamentos; é sobre criar cenários onde a vida acontece com o máximo de conforto, beleza e significado”, afirmam Leonardo Faria e Ana Cristina Quitete. Essa visão também está presente na forma como o escritório desenvolve seus projetos: cada escolha precisa ter uma razão, e cada elemento deve contribuir para a experiência do espaço. UMA ARQUITETURA EM DIÁLOGO COM A PAISAGEM Em um dos projetos mais recentes do escritório (imagem 3D), essa filosofia ganha forma em uma residência contemporânea concebida para harmonizar arquitetura e paisagem. A proposta parte de uma leitura horizontal do terreno, com linhas

retas e volumes bem definidos que organizam a casa de maneira funcional, sem abrir mão da expressão estética. A volumetria é formada por planos que se interceptam e criam diferentes relações entre a luz natural e a ventilação nos ambientes. O resultado é uma arquitetura de presença marcante, mas que preserva uma atmosfera acolhedora. O conceito também explora o equilíbrio entre convívio e introspecção. Na fachada principal, a linguagem é mais reservada, garantindo privacidade. No interior, porém, a residência se abre para o exterior, criando uma integração generosa entre os ambientes sociais e a área de lazer. Elementos arquitetônicos filtram a entrada de luz, criando uma uma transição sútil entre os espaços . Mais do que uma solução estética, a integração entre áreas sociais e lazer traduz uma maneira contemporânea de morar, na qual os ambientes se conectam e permitem que convivência, conforto e natureza façam parte da mesma experiência.

A BELEZA DO ESSENCIAL A assinatura de Ana Cristina Quitete e Leonardo Faria está também na busca por uma elegância que não dependa de tendências passageiras. A pureza das formas, a relação respeitosa com o terreno e

Fotos: Divulgação

Há mais de 26 anos, Ana Cristina Quitete e Leonardo Faria transformam sonhos e estilos de vida em projetos autorais, sofisticados e atemporais

Ana Cristina e Leonardo Faria

a valorização da luz natural são elementos recorrentes em seus projetos. A arquitetura é pensada como extensão de quem habita o espaço. Topografia, clima, entorno e desejos individuais entram na equação para que cada residência tenha uma identidade própria. Nesse processo, o luxo está menos no excesso e mais na precisão das escolhas. “Projetar, para nós, é um exercício de curadoria: selecionar o essencial, descartar o supérfluo e permitir que a arquitetura revele, com clareza, a beleza de viver bem”, destacam os arquitetos.

Rede social: @quitetefaria Telefone: (11) 96318-5524 Endereço: Av. Ipanema 165 - Edif. Monte Carlo Empresarial 18 do Forte - Sala 1109 Alphaville - Barueri - SP


85


BRANDED CONTENT

86

ISABEL OLIVEIRA FINE JEWELRY Uma história lapidada em família

A marca de joias que nasceu em Alphaville, há mais de 30 anos, hoje atende mercados internacionais mundialmente, como a Belmont Emeralds e a Cruzeiro Mine, referências pela excelência de suas gemas e por práticas de extração que priorizam processos mais sustentáveis. O compromisso com a sustentabilidade se estende à matéria-prima. O ouro utilizado pela Isabel Oliveira é certificado pela AMAGOLD, enquanto seus diamantes possuem certificação GIA e são selecionados dentro de rigorosos padrões de qualidade, com especificações superiores às praticadas convencionalmente no mercado. E uma história que começou em Alphaville hoje ultrapassa fronteiras. A Isabel Oliveira Fine Jewelry atende também mercados internacionais, com presença e exportação para Miami, Nova York, Paris e Dubai — cidades que representam alguns dos mercados mais competitivos e desejados da alta joalheria mundial. Mais do que criar joias, a Isabel Oliveira acredita em criar significados. Cada pedra, cada escolha e cada detalhe carregam uma parte da história da família que está por trás da marca e, principalmente, da história de quem usa suas joias. Isabel Oliveira Fine Jewelry. Mais de 30 anos transformando histórias em joias para serem eternizadas. Fotos: João Cássio Jr

H

á mais de 30 anos, a Isabel Oliveira Fine Jewelry transforma histórias, desejos e momentos especiais em joias que atravessam gerações. Nascida e construída na região de Alphaville, a marca mantém seu ateliê na própria região, reforçando suas raízes e sua conexão com a comunidade local. Uma empresa familiar que cresceu preservando aquilo que acredita ser essencial: proximidade, excelência e a capacidade de transformar cada joia em parte da história de quem a escolhe. Um dos grandes diferenciais da Isabel Oliveira está na experiência personalizada oferecida aos seus clientes. Além de um atendimento próximo e exclusivo, as lojas contam com serviço de reparos realizados na hora por ourives especializados, proporcionando agilidade e cuidado em cada detalhe. A marca também desenvolve peças personalizadas, criadas de acordo com o desejo e a história de cada cliente, desde a concepção até a joia final. A inovação está presente em todo o processo de criação e fabricação. A Isabel Oliveira investe em tecnologia de ponta, utilizando recursos de modelagem 3D e Inteligência Artificial para transformar ideias em projetos únicos, aliando precisão, criatividade e excelência artesanal. A escolha das gemas também faz parte desse compromisso com a qualidade e a responsabilidade. A marca trabalha com parceiros reconhecidos


87

A INOVAÇÃO ESTÁ PRESENTE EM TODO O PROCESSO DE CRIAÇÃO E FÁBRICAÇÃO. O OURO UTILIZADO É CERTIFICADO PELA AMAGOLD


GASTRONOMIA

88

FLAKES chega a

Por Gláucia Arboleya

A

Flakes escolheu Alphaville para dar mais um passo em sua estratégia de expansão. A nova unidade da marca de confeitaria será inaugurada em outubro, no Iguatemi Alphaville, com investimento superior a R$ 800 mil. A chegada à região atende a uma demanda que, segundo o CEO Leonardo Borges, já vinha dos próprios clientes e reforça a estratégia da empresa de ocupar polos relevantes de consumo no país. “Alphaville já estava no nosso radar há algum tempo. Recebemos muitos pedidos de clientes da região para estarmos mais próximos e, quando surgiu o convite do Shopping Iguatemi Alphaville, entendemos que era o momento certo. É uma região muito forte economicamente, com um público que consome gastronomia, valoriza boas marcas e busca experiências. Para nós, fazia muito sentido estar aqui”, afirma Leonardo. A escolha do endereço também considera o perfil diversificado regional. Além do forte público residencial, Alphaville concentra um importante fluxo corporativo, criando diferentes oportunidades de consumo ao longo do dia. “É um consumidor exigente, que valoriza qualidade, conveniência e experiência. E isso conversa muito com o que

Fotos: Divuklgação

Com inauguração prevista para início de outubro no Iguatemi Alphaville, confeitaria aposta no potencial econômico da região e prepara nova fase de crescimento nacional

Alphaville com investimento superior a R$ 800 mil


89

NOVA UNIDADE TERÁ 100 M², CAPACIDADE PARA 40 CLIENTES E DEVE RECEBER CERCA DE 6 MIL CONSUMIDORES POR MÊS JÁ NO INÍCIO DA OPERAÇÃO Cardápio reúne produtos autorais da marca, como bolos em fatias com coberturas especiais

EXPERIÊNCIA COMO ESTRATÉGIA Com aproximadamente 100 m² e capacidade para cerca de 40 clientes, a nova loja preserva o verde característico da marca. O principal destaque é uma estrutura curva que percorre teto e paredes, formando um túnel cenográfico. O desenho em trama, combinado aos arcos iluminados, cria sensação de movimento e profundidade. Balcões, vitrines, nichos e fachada adotam formas arredondadas, reforçando a atmosfera acolhedora do espaço. “Queríamos que quem já conhece a Flakes reconhecesse imediatamente a marca, mas ao mesmo tempo percebesse novos elementos”, conta o CEO. A estratégia de experiência é importante para uma marca que cresceu fortemente nas redes sociais. Atualmente, a Flakes possui mais de 3 milhões de seguidores, ultrapassa 1 bilhão de visualizações em seus conteúdos e já atendeu cerca de 300 mil clientes. “A Flakes cresceu muito pelas redes sociais, mas isso só se sustenta quando

a experiência real corresponde à expectativa criada no digital. Temos produtos muito marcantes, uma identidade visual reconhecível e uma comunicação muito próxima do público.” Para Leonardo, a combinação entre produto, experiência, arquitetura e comunicação é justamente o que diferencia a marca em um mercado gastronômico cada vez mais competitivo. “Isso nos dá uma capacidade enorme de gerar desejo, mas nosso desafio é transformar esse desejo em uma experiência à altura quando o cliente entra na loja. É assim que queremos nos posicionar em Alphaville: como uma marca de confeitaria que une produto, experiência, arquitetura e comunicação.”

OS CLÁSSICOS NO CARDÁPIO O cardápio da nova unidade será o mesmo das demais operações e reunirá alguns dos produtos que se tornaram assinatura da Flakes. Entre os destaques estão o Croissant Pistache, por R$ 39, preparado com brigadeiro de pistache e finalizado com pistache triturado, e a Fatia Matilda Cake, de R$ 125, com 750 gramas, que combina massa amanteigada de cacau, brigadeiro de chocolate meio amargo e cobertura de ganache de chocolate ao leite servida à parte.

Para quem busca opções salgadas, a unidade terá itens para almoço e refeições rápidas, como Croque Madame, por R$ 49; Tostex Pastrami, por R$ 45; e Empada de Frango, por R$ 25, além de saladas. A expectativa é receber aproximadamente 6 mil clientes por mês já no início. “O primeiro ano é importante para consolidar a Flakes na região e transformar a loja em um ponto de referência em Alphaville. Queremos construir recorrência, fazer com que as pessoas venham não apenas para conhecer a novidade, mas incorporem a Flakes à rotina delas”, diz o CEO.

DO ALFAJOR À EXPANSÃO NACIONAL A história da Flakes começou em Porto Velho (RO), quando Leonardo ainda cursava Medicina e produzia alfajores como forma de obter uma renda extra. Influenciado pelo cuidado da mãe, Laura Borges, que posteriormente se tornou sua sócia, passou a dedicar atenção especial ao preparo das sobremesas. Em 2018, abriu a primeira loja física da Flakes em Porto Velho. A marca ganhou projeção nacional em 2022, quando a cantora Britney Spears repostou um ovo de Páscoa da confeitaria, ampliando sua visibilidade nas redes sociais.

Fotos: Pedro Guerra

construímos na Flakes. Hoje, as pessoas não procuram apenas um bom produto; elas querem um lugar agradável, um atendimento consistente e uma marca com a qual se identifiquem”, explica o CEO.

CEO Leonardo Borges


GASTRONOMIA

90

“O PRIMEIRO ANO É IMPORTANTE PARA CONSOLIDAR A FLAKES NA REGIÃO E TRANSFORMAR A LOJA EM UM PONTO DE REFERÊNCIA EM ALPHAVILLE” A nova loja preservará o verde característico da marca já presente em unidades da capital

Hoje, a Flakes conta com unidades em Porto Velho, Itaim Bibi, Moema e Alphaville, além da operação da Flakes Academy, escola de confeitaria. A empresa acumula mais de R$ 40 milhões em faturamento, ultrapassa 3 milhões de seguidores e já atendeu cerca de 300 mil clientes. A chegada de Alphaville representa, portanto, mais do que um novo endereço. Para o CEO, ela simboliza a maturidade alcançada pela empresa e sua capacidade de competir em mercados estratégicos. “A Flakes começou em Porto Velho, comigo fazendo alfajores como renda extra durante a faculdade de Medicina, e a primeira loja física abriu em 2018. Então, quando olho para a marca chegando hoje a um endereço como o Iguatemi Alphaville, com um investimento superior a R$ 800 mil em uma única operação, é impossível não enxergar o tamanho dessa evolução.” Para quem busca opções salgadas, a unidade terá itens para almoço e refeições rápidas

NOVA ESTRUTURA PARA CRESCER A chegada a Alphaville integra uma estratégia mais ampla de expansão. A empresa está transferindo sua operação para uma nova fábrica de 1.000 m² na Zona Sul de São Paulo, que terá como foco abastecer as novas lojas próprias previstas para os próximos anos. A abertura da unidade faz parte de um

plano que prevê outras 15 lojas próprias ainda neste ano. “Temos muito cuidado para não crescer simplesmente por crescer. Queremos ocupar pontos estratégicos, estar nos principais polos de consumo e garantir que cada nova operação mantenha o padrão de produto, atendimento e experiência que construímos até aqui”, afirma Leonardo. “Alphaville reforça que a Flakes conquistou espaço para estar nos principais mercados do país. Temos uma ambição grande para os próximos anos e queremos continuar crescendo, levando a marca para novos públicos e novos lugares, mas sempre preservando aquilo que fez as pessoas se apaixonarem pela Flakes desde o início”, conclui Leonardo.

Flakes Alphaville Endereço: Shopping Iguatemi Alphaville. Alameda Rio Negro, 111, Alphaville Industrial, Barueri, Piso 2 | Xingu Inauguração: Início de outubro Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 12h às 20h Telefone: (11) 98851-4838


91


GASTRONOMIA

92

O ouro líquido brasileiro Contra todas as probabilidades, e em pouquíssimos anos, o Brasil passou a produzir alguns dos melhores azeites do mundo. Prêmios e medalhas não faltam para provar isso Por Aliz Lambiazzi

E

squeça o Chile, Portugal ou a Itália. Alguns dos melhores azeites do mundo hoje podem estar vindo daqui mesmo, do quintal de casa. Nos últimos anos, um grupo de produtores brasileiros rompeu a barreira da desconfiança internacional e colocou o país no mapa da olivicultura de excelência. De olivais cultivados a quase dois mil metros de altitude na Serra da Mantiqueira às colinas do Rio Grande do Sul, passando pelas montanhas do interior de São Paulo, o azeite extravirgem nacional deixou de ser promessa para se tornar colecionador de medalhas nos concursos mais exigentes do planeta. O feito é ainda mais extraordinário porque o Brasil não tinha quase nada a seu favor. Nativa do Mediterrâneo, a oliveira precisa de frio em momentos decisivos e sofre com excesso de umidade e chuvas

em períodos críticos. Por aqui, foi preciso descobrir onde plantar, quais variedades se adaptariam e como produzir com qualidade. Estudos da Embrapa ainda apontam a adaptação de cultivares e os riscos climáticos como desafios para a expansão da cultura no país. “Para mim, produzir azeite no Brasil é fruto de um milagre. E chegar na garrafa é mais milagre ainda”, ressalta Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza e produtor dos azeites Mantikir. E há outra desproporção: somos recém-chegados a uma história de milhares de anos. Foi somente em fevereiro de 2008, em Maria da Fé (MG), que a Epamig realizou a primeira extração de azeite extravirgem brasileiro: apenas 40 litros. A extração comercial na região começaria em 2011. Ou seja: parte dos azeites que hoje enfrenta (e vence) produtores centenários nasceu de uma cadeia comercial que mal chegou à maioridade.


Foro: Regis Silva / Mantikir

93

“PRODUZIR AZEITE NO BRASIL É FRUTO DE UM MILAGRE. E CHEGAR NA GARRAFA É MAIS MILAGRE AINDA”

PEQUENO NA QUANTIDADE, GIGANTE NA QUALIDADE De lá para cá, a curva subiu depressa. A safra de 2026 chegou a cerca de 1,4 milhão de litros, recorde nacional, depois de um 2025 especialmente difícil para os olivais. O Rio Grande do Sul concentra a maior fatia da produção, enquanto a Serra da Mantiqueira, especialmente Minas Gerais e São Paulo, consolidou-se como outro grande polo de azeites premium. Ainda assim, diante do que o brasileiro consome, é quase uma gota. Dados mais recentes do Conselho Oleícola Internacional (COI) mostram que o país importou 80.768 toneladas de azeite na safra 2024/2025. O Brasil responde, em média, por cerca de 9% das importações mundiais e 3,1% do consumo global. E a dependência externa continua enorme: só nos primeiros seis meses da temporada 2025/2026, as importações

brasileiras cresceram 40,5% sobre o mesmo período anterior. Portugal sozinho fornece 62% do azeite que chega de fora. “O consumo brasileiro continua muito baseado em preço, acidez impressa no rótulo e percepção de marca, quando frescor, origem, safra, conservação e avaliação sensorial são mais importantes para entender qualidade”, avalia Rafael Marchetti, mestre de lagar e diretor da Prosperato. É aí que está o paradoxo do nosso ouro líquido. O Brasil ainda produz muito pouco, mas aprendeu cedo a produzir muito bem. Estudo da Revista de Política Agrícola, ligada ao Ministério da Agricultura e à Embrapa, já apontava que a produção nacional representava menos de 1% do volume consumido no país, enquanto os azeites brasileiros conquistam cada vez mais espaço pela qualidade. E o cardápio brasileiro está longe de se resumir a “azeitona verde ou preta”. Existem centenas de cultivares, cada uma com características próprias de aroma, amargor, picância e intensidade. Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Coratina, Picual, Frantoio, Grappolo e Manzanilla estão entre as variedades que encontraram espaço nos olivais brasileiros. Descobrir quais funcionariam em cada terroir foi — e continua sendo — parte dessa aventura.

A ELITE DO AZEITE BRASILEIRO Não existe um ranking único dos melhores azeites do mundo, mas alguns nomes se destacam pela recorrência nos principais guias e concursos internacionais. E medalha de ouro nem sempre é o topo: distinções como Best in Class, Best of Country e Best in Show reconhecem os destaques por catego-

ria, origem ou classificação geral. Sem ordem de classificação, reunimos alguns dos principais nomes brasileiros. • Estância das Oliveiras (RS): mais de 500 premiações internacionais desde 2019. Foi a 3ª empresa mais premiada do mundo no EVOO World Ranking 2025 e, em 2026, o Frantoio recebeu 100/100 e Best in Show no EIOOC. • Fazenda do Azeite Sabiá (SP/RS): 192 prêmios internacionais em cinco safras. Alcançou 98 pontos no Flos Olei 2026, recorde brasileiro, além de presença recorrente no Top 100 do EVOOLEUM e distinções no EVO IOOC. • Prosperato (RS): mais de 370 prêmios internacionais desde 2016. Foi a 4ª empresa mais premiada do mundo no EVOO World Ranking 2024 e alcançou 97 pontos no Flos Olei. • Mantikir / Essenza (MG): quase 90 premiações desde 2023. O Summit Premium alcançou 93 pontos e a 11ª posição no EVOOLEUM 2026. • Lagar H (RS): mais de 90 reconhecimentos internacionais e 93 pontos no Flos Olei, além de distinções no EVO IOOC e TerraOlivo. • Capolivo (RS): mais de 40 premiações. Em 2026, conquistou três ouros no EVO IOOC e três Grand Prestige Gold no TerraOlivo. • Milonga (RS): o Ana Terra 1835 foi escolhido melhor coupage (blend) do Hemisfério Sul no EVO IOOC 2026. • Azeite da Pedra (MG): em sua estreia comercial, ficou entre os dez melhores do TerraOlivo 2026 e foi eleito o melhor brasileiro na competição.

Foro: Regis Silva / Mantikir

Foro: Divulgação

Azeitonas são colhidas ainda verdes para preservar aromas e qualidade

O Mantikir é apontado como o olival mais alto do mundo


TURISMO

94

“O BRASIL DIFICILMENTE VAI COMPETIR COM ESPANHA, ITÁLIA, GRÉCIA OU TUNÍSIA EM VOLUME E PREÇO, E TALVEZ ESSE NEM DEVA SER O OBJETIVO. NOSSA OPORTUNIDADE ESTÁ EM PRODUZIR AZEITES PREMIUM, FRESCOS, COM IDENTIDADE DE TERROIR E VALOR AGREGADO”

O GRANDE SEGREDO DA QUALIDADE É O TEMPO – E ELE É BEM CURTO Fazer um grande azeite é, em boa medida, um exercício de preservação. A indústria não consegue acrescentar à azeitona aromas, frescor ou compostos que ela não tenha produzido no campo; consegue, sobretudo, evitar perdê-los pelo caminho. E essa corrida começa antes mesmo de o fruto deixar a árvore. Esse acompanhamento de todas as etapas é apontado por Carolina Capoani, sócia da Capolivo, como uma das vantagens da produção nacional. “O principal diferencial do azeite brasileiro é o cuidado em cada etapa da produção. Como nossa olivicultura é relativamente jovem e de menor escala, conseguimos acompanhar de perto todo o processo, do manejo do olival à colheita, extração e envase. Essa atenção aos detalhes, aliada à tecnologia e à pesquisa, permite produzir azeites extremamente frescos, com alta qualidade e identidade própria”, observa. Há um princípio que une todas as marcas ouvidas nesta reportagem: a colheita precoce, com a azeitona ainda verde ou em estágios iniciais de maturação. A escolha reduz o rendimento em óleo, mas bus-

ca preservar características valorizadas nos extravirgens de alta qualidade. Rafael Sittoni Goelzer, sócio-diretor da Estância das Oliveiras, contrapõe essa estratégia à produção voltada para volume. “Existem países que produzem azeite há centenas de anos e que normalmente estão mais preocupados com a quantidade produzida do que com a qualidade. Eles fazem a colheita com a azeitona mais madura. Isso aumenta entre 20% e 30% a quantidade de azeite produzido, mas diminui muito a qualidade, tanto nos níveis de polifenóis e antioxidantes quanto nas notas de sabor”, aponta. Na Lagar H, Glenda Haas explica o que se busca na outra ponta dessa escolha. “Optamos por uma colheita precoce, quando o fruto está mais verde, porque é nesse momento que encontramos maior concentração de aromas, sabores e compostos fenólicos”, afirma a fundadora e diretora da marca. O ponto é definido a partir do comportamento da fruta. “Algumas parcelas destinadas aos azeites mais verdes e intensos são colhidas mais cedo. Por isso, não trabalhamos apenas com uma data fixa de calendário, pois acompanhamos a fruta e decidimos lote a lote quando colher”, explica Rafael Marchetti, especialista em azeites, mestre de lagar e diretor da Prosperato. Na Estância das Oliveiras, Goelzer relaciona essa escolha também à composição do produto. “Quando optamos por colher a azeitona mais verde, automaticamente elevamos muito os níveis de polifenóis e antioxidantes. Ele se torna um azeite essencialmente medicinal. Então, existe uma diferença muito grande”, reforça.

DA ÁRVORE AO LAGAR A partir da colheita, o que levou meses para ser construído pela planta pode come-

Foro: Ana Beloto / Sabiá

• Carcará (MG): foi eleito Melhor Azeite da América do Sul no EVO IOOC 2026, em sua primeira safra comercial. • Bene (SP): orgânico certificado produzido em Bom Sucesso de Itararé. A safra 2026 conquistou cinco reconhecimentos internacionais, incluindo medalhas de ouro. • Orfeu (MG): conquistou Grand Prestige Gold no TerraOlivo, Best in Category no European IOOC e ouro no Anatolian IOOC. • Al-Zait & Co. (RS): terminou 2025 na 39ª posição entre as empresas no EVOO World Ranking.

Santo Antônio do Pinhal abriga a produção paulista do Azeite Sabiá


95

e talvez esse nem deva ser o objetivo. Nossa oportunidade está em produzir azeites premium, frescos, com identidade de terroir e valor agregado”.

NÃO EXISTE UMA RECEITA BRASILEIRA Também seria simplista imaginar que todos esses azeites perseguem o mesmo resultado. O produtor ainda pode decidir quando colher, como extrair e se apresentará aquela variedade isoladamente ou combinada a outras. A Capolivo trabalha apenas com monovarietais, deixando que Arbequina, Koroneiki, Picual, Coratina e Frantoio expressem suas características. O Mantikir faz quase o oposto

Monovarietais e blends compõem a linha de azeites da Estância das Oliveiras

Foro: Divulgação / Estância das Oliveiras

TECNOLOGIA No lagar moderno, a imagem das azeitonas simplesmente “prensadas” dá lugar a um processo de precisão. Moagem, formação da pasta, separação do óleo, tempo e temperatura são controlados para preservar aromas e características sensoriais. E aqui o Brasil transformou sua juventude em vantagem: chegou tarde à olivicultura, mas já encontrou tecnologia contemporânea disponível. No Sabiá, o protocolo combina manejo do pomar, sanidade da fruta, rapidez, tecnologia e limpeza rigorosa do lagar. Mas Bia Pereira e Bob Costa ressaltam que a má-

quina é apenas parte da equação. O diferencial é “um conjunto de fatores que vai desde o trato do pomar, a fim de garantir uma fruta muito saudável, passando pela alta tecnologia no processo de extração, até a adoção de um cuidado extra no envase — com garrafa especial e bico que evita a entrada de oxigênio”. Na Prosperato, depois da extração e filtragem, os lotes permanecem separados em tanques de inox e são avaliados sensorialmente para definir quais virarão monovarietais e quais poderão compor assemblages. A máquina extrai; nariz e paladar continuam tomando decisões. E o cuidado não termina no lagar. Calor, luz e oxigênio continuam degradando o azeite depois de pronto. Na Capolivo, Carolina Capoani explica: “o azeite é filtrado, armazenado em tanques de aço inox sob condições controladas, protegido da luz e do oxigênio, até o momento do envase. Utilizamos garrafas escuras, que ajudam a proteger o produto da luz e preservar suas características”. A Lagar H utiliza ainda nitrogênio nos tanques, sala climatizada e envase conforme a demanda. Já o Sabiá, monitora temperatura, luz e umidade até a entrega ao ponto de venda. Esse controle ajuda a preservar uma das vantagens do azeite nacional: o frescor. O Brasil colhe no primeiro semestre, em calendário oposto ao Hemisfério Norte, e encurta o caminho até o consumidor. Marchetti vê aí uma oportunidade: “o Brasil dificilmente vai competir no curto prazo com Espanha, Itália, Grécia ou Tunísia em volume e preço,

Foro: Divulgação / Estância das Oliveiras

çar a se perder em poucas horas. Separada da árvore, a azeitona é extremamente perecível: demora, frutos danificados e temperaturas inadequadas favorecem oxidação e fermentações que comprometem o azeite. Por isso, a proximidade entre olival e lagar é uma vantagem. Na Estância das Oliveiras, a fruta leva, em média, apenas duas a três horas para chegar ao processamento. Rafael Goelzer resume a urgência: “colheu a azeitona? Ligue um cronômetro. Tem 24 horas para processá-la. Quanto menor for esse intervalo, melhor será a qualidade do azeite”. No Mantikir, o princípio é o mesmo: como a azeitona começa a oxidar e degradar depois de retirada da árvore, Herbert Sales explica que o cuidado entre colheita e extração está em preservar a sanidade da fruta e controlar a temperatura. A pressa não é produtiva, é qualitativa: trata-se de impedir que a matéria-prima perca pelo caminho aquilo que o campo levou meses para construir.

Estância das Oliveiras cultiva sete variedades adaptadas ao terroir gaúcho


Foro: Divulgação / Lagar H

TURISMO

96

Foro: Divulgação / Capolivo

Colheita das azeitonas nos olivais da Lagar H, em Cachoeira do Sul (RS)

Capolivo aposta exclusivamente em azeites monovarietais, que preservam a identidade de cada cultivar

no Summit Premium: Arbequina, Grappolo, Coratina e Koroneiki são combinadas ainda como frutos e seguem juntas para a extração. “Não produzimos cada azeite separadamente para misturá-los depois. Os frutos são colocados juntos nas caixas, em determinada proporção de cada variedade, e processados conjuntamente. O blend acontece na máquina, no momento em que o fruto é triturado”, explica Herbert Sales. A busca por intensidade chega também ao rendimento. Sales relata trabalhar com cerca de 15 a 20 quilos de azeitonas para obter um litro de azeite. “Preferimos diminuir o rendimento para aumentar a intensidade na garrafa, as notas e as camadas de complexidade do produto”, afirma. Talvez seja justamente aí que a juventude da olivicultura brasileira deixe de parecer apenas uma desvantagem. Sem séculos de tradição para repetir, os produtores tiveram de descobrir quais variedades funcionam, adaptar manejo ao clima local, importar conhecimento, testar técnicas e construir uma indústria praticamente ao mesmo tempo em que aprendiam a conhecer seus próprios terroirs. E não há consenso absoluto nem entre eles sobre o peso de cada elemento. Sabiá atribui maior protagonismo à genética da oliveira; Prosperato enxerga na combinação de solo, umidade, amplitude térmica e comportamento das variedades a origem de perfis sensoriais particulares; no Mantikir, a altitude e as quase duas mil horas de frio são tratadas como parte central da identidade do produto. As explicações podem variar. O ponto de encontro está no controle. Saber o que plantar, acompanhar a fruta, escolher quando colher, correr contra o tempo, dominar a extração e proteger o azeite até que ele chegue à mesa.

É muito trabalho para algo que, no fim, cabe em uma garrafa de 250 ou 500 mililitros. Mas ajuda a explicar por que algumas delas estão voltando dos concursos internacionais cobertas de ouro.

ORIGEM DOS PRINCIPAIS AZEITES NACIONAIS Sabiá Tudo começou com uma colherada Em 2013, Bia Pereira e Bob Costa provaram um azeite recém-produzido e se surpreenderam com o frescor. “Foi paixão à primeira vista”, contam. Já em 2014, plantaram 4 mil oliveiras em Santo Antônio do Pinhal (SP); hoje, produzem também em Encruzilhada do Sul (RS). A linha reúne variedades como Arbequina, Koroneiki, Coratina, Arbosana e Picual, além do Blend de Terroir. Estância das Oliveiras De parar de reclamar a fazer melhor Natural de Viamão (RS), nasceu da insatisfação do patriarca da família com os azeites encontrados no Brasil. “Ele decidiu parar de reclamar e começar a produzir o seu próprio azeite para o consumo da família”, conta Rafael Sittoni Goelzer, sócio-diretor. 35 variedades foram testadas até que sete mostrassem adaptação e qualidade. A primeira safra comercial veio em 2019. Hoje a marca produz monovarietais e blends. Prosperato Das mudas para a garrafa A família Marchetti já trabalhava com oliveiras em um viveiro de mudas. O primeiro olival próprio foi implantado em 2011, em Caçapava do Sul (RS), e o primeiro azeite veio dois anos depois. Hoje, a linha inclui blends, monovarietais e condimentados pelo método Agrumato. “Um azeite precisa ter personalidade

sem perder equilíbrio”, explica Rafael Marchetti, mestre de lagar e diretor da Prosperato.

Lagar H Uma pesquisa que mudou o rumo da vida A advogada Glenda Haas pesquisava a regulação do mercado de azeites quando se deparou com as fraudes no setor. “Isso me indignou a ponto de mudar de carreira”, conta. Em 2014, ela, o pai e os três irmãos plantaram as primeiras oliveiras em Cachoeira do Sul (RS); as primeiras garrafas chegaram em 2020, já premiadas. A marca trabalha com Monovarietal da Safra e Blend da Safra. O escritório e o centro de distribuição ficam em Alphaville, já que a marca concentra cerca de 80% das vendas no Estado de São Paulo.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Capolivo Novo começo aos 74 anos Aos 74 anos, o avô da família decidiu plantar oliveiras na Fazenda Tarumã da Boa Vista, em Canguçu (RS). A primeira safra, em 2018, rendeu apenas 300 litros, enviados a chefs. A produção começou de fato em 2019. A marca trabalha apenas com monovarietais: Arbequina, Koroneiki, Picual, Coratina e Frantoio. “Buscamos sempre um azeite equilibrado, vivo e complexo”, afirma Carolina Capoani, sócia da Capolivo. Mantikir O olival mais alto do mundo Criação da Vinícola Essenza, na Fazenda Tuiuva, em Maria da Fé (MG), entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, é apresentado como o olival mais alto do mundo. Herbert Sales chegou à Serra da Mantiqueira em busca do frio necessário e fez do terroir extremo a assinatura dos azeites. A cada safra, apenas três ou quatro rótulos são selecionados. “Eu não produzo pensando em quantidade. Produzo pensando em complexidade, equilíbrio e persistência”, resume.


97

Novo Olive Garden Shopping Tamboré.

Acesse o nosso site e conheça mais: www.olivegardenbr.com.br

Visite nossas redes sociais: olivegardenbr

Shopping Center Norte • Shopping Morumbi • Shopping Aricanduva • Parque D. Pedro Shopping Shopping Tamboré • Aeroporto de Guarulhos - Terminal 2 e 3


TURISMO

98

Pelos caminhos da TUSCIA Já ouviu falar da Tuscia (túxia)? Até pouco tempo atrás, eu também não. No mês de aniversário da Efe., visitamos essa idílica região italiana ainda a salvo do turismo de massa. Por Johnny Mazzilli


99

E

A linda Capodimonte, pitoresca vila medieval às margens do Lago Bolsena

nquanto Roma arde no calor infernal do verão, com zilhões de turistas derretendo vivos por horas a fio espremidos em filas intermináveis, pagando preços extorsivos para visitar monumentos manjados, driblando golpistas e batedores de carteira, a pouco mais de 130 km ao norte da capital italiana reinam a paz e o sossego, em meio a belíssimas vilas renascentistas, vinhedos, olivais, campos de girassóis, águas termais, cascatas de calcário, um enorme lago vulcânico, ruínas etruscas e estradinhas sinuosas e tranquilas. Mas onde fica isso? Na Tuscia, uma região histórica de antiquíssimos assentamentos etruscos, um povo que formou uma grande civilização na Itália antiga entre os séculos 9 e 1 AC na Etrúria, atual Toscana, norte do Lazio, oeste da Umbria e às margens do Mar Tirreno. Os romanos chamavam esse povo, à época bastante avançado, de “Tusci” ou “Etrusci”, o que deu origem ao nome “Tuscia”. Invenções e inovações comumente atribuídas aos romanos na verdade se originaram na Tuscia, como a produção de vinho, um dos pilares da cultura e da economia italiana até hoje. A cidade mais importante na região é a bela Viterbo, situada aos pés dos Montes Ciminos e conhecida como a “Cidade dos Papas”, por ter servido como sede papal no século 13. Na paisagem, despontam lindas vilas medievais erigidas em rocha vulcânica de tufo. Entre elas destaca-se, na província de Viterbo, a incrível Civita di Bagnoregio, “a cidade que morre” - la città che muore - por estar empoleirada sobre uma colina de argila e tufo que sofre implacável erosão pelo vento e pela chuva, que reduzem pro-


TURISMO

100

O badalado balneário de Porto Ercole, na Província de Grosseto

gressivamente a área do vilarejo. A antiga estrada ruiu, transformando Civita em uma ilha de pedra, hoje acessível apenas pela travessia de uma passarela. Um lugar onde o tempo parece ter parado. A bela Farnese é famosa por ser o berço da nobre e poderosa dinastia Farnese, que teve entre seus membros papas, importantes comandantes militares e que também celebrizou-se por ter servido de cenário para a famosa série de TV “As Aventuras de Pinóquio”, de 1972. Seu nome vem de “Farnie”, um tipo de carvalho comum nas florestas ao redor. Pitigliano, a “Pequena Jerusalém”, é uma vila medieval espetacular na província de Grosseto, encravada num penhasco de rocha de tufo e famosa por sua arquitetura única, que parece brotar da própria montanha e por sua rica história ligada aos etruscos e à comunidade judaica. A 30 km de Pitigliano encontra-se Bolsena, uma charmosa vila com pouco mais de 4 mil habitantes, famosa por ser o berço do Milagre Eucarístico. Defronte à cidade estende-se o grande Lago di Bolsena, com 114 km2, o maior lago de origem vulcânica da Europa, formado pelo vulcão Vulsini. Após a última erupção, há cerca de 370 mil anos, o topo do Vulsini desabou e formou uma enorme cratera que, posteriormente, se encheu com a água das chuvas e de nascentes. Com o tempo, tornou-se um balneário para diversas cidades às suas margens, como Capodimonte, Marta, Bolsena, Montefiascone, Gradoli, Valentano e San Lorenzo Nuovo. Suas águas translúcidas e amenas são muito procuradas por banhistas, remadores e velejadores. Um detalhe curioso: o vulcão Vulsini não está extinto, apenas dormente. Do lago emergem a Isola


101

NO CORAÇÃO DO LAZIO, UMA ITÁLIA QUASE DESCONHECIDA, LONGE DAS MULTIDÕES, ONDE O TEMPO TEM OUTRO RITMO E HISTÓRIAS MILENARES BROTAM EM MEIO A CENÁRIOS IDÍLICOS. ASSIM É A TUSCIA.

Bisentina, com ricas capelas históricas e a Isola Martana, de grande importância histórica ligada à lenda de Santa Cristina, padroeira de Bolsena. Há também badalados balneários à beira-mar, como Porto Ercole e Porto Stefano, com suas águas de azul anil. Porto Ercole tem forte conexão com a arte – foi lá que morreu e foi enterrado, em 1610, Michelangelo Merisi da Caravaggio, um dos mais notáveis pintores do barroco. Não à toa, no início do século 20 uma onda de pintores, escritores e cineastas começaram a ser atraídos para a Tuscia, em busca de inspiração. Outro incrível atrativo dessa região é a insólita Cascate del Mulino, uma formação única de travertinos de calcário branco e águas de um lindo e intenso azul celeste. Distante 6 km da pequena vila de Saturnia, o local é também conhecido como Termas de Saturnia. A cascata se origina de um fenômeno geológico peculiar. Sua água vêm das chuvas que caem no Monte Amiata, de 1.738m de altitude. A chuva se infiltra no solo e, durante longos 40 anos, atravessa lentamente as camadas de terreno calcário no subsolo até atingir 700 metros de profundidade. Durante esse demorado percurso, a água é aquecida pela atividade geotérmica e enriquecida com minerais. Após emergir da nascente voltando à superfície, ela se torna um riacho com 2 km de extensão a céu aberto até formar a cascata. A água, com temperatura constante de 37,5ºC, tem características medicinais únicas: é sulfurosa, carbônica, sulfatada e bicarbonato-alcalino-terrosa, com perceptível odor de enxofre. Graças ao fluxo constante de 800 litros por segundo, renova-se continuamente de forma natural, mantendo-se sempre limpa.

Vinho de Vermentino, uva branca muito comum no Lazio

Vila Farnese ao cair da tarde

Residência de fazenda em Farnese


TURISMO

102

A ESPETACULAR CASCATE DEL MULINO, NA VILA DE SATURNIA, MUNICÍPIO DE MANCIANO. UM DOS BANHOS TERMAIS MAIS FAMOSOS E LINDOS DA ITÁLIA, ABERTO À VISITAÇÃO


103


TURISMO

104


105

FUNDADA PELOS ETRUSCOS HÁ 2.500 ANOS E SUSPENSA ENTRE OS PENHASCOS QUE A CERCAM, A VILA DE PEDRA PARECE UM SONHO ANTIGO QUE RESISTE AO TEMPO

As colinas onduladas da região são recobertas de olivais, aveleiras e vinhedos. Quando o assunto é o vinho, brilham uvas menos conhecidas, como as variedades brancas Malvasia Puntinata, uma das mais nobres castas do Lazio, com suas notas florais e ótima acidez, a Trebbiano Giallo, de casca amarela e que dá estrutura aos vinhos, a ancestral uva Bellone, com sua casca grossa, marcante vivacidade e mineralidade e a rara Moscato di Terracina, usada na produção de brancos secos e doces. A Cesanese é a principal uva tinta nativa do Lazio, com seus vinhos robustos, encorpados, com notas de cereja e especiarias; a Nero Buono, que dá origem a tintos rústicos e frutados e a Bombino Nero, muito utilizada em blends. Os amantes da gastronomia podem se deliciar com algumas especialidades do Lazio, como a suculenta Coda alla Vaccinara, uma rabada bovina cozida lentamente com molho de tomate, aipo e especiarias, a Trippa alla Romana, a dobradinha cozida com molho de tomate, hortelã e muito queijo pecorino ralado, o Carciofi alla Giudia, a alcachofra frita inteira no estilo judaico-romano, crocante por fora e macia por dentro e o delicioso Puntarelle, brotos de chicória crua e crocante servidos com molho de anchova, alho e vinagre. Circulando pelas tranquilas estradas da região, campos de girassóis em toda parte convidam à uma parada para contemplação e muitas fotos, principalmente na luz da manhã e no fim da tarde, as melhores horas para a fotografia. Nos meses de verão, o sol nasce cedo e se põe tarde, proporcionando cenários encantadores - mas o calor abrasador e onipresente só dará uma trégua tarde da noite. Então, é hora de relaxar e apreciar um dos deliciosos vinhos locais, de preferência sentado nalguma piazetta, na quietude da noite em alguma vilinha medieval perdida nas colinas da Tuscia.

A surpreendente culinária do restaurante Piazzetta del Sole, em Farnese

Campo de girassol nos arredores de Castel Giorgio, na Província de Terni.

Anoitecer em Bolsena, com o Rocca Monaldeschi della Cervara, mais conhecido como Castello di Bolsena e o grande lago ao fundo


CULTURA

106

Nubank entra no circuito cultural com o Arte Lab Fintech aposta no território dos grandes bancos, que há décadas descobriram o valor estratégico da cultura Por Aliz Lambiazzi


Fotos: Divulgação/Nubank Arte Lab

107

Ambientes modulares permitem ao novo espaço receber exposições, instalações, eventos e diferentes experiências culturais

U

ma fintech que nasceu no ambiente digital e ajudou a transformar a relação dos brasileiros com os serviços financeiros acaba de ocupar um território bem diferente. Inaugurado em 15 de agosto no Conjunto Nacional, em plena Avenida Paulista, o Nubank Arte Lab é o primeiro espaço permanente da empresa dedicado à arte, à cultura e à tecnologia. Com 2.700 m², é apresentado pelo Nubank como o maior espaço permanente de experiências imersivas no Brasil. O tamanho, porém, é apenas uma das novidades. Desenvolvido em parceria com a Aventura, maior operadora de equipamentos culturais do país, o Arte Lab nasceu como um centro de experimentação, com programação contínua ao longo do ano e ambientes capazes de assumir diferentes configurações. A arquitetura, assinada pelo escritório Jacobsen Arquitetura, responsável por projetos como o Museu de Arte do Rio (MAR), distribui o espaço em três áreas modulares. Duas delas são salas imersivas, concebidas para combinar projeções digitais e narrativas audiovisuais. Uma conta com uma parede de LED de 10 metros de comprimento e teto espelhado. A Sala Multiuso, por sua vez, pode receber instalações artísticas, exposições, eventos, workshops e outras ativações. O complexo inclui ainda área gastronômica e loja de presentes.

Para inaugurar esse novo endereço, o Nubank escolheu uma artista que, há mais de um século, também ajudou a romper fronteiras. “O Mundo de Tarsila”, a maior mostra imersiva já dedicada à obra de Tarsila do Amaral, abre as comemorações pelos 140 anos da artista e ocupa mais de dez ambientes. Abaporu, Antropofagia e Operários estão entre as obras revisitadas por meio de projeções em 360 graus, instalações interativas, experiências sensoriais, trilha sonora original e releituras digitais. Mais do que acrescentar um novo centro cultural à já movimentada Avenida Paulista, o Arte Lab sinaliza um movimento interessante no setor financeiro. Depois de ajudar a levar o banco da agência para a tela do celular, o Nubank faz agora o caminho inverso e constrói uma presença física em espaços de cultura e entretenimento — território no qual os grandes bancos brasileiros circulam há décadas. E a aposta da fintech não se limita ao Arte Lab. Nos últimos meses, o Nubank também anunciou a reabertura do Nu Cine Copan e adquiriu os naming rights do Nubank Parque, arena multiuso voltada a shows, esportes e grandes eventos. Não se trata de uma aproximação acidental. “Nosso investimento no Nubank Arte Lab faz parte da estratégia do Nu de ampliar sua presença na cultura e no entretenimento, com ativações físicas que vão além do universo finan-

ceiro. Nos últimos meses, anunciamos duas grandes iniciativas na cidade: a reabertura do Nu Cine Copan, localizado no icônico Edifício Copan, e o naming rights do Nubank Parque, arena multiuso voltada a shows, esportes e grandes eventos. Com essas iniciativas, também queremos retribuir aos nossos clientes e a São Paulo, cidade onde o Nubank nasceu, com experiências que conectem arte, tecnologia e entretenimento”, afirma Juliana Roschel, vice-presidente de Marketing do Nubank. A relação com o cliente também atravessa o novo espaço: usuários do Nubank terão 35% de desconto nos ingressos, enquanto clientes Ultravioleta contarão ainda com benefícios na loja das exposições e na área gastronômica. Arte, experiência e relacionamento passam, assim, a dividir o mesmo endereço.

UM TERRITÓRIO CONHECIDO DOS BANCÕES Se para uma fintech a entrada nesse universo chama atenção, a relação entre bancos e cultura no Brasil atravessa décadas. E começou pelos públicos. A CAIXA Cultural abriu sua primeira unidade em Brasília em 1980; cinco anos depois, o BNDES inaugurou seu Espaço Cultural, no Rio de Janeiro; e, em 1989, surgiu o primeiro Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), também na capital fluminense. Hoje, essas iniciativas se espalham por diferentes cidades do país.

“ESTAMOS TRAZENDO UM CONCEITO INÉDITO NO MUNDO, TENDO A TECNOLOGIA E INOVAÇÃO COMO FERRAMENTAS ESSENCIAIS”, DIZ LUIZ ANDRÉ CALAINHO, SÓCIO DA AVENTURA


Foto: Divulgação Farol Santander

CULTURA

108

Exposição Player 1, disponível até 20 de setembro no Farol Santander, conta a história dos videogames

Entre os privados, o Itaú Cultural, criado em 1987, tornou-se um dos exemplos mais longevos dessa relação e já prepara uma nova sede na Avenida Paulista, com mais de 12 mil m² e inauguração prevista para 2031. O Instituto Moreira Salles (IMS), fundado por Walther Moreira Salles, abriu sua primeira sede em 1992 e chegou à Paulista em 2017. Nas últimas décadas, outros bancos ampliaram esse circuito e também os formatos. O Santander mantém espaços como o Farol Santander, o Teatro Santander e o 033 Rooftop, enquanto o Bradesco inaugurou, em 2024, a Casa Bradesco, na Cidade Matarazzo. Arte, tecnologia, gastronomia, entretenimento e experiências passaram, assim, a dividir espaço em iniciativas que aproximam instituições financeiras do público. Mudaram as instituições, os formatos e a tecnologia, mas uma percepção atravessou gerações do sistema financeiro: a cultura tem valor para quem produz, para quem frequenta e também para a marca que decide investir nela.

CULTURA MOVIMENTA A ECONOMIA Cultura e criatividade também têm peso relevante na economia. É nesse potencial que Luiz André Calainho, sócio da Aventura, parceira do Nubank no Arte Lab, aposta ao falar sobre o novo espaço. “Estamos trazendo um conceito inédito no mundo, tendo a tecnologia e inovação como ferramentas essenciais para o impulsionamento e disseminação de diferentes frentes da economia criativa”, ressaltou. Segundo o Mapeamento da Indústria Criativa 2025, da Firjan, o setor movimentou R$ 393,3 bilhões em 2023, o equivalente a 3,59% do PIB brasileiro. Em São Paulo, a participação chega a 5,3% do PIB estadual. A indústria criativa engloba 13 segmentos nas áreas de Consumo, Mídia, Cultura e Tecnologia e reunia cerca de 1,26 milhão de profissionais formalmente empregados em 2023. O alcance da cultura também aparece fora das cifras. Pesquisa Hábitos Culturais, realizada em 2024 pela Fundação Itaú em parceria com o Datafolha, mostrou que 97% dos entrevistados haviam realizado

alguma atividade cultural nos 12 meses anteriores, sendo 85% presencialmente. É nesse encontro entre valor econômico, experiência e vínculo com o público que a cultura se torna especialmente interessante também para as marcas.

ONDE A ARTE ENCONTRA A MARCA Se exposições, espetáculos e centros culturais fazem bem à cidade e ao público, o investimento também pode fazer muito bem a quem coloca seu nome neles. E os próprios representantes do setor financeiro não escondem essa equação. Em episódio do Febraban Podcast sobre bancos e cultura, Alexandre Gidaro, gerente da filial da Caixa Cultural São Paulo, resumiu essa relação. “Quando a gente traz os valores da cultura pra dentro das nossas instituições, a gente está falando com todos os brasileiros. Quando a gente se associa, por exemplo, a uma festa tradicional, um movimento popular, um show, a gente traz atributos para as nossas marcas que talvez sozinhos a gente não conseguisse comunicar. Mas tem ou-


Foto: Cadu Pilloto / Farol Santander

109

Exposição Brasil: Arte Popular trazida pelo Farol Santander em 2025

lha, mostra que 93% dos entrevistados das classes A/B realizaram alguma atividade cultural presencial nos 12 meses anteriores, ante 71% das classes D/E. Mas a força desses espaços também está na experiência presencial. “A gente acredita no poder do encontro e da presença. Esse é um ponto muito importante para nós, enquanto espaço cultural, de acolhimento do público e da oferta de arte e cultura brasileiras. Mesmo com mudanças no jeito que se consome arte, a presença ainda é um fator motivador fundamental”, afirma Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. No Santander, essa conexão integra o posicionamento institucional. “O Teatro Santander, assim como o 033 Rooftop e os Faróis Santander, são grandes aparelhos culturais mantidos pelo Banco e que se conectam diretamente à nossa estratégia e posicionamento de apoio e democratização no acesso à cultura”, diz Bibiana Berg, head sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social e presidente do Santander Cultural.

A APROVAÇÃO PELA LEI ROUANET NÃO COLOCA DINHEIRO NO CAIXA DE UM PROJETO; APENAS AUTORIZA A CAPTAÇÃO. SÃO OS PATROCINADORES QUE DECIDEM, ENTRE OS PROJETOS APROVADOS, QUAIS RECEBERÃO RECURSOS

Foto: Cadu Pilloto / Farol Santander

tros ganhos também: atrair clientes é uma outra frente muito importante de se trabalhar com marketing cultural, estabelecer um posicionamento estratégico claro. Tudo isso soma muito à estratégia de alinhar um banco com um aporte em cultura”, disse Gidaro. No mesmo debate, Marcelo Mendonça, gerente executivo da Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, abordou a capacidade da cultura de diferenciar marcas cujos produtos são semelhantes. “Os bancos fazem isso muito em função dessa questão socialmente responsável mesmo. Que devolução a gente pode fazer? Quando a gente trata essas pautas que são mais contemporâneas, a gente atrai novos públicos, fomenta a cultura e contribui para a formação tanto do cidadão brasileiro quanto dos artistas e produtores culturais. É sempre um benefício grande para a marca”, explicou. A cultura também aproxima os bancos de um público estratégico. A pesquisa Hábitos Culturais 2025, do Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafo-

Programações transitam entre diferentes linguagens, temas e expressões artísticas


CULTURA

110

Foto: Divulgação

O SETOR CULTURAL MOVIMENTOU R$ 393,3 BILHÕES EM 2023, O EQUIVALENTE A 3,59% DO PIB BRASILEIRO, SEGUNDO A FIRJAN

Detalhes do projeto do Estúdio Módulo para o novo prédio do Itaú Cultural

Foto: Divulgação/Itaú Cultural

so do cliente. Ao investir em cinema, arena e arte imersiva, não recria a velha agência bancária, mas escolhe novos lugares para encontrar presencialmente seu público.

Itaú Cultural mantém programação dedicada às diferentes expressões artísticas e culturais há quase 40 anos

E, quando questionada pela Efe sobre o papel das experiências presenciais e do entretenimento na construção da marca, ela é ainda mais direta: “é um papel fundamental. Queremos que o público acesse cada vez mais a cultura e, consequentemente, entenda e reconheça cada vez mais o Santander como um Banco que, entre muitas ações, tem esse olhar e esse cuidado especial com a cultura, o entretenimento, o turismo, por exemplo, estimulando cada vez mais a economia desses setores”. O Arte Lab coloca agora o Nubank nessa mesma conversa, com uma diferença simbólica: enquanto bancos tradicionais construíram durante décadas uma presença física reconhecível nas cidades, a fintech nasceu colocando o banco no bol-

AS CIFRAS DA CULTURA Existe ainda outra dimensão nessa relação: os incentivos fiscais. A Lei Rouanet permite que projetos culturais autorizados pelo Ministério da Cultura captem recursos de pessoas físicas e empresas. No caso das pessoas jurídicas, os valores podem ser deduzidos do Imposto de Renda devido, respeitado o limite global de 4%. Isso não significa que todo investimento dos bancos em cultura venha de renúncia fiscal: há iniciativas bancadas com recursos próprios e outras realizadas por mecanismos de incentivo. Tampouco patrocínio é sinônimo de filantropia. A própria legislação prevê que ele pode envolver retorno promocional e associação da marca ao projeto. Há ainda uma conta menos visível: a aprovação pela Lei Rouanet não coloca dinheiro no caixa de um projeto, apenas autoriza sua captação. São os patrocinadores que escolhem, entre os aprovados, quais receberão recursos e, assim, ajudam a definir para onde será direcionada uma parcela do financiamento cultural viabilizado pela renúncia fiscal. A concentração regional desses recursos é reconhecida pelo próprio Ministério da Cultura como

um problema histórico do mecanismo. Em 2025, R$ 3,41 bilhões foram captados pela Lei Rouanet, alta de 12,1% em um ano e de 45,1% em dois, segundo o Ministério da Cultura. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre projetos executados em 2024 calculou que cada R$ 1 de renúncia fiscal gerou R$ 7,59 de impacto econômico e social e R$ 1,39 em arrecadação tributária. Naquele ano, os projetos incentivados movimentaram R$ 25,7 bilhões e contribuíram para gerar ou manter 228 mil postos de trabalho. Reduzir essa relação a “boa ação”, portanto, seria tão incompleto quanto tratá-la apenas como marketing ou vantagem tributária. Os centros culturais preservam acervos, formam plateias, geram trabalho e ampliam o acesso à cultura; para os bancos, oferecem reputação, vínculo, presença e diferenciação. Talvez seja justamente por isso que uma fintech nascida para tornar o banco invisível esteja agora tão interessada em ser vista. Quando as portas do Nubank Arte Lab se abriram no Conjunto Nacional, Tarsila figurou nas paredes, no teto, nas projeções e nas telas. Mas há ali também outro retrato contemporâneo: o de um sistema financeiro que descobriu há décadas que a cultura pode transformar cidades, movimentar a economia e aproximar pessoas da arte enquanto transforma também a imagem de quem assina a conta.


111


EVENTOS

112

Confira a agenda que movimentou a região ALPHA SOLUÇÕES REÚNE CONVIDADOS PARA FALAR SOBRE FORMAÇÃO DE GRANDES LÍDERES Foto: Thiago Henrique

um jantar para convidados, marcado por uma aula especial com o professor e mestre em Filosofia Guilherme Freire. Durante o encontro, Guilherme, que está à frente do Filosofia do Zero e do Em Busca da Verdade, falou sobre a formação que forjou alguns dos grandes líderes da história. O jantar reuniu empresários, profissionais e convidados em uma noite que combinou relacionamento, conhecimento e troca de experiências.

OLIVE GARDEN ABRE A PRIMEIRA UNIDADE NO SHOPPING TAMBORÉ

>>O Olive Garden inaugurou, em 11 de agosto, sua nova unidade no Shopping Tamboré.

A chegada da rede norte-americana aposta em uma combinação de gastronomia italiana, hospitalidade e conceito de casual dining premium acessível. A nova operação amplia a oferta gastronômica do Shopping Tamboré e marca mais um movimento de grandes marcas internacionais em direção a Alphaville.

Foto: Marcos Bacon

Fotos: Divulgação

>>A Alpha Soluções promoveu

ICI BISTRÔ CHEZ ICI BRASSERIE CELEBRA GASTRONOMIA FRANCESA

>>A ICI Brasserie, no Iguatemi Alphaville, recebeu, em 13 de agosto, a terceira edição do “ICI Bistrô chez ICI Brasserie”. O evento proporcionou uma noite especial de gastronomia francesa, com menu exclusivo assinado pelo chef Benny Novak. A experiência contou com três pratos: Rillettes de Porc, Bavette Grillée, Purée de Potiron et Beurre Café de Paris e Tarte Frangipane aux Poires para sobremesa. A ambientação também ganhou elementos inspirados nos tradicionais bistrôs franceses, como louças personalizadas e trilha sonora especial.


A experiência única da

113


ARTE

114

São Paulo recebe a maior mostra de Joan Miró já realizada no Hemisfério Sul A exposição, que pode ser conferida até outubro, revela a trajetória de um dos artistas mais influentes do século XX

O

O acervo foi composto a partir de três museus, 14 coleções particulares da Europa e peças pertencentes à família de Miró

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE ARTE BRASILEIRA DA FAAP REÚNE MAIS DE 140 OBRAS ORIGINAIS DO MESTRE ESPANHOL, INCLUINDO PINTURAS, ESCULTURAS, TAPEÇARIAS, FOTOGRAFIAS E FILMES INÉDITOS NA REGIÃO

Fotos: Fever

universo criativo de Joan Miró ganha uma ampla retrospectiva em São Paulo. Entre os dias 7 de agosto e 12 de outubro, o Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo - recebe a exposição “Miró: Mestre das Formas”, considerada a maior já dedicada ao artista espanhol no Hemisfério Sul. A mostra reúne mais de 140 obras originais, entre pinturas, esculturas, tapeçarias, fotografias e filmes, muitas delas inéditas na região. O acervo foi composto a partir de três museus, 14 coleções particulares da Europa e peças pertencentes à família de Miró, oferecendo um panorama abrangente da produção de um dos principais nomes da arte moderna. Distribuída em uma área de 1.200 metros quadrados, a exposição percorre diferentes fases da carreira do artista, evidenciando como suas formas orgânicas, símbolos e cores vibrantes romperam padrões estéticos e influenciaram gerações de artistas. Além das obras, fotografias e registros audiovisuais ajudam o visitante a compreender o processo criativo de Miró e sua constante experimentação. Mais do que uma retrospectiva, “Miró: Mestre das Formas” convida o visitante a mergulhar no imaginário do artista que transformou sonhos, poesia e liberdade criativa em uma linguagem visual única, consolidando-se como um dos grandes protagonistas da arte do século XX.


MATTEO BOCELLI

115

FALLING IN LOVE WORLD TOUR

24 DE OUTUBRO

27 DE OUTUBRO

SÃO PAULO

CURITIBA

TOKIO MARINE HALL

TEATRO POSITIVO

29 DE OUTUBRO

31 DE OUTUBRO

RIO DE JANEIRO

BELO HORIZONTE

VIVO RIO

PALÁCIO DAS ARTES

MATTEOBOCELLIBRASIL.COM.BR


116

NOVO BMW iX3 O primeiro de uma nova era.

Disponível na BMW Alphaville Al. Tocantins, 855

Grand Brasil @bmwgrandbrasil

Desacelere. Seu bem maior é a vida.

Fale com um de nossos especialistas

Alphaville

Alameda Tocantins, 855 Alphaville - Barueri Tel.: 11 3799-9000


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook