Edição nº 161 A Revista do Gestor Escolar
ano 16 | Setembro 2020 www.direcionalescolas.com.br
Direcional Escolas - Setembro 2020
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Nesta Edição: 08 10
16 Coluna - Christian Coelho
Coluna - Eduardo Shinyashiki O estudo da epigenética e a educação
Rematrículas 2021
18 Coluna - Cristine Soares
Conversa com o Gestor Quais serão as contribuições do ensino híbrido para a educação em um contexto pós-pandemia?
O ensino híbrido para além da pandemia
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26 Coluna - Elisabete da Cruz
Dica: Móveis Novas dinâmicas mobiliárias
O futuro é logo ali...
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Coluna - Leo Fraiman
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Sua escola está comprometida com a superação e o equilíbrio emocional? - Nós somos a luz no fim do túnel -
Dica: Acessibilidade Arquitetura acessível
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Editorial Qual é o limite entre o ambiente físico e o digital?
Sob o olhar educacional, a perspectiva ininterrupta de conexão vivenciada por jovens e adolescentes no cenário atual, apresenta uma reflexão notória em todos os campos de uma instituição escolar: como transformar a tecnologia em uma grande aliada do processo educacional. E, em um contexto pós-pandemia, qual será o limite entre o espaço físico escolar e o ambiente digital? Assim, as transformações propostas pela tecnologia modificam as estruturas das metodologias pedagógicas tradicionais. As aulas expositivas no quadro negro perdem espaço e, em seu lugar, despontam características dinâmicas e (re)arranjos para as salas de aula. Nessa composição, localizamos o modelo de metodologia ativa – nele, o estudante é colocado como o protagonista no processo de aprendizado. Um dos destaques dessa metodologia é o ensino híbrido. Incentivando o protagonismo e a autonomia dos estudantes, a personalização da aprendizagem, a construção de um ritmo de estudos, e possibilidades para explorar conteúdos em diversas ferramentas e formatos, essa metodologia ativa de ensino evoca uma característica urgente: (re)estruturar os
modelos educacionais à luz das necessidades contemporâneas. E, de certa forma, o hibridismo na educação pode ser uma das chaves para a compreensão dessas mudanças. Dessa forma, com o intuito de reunir um amplo leque de desdobramentos sobre essa temática, consultamos algumas fontes com o intuito de responder a pergunta: Quais serão as contribuições do ensino híbrido para a educação em um contexto pós-pandemia? Em uma tentativa de estabelecer um panorama com diversas opiniões, trazemos nesta edição falas de especialistas, pesquisadores, professores, coordenadores, diretoras/es e empresários do setor, para conhecermos diversas perspectivas sobre essa temática para um momento educacional pós-pandemia.
A escola tem demonstrado um espaço de verdadeira (r)evolução. Os novos modelos, que aparecem como outras possibilidades de ensino-aprendizagem, promovem uma relação dinâmica, atribuindo aos estudantes (e também aos docentes) um sentido mais denso – tanto com a aprendizagem como seus possíveis desdobramentos.
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
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A tecnologia está em tudo – e também em todos os lugares. Se, nos últimos anos, sobretudo na última década, as ferramentas digitais ganharam uma força expressiva em nosso cotidiano, durante a pandemia do novo coronavírus vimos uma explosão digital. Deslocando a vida física para um ambiente totalmente remoto, a pandemia da Covid-19 nos fez refletir sobre muitos desdobramentos, com o intuito de (re)pensar práticas, formas e relações estabelecidas entre ensino e aprendizagem.
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores
A Revista do Gestor Escolar
Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
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Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO
foto cedida pelo colunista
REMATRÍCULAS 2021
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preparação para as rematrículas começou no primeiro mês de pandemia. As escolas que fizeram um bom trabalho ao longo deste período, isto é, mostraram serviço e conseguiram engajar as famílias, terão sua fidelização maior; e as que conseguirem colocar as estratégias corretas de rematrículas e matrículas novas em prática, terão os melhores resultados.
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As indefinições do mercado educacional quanto à data da liberação das aulas presenciais, a quantidade de pais que irão retornar, como a escola irá se comportar com os protocolos sanitários e as discussões sobre o ensino híbrido, são os assuntos da atualidade. Apesar dessas questões influenciarem o seu resultado, a rematrícula está relacionada ao período pós-pandemia. Este contexto deverá estar claro na mente dos colaboradores e das famílias. No início do próximo ano, a prestação dos serviços estará normalizada e os alunos em aula. Independente do retorno das aulas presenciais, todas as rematrículas deverão ser on-line. Segundo os protocolos de segurança, a escola precisa evitar ao máximo a entrada de pessoas em suas instalações, com exceção dos colabo-
radores e alunos, para não correr riscos desnecessários. A pandemia incluiu a maioria das pessoas no mundo digital, porém as famílias das escolas de ensino básico não estão habituadas com rematrículas feitas pela internet. Nos últimos anos, o crescimento das rematrículas on-line foi muito modesto: em 2019, apenas 9% das escolas utilizaram esta modalidade, sendo que a sua maioria também conta com a opção de pagamento presencial.
retorno das aulas, mesmo que estas sejam semipresenciais. Por outro lado, não deve ser iniciada muito próximo do final do ano, para não coincidir com o período de captação de clientes que, provavelmente, será mais predatório que os outros anos. O processo pode ser realizado por uma ou mais pessoas, envolvendo as áreas administrativa e financeira para gerenciar os softwares e os resultados da rematrícula; a área de atendimento para auxiliar nas dúvidas e, posteriormente, na cobrança da sua efetivação.
Toda mudança e inovação exige um grau de aprendizagem significativo. Para que as rematrículas on-line não se tornem um entrave, será necessário um foco especial no treinamento dos colaboradores, dos pais/ responsáveis, na gestão dos processos e na comunicação. Um fator relevante para o sucesso da rematrícula é lançá-la no tempo certo. Quanto mais inseguras estiverem as famílias, maior será o risco de perder o momento ideal e não chamar a atenção suficiente para que os pais se estimulem a pensar no ano seguinte e efetuar a matrícula. Por esse motivo, é melhor lançá-la, no mínimo, duas ou três semanas após o
O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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O ENSINO HÍBRIDO PARA ALÉM DA PANDEMIA
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ngana-se quem pensa que o ensino híbrido limita-se a transferir as aulas presenciais para o ambiente virtual, especialmente como uma alternativa para o contexto da pandemia do coronavírus e do retorno parcial das aulas presenciais. Essa modalidade de ensino permite, dentre outras possibilidades: Personalização da aprendizagem; Autonomia do estudante; Gestão de tempo e de conteúdo; Exploração de diferentes espaços de aprendizagem; Adequação ao ritmo de cada aluno; Ampliação da visão de mundo; Otimização do tempo em sala de aula; O momento desafiador que estamos vivendo é uma grande oportunidade para conhecer novas ferramentas e novas formas de fazer educação, afinal, essa pandemia será um divisor de águas – é certo que teremos um mundo diferente daqui para frente, em todos os segmentos da sociedade.
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Ensino híbrido é a mescla do presencial e do on-line, mas com objetivos distintos para cada ambiente. Através da internet, o estudante é estimulado a pesquisar, buscar dados em fontes variadas, ampliar seu olhar investigativo e aprofundar conhecimentos de acordo com seu interesse e necessidade. Diferente do ensino analógico, focado em textos e imagens estáticas no material físico, o ensino híbrido possibilita que o estudante tenha acesso a inúmeras ferramentas de pesquisa, assista a
vídeos, reportagens, documentários, visite museus, acompanhe entrevistas, videoaulas, e tudo isso a seu tempo, respeitando seu ritmo, com a autonomia de controlar, inclusive, a velocidade dos estudos.
momento em que ocorre. Isso gera um dinamismo para suas vidas, que precisamos acompanhar, senão a escola não fará sentido para essa geração conectada e articulada.
Isso garante a personalização da jornada pedagógica de cada estudante, além da contextualização da aprendizagem com informações atuais, fazendo um paralelo com o conteúdo proposto no currículo.
Parte da aula acontece em sala, no ambiente físico da escola. Outra parte acontece no ambiente virtual (dentro ou fora da escola). E um terceiro momento da aula é realizado fora da escola, seja para estudo, exercícios, observações, entrevistas, voltado para consumo ou produção de conteúdo.
As aulas presenciais são focadas nas interações, no compartilhamento de informações, nas experiências, no levantamento de hipóteses e nas problematizações, que sugerem maior engajamento das crianças e dos jovens. Essa dinâmica otimiza o tempo dentro da escola, voltado para a socialização.
Esse é o real propósito do ensino híbrido: oferecer aos estudantes a oportunidade de aprender de formas diferentes, explorando novos espaços e promovendo o protagonismo e a autonomia desses sujeitos em formação.
A partir daí, é possível fomentar o trabalho com demais abordagens em metodologias ativas, como a sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas, o design thinking, os estudos de caso, entre outros. O ponto principal é a aprendizagem centrada no estudante e, assim, o professor torna-se um facilitador, mediando os caminhos em direção ao conhecimento por meio de perguntas, provocações, reflexões, promovendo debates e possibilitando a construção de saberes que vão além do conteúdo formal. Um dos grandes benefícios que a internet nos trouxe foi a democratização da informação. Hoje, os estudantes acessam dados e conteúdos de maneira instantânea, sabem o que está acontecendo no mundo praticamente no
Acredito que o processo que estamos vivenciando está sendo um despertar, e que, em breve, o equilíbrio entre esses dois mundos – físico e digital – será naturalmente encontrado.
A Colunista CRISTINE SOARES Mestre em Educação (Currículo Inovador) pela PUC/SP, especializada em neuroaprendizagem e psicopedagogia pelo Instituto Saber. Graduada em Pedagogia pela PUC/SP e CEO da VIVA Metodologia Ativa. Diretora Pedagógica há 16 anos em colégio inovador, reconhecido pelo MEC pela Inovação e Criatividade na Educação Básica, sendo referência no Brasil. Um projeto de sua autoria foi apresentado no congresso RIDEF - Suécia - julho/2018. Autora de material didático voltado para Metodologias Ativas, palestrante sobre Metodologias Ativas e Ensino Inovador, e formadora de profissionais da área da educação.
foto cedida pela colunista
COLUNA / CRISTINE SOARES
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COLUNA / ELISABETE DA CRUZ
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e sinto privilegiada por meu trabalho; ao longo destes 20 anos, me permiti fazer parte da educação de milhares de crianças e jovens. É por eles que busco meu aprimoramento diário. - por eles que busco estratégias e recursos para transformar o aprendizado em um verdadeira aventura recheada de experimentações. Quando transformo um roteiro pedagógico ou uma mostra cultural em uma experiência enriquecedora, a pergunta que me faço é sempre a mesma: para quê? O que desejo que eles realmente aprendam? O que, de fato, espero que eles sintam com aquele momento? Que mensagem levarão para o resto de suas vidas em apenas um dia? A proximidade diária com eles, me enriquece, me preenche de novas e novas ideias, me inquieta e, principalmente, me faz querer ser um ser humano melhor, porque enxergo suas inquietações e dúvidas sobre o que nos reserva este tão esperado futuro. Mas, de repente, tudo mudou.
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Os pequenos, mesmo em meio a tantas mudanças, em sua maioria, estão amparados pela família, por sites e blogs recheados de “receitas” de atividades para enriquecer seu universo e estimular sua criatividade. Os adultos, por sua vez, compreendem a necessidade de estarem em equilíbrio; buscam apoio psicológico, terapias alternativas, novos cursos, novas estratégias e outras formas de se manterem em condições favoráveis de continuar suas vidas, mantendo seus empregos ou negócios a salvo.
foto cedida pelo colunista
O FUTURO É LOGO ALI…
tão lidando com todas as frustrações? Oferecemos a eles alternativas literárias, abrimos espaços para diálogos ou continuamos seguindo nossos planos de aula para completarmos a “apostila” dentro do prazo estipulado?
Se as mudanças estão cada vez mais velozes, como podemos acompanhá-las?
Eu poderia ficar aqui, acrescentando inúmeras e inúmeras questões que estão pairando nas cabeças dos nossos jovens, e posso garantir que dezenas de artigos seriam impossíveis de preencher o vazio que neste momento estão sentindo.
Se todas estas transformações que estão ocorrendo no mundo nos fará mudar de rumo, como encontro este novo caminho?
Um coisa é fato: o ano de 2020 será marcado por diferentes aprendizados. Falharemos na matemática? Talvez, mas com certeza aprenderemos a multiplicar nossa resiliência, a enxergar a economia e sua influência na vida de todos, ricos e pobres. Não atingiremos os conteúdos de língua portuguesa? Talvez, mas treinaremos nossa leitura do outro, as entrelinhas entre um post pedindo socorro e um desabafo do amigo no WhatsApp. Aprenderemos a verdadeira linguagem que mostra a nudez do indivíduo, frágil e sem maquiagens, solitário e ao mesmo tempo cercado por seguidores. Nossa geografia ficará pequena, porque entenderemos que fazemos parte de um mundo global, humano, que precisa de cidadãos conscientes e com visão amplificada que enxergue que não importa nossa raça ou localização no mapa porque, definitivamente, fazemos parte de uma única engrenagem.
Mas enxergo ai um gap, que precisa de nossa total atenção, nossos jovens adolescentes.
Perderemos a aula de história, mas entraremos para a história alheia, por termos resistido, superado, e aprendido tantas e tantas coisas que ainda não estavam escritas e nem possuíam manuais.
Conseguimos ouvir suas angústias? Seus medos? Suas incertezas? Como es-
Então, se o futuro é realmente algo totalmente incerto, como nos preparamos para ele?
Se temos a necessidade de ver as coisas por outros ângulos, como redirecionar o nosso olhar?
É... realmente a adolescência não é fácil, né? Vem aí um novo vestibular, a escolha profissional, o término de um ciclo e a abertura de um novo, que ainda nem sabemos como será. Te proponho a trazer para os seus alunos, uma pitada de humor, estratégias lúdicas que possam abordar estas questões de maneira leve sem perder a seriedade do assunto. Algo inusitado, dinâmico, que acompanhe sua linguagem e que os oriente nesta trajetória, que os auxilie a encontrar o equilíbrio. Seja você este instrumento de transformação, segure em suas mãos e levem a estes jovens a esperança de que tempos melhores virão. Afinal, o futuro é logo ali…
A Colunista É pedagoga com especialização em Educação Transdisciplinar, autora de literatura infantil e infantojuvenil. Lecionou em diversos colégios particulares e em programas da rede pública. Fundadora da Eloin Educação pela Experimentação, que desenvolve consultoria pedagógica para escolas de todo o Brasil e idealizadora do Projeto Expedição Literária, de incentivo a leitura e escrita. Seu trabalho consiste em auxiliar as instituições a desenvolver um fio condutor na elaboração de seus projetos unindo a literatura, o estudo do meio e a experimentação como elemento disparador para o desenvolvimento do protagonismo de crianças e adolescentes.
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COLUNA / LEO FRAIMAN SUPERAÇÃO E O EQUILÍBRIO EMOCIONAL? NÓS SOMOS A LUZ NO FIM DO TÚNEL
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esses tempos em que a vida parece veloz demais, é muito fácil nos sentirmos angustiados e perdidos por não darmos conta de tantas coisas. Vivemos um tempo em que há um imperativo para sermos felizes a todo tempo, e, pior, para fazermos as crianças e os jovens felizes a toda hora. Isso tem gerado muita angústia, especialmente no ambiente escolar, que demanda trabalho, que precisa de empenho. Professores e professoras de todo o país estão se desdobrando, se reinventando e fazendo o que podem para oferecer algum senso de continuidade em suas aulas, mas nem sempre os pais e as mães conseguem evitar a armadilha da vitimização em relação aos seus filhos. Não há como educar sem esforço e isso precisa ser melhor trabalhado junto às famílias. Se os pais e as mães aproveitarem este momento para cultivar o hábito de dividir as tarefas do lar entre os filhos e as filhas, se eles conseguirem manter alguma serenidade e sabedoria orientando os filhos a seguirem uma agenda para suas atividades, se os adultos da casa tomarem a frente e exigirem que seus filhos se dediquem a superar suas dificuldades com seus próprios recursos, perguntando aos professores quando não entenderem algo, marcando uma conversa com as professoras quando precisarem de ajuda com um trabalho escolar e não fazendo as atividades, pesquisas e lições por eles, poderemos crescer com toda esta situação atual. Mas, se pais e mães adotarem uma postura de superproteção, assistindo aulas junto com os filhos, tentando conseguir privilégios para eles ou aceitando passivamente que eles assistam as aulas de pijama ou com a webcam desligada, o que poderemos ver é um retrocesso no amadurecimento geral de nossas crianças e adolescentes.
Hoje, além do perigo iminente da morte ou de perda de algum familiar, há o medo do desemprego, da fome e da violência que uma desordem social pode provocar. Tudo isso nos atormenta, nos desestabiliza, nos ameaça a saúde mental e nos tira do eixo. É fácil entender porque um pai ou uma mãe se projeta no filho, na vida que se desvela diante de si. É compreensível. Mas não é sábio. Porém, cabe à escola orientar este processo, educando também as famílias, indicando a elas os caminhos práticos para conquistar a superação e manter algum senso de equilíbrio emocional. Em nosso Guia de acolhimento (Editora FTD) indicamos ações práticas, que podem ser adotadas pelas instituições de ensino para que todos possam buscar a melhor versão de si mesmos. Não nos faltam recursos para que se consiga um salto de qualidade na construção de uma atitude mais proativa de todos os agentes envolvidos no contexto escolar. A pandemia é uma condição, mas não necessariamente uma condenação. Se o gestor escolar imprimir esforços para que sua comunidade se acolha mutuamente, orientando os caminhos para que cada parte envolvida – famílias, educadores, alunos e todos os demais profissionais da escola façam sua parte – poderemos sair desta situação com crescimento e sanidade. Presencialmente ou à distância podem ser usados livros, podcasts, rodas de conversa, simulação de troca de papeis, enfim, os mais variados recursos. O mais importante é o desejo e o compromisso de fazer algo a respeito. Este é um bom tempo para se criar uma cultura voltada ao desenvolvimento das competências socioemocionais. Atualmente, fica bem clara a importância de se trabalhar a empatia, a confiança, o autoconhecimento, a autonomia, a motivação, o
trabalho em equipe. Sem tudo isso e, em especial, sem que sejam trabalhados os projetos de vida, é evidente um perigo de que nossos alunos e alunas não vejam a luz no fim do túnel e adoeçam de depressão, ansiedade e outros acometimentos graves. Sem que se cultive o desejo pela vida, o gosto pelos sonhos e o nosso protagonismo diante dos nossos projetos vitais, tudo o mais pode parecer sem sentido. Viktor Frankl, criador da Logoterapia, nos ensina que nos momentos mais cruciais da vida importa menos o que queremos da vida e sim o que a vida quer de nós. Com tanta tecnologia à disposição, chegamos, enfim, à percepção de que o fator humano ainda é o que nos permite sair da reatividade, não temer o futuro e sim tomá-lo nas mãos e construir o futuro que queremos. Nós somos a luz no fim do túnel. E você? O que tem feito para envolver as famílias que atende em sua escola?
O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 200.000 alunos em todo o Brasil. Autor do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD e também do novo lançamento “Superação e Equilíbrio emocional: 35 caminhos para enfrentar os novos tempos”, pela Editora Gutenberg. Nele, Leo Fraiman apresenta caminhos e relatos inspirados em histórias reais que nos ajudam a (re)encontrar o equilíbrio emocional necessário para enfrentar os novos tempos, um convite à autoconsciência e a uma atitude gentil e generosa consigo mesmo, especialmente nos momentos delicados da vida. Site: www.leofraiman.com.br
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SUA ESCOLA ESTÁ COMPROMETIDA COM A
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COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI foto cedida pelo colunista
O ESTUDO DA EPIGENÉTICA E A EDUCAÇÃO
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tema das emoções é, com certeza, um dos assuntos mais amplos no contexto das Ciências Humanas. E o reconhecimento da importância das emoções nos desenvolvimentos cognitivo, cultural, afetivo e motivacional do ser humano é comprovado, além de influenciar todos os relacionamentos humanos. Por isso, conhecer as próprias emoções significa poder lidar melhor consigo e com os outros.
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Conhecer a si mesmo significa ter mais possibilidades de entender seus talentos, aptidões e cumprir assim o seu propósito, utilizando as próprias potencialidades e ocupando o próprio espaço no mundo. E o papel do Educador tem uma função essencial nesse processo, pois ele sabe que os alunos não só “pensam”, mas “sentem”. Confirmando essa ideia, é interessante acompanharmos a pesquisa da Epigenética: “Epi” significa “além de”, então a palavra em sua totalidade significa “além da genética” – e é uma área da biologia. Em 1942, Conrad Waddington cunhou o termo “Epigenética” para descrever a ideia de que a experiência de uma pessoa pode fazer com que seus genes se comportem – ou “se expressem” – de forma diferente. Ele falava de “paisagem epigenética” e usava uma metáfora de uma pilha de pedras que, se empurradas de uma montanha, podem chegar ao fundo percorrendo trajetos diferentes, e por vezes imprevisíveis, dependendo do terreno que encontram. Outro pesquisador e biólogo alemão,
Thomas Jenuwein, usou uma outra metáfora para, de forma simples, explicar a diferença entre genética e epigenética, colocando a diferença entre escrever um livro e ler um livro. O texto escrito, uma vez estampado, é sempre igual, seria o DNA, enquanto a leitura dele por parte das pessoas, gera interpretações, percepções, ideias e emoções diferentes. Os genes não definem o nosso destino, mas as influências do ambiente, do tipo de experiências, do estresse e das emoções influenciam a sua expressão. A epigenética estuda a mudança na maneira como um gene é “ligado” ou “desligado” por determinados fatores internos ou externos. Todas as nossas células contêm exatamente o mesmo código genético, mas a maneira como ele é “expressado” pode variar. Isso reforça o quanto é importante compreender que o ambiente – interno e externo – por meio da educação, do autoconhecimento das emoções, da qualidade dos pensamentos, do aprendizado, das influências socioambientais, das experiências e até da alimentação, influencia na nossa evolução. Podemos entender, então, porquê as descobertas e as pesquisas da epigenética são tão importantes no contexto da educação e da didática. Especificamente nos processos de aprendizagem e memória são envolvidas mudanças epigenéticas cruciais. Um cérebro corretamente estimulado desenvolve uma rede de conexões dendríticas muito ricas e harmônicas. Nosso comportamento, nossas ações, nossos pensamentos, emoções e reações aos eventos e si-
tuações se repercutem diretamente nessas conexões dendríticas. A qualidade do ambiente em geral favorece o enriquecimento destas conexões e, nesse propósito, a escola e a educação têm um papel direto e muito importante na criação de condições de aprendizado mais harmônicas, onde a atenção às emoções envolvidas nas experiências se torna essencial para o equilibrado desenvolvimento dos nossos jovens. As emoções se tornam então um recurso para compreender, orientar e, de repente, transformar e redirecionar a própria vida no presente, para dar uma nova forma no futuro. Embora tenhamos os mesmos traços que nos caracterizam como espécie, atravessando o mesmo caminho evolutivo, não perdemos nossa singularidade e a nossa história pessoal, que torna cada ser humano único e inimitável.
O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI Palestrante internacional, consultor, escritor e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki. Neuropsicólogo e Mestre em Liderança Educadora, é referência em desenvolvimento das Competências Socioemocionais, de Liderança e da Performance Humana. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br
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CONVERSA COM O GESTOR QUAIS SERÃO AS CONTRIBUIÇÕES DO ENSINO HÍBRIDO PARA A EDUCAÇÃO EM UM CONTEXTO PÓS-PANDEMIA? Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
No terreno das múltiplas incertezas causadas pelo coronavírus, especialmente na área educacional, refletimos – diante de algumas possibilidades de retorno ao ensino presencial – quais serão as estratégias de ensino e aprendizagem que docentes e estudantes trabalharão diante do “novo normal”. Alguns pesquisadores acreditam que a fusão entre o aprendizado presencial e o virtual, proposto no ensino híbrido, poderá, em um contexto póspandemia, ganhar (cada vez mais) força nas escolas
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ncentivando o protagonismo e a autonomia dos estudantes, a personalização da aprendizagem, a construção de um ritmo de estudos, e as possibilidades para explorar conteúdos em diversos ferramentas e formatos, as metodologias ativas de ensino evocam uma característica urgente: (re)estruturar os modelos educacionais à luz das necessidades contemporâneas. E, de certa forma, o hibridismo na educação pode ser uma das chaves para a compreensão dessas mudanças. Dessa forma, com o intuito de abarcar um amplo leque de desdobramentos sobre essa temática, consultamos algumas fontes e questionamos: Quais serão as contribuições do ensino híbrido para a educação em um contexto pós-pandemia? Em uma tentativa de estabelecer um panorama com diversas opiniões, trazemos neste especial falas de especialistas, pesquisadores, professores, coordenadores, diretoras/es e empresários do setor, para conhecer diversas perspectivas e expectativas para o campo educacional pós-pandemia.
Doron Sadka – Sócio-Diretor da Mais Autonomia Tecnologias Assistivas gunto como poderão ter um acompanhamento adequado de maneira remota. As escolas vão providenciar ferramentas inclusivas? Softwares que possibilitem a esse aluno cego, ou surdo, mudo, deficiente físico ter equidade com as demais crianças e adolescentes? Ou os pais terão que investir em mais esse meio para possibilitar o acesso de seus filhos? Como ficará o acesso a livros e aos professores? E como vão tirar dúvida? A meu ver, esse é o momento ideal para promovermos mudanças profundas e que incluam, de uma vez por todas, crianças com todas as dificuldades. Isso, seria a inclusão e a acessibilidade verdadeiras e homogêneas.”
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DESAFIO E ACESSIBILIDADE “A pandemia da COVID-19 acelerou em alguns anos, possivelmente, a possibilidade de os alunos do Brasil e do mundo passarem a usar a tecnologia a favor de seus estudos. No entanto, enquanto empresário do ramo de tecnologias assistivas e preocupado com a inclusão dos deficientes em qualquer contexto, seja o da Educação presencial quanto da remota, acredito que ainda há muito a se fazer quanto à acessibilidade. Se estar presencialmente em uma escola (quiçá ser aceito por boa parte delas) já é um desafio para os deficientes, me per-
Sandro Caldeira – Professor e pesquisador da neurociência da Educação. “Com a pandemia da Covid-19, o mundo precisou se adaptar à nova realidade. E é claro que essas mudanças trouxeram novas abor-
dagens pedagógicas via uso de tecnologias. Implementada como alternativa às salas de aula fechadas, essa via tecnológica conferiu inovação educacional. Entretanto, de outro lado, mostrou uma triste realidade, as diferenças sociais gritantes, que repercutem no acesso à educação de qualidade, tornando-a uma visão distante no Brasil. Em virtude desses elementos, mostra-se de fundamental importância, a atuação do poder público e de organizações da sociedade civil no combate a essa distorção socioeducacional. Entretanto, podemos afirmar que necessidade de mudanças trazidas pela pandemia está impulsionando o surgimento de uma nova geração de educadores e aprendizes, mais conectados e conscientes sobre a necessidade de utilização dessas novas ferramentas para incremento da educação, vencendo as barreiras de um pais desigual, para fazer emergir cidadãos capazes de fazerem a diferença nesse país.” SOLUÇÃO METODOLÓGICA “O ensino híbrido é uma abordagem que já estava inserida no rol de metodologias ativas por meio do ‘Blended Learning’ e da ‘Sala de Aula Invertida’. Muitas escolas já estavam passando por um processo de inovação por se tratar de uma tendência mercadológica. Com a chegada da pandemia, o que era apenas uma tendência, tornou-se necessidade, obrigando o corpo pedagógico a buscar soluções tecnológicas para a realização de aulas on-line que atendessem a uma demanda de instrução diferenciada, coleta e análise de dados e, além disso, desenvolver um trabalho socioemocional / growth mindset. Dentre as plataformas já existentes no mercado, destaco a chegada no Brasil do Go Formative, Imagine Learning
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20 e Thinking Maps como plataformas modernas que atendem a todas essas demandas. Vale a pena conferir!”
Marcelo Marcondes – Head of Educational Technology IEG_Brazil “Neste momento, em Belo Horizonte, ainda não estamos vivendo o ensino híbrido, mas sim o virtual, pois as aulas presenciais ainda não voltaram. Mas já conseguimos vislumbrar que o pós-normal será a junção dos dois. Um contribuindo para o outro. E mais do que nunca, nestes tempos de isolamento social, a tecnologia mostrou que de forma consciente ela poderia contribuir muito para o ensino. Se havia algum tipo de resistência pelas instituições ou pelos professores, a pandemia veio para deixar nossos medos pela tecnologia de lado. E mostrar que usuários e educadores se apoiaram na tecnologia como uma ferramenta que possibilita uma sustentável contribuição para a educação, se bem utilizada. Não podemos esquecer de que a tecnologia também pode escravizar, ou seja, nos tornarmos dependentes dela. É ter o ponto e o contraponto. Na educação, nada substitui a interação, o olho no olho, o vínculo afetivo, por isso a importância do híbrido.”
comunidade com acesso à internet, celulares e computadores tiveram mais facilidade, e a adaptação aconteceu mais no sentido de entender as aulas no formato 100% remoto. No entanto, temos também escolas, professores e famílias que tiveram que se reinventar para que a aprendizagem acontecesse: acesso à rádios locais, WhatsApp dos pais, empréstimos de celular, horários combinados com a família para que todos pudessem acessar Wi-Fi/equipamentos da casa etc. O que podemos perceber de mudança positiva é que a nova realidade abre uma porta para o uso das plataformas digitais, agora como possibilitadora de mediação. O que antes podia ser um desafio ou obstáculo, agora virou possibilidade. E o que percebemos são alunos e professores com seus níveis de letramento digital mais avançados e entendendo que esse é um caminho facilitador, importante e, nesse momento, fundamental. O que antes da pandemia poderia ser ainda estudo e teoria, passa a ser necessidade e prática diária. O desafio e aprendizado que fica é que é preciso investir em formação continuada de professores e uso das tecnologias digitais a serviço do ensino e da aprendizagem.”
Letícia Reina – Diretora Pedagógica da Árvore
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ADAPTAÇÕES E NOVAS ROTINAS
Cléa Prado – Diretora do Colégio Arnaldo Unidade Anchieta (MG) “A pandemia trouxe mudanças nas relações de ensino e aprendizagem de forma muito rápida e, em muitos casos, sem o preparo adequado de professores, alunos, famílias e gestores. De uma hora para outra, a escola presencial virou 100% remota. Algumas escolas, que já tinham suas plataformas on-line e professores mais versados em tecnologias, com uma
“O momento exige de alunos e professores a adaptabilidade para lidar com as novidades que, em muitos casos, já estavam ao nosso alcance, mas, somente agora foram aderidas em massa. Controlar seu local, tempo e ritmo de estudos. Estudar à distância. Usar, quando é possível, recursos virtuais. Além de flexibilizar as interações e a supervisão de professores através de acesso remoto. Tudo isso possibilita que os estudantes personalizem os recursos disponíveis para a aprendizagem de acordo com suas reais necessidades e singularidades. Sem dúvidas, neste período de isolamento, percebemos o quanto a sala de aula e a presença física do professor são importantes. Porém, também se tornou notável que os caminhos para o conhecimento não se limitam neles. A porta para uma aprendizagem que ocorre de
diversas maneiras foi aberta. E acredito que após a pandemia, mesmo que seja de maneira complementar, ela não será mais fechada.”
Cássio Luige – Historiador e Professor de Pré-Vestibulares em Belo Horizonte (MG) “Com a adoção de tecnologias corretas, é possível oferecer ferramentas para que o professor que está em sala de aula, entregue uma mensagem única tanto para os alunos presenciais como para os que estão em casa. Hoje temos tecnologias que ajudam neste processo com a câmera que acompanha o movimento do professor (“presenter mode”). Para o professor, é importante se movimentar livremente enquanto fala de um determinado assunto ou enquanto escreve no quadro branco, assim como é necessário que, embora esteja utilizando máscara, possa ser ouvido com clareza pelos alunos que estão tanto presencialmente como remotamente. Por isso, a qualidade de áudio de uma solução de videoconferência é primordial. O enquadramento automático dos movimentos do professor é apenas uma das funcionalidades que podemos incluir no dia a dia da videoaula e interação entre professor-aluno, que neste momento acaba se tornando ainda mais imprescindível com o intuito de oferecer ao mestre e aos seus alunos uma experiência espontânea de ensino. O ensino híbrido permite aos alunos prosseguirem com seu processo de aprendizado, combinando conteúdos ministrados em uma plataforma digital às aulas interativas mantendo a qualidade do ensino/ aprendizado, visando uma relação de ganhos mútuos entre a escola e seus alunos.”
Paulo Sierra – Gestor da Poly Brasil
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Cleia Andretta Farinhas – Especialista em Gestão Escolar e Gerente Pedagógica do Sistema Positivo de Ensino “Ao integrar a Educação à tecnologia, o ensino híbrido captura naturalmente o interesse de meninos e meninas que hoje frequentam nossas escolas – todos, sem exceção, nativos digitais – fazendo match com o modelo mental dos estudantes, em grande parte influenciado pela linguagem e rotina massivamente digital, seja no lazer, na comunicação, nas formas de interagir com as pessoas, com a informação e o conhecimento. No retorno pós-pandemia o ensino híbrido certamente passará de tendência à prática indispensável e obrigatória na rotina mista da escola que, tendo de adaptar-se a protocolos de distanciamento social que a obrigarão a alternar e escalonar a frequência presencial dos alunos em sala, avançará para o desafio da personalização do ensino, reconhecendo diferentes formas de aprender e, portanto, para ser efetivo, priorizando ensinar na mescla de mídias presenciais e digitais, adequando o ensino ao padrão individual de aprendizagem dos alunos e não o contrário.”
e processos de aprendizado muito mais fluidos e multicanais; é a geração que aprende tanto na sala de aula quanto em vídeos no Youtube. Porém, essa fluidez pode tornar essa geração também dispersa e desconexa em meio a tantos estímulos. Por isso, durante a pandemia, eu e minha equipe desenvolvemos a Wakke Class, uma sala de aula digital pensada para o ensino híbrido pós-pandemia: levamos o engajamento, a rotina e o comprometimento das salas de aula presenciais para o mundo digital e usamos estímulos que conversam com o público do ensino básico como principal foco de aprendizado. É importante trabalhar prazos definidos e disciplina com esses alunos e, por outro lado, também é primordial que eles tenham acesso fácil e contato permanente com professores, coordenadores e outros alunos. Acreditamos que um bom caminho é usar os melhores recursos do on-line e do off-line para uma educação que converse com seus educandos.”
Helen Cristina Batista Almeida – Assessora Pedagógica do Colégio Marista Araçagy (MA) TECNOLOGIA E ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS
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Cláudia Coelho Fuzer – CEO Wakke/ Escolaweb e idealizadora da sala de aula digital Wakke Class “A pandemia e o isolamento social se estabeleceram como urgentes neste ano em um cenário no qual a educação híbrida de excelência já se fazia necessária. Em 2020, e até mesmo antes deste ano, pensar no ensino como parte integrante do comportamento social que leva a revolução 5.0 era mais do que necessário. Afinal de contas, a tecnologia já é realidade e estamos educando já há alguns anos os nativos da internet; pessoas que já nasceram em contato com a tecnologia e que a percebem como parte do seu cotidiano. Esses alunos têm estímulos
“O hibridismo sempre aconteceu na educação, os professores já lançavam mão de diferentes estratégias que mescladas proporcionavam o alcance de objetivos de aprendizagem. O grande destaque atualmente deve-se à inserção da cultura digital de forma inevitável para conseguir superar os desafios que a pandemia trouxe. Sendo a cultura digital uma das competências gerais da BNCC na Educação Básica, o contexto pós-pandemia traz para a sala de aula possibilidades de desenvolvimento de habilidades extremamente necessárias para a educação do século XXI. O saldo do ensino híbrido, que fomenta a formação de professores para que se apropriem de recursos tecnológicos efetivos, que traz desafios aos alunos envolvendo o uso das tecnologias digitais em rede, certamente trará tanto para a sala de aula virtual quanto para a presencial uma nova perspectiva para a ação do aluno e do professor, elevando o protagonismo do aluno, aguçando sua autonomia e sua capacidade criativa.”
Marcos Paim – Diretor do programa STEM Brasil da ONG Educando “A adaptação da educação trará mudanças que devem permanecer após a solução da pandemia. Na minha opinião, a principal alteração ocorre nas pessoas, uma vez que as tecnologias usadas já estavam disponíveis e, no mundo corporativo, sendo usadas há bastante tempo. Os professores tiveram de se transformar e se adaptar rápido, assim como os alunos. Porém, creio que as mudanças definitivas nas ações de integração da tecnologia a favor da melhoria da aprendizagem serão capitaneadas pelos estudantes. Agora, eles já sabem como trabalhar remotamente, com diferentes programas de computador, realizar trabalhos em equipe e até mesmo configurar equipamentos. A necessidade fez com que eles aprendessem a resolver problemas para chegarem aos seus objetivos. Com todo esse aprendizado em um ritmo acelerado, longo e imposto por uma situação inesperada, os alunos possivelmente esperam do professor aquilo que somente ele pode dar: adicionar, ao que aprenderam, camadas de inspiração, desafios, e de encaminhamento para a preparação do futuro.”
Ronaldo Balsalobre – Coordenador da Assessoria Pedagógica do SAE Digital “A educação do novo milênio, após a pandemia, deverá estar permeada por estudos que envolverão a cultura a partir da metodologia de ensino híbrido, numa perspectiva de potencializar e alcançar cada vez mais nossos atores do processo educacional. Vale ressaltar que, após a pandemia, possivelmente haverá um maior hibridismo da educação presencial com o atendimento remoto, pois cada vez mais os professores e alunos estarão preparados para enfrentar esse distanciamento, tendo a possibi-
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24 lidade da não interrupção dos estudos. Dessa forma, a tecnologia assume um papel importante, ou seja, o ensino híbrido mantém a relevância da educação. Essa metodologia permite o aprendizado mais personalizado e mais dinâmico, bem como confere às famílias e professores a possibilidade de acompanhar o processo de aprendizado e engajamento do aluno. A partir dessas evidências, os educadores conseguem fazer intervenções mais rápidas.”
por meio do uso de plataformas – como Google Forms, Padlet, Socrative, Kahoot, Mentimenter, Mathific, entre outras – em situações em que os alunos sejam instigados a pesquisar, refletir e se posicionar frente a situações-problemas de forma crítica e colaborativa. É importante destacar que os recursos digitais, por si só, não determinam a qualidade das aulas, mas sim o propósito por trás da seleção e o modo como eles são utilizados. Ou seja, a tecnologia está a serviço do projeto pedagógico, é mais um meio para oportunizar situações ricas de descobertas, em um contexto de reflexão e colaboração. No período pós-pandemia, o ensino híbrido, com a alternância de períodos remotos e presenciais, será fundamental para a retomada gradativa da vida escolar, uma vez que as experiências educativas e as boas práticas pedagógicas adotadas no período de distanciamento social se mostraram efetivas no processo de aprendizagem dos alunos.”
Sheila Timóteo – Diretora do Grupo Educacional Faveni
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“Com a chegada inesperada do ‘novo normal’, nós, como educadores, tivemos que nos reinventar e inserir o nosso cotidiano da sala de aula, em aulas virtuais mediadas por professores, que não mediram esforços para que a educação não perdesse a essência dos trabalhos em grupo, do coleguismo, da grande diversidade de ideias que compartilhadas nos tornam eternos aprendizes. No mundo totalmente tecnológico em que vivemos, o ensino híbrido aproximou ferramentas virtuais e modernas da sala de aula, o que aumentou o interesse dos alunos, auxiliando no desenvolvimento da criatividade e potencializando o contato com diversas culturas, de maneira que as aulas se tornaram mais atrativas. No cenário pós-pandemia, poderemos (e devemos) continuar agregando esses recursos à educação dos nossos alunos.”
Renata Provetti Weffort Almeida – Coordenadora Pedagógica do Colégio Franciscano Pio XII (SP) “Com a pandemia, o desafio foi buscar, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a dissolução de fronteiras entre o espaço virtual e físico,
Marcelo Milani – Coordenador de Tecnologias Educacionais do Colégio Humboldt (SP) “O ensino híbrido amplia a possibilidade de propostas e estratégias didáticas, flexibiliza o tempo em virtude dos momentos de interação assíncrona que são propostas que respeitam e favorecem o desenvolvimento de cada estudante. Alunos que trabalham dentro desse modelo serão mais autônomos e mais organizados. O próprio modelo evoca essa necessidade. E ajuda a escola a identificar os alunos que tenham mais dificuldade nesse processo e permite que as orientações educacionais consigam apoiar e intervir nesse processo, melhorando o desenvolvimento do aluno também nesse sentido. Proporciona, também, a otimização dos momentos presenciais, ressignifica o conceito de aula, principalmente quando comparamos com os modelos tradicionais. Dessa forma, o momento de aula presencial passa a ser ressignificado. Isso estimula a interação entre os alunos, torna natural a utilização de novas tecnologias e aumenta o engajamento à medida que eles trabalham mais entre si e consigo mesmo e aumenta a oportunidade de aprender a aprender.”
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Imagem: Pixabay
DICA: MÓVEIS
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NOVAS DINÂMICAS MOBILIÁRIAS
organização, interna e externa de uma instituição de ensino, carrega, em si, um conjunto de características que devem ser observadas e integradas de acordo com normas técnicas, resoluções de segurança, sensação de bem-estar e acolhimento, bem como adaptações e funcionalidades que, de fato, auxiliem a todos e todas da comunidade escolar – alunos, docentes, funcionários e colaboradores – em um desempenho eficaz da rotina escolar.
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Essa organização, à qual me refiro, transita entre diversas áreas de uma escola, mas sobretudo há um elemento significativo que permeia as diversas salas teóricas, práticas e de estudo: a composição do mobiliário escolar. “O mobiliário tem o papel fundamental de entregar conforto, organização e permitir as novas práticas de ensino. Com um mobiliário mais adequado, o professor pode ensinar de forma mais fluida, aproveitando melhor os espaços e otimizar o tempo em sala de aula”, diz Marcelo Rodorigo, diretor de uma empresa especializada em móveis para o segmento educacional. De certa forma, nos últimos anos, em especial, a emergência de novas dinâmicas em sala de aula, a imersão em metodologias ativas, e as possíveis (re)modulações no campo do ensino-aprendizado destacam mudanças, também, em toda a estrutura mobiliária de uma escola. O mobiliário pode contribuir nesse sentido, conta Rodorigo, facilitando a movimentação com menor esforço e gerando menor ruído que interfira em outras salas de aulas. Para Ubirajara Ramos, empresário do setor, a maneira como organizamos a sala de aula revela a relação pedagógica estabelecida com os alunos: “os espaços devem ser pensados para os estudantes, visando a interação de
cada um deles com o ambiente e com os colegas, o mobiliário tem a função de trabalhar a favor do espaço pedagógico, trazendo um ambiente flexível e organizado”. Segundo o empresário, a transformação para uma sala de aula moderna traz flexibilidade e livre circulação no ambiente. “O aluno tem mais controle sobre seu aprendizado, podem se mover naturalmente pela sala de aula, interagem com seus colegas e professores, e prestam mais atenção ao que precisam aprender. A flexibilidade é o aspecto mais importante do mobiliário escolar e cada peça deve ter mais de um uso, alterando a configuração da sala de aula, para atender outras/novas necessidades”. DINÂMICAS MOBILIÁRIAS Com um olhar para a contemporaneidade e as demandas urgentes para uma educação ajustada ao século 21, a arquiteta e Head de Novos Negócios de uma empresa de designer, acredita que o mobiliário escolar, assim como o ambiente, é considerado o “Terceiro Professor”. “Como o termo sugere, ele influencia diretamente no aprendizado e serve como suporte nesse processo. O ambiente precisa se adequar ao tipo de atividade proposta pelo educador, portanto, a flexibilidade é uma característica essencial dos móveis. A autonomia do aluno e organização do ambiente são essenciais para o desenvolvimento da educação, tornando o mobiliário adequado um grande aliado nesses propósitos”, diz. Nesse sentido, em um movimento educacional contemporâneo, a autonomia e o protagonismo dos estudantes, assim como o acesso à informação em diversos tipos/formatos – tanto no ambiente presencial como no digital – esta-
belece, de certa maneira, alterações e configurações no próprio layout da sala de aula, por exemplo. “Conceitos como as metodologias ativas, a sala de aula invertida, todos esses pontos de vista pedagógicos, atualmente, requerem um ambiente escolar colaborativo, não tem mais aquela estrutura de sala de aula onde todos os alunos ficam voltados para o professor”, ressalta a arquiteta. Dessa forma, conta Sobral, a flexibilidade da mudança do layout da sala de aula pra diferentes tipos de atividades, altera a rotina, criando, assim, novas relações – tanto com o espaço como com os educadores. “A sala de aula precisa proporcionar várias possibilidades de configurações, diferentes maneiras de sentar e se agrupar são valorizadas. O professor pode explorar as diferentes tipologias de móveis para propor trabalhos individuais ou em grupo, situações de debates e pequenas apresentações. É um novo olhar para a forma de ensinar e aprender”. Para complementar essa ideia, Márcio Cardia, CEO da Escola Técnica Electra (RJ), a forma passiva de ensino, da estruturação de uma sala de aula, onde o aluno se posiciona um atrás do outro – e todos diante do educador – não permite um desenvolvimento mais aguçado e do próprio protagonismo do estudante pelo conhecimento.
CUIDADOS COM O “NOVO NORMAL”
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Acompanhamos, desde o primeiro semestre deste ano, as preocupações, incertezas e inseguranças com o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo. E, após um longo período de isolamento social e intensas modificações na área educacional – tanto administrativa e financeira, como no deslocamento de aulas físicas para o ambiente totalmente digital – algumas discussões emergem a respeito do retorno gradativo às aulas presenciais. E, para a retomada das atividades escolares no ambiente físico, é preciso ter alguns cuidados e atenções, já que a utilização do mobiliário é frequente entre os estudantes. Segundo a arquiteta Luciana Sobral, um movimento que já vinha ocorrendo e que vai se intensificar é a ocupação de espaços alternativos da escola para o aprendizado, tais como áreas externas, corredores, refeitório, espaços destinados a atividades esportivas – em especial, os locais ventilados, arejados e ao ar livre, com menor chance de proliferação do vírus. Outro fator de extrema importância é a higienização: “O móvel ideal deve ser, sobretudo, fácil de manter e limpar, além dos conceitos cruciais de ergonomia. Pesquisar qual o melhor produto para limpeza de cada tipo de acabamento deve ser, ainda mais agora, uma preocupação constante”, finaliza Sobral. (RP)
Assim, de certa forma, o dinamismo, as ações participativas e a motivação pelo conhecimento podem ser caminhos possíveis para as dinâmicas e propostas metodológicas. “A mudança do mobiliário da sala de aula dá ao aluno o protagonismo da descoberta do conteúdo através de dinâmicas e práticas em conjunto. Os conceitos aprendidos são discutidos entre os estudantes nesta nova formação do mobiliário e o professor passa a atender os questionamentos dos alunos e, assim, os ajuda a entender melhor o mundo para o qual estão sendo preparados”, completa.
SAIBA MAIS LUCIANA SOBRAL lucianasobral@uol.com.br MÁRCIO CARDIA contato@escolaelectra.com.br MARCELO RODORIGO marcelorodorigo@gmail.com UBIRAJARA RAMOS atendimento@direcionalescolas.com.br
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“O modelo de sala de aula tradicional, carteiras universitárias e outros modelos únicos e enfileirados, demonstra que o aluno deve olhar, escutar e estudar em casa – e é um grande retrocesso do século XXI termos estes posicionamentos nas escolas. Com certeza a metodologia ativa, onde o aluno pode ler o conteúdo em casa, e ter a sala de aula com mobiliário específico tornar-se o ambiente prazeroso para que possam tirar as dúvidas através de dinâmicas proativas, onde o professor terá sua aula discutida por todos de forma mais participativa”, reflete Cardia.
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Imagem: Absolutvision
DICA: ACESSIBILIDADE
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arquitetura escolar, durante muito tempo, demonstrou em suas características pilares do tradicionalismo. E, durante séculos, as estruturas físicas das instituições de ensino permaneceram intactas, bem como seus desenhos interiores, suas disposições, modulações e arranjos. Porém, com o passar dos anos – e sob à luz da contemporaneidade – demandas e necessidades emergem para a construção de espaços sociais múltiplos, inclusivos, plurais e acessíveis (em todos os sentidos) para todos e todas.
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Nesse movimento de reflexões e (re)construções significativas em todos os campos sociais habitáveis, o processo educacional, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re)modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde o espaço físico até metodologias pedagógicas – com o intuito de orientar transformações para um sistema educacional, de fato, inclusivo e plural. “Uma escola que não é acessível, não atende com o mesmo critério a todos os seus usuários, alunos e pais, que são seus clientes”, diz Carolina Drechmer Hoffmann, arquiteta especialista na área de arquitetura escolar. “Crianças pequenas possuem mobilidade reduzida, uma vez que tem mais dificuldade em subir numa escada sem apoio, por exemplo. Ou então andam pela escola com suas mochilas de rodinha e subir degraus com ela se torna uma dificuldade ainda maior. Pensando assim, necessitam de acessibilidade todos os usuários do espaço escolar, que apresentam nos diferentes momentos da vida, elementos novos em suas mobilidades”, complementa. Nesse sentido, a necessidade de um olhar especial para a mobilidade, que pode ser temporária ou definitiva – e que pode abarcar crian-
ARQUITETURA ACESSÍVEL ças, idosos, gestantes, cadeirantes, pessoas com algum transtorno auditivo ou visual – deve ser fundamental para estruturar uma instituição, especialmente no que tange a arquitetura. E há uma “legislação específica para isso, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – 13.146 de 2015. Ela exige a observância da norma NBR 9050, atualizada em 2020, nos projetos arquitetônicos de uso público ou coletivo”, diz Hoffmann. “O projeto arquitetônico precisa estar alinhado à norma de acessibilidade, cujo objetivo é garantir que todos os espaços proporcionem segurança e independência a qualquer pessoa, que pode ter ou não alguma restrição na sua mobilidade de forma temporária ou definitiva. Para o momento em que estamos vivendo, onde os diferentes e as diferenças precisam se manifestar e todos devem ser respeitados, é inaceitável pensar em espaços de uso público e coletivo sem estes requisitos”, destaca a arquiteta. Para o/a gestor/a que deseja contratar empresas especializadas em acessibilidade educacional para reparos e manutenções, Carolina Hoffmann destaca que mais do que entender da norma da acessibilidade, que os profissionais saibam pensar no espaço escolar de forma atrativa e segura, lúdica e, também, educativa. “A arquitetura escolar tem muitas características próprias ligadas à sua pedagogia, e que precisam ser bem estudadas pelo profissional que fará a adequação da acessibilidade para que o conceito da pedagogia impressa no espaço não se perca. A acessibilidade deve ser somada e enriquecer o espaço escolar”, reflete. (RP)
SAIBA MAIS CAROLINA HOFFMANN carolinadhoffmann@gmail.com
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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, LIXEIRAS, PRODUTOS DE LIMPEZA, TAPETES, TOTENS DE ÁLCOOL, VENTIL ADORES), ALIMENTAÇÃO, COBERTURAS E TOLDOS
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CONTABILIDADE, CORTINAS, PISOS E PERSIANAS, PROTETORES DE COLUNA
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MÓVEIS, PISOS
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GRAMA SINTÉTICA, PL AYGROUNDS
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MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO, PL ANO DE SAÚDE, SERRALHERIA, TOLDOS E COBERTURAS
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