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Edição 162 – Outubro/2020

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Edição nº 162 A Revista do Gestor Escolar

ano 16 | Outubro 2020 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Celular como ferramenta de aprendizado

Todos estes questionamentos mencionados acima, na atualidade, não fazem mais sentido. Por um lado, na contemporaneidade, vimos um avanço notório na utilização de recursos tecnológicos, ferramentas digitais e aplicativos facilitadores em todos os espaços sociais – inclusive no âmbito educacional. E, com a pandemia do novo coronavírus que atravessamos, as relações presenciais com o ensino foram totalmente realocadas para o ambiente virtual. Dessa forma, os componentes físicos das salas de aula foram substituídos por computadores, tablets e celulares como principais ferramentas para o acompanhamento das atividades remotas. Segundo os dados divulgados em abril deste ano da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC), o smartphone já é utilizado por quase todos os brasileiros para acessar a rede. Já em uma pesquisa recente com mais de 600 mil alunos de classe média de todas as regiões do Brasil, realizada pela Conquista Solução Educacional, revelou que 69% dos acessos de aulas on-line foram realizados por meio de um celular. Para Ana Paula Menezes de Santana, consultora pedagógica da Conquista, o número alto de acessos via smartphone se dá, principalmente, pela falta de disponibilidade de aparelhos maiores na maioria dos lares. “Nós não esperávamos que o maior acesso

fosse pelo celular, principalmente pelo tamanho da tela, mas quando começamos a receber os relatórios, vimos que tinha mais a ver com fato de que muitas famílias não têm computador ou notebook em casa – e quando tem, os pais estão utilizando para o trabalho, que agora se intensificou via home office”, destaca Santana. O uso excessivo às redes, nesse momento em especial, despertou novas reflexões e alguns cuidados acerca da utilização do celular. Kristian Capeline, coordenador-geral do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) da Universidade Positivo, acredita que a vantagem do smartphone para o acompanhamento das aulas é a mobilidade do aparelho, que proporciona ao aluno assistir à aula de qualquer lugar. Por outro lado, conta Capeline, o maior desafio é conseguir manter o foco – e isso faz com que aumente a responsabilidade do estudante com o comprometimento durante as aulas. Dentre muitas metamorfoses que a pandemia suscitou, uma delas é um olhar mais apurado para todas as estruturas que compõem uma escola, desde aspectos administrativos e de gestão até propostas metodológicas e novas/outras relações com o campo do conhecimento. Nesse sentido, preparamos um especial na Conversa com o Gestor (p. 20) desta edição guiado pelo seguinte questionamento: Quais são as inovações e as propostas para o “novo normal” na educação? Boa leitura,

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

Direcional Escolas - Outubro 2020

Em um passado recente, um assunto significativo à época ganhou centralidade nos debates e nas reflexões sobre o cotidiano escolar: a utilização do celular em sala de aula. Quais os limites da utilização do aparelho durante a permanência na escola? Quais os ganhos e os benefícios do celular no processo de aprendizagem? Qual o momento adequado para a sua utilização? Qual a faixa etária era recomendada para esse uso?


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Nesta Edição: 16 08

Coluna - Christian Coelho Políticas para as rematrículas 2021

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Coluna - Elisabete da Cruz A chegada da primavera nos traz …. A emoção a FLOR da pele

Coluna - Eduardo Shinyashiki

Conversa com o Gestor Entre o presente e o futuro: quais são as inovações para o “novo normal” na educação?

Os neurônios-espelho e a aprendizagem

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Dica: Edutubers Professores e influenciadores

Coluna - Lucio Leite O papel da tecnologia na educação

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Arquitetura acessívelNovas perspectivas

Coluna - Jane Patrícia Haddad Aprendendo com a primavera

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Dica: Arquitetura

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Dica: Seguro Tipos de seguros educacionais


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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POLÍTICAS PARA AS REMATRÍCULAS 2021

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egundo as leis vigentes no país, o valor da anuidade para o ano seguinte deverá ser igual à última parcela do ano anterior, mais a composição do aumento salarial dos colaboradores, a inflação e o repasse dos investimentos – que este ano terá um acréscimo devido à implantação de protocolos de segurança. Com o retorno das aulas presenciais, os custos com o transporte e a alimentação, a revogação da suspensão do contrato de trabalho de alguns colaboradores, além do acréscimo das medidas sanitárias, culminará no aumento dos gastos da escola.

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Algumas instituições de Manaus, cujas aulas iniciaram há mais de 40 dias, tiveram um aumento de custo em relação ao mês anterior à retomada de cerca de 15%. Nesse momento, recomendo um reajuste de 3% a 8% do valor da anuidade para minimizar os gastos e negociar caso a caso. A variação do reajuste será influenciada pela data da volta às aulas presenciais. Quanto antes os alunos retornarem à escola, maior será a sensação dos pais de normalização da prestação de serviços e, consequentemente, melhor assimilação de um reajuste maior. Meritocracia para professores A influência dos professores no resultado das rematrículas é muito alta, ainda mais agora que eles estão mais próximos das famílias. Os dados obtidos pelas pesquisas da Rabbit nos últimos 15 anos demonstraram que, se bem

aplicados, os programas de premiações relacionados às rematrículas para o corpo docente surtem um efeito positivo nos índices de renovação.

e alunos atitudes de solidariedade ou aproveitar o momento tecnológico e utilizar as plataformas de incentivos disponíveis no mercado.

Para que uma estratégia meritocrática funcione plenamente, é importante que haja uma explicação inicial e o acompanhamento semanal dos resultados.

Ao invés de prêmios físicos, ofereça, por meio de plataformas de incentivos automatizadas, um catálogo de presentes no qual o pai pode escolher o que quer ganhar dentro do valor estipulado pela escola.

Como não será possível comparar o desempenho dos colaboradores, existem duas opções de metas: – Estipule dois momentos, um ao término da data oficial da rematrícula e um após trinta dias do seu encerramento. Crie um ranking e premie em cada período os primeiros colocados. – Premie coletivamente o segmento que atingir na data estipulada um percentual significativo determinado pela escola. Para os professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, a premiação será por classe. Os professores aulistas dos Ensinos Fundamental II e Médio poderão ser premiados caso todo o segmento atinja o percentual de rematrículas estipulado ou por sorteio de professores responsáveis para cada classe. Mote da campanha A campanha de rematrícula pode seguir algumas temáticas: dar continuidade à comunicação visual lançada nos protocolos ou focar em uma proposta nova que enfatizará os aspectos promocionais. A escola também pode relacionar a rematrícula a uma campanha social com o objetivo de despertar nos pais

A maioria das plataformas é customizável e possui sistemas eficientes de acompanhamento dos pedidos. Não é indicado associar a campanha de propaganda de captação de clientes novos à campanha de rematrícula, pois as ações possuem objetivos e estratégias diferentes. Enquanto a campanha de captação de clientes novos precisa focar na obtenção de leads (clientes em potencial), a campanha de rematrícula tem a finalidade de efetivar e antecipar a data da renovação da matrícula do aluno. Com a mesma comunicação visual, as políticas promocionais podem ser confundidas, e vale lembrar que os benefícios para os alunos da casa devem ser mais atrativos que os direcionados para os prospects. Boas rematrículas!

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI

APRENDIZAGEM

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s neurônios-espelho foram descobertos em 1994 pelo neurocientista Giacomo Rizzolatti e sua equipe de pesquisadores da Universidade de Parma, na Itália. Essa classe específica de neurônios é ativada no cérebro quando uma ação é executada e também quando é observada enquanto é realizada por outras pessoas.

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Os pesquisadores descobriram neurônios que espelham em nosso cérebro as ações que nós vemos no outro, iniciando uma espécie de simulação interna daqueles atos. A simples observação destas ações ativava as mesmas regiões no cérebro dos observadores, normalmente estimuladas durante a ação. Elas são acionadas quando alguém observa uma ação de outra pessoa, e permitem não apenas a compreensão direta das suas ações, mas também das suas intenções. Os neurônios-espelho do observador “refletem” o comportamento contemplado como se o próprio observador sentisse e percebesse a mesma experiência e as mesmas sensações daqueles que realizaram a ação, como se também o observador a estivesse realizando. A descoberta dos neurônios-espelho nos leva a uma redefinição do processo de ensino-aprendizagem e nos permite compreender como percebemos e entendemos os outros, convidando-nos às novas reflexões no campo pedagógico

– a compreender melhor como esse conhecimento influencia e amplia o que achamos necessário ensinar, e, acima de tudo, como ensiná-lo especialmente na primeira infância. O estudo dos neurônios-espelho coloca em evidência a importância do desenvolvimento e da aquisição dos conhecimentos das crianças, da experiência prática, em especial a experiência motora. O ser humano é capaz de reconhecer o outro como semelhante a si mesmo. Ativamos os neurônios-espelho também na percepção das emoções dos outros, na observação das expressões do rosto, dos gestos, no tom de voz e nas posturas. A capacidade de codificar instantaneamente essas expressões da linguagem não verbal, permite ao ser humano ser capaz de agir, com base em um mecanismo chamado de “participação empática”, pois a compreensão das emoções que observamos nos outros despertam também no observador a manifestação “espelho” das mesmas emoções. Em síntese, a observação e a compreensão das emoções do outro ativa no observador o mesmo substrato neural ligado à vivência direta da mesma emoção. Os neurônios-espelho nos ajudam a compreender o que o outro está sentindo e, consequentemente, nos ajudam a entrar em empatia, evidenciando a capacidade que temos de estabelecer ressonâncias com as

outras pessoas e de construir de forma positiva relacionamentos interpessoais, uma comunicação poderosa e uma aprendizagem eficaz. Considerando tudo isso, como educadores, devemos necessariamente nos perguntar quais estratégias e formas de relacionamentos favorecem o melhor aprendizado na sala de aula, e que tipo de ambiente, contexto e ações são necessários para educar de maneira intencionalmente eficaz. Hoje sabemos que muito do processo de aprendizagem acontece por meio dos neurônios-espelho, portanto, por imitação. Quanto mais nós, educadores, sabemos dessa relação, mais atentos ficaremos às nossas atitudes, comunicações, emoções te comportamentos. Quanto mais o educador demostra compaixão, confiança e amor, mais a criança se sintoniza nessas emoções positivas e de apoio para si e para os outros, criando a longo prazo uma autoimagem positiva de si, um sentimento construtivo de autoeficácia, uma visão colaborativa e segura das relações com os outros e uma visão confiante do mundo.

O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI Palestrante internacional, consultor, escritor e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki. Neuropsicólogo e Mestre em Liderança Educadora, é referência em desenvolvimento das Competências Socioemocionais, de Liderança e da Performance Humana. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br

foto cedida pelo colunista

OS NEURÔNIOS-ESPELHO E A


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COLUNA / LUCIO LEITE NA EDUCAÇÃO

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uito já se falava em transformação digital na educação, mas caminhamos a passos lentos ao longo dos anos, e pouca coisa mudou na forma como ensinamos e aprendemos. Praticamente em todos os setores da economia, é visível o quanto a tecnologia vem ajudando no desenvolvimento das sociedades. Porém, no Brasil, tiramos pouco – ou quase – nenhum proveito do poder da tecnologia como instrumento no processo ensino-aprendizado.

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Com a pandemia estamos vivenciando uma nova forma, sem precedentes, de ver o mundo, e, consequentemente, alterando nossos hábitos. A economia está passando por mudanças profundas, na forma como nos relacionamos e como consumimos. O impacto na educação, talvez, tenha sido ainda mais profundo com o fechamento das escolas, expondo o quão temos um sistema carente de inovações e mudanças. Gosto de dividir esse impacto na educação em duas fases: a primeira, logo no começo, com tamanha necessidade de se criar, urgente, um senso de normalidade para pais, professores e alunos. E então vieram as chamadas “aulas on-line”, que, por si só, em muitos casos, expôs ainda mais os problemas. Basta perguntar para a grande maioria dos pais qual a experiência da “aula on-line” que a escola do seu filho proporciona, ou para alguns professores que tiveram que se reinventar da noite para o dia sem suporte algum. Agora, passado esse período, estamos na segunda fase, onde abraçar as mudanças e repensar a educação é fundamental. Um novo paradigma está sendo construído na educação,

onde o caminho é sem volta. E é, exatamente neste ponto, que devemos refletir sobre o papel da tecnologia na educação e olhar para fora da caixa. Aprender como, nós mesmos, em outros setores, colaboramos uns com os outros e produzimos muito mais. A visão digital para a educação Criar uma cultura digital e desenvolver um plano de curto, médio e longo prazo, para um mundo tecnologicamente conectado, é fundamental. A capacitação de professores, o uso da tecnologia correta na hora certa, bem como a adoção de ferramentas educacionais integradas, precisam obrigatoriamente fazer parte deste plano. Com novas formas de aprendizado, colaboração e maiores experiências educacionais podemos ajudar professores e alunos a alcançarem muito mais. É o momento de educadores, gestores de escolas e especialistas em tecnologias educacionais repensarem a educação de forma mais ampla e holística. Vamos imaginar se... Os alunos pudessem colaborar de forma dinâmica, participar mais ativamente nas aulas, e ainda contribuir para o sucesso de todos? Os professores pudessem economizar quase 30% do seu tempo, ao preparar e disponibilizar uma aula ou quadro, antecipadamente para cada aluno para melhor aproveitamento do tempo em sala?

O conteúdo para os alunos estivesse disponível para acesso a qualquer hora e em qualquer lugar? A tecnologia é o meio e não o fim. Possui um papel fundamental e precisa ser vista como ferramenta pedagógica e parte do processo de ensino-aprendizado. Com custos cada vez mais baixos, a tecnologia nos permite construir pontes do saber, habilita o professor a promover experiências de aprendizado mais personalizadas, e ainda ajuda os alunos com melhores resultados e desenvolvimento de habilidades para o futuro. Um grande exemplo é o uso da “gameficação”, como importante ferramenta neste processo. Em sua versão de educação, o Minecraft da Microsoft, um dos jogos de maior sucesso ao redor do mundo, com mais de 90 milhões de usuários, utiliza método de ensino a encorajar crianças entre 6 e 10 anos através do “aprender fazendo”. Com ele, é possível transformar disciplinas tradicionais, como matemática e física, em momentos atrativos e interessantes. Além de desenvolver habilidades e conhecimentos essenciais para o futuro, como programação, colaboração e sustentabilidade. O sucesso para futuro da educação passa, obrigatoriamente, pela tecnologia...

O Colunista LUCIO LEITE

As escolas pudessem melhorar a eficiência operacional com processos automatizados e, também, melhorar o desempenho com a utilização de ferramentas inteligentes como sistemas analíticos?

É Diretor de Transformação Digital e líder de educação, da Teltec Solutions. Especialista em tecnologia e inovação, traz uma experiência fundamental para transformação digital. Possui mais de 25 anos de carreira e liderou grandes iniciativas no Brasil, Estados Unidos e América Latina.

foto cedida pelo colunista

O PAPEL DA TECNOLOGIA


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COLUNA / JANE PATRÍCIA HADDAD

foto cedida pela colunista

APRENDENDO COM A PRIMAVERA

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mês de setembro é sempre um convite a revistar nossas estações internas e reavaliar nossa vida. Um mês de sensibilização e preparação para os meses seguintes, antes do tão esperado fim de ano. E, cá entre nós, que ano, hein!? O mês de outubro chega de mansinho, entre uma espiada e outra, vai ganhando forma, algumas escolas abrindo, outras recuando, e assim vamos tecendo frutos e cortando raízes não tão fortes como imaginávamos. 2020 tem sido um ano de muitas aprendizagens, um ano de desejos recolhidos e muitos recuos, mas também um ano diferente dos anteriores. Um ano que cobra uma paciência histórica, aquela paciência típica dos jardineiros que atentamente acompanham seus jardins como verdadeiros templos de ensinamento. Os frutos vão caindo, as sementes brotando e o solo aos poucos vai ficando fértil novamente – nunca fizemos tantas podas em um só ano. Plantar é isso, é jogar as sementes e aguardar a colheita em seu tempo e espaço. A melhor parte do jardim, a meu ver, é olhar sem pressa... aprendizagem não é assim? Ela acontece de dentro para fora, no seu tempo, um tempo de esvaziamento de conteúdos inúteis e plantio de experiências férteis. Educar é como

a primavera, tem seu próprio tempo e dependerá dos olhos de quem a vê. Então, meus amigos e minhas amigas, professores e professoras, não pensem em ANO ROMPIDO: isso não existe diante de um jardim tão vasto com uma enorme diversidade de crianças e jovens. A primavera nos faz avançar, nos coloca em um estado de encantamento para quem se permite VER além do seu próprio jardim. O ano de 2020, apesar dos pesares, tem nos ensinado que o nosso tempo não é o tempo do planeta, não é o tempo da nossa TERRA e não é o tempo de um ano letivo. O tempo é muito mais flexível do que imaginamos e, se aprendermos com ele, talvez voltemos mais floridos. É nas podas deste ano que venho revisitando e ressignificando minha concepção de educação, de vida, e também de morte. É nesse encontro de impossibilidades que é possível pensar no instante, no presente e na transitoriedade da vida. E por falar em vida, agradeçam e celebrem ela, dessa forma o jardim aos poucos vai voltando a florir, as flores vão substituindo nossos momentos de deserto, onde experimentamos o medo de não florir mais, a raiva de ser arrancada da nossa rotina, a tristeza de ver tanta desigualdade

no mundo, e, principalmente, a alegria de estar respirando. E por isso a GRATIDÃO de poder recomeçar e compartilhar nossa experiência de dentro para fora, assim como fazem as borboletas quando voam. “Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar um broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que não podem ser ajudadas. Tem que acontecer de dentro para fora.” (Rubem Alves)

A Colunista JANE PATRÍCIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

E-mail: janepati@terra.com.br


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A CHEGADA DA PRIMAVERA NOS TRAZ… A EMOÇÃO À FLOR DA PELE

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este momento de pura incerteza nos deparamos com uma infinidade de emoções: negação, aceitação, insegurança, medo, pânico, esperança… e a lista vai se arrastando pelo nosso JARDIM que deixa de ser da infância e passa a ser o local de espinhos e de terras inférteis. A família espera que DESABROCHEMOS e possamos levar o PERFUME da estação para o conforto dos seus lares.

CRAVOS VERMELHOS são respeitosos, amorosos e cheios de paixão. Os CACTOS são totalmente adaptáveis, os BAMBUS demoram a crescer, mas quando o fazem, se envergam e suportam as maiores tempestades, são resistentes e estarão com você durante todas as estações. As ROSAS possuem seus espinhos, sim, precisamos tomar cuidado, sermos delicados ao falar, mas suas cores e seus perfumes são inigualáveis, e sua beleza enfeitará nosso tão amado JARDIM.

Estamos prontos? Sim, nascemos prontos! Quem trabalha com educação está sempre preparado para as adaptações, já que o processo de aprendizagem é assim, cíclico. Mas para termos uma boa colheita se faz necessário cuidarmos das SEMENTES. Cada colaborador de nossa instituição é uma espécie única, provida de suas habilidades e fragilidades. ADUBAR o terreno, neste momento, é essencial. Ele precisa estar seguro, com a mente livre de PRAGAS e de ERVAS DANINHAS.

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Se sentir protegido e acolhido, ter espaço na LAVOURA para respirar, se expressar, se manifestar, e, principalmente, se sentir confortável para expor as suas fragilidades. As incertezas lá fora não cabem dentro do nosso JARDIM. Para que tenhamos o colorido da estação, cada espécie precisa ser cuidada e entendida com sua força e fragilidade.

As MINHOCAS têm sua importância, oxigenam a terra, nutrem e adubam, tenha paciência com elas, são lentas, demoram a raciocinar, mas são essenciais para a beleza que queremos. Um JARDIM farto é aquele que possui todas as espécies de flores. Ele precisa ser preenchido por várias espécies para lhe garantir uma boa COLHEITA. As delicadas e frágeis, as fortes e resistentes, as que são polinizadas pelo vento, as que florescem em determinadas estações e as que florescem o ano inteiro. Cuidar de maneira específica de cada uma delas pode ser um grande diferencial para sua instituição. Fará você sair na frente, pois se suas FLORES foram bem cuidadas, com certeza atrairão visitantes para o seu JARDIM. Estimule,

reconheça,

elogie,

ouça…

Mas como encontrar o FERTILIZANTE certo para cada flor?

Ofereça benefícios insubstituíveis, como um momento de lazer, de ludicidade, de resgate de sua criança interior.

Os CRAVOS BRANCOS são recheados de amor puro, talento e boa sorte. Os

Momentos de experimentações e vivências enriquecedoras.

Cuidar do Jardim dá trabalho, muito trabalho, mas te torna mais sensível e habilidoso para lidar com os perigos externos. A observação te permite pisar no solo firme ou alagado e saber como é sair dele com os pés descalços. Muitas vezes, seu jardim só precisará de ÁGUA, outras de SOL, outras de ADUBO e outras de algo que nem você saberá onde encontrar. Nesse momento de incertezas, temos que aprender a lidar com as nossas emoções mais do que nunca, porque esperam de nós, flores educadoras, a resposta certa, que nem sempre sabemos dar. Essa responsabilidade em nós pode ser algo bom, pois prova nossa capacidade de mutação em situações extremas. A primavera chegou e com ela a garantia que teremos um lindo JARDIM, cultivado com esmero. Mas calma, se você só pensou no seu JARDIM agora, achando que iria perder a estação, não se preocupe, estamos aqui para te ajudar com os melhores FERTILIZANTES, e encontraremos uma FÓRMULA para que ele FLORESÇA em todas as próximas estações.

A Colunista É pedagoga com especialização em Educação Transdisciplinar, autora de literatura infantil e infantojuvenil. Lecionou em diversos colégios particulares e em programas da rede pública. Fundadora da Eloin Educação pela Experimentação, que desenvolve consultoria pedagógica para escolas de todo o Brasil e idealizadora do Projeto Expedição Literária, de incentivo a leitura e escrita. Seu trabalho consiste em auxiliar as instituições a desenvolver um fio condutor na elaboração de seus projetos unindo a literatura, o estudo do meio e a experimentação como elemento disparador para o desenvolvimento do protagonismo de crianças e adolescentes.

foto cedida pela colunista

COLUNA / ELISABETE DA CRUZ


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CONVERSA COM O GESTOR ENTRE O PRESENTE E O FUTURO: QUAIS SÃO AS INOVAÇÕES PARA O “NOVO NORMAL” NA EDUCAÇÃO? Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

A pandemia que atravessamos – com suas problemáticas, mudanças estruturais e com seus dados alarmantes de mortalidades – nos convidou a refletir e a discutir sobre os caminhos e as possíveis trajetórias que serão traçadas a partir de agora, no chamado “novo normal” na educação. Nesse sentido, estrutura física, gestão, tecnologia, formação de docentes e outras experiências com o ensino-aprendizado compõem algumas palavras-chave que se aproximam do retorno às aulas presenciais

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om o intuito de abarcar um amplo leque de desdobramentos sobre essa temática do “novo normal”, convidamos, nesse especial, especialistas, pesquisadores, professores, gestores e empresários do setor, para traçar um panorama sobre ideias, inovações e mudanças que o sistema educacional enfrentará, na prática, com o retorno às aulas presenciais. Partindo da ideia de que a pandemia atingiu e modificou todo o sistema educacional, questionamos: Quais são as inovações e as propostas para enfrentarmos o “novo normal” na educação?

de que o ‘novo normal’ reflita isso na forma como recompensamos, desenvolvemos e homenageamos os educadores a quem confiamos o crescimento intelectual e socioemocional dos nossos filhos.”

“Na realidade especulamos muito e sabemos pouco sobre o ‘novo normal’. É fato que a pandemia trouxe desafios e, sem sombra de dúvida, mobilizou e acelerou a incorporação de novas estratégias de ensino e aprendizagem respaldadas em tecnologias de comunicação e informação. Não se trata, no limite, de um processo de inovação, mas sim de experimentação, difusão e incorporação de estratégias e recursos educacionais que já estavam disponíveis e vinham sendo estudados e aplicados. Ambientes virtuais de aprendizagem, recursos de interação síncrona, o blended leraning (b-learning ou ensino híbrido ou qualquer denominação que se queira adotar), sala de aula invertida, metodologias ativas, enNigel Winnard – Doutor em Educação tre tantos outros elementos (tecnológicos pela University of South California e Diretor ou não) não surgiram agora e do nada, da Escola Americana do Rio de Janeiro mas, muito provavelmente, serão mais e “Um dos elementos do ‘novo normal’ tem melhor utilizados no curto prazo. que ser uma compreensão aprimorada do lugar crítico que as escolas ocupam dentro da sociedade. A importância dos sistemas educacionais precisa ser reforçada por meio de um maior investimento em infraestrutura escolar e – o mais importante – investimento em profissionais da educação. Todos nós já experimentamos em primeira mão o quanto confiamos nos professores para orientar, apoiar e desen- Alcir Vilela Júnior – Coordenador do Ensino volver os nossos filhos. Asseguremo-nos Superior do Senac EAD

Além disso, e talvez mais que isso, as instituições de ensino precisaram sair da zona de conforto e da inércia, e descobriram que é possível responder rapidamente aos novos contextos e desafios. Quem sabe seja essa, no final, a grande inovação. Instituições mais atentas às demandas dos professores e alunos e mais ágeis na busca de soluções. Isso será fundamental num cenário de mais incertezas do que certezas.”

Isabel Costa – Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil

“Sairemos mais tecnológicos deste período e, por isso, é necessário fortalecer plataformas de ensino à distância, despertar um olhar de protagonismo nos estudantes e aproveitar a oportunidade para aproximar pais e famílias dos processos educacionais. É uma transformação digital que deixará um legado. É hora de ouvir os alunos e atualizar a aplicação dos conteúdos. É importante que o nosso norte seja explorar o potencial transformador que vem da união da educação e da inovação. Juntas, elas podem oferecer soluções para demandas sociais e essa busca motiva os jovens a utilizarem, na prática, o que se aprende na sala de aula.”


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“Podemos falar em quatro grupos de inovações educacionais: no primeiro, as tão faladas metodologias ativas – em que os alunos assumem um papel vigoroso na aprendizagem ao fazer descobertas, resolver problemas e refletir sobre a realidade. O segundo grupo, o das metodologias ágeis, enfatiza uma gestão do tempo de aprendizagem totalmente diferente, com acesso a microconteúdos, microatividades e até microavaliações. Em terceiro lugar, as metodologias imersivas proporcionam uma experiência de aprendizagem engajadora, baseada em tecnologias como realidade aumentada e virtual, além do uso de jogos e gamificação com propósito educacional. E, em quarto lugar, mas não menos importante, as metodologias analíticas abrem espaço para a análise dos dados educacionais e o uso da inteligência artificial em apoio aos processos de ensino-aprendizagem. Assim, diante de tantas possibilidades e desafios, o novo ‘normal’ em educação significa que todos os envolvidos no desafio de aprender e ensinar entraram de uma vez por todas na era da inovação.”

possibilitando que alunos conversem por videoconferência sem que sequer falem a mesma língua, algo impensável há pouquíssimo tempo. Dentro desse contexto, também as plataformas digitais terão respostas advindas desta experiência coletiva que estamos passando agora e seguramente também farão seus ajustes. Acredito que viveremos em um formato híbrido, em que novas tecnologias serão utilizadas de maneira muito autônoma pelos alunos, com o direcionamento dos professores e demais profissionais da educação.”

Diego Brites Ramos – Diretor Geral da Teltec Solutions

“O EAD foi uma necessidade que ganhou destaque por conta do afastamento social, mas que já vinha tendo uma demanda ascendente antes da pandemia. O que eu percebo é que, ainda que o nível de aceitação tenha aumentado por conta da pandemia, para o novo normal a tendência que recue um pouco, mas que ainda se mantenha em patamares muito elevados de utilização, por conta da praticidade e benefícios que a população tem encontrado. Outra tendência que tem ganhado destaque é a gamificação. O recurso pode ser entendido como um processo Andrea Filatro – Doutora em Educação para tornar tudo mais lúdico, agradável (USP), escritora e autora do livro e persuasivo, com uma experiência muito “Metodologias inov-ativas: na educação mais voltada e centrada no usuário, prinpresencial, a distância e corporativa” cipalmente para o público mais jovem, que (Saraiva Uni) tem uma necessidade de conteúdos mais rápidos e personalizados. Também temos o conceito de ensino adaptativo, que con“A pandemia acabou por forçar uma reinsiste em direcionar, entender o que cada venção na área educacional. Como tudo indivíduo já sabe e apenas complementar que vem sem um planejamento, a introdução das tecnologias que possibilitam o ensino à distância precisará passar por ajustes e uma imensa adaptação por parte de todos que compõem a comunidade escolar. No entanto, mesmo quando for possível retornar à sala de aula com segurança, acredito piamente que essas tecnologias continuarão no cenário, mais bem exploradas para aumentar o alcance e diminuir fronteiras. Hoje já existem plataformas que fazem tradução em tempo real, Samir Iásbeck – CEO e fundador da Qranio

com outros conteúdos. Nesse contexto, olhando para o futuro, o professor vai ter cada vez mais um papel de facilitador e/ ou mentor, do que de detentor do conhecimento, propriamente dito. Hoje, o conteúdo está disponível para todos, mas é a organização e a forma de utilizá-lo que fará a diferença daqui para frente.” “O ‘novo normal’ da educação já começava a despontar no horizonte. Afinal, a presença cada vez maior de recursos digitais já contribuía para que alunos, professores, escolas e sistemas de ensino caminhassem na direção de uma educação mais digital. No entanto, o ensino remoto não planejado acelerou esse processo, e as transformações que esperávamos para anos podem se tornar realidade já para o próximo ano. Dentre tantas tendências, citamos o ensino híbrido: essa modalidade aparece como solução para evitar aglomerações nos espaços escolares enquanto não há uma vacina, mas, mais do que isso, o ensino híbrido é uma consequência dos aprendizados tirados desse período. Dessa maneira, conseguimos ter da escola um espaço para o aprofundamento dos aprendizados que podem ser vistos em casa. Para que isso aconteça, no entanto, é fundamental a presença de materiais didáticos que se adaptem ao que pode vir ser uma nova realidade da educação. É fundamental a compreensão de que o digital não é apenas um ‘plus’, mas já faz parte diretamente dessa dinâmica. O digital, quando guiado de acordo com os processos pedagógicos, torna-se uma rica fonte de conhecimento para os estudantes, facilitando o seu protagonismo.”

Igor Pelúcio – CEO da Desenrolado

“Constatamos que é possível aprender também a distância: há crianças e professores que se adaptaram muito bem em algumas atividades e áreas, o que permite pensar no sucesso de um modo híbrido de operação no ‘novo normal’ – parte a distância e parte presencial.


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Acedriana Vogel – Diretora Pedagógica do Sistema Positivo de Ensino

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A escola precisa de uma nova arquitetura: uma das principais unanimidades da pandemia é a consciência de que nada substitui o presencial. Porém, já estava em curso a discussão sobre a necessidade da alteração do layout do espaço escolar com vistas a favorecer, de maneira intencional, o encontro, a troca e a riqueza da interação entre os estudantes. A forma de organização do espaço é capaz de potencializar ou não as aprendizagens, por isso o desenho de novas arquiteturas para salas de aulas e espaços comuns da escola é um caminho sem volta nesse ‘novo normal’. A centralidade do diagnóstico cognitivo para o sucesso da intervenção pedagógica: avaliações on-line sempre geraram desconfianças por conta da possibilidade de ‘cola’ que, em tese, elas poderiam favorecer. A pandemia nos ajudou a constatar que o meio de disponibilização dos instrumentos de avaliação tem menos impacto na qualidade do diagnóstico do que a qualidade da elaboração das perguntas e a constância da aferição. Portanto, há um caminho sem volta na utilização recursos digitais antes, durante e após as aulas, capazes de mapear as aprendizagens e calibrar o tratamento individualizado que o espaço coletivo de sala de aula tanto suscita.”

dizagens profundas onde pudemos nos reinventarmos como profissionais e instituições de ensino. Nesse sentido, vejo algumas tendências para um futuro próximo: 1) o uso de tecnologias digitais vai continuar sendo incorporado nas práticas pedagógicas propostas dentro e fora da escola, uma vez que o modelo híbrido deve ganhar mais espaço nas escolas. Muitos educadores que nunca se interessaram ou tiveram a chance de aprender a incorporar tais recursos em sua prática docente agora já tem alguma experiência na área e demonstram desejo de aprender mais sobre o tema; 2) a adoção de metodologias ativas em ambientes digitais e presenciais deve se consolidar dando aos alunos maior protagonismo para aprender de forma individual e colaborativa; 3) enfoque nas relações humanas, na diversidade, na criatividade e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos alunos; 4) uso de dados coletados via plataformas digitais para apoiar na tomada de decisão sobre questões acadêmicas e também de gestão escolar; 5) trabalho com projetos que levem os alunos a olhar para os problemas reais de suas comunidades e do mundo para que a partir dessa compreensão possam desenhar soluções relevantes.”

Silvina Moreno – Diretora de Ensino do Colégio Master

“O ensino híbrido veio como uma possibilidade real de inovação na educação. O modelo remoto pode aproximar distâncias, mas sobretudo propõe uma outra organização didática. Possibilita a antecipação de assuntos, de objetos do conhecimento, compartilhando textos, vídeos, salas de interação. Isso ajuda a desenvolver a autonomia tão necessária para Carolina Costa Cavalcante – Doutora em uma aprendizagem significativa. Outro Educação (USP), escritora e autora do livro caminho é fortalecer o uso de plataformas “Metodologias Inov-ativas: na educação e aplicativos que possibilitem personalipresencial, a distância e corporativa” zar objetivos de aprendizagem, conforme (Saraiva Uni) “O período da pandemia foi desafiador, desempenho e interesse dos alunos. As mas também foi um momento de apren- crianças não aprendem da mesma forma,

nem no mesmo tempo. Há também ferramentas para construções colaborativas, que preparam nossas crianças e jovens para esse mundo em constante transformação, onde o compartilhamento de conhecimentos e informações é a premissa para o crescimento de todos.”

Daniele Passagli – Diretora Geral do Coleguium Rede de Ensino

“Para 2020, elaboramos um protocolo próprio, com métodos e procedimentos para prevenir a Covid-19. O material foi desenvolvido a partir de diretrizes fornecidas por órgãos federais e internacionais, e por meio de intercâmbio de informações com escolas de outros países. Todos os nossos protocolos foram revisados e validados pela D’Or Soluções, empresa do grupo Rede D’Or São Luiz, especializada em gestão de saúde e segurança do trabalho. O conjunto de diretrizes foi proposto pelo Eleva Educação, grupo do qual o Coleguium faz parte. Dentro do nosso protocolo, vamos dar continuidade ao ensino híbrido, de forma a atender os alunos que não retornarem ainda neste ano. Para 2021, com todo o aprendizado de 2020, vamos implementar o Ecossistema de Aprendizado Inovador (EAI) para as turmas do Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio. O EAI é composto por uma série de iniciativas que priorizam a formação integral de crianças e jovens, fomentando a experimentação, a pesquisa e o protagonismo. Os alunos terão aulas eletivas de inovação e de aprofundamento, uma plataforma digital para correção on-line de redações e avaliações formativas contínuas.” “A pandemia acelerou o processo de implementações de tecnologia e adaptação da equipe de professores e é importante avaliar o que foi feito em relação a inovação e criatividade no formato das aulas e decidir em que vale a pena continuar investindo recursos financeiros, tempo e esforço. Mais do que tudo, é preciso dar


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no todo para funcionar. E pensar na resposta para essas perguntas é o que tem norteado o nosso retorno.

Carlos Coelho – Educador e fundador da consultoria educacional Nova Educa

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destaque ao desenvolvimento da equipe pedagógica, para ir além de alguns treinamentos no ano. O melhor caminho é fazer um mapeamento da equipe em conjunto com Business Intelligence para identificar a maturidade e organizar o seu desenvolvimento progressivo e constante. As escolas devem avaliar quais os próximos passos de investimento, ou seja, perceber e estabelecer metas para uso da internet, quais equipamentos estarão disponíveis para alunos e professores e, desta forma, desenvolver um projeto educacional. Sabemos que a situação financeira não está totalmente confortável para as escolas, mas neste ponto também é necessário inovação. Portanto, avaliar melhor os perfis de bolsa de ensino, acompanhar a inadimplência e planejar a curto, médio e longo prazo as finanças de forma direta e eficiente são grandes diferencias das escolas de sucesso nos próximos anos.”

Gustavo Rosas Augusto Laranja – Gestor do Colégio Augusto Laranja

“A experiência da pandemia trouxe à tona o que há de mais essencial no projeto de cada escola. O que faz sua escola ser o que é? O que a define verdadeiramente? Em situações de crise aguda, como a que tivemos que enfrentar em 2020, a essência de cada projeto de escola se mostra de maneira transparente. Na prática, temos diferentes esferas que precisam ser olhadas individualmente e

Metodologia de ensino: Como prevalecerá o modelo híbrido, é preciso desenvolver novas estratégias para alinhar as chamadas atividades síncronas com as assíncronas. Como relaciono o que é compartilhado em tempo real com aquilo que será vivido no tempo e no espaço da escolha do aluno e sua família? Como preparar um plano de aula que resulte em atividades que sejam eficazes tanto na sala de aula presencial como no ambiente virtual? Material didático: Ao longo de todo o ciclo, será preciso atuar na redução do uso de material compartilhado. O uso de material físico não será abolido, mas kits individuais deverão ser disponibilizados para evitar o compartilhamento de materiais entre alunos. A higienização de todos eles, antes e depois do uso, é algo que deverá ser incorporado à rotina, com controle rígido e constante desse processo. Ao menos em um primeiro momento, todo material impresso seria substituído, sempre que possível, por materiais digitais.

Carlos Walter Dorlass - Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano (SP)

estratégias para as atividades propostas. Para os docentes é mais um desafio. A utilização de plataformas on-line proporcionam ainda interação entre os alunos, por meio de fóruns de discussão e chats on-line, pois a comunicação é instantânea. Há também a facilidade para os alunos e professores no acesso aos materiais de apoio.

E que tipo de abordagem deve ser usada para ‘magnetizar’ o aluno? O storytelling é um dos formatos mais interessantes, pois une a capacidade de contar histórias de maneira relevante, unindo recursos audiovisuais ao uso das palavras. Aliado a isso, o docente deve suAcompanhamento: o impacto emocional gerir a pesquisa de informações sobre que a experiência da pandemia propor- o tema tratado, enriquecendo, assim, a cionou precisa ser abordado de maneira capacidade de argumentação do aluno. mais estruturada pelas escolas, tanto em relação a seus alunos como em relação Entre as habilidades exigidas dos estua seus professores. Ações bem-intencio- dantes do século XXI estão a solução nadas, mas desarticuladas e carentes de de problemas complexos, a inteligência contexto norteador, não darão conta das emocional, flexibilidade cognitiva, dennecessidades que surgirão. tre outras. Essas competências também Formação de professor: a escola necessitará aprimorar seu modelo de formação. São novas demandas e nova realidade, exigindo capacitação e ferramentas renovadas. Por mais que professores estejam se empenhando enormemente para dar conta dos novos desafios, é preciso conceber um modelo articulado de formação docente que dê conta dessas necessidades.”

devem ser desenvolvidas no ambiente virtual. A utilização do Jornalismo, com matérias atuais e antigas também são uma ferramenta importantíssima para que os alunos estejam inseridos na realidade e compreendam o passado para que simulem o futuro. Trazer para a realidade cotidiana dos jovens, que contam com a tecnologia e com a internet para tudo, é uma das principais formas de despertar o interesse e conquistar a atenção.

“As novas tecnologias estão influenciando – e muito – o modo como ensinamos e aprendemos, dentro e fora dos ambientes escolares. O aluno deve, mesmo em casa, estar compromissado com o seu desenvolvimento. O uso da tecnologia motiva a busca por novos caminhos para o ensino-aprendizagem, com base em novas metodologias, desenvolvendo

Um ponto é importante de salientar: a adversidade gera oportunidade. Uma das lições aprendidas com a pandemia do coronavírus é que as instituições de ensino precisam ir além da tradição e do conservadorismo e adaptar-se, adotando definitivamente as tecnologias educacionais e compartilhá-las, pois somos os responsáveis pelas gerações futuras.”


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Imagem: Freestocks org

DICA: EDUTUBERS

artindo do pressuposto de que as ferramentas digitais e os aplicativos facilitadores adentraram em todas áreas sociais, intensificando a sua utilização em tempos de pandemia, percebemos um movimento crescente, especialmente no último ano, de educadores que criaram canais de transmissão de conteúdos para a web. Conhecida por todas e todos a plataforma YouTube tem sido um importante espaço educacional, principalmente com o aumento de “edutubers”, ou seja, de professores youtubers. Nessa dinâmica de ensino, que propõe interação, descontração, vídeos atrativos, linguagem acessível e estratégias de entretenimento, os edutubers estimulam uma nova/outra relação com o aprendizado para uma geração ávida por recursos digitais atrativos. Para Giovani Lucas Miranda, empresário e professor de biologia, o estudo através de vídeos compartilhados pelo YouTube facilitou o acesso aos conteúdos “e, desta maneira, muitos alunos acabam utilizando esses vídeos como um complemento do estudo presencial. Tenho acompanhado inclusive alunos que utilizam apenas canais de ensino on-line para uma preparação para os vestibulares e ENEM.” Com o intuito de compartilhar vídeos de experimentos científicos de maneira acessível, em 2016, conta Giovani, em uma parceria com mais dois professores (de Física e Química) montaram o canal chamado Academia de Cientistas. “No YouTube temos a liberdade de criar aulas diferenciadas. No caso da Academia de Cientistas utilizamos a experimentação e a mágica como um atrativo”, conta. “É possível uma interação ao vivo com o seu público, alternando entre as aulas gravadas, garantindo, assim, uma relação mais próxima com o

público que acompanha o nosso canal”, completa o professor e um dos sócios do canal. QUÍMICA SIMPLIFICADA Matheus Nahas, docente de Química do Colégio Marista Arquidiocesano (SP), encontrou, no YouTube, um espaço para disponibilizar vídeos com aulas sobre diversos temas ligados à disciplina – ao todo já são mais de 100 vídeos postados. Intitulado Vem de Química bb – nome escolhido por meio de uma votação entre os estudantes do colégio – a ideia de criar um canal ganhou força com a suspensão das aulas presenciais diante da pandemia do novo coronavírus. Além dos materiais produzidos, o docente criou um grupo de estudos de Química dentro do canal chamado “Ainda dá tempo”. Nesse grupo, Matheus selecionou 100 alunos que colaboraram na divulgação do canal para ter um acompanhamento personalizado, com acesso a aulas exclusivas, cronograma de estudos, exercícios, plantões de dúvidas e análise de desempenho semana a semana. O professor tem promovido também lives semanais para tirar dúvidas. “Tenho tido uma boa resposta dos alunos. Eles gostam muito. Criei uma identidade para o canal que está sendo replicada no Facebook e no Instagram. Estou me dedicando para fazer um material de qualidade e tornar a Química algo mais simples na vida deles”, reforça Matheus. (RP)

SAIBA MAIS GIOVANI LUCAS MIRANDA giovanibiologo@hotmail.com MATHEUS NAHAS mnahas@colegiosmaristas.com.br

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PROFESSORES E INFLUENCIADORES


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Imagem: Lex Photography

DICA: ARQUITETURA

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contemporaneidade evidencia um conjunto heterogêneo de reflexões, desdobramentos, alternativas e novos olhares sobre a nossa realidade. Nesse sentido, avistamos estudos e ações práticas que propõem reformulações, adaptações e inovações – sobretudo no que tange os elementos da infraestrutura. Nas últimas décadas, mudanças contínuas despontaram no segmento educacional, especialmente em novas perspectivas arquitetônicas das escolas.

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“Há uma relação profunda entre a proposta pedagógica, a organização da escola e o seu espaço físico. Os três aspectos têm uma grande influência entre si”, diz a docente do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Newton, Márcia Augusta Pereira. Há uma grande discussão, diz Márcia, acontecendo entre educadores, arquitetos e pessoas interessadas sobre quais são as necessidades atuais. Tendo a arquitetura escolar no centro das discussões, o movimento de repensar uma infraestrutura, com o objetivo de se adaptar aos novos tempos, representa uma atenção às urgências e necessidades mutáveis e flexíveis que os estudantes do século XXI anseiam. “A arquitetura, portanto, precisa proporcionar espaços que tornem essas experiências possíveis, espaços saudáveis, generosos e que facilitem a proposta pedagógica escolhida pela escola a que ela atende”, completa a docente.

NOVAS PERSPECTIVAS Assim, a premissa da Wish “é que os espaços sejam tão flexíveis quanto nossa proposta pedagógica; tão adaptáveis às necessidades do indivíduo quanto a metodologia. Temos, portanto, a ideia de que é o espaço que deve se adaptar às pessoas, e não o contrário. Para mim, abertura, flexibilidade e personalização são chaves de metodologias ativas e para as demandas relacionadas a ideias de educação para o século XXI”, ressalta a diretora. No intuito de manter um espaço físico diferenciado, em 2021, com o início das turmas do Ensino Médio e a inauguração da Wish21 (projeto baseado nos conceitos de projetos de vida e aprendizagem autodigirida), a instituição agregará à sua estrutura novos e amplos espaços que servirão a diferentes funções. “Por exemplo, um espaço mais voltado para o corpo e outro maker, com um grande ateliê. Mas todos integrados. As novas paredes também se moverão, e procuramos aproveitar todos os cantos para criação de espaços”, conta Andressa. “Agregado à atual estrutura, esse novo espaço irá reforçar as ideias de autonomia e personalização como chaves para a aprendizagem, e esperamos que isso se reflita em todos os âmbitos: na organização da nossa rotina, na divisão do nosso tempo, no conceito de transdisciplinaridade e também na construção, formatação e utilização do próprio espaço físico”, completa a diretora. (RP)

ESPAÇO FÍSICO FLEXÍVEL Interação, flexibilidade, movimentação e adaptação são elementos facilmente encontrados na Wish School (SP). Para Andressa Lutiano, sócia-fundadora e diretora da instituição, a arquitetura escolar pode funcionar como uma metáfora da metodologia de educação.

SAIBA MAIS ANDRESSA LUTIANO andressa@wishanaliafranco.com.br MÁRCIA AUGUSTA PEREIRA marcia.pereira@newtonpaiva.br


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Imagem: Pixabay

DICA: SEGURO

uidado, proteção, zelo e medias preventivas eficazes são elementos estruturantes para diversos campos – sejam eles pessoais ou profissionais. No âmbito educacional, esses elementos ganham destaque e centralidade, especialmente na relação entre gestão financeira da instituição e os pais/responsáveis pelos estudantes, como em ações práticas e preventivas que assegurem o bem-estar e a saúde dos alunos de forma integral no cotidiano escolar. De forma geral, quando pensamos no funcionamento de uma instituição, agregar uma proteção extra, como os seguros educacionais – que possuem propostas no que tange à área financeira e também aos cuidados relacionamos a saúde – é uma proposta relevante. Atualmente existem diversos tipos de seguros e todos eles oferecem formas de blindar as escolas por meio de ativos de garantia. Dentre os tipos de seguros, destacam-se: plano de saúde e/ou odontológico em grupo; seguro de responsabilidade civil escolar; seguro de garantia judicial; seguro educacional/prestamista; seguro de vida em grupo; seguro patrimonial ou predial; seguro para frota de veículos; e investimento de previdência em grupo. Raphaela Lupio, mestre em Educação (PUC-PR) e Gestora de Riscos com especialidade em instituições de ensino, nos conta que os tipos mais comercializados para as escolas são: seguro educacional/prestamista (blinda o responsável financeiro do aluno na instituição de ensino) e seguro escolar (blinda alunos, professores e demais colaboradores contra acidentes). Nesse momento de pandemia que atravessamos, o Seguro Prestamista ou Educacional “pode ajudar a Instituição a blindar seu caixa, evitando perda de receita. Afinal,

imprevisto acontecem, não temos como gestar todos. Os responsáveis financeiros dos alunos estão sujeitos a qualquer intempérie que possa afetar, diretamente, o pagamento de mensalidades”, diz Raphaela. Já o Seguro Escolar “é muito recomendado principalmente pela cobertura de DMHO (Despesas Médico-Hospitalares e Odontológicas por Acidente), pois é o que mais acontece nas escolas. Um piso molhado, uma brincadeira no pátio, uma partida de futebol... qualquer uma dessas situações pode gerar um acidente! O Seguro Escolar tem a função de oferecer o melhor atendimento e tratamento, se necessário, à criança, jovem ou funcionário, eximindo a Instituição de Ensino de qualquer omissão de socorro, e, consequentemente, de qualquer acionamento na esfera jurídica”, explica a gestora. Para os/as diretores/as escolares que pretendem contratar seguros, Raphaela destaca: “indico a contratação de Corretoras de Seguros especialistas em instituições de ensino”. Para ela, a escola é um espaço vivo, repleto de possibilidades, experiências e descobertas para as crianças e os jovens. Nesse sentido, “ser atendido por quem viveu e conhece esse espaço de forma profunda, é um grande diferencial e um indicador de segurança. Gestar Riscos em espaços desconhecidos é muito complexo, agora Gestar Riscos em espaços conhecidos, explorados e vividos, faz diferença na hora da projeção do estudo e da proposição dos seguros e coberturas”, completa Raphaela. (RP)

SAIBA MAIS RAPHAELA LUPION raphagubert@gmail.com

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TIPOS DE SEGUROS EDUCACIONAIS


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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, LIXEIRAS, PRODUTOS DE LIMPEZA, TAPETES, TOTENS DE ÁLCOOL, VENTIL ADORES), COMUNICAÇÃO VISUAL, CONTABILIDADE


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MÓVEIS, PROTETORES DE COLUNA

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32 PL AYGROUNDS


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PL AYGROUNDS

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GRAMA SINTÉTICA, PAPEL DE PAREDE, PERSIANAS, PISOS, SERRALHERIA, TOLDOS E COBERTURAS


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