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Revista Direcional Escolas Edição 125 – Fevereiro/2017

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Edição nº 125 ano 13 | Fevereiro 2017 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Atenção: Você Tem uma Nova Mensagem

No Brasil, são mais de 100 milhões de usuários que utilizam as funcionalidades do aplicativo. E, com uma popularidade em alta, o WhatsApp envolve uma parcela gigantesca da sociedade, principalmente a escola – culminando em uma nova forma de comunicação entre estudantes, professores e coordenadores por meio de grupos formados no aplicativo com seus colegas. Na Escola Estadual Filadélfia, em Salvador (BA), os alunos usam o aplicativo para revisar e desenvolver seus conhecimentos em matemática, por meio do “Projeto Tabuada”, em que os alunos devem estudar as quatro operações matemáticas 20 minutos por dia em suas casas, depois acessar o aplicativo e falar com os professores a fim de tirar dúvidas e também receber exercícios sobre o conteúdo estudado. O professor Humberto Lima, que idealizou o projeto, comenta que a praticidade oferecida pelo WhatsApp foi o motivo para sua escolha como finalidade pedagógica. “Foi uma forma de promover interação e fazer com que os estudantes tenham acesso ao conhecimento de maneira mais divertida. Agora, posso tirar as dúvidas de qualquer lugar”, afirmou o professor. Para ele, o mecanismo ainda ajuda o educador a perceber se o aluno está com alguma dificuldade específica. Também em Salvador, a Escola

Estadual Severino Vieira tem aproximado a família da escola através do aplicativo. O programa, denominado “Educar para Transformar”, consiste na formação de grupos do WhatsApp de pais e responsáveis de alunos do 6º e 7º ano no turno integral da escola, para que estes fiquem sabendo das atividades diárias e desempenho de seus filhos por meio do grupo. A participação da família e a dedicação dos alunos são estimulados por meio de uma premiação com medalhas Família Nota 10 e o Aluno 1000. A coordenadora pedagógica e psicopedagoga Vilma Beatriz Gonçalves explica que, com os grupos, os pais têm participado mais da escola e, principalmente, ampliado o vínculo afetivo com os filhos. “O momento de integração da família com a escola favorece o entendimento e a internalização do sentimento de compreensão acerca da responsabilidade dos pais. Quando eles acompanham as atividades da escola e dos filhos, sistematizam um vínculo afetivo com eles”, considera. Movidos por uma densa reflexão notamos que a tecnologia é um fenômeno contemporâneo que se desenvolve em múltiplos fatores, ações e dinamismos. Assim, perceber a existência de uma educação tecnológica é sinônimo de futuro, de novas percepções e de compreender que estamos trilhando caminhos em direção aos aparatos, melhorias e atualizações que as funções digitais podem nos oferecer. Boa leitura!

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores

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Mensagens instantâneas, compartilhamento de arquivos, recursos via web, conversas em grupo, ligações (tanto em voz como a disponibilidade em vídeo) e a incrível maneira de reformular as interações pessoais e profissionais. Com sete anos de existência, o aplicativo WhatsApp já atingiu a marca de 1 bilhão de usuários que enviam cerca de 42 milhões de mensagens por dia em todo o mundo.


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Nesta Edição: 16 08

Coluna - Christian Coelho Qual o motivo de termos tanta dificuldade em implantar algumas práticas (parte 1)

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Coluna - Acedriana Vicente Sandi Como conviver em um espaço de tensão contínua

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Conversa com o Gestor

Educação continuada: desdobramentos acadêmicos do gestor

Dica: Berçários

Construindo ambientes

Dica: Projetores Recurso audiovisual

Coluna - Eduardo Shinyashiki Em 2017, você irá liderar ou educar?

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Dica: Brindes Fortalecendo a sua marca

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Coluna - Emilia Cipriano e Claudio Sanches

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Reflexões a partir de pensares dos educadores sobre autoria e formação na relação entre teoria e prática (parte 2)

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Fique de Olho Conectividade e interação escolar


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Qual o motivo de termos tanta dificuldade em implantar algumas práticas mesmo sabendo que são imprescindíveis para o sucesso da nossa empresa? (parte 1)

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m dos maiores entraves para as mudanças e a assimilação de inovações são os hábitos adquiridos ao longo da nossa vida. Hábito é a capacidade que temos de automatizar comportamentos corriqueiros, como escovar os dentes, atender a um telefone e realizar trajetos frequentes, para economizar energia e possibilitar que o cérebro concentre-se em situações novas, complexas e mais importantes. O cérebro tem uma predisposição natural em criar hábitos para economizar energia. Quase metade das ações que executamos diariamente não são produtos de decisões deliberadas, mas sim de hábitos. Enquanto a maioria dos estímulos que passam pelos órgãos sensoriais faz um longo caminho pelo cérebro límbico e o córtex, alguns criam atalhos até os gânglios basais, que são responsáveis por diversas funções como: coordenação motora, emoções, cognição e os comportamentos de rotina (hábitos).

Os hábitos formam-se através de um circuito de três fases: eles são desencadeados por uma sugestão que funciona como gatilho, ações que já fizemos muitas vezes, disparando a rotina gravada nos gânglios basais. Quando o hábito toma o controle, o corpo segue a rotina habitual no automático até encontrar a porta de saída e a recompensa, que costuma ser uma boa descarga de dopamina, hormônio associado à saciedade e motivação. Charles Duhigg, em seu bestseller “O Poder do Hábito”, denomina este ciclo de loop do hábito. Exemplo – A coordenadora Jenifer muitas vezes chega ao final de um dia de trabalho com a sensação de missão não cumprida. Quer ser mais produtiva e, principalmente, assistir às aulas dos seus professores, mas se perde em meio aos trabalhos burocráticos e problemas do cotidiano. Hábito – Interrompe seu trabalho o tempo todo vendo e-mails e entrando nas redes

sociais. Busca sempre atividades que possa executar sem contar com ninguém e que, preferencialmente, não precise sair da sala, mesmo que não seja uma prioridade. Gatilhos – Horário – Café – Local – Estado emocional – Julgamento do padrão emocional do outro. A coordenadora Jenifer chega à escola, pega um café na sala dos professores, vai para a sua sala, liga o computador, verifica os e-mails e redes sociais - começa a trabalhar segura e tranquila, diferente da sensação de assistir a uma aula, na qual invadirá um espaço que não é seu, enfrentará um professor no mínimo incomodado e será obrigada a analisar, de forma lógica (gestão), uma pessoa que ela tem vínculo emocional. Rotina – Costuma fazer isso há muito tempo, no mesmo horário, da mesma forma – quando chega à escola os gânglios basais são ativados automaticamente. Porta de saída – Sensação de domínio e segurança.

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Final do loop do hábito – Sensação no final do dia de frustraçãoe autodepreciação. Quando o loop termina e retomamos o controle do cérebro, surge a sensação de culpa tão familiar da comida que não deveria ter sido ingerida, do tempo perdido no Facebook, da agressividade ao colega, da unha roída, do cigarro fumado... Isso significa que, quanto mais o usamos, mais ele se solidifica em nossa mente. Daí a dificuldade em abandonar velhas práticas, notadamente as que nos fazem mal.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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Como conviver em um espaço de tensão contínua

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dia a dia escolar se apresenta à maioria dos professores como um espaço de tensão contínua, em que além das discussões sobre questões intelectuais, existem com frequência enfrentamentos pessoais e dilemas disciplinares que atrapalha o trabalho em sala de aula. Como sabemos, o respeito e a cooperação são condições necessárias para uma gestão democrática em sala de aula. Se bem interpretadas no ambiente escolar, elas impulsionam acordos imprescindíveis entre professor e aluno, esclarecendo as reais expectativas de um em relação ao outro. É o momento de partilhar as responsabilidades pelas decisões relacionadas às rotinas de trabalho pedagógico (o que será feito) e às regras de convivência escolar (como será feito), que Júlio G. Aquino denomina de “contrato pedagógico”, assegurado por meio de:

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a) Clareza razoável, para os parceiros, quanto aos propósitos da relação; b) Nítida configuração das atribuições de cada parte envolvida; c) Rotinas e pautas de convivência conhecidos e respeitados por ambos; d) Resultados concretos que validem o seu processamento cotidiano. Esse contrato é gestado no coletivo, coresponsabilizando todos os participantes para que suas cláusulas sejam esclarecidas.

Diferente de um regimento escolar (que é o todo da escola), o contrato pedagógico constitui-se da especificidade de cada sala de aula e, ainda mais, de cada professor – até porque cada objeto de conhecimento requer uma dinâmica diferente de exploração. Para tanto, “as cartas precisam ser colocadas na mesa” – programa da área, cronograma de atividades, metodologias, formas de avaliação – para que sejam trabalhados concretamente os objetivos que deverão ser perseguidos por todos. As regras poderão, em consenso, sofrer alterações – inclusões ou exclusões de cláusulas, abordando questões, como o que é entendido por respeito, colaboração, responsabilidade, enfim, formas de viabilizar a cidadania na prática. As regras constituídas neste contrato amadurecem progressivamente, do seu desconhecimento (anomia – ausência de regras) à autonomia. Após o nascimento do contrato, relembrá-lo é função de todos, porém, a implantação e o suporte dos acordos, enquanto rotina do trabalho, está muito mais centrada na figura do professor, que aos poucos vai deixando isso para os outros participantes do processo educativo em sala de aula. Quando esse caminho é traçado e compreendido por todos, consegue-se perceber a real diferença entre anuência (estar de acordo) e obediência (submeter-se). Como trabalhamos com indivíduos – por definição únicos e com ritmos diferentes de caminhada – sabemos que eles poderão atingir estágios diferentes, em momentos distintos, na

compreensão do contrato pedagógico. Não podemos ser ingênuos e acreditar que não haverá transgressões, que deverão ser tratadas no coletivo (em que as regras foram constituídas), para não se tornar algo pessoal – professor/ aluno). Trazendo para o coletivo, as transgressões são analisadas como contra o bom funcionamento comum dos trabalhos e contribui para que não ajamos com “dois pesos e duas medidas”. Aquino faz uma única ressalva: que as sanções não podem, sob hipótese alguma, ser tomadas como mecanismos de exclusão. Por sinal, devem sinalizar o contrário: elas se prestam à inclusão de todos, indiscriminadamente, uma vez que sacralizam uma atmosfera de isonomia e, portanto, de justiça na vivência grupal. O contrato pedagógico não se trata de um ideal, algo que sempre se persegue e nunca se atinge. Esse pacto coletivo de confiança nada mais é do que um conjunto de parâmetros que delineiam as ações do coletivo em prol do bem comum: a efetivação do trabalho educativo – a aprendizagem.

A Colunista Acedriana Vicente Sandi Diretora Pedagógica da Editora Positivo. Pedagoga, especialista em metodologia de ensino e mestre em engenharia de produção pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). E-mail: acedriana@positivo.com.br www.editorapositivo.com.br

foto cedida pela colunista

COLUNA / Acedriana Vicente Sandi


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Em 2017, você irá liderar ou educar?

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entro de uma organização educacional, o que é mais importante: liderar ou educar?

Provavelmente, você já se deparou com essas duas ações isoladamente. Entretanto, a união delas pode trazer resultados e transformações incríveis para as escolas e as mais variadas instituições de ensino.

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Há muito tem se falado sobre o papel do líder em todos os tipos de organizações e instituições, aquele indivíduo que precisa mobilizar pessoas na busca de resultados constantes e cada vez maiores. Abraham Lincoln deu uma definição muito sábia para esse papel: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”. Atualmente, todas as organizações buscam mais do que alguém que saiba exercer a “Liderança Situacional”, importante modelo de Hersey e Ken Blanchard, no qual o líder se adapta ao perfil de cada profissional. Hoje, o estilo mais procurado pelas empresas, escolas e instituições é a liderança educadora, um “plus” da liderança situacional que tem por essência acreditar no potencial da equipe e preparar um ambiente que estimule a aprendizagem, o desenvolvimento e a adaptação às mudanças. A liderança educadora verifica constantemente se as pessoas estão motivadas para o desenvolvimento e entrega de resultados no trabalho e em seu dia a dia. Ela consiste em dar apoio e desenvolver as pessoas em suas ativida-

des, fornecendo suporte e orientação, além de motivar para novos desafios, objetivos e situações como o aprendizado de novas competências e tarefas e auxílio nos mais variados problemas que podem surgir ao longo do trabalho, como de relacionamento entre os alunos, ou pais, ou colegas, entre outros. Os líderes educadores têm forte empatia pelas pessoas e se interessam pelo trabalho de sua equipe. Investir na capacidade dos liderados significa investir na sua escola ou instituição, e é por isso que devemos sempre construir novos paradigmas de liderança e educação. Desta forma, o gestor educador passa a ser uma referência, um modelo. Existem algumas atividades que estão relacionadas ao dia a dia do líder educador como integração, desenvolvimento da comunicação, gestão do tempo e o desenvolvimento do potencial profissional de sua equipe. Já no contexto pessoal, essa liderança tem algumas características peculiares como postura reflexiva, capacidade de observação, inovação e facilidade em aprender com os outros e com suas próprias experiências. O líder que possui a essência educativa gerencia sua equipe por meio do diálogo. Ele define sua gestão como um espaço de aprendizagem para o desenvolvimento de novas competências e estimula o compromisso com a equipe e demais pessoas, criando um melhor ambiente de trabalho e possibilitando mais qualidade e inovação.

Esse tipo de liderança utiliza o diálogo, descobre e estimula novos talentos, desenvolve a atenção e o foco, estimula a autoconfiança, tem flexibilidade, cria um ambiente de trabalho em que a alegria, o reconhecimento e o bem-estar estão sempre presentes. Com isso, um gestor educador consegue manter uma equipe motivada e em constante desenvolvimento. Independentemente do contexto em que o líder educador esteja inserido, ele é a pessoa chave para a integração e o desenvolvimento dos recursos humanos. Experimente ser um líder educador em 2017 e desenvolva novas habilidades para a construção de uma liderança educacional eficaz e transformadora. Juntos, todos podem exercer suas missões com excelência!

O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI Mestre em neuropsicologia e especialista em desenvolvimento das competências de liderança organizacional, educacional e pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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COLUNA / emilia CIPRIANO e claudio sanches Fotos: Lilian Borges

REFLEXÕES A PARTIR DE PENSARES DOS EDUCADORES SOBRE AUTORIA E FORMAÇÃO NA RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA. Continuidade referente ao artigo: “Reflexões a partir de pensares dos educadores sobre autoria e formação na relação entre teoria e prática” publicada na edição nº 124

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gestor educacional para realizar a gestão pedagógica de boa qualidade tem como dificultador a formação dos especialistas de educação, um projeto educacional para ter resultados se faz necessário bons professores. A realidade presente tem demonstrado que docentes com boa qualificação estão em falta, não por incompetência dos mesmos, mas pelas propostas de formações que receberam nas academias que formam profissionais para as áreas educacionais.

ência de forma verbal ou não verbal e chegarmos a conceituação/conhecimento que é o resultado de uma organização, de um saber a partir do vivido pela nossa capacidade de abstração, classificação, categorização, construindo a consciência das qualidades de um objeto ou de uma ideia.

A construção de saberes não se dá a partir de leituras e reflexões distantes de um diálogo com o sensível real. Quem pensa que a partir de leituras se apropria de verdades, terá apenas parte da verdade, é necessário que compreenda que a verdade pensada por um, para também ser verdade de outros é preciso realizar o movimento de apropriação de concretização que se dá por meio da vivência e da experiência. Um professor que se construiu ou reconstruiu-se sem o ato de experienciar é ser simplesmente um profissional teórico sem a concretude do sentimento e da sensibilidade da ação pedagógica.

Desenvolver um projeto pedagógico sem criticidade, sem ser o autor é como escrever a partir do que outros escreveram sem a experiência do viver é, deixar de sentir o “cheiro e o sabor” é ser o outro e não autor é um plagiar de vivências de terceiros.

A construção do professor tem que vivenciar este movimento: A partir da sensação percebemos o mundo; da percepção interpretamos os estímulos relativo a sensações, iniciando a tomada de consciência que conduz a formação de imagens, que se principia nas sensações recebidas, percebidas, interpretadas e nos permite realizar o registro das experiências vividas levando à simbolização, que nos permite representar uma experi-

Falar de construção de conhecimento é falar de viver o aprender, o fazer e o ser, o olhar para o objeto do conhecimento e refletir sobre, experienciar, sistematizar, concluir, ampliar e transformar o olhar que se tinha antes.

A formação dos profissionais de educação do nosso Brasil tem passado apenas pelo movimento da teoria sem o conhecer; nas academias as lições são teóricas, a vivência da prática docente está ausente, os estágios são proformas, não acontecem, os professores formadores, em sua maioria, nunca pisaram o “chão” das escolas, principalmente o da educação infantil, são declamadores de teorias que assumem a formação de novos professores para serem docentes da Educação Básica. As formações falam de crianças abstratas, assim como de espaços, famílias e educadores também abstratos, porque a maioria dos formadores está longe das escolas, não conhecem as crianças na realidade deste tempo presente, das relações escolares no hoje, porque muitos nunca estiveram nelas como

profissionais da Educação Básica e, em relação à educação infantil muitos não a frequentaram quando crianças é um espaço desconhecido de sua história. Ensinar sobre o que se lê é diferente do ensinar sobre o que se estuda, presencia, diagnostica, planeja, replaneja, executa, acompanha, avalia, reavalia, conclui e celebra os resultados. Assim como escrever distante do objeto de pesquisa é produzir abstrações de uma realidade. É preciso pensar que a boa qualidade da escola passa significativamente pelo corpo de educadores (diretores, coordenadores, professores,...) e, salvaguardando exceções, não têm correspondido às exigências da realidade educacional e de um bom ensino e aprendizagem. Frente a esse contexto o Profissional Gestor Educacional tem que ter como foco principal de sua gestão a Formação Continuada de Educadores.

Os Colunistas Emilia Cipriano Doutora em Educação, Mestre em Psicologia da Educação e Professora Titular pela PUC/SP, Especialista em Desenho e Gerência de Políticas Públicas e Programas Sociais INDES – Instituto Interamericano para o Desenvolvimento Social e BID – Banco Interamericano para o Desenvolvimento-(300 horas), Pedagoga, Assistente Social. Claudio Castro Sanches Doutorando em Educação, Mestre em Educação PUC/SP, Pedagogo e Professor. Ambos são Diretores do Instituto Aprender a Ser – Pesquisa e formação na área educacional.


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CONVERSA COM O GESTOR Educação Continuada: Desdobramentos Acadêmicos do Gestor Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

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As mudanças no cenário globalizado são intensas e em incrível velocidade. É imprescindível manter-se atualizado e aberto para as mais diversas mudanças, desenvolver novas habilidades e estar preparado para a resolução de problemas. Além disso, é preciso foco para não se perder, tornando-se um especialista em ‘tudo’, porém de forma muito superficial destaca gestora educacional

“

C

apacitar, formar, desenvolver habilidades, reunião de métodos e teorias, aperfeiçoar, ação ou efeito de educar. As definições para a palavra que contém oito letras e uma complexidade infinita apontam caminhos e reflexões na contemporaneidade que clamam uma atenção (mais que) urgente: precisamos falar sobre educação! Essa educação, à qual me refiro, transcende barreiras, explora novos movimentos, ganha novos espaços, adentra outras salas de aula, repousa em pesquisas intrínsecas.

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E, para compreender este novo fenômeno educacional, que galgou carreiras superiores acadêmicas, é preciso ampliar a ótica e interpretar o denso mecanismo da aprendizagem como uma construção diária do saber.

Colégio Termomecanica, escola mantida pela Fundação Salvador Arena na Grande São Paulo.

Admitir a faculdade do saber e suas respectivas exigências, bem como aguçar sua vontade e curiosidade, transporta qualquer estudante à uma dimensão inimaginável, com ganhos subjetivos e explorações instigantes. Promover esse hábito como uma construção de vida é sinônimo de grandes mudanças, surpresas e renovações.

Segundo Christiane, quando assumimos o compromisso com a evolução disparamos um alerta atitudinal que pode e deve nos orientar na busca de situações, seja no campo pessoal, profissional ou familiar, que favoreçam a expansão das nossas forças, bem como o desenvolvimento daqueles aspectos que merecem ajustes.

Christiane Vilhena, psicóloga, coach e mestre em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que a busca pelo desenvolvimento contínuo seja uma atitude que devemos cultivar na vida.

Partindo desse pressuposto, é possível imaginar e projetar o sistema educacional através de intensos emaranhados e uma série de probabilidades.

“É do teólogo e psicanalista Leonardo Boff a ideia do ser humano como um projeto inacabado. Manter essa máxima como um desafio nos convoca, dia a dia, a fazer escolhas que possam, verdadeiramente, contribuir para o autodesenvolvimento”.

Observando a histórica engrenagem da educação, de forma simples e levemente, os anos de aprendizagem são separados por etapas que coincidem com os anos de vida de cada aprendiz. Após um extenso período de aprendizagem (nos ensinos básico, fundamental e médio), o ensino superior destaca a entrada no mercado de trabalho,

Na Fundação Salvador Arena, os gestores recebem cursos, oportunidades de participação em congressos, fóruns e benchmarking


17 possibilitando, assim, o conhecimento e atuação em uma profissão. Em uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do total de estudantes na faixa entre 18 e 24 anos, parcela de 32,9%, frequentava o ensino superior em 2004. Em 2014, os estudantes dessa mesma faixa etária, formavam 58,5% na universidade, ou seja, um salto de mais de 30 pontos percentuais.

Pensando, particularmente, em gestores, diretores e mantenedores escolares, diversas variáveis compõem seus percursos de estudos. Porém, a educação continuada, as possibilidades de especializações, aperfeiçoamentos e extensões são diferenciais que estimulam práxis educativas valiosas. FORMAÇÃO CONTINUADA Com um cenário atualizado e repaginado, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação, de novos caminhos e maneiras de observar (não só) métodos de ensino e formação pedagógica, como resoluções administrativas no âmbito da gestão e comandos na rotina de cada instituição. Eliana Rodrigues, docente da FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e gestora educacional há 20 anos, entende que é imprescindível para o gestor manter constante aprimoramento e desenvolvimento. “Somente assim podemos entender claramente quais as necessidades de nossos alunos e professores para estabelecer as melhores políticas institucionais. Um gestor não pode parar no tempo sob pena de comprometer seriamente os resultados de sua instituição. Além disso, o gestor precisa compreender que

Eliana Rodrigues, gestora educacional e professora da Faculdade Fipecafi

a inovação é um forte atrativo para o alunado, além de contribuir para melhores resultados e qualidade”. O gestor bem formado e atualizado, conta Eliana, busca construir suas políticas institucionais de forma mais aberta, compartilhada com docentes e discentes. A construção compartilhada aumenta o engajamento dos atores e culmina em melhores resultados. “Muitos profissionais insistem em metodologias tradicionais, que tem pouco ou nenhum resultado com as novas gerações. Nesse sentido, a formação continuada é de fundamental importância. É preciso que o profissional da educação, seja ele docente ou gestor, entenda como pensa a nova geração, como se relacionam com a tecnologia e o que buscam como objetivo. É natural tendermos a ensinar da mesma forma que aprendemos no passado. Mas é preciso buscar aprender e mudar essa fórmula”. Acreditar e apoiar uma manutenção frequente do saber instaura um potencial com ganho duplo – tanto no campo profissional como pessoal. Com os efeitos da globalização e o surgimento regular de aparatos tecnológicos, existe um convite à reflexão, principalmente para aqueles que comandam instituições de ensino. EDUCAÇÃO EM CRISE Atravessamos, nos últimos semestres, um estado de crise econômica, política e social que, de certa maneira, reverbera no segmento educacional. Assim,

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“Estudar continuamente pressupõe o reconhecimento de um não saber que de maneira extremamente saudável alavanca a busca pelo saber. Alimentados pelo desenvolvimento contínuo criamos boas condições para uma vida mais feliz. Feliz não por ser livre das dificuldades inerentes a qualquer uma, mas por ser regida por um propósito maior: nossa própria evolução”, indica Christiane.


18 outros rumos são adotados com intuito objetivo, assertivo, com teor econômico e eficiente. Para Alexandre Crispi, especialista em educação e diretor da Rede Educacional Alub, a formação continuada é o melhor meio para os profissionais buscarem novos conhecimentos para fazer melhor e com menor custo. Outra vantagem estratégica nessa fase de incertezas é que os profissionais que sempre se qualifi-

cam, possuem um diferencial de serem priorizados e mantidos em eventuais listagens de cortes de pessoal. “Muitos gestores e mantenedores têm superado o atual momento econômico com a busca de programas de formação que foquem na sustentabilidade futura da instituição. Esses programas precisam trazer conhecimentos e estratégias para fidelizar alunos, rever processos e

DEPOIMENTO Cristina Favaron Tugas, diretora pedagógica do Colégio Termomecanica, mantido pela Fundação Salvador Arena, em São Paulo. “Sempre gostei de crianças e me identifiquei com o processo de ensino e aprendizagem, por isso escolhi a profissão de pedagoga. No entanto, jamais me imaginei trabalhando na administração de uma escola. Minha experiência em sala de aula foi breve, pois logo assumi a orientação educacional do Ensino Médio e, posteriormente, do Ensino Fundamental. E como minha função exigia auxiliar alunos, familiares e também professores nas dificuldades encontradas, voltei às salas de aula para cursar Psicopedagogia.

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Alguns anos depois, surgiu a oportunidade de atuar na gestão escolar, primeiro na coordenação do ensino e posteriormente na direção pedagógica. Para facilitar minha compreensão de gestão e atuação, busquei me atualizar em congressos voltados para a área de gestão e também fiz um MBA em Gestão Escolar. Confesso que, apesar de saber que a teoria é extremamente importante e sentir a diferença na minha visão acerca do processo administrativo e de gestão de pessoas após a realização destes cursos, ainda acredito que o principal diferencial na carreira de um gestor é a troca de experiências realizada no dia a dia da profissão. Inspirar-se em bons modelos de profissionais, sem dúvida, faz muita diferença. No que diz respeito ao profissional de gestão é imprescindível que ele esteja sempre conectado às tendências educacionais, para que a equipe se sinta segura nas suas tomadas de decisão. Enxergar as necessidades do grupo, buscando trazer para a escola capacitações internas e incentivar a formação continuada fora da empresa também é fundamental. Aqui na Fundação Salvador Arena (FSA), por meio da Universidade Corporativa e do departamento de Recursos Humanos, os gestores recebem muitos cursos e oportunidades de participação em grandes congressos, fóruns e benchmarking, recursos muito utilizados pelos gestores para análise de mercado e busca por inovação para o processo. É importante destacar que as escolas não deveriam ter receio de se abrir, pois o foco deve ser sempre melhorar a experiência de aprendizagem do aluno, logo, não devemos enxergar outras escolas como concorrentes. Os bons modelos de ensino precisam ser divulgados e merecem servir de exemplo para outras instituições. Essas boas práticas podem e devem ser adaptadas a cada realidade escolar. O Sistema de Gestão da Qualidade, implantado na FSA, contribui muito para melhoria contínua do processo, pois além de manter um histórico das boas práticas e mesmo das que não deram certo, por meio de seus procedimentos e ferramentas de controle, auxilia no estabelecimento de metas e elaboração de planos de ação para que as metas sejam monitoradas e atingidas. Manter um sistema de gestão auxilia o desenvolvimento e acompanhamento do processo pela equipe gestora e pelo próprio corpo docente, pois faz com que o tempo todo os resultados sejam avaliados e discutidos. Estudo contínuo, compartilhamento de experiência, boas ferramentas de controle e escuta para auxiliar nas dificuldades enfrentadas pela equipe, para mim, são a chave do sucesso de uma boa gestão”.

custos, inovar, refazer o planejamento estratégico e prospectar novos alunos. As alternativas são tanto por meio de cursos externos ou de contratar profissionais para ministrarem dentro da própria escola”, ressalta Alexandre. Questionado sobre cursos e áreas do conhecimento que são relevantes e geram resultados estratégicos, o especialista em educação destaca quatro oportunidades: Gestão financeira, cobrança e negociação. Capacitar a equipe responsável em renegociar com fornecedores e com clientes a fim de adquirir novas estratégias para reduzir custos e recuperar recebíveis. Marketing digital e vendas. Uma das formas mais econômicas e eficientes de prospectar novos alunos é o marketing em redes sociais. Cursos de vendas com profissionais externos trazem uma grande melhora na efetividade de novas matrículas e visibilidade nas redes sociais. Planejamento Estratégico e Inovação. Refazer a análise de SWOT para rever a estratégia da escola e buscar formas de fidelizar o cliente. Coach. Curso para desenvolver competências de liderança, comunicação, a auto responsabilidade e assertividade em diretores, coordenadores e professores. “O que o profissional de educação aprendeu na faculdade, na pós-graduação ou no seu último curso foi útil naquele momento, mas já está desatualizado para os desafios atuais. É preciso se qualificar hoje, com novas técnicas, novas formas e novas tecnologias para não se tornar um profissional obsoleto e desatualizado”, finaliza.

SAIBA MAIS Colégio Termomecanica faleconosco@cefsa.edu.br Christiane Vilhena christianevilhena@versare.com.br Eliana Rodrigues eliana.rodrigues@fipecafi.org


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: berçários

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Construindo ambientes

estrutura escolar, observada através de um certo distanciamento, carrega em sua jornada uma série complexa de objetivos, envolvimentos intrínsecos, desdobramentos diários, sensações de pertencimento, conhecimento de si e do outro, convivência social e uma lista extensa de valores que são agregados à medida que o aluno cresce e avança em seu ensino.

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Tendo como base um circuito educacional denso, composto por vários anos (desde a educação básica até o ensino superior), notamos a presença e a inserção precoce de alunos nas escolas.

conhecer o trabalho dos profissionais que cuidam diariamente de seus filhos. “Convidamos o especialista em Motricidade Humana da escola para explicar a importância dos estímulos para o desenvolvimento global do bebê; a psicóloga esclarece dúvidas sobre o desenvolvimento emocional da criança; a fonoaudióloga aborda os aspectos que influenciam a linguagem; e a pediatra da escola, responsável por orientar as babás e toda a equipe de enfermagem do Magno/Mágico de Oz, também fala com os pais sobre fatores que interferem na saúde da criança e os cuidados do Baby Oz com o bebê, como a higienização de brinquedos, controle de vacinas e avaliações da enfermagem e da pediatra”, explica Cláudia.

Estes alunos adentram os espaços dos berçários que, geralmente, recebem bebês a partir dos quatro ou cinco meses de idade. Assim, é preciso avaliar certos requisi- Além da aproximação dos pais nos cuitos dos berçários, sua função pedagógica, dados do berçário, a formação de equipe, conta Cláudia, deve ser tão coesa de higiene, cuidado e segurança. quanto o trabalho com os bebês. “Nós “O pré-requisito indispensável para ga- percebemos que a partir de uma capacirantir um ambiente agradável e tranquilo tação as babás modificam a concepção e no berçário é, sem dúvida, imprimir um ca- levam o conhecimento adquirido não só ráter educativo. É preciso equacionar cui- para o dia a dia no berçário, mas para dados físicos e educacionais. Não adianta a vida”. A capacitação acontece em diser impecável nos cuidados com o bebê no ferentes áreas do conhecimento e faz período em que ele está na escola e não parte da rotina de todos os profissionais acolher e orientar a mãe, por exemplo”, da escola. No caso das babás, elas não afirma Cláudia Tricate, psicóloga e direto- aprendem apenas sobre os cuidados com ra pedagógica do Colégio Magno/Mágico o bebê e higienização, mas também de capacitação nas áreas de música, artes, de Oz, localizado em São Paulo. desenvolvimento motor, entre outras. Pensando nisso, o Baby Oz (berçário-referência que está integrado ao projeto do “Em 2016, estreamos um novo formato Magno/Mágico de Oz) realiza, ao longo de capacitação, que é bastante comum do ano, Encontros Pedagógicos – com o in- no mundo corporativo: dramatizações e tuito de promover a interação dos pais com esquetes de situações do cotidiano das o berçário, além de esclarecer dúvidas e babás. Após cada esquete, as represen-


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ACOLHIMENTO “A criança precisa ser inserida em um meio que ofereça cuidado, acolhimento, desenvolvimento e que se adeque aos valores da família”, diz Marcos da Silva, diretor da Escola Barão de Rio Branco, em Santa Catarina. Na primeira infância é importante que os profissionais e pedagogos apliquem atividades cotidianas e brincadeiras que estimulem o aprendizado prazeroso, de acordo com cada faixa etária específica. Na Unidade Jardim Blumenau, integrante da Escola Barão de Rio Branco, que atende 80 crianças no Berçário e na Educação Infantil, a alimentação, as práticas de higiene, as brincadeiras e a contação de histórias se tornam aliadas para que todos elaborem situações, hipóteses e descobertas do dia a dia. “A metodologia valoriza a participação deles no processo educativo-pedagógico, tornando-os protagonistas do cotidiano escolar”, explica Marcos. A psicóloga escolar, Jaqueline Maria Bratfisch, afirma que é na primeira infância em que se aprendem os valores pessoais, confiança, responsabilidade, solidariedade, o afeto e, por isso, se torna muito importante que os familiares optem por instituições que reflitam seus conceitos cotidianos. “A família, independente dos modelos familiares, é o ponto de referência nas relações e a partir daí a criança amplia o seu mundo na escola”, acrescenta.

Divulgação Unidade Jardim Blumenau

tações davam lugar às intervenções da psicóloga, que entrava em cena para compartilhar experiências e ampliar reflexões”, ressalta Cláudia.

po para que os pais ou familiares participem da adaptação: eles deixam a criança com as berçaristas, mas os observam em tempo real, através de câmeras on-line que foram implantadas nos ambientes do berçário. “Caso exista algum desconforto, o bebê é trazido para a família. Depois de se acalmar, volta ao berçário. Os familiares podem vir quantos dias quiserem e acompanhar todo o processo enquanto não se sentirem seguros. Não há qualquer restrição de acesso dos pais em nenhum momento. A questão é a confiança”. Bebês que frequentam berçários, em geral, são mais calmos, porque se adaptam bem à rotina e à convivência com os colegas. Como existe horário para as refeições, o banho, o soninho e as brincadeiras, acostumam-se à organização e aprendem que o momento da alimentação também pode ser um momento agradável, de troca, aprendizado e satisfação. Ficam cansados com a rotina movimentada e bem diversificada, e precisam de um tempo para o descanso.

“Os pais que mantêm a mesma rotina no final de semana orgulham-se de seus filhos Katarina Bergami, pedagoga e coorde- não darem qualquer trabalho e podem apenadora educacional da Faces Bilíngue, nas desfrutar dos melhores momentos com escola situada no bairro de Higienópo- eles”, aponta a pedagoga. (RP) lis, em São Paulo, acredita que os bebês têm uma facilidade maior de adaptação a novas pessoas e ambientes do que seus familiares. “Se acolhido com SAIBA MAIS amor, bem cuidado, alimentado e trataColégio Magno/Mágico de Oz do com carinho, ele se desenvolverá plemagno@colegiomagno.com.br namente, ficando pronto para receber o carinho dos pais no final do dia”. Escola Barão do Rio Branco marcos@escolabarao.com.br A Faces Bilíngue, que há quase 20 anos educa crianças dos quatro meses aos Faces Bilíngue dez anos, não impõe um limite de temsac@faces.net.br

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ADAPTAÇÃO


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: PROJETORES

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Recurso Audiovisual

a atual sociedade da informação, o ritmo efêmero das mudanças e suas respectivas propostas de melhorias, ganham uma potência inestimável. A crescente utilização de aparatos tecnológicos, os aplicativos acessíveis em aparelhos celulares, o aumento de tablets e as facilidades que emergem diariamente, transformam o cotidiano de forma dinâmica.

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Pousando a reflexão em relação a educação, há uma preocupação frequente nas tecnologias educacionais, nos serviços especializados deste mercado e na aproximação de estudos e casos que diagnosticam a convergência entre o ensino tradicional e o tecnológico. Avançando, assim, em pesquisas que demonstram a relevância e necessidade de escolas apropriadas para os alunos do século XXI. “Estamos em um mundo cada vez mais visual, aquele ditado ‘uma imagem vale mais que mil palavras’ nunca foi tão atual. Os recursos audiovisuais em sala de aula são de extrema importância para uma demonstração mais clara e objetiva dos conteúdos ensinados. Esses recursos aumentam a retenção e a compreensão do que foi aprendido”, destaca Frank Azulay, empreendedor da área de tecnologia educacional. De acordo com o empreendedor, estas ferramentas tendem a melhorar o processo de ensino-aprendizagem justamente pela capacidade de empoderar o professor, dando a ele a capacidade de tirar o aluno do imaginário quando

uma explicação é dada. Nosso cérebro processa uma imagem milhares de vezes mais rápido do que um texto e essa combinação multiplica ainda mais o potencial desse processamento. Assim, a utilização de recursos audiovisuais auxilia (e muito) no processo de aprendizagem. E, dentro desses recursos, é interessante explorar todas as funcionalidades, principalmente para a preparação das aulas. Para Frank, qualquer aula necessita de uma boa preparação, e nada impede que uma boa aula contemple a combinação de todos esses recursos, inclusive o famoso LGS: lousa, giz e saliva. “O professor é o protagonista e, com criatividade e talento, deve saber escolher as ferramentas para auxiliá-lo na transmissão do conhecimento da forma mais eficaz possível para seus alunos”. Para garantir essa relação positiva, é de extrema importância que o professor avalie seu método de ensino e realize capacitações, com o intuito de melhoria e utilização completa dessas ferramentas em sala de aula. “Este é um dos pontos mais importantes para o sucesso de qualquer metodologia ou ferramenta. Quanto mais preparado o educador estiver, melhores serão os resultados. Quanto mais treinamento, mais possibilidades de uso se criam”, ressalta. (RP)

SAIBA MAIS Frank Azulay frankazulay@gmail.com


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: brindes

rotina diária de uma instituição de ensino é baseada na comunicação. E essa comunicação instaura seu olhar em todos os mecanismos de uma organização, gerando um vínculo permanente harmonioso que projeta sensações únicas. Carregamos, de maneira geral, um apelo visual gigantesco. Assim, toda e qualquer identidade visual que remonte em nossa memória de forma positiva, será um momento agradável. A transmissão de informação através de imagens e signos acarretam valores, significados, memória afetiva e divulgação de marcas. Pensando, estritamente, em vínculos duradouros positivos entre familiares e vivência escolar, destacamos como estratégia a utilização de brindes: “Mais do que um brinde, é necessário que a escola pense um objeto que reflita o seu significado, sua imagem ou a mensagem que quer compartilhar. Um brinde tem papel importante porque prolonga o recall da marca para além de um evento ou ocasião. Ele tem a responsabilidade de ser ‘um pedacinho do DNA da marca’, um construtor de valor em sua relação com os diferentes públicos”, destaca Erika Pessoa, relações públicas e sócia-diretora de uma agência de conteúdo. Segundo a especialista, as escolas que zelam por sua história e sua marca têm, no marketing promocional realizado através dos brindes, um dos maiores aliados na conquista e manutenção das melhores relações com clientes, parceiros e colaboradores. “Datas co-

memorativas como Dia do Estudante, Dia dos Professores, Aniversário da Escola são boas oportunidades. Associar brindes com datas importantes das empresas torna a marca mais conhecida, aumenta a lealdade do cliente e fomenta leads e vendas”. Para o gestor que deseja incluir em seu planejamento a utilização de brindes, Erika aponta três dicas primorosas através da fórmula: Propósito & Conteúdo + Conceito + Utilidade = Objeto que impacta e gera memória. Segundo a especialista, é necessário definir, primeiramente, a ideia da utilização do brinde, qual o momento que você vai marcar? O que quer passar neste momento? Quais são seus valores? Qual a reação/sentimento quer colher com esta ação? O segundo passo é utilizar a criatividade para tangibilizar os diferenciais competitivos dos serviços das escolas e de como a marca pode ser posicionada. O que simboliza seu propósito e conteúdo? Neste contexto, brindes personalizados funcionam bem, já que são a marca da escola impressa nos objetos presenteados. E, por fim, pensar em sua utilidade. “Neste quesito, durabilidade é relevante. Qualidade também. Sugerir algo que acompanhe no dia a dia ou que ofereça um momento novo na vida do consumidor, é desejável”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS Erika Pessoa relacionamento@pessoacomunicacao.com.br

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A

Fortalecendo sua marca


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Fique de Olho Conectividade e Interação Escolar Diversos setores entraram em um processo de modernização, acompanhando este novo comportamento digital, facilitando o dia a dia e atendendo as diversas necessidades de seus consumidores. Assim como diversas outras áreas, a educação procura novos caminhos para seguir, integrando e inserindo plataformas digitais, com o intuito de inovar, unificar e deixar o âmbito educacional mais dinâmico possível. CINE 3D EDUCATIVO De origem Argentina e atuante em toda a América Latina desde 2005, Cine 3D Educativo propõe uma parceria entre cinema e educação, produzindo e comercializando aulas didáticas utilizando-se de recursos em 3D para sua exibição. Atualmente, a empresa disponibiliza quatro temas divididos em cinco vídeos cada, que são: Viagem Fantástica (corpo humano), Magia em 3D (geometria), Intergaláctica (sistema solar) e Planeta Água (história natural). “Cada tema é composto por um vídeo de 30 minutos (para o Fundamental I) outro vídeo de 40 minutos (Fundamental II) e mais 03 vídeos bônus de 05 a 10 minutos,

Fale com a Cine 3D Educativo: (11) 3199.0206 info@cine3d-educativo.com.br www.cine3d-educativo.com.br

com assuntos relacionados ao tema proposto”, diz Jonas Godoi Martim, Diretor Comercial da empresa. De acordo com Jonas, o formato de venda da aula é via EAD (Ensino a Distância), entregando o produto via streaming. “Não existe necessidade alguma em investimento de infraestrutura para a exibição dos mesmos. Os alunos terão a experiência de uma aula 3D em qualquer equipamento que a escola já possua. Lousa interativa, projetor, TV, tela, computador, etc. Basta utilizar os 50 óculos 3D, fornecidos sem custo junto à assinatura de um de nossos temas”, destaca. A assinatura por tema possui o valor de R$466,80 e validade para uso de 150 dias. Acessando a loja online: cine3d-educativo.edools.com é possível adquirir os temas em até 12X sem juros.

CORTIARTE “Nossas soluções em comunicação visual capacitam todos, desde estudantes de escolas primárias até universidades e todo o mundo corporativo, a se reunirem para explorar e expandir ideias, trazendo-as à vida sem limitações geográficas ou tecnológicas”, ressalta a Diretora Comercial Carla Brasolin. Iniciando suas atividades em 1975, priorizando a tríade inovação, qualidade e garantia, a Cortiarte é certificada pelo Ibama e Inmetro e possui uma preocupação com a sustentabilidade e a procedência de todas as matérias primas, tendo os produtos dentro das rígidas normas de qualidade. “Em 2010 lançamos o inovador Quadro Interativo Dual Touch com superfície em Porcelana Magnética, que permite a escrita com

Fale com a Cortiarte: (11) 4061.8080 cortiarte@cortiarte.com.br www.cortiarte.com.br

marcador para quadros, projeção, fixação de imãs, além da aula interativa. Compatível com qualquer computador, tablet, iPhone, iPad, conecta à internet, grava áudio e vídeo. Permite que professores e alunos interajam com o conteúdo de maneiras naturais para eles, ativados por toque para acomodar qualquer espaço de aprendizagem colaborativo”, afirma Carla. Dentre os principais produtos fabricados pela empresa, destaque para Lousa Interativa, Lousa em Porcelana magnética, Lousa de vidro, Lousa verde, Quadro Negro, Lousa Quadriculada, flip Chart, Quadro Branco, Quadro Branco Magnético, Mural em Cortiça e Feltro, acessórios para quadros, cortiça e Key Box. Tamanhos acima de 3 metros. Produtos e modelos especiais sob encomenda.

SOLUTIONS ONE Atuando no ramo de seguros há mais de 10 anos, viabilizando projetos de seguros massificados e cobran-

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ça direta de produtos recorrentes, a proposta de valor da Solutions One “é trazer para o mercado uma solução digital de gestão de cobrança completa com todos os meios de pagamento, atuando de forma interativa com o cliente final”, afirma Alessandro Maracajá, CEO Grupo Solutions One. Com uma ampla experiência comprovada em processos de negócios de arrecadação com emissão de mais de 2 milhões de cobranças mensais, além do constante investimento em produtos inovadores, a empresa destaca a solução Mensalidade - idealizado com o intuito de reduzir custos operacionais com cobranças; redução de inadim-

Fale com a Solutions One: (11) 2663.2680 qualidade@solutionsone.com.br www.solutionsone.com.br

plência; e incremento de receitas com a venda de novos serviços e seguros, como a venda de seguro educacional, por exemplo; “O Mensalidades veio para agregar valor ao cliente final através de uma solução digital APP e Web para gestão da arrecadação. Nossa plataforma é configurável e se adequa a qualquer modelo de negócio das escolas, com foco em gestão de cobrança recorrente que reduz a inadimplência, com diversas formas de pagamento (Cartão de Crédito, Boletos, Débito em Conta, pagamento em 2 cartões e geração do pagamento via APP) e aumentando a receita com a oferta de produtos complementares, como os seguros, trazendo a garantia de recebimento das mensalidades em caso de desemprego ou morte do responsável”, ressalta Alessandro.


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AcessĂłrios (tapetes, lavadoras de alta pressĂŁo, lixeiras, enceradeiras), Brindes


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Acessรณrios (ventiladores, mesas e cadeiras), AVCB / CLCB, Bebedouros


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Playgrounds

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Mรณveis (armรกrios), Playgrounds, Quadras Poliesportivas


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Móveis, Pisos, Projeções Educativas em 3D, Projetores, Quadras Poliesportivas


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Protetor de Coluna, Quadros e Lousas, Toldos e Coberturas


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