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NO VO 02
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Exemplos de
filantropia e amor ao próximo
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s boas lições e os exemplos de projetos de marketing bem-sucedidos ensinam que fazer algo e não divulgar pode deixar a impressão de não ter sido feito. Esta edição especial da Revista do Vale SC foi meticulosamente preparada com a finalidade de divulgar alguns projetos voltados para a resolução de importantes desafios na área social. O Brasil tem um leque de bons exemplos de projetos de responsabilidade social bem-sucedidos, alguns bem perto de nós. Blumenau, por exemplo, caracteriza-se pela capacidade de suas lideranças de criar projetos para melhorar a vida das pessoas. Sabemos que existe responsabilidade social quando as empresas e/ ou entidades decidem, voluntariamente, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente de liberdade e melhoria das condições de vida de setores da sociedade nem sempre atingidos pelos programas de assistência social dos governantes. Nas páginas seguintes, vamos encontrar entidades que servem de exemplo nesse sentido, como o Cerene, Lar Betânia e Bethel, Abludef, Apae, Casa de Apoio, Abam e outra dezena de entidades similares, cujo principal objetivo é preencher a lacuna deixada por órgãos oficiais de assistência social que nem sempre alcançam todos os setores da sociedade. Os depoimentos e as diferentes atividades aqui mostradas atestam o resultado gratificante do trabalho assistencial de entidades e voluntários, ao mesmo tempo que revela a necessidade de persistir nas ações, porquanto uma campanha ou ação isolada de uma entidade nem sempre é suficiente para solucionar problemas já arraigados. Todas as entidades focalizadas apresentam pelo menos um ponto em comum: são geridas por gestores e colaboradores com extrema competência e comprometimento, para os quais a solidariedade é uma poderosa ferramenta de auxílio na solução de nossos mais agudos problemas sociais. O propósito desta publicação, ao apresentar as ações de diferentes entidades de apoio filantrópico em Blumenau e região, visa, prioritariamente, estimular os dirigentes dessas entidades, seus colaboradores e voluntários, para que continuem engajados em tão nobre missão. Além disso, essas reportagens evidenciam um fato muito importante. Não há necessidade de centralizar no governo a maioria das ações de diferentes programas sociais. Ou seja, quando tais ações partem da iniciativa privada e são entregues àqueles que abraçam verdadeiramente a causa dos necessitados, o sucesso é garantido.
Revista do Vale SC Ltda – CNPJ: 83.576.421/0001-92- Inscrição estadual: 250165856 - Diretor: Gilberto da Silva – Departamento Financeiro: Andréia da Silva Gonçalves - Editor Chefe: Danilo Gomes –-Revisão de textos e colaboração editorial: Dinaê S. Gelhardt - Departamento comercial: Andréia da Silva Gonçalves, Janete Cordeiro – Ingo Wiedemer Jr. – Auxiliar administrativo : Luizita Agostini - Designer Gráfico: Jefferson Luís Soares (48)9644-9080 – Impressão: Tipotil Indústria Gráfica Ltda - E-mail: revistadovalesc@hotmail.com - Telefone: (47)99667:1397 - Tiragem: 5.000 – Blumenau-SC Responsabilidade Social, Julho / 2017
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Compromisso social, o desafio do futuro!
Dar o pouco que se tem a quem tem menos ainda/ Enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda”, diz a letra de Judith Junqueira Vilela. É com esse pensamento que a REVISTA DO VALE SC preparou esta edição especial, mostrando as ações comunitárias das principais entidades filantrópicas de Santa Catarina, notadamente com atuação no Vale do Itajaí. Vamos mostrar a trajetória de sucesso das principais Organizações Não Governamentais (ONGs) para vencer o desafio de melhorar a qualidade de vida das pessoas menos favorecidas que, de uma forma ou de outra, precisam de apoio para resolver suas principais dificuldades, seja na área da saúde, da convivência, da recuperação social ou drogadição. Na maioria das vezes, os trabalhos nas entidades são voluntários, desenvolvidos por pessoas e lideranças anônimas que nem sempre recebem o reconhecimento por sua atividade. A publicação da Revista, além de enaltecer esses trabalhos, tem ainda o objetivo de estimular mais pessoas e entidades, para que se tornem engajadas ou passem a desenvolver atividades similares na comunidade onde atuam. Nesta primeira edição, algumas entidades foram selecionadas justamente pela importância do trabalho que realizam. São elas: Apae Blumenau, Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau, Acevali,Abam, CVV, CTV, Cerene, Casa São Simeão, Abada, Casa da Esperança, Associação Pedagógica Eurípedes Barsanulfo, Lar Betânia e Lar Bethel, Casa de Apoio, Aprablu, Casa da Amizade e Abludef.
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Fazer caridade não é simplesmente fazer doação. Tem que participar!
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azer Caridade não é simplesmente fazer doação. Tem que participar! Fazer caridade não é simplesmente fazer uma doação, assinar um cheque e entregá-lo a uma entidade beneficente. Para que seu ato seja eficaz, é preciso participar e, se possível, interagir com essa entidade. Antes de tudo, porém, há necessidade de conhecer a entidade a ser beneficiada. A propósito, os brasileiros e, em especial, os catarinenses seriam pessoas generosas? Pelas estatísticas disponíveis, há generosidade, mas nem tanto. As mesmas estatísticas mostram que as pessoas deixam de contribuir até por desconhecerem a origem e o trabalho de certas entidades filantrópicas. Pior ainda, muita gente nem sabe da existência de certas entidades filantrópicas ou de assistência social. Por isso a Revista do Vale apresenta ao público o que se faz hoje em Santa Catarina − Vale do Itajaí, no sentido de minimizar as carências dos mais necessitados. Cada brasileiro ou catarinense que paga imposto de renda desembolsa, em média, 23 reais por ano em doações. Nos Estados Unidos, são gastos 780 reais (400 dólares) com esse mesmo objetivo. Como se vê, aqui há um longo caminho a percorrer. Essa diferença tem algumas explicações. A primeira delas, óbvia, é que os brasileiros, em média, têm menos dinheiro que os americanos. A segunda é mais complicada: não faz parte da cultura nacional levar a sério contribuições para obras ou entidades meritórias. Enquanto os americanos são conhecidos por sua tradição em fazer filantropia, os brasileiros ainda estão engatinhando nesse setor. Podem dar, e dão, uma esmola aqui e ali para o mendigo que estende a mão, mas, em geral, têm pouco interesse em ações consistentes de
ajuda ao próximo. O resultado é que há uma distância longa entre a maioria das instituições beneficentes e seus colaboradores potenciais, sejam empresas ou pessoas físicas. A falta de transparência na administração das entidades, a pouca divulgação dos resultados dos projetos e a escassez de orientações sobre como fazer a doação de forma eficiente atrapalham ainda mais essa situação. As mesmas estatísticas revelam, por exemplo, que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários, mas não sabem como começar. Os motivos são diversos. Em geral, as pessoas fazem doações ou contribuições por pressão do grupo, culpa, obrigação ou prazer. Seja qual for o motivo, é preciso encarar o ato de caridade como um negócio, que envolve pesquisas prévias, definição de metas e acompanhamento dos resultados. Então fique atento e acompanhe o que se faz hoje pelos menos afortunados. Afinal, o que se deve medir não são resultados financeiros, mas os benefícios efetivos que poderão ser alcançados com o auxílio de sua contribuição. O Terceiro Setor (o social) está se profissionalizando cada vez mais em todo o mundo. E algumas universidades brasileiras já contam com núcleos de estudos sobre o assunto e até cadeiras específicas que orientam a administração de trabalhos voltados para a comunidade. E então? Vamos plantar as sementes? Vamos pôs a mão na massa? (Adaptado de Dalen Jacomino, Revista Você S.A.)
Filantropia versus Responsabilidade Social Qual a diferença entre filantropia e responsabilidade social? Será que todos os atos de filantropia praticados por pessoa física ou jurídica podem ser vistos como responsabilidade social? Ou será que os atos de
responsabilidade social praticados por pessoa física ou jurídica podem ser vistos como ações filantrópicas? O Dicionário Houaiss descreve “filantropia” como “profundo amor à humanidade; desprendimento, generosidade; caridade”. Dessa forma, “filantropia” é o ato de ajudar alguém ou uma comunidade por meio de ações caridosas. Envolve um forte senso de dever moral por parte de quem a pratica, seja pessoa física ou jurídica (empresa/ organização). Trata-se, portanto, de assistencialismo, sem qualquer tipo de planejamento ou espera de resultados em troca. Por outro lado, “responsabilidade social” pode ser definida como um conjunto de ações contínuas que visam promover a melhoria da qualidade de vida de determinados grupos de pessoas ou de uma comunidade, por meio de ações voltadas para a educação, produção e distribuição de renda, além de envolver também aspectos ambientais e sociais relacionados com a sustentabilidade e a rentabilidade do negócio da empresa. A “responsabilidade” traz consigo um forte senso de dever cívico, de promoção da cidadania, desenvolvimento social e transformação – e não de caridade, no intuito de cuidar da sociedade e do meio ambiente. Na palavra “responsabilidade” está a ideia de responder pelos seus atos ou pelos atos de outra pessoa. Na medida em que a empresa utiliza a mão de obra existente na sociedade e se vale de seus recursos naturais para
produzir seus produtos e serviços, passa a ter responsabilidade para com o seu entorno e pode atuar diretamente para minimizar os impactos de sua atividade. Como? Com programas de treinamentos e educação para a comunidade, a fim de produzir mão de obra qualificada para ser absorvida pelo mercado, programas de manejo de resíduos, produção sustentável e preservação do meio ambiente. Se por um lado a filantropia traz ajuda imediata a determinado grupo de pessoas, por outro, a responsabilidade social traz efeitos de longo prazo para uma comunidade inteira. A responsabilidade social visa à sustentabilidade e à sobrevivência da empresa no mercado, enquanto a filantropia visa resolver problemas pontuais e emergenciais, não implicando a sobrevivência do negócio nem a perpetuação da marca. Tanto a filantropia como a responsabilidade social rendem hoje uma boa imagem para as empresas e são capazes de alavancar as vendas, considerando um público cada vez maior de consumidores que buscam empresas que “devolvem” parte dos seus lucros para a sociedade. Uma mesma empresa pode ter ações de filantropia e de responsabilidade social, pois uma não elimina a outra. Assim, a empresa que deseja contribuir deve considerar o que é melhor: dar o peixe ou ensinar a pescar? (Adaptado de Priscilla Ramos de Moraes Braga, Filantropia X Responsabilidade Social − 12/11/2015.)
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ABADA
A importância em ajudar para que todos compreendam
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er a percepção do som de tudo o que se pode captar é uma das grandes dádivas da vida. E quando isso não ocorre? A ABADA − Associação Blumenauense de Amigos dos Deficientes Auditivos − tem um compromisso importante com as pessoas que não podem ouvir. É muito bom acordar de manhã e ouvir o canto dos pássaros, um “bom dia” e um “que bom que você está aqui”! Situações normais para quem pode ouvir, limitação para pessoas com pouca ou nenhuma capacidade de audição. Os números apontam que 5,1% da população brasileira têm deficiência auditiva. E é bem provável que você conheça alguém assim. Em Blumenau, uma instituição ofere-
A ABADA oferece curso de libras
ce um serviço exemplar a esse público. Estamos falando da ABADA (Associação Blumenauense de Amigos dos Deficientes Auditivos), que atende uma média de 350 pessoas por mês, conta com mais de 4 mil associados e desenvolve diversos projetos voltados ao deficiente auditivo em Blumenau e no Vale do Itajaí. Ao longo de quase 3 décadas, a
As crianças recebem atendimento com educadora especial para melhorar o aprendizado.
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Saber assimilar através do som o que ocorre ao nosso redor é fundamental. A ABADA(Associação Blumenauense de Amigos dos Deficientes Auditivos) tem um compromisso importante com as pessoas que não podem ouvir
entidade teve um aumento significativo nos atendimentos. “Sabemos da importância da nossa entidade. Ao longo de 27 anos, temos atendido a comunidade com excelência, sempre procurando fazer parceria com as famílias”, relata a presidente da Abada, Nilva Goretti Fermollen. Como organização não governamental, a ABADA promove eventos, feiras, ações e tem um quiosque de venda de alimentos em um dos terminais urbanos da cidade. Também estabelece parcerias com empresas, a fim de captar recursos para auxiliar nos atendimentos e manter a entidade. A missão da entidade é proporcionar a inclusão social, cultural e econômica ao deficiente auditivo por meio de atividades de reabilitação, promovendo seu pleno desenvolvimento na vida comunitária. A ABADA foi criada em 26 de abril de 1989, por iniciativa de um grupo de pais e alguns profissionais envolvidos com os deficientes auditivos de Blumenau. Na época, a maior parte deles recebia atendimento pedagógico no Conjunto Educacional Pedro II. No início, formaram-se grupos de pais e amigos dos deficientes auditivos para discutirem e viabilizarem uma melhor orientação e os encaminhamentos das crianças com deficiência auditiva. Constatadas as dificuldades e a falta de atendimento especializado de profissionais da área de fonoaudiologia e educação especial, o trabalho inicial
A entidade oferece apoio e atendimento aos familiares. foi pautado por orientações, atendimentos de fonoaudiólogas em consultórios particulares, doações de pilhas para aparelhos, doações e encaminhamento para aquisição de aparelhos de amplificação sonora individual e pela reestruturação do trabalho realizado no Conjunto Educacional Pedro II. “Em 1991, conseguimos um espaço físico na Igreja Presbiteriana, no bairro Ponta Aguda, e isso facilitou o trabalho de orientação para os que dele precisavam. Por outro lado, as dificuldades foram aumentando, não havia recursos financeiros, e o que arrecadávamos era proveniente de festas beneficentes e doações da comunidade. Durante dois anos, o trabalho de orientação ocorreu de modo precário, pois não havia profis-
sionais dispostos a efetuá-lo voluntariamente”, recorda a presidente. Em 1993, profissionais da área de fonoaudiologia e de educação especial elaboraram um projeto que deu início aos atendimentos especializados das crianças. Em 1999, a ABADA foi acolhida pela Casa do Leão em forma de comodato. Hoje são 11 profissionais que prestam serviços à entidade, a saber, duas assistentes sociais, um auxiliar administrativo, uma intérprete, uma psicóloga, quatro fonoaudiólogas, uma educadora especial e uma instrutora de libras. Você se interessou pelo nosso trabalho? Quer colaborar? Entre em contato: (47) 3340-2463/ (47) 3340-8485.
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ABLUDEF :
Acredite neles! Com limites, sem barreiras.
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Associação Blumenauense de Deficientes Físicos (ABLUDEF) atende hoje mais de 600 pessoas mensalmente, promove a ressocialização e estimula a participação dos que têm alguma limitação física em diferentes atividades. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 1,3% da população brasileira tem algum tipo de deficiência física. No âmbito da nossa cidade, há mais de 4 mil pessoas com alguma limitação física. As pessoas com deficiência física têm necessidades diárias próprias, que requerem atenção específica em virtude de sua condição. São cuidados que vão desde a mobilidade urbana até a autoestima. Em Blumenau, é evidente o destaque da ABLUDEF, sempre em busca de capacitação para ajudar as pessoas com alguma limitação física. Fundada em 28 de maio de 1988, conta hoje com 2 mil associados aproximadamente. “Nosso objetivo é valorizar o ser humano. Muitas vezes, as pessoas que chegam até a ABLUDEF já perderam a vontade de viver, e nós estamos aqui para dar suporte a elas e mostrar que é possível continuar a viver”, relata a presidente da entidade Maria Helena Mabba. Segundo ela, a ABLUDEF tem um quadro de 10 funcionários na sede e 10 funcionários no Quiosque, localizado no Terminal Fonte, bairro Garcia, e este, por sua vez, é a principal fonte de renda da Associação. Em meio à crise financeira do país, à carência de recursos do governo
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municipal e diante da necessidade de melhorias na entidade, tem sido um desafio buscar recursos para a manutenção dos serviços. A presidente reforça o pedido de auxílio, dizendo que todas as formas de ajuda são bem-vindas. Hoje há, em média, 600 atendimentos por mês. Os custos são os mais variados, desde a manutenção da estrutura até o combustível para o transporte das pessoas atendidas. O principal papel da entidade é possibilitar reabilitação e inclusão social às pessoas com deficiência, além de combater a discriminação e o preconceito, garantindo a elas os direitos humanos e de cidadania assegurados
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na Constituição Federal e nas leis específicas de proteção e de acesso às políticas públicas. A presidente enfatiza o trabalho diferenciado da entidade: “Hoje somos
“Nosso objetivo é valorizar o ser humano. Muitas vezes, as pessoas que chegam até a Abludef já perderam a vontade de viver, e nós estamos aqui para dar suporte a elas e mostrar que é possível continuar a viver.”
Atletas da Abludef em treinamento para basquete de cadeirantes os únicos que fazemos esse trabalho com o apoio do município, mas com as receitas menores do que a necessidade. Por isso precisamos que a população olhe para nós com outros olhos”. Maria Helena contrapõe as dificuldades com os trabalhos prestados. “Todo o trabalho da ABLUDEF é feito com muito amor e carinho, o que nos faz acreditar sempre que vale a pena lutar por uma melhor qualidade de vida. Nosso lema: Acredite neles! Com limites, sem barreiras.”
Trabalhos realizados pela entidade: • Atendimento e acompanhamento do Serviço Social; • Atendimento de Enfermagem Domiciliar; • Atendimento Jurídico; •Inserção e acompanhamento ao mercado de trabalho; • Encaminhamentos para Cursos Profissionalizantes; • Atividades socioeducativas: Grupos de Crianças, de Adolescentes, de Integração, de Famílias, de Ido-
sos “Melhor Idade”, Reabilitando para a Vida, Reeducação Alimentar, Encontro Socializador, Novo Olhar: Cadastro de Novos Associados, Treinamento Esportivo: Atletismo, Bocha e Basquete sobre Rodas, Grupo Viver com Alegria, Oficina Arco-Íris (Grupo de Artesanatos) e Oficina de Fraldas “Asas para Integração”. Vale destacar que a equipe de basquete em cadeira de rodas da ABLUDEF representa o município nas competições. Breve Histórico A ABLUDEF é uma entidade não Maria Helena Mabba (centro) recebendo novas cadeiras de roda para a entidade
governamental, sem fins lucrativos, fundada em 28 de maio de 1988, no município de Blumenau/SC, por um grupo de pessoas com deficiência física. Sua primeira presidente foi a sócia fundadora Sra. Jandira Vasselai, que esteve na direção da entidade por seis anos. A primeira sede foi um imóvel alugado no Bairro Itoupava Norte. Em 1998, foi adquirida a sede própria, situada na região central da cidade, sob a gestão da segunda presidente da entidade Maria Helena Mabba. A sede tem área construída de 475,96 metros quadrados em dois pisos, área externa (pátio), acessibilidade através de rampas de acesso, corrimões, barras de segurança, portas largas e ambientes espaçosos para as atividades. Venha nos conhecer!
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ACEVALI
A mão amiga que ajuda a prosseguir
#PRACEGOVER Sede da Acevali
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É necessário certo grau de cegueira para poder enxergar determinadas coisas.” Clarice Lispector
“Eu precisava de ajuda e não sabia o que fazer. Foi então que conheci a ACEVALI (Associação de Cegos do Vale do Itajaí). Quando você perde a visão, acredita que a vida chegou ao fim, mas entendi que a vida continua.” São palavras otimistas do atual presidente Vilson José Bertoldi, de 43 anos, que conheceu a entidade em 2003, após a perda da visão por causa de diabetes. Neste ano, a ACEVALI completou três décadas de um trabalho de inclusão e ressocialização de pessoas que perderam a visão ou nasceram cegas. Hoje a entidade tem 200 associados cadastrados, 40 deles atuantes. É uma organização não governamental, sem
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fins lucrativos, que visa oferecer serviços e ações que ajudem no desenvolvimento de programas e projetos locais de acolhimento, convivência e socialização de famílias e de indivíduos, conforme a situação de vulnerabilidade apresentada. A maioria das pessoas que recebem auxílio da entidade são oriundas do município de Blumenau, mas também se atendem associados de Ascurra, Gaspar, Rio dos Cedros, Pomerode e Timbó. Atualmente, as ações executadas na instituição buscam garantir a inclusão social dos deficientes visuais através do acesso aos serviços que lhes são garantidos pela legislação (saúde, educação, previdência e assistência social, cultura, esporte, lazer, trabalho, habitação), para que tenham plena autonomia de seus atos. Uma das virtudes da entidade é valorizar e
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promover a participação da família das pessoas com deficiência visual, bem como da comunidade, em atividades de prevenção à cegueira, para que todos compreendam melhor esse universo e ofereçam apoio. “Precisamos que as pessoas entendam como funciona a ACEVALI. Afinal, você não sabe o dia de amanhã, e é importante valorizar um trabalho que ajuda o próximo”, relata Vilson Bertoldi. O presidente é uma daquelas pessoas de alto astral e que sabe da
Conheça a entidade que faz um trabalho exemplar de auxílio às pessoas com deficiência visual.
sua importância como ser humano. “Não me deixei abater quando perdi a visão. Foi difícil? Foi, mas a vida continua. Hoje eu até já consigo navegar na internet, quando é que eu iria imaginar isso?”, indaga. Ele reitera a importância da entidade. Outro associado que frequenta a ACEVALI é Nilson Purin, um típico exemplo de superação. Após a perda da visão, encontrou na entidade um novo ânimo e, para a surpresa de todos, hoje ele é atleta e já participou de várias competições, como o ParaJasc, representando o município de Blumenau. A instituição conta com sede própria de três pisos e ampla estrutura física. No primeiro piso, encontra-se a sala de artesanato e uma sala onde funciona o Brechó, um dos meios de entrada de recursos da entidade e que funciona de segunda a sexta, entre 8h e 17h. No segundo piso, está a recepção, sala da presidência, sala da coordenação geral, sala do setor
financeiro e outra de serviço social e no terceiro piso temos academia, sala de braille, sala de música, biblioteca, atelier de artesanato e dois banheiros. Os associados dispõem ainda de uma sala de informática, uma sala de psicologia, um refeitório e três banheiros − um feminino, um masculino e outro para deficientes físicos. Em torno do prédio, há uma pista com corrimões para atividade de caminhada e aparelhos para prática de ginástica ao ar livre. O único treino feito fora com parceiros é o Goalball masculino e feminino. O que deixa incertezas quanto à utilização contínua desses espaços para a execução dos treinos. Hoje contamos com a parceria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), com bolsistas cedida para aulas de informática. Os associados têm aulas de coral, artesanato, mobilidade e atividade física. Há também algumas intervenções de estímulo social, como o serviço de
#PRACEGOVER Equipe feminina de Goalball
#PRACEGOVER : Coral da Acevali convivência e o fortalecimento de vínculos. Tais encontros ocorrem todas as segundas e quintas-feiras. Coral da Acevali-Apresentações sob pagamento de pequeno cachê-Contrate.
#PRACEGOVER Vilson José Bertoldi - Presidente da Acevali
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APAE :
Fotos Andreza Boll
Apaexonados por pessoas
“O que nos move é um grande amor pelas pessoas portadoras de deficiência, suas limitações e o comprometimento de suas famílias.” (Fotos: Andreza Boll)
Por Lorena Starke Schmidt
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oje são 425 alunos atendidos pela entidade que, há 52 anos, estimula e ajuda as famílias de pessoas especiais. As APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Especiais) representam o maior movimento filantrópico do gênero no mundo. Elas assumem o cuidado e o desenvolvimento dessa parcela vulnerável da população, defendem seus direitos de cidadão e buscam melhorar a qualidade de vida de cada um em especial. A APAE luta por uma inclusão com responsabilidade, principalmente na sociedade. O poder público não tem estrutura para absorver a demanda dessa população nos diversos tipos de atendimento. Por isso a importância do trabalho da APAE de Blumenau: sério, transparente e reconhecido pela comunidade. Segundo a presidente da entidade, Lorena Starke Schmidt , “A missão de nossa APAE é ser uma APAE de excelência, com o objetivo de oportunizar ações em defesa de direitos e de prevenção, orientações, prestação de serviços e apoio às famílias, sempre direcionada para a melhoria de qualidade de vida da pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla e para a construção da cidadania através de uma sociedade justa, solidária
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Integração é uma das prioridades da entidade e inclusiva. Todas as nossas ações são pautadas no anseio de oferecer o melhor para os nossos alunos e suas famílias, procurando sempre capacitar nossos profissionais, buscar novas tecnologias e avanços na área da saúde, educação e assistência social”. Somente os familiares que convivem com a pessoa especial sabem qual é a melhor forma de abordagem para a socialização desse indivíduo. E a APAE tem um papel fundamental de valorização do ser e de estímulo em seu desenvolvimento, para que todos possam aproveitar melhor o meio em que vivem. Para a manutenção de uma entidade, são necessários investimentos e arrecadações mensais. Na APAE, os recursos provêm de pedágio, jantar beneficente (“Noite de San Genaro”), participação em feiras, como na Feira
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da Amizade, venda de agendas e do quiosque no terminal de ônibus, além de repasses estaduais e municipais. No entanto, segundo a presidente, a demanda de recursos é cada vez maior. Hoje o espaço da entidade é de 6 mil metros quadrados, construídos em uma área de 12 mil metros, local que necessita da manutenção diária. A entidade conta com 48 profissionais, entre professores, coordenadores, funcionários administrati-
“A missão de nossa APAE é ser uma APAE de excelência, com o objetivo de oportunizar ações em defesa de direitos e de prevenção”
vos e outros 50 professores cedidos pelo Governo do Estado Apesar das dificuldades, é motivo de alegria sinalizar a disponibilidade e a quantidade de pessoas envolvidas nesse trabalho. São 35 voluntários membros da Diretoria, 15 senhoras do Grupo de Voluntárias que promovem eventos, Clube de Mães, e mais de 720 voluntários que atuam no Pedágio e também nas dependências da entidade. Todos entendem que o próximo é muito importante e merecedor de atenção especial. A APAE blumenauense é referência na educação especial, não somente em Santa Catarina, mas também no Brasil. Outras instituições procuram conhecer os nossos programas e métodos, para aplicá-los em seus planos de trabalho e ensino. Exemplos: SAE (Serviço de Atendimento Específico), SAEDE (Serviço de Atendimento Educacional Especializado), Programa de Estimulação Essencial, SPE (Serviço Pedagógico Específico), TEA ( Transtorno do Espectro Autista), Programa Ocupacional, Oficinas Terapêuticas, Artes, Brinquedoteca, Educação Física, Natação Adaptada, Ensino Religioso, Dança de Salão, Informática e o Centro Dia. Na condição de presidente da entidade, Lorena finaliza: “Aproveito para agradecer à população blumenauense todo o apoio recebido ao longo desses
52 anos. Sabemos da importância do auxílio comunitário e por isso somos gratos, pois a comunidade sempre respondeu aos nossos apelos, participando das nossas ações. Agradecemos de coração aos diversos parceiros, colaboradores e voluntários, pessoas físicas e jurídicas. Que Deus os abençoe!” (*) A autora do artigo é Presidente da APAE de Blumenau.
Para que a entidade continue esse trabalho motivador, colabore através da conta de luz ou de depósitos bancários, do FIA (Fundo da Infância e Adolescência) na declaração do Imposto de Renda, adquirindo agendas, ajudando nos pedágios, jantares e vendas na Feira da Amizade. Para ser um voluntário, ligue (47) 3323 0000 ou envie um e-mail: administrativo@apaeblumenau.org.br
Lorena Starke Schmidt- Presidente da entidade
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marca de um novo tempo A Agrosul Catarinense completa 30 anos distribuindo produtos destinados a animais de produção e de companhia. Durante esse período inovamos, criamos conceitos, construímos marcas líderes e também contribuímos com a nossa parcela para o desenvolvimento desse importante mercado. Creditamos aos nossos clientes e parceiros todo o sucesso alcançado. A amizade, a confiança e, principalmente, o respeito foram ingredientes fundamentais na construção deste caminho vitorioso. Ao partilhar a nossa satisfação, esperamos continuar escrevendo juntos os próximos capítulos desta história.
agrosul-sc.com.br
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APRABLU
Em defesa dos animais
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esde 1999, a APRABLU trabalha para garantir o bem-estar e os direitos dos animais. Se você não tem, mas já teve, e se você tem hoje um animal, sabe do que estamos falando. Afinal,
ter um cachorro ou um gato em casa faz a alegria da família. Mas existe um contraponto: nem todos valorizam a presença de um animal doméstico e às vezes ele é abandonado em ruas, vielas e locais distantes. Tentando corrigir e compensar o abandono e
Leandro Alves da Silva Presidente da APRABLU
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em busca de um local para esses animais, surgiu a APRABLU (Associação de Proteção Animal de Blumenau). A ONG não tem sede, sendo assim alguns voluntários oferecem as próprias casas como lares temporários para os animais resgatados. “É preciso que as pessoas entendam o nosso papel em Blumenau. O objetivo é recolocar os animais abandonados em novos lares e não ser um depósito de animais quando a família decidiu pelo descarte”, avisa o presidente da entidade, Leandro Alves da Silva. Hoje a entidade já é conceituada e requisitada pela população. Um grupo de 75 voluntários cadastrados e em torno de 50 ativos participam das ações solidárias: pedágio, rifa, brechó, fei-
A ONG tem uma agenda anual e uma diretoria que se reúne para debater as ações e buscar subsídios para a alimentação e o cuidado dos animais.
Claudete Reinert em sua residência onde tem um Gatil com mais de 60 gatoS ra de adoção, café beneficente, etc. Assim como não tem sede, a entidade também não tem veículos, e os custos com o transporte de animais ficam totalmente a cargo dos voluntários. “Nós fazemos esse trabalho porque entendemos a necessidade. Nosso objetivo é a redução do número de animais abandonados”, esclarece Leandro. A ONG tem uma agenda anual e uma diretoria que se reúne para debater as ações e buscar subsídios para a alimentação e o cuidado dos animais. Os recursos para a manutenção dos trabalhos provêm dos voluntários, de amigos, familiares, empresas e campanhas lançadas na página do Facebook Aprablu-Associação-de-Proteção-Animal-de-Blumenau. A página inclusive é movimentada diariamente por voluntários e pessoas interessadas na adoção de animais e/ou na participação das campanhas. Atualmente, contamos com 16 lares temporários que os voluntários disponibilizam em suas próprias residências. O tempo médio de permanência dos animais nesses lares está em torno de três meses. Porém alguns, como os mais velhos e os com
alguma deficiência, são desconsiderados nas doações. Cerca de mil quilos de ração por mês são necessários para alimentar os animais que estão sob os cuidados da ONG. O número de animais acolhidos varia bastante, pois muitas vezes o animal chega e já consegue um lar. A APRABLU custeia cerca de 80% das rações com os recursos dos voluntários. Por isso é de extrema importância a doação de ração para cães e gatos. Além disso, “Todos os animais que chegam à APRABLU recebem tratamento, desde a castração até a vacinação”, diz o presidente, e isso acarreta despesas. Para evitar que as pessoas adotem por impulso, a APRABLU faz questão de saber para aonde e com quem vai o animal. Leandro relata ainda que constantemente são feitos convites para que novos voluntários façam parte da APRABLU, esperando que haja cada vez mais pessoas engajadas na defesa dos animais. Uma das questões que ainda precisam ser repensadas, segundo ele, é a política pública em relação ao bem-estar animal, para que o poder público não olhe o animal como um objeto,
mas como uma vida que merece ser resguardada, respeitada e protegida pelas leis. Para refletir: O que você faz ou já fez para ajudar um animal abandonado ou que precisava de cuidados, mesmo que ele não fosse seu? Você denuncia maus tratos, abandono e exploração de animais? Como posso ajudar? ● Seja voluntário. Abrace esta causa! ● Doação na conta de energia elétrica a partir de R$1,00. Entre em contato conosco e preencha o formulário. ● Colaboração financeira − qualquer quantia.
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CASA SÃO SIMEÃO
Um lugar de aconchego e continuidade da vida
“O tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a gente...” Mário Quintana
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undada em 1954, a Casa São Simeão é um Instituto de Longa Permanência para Idosos (ILPI), especializada em assistência integral, que visa ao bem-estar do idoso e busca ser para ele um verdadeiro lar. Todos vamos envelhecer e sabemos até quando isso vai ocorrer. Mas as próprias pessoas não sabem o que vai suceder a elas, muito menos os familiares. Entrar em um ILPI - Instituto de Longa Permanencia, não é algo rotineiro, principalmente para os mais novos que, decerto, nem pensam nisso. Outros, que passam dos 60 anos, temem a figura
Nelson João de Souza Filho - Presidente da Casa São Simeão do Acolhimnto Numa Instituição. Pois bem, na Casa São Simeão, muitas coisas são determinantes para o convívio agradável dos idosos que, muitas vezes, não têm onde ficar. Ali as pessoas são acolhidas, recebem atenção e respiram um novo ar. A entidade abriga atualmente 76 idosos, com idades de 60 a 99 anos, e tem
“É preciso que todos saibam que um ILPI - Instituto de Longa Permanencia não é um depósito de idosos, mas a continuação da vida de pessoas que já beneficiaram muito os familiares e a sociedade.”
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capacidade total para 95 idosos, sejam eles independentes, semidependentes e ou dependentes. “Nós estamos aqui para promover um lugar de alegria e bem-estar para esses idosos. Se as pessoas acreditam que aqui é um lugar monótono, nós dizemos ‘não é não’. Cada dia oferecemos o melhor para essas pessoas, pois algumas delas foram descartadas pela família ou pela sociedade. É preciso que todos saibam que uma Casa de Reposo, não é um depósito de idosos, mas a continuação da vida de pessoas que já beneficiaram muito os familiares e a sociedade”, esclarece o presidente Nélson João de Souza Filho. A instituição possui um convênio com o município de Blumenau, visando à cooperação técnico-financeira para o desenvolvimento de ações socioassistenciais de atendimento ao idoso, firmado em dezembro de 2011, disponibilizando 65 vagas públicas para idosos, com idade maior ou igual a 60 anos. Para a manutenção da instituição, segundo o setor financeiro, 70% dos recursos são provenientes da Prefeitura Municipal de Blumenau e os outros recursos (30%) são provenientes dos benefícios previdenciários que os idosos
recebem e das doações da comunidade. Vale destacar que é de responsabilidade da Casa São Simeão a administração dos recursos provenientes dos próprios idosos (aposentadorias, pensões), no valor correspondente a 70% do benefício. Tais recursos são usados nas despesas com a alimentação e a medicação dos idosos. A equipe de atendimento é formada por 52 funcionários, responsáveis pelos cuidados com os internos e com a instituição; destes, sete são cedidos pela prefeitura e 45 são contratados pela instituição. A equipe multidisciplinar conta com administrador, auxiliar administrativo, recursos humanos, financeiro, médico, assistente social, enfermeira, nutricionista, fisioterapeuta, auxiliares de enfermagem, cuidadores de idosos, cozinheiras, auxiliares de cozinha, motorista, zelador, jardineiro e auxiliares de serviços gerais. A manutenção requer muito empenho. Nélson avalia que quando a entidade recebe ajuda, sejam recursos financeiros ou de auxílio à manutenção, isso facilita o trabalho de todos. “Quero aproveitar para esclarecer que a Casa
São Simeão não pertence à prefeitura. Recebemos o auxílio, mas a responsabilidade de manutenção é nossa, é
de uma diretoria totalmente voluntária que ama ajudar os idosos”, afirma.
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APEB :
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Com-O-Par-trilhar: O Futuro é Presente
Associação Pedagógica Eurípedes Barsanulfo (APEB) busca contribuir na construção de um presente e, por consequência, um futuro melhor para as crianças e adolescentes de Blumenau. Por meio da oferta de espaços destinados a convivência solidária e das práticas pedagógicas compartilhadas, a APEB busca favorecer o estabelecimento e o aprendizado de relações sociais de respeito mútuo e aceitação do outro, tendo como fundamento pedagógico a ética universal do ser humano. A sede está localizada na rua Anitápolis, 85, (uma transversal da Rua São Bento), no Bairro Vorstadt, em uma casa. Neste sentido, a direção da entidade ressalta que a estrutura nos moldes de uma casa, objetiva proporcionar ambiente familiar, de proximidade e acolhida. Já a manutenção dos trabalhos desenvolvidos se dá por meio de convênio firmado com o Fundo Municipal de Assistência Social, Fundo da Infância e Adolescência e contribuições mensais de 32 voluntários. A APEB mantém o atendimento à comunidade com famílias em situação de vulnerabili-
Sérgio Vescovi (financeiro) e Celso Luiz Wagner (presidente) dade social residentes nas proximidades da Instituição. Desde a sua fundação, 2005, já passaram pela Associação mais de mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e/ou social. Com atividades no contraturno escolar, a APEB atende, atualmente, 105 crianças e adolescentes, de 5 a 15 anos, os quais
As crianças recebem reforço escolar
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recebem refeições, lanche e almoço, suporte pedagógico e escolar, participam de atividades artísticas, culturais, de formação, de lazer, tecelagem, horticultura, culinária e aulas-passeios. “Entre 11h30 e 12h30, é quando todos se encontram para almoçar. Dá muita alegria ver todas as crianças juntas, dividindo o mesmo espaço respeitosamente”, relata a psicóloga Elisa Lobe Signori. A inclusão da criança na entidade, passa primeiramente por uma visita de avaliação
Na APEB, as práticas educativas continuadas e de auxílio mútuo favorecem o estímulo das potencialidades cognitivas e são desenvolvidas para oportunizar o ensinoaprendizagem.
em sua casa, quando são observadas as condições e a realidade particular de cada família. Como propósito, a avaliação buscar mapear as necessidades e potencialidades do público a ser atendido. “Nosso trabalho consiste em oportunizar espaços de convivência solidária”, explica a psicóloga. Atualmente são atendidos alunos das escolas Almirante Tamandaré e Vidal Ramos. A profª. Bianca Cristina Laschewitz fala com entusiasmo da satisfação de fazer parte da entidade desde o início. “Quando estou aqui trabalhando com as crianças, vejo que não tenho nenhum problema. Elas são importantes para o nosso presente e futuro.” Entre as atividades da APEB, estão as práticas socioeducacionais compartilhadas e de auxílio mútuo que favorecem o estímulo das potencialidades cognitivas, desenvolvidas numa perspectiva de promoção solidária de oportunidades de ensino-aprendizagem. As oficinas artísticas proporcionam belos exemplos de expressão, como o mosaico, que oportuniza a recriação e reflexão do cotidiano vivido pela criança, renovando sua postura frente à vida, em relação à família e à sociedade. O teatro, que também é utilizado na Associação como arte educativa, leva a criança a vivenciar novas emoções diante de comportamentos éticos e sociais, permitindo que
São oferecidas aulas de violino pela entidade ela aprenda a se colocar no lugar do outro, vivencie diferentes situações, repense o seu lugar no mundo e cresça como sujeito. Outra atividade é a iniciação à prática da orquestra. Neste sentido, o violino é um dos “instrumentos- chefes” da aprendizagem. A entidade promove ainda o plantio, o cultivo e a colheita de hortaliças na horticultura, com o objetivo de possibilitar o contato com a produção de alimentos saudáveis, associados ao respeito ao meio ambiente.
Uma Estrutura para Conviver Segundo Sérgio Luiz Vescovi, diretor financeiro da APEB, existe o empenho
mensal de todos para a manutenção da entidade. “Nosso custo mensal é de R$ 35 mil, sendo que recebemos em torno de R$ 14 mil do poder público, ou seja, todos os meses precisamos complementar e arrecadar, em média, R$ 21 mil para a manutenção da entidade e o pagamento de 13 funcionários. Fazemos isso por amor, sem buscar reconhecimento”, afirma ele. Já para o presidente da Associação Celso Luiz Wagner, o trabalho se baseia na cooperação. “Toda a nossa estrutura tem esse custo mensal, pois nos esforçamos para melhorar o presente e o futuro das crianças. Contamos com empresários que colaboram com a Instituição contribuindo de forma eficaz para a manutenção dos projetos desenvolvidos”, conclui. Para ajudar a Associação, entre em contato pelo telefone 47-3222 1896. Há um setor que recebe roupas e objetos em bom estado para a venda no bazar. Para fazer uma contribuição mensal, preencha o formulário próprio.
Professora Bianca Cristina Laschewitz e a psicóloga Elisa Lobe Signori
lancaster.com.br Responsabilidade Social, Julho / 2017
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CASA DA AMIZADE
Jaime Batista da Silva
O importante trabalho das senhoras de rotarianos na ASR
Feira realizada pela entidade
“
A Casa da Amizade será sempre uma ilha de ternura, companheirismo e solidariedade humana, na medida em que nós mantivermos viva a sua filosofia.” (10° Mandamento da Casa da Amizade) A Casa da Amizade de Blumenau foi fundada em 7 de outubro de 1966, por um grupo de senhoras esposas de rotarianos que, seguindo o exemplo de seus maridos, propuseram-se a colaborar com os projetos sociais para também “Dar de si antes de pensar em si”. A 1ª presidente foi a senhora Edeltraud Odebrecht (“in memoriam”).
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A ASR (Associação das Senhoras de Rotarianos) ou Casa da Amizade presta serviços de caráter assistencial, moral e cultural, sem fins lucrativos, e tem por finalidade promover o companheirismo e a amizade entre as associadas, cooperar com entidades filantrópicas, assistenciais, educativas e outras obras assistenciais necessárias à comunidade e ao bem-estar da coletividade. Como entidade civil e de utilidade pública, caminha paralelamente ao Rotary Club, com estatutos e regulamentos próprios. “Este ano, vamos completar 51 anos de atividades. Atualmente,
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contamos com mais de 200 voluntárias que dedicam parte de seu tempo para o bem da comunidade.
Atualmente, contamos com mais de 200 voluntárias que dedicam parte de seu tempo para o bem da comunidade. Damos assistência a 20 entidades que necessitam de apoio.
Damos assistência a 20 entidades que necessitam de apoio. Os projetos são avaliados pelas sócias e, dentro das possibilidades, são atendidos”. A explicação é da presidente Vera Lucia Lourega Guatymozim, voluntária há 20 anos. Um dos eventos mais destacados é a Noite da Fantasia, cuja renda é distribuída integralmente entre as entidades assistidas. “Gostaríamos que a ASR fosse mais conhecida pela população, incentivando as pessoas a se engajarem em trabalhos comunitários. Nossa entidade não é apenas formada por esposas de rotarianos – sócias efetivas, mas também por sócias colaboradoras e beneméritas que, com muito trabalho e desprendimento, estão conosco nessa corrente de amor ao próximo”, comenta a presidente. Ela complementa: “O trabalho da ASR é bem-conceituado entre as autoridades da nossa cidade. É muito gratificante ver o sorriso de uma criança quando trabalhamos em creches ou eventos que nos aproximam delas. Com os idosos, sentimos a mesma alegria ao mos-
Presidente da entidade: Vera Lúcia Lourega Guatymozim
trar que eles não estão sozinhos, que podem contar com a presença de uma voluntária amiga”. Com total objetivo de ajudar as pessoas
que passam por necessidades e de contribuir com entidades que precisam de apoio financeiro, a Casa da Amizade promove brechós, feiras, eventos e campanhas para angariar fundos. O que mais chama a atenção é o desprendimento das voluntárias. Embora esse trabalho não tenha visibilidade, gera um resultado expressivo para quem o recebe. As reuniões da ASR são realizadas na rua Amadeu da Luz, 122 − sala 72, Edifício Classic, em Blumenau.
Reuniões acontecem semanalmente para debater as prioridades
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CASA DA ESPERANÇA
Uma casa onde existe esperança
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(Fotos: Pedro Waldrich)
Olhar para o futuro é cuidar da Educação de nossas crianças.” Jairo Backes
Crianças atendidas no turno vespertino pela entidade
O objetivo maior da Casa da Esperança é, através do bom exemplo e do carinho, levar as crianças a entenderem o sentido da vida e a buscarem um futuro digno. “Mas o seu sorriso vale mais que um diamante/ Se você vier comigo, aí nós vamos adiante”: eis um trecho da composição musical “Dias de Luta, Dias de Glória” (Charlie Brown Jr.). Essa canção nos remete à Rua da Glória, onde existem pessoas que lutam, todos os dias, para ajudar na educação das crianças daquele bairro. Estamos falando da Sociedade Casa da Esperança, que hoje atende 120 crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos, em situação de risco pessoal e social, tendo em vista a vulnerabilidade de suas famílias, garantindo a eles os direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A entidade nasceu a partir da preocupação da comunidade com a permanência de crianças e adolescentes fora do ambiente familiar, pois cada vez mais as mães ingres-
savam no mercado de trabalho. Assim, para evitar que os menores ficassem sozinhos ou desassistidos, perambulassem pelas ruas, correndo riscos desnecessários ou até sofrendo abusos, foi criada a Casa da Esperança. A implantação ocorreu em 1979, liderada pela Madre Guilietta Casarotti e pelo Padre Vertolino José Silveira, então vigário da Paróquia Nossa Senhora da Glória, os quais foram apoiados por um grupo de senhoras sensíveis às questões que envolviam, inicialmente, meninas carentes. No início de 1989, foi criada a organização não governamental Sociedade
O objetivo maior da entidade é, através do bom exemplo e do carinho, levar as crianças a entenderem o sentido da vida e buscarem o melhor para um futuro de qualidade. Elizabeth Weber Rebellato - Presidente da Casa da Esperança
Distribuidora das seguintes marcas:
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www.mnh.com.br
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Casa da Esperança, formada por lideranças comunitárias voluntárias que assumiram o compromisso de dar continuidade ao trabalho até então desenvolvido. “A Casa e os pais e/ou responsáveis se preocupam com o que as crianças estão fazendo fora do horário da escola, enquanto eles estão trabalhando. A rua oferece muitos atrativos que, na realidade, são armadilhas. Se as crianças não forem bem orientadas, bem acompanhadas, podem acabar caindo nessas armadilhas, que são prejudiciais ao seu desenvolvimento − as drogas, a prostituição, os maus hábitos estão aí fora, chamando as crianças. Assim, oferecemos oficinas e atividades para que a entidade se torne um local atraente e para que as crianças prefiram estar aqui do que nas ruas. Nosso objetivo é fazer com que cada criança tenha consciência de seu papel na sociedade, que saiba que é responsável por suas ações e que um futuro melhor para ela e para toda a sociedade depende muito de suas ações agora. Ela precisa crescer sabendo que tem um papel a ser cumprido e aqui nós a orientamos para que se torne um cidadão melhor e faça as melhores escolhas para sua vida”, diz a atual presidente, que é voluntária, Elizabeth Weber Rebellato. Desse modo, os menores assistidos frequentam a Casa da Esperança no período do contraturno escolar, divididos em turmas, de acordo com as faixas etárias de 6 a 9 anos e de 10 a 15 anos (tanto no matutino quanto no vespertino). Eles recebem refeições (café da manhã, almoço, lanche da tarde), estímulo
para o ingresso e a permanência nas escolas públicas, para desenvolver a iniciativa, a vontade própria, a espontaneidade, a criatividade e uma visão construtiva de mundo, reforço escolar para o melhor aproveitamento em sala de aula, aulas de violão, coral, dança, artesanato, educação física, artes, informática e participam do Projeto de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Todas as atividades são direcionadas no intuito de contribuir para a formação integral de crianças e adolescentes, para que se tornem, futuramente, cidadãos críticos e conscientes. A Casa da Esperança tem convênio com a Secretaria da Assistência Social da Prefeitura Municipal, a qual lhe dá apoio financeiro, cobrindo cerca de 30% das despesas mensais. Esse convênio contempla o Projeto de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Já o FIA − Fundo para a Infância e Adolescência – custeia o projeto “Vivenciando a Cultura”. Para prover a alimentação, existe a parceria com o SESC – Projeto Mesa Brasil e Banco de Alimentos da Prefeitura Municipal de Blumenau. Além disso, a entidade recebe doações de empresas e pessoas físicas. O imóvel é cedido pelo Governo do Estado. Outra maneira de captar recursos são as vendas do bazar permanente de roupas usadas. Os momentos de educação e civismo são muito valorizados na Casa. Todas as sextas-feiras, no primeiro horário de cada turno, as crianças se reúnem para cantar o Hino Nacional. A entidade trabalha com valores, respeito e cumprimento de regras: esses
são os pontos norteadores das atividades. As crianças participam de todas as atividades, independentemente de religião ou condição, exceto quando ocorre algum problema de saúde. A Casa da Esperança orienta suas atividades de acordo com os seguintes temas: Direitos Humanos, Violência e violação de direitos, Educação ambiental, Cultura, Esporte, Lazer, Ludicidade e Brincadeira, Família e comunidade, Orientação ao mundo do trabalho. “Nós sabemos que esse trabalho envolve muito empenho dos profissionais que aqui atuam. Temos casos de crianças que já ficaram 10 anos aqui, mas a média é de 3 anos. A nossa maior satisfação é quando essas crianças voltam, contando que estão cursando uma faculdade ou já são formados, com família constituída. Isso alimenta ainda mais a nossa esperança”, conclui a presidente. Principais parceiros: Prefeitura Municipal de Blumenau, FIA, CRAS, Fundação Hermon, Programa Mesa Brasil do SESC, FURB, Pró-Família, empresas privadas, comunidade e amigos.
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CASA DE APOIO:
Prioridade para nossas crianças “Para o corpo doente, é necessário o médico; para a alma, o amigo: a palavra afetuosa sabe curar a dor.” (Menandro)
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Associação Casa de Apoio foi fundada há 14 anos para dar suporte ao tratamento de câncer infantil e juvenil, oferecendo aos pacientes e às suas famílias, tanto de Blumenau como da região da AMMVI, um local de acolhimento, conscientização, informação e apoio integral − afetivo, psicoemocional, social e material. Nesse sentido, contribui para a aceitação do diagnóstico e a compreensão das patologias, bem como para o enfrentamento e a adaptação da rotina ao tratamento da doença. É fundamental dar apoio à família desde o momento do diagnóstico, para ela saber que não está sozinha. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), o câncer infantojuvenil é a doença responsável pelo maior número de mortes de crianças acima de 4 anos no Brasil. Quando se incluem outras causas de mortes, que não apenas doenças, o câncer perde apenas para a violência urbana e os acidentes. Números assim chamam a atenção. Daí a importância da Casa de Apoio. Em maio de 2011, a Associação passou a atender também pacientes com paralisia cerebral, mielomeningocele (que se caracteriza pela malformação na coluna vertebral − espinha bífida − ainda no ventre da mãe) e síndromes raras, com as seguintes finalidades: ● Oferecer condições necessárias ao equilíbrio físico, psicoemocional e social, com atividades de convívio e estrutura-
Sede da entidade ção da vida cotidiana, troca de vivências e experiências para minimizar o sofrimento, objetivando proporcionar equilíbrio familiar e qualidade de vida aos pacientes. ● Garantir às famílias o acesso aos benefícios e às demais políticas públicas, visando à ampliação da proteção, à superação das vulnerabilidades e das situações de violação de direitos. ● Proporcionar atividades que visem à autonomia do paciente, amenizando o trabalho dos pais/cuidadores, e à sua inclusão escolar e social, almejando, futuramente, sua inserção no mundo de trabalho. E ações que priorizem o respeito à dignidade humana, o reconhecimento das potencialidades desses indivíduos e o direito ao exercício da cidadania. “Nosso projeto social está voltado para a emancipação e a autonomia das crianças no futuro, tirando o foco da patologia, das dificuldades, valorizando as habilidades e potencialidades de cada uma”, reforça a presidente da entidade, Adriana Kreibich da Costa, que está na Associação como voluntá-
ria desde o início. Atualmente, a entidade é a única no município que atende crianças e adolescentes com câncer, inclusive disponibilizando alojamento para famílias de outros municípios que realizam o tratamento na cidade. O quadro é formado por uma assistente social, uma psicóloga, duas fisioterapeutas e uma fonoaudióloga, além dos voluntários. A presidente é enfática ao falar da entidade: “A Casa de Apoio tem uma relevância ampla, uma vez que as ações aqui propostas têm o objetivo de atender a família como um todo, com serviço de convivência e fortalecimen-
“Nosso projeto social está voltado para a emancipação e a autonomia das crianças no futuro, tirando o foco da patologia, das dificuldades, valorizando as habilidades e potencialidades de cada uma.”
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Atrações são realizadas para a interação das crianças. to de vínculos, fisioterapia neurológica, psicóloga, assistente social, fonoaudióloga, Clube de Mães e aulas de música. O diferencial da Casa de Apoio é a presença de uma equipe técnica especializada, com dedicação exclusiva, o que é determinante para a evolução dos pacientes. Além disso, a diretoria voluntária é composta por cinco empresários fortemente comprometidos e imbuídos de responsabilidade social”, conclui. A Casa de Apoio tem sede própria de 325 m2 e possui uma sala de
recepção, uma sala para psicóloga, uma sala para assistente social, uma sala de fisioterapia, uma sala de musicalização, uma sala para desenvolvimento de trabalhos em grupo e dinâmicas e recreação, um almoxarifado, uma cozinha, um refeitório, uma área de serviço e uma sala para o Brechó de roupas novas, usadas e produtos confeccionados no Clube de Mães. As pessoas interessadas em auxiliar nos projetos têm espaço e são bem-vindas. O projeto Super-Heróis é voltado para empresas que contribuem mensalmente e, em contrapartida, utilizam o material para divulgar responsabilidade social. As doações mensais também podem ser feitas na conta de luz. Você ainda pode doar seu tempo e/ou fraldas, leite, brinquedos, roupas novas, usadas e artigos para vendas no bazar e no brechó. Uma vez por ano, há o Pedá-
gio da Casa de Apoio. Finalizando, Adriana fala do trabalho social no município: “Não podemos e não devemos nos queixar, é muito gratificante desenvolver esse trabalho numa cidade como Blumenau, onde a comunidade é solidária. Nossa instituição atua de forma privada e nós, gestores e equipes, estamos aqui por escolha e comprometimento próprios”.
Presidente da Casa de Apoio: Adriana Kreibich da Costa
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CERENE:
Uma Nova Esperança para Ressocialização
Vista geral da entidade
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roblemas com álcool e drogas existem em todos os lugares e muitas vezes não sabemos como enfrentar essas situações. Conheça uma entidade que pode ajudá-lo. O uso de drogas é um dos maiores desafios entre os desajustes sociais a serem vencidos no mundo. Cerca de 5% da população adulta, ou 250 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos, usaram pelo menos uma droga no ano passado, de acordo com o último Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Para buscar a recuperação e a ressocialização de dependentes químicos, Blumenau conta, há 28 anos, com o CERENE − Centro de Recuperação Nova Esperança, que iniciou seus trabalhos no dia 4 de maio de 1989, amparado pela Missão Evangélica União Cristã
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− MEUC, entidade religiosa, civil, sem fins lucrativos, inserida no contexto da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. O secretário geral da entidade Elcido Schlüter destaca que “ a oferta de drogas e álcool é cada vez maior, e os consumidores são cada vez mais jovens”. “Temos algumas experiências mostrando que o uso dessas substâncias se dá ainda na infância e dentro da família”, relata o entrevistado. “Entendemos que o CERENE é uma oportunidade para os dependentes químicos, para que vivam longe do mundo da marginalidade e do crime, livres de toda e qualquer substância química.” Ele ainda esclarece que é de extrema importância para a sociedade uma entidade como o CERENE. Hoje, além da unidade Blumenau, há mais 4 unidades nos municípios de Ituporanga, Palhoça, São Bento do Sul e
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Lapa no Paraná. A matriz está localizada em Blumenau, onde trabalham 30 pessoas, entre contratados e voluntários, que atendem 16 adolescentes, 54 adultos e 10 pessoas na Reinserção Social. A maior dificuldade enfrentada pela entidade é a questão financeira. Elcido relata que a maioria dos recursos financeiros advêm de doações de pessoas físicas e jurídicas, de convênios públicos, da comercialização de produtos produzidos no próprio CERENE, das isenções fiscais, bem
O uso de drogas é um dos maiores desafios entre os desajustes sociais a serem vencidos no mundo.
como de parcerias privadas. “Promovemos eventos e ações para ajudar na manutenção da entidade”, assinala. O entrevistado, que dedica sua vida a esse projeto, assegura que a dependência química tem tratamento. Segundo ele, as pessoas podem ser transformadas, através da visão cristã, em indivíduos produtivos, responsáveis, para ter uma vida de qualidade, longe das drogas e do álcool. Hoje, além do CERENE, só existe mais uma entidade de acolhimento para atender a região do Vale do Itajaí e até outros estados. Além disso, o CERENE trabalha no âmbito da prevenção em escolas, associações, comunidades e empresas, sempre orientando sobre os riscos do uso e abuso de álcool e drogas. A demanda de pessoas é grande, e a entidade está consolidada. Já não se pode imaginar Blumenau sem a oferta desse serviço. O CERENE trabalha diretamente no contexto das pessoas que se deixam escravizar pelo uso de drogas, oportunizando uma mudança sólida de vida. Desse modo, existe a atuação da entidade também com as famílias dos
acolhidos, oferecendo apoio integral e efetivo.
O apoio da comunidade Ao destacar as ações do CERENE como peça importante no processo de prevenção e tratamento da drogadição em Blumenau e mesmo em Santa Catarina, o presidente da entidade Marcos Edwin Mey faz questão de enaltecer também o apoio da comunidade e das próprias famílias envolvidas, todos entendendo a grandeza desse trabalho. Da mesma forma, diz ele, o avanço no consumo de drogas na atualidade afeta outras políticas públicas, como a segurança, educação, saúde, assistência social, defesa do cidadão, criança, adolescente e família. Ele também reconhece o apoio que a entidade recebe dos órgãos municipais e estaduais. Marcos Mey entende que, de alguma forma, todo cidadão é atingido e afetado quando uma pessoa, por qualquer motivo, entra no caminho da droga, passando a ser dependente dela. Cria-se uma cadeia de necessidades, diz ele, envolvendo diversas
entidades, seja na área social, médica, seja na segurança pública. “É aí que entra em cena o nosso trabalho. Por isso a estrutura e o trabalho do Cerene são realizados com tanta responsabilidade, por toda sua diretoria e colaboradores conscientes do papel que desenvolvem na sociedade. O presidente da entidade deixa um recado para a população blumenauense, até como advertência: “A problemática da dependência química já é uma epidemia nacional, e grandes projetos e mobilizações na esfera federal estão sendo implementados. A maior dificuldade está em mudar os hábitos de uma pessoa, considerando que a substância química tem uma ação direta nos sentidos e no cérebro, diminuindo todo o seu poder de concentração e trabalho”.
Elcido Schlüter
Presidente do Cerene, Marcos Mey e esposa
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CTV
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Uma Luz no Fim do Túnel (Fotos: Pedro Waldrich)
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 8:12
Conheça o Centro Terapêutico Vida onde o trabalho de reabilitação dos usuários de drogas possibilita abrir caminho para uma vida melhor. O Centro Terapêutico Vida (CTV) foi criado em 1996, quando o presidente-fundador, o deputado estadual Ismael dos Santos, pensava em um espaço para acolher usuários de substâncias psicoativas que necessitavam de tratamento especializado em comunidade terapêutica e o procuravam em busca de ajuda no meio político e no meio religioso. O CTV começou a funcionar com oito residentes mas, nos últimos 25 anos, já passaram mais de mil jovens por essa instituição. Com duração de 6 MESES , o programa tem capacidade para atender 30 internos, os quais permanecem no CTV até o fim do tratamento. Hoje o índice de reabilitação da dependência química é de 75%. Atualmente seis pessoas trabalham na entidade, que também recebe ajuda de voluntários. As ações promovidas pela instituição e os convênios firmados com os órgãos públicos conseguem mantem o CTV. Já a alimentação provém de uma parceria com a igreja Assembleia de Deus de Blumenau. O atual diretor Andrey Forte relata a importância do trabalho realizado e
como o CTV tem ajudado o município no combate e na prevenção ao uso drogas: “O CTV tem sido referência de entidade acolhedora e de atendimento aos usuários de álcool e drogas. Também é referência para a nossa região e hoje não vemos o município sem o CTV. O número de pessoas que nos procuram, infelizmente, é alto. Com certeza estamos no lugar certo e contamos com o grande apoio da nossa população”. O trabalho do Centro Terapêutico Vida é completo. Inicia-se com o auxílio ao residente, visando à sua reestruturação psicológica e ao desenvolvimento de habilidades sociais para motivá-lo, prevenir recaídas e para que a recuperação seja de fato consolidada. A entidade busca proporcionar aos residentes um Encontro com familiares
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ambiente propício e terapêutico, onde possam receber suporte para a resolução de seus conflitos e sofrimentos, auxiliando-os, de modo saudável, a agir e a reagir diante dos eventos da vida. O CTV tem uma programação específica para dar assistência à pessoa que passa pelo processo de recuperação. As atividades promovem a capacidade do interno de reaver a autoestima, de saber o seu valor. Apoiados em princípios cristãos, os internos são incentivados a buscarem uma vida diferente daquela que antes viviam. Em datas determinadas pela direção do CTV, ocorre o “Domingo em Família”, um momento especial em que cada um dos internos pode fortalecer os seus vínculos e contar para os familiares o seu progresso
Conheça o Centro Terapêutico Vida, que tem um trabalho de recuperação de pessoas que fizeram uso de drogas, oferecendo a cada um a oportunidade de melhorar suas vidas.
como pessoa e a melhora em relação ao uso de drogas. O Centro possui uma área de 70.000m2 e abriga um prédio de 500m2, além de uma residência para apoio logístico. O setor de hospedagem possui quartos coletivos para seis residentes e banheiro adaptado para o uso de deficientes físicos. A estrutura é completa. O setor de terapia e recuperação possui uma sala de atendimento social, individual e coletivo, com televisão e música; quadra de esportes, ambiente para prática de exercícios físicos, horta e outros cultivos, espaço para criação de animais domésticos e área externa de convívio. O tratamento segue um programa terapêutico que prevê a participação do residente nas diversas atividades propostas, a saber, desenvolvimento da espiritualidade, lazer, esporte, trabalho laborativo, trato de animais e contato com a natureza. Há também acompanhamento e orientação psicossocial e atendimento médico E ODONTOLOGICO PELA REDE DE SAUDE PUBLICA DO MUNICIPIO. Para efetivar o acolhimento, os inte-
Diretor do CTV Andrey Forte e sua esposa
Equipe Técnica do CTV ressados devem passar por processo de triagem que acontece todas as terças e quintas-feiras com horário pré-agendado através de contato telefônico, na instituição. A triagem carece respeitar os critérios de elegibilidade e voluntariedade dos usuários, sendo que os indivíduos com um grau de comprometimento grave não poderão ser aceitos pelo programa de reabilitação da instituição. A proposta inicial no programa de acolhimento e reabilitação na instituição é de seis (6) meses, podendo variar conforme avaliação da equipe e em conformidade com o acolhido. Essa proposta é dividida em três etapas: (a) A Primeira, de um mês, relativa ao tempo de adaptação, integração e intervenção sistemática interna. (b) A Segunda etapa, que compreende o segundo e terceiro mês, refere-se ao período de conscientização e resgate e fortalecimento do convívio familiar (c) A Terceira etapa, que compreende o período entre o quarto e o sexto mês, tem foco na ressocialização, momento em que o usuário fortalecerá seus vínculos familiares e comunitários através de encaminhamentos a rede de serviços e participação de atividades externas. UM FORTE ABRAÇO DA FAMILIA CTV POR UMA FAMILIA SEM DROGAS
Todas as maneiras de auxílio são bem-vindas no CTV. Doe suas habilidades, materiais ou dinheiro através de depósito bancário (dados abaixo) ou da conta de energia elétrica.
Deputado Estadual Ismael dos Santos - fundador do CTV
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CVV
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Sede do CVV Blumenau
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número de pessoas com depressão – transtorno que pode trazer graves consequências − tem aumentado a cada dia. Em Blumenau, existe uma entidade que ajuda a ressignificar o valor da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de suicídios passa de 3 mil por dia. A ocorrência de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos. Hoje é uma das principais causas de morte entre os jovens e os adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos ocorra entre as pessoas com mais de 60 anos, visto que muitos são abandonados e perdem a noção do valor da vida. Para ajudar a reverter esse quadro, o Centro de Valorização da Vida (CVV) vem atuando há quase 32 anos em Blumenau. Tudo começou na época em que ter um telefone era um artigo de luxo e
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era esse um dos meios pelos quais o CVV oferecia atendimento à sociedade. Mas não ficava só nisso. Também aqueles que se dirigiam à entidade, pessoalmente ou por carta, eram bem recebidos, como hoje. Atualmente, além do telefone, a forma de atender foi ampliada, com o apoio via internet (www.cvv.org. br). O principal objetivo do CVV é dar apoio emocional e oportunidade para que as pessoas possam conversar e serem ouvidas, “pois sabemos que não há dia, hora, condição cultural, social e financeira que faça com que a vontade de não querer mais viver apareça para um de nós”, relata Zita, uma das voluntárias. A pessoa que busca o CVV tem o sigilo assegurado, a total privacidade e o direito ao anonimato, o que contribui para estabelecer o caráter confidencial do atendimento e o clima de confiança.
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Os telefones do CVV não têm bina, e os voluntários jamais perguntam o nome de quem está falando. O trabalho que consiste na escuta atenta e respeitosa, no sentido de compreender quem está do outro lado, é uma forma de valorizar o outro. O mestre Rubem Alves dizia no texto “Escutatória”: “Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Escutar é
O número de pessoas com depressão – transtorno que pode trazer graves consequências − tem aumentado a cada dia. Em Blumenau, existe uma entidade que ajuda a ressignificar o valor da vida.
complicado e sutil.” Por isso o trabalho do CVV é tão louvável. Os voluntários se revezam em plantões de 4 horas por semana, atendendo, inclusive, aos domingos e feriados. Para ser um voluntário, é preciso ser maior de 18 anos e passar por um período de encontros e capacitação, sendo que o único requisito é ter força de vontade de ajudar o próximo. Acima de tudo, o voluntário do CVV acredita no valor da vida e está disposto a conversar com outras pessoas em seus momentos de vulnerabilidade emocional, evitando que cultivem pensamentos autodestrutivos. A sede da entidade fica localizada na Rua professor Luiz Schwartz, 169, próximo à Vila
Germânica (atendimento presencial das 7h às 19h), e os telefones para contato são 141 (utilidade pública) e (47) 33294111 (24 horas). Os números chamam a atenção: são mais de 1.200 atendimentos por mês no CVV, em Blumenau. E assustam ainda mais quando levamos em conta um ano de atendimentos: são cerca de 15 mil, por meio de telefone, carta, chat, site ou presencial. Dados da Secretaria de Saúde mostram que este ano já houve 10 suicídios consumados na cidade. No ano passado foram 36. Os atentados à própria vida são a segunda causa de mortes em Blumenau, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Falar de suicídio ainda é um
Palestras de conscientização são realizadas nas escolas
A instituição se mantém com as contribuições dos próprios voluntários e as doações de pessoas e setores da sociedade que reconhecem a importância desse trabalho. A ONG também promove eventos, para que os recursos gerados cubram os gastos, todos os meses, com a manutenção do Posto e a quitação de despesas. O CVV tem feito o seu papel em prol da sociedade e aguarda o reconhecimento e o auxílio da população para continuar a abrir caminhos em favor da vida. Toda ajuda é bem-vinda!
tabu para muita gente. Para abrir mais um canal de conversa com a comunidade, em setembro o CVV organiza o “ Setembro Amarelo”, durante o qual se promovem ações de divulgação da entidade, palestras e visitas da equipe de apoio a escolas e universidades, por exemplo. Também estão em andamento as reuniões do GASS − Grupo de apoio aos sobreviventes de suicídio, nova ferramenta do CVV Comunidade e, em maio de 2017, a 16ª Semana de Valorização da Vida, com palestras, encontros, mesa redonda, etc.
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LAR BETÂNIA E LAR BETHEL
Pequenos talentos recebem cuidados
“Quem não investe na criança hipoteca o futuro”. Pastor Woldemar Kinas Há 38 anos, a Associação Lar Betânia atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
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esd e 1979, a Associação Assistencial Lar Betânia presta muito mais do que um serviço de creche para crianças e adolescentes. Proporciona a eles atividades socioeducativas e biopsicossociais que visam ao seu pleno desenvolvimento. A ideia da criação da entidade surgiu após um incêndio que vitimou duas crianças que estavam sozinhas em casa, enquanto seus pais trabalhavam. Sensibilizados, os pastores Antônio Lemos e Woldemar Kinas (ambos “in memoriam”) fundaram a Associação com recursos doados por pessoas da comunidade e até de outros países. Assim nasceu a primeira unidade, o Lar Betânia (que quer dizer “Casa do Aflito”), na Ponta Aguda. Anos depois, outro acontecimento trá-
Sede Lar Bethel gico − o afogamento de duas crianças − comoveu a diretoria do Lar Betânia, que buscou recursos e construiu a segunda unidade, o Lar Bethel (que significa “Casa de Deus”), na Velha Grande. Hoje são mais de 340 crianças atendidas nas duas unidades (até 13 anos, no Lar Betânia; até 6 anos, no Lar Bethel), que
Crianças que frequentam o Lar Betânia
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contam com 46 colaboradores de diversas áreas. O principal objetivo das unidades é proporcionar atividades educativas e sociais em tempo integral, garantindo direitos e cidadania em um espaço onde a criança e o adolescente possam construir seus conhecimentos e ampliar suas experiências. Segundo o presidente Orlando Mattos Júnior, envolvido há seis anos nesse projeto, “aqui todas as pessoas são movidas pela solidariedade e, em especial, pelo amor às crianças e aos adolescentes”. Para ele, “a premissa do Lar Betânia e do Lar Bethel é realizar atendimento efi-
Os pastores Antônio Lemos e Woldemar Kinas (ambos “in memoriam”) fundaram a Associação com recursos doados por pessoas da comunidade e até de outros países.
caz, seguro e responsável, respeitando o público-alvo, os pais, os colaboradores, a comunidade e o interesse público, por meio da união e criatividade de nossa equipe”. Como toda entidade sem fins lucrativos, a maior necessidade é financeira. O Sr. Orlando explica essa questão: “Até 2004, as verbas governamentais chegavam com irregularidades de prazo, o que na época gerou turbulência financeira. A partir de 2005, gradativamente, as nossas atividades de Educação Infantil passaram a ser financiadas pela Prefeitura através da Secretaria de Educação, com recursos do FUNDEB, e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, pela Secretaria de Desenvolvimento Social, com recursos do Fundo Municipal de Assistência Social. Atualmente, os repasses são feitos de forma regular e contínua, dando-nos mais tranquilidade, embora os valores não cubram integralmente os custos. Complementamos com eventos e atividades extras, como jantares, feijoadas, lanches, bazares e pedágios”. Uma das marcas desse trabalho é que o Lar Betânia e o Lar Bethel estão inseridos em dois bairros de Blumenau (Ponta Aguda e Velha Grande) e vêm ganhando credibilidade pela serieda-
Atividades e apresentações são oferecidas as crianças de com que são conduzidos, pelo zelo técnico, pedagógico e social pertinente e pela integração com a comunidade. Confirmando a importância do trabalho prestado pela Associação, Orlando Mattos Júnior finaliza: “A entidade faz parte da minha vida, assim como faz parte da vida de toda a equipe técnica e dos demais membros da diretoria. Caso as duas unidades não existissem, o município teria que dar conta da demanda que já está muito além das vagas oferecidas como um todo”.
Você se interessou pela nossa Associação? Venha nos ajudar com trabalhos voluntários ou faça doações de alimentos não perecíveis, material didático, de higiene e limpeza.
Contato:
LAR BETÂNIA (UNIDADE I) Rua Konrad Adenauer, 90 - Bairro Ponta Aguda - Blumenau - SC Fone/Fax: 3322-2207 E-mail: larbetania@larbetania.org.br LAR BETHEL (UNIDADE II) Rua Germano Kratz Neto, 158 - Bairro Velha Grande - Blumenau - SC CEP 89.045-640 Fone: 3330-1327 E-mail: bethel@larbetania.org.br
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REDE FEMININA
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Por uma causa maior (Fotos: Pedro Waldrich)
Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau completa, em setembro, 44 anos de serviços prestados à saúde da mulher. Nos dias atuais, olhar para o lado é um gesto de amor. Os dias têm sido sombrios para muitas mulheres, mas, enquanto isso, as voluntárias da Rede “pintam” a esperança de cor-de-rosa em Blumenau. De fato, a Rede Feminina tem se tornado referência na prevenção do câncer. Os números impressionam, assim como a força
de vontade das voluntárias. “Precisamos muito da ajuda das pessoas. Fazemos um trabalho que representa hoje 25% da coleta de exames preventivos de colo de útero no município, além do diagnóstico precoce do câncer de mama e do apoio a pacientes mastectomizadas. Queremos fazer mais, porém no momento também precisamos de ajuda financeira”, relata a presidente da entidade Maria Christina Duarte Pereira Dorigatti. Levando em consideração os recursos necessários para a manutenção dos serviços, em torno de R$ 40 mil por mês, chega-se ao expressivo valor de R$ 500 mil em um
Sede da entidade ano. Todos os serviços prestados pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau são gratuitos e se firmam em dois pilares: a prevenção e o apoio. Os recursos para a manutenção da entidade provêm principalmente de parcerias com empresas, convênio com a prefeitura, doações de pessoas físicas e o brechó permanente de roupas que, segundo a presidente, traz um apoio fundamental para a entidade. Hoje
Ação do Outubro Rosa em frente a sede da entidade
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a Rede conta com mais de 130 mulheres voluntárias, as quais atenderam, aproximadamente, 12 mil mulheres em 2016. Os serviços são oferecidos a toda a comunidade e mostram o comprometimento da entidade.
SETOR MASTECTOMIA
Durante o ano de 2016, passaram pelo setor 168 mulheres. Dessas, 31 foram avaliadas e iniciaram seu tratamento, sendo que as demais já eram pacientes. Fisioterapia: Foram realizados 4317 atendimentos, utilizando os seguintes recursos: luva de compressão pneumática
Hoje a Rede conta com mais de 130 mulheres voluntárias, as quais atenderam, aproximadamente, 12 mil mulheres em 2016. Os serviços oferecidos são completos e mostram o comprometimento da entidade.
intermitente, drenagem linfática manual, terapia manual, bandagens compressivas e cinesioterapia. Nutricionista: Foram realizados 96 atendimentos. Assistente Social: Realizou 73 atendimentos. Psicologia: As psicólogas fizeram 138 atendimentos, incluindo os individuais e os grupos. Perucas: Em 2016, foram emprestadas 76 perucas para mulheres da comunidade em geral, acometidas de qualquer tipo de câncer, que estivessem realizando quimioterapia. Também foram doados lenços, turbantes e chapéus. Próteses: Foram doadas próteses de mama externas, das quais 25 de silicone e 12 de espuma, além de 15 sutiãs especiais para o uso da prótese, minimizando assim o constrangimento causado pela perda da mama.
AMBULATÓRIO
Em 2016, por meio da Rede Feminina, foram realizadas 1700 mamografias nos hospitais Santo Antônio e Santa Catarina, bem como foram feitos 5174 exames preventivos de colo de útero, 42 biópsias, 39 colposcopias e 72 exames de toque de mama. Também foram analisadas 195 ultrassonografias e mamografias levadas pelas pacientes. Uma das mais importantes ações da entidade é o apoio moral durante as visitas nas áreas de oncologia dos hospitais. Em 2016, 4502 pacientes receberam visitas no Hospital Santo Antônio e 671 no Hospital Santa Isabel. Além das visitas, as palestras educacionais em organizações e em-
Bazar da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau presas são extremamente importantes. No ano passado, houve 164 palestras, com a participação aproximada de 7 mil pessoas. A 1ª. vice-presidente, Jacinta Etelvina Morfim Schramm, reforça a importância do voluntariado na Rede. “A diretoria procura valorizar as mulheres que aqui trabalham como voluntárias. Mensalmente, são realizados encontros com informações sobre o andamento dos trabalhos na Rede, para motivá-las e demonstrar a importância do trabalho que elas desenvolvem na entidade”, conclui. Vale lembrar ainda que a cada ano vem aumentando a adesão ao movimento mundial Outubro Rosa, que visa chamar atenção para o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Em Blumenau, a campanha do Outubro Rosa
teve início em 2010, com a iniciativa da Rede Feminina, que foi pioneira em Santa Catarina. Em 2016, a entidade promoveu palestras, eventos sociais, esportivos e de conscientização da população, com entrega de folhetos explicativos, dicas de saúde, zumba e Caminhada Rosa no Parque Ramiro Rudiger. A frase “Semeando esperança, prevenindo, celebrando a vida”, de Genny Ignez C. Silveira, geralmente é utilizada pela equipe para que prevaleçam a fé na vida, os cuidados com a saúde e o entusiasmo pela realização e continuidade dos trabalhos. É justamente isso que cada blumenauense pode fazer para ajudar a entidade. Entre em contato com a Rede e procure saber o que é necessário para que o trabalho continue.
(Fotos: Pedro Waldrich)
A Rede Feminina de Blumenau conta com você!
Alice, Eliane, Jacinta, Maria Christina, Cléia, Sueli e Doralice
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