Skip to main content

Revista Direcional Escolas Edição 129 – Junho-Julho/2017

Page 1

Edição nº 129 A Revista do Gestor Escolar

ano 13 |Junho/Julho 2017 www.direcionalescolas.com.br


3

Editorial Diversidade Cultural

Para ilustrar, apontamos como exemplo a Escola Carlitos, localizada em São Paulo, que busca de modo amplo e transversal abordar as múltiplas questões propostas por este tema. Durante o mês de março, por exemplo, em razão do Dia Internacional da Mulher, foram realizadas oficinas semanais com os alunos na biblioteca para discutir o papel da mulher na literatura. Além de discutir um tema relevante na perspectiva da diversidade, ainda apresentou textos literários importantes para os alunos: os 8º e 9º anos leram fragmentos de “Um teto todo seu”, da escritora londrina Virginia Woolf; já os 6º e 7º anos discutiram “Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”. Concomitantemente a esse projeto de leitura, foi feita uma ocupação dos murais da escola com informações em língua portuguesa, francês, espanhol e inglês (línguas estudadas na escola) sobre a representatividade das mulheres na política. Outra ação da escola com a finalidade de proporcionar experiências culturais diversas e plurais aos alunos ocorreu durante o festejo do carnaval. Durante o mês de fevereiro, o professor de Educação Física desenvolveu com os alunos um projeto de samba

de roda – manifestação cultural considerada patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO. Os alunos aprenderam a história da dança, alguns passos, cantos e, na semana do carnaval, receberam na escola um grupo de samba de roda do Recôncavo Baiano, comandado por Nega Duda, representante importante deste ritmo. Os murais da escola apresentam frequentemente discussões sobre a diversidade. Atualmente, há uma análise das propostas de governo dos candidatos à presidência da França no que tange às diferenças (políticas de igualdade racial, igualdade de gênero, políticas de imigração). Também, nos horários dos intervalos, o colégio organiza playlists que ampliam o repertório cultural dos alunos e apresentam músicas de diversas regiões do Brasil e do mundo, colocando os alunos em contato com ritmos tradicionais e conhecidos, propondo o acesso a cantos em diferentes línguas para que possa, assim, habituar-se a outros sotaques, outras formas de expressão cultural. O grande interesse em trabalhar de forma tão constante esses temas é o de promover a formação do aluno em sua dimensão sociocultural, promover, também, o reconhecimento da diferença como formadora da própria identidade do aluno, articular diálogos e ações mais justas e menos preconceituosas.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

As discussões que envolvem as características diversificadas das perspectivas culturais estão nas pautas diárias. Através dessas pautas – socioculturais, políticas e educacionais – é possível estabelecer diálogos, projetos, ações e ideais que tenham, como propósito, uma abertura multicultural de conhecimento. E, assim, transcendendo o eixo educacional, há intersecções válidas, sadias e respeitosas no campo das diferenças culturais.


4

Fique de Olho Sistema de Ensino Poliedro: Escola+ propõe um novo modelo de acompanhamento pedagógico

A

base estrutural de cada instituição escolar – seja ela de ensino infantil ou médio – destaca, em suas preocupações, qualidade na atuação, performance significativa, metodologia assertiva e planos de ações efetivos. Nos meandros contemporâneos, as dificuldades e problematizações ganham amplitude e notoriedade, ressaltando, então, a importância (e necessidade) de demandas específicas, além de acompanhamentos e estratégias de melhorias instigantes.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Presente em 24 estados, com mais de duas centenas de Unidades Parceiras em 156 cidades brasileiras, o Sistema de Ensino Poliedro possui a meta de oferecer a melhor experiência educacional a escolas de todo o país, bem como desenvolver materiais e serviços de qualidade para atender as necessidades de suas unidades parceiras. “O nome Unidade Parceira (UP) não é mero acaso, pois entendemos a escola como sendo única e que merece um tratamento diferenciado e, neste sentido, o Escola+ visa auxiliar o crescimento de cada instituição a partir de suas características próprias”, destaca Altamar Carvalho, Gerente Pedagógico do Sistema de Ensino Poliedro. Com o objetivo de identificar as necessidades e demandas das unidades e propor um plano estratégico de melhorias junto aos diversos departamentos responsáveis, o Poliedro iniciou o Programa Escola+: Trata-se de uma análise, que ocorre desde a implantação do Poliedro em uma escola, e conta com o apoio das áreas de comunicação, marketing, editorial, tecnologia educacional e departamento pedagógico. “Basicamente, cada parceiro do Sistema possui um consultor pedagógico que, junto com a escola, desenvolve um plano de ação com foco em questões estratégicas que auxiliem na implantação de melhorias na instituição. O trabalho foi iniciado em 2016 com algumas escolas piloto e em 2017 estamos aplicando em todos os parceiros. O Programa Escola+ consiste em organizar um conjunto de estratégias junto com cada es-

cola visando atender as suas necessidades especificas”, explica Altamar.

tão sugerimos ações ligadas ao marketing e comunicação”, comenta Altamar.

Alta Performance A metodologia utilizada pelo Poliedro é baseada em PDCA, uma ferramenta de gestão pautada em quatro ações: Plan (planejar), Do (fazer), Check (checar) e Act (agir). Para atender à realidade das Unidades Parceiras, essas etapas foram adaptadas para os eixos: Proximidade, Direcionamento, Customização e Avaliação. Esse ciclo é contínuo, ou seja, há a construção de um plano de ação com a escola e uma avaliação periódica para averiguar se existe coerência com a necessidade do colégio ou sofrerá alterações.

Processo de Implantação O Programa Escola+ disponibiliza às escolas parceiras uma equipe de especialistas formadas por um consultor pedagógico e um gestor de relacionamento para auxiliar no processo de implantação do Sistema de Ensino e no acompanhamento das ações. Essas etapas são realizadas presencialmente e, também, pela internet. De acordo com Altamar, implantação envolve a inserção de algo novo no universo de uma determinada escola, e isto exige um tempo para conhecer, analisar, experimentar e adequar ao contexto e cultura da escola. “Por este motivo nosso processo dura alguns meses, para que a escola possa se sentir mais segura para desenvolver seu trabalho”. Etapas da implantação: - Mapeamento; - Agenda; - Capacitação; - Tarefas; - Devolutiva; - Adaptação;

Dessa forma, o intuito de um diagnóstico preciso é fortalecer os vínculos e auxiliar as escolas na utilização dos produtos e serviços do Programa Escola+, disponibilizando ações destinadas às necessidades de cada instituição. “Exemplos: uma escola parceira deseja focar na formação, então nós estabelecemos uma agenda de trabalho com a equipe de professores para o desenvolvimento de temas pertinentes às necessidades do grupo; outra escola precisa de apoio para comunicar melhor à sua comunidade todos os seus diferenciais, en-

“Os consultores têm um grupo de escolas sobre sua responsabilidade e fazem um acompanhamento presencial e à distancia para prestar toda a assistência necessária ao parceiro. Telefone, Skype, e-mails e videoconferências são usadas frequentemente para os contatos e atualizações”, ressalta Altamar.

SAIBA MAIS PROGRAMA ESCOLA+ SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO (12) 3924-1616 sistemapoliedro.com.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

5


6

EXPEDIENTE

Nesta Edição:

Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

04

Fique de Olho Sistema de ensino

Tiragem 20.000 exemplares

12

Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

Especial Bett Brasil Educar 2017

Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

Inovação: novos horizontes para a educação

08 Coluna - Christian Coelho

20

Cenário educacional para 2018

10

Coluna - Jane Patricia Haddad

Dica: Sustentabilidade Cultura sustentável

22

Dica: Startups Possibilidades inovadoras

Uma reflexão: com quem nossos adolescentes se identificam?

24

Design Gráfico, Direção de Arte e Produção Gráfica Polidori Estúdio Atendimento ao cliente Catia Gomes financeiro@direcionalescolas.com.br Impressão Grass Indústria Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas.

Dica: Alimentação Hábitos saudáveis

A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

www.direcionalescolas.com.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

7


8

COLUNA / CHRISTIAN COELHO Cenário educacional para 2018

M

acroeconomia e política: ninguém se atreve a prever o futuro. É na época de incertezas que ocorrem os maiores gaps de sucesso e fracasso entre empresas que atuam no mesmo nicho de mercado, como o ocorrido com as escolas no ano passado. As empresas mais equilibradas na tríade: financeiro – serviço – comercial e com melhor gestão tendem a se apropriar do mercado das menos preparadas para enfrentar a instabilidade econômica, com clientes mais sensíveis emocional e economicamente. A única perspectiva certa é que teremos um cenário instável por muito tempo.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

A situação atual necessita de preocupação e não de desespero. Nós, empresários, estamos acostumados com crises a vida toda. Só para relembrar, a hiperinflação da década de 1980, o Plano Collor no início da década de 1990 que ficou marcada por um profundo momento de recessão econômica, e o Plano Real que estabilizou a economia com um custo muito alto: a estagnação da economia por 10 anos. Depois vivemos um período de crescimento com o fortalecimento do mercado interno, principalmente no primeiro mandato do governo Lula, e voltamos à recessão com a gestão da ex-presidente Dilma. Portanto, vivemos em crise desde a época de D. Pedro I, quando o Brasil vivia uma profunda crise econômica, as exportações de açúcar estavam em baixa e o governo foi obrigado a fazer empréstimos na Inglaterra para indenizar Portugal pela Independência e financiar a Guerra da Cisplatina. Sugiro nos prepararmos para um cenário igual ao de 2016, e o que vier será lucro. Tendência de aumento do número de desistências: Presenciamos na última alta sazonalidade um aumento significativo das desistências. Uma parcela das pessoas possui motivos re-

ais para reconsiderar a efetivação da matrícula, como a perda de emprego e mudança repentina de endereço. Porém, algumas famílias, mesmo podendo permanecer na escola, alegaram receber propostas de descontos mais significativos, conseguiram vaga em escola pública, precisaram cortar custos (sensação de perda de poder de compra) ou mudaram de opinião, pois o aluno ficou triste que seu amigo sairá da escola. Percebi que o número de desistência não está atrelado à data de abertura das rematrículas, isto é, esse fenômeno acontece independente da escola antecipar ou não o lançamento das rematrículas. Para reduzir a incidência de desistência, a instituição deve tomar os seguintes cuidados: - Segundo o advogado especialista em direito educacional Célio Müller (www. mullermartin.com.br) é importante enfatizar e fazer valer a cláusula de desistência descrita no contrato educacional. Em caso de desistência antes do início das aulas, cobrar uma multa de até 30% do valor adiantado na primeira parcela (matrícula). Após o início do período letivo, não devolver os valores que foram pagos. Essas condições e a perda do desconto deverão constar em cláusulas expressas do contrato e dos aditivos, assim como a eventual perda de desconto promocional. - Lutar para não perder o cliente - Agendar uma reunião e tentar resolver o problema dentro das possibilidades da instituição. - Lançar um projeto, atividade ou ação que tenha início no final do ano e termine somente no 1º bimestre do ano seguinte. Política de reajuste: Segundo as leis vigentes no país, o valor da anuidade para o ano seguinte deverá ser igual à última parcela do ano anterior, mais a composição do aumento salarial dos colaboradores, a

inflação do ano e o repasse da implantação de melhorias no ensino, como a modernização das salas de aula, bibliotecas, laboratórios, quadras e nova infraestrutura. A previsão anual do IPCA ficará em torno de 4,3% e o reajuste salarial dos professores para 2016 foi em torno de 6% (Brasil), abaixo dos 10% de reajuste das mensalidades. Por isso, para o próximo ano, há o risco da categoria pleitear um reajuste compensatório. Outra sugestão é definir o índice de reajuste na véspera do lançamento oficial da rematrícula, no final de agosto, quando provavelmente as definições políticas e econômicas estarão mais claras. O valor médio que as escolas pretendem aplicar de reajuste para o ano que vem, segundo a pesquisa de rematrículas realizada pela Rabbit Research, é em média 8,9%. A Rabbit sugere às escolas reajustarem seus valores entre 7,5% e 10,5%, para não correrem riscos, pois parto do princípio de que é melhor exceder um pouco o valor para depois, se tudo estiver bem, criar ferramentas de revisão, como descontos caso a caso, no material do segundo semestre, e outras formas de bônus, do que ficar com valores defasados ao longo de todo o ano de 2018. Cláusula de segurança - A legislação vigente proíbe reajustar a mensalidade durante o ano letivo. Há interpretações jurídicas que podem assegurar um reajuste mediante autorização judicial após uma análise individual, caso haja algum cataclismo político ou econômico. Sugiro se prevenir e inserir uma cláusula que descreve essa situação.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

9


10

UMA RELEXÃO: COM QUEM NOSSOS ADOLESCENTES SE IDENTIFICAM?

N

este mês, farei uma breve reflexão sobre os adolescentes e partirei de uma provocação: Com quem nossos adolescentes se identificam? Reflexão esta que vem inquietando os educadores. Nosso aluno, que adentra o Ensino Médio, se encontra no turbilhão da adolescência, período que separa a infância da vida adulta, momento de desequilíbrio e rupturas. Rupturas, principalmente, com seus pais. O adolescente, neste período, busca “sem saber” uma identidade e independência, o que muitas vezes são traduzidas em contestações, rebeldia, indisciplina, falta de educação e de limites. Em parte, pode até ser, mas de alguma forma esse adolescente está colocando sua angústia em palavra, o que interpreto como algo muito positivo. Os comportamentos que incomodam as escolas, podem ser interpretados como “sintomas”, algo não está correndo bem, o que é possível fazer? Vejo o período da

adolescência como um convite a novas formas de interlocução. A busca incessante pela sua “nova” identidade é a grande responsável pelo conhecido “processo de identificação”, onde eles buscam identificar-se com seu grupo de amigos, colegas e ídolos. E, para que isso ocorra, eles necessitam romper com aqueles modelos conhecidos, uma fase apenas transitória. Se pais e professores suportarem esse mal-estar, sem negociar seus princípios, teremos dado um passo à frente. Transição dessa fase, uma despedida de ser criança, rumo a fase adulta, porém eles estão no meio, nem lá nem cá. Este período da adolescência é considerado uma fase do desenvolvimento humano, que vem desafiando professores e escolas que trabalham diretamente com eles. O adolescente vive, na relação com os pais, uma importante mudança que exige o afastamento por parte dele, que “abandona” seus pais “modelos” da infância, buscando consolidar sua independência através da

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

“.... Eu queria poder dar para vocês, como herança, o ovo onde moram os meus sonhos, na esperança de que vocês continuassem a chocá-lo, depois da minha partida. Sim, o mundo que eu amo se parece com um ovo: está cheio de vida, mas é muito frágil. Dentro dele estão coisas delicadas, fáceis de serem destruídas: plantas, insetos, ninhos, aves, músicas, poemas, memórias, livros, peixes, muros brancos, crianças, velhos, jardins... Mas eu tenho medo que vocês não resistam à tentação de quebrar o ovo onde eu e o meu mundo moramos. Como é fácil quebrar um ovo! Fácil e irreversível: nunca mais! Assim, por enquanto, o ovo onde moram meus sonhos fica sob a minha guarda. Até encontra os herdeiros que eu espero”. Rubem Alves, In Correio Popular, Campinas, 24.11.96

identificação grupal. Por isso a importância que eles dão aos seus grupos. Entendemos e proporcionamos isso a eles? Nesta fase, ele se identifica com seu grupo e “abandona” em parte seus pais e também professores, já que os mesmos representam as Leis, e estas, aos olhos deles, não lhes permitem que eles vivam como querem. É importante manter esta nossa função, um ser que os impede de romper seus limites, mas que também os deixem fazer pequenos voos. O momento é muito bonito, talvez tenha que ser visto com outros olhos, olhos menos julgadores e mais acolhedores, afinal adolescer é “adoecer” um pouco! Há algo estranho no ar, entendemos mais as crianças do que os adolescentes. Será que é porque esse período toca mais nossas dúvidas do que nossas certezas? Com quem nós, adultos, nos identificamos? E nossos adolescentes, se identificam com quem?

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

foto cedida pela colunista

COLUNA / jane patricia haddad


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

11


12

ESPECIAL BETT BRASIL EDUCAR 2017 Inovação: Novos Horizontes para a Educação Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação/Bett Educar

Na tríade educação, inovação e tecnologia, a edição 2017 da Bett Brasil Educar proporcionou, durante os quatro dias do evento, ambientes para trocas de experiências significativas, compartilhamento de ideias, conhecimentos, atividades externas, soluções reais e facilitadoras para o cotidiano escolar e inovações instigantes para todos os estágios da educação brasileira

R

einventar, reconstruir, inovar. Em momentos de densos debates, desdobramentos complexos, dificuldades (internas e externas) e problematizações que envolvem toda a parcela social, avistamos possíveis alternativas que ganham força (e fôlego) no interior do aperfeiçoamento profissional – seja por professores, educadores e gestores. Nesse aspecto, propiciar espaços para essas discussões e experiências no mundo contemporâneo, são movimentos urgentes – e necessários.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Entre os dias 10 e 13 de maio, o São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (antigo Imigrantes Expo), localizado na região sul da capital paulista, abrigou a edição 2017 da Bett Brasil Educar – considerado o maior evento de educação, tecnologia e inovação da América Latina. Baseado no tema “Inovação: Novos Horizontes para a Educação”, o Congresso Bett Educar seguiu cinco eixos norteadores: Aprendizagem, Práticas de Sala de Aula, Formação de Professores, Gestão e Políticas Educacionais. “Na Bett, acreditamos que podemos contribuir para um futuro melhor, como agentes transformadores da mudança na educação. Para isso, reunimos pessoas, práticas, conceitos, tendências, inovação e tecnologias para oportunizar o desenvolvimento dos

educadores, maximizando a aprendizagem do aluno”, diz Vera Cabral, curadora do evento.

excelência, compatíveis com distintos patamares de investimento e com diferentes propostas pedagógicas.

As palestras foram ministradas por especialistas nacionais e internacionais em educação, com um total de 133 atividades, em 7 auditórios diferentes, com 28 temas e 5 sessões diárias, além de palestras Magnas ao final de cada dia. Foram ministrados, também, 21 cursos certificados com 4 horas de duração. “Queremos que o educador e o gestor tenham experiências enriquecedoras – e isso acontece tanto no Congresso quanto na visita à feira”, explica Vera.

O Bett IES (Encontro de Instituições de Ensino Superior) foi concebido para atender aos interesses estratégicos de gestores de tais instituições, com conteúdos definidos com base em grandes tendências ditadas pelo avanço tecnológico. O evento teve parceria de conteúdo com a ABED (Associação Brasileira de Educação à Distância), o que expressa a relevância dada ao tema da educação a distância no ensino superior. Mas tratou, também, de outras questões estratégicas a essas instituições, como é o caso da formação dos professores para atuarem no atual contexto, e do próprio perfil de formação dos alunos, tendo como referência a evolução das tecnologias, em especial da inteligência artificial. Com parceria do SEMESP (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), atraiu uma gama gigantesca de participantes, entre mantenedores, gestores, reitores, diretores acadêmicos, dirigentes educacionais e profissionais de instituições de ensino superior de todo o Brasil.

NOVIDADES NA FORMA E NO CONTEÚDO Com visão global, o evento abriu espaço em suas diversas atividades e discussões de temas atuais, apontando eventos para públicos específicos, como: o Bett Edup, Bett IES e Espaço do Saber. O Bett EduP (Fórum de Lideranças de Educação Particular) apresentou conteúdos focados na gestão estratégica de escolas privadas. O programa incluiu discussões sobre temas, desde os mais objetivos, como a questão da inadimplência e a implementação do novo ensino médio, e os impactos de inovações com o uso da inteligência artificial na educação. Para além da discussão, o objetivo é apresentar possibilidades e exemplos concretos de inovações que propiciem o alcance de resultados de

Sempre com o intuito de apresentar e discutir inovações educacionais no Brasil e no mundo, o Espaço do Saber concentrou atividades pertinentes ao setor público. Desta forma, líderes educacionais compartilharam suas melho-


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

13


14 Desafios da Educação Jane Patrícia Haddad, educadora, escritora e palestrante, presidiu a sessão “Inclusão e Superação de Dificuldades de Aprendizagem”, no segundo dia do evento. Nesta sessão, foram debatidos temas, como: inclusão e diversidade; indícios de dificuldade na aprendizagem e discalculia; práticas que contribuem para o processo de ensino e aprendizagem e que promovem resultados satisfatórios; lei do bullying (Lei 13185/15). res práticas, conhecimentos e experiências bem sucedidas. FEIRA BETT EDUCAR 2017 As novidades, tendências e soluções em inovação e tecnologia foram apresentadas por mais de 200 expositores durante a Feira Bett Educar. Aberta ao público e gratuita, com extensas atividades programadas pela organização e por diversos expositores, o objetivo da feira é aliar o conhecimento teórico aos recursos práticos para a valorização do ensino-aprendizagem aos públicos de destino, além de evidenciar o que é tendência e o que já está consolidado no âmbito da educação brasileira. “Optamos por um modelo de exposição mais participativo e enriquecedor. Apresentamos tecnologias e inovações disponíveis para todas as instituições de ensino”, relata Claudia Valério, diretora de eventos da Ascential, empresa que promove e organiza a Bett Educar.

de instituições de ensino. Entre elas, um caso inovador de uso de Inteligência Artificial – essa tecnologia permite que, ao assistir um vídeo educacional, é possível buscar por qualquer palavra que apareça nele, facilitando a vida do estudante e, assim, ir diretamente ao assunto que mais lhe interessa. CANVAS LMS: A empresa apresentou casos reais de projetos realizados com a plataforma de gestão de aprendizagem Canvas. Baseado na nuvem e com código aberto, o Canvas, da Instructure, torna mais simples e rápida a conexão com outros programas e aplicativos educacionais, trazendo uma experiência intuitiva. A plataforma é constantemente atualizada e disponível para acesso a partir de qualquer lugar.

POSITIVO TECNOLOGIA: A Positivo Tecnologia apresentou a infraestrutura Laboratório Móvel, ferramenta capaz de se adaptar à realidade de cada escola ou rede de ensino, com a possibilidade de ser implantada em diversos cenários (on-line ou off-line), com laboratórios fixos, itinerantes ou em salas de aula equipadas/ conectadas. Substituto de uma sala de informática, o conjunto é considerado completo por sua possibilidade de deslocamento até cada sala de aula ou espaço de interação e, desta forma, abrir a possibilidade para que seja compartilhado entre várias turmas. J. PIAGET: O Portal Piaget + Digital foi um dos lançamentos do Sistema de Ensino J. Piaget. Disponibilizando mais de 800 jogos, atividades, vídeos e exercícios na nuvem, todos a um clique, o lançamento vem como uma solução rápida e acessível para a distribuição do conteúdo digital do J. Piaget. SAS: Participando pelo sexto ano consecutivo da Feira Bett Educar, SAS apresentou todo o seu material didático, além de ferramentas tecnológicas desenvolvidas especialmente para aprimorar a prática da educação em sala de aula, como a tarefas online – plataforma que propõe exercícios para o aluno conforme as habilidades e di-

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Confira abaixo alguns dos destaques que foram apresentados pelos expositores participantes da Feira Bett Educar 2017: TECNOLOGIAS PARA A EDUCAÇÃO Atravessamos, na contemporaneidade, uma verdadeira imersão tecnológica em todos os campos sociais – inclusive no âmbito educacional. Assim, questionamentos se a tecnologia é ou não relevante, perde sua força diante do aumento de aparatos e ferramentas digitais facilitadoras. A Microsoft, por exemplo, apresentou diversas novidades que podem apoiar a transformação digital

Prêmio de Gestão Escolar O Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) lançou, na Bett Educar, a edição 2017 do Prêmio de Gestão Escolar, iniciativa que tem o apoio do Ministério da Educação, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e de instituições do terceiro setor. A cerimônia, que ocorreu na manhã do terceiro dia do evento, reuniu secretários de educação de todo o país. Criado pelo CONSED em 1998, o Prêmio contempla projetos inovadores e gestões competentes na educação básica do ensino público. Em sua trajetória, já teve a participação de mais de 34 mil escolas de todas as regiões do país.


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

15


16

“O sucesso é uma construção”, afirmou Leo Fraiman durante apresentação Como é possível, nesse século de relações voláteis, estabelecer um contato consistente? Como é possível, para o ambiente escolar, construir e desenvolver habilidades significativas nos alunos? Como é possível, então, educar para a humanização e para o empreendimento individual? Esses e outros questionamentos foram respondidos durante a fala de Leo Fraiman, na palestra intitulada “Projeto de Vida e Empreendedorismo”, que ocorreu na tarde do segundo dia de Bett Educar 2017. Para o psicoterapeuta, escritor, palestrante, criador da Metodologia OPEE e autor da coleção Empreendedorismo e Projeto de Vida (editado pela FTD Educação), o projeto de vida começa com o autoconhecimento e deve ser um processo contínuo – e desde os primeiros anos de vida. “O autoconhecimento é um processo no qual a pessoa vai percebendo seus pensamentos, sentimentos e comportamentos e, a partir daí, construindo uma identidade que lhe dê um senso de estabilidade perante o mundo em constante mudança. É preciso fomentar valores como empatia e cooperação”, disse Leo Fraiman. ficuldades de cada um, podendo ser realizada a qualquer hora em dispositivos com acesso à internet.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

BILINGUISMO EM FOCO Com efeitos potentes e marcantes da globalização, bem como a ampliação do conhecimento acerca das diversidades culturais, é notória a preocupação com a inserção de uma segunda língua no contexto educacional – e, se possível, desde os primeiros anos de alfabetização. Devido a sua importância para o mundo do trabalho e, também, para a formação do século XIX e seus desdobramentos, “ser bilíngue é mais do que saber se comunicar em uma segunda língua. É viver novas culturas, adquirir novas habilidades e se abrir para infinitas possibilidades em um mundo plural e conectado”, dis-

se Sandra Possas, diretora editorial do programa Educate by Richmond. Para Sandra, o ensino bilíngue pode auxiliar o desenvolvimento de competências linguísticas e cognitivas ligadas à expressão oral e escrita, à habilidade de comunicação em geral, à leitura e a colaboração entre os pares. “Por isso, elaboramos um programa visando a esses benefícios e com a missão de empoderar os alunos para serem, de fato, cidadãos globais”. A Santillana, por meio de seu selo editorial Richmond, lançou durante a Bett Brasil Educar 2017, o Educate Bilingual Program – que pretende garantir flexibilidade para a escola implantar um programa bilíngue através de quatro pilares principais: experiência de aprendizagem completa, desenvolvimento profissional progressivo, certificações para alunos e professores, certificações internacionais (para alunos e professores)


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

17


18

“Quem ama não desiste”, destacou filósofo Mario Sergio Cortella durante palestra Filósofo, educador, escritor e palestrante, Mario Sergio Cortella apresentou, durante o terceiro dia do evento, a palestra “Educação, Convivência e Ética: reflexões urgentes para educadores, pais e docentes”. Durante sua fala, o pensador indagou

e assessoria de marketing, com uma carga horária que varia da implantação do programa na grade curricular ou como curso extracurricular. SIMPLE BILINGUAL EDUCATION: Com uma metodologia própria, patenteada e inovadora, desenvolvida em convênio com profissionais americanos e alinhada com conceitos tecnológicos de vanguarda na educação, a Simple Bilingual Education oferece um modelo que mescla diferentes abordagens

aos convidados: “O que se falará de nós em 2047? Seremos a geração que não desistiu, que estudou, se empenhou, ou seremos a geração que se acovardou?”. Mas garantiu que, com amor e valores, é possível perseverar: “Quem ama não desiste”. Além da palestra, Cortella lançou seu novo livro, intitulado “Família: Urgências e Turbulências” (Cortez Editora). Na publicação, o filósofo faz perguntas que têm provocado preocupação em diversos segmentos da sociedade, especialmente entre os pais, que percebem uma irrefreável erosão das relações familiares, como melhorar o convívio entre pais e filhos? Como educar os jovens? Como estipular limites a eles? Como não deixar que a tecnologia atrapalhe o convívio e os estudos?, entre outras questões.

pedagógicas com foco no desenvolvimento da fluência oral que pode ser aplicado em crianças a partir dos três anos até a adolescência. Através de recursos como vídeo aulas, conferências online com professores, salas de aula e lousas virtuais, jogos, etc, o aluno tem acesso aos mesmos conteúdos das disciplinas ministradas em português em aulas presenciais em inglês, contribuindo para o desenvolvimento orgânico da segunda língua.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Pimpão lança livro infantil durante a Bett Educar 2017 Com um amplo histórico de comercialização de playgrounds e brinquedos pedagógicos, atuando de maneira significativa no desenvolvimento da educação brasileira, a Pimpão – reconhecida pelo mercado educacional e admirada pela qualidade e inovação de seus produtos – realizou uma ação especial durante o evento em seu estande. O autor (e presidente da Pimpão) José Ribeiro lançou o “José, a bola e a história do brinquedo”, com colaboração da Consultoria Pedagógica Pimpão e ilustrações de Guto Oliveira. Na publicação, o autor narra episódios de sua infância e o relacionamento com seu brinquedo preferido.

“São tantas pessoas que passaram pela minha vida. Não determinei nenhum critério para inseri-las na narrativa, apenas escolhi aquelas que participaram de minha história”, explica o autor. No livro, José é um menino que nasceu em uma família muito pobre, com muitos irmãos e sem recursos. A partir do personagem principal, surgem os demais, que acabam traçando os relacionamentos em sua trajetória.


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

19


20

Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: sustentabilidade

Q

Cultura sustentável

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

uando pensamos no termo sustentabilidade algumas definições projetam em nosso consciente de forma singular. E, nas últimas décadas, a urgência do discurso da sustentabilidade ganhou força em todos os aspectos, envolvendo a relação e interferência do homem no meio ambiente, seu desenvolvimento social e a promoção de uma educação pautada pela sustentabilidade – ou para um futuro sustentável. Tendo a educação como ponto de partida para a conscientização e desdobramentos participativos e sociais de amplas e variadas ações, é possível estabelecer um diálogo através de uma cultura da sustentabilidade, como propõe Valentin Fernandes, Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano (SP): “Na situação de hoje não há outra saída além de termos uma cultura de sustentabilidade. É uma necessidade, uma obrigação. Aqueles que não têm uma cultura de sustentabilidade terão que criá-la e aqueles que têm terão quem ampliar. O planeta precisa desse olhar”. De acordo com o diretor, fomentar essa cultura ao longo do processo escolar, é uma perspectiva válida, bem como trabalhar projetos/ações e incorporá-las na agenda de cada instituição. Um exemplo de prática real, possível e diária, conta Valentin, é o projeto “Saber Cuidar” do Colégio Marista Arquidiocesano, sendo que um dos eixos é a sustentabilidade. O objetivo macro do projeto é implementar um processo educativo capaz

de fazer emergir ações processuais e contínuas que colaborem para a sustentabilidade do planeta e de todas as espécies que nele habitam. “Promover coletivamente a educação ambiental para a sustentabilidade no que se refere à preservação da esfera da vida biológica e no que diz respeito à esfera da vida social, na qual se encontram as relações humanas e suas interferências no ciclo de vida de todos os seres também faz parte desse programa contínuo e permanente”, ressalta Valentin. No dia 05 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Assim, a partir desta data, há uma preocupação em integrar esferas da população, além de alertar sobre os problemas ambientais e possíveis ações envolvendo a preservação dos recursos naturais. Para comemorar a data, neste ano o Colégio Marista Arquidiocesano lançará a Ação Gestão de Resíduos – o colégio tratará do lixo com responsabilidade e intensificará a coleta seletiva a partir de compra de lixeiras e de maquinário. “Estamos em uma escola que tem abraçado a cultura de sustentabilidade e se empenha para que todos se envolvam nos projetos que fazem alusão ao tema”, finaliza Valentin. (RP)

SAIBA MAIS Colégio Marista Arquidiocesano arqui@colegiosmaristas.com.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

21


22

Ilustração: Polidori Estúdio

Dica: startups

A

Possibilidades inovadoras

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

contemporaneidade, bem como seus desdobramentos, problematizações, iniciativas e desafios, agrega em suas reflexões densos debates, além de promover uma complexa fusão entre diversas áreas da sociedade. E, dentro de um processo de desenvolvimento, notamos sugestões e novas perspectivas para o enfrentamento de dificuldades – seja no ambiente corporativo, social, cultural e, também, no âmbito educacional. Com o advento tecnológico, os efeitos da globalização e as possibilidades inovadoras, observamos ideias, propostas e sugestões facilitadoras para todas as instituições escolares (da pré-escola ao ensino superior) e em todas as camadas (da gestão ao atendimento dos alunos). Conhecida como “startups”, esses empreendimentos estão ganhando espaço e visibilidade – principalmente na área educacional. “Startup é um termo bastante difundido nos EUA, mas que começou a se popularizar no Brasil no início dos anos 2000. O termo Startup, em sua essência, significa começar algo. No mundo dos negócios isso significa vislumbrar uma oportunidade de negócio, e começar algo na direção dessa oportunidade”, explica Fabio Stumpf, consultor, coach e diretor-executivo na Solace Institute. “O processo de uma startup começa, normalmente, através da curiosidade de alguém por algo, ou então por uma necessidade não satisfeita”, completa. Essas empresas, que possuem um alto potencial de crescimento, ge-

ram expectativas positivas e significativas para o cenário econômico, além de proporcionar medidas e soluções para as necessidades cotidianas. E, de acordo com o especialista, essa proposta não sofre alterações quando o assunto é educação. “Soluções inovadoras podem e devem ser implementadas na maneira tradicional de prover educação, gerando mais interação, construção de aprendizado e proporcionando não apenas uma melhor e mais abrangente formação, mas também inovações nos métodos de ensino, processos operacionais e gestão de competências”, destaca Fabio. Caso haja algum interesse do gestor/a em contratar ou avaliar o serviço de alguma startup, o especialista aponta algumas dicas: Uma recomendação é conhecer o modelo de validação da startup. Como a startup teve sua ideia validada e como esse modelo validado pode ser implantado no ambiente da sua escola. “Outra boa dica é que as antigas práticas relacionadas à gestão de fornecedores continuam se aplicando a esse modelo de negócio. Como por exemplo, conhecer outros clientes da startup em questão, um estudo preliminar da necessidade x a capacidade da startup e da escola de adotar tal inovação, um bom contrato com as responsabilidades de ambas as partes, um estudo preliminar”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS Fabio Stumpf fabio@solace.net.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

23


24

Ilustração: Polidori Estúdio

dica: ALIMENTAÇÃO

N

os processos intrínsecos que envolvem toda a comunidade escolar (alunos, professores, gestores, familiares) a alimentação balanceada e saudável está, entre outras, na base estrutural de toda instituição escolar. Essa preocupação, crescente e necessária, abrange o entrelaçamento de diversas áreas, mas todas com o mesmo intuito: promover saúde e o bem-estar físico de todos.

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

“Ter uma alimentação adequada, balanceada na quantidade e qualidade dos alimentos e seus nutrientes é importante para manter um estilo de vida saudável, o bem-estar de nosso corpo e mente, já que os diversos nutrientes são essenciais aos vários processos metabólicos que ocorrem em nosso organismo, regeneração de órgãos e tecidos, crescimento e manutenção de uma boa saúde”, destaca a nutricionista Kelly Christini Bonin. Assim, é necessário promover hábitos alimentares saudáveis que atravesse todas as rotinas escolares em todas as fases. A Educação Nutricional nas escolas, conta Kelly Christini, deve ser abordada desde muito cedo, logo na primeira infância, fase na qual a criança inicia o aprendizado do “gosto” e começa a conhecer melhor os alimentos e seus sabores, texturas, cheiros. “Nessa fase a exposição e oferta variada de frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, carnes, oferece à criança a oportunidade de conhecer os alimentos e construir um hábito alimentar saudável”. Para manter o equilíbrio nutricional e pro-

Hábitos saudáveis mover hábitos alimentares saudáveis, o Colégio Marista Santa Maria propõe por meio do “Projeto Quitanda” diversas atividades que envolvem a alimentação adequada para os alunos, dentre elas, um álbum de figurinhas de frutas e hortaliças. A atividade foi realizada com 175 alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental matriculados no Período Ampliado, que acontece no contraturno escolar. Cada aluno ganhou um álbum de figurinhas, elaborado pela nutricionista Emanuele Valentim e pelo assistente de marketing do colégio, Daniel Cordeiro. De acordo com a nutricionista Emanuele, a educação alimentar e nutricional precisa ser inserida no Projeto Político Pedagógico das escolas. Por isso, em conjunto com a coordenadora do Ensino Ampliado, Josiane Miara, elas tiveram a iniciativa a de desenvolver atividades que estimulassem principalmente o consumo de hortaliças e frutas, pois a adesão não era muito favorável entre os alunos, apesar dos alimentos saudáveis serem ofertados todos os dias no cardápio do almoço. “Como o aluno permanece o dia todo na escola, é de extrema importância oferecer alimentos saudáveis e estimular o seu consumo”, revela Emanuele. (RP)

SAIBA MAIS Kelly Christini Bonin kelly_c_bonin@hotmail.com Colégio Marista Santa Maria santamaria@colegiosmaristas.com.br


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

25


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

26


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

27


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

28

Acessórios (ventiladores), Alimentação, Bebedouros


29

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Acessórios, Assessoria (proteção contra incêndio) E.V.A (protetores de canto, coluna e tatames), Móveis


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

30

Lousas e quadros, Pisos, Mรณveis (armรกrios)


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Grama sintĂŠtica, Playgrounds

31


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

32 Playgrounds


33

Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

Playgrounds, Projeções educativas em 3D, Projetores


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

34 Toldos e coberturas


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

35


Direcional Escolas - Junho/Julho 2017

36


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Direcional Escolas Edição 129 – Junho-Julho/2017 by Revista Direcional Escolas - Issuu