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Ed. 170 - Revista Direcional Escolas

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Edição nº 170 A Revista do Gestor Escolar

ano 17 | Agosto 2021 www.direcionalescolas.com.br


Direcional Escolas - Agosto 2021

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Nesta Edição: 08 10

Coluna - Christian Coelho A arte de liderar uma equipe

Coluna - Claudio Sassaki O potencial da inteligência de dados de tornar o aprendizado visível

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Informe Publicitário Porque contabilidade é muito mais... É Grupo Keeper!

Conversa com o Gestor Empreendedorismo na escola: preparando os estudantes para as necessidades contemporâneas

Dica: Uniformes Conforto e bem-estar

Coluna - Danielle Andrada 11 motivos para renovar sua escola “ontem” (parte 2)

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Coluna - Jhonatan Pache O empreendedorismo nas instituições de ensino

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Dica: Ensino Híbrido Abordagem pedagógica na atualidade

Dica: Pisos A escolha do piso


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Editorial Empreendedorismo na Escola

A mudança nessa etapa do ensino, obrigatória pela Lei nº 13.415/2017 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, prevê uma ampliação do tempo mínimo do estudante na escola, organização curricular que contemple a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de itinerários formativos com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. Segundo o portal do Ministério da Educação (MEC), o Novo Ensino Médio permitirá que o jovem opte por uma formação profissional e técnica dentro da carga horária do Ensino Médio regular. Ao final dos três anos, os sistemas de ensino deverão certificá-lo no Ensino Médio e no curso técnico ou nos cursos profissionalizantes que ele escolheu. Dessa forma, o Ensino Médio busca formar o estudante para as habilidades necessárias que emergem na contemporaneidade, além de disponibilizar uma capacitação técnica e profissional para os estudantes ingressarem no mercado de trabalho. De acordo com um documento recente divulgado pela Assessoria de Comunicação do MEC, a implementação do Novo Ensino Médio – nas escolas públicas e privadas – terá início a partir do próximo ano, de forma

progressiva, a partir da primeira série do Ensino Médio. Em 2023 com as 1ª e 2ª séries e, em 2024, completando o ciclo com as três séries. A nova organização dessa etapa do ensino terá a ampliação da carga horária de 2,4 mil horas para 3 mil horas, além de uma reformulação estrutural do currículo. E, um dos eixos que entrará nesse Novo Ensino Médio, será a educação empreendedora. Nesta edição da Direcional Escolas, que inaugura, de certa forma, o segundo semestre letivo, preparamos um especial na Conversa com o Gestor (pág. 20) abordando a articulação entre educação e empreendedorismo. Com o intuito de adentrar e discutir essa temática, que emerge na atualidade, consultamos diversos especialistas, diretores/as escolares e questionamos: Qual a importância de trabalhar aspectos do empreendedorismo no contexto escolar e como inserir a temática do empreendedorismo no cotidiano das instituições de ensino? Dessa forma, convidamos todas e todos a refletirem sobre as atuais mudanças e reconfigurações que o sistema de aprendizado atravessa. Boa leitura!

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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O período que compreende o Ensino Médio é um importante processo de desenvolvimentos pessoal, educacional (e também) profissional de cada estudante. Nos últimos anos, o Ensino Médio brasileiro ganhou centralidade nas discussões políticas, sociais e educacionais, gerando dúvidas e polêmicas no que ficou conhecido como a “Reforma do Ensino Médio”.


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EXPEDIENTE Diretor: Alex Santos Público: Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável: Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO foto cedida pelo colunista

A ARTE DE LIDERAR UMA EQUIPE

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iderança é a capacidade de influenciar e direcionar pessoas para que estas trabalhem em equipe, busquem os resultados esperados e possam evoluir com confiança e felicidade. Quando pensamos nessa palavra, logo vem à mente a imagem de um mestre e seus asseclas ou um líder e sua equipe. Este tipo de liderança coletiva, em que um indivíduo está à frente de um grupo maior, é mais visível e fácil de identificar.

va e a formação de uma equipe coesa. Ou pior, afetar o desempenho e até mesmo o emocional de um colaborador que, por ser mais tímido ou reservado, não se aproxima do líder e se sente desprezado. Você já parou para pensar se é um líder justo, que divide suas atenções de forma igualitária entre todos os colaboradores, ou acaba esquecendo de alguém? Liderança e afetividade

A direção e a coordenação exercem a liderança coletiva quando reúnem o seu time nos momentos de planejamento estratégico no início do ano e na virada do semestre, nas reuniões de monitoramento semanais e nas reuniões de pais. Nessas situações, a liderança coletiva tem o papel de transformar um grupo de pessoas em um time de alta performance, em busca dos mesmos resultados, de forma segura e motivada.

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Outra forma de liderança é a individual, em que o líder influencia todos a sua volta desde o momento que entra na escola até a hora de ir embora. A liderança individual está ligada à lapidação de pessoas com o objetivo de promover a sensação de confiança para que os colaboradores possam evoluir sem estresse, por meio de uma comunicação eficaz, do uso de processos decisórios participativos, gerenciamento de conflitos, meritocracia extrínseca e intrínseca, negociação de acordos e apresentação de ideias.

Um dos princípios básicos para ser um bom líder é possuir uma grande dose de empatia e afetividade. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a afetividade pode ser aprendida. Para explicar melhor farei uma comparação entre os sentimentos amor e afeto. O amor é um sentimento primitivo e análogo, que pode existir não só entre seres humanos, mas entre pessoas e animais, locais ou objetos, como um carro. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação, isto é, a pessoa precisa receber o estímulo de volta.

Liderar uma pessoa é mais difícil e complexo do que liderar uma equipe, pois necessita de uma grande inteligência emocional. A tendência natural do ser humano é dar mais atenção às pessoas por quem temos mais apreço e afinidade em detrimento das demais.

O afeto, por outro lado, é um sentimento que ocorre entre seres humanos, está vinculado à doação sem necessariamente receber nada em troca, como o sentimento de benevolência, compreensão e carinho. Suas manifestações mudam de acordo com a cultura do seu povo: os japoneses são cerimoniais, os homens russos se beijam, os brasileiros são sinestésicos...

Desta forma, a liderança individual pode ser tendenciosa, protecionista e desequilibrada, comprometendo a liderança coleti-

Se um comportamento afetivo muda de um povo para outro, significa que foi aprendido em determinado momento e alterado com o

passar do tempo, após sofrer interferência da sua cultura e do meio que o cerca. Desta forma, conclui-se que a afetividade é um sentimento que é aprendido, acompanha a evolução humana e é uma premissa para se tornar um verdadeiro líder. Demonstrar o afeto por meio de elogios é tão importante quanto o próprio sentimento. Existem vários momentos e cenários em que as formas de reconhecimento acontecem. O líder tem que diversificar as estratégias e ficar atento, aos sinais verbais e não verbais, e quais estímulos de valorização cada indivíduo é mais sensível. Elogio por realização Uma maneira de expressar palavras de afirmação é elogiando uma pessoa de forma específica. O elogio deve se concentrar na conquista ou realização do indivíduo. Foco no comportamento Enfatizar o reconhecimento em alguns traços comportamentais positivos (atitudes), incentiva e faz com que as pessoas tentem repetir a atitude como proatividade, organização, planejamento, iniciativa... Afirmação do caráter Todos nós apreciamos traços positivos de caráter naqueles com quem trabalhamos – características como perseverança, coragem, humildade, disciplina, integridade, paciência, bondade... O caráter vai além do desempenho e se concentra na natureza interna do indivíduo, por isso é considerado um elogio mais profundo.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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COLUNA / JHONATAN PACHE

INSTITUIÇÕES DE ENSINO

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e uma instituição de ensino quer realmente impactar a sociedade e preparar seus alunos para o futuro, não basta apenas transmitir conhecimento: hoje, é crucial mostrar como o que é abordado em sala de aula pode ser colocado em prática. Contribuir com a formação de pessoas capazes de encontrar soluções para os problemas sociais é uma das prioridades do empreendedorismo. Essa prática se baseia na apresentação de conteúdos e demandas que exigem dos alunos um comportamento proativo para vencer as dificuldades. E isso pode ser feito em qualquer disciplina, afinal cada frente de ensino é uma ponte para um determinado setor da economia. Um dos princípios do empreendedorismo aplicado nas escolas, que tem como meta aprimorar habilidades para os jovens terem mais confiança para vencer as dificuldades, é o estímulo aos alunos para desenvolver rotinas saudáveis e ações para alcançar objetivos e a trabalhar com planejamento e metas. Assim, eles ficam mais preparados para enfrentar cenários que exigem senso crítico e capacidade de tomar decisões de forma rápida e precisa. Uma boa conversa com o Orientador Educacional – ou até mesmo o psicólogo escolar – poderá ajudar o aluno a identificar suas características e como utilizá-las para potencializar seu dia a dia, criando hábitos de estudos e desenvolvendo objetivos factíveis para cada tipo de aluno, levando em consideração suas limitações, ha-

bilidades e o contexto familiar que o estudante está inserido. Esse modelo educacional tem como principal característica tornar o aluno a peça-chave no processo de aprendizagem. Ele passa a pesquisar dados, a analisar cenários e a planejar ações para estruturar projetos que podem ser desenvolvidos no colégio ou na vida pessoal futuramente. É preciso a todo momento estimular o sonho, pois quando os jovens sonham eles encontram força e motivação para enfrentar a preguiça e o desânimo característico dessa faixa etária. Este sonho precisa ser conectado às atividades atuais executadas por eles, mostrando a importância de cada etapa dentro do processo de conquista. Mas para isso, é importante que a instituição tenha professores que inspiram e influenciam os alunos positivamente. São eles que estão na ponta e são peças fundamentais para que os alunos sejam empoderados dessa mentalidade empreendedora e autoestima positiva para se lançarem como autores de sua própria história, mais autônomos e confiantes em si mesmos. Toda escola pode, de forma simples, estimular o empreendedorismo. O trabalho em grupo, por exemplo, é uma excelente maneira de identificar novos líderes, que podem conduzir um time a resultados acima das expectativas. Enfrentar desafios e desenvolver projetos permite que um estudante tenha mais foco em articular ações e reunir pessoas, princípios básicos da boa liderança.

Hoje, as startups estão cada vez mais presentes no mercado. Um dos motivos é a capacidade dos gestores trabalharem com inovação e de visualizar soluções que modificam o dia a dia do seu público. Para surgirem mais empresas com foco em inovação e na resolução de problemas, o empreendedorismo na escola é fundamental. Essa iniciativa também é válida para os alunos estarem mais engajados com a proposta pedagógica e assimilarem melhor os ensinamentos.

O Colunista JHONATAN PACHE Mestre em Gestão Empresarial pela FGV, professor de Matemática, engenheiro formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, palestrante, consultor de gestão escolar e desenvolvimento de líderes, CEO e fundador do Grupo Força Máxima Educação. www.colegioforcamaxima.com.br jhonatan.pache@colegioforcamaxima.com.br

foto cedida pelo colunista

O EMPREENDEDORISMO NAS


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11 MOTIVOS PARA RENOVAR SUA ESCOLA “ONTEM” (PARTE 2)

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lugar onde vivemos e trabalhamos afeta nossas vidas, e isso é ainda mais importante para ajudar a dar aos nossos filhos o melhor, não apenas em termos de saúde mental, mas também de aprimoramento acadêmico. Dessa forma, incorporar um bom design de sala de aula e a reforma da escola tem vários benefícios.

Ajudando a prevenir o bullying

Acomode a tecnologia e as novas formas de aprendizagem

Melhor ergonomia, cores, iluminação e acústica de móveis

Embora isso seja óbvio, é incrivelmente surpreendente quantas variantes de design podem existir em cada sala de aula, mesmo em apenas uma escola. Com o surgimento dos recursos digitais de aprendizagem, o design da sala de aula e da escola pode ajudar a facilitar a integração de hardware e dos novos métodos de aprendizagem, desde a representação de papéis até a aprendizagem colaborativa.

Um dos fatores mais importantes, e potencialmente um dos mais difíceis, é verificar o desempenho de seus móveis no espaço. É prático, como é o armazenamento, precisa se movimentar com facilidade, é ergonômico, vai melhorar o ambiente de trabalho e de estudo? É muito alto e opressor, bloqueia as janelas, você pode trocar a mobília da escola para torná-la um ambiente de sala de aula mais amigável e eficiente?

Aumentar o foco e a atenção

Aprimorando o ambiente de aprendizagem

A luz natural é uma das características mais importantes que você pode ter em sua sala de aula. As grandes janelas são excelentes quando combinadas com cortinas para controlar os níveis de luz ou sombreamento externo para janelas iluminadas pelo sol. Adicionar iluminação elétrica artificial de boa qualidade ajudará na concentração, no foco e na atenção.

Outros fatores a serem considerados são as áreas ocultas. Se você está olhando para o seu plano escolar, há áreas onde o bullying pode ocorrer? Garantir que cada área seja iluminada, aberta e acessível é fundamental para ajudar a evitar a existência de pequenos cubículos onde as crianças podem ser encurraladas e presas.

Como é o conforto térmico e lumínico em suas salas de aula, corredores, biblioteca escolar e recepções no momento? Preste atenção aos aspectos específicos do design para aprimorar totalmente a experiência de aprendizagem – ventilação, iluminação, acústica, etc. Também as cores, algumas cores do espectro podem ser muito brilhantes

e perturbadoras, outras muito tristes e deprimentes. Elas colidem, e seu aluno não se sentirá empolgado. Envolva os alunos no processo de design para aumentar a propriedade Provavelmente a coisa mais divertida e positiva que você pode fazer é incentivar seus alunos e professores a se envolverem no design de interiores e no processo de reforma da escola, o que aumentará a propriedade e apoiará o que você está fazendo. Será uma experiência de aprendizado também. Uma boa equipe de design irá guiá-lo através disso e fazer de toda a renovação da escola e da sala de aula uma experiência positiva em todos os aspectos.

*A primeira parte deste artigo foi publicada na edição impressa de nº 169 (junho/julho) da revista Direcional Escolas e está disponível em nosso site. Acesse: direcionalescolas.com.br e confira!

A Colunista DANIELLE ANDRADA Graduada em Comunicação Social, tem mais de 20 anos de experiência em gestão de negócios e, em 2014, fundou a Eduinfo, que atua com tecnologia educacional e projetos de arquitetura para ambientes de aprendizado.

foto cedida pela colunista

COLUNA / DANIELLE ANDRADA


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COLUNA / CLAUDIO SASSAKI DE TORNAR O APRENDIZADO VISÍVEL

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stamos vivendo uma nova Era da Educação, um período que demanda formas diferentes de aprender e ensinar. Essa reformulação tornou-se crucial para alcançarmos outro patamar como sociedade, ou seja, o que era uma questão urgente antes da pandemia, transformou-se em algo profundamente estratégico para vencermos o atraso educacional agravado pela crise sanitária. Está claro que os avanços tecnológicos são exponenciais – inclusive, na educação – e, com isso, eles podem ser uma importante ferramenta nessa tarefa de combater os danos educacionais. Além disso, podem levar a escola a ter uma percepção de tempo que a atualiza para as necessidades contemporâneas e encara o desenvolvimento dos alunos como um processo contínuo – não apenas sujeito às notas dos boletins bimestrais. Entretanto, um pensamento mais criterioso mostra que inovar na educação, com o apoio da tecnologia em um cenário híbrido, requer analisar os contextos específicos, objetivos mais amplos e sempre considerando a intencionalidade pedagógica no planejamento e uso dela em sala de aula. O estudo Escolas do Futuro: definindo novos modelos de educação para a Quarta Revolução Industrial, conduzido pelo Fórum Econômico Mundial, aponta para oito características críticas para a transformação do conteúdo e de experiências de aprendizagem que dialogam com as demandas do século XXI. Uma delas me chamou, especialmente, a atenção: aprendizagem personalizada e individualizada, que traz a recomendação de que devemos sair de um sistema padronizado para um novo modelo integralmente baseado em diversas necessidades individuais e flexível o suficiente para permitir que cada aluno progrida em seu próprio ritmo. No cerne desse alerta reside a urgência em adotarmos a personalização da educação – que pode ser potencializada

à medida que os educadores tenham ferramentas para enxergar as dificuldades e fortalezas de cada aluno. É nesse cenário que entra a inteligência de dados. Nessa nova forma de enxergar a educação, a escola deve criar mecanismos para produzir evidências individualizadas de aprendizado, ou seja, ferramentas para que os professores tenham condições de utilizar dados no processo de formação e avaliação. A proposta é não transformar somente essas informações em instrumento para agrupar os estudantes de acordo com critérios que favoreçam o aprendizado, mas para que o docente tenha insumos para conseguir apresentar ao aluno o desafio certo, plenamente alinhado a esse indivíduo. Além disso, as evidências são importantes para o professor evoluir em suas próprias práticas e estratégias; em resumo, aprimorar os saberes do docente a partir de reflexões sobre a efetividade das experiências de aprendizagem que ele está proporcionando. Na prática, usar inteligência de dados a favor da visibilidade do conhecimento adquirido pelo aluno. Para tornar mais claro o potencial do uso de inteligência de dados, destaco três argumentos. O primeiro, o estímulo da aprendizagem via personalização – também defendido pelo Fórum Econômico Mundial. Essa conquista está associada à possibilidade de o professor enxergar cada aluno em sua individualidade, ou seja, ao conhecer melhor o estudante – com potencialidades e dificuldades –, o educador pode criar planos e atividades educacionais que elevem o grau de aprendizagem individual e permitem desenvolver as competências e habilidades necessárias para o mundo contemporâneo e requeridas pela Base Nacional Comum Curricular. Elevar a qualidade do tempo do professor é o segundo tópico que destaco. Com

o uso da tecnologia, sobretudo a ciência de dados, o professor tem as tarefas mais burocráticas resolvidas pela inteligência de máquina, deixando a ele mais tempo para aprimorar metodologias pedagógicas e para a análise de dados que trazem evidências do nível de aprendizado de cada aluno e turma. E, aqui, está o terceiro: metrificação, ou seja, medir o desempenho dos estudantes com uso de dados – evidências de que o conteúdo foi realmente assimilado e as habilidades e competências plenamente desenvolvidas. Esse mapeamento de performance pode determinar, por exemplo, planos educacionais individuais e coletivos; o educador pode medir a evolução dos alunos e criar formas de auxiliar na melhora de desempenho. Sem contar a visibilidade que esses insumos produzem para a família. Os dados trazem um real protagonismo para alunos, educadores e responsáveis. Acredito ser importante esclarecer que o uso da inteligência de dados na educação não está associado à automatização ou digitalização, mas à possibilidade inovadora de personalizar, canalizar o tempo dos educadores e gestores para o que realmente importa, e utilizar os recursos e as metodologias capazes de apoiar uma educação coerente com as necessidades dos nossos alunos.

O Colunista CLAUDIO SASSAKI Graduado em Arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Educação pela Stanford University e cofundador da Geekie, empresa que desenvolveu a primeira plataforma de educação baseada em dados no Brasil. O especialista tem atuado com estudantes e educadores no desenvolvimento de iniciativas inovadoras que potencializam a aprendizagem. A Geekie já impactou mais de 12 milhões de estudantes de 5 mil escolas brasileiras.

foto cedida pelo colunista

O POTENCIAL DA INTELIGÊNCIA DE DADOS


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CONVERSA COM O GESTOR EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA: PREPARANDO OS ESTUDANTES PARA AS NECESSIDADES CONTEMPORÂNEAS Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Protagonismo, proatividade, desenvolvimento (pessoal e coletivo), resolução de problemas e autonomia – essas características ganham centralidade na atualidade, sobretudo a partir das mudanças que despontam no sistema educacional. Dessa forma, novas dinâmicas adentram as salas de aula, como por exemplo a educação empreendedora, com o intuito de expandir os conhecimentos e as competências dos estudantes para um mundo em constante transformação

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a contemporaneidade, observamos, cada vez mais, alterações significativas ganhando forma no sistema educacional. Nos últimos anos, em especial, as discussões acerca da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – e seus respectivos conhecimentos, competências e habilidades – bem como o Novo Ensino Médio, que adentra gradativamente as salas de aula, ressaltam a urgência em (re)formular a educação e, consequentemente, preparar os alunos e as alunas para os desafios e as dinâmicas que emergem no século 21.

“Inserir o empreendedorismo no currículo escolar, numa perspectiva transversal e multidisciplinar, contribui com o desenvolvimento humano e integral para a construção de valores éticos e comprometidos com o bem comum. Na escola, o empreendedorismo ganha camadas que ampliam as suas dimensões para além do foco no sucesso profissional, com fins meramente lucrativos ou associados apenas ao desempenho individual. A escola é o lugar do coletivo. Complementa e amplia o espaço familiar, oferecendo a riqueza da diversidade e a oportunidade do exercício da cidadania de forma colaborativa e integradora.

Nesse sentido, trazemos, neste especial da Conversa com o Gestor, a temática do empreendedorismo e as suas reverberações no contexto escolar. Para ampliar o leque de discussões, consultamos especialistas, diretores/as e profissionais que atuam em diversas áreas da educação, e questionamos: Qual a importância de trabalhar aspectos do empreendedorismo no contexto escolar e como inserir a temática do empreendedorismo no cotidiano das instituições de ensino?

Quando abordamos o mundo do trabalho na escola devemos considerar que, de acordo com estudos recentes, mais de 80% das profissões que estarão em voga nos próximos 10 anos ainda não existem. Todavia, essa informação não pode ser transmitida aos nossos alunos de uma forma descontextualizada ou ameaçadora e, sim, como uma grande oportunidade para o desenvolvimento do seu Projeto de Vida, como resposta aos anseios pessoais e coletivos. Para tanto, é necessário que o currículo assegure o desenvolvimento das competências socioemocionais como ‘criatividade e pensamento crítico’, fundamentais no processo de amadurecimento das ideias e elaboração de respostas aos problemas da atualidade.”

Ceciliany Alves Feitosa – Diretora Educacional da FTD Educação

“Abordar o empreendedorismo desde cedo é fundamental para a formação de futuros profissionais. Nas escolas, o empreendedorismo nada mais é do que estimular a proatividade do aluno. Sempre que ele enfrenta um proble-

ma, é preciso incentivá-lo a buscar as soluções possíveis. A escola tem que proporcionar atividades baseadas em projetos, como feirinhas que proporcionem a oportunidade de administrar um negócio, ainda que fictício. Outra forma de plantar a semente do empreendedorismo é trazendo empreendedores que contem aos estudantes suas histórias e apresentem detalhes sobre esse outro lado em que, um dia, o aluno estará inserido. Isso ajuda a modelar o pensamento crítico das crianças e adolescentes e serve como estímulo para que eles busquem aproveitar as oportunidades. Algumas das características mais importantes para um empreendedor que a escola pode ajudar a desenvolver de diversas formas são: motivação, otimismo, excelência, criatividade, comunicação, resolução de problemas, disciplina, autoconfiança, capacidade de trabalhar em equipe, persistência e respeito.”

José Carlos Barbieri – Conselheiro do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) e reitor do Centro Universitário Cidade Verde (UniFCV)


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22 logia e a resolução de problemas com ações mais participativas têm um papel cada vez mais fundamental no dia a dia. Abordagens de aprendizagem como Design Thinking, Gamificação, PBL - Aprendizagem Baseada em Projetos e Aprendizagem Invertida podem ser utilizadas como ferramentas para inserir o empreendedorismo na rotina escolar.” Susan Clemesha – Diretora Acadêmica da Sphere International School “O ensino do empreendedorismo vai além do tema ‘empresas e criação de empregos’ e estimula o jovem a desenvolver uma atitude e consciência empreendedora ao participar e realizar projetos educacionais disciplinares e interdisciplinares, bem como na organização e rotina de estudos para ingresso em universidades. O tema possibilita reflexão, autonomia, protagonismo juvenil e capacidade de escolha diante do cenário de um mundo real exigente e com muitas variáveis que precisam ser analisadas para tomadas de decisões. Isso exige trabalho em equipe, diálogo assertivo e capacidade de realizar projetos dentro de um orçamento com prazo de entrega.

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A adoção do empreendedorismo no cotidiano das instituições de ensino reflete uma nova forma de educar, mais alinhada com um mundo em constante transformação e onde a tecno-

André Cardoso – Diretor de Operações da Rede Evolua - Colégio Palmares “O universo da educação mais do que converge com o cenário do empreendedorismo, ele se mistura. A temática do empreendedorismo sempre esteve presente, pois a escola é o espaço do reconhecimento de si, da reflexão, da observação dos fenômenos, das questões sociais e da busca por um entendimento que leve à solução de problemas. Portanto, a escola com o olhar no século XXI tem o desafio de identificar os lapsos nessa estrada que conduz o jovem à essência empreendedo-

ra e criar estratégias concretas e alinhadas a um mundo em que o devir é constante e, muitas vezes, intimidador. Detectar situações do cotidiano e propor aos alunos que as problematizem e resolvam os desafios, criando soluções, não só em âmbito político, social, cultural, ambiental, mas também no mundo dos negócios, é a vivência que consideramos útil aos estudantes. Sob essa perspectiva, projetamos o Novo Ensino Médio. Teremos, além de empreendedores convidados dividindo suas histórias, espaços de aula que proporcionam essas experiências, com simulação do processo de criação de startups, considerando todas as etapas, para os alunos utilizarem o conhecimento acadêmico na criação de soluções aplicáveis no mundo real.”

Teresa Daltro – CEO e OWNER da Rede Daltro Educacional “A prática do empreendedorismo é importante, pois propicia o desenvolvimento de


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24 habilidades empreendedoras, como a capacidade de enxergar oportunidades, propor soluções, proatividade, confiança, entre outras. Por isso, inserimos o empreendedorismo na grade escolar. Uma vez por semana, o aluno tem aulas com uma docente especializada em empreendedorismo e, ao término do ano, há a escolha do melhor projeto empreendedor, com direito a premiação. Trata-se da Feira do Empreendedorismo, uma parceria que a instituição tem com o Sebrae onde os alunos expõem e vendem as suas ideias e os produtos desenvolvidos por eles. No ano de 2020, os projetos campeões foram os dos alunos Rafael Pietro, do sétimo ano, com o projeto AnimeSe, com vendas remotas de camisetas personalizadas com o anime preferido do cliente; e a dupla Alana Alves Cabral e Ynaya Alves Pereira, também do sétimo ano, que criaram o Projeto YAviagens, uma agência de turismo com pacotes temáticos personalizados.”

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Marília Teofilo Lima Pessoa – CEO e fundadora da Eduqhub “Nesse novo mundo em que vivemos, novas habilidades precisam ser desenvolvidas desde cedo nas crianças. A criatividade, a inovação, a capacidade de lidar e resolver problemas, o autoconhecimento e a responsabilidade social são algumas dessas habilidades indispensáveis para a geração do futuro. Mas como ensinar tudo isso? Sou mãe de cinco e sinto o peso da responsabilidade de preparar verdadeiramente eles para o futuro. Acredito que o empreendedorismo é a chave para preparar nossas crianças para o que vem por aí. Mas não do jeito que muita gente pensa que é, ou seja, só ligado a abrir empresas e negócios. É muito mais do que isso! Empreender é a capacidade de identificar problemas, propor soluções e, assim, gerar impacto social mudando a vida das pessoas. Nunca é cedo demais quando o assunto é PREPARAR a geração do futuro! O empreendedorismo não nasce necessariamente com a criança, mas é possível ensinar. O desenvolvimento de uma atitude empreendedora desperta a criatividade, incentiva a organização, a coragem, a autonomia, a tomada de decisões

e muito mais. É também uma ferramenta poderosa que possibilita aprender fazendo. Através de programas orientados a projetos, com muita vivência prática, como são os da Eduqhub, é possível fazer com que as crianças verdadeiramente aprendam pela experiência coisas que lhe serão úteis para o hoje e o amanhã.”

aos desafios do século XXI, com habilidades e competências diversas diante de um mundo cada vez mais global e digital. No Cel.Lep, estamos focados em fazer com que nossos alunos adquiram fluência no segundo idioma (inglês e espanhol) e na linguagem computacional, por meio da programação ou coding, sendo estes conhecimentos habilidades essenciais. Neste sentido, cada experiência de aprendizagem no Cel.Lep é um passo na construção de uma identidade internacional que permitirá ao aluno e ao egresso de nossos cursos uma inequívoca inserção no mercado e na atividade humana como um todo.”

Rogéria Sprone – Diretora Pedagógica do Colégio Joseense “O empreendedorismo no contexto escolar destaca a importância de preparar crianças e jovens aos novos desafios do século XXI, em um cenário em que o mercado de trabalho exige profissionais com competências múltiplas para promover transformações e situações novas. Aqui no Colégio Joseense, os professores estão aptos a trabalharem a interdisciplinaridade, do Berçário ao Ensino Médio Técnico, e as tecnologias mais modernas em suas aulas, criando um ambiente colaborativo para desenvolver o empreendedorismo na escola. Os nossos alunos também têm aulas de Educação Financeira a partir do Segundo Ano do Ensino Fundamental e Inglês três vezes na semana.”

Alexandre Velilla Garcia – CEO do Cel.Lep escola de idiomas “Trabalhar aspectos do empreendedorismo no contexto escolar é fundamental e se alinha às metodologias ativas e a um dos princípios da BNCC, que prevê o aluno como protagonista de seu próprio processo de ensino-aprendizagem. A importância de se trabalhar esses aspectos está ligada principalmente a estimular os alunos a terem autonomia, autoconhecimento e empatia para tomar decisões, resolver problemas e viver experiências que possam impactar e transformar a vida das pessoas ao seu redor e também da comunidade. Estamos tratando aqui de investir no empreendedorismo escolar para preparar crianças e adolescentes

Yan Navarro – Diretor acadêmico da escola Luminova “Para inserir essa temática no cotidiano das instituições de ensino é preciso que a comunidade escolar compreenda que esse tema vai ajudar os estudantes a desenvolverem habilidades para a resolução de problemas e, principalmente, sua capacidade de inovar em um mundo cada vez mais complexo. E isso não é feito em apenas uma disciplina, mas sim de forma transversal, na qual os alunos são estimulados a participar de eventos para aplicar o que aprenderam na escola. Na escola Luminova, por exemplo, o empreendedorismo se faz presente desde o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos alunos, fundamentais para o desenvolvimento da criatividade e da autonomia, até o Ensino Médio, onde possuem uma disciplina específica chamada Empreendedorismo, na qual os alunos são estimulados a desenvolver em grupo com a mediação do professor um plano de ação para a criação de um novo negócio.”

“O empreendedorismo no Colégio Caetano Álvares tem como proposta impulsionar o projeto de vida de cada aluno, alinhando seus objetivos profissionais e pessoais de acordo com as suas habilidades e expertises, em um processo constante de aprendizagem e autoconhecimento. Empreender, para nós, vem junto a uma proposta humanizada de despertar a criatividade, inovação e estratégias para a concretização de novas ideias.


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26 realizar uma tarefa, vai muito além de abrir uma empresa (não que este seja um processo simples), e está relacionado em realizar tarefas muitas vezes desafiadoras não só de forma assertiva e competente, mas também com eficiência e inovação.

Marcia Borriello – Diretora Geral do Colégio Caetano Álvares A escola tem papel fundamental nesse estímulo, principalmente na forma de validar e avaliar os diversos conceitos relacionados pelos alunos, que demonstram de forma heterogênea, suas próprias vias de resolução de problemas. Nada mais relevante ao que vão enfrentar futuramente no mercado de trabalho, como a necessidade de tornar prático e útil os diversos nichos profissionais disponíveis.”

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“Quando pensamos em empreendedorismo, logo nossa mente é levada a imaginar e vislumbrar a abertura ou organização de uma nova empresa. Mas empreender, que vem do latim ‘imprehendo’ e que significa: tentar

O processo de empreendedorismo vem ganhando cada vez mais força e notoriedade e já aparece como uma das mais importantes habilidades que os profissionais do século XXI precisarão possuir para que tenham sucesso em quaisquer ramo que venham atuar, a final de contas, tanto abrindo sua própria empresa ou prestando serviço a uma companhia, faz-se necessária a consciência de que as tarefas re-

Jhonatan Pache – CEO e Fundador do Grupo Força Máxima Educação

alizadas com esmero e dedicação, ampliam de forma significativa as chances de obterem êxito em seus objetivos. Desta forma, apresenta-se cada vez mais importante que os alunos tenham contato com essa e as demais habilidades que já são e cada vez mais serão necessárias no século XXI. Através de aulas expositivas, contato com cases de sucesso do mercado bem como a partir de projetos mão na massa em que os alunos tenham que, por exemplo, criar startups que precisam provas sua viabilidade e escalabilidade, podemos não só permitir aos alunos o contato com o empreendedorismo, mas também permitiremos o contato com: novas profissões, avanços tecnológicos, vivência de mercado, resolução de problemas complexos e trabalho colaborativo.”


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Imagem: Polina Tankilevitch

DICA: UNIFORMES

N

CONFORTO E BEM-ESTAR

o panorama social estudantil – e no interior de suas políticas institucionais – existe um denominador comum que atinge escolas em diferentes estados e regiões do país, diferentes ciclos de aprendizado e, consequentemente, em suas múltiplas identidades culturais e estéticas: o uniforme escolar. O vestuário produzido e identificado com o emblema da escola, a junção de cores, padronagens, tecidos, texturas e detalhes reforçam e indicam uma linguagem visual significativa que os alunos carregam diariamente.

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Garantindo praticidade, inibição do consumismo e equilíbrio das diferenças sociais, os uniformes escolares são vestimentas que agradam os pais, principalmente pelo fator econômico, além da padronização na escola, contribuindo, assim, no desenvolvimento psicossocial das crianças, com um sentimento de pertencimento ao grupo. É possível afirmar que boa parte das instituições de ensino – tanto na educação básica como no ensino aos adolescentes – optam pela utilização de uniformes customizados, transmitindo, assim, nome, estética, tradição e simbologia de cada escola. E o desenvolvimento dessas peças customizadas, em sua maioria, recebem a participação direta de membros do colégio em todas as suas etapas. DESENVOLVIMENTO “O desenvolvimento dos uniformes é realizado de maneira conjunta com a escola”, conta Sergio de Castro Pimenta, diretor comercial de uma confecção. “Nós apresentamos alguns modelos e desenvolvemos a peça piloto para aprovação da escola. Tem escola que já tem o mesmo modelo desde a sua fundação, e

pede para manter o mesmo modelo, mas com uma qualidade melhor dos tecidos, e assim nos adequamos de acordo com a necessidade de cada instituição”, completa. Nesse processo de desenvolvimento da peça, a modelagem do uniforme atrelado ao conforto são características importantes que devem ser observadas. “A modelagem é uma prioridade em nossa empresa”, diz o diretor, “pois entendemos que os uniformes têm de ser confortáveis e, para atendermos as necessidades das escolas, desenvolvemos uma modelagem diferente por escola, dependendo dos padrões alinhados”. Além do desenvolvimento primoroso e a preocupação com o bem-estar dos alunos, a escolha de materiais específicos é de suma importância. No mercado têxtil, conta Sergio, há a malha PV anti-pilling (não pega bolinha), a helanca felpada (que não desbota na lavagem mantendo sua cor), helanca escolar, o tecido 100% poliamida tactel, microtel e moletom 4k. Para os/as gestores/as que desejam incorporar (ou reformular) uniformes em suas instituições de ensino, o diretor ressalta algumas indicações: “a principal dica para os/as gestores/as é conhecer a confecção e marcar uma reunião presencial para ter contato com a qualidade dos tecidos, acompanhar testes de lavagem, já que nós sabemos, com toda a nossa experiência na área de uniformes, o quanto os pais dos alunos são exigentes e, com isso, a qualidade do material utilizado nos uniformes é fundamental para a produção das peças”. (RP)

SAIBA MAIS

SERGIO DE CASTRO PIMENTA atendimento@direcionalescolas.com.br


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Imagem: Jeswin Thomas

DICA: ENSINO HÍBRIDO

D

ABORDAGEM PEDAGÓGICA NA ATUALIDADE

iante de mudanças significativas que atravessamos – mudanças que foram, de certa forma, intensificadas durante esse período pandêmico – o sistema educacional abriga, em seu interior, uma característica urgente: (re) estruturar os modelos educacionais à luz das necessidades contemporâneas. Assim, o ensino híbrido, que surge como uma metodologia ativa, pode ser uma das chaves para a compreensão dessas mudanças.

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Dinamara Machado, diretora da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Uninter, conceitua ensino híbrido como uma combinação entre a abordagem pedagógica presencial e a realizada a partir de tecnologias digitais. “É uma nova proposta pedagógica, que possibilita acesso ao sistema educacional, democratizando muito além do previsto até o momento atual.”, destaca. Incentivando o protagonismo e a autonomia dos estudantes, a personalização da aprendizagem, a construção de um ritmo de estudos, e as possibilidades para explorar conteúdos em diversas ferramentas e formatos, o hibridismo pode despertar algumas características positivas na aprendizagem, já que “o estudante passa a ter experiências estimuladoras por conta dos caminhos escolhidos e das responsabilidades tomadas, o que gera autonomia e a respeitosa liberdade”, destaca Machado. NA PRÁTICA No Colégio Stella Maris Água Verde, localizado em Curitiba (PR), a inserção do ensino híbrido na rotina da instituição se deu a partir da pandemia do coronavírus que atravessamos desde o primeiro semestre de 2020. Ana Claudia Alexandrini, diretora do colégio, nos conta que professores organizam suas aulas através

dos cadernos digitais, assim como o direcionamento das atividades para a fixação de conteúdo, leituras, produção de texto e avaliações. E as atividades propostas aos alunos são mais práticas e dinâmicas, tendo, consequentemente, um feedback mais rápido e preciso da evolução de aprendizagem do aluno. “Temos a aprovação da comunidade escolar, pois partimos da premissa de que o educando deve ser desafiado constantemente com problematizações que o levem a refletir o real significado da aprendizagem, algo que será concretizado com eficácia através do Ensino Híbrido”, ressalta a diretora. Na Escola Pedro Apóstolo, também localizada em Curitiba (PR), o ensino híbrido começou a ser trabalhado na instituição como uma necessidade ao enfrentamento da Covid-19, e a adaptação de cada criança foi diferente em relação ao modelo híbrido. “A idade é um fator determinante na adaptação ao ensino híbrido. No entanto, os alunos que frequentam as aulas com assiduidade, seja ela presencial ou on-line, conseguiram acompanhar e mantiveram seu processo de ensino e aprendizado em evolução”, reflete Carolina Paschoal, diretora do colégio. (RP)

SAIBA MAIS

ANA CLAUDIA ALEXANDRINI ana.alexandrini@grupostellamaris.com.br CAROLINA PASCHOAL secretaria@pedroapostolo.com.br DINAMARA MACHADO dinamara.m@uninter.com


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Imagem: Jeswin Thomas

DICA: PISOS

A

A ESCOLHA DO PISO instituição escolar – seja ela de

Atualmente, existem no mercado uma infinidade

educação infantil, ensinos funda-

de tipos de pisos que suprem necessidades deste

mental e médio – é composta, em

segmento, como: resistência ao tráfego de pesso-

uma

por

as, conforto térmico e acústico, facilidade de lim-

uma densa e complexa estrutura arquitetô-

peza e conservação do revestimento, design apro-

nica com planejamentos específicos e cuida-

priado e facilidade de instalação e reposição. Para

dos precisos que percorrem salas de aulas,

Carolina e Gabriela, os pisos vinílicos e emborra-

bibliotecas, brinquedotecas, áreas internas e

chados, de forma geral, têm boa aceitação “pelo

externas, bem como uma atenção às caracte-

fato de terem baixa manutenção, diferentes forma-

rísticas relacionadas aos ambientes, como, por

tos e cores que atendem a diversos usos (dos mais

exemplo, a escolha e o planejamento de pisos

formais amadeirados aos mais coloridos e lúdicos).

e revestimentos para escolas.

Além disso, a instalação é muito simples e ele pode

primeira

observação,

até ser colocado sobre outro piso existente”. As arquitetas e urbanistas Carolina Drechmer Hoffmann e Gabriela Nocetti Garcia

Sobre manutenção e limpeza, alguns serviços

Leal, destacam que os primeiros procedimen-

não exigem grande especialização técnica e po-

tos que devem ser observados para a escolha

dem ser programados a curto prazo – diária,

do piso ideal no ambiente escolar é definir o

semanal e mensalmente. E os cuidados gerais

uso que se deseja dar ao espaço, ou seja, “se

para a limpeza dos pisos e rodapés dependem

busca o conforto térmico e acústico, tátil, se a

da especificação do produto instalado. A dica

flexibilidade para diferentes tipos de uso será

das arquitetas é que existe, no mercado, pisos

importante naquele ambiente. Feito isso, é

que fazem as vezes de capachos, ou seja, “nas

necessário achar dentro de todas as opções

áreas de acesso eles são mais densos e escovam

que o mercado oferece, a que melhor atenda

os sapatos dos usuários antes de entrarem. Des-

aos possíveis usos do espaço”.

ta forma, a manutenção mais rigorosa da limpe-

A partir da escolha do local, é preciso se

nesta parte das entradas”, destacam.

za precisa ser feita com mais frequência apenas atentar ao público que transitará pelos es-

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paços, observando os pisos específicos e/

É interessante destacar que a escolha do piso afeta

ou mais adequados para cada faixa etária.

diretamente a qualidade das atividades desenvol-

Para

possuem

vidas e, dessa forma, algumas dicas são importan-

uma relação maior com o chão, por exem-

tes para gestores e gestoras que desejam contratar

plo, o ideal são os pisos quentes e que re-

serviços de empresas que fornecem pisos escola-

metem a conforto – tanto visual como tátil.

res. “É importante buscar empresas que conhecem

“Um porcelanato cinza não atende nesse caso.

o material com que estão trabalhando, para não

Além disso, as crianças sujam mais o ambiente,

danificar o piso ou deixar de fazer uma manuten-

por isso um piso muito claro, como o branco,

ção efetiva necessária”, indicam as arquitetas. (RP)

as

crianças

pequenas

que

também não atende a este usuário”, comentam as arquitetas. Já para uma escola universitária, onde o fluxo maior é de adultos, “o piso pode ser mais sério e mais formal, mas também deve trazer o conforto acústico que ele espera numa sala de aula ou de estudos”.

SAIBA MAIS

CAROLINA DRECHMER HOFFMANN e GABRIELA NOCETTI GARCIA LEAL carolinadhoffmann@gmail.com


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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, LIXEIRAS, VENTIL ADORES, TAPETES, TOTENS), COBERTURAS E TOLDOS, GRAMA SINTÉTICA


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PERSIANAS, PISOS, PL AYGROUNDS, PROTETOR DE COLUNA


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