*Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da revista.
Jangada
Protagonistas do nosso tempo
Empreender é, acima de tudo, a capacidade de identificar oportunidades, construir conexões e transformar visão em realidade. É justamente essa combinação que inspira a matéria de capa desta edição. Nossa protagonista é Áurea Duca, empresária que construiu uma trajetória marcada por coragem, estratégia e reinvenção. Com atuação nos universos da moda e dos negócios imobiliários, a moradora de Alphaville compartilha sua visão sobre liderança, posicionamento, crescimento e a importância de construir marcas e empreendimentos com propósito. Em um cenário de constantes mudanças, sua história traduz valores cada vez mais essenciais para quem deseja prosperar: adaptação, autenticidade e visão de longo prazo.
Também mergulhamos em um dos setores mais fascinantes da economia brasileira: o café. Celebramos os 40 anos da Nespresso, marca que revolucionou a forma de consumir café no mundo e ajudou a transformar o produto em uma experiência sofisticada e conectada à inovação. A edição traz ainda a história da Fazenda Aliança, referência na produção de cafés especiais e comandada por Renato Ishikawa, empresário e morador de Alphaville que leva ao campo a mesma visão de excelência e gestão que marca sua trajetória empresarial.
O avanço do conceito de branding wellness mostra como a tendência vem redefinindo a forma como empresas e marcas se relacionam com seus públicos. Mais do que produtos e serviços, cresce a busca por experiências que promovam bem-estar, equilíbrio e qualidade de vida.
A liderança em tempos de transformação também está em pauta. Em entrevista exclusiva, o presidente da Nielsen compartilha reflexões sobre gestão, inovação, comportamento do consumidor e os desafios de conduzir organizações em um ambiente cada vez mais dinâmico, tecnológico e orientado por dados. A empresa vai se instalar em Alphaville.
A infraestrutura que impulsiona o desenvolvimento da região aponta como o crescimento do Aeroporto Executivo Catarina e a consolidação do seu ecossistema de negócios reforçam o protagonismo de Alphaville e do eixo Castello Branco como um dos principais polos de investimentos do país. Ao lado dele, o complexo Catarina segue ampliando sua relevância como destino de compras, aviação executiva, lazer e experiências de alto padrão.
Outro destaque é a entrega das obras de duplicação das marginais da Rodovia Castello Branco. Após anos, as intervenções, tão aguardadas, prometem desafogar o trânsito na região.
Trazemos ainda uma cobertura especial da CASACOR, revelando os ambientes, tendências e conceitos que estão moldando os novos olhares sobre arquitetura, design, sustentabilidade e bem-estar.
Esta edição reúne histórias de pessoas, marcas e empresas que ajudam a desenhar o presente e o futuro de Alphaville. Histórias que mostram que inovação, propósito e visão continuam sendo os principais ingredientes para construir relevância em qualquer setor.
Boa leitura!
Marcelo Foffá Publisher
COLUNISTAS
12. Ricardo Amorim
Ricardo Amorim é economista, empreendedor, comentarista, palestrante e influenciador digital brasileiro. Graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e com pós-graduação em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC Business School, em Paris. Foi apresentador do programa Manhattan Connection, na GloboNews, e eleito pela revista Forbes como um dos “100 mais influentes brasileiros”.
@ricamorim
14. Carlos Alberto Júlio
Carlos Alberto Júlio é um executivo experiente, professor, autor e palestrante de destaque no cenário corporativo brasileiro. Tem sólida formação internacional e extensa experiência como CEO e conselheiro.
@profcarlosjulio
16. João Branco
João Branco é professor e autor do Desmarquetize-se. Ex-VP Marketing McDonald’s, eleito o profissional de Marketing mais admirado do Brasil e top 10 melhores CMOs pela Forbes.
@falajoaobranco
28. Fernando Barra
Fernando Barra é especialista em tecnologia e inovação, professor palestrante, fundador da Skillplace.com.br e autor do livro Meu Emprego Sumiu.
@ofernando.barra
46. Vanessa Pedrosa
Fonoaudióloga especialista em voz, mestre e doutora em Ciências pela Unifesp. Atua como fonoaudióloga na Record São Paulo e nos canais ESPN Disney, além de ser sócia-proprietária da Fonoevidence, consultoria especializada em performance comunicativa. Com 25 anos de experiência, atua com executivos e líderes corporativos em setores estratégicos.
@vanessapedrosafono
Briefing
O resumo de notícias que conecta você ao mercado
>> A BMW Motorrad apresentou a Vision K18, motocicleta conceito que combina inovação, desempenho e design arrojado. Apresentado durante o Concorso d’Eleganza Villa d’Este, às margens do Lago de Como, na Itália, o protótipo foi desenvolvido como peça única e tem como destaque o motor de seis cilindros em linha de 1.800 cm³, que assume o papel de protagonista visual e tecnológico do projeto. Com uma silhueta alongada inspirada em aeronaves de alta velocidade, como o Concorde, a Vision K18 foi criada para transmitir sensação de movimento mesmo quando está parada. Cadillac chega ao Brasil | Prada cria traje para astronautas | Ifood inicia entregas por drones em Alphaville
mais...
PRADA CRIA TRAJE PARA ASTRONAUTAS DA NASA
>> Em parceria com a Axiom Space, empresa especializada em infraestrutura espacial, a Prada apresentou uma roupa desenvolvida para astronautas da Nasa. A peça integra os equipamentos que serão utilizados em futuras missões espaciais. Batizada de Liquid Cooling and Ventilation Garment (roupa de resfriamento e ventilação líquida), ela é usada junto ao corpo e conta com tubos de ventilação incorporados ao tecido. O sistema foi projetado para auxiliar no controle da temperatura corporal dos astronautas.
THE MACALLAN LANÇA COLEÇÃO DE UÍSQUES ENVELHECIDOS AVALIADA
EM US$ 105 MIL
>> A The Macallan anunciou a coleção Romantica, composta por três garrafas de uísque envelhecidas por 40 anos em barris de carvalho temperados com xerez. O lançamento resgata um processo iniciado há quatro décadas, no mesmo período em que a destilaria produziu uma de suas garrafas mais valiosas já leiloadas. A coleção será vendida a partir de 30 de julho, ao preço de US$ 105 mil (cerca de R$ 525 mil) o conjunto.
MONTBLANC HOMENAGEIA HENRI MATISSE EM NOVA EDIÇÃO DA LINHA MASTERS OF ART
>> Henri Matisse é o mais novo artista homenageado pela coleção Masters of Art, da Montblanc. O pintor francês, referência da arte moderna pelo uso expressivo de cores e formas, se junta a nomes como Van Gogh, Klimt e Renoir na série dedicada aos grandes mestres. Desenvolvida em parceria com a Maison Matisse, a coleção traduz elementos de sua obra em detalhes de design.
GLENMORANGIE ANUNCIA EDIÇÃO LIMITADA DE WHISKY EM PARCERIA COM ATOR HARRISON FORD
Recentemente, a Glenmorangie, destilaria escocesa localizada nas Highlands, iniciou uma colaboração criativa de longo prazo com o ator Harrison Ford. Agora, a parceria marca o lançamento do primeiro produto conjunto, o Glenmorangie Harrison Ford Limited Edition, um blend desenvolvido em colaboração entre o ator e o diretor de criação de whisky da destilaria, Bill Lumsden.
COM LUXO TECNOLÓGICO, CADILLAC CHEGA AO BRASIL
>> A General Motors confirmou a chegada oficial da Cadillac ao país ainda em 2026. A estreia da fabricante de luxo norte-americana ocorrerá com o lançamento de três SUVs totalmente elétricos: Optiq, Lyriq e Vistiq. Com a operação oficial, a marca passará a contar com sua própria rede de concessionárias, inicialmente nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília.
Foto: Divulgação
YUM BRANDS VENDE PIZZA HUT EM OPERAÇÃO DE US$ 2,7 BILHÕES
>> A controladora Yum Brands anunciou a venda da Pizza Hut em uma operação avaliada em US$ 2,7 bilhões. A gestora LongRange Capital ficará com os negócios da rede fora da China, por cerca de US$ 1,5 bilhão, enquanto a Yum China Holdings assumirá as operações no país asiático, por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.
SUSHI NOUVEAU INAUGURA LOJA EM ALPHAVILLE
>> Em junho, o Sushi Nouveau, restaurante de culinária japonesa contemporânea conhecido por sua proposta de alta gastronomia em Alphaville, inaugurou uma nova unidade na Al. Araguaia, 101. O novo endereço conta com área VIP para ocasiões especiais, serviço de valet na porta e funcionamento estendido até às 23h.
MERCADO DE FRAGRÂNCIAS DE LUXO CRESCE NO BRASIL E APOSTA EM EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS
>> O setor de fragrâncias de luxo segue em expansão no Brasil, impulsionado pela busca por experiências sensoriais e pela diversificação dos pontos de venda. Dentro desse movimento, a Acqua di Parma conta com um espaço conceito dedicado às fragrâncias nos arredores da Av. Paulista, em São Paulo. O ambiente reúne diferentes linhas da marca, incluindo a clássica colônia italiana, difusores de ambiente e produtos de banho.
REVO E GRAND
BRASIL FIRMAM PARCERIA PARA VOOS DE HELICÓPTERO NA REGIÃO
>> A Revo, empresa de mobilidade aérea urbana, e a Grand Brasil anunciaram uma parceria que integra Alphaville à malha de rotas fixas de helicóptero da companhia. A iniciativa passa a operar a partir da flagship da concessionária na região, com foco em deslocamentos mais rápidos entre o bairro e a capital paulista. O projeto tem como objetivo reduzir o impacto dos congestionamentos na ligação com São Paulo.
Foto:
Divulgação
IFOOD INICIA ENTREGAS POR DRONE EM ALPHAVILLE
>> O iFood iniciou uma operação de entregas por drone em Alphaville, conectando o Shopping Iguatemi a condomínios residenciais.
A rota é a primeira do país autorizada a sobrevoar áreas residenciais e foi criada para reduzir o tempo de entrega em condomínios de difícil acesso. O trajeto aéreo de 3,6 km dura cerca de cinco minutos, com a etapa final realizada por motoboy até o consumidor.
JHSF ABRE ÀS PORTAS CJ
BOA VISTA VILLAGE EM PORTO FELIZ
>> A JHSF inaugurou, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, o shopping CJ Boa Vista Village, complexo de lojas integrado ao empreendimento Boa Vista Village. O shopping reúne cerca de 100 operações entre varejo, gastronomia, serviços, lazer e cultura em um ambiente aberto ao público. Entre os destaques estão as estreias latino-americanas das marcas James Perse e Fusalp.
LOTUS CHEGA AO BRASIL COM POP-UP STORE EM SÃO PAULO EM JULHO
>> A Lotus Cars oficializou sua chegada ao Brasil após cerca de três anos de negociação, trazendo ao país seu portfólio completo, que inclui SUVs e sedãs elétricos. A operação será comandada pelo Grupo LTS. A estreia começa por São Paulo, com loja no entorno do Complexo Cidade Jardim e no Village Boa Vista, na Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz. A primeira pop-up store abre em julho no Cidade Jardim.
SIX WOWNESS CLUB ANUNCIA NOVA UNIDADE EM ALPHAVILLE
>> A rede de academias de luxo Six Wowness Club vai inaugurar uma nova unidade em Alphaville, no edifício Montreal Plaza, na Avenida Copacabana. O espaço será a academia mais alta do Brasil, com vista panorâmica de 360° da região. Com abertura prevista para outubro, o projeto segue o conceito “Wowwness Club”, que une performance, arquitetura e experiência premium.
FOLHA DE ALPHAVILLE FIRMA PARCERIA COM O ESTADÃO CONTEÚDO
>> A Folha de Alphaville firmou parceria com o Estadão Conteúdo para a distribuição e ampliação de conteúdo editorial, reforçando sua estratégia de qualificação e expansão de pauta. A iniciativa fortalece o acesso a informações nacionais e internacionais, ao mesmo tempo em que complementa a cobertura regional com maior diversidade de temas e formatos. O acordo acompanha a tendência de integração entre veículos locais e grandes grupos de mídia, ampliando alcance e relevância editorial.
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Foto: Divulgação/Ifood
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Ricardo Amorim
Economista mais influente do Brasil, segundo a Forbes, e Influenciador nº
Megapromoções bancadas pelos mercados de previsão
Imagine um bar fazendo a seguinte promoção: “Se o Brasil ganhar o jogo, a bebida de todo mundo sai de graça”. Ou uma empresa oferecendo celulares pela metade do preço se o Brasil ganhar a Copa.
Ou até uma promoção parecida para a venda de um carro ou de um imóvel. Parece loucura? Nunca foi tão fácil para as empresas fazerem uma promoção assim com a certeza quase absoluta de ganhar dinheiro, independentemente do resultado da partida ou da Copa.Ricardo, mas, se o Brasil vencer, a conta para a empresa não vai ficar enorme? É aí que entram os mercados de previsão. Se a empresa fizer uma aposta em um mercado de previsão de que o Brasil vai ganhar, a promoção se paga, independentemente do resultado do jogo ou do campeonato. Se o Brasil ganhar, o rendimento da aposta mais do que compensa o custo financeiro da promoção, e os clientes ainda ficam felizes com a empresa, fortalecendo sua simpatia pela marca. Se o Brasil perder, a empresa perde o valor gasto com a aposta, mas ganha mais do que isso com o aumento das vendas gerado pela promoção.
As bets surgiram para apostas arriscadas, mas os mercados de previsão e, no caso de algumas apostas esportivas, até mesmo as próprias bets podem ser usados como um seguro que banca promoções e, com isso, movimenta a economia e melho-
ra a vida dos clientes.
Essa lógica não é nova. Há décadas, produtores rurais utilizam instrumentos parecidos para se proteger das oscilações nos preços das commodities. Outros grandes exportadores e importadores fazem o mesmo para se proteger das oscilações da taxa de câmbio. Empresas endividadas usam outros instrumentos financeiros para se proteger de variações na taxa de juros
.Ultimamente, muitas empresas com elevados gastos de transporte têm utilizado instrumentos financeiros para se proteger das grandes oscilações do preço do petróleo.
Você mesmo, quando contrata um seguro de saúde ou um seguro para seu carro, também se protege da incerteza sobre o que pode acontecer no futuro.
A grande lição é que as empresas e as pessoas mais bem-sucedidas não são as que simplesmente fogem dos riscos. São aquelas que entendem os riscos, sabem precificá-los e encontram maneiras inteligentes de se proteger deles.
Melhor do que tentar prever o futuro com exatidão é construir estratégias que funcionem independentemente do que o futuro nos reserve. E os mercados de previsão criaram condições para que muitas empresas possam fazer isso, bancando promoções que antes seriam arriscadas demais.
Carlos Alberto Júlio Executivo, professor e palestrante brasileiro
O sucesso pode estar atrapalhando sua empresa
Parece uma afirmação absurda, mas vale a reflexão: o maior risco para muitas empresas não é a crise, a concorrência ou a falta de recursos. O maior risco pode ser o próprio sucesso.
Quando uma organização cresce, conquista mercado e entrega bons resultados por muitos anos, surge uma sensação compreensível de confiança. Afinal, as decisões tomadas no passado deram certo. Os produtos foram aceitos. Os clientes apareceram. Os números confirmaram que o caminho escolhido era o correto.
O problema é que o mercado não premia histórias. Premia relevância. E relevância tem prazo de validade.
Muitas empresas começam a acreditar que o que as trouxe até aqui também as levará para o futuro. Nem sempre é verdade. Em vários casos, o sucesso de ontem se transforma na principal barreira para o crescimento de amanhã.
Isso acontece porque resultados positivos criam hábitos. Hábitos criam processos. Processos criam convicções. E convicções, quando não são questionadas, transformam-se em dogmas. A partir desse momento, a inovação começa a perder espaço.
Frases como “sempre fizemos assim”, “nosso mercado é diferente” ou “isso não funciona para nós” passam a fazer parte das reuniões. O que antes era experiência torna-se resistência. O que antes era conhecimento transforma-se em acomodação. É um fenômeno silencioso.
As empresas não percebem quando começam a ficar lentas. Não percebem quando deixam de ouvir o cliente. Não
percebem quando a burocracia cresce mais rápido que a capacidade de inovar.
Enquanto isso, novos concorrentes surgem sem o peso do passado. Não carregam estruturas complexas, não defendem modelos antigos e não têm receio de desafiar as regras do setor.
Foi assim em praticamente todos os segmentos da economia. Empresas que lideravam seus mercados perderam espaço não porque ficaram incompetentes, mas porque ficaram confortáveis. O conforto é um dos grandes inimigos da transformação. A boa notícia é que existe um antídoto: a inquietação. Organizações que permanecem relevantes cultivam uma espécie de insatisfação saudável. Celebram conquistas, mas continuam fazendo perguntas difíceis. Questionam seus próprios produtos, processos e modelos de negócio antes que alguém faça isso por elas.
Seus líderes entendem que a experiência é valiosa, mas não suficiente. Sabem que o passado oferece lições, não garantias. Talvez a principal responsabilidade da liderança seja justamente essa: evitar que o sucesso se transforme em arrogância corporativa. Empresas vencedoras aprendem com os erros. Empresas extraordinárias aprendem também com os acertos. Porque os erros costumam gerar reflexão, já os acertos podem gerar cegueira. No fim, a pergunta que todo líder deveria fazer não é “o que nos trouxe até aqui?”.
A pergunta mais importante é outra: “O que estamos fazendo hoje que pode nos impedir de chegar ao futuro? A resposta pode ser desconfortável. E exatamente por isso ela merece ser ouvida.
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gerada por I.A.
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Incorporadora responsável: ALPHA 1 EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO SPE LTDA, incorporação registrada em 28/12/2021, sob R.11/98.693 da matrícula n º 98.693, do Ofício de Registro de imóveis de Barueri. O detalhamento dos serviços, equipamentos e acabamentos que farão parte deste empreendimento constam no memorial descritivo. As imagens são meramente ilustrativas, estão sujeitas à alterações e não representam fotografias exatas do empreendimento. As plantas são ilustrativas com sugestão de decoração, os móveis e utensílios são de dimensões comerciais e não fazem parte do contrato de compra e venda do imóvel. A vegetação que compõe o paisagismo retratado nas perspectivas é meramente ilustrativo e apresenta porte adulto de referência, na entrega do empreendimento essa vegetação poderá apresentar diferenças de tamanho e porte, mas estará de acordo com projeto paisagístico do empreendimento. Planejamento e Vendas: COELHO DA FONSECA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA – Avenida Brasil, 1064 – São Paulo SP. www.coelhodafonseca.com.br - Telefone: 3888-3000 | Creci: J961.*Valor da promoção válida pelo período da Copa do mundo 2026 para 5 casas (com 277,33m²) ou, ao término das unidades participantes da promoção. Estão inclusos na mobília que será entregue junto com a casa: Móveis planejados - quartos, cozinha/área de serviço e banheiros; aparelhos de ar-condicionado; aquecedor de passagem; banheiros completos com box, espelho, acessórios em geral; pisos em geral; luminárias embutidas; entre outros itens conforme memorial descritivo da casa mobiliada. **Casa de 277 m² por R$ 2.950.000,00, com 10% de entrada e saldo de 90% financiado pelo Bradesco, a depender da documentação entregue pelo comprador, que comprove a renda necessária e liberação do crédito para efetivação da compra da unidade. alphavert.com.br
Foto da CASA DECORADA 277m2
Imagem ilustrativa
João Branco
Professor, autor e ex-VP de Marketing do McDonald’s
A Copa mais marketeira de todas
Vai ser difícil ganhar esta Copa do Mundo. E não estou falando (somente) da seleção brasileira. Estou falando da gente.
Chegaremos ao maior evento esportivo do planeta em um contexto esquisito: mais da metade dos brasileiros está endividada, o varejo vem acumulando meses difíceis e as pesquisas mostram níveis baixíssimos de confiança no hexa. Isso sem falar no ambiente político cada vez mais polarizado.
Era para estarmos empolgados, mas estamos preocupados. E isso também afeta o consumo. Mas há uma esperança: o brasileiro se empolga com facilidade. Somos uma fogueira que precisa apenas de uma faísca. E ela pode vir de qualquer lugar. Até da comemorada convocação do Neymar. Isso não mudou. Mas várias outras coisas vão mudar neste mundial.
Teremos mais seleções (+50%), mais jogos (+60%) e mais dias de competição (+10). Esta será a primeira Copa “Pro Max” da história. Além disso, teremos uma audiência muito mais fragmentada do que em qualquer edição anterior: nunca houve tantos veículos diferentes transmitindo os jogos ao mesmo tempo.
Os horários estarão mais espalhados. Haverá partidas começando às duas da tarde e outras à uma da manhã. Isso muda a dinâmica de audiência, de consumo e até da rotina das pessoas.
A Fifa também estabeleceu o “intervalo de hidratação” de três minutos em cada tempo, criando um novo espaço publicitário. E prometeu adicionar uma dose extra de entretenimento com um grande show na partida final.
Falando em show, a equipe francesa deu aula de marketing na divulgação da sua escalação. Entenderam uma outra mudança que vem por aí: os jogadores estão ganhando muito protagonismo. Há uma geração de torcedores que acompanham mais os atletas do que os clubes. Nunca tivemos tantos brasileiros “simpatizando” com outras equipes como agora, por gostar de alguns jogadores.
Você está preparado? Porque isso muda muita coisa. Para começar, ninguém vai conseguir acompanhar tudo que gostaria. São jogos demais. Então o interesse por resumos, vídeos curtos, compilados, resenhas e até memes dos jogos vai explodir.
Entenda: esta será uma Copa com mais
gols, mais conversas e mais oportunidades. Mas também com mais gente competindo pela atenção do seu cliente.
Será o primeiro mundial depois da consolidação das casas de apostas, o que gera um envolvimento maior das pessoas, mas um cenário de forte disputa por engajamento.
Provavelmente será menos um “evento que para o País só por alguns minutos” e mais um ambiente contínuo de entretenimento funcionando o dia inteiro.
Onde vai estar o seu consumidor no horário dos jogos? No bar desde o almoço? Trabalhando com um olho no celular? Assistindo de pijama? Ou em um evento do seu concorrente? Com que sentimento ele vai estar? O que vai querer consumir? Em que momento vai começar a se envolver? Como vai se comportar se o Brasil perder? Quem vai ganhar essa Copa não é quem apostar no time que vai vencer o título. É quem conseguir acompanhar o momento, o interesse e a necessidade dos clientes. Esse é o gol. Chute pra lá.
Será que o Brasil ganha? Está difícil. Mas “tá liberado acreditar” (valeu, time Brahma, por essa pérola). E o seu marketing, ganha?
Aeroporto Catarina: o hub que redefiniu a aviação executiva brasileira
Primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à aviação executiva e habilitado para operações internacionais, empreendimento da JHSF transformou o padrão de serviços do setor e consolidou um novo eixo de negócios no Estado de São Paulo
Por Aliz Lambiazzi
Em uma área estratégica entre os quilômetros 60 e 62 da Rodovia Castello Branco, em São Roque, um empreendimento inaugurado no fim de 2019 ajudou a mudar a forma como a aviação executiva é concebida no Brasil. Mais do que um aeroporto, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional se transformou em um hub de mobilidade de alto padrão voltado a empresários, investidores, famílias de alta renda e operadores da aviação de negócios.
Concebido para oferecer uma experiência completamente diferente dos aeroportos tradicionais, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional nasceu para atender um segmento em crescimento e acabou introduzindo um novo modelo para o setor brasileiro, reunindo infraestrutura especializada, serviços personalizados e conectividade internacional.
“O São Paulo Catarina ocupa hoje uma posição estratégica na aviação executiva no Brasil e nas Américas. Desde sua inauguração, em 2019, o aeroporto vem se consolidando como uma das principais referências do setor no país, reunindo infraestrutura dedicada, eficiência operacional e serviços alinhados aos padrões internacionais da aviação executiva”, destaca a administração do aeroporto.
UM PROJETO PENSADO PARA
SER
PIONEIRO
A história do Catarina começou há cerca de uma década antes de sua inauguração. Desenvolvido pela JHSF, o empreendimento contou com aproximadamente seis anos de obras e a participação de consultorias internacionais especializadas em planejamento aeroportuário, como a Airport Consulting Vienna, da Áustria, a ALG, da Espanha, e a Ramboll, da Dinamarca.
Em 16 de dezembro de 2019, o aeroporto iniciou oficialmente suas operações, tornando-se o primeiro terminal brasileiro concebido exclusivamente para a aviação executiva.
Pouco mais de um ano depois, em 24 de junho de 2021, recebeu autorização para operar voos internacionais, ampliando sua atuação e fortalecendo conexões com destinos da América do Norte e da Europa.
“O projeto introduziu um novo modelo para o setor no Brasil, ao combinar operação dedicada à aviação executiva, padrão internacional de serviços, expansão planejada e integração ao ecossistema de hospitalidade, mobilidade e lifestyle da JHSF”, afirma a empresa.
Nas operações internacionais, os processos de imigração, alfândega e fiscalização são conduzidos pelos órgãos competentes, como Receita Federal, Polí-
cia Federal e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dentro da estrutura internacional do aeroporto. O terminal dispõe de infraestrutura dedicada para essas etapas, incluindo e-gate, equipamentos modernos de inspeção e coordenação integrada entre as equipes operacionais e as autoridades responsáveis. O modelo operacional do São Paulo Catarina foi estruturado para garantir organização, discrição, segurança e conformidade regulatória em todas as fases da operação.
EXPERIÊNCIA PREMIUM E SERVIÇOS DE ALTO PADRÃO
Ao contrário dos grandes aeroportos comerciais, o São Paulo Catarina Aeroporto foi projetado para priorizar tempo, privacidade e eficiência.
A estrutura conta com pista de 2.470 metros — uma das maiores entre os aeroportos dedicados à aviação executiva no país —, 16 hangares, aproximadamente 80 mil metros quadrados de pátios e operação 24 horas para voos nacionais e internacionais.
“O principal diferencial do São Paulo Catarina é ter sido concebido exclusivamente para a aviação executiva, permitindo uma operação mais eficiente e completamente dedicada às necessidades desse segmento”, ressalta a administração.
Mais do que um terminal aeroportuário, o Catarina foi concebido para operar dentro de um conceito de experiência integrada, em que a aviação executiva se conecta a serviços de hospitalidade e conveniência de alto padrão. A proposta é reduzir ao máximo o tempo de permanência em solo e, ao mesmo tempo, elevar o nível de conforto e privacidade em todas as etapas da operação.
A ESTRUTURA CONTA COM PISTA DE 2.470 METROS — UMA DAS MAIORES ENTRE OS AEROPORTOS DEDICADOS À AVIAÇÃO EXECUTIVA NO PAÍS, 16 HANGARES, APROXIMADAMENTE 80 MIL METROS QUADRADOS DE PÁTIOS E OPERAÇÃO 24 HORAS
O Catarina foi concebido para operar dentro de um conceito de experiência integrada
O aeroporto conta com lounges privativos, salas de reunião equipadas, concierge dedicado, espaços exclusivos para tripulações, suítes para descanso de crew e áreas de atendimento personalizadas. O embarque internacional inclui ainda estrutura de e-gate e processos otimizados de inspeção, permitindo fluidez operacional com segurança e discrição.
Entre os diferenciais, está também a integração com o ecossistema de serviços da própria JHSF, incluindo experiências gastronômicas e de hospitalidade associadas ao grupo, como a adega do Fasano, além de espaços de bem-estar e conveniência que aproximam o terminal de um ambiente de hotel executivo.
Nesse modelo, o tempo passa a ser o principal ativo do passageiro, e o aeroporto funciona como extensão direta da rotina de negócios, não como obstáculo entre um compromisso e outro.
O aeroporto possui ainda certificação IS-BAH Stage II, referência internacional em segurança e boas práticas operacionais, e é o único integrante brasileiro da rede global Air Elite.
CRESCIMENTO ACELERADO E EXPANSÃO CONTÍNUA
Em menos de sete anos de operação, o Catarina passou por seis expansões e alcançou ocupação integral dos hangares existentes.
Mais recentemente, a estratégia internacional da plataforma foi ampliada com a aquisição da Embassair, operação localizada no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, fortalecendo ainda mais a conexão entre Brasil e Estados Unidos.
A JHSF afirma que “o São Paulo Catarina vem registrando crescimento consistente de movimentos desde sua inauguração, consolidando-se como líder em operações domésticas e internacionais de aviação executiva no Estado de São Paulo”.
da aviação de negócios alcançou 11.333 aeronaves em fevereiro de 2026, contra 10.731 registradas no mesmo período do ano anterior, um aumento de 5,6%.
Os jatos executivos lideraram esse movimento, com crescimento de 15,7%.
“A aviação geral brasileira vem passando por um ciclo consistente de expansão e valorização nos últimos anos, impulsionado pela necessidade de conectividade, eficiência logística e flexibilidade operacional”, explica Patrick Moreira, gerente de Comunicação e Marketing da ABAG / LABACE (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition).
Em um país de dimensões continentais, a aviação geral se tornou uma ferramenta estratégica para diversos setores da economia.
“A aviação de negócios é utilizada como ferramenta de apoio às atividades produtivas de setores como agronegócio, mineração, energia, indústria, saúde, logística e óleo & gás, permitindo maior agilidade, conectividade e ganho de produtividade para empresas e empresários”, destaca Patrick. Para a entidade, aeroportos especializados como o Catarina representam uma tendência já consolidada em mercados mais maduros.
EXPANSÃO: ATUALMENTE, CERCA DE 170 AERONAVES
ESTÃO HANGARADAS NO COMPLEXO, ENQUANTO OUTRAS 100, APROXIMADAMENTE, AGUARDAM DISPONIBILIDADE
Em 2025, o aeroporto registrou 25.982 movimentos, média de aproximadamente 71 operações por dia, representando crescimento de 55,9% em relação a 2024.
Do total de operações realizadas no ano passado, 23.835 foram domésticas e 2.147 internacionais. Já no primeiro trimestre de 2026, foram registrados 6.087 movimentos, dos quais 584 internacionais.
A expansão também se reflete na demanda por espaço. Atualmente, cerca de 170 aeronaves estão hangaradas no complexo, enquanto outras 100, aproximadamente, aguardam disponibilidade.
A operação do aeroporto também é apoiada pelo uso de inteligência de dados, com monitoramento contínuo de indicadores operacionais, fluxo de aeronaves, ocupação de infraestrutura, eficiência de atendimento e planejamento de capacidade. Esse acompanhamento permite otimizar operações, antecipar demandas e manter elevados níveis de eficiência operacional mesmo diante do crescimento acelerado registrado nos últimos anos.
O AVANÇO DA AVIAÇÃO DE NEGÓCIOS NO BRASIL
O crescimento do Catarina acompanha a expansão da própria aviação geral brasileira.
Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a frota operacional
“Esse modelo já é consolidado em mercados maduros, como os Estados Unidos, onde existem aeroportos voltados prioritariamente para a aviação de negócios. No Brasil, essa tendência ganha força diante das restrições crescentes de capacidade em aeroportos, especialmente em São Paulo”, afirma Patrick.
ALPHAVILLE E O EIXO OESTE NO RADAR DOS NEGÓCIOS
A localização estratégica do aeroporto contribuiu para consolidar sua importância junto aos polos empresariais do Estado de São Paulo.
“No caso do Catarina, o aeroporto tem se consolidado principalmente para operações executivas de longa distância e voos internacionais, além de atender usu-
Patrick Moreira, gerente de Comunicação e Marketing da ABAG / LABACE
Cerca de 170 aeronaves estão hangaradas no complexo
ALÉM DOS VOOS
CORPORATIVOS, O TERMINAL TAMBÉM
RECEBE OPERAÇÕES
INTERNACIONAIS
FREQUENTES, TÁXI AÉREO E DESLOCAMENTOS
ários localizados em polos empresariais próximos, como Alphaville e o eixo oeste paulista”, destaca o especialista da ABAG.
O perfil predominante dos usuários é formado por empresários, executivos de grandes grupos nacionais e internacionais, investidores e operadores da aviação executiva que utilizam o modal como ferramenta de mobilidade e conectividade global.
Além dos voos corporativos, o terminal também recebe operações internacionais frequentes, táxi aéreo e deslocamentos ligados à indústria do entretenimento.
SUSTENTABILIDADE
E A PRÓXIMA GERAÇÃO DA AVIAÇÃO
Além da expansão operacional, o Catarina também investe em iniciativas ambientais.
Por meio do programa Catarina Carbon Free, o aeroporto compensa integralmente as emissões de carbono geradas pelos abastecimentos realizados no terminal. O empreendimento também apoia o projeto Onçafari, voltado ao monitoramento e à preservação da fauna local. Ao mesmo tempo, a administração acompanha o avanço das novas tecnologias ligadas à mobilidade aérea urbana.
“O aeroporto foi concebido com visão de longo prazo e capacidade de adaptação tecnológica”, afirma a incorporadora.
As discussões sobre eVTOLs e novos modelos de mobilidade já fazem parte do planejamento estratégico da plataforma.
IMPACTOS QUE ULTRAPASSAM
OS HANGARES
Embora o aeroporto tenha se consolidado como um ativo nacional da aviação executiva, os reflexos também são percebidos na região onde está instalado.
Segundo o prefeito de São Roque, Guto Issa, o impacto do Aeroporto Catarina vai além da geração atual de empregos e arrecadação, abrindo uma nova fase de atração de investimentos e expansão eco-
nômica no município. Ele destaca que a localização estratégica da cidade, somada à melhoria dos acessos viários, fortalece ainda mais esse potencial.
“O impacto do Aeroporto Catarina em São Roque é muito significativo, tanto do ponto de vista econômico quanto simbólico, pois demonstra a capacidade do município de atrair investimentos de grande porte em diversos setores, como tecnologia, comércio, serviços e logística”, afirma.
Issa ressalta ainda que a presença do aeroporto já se reflete no aumento do interesse por novos empreendimentos e na valorização de cadeias econômicas locais, como combustíveis e serviços aeronáuticos, com impacto direto em indicadores de arrecadação.
“O sucesso do Aeroporto Catarina já tem refletido no aumento do interesse de investidores pelo município. Além disso, existe uma área adjacente ao aeroporto, também pertencente ao Grupo JHSF, que poderá receber futuros investimentos voltados aos segmentos residencial e de serviços de alto padrão”, diz.
O prefeito também aponta que o município já se antecipa ao crescimento impulsionado pelo aeroporto. O novo
Plano Diretor de São Roque, em fase final de elaboração, prevê diretrizes específicas para organizar e potencializar o desenvolvimento econômico e logístico do entorno do Catarina, especialmente nas regiões do bairro Mombaça e da Rodovia Lívio Tagliassachi.
Segundo ele, a estratégia é estruturar o crescimento de forma planejada, criando condições para novos serviços, atividades empresariais e empreendimentos ligados à cadeia da aviação e ao turismo de negócios.
Issa destaca ainda que a Prefeitura almeja uma evolução do papel do aeroporto no sistema aéreo nacional, especialmente diante da possibilidade futura de ampliação de serviços, incluindo operações regulares domésticas.
“O município acompanha com expectativa a possibilidade de que, no futuro, o Aeroporto Catarina receba autorização da ANAC para operar voos regulares nacionais. Diante dos desafios enfrentados pelos grandes aeroportos do país e da crescente demanda por infraestrutura aeroportuária, São Roque se posiciona como uma alternativa estratégica para a expansão da aviação regional e executiva”, afirma.
Principais aeroportos executivos
do Brasil
São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional (SP)
Primeiro aeroporto do país dedicado exclusivamente à aviação executiva e habilitado para operações internacionais.
Campo de Marte (SP)
Tradicional centro da aviação geral brasileira e uma das principais bases de helicópteros da América Latina.
Aeroporto Executivo de Jundiaí (SP)
Importante polo de manutenção, treinamento e operação da aviação de negócios.
Jacarepaguá (RJ)
Referência para a aviação executiva do Rio de Janeiro e para operações ligadas ao setor offshore.
Pampulha (MG)
Um dos mais importantes terminais de aviação geral de Minas Gerais e do Sudeste brasileiro.
O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional iniciou suas atividades em dezembro de 2019
ProXXIma 2026 celebra 20 anos e reforça o papel da inovação na transformação do marketing
Evento reuniu executivos, criadores, especialistas e líderes de grandes marcas para discutir os rumos da comunicação em um cenário de mudanças aceleradas
Por Aliz Lambiazzi
Há 20 anos, quando a transformação digital ainda engatinhava e termos como creator economy, retail media e inteligência artificial sequer faziam parte do vocabulário do mercado, surgia o ProXXIma. Criado pelo Meio & Mensagem em 2006, o evento se consolidou ao longo de duas décadas como uma das principais referências brasileiras em inovação, tecnologia, marketing e comunicação.
Ao longo dos dias 26 e 27 de maio, a programação sediada no WTC Events Center, em São Paulo, concentrou debates sobre inteligência artificial aplicada aos negócios, retail media, social commerce, creator economy, streaming e TV conectada, uso de dados e CRM, performance, criatividade, cultura, ESG e os impactos das novas tecnologias no futuro do trabalho. A edição reuniu mais de 50 sessões distribuídas em diferentes palcos simultâneos.
Mais do que olhar para tendências isoladas, o ProXXIma 2026 mostrou como diferentes movimentos — da ascensão dos criadores de conteúdo às novas ferramentas de inteligência artificial — estão redesenhando a relação entre marcas, consumidores e plataformas.
UM RETRATO DAS MUDANÇAS
DO MERCADO
Ao longo de sua história, o ProXXIma acompanhou a evolução da publicidade tradicional para o ambiente digital, o crescimento das redes sociais, a consolidação dos dados como ativos estratégicos e a explosão da economia dos criadores.
A edição comemorativa de 20 anos refletiu justamente essa trajetória. Em vez de apostar em um único tema central, a programação percorreu assuntos como transformação digital, influência, mídia, comportamento, performance, inovação, consumo, dados e novas tecnologias.
A diversidade dos debates também se refletiu na variedade dos convidados.
Entre os destaques da programação esteve Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil, que compartilhou experiências sobre o uso estratégico de dados e tecnologia para acelerar processos e gerar eficiência dentro da companhia.
O evento também trouxe ao Brasil dois nomes internacionais de peso. Jim Louderback, editor e CEO da Inside the Creator Economy, apresentou reflexões sobre as transformações da mídia e o protagonismo dos criadores de conteúdo. Já Niall Firth, editor-executivo da MIT Technology Review, abordou os avanços mais relevantes da inteligência artificial e as tendências que devem moldar os próximos anos.
A programação reuniu ainda profissionais de diferentes áreas e segmentos, como Fabio Porchat, ator, comunicador e contador de histórias; Juliette, influenciadora digital e empresária; Camila Coutinho, em-
presária e comunicadora; Silvia Penna, diretora-geral da Uber Brasil; Daniela Dantas, vice-presidente da WGSN para a América Latina; Nizan Guanaes, CEO da N.ideias; e Rodrigo Oliveira, fundador da GR6. Entre as empresas de maior peso presentes no ProXXIma 2026 estiveram gigantes globais como Google, Meta, Samsung Ads, IBM, Nestlé, Volkswagen, Visa, Unilever, Heineken, Uber, McDonald’s, Burger King, Kantar e Nielsen, além de importantes marcas brasileiras, como Vivo, iFood, Magazine Luiza, Natura, Grupo Boticário e PicPay.
A presença dessas companhias, representadas por executivos e especialistas em diferentes painéis, reforçou o papel do evento como um dos principais espaços de discussão sobre marketing, comunicação, tecnologia e inovação no Brasil.
Essa mistura de executivos, empreendedores, creators e especialistas é justamente uma das características que tornaram o ProXXIma uma referência ao longo dos anos.
CREATOR ECONOMY E NOVAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO GANHARAM PROTAGONISMO
Entre os temas mais presentes na edição de 2026 esteve a evolução da creator economy. As discussões mostraram como os influenciadores deixaram de ser apenas canais de mídia para se transformarem em negócios, marcas e agentes estratégicos para empresas que buscam construir conexões mais autênticas com o público. A própria presença de nomes vindos do entretenimento, da produção de conteúdo e do empreendedorismo evidenciou essa mudança.
Além disso, painéis dedicados a dados, streaming, connected TV, performance e retail media reforçaram a crescente fragmentação do consumo de mídia e a necessidade de estratégias cada vez mais personalizadas.
O RETORNO DO PROXXIMA STARTUPS
Outro marco da edição comemorativa foi o relançamento do ProXXIma Startups, iniciativa que havia sido interrompida há cerca de dez anos.
A proposta é identificar e impulsionar empresas inovadoras ligadas aos setores de marketing, publicidade e comunicação, oferecendo mentorias, contato com investidores e oportunidades de desenvolvimento. Nesta retomada, o programa passou a ter foco especial em soluções baseadas em inteligência artificial.
“UM BOM PROFISSIONAL CRIATIVO USANDO IA É CAPAZ DE APLICÁ-LA COMO UM ASSISTENTE EM TODO O PROCESSO, DEIXANDO SEMPRE A DIREÇÃO CRIATIVA NAS MÃOS HUMANAS.”
Se em 2006 o desafio era entender o impacto da internet sobre a publicidade, em 2026 a pergunta é mais ampla e complexa: como tecnologia, criatividade, dados e influência podem coexistir para construir novos modelos de comunicação e negócios?
Para entender como a inteligência artificial se insere nesse cenário, a Efe. conversou com exclusividade com Paulo Aguiar.
IA E O FUTURO DA CRIAÇÃO DE CONTEÚDO
Entre os palestrantes do ProXXIma 2026 esteve Paulo Aguiar, criador de conteúdo, consultor criativo, LinkedIn Top Voice em IA e cofundador do CR_IA, plataforma de educação e consultoria em inteligência artificial generativa. Em sua apresentação, “O Futuro da criação de conteúdo com IA”, ele abordou os impactos da tecnologia na criatividade e no trabalho de profissionais e empresas.
Em entrevista à Efe., Paulo destacou que a principal transformação promovida pela inteligência artificial está relacionada ao ganho de produtividade e à expansão das possibilidades criativas. “Acredito que a maior mudança nas empresas esteja associada ao aumento de velocidade em tarefas cotidianas e na ampliação da execução criativa, possibilitando a criação de imagens, vídeos e plataformas digitais que antes seriam impossíveis”, afirmou.
Para ele, a tecnologia deve atuar como uma ferramenta de apoio, enquanto a condução estratégica continua sendo humana. “Um bom profissional criativo usando IA é capaz de aplicá-la como um assistente em todo o processo, deixando sempre a direção criativa nas mãos humanas e utilizando a máquina como amplificador e viabilizador de ideias”, explicou.
Questionado sobre as soluções que mais têm chamado sua atenção atualmente, Paulo citou ferramentas voltadas à produção de conteúdo e ao desenvolvimento de projetos. “Na criação de conteúdo, ChatGPT, e Nano Banana para imagens, Seedance 2.0 e Gemini Omni para vídeos. Para vibecoding, a minha favorita no momento tem sido o Codex”, disse.
Ao resumir a mensagem que buscou transmitir ao público do ProXXIma, o especialista reforçou a necessidade de aliar inovação e responsabilidade.
“A mensagem que sempre busco deixar para o público é de que estamos vivendo um momento incrível para mentes criativas, e aprender a utilizar essas ferramentas é a maior oportunidade do nosso tempo. Mas isso precisa ser feito com responsabilidade e, acima de tudo, de forma humana e autêntica”, concluiu.
Foto: @PauloIA
Paulo Aguiar falou sobre IA e o futuro da criação de conteúdo
Exemplo de campanha criada com IA Foto: @PauloIA
Fotos: Marcelo Foffá
Foto: Marcelo Foffá
Fernando Barra
Especialista em tecnologia, inovação e fundador da Skillplace
A criança que nunca vai ter um emprego
Ela nasceu hoje de manhã. A mãe chorou, o pai tremendo, a avó rezou no corredor. Vou chamá-la de Sarah, porque preciso contar essa história e ela precisa de um nome.
Sarah nasceu na era da inteligência artificial. Um algoritmo calculou o risco do parto, a IA leu o ultrassom meses antes, o prontuário foi preenchido antes do primeiro choro. Ela nunca vai conhecer um mundo sem IA. E, provavelmente, nunca vai ter um emprego como você conhece.
Em 2044, quando Sarah fizer dezoito anos, a vida adulta que a espera não terá nenhuma das estruturas que definiram a sua. Ela não vai “entregar currículo” nem “bater ponto”, talvez nem saiba o que era uma carteira de trabalho, como você mal saberia explicar uma máquina de escrever. Isso não é profecia. É extrapolação conservadora do que já acontece enquanto você lê.
A pergunta que importa é: se a Sarah nunca vai ter um emprego, o que ela vai ter? O reflexo é o medo. O mesmo que fez os ludditas quebrarem máquinas em 1800 e os datilógrafos entrarem em pânico com o computador. O desconhecido é sempre pior na nossa cabeça do que na realidade.
Proponho outro exercício. Imagine a Sarah aos dezoito. Acorda numa terça sem despertador, sem ônibus lotado, sem chefe. E faz uma escolha, não entre empregos, mas entre problemas. Olha o mundo e pergunta: onde eu sou útil hoje?
Talvez ajude idosos perdidos na burocracia de um sistema de saúde complexo demais, mesmo com IA. Talvez treine IAs com gente de outros países, para fazer a pergunta certa. Perguntas que exigem empatia, que nenhum algoritmo formula.
Sarah não vai ter um emprego. Mas vai ter trabalho todos os dias da vida. Porque problemas humanos não acabam, eles se transformam.
“Bonito tudo isso Fernando, mas e como paga o boleto?” Pergunta justa. Nos últimos cem anos, a expectativa de vida dobrou, a mortalidade infantil caiu 96%, o custo de energia e de comunicação despencou. A IA vai acelerar isso: diagnósticos de milhares de reais vão custar centavos. Quando a abundância chega, você precisa
de menos emprego para o básico, e finalmente pode escolher o trabalho.
Só que a abundância resolve a fome, o teto, a saúde, mas não resolve o vazio. A dor de quem perde o emprego não é só econômica, é existencial: a dor de não ser necessário. E nenhuma renda básica cura isso. O que cura é o outro, é descobrir que alguém tem a vida melhor porque você existe.
Por isso trabalhar é um ato de amor, e não estou sendo poético, estou sendo preciso. A professora prepara a aula no domingo para formar alguém que ainda nem chegou. O médico atende mais um no fim do plantão porque tem gente que ainda precisa dele. Nenhum deles trabalha para si. Todo trabalho aponta para fora, para o outro!
A IA resolve problemas técnicos. Não resolve a necessidade humana de ser necessário. Então, na próxima segunda, antes de abrir o e-mail, pare trinta segundos e pergunte: para quem eu trabalho hoje? Não para qual empresa. Para quem. Que ser humano vai ter o dia melhor porque eu fiz o meu trabalho?
Se você encontrar essa pessoa, nenhuma inteligência artificial vai acabar com o seu trabalho! Porque trabalho de verdade não depende de crachá nem de algoritmo. Depende de gente que precisa de gente. E cada decisão que você toma hoje constrói o mundo da Sarah.
Vila Madalena/SP
OBRAS INICIADAS
WELLNESS: O NOVO ATIVO DAS MARCAS NA ECONOMIA DA EXPERIÊNCIA
Empresas transformam bem-estar em estratégia de branding, crescimento e conexão com o consumidor
Por Beatriz Bononi
Gláucia Arboleya
Durante décadas, as marcas disputaram espaço na mente do consumidor por atributos como preço, qualidade, inovação e status. Hoje, um novo elemento passou a ocupar posição central nas estratégias corporativas: o bem-estar.
O conceito de wellness deixou de estar restrito ao universo da saúde para se tornar um dos principais motores de transformação do consumo global. Alimentação, moda, hotelaria, varejo, mercado imobiliário, tecnologia e serviços incorporam cada vez mais atributos ligados à qualidade de vida, equilíbrio emocional, autocuidado, longevidade e propósito. O
avanço desses segmentos demonstra que a busca por qualidade de vida deixou de ser apenas uma escolha individual para se tornar uma força econômica capaz de influenciar investimentos, inovação e posicionamento de marcas.
Mais do que uma tendência comportamental, o wellness consolidou-se como uma das economias mais promissoras do mundo. Segundo o Global Wellness Institute (GWI), o setor movimentou cerca de US$ 6,3 trilhões em 2023, o equivalente a aproximadamente 6% do PIB mundial. A projeção é que esse mercado alcance US$ 9 trilhões até 2028, crescendo em ritmo superior ao da economia global.
O avanço do wellness ganhou força especialmente após a pandemia, quando temas relacionados à saúde passaram a influenciar decisões de consumo em escala inédita. Nesse contexto, o bem-estar deixou de ser percebido como luxo para se tornar um componente da rotina.
Para a pesquisadora Beth McGroarty, uma das principais especialistas mundiais no tema, o wellness passou a fazer parte das escolhas diárias das pessoas e influencia praticamente todos os setores econômicos. “A mudança criou um consumidor mais informado, mais exigente e disposto a investir em marcas alinhadas aos seus valores e estilo de vida”.
QUANDO A MARCA VENDE MAIS DO QUE UM PRODUTO
A transformação também alterou a lógica do branding. Segundo Jaime Troiano, presidente da Troiano Branding, as marcas mais relevantes são aquelas capazes de ocupar um espaço significativo na vida das pessoas. “Marcas fortes não vendem apenas produtos. Elas representam significados e estabelecem conexões emocionais duradouras com seus consumidores.”
Na prática, isso significa que empresas passaram a competir não apenas pela qualidade do que oferecem, mas pela experiência proporcionada ao cliente. O re-
A New Balance levou o conceito de bem-estar e performance para um dos espaços renascentistas mais emblemáticos de Roma no New Balance Run House
sultado é a criação de ambientes, serviços e jornadas de consumo desenhadas para gerar conforto, conveniência, pertencimento e bem-estar.
Um exemplo de construção de marca alinhada a esse pensamento é a YoBem, marca do grupo Betânia Lácteos. Em uma categoria frequentemente associada à alta performance, metas extremas e padrões idealizados de saúde, a empresa optou por seguir um caminho diferente. Em vez de reforçar a busca incessante pela perfeição, escolheu valorizar as pequenas conquistas cotidianas e os gestos simples de autocuidado.
A partir do conceito “Esse é meu movimento. Qual é o seu?”, a campanha pro -
pôs uma visão mais humana e acessível do bem-estar, convidando cada consumidor a encontrar sua própria forma de cuidar de si. A estratégia permitiu que a marca se diferenciasse em um mercado altamente competitivo ao equilibrar benefícios funcionais e emocionais de maneira autêntica.
O caso ilustra uma transformação importante no branding contemporâneo. Em um setor que cresce impulsionado pela busca por qualidade de vida, o diferencial competitivo não está apenas no produto, mas na capacidade de gerar impacto positivo e relevante na vida das pessoas.
No futuro do wellness, as marcas mais
bem-sucedidas provavelmente serão aquelas capazes de transformar propósito em prática, discurso em experiência e crescimento econômico em valor compartilhado. Porque, em um mercado baseado no bem-estar, a credibilidade tornou-se tão importante quanto a própria inovação.
NIKE, UM PASSO ALÉM DA VENDA
Um dos exemplos mais emblemáticos dessa transformação vem da Nike. A gigante global do esporte deu um passo além da venda de produtos ao lançar internacionalmente o conceito Nike Well Collective, um novo formato de loja de-
SEGUNDO O GLOBAL WELLNESS INSTITUTE (GWI), O SETOR MOVIMENTOU CERCA DE US$ 6,3 TRILHÕES EM 2023, O EQUIVALENTE A APROXIMADAMENTE 6% DO PIB MUNDIAL.
A PROJEÇÃO É QUE ESSE MERCADO ALCANCE US$ 9 TRILHÕES ATÉ 2028
senvolvido para colocar o bem-estar no centro da experiência do consumidor. O projeto representa uma evolução do posicionamento da marca e reflete uma visão mais ampla de saúde e qualidade de vida. O conceito foi estruturado sobre cinco pilares: movimento, mindfulness, nutrição, descanso e conexão, traduzindo uma abordagem holística que integra corpo, mente e estilo de vida.
Mais do que apresentar produtos, as unidades Nike Well Collective foram concebidas para funcionar como ambientes de inspiração, aprendizado e relacionamento. A proposta inclui orientações sobre hábitos saudáveis, recuperação física, bem-estar mental e autocuidado, ampliando o papel tradicional do varejo. Outro diferencial é a presença de treinadores, especialistas em movimento e profissionais ligados ao universo da saúde e do bem-estar, que ajudam a tornar a experiência mais consultiva e personalizada. O conceito atende homens e mulheres e reforça a tendência de marcas que deixam de vender apenas produtos para atuar como parceiras na jornada de qualidade de vida dos consumidores.
Um dos principais exemplos desse novo modelo é a loja Nike Well Collective Eur, em Roma, na Itália, instalada no shopping Euroma2. O espaço materializa a estratégia da empresa de transformar o ponto de venda em um centro de experiência, comunidade e conexão.
La Carolina Island House, no Caribe, oferece experiências wellness de luxo
Startup holandesa cria colete inteligente para corredores
A startup holandesa RunSafePro desenvolveu um colete inteligente voltado à segurança de corredores em ambientes urbanos e percursos ao ar livre, com foco especial na proteção de mulheres. A proposta combina tecnologia vestível e monitoramento em tempo real para reduzir riscos durante atividades físicas realizadas sozinhas.
Em caso de queda ou situação de risco, o colete pode acionar alertas automáticos, ampliando a resposta rápida em situações de vulnerabilidade.
A iniciativa faz parte de um movimento crescente de tecnologias aplicadas ao bem-estar, em que dispositivos vestíveis deixam de ser apenas acessórios esportivos e passam a atuar como ferramentas de cuidado e prevenção.
O projeto reforça uma tendência global de inovação no esporte, em que segurança, conectividade e performance caminham juntas, especialmente no universo da corrida urbana.
NEW BALANCE TRANSFORMA PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ROMA EM EXPERIÊNCIA DE WELLNESS E CORRIDA
A New Balance levou o conceito de bem-estar e performance para um cenário inusitado ao transformar um dos espaços renascentistas mais emblemáticos de Roma no New Balance Run House. Realizado em março, o pop-up ocupou as históricas Corsie Sistine, criando uma experiência imersiva voltada para corredores e entusiastas do wellness.
O projeto foi dividido em dois ambientes principais. A Sala Lancisi concentrou atividades ligadas ao bem-estar, com sessões de meditação e momentos dedicados ao equilíbrio físico e mental. Já a Sala Baglivi foi voltada à performance esportiva, reunindo estações de fisioterapia, testes de produtos e esteiras para experimentação da coleção RC Apparel da marca.
A proposta reforça uma tendência crescente no mercado esportivo: a integração entre atividade física, recuperação, saúde mental e experiências de comunidade.
A programação incluiu ainda a Together Laps 5K, corrida exclusiva para mulheres realizada pelas ruas históricas da capital italiana, além de um encontro pós-prova organizado em parceria com comunidades locais de corrida.
A ação mostra como o conceito de wellness vem se tornando um dos principais pilares estratégicos das grandes marcas esportivas. Nesse novo cenário, correr deixou de ser apenas uma prática de desempenho para se transformar em uma experiência que conecta movimento, saúde mental, socialização e qualidade de vida.
ADIDAS FAZ CORRIDAS ENTRE OS CAMPOS DE CHÁ
Em uma das mais criativas ativações esportivas do ano, a Adidas transformou os caminhos de uma tradicional plantação de chá em Moganshan, na província de Zhejiang, na China, em uma pista de corrida cercada por paisagens exuberantes. Entre os terraços verdes que caracterizam a região, corredores participaram de uma experiência que uniu esporte, natureza e bem-estar, em sintonia com uma das principais tendências globais do mercado: a busca por atividades ao ar livre que promovam saúde física e mental.
Ao levar a corrida para um cenário pouco convencional, a Adidas transforma o exercício em uma vivência memorável, mostrando que o wellness contemporâneo passa não apenas pelo movimento, mas também pelo contato com a natureza e pela construção de experiências significativa
O PROTAGONISMO DAS MARCAS
A Oakberry é um dos exemplos brasileiros mais bem-sucedidos desse movimento. Ao transformar o açaí em um produto global associado à energia, saúde e performance, a empresa expandiu sua presença para dezenas de países.
Já a Bacio di Latte demonstra como wellness não está necessariamente ligado à restrição alimentar. A marca construiu sua reputação associando prazer, qualidade dos ingredientes, experiência e consumo consciente, reforçando a ideia de que bem-estar também envolve equilíbrio e momentos de satisfação.
Conhecida historicamente pela qualidade de seus gelatos artesanais, a marca lançou agora a linha Bacio Zero, com versões sem adição de açúcar de seus sabores clássicos e milkshakes proteicos, em um movimento que busca ampliar ocasiões de consumo e acompanhar a mudança de hábitos do público.
A novidade reúne os sabores Pistacchio, Cioccolato e Doce de Leite em versões sem adição de açúcar, além de incluir milkshakes Pro + Zero com 30 gramas de proteína por unidade.
Segundo a marca, os lançamentos preservam os mesmos ingredientes nobres e o processo artesanal já conhecido pelo consumidor, como creme de leite fresco, cacau e pasta de pistache.
Bacio do Latte lança linha zero
Mais do que ampliar portfólio, o lançamento reflete uma transformação no comportamento de consumo, em que prazer e equilíbrio deixam de ocupar lados opostos da rotina alimentar. A estratégia busca inserir a marca em novos momentos do dia a dia do consumidor, especialmente em ocasiões ligadas ao bem-estar e ao consumo funcional. “A Bacio di Latte sempre esteve associada à indulgência. Com Bacio Zero, mostramos que é possível ampliar essa
experiência para novos hábitos, sem abrir mão daquilo que fez a marca ser amada: o sabor”, afirma Fábio Medeiros, diretor de marketing da Bacio di Latte.
A Coca-Cola ampliou seu portfólio com versões de baixo ou nenhum açúcar, como a linha “três zero”, alinhada à demanda por redução de calorias e ingredientes. Na mesma direção, a PepsiCo vem reposicionando produtos icônicos. A marca Doritos passou a investir em variações com
PARA A PESQUISADORA BETH MCGROARTY, UMA DAS PRINCIPAIS ESPECIALISTAS MUNDIAIS NO TEMA, O WELLNESS PASSOU
A FAZER PARTE DAS ESCOLHAS DIÁRIAS DAS PESSOAS E INFLUENCIA PRATICAMENTE TODOS OS SETORES ECONÔMICOS
apelo funcional, como o Doritos Protein, além de ajustes em formulações e comunicação voltados a um consumidor mais atento à composição dos alimentos.
A Smart Fit ajudou a democratizar o acesso à atividade física em larga escala, transformando saúde e movimento em um negócio escalável e presente em diversos países da América Latina.
A Natura consolidou uma estratégia baseada em sustentabilidade, bem-estar e
conexão com a natureza muito antes de esses temas se tornarem centrais no mercado. Em comum, todas elas compreenderam que o consumidor contemporâneo valoriza marcas capazes de gerar impacto positivo em sua rotina.
NOVA GERAÇÃO DE HOTÉIS
O turismo wellness vive um dos ciclos de crescimento mais acelerados da indústria global de viagens. Segundo projeções do
Turismo wellness deve ultrapassar 1,4 bilhão de dólares até 2027
A NIKE DEU UM PASSO ALÉM DA VENDA DE PRODUTOS
AO LANÇAR INTERNACIONALMENTE O CONCEITO NIKE WELL COLLECTIVE, UM NOVO FORMATO DE LOJA DESENVOLVIDO PARA COLOCAR O BEMESTAR NO CENTRO DA EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR
O wellness deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar uma plataforma estratégica de crescimento. Em um ambiente competitivo marcado pela abundância de produtos e serviços, as empresas perceberam que a diferenciação passa cada vez mais pela capacidade de criar experiências significativas.
Mais do que vender, as marcas precisam gerar relevância. Mais do que oferecer produtos, precisam contribuir para a qualidade de vida dos consumidores.
Ao que tudo indica, o futuro do branding não será definido apenas pelo que as marcas produzem, mas pelo impacto positivo que conseguem gerar na vida das pessoas. O wellness deixou de ser tendência para se consolidar como uma das mais importantes estratégias de posicionamento da nova economia.
Global Wellness Institute (GWI), o segmento deverá registrar expansão média anual de 16,6% nos próximos anos, consolidando-se como uma das principais tendências do mercado turístico mundial.
Mais do que destinos de lazer, os hotéis passaram a desempenhar um papel estratégico na promoção da saúde física, mental e emocional dos viajantes. Em resposta a essa demanda crescente, empreendimentos ao redor do mundo vêm ampliando investimentos em experiências voltadas ao autocuidado, à longevidade,
ao equilíbrio emocional e à conexão com a natureza.
Nesse cenário, o La Coralina Island House, em Bocas del Toro, no Caribe panamenho, destaca-se como um exemplo da evolução do conceito de hospitalidade de bem-estar. Inaugurado em 2021, o empreendimento nasceu como um hotel boutique de luxo, mas rapidamente ampliou sua proposta para se tornar um verdadeiro refúgio.
A transformação acompanha uma mudança significativa no comportamen-
to do consumidor. Cada vez mais, turistas buscam experiências capazes de proporcionar reconexão consigo mesmos, desaceleração da rotina e práticas que promovam bem-estar integral — combinando corpo, mente e espiritualidade em ambientes cercados pela natureza.
A agenda inclui novas terapias integrativas, rituais inspirados em tradições ancestrais e retiros exclusivos conduzidos por terapeutas, especialistas e personalidades internacionais reconhecidas no universo do bem-estar.
O futuro do branding
Foto: Freepik
A revolução dos cafés especiais transforma hábitos de consumo, cria novos modelos de negócio e movimenta uma cadeia bilionária que vai do campo à experiência premium
Por Gláucia Arboleya
Café: do grão à experiência
Da origem à xícara: cultura, sabor e tendências
Durante décadas, o café foi tratado essencialmente como uma commodity agrícola. Produzido em larga escala, exportado para os principais mercados do mundo e consumido diariamente por milhões de pessoas, desempenhava um papel central na economia, mas discreto na percepção do consumidor. Essa realidade, no entanto, mudou profundamente.
Nas últimas décadas, o café deixou de ser apenas uma bebida para se transformar em experiência, cultura e valor agregado. O que antes era um hábito cotidiano passou a envolver escolhas relacionadas à origem dos grãos, métodos de preparo, sustentabilidade, design, tecnologia e identidade de marca. A cadeia produtiva se sofisticou, criando novas oportunidades de negócios e ampliando significativamente o valor econômico do setor.
Hoje, o mercado do café movimenta um ecossistema que vai muito além das fazendas e torrefações. Ele conecta agronegócio, indústria, varejo, gastronomia, hospitalidade, inovação, tecnologia e serviços, consolidando-se como uma das
cadeias mais dinâmicas da economia contemporânea.
Poucas empresas representam tão bem essa transformação quanto a Nespresso. Ao completar 40 anos, a marca tornou-se um dos principais cases globais de inovação aplicada ao consumo. Ao introduzir o conceito de café premium em cápsulas, ajudou a redefinir a relação do consumidor com a bebida e criou uma categoria que uniu conveniência, qualidade e sofisticação.
A ascensão desse modelo coincidiu com uma mudança de comportamento em escala global. Consumidores passaram a valorizar não apenas o produto final, mas também sua origem, os processos de produção, os critérios de sustentabilidade e a história por trás de cada xícara ou cada cápsula. O café passou a ser apreciado de forma semelhante ao vinho, com atenção crescente a terroir, perfil sensorial e rastreabilidade.
BRASIL AMPLIA PROTAGONISMO
TAMBÉM NO CONSUMO
A transformação não ficou restrita aos mercados internacionais. No Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, o
movimento foi igualmente expressivo.
Se durante décadas o consumo esteve associado principalmente ao hábito diário, hoje o brasileiro demonstra interesse crescente por cafés especiais. O resultado é a formação de um mercado interno cada vez mais sofisticado e relevante para a indústria.
Os números refletem essa evolução. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), 98% dos lares brasileiros consomem café regularmente. Em 2025, o país registrou consumo de 21,4 milhões de sacas, consolidando-se como o segundo maior mercado consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
O brasileiro consome, em média, cerca de 1.400 xícaras por ano — quase quatro por dia. No mesmo período, a indústria nacional de café movimentou R$ 46,2 bilhões, avanço de 25,6% em relação ao ano anterior.
OS 40 ANOS DA NESPRESSO E A CRIAÇÃO DE UMA NOVA CADEIA DE VALOR
É nesse contexto que os 40 anos da Nespresso ganham significado especial. Mais do que celebrar uma marca, o marco simboliza
uma transformação estrutural no mercado global de café. Em 2026, a Nespresso celebra ainda 20 anos de atuação no Brasil.
Somente neste ano, a marca inaugurou sete novas boutiques em mercados estratégicos, localizadas em João Pessoa, Natal, Campo Grande, Tamboré, Uberlândia, Piracicaba e Shopping Ibirapuera. A expansão acompanha o crescimento da demanda por cafés de alta qualidade e reforça a aposta da Nespresso no potencial do mercado brasileiro, um dos mais relevantes para a companhia na América Latina.
Como parte das comemorações, a Nespresso traz de volta ao mercado brasileiro o Lisbon Bica, edição limitada inspirada em um dos mais tradicionais rituais de consumo de café de Portugal. Integrante da coleção World Explorations, o blend homenageia a cultura cafeeira lisboeta ao reproduzir o perfil intenso e encorpado da tradicional “bica”, como os portugueses costumam chamar o café espresso. A cápsula também faz referência aos clássicos azulejos portugueses, reforçando a conexão entre café e identidade cultural.
Desenvolvido com uma combinação
de grãos Arábica e Robusta, predominantemente provenientes da Nicarágua e de El Salvador, o Lisbon Bica possui intensidade 10 e apresenta notas de especiarias, frutos secos, cereais tostados e amêndoas torradas, resultando em uma bebida marcante e de corpo elevado.
“Há 40 anos, a Nespresso conecta consumidores a diferentes culturas cafeeiras por meio da descoberta de origens, perfis sensoriais e rituais de consumo. O Lisbon Bica traduz essa proposta ao homenagear uma tradição tão presente no dia a dia dos portugueses”, afirma Marina Novelleto, gerente de Produtos e Inovações da Nespresso.
O café chega ao mercado em edição limitada, reforçando a estratégia da marca de transformar o consumo da bebida em uma jornada de experiências que conecta diferentes regiões e culturas do mundo por meio da xícara.
A Nestlé Nespresso S/A é pioneira e referência em cafés porcionados de alta qualidade. Ao criar uma proposta que combina praticidade, qualidade e experiência, a empresa contribuiu para acelerar mudanças que impactaram toda a cadeia produtiva. O
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café passou a ocupar um espaço mais nobre no cotidiano dos consumidores e abriu caminho para o surgimento de novos modelos de negócio.
O resultado foi a construção de uma cadeia de valor muito mais sofisticada. Cafeterias especializadas se multiplicaram, produtores passaram a investir em qualidade e diferenciação, marcas ampliaram iniciativas de rastreabilidade e sustentabilidade, enquanto equipamentos domésticos e soluções tecnológicas ganharam espaço nas residências.
A bebida deixou de ser apenas um produto de consumo recorrente para se tornar parte de um estilo de vida. Hoje, o mercado global de café movimenta bilhões de dólares e reúne desde pequenos produtores de cafés especiais até grandes multinacionais, em uma indústria que continua se reinventando e ampliando suas fronteiras. Mais do que uma commodity, o café tornou-se um ativo de valor, experiência e inovação — uma transformação que ajuda a explicar por que ele permanece, séculos depois, como um dos produtos mais relevantes da economia mundial.
AOS 40 ANOS, A NESPRESSO AJUDA A CONTAR A HISTÓRIA DE UMA DAS MAIORES REVOLUÇÕES DO CONSUMO CONTEMPORÂNEO. O CAFÉ DEIXOU DE SER APENAS UMA COMMODITY AGRÍCOLA PARA SE TORNAR EXPERIÊNCIA, INOVAÇÃO, TECNOLOGIA E UM DOS MERCADOS MAIS SOFISTICADOS DA ECONOMIA GLOBAL
CAFÉ, GESTÃO E LEGADO: A TRAJETÓRIA DE RENATO ISHIKAWA
Em um momento em que o café brasileiro ganha protagonismo não apenas pela produção, mas também pela qualidade e sofisticação, histórias como a de Renato Ishikawa ajudam a explicar como gestão, visão de longo prazo e inovação se tornaram fatores decisivos para o sucesso no agronegócio.
Executivo que construiu carreira em algumas das maiores multinacionais de tecnologia do mundo e figura conhecida no mercado imobiliário de Alphaville, Ishikawa levou para o campo os mesmos princípios que nortearam sua trajetória corporativa: disciplina, planejamento, eficiência e atenção aos detalhes.
Ex-CFO da Ericsson no Brasil e ex-presidente da NEC em um dos períodos mais importantes da expansão das telecomunicações no país, ele também é fundador da incorporadora CNL e proprietário da Fazenda Aliança, localizada em São João da Boa Vista, no interior paulista.
Ao longo de quase três décadas, a propriedade deixou de ser um refúgio de fim de semana para se transformar em uma operação agrícola de grande porte. Hoje, a Fazenda Aliança reúne mais de 1,5 milhão de pés de café, produção anual entre 10 mil e 12 mil sacas e forte presença no mercado internacional, com exportações para países como Japão, Itália e outros destinos da Europa. A atividade cafeeira convive com a pecuária de corte em um modelo produtivo altamente mecanizado e orientado por ganhos de eficiência.
“A fazenda começou como lazer, como um lugar para descansar. Sempre tive ligação com a área rural e já criava gado Nelore. Quando conheci a propriedade, em 1996, enxerguei potencial. Começamos com 67 alqueires e fomos ampliando aos poucos. A vocação para o café estava ali desde o início”, relembra.
A evolução da Fazenda Aliança reflete uma característica presente em toda a trajetória de Ishikawa: a gestão baseada em processos, controle financeiro e visão estratégica.
Sem recorrer a financiamentos, a propriedade ampliou produtividade e competitividade por meio de investimentos contínuos em irrigação, fertirrigação, mecanização e tecnologia aplicada ao campo.
“A expectativa é continuar expandindo a produção. No começo, fazia isso muito
mais por paixão. Hoje também existe uma análise de rentabilidade. O café se tornou um negócio extremamente competitivo e rentável”, afirma.
Mais do que acompanhar a evolução da cafeicultura brasileira, Ishikawa representa uma geração de empresários que enxerga o agronegócio como uma atividade cada vez mais profissionalizada, integrada às melhores práticas de gestão corporativa.
3 CORAÇÕES APOSTA NOS
ROBUSTAS
ESPECIAIS
A valorização dos cafés especiais brasileiros ganha um novo capítulo com o lançamento do Robusta Amazônico Gourmet Torrado e Moído, mais recente aposta da 3 Corações para o segmento premium.
Produzido com grãos 100% canéfora cultivados nas Matas de Rondônia, o Robusta Amazônico Gourmet expressa a identidade da região por meio de um perfil sensorial sofisticado. A bebida apresenta aroma intenso, corpo marcante e notas de mel e avelã, complementadas por nuances de chocolate, especiarias e elementos herbais, equilibrados por acidez suave e doçura natural.
Para Anderson Spada, Head de Marketing do Grupo 3 Corações, o lançamento representa um movimento importante de valorização da diversidade cafeeira nacional. “O Robusta Amazônico é um símbolo da evolução que estamos vivendo na cafeicultura brasileira. Os canéforas especiais do Brasil, e em especial os das Matas de Rondônia, vêm mostrando ao mundo que o país possui uma diversidade de origens e perfis que vai muito além do que já foi explorado”, afirma.
A projeção internacional desse movimento ganhou um palco simbólico em Nova York. Para celebrar o lançamento, a marca levou o Robusta Amazônico Gourmet ao evento Voa Brasil, idealizado pelo chef Alex Atala e realizado na véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
CAFETERIAS COMO NOVOS
ESPAÇOS DE NEGÓCIOS E CONVIVÊNCIA
As cafeterias deixaram de ser apenas pontos de consumo para assumir um papel cada vez mais estratégico na dinâmica urbana. Hoje, funcionam como ambientes de networking, reuniões informais, trabalho remoto e encontros profissionais. Em muitos casos, uma simples xícara de café
Foto: Divulgação/ Três Corações
Três Corações lança Robusta Amazônico Gourmet
tornou-se o ponto de partida para negociações, parcerias e decisões empresariais.
Esse movimento impulsiona a expansão das cafeterias especializadas em diversas regiões do país. Em Alphaville, um dos mais importantes polos empresariais e residenciais da Grande São Paulo, a tendência se fortalece acompanhando um público que valoriza qualidade, praticidade e experiências de consumo mais qualificadas.
É nesse cenário que a The Coffee prepara sua chegada à região. Com inauguração prevista para o segundo semestre, a rede aposta no potencial de Alphaville para consolidar sua presença em um mercado que segue em franca expansão.
A nova unidade, localizada na Alameda Araguaia, 101, representa uma evolução no conceito da marca. Com mais de 170 metros quadrados, o espaço foi concebido para atender diferentes momentos da rotina dos clientes, ampliando a proposta original de consumo rápido que ajudou a tornar a rede conhecida.
Ana Paula Morais, sócia-proprietária , conta que“ a unidade foi projetada para oferecer uma experiência moderna, prática e alinhada ao conceito da marca. A arquitetura segue a estética minimalista japonesa, criando uma conexão natural com o Sushinouveau, no mesmo endereço. A tecnologia é um dos pilares da operação: não trabalhamos com caixas tradicionais. Os pedidos são realizados diretamente em tablets, to-
tens de autoatendimento ou pelo aplicativo, com pagamentos 100% digitais”
Sobre o diferencial do espaço, Ana reforça que “está na combinação entre tecnologia, design e cafés especiais de alta qualidade. Trabalhamos com grãos 100% arábica, com pontuação superior a 82 pontos na linha White Bag e acima de 88 pontos em microlotes exclusivos da linha Black Edition. São cafés que apresentam doçura natural e notas sensoriais equilibradas, sem o amargor excessivo comum aos produtos tradicionais. Também contamos com produtores certificados e torra própria realizada em Curitiba, o que garante maior controle de qualidade e preservação das características dos grãos. Além dos cafés, apostamos em bebidas geladas, opções com matcha, sabores diferenciados como tonka e alternativas de leites vegetais para atender diferentes perfis de consumidores. O cardápio inclui ainda itens práticos para acompanhar a experiência, como croissants, pain au chocolat, pão de queijo, bolos e cookies”.
“É uma loja em que o cliente poderá consumir no local, encontrar amigos ou até mesmo fazer reuniões de trabalho”, explica Murilo Padilha, Country Manager Brazil da The Coffee.
Segundo o executivo, Alphaville reúne características que favorecem o crescimento do segmento de cafeterias premium. A combinação entre alta circulação de pessoas, forte concentração de empresas e um
consumidor que valoriza eficiência e qualidade cria um ambiente propício para novos investimentos.
“Existe uma busca cada vez maior por espaços que façam parte do cotidiano, seja para uma pausa rápida, encontros ou momentos de consumo mais intencionais. Vemos a região como um mercado com grande potencial, especialmente para conceitos que unem eficiência operacional, qualidade e experiência”, afirma.
Embora mantenha sua posição histórica como maior produtor mundial de café, o Brasil também avança na consolidação de um mercado consumidor mais sofisticado. O crescimento das cafeterias especializadas e o interesse crescente por cafés de alta qualidade são reflexos dessa evolução.
“O consumidor brasileiro está cada vez mais exigente e interessado em entender o produto que consome. Isso cria oportunidades para desenvolver uma cultura de consumo mais sofisticada e fortalecer ainda mais o mercado interno”, avalia.
Nesse contexto, a própria The Coffee atua como uma vitrine internacional para os cafés nacionais. Presente em diversos países, a marca leva grãos brasileiros a diferentes mercados, contribuindo para fortalecer a reputação do país não apenas como potência produtora, mas também como referência global em qualidade e inovação.
“Somos propagadores do café brasileiro para outros países, levando a qualidade do
RENATO ISHIKAWA: MORADOR DE ALPHAVILLE, EMPRESÁRIO DO MERCADO IMOBILIÁRIO E PROPRIETÁRIO DA FAZENDA ALIANÇA PRODUZ, MÉDIA ANUAL, DE 12 MIL SACAS DE CAFÉ NA FAZENDA ALIANÇA, QUE REÚNE MAIS DE 1,5 MILHÃO DE PÉS DE CAFÉS
Sobre a Nestlé Nespresso S/A
A Nestlé Nespresso S/A é pioneira e referência em cafés porcionados de alta qualidade. A empresa trabalha com mais de 157 mil agricultores em 18 países por meio de seu Programa Nespresso de Qualidade Sustentável, que visa incorporar práticas sustentáveis nas fazendas e paisagens ao redor. Com ações desde 2003, o programa ajuda a melhorar o rendimento e a qualidade das colheitas, garantindo um fornecimento sustentável de café de alta qualidade e melhorando os meios de subsistência dos agricultores e suas comunidades.
Inovação na xícara
Lançado no Brasil em 2021, o sistema Vertuo marcou uma nova etapa da Nespresso ao ampliar as possibilidades de consumo para além do espresso tradicional.
A tecnologia Centrifusion™ lê automaticamente o código de barras de cada cápsula e ajusta o processo de extração para realçar as características de cada café. O sistema permite preparar diferentes tamanhos de bebida, do espresso às versões maiores, combinando praticidade, qualidade e uma experiência personalizada para cada momento do dia.
Renato Ishikawa, morador e empresário de Alphaville, também é produtor de café
Foto: Thiago Henrique
Da Etiópia ao Brasil: a trajetória do grão que ajudou a moldar a economia brasileira
A história do café tem origem na Etiópia, no leste da África. Segundo a lenda mais conhecida, um pastor chamado Kaldi percebeu que suas cabras ficavam mais agitadas após consumir os frutos vermelhos de um arbusto. Embora a narrativa faça parte do imaginário popular, os registros históricos indicam que o cultivo e o consumo da bebida se consolidaram na Península Arábica, especialmente no atual Iêmen, entre os séculos XV e XVI.
A partir dos portos árabes, o café chegou à Europa no século XVII e rapidamente conquistou espaço nas grandes cidades. Cafeterias surgiram em centros como Londres, Paris e Viena, tornando-se pontos de encontro de comerciantes, intelectuais, artistas e políticos.
Com o crescimento da demanda global, as potências coloniais passaram a disputar o controle das mudas e sementes da planta. Foi nesse contexto que teve início a história do café no Brasil.
O “contrabando botânico”
A chegada do café ao país é cercada por um dos episódios mais emblemáticos da economia colonial brasileira. Em 1727, o militar português Francisco de Melo Palheta foi enviado à região da Guiana Francesa em uma missão diplomática. Sua tarefa oficial era auxiliar na resolução de disputas territoriais, mas havia um objetivo estratégico: obter mudas de café, cuja exportação era rigidamente controlada pelos franceses.
Segundo a versão mais difundida da história, Palheta teria conquistado a
simpatia da esposa do governador da Guiana Francesa, que lhe entregou discretamente sementes e mudas escondidas em um buquê de flores durante uma cerimônia de despedida.
Embora alguns detalhes permaneçam envoltos em lendas, historiadores concordam que as primeiras mudas chegaram ao Brasil sem autorização formal das autoridades francesas. Por isso, o episódio costuma ser descrito como um caso de “contrabando botânico”, prática relativamente comum entre impérios coloniais que disputavam plantas de alto valor econômico, como café, chá, cacau e especiarias.
De São Vicente ao império do café
As primeiras plantações foram estabelecidas no Pará. Inicialmente, o cultivo tinha caráter experimental e doméstico, mas logo a cultura se espalhou por diferentes regiões da colônia, alcançando Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em território paulista, São Vicente figura entre os primeiros locais a registrar o cultivo do café, ainda em pequena escala. O verdadeiro salto, porém, ocorreria décadas depois, quando as lavouras avançaram pelo Vale do Paraíba e, posteriormente, pelo Oeste Paulista.
No século XIX, o café transformou-se no principal motor da economia brasileira. A riqueza gerada pelo grão financiou ferrovias, portos, bancos, infraestrutura urbana e impulsionou o crescimento de cidades como São Paulo, que se consolidaria como o principal centro econômico do país.
produto nacional para unidades da marca ao redor do mundo”, conclui Padilha.
STERNA CAFÉ APOSTA NA DEMOCRATIZAÇÃO DAS LINHAS
ESPECIAIS
A evolução da cultura do café no Brasil abriu espaço para redes que unem qualidade, conhecimento e experiência. É nesse movimento que se insere a Sterna Café, com unidade na região (Avenida Alphaville, 779) criada a partir da visão dos fundadores Deiverson Migliatti e Fernanda Pizzorno após experiências em cafeterias ao redor do mundo.
“Eles perceberam que havia uma oportunidade de aproximar o público dos cafés especiais de forma mais acessível e democrática”, afirma Silvana Buzzi, CEO da Sterna Café.
BEAUMONT CAFÉ: CAFÉ X EXPERIÊNCIA
Inaugurado em março de 2022, o Beaumont Café, Avenida Pentágono, 90 e Avenida Andrômeda, 723 surgiu em um momento de forte valorização dos cafés especiais e da busca por experiências de consumo mais completas. A proposta da casa combina cafés de alta qualidade, gastronomia e hospitalidade em um ambiente pensado para promover encontros e momentos de convivência.
SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE CAFÉ (ABIC), 98% DOS LARES BRASILEIROS CONSOMEM CAFÉ REGULARMENTE. EM 2025, O PAÍS REGISTROU CONSUMO DE 21,4 MILHÕES DE SACAS, CONSOLIDANDO-SE COMO O SEGUNDO MAIOR MERCADO CONSUMIDOR DO MUNDO, ATRÁS APENAS DOS ESTADOS UNIDOS
Fundada em 2015, a marca iniciou sua expansão por franquias no ano seguinte e hoje soma 100 unidades em dez estados brasileiros. A meta é alcançar 130 lojas até o fim de 2026, mantendo uma estratégia baseada em crescimento estruturado e suporte aos franqueados.
No cardápio, o destaque fica para os cafés preparados com grãos 100% especiais e diferentes métodos de extração. A rede também desenvolve iniciativas como o projeto Grão Visitante, que apresenta periodicamente cafés de diferentes regiões produtoras do país.
Segundo Silvana, o crescimento do segmento reflete a evolução do consumidor brasileiro. “Ele quer saber de onde vem o grão, como o café é produzido e qual método de preparo valoriza melhor aquela bebida. Isso mostra um amadurecimento do mercado”, observa.
Segundo a sócia-proprietária, Andréia Felisberto, o projeto nasceu da paixão pelo universo da hospitalidade e pelo poder que o café tem de aproximar pessoas. “Sempre fui apaixonada por hospitalidade, gastronomia e pela capacidade que um bom café tem de conectar pessoas. O projeto nasceu para oferecer um ambiente acolhedor, elegante e inspirador”, afirma.
A empresária observa que o consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em conhecer a origem dos grãos, os processos de produção e as características sensoriais da bebida. Entre os destaques do cardápio está o V60 Beaumont, preparado com grãos especiais da Orfeu, além de outros métodos de extração e uma linha de confeitaria artesanal que complementa a experiência da casa. “Nos últimos dez anos houve uma grande evolução na forma como o café é percebido pelo consumidor brasileiro”, avalia Andréia. Para ela, o país já se consolida não apenas como potência produtora, mas também como um mercado cada vez mais relevante para os cafés de excelência.
Managing Director da NielsenIQ, Alfredo Lopes comenta chegada da empresa a Alphaville
Executivo defende uma liderança baseada em confiança, aprendizado contínuo e adaptação para enfrentar as transformações do mercado
Por Gláucia Arboleya e Aliz Lambiazzi
MUITAS ORGANIZAÇÕES FRACASSAM
PORQUE
CONTINUAM OLHANDO PARA O FUTURO COM AS FERRAMENTAS DO PASSADO
Com mais de duas décadas de trajetória na NielsenIQ, Alfredo Lopes Costa construiu uma carreira marcada pelo relacionamento com clientes, pela visão estratégica e pelo desenvolvimento de equipes. Formado em Administração pela FAAP e com MBA em Business Management pela FIA-USP, o executivo acumulou experiências em diferentes áreas da companhia e também no mercado internacional, onde liderou a operação comercial da Austrália e da Nova Zelândia entre 2017 e 2020.
Atualmente como Managing Director da NielsenIQ Brasil para o segmento de bens de consumo de alta rotatividade (FMCG), Alfredo é responsável por fortalecer o relacionamento com varejistas e fabricantes, além de liderar as equipes na geração de valor e crescimento para os clientes. Presente em dezenas de países, a NielsenIQ é uma das maiores empresas globais de inteligência do consumidor e dados de mercado, oferecendo informações e análises que apoiam a tomada de decisões estratégicas da indústria e do varejo.
Em meio às rápidas transformações tecnológicas e às novas demandas do ambiente corporativo, o executivo acredita que o principal papel de um líder é preparar pessoas para o futuro. Essa visão tem acompanhado também a fase atual da companhia, que iniciou em 2026 a transferência de suas operações de Cotia para Alphaville, no Evolution Corporate, que fica na Alameda Xingu, 512. A mudança busca ampliar a integração entre as equipes e aumentar a sinergia com outras empresas do grupo, fortalecendo a colaboração e a produtividade.
Nesta entrevista à Revista Efe., Alfredo Lopes Costa fala sobre liderança, gestão de talentos, inovação e os desafios de construir organizações capazes de crescer de forma sustentável em um cenário de mudanças constantes.
efe. - Como você define seu estilo de liderança e quais valores considera fundamentais na gestão de equipes de alta performance?
Alfredo Costa - Eu acredito em uma liderança baseada em confiança, autonomia e responsabilidade. Gosto de formar equipes com pessoas talentosas e dar espaço para que elas tomem decisões e se desenvolvam. Ao mesmo tempo, é importante que todos tenham clareza sobre os objetivos e sobre o impacto do seu trabalho para o cliente e para o negócio. Transparência, ética, curiosidade intelectual e colaboração são valores que considero fundamentais para construir equipes de alta performance de forma sustentável.
efe. - Na sua visão, quais são os maiores desafios da liderança contemporânea quando o assunto é gestão de pessoas?
Alfredo Costa - O principal desafio é liderar em um ambiente de mudanças cada vez mais rápidas. As pessoas esperam desenvolvimento constante, propósito e flexibilidade, enquanto as empresas precisam manter produtividade e capacidade de execução. O líder moderno precisa equilibrar esses fatores, criar um ambiente de confiança e, ao mesmo tempo, preparar as equipes para aprender continuamente. Hoje, mais do que gerenciar processos, liderar significa desenvolver pessoas.
efe. - Como equilibrar resultados de curto prazo com estratégias de longo prazo em uma companhia que atua em um setor tão dinâmico?
Alfredo Costa - Esse equilíbrio é um exercício permanente. O curto prazo é importante porque nossos clientes precisam de respostas rápidas para tomar decisões. Mas, ao mesmo tempo, não podemos perder de vista os investimentos que vão sustentar o crescimento da empresa daqui a cinco ou dez anos. Tecnologia, inovação, ampliação da cobertura de dados e desenvolvimento de talentos são exemplos de iniciativas que exigem visão de longo prazo. O segredo é executar o presente sem comprometer o futuro.
efe. - A Nielsen passa por um processo contínuo de evolução tecnológica. Como a empresa prepara suas equipes para acompanhar essas mudanças?
Alfredo Costa - A preparação passa por três pilares: capacitação contínua, exposição às melhores práticas globais e incentivo à experimentação. Investimos muito em treinamento e em troca de experiências entre mercados. Além disso, buscamos aproximar nossos profissionais das transformações que estão acontecendo no varejo e na tecnologia para que eles não apenas acompanhem as mudanças, mas sejam protagonistas delas. A tecnologia evolui rapidamente, mas a capacidade de aprender continua sendo o principal diferencial.
efe. - O que diferencia uma empresa capaz de crescer de forma consistente daquelas que ficam pelo caminho?
Alfredo Costa - A capacidade de adaptação. Empresas que crescem de forma consistente conseguem entender as mudanças do mercado, ouvir seus clientes e se reinventar quando necessário. Muitas organizações fracassam porque continuam olhando para o futuro com as ferramentas do passado. Na NielsenIQ, buscamos constantemente evoluir nossa oferta para antecipar tendências e ajudar nossos clientes a fazer o mesmo.
O EXECUTIVO FALA SOBRE LIDERANÇA, GESTÃO DE TALENTOS, INOVAÇÃO E OS DESAFIOS DE CONSTRUIR ORGANIZAÇÕES CAPAZES DE CRESCER DE FORMA SUSTENTÁVEL EM UM CENÁRIO DE MUDANÇAS CONSTANTES
efe. - Qual foi a decisão mais desafiadora da sua trajetória como líder e quais aprendizados ela deixou?
Alfredo Costa -As decisões mais difíceis normalmente envolvem transformação. Liderar mudanças exige explicar constantemente o porquê das decisões, ouvir as preocupações das pessoas e manter o time alinhado em torno de um objetivo comum. Aprendi que mudanças bem-sucedidas acontecem quando existe comunicação clara, transparência e confiança. Nenhuma transformação acontece apenas por tecnologia; ela depende fundamentalmente das pessoas.
efe. - Ao olhar para os próximos cinco anos, quais são as prioridades da Nielsen em termos de expansão, inovação e desenvolvimento de talentos?
Alfredo Costa - Nossa prioridade continua sendo ampliar nossa capacidade de oferecer uma visão cada vez mais completa do mercado. Isso significa expandir cobertura, incorporar novas fontes de dados, aprofundar o uso de inteligência artificial e continuar investindo em inovação. Ao mesmo tempo, queremos atrair e desenvolver os melhores talentos, porque são eles que transformam dados em conhecimento e conhecimento em decisões estratégicas para os nossos clientes.
efe. - Que conselho você daria para executivos e empreendedores que desejam liderar grandes projetos e construir organizações duradouras?
Alfredo Costa - Tenha curiosidade permanente e disposição para aprender. O mundo muda rápido demais para que alguém acredite que já sabe tudo. Também é fundamental cercar-se de pessoas melhores do que você em diferentes áreas e construir uma cultura baseada em confiança e propósito. No longo prazo, empresas duradouras são construídas por equipes fortes, capazes de aprender, se adaptar e executar com excelência.
DUCA ÁUREA
DA MODA AO MERCADO IMOBILIÁRIO, A EMPRESÁRIA TRANSFORMOU VISÃO, TRABALHO E RELAÇÕES DE CONFIANÇA EM UMA TRAJETÓRIA MARCADA
PELA LONGEVIDADE DOS NEGÓCIOS, PELA FORMAÇÃO DE PESSOAS E PELA CAPACIDADE DE ATRAVESSAR GERAÇÕES SEM PERDER A ESSÊNCIA
Por Gláucia Arboleya Fotos Omar Paixão
Em um ambiente de negócios marcado pela velocidade das transformações, pela inovação constante e pela necessidade permanente de adaptação, poucas histórias conseguem atravessar décadas mantendo relevância, credibilidade e capacidade de crescimento. Mais raras ainda são aquelas que conseguem transformar trabalho em legado. A trajetória de Áurea Duca, empresária e moradora de Alphaville, é uma dessas histórias.
Reconhecida nacionalmente por sua atuação à frente da Gregory, uma das mais tradicionais marcas de moda feminina do Brasil, atualmente com 45 lojas no país, a empresária construiu uma carreira baseada em princípios que resistiram ao tempo, às mudanças econômicas e às transformações do varejo: trabalho, disciplina, comprometimento, visão de longo prazo e respeito pelas pessoas. O nome Gregory foi escolhido em homenagem ao seu pai, que se chamava Gregório da Silva Duca.
Ao longo de mais de quatro décadas, Áurea não apenas consolidou uma marca presente na vida de milhares de brasileiras. Construiu uma cultura empresarial, formou profissionais, desenvolveu novos negócios e transformou oportunidades em empreendimentos sólidos e duradouros.
Sua história começa muito antes das vitrines, das lojas e dos investimentos imobiliários.
Nascida em Ibitira, na Bahia, Áurea carrega consigo as referências que moldaram sua visão de mundo e sua forma de empreender. Filha de uma família numerosa, cresceu ao lado dos pais e de seis irmãos em uma infância que define como marcada pela simplicidade, pelos valores familiares e por muitas lembranças felizes.
Foi ainda nos primeiros anos de vida que surgiram os ensinamentos que, mais tarde, influenciariam diretamente sua carreira. Com a mãe, aprendeu os primeiros passos da costura. Com o pai, desenvolveu o olhar para os negócios. Duas habilidades que se complementariam ao longo de sua vida profissional e ajudariam a construir as
NASCIDA EM IBITIRA,
NA BAHIA, ÁUREA CRESCEU AO LADO DOS PAIS E DE SEIS
IRMÃOS
EM UMA INFÂNCIA QUE DEFINE COMO MARCADA PELA SIMPLICIDADE, PELOS VALORES FAMILIARES E POR MUITAS LEMBRANÇAS FELIZES
bases de sua atuação tanto no varejo de moda quanto no mercado imobiliário.
Quando ainda era adolescente, sua família saiu da Bahia e se mudou para Jandira. Vieram tentar uma vida melhor. “Eu passava horas embaixo da máquina de costura da minha mãe. Ela costurava para ajudar na renda de casa. Até que eu comecei desenhar moldes e ela costurava para mim bonequinhas de pano”, contou. Áurea sempre teve uma veia empreendedora. “Desde o meu primeiro trabalho, quando tinha uns dezessete anos, eu guardava parte do salário para investir”, disse.
A relação com Alphaville aconteceu muito antes de a região se consolidar como um dos principais polos residenciais e empresariais do país. O vínculo nasceu quando Áurea visitava, aos fins de semana, as obras do residencial Alphaville 1. Naquela época, o local representava um projeto de futuro. Com o passar dos anos, transformou-se em realidade. “Era um sonho fazer parte desse lugar. Hoje me sinto muito bem aqui”, resume.
Ao longo das décadas, ela transformou
esses aprendizados em uma carreira pautada pela disciplina, pela observação e pela capacidade de identificar oportunidades. Sua atuação à frente dos negócios patrimoniais sempre foi conduzida por uma filosofia de crescimento sustentável, baseada em recursos próprios e na construção gradual de valor. “Pretendo continuar no mesmo ritmo, com crescimento moderado e sustentável, tanto na Gregory quanto nos negócios imobiliários”, afirma.
Sua concepção de liderança também reflete uma visão prática e construída pela experiência. Para ela, liderar não é uma posição que se conquista, mas uma consequência natural do trabalho e do exemplo “Liderança é consequência de saber fazer e continuar servindo de exemplo para os colaboradores.”
Ao mesmo tempo, demonstra abertura permanente para a inovação. Em um mercado cada vez mais impactado pela transformação digital, acredita que a capacidade de adaptação é fundamental para a longevidade dos negócios. “Sempre procuro aceitar o que vem de novo e buscar formas de implantar tecnologia e inovação nas empresas.”
Quando questionada sobre legado, porém, Áurea prefere não olhar para trás. Seu foco permanece voltado para o trabalho e para a construção diária. “Não penso em legado. Quero continuar trabalhando e fazendo o que gosto. Me sinto feliz onde estou.”
Talvez justamente por isso sua história tenha conquistado relevância ao longo do tempo. Para Áurea, o sucesso nunca foi um objetivo isolado, mas uma consequência natural da dedicação, da perseverança e da paixão pelo que faz. “Tudo é consequência do que fazemos com amor. E mesmo quando não dá certo, continuamos tentando até dar certo.”
A VISÃO EMPRESARIAL DE ÁUREA NUNCA SE MANTEVE RESTRITA A UM ÚNICO MERCADO. ATUALMENTE, A EMPREENDEDORA SEGUE NO RAMO DA MODA E IMOBILIÁRIO
Uma filosofia simples, mas que ajuda a explicar como uma menina do interior da Bahia transformou trabalho, determinação e visão empreendedora em uma das trajetórias empresariais mais respeitadas de sua geração.
Em um ambiente empresarial cada vez mais desafiador, marcado por transformações aceleradas, novas tecnologias e mudanças constantes no comportamento do consumidor, construir uma empresa já representa uma conquista relevante. Mantê-la sólida e competitiva por décadas é um feito para poucos. Transformá-la em legado é ainda mais raro.
UMA PARCERIA CONSTRUÍDA
SOBRE CONFIANÇA
Grande parte dessa história foi construída ao lado de Albino de Oliveira Nunes, seu esposo falecido. Companheiros na vida e nos negócios, os dois compartilharam sonhos, desafios e conquistas durante décadas, desenvolvendo empreendimentos em diferentes segmentos e construindo uma relação baseada em confiança, respeito e visão estratégica.
Ao longo dos anos, a capacidade de transformar oportunidades em realizações tornou-se uma das marcas dessa jornada conjunta.
Essa visão ajudou a construir empresas, ampliar horizontes e consolidar uma história empresarial pautada pela consistência e pela busca permanente por crescimento sustentável.
O INÍCIO DE UMA MARCA QUE ATRAVESSARIA GERAÇÕES
No início da década de 1980, nasceu o projeto que mudaria definitivamente a vida da empresária. A primeira loja da Gregory foi inaugurada em uma sobreloja de aproximadamente 90 metros quadrados na Rua João Cachoeira, no Itaim Bibi, em São Paulo. O espaço era simples, o acesso acontecia por uma longa escada. “Como era sobreloja, eu descia com as calças no braço e ia lá embaixo na rua oferecer e trazer os clientes”, lembra.
Nada indicava que daquele endereço surgiria uma das marcas mais respeitadas da moda feminina brasileira. Mas Áurea pos-
suía algo fundamental para qualquer empreendedor: a capacidade de enxergar além das circunstâncias do presente. Ela acreditava no potencial do negócio e, principalmente, acreditava que trabalho consistente seria capaz de transformar sonhos em realidade. Cada cliente conquistada representava uma vitória. Cada coleção lançada simbolizava um novo passo na construção da marca. Para rejuvenescer a companhia, Áurea convocou a filha, Andrea Duca, hoje também à frente da direção geral da empresa, que colocou em curso uma grande transformação. “Ela implantou a venda por e-commerce. Eu não acreditava e hoje é um dos nossos maiores faturamentos”, conta Áurea. Andrea lembra que sua entrada na Gregory aconteceu de forma natural. “Desde pequena eu acompanhava minha mãe e depois que me formei na faculdade passei a trabalhar na empresa”. “A Andréa conhece todo o negócio, está na direção, é ela também que faz a interface, que fala diretamente com nossas consumidoras. E, assim, eu tenho mais tempo para me dedicar também aos meus negócios imobiliários, minha empresa GRG Empreendimentos Imobiliários (leia abaixo) que eu adoro”, destaca a empresária. Sem atalhos, a Gregory cresceu de forma gradual e sustentável, conquistando espaço em um dos segmentos mais competitivos do varejo nacional. O que começou como uma pequena loja tornou-se uma referência de elegância, qualidade e credibilidade. Mais do que moda, uma relação de confiança.
QUANDO FALA SOBRE SUCESSO, ELA RARAMENTE CONCENTRA SUA NARRATIVA EM NÚMEROS. PREFERE FALAR SOBRE PESSOAS, SOBRE PROFISSIONAIS QUE AJUDOU A
FORMAR, EQUIPES QUE CRESCERAM
AO SEU LADO, COLABORADORES QUE
ENCONTRARAM OPORTUNIDADES
PARA DESENVOLVER SUAS CARREIRAS
Andrea Duca, filha de Áurea, também integra a direção geral da Gregory
Áurea sempre acreditou que o maior patrimônio de uma empresa não está apenas em seus ativos ou resultados financeiros, mas na relação de credibilidade construída junto aos clientes.
Ao longo dos anos, a Gregory acompanhou diferentes fases da vida de milhares de mulheres brasileiras. Essa conexão emocional ajudou a consolidar a marca como uma das mais respeitadas do segmento.
Hoje, ao completar 45 anos de história, a Gregory representa muito mais do que uma empresa de moda. Representa a materialização de uma visão empreendedora construída com perseverança, paixão e propósito.
A
CAPACIDADE
DE EMPREENDER ALÉM DAS FRONTEIRAS
A visão empresarial de Áurea e Albino nunca esteve restrita a um único mercado. O casal participou da criação e do desenvolvimento de diferentes negócios, demonstrando uma capacidade rara de identificar oportunidades e construir valor em setores distintos. Entre essas iniciativas está a criação da Quinta do Marquês, empreendimento que ampliou a atuação empresarial da família e reforçou sua vocação para desenvolver projetos sólidos e duradouros.
Após consolidar sua carreira no varejo de moda, Áurea iniciou uma nova fase voltada ao desenvolvimento patrimonial e ao mercado imobiliário. Nascia a GRG Negócios Imobiliários. A empresa representa uma evolução natural para quem sempre enxergou os negócios sob a perspectiva da construção de valor duradouro.
Mais do que investir em ativos imobiliários, Áurea passou a direcionar sua experiência para projetos capazes de contribuir para a valorização urbana, o desenvolvimento regional e a preservação patrimonial. A bagagem acumulada em décadas de empreendedorismo tornou-se um diferencial importante nessa nova etapa.
Ao longo de sua carreira, Áurea sempre acreditou que grandes realizações dependem da construção de relações sólidas. Essa visão explica a importância atribuída às parcerias desenvolvidas ao longo dos anos. Entre elas destaca-se a relação com a MPD Engenharia, construtora reconhecida pela qualidade de seus empreendimentos e pela credibilidade construída no
mercado, com foco em Alphaville e região. A empresária entra com os terrenos e a MPD com a realização dos projetos/obras. Segundo a construtora, já foram três empreendimentos entregues (Soul Itapecuru, Level Alphaville e Neo Alphaville), há mais quatro em obras (Andrômeda, Terrah Alphaville, Florà Alphaville e Reffugio 359) e vem um futuro lançamento em breve, na Avenida Andrômeda, 262.
A convergência de valores, a busca pela excelência e o compromisso com resultados sustentáveis deram origem a uma parceria baseada em confiança e objetivos compartilhados.
O LEGADO QUE PERMANECE
Quando fala sobre sucesso, Áurea Duca raramente concentra sua narrativa em números. Prefere falar sobre pessoas, sobre profissionais que ajudou a formar, equipes que cresceram ao seu lado, colaboradores que encontraram oportunidades para desenvolver suas carreiras, clientes que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas, relações construídas com respeito e confiança.
Juliane Lima, colaboradora há 20 anos, relembra que conheceu a Áurea aos 18
anos. “ Hoje, ao olhar para minha história dentro da Gregory, sinto uma profunda gratidão por tudo o que vivi e aprendi. Mais do que uma empresária admirável, Dona Áurea é uma inspiração para todos que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado.
Seu legado não está apenas nas empresas que construiu, mas também nas vidas que ajudou a transformar. Tenho orgulho de fazer parte dessa história e de carregar comigo os ensinamentos de uma mulher que marcou tantas vidas de forma tão positiva”.
Talvez esteja justamente aí o maior segredo de sua longevidade empresarial. Porque, ao final, seu legado não está apenas nas empresas que ajudou a construir, nas marcas que consolidou ou nos negócios que desenvolveu. Está nas oportunidades que criou, nas vidas que impactou e na capacidade de demonstrar que empreender é, acima de tudo, construir algo que continue gerando valor muito além do próprio tempo.
Em uma época em que a velocidade costuma ser celebrada, a trajetória de Áurea Duca reafirma a importância da consistência. Mais do que construir empresas, ela construiu uma história. Mais do que alcançar resultados, construiu confiança. Mais do que empreender, construiu um legado.
O NOME GREGORY É UMA HOMENAGEM AO PAI DE ÁUREA DUCA, QUE SE CHAMAVA GREGÓRIO. A GRG NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS TAMBÉM É REFERÊNCIA À MARCA
Marca conta com mais de 40 lojas no país
Vanessa Pedrosa Fonoaudióloga especialista em voz e performance comunicativa
Comunicação que posiciona: preparo como estratégia de valor
Profissionais técnicos e líderes atuam com frequência em apresentações corporativas e eventos, contextos em que a forma de apresentar uma ideia define a percepção de valor sobre o profissional e a empresa que ele representa. Trata-se, portanto, de uma competência que envolve comunicação e técnica de apresentação. A forma como o público percebe essa entrega passa a ser critério de avaliação da credibilidade e do valor do negócio.
Nesse mês de maio, participei da preparação de profissionais em 4 grandes eventos: comerciais, feiras de tecnologia e Summit. Também estive presente em diversos eventos relevantes de tecnologia, inovação, energia e financeiro. Em cada evento, presenciei performances incrivelmente competentes e outras muito fracas. Profissionais bem-preparados estruturam a narrativa com preci-
são, ensaiam e alinham forma e conteúdo. Eles nunca falam de improviso. Chegam preparados, organizam a narrativa com precisão e fazem uma apresentação com desempenho consistente.
Em contraste, também são recorrentes situações que comprometem resultados: domínio técnico sem estrutura de fala, descuido com a imagem no palco, tensão que interrompe o raciocínio, apresentações em outro idioma sem preparo suficiente e escolhas visuais desalinhadas ao contexto.
Desvios de apresentação não estão relacionados à falta de conhecimento técnico sobre comunicação, já que em sua maioria está disponível em qualquer lugar, mas à ausência de método e reconhecimento da responsabilidade de seu posicionamento. Então eu trouxe um roteiro de ações que podem te salvar na hora de se preparar para essas situações.
1. CONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA NARRATIVA
Defina com clareza o objetivo da apresentação. O que o público precisa entender ao final? Organize as ideias na estrutura de fala oral e leia em voz alta para ajustar a fluidez. A abertura deve ser direta: tema, contexto e caminho da exposição.
2. PRECISÃO LINGUÍSTICA
Revise a gramática e a pronúncia, especialmente em outro idioma. A fala precisa ser compreensível. Articule bem e controle a velocidade.
3. CLAREZA NA CONSTRUÇÃO
Frases curtas, com uma ideia por sentença, garantem organização do raciocínio e melhor compreensão de quem escuta.
4. ENSAIO E ANÁLISE CRÍTICA
Grave, escute e corrija. Ajuste o tempo com margem. Esse processo revela excessos, falhas de lógica e oportunidades de melhora. A proposta aqui não é decorar, mas aprender a organizar o pensamento na fala.
5. APOIO VISUAL PROPORCIONAL O slide deve ser bem apresentado, com organização e legibilidade. Evite excesso de informação. Slides apoiam a fala, não substituem. Lembre-se também que um material visual sofisticado não supera uma entrega frágil.
6. ANCORAGEM INICIAL
Memorizar as primeiras frases pode te oferecer estabilidade nos segundos iniciais, quando a tensão tende a ser maior.
7. PREPARAÇÃO VOCAL E PRESENÇA
Respiração e aquecimento vocal ampliam projeção, clareza e controle. O aquecimento vocal também ajuda a manter o controle emocional. Escolha sua roupa e acessórios com atenção. Ela deve estar de acordo com o evento, sua posição como participante.
Imagem
gerada por I.A.
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Ecovias prepara pacote de obras e tecnologia para Castello Branco mais eficiente
Concessionária prevê novas alças, marginais, faixas adicionais e monitoramento inteligente ao longo dos próximos anos
Por Gláucia Arboleya
Motoristas que circulam diariamente pela Rodovia Castello Branco já perceberam as mudanças na mobilidade de Alphaville, Barueri e região. Com a entrega gradual de obras de remodelação viária da rodovia e a implantação de novas tecnologias de monitoramento, a expectativa da Ecovias Raposo Castello é que os investimentos resultem em ganhos significativos de fluidez, segurança e redução dos tempos de deslocamento nospróximos anos.
Embora os projetos, estudos iniciais e obras tenham sido desenvolvidos pela antiga concessionária, a ViaOeste, Grupo Motiva, a Ecovias Raposo Castello assumiu a operação da rodovia com o desafio de ampliar os benefícios para os usuários. De acordo com a ViaOeste, a conclusão total das intervenções acontecerão até 30 de junho.
“A entrega de algumas frentes de obras, como a ponte Guilherme de Almeida e o novo acesso à Alameda Rio Negro/Avenida Tamboré, já demonstra resultados práticos na organização dos fluxos. A nova alça organizou o tráfego, melhorando a fluidez. O objetivo central destas intervenções é mudar a dinâmica veicular na região, separando o tráfego de longa distância do tráfego local de curta distância, o que naturalmente amplia a capacidade da via expressa e reduz os tempos de deslocamento”, disse Igor Barros, Diretor Superintendente da Ecovias Raposo Castello.
NOVAS ALTERNATIVAS PARA ALPHAVILLE E BARUERI
No sentido interior, a liberação do novo trecho da marginal oeste, entre os quilômetros 23 e 25, já contribuiu para melhorar o fluxo na pista expressa, segundo a empresa. Outro destaque é o novo acesso à Alameda Xingu, em direção à Via Parque, criando uma alternativa para motoristas com destino a Barueri e Alphaville.
Também foram liberados o acesso à Rua da Prata, em direção ao centro de Barueri e ao Museu das Artes, além da conexão do acesso 26B ao Rotary. Já para quem segue sentido capital, a nova marginal na altura do km 25,5 passou a oferecer mais
uma rota de acesso a Alphaville, contribuindo para distribuir melhor o volume de veículos.
INVESTIMENTOS ATÉ 2029
O cronograma de melhorias não termina com as obras já entregues pela ViaOeste. A Ecovias prevê a implantação de duas novas alças de acesso à rodovia Castello Branco e a implantação de aproximadamente 500 metros de via marginal, na região de Carapicuíba. Entre Barueri e Araçariguama serão implementadas faixas adicionais em ambos os sentidos até 2029.
Em Barueri, do km 21 ao km 26, serão instaladas duas passarelas, com ampliação da ponte sobre o Rio Tietê, além da implantação de duas novas alças: uma no km 22,2 e outra no 22,8. Já no km 32,2, serão mais 500 metros de marginais a reconstrução de uma passarela, além de câmeras de revitalização e iluminação. Na região de Itapevi, no km 32,25, estão previstas 43,78 km de faixa adicional em pista dupla, a reconstrução de um dispositivo de entroncamento nos km 20,9 e km 36, a implantação de um dispositivo de entroncamento no km 46,6, entre outras ações.
TECNOLOGIA PARA MONITORAR O TRÂNSITO EM TEMPO REAL
Além das intervenções físicas, a Ecovias aposta em tecnologia para melhorar a gestão do tráfego. Atualmente, 45 câmeras monitoram a rodovia, além de quatro viaturas equipadas com sistemas de videomonitoramento conectados ao Centro de Controle Operacional (CCO). Até setembro, outras 177 câmeras entrarão em operação, garantindo cobertura total do trecho administrado pela concessionária. A empresa também está implantando sensores inteligentes de tráfego e sistemas de análise de vídeo capazes de monitorar volume de veículos, velocidade média e condições de circulação em tempo real. “Com essa estrutura, a Ecovias Raposo Castello reafirma seu compromisso em transformar a Castello Branco em uma rodovia ainda mais eficiente e conectada às necessidades de desenvolvimento de Barueri e região.”, afirma Igor.
INTERVENÇÕES REALIZADAS PELA ANTIGA ADMINISTRADORA CCR VIAOESTE SERÃO TOTALMENTE ENTREGUES ATÉ O PRÓXIMO DIA 30
Igor Barros, Diretor Superintendente da Ecovias Raposo Castello
Foto: Thiago
Henrique
AREA Alphaville promove cursos gratuitos para fortalecer a segurança nas empresas da região
AAREA Alphaville mantém seu compromisso com a qualificação profissional e a promoção de ambientes corporativos mais seguros por meio da realização de cursos gratuitos voltados aos trabalhadores que atuam no Centro Empresarial e Residencial Alphaville.
As capacitações abrangem áreas essenciais para a prevenção de acidentes e o atendimento a situações de emergência, incluindo Técnicas de Portaria, Brigada de Incêndio e Primeiros Socorros. O objetivo é preparar profissionais para agir com rapidez, segurança e eficiência diante de ocorrências que possam colocar em risco pessoas e patrimônios.
Entre os destaques está o curso de Primeiros Socorros e Combate a Incêndio, que combina atividades teóricas e práticas conduzidas por instrutores especializados. Ao longo da formação, os participantes recebem orientações sobre prevenção de riscos, atendimento inicial a vítimas, procedimentos de emergência e combate a princípios de incêndio.
Além de contribuir para a proteção das pessoas, a iniciativa auxilia as empresas na redução de riscos operacionais, preservação do patrimônio, continuidade das
atividades e atendimento às exigências legais relacionadas à segurança. A formação também reforça a cultura de prevenção e a importância da preparação adequada para situações emergenciais.
Segundo a AREA Alphaville, investir na capacitação dos profissionais é uma forma de ampliar a segurança coletiva e fortalecer a responsabilidade das organizações com seus colaboradores, visitantes e prestadores de serviços.
SErVIÇO
Curso: Primeiros Socorros e Combate a Incêndio
Inscrições: limitadas a até quatro participantes por empresa
Certificação: certificado de conclusão ao final do curso
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CasaCor SP 2026: um retorno ao essencial no Parque da Água Branca
Em sua 39ª edição, a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas retorna pelo segundo ano consecutivo ao tradicional parque paulistano, transformando-o em um percurso de descobertas, emoções e reflexões sobre a forma como vivemos e habitamos os espaços
Por Aliz Lambiazzi
‘Arena do Conhecimento’, espaço do Senac criado pelo arquiteto Guto Requena
O VISITANTE NÃO ENTRA E SAI DE PROJETOS, ELE ATRAVESSA ATMOSFERAS. E O CONVITE É BEM CLARO: SIGA EM FRENTE. É ASSIM QUE SE TRANSPASSA OS CERCA DE 70 AMBIENTES DESTA EDIÇÃO, CADA QUAL COM PERSONALIDADE E APELO PRÓPRIOS
Há lugares em que a arquitetura parece perder a condição de objeto para se tornar experiência. Na CasaCor São Paulo 2026 essa sensação é constante. Em sua segunda edição consecutiva no Parque da Água Branca, a mostra se estabelece como um percurso em que natureza, memória e criação contemporânea se atravessam sem hierarquia.
O caminhar não é apenas deslocamento. É transição de estados. A cada ambiente muda a luz, o som, o ritmo e a percepção do espaço. O visitante não entra e sai de projetos, ele atravessa atmosferas. E o convite é bem claro: siga em frente. É assim que se transpassa os cerca de 70 ambientes desta edição, cada qual com personalidade e apelo próprios.
Nomes consagrados da arquitetura e da decoração se unem a marcas que patrocinam o evento. Dentre os mais conhecidos estão Nildo José, cujo espaço explora a linguagem cromática da Coral, e Dado Castello Branco e Guilherme Castello Branco, que reinterpretam a relação entre corpo e conforto em um ambiente criado para a Deca. A experiência se amplia com Marcelo Salum à frente da Casa Brastemp, em uma leitura mais pop e cotidiana do morar, enquanto Felipe Carolo assina a Casa Jacob para o Itaú Personnalité, explorando novas formas de habitar.
No campo da inovação e do pensamento contemporâneo, Guto Requena, em parceria com o Senac-SP, estrutura a Arena do Conhecimento, dedicada a debates, enquanto a materialidade dos espaços se apoia em soluções de revestimentos e superfícies da Portinari e da Duratex, que ajudam a sustentar a leitura tátil dos ambientes.
A experiência sensorial se estende aos espaços de permanência, como cafés e encontros, que reúnem experiências assinadas por Orfeu e Chocolat du Jour, reforçando a pausa dentro do percurso. Já nos estúdios e leituras do morar contemporâneo, o Mercado Livre aparece em projetos de Studio Costa+Azevedo e Felipe Saurin, enquanto a mobilidade e inovação também atravessam a mostra por meio da Denza em projetos de áreas externas e tiny houses, como os assinados por Carol Barreto.
O paisagismo, que estrutura grande parte da experiência, é assinado por nomes como Ana Lui, Karen Marini, Maria Fernanda Marques, Bia Abreu, Alexandre Galhego, Vitor Kodama, Denis Bessa, Pedro Rabelais, Hugo Ribas, Pam Faccin, Alex Hanazaki, Mauro Contesini, Mônica Costa, Karyne Lima e Thiago Borges, reforçando a natureza como elemento central do percurso.
MENTE E CORAÇÃO: O LAR COMO TERRITÓRIO EMOCIONAL
O tema “Mente e Coração” propõe um deslocamento sutil, mas profundo, na forma de pensar o morar. Em vez da casa como vitrine de estilo ou solução funcional, a edição de 2026 a trata como lugar de equilíbrio emocional e cura.
Em tempos de excesso de estímulos, os ambientes da mostra parecem operar
como uma pausa.
Essa ideia aparece com clareza no discurso da arquiteta Catarina Biselli, da Duno Arquitetura, que estreou na mostra com um ambiente que traduz exatamente essa suspensão do tempo.
“A ideia que a gente quis trazer aqui é uma sensação de como se o tempo parasse. Inclusive, trouxemos as ampulhetas que remetem essa pausa no tempo. Aqui quem manda é o coração, deixa a mente pra fora”, expressa a arquiteta de 30 anos.
Para ela, o tema se conecta diretamente à vida contemporânea: “a mente é o dia de trabalho, a correria, o trânsito; e o coração é quando você chega em casa e esquece tudo”.
Para a arquiteta Isabella Nalon, esse tema faz parte de sua trajetória pessoal e profissional. “É algo que eu acredito e pratico todos os dias. A gente tem que sempre buscar esse alinhamento, o coração e mente, que é pra poder manter a nossa frequência interna alta. E é por isso que eu escolhi esse tema ‘Poética do Ritmo’ aqui no meu ambiente, pra ter a conexão coração e mente através da contemplação das artes”, descreve.
Ambas as arquitetas já executaram ou estão executando projetos em Alphaville.
O icônico Parque da Água Branca
A CasaCor SP 2026 acontece pelo segundo ano consecutivo no Parque da Água Branca, patrimônio histórico tombado pelo CONDEPHAAT. Inaugurado em 1929, o espaço é conhecido por suas áreas verdes e construções históricas. Por se tratar de um bem protegido, a mostra adota intervenções temporárias e reversíveis, preservando as estruturas originais, a vegetação e a fauna local.
A edição reforça ainda o uso consciente da iluminação e do paisagismo, com foco na preservação da fauna local e na redução de impactos ambientais, especialmente sobre espécies noturnas.
Jardim Ikigai’, criado por Vitor Kadama, da Kawai Paisagismo, faz referências à cultura japonesa
Vista frontal do Parque da Água Branca
UM PERCURSO ENTRE DOIS
EDIFÍCIOS HISTÓRICOS
Mostra permanece até 9 de agosto
A CasaCor SP 2026 reúne cerca de 70 ambientes distribuídos em uma área de mais de 10 mil m². A mostra permanece aberta ao público até 9 de agosto de 2026.
Local: Parque da Água Branca
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca, São Paulo
Período: até 9 de agosto de 2026
Horário: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Ambientes: cerca de 70 projetos assinados por profissionais de arquitetura, design e paisagismo.
O circuito da mostra se estrutura entre dois edifícios históricos do parque, o Prédio 22 e o Prédio 23, criando uma narrativa contínua de deslocamento e descoberta.
A entrada já antecipa essa lógica sensorial: uma fachada de muxarabis atua como membrana entre o parque e a experiência interna, filtrando luz, sombra e ritmo de passagem.
O visitante não entra abruptamente na mostra, ele atravessa.
ARQUITETURA COMO
EXPERIÊNCIA INTEGRATIVA
Na CasaCor 2026, não há espaços neutros. Cada centímetro do percurso foi desenhado por profissionais de arquitetura, design de interiores, paisagismo ou decoração. Isso inclui áreas tradicionalmente funcionais, como banheiros, cafés, restaurantes, lojas e espaços de descanso, que aqui passam a integrar a narrativa sensorial da mostra. Não há
um só canto, parede, teto, escada que tenham passado despercebidos por seus atores.
A experiência da mostra é profundamente sensorial e depende de uma construção cuidadosa de elementos que não são imediatamente visíveis, mas decisivos na percepção do espaço.
A luz varia em temperatura e intensidade, criando climas distintos entre ambientes — do acolhimento quente ao recorte mais dramático.
O som também atua como camada de projeto. Trilhas sutis, ambiências naturais ou quase silenciosas ajudam a moldar o ritmo da visita.
O cheiro ativa memórias e sensações de pertencimento. Já os materiais (madeira, pedra, fibras naturais, tecidos orgânicos), constroem uma linguagem tátil que atravessa toda a mostra. Nada é neutro. Tudo é decisão de atmosfera.
Isabella Nalon, presente na mostra pela segunda vez, descreve um pouco dessa es-
tratégia. “Das artes eu trouxe a arquitetura, artes plásticas, música e literatura, porque eu acredito que com uma boa música, uma boa leitura a gente consegue mudar o nosso ritmo interno e aumentar a nossa vibração, a nossa frequência”, pontua.
NATUREZA COMO ESTRUTURA, NÃO CENÁRIO
A presença da natureza na CasaCor 2026 não é decorativa. Ela estrutura o percurso. Assim como diversos recursos orgânicos.
Com 10 anos de experiência na área, Catarina Biselli acredita que essa é uma tendência que permanecerá nos próximos anos. “O orgânico traz muita sensação de bem-estar, porque são elementos que remetem à natureza. Traz aconchego pra reconectar a pessoa à casa”, explica.
As áreas externas ganham protagonismo e ampliam a ideia de que arquitetura contemporânea não se limita ao abrigo fechado. Jardins e pátios se integram aos interiores, dis-
solvendo fronteiras entre dentro e fora.
Em determinados projetos, o paisagismo parte da leitura do próprio território. Em outros, a escolha de espécies da Mata Atlântica reforça a investigação sobre o bioma original da região.
PLURALIDADE COMO LINGUAGEM DA MOSTRA
A CasaCor se afirma como um território de coexistência estética.
Profissionais consagrados e novos nomes dividem o mesmo espaço, sem uniformidade formal. O que emerge é um mosaico de linguagens, do minimalismo ao maximalismo, do urbano ao orgânico, do conceitual ao afetivo.
Essa diversidade não fragmenta a experiência. Pelo contrário, constrói uma leitura expandida do morar contemporâneo, em que diferentes interpretações podem coexistir sem necessidade de síntese.
ALPHAVILLE COMO ESPELHO DO MORAR CONTEMPORÂNEO
Se a CasaCor propõe uma leitura sensível e ampliada do lar, é no cotidiano que essas ideias se consolidam.
Para Catarina Biselli, que atualmente desenvolve um projeto em Alphaville, essa relação aparece de forma prática. “Eu peguei um projeto no Alpha 4, uma área gourmet. Eles recebem muita gente, fazem encontros para ver jogos. A casa já é maravilhosa, foi feita pelo Mario Biselli, meu tio, mas agora eles querem atualizar a área de convivência”.
A arquiteta aponta tendências que já vê refletidas entre CasaCor e projetos reais.
“O mármore está vindo muito forte, não só funcional, mas como elemento decorativo. E os elementos orgânicos também, curvas, ondulações trazem aconchego e reconexão com a casa”, explica Catarina.
“O PÚBLICO DE ALPHAVILLE TEM UMA NOÇÃO BEM CLARA DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA, DE COMO ELE QUER VIVER, PORQUE ESCOLHER MORAR EM
ALPHAVILLE
É
TER
INTENÇÕES E DESEJOS BEM DEFINIDOS”
Já a arquiteta Isabella Nalon, com trajetória extensa em projetos na região, amplia essa leitura com um olhar mais consolidado e citou dois exemplos de obras no bairro, um no Alpha 10 e outro no Gênesis I.
Ela observa particularidades claras no estilo de vida local. “A pessoa que está morando em Alphaville quer um ambiente mais seguro. E tem uma relação maior com a área de lazer: a varanda gourmet, a piscina, o jardim, o conforto, e a tecnologia, muito importante também, a automação, o som, a iluminação. Eu sinto que é mais esse perfil”.
Para ela, o público da região não é homogêneo, mas tem consciência do próprio modo de viver e espera o melhor. “O público de Alphaville tem uma noção bem clara da arquitetura contemporânea, de como ele quer viver o que ele busca, porque fazer essa mudança de São Paulo para Alphaville, ou es-
colher morar em Alphaville, é porque a pessoa tem intenções e desejos bem definidos”, interpreta Isabella.
O QUE PERMANECE DEPOIS DO PERCURSO
A mostra não propõe respostas fechadas. Ela reorganiza percepções. E talvez seja justamente nesse intervalo entre ver e sentir que o tema “Mente e Coração” encontra sua forma mais precisa.
“O que eu sinto é que a gente teve um período pós-pandemia de todo mundo querer tudo muito prático pra limpar, pra manter. A gente saiu com aquela neura, bancada autolimpante, os pisos, e eu sinto que agora a casa está em festa de novo. A gente viaja, a gente sai e as pessoas sentiram essa necessidade de voltar a ter e a se ver na própria casa”, finaliza Isabella Nalon.
Arquiteta Catarina Biselli, da Duno Arquitetura
A arquiteta Isabella Nalon já desenvolveu diversos projetos em Alphaville
Especialista em peixes desde 1964, restaurante Jangada chega a Alphaville
Nova unidade, na Alameda Xingu, terá sala VIP e aposta no crescimento do polo gastronômico regional
Por Beatriz Bononi
Alphaville segue ampliando seu protagonismo no mapa dos investimentos em gastronomia de alto padrão. A mais recente aposta é a chegada do Jangada, tradicional rede especializada em peixes e frutos do mar, que inaugura na primeira semana de julho uma nova unidade na região, na Al. Amazonas, 868, com investimento estimado em R$ 8 milhões.
Com mais de seis décadas de história, a marca escolheu Alphaville para dar sequência ao seu plano de expansão em um momento em que o bairro consolida uma nova vocação: a de hub gastronômico premium, capaz de atrair operações sofisticadas e consumidores cada vez mais exigentes
A decisão reflete uma percepção compartilhada por diversos operadores do setor. Nos últimos anos, a região deixou de ser vista apenas como um importante centro residencial e corporativo para se posicionar como um mercado estratégico para marcas que buscam consumidores com elevado poder aquisitivo e interesse crescente por experiências diferenciadas.
“Alphaville vive um momento de transformação gastronômica. O consumidor local valoriza não apenas a qualidade da comida, mas toda a experiência que envolve ambiente, atendimento, serviço e consistência. É um público exigente, que conhece referências nacionais e internacionais e busca excelência de forma recorrente”, afirma Felipe Lopes, diretor de operações da rede.
Segundo o executivo, o amadurecimento do mercado local criou condições
favoráveis para a instalação de operações com posicionamento premium, movimento que vem sendo acompanhado pela chegada de novas marcas e pela ampliação da oferta gastronômica na região.
“É uma transformação muito clara. Alphaville deixou de ser apenas um endereço residencial para se tornar um polo de consumo sofisticado, capaz de sustentar operações de alto nível e experiências cada vez mais qualificadas”, observa.
EXPERIÊNCIA
COMO
DIFERENCIAL COMPETITIVO
Mais do que inaugurar um novo restaurante, a rede pretende entregar um projeto alinhado às tendências que vêm redefinindo o setor de alimentação fora do lar.
O novo Jangada foi concebido para oferecer uma experiência que ultrapassa o cardápio. O espaço contará com sala VIP para reuniões e encontros privativos, adega com capacidade para mil garrafas, espelho-d’água, paisagismo integrado e área destinada a eventos corporativos e sociais. A proposta acompanha uma mudança observada em mercados mais maduros, onde a experiência passou a ocupar papel tão relevante quanto a gastronomia.
“Teremos uma sala VIP para 12 pessoas, com acesso exclusivo, atendimento dedicado e estrutura independente. Além disso, investimos em elementos arquitetônicos e paisagísticos que tornam a visita ainda mais especial, criando um ambiente pensado para diferentes ocasiões”, destaca Lopes.
A operação será conduzida por uma equipe especializada, com foco na excelência do atendimento e na consistência da experiência oferecida aos clientes.
“Nosso objetivo é entregar qualidade em todos os pontos de contato com o consumidor. Hoje, a experiência completa é tão importante quanto o prato servido à mesa”, afirma.
ALÉM DOS FRUTOS DO MAR
Embora mantenha como base os pratos que consolidaram a trajetória da marca — como peixes grelhados, moquecas e frutos do mar —, a unidade de Alphaville contará com novidades desenvolvidas pela rede.A proposta é ampliar o alcance do restaurante sem abrir mão de sua identidade.
Entre as novidades estão preparações em forno Josper, ampliação da oferta de pescados frescos, novos cortes nobres de carne e atualizações no menu japonês e na carta de sobremesas.
A estratégia acompanha uma tendência observada em operações premium, que buscam oferecer experiências mais amplas e diversificadas para atender consumidores cada vez mais atentos à variedade e à personalização.
INVESTIMENTO TOTAL NA UNIDADE DE ALPHAVILLE FOI DE APROXIMADAMENTE R$ 8 MILHÕES. Previsão de inauguração é julho
Fotos: Divulgação
MERCADO EM EXPANSÃO
Um levantamento do SinHoRes Osasco, Alphaville & Região, com base nos CNAEs do setor de alimentação, revelou que o número de restaurantes em operação em Alphaville passou de 792 para 825 estabelecimentos entre o início de 2025 e o período mais recente analisado, um crescimento de cerca de 4,2%.
Segundo Edson Pinto, presidente do SinHoRes, os números demonstram que Alphaville segue em trajetória consistente de crescimento e consolidação como um polo gastronômico relevante.
“Alphaville reúne características muito particulares que a diferenciam de outras regiões do Estado de São Paulo. Entre os principais fatores estão o elevado poder de consumo da população residente, a forte concentração de empresas, escritórios e sedes corporativas, o crescimento contínuo dos empreendimentos residenciais, um público consumidor exigente e aberto a novas experiências gastronômicas, além da excelente infraestrutura urbana e logística e do grande fluxo diário de profissionais, moradores e visitantes”.
UM NOVO CICLO PARA ALPHAVILLE
A inauguração do Jangada reforça uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: a transformação de Alphaville em um ambiente cada vez mais atrativo para operações voltadas ao público de alta renda. Combinando concentração de renda, forte presença corporativa, crescimento imobiliário e consumidores em busca de experiências mais sofisticadas, a região passou a reunir características antes associadas apenas aos principais bairros gastronômicos da capital.
O resultado é a formação de um ecossistema capaz de atrair investimentos, impulsionar novos negócios e elevar o padrão da oferta gastronômica local.
Mais do que receber novos restaurantes, Alphaville passa a ocupar uma posição estratégica na expansão de marcas, na qualidade e na diferenciação; os principais vetores de crescimento para os próximos anos.
O Jangada mantém no cardápio os pratos que consolidaram a marca ao longo de sua trajetória, como peixes grelhados, moquecas e frutos do mar
Felipe Lopes é o diretor de operações da marca
Wine South America 2026
Em abril, a Efe. cobriu o maior evento de vinhos italianos do mundo, a Vinitaly. E, em maio, estivemos presentes na Wine South America, um evento de desdobramento da grande feira italiana
Por Johnny Mazzilli
ANO INÍCIO DO INVERNO NO VALE DOS VINHEDOS, AS VINHAS SE VESTEM EM MÚLTIPLOS AMARELO, OCRE E DOURADO
Wine South America 2026 veio com tudo – a sexta edição do evento foi a maior de todas, com expressivo aumento do número de expositores, compradores e especialistas. Sediado na cidade de Bento Gonçalves, o epicentro da produção vitivinícola brasileira e conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o evento veio em um bom momento para o setor vitivinícola nacional, que em 2025 movimentou mais de 21 bilhões em vinhos e espumantes, um expressivo aumento de consumo de mais de 10% em relação ao ano anterior.
Organizada pela Milanez & Milaneze, empresa subsidiária da Vinitaly – que realiza a maior feira de vinhos italianos em Verona há mais de 55 anos, o evento contou com o apoio do ITA – Italian Trade Agency e reuniu mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com rótulos de mais de 20 países.
Nesta edição, o evento teve o triplo de atividades em relação à feira de 2025. Painéis, wine talks e workshops reuniram produtores, distribuidores, varejistas, especialistas e o público em geral durante os três dias do evento.
Após um período de oscilação, o consumo per capta de vinhos e espumantes no Brasil voltou a se estabilizar em torno de três litros anuais, o que reflete um crescimento de 7% sobre 2025, com os estados do Sudeste e do Sul puxando a média para cima, com cerca de quatro litros e seis litros per capta, respectivamente. Novamente, os espumantes atingiram uma alta histórica, com 4,5 milhões de caixas, a grande maioria composta por produtos nacionais de valor agregado. O público feminino representa nada menos que 57% do consumo de espumantes no Brasil. O evento movimentou cerca de 120 milhões de reais, um número que supera em mais de 20% os resultados de 2025.
UMA DAS DISPUTADAS PALESTRAS MINISTRADAS AO PÚBLICO
PELO PALESTRANTE MARCELO VARGAS
À esquerda, Marcelo Vargas, consultor, palestrante e mestre em Wine Management pela Università di Camerino (Itália). À direita, Ronaldo Padovani, estrategista sênior de trading do Italian Trade Agency
O Wine South America 2026 recebeu uma das mais expressivas representações italianas já organizadas no Brasil. Reunidas em um pavilhão, 32 empresas provenientes de 14 regiões da Itália apresentaram um destacado panorama da produção enológica do país. Juntos, a delegação italiana é responsável pela produção de mais de 62 milhões de garrafas anuais.
A maciça participação da Itália é capitaneada pela Vinitaly e pelo ITA – Italian Trade Agency, a Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil. A delegação italiana veio composta por vinícolas, consórcios e entidades especializadas em exportação e abrangeu um amplo leque de produtos, desde produções artesanais de grande qualidade e alto valor agregado até grupos industriais e cooperativas que produzem mais de 20 milhões de garrafas por ano, oferecendo aos importadores, distribuidores e formadores de opinião brasileiros um retrato fiel da incrível diversidade do vinho italiano na atualidade. A delegação contemplou algumas das principais áreas vitivinícolas da Itália e, das 21 regiões italianas, 14 estiveram presentes, com destaque para Vêneto, Toscana, Campânia, Piemonte, Lombardia, Úmbria e Friuli Venezia Giulia, além de presenças relevantes do Marche, Sicília, Emília-Romagna, Abruzzo, Trentino-Alto Ádige e Puglia.
A Alemanha e a Nova Zelândia estrearam este ano, enquanto Portugal e Itália dobraram suas participações. Da América do Sul, Argentina, Chile e Uruguai também ampliaram suas presenças. Há um especial interesse no mercado brasileiro neste momento, devido a entrada em vigor do Acordo UE-Mercosul, tornando a feira o primeiro grande termômetro do setor diante do novo cenário competitivo. Embora o tão desejado acordo ainda esteja um tanto dis-
tante de produzir resultados concretos, o segmento se movimenta nessa direção e os importadores e distribuidores brasileiros tornaram-se alvo do furor de produtores e exportadores de vinhos estrangeiros. Esse mesmo movimento se observou em fevereiro no Wine Paris, na França e em abril, na Vinitaly. Com o consumo de vinhos caindo consistentemente na Europa, se estabilizando nos mercados asiáticos e em crescimento no Brasil, os produtores europeus estão de olho no mercado brasileiro.
A a Itália esteve presente com vinhos de diversas regiões e de altíssima qualidade.
A sua nova companhia matinal está chegando
AGUARDE
Baía de Kotor: a fascinante joia do Adriático
Por Gardênia Rogatto
Conhecida localmente como Boka
Gardênia Rogatto
Ex-executiva de finanças que transformou sua válvula de escape em profissão. Dedica-se a criar conteúdo de viagens, bem-estar e carreira, além de mentorar executivos e ministrar workshops de descompressão
Kotorska, a Baía de Kotor reúne pequenas cidades e vilarejos de pedra entre o mar e as encostas, com portos antigos, igrejas seculares e casas históricas preservadas, muitas delas transformadas em hotéis boutique ou residências de veraneio. Localizada no sudoeste de Montenegro e banhada pelo Adriático é um dos destinos mais fascinantes dos Bálcãs. O contraste entre as montanhas íngremes e as águas calmas, que alternam tons de verde esmeralda e azul profundo é o que mais impressiona neste cânion fluvial.
Kotor é o principal centro urbano da região e seu núcleo histórico integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, pelo seu valor cultural, arquitetônico e paisagístico. Dentro das muralhas da Cidade Velha, o Stari Grad, concentram-se turistas, restaurantes e comércio, em um dos centros históricos mais bem preservados do Adriático. Ao anoitecer, caminhar por seus becos estreitos e fachadas de pedra cria uma atmosfera medieval e misteriosa. Durante o dia, a luz revela as influências românicas, bizantinas, góticas e barrocas, com forte marca veneziana visível nas praças, brasões e detalhes arquitetônicos.
Entre os destaques estão a Catedral de São Trifão, as igrejas de São Lucas e São Ni-
colau e a Fortaleza de São João, que exige atenção e calçado apropriado, já que os degraus são irregulares e escorregadios. Prefira visitar o local nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde. A recompensa são vistas panorâmicas espetaculares da Cidade Velha entre o mar e a montanha, além da pequena igreja de Nossa Senhora da Saúde, um ponto de contemplação ao longo do caminho.
Além de Kotor, Perast é um dos lugares mais visitados da região. Da sua orla partem barcos para as ilhas de São Jorge e Nossa Senhora das Pedras, uma dos pontos mais icônicos da região. A antiga vila de marinheiros e capitães, com palácios barrocos à beira-mar, abriga hotéis charmosos, restaurantes e celebrações matrimoniais. Caminhar por sua orla, observar os pequenos cais e os barcos rumo às ilhas, especialmente ao entardecer é um dos programas mais agradáveis.
Ao lado de Kotor está Dobrota. Ali estão antigas casas de pedra restauradas, pequenos trapiches, decks privativos e um calçadão à beira-mar perfeito para uma caminhada matinal. A região concentra alguns dos endereços mais exclusivos da Baía de Kotor, incluindo vilas frente-mar e hotéis boutique, além de apartamentos de curta temporada com preços mais acessíveis.
Quando na região, fazer um passeio de barco é imperdível, especialmente nos dias mais quentes. O ideal é que no roteiro estejam inclusos a Caverna Azul, Perast, a Igreja Nossa Senhora das Rochas, o túnel de refúgio de submarino da época da Iugoslávia e a Ilha Mamula, marcada por sua história durante o período de Mussolini. A experiência de nadar na Caverna Azul, quando a luz transforma a água em um azul fluorescente, é uma das mais memoráveis dos Bálcãs. A região também oferece praias e trechos de costa com acesso ao mar. Em Kotor Beach, perto da Cidade Velha, está a maior concentração de banhistas. Já em Dobrota, o litoral é mais reservado. Para quem prefere areia fofa e estrutura, Plavi Horizonti é a melhor opção. Com mais tempo, vale incluir Igalo, Budva e o Parque Nacional Lovćen, onde mirantes, atividades ao ar livre e a famosa estrada Serpentina revelam paisagens impressionantes da região.
O clima é mediterrâneo, sendo setembro, o melhor mês para visitar. Na gastronomia, os frutos do mar são protagonistas, com destaque para a buzara. Para se locomover, o carro é o melhor meio, embora as estradas exijam experiência. O inglês é amplamente usado nos pontos turísticos, o euro é a moeda local e a identidade cultural ortodoxa está presente nos costumes e tradições da região.
Damián Ortega transforma matéria em reflexão no MASP
Artista reúne 35 obras com objetos cotidianos sobre trabalho, tempo, energia e sociedade
Por Beatriz Bononi
Em um momento em que o Museu de Arte de São Paulo - MASP aprofunda seu olhar sobre a produção artística da América Latina, a exposição “Damián Ortega: matéria e energia” desponta como um dos grandes destaques da programação de 2026. A mostra apresenta, pela primeira vez na América do Sul, uma ampla retrospectiva do artista mexicano, reconhecido internacionalmente por transformar objetos do cotidiano em investigações poéticas sobre trabalho, consumo, tempo e as forças que moldam a vida contemporânea.
Em cartaz até 13 de setembro, a exposição reúne 35 obras produzidas ao longo de mais de três décadas de trajetória. Entre fotografias, vídeos, esculturas e instalações, o público é convidado a percorrer um universo em que a gravidade parece suspensa e a matéria revela novas possibilidades de significado.
A produção de Ortega parte de elementos comuns — automóveis, ferramentas, materiais industriais — para questionar sistemas econômicos, processos de transformação e a relação entre indivíduo e sociedade. Seu trabalho transita entre o rigor conceitual e o humor, aproximando
ciência, arte e observação cotidiana.
“Ortega desenvolve uma linguagem escultórica irreverente a partir de objetos cotidianos. Em sua obra, a ideia de energia é ampla, referindo-se tanto a noções de trabalho quanto a processos físicos de transformação da matéria. Ele equaciona abordagens da sociedade e investigações sobre tempo e espaço, movendo-se entre escalas micro e macro, entre o átomo e o cosmos”, explica Yudi Rafael, curador assistente do MASP.
A mostra integra o eixo curatorial Histórias latino-americanas, que ao longo do ano reúne artistas de diferentes países da região em uma programação dedicada à diversidade de narrativas, linguagens e perspectivas que compõem a arte latino-americana contemporânea.
ENTRE O AUTOMÓVEL E O COSMOS
Entre as obras mais emblemáticas está “Cosmic Thing” (2002), apresentada pela primeira vez no Brasil. Nela, um Fusca é completamente desmontado e suspenso no espaço, com cada peça posicionada de forma a revelar a anatomia do veículo como se estivesse em uma explosão con-
gelada. Mais do que dissecar um automóvel, Ortega revisita um dos maiores símbolos da industrialização e da cultura popular no México e no Brasil.
Outro destaque é “Controller of the Universe” (2007), instalação monumental composta por serrotes, pás, machados, marretas e outras ferramentas projetadas em todas as direções. A obra dialoga diretamente com o mural O Homem Controlador do Universo, de Diego Rivera, reinterpretando o imaginário industrial e tecnológico presente no trabalho do mestre mexicano.
Ao substituir a figura heroica do trabalhador por ferramentas marcadas pelo uso e pelo desgaste, Ortega propõe uma reflexão crítica sobre progresso, produção e poder, deslocando o olhar do triunfo industrial para as tensões que atravessam o mundo do trabalho.
Com forte impacto visual e densidade conceitual, “Damián Ortega: matéria e energia” reafirma o papel do MASP como um dos principais espaços de difusão da arte latino-americana e oferece ao público uma rara oportunidade de conhecer de perto a obra de um dos artistas mais relevantes de sua geração.
Mostra convida o público a mergulhar em um universo onde a gravidade parece suspensa e a matéria ganha novos significados