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Revista Direcional Escolas Edição 127 – Abril/2017

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Edição nº 127 ano 13 | Abril 2017 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Habilidades Socioemocionais

Para Silvia Russo, diretora pedagógica do Colégio Assunção, na capital paulista, as habilidades socioemocionais, até então, não possuíam a devida atenção. “A partir de agora, vamos focar em uma parte pouco conversada entre os profissionais do ramo”. Silvia acredita que debater essa temática com os estudantes e os professores propiciará uma maior qualidade de ensino, além de tratar da questão com maior sensibilidade. “Iremos não só melhorar a qualidade do colégio, como também enxergar o aluno com uma visão mais humanizada”, afirma. Neste ano, a escola adotou o Programa Semente, metodologia que aborda o estudo das habilidades socioemocionais através do desenvolvimento de 5 principais domínios (empatia, autoconhecimento, autocontrole, decisões responsáveis e habilidades sociais). Segundo Tania Fontolan, diretora do Programa Semente, as escolas precisam se adaptar a essa demanda e capacitar seus alunos para o futuro que lhes aguarda, garantindo que eles adquiram capacidades necessárias para

viver, conviver e trabalhar no século 21. “As escolas precisam pensar não apenas em quem está no Ensino Médio, mas especialmente os alunos que agora estão no Ensino Fundamental e serão diretamente afetados pelas mudanças da Reforma nos próximos anos”, diz. É fundamental que os sistemas de ensino saibam como transmitir o conteúdo escolar de forma eficiente. Entretanto, é preciso atentar-se não (apenas) ao intelecto, mas também ao comportamento socioemocional dos estudantes. Para atingir um nível elevado no ramo profissional e pessoal, o aluno precisa, também, ser autoconfiante e capaz de relacionar-se bem. Em uma época onde o aluno se encontra cheio de informações instantâneas, mas sem saber como lidar corretamente com suas emoções e de que forma elas influenciam no seu futuro, é imprescindível que os colégios tenham foco também nos valores sociais e nas questões interpessoais. A eficiência dos materiais didáticos somada à dedicação dos profissionais do ramo serão fundamentais para desenvolver estudantes com conteúdo, autoconfiantes e seguros de suas escolhas. É interessante que essa metodologia estimule tais competências e habilidades demandadas para o século 21, como autonomia, cooperação, empatia, criatividade, resiliência e empreendedorismo – fundamentais para que os jovens sejam protagonistas de suas vidas e estejam preparados para a profissão que escolherem.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores

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Em fevereiro último, o Senado aprovou a Reforma do Ensino Médio, que prevê um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória. Uma delas é a ênfase que deverá ser dada à formação integral do aluno, considerando no currículo a inclusão das habilidades socioemocionais. Antecipando-se a essa demanda, algumas escolas já estão tornando o estudo das habilidades como parte do ensino básico. Com o auxílio de materiais didáticos específicos para o tema, não são somente os alunos que aprendem sobre o assunto: os professores também passam por um período de formação para entender melhor como funciona essa nova didática, e de que forma ela deve ser abordada.


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Nesta Edição: 08

Coluna - Christian Coelho Marketing de conteúdo

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Coluna - Leo Fraiman Status

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Coluna - Jane Patricia Haddad Do ontem a hoje, nem melhor nem pior

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Conversa com o Gestor

Educação em transformação: metodologia híbrida e as contribuições tecnológicas ao ensino tradicional

Dica: Playground

Diversão segura

Dica: Biblioteca Leitura e ensino

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Dica: Móveis Planejamento imobiliário

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Coluna - Eduardo Shinyashiki Escola: cooperação ou competição?

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Fique de Olho Acessibilidade

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Coluna: Emilia Cipriano e Claudio Sanches

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O papel do Gestor nas dimensões de pesquisa e na intervenção do cotidiano da unidade escolar

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Especial GEduc 2017 GEduc 2017: Inspiração para Mudanças e Insights para Soluções


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

w w w.direcionalescolas .com . br

Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de

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Atendimento ao cliente Catia Gomes financeiro@direcionalescolas.com.br Impressão Grass Indústria Gráfica

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Marketing de conteúdo

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ma das tendências atuais da comunicação e do marketing é o foco no conteúdo. Segundo a definição formal, o marketing de conteúdo é o processo de criação e distribuição de conteúdo consistente e interessante para atrair, conquistar e envolver um público-alvo definido com o intuito de gerar uma ação lucrativa. O objetivo do marketing de conteúdo é tornar a comunicação útil para as pessoas, para que, através do compartilhamento de conhecimento, enriqueça sua cultura e elucide suas dúvidas, proporcionando como consequência a melhora do posicionamento da empresa no seu campo de atuação. A área da saúde está bem adiantada no que se refere ao marketing de conteúdo. Médicos, clínicas e hospitais investem na prestação dos seus serviços por meio do fornecimento de conteúdo relevante, principalmente através da Internet. Se uma pessoa procura na Internet alguma informação voltada à área médica irá encontrar inúmeros artigos vinculados a especialistas, clínicas, laboratórios e hospitais.

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Endomarketing, propaganda marketing de conteúdo

prospects. A propaganda para empresas da área educacional não tem o poder de mudar conceitos e estigmas. Uma campanha somente terá efeito se o institucional gerado pelos clientes da escola, através do boca a boca, for positivo. Se a instituição não for bem vista na sua área de abrangência, a campanha publicitária terá pouco efeito. Portanto, a melhor propaganda é prestar um bom serviço educacional e deixar os alunos e familiares satisfeitos. No período de alta sazonalidade, a ação da propaganda tem como principal finalidade lembrar o cliente de que existe uma boa opção de escola próxima a sua casa. Isto é, gerar o start, buscar em suas lembranças o nome da escola que ele já ouviu falar (indicação subliminar) e que pode ser justamente o que sua família procura. O marketing de conteúdo completa a tríade de duas formas: potencializa os efeitos da propaganda e do endomarketing nos nichos em que atuam e age em um novo mercado de pessoas que não são clientes em potencial, mas podem indicar e falar bem da instituição. Para implantar o marketing de conteúdo é preciso definir alguns conceitos e estruturar alguns processos.

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A Rabbit utiliza a nomenclatura endomarketing para o conjunto de ações de marketing de relacionamento, marketing interno e propaganda regional institucional. O marketing de relacionamento divulga o trabalho pedagógico com a finalidade de aumentar a satisfação dos alunos e familiares, para que eles divulguem a escola através do boca a boca. O marketing interno contribui para a valorização e comunicação do staff da escola. A propaganda regional institucional tem o objetivo de mostrar o que acontece dentro da sala de aula para o mercado regional, em busca das prospecções. As ações de endomarketing funcionam nos públicos-alvo que possuem algum interesse direto na instituição de ensino, como: alunos, staff, familiares, indicados, ex-alunos e

Públicos-alvo - Em primeiro lugar é importante conhecer quem são e onde se encontram os públicos importantes para as instituições de ensino. Projeto editorial – Compreende, na escolha do responsável (gestor de comunicação), tipos de conteúdo, temas, datas, periodicidade, organização e quais as pessoas envolvidas. Os conteúdos são divididos em quatro categorias de acordo com o público-alvo e a mídia. • Acadêmico - Material mais consistente produzido ou não pela equipe da escola. Pode ser uma literatura, release, matéria ou artigo alinhado com os princípios da instituição. Todos os sites atualizados pela Rabbit Digital (www.rabbitdigital.com.br) já dispõem de conteúdos acadêmicos.

• Pedagógico - Produzido pelo corpo docente da escola, tem o objetivo de apresentar e explicar a qualidade do trabalho feito em sala de aula, o processo de ensino -aprendizagem e quais benefícios os alunos têm em estudar no colégio. • Interesse geral - Utilidade pública, dicas de saúde, educação, curiosidades. As escolas têm à disposição no S.I.G. Ideiafix, datas comemorativas, curiosidades, entre outros. • Newsjacking - É o acompanhamento das informações do momento. Isso possibilita a geração de conteúdo inédito e atual. Existem serviços gratuitos de clipping on-line, como o Google News, onde o gestor de comunicação e a coordenação poderão pesquisar nos principais jornais e revistas eletrônicos notícias da área educacional. O Alerta Google define palavras-chaves para que o Google envie diariamente um resumo dos assuntos publicados na Internet. O Google Scholar é um site de busca acadêmica muito útil para pesquisas na área da educação. Conteúdo visual – Vários estudos de plataformas de marketing de conteúdo demonstram que artigos com imagens e infográficos têm um desempenho 90% superior aos que não possuem qualquer ilustração. Isso se deve a nossa natureza visual, o cérebro processa 60 mil vezes mais rápido uma imagem do que a palavra escrita. Divida o corpo docente em grupos e, através de um rodízio, peça para cada um, periodicamente, apresentar um projeto editorial pedagógico e duas matérias acadêmicas relevantes.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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Status

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o artigo anterior abordamos a temática da motivação e apresentamos uma das contribuições de neurociência para entender esta temática: o método scarf, desenvolvido pelo pesquisador norteamericano David Rock e composto por cinco elementos que podem evitar que o cérebro fique em estado de alerta ou ameaça, e assim, funcionar de maneira mais eficaz e motivada, a saber, status (status); certainty (segurança); autonomy (autonomia); relatedness (conexões) e fairness (justiça).

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A palavra status significa estado. Aqui já fica uma primeira e importante lição: precisamos cuidar do estado em que deixamos os demais por meio da nossa convivência. O abandono, assim como o mau trato, destrói o status da equipe. Quando se pensa em status costumase associar a questões materiais ou a posições, cargos que pessoas ocupam. Porém, nem sempre é assim. O status pode estar relacionado a diversos fatores, como por exemplo, ao desenvolvimento de competências, a um desempenho bem avaliado, a um conhecimento inusitado, entre outros. É interessante notar como a questão do status está vinculada às comparações e avaliações que fazemos a todo tempo, tanto em relação aos outros como a nós mesmos. Boas avaliações são capazes de gerar sentimentos de bem-estar e satisfação, assim como avaliações negativas podem acar-

retar em sentimentos e sensações negativas. A questão do status é algo constante na vida das pessoas uma vez que convivemos em sociedade, com outras pessoas e fazendo avaliações a todo tempo.

De qualquer modo, o fundamental é nos questionarmos se estamos dando o devido valor ao elemento ‘status’ como peça-chave para promover a motivação de nossa equipe.

Nesse sentido, é essencial nos questionarmos, como gestores, como costumamos nos posicionar em relação ao status de cada colaborador da equipe e também nosso status perante o grupo. Ao fazer um elogio sincero para alguém que se destacou em determinada atividade, é importante fazê-lo publicamente e não individualmente.

Isso porque quando não somos reconhecidos ou bem avaliados, a tendência é recuarmos, nos sentirmos incapazes e desmotivados. Algumas das maiores queixas de profissionais têm a ver com a valorização, com a visibilidade, que são tão ou mais importantes quanto questões materiais, como a remuneração.

Isso gera uma sensação positiva de status e reforça comportamentos positivos para o grupo se inspirar e motivar. O inverso pode ser verdadeiro: diante da necessidade de conversar sobre algo a ser melhorado com alguém da equipe, o ideal é que se faça individualmente, sem expor a pessoa diante do grupo.

Deixo então um convite a você, gestor(a), para que não deixe de lado este item essencial que envolve a motivação das pessoas que convivem no ambiente profissional: o status. Colaboração: Mariana Fancio Gonçalo – psicóloga e orientadora profissional

Além disso, pode ser mais confortável falar em tom amigável e em um contexto não ameaçador, aumentando as chances de o colaborador ser receptivo ao que você tem a dizer e não ficar na defensiva. Vale lembrar que há diversas formas de aumentar a sensação de status de uma equipe, desde as concretas (que envolvem remuneração adequada, promoção, plano de carreira claro, entre outras), até as comportamentais e aparentemente subjetivas (valorização de habilidades e atitudes, respeito e admiração por algo alcançado, entre outras).

O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / leo fraiman


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DO ONTEM A HOJE, NEM MELHOR NEM PIOR:

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ivemos um momento novo na história da humanidade: o da sociedade da informação e globalização.

unhas feitas (vale ressaltar que essas princesas tem entre 7-8 anos), sempre acompanhadas de muitas selfies para comprovar o momento.

O momento atual provoca, em cada um de nós educadores, agir e pensar igualmente em todos os contextos sociais.

Antes o jovem sonhava e programava seu futuro, hoje ele relata não querer pensar nem no presente, quem dirá no futuro.

O que impera hoje é a semelhança, o grupo, a padronização. Atualmente, quase tudo pode ser transformado em produto, até mesmo a emoção humana. Temos que ser felizes, bonitos, ricos e inteligentes.

Ontem as meninas adolescentes sonhavam com o primeiro baile, hoje se realizam com os silicones nos seios e cirurgias plásticas. Antes os meninos adolesciam, hoje adoecem seus músculos bem definidos.

Com isto, não é de surpreender que temos como um dos principais desafios contemporâneos para a educação: A Escola terá que se reinventar, não há mais tempo para resistências e nem saudosismo.

Antes os pais tinham prioridade na programação de uma única TV, hoje cada TV tem seu dono e cada dono o seu quarto e cada quarto um adolescente, habitando o seu “porto seguro”, geralmente conectado em seus celulares “presos” 12–20 horas silenciados em seu “quarto seguro. E agora, o que faremos diante de tantas mudanças?

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O mundo mudou e com ele novas formas de fazer educação também. A tecnologia é parte do nosso status quo, onde mesclamos realidade e virtualidade, uma verdadeira integração de oportunidades e possibilidades. Diante de tamanha transição, vale examinarmos que: ontem crianças brincavam, hoje pilotam seus celulares, Ipad(s) e Ipod(s); festas de aniversários eram momentos de reunir familiares, hoje é momento de priorizar as “princesas” que irão entrar na limousine cor de rosa e serem conduzidas para um salão de festas onde receberão roupões, maquiagens e

A primeira dica é, nem melhor e nem pior, apenas diferente. O momento atual é um convite, um reinventar das relações humanas. Como reinventar as relações pedagógicas? Ontem a Escola recebia seus alunos passivos e hoje os recebe ativos. E agora, o que fazer? Alguns chamam de Educação Híbrida, fato é que eu chamo de Educação do DESEJO – provocar nas novas gerações o desejo de aprender, de ensi-

nar e, principalmente, de fazer com que as novas gerações encontrem seus lugares no mundo real. O momento é um convite entre o passado e presente, onde a educação presencial se mescle com a virtual. Onde o prazer se mescle com o desprazer. O momento é de trocar as certezas pelas incertezas. Como bem nos alertou nosso saudoso sociólogo Zygmunt Bauman: “A incerteza foi sempre o chão familiar da escolha”.

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

foto cedida pela colunista

COLUNA / jane patricia haddad


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Escola: cooperação ou competição?

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ma das queixas que mais encontro em meu trabalho como consultor nas empresas é sobre a dificuldade que os profissionais têm de trabalhar em equipe, de cooperar para que o objetivo seja alcançado de maneira mais rápida e satisfatória. Para que isso ocorra, não são suficientes as habilidades técnicas. É fundamental que tenha uma formação social, uma preocupação com os outros e um comportamento ético com a sociedade.

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Ao observar o cenário mundial, podemos notar o quanto é necessário equilibrar o senso social, o quanto as pessoas estão cada vez mais inseguras, competitivas, egoístas, sem autoestima e com tantos outros comportamentos que influenciam negativamente na sociedade como um todo. Essa situação, porém, não surge de uma hora para outra. Vem desde a escola que tem um papel muito importante nisso e, especialmente, na possibilidade de mudar essa circunstância ao ensinar as crianças e jovens que a competição não é útil e o colega não é um adversário a ser derrotado ou vencido, mas alguém com o qual aprendem o tempo todo. A sala de aula pode ser um laboratório de interação contínua, onde todos são estimulados a trabalhar em conjunto, seguindo um objetivo comum deles e da escola: o aprendizado. A educação é um processo constante de formação que acompanha a evolução e o destino do ser humano em todas as idades, tendo como busca a realização pessoal e a convivência cooperativa. Isso explica porque todos devem ir à escola, a qual é um espaço

para aprender e não para competir. Assim, se expande o foco da educação não só no nível individual, mas também de convivência e de comunidade. Aprender em grupos estimula e ativa processos de interação mútua, de confronto, de diferenças, de problemas que surgem e permitem o desenvolvimento das dinâmicas relacionais e sociais – todos fatores muito importantes para formar a autoconfiança, o valor pessoal, o respeito por si mesmo e o respeito ao valor do outro. As crianças aprendem muito com os seus colegas. Observar e compartilhar com os demais habilidades um pouco mais avançadas ativam a imitação e estimulam o potencial interior do aluno. Ao observar um colega que já sabe fazer alguma atividade ou tarefa, a criança se reconhece e busca as suas próprias capacidades, de modo que estimula a vontade e a confiança em fazer também, em ousar e experimentar. Fazer funcionar a classe como um grupo é um processo que exige algumas atenções por parte dos educadores. Nos primeiros dias de aula, já podemos criar esse sentimento coletivo nos alunos, construir o sentimento de pertencimento com algumas atividades socioemocionais de integração. Atividades como saídas juntos, festas, apresentações e comemorações, também permitem que eles se conheçam e construam um começo de união, que ajudem uns aos outros a se reencontrar como grupo e ter momentos significativos em comum. Além disso, uma simples atenção à colocação das carteiras também pode ser um ótimo estímulo.

Saber cooperar nos dias de hoje é uma urgência. Por isso, as atividades em que mais trabalho dentro das empresas são referentes à reeducação dos profissionais no que diz respeito a convivência, comunicação, reestruturação do pensamento, percepção do todo, reorganização dos modelos mentais, atitudes e ações na direção da colaboração. É na escola, com seus educadores, que podemos vencer o desafio de formar pessoas preparadas nas competências socioemocionais e prepará-las para serem profissionais mais realizados e seres humanos mais felizes. A missão do educador é imensa e merece ser exercida cada vez mais com um olhar amplo, inovador e assertivo ao ser humano como um todo. Afinal, ele educa os jovens para serem protagonistas dessa maravilhosa experiência que é a vida e, assim, aprendem e evoluem junto com eles. Tenham sempre em mente de que os educadores são mestres da vida, sendo capazes de formar seres maravilhosos, únicos e brilhantes para, assim, contribuir ainda mais um mundo melhor!

O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br

Foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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COLUNA / eMILIA ciPRIANO E CLAUDIO SANCHES O PAPEL DO GESTOR NAS DIMENSÕES Fotos: Lilian Borges

DE PESQUISA E NA INTERVENÇÃO DO COTIDIANO DA UNIDADE ESCOLAR “A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas a ação” Thomas Huxley

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gestão educacional em uma unidade escolar, hierarquicamente, é de responsabilidade do Diretor, tem como compromisso a qualidade administrativa e pedagógica, é responsável pela formação da equipe, construção dos projetos pedagógicos, organização do currículo, organização da escola e deve compartilhar a sua liderança com o Assistente de Diretor de Escola e com o Coordenador Pedagógico. É responsável pela mobilização do grupo da escola (professores, funcionários, alunos) e pela comunidade a fim de organizar o processo de construção coletiva do Projeto Político Pedagógico. A Equipe, junto com a comunidade escolar, de forma compartilhada e democrática, deverá refletir sobre as necessidades que devem ser pensadas na elaboração e na construção de um Projeto Político Pedagógico que prime pela excelência.

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Na construção do Projeto Político Pedagógico, o Diretor solicitará a participação do Supervisor Escolar da Secretaria de Educação, para acompanhar e validar as propostas referentes ao que cabe à Secretaria. Quanto mais pessoas se mobilizarem e se envolverem nas ações do pensar e na construção do contexto escolar, melhor será a qualidade dos resultados. Para iniciar a reflexão referente à construção ou reconstrução de um projeto para a educação, devemos realizar uma pesquisa em relação às experiências vividas até o presente momento, principiando pelo pensar, tendo a base significativa do que fazíamos, validar o que estamos fazendo e,

principalmente, traçar metas concretas e importantes sobre o que pretendemos fazer, quanto: - às políticas públicas para a educação; - às diretrizes pedagógicas e administrativas; - aos recursos necessários; - ao contexto e à realidade; - às teorias que fundamentam os trabalhos; - à formação do corpo docente; - à participação das crianças; - à participação da família; - à avaliação e monitoramento realizados durante o percurso já sedimentado; - aos resultados a partir dos indicadores de qualidade. A pesquisa para o conhecer deve ser pautada no olhar para ver, escutar para saber, investigar para concluir e registrar, trazendo para o cotidiano das experiências vividas os saberes construídos, a fim de socializarmos os resultados com todos os envolvidos no âmbito escolar. O Gestor comprometido com a qualidade do processo educativo tem um perfil de investigador constante, experimentador, orientador, motivador, criador, aberto à escuta e ao diálogo, além de capacidade para organizar a observação e analisar, para traduzir e transformar o que foi observado em conhecimento, tornando sua pesquisa acessível aos participantes envolvidos, para motivar mudanças importantes e essenciais diante da realidade em que está inserido. No século XX, o maior desafio educacional brasileiro foi expandir a cobertura dos sistemas educativos, já no século XXI, o desafio é de natureza diferenciada: a construção de uma educação de qualidade para todos.

Considerando essa premissa é que nos propomos a debater com Gestores a concepção de uma educação de qualidade e o compromisso dessa gestão para buscar as múltiplas dimensões que contemplem um diálogo efetivo que impacte a ação e transforme a Educação em uma prioridade. Entendendo que o diálogo fomenta o pensar: “Qualidade nos serviços dedicados a educação é um conceito construído, subjetivo em sua natureza e baseado em valores, crenças e interesses, ao invés de uma realidade objetiva e universal. O cuidado com a qualidade está, em grande parte, no olhar do observador” (Pence e Moss, 1994). Focado nesse pensar, estaremos nos encontrando com Gestores Educacionais para uma reflexão e aprofundamento no que diz respeito à Gestão de Qualidade no tempo presente, no IX Colóquio de Reflexão Formação de Gestores, do Instituto Aprender a Ser, na cidade de Águas de Lindóia, nos dias 05, 06 e 07 de maio de 2017. (Informações referente ao IX Colóquio: www.aprenderaser.com.br)

Os Colunistas Emilia Cipriano Doutora em Educação, Mestre em Psicologia da Educação e Professora Titular pela PUC/SP, Especialista em Desenho e Gerência de Políticas Públicas e Programas Sociais INDES – Instituto Interamericano para o Desenvolvimento Social e BID – Banco Interamericano para o Desenvolvimento-(300 horas), Pedagoga, Assistente Social. Claudio Castro Sanches Doutorando em Educação, Mestre em Educação PUC/SP, Pedagogo e Professor. Ambos são Diretores do Instituto Aprender a Ser – Pesquisa e formação na área educacional.


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CONVERSA COM O GESTOR Educação em Transformação: Metodologia Híbrida e as Contribuições Tecnológicas ao Ensino Tradicional Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

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A escola precisa olhar para o contexto social e cultural que a rodeia, no qual seus alunos estão inseridos, sendo necessário que o currículo dialogue com as práticas desses contextos. Acredito que o Ensino Híbrido pode tornar as aprendizagens dos alunos mais significativas, favorecendo a formação de um indivíduo que tem instrumentos para dialogar com o mundo; nesse caso específico, que consiga inseri-lo e instrumentalizá-lo também por meio da Linguagem Tecnológica destaca Coordenadora Psicopedagógica

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ivemos, hoje, um circuito emaranhado de informação. Os tablets, computadores e smartphones conectam e diminuem distâncias, disponibilizam ferramentas e aplicativos (que variam do bem-estar até finanças bancárias), promovem entretenimento, diálogo, acesso à informação (seja ela de jornais/revistas locais como meios de comunicação espalhados pelo globo), educação a distância, educação através de vídeos, educação de diversas e amplas formas. A lista pertencente às funcionalidades digitais é extensa – e cresce a cada dia.

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Dentro de um histórico que engloba atributos sociais e culturais, a educação instaura seu olhar à luz da contemporaneidade, questionando múltiplos fatores e sentidos, bem como a utilização de novas metodologias, abordagens e definições. Em um panorama digital, de experiência e vivência tecnológica, as problematizações que cercam o âmbito educacional e sua possível integração com o campo da linguagem tecnológica, suscitam debates e análises densas. “O uso das tecnologias em sala de aula é uma tendência no cotidiano escolar, pois o currículo, cada vez mais, necessita dialogar com a cultura do aluno em suas práticas pedagógicas. Bem

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sabemos que nossas crianças e jovens possuem o acesso às tecnologias, isso faz parte de seu contexto social e cultural; vale refletirmos o quanto e como essas tecnologias podem contribuir com as novas aprendizagens dos alunos na educação formal”, aponta Lilian Cristina Gramorelli, Coordenadora Psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo. Nesse aspecto, visualizamos uma necessidade em aproximar de todos os alunos que adentram as salas de aula cotidianamente, um dado de sua realidade, ou seja, a interação da tecnologia. Dessa forma, o modelo tradicional de ensino-aprendizagem começa a apresentar rachaduras, demonstrando pontos críticos e ineficácia em alguns casos. Algumas instituições de ensino começaram a utilizar uma metodologia pautada no ensino híbrido – mesclando o modo on-line (geralmente o aluno estuda sozinho através de ferramentas que podem, inclusive, guardar dados individuais dos alunos sobre características gerais do seu momento de estudo) e o modo off-line (o aluno estuda em grupo, com o professor ou colegas, valorizando a interação e o aprendizado coletivo e colaborativo). “Nesse sentido, o professor é o mediador do conhecimento e, mui-

Lilian Cristina Gramorelli, do Colégio Marista Arquidiocesano (SP)

tas vezes, juntamente com os colegas de sala, contribui para a significação das informações. Com essa abordagem há a possibilidade de o ensino ser mais direcionado às características individuais do aluno”, ressalta Lilian. Algumas vantagens podem ser encontradas nessa metodologia híbrida. De acordo com a coordenadora psicopedagógica, há maior adequação do ensino às características individuais dos alunos; O aluno se torna autor de suas aprendizagens, aprendendo a utilizar as tecnologias para pesquisas e estudos: aprende a selecionar as informações com foco no seu tema; Aulas mais participativas e menos expositivas; Mudança no tempo e espaço da aula mais adequado às características da turma e do aluno; O aluno se sente mais motivado no processo de ensino e aprendizagem, pois as estratégias de aula dialogam com a cultura digital em que ele já está inserido; Equilíbrio entre as aprendizagens pessoal e grupal; A escola prevê os tempos de aprendizagem pessoal e colaborativa. Quanto à participação do gestor escolar frente ao ensino híbrido, Lilian enfatiza que o gestor e a instituição escolar têm o papel de investir na formação do corpo docente, procurando instrumentalizá-los para essa abordagem pedagógica.


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ENSINO TRADICIONAL COM RECURSOS TECNOLÓGICOS Puff, computador, videogame e televisão. Parece a descrição de um quarto de um adolescente ou de uma sala de estar, mas são os itens do mais novo espaço do Colégio Franciscano Sagrada Família, a sala de ensino híbrido. A ideia do colégio, localizado em Belo Horizonte (MG), é adaptar o ensino aos tempos atuais e aliar a tecnologia ao ensino tradicional, principal proposta do Ensino Híbrido. “A intenção dessa metodologia é aproximar a sala de aula do ambiente ao qual o aluno está familiarizado. É promover a motivação do aluno em aprender de uma maneira diferente. Utilizando uma linguagem que ele domina, a tecnologia”, destaca Ubiratan Nunes, Coordenador Pedagógico da instituição. O colégio, integrante da Rede Clarissas Franciscanas, oferece uma educação integral baseada nos princípios da ética, da solidariedade e do espírito de família, trabalhando com uma proposta pedagógica contextualizada e comprometida com o saber científico e cultural. Desenvolvendo uma prática pedagógica à luz da Educação Libertadora, que preconiza a discussão dos temas sociais e políticos como forma de atuação para transformar a realidade política social, a instituição disponibiliza aos seus alunos a mescla do ensino online com o ensino presencial – promovendo a autonomia do próprio conhecimento. “É trabalhar a personalização do ensino e da aprendizagem. Nem todo mundo aprende da mesma forma, por isso é

“A aprendizagem é um processo contínuo. E, por isso, precisamos descentralizar os métodos de ensino e apostar em coisas novas”. Assim, o objetivo da instituição é usar o novo espaço para as aulas interdisciplinares e também oficinas de cinema, teatro, meditação, palestras e debates, onde os alunos podem sugerir temas para trabalharem com os professores na Sala de Ensino Híbrido. O modelo do Ensino Híbrido propõe a mescla de dois modos de aprendizagem, o online e o off-line. No online, é o período em que o aluno estuda sozinho com o auxílio dos recursos tecnológicos. Já no off-line, é o momento em que o estudante desenvolve trabalhos em grupo com os professores e demais colegas da turma, valorizando o aprendizado coletivo e colaborativo. Na Sala de Ensino Híbrido do Colégio Franciscano Sagrada Família serão trabalhados em conjunto os dois métodos de forma complementar e simultânea, desenvolvendo e estimulando o pensamento crítico dos alunos. Uma das primeiras atividades desenvolvidas com os estudantes foi a aula de criação, para escolher o nome da sala de estudos híbridos. Hoje, o espaço é conhecido no colégio como “Sala Verde”, uma referência a decoração do local. Após participarem da aula, os estudantes ainda estão definindo o nome do novo espaço de estudos.

SAIBA MAIS Colégio Franciscano Sagrada Família faleconosco@cfsagradafamilia.com.br Colégio Marista Arquidiocesano arqui@colegiosmaristas.com.br

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“É uma concepção de ensino que está se modificando, menos atrelada aos modelos tradicionais de educação. O espaço físico também necessita ser repensado para que inclua os materiais e ferramentas necessárias a essa abordagem de ensino e aprendizagem. Ressalto que não será suficiente inserir todo o aparato tecnológico no cotidiano escolar se o modo como os professores desenvolvem suas ações didáticas não forem revistos”.

essencial investir em novos métodos de ensino e usar os recursos tecnológicos em prol da educação. De maneira que o aluno compreenda e assimile o tema que está em debate”, diz Ubiratan. De acordo com o coordenador, não há uma forma única de aprender.


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: playground

Diversão Segura

A

arte da brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento cultural da criança. Embora o tema seja considerado relevante pelos especialistas em educação infantil, a brincadeira, em alguns momentos, não é utilizada no cotidiano pedagógico de forma contínua e intensa. Incluir um espaço de extrema sinergia entre o aprendizado e a diversão é uma forma de alimentar uma produção ímpar, além de aflorar a sensibilidade, os mecanismos sociais e as descobertas interiores de caráter valioso, principalmente quando utilizado de maneira adequada na educação infantil.

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Assim, é possível encontrar, em diversos espaços, como parques, clubes, condomínios e escolas, a presença de áreas recreativas com playgrounds – sejam eles internos ou externos. “Aproveitamos a edificação da nova sede para a Educação Infantil em 2014 para planejar também uma nova área para que os alunos pudessem utilizar para recreação e aulas fora da sala. O Playground do Sepam foi inaugurado e começou a ser usado em 2015. Trata-se de uma decisão sustentada na importância de se ter um espaço de desenvolvimento da criança, onde é possível ela fazer atividade lúdica e física, desenvolver coordenação motora ampla e também enfrentar desafios (subir e descer o escorregador, por exemplo)”, diz Osni Mongruel Junior, diretor no Colégio Sepam.

Fundado em 1939 no estado do Paraná, o colégio, que tem como linha filosófica a formação humanista de seus alunos, realizou alguns estudos arquitetônicos e submeteram aos coordenadores e diretores do colégio, aliado à questão pedagógica, a necessidade de se ter um espaço específico para a recreação. A construção do playground, conta Osni, seguiu padrões de segurança, assim como a compra dos equipamentos e do piso de borracha, que segue certificação da ABNT. “A manutenção é feita diariamente. No momento de limpeza, se constatada a necessidade de algum serviço específico, é feito o reparo pela equipe de manutenção do colégio. O tratamento das peças de madeira é feito a cada 180 dias”. Dentre os princípios de segurança utilizados pelo colégio, Osni destaca o acompanhamento específico monitorado. “Em nosso colégio as crianças da educação infantil (infantil 2) até o fundamental 1 (primeiro e segundo ano) utilizam o playground. Em geral, são crianças que tem entre 2 e 10 anos. As professoras que acompanham as crianças têm a capacitação adequada, trabalho que é oferecido para todo o corpo docente do Sepam durante o ano letivo. O uso do playground não é livre. Ele integra a agenda das crianças, que o utilizam sempre acompanhadas pelas professoras”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS Colégio Sepam sepam@sepam.com.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

dica: biblioteca

É

possível afirmar, sem receio de errar, que a importância do ensino da leitura e, consequentemente, de sua prática e fomento na contemporaneidade, se tornou um consenso, uma necessidade vital. Nessa direção, ampliando o leque do olhar, o direito à alfabetização de todos e todas, bem como a ampliação de políticas de promoção da leitura para todas as idades (crianças, jovens e adultos) configura ato fundamental que transcende a vivência escolar.

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Para Janine Rodrigues, escritora, educadora e produtora cultural, a escola é uma das ferramentas de base da educação. Por meio dela, crianças e jovens têm a oportunidade de construir uma visão de mundo que está para além do seu ciclo familiar, social e cultural. A escola apresenta outras perspectivas, outras culturas. Uma escola que conta com uma biblioteca pode ampliar o acesso à cultura e criar um espaço de troca de conhecimento. “Existem muitos fatores importantes na construção de uma biblioteca. Mas alguns são fatores essenciais, como: A escolha dos livros deve considerar a participação ativa da criança/adolescente. Estes jovens precisam se sentir parte do processo de escolha deste espaço. Outro fator é que a biblioteca é um espaço muito rico e não precisa (e, ao meu ver, não deve) ser sempre um lugar silencioso. Dentro deste espaço podem ocorrer, por exemplo, saraus, rodas de leitura, de conversa e outras dinâmicas que estimulem a leitura participativa e coletiva. Uma

Leitura e Ensino das atividades que desenvolvo para escolas e centros culturais são proposições de atividades para salas de leitura e para bibliotecas que vão desde diferentes formatos para a aquisição de livros até a estruturação de ações literárias a serem desenvolvidas pelas crianças e jovens”, ressalta Janine. Inserir, então, uma série de atividades, elementos lúdicos e dinâmicas que proporcionem integrações entre os alunos, estimulam trocas e experiências positivas e gratificantes. Silvana Avellar César Machado, bibliotecária do Colégio Pitágoras Cidade Jardim, acredita que o lúdico motiva a curiosidade intelectual e seu intuito é ensinar e fazer que o aluno interaja com o outro, seja na música, nos jogos, nas danças, nas mímicas, contando histórias fazendo que o aprendizado se torne mais descontraído. “A biblioteca escolar é um espaço de aprendizagem e também de lazer, onde os leitores compartilham seus conhecimentos e suas expectativas”. E, em uma sociedade cada vez mais tecnológica, efêmera e digital, é preciso educar o estudante à arte de ler. Para isso, “o incentivo primeiro deve vir de casa, dos familiares. Assim, a escola pode fortalecer e fomentar esses estímulos positivos, para que os alunos se interessem cada vez mais pela leitura”, finaliza Silvana. (RP)

SAIBA MAIS Janine Rodrigues contato@piraporiando.com Silvana Avellar cidadejardim@pitagoras.com.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

dica: MÓVEIS

estrutura física escolar é um pilar fundamental quando refletimos sobre aspectos na gestão, no cotidiano social da instituição, na metodologia pedagógica e, também, no que tange aos graus de aprendizagem. Os espaços, disposições e particularidades devem coincidir e impactar (em pontos significativos) a segurança, o bem-estar e a saúde de todos e todas que frequentam a escola diariamente. Gilmar Godoi, especialista em educação, acredita que a arquitetura educacional é um tema cada dia mais relevante no processo de aprendizagem do educando. Assim, é extremamente importante que os ambientes envolvidos no processo sejam planejados adequadamente. “Especificamente, o mobiliário deve levar em conta desde a matéria prima para a sua confecção, evitando produtos que sejam danosos ao meio ambiente. Os móveis devem ser resistentes, leves, ergonômicos, agrupáveis e capazes de proporcionar conforto laboral ao educador e ao educando. O planejamento deve contemplar a questão da temporalidade, indicando uma periodicidade de 4 a 5 anos para a reposição do mobiliário, visto que o desgaste pelo uso contínuo é acentuado”, completa Gilmar. Assim, particularidades técnicas e normas específicas, devem ser observadas e averiguadas no processo de pesquisa e aquisição do mobiliário escolar. Dentre os principais critérios, o especia-

lista cita a NBR14006 da ABNT (dimensionais para mesas e cadeiras) e a NBR 14006 que trata das questões relativas a recomendações ergonômicas (postura) e antropométricas (dimensões) desse tipo de mobiliário, prevendo um total de sete padrões ou classes dimensionais para a mesa e cadeira escolar. Entretanto, respeitar apenas as normas não é suficiente. Thiago Gomes de Lima, neuropsicólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de Engenharia do Trabalho e Ergonomia, indica que muitos pesquisadores apontam que em diversos países como Dinamarca, França e Suíça mostraram que 60% dos estudantes, entre 15 e 16 anos, que utilizaram móveis escolares baseados na norma, queixavam-se de dores nas costas e no pescoço. “Sendo assim, durante a elaboração do projeto, deve-se considerar as normas, e também, as atividades desenvolvidas pelos estudantes, que determinarão as características necessárias às carteiras escolares. Além das carteiras, durante o projeto do posto escolar, deve-se considerar também aspectos ambientais, como posicionamento do quadro branco ou negro; ambiente físico; iluminação; ruídos; temperatura, ventilação; e uso das cores que influenciam no conforto físico e psicológico”, completa Thiago. (RP)

SAIBA MAIS Thiago Gomes de Lima thiagogomes.ufrj@gmail.com

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Planejamento Mobiliário


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Fique de Olho acessibilidade Respeito, igualdade, alteridade, combate ao preconceito, erradicação da discriminação social. Pensar, então, na igualdade como princípio básico de vida, é importante trazer este recorte para a educação de base, já que o primeiro contato externo (além do aspecto familiar) é a escola – local que abrigará conhecimento, vivências, experiências e todo e qualquer tipo de evolução particular e coletiva, com o intuito de formar cidadãos preparados para encarar desafios do universo corporativo e social. Assim, na escola, deve existir banheiros adaptados, rampas, elevadores, portas e corredores com largura mínima obrigatória, sinalizações, rotas acessíveis, vagas específicas de estacionamento, além de questões físicas em torno da escola, com entrada e saída livre de barreiras. É preciso, então, programar modelos acessíveis, espaços adequados para o seu uso e deslocamento, garantindo a necessidade básica e primordial do ser humano: o acesso à escola.

Fale com Akcessivel: (11) 2307.7212 contato@akcessivel.com.br www.akcessivel.com.br

AKCESSIVEL Buscando a excelência em cada projeto desenvolvido, guiado pela grande preocupação com espaços e edificações acessíveis, onde todas as pessoas, em especial aquelas com dificuldades de locomoção, possam utilizá-los com autonomia e eficiência respeitando a particularidade de cada um, Akcessivel é uma “empresa voltada para projetos e consultoria de acessibilidade e aprovações legais junto a prefeituras e Corpo de Bombeiros”, diz Maristela Davanço Giannini, sócia-diretora. A empresa realiza, dentre os principais diferenciais apontados por Maristela, a qualidade e eficiência dos levantamentos locais; relatórios entregues ao cliente onde consta o mapeamento minucioso do local, com mínimos desníveis e indicações de adaptações conforme normativas; visando o melhor atendimento à pessoa com deficiência, com o olhar atento ao melhor custo benefício ao cliente, realizando projetos de sinalização tátil, visual e sonora do local, atentos às normas de segurança e rotas de deslocamentos seguros de fuga para pessoas com deficiência física, visual ou auditiva.

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“Fazemos projetos de reformas e acessibilidade, consultoria técnica, acompanhamento das obras, indicação de engenheiros parceiros especializados em obras de acessibilidade. Realizamos, também as aprovações legais de acessibilidade junto ao SEGUR (Órgão da Prefeitura), acompanhamento do processo à CPA (Comissão Técnica de Acessibilidade para Obtenção do Certificado de Acessibilidade), abertura de processo para obtenção da licença de funcionamento onde é exigido o certificado de acessibilidade”, ressalta Maristela. Akcessivel fideliza o cliente com bom atendimento técnico, transparência nos processos legais, qualidadeno material de levantamento e nos projetos de reforma com melhor custo benefício.

Fale com Eliana Trevisan: (11) 98896.7676 estrevisan@gmail.com www.elianatrevisan.com.br

ELIANA TREVISAN Trabalhando desde 2007 em diversos escritórios com projetos arquitetônicos direcionados a acessibilidade, a arquiteta Eliana Trevisan fundou, em 2014, através de experiências adquiridas ao longo da vida profissional, a empresa Trevisan Projetos – com o objetivo de desenvolver projetos especificamente voltados para Acessibilidade e Paisagismo. A empresa já desenvolveu projetos de acessibilidade para condomínios residenciais, corporativos e institucionais. “O diferencial da empresa é de sempre desenvolver projetos de acessibilidade, sejam adaptações ou novos projetos, que atendam as normas da NBR 9050/2015 contendo soluções viáveis e integradas com a edificação existente ou um novo empreendimento”, destaca a arquiteta proprietária. Os principais serviços prestados são: Projetos e Adaptações para Acessibilidade de acordo com a norma NBR 9050/2015; Assessoria Técnica em Acessibilidade; Projetos de Paisagismo; Execução de Projetos de Acessibilidade e Paisagismo através de parcerias com empresas especializadas. “Como a empresa também trabalha com projeto de paisagismo, os projetos de acessibilidade são sempre desenvolvidos no intuito de haver uma integração com o novo empreendimento ou edificação existente. Realizamos orçamentos sem compromisso!”, afirma Eliana Trevisan.


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Especial GEduc 2017 GEduc 2017: Inspiração para Mudanças e Insights para Soluções Por Rafael Pinheiro / Fotos Andreia Naomi

“ Leandro Karnal na abertura do evento

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ompreender a educação como um mecanismo complexo, denso e repleto de métodos e ferramentas, é uma forma de alcançar resultados positivos – tanto na gestão administrativa, como no universo peculiar inserido nas salas de aula. A engrenagem de ensino movimenta experimentações, compartilhamento de ideias, aprimoramento do conhecimento, capacitação e soluções práticas para os gestores atribuírem em suas instituições. Promovendo, assim, uma rede de grandes mudanças.

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Com um cenário atualizado e repaginado, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação. E, assim, debates, fóruns, capacitações e diálogos abertos propiciam uma interação e promoção de novos horizontes possíveis e tangíveis. O Hotel Maksoud Plaza, localizado na região central de São Paulo, recebeu, entre os dias 29 e 31 de março, o GEduc 2017, que explorou o tema “Transformando a Gestão – Inspiração para Mudanças, Insights para Soluções”. Realizado pela HUMUS, a 15ª edição do evento, considerado um renomado congresso de gestão educacional da América Latina, apresentou, durante os três dias, um olhar amplo às questões que tangem a gestão escolar atual. Ao longo de 15 anos, o evento promoveu importantes palestras, cases e debates que hoje fazem parte de um acervo de histórias e conquistas. Somados, 6 mil congressistas, entre executivos brasilei-

Propiciar um diálogo pleno e denso incluindo questões práticas e mecanismos que podem ser incorporados em uma rotina institucional é o principal caminho para acoplar e difundir propostas interessantes, distribuindo, em grande escala, as vantagens de uma boa gestão – envolvente e relevante ros e estrangeiros, tiveram a oportunidade de absorver conhecimentos de mais de 600 conferencistas. Nesta edição de 2017, o evento recebeu mais de 400 gestores de instituições de ensino, que tiveram a oportunidade de refletir sobre conceitos e experiências compartilhadas pelos principais pensadores da educação brasileira, além de representantes de escolas e universidades tidas como referências em todo o Brasil. “Nosso principal desafio é transportar conteúdos relevantes do segmento corporativo para o acadêmico, apresentando caminhos para a profissionalização da gestão”, explica Sonia Simões Colombo, diretora da HUMUS. A reflexão sobre conceitos e o compartilhamento de experiências

“

são os objetivos de base do evento que apresenta, a cada edição, novas propostas de discussões, interações, novidades educacionais e uma gama extensa de experimentações que podem ser inseridas na rotina estudantil – seja ela através de gestão de pessoas, liderança educacional, inovação acadêmica ou marketing educacional. Dentre as novidades para esta edição, destaque para o I Fórum de Governança Corporativa, presidido por Marco Antonio de Bona Rossi e o I Fórum Cyber Security com os painéis: “Riscos e consequências institucionais de ameaças de internet” e “Estratégias e soluções para evitar perdas de dados e prejuízos”. Destacamos, também, o XIV Congresso Brasileiro de Gestão


27 Educacional – com a ilustre presença do historiador Prof. Dr. Leandro Karnal, com a palestra magna “Transformando a gestão: estratégias para um novo tempo”; o X Fórum de Gestão de Pessoas, com a participação do Prof. Dr. Joel de Souza Dutra, renomado especialista em gestão de pessoas; o II Fórum de Líderes Educacionais, com a participação do Dr. José Ernesto Bologna, consagrado consultor em desenvolvimento humano; o VI Fórum de Inovação Acadêmica, com a presença de Felipe Amaral de Mattos, líder da área de inovação da Kroton; e a XII Jornada de Marketing Educacional, com a notável presença de Ana Nubié, sócia na Elocc Creative Agency.

Ganhadores do PNGE 2017

ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS

Trabalhamos com o material do futuro, um devir, nos preparando para um mundo que virá, que está em construção”. Nesse aspecto, Karnal destacou uma tríade complexa, pautada em experiência-ação-estratégia. “Nessa tríade, é possível identificar que todo problema tem origem e resolução humana, todos os erros são pedagógicos e cada erro é um início de um acerto. Onde há bons gestores sempre haverá boas reflexões”. Em sua fala, o conferencista indica que a mudança é a realidade de todos e, mudar, de fato, é possível. “O desafio da consciência é o protagonismo e administrar é ultrapassar a resiliência, a visão além do horizonte. Eu, professor, por natureza, sou resistente às mudanças, mas é possível – e preciso – mudar”. NOVOS DESAFIOS A Profa. Dra. Claudia Costin, da Faculdade de Educação de Harvard e da FGV-RJ, em sua palestra intitulada “As forças que estão mudando o futuro

da educação”, alertou que a educação é uma luta de todos nós, uma espécie de doença do bem que nos faz crescer e que, de certa forma, é preciso estabelecer metas específicas para alavancar índices e competências educacionais. “É importante medir competências e entender que é necessário garantir uma educação inclusiva para todos e promover oportunidades de aprendizagem e de qualidade ao longo da vida”. De acordo com a conferencista, algumas ações podem ser inseridas no processo educacional para alavancar índices e estimular mudanças, como: criar um Projeto Nacional de Transformação da Educação; Mudar a formação e seleção de professores (curso profissionalizante, atualização constante, observação de sala de aula e mentoria); Investir em educação e saúde na Primeira Infância; Avançar na implantação da Base Comum Curricular, construindo um currículo centrado em competências, claro e relevante; Avaliação formativa (com feedbacks frequentes para gestores e professores) complementando as avaliações nacionais e estaduais; e promover a autonomia e integração. PNGE 2017 O Prêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE), é uma premiação que visa estimular a divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas a gestão educacional. Realizado pela HUMUS, em parceria com ABMES, ANEC, CONFENEN, ANACEU, ABRAFI

e a FENEP, o PNGE já premiou mais de 100 cases de sucesso de instituições privadas e gestores educacionais que realizaram ações inovadoras no âmbito da educação. A cada ano, a premiação recebe um maior número de inscrições e indicações, sendo consagrada como sinônimo da valorização de excelentes atitudes educacionais no Brasil. Neste ano, a Cerimônia de Premiação do PNGE ocorreu no primeiro dia do evento, 29 de março, e os vencedores são: GESTÃO ACADÊMICA – Vencedores do Ensino Superior: Grupo UNIS, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Universidade Braz Cubas. Vencedores da Educação Básica/Técnica: Colégio Presbiteriano Mackenzie de São Paulo, Colégio Marista Assunção e Colégio Imperatriz Dona Leopoldina. GESTÃO ADMINISTRATIVA – Vencedores do Ensino Superior: Centro Universitário Álvares Penteado (FECAP), Kroton Educacional e Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde. Vencedores da Educação Básica/Técnica: Colégio Farroupilha e Colégio Martha Falcão. RESPONSABILIDADE SOCIAL – Vencedores do Ensino Superior: Universidade de Santo Amaro (UNISA), Centro Universitário São Camilo e Centro Universitário Católica de Quixadá (Unicatólica). Vencedores da Educação Básica/ Técnica: Colégio CIMAN, Colégio Farroupilha e Colégio Cermac.

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Leandro Karnal, historiador brasileiro, professor e renomado conferencista, em sua palestra magna intitulada “Estratégias para um novo tempo”, indicou alguns pontos e fatores que devem ser observados e analisados na educação contemporânea. “Todo o processo educativo aposta em um binômio, ou seja, estratégia e educação.


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Acessibilidade e Arquitetura, Acessรณrios, Bebedouros


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AVCB E CLCB, Brindes, E.V.A, Grรกfica, Mรณveis


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L avadoras de Alta Pressรฃo, Lousas e Quadros, Mรณveis, Pinturas Especiais, Quadras


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Playgrounds

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32 PL AYGROUNDS


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Playgrounds, Pisos, Projeções Educativas em 3D, Projetores


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34 Seguros, Toldos e Coberturas


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