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edição nº 103 ano 10 | Novembro 2014 www.direcionalescolas.com.br
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Globalização. Modernidade. Reconstrução. A universalização, como processo intrínseco em ambientes notórios como a cultura, economia e sociedade, denotam esses três fatores citados como pilares de nossa sociedade atual. O espaço educacional ganha notoriedade através de sua reflexão, discussão e formação de cidadãos protagonistas de uma nova realidade. As mudanças educacionais já começam a transmitir uma nova concepção em diversos planos já estabelecidos, como metodologia, ensino-aprendizagem, avaliação e conceitos. Estabelecer um caminho a ser traçado para garantir o desenvolvimento e a excelência não é tarefa fácil, já que estamos enraizados em modos tradicionais de ensino. Mas por outro lado, conseguimos visualizar mudanças significativas nas pesquisas. De acordo com a publicação Education at a Glance 2014 (estudo anual que apresenta dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de 34 países), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o brasil é des-
taque em escolarização. Os dados apontam que entre 2005 e 2012, as matrículas de crianças de quatro anos de idade no país aumentaram aproximadamente 24 pontos percentuais, atingindo 61% de cobertura. “Os números do brasil na pesquisa do OCDE mostram que o País tem feito um esforço significativo no sentido de ampliar investimento”, destaca o ministro de Educação, Henrique Paim, em entrevista. Observar o crescimento dessas mudanças é uma forma de acreditar na expansão do conhecimento, seguir os passos da excelência e fortalecer a aprendizagem a ponto de construir jovens atuantes, críticos e embasados. A educação é, portanto, a chave para os diversos enfrentamentos políticos, sociais e culturais. Através dela, as relações interpessoais são estabelecidas, a informação é propagada, as diferenças são respeitadas e o grande ciclo social é reforçado. O caminho para a excelência é longo, mas acreditamos que com um sistema de ensino adequado, meto dologia pedagógica reestruturada e aproximação do universo virtual do aluno e com uma boa gestão escolar é possível ultrapassar desafios e garantir resultados positivos.
Alex Santos & paula de pierro diretores
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Nesta Edição: 18.
Conversa com o Gestor Gestão Administrativa: caminho para a excelência educacional
10.
Coluna - Christian Coelho Meninos e Meninas aprendem de forma diferente?
12.
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16.
Móveis para a Sala de Aula: funcionalidade, Conforto e Segurança
Coluna - Gustavo Borges Natação na Escola. Oportunidade para o negócio
14.
22. dica: móveis escolares 24.
dica: dislexia
Dislexia e os impactos na vivência escolar
Coluna - mara Gabrilli Acessibilidade e Educação são direitos de todos
26.
Coluna - Reinaldo domingos
Educação financeira começa com a mudança do professor
27.
dica: sistemas de ensino
Reconstruindo a prática pedagógica
Fique de olho
Recordação Escolar (EVA, tNt, Cartolina, tintas Especiais, etc.)
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Artigo da Suelly NercessianCorradini sobre as deficiências do sistema de ensino brasileiro.
Um excelente artigo de opinião do Caleb Salomão sobre um dos acontecimentos marcantes de 2014.
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO
MENINOS E MENINAS ApRENdEM dE fORMA dIfERENTE?
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s estratégias de aprendizagem também devem levar em consideração o gênero dos alunos. Deixo claro que o assunto em questão está relacionado ao gênero (masculino ou feminino) e não a orientação sexual (heterossexual, homossexual ou bissexual). Enquanto os homens caçavam, as mulheres cuidavam da prole, da alimentação e cuidados do grupo. Vem dessas tarefas dos nossos ancestrais boa parte das explicações sobre as diferenças comportamentais. Hoje já se sabe que os motivos vão além. Um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia indica que as diferenças comportamentais e de personalidade ocorrem devido à orientação das sinapses*.
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O homem tem ênfase maior na conexão de neurônios entre o mesmo hemisfério cerebral. As mulheres, por sua vez, têm maior conectividade en-
tre um hemisfério e outro. Por essa razão, as habilidades cognitivas dos gêneros são diferentes: o homem tem mais facilidade em se orientar, lateralidade e medição, enquanto a mulher uma predisposição em possuir melhor memorização e sociabilização. Os meninos e meninas serão ao longo da vida tratados por meio de códigos sociais e comportamentais preestabelecidos de acordo com o seu gênero. Meninos não usam rosa, não choram, não têm medo, não podem dançar e as meninas cuidam da casa, brincam de boneca e devem casar e ter filhos. Esta aprendizagem é constantemente feita pelos pais, familiares, amigos e educadores e, ao longo do tempo, se fixa no cérebro em formação. O papel dos educadores é quebrar estes paradigmas e evitar o nascimento de pessoas preconceituosas. Comece esquecendo as regras e modelos institucionalizados.
*os neurônios se comunicam entre si através de impulsos elétricos e químicos conhecidos como sinapses que ocorrem nos espaços existentes entre os neurônios. esses impulsos somente acontecem quando os neurônios e as células nervosas liberam substâncias químicas (neurotransmissores) específicas.
Curiosidades - As mulheres que tomam pílula anticoncepcional por muito tempo, têm um padrão de memória muito parecido com o do homem, que se lembra do evento principal e não observa os detalhes. Isto se deve a inibição dos hormônios sexuais progesterona e estrogênio, que previnem a gravidez e que também estão ligados à memória dos detalhes. - As mulheres enxergam mais cores que os homens. O cromosso x determina a quantidade de células fotorreceptoras, responsáveis pelo processamento das cores. Como as mulheres carregam dois cromossomos x e os homens apenas um, é natural que elas tenham mais facilidade para diferenciar cores. - 20% do que respiramos é utilizado somente pelo cérebro. Existem em um sistema nervoso cerca de 100 milhões de neurônios que podem receber em uma fração de segundo até um bilhão de sinapses cada.
O Colunista Christian Rocha Coelho é especialista em andragogia e diretor de planejamento da maior empresa de gestão, pesquisa e comunicação pedagógica do Brasil, a Rabbit Partnership.
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COLUNA / GUSTAvO BORGES NATAÇÃO NA ESCOLA. OpORTUNIdAdE pARA O NEGÓCIO.
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atividade física e do esporte são dois conteúdos curriculares da escola que ocupam papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. De modo geral, são inseridos na grade curricular através da disciplina Educação física ou oferecidos como atividade extracurricular opcional, em horário alternativo.
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Cada atividade desenvolvida na escola possui características que estimulam de forma específica o desenvolvimento do aluno. Entretanto, as atividades aquáticas, em especial a natação, ocupam um papel diferenciado nesse contexto dada a especificidade do estímulo que o meio líquido proporciona para o desenvolvimento físico e cognitivo, que dificilmente é observada em outras atividades. Além da atividade física na água como conteúdo educacional, num país de clima quente praticamente o ano todo e com uma costa bastante vasta, nadar torna-se mais do que uma ferramenta de desenvolvimento educacional, mas uma questão de sobrevivência. Diante deste cenário e, reconhecendo de forma crescente a importância da natação para o desenvolvimento geral dos alunos, as escolas tem cada vez mais buscado oferecer a natação como conteúdo educacional, seja nas aulas de Educação física ou como prática complementar através das aulas extracurriculares. Isso tem imposto desafios tanto para as escolas, através dos seus gestores quanto para educadores, no sentido de estarem preparados estruturalmente e devidamente capacitados para lidar com os desafios que envolvem manter esta atividade na escola com a devida qualidade e segurança. quais as vantagens e benefícios que a natação realizada na escola pode
trazer para os alunos? De que forma a escola precisa se preparar para oferecer um serviço realmente de qualidade e seguro para os seus alunos? Listamos abaixo alguns dos itens importantes para ajudar a direcionar a decisão dos gestores em relação ao trabalho com a natação na escola: Atividade motora única: Prática corporal que permite estimular percepções e vivências de habilidades únicas que colaboram com o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Atividade em ambiente totalmente educacional: O aluno está imerso em um ambiente com foco no desenvolvimento educacional cujo aprendizado se dá de forma mais fácil e integrada com outras disciplinas e conteúdos dentro da mesma filosofia. Cooperação e sociabilização: Contribui fortemente para o desenvolvimento sócio afetivo e de cooperação entre os alunos dado o ambiente lúdico e desafiador que é água. Tudo no mesmo local: facilidade de realização da atividade sem a necessidade de correr riscos com deslocamentos para outros estabelecimentos. Há escolas que contratam empresas especializadas na gestão da área aquática e que, assim, profissionalizam o trabalho gerando mais qualidade e segurança.
O Colunista a metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias.
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COLUNA / MARA GABRILLI ACESSIBILIdAdE E EdUCAÇÃO SÃO dIREITOS dE TOdOS
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pós mais de 60 anos, finalmente, um deputado cadeirante poderá discursar direto da Mesa Diretora do plenário da Câmara dos Deputados, que depois de uma ampla reforma tornou-se acessível. O espaço, que tive a honra de inaugurar presidindo uma sessão, é um marco para a luta dos mais de 45 milhões de brasileiros com deficiência, que foram colocados à margem, inclusive, do cenário político. Espera-se que a acessibilidade na Casa sirva de espelho para que as políticas públicas e os projetos pensados ali contemplem a diversidade humana. Afinal, o brasil é signatário da Convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência. E nada mais coerente que o cumprimento desta emane do órgão que a aprovou. Apenas 19% das escolas de ensino básico são acessíveis. Como esperar que outras políticas, como a de empregabilidade, mobilidade, lazer e cultura, funcionem como o esperado se o cidadão com deficiência é muitas vezes sucumbido a um futuro sem o direito à educação? A acessibilidade não pode ser vista como tema de um segmento isolado. Ela faz parte de um imenso guarda-chuva que diz respeito ao direito de ir e vir e de existir. E precisa ser cobrada pela sociedade. Políticos eleitos e reeleitos precisam mudar seu olhar de como fazem políticas públicas. Como deputada, um de meus compromissos têm sido fazer com que parlamentares entendam a dimensão da acessibilidade. A Lei brasileira da Inclusão (LbI) prevê mudanças importantes em áreas fundamentais, inclu-
sive, da educação, como a oferta de auxiliares de vida escolar aos alunos e a detenção de 1 a 3 anos, além de multa, para quem recusar, suspender ou cobrar valores adicionais de um aluno com deficiência. Esta pena será agravada em caso de menores de 18 anos. No ensino superior, vamos trabalhar pela reserva de no mínimo 10% de vagas em cursos de educação profissional, cursos de graduação e pósgraduação e também pela obrigação das universidades oferecerem conteúdos relacionadas à pessoa com deficiência em seus respectivos campos de conhecimento. Como relatora, durante um semestre inteiro, abri o projeto para consulta pública e inúmeras audiências realizadas em todo o país. As pessoas foram ouvidas e seus anseios foram colocados na redação do PL. Agora, temos a missão de fazer com que o projeto seja votado e saia do papel. Mas este não deve ser apenas função do legislador, o eleitor também tem papel fundamental no processo. Cobre do seu representante que postura ele tomará quanto à LbI e as políticas de mobilidade urbana e acessibilidade de sua cidade. A construção de um país mais inclusivo depende de todos nós.
A Colunista mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara municipal de são Paulo e atualmente é deputada Federal. empreendedora social, fundou em 1997 o instituto mara Gabrilli, oNG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais.
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EdUCAÇÃO fINANCEIRA COMEÇA COM A MUdANÇA dO pROfESSOR
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odo profissional da área educacional sabe da importância de novos conhecimentos para formar uma sociedade mais consciente e sustentável. Um tema que tem grande importância hoje para todos é educação financeira, pois ele que estabelece o caminho para alcançar esse objetivo. Então, quem melhor do que os professores para transmitir esse conhecimento e atingir diversos públicos de uma só vez?
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Contudo, é importante ter em mente que para disseminar esse tema os educadores também devem se capacitar, ou seja, fazem um curso sobre o assunto. Afinal de contas, não há como se ensinar algo que não se aprendeu. Como o processo é comportamental, os professores passam a entender que é preciso uma mudança de hábitos e costumes em relação às finanças pessoais, conseguida a partir de quaro passos: diagnosticar, sonhar, orçar e poupar (que baseiam a Metodologia DSOP, presente já em mais de 1300 instituições do ensino básico, privadas e públicas, em todo o país). O primeiro se baseia na ideia de que é preciso saber exatamente quanto se ganha e para onde vai cada centavo do seu dinheiro, fazendo um diagnóstico financeiro. A pessoa passa a anotar todas as despesas, separando-as por tipo
(restaurante, combustível, guloseima), até mesmo os pequenos valores, como gorjetas e cafezinhos. tendo esses números em mãos, é possível ir para o segundo passo, ou seja, ter sonhos, no mínimo três – um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos) –, sabendo quanto custam e quanto poderá poupar mensalmente para cada um, para descobrir em quanto tempo conseguirá realizá-los. É essencial ter esse planejamento, para que o resultado do processo da educação financeira seja o esperado. Dessa forma, a pessoa já está pronta para o terceiro passo, que é realizar um novo tipo de orçamento (e não aquele que a maioria está acostumada): em vez de fazer Ganhos (-) Gastos = Lucro ou Prejuízo, a proposta é fazer Ganhos (-) Sonhos (-) Gastos. Dessa forma, os sonhos são priorizados – garantindo mais realizações de vida – e os gastos serão adequados ao que sobrar, evitando viver fora do padrão de vida. Para fechar o ciclo, é preciso, então, seguir o quarto e último passo: poupar. A partir do momento que aprendem e passam a aplicar no seu dia a dia, vendo na prática as melhorias que esse novo comportamento traz, começam a perceber que, na grande parte das vezes, com planejamento, é possível viver melhor e
ter mais realizações com o salário que se ganha, basta saber administrar e utilizar melhor o dinheiro que se ganha. Com tantos benefícios na própria vida, o professor consegue passar a ideia aos alunos, que, já no ensino infantil até o médio, aprendem a importância de se priorizar os sonhos ao invés das despesas, anotar os gastos diários, saber qual o valor desses sonhos, quanto conseguirão guardar por mês e, claro, como poupar para realizá-los. Com estudantes e professores educados financeiramente, sem dúvida nenhuma, as famílias deles também estarão em contato com o tema, aplicando em suas vidas, e elas, por sua vez, darão o exemplo aos seus amigos e familiares, disseminando o conhecimento. Assim, fica muito mais fácil e natural formar uma nova geração de consumidores conscientes, mudando o cenário de endividamento e inadimplência.
O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da dsoP de educação Financeira e da editora dsoP, autor dos livros terapia Financeira, eu mereço ter dinheiro, ter dinheiro não tem segredo, livre-se das dívidas, da primeira Coleção didática de educação Financeira no ensino Básico, e das séries infantis o menino e o dinheiro e o menino do dinheiro, todos pela editora dsoP.
Crédito da Foto: anthony Caronia
COLUNA / REINALdO dOMINGOS
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CONvERSA COM O GESTOR Gestão Administrativa: caminhos para a excelência educacional texto por: Rafael Pinheiro | Fotos cedidas pelo colégio entrevistado
“ Alunos do Elvira brandão em momento de recreação
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rojetos, planejamentos, estratégias, resoluções, melhorias. Essas plavras-chave ganham uma notoriedade imensurável quando o assunto é gestão administrativa. O desenvolvimento plural e significativo está alicerçado no diagnóstico, na proposição de metas, identificação e planejamento de ações a serem utilizadas e na resolução. Constuindo, assim, uma força motriz de trabalho. Gerando, sem dúvida alguma, resultados satisfatórios.
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Compreender uma instituição de ensino com alto nível de administração, mantendo a escola dentro das normas do sistema educacional, seguindo portarias e instruções; valorização da qualidade do ensino, supervisão e a orientação pe-
os desafios administrativos embarcam em novas estratégias, planejamentos e metodologias. Buscando excelência e resultados positivos, os processos intrínsecos compõem objetivos pedagógicos, econômico-financeiros, responsabilidades, compromissos e ações no completo âmbito escolar.
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dagógica, criando oportunidades de capacitação docente; e preocupar-se com uma gestão pautada na democracia, interagindo ativamente com pais e alunos, não é tarefa fácil, já que existem, hoje, uma gama gigantesca de setores internos no campo educacional. Dentre os principais projetos que possam auxiliam ou até mesmo nortear todas as ações de uma escola, construído como um instrumento indispensável para uma gestão durável, transparente, objetiva e repleta de missões embasadas, é o PPP – Projeto Político-Pedagógico. O PPP é uma ferramenta útil e utilizada em diversas escolas, contendo informações relevantes, perspectivas inovadoras, diálogos construtivos e as diretrizes que a gestão
institucional percorrerá. Este projeto viabiliza algumas práticas, como: definição da missão, definição da clientela, levantamento dos dados sobre aprendizagem, estudo do relacionamento com as famílias, pesquisa sobre os recursos, estabelecimento de diretrizes pedagógicas e elaboração do plano de ação. Produzir este projeto, principalmente no início do ano letivo, é uma forma de pensar (e consequentemente realizar) uma educação que transcenda as relações internalizadas entre professor-aluno e desembarque na pluralidade do ato pedagógico em si, carregado de implicações sociais e compromissos, destacando-se pela formação de um cidadão e todos os questionamentos, soluções e descobertas que uma evolução pedagógica pode propiciar. O Projeto Político-Pedagógico, no entanto, deve ser adequado às alterações e reformulações, moldando, sempre que necessário, a necessidade do aluno e suas devidas implicações. A implantação desse projeto implica não só no desenvolvimento estudantil do aluno, mas no progresso intrínseco da instituição escolar, seu envolvimento e comprometimento.
fachada e Entrada do Colégio Elvira brandão, em São Paulo.
Além do PPP, outros rumos (e também sugestões) seguem o fluxo rumo a excelência. Mauro Galasso,
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“Pensando em escolas, acredito que primeiro devemos entender quais atividades representam a logística (recepção de alunos, estrutura do prédio, alimentação, quantidade de professores), quais são encaradas como marketing (calendário de aulas, eventos com alunos durante o ano, comunicação interna e externa) e ainda onde podem acontecer as vendas (melhor momento para falar de matrículas, uniformes, listas de materiais, eventos com os pais)”, afirma Galasso. Estabelecer certos parâmetros e comunicação ativa entre os diversos setores que compõem a administração é uma forma de garantir métodos eficazes e com resultados aparentes. Interligando as diversas áreas e diagnosticando casos e problematizações, o plano de ação é rapidamente acionado, contribuindo fortemente com as metas e missões. “Uma vez estabelecidos os objetivos e responsabilidades, cabe executá-los. Para isso, a instituição deve contar com profissionais capacitados em suas respectivas áreas, bem como dispor de um sistema de informações que permanentemente oriente os gestores se as decisões e ações estão trazendo os resultados esperados.
Ainda que uma atividade seja feita dessa forma, ela faz parte de um macroambiente que só existe por ser justamente uma soma de recursos humanos e de infraestrutura”, ressalta Maria Ester Ceccantini, diretora pedagógica.
SIStEMA fINANCEIRO EM EVIDêNCIA Alinhando o setor financeiro com práticas administrativas é uma possibilidade relevante em visualizar calendários, modelar valores e perceber gastos e lucros. É importante ressaltar que os objetivos pedagógicos e econômico-financeiros são complementares e interdependentes e, juntos, trazem os melhores resultados para a instituição. “Enquanto os objetivos pedagógicos centram-se na missão da instituição e a aproximam de seu público-alvo, buscando sua satisfação, os objetivos econômico-financeiros buscam garantir a sobrevivência e crescimento da instituição”, destaca Milton dos Santos, consultor e professor acadêmico. A planilha de custos é, portanto, a ferramenta necessária do planejamento estratégico, onde fica claro a contribuição e responsabilidade de cada área da instituição.
A participação de todos os responsáveis e a clareza e transparência na comunicação e nas informações completam os requisitos de uma boa gestão que atinge os objetivos e traz resultados para a instituição”, diz Milton dos Santos, consultor e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).
Segundo bel Urbano Gama, diretora de uma empresa especializada em contabilidade para escolas, a planilha de custo é elaborada anualmente e os setores financeiro e administrativo devem estar completamente interligado.
O colégio Elvira brandão, localizado na região sul de São Paulo, utiliza um planejamento específico para conectar áreas administrativas e promover resultados positivos. “As áreas administrativas são interligadas
Nas pequenas e médias escolas estes setores são geralmente geridos pela mesma pessoa. “A planilha de custo não serve apenas para mostrar o preço (anuidade escolar), mostra também uma infi-
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consultor para pequenas e médias empresas nas áreas de administração, marketing, vendas e gestão de equipes, além de professor universitário, acredita na administração de empresas através de três pilares: logística, marketing e vendas.
naturalmente, pois não é possível, no cenário atual, que um processo comece e termine em si mesmo, sem o envolvimento de outras áreas.
20 nidade de valores, por exemplo: Provisões mensais - férias, 13º salário, PLR, Rescisões, Semestralidade, Inadimplência; Verificação dos gastos individualizados por conta (se a escola mantém uma folha de pagamento compatível com as receitas); Limite de descontos e limite de bolsas – política de descontos e bolsas de estudos obrigatórias para os filhos de empregados”, afirma bel. O consultor Mauro Galasso indica a necessidade em acompanhar possíveis elevações de gastos ou baixa de faturamento, que de alguma maneira afetaria as metas definidas. “O importante é esclarecer que o setor financeiro serve como monitoramento dos planos de marketing (atração de alunos) em consonância com o plano pedagógico (retenção de alunos), ambos já definidos no planejamento estratégico. Ele não deve engessar as atividades, mas sim aguçar caminhos que nos levem ao atendimento dessas metas”. Segundo Milton, a previsão orçamentária é um dos instrumentos do planejamento estratégico. Sua contribuição é traduzir em números os resultados que devem ser atingidos, facilitando sua compreensão e permitindo estabelecer indicadores de desempenho que orientem as decisões e ações de cada área e pessoa da instituição.
REfORMULAçãO
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NECESSÁRIA O advento tecnológico, as transformações metodológicas, as novas práticas pedagógicas e as alterações constantes nos objetivos dos alunos constroem, em nossa realidade, uma perspectiva ampla – e diferente, em relação às formas tradicionais estabelecidas. Inserido nesse contexto, toda e qualquer reformulação educacional, que sustente uma carga positiva é relevante.
biblioteca e espaço de leitura, no Colégio Elvira brandão.
as escolas. Esse setor que ficou tantos anos sem influência corporativa, agora ganha ares de negócio e geram concorrência”, afirma Galasso. Proporcionar uma reformulação educacional, tanto na gestão como na didática, é uma maneira de acreditar e compreender os caminhos necessários para uma evolução latente. E ultrapassar os obstáculos e (re) aprender a se adaptar funcionam como incentivo pra o crescimento profissional particular e coletivo. “O processo de mudança é inevitável e mesmo que ocorram atrasos ou dificuldades, quem não se adaptar ficará fora do mercado, mais cedo ou mais tarde”, finaliza Milton.
A informática é parte das atividades dos alunos
SAIBA MAIS COLÉGIO ELVIRA bRANDãO fernanda@bureauideias.com.br
MAURO GALASSO mauro.galasso@comusicar.com.brt
bEL URbANO “Com a chegada dos investimentos de grupos estrangeiros ligados, principalmente, à educação universitária, vem mudando nossa maneira de ver
bel@emis.com.br
ALAN bARbOSA alan@bwcontabilidade.com.br
Professor e alunos possuem instalações modernas para suas atividades
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dICA: MÓvEIS ESCOLARES
Móveis para a Sala de Aula: funcionalidade, Conforto e Segurança
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estrutura física escolar é um dos requisitos básicos para uma boa prática de ensino. Os espaços, as disposições dos móveis e as funcionalidades embutidas nas áreas de uma escola permitem facilidades, conforto físico e psicológico, influenciando diretamente no rendimento da aprendizagem do aluno.
nam condições mínimas para as salas de aulas”. Segundo a especialista, essas normas são expedidas normalmente pelas Secretarias de Saúde e podem variar de Estado para Estado.
Os móveis escolares, especificamente nas salas de aula merecem atenção especial. Móveis bem projetados de acordo com as normas técnicas e praticidades para atender os perfis de cada faixa etária de estudantes são importantes elementos de apoio no processo de ensino.
A Resolução da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo determinase que: a dimensão mínima da sala de aula dever ser de 20m2; o número de aluno por sala de aula deverá ser definido na proporção de 1 aluno por metro quadrado; é obrigatória a iluminação natural unilateral, preferencialmente à esquerda (do aluno, que se encontra em frente à lousa); é obrigatória a existência de iluminação artificial; a ventilação deverá ser, preferencialmente, cruzada.
O planejamento do mobiliário deve ser minucioso, atentando-se a diversas questões. A Dra. fernanda Misevicius, especialista em Direito Educacional, afirma que “a sala de aula deve ser objeto de atenção para os gestores escolares. Isso porque as características do local onde o aluno realizará seus estudos está diretamente ligada, não só à qualidade do processo ensino-aprendizagem, mas também à saúde dos alunos e professores. Desse modo, existem normas que determi-
Para aquisição e planejamento do mobiliário é necessário observar, principalmente, a dimensão entre mesas e cadeiras e a relação entre a altura da superfície da mesa e a altura da superfície do assento. A dimensão mínima dos tampos de mesas deve ser considerada: o alcance dinâmico dos usuários, o espaço necessário para as tarefas a serem realizadas, incluindo o material e o dimensionamento da matéria-prima. As mesas devem permitir agrupamento, dentro de cri-
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“É muito importante atentar-se para a faixa etária dos alunos que os utilizaram. Crianças de 6 anos não podem, por exemplo, utilizar as mesmas mesas e cadeiras dos alunos de 15 anos. Caso a escola atenda diversas faixas etárias, deve pensar em uma estrutura que possibilite adaptação do seu espaço. Um exemplo, que sempre gera dúvidas, são os banheiros. A escola deverá ter vasos sanitários maiores, para os adolescentes, e menores, para as crianças”. Os critérios de qualidade fortalecem três elementos essenciais: referentes ao usuário – ergonomia; referentes ao uso – pedagogia; e referentes a aspectos construtivos – tecnologia. Portanto, o móvel não pode manter as mesmas proporções nos diversos tamanhos. A resistência e a rigidez são fundamentais nas mesas e cadeiras escolares, demonstrando um alto grau de segurança, principalmente quando estiver em uso. Não podem, por exemplo, apresentar elementos facilmente removíveis. Além das normas técnicas, é de suma importância garantir o conforto nos objetos, já que os alunos passam uma boa parte de seu tempo na escola. “O conforto dos móveis escolares é um fator determinante no planejamento de uma instituição de ensino, seja em razão das obrigações legais (as quais se não atendidas podem acarretar a não autorização de funcionamento ou a cassação da existente), seja em razão das questões mercadológicas. Instituições mais bem preparadas conseguem se destacar em relação à concorrência. É importante ressaltar que os móveis devem ser pensados estritamente para o conforto e bem estar dos alunos”, afirma Misevicius.Com um mercado mobiliário tão vasto, é possível planejar diversos tipos de salas de aula aliando funcionalidade,
fIQUE ATENTO A Associação brasileira de Normas técnicas editou a NbR 14006 de 01/2008, norma que estabelece os requisitos mínimos, exclusivamente para o aluno individual, composto de mesa e cadeira, para instituições de ensino em todos os níveis, nos aspectos ergonômicos, de acabamento, identificação, estabilidade e resistência. “As medidas variam de acordo com o tipo de mobiliário e, principalmente, em razão da faixa etária do aluno. Assim, uma boa dica para saber se o mobiliário está de acordo é procurar a certificação do Inmetro”, afirma Misevicius. Para os efeitos desta norma, aplicamse alguns termos e definições, como: aspectos ergonômicos – critérios essenciais para o conforto, uso e segurança do aluno com o conjunto cadeira e mesa; carregamento funcional – ensaio de carregamento aplicado para causas esforços que simulam aqueles causados pelo seu uso normal; estabilidade – capacidade do móvel resistir a forças que favorecem o seu tombamento; usos indevidos aceitáveis – esforços que podem ocorrer quando o produto é utilizado de maneira diferente da proposta. Além das especificidades, o mobiliário presente nos diversos espaços educativos, são classificados em três tipos distintos, comuns a qualquer ambiente escolar, como superfícies de trabalho e assentos; suportes de comunicação; e mobiliário para guardar material escolar. Cada ambiente necessita de um tipo de móvel para assegurar sua funcionalidade e garantir o máximo de aproveitamento, respeitando sempre as normas determinadas.
SAIBA MAIS fERNANDA MISEVICIUS fernanda@mpeducacional.com.br
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térios pedagógicos contemporâneos, que preveem a mobilidade dentro das salas de aula. Consequentemente, as dimensões dos tampos dos diversos padrões devem ser idênticas. A Dra. fernanda Misevicius ressalta a importância às especificações para os diversos espaços da escola e a estrutura adequada para cada faixa etária.
conforto e até mesmo estética - seguindo rigorosamente as normas impostas pelos órgãos regulamentadores. Não pensar apenas no designer dos móveis, mas o quão funcional, confortável e seguro será para o aluno.
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ilustração: studio5
dICA: dISLEXIA
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dISLEXIA E OS IMpACTOS NA vIvêNCIA ESCOLAR
educação, inserida em um contexto global de trocas de conhecimento, interação e compreensão das diferenças, visa a valorização de um ensino focado na heterogeneidade.
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O ambiente escolar é a porta de entrada do encontro (e da descoberta) do outro e suas relações, enriquecendo as interações e as dinâmicas em grupo. No intrínseco convívio escolar, nascem as mais diferentes dificuldades em diversas situações. Sendo assim, é de suma importância acompanhar o progresso de cada aluno e constatar obstáculos que possam atrapalhar qualquer avanço. O transtorno genético e hereditário da linguagem, conhecido como dislexia, é caracterizado pela dificuldade em decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia, que possui uma origem neurobiológica, compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com fluência e de compreender um texto. Segundo a Associação brasileira de Dislexia, esse transtorno atinge de 0,5% a 17% da população mundial e pode atravessar a infância e persistir na vida adulta. O panorama atual das
instituições de ensino prevê uma série de metodologias pedagógicas, conteúdos, objetivos, organizações e funcionamentos que os portadores de dislexia não acompanham. Os alunos que conseguem resistir e driblar os modelos, exigências e as cobranças dos professores, podem encontrar as humilhações e as práticas de bullying por outros alunos nas salas de aula, por apresentar essa dificuldade no aprendizado. tendo a compreensão da diferença como pano de fundo para uma excelência no ensino, um dos primeiros passos para o educador lidar com esse tipo de transtorno em sala de aula é identificar um aluno disléxico. “Devemos prestar atenção se a criança apresenta atraso na fala, dificuldades para nomear as coisas e pessoas, para aprender rimas e cantigas. Se quando alfabetizada manifestar ainda dificuldades para adquirir estas habilidades, demonstrando um atraso não esperado em relação aos seus pares”, explica a psicopedagoga clínica tânia freitas, especialista em distúrbios de leitura, escrita e dislexia. No ensino fundamental, se a leitura não for fluente, sem modulações,
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“Já na escrita aparecem as dificuldades na codificação: trocas (visuais e auditivas), migração e omissão de letras; aglutinação e separação de palavras; dificuldade para copiar de livros ou lousa. A criança se apresenta lenta, se cansa rapidamente e demonstra grande dificuldade para produzir um texto, não conseguindo organizar suas ideias e expressá-las por escrito (sendo que oralmente desempenha bem esta atividade, sendo até muito criativa)”, destaca a psicopedagoga. É necessário que o diagnóstico da dislexia seja precoce, se possível nos primeiros anos da educação infantil, envolvendo as crianças de 4 a 5 anos de idade. Uma criança que não automatiza a leitura, por exemplo, apresenta deficiências em todo o seu processo de aprendizagem, e isto não significa apenas e meramente defasagem de conteúdo acadêmico, mas prejudica toda a sua evolução. quando a dislexia não é diagnosticada na educação infantil, os distúrbios ganham uma intensidade, apresentando perturbações emocionais e afetivas em crianças do ensino fundamental, de 8 a 9 anos de idade. Segundo a especialista tânia freitas, a criança sofre diversas frustrações no “universo do aprender”, acarretando graves problemas afetivo-emocionais, como insegurança, baixa estima e dificuldades para se relacionar. “Em nossa instituição de ensino, onde nem se identificam as competências e as habilidades do educando, o aluno perde as oportunidades de evoluir como poderia, tendo grandes prejuízos em todos os aspectos de sua vida: acadêmico, pessoal, afetivo e social”. Um distúrbio de aprendizagem com caráter genético e hereditário como a dilexia não possui cura e o tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do possível,
“A escola e a família podem e devem fazer parceria com o profissional, auxiliando-o na escola e em casa. Os pais e a escola podem estimular o prazer pela leitura com os disléxicos, lendo com eles ou se preciso for, lendo para eles, apenas para descobrirem juntos o prazer de ler, o universo mágico da leitura. Desenvolver brincadeiras simples, as quais estimulam a linguagem oral e habilidades fonológicas (como aquelas onde a criança diz palavras que comecem com o som ‘tal’, ou as brincadeiras de rima, estimular o hábito de ouvir musiquinhas infantis e cantá-las, leitura de poemas, parlendas e tantas outras brincadeiras que andam esquecidas...)”, afirma tânia. Com o auxílio e estímulo no ambiente familiar, escolar e o acompanhamento psicopedagógico especializado, a criança disléxica consegue desenvolver sua habilidade de leitura/escrita. O tempo de tratamento depende de fatores como o grau da dislexia (leve, médio e severo – sendo o grau severo uma raridade) e de outros transtornos que podem coexistir associados à dislexia, como: transtorno e déficit de atenção e hiperatividade, alterações no processamento auditivo, discalculia, disgrafia, disortografia, problemas afetivo-emocionais, entre outros. Reconhecer as diferenças e aprender a trabalhá-las em sala de aula é a chave para uma educação igualitária. Ensinar um aluno disléxico é um extenso convite ao seu universo particular, buscando (e criando) novos horizontes, panoramas, experiências e conquistas significativas.
SAIBA MAIS tANIA fREItAS tania@abcdislexia.com.br
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se apresentar vocalizações em leitura silenciosa ou cometer trocas, por exemplo: “faca” por vaca; “tuparão” por tubarão; “cato” por gato; “juva” por chuva, etc., é preciso ficar atento.
o comprometimento no mecanismo da leitura e da expressão escrita. O fator primordial, dentro do processo de tratamento, é harmonizar a relação entre escola, criança e família. A escola precisa demonstrar interesse em adequar-se ao aluno, interagir com a equipe que está tratando da criança, no sentido de alterar rotinas, fazer avaliações orais, etc.
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RECONSTRUINdO A pRÁTICA pEdAGÓGICA
O
panorama atual, composto por recursos avançados, facilidades tecnológicas e sistemas modernos, compõem um cenário contemporâneo: a utilização de novos métodos em todos os âmbitos, principalmente entre as relações sociais e culturais. E, nesse processo de reestruturação, a educação é um dos pilares dessa tranformação.
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O sistema Uno Internacional, aliando as funcionalidades do tablet, bilinguismo, capacitação dos professores e avaliações diferenciadas, foi desenvolvido no brasil e atualmente é utilizado no México, envolvendo 130 mil alunos de 420 escolas. A proposta é diminuir a distância existente entre a pedagogia estruturada e a imersão tecnológica na qual os jovens vivem. Hoje, podemos visualizar uma mudança significativa na área didática. Os diversos recursos, inovações e projetos educacionais pautados pela inserção em experiências tecnológicas garantem resultados positivos. “Acredito que as práticas que colocam os alunos como protagonistas em trabalhos colaborativos são as que criam mais significados no processo de ensino e aprendizado. Neste contexto, a tecnologia pode conectar as pessoas, oferecer plataformas de interação, tornar o processo mais dinâmico e atraentes para os nativos digitais”, afirma Marcelo de
freitas Lopes, coordenador tecnológico. Segundo o especialista, o foco não deve ser na tecnologia e sim na relação professor e aluno, pois a tecnologia deve ser encarada como um meio, não um fim. “A educação não pode ser baseada em simplesmente passar informação. O professor deve ajudar a gerenciar as informações que estão disponíveis para os alunos aplicarem em uma situação real, ou pelo menos significativa”. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia. Marcelo de freitas destaca, como transformação visível, a utilização de novos materiais pedagógicos digitais. “Está ocorrendo uma mudança, mas ela é lenta, se comparado com a indústria de áudio e vídeo. Aos poucos o consumo de material impresso perde espaço para o digital e o mais importante é o surgimento de materiais abertos e gratuitos”. Observar as modificações nas práticas de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma ampla e ilimitada, como a própria rede tecnológica propõe. E, com isso, compreender que os sistemas tradicionais não conseguem suprir os anseios que os alunos procuram em sala de aula.
SAIBA MAIS MARCELO DE fREItAS atendimento@direcionalescolas.com.br
ilustração: studio5
dICA: SISTEMAS dE ENSINO
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fIQUE dE OLHO
os produtos e serviços, que facilitam o dia a dia na manutenção e preservação do ambiente escolar são fatores utilitários, práticos e possuem uma
bRINDES VISãO - O REI DO E.V.A.
PIMENtA GRÁfICA
A brindes Visão - O Rei do E.V.A. iniciou as atividades em 1981, como uma empresa de brindes diversos. Em 2001, a empresa inaugurou a loja de varejo, situado no tatuapé: “Com o intuito de atender a necessidade dos clientes, ampliamos nosso espaço físico e agregamos ao nosso catálogo de produtos segmentos úteis às escolas, professores e clientes em geral”, ressalta Rodrigo Monticelli, responsável pelo atendimento corporativo.
Há 15 anos no mercado, a Pimenta Gráfica oferece às escolas itens como agendas, folders e cadernos personalizados. Do público atendido pela Pimenta Gráfica, 90% são instituições escolares de diversos níveis, desde o berçário ao ensino médio. “Hoje, como diferencial, temos o comprometimento com a qualidade, entrega e preço justo com um atendimento diferenciado.
Dos principais produtos que O Rei do E.V.A. oferece, destaque para os painéis decorativos e temáticos para ambientes escolares, brinquedos pedagógicos, linha de cartolinas, modelos estampados, coloridos e com glitter; e os pisos/tatames de E.V.A., carro-chefe da empresa, produto de maior demanda pelas escolas.
Além das impressoras off set, adquirimos agora uma impressora digital para atendermos tiragens pequenas e com a mesma qualidade”, destaca Sergio de Castro Pimenta, proprietário da empresa. Os principais produtos fornecidos são: agenda escolar, caderno, apostila, folders, folheto, pasta, envelope, recordação escolar, brindes comemorativos e institucionais.
Fale com O Rei do E.V.A: (11) 2941-0766 comercial@brindesvisao.com.br www.oreidoeva.com.br
Fale com a Pimenta Gráfica: (11) 3384-8064 spimentagrafica@ig.com.br
fACIOLI GRÁfICA
PAPEL tOYS
R7 x MAIS REPRESENtAçõES - SANtA fÉ
A facioli Gráfica, fundada em 1968, desenvolve com criatividade diversos produtos voltados para a fotografia. tem como missão fotografar e transformar as fotos em belas recordações escolares. Segundo a diretora de criação e marketing Elaine bertoni, qualidade e criatividade são fatores inconfundíveis da empresa, além da pronta entrega, considerado um diferencial marcante da facioli.
A Papel toys é uma empresa especializada em atendimento a escolas com foco em materiais para artes, assim como em presentes para datas comemo rativas, sempre com sugestões criativas e inovadoras.
fundada em 1965, a Indústria de feltros Santa fé busca aprimorar seus produtos, agregando-lhes valor por meio dos diversos serviços que presta. Aliando modernidade, qualidade e máxima eficiência, conquista credibilidade e concilia sua produção à necessidade do cliente. “Com os olhos no horizonte, a Santa fé tem investido na diversificação de seus produtos, que podem fazer parte de tantos segmentos quanto a imaginação e a tecnologia permitirem”, destaca fernando Gavranich, representante comercial da empresa. tem em seu diferencial a fabricação de bobinas de 50 e 100 metros e atende toda a cadeia de varejo no segmento de tNt e feltro. A Santa fé disponibiliza uma série de produtos, desde coloridos e estampados a enchimento, forro, isolante térmico e proteção contra impacto e ruído.
ampla diversidade para diversas áreas da instituição
Dos principais produtos que a gráfica disponibiliza, destaque para os diversos modelos de recordação escolar, formatura, cartões de Natal, calendários, agenda escolar, presentes para datas comemorativas, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia dos professores, brindes para rematrículas, além de folders e pastas institucionais para escolas.
Fale com a Facioli: (11) 2957-5111 escolas@facioli.com.br www.facioli.com.br
O grande diferencial é um atendimento personalizado e pontualidade na entre ga. Dentre os principais produtos, destaque para embalagens em diversos mo delos com aplicação do logo da escola, bolsa educador dobrável com aplicação de estampa, bolsa tiracolo em tNt resinado, bonés e bolas em E.V.A., canecas de louça com desenho ou foto, caderneta, chaveiros, cubo de acrílico porta retrato, squeeze com logo, porta lápis, sacola pet, entre outros.
Fale com a Papel Toys: (11) 2909-2400 contato@papeltoys.com.br www.papeltoys.com.br
Fale com a Santa Fé: (11) 4114-2507 | (11)99903-9759 vendas@r7xmais.com.br
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Foto: studio5
Recordação Escolar (EvA, TNT, Cartolina, Tintas Especiais e etc)
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alIMEnTaÇÃo, BEBEDouRos, ElÉTRICa, EQuIPaMEnTos
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BRInDEs, FElTRo/TnT, laBoRaTÓRIo
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gRテ:ICa, lousas E QuaDRos, Mテ天EIs, PIsos
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Mテ天EIs, PInTuRas, PIsos, PlaygRounDs, PRoDuTos DE lIMPEZa
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PlaygRounDs
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Teatrode Fantoches!
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Faz de Conta! Brincadeiras Tradicionais!
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PlaygRounDs
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Pl aygRounDs, PRoJEÇÕEs EDuCaTIVas EM 3D, RoBÓTICa, TolDos E CoBERTuRas, unIFoRMEs
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