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Revista Direcional Escolas Edição 122 – Outubro/2016

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Edição nº 122 ano 12 | Outubro 2016 www.direcionalescolas.com.br


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Reforma à Vista

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015, como consta no Portal Brasil, mostra que o Ensino Médio é o que está em pior situação quando comparado às séries iniciais e finais da educação fundamental: a meta do ano era de 4,3, mas o índice ficou em 3,7. Segundo dados de 2015 do Ministério da Educação (MEC), mais de 6,7 milhões de brasileiros estão matriculados no Ensino Médio. Enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi de 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação do fundamental é de 8,2%, frente a 11,5% do médio. Assim, com base nos resultados mencionados acima, o ministro da educação Mendonça Filho, declarou: “Reforma do Ensino Médio é prioridade do governo”. E assim o fez. O Ministério da Educação lançou, em 22 de setembro, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o “Novo Modelo do Ensino Médio”. Michel Temer sancionou uma série de Medidas Provisórias que remodelam a mecânica do ensino brasileiro, além de influenciar diretamente nas alternativas da composição de currículo, a carga horária também sofre alteração. A ação visa priorizar as áreas de linguagens, matemática, ciência da natureza, ciências humanas e for-

mação técnica e profissional. Segundo o Governo, isso propicia o foco nessas áreas de conhecimento, tornando facultativas as disciplinas de educação física, artes, filosofia e sociologia. A polêmica, no entanto, abraça uma crítica bilateral. Ao passo que a medida garante certa autonomia ao aluno, sendo visto então como um ator transformador de seu conhecimento, as mudanças na carga horária prejudicariam a possibilidade de trabalho simultâneo ao estudo, sem contar a chamada “desumanização” da grade de ensino. Quando pensamos em ideias de renovação e reestruturação, logo identificamos caminhos democráticos para o crescimento do desempenho do aluno. A proposta de reforma do Ensino Médio pretende estabelecer um olhar (apenas) em algumas áreas do conhecimento. Será que, de fato, valores humanitários, conhecimentos das áreas sociais e até mesmo a prática de esporte podem ser retirados da grade de ensino sem causar nenhum impacto para o desenvolvimento estudantil? Será que, por um lado, não estamos (re)produzindo alunos bitolados que se preocupam em garantir (apenas) uma capacitação técnica? Ou, olhando por outra vertente, o currículo generalista é desnecessário e potencializar individualidades desde o início, com uma base focada em preparar cidadãos e profissionais para o mercado de trabalho, é uma opção para a educação do futuro? A reforma do Ensino Médio no Brasil é a pauta urgente – e necessária. E, pelo que vimos até agora, é uma reflexão que clama por diálogos densos e perspectivas múltiplas, por isso o Congresso terá 120 dias para apreciar e votar nas medidas propostas.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores

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Ganhou notoriedade em diversos e amplos meios de comunicação do país – tanto mídia impressa, como televisivas e programas de rádio. Ganhou, também, repercussão nas redes sociais, gerando efervescentes debates em postagens de especialistas, educadores, gestores e acadêmicos pensadores. E, com tanta movimentação em variados espaços, contribuiu para a formação de passeatas, atos e protestos promovendo uma reflexão que tomou uma proporção inimaginável. Este, à qual me refiro, é o Ensino Médio brasileiro que, de forma inédita, tornou-se uma celebridade educacional e, com isso, articulou e questionou medidas que, até o momento, estavam flutuando sem grandes destaques.


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Nesta Edição: 08

Coluna - Eduardo Shinyashiki A importância de valorizar e incentivar as habilidades socioemocionais.

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14.

Dica: Móveis Conforto e funcionalidade

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Dica: Manutenção Predial Prevenção

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Dica: Quadras

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Fique de olho:

Planejamento e manutenção

Cobertura Crescer 2016 12º Congresso e 3ª Feira Educacional

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Coluna - Samantha Kutscka Gamificar a aprendizagem ou ensinar com games?

Conversa com o Gestor O diretor no século XXI: as novas competências exigidas para a escola do futuro

Coluna - Mariana Fancio Gonçalo Felicidade e trabalho: desafios e conciliações

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Pisos


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Distribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br

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COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI A importância de valorizar e incentivar as habilidades socioemocionais

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uitos são os desafios dos educadores e profissionais comprometidos com a evolução humana. Um deles, talvez o mais importante em todo o processo educacional, é o desenvolvimento humano, que está diretamente relacionado às habilidades sociais e emoções. O relatório Global Survey of Teacher Effectiveness (Pesquisa Global de Eficácia do Professor), elaborado pelo grupo editorial britânico Pearson, reforça o quanto essas questões são valorizadas por alunos.

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A pesquisa revelou que as competências socioemocionais de professores contam mais que o domínio de conteúdos ou as habilidades de ensino. No Brasil, os estudantes que responderam a pesquisa indicaram a paciência como a principal qualidade de um bom professor (13%), seguido de bom relacionamento (12,8%) e profissionalismo (11,4%). Muitos sistemas de educação oferecem uma vasta preparação ao aluno para que ele tenha conhecimentos técnicos e gerais sobre as diversas matérias estudadas, tire sempre notas boas e passe no vestibular. No entanto, poucos se preocupam ou efetivamente realizam ações em prol do desenvolvimento humano dos educandos. A consequência disso é a formação de muitas pessoas inseguras, com pouco poder de empatia, perdidas em seus projetos pessoais, com baixa autoestima e, muitas vezes, individualistas, egoís-

tas, infelizes e incapazes de serem donas do seu próprio destino. Por isso, é tão importante compreender que a nossa educação necessita de professores munidos de competências técnicas e socioemocionais, assim como os gestores, que precisam avaliar e investir no desenvolvimento dessas habilidades. Afinal, o conhecimento prático depende da flexibilidade e da reconversão constante e, para isso, são necessários atributos como autonomia, responsabilidade, capacidade de comunicação e polivalência, que favorecem a resolução de problemas tão importantes para o exercício pleno da cidadania. Todas essas qualidades são encontradas nas competências socioemocionais, que estão divididas em quatro grupos: pessoais, sociais, cognitivas e produtivas. No primeiro, encontramos aquelas referentes a nós mesmos, como autoestima, autoconfiança, inteligência emocional, autoeficácia, responsabilidade, autoliderança, entre outras. As sociais estão ligadas ao nosso relacionamento com o outro e com o mundo. Entre elas, podemos citar a comunicação, colaboração, valorização do ser humano, trabalho em equipe e respeito à diversidade. As competências cognitivas estão relacionadas à capacidade mental, como agilidade de pensamento, reflexão, raciocínio, pensamento crítico, resolução de problemas e pensamentos abstratos.

Já as produtivas, são as que nos permitem criar possibilidades: criatividade, proatividade, determinação, poder de inovação e iniciativa, são alguns exemplos. Desenvolver as habilidades sociais e emocionais dos educadores e dos alunos é fundamental para fortalecer a autoconsciência, consciência social e promover a transformação de crenças limitantes. Dessa forma, é possível tornar o papel das emoções um fator determinante nos relacionamentos inter e intrapessoais e no aprendizado de forma geral. Fazendo uma gestão escolar mais participativa, capaz de ir além do ensino técnico e geral, ensinando e valorizando as competências socioemocionais, será possível desenvolver indivíduos mais completos, íntegros e, de fato, prontos para fazerem a diferença no mundo. É essa qualidade na educação que irá refletir na sociedade que desejamos para os nossos filhos, netos e todas as outras futuras gerações.

O Colunista Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, conferencista nacional e internacional e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança aplicadas à Administração e Educação. Mestre em neuropsicologia, Eduardo é presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como “Transforme seus Sonhos em Vida”, sua publicação mais recente. SITE: www.edushin.com.br


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Felicidade e trabalho: desafios e conciliações

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e buscarmos a etimologia da palavra “trabalhar”, descobriremos que ela vem do latim, de tripaliare, derivado de tripalium, instrumento de tortura, o que demonstra sua associação com sofrimento. Nesse sentido, o trabalho parece algo inconciliável com a noção de felicidade e bem-estar. Por outro lado, tem-se buscado cada vez mais um ambiente de trabalho harmonioso, motivador e flexível.

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As pesquisas sobre felicidade começaram a ganhar mais força nas últimas décadas e hoje já é possível encontrar alguns achados consolidados sobre o tema. Tomemos como exemplo a questão financeira: há ainda quem acredite que o dinheiro, por si só, é capaz de proporcionar uma vida feliz, porém, já foi comprovado que isso não se sustenta. O dinheiro, a partir de um determinado ponto em que nossas necessidades básicas e de sobrevivência estão garantidas, não aumenta significativamente os índices de bem-estar das pessoas. Por outro lado, o não reconhecimento financeiro de nosso desempenho profissional também pode baixar o nível de felicidade. Nestas intrincadas relações de influência, é possível notar uma responsabilização cada vez maior do indivíduo,

tanto no que se refere ao sucesso profissional, como no alcance da felicidade. Não é difícil encontrarmos orientações sobre como ser uma pessoa mais feliz, com qualidade de vida e como inspirar suas equipes. Líderes e gestores têm à mão um arsenal de instruções sobre motivação de colaboradores, sucesso nos resultados e felicidade no ambiente de trabalho. Porém, é preciso um olhar cuidadoso para estas prescrições. Se por um lado sabemos que a forma como encaramos e significamos os fatos da vida é que determinam grande parte de nossa visão de mundo, também sabemos que a realidade nos influencia e nos impacta. É nessas constatações que se encontra o delicado desafio entre o que está ao nosso alcance e depende de nós, e aquilo que é intangível e devemos aprender a contornar. É neste equilíbrio entre o que de fato é nossa responsabilidade (como pessoa e como gestor) e o que faz parte da dança da vida, que a felicidade pode ser buscada. Isso porque quando queremos mudar os fatos, a realidade ou alguém, dificilmente teremos êxito e as pessoas serão felizes. Por outro lado, considerar que nada é possível ser feito para transformar a forma como encaramos os fatos, acaba sendo um ato de negligência, comodismo ou fatalismo. Ambas as posturas não favorecem a felicidade pessoal e profissional.

A reflexão que nos pode ser útil é buscar não cair na armadilha de que somos os únicos responsáveis por nosso sucesso e felicidade, pois isso seria ignorar o contexto, a história de cada um, as influências que sofremos e as relações que estabelecemos. Aliado a isso, é importante estarmos cientes de que nossa postura e modo de enfrentar os desafios é, em certa medida, o que pode promover um ambiente mais ou menos feliz, potencializando os aspectos positivos de quem convive conosco. Felicidade e trabalho é uma aliança que para alguns se define como impossibilidade, para outros como arte, outros ainda como sorte ou ilusão. De qualquer modo, além da reflexão, é relevante considerarmos nossas ações: o que está ao nosso alcance e o que temos feito para sermos mais felizes com o que fazemos diariamente, bem como promover a felicidade de nossa equipe?

A Colunista Mariana Fancio Gonçalo Psicóloga, pós-graduada em orientação profissional pelo Instituto Pieron e mestre em psicologia e educação pela USP. É gestora de projetos e conteúdos e colaboradora em publicações da Metodologia OPEE – Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo.

foto cedida pela colunista

COLUNA / Mariana Fancio Gonçalo


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Gamificar a aprendizagem ou ensinar com games?

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ssa é uma daquelas questões onde parece que a ordem dos tratores não altera o viaduto. Mas só parece. Para muitos, games e gamificação ainda soam como partes de uma mesma coisa. Game é o jogo e gamificação é a ação ligada ao jogo – a utilização do jogo. E não poderia estar mais errado! Na verdade, a gamificação é a utilização dos elementos que compõem os games para criar ludicidade, participação, envolvimento em atividades diversas. Muitas empresas utilizam a distribuição de badges (brasões que representam um tipo de escalada social) para encorajar determinados comportamentos ou criar engajamento, seja entre funcionários ou com uma causa. A gamificação também pode ser utilizada como marketing com o consumidor da empresa. Mas esse não é nosso foco.

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Em sala de aula, como funciona a diferenciação e quando usar um, quando usar outro? Lá no começo já definimos que são duas coisas diferentes. Então, têm dinâmicas diferentes. O game vem pronto. Você, professor, só precisa jogá-lo, entender as habilidades e cognições requeridas para jogar, identificar o que o jogo vai trabalhar em seus alunos e o que vai ser desenvolvido e voilá! (lógico que para efeito de um artigo o processo foi simplificado). A gamificação não vem pronta. Ela geralmente parte de um momento “eureca” ligado a algum conteúdo que você está trabalhando e você terá que desenhar o processo desde o começo.

O “quando” sempre vai depender da proposta da sua aula. Utilizar um jogo costuma ser mais tranquilo do que gamificar (a não ser que você pense em construir um game!). Para preparar sua aula, você precisa ter seu tema, escolher seu jogo (pedagógico ou não), trabalhar o jogo com a sala e contextualizar o jogo e a aprendizagem ao final da atividade (sempre de forma divertida, para que a contextualização não faça parecer que a diversão anterior não valeu a pena!). O que consome tempo é encontrar um bom jogo que se enquadre na temática que se quer trabalhar. Às vezes, um trabalho hercúleo. Já a gamificação requer um pouco mais de tempo de preparação. Qual o tema a ser trabalhado? Qual o objetivo da atividade? O que quero que meus alunos aprendam e que trilha quero que percorram? Com base nisso, decida que tipo de atividade gamificada quer realizar com eles. Você vai criar um desafio, com uma história para que eles resolvam? Vão criar um jogo colaborativo? Vão criar uma gincana entre equipes na sala? As possibilidades para a gamificação são infinitamente maiores e mais criativas. E mais: é aqui que a coisa começa a ficar interessante... se você tem interesse em trabalhar gamificação com sua turma, não basta ler... é preciso JOGAR! É preciso vivenciar a imersão, a diversão, a agência, dinâmica dos jogos, entender as possibilidades, afinal, jogos não são só sobre desafios e recompensas! O processo de gamificação envolve construção de personagens e roteiro,

contação de história, estratégia, colaboração, solução de problemas, criatividade, ciências da gambiarra... é o pacote completo de aprendizagem. O trabalho com games é geralmente mais pontual, a não ser que opte por utilizar games complexos que, na maioria dos casos, não são pedagógicos, mas podem ser explorados e contextualizados de forma riquíssima pelo olhar de um bom professor. Esse é o começo da nossa conversa sobre gamificação e, espero que ao longo desse nosso papo, ir desbravando os recônditos desse universo ainda muito obscuro e inexplorado, tentando instigá-los a construir, com coragem, criatividade e uma dose de loucura, algo divertidamente significativo com suas turmas! A gente se encontra na versão online! Mandem suas dúvidas e experiências no site, ok?

A Colunista Samantha Kutscka é coordenadora de projetos no Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Escola do Futuro da Universidade de São Paulo desde 2003, tendo coordenado projetos em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Petrobras, Faber-Castell e na área de utilização de games para educação desde 2008. Também coordenadora de projetos de pesquisa em parceria com a Fundação Telefonica Vivo “Gerações Interativas Brasil” e “Juventude Conectada”.

foto cedida pela colunista

COLUNA / Samantha Kutscka


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COBERTURA CRESCER 2016: 12º Congresso e 3ª Feira Educacional Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

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Organizado pela Rabbit Partnership, a edição 2016 do Congresso Crescer reuniu diversos gestores, mantenedores, coordenadores e diretores ávidos por conhecimentos relevantes, soluções e tendências educacionais que integrarão, posteriormente, movimentos, circuitos e adaptações positivas em cada instituição

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conceito de gestão escolar nos transporta à um universo amplo, denso e plural que retira de nós qualquer pensamento superficial. Promover uma gestão de qualidade ou uma gestão pautada por competências e habilidades que provoquem e estimulem habilidades em toda a estrutura escolar, assim como articulação, organização administrativa, avanço de processos educacionais, liderança e orientação para obtenção de resultados positivos em todos os espaços que compõem a instituição de ensino, é uma tarefa árdua, que solicita atenção redobrada e dedicação exclusiva.

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A educação, inserida em um mecanismo complexo e repleto de métodos e ferramentas, demonstra uma necessidade que transcende a sala de aula, podendo, de maneira geral, afetar rotas administrativas – direta ou indiretamente. Observar e analisar todos esses caminhos, que representam uma pluralidade significativa, destaca uma preocupação crescente em preencher lacunas no sistema ensino-aprendizagem, na relação entre Além das palestras, o evento contou com a 3a Feira Educacional

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aluno-professor e no acompanhamento estudantil ao longo dos anos. O crescimento – tanto pessoal como profissional – é revelado (e aguardado) nas instituições escolares como um marco de progresso dos alunos. Mas, para esse progresso ser, de fato, incluso na rotina escolar, é preciso pensar no crescimento dos educandos, gestores e mantenedores. Projetando, dessa forma, uma aliança segura em toda a rede escolar. O crescimento alimenta e transforma, constrói relacionamento interpessoal, garante estratégias administrativas e destaca habilidades e competências para um melhor entendimento e compreensão do educador e do aluno no século XXI. Tendo como ponto de partida o estímulo e extensão do repertório de líderes educacionais, seu papel frente à administração, seu relacionamento e convivência com os professores, estratégias pedagógicas e caminhos escolhidos diante de problematizações, ocorreu no Expo Center Norte, situado na região norte da capital paulista, no dia 15 de setembro, o 12º Congresso Crescer e a 3ª Feira Educacional. O evento foi organizado pela Rabbit Partnership, que vem se destacando no mercado por ser uma empresa de comunicação full service que introduz e interage práticas de marketing, pesquisa, vendas, recursos humanos, atendimento e gestão, com objetivo de fomentar o crescimento de seus parceiros através do aumento do número de clientes, fidelização e redução de perda, ampliação de nichos de mercado e institucionalização da marca.

Christian Coelho e Augusto Cury.

Com uma programação extensa de palestras que ocorreram ao longo do dia, podemos destacar temas interessantes, como: “Considerações sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular): a visão de uma estrutura confessional”, conduzido por Solano Portela; “Leitura na escola: um desafio de todos”, por Giuliano Tierno; “O ensino da matemática no contexto da educação integral: o papel do gestor escolar”, por Kátia Stocco; “Como lidar com a cobrança e inadimplência para uma gestão eficaz”, por Joana Doin; “A importância de brincar na primeira infância”, por Regina Shudo; “Psicologia e educação: mitos e realidades”, por Marcio Cohen; e “O código da inteligência e a formação de mentes brilhantes”, por Augusto Cury. PRODUTIVIDADE, QUALIDADE E ADAPTAÇÃO Christian Coelho, diretor do Grupo Rabbit, que ministrou a palestra “Como aumentar a produtividade e eficiência para reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços educacionais”, começou sua fala citando a teoria da seleção natural de Charles Darwin, à qual a espécie com melhor adaptabilidade tem mais chances de sobreviver às mudanças de grande magnitude, como a alteração do clima ocorrida em nossa pré-história, que ocasionou o desaparecimento dos dinossauros e a ascensão dos mamíferos. “Precisamos melhorar a produtividade e a performance. Não podemos repetir ações do passado. E quem vai sobreviver agora são as empresas mais adap-


15 não importando o resultado produzido. Assim, o volume de trabalho aumenta na mesma proporção que a sensação de missão não cumprida. Duas estratégias simples podem melhorar, de forma significativa, a gestão de tempo: Aprender a dizer não (organização) e Planilha de gerenciamento de tempo pública (priorizar as atividades importantes e reduzir a chance do líder procrastinar).

táveis, que melhor se adequam à realidade”, disse Christian. A adaptação, citada pelo palestrante, possui uma relação intensa com baixa performance estudantil, gerando, assim, problemas evidentes como inadimplência, custo e captação de clientes. Segundo Christian, atualmente passamos por mais uma fase de grandes transformações e a premissa é a mesma. As empresas arcaicas, pesadas, lentas nas tomadas de decisões e apegadas ao passado, correrão mais riscos que as modernas, enxutas e atentas ao seu redor. “Neste cenário em que o cliente está empobrecido e a concorrência mais aguerrida, é imprescindível aumentar a eficiência da prestação de serviço e buscar, de forma contínua, a melhora na produtividade da equipe”. Nesse panorama, existem algumas etapas do plano de gestão para melhorar a produtividade. A premissa básica, citada pelo palestrante, é criar na liderança a cultura do essencialismo, ou seja, distinguir o vital do trivial – uma abordagem disciplinar e sistemática para determinar o que realmente é imprescindível e precisa ser gerido pela direção. As outras atribuições devem ser delegadas ou eliminadas. A segunda etapa é definir um responsável por ação/setor – a pessoa encarregada de organizar os processos e enviar as planilhas de checklist para a direção, podendo executar a ação ou delegar para outro colaborador. A terceira etapa é a gestão de tempo – somos uma cultura de pessoas que aceitam a ideia de que o que vale é a quantidade de horas trabalhadas,

A quarta etapa é a motivação – uma das mais completas pesquisas sobre motivação realizadas até hoje é o Projeto Aristóteles, que chegou à conclusão que para se formar um time com alta motivação as pessoas precisam: acreditar que o trabalho é importante; sentir que seu trabalho é pessoalmente significativo; ter metas e objetivos claros; ter funções definidas; poder fazer escolhas, estar no comando dos seus atos (autonomia). FEIRA EDUCACIONAL Além do ciclo de 12 palestras, que ocorreram ao longo do dia, esta edição do evento contou com a 3ª Feira Educacional, tendo diversos expositores apresentando soluções e novidades para as escolas. Dentre os diversos estandes espalhados pelo espaço do Expo Center Norte, um leque gigantesco de produtos e serviços inovadores estavam à disposição dos gestores educacionais para aderir e implantar em suas instituições. Destacamos: Metadil, BrinQI, Pais Atentos, ClassApp, Solution, Argus Studio, Porto Seguro, Styllo, Sistema de Ensino Poliedro, Impacto Saúde, Mapfre, Opet, Escola da Inteligência, FTD Educação, Eleva, DSOP Educação Financeira, Positivo Informática, Rabbit Digital, entre outros.

SAIBA MAIS CRESCER (12º Congresso e 3ª Feira Educacional) rabbit@rabbitmkt.com.br www.rabbitmkt.com.br

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CRESCER 2016 reuniu gestores ávidos por conhecimento


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CONVERSA COM O GESTOR O diretor no século XXI: as novas competências exigidas para a escola do futuro Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

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A gestão, seja ela qual for, passa pela presença e orientação do gestor junto à sua equipe. Na escola não é diferente. Um bom gestor escolar equilibra os três pilares: pedagógico/ administrativo/pessoas. São ações em conjunto que compõe a gestão escolar destaca Cléa Mara Mattos, gerente educacional da Rede Pitágoras

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travessamos, nos últimos anos, um emaranhado de transformações. Dentre as principais transformações, à qual me refiro, podemos indicar a tecnologia como um fator marcante e um dado de realidade em nosso cotidiano. Além dos aparatos e mecanismos digitais, observamos outro fator de extrema significância: novos anseios, preocupações e objetivos dos alunos que chegam ao processo educacional diferente de décadas passadas, por exemplo.

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Os dois exemplos citados acima são macro esferas que produzem alguns desdobramentos que interferem nas rotinas culturais, artísticas, sociais, políticas – tanto no exterior como no cotidiano escolar. Essas modificações acontecem de maneira fluída e, em alguns casos, imperceptíveis, mas que refletem em todas as escalas: na relação aluno-ensino; professor-aluno; professor-corpo acadêmico; áreas administrativas-direção; e, também, na relação do diretor escolar com todos os setores, inclusive sua ótica sobre o ensino.

Tradicionalmente moderno, o Colégio Pitágoras conta com uma história de quase 50 anos, com foco na inovação tecnológica e no bem estar dos alunos

Observar e refletir sobre essas questões que movimentam o interior de uma instituição de ensino, gerando oportunidades e novos horizontes, bem como situações de crescimento, protagonismo, notoriedade e gestão de qualidade são algumas palavraschave para compreender o século XXI e suas implicações educacionais. E, acima de tudo, realinhar, readaptar e reconstruir as competências embutidas para o diretor escolar deste século, suas percepções e modelações para a escola do futuro – que se aproxima em velocidade singular. José Hélio de Moura Filho, coordenador do Ensino Médio do Colégio Poliedro de São José dos Campos, em São Paulo, acredita que muitas mudanças da atualidade são marcas de progresso e desenvolvimento. E a própria tecnologia tem transformado a história com muita rapidez. “São criadas ferramentas espetaculares para serem utilizadas em sala de aula e, quanto mais temos opções técnicas, mais precisamos ter qualidades emocionais e intelectuais. Neste novo contexto, um diretor escolar do século XXI, precisa apresentar valores éticos. Para se ter atitudes eficazes no ambiente escolar, é necessário estar preparado para que as decisões sejam naturais, seguras e rápidas”. Com o advento tecnológico é possível prever uma escola do futuro pautada na tecnologia e essa realidade já está presente em diversas instituições. As aulas do Ensino Fundamental II do

Col é gio Pitágoras Cidade Jardim, de BH/MG

Colégio Poliedro, conta José Hélio, são repletas de recursos digitais, que as tornam mais interativas, proporcionando autonomia e protagonismo aos alunos. A tecnologia é vista como mais um meio que possibilita o aprendizado de maneira eficaz. “Os alunos do Poliedro também contam com atividades extracurriculares ligadas a tecnologia, assim como robótica. Com as possibilidades criadas pela tecnologia, tudo pode acontecer. Imagine ter todas as formas de ensino online, onde a escola poderá ser apenas uma sala por onde serão transmitidas as tarefas. Os livros, lápis, borrachas e canetas poderão ser desnecessários, diante da máquina computadorizada”. Além das interferências tecnológicas, outras reformulações são necessárias para garantirmos uma escola do futuro completa – plural, inclusiva e democrática. Que dialogue com agentes transformadores, líderes, comprometidos com motivação e espaços abertos e amplos para diálogos, receptividade e alteridade perante às diferenças. “Estamos em uma época onde a tecnologia interfere na construção do aprendizado, e nós, enquanto gestores educacionais, vamos acertando, corrigindo e adequando os recursos oferecidos pela escola. Costumo dizer que a escola precisa estar viva, motivada, segura, para que não sejamos vitimados erroneamente pela força das máquinas ou de uma época. Nesta nova realidade, surgem novos conceitos, mas também


17 novos problemas. Neste sentido, não podemos ficar parados. Acho que essa é a essência da escola, propor soluções para as situações contemporâneas da sala de aula”, ressalta José Hélio. Dinamismo Cléa Mara Mattos do Prado, gerente educacional da Rede Pitágoras, afirma que a educação é um processo amplo, dinâmico e interdependente das interações da sociedade e de suas transformações. E, portanto, o papel do diretor é ser o agente transformador. “É pensar a escola como agente de conhecimento, aprendizagem e desenvolvimento, mas também como empresa. Nesse contexto, é fundamental entender a escola como parte da sociedade. A escola deve acompanhar, com ética, as mudanças da sociedade, incentivando sempre a presença da família e de toda a comunidade escolar”. Questionada sobre as possíveis reformulações para a escola do futuro e as características necessárias para o ensino dos próximos anos, Cléa não acredita em um ensino pautado, exclusivamente, pela tecnologia, mas sim com um olhar dinâmico. Nesse contexto, conta a gerente educacional, a reflexão e o debate são boas estratégias na busca da qualidade e o gestor não pode fechar os olhos para essa realidade. “É essencial realizar ações, cursos e eventos que promovam a formação contínua dos educadores. No entanto, a aprendizagem é o objeto de conhecimento das ciências que estudam o desenvolvimento humano. Por isso, é importante que ela não fique restrita apenas ao debate”.

suas preocupações e atividades, programas e trabalhos com a cidadania; esporte e pluralidade; espaço multidisciplinar; entre outros. Destacamos, aqui, a “Escola que Aprende” – projeto que investe em capacitação, auxiliando o profissional ampliar a sua visão e saber como está o aluno à sua frente, fazê-lo perceber que é essencial levar em conta os conhecimentos prévios, pois esse aluno tem muito a ensinar e a compartilhar. “O gestor do século XXI tem que ser um domador de egos e saber administrar as vaidades. Mas como ensinar algo novo para quem acredita que já sabe tudo? O que percebemos é que os professores tendem a querer começar do zero um novo ano letivo, sem levar em consideração o que o aluno conquistou antes. Por isso, a nossa proposta de capacitação vai muito além da técnica, a ideia principal é renovar a sua prática, o que é bem mais amplo e significativo”, destaca Cláudia Tricate, diretora pedagógica do colégio. Acreditando no conceito de compartilhar conhecimento, o colégio oferece aos professores e demais funcionários a oportunidade de cursar pós-graduação, estudar inglês in company (ministrado por professores nativos de países da língua inglesa), capacitação promovida para os inspetores no Museu de Arte Moderna (MAM) e no Baby Oz (berçário referência que integra o projeto do Magno/ Mágico de Oz) as babás participam de treinamentos constantes em diversas áreas do conhecimento (Música, Artes, Higienização, Psicomotricidade, Psicologia, entre outras).

Com o intuito de formar indivíduos e cidadãos para a exercer a vida, o Colégio Magno/Mágico de Oz, localizado em São Paulo, possui, dentre as

SAIBA MAIS Colégio Magno/Mágico de Oz magno@colmagno.com.br Colégio Poliedro helio@sistemapoliedro.com.br Colégio Pitágoras Cidades Jardim cidadejardim@pitagoras.com.br

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ESCOLA QUE APRENDE


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Imagem: Polidori Estúdio

dica: móveis

Conforto e Funcionalidade

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bservando a disposição de uma sala de aula, seja ela de qualquer etapa de aprendizado ou faixa etária, verificamos que há uma característica de enorme significância: os móveis escolares. Atualmente, o ciclo estudantil contempla uma carga horária extensa e intensa, principalmente em instituições que disponibilizam plano de ensino integral. Projetar, então, uma sala de aprendizado (teórica, prática ou biblioteca escolar) merece atenção redobrada e avaliações de conforto, segurança e funcionalidade. Móveis bem projetados de acordo com as normas técnicas e praticidades para atender os perfis de cada faixa etária de estudantes são importantes elementos de apoio no processo de ensino. Marcelo Rodorigo, administrador e responsável por uma empresa especializada em móveis para o segmento educacional, acredita que o tamanho da sala, quantidade e idade dos alunos, tipo de atividade que será exercida na sala, materiais e meios audiovisuais são quesitos que devem ser verificados. E, acima de tudo, “o mobiliário escolar deve respeitar normas nacionais e internacionais que foram desenvolvidas a partir de estudos antropométricos”. A Resolução da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, por exemplo, determina que: a dimensão mínima da sala de aula dever ser de 20m2; o número de aluno por sala de aula deverá ser definido na proporção de 1 aluno por metro quadrado; é obrigatória a iluminação natural unilateral, preferencialmente à esquerda (do aluno, que se encontra em frente à

lousa); é obrigatória a existência de iluminação artificial; a ventilação deverá ser, preferencialmente, cruzada. As normas, expedidas pelas Secretarias de Saúde, podem variar de Estado para Estado. Ao adquirir móveis escolares, particularidades como “ergonomia, dimensões corretas para o uso, resistência, segurança e conforto dessem ser observadas”, aponta Marcelo. A dimensão mínima dos tampos de mesas deve ser considerada: o alcance dinâmico dos usuários, o espaço necessário para as tarefas a serem realizadas, incluindo o material e o dimensionamento da matéria-prima. As mesas devem permitir agrupamento, dentro de critérios pedagógicos contemporâneos, garantindo mobilidade. A resistência e a rigidez são características fundamentais das mesas e cadeiras escolares, demonstrando um alto grau de segurança, principalmente quando estiver em uso. Não podem, por exemplo, apresentar elementos facilmente removíveis. Além das normas técnicas, das dimensões e adequações para cada idade, é de suma importância garantir o conforto nos objetos, já que os alunos passam uma boa parte de seu tempo na escola. “O conforto é um fator determinante no planejamento mobiliário, pois com conforto o aluno obtém maior desempenho, mantendo a concentração nas atividades e absorvendo melhor o conteúdo”, ressalta Marcelo. (RP)

SAIBA MAIS Marcelo Rodorigo atendimento@direcionalescolas.com.br


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Ilustração: Polidori Estúdio

dica: manutenção predial

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estrutura física escolar, tanto externa como interna, é o local onde pousamos nosso olhar em um primeiro momento. E, esta mesma estrutura, que carrega o histórico escolar, estética, equipamentos, espaços de socialização e trabalho de aprendizagem, influencia diretamente no bem estar físico, psicológico e seguro que uma instituição oferece cotidianamente.

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Para garantir um convívio tranquilo e seguro para alunos e funcionários, a visitação técnica periódica, bem como a observação de áreas ou instalações que merecem reparos e consertos, deve existir com frequência. A manutenção predial preventiva é um dado de realidade, incluindo, assim, coberturas, pinturas, revestimentos (pisos, paredes e forros), instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e de incêndio. Para o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Anhanguera Vila Mariana, Enrique Staschower, a manutenção preventiva deve ser prioridade para o gestor escolar, “já que obras, reformas e consertos no período escolar são prejudiciais no ambiente acadêmico, além de ser um risco desnecessário a alunos e funcionários. Verificações periódicas das instalações elétricas e hidráulicas evitam imprevistos, principalmente quando há um excesso de demanda ou usos indevidos. Checagem contínua nos equipamentos de segurança e prevenção de incêndio - seja extintor, hidrante, mesmo com o treinamento das equipes voluntários e socorristas”. Vistorias de prevenção, conta o coordenador, devem ser uma constante, portanto dividir as equipes de manuten-

prevenção ção por setores, a serem analisados periodicamente, deveria ser uma rotina – é conveniente manter um registro organizado em checklist de cada setor por cada período de vistoria, desta forma seria possível mapear as áreas de maior desgaste e aprimorar os equipamentos, onde haja maior frequência de reparos. Além dos destaques técnicos e vistorias especializadas para propor uma instituição organizada, estruturada e arrojada, é importante atravessar estes aspectos técnicos-administrativos e incorporar, dentro do processo de aprendizagem, valores humanistas e de conservação do patrimônio. “A comunidade escolar deve desenvolver o sentido de pertinência, do contrário não seria uma comunidade, portanto atitudes de atenção aos problemas seriam um estímulo a este sentimento. O gestor escolar deve colocar esta colaboração externa como uma de suas metas, já que em épocas de crise, como a atual, atenção a desperdícios e perdas desnecessárias são sangrias e desgastes entre funcionários e alunos”, destaca Enrique. Assim, a precaução deve adentrar a rotina de todo gestor escolar, para evitar qualquer problema emergencial e, também, para estimular a conscientização de conservação do patrimônio e o sentimento de pertencimento da comunidade escolar. (RP)

SAIBA MAIS Enrique Staschower enrique.staschower@anhanguera.com


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Ilustração: Polidori Estúdio

dica: quadras

Planejamento e Manutenção

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iariamente, a instituição escolar disponibiliza uma programação extensa para seus alunos, envolvendo e desenvolvendo habilidades, aprendizados, competências e intersecções entre teoria, prática e experimentos. Dentro dessa programação, uma das áreas amplas mais frequentadas pelos alunos desde o ensino básico, são as quadras poliesportivas – nelas, são realizadas diversas atividades físicas, lúdicas, de entretenimento, sociabilização e, acima de tudo, de pura energia e motivação. Para construir uma quadra poliesportiva é necessário verificar atentamente alguns critérios que envolvem pontos significativos, como: segurança dos usuários, posição geográfica do terreno, tipo de piso, manutenção/regras de utilização para usuários, entre outros. Flávio Rodrigues Pinto, coordenador geral de serviços do Colégio São Luís, localizado em São Paulo, indica que a característica básica que deve ser observada para a instalação de uma quadra é a sua dimensão, “respeitando tanto as medidas de área de jogo quanto a área de escape ou segurança. Devese prever ainda a estrutura que acompanha a quadra, sempre que possível – vestiários, bebedouro, arquibancada e sala de apoio”. Dentro do processo de planejamento e, por consequência, instalação de um espaço poliesportivo, é necessário validar todas as regulamentações para obter os alvarás de obras e estar quites com as exigências de acessibilidade, de segurança e da própria responsabilidade técnica pela obra.

Além disso, conta Flávio, é preciso ter a permissão da Secretaria de Educação para construir uma quadra. MANUTENÇÃO Segundo o coordenador, a manutenção de uma quadra poliesportiva é relativa, influenciando o tipo do piso, da tintura e da exposição ou não ao sol e à chuva – além do volume de utilização. “No Colégio São Luís, por exemplo, há uma equipe de manutenção contratada para fazer diariamente reparos e limpeza de toda a área – incluindo marceneiro, pedreiro, serralheiro, pintor, eletricista, encanador e vidraceiro. No período de férias, esse time se dedica à pintura e a reformas que podem incomodar ou criar alguma situação de risco aos alunos e colaboradores”. Os períodos de manutenção aliado a observação frequente e criteriosa do espaço garantem segurança para as crianças e prevenção de possíveis acidentes. Algumas dicas são valiosas para conservar uma quadra livre de acidentes, como: proteger pilastras com emborrachado, colocando rede de segurança para bolas e pessoas, corrimão na arquibancada, verificar se a quadra está seca para a prática de esporte e, por fim “e muito importante, as questões de segurança e de respeito na prática esportiva são trabalhadas com os estudantes como conteúdo pedagógico nas aulas e treinos”, finaliza Flávio. (RP)

SAIBA MAIS Colégio São Luís ouvidoria@saoluis.org


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Fique de Olho pisos

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Atualmente existe no mercado uma infinidade de tipos de pisos escolares que suprem necessidades deste segmento, como: resistência ao tráfego de pessoas, conforto térmico e acústico, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado e facilidade de instalação e reposição. A escolha do revestimento adequado contribui para a criação de ambientes aconchegantes e seguros aos alunos de todas as idades. Nesta edição, selecionamos algumas empresas que possuem, dentre suas características, produtos e serviços variados em pisos e revestimentos. ASPECTO Atuando há mais de 10 anos no mercado no segmento de pisos de borracha e vinílicos, o diferencial da Aspecto é “atender de forma especializada tanto no primeiro contato quanto após a venda e instalação, através de nossa equipe de profissionais altamente qualificados, indicando produtos inovadores, além de prazos compatíveis e preços competitivos”, afirma o diretor Willian Daud. Dentre os principais serviços prestados pela empresa, destaque para a variedade de produtos nacionais e importados, pisos de borracha (sustentáveis e recicláveis), pisos vinílicos, carpetes, entre outros. “Estamos atentos a nossa responsabilidade ambiental, por isso trabalhamos com fornecedores certificados e produtos ecológicos”.

BARCELONA “Com foco em aplicação para playgrounds, a Barcelona procurou no mercado brasileiro e internacional os padrões e normas para produzir um produto de qualidade. Além disso a empresa busca atender os clientes com excelência e encantamento, indo além das expectativas para o melhor atendimento possível”, afirma Larissa Alcazar Veer, sócia administradora. Dentre os principais produtos disponibilizados pela empresa, Larissa destaca a linha Play - voltada para área de playground e áreas de recreação visando a segurança na brincadeira das crianças; a linha Gym - voltada para academias, para proteção do contrapiso e conforto acústico; e a linha Garden, para áreas de lazer e Jardins.

HAIAH Alta tecnologia, qualidade, serviços completos e respeito ao meio ambiente são as prioridades da Haiah, empresa fundada em 1950, estabelecendo uma tradição de produtos em borracha. Os diferenciais são pautados pela “alta tecnologia em produtos de borracha, além de sermos os únicos pisos anti impactos vulcanizados. Oferecemos todo o suporte na escolha do modelo ideal, fazemos o projeto e instalamos com equipe própria especializada. Não terceirizamos mão de obra”, destaca José Nelson, diretor da Haiah. Disponibilizando pisos anti impactos instalados, Haiah fornece projeto de paginação, indicando assim pisos adequados que melhor se encaixam em cada área.

Fale com a Aspecto: (11) 2386.7227 comercial@aspectodecor.com.br www.aspectodecor.com.br

Fale com a Barcelona: (41) 3562.3510 contato@barcelonasuperficies.com.br www.barcelonasuperficies.com.br

Fale com Haiah: (11) 4053.5477 pisos@haiah.com.br www.haiah.com.br

PISO LEVE Fundada em 2005, a Piso Leve disponibiliza um atendimento diferenciado, alta qualidade do produto importado (resina) e acabamento primoroso. “Nossos produtos não encolhem, não empenam e são muito mais macios que as placas e peças do mercado”, afirma o diretor Ricardo Artioli. Dentre os principais produtos, a empresa desenvolve o Pisoleve® (um piso drenante aplicável em calçadas, caminhos, pistas de corrida e caminhadas, pista de trakking, beiras de piscinas, spas e ofurôs) e o Pisoleve®Seguro (piso para playground e áreas de recreação infantil) em “diversas espessuras sem emenda e sem rejunte, com finíssimo acabamento e extremamente durável”, completa Ricardo.

REVEST VINIL Tendo como objetivo inicial revestir dormitórios infantis, a Revest Vinil, fundada em 1991, logo em seguida registrou sua marca, tornando-se assim a única empresa a utilizar o revestimento de vinil desenvolvido especialmente para pisos e paredes. Especializada em revestimento de pisos, paredes, móveis e desenvolvimento de projetos, os principais diferenciais da empresa, como conta Cleide Bardauil, diretora da empresa, são os atendimentos pontuados pela excelência, além de desenvolver materiais cada vez mais aperfeiçoados e apropriados para promover segurança e bem estar a quem utiliza.

VINILANA “A Vinilana, pensando no bem estar de seu bebê, comercializa, desde 1996, o revestimento de vinil. Trata-se de uma forração antialérgica, térmica, macia e de fácil conservação e manutenção. O principal objetivo da Vinilana é transmitir proteção, segurança e tranquilidade em qualquer área que possa estar os bebês”, afirma a diretora Shirley Viana. O produto que representa o carro-chefe da empresa é o revestimento de vinil no chão, mas com uma grande concorrência do mesmo instalado em paredes, oferecendo acabamentos e montagens despojadas com uma intercalação de cores. “O nosso produto não é indicado para ser instalado em quadras, somente em ambientes fechados”.

Fale com a Piso Leve: (11) 3208.2732 pisoleve@pisoleve.com.br www.pisoleve.com.br

Fale com Revest Vinil: (11) 3742.1124 / (11) 98272.5449 revestvinil@revestvinil.com.br www.revestvinil.com.br

Fale com a Vinilana: (11) 5979.6225 vinilana@vinilana.com.br www.vinilana.com.br


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Acessórios, Alimentação, Artigos Esportivos, Bebedouros


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Brindes, Informรกtica (software), Laboratรณrio


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Gráfica, Lavadora de Alta Pressão, Manutenção Predial, Móveis, Pisos


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pl aygrounds

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Projetores, Projeções Educativas em 3D, Quadras Poliesportivas


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34 pinturas especiais, Toldos e Coberturas


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Revista Direcional Escolas Edição 122 – Outubro/2016 by Revista Direcional Escolas - Issuu