Edição nº 159 A Revista do Gestor Escolar
ano 16 | Junho e Julho 2020 www.direcionalescolas.com.br
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Editorial Educação pós-pandemia
A pandemia do novo coronavírus, que atingiu todos e todas em uma escala mundial, reconfigurou todos os sistemas – sejam eles culturais, econômicos, profissionais, sociais, políticos, educacionais, comunicacionais e de saúde. Essa ruptura de paradigmas suspendeu rotinas físicas, adiou planos, alterou horários e compromissos, além de intensificar sensações de medo, de angústia, de ausência de afetividade física e de novas/outras relações pautadas, especialmente, pelo ambiente virtual. Se, por um lado, a pandemia dizimou famílias e incluiu processos de luto inesperados (com o aumento expressivo de mortes em decorrência da Covid-19), por outro lado, em um constante movimento de autorreflexão – e também de autocrítica – os círculos sociais passaram a valorizar pequenas atitudes que edificam o bem-estar, como a importância da empatia, o cuidado e si e do outro, a aproximação familiar da rotina escolar, o reconhecimento e a valorização das profissões (principalmente de todos/as os/ as profissionais da saúde, assim como todos/as os/as profissionais das escolas), o enfraquecimento do capitalismo desenfreado e as mudanças de percepções de relevâncias fundamentais e secundárias em nossas rotinas.
Utilizando como referência a célebre frase “o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós fazemos com aquilo que fizeram de nós”, do filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980), o mote dessa edição da Direcional Escolas caminha por alguns trajetos para (tentar) responder a questão: Como será a educação pós-pandemia? A partir da pergunta central, surgem outras indagações: Como será a transição do ensino totalmente remoto para as aulas físicas? Como serão as relações afetivas? Quais aspectos serão priorizados no retorno às aulas presenciais? A internet permanecerá como um ponto significativo no processo de ensino? Nessa edição, em especial, nosso foco é refletir com todos/as vocês – gestores/as escolares – os rumos que a educação tomará em contextos pós-pandemia. Repensando, assim, modos de experienciar o processo educacional, as relações com os espaços, as valorizações de algumas características e as transformações que ocorrerão quando, enfim, essa pandemia passar. Boa leitura/reflexão!
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
Direcional Escolas - Junho e Julho 2020
Frases como “o mundo mudou”, “precisamos nos adaptar em novos contextos” e “a realidade não será mais a mesma pós-pandemia”, circulam pelas redes sociais com uma velocidade absurda. De certa maneira, concordando com essas frases citadas, observamos nossa atualidade com várias interrogações e com poucos espaços para respostas ou conclusões simples.
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Nesta Edição: 08
Coluna - Danielle Andrada
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Coluna - Jane Patricia Haddad
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Educação em Foco Direito educacional em tempos de pandemia
Como as escolas devem mudar para um mundo pós-caronavírus
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Conversa com o Gestor Como será a educação pós-pandemia?
Estou pensando em montar um curso de escutatória
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Coluna - Eduardo Shinyashiki
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Dica: Brinquedoteca Arte de brincar
Um momento para recriar a educação
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29 Coluna - Christian Rocha Coelho
Direcional Escolas - Junho e Julho 2020
Planejamento estratégico 2020/2021
Dica: Quadras Poliesportivas Múltiplos aprendizados
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores
A Revista do Gestor Escolar
Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
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Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais
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COMO AS ESCOLAS DEVEM MUDAR PARA UM MUNDO PÓS-CORONAVÍRUS
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urante séculos, a educação formal foi administrada nas salas de aula tradicionais. Mesmo agora, quando as crianças entram na universidade ou no Ensino Médio, elas são “sentenciadas” a horas e horas de conteúdos em sala de aula. Embora tenha havido uma mudança para o aprendizado experiencial por meio de métodos como a sala de aula invertida, a COVID-19 provavelmente mudou para sempre a maneira como educamos.
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Hoje, os alunos estão recebendo seus conteúdos em casa. Está se tornando mais fluido a cada dia e pais e filhos estão se acostumando a isso. Se as escolas não agirem agora, elas correm o risco de se tornarem redundantes, já que o mundo acabou de descobrir o potencial do aprendizado on-line no conforto do lar. Embora os líderes educacionais não precisem reinventar completamente a roda, seria prudente um olhar honesto no espelho retrovisor para identificar o que está faltando. Devido às maiores demandas da sociedade moderna e a mudança acelerada pela COVID-19, o aprendizado experimental é o ingrediente essencial que falta na atualidade. O criador da Teoria da Aprendizagem Experimental (ELT), David Kolb, definiu que é o “processo pelo qual o conhecimento é criado através da transformação da experiência”. Kolb apontou que um aprendiz eficaz é uma pessoa que pensa, sente, percebe e depois se comporta. As experiências reais expõem os alunos ao potencial de exercitar todos os seus sentidos em uma medida muito maior do que as experiências tradicionais em sala de aula. Além disso, compartilho um comentário que ouvi de um amigo e jamais esqueci: “alguém
me ensinou trigonometria na escola primária, mas na verdade aprendi no cockpit de um avião enquanto aprendia a voar... e nem sabia que era trigonometria”. Nem todo aluno pode participar de tais atividades, mas a maioria das escolas possui recursos para simular suficientemente esses ambientes. Funcionários prontos para o futuro Enquanto o mundo inteiro está atualmente experimentando a descentralização do conhecimento, a experiência prática também é importante porque novos contratados podem começar a correr. O tempo de orientação e de transição para se adaptar às circunstâncias da “vida real” é reduzido, criando um benefício significativo para qualquer empresa. Embora isso também ajude na retenção de funcionários, certamente facilitará o processo de recrutamento. Conforme relatado pelo eLearning Industry, o aprendizado experimental fornece: aprendizagem acelerada dos alunos; uma experiência de aprendizagem “segura”, na qual os alunos podem cometer erros sem repercussões; uma ponte entre palestras e prática real; mudança de mentalidade; aumento no engajamento; retorno mais potente do investimento do aluno na educação; resultados da avaliação mais precisos e menos subjetivos; aprendizado mais personalizado quando é prático e não como uma palestra direcionada a multidão. Tais oportunidades experimentais desenvolvem “habilidades sociais” aprendendo a gerenciar o estresse e resolver conflitos, o que contribui para funcionários mais eficientes e desejáveis. Esta é a queixa número um de empresas que recrutam funcionários – a falta de habilidades pessoais. Um ambiente colaborativo promo-
ve competências socioemocional, cultural, de responsabilidade, de criatividade, de habilidades sociais e muito mais. Por onde começar Para os alunos, não é apenas o que é ensinado, mas também como e onde. Considere usar salas de aula ao ar livre para se conectar melhor com a natureza, móveis confortáveis e móveis para facilitar a aprendizagem em grupo em uma variedade de atividades situacionais. Em uma escala maior, considere um espaço físico que se parece mais com uma obra de arte do que com uma prisão para promover a alegria de aprender. As escolas podem criar oportunidades de aprendizagens ativo e passivo. Ao mesmo tempo, isso não deve ser um esforço para atrair crianças para longe de casa. O envolvimento da família é fundamental para o sucesso de uma criança, e a oportunidade de envolver os pais chegou porque eles agora estão preparados para assumir um papel mais ativo (como fazer tarefas diárias com as crianças) graças aos esforços de contenção do coronavírus. Esse interesse pode ser sustentado, aproveitado e transferido para uma parte normal da educação, mesmo quando os alunos retornarem, desde que as oportunidades de participação dos pais aumentem e a comunicação entre a escola e a família permaneça mais frequente.
A Colunista DANIELLE ANDRADA Graduada em Comunicação Social, tem mais de 20 anos de experiência em gestão de negócios e, em 2014, fundou a Eduinfo, que atua com tecnologia educacional e projetos de arquitetura para ambientes de aprendizado.
foto cedida pela colunista
COLUNA / DANIELLE ANDRADA
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ESTOU PENSANDO EM MONTAR UM CURSO DE ESCUTATÓRIA...
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enho escutado muitos educadores em suas dores. Outro dia escutei um que dizia “eu não me sinto neste momento (de pandemia) vivendo, mas ‘sobre’vivendo”.
“onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?”. Onde está a escuta frente a tantos barulhos e dizeres pedagógicos, leis, novas bases nacionais, ranking(s)? Quem vai escutar os professores?
Acredito que o momento atual na educação é um convite para aprender sobre a arte de ESCUTAR e gostaria de convidar cada um de vocês – gestores e professores – a pensar/sentir sobre essa arte. Recentemente li um livro que se chama “À Escuta”, do filósofo Jean-Luc Nancy (2014), onde ele diz: “Escutar é inquietar-se. (...) É estar inclinado para um sentido possível, e consequentemente não imediatamente acessível” (p. 17). “Estar à escuta é sempre estar à beira do sentido, ou num sentido de borda e de extremidade, como se o som musicalmente escutado, quer dizer, recolhido e perscrutado por ele mesmo (...)”. Como estamos escutando neste momento de COVID-19, onde quase todos nós estamos em “isolamento” e afastamento social? Onde boa parte dos lúcidos assistem ao descaso político, o abandono das vidas humanas em detrimento do mercado. Onde a desigualdade social continua mantendo os mais pobres no subsolo da educação, enquanto os que tem mais oportunidades e acesso às tecnologias continuam saindo na frente.
Escutar primeiro a cada um de nós – só assim cuidaremos de nós e poderemos escutar o outro; escutar com tempo e tecendo o tempo de cada dia a nosso favor, sem pressa e conectados ao nosso aparelho chamado coração. Escutar é uma arte de esvaziar-se, de inquietar-se e, principalmente, a arte de desejar e ajudar a formar gerações melhores e mais sensíveis do que fomos. Certa vez, perguntaram a Francisco de Assis o segredo da santidade e ele respondeu: “Recomeçar a cada novo dia. Recomeçar sempre”. É esse recomeço que nos conectará como sujeitos desejosos, porém não santos, não é esta a nossa aposta. Nossa aposta é ajudar a formar gerações mais humanas, mais sensíveis e comprometidas com a causa de MUDAR o mundo atual.
Neste momento, o meu convite é: escutem os sentimentos tão amortecidos diante de uma realidade que todos nós participamos de uma forma ou de outra. O silêncio interior pode ser uma saída criativa para pensarmos as respostas rápidas e apressadas que muitas vezes emitimos, apesar da complexidade da situação. Como dizia T. S. Eliot, citado pelo querido e saudoso Rubem Alves (no livro “A Alegria de Ensinar”, 1994),
É nessa educação que escuta e entende o processo, uma educação que toque o que cada um tem de melhor, que fale de arte, que seja destituída de opressão, e que deseje apresentar o mundo aos mais novos. Educar é incompatível com a pressa. Educar é fazer alianças e provocar a “parte” não doente daquele sujeito, é tocar naquilo que o fará despertar da sua surdez interior. Portanto, escutar, nesse momento, é mais importante do que os métodos de avaliar e de classificar gerações, que não estão podendo ser escutadas em sua dor de existir. É dessa forma que sigo no meio de uma pandemia: apostando na arte de
ESCUTAR todos nós, sujeitos-professores, e de escutarmos sujeitos-alunos em sua experiência subjetiva e, quem sabe, reinaugurar um outro fazer pedagógico. HOJE, lutamos para sermos escutados, mesmo que nos encontremos afastados socialmente. Não porque desejamos, mas porque a doença COVID-19 resolveu aparecer e se apossar do mundo, esse mundo em que todos nós, HUMANOS, achávamos que éramos donos e detentores de tudo que ali estava. Para mim, tudo isso é esquisito demais e a única coisa que penso, hoje, é ensinar a escutar. E você?
A Colunista Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).
E-mail: janepati@terra.com.br
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COLUNA / JANE PATRICIA HADDAD
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COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI
foto cedida pelo colunista
UM MOMENTO PARA RECRIAR A EDUCAÇÃO
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odemos estar prontos para acolher o imprevisto, as mudanças de rota, as incertezas e as dificuldades, mas temos que concordar que diante da atual situação que o coronavírus trouxe, quase todos os paradigmas usuais e conhecidos foram quebrados, especialmente os relacionais, nos pressionando a um esforço a mais para expandir e colocar em prática as nossas competências socioemocionais, em especial o autoconhecimento, o controle das emoções, a resiliência, a cooperação, a empatia e os pensamentos novo, criativo, alternativo, original e inovador.
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Essa emergência nos colocou frente ao desconhecido, fez tremer os alicerces da nossa vida e certezas, como a liberdade de movimento, as relações sociais, a forma de se comunicar e as modalidades de trabalho. Essas indefinições naturalmente criam ansiedade, colocando à dura prova o nosso raciocínio e a nossa lógica, os projetos, os desejos e elevando o estresse no nosso viver cotidiano, bagunçando o seu ritmo, seu tempo, seus hábitos e objetivos que nos dão segurança e sentimento de continuidade. O tempo na escola, anteriormente tolerado e às vezes julgado e criticado, agora nos faz falta, assim como as salas, os ambientes conhecidos, a organização do tempo, os ritmos do dia, das atividades, o encontro com os outros e a segurança emocional que tudo isso nos proporciona. Percebemos mais do que nunca que ir à escola dava um ritmo ao dia a dia e reforçava a sensação de pertencer a um grupo e a uma comunidade. Pois é nesse ambiente que os alunos se encontram, interagem, se confrontam e começam a dar um significado e uma direção à própria vida.
Diante de todas essas reflexões, podemos constatar que a escola é um espaço fundamental para a vida social, para a participação e para o diálogo. No entanto, com a ausência deste local físico tão único e transformador, muitas perguntas vêm hoje à nossa mente: Como podemos viver essa situação? Como nossos filhos e alunos podem enfrentar a emergência? Como nos sentimos e que dificuldades experimentamos como professores e como pais? O fechamento imprevisto das escolas criou uma sensação de instabilidade, de insegurança nos alunos, nas famílias, nos professores e nos educadores. Uma mudança no ciclo e na rotina da vida de todos. E para superar essa sensação, devemos encará-la como uma oportunidade, não devemos deixá-la passar sem tentar extrair dela ideias diferentes, projetos criativos, novas propostas sobre como fazer a escola e a educação de outras maneiras. Agora que a escola está fechada, devemos encontrar uma outra forma de educação, precisamos de outros meios que nos permitam nos ver, nos ouvir, nos encontrar e a única ferramenta que temos disponível atualmente é o ensino a distância. Os canais on-line, as plataformas, os sites, as redes Facebook e WhatsApp e as videochamadas – frequentemente criticados no passado recente – hoje se tornaram nosso principal recurso, para manter relacionamentos e superar a sensação de isolamento. O ensino a distância é, agora, uma atividade que entrou nas escolas e nos lares e durará muito tempo, mantendo seu lugar nas modalidades de ensino. Podemos aprender as diferentes modalidades do ensino a distância, experimentar novas
formas de encontro entre escola e família, propostas educacionais adequadas para a idade das crianças, suas necessidades e possibilidades. Porém, precisamos manter claro o significado, o escopo e a intenção profunda de quando usamos essa forma de ensino – que é manter vivo nos alunos o sentimento de pertencer à comunidade escolar, suprir a necessidade de estar juntos, de compartilhar, de sentir-se parte de um grupo; dar continuidade a experiência escolar como possibilidade de encontro, de participação, de atenção, de troca e de escuta dos alunos, para romper a solidão e o isolamento em que se encontram atualmente e superar a falta de relacionamento com os professores e os colegas. Educador, é preciso que os alunos sintam que você está lá com e para eles, que a escola está presente para confortar e tranquilizar os alunos e as famílias. Nesse momento – mais do que nunca – nós, professores, devemos ser portadores de serenidade e força, e não de insegurança e medo. O período que vivemos não é fácil nem simples, mas podemos superá-lo permanecendo juntos e considerando tudo isso uma oportunidade preciosa de aprendizado para professores, gestores, pais e alunos. Essa emergência vai passar, mas nossa força interior permanecerá ainda mais sólida!
O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI Palestrante internacional, consultor, escritor e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki. Neuropsicólogo e Mestre em Liderança Educadora, é referência em desenvolvimento das Competências Socioemocionais, de Liderança e da Performance Humana. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br
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COLUNA / CHRISTIAN ROCHA COELHO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
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esde a metade de março deste ano o mundo vem passando por mudanças poucas vezes vivenciadas na história da humanidade. Houve uma ruptura no comportamento das pessoas em decorrência da pandemia. O novo coronavírus mudou a realidade da maioria dos seres humanos – e irá mudar ainda mais. No setor educacional, o que iria durar décadas para acontecer de forma natural, foi ou será implantado em questão de meses. Por isso, uma das características que permearão os sucessos pessoal e profissional será a adaptabilidade. O que a pandemia nos trouxe de mais importante foi o início de grandes mudanças sociais, comportamentais e de valores, como o aumento da empatia e da solidariedade e a queda do consumismo, pois rapidamente aprendemos a viver com recursos mais limitados. E mesmo depois do fim do confinamento, as mudanças continuarão a acontecer. Acredita-se que somente depois da descoberta da vacina a população irá estabelecer um novo padrão comportamental.
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Para criarmos um planejamento estratégico, precisamos refletir quais serão as principais tendências que afetarão a condução do setor educacional. Mudanças de comportamento e de valores: Com o aumento das redes sociais e grupos de WhatsApp, as escolas terão o grande desafio de tratar as questões individuais por meio de reivindicações coletivas. A escola nunca deve responder a uma polêmica em grupos de redes sociais, mesmo que se sinta injustiçada. Busque os líderes ou os principais reclamantes e tente uma conversa face to face. Não esqueça que a comunicação on-line geralmente reverbera e perde a força rapidamente.
Convivência e proximidade: Com o confinamento, as famílias foram obrigadas a conviver intensamente e, no que se refere às escolas, foram obrigadas a vivenciar e conhecer mais os serviços prestados pelas instituições de ensino. Se a escola souber aproveitar a oportunidade, as famílias compreenderão melhor o processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, valorizarão mais a instituição e os professores. Nova precificação e imagem de valor: Será difícil retomar os valores das mensalidades antes da pandemia. Por isso, a tendência é que a grande maioria das escolas baixe o seu ticket médio. Até mesmo as escolas que atuam na faixa de clientes de alto poder aquisitivo terão as mesmas dificuldades. Para essa questão, a única escolha é se adaptar à nova realidade com um custo fixo enxuto, um acompanhamento diário das finanças e, principalmente, do fluxo de caixa. Foque na sala de aula e em tecnologia, invista menos em perfumaria e infraestrutura. Neste momento, infelizmente, o preço se tornou tão relevante quanto a qualidade pedagógica. Aglomerações: O medo das pessoas de aglomerações não irá passar rapidamente. A escola precisa reinventar as reuniões de pais, eventos, trabalhos em grupo, festas e comemorações. Esses eventos devem evoluir para experiências imersivas, como as lives dos artistas e os tours virtuais. Trabalho remoto: Cada vez mais o trabalho remoto será uma realidade. Vamos aprender a trabalhar com freelancers e terceirizar todas as funções possíveis. Um fator preponderante para o contratante e o contratado será trabalhar perto de onde mora. Educação a distância: Com a pandemia, a informação e o conhecimento estão em voga, e as incertezas fizeram com que as pessoas buscassem informações na mídia
foto cedida pelo colunista
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convencional e na internet. Surgiram inúmeras lives e webinars de todos os modelos e conteúdos. Por isso, as escolas precisam criar um programa de capacitação para os professores com um planejamento definido, com constância e periodicidade. No mundo de hoje um ano equivale a um mês, e um mês, a uma semana. A disseminação da educação a distância irá crescer de forma acelerada com a tendência do surgimento de plataformas de ensino que tentarão substituir parte do ensino das escolas, como aulas EAD para o Ensino Médio, mentoria, avaliações, etc. A tecnologia contribuirá para a consolidação do mercado educacional. Projeto União pelas escolas de pequeno e médio porte O projeto tem o propósito de unir alunos, pais, professores, instituições de ensino, setor público, entidades de classe e empresas do setor em prol de uma educação completa e de qualidade. Para mudar o cenário que assola as escolas, a União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte propõe algumas ações junto ao poder público, entidades de classe e das próprias instituições de ensino. Dentre as ações do projeto: criação de um voucher educacional, políticas de crédito, valorização do professor, apoio das famílias, entre outras. Acesse www.uniaopelasescolas.com.br saiba mais.
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O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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EDUCAÇÃO EM FOCO DIREITO EDUCACIONAL EM TEMPOS DE PANDEMIA Entrevista por Rafael Pinheiro / Foto Divulgação
A pandemia do novo coronavírus modificou toda a estrutura social – especialmente a educação. O aprendizado, que foi deslocado dos espaços físicos para o ambiente virtual, além das transformações na gestão e na docência, trouxeram diversos questionamentos para a comunidade escolar, principalmente nas implicações jurídicas. Dessa forma, para compreender essas reverberações, conversamos com Célio Müller, advogado e consultor jurídico especializado em direito educacional. Confira abaixo trechos da entrevista.
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Direcional Escolas: Na maioria dos aplicativos e ferramentas utilizados pelos educadores para ministrarem as aulas, há a exposição de imagens. Como proceder com o direito de imagem dos professores? Há alguma implicação com o direito de imagem dos estudantes também? Célio Müller: A imagem pessoal é um direito constitucional de qualquer cidadão. Mas no contexto do ensino digital não estamos falando de difamação nem de exposição comercial. É altamente recomendável que a escola detenha autorização prévia, indicando o uso que será dado das filmagens, fotos e até mesmo dos sons gravados, mas essa recomendação jurídica ocorre desde sempre. Cada professor iniciou seu contrato de trabalho ciente de que estaria presencialmente na sala de aula em frente ao alunado, mas agora a imposição da pandemia e os motivos de saúde pública induziram à realização desse serviço por meio de plataformas digitais, que coletam a imagem e a transmitem para um público determinado. O risco de problemas à escola aumenta na medida em que tal conteúdo circula por meios não controlados e se dissemina em redes e sites estranhos, pois se as aulas gravadas ou on-line ficarem restritas aos mesmos alunos não haveria questionamentos.
se negar a conceder algum desconto na mensalidade? E, caso a instituição conceda os descontos, o valor reduzido nas mensalidades valerá por quantos meses? Célio Müller: O temor causado pelo novo coronavírus e a forte comoção popular, logo seguidos pelo abalo econômico e pela queda da renda das famílias, são fatores que explicam a movimentação política e as leis e os projetos de lei que impuseram descontos às instituições particulares de ensino. Não se pode culpar os pais de alunos por pleitearem redução nas despesas; só podemos lamentar a falta de sensibilidade política devido ao risco de fechamento das escolas. Pouco se tem falado na necessidade de socorro ao segmento do ensino privado: se os descontos forem obrigatórios e lineares não haverá margem para milhares de estabelecimentos de ensino se manterem em operação.
Com relação às crianças e aos adolescentes, por ainda não terem responsabilidade civil para disporem sobre a própria imagem, a autorização cabe aos responsáveis legais, que podem manifestá-la no contrato de matrícula ou documento à parte, sempre considerando a extensão dessa utilização e os propósitos.
Antes de falarmos em obrigação legal, há uma imposição de mercado: se os pais não tiverem dinheiro suficiente, simplesmente não haverá pagamento de mensalidades – e é isso o que está ocorrendo. Se no contexto de cada região e de cada púbico-alvo a escola tiver a iniciativa de negociar – isso não significa acatar de forma unilateral a pressão por reduções iguais, mas dialogar com espaço para mostrar sua realidade e os custos operacionais – a tendência será uma redução dos conflitos e uma concessão de cada lado com muito mais chance de sucesso. A escola terá o dever de conceder descontos quando houver lei obrigando a tal situação, e essa condição varia conforme o estado, sempre com direito a recursos judiciais.
Direcional Escolas: Quais são as orientações para os/as gestores/as sobre a redução no pagamento e mensalidades escolares durante a pandemia? A escola pode
Considerando que a busca por descontos está atrelada às dificuldades profissionais momentâneas das famílias em razão do isolamento social, é bem razoável
Célio Müller que sejam concedidos descontos apenas durante o estado de calamidade pública. Direcional Escolas: Na última semana, tivemos contato com alguns projetos no que tange a flexibilização do isolamento, tendo uma provável retomada gradativa das escolas presenciais no próximo mês. Os pais/responsáveis podem se negar a levar os filhos para a escola nesse período, aguardando um momento de retomada mais seguro (com o declínio da curva de contaminados/mortes) ou até a criação de uma vacina para o vírus, por exemplo? Célio Müller: A grande incógnita do retorno das aulas presencias está exatamente na disposição das famílias sobre o tal “novo normal”. Parece muito razoável que alguns pais não desejem colocar os filhos em risco de contaminação se não houver garantias (e ainda não há) de que a pandemia está controlada. E há variadas outras famílias que aceitam de bom grado esse risco e estão ansiosas pela reabertura das salas de aula, até para que retornem à vida profissional sem a preocupação em tutelar o tempo inteiro os filhos. Temos certeza de que o Poder Público irá editar normas regulamentando essa divergência, pois também ocorrerá nas escolas públicas e é um problema de natureza coletiva. Podemos adiantar, pelo menos para o ano de 2020, que as instituições de ensino precisarão ter bastante flexibilidade no quesito “frequência” dos alunos.
SAIBA MAIS CÉLIO MÜLLER contato@mullermartin.com.br Acesse nosso site e confira a entrevista na íntegra: www.direcionalescolas.com.br
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CONVERSA COM O GESTOR COMO SERÁ A EDUCAÇÃO PÓS-PANDEMIA? Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
Dúvidas, mudanças, projeções, replanejamentos e densas reflexões. Todas essas características adentraram as instituições de ensino nos últimos meses diante da expansão mundial do novo coronavírus. Dessa forma, gestores/as, especialistas e empresários do setor articulam possíveis caminhos para um contexto póspandemia, repensando a utilização de tecnologias, metodologias pedagógicas, relações socioemocionais, aproximações entre escola e família, bem como os fluxos entre os funcionários das instituições.
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primeiro semestre de 2020 foi palco de rupturas abruptas sem precedentes em todas as camadas sociais. A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) instaurou, rapidamente, mudanças que atravessaram a vida de todos e todas pelo mundo, afetando – diretamente – todos os espaços de sociabilidade. Diante de tantas alterações e reestruturações, questionamentos e incertezas emergem, propondo, de certa maneira, novos olhares sobre fluxos, vivências e experiências cotidianas.
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todas as esferas sociais pelo coronavírus, trarão outros olhares para os aspectos da vida social, especialmente a educação. E, em um processo de reinvenção do fazer educacional, educadores e instituições de ensino perceberão “que inúmeras são as possibilidades de inovar na educação e que as mudanças só ocorrem se os atores envolvidos se propuserem a acreditar e experimentar”. Nesse sentido, “acreditamos que a mudança de foco dos processos educacionais – ensino, aprendizagem e avaliação – só serão possíveis se houver a mudança de quem se relaciona com eles “Sabemos que o mundo não será o e na maneira como serão construídos”, mesmo”, afirmam Anna Paula Jorge ressaltam Jardim e Silveira. Jardim e Valéria Alves da Silveira, vicediretoras do Colégio Nossa Senhora Para Ademar Batista Pereira, professor e das Dores (MG), unidades Floresta e presidente da Federação Nacional das Pompeia, respectivamente. “As relações Escolas Particulares (Fenep), ainda é cedo sociais, econômicas e políticas sofrerão para traçar os rumos que a educação mudanças pós-pandemia. Com as escolas, tomará em um momento pós-pandemia. não será diferente! Tratam-se de espaços coletivos e de socialização”, apontam. Dessa forma, tendo a escola como um espaço privilegiado de interações sociais, a expectativa é que, em um cenário pós-pandemia, tanto as relações como os próprios espaços, sejam afetados e reinventados. “O momento é do ‘Re’: reinventar, repensar, refazer, ressignificar, reconstruir, remodelar. Professores e alunos valorizarão de maneira mais intensa uns aos outros, a parceria entre família e escola será mais efetiva e a delimitação dos conteúdos, de fato, essenciais será revista”, destacam Jardim e Silveira. Segundo as vice-diretoras, as reflexões provocadas em
teremos que nos adaptar a um novo normal”. Refletindo sobre a tecnologia, que ganhou centralidade na comunicação e se tornou ferramenta para a aprendizagem, Ademar acredita que a escola incorporará parte do que aprendeu nesse período, “a maior profundidade depende das circunstâncias que teremos no pós-pandemia. Mas a tendência termos uma escola com ensino híbrido”. “Para esse ano, a escola particular está focada em terminar o ano, e dar as condições necessárias para os seus estudantes seguirem em frente. Para o próximo ano, é cedo para definir, mas teremos outra escola, outro serviço, outro novo normal. Será um grande desafio”, complementa o presidente da Fenep. Com o intuito de abarcar um amplo leque sobre reflexões e desdobramentos da Covid-19, consultamos algumas fontes e indagamos: Como será a educação pós-pandemia? Em uma tentativa de estabelecer um panorama com diversas opiniões, trazemos neste especial falas de especialistas, diretoras/ es e empresários do setor, para conhecer diversas perspectivas e expectativas para o campo educacional pós-pandemia. ENTRE O FÍSICO E O DIGITAL
Ademar Batista Pereira “Se encontrarem um remédio ou uma vacina até o final do ano, voltamos a uma vida normal, mas em uma crise econômica profunda. Se não encontrarem,
“Acredito que teremos um modelo misto de educação do que tínhamos antes da pandemia. Isso não significa que todo mundo migrará para o EAD. Tudo o que estamos passando é um grande experimento de um EAD forçado em todos
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Neste momento de tantas incertezas, projetar como será a educação daqui para frente é algo complexo e, talvez, a única certeza que tenhamos é que, definitivamente, a educação não será mais a mesma após este período. A pandemia tem trazido inúmeros desafios para a Educação, junto a eles a necessidade de adaptações, reflexões, ressignificações, mas, ao mesmo tempo, tem permitido oportunidades de aprendizagens em diferentes sentidos. Não há dúvidas de que a educação terá muito a ganhar quando tudo isso acabar, pois de um modo rápido, criativo e competente conseguiu, ‘da noite para o dia’, reinventar seu trabalho
Áreas Kids e Brinquedoteca
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presencial, tão repleto de interações sociais, de relações próximas, ‘do olho no olho’, transformando-o em algo virtual, mediado por computadores, tablets e celulares. E deu conta disso, por todos os lugares há escolas funcionando na modalidade on-line. Dentre os principais legados que serão deixados após este período e, certamente, trarão impactos importantes destaco: a imersão na cultura digital, o uso de novas tecnologias, somadas à possibilidade dos professores ampliarem suas estratégias de ensino, criando aulas interessantes e atrativas, bem como o planejamento de novas e diferentes possibilidades de interação, capazes de garantir o seu protagonismo e de seus alunos, adicionadas à construção de uma relação ainda mais próxima entre educadores e famílias. Junto a eles, claro, virão novos desafios, especialmente quando
Com certeza haverá muitas mudanças, a volta às aulas serão gradativas e os cuidados devem ser redobrados com os pequenos, eles têm o hábito de ficar juntos, se tocar e dividir os materiais e brinquedos. Os espaços e as brinquedotecas precisam de cuidados especiais, os brinquedos devem ser higienizados e as brincadeiras adaptadas de acordo com o ‘novo normal’.
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Camilla Schiavo – Diretora pedagógica da Escola Viva (SP)
A escola passou pela fase de inserir a tecnologia na sala de aula sem uma intencionalidade bem definida. Apesar dos recursos, não havia uma apropriação da importância e significado de ferramentas
Percila Paloma – Gerente de Marketing e Projetos de Brinquedos e Cenografias para
pandemia com o período pandêmico. Teremos muito on-line, até por redução de custo, deslocamento e trânsito. Os alunos vão querer, os profissionais de ensino também. Porém, não podemos esquecer que a parte da experimentação é insubstituível”.
Cristine Soares – Diretora do Colégio Guaiaúna, reconhecido pelo MEC pela inovação e criatividade na educação
pensamos em como nos reconectaremos com as pessoas depois de tanto tempo de isolamento, como organizaremos nossos espaços físicos no retorno às aulas, como cuidaremos das questões emocionais e dos sentimentos que uma situação tão preocupante como esta traz. Acredito muito que as mudanças serão para melhor e todo este período, por mais intenso e doloroso, colocará a escola em outra condição em seus processos de ensino, de aprendizagem e, principalmente, no modo como as relações e interações acontecerão daqui pra frente.
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Arthur Igreja – Especialista em Inovação e Tecnologia
digitais. Um dos legados desse momento de disrupção é a compreensão de que sim, é possível incorporar elementos tecnológicos na aprendizagem, além de ampliar a utilização de metodologias ativas, favorecendo uma educação mais atual, engajadora e condizente com a realidade dos estudantes.
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os níveis da educação. Com essa fase de experimentação, é possível termos uma ideia de como seria o mundo 100% on-line, mas também estamos descobrindo os percalços, a parte ruim da falta de convívio. Mas ficará muito evidente em um cenário pós-pandemia que é perfeitamente possível transmitir conhecimento de base de forma remota. Genuinamente, o futuro da educação será um híbrido do que era o mundo pré-
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Como se trata de uma projeção, há a parte mais imediata e tangível, por exemplo, já há consensos de que haverá maior incorporação de práticas digitais na vida das escolas, na relação das escolas com as famílias, e mesmo na maneira de conceber os planejamentos das aulas e uma maior diversificação de estratégias de aprendizagens mescladas, com trabalho a distância e ação presencial para cooperação intelectual e construção de novas aprendizagens. Vejo como o tema da cidadania digital passará a ser central e estruturante nos projetos pedagógicos, pela relevância de se considerar a formação para a crítica e o discernimento no campo das ideias que circulam nos meios digitais, a necessidade de colocar as crianças e jovens produzindo virtualmente. Vejo ainda que temos de aprender algumas lições
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Pedro Rocha – Coordenador das turmas de Ensino Médio do Colégio Pensi (RJ)
em meios eficazes de equalizar o que possa ter ficado para trás, em um natural de amadurecimento ao ensino não presencial. A médio prazo, para que os rumos do Ensino Médio e suas adequações a nova BNCC possam ser mais facilmente digeridos, entendidos e contemplados nas escolas. A longo prazo, o legado deixado mostrando que as instituições de ensino são e devem ser ambientes vivos, com capacidade adaptativa frente aos obstáculos que uma sociedade tende a passar para ser tornar plenamente desenvolvida, com o impacto, sempre positivo e necessário da educação!
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Letícia Lyle – Diretora da Camino School (SP)
Mais do que nunca, as escolas que não conseguirem evoluir no novo cenário, podem não ter lugar marcado no futuro! Dessa forma, as experiências coletadas nesse momento serão de grande valia para os passos da educação a curto, médio e longo prazo. A curto prazo, para pensar
Caio Contro – Contador, especialista na Gestão Escolar e Contabilidade exclusiva para Escolas.
Na pós-pandemia as escolas voltarão com uma visão mais de negócio, com maior clareza da missão do empresário e suas atribuições, pois essa pandemia deu aos mantenedores a oportunidade de ver sua empresa e reconhecer suas particularidades na questão não somente Educacional e Pedagógica, mas como empresa que dá lucro, prejuízo, responsabilidades e conhecimento de leis e aplicação da mesma dentro da sua instituição. Creio que as escolas devam tirar algo de positivo nessa pandemia, tiveram que se readequar as finanças da Escola, e acompanhar de forma meticulosa cada fato e tomada de decisão. Mantenedores na grande maioria, professores, educadores, que tiveram seu sonho de constituir uma escola, terão conquistado mais um aprendizado que é a transformação desse Educador em agora também, Empresário. Com todas as dificuldades que é empreender, todas as responsabilidades que levam sob sua tutela, mas como êxito de transformar a educação, ser gerador de renda e de emprego, e ver-se parte de empresários que carregam o país, independentemente do seu tamanho, com sua carga máxima de esforço e dedicação para uma Educação de qualidade. Para mim, a maior lição que os Mantenedores poderá tirar dessa pandemia é a sua reformulação de Educador para Empresário. E o empresário que superar essa crise, terá o aprendizado de negócios aprimorado e sairá muito mais forte para fazer sua Escola crescer ainda mais como uma instituição de sucesso.
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A pandemia trouxe uma transformação profunda para os professores e estudantes – o espaço de interação da escola e da aprendizagem teve que sair das restrições físicas e ganhar o espaço virtual. Apesar de muita coisa ainda levar tempo para ser absorvida por todos, as discussões de educação partirão de um novo lugar, não mais a partir da educação afastada da tecnologia, mas a partir de um repertório comum constituído, pois já foi utilizado por todos. A chance de aprofundarmos a nossa discussão sobre aprendizagem desses novos patamares pode nos ajudar a incorporar novas soluções para problemas antigos da educação. Todos estão ouvindo falar de aprendizagem ativa, de competências socioemocionais, de ensino híbrido – termos não mais tão distantes assim e que passaram a fazer parte da nossa gramática. Essa nova dinâmica de interação entre professor– estudante–tecnologia é desafiadora, mas também uma oportunidade para o educador se reinventar, incorporar uma visão coletiva, sistêmica e complexa a todo o conhecimento já existente. Imagino que teremos uma educação composta de indivíduos que tiveram que construir novos repertórios, novas conexões, novas parcerias e as nossas narrativas de aprendizagem têm chance de serem expedições mais ricas e generativas.
O cenário educacional brasileiro, sobretudo a educação básica, passou em um intervalo breve de tempo por uma enorme movimentação. Não houve tempo para pestanejar, uma vez que as escolas se viram obrigadas a reformular seus meios de atingir os discentes e garantir a plenitude, dentro de suas possibilidades, do processo de ensino-aprendizagem. Acredito que o período de pandemia serviu para que as escolas pudessem se tornar laboratórios de ensaios acelerados sobre novas práticas pedagógicas, mostrando que é possível utilizar-se de múltiplas tecnologias para aumentar a interação professor/escola-aluno.
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Fernanda Flores, diretora geral da Escola da Vila (SP)
REFORMULAÇÕES NECESSÁRIAS
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com a pandemia e colocar ao centro dos projetos a valorização da cultura científica e seu papel crucial na vida no planeta, bem como a importância de tornar estrutural em todas as etapas da escolaridade a questão da sustentabilidade socioambiental, ou seja, assumir como emergencial questões sobre como estamos cuidando do clima, de nosso planeta e todos os seus habitantes.
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OPINIÃO:
O ENSINO HÍBRIDO SERÁ O
LEGADO DA PANDEMIA PARA A EDUCAÇÃO?
Cláudio Sassaki Mestre em Educação pela Stanford University e graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP)
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pandemia da Covid-19 está mudando o mundo e deve remodelar a sociedade de forma duradoura. A educação, que tem respondido de maneira peculiar às restrições impostas pelo distanciamento social, não passará ilesa a esse processo e deve intensificar, em um futuro próximo, um uso mais sofisticado e flexível da tecnologia.
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A análise do Fórum Econômico Mundial sobre os possíveis impactos da pandemia na educação, revela uma mudança imediata: milhões de pessoas no planeta estão sendo educadas graças à brecha digital que trouxe novas abordagens pedagógicas via uso de tecnologias. Implementada como alternativa às salas de aula fechadas, essa via tecnológica conferiu inovação educacional a um setor que sempre resistiu aos ventos da mudança; sempre investiu em um modelo de aulas expositivas. A outra face dessa moeda – sobretudo em um contexto nacional –, é a possibilidade do aumento do gap digital, ou seja, a desigualdade socioeconômica pode ser exacerbada, tornando o acesso educacional de qualidade mais distante no Brasil. Por isso, é fundamental a atuação do poder público e de organizações da sociedade civil no combate a essa distorção. Inspirado pelo relatório “Three ways the coronavirus pandemic could reshape education” (https://www.weforum.org/ a g e n d a/2020/03/3-wa ys-c oro n a vir us-is-reshaping-education-and-what-changes-might-be-here-to-stay/), conduzido pelo Fórum Econômico Mundial – e como mestre em Educação pela Universidade de Stanford – eu me desafiei a pensar sobre qual será o possível legado dessa pandemia de coronavírus para a educação. Sob a constatação do maior uso da tecnologia, acredito que veremos, no mundo
sem Covid-19, um maior número de escolas adotando o Ensino Híbrido. Para conceituar melhor, essa modalidade integra as melhores práticas educacionais off-line e on-line; em inglês, inclusive, é reconhecido pelo termo blended learning – em livre tradução, misturar o processo de aprender. Nessa metodologia, há momentos em que o aluno estuda sozinho, aproveitando ferramentas on-line; em outros, a aprendizagem acontece de forma presencial, valorizando a interação entre alunos e o professor. Por inserir essas ferramentas digitais no processo de aprendizagem do estudante, esta estratégia tem se mostrado mais coerente com o estado da arte da educação. Os alunos deste século, os nativos digitais, estão imersos no mundo virtual – embora nem sempre com as competências e conhecimentos necessários para identificar seus riscos e suas oportunidades. É neste espaço digital que está a própria linguagem, a forma de expressão, as interações e, principalmente, as próprias fontes de informação. Neste sentido, o Ensino Híbrido traz para a sala de aula a realidade desta nova geação. Por que acredito que o Ensino Híbrido será um legado? Nesse momento que vivemos – no qual o presencial foi substituído pelo virtual –, ferramentas on-line como Hangouts Meet e Zoom têm servido a um momento síncrono e propiciado a facilidade na integração e troca maior entre alunos e professores; uma forma de vencer limitações impostas pelo contexto. Vimos escolas se adaptando, em uma verdadeira gincana, para minimizar o impacto do distanciamento social no processo de aprendizagem e no ano letivo dos estudantes. Esse fato deixou evidente que estabelecimentos de ensino conectados com soluções tecnológicas têm mais capacidade de adaptação e também de adotar a mesma linguagem dos estudantes. A tecnologia, que assumiu esse papel importante
mesmo em escolas mais tradicionais, poderá (e provavelmente irá) manter essa relevância na educação dentro da sala de aula. Portanto, nesse exercício de enxergar o impacto da pandemia na educação no Brasil, acredito que deve haver a diminuição das aulas mais tradicionais e expositivas – elas devem ser substituídas por aquelas que trazem o estudante para o centro do processo de ensino; que são mais ativas; que falam a linguagem do estudante. Esse caminho só é contemplado pela maior presença da tecnologia com a intencionalidade pedagógica nas mãos dos professores, nas rotinas dos estudantes, no acompanhamento das famílias e no planejamento pedagógico e estratégico da gestão escolar. O aprendizado propiciado pelo Ensino Híbrido é mais personalizado, mais dinâmico. E, o mais importante, confere a pais e professores a possibilidade de acompanhar o processo de aprendizado e engajamento do aluno. A partir dessas evidências, os educadores conseguem fazer intervenções mais rápidas. Interessante notar que o contexto das aulas on-line – que levou a sala de aula para dentro de casa, forçaram as famílias a acompanharem mais de perto o processo de educação das crianças e adolescentes –, gerou uma aproximação maior. Os pais, hoje, podem assistir aulas dos professores, sabem o nível de engajamento dos filhos. Essa também é uma grande mudança! E é pouco provável que os pais, no futuro, abram mão de ter essa proximidade.
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Imagem: Pexels
DICA: BRINQUEDOTECA
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arte de brincar possui um papel fundamental no desenvolvimento de toda criança. Atividades lúdicas, jogos pedagógicos e brincadeiras auxiliam no aprendizado de novas habilidades, além de contribuir diretamente para o desenvolvimento dos aspectos físico, cognitivo e social. Por meio das atividades, os estudantes “conseguem relacionar-se com os outros, adquirem as regras de convivência em grupo, conseguem lidar com suas emoções, desenvolvem a imaginação, a criatividade e aprendem a resolver com mais facilidade os seus conflitos”, diz Adriana Matrone, Diretora Pedagógica do Colégio Dom Bosco. No espaço físico da brinquedoteca, em especial, o estímulo da criatividade, o fomento do lado lúdico, o entrosamento e os experimentos coletivos para além da sala de aula, destacam aspectos singulares. De acordo com Matrone, no espaço da brinquedoteca, a criança consegue expressar sua realidade interior e, com a união entre a brincadeira e a interação, as crianças consolidam o seu aprendizado. No Colégio Dom Bosco, conta a diretora, toda criança pode frequentar a brinquedoteca e o ideal é desenvolver atividades que atendam os interesses de cada faixa etária. “Para crianças de 0 a 2 anos, os brinquedos devem ser voltados para a estimulação sensorial; já para as maiores, é importante apostar em jogos e alternativas um pouco mais complexas, como: montagem de pipas e jogos de tabuleiros, proporcionando desafios e despertando o interesse dos estudantes”, destaca a diretora. Algumas sugestões podem ser observadas pelos/as gestores/as escolares no planejamento de brinquedotecas. Percila Paloma,
ARTE DE BRINCAR Gerente de Marketing de uma empresa de brinquedos para área infantil e brinquedoteca, destaca que a escolha do equipamento deve levar em conta a faixa etária da criança – desde os níveis de obstáculos até componentes que podem agregar na composição do brinquedo. “Além disso, deve-se verificar se a empresa possui certificações que garantem a qualidade e a padronização dos produtos, como ISO e registro do CREA”, ressalta Paloma. Dentre as dicas de brinquedos para cada faixa etária, a gerente recomenda, para bebês de seis meses a dois anos, brinquedos coloridos, que chamam a atenção, para atividades psicomotoras e interativas que ensinam e divertem os bebês. Para as crianças de 2 a 3 anos, Percila sugere a “Área Baby”, um mini kid play com piscina de bolinha, multicolorido, estimulando brincadeiras coletivas, promovendo interação e sociabilização entre as crianças. “As crianças acima de 3 anos podem se divertir com quiosques cenográficos e kid play. As cenografias despertam o lúdico e a criatividade, são diversas opções que não podem faltar no espaço, dentre elas estão camarim, pet shop, posto de gasolina, casinha e mercadinho. Os quiosques também auxiliam nas disciplinas de português, matemática, empreendedorismo e sociedade”, completa a gerente. (RP)
SAIBA MAIS ADRIANA MATRONE adriana.matrone@grupodombosco.com.br PERCILA PALOMA percila.paloma@gmail.com
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Imagem: Pexels
DICA: QUADRAS POLIESPORTIVAS
MÚLTIPLOS APRENDIZADOS
Nas quadras poliesportivas são alocadas as atividades físicas que acabam gerando sentidos significativos e positivos no que tangem o desenvolvimento de cada aluno e aluna, bem como contribuir para o fomento do entretenimento em áreas amplas. “É muito importante ter uma quadra poliesportiva em uma escola”, diz Luiz Filipe Caldas, Professor de Educação Física no Centro Educacional Anísio Teixeira (CEAT), localizado no Rio de Janeiro. “A quadra poliesportiva bem construída e planejada, nos dá a possibilidades de trabalhar com diferentes esportes, com as diferentes modalidades de ginásticas, com jogos e brincadeiras, com danças, com lutas e com atividades de aventura. Estes espaços, além de ser amplos, possibilitam aos alunos vivenciarem experiências motoras, cognitivas e afetivas que ambientes pequenos e sem as devidas marcações iriam possibilitar”, afirma o docente. Segundo Caldas, o espaço físico da quadra poliesportiva pode ser usado por estudantes de qualquer faixa etária – e, dependendo do tamanho da turma e da idade dos alunos, a quadra pode ser adaptada,
dividida e compartilhada. “No CEAT, as atividades lúdicas que usamos na pré-escola para desenvolver os movimentos básicos fundamentais e suas combinações, os jogos e brincadeiras que usamos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental e os conteúdos trabalhados desde a segunda parte do Ensino Fundamental até o final do Ensino Médio são facilmente trabalhados nestes espaços”, conta. A utilização da quadra requer uma atenção especial, já que podem ocorrer acidentes em diversos níveis de gravidade. Para aumentar a segurança e o conforto dos alunos que frequentam e praticam esportes, o professor salienta que o uso do espaço deve ser mediado por professores, por auxiliares de coordenação e/ou inspetores nos tempos livres e durante as aulas. “Situações de conflito e de discórdia podem acontecer em atividades livres entre os alunos, assim como algum tipo de acidente. Um mediador normalmente irá prestar auxílio ou tentar achar o melhor caminho para resolver o problema”. E, para os gestores/as escolares que pretendem construir e/ou reformar a quadra, o docente recomenda: “Uma boa dica para os gestores é escutar os professores que ali trabalharão. Numa quadra poliesportiva, é muito importante que os espaços sejam bem aproveitados para que as práticas sejam mais efetivas e que as linhas demarcatórias dos espaços sejam proporcionais aos tamanhos da quadra e do público que ali será atendido”, completa Caldas. (RP)
SAIBA MAIS LUIZ FILIPE G. DA S. CALDAS lfilipecaldas@hotmail.com
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rotina escolar é permeada por uma lista extensa de atividades e programações pedagógicas. Nela, são trabalhadas diversas disciplinas e estudos transversais, tanto teórica como prática. E, nesse panorama, localizamos um momento de diversão, entrosamento, socialização e desenvolvimento entre os estudantes: a prática esportiva. As atividades físicas – que compõem diferentes modalidades esportivas – ressaltam trocas lúdicas e se desdobram no período de lazer.
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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, LIXEIRAS, PRODUTOS DE LIMPEZA, TAPETES, TOTENS DE ÁLCOOL, VENTIL ADORES), PROTETORES DE COLUNA
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CONTABILIDADE, ELEVADORES, MÓVEIS, PINTURAS ESPECIAIS
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GRAMA SINTÉTICA, PL AYGROUNDS
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PISOS, PL AYGROUNDS, SERRALHERIA, TERCEIRIZAÇÃO DE REFEIÇÕES PRONTAS
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