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Ed. 178 - Maio/22

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Edição nº 178 A Revista do Gestor Escolar

ano 18 | Maio 2022 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Ensino Cri-Ativo: É possível? Se pudermos eleger ou buscar algum sinônimo que consiga descrever ou, com menos pretensão, se aproximar do que vivenciamos na contemporaneidade, provavelmente essa palavra seria mudança – ou qualquer outra variante com o sentido similar. O mundo mudou. Ou melhor, o mundo está em constantes e intensas transformações, o que acaba repercutindo em todas as ações e desenvolvimentos sociais, especialmente em todo o ciclo educacional.

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As mudanças que menciono acima não podem ser reduzidas a uma única característica ou algum momento específico, mas só podemos compreendê-las se expandirmos nossa reflexão e ampliarmos o campo de análise. De certo modo, os efeitos da globalização, as novas profissões que começam a surgir, a intensificação do ensino a distância em diversos níveis de aprendizado, as tecnologias cada vez mais indissociáveis de nossa realidade, as

discussões sobre gêneros e sexualidades que ultrapassaram os muros da academia, além de diversas alterações socioculturais que passamos a vivenciar, são características que adentraram em nosso cotidiano. E, evidentemente, talvez a mudança mais abrupta que experimentamos foi com a pandemia de Covid-19, que nos deslocou de todos os eixos e nos lançou para lugares inesperados, situações sem precedentes e alterações cotidianas repentinas, gerando resquícios físicos ou psíquicos. Atualmente, já se falando em “educação pós-pandemia”, com estudantes assistindo as aulas em modalidade presencial, como retomar os rumos do aprendizado nesse “novo” contexto, já que estávamos tão habituados às telas dos computadores? Na transição do ensino a distância para o ensino presencial, como retomar o interesse e o engajamento dos estudantes pelo aprendizado? Como trabalhar a in-

teração e propor uma relação ativa com o ensino? Esses questionamentos, e tantos outros, surgem, também, no bojo das mudanças que atravessamos. A partir dessas reflexões, conversamos com alguns profissionais sobre como trabalhar na prática características como interatividade, engajamento e criatividade – elementos importantes na atualidade – no cotidiano escolar. O resultado você confere na seção Conversa com o Gestor desta edição. Boa leitura!

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável


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Nesta Edição: 07

Plataforma pedagógica

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Coluna - Christian Coelho

Diretor: Alex Santos Público: Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Coluna - Luis Eduardo Caracik

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Coluna - Eric Amorim

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EXPEDIENTE Jornalista Responsável: Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico, Direção de Arte e Produção Gráfica: Polidori Estúdio Atendimento ao cliente: financeiro@direcionalescolas.com.br Impressão: Grass Indústria Gráfica

Coluna - Danilo Costa

Para anunciar, ligue:

(11) 99642-0957 (11) 96849-1739

Distribuição gratuita - Venda Proibida

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Comunicação Assertiva

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Gestão Financeira

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. atendimento@direcionalescolas.com.br

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Dica: Ergonomia

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Dica: Ensino Bilíngue

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Conversa com o Gestor

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F O R N E C E D O R E S


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PLATAFORMA PEDAGÓGICA A IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PERSONALIZADAS Como aliar tendência, propósito e praticidade em seu planejamento pedagógico? A resposta está na assertividade da escolha dos parceiros

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É o caso da Ciranda de Livro, plataforma pedagógica em que o aluno escreve, ilustra e publica seu próprio livro, e que tem investido na ampliação de seu time operacional para atender integralmente o professor. Em cada etapa de aplicação, o colégio pode contar com o apoio de um especialista, sem abrir mão de suas escolhas e personalização do programa de acordo com o seu perfil. “A Ciranda de Livro tem uma proximidade muito grande com a gente que tem que lidar com a plataforma. Explica, contribui e anda ao lado do professor com um atendimento excelente e tenta nos atender naquelas dificuldades que encontramos, nas questões pedagógicas que a gente propõe. São sempre parceiros do colégio, parceiros da parte pedagógica do colégio que é quem lida diretamente com essa ferramenta”, conta Beatriz Meirelles, professora do Colégio Vértice, de São Paulo. Fundado em 1976, o Colégio Vértice é uma instituição reconhecida pelos seus resultados nos vestibulares e pelo primor em relação às suas estratégias de ensino, tanto que trabalha com um método próprio de alfabetização. Na parceria com a Ciranda de Livro, que

grande parte do trabalho operacional, entregamos uma plataforma realmente pronta”, explica Ramin Shams, diretor da Ciranda de Livro, que em 2022 publicou mais de 60 mil livros.

Alunos do Colégio Vértice que escreveram os próprios livros em 2021 já dura três anos, o colégio enxerga uma grande sinergia. “O programa atende aos alunos no incentivo e na segurança ao escrever e colocar suas ideias no papel. Com o resultado final, seja o livro impresso ou o e-book, eles ficam muito felizes e orgulhosos do trabalho realizado. Isso é extremamente significativo no processo de aprendizagem”, complementa Beatriz, que coordena o programa no colégio.

Outra preocupação para a Ciranda de Livro é a atualização constante dos materiais entregues às equipes pedagógicas. Os planos literários, por exemplo, além de totalmente alinhados à BNCC, são constantemente renovados com os mais atuais temas e assuntos. Tanto cuidado, tecnologia e facilidades oferecidas convergem para que o propósito maior do programa literário e da própria instituição de ensino se sobressaia; o empoderamento do aluno em seu processo de aprendizagem.

Praticidade e propósito Além de apostar no atendimento diferenciado, a Ciranda de Livro propõe uma aplicação mais prática para o professor. Para isso, investe constantemente em tecnologias a favor da otimização dos processos. Algumas etapas da construção do livro, que antes ficavam a cargo do professor, por exemplo, passaram a ser automatizadas pela operação Ciranda. “Os colégios renovam a parceria todos os anos por contarem com um programa sempre atualizado, que oferece liberdade na aplicação, além de um atendimento muito próximo e descomplicado. Facilitamos muito para o professor por absorvermos internamente

Ramin Shams, diretor da plataforma pedagógica Ciranda de Livro “O estudante se envolve, aprende e surpreende. É muito gratificante ver os trabalhos impressos em livros que a família vai guardar por gerações, resultado da mente brilhante desses alunos e que só pode ser concretizado com o apoio do colégio. Certamente esta é uma atividade que estreita ainda mais a relação escola-aluno”, completa Ramin Shams.

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m meio a uma infinidade de lançamentos e tendências de mercado, escolher as ferramentas de apoio à aprendizagem e definir os projetos pedagógicos tem sido cada vez mais desafiador. A boa notícia é que as empresas desenvolvedoras de tecnologias educacionais também estão entregando soluções mais personalizadas e prontas para atender cada colégio e professor com suas especificidades.


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DESLIGAMENTO DE UM COLABORADOR: COMO LIDAR COM ESSE PROCESSO DELICADO?

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inguém contrata um colaborador com a intenção de demiti-lo. Porém, infelizmente, algumas vezes isto se faz necessário devido a inúmeros fatores, como a redução de custos, falta de alinhamento de expectativas e erros de contratação. É importante ressaltar que se os processos de gestão e análise de desempenho da escola são eficientes, o colaborador, possivelmente, já sabe que está deixando a desejar e a demissão não será inesperada. O desligamento deve ser a última alternativa. Antes de demitir um colaborador, a escola tem o papel de tentar ao máximo fazer com que ele mude seu comportamento ou melhore seu desempenho por meio das etapas apresentadas a seguir: Ao verificar o início do comportamento negativo, queda de produtividade em sala de aula, desinteresse nas reuniões e reclamações de alunos, pais e colegas, marque uma conversa franca para compreender o ocorrido, explique o que está errado e proponha as devidas ações.

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Persistência ou aumento do comportamento negativo – este é o momento do coaching individual semanal ou quinzenal, isto é, o colaborador deve ser monitorado individualmente, sendo citados, quando necessário, os casos reais e específicos das falhas ocorridas por meio de feedbacks. Feedback é um instrumento poderoso de alinhamento das expectativas, resolução de problemas e melhoria da qualidade do trabalho. Esta ferramenta de desenvolvimento é universal e alcança os resultados desejados desde que sejam seguidas algumas premissas: • Nunca julgue os valores, e sim as ações ou atitudes específicas;

• Sem comparações, baseie-se em suas próprias observações; • Não enrole, dê o recado e siga adiante; • Cuidado para o feedback não ser encarado como uma ameaça; • Não amenize as correções com piadas ou sarcasmo; • Não seja genérico e vago; • Explique como deve ser feito. Divida os encontros em duas etapas: ETAPA 1 – Explicação, consenso, prazos e mudanças. • Inicie com perguntas genéricas sobre o estado emocional da pessoa, o que ela acha e como se sente; • Defina o tipo de comportamento negativo que está sendo exibido; • Dê exemplos reais do comportamento e explique o porquê de serem negativos; • Apresente os malefícios que o comportamento acarreta a ele, ao grupo, ao cliente e à instituição; • Escute as réplicas; • Tente chegar a um consenso; • Gere um acordo claro expondo as expectativas com metas e prazos claros; • Monitore as providências tomadas e mudanças de comportamento. ETAPA 2 - Relembre o acordo, os prazos, as expectativas e discuta os possíveis corretivos. Caso não haja melhoras, faça uma advertência verbal, indicando as maneiras pelas quais o comportamento deve melhorar e dê novamente um prazo. Se o comportamento persistir, faça uma advertência formal por carta explicando de forma mais específica.

Processo demissionário – Se não tiver alternativa a não se demitir, siga os pontos abaixo: • Vá direto ao ponto. Nos primeiros 30 segundos da entrevista, diga a pessoa que ela deverá sair; • Seja claro e específico nas deficiências de comportamento ou produção; • Não se desculpe. A pessoa teve inúmeras chances para mudar; • Assegure-se de que uma testemunha esteja presente para o caso de uma ação legal; • Tome providências para garantir que a pessoa não tenha acesso a um computador ou informações confidenciais; • Prepare toda a documentação necessária e garanta que não fiquem lacunas que permitirão processos trabalhistas no futuro; • Peça para o demissionário preencher o questionário de desligamento; • Comunique à equipe. Antes que os rumores se espalhem, junte todos e explique breve e objetivamente a causa da demissão, sem entrar em detalhes que exponham o demitido. Garanta que não fique uma impressão de injustiça. Aproveite o momento para deixar claro que quem trabalha bem é premiado (se isso realmente acontece) e quem não tem bom desempenho não pode fazer parte da organização; • Reforce o propósito, missão e valores da empresa. Reflita ao final de todo o processo. Dificilmente a causa da demissão é unilateral. Avalie o que poderia mudar na organização para reduzir os casos futuros de demissão.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / LUIS EDUARDO CARACIK INADIMPLÊNCIA ESCOLAR

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pós o período dominado pela pandemia com severos impactos na vida escolar, estamos infelizmente entrando em um ciclo de elevação acentuada da inflação e juros, com a consequente queda no poder aquisitivo e aumento de custos, crescimento do endividamento das famílias e provável aumento na inadimplência.

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Embora a decisão de não pagar pontualmente a mensalidade escolar seja exclusivamente do responsável financeiro pelo aluno, há diversas medidas que a escola pode tomar para tornar esta decisão menos provável. Medidas que passam por preparo das pessoas que atendem os responsáveis financeiros, entendimento pleno por parte destas pessoas das características da relação contratual entre os responsáveis financeiros e a Escola, e desenvolvimento de atitude de resistência para não se deixarem apanhar por comprometimentos com devedores; porém, sem deixar de se relacionar com profissionalismo, responsabilidade e humanidade, inclusive para que possam distinguir com clareza, diante de qual situação de inadimplência a pessoa se encontra, e encaminhar a situação da forma mais adequada. Há pessoas que se tornam inadimplentes devido a fatores incidentais em suas vidas: doença, acidentes, desemprego, rupturas familiares ou outros fatores imprevisíveis. Algumas por simples negligência ou oportunismo no que diz respeito às suas obrigações. E outras porque conhecem as circunstâncias contratuais e legais que limitam temporalmente as ações da escola diante da inadimplência e se aproveitam disso. Outro fator que deve ser lembrado na relação entre a escola e o responsável financeiro inadimplente é o embaraço e constrangi-

mento que se instalam entre colaboradores da escola e os responsáveis nesta situação. Ao mesmo tempo há o desejo de se resolver a situação e o desejo de não abalar a relação entre a instituição e o responsável financeiro; e às vezes, nestas circunstâncias, concessões ou favorecimentos acabam sendo feitos, abrindo o caminho para a cronificação da inadimplência e ocorrência de novas inadimplências oportunistas. Um desconto, um parcelamento ou a mera ausência de um ônus ao inadimplente pode se tornar um incentivo a inadimplências futuras, por parte dessa mesma pessoa ou de outras com quem ela tem contato na comunidade escolar, fazendo surgir a horizontalização da inadimplência. A primeira etapa no sentido da prevenção é a adoção de uma régua de cobrança, que inclusive deve constar do contrato de prestação de serviços assinado pelos responsáveis, régua esta coerente com as ações que a escola tomará após um certo período de inadimplência, transferindo integralmente ao devedor o ônus acarretado por estas cobranças, quando realizadas por agentes externos. A segunda etapa é dotar a Escola de uma capacidade de realizar rápida e profissionalmente as cobranças, extrajudicialmente, junto aos devedores. Esta capacidade será tanto mais eficiente quanto mais distanciada for do ambiente escolar e focada primária e exclusivamente na cobrança, evidentemente sem jamais constranger o devedor e comprometer seu relacionamento com a escola, atuando de acordo com os valores, missão e princípios da instituição. É importante mencionar que a partir do momento na régua de cobrança em que se inicia a cobrança extrajudicial, a escola não mais se envolva diretamente na cobrança em si, mas tão

somente em caráter consultivo aos agentes que estão realizando este trabalho. Finalmente, na terceira etapa, para aqueles casos que persistirem na situação de inadimplência até a época de rematrícula, que é a oportunidade final para resolução do débito em caráter amigável, evitar qualquer tipo de concessão, desconto ou isenção de multa e iniciar imediatamente os procedimentos específicos previstos na régua de cobrança para estes casos. Seguindo e implementando corretamente estas três etapas, a inadimplência diminuirá, a recuperação de valores em atraso se acentuará e a perda de alunos por impossibilidade de rematrícula também diminuirá. Escolas que adotam estas etapas começam a ter uma estratégia efetiva para minimizar a inadimplência. Não possuir uma estratégia ou tática bem desenhadas e estruturadas para a prevenção e combate à inadimplência escolar é um risco muito elevado e inaceitável nos tempos atuais. As estratégias e táticas, quando corretamente estruturadas e seguidas, contribuirão não só com os resultados e as finanças da instituição, mas também com sua boa imagem perante a comunidade.

O Colunista LUIS EDUARDO CARACIK Formado em Engenharia e Administração de Empresas, é empresário atuante no setor de recuperação de recebíveis.

foto cedida pelo colunista

COMBATENDO A


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EM QUAL ERA DA SEGURANÇA SUA ESCOLA ESTÁ HOJE?

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egurança escolar traz um conceito muito amplo na atualidade. Podemos falar de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), segurança patrimonial, financeira, biológica (protocolos COVID-19), dentre tantas outras, mas nada fica tão evidente que um ambiente é inseguro quanto um acidente.

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Mas o que é um “acidente”? Já parou para pensar nisso? Acidente é um desagradável evento imprevisto e inesperado. Assim, caso ocorra um acidente dentro da escola, estamos respaldados quanto a possíveis processos dos responsáveis, mas, caso este evento fosse previsível, logo seria prevenível; sendo assim, não é classificado como um acidente e sim um DESCUIDO. Falta de cuidado com o ambiente ou de supervisão com o aluno. Se comprovado a previsibilidade do evento, é passível de processo civil e/ou criminal. Muitos olham para um acidente e acham “normal”, porém as estatísticas mostram números assustadores. Acidentes ou descuidos são a principal causa de mortalidade em crianças de 0 a 14 anos, chegando em 70%, ou seja, 30% das mortes nesta faixa etária são correlacionadas a doenças e 70% são eventos que em sua grande maioria são previsíveis e preveníveis. Dentro do ambiente escolar, os descuidos podem gerar danos onerosos à instituição e à equipe escolar. Precisamos treinar o olhar da equipe e educar as crianças a fim de eliminar ou reduzir este risco. Sim, isto é possível! Existem artigos e leis que tratam deste ponto, em que um acidente pode ser enquadrado e estão em diversas esferas legislativas, como a Lei Lucas (Lei Federal 13.722/18), Código de Defesa do Consumidor Lei 8.078/90 e alguns artigos no Código Penal. Vou citar um artigo para clarificar melhor a responsabilidade que a instituição tem ao fazer uma nova matrícula.

“Código Penal Art. 13 § 2º — A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.” Nesses parágrafos, identificamos alguns pontos importantes como a omissão do cuidado, proteção e vigilância são dos pais/responsáveis, mas a escola assume integralmente através de um contrato (matrícula) por determinado período. Lembro que as Leis não são unilaterais e que sim, elas amparam e protegem também a instituição, basta estarmos em conformidade com sua exigência. Desde 2015 a capacitação em primeiros socorros é obrigatória para o município de São Paulo pela Lei 15.661/15, porém ainda muito desconhecida por parte dos gestores escolares, o que não caracteriza sua nulidade. Agora a Lei Lucas amplificou para todo o território nacional, além de escolas públicas e privadas, do berçário a universidade, a exigência em locais de recreação, como buffet infantil e parques. Nestes dez anos de experiência e mais de 600 instituições de ensino certificadas, o que posso afirmar é que o conhecimento básico de professores e funcionários escolares é extremamente baixo, onde mais de 70% erram os telefones de emergência, por exemplo. Neste ponto tenho que lembrar você, mantenedor, que se o funcionário realizar qualquer procedimento, seja ele certo ou errado, estará fazendo em nome da escola.

Nas imersões de treinamento em primeiros socorros que ministramos, conseguimos comprovar para os gestores que, se apresentado de forma natural, a cultura segura da escola é impactante aos pais. Confira 5 dicas para a sua escola estar mais segura: 1- Padronize o conhecimento da sua equipe, não deixe que o “bom senso” de cada um impere na sua escola; 2- Ouça da equipe quais são os principais riscos que eles sentem dentro de suas tarefas, deixem que eles deem sugestão para eliminar ou reduzir este risco; 3- Conheça melhor a Lei Lucas. Ao cumprir as determinações a instituição estará respaldada quanto a possíveis processos; 4- Ao capacitar a sua equipe, procure empresas que tenham expertise no ambiente escolar, pois não se trata apenas de socorrer, mas principalmente criar planos preventivos; 5- Lembre-se: não é mágica, é trabalho! Requer tempo e esforço, mas vale a pena, acredite! Espero que de alguma forma esta leitura tenha acrescentado em seu conhecimento e que reverta em ações dentro da escola. Caso tenha alguma dúvida, terei o maior prazer em continuar esta conversa com você, até breve!

O Colunista ERIC AMORIM Diretor do Grupo Impacto, especialista em segurança escolar e com dez anos de investigação para desenvolver um ambiente escolar mais seguro. Instrutor de Primeiros Socorros certificado pela American Heart Association, graduado em Enfermagem, com especialização em Cardiologia e Gestão em Saúde. www.impactoforschool.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / ERIC AMORIM


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COLUNA / DANILO COSTA

É O AVESSO DE SI

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ntitulado “Reimagining our futures together: A new social contract for education”, um estudo recente da Unesco é categórico logo nas primeiras páginas: “Nossa humanidade e Planeta Terra estão sob ameaça”. O texto ainda segue com algo óbvio aos nossos olhos, porém necessário de ser registrado: “A pandemia apenas provou nossa fragilidade e nossa falta de interconexão”.

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O documento em questão destaca quão crucial é expandir as oportunidades educacionais, bem como o estabelecimento de um novo Contrato Social que beneficie todas as crianças e os jovens. O protagonismo da Unesco na promoção de uma educação de qualidade para todos não é de hoje. Não por acaso, o Dia Mundial da Educação – celebrado globalmente em 28 de abril – só foi instituído após a realização do Fórum Mundial da Educação, que aconteceu no Senegal, em 2000. Nós, profissionais dessa área, temos sempre que pensar à frente. Como prever nossa realidade em 2050, considerando que temos um mundo cheio de desigualdades a serem corrigidas? Esse documento da instituição, preparado por uma comissão chefiada pela presidente da Etiópia, Sahle-Work Zewde, propõe a elaboração desse novo Contrato Social, mencionado anteriormente. Com isso, a sociedade pode atuar por benefícios comuns, como o acesso à educação de qualidade por toda a vida e o fortalecimento do ensino como um bem comum. Mais do que uma meta cravada na pedra, o relatório funciona como um convite para pensar e não necessariamente um projeto. Há inúmeros pontos – e falaremos deles a seguir – que podem ser con-

siderados regionalmente em cada nação, escola ou metodologia de aprendizagem. Nada deve ser empregado no formato de cima para baixo, tudo deve ser relativizado e contextualizado. Segundo a publicação, ao longo do século 20, a educação visava, essencialmente, apoiar esforços de cidadania e desenvolvimento por meio da escolaridade obrigatória para crianças e jovens. Mas isso mudou – e acho que todos concordamos a respeito. Atualmente, enfrentamos graves riscos para o futuro da humanidade e do próprio planeta vivo. Com a pandemia, só pude notar que tivemos um despertador tocando bem alto, como quem brada: “Acorde rápido”. Pensei que 2022 começaria mais otimista e altruísta, entretanto, fomos surpreendidos por uma guerra no leste europeu. É preciso melhorar. O ser humano ainda tem muito que ser polido e lapidado. Sob uma perspectiva pedagógica, deve-se reinventar urgentemente a educação para nos ajudar a enfrentar desafios comuns. O novo contrato da sociedade deve nos unir em torno de esforços coletivos e fornecer o conhecimento e a inovação necessária para moldar futuros sustentáveis e pacíficos para todos ancorados em questões sociais, econômicas e justiça ambiental. Deve-se defender o papel desempenhado pelos professores. De acordo com o estudo da Unesco, há três perguntas essenciais a serem feitas à educação ao olharmos para 2050: O que devemos continuar fazendo? O que devemos abandonar? O que precisa ser inventado criativamente de novo? As questões que surgem precisam ser tomadas e respondidas localmente nos países, nas escolas, nos programas e nos sistemas

educacionais. Há nações que iniciaram projetos elaborados de sustentabilidade – dentro e fora das salas de aula. Há outras que vivem diariamente ameaças constantes, sejam de guerra ou de queda da democracia. Precisa-se avaliar com uma lupa cada realidade isoladamente e propor ações contínuas e estruturadas. Existe, entretanto, um denominador comum: grupos socialmente privilegiados continuam tendo acesso à qualidade superior. O novo olhar educacional deve pensar em inclusão como ponto de partida. Como bem adiantei no título, uma educação para poucos é o oposto de si. As escolas devem ser locais educacionais protegidos por causa da inclusão, equidade e bem-estar individual e coletivo que apoiam, também reimaginados para melhor promover a transformação do mundo para uma direção mais justa, equitativa e um futuro sustentável. Devemos aproveitar e ampliar as oportunidades educacionais que ocorrem ao longo da vida e em diferentes espaços culturais e sociais. É preciso polir essa pedra preciosa constantemente, deixando para trás os resíduos e aprimorando sua parte valiosa.

O Colunista DANILO COSTA É ex-mantenedor escolar, advogado formado pela FGV-SP e fundador do Educbank, principal ecossistema financeiro dedicado às escolas brasileiras.

foto cedida pelo colunista

EDUCAÇÃO PARA POUCOS


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COMUNICAÇÃO ASSERTIVA A QUE VELOCIDADE EVOLUI A COMUNICAÇÃO EM SUA ESCOLA? Mais do que a simples troca de mensagens, a comunicação escolar digital demanda uma gestão baseada em agilidade, organização e integração; seu colégio tem lançado mão destes itens?

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esde a substituição da agenda física pelos aplicativos, a comunicação digital ganhou papel de destaque na gestão escolar. Não apenas pelo fato de ter ampliado os canais de comunicação com a comunidade, mas principalmente por ter agregado funções e agilizado processos. Justamente neste sentido é que a comunicação escolar vem evoluindo a passos largos. Os aplicativos de comunicação, por exemplo, há muito deixaram de ser apenas uma ferramenta de troca de mensagens instantâneas para também oferecer serviços como o de pagamento, de geolocalização e integração com sistemas de gestão.

ajudou bastante”, conta Kátia Cristina da Silva, coordenadora de tecnologia educacional do CNSD sobre como tornou o fluxo de atendimento e a saída dos alunos mais organizados com apenas uma solução. Já para o Colégio Liceu Albert Sabin, de Ribeirão Preto (SP), a agilidade na criação e entrega das informações através de módulos específicos foi o ponto decisivo na escolha do aplicativo de comunicação. As funcionalidades “diário” e “lição de casa”, por exemplo, estão entre as mais utilizadas pelo corpo pedagógico e pelas famílias.

Andréa Pitoli, diretora do IsCool App

No Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba (MG), por exemplo, a opção pelo IsCool App como aplicativo de comunicação escolar oficial da instituição há três anos se deu pelo fato de ele conter módulos específicos para a gestão escolar.

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Professor Marcos Benfica, Coordenador de Tecnologia do Liceu Albert Sabin

Kátia Cristina da Silva, coordenadora de tecnologia educacional do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG “Duas ferramentas foram as que mais nos chamaram a atenção durante a tomada de concorrência. A primeira foi o canal de atendimento, em que o pai pode entrar em contato com qualquer pessoa do colégio de maneira separada e organizada, e a outra foi o ‘chegando’. Como nós temos mais de 1.600 alunos, o fluxo da saída é muito intenso e o ‘chegando’ nos

para os colégios que buscam a transformação digital justamente porque lançam mão das mais altas tecnologias de mercado.

“Nossos stakeholders externos compõem um público crítico e desejoso de acompanhar de perto o desenvolvimento cognitivo das crianças. O IsCool App permite que possamos informar rapidamente os eventos escolares, bem como possibilita o acompanhamento da rotina escolar dos estudantes, desde a alimentação até a realização de tarefas e atividades”, explica o professor Marcos Benfica, coordenador de tecnologia no Liceu Albert Sabin. Alto investimento em tecnologia e desenvolvimento Integrações, linguagens de programação das mais atuais, machine learning, inteligência artificial, segurança da informação... Os aplicativos escolares se tornaram imprescindíveis

“Investimos alto e de maneira constante em novas tecnologias e mão de obra especializada para semanalmente trazer novidades ao aplicativo, seja em novas funcionalidades, melhorias ou mesmo segurança. E tudo é sempre desenvolvido com base nos anseios dos colégios, extraídos de nossos contatos diários com os clientes”, afirma Andréa Pitoli, diretora do IsCool App. Lançado em 2016, o aplicativo atende centenas de instituições de ensino e cerca de meio milhão de usuários. Para se tornar um dos líderes de mercado, ao longo dos anos ampliou seu time de tecnologia e investiu também em parcerias, proporcionando integração com diversas outras ferramentas digitais educacionais. “Hoje nossos clientes podem automatizar uma série de informações importantes direto do sistema de gestão e podem também contar com um módulo específico de pagamento com recorrência e opção de split. Além do mais, o colégio pode oferecer aos pais a matrícula pelo app com assinatura digital, uma tecnologia em que fomos pioneiros no segmento e que dá muito mais agilidade às campanhas de retenção de alunos”, pontua Andréa.


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GESTÃO FINANCEIRA PREVISIBILIDADE FINANCEIRA DURANTE TODO O ANO: CONHEÇA A KEDU, SUA NOVA PARCEIRA NA GESTÃO FINANCEIRA ESCOLAR

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planejamento em investimentos e foco no seu core business. Em outras palavras, a kedu fica responsável por toda a parte de relacionamento financeiro e gestão de recebíveis das mensalidades com a família, tudo de forma muito profissional e estratégica, fazendo com que a escola não se preocupe com a inadimplência e dedique seus esforços para outras áreas. E o melhor de tudo, a kedu realiza o pagamento das mensalidades previamente para as instituições de ensino, fazendo com que as escolas tenham em caixa o dinheiro necessário para quitar contas, fazer novos investiUma das principais atividades que causam mentos, lançar projetos e consiga tamdores de cabeça é a gestão de recebí- bém manter um fundo de emergência veis, visto que muitas escolas enfrentam para situações adversas. a falta de estabilidade de faturamento durante o ano devido a inadimplência das Entenda a atuação na prática mensalidades escolares e isso prejudica de forma significativa os investimentos ne- A escola repassa todos os títulos de recessários que precisam ser feitos e eleva cebíveis da sua carteira de alunos ao os custos, além de causar incerteza de re- kedu e recebe, mensalmente, o valor referente aos títulos de forma antecipacebimento pela alta inadimplência. da pelo mesmo, mediante uma taxa em Tantas atividades extra pedagógicas se cima do valor total. A responsabilidade tornam empecilhos para escolas que pen- de toda a gestão de recebíveis passa a sam em se expandir e alcançar novos ho- ser da kedu, que fará o relacionamento rizontes, mas com a kedu, tudo isso pode com os responsáveis financeiros através ser bem mais descomplicado e eficaz. dos mais diversos canais de comunicação, como WhatsApp, telefone, e-mail, Como? Eu te explico! SMS e aplicativo, o que torna a comunicação com o responsável financeiro Garantia de recebíveis mais fluída e próxima, oferecendo tamé com a kedu bém novas formas de pagamento como A kedu é uma plataforma de gestão fi- pix e cartão de crédito. nanceira para as escolas, que oferece a previsibilidade das contas Vejamos isso na prática: a maioria das a receber, promovendo um melhor escolas particulares iniciam o ano com equilíbrio financeiro, proporcionando às o caixa positivo, visto que muitos pais só instituições uma maior possibilidade de realizam o pagamento das mensalidades

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dministrar uma escola não é uma tarefa fácil e requer bastante disciplina, organização e táticas para lidar com a parte burocrática. Afinal, por mais que as principais atividades sejam as educacionais, os gestores precisam lidar com a parte financeira, orçamental, jurídica e inúmeros pontos que uma empresa necessita, pontos esses que são trabalhosos e demandam bastante energia. E isso poderia estar sendo bem aproveitado em outras atividades, como na própria educação, que é o ponto chave de toda escola.

no ato de fazer a matrícula e logo após ficam meses inadimplentes até iniciar mais um ano letivo, isso faz com que a escola fique sem previsibilidade financeira, ou seja, não consiga manter um caixa positivo que permita estruturar melhor a instituição, investir, realizar novas atividades e se expandir, isso faz com que a escola trabalhe sempre no mínimo. Com a kedu, a escola passa a receber antecipadamente a carteira de pagamentos e consequentemente não precisa mais se preocupar em realizar a gestão de recebíveis com os responsáveis financeiros dos alunos, uma vez que, essa demanda agora é realizada pela equipe de profissionais kedu por meio de canais de relacionamento, enviando boletos, e-mail, SMS e demais meios de acionamento. Dessa maneira, a escola não só diminui os inúmeros trabalhos burocráticos como também garante uma maior previsibilidade financeira que ajuda a instituição a se manter financeiramente saudável e com potencial de crescimento bem mais elevado.


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Imagem: Adobe Stock

DICA: ERGONOMIA

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SAÚDE E BEM-ESTAR

ergonomia, presente em todos os ramos da atividade humana, pode ser caracterizada como um conjunto de estudos sobre a relação entre o trabalho e os indivíduos, a fim de garantir cuidado, segurança e um processo produtivo com saúde e bem-estar. Nas palavras de Valquíria de Lima (presidente) e Anderson Freitas (diretor) da Associação Brasileira de Ginástica Laboral (ABGL), “nos ambientes de trabalho a Ergonomia pode ser definida como um conjunto de ciências e tecnologias que buscam o ajuste mútuo entre o ser humano e seu ambiente de trabalho de forma confortável, produtiva e segura, basicamente procurando adaptar o trabalho às pessoas”.

tos de trabalho); NHO11 (avaliação dos níveis de iluminamento em ambientes internos); NBR 13966:1997 Móveis para escritório (classificação e características físicas e dimensionais).

Dessa forma, é necessário compreender que a ergonomia perpassa todas as condições de trabalho, bem como as adaptações necessárias que promovam um ambiente agradável. Nas escolas, contam Valquíria e Anderson, é importante se atentar às situações específicas de cada área. “No contexto escolar há necessidade de planejar os ajustes ergonômicos separando os diversos setores dentro de uma Instituição de Ensino, como verificar as necessidades de adequações para os funcionários que atuam na limpeza, manutenção e secretaria, alunos e docentes”, dizem.

De acordo com a Valquíria, é interessante, também, contratar empresas ou especialistas para abordar aspectos da ergonomia nas escolas. “Acredito que as instituições de ensino, sejam elas privadas ou públicas, devem contratar especialistas que promovam ações de educação sobre a ergonomia nas escolas, como palestras sobre a postura nas carteiras, utilização adequada das mochilas, divisão do peso do material escolar, a importância do esporte/ atividade física na prevenção de doenças e crescimento saudável. Ou ainda, promover minutos com alongamento, ginástica laboral para os professores, podendo ser em conjunto com os alunos, o que contribui ainda com a melhora da relação aluno-professor”, finaliza. (RP).

Para garantir uma ergonomia educacional, com contribuições significativas ao rendimento do aluno e a qualidade do trabalho do professor, é necessário observar e acompanhar certas ações, que podem ser tomadas pelo próprio gestor ou mantenedor da instituição. Essas observações devem ser amparadas por alguns critérios ou normas técnicas específicas, como: NR-17 Ergonomia (estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas); Nota Técnica 060/2001 Ergonomia (indicação de postura a ser adotada na concepção de pos-

Na prática, após realizar uma análise ergonômica total e criar um diagnóstico após esse levantamento, é preciso efetuar os ajustes necessários para garantir a ergonomia tanto para os docentes (boa iluminação, mobílias adequadas, bom posicionamento do quadro, divisão da sala com número adequado de alunos) como para os estudantes (iluminação adequada, além de práticas de prevenções e adequações de mobiliários e do ambiente de ensino).

SAIBA MAIS ANDERSON FREITAS comunicacao@abgl.org.br VALQUÍRIA DE LIMA valquiria@abgl.org.br


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Imagem: Adobe Stock

DICA: ENSINO BILÍNGUE

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APRENDIZAGEM EM INGLÊS

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a contemporaneidade, permeada por diversas demandas que envolvem contextos globais, transformações socioculturais, econômicas, políticas e educacionais, o conhecimento de um segundo idioma, especificamente a língua inglesa, tornou-se uma exigência para alcançar experiências e vivências múltiplas. “O inglês é a língua mais influente do mundo”, garante Raquel Carlos, diretora acadêmica de uma solução de inglês para as escolas.

ticais, “mas deva, sim, abranger o desenvolvimento de competências que os alunos possam aplicar em todas as demandas sociais, acadêmicas, e futuramente, profissionais, que venham a ter. Para a educação bilíngue ser efetiva, o aluno deve ser protagonista do processo, com experiências de aprendizagens significativas, e que estejam alinhadas e entremeadas com o currículo escolar”. Dessa forma, segundo Moura, se o futuro será impreterivelmente bilíngue, tecnológico, baseado em projetos e colaborativo, é preciso que as instituições de ensino repensem as suas metodologias a fim de preparar os estudantes para os desafios que se aproximam. “As habilidades do século 21 que os jovens precisam desenvolver não estão focadas na memorização, mas sim nos famosos 4 Cs: pensamento crítico, comunicação, criação e colaboração, com ênfase no aprendizado socioemocional. A escola bilíngue é um desses lugares onde podemos transcender todas as fronteiras”, diz.

Utilizada nos âmbitos profissionais, pessoais e acadêmicos, a língua inglesa oferece um “leque de oportunidades” para os estudantes, conta Raquel, principalmente se incentivada desde a infância. “Expor a criança desde cedo à língua inglesa é muito vantajoso para o seu crescimento, mesmo que ela ainda não tenha sido alfabetizada. A experiência do bilinguismo na infância tem impactos positivos no cérebro e aumenta as capacidades cognitivas ligadas à atenção, memória, raciocínio lógico e criatividade. A criança que tem contato com idioma desde pequena desenvolve a habilidade de interpretar e compreender “O inglês, que se espalhou amplamente com mais facilidade”, reflete. pelo mundo por muitas razões nos últimos cem anos, é a única língua universal da Destacando a educação bilíngue como ciência, pesquisa, mobilidade internaciouma tendência mundial, sobretudo com nal e liberdade geográfica no século 21. o número crescente de escolas que in- Desta forma, independente a direção que cluem soluções bilíngues em suas rotas de a escola do futuro tome, o inglês será o aprendizagem, Henrique Moura, diretor fio condutor deste processo. Assim, para de excelência educacional de uma escola fazer parte da escola do futuro e ajudar de idiomas que oferece programa bilíngue os jovens a serem cidadãos globais e prepara os colégios, reforça a necessidade parados para os desafios do amanhã, de uma educação bilíngue que abarque precisamos estar preparados para criar a segunda língua não apenas como um uma comunidade de aprendizagem única estudo de vocabulário e estruturas grama- e diversificada, centrada no estudante, e


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projetada para maximizar o potencial de “Um ensino pautado exclusivamente em licada aluno”, completa o diretor. vros didáticos e aulas expositivas não tem espaço no mundo contemporâneo e na APRENDIZAGEM EM INGLÊS educação bilíngue não pode ser diferente”, afirma Susan Clemesha, diretora acaAs instituições bilíngues promovem, dia- dêmica da Sphere International School riamente, um convite a diversas experi- (SP). Com uma educação inovadora e inmentações e ampliações de repertórios ternacional, utilizando o bilinguismo como que são desenvolvidos, especificamente, uma forma de conectar os estudantes a em inglês. Desse modo, o caminho para experiências globais, a Sphere trabalha proporcionar uma educação bilíngue efe- com um currículo integrado, com aulas tiva deve ser trilhado por uma metodo- em diferentes áreas do conhecimento, em logia de ensino imersiva. Como salienta português e inglês, acreditando que o deGuilherme Guerra Meira, coordenador senvolvimento linguístico deve ser articupedagógico da Educação Infantil e En- lado de maneira integrada. sino Fundamental Anos Iniciais do Colégio João Paulo I Higienópolis (RS), a “Os projetos transdisciplinares ou interaprendizagem deve ser em língua inglesa disciplinares são realizados nas duas e não de língua inglesa. línguas, oferecendo oportunidades para que os alunos construam pontes entre “Mas para que haja aquisição do idioma, aquilo que é realizado em uma língua e é necessária uma metodologia de ensino, em outra. A formação de cidadãos para não basta apenas expor a criança a um um futuro incerto e em constante transambiente com outra língua. Através do formação exige um currículo problematiuso de metodologias ativas, com ativida- zador, situado em contextos reais do dia des lúdicas, dinâmicas e que desenvolvem a dia, que integre múltiplas linguagens e a criticidade é que se dá o desenvolvi- culturas”, explica Clemesha. mento da proficiência na língua alvo”, explica. De acordo com o coordenador, o Segundo a diretora, na atualidade, uma colégio utiliza a abordagem CLIL (Content das ferramentas que podem ser utilizadas and Language Integrated Learning), tendo para auxiliar e agregar nesse processo de como foco a integração entre conteúdo e formação dos estudantes bilíngues, são as linguagem, além de desenvolver compe- ferramentas tecnológicas. “Para aproxitências e habilidades do conteúdo de uma mar nossos alunos dos textos multimodais determinada área do conhecimento por contemporâneos, a escola deve lançar meio da língua adicional. mão de uma multiplicidade de linguagens, semioses e mídias. Ao explorar essa diverA imersão na língua inglesa e o seu incen- sidade de recursos digitais, os estudantes tivo da transversalidade do bilinguismo no ampliam suas oportunidades de acessar ensino de outros conhecimentos também o conhecimento historicamente produé fomentado na Escola Eleva, que possui zido, interagir com o outro e construir unidades no Rio de Janeiro, em Recife e novas soluções”, conclui. (RP) em Brasília. Acreditando no conceito de cidadania global, a língua inglesa, na SAIBA MAIS Escola Eleva, é tão importante quanto a ISABELLA SÁ língua nativa. “Promovemos um ambiente comunicacao.brasilia@escolaeleva.com.br imersivo onde os nossos alunos são expostos à língua inglesa e têm a oportunidade GUILHERME GUERRA MEIRA de conhecer, viver e experimentar o inglês guilherme.meira@colegiojphigi.com.br através de aulas que integram os objetivos de aprendizagem linguísticos com objetiHENRIQUE MOURA vos de aprendizagem de diversas disciplihenriquemoura.elt@gmail.com nas”, destaca Isabella Sá, headmaster da Escola Eleva Brasília, unidade que trabaRAQUEL CARLOS lha com o bilinguismo em tempo integral. raqueldraycarlos@hotmail.com FORMAÇÃO INTEGRAL

SUSAN CLEMESHA contato@sphereinternationalschool.com.br


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CONVERSA COM O GESTOR INTERATIVIDADE, ENGAJAMENTO E CRIATIVIDADE COMO ELEMENTOS NECESSÁRIOS NA ATUALIDADE Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

A atualidade é permeada por diversas mudanças que refletem diretamente em todos os processos educacionais. No cotidiano escolar, especificamente, novas/outras formas relacionais com o ensino começam a surgir, na tentativa de aproximar os estudantes das demandas contemporâneas, bem como de um aprendizado engajado, interativo e criativo

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mundo mudou. Ou melhor, estamos atravessando transformações significativas que repercutem em todas as áreas sociais, inclusive – e sobretudo – na educação. Os efeitos da globalização, a intensificação do ensino a distância, a tecnologia indissociável de nossas realidades, as novas profissões que emergem, e, evidentemente, os impactos da pandemia de Covid-19, são alguns (dos vários) exemplos que ecoam em escala global, e que interferem diretamente nas dinâmicas escolares. Mantendo o foco na rotina escolar, e nas demandas e necessidades que surgem na contemporaneidade, evidenciando a urgência de (re)pensar metodologias, práticas de ensino e novas/outras relações com o aprendizado, além de inserir o aluno como protagonista do conhecimento e promover uma educação mais ativa, este especial da Conversa com o Gestor traz algumas falas de profissionais da educação respondendo o seguinte questionamento: Diante de tantas mudanças que a educação atravessa, como trabalhar na prática características como interatividade, engajamento e criatividade no cotidiano escolar? “As constantes mudanças sociais que o mundo tem passado impulsionam as mudanças na educação. A sala de aula continua sendo um grande laboratório social onde professores e alunos atravessam conflitos cognitivos e relacionais e, com isso, os estudantes vão se desenvolvendo e amadurecendo de acordo com cada faixa etária. Quando pensamos nas questões socioemocio-

e na educação colaborativa. Todos os projetos estão ligados à concepção de ‘currículo por problemas’ e, por isso, a todo momento trazemos grandes questões para dentro da sala de aula para que nossos alunos discutam e, criativamente, solucionem problemas e proponham intervenções para a realidade. Prof. João Carlos Martins – Diretor-Geral do Colégio Renascença nais dos alunos, sobretudo pós-pandemia, o processo interativo na sala de aula é um dos pilares para a construção do conhecimento e das relações. Outro ponto é o engajamento dos estudantes. É fundamental que eles se sintam parte do processo para que fiquem comprometidos e motivados a construírem o conhecimento juntos com o professor, que deixa de ser aquele que apenas dá aula, mas quem propõe projetos. Com isso, é possível reforçar o protagonismo do aluno e conquistar o grupo para que participe ativamente do processo, fazendo juntos, pesquisando, trazendo discussões e dinâmicas que conversem com as questões do dia a dia. Este caminho está intimamente ligado às soft skills, que hoje são fundamentais em qualquer área do conhecimento e em qualquer faixa etária. É nossa tarefa desenvolver o pensamento crítico, a capacidade de colaboração, o trabalho em grupo e também atitudes que levem os estudantes a trabalharem assertivamente as incertezas que vão enfrentar no dia a dia. Estes são os desafios que fortalecem o papel da escola na educação contemporânea. No Colégio Renascença, nosso trabalho pedagógico é baseado na metodologia de investigação

Desde pequenos nós os motivamos para que se engajem nessa missão de responder, dentro da faixa etária de cada um, aos problemas atuais. Isso faz com que desenvolvam o pensamento crítico e ganhem um repertório apurado para impactar positivamente a sociedade. Além disso, este modelo faz com que trabalhem em grupos diversos, interagindo entre eles e também com o que acontece no mundo, ou seja, dentro e fora da sala de aula.”

Prof. Ademar Celedônio – Diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação “O período pandêmico impactou diretamente o ensino básico, não somente pelo distanciamento entre alunos e professores, mas por todo o cenário em seu entorno, trazendo também desafios emocionais. Neste momento, portanto, é fundamental focarmos em preparar o ambiente escolar de maneira adequada e, para


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30 isso, é preciso termos como base três principais pilares: o acolhimento dos alunos, professores e, também, das famílias, na nova forma de estudar após dois anos de distanciamento social; desenvolvimento de habilidades cognitivas em conjunto com habilidades socioemocionais (é importante que haja esse equilíbrio dentro e fora da sala de aula, principalmente, no retorno desses jovens que ficaram um longo período fora da atmosfera escolar); e, por fim, fazendo com que o ato de estudar seja significativo (precisamos considerar que os jovens perderam o hábito de conviver e interagir e se habituaram a se relacionar por meio da tecnologia e ambientes digitais). Agora, com o retorno das aulas presenciais, o grande desafio é engajar os alunos dentro da sala. Além de buscarmos aproveitar cada vez mais a tecnologia para personalizar o ensino, levando em consideração as necessidades de cada aluno e a possível diferença na absorção do conteúdo que foi passado nesses dois anos de pandemia, é importante incentivar os professores a retomarem, em sala de aula, as práticas de metodologias ativas para manter a atenção do aluno e colocá-lo como protagonista de seu processo de aprendizagem. Por meio de experiências, interação, estímulo da curiosidade, aprendizagem significativa (ou seja, trazendo assuntos de seu interesse e problematizando situações e temas de seu cotidiano) e da autonomia, podemos estimular o estudante a se manter concentrado e engajado com a aula, pois somente a aula expositiva não será mais suficiente.

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Salas de aula invertidas (em que os alunos absorvem o conhecimento antes da aula para que possam trazer reflexões e perguntas para serem debatidas entre a turma e com o professor), aprendizagem baseada em problemas reais do dia a dia, rotação por estações (que pode acontecer dentro da sala de aula ou em outros ambientes da escola), grupos de verbalização e observação, atividades gamificadas e desenvolvimento de projetos são algumas das metodologias ativas que poderão ajudar os professores nesse processo. Por fim, desenvolver nesses alunos habilidades socioemocionais, como empatia, comunicação, colaboração, coragem, resiliência, entre outras, os ajudará a lidar com essa nova realidade nas escolas. Além disso, preparar os professores também para este retorno, oferecendo suporte, será fundamental para que as escolas se adaptem neste momento. A inovação, neste caso, não está somente em adotarmos tecnologias ou em mudarmos absolutamente tudo

o que temos feito nos últimos anos, mas em olharmos para o nosso trabalho com um novo olhar, agora ainda mais acolhedor, para que possamos continuar sendo ativadores e mediadores de conhecimento, para um aluno cada vez mais dinâmico e protagonista.

Carolinne Coutinho – Cofundadora da franquia Monitorias Reforço Escolar

Vitor Azambuja – Um dos criadores do programa De Criança Para Criança “Hoje, o grande desafio das escolas, neste mundo líquido, é chamar a atenção dos alunos e torná-los parte do processo de aprendizagem de forma interessante. A Gamificação é uma grande tendência atual, pois torna as aulas mais dinâmicas e é uma das metodologias ativas que mais colaboram para o engajamento e interatividade das crianças, facilitando o ensino e o aprendizado dos conceitos pedagógicos. É uma metodologia importante para mensurar resultados. O professor deve trazer para a sala de aula novos elementos que envolvem arte, pesquisa, criação de projetos, ou seja, fugir um pouco das apostilas, onde perguntas e respostas já estão programadas e que muito se distanciam do protagonismo infantil, algo que algumas escolas proporcionam como grande diferencial. Uma metodologia que não só coloca o aluno no centro da aprendizagem, mas desenvolve nele a capacidade de se reinventar, pesquisar, ser curioso e criativo, é o ‘Criando Juntos’ do programa De Criança Para Criança. Nele, as crianças criam, desenham e narram histórias em conjunto, com o professor no papel de mentor, que dá suporte e incentiva os alunos a criarem e construírem o seu próprio conhecimento de forma lúdica e divertida. Essas histórias podem tanto ser sobre os conteúdos propostos pelas áreas do conhecimento, quanto temas como racismo, bullying e muito mais. O resultado desse processo é um desenho animado desenvolvido pelo De Criança Para Criança. Um material que contém a linguagem que as crianças mais entendem e se identificam: a sua própria linguagem.”

“A educação interativa consiste em convidar os alunos a participarem de forma totalmente ativa no seu aprendizado, ou seja, é dada a autonomia no processo de ensino e aprendizagem, utilizando a tecnologia como aliada. O estudante de forma ativa trabalha com as questões propostas, o aluno é incentivado o tempo inteiro a trabalhar com autonomia, pensamento crítico, usando a imaginação e a lógica. Essa metodologia desenvolve no estudante a autonomia e responsabilidade desde cedo, trazendo vantagens ao processo de aprendizagem, no qual o aluno consegue entender que a aprendizagem é totalmente ativa. Essa metodologia é totalmente ao contrário de opções passivas de ensino, onde o aluno é o protagonista neste cenário. O ensino interativo permite que o aluno use a imaginação e a criatividade em todo caminho do ensino, podendo mostrar seu aprendizado de diversas formas diferentes. Nesta metodologia, alunos que apresentam dificuldade com a aprendizagem tradicional tomam a frente do seu aprendizado, as dificuldades são dissolvidas e esse aluno pode mergulhar em um mar de possibilidades de aprender. Assim, eles podem enxergar a sua capacidade de aprender, tornando possível todo um cenário de futuro promissor a um aluno que não se dá bem com o ensino passivo. Para os estudantes que apresentam transtornos ou dificuldades pode ser um caminho enorme para as suas habilidades. Essa metodologia envolve alunos e professores em um universo de possibilidades e formas de ensinar e aprender que incentivam alunos a procurar conhecimento, ensinar outros amigos, inventar e reinventar a forma de aprender.” “Com as mudanças de comportamento e o novo cenário digital, crianças e adolescentes se comunicam e processam informações de maneiras diferentes das de antigamente. Um ponto de atenção das escolas está em criar e manter o engajamento dos alunos. Para isso, criar um ambiente em que o aluno se sinta


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32 nidade de realizar uma atividade prática várias vezes em um laboratório virtual, por exemplo, podendo simular diferentes parâmetros e configurações, errando, corrigindo e acertando, o nível de profundidade e de retenção do conhecimento aumentam consideravelmente.

Roberto Moreno – Diretor de Educação da BYJU’S FutureSchool

Henrique Alves Camargo – CEO e cofounder da EdukaMaker

parte e seja o protagonista do estudo tem sido primordial para o desenvolvimento e aprendizado. Um modelo é o uso de metodologias ativas, como a aplicação da aula invertida, onde o aluno se desenvolve antes de chegar para uma discussão em sala de aula.

também possam ser criadores de novas ferramentas. Dessa maneira, podem se envolver mais em trabalhos em grupos, que ampliam a sociabilidade e comunicação, e em desafios de prototipagem, para ampliar a inventividade adormecida, colocando o processo de criação em suas mãos, como protagonistas, seja para inventar, seja para inovar.

Uma vez que o aluno está motivado, você cria um ambiente favorável para que ele consiga potencializar as outras habilidades, como a criatividade. Inserir técnicas de gamificação e projetos que façam os alunos colocarem a ‘mão na massa’ são excelentes oportunidades para estimular essa característica e proporcionar mais autonomia. Isso estimula o aluno a pensar fora da caixa e fora do contexto de suas configurações locais. Nestes casos, o professor atua como mentor e direciona o aluno para realizar a tarefa que o diferencia dos outros, com a sua personalidade.

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Como mencionei, para que o ensino seja envolvente, os estudantes devem se sentir pertencentes. Dividir a sala em pequenos grupos facilita a interatividade sem comprometer o tempo de aula. Com essa abordagem, o processo de aprendizagem pode se tornar mais fácil para o aluno que tem grandes ideias, mas que não se sente tão à vontade para falar em público. E o melhor, essa metodologia pode ser realizada tanto no mundo online com a funcionalidade do Breakout Rooms nas plataformas de videoconferência, mas também pode ser aplicada em uma sala de aula presencial. Hoje também existe mobiliário escolar com função pedagógica projetados para facilitar as atividades colaborativas.” “Dentro das escolas onde atuamos, ou onde já trabalhávamos, com a matéria de educação tecnológica, por exemplo, notamos que ficou mais fácil despertar o interesse dos alunos para novos projetos e desafios, uma vez que ainda estão sedentos por novas experiências. Mas manter o interesse durante o processo vem sendo um obstáculo a mais. Nossas aulas foram remodeladas para que, além do acesso às tecnologias, os estudantes

Os processos de criação e prototipagem se baseiam muito na experiência de cada aluno. Com isso, ele poderá empregar todas as tecnologias e metodologia que a escola tem acesso para compor uma solução a um desafio que trouxe para resolver e prototipar. Ainda que muitos pensem que sejam soluções mais voltadas à robótica e automação, o lado social dos projetos vem se destacando, como por exemplo: soluções para smart city e mobilidade, contribuição com afazeres domésticos, compartilhamento de momentos recreativos e até proteção e segurança dos próprios alunos ou familiares. Essa inventividade passou a ser explorada de diversas formas e formatos, seja na robótica, seja em matérias mais tradicionais, como matemática e português, com temas e abordagens mais conectadas, que trabalham buscando áreas de interesse dos estudantes e os contextos que vivenciam e experimentam durante o processo de aprendizado.”

Fagner Oliveira de Deus – CTO da +A Educação “Com o avanço da tecnologia, conseguimos ampliar significativamente a capacidade de gerar experiências educacionais transformadoras, independentemente do tempo e do espaço. Quando um estudante tem a oportu-

Ter à disposição exercícios, vídeos, textos, infográficos, livros digitais, imagens em 3D e outros tipos de objetos de aprendizagem que podem ser consultados facilmente a qualquer momento e sempre que precisar, bem como interagir com professores, tutores e colegas mesmo estando em diferentes tempos e lugares, são elementos que potencializam a aprendizagem.”

Bruna Elias – Head of school da Brasil Canadá Educação Bilíngue “A Brasil Canadá acredita que a aprendizagem por meio da experiência traz mais significado ao aluno, principalmente quando se trata de um novo conteúdo. Nesse sentido, e de acordo com as demandas dessa geração, buscamos refletir constantemente sobre nossas práticas pedagógicas, bem como estratégias que possam gerar maior engajamento e criatividade de todos. Um bom exemplo de como isso pode ocorrer na prática são as aulas de drone. Iniciamos em 2022 as aulas voltadas à tecnologia dos drones na Brasil Canadá – Perdizes (SP), com os alunos do Ensino Fundamental. Esses momentos são excelentes para que os alunos pratiquem a gestão de projetos e entendam conceitos da física e da química na prática. Além da montagem dos drones nas aulas, há o trabalho com o controle e direção do equipamento, que exige uma apurada coordenação motora, e habilidades como responsabilidade, atenção e concentração que são constantemente exigidas no processo de montagem de um drone.”


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ACESSÓRIOS (VENTIL ADORES E BEBEDOUROS), ECO-COPO, PL AYGROUNDS, TOLDOS E COBERTURAS


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