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Revista Direcional Escolas Edição 58 – Maio/2010

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EDitorial DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida

Caro leitor,

EDITORA Rosali Figueiredo PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores

No final de abril, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) confirmou a ocorrência de gripe suína entre alunos da Escola Paulistinha de Educação, que atende a 540 filhos

PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral

de seus servidores, entre 6 meses e 11 anos de idade. Cinco casos estavam confirmados até o fechamento do mês, mas 11 ficaram em acompanhamento. Segundo nota oficial da

TIRAGEM 20.000 exemplares

Universidade, nenhum caso grave foi registrado. Houve “pronto encaminhamento dos alunos

JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br

após nova avaliação médica e apresentação de atestado comprovando a inexistência de risco

CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

do dia 28, que as ocorrências da doença estão mais precoces este ano, e devem colocar pais

DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado

com sintomas de gripes para as aulas. Para as mantenedoras, valem as orientações dadas

ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello Sergio Willian

consumo de água, disponibilização de recursos para a higienização constante das mãos,

ao médico, afastamento dos casos suspeitos de gripe A H1N1 e retorno às aulas somente de contágio”, diz o texto. A infectologista Nancy Bellei alertou, entretanto, em entrevista à Rádio CBN SP na manhã e escolas em atenção, redobrando-se os cuidados com assepsia e evitando mandar crianças pela Vigilância Sanitária no ano passado, entre elas o uso de copos descartáveis para o orientação aos alunos em torno da etiqueta respiratória (proteger tosses e espirros com lenços), evitar compartilhar bebidas e lanches com os colegas, ventilação dos ambientes e

ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço

reforço na limpeza. Quanto aos pais, é preciso ficarem atentos aos sintomas e procurar logo

CONTATOS PUBLICITÁRIOS Denise Ferreira Silvana Tesser Sandra Sousa

o médico em situações de febre alta, repentina e persistente, prostração, dores (musculares,

ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão

todo o planejamento pedagógico estabelecido no começo do ano, atender ao calendário,

nas articulações, de cabeça e de garganta), coriza, diarréia, tosse seca e vômitos. Está aí mais um grande desafio para as escolas, manter suas atividades, cumprir com trabalhar diariamente em prol de uma educação de qualidade e da sua sustentabilidade, além de garantir a segurança de alunos, professores e funcionários. É uma missão de fé,

IMPRESSÃO Gráfica Araguaia

muito lembrada na data de 28 passado, não somente pelo calor da divulgação dos casos da Escola Paulistinha, mas porque este foi o Dia da Educação. A Direcional Escolas está sempre atenta a esses desafios e renova, nesta edição, seu compromisso em oferecer informações

Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br

Filiada à

Tiragem auditada por

relevantes e úteis aos mantenedores e educadores. A pauta Especial desta edição fala da brinquedoteca e da forma como se encontra cada vez mais incorporada às propostas pedagógicas, pois segundo os especialistas em desenvolvimento infantil, a escola tem o compromisso com o aprendizado da produção oral, escrita, lógica, artística, mas também precisa lidar com os processos, trabalhando com o imaginário das crianças, as brincadeiras e os jogos. Há também outras formas não convencionais de se desenvolver a socialização e estimular a aprendizagem, como as diferentes atividades que podem ser propostas durante o período de férias escolares, tema

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@grupodirecional.com.br www.direcionalescolas.com.br

de uma de nossas Dicas. As demais pautas abordam questões mais pertinentes à gestão da sustentabilidade, como o Perfil da Escola e o tema da terceirização, e ao dia a dia administrativo, como primeiros socorros, segurança predial, limpeza e quadras esportivas. Uma boa leitura a todos. Rosali Figueiredo Editora

Direcional Escolas, Maio 10

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

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SUMário

06 dica

Segurança Predial (Acidentes e Incêndio)

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Perfil da escola Colégio Elvira Brandão

07

dica

Primeiros Socorros

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dica

Cursos de Férias

08

10

Quadras / Pisos e Acessórios - Parte II

Material e Equipamento de Limpeza

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20

Fique de olho fique de olho 2

especial Brinquedoteca

gestão Mão-de-obra: Terceirizados ou Próprios? Custos e Benefícios

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índice Acessórios – 5, 22

Microscópios – 25, 26

Alambrados – 33

Modelos Anatômicos – 25, 26

Artigos Esportivos – 7

Móveis – 27, 4ª capa

Assessoria Contábil – 24

Passeio – 26

Bebedouros – 6, 24

Pisos – 1ª Capa, 2ª Capa, 3ª Capa, 28

Bolas – 7

Playgrounds – 28, 29, 30

Brindes – 23, 24

Produtos Antissépticos – 9, 30

Brinquedos Educativos – 14, 15, 26

Produtos e Equipamentos para Limpeza – 5, 9, 22

Coberturas - 33

Projetores – 26

Coleta Seletiva de Lixo – 5, 22

Quadras – 30

Estudo do Meio – 25

Quadros – 26

Eventos - 26

Radiocomunicação – 32

Filtro – 6, 24

Recreação Escolar, 14

Gel Antisséptico – 9, 30

Redes de Proteção – 30

Gestão Escolar – 24, 31

Revestimentos - 28

Grama Sintética – 28, 29, 30

Serralheria – 33

Jogos – 28, 29, 30

Sistema de Gestão – 31

Laboratório – 25, 26

Tapetes – 5, 22, 32

Lavadoras de Alta Pressão – 5, 22

Terceirização - 32

Lousa – 26

Toldos – 33

Material de Limpeza – 5, 9, 22

Tratamento de Pisos – 32

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Dica: SEgUranÇa PrEDial (aciDEntES E incÊnDio)

Prevenção exige vistorias em 20 diferentes sistemas

O

o Tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo. É fundamental apenas que a escola providencie os equipamentos obrigatórios, como extintores, saídas, iluminação e sinalização de emergência, além do controle dos materiais de acabamento, conforme estabelece o Decreto 46.076/2001. Em áreas maiores, é obrigatório apresentar um plano completo, formando-se a brigada de incêndio e acrescentando o alarme, hidrantes e mangotinhos. Todos os estabelecimentos, entretanto, devem renovar a cada dois o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que costuma ser exigido pelo Contru e as seguradoras. A seguir, a engenheira Rejane relaciona os demais documentos que devem ser apresentados periodicamente junto à manutenção ou operação de alguns itens ou sistemas: Auto de Verificação de Segurança (AVS); Selos dos Extintores; Relatório de Inspeção Anual de Elevadores (RIA); Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); Certificado de Treinamento de Brigada de Incêndio; Atestado do Sistema de Proteção a Descarga Atmosférica (SPDA); Certificado de Limpeza e análise química referente a Limpeza dos Reservatórios; Certificado de Ensaios de Pressurização em Mangueiras; Alvará de Funcionamento; Certificado de manutenção do Sistema de Segurança; FICAM (Ficha de Inscrição no Cadastro de Manutenção de Sistema de Segurança); PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional); e Certificado de Ensaios de Pressurização em Cilindro de Extintores. É necessário ainda fazer relatórios das manutenções no ar condicionado, motores, antenas, bombas, equipamentos eletromecânicos e demais componentes, recomenda a engenheira. (R.F.)

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s riscos de acidentes com as instalações podem vir dos locais mais escondidos de uma edificação, como o uso de um disjuntor de potência superior àquela que a fiação pode comportar, a situações corriqueiras vivenciadas pelos próprios estudantes, como a circulação em um corredor mal dimensionado para a quantidade de usuários. Segundo a engenheira civil Rejane Saute Berezovsky, diretora secretária do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), a segurança predial exige um programa periódico de inspeção em 20 diferentes sistemas, estruturais ou não. São eles: a própria estrutura física (pilares, vigas, lajes e cortinas de contenção); vedação; revestimentos (evitando a queda de placas de reboco, por exemplo); pintura; esquadrias; cobertura; instalações hidráulicas; elétricas; de gás; paisagismo; instalações específicas; segurança contra incêndio; ar condicionado; impermeabilização; automação; proteção contra descargas atmosféricas; elevadores; escadas rolantes; ventilação; e playground. A engenheira lembra, inclusive, que o playground recebe uma normatização que deve ser respeitada pelas mantenedoras. No Brasil, a NBR 14.350, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), procura orientar quanto ao tipo de material a ser adotado, ao dimensionamento, aos procedimentos e à manutenção. “O playground em plástico, por exemplo, precisa ser aterrado, para inibir os efeitos da energia eletrostática”, comenta Rejane. Um dos itens mais importantes da segurança reside no sistema de prevenção e proteção contra incêndio. Em edificações com até 750 metros quadrados, basta desenvolver um plano simplificado, diz

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SAIBA MAIS – CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAuLO -3/5/2010

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Dica: PriMEiroS SocorroS

O “kit básico” de um bom programa na área

P

atendimento, identificando o tipo de lesão ou os casos mais graves” (quando há mais de um acidentado). Depois, apresentam-se manobras ou cuidados a serem adotados em situações de hemorragia e ferimentos, fraturas (braços, pernas) e grandes traumas (crânio, costela, cintura pélvica e coluna vertebral), queimaduras, emergências clínicas ou cardiorrespiratórias e choque elétrico simples. No caso de fraturas ou traumas, o ponto essencial é conseguir identificá-los, para que não haja manobras inadequadas ou a remoção da vítima, de forma a evitar o agravamento da lesão. Neste caso, recomenda Marcos, é fundamental aguardar a chegada do serviço médico de emergência. Já para queimaduras e emergências clínicas, a própria mantenedora pode e deve encaminhar a vítima para o atendimento especializado. Segundo a enfermeira Vanessa Grandin, professora de um curso técnico na área e pós-graduada em urgência e emergência, a montagem de um kit básico de primeiros socorros inclui “rolos de atadura de crepom; caixa de curativo autoadesivo; pacotes de gaze esterilizada; tesoura pequena; pacote de algodão; pares de luvas cirúrgicas; rolo de esparadrapo grande; soro fisiológico a 0,9%; e medicamento antitérmico, porém administrado apenas com autorização médica e do responsável pelo aluno”. Nem todos concordam, entretanto, com o último item, caso do especialista Marcos Verde. Na Escola Móbile, localizada em Moema, zona Sul de São Paulo, uma enfermeira graduada em nível superior atua em período integral no atendimento aos alunos (da Educação Infantil ao Ensino Médio), afirma o vice-diretor geral, Daniel Bresser. A mantenedora oferece também treinamento aos funcionários, incluindo o pessoal da limpeza e do setor administrativo. (R.F.) Direcional Escolas, Maio 10

revenção, equipamentos e treinamento compõem o tripé de uma política adequada de primeiros socorros a ser adotada pelas escolas, conforme recomenda Marcos José de Campos Verde, policial militar, instrutor de Resgate e Emergências Médicas da Escola Superior de Soldados da Polícia Militar de São Paulo, pós-graduado em Fisiologia do Exercício e mestre em Ciências pela UNIFESP. Professor universitário, Marcos realiza ainda palestras e cursos de treinamento para a rede de ensino, mostrando que é indispensável ter preparo para saber quais os procedimentos adotar em cada tipo de acidente ou incidente envolvendo os colaboradores e os estudantes. As mantenedoras precisam, conforme a NR 7, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, relativa ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, estar equipadas “com material necessário para a prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida”. A regulamentação vale para toda empresa e diz também que é preciso guardá-lo em local adequado, “aos cuidados de pessoas treinadas”. Claro que o ideal seria evitar as ocorrências, observa Marcos, sugerindo que se criem medidas preventivas de segurança predial, desenhando-se mapas de risco, com as áreas a terem acesso limitado, por exemplo. Mas os problemas acontecem e exigem, em primeiro lugar, treinar os funcionários para que conheçam os serviços médicos de emergência (públicos e privados) disponíveis na região em que a escola está localizada, “para saber qual a melhor forma de acionar o socorro”. “Pode ser o SAMU (municipal), o Resgate (estadual) ou o serviço particular”, diz. Outro treinamento visa à avaliação da vítima, ao ensinar “a analisar o seu estado e a priorizar o

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Na próxima edição: Toldos e Coberturas Direcional Escolas 58.indd 7

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FIQUE DE OLHO – QUADRAS/PISOS E ACESSÓRIOS – PARTE II

Áreas cobertas ou descobertas, de maior ou menor incidência de umidade e com uso mais intenso ou moderado são alguns dos fatores que devem ser levados em conta no momento de se escolher o revestimento das quadras esportivas, playgrounds e demais ambientes. “A utilização de produtos para pisos, tanto em área externa como interna, deve ser determinada de acordo com a textura, flexibilidade, finalidade (prática esportiva ou recreação infantil, por exemplo), facilidade de limpeza e manutenção”, afirma Osvaldo Mündel, diretor comercial da JR Tecnologia em Superfícies, empresa com 19 anos de atuação no mercado, trabalhando com ampla opção de materiais, especialmente para as quadras esportivas. Os produtos de base acrílica ou de poliuretano (PU) podem ser aplicados tanto em locais cobertos quanto descobertos, mas o diretor recomenda os sintéticos (resinas acrílicas) para as áreas descobertas, já que possuem “textura antiderrapante mesmo com a superfície molhada”. Para os demais, a indicação é o PU. Estes se tornam escorregadios quando molhados, explica Mündel. No entanto, apresentam outras qualidades, como a flexibilidade e o amortecimento dos impactos. Outro aspecto importante, tanto na execução de pisos novos quanto nas reformas, é observar se “a base foi executada corretamente e apresenta-se coesa para receber o acabamento, se possui porosidade adequada ou há necessidade de um tratamento prévio da superfície (para evitar destacamento dos materiais aplicados), e se há umidade que dificulta a aderência dos produtos”, observa o diretor. Segundo ele, a JR quer “proporcionar aos alunos pisos recreativos e de lazer adequados às atividades a serem exercidas”. Para isso, a empresa destaca o atendimento personalizado que oferece para cada tipo de situação, “com a apresentação de soluções técnicas visando o melhor custo benefício ao longo do tempo”. Neste ano, a JR introduziu pisos flexíveis com confecção no próprio local ou através da fixação de placas de borracha de 5mm a 20mm. Esses revestimentos são mais indicados para áreas internas, observa Mündel, “de preferência em andares superiores (que não fiquem em contato com a terra), pois são muito sensíveis à umidade”. “Normalmente são utilizados em quadras esportivas, salas de ginástica ou balé, brinquedotecas, playgrounds (internos), por proporcionar o amortecimento de quedas”, uma de suas grandes vantagens, afirma o diretor comercial.

Na American Pisos, os revestimentos vinílicos representam seu carro-chefe, já que a empresa porta uma espécie de selo “revenda mais” do fabricante Tarkett Fademac. Os vinílicos se diferenciam por tipos e coleções, afirma a supervisora comercial Patrícia Brito. Há o Paviflex (nacional) e pisos em mantas, como o Pavifloor (importado), Absolute (nacional) e a linha Imagine Magic (também importada). Mas segundo Patrícia, o Paviflex continua o preferido das escolas, “devido ao seu custo beneficio”. Voltado para as áreas internas, o Paviflex apresenta boa solução para as quadras, pois ao combinar suas cores é possível fazer as demarcações exigidas por cada modalidade esportiva, “evitando repintura das mesmas”. Neste ano a American Pisos lançou uma versão especialmente desenvolvida para os ambientes esportivos, a Omnisports, revestimento vinílico em manta, com 8 opções em cores e 3 espessuras. “A sua superfície permite o máximo de resistência ao deslizamento, sem limitar os movimentos durante as atividades físicas, além de excelente absorção de impactos, protegendo os músculos e articulações, reduzindo o risco de lesões e aumentando o conforto dos usuários”, explica a supervisora. Com mais de 20 anos no mercado, a empresa atua com mão-deobra própria, especializada e artística – “para confecção de desenhos e paginações”, comenta Patrícia. Segundo ela, com atendimento rápido e ágil, os serviços são certificados e garantidos pela Tarkett Fademac. A supervisora destaca que os pisos vinílicos “são a opção mais rápida de reforma”, com a vantagem de oferecer ainda uma grande variedade de modelos e cores, além de permitir que se criem ambientes diferenciados e lúdicos, “valorizando as escolas”.

SERVIÇO American Pisos

JR Tecnologia em Superfícies

11 – 5581-0545/ 5585-0639

11 – 5093-0030

www.americanpisos.com.br

www.jrcor.com.br

americanpisos@uol.com.br

jr.revest@jrcor.com.br

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FIQUE DE OLHO – MATERIAL E EQUIPAMENTO DE LIMPEZA

Mais do promover a manutenção diária de salas, corredores, banheiros, cozinhas, pátios, escadas, quadras e jardins, as escolas conseguem manter as instalações limpas através do uso de itens de higiene “funcionais”, que “garantem a continuidade da limpeza e promovem o bem-estar e conforto dos usuários”, observa Valery Kuwabara, responsável pelo marketing da Jofel do Brasil. A Jofel, empresa multinacional surgida há 30 anos, com unidades nos Estados Unidos e Europa, presente no Brasil há pouco mais de uma década, fabrica uma grande variedade desses produtos, nas linhas de papéis sanitários (papel toalha, higiênico, multiuso, guardanapo e lençol hospitalar), aparelhos (toalheiros, saboneteiras, portarolos, odorizadores e demais acessórios para banheiro) e químicos (sabonetes líquidos, antissépticos e álcool em gel). Valery destaca como principais diferencias da marca a alta qualidade dos produtos, com papéis que garantem “maior absorção, resistência e maciez” (a celulose provém de áreas reflorestadas) e aparelhos com matérias-primas que conferem “durabilidade e resistência a alto impacto”. Ela ressalta ainda o atendimento personalizado ao

cliente, observando suas necessidades e propondo “o sistema mais econômico”. Já na Amade, distribuidora de materiais de higiene e limpeza, de tratamento de piso, tapetes, acessórios e equipamentos, são mais de 3 mil itens comercializados, afirma o gerente comercial Alexandre Navarro. Para as escolas, a empresa, com tradição de 21 anos de mercado, oferece especialmente tapetes, acessórios e toda linha de papéis higiênicos e aparelhos da Santher. Estes são fornecidos em sistema de comodato. Outros destaques da empresa, segundo o gerente, estão na parceria estreita com os fornecedores e os próprios clientes, propondo-lhes assessoria técnica, funcionários treinados e redução de custos, e na distribuição. Alexandre refere-se ao “sistema ponto a ponto”, que consiste em entregar os produtos em cada unidade destacada pelos clientes, conforme os prazos contratados. Um dos itens que garantem o aspecto de organização e asseio são os tapetes colocados na entrada dos ambientes. “Eles detêm 70% da sujeira, conservando o piso”, afirma kely Couto Giongo Tereskovac, gerente de vendas da Novo Espaço Tapetes. Há 2 anos no mercado,

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FIQUE DE OLHO – MATERIAL E EQUIPAMENTO DE LIMPEZA meiro requisito a ser considerado quando incluímos novos produtos em nosso portfólio”, diz Gabriel. Neste ano a empresa iniciou a comercialização das lixeiras automáticas, do spray antiderrapante e dos “capachos Astro Turf”, apresenta o diretor. Através de uma loja virtual, a ShopCon atende em todo País. O pagamento pode ser feito em até 18 vezes pelo cartão de crédito e as mercadorias são despachadas via Sedex, por frota própria ou transportadora. Finalmente a Ligação Home Center representa um verdadeiro shopping em materiais e equipamentos de limpeza e manutenção. Bebedouros, lixeiras, máquinas, dispensers, papéis diversos, saboneteiras, vassouras, luvas, baldes, rodos, entre muitos outros, podem ser encontrados na empresa e adquiridos pelo site ou diretamente na loja, localizada no bairro da Mooca, zona Leste de São Paulo.

SERVIÇO AMADE 11 – 2100-7100 www.amade.com.br amade@amade.com.br JOFEL DO BRASIL 11 – 3334-2240 www.jofel.com.br valery@jofel.com.br LIGAÇÃO 11 – 3209-5000 www.ligacao.com.br luiz@ligacao.com.br NOVO ESPAÇO TAPETES 11 – 3805-3460 www.novoespacotapetes.com.br novoespaco@novoespacotapetes.com.br OBJETIVA 11 – 2988-0051 www.objetivasiao.com.br comercial@objetivasiao.com.br SHOPCON 11 – 5021-2412 www.shopcon.com.br contato@shopcon.com.br TIE TAPETES 11 – 2659-4599 www.tietapetes.com.br tietapetes@tietapetes.com.br

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a empresa produz modelos personalizados de vinil, com a logomarca da instituição e na cor, formato e tamanho escolhidos pelos clientes, além de versões para cozinha, playground, sala de recreação, e acessórios como placas sinalizadoras, lixeiras, produtos para tratamento de piso, materiais gerais de limpeza e descartáveis. A empresa oferece também tapetes para dias de chuva, antialérgicos e em fibra de coco. Segundo a gerente, o atendimento personalizado e descontos para pagamentos à vista vêm construindo uma boa imagem em torno da empresa. Outra empresa que desenvolveu uma grande expertise nesta linha é a Tie Tapetes, da empresária Maria Paula Marçal Farinha, que atua há 10 anos no segmento. Fabricante da versão em vinil, a Tie também revende pisos especiais para atividades com crianças, tapetes de chuva, de fibra de coco, modelos ecológicos para playground e fitas antiderrapantes. Segundo Maria Paula, os tapetes são um grande aliado da limpeza, pois o de vinil, por exemplo, retém a sujeira e a água e evita riscos e danos na superfície. O material deve, entretanto, ser sacudido sempre e lavado periodicamente, de forma a aumentar sua vida útil. A Tie Tapetes trabalha com acabamento personalizado e diferenciado, destaca a empresária, pois vulcaniza e aplica sob a base uma manta especial em lugar da cola, mais barata e comum no mercado. A vulcanização impede a soltura de bordas e letras. Neste ano, a Tie introduziu uma máquina de corte, “garantindo acabamento e encaixe perfeito e maior agilidade em sua instalação”, diz. Na Objetiva, o foco de atuação junto às escolas recai sobre produtos gerais de limpeza e tratamento de pisos, fornecimento de papéis e comodato para dispenser, afirma a diretora comercial Andréa Stacco. A empresa foi criada há cerca de um ano pelos gestores da Veneza, fabricante tradicional de produtos de limpeza profissional, especialmente tratamento de piso, com 16 anos de mercado. “Com a Objetiva, os clientes passaram a comprar em um único local. Reunimos aqui toda a linha de limpeza, descartáveis, máquinas, equipamentos e tapetes, com o conhecimento técnico de fábrica”, afirma Andréa. A diretora comercial ressalta que a ideia é indicar os itens que apresentem “melhor resultado, rendimento e custo e benefício”. “Estamos no mercado para vender solução e não somente produtos”, diz Andréia, destacando que este é seu grande diferencial. A ShopCon é outra empresa que reúne em um único lugar uma ampla diversidade de materiais e equipamentos. Para as escolas, oferece diferentes opções de capachos (como vinil e polipropileno), lixeiras (automáticas ou não), contêineres para lixo, saboneteiras, suportes para papel, dispensers para copos, aspiradores de água e pó, enceradeiras e lavadoras de alta pressão, enumera o diretor geral Gabriel Fachola. Com as atividades iniciadas em janeiro de 2008, a ShopCon destaca-se pela qualidade dos itens comercializados, “pri-

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Perfil da escola: COLÉGIO ELVIRA BRANDÃO

Nascida sob o signo da modernidade, escola ousa novamente

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o final da manhã de uma segunda-feira do mês de abril, o mantenedor Fernando Caiuby acabara de dar posse à Maria Izilda de Godoy como nova diretora administrativa do Colégio Elvira Brandão, quando recebeu a Direcional Escolas para relatar um pouco da história e do modelo de gestão da instituição. O foco era o processo de reforma e ampliação da escola, uma das mais tradicionais de São Paulo, com 106 anos de vida. No momento em que a rede privada de ensino busca a sua consolidação em um cenário de oferta ainda superior à demanda, por meio da revisão da estrutura de custos, de fusões e de novas estratégias de negócios (leia mais na reportagem de Gestão, nas páginas 20 a 21), o Elvira Brandão resolveu ousar, mais uma vez. Com um investimento de R$ 2,5 milhões, parte bancada com recursos próprios, outra financiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e

Social), está reformando e ampliando a sua estrutura física, que passará dos atuais 800 metros quadrados para cerca de 5 mil nos próximos 3 anos, na Chácara Santo Antônio, zona Sul da cidade. Além da reforma, entretanto, a posse da nova diretoria administrativa, assumindo o lugar do próprio Fernando Caiuby, mostrou-se reveladora daquele que parece ser mesmo o fio condutor de uma história chamada Elvira Brandão. Fio esse que explica não apenas os investimentos, mas uma série de decisões tomadas nos últimos anos, as quais foram capazes de reerguer uma escola que atingiu 1400 alunos em 1987, viu-os minguar a 390 em 2002, e recompôs os quadros para 750 em 2010, a um crescimento anual médio de 10% desde 2004. “Ousadia e inovação são duas características que permeiam toda a nossa trajetória”, comenta Fernando. Em outras palavras, as mudanças não param e envolvem desde a estrutura física à forma de administrar a escola. Atualmente mantenedor e membro do conselho consultivo, Fernando Caiuby é bisneto da fundadora e educadora Elvira Brandão, conduzindo o colégio juntamente com sua prima, a diretora pedagógica Camila Rocha. Ambos encabeçam uma estrutura com 120 funcionários, dos quais 70 professores. Na parte administrativa, setores organizados de contas a pagar, receber, recursos humanos, reprografia, secretaria, tecnologia da informação, almoxarifado, manutenção, limpeza, recepção, segurança e portaria garantem o funcionamento da escola. Na outra ponta, pedagógica, 3 coordenadores, docentes, professores tutores, bibliotecário, além de profissionais para os laboratórios de ciências e informática procuram dar permanência a uma imagem que posiciona o Elvira como escola laica de tradição e qualidade, avalizadas por ex-alunos como Antonio Ermírio de Moraes e Dorina Nowill, entre outros. “No século passado, o colégio era a grande alternativa para quem não queria escolas religiosas ou de colônias, e acabou atraindo filhos de imigrantes batalhadores, que traziam de casa o exemplo do esforço. Entramos com a formação escolar, aí eles foram para frente”, analisa.

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Perfil da escola: COLÉGIO ELVIRA BRANDÃO

presa especializada em gestão de recursos humanos, o método avalia o desempenho do profissional a partir de indicadores coletados junto aos superiores, subordinados, colegas, alunos e ou familiares. Fernando Caiuby diz cercar-se sempre de bons colaboradores, desenvolvendo um estilo de gestão “quase participativo”. “Tenho muita facilidade para delegar, não faço coisa nenhuma, repasso, terceirizo ou contrato.” Segundo ele, o tempo médio de casa de seus professores é de 12 anos, “com baixa rotatividade”. “A visão de fora areja muito” Outro grande passo ousado do colégio na última década foi a criação do conselho consultivo, um colegiado que envolve três consultores remunerados das áreas de psicopedagogia, gestão e RH, e atuam junto aos mantenedores, auxiliando-os na definição das estratégias e tomadas de decisão. “A visão de fora areja muito”, observa o ex-médico, hoje com MBA em Administração. Segundo ele, a implantação do conselho, em 2005, “ajudou na virada”. Confiante na continuidade do crescimento, os mantenedores resolveram então apostar na repaginação de toda a estrutura física da escola, de olho naquilo que vem de fora: uma nova mudança do perfil do bairro, que nos próximos 2 anos deverá receber mil novas unidades habitacionais de classe média alta em um raio de apenas 2 quilometros de sua sede, trazendo de volta uma demanda que se perdera há uma década. Nessa perspectiva, os investimentos em infraestrutura preveem, entre outros, a construção de estacionamento rotativo no subsolo e de auditório. Paralelamente, entretanto, a escola busca subsídios para orientá-la nos passos futuros em termos de posicionamento e proposta pedagógica. O Elvira Brandão acaba de participar de uma pesquisa em conjunto com dez outras instituições tradicionais, no sentido de observar os caminhos trilhados por seus ex-alunos na formação superior, na empregabilidade e na faixa salarial. “Fomos bem avaliados em todos os quesitos pesquisados, queremos saber onde estamos acertando para melhorar ainda mais esse desempenho.” A ideia é que, sob casa nova, o centenário colégio conheça melhor os passos trilhados por seus egressos, sempre de olho nas tendências e nas necessidades da sociedade. Postura essa presente desde o final do século XIX, quando a bisavó Elvira Brandão percebeu que havia demanda por um curso preparatório para a Escola Normal e deu início a uma história que desconhece acomodações.

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Enxutos, mas “vivos e saudáveis” Em seus 106 anos, muitos foram os marcos das mudanças e inovações da escola. Instalada no final do século XIX em um porão no centro da cidade como cursinho preparatório para a Escola Normal do Caetano de Campos, ela, nos anos 20, migrou para a região dos Jardins, inicialmente na esquina da Alameda Santos com a Rua Augusta. Em 1932 foi para a primeira sede própria, na Alameda Jaú, como escola mista que oferecia primário e ginásio. Em1973 mudou-se para o endereço atual, lugar em que registrou uma expansão extraordinária proporcionada pelo boom do Plano Cruzado, entre 1986 e 1987, mas onde também conheceu um enxugamento drástico, iniciado em 1989 e vivido até por volta de 2003. Além do aumento da concorrência, com a grande abertura de vagas pelo setor, o Colégio Elvira Brandão foi atingido também por uma mudança do perfil do bairro, em que as residências cederam lugar às atividades comerciais e industriais. Muitos moradores do entorno foram embora, levando consigo os estudantes. “Neste momento fizemos o primeiro grande barulho de nossa história recente, adquirindo outra escola do bairro, de Educação Infantil e Ensino Fundamental I. De seus 60 alunos, ficamos com 30, mas encampar outra escola é uma maneira eficiente de aumentar o número de alunos e aí reverter para a cura”, diz Fernando. Médico com experiência em clínica até 1987, o mantenedor assumiu a gestão do colégio justamente no início da crise, em 1989. “O grande segredo de uma escola é que ela apresenta um custo fixo muito alto, que não altera muito se você ampliar o número de alunos.” Ou seja, os novos estudantes ajudaram a diluir o custo, ao mesmo tempo em que trouxeram outras famílias para a área de influência do colégio. “É a teoria do test drive; pudemos mostrar que oferecemos uma escola melhor por um preço compatível”, observa. Suas mensalidades variam entre R$ 650,00 e R$ 1.380,00. Por outro lado, acrescenta, “passamos a mensagem de que estávamos vivos e saudáveis, mostrando toda a nossa capacidade”. Não foram momentos fáceis. O mantenedor relata que chegou a ficar 2 anos sem remuneração, em uma “gestão muito espartana”. Paralelamente, entretanto, trabalhou no enxugamento das estruturas e processos, bem como na profissionalização da administração. Fernando lembra que havia um profissional exclusivamente contratado para organizar estudos do meio, função que resolveu terceirizar. A atual liquidez do colégio, por exemplo, foi obtida por meio de “um rigoroso controle de custos, com gastos muito bem justificados, pela profissionalização e pela criatividade, que permite achar soluções baratas sem prejuízo da qualidade”. Em termos de profissionalização, a escola instituiu um bônus salarial a todos os seus funcionários, que varia conforme o cumprimento de metas coletivas e individuais. Chamado de “avaliação 360”C e implantado sob a consultoria de uma em-

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Dica: cUrSoS DE fÉriaS

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partir do dia 28 de junho, 60 alunos do 9º ano do Colégio Santa Maria irão inverter um pouco o seu papel. Ainda voltados a aprender, eles começarão, entretanto, a vivenciar uma série de atividades lúdicas e recreativas com estudantes de 4 escolas públicas do município de Eldorado, no Vale do Ribeira, Sul do Estado, levando até eles informações e experiências ligadas ao meio ambiente e à higiene. Para isso, vêm se preparando semanalmente dentro do Projeto Parceria Solidária, desenvolvido pelo Santa Maria junto ao Fundamental II. Também estão levantando recursos próprios para bancar os custos com alimentação e estadia no Acampamento dos Adventistas, onde permanecerão durante 5 dias. “O Objetivo principal é o intercâmbio, aprender com a experiência do outro e romper barreiras”, afirma José Antônio Pinedo Cervigon, professor de Ensino Religioso do 8º e 9º anos. O Santa Maria, localizado no Jardim Marajoara, zona Sul de São Paulo, incluiu o trabalho social em seu currículo, culminando com duas viagens no meio do ano, a chamada “missão de férias”. A participação é voluntária, mas o professor José Antônio garante que o aluno encontra aí uma grande oportunidade para amadurecer, sair da proteção de casa e ter um encontro consigo próprio e o outro. “Não somos somente nós que ensinamos, mas aprendemos muito”, destaca. A segunda viagem, também de 5 dias, envolverá 30 estudantes do Ensino Médio, que embarcarão em 28 de julho para um trajeto bem mais longo, de 12 horas de ônibus, até Telêmaco Borba, no interior do Paraná. Neste caso, a ideia é trabalhar com crianças carentes da localidade, entre 3 e 13 anos de idade, propondo e orientando atividades como teatro, pintura, desenho, sucata, brincadeiras de roda, entre muitas outras, afirma o pro-

fessor Paulo Pedro Felipe, coordenador de Projetos de Inserção Social do Ensino Médio. Outras escolas também aproveitam a pausa das férias para proporcionar experiências diferenciadas às crianças e adolescentes, muitas vezes em seu próprio ambiente. “O trabalho dentro da escola neste período precisa ter uma característica especial, com cara de férias mesmo”, enfatiza a professora de Educação Física Regina Pardal, coordenadora de cursos de uma empresa especializada nesse tipo de serviço. Regina atende, por exemplo, ao Colégio São Domingos, em Perdizes, zona Oeste da cidade, onde irá trabalhar com alunos do 1º ao 5º ano entre os dias 28 de junho e 2 de julho, em horário integral, agitando jogos e brincadeiras, esculturas com material reciclável, passeios, esportes adaptados e cinema na escola. Segundo Regina, o serviço contempla inicialmente a necessidade dos pais por estender um pouco mais o semestre escolar, mas, por outro lado, tem que haver “um cuidado pedagógico de se referenciar àquilo que foi desenvolvido ao longo do ano”. Há também um cunho social envolvido na programação, com visita a uma comunidade carente em Itapevi, na Grande São Paulo. “É uma aprendizagem com cara de férias”, sintetiza. Para a psicóloga Adriana Klisys, especialista e consultora em jogos e programação lúdica, autora de vários livros na área, é interessante aproveitar o momento das férias para explorar a riqueza dos jogos, não apenas de tabuleiro, mas outras brincadeiras que também envolvem regras. “A escola é o espaço de socialização, de crescimento e de construção. Com o jogo, as crianças aprendem a viver em comunidade, pois o papel da mediação social é muito evidente e aí elas percebem, com mais clareza e sem dureza, a função das regras.” (R.F.)

Na próxima edição: Acústica

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Momentos solidários, criativos e lúdicos

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ESPEcial: BrinqUEDotEca

O “brincar” como base da aprendizagem e da formação das crianças está incorporado à proposta pedagógica das escolas, mas é preciso saber aproveitar os momentos lúdicos para conhecê-las melhor.

Por Rosali Figueiredo

Brincar, segundo Ruth, deixa a criança “mais feliz”. Através da brincadeira “ela compreende o mundo que a cerca, testando; aprende a explorar, estimulando o seu potencial criativo; socializa-se, integrase em diferentes grupos, desenvolve diferentes formas de linguagem e mantém a saúde mental e física”, avalia. Para a educadora Arimary Alencar Boccoli, “no brincar a criança se organiza internamente para que possa construir conceitos não somente relativos às áreas do conhecimento, mas às relações humanas, ao equilíbrio emocional”. É um momento em que ela transporta o real para o imaginário, processo que a ajuda a entender o meio. Arimary é psicomotricista e professora na EMEI São Paulo, atua há 30 anos na rede municipal de ensino e publicou Brinquedoteca: opção para recreação, capítulo do livro “Recreação e Ação”, organizado por Vânia Cavallari (Editora Ícone, 2006). Rosana de Fátima Ziemniak, coordenadora da Educação Infantil

do Colégio Magister, reforça a importância da brinquedoteca sobre “a questão emocional”, pois oferece oportunidade para que a criança compreenda as “necessidades do convívio, conheça a si mesma e ao outro e trabalhe harmoniosamente dentro de um conjunto”. Nesse aspecto, nada melhor que a montagem de uma minicidade para que a criança represente situações que podem ser vivenciadas em casa, na própria escola, no mercado, no médico, nas lojas, no salão de beleza, no trânsito, no teatro e na prefeitura, espaços esses criados na Vila dos Sonhos. “É o jogo da imitação. O simbólico encontra-se muito latente nesta faixa etária, então aproveitamos para trabalhar e criar valores, como autoestima, respeito, verdade, partilha, amizade e compreensão.” Também se aproveita para introduzir conceitos. Uma visita ao minimercado permite trabalhar a matemática, bem como a ideia do consumo consciente, da organização do espaço e da alimentação saudável, entre muitos outros.

Ilustração: Leila Coronado

ginação, socialização e aprendizagem. A brinquedoteca está definitivamente agregada à proposta pedagógica das escolas, em diferentes estilos e formatos, especialmente na Educação Infantil. “As pesquisas comprovam que a brincadeira é essencial no desenvolvimento e na aprendizagem e a imaginação é um dos mais importantes processos psicológicos que se iniciam na infância”, afirma a educadora Ruth Elisabeth de Martin, do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos (LABRIMP) da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Com base neste referencial teórico, observa Ruth, busca-se organizar o espaço escolar de forma a garantir “uma prática pedagógica que incorpore o brincar em sua dimensão cultural, atrelado à construção do conhecimento e formação do sujeito”.

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espaço pode ser colorido, com mobiliário multifuncional e adequado ao tamanho das crianças, paredes forradas por painéis e quadros de avisos, pisos com tapetes, almofadas e baús, prateleiras repletas de brinquedos convencionais, eletrônicos e reciclados, além de sacos para guardar cordas, panos e bolas. Pode ainda reproduzir uma minicidade, como na Vila dos Sonhos, inaugurada em 2008 pelo Colégio Magister, em sua unidade do Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, ou na brinquedoteca recém implantada pelo curso de Pedagogia da Universidade Guarulhos (UnG), campus Dutra. Pode-se, finalmente, aproveitar pátios, quadras, playgrounds, campos de areia, entre outros, para ali organizar brincadeiras, como atividades corporais ou trocas dos brinquedos trazidos de casa, prática adotada pela EMEI São Paulo, localizada na Vila Clementino, zona Sul da cidade. O que vale é que seja um lugar convidativo para que se dê uma relação lúdica da criança com os seus processos de descobertas, ima-

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Especial: Brinquedoteca

Mas “era uma vez uma criança que sabia brincar”, observa, com certa preocupação, a professora Arimary Boccoli, que tem lidado cada vez mais com meninos e meninas “adultas aos 5 anos de idade”, frequentadoras de lanhouses, e desprovidas de um lastro educacional familiar, o qual deveria proporcionar, entre outros, referências sobre o brincar. “Nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto de ter que ensinar uma criança a brincar”, lamenta. É preciso cada vez mais, destaca, “trabalhar o conceito nos vários ambientes das escolas”. Para a educadora Ruth Elisabeth, o direito de brincar diluiu-se muito hoje com o “crescimento dos centros urbanos, o trânsito, a violência, a falta de quintais e a agenda complexa que muitas crianças cumprem”. Assim, “cabe aos governos, educadores, pais e adultos promoverem espaços que contemplem o lúdico, as interações pessoais e a organização de situações que garantam a brincadeira”, seja em praças, escolas, comunidades, shoppings ou hospitais. Na Vila dos Sonhos, do Colégio Magister, as atividades são orientadas mas também livres, sempre observadas, afirma a coordenadora Rosana Ziemniak. Cada turma frequenta o local duas vezes por semana, incluindo toda a Educação Infantil e o 1º ano do Fundamental. “A primeira visita é orientada, já a segunda é li-

vre, porém supervisionada.” Por meio deste acompanhamento, a professora tem condições de “perceber as necessidades emocionais das crianças”, diz. Conforme pondera a coordenadora da brinquedoteca da Universidade de Guarulhos, Cláudia Bertoni Fittipaldi, pedagoga com doutorado em Psicologia da Educação, as crianças podem brincar livremente neste tipo de espaço, “o que não deve significar, dentro de uma instituição escolar, mero passatempo”. “O educador deve aproveitar a brincadeira livre para observar a criança e conhecê-la melhor. Por exemplo: como resolve os problemas, as atitudes que desenvolve, como se expressa e interage, como explora os recursos, emprega os conceitos aprendidos no dia a dia e na escola, e como cria situações novas a partir desta experiência.” A minicidade montada pelo curso de Pedagogia da UnG funciona como um laboratório de ensino, aprendizagem e pesquisa, e atende à comunidade. Sua proposta é a de observar as crianças em relação aos jogos e brincadeiras, aos ambientes preferidos, a si própria (como se relaciona com o lugar e as suas possibilidades) e ao educador. Ela serve ainda para se “repensar a ação docente, como explorar o espaço e os recursos disponíveis para realizar intervenções adequadas, além do papel e da importância do jogo, do brinquedo e da brincadeira”, diz.

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Especial: Brinquedoteca

Com 150 metros quadrados de área, a minicidade oferece banco, casa de espetáculo, agência de turismo, restaurante, lanhouse, mercado, escola, loja de brinquedos, oficina de artes, casa, biblioteca, consultório, farmácia, banca de jornal e uma praça central, descreve Claudia. A educadora Ruth Elisabeth afirma, entretanto, que a estruturação de uma brinquedoteca pode variar conforme a origem do acervo e o contexto escolar ou social em que está inserida. É preciso apenas garantir duas condições. A primeira é que o local seja “limpo, seguro, arejado, com brinquedos e jogos em condições de uso e acervo apropriado às faixas etárias atendidas”. A segunda é que suas atividades sejam acompanhadas por educadores (“brincantes”) dotados de “entusiasmo, sensibilidade e atitude em partilhar e estimular as crianças a enfrentar

Saiba mais LABRIMP/Faculdade de Educação da USP Ruth Elisabeth de Martin remtlab@usp.br Brinquedoteca da Universidade Guarulhos/Unidade Dutra (UnG) Cláudia Bertoni Fittipaldi cbertoni@prof.ung.br

Livro gratuito ensina como estruturar a brinquedoteca Entre os anos de 2004 e 2007, 20 organizações comunitárias da zona Sul, na periferia paulistana, receberam orientações sobre como montar espaços lúdicos e de leitura, entre eles a brinquedoteca. Parceiras da organização governamental Ação Comunitária, e sob o patrocínio do Instituto Hedging-Griffo, estas entidades receberam a assessoria técnica da psicóloga Adriana Klisys, coautora, juntamente com Edi Fonseca, de um livro que relata a experiência. A obra “Brincar e Ler para Viver” apresenta, entre outros, a sugestão para a montagem de um acervo produzido pelos usuários, em que crianças e adolescentes passem a construir o próprio brinquedo. A obra pode ser baixada gratuitamente pela internet, em arquivo digital, por meio do endereço http://www. caleido.com.br/uploads/2/2/8/0/2280950/brincar-e-ler-paraviver.pdf. Mais informações podem ser obtidas ainda pelo email caleido@caleido.com.br.

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Colégio Magister Rosana de Fátima Ziemniak rosana_ziemniak@magister.com.br

as dificuldades em aprender, explorando e criando” a partir dos recursos oferecidos. É importante, acrescenta, que o brincante “apresente o brinquedo com interesse, respeite as diferenças sociais, culturais e raciais”, e não imponha situações às crianças, deixando-as tomar iniciativa. Além disso, ele deve ter “interesse em conhecer e ensinar regras de jogos, histórias e músicas infantis, organizar materiais, ser criativo, espontâneo e observador, e estar sempre atualizado”. A educadora do LABRIMP destaca que, por meio das pesquisas e de depoimentos colhidos pelo laboratório, “verificamos que as pessoas que tomaram consciência sobre a importância do brincar, seja na sua vida ou na de outras pessoas, passaram a sentir mais prazer, alegria e realização pessoal”.

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gEStão – Mão-DE-oBra: tErcEiriZaDoS oU PrÓPrioS? cUStoS E BEnEfícioS

Buscar na terceirização a simples redução dos custos é contraindicada até mesmo por entidades do setor. Seu principal benefício deve recair sobre a melhora da competitividade, por meio da profissionalização, qualidade e especialização dos serviços escolares.

Por Rosali Figueiredo

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os últimos 15 anos, a rede privada de ensino conheceu mudanças drásticas, que a tiraram de um verdadeiro boom educacional e a colocaram numa situação de muito aperto para equilibrar as contas, obrigando-a a rever custos, enxugar quadros, profissionalizar-se, recorrer a fusões ou mesmo fechar unidades. “A oferta expandiu e a demanda diluiu. Com a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996) tornou-se mais fácil abrir escola e havia ainda perspectiva de crescimento”, comenta Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, acerca da expansão vivida pelo mercado no período, tanto no ensino superior quanto na educação básica. A própria Trevisan cresceu muito em seus 25 anos de vida. Possui 3 mil alunos de graduação e pós distribuídos nas unidades de São Paulo, Ribeirão Bonito (interior do Estado) e Rio de Janeiro. Com 122 funcionários próprios, terceiriza os setores de gestão fiscal, contabilidade, folha de pagamentos, assessoria de imprensa, limpeza, segurança e manutenção, por meio da Trevisan Outsourcing, prestadora de serviços ligada ao grupo. Terceirizar, no caso, visa a transferir a gestão de atividades meio para uma empresa especializada, liberando-a para concentrar-se em seu produto principal, a educação. Segundo Fernando Trevisan, as escolas vivem “um momento de ajuste, de consolidação, sempre de olho na gestão financeira, do custo e da inadimplência”. Nesse contexto, a terceirização de serviços ou da mão-de-obra representa uma estratégia de gestão que deve estar atrelada a uma boa análise dos custos em relação aos benefícios, observando-se se traz melhoria do serviço, maior atratividade junto ao cliente e aumento do valor agregado, o que, em tese, “permite cobrar mais pelo aumento da qualidade”. O gestor destaca que o processo nem sempre representa custo menor. “Ao terceirizar determinado segmento, como o departamento pessoal, por exemplo, às vezes isso implica na adoção de novos sistemas para tornar o serviço mais eficiente, então há um custo adicional”, ressalva.

GANHO DE quALIDADE No Colégio Augusto Laranja, criado em 1966 no bairro de Moema, zona Sul de São Paulo, a terceirização foi implantada no início desta década em setores de apoio, como a escola de esportes, o serviço de alimentação, a loja de artigos escolares e uniformes, o transporte escolar e a limpeza. “O colégio investe nos serviços terceirizados para tirar do dia a dia as preocupações que não são o seu core business. Assim, centraliza sua atuação diretamente na educação e eleva o nível de qualidade dos serviços com especialistas na área”, afirma a gerente operacional Rosa Maria Chaves. Além disso, acrescenta a gestora, a escola evita “imprevistos”, como a ausência de algum funcionário, caso em que tem reposição imediata por parte da prestadora. E no balanço final ela contabiliza “economia de custos, principalmente pela diminuição do número de funcionários e encargos empregatícios”. Com 730 alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, o Augusto Laranja tem hoje 70 professores e 4 coordenadores de curso. Rosa Maria desaconselha, no entanto, a terceirização em atividades mais diretamente ligadas aos estudantes, como a inspetoria escolar, “porque eles têm que ter um relacionamento com os alunos, pais e funcionários”. Para o administrador Marino Menossi Junior, com 14 anos de atuação na área escolar e sócio de uma empresa de consultoria, a terceirização deve atender a um tripé baseado na “produtividade, qualidade e competitividade de mercado”. Marino também ressalva que “nem sempre terceirizar é sinônimo de redução de custo”. “Diria que quase nunca, pois a empresa terceirizada deverá cumprir com requisitos importantes, como treinamento constante, cumprimento das legalidades trabalhistas e previdenciárias, aprimoramento das técnicas dos serviços prestados e, principalmente, o entendimento da atividade educação e suas relações culturais, ideológicas, religiosas e até mesmo filosófico-acadêmicas.” Ainda assim, estudos realizados por sua consultoria apontam que as escolas têm recorrido à terceirização das áreas de segurança, limpeza, contabilidade, cobrança e alimentação. Duas entidades representativas do segmento, o Sindisprestem e a Asserttem, defendem a terceirização não como mera estratégia

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GESTÃO – MÃO-DE-OBRA: TERCEIRIZADOS OU PRÓPRIOS? CUSTOS E BENEFÍCIOS

FOCO NO COLABORADOR Entretanto, o grande segredo para uma terceirização eficiente reside nos cuidados com a mão-de-obra, observa o consultor Marino Menossi. Trata-se, segundo ele, de “pessoas em seu sentido amplo, que deverão estar motivadas e inseridas em um contexto de metas, objetivos, participação e reconhecimento”. A força de trabalho, acrescenta, representa “o principal valor e ator em todo o processo, não uma coadjuvante ou simplesmente mercadoria contratual”. Em outras palavras, é inevitável assegurar “uma proteção jurídica mínima ao trabalhador”, diz. Outro aspecto importante para o sucesso do empreendimento está na escolha do parceiro. A advogada Joelma de Matos Dantas enumera alguns cuidados que precisam ser tomados pelos contratantes (veja quadro nesta página). E o consultor Marino Menossi lembra, por sua vez, que “parceiro certo é aquele que tem resultados positivos”. “Não existe parceria em que apenas um lado sai ganhador. Devemos negociar contratos em que ambos tenham resultados financeiros e econômicos, pois, ao contrário, ela não será duradoura.”

QUANDO E COMO TERCEIRIZAR a) Estude as necessidades em relação à prestação de serviços; b) Avalie a estrutura, os recursos materiais e financeiros da prestadora a ser contratada e os serviços oferecidos; c) Conheça e visite os seus clientes ativos e informe-se sobre a qualidade dos serviços executados; d) Informe-se a respeito do cumprimento das obrigações trabalhistas e tributárias da empresa. e) Investigue a saúde financeira da empresa; f) Contrate os serviços de uma prestadora vinculada às entidades de classe (associação e/ou sindicato), o que lhe garantirá mais segurança. Fonte: advogada Joelma de Matos Dantas, do Departamento Jurídico do Sindiprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo)

ASPECTOS LEGAIS A terceirização da mão-de-obra está regida no Brasil pela Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Inexiste uma lei específica, comenta a advogada do Sindiprestem, Joelma de Matos Dantas. Alguns projetos de lei para a regulamentação da atividade encontram-se em tramitação no Congresso Nacional. Há ainda uma movimentação do Ministério do Trabalho e da Casa Civil do governo federal com a finalidade de propor um novo projeto de lei em parceria com as centrais sindicais, “sem a participação das empresas”, reclama Joelma, comentando “que ele praticamente inviabilizaria a terceirização no Brasil”, em função, entre outros, da “burocratização” do processo. De acordo com a Súmula em vigor, a terceirização somente pode recair sobre as atividades auxiliares, entre elas manutenção, restaurante, limpeza, segurança e administração. O consultor Marino Menossi observa, porém, que as escolas podem ainda estendê-la para a área de informática, secretaria, contas a receber e a pagar, cobrança extrajudicial e judicial, além da contabilidade. O importante é que em momento algum a atividade fim entre nesse processo. O administrador chama atenção ainda das mantenedoras para outros cuidados, como não subordinar direta e hierarquicamente o funcionário vinculado a uma prestadora, evitar estabelecer rotina de trabalho junto aos profissionais autônomos (pessoa física) e estar atenta ao recolhimento dos direitos trabalhistas do terceirizado pela contratada (a Súmula prevê a responsabilidade solidária do tomador).

SAIBA MAIS Jismália Oliveira Alves asserttem@asserttem.com.br Joelma de Matos Dantas juridico@sindeprestem.com.br Marino Menossi Junior marino.menossi@acerplan.com.br

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de redução dos custos, mas como geradora de novos ganhos, entre eles “o foco em sua atividade principal, a melhora do padrão de qualidade e a tranquilidade”, enumera a advogada Joelma de Matos Dantas, do departamento Jurídico do Sindiprestem. Já a diretora de Comunicação da Asserttem, Jismália Oliveira Alves, desaconselha “terceirizar por terceirizar, para que depois a instituição não tenha que retornar à situação anterior”. Em um processo como esse, torna-se indispensável “preparar-se”, o que “envolve estudo, planejamento estratégico - para que não haja perdas, e estabelecerem-se parcerias com prestadores sérios, competentes e especializados”.

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ACESSÓRIOS, AUDITÓRIO

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ASSESSORIA CONTテ。IL, BEBEDOUROS, BRINDES

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BRINQUEDOS EDUCATIVOS, EVENTOS, LABORATÓRIOS, LOUSAS

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Mテ天EIS, PINTURAS ESPECIAIS

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PISOS, PLAYGROUNDS

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PLAYGROUNDS

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PLAYGROUNDS, PRODUTOS ANTISSÉPTICOS, QUADRAS

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qUaDraS, SiStEMa DE gESt達o

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raDiocoMUnicaÇão, taPEtES, tErcEiriZaÇão, tolDoS

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SERRALHERIA, TOLDOS

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