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Revista Direcional Escolas Edição 131 – Setembro/2017

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Edição nº 131 A Revista do Gestor Escolar

ano 13 |Setembro 2017 www.direcionalescolas.com.br


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Nesta Edição: 08 10

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Dica: Lousa, EVA, Cortiça Interação e Comunicação Visual

Coluna - Eduardo Shinyashiki Como motivar os alunos nas escolas?

Dica: Acessórios

Limpeza na escola

Coluna - Jane Haddad Tecendo nossos pensamentos pedagógicos…

Dica: Playground Planejamento, segurança e diversão

Coluna - Leo Fraiman O Papel do Líder na Formação do Clima Escolar

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Educação e Cidadania: Apontamentos que transcendem as salas de aula

Coluna - Christian Coelho

Escolacentrismo - Um breve histórico da educação no Brasil

Conversa com o Gestor

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Educação em Foco

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Saúde e bem-estar ao ar livre


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Editorial Educar para a Cidadania

No emaranhado dos significados, encontramos um dado comum informando que “cidadania é uma condição de quem possui direitos civis, políticos e sociais, que garante a participação na vida política” ou que “cidadania é o exercício dos direitos e deveres inerentes às responsabilidades de cada cidadão”. “Há muito o que fazer quando falamos no âmbito de cidadania, porque é uma questão política e cultural: política porque não atendem as necessidades com decência aos cidadãos; e cultural porque a grande massa não tem a mínima noção de seus direitos – ou muito pouco”, diz o professor Paulo Procópio da Silva, do Centro Universitário Eniac em Guarulhos, Grande São Paulo. Ampliando o contexto, é possível notar ações que promovem a capacitação de multiplicadores da informação e do conhecimento sobre o tema, além do desenvolvimento de habilidades sociais, como a Escola Conquest, localizada em São Caetano do Sul (SP). “Entendemos que hoje existe uma necessidade latente de projetos e cursos que promovam a construção da cidadania e conscientização política na sociedade. Nossa proposta é preencher essa lacuna, oferecendo atividades

com foco, principalmente, na preparação e no desenvolvimento de crianças e adolescentes em cidadãos conscientes”, explica Wagner Redondo, fundador e diretor executivo da escola. O carro-chefe da Escola Conquest é o Programa Responsabilidade Cidadã, um programa de responsabilidade social com foco na educação cidadã para ser desenvolvido por escolas, empresas e ONGs. O objetivo é estimular o desenvolvimento de ações voluntárias nas comunidades escolhidas por cada entidade participante. Ao final do programa, as organizações participantes receberão o selo Responsabilidade Cidadã, que representa uma chancela de aprovação das ações de responsabilidade social desenvolvidas. Tendo a questão da cidadania como palavra-chave dessa edição, apresentamos na Conversa com o Gestor (entre as páginas 16 e 18) uma reportagem demonstrando a relação de dois colégios regulares com o tema e seus respectivos projetos temáticos. Apresentando, assim, uma aproximação da educação para a cidadania e suas ressonâncias.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

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A constituição de cada sujeito está atrelada a diversos desdobramentos. O envolvimento familiar, os primeiros trajetos educacionais, as interações socioculturais, o desabrochar identitário e tantas outras características intangíveis ressaltam (e revelam) pluralidades subjetivas que compõem a figura de cada pessoa. No interior dessa construção complexa e extensa avistamos conexões sólidas com a propagação da cidadania em caráter genuíno.


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

A Revista do Gestor Escolar

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Escolacentrismo - Um breve histórico da educação no Brasil

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ogo após o descobrimento do Brasil, os jesuítas começaram a colonização dos índios com o objetivo de ensinar os preceitos católicos e da sociedade europeia da época. Aos poucos, imigrantes e indígenas fundaram pequenos vilarejos que orbitavam ao redor das igrejas e escolas. Apesar dos papéis da igreja e da escola na prática se misturarem, no Brasil colonial tudo que se referia à educação, do ponto de vista do homem branco, partia da instituição de ensino: crianças, imigrantes e índios aprendiam a ler, a cultura europeia e eram catequizados. A Escola exercia um papel central e monopolizador da educação, por isso o termo Escolacentrismo: a escola como centro referencial de educação da sua região.

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Com a monarquia, a educação mudou de rumo valorizando a rede doméstica de ensino organizada a partir de casas grandes para filhos dos senhorios. Nascem as primeiras escolas particulares do país. Depois de passar por um período elitista, com a entrada do regime republicano o ensino tornou-se laico e público. Nesta época a escola passou a se concentrar unicamente nos alunos. A aquisição de conhecimento era de responsabilidade da escola e a formação de valores ficava a cargo das famílias, principalmente das mães e avós.

pais delegaram a educação plena para as escolas que, na maioria dos casos, não estavam preparadas para assumir esse papel, gerando sequelas sentidas até hoje. Não sei ao certo o quanto os problemas da educação no Brasil contribuíram para o estado atual da sociedade. A desestruturação social, os altos índices de violência, a falta de educação e a corrupção são provavelmente causa e efeito do sistema socioeducacional brasileiro. Diante deste cenário, ao invés da escola, a família e a comunidade unirem forças em prol da melhoria da educação, o que acontece é justamente o contrário. É comum escutarmos escolas atribuírem os problemas com alunos às famílias e vice-versa. Como a escola vê a família:

- Tudo que a escola lança tem como objetivo ganhar ainda mais dinheiro. Neste fogo cruzado, as maiores prejudicadas são as gerações futuras que continuarão com sequelas educacionais e formativas. Apesar de gerar algumas celeumas, precisamos parar, refletir e desenvolver um projeto de interação, reciprocidade e apoio mútuo em prol da educação de crianças e jovens. Um projeto que tenha a ordenação e denominação de EscolaFamília e não Família-Escola, pois também é responsabilidade da escola educar os pais e a comunidade onde vivem. Para isso a escola deverá retornar as suas origens de Escolacentrismo e ser protagonista na formação de uma rede social que influencie e eduque, além dos alunos, seus familiares e o meio ao seu redor, através dos seguintes passos:

Professores sentem-se incomodados quando os pais opinam nas áreas em que se julgam competentes;

1 - Conscientização dos líderes escolares;

- Professores culpam as famílias pelas dificuldades apresentadas pelos alunos;

2 - Aprimoramento de políticas pedagógicas e andragógicas que, na maioria das vezes, já existem como reuniões de pais, eventos...;

- Professores criticam os pais por não ajudarem no dever e não estarem presentes nas reuniões de pais; - A família, principalmente a mãe, exige uma educação compensatória, pois fica pouco tempo com os filhos.

3 - Interações de todos os nichos interessados através de meios de comunicação eficientes. 4 – Utilizar o marketing de conteúdo para promover nossos educadores.

Como a família vê a escola: Após a Segunda Grande Guerra, com o início do ingresso das mulheres no mercado de trabalho, o aumento da longevidade e produtividade dos avós e a queda da qualidade do ensino público forçando as famílias a desembolsarem dinheiro para prover seus filhos de uma boa educação, criou-se uma lacuna no processo educacional. Os

- Os pais não entendem o processo de ensino-aprendizagem; - A escola mantém a mesma rotina de reuniões e atividades sem consultar os pais sobre temas de seu interesse e horários adequados;

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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O Papel do Líder na Formação do Clima Escolar

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onexões constantes e harmônicas são essenciais para a manutenção da saúde social e emocional. Atualmente, é comum observarmos uma grande necessidade de conexão, seja presencial ou virtualmente. As pessoas querem se sentir vistas e pertencentes, ou seja, em contato com os outros.

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Ambientes com bons relacionamentos e boas conexões geram um aumento de dopamina (a qual está ligada com um outro neurotransmissor, a acetilcolina), substância essencial para a sensação de bem estar e que favorece o aprendizado. Porém, quando falamos em boas conexões, isso não significa aceitar tudo, não significa ausência de conflitos, não significa que todos devem palpitar sobre acordos e combinados, dar carteiradas, gritar, menosprezar ou ironizar. Ao contrário: criar bons relacionamentos compreende saber ouvir o outro é se posicionar da maneira e no momento adequado. Isso significa dar vez, voz e valor para as pessoas, respeitando os combinados e elegendo como foco aquilo que funciona, e não o jeito de cada um.

As pessoas costumam sentir maior motivação em ambientes que permitem que sua voz seja ouvida, ou seja, lugares em que são encorajadas quando certas e orientadas quando erram. Exercer a liderança na escola a partir da troca, e não da determinação de verdades absolutas, promove a autoconfiança, a saúde, a produtividade e até mesmo o sistema imunológico pode ser favorecido por boas conexões. Isso vale para o gestor e para o professor.

No dia a dia de trabalho, impactamos na vida uns dos outros, afinal, estamos conectando e interagindo a todo tempo. Um bom líder tem a consciência da influência que exerce sobre sua equipe e sabe que o modo como escuta, vê e age fazem toda a diferença para consolidar seu bom desempenho nesse papel. Tudo o que fazemos deixa marcas em nós e nos outros. Fica então a questão: depois que você passa, que marca fica?

Em um bom clima, tendemos a nos sentir mais fortes diante de crises, situações de desafios e cenários incertos. Em ambientes com relacionamentos ruins, a tendência é observarmos um aumento na chance de erros, de desperdício, de posturas tarefeiras, absenteísmo, estresse e boicotes. Fica clara a importância do gestor como encorajador e participante de um ambiente com conexões saudáveis e harmoniosas, impactando assim o professor e consequentemente a sala de aula. A reflexão essencial que envolve as boas conexões no mundo escolar é nos questionarmos como está a confiança do educador e seus relacionamentos profissionais.

O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/ FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br Colaboração: Mariana Fancio Gonçalo – psicóloga e orientadora profissional

foto cedida pelo colunista

COLUNA / leo fraiman


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Tecendo nossos pensamentos pedagógicos…

“A verdadeira viagem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em possuir novos olhos”. Marcel Proust

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relação professor – aluno deve ser refletida e cuidada constantemente. Ela se dá o tempo todo, seja em sala de aula, nos intervalos, no recreio ou em eventos extraclasse. Enfim, ela se dá na vida que começa na família e seguirá por instituições secundárias, como escolas, universidades e mercado de trabalho.

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Essa inter-relação deve ser o fio condutor para que haja uma verdadeira aprendizagem por parte dos alunos. A educação é o processo pelo qual o sujeito produz-se a si mesmo como ser humano, individual e coletivo. Tornarse humano é uma tarefa árdua, mas, é possível. O educador é aquele que, ao se construir como sujeito, se dispõe a auxiliar o outro, o educando, na tarefa de construção de si mesmo. O trabalho de educar pessoas exige o envolvimento com o conhecimento e com o processo de desenvolvimento humano ou, como diz Rubem Alves, exige que se trabalhe com o conhecimento-ferramenta necessário à nossa vida prática na sociedade e com o conhecimento -brinquedo, para alimentar nossa alma humana em sua jornada para sustentar nosso desejo de ser educador. Para que ocorra uma boa relação professor-aluno é preciso que olhemos de maneira cuidadosa e crítica para os nossos processos formativos.

Afinal, a maneira como nos entendemos educadores hoje depende em boa medida das experiências educativas que experimentamos em etapas anteriores de nossas vidas. É preciso sempre lembrarmos que somos seres de desejos e de sonhos. A vida de todos são marcadas por experiências boas e ruins, positivas e negativas, que sugerem crescimento ou anulação. Eu acredito que a educação é um encontro de amor, um sonho e um desejo a se realizar. Todo conhecimento começa com o sonho e com o desejo de querer aprender. Acreditem, pois de nada serve tanto conhecimento se não houver uma evolução do pensar e, principalmente, do ler nas entrelinhas (entender o que é dito além das palavras). Educar, então, parte do desejo do querer e, principalmente, de acreditar. Quem de nós, educadores, em algum momento não se encontra fragilizado e desamparado diante de tantos desafios que a educação nos coloca? Acreditem, isso é um bom sinal, é um sinal de que estamos vivos e atuantes. Não podemos fazer parte de um grupo de pessoas que, tudo o que vemos acontecer passou a ser normal – a famosa normalidade –, deparar com jovens morrendo e matando, com o caos

que as grandes cidades se encontram, com a política vazia de ética e ideais... a normalidade não pode nos alienar. Nós educadores, seres intelectuais e críticos, não podemos nos restringir apenas a um discurso denunciante, ou simplesmente “dar aulas”, “cumprir o programa”. O momento é de falar “a palavra deve andar”, deve questionar, deve ENSINAR! Faço um convite a cada um de vocês: sejamos verdadeiros educadores (aquele com brilho nos olhos). O verdadeiro educador jamais morre, jamais se cala diante da “normalidade”. “Eu acho que uma das coisas melhores que eu tenho feito na minha vida, melhor do que os livros que eu escrevi, foi não deixar morrer o menino que eu não pude ser e o menino que eu fui, em mim”. Paulo Freire

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

foto cedida pela colunista

COLUNA / jane patricia haddad


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Como motivar os alunos nas escolas?

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inda hoje, em pleno século 21, a realidade da educação no Brasil é marcada pela falta de entusiasmo dos estudantes para assistir à aula, para estudar, ter objetivos e encontrar sentido no aprendizado. No entanto, todos sabemos que, sem motivação, o aluno não consegue adquirir um bom método de estudo. A motivação nasce da necessidade de conhecer a realidade e enriquecer os conhecimentos, para “dar o impulso interno à ação”. Quando o aluno está motivado, ele percebe a ligação e o sentido entre o que estuda e seus sonhos, sua autorrealização. Ele consegue dar um significado ao ensino e fazer a ponte entre o que aprende e a sua vida.

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Porém, não se trata de uma tarefa simples e fácil: para desenvolver esse entendimento, o papel do professor é essencial. É ele que, com sua função importante e delicada, cuida não só do conteúdo e das matérias, mas, principalmente, do preparo das crianças e jovens para que entendam e construam essa ponte entre a escola, o conhecimento e a realização dos objetivos. Mas o que pode minar e destruir no aluno a motivação do aprender? Entre os vários fatores envolvidos, podemos identificar: - A sensação no aluno de incapacidade e de impotência: um estudante pode ser competente, mas ter o sentimento contrário – de incapacidade. Frases como “não vou nem tentar, pois não vou conseguir mesmo”; “eu não sou inteligente como fulano”; e “é difícil, não sou capaz” refletem esse sentimento de impotência para mudar;

- A diminuição da autoestima e a sensação de desvalorização: nessas situações, ele foca apenas nos próprios defeitos e falhas. As qualidades e os potenciais ficam em segundo plano, pois acredita que não os têm. Com essa percepção interna, há um acúmulo de insucessos e decepções; - A humilhação: esse sentimento pode prevalecer e fazer o jovem recuar, se fechar e reagir à escola de forma agressiva ou até mesmo perder a vontade de estudar e de aprender. O educador pode ajudar o aluno a encontrar os seus sentimentos de competência, de satisfação interior e autovalorização. Fazer com que se sinta importante, ouvi-lo nas suas dificuldades para identificar eventuais problemas e construir uma estratégia de ação adequada, em vez de evidenciar somente as falhas, são atitudes que ajudam o jovem no seu reconhecimento como ser humano digno e capaz. Sabemos que as expectativas positivas ou negativas sobre os alunos influenciam consideravelmente em seu comportamento. Quando eles enxergam nos olhos dos professores o reconhecimento, a estima, a confiança, o interesse e o incentivo, vivenciam essas sensações e percebem-nas como possíveis e reais. Assim, naturalmente, ficam abertos ao conhecimento. Com a ajuda do professor, o estudante trilha um caminho em direção ao amadurecimento pessoal e ao desenvolvimento das suas potencialidades cognitivas, afetivas e humanas. Ele não estuda apenas pela nota, mas vive a experiência como exploração, descoberta, pesquisa, aventura e um meio

para construir o seu futuro conectando, assim, a cultura e o conhecimento da escola com a sua vida e o mundo. A motivação é a chave que conduz o aluno ao sucesso, é a força para aguentar o esforço exigido nos estudos e canalizar a atenção em direção ao objetivo. Quando ela está presente, o esforço é bem tolerado, pois é acompanhado de valor, de sentido e significado. O professor que valoriza a motivação sabe que é importante não só fazer algo “para os alunos”, mas fazer algo “com os alunos”. Ou seja, aprender em conjunto aos jovens. Quando o estudante sente essa disponibilidade, o entusiasmo e o apoio que desperta a curiosidade, ele devolve esses sentimento ao educador, contribuindo também na sua trajetória de evolução como ser humano e profissional. Os professores atentos à motivação de seus alunos obtêm resultados individuais, ampliam a própria autoestima, sentem-se também mais produtivos, eficazes e motivados no desempenho da sua preciosa e de tão grande responsabilidade profissão.

O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br

Foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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CONVERSA COM O GESTOR Educação e Cidadania: Apontamentos que transcendem as salas de aula Por Rafael Pinheiro / Foto Patrick Bonnereau

”A escola atua na base da formação do sujeito. Lida com mentalidade, percepção e isso graças ao longo período da escolarização básica. A escola é um espaço privilegiado para uma vivência cidadã. Ela cria condições para a convivência coletiva no respeito a diversidade e pluralidade de nossa sociedade”, diz Aleluia Heringer Lisboa Teixeira, Diretora do Colégio Santo Agostinho Unidade Contagem - Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG)

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conceito de cidadania pode ser observado e problematizado sob amplas e complexas óticas. Se estreitarmos o olhar sobre as ideias, significados e seus respectivos desdobramentos em todas as esferas sociais transitadas cotidianamente, percebemos uma multiplicidade de pensamento

acerca do exercício da cidadania que, de certa forma, transcende definições teóricas e expande para outros campos. Nesse aspecto, o denso processo educacional, enraizado em mecanismos que abrangem o sociocultural e, também, a constituição, vivência e experimentação de cada aluno e aluna, desdobra e influencia uma educação

Aleluia Heringer Lisboa Teixeira para a cidadania – através de construtos diários, fomentando encontros, relações, conhecimento de si e do outro, empatia e em uma vivência coletiva pautada pelo respeito em todas as escalas de diversidade e pluralidade. Para o professor Paulo Procópio da Silva, do Centro Universitário Eniac em Guarulhos, Grande São Paulo, o papel


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A interação transversal e a contribuição para este diálogo devem surgir (não apenas) em idades avançadas, mas, sobretudo, nos primeiros anos de vida e, assim, no início da vida escolar. De acordo com a diretora Aleluia, a idade específica para iniciar os trabalhos relacionados à cidadania no ensino, segue no maternal, “quando os pais entregam o filho para a professora. Ali, na portaria, a escola diz: pai/mãe, daqui para frente é com a gente. Este é um símbolo que significa que nós retiramos o ‘príncipe’ do ‘colo da princesa’ e o levamos para o reino dos comuns, do povo, da república. Ele é ‘destronado’, conforme se diz. Este é o papel da educação”. Tornar-se sujeito com a compreensão

INTERVENÇÃO SOCIAL Integrante do Grupo Marista – que possui uma rede de 18 colégios envolvendo mais de 24 mil alunos – o Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo propõe valores sólidos, acompanhamento das mudanças contemporâneas nas questões sociais, culturais e ambientais, além de promover uma gama diversificada de projetos e ações nos espaços da instituição. Dentre os principais programas desenvolvidos pelo colégio, salientamos, aqui, o “Projeto de Intervenção Social (PIS)”, que terá início ao longo deste segundo semestre a partir de um tema cultural para a série “Lugares da cidadania: Por um modo mais ético de ser e estar no mundo”. Ricardo Santos Chiquito, coordenador psicopedagógico do Fundamental I do colégio, conta que este projeto foi pensado como mais uma situação de aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental, sendo assim uma prática que visa ampliar as perspectivas de ensino e aprendizagem no ensino fundamental. “A ideia é colocarmos as crianças em uma situação de pensar sobre a realidade que vivemos e como podemos tornar nossas vidas melhores”, ressalta Ricardo. As reflexões e pesquisas do projeto partirão de 8 temas, que são: Muitos céus, uma só terra: os compromissos da fé por um planeta que vive; O que é preciso para a nossa vida ser melhor?; Se correr o lixo pega, se ficar o lixo come; A criança no/do mundo; Diversidade em risco, vidas extintas: a natureza pede socorro; Brasil: lugar de encontros e desencontros de culturas; O impacto das tecnologias em nossas vidas; Modas e modismos, consumos e consumismos: a vida tem preço? “Estamos trabalhando com a ideia de que a pesquisa é, também, um lugar de cidadania e que a construção do conhecimento é um espaço em que a própria cidadania é construída. A pesqui-

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da escola na promoção da cidadania é levar o conhecimento de seus direitos e deveres a seus alunos e comunidades, criando assim um público mais crítico em relação a seus direitos e deveres. “O professor e a equipe de gestão escolar têm um papel fundamental para o desdobramento na educação de seus alunos, promovendo igualdade social, racial, respeito, disciplina, e acesso a cultura, são esforços praticados no espaço escolar na tentativa de formar cidadãos conscientes”. Dessa aproximação entre educação e cidadania surgem alguns questionamentos significantes, como: É possível, em uma atualidade inteiramente conectada, estabelecer diálogos acerca da importância da cidadania? Sobre esse apontamento, Aleluia Heringer Lisboa Teixeira, diretora do Colégio Santo Agostinho Unidade Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), assinala que a ética, a cordialidade e o “bom tom” que utilizamos no “olho a olho”, devem ser levados para as redes sociais. “Os debates envolvendo questões políticas, de costumes, religião, sexualidade, racismo, homofobia e tantos outros assuntos não podem engolir, abafar ou eliminar o outro. O bonito da vida é que ela não é do tamanho do meu mundo. Do mundo de ninguém! Querendo ou não, a escola, ao se abrir para a diversidade da vida, ao enfrentar e tratar de forma pedagógica e sem medo a complexidade da vida social, ela contribui para o fortalecimento do diálogo e da cidadania”, destaca Aleluia.

integral dos aspectos da cidadania é uma tarefa árdua, longa e que, de certa forma, não é limitada, finita ou efêmera. Tornar-se cidadão ou cidadã é um movimento contínuo de descobertas, ações, reflexões e, também, do conjunto de ensino e aprendizagem.


18 sa é, então, uma forma de se exercer a cidadania, um modo de ser e estar no mundo. Um lugar de cidadania e de experimentar uma vida de estudantecidadão”, explica o coordenador. As influências e desdobramentos que este projeto pode impactar na formação de cada aluno ou aluna transcende módulos pedagógicos e instaura um movimento maior de pesquisa, um processo de investigação “que procura pensar a realidade em que vivemos, seja em nossa escola, em nosso bairro, em nossa cidade, em nosso país”. Dessa maneira, complementa Ricardo, o projeto de intervenção é mais um movimento de leitura e escrita em meio à vida que vivemos. “Ler e escrever como atos de criação e de criatividade, de produção de conhecimento, de reflexão e posicionamento diante da realidade que vivemos e que queremos mudar”. VOLUNTARIADO

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Ampliando os horizontes para uma formação humanista, o Colégio Albert Sabin, localizado na região oeste da capital paulista, desenvolve, desde 2008, um projeto voluntariado que proporciona uma experiência insti-

gante aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio. “A ideia do projeto surgiu da necessidade de uma atividade extra oferecida pelo Programa Sabin +Esporte e Cultura capaz de desenvolver nos alunos noções de empreendedorismo social, colaboração, solidariedade e cidadania”, afirmam os professores orientadores do projeto Telma Gonçalves de Oliveira e João Paulo Streapco. Atualmente, 55 alunos participam deste projeto, que possui encontros semanais com duração de 45 minutos. As atividades externas, dizem os professores, acontecem bimestralmente, de acordo com o planejamento apresentado no início do ano letivo. Ao final de cada ano há uma cerimônia para a entrega dos certificados aos voluntários do ano. “As propostas de atividades são desenvolvidas a partir do estudo e observação das necessidades específicas das instituições parceiras do colégio. Atualmente, temos 10 instituições parceiras que contam com a ajuda financeira arrecadada durante a Festa Junina Sabin, evento no qual a participação de toda a comunidade é voluntária”, destacam Tema e João. A partir

dessa ação, os voluntários do Sabin já trabalharam na revitalização de parque infantil da CEI Salvador Lo Turco; na integração junto aos assistidos e divulgação do trabalho da Pestalozzi de Osasco; na campanha para melhoria da coleta seletiva de materiais recicláveis do colégio, junto à Recicla Butantã, por exemplo. “O projeto voluntariado permite que os alunos vivenciem situações voltadas ao autoconhecimento, à colaboração, à conscientização da sua importância como agentes transformadores e do despertar para a cidadania, integrando estes aspectos com a formação mais ampla oferecida pelo colégio pelo curso regular”, finalizam.

SAIBA MAIS Aleluia Heringer Lisboa Teixeira contagem@santoagostinho.com.br Paulo Procópio da Silva paulo.procopio@eniac.edu.br Ricardo Santos Chiquito arqui@colegiosmaristas.com.br Telma Gonçalves de Oliveira e João Paulo Streapco atendimento@albertsabin.com.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: PLAYGROUND

Planejamento, segurança e diversão

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processo de aprendizagem é um trajeto sociocultural que acompanha a constituição de cada aluno e aluno de maneira integral e intrínseca. Na rotina escolar – e através dela – há um convite diário de exploração, conhecimento, interação, além de entrecruzar saberes, disciplinas e possibilidades físicas, psíquicas e pedagógicas.

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Cada instituição, seja ela especializada em educação básica, fundamental ou ensino médio, instaura e organiza horas extensas destinadas às várias disciplinas. E, ao longo desse percurso, é necessário reservar um período para o relaxamento do corpo, para o entrosamento e, também, para o momento “aprender brincando”. A arte da brincadeira não é efêmera, mas sim uma posição consolidada com sinônimos significativos e sensações proveitosas de forma coletiva. O movimento externo, livre e descomplicado, é um ato saudável, que aparece em brincadeiras e gincanas criativas, integração com os colegas de classe, eleva a experimentação, aguça a curiosidade e estabelece um momento divertido em grande intensidade. Incluir um espaço de extrema sinergia entre o aprendizado e a diversão é uma forma de alimentar uma produção ímpar, além de aflorar a sensibilidade, os mecanismos sociais e as descobertas interiores de caráter valioso, principalmente quando utilizado de maneira adequada na educação infantil. Observando os aspectos positivos que os brinquedos instalados nas escolas – tanto externo como indoor – podem propor-

cionar, é preciso ressaltar a importância da segurança nos momentos de lazer. Os playgrounds, confeccionados em alguns materiais (ferro/aço, madeira e plástico), variam de acordo com faixa etária, tamanho e cores. Os modelos encontrados no mercado podem variar em modulados, escorregadores, casinhas, gangorras, balanço, trapézios e uma lista gigantesca de brinquedos. Além dos modelos específicos, outras características devem ser observadas pelos gestores escolares antes de adquirir/instalar um playground no espaço escolar. PLANEJANDO O ESPAÇO “As principais dicas para inserir um playground: ter um espaço aberto, sem guias e muros. Caso tenha colunas ou algo que tenha quinas deve ser protegida para evitar acidentes. O piso deve ter uma boa absolvição de impacto, deve ser o piso emborrachado, caixa de areia ou até mesmo o terreno com grama”, indicam Humberto Pereira de Sousa e Danilo P. da Silva, responsáveis por uma empresa especializada na fabricação e manutenção de playgrounds. Garantir que a empresa contratada para a instalação do playground seja de confiança, que cumpra o que foi acordado, trabalhe dentro das normas da ABNT, que mantenha os espaços de saídas e entradas do playground livres para melhor acesso, assegurando a funcionalidade do playground, além de fornecer o laudo técnico de um engenheiro, são dicas complementares mencionadas por Humberto e Danilo. De acordo com a ABNT (Associação


21 Brasileira de Normas Técnicas), a norma NBR 16071-1:2012, define os termos utilizados para playgrounds e aplica-se aos equipamentos para uso em escolas, creches, áreas de lazer públicas (praças, parques e áreas verdes), restaurantes, buffets infantis, shopping centers, condomínios, hotéis e outros espaços coletivos similares: balanços, escorregadores, gangorras, carrosséis, paredes de escalada, playgrounds, plataformas multifuncionais, “brinquedão” (kid play) e redes espaciais.

crianças, prática de exercícios físicos e a capacidade de vencer obstáculos.

Dentre os destaques da norma regulamentada pela ABNT, a área de circulação ao redor do parquinho deve ter, no mínimo, 1,5 metros; parafusos e roscas salientes devem ter acabamentos de proteção; o playground deve ser dividido em áreas, conforme faixa etária das crianças; os cantos dos brinquedos devem ser arredondados; parquinhos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas ou farpas; é necessário instalar barreiras de segurança ao redor dos brinquedos, para desencorajar as crianças a correr dentro da área do trajeto dos balanços.

No que tange a utilização e, principalmente, o desejo em inserir esses playgrounds nas escolas, Hugo dispara dois questionamentos sobre segurança e benefício do equipamento. “São equipamentos fabricados dentro da Norma ABNT NBR 16071? São duráveis e feitos com peças de qualidade, que não se soltam? Ele realmente é estimulante para elas? As desafia e proporciona oportunidades de interação e de vencer desafios? Estes são pontos mais subjetivos e a resposta para eles podem estar em detalhes como o design do brinquedo”.

Além da ABNT, contam Humberto e Danilo, é possível solicitar a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), uma aprovação de projeto realizada após uma análise técnica de um engenheiro civil ou bombeiro.

Dessa forma, estreitar os laços existentes entre o entretenimento e a segurança reforçam características singulares para a implantação e manutenção de qualquer brinquedo na escola. Mesmo que, até o momento, não exista certificação obrigatória para a inclusão dos equipamentos, o amparo à norma ABNT é indispensável, garantindo segurança total aos alunos. Por ser apenas uma norma, a ABNT NBR 16071, e não uma exigência legal, diz Hugo, cada fabricante opta por adotá-la integralmente, parcialmente ou não adotá-la. “Naturalmente, cada fabricante ainda é responsável pelo o que produz e responde legalmente por isso (estando sujeito, por exemplo, ao Código de Defesa do Consumidor)”, conclui. (RP)

DIVERSÃO E BEM-ESTAR Atualmente, sobretudo no mercado de brinquedos, percebemos uma expansão de projetos que intercalam espaços lúdicos com desenvolvimento pedagógico e físico para as crianças, como a API – Academia da Primeira Idade. Os brinquedos desenvolvidos sob o prisma da API possuem alguns fatores, como interação social com outras

SAIBA MAIS Hugo Carlone marketing@zioberbrasil.com.br Humberto Pereira de Sousa e Danilo P. da Silva danpssilva50@gmail.com Viviana Callegari emanuelle.oliveira@gmail.com

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Segundo a advogada Viviana Callegari, existe um projeto de Lei da Câmara dos Deputados que dispõe sobre normas de segurança e de manutenção em brinquedos dos parques infantis localizados em áreas de uso coletivo e em estabelecimentos de educação infantil e de ensino fundamental. “Tal projeto está em trâmite no senado. Caso seja sancionado, as observações das normas de segurança da ABNT serão obrigatórias”.

“Muitos dos brinquedos, embora tendo suas funções baseadas nos brinquedos convencionais, oferecem alguns diferenciais. Por exemplo, na Gangorra Cruzada a criança brinca com outra que está sentada diagonalmente oposta a ela, e não exatamente em frente”, comenta Hugo Carlone, coordenador de marketing de uma empresa que trabalha no projeto de academia ao ar livre.


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Ilustração: Polidori Estúdio

DICA: ACESSÓRIOS

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Limpeza na Escola

entre os principais pilares que sustentam e compõem as estruturas físicas de uma instituição escolar, assim como sua manutenção cotidiana e o cuidado com o alto teor de circulação é, sem dúvida alguma, a limpeza.

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Segundo pesquisas da ISSA (International Sanitary Supply Association), entidade norte-americana parceira da Abralimp, indicam que uma limpeza eficiente pode reduzir até 80% a probabilidade de propagação de vírus comuns, como o da gripe. A pesquisa também constatou que um ambiente coletivo limpo, como o de escolas, reduz a incidência de doenças respiratórias (24%), de visitas aos consultórios médicos (34%), de uso de antibióticos (24%), influenciando também na redução do índice de absenteísmo (46%). A limpeza, conta Paulo Peres, vice-presidente executivo da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), tem impacto direto na saúde dos ambientes e, portanto, na saúde e no desempenho dos alunos. “Principalmente quando tratamos de ambientes infantis, pois nas crianças os impactos são sempre maiores. Assim, é fundamental o uso de processos adequados nas escolas”. Dessa forma, os processos de limpeza que devem ser utilizados pelos gestores escolares “são os mesmos que em outros ambientes fechados, pois todo ambiente necessita ser saudável. Mas devem ser observadas as especificidades relativas à frequência e escolha dos produtos e equipamentos em função do uso e configuração arquitetônica de cada ambiente”, diz Paulo.

Por conta da alta e constante circulação de pessoas, a frequência da higiene e conservação de uma instituição de ensino é alta. Para um melhor aproveitamento das funções e maximização dos resultados, é preciso dimensionar quais equipamentos e produtos químicos possuem capacidade adequada para cada necessidade e, ainda, garantir uma mão de obra qualificada para operação dos equipamentos, acessórios e produtos. “Equipamentos que fazem limpeza a vapor, aspiradores que são mais silenciosos, acessórios como mops úmidos e secos, propiciam benefícios como a otimização de tempo na realização das tarefas e a redução do desgaste físico dos profissionais”, explica. Porém, alguns cuidados relativos à segurança são imprescindíveis para a realização da limpeza durante o período letivo. Durante as férias escolares, diz Paulo, o processo de limpeza deve ser intensificado. Ao invés da limpeza de manutenção, os profissionais devem utilizar equipamentos para uma limpeza profunda, como enceradeiras, lavadoras automáticas, lavadoras de alta pressão, varredeiras automáticas, extratoras, aspiradores profissionais. “Já durante o período letivo as atividades passam a ser muito curtas entre um período e outro e por isso são usados produtos mais leves e eficazes como detergentes, desinfetantes e limpadores multiuso”, esclarece. (RP)

SAIBA MAIS Paulo Peres abralimp@abralimp.org.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: Lousa, EVA, cortiça

Interação e Comunicação Visual

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o interior da instituição escolar – seja ela de educação fundamental, média ou superior – amplos debates e intensas reflexões alteraram (e ainda modificam) os processos que garantem a relação ensino-aprendizado. Através dessas reflexões podemos compreender a mudança (não só) dos espaços físicos educacionais, mas também os anseios de alunos e alunas que integram a escola na contemporaneidade.

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Se observarmos as salas de aula de nosso espaço de memórias, visualizamos um quadro negro que preenche a parede principal, além de uma caixa de giz que compunham os materiais necessários para cada professor ou professora ministrar sua aula específica. Na atualidade, sobretudo no mercado que atende as escolas, é possível encontrar outras opções de lousas, quadros e acessórios de acordo com o perfil/necessidade de cada instituição. Carla Brasolin, diretora superintendente de uma empresa que fabrica diversas opções de quadros, indica que a lousa branca porcelana magnética é um dos tipos mais utilizados pelas escolas. E o fator tecnológico, como interatividade/dinamismo também influencia na escolha das lousas. “Toda escola que quer ter um atrativo comercial, opta pela Lousa Interativa por ser um produto inovador e que pode agregar no fator de decisão na escolha da escola”. Nessa perspectiva, a tecnologia é um dado de realidade em nosso cotidiano e nos beneficia em diversas áreas, principalmente na educação, explorando novos caminhos a seguir, integrando aparatos digitais com o intuito de proporcionar um aprendizado

cada vez mais dinâmico e instigante. “A lousa interativa prende a atenção e a curiosidade do aluno. Ideal para trabalho em grupo. A aula se torna dinâmica e o aprendizado acontece normalmente”, ressalta Carla. Além das lousas, destacamos, também, quadros em cortiça ou EVA que podem ser utilizados para a fixação de aviso, foto, pôster, etc. Em diversas composições e molduras, os quadros – dependendo de sua finalidade e tráfego – podem ser instalados no interior das salas de aula, nos corredores e até nas salas administrativas. “A cortiça além de fixar o alfinete ela não deixa marca de furo. O quadro de EVA é mais colorido. Vai depender do ambiente e do gosto de cada consumidor. Quanto à fixação, os dois tem a mesma função”, diz a diretora. Com relação a manutenção/limpeza dos quadros e lousas, Carla indica a limpeza com pano úmido com álcool diluído 70% em água, apenas uma vez na semana. “Mas vai depender da superfície. Existem vários tipos de superfície”. Quanto à durabilidade e o período que cada produto deve ser avaliado e trocado, depende também do tipo de superfície. Existe no mercado uma multiplicidade de matéria prima na composição de cada produto. Assim, quadros populares e econômicos podem demonstrar danos em seis meses, enquanto o quadro em porcelana pode ser utilizado por 25 anos – ou mais. (RP)

SAIBA MAIS

Carla Brasolin brasolin13@gmail.com


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EDUCAÇÃO EM FOCO DIVERSÃO, SAÚDE E BEM-ESTAR AO AR LIVRE: ACADEMIA DA PRIMEIRA IDADE Entrevista por Rafael Pinheiro

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arte da brincadeira é um processo inerente de cada criança. E, desse movimento, ganhos significativos são visíveis – tanto em característica física e motora, como em aspectos de integração social, desenvoltura, percepção aguçada e, também, alterações positivas no aprendizado. Observando o atual mercado, em especial de brinquedos e kits escolares, percebemos uma ampliação de ideias e equipamentos instigantes que propõem os pilares: interação, exercício e o desenvolvimento através da brincadeira, como a API – Academia da Primeira Idade. Nesse projeto, questões como design, coordenação motora, ergonomia especial, resistência e funcionalidade dialogam com momentos de diversão e descontração.

Academia para Primeira Idade (API) e qual a diferença desses brinquedos para os playgrounds “tradicionais”?

Conversamos com Hugo Carlone, coordenador de marketing de uma empresa especializada no desenvolvimento desses equipamentos, para mostrar aos nossos/as leitores/ as esta novidade para o segmento de entretenimento. Confira:

HC: O primeiro ponto é pensar na segurança das crianças que irão utilizar os brinquedos. São equipamentos fabricados dentro da Norma ABNT NBR 16071? São duráveis e feitos com peças de qualidade, que não se soltam? Um exemplo: produtos feitos em madeira podem parecer atrativos em um primeiro momento, mas após um curto período de tempo parafusos se soltam, lascas e pontas aparecem e a segurança fica comprometida. O segundo ponto é considerar os benefícios que o playground irá trazer para as crianças. Ele realmente é estimulante para elas? As desafia e proporciona oportunidades de interação e de vencer desafios? Estes são pontos mais subjetivos e a resposta para eles podem estar em detalhes como o design do brinquedo.

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Direcional Escolas: É possível afirmar que há um aumento na procura por brinquedos ao ar livre ou kits escolares da academia da primeira idade? Hugo Carlone: Sim. A sociedade como um todo percebe os benefícios de se ter espaços lúdicos e que proporcionem desenvolvimento pedagógico e físico para as crianças, seja nas escolas, praças ou em condomínios. Aqui vale ressaltar também uma outra tendência, puxada pelas escolas: a solicitação de playgrounds e brinquedos inclusivos (como por exemplo o balanço para Cadeirantes). DE:

Quais

são

os

objetivos

da

HC: A Academia da Primeira Idade visa contribuir com o desenvolvimento físico, social e psicológico das crianças. Os brinquedos foram desenvolvidos tendo em mente fatores, como: interação social com outras crianças, a prática de exercícios físicos e a capacidade de vencer obstáculos. Muitos dos brinquedos, embora tendo suas funções baseadas nos brinquedos convencionais, oferecem alguns diferenciais. E essa mudança de perspectiva estimula diversos sentidos nas crianças. DE: Quais são as principais dicas para os gestores que desejam inserir esses playgrounds nas escolas?

E finalmente o gestor precisa considerar o espaço disponível para a instalação dos brinquedos. O ideal é pensar em um projeto onde um brinquedo complemente o outro, e não em aparelhos individuais. Considere

o espaço de cada equipamento, área de acesso, utilização, etc. DE: A partir de qual idade é recomendada a participação das crianças nos brinquedos? HC: Cada brinquedo possui uma idade mínima recomendada. Vale lembrar que as crianças devem estar acompanhadas do adulto responsável durante todo o período da brincadeira no playground. DE: Os adultos que monitoram as crianças devem passar por alguma capacitação/orientação? HC: Não é necessário nenhum treinamento específico para acompanhar as crianças nos brinquedos. No entanto, para monitores/professores de escolas, que cuidam de diversas crianças simultaneamente, talvez seja necessário algum curso específico, como de primeiros socorros ou outro. DE: É necessário adotar uma rotina de acompanhamento do playground, como manutenção, limpeza especial e verificações de segurança com frequência? HC: Da parte do cliente é necessário apenas alguns cuidados mensais, com lubrificação de partes rolamentadas ou móveis, verificação de desgastes de peças plásticas e cuidados gerais com o piso (areia, grama, piso emborrachado) onde os equipamentos estão instalados. São verificações mais de segurança do que de manutenção, propriamente dito.

SAIBA MAIS Hugo Carlone marketing@zioberbrasil.com.br


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AnĂŠis de Formatura, Brindes

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Acessórios (ventiladores, lavadoras de alta pressão, lixeira), Alimentação, Bebedouros, Grama Sintética


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Grรกfica, Material de Limpeza, Mรณveis, Pisos


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Lousas e Quadros, Playgrounds

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Protetor de Coluna, Seguros, TI, Toldos e coberturas, Uniformes


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Revista Direcional Escolas Edição 131 – Setembro/2017 by Revista Direcional Escolas - Issuu