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Revista Direcional Escolas Edição 109 – Junho-Julho/2015

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especial — cobertura:

ano 11 | edição 109 | Junho & Julho 2015 www.direcionalescolas.com.br


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A Escola dos Sonhos Propostas diferenciadas, material didático ilustrativo, tecnologia como ferramenta pedagógica e a possibilidade de um mundo sem fronteiras. A educação possui um poder incalculável e uma fortaleza escondida (ou desconhecida) que precisa ser lapidada, compreendida, inserida e praticada. Mas, será que esses aspectos são necessários para garantir uma excelência educacional? O mais completo encontro de educação da América Latina, a Bett Brasil Educar, ocorreu entre os dias 20 e 23 de maio de 2015, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, região sul da capital e, durante quatro dias, mais de 18 mil visitantes puderam acompanhar as novidades em soluções e tendências educacionais apresentadas por aproximadamente 250 expositores.

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Nomes relevantes do cenário educacional brasileiro e do exterior falaram sobre Alfabetização, Comunicação e Letramento; Avaliação na Educação; Currículo na Educação; Educação da

Infância; Educação Integral; Educação e Tecnologia; Educação Profissional e Tecnológica; Formação Profissional e Metodologia de Ensino; Gestão e Políticas Educacionais. Com o tema “A escola dos nossos sonhos: horizontes possíveis, desafios imediatos”, a edição 2015 do evento ocupa um lugar de vanguarda no calendário educacional nacional e promove um intenso intercâmbio de forma decisiva no desenvolvimento da Educação. Propondo uma ampla discussão, cases de sucesso, capacitações, compartilhamento de ideias e conhecimento de novas práticas de ensino, o saldo do evento é positivo e a reflexão deve embarcar em todas as redes de ensino – pública ou privada. A escola dos nossos sonhos, idealizada para nossos filhos e netos, é aquela que desmonta as desigualdades, os preconceitos, enriquecida pelos valores e fortalecida em conceitos humanitários, em plena cidadania. Esta escola altera os parâmetros nas salas

de aula e modifica o alinhamento das carteiras para mesas maiores em que seis ou sete alunos conseguem se olhar, sorrir, brincar, aprender e dividir. O império da individualidade, fornecido pela era tecnológica, perde seu espaço e o poder magnífico da coletividade, da conversa e do entrosamento alheio reina em absoluta. Acreditar na existência desta escola é uma forma de prestigiar mudanças necessárias, entendimento das diferenças e compreensão dos anseios. E, acima de tudo, visualizar o sistema educacional como ponto de partida à um futuro melhor que começa todos os dias, quando as portas das escolas recebem seus estudantes.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores


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EDItORIAL Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

NEStA EDIçãO 08. Coluna - Christian Coelho

Como melhorar a gestão da instituição e tornar seu corpo docente uma equipe de alta performance - parte II

10. Coluna - Celso Antunes Buscar o Intangível

Depto. Comercial Francisco Grion Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico, Direção de Arte e Produção Gráfica Studio5 Impressão Prol Gráfica

12.

Coluna - Júlio Furtado Desafios da Gestão Escolar

14. Coluna Reinaldo Domingos

Como oficinas pedagógicas auxiliam no ensino da educação financeira

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes.

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Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

16 Bett Brasil Educar 2015 Educação, Tecnologia e Novos Caminhos a seguir

22 Dica: Berçário

Sinônimo de qualidade, aprendizado e segurança

24 Dica: Novas Ferramentas de Ensino Tecnologia na Educação, uma realidade

26 Dica: Paisagismo na escola Paisagismo na Escola


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COLUNA / ChRIStIAN COELhO COmO mELhORAR A GEStãO DA INStItUIçãO E tORNAR SEU CORPO DOCENtE UmA EqUIPE DE ALtA PERfORmANCE parte II

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EGUNDA ETAPA – Reunião de instrução

o intervalo entre os encontros de monitoramento, melhores serão os resultados.

As reuniões de instrução acontecem no início de cada semestre e no lançamento do programa de coaching, com o objetivo de capacitar os colaboradores. Após a apresentação dos objetivos gerais, o gestor tem o papel de esclarecer as tarefas (funções) individuais, por meio da apresentação do organograma linear de responsabilidades e estabelecer normas de condutas.

Quando monitoradas, isto é, acompanhadas de perto, as pessoas sentem-se seguras para experimentar e mudar atitudes ou conceitos. A instituição tem o papel de estimular e criar condições para o nascimento da cultura de reuniões de monitoramento, incorporando o conceito de investimento e não de custo no pagamento de horas/aulas. Estas análises devem acontecer sempre de forma objetiva nas reuniões periódicas e, quando necessário, individualmente.

TERCEIRA ETAPA – Monitoramento

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As reuniões de monitoramento é o principal momento que os coordenadores e gestores de atendimento têm para desenvolver suas equipes de trabalho. Para que surta o efeito desejado, isto é, que ocorram as devidas mudanças de atitudes dentro do processo comportamental das pessoas e que se crie uma visão global, é importante que as reuniões tenham constância e curta periodicidade com encontros semanais, quinzenais ou, no máximo, mensais. Quanto menor for

QUARTA ETAPA – Análise de desempenho Algumas pessoas dão a impressão de que estão trabalhando muito quando, na verdade, fazem pouca coisa que contribua realmente para a realização dos objetivos da instituição. O desempenho é melhor avaliado quando verificado em relação a critérios concretos preestabelecidos e padrões comparativos. A seguir um exemplo de sistema de avaliação de desempenho de professores em sala de aula,

Nome do(a) professor(a)

Série

Turma

Postura

Capacitação técnica

Relação interpessoal

Conteúdo

Dia

Horário

Relatório de observação dirigida de aula O que difere esta estratégia de análise de desempenho das demais existentes, é que o relatório é preenchido em duas vias por meio de uma cópia em carbono. Uma cópia fica com o coordenador para futura avaliação e a outra é entregue ao professor, junto com algum comentário logo após o término da aula. A avaliação reduz a burocracia e propicia a mudança ou correção imediata de alguma falha do professor. O feedback mais completo é feito nas reuniões de monitoramento e, quando necessário, em encontros particulares. Outro aspecto relevante é a utilização de pictogramas (carinhas) em todos os itens avaliados. Quando avaliamos algo, a natureza humana é inclinada a buscar primeiro os aspectos negativos. Para contrabalancear essa tendência, a coordenadora obriga-se a sempre que apontar uma falha (carinha séria), buscar um aspecto positivo (carinha sorridente), pois se a professora faz parte de sua equipe significa que é uma pessoa competente e detentora de muitas qualidades. Desta forma, as reuniões sempre são equilibradas e os demais integrantes também ficam cientes das qualidades que são valorizadas e não somente dos erros e das falhas. “Valorize aquilo que você quer que se repita.”

Didática

Disciplina

O Colunista Christian Rocha Coelho Organização

Outros

Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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BUSCAR O INTANGÍVEL

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ntangível é uma palavra linda. Sonora e transparente faz lembrar água da fonte, nuvens se escondendo do Sol ao amanhecer. Mas, se é lindo o advérbio, ainda maior é seu significado. A palavra expressa o inalcançável, o ponto mais alto além do qual é impossível sonhar. Ao acordar de madrugada e inventar razões para existir busco exemplos para a palavra tão bela que, sem mais nem menos, chega até meus pensamentos.

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Percebo, dessa forma, que intangível e todo professor que, mesmo tendo alcançado em sua carreira ponto de admiração e respeito, jamais se cansa de mais buscar, querer ainda mais aprender. Sabe que seus colegas e seus alunos o apreciam e percebem além da pessoa o grande profissional, reconhece que admirado não enfrenta o receio da dispensa e o azedume da crítica, mas ainda sim insatisfeito quer ser maior no ensino, mais aprender sobre conceitos, aprimorar a dura arte de avaliar. Com tão longa trajetória, ignora se será breve o instante de parar, sabe, entretanto que os anos que ainda restam será por certo para melhor aprender, ainda mais crescer.

Intangível é o gestor escolar que fez das escolas por onde passa um eficiente modelo de qualidade. Abrangente e decidido jamais limita sua insistência pela perfeição dentro de cada sala de aula, em nome de qualquer papel que passa pela Secretaria. Delega com entusiasmo e crença verdadeira e acredita nos subordinados e ao se fazer onisciente e onipresente busca apenas sua ajuda na divisão do peso a suportar. Fez-se educador de alunos e de pais, de funcionários e de professores e seu cotidiano o transfigura de servente em segurança, de mestre em amigo, percorrendo cada canto, sorrindo a cada acerto. Pródigo em apreciar e aplaudir é eterno insatisfeito no desafio de mais aprender.

mais termine e a curiosidade nunca se sacia. A infinita dimensão do intangível reside exatamente em ser o mesmo inalcançável, mas ambiciosamente perseguido. Diferente do distante que se teme ou se desiste, o intangível é sonho que jamais se materializa, mas nem por isso deixa de ser o sonho que mais se busca, a procura que nunca cansa de procurar. Para buscar realmente o intangível não basta ser conscientemente ótimo, mas sempre almejar nada menos que a perfeição,

Busca o intangível todo aluno que não se concebe senão da missão de sempre aprender. Arranca de cada aula lições de vida, descobre em todos os professores facetas de modelo com que esculpe seus caminhos, constrói sua esperança. Amigo de seus colegas, os aceita em seus limites, descobre-se em suas diversidades. Sabe que passarão pela escola sem que o aprendizado ja-

O Colunista Celso Antunes tem bacharelado e licenciatura em Geografia. É mestre em Ciências Humanas pela USP e é considerado um grande formador de opinião no mundo da educação. Tem mais de 280 publicações e suas obras forma traduzidas pra mais de seis países. Celso Antunes também ministra palestras em diversos países como Argentina, Uruguai, Peru, México, entre outros.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / Celso antunes


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Desafios da Gestão Escolar

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gestor pedagógico recebe muitos nomes. Às vezes é Coordenador, outras vezes Orientador e até mesmo Supervisor, guardando as tradições de sua falecida formação superior enquanto habilitação do curso de Pedagogia. Tenho visto novas denominações, impregnadas de boas intenções, como Professor Orientador, reforçando uma ação de troca entre iguais ou, na outra extremidade, Tutor Pedagógico, realçando a necessidade de tutoria dos professores. Tenho feito alguns levantamentos e observo que na maioria dos casos, a experiência como professor ainda é a exigência principal para o exercício da função. Concordo, uma vez que orientar, apoiar e supervisionar o trabalho docente é o cerne da ação desse profissional. A questão é que esse pré-requisito é necessário, mas não é suficiente. Conhecimentos de liderança, de currículo, de avaliação da aprendizagem, de avaliação de desempenho, de metodologia do ensino, de processos de aprendizagem, de gestão de projetos e, mais recentemente, de coaching são alguns pré-requisitos que os novos tempos tornam cada vez mais essenciais para o exercício efetivo da função. Em breves palavras, o gestor pedagógico é o responsável pelo bom funcionamento do processo ensino-aprendizagem e, dessa forma, é igualmente responsável pelo alcance de bons resultados na aprendizagem dos alunos. Essa tarefa, nada simples, pode ser subdividida em três dimensões que

compõem o seu fazer: a gestão do currículo, a gestão da ação docente e a gestão dos resultados. A gestão do currículo compreende todas as ações voltadas para a efetivação do processo de aprendizagem. Estamos falando de seleção de competências e conteúdos, de estratégias de ensino e de avaliação, de elaboração de projetos interdisciplinares, de estruturação do processo de recuperação e, também estamos falando do apoio, orientação e supervisão de tudo isso. A gestão do currículo é a dimensão que ocupa o maior espaço e o maior tempo da ação do gestor pedagógico. A gestão da ação docente ocorre em decorrência da gestão do currículo. Os professores tem condições de colocar em prática o currículo que estamos propondo? Essa é a pergunta que dá o pontapé inicial às ações do gestor pedagógico nessa dimensão. Mediante às respostas que ele vai obter, ele fará o seu planejamento nessa área. Gerir a ação docente exige que, num primeiro momento, avaliemos essa ação para que possamos identificar as necessidades de apoio e orientação. É daí que surge o plano de formação continuada dos docentes. Nessa área, o ato de supervisionar dá vez aos atos de apoiar e orientar. A terceira dimensão da ação do gestor pedagógico é a gestão de resultados. Embora essa ação esteja obrigatoriamente presente o tempo todo, em função da importância crescente que vem ganhando, é aconselhável trata-la

como uma dimensão isolada, digna de um planejamento específico. Aqui, cabe negociar e estabelecer, junto com os professores, formas e critérios de acompanhamento e avaliação do desempenho das turmas, assim como as ações imediatas mediante a resultados indesejáveis. Aconselhamos o gestor pedagógico a subdividir o seu plano de trabalho nessas três dimensões, pois isso ajuda a organizar o pensamento e a construir uma visão de conjunto de sua ação profissional. Precisamos fortalecer a identidade do gestor pedagógico, através da viabilização de resultados positivos de seu trabalho, que no final é a aprendizagem dos alunos. Para isso, esse profissional precisa do apoio incondicional da gestão escolar, no sentido de lhe oportunizar as condições dignas de trabalho e o apoio à contínua formação, fundamental para o exercício de uma função tão complexa responsável pelo bom desempenho daquilo que faz uma escola ser escola: promover aprendizagens.

O Colunista Pedagogo, Psicólogo, Professor de Geografia. Mestre em Educação pela UFRJ. Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana, Cuba. Idealizador do Canal Sala dos Professores. Autor de vários livros. (www.juliofurtado.com.br)

foto cedida pelo colunista

COLUNA / júlio furtado


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COmO OfICINAS PEDAGÓGICAS AUXILIAm NO ENSINO DA EDUCAçãO fINANCEIRA

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s oficinas pedagógicas são comprovadamente ferramentas que auxiliam muito o aprendizado das crianças, fazendo com que elas vivenciem experiências relacionadas aos conteúdos que estão sendo trabalhados na escola. Em relação à educação financeira, essas ferramentas de ensino são ainda mais imprescindíveis por ser o tema relacionado ao cotidiano de todos, até mesmo das crianças.

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Muitos questionam que não é adequado expor as crianças ao dinheiro tão cedo; nesse ponto, é importante explicar a experiência que estamos tendo nas escolas em que inserimos o assunto. Essas crianças do Ensino Básico e do Fundamental I não só aprendem sobre finanças como também participam ativamente de oficinas que levam a elas a vivenciar mais intensamente o tema. Essas oficinas são ações lúdicas, que envolvem ativamente o senso artístico das crianças e também consolidam os conceitos passados de forma teórica anteriormente. Exemplo que cito é a elaboração de cofrinhos por meio de garrafas PET; assim, as crianças aprendem arte e conceitos de reciclagem e montam uma peça que faz parte dos livros que utilizam na sala de aula. O prosseguimento dessas ações podem complementar ainda mais a solidificação dos conceitos existentes nas aulas, pois os alunos utilizam esse cofrinho para poder poupar as moedas que sobram no lanche ou que passam por suas mãos diariamente e que, na maioria das vezes, são desperdiçadas nas compras de guloseimas ou coisas supérfluas. Só que

essas moedas não são poupadas só por poupar, elas possuem um objetivo maior, que é um sonho material que a criança tem e que, ao final de um prazo pré-estabelecido, será realizado. Mas esse é apenas um exemplo de como podem ser utilizadas oficinas pedagógicas na educação financeira. Várias outras formas podem ser utilizadas, como é o caso da árvore dos sonhos, com a qual se aprende a diferenciar os sonhos matérias dos sonhos não materiais, dentre outras Enfim, a utilização de oficinas é fundamental em relação a esse tema que é muito delicado, e a preocupação deve ser grande, pois é nessa fase que consolidamos muito a socialização da criança e das características que levarão por toda vida. Assim, o estabelecimento dessa vivência desde cedo, faz com que os impactos sejam muito menores no futuro. Infelizmente, por falta desses conceitos, nossos jovens são jogados praticamente para “os leões”, quando começam a receber os seus primeiros ganhos e também se tornam alvos diretos do marketing e das ferramentas de crédito. O resultado são milhares de endividados, pode parecer drástico, mas, para muitos jovens, o endividamento vem sendo praticamente parte do rito de passagem para a vida adulta e o aprendizado tem que ocorrer pelos erros. Temos que ter em mente que é possível reverter essa situação, mas, para tanto, o início deve ser o mais cedo possível, lógico que respeitando as limitações da idade; assim, as oficinas pedagógicas de educação financeira são definitivamente fundamentais.

Crédito da Foto: Anthony Caronia

COLUNA / REINALDO DOmINGOS


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Bett Brasil Educar 2015 Educação, Tecnologia e Novos Caminhos a Seguir Texto e fotos por Rafael Pinheiro

“ Celso Antunes sendo entrevistado pela equipe da Revista Direcional Escolas

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eestruturar, empoderar, transformar. Observamos a educação como uma base sólida para um futuro efêmero em constante ebulição. Esta educação, inserida no eixo central de propagações culturais e sociais, que atravessou as décadas com tradicionalismo e métodos estabelecidos, mostra-se despreparada (ou com pequenas rachaduras) no que tange a realidade educacional.

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Empoderar, no sentido amplo da palavra e no espaço denso da educação, é a maneira mais clara (e talvez necessária) de reafirmar os papeis e as condições existentes em cada setor interno de uma instituição. Apoderarse da função educador envolve não só os limites do conhecimento, mas o fomento na construção do cidadão

Tom Coelho, durante a palestra Conhecer a Escola para Gerir Suas Metas Humanizar e Formar para a Vida e Cidadania

Durante quatro dias de evento, cerca de 18 mil visitantes de diversas localidades atravessaram os corredores da São Paulo Expo em busca de inovações, soluções, tecnologias e aparatos educacionais. Com uma programação ampla, densa e com temas instigantes, a Bett Brasil Educar consolida-se como o maior evento de educação da América Latina

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e nas diversas esferas participativas que o aluno atingirá com maestria. O agente transformador incluído nas atividades diárias transcende métodos, fórmulas, mecanismos e explicita um anseio em interagir, humanizar, criar e experimentar momentos ímpares de relações interpessoais e compartilhamento de ideias que transforma-se em um ambiente saudável, acolhedor, seguro (tanto físico como psíquico) e, com todos estes elementos intactos, o aprendizado nasce fluído e se fortalece da melhor forma possível: com total aproveitamento. E para estes três aspectos ganharem força, de fato, é necessário um olhar criterioso no interior das salas de aula, nos corredores, nos par-

ques e playgrounds, nos horários de descanso e intervalo da alimentação, na programação pedagógica, no ritmo e nas decisões dos educadores e gestores e, acima de tudo, no compromisso instaurado na comunidade escolar. Refletir e compreender as problematizações que cercam todas essas funções é o ponto de partida para uma educação de qualidade, compatível com requisitos da cidadania e desejos ávidos dos estudantes. O São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, localizado na região sul da capital paulista, recebeu entre os dias 20 e 23 de maio a Bett Brasil Educar 2015. O evento, que chegou à sua 22ª edição este ano, utilizou a experiência da Bett Londres, uma das maiores feiras de produtos e tecnologia educacional do mundo, realizado há mais de 30 anos na Inglaterra, para organizar e difundir propostas para a educação brasileira com foco na qualidade e transformação. Com a temática central: “A escola dos nossos sonhos: horizontes possíveis, desafios imediatos”, o evento propôs uma reflexão consistente para a gestão pública e privada na educação, tendo como base palestrantes nacionais e internacionais, atividades de capacitação, compostas por painéis, talk shows, mesas de debates e workshops durante os quatro dias da feira. Nomes relevantes do cenário educa-


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cional brasileiro e do exterior falaram sobre Alfabetização, Comunicação e Letramento; Avaliação na Educação; Currículo na Educação; Educação da Infância; Educação Integral; Educação e Tecnologia; Educação Profissional e Tecnológica; Formação Profissional e Metodologia de Ensino; Gestão e Políticas Educacionais. Logo, a Bett Brasil Educar, alcançou a condição de evento educacional mais relevante da América Latina e um dos mais completos do mundo. Realizada pela i2i Eventos e organizada pela Futuro Eventos, o saldo final foi de mais de 18 mil visitantes de diversas localidades que acompanharam de perto as novidades em soluções e tendências educacionais e tecnológicas apresentadas por aproximadamente 250 expositores.

Apostando em novos formatos para aumentar a interação com o público visitante, o local reuniu quatro instituições brasileiras reconhecidas com o selo “Apple Distinguished Schools”, que foram trazidas para mostrar os recursos que as soluções Apple oferecem para a sala de aula, são elas: Arbos, D’Incao, Next e Porto Seguro. Fundado em 1878 pela comunidade germânica, o Colégio Visconde de Porto Seguro é uma das mais conceituadas instituições de ensino do país, comprometida de maneira sólida à uma formação pluricultural e plurilinguística. Preocupando-se, também, com estratégias pedagógicas que ampliem, de maneira significativa e eficaz, a aplicação da tecnologia no ambiente educacional.

TECNOLOGIA EM PAUTA

Segundo Rodrigo Assirati Dias, Coordenador de Tecnologia da Educação do Porto Seguro, o espaço digital é de suma importância e deve ser trabalhado de forma criteriosa na educação. “Trabalhar um plano de ensino com uma sequência didática e associar o conteúdo ministrado em sala de aula com ferramentas tecnológicas é um rota a ser seguida”, comenta.

Pela primeira vez o evento dedicou um espaço exclusivo para startups em educação e tecnologia, por meio da Bett Startups, em um ambiente propício para troca de experiências e networking altamente qualificado. Classapp, Diaryium, Elefante Letrado, Inédita, QG do Enem, Missão Universitário, Mupi e Kid Reports foram as empresas participantes. A Apple, que reconhece as escolas e programas educacionais líderes mundiais em inovação, liderança e excelência educacional, criou a Sala de Aula Interativa da Apple Distinguished Schools – um espaço de 160m², com um auditório central, onde ocorreu um ciclo de palestras pautadas em Tecnologia Educacional.

Dentre os principais resultados, protagonismo, criatividade, iniciativa, autoria, colaboração, mobilidade e comunicação são eixos fundamentais da tecnologia educacional. Para garantir todos esses aspectos é necessário diagnosticar e introduzir a tecnologia de forma objetiva e adequada para cada etapa de aprendizado. “Em sala de aula, nós temos duas professoras:

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A Feira Bett Brasil Educar 2015 teve aproximadamente 18 mil visitantes


18 uma de classe e outra especializada em tecnologia. Assim, há uma troca sadia de informação e, também, de um aprendizado contínuo. Mostrando novos métodos de ensino capazes de formar pessoas que contribuam para um mundo melhor”, destaca Rodrigo. A ESCOLA DOS SONHOS A agenda do Congresso Educador tem, por principal objetivo, o aperfeiçoamento profissional de educadores e gestores. Assim, o ciclo de palestras e mesas redondas propostas pelo evento trouxeram debates inovadores e cases de sucesso. Temas como o impacto das redes sociais na educação, formação/metodologia, políticas educacionais, alfabetização/ comunicação, gestão, educação integral, entre outros, foram expostos por profissionais renomados nos diversos auditórios espalhados pelo São Paulo Expo Exhibition & Convention Center.

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Neste ano, em especial, a pluralidade exposta em palestras foi extensa, avançando não só na capacitação em gestão como em questões socioemocionais, culturais e de aspectos humanitários. Formado em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP e especializado em Qualidade de Vida no Trabalho, o palestrante Tom Coelho explorou o tema “Conhecer a Escola para Gerir Suas Metas: Humanizar e Formar para a Vida e Cidadania”, demonstrando pontos relevantes que, por algum momento (ou em certo processo social-cultural), foi enfraquecido. “A escola atual é o resultado de fragmentos culturais. Somos a contemporaneidade dos milênios. E, observar isso, é uma forma de verificar as origens do povo brasileiro”, destaca o palestrante que, em sua apresentação, reforçou os novos valores educacionais: “O papel da escola é escolarizar e hoje as instituições vão além disso, servindo, em alguns casos, como a própria família do aluno”, dispara.Segundo o especialista, a família perdeu sua unidade, sendo “terceirizada à escola”. E a falta de integração familiar é o reflexo de diversas questões, como a mobilidade urbana, o aumento do tempo do aluno na escola, a inserção tecno-

lógica nos espaços sociais e a ausência de relacionamentos interpessoais. A inserção tecnológica, citada na apresentação de Tom Coelho, apareceu, também, na mesa de debates com o tema “Gestão Escolar de Qualidade: Uma Contribuição para a Aprendizagem dos Alunos”, guiada pelos palestrantes Tobias Ribeiro, Raison Barros Pinheiro, Marino Menossi e Tania Queiroz com a mediação de Renato Casagrande. De acordo com Tania Queiroz, graduada em História, Pedagogia e PósGraduada em Didática, Tecnologias Aplicadas à Educação e Psicodrama pela PUC, falar em gestão, no contexto atual hipermoderno, nos obriga a olhar para este próprio contexto de outra forma. “O mundo mudou rapidamente, saímos da humanidade 1.0 e chegamos à humanidade 4.0. Estamos na era da família.com.br. É muito fácil nos acostumarmos à tecnologia, mas não paramos para refletir como essas tecnologias geraram descontinuidade e mudaram o pensar/agir/sentir das crianças, dos jovens, dos adultos e, consequentemente, da gestão escolar”. Administrar, então, essa geração que perde facilmente o interesse no aprendizado e provoca uma notável desmotivação no trabalho do professor, é um desenvolvimento árduo e a longo prazo. Nas palavras da palestrante, uma das causas desse movimento é a ausência de limites no ambiente familiar, tornando os alunos indisciplinados e desinteressados, gerando, assim, uma falta de interesse coletiva, afetando o professor e o gestor – literalmente. “É preciso refletir e compreender a mente de nossos alunos e buscarmos alternativas em sala de aula para trazer uma aula dinâmica, que acompanhe o cérebro dessa geração, que é totalmente diferente da nossa. Pensar diferente sobre o que fazemos, destruir nossa visão antológica das coisas e criarmos uma visão epistemológica, ou seja, a mudança é possível, desde que haja a compreensão da mentalidade e dos anseios dos alunos em sala de aula”, ressalta. Redescobrir os valores, identificar o papel da nova escola e ensinar de


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20 maneira dinâmica e profunda, onde a questão de identidade cultural atinge não só a dimensão individual, mas classe dos educandos é essencial à uma prática que busca uma qualidade educativa. A sala de aula é um espaço para semear sonhos e descobertas, agregando valores, obtendo resultados promissores e oferecendo ferramentas suficientes para motivar os professores – os pilares centrais de um futuro educacional com qualidade. LANÇAMENTOS

EDUCACIONAIS

Cobrindo o segmento educacional de ponta a ponta, o evento contou com a participação de importantes lançamentos nacionais e internacionais de produtos e serviços, apresentando sistemas educacionais, além de diversas inovações para a educação integrada à tecnologia. Confira algumas novidades expostas na feira:

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A New Midia apresentou três inovações que levam segurança e comunicação de ponta ao mercado: a catraca biométrica, a tecnologia beacon e o aplicativo “Saída da Escola”. A catraca biométrica, novidade no Brasil e um dos destaques na Feira Educar, une modernidade e praticidade – com ela, basta a pessoa cadastrada se posicionar em frente ao equipamento para ser reconhecido, tendo, assim, a entrada liberada. A Editora DSOP, com seu slogan “Mais que livros, sonhos!”, lançou a nova obra do educador financeiro Reinaldo Domingos intitulada “O Menino do Dinheiro – tempo de Mudanças”. A obra apresenta a importância que o dinheiro tem para a realização dos sonhos materiais e mostra para o jovem que os não materiais devem ser praticados logo no início de suas vidas. “A obra é uma continuidade da série O Menino do Dinheiro e traz ensinamentos de como um pré-adolescente deve lidar com um momento que deixa reflexo por toda a vida, na qual enfrenta uma alteração nas relações escolares, familiares, pessoais e, também, no mundo das finanças”, explica o autor. Completando 50 anos de existência, o Objetivo lança o Objetivo Talks,

um e-book da disciplina de Inglês, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Tecnologia UNIP-Objetivo (CPT). Voltado para os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, reúne as mesmas informações do material impresso, porém com atrativos de uma mídia digital, como jogos interativos e vídeos que facilitam no desenvolvimento das quatro habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. O FTD Sistema de Ensino lançou a versão 2.0 da Plataforma Digital, que alia distribuição de conteúdos pedagógicos a articulação de professores, coordenadores, gestores, alunos e família. Através da plataforma, os usuários têm acesso a um ambiente integrado de conteúdos pedagógicos, planejador de sequências didáticas, arquivos de aulas, gestor de atividades e provas, gerenciador de arquivos, presença e notas, assim como serviços de formação de professores, consultoria educacional, avaliações institucional e educacional, entre outros. A Movplan, empresa que oferece produtos e soluções inteligentes para o mercado educacional, apresentou alguns dos seus principais produtos: Lousas Quadriline, Charge Mate, Carteira Universitária e Acadêmica e o Rack Multimidia Aluminium. Destaque para a Lousa Escolar Quadriline Retrátil, formada por módulos laterais com curvatura panorâmica, inibindo a formação de reflexos e propiciando melhor visão do aluno. Fundada em 2008 com o intuito de produzir materiais nobres e úteis para beneficiar a sociedade com maior segurança e conforto, a Barcelona Superfícies esteve presente na Feira Educar e apresentou uma gama enorme de linhas de superfície de borracha para as diversas áreas de recreação. Dentre os principais produtos, destaque para o piso Barcelona Play 16, Barcelona Play 40 e o piso Barcelona Fun. A Eleva Educação apresentou sua plataforma de ensino que traz, como principal objetivo, inovações para os elementos típicos de um sistema de ensino tradicional. Essa evolução contempla um currículo completo, in-


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Palestrante e Consultor Internacional César Muñoz Jiménez durante entrevista para a Revista Direcional Escolas

Um dos maiores fabricantes de playgrounds e parques ao ar livre de alta performance da América Latina, a Speed Kids oferece produtos inovadores, preços acessíveis e mantendo os níveis de segurança. Dentre os destaques, Linha Colore, Nature, Zoo, Ecoplay, Acqualoco, Sky, entre outros. A Proes Brinq, com o objetivo principal em levar alegria aos quatro cantos do país, foi fundada em 2006 na cidade de São Paulo e disponibiliza produtos de qualidade das melhores marcas em brinquedos e playgrounds. Tendo como compromisso a qualidade, preço baixo e entrega garantida, além de uma Equipe Pedagógica para orientar e tirar as dúvidas de utilização e funcionalidade dos brinquedos. O Cine 3D Educativo promove a disseminação de conhecimento através de novas tecnologias e, com isso, eleva o nível de consciência do indivíduo e ajuda na criação de uma sociedade mais justa ‘e participativa. No diferencial da empresa, o projeto Cine 3D educativo é um compromisso com a educação de qualidade que favorece a imagem, prestígio e qualidade dos colégios.

A Jacto Filter, líder de mercado desde 1995 na fabricação de bebedouros em fibra de vidro, possui, em sua produção, três linhas de produtos: Aquarium (com opção para até quatro torneiras), Millenium (com opção para torneira superior, vertical para jato ou tipo lavatório) e Versatium (com opção para quatro torneiras superiores e torneira tipo jato inclinado e tipo copo). A LJFL, distribuidora de áudio e vídeo, representante oficial de grandes marcas no mercado, como Optoma, Proficient, Atlona, Interafácil, OSD, Celerity e Norxtar, apresentou, durante a Feira Educar, o Optoma W307UST – projetor ultra de curta distância, que propõe o ambiente perfeito para o aprendizado em sala de aula, 3D total para o ambiente mais envolvente, maximizando o potencial de aprendizagem do aluno. Com tecnologia BrilliantColor™, traz novo realismo às imagens projetadas, possibilitando, assim, gráficos, filmes e textos nítidos. A Play Kids Brinquedos, preocupada com todas as especificações e garantias de segurança, mantém o foco nos objetivos dos clientes, pensando e estruturando de acordo com a necessidade do comprador, além de garantir excelente qualidade, alta durabilidade, resistência e aprovação pelos órgãos reguladores. Dentre os principais produtos: brinquedão, área baby, rotomoldados (banco lápis, sapateira colmeia, gangorra, banquinho, lixeira lápis), piscina de bolinhas, eletrônicos (tombo legal, basquete, mini basquete, air play), cama elástica, brinquedos plásticos e mini brinquedão.

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cluindo habilidades cognitivas e não cognitivas, uso de tecnologia com o objetivo de personalizar o aprendizado, material didático contextualizado e assessoria pedagógica e operacional dedicada. A plataforma cria um ambiente de construção coletiva, que facilita a vida de professores e educadores ao fazer com que eles e os alunos falem a mesma língua. Totalmente contextualizada, ela prepara o aluno, desde as séries iniciais, para o ENEM, o mercado de trabalho e a vida.


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Berçários

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Sinônimo de tranquilidade, aprendizado e segurança

educação, em todas as suas fases de ensino, desde o aprendizado de base até a formação juvenil, mostra-se preocupada em várias vertentes. O acompanhamento diário e efetivo, o estímulo e o progresso fazem parte de uma programação extensa de cuidados físicos e socioemocionais. E, quando o assunto é cuidado logo nos primeiros anos de vida, como nos berçários, a atenção redobra sua força e inclui alimentação adequada, higiene, saúde, atividades direcionadas e a compreensão de todas as particularidades que a criança necessita.

seja observada a altura das mesas, a iluminação, a circulação de ar. O ambiente deve ser arejado e de fácil limpeza. A sala de aula deve ter muito espaço para o desenvolvimento das atividades de maneira prazerosa e que ofereça condições para que as crianças, de fato, aprendam”, conta.

Para escolher um ambiente confortável e agradável aos bebês, certos pré-requisitos devem ser analisados. Magda Casarotti, Diretora da Scuola Materna Fundação Torino, afirma que primeiramente “é necessário que exista um espaço físico agradável, bem conservado, equipado, seguro e acolhedor.

O espaço para alimentação, diz Magda, é um dos principais assuntos como se fala em educação para crianças, é de fundamental importância também na formação desse público, pois possibilita que sejam cultivados os bons hábitos alimentares e as boas maneiras à mesa, além de ser um momento onde a criança é convidada a experimentar novos sabores e vivenciar trocas com os colegas.

O ambiente deve ser limpo, convidativo e lúdico. É fundamental que as crianças se identifiquem com este espaço, para que sintam prazer em pertencê-lo e tranquilidade para cumprir com qualidade a rotina de atividades da escola”. Em relação à estrutura, o mais importante, segundo Magda, é a segurança das crianças. Tudo tem que ser adaptado para que elas tenham autonomia sem riscos de acidentes. “Por exemplo, é preciso que

Além da segurança, deve conter ambientes distintos para os momentos da recreação, da alimentação, da higienização e do sono possibilita a estruturação e o planejamento de rotina – tanto para os bebês como para os profissionais que o cercam.

“É fundamental o acompanhamento de uma nutricionista, que elabore um cardápio variado e saudável, garantindo assim os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado das crianças. Além disso, a cozinheira deve estar consoante a isto, dedicando o seu tempo exclusivamente a este espaço”, explica.


23 Através das brincadeiras, o desenvolvimento em sua totalidade se faz presente, pois é considerada uma das atividades que as crianças mais aprendem. Por isso, o espaço dedicado a recreação deve ser respeitado para que elas possam brincar livremente e através disso exercitar a criatividade, a comunicação e aprender a compartilhar. “Na Fundação Torino, durante os primeiros anos da infância, a intensa experimentação com objetos, imagens, símbolos, outros indivíduos e, finalmente, com os pensamentos, leva a criança a construir a base que lhe possibilitará raciocinar logicamente e organizar o pensamento em estruturas coerentes”, afirma Magda Casarotti. Segundo a Diretora da Scuola Materna, o desenvolvimento linguístico das crianças é trabalhado de forma dinâmica com músicas, jogos, dramatizações, culinária, vídeos e muito mais. Tudo isso contribui para que outros idiomas façam parte da vida do aluno com naturalidade. Os alunos da Scuola Materna, da Fundação Torino, começam a aprender desde pequenos os três idiomas: português, inglês e italiano. Técnicas especiais são utilizadas para as crianças, que têm entre 2 e 5 anos, aprenderem a alfabetização, com cores, números e formatos. ATIVIDADES As crianças de 0-2 anos de idade possuem uma capacidade que não pode ser ignorada, mas lapidada e aproveitada em trabalhos pedagógicos com intervenções positivas. Este trabalho, inserido no cotidiano do berçário, é complexo, deve ser bem direcionado com um olhar cuidadoso, afinal, o contato com o berçário é o ponto de partida da aprendizagem. Algumas ações pedagógicas podem ser realizadas nos berçários, como: 04 meses – Colocar um brinquedo que o bebê possa morder; Não deixar o bebê permanentemente no mesmo lugar; Durante o banho, permitir brincar, mover-se, fazer ruído com a água, mover as perninhas e os braços; Deixar cair um objeto em frente dos seus olhos para que veja onde caiu;

06 meses - Pendurar chaves e outros objetos em um fio e movê-los. Nesta altura a criança já pode seguir com o olhar os objetos que se movimentam rapidamente; Segurar a mão do bebê na mamadeira para que ele acostume a segurá-la; Começar a ensiná-lo a segurar uma escova de dentes. Deixar brincar com ela. 07 meses - Cantar, rir e fazer cócegas, pegar no colo e dançar com ele; Deixar manusear um livro; Levar para passear; Esconder um objeto que ele gosta perto de onde possa descobri-lo e esperar a sua reação. Se não o descobrir, faça-o por ele; Fazer massagem com algodão, esponja ou escovinha para noção corporal. 08 meses a 1 ano e meio - Brincar com marionetes. Contar histórias e cantar. Explorar a imaginação; Mostrá-lo fotos grandes e vistosas de animais, carros e pessoas. Explicar o que são e o que fazem; Brincar de pega-pega engatinhado; Música com gestos; Trabalhar com os sentidos: Tato (textura, peso, temperatura); Trabalhar com os sentidos: olfato; Trabalhar partes do corpo; Desenvolver memória musical; Dançar ao tocar uma música; “A alfabetização é um processo que começa desde cedo, por isso a importância do educador oferecer experiências estimuladoras que possibilitem a criança construir seu próprio conhecimento, considerando sempre as suas características e as respeitando como pessoas singulares”, finaliza. (RP)

SAIBA mAIS MAGDA CASAROTTI materna@fundacaotorino.com.br

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DESENVOLVIMENTO

05 meses - Oferecer a descoberta de novos objetos: recipientes, uma garrafa plástica bem fechada com um objeto dentro, uma colher de madeira, brinquedos com música, etc; Tentar que se agarre nos seus dedos para sentar-se; Enquanto estiver de barriga para baixo, colocar algum objeto vistoso diante dele e ver se ele levanta os braços e a cabeça para agarrá-lo.


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NOVAS fERRAmENtAS DE ENSINO

tECNOLOGIA NA EDUCAçãO, UmA REALIDADE

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e refletirmos por um momento, de maneira sutil, sob uma ótica tecnológica, analisaremos de imediato uma realidade: o meio digital em todos os campos sociais. Alessandra Borelli, diretora de uma empresa voltada a orientação de crianças e adolescentes para o uso seguro da tecnologia, acredita que como em todas as áreas, a tecnologia também tem impactado na educação. “A evolução das novas tecnologias têm oferecido excelentes ferramentas, tanto para o professor ensinar, como para o aluno aprender”. A geração de alunos que adentram as escolas possui um volume de informação internalizada, conhecendo, utilizando e adaptando todo mecanismo digital à sua rotina. Mas, a inserção tecnológica em sala de aula, por exemplo, depende de uma infinidade de fatores que devem ser analisados. “Trocar um quadro negro por uma lousa digital não significa nada. Assim como pedir para um aluno ler no tablet o mesmo conteúdo que há disponível em um livro ou apostila. O uso digital no processo de aprendizagem deve agregar algo que o analógico não oferece. O professor pode utilizar as redes sociais como forma de interação pedagógica entre ele e os alunos, partes de vídeos e filmes em aula e os próprios celulares para pesquisas durante alguns minutos da aula”, explica Alessandra. Luís Roberto Coimbra, Diretor de Inovação de um sistema de ensino , acredita que a tecnologia será uma aliada no engajamento e na atenção dos alunos, desenvolvendo competências, e o professor terá mais

por Rafael Pinheiro foco nos objetivos e nas competências pedagógicas determinantes. “Se por inserção estamos entendendo a capacitação do professor para ele compreender que agora os alunos não irão copiar um conteúdo da única fonte (ele) para reproduzir em uma prova, mas irão atuar fortemente na construção de um conhecimento e que ele vai conduzir este projeto junto com seus colegas professores, sim, a tecnologia produz aspectos positivos para a educação”, destaca Luís. A educação tecnológica é uma forma construtiva e colaboradora tendo, o educador, como mediador de conteúdo; e o aluno como agente ativo e transformador de seu aprendizado. “A escola precisa se adequar ao tempo em que está vivendo. O que isso significa? Significa desenvolver tecnologia como linguagem e novas metodologias de ensino aprendizagem”, ressalta o Diretor de Inovação. Observar as modificações nas práticas de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma ampla e ilimitada, como a própria rede tecnológica propõe. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia, evoluindo os papeis de aprendizagem e os substituindo por uma nova postura, moderna e necessária. (RP)

SAIBA mAIS LUÍS ROBERTO COIMBRA luis.coimbra@sistemapoliedro.com.br

ALESSANDRA BORELLI contato@nethicsedu.com.br


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Ilustração: Studio5

PAISAGISMO

Paisagismo na escola

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cuidado de criar, cuidar e planejar áreas de espaço livre com paisagens é trabalho do paisagismo. Um escola pode se beneficiar da técnica e construir novas formas de ensinar e entreter os alunos com áreas externas que compõe o espaço escolar. A possibilidade de utilizar a área criada pelo paisagismo para o ensino sustentável e social é uma grande vantagem de possuir áreas externas em instituições de ensino. Cada vez mais é necessário aos alunos os cuidados com o meio ambiente no cotidiano. A paisagista Carolina Mazzei afirma que boa parte desse aprendizado pode ser feito nas áreas planejadas e construídas pelo paisagismo: “Um bom paisagismo pode ensinar para as crianças as boas práticas de sustentabilidade, através de soluções que promovam o uso racional da água, a escolha de espécies que tenham baixa manutenção, e o reaproveitamento de recursos. Um bom exemplo disso é a instalação de composteiras, onde os alunos podem ver na prática o uso do lixo orgânico da cantina e refeitório na escola na criação de adubo orgânico que será usado nas plantas, por exemplo.” A criação de hortas comunitárias dentro do ambiente escolar é uma boa opção para o ensino sobre a consciência social e o paisagismo é ideal para construir e idealizar esse espaço: “As es-

por Natalia Sayuri Melo

colas têm, cada vez mais, pensado em substituir seus gramados que só trazem manutenção para a escola, por canteiros de hortas, onde os alunos têm a possibilidade de aprender sobre ciências, alimentação saudável, trabalho em grupo, etc. Outro aspecto enriquecedor das hortas é o contato frequente dos alunos com a terra, sujando as mãos, onde eles aprendem a importância de cuidar dos recursos naturais, de onde vem os alimentos, e resgatam o contato com a natureza, que em São Paulo, por exemplo, é cada vez mais raro.” Alguns cuidados são necessários para evitar que as áreas externas se tornem uma ameaça para os alunos. Carolina Mazzei comenta cuidados essenciais que a escola deve tomar ao planejar e cuidar do seu espaço: “Evitar maciços de vegetação onde pessoas possam se esconder, plantas com espinhos estão proibidas. Plantas que causem alergias respiratórias, irritações na pele ou que sejam tóxicas caso sejam ingeridas também não devem ser usadas de forma alguma. O ideal, portanto, é contratar um profissional responsável e experiente que faça um projeto e oriente a escolha da vegetação da melhor forma possível.”

SAIBA MAIS CAROLINA MAZZEI carolina@atelieurbano.com.br


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ACESSÓRIOS (HIGIENE BUCAL E TECNOLOGIA), BEBEDOUROS, INFORMÁTICA, MANUTENÇÃO PREDIAL


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COPIADORAS (SISTEMAS DE IMPRESSÃO), ENGENHARIA E MEDICINA DO TRABALHO, LABORATÓRIOS, MÓVEIS


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30 PINTURAS ESPECIAIS, PLAYGROUNDS


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PISOS, PLAYGROUNDS

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32 PLAYGROUNDS


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PLAYGROUNDS, PROJEÇÕES EDUCATIVAS EM 3D, QUADRAS, SISTEMAS DE SEGURANÇA


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34 PL AYGROUNDS, TOLDOS E COBERTURAS


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