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Ed 137 revista direcional escolas

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Edição nº 137 A Revista do Gestor Escolar

ano 14 |Abril 2018 www.direcionalescolas.com.br


Editorial Fake News e a Educação A atualidade é atravessada por uma multiplicidade de conexões. Estas conexões, à qual me refiro, são heterogêneas e propagam redes digitais e comunicacionais em todos os âmbitos sociais, adentrando e transcendendo espaços e territórios antes limitados.

lizam exercícios com os alunos e alunas com o objetivo de treinar o olhar crítico e tirar a passividade do leitor diante da notícia. Durante as aulas de atualidades, eles refletem e desenvolvem opinião própria com base em notícias veiculadas por diversos meios.

A dinâmica sociocultural da contemporaneidade estimula e emerge contextos validados pelas interações digitais, o florescimento de compartilhamentos na web, serviços e ações facilitados por aplicativos, além de entretenimento audiovisual, jogos e impulsos educacionais, como ferramentas especiais para cursos, aprendizado de novas línguas e uma pluralidade inesgotável de aplicações e comodidades no plano online.

Segundo Bruno Romano, professor de história e atualidades do Colégio, as aulas são de extrema importância para formar cidadãos críticos e conscientes. “A aula é construída em cima de referências para enriquecer a visão dos alunos, então eles analisam a repercussão da notícia, dados, entrevistas, e refletem sobre a questão. Depois disso, esperamos um pensamento crítico dos estudantes”, afirma.

A partir da ascensão do fenômeno da internet, sobretudo sua popularização na última década, é possível localizar algumas problemáticas que despontam na sociedade da informação: a proliferação das fake news, ou seja, das notícias falsas. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as fake news têm 70% de chance a mais de se propagarem do que notícias verdadeiras. Além delas, outras questões em pauta são a falta de confiança nas fontes que divulgam informações e veículos de comunicação tendenciosos.

Já no Colégio Franciscano Pio XII, também localizado em São Paulo, a educação em mídia e informação começa no Ensino Fundamental I – os professores ensinam os pequenos a usarem as questões midiáticas, fazendo com que apresentem roteiros de pesquisas, com fontes citadas e confiáveis. Para Vanessa Gonçalves, coordenadora do Ensino Fundamental I, é preciso explicar e ajudar os estudantes a identificarem o motivo de determinada fonte não ser confiável. “Por exemplo, ensinamos que a Wikipédia não serve como fonte de consulta, pois qualquer pessoa pode colocar conteúdo lá. Muitos dos que alimentam o site não são especialistas no assunto ou usam informações falsas para nutrir o ciclo de fake news”, ressalta.

Para a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), a alfabetização midiática e informacional desde a infância é essencial para promover o acesso igualitário à informação. Observando a urgência de trabalhar esse tema, alguns colégios brasileiros começam a inserir essas disciplinas nas grades curriculares, adaptando, assim, o ensino sob o olhar contemporâneo. Nessa proposta, o Colégio Mary Ward, instituição que desenvolve seus trabalhos de educação há 78 anos, no bairro do Tatuapé, zona Leste de São Paulo, rea-

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável


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Nesta Edição: 08 10

Endormarketing - Como fazer com que os colaboradores, familiares, visitantes e o mercado compreendam e valorizem o que acontece na sala de aula

Coluna - Celso Antunes

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Coluna - Leo Fraiman

Competências socioemocionais e as tendências do futuro: como preparar nossos alunos para construir o amanhã?

Coluna - Jane Patricia Haddad

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Especial GEduc 2018 Gestão de alto impacto: estratégia para resultados eficazes

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Coluna - Adriana L. Albertal

Inglês e competitividade: como a falta de idiomas de comunicação internacional impacta nossa posição no fórum econômico mundial

Dica: Pisos

Conforto e segurança

Sobre a infância...

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Coluna - Daniel Medeiros

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Curiosidade e aprendizado

Conversa com o Gestor Educação internacional: apontamentos contemporâneos e possibilidades multiculturais

Coluna - Christian Coelho

Duas famílias exemplares

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Dica: Acessibilidade

Acesso total à educação

Dica: Playground A arte de brincar


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

A Revista do Gestor Escolar

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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Impressão Grass Indústria Gráfica

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais.

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO ENDOMARKETING - Como fazer com que os colaboradores, familiares, visitantes e o mercado compreendam e valorizem o que acontece na sala de aula

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Rabbit utiliza a nomenclatura de endomarketing para o conjunto de ações de marketing de relacionamento, marketing interno e propaganda regional institucional. O marketing de relacionamento divulga o trabalho pedagógico com a finalidade de aumentar a satisfação dos alunos e familiares, para que eles divulguem a escola através do boca a boca. O marketing interno auxilia a valorização e comunicação do staff da escola. A propaganda regional institucional tem o objetivo de mostrar o que acontece dentro da sala de aula para o mercado regional, de prospecção e ex-alunos. Este tipo de propaganda, menos comercial, é melhor assimilada pelos consumidores atuais.

estabelece as linhas de ensino e as diretrizes básicas da instituição: o que, de que forma e quais ferramentas utilizar para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a proposta pedagógica é um documento de referência. Por meio dela, a comunidade escolar exerce sua autonomia financeira, administrativa e deve considerar as orientações contidas nas diretrizes curriculares, elaboradas pelo Conselho Nacional da Educação e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Para que serve o endomarketing? Os principais objetivos de investir nesta prática são: captar e fidelizar clientes pela qualidade do trabalho pedagógico que é realizado diariamente e não pelo preço mais baixo e melhor infraestrutura; e conscientizar de que o papel da escola no Brasil não é somente educar futuras gerações, mas também assumir seu ofício de “Escolacentrismo”, isto é, educar a todos, através da ampliação do alcance dos seus serviços para que atinja além dos alunos, seus familiares e também todas as pessoas ao seu redor.

O que realmente importa para os pais? É comum escutar das equipes de atendimento que os pais não estão interessados na proposta pedagógica da escola, pois perguntam e se interessam apenas pelos valores, pela infraestrutura e, quando seus filhos são pequenos, focam as perguntas nos cuidados que receberão. Essa impressão ocorre devido ao fato das famílias realmente verbalizarem somente os interesses acima mencionados.

A comunicação de endomarketing inicia-se na divulgação do seu grande diferencial: a sua proposta pedagógica. A identidade da escola, isto é, sua proposta pedagógica, é única e geralmente o seu grande diferencial. Por ser construída coletivamente, desenvolvida ao longo dos tempos e embasada nos princípios da direção e coordenação, não existe uma proposta pedagógica igual à outra em nenhuma das escolas que eu conheço. Também chamada de projeto pedagógico, político-pedagógico ou educativo, a proposta pedagógica

“A proposta pedagógica pode ser considerada uma pequena constituição da escola.” Manuel Álvarez - Educador espanhol

A andragogia explica o que ocorre: a mente do adulto tende, em um primeiro momento, a familiarizar-se com dados concretos, coloquiais e que compreenda integralmente, como o valor, a infraestrutura e o cuidado com filhos pequenos. Já conceitos subjetivos não reconhecidos imediatamente, tendem a gerar a sensação subliminar de insegurança, sendo colocados em uma segunda instância ou até mesmo subtraídos. Na verdade, os pais querem saber de aspectos mais relevantes: como a escola irá preparar o filho para a vida adulta, para que este saiba fazer escolhas, viver e conviver em sociedade e enfrentar os desafios que estão

por vir. O papel da escola é apenas lembrálo para que ele próprio retifique a ordem de prioridades. Partindo deste princípio, as escolas conteudistas e as tradicionais levam muita vantagem na comunicação com os públicos-alvo externos, pois seus diferenciais são mais claros e concretos. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender. Assim, tenderá a compreender e se familiarizar mais facilmente com um discurso tradicional contendo informações que ele já tenha vivenciado em sua época de estudante, como disciplinas compartimentadas, lição de casa e ditado. Nesta mesma linha de pensamento, os rankings do ENEM e de vestibulares são dados concretos e simplistas, de fácil compreensão. Por outro lado, as escolas mais modernas ou com uma proposta mais ampla, como as que focam também na formação do indivíduo, necessitam de um discurso mais didático, explicativo e embasado em técnicas andragógicas. Esta dificuldade em comunicar seus diferenciais e, por consequência, em manter ou captar novos alunos têm levado algumas escolas a acharem que o erro está na sua proposta pedagógica. Com suas convicções abaladas, a insegurança tende a se alastrar para todos os públicos-alvo e piorar o problema. Mudanças repentinas e agressivas podem passar a sensação de falta de rumo, o que para uma instituição de ensino é muito perigoso. Os problemas das escolas não estão nas suas propostas pedagógicas, mas sim nas falhas que ocorrem no planejamento, na gestão e comunicação.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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COLUNA / CELSO ANTUNES

foto cedida pelo colunista

DUAS FAMÍLIAS EXEMPLARES

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rimeira família: Maria Helena, Reginaldo e Felipe - Mamãe! Estou com uma fome de leão. Você prepara um lanche bem gostoso? - Claro que sim, meu anjo. Não existe alegria maior para a mamãe que o apetite de seu filho querido. Espere dois minutinhos e o lanche mais gostoso do mundo estará à sua frente... Minutos depois:

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- Papai. Eu joguei bola, corri, pulei e agora estou morrendo de sede. Não alcanço o filtro, você pega um copo d’ água para mim? - Mas é claro, meu anjo... Em um minuto o copo de água exterminador de sede estará em suas mãos.

- Claro, mamãe... Primeiro você tem que ter uma mesa e na mesa o pão. - Ótimo... Façamos de conta que a mesa está bem à nossa frente. E agora? - Agora você precisa cortar o pão! - Cortar em rodelas? - Não, mamãe. Cortar de comprido. Entendeu? - Entendi, meu bem. Mas... E depois? - Depois, mamãe, você pega o queijo na geladeira e põe entre as fatias de pão... - Mas... Será que cabe? Não vai ficar enorme para sua boca? - Não, mamãe... Não é o queijo inteiro... Você tem que cortar uma fatia! Entendeu? - Agora entendi. Em dois minutinhos seu belo e gostoso lanche vai estar em suas mãos...

Pais maravilhosos, prestativos, carinhosos... Servis.

Minutos depois:

Segunda família: Cláudia, Gilberto e Marcinha - Mamãe! Estou com uma fome de leão. Você prepara um lanche bem gostoso? - Claro que sim, meu anjo. Não existe alegria maior para a mamãe que o apetite de sua filha querida. Espere cinco minutinhos e o lanche mais gostoso do mundo estará à sua frente... Mas antes, vamos fazer de conta que a mamãe esqueceu como se prepara um lanche. Você me explica:

- Papai. Eu estava jogando peteca, corri, pulei e agora estou morrendo de sede. Não alcanço o filtro, você pega um copo d’ água para mim? - Com prazer, meu amor... Mas, só dois minutos... Faz de conta que deu um branco na cabeça do papai e eu esqueci como providenciar a água para você! Preciso de sua ajuda... - Bem, papai, é fácil. Primeiro, você pega um copo limpo no armário, encosta o copo na torneirinha do filtro e pronto...

- Mas a torneira está fechada. E agora? - Agora, papai, abre a torneirinha e quando o copo estiver cheio você fecha e depois me entrega. Não é fácil? - Com sua ajuda ficou mesmo fácil. Estou pegando o copo e em minutinho ele vai acabar com sua sede. Pais maravilhosos, prestativos, desafiadores, interrogadores. Atendem o filho, não sem antes estimular suas mentes, agitar neurônios, estimular a linguagem, a compreensão, ajudar as inteligências... Agora, para o cotidiano com as crianças, faça a sua escolha: Servidão ou Estimulação? Atender e nada mais ou atender e ajudar, engrandecer, enobrecer.

O Colunista Celso Antunes tem bacharelado e licenciatura em Geografia. É mestre em Ciências Humanas pela USP e é considerado um grande formador de opinião no mundo da educação. Tem mais de 280 publicações e suas obras foram traduzidas pra mais de seis países. Celso Antunes também ministra palestras em diversos países como Argentina, Uruguai, Peru, México, entre outros. EMAIL: celso@celsoantunes.com.br


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Competências socioemocionais e as tendências do futuro como preparar nossos alunos para construir o amanhã?

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uando pensamos no futuro fica fácil perceber que estamos caminhando para uma realidade cada vez mais complexa, em que as grandes questões como os ciclos migratórios, as questões climáticas, sociais, políticas, econômicas e tantas outras não serão mais resolvidas por uma ou outra nação isoladamente e nem por meio de soluções fáceis. Em um mundo cada vez mais acelerado, facilmente sentimos que as pessoas não têm tempo para nada. Vivemos uma realidade que nos deixa cada vez mais ansiosos, afinal, não temos certezas nem garantias do porvir. O mercado de trabalho tem se tornado bastante competitivo e exigente. Basta perceber como nos sentimos hoje numa simples ida à padaria ou ao cabeleireiro, ao contratar os mais diversos produtos e serviços nós exigimos cada vez mais, queremos qualidade e excelência. Assim, os outros também esperam o mesmo de nós.

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Somado a isso, há o fato de que tenderemos a viver por mais tempo, o que significa novas demandas, novas oportunidades, novas pressões e novos custos. Um mundo mais fragmentado e mais solitário em que a sensibilidade e as competências socioemocionais vão fazer toda a diferença. As competências cognitivas, como o letramento e a numeração, são fundamentais para o desenvolvimento do indivíduo. Porém, hoje já se sabe, por meio de pesquisas recentes, publicadas em um relatório da OCDE , que as competências socioemocionais fazem uma grande diferença no progresso socioeconômico, no resultado acadêmico e são responsáveis pela redução de diversos fatores de risco, tais como

obesidade, violência e tabagismo, entre outros. Elas são também chamadas de não cognitivas ou de caráter. São o tipo de habilidade envolvida na manutenção de objetivos, no trabalho em grupo e no controle emocional. As capacidades cognitivas básicas como reconhecimento de padrões, velocidade de processamento, memória, extração, acesso, interpretação, reflexão, são melhor desenvolvidas na medida em que ajudamos nossos alunos, crianças e adolescentes, a atingirem objetivos, perseverando, desenvolvendo a inteligência emocional, aprendendo a trabalhar em grupo e a lidar bem com as emoções. Uma aluna tira uma nota baixa em matemática. O que vai fazer com que ela persista e busque melhorar é a perseverança, o foco, a automotivação, a flexibilidade, em suma, a atitude proativa. Isso são competências socioemocionais. A Metodologia OPEE, que desenvolve atividades neste sentido há mais de 15 anos, em mais de 640 escolas no Brasil todo, visa justamente favorecer o desenvolvimento de uma educação integral e integrada. Destaco esse como um case de sucesso porque afinal, no mundo inteiro há iniciativas sendo desenvolvidas na busca de uma formação mais integral, mais completa, que responda às novas demandas do mundo nas mais diversas áreas de nossas vidas. É fácil perceber, quando pensamos no amanhã, que a inteligência artificial e as novas tecnologias vieram para ficar, mudando formas de viver, de conviver, de trabalhar e de nos relacionar. Isso significa que para alunos que tenham um bom nível educacional, inspiração, acesso à tecnologia e atitude empreendedora, o futuro

estará repleto de oportunidades. Já para aqueles que não têm motivação, acesso a uma boa educação e que desenvolverem uma atitude reativa, apática, o futuro pode se tornar bastante tormentoso, afinal de contas, diversas pesquisas apontam que de 60 a 75% das profissões do futuro ainda nem existem e se não prepararmos nossos alunos ao longo de muitos anos para se tornarem protagonistas do amanhã, estaremos inevitavelmente formando pessoas à margem de uma sociedade que seguirá o seu próprio caminho. E na sua escola? O que tem sido feito para ajudar cada aluno e aluna a desenvolver a inteligência emocional? Na sua instituição de ensino existe espaço para a reflexão sobre o autoconhecimento? Seus educadores têm trabalhado os valores? Seus professores se percebem como pessoas inspiradoras? E as famílias que prestigiam sua escola? São também inspiradas e orientadas a fazerem o melhor que podem? É hora de percebermos que chegou um novo tempo, um tempo que exige de nós uma formação completa e abrangente para o Homem de um novo tempo.

O Colunista Léo fraiman Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/ FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / LEO FRAIMAN


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COLUNA / JANE PATRICIA HADDAD “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História” Guimarães Rosa

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enho refletindo muito sobre o quanto aprendo com as crianças. Sempre fui uma criança curiosa, além de ser arisca, mas tenho certeza de que aprendi a ser adulta sendo, primeiro, criança – pensando e agindo como criança e, principalmente, me apaixonando pela arte de ser criança.

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Tenho me perguntado várias vezes ao longo da minha vida: porque escolhi a educação; e também porque escolhi a psicanálise; e porque me tornei mãe; e são tantos porquês da vida que me mantenho ativa, inquieta e atenta, principalmente. Não tenho muitas respostas para tais indagações, mas uma certeza, mesmo que provisória, eu tenho: sempre apostei nas crianças e no que elas podem se transformar. É só uma questão de observá-las, escutá-las e falar de alguma forma sua própria língua. Hoje, no ano de 2018, venho me perguntando “o que anda acontecendo com os adultos da relação?”. De norte a sul, de leste a oeste, pais e professores perguntam “o que está faltando na educação de seus filhos e alunos?”. Eu responderia instantaneamente: apaixonar-se pela infância – é nela que está guardada o maior tesouro da vida de um sujeito. Talvez o momento seja de rever nossas perguntas e também nossas certezas. A educação contemporânea questiona sobre como ensinar as crianças, como fazê-las ter interesse pelas aulas, como, como e como... Na verdade, particularmente, não gosto muito

dessa metodologia e prefiro aprender o para quê das situações educativas que rondam nossas salas de aulas. Prefiro acreditar que o ato de educar está passando por uma regeneração da nossa função de adultos responsáveis pelas novas gerações. Parece que nós, adultos, ao crescermos vamos perdendo nossa curiosidade natural e, principalmente, vamos esquecendo o caminho que nos levou a querer aprender alguma coisa e o que realmente faz sentido em seguir com nossa CAUSA escolhida anteriormente. Não sei ao certo o que falar aos adultos – pais e professores – mas há algo que eu sinto: somos nós a bússola dos pequenos que estão chegando e, quando eles chegaram nesse mundo, nós já estávamos aqui. Portanto, temos responsabilidades a serem assumidas. Talvez nesse momento, a primeira tarefa seja revisitar nossa própria infância. E como uma segunda tarefa, podemos rever os adultos que nos tornamos e o motivo de tanta pressa frente a infância. Será que a tenra idade não tem mais sentido, mal sabemos (ou não queremos saber) que a nossa infância está encapsulada ali no nosso inconsciente e se manifesta a todo momento, gostemos ou não, ela encontra uma forma de se fazer presente. Será que a infância tem sido realmente acolhida pela educação contemporânea? Gosto muito de observar pais, crianças e também professores e seus alunos

infantis. E a impressão que tenho é que os adultos estão sempre correndo e se preparando para algo que está por vir, e o momento presente, passa... Afinal de contas, os adultos têm tantas coisas importantes para fazer, tantas reuniões para participar, relatórios para preencher, redes sociais para serem checadas, conteúdos a serem passados e assimilados para uma educação que está sempre por vir. Venho me perguntando se a saída, hoje, não seria uma escuta mais silenciosa das novas gerações. Essas gerações que os adultos andam se perguntando de onde surgiram, de como entendê-los, de como fazer com que eles nos olhem, nos escutem e de como fazer com que eles acreditem que nós, adultos, ainda temos algo a lhes dizer, algo que não seja somente prepará-los para passar de ano, fazer avaliações e, principalmente, que paremos de prepará-los para serem BEM-SUCEDIDOS.

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

foto cedida pela colunista

SOBRE A INFÂNCIA...


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Curiosidade e aprendizado

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aprendizado sobre qualquer coisa começa sempre com alguma pergunta: “o que é isso?”, “como funciona?”, “o que esse botão faz?”, e assim por diante. É assim: alguém curioso encontra alguém atencioso e a “mágica” se faz.

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Na escola, costumam chamar os personagens desse diálogo de aluno e professor. Lamentavelmente, nem sempre é assim. Muitas pedagogias falam em “despertar” a curiosidade da criança e do jovem. Eu sempre me surpreendi com essa abordagem, porque curiosidade foi a mola propulsora da humanidade, seu desenvolvimento e, em última instância, a razão maior da sua sobrevivência. Como é que agora virou um item da formação dos professores? Será, por acaso, que acham que as crianças e jovens não são curiosos e que é necessário ensiná-los a sê-lo? Eu discordo. Penso que as crianças são naturalmente curiosas e por isso não é preciso despertar nada. Apenas ouvir e responder. Ou devolver as perguntas. Mas para isso os adultos precisam dar ouvidos, com tempo e paciência, e oferecer de volta respostas que não concluam as perguntas, encerrando o assunto. Há algum tempo fui visitar uma cidade ao pé da serra do mar e um menino de aproximadamente 9/10 anos, perguntoume por que o leito do rio é cheio de pedras. Ele mesmo tinha uma hipótese: “será que as pessoas jogam essas pedras todas aí?”. Conversamos por cerca de

quarenta minutos e consegui fazer uma trilha de perguntas que conduziu o olhar do menino esperto para o alto da montanha, de onde as pedras rolavam em direção ao rio que passa ao lado da casa dele. Na sala de aula, procuro apresentar meus conteúdos sempre na forma de perguntas. Tento mostrar aos alunos como muitos fatos que todos tomamos por “óbvios” têm quase sempre uma explicação. Mas só saberemos se perguntarmos. À propósito: sei por que as aulas para crianças e jovens, normalmente, são pouco atraentes: porque afirmamos coisas demais. Verdade que não temos tempo para estarmos à disposição de todas as perguntas das crianças. Mas e se, no tempo disponível, ouvíssemos e, em vez de responder de pronto, as incentivássemos a formular da melhor maneira possível a dúvida delas para, na sequência, darmos pistas e devolver as perguntas, como em um jogo de detetive? Garanto que não seria apenas um momento de aprendizado. Seria muito prazeroso. Aliás, acho engraçado que hoje consideram uma grande ideia a gameficação. Mas não foi isso que sempre se fez? Brincar? Jogar? A grande questão, para mim, é: por que não fazemos mais perguntas ou ouvimos mais as perguntas dos outros? Walter Benjamin associou a crise da narrativa com a incapacidade de as pessoas trocarem experiências. Hannah Arendt falou sobre a desistência de muitos adultos em assumir responsabilidades (que é a capacidade de responder) com as crianças:

“Nesse mundo, mesmo nós não estamos muito a salvo em casa; como se movimentar nele, o que saber, quais habilidades dominar, tudo isso também são mistérios para nós”. Desse jeito, a coisa fica feia. A curiosidade gera aprendizado. Se não aprendemos mais, talvez seja porque tudo já nos é dado e quando não, não sabemos o que dizer, principalmente nós, adultos. Flutuamos em meio a coisas que funcionam e nos distraem, mas não nos estimulam e completam. Uma sala de aula sem perguntas e sem respostas que geram novas perguntas é um lugar muito triste. Não é à toa que crianças e jovens queiram estar em outro lugar, mesmo sem saber que lugar é esse.

O Colunista Daniel Medeiros Doutor em Educação Histórica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professor no Curso Positivo, de Curitiba (PR).

foto cedida pelo colunista

COLUNA / Daniel Medeiros


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CONVERSA COM O GESTOR Educação internacional: Apontamentos contemporâneos e possibilidades multiculturais Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

“O cenário mudou nos últimos anos, principalmente pela questão financeira e econômica, o desenvolvimento do país nos últimos 15 anos possibilitou que um número maior de brasileiros pudesse ingressar em universidades no exterior. Com isso, há outros fatores, como a questão qualitativa das nossas próprias universidades federais e, também, uma nova geração que entende que essa qualificação é importante para que o leque de opções profissionais se estenda para fora do Brasil”, diz o diretor executivo Leonardo Trench

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educação é (re)conhecida como um polo ímpar de descobertas. Esse processo de exploração acontece em todas as fases da educação de base, segue pelo ensino médio e continua na vida acadêmica. E essa sensação, acompanhada de uma vivência saudável e intrínseca, compõe um ser humano dotado de referências multiculturais. Abordar e promover essas questões e sensações no âmbito escolar transcende locais físicos e constrói pontes inimagináveis.

o ensino médio. Leonardo Trench, diretor executivo de uma empresa curitibana que assessora estudantes dispostos a estudar fora do Brasil, nos conta que em 2017, dos 246,4 mil estudantes que deixaram o país para fazer cursos no exterior, 25,5% deles, ou 62.832, ingressaram em uma instituição de ensino superior — uma alta de 50% em relação a 2015, quando 41.800 foram buscar uma formação fora, segundo a Brazilian Educational & Travel Association (Belta), que reúne as agências de programas educacionais no exterior.

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No cenário contemporâneo, principalmente ajustado a valores globalizados e culturas partilhadas, avistamos movimentos instigantes que reforçam uma formação integral do ser humano, fomentando trocas, compartilhamentos e variações plurais de ingresso ao ensino regular.

“Para os especialistas, esse esforço é para obter formação profissional e acadêmica mais ampla e adequada a um mercado de trabalho globalizado. Se antes o interesse era por cursos de idiomas, agora a viagem de estudos é pensada como investimento direcionado à formação profissional, atento às oportunidades no futuro. E é Tendo o processo educacional como foco, fora do país que estão as melhores escolas a atualidade demonstra crescente procura para essa formação”, diz Leonardo. por cursos, especializações e graduações no exterior como, também, ingresso para O diretor cita, como exemplo, o ranking de MBAs da editora britânica Quacquarelli Symonds (QS) – considerada uma das classificações internacionais mais influentes do mundo – os 100 melhores cursos estão espalhados pelos Estados Unidos, pela Europa, pela Ásia e pela Oceania. “Neles, o aluno tem contato com professores e pesquisadores que são autores de teorias e conceitos empregados no mercado. Alguns MBAs contam até com vencedores de Prêmio Nobel no quadro docente”, ressalta. High School do Colégio Marista Arquidiocesano (SP)

Com relação ao ensino médio (conhecido

Leonardo Trench

como High School), Fabiana Fernades, gerente de produtos de uma empresa de intercâmbio, acredita que a principal vantagem de realizar o ensino médio no exterior é a internacionalização do currículo, desenvolvimento da fluência do idioma, maturidade e resiliência. “Essas são algumas características comuns obtidas para quem realiza essa experiência internacional”. Segundo a gerente, a fluência em um segundo idioma tornou-se não somente um diferencial, mas na maioria das carreiras um pré-requisito. “E com foco na construção de uma carreira e um futuro de sucesso, mais famílias investem nos estudos dos filhos, não só na questão acadêmica, mas de conhecimento de outro idioma e habilidades de relacionamento interpessoal. Outra questão, é a maior oferta de informações sobre os programas de intercâmbio e facilidades para realizar”, ressalta. Além dos estudos no exterior e das possibilidades de intercâmbio de saberes, localizamos novas propostas de colégios brasileiros que são guiados por uma possibilidade de experiência internacional, aprofundamento de conhecimentos no idioma, contato com uma nova cultura e ampliação de horizontes acadêmicos sem precisar mudar de país durante o ensino médio. INTERNACIONALIZAÇÃO Fundado em 1858 na cidade de São Paulo (SP) e com uma estrutura completa para a


PBL (Problem-Based Learning na sigla em inglês), através da qual o aluno é provocado e convidado a assumir o protagonismo de seu aprendizado. “É uma prática em que o processo de ensino-aprendizado é centrado no aluno e isto molda sua aquisição de conhecimento aliada ao desenvolvimento de valores, como colaboração em grupo aprimorada e comunicação, por exemplo, que são requisitos para o profissional globalizado deste novo século”.

Oferecendo todo o desenvolvimento educacional – que inicia na Educação Infantil e se aprofunda ao longo dos Ensinos Fundamental e Médio – o colégio tem investido em vários projetos diferenciados para seus alunos como, por exemplo, o projeto recente pautado na internacionalização, ESTUDANTE GLOBAL propiciando ao aluno uma vivência Localizado no bairro do Morumbi (SP) internacional mais significativa. e fundado em 1954 com o compromisso “Isto contempla aumento de carga educacional conduzido pela filosofia horária de língua inglesa no ensino franciscana, o Colégio Franciscano Pio curricular, programas periódicos de XII mantém em seu diferencial um diálogo intercâmbio de curta duração e também constante entre o conhecimento acadêmico o programa High School. Nossa missão e a formação humana, entendendo o é ampliar os horizontes acadêmicos de educando como agente de transformação nossos alunos e aumentar potencialmente social, que atua em prol do fortalecimento o leque de possibilidades deles na de um mundo justo e fraterno. ocasião da sequência de seus estudos em instituições de ensino superior”, explica Alan Dantas Leonardo, coordenador de internacionalização do colégio. De acordo com o coordenador, alguns aspectos positivos podem ser observados por alunos e alunas que optam pelo programa High School no Brasil, como: a ausência do impacto causado pelo período de adaptação dos/as alunos/as que estudam no exterior (alimentação, acomodação, fuso horário e as possíveis interferências na qualidade de seus estudos); e questões econômicas que devem ser ponderadas no orçamento familiar, pois a manutenção de um aluno durante o período do Ensino Médio no exterior é variável de acordo com a escolha do país e, também, de acordo com a instituição escolhida.

Colégio Franciscano Pio XII (SP)

Disponibilizando imersões no inglês, além de propor um estímulo ao pensamento crítico e a conclusão do Ensino Médio com um diploma americano, há cerca de oito anos, o Colégio Franciscano Pio XII oferece a possibilidade do programa High School aos alunos por meio da parceria “Acrescento também que, no caso do com a University of Missouri (EUA). High School Marista, o aluno aprofunda seus conhecimentos em língua inglesa e “O programa é opcional e tem por aprimora sua comunicação no idioma, objetivo ensinar o domínio do idioma uma vez que ele está em contato ao estudante para que ele transite na direto com professores americanos língua inglesa de forma natural e que 4 horas por semana, além do o familiarize com os processos globais de economia e sociedade”, diz Heloisa acesso à plataforma online”, sublinha. Helena Parciasepe, coordenadora do Neste programa, conta Alan, há um High School do colégio. Ela também cuidado de oferecer ao estudante o ressalta outros pontos que levam as contato com uma metodologia ativa famílias a matricularem seus filhos no baseada em resolução de problemas, curso: “abrem-se novas oportunidades ao

aluno, tanto para ele estudar fora, quanto seguir carreira no nosso país”.

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O programa, que prevê o mínimo de 600 horas-aula durante o período de três anos, tem início no 9º ano do Ensino Fundamental e termina no 2º ano do Ensino Médio, seguindo a mesma estrutura do ensino americano. Além das disciplinas brasileiras no horário oficial do colégio, os alunos cursam no período da tarde, duas vezes por semana, as disciplinas do currículo americano. A metodologia do High School prioriza a leitura de obras completas, a escrita e a exposição oral com forte capacidade de argumentação. “As aulas são ministradas em inglês por professores nativos em língua inglesa e a formação é ancorada em duas certificações: a brasileira e a americana”, explica a coordenadora. As disciplinas, clássicas e contemporâneas, estão divididas em quatro grandes áreas: Oratória (Speech e Debate), Língua Inglesa (English e Writing for the Critical Thinker), Estudos Sociais (US History, US Government e Economics) e Diversificadas (Health, Career Planning, College Prep e Marketing for the 21st Century). Outra novidade da parceria é o programa Middle School Global Leaders para os estudantes de 7ºs e 8ºs anos do Ensino Fundamental - um currículo integrado de Ciências Humanas baseado em tópicos da agenda Global Issues da ONU, também ministrado em inglês. As atividades envolvem os participantes ativamente com os problemas da comunidade, desenvolvendo o pensamento crítico para resolução global de problemas locais, já preparando os alunos para a atmosfera High School.

SAIBA MAIS Alan Dantas Leonardo (Colégio Marista Arquidiocesano) arqui@colegiosmaristas.com.br Leonardo Trench info@gradeup.com.br Heloisa Helena (Colégio Franciscano Pio XII) heloisa.hs@pioxiicolegio.com.br

Direcional Escolas - Abril 2018

prática de diversas atividades (esportivas, culturais e linguísticas), o Colégio Marista Arquidiocesano oferece uma estrutura de aprendizagem baseada na excelência de mais de 150 anos em educação.


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Especial GEduc 2018 Gestão de alto impacto: Estratégia para resultados eficazes Texto e fotos por Rafael Pinheiro

GEduc 2018 - Gestão de Alto Impacto

I

nserida no cerne de uma extensa e robusta engrenagem de conhecimento, bem como uma intersecção entre diversos campos socioculturais, a educação demonstra, em escalas diversas, evidências de possíveis e instigantes (re) modulações desde seu ensino de base até as formações do ensino superior.

Direcional Escolas - Abril 2018

Com um cenário atualizado e repaginado, integrando amplas adaptações – como a última proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) editada pelo Ministério da Educação (MEC) para a Educação Infantil e Fundamental; a ascensão de aparatos tecnológicos, como aplicativos de diversas funcionalidades até equipamentos de uso pedagógico contínuo nas salas de aula; a ampliação da oferta de ensino à distância, tanto no ensino acadêmico como tecnológico; além de experimentações, alternativas, como também estudos e rela-

Considerado um importante evento que alia gestão e educação, o congresso GEduc deste ano, que chegou à sua 16ª edição, reuniu mais de 600 profissionais da alta gestão de instituições de ensino privadas – dos segmentos básico e superior – de todo o Brasil durante os três dias do evento tos de resultados que compõem uma base sólida para a discussão do futuro da educação e suas reverberações. Dessa forma, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação, de novos trajetos e maneiras de observar os processos que nutrem o cotidiano do ensino. E, assim, debates, fóruns, capacitações e encontros propiciam uma interação e promoção de novos horizontes possíveis e tangíveis. Proporcionar um diálogo pleno e denso incluindo questões práticas e mecanismos que podem ser incorporados em uma rotina institucional é o principal caminho para acoplar e difundir ideias interessantes, distribuindo, em grande escala, as vantagens de uma boa gestão – envolvente e relevante. Contribuindo, assim, não apenas para o bem-estar administrativo (e também financeiro), mas para uma escala ampla entre a sala de aula, as relações (entre pais & alunos, pais & funcioná-

Max Gehringer

rios, funcionários & funcionários) e a estruturação educacional em si. O Hotel Maksoud Plaza, localizado na região central de São Paulo, recebeu, entre os dias 21, 22 e 23 de março, o GEduc 2018, que explorou o tema “Gestão de Alto Impacto – Estratégia para Resultados Eficazes”. Realizado pela HUMUS, a 16ª edição do evento, considerado um renomado congresso de gestão educacional da América Latina, apresentou, durante os três dias, um olhar amplo às questões que tangem a gestão escolar atual. Tendo como objetivo reunir grandes nomes do setor educacional, a fim de explorar modelos a construir um futuro desejável para um mercado tão competitivo, bem como analisar estratégias, reflexões, novidades educacionais e uma gama extensa de experimentações que podem ser adotadas na rotina estudantil – seja ela através

Sandra Regina Rezende Garcia (Diretora pedagógica e de soluções pedagógicas da Mind Lab do Brasil)


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PNGE 2018

de gestão de pessoas, governança corporativa, tecnologia, inovações acadêmicas, ensino básico/técnico ou marketing educacional. Dentre as novidades para esta edição, destaque para o I Fórum de Gestão do Ensino a Distância, presidido pelo Prof. Dr. Luciano Sathler (Diretor de Ética e Qualidade da Associação Brasileira de Ensino a Distância – ABED), com participações de Roberto Valério (Kroton Educacional), Ricardo Santos (Cisco no Brasil), Profa. Dra. Josiane Maria de Freitas Tonelotto (Reitora do EAD Laureate Brasil) e Dr. Roberto Paes (Grupo Estácio); e para o I Fórum de Tecnologia Educacional, com participações do Prof. Carlos Longo (Diretor da ABED e Pró-Reitor Acadêmico da Universidade Positivo), Prof. Valdecir Simão (UNICESUMAR), Profa. Alini Dal Magro (Instituto Singularidades), Luis Coimbra (Kroton), Elisa Wolynec (Techne), Roger Antonio Finger (Positivo Tecnologia) e Glauber Menezes (Apoena). Destaque, também, para a abertura do evento, que trouxe a palestra magna “Gerenciamento eficaz de mudanças”, com Max Gehringer; a fala do conferencista Clovis de Barros Filho, com o tema “Como alcançar um resultado de alto impacto?”; e demais temas/painéis presentes nos três dias do evento, como: III Fórum de Líderes Educacionais; Workshop – A aplicabilidade da Portaria Normativa nº 15 do MEC para instituições portadoras do CEBAS; VII Fórum de Inovação Acadêmica; II Fórum de Governança Corporativa em Educação; XIV Jornada de Marketing Educacional; XI Fórum de Gestão de Pessoas; e o consagrado XVI Congresso Brasileiro de Gestão Educacional.

O Prêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE), premiação realizada pela HUMUS que visa disseminar boas práticas educacionais, bem como ideias e projetos instigantes com o propósito de melhorias para o negócio – tanto no sentido acadêmico como administrativo – chegou a mais uma notável edição apresentando

Clovis de Barros Filho

três categorias classificatórias: Gestão Acadêmica, Gestão Administrativa e Responsabilidade Social. Para a correalização do PNGE, a HUMUS conta com o apoio da CONFENEN (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), FENEP (Federação Nacional das Escolas Particulares), ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), ABRAFI (Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas), ANACEU (Associação Nacional dos Centros Universitários) e da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Neste ano, a Cerimônia de Premiação do PNGE ocorreu na tarde do primeiro dia do evento, 21 de março, durante o XVI Congresso Brasileiro de Gestão Educacional. Os vencedores das cate-

gorias são: GESTÃO ACADÊMICA – Vencedores do Ensino Superior: ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), ouro; Faculdade FACTUM, prata; Grupo UNIS, bronze. Vencedores da Educação Básica/Técnica: Colégio Israelita Brasileiro, ouro; Colégio Farroupilha, prata; Escola AEJA Mackenzie, bronze. GESTÃO ADMINISTRATIVA Vencedores do Ensino Superior: UNICESUMAR, ouro; ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), prata; Faculdade CESUSC, bronze. Vencedores da Educação Básica/ Técnica: Colégio CIMAN, ouro; Colégio Farroupilha, prata; Grupo Literatus Educacional, bronze. RESPONSABILIDADE SOCIAL Vencedores do Ensino Superior: Universidade UNIFENAS, ouro; ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), prata; Faculdade La Salle, bronze. Vencedores da Educação Básica/ Técnica: o Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré ganhou ouro e prata (com dois cases distintos, intitulados “Centopeia” e “Caixa de sapato”, respectivamente); Colégio CIMAN, bronze. O PNGE já premiou mais de 100 cases de sucesso de instituições privadas e gestores educacionais que realizaram ações inovações no âmbito da educação. A cada ano, a premiação recebe um número maior de inscrições e indicações, sendo considerada, assim, sinônimo de valorização de excelentes atitudes educacionais no Brasil.

Roberto Valério (Vice-Presidente para as Operações de Ensino a Distância da Kroton Educacional)

Direcional Escolas - Abril 2018

Cesar Callegari (Presidente da Comissão de Elaboração da BNCC)

Superando as expectativas, mais de 600 congressistas se reuniram durante o GEduc para prestigiar palestras de alto nível, ministradas por conferencistas extremamente requisitados – e que são referências em suas áreas de atuação. Trazendo, assim, conteúdos relevantes para o cotidiano das escolas e IES presentes no encontro.


22 Jane Haddad no lançamento da obra “Escola no Divã”

ESCOLA NO DIVÃ Propondo uma escuta da escola contemporânea, o livro “Escola no Divã” (Wak Editora), que teve um lançamento especial durante o segundo dia do evento, 22 de março, reflete algumas problemáticas atuais – e necessárias.

Direcional Escolas - Abril 2018

Inspirados em um diálogo intrínseco na busca por novas compreensões da escola, os quatro autores (e educadores) Ademar Batista Pereira, Esther Cristina Pereira, Geraldo Peçanha de Almeida e Jane Patrícia Haddad, juntos, somam mais de 100 anos de experiência educacional. Somando, a essa experiência, trabalhos internacionais, vivências em psicopedagogia, alfabetização, gestão educacional, formação constante em psicanálise e, sobretudo, na escuta de educadores em “sofrimento” e na contribuição para um mundo melhor. Dessa forma, o “livro-diálogo” aponta caminhos, ideias, ressonâncias na atualidade e problematizações que pairam o universo complexo e peculiar da educação. “Da conversa com pais e educadores, passando pela sociedade em que estão inseridos e trazendo a visão de mantenedores e gestores, os autores passam por todos os campos de composição da escola em uma escuta pautada no sujeito. A escuta que cura. A escuta que traz respostas”, indica um trecho da resenha do livro. Além da “Escola no Divã”, outras publicações foram lançadas durante o evento: “A Arte da Educação” (Obliq Livros) escrito pelo professor e chanceler do Grupo Estácio, Ronaldo Mota; “Sala de Aula – Quando eu entro e fecho a porta. Quando entro e abro a por-

Eduardo Cordeiro (Especialista em Marketing Digital) e Maysa Simões (Diretora de Marketing do Sistema de Ensino Poliedro)

ta” (Wak Editora) dos autores Cleide do Amaral Terzi, João Carlos Martins e Lucilla da Silveira Leite Pimentel; e, também, a distribuição gratuita da obra “Inteligência Socioemocional – A formação de mentes brilhantes”, edição exclusiva da Escola da Inteligência escrito por Augusto Cury. PRODUTOS E SERVIÇOS EDUCACIONAIS Os congressistas do evento também tiveram a oportunidade de conhecer as novidades oferecidas pelos parceiros do GEduc 2018 (patrocinadores e expositores) durante a XVI Exposição de Produtos e Serviços Educacionais. Mais de 40 empresas estiveram presentes nessa área destinada aos parceiros da HUMUS e dentre os diversos estandes espalhados pelo espaço, um leque de produtos e serviços inovadores estavam à disposição dos/as gestores/as educacionais para aderir e implantar em suas instituições. ADMINISTRAÇÃO/FINANCEIRO DNA da Educação; Fundacred; Mensalidades; MercadoEdu; Styllo Corretora (Seguro para o segmento educacional). BRINQUEDOS/PLAYGROUNDS Krenke; Pimpão. FOTOGRAFIA LES Criações; School Picture. GAMEFICAÇÃO Seppo. MAKER Mind Makers; Nave à Vela.

P R O G R A M A S /M E T O D O L O G I A S BILÍNGUES International School; Seven Idiomas; English Stars; Liaison America (Educação Internacional). SISTEMAS DE ENSINO Bernoulli; Mackenzie Educacional; Nuvem9Brasil (Programa de Educação das Competências Socioemocionais). SISTEMAS/PLATAFORMAS Lyceum; Campus Management; Canvas LMS; Eduxe. TECNOLOGIA/SOLUÇÕES DIGITAIS Amazon Web Services; Ingram; Interney; Ago App; Escola em Movimento; EduQC; Foreducation Edtech; FutureKids; Grupo A; Imaginie; Mind Lab; Positivo Tecnologia Educacional; Qualiz; SophiA; Sponte; Tellme School. Agenda: A próxima edição do GEduc acontecerá entre os dias 27 e 29 de março de 2019.

SAIBA MAIS Para saber mais sobre o GEduc, acesse: HUMUS: www.humus.com.br Redes Sociais HUMUS: www.facebook. com/humus.consultoria (Facebook) e Humus Consultoria (Instagram) Download de Materiais dos Palestrantes: pelo app GEduc 2018 ou pelo site www.geduc2018.com.br/downloads Download das Práticas Vencedoras do PNGE: www.humus.com.br/pnge


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COLUNA / Adriana L. Albertal foto cedida pela colunista

Inglês e competitividade: como a falta de idiomas de comunicação internacional impacta nossa posição no Fórum Econômico Mundial privilegiados) tenha acesso a uma educação

que, no final deste processo, ainda são poucos

torna um país mais competitivo do

eficiente

parâmetros

os brasileiros que conseguem atingir seus

que o outro? Há uma série de fatores

internacionais. Mas, isso ainda não é a nossa

objetivos e se comunicar com desenvoltura,

que precisam ser combinados, como

realidade. E, então, para entender a dimensão

dentro do nível pretendido. A verdade é que

sua política tributária, sua regulamentação

do quanto isso impacta a competitividade

o Brasil despertou mais tardiamente para o

trabalhista, a infraestrutura disponível, os

do país e dos nossos futuros profissionais, o

inglês no currículo educacional: pela primeira

processos burocráticos e outros tantos que

programa Ciência sem Fronteiras precisou,

vez a disciplina tornou-se obrigatória em ato

podem tornar um desempenho melhor ou

nas

país

recente do Ministério da Educação (MEC).

pior. Entretanto, há um item em especial que

bolsistas que estavam estudando em locais

A norma passa a valer em 2019 e reforça

é capaz de justificar grande parte de uma

como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá

a necessidade de pensar a língua como

performance negativa, que é a mão de obra

por conta da falta da fluência na língua

estratégica frente ao mundo globalizado que

pouco qualificada. Vejamos o caso do Brasil

para acompanhar as aulas e pesquisas.

vivemos e à competitividade que as crianças

pautada

primeiras

pelos

turmas,

retornar

ao

no ranking do Fórum Econômico Mundial que

avalia

a

competitividade

global

de

de hoje viverão no futuro. Isso responde em Oferta de ensino O

despencando: passamos de 48º lugar em

não

2012 e chegamos a 81ª posição em 2016.

do sistema de educação, mas também à

E,

falta de direcionamento para um ensino

Sem

que

então,

no

ano

passado

conseguimos

recuperar um degrau e figuramos em 80º.

problema se

da

partes o questionamento sobre por que o

137 países. Desde 2013 nossa nação vem

refere

prepara

multifacetado,

qualificação apenas

jovens em

que

às

para

profissional

características

brasileiro continua sendo tão mal avaliado, mesmo diante de amplas opções. parâmetros

definidos,

uma

das

um

mercado

explicações plausíveis é que no segmento

dominar

idiomas,

educacional privado não se prioriza ainda

A corrupção é determinante, claro, para que

especialmente o inglês, é quesito básico.

o investimento em metodologias atualizadas

essa situação se perpetue, mas a ineficiência

Prova da nossa defasagem de proficiência é

e eficazes e em capacitação de professores.

do Estado também é questionada em igual

que o Brasil ocupa a 41ª posição do Índice de

Embora os colégios ofereçam o ensino aos

medida. E intenso reflexo disso está na

Proficiência da EF Education First, empresa

alunos, raramente o profissional responsável

educação. Se no passado o inglês era

de educação internacional que promove um

pela área está bem preparado. O problema

uma exceção tida como um diferencial em

estudo anual que se tornou referência. A

se repete nas redes de escolas de idiomas,

profissionais do mundo todo, hoje seu domínio é

nossa frente temos nações de IDH (Índice de

que,

regra para sobreviver à globalização e recebe

Desenvolvimento Humano) mais baixo, como

nesse

status de importância similar a formação

Filipinas, República Dominicana e Vietnã.

planejamento de desenvolvimento sólido que

acadêmica. É por meio dele que os indivíduos

apesar

de

serem

conhecimento,

especializadas

crescem

sem

um

possa garantir a presença de professores

se comunicam com seus pares em qualquer

Em relação à América Latina, uma recente

parte do planeta, assim como fornecedores,

pesquisa

clientes e parceiros alocados em diversos

conduzida pela QS Intelligence Unit, que atua

Diante de todo esse cenário e enquanto

países com operações internacionais.

com coleta de dados do mercado empregador

gestores

e de educação, e por Cambridge Assessment

pergunto: como planejaremos a mudança

E a língua inglesa é também eleita oficial no

English,

que viabilizará a mudança dessa realidade?

universo acadêmico. As maiores universidades

de Cambridge voltada para avaliação de

Somos

do mundo adotaram currículos lecionados

proficiência em inglês, com empregadores

os bons resultados que o Brasil precisa e

totalmente em inglês, mesmo nos países

de países não nativos no inglês concluiu que,

se encararmos de frente os conseguiremos

em que esse não é o idioma mãe, como

dentre os países pesquisados na região vizinha,

dar passos grandes e até então inédito

é o caso da Espanha, por exemplo. Ou

empatamos com a Argentina na posição mais

em todos os aspectos da cadeia educacional.

seja, se quisermos termos profissionais bem

baixa. México, Chile, Colômbia, Venezuela e

capacitados e aptos a lidar com a dinâmica

Peru, nessa ordem, são os melhores colocados,

moderna da economia e a concorrer em

inclusive com índices maiores do que o

A Colunista

situação de igualdade com cidadãos de

mundial. Apesar da vasta oferta de idiomas

Adriana L. Albertal

qualquer outra nacionalidade em cargos

logo nos primeiros anos da vida escolar pela

de liderança, precisamos que a população

maioria das escolas particulares e também de

como um todo (e não apenas nichos mais

cursos em redes especializadas, observamos

chamada

“Inglês

departamento

da

no

qualificados em todas as suas unidades.

Trabalho”,

Universidade

educacionais

todos

que

responsáveis

somos,

por

eu

estimular

Diretora da Seven Educacional, área da Seven Idiomas que implanta programas bilíngues certificados por Cambridge English em colégios e universidades.

Direcional Escolas - Abril 2018

V

ocê já parou para analisar o que


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Imagem: Polidori Estúdio

Dica: PISOS

Q

Conforto e Segurança

ualidade, estética arrojada, segurança, higiene e funcionalidade. Todas essas características citadas ganham notoriedade e salientam como pré-requisitos fundamentais em todos os campos habitáveis. Quando deslocamos estes (e tantos outros) atributos para a esfera educacional, contemplando salas, corredores, quadras poliesportivas, bibliotecas, brinquedotecas e espaços externos – toda atenção e cuidado são necessários para garantir um cotidiano saudável para alunos, professores e funcionários.

Direcional Escolas - Abril 2018

A escola, concentrando em suas estruturas valores intangíveis e, também, bens físicos projetados para cada ambiente, armazena disposição e funcionalidade primordial. Dessa forma, “a escola precisa oferecer um espaço visualmente agradável e adequado que possa transmitir segurança, boa estética e que favoreça a aprendizagem”, diz Mersine Baroufis, vice-diretora do Colégio Amorim (SP). Os pisos escolares representam uma imensa parcela da estrutura escolar e, por receber um fluxo intenso diariamente, “o piso – tanto das áreas internas como externas – precisa ser adequado conforme as Determinações Legais (ABNT)”, conta Mersine, que complementa: “vale ressaltar que, para cada área, faz-se necessário um determinado tipo de piso”. Atualmente, é possível encontrar no mercado uma infinidade de tipos de pisos que suprem necessidades do segmento escolar, como: resistência ao tráfego de pessoas, conforto térmico e acústico, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado

e facilidade de instalação e reposição. “Quando o revestimento é adequado para determinado ambiente, entendemos o quanto isso contribui para criar espaços aconchegantes que auxiliam na aprendizagem. A escolha incorreta e a manutenção inadequada podem gerar acidentes, criar um ambiente desconfortável e até provocar a proliferação de doenças”, ressalta a vice-diretora. Existem alguns procedimentos que devem ser adotados pela gestão do colégio com relação a especificação do piso que será utilizado em cada área da instituição. Érika Favato Trindade, pedagoga e diretora da Creche Escola Help Mãe (RJ), conta que na sala de aula (se for para crianças menores de 2 anos), o piso deve ser antiderrapante, de fácil limpeza e ter absorção de ruídos e impactos para permitir o conforto e segurança da criança. A partir dessas considerações os pisos vinílicos em manta podem ser escolhidos como uma alternativa segura. “Na área externa, como pátios por exemplo, o uso do piso pode ser explorado de maneira mais livre e opções como pisos emborrachados surgem como grandes aliados na criação de ambientes lúdicos e que ofereçam boa segurança para os alunos menores. Além de absorver bastante o impacto, alguns materiais de borracha são feitos a partir de material reciclado”, ressalta Érika. (RP)

SAIBA MAIS

Mersine Baroufis diretoria@colegioamorim.vvcom.br Érika Favato Trindade erika@crechehelpmae.com.br


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Imagem: Polidori Estúdio

Dica: ACESSIBILIDADE

Acesso total à Educação

“Podemos definir acessibilidade como um conjunto de condições e possibilidades ao alcance de todos, levando em conta a segurança e autonomia de espaços, sejam eles públicos ou privados. Devemos considerar no espaço educacional, além da acessibilidade arquitetônica, a acessibilidade comunicacional e atitudinal, esta última fundamental como forma de desenvolver uma cultura de valores inclusivos na escola”, diz Renata. Além da preocupação

com a estrutura física, com as modalidades pedagógicas e os modelos que serão adotados em diversas disciplinas; além dos passeios externos, dos cursos extracurriculares, das reuniões de classe e das avaliações no final de cada período, há uma necessidade urgente que deve ser lembrada e debatida: o acesso à escola. “A escola que não é acessível cria muito mais que um ambiente de exclusão propriamente dito. A falta de acessibilidade, por muitas vezes, gera até uma ameaça à integridade física para as crianças e adolescentes com deficiência. Mesmo que tais obstáculos sejam ultrapassados com a ajuda de terceiros, isso não anula a probabilidade de uma queda ou qualquer outro acidente que poderia ser perfeitamente anulado através de locais devidamente acessíveis”, ressalta Renata. Para o/a gestor/a que deseja realizar mudanças na instituição (reestruturação física, eliminação de barreiras arquitetônicas, inserção de recursos e de tecnologias assistidas, e a oferta de profissionais especializados) e contratar empresas especializadas em acessibilidade educacional, Renata indica: “Uma pesquisa criteriosa e profunda dessas empresas, antes de fechar a prestação de serviço, se faz necessário”. É interessante observar, também, a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), que trouxe avanços e adequações em espaços privados e públicos. “Não faltam normas, leis ou padrões, o que falta é conhecimento geral da lei por parte da população, fiscalização, tanto do poder público, quanto do cidadão, que sempre deixa a desejar”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS

Renata Lellis lellis@incluirdacerto.com.br

Direcional Escolas - Abril 2018

A

arquitetura escolar, desenhada sobretudo sob o manto do tradicionalismo, perdurou extensos séculos de maneira intacta, sem demonstrar nenhuma fissura. Porém, refletindo e analisando características que envolvem a contemporaneidade e, também, demandas e necessidades de uma sociedade guiada pelo teor democrático, multicultural e inclusivo, avistamos (re)construções significativas em todos os campos sociais habitáveis – inclusive no âmbito escolar. No processo educacional, em especial, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re)modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde espaço físico a métodos pedagógicos – com o intuito de orientar transformações, de fato, em sistemas educacionais inclusivos, registrando, dessa forma, uma evolução no acesso ao ensino regular. Renata Lellis, idealizadora de uma startup que utiliza a informação como ferramenta inclusiva e integradora de uma sociedade, acredita que o ambiente escolar é um dos espaços sociais que apresenta condições propícias para a difusão de informações e para a promoção da diversidade.


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Imagem: Polidori Estúdio

Dica: PLAYGROUND

Q

Direcional Escolas - Abril 2018

uando refletimos e estreitamos nossa ótica sob os primeiros anos da educação infantil, elegemos, de maneira absoluta, a presença de brincadeiras como ações fundamentais no cerne da aprendizagem. A arte da brincadeira cria, propicia, estabelece, compreende e explora uma multiplicidade lúdica de desenvolvimento integral do ser humano (social, cultural, emocional, cognitivo e físico), bem como um importante recurso de comunicação, entretenimento, criatividade e autonomia. Através da brincadeira, as crianças aprendem sobre seus corpos, suas possibilidades, sobre si e sua interação com o outro. “A brincadeira é a mais alta forma de pesquisa, promove o desenvolvimento do cérebro e ajuda a criança a desenvolver habilidades e competências que serão de grande importância para seu desenvolvimento cognitivo e psicossocial”, destacam Tânia Martin e Mindla Fleider, coordenadoras da Educação Infantil do Colégio Renascença (SP). Dessa forma, observamos alguns equipamentos que permitem e instigam a relação da criança com a brincadeira: os playgrounds, por exemplo. Além do bem-estar e de todo aspecto positivo e gratificante que os brinquedos instalados nas escolas podem proporcionar, é preciso ressaltar a importância de alguns requisitos para os momentos de lazer. Os modelos variam de acordo com faixa etária, tamanho e cores. Os modelos encontrados no mercado podem variar em modulados, escorregadores, casinhas, gangorras, balanço, trapézios e uma lista gigantesca de brinquedos projetados para playground com o intuito de promover o entretenimento saudável e descomplicado. Os playgrounds podem ser confeccionados

A arte de brincar em ferro, madeira ou plástico. As coordenadoras Tânia e Mindla indicam que, desde bem pequenas, as crianças podem explorar playgrounds. “Para as crianças de 0 a 5 anos, os brinquedos devem ser de plástico e com as pontas arredondadas e que fiquem a pouca distância do chão. É ideal, também, que apresentem o piso emborrachado para amortecer as possíveis quedas. Os brinquedos mais indicados são os de rotomoldagem, como gira-gira, gangorras, escorregadores, túneis e piscinas de bolinhas”. Com relação aos aspectos que tangem a segurança na utilização dos brinquedos, as coordenadoras citam algumas recomendações, como: evitar que a criança brinque com roupas que possam ficar presas em algum brinquedo e provocar um acidente (como cachecol, corrente no pescoço ou capuz, por exemplo); se os brinquedos ficam ao ar livre, expostos ao sol, é importante que verifiquem a temperatura do material; e os adultos, que monitoram as crianças, devem estar sempre atentos. “Por conta da altura dos brinquedos é importante que o piso sob os brinquedos seja com amortecedor de impacto. Ele pode ser de areia, terra batida, pedrisco, lascas soltas de madeira ou pisos de borracha. O playground deve passar por limpeza geral frequente, especialmente em pisos granulados, como areia. Neste caso, é necessário trocar, lavar, proteger dos gatos, revirar, verificar se ficou algum brinquedo perdido e nivelar”, finalizam. (RP)

SAIBA MAIS Tânia Martin tania.m@renascenca.br Mindla Fleider mindla.f@renascenca.br


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Direcional Escolas - Abril 2018

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Acessรณrios, Bebedouros, Brindes


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Direcional Escolas - Abril 2018

Fachadas, Grama SintĂŠtica, Protetor de coluna


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Entretenimento (Passeios, Parque), Mรณveis, Persianas e Cortinas


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L aboratรณrio, Pisos, Pinturas Especiais


Direcional Escolas - Abril 2018

32 Playgrounds


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Playgrounds, produtos de limpeza


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playgrounds, Reformas, Toldos e Coberturas


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