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Ed. 166 – Março/2021

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Edição nº 166 A Revista do Gestor Escolar

ano 17 | Março 2021 www.direcionalescolas.com.br


Direcional Escolas - Março 2021

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Nesta Edição: 16 08 10

Coluna - Christian Coelho

Os desafios da coordenação - Parte 2

Coluna - Reinaldo Domingos Gestão financeira e novas estratégias: o caminho para fugir da crise

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Agenda digital

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Dica: Software de Gestão Solução técnológica para o cotidiano escolar

Coluna - Fernanda Misevicius Pandemia e as escolas irregulares

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Fique de Olho

Coluna - Mariana Gonçalo Mudanças no ambiente e convívio escolar: relações e aprendizados

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Conversa com o Gestor Como avaliar a aprendizagem em tempos de pandemia? dinâmicas para as novas demandas da educação

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Dica: Lousas Digitais Interação e dinamismo nas salas de aula

Dica: Aplicativo Conexão na educação


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Editorial Como avaliar a aprendizagem em tempos de pandemia?

Atualmente, no início do ano letivo de 2021, algumas instituições de ensino retornaram às aulas presenciais; outras, investiram na metodologia do ensino híbrido, ou seja, uma combinação entre aprendizagens presencial e on-line; já outras escolas preferiram continuar apenas com as aulas remotas, especialmente pela nova curva crescente de números de casos de Covid-19 em algumas regiões do país. A questão principal que se coloca, neste momento, é a seguinte: Como avaliar o aprendizado dos alunos e identificar as suas lacunas durante o período de pandemia? De acordo com Francisco Ferreira, Diretor Pedagógico da Escola Viva (localizada no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo), a equipe pedagógica não deve descartar as formas tradicionais de avaliação, mas é interessante, também, utilizar doluções variadas para avaliar o desempenho escolar. “Trabalhos individuais, provas, produção textual, apresentação de seminário e performance oral são instrumentos, e cada um deles está avaliando competências diferentes do estudante”, explica. De certa forma, as aulas remotas reforçam uma autonomia e um engajamento dos estudantes, propiciando um maior contorno e controle das atividades do

dia a dia. Na Escola Viva, por exemplo, os processos de individualização de percursos e a construção da autonomia culminaram em um processo chamado “autoavaliação compartilhada”. “Imagine que você tem 5 objetivos de aprendizagem na área de matemática. O estudante é convidado a atribuir uma nota de 0 a 10 para o seu desempenho em cada um deles e o professor faz a mesma coisa; em seguida, há uma conversa para se chegar a uma visão compartilhada do desempenho do aluno”, explica Ferreira. No Ensino Médio, a autoavaliação é realizada a partir de produções textuais em que os alunos retomam conceitos trabalhados e, simultaneamente, refletem sobre a sua trajetória de aprendizado. Para o diretor, assim como no presencial, o virtual deve envolver o estudante no processo, fazer com que ele seja um participante ativo. O legado da pandemia para as escolas será pensar em ambientes de ensino e formatos de acompanhamento diversificados. “A escola não é o único lugar onde se constrói o conhecimento, mas ela passa a ser um elemento integrador desse processo e é essa noção que se intensificou nos últimos meses e continuará no futuro”, ressalta.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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A pandemia do novo coronavírus reestruturou todos os espaços sociais. Na educação, a medida protetiva de isolamento social alterou as dinâmicas e os processos de ensino e aprendizagem. Assim, tendo como principal mudança a adoção do ensino à distância, com plataformas digitais e encontros on-line, os alunos de todas as fases de ensino transitaram dos ambientes físicos escolares para os espaços domiciliares, em aulas totalmente remotas.


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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OS DESAFIOS DA COORDENAÇÃO PARTE 2

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xiste uma ideia comum sobre o papel da coordenação que sempre é comparada com a figura do bombeiro que vive “apagando incêndios”. O trabalho dentro de qualquer instituição é pautado por processos e construções de rotinas, e também de urgências, porém, quando o foco incide somente nas ações emergenciais, todo o planejamento e os compromissos de longo prazo ficam comprometidos; por isso, este profissional tem que procurar agir de forma preventiva e não reativa, para buscar uma boa qualidade no desenvolvimento do cotidiano escolar. O trabalho com a formação das equipes é primordial para que todos se comprometam na solução de questões emergenciais. Membros comprometidos podem gerenciar pequenos problemas sem ter que envolver a coordenação em todos os momentos. É necessário também ficar atento às famílias e outros profissionais com os quais interage dentro e fora da instituição. Por isso, construir um canal aberto com todos os públicos que atende é primordial – tomando sempre o cuidado de agir em conformidade com os princípios que regem a identidade da escola. Outro aspecto importante é o fortalecimento da relação entre coordenação e direção. É preciso desenvolver um clima de confiança, respeito e parceria. Esses profissionais têm a responsabili-

dade de cuidar da implantação e do desenvolvimento do projeto pedagógico da escola e, para isso acontecer, a coordenação tem que transitar com autonomia entre direção e professores para garantir agilidade e clareza nas comunicações, a fim de que a aprendizagem e o ensino ocorram de forma funcional e com qualidade. Três dicas importantes Use tecnologia: o ano de 2020 foi desafiador em muitos sentidos, mas também proporcionou uma série de aprendizagens. Uma delas foi a aproximação maior com a tecnologia. Os professores e a coordenação puderam testar e atuar de forma menos preconceituosa com as diferentes ferramentas tecnológicas para facilitar o contato e a aprendizagem dos alunos. As reuniões com os professores e as sugestões de atividades digitais devem ter continuidade neste ano. Para sua organização, existem alguns aplicativos que podem auxiliar no processo de administração do seu tempo, melhorando sua rotina de trabalho. Agenda prática: é imprescindível criar o hábito de fazer uma agenda, para contemplar o desenvolvimento de planejamentos específicos e otimizar as demandas do cotidiano. É preciso listar as atribuições e distribuí-las dentro de uma carga semanal ou mensal para garantir o melhor desenvolvimento dos trabalhos, mas lembre-se de montar

esta agenda com os horários e compromissos dentro de possibilidades reais, para não gerar frustrações para você e nem para as pessoas que estarão envolvidas. Não se esqueça de compartilhar esta agenda com outros departamentos para que todos ajudem na execução dos horários e compromissos. Compartilhe a execução de suas tarefas: as pessoas gostam de participar das ações desenvolvidas dentro da instituição, por isso delegar atividades e dividir responsabilidades é uma boa alternativa para atenuar a sobrecarga do trabalho.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / MARIANA GONÇALO RELAÇÕES E APRENDIZADOS

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á aproximadamente um ano, a rotina escolar foi totalmente remodelada, não apenas para alunos, mas para professores, auxiliares, coordenadores, orientadores, gestores, e todos aqueles que trabalham no ambiente escolar.

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A rotina aqui envolve desde o horário de despertar para se dirigir até a escola, o tipo de trajeto a ser realizado, o ambiente em que se passou a realizar as aulas (não mais presencial, mas online), ou seja, uma nova cadência de ações em um novo ambiente, com uma nova dimensão de espaço e de relações. Independente dos rearranjos encontrados ou adaptados por cada um dos atores, o fato é que a mudança repentina na rotina antes muito bem estabelecida, ou seja, na dinâmica das repetições e hábitos diários já instalados, traz impactos em diversas dimensões. Na dimensão espacial do dia a dia: que espaço ocupa agora a sala de aula? Que espaço ocupa agora os ambientes de socialização dos alunos nos momentos de intervalo? E da sala dos professores? O movimento nos corredores? Como esse novo “lugar” nos constitui? Como marcam identidades? Como este novo modelo espacial impacta os laços afetivos, as relações e vínculos? Na dimensão subjetiva, devemos considerar que uma mudança de rotina, quando provocada por nós mesmos ou quando intencional, traz um cenário previsível ou até mesmo desejado. Porém, na conjuntura na qual se deu essa mudança, todos fomos colocados diante do incerto, do imprevisível e da indefinição. Isso modifica radicalmente o enquadre do novo contexto, pois aciona nosso es-

tado de atenção e alerta, e em muitos casos, nossas resistências. Ao longo desse período, sabe-se que esses acontecimentos afetaram de maneira desigual alunos e alunas de escolas públicas e particulares, em escolas urbanas e em ambientes rurais, com acesso melhor ou até mesmo sem acesso à tecnologia, entre outros diversos fatores. Isso tudo afeta o aprendizado e neste cenário, as perdas e os prejuízos não são apenas individuais, mas coletivos. Com algumas escolas retomando parcial e gradativamente as aulas presenciais, outras ainda não, o fato é que há quase um ano muitos estão afastados da escola. Conforme o relatório publicado em 2021 do Fórum Econômico Mundial sobre Riscos Globais (The Global Risks Report 16th Edition), durante a primeira onda de lockdowns na pandemia, aproximadamente 80% dos alunos globalmente estavam fora da escola. Além disso, pelo menos 30% da população estudantil global não tinha acesso à tecnologia para participar do aprendizado on-line. É preciso reconhecer que todos estão aprendendo a lidar com as demandas inéditas que aparecem a cada dia, e somadas a elas, as feridas, e em muitos casos, perdas e lutos que também carregamos conosco onde estivermos: na presença on-line ou presença física. Mais do que um plano único que permitirá um acolhimento de alunos, professores e outros profissionais, esse é o momento de construir, coletivamente, com diversos participantes, soluções possíveis e ensaios que possam

ser aprimorados. Trazer um caminho único, imposto, pode ser acalentador para aqueles que buscam uma saída mágica, mas efetivamente irá gerar resistências, retrabalho e invisibilidade. Permitir que soluções sejam construídas em conjunto coloca os envolvidos em posição ativa, e não passiva diante dos desafios e dilemas, contribuindo para o senso de pertencimento e mobilizando recursos internos. Nesse sentido, é essencial conhecer os impactos particulares da pandemia na sua comunidade escolar, bem como escutar e permitir que as preocupações do grupo possam ser manifestadas, divididas, cuidadas e, se necessário, encaminhadas, bem como as ideias e iniciativas propostas. Um olhar atento a grupos ou pessoas em situação de maior vulnerabilidade é também essencial para fortalecer uma rede de apoio. Favorecer momentos de troca e possibilitar o compartilhamento de vivências é extremamente rico para a construção de uma nova rotina. Uma rotina que será ressignificada por todos, uma vez que já não é mais aquela que estávamos habituados até ser interrompida em 2020. É nossa possibilidade contínua de dar sentido aos acontecimentos, de elaborarmos nossas histórias em conjunto e no encontro com os demais.

A Colunista MARIANA GONÇALO Psicóloga, pós-graduada em orientação profissional pelo Instituto Pieron e mestre em psicologia e educação pela USP. É colaboradora em edições e publicações da Metodologia OPEE – Projeto de Vida e Atitude Empreendedora.

foto cedida pela colunista

MUDANÇAS NO AMBIENTE E CONVÍVIO ESCOLAR:


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PANDEMIA E AS ESCOLAS IRREGULARES

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conteceu o inesperado: o coronavírus surgiu e abalou as estruturas da sociedade global. Na tentativa de contê-lo, suspendeu-se as aulas presencias. As escolas correram para adaptar-se ao ensino remoto. As falhas surgiram. O mercado educacional acirrou-se e as escolas irregulares nunca sofreram tanto. Isso porque, com o aumento da concorrência no mercado educacional, o número de denúncias de escolas que funcionam sem autorização de funcionamento cresceu de forma alarmante. Se esse é o seu caso, sugiro que se apresse em requerer a regularização da sua escola – e vou te ensinar o caminho. O primeiro passo é, sem dúvida, estudar a legislação educacional, principalmente os pareceres e as resoluções e deliberações dos Conselhos de Educação Nacional, Estadual e/ou Municipal – são elas que definem todas as exigências que deverão ser cumpridas para se abrir uma escola.

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Apesar das diferenças legais entre Estados e Municípios, podemos verificar que são exigências comuns: 1. Entidade Mantenedora: deverão ser apresentados documentos que comprovem sua existência e regularidade, como contrato social, CNPJ, termos de responsabilidade registrados em cartório, entre outros. 2. Prédio: os documentos referentes à viabilidade da estrutura física da escola também serão exigidos, como o alvará de funcionamento, AVCB, planta do prédio, laudo técnico do engenheiro responsável, entre outros.

3. Documentos técnico-educacionais: a escola deverá elaborar o seu Regimento Escolar, Projeto Político-Pedagógico e Planos de Curso. A legislação do seu Estado ou Município tratará ainda da estrutura de cargos da equipe escolar e sua respectiva habilitação (Diretor Escolar, Coordenador Pedagógico, Secretário, Docentes, entre outros), os equipamentos mínimos necessários (laboratórios específicos, acervo bibliográfico, lactário, solário, quadra de esportes, etc.), bem como do processo de matrícula, de avaliação, de promoção e retenção de alunos, de recuperação de estudos, das formas de classificação, reclassificação e aproveitamento de estudos, dos direitos e deveres de todos os envolvidos no processo educacional, das penalidades aplicáveis, entre outros. O estudo aprofundado da legislação educacional pertinente também lhe permitirá encontrar soluções para alguns problemas, como a realização de convênios com outras instituições educacionais, empresas, clubes e parceria para realização de estágio e/ou aulas práticas. Assim, caso o prédio escolar não comporte a existência de uma quadra para as aulas de educação física, por exemplo, é possível alugar o espaço existente em um clube, responsabilizando-se, claro, pelo transporte dos alunos. Com essas informações você conseguirá também estimar o quanto precisará ser investido nesse processo. É nesse momento que os cortes acontecem e que os planos são muitas vezes redirecionados. Por fim, mas não menos importante, é hora de requerer a autorização de funcionamen-

to junto a Secretaria de Educação. É importante destacar que essa nomenclatura e o trâmite do processo administrativo para se regularizar uma escola pode sofrer alterações. Em alguns Estados, usa-se a expressão “credenciamento” e o processo inicia-se no Conselho Estadual de Educação. Em outros, como no Estado de São Paulo, fala-se em “autorização de funcionamento” e as Diretorias de Ensino são responsáveis por receber esses processos. O trâmite, por sua vez, é simples. Inicia-se com o protocolo dos documentos no órgão responsável. Este analisará os documentos apresentados e realizará vistoria no imóvel. Caso as exigências estejam todas cumpridas, publica-se a autorização de funcionamento/credenciamento no diário oficial. Vale lembrar: toda instituição educacional de Educação Básica precisa ser autorizada/credenciada pela Secretaria de Educação do Estado ou Município onde está localizada. Se não possuir essa autorização, estará irregular, ilegal, e poderá ser fechada de imediato pelo Poder Público. Seguindo essas orientações iniciais, temos certeza que você obterá sucesso em abrir sua escola!

A Colunista FERNANDA MISEVICIUS SOARES É advogada especialista no setor educacional, tendo participado do planejamento e processo de autorização de funcionamento de mais de 30 escolas. É sócia fundadora do Misevicius & Prado Assessoria Educacional (www.mpeducacional.com.br) onde auxilia os gestores escolares em suas dificuldades diárias.

foto cedida pela colunista

COLUNA / FERNANDA MISEVICIUS


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COLUNA / REINALDO DOMINGOS

O CAMINHO PARA FUGIR DA CRISE

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o cenário econômico atual, em meio à crise da Covid-19, dois fatores de preocupação das instituições de ensino são: a perda de matrículas e a inadimplência. Nesse cenário, a gestão financeira e a busca de novas estratégias de engajamento dos pais são fundamentais para uma escola se sustentar sem deixar de lado todos os compromissos para sobreviver.

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A primeira visão da escola deve estar relacionada a gestão financeira, analisando as taxas de inadimplência e perdas de alunos, que causam impacto no setor de contas a receber. Mas também é preciso observar outros pontos, que englobam questões como a carga tributária do país, que é predatória. As finanças não estão relacionadas apenas às contas a pagar e a receber; por trás desse tema há toda uma questão que diz respeito a administração de recursos – uma boa gestão dos setores de compra e venda, bem como o de cobrança, políticas de cargos, salários, entre outros. É preciso, mais do que nunca, um setor financeiro capacitado, um olhar mais cirúrgico sobre as entradas, e, principalmente, sobre as saídas. Com isso, o empreendimento tem mais chances de geração de receitas e redução dos custos, tendo fôlego para projetar o futuro do negócio mesmo em um ambiente totalmente inóspito. É importante ter em mente que a hora não é

de acomodação, nem de medo, mas sim de análise e negociação, e buscar fazer diferente. Só sairá fortalecido da crise, que ainda irá durar, quem tiver coragem de investir em fazer diferente. É hora de buscar reservas, por mais que pareça complexo falar disso. Para que uma escola tenha tranquilidade em desenvolver seus projetos é preciso ter, acima de tudo, capital de giro, ou seja, dinheiro guardado que possa garantir a continuidade das atividades, mesmo com possíveis inadimplências, saída de alunos, entre outras situações emergenciais. Diferenciais da educação Porém, além de uma boa gestão, a escola precisa de estratégias diferenciadas nesse momento, tendo um contato mais próximo com os pais dos alunos e possibilitar um maior engajamento. É preciso mostrar o valor da instituição e buscar uma minimização da inadimplência e das saídas de alunos. Uma alternativa que vem se mostrando muito completa nesse ponto é o desenvolvimento de projetos de educação financeira que incluam os pais. Em escolas em que a educação financeira está na grade curricular, constata-se que a inadimplência não subiu, pois o projeto de educação financeira pode gerar mudanças comportamentais em toda a família, até nos pais. Em centenas de escolas pioneiras na implementação do projeto, os benefícios já estão sendo sentidos tanto pelos alunos como por

seus familiares, que lidam melhor com o dinheiro, quanto pelas instituições de ensino, que observam a diminuição da inadimplência e da saída de alunos. Lembrando que a escola pode tomar um lugar de maior protagonismo na vida dessas famílias, oferecendo subsídios para atravessar o momento atual, de instabilidade financeira. Hoje, a realidade nos mostra que fazer o que era feito nas escolas no passado não é mais o bastante para a sobrevivência do negócio. A palavra inovação nunca foi tão necessária, mas, pela longevidade da crise que vivemos, infelizmente são menores as margens para erros, e, por isso, é fundamental buscar caminhos certeiros. Priorizando sempre, é claro, a boa gestão e a saúde do negócio.

O Colunista REINALDO DOMINGOS PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – https://www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (https:// www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema educação financeira e do primeiro programa completo de educação financeira para escolas.

foto cedida pelo colunista

GESTÃO FINANCEIRA E NOVAS ESTRATÉGIAS:


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CONVERSA COM O GESTOR COMO AVALIAR A APRENDIZAGEM EM TEMPOS DE PANDEMIA? DINÂMICAS PARA AS NOVAS DEMANDAS DA EDUCAÇÃO Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Todo o sistema educacional atravessou densas e significativas reestruturações no último ano. Na esteira das mudanças, os processos avaliativos de ensino e aprendizagem, bem como as suas lacunas e possíveis resoluções, encontraram alguns desafios, sobretudo no ensino remoto e/ou na metodologia híbrida. Nesse sentido, este especial da Conversa com o Gestor amplia as reflexões acerca das avaliações de aprendizagens que emergem no começo do ano letivo de 2021

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efletindo sobre as novas configurações e dinâmicas nos processos – e nas relações – entre ensino e aprendizado, sobretudo no atual momento de pandemia que atravessamos, um dos desafios da educação em 2021 será, de certa forma, as avaliações de aprendizagens, bem como o diagnóstico e as resoluções de possíveis lacunas que se instauraram tanto no ensino totalmente remoto como na metodologia híbrida.

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Nesse sentido, para ampliar o olhar e adensar as discussões sobre o assunto, reunimos gerentes, diretores/as, coordenadores/as, empresários do setor e especialistas em avaliações para responder o seguinte questionamento: Diante de tantas mudanças que atravessamos nos últimos meses com a pandemia, como realizar avaliações do desenvolvimento escolar, os níveis de aprendizagens, os testes de desempenho escolar e os diagnósticos das dificuldades de aprendizagens nesse período? “Um dos grandes ganhos da adoção de tecnologias no ensino remoto é a possibilidade do registro de várias etapas, por meio de mídias e instrumentos de avaliação, que dão visibilidade ao desempenho dos alunos e permitem a verificação de evidências da aprendizagem ao longo desse processo. No Ensino Médio Técnico do Senac São Paulo, trabalhamos com uma metodologia baseada em projetos desenvolvidos de maneira colaborativa em grupos maiores, onde os professores estabelecem propostas que geram registros individuais e evidências para

o acompanhamento da evolução de cada aluno, além da diversificação das atividades e formatos de entrega, que proporcionam várias oportunidades de estudo como, por exemplo, execuções de vídeos, arquivos de áudio, portfólios digitais, postagens em redes sociais e mapas conceituais, tendo o aluno sempre como protagonista. O estudante tem papel ativo em seu processo de aprendizagem e isso inclui o acompanhamento de sua evolução, momentos de autoavaliação e de avaliação entre pares, assim como de feedback por parte do professor, que são essenciais para a construção contínua e reguladora de avaliação que transcende a mera realização de tarefas. Além disso, tendo em vista o contexto da pandemia, o Senac São Paulo aprovou um plano de ação que prevê o resgate individual dos conhecimentos necessários para o desenvolvimento das competências previstas no Ensino Médio Técnico, tanto em ações presenciais quanto on-line, onde cada aluno terá um plano elaborado em conjunto com professores e coordenadores pedagógicos.”

Melina Sanjar – Gerente de Desenvolvimento no Senac São Paulo

“Primeiramente, temos que entender os tipos de avaliação e qual é a sua função. No Colégio Mater Dei utilizamos a avaliação processual, também chamada de ‘formativa’ ou ‘contínua’, pois consideramos o processo avaliativo uma forma de identificar as fragilidades e potencialidades de cada aluno, para que possamos replanejar e preparar novas formas de aprendizagem de acordo com a necessidade de cada um deles. Essa avaliação pode ser em formato de atividades individuais, em grupo, mapa mental, pesquisa, projetos, etc., desde que sejam avaliadas habilidades e competências e não apenas conteúdo. Com esse tipo de avaliação, em que o aluno tem que compreender, analisar, aplicar, criar, etc., há um desenvolvimento cognitivo e socioemocional, e a grande preocupação da ‘cola’, que incomoda tantas escolas, não existe. Além desse tipo de avaliação, fazemos, trimestralmente, uma avaliação diagnóstica por meio do Learning Analytics, ou seja, analisamos minuciosamente as necessidades de cada aluno por meio de dados gerados após uma avaliação digital com itens de diversos tipos (objetivos e dissertativos), competências, habilidades e tipos de inteligência. Com esse diagnóstico conseguimos saber a dificuldade real e, assim, trabalhar para saná-la, por meio de atividades personalizadas, criadas pelo professor ou do próprio material didático. Utilizamos material digital que cria planos de estudo individualizados de acordo com as necessidades ou potencialidades de cada aluno; após a execução desses planos, recebemos relatórios com a evolução do estudante. Foi utilizando essas ferramentas e metodolo-


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18 gias que conseguimos verificar a eficácia do trabalho realizado remotamente em um ano tão atípico, como o ano de 2020.”

Sueli Cain de Oliveira – Diretora do Colégio Mater Dei (SP)

“Existem diferentes estratégias avaliativas que podem ser empregadas e que valorizam a produção autoral, como relatórios, portfólios, produções de textos de diferentes gêneros, seminários, trabalhos e apresentações em grupos, produções de vídeos, podcasts, debates, entre outros. O emprego de rubricas específicas para cada instrumento avaliativo é muito eficaz e auxilia o estudante a identificar os seus pontos fortes e os pontos que pode aperfeiçoar. Essas devem ser apresentadas anteriormente, para que fique claro para o aluno qual trajeto precisa perseguir.

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A diversidade de formatos e instrumentos expressa o universo de habilidades que é trabalhado pedagogicamente. As avaliações diagnósticas são realizadas e, a partir delas, é possível identificar e personalizar processos educativos. Alguns estudantes necessitam de reforço e acompanhamento sistemático, quando aulas de recuperação são oferecidas e atividades complementares são propostas. Professores Tutores e Orientação Educacional realizam um acompanhamento bem próximo a cada dificuldade emergente. O nosso acompanhamento está pautado no acompanhamento direto e próximo a cada estudante. Feedbacks constantes, visando avanços na aprendizagem e resultados melhores, são sempre necessários.”

Tânia Lindemann – Coordenadora do 5º ao 8º Ano do Colégio Humboldt (SP)

“A implementação do ensino remoto na educação básica, em decorrência da pandemia da Covid-19, fomentou a revisão de diversas práticas educativas, em especial a avaliação da aprendizagem. No modelo presencial, é frequente a aplicação de provas de fim de período (bimestrais, trimestrais, etc.), de caráter somativo, que visam avaliar a assimilação e a memorização dos conteúdos trabalhados. Ocorre que este modelo de avaliação pressupõe, na maior parte das vezes, fiscalização rigorosa pelos professores durante a aplicação, a fim de evitar ‘colas’, o que é inviável no ensino remoto, exceto quando há uso de recursos de vigilância por meio da tecnologia, ainda incipientes. As avaliações continuadas de período, aplicadas por meio de diferentes instrumentos, também tiveram de ser adaptadas. A observação dos alunos em sala, a intervenção do professor durante as aulas e estratégias que demandam interação presencial foram substituídas por formulários on-line e outras ferramentas. Com a mudança de paradigmas, foi inevitável a revisitação dos propósitos da avaliação da aprendizagem, dos instrumentos adequados e da análise das respostas dos alunos, em busca de evidências mais consistentes dos níveis de proficiência e dos conteúdos que deverão ser retomados. No tocante aos propósitos, o ensino remoto evidenciou a necessidade de acompanhamento mais frequente das aprendizagens, uma vez que há ainda mais incertezas sobre a assimilação dos conteúdos trabalhados. Para realizá-lo, professores têm usado ferramentas de enquetes (Zoom, Kahoot, entre outras); de edição de texto on-line (algumas com possibilidade de reescritas com base em observações dos corretores); arquivos em nuvem para o upload de manuscritos e diversos documentos; formulários que possibilitam a correção automática e relatórios, e outras formas de monitoramento. Essas novas práticas podem contribuir para que a avaliação se torne mais formativa, que, se aplicada de forma intencional, possibilita a autoavaliação, contribui para o próprio aprendizado (e não apenas o verifica), oportuniza as correções de curso pelos professores e, por meio de relatórios, propicia as tomadas de decisões fundamentadas em evidências. O conjunto das avaliações, isto é, os instrumentos aplicados no decorrer e ao término do período para a verificação dos conteúdos acumulados, fornecem evidências de lacunas que deverão ser cobertas. Neste ponto, se faz necessário que elas sejam identificadas com a maior precisão possível, afinal, não será possível rever toda a matéria. Por isso, defende-se

Claudio Pinheiro – Coordenador do Ensino Fundamental II do Colégio Albert Sabin (SP) que os professores tenham um olhar clínico para o conjunto dos resultados apresentados pelos alunos, e os leiam à luz do contexto atual, em que os estudantes podem fazer consultas, especialmente pela internet. Fundamentadas nas evidências, as retomadas podem ocorrer por série, turma, agrupamentos de estudantes ou até por indivíduo, por meio da incorporação das revisões nos planos de ensino das séries posteriores, de aulas sobre conteúdos específicos, de atividades ou roteiros de estudos, dentre outras ações. Em suma, a implementação do modelo híbrido trouxe desafios, os quais, por sua vez, podem ser observados como oportunidades. Afinal, vivemos em um mundo com acesso à informação que possibilita novas formas de se construir o conhecimento, então não seria o momento de a escola revisitar suas formas de avaliar a aprendizagem?”

Dinah Carolina Borges Crespo – Coordenadora Geral Escola Santi (SP) “Durante a pandemia precisamos nos adaptar e criar novas maneiras de fazer a escola acontecer à distância, garantindo um processo de ensino e aprendizagem com significado, mesmo que em um contexto tão novo para todos. Foi preciso, com isso, estruturar novas maneiras de avaliar o percurso de cada aluno e pensar em instrumentos potentes neste novo formato, sem a possibilidade de um contato próximo – algo que tínhamos até então. Foi importante ter muito claro quais eram as expectativas de aprendizagem e planejar momentos e atividades em que fosse possível observar de fato o aprendizado dos estudantes. Foi assim que surgiram diversas propostas que


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20 possibilitaram um acompanhamento dos percursos de cada um, como: momentos virtuais em pequenos grupos com pautas de observação elaboradas pelos professores; uso de jogos como o Kahoot, em que os estudantes precisaram criar perguntas sobre determinados assuntos e pensar em boas alternativas de resposta; trabalhos colaborativos, como criações de Padlets com as descobertas de um tema estudado; apresentação em grupo; avaliações pelo Google Forms; textos feitos colaborativamente no Google Docs, pesquisas de descoberta e ampliação, entre outros. Com estas múltiplas possibilidades de avaliação foi possível estar perto de cada processo de aprendizagem dos alunos e, com isso, pensar em intervenções potentes para um formato digital, como: atividades diversificadas, encontros em pequenos grupos, momentos para tirar dúvidas individualmente, e aulas no contraturno foram algumas estratégias usadas e que percebemos que também atenderam as múltiplas necessidades dos alunos. Sendo assim, com clareza das dificuldades individuais e questões apresentadas nos grupos, planejamos o ano de 2021. A primeira ação foi uma sondagem, para entender de fato como os grupos estão planejando ações em grupo, pequenos grupos ou individualmente. Adaptações continuam acontecendo e, desta maneira, continuamos garantindo o aprendizado de todos e mantendo o cuidado com cada um durante este processo.”

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Fernando Shayer – Fundador e CEO da plataforma educacional Cloe “Com a pandemia e sem a proximidade física com as estudantes, precisamos contar com recursos avaliativos que levem em conta todo o seu processo de desenvolvimento. Para isso, a tecnologia pode ser uma grande aliada. Sinalizar à família e à estudante quais habilidades ela precisa desenvolver, e pedir registros escritos, fotográficos e de vídeos das tarefas e das atividades pode ser uma forma interessante de a professora captar esses momentos e avaliar. Após um ano com a estudante realizando o ensino remoto, e agora, em algumas regiões, o

híbrido, a professora pode contar com recursos digitais para aplicar avaliações diagnósticas e identificar as oportunidades de aprendizagem. Feito isso, é possível indicar atividades e objetos digitais para que a estudante tenha novos momentos para se desenvolver. Outra ação possível é criar grupos de reforço e propor atividades específicas de retomada para esses grupos. A tecnologia facilita e acelera muito o acompanhamento do desenvolvimento escolar. Nesse sentido, as Expedições e Artigos da Cloe podem contribuir muito para que as estudantes revisem conteúdos e continuem aprendendo. As avaliações processuais, como quizzes, também podem contribuir para que professoras e famílias acompanhem o processo de aprendizagem das estudantes no ensino presencial e remoto.”

Priscila de Moraes – Coordenadora Pedagógica da Escola do Futuro (SP) “A avaliação escolar, por anos, e ainda pode ser observado isso (infelizmente), possui um histórico de função punitiva muito mais do que a esperada função de construção do conhecimento e de desenvolvimento de habilidades junto ao educando. Em nosso contexto escolar mundial, nunca foi tão necessário fortalecer a função da avaliação como ferramenta para um aprendizado mais significativo e individual para cada aluno. Em um ambiente virtual de aprendizado proporcionado pela escola, neste tempo de pandemia, o ambiente presencial que os alunos estão inseridos, o lar, é extremamente diverso e reflete no aprendizado escolar, cada qual ao seu modo, com estímulos positivos ou negativos, todos sem a organização desejada e planejada pela escola. O resultado disso é um aprendizado menos uniforme e possivelmente com lacunas inesperadas. A escola terá que criar meios de observação e registro dessas lacunas, assim como utilizar as avaliações diagnósticas já usadas anteriormente, e, ao serem utilizadas, precisam ser analisadas com maior critério para se permitir uma construção personalizada do conhecimen-

to e de desenvolvimento de habilidades para o aluno, visto o exposto anteriormente. É preciso compreender que dados antes coletados e com uma perspectiva quase que uniforme, ano a ano, podem sofrer alterações inesperadas, resultando em ações educativas nunca vistas antes. O processo individual de cada aluno precisa ser, mais do que nunca, respeitado e levado em conta na hora de se propor o caminho de aprendizado para ele.” “Atravessamos, nos últimos meses, um período atípico. Entramos num ano que requer uma ação bastante criteriosa, a fim de auxiliar o estudante em sua aprendizagem. É preciso resgatar o que não teve sucesso nesse período de muitas mudanças e novas experiências. A avaliação escolar é o termômetro que permite confirmar o estado em que se encontram os elementos envolvidos no contexto. Para tanto, faz-se necessária uma intervenção pedagógica intencional e planejada a partir da aplicação da Avaliação Diagnóstica, buscando identificar as fragilidades que os estudantes trazem em relação a 2020. A partir de uma avaliação diagnóstica segura, providências para estabelecimento de novos objetivos, retomada de objetivos não atingidos, elaboração de diferentes estratégias de reforço, levantamento de situações alternativas em termos de tempo e espaço é que poderemos garantir que a maioria dos estudantes aprendam de modo completo as habilidades e os conteúdos que se pretenda ensinar-lhes.

Deise Lúcide Martins – Coordenadora de Avaliações da Positivo Soluções Didáticas Na prática, é necessário programar atividades que contemplem as lacunas apresentadas, considerando numa mesma turma a necessidade apresentada. De acordo com a porcentagem mais acentuada de falta de domínio dos estudantes, o professor deve propor uma retomada mais ampla das habilidades/conteúdos identificados. Sendo um grupo menor, pode-se propor trabalho num contraturno e quando ainda menor, apresentar trabalhos em grupo, eliminando assim as fragilidades. Vale conferir


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sempenho dos estudantes. Nesse exercício de observação e análise, cabe ao docente ir registrando e coletando dados qualitativos e quantitativos que comporão os resulPara atingir uma aprendizagem efetiva, pre- tados de seus alunos. Por exemplo, além cisamos de reflexões, análises e propostas da clássica prova (aberta e/ou de múltipla assertivas que devem embasar nosso trabalho escolha, oral ou escrita), vale usar momenem 2021, a fim de capacitar os estudantes de tos de seminário, apresentação de trabaforma plena, segura e eficaz.” lhos, exposição pedagógica, exercícios individuais e em grupo, pesquisas, partici“O importante é termos uma atitude empática. pações dos discentes, etc. para verificar o Nesse momento o que nos interessa não é a aproveitamento da turma. até que ponto o estudante consegue aprofundar na linha de raciocínio para desenvolver gradativamente seu domínio.

quantidade, mas sim a qualidade. Por meses, os alunos tiveram que reaprender uma nova rotina, uma nova forma de estudar e de aprender. Aprenderam? Não sabemos, e uma só avaliação diagnóstica não vai nos dar certeza do nível de aprendizagem dos alunos. Nesse sentido todos os instrumentos são importantes: acolhimento, rodas de conversa, sondagens orais e escritas, e, por favor, nada valendo nota, pois em primeiro lugar precisamos receber os alunos para uma nova realidade, nunca vivida antes, bem como entender as fragilidades causadas pelos longos meses de ensino remoto. Lembre-se que o aluno pode não ter apreendido os conteúdos que entendemos como desejáveis ou necessários, mas certamente desenvolveu novas e inusitadas habilidades que podem ser muito bem aproveitadas, como autonomia, organização e autoaprendizagem. Com base nesse conjunto de proposições, é essencial ir adequando metodologicamente as aulas a partir das fragilidades e potencialidades sinalizadas nessa fase de acolhimento.”

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Rita Schane – Supervisora de avaliações do Sistema de Ensino Aprende Brasil

maior. No 1º ano, eram enviadas atividades em documentos de Word, que deveriam ser realizados até a data marcada. Sabíamos que interferências dos responsáveis aconteciam, mas nos pautávamos também pelos retornos dados durante as aulas. A partir do 2º ano, as atividades especiais eram feitas através do Google Forms, durante o momento on-line, e o professor acompanhava a realização.

Para as crianças dos 1º e 2º anos, fazíamos momentos de monitoria, de acordo com as Uma vez feito esse mapeamento do nível de necessidades e reuniões com os responsáveis proficiência dos estudantes, os professores para indicação de atividades lúdicas para podem compilar a análise da turma, prio- ajudar nas dificuldades apresentadas. Do 3º rizar as habilidades e conteúdos em que ano em diante, pela maturidade das crianhouve mais dificuldade, e focar as suas pró- ças, fazíamos encontros com os responsáveis ximas aulas na abordagem dessas habilida- para que fossem feitas atividades de refordes e conteúdos.” ço, e, caso necessário, também marcávamos um encontro com as próprias crianças que já entendem a responsabilidade de estudar e assistir as aulas, fazendo com que elas sejam autoras da própria história.

Bianka de Andrade Silva – Gerente de Avaliação e Produtos Digitais do SAE Digital

“Na Stella Escola, trabalhávamos, na Educação Infantil, com portfólios. No ano de 2020, por não termos as crianças na escola, não conseguíamos fazer atividades que nos mostrassem a evolução dela com ela mesma. Nos vimos em uma situação não antes vivida. Como estávamos utilizando uma plataforma para as aulas on-line, marcamos reuniões individuais, com cada aluno. Nesse momento, o responsável entrava no link, a criança conversava com o professor e fazia o que era pedido, sempre recebendo um retorno incentivador.

Com os resultados em mãos, nos reuníamos com o responsável, para um feedback “A avaliação numa perspectiva formativa e dos resultados das atividades. Para os aluprocessual permeia todo o ciclo de aprendi- nos que precisavam de um acompanhazagem e aí reside a grande recomendação mento mais sistemático, sugeríamos ativipara enfrentar este momento em que ficou dades lúdicas com objetivos pedagógicos mais difícil acompanhar e assegurar o de- para auxiliar. senvolvimento dos nossos alunos: considerando que, vista dessa forma, a avaliação Já no Ensino Fundamental, eram realizados é contínua, cabe aos professores variar os trabalhos e atividades especiais que davam instrumentos e as práticas e considerar o um feedback para os professores. Com a máximo possível as interações em sala de pandemia, a proporcionalidade precisou ser aula como oportunidades de aferir o de- alterada, e, os trabalhos, tinham um peso

Ao final de cada etapa, realizávamos atividades de sondagem, para orientar o trabalho do período seguinte. Analisávamos os conteúdos que foram bem assimilados, os que ainda precisavam de uma revisão, e os que não foram absorvidos. Realizamos também 2 conselhos de classe, para que os professores também pudessem dissertar sobre cada aluno e mostrar para a coordenação como estavam as percepções deles. Esses encontros também nos orientavam para reuniões com os responsáveis. O ano de 2021 começou, e como os professores dos anos seguintes não tinham uma visão real de como estavam as crianças, fizemos atividades diagnósticas para estruturarmos o caminho que teríamos pela frente. Temos ciência de que algumas lacunas ficaram, mas os alunos se saíram muito bem. Em 2021, continuaremos contando com a parceria escola & família, para minimizarmos essas dificuldades, sempre com muito diálogo.”

Renata Dias – Diretora Pedagógica da Stella Escola (MG)


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FIQUE DE OLHO: AGENDA DIGITAL Nas dinâmicas contemporâneas, plataformas, aplicativos e ferramentas digitais oferecem soluções que aproximam o cotidiano escolar de pais, mães e/ou responsáveis por meio de calendários, canais de atendimento, comunicados, monitoramentos, notificações, interações e todas as demais formas de comunicação. Nesta edição do Fique de Olho, ressaltamos os diferenciais do ClassApp, um completo aplicativo de comunicação escolar Por Rafael Pinheiro

CLASSAPP

de receber e enviar mensagens em tempo real e “na palma da mão”, já que o Fundada em 2014 com o objetivo de ofere- aplicativo pode ser usado em celulares, cer um aplicativo de comunicação para as tablets ou computadores. escolas que pudesse aproximar e conectar as instituições de ensino com pais/mães/ Com uma solução tecnológica mais bem responsáveis e alunos de forma simples e avaliada no mercado – com 4,7 na Apple inteligente, a edtech (startup de tecnolo- Store (mesma nota do WhatsApp), o apligia educacional) ClassApp consolida-se cativo utiliza uma tecnologia de ponta no mercado como uma referência nacio- (React Native criado pelo Facebook), sernal em comunicação escolar e reconhe- vidor de alta qualidade (hospedado no cida por diversas premiações importan- AWS Amazon Server) e acesso completo tes do mercado. Em números, a empresa via aplicativo – um dos motivos da alta atende, hoje, mais de 700 instituições de taxa de adesão, com média de 92% (enensino em todo o país, engajando cerca quanto outros meios de comunicação gide 600 mil pais e alunos na rotina escolar. ram de 30% a 60%).

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De acordo com Carolina Ayvazian, Gerente Comercial e Marketing, a edtech surgiu quando dois pais, engenheiros formados pelas universidades USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) perceberam uma lacuna na comunicação entre a família e a escola. “Com filhos matriculados em instituições de educação infantil da rede particular, eles perceberam que o método de comunicação mais tradicional usado pelas instituições, a agenda de papel, não era a estratégia mais eficiente para intermediar o relacionamento fundamental que eles deveriam ter com a escola”, conta a gerente.

Para além dos dados técnicos, a gerente Carolina ressalta que a equipe que compõe a ClassApp é engajada e com um firme propósito de impactar a educação, tornando, assim, um atendimento excelente: “tempo de resposta médio de 4 minutos e nota 9,72 no atendimento. A implantação é rápida e simples com acompanhamento de consultor especialista, garantindo 90% de adesão em apenas 30 dias”, explica.

ções que conseguiram manter alunos e famílias próximos com uma comunicação simples e ágil, não apenas garantiram retenção como ganharam alunos e cresceram. Este é um grande diferencial das escolas que utilizam o ClassApp como seu meio de comunicação”, complementa a gerente. De forma geral, o ClassApp agrega atendimento personalizado, inovação, praticidade, recursos diferenciados (como matrículas digitais, autorização passeios, assinatura digital em documentos, pesquisas de opinião) e agenda digital com toda a rotina do estudante (envio de tarefas, ocorrências e um calendário interativo completo com todos os compromissos da escola). O aplicativo é, assim, uma ferramenta completa, simples, segura e que conecta familiares, escola e alunos.

DIFERENCIAIS Dentre os principais diferenciais do aplicativo, as escolas passam a ter o seu próprio sistema de comunicação privado, seguro e completamente gerenciável por um administrador. “Além de substituir canais de comunicação que não trazem resultado como WhatsApp, e-mail e agenda, o gestor leva mais inovação e praticidade aos pais e alunos num momento tão delicado”, destaca Carolina.

Na prática, o aplicativo ClassApp oferece uma solução completa de comunicação escolar: é possível compartilhar tanto comunicados gerais (como avisos e reuniões), como mensagens específicas de cada aluno ou turma e enviá-los diretamente aos pais, estudantes, professores ou equipe. Da mesma forma, as fa- “No momento em que estamos vivendo, mílias podem interagir com a instituição com novas orientações sobre a abertura de ensino, contando com a praticidade das escolas a cada momento, as institui-

SAIBA MAIS CLASSAPP (19) 98207-0270 (WhatsApp) https://www.classapp.com.br/ https://www.facebook.com/ClassAppBr/ https://www.instagram.com/classappbr/


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Imagem: Shutterstock

DICA: SOFTWARE DE GESTÃO

SOLUÇÃO TECNOLÓGICA PARA O COTIDIANO ESCOLAR

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tecnologia é, certamente, um dos fenômenos que ganha cada vez mais notoriedade na atualidade. Conexões, aplicativos e ferramentas digitais são palavras-chave que adentraram em todos os espaços nos últimos anos, demonstrando uma crescente reorganização no cotidiano – nas relações pessoais, profissionais e, principalmente, na multiplicidade de ferramentas facilitadoras que auxiliam todos os campos de trabalho.

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A era da mobilidade tecnológica, que engloba uma extensa lista de facilidades, entretenimentos, funcionalidades e serviços, são encontradas em salas de reuniões empresariais, grupo de jovens, escolas especializadas, bem como na imersão em práticas pedagógicas de sucesso, em sistemas administrativos, financeiros e com ênfase na gestão educacional – como em ferramentas e softwares. Felipe Ferreira Góes, CEO de um sistema de gestão escolar on-line, nos conta que, a partir de sua experiência de mais de 10 anos no setor, percebeu que as escolas possuem muitos desafios, como desorganizações de documento e do setor financeiro, dificuldade com a gestão dos arquivos e, também, no gerenciamento de informações pedagógica e acadêmica, como boletins, diários, frequências e atividades – informações que, em muitas instituições de ensino, ainda são realizadas manualmente. “Um software de gestão resolve exatamente esses desafios! Por meio de um sistema de gestão escolar, você automatiza os processos pedagógicos, acadêmicos, de secretaria e financeiro. Economiza com o uso do papel e mantém as informações seguras em um banco de dados na nuvem”, diz Góes, que complementa: “É possível, também, reduzir a inadimplência nos

pagamentos, aumentar a satisfação de responsáveis e colaboradores, aumentar a margem de lucro, diminuir gastos com tarifas bancárias, aumentar a retenção de alunos, e muito mais”. Assim, o CEO revela algumas dicas que podem auxiliar as escolas que anseiam em contratar os softwares específicos para o ambiente escolar: a principal dica, diz Góes, é buscar empresas ou profissionais com vasta experiência em tecnologias remotas/on-line para a educação e processos educacionais. Além da escolha da empresa/software, um ponto de atenção para o/a gestor/a é a implementação do serviço tecnológico, que deve ser acompanhado pelo menos por um técnico responsável pela escola. “Geralmente as escolas indicam um profissional para homologar as informações pedagógicas e documentos acadêmicos e outro profissional para homologar as informações financeiras e de planos de pagamento. Esse processo de acompanhamento e homologação é fundamental para garantir que o início da utilização do novo software aconteça da melhor forma possível”, explica Góes. Os principais pontos de atenção durante um processo de configuração de um software de gestão são: cursos, séries e matriz curricular; critérios avaliativos por segmento; contas bancárias e homologação de boletos; documentos acadêmicos (boletim, ata, histórico, etc.); bolsas de estudo; planos de pagamento, centro de custos, multas e juros. Com essas dicas, a contratação e a implementação dos serviços tecnológicos ocorrem de maneira satisfatória. (RP)

SAIBA MAIS FELIPE FERREIRA GÓES felipe.proesc@gmail.com


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Imagem: Bundo Kim

DICA: LOUSAS DIGITAIS

INTERAÇÃO E DINAMISMO NAS SALAS DE AULA

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tecnologia tornou-se, com o tempo, uma das ferramentas indispensáveis em nosso cotidiano. Diversos setores sociais acompanharam as inserções digitais com o intuito principal de facilitar e modernizar as demandas contemporâneas. No processo educacional, por exemplo, as novas ferramentas e serviços tecnológicos, bem como plataformas digitais e inovações para o processo de aprendizagem, adentram, cada vez mais, nas instituições de ensino.

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“Sabemos que as crianças e adolescentes estão em constante contato com computadores, tablets e smartphones. O uso da tecnologia é real. É extremante vantajoso para o desenvolvimento de habilidades e competências inserir as soluções digitais no contexto escolar”, afirma Gisele Presoto, Head Sales de uma empresa de soluções educacionais. Nas salas de aula percebemos uma geração de alunos completamente conectados, com um grande volume de informação, além de um interesse explícito por atividades em meios digitais. Os tradicionais panoramas da educação e seus programas pedagógicos entram, então, em um processo de reestruturação, a fim de acompanhar esses alunos e deixar o ensino mais instigante. Como um dos exemplos dessas mudanças, temos as lousas digitais, que alteram o impacto visual e promovem maior interação com o ensino. “As aulas tornam-se mais dinâmicas e também mais rápidas, possibilitando ao professor transmitir um número maior de conteúdo num mundo completo e cheio de possibilidades. Não se anula o uso da lousa tradicional, no entanto, a solução integrada é sempre a melhor opção”, garante Presoto.

Em um panorama comparativo entre pontos positivos e possíveis desvantagens na utilização de lousas digitais nas salas de aulas, Gisele Presoto é enfática ao afirmar que não há desvantagens. Nos pontos positivos, ela destaca: “contribui ativamente para a melhora de interpretação das informações; possibilita de forma positiva a discussão dos temas das aulas; dinamiza e facilita o aprendizado organizando as informações, além de reduzir a evasão; e inclui a diversidade de alunos, fazendo valer, de fato, a educação inclusiva”. Para os/as gestores/as que desejam incluir lousas digitais nas instituições, algumas dicas são primordiais antes de adquirir o equipamento, como: busque uma empresa que se destaque neste setor, tendo, inclusive, um compromisso com a educação; e priorize empresas com fabricação própria, com tecnologia avançada, instalação, configuração e capacitação pedagógica. Segundo Presoto, a capacitação pedagógica é primordial para que a tecnologia, de fato, seja efetiva em sala de aula. “O próprio Ministério da Educação (MEC) reconhece essa necessidade de capacitar os professores em novas tecnologias. O objetivo deve ser sempre preparar melhor os profissionais, fornecendo domínio das tecnologias digitais, ajudando-os a desenvolverem metodologias inovadoras e eficazes”. E quanto ao desempenho na utilização das lousas, “já é comprovado o quanto o aluno passa a ser o ator de sua própria aprendizagem, tendo o professor como mediador”, finaliza Presoto. (RP)

SAIBA MAIS GISELE PRESOTO gisele.prezoto@gmail.com


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Imagem: Bundo Kim

DICA: APLICATIVO

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CONEXÃO NA EDUCAÇÃO

atualidade nos mostra que estamos, cada vez mais, conectados em diversas redes, plataformas e ferramentas digitais. É possível observar, na última década, uma incorporação de dispositivos tecnológicos em nosso cotidiano nas esferas social, profissional e pessoal. A notória ascensão tecnológica alterou aspectos significativos, principalmente no processo educacional, que incorporou ferramentas e aplicativos digitais com diversos propósitos de melhorias, facilidades e interações para a comunidade escolar. Estreitando o olhar sobre a nossa realidade, o crescente interesse na adesão tecnológica, se deu, especialmente, nesse período de pandemia que atravessamos.

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Arthur Igreja, especialista em tecnologia, inovação e tendências, acredita que a inserção tecnológica na educação acelerou por conta da pandemia. “Claro que também escancarou desigualdades, mas muita coisa que foi testada na pandemia jamais teria sido colocada em prática, seja por preconceito, falta de compreensão ou intimidade com a tecnologia. A inserção tecnológica na educação é algo indiscutível tamanha a evolução e revolução”, diz. Mas, por outro lado, comparado a outros país, o aumento na utilização de aplicativos tecnológicos voltados para o ambiente escolar no Brasil ainda é limitado. “Diria que no Brasil esse movimento é tímido, pois são usadas ferramentas mais tradicionais de EAD, especialmente de ensino superior. Comparando com o que está ocorrendo em outros países como Índia e EUA, o Brasil está atrasado. Porém, já ocorria um movimento forte para o uso de aplicativos não só para pilotar a experiência de aprendizado, mas para outras áreas como relacionamento com a instituição”, destaca o especialista.

Dentre as várias opções de soluções digitais criadas para o universo escolar, destacamos o crescimento de usuários de agendas digitais, de aplicativos de organização diária de atividades, de comunicação entre alunos e professores, além de plataformas de vídeos e jogos que auxiliam na imersão do aprendizado, bem como aplicativos que propõem atividades envolvendo metodologias ativas, entre outros. Segundo Arthur Igreja, as principais vantagens em adotar aplicativos na rotina escolar são: dinamismo na comunicação, agilidade, velocidade, e poder adentrar um local onde o aluno já está, “afinal de contas as pessoas estão cada vez mais imersas nesses ambientes digitais. Além disso, a capacidade de ter apontamentos, a coleta de dados e poder compreender o que está acontecendo”. Quando bem usado, diz o especialista, a inserção tecnológica pode potencializar o conhecimento. “Pode ser uma dádiva, mas depende de quem usa e como usa. Então, é preciso muita maturidade na seleção dos aplicativos e, também, muito critério no treinamento”. Nesse sentido, Arthur Igreja não acredita que o espaço escolar está preparado para uma evolução tecnológica. Mas, com a pandemia do coronavírus, vimos um avanço na interação entre escola e tecnologia. “Claro que há um recorte desigual, onde algumas instituições estão melhores do que outras. Mas existe uma evolução que foi iniciada com a pandemia e que continuará”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS ARTHUR IGREJA arthur.igreja@gmail.com


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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, VENTIL ADORES), BRINQUEDOS ESPUMADOS, COMUNICAÇÃO (FACHADA), COZINHA INDUSTRIAL


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COBERTURAS E TOLDOS, PL AYGROUNDS


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GRAMA SINTÉTICA, PERSIANAS, PISOS, PROTETOR DE COLUNA


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Ed. 166 – Março/2021 by Revista Direcional Escolas - Issuu