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Direcional Escolas, fevereiro/05
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Direcional Escolas, fevereiro/05
EDITORIAL
Editores Sônia Inakake Almir C. Almeida Jornalista Responsável Luiza C. Oliva MTB 16.935 Diretora de Arte Thais Moro
Caro leitor, Num país onde o ensino público não consegue suprir as
Assistentes de Arte Adriano Vespa Leonardo Piva
necessidades da população, as instituições privadas têm uma
Representante Comercial Alex Santos Luciana Moreira Rosana Minervino Valéria Alves
pela Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), a escola
Atendimento ao Cliente Juliana Jordão João Marconi
importância significativa. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em sua pesquisa Retrato Estatístico do Ensino Privado no Brasil, encomendada particular brasileira é responsável por 9,3 milhões de matrículas em 36.500 instituições de ensino, o que representa, em estimativa modesta, uma economia para o governo em torno de 20 bilhões de reais por ano. Os dados foram apresentados em setembro passado, em São Paulo. O setor gera 650.000 empregos diretos e contribui com 1.3% para a formação do Produto Interno
Impressão Gráfica Referência
Bruto (PIB), enquanto, por exemplo, a saúde privada contribui com 1%.
Tiragem 10.000 exemplares
particular. É para esse público – escolas de educação infantil, ensino fundamental e
Público Leitor Diretores, coordenadores e compradores
e é dirigida a diretores, coordenadores pedagógicos e professores, com o objetivo de se
Circulação Nacional
São números que mostram a grandeza e a respeitabilidade do segmento do ensino médio e universidades – que surge Direcional Escolas. A revista tem periodicidade mensal tornar uma fonte permanente de consulta. A parte editorial traz a cada edição matérias e entrevistas, abordando assuntos que vão da manutenção predial, novos produtos e equipamentos para atualizar as escolas até questões comportamentais, como a obesidade infantil e o problema das drogas entre os adolescentes. A revista se propõe a ser, ainda, uma importante ferramenta de trabalho para o comprador da escola. Nas páginas da Direcional Escolas, há ofertas de serviços e produtos de fornecedores do mais alto padrão, de móveis escolares a desinsetização, passando por empresas especializadas em quadras esportivas e equipamentos eletrônicos de segurança, entre outros. Direcional Escolas surge embasada pela experiência do Grupo Direcional, que há sete anos publica a Direcional Condomínios, dirigida mensalmente a síndicos e administradores de condomínios e considerada uma referência em termos de qualidade neste segmento. A mesma qualidade que queremos imprimir à Direcional Escolas, que tem tiragem auditada
Não é permitida a reprodução total ou parcial da matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da Revista Direcional Escolas. A Revista Direcional Escolas não se responsabiliza pelos serviços e produtos oferecidos pelos anunciantes.
Rua Joaquim Távora, 679 CEP 04015-011 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573 8110 - Fax.: (11) 5084.3807 atendimento@condominio.inf.br www.direcionalescolas.com.br
de 10 mil exemplares e circulação nacional. Esperamos fazer uma revista melhor a cada edição. Leia, participe, opine. Aguardamos suas sugestões.
Um abraço e boa leitura, Os editores
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Tiragem de 10.000 exemplares da edição 01 referente ao mês de fevereiro de 2005 auditada pela Fundação Vanzolini, cuja carta relatório está à disposição dos interessados.
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SUMÁRIO
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ENTREVISTA
PARTICIPAÇÃO DOS PAIS
CAPA
Içami Tiba, o doutor Best-Seller
Em busca de segurança
Como levar a família para a escola
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PERFIL DA ESCOLA
SAÚDE
Colégio Augusto Laranja: formando gente de expressão
Alunos Supercarregados
04 Indice de Produtos, 12 Fique de Olho / Construtoras, 21 Dicas / Filtros e Bebedouros, 25 Dicas / Materiais Artísticos, 26 Dicas / Quadros/Lousas
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ÍNDICE DE PRODUTOS & SERVIÇOS
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Acessórios - 2ª capa, 27
Controle de Acesso - 21, 25, 32, 33
Material Elétrico - 30
Alarmes - 21, 25, 32, 33
Construtora - 5, 29
Piso - 30, 4ª capa
Alambrados - 28
Elevadores (Manutenção) - 29
Playground - 24, 31
Antena - 32
Espelho - 2ª capa, 27
Produtos de Limpeza - 2ª capa, 27
Bebedouro - 28
Esporte - 30
Calçada - 30
Fita Anti derrapante - 2ª capa, 27
Quadra Poliesportiva - (Projeto, Manutenção e Reforma) - 28
Câmaras - 21, 25, 32, 33
Ginástica - 30
Caixa D´água (Limpeza) - 3ª capa
Grama Sintética - 31
Carrinho - 2ª capa, 27
Iluminação de Emergência - 30
Cerca Elétrica - 21, 25, 32, 33
Interfone - 32
Circuito Fechado de - 21, 25, 32, 33
Laboratório - 26
Coberturas ( Policarbonato e toldos ) - 29
Lâmpada - 30
Coletor para Reciclagem - 2ª capa, 27
Lavadora de Alta Pressão - 2ª capa, 27
Controle de Pragas (Dedetização, Descupinização, Desinsetização, Desentupidora, Desratização) - 3ª capa
Lixeiras - 2ª capa, 27
Radiocomunicação - 31 Quadros de Aviso - 2ª capa, 27 Redes de Proteção - 28 Ronda - 33 Sistema de Segurança - 21, 25, 32, 33 Sensor de Presença - 30 Tapete - 2ª capa, 27 Terceirização de Serviços - 33, 34 Tratamento de Piso - 34
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Fotos: Divulgação Içami Tiba
PERFIL DO MÊS
Içami Tiba O DOUTOR BEST-SELLER
O psiquiatra Içami Tiba é um sucesso. Autor de 15 livros, seu último trabalho, “Quem ama, educa!”, virou best-seller: está na 108ª edição, com 430 mil exemplares vendidos. Somando, todas as suas obras já venderam mais de um milhão de exemplares. Segundo a revista Veja, o médico foi o autor brasileiro que mais livros vendeu em 2003. Como explicar tamanha repercussão? Tiba toca num ponto que aflige todas as famílias brasileiras, independente de nível sócio-econômico: as dificuldades que os pais enfrentam para educar seus filhos. Crianças viram “crionças” e adolescentes se transformam em “aborrecentes”, compara o médico. Ele costuma citar o caso de uma mãe que, em uma de suas palestras, pediu ajuda para controlar o filho, agressivo, sem noção nenhuma de seus limites ou obrigações. Tiba, então, pergunta à mãe aflita qual a idade de seu filho. Ao que ela responde: “Dois aninhos!” O exemplo dá a exata noção do reinado de terror imposto pelos filhos a seus pais. “Há 50 anos não se previa que uma criança pequena poderia chutar a canela do pai ou cuspir na mãe”, comparou o especialista em recente palestra proferida para pais e professores no Colégio Oshiman, em São Paulo. Depois de trabalhar sete anos como professor da USP e 15 no Instituto Sedes Sapientiae, Içami Tiba sentia a carência das famílias por informação e orientação a respeito da educação dos filhos e queria atingi-las. Através de seus livros e palestras (são cerca de 200 por ano, em escolas, empresas, condomínios, associações, etc.), ele tem conseguido seu objetivo. Ele acredita que ainda é possível educar melhor para fazer o mundo melhor. “Quando estamos desesperados não vemos saída. Mas é só olharmos para cima para encontrá-la. É onde estão os valores, como ética, gratidão, cidadania. E, hoje, falta essa noção de valores para as crianças. Elas estão sendo mal formadas”, constata. Içami Tiba recebeu a reportagem da Direcional Escolas em seu consultório em São Paulo, onde atende crianças, adolescentes e suas famílias, e falou sobre educação, violência, drogas e adolescência.
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Por Luiza Oliva
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DIRECIONAL ESCOLAS – No mundo atual, onde as crianças estão crescendo sem limites, a escola deve educar seus alunos? IÇAMI TIBA - Parte da escola tem que exigir educação, sim. O aluno não pode faltar com o respeito ao professor. A educação familiar não cabe à escola, mas ela não deve abrir mão de que haja respeito. Não é porque o professor está sendo pago que é escravo do seu aluno. É preciso reformular bem a visão que os pais estão dando aos filhos, totalmente distorcida, baseada em valores materiais. Se um dia a família ficar mais
pobre e perder a posição que tinha, ela fica menos honrada porque está mais pobre? A matéria não pode ser um valor superior a outra pessoa. Uma pessoa é superior ou inferior a outra em função de uma capacitação e de seus valores. Como deve ser a participação da família no processo escolar? Deve haver a integração escola-família, com entrosamento dos pais na vida escolar. A escola tem que pertencer a comunidade e não se trancar. Assim ela não será atacada pela comunidade, mas protegida. É possível usar o mesmo ambiente de outro jeito, abrindo os colégios nos períodos em que não há aulas. Quando os pais começam a freqüentar a escola, conhecem os professores e muitas vezes vêm que o filho mente em casa. Esse entrosamento é fundamental. Nas escolas públicas, as pessoas passam até a se responsabilizar pelo espaço, fazendo mutirões, por exemplo. Abrir a escola não significa custo. Até os lojistas da região podem ajudar, doando materiais, por exemplo. A escola privada também pode buscar parcerias. Ela não pode se tornar apenas uma
empresa que vise lucro. Ela deve exercer sua função adequadamente, que é a de ser uma espécie de complementação da educação, e não apenas passar conteúdo. Como a escola deve lidar com a questão da violência? A escola tem que ser um local seguro, em que os pais confiem. Eles trabalham fora e deixam seu filho na escola. Temos que nos colocar na posição de pai e mãe que querem segurança. Os pais devem escolher a escola de acordo com o seu perfil. Se eu sou absolutamente preocupado com segurança eu tenho que procurar uma escola segura. Se eu deixo meu filho ir para a balada a qualquer hora, eu posso escolher uma escola mais light. Mas, as escolas precisam se preparar: há casos de morte e de alunos expondo armas. Não importa que a escola tenha 3 mil alunos e teve uma arma apenas. Não importa que tenha 5 mil alunos e um estava fumando maconha. Um centro de educação não pode simplesmente fechar os olhos e dizer que a estatística é só de 0,5%. As instituições têm mais é que prezar pela confiança que os pais estão depositando nelas. Nas escolas públicas, há uma falta maior de educação formal dos alunos, o que gera uma violência contra o professor. Há mostras de que a violência diminui quanto mais cultura a pessoa tiver. O senhor é favorável à instalação de sistemas de câmeras nas escolas? Eu acho muito bom. Só teme quem quer aprontar. A câmera só atrapalha aquele funcionário que não quer trabalhar, o que está trabalhando não se incomoda. Quando dizem que a câmera está
E em casos de pequenos furtos cometidos pelos alunos dentro da escola, como a instituição deve agir? As crianças estão sendo educadas sem limites. Elas não têm noção de abuso e de obrigação. Como não cuidam das próprias coisas, acham que ninguém cuida das suas. Quer pegar algo do colega, pega, e tem até a maldade de falar “Achei no chão”. É uma forma de transgressão que vai levar mais tarde à violência quando isso não mais satisfizer. A escola não deve acobertar a transgressão, fazendo, por exemplo, “vaquinha” entre os colegas para pagar o prejudicado. Isso só faz com que o adolescente transgressor seja encoberto pelo anonimato da turma. Ele não cria dentro de si uma responsabilidade. A cidadania prevê que cada um deve arcar com suas responsabilidades, mas não pagar pelo crime do outro. Na hora em que os amigos estão pagando há conivência. É o maior estímulo a não assumir as conseqüências. O espertinho continua pegando as coisas dos outros enquanto o solidário fica pagando, com o dinheiro do pai. Por questões educativas, a escola é um contexto intermediário entre a casa e a sociedade. Ela tem
que ser mais rigorosa do que a família, mas não tão rigorosa quanto o social. A função da escola é descobrir quem foi e dar uma medida educativa para ele.
As drogas estão muito perto das escolas? A droga escapou do nosso controle e onde tiver jovem, há também a droga. E onde existe droga há violência. O jovem é impetuoso e não tem tolerância. Com drogas ele se torna, ao invés de agressivo e defensor do território, violento e transgressor. A escola deve aumentar a vigilância e chamar a polícia, principalmente em função dos barzinhos que existem em volta dos colégios. É um crime esses barzinhos atenderem alunos. Deve haver maior rigor com a venda de bebidas alcoólicas para menores, inclusive nos supermercados. Somos muito coniventes com a idéia da transformação da cerveja em refrigerante. Ficamos preocupados com grandes drogas, mas não se trata de ser uma droga pesada ou leve. Existe a droga que a pessoa usa e estraga a vida dela. Pode ser pesada ou leve, estragou é ruim. Não se cumpre a lei, já que ao redor das escolas não podem existir bares. Da mesma maneira, os comerciais vendem a cerveja como uma idéia de festa, e isso é transmitido para o adolescente. A publicidade deveria mostrar a diversão e também as suas conseqüências, como pessoas acidentadas e hospitalizadas. Devemos ter medidas um pouco mais severas em relação ao controle das drogas, independente de serem legais ou não. Há a preocupação com as não legais, esquecendo-se que as legais são as portas de entrada para as não legais.
Como resolver a questão de um adolescente que foi pego usando drogas dentro da escola? Deve ser tratado como um caso educativo. Não se deve expulsar o aluno. Deve-se chamar os pais e colocar o jovem num processo de tratamento, acompanhado pela escola. Se a família não quiser tratar, ela precisa então procurar outra instituição. O aluno não está sendo expulso por uso de drogas. Mas a escola não pode aceitar uma pessoa que use drogas e não queira se tratar. O que se vê é que algumas escolas estão expulsando, outras estão se perdendo. São coniventes, perdoando e protegendo o aluno, e não falam para os pais. São escolas que têm uma certa tolerância com drogas.
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cerceando a minha liberdade, então vamos ver para que está sendo usada aquela liberdade. Eu me sinto vigiado, dizem, mas se você não está transgredindo não vai lhe acontecer nada. Mas pode ser que o seu vizinho esteja roubando sua carteira e a câmera pegue.
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PARTICIPAÇÃO DOS PAIS
Como levar a família
PARA A ESCOLA Conheça soluções adotadas por alguns colégios para incrementar a participação dos pais. São atividades culturais, esportivas, de relaxamento e até ações de voluntariado.
Por Luiza Oliva
Direcional Escolas, fevereiro/05
A
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vida agitada das grandes cidades, onde a imensa maioria dos pais e mães
Terezinha, acredita que a conquista do
tem uma agenda recheada de compromissos profissionais, não favorece a presença das
mercado de trabalho pelas mulheres e o
famílias nas escolas. Sempre apressados, os pais deixam e pegam as crianças na porta,
stress da vida moderna, entre outros fatores,
sem um contato maior com professores ou coordenadores. Muitas vezes, as crianças
contribuíram para a formação de uma cultura
vão para o colégio com transporte escolar, tornando ainda mais rara a convivência com
onde se credita toda a responsabilidade da
o universo escolar.
educação para a escola. “Hoje, os pais se
Muitas instituições de ensino têm tomado iniciativas para mudar esse quadro e trazer os
dedicam muito ao seu trabalho e acabam
pais para dentro das escolas. Para a psicóloga e psicopedagoga Silvia Bedran, o convite
deixando de lado a vida do filho. Estou
das escolas deve ser feito com motivação, já que os pais têm uma rotina agitada e
tentando fazer com que os pais percebam
tendem a priorizar outras atividades. “As escolas precisam pensar em iniciativas criativas,
o quanto é importante sua participação
com atividades inovadoras e construtivas. As crianças necessitam da participação dos
na escola”, conta Neuza, precursora dos
pais na escola, para que possam mostrar-se e sentirem-se merecedoras de tudo que os
berçários com atendimento de 12 horas (das
pais lhes proporcionam”, avalia. Segundo a profissional, é importante que os eventos
7 às 19 horas) com a abertura do Domus
tenham qualidade e que a quantidade seja pequena. Silvia sugere uma atividade por
Sapientiae em São Paulo há, 26 anos.
bimestre. Neuza Scattolini, diretora dos Colégios Domus Sapientiae e Montessori Santa
Mensalmente,
os
colégios
Domus
e Montessori promovem palestras com
atividade propicia o entrosamento com outras famílias. Também a Mostra Cultural, que acontece todos os anos e onde os pais podem conhecer a produção dos filhos, é uma maneira das famílias se relacionarem. “No momento em que o pai vem para a escola, ele está conhecendo o mundo do seu filho, seus amigos, seus professores”, avalia. Participar da escola é também oportunidade para os pais entenderem como seus filhos aprendem determinadas disciplinas. Percebendo a dificuldade de muitos pais acompanharem os avanços da educação, a escola bilíngüe Red Brick instituiu em seu calendário um dia em que, através de encenações e instalações em todo o prédio, as famílias podem vivenciar e entender cada processo do aprendizado das crianças. O evento é chamado de “Um encontro para um aprendizado criativo” – ou “Getting together for a creative learning”. “É uma proposta de trabalho interativo entre pais e filhos. Os pais compreendem, assim, o processo de aprendizado, o que é muito melhor do que apenas ver o trabalho pronto”, explica Gabriela Queiroz Ferreira, diretora pedagógica da Red Brick. Outra estratégia definida pela escola para estimular a participação dos pais é o Sábado Curioso. Quatro vezes por ano, pais e crianças visitam uma exposição de arte, com a assessoria de profissionais da escola. Como a escola atua com educação infantil, e seus alunos têm de um ano e meio a seis anos, é preciso guiar o olhar das crianças psicólogos, médicos ou educadores, visando
nas exposições. Numa das visitas, as crianças levaram cortadas em pedaços de papel,
um trabalho de orientação familiar. Outra
miniaturas das obras de arte, e tinham que identificar a qual obra pertenciam as partes.
iniciativa original foram as aulas de Lian Gong
Assim, a ajuda dos pais é estimulada e o passeio torna-se divertido e interessante para
para os pais, uma terapia corporal de origem
todos. “As datas são divulgadas no início do ano, no calendário da escola, para os pais
chinesa. A atividade é gratuita e acontece
se programarem. Já chegamos a reunir 80 famílias num único passeio. Todos acabam
nas duas unidades, uma vez por semana,
se conhecendo e entendendo melhor que tipo de escola escolheram para seu filho”, diz
das 18h30 às 19h30. “Queremos oferecer
Gabriela.
momentos de relaxamento aos pais para que eles tenham uma melhor qualidade de
Esportes e voluntariado
com seus filhos”, explica Neuza. Depois do
A atividade escolhida para estimular a presença dos pais na escola deve estar
trabalho, é uma maneira de chegar em casa
diretamente ligada ao perfil de cada instituição. No Colégio Oshiman, por exemplo, há
mais disposto e paciente. “O pai que se cuida
uma ênfase na parceria família–escola. Todos os anos acontece a Undokai, uma gincana
chega em casa disponível para compartilhar
poliesportiva que consegue a adesão de praticamente 100% das famílias, segundo
momentos alegres”, complementa. Ao mesmo
Mayumi Kawamura Madueno Silva, sócia diretora do Oshiman. Todos participam dos
tempo em que oferece relaxamento, a
jogos, competições e brincadeiras: pais, mães e alunos. Antes da festa, professores e
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vida e conseqüentemente uma relação sadia
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Idéias para colocar em prática
Anote algumas sugestões que costumam atrair a participação dos pais na escola: • Palestras interativas: as pessoas, de forma geral, necessitam trocar experiências e sentir o apoio do outro. Palestras interativas são uma boa oportunidade para os pais perceberem que vivem com seus filhos situações semelhantes à de outros. • Brechó: acontece no início do ano letivo. As famílias doam livros e uniformes semi-novos e recebem senhas. Depois de organizar todo o material doado, com auxílio de funcionários e pais voluntários, a escola abre o brechó. Os pais retornam e trocam suas senhas pelos produtos de seus interesse. • Passeios: visando a interação entre pais, pais e funcionários e pais e coordenação, podem ser organizados passeios a museus, feiras culturais, jantares, chás, peças teatrais, etc. • Eventos na escola: são importantes para que os pais se insiram no mundo dos filhos, a escola. O importante é organizar eventos com qualidade. Olimpíadas esportivas e mostras de talentos (como pai e filha cantando juntos, ou mãe tocando violão com o filho) entusiasmam crianças e adultos. E já que parceria é uma das palavras do momento, que tal dar oportunidade para que pais, das mais diversas áreas profissionais, transmitam e troquem seu saber com os alunos? Palestras de pais falando sobre suas profissões para alunos do ensino médio costumam ser interessantes. Consultoria: Silvia Bedran, psicóloga e psicopedagoga
alunos mais velhos deixam o local limpo para receber os convidados. Os pais trabalham
um trabalho junto à Secretaria de Saúde da
na recepção e, no final do evento, eles mesmos varrem, limpam e desmontam toda a
Prefeitura de Santana de Parnaíba, cidade
estrutura da festa. A limpeza dos banheiros fica para os alunos mais velhos. Além da
onde fica a escola, doando 35 cestas básicas
cooperação na organização, os pais ainda levam alimentação para sua família e doam
e leite para famílias de pacientes de doenças
um prato para os outros convidados.
graves. As mães conseguiram parcerias com
Mais um evento que mobiliza as famílias do Oshiman é o almoço japonês, que
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acontece uma vez por semana. “São mães que, voluntariamente, se mobilizam para
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supermercados e empresas que ajudam com doações.
apresentar a verdadeira culinária japonesa para as crianças”, conta Mayumi. Um grupo
Luiz reservou até uma sala da escola
prepara os alimentos. Na hora do almoço, outra turma de mães chega para servir os
para o grupo de voluntariado. “É um prazer
alunos. “São mães que trabalham fora e vêm correndo no seu período de almoço para
abrir a escola para os pais”, avalia. Por causa
ajudar”, comenta.
do trabalho, o Pentágono recebeu o selo
Apesar de ocupar um prédio com área de 3.200 m2, o número de alunos da escola é
de Escola Solidária em 2004 do Instituto
de apenas 270 (com idades variando entre um ano e meio a 15 anos), para permitir
Faça Parte, vinculado à Unesco. “Com essa
um envolvimento mais profundo no relacionamento entre alunos, professores, pais e
ação ganhamos aliados. Os pais passam a
dirigentes. “Como ficamos com os alunos em período integral, os pais precisam estar
ver a escola não só como local de estudo
conscientes do que está acontecendo aqui com as crianças”, completa a diretora.
dos filhos, mas como uma forma deles se
Além de atividades artísticas e esportivas, a participação dos pais pode ainda
completarem como pessoas. São pais que
extrapolar os limites da escola. É o que acontece na unidade Alphaville do Colégio
se transformam em ferrenhos defensores
Pentágono. Luiz Trientini, diretor geral, lembra que quando assumiu a direção da
da escola”, atesta Luiz, que também oferece
unidade, um de seus projetos pessoais era criar um grupo de voluntariado dentro da
atividades esportivas para os pais, como
escola. “Fiz o convite para algumas mães e elas compraram a idéia”, diz. O grupo faz
basquete e natação.
Administração a quatro mãos Há casos de escolas onde a participação dos
Duas das mães do comitê – Eliana Giampietro
pais inclui a gestão administrativa. Na Scuola
Saraiva e Simona Perego Quiriconi -, fazem a
Italiana Eugenio Montale, mantida por uma
ponte entre a administração da escola e os pais.
associação educacional sem fins lucrativos, há um
Elas se reúnem de uma a duas vezes por semestre
comitê de gerenciamento formado por seis pais,
com os pais, para ouvir reclamações e opiniões
eleitos a cada dois anos. A gestão é formada ainda
sobre o colégio. “Há conflitos, porque alguns pais
por seis representantes dos associados fundadores
confundem serem associados com serem donos da
e beneméritos, por um representante da associação
escola. Eles não participam e querem apenas que
de ex-alunos e por um do Consulado da Itália
solucionemos os problemas deles”, diz Eliana.
em São Paulo. Para Sandra Papaiz, presidente do
Além do comitê, cada classe tem um pai
comitê gestor, a atuação dos pais remete à própria
representante. A função dos representantes é ser
origem da escola.
um facilitador do
“A Eugenio Montale
contato com os pais
foi
e um intermediador
há
das
grupo de pais e
sala com a escola.
professores.
Para
Os
questões Eliana,
da que
alunos eram filhos
matriculou o filho
de
na Eugenio Montale
italianos
vinham
que
trabalhar
justamente
pela
no Brasil e pre-
transparência
tendiam que seus
administração, esse
filhos mantivessem
tipo de gestão só
a cultura italiana”,
funciona
explica.
colas com sistema
Os comitê
pais
do
em
na
es-
de associação ou
funcionam
cooperativa.
“Em
como conselheiros
escolas tradicionais,
da associação.
os pais nem so-
Em
reuniões
nham
com
esse
com a presidente, o comitê se articula conforme
tipo de participação. Eu mesma não me imaginava
as necessidades dos temas em pauta. Se a
fazendo parte do comitê gestor de uma escola”,
idéia é estudar redução de despesas da escola,
lembra. Até para escolher o novo uniforme dos
por exemplo, os pais com maior conhecimento
alunos foi definido uma comissão de pais. Sandra
financeiro se comprometem a estudar o assunto.
Papaiz acredita que a participação das famílias e
Dada a diversidade de profissões entre os pais
o espírito comunitário da escola é balizada por
do comitê – há engenheiro, psicóloga, advogado,
uma idéia comum a todos: manter a qualidade do
professor – é feita uma divisão em subgrupos que
ensino. “Queremos manter a qualidade e a filosofia
se responsabilizam por algumas áreas da escola:
de ensino que praticamos, sem onerar demais os
manutenção, financeira, marketing e relações
pais”, completa.
públicas, jurídica, pedagógica.
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fundada
23 anos por um
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FIQUE DE OLHO/CONSTRUTORA
Roupa nova para a escola Seja na manutenção ou construção de uma nova escola, é preciso escolher com cuidado a empresa responsável pela obra.
U
Por Luiza Oliva ma escola pode ter o melhor método de ensino, professores
menos mão-de-obra e menos entulho, em comparação com as pesadas
capacitados e um ótimo atendimento para os pais. Porém, se as
e definitivas estruturas de alvenaria. A rapidez, aliás, é um dos principais
instalações estiverem defasadas, antigas, certamente o colégio perderá
requisitos ao se construir para escolas. Normalmente, as obras são feitas
a imagem de instituição responsável e comprometida com seus alunos.
nas férias do final de ano, época que coincide com o período de férias
“A parte física é a primeira coisa que a escola mostra aos pais”, afirma
coletivas de muitos fornecedores da área da construção. Para não
o engenheiro Roberto Boscarriol Junior, diretor da PBR Engenharia
atrasar o cronograma, a construtora deve comprar ou encomendar o
e Construções, que há oito anos vem se dedicando à obras em
material já em novembro.
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instituições de ensino.
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Para a PBR, o trabalho em um colégio começa com a visita de
O Colégio Brasília, no bairro da Vila Formosa, em São Paulo, foi
um representante comercial e de um arquiteto da construtora. Os
a primeira obra na área escolar que a PBR realizou. A partir daí, a
profissionais verificam as necessidades do cliente, seus objetivos e o
empresa percebeu que o setor educacional carecia de profissionalismo
que é possível fazer no local. Com a experiência adquirida na área, a
quando o assunto era construção. Roberto destaca que muitos colégios
PBR indica algumas soluções. Por exemplo, a colocação de barrados
fazem reformas e ampliações sem o planejamento necessário. “Existem
cerâmicos nas salas de aula, que aumenta o investimento inicial, mas
escolas tradicionais, com 50 anos ou mais de existência, bem cuidadas.
praticamente elimina a repintura freqüente nesses espaços. Itens de
Porém, poucas são totalmente projetadas para ser uma escola. Por isso,
segurança também não podem ser esquecidos. É o caso de cantos
às vezes precisamos fazer um trabalho de reengenharia”, comenta.
arredondados, corrimãos e guarda-corpos, instalação de tomadas
Para as paredes internas, o engenheiro da PBR recomenda o uso
altas e uso de vidros laminados. Criar centros de convivência é outra
de drywall (paredes de gesso). Além da rapidez na construção, o gesso
tendência: são áreas projetadas para a permanência dos alunos, mesmo
facilita no caso de ser preciso modificar os espaços internos, gerando
fora do período de aulas, informa Boscarriol.
Qualidade
impermeabilização, reparos de elétrica e hidráulica, substituições de pisos, renovação de quadras esportivas, pinturas, telhados e coberturas.
O engenheiro Waldyr Brenneisen, da Diedro Construtora e
Waldyr frisa, ainda, a necessidade dos funcionários utilizarem Equipamentos
Incorporadora, também projeta prédios para escolas, tanto no sistema
de Proteção Individual (EPIs) e estarem uniformizados. “Nos preocupamos
tradicional como no de pré-moldados. A empresa responde pelos projetos
com a segurança na execução dos serviços”, diz. O engenheiro acredita que,
arquitetônico e executivo e faz a administração da obra. Mesmo que a escola
oferecendo qualidade, ele se diferencia da concorrência. “Qualidade é o nosso
não pretenda investir num novo edifício, Waldyr tem percebido a necessidade
foco. Tanto que recebemos em 2004 o prêmio Top Quality no segmento da
constante de ampliação. São instituições que começam oferecendo apenas
construção civil”, completa.
o ensino fundamental, e chegam até o ensino superior, ou que precisam aula em laboratório, com necessidade de instalações diferenciadas de elétrica e hidráulica). Também para ampliações e para manutenções prediais específicas, o proprietário da Diedro recomenda a contratação de uma empresa
SERVIÇOS: _ Diedro Construtora e Incorporadora 11.295.0442 www.diedroci.com.br
especializada. “Muitas escolas têm um funcionário de manutenção para pequenos serviços. Porém, para certas obras é melhor trabalhar com empresas que se preocupem, como nós, em colocar na escola mão-deobra especializada, atendendo às especificações das normas técnicas”, orienta. Ele cita entre os serviços executados pela Diedro, obras de
_ PBR Engenharia e Construções 11.5033.5888 www.pbr.com.br
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modificar o uso de alguns espaços (por exemplo, transformar uma sala de
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SAÚDE
ALUNOS
SUPERCARREGADOS Racionalizar o material utilizado, contar com armários na escola e escolher mochilas adequadas para a idade são as saídas para evitar o excesso de peso carregado por crianças e adolescentes.
Por Luiza Oliva
L
ivros, cadernos, apostilas, agenda, estojo para canetas
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coloridas, outro para lápis e borracha, dicionários... Parece não
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eles andam com a mochila é pequeno, já que eu deixo e pego as crianças de carro na porta da escola”, conta.
ter fim a relação de material escolar que crianças e adolescentes
Além da distância percorrida, também a relação do peso do
carregam nas mochilas. Os pais reclamam da extensa lista de
aluno com o da mochila interfere no risco para a saúde. “Existe
material. Maristela Pedrosa Perez Azzam, mãe de dois alunos
uma orientação para que o peso carregado não exceda 10%
no ensino fundamental – Camila na primeira série e Felipe na
do peso da criança. No entanto, deve se considerar a distância
quinta – conta que em alguns dias o material nem cabe todo na
e o tempo em que há esta carga”, sustenta o ortopedista
mochila. Porém, ela acredita que, apesar do peso, no caso dos
Edílson Forlin, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia
seus filhos não há risco de danos para a saúde. “O percurso que
Pediátrica, comitê da Sociedade Brasileira de Ortopedia e
Traumatologia (SBOT). Segundo o médico,
adolescente tem uma pré-disposição ao
não há comprovação de que carregar
desvio, causado pelo crescimento rápido”,
mochilas pesadas causem deformidade
aponta.
ou dor. “Porém, é importante ressaltar
Vanessa
utiliza
principalmente
a
o tempo em que a mochila é carregada.
RPG (Reeducação Postural Global) para
Existem ainda outros fatores, como
solucionar
postura, atividade física, casos de
adolescentes. Porém, ela acredita que
outras pessoas com dor nas costas
a intenção deve ser curar a causa do
na família e até stress psicológico,
problema e não só as conseqüências. “Dou
que parecem afetar as queixas de
exercícios para meus pacientes fazerem
dor”, completa.
problemas
em
crianças
e
em casa e oriento quanto à postura
O ortopedista Josmar P. A.
para carregar o material e ao sentar,
Rangel, do Hospital Israelita Albert
por exemplo”, explica. Em casos onde o excesso de peso transportado pela
que a ocorrência de dor lombar ou
criança é exagerado, Vanessa encaminha
dorsal na criança é rara e quando ocorre
uma carta à direção da escola, solicitando
há necessidade de investigação clínica
um armário para que o aluno guarde
apurada. “Várias causas podem originar
alguns materiais.
dores na coluna, como traumas, infecções,
No Colégio Dante Alighieri, há
patologias abdominais, tumores, desvios,
a preocupação em oferecer armários
processos
alterações
para diminuir o volume de livros e
funcionais”, explica, completando que a
cadernos a serem transportados pelos
família deve consultar um ortopedista
alunos. Segundo Silvana Leporace,
para uma correta avaliação.
coordenadora de orientação edu-
inflamatórios,
Apesar de mais raros do que em adultos, episódios de dor nas costas em
cacional do colégio, as crianças de primeira à quarta série do ensino
crianças e adolescentes têm ocorrido com
fundamental dispõem de um armário
mais freqüência atualmente, na opinião da
na sala para deixar materiais que não
fisioterapeuta Vanessa Ferracini. “Os pais só
serão necessários na lição de casa. “Nessas
dão maior importância à mochila pesada
séries, o armário é comum a todos os
quando os filhos se queixam de dor”,
alunos e é a professora quem o organiza.
acredita. Crianças que já apresentam
Temos a preocupação de diminuir o peso da
falta de mobilidade muscular e de
mochila das crianças”, considera. Já a partir
alongamento, por ficarem muitas
da quinta série, cada aluno deve controlar
horas no computador, no sofá
o que pode ou não deixar no armário –
vendo TV ou no videogame, e
também comum e localizado na classe.
que não fazem atividades físicas,
Freqüentemente
os
orientadores
estão mais predispostas, segundo
educacionais aconselham os alunos
a fisioterapeuta, a apresentarem
a evitar levar objetos desnecessários
dor ou problemas na coluna.
para o colégio. “Há muita variedade
Os pré-adolescentes, que têm
de
materiais
disponíveis,
como
o hábito de carregar a mochila ou bolsa
canetinhas cheirosas e borrachinhas
cheia de material em um ombro só, podem
coloridas. Orientamos os pais a
desenvolver uma escoliose, conforme a
comprar o material o mais prático
profissional. Mais uma vez, outros fatores
possível”, comenta.
contribuem para agravar o quadro. “É o peso da mochila, mais o fato do aluno
Mochilas
repletas
de
itens
supérfluos são uma queixa comum
escrever de lado e a má postura que podem
entre pais e educadores. Professoras
desenvolver uma assimetria. Além disso, o
e orientadoras do Colégio Pueri
Direcional Escolas, fevereiro/05
Einstein, de São Paulo, afirma
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Saiba mais sobre RPG
O método de Reeducação Postural Global (mais conhecido como RPG) foi idealizado pelo fisioterapeuta francês Philippe E. Souchard. Introduzida no Brasil na década de 1980, a RPG é uma técnica realizada exclusivamente por fisioterapeutas e consiste em exercícios que visam tratar desvios posturais, solucionando a causa de dores e desconfortos. A RPG leva em consideração as necessidades individuais de cada paciente, já que cada organismo reage diferentemente às agressões sofridas. O método procura corrigir a postura através de alongamentos globais. A sessão de RPG dura cerca de uma hora e deve ser feita uma vez por semana. A duração do tratamento varia de acordo com os problemas de cada paciente. O fisioterapeuta utiliza-se de oito posturas, denominadas básicas, para realizar os alongamentos e correções. As posturas estáticas são responsáveis por alongar e dar mais força aos músculos que estão lesionados, reposicionando as partes do corpo que precisam ser corrigidas. A RPG é indicada para: correção de postura inadequada e consequentes dores, dores ciáticas e cervicalgia, dores ou desvios na coluna vertebral, artroses, bursistes, hérnias de disco,
Direcional Escolas, fevereiro/05
traumatismos, torcicolos, tendinites, etc.
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Domus já pesaram as mochilas em sala de
maior organização. “O material que não vai ser usado em casa
aula – com e sem os materiais extras.
fica na classe”, diz. Já a partir da quinta série as crianças contam
“Concluímos que a quantidade de
com armários individuais. É feito um trabalho de adaptação com
objetos não essenciais que os
os alunos para que eles saibam o que deixar na escola. Além
alunos trazem para a escola
dos armários, em duas unidades do Pueri Domus (Verbo Divino
é enorme”, conta Fernanda
e Itaim Bibi, em São Paulo), uma invenção simples facilita a
Zocchio Semeone, diretora
vida das crianças que utilizam mochilas de rodinhas e precisam
geral
unidades
vencer vários lances de escada para chegar à sala de aula. O
do Pueri Domus. Até a
próprio marceneiro das escolas criou uma rampa que é adaptada
quarta série, as professoras
às escadas nos horários de entrada e saída. As crianças, então,
auxiliam os alunos a ter
transportam as mochilas pela rampa. Quando não há trânsito de
das
seis
mochilas, a rampa é retirada.
Um mundo de mochilas para escolher Para atender ao volume cada vez maior de material carregado pelos estudantes, as mochilas têm evoluído, além de acompanharem as tendências de moda e as preferências infantis, repletas de personagens de desenhos e filmes. Elaine Lopes, analista de marketing da Sestini, que tem uma equipe de designers responsável por desenvolver mochilas, conta que pode demorar de seis a nove meses até um produto sair da prancheta. “O processo envolve desde o desenvolvimento e definição da matéria-prima, como nylon, poliéster, PVC ou EVA, até o licenciamento da marca, quando há uso de personagens”, explica. As mochilas que incorporam carrinho são indicadas para crianças de dois a dez anos. Há o modelo mochilete (mochila de estrutura mole com carrinho) e a de estrutura rígida, também acoplada a rodinhas. Entre as estrelas da Sestini estão produtos estampados com Barbie, Hot Wheels, My Scene e Barney. Segundo Elaine, o personagem e o modelo do produto direcionam qual a idade indicada. Uma menina de 10 a 12 anos não vai querer uma mochila de carrinho com a Barbie, mas uma bolsa tipo carteiro com um desenho estilizado da boneca. O mercado oferece personagens para todos os gostos e idades. A Primícia, fabricante de mochilas, mochilas com carrinhos e lancheiras, tem modelos com a Minnie e o Mickey, a turma do ursinho Pooh e, para os meninos, a linha Beyblade e a do He-man. Na verdade, a idade limite para o uso desse tipo de mochila varia conforme a altura do aluno. Crianças muito altas às vezes precisam se curvar para empurrar a mochila, o que não é indicado. Nesses casos, e quando o aluno julga a mochila de rodinhas infantil, o correto é substituí-la pela tradicional de costas. A Kipling oferece mochilas ergonômicas, com reforço nas costas. No modelo Chaser, a sobrecarga na coluna é evitada com um mecanismo simples: uma barra de metal flexível, embutida no forro, que se molda às costas. Um cinturão fixa melhor a mochila na cintura e as alças contam com reguladores em dois pontos. Segundo o fabricante, qualquer que seja o modelo escolhido, é fundamental usar corretamente a mochila.
Anote algumas dicas da Kipling para evitar má postura e problemas na coluna: • Usar as duas alças da mochila nos ombros. • Distribuir uniformemente o peso dos materiais dentro da mochila. • Colocar e tirar a mochila quando ela estiver apoiada sobre uma mesa. • Carregar somente o material necessário na mochila. • Organizar a mochila diariamente.
Direcional Escolas, fevereiro/05
• Ajustar o regulador das alças e do cinto conforme a altura e o corpo.
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PERFIL DA ESCOLA
Colégio Augusto Laranja:
formando gente de expressão Conheça a história do Augusto Laranja e suas saídas para profissionalizar a administração, oferecendo um ensino atualizado e de alto nível.
Direcional Escolas, fevereiro/05
N
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o final do mês de janeiro, Mirza Laranja, diretora administrativa do Colégio Augusto Laranja, estava com os dias lotados, às voltas com os preparativos para mais um ano letivo prestes a começar. Reuniões com pais, reformas e aquela agitação de início de ano há muito tempo fazem parte da rotina de Mirza. O colégio foi fundado por sua mãe, Arlete Rosas Augusto Laranja, e sua tia, Lourdes da Silva Rosas, em agosto de 1966. Hoje, são duas unidades em São Paulo: uma no bairro do Campo Belo, para a educação infantil, e outra em Moema, para os alunos da primeira série do ensino fundamental ao ensino médio. No total, são 800 alunos e cerca de 200 funcionários. Apesar de cuidar da parte administrativa, a formação de Mirza é pedagógica. Depois de lecionar e de exercer um cargo de supervisão em outra instituição, ela foi convidada para ajudar a reformular o material pedagógico do jardim II e do Pré do Augusto Laranja, já que sua experiência era com pré-escola. Dividia seu tempo entre as duas escolas até que, em 1986, a responsabilidade de ajudar a dirigir o negócio da família falou mais alto e ela passou a se dedicar só ao Augusto Laranja. A diretora acredita que o fato de ter experiência de sala de
Por Luiza Oliva aula tem ajudado muito seu trabalho administrativo. “Deve haver uma integração entre as duas partes da escola, a administrativa e a pedagógica. O desafio é saber que existe um ponto de equilíbrio, uma sintonia possível”, diz. Mirza cuida da parte administrativa e seu irmão Almir Rosas Augusto Laranja é o diretor pedagógico. Como exemplo da integração entre as áreas, Mirza lembra do resultado recente de um trabalho feito com o corpo docente da escola. O objetivo era selecionar o ponto forte da escola. “Queríamos perceber o que diferencia o nosso aluno em relação a um bom aluno de outra boa escola. Chegamos à linguagem, que engloba desde a opção de oferecer filosofia a partir da educação infantil, privilegiando argumentação, posicionamento, capacidade de expressão, até as provas da área de exatas com questões escritas e os trabalhos de literatura no ensino médio, com uma riqueza muito grande de produção”, conta. O resultado desse trabalho foi entregue à agência que cuida da comunicação da escola. Assim surgiu o slogan “Formamos gente de expressão”, utilizado desde então pela instituição. “Esse trabalho foi uma conquista. O pedagógico também precisa oferecer requisitos para que o administrativo possa vender a escola”, completa.
Encontrar um diferencial para a escola é uma necessidade do mercado, na opinião de Mirza. “Na tentativa de atender um público maior, as escolas ficaram muito parecidas, com discursos similares. Os pais não conseguem identificar as diferenças. A tendência é as escolas se diferenciarem, priorizando um aspecto e abrindo mão de outro”, explica. No caso do Augusto Laranja, a definição de um foco foi prejudicada também pelo fato da escola ter mantido, durante algum tempo, três unidades. A unidade do bairro do Aeroporto foi inaugurada em 1988 com a intenção de substituir as outras. Essa transferência acabou não dando certo, já que os alunos de Moema resistiram à mudança de bairro. Outro aspecto foi que as três escolas, diferentes no aspecto físico, acabaram com características próprias. “Passamos então a criar uma estrutura para garantir cada unidade. Tudo tinha que ser igual nas três. Tínhamos o compromisso de ter o mesmo Augusto Laranja em todas as escolas, apesar de entre si elas serem diferentes”, recorda. A saída surgiu em setembro de 2003, com a venda da unidade do Aeroporto para a Escola Nossa Senhora das Graças. Com o negócio, foi possível investir mais em melhorias nas duas unidades. “Uma escola que atua no nosso nicho só é viável se investir constantemente para se atualizar. A concorrência é acirrada e temos uma população pequena para atingir”, atesta. Além da reduzida população que pode pagar uma escola de alto nível, há faculdades abrindo colégios e escolas de educação infantil ampliando suas instalações para oferecer salas de primeira à quarta série, por exemplo. Como então captar novos alunos? “O maior investimento que fazemos é nos alunos que estão aqui. 70% dos alunos que buscam o Augusto Laranja vêm por uma indicação direta. Ninguém procura a escola só porque viu um anúncio ou nosso site na Internet”, assegura. Para atingir também as pré-
escolas do bairro, o colégio mantém uma parceria para troca de conhecimento entre os profissionais das instituições. “Nosso interesse é que essas pré-escolas conheçam o Augusto Laranja. Não há nenhum compromisso de indicação do aluno”, explica. Pesquisas, parcerias, concorrência acirrada. É claro que desde o início da escola, aberta na própria casa da família, até hoje, o panorama do mercado mudou muito, assim como também a estrutura operacional da empresa. No começo, Lourdes se dedicava à educação infantil e Arlete tinha a função de diretora. A formação das duas aconteceu em sala de aula. Cariocas, nos anos 60 elas trabalharam num projeto piloto de capacitação de professores da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, dentro de uma política de valorização do ensino público. De mudança para São Paulo acompanhando o marido que veio a trabalho, Arlete abriu a Escola Maternal e Jardim da Infância O Pica-pau, embrião do Colégio Augusto Laranja. Com o crescimento do colégio, surgiu a necessidade de uma organização mais profissional. “Tivemos que cuidar da gestão não só do ponto de vista de retorno financeiro e de viabilidade, mas também de formar cargos de orientação e de coordenação, que correspondem aos de gerentes e diretores. Até hoje contamos com
Direcional Escolas, fevereiro/05
“O maior investimento que fazemos é nos alunos que estão aqui. 70% dos alunos que buscam o Augusto Laranja vêm por uma indicação direta.”
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PERFIL DA ESCOLA uma consultoria. Toda semana temos uma reunião para orientar nosso trabalho”, conta. O trabalho da consultoria envolve também a organização das relações de trabalho e as familiares. “É preciso aprender a separar a escola da família”, constata Mirza. Segundo Mirza, só recentemente surgiram serviços especialmente desenvolvidos e voltados para escolas. É o caso dos sistemas de informatização. “As escolas têm valores diferentes para cursos diferentes, além de legislação e acordos salariais muito peculiares. Os sistemas de informática demoraram a entender isso. Tanto que os grandes sistemas utilizados hoje nasceram ou de uma empresa que nasceu de uma escola ou de empresas que fizeram parcerias com escolas, desenvolvendo um sistema para aquela escola e vendendo para outras. A escola não consegue absorver um sistema de administração vendido para empresas de outras áreas”, avalia. Mesmo procurando cursos e consultoria em busca da profissionalização, Mirza entende que o trabalho de gestão de uma escola está baseado em pessoas. “A escola é essencialmente gente. A aula é o nosso produto mais tangível. Tudo acontece na aula, naquele momento do professor com os alunos. Acreditamos no poder da ação do profissional humano para a qualidade do nosso trabalho”, explica. Há uma política de valorização dos funcionários e um investimento no atendimento personalizado aos alunos e às famílias. “Todos querem ser conhecidos na escola. Essa é uma das nossas principais características, reconhecida pelos pais”, finaliza.
RAIO-X DA ESCOLA 2 Unidades na Cidade de São Paulo, nos bairros de Moema e Campo Belo
800 alunos 200 funcionários
Cursos: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio
Aulas extras: circo, esportes (futsal, basquete, vôlei, tênis, ginástica rítmica, xadrez, capoeira), oficina Direcional Escolas, fevereiro/05
literária, oficina de matemática, teatro, clube de ciências,
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atividades de voluntariado e programa bilíngüe English Program.
E-mail: colegio@augustolaranja.com.br
DICAS/FILTROS E BEBEDOUROS
Água pura
para beber
A escola deve se preocupar com a qualidade da água que é fornecida a seus alunos. Uma opção é instalar Projeto Água
um filtro central na entrada da rede de água. Geralmente dotados de camadas de
cristal
de
quartzo,
segundo
os
fabricantes os filtros centrais detém partículas sólidas contidas na água, ajudando a manter as caixas d´água mais limpas, além de eliminar possíveis sabor e odor desagradáveis. Porém, realmente indispensáveis em qualquer instituição de ensino são os bebedouros. Eles possuem internos
de
carvão
ativado,
tornando a água própria para o consumo. Segundo
Marco
Antonio
Granadier,
revendedor de bebedouros, o equipamento deve ser ligado na água da rua, nunca na da caixa. Ainda conforme Granadier, a cada seis meses é recomendada fazer a higienização dos equipamentos. “É preciso trocar o filtro interno e as torneiras, onde fica acumulada sujeira”, diz. Os modelos tradicionais de bebedouros de pressão têm a pia de inox e o corpo com pintura epóxi a pó. Eles podem ser refrigerados quando ligados na tomada. Um termostato permite graduar a temperatura da água. “Muitas escolas preferem o modelo fonte de parede, sem refrigeração, evitando que crianças resfriadas ou muito suadas bebam água gelada”, comenta Granadier. Nos modelos com duas torneiras, uma de jato e outra de copo (ou bengalinha), outra possibilidade é deixar que uma forneça água gelada e a outra, não. É recomendada a instalação
de um bebedouro para atender a cada 50 pessoas. E se a idéia é escolher um bebedouro que, além de água de qualidade, ofereça um design moderno e diferenciado, também já há opções no mercado. Ueldon da Silveira patenteou seu modelo em 1999. O produto nasceu como um lavatório, mas as escolas pediram que acoplasse também bebedouro. Assim, ele dispõe de torneiras para beber e outras para lavar as mãos, permitindo que as duas ações sejam feitas ao mesmo tempo, com conforto para os usuários. O produto oferece facilidade de limpeza, não tem cantos vivos e possui acabamento em gel coat, um produto a base de poliéster que pode ser tratado contra os raios ultra-violeta, em diversas cores. Conforme Ueldon, o bebedouro produz água gelada sem riscos para as crianças, pois não esquenta o equipamento.
Na próxima edição, leia mais dicas sobre Radiocomunicação.
Direcional Escolas, fevereiro/05
filtros
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CAPA
Em busca da
segurança Nos dias atuais, oferecer um ambiente seguro é essencial para as escolas.
Por Luiza Oliva
Direcional Escolas, fevereiro/05
U
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m reduto de paz e tranqüilidade dentro das cidades. Esse, pelo menos, é o desejo dos pais em relação às escolas – que elas ofereçam segurança a seus filhos. Como em outros segmentos da sociedade, as escolas estão se aparelhando contra as ameaças da crescente violência urbana. Para proporcionar segurança aos alunos, é adotado um conjunto de soluções, como circuitos fechados de TV, vigilantes treinados e acesso controlado. Na opinião de José Augusto de Mattos Lourenço, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP), antigamente os pais procuravam a escola dos seus filhos visando em primeiro lugar a qualidade do ensino. “Hoje, além da qualidade, as famílias estão preocupadas com a segurança do filho”, afirma. Para atender a essa expectativa, os colégios instalam câmeras, especialmente nos limites da construção, e até dentro dos prédios, em quadras, corredores e pátios. “A presença de câmeras tem melhorado inclusive problemas de disciplina”, relata. Algumas instituições até disponibilizam essas imagens para os pais, via Internet. A possibilidade dos pais poderem visualizar o dia-a-dia da criança é utilizada em sua maioria pelos segmentos de educação infantil e berçários. Já nas áreas externas, a maior parte das escolas terceiriza a segurança para empresas especializadas. Os vigilantes podem agir inclusive com apoio de motos e carros para inspeção da vizinhança do colégio. Para os espaços internos, a preferência é por treinar os próprios inspetores, que já conhecem as famílias e os alunos. O controle de acesso é outro fator importante: uma opção são as catracas eletrônicas com cartões magnéticos. A entrada só é liberada para quem possuir o cartão. Até o transporte escolar precisa entrar na onda da segurança, com o rastreamento via satélite da frota de veículos. “As escolas estão investindo em segurança porque é uma necessidade e também uma exigência das famílias. É uma maneira delas não perderem esses alunos”, constata Lourenço.
Do pessoal à estrutura Na Escola Arte de Viver, localizada no bairro da Lapa, em São Paulo, é norma impedir que os alunos saiam antes do término das aulas. Mesmo para alunos do ensino médio, que podem ter autorização dos pais para saírem sozinhos no final das aulas, não são abertas exceções. “A autorização é dada apenas para que o aluno deixe a escola desacompanhado no horário da saída. Antes disso, a responsabilidade sobre ele é nossa”, afirma Maria Angela Alves Dardes, sócia da escola com Annita B.C. Nunes Alves e Maria Helena C.N. Alves Smit. A Arte de Viver está instalada há 20 anos no mesmo local e tem cerca de 200 alunos, da educação infantil ao ensino médio. Apesar de ser uma escola pequena, o cuidado com a segurança também existe. “Fizemos uma pesquisa com os pais e percebemos que a maior preocupação deles é em relação ao horário de entrada e saída dos alunos”, comenta Angela. Há a necessidade de uma figura masculina no portão, principalmente no final da tarde, quando os horários de saída são escalonados para as turmas de educação infantil, 1ª a 4ª série e para as crianças que freqüentam as aulas extras. Por isso, foi contratado um funcionário para essa função, e que também é inspetor de alunos para a turma de 5ª a 8ªsérie e ensino médio, de manhã. Numa recente reforma da fachada, foram instalados holofotes sobre a placa para garantir uma boa iluminação, principalmente no inverno, quando já está escuro no horário
de saída das crianças, e também para a turma do supletivo que freqüenta a escola à noite. Fora dos horários de entrada e saída, há o controle de acesso dos visitantes através do interfone, visualizando a portaria por uma câmera localizada na secretaria. Pequenas ou grandes, cada uma a seu modo, não há escola que não se preocupe com a segurança, seja patrimonial como dos próprios alunos. No Colégio Humboldt, que ocupa uma área de 61 mil metros quadrados na zona sul de São Paulo, uma empresa de segurança contratada faz vigilância externa 24 horas. À noite, quando não há mais alunos nem funcionários na escola, cachorros treinados são soltos pela escola. Segundo Ilse Sparovek, da gerência financeiro-administrativa do Humboldt, apesar de terceirizados os vigilantes são escolhidos a dedo. “Eles devem ser pessoas preparadas para lidar com alunos e pais”, constata. A escola planeja a instalação de câmeras, especialmente na portaria e em locais estratégicos, para auxiliar a vigilância. Para ter acesso ao interior da escola nos horários de entrada e saída, os carros dos pais precisam portar um adesivo de identificação. Há um estacionamento interno com 250 vagas, já que os pais de crianças da educação infantil devem seguir a norma de retirar seus filhos na própria sala de aula. Com 1.300 alunos, da educação infantil ao ensino profissionalizante, a Humboldt ocupa há cinco anos um novo campus em Interlagos. A construção foi subsidiada com recursos vindos da Alemanha e, portanto, rigorosamente fiscalizada. Ilse faz questão de frisar que as normas alemãs para garantir a segurança dos usuários são muito rígidas. As rotas de fugas foram detalhadas, com corretas especificações de rampas, larguras de portas e corredores, entre outros itens. Duas vezes por ano, é feito um treinamento de evacuação do prédio no caso de situações de emergência. Um exemplo de que a segurança é um conceito amplo, que deve ser tratado com muito cuidado pelas escolas.
Direcional Escolas, fevereiro/05
Além de equipamentos, outra forma de garantir a integridade de seus alunos é proporcionar atividades extras dentro da própria escola. Cursos de natação, línguas, informática, entre outros, são oferecidos dentro ou fora da grade curricular. “É uma maneira de o aluno ficar mais tempo dentro da escola, evitando locomoções. Os pais entregam os alunos em segurança para a guarda da instituição”, complementa o presidente do Sindicato.
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Direcional Escolas, fevereiro/05
DICAS/MATERIAIS ARTÍSTICOS
Em sintonia com o
Tintas, pincéis, papéis de várias
utilizando materiais apropriados para essa
texturas, madeira, telas. Parece infinito o
faixa etária. Os bebês não usam tinta, mas
universo de materiais artísticos à disposição
gelatina colorida sem sabor. “A gelatina não
das escolas. É fundamental também ter um
tem açúcar, portanto não atrai formigas, e
espaço adaptado para as aulas de artes.
pinta papel. Outra opção é misturar amido
A escolha do material e de como ele
de milho, água e corante comestível. Não
será transformado depende da faixa etária
podemos usar tintas, mesmo que sejam
dos alunos e também da linha pedagógica da
atóxicas, porque as crianças pequenas
escola. Na Casinha Pequenina, por exemplo,
colocam tudo na boca”, explica a professora
escola de educação infantil do Colégio
e pedagoga da escola Cíntia Ferreira
Friburgo, em São Paulo, as crianças têm a
Nogueira, especialista em arte-educação.
disposição um terreno de seis mil metros
Já os alunos maiores interferem na
quadrados, com horta, árvores frutíferas e
criação dos materiais. Ao invés de optar por
animais, como pavão, vaca, pônei, ovelha,
tintas industrializadas, as próprias crianças
patos, galinhas, coelhos, chinchila e
misturam anilina comestível em água ou
periquitos. Faz parte desse cenário o ateliê
em cola branca. “A criança vai pigmentando
de artes, um espaço aberto, porém coberto,
e vê aparecer as cores, das primárias
dotado de mesas com cavaletes, um tanque
às secundárias”, conta Cíntia. Além da
baixo para as crianças lavarem os pincéis e
manipulação das cores, há a preocupação
prateleiras com os materiais.
de utilizar mais de uma técnica artística
“Nosso espaço é inspirador para
no mesmo trabalho. Inspiradas nos animais
atividades de artes plásticas”, avalia Maria
da própria escola, por exemplo, as crianças
Beatriz Telles, psicopedagoga e diretora
pintaram um fundo de papel utilizando
da escola. Nesse espaço privilegiado pela
anilina e cola branca; depois, desenharam
natureza, os alunos, com idades entre um
os animais com canetinha e arremataram
ano e meio e seis anos, criam seus trabalhos
com uma colagem de papel camurça.
Na próxima edição, leia mais dicas sobre materiais artísticos.
Direcional Escolas, fevereiro/05
universo da escola
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DICAS/QUADROS E LOUSAS
Do giz à tecnologia
Ninguém tira das lousas o posto de estrelas das escolas. Das instituições de educação infantil às universidades, lá estão elas, reinando absolutas nas salas de aula, centro
Direcional Escolas, fevereiro/05
das atenções de professores e alunos. Dos
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antigos modelos pretos elas passaram a azuis
mãos nem produz nuvem de poeira quando é
ou verdes, lisas ou quadriculadas. As molduras
apagado da lousa.
em alumínio têm diversos acabamentos –
Mas o grande destaque em termos de
brilhante, fosco, pintado – e são mais duráveis
lousas são os modelos eletrônicos. A lousa
que as tradicionais de madeira.
canadense SMART Board 3000i detém 70%
Se bem cuidadas, as lousas chegam
do mercado mundial de lousas interativas e
a durar até 10 anos. Os perfis de alumínio
há sete anos é distribuído no Brasil. Entre as
têm ainda maior durabilidade. É possível até
instituições que já possuem a SMART, estão
reformar lousas antigas, desde que os quadros
os colégios Santo Américo, Dante Alighieri
não estejam empenados. Para comprar
e Augusto Laranja e as faculdades Trevisan e
uma lousa durável, o ideal é escolher um
Impacta, em São Paulo.
fornecedor que utilize materiais de primeira
Todo o conteúdo que o professor
qualidade. Fique longe de produtos com base
coloca na lousa fica armazenado. Assim, o
em aglomerado ou que utilize alumínio sem
aluno não precisa copiar cada detalhe. Os
anodização.
alunos terão acesso a 100% do conteúdo,
Além das lousas, o giz também evoluiu.
dependendo apenas de como a escola irá
Antigamente, o giz escolar era fabricado com
liberá-lo - impresso ou colocando no site
cal, material altamente corrosivo, que queima
da escola. Um professor de matemática
a pele e causa reações alérgicas. Hoje, a grande
do Colégio Augusto Laranja percebeu
maioria dos fabricantes utiliza o gesso, que
que, com a nova lousa, conseguia dar
não agride a pele – portanto, o giz é chamado
uma vez e meia mais conteúdo do que
de anti-alérgico. O minério é moído e seco em
com a tradicional, já que a dispersão
fornos de altas temperaturas para compor o
dos alunos tende a cair. Para funcionar,
produto final. Alguns fabricantes revestem
a lousa precisa estar conectada a
o giz, depois de pronto, com uma película
um microcomputador (com qualquer
plástica transparente. Assim, o giz não suja as
plataforma) e a um projetor multimídia.
Na próxima edição, leia mais dicas sobre laboratórios-projetos
Direcional Escolas, fevereiro/05
ACESSÓRIOS
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Direcional Escolas, fevereiro/05
ALAMBRADO, BEBEDOURO, COBERTURA
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Direcional Escolas, fevereiro/05
COBERTURA, CONSTRUTORA, ELEVADORES
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Direcional Escolas, fevereiro/05
ESPORTE, GIONÁSTICA, ILUMINAÇÃO, MATERIAL ELÉTRICO, PISO
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MÓVEIS, PLAYGROUND, RADIO COMUNICAÇÃO
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SISTEMAS DE SEGURANÇA
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SISTEMAS DE SEGURANÇA, TERCERIZAÇÃO
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TERCERIZAÇÃO, TRATAMENTO DE PISO
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