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Revista Direcional Escolas Edição 106 –Março/15

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especial - cobertura

ano 11 | edição 107 | Abril 2015

www.direcionalescolas.com.br


EdITORIAL Diretores

Alex Santos & Paula De Pierro

Caro diretor

Público

Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal

exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável

Rafael Pinheiro rafael@designstudio5.com.br MTB 0076782/SP Circulação

Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico

Studio5

Direção de Arte

Felipe Martyn

Produção Gráfica

Thiago Funari Natalia Sayuri Melo Departamento Comercial

Alex Santos -

alex@direcionalescolas.com.br

Paula De Pierro paula@direcionalescolas.com.br Atendimento ao Cliente

Gustavo De Pierro Impressão

Prol Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 / 3881-3375

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

RESTRUTURAR A GESTÃO ESCOLAR Redescobrir. Reinventar. Restaurar. Essas três palavras-chave ganham uma força inimaginável quando o assunto central é educação. O âmbito educacional atual reflete uma mudança significativa, com novos métodos, maneiras de explorar o conhecimento e alunos guiados pelo dinamismo de nossa era digital. Reconstruir uma prática pedagógica é, sem dúvida alguma, uma tarefa árdua, trabalhosa, demorada, mas extremamente gratificante. Propiciar um diálogo pleno e denso incluindo questões práticas e mecanismos que podem ser incorporados em uma rotina institucional é o principal caminho para acoplar e difundir propostas interessantes, distribuindo, em grande escala, as vantagens de uma boa gestão – envolvente e relevante. Contribuindo, assim, não apenas para o bem estar administrativo (e também financeiro), mas para uma escala ampla entre a sala de aula, as relações (entre pais & alunos, pais & funcionários, funcionários & funcionários) e a estruturação educacional em si. Entre os dias 25 e 27 de março, ocorreu a 12ª edição do GEduc, considerado o maior evento de gestão educacional da América Latina, apresentando o tema “Da realidade para o futuro que queremos. Inspire-se. Ouse. Supere”.

Abordando assuntos indispensáveis à diversos setores, a programação contemplou: o XIII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, o VIII Fórum de Gestão de Pessoas, o III Colóquio de Práticas Bem Sucedidas em Gestão, o IV Fórum de Inovação Acadêmica, a XI Jornada de Marketing Educacional e as novidades da edição: I Fórum de Empreendedorismo e Empregabilidade do Aluno e I Fórum da Educação Técnica e Tecnológica. Além disso, houve o II Encontro Nacional de Fornecedores de Soluções Educacionais para as empresas que prestam serviços para o segmento. Nós, da Revista Direcional Escolas, estivemos no evento e traçamos um especial para esta edição sobre o GEduc 2015 na sessão Conversa com o Gestor, salientando a importância de repensar a educação sob novas óticas, diagnosticando transformações que podem ser alteradas e adaptações que podem ser modeladas. Acompanhamos, assim, as mudanças que ocorrem no próprio sistema de ensino e em suas ramificações. Interligando, conectando, expandindo conhecimento e compartilhando ideias. Acreditamos na educação como fonte de descobertas, sem fronteiras, mutável e instigante. Celebrando a arte de educar (e também de aprender) em total sintonia.

Boa leitura,

Alex Santos & paula de pierro Diretores


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Nesta Edição:

15.

Dica: Formação Intercultural

O papel da Biblioteca Escolar na formação do aluno

08

Coluna - Christian Coelho O que realmente importa para os pais na hora de efetivar a matrícula do seu filho

10.

Coluna - Gustavo Borges Qual a importância das nossas crianças saberem nadar?

12.

Coluna - Mara Gabrilli Pátria Educadora?

16.

Especial GEDUC 2015 GEDUC 2015: Novos rumos para a gestão educacional

20. 24.

Dica: Playgrounds Segurança em Primeiro Lugar

Dica: Elétrica & Hidráulica Crise Hídrica e as ações educacionais

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14.

Coluna - Reinaldo Domingos Diferenças econômicas nas escolas devem ser tratadas com cuidado

26.

Fique de Olho

Seguro, Primeiros Socorros, Prevenção contra Incêndios, PPRA, PCSMO


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6 Estamos no

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AS ARMADILHAS DA EDUCAçÃO ESPECIAL

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ANALFABETISMO FUNCIONAL: UMA REALIDADE BRASILEIRA

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO O que realmente importa para os pais na hora de efetivar a matrícula do seu filho

É

comum escutar das equipes de atendimento, que os pais não estão interessados na proposta pedagógica da escola, pois perguntam e se interessam apenas pelos valores, pela infraestrutura e, quando seus filhos são pequenos, focam as perguntas nos cuidados que receberão. Essa impressão ocorre devido ao fato das famílias realmente verbalizarem somente os interesses acima mencionados.

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A mente do adulto tende, em um primeiro momento, a familiarizar-se com dados concretos, coloquiais e que compreenda integralmente, como o valor, a infraestrutura e o cuidado com filhos pequenos. Já conceitos subjetivos, não reconhecidos imediatamente, tendem a gerar a sensação subliminar de insegurança e serem colocados em uma segunda instância ou subtraídos. Na verdade, os pais querem saber de aspectos mais relevantes: como a escola irá preparar o filho para a vida adulta, para que este saiba fazer escolhas, viver e conviver em sociedade e enfrentar os desafios que estarão por vir.

O papel do atendimento é apenas lembrá-lo para que ele próprio retifique a ordem de prioridades. Partindo deste princípio, as escolas conteudistas e as tradicionais levam vantagem na comunicação com os públicos-alvos externos, pois seus diferenciais são mais claros e concretos. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender. Assim, tenderá a compreender e se familiarizar mais facilmente com um discurso tradicional contendo informações que ele já tenha vivenciado em sua época de estudante, como disciplinas compartimentadas, lição de casa e ditado. Nesta mesma linha de pensamento, os rankings do ENEM e de vestibulares são dados concretos e simplistas, de fácil compreensão. Por outro lado, as escolas mais modernistas ou com uma proposta mais ampla, como as que focam também na formação do indivíduo, necessitam de um atendimento mais didático.

manter ou captar novos alunos tem levado algumas escolas a acharem que o erro está na sua proposta pedagógica. Com suas convicções abaladas, a insegurança tende a se alastrar para todos os públicos-alvos e piorar o problema. Mudanças repentinas e agressivas podem passar a sensação de falta de rumo, o que para uma instituição de ensino é muito perigoso. Os problemas das escolas não estão nas suas propostas pedagógicas, mas sim nas falhas que ocorrem no planejamento, na gestão e comunicação. “Mudanças e inovações não significam perder a essência. Algumas escolas, com a desculpa de que precisam evoluir e acompanhar a concorrência, correm o risco de perderem sua essência e transformarem-se em Escolas Frankenstein.”

Esta dificuldade em comunicar seus diferenciais e, por consequência, em

O Colunista Christian Rocha Coelho Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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COLUNA / Gustavo Borges QUAL A IMPORTÂNCIA DAS NOSSAS CRIANÇAS SABEREM NADAR?

O

grande filósofo da Grécia antiga e fundador da primeira instituição de ensino superior do mundo ocidental dizia que “todo homem culto deve saber ler, escrever e nadar”. E não foi à toa que Platão disse essa frase, pois a natação proporciona ao seu praticante muitos benefícios como: fortalecimento do coração, fortalecimento das vias respiratórias, aumento de massa magra e diminuição da massa de gordura, maior oxigenação no cérebro aumentando a capacidade de raciocínio, dentro outros.

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Nesse texto eu gostaria de comentar com mais ênfase sobre um grande benefício da natação além dos que citei acima que é a sobrevivência.Podemos chamar de habilidade de sobrevivência todo o movimento com deslocamento de forma suave e harmônica, que possibilita o ser humano de nadar até uma superfície segura quando cair em um local que tenha muita água como piscinas, rios e mares. Saber nadar é uma habilidade fundamental para crianças, pois atualmente no Brasil o afogamento é a primeira causa de morte de pequenos entre 1 a 4 anos e a segunda entre 5 e 9 anos de acordo com informações do ministério da saúde (www.brasil.gov. br/saude). As causa de afogamento infantil são muito diversas como em vaso sanitário, banheiras com pouquíssimas quantidade de água, caixa d’água, piscinas domésticas, rios e mares. A maior segurança que uma criança possa ter contra o afogamento é a supervisão dos pais ou de um adulto, mesmo que ela esteja utilizando bóias de auxílio. Existem bóias de braço,

de cintura e coletes, que auxiliam na flutuação e mantém a criança na superfície causando uma falsa segurança. Essa falsa impressão deixa os pais mais tranqüilos e menos cautelosos em relação aos filhos, entretanto a qualquer momento essas bóias podem se desprender da criança causando um trágico afogamento, sendo que esse também é uma das causas que entra nos índices de afogamento infantil. A segunda solução contra o afogamento infantil são as aulas de natação. Nas primeiras aulas são desenvolvidos objetivos relacionados a ambientação ao meio líquido e em seguida habilidade de sobrevivência com o professor dentro da água proporcionando segurança aos alunos. A partir do momento que a criança já domina as habilidades de sobrevivência, com certeza ela corre muito menos risco de se afogar na piscina da casa de um amiguinho por exemplo, mas é importante lembrar que mesmo assim todos os cuidados sempre devem ser tomados, com a observação de adultos, principalmente em mares e rios. Fazer aulas de natação hoje no Brasil está muito mais fácil, pois existem milhares de academias especializadas e com professores capacitados. Então procure a academia ou escola de natação mais indicada perto de você e matricule seu filho, que com certeza vocês só terão o que ganhar.

O Colunista A Metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. Liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias.


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COLUNA / mARA GABRILLI

páTRIA EdUCAdORA?

S

ob o lema ‘Brasil Pátria Educadora’, a presidente Dilma Rousseff iniciou seu mandato cortando cerca de R$ 7 bilhões do custo anual da educação. O corte, maior sofrido entre todas as pastas do Governo, tumultua o já precário setor educacional no país. E se ampliarmos essa realidade para outras vertentes como a da educação inclusiva -, o cenário é ainda mais desalentador.

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Hoje, apenas 19% das escolas de ensino básico no Brasil são acessíveis. A população com deficiência, que hoje ultrapassa os 45 milhões, representa 24% da nação. Um contingente enorme, em idade escolar, enfrenta barreiras de acesso para ter o direito básico da educação. Quando falamos de ensino superior, o número de estudantes com deficiência que conseguem chegar a uma universidade é ínfimo: menos 1%. Como esperar então que outras políticas, como a de empregabilidade, funcionem de fato? Para reverter a inércia do Governo, que vem subtraindo a educação de uma nação continental, a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), projeto que relatei e que foi aprovado recentemente na Câmara, prevê mudanças importantes como a oferta de auxiliares de vida escolar aos educandos com deficiência e a detenção de 1 a 3 anos, além de multa, para

quem recusar, suspender ou cobrar valores adicionais de um aluno com deficiência. Pratica que hoje ocorre indiscriminadamente. Além disso, vamos trabalhar pela reserva de no mínimo 10% de vagas para esses estudantes em cursos de educação profissional, cursos de graduação e pós-graduação e também pela obrigação das universidades oferecerem conteúdos relacionadas à pessoa com deficiência em seus respectivos campos de conhecimento, como na arquitetura e na medicina. Quando subtraímos de uma criança o direito de ir à escola, estamos anulando seu futuro. Ensinar pressupõe, acima de tudo, aprender. Neste sentido, a pátria educadora da nossa presidente ainda tem muito a aprender para ostentar esse título por mérito.

A Colunista Mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científi cas e projetos sociais.


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Diferenças econômicas nas escolas devem ser tratadas com cuidado

O

ambiente escolar, embora seja um espaço social, não está imune a disputas normais de uma sociedade. A forma que ela assume em cada momento é sempre o resultado precário e provisório de um movimento permanente de transformações em que as tensões e conflitos sociais se refletem. Estudantes de classes sociais diferentes, consumindo e expondo produtos da moda, enquanto outros não podem ter, acabam influenciando nas relações das crianças e jovens, levando a alguns conflitos.

tância cada vez maior do status financeiro e de consumo para comprovar superioridade e isso é muito perigoso.

O papel da educação financeira Por isso da importância de regras de materiais e uniformes, até mesmo com o uso de eletrônicos, pois esses, atualmente, são ferramentas que ocasionam diferenciações que são prejudiciais para uma educação cidadã das crianças. Para isso, se torna imprescindível a educação financeira.

Eles estão formando sua personalidade e caráter, por isso, é papel de todos nós mostrarmos – família e escola – que dinheiro não pode e não deve ser um objeto de diferenciação entre eles.

Contudo, para que surta os reais efeitos, essa deverá ser aplicada de forma comportamental, mostrando que o dinheiro é apenas um meio e não uma finalidade, e que, principalmente, é mais importante ser do que ter.

Para os professores, a inserção desse tema é bastante delicada, sendo que deverá ser um mediador sábio dessa questão, pois enfrentará uma realidade na qual as crianças não possuem conhecimento sobre finanças (nem mesmo os pais), existindo uma impor-

Para tanto, se deve mostrar a importância do consumo consciente, no qual só se busca adquirir o que realmente é relevante para a vida e não mais para impressionar os outros. Infelizmente, hoje, a maioria das crianças não aprendeu ainda a avaliar o

que realmente quer e sonha e, quando não se sabe o que quer, não há foco. Contudo, existe também o papel dos pais. Se a criança tem amigos com poder aquisitivo maior do que o dela, os pais devem tomar o cuidado de explicar o motivo disso, mostrando que ela nem sempre pode ter tudo o que os outros possuem, mas e isso não quer dizer que não podem ser felizes mesmo assim. A criança não deve se sentir menor em função disso, pois os verdadeiros amigos não se importam com essa diferença. Já os pais das crianças que possuem mais dinheiro que os amigos, devem mostrar a ela que isso não é o mais importante, pois o essencial mesmo é ter amigos de verdade. E a criança deve agir com naturalidade, pois o dinheiro não faz ninguém melhor do que o outro. O que realmente é decisivo para o relacionamento social é o caráter.

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O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Ter Dinheiro não tem Segredo, Livre-se das Dívidas, da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico, e das séries infantis O Menino e o Dinheiro e O Menino do Dinheiro, todos pela Editora DSOP.

Crédito da Foto: Anthony Caronia

COLUNA / REINALDO DOMINGOS


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dICA: fORmAÇÃO INTERCULTURAL

O pApEL dA BIBLIOTECA ESCOLAR NA fORmAÇÃO dO ALUNO

Ivani Nacked, diretora do Instituto Brasil Leitor, afirma que a partir do momento que o aluno tem seu primeiro contato com o livro e o mundo da leitura, a criança já começa a construir a sua própria cultura: “O livro é uma entre outras leituras que temos desde antes de nascer. Sua presença é tão importante quanto o brinquedo e, como tal, quanto à linguagem que vamos construindo com a criança, permitindo sua leitura e compreensão do mundo que a rodeia. Dessa forma a criança já se torna construtora de sua cultura.” Além disso, Nacked comenta que a intolerância não tem espaço nos ambientes nos quais os livros estão presentes, como uma biblioteca: “Quando ela convive em ambientes em que os livros possam estar naturalmente nesse espaço e este espaço seja construído e planejado para que possa trazer uma diversidade cultural, estas serão aprendidas com liberdade e a intolerância não terá espaço para ser cultivada.” No Instituto Brasil Leitor se aprende que o espaço de convívio entre os alunos e

Os ambientes construídos como a biblioteca e o contato direto com os livros levam ao aluno leitor diferentes culturas e conhecimentos contidos na leitura: “Dessa forma a leitura se torna prazerosa e uma porta aberta ao autoconhecimento do aluno na medida em que se torna uma ação natural dentre muitas em sua vida. Sua cultura será naturalmente alimentada pelas novas culturas que serão descobertas.” O pensamento crítico e cultural podem ser construídos pelo meio da leitura. A formação cultural se forma e não se esgota com a leitura, ela perpetua na sociedade e no histórico social do aluno.

SAIBA mAIS IVANI NACkED faleconosco@brasilleitor.com.br

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A

formação intercultural do aluno pode e deve estar no alcance de qualquer ambiente estudantil. Por meio do livro, o aluno tem contato direto com diversas culturas, constrói sua própria cultura e forma a tolerância com o outro.

Por Natalia Sayuri Melo os livros é determinante para a leitura se tornar parte do ambiente escolar e consequentemente da vivência diária do jovem. Para Ivani Nacked, as bibliotecas se tornam importantes nesse processo por propiciar um espaço de convivência saudável com a literatura e arte em geral, além de servir como um espaço de livre pensamento crítico: “Para nós, o espaço da biblioteca deve ser um espaço de convivência, de fruição literária e também artística em geral, para que assim o aluno sinta vontade e se empenhe para frequentá-lo.”


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CONVERSA COM O GESTOR GEDUC 2015: NOVOS RUMOS PARA A GESTÃO EDUCACIONAL Texto e fotos por: Rafael Pinheiro

“ O GEDUC 2015 foi realizado no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo

D

esenvolvimento, mudanças, reestruturação, reflexão, diálogo, interação. A educação, inserida dentro de uma grande engrenagem de conhecimento, desde seu ensino de base, apresenta gigantescas mudanças. Com um cenário atualizado e repaginado, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação, de novos caminhos e maneiras de observar métodos de ensino, formação pedagógica, aparecimento de meios digitais em sala de aula e até mesmo a maneira como são ministradas as aulas – e como reflete na recepção do aluno.

Direcional Escolas - Abril 2015

O Hotel Maksoud Plaza, localizado na região central de São Paulo, recebeu, entre os dias 25 e 27 de março, o GEduc 2015. O evento, que chegou

Leandro Lopes e Fabiano Canton durante a Jornada de Marketing Educacional

Os desafios administrativos embarcam em novas estratégias, planejamentos e metodologias. Buscando excelência e resultados positivos, os processos intrínsecos compõem alterações pedagógicas, responsabilidades, compromissos e ações no complexo âmbito escola. A palavra-chave para o sucesso é: inovação!

à sua 13ª edição este ano, foi realizado pela HUMUS e seguiu pautado pelo tema: “Da realidade para o futuro que queremos. Inspire-se. Ouse. Supere”. Em três dias de congresso, mais de 500 gestores e educadores puderam aperfeiçoar os seus conhecimentos e, principalmente, ter novas visões sobre as tendências do mercado educacional, além de fazer excelentes contatos nos momentos de networking. A reflexão sobre conceitos e o compartilhamento de experiências são os objetivos de base do evento que apresenta, a cada edição, novas propostas de discussão, interação, novidades educacionais e uma gama extensa de oportunidade em adaptação, inserção e alterações significativas que embarcam a rotina estudantil – principalmente pelo viés dos agentes da educação e gestores em sua função.

“

Neste ano, o GEduc apresentou novidades em fóruns, como o I Fórum de Empregabilidade e Empreendedorismo do Aluno e o I Fórum de Educação Técnica e Tecnológica. Além das tradicionais sessões: XIII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, destacando a ilustre presença de Gustavo Loyola; IV Fórum de Inovação Acadêmica, com destaque para a participação do Dr. Mozart Neves Ramos, Diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna; XI Jornada de Marketing Educacional, com a participação especial de Martha Gabriel, especialista em marketing e premiada como a melhor palestrante em congresso dos Estados Unidos; VIII Fórum de Gestão de Pessoas, com grandes especialistas, como Edna Rodrigues Bedani, vice-presidente de Conhecimento e Aprendizagem da ABRH-SP.


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César Souza, durante a palestra ‘O mundo é inovador, faça parte dele!’

Estande da Revista Direcional Escolas sendo visitado durante o evento

nas relações pessoais e até em nosso diálogo cultural. A partir dessa perspectiva, evoluímos de patamar e adquirimos uma postura utilizando as ferramentas tecnológicas em diferentes formas, alcançando, assim, novos horizontes e utilizando a inovação como pano de fundo de uma reestruturação.

Compreender a educação como um mecanismo complexo, denso e repleto de métodos e ferramentas, é uma forma de alcançar resultados positivos – tanto na gestão administrativa, como no universo peculiar inserido nas salas de aula. Assim, a engrenagem de ensino, movimenta não só os materiais pedagógicos e as diversas tecnologias para os alunos, como o aprimoramento do conhecimento dos professores e até soluções práticas para os gestores atribuírem em suas instituições.

César Souza, presidente e fundador do Grupo Empreenda®, apontado pela revista Exame e pelo jornal O Globo como um dos palestrantes mais requisitados do Brasil, apresentou o tema “O mundo é inovador – faça parte dele!”, durante o primeiro dia de congresso, 25 de março.

Propondo novos rumos e ideias para a excelência no âmbito educacional e com tantas alterações no ciclo escolar e mudanças sociais, culturais e digitais, como prever uma excelência educacional? E, acima de tudo, você está preparado para as mudanças que ganham forma na contemporaneidade e projeta um futuro próximo?

Em seu discurso, César afirma que “vivemos em uma época de mudança, de transição. O mundo se apresenta em reconfiguração, novas circunstâncias, do tangível para o intangível, na transparência, com macro desafios, ajustes inevitáveis, novas tendências no ambiente de trabalho e também no mundo educacional”.

PRIMEIRO LUGAR

Redescobrir os valores, identificar o papel da nova escola e ensinar de maneira dinâmica e profunda, onde a questão de identidade cultural atinge não só a dimensão individual, mas a classe dos educandos é essencial a uma prática que busca uma qualidade educativa. Contribuindo, assim, de maneira positiva e promissora.

A (r)evolução tecnológica, instaurada em nossa realidade, apontou uma mudança em todas as esferas sociais, no método de trabalho, nos estudos,

Segundo César, um dos questionamentos que devem fomentar na prática educacional é estabelecer um olhar para o futuro, questionando as

INOVAÇÃO EM

medidas adotadas na instituição. “É preciso saber se o modelo de gestão da escola é o adequado, se o foco está no ensino ou no aprendizado e criar um espaço para inserir o novo”. E, nessa construção, diagnosticar as ideias propostas pelos gestores, auxiliando na exploração de líderes questionadores, construtivos, instigando a reflexão e potencializando valores intangíveis, como técnicas de autoaprendizagem e o conhecimento além da sala de aula, como em exposições, peças de teatro, nos esportes e no próprio cotidiano. De acordo com o palestrante, “a transparência, a integridade e o respeito são os três valores fundamentais para uma boa gestão. Liderança não é só liderar os outros. A primeira tarefa do líder é liderar a si próprio com competência, coerência, engajamento, saber orientar, reconhecer as problematizações, customizar a relação com cada funcionário/setor da escola, suprir um nível alto de comprometimento com a instituição e ter muita flexibilidade. Educação, acima de tudo, exige perseverança”, finaliza. A inovação, então, transcende a relação entre professor-aluno e amplia seus horizontes em diversas camadas estudantis. A importância de construir novas dimensões, inspirar valores, alterar programas educacionais e equilibrar caráter humanitário é uma maneira de atribuir um significado a todos os posicionamentos, realidades e necessidades. A força motriz des-

Direcional Escolas - Abril 2015

Destaque, também, para a Mesa Redonda sobre o uso das TICs na formação de professores e alunos para a implantação da pré-iniciação científica nas escolas, o III Colóquio de Práticas Bem Sucedidas em Gestão e o II Encontro Nacional de Fornecedores de Soluções Educacionais.


18 se movimento é a atitude e o anseio pela diversidade, pelo mutável, pelo interessante e pelo teor atual. A atitude é, sem dúvida alguma, a resposta para diversas questões receosas que nascem no cotidiano escolar.

PRODUTOS E SERVIÇOS EDUCACIONAIS Os congressistas do GEduc também tiveram a oportunidade de conhecer as novidades oferecidas pelos fornecedores especialistas durante a XIII Exposição de Produtos e Serviços Educacionais. Mais de 30 empresas estiveram presentes nessa área destinada aos parceiros da HUMUS e dentre os diversos estandes espalhados pelo espaço do Hotel Maksoud Plaza, um leque gigantesco de produtos e serviços inovadores estavam à disposição dos gestores educacionais para aderir e implantar em suas instituições. Confira abaixo nossa cobertura especial dos produtos e serviços expostos:

BenQ.

Direcional Escolas - Abril 2015

A BenQ tem mais de um quarto de século e iniciou suas operações em Taipei,Taiwan. Hoje é uma das melhores empresas de informática do mundo e também reconhecida por seus produtos com design diferenciado. A empresa, que atua nos segmentos de projetores, monitores e automação, está presente em todo o mundo e possui escritórios na América Latina (Brasil e México) e nos principais países da Ásia, Europa e

Estande da BenQ durante o GEDUC

África. Todas as linhas são fruto de tecnologia própria, desenvolvida nos laboratórios da companhia. A BenQ possui escritórios, fábricas e centros de pesquisa e desenvolvimento em Taiwan, China, Austrália, Índia e Brasil. “Líder em Projetores DLP e pioneira na produção de projetores no Brasil, a empresa este ano lançou a segunda geração, os modelos MS524B e MX525B de 3.200 ANSI lumens. Além desses modelos, a BenQ atua no segmento educacional com modelos convencionais, Full HD e principalmente de curta distância (Short Throw). As vantagens de utilizar os modelos de curta distância nas instituições de ensino são projeções em locais com menos espaço e livres de sombras”, afirma Simone Zen, Gestora de Contas.

Escola Em Movimento. A Escola Em Movimento é uma ferramenta de comunicação simples e segura que conecta instantaneamente a escola com os pais e alunos através de celulares, tablets ou pela web. A solução gera benefícios para instituições de ensino de todos os segmentos promovendo não só a aproximação entre família e escola como também cria um ambiente colaborativo, reduzindo custos de comunicação e simplificando o dia a dia de colaboradores e coordenadores. “Olhando para a comunicação, o que a nossa solução propõe é substituir todos os mecanismos utilizados por um mecanismo único, com garantia de entrega, eficiência, gestão e redução de custo nesse dia a dia da comunicação”, diz Guilherme Rocha Ribeiro, Diretor Executivo.

A PETE Entrada apresentou do Colégio diversos São Luís, kits de robótica em São para Paulo. o ensino

Humus. Há 21 anos no mercado, a HUMUS atua no segmento educacional trabalhando para o aperfeiçoamento constante das competências empresariais e do desenvolvimento humano. Além dos cursos abertos e in company, a empresa oferece consultorias em Planejamento Estratégico, Gestão Acadêmica/ Pedagógica, Gestão de Pessoas por Competências e Marketing Educacional, além de processos seletivos, recolocação profissional e serviços de coaching.

MercadoEdu. O MercadoEdu é um armazém de dados (provenientes dos órgãos oficiais competentes, como INEP, MEC, IBGE, MTE), com fins específicos de estudo de mercado e inteligência competitiva para o setor de educação. Através das informações armazenadas e de suas ferramentas de extração e análise, é possível criar gráficos, relatórios e fazer comparações com base nos dados de instituições, alunos, cursos e docentes.

Meritt. A Meritt surgiu em 2009, “fruto de uma inquietação minha em ver que na escola tínhamos muitos dados, mas com pouco aproveitamento”, diz Alexandre Augusto de Oliveira, um dos fundadores da Meritt. Em 2014, com a experiência em trabalhar com dados, a empresa criou o +Enem, “uma plataforma que trabalha só com os dados do Enem, comerciali-

Equipe Entrada da Terabyte, do Colégio soluções São Luís, em em T.I para São Paulo. escolas


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Glauson Mendes, especialista em gestão e marketing, durante a Jornada de Marketing Educacional

Pete. Com 10 anos no mercado, a PETE é uma empresa 100% brasileira, desenvolvendo soluções para os desafios contemporâneos da educação. É a maior fabricante de kits de robótica educacional do país e única empresa que possui um Projeto de Educação Tecnológica recomendado pelo “Guia de Tecnologias Educacionais” do Ministério da Educação, utilizado por mais de 200 mil alunos da educação básica em mais de 500 escolas públicas e privadas do país.

Digital Pages. A Digital Pages nasceu como uma unidade de negócios da Future Way Tecnologia e Comunicação, empresa que, desde 1999 desenvolve soluções sob medida que utilizam como suporte os meios digitais, especialmente a internet. Após um intenso processo de pesquisa e desenvolvimento, foi consolidada a marca Digital Pages, como uma plataforma oferecida pela Future Way, em meados de 2004. A partir

de então, como desdobramento da incessante busca pela excelência, foram firmados contratos com renomadas organizações como o Governo Federal, Grupo Pão de Açúcar, Telemar, Philips, Mackenzie, Editora Abril, dentre outras. “Nós atuamos em várias verticais de mercado e este ano estamos intensificando a educação. Para ilustrar isso, temos uma presença forte no Programa Nacional do Livro Didático e entramos com a solução com mais de 95% do conteúdo. Então todo o conteúdo digital é produzido pela nossa plataforma”, afirma Youssef Mourad, CEO da Digital Pages.

Planeta Y. No mercado há cinco anos, a Planeta Y é uma ferramenta de monitoramento de mídias sociais, voltada para o mercado educacional. “Trazemos todos os dados das mídias sociais, automatizamos, aplicamos em dez indicadores do mercado e conseguimos integrar o sistema de gestão acadêmico para entender o aluno e seus problemas com a instituição”, ressalta Roger Carvalho, Analista de Negócios e Especialista em Mídias Sociais. O processo de automatização do monitoramento das mídias sociais garante a qualidade, a confiabilidade, a segurança dos dados e potencializa o trabalho dos analistas de mídias sociais, deixando apenas as menções que forem realmente relevantes para a instituição de ensino.

Terabyte Soluções. A Terabyte Soluções, como especialista em serviços para instituições de ensino, tem uma gama de serviços agregados que tornam uma empresa com grandes diferenciais competitivos, isto com o principal objetivo de serem diferenciais para escolha para futuros clientes de seu fornecedor de tecnologia, e dar longevidade as parcerias já firmadas. “A Terabyte trabalha exclusivamente com o desenvolvimento de soluções e softwares para a gestão educacional. Trabalhamos em todos os segmentos, desde a educação infantil a cursos superiores de graduação e pós-graduação. Temos mais de 300 clientes em todo o Brasil e só trabalhamos na iniciativa privada e não tivemos interesse, ainda, de seguir para as escolas públicas”, diz Leandro Teixeira, Diretor de Tecnologia e Administração.

SAIBA MAIS GEDUC Solicite informações para comunicacao@humus.com.br Confira o site da Revista Direcional Escolas para outros conteúdos sobre o GEDUC 2015

Direcional Escolas - Abril 2015

zada para as escolas e o foco desse trabalho é na dimensão pedagógica, trazendo para a escola quais são os pontos fortes e os pontos fracos das habilidades cognitivas”, ressalta Alexandre. A plataforma +Enem é online, permitindo o acesso para toda a equipe escolar, com permissões e navegação específica para cada perfil.


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Ilustração: Studio5

DICA: playgrounds

Playground: Segurança em Primeiro Lugar

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uando refletimos sobre as questões primordiais na rotina educacional, logo elegemos o aprendizado em sala de aula como uma força motriz no desenvolvimento do aluno. E, sem dúvida alguma, o conhecimento explorado nas cadeiras infantis são extremamente necessárias, mas podemos avaliar e destacar outros funcionamentos que cercam a realidade do aluno e que pode trazer uma sensação agradável, saudável e intangível: a diversão. A arte da brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento cultural da criança e embora o tema seja considerado relevante pelos especialistas em educação infantil, a brincadeira, em alguns momentos, não é utilizada no cotidiano pedagógico em um teor elevado. Incluir um espaço de extrema sinergia entre o aprendizado e a diversão é uma forma de fomentar uma produção ímpar, além de aflorar a sensibilidade, os mecanismos sociais e as descobertas interiores de caráter valioso, principalmente quando utilizado de maneira adequada na educação infantil. Promover atividades em uma área destinada ao lazer – externo ou interno, intensifica um desenvolvimento pautado pela livre e espontânea alegria, habilidade cognitiva, exercendo uma pluralidade imaginativa indescutível.

DIVERSÃO & SEGURANÇA Atualmente, encontramos facilmente áreas de recreação em parques, clubes, condomínios e escolas. Além do bem estar e de todo aspecto positivo e gratificante que os brinquedos instalados nas escolas podem proporcionar, é preciso ressaltar a importância de alguns requisitos para os momentos de lazer. Os modelos variam de acordo com faixa etária, tamanho e cores. Os modelos encontrados no mercado podem variar em modulados, escorregadores, casinhas, gangorras, balanço, trapézios e uma lista gigantesca de brinquedos projetados para playground com o intuito de promover o entretenimento saudável e descomplicado. Os playgrounds podem ser confeccionados em ferro, madeira ou plástico. Os playgrounds em ferro ou aço são resistentes, mas possuem a desvantagem de aquecimento excessivo se expostos ao sol, colocando a criança em risco de queimadura; Os brinquedos confeccionados em madeira devem ter acabamento liso em sua superfície, livre de lascas, rebarbas ou farpas. As madeiras devem ser adquiridas dentro do PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes, programa de reflorestamento sustentável. Deve-se observar se o tratamento está dentro das Normas ABNT (Associação


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22 Brasileira de Normas Técnicas); Já os fabricados em polietileno retomoldado, plástico atóxico, possuem a vantagem de serem leves e de fácil locomoção. Resistentes, coloridos e de fácil limpeza, possuem tratamento UV para resistir ao desbotamento provocado pelas ações do sol. Além dos modelos específicos, outras características devem ser observadas antes de adquirir/instalar um playground no espaço escolar. De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a norma NBR 16071-1:2012, define os termos utilizados para playgrounds e aplica-se aos equipamentos para uso em escolas, creches, áreas de lazer públicas (praças, parques e áreas verdes), restaurantes, buffets infantis, shopping centers, condomínios, hotéis e outros espaços coletivos similares: balanços, escorregadores, gangorras, carrosséis, paredes de escalada, playgrounds, plataformas multifuncionais, “brinquedão” (kid play) e redes espaciais.

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Dentre os destaques da norma regulamentada pela ABNT, a área de circulação ao redor do parquinho deve ter, no mínimo, 1,5 metros; parafusos e roscas salientes devem ter acabamentos de proteção; o playground deve ser dividido em áreas, conforme faixa etária das crianças; os cantos dos brinquedos devem ser arredondados; parquinhos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas ou farpas; é necessário instalar barreiras de segurança ao redor dos brinquedos, para desencorajar as crianças a correr dentro da área do trajeto dos balanços. Márcia de Oliveira Régis, Coordenadora da Educação Infantil e Ensino Fundamental I do Colégio Presbiteriano Mackenzie, destaca, em primeiro plano, a manutenção dos playgrounds: “É muito importante a manutenção no playground, tanto para segurança das crianças, como para a conservação do brinquedo. Realizamos limpeza diária e lavagem semanal, reparações por demanda e manutenção minuciosa anual”. Algumas medidas podem ser checadas diariamente, como verificar se os brinquedos estão bem encaixados e firmes, se não há falta de peças e se não existem elementos pontudos. Segundo a coordenadora, a prática de acompanhamento enquanto as

crianças estiverem no playground deve ser recorrente. “Os adultos são orientados a observar as crianças durante todo o período em que estão naquele espaço, interferindo quando precisam de ajuda para subir, descer, controlando as corridas e orientando-os na boa utilização dos brinquedos”, afirma Márcia. A verificação da faixa etária, é um dos requisitos relevantes na hora de comprar brinquedos para o parque. É preciso observar a faixa etária de cada brinquedo, embora esta informação seja obrigatória na embalagem e no manual do brinquedo. No Colégio Presbiteriano Mackenzie, por exemplo, os brinquedos são mais baixos, obedecendo as especificações, de acordo com a faixa etária específica, recomendado para crianças a partir dos 3 anos de idade. Destacamos, então, algumas dicas para contribuir com a segurança das crianças e a durabilidade dos brinquedos, como: Manutenção deve ser preventiva, verifique sempre parafusos, encaixes, apertos e se os brinquedos estão chumbados de maneira adequada; A NBR 14350, parte 2, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece que o playground deve ter livro de inspeção e inspeções diárias, semanais e mensais; É preciso também uma inspeção certificada pelo fabricante pelo menos a cada ano; Os brinquedos devem estar separados por pelo menos 1,30m; Cubra as caixas de areia ou uma outra alternativa é substituir a areia, o mercado já dispõe de uma areia especial atóxica, além de ser mais fácil de limpar; Pisos de borracha são a melhor alternativa, eles diminuem o atrito com o chão em caso de queda, melhoram a aderência dos brinquedos, proporcionando mais segurança; A durabilidade dos brinquedos varia conforme o material: os de plástico devem durar, em média, três anos, já os de plástico com estrutura metálica são mais resistentes, duram entre 15 e 20 anos; Lembre-se: cuidando dos brinquedos, eles terão vida útil maior, o que gera economia para o colégio. (RP)

SAIBA mAIS MÁRCIA DE OLIVEIRA RÉGIS imprensa@mackenzie.com.br


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Ilustração: Studio5

DICA: Elétrica e hidráulica

Crise hídrica e

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as Ações Educacionais

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sistema educacional, em nossa sociedade, abrange uma densa e complexa parcela de valores e participações coletivas para construir (e reconstruir) diariamente uma sede de conhecimentos, com base na perspectiva históricocultural, uma visão contemporânea e dados enraizados em nossa realidade. Ou seja, todos os fatores externos mundiais refletem nos corredores das escolas. Aspectos de ordem política, social, econômica e ambiental traduzem reflexões em diversos ângulos e representações, demonstrando seu potencial em ações particulares e coletivas, atividades curriculares, projetos especiais e, acima de tudo, produção de um pensamento sobre determinado assunto e o cuidado necessário ou tratamento especial para atingir uma solução viável garantindo um bem estar coletivo. A crise hídrica, que atravessamos em nossa atualidade, apresenta de forma excessiva uma preocupação ambiental que há décadas não existiu. Pensar, projetar e agir são três mecanismos que, em nosso dia a dia, tornou-se peça-chave para executar movimentos contra a escassez da água. No ambiente educacional, base de construções e desenvolvimentos, ações começam a ganhar força para a conscientização e divulgação de práticas com o intuito

de promover o pensamento sustentável. A Fundação Torino, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, possui diferentes métodos para praticar e estimular o consumo consciente de água, energia e outros recursos naturais. Giovanni Alves, professor de biologia da Fundação Torino, afirma que tais medidas vão desde redutores de vazão nas torneiras, oficinas com reaproveitamento de materiais, utilização de jardim com fonte de água com painel solar, instalação de paineis solares responsáveis pela economia de 10% de toda energia consumida pela escola. “A energia não consumida no final de semana é devolvida para a concessionária, gerando um posterior abatimento na conta de eletricidade da escola. Os alunos são conscientes que tais medidas representam mais do que economia de água, eletricidade e materiais, mas representam uma menor redução de CO2 na atmosfera”, destaca Giovanni. A preocupação em ressaltar a importância da economia tanto hídrica como elétrica em debates/aulas com o objetivo de sanar dúvidas e promover a conscientização ambiental deve ser uma prática recorrente que garante efeitos satisfatórios no desenvolvimento do aluno e, consequentemente, em sua participação social. Segundo o professor Giovanni, essa


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AÇÕES SUSTENTÁVEIS Fundação Torino. O projeto Ecoscienza nasceu em 2008 e desde então vem sendo um projeto “guarda-chuvas”, ou seja, contempla as diversas práticas ambientais em diferentes disciplinas. Anualmente, procura-se buscar uma temática nova, normalmente seguindo as tendências ambientais tratadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelas tendências nacionais; mais recentemente a questão da disponibilidade da água vem sendo maisconsistentemente trabalhada, em virtude da realidade que atravessamos.

Colégio Presbiteriano Mackenzie. Desde o início do ano tem trabalhado projetos de conscientização que ensinam os alunos a economizarem água tanto no colégio e em casa. Para os mais novos, de 3 a 5 anos, foram feitas rodas de bate papo nas salas para que eles compreendessem a importância de economizar água. Com os mais velhos, 6 a 10 anos, também são feitas rodas de bate papo para que os alunos possam expor quais os métodos de redução de gastos eram feitos pela família e trocarem ideias como: reaproveitamento de água da máquina de lavar, da água do chuveiro, necessidade de tomar banhos rápidos ou fechar a torneira ao escovar os dentes. Os alunos produziram cartazes de conscientização para colocarem na escola e nos condomínios. Instigar o aluno a participar de atividades conscientes, promovendo mudança de hábitos e inserção de práticas simples de economia são fatores cruciais para o compartilhamento de responsabilidade ambiental e transformações humanitárias. (RP)

SAIBA MAIS Márcia Almirall

santamaria@colsantamaria.com.br

Giovanni Alves

fundacaotorino@fundacaotorino.com.br

Colégio Mackenzie

imprensa@mackenzie.com.br

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preocupação ocorre, na Fundação Torino, não só em matérias como Ciências e Biologia, mas em diversas outras disciplinas são trabalhados temas referentes às diferentes questões ambientais, como: conservação, degradação e problemas associados, exploração de recursos naturais, tecnologia e reutilização de lixo digital para construção de experimentos. Márcia Almirall, orientadora do 4º ano do Fundamental I do Colégio Santa Maria, localizado na região sul de São Paulo, acredita que investir em ações pedagógicas destinadas aos alunos é fundamental, pois o poder das crianças e jovens como agentes de transformação é inegável. “Eles possuem uma grande capacidade de influenciar as ações cotidianas e implantar novas práticas”, destaca Márcia. No Colégio Santa Maria, todas as séries elaboram projetos que visam a sustentabilidade desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, incluindo o Supletivo. As ações são articuladas aos conhecimentos, habilidades e saberes envolvendo os diversos componentes curriculares e se concretizam por meio de ações desenvolvidas no próprio espaço escolar bem como em outras comunidades do bairro e arredores. “As oficinas práticas de construção de minicisternas urbanas ocorrem às quintas-feiras com os alunos do 8º ano. Cerca de 40 estudantes voluntários estão engajados no projeto, que visa conscientizar os adolescentes e a comunidade do entorno sobre o uso sustentável da água. A minicisterna tem capacidade para 200 litros de água e pode ser facilmente aplicada em residências”, ressalta a orientadora.

Santa Maria. No Ensino Fundamental I, para comemorar o Dia Mundial da Água (dia 22 de março), as turmas do 4º ano exibiram paineis com denúncias do uso indevido da água e outro com dicas e ações de uso sustentável da água. O 3º ano fez uma campanha na hora da saída com cartazes para alertar os colegas e as famílias. O 1º ano criou um mural com fotos e informações das ações que os estudantes adotaram para economizar água. Na Educação Infantil, o Pré (alunos de 5 anos) aprenderam como funciona o sistema de captação de água de chuva, visitando os espaços do colégio em que existem cisternas. Após essa visita, eles fizeram coletores de água em miniatura com garrafas pet. A proposta é que as crianças levem para casa e deixem os coletores em alguma área externa para captar a água.


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fIqUE dE OLHO Seguros,primeiros Socorros, prevenção contra Incêndios, ppRA, pCmSO

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escola é o ambiente onde as crianças passam grande parte do dia. Embora a incidência de acidentes graves seja menor do que no trânsito ou em casa, é necessário observar a preocupação (e preparação) da escola quanto a segurança dos alunos. Adequar um ambiente para cada faixa etária, para as crianças circularem, brincarem e fazerem atividades esportivas, é uma das medidas para manter uma escola segura.

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Nos anos 1970, o Brasil era detentor absoluto do título de “campeão mundial de acidentes de trabalho”, com 1 em cada 6 trabalhadores – incluindo professores, afastado de suas atividades profissionais a cada ano. Naquela ocasião, um grupo de técnicos e médicos com uma carga de experiência internacional, criaram uma sociedade para prevenir os acidentes de trabalho que tanto assombravam as instituições. Criada em janeiro de 1979 por profissionais da área de engenharia de segurança e medicina do trabalho, a Safety Brasil® realizou o primeiro treinamento prático de combate a incêndios no Shopping Center Ibirapuera, em São Paulo. “Da mesma forma, foi a primeira empresa privada a receber Certidão do Ministério do Trabalho para realização do treinamento de formação em prevenção de acidentes

Foto: Studio5

No âmbito escolar, a segurança é um dos pilares primordiais, tanto para os pais como para a própria instituição. Para garantir essa proteção, existem alguns requisitos básicos que a escola deve seguir para permanecer segura, propondo, assim, um ambiente saudável e livre de acidentes

para CIPA e a partir deste momento, não paramos mais”, recorda Gabriel Okada, Gerente Técnico/Comercial da empresa. Com sede própria, localizada na região sul da capital paulista, mais de 80 credenciados pelo Brasil e 35 anos de experiência em sua trajetória, a empresa possui um leque abrangente e variado em seus serviços, como: Assessoria completa na áreas de Segurança do Trabalho, Prevenção de Incêndios, Medicina Ocupacional, Engenharia Elétrica, Projetos de Segurança Contra Incêndios, AVCB e Treinamentos Específicos obrigatórios na área de ensino. Além do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA (NR-9) do Ministério do Trabalho e do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional – PCMSO (NR-7) do Ministério do Trabalho. Gabriel Okada destaca que: para o ambiente escolar, a Safety Brasil oferece alguns serviços específicos, como “consultoria integral envolvendo as áreas humanas e exatas, ou seja, desde exames médicos ocupacionais, avaliações ambientais, assessoria técnica e serviços de engenharia. Também realizamos simulados internos de abandono de área, treinamentos de primeiros-socorros, treinamentos de prevenção e combate a incêndios, CIPA, SIPAT e diversas palestras voltadas a esse público”.

'Para o primeiro semestre deste ano, a empresa estreita seus laços educacionais e promove, dentre outros lançamentos, treinamentos especializados, como: Treinamento de “Prevenção de Incêndios” com objetivo de atender a Portaria Federal nº 221, de 06 de maio de 2011, do Ministério do Trabalho e Emprego, que determina que o estabelecimento de ensino ou empresa deve orientar todos seus empregados na utilização de extintores, no abandono de área e quanto a sinalização/alarme de emergência; Treinamento aberto de designado de CIPA; Treinamento aberto de Técnicas de Primeiros Socorros e Treinamento aberto de Combate a Incêndios em Centro Profissional.

Fale com a Safety Brasil: (11) 5581.0202 www.safetybrasil.com.br


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ACESSÓRIOS (TECNOLOGIA), BEBEDOUROS, BRINDES, COPIADORAS (SISTEMAS DE IMPRESSÃO), INFORMÁTICA


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INFORMÁTICA, LABORATÓRIOS, MANUTENçÃO PREDIAL, MÓVEIS


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30 Mテ天EIS, PINTURAS ESPECIAIS


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PISOS, PLAYGROUNDS

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PLAYGROUNDS, QUADRAS

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PROJEçõES EDUCATIVAS EM 3D, SISTEMAS DE SEGURANçA, TOLDOS E COBERTURAS


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