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Revista Direcional Escolas Edição 123 – Novembro/2016

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Edição nº 123 ano 12 | Novembro 2016 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Desafio Contemporâneo

Observando, então, com um olhar apurado e cauteloso, destacamos a educação atual como um emaranhado de emoções, ideias, dúvidas e questionamentos em torno de aparatos e equipamentos que começam a adentrar as salas de aula: a tecnologia. Por outro lado, buscamos, além de projeções audiovisuais e ferramentas virtuais, alcançar e interpretar o próprio aluno: seu anseio e questionamento interno. Paralelo a estes dois pensamentos, que foram citados acima, destacamos as urgências sociais e culturais que emergem cotidianamente em pequenos/médios/grandes grupos, em uma velocidade extraordinária, ressaltando um desafio contemporâneo que embarca em um mundo cada vez mais singular, heterogêneo e culturalmente múltiplo. A questão, que nos força a refletir, é a seguinte: É possível integrar as diferenças e educar para uma sensibilidade que prolifera no universo particular de cada criança? Conhecida como “a ação de se colocar no lugar de outra pessoa” ou entender o que o outro está sentindo, a empatia é uma habilidade essencial em um mundo que passa por rápidas mudanças e onde sinais de preconceito e intolerância são capazes de arruinar as relações sociais, educacionais e de trabalho. É por meio dela que surge a capacidade de liderar melhor, cooperar, ouvir bem o outro e lidar melhor com os conflitos

nas relações interpessoais. Para ser um adulto mais empático é importante que essa habilidade socioemocional seja estimulada desde a infância – tanto na escola como no âmbito familiar. Um estudo da Universidade de Michigan feito com aproximadamente 14 mil estudantes universitários, revelou que os estudantes de hoje são menos empáticos do que universitários das décadas de 1980 e 1990. A Dinamarca que, segundo o “World Hapiness Report 2016” (“Relatório da felicidade no mundo 2016”, em tradução livre), é um dos países onde as pessoas são mais felizes, investe há décadas no ensino de empatia nas escolas. As salas de aulas representam a porta de entrada e o primeiro registro social da criança, representando um espaço extremamente marcante em sua rotina – não só pelo aprendizado, mas também por descobertas que acercam sua particularidade, sua essência e a relação com os outros. Estabelecer trocas sadias nas experiências, além de uma comunicação eficaz e diálogo autêntico são requisitos primordiais que podem ser praticados diariamente. Ações como estas revigoram o espírito escolar e fortalecem a construção de um novo ciclo: mudanças significativas, novas perspectivas e alunos preparados para adicionar suas experiências em um mundo melhor.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores

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Historicamente e, de certa forma absoluta e universal, acreditamos em um máximo potencial que a educação pode exercer dentro de uma sociedade. Com ela – e através dela – é possível construir, evocar, compreender, dialogar, refletir, ponderar e abrir portas para pensamentos, ações e habilidades que, em tempos passados, não imaginávamos ou, então, não projetávamos no interior educacional.


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Nesta Edição: 08

Coluna - Christian Coelho Gestão de Inadimplência

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Conversa com o Gestor Gestão de Qualidade na Escola: Diálogos e Apontamentos

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Coluna - Leo Fraiman O poder nem sempre vem da força. A delicadeza é o que pode fazer a diferença

Coluna - Eduardo Shinyashiki A arte de conviver e aprender

Coluna - Miguel Thompson

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A necessária reforma do Ensino Médio

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Dica: Aulas em 3D Tecnologia à Vista

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Dica: Terceirização Serviço Especializado

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Dica: Uniformes Escolares Identidade e conforto


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

w w w.direcionalescolas .com . br

Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de

Design Gráfico, Direção de Arte e Produção Gráfica Polidori Estúdio

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Atendimento ao cliente Catia Gomes financeiro@direcionalescolas.com.br Impressão Grass Indústria Gráfica

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Gestão de Inadimplência

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m época de perda de poder de compra, a população tende a ter mais dificuldade em quitar suas dívidas, desorganizando seu orçamento mensal e consequentemente tornando-se inadimplente. Neste momento são privilegiadas as contas obrigatórias para a subsistência, como água e luz, e depois as que recebem mais cobranças. Desta forma, se a escola não tiver um programa de cobrança eficaz ficará nas últimas colocações na ordem de pagamento. Enfim, em época de pouco dinheiro, paga-se primeiro quem cobra mais. Outro fator importante é o problema da criação da cultura do atraso. Pais que deveriam pagar a mensalidade no quinto dia útil somente quitam o boleto no final do mês, contando com a falta de cobrança, complacência e desorganização da escola.

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Esta cultura do atraso tende a se alastrar e afetar o fluxo de caixa. A mais eficaz forma de reduzir o atraso e inadimplência é demonstrar desde cedo que a instituição notou a pendência financeira e que irá, de forma educada e objetiva, cobrá-la. O importante é não deixar o atraso (dentro do mês) transformar-se em inadimplência (de um a dois meses) e, posteriormente, evoluir para inadimplência mórbida (atraso de três meses ou mais), pois quanto maior o valor da dívida, mais difícil será sua quitação. Nos dias de hoje a escola não deve perder tempo e energia com envio de SMS, cartas e e-mails. Após dois dias de atraso do pagamento do boleto, um responsável deverá efetu-

ar a primeira ligação e continuar os contatos até no mínimo o terceiro mês de atraso. Logicamente, existem casos que devem ser analisados com mais cuidado e ponderações. A partir do terceiro mês o nome deverá ser inscrito no cadastro de maus pagadores (SPC ou SERASA) e/ou a dívida para cobrança judicial (escritório de advocacia).

Diss e qu e n ã o re c e b e u - Poss o re e nviar p or e-m ail o u pre f e re f a ze r um d e p ósit o e m c o nt a? Em c as o d e d e p ósit o - Vo c ê p o d e an ot ar os d a d os b anc ários o u pre f e re qu e e u e nvie p or e-m ail? Quando será feito o pagamento? ANOTAR NA PL ANILHA.

Etapas de uma boa gestão de cobrança

Demais Caso o cliente não efetive o pagamento

Premissa básica – Possuir uma planilha ou sistema contendo os dados de faturamento, atualizados mensalmente.

Gostaria de confirmar o pagamento que você ficou de efetuar na data XX.

1 – Faturamento - Verificar diariamente o pagamento dos títulos no vencimento ou em atraso através do extrato bancário e recebimentos na secretaria. 2 – Movimentação bancária - Se o cliente não pagou no vencimento, verificar no sistema ou copiar o título/aluno para a planilha de cobrança. 3 – Planilha de cobrança - Montar a planilha com os contatos do responsável financeiro – telefone e e-mail. Iniciar a cobrança com dois dias do boleto vencido. Script de cobrança 1ª ligação - Bom dia, sou a Cristiane do Colégio Alfa e gostaria de confirmar um pagamento. Quem é o responsável financeiro da escola? Responsável atende - Tudo bem, estou ligando para confirmar o pagamento boleto da mensalidade deste mês. Você recebeu?

Preciso de uma data para me organizar porque tenho alguns compromissos que dependem do seu crédito. Somente considere uma ligação no caso de falar diretamente com o responsável financeiro. Após o pagamento, dar baixa na planilha de movimentação bancária. A planilha de cobrança deverá ser enviada para a direção da escola diariamente no período de implantação (30 dias) e após este período semanalmente. As propostas fazem parte das estratégias passíveis de serem implementadas com relativa simplicidade, visando uma gradativa redução no volume de inadimplentes.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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O poder nem sempre vem da força. A delicadeza é o que pode fazer a diferença.

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á houve um tempo em que muitos chefes poderiam acreditar que a gentileza e a delicadeza eram mera perfumaria e que o poder do cargo lhes bastaria.

Gestos simples como cumprimentar a todos pelo nome, elogiar um bom trabalho, disponibilizar um ambiente bem arejado, iluminado, com água fresca, café quentinho e alimentos saudáveis.

Atualmente uma instituição de ensino precisa de resultados consistentes e diferenciais para se manter no mercado.

Nada disso pode ser visto como uma perca de tempo ou um sacrifício. Ao contrário. Cuidar com gentileza e delicadeza dos recursos físicos e humanos, dando atenção às pessoas e aos detalhes, demonstra que você se importa. Bem tratados, tendemos a tratar bem aos demais. Simples assim.

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Ora, diante de maus tratos, de um clima ruim, de carteiradas ou de líderes grosseiros, o cérebro humano não funciona bem. Simplesmente pois, como aponta Paul Tough em “Uma questão de caráter”*, o eixo HPA (Hipófise – pituitária – glândula adrenal) quando hiperativado diante de estresse, tende a refrear o funcionamento das áreas do cérebro responsáveis pela criatividade, pela aprendizagem. Profissionais tensos tendem a se desmotivar. Ir à empresa se torna um martírio. A resposta, se o marcado está bom e o profissional gabaritado, é que os talentos vão embora em busca de campos férteis para florescerem. Se o mercado está retraído e/ou o profissional não tão qualificado, o “troco” diante do mau trato é mostrado indiretamente: pelo desperdício, atraso, pelo trabalho entregue sem brilho, de forma desinteressada e sem vida.

*Para saber mais: TOUGH, Paul. Uma questão de caráter. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.

O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Consultor. Site: www.leofraiman.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / LEO FRAIMAN


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A arte do conviver e aprender

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á alguns anos, quando a minha filha ainda estava no colegial, em uma dessas conversas corriqueiras, perguntei para a ela como tinha sido a aula naquela manhã e, enquanto ela falava, podia ver seus olhos brilhando com o mesmo entusiasmo que embalava a sua fala. Não percebi nenhuma atividade fora do normal em tudo o que ela me contava e fiquei ainda mais intrigado com a animação daquelas poucas e simples palavras.

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Então, curioso, perguntei a ela o que tinha sido tão especial para estar naquele entusiasmo todo e sua resposta foi mais intrigante ainda: “Nada pai, é que hoje foi o dia de termos aula com a professora mais legal do colégio.” E então perguntei o que essa professora fazia de tão bacana para ganhar esse título e, ao contrário de tudo o que pensei, a sua resposta foi mais simples ainda: “Ah pai, não sei... Ela é uma das únicas que em todas as manhãs nos fala bom dia e nos pergunta como estamos. Ela é uma das únicas que realmente conversa com a gente com o mesmo interesse em que passa a matéria”. Neste exato momento, valorizei ainda mais a importância de se relacionar com o outro e pude perceber o quanto a qualidade da convivência pode influenciar e até transformar o dia, a semana ou a vida de alguém. Essa é a arte do conviver e aprender! Educamos e somos educados, ensinamos e apren-

demos, influenciamos e também somos influenciados. Essas ações se dão por meio de falas, gestos, atitudes e da comunicação, seja verbal ou não verbal, intencional ou involuntária. Como educadores, nos perguntamos quais as possibilidades de transmitir essa arte e desenvolver as dimensões fundamentais do indivíduo e do cidadão, no contexto familiar, escolar e social. Claro que o tema é complexo, mas temos alguns elementos importantes de reflexão quando pensamos em fortalecer o caminho do conhecimento, da convivência e da aprendizagem. É importante pensar em um contexto educativo que possa misturar os aprendizados cognitivos e relacionais, além de ressaltar a centralidade da pessoa, no sentido de promover o desenvolvimento da valorização do ser humano por meio de um percurso de respeito à pessoa, à sua individualidade, cultura, etnia e às suas relações familiares e sociais. Assim, são fortalecidos os vínculos de solidariedade e a cooperação. Estimular o respeito ao outro e a consciência de que pessoas diferentes podem caminhar juntas em um caminho brilhante, também é uma ação valiosa. Desta forma, promove-se o intercâmbio de ideias, a realização do trabalho em equipe e a valorização dos relacionamentos interpessoais e dos valores humanos.

A arte do conviver e aprender depende do comprometimento pessoal com a valorização da vida e do viver, orientada por princípios, valores e posturas que reconheçam a nossa responsabilidade na criação da realidade, compreensão e entendimento de nós e do mundo, por meio das nossas crenças, paradigmas, opiniões e ações. Ao assumir esse compromisso, novas maneiras de encarar o mundo virão como consequência, refletindo em um pensamento mais flexível, criativo e inovador, que nos leva à realização pessoal e à possibilidade de sermos fiéis ao nosso potencial, qualidades e objetivos. Quando compreendemos e aplicamos essa preciosa arte no dia a dia educacional, assumimos um novo paradigma, que nos permite exercer verdadeiramente a missão de ser um mestre de referência e excelência na educação!

O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI Palestrante, consultor organizacional, conferencista nacional e internacional e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança aplicadas à Administração e Educação. Mestre em neuropsicologia, Eduardo é presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como “Transforme seus Sonhos em Vida”, sua publicação mais recente. www.edushin.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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A necessária reforma do Ensino Médio

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s últimas semanas foram tomadas por um intenso debate sobre a reforma do Ensino Médio. A polêmica em torno da edição da MP 746 sobrepôs-se ao centro do debate: a inadequação dos atuais currículos escolares em todos os níveis do sistema escolar, da Educação Infantil ao Ensino Superior. Há uma crise que está muito além das questões políticas atuais. A crise da educação é, na verdade, uma crise civilizatória. Há quase um século, filósofos e sociólogos apontam o esgotamento de muitas das propostas da Modernidade, destacadamente aqui do Iluminismo.

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A fragmentação do saber em hiper especializações hoje não responde mais às necessidades de problemas cada vez mais complexos. Não se trata somente de separar os saberes, e sim de integrar pontos de vista para tentar equacionar a atual complexidade das questões contemporâneas. A quebra das “empresas.com” no início deste século, a crise econômica de 2008 em nível global, os movimentos de junho de 2013 e a atual crise política no Brasil e no mundo indicam que as soluções não serão dadas isoladamente. Dessa forma, discutir a atual divisão em disciplinas estanques, filha direta do enciclopedismo, se faz fundamental. A pulverização do conhecimento em muitas especialidades não con-

tribui para a compreensão do mundo contemporâneo. A escola atual ignora a cultura infanto-juvenil, quando não a despreza. O recente falecimento do ídolo sertanejo Cristiano Araújo, desconhecido do mundo acadêmico, as surpreendentes competições de games em estádios, os encontros de jovens em congressos de HQs ou as batalhas de Passinho apontam que uma série de outros saberes é produzida no seio da juventude e não é tematizada pela escola, absorta em seu modelo herdado do século XIX. Os alarmantes índices de evasão no EM apontam claramente o esgotamento do modelo. A tradição “vestibularesca” na educação dos jovens aponta para uma contradição grave. A necessidade precoce da escolha da profissão é herdeira direta da Revolução Industrial, típica do final do século XIX e início do Século XX. Em uma sociedade do aprendizado, pós-industrial e pós-muitas outras coisas, exigir definições de carreiras aos 16 anos também parece um contrassenso. Para jovens que viverão mais do que a população adulta atual e verão emergir muitas novas funções sociais em pouquíssimo tempo, parece bastante inadequado exigir tomadas de posições tão precoces. Assim, qualquer que seja a reforma, integrar o jovem ao seu meio, tematizar as cidades, a qualidade de vida, a cidadania ativa, o trabalho

dentro de um conceito de formação integral são questões emergenciais. Assim, é preciso discutir as especializações, permitir uma flexibilização que leve em consideração os conhecimentos gerados pela juventude, abarcar novos modelos do mundo do trabalho, dos serviços à economia criativa, do empreendedorismo social aos novos modelos fabris, da nova agricultura à necessidade de renovação dos serviços públicos. Sobretudo, a reforma, qualquer que seja, deve levar em consideração os modelos emergentes de cooperação, de conexões entre jovens, os suportes de comunicação, a criatividade, a necessidade de customização e, sobretudo, o cultivo do senso crítico.

O Colunista Miguel Thompson MBA pela Fundação Instituto de Administração (FIA) – Marketing de Serviços; Doutorado e Mestrado pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e Graduação em Ciências Biológicas, pela Universidade Mackenzie. Atualmente é diretor executivo do Instituto Singularidades. Contato: miguel@singularidades.com.br .

foto cedida pelo colunista

COLUNA / Miguel Thompson


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CONVERSA COM O GESTOR Gestão de Qualidade na Escola: Diálogos e Apontamentos Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

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Para garantir a qualidade da instituição, o gestor deve, juntamente com sua equipe, planejar e criar indicadores a partir de planejamentos estratégicos. Ter clareza dos objetivos, princípios e valores da instituição, criando ações e projetos que dialoguem com a possibilidade de construir e conquistar bons resultados diz Marisa Ester Rosseto, Diretora do Colégio Marista Arquidiocesano

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E

xigência, excelência no ensino, programas diferenciados, método interativo, relação interpessoal, dinamismo, qualidade. Atribuímos à educação uma lista complexa de requisitos que devem, de forma instintiva, incorporar em seu desenvolvimento e progresso institucional, com o intuito de promover uma relação sadia com o aprendizado. Inserida em um processo denso, a educação é a base social de uma estrutura que está em constante reconstrução e modificação. E, sua capacidade de incorporar intersecções, habilidades, conexões e desafios é imensa – e deve ser nutrida de maneira integral.

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Percorremos, em um cenário atual, intensas discussões que cercam possíveis reconstruções significantes. O sistema educacional atravessa problematizações constantes, tanto na inserção de recursos tecnológicos, como avaliação do Ensino Médio, alterações em exames nacionais, verificação de currículo pedagógico, metodologia diversificada

O Colégio Marista Arquidiocesano vincula sua sólida tradição educacional a uma constante renovação pedagógica e didática

e tantos desdobramentos que envolvem as paredes das escolas diariamente. Com tantas alterações e prováveis transformações positivas, um dado de realidade transcende a sala de aula: as questões que compreendem a gestão, seus desafios, estratégias e condutas para propor uma qualidade a todo o mecanismo estudantil. “Um gestor de sucesso está sempre comprometido com a sua equipe e atua de forma participativa. Ele deve desenvolver a prática da interação e da comunicação entre educadores, pais e alunos, atitudes que lhe auxiliam na abertura de caminhos para o diálogo e contribuem significativamente para o alcance dos resultados esperados”, afirma Marisa Ester Rosseto, Diretora do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo. A definição de gestão nos remete à um emaranhado de sensações, obrigações, tarefas e decisões. Se pensarmos, de maneira sucinta, a gestão engloba particularidades, motivações, diagnósticos, orientações, acompanhamentos e análises centrais para uma melhoria no espaço comum. Além de conduzir estratégias, inspirar novas soluções, valorizar as habilidades dos indivíduos e trabalhar, em conjunto, em prol do mesmo objetivo. Nesse panorama, o gestor escolar participa de uma série de trabalhos que implicam na organização dos espaços

da escola, a mobilização de equipes, o fomento na comunicação com funcionários, alunos e pais, além de, em seu cronograma diário, estabelecer parâmetros de qualidade, assistência, segurança e conforto. Assim, com uma visão de gestor escolar, nos surge uma indagação: como podemos definir a qualidade escolar? QUALIDADE EM DESTAQUE “Uma gestão é vista como de qualidade quando os resultados são atingidos ou até superados e, no caso do Colégio Marista Arquidiocesano, entende-se que a qualidade está diretamente ligada aos resultados de excelência acadêmica que conquista e na formação humana que desenvolve. Um planejamento estratégico bem construído e executado não garante a qualidade da gestão. Muitos são os fatores internos e externos que podem interferir nos resultados”, ressalta Marisa Ester. A questão da qualidade, associada à educação, deve ocorrer em uma perspectiva polissêmica, envolvendo condições intra e extra escolares, visões micro e macro, elementos qualitativos, avaliações de propriedades e atributos desejáveis ao aprendizado, disseminação de saberes, conhecimentos fundamentais ao exercício da cidadania, noções e vistorias de infraestrutura, comprometimento com segurança e habilidades para a construção de um espaço multicultural.


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O estudante é o grande diferencial no Colégio Marista Arquidiocesano

O âmbito educacional, tido como principal prática social, abrange (não só) concepções de metodologias de ensino, mas uma amplitude de expectativas que caminham desde o suporte físico (e todas as suas verificações e problemáticas) até as adequações e desdobramentos do conhecimento.

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“Na gestão da qualidade trabalhamos com a ideia de stakeholders, em tradução do inglês, são as partes interessadas, ou seja, são todos os públicos que fazem parte do processo educacional: pais, família, professores, coordenadores, escola, diretores e gestores, órgãos governamentais envolvidos e estudantes”, destaca Fernando Domingues, Diretor de Inovação do Instituto Eniac. De acordo com Fernando, todos estão envolvidos com a questão da qualidade, alguns de forma mais passiva e outros de forma mais ativa. Nesse contexto, a escola com seu corpo docente, coordenadores e gestores, que são os líderes, têm papel mais ativo, “mas cabe também a pais e estudantes a responsabilidade de dar feedback à escola sobre sua satisfação, responder de forma sincera a pesquisas de qualidade e cobrar melhorias pontuais que sejam necessárias. Na qualidade, a meta é atender às expectativas de todos os stakeholders, mas isso é um trabalho muito difícil, principalmente quando há expectativas conflitantes. A responsabilidade do gestor, então, é liderar os processos em direção a essas expectativas”. INDICADORES DE QUALIDADE Para Catia Araújo, coach de liderança, é fundamental a utilização de indicadores, pois eles mostrarão com muita

clareza e precisão ao gestor os pontos fortes e fracos da escola. “Sendo assim, ele entrará com as providências cabíveis para a melhoria dos pontos fracos e fortalecerá cada vez mais os pontos fortes. Existem vários indicadores de qualidade, fica a critério da escola a escolha dos indicadores que sejam mais adequados às suas necessidades”. No Instituto Eniac (que engloba colégio e faculdade localizado na cidade de Guarulhos, em São Paulo), por exemplo, indicadores como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) devem ser levados em conta, mas não podem ser os principais. Como os objetivos e a realidade de cada instituição são únicos, os indicadores também devem ser. “Para nós do Eniac a satisfação dos pais e estudantes têm tanta importância quanto os indicadores de desempenho em avaliações, pois compreendemos que o engajamento e motivação do estudante são atributos básicos da aprendizagem. Já as certificações podem ter três papéis relevantes: (1) o reconhecimento externo; (2) o reconhecimento de alguma iniciativa interna; ou (3) a busca de um meio externo e independente de avaliação. Nessas três situações, as certificações são extremamente positivas, mas não indispensáveis”, destaca Fernando Domingues.


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O Colégio Marista Arquidiocesano, desde a sua fundação, em 1858, cumpre sua missão de formar alunos críticos e solidários

CERTIFICAÇÃO ESCOLAR Com 40 anos de história e três unidades (Centro, Portal e Zona Norte) localizadas nas principais regiões da cidade de Sorocaba, em São Paulo, o colégio Objetivo Sorocaba atende cerca de 3.000 alunos – do berçário ao prévestibular. Referência em educação, a escola proporciona aos estudantes um profundo contato com a cultura, o esporte e as várias formas de linguagem. Sempre estimulando o protagonismo de crianças e adolescentes. “O Objetivo Sorocaba sempre enfocou a excelência, seja na proposta pedagógica ou nos serviços oferecidos. Estamos em constante busca por melhorias e inovação. Hoje, definimos

que somos uma escola de qualidade não só pelo enfoque na excelência, mas, também, pelo reconhecimento externo”, diz Élide Martins Rodrigues, Diretora da Unidade Portal. Nessa perspectiva, o colégio realizou este ano um processo de certificação escolar que avalia itens como programa educacional; saúde e segurança das crianças; ambiente físico; gestão de colaboradores; relacionamento com os estudantes; parceria com as famílias e lideranças e gestão. A pontuação deve atingir 50% dos parâmetros. “Todos os colaboradores da Unidade Portal foram envolvidos para que este momento fosse de aprendizado. Cada aspecto da escola foi avaliado, desde os serviços de manutenção, o bem-estar (limpeza), a alimentação, o atendimento, a segurança e o alinhamento da proposta pedagógica”, explica a diretora. “A certificação veio para consolidar o trabalho que realizamos. É muito gratificante saber que estamos no caminho certo. Este certificado, reconhecido internacionalmente, nos fortaleceu. Afinal, a busca por melhorias é constante. Não podemos parar, pois sabemos que sempre podemos oferecer o melhor, seja para nossa comunidade interna ou externa”.

SAIBA MAIS André Luiz Dametto andre@aldconsultoria.com Fernando Domingues maisinformacoes@eniac.com.br Marisa Ester Rosseto arqui@colegiosmaristas.com.br

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Por outro lado, o engenheiro e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) no MBA de Gestão Estratégica de Pessoas, André Luiz Dametto, os indicadores externos servem como um balizador, “mas eu defendo que todo sistema de gestão deve começar de dentro pra fora, com indicadores cocriados e valorizados pelas partes envolvidas da escola. A imposição de métricas externas pode gerar um efeito contrário e afastar ainda mais a capacidade de diálogo, fundamental para melhorar os resultados nas organizações”.


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Ilustração: Polidori Estúdio

dica: AULAS EM 3D

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Tecnologia à Vista

bservando, de maneira rápida e sutil nossa realidade, elegemos um elemento que está presente em todos os âmbitos sociais: a tecnologia. Com ela – e através dela – nos conectamos a um universo de possibilidades, repleto de facilidades, altos mecanismos de informação, interação e aprendizado.

E, graças ao efeito tecnológico, que expande a cada dia em uma velocidade extraordinária, precisamos dialogar sobre os impactos que o próprio advento digital impacta na base social: a educação.

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O tradicionalismo pedagógico, composto por diversas matérias lecionadas e inúmeras horas acomodados em salas de aula, começa a abordar mecanismos para desviar desse panorama que, com o advento tecnológico e a busca incessante por um conhecimento dinâmico e diferenciado, reforçam gradativamente uma nova postura com relação ao modo de ensino e seus devidos desdobramentos. No currículo – tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio – algumas alterações começam a trilhar novos horizontes, percebendo anseios diferenciados, métodos pedagógicos pautados pela prática e olhares atentos aos desdobramentos que ocorrem nas salas de aula. “Tecnologias digitais, como lousas e aulas em 3D, transcendem a bidimensionalidade das lousas tradicionais, proporcionando experiências de aprendizagem impensáveis em um passado não muito distante”, diz Aleksej Kozlakowski Junior, Professor e Coordenador de Tecnolo-

gia Educacional do Colégio Mater Dei. Localizado em São Paulo, a relação do colégio com a tecnologia é de aceitação e parceria, com investimento em aquisição de equipamentos e, principalmente, na capacitação de professores. A geração de alunos que adentram as escolas diariamente possui um volume de informação internalizada, conhecendo, utilizando e adaptando todo mecanismo digital à sua rotina. Mas, a inserção tecnológica em sala de aula, por exemplo, depende de uma infinidade de fatores que devem ser analisados criteriosamente. “A utilização de recursos tecnológicos faz parte do cotidiano dos alunos, em vários aspectos de suas vidas. Não fazia sentido manter o colégio e a aprendizagem analógica, num mundo que está cada vez mais digital. De início, alguns alunos foram reticentes, pois é do comportamento humano ter receio de novidades, mas depois de algum tempo juntaram-se aos outros alunos que já eram entusiastas do uso de tecnologias digitais”, destaca Aleksej. De acordo com o coordenador, após a adoção de tecnologias digitais, o colégio percebeu uma melhora e maior participação dos alunos nas atividades propostas pelos professores e, consequentemente, uma melhora em seu desempenho. “A utilização de ferramentas digitais proporciona maior agilidade e diversidade nas formas de se trabalhar a aprendizagem, estimulando alunos e professores”. Assim, novas propostas são inseridas no mercado estudantil. Além das lousas di-


ENSINO HÍBRIDO

A educação híbrida mescla o ensino presencial com o virtual, dentro e fora do Colégio Teresiano, no Rio de Janeiro. Com a integração de oportunidades de aprendizagem que a tecnologia proporciona, os alunos passam a ver mais sentido no conteúdo que é apresentado, têm acesso a um aprendizado mais personalizado às suas necessidades, são estimulados a pensar criticamente e a trabalhar em grupo, segundo a coordenadora pegadógica geral, Marília Dias, e a coordenadora de Observar as modificações nas práticas mídia educacional, Patricia Siffert. de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma O processo de ensino híbrido vem senampla e ilimitada, como a própria rede do apontado, especialmente em grandes tecnológica propõe. O interesse tecnoló- centros de pesquisa educacional fora do gico no ensino é uma forma de reconstruir Brasil, como uma das tendências mais sua metodologia, evoluindo os papeis de importantes para a educação do século aprendizagem e os substituindo por uma 21. “Trata-se do nascimento de uma nova nova postura, moderna e necessária. forma de fazer educação. O Teresiano, como Colégio de Aplicação da PUC-Rio, “Se pensarmos em uma aula de quími- faz a vanguarda e instaura um ambienca, por exemplo, é possível utilizar, em te híbrido de aprendizagem, com uma um laboratório visual, a mistura de água sala especialmente dedicada ao trabae sódio, e observar sua reação química. lho nesta linha e atuação”, diz a diretora Ou, se pensarmos em uma aula de bio- geral Glória Fátima Nascimento. logia, com óculos especiais os alunos podem observar os elementos de uma Hoje, nas aulas, há mistura de métodos de célula animal, percorrer cada mem- ensino presenciais e online que otimizam a brana e ouvir uma explicação sobre experiência do estudante, por meio de videocada funcionalidade”, explica Sérgio. aulas, uso de equipamentos, pesquisa em livros e explanação dos professores. Para o especialista, é possível trabalhar com os equipamentos tecno- De acordo com as professoras do Terelógicos, os softwares e programas siano, a educação híbrida permite que em três dimensões em uma sala de as aulas sejam mais dinâmicas, acessíaula, “sem ter receio do professor em veis e flexíveis, já que o aluno pode ter perder seu espaço para a tecnologia. a liberdade de escolher de qual forma deseja aprender. A integração de conteTodo material de apoio, que possa pro- údo online e o aprendizado colaborativo duzir interesse no aluno, facilitar sua também são apontados como tendênaprendizagem e aprimorar a didáti- cias porque juntos conseguem melhorar ca, deve ser visto com bons olhos. Ví- a formação dos estudantes. (RP) deos, textos, simulações, laboratórios virtuais, sala de aprendizagem em 3D, são mecanismos auxiliadores e que, de certa maneira, refletem uma noção da contemporaneidade em ascensão, já que o próprio aluno está imerso e confortável em plataformas digitais”. A educação tecnológica, então, é uma forma construtiva e colaboradora, principalmente na relação aluno-professor, tendo, o educador, como mediador de conteúdo. E o aluno, por outro lado, agente ativo e transformador de seu aprendizado.

SAIBA MAIS Colégio Mater Dei aleksej@colegiomaterdei.net Colégio Teresiano direcao@teresiano.g12.br

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gitais, os recursos em 3D permitem uma aproximação do objeto estudado de forma peculiar. “Quando falamos em 3D, rapidamente as pessoas associam aos filmes – que hoje, graças à tecnologia podemos até assistir a um filme 4D. Pensando nesse conceito de ‘laboratório visual’, proposto pelas aulas em 3D, o próprio mecanismo da interação e da nova forma de aprender um conteúdo, salta aos olhos dos alunos de uma maneira diferente, de forma positiva e instigante”, revela Sérgio Pontes, especialista em educação.


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: TERCEIRIZAÇÃO

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Serviço Especializado

estrutura escolar possui um leque de áreas interligadas que merecem devida atenção e cuidado, disponibilizando, assim, um bem estar coletivo. Essa estrutura aborda desde a escolha dos materiais didáticos que serão estudados no período letivo, o transporte e a alimentação, como a limpeza, manutenção predial, pintura, jardinagem e até consultorias focadas em gestão e contabilidade.

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Compreendendo toda a demanda que o ambiente escolar necessita diariamente, a terceirização de serviços é uma opção para garantir ao gestor escolar segurança e excelência nos serviços prestados. “O maior benefício quando contratamos serviços terceirizados é que focamos no nosso principal objetivo: a educação”, diz Padre Samuel Alves Cruz, diretor do Colégio Divino Salvador, localizado em Jundiaí, Grande São Paulo. O Colégio, conta o diretor, possui alguns serviços terceirizados, como equipe de manutenção e cantina, e a contratação dos trabalhos são avaliados criteriosamente. “Estamos sempre atentos a todos os serviços contratados para que os mesmos ofereçam segurança, conforto e agradem nossos alunos”. Para Rogério Rodrigues Santos, especialista em segurança e terceirização, existem muitos serviços terceirizados que já atingiram todos os segmentos e, na busca pela contratação de um serviço no campo educacional, “deve-se procurar uma empresa que te-

nha solidez financeira para cumprir com todas as obrigações legais, pois o contratante é solidário em caso de demanda na justiça. E é preciso também buscar referências, de clientes, para saber se a empresa tem estrutura de atendimento”. Além da contratação, é necessário acompanhar a execução dos serviços da mesma forma que se acompanha os serviços dos funcionários próprios. “É preciso solicitar mensalmente as documentações que comprovem que as exigências legais estão sendo cumpridas (ex.: recolhimento do FGTS)”, completa Rogério. Com uma estratégia de redução de custos para a escola, principalmente em nosso cenário de crise econômica, a terceirização possibilita, principalmente à gestão escolar, uma confiabilidade em funcionários especializados para cada área contratada e, consequentemente, o aumento de tempo e energia para se dedicar a outros planos e projetos que envolvam a participação administrativa do colégio. “O fato de terceirizarmos alguns serviços do Colégio nos dá liberdade para focar em outros pontos. Procuramos serviços que cabem no orçamento, então toda proposta e prestação tem que estar de acordo com o custo-benefício”, diz Padre Samuel. (RP)

SAIBA MAIS Colégio Divino Salvador divino@divinojundiai.com.br Rogério Rodrigues Santos roger@grupogr.com.br


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: UNIFORMES ESCOLARES

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Identidade e Conforto

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o panorama social estudantil existe um denominador comum que atinge escolas em diferentes espaços, ciclos de aprendizado e, consequentemente, em suas amplas identidades culturais e estéticas: o uniforme escolar. O vestuário produzido e identificado com o emblema da escola, a junção de cores, padronagens, tecidos, texturas e detalhes reforçam e indicam uma linguagem visual significante que os alunos carregam diariamente. Garantindo praticidade, inibição do consumismo e equilíbrio das diferenças sociais, os uniformes escolares são vestimentas que agradam os pais, principalmente pelo fator econômico, além da padronização na escola, contribuindo, assim, no desenvolvimento psicossocial das crianças, com um sentimento de pertencimento ao grupo. É possível afirmar que boa parte das instituições de ensino optam pela utilização de uniformes customizados, transmitindo, assim, nome, estética, tradição e simbologia de cada escola. E o desenvolvimento dessas peças customizadas recebem participação direta de membros do colégio em todas as suas etapas. “A confecção de todo e qualquer vestuário destaca um conjunto de etapas, desde a concepção, o desenho, desenvolvimento, escolha de tecidos/texturas, adornos e, por fim, prova – e possíveis ajustes. Esse processo está inserido em toda produção de vestuário. No setor educacional, o olhar e a participação de membros da instituição deve ser intensa e recorrente”, afirma a desig-

ner de moda Carolina Albuquerque. Produzir uniformes de alta qualidade, com adornos e detalhes do próprio colégio proporcionando identificação visual do aluno são questões relevantes no ato da concepção de cada vestimenta. “Geralmente partimos da estética da instituição, ou seja, seu conjunto de cores, seu símbolo e principais logos, pois estas imagens representam a tradição e trajetória de cada escola. E, quando observamos um aluno caminhando na rua, identificamos seu uniforme através do logo ou da escrita – tanto na camiseta ou na blusa”. Além do desenvolvimento primoroso e a preocupação com o bem estar dos alunos, a escolha de materiais específicos é de suma importância. Segundo a designer, a malha 100% algodão é frequentemente usada em camisetas (manga curta, longa e sem manga), além de agasalho de moletom com zíper (ou malha flanelada), bermuda e calça de malha e microfibra, e helanca escolar. “Para os adornos, varia de escola para escola, mas a preferência é utilizar elásticos de boa qualidade, já que os alunos farão atividades e utilizarão as peças diariamente”. Dentro de todo o processo de concepção do uniforme, o conforto deve ser fator essencial, “realizando testes nas peças e conferindo o conforto da modelagem para utilização”, ressalta Carolina. (RP)

SAIBA MAIS Carolina Albuquerque caroldesign03@outlook.com.br


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Acessรณrios, AVCB / CLBC, Bebedouros


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Alimentação, Artigos Esportivos, Gráfica, Informática (software)


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Laboratรณrio, Mรณveis, Pisos

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30 pl aygrounds


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pl aygrounds

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Pinturas Especiais, Pl aygrounds, Projetores


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Manutenção Predial, Protetor de Coluna, Quadras Poliesportivas


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34 Toldos e Coberturas


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