Skip to main content

Revista Direcional Escolas Edição 114 – Dezembro-Janeiro/2016

Page 1

Edição nº 114 ano 11 | Dezembro e Janeiro 2016 www.direcionalescolas.com.br


EDITORIAL Diretores

Alex Santos & Paula De Pierro Público

Reflexão & Ação

Diretores e Compradores

Periodicidade: Mensal

exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável

Rafael Pinheiro jornalista@direcionalescolas.com.br MTB 0076782/SP Circulação

Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico

Studio5

Direção de Arte

Felipe Martyn

Produção Gráfica

Thiago Funari Gregory Polidori

Departamento Comercial

Francisco Grion

francisco@direcionalescolas.com.br Impressão

Grass Indústria Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

A reflexão é, certamente, o que nos move. Naquele exato momento do dia em que, apesar do trânsito caótico que nos rodeia, das multitarefas e compromissos, das dúvidas e complicações pessoais, simplesmente nos desligamos dos aspectos exteriores e entramos em contato com nós mesmos – de forma intrínseca e, por muitas vezes, duradouras. Esse processo diário e instintivo reforça nossa alteridade, nossos ideais e a forma como conduzimos relações interpessoais, decisões, estratégias de melhoramento, aprendizado, dificuldade e reconhecimento – pessoal ou coletivo. Culturalmente, buscamos essa reflexão mais densa nos últimos meses do ano, especificamente em dezembro, quando nos preparamos para a virada do ano e, assim, todos os votos são refeitos, novos objetivos são projetados e todas as esperanças renovadas. E, olhando para todos os meses anteriores e refletindo de maneira sucinta a nossa produção editorial, chegamos, mais uma vez, ao término de um ciclo com uma sensação ímpar de realização. Neste ano, em especial, evidenciamos assuntos pontuais, delicados e que merecem uma atenção peculiar, como os transtornos que impactam o aprendizado e desenvolvimento do aluno; a presença do psicopedagogo nas escolas; os desafios do aluno 2.0; bullying; a organização do currículo escolar incluindo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e vestibular; além das coberturas de grandes eventos educacionais, como: Bett Brasil Educar/Educador, GEDUC (Congresso Brasileiro de Gestão Educacional) e Congresso Crescer.

de instituições escolares, como garantir uma excelência na qualidade, preparo à diversidade e muito amor e dedicação – elementos primordiais. Encerramos este ano, em nossa edição de nº 114 Dezembro/Janeiro, traçando um panorama voltado às artes – no plural. Alguns acreditam que o simples fato de ensinar é uma prática artística. Outros acreditam que a produção artística é uma vertente na educação. Já outros teóricos defendem a aliança arte-e-educação como uma maneira única de transcender as experimentações surpreendentes que o amplo mundo do conhecimento pode proporcionar diariamente – para a relação aluno e professor, professor e aluno, atingindo, em uma esfera maior, os coordenadores, gestores e diretores. A arte de educar ou a arte pela educação denota uma necessidade urgente. Necessidade esta que não está (apenas) nos trabalhos manuais, nas pinturas, nos desenhos expostos nas salas de aula, mas se encontra, também, na alteridade, na descoberta de si e do outro, nas relações sociais, nos movimentos dos corpos, nos anseios espontâneos e nas formações humanizadas e críticas que crescem a cada dia. Concluímos este editorial agradecendo à você, caro leitor, por prestigiar nossa publicação e reforçar o elo de confiança e esperança que transmitimos. Para o ano novo que se aproxima, trabalharemos em matérias e especiais instigantes e atuais, distribuiremos produtos e serviços em nossas seções garantindo, assim, sua satisfação – que é tão importante para nós. Boa leitura e Feliz 2016!

Conseguimos explorar e reverberar avanços, lançamentos, propostas e inovações interessantes para o setor educacional. Setor este que deve ser analisado e compreendido através de diversos olhares e possibilidades a ponto de elevar não só a quantidade

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores


4

Nesta Edição: 08

Coluna - Christian Coelho Branding* educacional

18

Dica: Robótica Ciência e Tecnologia na Escola

10

Coluna - Jane Haddad Educar: uma aposta ética

22

Dica: Terceirização de Serviços Serviço especializado

12 14.

Coluna - Fernada Misevicius Combate ao ‘Bullying’ agora é lei!

Conversa com o Gestor

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Arte e Educação: Competência e Exelência Educacional

24.

Fique de Olho Software de Gestão


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

5


6 Estamos no

Facebook! w w w.direcionalescolas .com . br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de

Você curte a Revista Direcional Escolas? Acesse: fb.com/direcionalescolas

informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores.

Veja as mais lidas do site:

A Prisão dos Bons

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Acesse via celular

Professores com licenciatura específica podem dar aulas nos primeiros anos do ensino fundamental.

As armadilhas da educação especiaL

Acesse via celular

Acesse via celular


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

7


8

COLUNA / CHRISTIAN COELHO Branding* educacional

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

N

a maioria das vezes confundimos o significado da MARCA com o LOGOTIPO. O logotipo faz parte da marca por ser uma representação visual. Marca é a percepção que as pessoas têm da escola. Apesar de não conseguirmos controlar este processo, podemos influenciá-las divulgando as qualidades e os diferenciais da instituição. Quando uma grande quantidade de pessoas tem a mesma percepção da marca da escola, este sentimento poderá ser considerado o valor da marca.

divulguem a marca da escola é preciso conhecê-la. Aproveite a semana de instrução para alinhar a percepção que todos os colaboradores têm em relação à marca da instituição. Para isso, fazse necessário conhecer o seu propósito, valores e a proposta pedagógica.

Portanto, o valor da marca de uma instituição de ensino não é o que os seus mantenedores, diretores e coordenadores acham, na verdade é o que o professores, alunos, familiares e o mercado regional dizem a respeito dela. Exemplo – Toda vez que ouvimos a palavra “coelho”, visualizamos uma criatura fofa, meiga, branquinha e de olhos expressivos. A imagem mental de um coelho pode variar de pessoa para pessoa, mas todos reconhecem as suas caraterísticas comuns. A marca é a percepção aproximada que a grande maioria das pessoas tem do coelho e que não as deixa confundi-lo com um porco, gato ou sapo.

•Por que eu trabalho nessa escola?

A marca é construída diariamente quando a recepcionista atende um telefonema, um professor recebe um aluno, um coordenador assiste a uma aula, um mantenedor atende um pai. Quando as ações externas (discurso, propaganda, venda) estão alinhadas com a cultura interna, as expectativas das pessoas serão atendidas e a marca transmitirá confiança e segurança, aumentado a lealdade entre a escola e seus clientes. Como deixar a marca da escola mais forte – Para que as pessoas valorizem e

Exercício 1 - Definição de propósito – Estruturação do pensamento – Divida os colaboradores em grupos, entregue folhas em branco e canetas. Peça para cada integrante responder às perguntas individualmente:

•Qual é o aspecto mais distintivo da escola? •O que o mundo perderia caso a escola que eu trabalho desaparecesse? Peça para que todos leiam as respostas em voz alta e, em grupo, respondam à pergunta: •Para que a nossa escola existe? Anote todas as respostas na lousa e através da dinâmica brainstorming chegue a um consenso. Exercício 2 - Definição de valores – Estruturação do pensamento - Leia a definição de valores e peça para cada grupo definir quais os cinco valores que norteiam a cultura da instituição. Valores são princípios e normas que servem de critério para comportamentos, atitudes e decisões de todas e quaisquer pessoas no exercício das suas responsabilidades e na busca dos seus objetivos. Peça para que todos os grupos se pronunciem, anotem as respostas na lousa e através da dinâmica do brainstorming** chegue a um consenso.

Exercício 3 - Proposta pedagógica – Estruturação do pensamento - A identidade da escola, isto é, sua proposta pedagógica, é única e geralmente é o seu grande diferencial. Por ser construída coletivamente, desenvolvida ao longo dos tempos e embasada nos princípios da direção e coordenação, não existe uma proposta pedagógica igual à outra. Entregue uma folha de registro para cada grupo. Peça para definirem os principais aspectos que compõem uma proposta pedagógica (filosofia – metodologia – ferramentas de apoio). Anote na lousa as colocações de cada grupo e através da dinâmica do brainstorming defina uma proposta única para a instituição. Finalize a texto com os benefícios que a proposta pedagógica trará para cada aluno. __ *Branding - Contudo, o verdadeiro significado efetuar a diferenciação de um produto ou serviço e ajudar a definir um determinado posicionamento junto do consumidor através da atribuição de uma marca. ** Brainstorming - Esta técnica propõe que o grupo se reúna e utilize a diversidade de pensamentos e experiências para gerar soluções inovadoras, sugerindo qualquer pensamento ou ideia que vier à mente a respeito do tema tratado. Com isso, espera-se reunir o maior número possível de ideias, visões, propostas e possibilidades que levem a um denominador comum e eficaz para solucionar problemas e entraves que impedem um projeto de seguir adiante.

O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

9


10

EDUCAR: UMA APOSTA ÉTICA

Diz o Coelho para Alice: - Oh meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado!

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

P

rocuro me apoiar na minha história predileta: Alice no País das Maravilhas para pensar nossa missão ética junto a educação brasileira. Gosto muito da leve e direta abordagem sobre Ética apresentada por Mário Sérgio Cortella: “A ética é uma questão absolutamente humana! Só podemos falar em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção”.

sei mais, o que importa é que me marcou muito: “Querer ser mãe não é a mesma coisa de ter um filho”. Tal frase ecoa hoje, mais do que ontem em meus ouvidos. E ser professor, o que significa? Charlot, nos sinaliza algo muito ético: Como construir uma Pedagogia em uma sociedade que deixou esmorecer a questão dos valores, que não sabe mais dizer aos jovens o que vale a pena (fora de ser aprovados no vestibular) e em que os indivíduos são cada vez mais livres e os sujeitos mais abandonados? (CHARLOT, 2013, p. 34).

Então como pensar as educações desconectadas da ética? Impossível. Educar não é uma tarefa simples, e muito menos se resume a ter filhos e dar a eles, tudo que eles pensam que necessitam. Ou a ser professor e apenas dar aulas. Educar eticamente é parte de um projeto HUMANO, educa-se na vida e para vida, e seu início, se dá no primeiro ambiente de aprendizagem, a FAMÍLIA, seja ela que composição tiver.

Talvez, encontremos nas duas instituições; escola e família, a chave para pensarmos as novas gerações. “A parceria escola-família consiste em reconhecer a parte de cada ator, não a ‘melhor parte’, mas simplesmente uma parte de responsabilidade. A humanidade não é um bolo a ser dividido entre guloseimas ou voracidade” (GUILLLOT. 2008, p. 60). Educar é uma aposta humana, logo é uma aposta ética. Ser ético é ser humano e ser humano é ser ético, simples assim.

Os primeiros encontros se dão no seio da família, junto aqueles adultos, que acreditamos serem nossos “heróis”, isso é necessário para a formação psíquica daquele ser, que chega desamparado e ao longo dos seus primeiros anos, experimenta o “amparo”. Entendo a Escola como segundo ambiente de aprendizagem, onde as crianças entram em contato com outras instituições. Frequentemente venho escutando de pais, “onde foi que eu errei”? Não sei se existe uma resposta para tal questão, mas quando pais se perguntam sobre “onde foi que errei”? Vejo uma possibilidade de um passo à frente. Pensar a ordem simbólica, que é o que nos caracteriza como humanos. “O humano é filho ou filha do humano, daí a importância da ordem geracional, da inscrição em uma genealogia, uma história. O humano nunca é solitário, mas sempre solidário” (GUILLLOT, 2008, p. 59). Certa vez, li ou pensei, já não

Qual é a parte que nos cabe? Sugiro que possamos buscar tal questão, dentro das nossas instituições, para que o leitor faça sua própria interpretação. Desafio os educadores, que leiam o clássico livro de Lewis Carrol e também assistam o filme Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton, uma forma que (re) encontrei de dialogar com o mundo contemporâneo, muitas vezes perdido em tantas ofertas e diversidade de valores e crenças. Como pensar em uma educação que contemple as semelhanças-diferenças? Pensar a escola é pensar naquilo que acreditamos e desejamos a sim mesmo e ao outro. Saber discernir o que vale a pena ser investido e o como concebemos um currículo.

“A melhor maneira de explicar é fazer” diz: Alice(...) “Dizem que o tempo resolve tudo. A questão é: Quanto tempo?”(...)

Acredito sim em uma educação ética, desde que saiamos dos discursos pessimistas de “fim da história”, de “o mundo acabou”, “não existe mais família”, ”já não se fazem mais alunos como antigamente”, “essa geração está perdida”... tais queixas ou lamentações não nos levarão a nenhuma efetiva mudança e muito menos a uma proposta e aposta ÉTICA. Sim, estamos diante de uma transição, o tempo que passou, não volta mais, ele permanece apenas em nossas lembranças. O que temos hoje, são diversas possibilidades e muitos convites abertos, cabe nos perguntarmos: “para onde caminha a educação?”. Tal desafio, dentre outros, é que nos impulsiona a ir além da mera constatação e da prescrição estreita, que de alguma forma continuamos fazendo da educação atual. Um passo a frente, é meu convite, adentrar os subterrâneos de nossas instituições educacionais, bem como estabelecer bases e articulações para propor as relações reflexivas sobre si mesmo e sobre o outro. Não estaríamos diante de um grande desafio? Aproveitarmos o final de ano e refletirmos a luz de uma ÉTICA DO CUIDADO. Como planejar o ano de 2016? Como estamos acolhendo essa nova geração nas nossas famílias e nas nossas escolas? E termino com um pensamento do padre e médico francês, François Rabelais: “Conheço muitos que não puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”.

A Colunista

É pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Docência do Ensino Superior e Psicanálise. Atuou por mais de 20 anos em escolas como professora, coordenadora pedagógica e diretora, é consultora institucional e conferencista. Atualmente cursa o Mestrado em Educação na Universidade Tuiuti no Paraná , onde seu tema de pesquisa é a Indisciplina Escolar.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / Jane haddad


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

11


12

Combate ao ‘Bullying’ agora é Lei!

E

m outubro, se falou sobre a aprovação do Projeto de Lei (PL) 5369/2009, que institui o Programa de Combate ao ‘Bullying’. Mas, afinal, quando uma ação pode ser considera bullying? Em linhas gerais, podemos conceituar o bullying como a conduta ilícita e/ou abusiva, reiterada e duradoura, que expõe a vítima a situações ultrajantes capazes de ofender sua dignidade, personalidade e integridade física e/ ou psíquica. Podemos afirmar, assim que os mais fortes utilizam de seu poder, conquistado por meio da força ou do carisma, para maltratar, humilhar e amedrontar os que possuem dificuldades de reação, as vítimas.

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

No âmbito escolar, o bullying pode se dar de diversas maneiras. São exemplos os apelidos pejorativos, a “zoeira”, as agressões físicas, a destruição de objetos pessoais, a chantagem, a exclusão, dentre outros. A propagação e a gravidade das consequências desse tipo de agressão, já muito discutidas e demonstradas pela mídia, motivou a criação do referido Projeto de Lei (PL). A partir de agora, as instituições de ensino, públicas e privadas, deverão criar campanhas anti-bullying, com a finalidade de conscientizar a comunidade escolar sobre os aspectos legais, sociais, psicológicos e éticos que envolvem tal prática. Assim, as escolas poderão desenvolver atividades específicas, sejam voltadas para os alunos, sejam para os pais ou agentes escolares, como palestras, cartilhas, debates, dentre outros. Poderão

ainda vincular tal temas às disciplinas normalmente ministradas. É o que chamamos de transversalidade e interdisciplinaridade. Os mantenedores e gestores escolares podem então se perguntar: a instituição de um Programa de Combate ao Bullying resguardará a escola de futuros problemas? A resposta, infelizmente, é não. Apesar do programa anti-bullying representar a partir de agora uma nova obrigação escolar, ele não será suficiente para proteger a instituição de ensino de problemas judiciais e/ou administrativos. Isso porque, a Escola é responsável pelos atos de violência ocasionados a discente que esteja sob sua guarda. Em outras palavras, a instituição de ensino responde pelos danos causados a um aluno, sejam eles físicos ou psíquicos, ainda que praticado por outro aluno, funcionário ou docente. Assim, é de suma importância que a instituição de ensino pense nos meios de prevenir, mas também de reagir, aos casos de bulliyng. A equipe escolar precisar estar alinhada e segura quanto às possíveis ações a serem tomadas. No caso da prevenção, não há dúvidas que as companhas de combate ao bullying, como as agora previstas em lei, serão uma ótima opção. Será importante apenas que seus princípios norteadores e atividades sejam incluídas no projeto político-pedagógico e/ou plano escolar, possibilitando o conhecimento prévio pelos alunos, pais ou responsáveis legais e a exigência participação dos mesmos. Já quando for necessária a repressão de condutas agressivas, será essencial a previsão

de Regime Disciplinar, com regras claras e objetivas, além da aplicação de sanções, caso as mesmas sejam infringidas. O Regimento Escolar apresentase aqui como o documento capaz de definir tais normas, sanções aplicáveis e procedimento de apuração das faltas cometidas pelo aluno e/ou docente. É sempre bom lembrar que a Escola deve garantir o direito de defesa. A análise do caso concreto, juntamente com profissional especializado na área educacional, será também de suma importância, a fim de se definir quais medidas pedagógicas ou até mesmo judiciais serão tomadas em relação a um aluno agressor. Tal cuidado objetiva garantir a efetividade das medidas adotadas, além de evitar que a escola seja responsabilizada pelo excesso em suas ações repressivas.

A Colunista É sócia fundadora do Misevicius & Prado Assessoria Educacional. Consultora jurídica da várias instituições educacionais, destaca-se na atuação contenciosa e consultiva sobre direito educacional, contratual e consumeirista. Com experiência de mais dez anos na área educacional, a Dra. já prestou atendimento jurídico a instituições públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Ensino Profissionalizante, além de grandes universidades. É membro de comitês em instituições acadêmicas, entre elas a Comissão de Direito Administrativo da OAB/SP, órgão de fundamental relevância na área educacional.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / DRA. FERNANDA MISEVICIUS


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

13


14

CONVERSA COM O GESTOR Arte & Educação: Competência e Excelência Educacional Texto por Rafael Pinheiro e fotos por divulgação

Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo

D

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

esenvolver, construir, dialogar, formar, estimular. Historicamente, o processo educacional busca, em todos esses eixos, caminhos para agregar valores e experiências que possam, juntos, criar e projetar novas formas de conhecer a si e o outro através de uma perspectiva intrínseca e humanizada, reconhecendo e reforçando alianças diárias através de laços seguros e duradouros. A simples experiência de adentrar uma sala de aula durante longos períodos e compreender essa relação como uma oportunidade ao estímulo do conhecimento mútuo, pode ser considerada uma tarefa inspiradora – e artística. “Partindo do conceito de que Educação é o espaço de encontros e relações para a aprendizagem e o vislumbre de novos mundos por parte do sujeito e que a arte é um modo sensível de dar forma ao sentimento humano e a vida”, afirma

Espaço de leitura e entretenimento do Colégio Humboldt

“

É interessante disponibilizar e produzir projetos que sejam contemplados no Projeto Pedagógico da Unidade Escolar, que inicie de um diagnóstico e que traga em sua concepção a interdisciplinaridade. A arte deve ser trabalhada de forma efetiva, saindo do segundo plano na escola e das datas comemorativas nas aulas, diz especialista

Daniela Honorato, pedagoga especialista em Arte Educação pela Escola Superior de Artes Célia Helena. A soma entre a educação e a arte, diz Daniela, conduz a um processo ora singular, ora plural, que se propõe a fruição dos conteúdos interdisciplinares, trabalhados intensamente com a perspectiva do encantamento e desconstrução. Assim, a significação do aprendizado em processo tornase o ponto principal do trabalho do educador em relação ao educando. O conceito de arte é amplo e pode ser visto por diversas vertentes. No âmbito educacional, “podemos definir arte-educação como uma concepção de trabalho, onde a arte e a educação se integram, oportunizando ao sujeito o acesso a arte como linguagem expressiva e a construção do conhecimento de forma abrangente”, diz a especialista. Acreditar, então, em espaços livres propostos pela arte e em construções significativas para o

“

aprendizado particular e coletivo, denota um aprimoramento singular nas metodologias pedagógicas, aliando, assim, perspectivas diferenciadas de modelos tradicionais e práticas fundamentadas. A educação, nesse olhar, transcende o palpável e encontra o seu lugar na imaginação, na criatividade, cognição e nas ações que envolvem a autonomia e a criticidade. “Apropriando-se das linguagens artísticas e poéticas, a arte-educação prioriza o cuidado com a integralidade do educando, potencializando suas habilidades e conhecimentos, assim, tratando com encantamento seu caminhar na pesquisa, experimentação e atitude frente ao novo. Essas habilidades são inerentes no convívio social e escolar, principalmente na construção de um conhecimento significativo e protagonizado na consciência dos direitos e deveres de cada um”, ressalta Daniela. A potencialidade que a arte como metodologia educativa

Biblioteca do Marista Arquidiocesano de São Paulo


15

Espaço de lazer do Colégio Humboldt

As percepções dos pormenores, das diferenças, das nuances devem ser ressaltadas, assim como na arte. Refletimos, dessa forma, as necessidades e realidades encontradas no interior de cada instituição escolar, de modo que os novos projetos que começam a surgir no currículo escolar proponham atividades singulares, relações, sensibilidades e construções instigantes. “A arte nos ensina a confiar e enaltecer os sentimentos, a vivenciar as experiências, a apreciar e olhar para as consequências das escolhas, e principalmente a revisitá-las. Esse processo faz com que o educando tenha uma leitura de mundo analisada e que possa responder as questões existentes no cotidiano de forma criativa, assim como faz o artista que problematiza, adequa e encanta”, conclui a arte-educadora.

POEMA ILUSTRADO O Colégio Humboldt, fundado em 1916 e mantido pela Sociedade Escolar Barão do Rio Branco, oferece, em seus ideais, um ensino de qualidade pautado pelo aspecto multicultural. Nesse contexto, o colégio disponibiliza aos alunos um leque de projetos

que envolvem programas de interação entre matrizes curriculares tendo, como eixo central, um viés artístico. Os estudantes do 7º ano do Colégio Humboldt têm a chance de explorar seu lado artístico e de ver os trabalhos de própria autoria serem transformados em livro no projeto “Poemas e Aquarelas”, que este ano reuniu poesias e aquarelas sobre o tema Água – escolhido em função da preocupante situação da crise hídrica no País. O livro recebeu dos alunos o título “Infinito Azul” e foi lançado em um sarau organizado pelo colégio no último dia 19 de novembro. “Como o próprio nome do projeto sugere, a arte é a fonte que conduz o pensamento e a linguagem pela qual os alunos expressam a sua leitura de mundo. A partir de questões que nos afetam diariamente, surgem poemas e aquarelas que denunciam, que clamam por ajuda, que apresentam soluções”, diz Everton Augustin, diretor geral do Colégio Humboldt. De acordo com o diretor, além do aspecto criativo usando as cores e as palavras, é necessário ressaltar o trabalho colaborativo para alcançar o objetivo almejado. “Alunos e professores definem os temas e desenvolvem os trabalhos de criação. Os pais dos alunos colaboram na publicação, em forma de livro, do resultado das produções. São muitas mãos em prol de metas comuns que se resumem em melhorar o mundo”. Cada ano com um tema diferente, o projeto mantém a mesma proposta de aliar co-

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

produz traça um histórico social e cultural de grande destaque, refletindo sobre questões que envolvem (não só) o disseminar de matérias curriculares como a amplitude que a formação escolar disponibiliza. Essa experimentação, tão discutida e solicitada, diminui esse enquadramento e padronização na qual a educação se veste.


16 nhecimento, discussão, reflexão e produção artística dos alunos. Por ser um trabalho interdisciplinar, que envolve as disciplinas de Português, Alemão, Artes e Música, os alunos puderam utilizar conhecimentos de diferentes disciplinas para compor seus trabalhos. A cidade de Paraty, uma das mais belas do Rio de Janeiro, serviu de inspiração para produção do livro. Porém, antes de partirem para esta visitação, os alunos discutiram o tema, falaram sobre sua importância e conheceram diferentes técnicas para produção de textos poéticos. “Também fizeram oficinas de aquarela e aprenderam a utilizar as cores e a água para criar belas paisagens. A finalização do projeto se dará na elaboração de um sarau. Nele os alunos recitarão poemas, farão diferentes apresentações artísticas ligadas à música, à dança e ao teatro, além de autografarem os exemplares”, conta Elaine Mendonça, Coordenadora do Ensino Fundamental II.

INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

O Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, que faz parte do Grupo Marista e compõe uma rede de 16 colégios distribuídos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e nas cidades de Goiânia e no Distrito Federal, acredita que a escola deve ser, também, um lugar de produção cultural, garantindo meios para as múltiplas expressões culturais, proporcionando momentos de reflexão e de consolidação dos laços de identidade. O programa “Arquicultura”, por exemplo, destinado aos alunos do Ensino Médio e Fundamental, contempla diversas atividades, tais como exposições itinerantes “A Floresta no Olhar da História”, “Proteja os Mananciais” e “Ecocidadão”, montadas na biblioteca central; rodas de leituras; concurso de poesia com o tema “São Paulo, meu amor!”; visitas monitoradas ao Museu Lasar Segall e à Casa Modernista; “AnimaArqui”, com apresentação de filmes seguidos de discussões; O projeto “Ações poéticas e intervenções artísticas ambientais” do Colégio Marista Arquidiocesano, desenvolvido pela professora Jaqueline

Jacques, destinou-se aos alunos do 8° ano do Ensino Fundamental. As dependências do colégio foram tomadas por ações poéticas. Inicialmente a ideia era causar estranhamento, chamando a atenção da comunidade escolar para uma observação mais atenta do cotidiano. A sala de aula, portanto, tornou-se um atelier/ fórum para a realização das ações. “Com estas iniciativas, esperávamos colorir e alegrar um pouco o nosso ambiente de estudo, interagindo os processos criativos dos alunos à comunidade da escola, expondo e ressignificando o espaço comum. Além de ampliar o repertório e afinar a sensibilidade na apreciação de ações de artistas da arte moderna e da arte contemporânea que propuseram reflexões sobre meios e suportes. Importante ressaltar a vivência dos processos de criação no ambiente de aprendizagem”, enfatizou a educadora.

MÚSICA, CULTURA E SENSIBILIDADE A música tem sido, através dos séculos, uma forma de comunicação entre os indivíduos. O período do nascimento até os 6 anos de idade é fundamental para aprender a decifrar as imagens sonoras da música e desenvolver representações mentais para organizar o aprendizado. Assim como todas as crianças nascem com o potencial para aprender a falar e compreender a sua língua nativa, todas nascem com a capacidade de executar e compreender a música. Tocar regularmente melhora as competências linguísticas, a memória e a percepção do mundo ao redor. Samuel Negrão, formado em música pela faculdade Claremont McKenna College, na Califórnia, Estados Unidos, e um dos fundadores da startup Sala do Músico, acredita que “aprender música desenvolve o raciocínio, estimula a memória, mas também ensina autodisciplina, paciência e a ter sensibilidade”. Outros grandes benefícios que a música proporciona são a socialização e o trabalho em equipe. “Para que uma orquestra ou uma banda dê certo é necessário que todos os participantes toquem seus instrumentos em


17

O Colégio Bom Retiro, criado em 1989, possui, em sua base pedagógica, o conhecimento além de seus limites em outros espaços de aprendizagem, seja pela apropriação de novos conhecimentos mediante as experiências, em projetos sobre temas específicos ou nos diversos componentes curriculares. Sendo, assim, o conhecimento uma construção social, interativa e contínua, envolvendo os alunos no processo educativo-formativo. O projeto “História, Cultura e Poesia nas Letras das Músicas” proposto pelo colégio tem, por finalidade, refletir de qual forma os afetos, os sentimentos e as sensações dos alunos interagem com a aprendizagem nas práticas da cultura musical. Segundo Claudia Farkas, diretora do colégio, enquanto o ser está vivo, falando e se movimentando, está expressando musicalidade e suas emoções através de sons e ritmos. “A música desperta no educando valores que são descritos e descobertos por meio da Arte, aguçando a sensibilidade, criatividade, análise e compreensão da realidade que vivenciam”. Os objetivos gerais desse projeto são: desenvolver no aluno a sensibilidade artística e musical, alcançado por meio de estudos da teoria musical, complementada pela vivência cotidiana; despertar o interesse, o respeito, o encantamento pelas variações musicais de maneira lúdica, estimulando os alunos no desenvolvimento das disciplinas; e proporcionar às crianças a socialização através da música. Além de reconhecer a importância da música na vida dos alunos, saber diferenciar diversos ritmos musicais, desenvolver a criatividade e habilidade de interpretar letras de músicas, criar o hábito de fazer uma audição consciente e desenvolver a sensibilidade auditiva, o senso rítmico e a coordenação motora.

ARTE E MOVIMENTO Através da criação de obras de arte com massa de modelar, sucatas e garrafas, o projeto “Brincarte”, da Escola Cristã Reverendo Olavo Nunes, localizada em Porto Alegre, tem como objetivo fazer com que os bebês progridam, cada vez mais rápido, no desenvolvimento dos movimentos básicos. De acordo com a Coordenadora Pedagógica da escola, Cibelle Saquet, o contato com diferentes materiais e a possibilidade de criação despertam nos bebês as funções nervosas e musculares. “A massinha de modelar, por exemplo, desenvolve a expressão artística, já lidar com material de sucata ajuda a criança a criar a ideia de espaço e profundidade e o trabalho com pinça faz com que o bebê tenha facilidade na escrita, no futuro”, destaca Cibelle. Os cinco sentidos também são trabalhados no projeto. Os bebês experimentam alguns alimentos para desenvolver o paladar. Eles têm contato com objetos de diferentes materiais e texturas para começar a reconhecer instrumentos através do tato. Todas as aulas do projeto são ministradas com música ao fundo, com o intuito de que a criança acompanhe os diferentes ritmos. “Os bebês estão em fase de conhecimento e descobrimento do mundo, quanto mais cedo eles trabalharem os sentidos e os movimentos, eles terão melhor rendimento e aprendizado no futuro”, finaliza.

SAIBA MAIS Colégio Bom Retiro contato@colegiobomretirot.com.br

Colégio Marista Arquidiocesano arqui@colegiosmaristas.com.br

Colégio Humboldt humboldt@humboldt.com.br

Escola Cristã Rev. Olavo Nunes secretaria@escolaolavonunes.com.br

Daniela Honorato danielahonorato@gmail.com

Samuel Negrão samuel@saladomusico.com.br

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

harmonia, respeitando o ritmo e os tempos para cada um”, afirma Samuel. De acordo com o músico, tocar um instrumento musical contribui para um bom desenvolvimento psicológico e social da criança, além de influenciar positivamente o entendimento de outras áreas do conhecimento e suas relações com as disciplinas curriculares.


18

Ilustração: Studio5

ROBÓTICA

Ciência e Tecnologia na Escola

O

mundo contemporâneo absorve, diariamente, um leque gigantesco de possibilidades, desafios, resultados e expectativas. Vivemos, através da era digital, buscando mecanismos e progressos que possam, de fato, nos lançar a um patamar elevado, de destaque especial e de conhecimento amplo, específico e motivador. No currículo pedagógico – tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio – algumas alterações começam a trilhar novos horizontes, percebendo anseios diferenciados, métodos pedagógicos pautados pela prática e olhares atentos aos desdobramentos que ocorrem nas salas de aula.

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

A robótica inserida no plano educacional contempla alguns eixos, como: ferramenta multidisciplinar, desenvolvimento, tecnologia, integração e programação. “A prática da robótica contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. Em termos cognitivos, por permitir que o aluno desenvolva o seu conhecimento empírico da realidade física e, concomitantemente, por sistematizar esse conhecimento em modelos mais elaborados e generalizantes até que possa comparar com as teorias estudadas na escola”, diz Luís Rogério da Silva, diretor da Comphaus Educacional, que responde por cursos de robótica em várias escolas tradicionais de médio e grande porte, através de seu programa Robótica Brasil. Assim, conta Luís, através da

experiência proposta pelos desafios da robótica, também fatos e conceitos não abordados no ensino básico, podem ser estudados: os alunos instigados pelo problema a ser resolvido pelo robô em sua arena de trabalho (cenário em que deve fazer a tarefa para o qual foi programado) buscam soluções e realizam aprendizagem significativa sobre os temas em que se debruçam, muitos desses temas pertinentes a estudos mais avançados. Em termos emocionais, “a robótica contribui em duas direções do desenvolvimento da personalidade e do desempenho interpessoal, ambas direções por estimularem a criança e o jovem a buscarem estratégias para superarem restrições: a que se refere ao trabalho em grupo e a outra que se refere ao trabalho com recursos escassos”, afirma o diretor. A atividade de construção de um produto coletivo exige concessão e capacidade de cumprir diferentes papeis, da mesma maneira que faz o grupo compreender a noção do ótimo como função dos requisitos disponíveis para o projeto, que serão os recursos realmente a serem empregados. A educação robótica tem por característica a existência de um ambiente de aprendizagem onde o aluno pode montar e programar um robô ou sistema robotizado. Essa aprendizagem acontece na sala de aula através da utilização de kits de robótica compostos por robôs ou conjuntos de peças, motores, sensores, software de programação e controle. Por tratar-se de


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

19


20 uma aula multidisciplinar, a robótica estimula os alunos a buscarem soluções que integram conceitos e aplicações de outras disciplinas envolvidas, como matemática, física, mecânica, eletrônica e informática. Além, é claro, do conhecimento de forma total e intensa, a partir de situações reais, utilizando ferramentas tecnológicas, deixando o aprendizado mais atrativo.

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Para o professor Pedro Borges, do Colégio Marista de Brasília, a robótica trata diversos assuntos de uma maneira descontraída e inovadora. “Acredito que os alunos conseguem desenvolver suas habilidades muito mais naturalmente através da robótica”. A faixa etária para introduzir noções de robótica, segundo o professor, “seria a partir do sexto ano do ensino fundamental, mas pode ser inserida antes sem grandes impactos”. Aliando a teoria e a prática, a robótica é capaz de desenvolver nos alunos alguns conceitos, como autodesenvolvimento, capacidade de solucionar problemas, senso crítico, integração de disciplinas, exposição de pensamentos, criatividade, autonomia e responsabilidade. Nesse contexto, a interação prática e a metodologia de ensino são dois fatores relevantes para a apreciação da aula – tanto para quem ministra como para quem assiste. O diretor da Comphaus Educacional acredita em duas vias que podem ser adotadas nas escolas. Uma delas é chamada de robótica pedagógica e permite com que a prática da robótica sirva para exemplificar, esclarecer os conceitos apresentados no currículo tradicional (os que se costuma apresentar na matemática e na física) e motivar, portanto, os alunos. Uma via mais recente, decorrente dos estudos mais atuais da robótica, “apresenta aos alunos, desde cedo, sem preocupação na divisão etária, os problemas típicos de um robô que tem de superar obstáculos do seu cenário de trabalho para conseguir realizar a sua missão. Essa é a robótica que inclui a gamificação, as competências típicas necessárias para a computação, para a eletrônica e para a mecânica. A via mais recente aproxima a escola dos novos ambientes de trabalho e introduz nesse ambiente escolar as bases de gerenciamento de projetos”, ressalta Luís.

EXPERIÊNCIA PROVEITOSA Os alunos do 8º ano C, da EMEF Prof. Luiz Silvar do Prado, no bairro Casa Branca, em Caraguá, iniciaram suas aulas de robótica, que integram as oficinas sobre o assunto, ministradas na unidade escolar para alunos do 6º ao 9º ano, no mês de setembro deste ano. Na oficina, realizada graças a uma parceria entre a Prefeitura de Caraguá, por meio da Secretaria de Educação e o Instituto Federal, os adolescentes foram apresentados ao Lego Mindstorms, linha de montagem de robôs; ao programa Scratch, para desenvolvimento de games; e aos microscópios portáteis para exploração de materiais. Na montagem do robô, os estudantes puderam ver, na prática, a aplicação da Matemática, pois depois de pronto, o aparelho automático em forma de veículo é capaz de detectar cor, forma e área de objetos. A introdução à lógica da programação e criação de jogos para computador foram vistos por meio do programa Scratch e os microscópios desvendaram as texturas e formações, além da visão a olho nu. A secretária de Educação, Roseli Morilla, acompanhou as atividades e ressaltou a importância da tecnologia para complementar as ações da escola, como também instigar a criatividade e propor desafios às crianças e aos adolescentes. “Nessa fase, eles têm sede de conhecimento e de buscar novidades. A proposta é levar aos nossos alunos um leque de possibilidades”. A robótica educacional estabelece um contato direto com componentes eletrônicos, desafios lógicos e tecnológicos, permitindo criar novas perspectivas e pensamentos, produzindo soluções que resolvam problemas na fronteira do desenvolvimento tecnológico e econômico. Além de promover e instigar o conhecimento sem limites e a descoberta de suas aptidões por ciência e tecnologia. (RP)

SAIBA MAIS Pedro Costa pedrobc89@gmail.com

Luís Rogério da Silva silva.lrogerio@gmail.com


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

21


22

Ilustração: Studio5

Terceirização de Serviços

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

A

Serviço Especializado

escola possui, em sua estrutura e organização, uma gama de áreas que, unidas, compreendem o bem estar de todos que transitam em seus espaços. Essa estrutura, que deve ser bem articulada e acompanhada criteriosamente por profissionais qualificados e especialistas, aborda desde a escolha dos materiais didáticos que serão estudados no período letivo, como o transporte e a alimentação, assim como a limpeza, manutenção predial, pintura, jardinagem e até consultorias focadas em gestão e contabilidade. Para atender toda a demanda que o ambiente escolar necessita diariamente, a terceirização de serviços é uma opção para garantir ao gestor escolar segurança e excelência nos serviços prestados.

relação a estes setores, reservando toda sua energia e dedicação ao seu core business”, afirma a Dra. Joelma. Nas contratações terceirizadas, conta a Dra. Joelma, a tomadora de serviços responde subsidiariamente pelas dívidas trabalhistas e previdenciárias dos empregados terceirizados, caso essas não sejam adimplidas pela empresa prestadora de serviços. Com uma estratégia de redução de custos para a escola, principalmente em nosso cenário de crise econômica, a terceirização possibilita, principalmente à gestão escolar, uma confiabilidade em funcionários especializados para cada área contratada e, consequentemente, o aumento de tempo e energia para se dedicar a outros planos e projetos que envolvam a participação administrativa do colégio.

A Dra. Joelma de Matos Dantas, gerente jurídica e administrativa da SINDEPRESTEM (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo), acredita em três pontos benéficos para a terceirização de serviços: especialização, agilidade e flexibilidade. “Somente uma empresa especializada e ágil tem capacidade para atender a demanda com flexibilidade, suprindo as necessidades da escola. O principal benefício da terceirização de mão de obra é a possibilidade da empresa tomadora focalizar suas estratégias de negócios na sua área de atuação, pois com a contratação de serviços terceirizados para os serviços secundários, a tomadora elimina preocupações em

As principais recomendações para buscar e contratar uma empresa terceirizada, de acordo com a Dra. Joelma, são: “Estudar as necessidades da escola em relação à prestação de serviços; Avaliar a estrutura, os recursos materiais e financeiros da prestadora de serviços, a ser contratada e os serviços por ela oferecidos; Conheça e visite os clientes ativos da prestadora e informe-se com eles sobre a qualidade dos serviços executados; Informe-se a respeito do cumprimento das obrigações trabalhistas e tributárias da empresa; e Investigue a saúde financeira da futura empresa prestadora”. (RP)

SAIBA MAIS Joelma de Matos Dantas juridico@sindeprestem.com.br


24

Fique de Olho Software de Gestão A tecnologia é uma realidade em nosso cotidiano em amplo acesso – tanto no ambiente corporativo como no espaço escolar. Olhar para essa realidade e projetar funções e possibilidades funcionais que os aplicativos disponibilizam é uma forma de organizar a rotina administrativa escolar, facilitar processos burocráticos, auxiliar em atividades, como lançamento de notas, emissão de boletos, entre outros.

Nessa seção do Fique de Olho, destacamos duas empresas que possuem, em suas atribuições, atenção às necessidades de seus clientes gestores, a preocupação com a criação de softwares com recursos especializados, além de treinamentos, acompanhamentos, consultorias e serviços técnicos de alta qualidade. Confira:

FANNY’S INFORMÁTICA Especializada em desenvolvimento de softwares voltados a gestão das instituições de ensino, a Fanny’s Informática utiliza alta tecnologia para proporcionar a excelência nos níveis de serviços prestados. Atuando com softwares desde 1994, com uma proposta exclusiva de garantir inovação aos gestores escolares, a empresa desenvolveu o sistema ACADESC – Software de Gestão Escolar, permitindo, assim, que a secretaria e a tesouraria estejam em perfeita sintonia, organizando e automatizando as principais rotinas.

Fale com a Fanny´s Informática (11) 5012.0004 / (11) 5012.0422 www.fannys.com.br

“Sempre um passo à frente no mercado, a Fanny’s está lançando novas tecnologias na nuvem, como os sistemas: APOIO AOS PAIS e DIÁRIO DO PROFESSOR”, destaca Lilian Cavalcanti do marketing da empresa. Com recursos especialmente desenvolvidos para o gerenciamento de Instituições de Ensino e ferramentas poderosas para o trabalho do professor, a empresa também oferece treinamento aos seus clientes para que possam atingir seus resultados através da interação entre seus colaboradores, além de “uma assessoria exclusiva realizada pelo nosso grupo de Suporte Técnico que realiza a orientação das atividades e esclarece todas as dúvidas da operação dos sistemas”, ressalta.

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

SISALU

Fale com a Sisalu: (11) 5072.9737 / (11) 96840.6257 info@sisalu.com.br www.sisalu.com.br

Atuando no mercado há mais de 15 anos, a Sisalu – Sistemas de Gestão Escolar, é um programa voltado exclusivamente às instituições de ensino privada e estadual que atendam as demandas: ensino infantil, fundamental, médio, pré-vestibular, técnico e superior. Preocupada em criar soluções rápidas e de qualidade aos clientes, a empresa busca entender o método de trabalho do cliente e suas necessidades para, assim, construir um sistema utilitário e eficiente que alcance o objetivo de cada instituição. Dentre os principais produtos, destacamos: App Saída da Escola – O aplicativo que agiliza a saída dos alunos. O pai instala o App no seu celular e quando está se aproximando da escola envia um alerta para a recepção. Ao receber o alerta, a escola já pode encaminhar a criança para o portão e agilizar a saída do aluno. O Sisalu Baby é um sistema de gestão financeira específico para escolas de ensino infantil. Gerencia todas as mensalidades e parcelas extras de forma fácil e rápida. Já o Sistema Acadêmico gerencia a vida escolar do aluno, agilizando o trabalho da secretaria e da coordenação pedagógica. Nele, é possível cadastrar, matricular, lançar e alterar notas e faltas, fazer avaliações com os diversos modelos de relatórios e muitas outras funções.


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

25


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

26


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Artigos Esportivos, Brindes

27


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

28

Bebedouros, Copiadoras (impressão), Engenharia e Medicina do Trabalho, Eventos e Exposições, Gráfica, Informática


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Laborat贸rios Fachadas Tem谩ticas, M贸veis

29


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

30 Pisos, Pl aygrounds


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Pl aygrounds

31


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

32 Pl aygrounds


33

Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

Pinturas, Pl aygrounds (Grama Sintética e Educativo), Projeções em 3D, Projetores, Sistemas de Segurança


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

34

Toldos e Coberturas, Quadras Poliesportivas, Uniformes


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

35


Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2016

36


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Direcional Escolas Edição 114 – Dezembro-Janeiro/2016 by Revista Direcional Escolas - Issuu