Ricardo Amorim
Carlos alberto Júlio
Fernando Barra
JOÃO BRANCO
O incrível boom imobiliário da última década
A crise que o dinheiro não resolve
Não implante IA. Redesenhe sua empresa
NEGÓCIOS | NETWORK | IDEIAS | TENDÊNCIAS
5 arrependimentos de um ex-CMO
NOVO COLUNISTA DA EFE.
hugo rodrigues Revista efe. | 2026 | ed.13
Sócio da WMcCANN, o publicitário e empreendedor, transformou criatividade em estratégia de negócios. Ganhador de 21 Leões em Cannes e prêmios Caboré, Hugo compartilha suas visões na era digital, fala sobre branding e o futuro da comunicação.
NEGÓCIOS
Hubs multifuncionais: Quando a experiência vira negócio
LIDERANÇA
Latifa Kadri fala sobre protagonismo feminino
Tecnologia
Google tem novo centro no IPT, em São Paulo
e mais
Ben Geder, especialista em mercado automotivo, é o novo colaborador da Efe
P R O N T O
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Realização:
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alphavert.com.br Incorporadora responsável: ALPHA 1 EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO SPE LTDA, incorporação registrada em 28/12/2021, sob R.11/98.693 da matrícula n º 98.693, do Ofício de Registro de imóveis de Barueri. O detalhamento dos serviços, equipamentos e acabamentos que farão parte deste empreendimento constam no memorial descritivo. As imagens são meramente ilustrativas, estão sujeitas à alterações e não representam fotografias exatas do empreendimento. As plantas são ilustrativas com sugestão de decoração, os móveis e utensílios são de dimensões comerciais e não fazem parte do contrato de compra e venda do imóvel. A vegetação que compõe o paisagismo retratado nas perspectivas é meramente ilustrativo e apresenta porte adulto de referência, na entrega do empreendimento essa vegetação poderá apresentar diferenças de tamanho e porte, mas estará de acordo com projeto paisagístico do empreendimento. Planejamento e Vendas: COELHO DA FONSECA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA – Avenida Brasil, 1064 – São Paulo SP. www.coelhodafonseca.com.br - Telefone: 3888-3000 | Creci: J961. *Estão inclusos na mobília que será entregue junto com a casa: Móveis planejados - quartos, cozinha/área de serviço e banheiros; aparelhos de ar-condicionado; aquecedor de passagem; banheiros completos com box, espelho, acessórios em geral; pisos em geral; luminárias embutidas; entre outros itens conforme memorial descritivo da casa mobiliada. **Valor da promoção válida até o final de agosto de 2026 para 5 casas (com 277,33m²) ou, ao término das unidades participantes da promoção. Casa de 277 m² por R$ 2.950.000,00, com 10% de entrada e saldo de 90% financiado pelo Bradesco, a depender da documentação entregue pelo comprador, que comprove a renda necessária e liberação do crédito para efetivação da compra da unidade.
SUMÁRIO
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Matéria de capA
EM ENTREVISTA EXCLUSIVA, O PUBLICITÁRIO FALA SOBRE LIDERANÇA, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, BRANDING E O FUTURO DAS MARCAS
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Foto: Omar Paixão
HUGO RODRIGUEs
Foto: Divulgação
CEO Cesar Foffá PUBLISHER Marcelo Foffá DIRETORA ADMINISTRATIVA Lourdes Foffá EDITORA DE JORNALISMO Gláucia Arboleya JORNALISMO Aliz Lambiazzi Beatriz Bononi
18. Negócios
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação/ Grupo Kadri
Hubs multifuncionais transformam serviços em experiências completas e fidelizam clientes
EDITORES ESPECIAIS AUTOMÓVEIS E TURISMO Ben Geder Johnny Mazzilli EDITOR DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Mazega Comunicação e Fábio Tateno COLUNISTAS Carlos Alberto Júlio Fernando Barra João Branco Ricardo Amorim Hugo Rodrigues COMERCIAL Isabele Velloso Alison Santos FOTOS Omar Paixão
38. Liderança
56. Gastronomia
Latifa Kadri fala sobre protagonismo feminino, ESG e ecossistema familiar
Nama Sky Lounge inaugura rooftop em Alphaville com investimento milionário
MÍDIAS SOCIAIS Gabrielle Caetano CIRCULAÇÃO Joselito Santos
Foto: Divulgação
FINANCEIRO Thiago Castillo TECNOLOGIA Guilherme dos Reis Silva IMPRESSÃO Margraf JORNALISMO jornalismo@revistaefe.com.br (11) 95595.3433 | 3811.2820 PUBLICIDADE Marcelo Foffá marcelo@revistaefe.com.br (11) 98890.6308
52. Arq & Design
Foto: Portal Vipzinho
Foto: Johnny Mazzilli
Futura sede do Itaú Cultural aposta em flexibilidade e integração com São Paulo
ASSINATURAS assinaturas@revistaefe.com.br (11) 95595.3433
58. Turismo
Ushuaia: O destino argentino combina aventura, natureza exuberante e hotéis de alto padrão
66. Arte
Exposição imersiva da Tarsila do Amaral inaugura espaço Nubank na capital
efe. | A Revista da Folha de Alphaville Avenida Cauaxi, 293 | Ed. Alpha Green Alphaville Barueri/SP | 06454-020 (11) 4208-1600 *Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da revista.
EDITORIAL
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COLUNISTAS
12. Ricardo Amorim
Conexões que transformam o futuro
E
m meio a transformações aceleradas, compreender os movimentos que impactam empresas, mercados e pessoas tornou-se fundamental para quem deseja não apenas acompanhar as mudanças, mas liderá-las. É com esse olhar que apresentamos mais uma edição da nossa revista, reunindo histórias, tendências e protagonistas que ajudam a interpretar os rumos dos negócios, da cultura e da sociedade. Nossa matéria de capa traz uma entrevista exclusiva com Hugo Rodrigues, um dos maiores nomes da publicidade brasileira. Reconhecido por sua visão estratégica, capacidade de inovação e leitura apurada das transformações do mercado, ele compartilha reflexões sobre criatividade, liderança, construção de marcas e os desafios da comunicação em um cenário cada vez mais conectado e dinâmico. Esta edição também marca sua chegada como colunista da revista, uma parceria que certamente enriquecerá nossas páginas com análises relevantes sobre negócios, comportamento e tendências. Também temos a satisfação de anunciar a chegada de Ben Gerder ao nosso time de colaboradores. Especialista no universo automotivo, ele passa a contribuir com conteúdos exclusivos sobre mobilidade, tecnologia, mercado premium e as transformações que estão redefinindo a indústria automobilística global. Apresentamos a nova sede do Santander e o novo edifício do Itaú Cultural, que reforça a posição da capital paulista como um dos mais importantes centros de inovação da América Latina.
O avanço da tecnologia é tratado com o novo centro de tecnologia do Google no Brasil. No universo do branding discutimos os desafios das marcas diante da Geração Z. Mais do que consumidores, esses jovens influenciam tendências, comportamentos e decisões estratégicas, exigindo das marcas uma conexão genuína e permanente.
Ricardo Amorim é economista, empreendedor, comentarista, palestrante e influenciador digital brasileiro. Graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e com pós-graduação em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC Business School, em Paris. Foi apresentador do programa Manhattan Connection, na GloboNews, e eleito pela revista Forbes como um dos “100 mais influentes brasileiros”. @ricamorim
14. Hugo Rodrigues Um dos maiores publicitários do país, Hugo é sócio da WMcCann e Empreendedor, Ex-CEO McCann Worldgroup e Publicis, Conselhos: SBT, LUPO, UNICEF, USP, 21 Leões em Cannes, três prêmios Caboré , LinkedIn Top Voice, Palestrante e Estrategista de Marcas e Consumo. @hugorodriguess
Outro fenômeno em expansão é o dos hubs de experiências, modelos de negócios que integram diferentes serviços e vivências em um único ambiente, iniciativas como o TEMPO by Porsche e a Men’s House. Na editoria de cultura, a exposição imersiva dedicada a Tarsila do Amaral, que inaugura o novo espaço cultural do Nubank em São Paulo. A mostra combina arte, tecnologia e interatividade. Em educação, conversamos com a vice-reitora da Unip, Claudia Andreatini, sobre os desafios da formação profissional em tempos de rápidas transformações tecnológicas. Já na área de liderança, Latifa Kadri compartilha sua visão sobre diversidade, protagonismo e a crescente relevância dos líderes latino-americanos no cenário global. A gastronomia regional também ganha destaque com a chegada do Nama Sky Lounge ao rooftop do Sky Design Alphaville, empreendimento que une alta gastronomia, design e uma experiência sofisticada. E, para aqueles que buscam inspiração além dos negócios, embarcamos rumo a Ushuaia, na Argentina, um destino que encanta pela combinação de paisagens extraordinárias, aventura e hospitalidade. Esperamos que esta edição traga insights relevantes, amplie perspectivas e inspire novas conexões. Boa leitura!
Marcelo Foffá Publisher
16. João Branco João Branco é professor e autor do Desmarquetize-se. Ex-VP Marketing McDonald’s, eleito o profissional de Marketing mais admirado do Brasil e top 10 melhores CMOs pela Forbes. @falajoaobranco
24. Carlos Alberto Júlio Carlos Alberto Júlio é um executivo experiente, professor, autor e palestrante de destaque no cenário corporativo brasileiro. Tem sólida formação internacional e extensa experiência como CEO e conselheiro. @profcarlosjulio
32. Fernando Barra Fernando Barra é especialista em tecnologia e inovação, professor palestrante, fundador da Skillplace.com.br e autor do livro Meu Emprego Sumiu. @ofernando.barra
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Briefing O resumo de notícias que conecta você ao mercado
qu e e streia co m o a mai o r e v o l u ç ã o d o SU V d e lu xo em s eu s 2 7 an o s d e histó ria . O m o d el o a d ot a a n ov a l i nguagem d e d e sign N eu e Kl a s s e e s er á o p rim eiro d a marc a a o fere cer ci n co o p çõ e s d e m oto riz a ç ã o: g a s o lina , d i e s el , hí b ri d a p l ug - i n, el étri c a e m ovi d a a hi dro gêni o.
E mais...
Bath & Body Works no Brasil | Academia de R$ 15 milhões em Alphaville | Louis Vuitton lança bicicleta
Foto: Divulgação
BMW REVELA NOVO X5 COM CINCO OPÇÕES DE MOTORIZAÇÃO
>> A B MW re v el o u a qui nt a ger a ç ã o d o X 5,
8 BRIEFING | EMPRESAS
BATH & BODY WORKS ABRE PRIMEIRA LOJA FÍSICA NO BRASIL >> A Bath & Body Works
Foto: Divulgação/Bath and Body Works
iniciou oficialmente sua operação no Brasil com a abertura da primeira loja física, no MorumbiShopping, em São Paulo, e o lançamento do e-commerce nacional. A expansão faz parte da estratégia da marca, que faturou US$ 7,2 bilhões no último ano, de ampliar sua presença em mercados internacionais.
NITROGYM INAUGURA ACADEMIA DE R$ 15 MILHÕES NO SHOPPING TAMBORÉ >> A NitroGym inaugurou uma nova
Foto: Divulgação
unidade no Shopping Tamboré, com investimento de R$ 15 milhões. Fundada pelo empresário Sergio Arnaut, a academia ocupa uma área de cerca de 3 mil m² e aposta em equipamentos de última geração, avaliação física, acompanhamento nutricional, fisioterapia e sauna.
ASSAÍ INAUGURA PRIMEIRA FARMÁCIA E ESTREIA EM NOVO SEGMENTO >> O Assaí inaugurou sua primeira unidade da Assaí Farma, marcando a entrada da rede no varejo farmacêutico.
Foto: Divulgação
AMAZON AVANÇA COM O AMAZON LEO E PREPARA ESTREIA DE INTERNET VIA SATÉLITE >> A Amazon avançou na implantação do Amazon Leo, sua rede de internet via satélite, e pretende iniciar a operação do serviço ainda em 2026. Em julho, a empresa colocou novos satélites em órbita e segue acelerando a expansão da infraestrutura que irá competir com a Starlink, da SpaceX.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Instalada em uma loja da companhia em São Paulo, a operação faz parte de um plano de expansão que prevê a abertura de 25 farmácias até o fim de 2026, após a regulamentação que passou a permitir farmácias dentro de supermercados.
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Foto: Divulgação
BRIEFING | PRODUTOS
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NEW ERA E SENNA LANÇAM COLEÇÃO INSPIRADA EM AYRTON SENNA >> A New Era e a Senna Brands se uniram para lançar a terceira coleção
Foto: Divulgação
colaborativa inspirada em Ayrton Senna. A linha reúne modelos clássicos da New Era, como 59FIFTY, 950 Split Panel, 9FORTY A-Frame Snapback, 9FORTY M-Crown e 9FORTY A-Frame. A cartela de cores inclui amarelo, azul-marinho, vermelho, preto e off-white.
Foto: Divulgação
LEGO RECRIA ‘O BEIJO’, DE GUSTAV KLIMT, EM SET COM 4 MIL PEÇAS >> A LEGO transformou “O Beijo”, de Gustav Klimt, em seu maior set da linha Art. Desenvolvido em parceria com o Museu Belvedere, em Viena, o modelo reúne cerca de 4 mil peças e recria a pintura com texturas e acabamentos metalizados para simular o efeito da folha de ouro. O lançamento para o público geral será em 4 de agosto.
ESTADOS UNIDOS PRODUZEM MOEDA COMEMORATIVA COM DONALD TRUMP >> A Casa da Moeda dos Estados Unidos iniciou a produção de uma
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação/Fifa
moeda comemorativa de US$ 1 com o rosto do presidente Donald Trump. A peça celebra os 250 anos da independência do país e traz, na frente, a inscrição “Liberty”, o lema “In God We Trust” e a marca “1776– 2026”. No verso, aparece a águia-de-cabeça-branca do selo presidencial.
LOUIS VUITTON E PINARELLO CRIAM BICICLETA
CAMPEÕES DA COPA DO MUNDO RECEBEM ANEL INÉDITO DA FIFA
>> A Louis Vuitton apresentou uma bicicleta de estrada exclusiva desenvolvida em parceria
>> Pela primeira vez, a FIFA premiou a equipe campeã da Copa do
com a fabricante italiana Pinarello e o diretor criativo de sua linha masculina, Pharrell Williams. A bicicleta tem como base a Pinarello Dogma F e combina a engenharia da marca com elementos de design assinados pela Louis Vuitton.
Mundo com um anel. Ao todo, serão produzidos 2.026 exemplares numerados: 30 destinados ao elenco e à comissão técnica da equipe campeã, e os demais colocados à venda como produto oficial licenciado.
MARCA DE LUXO DA BYD REVELA SUPERESPORTIVO ELÉTRICO DE 1.604 CV >> A Denza, marca premium da BYD,
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
apresentou o superesportivo elétrico Denza Z durante o Goodwood Festival of Speed 2026. O modelo entrega 1.604 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 1,9 segundo e alcança 350 km/h de velocidade máxima. Com versões Coupé, Spider e Racing, o esportivo tem chegada prevista ao Brasil no segundo semestre de 2026.
PESSOAS HUGO RODRIGUES ESTREIA COMO COLUNISTA DA EFE. >> Com uma trajetória marcada por grandes transformações no mercado de
Foto: Divulgação
comunicação, Hugo Rodrigues passa a integrar o time de colunistas da efe. Com 21 Leões em Cannes, sócio, sócio da WMcCANN e empreendedor, o executivo foi responsável por liderar importantes ciclos de crescimento na Publicis e na WMcCANN.
BEN GEDER É O NOVO COLABORADOR DA EFE. >> Ben Geder Trindade é o novo colaborador da efe. CEO da Nimage, palestrante
Foto: Divulgação
CAMILA ROCHA LAZARIN ASSUME GERÊNCIA DA SICREDI ALPHAVILLE >> Na instituição desde 2010, iniciou a carreira como estagiária em Mandaguari (PR), passou por diferentes funções e assumiu sua primeira equipe em 2017. Em 2020, liderou a inauguração da agência de São Roque (SP) e, desde março de 2026, está à frente da unidade de Alphaville.
Foto: Omar Paixão
e fundador do Método Arena de Vendas, o executivo acumula mais de 30 anos de experiência em estratégia comercial, desenvolvimento de equipes e crescimento empresarial.
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Ricardo Amorim
ECONOMIA
Economista mais influente do Brasil, segundo a Forbes, e Influenciador nº 1 no LinkedIn
O incrível boom imobiliário da última década
Imagem gerada por I.A.
O
mercado imobiliário brasileiro viveu uma transformação impressionante na última década. Só para dar uma ideia, apenas na cidade de São Paulo, o número de lançamentos imobiliários cresceu 620% em 10 anos. Mas, enquanto os lançamentos dispararam, o tamanho dos imóveis encolheu. E isso diz muito sobre como o Brasil está mudando. As famílias estão ficando menores. Muito mais pessoas passaram a morar sozinhas. O trabalho remoto ganhou espaço. E o custo crescente dos imóveis obrigou o mercado a se adaptar. Resultado? Apartamentos compactos deixaram de ser exceção e viraram tendência. Só que tem outro fator fundamental por trás desse boom de vendas de imóveis: o crescimento forte e sustentado do crédito, da renda e do emprego. Mesmo com juros muito altos, o mercado imo-
biliário continuou aquecido porque o desemprego caiu, a renda cresceu mais do que os preços e mais brasileiros passaram a conseguir financiamento para comprar imóveis. Além disso, investidores começaram a enxergar imóveis pequenos como ativos mais rentáveis, especialmente para aluguel e locação de curta duração. Em outras palavras, o imóvel deixou de ser apenas moradia e teve seu papel como estratégia de investimento reforçado. Em resumo, o mercado imobiliário viveu um boom, com o número de novos apartamentos crescendo muito e o tamanho da maioria dos apartamentos encolhendo, porque as mudanças econômicas, demográficas e sociais do Brasil têm sido gigantes. A queda das taxas de juros, que deve expandir a oferta de crédito para financiar a construção e a venda de novos imóveis, deve fortalecer ainda mais esse movimento.
E M O B R A S | Ú LT I M A S U N I D A D E S
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Hugo Rodrigues Publicitário, sócio da WMcCANN e empreendedor
MARKETING
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Brasil tem uma relação curiosa com o talento. Nós o admiramos tanto que, às vezes, esquecemos de admirar aquilo que realmente sustenta o sucesso: método. Talvez seja por isso que ainda esperamos o próximo “salvador da pátria”, capaz de resolver sozinho aquilo que um sistema inteiro não conseguiu construir. É uma expectativa que vai muito além do esporte. Esperamos o presidente que vai mudar o país. O empresário visionário que vai transformar um setor. O CEO salvador. O empreendedor genial. Como se grandes resultados fossem fruto de pessoas extraordinárias, e não de estruturas extraordinárias. Outro dia, conversando sobre carreira, percebi uma coisa que parece óbvia, mas raramente recebe a atenção que merece. Conheço muito mais pessoas disciplinadas, consistentes e organizadas que construíram trajetórias admiráveis do que pessoas que viveram apenas do próprio talento. O talento impressiona. O método permanece. Aliás, talvez exista uma armadilha escondida no próprio talento. Quando ele aparece cedo demais, pode convencer alguém de que processo é opcional. Durante muito tempo, nossa criatividade resolveu problemas. Nossa capacidade de improvisar virou motivo de orgulho. A gambiarra ganhou status de virtude nacional. O famoso “deixa que a gente dá um jeito” passou a soar quase como uma estratégia. Só que improviso resolve emergências,
Imagem gerada por I.A.
O Brasil continua esperando um herói não constrói futuro. Enquanto comemorávamos nossas habilidades naturais, o mundo fez outra escolha. Empresas passaram a investir obsessivamente em processos. Atletas trocaram inspiração por repetição. Países entenderam que produtividade, educação e inovação não surgem por acaso. São consequência de planejamento, disciplina e continuidade. Os números ajudam a explicar essa diferença. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), entre 2010 e 2025 o PIB brasileiro cresceu, em média, 1,74% ao ano, enquanto o PIB mundial cresceu 2,93% ao ano no mesmo período, uma evolução 68% superior à brasileira. Essa diferença aparece em praticamente tudo. Nossa produtividade do trabalho passou décadas praticamente estagnada. Segundo o Conference Board, ela está travada há 30 anos, enquanto países como Coreia do Sul deram saltos impressionantes: de acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a produtividade da indústria coreana cresceu, em média, 4,3% ao ano entre 2000 e 2018, contra apenas 0,7% ao ano no Brasil no mesmo período. O Brasil continua produzindo gente criativa, mas registra apenas algumas centenas de patentes internacionais por ano, segundo a OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). Os países líderes registram milhares de pedidos de patentes todos os anos, como a China (73.718), Estados Unidos (52.617), Japão (47.922). É preci-
so transformar ideia em inovação, inovação em produto e produto em riqueza. Na educação, 73,7% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível mínimo esperado em matemática, segundo o PISA 2022. Não é um retrato da inteligência do brasileiro. É um retrato da qualidade do sistema que estamos oferecendo. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria, investimos algo entre 2% e 2,5% do PIB em infraestrutura quando diversos economistas apontam que precisaríamos investir perto de 4% ao ano durante muitos anos para recuperar o atraso acumulado. Em pesquisa e desenvolvimento aplicamos cerca de 1,2% do PIB. A Coreia do Sul investe perto de 5%. Também exportamos muito menos produtos de alta tecnologia do que países que, poucas décadas atrás, tinham renda semelhante ou até inferior à nossa. Exportamos apenas 11,11% de produtos de alta tecnologia sobre o total de manufaturados exportados: Coreia do Sul (29,98%), Malásia (59%), Vietnã (42%), Tailândia (28%) e China (26,5%). Nenhum desses números fala sobre falta de talento, todos falam sobre falta de método. No futebol aconteceu exatamente isso. As grandes seleções deixaram de depender exclusivamente do talento individual. Construíram categorias de base, profissionalizaram a gestão, incorporaram ciência, tecnologia, análise de dados e preparação mental. Hoje, equipes sem grandes estrelas competem em igualdade porque
aprenderam a criar sistemas. Nós continuamos procurando o próximo camisa 10. Na economia, a história não parece muito diferente. Continuamos sendo um país criativo, resiliente e profundamente trabalhador. Nosso potencial humano nunca esteve em dúvida. O que continua em dúvida é nossa capacidade de transformar esse potencial em produtividade, competitividade e crescimento consistente. Talvez porque ainda romantizemos demais o brilho e de menos a construção. Existe uma enorme diferença entre produzir momentos memoráveis e produzir resultados sustentáveis. O primeiro depende, muitas vezes, de inspiração. O segundo depende quase sempre de método. Foi assim com as empresas mais admiradas do mundo, com os atletas mais dominantes, e com os países que conseguiram crescer durante décadas. Nenhum deles chegou lá por uma sucessão de milagres. Chegaram porque aprenderam a repetir, corrigir, aperfeiçoar e persistir. Nós, em compensação, ainda parecemos apaixonados pela ideia de que, em algum momento, alguém aparecerá para resolver tudo. Talvez essa seja a mudança mais importante que o Brasil ainda precise fazer: parar de procurar heróis e começar a construir sistemas. Porque talento continua sendo uma vantagem extraordinária. Mas apenas quando encontra um ambiente capaz de transformá-lo em legado.
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João Branco
MARKETING
Professor, autor e ex-VP de Marketing do McDonald’s
Imagem gerada por I.A.
3. Eu deveria ter lido mais
5 arrependimentos de um ex-CMO
E
screvo artigos desde 2020, quando era CMO do McDonald’s. Hoje tenho um trabalho bem diferente, mas sigo muito próximo dos profissionais de marketing. Então vou deixar uma contribuição diferente: hoje quero abrir o coração e contar 5 coisas que me arrependo de quando era um líder de marketing. O objetivo não é desabafar, mas passar adiante dicas que eu gostaria de ter recebido quando estava na sua cadeira. Então anote aí:
1. Eu deveria ter conhecido melhor o Brasil Sei que a sua rotina é intensa. As viagens costumam ser rápidas, focadas em reuniões com equipes locais e visitas ao mercado. É compreensível. Mas há uma oportunidade imensa passando em um lugar que você não está vendo. Nos últimos 3 anos fiz palestras em 150 cidades de Norte a Sul e descobri que... não conheço o nosso país.
2. Eu deveria ter conhecido mais profundamente as histórias dos clientes Conhecer o consumidor sempre foi prioridade. Participava de pesquisas, visitava lojas, analisava indicadores e acompanhava tendências. Mas hoje percebo que existe um valor muito maior nos... depoimentos. Estou falando das razões, dos sentimentos, das motivações e das coisas que não são transmitidas com palavras. Descobrir que uma senhora leva uma criança no Méqui porque quer convencer a sua netinha a visitá-la mais vezes muda muita coisa. Na forma como eu faço marketing e no sentido do meu trabalho. Marketing é sobre gente, e não sobre “relatório sobre gente”. Olhe as tabelas, mas não deixe de olhar também os sorrisos, as dores, as lágrimas, os usos, os sotaques, as vidas de quem precisa do que você oferece.
Sempre gostei de aprender, mas costumava dizer que eu não gostava de ler. E descobri que eu estava errado. Eu não odeio ler. Eu odeio ler livro chato. É muito diferente. Liberte-se da obrigação de ter que terminar um título que é um porre e passe para o próximo! É difícil achar livros bons (já conhece “Essencialismo”, “O ato criativo”, e “O cliente percebe”?), mas eles são uma excelente forma de se desenvolver. Aumentam repertório, inspiram, e agregam cultura.
4. Eu deveria ter sido um porta-voz menos “treinado” Os CMOs vão me entender. A gente é ultra preparado para dar entrevistas e falar em nome das empresas sem escorregar e nem... improvisar. Mas isso significa que eu dei muita entrevista chata, falei muita resposta ensaiada e perdi muitas oportunidades de criar uma conexão mais real com as pessoas. A autenticidade constrói muito mais do que eu imaginava. Para o mercado e para a sua própria equipe. Como diria Brené Brown, “o perfeito atrai, mas o imperfeito conecta”. Por fim, a coisa que eu mais me arrependo é que...
5. Eu deveria ter sido mais sensível Não que eu não tenha sido, mas demorei para perceber a importância disso. Demorei para entender que as pessoas não trabalham para um CNPJ, um bônus e nem para um chefe inteligente. Demorei para me dar conta que o meu trabalho não é só o meu trabalho. Demorei para descobrir que os melhores marketeiros são os mais sensíveis. Também acertei muito. Mas se eu pudesse voltar atrás, mudaria essas coisas para melhor. E você, o que faria diferente?
NEGÓCIOS
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Hubs híbridos transformam serviços em experiências Empreendimentos que reúnem cultura, entretenimento, gastronomia, bem-estar e vivências criam novos modelos de negócios Por Gláucia Arboleya
A
forma de consumir está passando por uma transformação profunda. Em um cenário no qual produtos e serviços se tornam cada vez mais acessíveis e digitalizados, o diferencial competitivo migra para outro território: a experiência. Hoje, mais do que adquirir algo, os consumidores buscam ambientes capazes de proporcionar conexões, conveniência, pertencimento e momentos memoráveis. Essa mudança de comportamento tem impulsionado o crescimento de um novo modelo de negócio no Brasil: os hubs de experiência. São espaços concebidos para reunir diferentes universos — da gastronomia ao entretenimento, da moda ao bem-estar, da cultura ao networking — em uma jornada integrada que amplia o tempo de permanência do público e fortalece sua relação com as marcas. Os números ajudam a explicar o fenômeno. Pesquisa da PwC revela que 92% dos consumidores brasileiros pretendem priorizar empresas que ofereçam uma experiência de compra agradável, enquanto 44% afirmam estar dispostos a pagar mais por isso. Outro levantamento da consulto-
ria aponta que consumidores aceitam desembolsar até 16% a mais quando recebem uma experiência considerada superior. Paralelamente, 42% dos CEOs do setor de varejo e consumo no Brasil afirmam que suas empresas passaram a competir em novos segmentos nos últimos anos, ampliando serviços e criando ecossistemas capazes de atender a um público que busca muito mais do que uma simples transação. Nesse contexto, surgem empreendimentos que transformam seus endereços em plataformas de relacionamento. Inspirados por uma tendência global que aproxima consumo, lazer e convivência, projetos como a Men’s House (https:// menshousebrasil.com.br) e a TEMPO by Porsche (https://tempobyporsche.com), ambos na capital paulista, representam uma nova geração de negócios que entende a experiência não como complemento, mas como parte central da estratégia. Mais do que vender produtos ou serviços, esses locais criam ambientes onde diferentes interesses se encontram, fortalecendo comunidades, estimulando conexões e gerando novas oportunidades de negócios.
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Fotos: Divulgação
TEMPO BY PORSCHE E MEN’S HOUSE REDEFINEM AMBIENTES, ONDE DIFERENTES INTERESSES SE ENCONTRAM, FORTALECENDO COMUNIDADES
Fotos: Divulgação
TEMPO By Porsche, localizado na capital paulista
Entre as vivências, o ambiente oferece serviços gastronômicos premium
A estratégia da Porsche foi fortalecer atributos da marca como exclusividade
MEN’S HOUSE Em um mercado cada vez mais orientado pela conveniência e pela personalização, a Men’s House surgiu a partir de uma percepção simples: os consumidores estavam sendo obrigados a percorrer diversos lugares para acessar experiências que poderiam coexistir em um mesmo ambiente. O que começou como uma inquietação de mercado transformou-se em um ecossistema que reúne gastronomia, barbearia, alfaiataria, relojoaria, joalheria, charutaria, saúde, arte, mobilidade premium, eventos corporativos e ativações de marcas. O resultado é um espaço voltado principalmente para empresários, executivos, investidores e profissionais de alta renda que buscam unir lifestyle, networking e negócios. “A Men’s House nasceu da inquietação de perceber que o mercado ainda tratava cada experiência como um destino separado. Existiam excelentes negócios e excelentes serviços, mas quase sempre isolados entre si. Nossa proposta foi romper essa lógica e criar um ambiente onde diferentes universos pudes-
sem conviver de forma natural”, afirma Fred Miranda, CEO da empresa. Mais do que reunir serviços, a proposta está na construção de conexões. Cada operação mantém sua identidade, mas passa a fazer parte de uma jornada integrada, na qual a circulação de pessoas gera encontros, oportunidades e relacionamentos. Para o executivo, o modelo representa uma evolução dos tradicionais centros comerciais e espaços de convivência. “Mais do que oferecer serviços, criamos um ambiente onde diferentes experiências se complementam e geram valor umas para as outras”, explica Miranda. OS ESPAÇOS FÍSICOS A digitalização alterou profundamente a função dos ambientes presenciais. Se praticamente qualquer produto pode ser adquirido online, os espaços físicos passaram a ser desafiados a oferecer algo que o ambiente digital não consegue reproduzir: interação humana, conexão emocional e experiências marcantes. “Hoje, o espaço físico precisa ofere-
NEGÓCIOS
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A operação da Men’s House inclui apresentação e comercialização de produtos, veículos e motos
cer um motivo para que as pessoas saiam de casa. Não basta ter um bom produto. É preciso proporcionar experiências, conexões, atendimento personalizado e ambientes que despertam vontade de permanecer”, afirma o CEO. Essa visão reflete uma tendência observada em segmentos como varejo premium, hospitalidade e serviços de alto padrão. Cada vez mais, os espaços deixam de funcionar apenas como pontos de venda para se tornarem plataformas de relacionamento. A frase que orienta a estratégia da empresa resume essa transformação: “O futuro dos espaços físicos não está em oferecer mais serviços. Está em criar lugares onde as pessoas escolham permanecer.” COMUNIDADES Um dos diferenciais do modelo está na curadoria do ecossistema. A Men’s House conecta operações independentes que compartilham valores, perfil de público e posicionamento, criando sinergias capazes de beneficiar tanto clientes quanto parceiros. “Cada negócio preserva sua identidade e sua especialidade, enquanto a Men’s House cria um ambiente onde todos se fortalecem mutuamente”, explica Miranda. Segundo a empresa, muitas parcerias comerciais surgem de forma es-
pontânea dentro do próprio ambiente, impulsionadas pela convivência entre profissionais e empreendedores de diferentes setores. Nesse contexto, a personalização torna-se um diferencial competitivo. “O cliente premium não procura apenas um bom serviço. Ele espera ser reconhecido, compreendido e atendido de forma única.” Embora a tecnologia tenha papel importante na compreensão dos hábitos e preferências dos frequentadores, o CEO acredita que o fator humano continua sendo insubstituível. “A tecnologia nos ajuda a antecipar necessidades e personalizar experiências. Mas existe algo que continua insubstituível: a hospitalidade.” Com um modelo de monetização diversificado — que inclui operações residentes, eventos corporativos, ativações de marcas e experiências exclusivas — a empresa acompanha oportunidades de expansão para novos mercados, incluindo Alphaville. Mas, para o executivo, o principal ativo da marca continua sendo a comunidade construída ao redor dela. “Um cliente pode visitar um espaço uma vez. Uma comunidade escolhe voltar porque se identifica com o ambiente e com as pessoas que fazem parte dele”” conclui.
TEMPO BY PORSCHE Se a Men’s House representa a convergência de diferentes serviços em um mesmo ambiente, a TEMPO by Porsche exemplifica outro movimento que ganha força no mercado global: a transformação de marcas em plataformas de experiência. Idealizado pela Porsche Brasil em parceria com o empresário Adonis Alcici, o projeto nasceu da intenção de ampliar as formas de interação entre a marca e seu público. O resultado foi a criação do primeiro hub cultural permanente da Porsche nas Américas, um espaço que une gastronomia, arte, música, cultura e automobilismo em uma experiência que extrapola o universo dos automóveis. Mais do que um restaurante ou espaço de eventos, a TEMPO by Porsche foi concebida como uma extensão dos valores da marca, permitindo que clientes, fãs e entusiastas vivenciem o universo Porsche sob diferentes perspectivas. “Grandes experiências também acontecem fora do volante. Elas estão nas conversas, nos encontros, na gastronomia e nos momentos compartilhados”, resume o conceito que orienta a iniciativa. A proposta acompanha uma tendência observada entre marcas premium ao redor do mundo, que passaram a investir
Fotos: Divulgação
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A Men’s House fica no Shopping Cidade Jardim, em São Paiulo
em espaços capazes de criar conexões emocionais e ampliar os pontos de contato com seus públicos. MODELO DE RELACIONAMENTO A TEMPO by Porsche não foi criada como um canal de vendas. Sua função é fortalecer atributos de marca como exclusividade, inovação, excelência e paixão pela performance por meio de experiências culturais e gastronômicas. O espaço reúne exposições de veículos históricos, ativações especiais, programação cultural e experiências que dialogam com a trajetória da fabricante alemã, incluindo sua tradição no automobilismo mundial. Enquanto a Porsche Brasil utiliza o local para eventos e experiências exclusivas, a operação gastronômica e comercial é conduzida pela Tempo. O foco está na construção de relevância e relacionamento de longo prazo. Nesse contexto, os indicadores de sucesso vão além do faturamento. O engajamento da comunidade, a repercussão cultural do projeto e o fortalecimento da percepção da marca estão entre os principais objetivos da iniciativa. Mais do que um endereço, a TEMPO by Porsche simboliza uma mudança de paradigma: a experiência passa a ser um dos principais ativos de valor das marcas.
Men’s House conta com barbearia, entre os atendimentos exclusivos
“NÃO BASTA TER UM BOM PRODUTO. É PRECISO PROPORCIONAR EXPERIÊNCIAS, CONEXÕES E AMBIENTES QUE DESPERTAM VONTADE DE PERMANECER”
ECONOMIA
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Santander investe até R$ 2 bi em nova sede e transforma imóvel em ativo estratégico
Fotos: Divulgação / GTIS Partner
balho híbrido e pela transformação digital. Durante o lançamento da pedra fundamental do Campus JK, a presidente global do Santander, Ana Botín, destacou a importância do Brasil para o grupo espanhol. “Este projeto é uma demonstração clara da nossa confiança no Brasil e no seu futuro. O país é um dos pilares estruturais do grupo e um dos nossos principais polos globais de inovação”, afirmou.
Serão mais de 101 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em três torres corporativas interligadas
Campus JK marca aposta do banco em infraestrutura própria, inovação e visão de longo prazo para o Brasil Por Aliz Lambiazzi
O
Santander decidiu transformar sua nova sede em São Paulo em um investimento estratégico de longo prazo. Batizado de Campus JK, o empreendimento que será inaugurado em 2028 representa uma aposta estimada pelo mercado entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2 bilhões e revela uma escolha pouco comum entre grandes empresas: em vez de alugar um espaço corporativo em uma das regiões mais valorizadas da capital paulista, o banco optou pela aquisição do ativo. Localizado na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi, o complexo ocupará um quarteirão inteiro e será o novo centro de operações do Santander Brasil. O projeto está sendo desenvolvido pela GTIS Partners, gestora global de investimentos imobiliários, em parceria com os escritórios aflalo/gasperini arquitetos e Kohn Pedersen Fox (KPF). Embora o Santander não divulgue o valor da negociação, estimativas do mercado apontam que o empreendimento pode
ter movimentado cerca de R$ 2 bilhões, com valores entre R$ 30 mil e R$ 35 mil por metro quadrado de área locável. A decisão de comprar o imóvel em vez da locação chamou atenção do setor imobiliário. Para grandes instituições financeiras, a aquisição de um ativo pode fazer parte de uma estratégia patrimonial mais ampla, com impacto na gestão de longo prazo da companhia. Isso se confirma na fala do CEO da empresa no Brasil, Mario Leão. “O futuro que estamos construindo começa nas escolhas que fazemos hoje. O Campus JK representa muito mais do que uma mudança de endereço. É uma decisão estratégica alinhada ao conceito global de espaços corporativos do Grupo Santander, e pensada para acompanhar a evolução do nosso negócio e da sociedade nas próximas décadas”, afirmou Leão. A movimentação também acompanha uma tendência de grandes empresas que passaram a enxergar seus espaços físicos como ativos estratégicos, especialmente após as mudanças provocadas pelo tra-
INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO EM UM MERCADO MAIS SELETIVO O projeto também acontece em um momento de transformação do mercado imobiliário corporativo. Com juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito, empreendedores passaram a buscar alternativas que reduzam riscos e garantam maior previsibilidade financeira. Nesse cenário, a venda antecipada de empreendimentos para grandes empresas se consolidou como estratégia para viabilizar obras de alto padrão. O terreno do Campus JK foi adquirido pela GTIS em 2017, em uma área valorizada da Operação Urbana Faria Lima. A opção por um campus horizontal também reduziu custos, já que um projeto vertical exigiria um volume muito maior desses títulos. “Desenvolver o Campus JK ao lado do Santander representa a convergência entre uma visão institucional sólida e a capacidade da GTIS de entregar ativos imobiliários de padrão internacional. O projeto materializa a estratégia do Banco de investir em infraestrutura de alto desempenho”, afirma Maristella Diniz, sócia e responsável pela área de Desenvolvimento e Gestão de Ativos da GTIS Partners no Brasil. RESULTADOS SUSTENTAM ESTRATÉGIA O investimento no Campus JK acontece em um momento de forte presença do Santander no mercado brasileiro. No primeiro trimestre de 2026, o banco registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões, com ativos totais de R$ 1,286 trilhão, reforçando a capacidade da instituição de direcionar recursos para projetos estratégicos de longo prazo.
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Carlos Alberto Júlio Executivo, professor e palestrante brasileiro
Imagem gerada por I.A.
LIDERANÇA
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Não implante IA. Redesenhe sua empresa enho ouvido muitos executivos dizerem que suas empresas precisam “adotar Inteligência Artificial”. A intenção é boa. A estratégia, nem sempre. Na maioria das vezes, a IA está sendo tratada como mais uma ferramenta tecnológica. Um software novo, um projeto do departamento de TI ou uma iniciativa isolada de inovação. Esse caminho dificilmente produzirá uma verdadeira transformação. A Inteligência Artificial não é um departamento. É uma nova forma de trabalhar. E, como toda mudança estrutural, precisa atravessar toda a organização. Por isso, acredito que a pergunta que as lideranças deveriam fazer não é: “Onde podemos usar IA?” A pergunta correta é: “Como redesenharíamos este processo se a IA já existisse desde o primeiro dia?” A resposta muda tudo. Em vez de simplesmente
automatizar atividades existentes, a empresa passa a revisar seus processos do início ao fim. Cada etapa é analisada. Cada tarefa é questionada. Então surge uma classificação simples, mas extremamente poderosa. Esta atividade depende de julgamento, criatividade, empatia, negociação ou contexto? Então ela continua sendo humana. Esta outra é repetitiva, baseada em padrões, análise de dados, produção de conteúdo ou processamento de informações? Então ela pode ser executada por Inteligência Artificial. Quando essa lógica é aplicada sistematicamente, a implantação da IA deixa de ser um projeto de tecnologia e passa a ser um projeto de gestão. Mais do que aumentar produtividade, ela redefine a forma como o trabalho é organizado. O resultado é duplo. Os algoritmos assumem aquilo que fazem melhor: velocidade, escala e consistên-
cia. As pessoas passam a dedicar mais tempo ao que realmente agrega valor: decidir, inovar, colaborar, criar e liderar. É assim que nasce uma cultura de IA. Não pela compra de novas plataformas, mas pela coragem de redesenhar processos que, muitas vezes, permanecem inalterados há anos. Toda empresa revisa periodicamente seu planejamento estratégico, sua estrutura organizacional e seus indicadores de desempenho. Talvez tenha chegado a hora de revisar também seus processos, fazendo uma pergunta inevitável em cada etapa: esta tarefa é de um ser humano ou de um algoritmo? As empresas que responderem a essa pergunta com honestidade não apenas implantarão Inteligência Artificial. Construirão organizações mais simples, mais produtivas e muito mais preparadas para competir no futuro.
LANÇAMENTO
Nasce um novo bairro Alphaville em Sorocaba
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Realização
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O Loteamento Residencial e Comercial Gleba A27 comercialmente identificado como Parque Alphaville Alvorada está registrado sob o R.05 na matrícula nº 32.744, em 09 de junho de 2026, do Cartório de Registro de Imóveis de Votorantim/SP. O empreendimento está inserido em uma região com infraestrutura urbana consolidada. Os projetos das edificações do clube, apoio e portaria estão em aprovação nos órgãos competentes, podendo sofrer alterações sem aviso prévio. As imagens apresentadas nos desenhos, artes, perspectivas, anúncios ou qualquer outra forma de veiculação, bem como a reprodução da vegetação na maquete, representam, artisticamente, a fase adulta das espécies. O empreendimento será entregue com a vegetação implantada por meio de mudas, conforme especificação do projeto paisagístico. A perspectiva artística é meramente ilustrativa, incluindo edificações, elementos paisagísticos, sarjetas de escoamento superficial de águas pluviais, representação do posteamento de energia elétrica inclusive dos ramais individuais de ligação, que serão aéreos e deverão ser solicitados à concessionária local. O adensamento do local ocorrerá de acordo com as escolhas construtivas de cada adquirente.
TECNOLOGIA
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Do Brasil para bilhões de usuários: Google inaugura centro de engenharia em São Paulo
Fotos: Divulgação
ESPAÇO FICA NO IPT, HISTÓRICO PRÉDIO 1, CONSTRUÍDO NA DÉCADA DE 1940
O foco será o desenvolvimento de recursos de privacidade, segurança e proteção de usuários e soluções baseadas em IA Por Beatriz Bononi
Brasil tem se consolidado como um dos maiores ecossistemas digitais do mundo. Prova disso é que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, na população estimada de 186,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade do país, 90,5% (168,7 milhões) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses, ultrapassando, pela primeira vez, o patamar de 90% de usuários, na média nacional. Agora, além de ser um grande mercado consumidor de tecnologia, o Brasil passa a ampliar sua participação no desenvolvimento de produtos globais com a inauguração do novo Centro de Engenharia do Google em São Paulo. Instalado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), no histórico Prédio 1, construído na década de 1940 na Cidade Universitária, o complexo, inaugurado em maio, representa a expansão da engenharia da companhia no Brasil. O espaço reúne, pela primeira vez na América Latina, um Google Safety Engineering Center (GSEC),
dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de segurança digital, e um Accessibility Discovery Center (ADC), voltado à criação e validação de soluções de acessibilidade. O local também passa a abrigar a nova fase do Google Campus, agora com foco em startups que utilizam a inteligência artificial como base de seus negócios. Com capacidade para receber até 400 profissionais, o novo centro trabalhará em conjunto com a equipe de engenharia de Belo Horizonte, onde o Google mantém sua primeira unidade de engenharia no Brasil desde 2005. ”O time de engenharia da sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo”, diz Fábio Coelho, presidente do Google Brasil SEGURANÇA, IA E ACESSIBILIDADE O foco da nova unidade será o desenvolvimento de recursos de privacidade, segurança e proteção de usuários, incluindo
soluções baseadas em inteligência artificial para diferentes produtos da empresa. O complexo também abriga o primeiro Google Safety Engineering Center (GSEC) da América Latina, que passa a integrar uma rede global com unidades em Munique, Dublin e Málaga. O centro promoverá pesquisas, eventos e parcerias com especialistas e autoridades para discutir estratégias de combate às ameaças cibernéticas. Outra novidade é o primeiro Accessibility Discovery Center (ADC) da região. Inspirado em unidades de Londres e Zurique, o laboratório contará com estações interativas voltadas para mobilidade, visão, audição e cognição, permitindo que pesquisadores, universidades e pessoas com deficiência participem do desenvolvimento e da validação de tecnologias assistivas.
Local terá capacidade para receber até 400 profissionais
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BRANDING
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A era da marca verdadeira
Como a Geração Z vem mudando as regras do consumo
Formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2012, geração que cresceu conectada redefine a relação com empresas e mostra que é preciso construir confiança Por Aliz Lambiazzi
Foto: Magnific
A
ntes de comprar, Robson José Ferreira pesquisa. Muito. O designer gráfico não costuma tomar decisões por impulso. Quando decide adquirir um produto, mergulha em avaliações, vídeos especializados, comparativos e até conversa com ferramentas de inteligência artificial para encontrar a melhor opção dentro das próprias condições. “Sou bem pé no chão. Não costumo comprar por impulso, mas, quando quero comprar algo, entro em uma espécie de hiperfoco no assunto para comprar a melhor opção dentro das minhas condições”, conta. O comportamento de Robson ajuda a revelar uma mudança que vem transformando a relação entre consumidores e marcas. Para a Geração Z — formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2012 — a compra deixou de ser apenas uma decisão baseada em preço, necessidade ou desejo. A escolha passa também pela história da empresa, seus valores e pela coerência entre aquilo que ela comunica e aquilo que entrega.
Foto: Magnific
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Novos valores e comportamentos desafiam as marcas a se reinventarem
A geração que cresceu em meio à expansão da internet, das redes sociais e do acesso imediato à informação aprendeu a pesquisar antes de consumir. Mas, além de comparar produtos, passou a observar também quem está por trás deles. “Apesar de não ser o meu primeiro critério de análise, conhecer o posicionamento das empresas que produzem o que eu consumo é algo que levo em conta. Se duas empresas ofertarem um produto ou serviço de qualidade equivalente e eu tiver conhecimento do posicionamento das duas, certamente vou escolher a que eu estou mais alinhado. Porém, caso uma empresa ofereça algo de qualidade um pouco superior, mas tenha um histórico relevante de polêmicas e atitudes das quais eu discordo, provavelmente vou optar por outra. Eu coloco os critérios na balança e então escolho”, afirma o jovem. Essa lógica não aparece apenas na pesquisa cuidadosa antes da compra. Para outros jovens ouvidos pela efe., os valores associados à marca também podem definir uma escolha ou um afastamento. Para a fotógrafa Ana Carolina G. Paganin, 29 anos, a relação com uma marca também passa pelos valores associados a ela. Diferentemente de uma escolha baseada apenas em preço ou preferência, algumas decisões de consumo acabam envolvendo identificação (ou desconforto) com posicionamentos públicos. “Quando fiquei sabendo das escolhas políticas/ideológicas da Havan, comecei a evitar a loja”, contou a jovem. A mesma lógica afetou a relação de Ana com a franquia Harry Potter: “o posicionamento da empresa afeta, sim, na hora de comprar. Exemplificando: a
franquia de Harry Potter. Sempre evito comprar coisas no tema por saber que acabaria financiando atos transfóbicos cometidos pela J.K. Rowling”. A busca por coerência também aparece nas escolhas mais cotidianas. Para a cat sitter Fabianna D. Franci, 24 anos, o posicionamento de uma empresa pesa principalmente quando envolve práticas que entram em conflito com seus valores pessoais. “Quando é qualquer roupa ou objeto feito com couro e produtos testados em animais eu nunca compro por questões ideológicas”, confidencia. Mas, para ela, o desafio das marcas não está apenas em comunicar bons valores, mas em sustentar essas mensagens na prática. “Não adianta a marca mostrar algo nas redes sociais e na prática ser o contrário”. A tentativa de aproximação com o público jovem também passa pelo olhar crítico da consumidora. Segundo Fabianna, muitas empresas ainda buscam criar uma imagem de proximidade nas redes sociais sem necessariamente compreender o comportamento dessa geração: “acho que marcas que tentam se esforçar para ser compradas pela geração Z acabam nunca entendendo direito o que nós gostamos”. O MERCADO ESTÁ SE TRANSFORMANDO A percepção dos jovens ouvidos pela efe. não é um movimento isolado. Para Ana Couto, CEO do ecossistema anacouto e referência nacional em branding e estratégia de marcas há mais de três décadas, a Geração Z está mudando a forma como as empresas constroem valor e se relacionam
com seus públicos. Segundo a especialista, consumidores deixaram de ser apenas audiência e passaram a participar da construção das marcas. Essa transformação aparece no estudo Grandes Apostas 2026, desenvolvido pela plataforma anacouto, que identifica dois movimentos centrais: descentralização simbólica e legitimidade horizontal. “São vários os movimentos que sustentam essa construção de valor com a Geração Z, e em um dos nossos estudos, o Grandes Apostas 2026, nomeamos dois deles como descentralização simbólica e legitimidade horizontal. A descentralização simbólica explica por que um artista como Bad Bunny é global sem abrir mão de Porto Rico: ele aprofunda a origem em vez de diluí-la”, explica Ana. “A Geração Z reconhece essa diferença rolando o feed o dia inteiro, e aplica o mesmo olhar ao decidir se envolver com uma marca ou só consumir o que ela oferece”, afirma. Essa lógica também muda a relação entre empresas e consumidores. Segundo a executiva, a chamada legitimidade horizontal rompe com a ideia de que a marca fala e o público apenas escuta. “Isso é a legitimidade horizontal: um dado mostra que 75% da Geração Z e dos Millennials [nascidos entre 1981 e 1996] querem se envolver de verdade com marcas favoritas, cocriando ou influenciando decisões”. Na prática, isso significa que campanhas construídas apenas com linguagem jovem ou presença nas redes sociais já não bastam. “Para além destes e outros movimentos, é importante ressaltar o que nunca muda: alinhar o que a organização É, Faz e Fala é o
‘NÃO ADIANTA A MARCA MOSTRAR ALGO NAS REDES SOCIAIS E NA PRÁTICA SER O CONTRÁRIO’
Foto: divulgação
BRANDING
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Da propaganda ao pertencimento: marcas que entenderam o novo consumidor GUARANÁ ANTARCTICA A marca passou a ocupar territórios da cultura digital, como games, creators e memes, buscando uma comunicação mais próxima das comunidades jovens. HAVAIANAS Com produtos que resgatam referências brasileiras e colaborações com diferentes universos culturais, a marca aposta em identidade e autenticidade para se conectar com novos públicos. O BOTICÁRIO A marca aproximou sustentabilidade e autocuidado com o movimento Pacto Skincare Responsável e a campanha “Me Completa”, transformando o uso de refis em um hábito ligado ao universo de beleza e consumo consciente. BANCO DO BRASIL Ao investir em iniciativas ligadas aos games e à cultura pop, como a plataforma BB Game Series, o banco busca aproximar uma marca tradicional de comunidades onde os jovens já constroem pertencimento.
que sustenta relevância, mesmo quando o cenário muda”, explica a expecialista. É justamente aí que, segundo Ana Couto, muitas empresas ainda erram. “O erro mais comum, e ele custa caro em resultado de negócio, é confundir esse movimento com performance, convidar a comunidade para opinar sobre algo que já estava decidido, ou investir todo o esforço só no Fala, sem que o Faz sustente esse discurso”, diz. Hugo Rodrigues, um dos nomes mais influentes da comunicação na América Latina atualmente, concorda. Segundo ele, a Gen Z quer coerência entre discurso e causa. “Existe uma pesquisa do McCann Worldgroup (Truth About Gen Z) que mostra que a maioria dos jovens no mundo — e no Brasil esse número é ainda maior — está disposta a pagar mais por um produto se souber que a marca de fato apoia uma causa alinhada aos seus valores. A direção é clara: essa geração compra intenção, não só produto”, complementa. Para isso, a comunicação precisa ser autêntica, diz Hugo. E completa: “autenticidade não se fabrica em reunião de criação. É aceitar que essa geração desconfia de propaganda tradicional e confia mais em quem parece de verdade: um criador de conteúdo comum, às vezes, tem mais crédito do que um garoto propaganda famoso”. PRODUTOS SEGUEM NOVOS COMPORTAMENTOS A mudança de prioridades da Geração Z também começa a transformar merca-
dos inteiros. Bem-estar, equilíbrio e sustentabilidade deixaram de ser temas periféricos e passaram a influenciar a forma como os jovens consomem. “Essa busca por equilíbrio se estende ao planeta: 42% dos brasileiros já relatam abalos na saúde mental por causa das mudanças climáticas, segundo pesquisa do Instituto Cactus e do AtlasIntel. Bem-estar pessoal e cuidado ambiental viraram pautas prioritárias para essa geração, o que reforça por que branding e negócio precisam operar de forma integrada, do social ao ambiental, guiados por um propósito que deixe evidente o papel da marca no mundo”, afirma Ana Couto. Um dos reflexos desse movimento aparece no mercado de bebidas. Segundo a ferramenta Valometry, da plataforma anacouto, a Geração Z brasileira consome menos bebidas alcoólicas do que gerações anteriores: 45% contra 57% dos Millennials e 67% da Geração X. Para a especialista, essa mudança deve ser vista “como resposta, não como renúncia”. A Heineken 0.0, lançada globalmente em 2017, tornou-se um dos principais exemplos dessa estratégia. Ao reposicionar a cerveja sem álcool como uma escolha para diferentes momentos do dia e não apenas uma alternativa para quem não pode beber, a marca ajudou a transformar uma categoria antes vista como secundária em um dos ativos mais importantes de seu portfólio. Hoje, a versão 0.0 está entre as principais apostas de crescimento da companhia e simboli-
Foto: Divulgação
Marcas buscam novas formas de dialogar com uma geração mais exigente
Ana Couto é CEO do ecossistema anacoluto e uma das principais vozes do branding no Brasil
Foto: Instagram Havaianas Oficial
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Foto: Arquivo pessoal
za como as empresas passaram a desenvolver produtos a partir de mudanças reais de comportamento, e não apenas de tendências passageiras.
Foto: Arquivo pessoal
O designer gráfico Robson pesquisa bastante antes de comprar
A fotógrafa Ana já deixou de comprar de algumas marcas por questões ideológicas
NÃO PRECISA NASCER COOL PARA SER COOL Se existe uma prova de que não é preciso nascer “cool” para conquistar a Geração Z, ela talvez esteja em uma marca com mais de quatro décadas de história. Lançada em 1984, a Herbíssimo ficou conhecida por gerações de consumidores e, por muito tempo, carregou a imagem de um produto “queridinho da vovó”. Em vez de tentar esconder esse passado, a estratégia foi transformá-lo em ativo e criar uma nova conversa com os jovens, conforme exemplifica Ana Couto. “Foi esse o caminho que seguimos no Brasil ao conduzir o rebranding completo da Herbíssimo, marca que hoje atinge 74% de market share em desodorantes em creme mirando exatamente a Geração Z. A campanha deu protagonismo justamente para quem já era apaixonado pelo produto: transformamos tweets reais de consumidores em peças de mídia e elegemos os perfis mais engajados como embaixadores, o que deu origem ao Clubíssimo”, detalha. Em vez de tentar parecer uma marca recém-chegada às redes sociais, a Herbíssimo apostou na própria comunidade de consumidores para construir uma nova imagem. Ou seja: para dialogar com a Geração Z, mais importante do que parecer jovem é ser autêntica.
Quando a tentativa de viralizar vira um ‘tiro no pé’ A Geração Z valoriza marcas que defendem causas e criam diálogo, mas também identifica rapidamente quando uma empresa tenta parecer algo que não sustenta na prática. PEPSI + KENDALL JENNER Em 2017, a Pepsi foi alvo de críticas após lançar um comercial com Kendall Jenner em que um refrigerante era apresentado como símbolo de reconciliação durante um protesto. Consumidores acusaram a marca de banalizar movimentos por direitos civis para fins de marketing. Diante da repercussão negativa, a campanha foi retirada do ar em menos de 48 horas, e a empresa pediu desculpas. BURGER KING E O “PRIDE WHOPPER” No Mês do Orgulho LGBTQIA+, a rede lançou uma campanha com uma versão do sanduíche criada com dois pães iguais para representar “amor igual”. A ação recebeu críticas nas redes sociais de consumidores que consideraram a abordagem superficial e desconectada da realidade da comunidade LGBTQIA+.
75% DA GERAÇÃO Z E DOS MILLENNIALS QUEREM SE ENVOLVER DE VERDADE COM MARCAS FAVORITAS, COCRIANDO OU INFLUENCIANDO DECISÕES”
Fernando Barra
Especialista em tecnologia, inovação e fundador da Skillplace
Imagem gerada por I.A.
TECNOLOGIA
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A crise que o dinheiro não resolve
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magine que amanhã você acorde e receba uma notificação no celular: “Parabéns. A partir de hoje, você receberá um salário vitalício de R$ 15.000 por mês. Sem trabalhar. Sem chefe, sem meta, sem reunião.” Renda Básica Universal: o sonho que metade do mundo acha que vai resolver tudo. No primeiro mês, alívio. Nada de despertador, de trânsito, de e-mails às sete da manhã. Parece férias. E é. No segundo, descanso: o corpo recupera anos de cansaço, você lê, viaja, reencontra amigos. No terceiro, tédio, Rev já descansou, já viajou, já viu tudo. O dia tem vinte e quatro horas e nenhuma delas exige nada de você. No sexto mês, vazio. Você tem dinheiro, tempo e saúde e um buraco no peito que não fecha. Porque a pergunta que ninguém faz sobre o futuro da IA não é “como vou pagar as contas?”. A pergunta é: “quem eu sou sem o meu trabalho?” O emprego não é só fonte de renda. É fonte de dignidade, de propósito, de
pertencimento. Quando ele desaparece, o salário é o menor dos problemas. O que some junto é a razão para sair da cama, a resposta para “o que você faz?”, a sensação de que alguém precisa de você. Os dados assustam: entre 25% e 30% dos jovens americanos de 25 a 35 anos vivem com os pais, sem trabalhar nem estudar, mais do que durante a Grande Depressão. E não é por falta de dinheiro. Têm teto, comida, internet ilimitada. O que não têm é motivo. A gamificação, as redes sociais e o entretenimento sob demanda já os tiraram do jogo antes mesmo de a IA generalizada entrar em campo. Não estão desempregados. Estão desconectados do mundo, dos outros, de si mesmos. E se isso acontece com a IA em 5% do seu potencial, o que virá quando chegar a 50%? Não é alarmismo, é padrão histórico. Toda revolução tecnológica que destruiu empregos em massa gerou violência: os Ludditas quebrando máquinas, os taxistas contra o uber. Tecnologia destrói empregos, pessoas perdem identidade, identidade perdida vira raiva, raiva vira conflito. Mas eis a parte que ninguém diz nos TED Talks: a renda básica resolve a fome, não o vazio. Paga a conta de luz, não responde “quem eu sou?”. A saída não é econômica, é de lente. Quem entende que trabalho não é a mesma coisa que emprego não perde o chão quando o crachá some. Sabe que a melhor definição de trabalho é resolver problemas e não a palavra em latim “tripalium”, que significa instrumento de tortura. Quem perde o emprego (e não o trabalho) sem entender isso, colapsa. Quem entende, se liberta. Bem-vindo à era pós-emprego, onde o trabalho muda de formato, mas nunca perde seu propósito.
O Futuro em Curso Mais do que projetar o amanhã. Nós o realizamos todos os dias.
O segundo semestre já começou, e com ele, a implantação de um novo padrão de inovação e infraestrutura em nosso campus. Acreditamos que grandes jornadas dependem do ambiente certo para florescer. Por isso, este período letivo marca o início de uma evolução contínua em nosso campus. Estamos aprimorando nossos espaços com um projeto de modernização dedicado a estimular a criatividade, a expressão e o bem-estar dos nossos alunos. Cada detalhe dessa renovação, que já começa a fazer parte do dia a dia da nossa comunidade, foi desenhado para inspirar novas descobertas e tornar a experiência escolar ainda mais rica e acolhedora.
O futuro da educação já está acontecendo aqui. Prepare o amanhã do seu filho hoje.
Matrículas 2027 abertas.
AUTOS
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O futuro do mercado automotivo não será decidido apenas pelos carros Tecnologia, IA, novos produtos serão fundamentais. Porém, a disputa se desloca para outro território: experiência, confiança e relacionamento Por Ben Geder
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EM 2025, A CHINA PRODUZIU MAIS DE 35 MILHÕES DE VEÍCULOS, CERCA DE 16 MILHÕES DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS E EXPORTOU MAIS DE 2,5 MILHÕES
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Foto: Divulgação
streio como colaborador da Revista Efe da Folha de Alphaville com muita alegria. Agradeço pela confiança, pelo convite e pela oportunidade de compartilhar ideias, experiências e reflexões com os seus leitores exclusivos. Quero provocar reflexões sobre as transformações humanas, comerciais e estratégicas que estão redefinindo o mercado automotivo. O meu compromisso é com você leitor: a ideia principal não está em ocupar este espaço incrível apenas para falar de lançamentos, potência, autonomia ou tecnologia. Porque carros são produtos extraordinários, mas são pessoas que constroem marcas, criam experiências e tomam decisões de compra. Que esta seja a primeira de muitas conversas capazes de informar, inspirar e, principalmente, transformar a maneira como enxergamos o futuro da mobilidade e dos negócios. Seja bem-vindo a este novo capítulo. Eu estou muito feliz por começá-lo com você.
VIAGEM À ÁSIA Em maio de 2026, vivi uma das experiências mais impactantes da minha trajetória profissional. Durante 15 dias, percorri Hong Kong, Shenzhen, Hangzhou e Shanghai com uma missão empresarial do grupo Priceless, formada por líderes de diferentes setores da economia brasileira. Visitamos empresas e ecossistemas ligados à tecnologia, inteligência artificial, robótica, logística, live commerce e varejo automotivo. Conhecemos de perto gigantes como Tencent e Alibaba e observamos uma sociedade que não
parece esperar pelo futuro: ela o testa, corrige e coloca em funcionamento. Mesmo com diversas missões internacionais na minha trajetória profissional, desde França, Alemanha, Itália, USA e América do Sul, essa foi minha primeira viagem à Ásia. Entre voos domésticos, ônibus em rodovias e deslocamentos de trem-bala, uma percepção se repetia: a China não está apenas inventando coisas novas. Está retirando as asperezas das coisas que já existem. O país encerrou 2025 com crescimento de 5% e avançou mais 4,7% no primeiro semestre de 2026, mesmo diante de pressões internas e externas. Mais revelador do que o tamanho dessa economia é a direção de seus investimentos: infraestrutura, manufatura avançada e com escala, inteligência artificial, robótica, baterias e novos ecossistemas digitais. PRODUÇÃO CHINESA No setor automotivo, essa transformação ganhou escala impressionante. Em 2025, a China produziu mais de 35 milhões de veículos, cerca de 16 milhões de automóveis elétricos e exportou mais de 2,5 milhões. Os eletrificados deixaram de ser uma promessa ou uma categoria alternativa. Tornaram-se parte central de uma estratégia industrial, tecnológica e comercial. Nas concessionárias das marcas Zeekr, Nissan, , Geely, Tesla, BYD, Aion, NIO, Xiaomi e outras marcas, fiquei impressionado com a qualidade dos veículos, o acabamento “premium”, as telas, a conectividade e a quantidade de soluções incorporadas ao produto. Mas nenhuma dessas características foi o que mais me surpreendeu.
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“ O que realmente me marcou foi a forma de atendimento. Recepção com atenção, paciência e genuíno interesse”
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O FUTURO PERTENCERÁ ÀS MARCAS QUE COMPREENDEREM QUE INOVAÇÃO NÃO É APENAS COLOCAR MAIS TECNOLOGIA DENTRO DO CARRO
A qualidade do acabamento premium nas concessionárias é um dos destaques
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O que realmente me marcou foi a forma como fui atendido. Eu carregava no rosto a evidência de que não era um consumidor local. Provavelmente não compraria um carro naquele dia e, ainda assim, fui recebido com atenção, paciência e genuíno interesse. Apresentaram modelos, versões, tecnologias e diferenças sem tentar encurtar a conversa ao perceber que a venda imediata era improvável. Ali encontrei, na prática, um princípio que defendo no meu livro A Experiência Encantadora de Vendas: atendimento não começa quando alguém demonstra intenção de compra. Começa quando uma pessoa entra no nosso campo de relacionamento. Muitas empresas ainda classificam rapidamente quem “vale a pena” atender. O vendedor mede a aparência, a pressa, o sotaque ou a possibilidade de fechamento e decide quanta energia entregará. Esse comportamento pode economizar alguns minutos, mas destrói valor, reputação e oportunidades futuras. Os chineses que me atenderam não sabiam se eu compraria. Mas compreenderam algo essencial: toda interação produz uma impressão, toda impressão constrói uma narrativa e toda narrativa influencia uma marca. É por isso que acredito que o futuro do mercado automotivo não será decidido apenas pelos carros.
Tecnologia, eletrificação, inteligência artificial e novos produtos serão fundamentais. Porém, à medida que os veículos se tornam mais tecnológicos e as diferenças técnicas diminuem, a disputa se desloca para outro território: experiência, confiança, relacionamento e capacidade de vender valor. Um automóvel pode ser copiado. Uma tela maior pode ser superada. Uma autonomia recorde da bateria pode durar apenas até o próximo lançamento. Mas a sensação de ter sido visto, respeitado e bem servido permanece. A grande lição que trouxe da China não foi sobre velocidade. Foi sobre intenção e humildade. Eles não retiraram apenas atritos tecnológicos do processo de compra. Retiraram também atritos humanos: a indiferença, a burocracia, a demora e o julgamento antecipado. O mercado automotivo do futuro pertencerá às marcas que compreenderem que inovação não é apenas colocar mais tecnologia dentro do carro. É tornar mais simples, mais humana e mais encantadora toda a jornada ao redor dele. Os carros continuarão nos levando a novos destinos. Mas serão as “experiências de compra” que decidirão quais marcas levaremos conosco.
Foto: Divulgação
A GRANDE LIÇÃO QUE TROUXE DA CHINA NÃO FOI SOBRE VELOCIDADE. FOI SOBRE INTENÇÃO E HUMILDADE
Durante 15 dias, percorri Hong Kong, Shenzhen, Hangzhou e Shanghai
LIDERANÇA
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LATIFA KADRI
a força feminina por trás de uma das principais empresas de gás do país Com uma trajetória que atravessa a história da Consigaz, ela transformou o tino familiar em uma visão estratégica de negócios Por Aliz Lambiazzi
E
m um setor tradicionalmente masculino, Latifa Kadri construiu uma trajetória de liderança à frente do Grupo Kadri, holding da qual faz parte a Consigaz, uma das principais distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) do Brasil. Cofundadora e CMO do Grupo Kadri, soma mais de 35 anos de atuação na empresa. Passou por áreas como operações, logística, engenharia e pós-vendas antes de assumir, em 2019, a diretoria de Marketing, onde lidera o fortalecimento da marca, o relacionamento com clientes e parceiros e iniciativas voltadas à cultura organizacional e à responsabilidade social. Formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em Marketing, também se capacitou em governança corporativa e inteligência artificial para executivos, incluindo programas da Fundação Getulio Vargas (FGV), PUC-PR, StartSe University e Vale do Silício. Além da Consigaz, o Grupo Kadri reúne empresas como Ecoloop, Companhia Nacional de Cilindros (CNC), AppGAS Marketplace, Vale Vitória Patrimonial e VEMLOCAR. À frente do conglomerado, Latifa busca equilibrar tradição e inovação. Entre 2022 e 2025, integrou o Conselho Superior Feminino da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e atualmente preside o comitê Mulheres Que Dão Gás, voltado ao desenvolvimento e reconhecimento de mulheres no ambiente corporativo. Nesta entrevista, Latifa fala sobre liderança, sucessão familiar, ESG e o papel das mulheres na transformação dos negócios. efe. Você passou pela operação e logística antes de assumir o Marketing e a governança da Consigaz. Como essa trajetória moldou a líder que você é hoje? Latifa Meus cinco irmãos e eu nascemos no negócio. Hoje somamos mais de cinco décadas cuidando e crescendo com a empresa. Essa trajetória teve muitas fases. Não posso dizer que começamos do zero, pois nosso pai sempre teve muita força, perseverança, dedi-
cação e nunca se curvou diante de qualquer dificuldade. Ele e nossa mãe foram grandes balizadores para nosso ritmo e exemplo de cidadãos e seres humanos. Desde muito cedo aprendemos a nos liderar (sempre com nossos pais ditando o ritmo). Isso fez com que nascesse e evoluísse um senso de liderança direcionador. Crescemos tocando o negócio, trazendo a cada passo mais pessoas e ensinando cada novo integrante até os 2.500 colaboradores que somos hoje. É quase que um talento nato. Claro que cada um de nós com sua personalidade. Esse caminho moldou 100% do meu DNA de hoje. efe. Você transformou a distribuição de GLP em uma plataforma de impacto social e patrocínios femininos. Líder de verdade hoje precisa, obrigatoriamente, olhar para o ESG? Latifa Sempre nos preocupamos com os impactos que promovemos na sociedade. Ao longo dos anos, aprendemos mais sobre o que podemos proporcionar, mudar, melhorar e inspirar outras pessoas e lideranças. Tudo que fazemos serve como modelo e exemplo, seja para o bem ou para o mal. Por isso, como lideranças, precisamos ter cuidado com nossas ações e decisões, pois elas impactam a sociedade de alguma forma. Com a bandeira ESG (Environment, Social and Governance) tivemos a oportunidade de organizar o que já fazíamos de forma mais estruturada, tornando essas ações públicas e aprimorando os impactos que desejamos promover. ESG é um caminho sem volta. efe. Qual é a habilidade que você considera indispensável para liderar equipes em um mercado tão competitivo e essencial quanto o de energia? Latifa Os ambientes corporativos estão cada vez mais competitivos e exigem muito mais da liderança. Hoje o desafio é buscar a preferência do cliente, ser competitivo, lucrativo, eficiente e ainda promover um ambiente saudável, agradável e fazer com que as pessoas que trabalham com você tenham orgulho, pertencimento e felicidade
por fazer parte desse sonho. Isso é um desafio para as lideranças, pois vai muito além da competência técnica no currículo. efe. Qual você considera ser o maior erro de avaliação estratégica que um executivo de alta gestão pode cometer hoje? Latifa Não abrir as contabilidades da empresa, comprar às cegas pela emoção, não avaliar o cenário do setor/segmento, potencial de crescimento, ROI, macro e microambiente, análise SWOT. efe. O que ainda desperta sua curiosidade como executiva? Latifa O que mais me desperta curiosidade é o que vai acontecer amanhã. Todo dia temos oportunidade de presenciar algo novo, nenhum dia é igual ao outro, nunca. Temos que ter atenção nos detalhes, senão passa despercebido. efe. Você idealizou o projeto Mulheres que Dão Gás. Qual é o principal gargalo que as empresas ainda enfrentam para colocar mulheres em cargos de alta liderança? Latifa Temos um longo caminho para colocar a mulher no mesmo nível que o homem. Esse problema é social e estrutural de centenas de anos. A desconstrução vai acontecer aos poucos e também de forma estruturada. Até os dias de hoje ainda educamos as meninas para brincar de boneca e cozinha e os meninos para bola, carro e ir à lua. Temos que promover a mentalidade de um futuro próspero e homogêneo para meninos e meninas desde agora e mudar aos poucos a mentalidade dos que cresceram recebendo uma educação mais machista, inclusive ainda para muitas mulheres que também foram criadas e educadas para serem submissas. efe. Você desponta quando o tema é protagonismo feminino. Você assumiu esse papel com base em experiências vividas por ser mulher? Latifa Sim, e para isso há uma longa história. Mas posso resumir dizendo que hoje abri muitas portas para as mulheres da
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minha família, o que me orgulha muito, e ocupando o cargo que ocupo posso promover a mudança que desejo, pelo menos para as mulheres que me cercam. E ainda conto com o apoio de outras mulheres no comitê do “Mulheres Que dão Gás”. Também participo de diversos grupos femininos, como a “Virada Feminina”, que se une para discutir e apoiar mulheres em situações de vulnerabilidade social. efe. Quais foram os principais desafios estruturais que você enfrentou para consolidar sua posição executiva nesse mercado? Latifa Foi separar o parentesco e me impor como profissional. Foi necessário me impor, provar.
“COMO LIDERANÇAS, PRECISAMOS TER CUIDADO COM NOSSAS AÇÕES E DECISÕES, POIS ELAS IMPACTAM A SOCIEDADE DE ALGUMA FORMA.”
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efe. Em que momento a Consigaz deixou de ser apenas um negócio da família para se tornar uma organização profissionalizada? Qual foi o ponto de virada? Latifa Tivemos várias viradas de chave. Cada processo mapeado e implantado, tudo ajuda na construção de uma solidez. Mas, na minha opinião, a primeira e mais importante foi estabelecer o regimento de governança entre os sócios. Embora sempre tivéssemos uma relação de respeito, o regimento estabelece as regras de trabalho, política de ingresso de parentes, filhos e cônjuges, remuneração e outras regras fundamentais. Hoje já estamos organizando a sucessão. efe. Em 2024 você participou de uma imersão no Vale do Silício. Qual aprendizado voltou na mala e efetivamente virou prática dentro da empresa? Latifa - A janela que se abre para as infinitas possibilidades que podemos alcançar. A cada passo que damos podemos enxergar outras versões, outras perspectivas, além de assistir às garagens de onde saíram tantos cérebros disruptivos. A impressão que tenho é que sempre estamos atrasados em relação a tudo o que é possível realizar. Mas é justamente isso que me move: saber que todo dia ainda há um próximo passo a dar.
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Hugo
Rodrigues A voz de um dos publicitários mais influentes da América Latina HUGO SOMA 21 LEÕES DE CANNES, MAIS DE 30 EFFIES, TRÊS PRÊMIOS CABORÉ, ENTRE OUTROS RECONHECIMENTOS DO SEU TRABALHO Por Gláucia Arboleya Fotos Omar Paixão
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EM MEIO À REVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ÀS TRANSFORMAÇÕES DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR, ELE COMPARTILHA SUA VISÃO SOBRE LIDERANÇA, CRIATIVIDADE, MARCAS E O FUTURO DOS NEGÓCIOS
Foto: Divulgação/arquivo pessoal
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Assumindo a WMcCANN como CEO com o CEO LATAM, CEO Global e CCO Global Foto: Divulgação/arquivo pessoal
ontualmente no horário marcado, Hugo Rodrigues entrou no ambiente da entrevista com a mesma energia que o transformou em um dos nomes mais influentes da publicidade brasileira. Sorridente, bem-humorado e acessível, cumprimentou cada pessoa presente, ouviu e contou histórias e demonstrou, desde os primeiros minutos, uma característica que ajudou a construir sua trajetória de sucesso: a capacidade de se conectar genuinamente com as pessoas. Longe da imagem de um executivo distante, o publicitário mostrou-se exatamente como é descrito por colegas e parceiros de mercado: próximo, inquieto e apaixonado por comunicação. Entre uma conversa e outra, compartilhou reflexões sobre liderança, criatividade, negócios e os desafios de um setor que passa por profundas transformações. Nesta entrevista exclusiva, Hugo Rodrigues fala sobre sua trajetória, os bastidores da publicidade, a construção de marcas relevantes em um mundo cada vez mais conectado e sua visão sobre o futuro da comunicação, da criatividade e dos negócios no Brasil. Por décadas, a publicidade brasileira foi reconhecida mundialmente por sua criatividade. Hoje, no entanto, a capacidade de criar boas ideias já não é suficiente. Dados, tecnologia, inteligência artificial, novas plataformas e consumidores cada vez mais exigentes transformaram profundamente o setor e desafiam profissionais e empresas a se reinventarem em uma velocidade sem precedentes. Poucos executivos acompanharam tantas transformações de perto quanto Hugo Rodrigues. Aos 56 anos, o publicitário acumula uma trajetória que reúne algumas das principais conquistas da indústria da comunicação brasileira. É sócio da WMcCANN e fundador da Aldeiah, startup de estratégia e inovação
Carregando o Leão de Ouro ao lado da esposa, Dimitria
criada em 2022. Soma 21 Leões de Cannes, mais de 30 Effies e 3 Prêmios Caborés (Criativo do Ano 2014, CEO Agência do Ano 2016, Dirigente da Indústria da Comunicação 2017). Foi duas vezes eleito publicitário mais admirado do mercado pela pesquisa Agency Scope (2018 e 2020), integrou a lista dos 500 Mais Influentes da América Latina da Bloomberg Línea (2022) e foi eleito LinkedIn Top Voice (2023). TRAJETÓRIA Mas os números contam apenas parte da história. Antes de comandar algumas das maiores agências do país, Hugo vendeu produtos de limpeza em uma pequena loja de Santos, enfrentou demissões, viu um negócio próprio fracassar e passou por mais de uma dezena de pequenas agências até conquistar uma oportunidade na lendária Salles DMB&B. “Na Salles que criei as campanhas ‘Tô nem aí’ e ‘Poeira’ para a Chevrolet, que ajudaram a marca a chegar à liderança de vendas inédita no Brasil em 2004. Foi o primeiro trabalho que deu visibilidade de verdade de mercado”, contou. Hugo saiu da Salles como Presidente da Publicis em 2014. Em novembro de 2017, assumiu a cadeira de CEO da WmcCann, sucedendo o lendário Washington Olivetto - um dos maiores nomes da publicidade mundial - no comando da empresa. Essa combinação entre disciplina, capacidade de execução e visão estratégica permitiu que liderasse algumas das maiores transformações do mercado publicitário brasileiro. Durante sua gestão como presidente da Publicis, conduziu uma das maiores viradas do mercado publicitário, levando a empresa da 12ª para a 2ª posição no ranking das maiores agências do Brasil. A Publicis conquistou o título de Agência do Ano 2016 pelo Prêmio Caboré. No comando da WMcCANN, repetiu o mesmo feito: ao reposicionar seu modelo
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operacional, levou a agência a conquistar 11 novos clientes em apenas nove meses, saltando de 15º para o 1º lugar no ranking nacional de agências do CENP-Meios, posição que manteve em 2020 e 2021. Atualmente, Hugo atua como conselheiro da Lupo, SBT, Scala, Unicef e ECA-USP. Sua trajetória, no entanto, nunca foi construída sobre a ideia de genialidade. “Eu me identifico muito mais com Cafu e Dunga do que com Romário e Ronaldinho”, diz. “O que me levou mais longe não foi ser o mais talentoso da sala, mas o mais consistente”, revelou. Mais do que resultados financeiros ou premiações, Hugo tornou-se uma referência em liderança e construção de equipes. Em suas passagens por grandes grupos, ajudou a formar profissionais que mais tarde assumiriam posições de destaque no mercado. TRABALHOS MAIS MARCANTES Perguntado sobre os trabalhos que mais marcaram sua carreira, Hugo Rodrigues, conta que “Tô Nem Aí” pela Chevrolet, em 2004, foi o primeiro. Depois “The Cliché”, para a Heineken, que resultou em um Leão de Ouro em Cannes com uma ideia simples: maridos que diziam para as mulheres que iam assistir a final da Champions League em casa, quando na verdade tinham ido ao estádio em Milão. E o Papai Noel Negro da Coca-Cola, o primeiro da TV brasileira, que também levou Ouro em Cannes. “Mas o momento mais marcante mesmo foi em novembro de 2017, quando fui convidado a suceder ao Washington Olivetto na WMcCann. Faço questão de dizer sempre “suceder”, nunca “substituir”, pois o Washington é insubstituível”. Agora, em um momento de intensa transformação impulsionada pela inteligência artificial, ele acredita que a maior habilidade dos profissionais será justamen-
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A LIDERANÇA NA ERA DA MUDANÇA PERMANENTE Ao longo de sua carreira, Hugo desenvolveu uma visão de liderança baseada menos em protagonismo e mais em construção coletiva. Seu princípio é simples: “o papel do líder não é ser o solista. É ser o coadjuvante de uma grande orquestra.” Essa filosofia ajudou a formar equipes que se tornaram referência no mercado e explica parte dos resultados alcançados em sua carreira. Para Hugo, o principal desafio das empresas atualmente não está na tecnologia, mas na gestão de pessoas. Pela primeira vez na história, organizações convivem simultaneamente com até seis gerações diferentes, cada uma com expectativas, referências e formas distintas de enxergar o trabalho. “Não existe uma única linguagem capaz de engajar todo mundo. O líder que insiste em falar da mesma forma para todas as gerações perde relevância.” A mesma lógica se aplica à criatividade. Em um ambiente corporativo cada vez mais orientado por métricas, Hugo adota uma “conta” simples: 70% dos recursos destinados ao que já foi testado e comprovado, 20% para iniciativas mais ousadas e 10% para experimentação. “O time precisa saber que existe espaço para tentar algo novo sem medo de punição.” AS MARCAS NA ERA DA COERÊNCIA Se houve uma mudança radical no comportamento do consumidor nos últimos anos, ela está relacionada à exigência por autenticidade. Hugo reforça que o que diferencia mar-
Foto: Divulgação/arquivo pessoal
MUITO ALÉM DA PUBLICIDADE Ao contrário do que muitos imaginam, Hugo não sonhava em trabalhar em agências quando era jovem. Criado em Santos, em uma família de classe média baixa, cresceu cercado por valores como disciplina financeira, esforço e perseverança. O pai construiu a carreira em uma distribuidora de revistas, começando como office boy e chegando à posição de braço direito do proprietário. A mãe, dona de casa, foi a principal incentivadora de seus sonhos. A virada veio aos 18 anos, ao ler uma entrevista de Washington Olivetto para a revista Playboy. “Foi a primeira vez que vi alguém falar de trabalho com paixão. Aquilo me marcou profundamente. Também pensei: esse negócio de publicidade deve dar dinheiro, caramba”, recorda. Antes disso, ele já tinha sonhado em ser jogador de futebol, ator e até radialista de humor. A partir dali, a publicidade deixou de ser apenas uma profissão possível e passou a representar um projeto de vida. O caminho, porém, esteve longe de ser linear. Antes de entrar em uma grande agência, trabalhou em pequenos escritórios, escreveu anúncios imobiliários, produziu spots de rádio e acumulou experiências em empresas de todos os portes. Também tentou empreender, mas viu seu primeiro negócio encerrar as atividades após problemas financeiros. As dificuldades, segundo ele, tiveram papel decisivo em sua formação. “Usei o medo como combustível durante grande parte da minha vida. Medo de ficar
para trás, medo de fracassar, medo de me tornar irrelevante. Até hoje ele continua sendo um motor para estudar, pesquisar e evoluir”, comentou.
Leão de Ouro para Coca-Cola - Papai Noel Negro Foto: Divulgação/arquivo pessoal
te aquela que poucos valorizam: a capacidade de desaprender. “Não é com a sua experiência que você constrói o futuro. É com o presente. E o presente muda mais rápido do que a nossa experiência consegue acompanhar.”
GOSTARIA QUE AS PESSOAS PERCEBESSEM QUE É POSSÍVEL CHEGAR LONGE SEM GENIALIDADE EXTRAORDINÁRIA. COM DISCIPLINA, FOCO E TRABALHO
Recebimento Leão de Ouro Cannes para Campanha “The Cliché”, Heineken
Prêmios e Reconhecimentos • Profissional de Criação do Ano 2014 pelo Prêmio Caboré • One of the Top 3 CEOs of the World 2015 pelo Creativepool • Empresário ou Dirigente da Indústria de Comunicação 2017 pelo Prêmio Caboré • Profissional de Agência Mais Admirado Pelos Profissionais de Marketing 2018 pelo Agency Scope • Profissional de Agência Mais Admirado Pelos Executivos de Marketing e Pelos Profissionais de Agência 2018 pelo Agency Scope • Publicitário do Ano 2019 pelo Prêmio Colunistas SP • Hall of Fame 2021 pela ABEMD • Os 500 mais influentes da América Latina 2022 pela Bloomberg Línea • Game Changers 2022 pelo Meio & Mensagem • Eleito LinkedIn Top Voices em 2023 • Top 3 Maiores Publicitários pelo Prêmio iBest 2025 • Top 20 Maiores Influenciadores do LinkedIn pelo Prêmio iBest 2025
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COSTUMO BRINCAR QUE, PARA TODAS AS EMPRESAS QUE GERENCIEI, EU NUNCA FUI CONVIDADO PARA GERIR UM AVIÃO EM CÉU DE BRIGADEIRO. SEMPRE ME DERAM O AVIÃO CAINDO OU EM TURBULÊNCIA. ISSO ME ENSINOU A TRABALHAR SEMPRE COM UM PLANO B, UM PLANO C, UM PLANO D, E ASSIM POR DIANTE
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USEI O MEDO COMO COMBUSTÍVEL DURANTE GRANDE PARTE DA MINHA VIDA. MEDO DE FICAR PARA TRÁS, MEDO DE FRACASSAR, MEDO DE ME TORNAR IRRELEVANTE. ATÉ HOJE ELE CONTINUA SENDO UM MOTOR PARA ESTUDAR, PESQUISAR E EVOLUIR
cas admiradas de marcas apenas conhecidas é a devoção. “Toda marca conhecida quer ser querida, mas poucas conseguem gerar o tipo de apego que faz o consumidor defender a marca como se fosse dele. Pense na Apple, pense na Coca-Cola. É a diferença entre estar na cabeça do consumidor e estar no coração dele”. Para o publicitário, marcas relevantes são aquelas capazes de evoluir sem abandonar sua essência. “Vejo empresas tentando agradar todos os públicos ao mesmo tempo e perdendo justamente aquilo que as tornou especiais.” Essa cobrança se torna ainda mais evidente entre os consumidores mais jovens. Segundo ele, a Geração Z não compra apenas produtos ou serviços. Compra intenções, valores e coerência. “O discurso sozinho não basta mais. O consumidor quer ver prática.” Essa percepção também explica sua preocupação com o enfraquecimento de agendas ligadas a ESG e diversidade em algumas grandes corporações. Para o executivo, iniciativas relacionadas à responsabilidade social e sustentabilidade não podem ser tratadas como tendências passageiras. “Propósito só faz sentido quando existe coerência entre o que a marca diz e o que ela faz.” A REVOLUÇÃO DA IA Nenhuma transformação recente, porém, se compara ao impacto da inteligência artificial. Segundo ele, a IA representa a mudança mais profunda que já testemunhou em quase quatro décadas de carreira.
Ela acelera processos, amplia a capacidade analítica das empresas e modifica completamente a jornada de compra dos consumidores. “O profissional que encara a IA como inimiga corre o risco de se tornar o taxista que se recusou a usar o Waze.” Na sua avaliação, a tecnologia não substituirá a criatividade humana, mas ampliará seu alcance. Ele recorre a uma frase do enxadrista Garry Kasparov para explicar sua visão. “O homem não vai vencer a máquina. O homem e a máquina juntos vão vencer a máquina sozinha.” Esse movimento já provoca mudanças profundas dentro das agências. Hoje, mais de 40% dos colaboradores da WMcCann possuem formação em áreas ligadas à tecnologia e às ciências exatas — uma realidade impensável quando iniciou sua carreira. Em sua análise, o profissional do futuro precisará combinar repertório humano, visão estratégica, análise de dados e capacidade de trabalhar em parceria com múltiplas inteligências artificiais. O FUTURO PERTENCE AOS ADAPTÁVEIS Embora acompanhe de perto as transformações tecnológicas, Hugo evita previsões definitivas. Em sua visão, o mercado de 2030 será apenas uma versão mais intensa do que já vivemos atualmente: mais competição, mais fragmentação da atenção e maior integração entre tecnologia e criatividade. A publicidade continuará crescendo globalmente, mas também enfrentará um número cada vez maior de concorrentes
disputando a mesma audiência. “O bolo continua aumentando. O problema é que o número de pessoas tentando pegar uma fatia cresce ainda mais rápido.” Nesse cenário, a adaptabilidade será decisiva. A capacidade de aprender, desaprender e reaprender constantemente tende a se tornar mais importante do que qualquer conhecimento técnico específico. LEGADO Ao olhar para trás, o executivo acredita que seu legado não estará nos prêmios ou nos cargos que ocupou. “Gostaria que as pessoas percebessem que é possível chegar longe sem genialidade extraordinária. Com disciplina, foco e trabalho.” É uma mensagem coerente com toda a sua trajetória. De um jovem vendedor em Santos a um dos nomes mais influentes da comunicação latino-americana, Hugo Rodrigues construiu sua carreira não apenas acompanhando as mudanças do mercado, mas se reinventando junto com elas. E, para ele, essa continua sendo a principal habilidade para prosperar em qualquer época. “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier. Aprendi isso apanhando. E é uma lição que levo para a carreira, para os negócios e para a vida”, aconselhou. “No fundo, o que eu quero realizar profissionalmente é continuar navegando em lugares onde ainda cabe aprendizado”, finalizou. Hugo Rodrigues já perdeu as contas de quantas campanhas já realizou ao longo de sua carreira, mas garante que o número é superior a mil trabalhos.
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QUEM EDUCA
Claudia Andreatini, vice-reitora de Administração e Finanças da UNIP
inteligência artificial, a transformação do mercado de trabalho e o novo perfil dos estudantes estão redesenhando o ensino superior. Para as universidades, o desafio vai além de incorporar novas tecnologias: é preciso inovar sem abrir mão da qualidade acadêmica e da formação crítica. Nesta entrevista, Claudia Meucci Andreatini, vice-reitora de Administração e Finanças da UNIP, explica como a instituição tem se adaptado a esse cenário, comenta sobre a relação estratégica do campus Alphaville com um dos principais polos empresariais do país e detalha os investimentos previstos.
Fala sobre os desafios, o avanço da inteligência artificial, a aproximação com o mercado e os investimentos no campus Alphaville Por Beatriz Bononi
efe. O ensino superior vive um momento de profundas transformações. Quais são hoje os principais desafios para as universidades? Claudia. Para manter a relevância diante dessas mudanças tão rápidas, é importante preservar a missão da universidade, que é formar cidadãos e produzir conhecimento. Na Unip, seguimos esse caminho: formar o cidadão e, ao mesmo tempo, ser ágil para responder às transformações.
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“AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO ESTÃO MUDANDO MUITO, MAS EU NÃO ACREDITO QUE AS UNIVERSIDADES OU OS CURSOS DE GRADUAÇÃO VÃO ACABAR. O QUE VAI EXISTIR É UM NOVO EQUILÍBRIO”
Há 37 anos na UNIP, hoje Claudia Meucci Andreatini é vice-reitora de Administração e Finanças da instituição
efe. Falando em inteligência artificial, como a universidade tem revisto seus métodos de ensino diante dessa realidade? Claudia. A inteligência artificial veio para ficar e mudar muita coisa em todos os setores, não só na educação. Só que precisamos entender que ela precisa ser utilizada como uma ferramenta. No caso das universidades, ela deve potencializar o ensino, e não substituir o processo de aprendizagem. O grande desafio é ensinar alunos, professores e também gestores a utilizarem essa ferramenta de forma ética. A inteligência artificial não deve ser vista como algo que fornece respostas prontas, porque isso limita o pensamento crítico, que é insubstituível. O papel do professor é ser um mediador da apren-
dizagem, estimulando o pensamento crítico e utilizando a tecnologia como uma aliada. efe. Estar inserida em uma das principais regiões empresariais do país, como Alphaville, influencia a estratégia acadêmica da universidade? Como essa proximidade com o mercado se reflete na formação dos alunos? Claudia. A Unip tem 27 campi, e cada unidade precisa ser pensada de acordo com a realidade da região onde está. Em Alphaville contamos com diversas parcerias na região para que os estudantes estejam preparados para atuar de forma alinhada às demandas do mercado e aos desafios que essas organizações enfrentam no dia a dia. efe. Quais tendências devem moldar o futuro do ensino superior e quais competências serão mais importantes para a formação dos profissionais da próxima década? Claudia. As instituições de ensino estão mudando muito, mas eu não acredito que as universidades ou os cursos de graduação vão acabar. O que vai existir é um novo equilíbrio. Há profissões que vieram do passado, estão no presente e continuarão no futuro, como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Engenharia. O que muda é a forma como esses cursos serão oferecidos, sempre atualizados para acompanhar as transformações. Ao mesmo tempo, surgirão novas profissões. Por isso, acredito que a especialização terá um papel cada vez mais importante. efe. Quais projetos de infraestrutura, inovação ou modernização estão no planejamento da universidade para os próximos anos? Claudia. Acredito que um dos principais projetos é a atualização tecnológica permanente, especialmente com a evolução da inteligência artificial. Esse é um processo que acontece em todos os campi e também em Alphaville, para garantir que a universidade acompanhe as transformações da educação e do mercado. Outro grande foco em Alphaville é a área da saúde. Com a implantação do curso de Medicina, estamos desenvolvendo centros de atendimento que integrem Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e os demais cursos da área. Também estamos fortalecendo as parcerias com hospitais da região vinculados ao SUS. A ideia é ampliar esse modelo para outros cursos da saúde, expandindo os serviços já oferecidos, como a clínica de Fisioterapia do campus.
A sua nova companhia matinal está chegando
AGUARDE
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Com a chegada do inverno, AREA reforça cuidados com jardins e áreas verdes de Alphaville
Telefone Segurança AREA: (11) 4191-2300 Praça Oiapoque, 333 – Alphaville, Barueri @areaalphaville
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Quem circula por Alphaville encontra jardins bem cuidados, canteiros floridos e paisagens que se transformaram em verdadeiros cartões-postais da região. O trabalho contínuo da equipe de jardinagem e paisagismo da AREA contribui não apenas para a valorização do espaço urbano, mas
também para o bem-estar de moradores, trabalhadores e visitantes. Mesmo durante o inverno, a preservação das áreas verdes segue como uma das prioridades da AREA, reforçando o compromisso com a qualidade de vida e a sustentabilidade do Centro Empresarial.
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A
chegada do inverno traz novos desafios para a manutenção da vegetação urbana. Por isso, a AREA intensifica os cuidados com os jardins, praças, canteiros e áreas verdes do Centro Industrial e Empresarial de Alphaville, garantindo que o bairro continue preservando sua beleza e qualidade ambiental durante toda a estação. As equipes especializadas do Departamento de Manutenção da AREA Alphaville atuam diariamente na execução de serviços como irrigação, poda, replantio e monitoramento das milhares de árvores, plantas ornamentais e flores espalhadas pelas alamedas e espaços públicos da região. As guias voltam a ser pintadas melhorando a demarcação das alamedas. Os trabalhos são realizados de forma planejada para assegurar a saúde das espécies, especialmente durante os períodos de menor incidência de chuvas e temperaturas mais baixas. Além da manutenção preventiva, novas mudas são frequentemente plantadas para renovar e ampliar as áreas verdes do bairro.
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Novo Itaú Cultural: arquitetura para uma cultura em movimento Prevista para 2031, nova sede na Avenida Paulista amplia a capacidade e une arquitetura flexível, integração urbana e novos espaços para a cultura Por Aliz Lambiazzi
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“A PROXIMIDADE COMEÇA JÁ NA CALÇADA, COM A IDEIA DE ATRAIR O VISITANTE ATRAVESSANDO UMA ESPÉCIE DE ‘PORTAL’ DE ENTRADA” O térreo funciona como uma extensão da Avenida Paulista, criando uma transição entre a cidade e o edifício
UM EDIFÍCIO PENSADO PARA SE ADAPTAR AOS TEMPOS O projeto vencedor, assinado pelo Estúdio Módulo, rompe com a ideia de um centro cultural estático. Em vez disso, propõe um equipamento multifuncional, capaz de receber diferentes atividades simultaneamente, adaptar seus espaços ao longo do tempo e estimular o encontro entre pessoas, arte e cidade. A nova sede terá 19 pavimentos — 11 acima do nível da rua e oito subterrâneos —, dos quais 14 serão destinados ao público. As áreas expositivas ocuparão mais de 2,5 mil metros quadrados, distribuídas entre mostras permanentes, temporárias e um andar exclusivo para a série Ocupação. O edifício também contará com teatro para mais de 400 espectadores, anfiteatro, estúdios multimídia, salas de formação, restaurante-café, loja e espaços dedicados à convivência. O teatro foi concebido para ser um dos espaços mais versáteis do novo edifício. Com palco adaptável, poderá receber diferentes configurações cênicas, variando sua capacidade entre 428 e 459 espectadores, de acordo com o formato de montagem. A proposta amplia as possibilidades de uso, permitindo desde espetáculos tradicionais até apresentações experimentais e montagens mais imersivas. “Essa expansão abre mais espaço tanto para o acervo de obras de arte quanto para a programação, as atividades educativas e de mediação e a experimentação. São ações que já promovemos, mas que a nova sede poderá nos dar mais qualidade para desenvolver essas questões. O projeto também permite maior simultaneidade de atividades”, explica Jader Rosa.
Um exemplo dessa lógica está na distribuição interna: enquanto as áreas expositivas ocupam os pavimentos superiores, o teatro foi instalado nos níveis inferiores, favorecendo a circulação e reduzindo a interferência entre diferentes usos do edifício. SUSTENTABILIDADE Além da flexibilidade dos espaços, o projeto incorpora princípios de sustentabilidade e acessibilidade desde a concepção. A proposta prevê soluções voltadas à eficiência energética, ao uso racional de recursos, ao conforto ambiental e à redução dos impactos da operação, buscando equilibrar desempenho arquitetônico e responsabilidade socioambiental. A acessibilidade também foi tratada como um elemento estruturante do edifício. A circulação será totalmente integrada, com acesso a todos os ambientes e recursos de comunicação acessível, permitindo que pessoas com deficiência, mobilidade
Como será o novo Itaú Cultural Teatro no Subsolo: Capacidade ampliada para 428 lugares com palco italiano altamente flexível que pode chegar a 459 lugares. Auditório/Anfiteatro: Espaço complementar com capacidade para 104 lugares também nos pavimentos inferiores. Piso da Série “Ocupação”: Um andar inteiro e exclusivo planejado para homenagear personalidades da cultura. Andares da Coleção Brasiliana: Três pavimentos dedicados inteiramente ao acervo permanente da Brasiliana Itaú. Galerias de Exposições Temporárias: Dois andares com pé-direito duplo de seis metros (completando 2,6 mil m² de área expositiva total). Estúdios Multimídia: Infraestrutura moderna para a criação, gravação e transmissão de conteúdos digitais. Foto: Agência Ophelia /Fundação Itaú
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oucos endereços sintetizam tão bem a vida cultural paulistana quanto a Avenida Paulista. Entre museus, centros culturais e espaços de convivência, a via consolidou um circuito que atrai milhões de visitantes todos os anos. É nesse cenário que o Itaú Cultural (IC) prepara o maior investimento de sua história: uma nova sede de mais de 12 mil metros quadrados, concebida para ampliar a programação, receber mais público e oferecer uma arquitetura capaz de evoluir junto com as transformações da cultura. A entrega está prevista para 2031. O novo edifício será erguido no número 1.267 da Avenida Paulista, em um dos últimos terrenos disponíveis da região, entre o Centro Cultural Fiesp e uma agência do Itaú Personnalité, em frente à estação Trianon-Masp do metrô. O investimento será feito integralmente com recursos próprios da Fundação Itaú, sem utilização de leis de incentivo à cultura. Mais do que ganhar espaço, a instituição pretende dar um novo passo em sua trajetória, que completa quatro décadas em 2027. “Esse novo prédio é um passo natural na nossa trajetória. É uma continuidade do trabalho que vem sendo feito e do crescimento do Itaú Cultural ao longo dos anos, seja em programações e atividades, seja na demanda de público que atendemos. Fomos adaptando o espaço físico do atual prédio, até que chegou o momento em que percebemos a necessidade de ter um novo espaço”, afirma com exclusividade à Efe. o superintendente do Itaú Cultural, Jader Rosa. Segundo ele, a decisão também acompanha a consolidação da Paulista como principal corredor cultural da cidade.
Jader Rosa, Superintendente Itaú Cultural
Ambientes de Formação: Salas e áreas focadas em atividades educativas e mediação cultural. Gastronomia e Conveniência: Uma loja oficial e um restaurante-café integrados à circulação do edifício.
ARQ Y DSGN
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Imagens com detalhes do projeto do Estúdio Módulo para o novo prédio do Itaú Cultural
Quase quatro décadas dedicadas à arte brasileira Criado em 1987, o Itaú Cultural é uma das principais instituições de promoção, pesquisa e difusão da arte e da cultura brasileiras. Consolidou-se como um espaço voltado à valorização da produção artística nacional, reunindo exposições, teatro, música, dança, cinema, literatura, cursos, debates, ações educativas e iniciativas de incentivo à pesquisa e à economia criativa. Sua atuação vai além da sede da Avenida Paulista. A instituição promove itinerâncias pelo Brasil e pelo exterior, mantém a Enciclopédia Itaú Cultural, referência para pesquisadores, desenvolve o programa Rumos Itaú Cultural, apoia artistas e projetos culturais e administra a plataforma de streaming Itaú Cultural Play. • Fundado em 1987. • Atual sede inaugurada em 1995. • 11 milhões de visitantes presenciais desde a inauguração do edifício atual. • Cerca de 11 mil atividades realizadas. • Mais de 1.200 exposições na sede e em instituições parceiras. • A Enciclopédia Itaú Cultural reúne mais de 197 mil verbetes sobre arte e cultura brasileiras. • O programa Rumos Itaú Cultural já apoiou mais de 1.600 projetos em 29 anos.
A CIDADE COMEÇA NA CALÇADA A experiência do visitante começa antes mesmo da entrada principal. O térreo foi pensado como uma extensão da Avenida Paulista, criando uma transição gradual entre a cidade e o interior do edifício, ideia que os arquitetos definem como um “portal”. “Essa proximidade começa já na calçada, com a ideia de atrair o visitante atravessando uma espécie de ‘portal’ de entrada. Lá dentro tem espaços de convivência, café, loja. A intenção é que o prédio seja um lugar de presença e convívio. Um convite para encontros e de atração para consumir cultura”, diz o superintendente. Essa mesma lógica orientou o briefing apresentado aos escritórios convidados para o concurso nacional de arquitetura. “Pensamos um edifício preparado para mudar junto com o público e acompanhar as transformações e as demandas do campo cultural. Queremos um prédio flexível e multiuso, capaz de responder às demandas do mundo contemporâneo a partir da arte e da cultura, mas com identidade própria”, conta Jader. ARQUITETURA BRASILEIRA PARA UM NOVO MARCO DA PAULISTA A escolha do projeto foi resultado de um processo que reuniu seis dos principais escritórios brasileiros de arquitetura: Bernardes Arquitetura, FGMF Arquitetos, Libeskindllovet Arquitetos, SPBR Arquitetos, Studio MK27 e Estúdio Módulo. O Estúdio Módulo foi escolhido por
Foto: Alessandra Figueiredo
reduzida, idosos, crianças e visitantes com diferentes necessidades possam usufruir dos espaços com autonomia e conforto.
Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni, arquitetos e sócios do Estúdio Módulo
apresentar uma proposta que alia rigor técnico, integração com a cidade e flexibilidade de uso. Fundado em 2015 pelos arquitetos Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni, o escritório reúne mais de 40 premiações e desenvolve projetos que buscam integrar arquitetura, interiores, paisagismo e espaço urbano para qualificar a experiência das pessoas. Para Jader Rosa, a decisão não foi simples. “Foi uma escolha dificílima, pois todas as seis propostas que nos foram apresentadas por diferentes escritórios de arquitetura, todos brasileiros, responderam à altura o briefing e, ao mesmo tempo, trouxeram suas potências arquitetônicas e artísticas”. FEITO PARA PERMANECER RELEVANTE O projeto foi pensado para responder a um desafio que começa agora: como construir um equipamento cultural capaz de continuar atual em um
cenário de rápidas transformações tecnológicas, sociais e artísticas. Para o Itaú Cultural, a resposta está menos na tecnologia e mais na experiência compartilhada, conforme expressa seu superintendente. “A gente acredita no poder do encontro e da presença. Esse é um ponto muito importante para nós, enquanto espaço cultural, de acolhimento do público e da oferta de arte e cultura brasileiras. Mesmo com mudanças no jeito que se consome arte, a presença ainda é um fator motivador fundamental”. Mais do que um novo edifício, a futura sede nasce com a ambição de ampliar a capacidade do Itaú Cultural sem perder a essência construída ao longo de quase quatro décadas. A instituição aposta na arquitetura não apenas como abrigo para exposições e espetáculos, mas como ferramenta para estimular encontros, fortalecer a vida urbana e manter a cultura em permanente movimento.
GASTRONOMIA
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Em Alphaville, Nama Sky Lounge leva gastronomia japonesa às alturas Instalado no rooftop do Sky Design Alphaville, o restaurante combina culinária japonesa autoral, arquitetura contemporânea e hospitalidade Por Gláucia Arboleya
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naugurado em abril deste ano, o Nama Sky Lounge nasceu com uma proposta que reflete uma das principais tendências do mercado gastronômico atual: transformar uma refeição em uma experiência completa. Localizado no rooftop do edifício Sky Design Alphaville, o restaurante combina culinária japonesa autoral, coquetelaria, arquitetura contemporânea, atendimento personalizado e uma vista privilegiada da região para criar um ambiente voltado tanto ao lazer quanto aos encontros de negócios. Mais do que abrir um novo restaurante, os sócios Leonardo Palomba, Higor Fer-
nando Luchini e Anderson Barbera Alves enxergaram uma oportunidade de atender a uma demanda crescente por experiências premium em Alphaville, região que vem se consolidando como um importante polo econômico e de consumo de alto padrão no Estado de São Paulo. “A ideia surgiu da vontade de trazer para Alphaville uma experiência que ainda não existia. Queríamos unir gastronomia japonesa de alto nível, um ambiente sofisticado e um atendimento que fizesse cada visita ser especial”, afirma Palomba. O projeto recebeu aproximadamente R$ 2 milhões em investimentos destinados à arquitetura, infraestrutura, equipamen-
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tos, tecnologia e desenvolvimento do conceito da marca. A operação também gerou cerca de 20 empregos diretos e indiretos, contribuindo para a economia local.
ALPHAVILLE EM TRANSFORMAÇÃO A escolha de Alphaville como endereço do empreendimento não foi casual. Todos os sócios vivem na região e identificaram uma oportunidade de atender
um público que valoriza qualidade, exclusividade e conveniência. Nos últimos anos, Alphaville passou por um movimento de amadurecimento de sua cena gastronômica, atraindo operações cada vez mais sofisticadas e fortalecendo sua vocação como polo de consumo, entretenimento e serviços premium. “Quanto mais projetos de qualidade chegam à região, mais Alphaville se fortalece como destino gastronômico. Isso beneficia o público, estimula a inovação e eleva o nível de todo o mercado”, avalia Leonardo. A localização estratégica, próxima a grandes empresas, condomínios residenciais de alto padrão e centros corporativos, também favorece o crescimento de operações voltadas tanto ao público de lazer quanto ao mercado de eventos e relacionamento empresarial.
“O GRANDE DIFERENCIAL ESTÁ NA EXPERIÊNCIA COMPLETA. QUEREMOS QUE CADA VISITA SEJA LEMBRADA PELO CONJUNTO DA EXPERIÊNCIA”
PRÓXIMOS PASSOS Neste momento, o foco dos sócios está na consolidação da operação em Alphaville. A estratégia inclui ampliar experiências exclusivas, fortalecer eventos corporativos, promover jantares harmonizados e desenvolver parcerias com marcas alinhadas ao posicionamento premium da casa.
Fotos: Divulgação
GASTRONOMIA DE ALTO NÍVEL O Nama Sky Lounge acompanha uma transformação observada nos principais mercados gastronômicos do mundo. Hoje, a escolha de um restaurante vai muito além da qualidade da comida. Ambiente, atendimento, identidade da marca, experiências sensoriais e personalização passaram a ter peso decisivo na fidelização dos clientes. Inspirado nos rooftops internacionais e nos modernos restaurantes japoneses contemporâneos, o Nama foi concebido para atender exatamente esse perfil de consumidor. “O grande diferencial está na experiência completa. Queremos que cada visita seja lembrada pelo conjunto da experiência, e não apenas pela refeição”, destaca Leonardo Palomba. A proposta se reflete em todos os detalhes da operação, desde a ambientação até a composição do cardápio, que reúne clássicos da culinária japonesa e criações autorais desenvolvidas especialmente para a casa.
IDENTIDADE PRÓPRIA Um dos pilares do Nama Sky Lounge é a construção de uma identidade gastronômica exclusiva. O desenvolvimento do cardápio levou mais de um ano e contou com consultoria especializada de um restaurante com duas indicações ao Guia Michelin. Grande parte dos molhos, pratos quentes, sushis e sashimis foi criada exclusivamente para a operação, reforçando o posicionamento autoral da marca. Além da gastronomia, a casa investe em uma carta cuidadosamente elaborada de drinks autorais, mocktails, saquês, vinhos e espumantes, ampliando as possibilidades de harmonização e experiência. Entre os próximos passos está a implantação da experiência omakase — formato tradicional japonês em que o cliente confia ao chef a seleção dos pratos — tendência que vem ganhando espaço entre os apreciadores da alta gastronomia oriental.
Nama Sky Lounge Endereço: Rooftop - Avenida Verte Ville, 626 – Alphaville Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 23h30; domingo fechado. Experiência, Excelência e Hospitalidade. Os conceitos resumem a essência do Nama Sky Lounge e refletem uma tendência cada vez mais forte no setor gastronômico: a busca por negócios capazes de entregar não apenas produtos, mas memórias, conexões e valor percebido. Em Alphaville, esse movimento ganha mais um capítulo com a chegada de uma casa que aposta na experiência como principal ingrediente do sucesso. O Nama foi inspirado nos rooftops internacionais e nos modernos restaurantes japoneses contemporâneos
TURISMO
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A ciudad más austral del mundo Nos confins da Argentina, há inúmeros atrativos ao redor da famosa capital da província da Terra do Fogo, no extremo sul do América do Sul Por Johnny Mazzilli
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shuaia é um clássico “umbigo do mundo”, expressão que define lugares desejados por turistas de todo tipo. Para lá vão todos os perfis de viajantes. Casais em lua de mel, mochileiros em longas viagens sem roteiro definido, famílias em férias, esquiadores, aventureiros e montanhistas. O nome Ushuaia tem sua origem no idioma indígena de um povo ancestral, os Yagans: ushu = fundo e aia = baía: Baía profunda. E, ao contrário do que a maioria pensa, a pronúncia correta não é “uxuáia”, e sim “u’swaja.” Há aproximadamente 11 mil anos, diversos povos indígenas oriundos de variadas regiões do território argentino imigraram para o extremo sul do con-
Isla de Los Lobos
tinente. As razões dessa imigração são desconhecidas. Entre estes povos, os Onas, os Chonkóiunkas, Alacalufos e Yagans (com predominância destes últimos). Caçadores e coletores nômades, viviam se deslocando constantemente e vivendo em rústicas habitações temporárias. Os yagans eram exímios canoeiros e viviam da coleta de mariscos e da caça do guanaco com arco e flecha. De pele morena e estatura aproximada de 1,60m, tinham uma vida relativamente curta, frequentemente abreviada pelas duríssimas condições de sobrevivência. Em meados do século 19, a região começou a receber sucessivas levas migratórias e de missões religiosas que vieram com objetivo de catequizar os povos
originários. Para não variar, isso selou o fim dos povos nativos, vitimados pelo impacto da colonização e pelas doenças levadas pelos europeus. Num primeiro momento, Ushuaia se desenvolveu em torno de um presídio, que fez pairar sobre a região um clima sombrio. O presídio foi fechado na metade do século 20 e a região começou a se desenvolver. Atualmente, é um dos mais importantes ativos turísticos da Argentina, tendo se tornado famosa com o slogan “ciudad más austral del mundo” - em que pese haver pequenas comunidades pesqueiras ainda mais ao sul. A necessidade de demarcar as terras e evitar a ocupação chilena fez com que o governo argentino estabelecesse por
Farol de Ushuaia
TURISMO
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61 MILHARES DE AVES MARINHAS HABITAM AS ILHOTAS ROCHOSAS NO CANAL DE BEAGLE
TURISMO
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Os passeios de 4 x 4 superam toda sorte de obstáculos
A gastronomia fueguina do sofisticado hotel Arakur
lá uma zona franca, incentivando a instalação de fábricas. Na cidade, é possível conhecer as coisas a pé, como a visita ao Museus do Presídio, próximo ao centro. Mas os atrativos mais interessantes não estão na cidade e sim em seu exuberante e preservado entorno. A melhor opção para os viajantes é embarcar nos variados tours oferecidos por empresas locais. Um dos passeios mais encantadores é a visita à Isla Martillo, onde há uma pinguinera - uma reserva de pinguins. Alguns operadores fazem o trajeto por mar desde Ushuaia, mas limitam-se a navegar próximos à costa, não permitindo o desembarque de pessoas na ilha. É preferível contratar operadoras que levam um número menor de passageiros até a Estância Harberton, uma antiga fazenda de criação de carneiros e, de lá, embarcam os turistas para um curto trajeto de barco até a pinguinera, onde as pessoas podem desembarcar. Ver os milhares de pinguins de perto e caminhar entre eles é o grande lance desse passeio encantador. Antes da travessia de barco, uma rápida passada no curioso museu Acatushún, com seu acervo de esqueletos de animais austrais. Outra atividade muito
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Castoreiras gigantescas transformam a paisagem
popular é navegar pelo Canal de Beagle até a Isla de Los Lobos. O passeio dura cerca de três horas e leva os turistas a circunavegar algumas ilhotas rochosas repletas de cormorões magallánicos e enormes leões marinhos refestelados e com cara de poucos amigos. O ponto mais distante dessa trip é o Farol de Ushuaia, encravado num rochedo que o barco faz a volta para retornar à cidade. Mais exclusivo, o voo de helicóptero proporciona uma visão dramática de picos pontiagudos, encostas inclinadas, lagos, rios e vales profundos. No inverno, a cidade se veste de branco e o Cerro Castor, o principal atrativo da região, recebe muitos esquiadores. Há trekkings de diferentes níveis, de simples e curtas caminhadas até longos e complexos circuitos de vários dias, coisa de iniciados. Para quem não aprecia atividades outdoor e quer ficar mais de boa, há várias saídas de jeep para contemplar as fantásticas paisagens da região. Saídas em veículos 4x4 levam os viajantes aos belíssimos lagos Fagnano e Escondido, bem como para o trekking ao redor do surpreendente Lago Esmeralda, de incrível coloração verde. Um fato histórico bastante curioso:
no século 19, castores foram trazidos do Canadá e introduzidos na natureza da região, com o objetivo de fornecerem peles para a indústria de vestimentas. Mas, uma vez lá, os animais adotaram outra alimentação, distinta da disponível em seus lugares de origem no norte e, sua pelagem, originalmente fina e flexível, tornou-se grossa e rígida, imprestável para o fim desejado. Sem predadores naturais e não mais caçados por não serem úteis, os castores procriaram descontroladamente e, atualmente, estima-se que mais de 300.000 indivíduos vivam nos rios da região, construindo castoreiras à custa da derrubada de centenas de milhares de árvores e do represamento de centenas de cursos d’água. Um voo de helicóptero permite ver a transformação do cenário causada por estes incansáveis animais na Terra do Fim do Mundo. Para os amantes da gastronomia, Ushuaia tem muitos restaurantes que servem a saborosa culinária fueguina (da Terra do Fogo), onde se destacam ingredientes frescos, como as centollas (grandes caranguejos do Pacífico), saborosos pescados (como a cobiçada merluza negra), frutos silvestres e assados de carnes exóticas – como o de castor.
NAS ISLA MARTILLO, SUCESSIVAS GERAÇÕES DE PINGUINS OCUPAM AS MESMAS TOCAS DE SEMPRE, ABERTAS POR SEUS ANCESTRAIS
EVENTOS
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Foto: Divulgação
Confira a agenda que movimentou a região
EVENTO APRESENTA ROBOCHEFE
Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
>> Empresários e convidados
RENATO ISHIKAWA RECEBE TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA DA UNIVERSIDADE DE TSUKUBA
acompanharam a apresentação do Robochef, equipamento que reúne mais de 20 funções de preparo de alimentos em um único aparelho. Durante o evento, foram demonstradas as funcionalidades do equipamento e o programa de parceiros, que será responsável pela comercialização do produto no país.
>> O fundador da CNL, Dr. Renato Ishikawa,
>> O advogado Marcos Pelozato Henrique lançou o livro “Recuperação Judicial: A Estratégia”, em que propõe uma abordagem prática da recuperação judicial como ferramenta de gestão, e não apenas como um recurso jurídico para empresas em crise. Pelozato já atuou na recuperação de mais de 3.100 empresas e na renegociação de mais de R$ 23 bilhões em dívidas.
‘ATC ON GRASS’ REÚNE ASSOCIADOS EM DIA DE ESPORTE E CONFRATERNIZAÇÃO
SUSHI NOUVEAU INAUGURA NOVO RESTAURANTE
do ATC on Grass, transformando o Campo de Futebol 1 em oito quadras de tênis sobre a grama. Além das partidas, os participantes aproveitaram uma programação de confraternização com churrasco assinado pela Seara Gourmet e Steak Store, além de bares com bebidas e drinks. O evento foi marcado pelo espírito esportivo, integração entre os associados e mais uma experiência diferenciada no calendário do clube.
culinária japonesa contemporânea, inaugurou uma nova unidade na Al. Araguaia, 101. O novo espaço conta com área VIP para ocasiões especiais e funcionamento até às 00h.
>> O Alphaville Tênis Clube promoveu a segunda edição
Foto: Divulgação
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MARCOS PELOZATO LANÇA LIVRO NO IGUATEMI ALPHAVILLE
recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Tsukuba, durante a cerimônia de celebração dos 10 anos do projeto Study in Japan. A homenagem reconhece as contribuições de Ishikawa para o fortalecimento da pesquisa acadêmica e do intercâmbio internacional. Fundada em 1872, a universidade concedeu a honraria pela 20ª vez em sua história, sendo Ishikawa o primeiro brasileiro.
>> O Sushi Nouveau, restaurante de
DE 24 DE JULHO A 30 DE AGOSTO
SHOPPING VILA OLÍMPIA
CURTA
TEMPORADA
ARTE
Foto: Fever
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Exposição inédita “O Mundo de Tarsila” transforma clássicos do modernismo brasileiro em experiências sensoriais e digitais para celebrar os 140 anos da artista
Tarsila do Amaral ganha maior mostra imersiva em São Paulo A exposição acompanha uma tendência internacional. Espaços dedicados à arte em cidades como Paris, Nova York e Miami têm atraído milhões de visitantes ao oferecer experiências que unem projeções digitais, trilhas sonoras e ambientes interativos Por Gláucia Arboleya
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obra de Tarsila do Amaral, um dos maiores nomes da arte brasileira, será apresentada ao público de uma forma inédita a partir de 15 de agosto, em São Paulo. A mostra marca a abertura do novo espaço cultural Nubank Arte Lab, instalado no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073 - 1º andar). A exposição imersiva “O Mundo de Tarsila” promete levar os visitantes para dentro do universo criativo da pintora modernista por meio de tecnologia, projeções monumentais e experiências sensoriais inspiradas em suas obras mais emblemáticas. Considerada a maior mostra já dedicada à artista, a exposição abrirá as comemorações dos 140 anos de nascimento de Tarsila e ocupará mais de dez ambientes com projeções em 360 graus, instalações interativas, trilha sonora ori-
ginal e recursos digitais que ampliam a experiência de contemplação das obras. Entre os destaques estão releituras de pinturas que ajudaram a definir a identidade do modernismo brasileiro, como Abaporu, Antropofagia e Operários. Em vez das molduras tradicionais dos museus, os trabalhos ganham movimento, escala ampliada e novas camadas visuais, permitindo que o público mergulhe nos cenários, cores e personagens criados pela artista. A proposta é apresentar a trajetória e o legado de Tarsila por meio de uma linguagem contemporânea, aproximando diferentes gerações de sua produção artística. O percurso combina arte, tecnologia e narrativa para revelar aspectos da vida e da obra da pintora que se tornou símbolo da cultura brasileira e uma das figuras centrais da Semana de Arte Moderna de 1922.
Confira como adquirir os ingressos Quando: De 15 de agosto até 31 de agosto de 2026 Ingressos e valores: Segunda, quarta e quinta: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada). Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada). Clientes Nubank garantem 35% de desconto no bilhete Onde adquirir: Compras pelo site www.feverup.com
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