Edição nº 126 ano 13 | Março 2017 www.direcionalescolas.com.br
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Editorial Gestora, empodere-se!
Para comprovar essas disparidades entre os gêneros, o cenário histórico nos apresenta uma extensa lista de datas, fatos marcantes, grandes personalidades e conquista de direitos que atravessaram séculos – desde as pioneiras sufragistas do século XIX até as militantes virtuais da atualidade e as diversas marchas e passeatas a favor de espaço e empoderamento. É preciso recordar e reafirmar, não somente no mês de março (ou, especificamente, no dia 08 de março) que o processo de desenvolvimento social-cultural foi construído na base do “segundo sexo” para as mulheres – evitando seu envolvimento público e político, negando direitos e possibilidade de igualdade, rejeitando a autonomia sobre o próprio corpo, além de fomentar, entre outras características, as distinções econômicas, sociais, raciais e sexuais. É preciso nutrir um movimento pela equiparidade, por identidades diversificadas, pela luta e resistência. E, como escreve a ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, criada em 2010), “a igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. Empoderar a mulher impulsiona economias mais prósperas, estimulando a produtividade e o crescimento”.
Assim, nós, da equipe editorial da revista Direcional Escolas, lançamos um blog temático, intitulado “Empoderadas na Gestão”. Neste projeto de empoderamento feminino, acreditamos que as ações e reflexões das gestoras merecem uma atenção especial, assim trabalharemos a visibilidade, a troca de informação e a interação entre gestoras, diretoras, mantenedoras e coordenadoras. Com o objetivo de criar um ambiente livre, ilimitado, com a fala de diretoras que estejam dispostas a debater um tema, narrar uma experiência significativa em sua escola, promovendo ligações e compartilhamentos relevantes. Reunindo, assim, diferentes ideias em diversas regiões do país. Queremos conhecer as gestoras, as produções femininas nas escolas, seus anseios, suas propostas, alimentando uma confiança na liderança feminina – e, consequentemente, vestindo um lugar empoderado. Nosso projeto também segue um modelo colaborativo, pois acreditamos que a luta e resistência feminina pelos espaços é uma tarefa diária e merece ser dividido – principalmente no processo primordial da construção pessoal e social: a educação. E, para nós (e também para nossas leitoras), seria um prazer inenarrável trabalhar e articular uma parceria com vocês nesse projeto. Acesse e saiba mais: www.empoderadasnagestao.wordpress.com Participe. Compartilhe. Empodere-se!
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Em um circuito histórico e social, os valores culturais que conhecemos e construímos ao longo dos anos, destaca anseios e realidades distintas em homens e mulheres – através de seus respectivos gêneros. Nessa sociedade, que institui o homem em sua centralidade, notamos amplas divergências em tratamentos, conquista de espaços, participações de ambos os lados e representatividade.
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Nesta Edição: 08
Coluna - Christian Coelho Qual o motivo de termos tanta dificuldade em implantar algumas práticas (parte 2)
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Coluna - Jane Haddad
Conversa com o Gestor
Primeiro plano: mulheres à frente das instituições
Dica: Brinquedos
A arte de brincar
Con - fiar fiando o empoderamento
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Coluna - Leo Fraiman Motivação
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Coluna - Eduardo Shinyashiki Só a educação é capaz de transformar sonhos em vida
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Dica: Dia Mundial da Água Conscientização
Dica: EAD - Ensino à Distância Conceitos e efeitos na educação
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP
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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Qual o motivo de termos tanta dificuldade em implantar algumas práticas mesmo sabendo que são imprescindíveis para o sucesso da nossa empresa? (parte 2)
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pós conhecer o funcionamento da construção dos hábitos, é possível criar estratégias para mudá-los. São necessárias quatro etapas para uma mudança de hábito:
1- Autoconhecimento – Todos nós temos qualidades, características que precisamos melhorar e pontos cegos, isto é, virtudes e defeitos que não conseguimos enxergar, mas que são claros aos olhos dos outros. Quanto maior o autoconhecimento menor é a quantidade de pontos cegos e, consequentemente, a chance de possuirmos hábitos negativos que comprometam nossas relações interpessoais.
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Exercício: Mudança de hábito no trabalho - Escreva a seguir uma qualidade que você considera um grande ponto forte e que faça a diferença na empresa, uma característica
que precisa melhorar no dia a dia do trabalho e pergunte para o colega ao lado, sem mostrar suas considerações, que especifique seu ponto forte e seu ponto fraco. Deixe-o à vontade para falar, anote, dê continuidade ao exercício com mais três pessoas do seu convívio na empresa e verifique se a sua autoimagem condiz com a versão que você passa para as outras pessoas. 2 - Processo gradativo – Inicie com propositivos (metas) de curto prazo, que não sejam de grande complexidade e, preferencialmente, que não dependam de terceiros. 3 - Propósito – Senso comum. As pessoas que conseguiram mudar hábitos sempre tinham um propósito claro, sabiam por que estavam se esforçando e qual a importância que a mudança teria na sua vida. Algumas pessoas precisam passar por grandes traumas, como correr
risco de vida, para mudar seus hábitos. Esperam um problema no coração para começar a se tratar, perder a admiração da pessoa que ama ou falir uma empresa para mudar um hábito nocivo. 4 - Estratégia – imagem mental - Preencha a imagem mental a seguir, recorte e fixe em um local visível (na primeira folha da agenda, na sua mesa, no quarto...) e utilize como guia. As crenças nascem da mesma forma que os hábitos. Crença é quando acreditamos em uma verdade de forma convicta, temos uma opinião formada, enraizada, difícil de ser mudada. O cérebro, através dos gânglios basais, cria um atalho quando recebe um estímulo comum (gatilho) que automatiza uma rotina habitual (atitude) ou uma crença, algo que acreditamos como, por exemplo, uma pessoa que tem medo de falar em público, pois ao longo da sua vida escolar foi considerada tímida pelos professores. As crenças e os hábitos são formados ao longo da vida, principalmente na infância, pelo ambiente (liberais, autoritários, ricos, pobres, violentos), pelas experiências (acontecimentos traumáticos, de forte apelo emocional, emblemáticos), pelo conhecimento (segurança, estímulo, aumento do poder de escolha) e pelos relacionamentos (aprendemos pelo exemplo, os gânglios basais também).
O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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CON – FIAR... FIANDO O EMPODERAMENTO...
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m primeiro lugar quero agradecer o convite em ser colunista desta revista que tanto admiro, os profissionais que aqui trabalham são pessoas que nos fazem acreditar que: “Tudo vale a pena desde que a alma não seja pequena”, em segundo lugar quero parabenizar a Direcional Escolas pela ousadia de provocar novos olhares sobre nossa “adoecida” educação contemporânea. Hoje vou iniciar minha coluna com o intuito de refletir sobre: EMPODERAMENTO FEMININO. É um alívio ver e comprovar que finalmente estamos saindo das teorias e partindo para as ações. Parabéns Direcional Escolas, estamos juntos no tecer de novas construções e CON - FIANDO em cada ponto, desatando cada nó e fiando novo(s) pontos(s)... É assim que acredito que o mundo se transforma, é no um a um, no caso a caso, na(s) singularidade(s) é que mora o SER HUMANO.
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Tecendo as primeiras ideias... “Tecer sobre: empoderamento, palavra esta que tem seu berço na língua inglesa “empowerment” que significa: “dar poder” a alguém para realizar uma tarefa sem precisar da permissão de outras pessoas”. Nossa, que desafio! No Brasil, o saudoso Paulo Freire foi um dos primeiros a usar o conceito como um neologismo; empoderamento. Para o educador, a pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que visam a evolução, o fortalecimento do grupo, e principalmente a conscientização de cada um e seu reflexo no grupo social. Portanto, entendo o empoderamento como um grande tear, com pontos, nós e possibilidades de
costuras e (re) costuras, uma tear que fiz histórias individuais e suas lutas entre um opressor e seus oprimidos, entre um aprisionamento e suas libertações. Tecer pontos entre a possibilidade de conquistar a liberdade de pensar e agir e o não saber o que fazer com ela. Empoderar-se é restituir a si mesmo e ao outro o movimento de suas ideias, posições(econômica, física, política, cultural, social...) e seus desejos “adormecidos” de poder escolher suas convicções e sustenta-las. Empoderar-se é considerar os diversos pontos de vista e escolher o seu ponto de vista. No ano de 2013, trabalhei alguns uns dias na Namíbia – Angola e ao conversar com um grupo de mulheres oprimidas por décadas e hoje com perspectivas reais de liberdade eu disse: Agora vocês estão livres e uma delas me respondeu: - Esse é o problema Jane. Hoje temos asas e não sabemos como voar! Não aprendemos a ser livres. Imediatamente entendi no coração, o que Paulo Freire escreveu em palavras: “Os oprimidos, tendo internalizado a imagem do opressor e adotado suas linhas de atuação, têm medo da liberdade”. Liberdade é uma conquista diária, é um divorciar-se da culpa de se estar livre, é entender que toda verdade pode ser relativa e nem sempre seremos condicionados. Liberdade é aprender a olhar para dentro de si e perceber-se parte de um todo muito maior que pensamos, ou melhor do que fomos condicionados a pensar.
Empoderar-se de si mesmo é o primeiro passo desse grande TEAR chamado VIDA. É iniciar o passo a passo, é CON FIAR ponto a ponto na própria liberdade de sentir, de expressar e interpretar o que nos acontece, o trabalho que escolhemos é dar sentido diariamente a que fazemos. Como aprendiz que tenho sido, nessa arte de educar, é nessa arte da vida que venho exercitando meu olhar e minha escuta é a cada viagem que me permito (re) significar o que me propus a fazer: falar e escutar o SER HUMANO oprimido em seus pensamentos “condicionados”. É no mundo que sinto a possibilidade de mudança, é no ato de EDUCAR que existe a possibilidade de oferecer um sentido para aprender, para abrir os olhos e enxergar o outro. É na arte da conversar, lenta e constante que sinto o FIAR e CON-FIAR sobre histórias de (des)aprisionamento, é na arte de educar que se faz possível “dar poder” a alguém para realizar uma tarefa sem precisar da permissão de outra pessoa e com isso entender que DIZER NÃO ao OUTRO, muitas vezes é um ato de amor a SI Próprio.
A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).
foto cedida pela colunista
COLUNA / jane patricia haddad
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Motivação
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m dos grandes desafios que gestores e líderes frequentemente costumam se deparar é com a motivação das pessoas e das equipes.
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Sabe-se que esta força para a ação não é incentivada por decreto ou por imposição. Muito pelo contrário, pode ser estimulada ou inibida essencialmente por meio das relações que se constroem no ambiente profissional. As conexões sociais têm uma relevância muitas vezes desprezada por quem lidera pessoas, o que pode desfavorecer o engajamento de uma equipe com seu trabalho e seus projetos. Pesquisas têm demonstrado que a dor social é ativada no cérebro em regiões similares à dor física, o que significa dizer que somos afetados de forma parecida diante de uma ameaça física ou emocional. Nesse sentido, o pesquisador norteamericano David Rock chega a afirmar que “o cérebro humano é um órgão social” e vivemos as rejeições sociais, bem como o não reconhecimento ou a falta de pertencimento tão intensamente quanto uma agressão física. Fica fácil perceber como o contexto organizacional e o clima em que as pessoas convivem pode ser fonte de motivação ou desmotivação. A neurociência trouxe contribuições para o entendimento do funcionamento cerebral e consequentemente sobre nossos
comportamentos. Rock desenvolveu o que ficou conhecido como método scarf, composto por cinco elementos que podem evitar que o cérebro fique em estado de alerta ou ameaça, e assim, funcionar de maneira mais eficaz e motivada. São eles: status (status); certainty (segurança); autonomy (autonomia); relatedness (conexões) e fairness (justiça). Nos próximos artigos iremos explorar cada um dos cinco fatores que favorecem um ambiente acolhedor e motivador para a convivência. De imediato, o que é importante ressaltar é que gestores interessados em promover um meio social de cooperação e engajamento não podem negligenciar a relevância e o impacto que as suas atitudes e comportamentos geram nas pessoas com quem convivem. Líderes podem inspirar ou pirar seus colaboradores, o que significa que podem formar bons vínculos e alianças ou afastar e repelir contribuições e boas conexões. Podemos perceber que para guiar e orientar de maneira eficaz, as competências técnicas não são suficientes para inspirar e unir um grupo em torno de uma causa. A construção destes elos perpassa por outros aspectos que envolvem também a inteligência emocional, a maneira como o líder conduz os conflitos, dilemas, medos, angústias e dúvidas de seus colaboradores. A compreensão sobre a magnitude da qualidade das re-
lações é a grande chave para a possibilidade de um ambiente agradável, feliz, e consequentemente, motivador. E você, tem prestado atenção às suas atitudes e comportamentos como gestor(a)? Tem colocado em seu radar o aprimoramento da qualidade das relações de sua equipe como algo fundamental para resultados eficazes e, essencialmente, para um ambiente motivador?
O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Site: www.leofraiman.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / leo fraiman
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Só a educação é capaz de transformar sonhos em vida
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uantas pessoas conhecemos que vivem uma vida distante daquilo que eram seus sonhos e objetivos? Têm esses sentimentos de frustração e acomodação em uma vida que é só a sombra daquilo que imaginavam e desejavam para si mesmas? E não transformaram seus sonhos em vida? A maioria dessas pessoas tem talentos e potenciais, mas não sabe como desenvolvê-los ou utilizá-los, não acredita em si mesma, não tem confiança, não se sente merecedora e não tem a força interior necessária para fazer acontecer.
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A escola é o primeiro lugar que frequentamos independentes dos pais, onde começamos a desenvolver a consciência das nossas capacidades, escolhas, possibilidades, identidade, confiança e objetivos. É a ponte que liga a infância ao início da vida adulta e de suas infinitas possibilidades. O desafio da escola é permitir que essa travessia se cumpra de forma saudável e construtiva, equilibrando as exigências de passar conteúdos e conhecimentos, com a necessidade de estimular no aluno a confiança, a autoestima, as competências emocionais e sociais para compreender a si mesmo, interpretar e interagir com a realidade e, assim, superar os desafios da vida e construir o seu futuro. A instituição de ensino tem a importante tarefa de orientar os jovens, de guiá-los e ajudá-los a transformar seus sonhos em realidade, em projetos a serem realizados no decorrer de toda a vida, com serenidade e com satisfação.
A formação do jovem é um direito e um fator estratégico para a sua vida. Essa formação não se baseia apenas em conhecimentos técnicos e didáticos, mas principalmente em permitir que obtenham os instrumentos essenciais para administrar mudanças e dificuldades, traçar e realizar objetivos, superar derrotas e frustrações, escolher uma profissão e viver na sociedade de forma autônoma, responsável e feliz. Mas a escola que temos é realmente a escola que pode proporcionar isso? Nela, são construídos os valores que norteiam a vida do ser humano? A escola está passando os conhecimentos fundamentais para o aluno criar seu futuro? Nela, é estimulada a vontade no aluno de descobrir o mundo externo e interno, voar alto e ter uma visão ampla da realidade, aprofundar o conhecimento e se tornar livre nas próprias escolhas? Para responder a esses questionamentos, podemos refletir sobre três pontos: - Permitir ao aluno aprender a pensar: incentivá-lo a questionar e a elaborar as informações, estimular a curiosidade e a perseverança, fortalecer a capacidade de direcionar seus pensamentos naquilo que é importante e manter o foco e a atenção nos seus objetivos e propósitos; - Ajudar o aluno a ser ele mesmo: estimulá-lo a descobrir os seus talentos, a se conhecer nas suas emoções e a se realizar nas suas potencialidades, para ir em direção aos seus sonhos com coragem e confiança, fazer suas escolhas, reconhecer e respeitar o outro nas suas diversidades, interagir, assim, de forma ética e cooperativa na sociedade;
- O aprendizado acontece quando existe um ambiente acolhedor: um espaço assim, onde o educador e o aluno se abrem para a construção de uma relação verdadeira de confiança, admiração e respeito, permite que a ação educativa aconteça e a motivação seja estimulada; Quando trabalhamos para integrar essas reflexões, junto à cultura e ao saber, defendemos a escola na sua missão e visão mais profunda de ser o agente educador e social fundamental na nossa vida. Esse ambiente se torna fundamental para o fortalecimento da identidade e do caráter do ser humano, o seu desenvolvimento e a preparação da vida pessoal e profissional, uma convivência civil, pacífica e colaborativa no mundo. A escola é o elo entre o passado (nossa história) e a experiência atual, entre o patrimônio cultural e a construção do futuro. Cada vez mais, precisamos reconhecê-la como a nossa base, como o meio que pode, generosamente, transmitir às novas gerações a paixão, o entusiasmo e a força para acreditar em si mesmo, construir o amanhã, enxergar as possibilidadese transformar sonhos em vida.
O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br
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COLUNA / EDUARDO SHINYSHIKI
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CONVERSA COM O GESTOR Primeiro Plano: Mulheres à frente das instituições Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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No mercado de trabalho, os estereótipos de gênero atuam fortemente e constroem a sobrerrepresentação das mulheres nos setores mais precários, na construção social da inferioridade feminina e na articulação do pensamento machista de que a mulher não é responsável por si. Isso atua na construção da diferença de salários entre mulheres e homens, que impede a equivalência para as mesmas funções e jornadas destaca gerente técnica de gênero
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istoricamente, os gêneros que concernem à sexualidade são divididos, através de uma lógica social e cultural, em dois grupos identitários: masculino e feminino. Aos homens, o trabalho, o ambiente externo e as experimentações diárias sociais e políticas. Às mulheres, a estruturação do lar, a maternidade, a culinária e os atributos delicados da feminilidade. Esse aspecto tradicional perdurou e consolidou imensas gerações através de séculos e décadas em diversas ci-
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dades e nações. Porém, esse modelo começou a despertar rachaduras com o tempo e a construção binária perdeu seu sentido na pós-modernidade, principalmente com o impacto de grandes revoluções de mulheres, bem como teóricos e autores pertencentes aos estudos de gênero e os grupos sociais que reinventaram corpos, vivências, desejos, subversões e conquista de direitos. Os valores culturais que conhecemos (e consequentemente aprendemos em escalas educacionais) a construir e conceber em nossa realidade, destacam anseios distintos em homens e mulheres através de seus respectivos gêneros,
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“Na minha opinião, o perfil do gestor escolar passa por este período de transformação onde a mulher tem ganhado espaço e demonstrado o quanto alguns talentos inerentes ao perfil feminino são essenciais na liderança de uma instituição de ensino. Acredito que as gestoras conduzem a função de forma mais democrática e permitem que seus funcionários participem do processo de tomada de decisão, além de incentivá-los a desenvolverem relações interpessoais dentro da empresa. A sensibilidade feminina permite a criação de equipes mais heterogêneas, que se complementam e trabalham de maneira democrática, contribuindo para o sucesso do projeto escolar. Estas características são bastante perceptíveis na instituição onde atuo, porque nossa equipe se sente valorizada, tornando o ambiente estimulante para os que trabalham na instituição e acolhedor para os alunos e pais. Por outro lado, quando se trata de gerir uma instituição de educação, ainda percebo que os homens são mais valorizados, é mais comum você encontrar homens em cargos de direção do que mulheres. Mas espero que o movimento pelo empoderamento feminino, que para minha alegria vem crescendo a cada dia mais, em diversas áreas, proporcione o reconhecimento da mulher também na educação” Marta Cristina A. de Mello Soares, Diretora Pedagógica do Colégio Batista Brasileiro Unidade de Bauru, SP.
Viviane Santiago ditados por uma fórmula masculina/ machista que centraliza o homem em um poder absoluto, oprimindo, assim, diversas cidades pelo mundo. As figuras binárias não se restringem exclusivamente à condição do ser masculino e do ser feminino, mas transcendem essas limitações com efeitos de grande complexidade. Fato este que necessita de visualização e discussão na contemporaneidade. O movimento pela equiparidade, por identidades diversificadas, autonomia sobre o próprio corpo, reinvindicação de direitos, lutas e resistências coti-
17 dianas, e tantas outras organizações e ativismos marcaram (e ainda marcam), de forma física ou simbólica, meninas e mulheres espalhadas por todo o planeta. Mesmo caminhando pelo século XXI, é possível observar manifestações (tanto em redes sociais como em espaços públicos) por bens essenciais de vivência.
67% dos crimes de estupro são cometidos por parentes próximos ou conhecidos da família. Na maioria das vezes, os abusos acontecem dentro de casa, onde as crianças deveriam se sentir seguras. 70% das vítimas são crianças com menos de 13 anos. (Fonte: Plan International Brasil) Nesse sentido, de forma positiva, avistamos uma onda na atualidade que impulsiona e empodera a fala das mulheres, suas posições, manifestos e interesses. O caráter de “segundo sexo” perde o sentindo, revelando produções femininas, posições de destaque, autoafirmação, culminando e reverberando na representatividade – educacional, social e política. EMPODERAMENTO E DESIGUALDADE Pensando exclusivamente em educação, Viviana Santiago, gerente técnica de gênero da Plan International Brasil, acredita que a importância de mulheres ocupando cargos de gestão/direção em instituições é essencial para o empoderamento de meninas e mulheres a sensibilização de meninos e homens. “O fato de identificar mulheres em lugares de liderança, possibilita a cada menina perceber que ali é um lugar possível, se reconhecem, então, como meninas e como possuidoras das competências necessárias para esse lugar
Movido pelo questionamento “O que você pode fazer pela igualdade de gênero na infância?”, a Plan International Brasil, organização não-governamental que trabalha em 71 países para promover os direitos das crianças, criou o #Desafio da Igualdade - campanha que pretende abrir os olhos da sociedade brasileira para os pequenos hábitos que levam ao machismo institucional e propõe uma reflexão sobre a educação que é dada às crianças sob a ótica da igualdade de gênero. Além disso, a campanha traz diversos materiais para que o tema seja tratado pela família e na escola, entre eles, o caderno “Educação sobre Gênero na Infância”. No decorrer de suas 46 páginas, o caderno explica porque é necessário falar sobre gênero, além de esclarecer alguns conceitos, como papeis e socialização de gênero, equidade de gênero, estereótipos de gênero, etc. O material destaca, ainda, como tratar deste tema em casa; como meninos e homens podem promover (e praticar) a igualdade de gênero; e como a direção e gestão de instituições podem prevenir conflitos na escola. Além disso, existem alguns pontos-chave de aprendizado que precisam ser entendidos pela sociedade, como a influência de gênero em toda a vida, que todos são importantes, e principalmente a diferença entre sexo e gênero, a violência sexual, entre outros. Para mais informações, acesse: http://desafiodaigualdade.org/#downloads
de tomada de liderança. Para os meninos, é a possibilidade de reconhecer que esse também é um lugar para as mulheres e aceitar essa realidade”. Outro aspecto, comenta Viviana, é o de justiça: as mulheres são metade da humanidade, e é justo que todos os processos possam ter a participação delas, ampliando, então, a capacidade de análise, diversificando os processos de tomada de decisão e intervenção. A desigualdade entre gêneros é impulsionada por uma cultura machista - fator cultural este alimentado por todas as correntes sociais em nosso país. Dentre os principais caminhos válidos para desconstruir padrões e estereótipos, é educar para uma equidade de gêneros. “Esse é um desafio que está
para todas as pessoas da sociedade. Todos atuam no processo de socialização das crianças e é preciso começar por aí: não é papel apenas da família, apenas da escola, apenas das religiões, etc. Em todos os espaços e interações que estamos/temos, nos enviam mensagens sobre o que significa ser menina, menino, mulheres e homens. Enviam modelos, verdades, normas. Nos dizem o que é normal, o que não é normal, o que é possível, o que é próprio de cada gênero. Nesse sentido, é preciso que revisitemos essas mensagens”, explica Viviana. A escola, então, tem a tarefa de construir outra abordagem de gênero, que seja plural, justa. De acordo com a gerente, é preciso que enxergue-
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Todas essas articulações se fazem relevantes (e necessárias, ainda) quando observamos alguns números e índices, como: todos os anos, estima-se que 500.000 mulheres sejam vítimas de estupro no Brasil, e que outros tantos milhões sofram com abusos e violências sexuais. Apenas 10% dos estupros são notificados e a maior parte dos agressores não é punida.
18 “Dirijo hoje um Centro, na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, voltado à melhoria da Educação no Brasil. Trata-se de um centro que trabalha com aconselhamento técnico de governos, mentoria de dirigentes públicos, pesquisa aplicada e organização de propostas de aprimoramento de processos e cursos nas áreas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Há muito tempo sonhava com criar este Centro, como um ‘Think Tank’ que se inspirasse nas melhores práticas nacionais e internacionais em Educação. Para preparar-me para ele, deixei meu cargo de Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, após 5 anos de trabalho, para presidir a unidade de Educação Global do Banco Mundial em Washington e construí uma parceria com o Brookings Institute e o Centro de Educação Internacional de Harvard, onde atuei como professora visitante. O Centro pôde ser inaugurado em novembro e já a todo vapor com algumas publicações e contratosem andamento para apoiar a educação de alguns estados e municípios. A Educação brasileira precisa, urgentemente, melhorar. Já estamos com as crianças e adolescentes, em sua grande maioria, na escola. Agora devemos assegurar que elas ali permaneçam e, de fato, aprendam o que é relevante para atuar no século XXI!” Claudia Costin, Professora da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais e professora visitante da Universidade de Harvard, EUA.
mos o fato que a instituição já opera um currículo e uma prática baseada nos papéis tradicionais de gênero, que tiram a visibilidade da participação das mulheres enquanto sujeitas construtoras da história, reitera o lugar dos meninos e homens como heróis salvadores e trava o desenvolvimento do potencial das crianças a partir de leituras de gênero de suas habilidades, e assim sucessivamente. “Um desafio para todos: Identificar esse discurso, analisá-lo e estabelecer uma nova fala, que potencialize a justiça de gênero desde a infância. A criança
aprende com as outras crianças, com a família, com a TV, com os aplicativos, com a escola, então tudo precisa ser observado e revisto”, completa.
MERCADO DE TRABALHO
Para Gaya Machado, coach especialista em desenvolvimento do potencial humano, as mulheres brasileiras conseguiram alcançar a igualdade com os homens em quesitos importantes como saúde e educação, mas ainda que cheguem ao mercado de trabalho com o mesmo nível de preparo, enfrentam barreiras de todo tipo, sendo a mais grave a salarial.
Segundo dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial, em um ranking no qual compara a igualdade de gvêneros entre os países, em 2014, no que se refere a equiparação dos salários, o Brasil ficou com a 71ª colocação, caindo nove posições em relação a 2013, quando estava De acordo com dados do relatório de
“Eu estou no mundo acadêmico há, aproximadamente, uma década. A minha chegada na área educacional é um pouco diferente das tradicionais e aconteceu mais tarde, quando eu já estava com 40 anos. Mas nada disso foi obstáculo para o meu crescimento. Não senti limitação nas empresas que trabalhei nem na que estou atualmente. Sempre tive um posicionamento de confiança da diretoria do CERS.
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na 62ª. De acordo com o relatório, o país apresentou uma “ligeira queda na igualdade salarial e renda média estimada” para o sexo feminino.
Um grande desafio ao se trabalhar educação é lidar diretamente no sonho e senso de realização das pessoas. Atuamos na autotransformação do ser, no estímulo integral de todas as potencialidades do indivíduo. Propiciamos mudanças de atitudes, construímos novas pontes e permitimos contínuo crescimento. Quer coisa mais gostosa do que isso? Saber que ao final de um dia, um mês, uns anos que seja, seu trabalho contribuiu para tantas possibilidades de melhoria? Minha equipe é 100% formada por mulheres. Nós organizamos uma pós-graduação com 6 mil alunos, em dez cursos, com dez coordenadores e mais de 150 professores. Além disso, por sermos um curso EAD, temos ainda 12 tutores que fazem a interface com os alunos no ambiente virtual” Andrea Bemfica, Gerente de Pós-Graduação do CERS (Complexo de Ensino Renato Saraiva).
19 “Iniciei as atividades na Eduinvest, em 2016, após 28 anos de atuação no mercado de planejamento estratégico, com o intuito de implantar o conceito de Rede VIAe: plataforma onde novas práticas, discussões e produtos voltados à educação acontecem. Passei por empresas dos mais diversos setores da economia, o que me ajudou a analisar a educação sob diversas perspectivas. Vim de um mercado bastante “masculino”, totalmente voltado às decisões difíceis, números, análises de mercado onde, durante o tempo em que atuei, muitas vezes não tinha pares femininos. Ao chegar na educação, descobri que, de alguma forma, o cenário se repetia: apesar de haver muitas mulheres atuando como educadoras, são poucas aquelas ocupando altos cargos na gestão do negócio. Os desafios do setor são grandes. Para quem vem do mundo corporativo, a primeira estranheza é verificar a velocidade de implantação das mudanças. O setor acadêmico é caracterizado pelas grandes discussões, um aprofundamento teórico que, apesar de necessário, se não utilizado de forma prática, pode nos fazer perder grandes possibilidades de evolução. Mas, em nenhum momento senti preconceito por ser mulher. Sempre tive a minha posição respeitada e apoio nos momentos em que precisei. Mas sei que, nesse aspecto, sou privilegiada e consigo enxergar dificuldades que colegas possam encontrar em outras instituições que não dão a liberdade que tenho na empresa onde trabalho” Andrea Barros, Diretora Institucional da Eduinvest (Colégio Anchieta e Colégio Anhembi Morumbi), SP. acompanho o aprimoramento profissional de diversas mulheres, nos mais variados setores, e posso afirmar que a mulher que retorna de uma gravidez adquire novas competências, novas habilidades e formas de enfrentar os desafios do mercado de trabalho que deveriam ser melhor exploradas, uma vez que só agregam diferenciais às suas funções anteriores”.
Prestes a escolher uma carreira, uma nova geração se vê diante de um velho desafio: superar o senso comum que dita determinadas profissões como femininas ou masculinas. Segundo análise realizada pelo Guia da Carreira a partir dos dados do Censo da Educação Superior 2015 (publicado pelo Inep - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em outubro passado), as mulheres ainda se decidem por cursos
Gaya Machado pondera que esta vi- Carreira: Gênero ainda insão preconceituosa e dualista ain- fluencia a escolha do curso da está muito presente entre em- universitário pregadores brasileiros, mas ela acredita que tende a perder espaço. “Empoderamento feminino é um termo atualmente muito usado, porém dentro de nossas escolas - Casinha Pequenina, Colégio Friburgo e Parâmetros -, a palavra não “Cada vez mais os empregadores estão faz tanto sentido já que nossa instituição é comandada principalmente por mulheres. percebendo que as mulheres têm tanta capacidade quanto o homem no mercado Empoderar-se significa obter poder para si, o que na minha condição não é nede trabalho. As competências dos gêneros cessário. Partindo do pressuposto de que quem quer empoderar-se não possui, a se complementam, uma vez que as caracprincípio, poder; não cabe em nossa instituição esse movimento porque dentro de terísticas diferentes de cada sexo perminossos colégios, gêneros não são diferenciados e a escolha de cargos não passa por tem que os profissionais olhem os desaessa questão. Desde a fundação não acontece essa diferença. Somos vanguarda, fios do trabalho por ângulos diferentes e acredito. encontrem soluções e possibilidades que poderiam passar despercebidas se olhaMulheres estão à frente de instituições de ensino há muitos anos. Comandamos as das apenas por uma determinada forma escolas com muito orgulho. É triste ter de haver um movimento para a equidade de de enxergar as coisas”, explica. gêneros. Estamos, afinal, em 2017; já era hora de isso ser um processo natural. Essa Quando a questão da gravidez entra em pauta, a coach afirma: “Como mulher, eu poderia dizer que sem as mulheres não haveriam novas gerações, homens, maridos, filhos, mas não vou recorrer a uma explicação simplista. Como profissional especialista em desenvolvimento humano,
luta deveria estar extinta. Sei muito bem que na área de educação a tradição é ter mulheres no comando. Porém também sei que, muitas vezes, a gestão da maioria das escolas é feita por homens. Isso deveria ser analisado com mais profundidade. Sou a favor da busca por essa equidade porque sei que não é fácil conquistar esse equilíbrio. Pessoas estão cada vez mais competitivas. As mulheres têm que, ainda, lutar pelos seus direitos, infelizmente. Profissionais deveriam ser analisados por suas competências” Iracy Garcia Rossi, Diretora Pedagógica do Colégio Friburgo, SP.
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Desigualdade de Gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, os indicadores brasileiros colocam o Brasil entre os mais desiguais do mundo, no grupo dos países (acompanhado de Japão e Emirados Árabes) que fizeram investimentos importantes na educação das mulheres, mas que não conseguiram remover as barreiras à participação delas na força de trabalho.
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de Ciências Humanas e ligados ao cui- parte de colegas, professores e mercado dado com o próximo, enquanto homens de trabalho. preferem Exatas e Tecnologia. “Como resultado, essas carreiras com parEntre os 10 cursos universitários com ticipação majoritária feminina ou mascuum volume maior de matrículas de lina perdem com a falta de diversidade e mulheres estão Pedagogia, Enferma- de representatividade”, conclui Fernanda. gem, Serviço Social e Arquitetura. Ela menciona o programa “Faculty for Os homens, por sua vez, dominam as the Future”, da Schlumberger Foundation, mais variadas engenharias. Já as gra- como um dos exemplos de incentivo à duações de Direito, Administração e equiparação de gênero e ao combate ao Ciências Contábeis apresentam um sexismo que ocorre no exterior. maior equilíbrio entre os dois sexos. A iniciativa distribui bolsas de esPara Fernanda Lapidus Hecht, ge- tudo para mulheres desenvolverem rente responsável pelo portal, vários seus estudos nas áreas de Ciências, fatores podem causar essa despro- Tecnologia, Engenharia e Matemática. porção de gênero: “A formação do indivíduo na sociedade certamente interfere Outra consequência do paradigma desna escolha profissional, pois é comum que, crito por Fernanda é a concentração das na infância, as meninas sejam incentivadas universitárias em poucas carreiras. Foram a brincar de boneca enquanto os meninos mais de 608 mil inscritas no curso mais são expostos a blocos de montar. Isso pode procurado, Pedagogia, enquanto cerca de gerar, posteriormente, uma identificação 381 mil homens ingressaram na graduação preferida deles, Direito. com determinadas atividades”.
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O cenário, comenta Fernanda, pode ain- Ao todo, mais de oito milhões de pessoas da ocultar o receio de discriminação por entraram em cursos superiores em 2015.
Desse total, 4,5 milhões foram do sexo feminino, o equivalente a 57,1% do total, contra os 51,6% de participação que elas têm na população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015.
SAIBA MAIS Andrea Barros contato@eduinvest.com.br Gaya Machado gaya@comunicacaoconectada.com.br Marta Cristina A. de Mello Soares diretoria@cbbauru.com.br Plan International Brasil www.plan.org.br Viviana Santiago viviana.santiago@plan-international.org
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dica: Brinquedos educativos
Pesquisadora e Coordenadora Assistente de Educação Infantil do colégio.
o longo de toda a evolução educacional, o ato de brincar, principalmente na educação básica e fundamental, explora a peculiaridade de cada aluno, suas fantasias, medos, anseios, criatividade e projeta um mundo exterior através de sua visão. Durante a brincadeira (e através dela) o convívio social, as habilidades motoras, coordenações e estruturação de espaço são aflorados com a utilização de brinquedos educativos especiais.
Portanto, conta Renata, é preciso tomar alguns cuidados, como verificar a adequação para a faixa etária e, sobretudo, privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade, visto que a criança não aprenderá mais por brincar com mais brinquedos, mas sim, se sua experiência com um determinado brinquedo ou jogo despertar seu interesse e curiosidade.
O Colégio Vital Brazil, Unidade Parceira do Sistema de Ensino Poliedro, localizado em São Paulo, proporciona, por exemplo, o acesso a diferentes brinquedos que auxiliam no desenvolvimento da criatividade, da cognição, da sociabilidade e do equilíbrio emocional.
A utilização de brinquedos no cotidiano estudantil estimula uma valiosa contribuição para a metodologia pedagógica, bem como sua perspectiva lúdica aliado ao planejamento, objetivo, intencionalidade e a mediação tdo professor durante a atividade.
Os brinquedos são selecionados com base em aspectos que favoreçam o brincar sozinho (com foco na concentração e na organização pessoal), brincar de fazde-conta (auxiliam na representação simbólica do mundo dos adultos) e o brincar com outras pessoas (os jogos pressupõem a participação do outro, os desafios de esperar a vez, ou simplesmente partilhar os brinquedos e brincadeiras).
Assim, Renata destaca cinco dicas interessantes às escolas que pretendem adotar ações com brinquedos em suas rotinas pedagógicas: Privilegiar brinquedos de qualidade; Respeitar a iniciativa da criança, mesmo que em um primeiro momento ela não esteja fazendo “uso adequado” do brinquedo, pois essa fase inicial de exploração é fundamental para despertar o interesse; Seguir as orientações de faixa etária; Não usar sempre o brinquedo como pretexto para ensinar algo; Além de oferecer brinquedos, permitir e estimular as crianças a construírem seus próprios brinquedos. (RP)
“Os brinquedos são recursos importantes no processo de construção da aprendizagem, à medida que contribuem para a formação de noções e conceitos de forma lúdica. Entretanto, a mediação do adulto é o fator principal para a construção da aprendizagem da criança, no que se refere à seleção, oferta de brinquedos e interação durante o brincar”, diz Renata Provetti Weffort Almeida, Pedagoga,
SAIBA MAIS Renata Provetti Weffort Almeida renata@vitalbrazilsp.com.br
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A arte de brincar
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dica: Dia Mundial da Água
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Conscientização
ustentar, cuidar, proteger, comprometer, desenvolver, transformar, conscientizar. Todas essas definições podem ser acopladas em diversos espaços sociais – seja ele empresarial, público, privado, cultural, estudantil e tantos outros. Destacar a importância que o conjunto dessas definições implicam no cotidiano urbano denota problematizações amplas que necessitam reflexões densas e ações práticas emergentes. Nas últimas décadas, a urgência do discurso da sustentabilidade ganhou força em todos os aspectos, envolvendo a relação e interferência do homem no meio ambiente, seu desenvolvimento social e a promoção de uma educação pautada pela sustentabilidade – ou para um futuro sustentável.
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Os debates sustentáveis anunciam (não só) uma preocupação intensa com o futuro que nos aguarda, como a conscientização educativa, critérios de equilíbrio ecológico, construção de um pensamento socioambiental e o cuidado plural que deve existir do ser humano com o espaço que ele habita e transita. Diante da importância do recurso hídrico para a vida humana, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da resolução A/RES/47/193, de 21 de fevereiro de 1993, declarando o dia 22 de março como uma data oficial para realizar ações e atividades com o intuito de reflexão e mobilização social sobre o significado e a utilização da água em nosso planeta.
Além do Dia Mundial da Água, a ONU também divulgou, na mesma data, a Declaração Universal dos Direitos da Água, um documento sobre as sugestões, medidas e informações necessárias para a solução dos problemas do uso da água, considerando-a um bem perecível. Contendo 10 artigos, o documento ressalta, entre outras normas: A água faz parte do patrimônio do planeta; Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia; A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. A interagência da Organização das Nações Unidas que trata de recursos hídricos e saneamento (ONU Água), orienta, a cada ano, um tema específico para celebrar, discutir e refletir no dia 22 de março. Em 2016, o tema escolhido pela ONU foi “Água e Empregos: Investir em Água é Investir em Empregos (Water and Jobs - Investing in water is investing in jobs)”. Para este ano, o tema central será sobre “Água Residual”, aquela resultante de algum processo, como o industrial, e que geralmente pode ser reutilizada para fins que demandem menos qualidade. E, para 2018, o tema será “Soluções Naturais para a Água”. No ambiente educacional, base de construções e desenvolvimentos, ações
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CERTIFICAÇÃO SUSTENTÁVEL O Colégio Positivo Internacional, inaugurado em 2013 e localizado no Paraná, conquistou a certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), na categoria Schools. O selo de ouro, concedido pelo Green Building Council Brasil, membro do World Building Council, conselho mundial que incentiva e regula operações sustentáveis na construção civil, é o segundo mais significativo em uma escala que contempla também os níveis bronze, prata e platina. No Brasil, cerca de mil empreendimentos buscam a certificação LEED, entre os quais apenas 180 conquistaram-na. Desses, dois são escolas: o Colégio Positivo Internacional, com nível ouro e o Colégio Estadual Erich Walter Heime, de Santa Cruz (RJ), com nível prata. Projetado e construído de acordo com os critérios de green building, o colégio - unidade própria de Educação Básica do Grupo Positivo - prevê a redução de 45% do consumo de água potável e de 74% do consumo de energia elétrica em comparação com escolas do mesmo porte que não seguem padrões de construção verde. “Os benefícios da obra dividem-se em duas vertentes: economia de recursos e conforto, por meio, por exemplo, da otimização da qualidade do ar no interior da edificação, o que reduz a ocorrência de doenças respiratórias”, afirma Guido Petinelli, que orientou e acompanhou todo o processo de construção da escola. Para a professora Audry Castello Branco, diretora do Colégio Positivo Internacional, a conquista corresponde às práticas de ensino da instituição,
Segundo a professora, ao implantar práticas verdes em sua lógica de funcionamento, a instituição promove benefícios físicos, mentais e cognitivos para os estudantes, assim como respeita o meio ambiente e a comunidade em que a escola está inserida. ISO 14.001 AMBIENTAL
DE
GESTÃO
O colégio conta ainda, desde dezembro de 2013, com a certificação ISO 14.001, um atestado internacional de eficiência em gestão ambiental. Para o diretor-geral do Colégio Positivo, professor Celso Hartmann, a preocupação ambiental vai muito além dos muros das unidades da instituição. “Como educadores, temos o compromisso de ensinar pelo exemplo. Não apenas estamos avaliando, gerindo e reduzindo os impactos ambientais de nossas ações, como também estamos formando cidadãos comprometidos com o mundo em que vivem e que multiplicam o respeito à conservação do meio ambiente em suas casas e demais lugares de convivência e, futuramente, também em seus locais de trabalho”, afirma. As quatro unidades do Colégio Positivo, além de outras nove unidades do Grupo Positivo, são certificadas com a ISO 14.001. Essa norma estabelece os requisitos para o funcionamento de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) consistente. Implantado em 2012 e certificado no fim de 2013, o SGA garante o monitoramento dos recursos naturais e a correta gestão de resíduos, além de sensibilizar colaboradores, fornecedores e prestadores de serviço acerca de ações que impactam positivamente o meio ambiente. (RP)
SAIBA MAIS Nações Unidas no Brasil (ONU BR) www.nacoesunidas.org
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começam a ganhar força para a conscientização e divulgação de práticas com o intuito de promover o pensamento sustentável. A preocupação em ressaltar a importância da economia tanto hidráulica como elétrica em debates/ aulas com o objetivo de sanar dúvidas e promover a conscientização ambiental deve ser uma prática recorrente que garante efeitos satisfatórios no desenvolvimento do aluno e, consequentemente, em sua participação social.
que privilegia a educação pelo exemplo. “A certificação em nível ouro mostra que, além de proporcionarmos um espaço que valoriza a sustentabilidade e estimula em nossos alunos a prática do consumo consciente, somos também exemplo para outras instituições de ensino e contribuímos para o progresso sustentável da sociedade”, considera.
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dica: EAD
Conceitos e Efeitos na Educação
I
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nteratividade, conectividade, acessibilidade. Essas três definições ganharam (e ainda ganham) uma amplitude imensurável quando lançamos nosso olhar à vivência contemporânea. É possível observar, principalmente nas últimas duas décadas, um aumento considerável de usuários que utilizam aparatos tecnológicos não só com o intuito de entretenimento, mas com objetivos profissionais, educacionais e de conhecimento complementar. Analisar esse fenômeno que encanta essa geração conectada é uma forma de propiciar espaços dinâmicos, com novos recursos e uma gama gigantesca de possibilidades. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o Futuro do Software e da Sociedade, muitas tecnologias emergentes de que ouvimos falar nos dias de hoje chegarão a um ponto de mudança extrema até 2025. O mercado de trabalho, inclusive, deve ser bastante afetado. Na Austrália, por exemplo, devido os avanços tecnológicos e automação, muitas carreiras se tornarão obsoletas e 60% dos jovens estão entrando no mercado de trabalho em empregos que serão radicalmente afetados dentro dos próximos 10 a 15 anos. Os dados pertencem ao relatório The New Work Order, divulgado pela Foundation for Young Australians (FYA). Com relação à educação, uma pesquisa realizada pelo portal Guia de Carreiras, analisou o interesse de seus usuários e descobriu que quase metade deles (46%) deseja cursar uma gradua-
ção a distância (EaD). O levantamento foi baseado nas respostas de 650 mil pessoas que informaram suas preferências em ferramenta disponível no portal. O dado confirma a tendência de crescimento da educação a distância no Brasil que, no início de 2015, o total de matriculados já ultrapassava a marca de 3,8 milhões de pessoas, segundo dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). A pesquisa também investigou a área do conhecimento de escolha dos futuros alunos e cursos de Negócios (tais como Administração, Comércio Exterior e Ciências Contábeis) e de Saúde (como Medicina, Enfermagem e Psicologia) lideram o ranking, somando 49% de interesse dos entrevistados. Em seguida, aparecem áreas como Educação, Engenharia e Tecnologia. Com relação ao perfil dos respondentes, o levantamento aponta um dado curioso: embora 72% tenham o ensino médio completo, outros 19% buscam uma segunda graduação. DEFINIÇÃO EAD Conceituada pela Legislação Brasileira no seu artigo 1º, Educação a Distância “é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação” (DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998).
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26 Usualmente o termo “educação a distância” é empregado para qualquer tipo de sistema que esteja centrado na expansão do acesso ao ensino. “Uma característica da EaD é a utilização de tecnologias para mediar o ensino e a aprendizagem, como: material impresso, material em áudio e vídeo, TV, rádio, internet. De qualquer forma, envolve o papel do professor como mediador da aprendizagem. A educação a distância não é uma educação diferente da presencial, é uma modalidade da educação que se realiza em diferentes espaços, tempos ou ambientes de aprendizagem”, diz Maria da Graça Moreira da Silva, Docente do Programa de Pós-graduação em Educação – linha de pesquisa de Novas Tecnologias da Educação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
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De acordo com a docente, a modalidade de educação EaD pode se desenvolver em diversos formatos, como: Totalmente a distância (a maior parte da carga horária a distância); Semipresencial (parte presencial e parte a distância); Apoio ao ensino presencial (até 20 % da carga horária a distância); e outros formatos. Já os cursos ou atividades a distância podem ser desenvolvidos em diversos níveis de ensino: Ensino Fundamental e Médio; Suplência; Graduação (Graduação ou Graduação Tecnológica); Pósgraduação (especialização, MBA); Cursos livres ou de extensão profissional; Cursos corporativos. “A modalidade a distância é bastante antiga no Brasil e vem crescendo nos últimos 10 anos devido às políticas públicas de incentivo às instituições de ensino públicas e ao interesse de mercado das instituições particulares – somados à disseminação das tecnologias de informação e comunicação”, ressalta Graça Moreira. TRADICIONAL x TECNOLÓGICO Atravessamos um período disruptivo, uma era em que notamos a potencial existência tecnológica e caminhamos para nos adequar a ela – em todos os sentidos sociais. Na educação, em especial, as transformações disponibilizam aprender e ensinar sob novas formas, com adições de valores, métodos
inovadores e melhoramento de ambas as partes, tanto para o professor gestor de conteúdo como o aluno aprendiz. Nessas transformações, algumas problematizações abrem caminhos para questionamentos, no que tange o envolvimento entre o ensino tradicional e o tecnológico. “Existem vários estudos que mostram que não estamos numa disputa entre EAD e ensino tradicional. O que se mostra mais efetivo é o ensino híbrido em que sala de aula, AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e metodologias ativas desenvolvem mais os estudantes que atingem média acadêmica e motivação maiores que nos cursos tradicionais”, explica Carlos Longo, Pró-Reitor Acadêmico da Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR) e Diretor de Relações Nacionais da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED). Segundo Carlos, o termo EaD deve ser traduzido como aplicação de tecnologias de informação e comunicação, as chamadas TICs, no processo de ensino e aprendizagem. “Hoje cada vez mais estamos unindo o AVA com a sala de aula, adicionando metodologias ativas nos encontros presenciais. Na Universidade Positivo, temos disciplinas blended, em que os alunos acessam o AVA para leitura e atividades de preparação para o encontro presencial a cada 15 dias, em que em grupo ou individualmente tem atividades práticas de fixação de conhecimento. Ou seja, usamos sala de aula invertida com AVA, sala de aula e metodologias ativas”. Essa nova plataforma de ensino propicia novas fontes e aproveitamento de conhecimento, de forma plural, pautada em recursos que nossa atual sociedade da informação despeja em nosso cotidiano. O ensino a distância é uma forma de trilhar novos caminhos na relação ensino-aprendizagem, vivenciar experiências gratificantes e visualizar as transformações que ocorrem na educação. (RP)
SAIBA MAIS Carlos Longo carlos.longo@up.edu.br Maria da Graça Moreira da Silva mgraca.moreira@gmail.com
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Acessórios (cadeiras, lixeiras, tapetes, ventil adores), Alimentação, Bebedouros
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Brindes, Lousas e Quadros, Mรณveis
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Pisos, Projeções Educativas em 3D, Proteção contra Incêndio (AVCB e CLCB), Protetores em E.V.A, Quadras Poliesportivas
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Projetores, Protetor de Coluna, Toldos e Coberturas
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