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Revista Direcional Escolas Edição 130 – Agosto/2017

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Edição nº 130 A Revista do Gestor Escolar

ano 13 |Agosto 2017 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Educação sem barreiras

Observamos, principalmente na última década, uma aproximação e incorporação de dispositivos tecnológicos no cotidiano. Com estes dispositivos – e através deles – aparatos, ferramentas e utilidades com propósitos digitais ganharam notoriedade nos espaços de convivência. Os aplicativos bancários, os grupos de mensagens, as redes (sociais ou profissionais), as plataformas de vídeos, simuladores de realidades virtuais e tantas outras passagens facilitadoras, que se multiplicam em escalas incalculáveis, rodeiam e interferem em nossas vivências. Estreitando a ótica ao campo educacional e pensando em rotas alternativas de ensino, pesquisas mostram uma ascensão na busca por ensino a distância: Dos oito milhões de brasileiros matriculados em instituições de ensino superior, mais de 17% cursam a modalidade a distância, aponta o último censo do Ministério da Educação (MEC). Para ampliar a oferta de cursos superiores na modalidade a distância, o MEC publicou, na última semana de junho, a portaria que regulamenta o Decreto nº 9057, de 25 de maio de

2017 - com o objetivo de melhorar a qualidade da atuação regulatória do MEC na área, aperfeiçoar procedimentos, desburocratizar o tempo de análise e o estoque de processos. Segundo o comunicado à imprensa, a portaria possibilita o credenciamento de instituições de ensino superior (IES) para cursos de educação a distância (EaD) sem o credenciamento para cursos presenciais. Com isso, as instituições poderão oferecer exclusivamente cursos EaD, na graduação e na pósgraduação lato sensu, ou atuar também na modalidade presencial. O intuito é ajudar o país a atingir a Meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida em 33% da população de 18 a 24 anos. Na mesma linha, as IES públicas ficam automaticamente credenciadas para oferta EaD, devendo ser recredenciadas pelo MEC em até 5 anos após a oferta do primeiro curso EaD. Novos tempos merecem novas ressignificações. E a educação, processo intrínseco a todos e todas, atravessa um denso período de transformação e questionamento. Propiciando, assim, horizontes além da atualidade.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

ErraMOS: Na edição 129 - jun/jul-2017, publicamos na página 3 e em nosso site, devido a erros de diagramação, trechos do texto da diretora pedagógica da Escola Carlitos, Priscila Campanholo, sem o devido crédito. Pedimos desculpas pelo ocorrido.

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Os caminhos percorridos na atualidade destacam, em todos os sentidos, outros olhares reflexivos em diversos âmbitos socioculturais. Essas novas leituras e percepções, às quais me refiro, evidenciam (não apenas) a forma como nos colocamos e transitamos na contemporaneidade, mas, sobretudo, no interior das relações, no mercado de trabalho, nas teias das redes sociais e, também, no modo como consumimos e propagamos o saber – em seu amplo aspecto.


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Nesta Edição: 08

Fique de Olho Laboratórios: ensino experimental e soluções inteligentes

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Coluna - Christian Coelho Como capturar os prospects

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Coluna - Leo Fraiman Autonomia

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Conversa com o Gestor Ensino médio: desafios, habilidades e reformulações

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Coluna - Mirian Guimarães O professor que está fazendo falta: absenteísmo e saúde mental

Dica: Eventos e Formatura Planejando o evento

Coluna - Eduardo Shinyashiki Como evitar o piloto automático na educação?

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Coluna - Jane Haddad Embarques e desembarques

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Dica: Enem e Vestibular Mudanças no Enem 2017

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Dica: Aula em 3D

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Ensino dinâmico


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

A Revista do Gestor Escolar

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de

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Atendimento ao cliente Catia Gomes financeiro@direcionalescolas.com.br Impressão Grass Indústria Gráfica

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Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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Fique de Olho Laboratórios: Ensino Experimental e Soluções Inteligentes

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estrutura estudantil agrega, em sua rotina, uma extensa e densa lista de afazeres, aprendizados complexos, matérias lecionadas e conteúdos apreendidos. Nas salas de aula de todas as fases – desde a educação básica ao ensino superior – os espaços físicos são preenchidos por alunos ávidos pela descoberta, pelo olhar apurado e o caminhar nas trilhas das experiências significativas. O ato de conhecer, enraizado em experiências peculiares e coletivas, destaca uma importância que transcende as salas e instaura-se no convívio coletivo, em aulas diversificadas e na oportunidade de expressar o aprendizado na prática. Em novas propostas de fomentar o ensino, a criação e o desenvolvimento de laboratórios nas instituições, afim de experienciar na prática conceitos teóricos, estabelecem um aperfeiçoamento privilegiado na formação de cada aluno, além de potencializar um ambiente amistoso.

cação, inovação e paixão pelo conhecimento fez com que a marca CIDEPE se tornasse cada vez mais presente na vida de milhares de estudantes, trazendo maior participação e interesse tanto em sala de aula como em laboratório”. A empresa, conta Jorlei, prioriza a qualidade dos produtos, direcionamento e objetividade de suas soluções no contexto de mercado, criando ferramentas exclusivas de gestão do conhecimento aplicadas a capacitação contínua, além de sólidos investimentos em pesquisa e inovação. Atuando nas áreas de Física, Química, Matemática e Biologia, o “CIDEPE destaca principalmente equipamentos para laboratórios de Física para o Ensino Médio, Superior e Engenharias, e Ciências no Ensino Fundamental, contribuindo para os ambientes laboratoriais das instituições, com as mais modernas tecnologias de aquisição de dados, rapidez e exatidão nos experimentos. Com apurado sensor das tendências inovadoras, a empresa está alinhada às mudanças e diretrizes educacionais vivenciadas no Brasil e no mundo”, destaca o Gerente Comercial. SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

Sede da Cidepe em Canoas, RS.

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INSTRUMENTOS EDUCACIONAIS Conhecido como uma referência em instrumentos educacionais em instituições de ensino tanto em território nacional como no exterior, o Centro Industrial de Equipamentos de Ensino e Pesquisa (CIDEPE) possui, em seu histórico, décadas direcionadas à pesquisa e ao desenvolvimento de ferramentas para o ensino experimental, destacando-se “com diversos produtos e soluções exclusivas principalmente nas áreas de Física, Química, Biologia e Matemática”, indica Jorlei Weiss, Gerente Comercial. “Sua dedi-

Fundada em 2006 por profissionais qualificados nas mais variadas ferramentas e tecnologias no mercado de informática, a mynetworks é uma empresa dinâmica, inovadora e propõem soluções inteligentes, como “principal objetivo a redução de custos financeiros e operacionais, contribuindo para que sua empresa educacional foque em seu ‘core business’, ganhando eficiência e produtividade com tranquilidade”, diz Nelson Forato, Sócio Diretor. A empresa oferece locação de equipamentos de informática, como notebooks, desktops, tablets, impressoras, projetores, servidores, storages, networking, redes, telefonia e possui, também, um produto criado especificamente para as empresas de ensino: a Gestão de Laboratórios de Informática. “O conceito é simples: Em linhas gerais, a

mynetworks projeta, monta e gerencia o laboratório de informática de sua escola, com equipamentos de última geração e de acordo com a sua proposta pedagógica. Você aluga a infraestrutura e serviços de instalação, suporte técnico e manutenção – tudo sob demanda e com baixo investimento inicial, em um modelo ‘pague pelo que usar’”, explica Nelson. Dessa forma, o pro-

duto Gestão de Laboratórios de Informática disponibiliza: Acesso às tecnologias educacionais de ponta com baixo investimento inicial; Melhor controle de orçamento da escola a partir de um pagamento fixo mensal; Dispensa a manutenção de equipe interna de TI – todos os serviços e suporte técnico inclusos; Aquisição no modelo Infraestrutura como Serviço (IaaS), evitando despesas com ativos e facilitando o upgrade tecnológico. “A mynetworks desenvolveu e oferece serviços especializados e soluções em TI na área educacional, que aliam o fornecimento de equipamentos e tecnologias a um projeto pedagógico, e que capacita e qualifica o corpo docente a integrar estas ferramentas ao seu currículo educacional”, ressalta o Sócio Diretor.

SAIBA MAIS CIDEPE (51) 3477.4909 www.cidepe.com.br Mynetworks (11) 3254.7411 www.mynetworks.com.br


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COLUNA / CHRISTIAN COELHO COMO CAPTURAR OS PROSPECTS

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etapa de vendas consiste em transformar prospects em alunos, isto é, convencê-los de que a escola é a melhor opção para suas necessidades. Para atingir o melhor desempenho, a instituição precisa possuir uma ou mais pessoas que gostem de vender (perfil), que conheçam as técnicas comerciais e as qualidades dos serviços prestados (conhecimento técnico) e que sejam geridas com constância e periodicidade. Muitos colaboradores confundem atender com vender. Na verdade, atender é a etapa inicial do processo de venda, momento em que é gerada a empatia e os vínculos afetivos. Para ser considerada uma venda completa, é necessário explicar as qualidades e os diferenciais do serviço educacional e utilizar técnicas de fechamento e pós-atendimento. Perfil – De quem é a função de atender e vender? Da coordenação, secretaria ou de uma equipe contratada? Os melhores resultados ocorrem quando a escola permite que a escolha da equipe e ordem de prioridade no atendimento parta dos próprios colaboradores. A instituição somente alcançará a excelência nas vendas se possuir um integrante com o perfil para a função. Perfil é a junção de dois fatores: comportamento e aptidão. O comportamento (SER) é a manifestação da personalidade. Na idade adulta é muito difícil mudar traços comportamentais sem ajuda de um especialista. Para ser um vendedor é necessário possuir uma boa comunicabilidade, empatia, simpatia e paciência. Aptidão/talento (FAZER) é saber fazer bem feito. No âmbito da psicologia, a aptidão compreende tanto a capacidade cognitiva quanto as características emocionais e da personalidade do indivíduo. A aptidão está associada à inteligência, às habilidades inatas e àquelas resultantes de conhecimentos adquiridos. Podemos treinar uma pessoa para vender, mas esta so-

mente alcançará a excelência se possuir o dom da negociação e convencimento. Exemplo: por mais que um determinado coordenador detenha o conhecimento técnico para efetuar um atendimento a um pai novo, se não tiver aptidão em vendas dificilmente terá uma alta performance. Preconceito – Um dos principais motivos pelos quais algumas pessoas não conseguem ter resultados favoráveis nas vendas é a própria rejeição. Pensa que vender é algo antiético, uma forma de induzir o cliente a adquirir algo sem desejo. Algumas também acham a escola cara quando comparam o valor da mensalidade com o seu orçamento familiar. Este pensamento contraria uma das regras mais importantes na venda que é a capacidade de ser coerente com aquilo que se acredita e se diz. Recursos humanos - Dicas para contratar um bom vendedor: O ideal é recrutar candidatos com experiência em telemarketing e que tenham trabalhado na área comercial de empresas de serviços por algum tempo. Sugestão de dinâmica de grupo para a seleção de candidatos: • Diga no início da dinâmica que existem duas vagas para os candidatos presentes: uma para a área administrativa com um serviço burocrático que requer características específicas, como organização e concentração, e outra para a área comercial na qual o colaborador irá convencer as famílias a matricularem seus filhos através da apresentação da escola e a execução do pós-atendimento por telefone. • Separe os grupos de acordo com as suas escolhas. Encaminhe os candidatos que optarem pelo grupo administrativo para outra sala, faça algumas indagações e dispense. Desta forma, o selecionador poderá focar as suas atenções nos candidatos que realmente se interessam pela vaga comercial.

• Divida os participantes em duplas. Cada um irá apresentar e vender um produto impossível para o outro como, por exemplo, um terreno na lua; máquina de escrever para um analista de sistemas; creme dental sabor alho; sapato sem sola... Aproveite o momento de descontração para analisar o poder de convencimento de cada integrante. Gestão do departamento comercial - Segundo a literatura, PRODUTIVIDADE é o nome que damos às nossas tentativas de descobrir a melhor forma de usar nossa energia, nosso intelecto e nosso tempo conforme tentamos obter recompensas mais significativas com o menor esforço possível, isto é, fazer mais e melhor para conseguir algo, gastando o mínimo possível. Em um estudo citado na Harvard Business Review, os colaboradores de melhor desempenho em cargos de média complexidade, como o setor de vendas, se mostram aproximadamente doze vezes mais produtivos do que os de pior desempenho. Assim, em uma instituição de ensino pode existir uma pessoa que venda doze vezes mais que outra. Este panorama ocorre devido ao fato da produtividade estar relacionada diretamente às práticas de gestão que representam o ato de alcançar um objetivo específico através de um plano organizado, com uma equipe motivada, treinada e monitorada periodicamente por meio de reuniões e ferramentas de apoio. Uma gestão intuitiva do primeiro escalão, sem métricas e análise de desempenho, criará uma cultura de empirismo que se alastrará para os demais patamares, resultando em um gerenciamento subjetivo e superficial.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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O professor que está fazendo falta: absenteísmo e saúde mental

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falta de um professor é um dos piores cenários que uma escola pode ter de enfrentar. É a quebra da rotina escolar que traz muitos transtornos. Muitas reacomodações são necessárias.

ela. Sem recursos, nos sentimos vulneráveis e isso traz uma sobrecarga emocional que compromete a saúde. Viver em sobrecarga cotidianamente nos faz adoecer e pode, consequentemente, gerar ausências no trabalho.

Se o professor é essencial, justifica-se a preocupação com os dados a seguir: “No estado de São Paulo, 136 mil licenças médicas foram concedidas a professores, num grupo de 220 mil profissionais, em 2015. A principal causa das licenças ocorre por problemas ligados à saúde mental como pânico, depressão e transtornos de ansiedade”.

Desde 1997, na Espanha, Jose Esteve alertava para as dificuldades dos professores europeus pela falta de preparo que sentiam para atender às novas demandas e previu o crescimento do absenteísmo docente por estresse no mundo todo. É o que vivemos atualmente no Brasil.

Ser um bom professor significa ter muito mais competências do que em outros tempos. Hoje há um abismo colossal entre um matemático que dá aulas e um Professor de Matemática.

E como ninguém ensina o que não sabe, o professor precisa ser preparado com as competências necessárias para gerenciar o novo ambiente de aprendizagem, para que possa implementá-las na sua prática pedagógica.

Precisamos de professores que vão além da mera “transmissão de conteúdos”, porque o aluno precisa aprender habilidades diferentes. Precisamos que olhem e atendam os alunos, em suas necessidades acadêmicas, sociais e emocionais e saibam interagir construtivamente com elas.

Saber promover diálogos, estimular o pensamento crítico, mediar conflitos e contribuir para a formação da identidade adulta dos jovens, faz parte da função da escola que forma cidadãos para o séc. XXI; competências que trazem muitos ganhos sociais para alunos e professores.

Que professor foi preparado para isso?

Além do benefício a longo prazo, há também vantagens imediatas. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos em 2015 apontam que, além de reduzir a quantidade de licenças médicas por estresse, escolas que têm professores com mais recursos socioemocionais:

A sensação de falta de recursos internos é um fator estressor em todos nós. A percepção de grau dificuldade de uma tarefa se relaciona a quanto nos sentimos preparados para lidar com

• Conseguem criar um ambiente emocionalmente favorável, beneficiando a aprendizagem dos alunos • Funcionam como boa referência para que os alunos também ajam com maior assertividade e equilíbrio. • Têm maior facilidade em manter as classes calmas, bem organizadas e com mais autonomia dos alunos. Se, para a escola a falta do professor é pesadelo, um professor com mais recursos pode trazer exatamente o efeito que se deseja: que todo o investimento se reverta no máximo de aprendizagem e no bem-estar geral da comunidade atendida

A Colunista Miriam Guimarães Coordenadora de equipe de psicólogos e pedagogos da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (ASEC) atuando em formação de professores para a Educação Emocional nas escolas e desenvolve treinamentos na área de educação emocional. É Consultora em metodologias de desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais para crianças para a Metodologia Internacional de Educação Emocional – Programa Amigos do Zippy. Professora, com licenciatura em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP. Mestre em Psicologia da Educação pela Faculdade de Educação da USP. Consultora e Palestrante atuando nas áreas de Educação Emocional, Desenvolvimento de habilidades e competências, Heterogeneidade na sala de aula, Resolução de conflitos, Bullying e Formação docente. É Professora e Coordenadora no Colégio Dante Alighieri, São Paulo.

foto cedida pela colunista

COLUNA / MIRIAN GUIMARÃES


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Como evitar o piloto automático na educação?

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uando considerada um ambiente frio e estressante, a escola desestimula o prazer de ensinar e aprender, a convivência e o sonhar. Automaticamente, os planos e projetos são substituídos pela obrigação, pelo fardo e tédio de cumprir as tarefas pertinentes aos professores. O desânimo por conta da rotina e a falta de entusiasmo podem interferir até mesmo no desempenho de educadores considerados excelentes profissionais.

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No momento em que a inércia toma conta, o “piloto automático da educação” é acionado. Além de prejudicar quem está ensinando, também interfere no processo de aprendizado dos alunos, os quais criam estereótipos e padrões que nem sempre se aplicam à realidade. Dessa forma, os sonhos e as missões ficam esquecidos. Ao refletir sobre o desenvolvimento e a transformação humana, logo pensamos na escola, na sala de aula e no ensino-aprendizado. Por isso, é fundamental que a instituição de ensino e os professores compreendam quanto são importantes e fundamentais os seus papéis no crescimento e evolução das pessoas. Frente às evidências, podemos optar por duas alternativas: aceitar que a educação e a escola são instituições em decadência, que não há nada a fazer; ou resgatar o grande potencial existente em cada um de nós, atuar de forma consciente, competente e motivada, repensar as relações e torná-las mais solidárias e cooperativas – tudo em busca de criar ambientes mais saudáveis e propícios à aprendizagem e ao desenvolvimento das potencialidades humanas, mesmo

diante das dificuldades e dos desafios que vão surgindo no percurso. É fundamental repensarmos sobre algumas práticas educativas e darmos ênfase ao aprender, ao ser, ao conviver, ao fazer. O desenvolvimento das competências pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas é uma condição necessária para que o professor possa se conhecer melhor e, consequentemente, compreender o seu aluno. Assim, despertará o que há de melhor nele. Para isso, entender as competências abaixo se torna imprescindível: Pessoal: é a habilidade de aprender a ser, a se reconhecer, a se aceitar, a se valorizar e a ampliar os conhecimentos acerca de si mesmo, a fim de superar medos e limitações, favorecer o resgate da autoestima e do autoconhecimento para o alcance da autonomia; Autônoma: é a capacidade de pensar e decidir por si. É conhecer o ponto de partida e definir qual é chegada, comprometer-se com suas escolhas e assumir a responsabilidade pelos resultados; Relacional: saber conviver é a habilidade de aprender a viver junto dos outros, com atitudes solidárias, cooperativas e construtivas; Cognitiva: é o exercício de aprender a aprender, como forma de beneficiar-se dos conhecimentos, de compreender o mundo que nos rodeia, de desenvolver capacidades críticas, reflexivas e de discernimento; Produtiva: é a arte do aprender a fazer, de pôr em prática os conhecimentos para saber fazer bem e eticamente um trabalho.

Essas são as bases para a expansão das possibilidades de perceber, reconhecer e construir uma nova abordagem de educação solidária, fundamentadas no desenvolvimento humano para compreender e aplicar cada competência de forma integrada e sinérgica. Ao estimular a consciência com a prática do autoconhecimento e da autoconsciência, tiramos a “venda dos olhos” que nos impede de enxergar aquilo em que realmente acreditamos, buscamos e desejamos. E, assim, criamos a contribuição essencial para conquistar e estimular as pessoas capazes de aceitar esse compromisso enquanto educadores conscientes e responsáveis com a sua grande missão. Quando falamos em ambientes saudáveis, cooperativos e solidários, em alunos e professores motivados e felizes, em despertar o que há de melhor no outro, na escola que desejamos e sobre nossos sonhos e expectativas, discutimos coisas que consideramos importantes e valiosas para a vida – e, portanto, necessárias para a educação, a escola, a relação professor-aluno. Seja a pessoa que fará toda a diferença na vida de alguém, no mundo que deseja deixar para seus filhos, netos e alunos.

O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br

Foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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COLUNA / jane patricia haddad

foto cedida pela colunista

Embarques e Desembarques

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dessa forma que venho trabalhando no artigo deste mês. Entre embarques e desembarques, escrevo aqui, observo ali, me emociono com cada palavra, com cada gesto. Entre idas e vindas, comprovo que o movimento rumo a CAUSA está acontecendo, ele nos afeta diariamente, seja positivamente ou negativamente. Embarcar tem dessas coisas, os familiares ficam distantes, a saudade aumenta e o coração aquece.

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Fiquei me perguntando, nestes dias fora de casa se, envelhecer é isso? Emocionar-se com cada gesto de carinho, com cada criança que aprende a ler, com cada adolescente que conquista o primeiro amor... será? Se for, intuo que já estou amadurecendo, porém, não ficando velha, já que sinto todas as emoções de alguém que está descobrindo o mundo. É assim que me sinto a cada conferência que faço, além de me sentir mais nova, sinto que ainda falta muito. Que presente a vida me deu - e me dá -, entre idas e vindas, acompanho vários embarques de pessoas queridas que comungam comigo de um mesmo sonho. O sonho de uma nação que tenha como CAUSA: A educação das novas gerações. Ser educador é isso, é sonhar e realizar, é fazer a diferença em cada aula, em cada intervenção, é chegar ao final do dia e rever sua ação, é dizer para si mesma: hoje fiz o meu melhor.

Causa, como princípio é saber para onde se é orientador, é direção.

é isso, quer ir,

Princípios inegociáveis! Quando encontro educadores que sabem da sua causa, encontro profissionais e não amadores! É isso que venho colhendo e convidando a cada um de vocês que me acompanham. Façam diferente, assumam sua causa, independente da situação precária pela qual passa a educação brasileira. Estar educador não é apenas um bico para tempos difíceis. Educar é um projeto de nação, ele (deve) acontecer independentemente de posições políticas e ideologias partidárias, educar é uma CAUSA e, portanto, é inegociável. Educar é processo, é laço, é humano, é sentido, é fazer ressoar a palavra e até mesmo os silêncios de cada sujeito envolvido nesse ATO EDUCATIVO, independente da raça, do gênero, da sexualidade, da deficiência, educar é uma ação humana. Lembrem-se: não nascemos humanos, nos tornamos humanos na interação com o outro humano.

namos educadores, é da simplicidade ao requinte, do simples ao complexo, da teoria a prática, do olhar atento e uma escuta com cuidados. É nesse nó que conseguiremos encontrar o nosso currículo, o aluno (a), é assim que poderemos falar de uma educação de embarques e poucos desembarques. É assim que quero celebrar minha coluna neste mês, todos envolvidos em uma causa maior: mobilizar crianças e jovens para o sentido de embarcar nessa grande viagem de construção do SABER. É assim, leve, o momento é de descomplicar, de esvaziar e, principalmente, de despachar todo volume extra, que não nos servirá de nada para essa viagem. Aproveitemos o início de semestre, mais leves e inacabados. Educar é um convite para poucos, seja um deles. Lembrete: seja SINGULAR, criativo e afetivo. Nesse tripé qualquer educação acontecerá.

A Colunista

Então, pensemos...

JANE PATRICIA HADDAD

Entre embarques e desembarques, eu conheço professores, crianças, pais, comerciantes que me fazem marejar os olhos, que me inspiram a seguir, que me reatualizam em cada olhar, em cada estudo, em cada desafio desse ato tão visceral! É assim que nos tor-

Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).


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Autonomia

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os artigos anteriores apresentamos algumas ideias sobre a questão da motivação no que se refere ao método scarf desenvolvido pelo pesquisador norteamericano David Rock.

cada um, seu preparo e seus potenciais aspectos a serem desenvolvidos e aprimorados. Aliado a isso, dosar a liberdade e a orientação é um quesito fundamental para desenvolver comportamentos autônomos.

Explicitamos o elemento segurança, que é um dos cinco elementos descritos por ele para promover a motivação. Além da segurança, devemos considerar as conexões, a justiça e a autonomia. É sobre esta que iremos aprofundar algumas ideias neste artigo.

Assim, quando novos desafios são apresentados, a pessoa se sente segura para arriscar e decidir como conduzir suas ações e as situações. Não paralisa, mas também mede as consequências, não age de maneira imprudente ou irresponsável.

O primeiro aspecto a ser considerado é não confundirmos autonomia com abandono. As situações de abandono se caracterizam por negligência, ou seja, não consideram se a pessoa está apta ou não a lidar com aquele problema ou questão, simplesmente a deixa perdida e sem orientação sobre como agir, ficando a seu critério como conduzir suas ações.

O segundo aspecto a ser considerado é a importância de se desenvolver a autonomia no ambiente profissional. Como sabemos, ela é fator de motivação. Isso se verifica a partir de estudos que demonstram que seguir atividades com instruções rígidas, com pouca flexibilidade e com supervisão rigorosa aumentam os níveis de estresse de quem executa as atividades.

Nesse sentido, o abandono, ao contrário de promover a autonomia, pode gerar o aprendizado pela tentativa e erro, ou até mesmo induzir o outro ao fracasso ou ao medo. Afinal, abandono é simplesmente deixar a pessoa entregue à si mesma e à situação desafiadora.

Por outro lado, permitir maleabilidade nas decisões e menos controle severo sobre todas as ações tende a não aumentar os níveis de estresse. Consequentemente, promover um ambiente autônomo, de maneira adequada, é um componente que enriquece o potencial motivacional de uma equipe.

Por outro lado, quando se quer promover a autonomia, seja de uma equipe ou de uma pessoa, é essencial identificar as habilidades e competências de

Líderes que acreditam na supervisão ferrenha e constante de cada mínimo passo podem estar gerando mais es-

tresse, menos motivação e, portanto, menos produtividade. Como gestor, como você tem equilibrado a liberdade e autonomia com a responsabilidade e a supervisão daqueles que compõem o seu time?

O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / leo fraiman


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CONVERSA COM O GESTOR Ensino Médio: Desafios, habilidades e reformulações Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

“O principal desafio do Ensino Médio é ir além do conteúdo, que no Brasil é extenso. Proporcionamos uma formação integral para que os alunos sejam capazes de desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais, além do conteúdo. É essa preparação que faz a diferença para enfrentar a rotina de estudos, o vestibular, a universidade, o mercado de trabalho e os desafios da vida”, destaca Adilson Garcia, Diretor do Ensino Fundamental II e Médio do Colégio Vértice (SP)

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nsinar, dizia o pensador Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia”, não é transferir conhecimento, “mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Nessa perspectiva é possível estender este trecho a toda esfera social, inclusive aos processos intrínsecos que envolvem e convivem com cada estudante durante longos anos.

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Se observarmos, de maneira precisa, as propostas e engrenagens que constituem os meandros da educação, encontraremos um denominador comum:

todos e todas que atravessam os muros das escolas fazem parte de uma agência social, ou seja, de formação peculiar e complexa a cada estudante que é, de certa forma, movimentado pelas engrenagens pedagógicas.

ensino e nas relações produzidas entre a comunidade escolar. Nessa ótica, novas reformulações são propostas, bem como a aproximação do núcleo escolar aos jovens e a inserção tecnológica em rotinas do aprendizado.

Na contemporaneidade, questionamentos e desdobramentos evocam transformações, mudanças, análises e discussões que cercam os ideais da educação – e esta noção transcende planilhas de desenvolvimento, mensurações de qualidade, mas destaca, também, os caminhos e desafios enfrentados cotidianamente, nas amplas formas de

O Novo Ensino Médio, por exemplo, é uma mudança do sistema atual de ensino. Com a flexibilização da grade curricular, o novo modelo permitirá que o estudante escolha uma área de conhecimento para aprofundar seus estudos. De acordo com o MEC, a nova estrutura conta com uma parte comum e obrigatória a todas as escolas, como prevê a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e outra com os itinerários formativos. Dessa forma, espera-se que o ensino médio esteja mais afinado com a realidade dos estudantes diante das novas demandas profissionais do mercado, de forma que esses jovens sigam o caminho de suas vocações, seja para continuar os estudos no nível superior, seja para entrar no mundo do trabalho.

Os alunos do Colégio do Carmo são expostos a todo tipo de atividade

No centro das mudanças propostas pelo Novo Ensino Médio está o currículo mais flexível. O modelo deixa de ter 13 disciplinas mandatórias e passa a contar com apenas 3. Os estudantes poderão optar por áreas do conhecimento e itinerários formativos, um dos quais é o de educação profissional e


21 técnica. Além disso, o ensino médio passa a contar com maior carga horária, passando de quatro para cinco horas de aula por dia, em cinco anos, e para sete horas progressivamente. O objetivo é fazer com que o estudante conclua o ensino médio na idade adequada, com aprendizado de qualidade.

Dentre os principais desafios, na visão do colégio, para o ensino médio, estão: Criar oportunidades, em disciplinas optativas, para que exercitem e conheçam profissões futuras; Tornar os alunos autônomos, proativos, que saibam trabalhar em grupo e exerçam papeis de liderança; Fazer com que os alunos cuidem de o porquê aprender, para tudo que está por vir e estimular o espírito crítico. “Existe uma reunião de planejamento no início do ano para traçarmos os rumos do nosso currículo e estratégias para melhor desenvolvê-lo. O realinhamento do currículo escolar é realizado semanalmente com todos os assessores para definirmos e ajustarmos o currículo da escola e os professores são atendidos pelos assessores diariamente”, indica a diretora. FORMAÇÃO HUMANA Com método de alfabetização próprio, trabalhando a formação integral do aluno, reforçando a necessidade do acompanhamento individualizado, o Colégio Vértice, localizado na capital paulista, disponibiliza aos seus alunos, através do currículo pedagógico diferenciado e anterior à Reforma do Ensino Médio, cursos eletivos para realizar no contraturno, como Desenho Artístico, Trabalhando com Madeira, Freud Explica, A Química das Engenharias, Espanhol, Orientação

O Colégio Vértice, em São Paulo, trabalha a formação integral do aluno.

Vocacional, Dinâmicas (desenvolvimento de trabalho em equipe por meio de gincanas, desafios e outras atividades), Artes (Cinema e Audiovisual), entre outras opções. “O formato de avaliação também é diferenciado. A nota de cada disciplina é formada pela média simples das notas quantitativa e qualitativa. A quantitativa é composta pelo resultado obtido em provas e avaliações constantes. Já a qualitativa é o resultado da observação diária do professor em relação às habilidades comportamentais e cognitivas do aluno, como participação em aula, senso de responsabilidade, entre outros aspectos”, informa Adilson Garcia, Diretor do Ensino Fundamental II e Médio do colégio.

que estamos colaborando na contínua transformação de seres humanos em indivíduos conscientes de seus direitos e deveres, que atuarão com valores éticos e morais em nossa sociedade, para torná-la melhor a cada dia”, ressalta.

Os alunos, conta Adilson, também participam de projetos internos e externos multidisciplinares e desenvolvem aptidões como liderança, empreendedorismo e trabalho em equipe. Os estudantes são motivados a criar, resolver problemas e construir propostas inovadoras.

Tendo como ponto de partida a formação integral do aluno, o Colégio Vértice promove atividades que transcendem a sala de aula com propostas de ações internas e externas em diversas áreas, como: Palestras promovidas pelo Colégio com atletas de alto rendimento; Palestras para pais e alunos sobre universidades no exterior; Bolsas de intercâmbio cultural, dentro da iniciativa PASCH, em várias cidades da Alemanha; Encontro anual de alunos com ex -alunos para debates e trocas de experiências sobre mercado de trabalho; Participação em competições estudantis globais de esporte (Futsal) e acadêmica (engenharia e aerodinâmica), representando o Brasil; Participação em Ações Comunitárias para a captação de doações para as instituições ajudadas pelo Colégio.

“Nós priorizamos os valores éticos e humanos, como o respeito ao próximo e a solidariedade. O nosso modelo pedagógico prepara o aluno da Educação Infantil ao Ensino Médio para a vida, tornando-o um cidadão crítico, atuante, consciente e capaz de enfrentar os desafios da vida e do mercado. Trabalhamos com a certeza de

“Acreditamos que o conhecimento não é um fim em si mesmo, mas um meio para preparar o aluno a enfrentar os desafios da vida e formá-lo como cidadão, pronto para o mercado de trabalho, de um mundo global e em constante mudança. Estas iniciativas colaboram com esta proposta”, destaca o diretor.

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Com essas recentes modificações, o Colégio do Carmo, situado na Grande São Paulo, iniciou disciplinas optativas para que os alunos consigam fazer suas escolhas com mais critério. “Alguns professores já estão trabalhando de forma interdisciplinar para que os alunos entendam que conteúdos tem uma correlação. Trabalhamos com as disciplinas já divididas por área de conhecimento”, explica Renata Maria Smolka e Gaia, Diretora Pedagógica.


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Os alunos do Colégio do Carmo são expostos a todo tipo de atividade

CONTEÚDO, TECNOLOGIA E PROGRAMAÇÃO A sociedade atual está pautada, de certa forma, pela tecnologia. Assim, o diálogo tecnológico, o trabalho com plataformas e a possibilidade de intercalar novas metodologias explora interesses e amplia repertórios. “Não há como não se pensar em trabalhar tecnologia na educação hoje em dia”, diz Luisa Ferraiuoli, Gerente de Inovações Educacionais do SAS - Sistema Ari de Sá. “Trazer isso para a sala de aula é, além de aproximar o cotidiano escolar do social, fomentar o interesse do aluno em vivenciar essas experiências”. Segundo Luisa, o aluno do Ensino Médio tem, em geral, uma carga horária maior que as dos demais segmentos. Dessa forma, soluções digitais ajudam esses alunos a potencializarem seus estudos, além de perceber que as ferramentas auxiliam nas áreas com dificuldades. “O que estou querendo dizer: aluno que tem mais aptidão para Biologia, por exemplo, e

apresenta dificuldades em entender Filosofia, busca videoaulas, questões ENEM etc. para melhorar seu desempenho, e consegue”. Além dos aparatos e soluções digitais, instituições escolares expandem o conhecimento no campo tecnológico e fornecem materiais para a produção de aplicativos e softwares, através da linguagem da programação. Em Curitiba (PR), o Colégio Positivo oferece aulas de linguagem de programação para os alunos de Ensino Médio e Fundamental desde o início de 2016. As turmas têm aulas semanais ou quinzenais e desenvolvem desde aplicativos mobile para o sistema Android, até dispositivos utilizando a plataforma Arduino, que podem ser utilizados em robôs, projetos de automação, projetos de iluminação, entre outras coisas. O professor de Lógica de Programação do Colégio Positivo, Fernando Dimas Souza, conta que a linguagem aumenta a capacidade cognitiva desses alunos,

desenvolvendo, inclusive, a capacidade de solucionar problemas logicamente. “Programar nada mais é que conversar com a máquina e ensiná-la a fazer o que você quer. Quando o aluno desenvolve essa capacidade, ele adquire mais autonomia, raciocínio lógico e confiança”, explica. A intenção, segundo o professor, é que, no futuro, os alunos possam criar os próprios programas e resolver problemas do cotidiano por meio desse conhecimento tecnológico. “No início, boa parte dos alunos não entendem o motivo da disciplina, mas, no decorrer do ano, eles criam interesse e começam a fazer seus próprios projetos e nos procuram para auxiliá-los”, garante Dimas. Apesar das aulas não contabilizarem notas na grade curricular, as turmas têm boa participação dos alunos e alguns começam a considerar a área de tecnologia da informação como uma possibilidade para o vestibular.

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“Hoje, a área tecnológica é uma das que crescem mais no mercado, com salários atraentes e inúmeras vagas disponíveis para mão de obra capacitada”, explana o professor, sobre as oportunidades para quem quer seguir carreira.

SAIBA MAIS Colégio Vértice vertice@colegiovertice.com.br Colégio do Carmo renata@carmo.com.br No Colégio Positivo, os alunos dos 1° e 2° anos do Ensino Médio têm aulas de Lógica de Programação

Colégio Positivo colegio@positivo.com.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

Eventos e Formatura

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Planejando o evento

rotina escolar é composta por um emaranhado de compromissos, estudos, tarefas e planejamentos que compõem todo o ano letivo. Dessa forma, a organização de eventos, festas temáticas e celebrações de novos ciclos, estabelecem comemorações necessárias e sadias.

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“Sair da rotina do dia a dia é um grande desafio para os coordenadores, professores e alunos”, indica Magali Noronha, gerente de relacionamento de uma agência que realiza eventos. “Realizar eventos temáticos, como por exemplo festa junina, dia do professor e, principalmente a formatura dos alunos, torna o clima diferente, motivador e alegre”. Assim, pensando na estruturação dos eventos e, sobretudo, na procura e contratação de empresas terceirizadas que atuem nesse segmento, Magali indica que, o primeiro desafio, é ter a escola como parceira. “Tratase de um processo complexo, pois devem ser criados mecanismos para atender a todas as expectativas: Da escola, porque trabalhamos com a sua marca; dos pais, que buscam melhor custo benefício; e dos alunos, que sonham com uma festa grandiosa, diferente de todas às quais já foram”. Além de buscar informações sobre a idoneidade da empresa, o atendimento, as entregas que fez em eventos anteriores e a ética, principalmente, são pontos fundamentais. Para a preparação da formatura dos alunos do Ensino Médio, algumas dicas podem ser adotadas por gestores escolares, destacando planejamento minucioso e participação efetiva na composição deste grande evento. Kleber Marques Paganini, empreendedor de uma empresa que oferece produtos para

formaturas, destaca quatro pontos importantes durante esse processo organizacional: É muito importante a transparência, e por isso, antes de mesmo do gestor(a) saber sobre o produto, procure saber sobre a empresa, se houve ou há reclamações em sites exclusivos para esse fim; Consulte escolas que trabalharam (ou trabalham) com a empresa terceirizada, pergunte sobre a experiência de trabalhar com determinada empresa, sobre o prazo de entrega dos produtos; Consulte o site da empresa em questão e veja se tem depoimentos de escolas/ gestores; Procure sempre por inovação. “Assim como em qualquer empresa, a escola também ganhará buscando por inovação. Fico feliz em ver empresas e escolas que se renovam. Essas são as quatro principais dicas que, quando seguidas à risca, dificilmente o gestor escolar enfrentará problemas”, ressalta. A integração de toda a comunidade escolar, incluindo os alunos, caracteriza um sentimento de pertencimento, já que “a formatura/evento é um momento único, inesquecível e merece a participação de todos; o aluno merece o melhor e o gestor escolar merece o melhor das empresas”, pontua Paganini. (RP)

SAIBA MAIS Magali Noronha magali@mnoronha.com.br Kleber Marques Paganini kleberpaganini@hotmail.com


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Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: Enem e vestibular

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Mudanças no Enem 2017

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Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da educação básica. “O Enem foi implementado no curso de uma orientação mais ampla, de uma política educacional brasileira para avaliar a qualidade do ensino. Acompanhando, de certa forma, o ensino médio, além de pensar em formas de avaliar a qualidade educacional do país”, diz Derick Casagrande Santiago, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo.

A partir de 2009, o exame passou a ser utilizado também como um mecanismo de seleção para o ingresso no ensino superior. Foram implementadas mudanças que contribuíram para a democratização das oportunidades de acesso às vagas oferecidas por Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), para a mobilidade acadêmica e para induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio. Neste ano o Enem percorre novas mudanças. Na primeira quinzena de 2017, o Ministério da Educação (MEC) anunciou pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, que o exame deixa de ser instrumento de certificação de ensino médio para maiores de 18 anos. A partir de agora, essa atribuição será do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que hoje é direcionado a estudantes do ensino fundamental em idade irregular (a partir de 16 anos). Dos 8,6 milhões de inscritos no último Enem, cerca de 1,2 milhão queriam somente a certificação do ensino médio e poucos mais de 7,7% deles conseguiram a

nota mínima. Dentre as principais modificações, as provas ocorrerão em dois domingos consecutivos (05 e 12 de novembro); a redação será aplicada no primeiro dia com provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias; vídeo prova em libras; solicitação e tempo adicional no ato da inscrição; novas regras para isenção e ausência; e aumento de 20,6% da taxa de inscrição. Assim como ocorre anualmente, todos os inscritos reservam, em suas agendas estudantis, longos e extensos meses de estudos até a data efetiva da avaliação. “Com o passar do tempo, o exame ficou mais complexo, o que requer uma preparação cada vez mais consistente dos alunos”, ressalta Derick. Dessa forma, alguns colégios desenvolvem atividades extras com o intuito de auxiliar os alunos durante esse processo. Os Colégios Albert Sabin e Vital Brazil, por exemplo, ofereceram cursos especiais nas férias de julho para os alunos da 3ª série do Ensino Médio. Os alunos foram convidados a aprofundar seus conhecimentos nas diversas áreas, com o objetivo de aprimorar a preparação para o Enem e os vestibulares. “É interessante ressaltar que a preparação para o Enem não começa, de fato, nos anos do ensino médio, mas nos anos anteriores de ensino. Essa preparação acompanha, também, a natureza do colégio que o aluno está matriculado, ou seja, quanto maior for o conjunto de capital cultural proposto ao aluno, melhor será seu resultado”, completa Derick. (RP)

SAIBA MAIS Derick Casagrande Santiago derickcs@gmail.com


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Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: Aula em 3D

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travessamos uma era tecnológica. E, dessa afirmação, não há dúvidas: ferramentas, aplicativos e aparatos dinâmicos e digitais estão em todos os lugares, inclusive (e principalmente) na base da formação social – a educação. “A tecnologia veio para ficar e com ela uma oportunidade incrível de revolucionar a educação, tornando-a mais atrativa e dinâmica”, diz Renata Valéria Lopes, master coach empresarial e especialista em tecnologia.

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Nos processos internos das instituições escolares, a adesão por propostas pedagógicas que exploram caminhos tecnológicos em suas práticas, aumentou consideravelmente. Há, no mercado educacional, uma gama gigantesca de aplicativos e ferramentas facilitadoras que compreendem todos os setores da escola – da gestão à sala de aula – proporcionando, assim, experiências marcantes e significativas no elo com o aprendizado. Pensando, em especial, na utilização de aula em 3D, Renata nos conta que uma das vantagens desse recurso é a oportunidade de explorar a interatividade na demonstração de um assunto. “Antes, a descrição de um fenômeno ou ainda de uma figura, era ilustrada de forma simples com um desenho a giz. Outra coisa é conseguir visualizar isso de forma tridimensional e ainda dar movimento ao assunto explicado”. Nesse aspecto, o método visual, aliado aos componentes tecnológicos, conseguem instigar um conceito lúdico, aproximando o ensino da rea-

Ensino dinâmico lidade de inúmeras crianças ávidas por dinamismo e fluidez, culminando em desenvolvimentos positivos. “Um estudo realizado pela empresa americana ‘Texas Instruments’ que utilizou a tecnologia 3D nas salas de aula de sete países (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Turquia, Holanda e Suécia), revela um aumento de 46% na participação dos estudantes; e de 34% nas qualificações dos testes utilizando a projeção em 3D”, ressalta Jonas Godoi Martim, diretor comercial de uma empresa especializada em cinema e educação. Segundo Jonas, as inovações tecnológicas e os novos paradigmas oriundos da reestruturação produtiva desencadeiam, por conseguinte, a necessidade de se incorporar o uso de ferramentas tecnológicas no processo de formação humana. “A escola, como um dos espaços mais privilegiados de discussão, produção e construção do conhecimento, deve oportunizar aos seus profissionais e estudantes o uso das ferramentas tecnológicas disponíveis no ambiente escolar, visando dinamizar e intensificar o processo de ensino e aprendizagem”. Dessa forma, oportunizar novas experiências é uma maneira de desvendar abordagens diferenciadas e estratégias de ensino que rompem o tradicionalismo, além de garantir outros sentidos ao aprendizado. (RP)

SAIBA MAIS Jonas Godoi Martim jgmartim@uol.com.br Renata Valéria Lopes renata.lopes@tecnologiahumana.com


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Acessórios (ventiladores, cadeiras e mesas), ALIMENTAÇÃO, Bebedouros


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EVA, Gráfica, Grama Sintética, Pinturas Especiais


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Lousas e quadros, MATERIAL DE LIMPEZA, MÓVEIS, Pisos


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Playgrounds

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Playgrounds Espumados, Seguros, Toldos e coberturas, Uniformes


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Revista Direcional Escolas Edição 130 – Agosto/2017 by Revista Direcional Escolas - Issuu