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Ed. 173 - Novembro

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Edição nº 173 A Revista do Gestor Escolar

ano 17 | Novembro 2021 www.direcionalescolas.com.br


Direcional Escolas - Novembro 2021

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Nesta Edição: 08

16 Coluna - Christian Coelho Quando a demissão é inevitável?

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Coluna - Reinaldo Domingos A hora e a vez da educação financeira nas escolas

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Família & escola: (re)construindo as alianças no retorno às aulas presenciais

Dica: Brinquedoteca Escolha dos brinquedos

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Dica: Proteção de Dados LGPD e a escola

Coluna - Camila Cury Saber gerenciar a emoção será decisivo para um bom resultado no ENEM

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Conversa com o Gestor

Coluna - Susan Clemesha Processos formativos dos docentes são parte fundamental para uma educação bilíngue de qualidade

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Informe Publicitário “O espaço maker preparando mentes para o futuro”

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Dica: Alimentação Cardápio saudável


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Editorial

Família & Escola

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), filhos que contam com a participação dos pais nos processos de aprendizagem conseguem melhor desempenho na vida escolar. Em ciências, por exemplo, esses estudantes apresentam média de 414,08 pontos, enquanto aqueles que não têm acompanhamento dos pais ou respon-

sáveis para os estudos chegam a uma média de apenas 357,19. Para o consultor pedagógico e key account manager da Conquista Solução Educacional, Fernando Vargas, os resultados do levantamento refletem aquilo que os profissionais de educação já perceberam há muito tempo: quando família e escola andam juntas, crianças e adolescentes conseguem desenvolver melhor tanto o conhecimento formal quanto as habilidades socioemocionais. “Contar com a participação das famílias no cotidiano de aprendizagem é fundamental para que esses jovens se sintam cada vez mais confiantes em sua trajetória acadêmica”, afirma.

Atualmente, atravessamos um outro período, de maior flexibilização e com grande parte das instituições de ensino operando em regime presencial. Ou seja, se nos semestres anteriores tivemos uma alteração significativa que atrelou a rotina de pais e/ou responsáveis no cotidiano direto dos/ as estudantes, como manter essa relação família & escola no retorno às aulas presenciais? Para adentrar nessa discussão, trouxemos um especial na Conversa com o Gestor desta edição abordando quais ações podem ser realizadas para manter os vínculos entre familiares e escola nesse momento de retorno das aulas presenciais. Boa leitura!

A pandemia do novo coronavírus, instaurada no primeiro semestre de 2020, alterou todo o sistema educacional. Desse modo, acompanhamos como a densa ligação entre família e escola sofreu reajustes, já que o processo de aprendizado saiu das salas de aula e adentrou as salas residenciais. Assim, a pandemia não só aproximou familiares do cotidiano escolar dos/as filhos/as, como intensificou um elo, uma parceria e uma nova relação entre pais/mães/ responsáveis e instituições de ensino.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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A relação família-escola é, de fato, um elemento significativo para o desenvolvimento de cada estudante. A escola é a porta de entrada do conhecimento, da sociabilidade, um universo repleto de descobertas, experiências e vivências que compõem a jornada de cada aluno e aluna. O núcleo familiar, por sua vez, é a representação mais poderosa na influência e no desenvolvimento da personalidade e formação de consciência da criança. A base estabelecida no âmbito familiar provoca uma sensação prazerosa às crianças, que encontram um espaço natural para seu desenvolvimento, cultivo de valores humanos, solidificação da responsabilidade e uma segurança inigualável. E, consequentemente, a participação familiar influencia diretamente no processo de aprendizagem no cotidiano estudantil.


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EXPEDIENTE Diretor: Alex Santos Público: Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável: Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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QUANDO A DEMISSÃO É INEVITÁVEL?

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e os processos de gestão e análise de desempenho da escola são eficientes, o colaborador já sabe o risco que corre e a demissão não será inesperada.

Antes de demitir um colaborador, a escola tem o papel de fazer com que ele mude o comportamento ou melhore seu desempenho por meio das etapas apresentadas a seguir: 1 - Ao verificar o início do comportamento negativo, queda de produtividade, desinteresse e reclamações, utilize as reuniões em grupo para dar o primeiro feedback, sem identificar o colaborador.

• Escute as réplicas. • Tente chegar a um consenso. • Gere um acordo claro expondo as expectativas com metas e prazos claros. • Monitore as providências tomadas e mudanças de comportamento. Relembre o acordo, os prazos, as expectativas e discuta os possíveis corretivos. 3 - Caso não haja melhoras, faça uma advertência verbal, indicando as maneiras pelas quais o comportamento deve melhorar e dê novamente um prazo.

2 - Persistência ou aumento do comportamento negativo – Este é o momento do coaching pessoal, isto é, o colaborador precisa ser monitorado individualmente. É importante citar os casos reais e específicos das falhas ocorridas.

4 - Se o comportamento persistir, faça uma advertência formal por escrito.

Divida os encontros em 2 etapas:

• Vá direto ao ponto. Nos primeiros 30 segundos da entrevista, diga à pessoa que ela deverá sair.

5 - Processo demissionário - Se não houver alternativa e a demissão for inevitável, siga os pontos abaixo:

• Tome providências para garantir que a pessoa não tenha acesso a um computador ou informações confidenciais. • Prepare toda a documentação necessária e garanta que não fiquem lacunas que permitirão processos trabalhistas no futuro. • Peça para o demissionário preencher o questionário de desligamento. • Comunique à equipe. Antes que os rumores se espalhem, junte todos e explique breve e objetivamente a causa da demissão, sem entrar em detalhes que exponham o demitido. • Garanta que não fique uma impressão de injustiça. Aproveite o momento para deixar claro que quem trabalha bem é valorizado e quem não tem bom desempenho ou comportamentos negativos não pode fazer parte da organização. • Reforce a cultura da escola.

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Explicação, consenso, prazos e mudanças. • Inicie com perguntas genéricas sobre o estado emocional da pessoa, o que ela acha e como se sente.

• Seja claro e específico nas deficiências de comportamento ou produção.

• Defina o tipo de comportamento negativo.

• Não se desculpe. A pessoa teve inúmeras chances para mudar.

• Dê exemplos reais do comportamento e explique o porquê de serem negativos.

• Assegure-se de que uma testemunha esteja presente para o caso de uma ação legal.

• Apresente os malefícios que o comportamento acarreta a ele, ao grupo, ao cliente e à instituição.

• Demita na sexta-feira.

Reflita ao final de todo o processo. A demissão nunca é unilateral. A escola pode ter escolhido a pessoa errada para a funções, ou não soube capacitar e gerir. Avalie o que pode ser melhorado para reduzir os casos futuros de demissão.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / REINALDO DOMINGOS

FINANCEIRA NAS ESCOLAS

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s projeções para as escolas para os próximos anos parecem ser bem melhores do que as últimas. Mas é preciso que as instituições estejam preparadas para um novo cenário pós-pandemia: a hora agora é de reavaliação e adequação às novas exigências. Neste novo momento de novas adequações, um ponto que já vem ganhando grande destaque e se consolidará como uma necessidade para as instituições no próximo ano é a educação financeira na sala de aula.

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Os tempos estão mudando para melhor, lembro que quando iniciamos nossos trabalhos com a educação financeira no início dos anos 2000, pouquíssimas pessoas falavam sobre esse tema e a confusão com finanças pessoais era inevitável. Agora a realidade é outra, o próprio Governo Federal já dá grande destaque ao tema. Esse fato é muito relevante, mas é preciso cuidado ao tratar esse tema, ainda existe a confusão desse assunto com algo ligado às ciências exatas, mas sempre destaco que a educação financeira é uma ciência humana – tratada como tal e sendo aplicada de forma ampla, deverá impactar de forma definitiva e consolidada a população nos próximos anos. É preciso entender também que, para a implementação desse conteúdo de

forma estruturada, é preciso do real suporte dos professores, precisando estes estarem devidamente empoderados sobre esta ciência. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro. É preciso que as instituições entendam que a educação financeira é uma ciência humana que busca a autonomia financeira, fundamentada por uma metodologia baseada no comportamento, com o objetivo de construir um modelo mental que promova a sustentabilidade, crie hábitos saudáveis e proporcione o equilíbrio entre o SER, o FAZER, o TER e o MANTER, como escolhas conscientes para a realização de sonhos e necessidades. É fundamental que esse entendimento da importância do tema chegue aos nossos líderes educacionais, lembrando que esse será um diferencial também competitivo para a instituição. Lembrese: qual é a principal preocupação dos pais? O futuro dos filhos. E nesse ponto entra o futuro financeiro, que é ensinado pela educação financeira.

Unicamp, é grande o valor dado aos pais ao tema, sendo que 95% dos entrevistados cujos filhos estão recebendo educação financeira responderam que é um grande diferencial em sua educação. Isso sem contar que os resultados da inserção do conteúdo terão duas formas de retorno: a mensurável, que pode ser reconhecida diretamente em negócios (mais matrículas, retenção e queda na inadimplência); e a não mensurável, como o estabelecimento da marca enquanto referência no mercado, por exemplo. Ambos são resultados de um investimento assertivo em marketing. Frente a tão importantes pontos, não tem como não observar que a educação financeira não se trata mais de apenas um tema a ser inserido na grade curricular da escola. É algo fundamental para as instituições que queiram se destacar em um mercado cada vez mais concorrido.

O Colunista REINALDO DOMINGOS

Um dos diferenciais do tema é que ele se adequa a qualquer público-alvo. Conforme a pesquisa A Importância da Educação Financeira nas Escolas, realizada pela Associação Brasileira de Educação Financeira (ABEFIN) em parceria com o Instituto Axxus e a

PhD em Educação Financeira, autor de coleções de educações financeiras para escolas, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (https://www.abefin. org.br) e da DSOP Educação Financeira (https://www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller “Terapia Financeira”.

foto cedida pelo colunista

A HORA E A VEZ DA EDUCAÇÃO


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PROCESSOS FORMATIVOS DOS DOCENTES SÃO PARTE FUNDAMENTAL PARA UMA EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE QUALIDADE

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as últimas décadas, vimos o crescimento acelerado da educação bilíngue de línguas de prestígio, ou seja, aquela que oferece instrução na língua nacional e em outra de prestígio internacional, nesse caso, a língua inglesa. Por causa disso, a demanda por escolas bilíngues português-inglês impulsionou também a criação de diferentes modelos de escolas deste segmento, cada qual com diferentes concepções e características.

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Nesse cenário, a ausência de orientações nacionais motivou o Conselho Nacional de Educação a formular as Diretrizes Curriculares Nacionais para a oferta de Educação Plurilíngue, aprovadas em julho de 2020, mas que ainda aguardam homologação do Ministério da Educação. As novas Diretrizes indicam alguns referenciais que devem ser observados, principalmente quanto à licenciatura, proficiência linguística e formação complementar dos professores que atuam na área. Quando consideramos os desafios de formar jovens para um futuro cada vez mais diverso e multilíngue, não podemos deixar de compreender também as necessidades formativas dos professores que atuam nesse contexto. Quais concepções de língua e linguagem embasam sua prática? Como o currículo bilíngue pode ser organizado visando a ampliação do repertório bi/multilíngue dos alunos? Como criar engaja-

mento e desenvolver mobilidade em diferentes contextos? Compreender a integração bilíngue pressupõe uma mudança de paradigma. Significa conceber língua e linguagem de modo mais dinâmico e interconectado, em que os sujeitos bi/ multilíngues estão constantemente ampliando seu repertório por meio de experiências diversificadas vivenciadas em suas duas – ou mais – línguas. Por esse motivo, compreender os processos de aprendizagem e desenvolvimento de alunos bilíngues é responsabilidade de todos os professores das escolas bilíngues, não apenas daqueles que atuam em língua adicional. Por isso, é importante incluir os docentes em processos formativos, além de alocar horários de planejamento colaborativo semanais entre os que atuam nas diferentes línguas da escola. Essa formação, voltada a um processo colaborativo, deve contemplar não apenas a divisão de tarefas, mas a criação de experiências de aprendizagem diversificadas para a mobilização do repertório linguístico dos alunos de modo integrado. O diálogo entre professores sobre como trabalhar o currículo, de modo que uma língua amplie e aprofunde a outra, é fundamental nas escolas bilíngues. Também, é essencial que os professores reflitam juntos sobre os resultados de aprendizagem, os percursos e desafios de cada aluno. Na Rede de Escolas em que atuo, a colaboração e a formação contínua de

professores são dois pilares essenciais. As perspectivas pedagógicas e linguísticas que fundamentam a prática em sala de aula são constantemente discutidas e ampliadas, a partir de diferentes atividades e eventos formativos. Dentro e fora da escola, o planejamento colaborativo e a integração entre os professores que atuam nas diferentes línguas da escola favorecem a expansão das vivências bilíngues e a constituição da mobilidade dos alunos em diferentes contextos. Uma equipe pedagógica engajada e inovadora requer um processo formativo igualmente engajado e aberto a novas perspectivas. Por isso, as escolas bilíngues precisam ir além e devem abrir espaços para a discussão crítica sobre a formação integrada de seus professores bi/multilíngues.

A Colunista

SUSAN CLEMESHA É bacharel em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo e mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP. Diretora acadêmica da rede Sphere International School, atua na área de formação de professores e desenvolvimento de currículo para escolas bilíngues (português e inglês) e internacionais. Professora de pós-graduação em Educação Bilíngue, integra o grupo de pesquisa LACE (Linguagem em Atividade no Contexto Escolar) e GEEB (Grupo de Estudos em Educação Bilíngue), vinculados à PUC-SP.

foto cedida pela colunista

COLUNA / SUSAN CLEMESHA


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COLUNA / CAMILA CURY PARA UM BOM RESULTADO NO ENEM

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ovembro é um mês bastante importante para milhares de jovens que vão prestar o Enem 2021, Exame Nacional do Ensino Médio. Afinal, esses adolescentes estão diante da possiblidade de iniciar uma nova etapa da vida: o ingresso no Ensino Superior. Esse é um período de muitos sonhos, expectativas e, também, de muita ansiedade para os estudantes, suas famílias e seus educadores. Na véspera de uma prova tão importante, no dia do exame até a data de divulgação das notas, todos esses personagens vivenciam um turbilhão de emoções.

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Agora, não adianta mais se debruçar sobre uma pilha de livros para estudar. Essa atitude, inclusive, só aumentará o estresse do candidato. Neste momento, o que fará a diferença e será decisivo para um excelente resultado no Enem é uma boa gestão da emoção. Esse gerenciamento deve conter boas doses de coragem e de confiança em si próprio. O medo aumenta a ansiedade e trava a inteligência. O estudante deve ter em mente que há sempre chance de recomeçar e que o Enem não é o fim de uma jornada, mas só o começo. Acreditar em si mesmo é essencial. O conhecimento adquirido ao longo dos anos está armazenado na memória e se o aluno souber controlar o estresse, conseguirá acessar o conteúdo aprendido. Na véspera do Enem, é fundamental descansar o cérebro com alguma atividade prazerosa, como assistir a uma série na TV, ler um livro ou passear

com os amigos. Além disso, é preciso se organizar: separar a caneta da cor correta para realização da prova, os documentos, máscara, álcool em gel e garrafinha de água. Outra dica é verificar o tempo de deslocamento até o local do exame.

Para oxigenar de maneira adequada o cérebro, é preciso exercitar a respiração: inspirar pelo nariz durante cinco segundos, segurar por mais cinco segundos e, depois, expirar devagar pelo mesmo tempo. Isso vai ajudar a tranquilizar os pensamentos.

Alimentação leve e uma boa noite de sono também ajudam na gestão das emoções e pensamentos, além de serem importantes para aumentar a concentração e melhorar o desempenho no Enem.

O Enem é só mais um desafio dos inúmeros que os jovens enfrentarão ao longo da vida. Por isso, é essencial estar preparado, desenvolver as competências e habilidades socioemocionais para nutrir a inteligência emocional.

No momento da prova, o estudante deve alimentar sua confiança para abrir as janelas da inteligência. Para isso, basta começar com as matérias que tem mais facilidade e não travar em questões que não conseguir responder. Se isso acontecer, é melhor ir para outras e, depois, retomar aquela que ficou em dúvida.

E esse preparo pode e deve ser iniciado desde a infância. Assim, formam-se pessoas resilientes, criativas, proativas, com boa autoestima, capazes de solucionar problemas, que se relacionam bem com os outros e consigo, e que têm a consciência de que fazem parte de uma sociedade mais saudável.

Deu branco? Praticar o DCD é a saída! O DCD – Duvidar, Criticar e Determinar – é uma ferramenta da Teoria da Inteligência Multifocal (TIM), de autoria do meu pai, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, muito importante para a gestão da emoção. Ela consiste em duvidar de seus pensamentos, criticá-los e determinar agir assertivamente. Ou seja, o aluno dialoga consigo mesmo e determina que estudou e sabe responder aquela questão. Nosso cérebro cansa durante a prova, são muitas horas de plena concentração e esforço. Por isso, é essencial fazer pequenas pausas para recuperar a energia e a atenção. Se espreguiçar, ir ao banheiro, lavar o rosto e tomar água são algumas boas opções.

A Colunista CAMILA CURY Fundadora da Escola da Inteligência, psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal e em Análise do Comportamento Humano. Autora do livro “A beleza está nos olhos de quem vê” e de materiais da EI. Filha do escritor e psiquiatra Augusto Cury, idealizador da Escola da Inteligência, o maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1000 escolas de ensino básico por todo o país. Camila é colunista na Revista Família Cristã, na qual escreve artigos sobre educação socioemocional, comportamento e assuntos relacionados às emoções, e, também, é colunista no site Canguru News, com artigos mensais sobre educação de crianças e adolescentes. É mãe de Augusto, de 5 anos, e Alice, de 4.

foto cedida pela colunista

SABER GERENCIAR A EMOÇÃO SERÁ DECISIVO


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“O

ESPAÇO

MAKER,

PREPARANDO

MENTES PARA O FUTURO” Imagem: Adobe Stock Por Laercio Tadeu de Oliveira Diretor Técnico – Comercial da Tecnoimagem Tecnologia Educacional

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“Espaço Maker” está invadindo os ambientes educacionais, apresentando uma proposta com uma abordagem tradicional de educação, valorizando a autonomia, o pensamento reflexivo e crítico, a criatividade e a cooperação entre os estudantes, colocando-os como protagonistas da própria aprendizagem.

de iniciativas que colocam a prática como condutora do processo de ensino-aprendizagem. O grande intuito de um “Espaço Maker” nas escolas é proporcionar aos estudantes um lugar que as ideias aflorem, e é esperado que eles aprendam na prática.

O termo “maker” pode ser traduzido como “criador” ou “construtor”, e remete diretamente à filosofia do “faça você mesmo”. A ideia do movimento é a de que qualquer pessoa, que desenvolva conhecimentos e tenha acesso aos instrumentos adequados, possam desenvolver suas próprias saídas para os problemas do cotidiano.

Com diferentes recursos reunidos em um só lugar, por meio do mediador os alunos tornam-se criadores de soluções inovadoras para os desafios que lhes são apresentados, fazendo isso de forma integrada com os conhecimentos apreendidos em várias disciplinas curriculares.

No contexto escolar, o “Espaço Maker” cumpre exatamente essa função. Isso significa um espaço apropriado e favorável para colocar em prática seus conhecimentos prévios, aprimorando e recriando, por meio das criações que proporcionam um aprendizado significativo para os alunos por meio da filosofia do “faça você mesmo”.

O que é um Espaço Maker? Um “Espaço Maker” supera o próprio espaço físico, visto que a sua implementação está ligada a diversos tipos

Essa proposta pedagógica compõe as metodologias ativas de ensino.

As funções mais importantes da educação é formar cidadãos, isto é, sujeitos capazes de viver em sociedade e de responder aos desafios de seu próprio tempo. As instituições de ensino têm a obrigação de preparar os seus alunos para o presente e futuro, incentivando o desenvolvimento não só das habilidades cognitivas, mas também de competências socioemocionais (nomeadas soft skills). Primeiramente, faz-se necessário dizer que tecnologia nada mais é do que

aquilo que a gente cria para resolver um determinado problema. Focando na competência dos alunos, o processo de aprendizagem do “Espaço Maker” permite que eles tenham contato e agreguem as funcionalidades dos mais diversos tipos de tecnologia de acordo com as necessidades apresentadas pela sociedade tecnológica do século XXI. Por isso que as escolas devem investir em espaços que estimulam o aprendizado por meio da prática e saem na frente quando o assunto é preparar os estudantes para os desafios da vida adulta! A Tecnoimagem está amplamente sintonizada com essa tendência, trazendo o método ativo de aprendizagem maker como uma das bases de projetos pedagógicos.


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CONVERSA COM O GESTOR FAMÍLIA & ESCOLA: (RE)CONSTRUINDO AS ALIANÇAS NO RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

A instituição escolar e o núcleo familiar constituem, juntos, uma aliança de extrema importância para o desenvolvimento dos estudantes em diversos aspectos. Com a pandemia da Covid-19 e as suas repercussões, observamos uma intensificação no entrosamento entre família e escola. Atualmente, com o retorno das aulas presenciais em vários estados, como manter o denso entrosamento entre familiares e estudantes?

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relação família-escola, assim como diversas interações com/ no cotidiano escolar, sofreu alterações significativas desde a instauração da pandemia do novo coronavírus no primeiro semestre de 2020. Após quase dois anos em aulas totalmente on-line, atualmente atravessamos um período de maior flexibilização e com grande parte das instituições de ensino operando em regime presencial. Nesse processo de transições, é preciso estreitar o olhar para a preservação do elo família & escola. Se nos semestres anteriores tivemos uma alteração que atrelou a rotina de pais e/ou responsáveis no cotidiano direto dos/as estudantes, como manter essa relação família & escola no retorno às aulas presenciais? Para adentrar nessa discussão, conversamos com psicólogas, diretoras/diretores, coordenadoras e questionamos: Quais ações podem ser realizadas para manter o vínculo entre familiares e escola nesse momento de retorno das aulas presenciais? “No retorno às aulas presenciais, alunos e pais ficam ansiosos. Por isso, há a necessidade de permanência do vínculo escola-família, e acredito que os momentos de escuta e diálogo são os melhores

com as emoções de alunos, famílias e educadores. Por isso, mais do que nunca, o vínculo entre família e escola precisa ser fortalecido para que toda a comunidade escolar passe por esse período com inteligência emocional e leve na bagagem da vida competências e habilidades essenciais para este novo mundo. Ana Paula Pontes de Castro – Orientadora educacional no Colégio Academia (Juiz de Fora)

caminhos para o retorno tranquilo. Nesse sentido, é fundamental uma preparação segura dos cuidados e regras para o retorno. É preciso momentos de reflexão com as famílias e garantir a comunicação contínua e o acesso à informação. Uma boa estratégia são os atendimentos individuais entre a escola e a família, pois fortalecem os laços e auxiliam em questões específicas do estudante, personalizando a orientação e o acompanhamento. A escola deve se manter acolhedora, proporcionando informação, parceria, segurança e empatia.” “O retorno às aulas presenciais está acompanhado de muitos desafios: recuperar o possível atraso de conteúdo, ter cuidado para que os protocolos de saúde sejam seguidos e, principalmente, lidar

Camila Cury – Psicóloga e fundadora da Escola da Inteligência

Nas primeiras semanas da retomada, é importante trabalhar práticas de acolhimento e fomentar ações para a saúde e segurança. Para isso, é fundamental criar momentos nos quais todos se sintam seguros para trocar ideias, verbalizar seus sentimentos e escutar o outro. Dinâmicas e rodas de conversas presenciais e atividades artísticas para casa que envolvam os familiares são algumas ideias para a escola acolher, demonstrar empatia e fortalecer o vínculo com as famílias.”


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permite que os pais se sintam mais seguros com esse processo.

Jacqueline Chiarello Daraia – Diretora do Colégio Stella Maris (Unidade Juvevê)

“O principal vínculo é o olhar cuidadoso da equipe docente e pedagógica para o aluno, especialmente após um período extremamente atípico. Esse olhar, que deve ser feito de forma individual, avaliando cuidadosamente o desenvolvimento do aluno, precisa ser frequente, com oportunidades para aplicações de sondagens diagnósticas e estratégias imediatas. É importante que os educadores tenham a percepção de que é necessário entender o aluno como um ser único e, sendo dessa forma, as avaliações e impressões das análises não são restritas apenas ao desenvolvimento cognitivo, elas estendem-se para as áreas sociais, afetivas e emocionais. Tendo em mente essas ações, é possível criar vínculos e estabelecer parcerias com as famílias.”

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Rafael Sanchez – Co-fundador e COO da Scaffold Education

“Com relação ao retorno das aulas presenciais e ao fortalecimento do vínculo entre familiares e escolas, uma das principais ações que a escola pode fazer é cuidar da sua comunicação. Não basta a escola planejar o retorno com todo o cuidado e atenção sem que os pais consigam visualizar isso. É muito importante que a escola comunique o que ela vai fazer e porque ela vai fazer. Assim, a escola torna visível todo o seu cuidado e atenção com as crianças que estão chegando e

Outra ação essencial é dar o feedback para os pais sobre como está sendo esse retorno às aulas presenciais: se o filho teve alguma dificuldade, se ele se adaptou bem, quais ações os pais podem fazer em casa; assim como perguntar aos pais o que os filhos têm falado em casa. Ter essas informações pode ajudar muito no planejamento, tanto para a reta final do ano quanto para o início do ano que vem, que está logo aí.”

Flávia Moreira Fragoso – Diretora pedagógica da Rede Daltro Educacional

“Neste momento, em que a volta às aulas não ocorre seguida das férias, mas após um longo período de estresse causado pela pandemia, toda a escola precisa estar atenta com os alunos, e também com seus familiares. A comunicação escola/família, assim como foi durante o isolamento, é primordial para manter o sucesso da educação. Para que isso aconteça, apostamos em reuniões on-line e em manter a escola aberta para torná-la a segunda casa de nossas crianças e jovens. Muitos passaram por perdas significativas desde o falecimento de entes queridos e até perdas materiais. É muito importante que se sintam seguras no retorno às aulas. Durante o estudo remoto, tivemos que desenvolver estratégias e inovações para que todos entendessem os comandos de maneira harmoniosa e ninguém ficasse para trás, nem os alunos, nem os professores. Neste ponto, manteremos as unidades ativas nas redes sociais, atualizando os eventos da escola, com apps com comunicados, chat com a coordenação, palestras para alunos com temas relevantes em cada segmento, lives, parcerias com os pais para, cada vez mais, trazer para a escola a modernidade.”

Carolina Rodeghiero – Coordenadora pedagógica da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa e pesquisadora do MIT | Lifelong Kindergarten Group

“O vínculo entre escola e família pode se beneficiar da maneira com que a escola inclui na experiência de aprendizagem do aluno os seus interesses, suas paixões, sua trajetória e experiência familiar. Quando o estudante tem a oportunidade de vincular uma aula ou atividade da escola a algo que faz parte de sua vida fora dela, há aí uma chance preciosa de engajamento deste aluno no que é proposto pelo professor, bem como o incentivo para que este aluno compartilhe seus projetos e ideias fora da escola, com seus amigos e familiares. Da mesma forma, em casa, é importante que os familiares, especialmente os adultos, demonstrem respeito pelas ideias, formas de expressão e criação dos estudantes. Uma criança ou um jovem que se sente ouvido dentro de casa tem muito mais chances de se sentir confortável para se expressar fora dela, na escola e na vida de forma geral. Pais que se permitem aprender com os filhos, avós que compartilham seu conhecimento e ouvem o que os netos têm a dizer, trocas constantes entre familiares de diferentes faixas etárias e experiências de vida são um ponto de partida e mesmo uma consequência do estreitamento das relações entre família e escola, em uma só comunidade.”


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Antunes Rafael – Diretor pedagógico geral do Colégio Oficina do Estudante de Campinas (São Paulo)

“O retorno às aulas presenciais, por si só, já garante uma maior proximidade entre família e escola. Essa sempre foi uma das principais queixas do formato on-line das aulas. Por isso, todos estavam ansiosos para que esse retorno acontecesse. Diante dessa nova realidade, tendo os alunos presencialmente no ambiente escolar, é Helen Mavichian – Psicoterapeuta importante que haja ações para essa resespecializada em crianças e socialização. É necessário que ocorra a adolescentes e Mestre em Distúrbios ressocialização não somente dos alunos do Desenvolvimento pela Universidade como também da própria família, na rePresbiteriana Mackenzie tomada dos vínculos e comprometimento “A tão esperada volta à escola depois com as atividades escolares. de quase dois anos de isolamento pode Uma sugestão importante é a realização não ser tão bem-vinda, apesar de ser tão

aguardada. Após meses de isolamento, esse retorno será marcado por muita ansiedade, pois todos (família, professores e alunos) estão lidando com uma rotina nova que precisa de muito acolhimento. Portanto, o foco nesse contexto não deve ser o conteúdo programático previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas sim essa readaptação repleta de compreensão e carinho. Precisamos lembrar também que existirão famílias que não aceitarão de forma alguma que seus filhos retornem para o ensino presencial. Com muito respeito e acolhimento a parceria da escola vai ser ainda mais forte e importante mostrando quão positivo é para a criança o ambiente escolar.”

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de reuniões periódicas com as famílias, explicando esse retorno e os novos compromissos que devem ser assumidos por alunos e pais nesse processo. Outra ação importante é criar espaços de acolhimento e escuta para que eles possam apresentar suas dúvidas, anseios e queixas. Dessa forma, a escola poderá conhecer as demandas específicas de sua clientela e atuar de forma mais pontual, criando um local para atendimentos individualizados.”


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-pandêmico das escolas. Nós, da LUMA Ensino, prezamos muito por essa parceria com a família, consequentemente com aprendizado do aluno. Entendemos que o educando tem muito mais chances de desenvolver suas habilidades e competências com excelência sabendo que possui uma forte rede de apoio familiar no seu percurso escolar.” Anna Paula Jorge Jardim – Vice-diretora do Colégio Nossa Senhora das Dores (Belo Horizonte)

“Para o retorno das aulas presenciais, aqui no colégio, o diálogo com os pais e alunos foi essencial. Colocamos em prática todos os protocolos sanitários e a transparência do nosso compromisso de zelo e cuidado com a vida. Estamos caminhando muito bem neste processo de adaptação e transmitindo a importância do ‘retomar ao espaço coletivo’. Escola e família precisam compreender que não somos os mesmos. Investir na formação integral dos alunos, trabalhando as habilidades socioemocionais é um dos caminhos. Nessa linha, estreitamos os laços com alunos e familiares. A atuação da família e da escola deve convergir para um mesmo objetivo: tornar o ambiente escolar seguro e acolhedor.”

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Andrielle Petersen – Professora de Anos Iniciais e responsável pelo setor pedagógico da LUMA Ensino Individualizado

“Não podemos, após um grande período de pandemia, deixar de destacar que nossas escolas passaram por uma grande reformulação. Porém, é extremamente necessário que, nesse retorno, consigamos diagnosticar as lacunas de aprendizagens deixadas durante o ensino remoto, visto que estávamos nos adaptando a essas novas formas de frequentar a escola, por hora virtualmente, para que seja possível identificar e auxiliar da melhor forma nossos educandos para que possamos avançar os conteúdos. Para isso, o apoio e a parceria entre escola e família é primordial; somente com esse vínculo forte vamos atingir os objetivos nesse retorno pós-

Marina Nordi Castellani – Diretora pedagógica da Escola Mais

“Para o retorno presencial, a comunicação precisa continuar sendo estreita e detalhada nos diversos canais que as escolas disponibilizam, transmitindo muita segurança em relação aos protocolos de abertura, com positividade para as mudanças e novas adaptações. É fundamental que a equipe esteja muito alinhada com cada passo e que foque no acolhimento dos alunos e famílias nesta retomada mais intensa, tentando antecipar possíveis situações entre os alunos, dando espaço para acolhimento de sentimentos e desafios relacionados à gestão das relações. Na Escola Mais, além do preparo da equipe para este acolhimento, já realizamos como parte da nossa proposta, a prática de mentoria, momento em que um professor-mentor dedica a uma turma atenção especial e mais individualizada.”

Annelize de Farias Lenci – Diretora do Colégio Belo Futuro Internacional

“Com o retorno presencial dos alunos após o período de isolamento social, uma das primeiras ações foi recebermos os estudantes de forma diferenciada já na entrada da escola. Não somente os funcionários da portaria, mas eu, como

diretora, e a equipe pedagógica, esperamos os alunos na porta do colégio como um símbolo do reinício da aproximação. Retomamos também ações como sessões de café da manhã com as famílias de cada classe com o propósito de integrar a comunidade no ambiente escolar e engajar os novos pais aos grupos dos pais mais antigos. No ambiente on-line mantivemos o projeto ‘Momento da Leitura’, implantado durante o sistema híbrido, com objetivo de estimular o hábito de leitura em família por 15 minutos diários. Nesse horário, da própria residência, estudantes e seus pais se conectam com a escola em uma chamada de vídeo e cada uma faz a leitura do seu livro de cabeceira ao som de uma música suave. Ficamos todos juntos, à distância, porém conectados por um hábito que cria vínculos e amplia o aprendizado. Além disso, um trabalho psicopedagógico também está disponível para aqueles que sentem necessidade de um apoio mais próximo em razão de diversos problemas que podem ter sido causados pela pandemia da Covid-19.”

Luciana Deutscher – Psicóloga clínica

“Promover uma visita guiada pelos próprios alunos onde mostrem como está funcionando este retorno, às medidas tomadas pela escola juntamente com atividades lúdicas conjuntas entre o corpo docente, alunos e familiares especialmente preparadas para essa integração em dia e horários fora do regular que possibilite às famílias estarem presentes e participando e que aconteça de forma regular não somente em datas festivas ou uma vez por ano! O dia da família na escola deve acontecer com frequência: por exemplo, a cada dois ou três meses, atividades esportivas, palestras, gincanas com o conteúdo que os alunos estão aprendendo no momento; projetos executados em família no am-


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biente escolar com frequência fazem com que as famílias se sintam pertencentes à escola e mais próximos do que vivenciam seus filhos. Assim como faz com que professores e coordenadores conheçam e se aproximem das famílias.”

mente promovemos convenções estudantis em que os pais acabam se envolvendo nas ações sociais propostas. Recentemente, os familiares de alunos da Educação Infantil se voluntariaram para fazer o Dia das Crianças de comunidades carentes. No fim do ano, os estudantes do Ensino Fundamental vão elaborar kits de higiene pessoal para doar. Essas ações atraem toda a família a se envolver – e sabemos que dar esse exemplo tem um efeito grandioso na vida de uma criança.”

Ivonne Muniz – Diretora Executiva da Escola do Futuro de São Paulo

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“É muito importante envolver a família toda com a cultura escolar, de forma que ela se sinta atraída a participar do desenvolvimento do estudante de uma forma mais global. Isso vai muito além de acompanhar as tarefas, notas e lições. Na Escola do Futuro promovemos eventos que estimulam a pensar sobre valores que reverberam positivamente na sociedade. Eventualmente fazemos imersões para os familiares entenderem a cultura escolar na qual os filhos estão inseridos. Anual-

Jaqueline Dias Cunha – Psicóloga MedicalSeer

“Cientes do quanto o ensino foi comprometido com a pandemia, todos compreendemos a necessidade do retorno às aulas. Para tanto, é importante que a escola e as famílias estejam alinhadas nesse retorno. Por se tratar de um movimento relati-

vamente novo para todos, recomenda-se manter o máximo de cautela possível. É importante que os pais e a comunidade estejam atentos ao calendário escolar e às informações e medidas que cada escola adota como protocolo neste momento. Quanto à unidade escolar, é importante que haja uma comunicação que seja a mais clara e objetiva possível, com os pais e alunos. Disponibilizando, se for o caso, alguma cartilha ou canais de comunicação a fim de facilitar a comunicação e o vínculo entre a escola e família, é aberta a acolher as demandas dos alunos e seus familiares, oferecendo um espaço de escuta que contribuirá para a compreensão da necessidade de cada família neste momento que ainda inspira atenção e cuidado, bem como caso necessário, detecte a necessidade de um encaminhamento para um equipamento ou serviço mais especializado onde o aluno e/ou família será melhor assistido(a).”


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DICA: BRINQUEDOTECA

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ESCOLHA DOS BRINQUEDOS

brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento de toda criança. Atividades lúdicas, jogos pedagógicos e o estímulo pela criatividade são características que, se bem trabalhadas, contribuem diretamente para o desenvolvimento dos aspectos físico, cognitivo e social. “As atividades lúdicas têm a capacidade de auxiliar em diversas habilidades das crianças, dentre elas a criatividade, o estímulo intelectivo, a socialização e o autocontrole”, garante Percila Paloma, Gerente de Marketing e Venda de uma empresa fabricante de brinquedo para escolas e áreas infantis.

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Nesse sentido, espaços específicos que podem ser projetados nas instituições de ensino, como por exemplo as brinquedotecas, amplificam os reflexos positivos das brincadeiras, contribuindo não só com o desenvolvimento de habilidades físicas ou no auxílio do aprendizado de maneira lúdica, como também no incentivo do entrosamento, da sociabilidade e das experiências múltiplas entre as crianças para além das salas de aula. Na estrutura física das brinquedotecas, inclusive, é possível incentivar o lúdico através de ambientes cenográficos temáticos (como postos de gasolina, quiosques, mercadinho, comércio ou até mesmo com cenários de profissões), propiciando, assim, uma experiência mais imersiva e uma aproximação com a rotina das crianças. Segundo Percila, a faixa etária ideal para frequentar as brinquedotecas varia entre seis meses e sete anos, e os professores podem trabalhar atividades interdisciplinares com as crianças, através de projetos relacionados com a matriz curricular ou por atividades específicas, como contação de estórias por meio de fantoches e artes.

DICAS DE BRINQUEDOS Algumas sugestões podem ser observadas pelos/as gestores/as escolares no planejamento de brinquedotecas. De acordo com Percila, a indicação de faixa etária e a escolha do equipamento – desde os níveis de obstáculos até componentes que podem agregar na composição do brinquedo – são fatores primordiais que devem ser considerados. Para os bebês a partir de seis meses, a gerente recomenda mesinhas da linha Toy, um modelo colorido que chama a atenção dos pequenos e auxilia nas atividades psicomotoras e interativas. Para as crianças de dois a três anos, “sugerimos a Área Baby, um mini kid play com piscina de bolinha, multicolorido, que se destaca por ter um visual atrativo, estimulando brincadeiras coletivas, promovendo interação e socialização entre as crianças. Também indicamos mesinhas de massinhas e bloquinho que despertam a criatividade da criançada”, diz. “Para os maiores sugerimos o Kid Play Brinquedão com obstáculos e as cenografias”, indica Percila. “São diversas opções cenográficas que não podem faltar em um espaço infantil, dentre elas: o camarim, o pet shop, o posto de gasolina, a casinha e o mercadinho. Além de despertarem o lúdico e a criatividade, auxiliam nas aulas das disciplinas de matemática, português, história e geografia”, completa. (RP)

SAIBA MAIS PERCILA PALOMA percila.paloma@gmail.com


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DICA: PROTEÇÃO DE DADOS

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m vigor desde 2020, a Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – estabelece algumas regras sobre o armazenamento, o tratamento, o compartilhamento e a utilização de dados pessoais por empresas privadas e entidades governamentais. Dessa forma, algumas mudanças deverão ser implementadas, sobretudo na gestão escolar, com o intuito de se adequar às novas diretrizes evidenciadas na lei.

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A LGPD, conta Maria Tereza Ferrabule Ribeiro, docente do Senac EAD, é composta por 65 artigos e dividida em nove capítulos, tendo como objetivo a preservação, o respeito à privacidade, e o cuidado no tratamento, coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais. A LGPD surgiu como uma demanda contemporânea, já que a “sociedade civil tem sido invadida pelo uso abusivo de seus dados, intensificada com o advento das novas tecnologias, impulsionando o legislador a criar regras e limites para a proteção dos titulares dos dados”, diz Ribeiro. De acordo com a professora, a lei possui terminologias e conceitos específicos para distinguir as informações pessoais, como: titular dos dados e consentimento do titular; dado pessoal (onde é possível identificar o titular como RG e CPF); dado sensível (dados privativos como religião, orientação sexual, origem étnico-racial, dentre outros); dado anonimizado (dados colhidos, mas que não identificam a pessoa). Na prática, especialmente no contexto escolar, a LGPD refletirá na atenção aos relatórios que circulam com as informações dos estudantes, em como os dados são compartilhados, se estão em consonância com a lei, e se há o consentimento do titular dos dados no caso de compartilhamento com terceiros.

LGPD E A ESCOLA IMPLANTAÇÃO DAS DIRETRIZES Segundo a docente, as instituições de ensino devem analisar os seus processos internos, revisar seus formulários, e criar uma política de privacidade, publicando em seu site e em local de fácil localização, e com o nome e e-mail do Encarregado que vai tirar as dúvidas dos titulares dos dados, bem como qual será o canal de comunicação com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). “Será necessário indicar quem serão os agentes de tratamento de dados, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, que terão como responsabilidade a implementação e adequação de políticas de segurança e boas práticas. São três profissionais: O Controlador, o Operador, e o Encarregado (também conhecido como DPO – Data Protection Officer), que deverá ser escolhido pelo Controlador. O Encarregado é o responsável em atender as futuras visitas da ANPD”, explica. Segundo a ANPD, entrou em vigor em 1º de agosto de 2021 um rol variado de sanções administrativas para quem descumprir a Lei Geral de Proteção de Dados, que variam de advertências e multas até proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados. A ANPD é o órgão responsável por zelar pela proteção de dados pessoais e por regulamentar, implementar e fiscalizar o cumprimento da LGPD no Brasil. (RP)

SAIBA MAIS

ANPD www.gov.br/anpd/pt-br

MARIA TEREZA FERRABULE RIBEIRO maria.ribeiro@prof.sc.senac.br


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DICA: ALIMENTAÇÃO

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CARDÁPIO SAUDÁVEL

ada instituição de ensino congrega, em suas múltiplas ações, aspectos e características primorosas para o desenvolvimento de cada estudante. Na rotina escolar – e a partir dela – observamos não só a evolução da aprendizagem, como também o crescimento físico de cada aluno ou aluna. Nesse sentido, a atenção com a saúde, o bem-estar e o estímulo por uma alimentação saudável, no contexto escolar, reflete de maneira direta e positiva na vida pessoal de cada estudante.

naturais e variados, evitando alimentos mais adocicados, industrializados e processados, promove diariamente um estímulo pela criação de hábitos alimentares saudáveis dos estudantes. “É importante ter, na escola, uma nutricionista para auxiliar no cardápio da cantina escolar. Um cardápio saudável, diversificado, com frutas, carboidratos e proteínas, promoverá uma dieta mais saudável para a criança, saboreando alimentos diferentes e mantendo, assim, um padrão saudável na cantina escolar”, diz Vilanova.

No Brasil, de acordo com uma pesquisa divulgada no início do segundo semestre de 2019, revelou que mais da metade da população brasileira (55,7%) estava acima do peso. Neste mesmo estudo, realizado pelo Ministério da Saúde, apontou que uma a cada cinco pessoas sofre com obesidade no país, problema que atinge principalmente adultos nas faixas de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos. E cerca de 13% dos meninos e 10% das meninas – entre 5 e 19 anos – sofrem com obesidade ou sobrepeso. Segundo informações do Ministério da Saúde, estima-se que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para o quadro de obesidade.

Ana Paula Yazbek, diretora pedagógica do espaço ekoa, acredita que “o momento da alimentação é permeado por afeto e pelo desejo de garantir uma boa nutrição para as crianças”. E, com culturas familiares tão diversas, em que “determinados alimentos são considerados saudáveis por algumas e perigosos por outras”, a escola pode servir como um espaço propício para ampliar a variedade de sabores e experiências com os alimentos.

Para a pediatra e nutróloga Dra. Karla Cristina Malta Vilanova, do Hospital Infantil Lucidio Portela e membra da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), um dos principais desafios de se manter uma alimentação saudável na rotina escolar é a lacuna no estímulo do hábito alimentar saudável no contexto familiar. “Quando a criança tem um hábito alimentar saudável desde o nascimento, fica mais fácil manter essa alimentação na escola”. Como uma das ações práticas, conta a nutróloga, ter uma cantina escolar com produtos

“É comum que as crianças rejeitem alguns alimentos, como saladas, legumes e verduras e, no espaço escolar, ocorre o oferecimento frequente desses alimentos e isso acaba incentivando-as a prová-los. Além disso, o cardápio deve ser planejado pensando na rotina alimentar de um dia da criança. É fundamental que seja elaborado por um(a) nutricionista e que ele(a) faça o acompanhamento semanal da equipe de cozinha para garantir a qualidade do preparo”, completa Yazbek. (RP)

SAIBA MAIS ANA PAULA YAZBEK anapaula@espacoekoa.com.br KARLA CRISTINA MALTA VILANOVA karlamaltavilanova@hotmail.com


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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, VENTIL ADORES), ALBUM DE FIGURINHAS, ALIMENTAÇÃO, GRAMA SINTÉTICA, PISOS, PROTETOR DE COLUNA


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PL AYGROUNDS

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PISOS, TOLDOS E COBERTURAS, UNIFORMES


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