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Ed. 174 - Dez/Jan 2022

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Edição nº 174 A Revista do Gestor Escolar

ano 17 | Dezembro 2021 e Janeiro 2022 www.direcionalescolas.com.br


Direcional Escolas - Dezembro 2021 e Janeiro 2022

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Nesta Edição: 14 08 10

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Coluna - Eny Muniz Estudar gestão é tão importante quanto conhecer as teorias educacionais

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Coluna - Fernanda Misevicius Soares Conheça agora os personagens do contrato educacional

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Acesso de autistas em escolas regulares é garantido por lei!

Coluna - Christian Coelho Depois da pandemia vamos voltar a contratar

Coluna - Amanda Ribeiro

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Dica: Leitura Formação leitora

Conversa com o Gestor Educação 2022: apontamentos, sugestões e reflexões para o próximo ano letivo

Dica: Expansão Como ampliar a sua escola?


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Editorial O que esperar da Educação em 2022?

Se mantivermos a atenção no período pandêmico, os anos de 2020 e 2021 se mostraram singulares em âmbitos diversificados. As rupturas e as bruscas mudanças impactaram diretamente todas as estruturas culturais, sociais, econômicas e educacionais. E, nesse processo de mudanças significativas, o estado de pandemia decretado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, acelerou – e expandiu – reflexões sobre os nossos modos de vida, as interações sociais como um todo, além de desdobramentos e interferências diretas no sistema educacional. Em uma breve retrospectiva, ao longo do ano de 2021 (ainda em período pandêmico, mas com o avanço de flexibilizações) vivenciamos intensas (e urgentes) discussões sobre a saúde mental de estudantes e profissionais da educação; a importância da vacinação e da valorização da ciência; a necessidade do acolhimento no retorno das aulas presenciais; a efetividade prática do modelo híbrido de ensino; a percepção da importante relação e entrosamento entre núcleo familiar e instituição de ensino; entre tantas outras

características que emergiram no cotidiano escolar trazendo à tona reelaborações e adaptações de acordo com as demandas contemporâneas. À luz das mudanças que atravessam toda a estrutura educacional, trouxemos, neste especial da Direcional Escolas Dezembro/21 e Janeiro/22, alguns apontamentos, sugestões ou projeções sobre a educação em 2022. Para compor esse esp ecial, reunimos falas de profissionais que atuam em diversos setores da educação trazendo, em suas perspectivas, quais serão as principais mudanças em toda a estrutural educacional que serão sentidas e incorporadas no ano letivo de 2022. Encerramos este ciclo desejando um ótimo 2022 para todos e todas, acreditando e reforçando votos positivos e esperançosos de um novo ano que abre suas portas e nos recebe de braços abertos. Feliz 2022!

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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Todos os anos, como em um ritual de passagem, elegemos o último mês do ano como um período de profunda reflexão, bem como um momento de retrospectivas, avaliações e ponderações de situações e características marcantes atravessadas ao longo do ano. De modo geral, podemos afirmar que constantes desafios, superações, frustrações, alegrias, tristezas, conquistas, ganhos e perdas, mudanças e adequações aparecem, como pontos retrospectivos em nossas memórias, como ações e emoções que constituíram o nosso ano de 2021.


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EXPEDIENTE Diretor: Alex Santos Público: Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável: Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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F O R N E C E D O R E S

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DEPOIS DA PANDEMIA VAMOS VOLTAR A CONTRATAR

A

os poucos, tudo entrará nos eixos. A tendência para o ano que vem é uma retomada gradativa dos alunos de forma presencial, principalmente nas escolas de Educação Infantil, que foram as primeiras a perderem os alunos, mas serão as que se recuperarão mais rapidamente. A proibição às escolas em ministrar aulas presenciais e a redução do faturamento devido aos descontos, evasão de alunos e inadimplência propiciaram, na maioria das vezes, um volume atípico de demissões.

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Com o controle da pandemia, retornarão as demandas e as escolas precisarão contratar e recontratar mais colaboradores. Neste contexto, as empresas que necessitam de um grande capital humano, como as prestadoras de serviços, em especial as instituições de ensino, precisam tomar alguns cuidados na hora de formar um novo time. As escolas poderão, equivocadamente, aumentar de forma demasiada o número de colaboradores, investir em infraestrutura sem planejamento, ampliar contratações de prestadores de serviços e investir ainda mais em recursos tecnológicos subutilizados. Implantar uma política de Recursos Humanos Implantar uma política consistente de RH, isto é, de seleção, recrutamento e um onboarding* eficiente, tem como objetivo desenvolver o mais valioso patrimônio de uma empresa – as pessoas – por meio

da lapidação e capacitação continuada, retenção de talentos e aumento da produtividade, para atingir seus objetivos em busca de realizações. Desta forma, às vezes, é melhor demorar ou não contratar. Sem a existência de um planejamento de RH, só buscamos o colaborador no último momento do segundo tempo e devido à pressa, escolhemos, muitas vezes, o “menos ruim”. A minha sugestão é criar um banco de currículos e planejar antecipadamente as contratações para repor os colaboradores que perderam o emprego na pandemia.

escolas, quando cometem um erro de contratação, tentam, de forma muitas vezes infrutífera, mudar o comportamento do novo colaborador às custas de um gerenciamento constante e muito gasto calórico. Por isso, planeje com calma, faça uma triagem de muitos currículos, peça para mais de uma pessoa entrevistar, inclua dinâmicas e redações no processo de seleção e, caso tenha alguma dúvida, não contrate. *Onboarding se refere à integração e adaptação de novos colaboradores nas empresas. Possui a finalidade de instruir os novos funcionários sobre a cultura, rotina e dinâmicas da instituição.

Os cinco processos básicos de um funil de Recursos Humanos são: Agregar Banco de dados, recrutamento, seleção e contratação. Aprimorar Monitoramento, análise de desempenho e feedback. Recompensar Remuneração, benefícios e incentivos. Integrar Políticas motivacionais. Desenvolver Treinamento. Quanto ao processo demissionário, devido à concepção humanista e à cultura dos pais em reclamar das trocas dos professores, as

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / FERNANDA MISEVICIUS SOARES

DO CONTRATO EDUCACIONAL

L

uana decidiu matricular Clarice, sua filha de 5 anos, na SUA escola. Ela, divorciada, informa que tem a guarda da menina. Mas que o pai ficará responsável pelo pagamento das mensalidades. E agora? Quem deve assinar Requerimento de Matrícula? E Contrato Educacional?

o o

CONTRATANTES. A mãe, que detém a guarda da menor, figurará como RESPONSÁVEL PEDAGÓGICA, e o pai, como RESPONSÁVEL FINANCEIRO. Assim, ambos devem assinar todos os documentos referentes à matrícula da aluna. Principalmente o Contrato Educacional! Mas ATENÇÃO:

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A escola pode repassar informações financeiras para a mãe? E o pai? Tem direito de saber sobre o processo ensino-aprendizagem de sua filha? Se você é diretora ou mantenedora de escola é bem provável que já tenha passado por isso. E se não passou, mais cedo ou mais tarde, vai enfrentar essa situação. Então, prepare-se! Chegou a hora de você conhecer os “Personagens do Contrato Educacional!”. Como sabemos, todo contrato envolve, em princípio, duas partes: o CONTRATANTE, aquele que contrata o serviço; e o CONTRATADO, aquele que presta o serviço. Todavia, em alguns casos, a contratação do serviço pode se dar por duas ou mais pessoas, oportunidade em que todas assumem a posição de CONTRATANTE. É o que temos no caso da matrícula de Clarice. Mãe e pai serão os personagens deste contrato, figurando como

1. Informações financeiras devem ser repassadas apenas ao responsável financeiro, no caso de Clarice, o pai;

Quem assina o Contrato Educacional pela escola é a entidade mantenedora ou, em linguagem mais simples, a sócia da empresa! Ela é quem assina o contrato, representando a entidade mantenedora e obrigando a Escola a prestar o serviço educacional definido. Em algumas escolas, essa sócia da entidade mantenedora exerce também a função de Diretora Escolar, o que lhe permitirá assinar o Contrato Educacional.

2. Informações pedagógicas devem ser repassadas AOS DOIS! A LDB é clara ao afirmar que é incumbência da escola “informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola” (LDB, art. 12, VII). Ok, mas é como CONTRATADA? Afinal, quem assina pela Escola? Esta é outra dúvida muito comum que nos chega diariamente. E eu quero começar a responder destacando quem NÃO ASSINA pela escola. A Diretora Escolar trato pela escola! Pedagógica não pela escola! Muito da secretaria!

não assina conA Coordenadora assina contrato menos a menina

A Colunista FERNANDA MISEVICIUS SOARES É advogada especialista no setor educacional e sócia-fundadora do Misevicius & Prado Assessoria Educacional (www.mpeducacional. com.br). Em seu perfil no Instagram (@femisevicius) dá dicas diárias, auxiliando as donas de escolas em suas dificuldades rotineiras.

foto cedida pela colunista

CONHEÇA AGORA OS PERSONAGENS


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ESTUDAR GESTÃO É TÃO IMPORTANTE QUANTO CONHECER AS TEORIAS EDUCACIONAIS

I

magine acordar e ter à sua frente todo o planejamento de sua escola pronto, sem necessidade de revisão, alteração, reajuste algum. Imagine toda a sua equipe engajada, preparada, motivada em iniciar um novo ano letivo. Parece sonho, não é mesmo? Pois eu te garanto que este sonho pode ser realizado, desde que você esteja amplamente amparado por boas leituras, cursos e, principalmente, produção escrita. Um bom planejamento começa por boas e ricas discussões, é necessário reunir três ou cinco pessoas numa sala, durante um período de, no mínimo, quatro horas. E para quê? Para que possam responder a um simples questionamento: quais práticas aprendidas necessitamos levar para 2022?

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Poderíamos até usar o verbo desejar. Que práticas desejamos, porém desejo nem sempre reflete a necessidade. E algumas vezes a necessidade pode, ocasionalmente, ser mais importante que o desejo. Quando pensamos o que nos aguarda no futuro, ali na frente, em 2022, vem à minha frente uma única certeza: o futuro será, novamente, imprevisível. E nem por isso ficaremos parados, com as mãos atadas. Muito pelo contrário, o futuro novamente se apresenta como uma grande oportunidade de fazer diferente. Mas de novo? Sim, de novo e de novo. E o que podemos fazer de diferente? Aquilo que ninguém fez ainda. E o que ninguém fez ainda? Eu não tenho a resposta exata, mas posso compartilhar com vocês alguns caminhos possíveis de serem trilhados. O primeiro é o caminho da sua formação profissional. Que cursos você fez nos últimos dois anos que te ajudam a liderar melhor a sua equipe? Quais ferramentas de inovação você incorporou à sua prática gestora? Que tipo de reuniões continua fazendo? E ainda

um questionamento muito mais instigante: que práticas você abandonou definitivamente porque descobriu que não atingiam a eficácia desejada? Pois é, a gestão possui sabor e dor. E quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino. E você o que tem? Futuro ou destino? Intrigante como esta pergunta no início deste ano me fez refletir sobre as características de um bom líder, um bom gestor. Resumidamente, nos últimos dois anos, reinventamos as relações, os saberes, os quereres. Ajudamos um ao outro. Colaboramos um com o outro. Seguramos a barra um do outro. Ouvimos e fomos ouvidos. E isso não nos garante os próximos passos. Ou o próximo ano. É necessário nos prepararmos mais ainda para 2022. Por isso não se poupe o trabalho de estudar mais. Mas o que estudar? Gestão. Você não precisa mais fazer cursos na área educacional. Para pensar além da escola, é necessário obter conhecimento sobre pessoas, processos e produtos. É preciso abrir a mente a um outro vocabulário, menos acadêmico educacional e mais acadêmico da área de gestão. Estudar gestão é tão importante quanto conhecer as teorias educacionais. No livro “Reinventando as organizações”, o autor Frederic Laloux comenta: “A maioria das práticas que nos convidam para a integralidade é surpreendentemente simples. E, no entanto, temos crescido tão acostumados com os lugares limitados e quase assépticos que chamamos de trabalho, que essas práticas podem parecer inadequadas em um contexto profissional.” Nossas práticas de gestão devem ser um convite para trabalhar a nossa humanida-

de. Devemos exercer práticas que integrem e não separem, que agreguem valor à nossa equipe. E que, sobretudo, enxerguem potencial de realização em pessoas, processos e produtos. O que pode ser melhorado e necessita de nossa atenção, é ali que vamos distender tempo e energia. Revisite os processos de sua gestão, verifique o que tem funcionado e o que precisa ser modificado. E não tenha medo de mudar, não tenha medo do caos que isso pode causar. Dizem que toda grande mudança é precedida pelo caos. E mesmo o caos pode ser mensurado, calculado. Até o erro já pode ser esperado. Mas não se atreva a mudar sem antes ter a certeza de que você tem as pessoas certas ao seu lado, se possui o conhecimento necessário, o espaço de atuação, a quase certeza do êxito da mudança. E por que quase certeza? Porque algo que o cenário pandêmico nos trouxe de presente é a certeza que não temos certeza. Mas não é por isso que você ficará parado. O mundo não está em pausa, a vida não parou. E nós, gestores, temos um compromisso emergencial de propor as transformações necessárias. Há três verbos de ação que marcam a gestão do líder do futuro: fazer, atender e entregar – fazer bem-feito, atender à necessidade e entregar o que prometemos. E aí? Você está preparado?

A Colunista ENY MUNIZ

Especialista em Linguagens, Comunicação, Marketing e Serviços Educacionais. Atualmente é Diretora Acadêmica do Grupo Santillana Brasil e tem a nobre e grata missão de liderar uma grande equipe.

foto cedida pela colunista

COLUNA / ENY MUNIZ


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COLUNA / AMANDA RIBEIRO ACESSO DE AUTISTAS EM ESCOLAS

A

inclusão tem por finalidade pro-

comprovada a necessidade, e quem determina

tos protocolados na escola, na Secretaria da

mover

social

se a criança autista precisa de um mediador é

Educação (ou Delegacia de Ensino), e às vezes

deficiência,

o médico neurologista ou psiquiatra responsá-

até em juízo, caso tenham negativas.

tendo por princípio a ideia de

vel pelo caso – lembrando que o acompanhan-

que a sociedade precisa forne-

te precisa ser especializado em autismo, edu-

Desde dezembro de 2012, a Lei Federal 12.764

cação inclusiva ou desenvolvimento infantil.

instituiu a Política Nacional de Proteção dos

das

a

participação

pessoas

com

cer condições para que todos os indivíduos tenham plenas possibilidades de serem sujeitos ativos no meio social.

Direitos da Pessoa com TEA, que considera Também é previsto em lei que a educação

os autistas como pessoas com deficiência. Os

deve ser individualizada, de acordo com

autistas têm direito a todas as políticas de in-

Dessa forma, a escola é um dos ambien-

as necessidades e potencialidades de cada

clusão do país, entre elas as de Educação. As

tes que mais vivencia esse projeto de inclu-

pessoa, sendo assim o PEI – Plano de Ensino

leis são relevantes e colaboram muito na busca

são, sendo convidada a modificar toda a

Individualizado, é um direito de todas as

pelos direitos de igualdade e oportunidade de

sua estrutura física e pessoal para atender

pessoas com autismo, assim como adapta-

desenvolvimento dos autistas, mas ainda são

a essa nova demanda.

ção de materiais, de conteúdo, de local de

necessárias ações de capacitação dos educa-

ensino ou mesmo de avaliação sem qualquer

dores e maior conscientização das escolas e

São muitos os desafios vividos pela comuni-

custo adicional para a pessoa com autismo

redes de ensino para a diversidade.

dade escolar. Desafios esses vividos principal-

ou seus representantes legais.

mente pelos professores que não se encontram

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foto cedida pela colunista

REGULARES É GARANTIDO POR LEI!

Não existe inclusão sem capacitação! A capa-

muitas vezes preparados para lidar com a

Muito mais do que direito a vaga, o autista

citação é a chave para a inclusão e a acessibi-

inclusão. A falta de preparo dos professo-

tem direito a uma série de condições que vão

lidade para o autista.

res muitas vezes é usada como argumento

desde o transporte para a escola até uma pes-

para recusar a matrícula de crianças autis-

soa que irá acompanhá-lo, (pode ser chamado

tas, onde escolas indicam para as famílias

também de mediador) durante os estudos e fa-

que procurem outras escolas especializadas

zer a ponte entre o professor e o aluno, de for-

Saiba mais:

ou mais preparadas.

ma a “traduzir” o conteúdo a uma linguagem

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com

e um formato que possa ser melhor interpreta-

Deficiência

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com

da. Em alguns casos mais simples, apenas uma

w w w.planalt o.g ov.br/ccivil _03/_at o2015-

Deficiência (LBI) estabelece que a recusa da

conversa com a escola e a adoção de peque-

2018/2015/lei/l13146.htm

matrícula é considerada crime de discrimina-

nas medidas pelo próprio professor serão sufi-

Política Nacional de Proteção dos Direitos da

ção. A LBI também prevê que, “recusar, cobrar

cientes e o aproveitamento será muito melhor.

Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei

valores adicionais, suspender, procrastinar,

#QueAInclusaoVireRotina

(Lei

nº

13.146/2015):

http://

nº 12.764/2012): http://www.planalto.gov.br/

cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno

O objetivo principal de um mediador é promo-

em estabelecimento de ensino de qualquer

ver a interação social do autista com o meio

curso ou grau, público ou privado, em razão

escolar: colegas de classe, professores e fun-

de sua deficiência” constitui crime de discri-

cionários. Antes de mais nada, temos que en-

minação, punível com “reclusão de 2 (dois) a

tender o seguinte: quem determina se o autista

5 (cinco) anos e multa, e se for praticado con-

necessita ou não de um professor auxiliar é

tra pessoa com deficiência menor de 18 anos,

o médico. Não adianta os pais falarem que

a pena é agravada em 1/3.”

precisa nem a escola falar que não precisa. Uma vez estabelecida a necessidade de um

Além do direito à matrícula da criança com

acompanhante, a escola tem obrigação de

deficiência ou autismo, os pais não podem ser

conceder esse apoio à família, sendo pública

obrigados a pagar taxa extra ou mensalidade

ou privada. É comum que em um primeiro mo-

maior por professor auxiliar ou assistência à

mento muitas escolas neguem esse profissio-

criança. De acordo com a Lei Berenice Piana

nal, por isso muitos pais precisem solicitar de

12.764/2012, o autista tem o direito a um

forma documentada para que o benefício seja

acompanhante especializado, desde que seja

concedido. Isso é feito através de documen-

ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm

A Colunista AMANDA RIBEIRO Tem 38 anos, administradora, mãe do Arthur, hoje com 5 anos de idade, autista, resolveu estudar sobre autismo para ajudar o filho. Formada em Administração de Empresas, se especializou em Intervenção Precoce do Autismo pelo CBI of Miami (Child Behavior Institute) além de ser a 1ª brasileira a receber a certificação Certified Autism Travel Professional (CATP) pelo IBCCES (International Board of Credentialing and Continuing Education Standards. Consultora de acessibilidade e inclusão para inclusão de autistas e pessoas com deficiência na sociedade.


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Imagem: Adobe Stock

DICA: LEITURA

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hábito da leitura é uma ferramenta valiosa para a aprendizagem e o desenvolvimento de todos e todas. Com a leitura (e a partir dela) abre-se um mundo de possibilidades e experiências, vínculos afetivos, descobertas significativas, bem como o estímulo de interpretação de texto, conhecimento de novas palavras, a expansão da comunicação e as interações múltiplas e criativas com o conhecimento. Segundo Maria Angélica Cardoso, professora de produção de texto do Colégio Cândido Portinari (BA), “a descoberta da leitura acontece de modo particular e diferente para cada um. Pode começar desde a infância, quando os pais leem para os filhos antes de dormir, da avó que conta histórias do seu tempo, na escola com o estímulo da leitura de livros, com os professores iniciando um capítulo de uma narrativa, uma conversa com um escritor e por meio de projetos de Literatura”, avalia a professora, que há 5 anos promove projetos de incentivo à leitura. Para Solange Rodella, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Montessori Santa Terezinha (SP), “o hábito da leitura entrega uma série de benefícios que incluem empatia, fortalecimento da criatividade, construção do senso crítico, além da redução do estresse”. Além de projetos literários nas escolas e do incentivo no núcleo familiar, a relação com a leitura também pode ocorrer via tecnologias digitais em aplicativos e plataformas on-line. Letícia Reina, gestora educacional de uma plataforma de leitura, acredita que as tecnologias digitais devem ser usadas com intencionalidade pedagógica, para a formação de leitores e produtores de conteúdo. “As tecnologias po-

FORMAÇÃO LEITORA dem e devem estar a serviço da construção de leitores críticos, éticos e responsáveis. Usar as plataformas digitais e seus meios para pesquisa, por exemplo, é um procedimento que pode ser formador, no sentido de desenvolver a habilidade de busca curada, de fonte confiável”. “As buscas na internet, por exemplo, de diferentes temas, têm que ser pauta de sala de aula, fazendo com que os estudantes compreendam que, atualmente, todos podem produzir e publicar conteúdo. A questão é: como pesquisar e discernir aquilo que é seguro, confiável e verdadeiro? Todos esses procedimentos de pesquisa podem estar atrelados aos diferentes componentes curriculares e serem trabalhados na construção de conceitos e atitudes previstos na BNCC”, complementa a gestora. Para Letícia, algumas ações podem ser trabalhadas por gestoras/es escolares para potencializar o estímulo à leitura na rotina escolar. Uma delas é investir na formação leitora da equipe de educadores/as. “Quanto mais leitor e quanto mais se discutir sobre leitura com os/ as professores/as, mais se conquista um planejamento eficaz e que de fato as leituras sejam intencionais e transformadoras. Investir em rodas de literatura com os/as educadores/as, por exemplo, pode gerar em toda a comunidade escolar um incentivo à leitura”, diz. Uma outra ação é envolver as famílias “em feiras, eventos, saraus de poesias, produções coletivas de crônicas, de modo que as famílias compreendam o trabalho da escola, se engajem” e, assim, também participem da formação leitora. (RP)

SAIBA MAIS LETÍCIA REINA atendimento@direcionalescolas.com.br


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CONVERSA COM O GESTOR EDUCAÇÃO 2022: APONTAMENTOS, SUGESTÕES E REFLEXÕES PARA O PRÓXIMO ANO LETIVO

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Nos últimos dois anos, com a instituição de um cenário pandêmico, expressões como rupturas, reelaborações e adaptações adentraram em nosso vocabulário diário. Na atualidade, com uma flexibilização em ascensão e a esperança de novas vivências e experiências presenciais no âmbito escolar em 2022, quais são as principais características ou mudanças que estarão presentes no próximo ano letivo?

N

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a última década, em especial, o denso processo educacional – suas estruturas, modulações, metodologias, sistemas e dinâmicas – alcançou a centralidade de debates, reflexões, pesquisas e ações que reverberaram direta e indiretamente no cotidiano escolar. Na atualidade, ainda em um cenário pandêmico – mesmo com as flexibilizações e o aumento de pessoas imunizadas em todo o país – retomamos os debates sobre as mudanças nas instituições e, sobretudo, as possíveis características que marcarão a educação em 2022. Nesse sentido, com o intuito de adentrar nessa temática, trouxemos, neste especial da Conversa com o Gestor – que marca a passagem de 2021 para 2022 – falas de diversos profissionais que atuam em setores da educação respondendo o seguinte questionamento: Diante de tantas mudanças que atravessamos nos últimos tempos e com os reflexos pandêmicos, quais são, na sua perspectiva, as principais mudanças em toda a estrutural educacional que serão sentidas e incorporadas no ano letivo de 2022? Confira abaixo algumas destas reflexões. O especial completo está disponível em nosso site. “O cenário do próximo ano letivo certamente exigirá uma adequação de aprendizagem à nova realidade educacional, que deve ser desenhada a partir das dificuldades dos alunos. Faz-se necessário pensar objetivos de aprendizagem diferentes para crianças com níveis de

“Para 2022, acredito que a escola deverá oportunizar projetos interdisciplinares que viabilizem o cuidado com a saúde mental dos nossos alunos e professores, afetada pela suspensão das aulas presenciais, retomar o processo de ensino e aprendizagem aproveitando as estratégias digitais como um suporte de apoio que promovam a aprendizagem significativa Evelyn Camponucci Cassillo Rosa – Professora dos alunos sonegada durante a pandemia.” na Graduação em Pedagogia e na Pósgraduação em Alfabetização e Letramento da Universidade Cidade de São Paulo aprendizado diferentes, planejar e desenvolver propostas de recuperação da aprendizagem, numa perspectiva de avaliação formativa, integrando e incluindo todos os estudantes, de modo que todos possam usufruir o direito de desenvolver-se como cidadãos. Tão necessário quanto quaisquer mudanças previstas, damos destaque ao investimento à formação continuada de professores, crucial para o desenvolvimento das competências pedagógicas, que permitirão planejar ações que atendam a toda esta nova estrutura educacional.”

Andréia Cristina Nagata – Diretora dos colégios do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional

Virginie Pierin Isber – Professora de Língua Portuguesa e corretora de redação do Curso e Colégio Acesso (Curitiba/PR) “Em 2022, com o retorno total das atividades, será preciso que a escola reestruture o cronograma e ofereça um ambiente acolhedor e motivador. Assim, cabe aos professores a construção de planejamentos flexíveis para que seja possível a realização de sondagens acerca do nível de aprendizagem, não omitindo, também, a necessidade de resgatar o interesse do estudante pelo estudo. Contudo, não será possível deixar de lado a ferramenta tecnológica, ela precisa ser uma aliada nesse processo, pois instiga os alunos a desenvolverem suas habilidades e transporem conteúdos teóricos à prática.


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22 Dessa forma, verifica-se que será um ano repleto de desafios, pois a reinserção dos alunos no ambiente presencial deverá ser um trabalho em conjunto e amparado por estratégias que unam a tecnologia junto à metodologia tradicional, bem como o amparo familiar, que deve ser incorporado de maneira expressiva no processo de aprendizagem do estudante.”

que estão por vir também dão uma autonomia maior aos jovens que desejam ingressar no universo acadêmico, bem como aos que desejam cursar uma faculdade no exterior.”

Fernando Shayer – Fundador e CEO da Cloe Camino Education

Vanessa Squassoni – Diretora Pedagógica Brasileira da Scuola Eugenio Montale

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“O contexto pandêmico empurrou definitivamente as escolas para o mundo virtual. Por uma questão não só de necessidade de adaptação aos novos tempos, mas de sobrevivência também. Quem ainda não estava totalmente adaptado, precisou se adaptar em um curtíssimo espaço de tempo, para garantir a oferta formativa, onde quer que o aluno estivesse. A partir desse ponto, o efeito dominó entrou em ação, não só para o próximo ano letivo. Estruturalmente, a escola garantiu que os professores tivessem plenas condições de trabalho remoto, em termos de equipamentos e formação. As famílias, que não tinham um bom sistema que apoiasse as aulas, precisaram implementá-lo em suas casas. Em paralelo, os professores que ainda não tinham se apropriado de diversas ferramentas didáticas para o ensino à distância, aceleraram os estudos no assunto, pois o cenário passou de ‘um dia vou aprender a usar...’ para ‘tenho que usar hoje...’. São mudanças que contribuíram para incorporar definitivamente novas modalidades de ensino que estavam nos planos. A volta presencial de uma parcela dos alunos provocou uma nova adaptação, agora no próprio espaço escolar: mudanças constantes de horário de aulas para contemplar quem estava em classe e quem estava em casa; investimento em equipamentos para garantir que cada sala de aula pudesse chegar à casa do aluno; manutenção do espaçamento de 1,5m dentro e fora das classes, manutenção das ‘bolhas de convivência’ com mais monitores que acompanhassem cada uma delas; organização das quarentenas caso ocorresse sintomas da Covid-19 em alguma classe; promover o uso de EPIs por todos que usam o espaço escolar, entre outros. O reflexo desse momento será sentido nos próximos anos.”

“A pandemia trouxe à tona uma série de questões importantes em relação ao aprendizado dos estudantes na era digital em que vivemos. Na volta às aulas presenciais, isso se refletirá no engajamento dos alunos dentro da sala de aula. Uma experiência pedagógica que seja exclusivamente analógica, e em que os professores deem palestras áridas de conteúdo e não estimulem os alunos a criar, se comunicar, interagir ou criticar, será muito prejudicial ao aprendizado. Nessas circunstâncias, o corpo dos alunos estará presente, mas o cérebro, o coração e a alma estarão em outro lugar. O papel da escola na volta às aulas presenciais será esse: prover uma experiência de aprendizagem que vá além da repetição do conteúdo gratuito que está no YouTube, e usar a tecnologia a serviço do engajamento e do aprendizado.”

Luciano Egewarth – Diretor pedagógico e Erik Hörner, Vice-diretor pedagógico, ambos do Colégio Humboldt “Há uma enorme expectativa em relação ao ano de 2022. Após dois anos letivos fortemente impactados, a simples perspectiva de que os próximos 200 dias letivos serão majoritariamente presenciais já é naturalmente animadora. Neste sentido, o novo Ensino Médio deve corroborar o papel protagonista e engajado por parte dos educandos, uma vez que seu novo formato pressupõe, obrigatoriamente, a participação ativa do jovem adolescente na escolha de seus itinerários formativos e, assim, na construção de sua jornada formativa para a conclusão do ciclo da Educação Básica. Em paralelo, os aspectos socioemocionais, seja o acolhimento individual e coletivo ou o desenvolvimento de habilidades específicas, ganharam destaque. De um elemento secundário ou auxiliar à aprendizagem de habilidades cognitivas e objetos de conhecimento, o universo socioemocional, pelo abalo sofrido neste período, mostrou-se merecedor de toda a atenção e cuidado pelas escolas.

Viviane Jesuz – Coordenadora Pedagógica Sênior do Edify Education “Muitas mudanças previstas para 2022 estão relacionadas ao Novo Ensino Médio. Elas oferecem ao estudante uma possibilidade maior de se preparar para as áreas de interesse que deseja seguir. Durante os três anos que antecedem sua entrada na universidade, o aluno terá a oportunidade de percorrer trilhas aprofundadas, além, é claro, dos componentes curriculares já previstos na BNCC. No caso das escolas bilíngues ou escolas com carga horária estendida em língua adicional, essa proposta será ainda mais dinâmica. As trilhas propostas para os itinerários formativos poderão possibilitar um processo de experimentação através da língua inglesa, que estará alinhado às áreas de interesse de cada aluno. As novidades

Querendo ou não, intencionalmente ou não, temos a certeza de que as mudanças necessárias, realizadas pela pandemia e outros fatores contribuíram para valorizar o papel da escola, do professor, do aluno e das famílias no macro cenário da educação brasileira. O desafio reside em garantir a sustentabilidade e o fortalecimento dessas mudanças.” “A principal mudança será na relação entre as famílias e as escolas. As escolas entraram nas casas dos estudantes e os pais tiveram a oportunidade de acompanhar de perto o desenvolvimento do trabalho dos professores, tanto do ponto de vista pedagógico, quanto na relação professor/aluno. As famílias desejam manter essa proximidade, e as escolas deverão manter seus canais abertos.


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Yan Navarro – Diretor acadêmico da rede de escolas Luminova Os eventos on-line também permanecerão, tanto para reuniões e encontros quanto para questões pedagógicas. Os alunos se adaptaram, as famílias também. A relação das pessoas com o tempo de deslocamento, especialmente nas cidades grandes e médias, mudou completamente. Dessa forma, a presença física dos responsáveis nos colégios será para momentos especiais.”

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Edson Luiz Mendes – Coordenador pedagógico do Ensino Médio do Marista Escola Social Lucia Mayvorne

“Para 2022 os desafios aumentaram, pois os estudantes foram impactados pela pandemia, nos estudos, na convivência familiar, na interação social, na proficiência acadêmica e ainda estão abalados emocionalmente pela pandemia. A sociedade vem exigindo um novo perfil juvenil para o acesso ao mercado de trabalho, com maior criatividade, autonomia, protagonismo e capacidade de trabalho em equipe, junto de certa expertise na relação com as novas tecnologias. As novas profissões, em formato digital, vêm surgindo velozmente e a educação enquanto ‘preparadora ao exercício da cidadania e qualificação ao mercado de trabalho’, precisará avançar no suporte com os equipamentos e ferramentas tecnológicas e digitais. Sem desconsiderar as experiências anteriores, a estrutura educacional necessita de transformações cultural, social e tecnológica, fomentando maior coparticipação, intervenção e resultados práticos (relação conhecimento e contexto – teoria/prática) a partir de novas aprendizagens onde os estudantes sejam sujeitos ativos de seu processo formativo.” “A principal mudança, em 2022, será mais focada no novo Ensino Médio, na BNCC e nos itinerários formativos. A base educacional que temos remonta às cenas da Revolução Indus-

Giba Barroso – Especialista em educação e um dos idealizadores da plataforma De Criança para Criança trial, o mundo e a tecnologia mudaram, mas o ensino nem tanto. Esse é o maior desafio: trazer algo atual para os alunos que seja aplicado dentro da sala de aula. Porém, o grande desafio que teremos ano que vem é colocar o professor nesta posição up to date para trabalhar dessa maneira com os alunos, e colocar os alunos como protagonistas, que é exatamente isso que esse novo ensino médio busca: o protagonismo do aluno.” “Entre as principais mudanças para o próximo ano temos a continuidade de melhorias nos modelos híbrido e EAD, no sentido de se adequarem mais às necessidades dos alunos. A forma de ensinar, aprender e avaliar os estudantes seguirá se adaptando nesse sentido. A dinâmica da sala de aula vai continuar se aprimorando nesses modelos. No começo da


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Leo Ferreira – Regional Marketing Manager LATAM, Turnitin

Juliano Costa – Professor e vice-presidente de produtos educacionais Pearson LATAM

pandemia, tínhamos professores replicando a aula presencial, mas em um ambiente on-line. Agora os docentes já adquiriram mais prática nessas modalidades e poderão incluir propostas de sala de aula invertida, por exemplo, com o professor dedicando mais tempo para mentoria, apresentando estudos de caso e realizando atividades entre pares. As avaliações provavelmente seguirão de forma mais frequente, permitindo um maior acompanhamento do progresso dos alunos e transformando as tarefas em momentos de aprendizagem.”

virtualização da aprendizagem. No entanto, cada um desses itens precisa ser analisado à luz dos efeitos pedagógicos obtidos e das limitações que as unidades escolares têm para implementar essas soluções, seja no campo estrutural (instalações, recursos, etc.) seja no campo educacional (formação de professores, gestão curricular, dentre outros).

à educação de qualidade para mais pessoas. O aluno recebe on-line o conteúdo para estudar. Ele vai se preparar, estudar aquele material no seu ritmo e da forma que lhe for mais adequada, e depois ele vai para o campus da universidade para interagir com seus pares, desenvolver atividades práticas. Nesse modelo de sala de aula invertida, o aluno vai ter o professor como um mediador desse processo de aprendizagem. Além disso, as pessoas vão viver mais e terão de ir estudando e reaprendendo ao longo de toda vida ou desaprendendo e tendo que reaprender. É o conceito de lifelong learning. E nessa perspectiva, todos vão ter múltiplas e diferentes atividades ao longo do seu ciclo de vida.”

“Acreditamos que o ensino híbrido será uma grande tendência e democratizará o acesso

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“Particularmente, entendo que o ano letivo de 2022 será um ano de síntese, ou seja, um ano de combinação entre melhores práticas, modelos pedagógicos e de gestão educacional anteriores à essa pandemia e elementos diversos que surgiram dentro do cenário pandêmico, a exemplo da multiplicação de soluções digitais de aprendizagem, hibridização do ensino e

É óbvio que os cenários para 2022 continuam sendo desafiadores e o retorno à escola nos moldes presenciais de 2019 parece ainda um sonho um pouco distante, mas entendemos que um esforço extra nessa jornada de adaptação ao novo, de combinação de oportunidades entre o passado e o presente para se construir o futuro é o melhor caminho que a educação pode seguir nesse momento de retomada.”

Celso Kiperman – CEO da +A Educação


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Imagem: Adobe Stock

DICA: EXPANSÃO

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COMO AMPLIAR A SUA ESCOLA?

expansão de uma instituição de ensino – seja através da abertura de uma nova unidade escolar, a mudança para um espaço maior ou até mesmo a ampliação de etapas de ensino ou a oferta de novos cursos – envolve, de certa maneira, a elaboração de um projeto eficaz e bem detalhado contendo planejamentos assertivos e resoluções para os aspectos estruturais, legais e pedagógicos.

porque não preencheu o prazo de requisitos da diretoria de ensino”, diz a diretora. Outro ponto é se atentar ao local onde acontecerá a expansão. “Uma construção possui demandas com vizinhos, tem RIT (Relatório de Impacto de Trânsito), precisa verificar se a rua comporta o número de carros que irá receber, como é o fluxo, etc.”, alerta.

Para além dos elementos que envolvem todo o planejamento, a expansão da instituição de ensino promove alguns pontos positivos, como o aumento da concorrência; a diversidade de escolas com diferentes filosofias e metodologias de ensino; e, “para a instituição que aumenta sua capacidade física, aumenta também sua lucratividade, oferta mais espaço físico e ambientes colaborativos para os seus clientes e sua competitividade no segmento”, afirma Marizane Piergentille, pedagoga e diretora de educação da Rede Adventista do ABC e Litoral.

Dentre os procedimentos que devem ser trilhados para abrir uma instituição de ensino ou, até mesmo, entrar em um processo de regularização, conhecer as questões legais e estudar a legislação educacional são fatores fundamentais. “Uma assessoria para auxiliar nos aspectos legais pode ser relevante”, afirma Marizane. “Se você não tiver o domínio sobre as informações legais, a indicação é que procure a diretoria de ensino para compreender as orientações sobre todas as questões jurídicas da prefeitura, de engenharia, e outras informações”, completa.

ASSESSORIAS

PLANEJAMENTO Uma das primeiras características que devem ser observadas para traçar a expansão de uma escola é manter o foco no planejamento – e não apenas no planejamento financeiro. De acordo com Marizane, uma escola precisa de 120 dias após a construção e todas as autorizações reunidas, para enviar o pedido de expansão e/ ou de implantação para a diretoria de ensino vistoriar e realizar as diligências. “Normalmente são escolhidos 3 supervisores para determinar se a escola está preparada para a expansão. Esse planejamento é necessário, pois pode acontecer de terminar de construir uma escola em dezembro e não ter tempo de começar as aulas no ano seguinte

Outra dica de assessoria, que pode auxiliar na divulgação do projeto de expansão, é o enfoque no marketing escolar. “Hoje, todo o marketing na Rede Adventista deixou de ser físico e passou a ser digital. Banimos os folhetos e outdoors e focamos no marketing digital, e isso nos resultou em 30% a mais de alunos novos matriculados para 2022”, explica a diretora. (RP)

SAIBA MAIS MARIZANE PIERGENTILLE marizane.fenske@adventistas.org.br Em nosso site disponibilizamos um material extra sobre o assunto com uma entrevista na íntegra com José Luiz Aliperti, fundador e CEO da Escola Mais.


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Ed. 174 - Dez/Jan 2022 by Revista Direcional Escolas - Issuu