Edição nº 128 A Revista do Gestor Escolar
ano 13 |Maio 2017 www.direcionalescolas.com.br
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Editorial Mudanças na Educação
Segundo ela, são mudanças importantes, que vêm ao encontro das necessidades de adequação da educação à realidade do século 21, uma era digital e tecnológica na qual as crianças estão inseridas. Daniela Cassiano alerta, no entanto, que a parte mais difícil vem agora, depois do anúncio do novo parâmetro curricular, que é saber como tirar do papel as mudanças exigidas. Caberá a cada gestor escolar reunir seus professores para discutir a fundo o que precisa ser feito para transformar o modo de educar a fim de que sejam colocadas em prática, dentro da sala de aula, o que determina o documento. Sobre a alfabetização mais cedo das crianças, por exemplo, Daniela Cassiano lista a necessidade de capacitação dos professores para esse novo tempo, bem como o auxílio fundamental de recursos pedagógicos: “Sim, é possível alfabetizar os alunos até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. No entanto, é importante garantir algumas condições mínimas para que isso ocorra. Entre essas condições, é imprescindível destacar os programas de formação dos professores para fortalecer as estratégias de ensino e aprendizagem que devem iniciar mais cedo, já na fase da educação infantil. Além disso, é preciso garantir recursos didáticos, como
livros de literatura infantil, pois precisamos de bons modelos para formar bons leitores que, consequentemente, sejam capazes de produzir bons textos. Outro recurso importante é o alfabeto móvel, pois por meio desse recurso os alunos levantam hipóteses e avançam no processo de alfabetização”. Já no que diz respeito ao uso da tecnologia de forma crítica e reflexiva, Daniela Cassiano destaca que a nova Base Curricular reflete os anseios da própria comunidade escolar por mudanças no padrão atual de educação e lembra que muitas escolas públicas do país já implementam programas de informática educacional que complementam o ensino das disciplinas, por meio de softwares, vídeos e outros recursos que tornam o aprendizado mais prazeroso e instigante para as crianças. Escolas de diversos municípios do interior de São Paulo, por exemplo, já contam também com programas permanentes de capacitação de professores, de forma a orientá-los sobre essa interação tecnologia-educação e sobre como podem tornar suas aulas mais atraentes. A educadora destaca, por fim, a necessidade cada vez mais urgente da participação do aluno no processo educacional, a fim de torná-lo um agente importante de seu próprio aprendizado. “Para que isso ocorra, um dos caminhos é fomentar a produção de conteúdos pelo próprio aluno. Atualmente tem-se falado muito a respeito da cultura maker, o que abre espaço para que o aluno coloque a mão na massa e valorize a criação, ou seja, que ele não veja a escola como um espaço improdutivo e insignificante”, conclui.
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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O Ministério da Educação (MEC) divulgou a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O objetivo é garantir a equidade nas etapas de ensino em escolas públicas e particulares de todo o país. Para a educadora Daniela Cassiano, gerente de operações e pós-graduada em gestão escolar, dois pontos merecem destaque: a antecipação do terceiro para o segundo ano do Ensino Fundamental da conclusão do processo de alfabetização das crianças; e a utilização de tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem de uma forma crítica, reflexiva e ética.
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Nesta Edição: 10
Fique de Olho Ensino bilíngue
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Conversa com o Gestor
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Dica: Pisos (internos e externos)
Coluna - Jane Patricia Haddad A escuta como uma possibilidade
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O piso ideal
Coluna - Leo Fraiman Segurança
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Dica: Intercâmbio Experiência multicultural
Coluna - Eduardo Shinyashiki Empreendedorismo na escola
Educação continuada: preparando o aluno para o ensino superior
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Dica: Atividade Física
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Formação integral
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
A Revista do Gestor Escolar
Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP
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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br
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Fique de Olho Ensino Bilíngue O conceito de globalização adentrou espaços sociais, culturais, econômicos e, por consequência, educacionais. A evolução da educação instaura programas pedagógicos que alimentam o estudo e aprendizado de uma segunda língua, bem como o descobrimento de novas culturas. O ensino bilíngue aponta dimensões incalculáveis para a educação com um crescimento notável pela promoção de uma língua estrangeira.
Fale com a Cultura Inglesa: (11) 3039.0533 culturain@culturainglesasp.com.br www.culturainglesasp.com.br
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Fale com a Learning Fun: (21) 2431.7711 comercial@learningfun.com.br www.learningfun.com.br
Fale com a Seven Idiomas: (11) 3170.1613 programabilingue@sevenidiomas.com.br www.sevenidiomas.com.br
CULTURA INGLESA Atuando há 81 anos no mercado, a Cultura Inglesa investe em três pilares significativos (cultura, tecnologia e, principalmente, corpo docente) para desenvolver e promover cursos de alta qualidade e reconhecimento positivo. Os professores das 53 unidades (nos Estados de São Paulo e Santa Catarina) são altamente qualificados e atualizados, as salas de aulas são equipadas com quadro digitais interativos e os alunos contam com quatro aplicativos que colaboram com o aprendizado. “Na Cultura Inglesa, acreditamos que quanto maior a exposição da criança a um idioma de forma lúdica, com atividades relevantes e professores qualificados, maior será sua chance de desenvolver proficiência nessa língua”, declara Vinícius Nobre, Gerente Acadêmico da Cultura Inglesa. A escola utiliza o melhor material didático disponível no mercado aliado às mais modernas abordagens de ensino; oferece uma extensa grade de atividades culturais; parcerias com escolas regulares (Cultura In); certificação de centro aplicador dos exames de Cambridge, IELTS e Toefl, entre outros; e oferece ampla variedade de cursos, desde os níveis iniciais até os mais avançados do mercado. Além dos cursos regulares, também oferece diversos cursos especiais, como workshops de conversação (Book Talk, Upper Talk, Advanced Conversation in English – Travel & Living, Business Conversation Sessions), writing, entre outros. LEARNING FUN Learning Fun, franquia de origem brasileira e presente em diversos estados do país – com cerca de 28 franqueados e mais de 150 escolas – foi desenvolvida a partir das experiências da educadora Teresa Catta-Preta e do estudo sobre a Teoria das Múltiplas Inteligências, do psicólogo americano Howard Gardner, que Teresa estudou na Riverside University, Califórnia. “Movida por suas experiências como educadora e seus estudos na Califórnia, Teresa desenvolveu, então, um método de aulas que levam os alunos a aprenderem de forma natural e divertida”, diz Patrícia Rossini, da Comunicação e Marketing. Uma das principais vantagens do sistema de franquia Learning Fun, cita Patrícia, é sua flexibilidade, que permite ao franqueado a implantação da metodologia em escolas de educação infantil, creches, condomínios, clubes e escola bilíngue, pois a metodologia pode ser facilmente adaptada à proposta pedagógica da instituição contratante. “A Learning Fun desenvolve material didático próprio com proposta pedagógica especialmente para crianças brasileiras, respeitando o desenvolvimento de acordo com a faixa etária”. SEVEN IDIOMAS Celebrando 30 anos de experiência e de resultados positivos e significativos, a Seven Idiomas foi “fundada por professores com o objetivo de construir um processo de aprendizagem de idiomas efetivo através de uma metodologia de ponta com base em neurociência e neuroaprendizagem”, diz a Diretora Adriana Lila Albertal. Disponibilizando acompanhamento pedagógico e individual, eventos especiais fora da escola e cursos sob medida, a Seven Idiomas oferece um processo de aprendizagem com resultados comprovados por exames internacionais Cambridge English. “Em nossa rede de escolas oferecemos cursos para crianças, adolescentes e adultos. Atendemos o mercado corporativo com cursos in company. Nossos assessores especializados preparam os professores de colégios para aplicarem processos de aprendizagem comprovados por exames internacionais, tornando os alunos bilíngues”, destaca Adriana. Explorando as 7 inteligências e aplicando o Idioma Vivo (com a metodologia ativa, significativa e vivencial), a instituição torna o processo de aprendizado prazeroso e efetivo. “Estratégias didáticas direcionadas a aprender de diversas maneiras contribuem com o desenvolvimento cognitivo dos alunos de todas as faixas etárias”, completa a diretora.
Programa Bilíngue
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Seven Colégios Todos os seus ALUNOS BILÍNGUES e preparados para o mundo global • Preparamos os professores do colégio para processos de aprendizagem comprovados por Certificado Internacional Cambridge English. • Não é necessário fazer inglês fora do colégio: economia significativa para os pais e sem custo para a Instituição.
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Seven Idiomas há 30 anos formando cidadãos globais
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A ESCUTA COMO UMA POSSILIDADE
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empos de Baleia Azul, depressão, suicídio, transtornos alimentares, bullying, entre tantos outros sintomas contemporâneos e, ainda assim, insistimos em não escutarmos os gritos silenciosos das novas gerações. O momento atual nos convoca a novas formas de pensar-sentir-escutar como educar crianças e jovens. Como pais e mães podem cumprir sua(s) funções? Como as escolas estão lidando com tantos fenômenos que não foram preparadas?
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Venho encontrando algumas pistas e, uma delas, é a escuta atenta dos silêncios e também seus gritos via redes sociais. Tenho acompanhado alguns jovens, através de suas redes sociais, e confesso ficar estarrecida com tanta exposição de suas vidas – fatos que deveriam ser privados. Nesse tempo de desamparo, pelo qual todos passamos, sejamos adultos ou crianças, vale pararmos e nos escutarmos atentamente. Qual é o sentido da minha vida? Atualmente, estou relendo um livro intitulado “Liderança em Tempo de Transformação”, dos meus queridos Roberto Crema e Washington Araújo, onde eles contam uma história, onde alguém perguntou a um índio de 101
anos, um xamã, como ele fazia para que sua tribo o escutasse. E ele diz: - Eu ensino meu povo. - O que você ensina? - Quatro coisas: primeiro, a escutar; segundo, que tudo está ligado com tudo; terceiro, que tudo está em transformação; quarto, que a terra não é nossa, nós é que somos da terra. Então voltemos ao início desta pequena reflexão: ESCUTAR, escutar os novos sintomas ao invés de nomeá-los. O mundo está imerso em uma profunda transição e, diante dela, os valores e crenças que nos serviam como modelos, também estão.
O momento é de Pais e Professores se incomodarem com o que está acontecendo, temos e devemos nos incomodar, nos indignarmos, mas principalmente ESCUTAR o que os mais novos tem a nos dizer. Vale lembrar uma frase de Platão: “Sejamos razoáveis; peçamos o impossível”. Antes de buscarmos respostas prontas, darmos conteúdos ou mesmo comprarmos o intercâmbio de nossas crianças e jovens. Façamos o impossível e possível para escutarmos o que eles tentam nos Dizer!
Acredito que frente a essa transição, nós perdemos um pouco de nós mesmos, daquilo que nos funda enquanto sujeitos: O amor e a própria subjetividade. Família e Escola estão deixando passar algo sem que se deem conta do essencial de uma educação na e para vida. Os novos fenômenos nos sinalizam uma ausência de cuidado básico, aquele cuidado que acolhe, olha e escuta as novas gerações. Aquele cuidado que liberta os mais novos de serem o que desejamos que eles sejam. Aquele cuidado que permite que eles se expressem no mundo real.
A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).
foto cedida pela colunista
COLUNA / jane patricia haddad
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Segurança
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cabo de sentar na poltrona 38C do voo AF 456 com destino a São Paulo. Esta semana vim a Paris, a cidade luz, a trabalho. Desde 2016 faço parte de um comitê internacional de Educação para a Autonomia. Nossa missão é desenvolver conteúdos relevantes para educação familiar.
nos inseguros nas ruas, nos serviços que consumimos, no dia a dia.
O que isso tem a ver com a temática da segurança? Tudo! Como sou uma pessoa de muita sorte, saí do hotel no tempo normal, acreditando que chegando com duas horinhas de antecedência conseguiria embarcar numa boa. Peguei o Uber e ulalá: me deparei com um imenso trânsito na chegada do aeroporto e comecei a ficar preocupado. Na hora de deixar as malas, novamente muitas pessoas antes de mim. Na entrada da alfândega então, havia uma fila imensa. Eu não conseguiria voltar a tempo sob condições normais.
Se há um investimento valioso a ser feito no contexto escolar, é no sentido de transmitir segurança aos educadores. Como? Em primeiro lugar com informação. Reúna seus colaboradores de tempos em tempos para munir o time de informações atualizadas, não somente sobre os conteúdos que eles transmitem na sala de aula, como sobre as melhores práticas para que os alunos realmente aprendam. Noções de oratória, gestão de conflitos, criatividade, inovação, neurociência, neurolinguística e psicologia cognitiva são alguns dos temas que podem servir para enriquecer os debates.
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Foi aí que a sorte me ajudou. Perguntei a três pessoas se poderiam adiantar meu lugar na fila em função do horário. A primeira fez que não me entendeu. A segunda disse que não era função dela. A terceira virou o rosto e, quando eu já estava indo, cabisbaixo, para o fim da fila amargar a espera, ela volta e me indica a fila roxa, para os atrasados-otimistas-atrapalhados como eu. Muitos de nós brasileiros confiamos demais em Deus, na sorte, no futuro. O que o episódio de hoje me ensinou é que há três elementos essenciais para sentirmos segurança, que não podem ser negociados: informação, planejamento e ação focada. Se eu tivesse feito minha lição de casa, não precisaria passar pelo apuro que passei (#quemnunca?). No plano macroeconômico e político pagamos um alto preço pela nossa falta de segurança. Sentimo-
Em nossas escolas também reina, muitas vezes, a insegurança. Especialmente dos professores. A cada ano são novas demandas, com famílias menos numerosas, menos presentes e mais exigentes, com expectativas elevadas para seus filhos.
Em segundo lugar, prepare uma sistemática na qual, de tempos em tempos, uns possam assistir às aulas dos outros. Esta é uma das práticas mais eficazes e menos custosas para gerar excelência segundo estudos da Fundação Bill Gates. Ao aprender com um colega, ao receber um feedback honesto e claro sobre a forma como se está atuando junto aos alunos, cria-se um senso de coleguismo, aumenta-se a segurança e promove-se um ambiente em que todos aprendem. Para finalizar, existe o foco. Sem ele, não sabemos para onde ir, nem por que estamos acordando todos os dias. Sem sentido, a vida nos deixa inseguros e, com isso, nosso cérebro deixa de criar, de aprender, de desejar. Manter o foco, em gestão, é mirar alto. Abrir asas para um voo transforma-
dor. Se a única meta da escola é fazer os alunos passarem nos melhores vestibulares ou tirarem boas notas no ENEM, isso pode custar caro. Educação desprovida de sentido pouco inspira, pouco motiva, pouco comove. Observe junto aos seus professores, ao longo de suas aulas, como eles estão cuidando de debaterem conteúdos que tratem de competências para a vida. Em que momentos eles falam com os alunos sobre felicidade, amor, valores, sobre temas que os envolvam e que façam alguma diferença em suas vidas? Quando nos sentimos dotados de informações sobre a vida e o viver, sobre as provas da vida, além de sermos treinados para as provas de papel, quando somos bem direcionados e quando sentimos que aqueles que nos guiam se importam conosco e seu foco é nos ajudar, nosso cérebro produz um neurotransmissor chamado dopamina, que ajuda no aprendizado. Eu aprendi uma importante lição hoje: com segurança não se brinca. Seguros, voamos mais alto e melhor nesta vida. E você, que faz a gestão de toda a escola, tem feito a sua lição de casa por completo? Pense nisso. Seus professores são o que há de mais valioso. Cuide bem deles e os resultados serão uma consequência natural de todos conviverem bem e seguros de seus papeis.
O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / leo fraiman
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EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA
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iariamente, novos negócios são abertos com o intuito de tornar reais os mais variados sonhos. Entre tantos planos, parte está ligada a desenvolver os conhecimentos adquiridos ao longo da jornada profissional, fazer valer suas ideias e o jeito próprio de administrar seus valores pessoais. Mas, quando a empresa em questão lida com vidas, construção de valores e educação, o cenário é diferente e os cuidados com a gestão precisam ser redobrados.
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Diferentemente de estabelecimentos que vendem produtos ou serviços, onde a insatisfação pode ser trocada por outro objeto ou pela devolução do dinheiro, instituições de ensino são responsáveis por formar cidadãos. Suas ideologias e valores sempre irão influenciar, profundamente ou superficialmente, aqueles que fazem parte do convívio educacional, sejam eles professores, colaboradores ou alunos. Há muitos anos, a escola deixou de ter como única função: a alfabetização. Hoje o seu papel vai muito além. Está mais do que provado que a educação, em todos os sentidos que engloba, forma e transforma vidas. Prova disso são os diversos modelos de ensino que vem surgindo ultimamente, inovando e desafiando tudo aquilo que o modelo clássico sugere. Ou seja, cada vez mais, é fundamental que a escola atue para que o aluno desenvolva também suas habilidades socioemocionais, além dos outros saberes que também são de suma importância. Mas, como colaborar efetivamente para o desenvolvimento socioemocional dos estudantes? Para enquadrar a escola nesse novo modelo educacional, a figura do gestor é de extrema importância. Mais do que coordenar funcionários e “clientes”, esse profissional precisa ter características especiais para conduzir uma instituição de ensi-
no, as quais não serão desenvolvidas apenas com a formação acadêmica. É preciso mais, pois estamos falando do ser humano em ação. É fundamental que seja desenvolvida a habilidade de lidar com pessoas, entender a capacidade e o desejo particular de cada um à sua volta, criar um sonho em comum para que todos caminhem na mesma direção, evitar avaliações prematuras, ser receptivo a novas ideias e, acima de tudo, tornar o grupo participativo. Quando as pessoas se sentem parte do processo, a satisfação se eleva, a felicidade é contagiante e todos fazem questão de dividir com os demais. A instituição de ensino precisa fazer dos alunos e dos funcionários a sua melhor propaganda. Afinal, quem não deseja conviver em um local alegre, respeitoso e amável? Por esse motivo, o gestor empreendedor tem como objetivo tornar o seu negócio único, duradouro e parte integrante da vida daqueles que utilizam os seus serviços. Afinal, o aluno de hoje será o pai de amanhã e, caso esteja satisfeito, fará questão de que seu filho também vivencie tudo o que lhe foi proporcionado, em termos de educação, conhecimento, convivência social e cultura. Ao tornar-se uma gestão empreendedora, a instituição pode oferecer treinamento a todos os envolvidos - como os funcionários, os professores e os voluntários -, com o intuito de ensinar a arte de encantar os alunos, em suas personalidades diversas. Os pais também precisam ser envolvidos, pois, normalmente, têm grandes expectativas e dúvidas. As escolas precisam entender que uma infraestrutura com recursos e segurança é fundamental, mas que o grande diferencial são os seres humanos que estão por trás de todas as propostas e projetos apresentados. Outro desafio atual das instituições de ensino está ligado
ao conteúdo, já que a escola compete, diariamente, com mídias muito dinâmicas e criativas. Dessa forma, é absolutamente importante a forma como o conteúdo será transmitido. É preciso desenvolver métodos que envolvam os alunos, criar atividades tão dinâmicas quanto essas mídias e aplicar contextos que simulem futuros desafios aqui, a visão do gestor empreendedor novamente se faz presente. Esse é o papel do gestor empreendedor, transformar a escola em uma instituição de ensino sem limites para o saber, implantar a aprendizagem contínua, proporcionar aos pais a tranquilidade de terem escolhido o lugar certo para educar os seus filhos, desenvolver habilidades e competências em seus colaboradores e despertar neles o prazer de “vestir a camisa”, a vontade de sempre fazer o melhor e de dar novas ideias. Empreender no ensino é ampliar a visão de mundo e oferecer possibilidades aos alunos, instigar a vontade do “sempre mais”, de querer estar presente e de ter orgulho de fazer parte. É mostrar que o aprendizado é como enfrentar a maior montanha russa do mundo: desafiador, porém instigante e motivador. No final, com a ajuda da instituição, eles certamente vencerão.
O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br
Foto cedida pelo colunista
COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI
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CONVERSA COM O GESTOR Educação Continuada: Preparando o Aluno para o Ensino Superior Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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Sem dúvida alguma o ingresso em uma universidade transforma o jovem. Quando se escolhe uma universidade para dar prosseguimento aos estudos, opta-se por um caminho que pode ser muito espinhoso, mas que com certeza dará subsídios de conhecimentos estruturais que reforçarão a bagagem e o aprimoramento de seus saberes para uma vida profissional concisa e de progresso, destaca diretor
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ransformar. Transcender. Transmutar. O constante processo de construção peculiar e social atravessa edifícios, dilui barreiras e instaura sua fortaleza nas faculdades do conhecimento – e na tríade saber, experiência e formação. Propiciar ferramentas para essa interação, bem como fomentar as linhas discursivas do pensamento, impulsiona o anseio e a curiosidade que invade – e preenche – todos os campos trilhados por cada aluno e aluna, seja no espaço profissional, pessoal ou educacional. O fenômeno educacional inserido no cerne do crescimento humano está intimamente interligado com questões sociais, humanísticas, de valores, hábi-
tos, disciplinas e uma série de sensações empíricas que o jovem aprendiz recebe e, consequentemente, transmite nos campos que transita. Analisar a engrenagem de aprendizagem é como aproximar os olhos em pequenos mundos que estão em constante mutação – interior e exterior. Essa transitoriedade que a educação evoca com total maestria, reverbera sentidos que podem incorporar nas múltiplas fases da evolução acadêmica: ultrapassando a alfabetização e lançando um acompanhamento cauteloso quando o término dos estudos, no ensino médio, se aproxima. A base sólida e fundamental descrita na tarefa de todo colégio é estimular o aluno para a fase
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O material didático do Colégio Integral foi reformulado para propiciar a amplidão de caminhos e possibilidades dos jovens
Marcos Loturco, diretor do Colégio Integral
adulta, incluindo, assim, carreiras profissionais, sucesso em universidades e cidadãos capazes de senso crítico. Marcos Loturco, professor e diretor do Colégio Integral Parque Prado, acredita que o ensino médio é a forma de acesso ao Ensino Superior em uma universidade forte que ofereça mais recursos na preparação dos jovens para a sua vida profissional. “O ensino médio bom, até hoje, tem sido o conteudista: Aula dada, aula estudada e mais uma infindável quantidade de exercícios a serem resolvidos. No momento, mudanças estão acontecendo que acenam para um futuro diferente. Estas mudanças que serão cada vez mais comuns nas escolas permitem uma maior flexibilidade na escolha de sua carreira e na forma como vai se preparar para encarar este desafio. Eu vejo que neste processo haverá uma maior abertura dos horizontes e um aumento nas opções de carreira”. Argumentar caminhos que devem ser percorridos por escolas públicas ou privadas para obtenção de melhor aproveitamento de alunos nos vestibulares e, posteriormente, na vivência acadêmica é uma tarefa árdua e complexa, visto que cada instituição promove missões e valores distintos com programações e ações pedagógicas voltadas às suas convicções e históricos. O Colégio Integral, localizado na Grande São Paulo, optou por uma mu-
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20 dança radical no seu material didático e, principalmente, na forma como estes conteúdos são abordados, propiciando, assim, uma visão bem mais aberta do mundo. “Tem uma amplidão de caminhos e possibilidades que levam o jovem educando a ter uma percepção de espaço histórico-temporal bem mais intensa. Isso faz com que ele entenda que não está aqui apenas para decorar ‘formulinhas’, mas sim que tem a necessidade de participar intensamente do processo de ensino-aprendizagem. Esta forma de pensar e estudar leva-o a uma autonomia bem maior de sua vida e de suas escolhas”, ressalta Marcos. AUTOCONHECIMENTO E PREPARAÇÃO No Colégio Poliedro de São José dos Campos, a estrutura do ensino médio é elaborada para preparar os alunos para o ingresso nas melhores universidades do país, com projetos e ações que contribuem no processo de ensino e aprendizagem. A decisão em relação a qual profissão seguir começa geralmente no 2º Ano do Ensino Médio, com a proximidade do vestibular.
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“Sabemos que por conta das inúmeras possibilidades e anseios, a escolha se torna difícil. Acreditamos que o processo de autoconhecimento é essencial. É indispensável que o adolescente consiga definir os traços da sua personalidade, suas aptidões, habilidades e gostos pessoais que definirão os caminhos a serem trilhados. Este processo pode ser feito pelo próprio adolescente com auxílio da família e amigos, mas a ajuda profissional pode facilitar a escolha”, diz Sheila Cristina de Almeida, orientadora educacional do colégio. O apoio ao jovem neste crítico momento de escolha profissional, conta a orientadora, é de fundamental importância, visto que nesta fase os jovens ainda não possuem autoconhecimento suficiente para balizar suas escolhas e precisam de informações ponderadas trazidas tanto pela equipe de orientação educacional do colégio quanto da ação pontual da psicóloga que realiza a orientação profissional. “O acesso à informação e orientação é de fundamental importância,
como eles podem ver ao longo desta e de outras iniciativas, como as visitas a universidades ou a eventos sobre profissões e contato com especialistas já atuando no mercado por meio de palestras para melhor conhecer o cotidiano do trabalho nos campos em que almejam atuar”, destaca. TRANSIÇÃO ACADÊMICA Para Learice Barreto Alencar, pedagoga, especialista em gestão de pessoas e coordenadora geral da Rede Educacional Alub, se o papel da escola está no percurso do ensino e aprendizagem, então, cabe também a ela despertar nos alunos o interesse pela continuidade dos estudos. Isso pode acontecer com projetos de orientação vocacional, feiras de profissões, colocando o estudante em contato com a universidade, com projetos de pesquisa, olimpíadas de conhecimentos específicos, além de colocá-los diante de situações de vivência dos processos avaliativos para inserção no ensino superior. E o mais importante: o exemplo dos professores que acompanham estes alunos e tem poder de influência muito grande sobre eles. Assim como “ninguém está totalmente preparado para as mudanças que acontecem a cada minuto no mundo, nem pais, nem gestores e nem professores”, cita Learice, a transição para o curso superior é feita durante o terceiro ano do ensino médio, pois “depois que deixam a escola é difícil acompanhá-los, já que na própria estrutura da educação brasileira há uma grande ruptura do ensino médio para o superior. Temos que prepará-los para serem bem-sucedidos nos processos de avaliação classificatórias a que serão submetidos, a fim de que conquistem uma profissão e uma colocação no mercado de trabalho”.
SAIBA MAIS Colégio Integral loturco@integral.br Colégio Poliedro sheila.machado@sistemapoliedro.com.br Learice Barreto Alencar learice.alencar@gmail.com
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Ilustração: Polidori Estúdio
Dica: Pisos (Internos e Externos)
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composição da estrutura escolar, formada por uma extensa listagem de exigências, aponta caminhos que podem ser atrelados para alcançar um alto nível de conforto e segurança aos alunos nos espaços físicos. Viabilizar espaços de convivência a toda a comunidade escolar – seja em espaços internos ou externos – são fatores relevantes que contribuem de maneira positiva e significativa nos acessos cotidianos do colégio.
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Os pisos escolares são elementos primordiais nos desenhos e construções das particularidades das instituições e, em suas escolhas, alguns elementos devem ser observados e questionados, como resistência ao tráfego de pessoas, conforto térmico e acústico, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado e facilidade de instalação e reposição. A arquiteta Taciana Leme destaca, principalmente, a distinção de pisos para ambientes internos e externos e, consequentemente, sua adequação aos diversos lugares. “Para as áreas externas, onde tem brinquedos de playground e onde as crianças correm, pisos de borracha que amortecem a queda, não escorregam e são drenantes - por ser em placas, ou peças, no caso dos intertravados, também são de fácil manutenção e instalação. Para as áreas internas, com exceção de banheiros, cozinhas e refeitórios onde usamos pisos frios, o recomendado é o piso vinílico, que também absorve o impacto, é de fácil limpeza e tem uma tempera-
O Piso Ideal tura agradável tendo em vista que os pequenos passam boa parte do tempo no chão”. Áreas como salas de aula, quadras, bibliotecas e brinquedotecas exigem revestimentos com extrema durabilidade e que proporcionem o conforto visual necessário à concentração, já que a linguagem estética influencia com teor significativo na aprendizagem. “Para os pequenos é importante um piso com absorção de impacto, que não acumule sujeira, de fácil limpeza e que não sejam frios, pois os pequenos têm muito contato com o chão. Para os maiores o mais importante é a absorção de impacto e não ser escorregadio”, diz Taciana. Para a manutenção, o recesso escolar é o melhor período para limpezas mais profundas nos revestimentos de pisos, como polimentos e lavagens de pedras com produtos e máquinas específicas. “É importante seguir as orientações dos fabricantes e verificar se eles possuem o selo do Inmetro”. Assim é possível, através dos pisos, criar um ambiente confortável, seguro, esteticamente atraente, livre de proliferação de doenças e bem revestido. “Hoje encontramos com facilidade no mercado pisos com uma infinidade de possibilidades de cores, formatos e desenhos que podem ser paginados de uma forma lúdica e a atraente para as crianças”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS Taciana Leme taciana@tacianaleme.com.br
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Ilustração: Polidori Estúdio
Dica: Intercâmbio
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Experiência Multicultural
tualmente, o domínio de outro idioma é tão importante quanto a formação acadêmica. Além de atender objetivos profissionais e de tornar a pessoa mais competitiva no mercado, falar outra língua com fluência – como inglês, espanhol e alemão, por exemplo – é uma boa maneira de interagir com outras culturas ao redor do mundo.
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Um estudo lançado em fevereiro último, realizado por uma organização de educação intercultural, apresenta os destinos mais procurados pelos brasileiros para estudar idiomas entre julho/dezembro de 2016. O levantamento mostra que o Canadá segue na liderança como o país para o qual os intercambistas brasileiros mais viajam, seguido de Austrália e Estados Unidos – 38,1% escolheram o Canadá para aprender idiomas. Austrália respondeu por 14,3% das viagens e os Estados Unidos, 11%. Sandra Lima Argo, educadora e Diretora de Programas de Educação Internacional, acredita que ao viajar para aprender sobre uma cultura, ou para estudar, realizamos mais do que um intercâmbio, “vivenciamos partes de uma nova cultura que impactam a nossa formação pessoal e profissional, nos possibilitando compreender o mundo de outras formas. Concretizamos o entendimento de que há várias formas de se viver, de se aprender e de se relacionar mundo a fora. Com isso, ampliamos a nossa visão de mundo e desenvolvemos o nosso pensamento crítico”.
Nesse contexto, a experiência de troca de saberes, de imersão cultural diferente e o desejo por novos conhecimentos e, consequentemente, novos relacionamentos, evidencia uma experiência multicultural e, assim, transcende (apenas) a necessidade linguística, com a possibilidade de instaurar suas percepções e convivências em um ambiente de diversidade cultural. “É necessário um trabalho anterior a viagem para que o jovem, e mesmo o adulto, tenha pleno proveito, porém sabemos que cada pessoa assimilará essa experiência de maneira diferente”, destaca Sandra. Segundo a educadora, os gestores e diretores que pretendem adotar programas de intercâmbio em suas instituições, devem buscar programas que estejam em concordância com seus valores e princípios educacionais. “A viagem de estudo sobre uma cultura deve ser bem planejada com atividades que desenvolvam habilidades pessoais e profissionais nos participantes, tais como: respeito à diversidade, desenvolvimento do pensamento crítico e oportunidades de resolução de problemas no novo ambiente cultural”. Desse modo, todo o processo precisa ser bem planejado com uma logística de atividades que promovam diversão e aprendizado individual e coletivo. “Cada insitituição de ensino e cada participante devem compreender o objetivo dessa viagem ‘pedagógica’”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS Sandra Lima Argo sandra@liaisonamerica.com
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: ATIVIDADE FÍSICA
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Formação Integral
educação física é uma disciplina que não se limita apenas a prática de exercícios físicos, mas também, no que diz respeito à concepção de aprendizagem, ela está vinculada com a formação do integral de cada aluno. De acordo com o professor de educação física Mário Moraes, do Colégio Mary Ward (SP), a maior contribuição da prática está na saúde mental e física.
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“Ao praticar atividade física, a criança entra em contato com suas limitações, comum a todos, uns com mais, outros com menos, mas que, com esforço próprio, ajuda do professor e de colegas, acaba por superá-las. Mentalmente isso é maravilhoso. Vencer desafios as torna mais fortes para tomadas de decisões. E o desenvolvimento motor faz com que as demais atividades do dia a dia se tornem mais simples”, destaca o professor. Outro papel importante da prática de Educação Física é a aproximação dos alunos. O professor Mário conta que estamos em um momento em que o virtual domina as ações das crianças. Com isso, muitas delas estão próximas virtualmente, mas completamente distantes fisicamente. “Na aula de Educação Física os alunos estão realmente próximos, em contato uns com os outros. Neste momento, as relações de conflito se materializam, as dificuldades e alegrias se misturam, e a participação depende de ambos, mostrando que o coletivo é o que importa”.
FERRAMENTA DIDÁTICA Luciana Haddad Ferreira, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do Colégio Integral (SP) indica que os jogos e brincadeiras são utilizados como ferramentas didáticas em todas as séries, aplicados conforme o que o professor quer ensinar. Assim, eles “ampliam a capacidade de raciocínio, permitem o exercício de criticidade e a reflexão”, frisa a educadora. Para o professor de Educação Física do colégio, Leonardo Pignata, brincar é tão necessário para a criança quanto a alimentação, o carinho e faz com que ela adquira experiências significativas para o seu desenvolvimento. “Quando utilizamos o jogo e a brincadeira como estratégias de ensino, vamos a favor do aumento de vivências lúdicas no cotidiano das crianças. Também permitimos a manifestação infantil com toda sua intensa motricidade, sua capacidade de fantasiar e suas ações caracteristicamente lúdicas”, reforça. Ao observar as ações da criança durante o jogo, pode-se descobrir, conforme cita o professor Leonardo, quais são os seus recursos de pensamento: caminhos percorridos; reconhecimento de erros e tentativas para superação; levantamento de hipóteses, estratégias de ataque e defesa, entre outros. (RP)
SAIBA MAIS Colégio Mary Ward cmw@colegiomaryward.com.br
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Acessórios, Alimentação, Bebedouros, E.V.A (protetores de canto, coluna e tatames)
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Brindes, E.V.A (cartolinas, colchonetes e tatames)
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Móveis, Proteção contra incêndio (AVCB E CLCB)
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Lousas e Quadros, Manutenção predial, Pisos
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Grama sintĂŠtica, Pl aygrounds
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Pl aygrounds
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Projeçþes educativas em 3D, Projetores, Toldos e coberturas
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