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Edição 167 - Abril 2021

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Edição nº 167 A Revista do Gestor Escolar

ano 17 | Abril 2021 www.direcionalescolas.com.br


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Nesta Edição: 16 08 10

Coluna - Christian Coelho

Como o líder deve cuidar da ansiedade do seu time?

Coluna - Vinicius Gusmão Navegando no desconhecido

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Coluna - Giovanni Peduto Ambiente multicultural fortalece demanda por ensino bilíngue

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Dica: Playgrounds Cuidado e manutenção

Coluna - Ciça Cordeiro Cultura e educação acessível são direitos de todos!

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Conversa com o Gestor Aprendizado plural e integrado: como manter a inclusão e a educação especial em tempos de pandemia?

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Dica: Autismo Cuidados em tempos de pandemia

Dica: Inadimplência Desafios para a gestão escolar


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Editorial Educação plural

Na contemporaneidade, em especial, diversos questionamentos, dúvidas e novas/ outras perspectivas surgem para ampliar os olhares acerca de metodologias pedagógicas, de interações/relações entre docentes e estudantes, bem como das dificuldades em valorizar as diferentes formas de aprendizagem – e, consequentemente, sua inclusão nas instituições regulares – e as particulares que alguns alunos e algumas alunas demandam em seu processo de ensino. Assim, nos questionamos: como trabalhar a pedagogia da diferença e da inclusão na rotina escolar? Para expandir o horizonte, nesta edição da Direcional Escolas destacamos um especial na Conversa com o Gestor (pg. 16) sobre inclusão e educação especial na pandemia. Quais são os desafios, as mudanças metodológicas, as soluções e as estratégias para manter a inclusão educacional e a educação especial em tempos de pandemia? A partir desta pergunta, convidamos diretores/as, coordenadores/as, empresários e especialistas no setor para discutir essa temática. Abordamos, também nesta edição, o autismo – atualmente chamado de Transtorno do Espectro do Autista (TEA). Definido como um transtorno de neurodesenvolvimento, o TEA atinge cerca de 1 a 2% das crianças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. “O fundamental para a inclusão de pessoas com TEA é a empatia e o entendimento do que é esse quadro. Fala-se muito do respeito às diferenças, mas isso só acontece de fato quando conseguimos entender do que se trata. Quando não sabemos o que é o autismo, por exemplo, e as características que influenciam diretamente no convívio social, acabamos por pré-julgar que aquilo é ruim ou inferior, simplesmente por ser diferente”, avalia a psicóloga Ana Carolina Praça, certificada em autismo pela CBI of Miami. Com o intuito de expandir as discussões sobre o TEA, em 18 de dezembro de 2007, a ONU declarou todo 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day, em inglês). Nessa data também designaram a cor azul como a cor do Autismo. Essa iniciativa ocorreu para chamar a atenção da sociedade e ajudar milhões de pessoas que ainda não foram diagnosticadas – ou que estejam procurando ajuda. Acreditamos que a educação deve ser plural, inclusiva e com experiências e relações diversas, respeitando e educando as particularidades de todos e todas em seus ritmos (e formas) de aprendizado.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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A educação, vista como um importante e complexo sistema, destaca, entre vários outros fatores, uma ponte viável e concreta para um mundo repleto de conhecimento. Este tipo de conhecimento, à qual me refiro, é transcendental em sua essência, explorando e (re)desenhando caminhos que agregam o crescimento de percursos interiores, como o aprendizado e as interessantes experiências exteriores. Nesse movimento, entre trocas e vivências, é preciso expandir o olhar e discutir, cada vez mais, as pluralidades que o sistema educacional pode alcançar.


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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COMO O LÍDER DEVE CUIDAR DA ANSIEDADE DO SEU TIME?

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preocupação, a apreensão e a ansiedade são estados que antecipam em nosso cérebro possíveis acontecimentos desagradáveis para que possamos nos preparar e solucioná-los da melhor forma possível.

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Este período atípico tem colocado à prova nosso sistema nervoso. O problema ocorre quando existe um excesso de preocupações que deixa o cérebro em estado de alerta ininterrupto. Essa sensação libera adrenalina e dopamina, substâncias que acabam viciando. Esse estado, no mínimo, produz uma dose de ansiedade e medo que alteram o metabolismo do corpo, gerando o estresse, e pode causar sérios distúrbios, como fobias, obsessões, compulsões, ataque de pânico e muitas doenças psicossomáticas. Não existe controle sobre esses sentimentos, mas podemos reduzi-los a níveis aceitáveis por meio de uma liderança e gestão eficiente, delegação e visão sistêmica. A delegação, por meio da distribuição das funções, e as reuniões periódicas de acompanhamento, proporcionam uma visão completa dos processos, o que reduz a sensação de insegurança e, consequentemente, o medo do futuro. Uma rotina diária é ideal para auxiliar na gestão de tempo e reduzir a sensação de impotência.

Equilíbrio entre desempenho e motivação – Nesta época de dificuldade, necessitamos de uma dose maior de gerenciamento em busca de metas e objetivos. Por outro lado, a pressão exercida pela cobrança tende a desmotivar uma equipe em tempos de instabilidade emocional. O que precisa ser feito é humanizar as estratégias de gestão sem detrimento do desempenho, e aplicar práticas motivacionais contínuas.

nir energia necessária para tomar esta iniciativa, os líderes acabam desistindo de dar suas opiniões. O ideal é criar a cultura do colaborador para ele pedir a opinião quando estiver preparado para ouvi-la. Pode parecer difícil em um primeiro momento, mas existem empresas que alcançaram este patamar de parceria entre líderes e liderados obtendo, assim, ótimos resultados. Dê o primeiro passo e tenha persistência.

Gerenciar seu time – É a prática de delegar uma ação, acompanhá-la periodicamente (monitorar) e proporcionar opinião concreta (reuniões individuais), por meio de uma análise de desempenho. Os líderes tanto observam a atividade quanto monitoram os resultados, usando as informações para ajudar os membros da equipe a identificarem falhas e modificarem as abordagens. Para isso, é imprescindível que saibam o que acontece nas aulas remotas e presenciais, no atendimento da escola e na delegação de funções, estimulando os acertos e corrigindo os erros. Mas, prover um colaborador de feedback em uma época de instabilidade emocional, pode propiciar um efeito contrário. A pessoa fica aborrecida, na defensiva e acaba menos motivada. Tendo em vista como é difícil reu-

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / CIÇA CORDEIRO DIREITOS DE TODOS!

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ão é de hoje que o setor cultural do Brasil está em crise. A pandemia e o confinamento em casa trouxeram à tona uma discussão importante. Como aquecer o setor cultural e como fazer para que todos tenham acesso à cultura e à educação estando em suas casas?

Numa época de restrição da população em geral, inclusive das pessoas com deficiência, que são as mais vulneráveis, todos sentiram na pele o que muitos sentem a vida toda confinados em suas casas, em seus grupos de reabilitação e de cuidado. Descobriu-se que a acessibilidade ou a falta dela, foi na verdade, por muito tempo, uma escolha. O mundo pode sim ser acessível!

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A crise mundial e o isolamento social mostraram que a falta de acessibilidade está relacionada às barreiras atitudinais, afinal, a acessibilização de serviços, conteúdos e informações, não são apenas de interesse de pessoas com deficiência, mas beneficiam qualquer pessoa. Os direitos culturais estão ligados a valorização da diversidade cultural. Hoje as pessoas com deficiência não ocupam apenas lugares nas plateias, mas também estão nos palcos expressando suas emoções, suas lutas, seus ideais, fazendo-se entender através da arte, para uma população que não imagina e que desconhece suas habilidades. É na acessibilização das artes que a gente começa a ver o outro. A cultura proporciona que o outro seja visto! Do mesmo modo podemos ver a educação. A crise na saúde levou alunos

e professores a se conectarem virtualmente. Quem duvidava do ensino a distância, pode ver como é possível se adaptar. O mesmo acontece com o home office. A tecnologia é a ferramenta fundamental para socializar, trabalhar, pedir comida, estudar, fazer compras, consultar um médico, entre tantas outras atividades. Mesmo assim, ainda há barreiras, principalmente para aqueles que precisam de acessibilidade digital e de tecnologia assistiva.

Precisamos de um esforço conjunto de todas as partes interessadas, criando oportunidades iguais. Com a união de organizações internacionais, governos, empresas privadas, ONGs, indústrias, sistemas de educação, investidores, professores e todos os cidadãos, será possível adotar soluções para eliminar todas as barreiras. Pensar em acessibilidade é um dever de todos nós! É a consolidação da democracia, afinal, isso prova a plena cidadania, e que estamos no caminho do desenvolvimento.

A acessibilidade deve estar no lazer, no trabalho e na educação, possibilitando que, qualquer pessoa, com ou sem deficiência, acesse um lugar, um serviço, um produto ou uma informação de maneira segura e autônoma. Eu incluiria a acessibilidade como décimo oitavo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em toda sua amplitude, seja arquitetônica, digital, comunicacional, cultural, atitudinal, e outras mais. As tecnologias assistivas constituem uma ferramenta fundamental para assegurar esse acesso, a igualdade de oportunidades e a participação integral em todos os aspectos da vida, são ingredientes essenciais para uma sociedade que valoriza o senso de pertencimento. Muitas são as causas do desequilíbrio entre as necessidades e o acesso às tecnologias apropriadas: falta de informação, recursos, sistemas de saúde, serviços sociais, sistemas de educação bem desenvolvidos, prioridades políticas e a atenção aos direitos humanos fundamentais.

A Colunista CIÇA CORDEIRO Jornalista (MTB 32.403), especialista em cultura inclusiva, comunicação e eventos acessíveis. É Relações Institucionais e Comunicação na Mais Autonomia Tecnologias Assistivas contato@maisautonomia.com.br www.maisautonomia.com.br

foto cedida pela colunista

CULTURA E EDUCAÇÃO ACESSÍVEL SÃO


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NAVEGANDO NO DESCONHECIDO

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MedRoom é uma healthtech que desde 2015 trabalha no desenvolvimento de treinamento para a educação na área da saúde utilizando realidade virtual. Passamos 2 anos polindo e construindo o que viria a ser o nosso primeiro produto: um laboratório de anatomia em realidade virtual com pacientes virtuais 100% modelados em 3D. Vimos boas curvas de crescimento nos anos que seguiram e a tendência era que em 2020 seria o ano onde a empresa, de fato, decolaria.

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Nosso produto, apesar de ser virtual, foi projetado para uma educação presencial, que se tornou inviável durante a quarentena. Isso teve um impacto imediato nas nossas contas e nos nossos planos. Foi um obstáculo que, em um primeiro momento, pareceu ser intransponível (pelo menos por um determinado período de tempo). A nossa visão enquanto líderes e gestores foi limitada por um cenário global que ninguém conhecia, um mar que nunca foi navegado antes. Como saber qual o caminho se os mapas que existem já não funcionam mais? Depois de alguns dias de pânico e vários cabelos a menos, voltamos nossa atenção ao que sabemos fazer: inovação. A necessidade de direcionamento nunca foi tão grande quanto foi durante os primeiros meses da pandemia. Era necessário que tomássemos as rédeas da situação e descobríssemos para onde ir. Felizmente não é necessário nenhum dom ou ajuda sobrenatural para isso. Existem ferramentas e métodos que podem ser aplicados para ajudar àqueles que desejam navegar em mares desconhecidos. Para nossa sorte já conhecíamos alguns dos pas-

sos que poderiam ser tomados, detalho a seguir os três principais: O primeiro passo que tomamos foi ter calma. Calma ajuda a ter foco. É natural o choque inicial quando nos expomos a situações novas, existe todo um contexto fisiológico, inclusive que justifica a nossa ansiedade e desconforto perante situações desconhecidas. O que não se pode fazer é congelar. Após o choque inicial é necessário ter calma e focar no que realmente importa, nos objetivos que precisam ser alcançados.

trazer a um novo patamar, onde agora estamos discutindo e construindo ferramentas para sustentar novas formas de educar, principalmente em como viabilizar a educação híbrida para a área da saúde. A lição mais importante dessa experiência talvez tenha sido (re)aprendermos a ser o novo e não somente novidade. Uma experiência que pode ajudar outros que buscam chegar em terras novas, e que para isso precisam navegar em mares desconhecidos. Uma experiência para diminuir o medo de inovar.

O segundo passo é o método. Existe uma citação que gosto muito do Reed Hastings, CEO da Netflix: “líderes como Steve Jobs têm uma percepção de estilo e do que os clientes procuram, mas eu não. Precisamos de consumer science para chegar lá.” Nós sempre apostamos muito em design e ciência. Passamos a entrevistar todos os stakeholders que estavam ao nosso alcance para entender quais passaram a ser as maiores dores deles nesse novo momento. O terceiro passo é confiança e execução. Ser capaz de investigar, levantar ideias e planejar é muito importante, mas não tão importante quanto é ser capaz de executar. Nossa equipe é muito capaz e sempre tivemos uma cultura voltada à execução. Construir um caminho novo não é tarefa fácil e muito menos uma tarefa individual. Num momento onde as apostas e os riscos são altos, é necessário confiar nas pessoas e apostar na capacidade de cada um. Longe de ser uma receita de bolo, esses passos serviram para tirar a MedRoom do congelamento total em 2020 e nos

O Colunista VINÍCIUS GUSMÃO Cofundador da startup de Realidade Virtual para estudos de medicina e treinamentos em saúde MedRoom. Graduando em ciências biológicas pela USP, com passagem pela Escola Politécnica, em disciplinas voltadas a empreendedorismo e design thinking, e pela Bowling Green State University, nos EUA, onde estudou temas relacionados a empreendedorismo. Vencedor do BIG Starter como melhor jogo de educação e do Global Impact Challenge, da Singularity University.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / VINICIUS GUSMÃO


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COLUNA / GIOVANNI PEDUTO

DEMANDA POR ENSINO BILÍNGUE

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unca estivemos tão próximos uns dos outros. Diante da globalização econômica e da profunda transformação digital acelerada pela pandemia, já não existem limitações geográficas entre países e povos. No meio digital, as redes sociais, os aplicativos de conversa instantânea e os jogos, fomentam uma verdadeira “aldeia global”, conforme definição do teórico da comunicação Marshall McLuhan, que conecta comunidades e culturas distantes.

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Esse novo mundo, multifacetado e multicultural, tem como passaporte universal o inglês: a fluência no idioma é a principal demanda da sociedade e do mercado de trabalho. Para garantir uma formação multicultural consistente, é essencial que os estudantes tenham o inglês inerente ao seu repertório linguístico, afetivo e cultural. Não se trata apenas de aprender o inglês, mas de aprender em inglês. Neste contexto, aguardamos que o governo brasileiro aprove rapidamente as Novas Diretrizes Curriculares para Educação Bilíngue propostas pelo Conselho Nacional de Educação, a fim de padronizar e garantir uma entrega consistente para as escolas que buscam uma formação em dois idiomas. A Cultura Inglesa já enxergava o potencial deste mercado há mais de 25

anos, quando começou a oferecer uma solução de inglês intracurricular, e está preparada para aplicar a regulamentação em referência, caso seja aprovada. Hoje, garantimos formação bilíngue seriada a todos os níveis, do Ensino Infantil ao Ensino Médio, de forma modular, com a nossa Plataforma Bilíngue Cultura Inglesa. As instituições de ensino podem optar por implementar o programa com os seus próprios professores, contando com o suporte da Cultura Inglesa na formação docente, por meio da Faculdade Cultura Inglesa. Há também a possibilidade de implantar a Plataforma com nossos docentes já certificados internacionalmente. A ferramenta também dá às escolas acesso a uma plataforma holística bilíngue, com metodologias ativas, gamificação, ênfase no desenvolvimento de valores socioemocionais e vivências culturais. Além das aulas presenciais, os alunos contam com uma Plataforma de Experiência Gamificada, que possibilita a ampliação das experiências do aluno em inglês e de suas famílias. O programa de aprendizado bilíngue oferece uma janela de oportunidade para atualizar sistemas de ensino e qualificar a oferta de inglês ainda na educação básica. Por meio da parceria com instituições especializadas, as escolas têm acesso a excelência pedagógica, tecnologia, recursos didáticos e vivências culturais imersivas, tanto em

sala de aula, como online, engajando os alunos no processo de aprendizagem e assimilação da segunda língua. Nesse quadro, as parcerias estratégicas firmadas com escolas especialistas no ensino de línguas para a implementação da educação bilíngue, abrem caminhos para o que chamamos de “escolas do futuro”, aquelas que preparam os seus alunos para um futuro que, para bem da verdade, já começou.

O Colunista GIOVANNI PEDUTO Head de Parcerias Educacionais da Cultura Inglesa, renomada rede de escolas de inglês que opera o formato intracurricular em parcerias com instituições de ensino regular há mais de 25 anos. Peduto possui experiência de quase 20 anos no mercado educacional e no relacionamento com escolas, tendo desenvolvido, implantado e dirigido inúmeros projetos educacionais bem-sucedidos para grandes empresas do setor.

foto cedida pelo colunista

AMBIENTE MULTICULTURAL FORTALECE


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CONVERSA COM O GESTOR APRENDIZADO PLURAL E INTEGRADO: COMO MANTER A INCLUSÃO E A EDUCAÇÃO ESPECIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA? Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

O processo educacional evoca, em muitas medidas e situações, movimentos e estratégias para abarcarem as multiplicidades e as possibilidades das relações entre o estudante e o conhecimento. Nas demandas contemporâneas, é necessário que a educação – e todas as suas reverberações – centralize a sua atuação em aprendizados plurais e integrados, contemplando, assim, a inclusão de todos e todas, com as suas diversas particularidades e necessidades, em todo o sistema educacional

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mudança sem precedentes que atravessou – e ainda atravessa – todo o sistema educacional, desde o primeiro semestre de 2020, deixou em evidência uma série de lacunas em todas as esferas da educação. Se, por um lado, a educação e as relações com o ensino, a metodologia pedagógica e o laço entre alunos e docentes, mergulharam, ainda que urgentemente, na maré tecnológica (por conta do fechamento das escolas para conter o avanço da pandemia); por outro lado, ainda estamos tateando as novas demandas que emergem em tempos de pandemia. Partindo da premissa de que a educação deve ser plural, abarcando e respeitando todas as diversidades e necessidades de aprendizagem e desenvolvimento, este especial da Conversa com o Gestor convidou especialistas na área (pedagoga, diretor, advogado, consultor, coordenadora, psiquiatra e terapeuta) para responder o seguinte questionamento: Quais são os desafios, as mudanças metodológicas, as soluções e as estratégias para manter a inclusão e a educação especial em tempos de pandemia?

Rebeca Veras – Integradora Pedagógica do SAS Plataforma de Educação e especialista em Educação Infantil

“Em mais um ano desafiador, dar continuidade ao trabalho com a inclusão e educação especial, requer, acima de tudo, parceria com as famílias/responsáveis, mostrando a importância de prosseguir o trabalho que estava sendo desenvolvido na escola e garantindo que, mesmo em estratégias remotas, é possível aproximar a criança desse universo promovendo aprendizagens que farão a diferença na construção e adequação das suas habilidades. Outro fator fundamental é conhecer as especificidades de cada criança respeitando sua maturidade e autonomia e compreendendo o que ela já é capaz de realizar. Esse seria o nosso ponto de partida. Planejar em uma perspectiva inclusiva não é promover atividades diferentes para os alunos com deficiência, mas incluir esses alunos na realização das mesmas atividades e ter um olhar sensível para avaliar o que é possível ser feito e o que não gera interesse para a criança naquele momento. No modelo remoto as mudanças metodológicas são evidentes e desafiadoras tornando fundamental a participação de todas as crianças, considerando seus aspectos emocionais e fortalecendo a socialização do grupo. Nesse sentido, é preciso pensar nas ferramentas que serão utilizadas, nas imagens que serão apresentadas, na fonte da letra, nas propostas práticas, orientações para as famílias, adaptação dos comandos das atividades, tempo para a sua realização, dentre tantas outras propostas, respeitando as características de cada aluno como ser único e integral como previsto no documento da BNCC.”

“A Maple Bear promove um ambiente no qual todos tenham um senso de pertencimento e desenvolvam seu melhor em um cenário que respeite e valorize as diferenças dos alunos. Com a pandemia, fizemos um esforço organizado desde março de 2020 para fornecer para as escolas rotinas diárias de aprendizagem e orientações para a realização de encontros virtuais entre professores e alunos. As conferências são estratégias importantes para a garantia de um acompanhamento personalizado, complementando a integração com o grupo. Todas as escolas tiveram turmas criadas no Google Classroom, e materiais para professores e alunos foram desenvolvidos usando aplicativos do Google que possuem funções como leitor de tela, digitação por voz e compatibilidade com linha braille. Para o Ensino Fundamental I e a Educação Infantil, demos diretrizes para a leitura de encontros semanais individuais para acompanhamento próximo dos alunos, de modo que fossem compreendidas as necessidades de cada um a todo momento. Também realizamos a adaptação de materiais impressos para formatos em tamanho aumentado e em braille.”

Cintia Sant’Anna – Diretora Acadêmica da Maple Bear


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20 derar que cada indivíduo, mesmo que tenha a mesma deficiência, tem sua individualidade e aprende de forma diferente – e para descobrir é necessário observar e ouvir o aluno de perto e não deixá-lo apenas como expectador das aulas on-line.

Audato Ramalho Lima – Mantenedor e Diretor Pedagógico do Colégio João Paulo Alagoinhas “O grande desafio da inclusão durante a pandemia tem sido minimizar os efeitos da ausência do presencial a partir do virtual. Para isso, buscamos o atendimento individualizado visando contemplar as necessidades de cada inclusão sem abrir mão da socialização nos momentos coletivos. Cada criança especial tem uma necessidade específica e, a partir do trinômio escola-família-especialistas, traçamos estratégias distintas. Destaco aqui duas estratégias que nos proporcionaram soluções exitosas: a disponibilização de réplicas de materiais concretos, como a TÁBUA DE SEGUIN, através da planificação e digitalização dos mesmos para serem enviados para as famílias de modo a proporcionar a sua utilização a partir de uma orientação virtual, e a adaptação do material impresso visando atender a uma necessidade especial. Nesta última o SAE DIGITAL foi fundamental, pois adaptou rapidamente um livro impresso, ampliando-o, e aumentando a fonte do mesmo tendo como resultado final de toda essa sinergia a alfabetização de uma criança com baixa visão através do ensino remoto.”

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Bruna Duarte Vitorino – Pedagoga e Coordenadora Pedagógica do Kumon “Este é um momento desafiador para a Educação como um todo: pais, alunos, professores e direção escolar. Sem dúvidas para os professores que lidam com alunos com deficiência o desafio é ainda maior e precisam contar com uma rede de apoio. A parceria e comunicação entre a família e a escola é fundamental para elaborar estratégias que ajudem esses alunos a continuarem se desenvolvendo, podem ser aulas de reforço, acompanhamento individual, atividades adaptadas, entre outras. Assim como os demais alunos, é preciso consi-

Outro ponto fundamental é garantir os recursos pedagógicos de maneira adequada e inclusiva. Sabemos que infelizmente não são todas as escolas que contam com esses recursos, mas a direção escolar pode procurar instituições assistencialistas especializadas para apoiar o acompanhamento desses alunos. Apesar dos pais ansiarem em ajudar seus filhos, muitos não conseguem dar esta atenção de maneira integral, porque trabalham o dia todo e não tem a instrução adequada para ajudar uma criança com deficiência, por isso nesta rede de apoio deve haver uma comunicação contínua, a fim de capacitar os pais a darem o suporte no lar. Acreditamos que todo aluno tem um potencial a ser explorado, independentemente de suas deficiências. Para conseguirmos bons resultados no desenvolvimento de crianças com deficiências, devemos deixar de lado nossos paradigmas a respeito da educação inclusiva e oferecer apoio às famílias para que persistam com paciência e carinho.” “A pandemia mudou a rotina de todos. Para alunos típicos, essa mudança teve um forte peso, porém, para alunos com deficiências, as dificuldades foram potencializadas. Falta de rotina, de contato pessoal, dificuldade de atenção e compreensão através da tela são algumas delas. Os professores tiveram que aprender novas formas de compreender os alunos a distância. Para favorecer a inclusão é fundamental reconstruir o vínculo afetivo a distância. Por isso, menos é mais. Qualidade de pequenos momentos vale mais que horas de aula. Pedir para que abram as câmeras, e, um a um, participem ou mostrem algo pertinente à aula. Atividades lúdicas se tornaram essenciais, pois prendem a atenção e melhoram a aprendizagem. A exposição à tela, em alguns casos, aumenta o desconforto e, consequentemente, o abandono da aula. Se possível, é importante criar horários de atendimento individual para os alunos com deficiências, que podem acontecer uma ou duas vezes por semana, dentro ou fora do horário da aula. Caso não seja possível, o professor pode gravar vídeos personalizados e

enviar para os alunos. Cada caso é um caso, e por isso elaborar o PEI/PDI é necessário, sem esquecer que quem vai intermediar o trabalho é a família. É preciso ter o pé no chão e adequar as expectativas, estabelecendo metas reais e avaliações ao longo do ano para definir novos objetivos e possíveis alterações na prática cotidiana. Não existe uma receita pronta, mas conhecer o seu aluno, ter uma boa relação com a família, ter metas claras e priorizar momentos individuais contribuem muito para o sucesso pedagógico.”

Wania Emerick Burmester – Consultora Pedagógica do Sistema Positivo de Ensino “Com a pandemia e as aulas on-line, surge mais um desafio que é a inclusão educacional virtual das crianças com deficiência. É importante, primeiramente, promover uma adaptação e inserção dos estudantes nos meios de aprendizagem on-line. E isso pode ser feito gradualmente, apresentando novos recursos e iniciando as aulas por conversas e atividades mais familiares para facilitar esse processo inicial. Iniciar com uma adaptação dos materiais didáticos para aluno autista e atualização do Plano Educacional Individualizado (PEI). Por exemplo, alguns recursos com sons mais variados e vibrantes podem gerar uma sobrecarga sensorial que prejudicará a participação do aluno autista nas aulas on-line. É preciso atentar-se a esses detalhes, conversando com pais e cuidadores para compreender melhor o perfil, as necessidades, preferências e dificuldades do aluno autista, atualizando, a partir dessas informações, o seu PEI para proporcionar as condições adequadas para sua inclusão, aprendizado e acolhida neste novo cenário. Outro ponto é a utilização de conteúdos e recursos visuais. O processamento visual pode ser favorecido nos alunos autistas. Assim, utilizar programações visuais pode ser positivo para sua adaptação às aulas on-line. Incorporar cronômetros visuais para ajudar as crianças a saberem quando uma atividade está chegando ao fim e é hora de passar para outra na programação também pode ser proveitoso. Ainda, fornecer instruções de maneira visual, usando imagens, objetos ou animação, pode ajudar o


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22 aluno autista a processar as informações de uma forma mais eficiente e menos estressante. A monitora da criança na escola pode ir na casa da criança e ensinar a criança a participar das atividades através do sistema on-line. É importante estabelecer regras, por exemplo, para o compartilhamento de tela, mensagens de texto e áudio durante a videoaula. É melhor evitar o uso da ferramenta de bate-papo nos momentos mais explanativos, já que ela pode atuar como distração para o aluno e para o restante da classe. É útil também lançar mão de atividades estruturadas. Embora muitos alunos possam aprender por meio de atividades menos estruturadas, os alunos com deficiência podem se beneficiar de atividades mais estruturadas, especialmente com preferência pelo processamento de informação visual e instrução explícita.”

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Jaqueline Bifano – Psiquiatra infanto-juvenil “O principal desafio e mudança no sistema educacional de crianças e jovens, desde a educação infantil, fundamental ou ensino médio, em época de pandemia, é que os pais participem deste processo educacional de forma mais presente e técnica, já que muitos não tem tempo ou conhecimento para ensinar e acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos, apesar de terem esta responsabilidade em qualquer época, mesmo fora de pandemia. Isso se agrava em relação às pessoas com necessidades especiais, principalmente os deficientes, porque há exigência de conhecimentos terapêuticos e pedagógicos específicos e adaptados. Por exemplo, como uma família que não trabalha com educação conseguirá implementar as atividades adaptadas por meio de um plano de ensino individual em sua residência, por meio de aulas e instruções on-line, sem a presença do atendente terapêutico da criança? No mínimo esse professor de apoio da criança deficiente deveria ir para a residência da família, só assim será possível a inclusão continuar. Aulas on-line para os deficientes cognitivos em geral não funciona, ao contrário de deficientes físicos, auditivos e visuais, que têm a disposição

“Talvez a maior oportunidade que os tempos de pandemia nos traz, é perceber a necessidade da verdadeira inclusão na educação. Se todos já somos diferentes por essência, ou que requer tratamentos diferentes, imagine o quão real se torna a relevância de colocar em pauta a seguinte pergunta: E aí? Como fica a educação especial?

Diogo de Souza Freitas – Advogado, consultor de inclusão e Diretor do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento) no mercado de tecnologias assistivas. Assim, concluo que para aqueles casos que as aulas virtuais não funcionam, o correto é a atividade presencial em casa com o apoio de um profissional e da família, o que é muito difícil para aqueles que não tem condição econômica. Já o convívio social, seja na escola ou em casa, o prejuízo é inevitável, e as consequências só conheceremos no futuro.” “Na pandemia, as startups de educação que trabalham com plataformas tecnológicas tiveram múltiplos desafios relacionados à alta demanda e a quantidade de usuários simultâneos que sobrecarregaram servidores. Além disso, um outro desafio não menos importante entrou no radar: a adaptação das plataformas para inclusão e acessibilidade. Aqui na Evolucional, como temos uma plataforma on-line responsiva que funciona em todos os navegadores, nós orientamos por meio do nosso suporte as escolas a trabalharem com a configuração de zoom para adaptarem o tamanho das fontes aos alunos com deficiência visual que precisam de fontes maiores. Além disso, desenvolvemos um módulo de ‘acompanhamento on-line’ para as nossas avaliações, onde a gestão da escola consegue reiniciar a prova dos alunos sem que eles percam as respostas às questões que eles já resolveram, mas possam obter tempo extra para realização da prova, caso seja necessário. Por fim, implementamos os mesmos critérios de correção de redação para dislexia do Enem, mediante o pedido da escola para alunos específicos.”

Vinícius Freaza – Sócio-diretor da Evolucional

Não há metodologia maior que o amor e o acolhimento. Em tempos atuais, precisamos focar no verdadeiro sentido da educação, que é mostrar a todos que a educação não é o melhor caminho – é o ÚNICO caminho! No que se refere à educação inclusiva, minha dica é conectar toda a comunidade escolar em prol da responsabilidade de fazer de uma vez por todas a inclusão acontecer. Certamente, para o momento, a melhor educação é o amor, e a melhor metodologia é o acolhimento.”

Lucas Fonseca – Educador, Especialista em Desenvolvimento Humano e Gestor Educacional do Grupo FAVENI “Um dos principais desafios que temos, ao tratar da inclusão escolar em tempos de pandemia, é realizar um processo de interação e vínculo efetivo entre o aluno, o professor da sala regular, o professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE), a equipe escolar, a família e os eventuais profissionais que atuam com esse aluno. O contexto da pandemia evidencia que precisamos desenvolver formas novas de interagir, comunicar, identificar necessidades e possibilidades de desenvolvimento e de aprendizagem de todos (de cada aluno). Isso inclui o público-alvo da Educação Especial que não pode ser esquecido e, às vezes, é deixado apenas na responsabilidade dos professores de AEE – estes são importantes profissionais – entretanto, os professores da sala de aula regular são os responsáveis pelo processo educativo com o aluno rumo a construção do seu conhecimento, que pode ser, desde saber quem eu sou como ser humano, até saber como eu uso uma equação de segundo grau para resolver uma situação cotidiana, por exemplo. A pandemia evidenciou que se não tiver um diálogo entre professor da sala regular, professor de AEE, família, aluno e outros profis-


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Deigles Giacomelli Amaro – Terapeuta Ocupacional, Pedagoga e coautora do livro “A escola para todos e para cada um” (Summus Editorial) sionais, de forma articulada para realizar um trabalho integrado, o vínculo, ponto de partida e as estratégias para o alcance de todos e cada aluno, pode não ser efetivos.

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Diante deste desafio e das necessidades de mudanças, temos como necessários e possíveis alguns procedimentos e estratégias. Dependendo de cada caso, podem ser utilizadas propostas com o uso de tecnologia assistiva, como: sintetizadores de voz, ampliação visual, com lupas manuais ou de mesa ou, simplesmente, letras de tamanho ampliado; teclados, acionadores adaptados, engrossadores de lápis, folhas com diferentes margens, pautas, dentre outras modificações necessárias. Para identificar as estratégias possíveis, é necessário conversar com as famílias e alunos, e verificar a forma mais efetiva de comunicação, como a LIBRAS, por exemplo, para pessoas com surdez que estão apropriados nesta língua. Mesmo quando o aluno não se comunica verbalmente ou parece ter dificuldade em compreender o que estamos dizendo, temos a comunicação não verbal, onde gestos, expressões, olhares, nos informam o que gosta, o que sabe, o que pode fazer, o que o desafia e se constitui uma atividade a favor do desenvolvimento e da aprendizagem de acordo com a possibilidade de compreender o mundo neste momento e, como eu, professor, vou interagir com ele: por meio de vídeos gravados, contatos síncronos on-line, por meio de textos enviados por aplicativos de comunicação e ou impressos, bilhetes, cartas, desenhos, músicas e outras formas que possibilitem a interação, interesse e possibilidades de continuar favorecendo o processo de desenvolvimento e de aprendizagem de cada aluno. “Para que seja viável manter o ritmo de aprendizagem e a aquisição de novos conteúdos no ensino híbrido, é urgente e necessário que a escola conheça de fato quem é o aluno com deficiência visual, suas necessidades, difi-

culdades e características, a fim de promover adequações necessárias que possibilitem acompanhar as aulas, solucionar as dúvidas e desenvolver as atividades. Para tanto, é preciso auxiliar a família desde o empréstimo de recursos e equipamentos até no processo de adaptação das atividades, providenciando a impressão em Braille e descrição das imagens, preparar kits com materiais concretos para os alunos com cegueira; promover a ampliação, simplificação de imagens, uso de legendas e em alguns casos usar a descrição, além de outras estratégias que favorecem o acesso ao material. É importantíssimo manter contato direto e frequente com os alunos e seus pais para acompanhar com segurança o acesso ao conteúdo, assim como o trabalho conjunto com os professores especializados, quer estejam na própria rede de ensino ou em instituições especializadas, como a Laramara, para que o aluno alcance o sucesso. As adaptações devem ser planejadas individualmente, mas existem orientações gerais que podemos compartilhar com pais e professores. A antecipação de acontecimentos é fundamental para que o aluno com deficiência visual se organize e planeje as ações. O aluno com bai-

O conteúdo programático das disciplinas precisa ser adaptado utilizando preferencialmente material concreto e tridimensional, contribuindo para a formação de conceitos. As atividades gráficas precisam de adaptação tanto em relevo, utilizando pontos e traços feitos com carretilha ou ponta seca, quanto com texturas, como EVA, cortiça, feltro, papel camurça, contornos com lã, barbante, cola colorida ou tinta relevo; a fim de representar o que for solicitado. Dessa maneira, o aluno irá reconhecer tatilmente desenhos, mapas, tabelas, gráficos e desenvolver a atividade. A prancha para desenho recoberta com lixa será útil para a pintura com giz de cera e, com EVA ou feltro, produzirão relevo ao usarmos ponta seca. O tipo de relevo produzido pelo revestimento das pranchas difere de acordo com o material utilizado. É importante lembrar que a percepção tátil difere da visual, assim, ao adaptar as atividades, convém retirar o excesso de detalhes que compõem a imagem. Sempre que possível, trabalhe cada conceito, primeiro com material concreto e tridimensional para depois promover a passagem para o plano gráfico, representando a imagem em relevo. Ressaltamos que ao empregar texturas, cada uma delas deverá ser utilizada para uma representação, isto é, não devemos repeti-la na mesma imagem. Incentive a prática nas aulas de educação física, pois realizar atividades físicas por meio de jogos e brincadeiras em casa, promove a melhora da saúde física, mental e emocional. A parceria Família – Escola – Serviço Especializado, será fundamental para a aprendizagem do aluno.”

Maria da Graça França Corsi Monteiro – Pedagoga especializada em deficiência visual, Psicopedagoga, membra da equipe Técnica – atendimento especializado da Laramara, avaliação funcional e comissão científica xa visão tende a apresentar cansaço visual ao esforço. Deste modo, é importante observar a iluminação do ambiente e evitar que luz natural ou artificial incida diretamente sobre os olhos. Quando os professores apresentarem qualquer material durante as aulas on-line, deverão aproximá-lo da câmera para que o aluno possa observá-lo, discriminar seus detalhes e acompanhar a explicação. O aluno com cegueira também necessita de orientações, pois é imprescindível que integre os sentidos para explorar e compreender o ambiente à sua volta.

SAIBA MAIS Acesse o nosso site e confira o texto completo deste especial sobre inclusão escolar em tempos de pandemia: direcionalescolas.com.br


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Imagem: Hisu Lee

DICA: PLAYGROUNDS

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brincadeira sustenta toda a base de um desenvolvimento sadio na educação infantil. Com a brincadeira – e por meio dela – os estudantes estabelecem contatos com explorações, descobertas, expressões, interações, coordenações e habilidades motoras, produções de sentidos (e sentimentos) com o outro e com seu próprio corpo. Dessa forma, o incentivo de brincadeiras aliado a atividades lúdicas, contribuem na elaboração de conhecimentos e significados. Assim, a utilização de brinquedos no cotidiano estudantil estimula uma valiosa contribuição para a metodologia pedagógica, bem como sua perspectiva lúdica aliada ao planejamento, objetivo, intencionalidade e a mediação do professor durante a atividade. Incluir um espaço de extrema sinergia entre o aprendizado e a diversão é uma forma ímpar de aflorar as sensibilidades dos estudantes, como, por exemplo, na instalação de playgrounds – internos ou externos – nas instituições de ensino. Para os/as gestores/as que desejam implementar playgrounds, principalmente nesse período de aulas on-line e/ou híbridas, um dos primeiros caminhos é se atentar com relação às normas técnicas que garantem a segurança e a adequação dos brinquedos, regulamentando a instalação e a manutenção dos playgrounds. Destacamos, aqui, a NBR 16071, criada em 2012 e estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que contempla os requisitos básicos de segurança tanto para os equipamentos como para os pisos absorventes de impacto que envolvem os brinquedos; o projeto da área de lazer; os requisitos para implantação dos equipamentos de playground destinados ao uso infantil – individual e coletivo; instalação; inspeção, manutenção e utilização.

ATENÇÃO E MANUTENÇÃO CUIDADO E LIMPEZA Ian Henry Pacey, empresário do setor, ressalta, para além das adequações à ABNT NBR 16071, uma atenção especial para a manutenção e inspeções específicas de segurança nos brinquedos. “Utilizamos equipamentos específicos de inspeção de medidas nos brinquedos, que vão desde a atenção aos perigos de encaixe de cabeça e pescoço das crianças, perigos de encaixe de dedos e até mesmo encaixe de colares e gargantilhas – acessórios muito perigosos para utilização em playground, já que podem causar enforcamento nas crianças”, afirma. Outro dado importante é com relação aos cuidados de limpeza e, também, de aglomeração. Diante da atual pandemia que atravessamos, é de extrema importância cumprir as indicações de prevenção e segurança. Playgrounds totalmente fechados, que provocam aglomerações, devem permanecer fechados. “No entanto, se há um circuito no playground com entrada e saída, é possível liberar uma criança por vez para brincar em todo o circuito”, destaca o empresário. Para a limpeza, conta Ian, o ideal é higienizar todo o playground a cada dez minutos, especialmente nos corrimãos e nas áreas que as crianças apoiam as mãos. “Antes de acessar o playground, é preciso realizar a desinfecção com um aparelho específico de higienização dos calçados, onde as crianças pisam por cinco segundos em um tapete higienizador. Além, é claro, de manter as mãos sempre limpas e utilizar máscaras de proteção”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS IAN HENRY PACEY pacey-spi@uol.com.br


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Imagem: Hunter Johnson

DICA: AUTISMO

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período escolar é visto pelos alunos e pelas alunas, principalmente pelas vivências nos ensinos infantil e fundamental, como o primeiro nível de uma escala funcional, sociocultural, coletiva e estrutural. E, durante esse período, alguns prejuízos em importantes áreas do desenvolvimento podem surgir como, por exemplo, o TEA – Transtorno do Espectro do Autista.

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Segundo Clay Brites, pediatra, neurologista infantil e doutor em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida com algumas características: “dificuldades, incapacidade ou desinteresse de interação social; dificuldade, incapacidade ou desinteresse de iniciar e manter comunicação social; e comportamentos atípicos com repetições e interesses restritos desconectados do contexto”. É interessante destacar que o autismo não se concentra como um único transtorno, mas sim como um espectro de transtornos, e que variam, especialmente em graus de intensidade, em cada indivíduo, tornando o diagnóstico do TEA multidisciplinar. “O diagnóstico se dá principalmente a partir da observação do comportamento da criança e suas reações ao contexto social. Isso pode ser feito por meio de relatos simples ou instrumentos de avaliação advindos de seus cuidadores, professores, profissionais de saúde e educação”, explica Brites, que complementa: “o TEA atinge cerca de 1 a 2% das crianças e leva a grande impacto no desenvolvimento cognitivo, intelectual e na autonomia caso nada seja empreendido”. As alterações na rotina, ocorridas por conta da pandemia da Covid-19, afetaram diretamente

CUIDADOS EM TEMPOS DE PANDEMIA os alunos com TEA nesse período de isolamento social. A rotina é uma característica muito importante para crianças com TEA e, dessa forma, é fundamental que os pais/responsáveis mantenham um ambiente estruturado com regras claras para ajudar a criança a se organizar – tentando manter, ao máximo, os horários habituais da rotina antes da pandemia. Para a psicóloga e neuropsicóloga Érika Dalle, também coordenadora de Atendimento Educacional Especializado (AEE) do Colégio Eduardo Gomes (SP), o isolamento dificulta os estímulos e treinamentos que as crianças com TEA precisam para desenvolver as habilidades sociais. “Essas crianças já possuem tendência ao isolamento, e estar em um ambiente estimulador é essencial para essa criança treinar essas habilidades a fim de se tornarem funcionais”, diz. Para esse período de mudanças, Érika Dalle ressalta a importância da escola e/ou docente estabelecer uma comunicação com as crianças, respeitando, é claro, as características e os interesses de cada estudante. “Podem ser vídeos direcionados à criança, encontros individuais remotamente com a professora ou até criar pequenos grupos com outras crianças para um encontro virtual. Outra sugestão é enviar kits de atividades com material adaptado e estruturado para a casa do aluno, e fornecer apoio e orientação à família para a sua aplicação”, exemplifica. AULA ON-LINE Para Michelli Miguel de Freitas, psicopedagoga e analista do comportamento especializada em autismo, a aula remota para crianças com autismo é complexa, já que nem todas possuem “as capacidades necessárias para

permanecerem realizando aula on-line, e isso precisa ser dito e encarado como uma realidade”. Nesse sentido, a analista reforça que estudantes com TEA são heterogêneos e cada um deve ser avaliado em sua peculiaridade. E é importante elaborar um plano de ação específico para cada aluno ou aluna. “Para aumentar as chances de sucesso do ensino a distância para as crianças com autismo, é necessário um adulto ao lado da criança, para alguma ajuda necessária, além de fazer a mediação deste processo de aprendizagem. Outro ponto é fazer uso de itens de interesse para a criança no processo de ensino, com intervalos, para que o processo seja dinâmico. Mas o que fazer deve ser avaliado e pensado de forma individual, pois o que fazemos para uma muitas vezes não funciona para outra criança”, destaca a analista. Na prática, conta Michelli Miguel de Freitas, o que pode ser feito para minimizar os impactos negativos na rotina de crianças com autismo – dentro do que é possível nesse momento de pandemia que atravessamos – é o reforço da participação dos pais/responsáveis criando maiores vínculos afetivos e o aumento no número de terapias, para que haja uma contínua estimulação. (RP)

SAIBA MAIS CLAY BRITES contato@neurosaber.com.br ÉRIKA DALLE erikadalle@colegioeduardogomes.com.br MICHELLI MIGUEL DE FREITAS contato@ieac.net.br


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Imagem: Pixabay

DICA: INADIMPLÊNCIA

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DESAFIOS PARA A GESTÃO ESCOLAR

s atuais desafios administrativos embarcam em novas estratégias, planejamentos e mudanças que afetam diretamente a gestão de uma escola. Em tempos econômicos desafiadores, é importante as escolas terem um planejamento financeiro eficiente para equilibrar diferenciais e custos, atrair e reter o máximo possível de alunos, e lidar com um dos maiores problemas do setor administrativo financeiro da rede privada: a inadimplência escolar.

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Os reflexos da pandemia revelam uma urgência na reinvenção e na reorganização da gestão escolar como um todo. Na prática, é fundamental que o/a gestor/a escolar conheça o seu próprio negócio, reveja os seus planejamentos financeiros, estabeleça um controle estruturado de entradas e saídas, e um entendimento real do quanto a instituição “suporta” ter de inadimplência. Para Solange Oliveira, especialista com mais de 12 anos de experiência no setor de dívidas e cobranças, uma das estratégias para minimizar o impacto da inadimplência, é a aproximação da administração escolar com as famílias dos estudantes. Mapear o histórico de pagamentos, além de conversar com as famílias, são elementos fundamentais para encarar o momento em que vivemos. Um ponto importante “é a escola ter um canal aberto com os seus clientes, e logo no começo da inadimplência já apresentar alternativas para que a família resolva essa questão de pagamento”. “Para isso, é fundamental ter um controle financeiro bem afiado do negócio, pois é com ele que a escola vai poder ver quais são suas alternativas de negociação com descontos e até mesmo carências. Para dívidas longas, o recomendado é ter uma empresa especializada em cobrança

para auxiliar essa escola em como agir com esses clientes, buscando sempre a melhor solução para ambos”, complementa Solange. COBRANÇAS A advogada Mariana Lima Gonçalves argumenta que, na rotina escolar, deve existir um procedimento padrão para realizar as cobranças, inclusive com um sistema automatizado de gestão – para a geração de boletos, controle dos pagamentos, envio de lembretes, com o intuito de facilitar o processo de cobrança. “No entanto, para a implementação de tais processos, é necessário um contrato adequado à realidade da instituição, além da expertise de um profissional da área jurídica para analisar os mecanismos utilizados para cobrança, sempre dentro da legislação específica”, diz. “É imprescindível que as escolas tenham um departamento específico para as cobranças, com o intuito de construir uma cadeia estratégica adequada, acompanhando todo o processo, desde a criação de medidas preventivas, até a execução das ações legais cabíveis, caso se esgotem as alternativas. O departamento poderá ser tanto interno, quanto terceirizado, o importante é ter a competência necessária para regular o procedimento, com conhecimento e técnica adequada para receber o valor da inadimplência sem constranger os alunos ou recorrer a métodos questionáveis de negociação”, ressalta a advogada. (RP)

SAIBA MAIS MARIANA LIMA GONÇALVES marianalima@vvbl.adv.br SOLANGE OLIVEIRA atendimento@direcionalescolas.com.br


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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, VENTIL ADORES), ALIMENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO (FACHADA), COZINHA INDUSTRIAL


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GRAMAS SINTÉTICAS, PERSIANAS, PISOS, PL AYGROUNDS


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ESPUMADOS, PISOS, TOLDOS E COBERTURAS


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Edição 167 - Abril 2021 by Revista Direcional Escolas - Issuu