Edição nº 121 ano 12 | Setembro 2016 www.direcionalescolas.com.br
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Alex Santos & Paula De Pierro Público
Homofobia em Pauta
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Diversidade, cidadania, valores humanitários, liberdade. Todos esses conceitos, quando imaginamos ganhando vida e força em nossa realidade cotidiana, nos mostra um nível elevado de tolerância e respeito com relação ao outro. Este outro, à qual me refiro, não precisa, necessariamente, ser um completo estranho que cruzamos na rua. Pode ser um colega de classe, o professor de uma turma, o coordenador da instituição ou o colega de trabalho. Atravessamos um período árduo para as relações sociais intrínsecas, o olhar aguçado e o poder de fala/escuta das diferenças. E, dentro desse movimento transitório social, inserir questionamentos que envolvam preconceitos, intolerâncias e discriminações, se faz necessário com uma urgência inimaginável. Talvez, um dos caminhos para refletir sobre esse tema, seria a seguinte indagação: o que a escola pode fazer para estimular o pensamento, o aprendizado e o desenvolvimento de comportamentos mais compatíveis com a diversidade, a inclusão social e a cidadania? A empresa Opinion Box, que oferece soluções inovadoras de pesquisa de mercado online e a Hekima, empresa de Big Data Analytics que desenvolve e aplica tecnologias de computação cognitiva a fim de ajudar outras empresas a transformar dados em informação, trabalharam juntas em uma pesquisa sobre “Homofobia” para entender o comportamento das pessoas em relação ao assunto. Foram duas frentes de análise: uma pesquisa, feita pelo Opinion Box, com 1.433 internautas de ambos os sexos, todas as classes sociais e regiões do país; e um monitoramento realizado nas principais redes sociais, com 53.099 posts, que foram analisados pela equipe da Hekima por fazerem menção a termos como: homofobia, homofóbico, lesbofobia, lesbofóbico, lgbtfobia, lgbtfóbico, transfobia e transfóbico, além de homossexualidade, homossexualis-
mo, homoafetivos, homoafetividade e homossexual. Entre os entrevistados, 70% não se consideram homofóbicos, mas 70% consideram o Brasil um país homofóbico. Isso significa que grande parte dos participantes do estudo aponta outras pessoas como parte da questão, mas não se incluem nela. Ao analisar os dados da pesquisa em conjunto com os dados do monitoramento das redes sociais, fica claro como as pessoas não percebem seu comportamento homofóbico na totalidade. Na pesquisa, 14% das pessoas afirmam ser homofóbicas ou extremamente homofóbicas. No entanto, ao analisar os posts em redes sociais que utilizaram as palavras monitoradas, 49% desses são homofóbicos. Por fim, os entrevistados foram convidados a se colocar na situação hipotética de ter o filho ou filha revelando ser homossexual e a refletir sobre qual seria a reação de cada um: 44% tentariam encontrar uma forma de ajudar e, se não fosse possível, fariam de tudo para aceitar; 41% seriam totalmente naturais e não mudariam nada na relação com o filho (a); 10% iriam buscar ajuda médica e/ou espiritual até conseguir trazer o filho(a) de volta; 3% mencionaram que seria muito difícil aceitar e provavelmente iriam romper relações com ele/ela; e 2% disseram que seria o fim de suas vidas. Promover debates, ações ou projetos que impulsionam vivências e interações livres de qualquer tipo de preconceito são missões que podem ser incorporadas por qualquer instituição de ensino.
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Nesta Edição: 08
Coluna - Christian Coelho Prepare-se para a época de matrículas: dicas para o site de uma instituição de ensino
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Dica: Intercâmbio Experiência multicultural
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Dica: Gráfica Ideia sustentável
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Dica: Inadimplência
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Fique de olho:
Novos desafios
Coluna - Mirian Guimarães Tendências: transparência e eficácia nos projetos pedagógicos
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Coluna - Ana Regina Caminha Braga Habilidades e limitações do aluno da educação especial
Conversa com o Gestor Bullying: promovendo a igualdade e o respeito às diferenças nas escolas
Coluna - Leo Fraiman Em tempos de crise, o otimismo realista pode fazer a diferença
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Fornecedores de alimentos
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Os direitos e deveres na Educação Especial
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Prepare-se para a época de matrículas Dicas para o site de uma instituição de ensino
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site de uma instituição de ensino é a porta de entrada das prospecções e um local que converge os demais públicos-alvo (alunos e familiares) e plataformas digitais (links das mídias sociais, banners, pesquisas...). Cerca de 90% dos internautas iniciam a navegação pelos sites de busca como o Google. Assim, é importante que você garanta que seu site tenha uma estrutura que facilite a varredura das ferramentas de busca. É igualmente importante que o conteúdo tenha as palavras-chaves corretas, que permitam que seus clientes o encontrem quando estão buscando uma escola para seus filhos ou informações referentes à educação. O ponto fundamental é que não é eficaz otimizar um site se este não tem conteúdo suficiente. Embora seja possível utilizar as técnicas de SEO*, o resultado obtido será muito inferior àquele que se pode obter com uma estratégia mais ampla, que envolva a produção de conteúdo pedagógico significativo, como: • Conteúdos desenvolvidos nas reuniões do projeto pedagógicas;
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• Entrevistas com professores; • Vídeos de projetos pedagógicos; • Vídeos de aulas espetaculares; • Resenhas referentes à área educacional. Um site educacional tem que possuir consistência e credibilidade. Por incrível que pareça, a maioria dos sites de
instituições de ensino regulares possui pouco conteúdo educacional relevante. Dica – Quando desenvolver um site para a sua instituição verifique se este segue os critérios de SEO e que seja construído com uma linguagem orgânica que possa se adequar às diversas plataformas, como tablets e smartphones. A escola pode utilizar algumas tecnologias de apresentação de conteúdo e “linkar” com o site principal. A criação de blogs através de plataformas como o Blogger (www.blogger.com) e o Wordpress (br.wordpress.com), facilita a atualização por parte da instituição de ensino. A confecção de e-books e newsletters também são modelos de divulgação de conteúdo. A instituição também pode utilizar os conteúdos existentes na internet e criar uma biblioteca destinada a prover pais, educadores e clientes em potencial de informações relevantes e de grande interesse. Existem serviços gratuitos de clipping on-line como o Google News, onde o gestor de comunicação e a coordenação poderão pesquisar nos principais jornais e revistas eletrônicas notícias da área educacional. O Alerta Google define palavras-chaves para que o Google envie diariamente um resumo dos assuntos publicados na internet. O Google Scholar é um site de busca acadêmica muito útil para pesquisas na área de educação. Dica – Permita que as pessoas baixem o conteúdo em diversos formatos. Este tipo de atitude possibilita a divulgação do conteúdo e, por consequência, de quem o escreveu.
*SEO – Search Engine Optimization – técnicas que otimizam o site para ser mais bem compreendido pelas ferramentas de busca e, por consequência, garantir um melhor posicionamento.
O site de uma instituição de ensino deve ser ativo. As pessoas querem interação e novidades e não conteúdo estático. O problema mais comum dos sites das escolas é a falta de atualização. Isso afasta os usuários e não cria fidelidade. Se sua escola não tem disponibilidade, contrate e terceirize, mas garanta a locação de recursos para a atualização constante do conteúdo. Dica – Associar o site da escola a um portal educacional de um sistema didático potencializa o repertório e a tecnologia digital. Mas cuidado para não perder a sua identidade e deixá-lo muito parecido com o site de outras escolas. O que não deve estar presente no seu site - Se o cliente em potencial tiver todas as informações disponíveis no site ele não precisará dar os próximos passos para conhecer a escola, reduzindo a formação dos vínculos afetivos. Um atendimento bem feito pelo telefone e, principalmente, uma visita que ultrapasse as expectativas do cliente são insubstituíveis. Ainda não existe um formato digital que proporcione o mesmo efeito emocional nos clientes. Desta forma, não são aconselháveis filmagens 360º e divulgação dos valores das mensalidades. Dica – Jamais copie um artigo de alguém sem citar explicitamente a fonte, adicionando o autor e o link para a publicação original.
O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br EMAIL: christian@rabbitmkt.com.br
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Em tempos de crise, o otimismo realista pode fazer a diferença
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ada instituição é o reflexo do seu líder. Por meio de palavras, olhares, gestos e posturas, o líder pode inspirar ou “pirar” seus liderados. Ele inspira quando empodera, incentiva, motiva e orienta cada um ao melhor que pode ser. Porém, quando grita, ameaça, menospreza, titubeia ou age de forma injusta, não reconhecendo a dedicação de cada profissional, o líder acaba prejudicando seus liderados e até sua própria organização.
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Há de se considerar que para um planejamento estratégico ser bem feito é preciso equilíbrio. Afinal, otimismo demais poderia levar a uma gastança desmedida, a desprezar possíveis taxas de inadimplência, ou mesmo a fazer menos gastos com seguros. Por outro lado o pessimismo exagerado pode criar um clima interno tão negativo que acaba ocorrendo uma profecia autorrealizada que funciona da seguinte forma: Caem as vendas, as matrículas, os recursos --- começam a se intensificar ameaças --- as pessoas se travam, pois trabalham com medo de serem desligadas --- aumenta o estresse dos alunos e pais que sentem que naquela escola as pessoas andam de mau humor --começa a circular a percepção de que as coisas vão mal --- criam-se rumores (falsos ou verdadeiros) de que a crise é maior do que a capacidade de superação --- as pessoas deixam de tentar
dar o seu melhor --- instala-se um clima ruim de trabalho, com gritos e economias tolas (o café já não é mais passado no horário e se toma morno, a bolacha é servida velha mesmo, o papel nos banheiros piora de qualidade e já não se pinta mais a sala dos professores). Com tudo isso ocorre justamente o contrário de tudo que nos motiva. Como seres humanos, precisamos, sobretudo, de um bom clima para que nosso cérebro funcione adequadamente. Uma das formas mais inteligentes de superar crises é empoderar os profissionais da instituição para que cada um faça não apenas o seu trabalho de forma tarefeira ou para não tomar bronca, pois neste modo ninguém se permite ter novas ideias, raros se oferecem para aquele passo além e assim todos perdem. O que um bom líder consegue é despertar o espírito empreendedor de sua equipe. O otimismo realista se caracteriza por uma atitude em que se leva a realidade em consideração, mas se adota a proatividade diante dela, buscando novos olhares, novas ideias, novas ações. Perceber a realidade é importante, mas buscar a superação é fundamental. Líderes podem fazer a diferença ao substituir uma postura negativa e ao evitar palavras como problemas, substituindo-as por situação. Quando entendemos que estamos diante de uma situação, de um desafio e nos pedem ajuda, desperta-
mos o nosso melhor e temos a chance de encontrarmos caminhos. Líderes podem fazer a diferença quando abandonam as economias tolas que desempoderam e fazem cortes inteligentes, mas que não transmitam a ideia de que tudo está perdido. Afinal, conforto e limpeza geram ao cérebro humano condições favoráveis para se trabalhar. Líderes podem fazer a diferença quando deixam de se ligar somente nos noticiários negativos que todos os dias nos visitam e sentam com cada um de seus liderados, pedindo-lhes ajuda, sensibilizando cada um a pensar, a sentir e a agir como se fosse parte de um novo ciclo, de um novo dia, de um novo modo de ser, aquele em que todos se unem pelo bem comum. Crises vão e vem. Mas a forma como lidamos com nossas adversidades ficam estampadas na alma de nossos liderados, às vezes, para sempre. E você, que tipo de líder pretende ser?
O Colunista LEO FRAIMAN Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Consultor Site: www.leofraiman.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / leO FRAIMAN
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Habilidades e limitações do aluno da Educação Especial
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s habilidades e limitações estão presentes em todos os seres humanos, e por esta razão, precisamos aprender também com o outro e no convívio com nossos pares, pois cada criança nasce e cresce dentro de um momento histórico de infância, o qual se modifica ao longo do mesmo.
da condição humana em que cada um precisa identificar os seus pontos positivos e aqueles que ainda precisam ser trabalhados e lapidados.
Desta maneira, é possível chamar a atenção de vocês para refletirem sobre a constituição cerebral da criança, pois a dimensão cognitiva tem também relação com a dimensão afetiva e social, porque não podemos pensar no sujeito em fragmentos, mas sim nele por inteiro.
No entanto, ainda é uma fase difícil para filtrar as informações recebidas, e assim necessitam da intervenção ou mediação do adulto (responsáveis, professoras, etc.) para que contratempos sejam evitados e possam efetivar suas aprendizagens de maneira eficaz.
Atualmente o aluno está exposto a inúmeras informações que são armazenadas e constituintes de suas experiências de vida.
O desenvolvimento cerebral infantil é muito rico para estabelecer aprendizagens. Conexões são obtidas a todo instante, principalmente na faixa etária das crianças pequenas de um a cinco anos de idade. Estas conexões podem ser explicadas pelo período de maturação do cérebro que se estende até a adolescência.
Neste momento, é possível pontuar a importância do professor na aprendizagem dos alunos da Educação Especial, os quais precisam de um acompanhamento especifico, como estratégias, recursos e materiais adequados para sua participação em sala de aula e nos momentos de Atendimento Educacional Especializado (AEE), tendo o professor uma formação adequada para orientá-lo.
O ambiente onde este sujeito está inserido é fundamental, pois é nele que ele se desenvolve, faz conexões com o mundo, estabelece suas aprendizagens, e para executá-las, é necessário que este esteja seguro, com subsídios positivos para a relação.
Tanto o docente quanto o aluno devem ter um espaço e um tempo dedicado a refletir, pensar e trabalhar como podem ser realizadas, organizadas e executadas as atividades por ambas.
As habilidades e limitações acontecem dentro da realidade dos alunos com ou sem deficiência, pois isto faz parte
Essa é uma oportunidade para que eles possam modificar o que for necessário, adequando assim aulas e exercícios as habilidades e limitações de cada um.
Cada professor deve estar atento em sala de aula, de maneira a contribuir com os alunos e ainda possibilitar que a escola possa garantir cada vez mais uma aprendizagem e ensino de qualidade com o uso de materiais adequados para a faixa etária dos alunos. Na atuação com os professores da Educação Especial esta busca é essencial para conhecer o seu aluno no aspecto da aprendizagem e melhor desenvolvimento, valorizando com o que cada um pode contribuir numa atividade em grupo.
A Colunista ANA REGINA CAMINHA BRAGA Mestre em Educação pela PUCPR. Pós-graduação em Tradução e Metodologia da Língua Inglesa, Psicopedagogia, Educação Especial e Ensino Superior pela PUCPR. Gestão Escolar e Complementação pelo IBPEX. É professora tutora da Universidade Positivo e professora do curso de Pedagogia da Faculdade São Braz de Curitiba. Trabalhou como tutora e professora web no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná. Tem experiência na área de Educação presencial e EAD. Autora do livro Educação Infantil: Prática Pedagógica e Estratégias Metacognitivas. SITE: https://anareginablog.wordpress.com/
foto cedida pela colunista
COLUNA / Ana Regina Caminha Braga
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Tendências: transparência e eficácia nos projetos pedagógicos
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segundo semestre sempre parece curto demais na escola. Cuidar do destino pedagógico dos alunos para finalizar o ano e, ao mesmo tempo, começar o planejamento do ano seguinte, rever as escolhas realizadas e implementar as novidades. Além de tudo, é desafiador ter um tempo para olhar um pouco mais à frente no calendário e antecipar-se às tendências educacionais.
A Base Nacional Curricular Comum (BNCC), por exemplo, está a caminho. O documento atual está em sua segunda versão, ainda como proposta, e já incorpora as sugestões feitas pela sociedade. Foram mais de doze milhões de sugestões sobre o documento inicial, que mostram o expressivo desejo da sociedade de participar ativamente dos rumos da educação.
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Sabe-se que, quando entrar em vigor, a Base Nacional Curricular trará a necessidade de modificação de currículos tanto da rede pública quanto privada. A parte relacionada às competências emocionais e sociais vem ganhando força como “a bola da vez” nas tendências da educação para o século XXI. Várias escolas se adiantaram, até por identificação filosófica, com a chamada educação integral e adotaram projetos para desenvolvimento de habilidades socioemocionais de forma específica e sistematizada. Para essas, a tendência é de melhorar a avaliação dos projetos e ações em relação aos resultados que essas propostas estão trazendo aos alunos.
Não basta mais a escola ter em seu projeto político pedagógico o comprometimento com qualquer objetivo sem ser capaz de explicar se ele está sendo atingido e de que forma isso ocorre. O envolvimento crescente da sociedade na atuação da escola está buscando maior transparência e evidências concretas do que está sendo efetivamente realizado. Em fins de 2015, por exemplo, a lei sobre a intimidação sistemática, chamada “antibullying” mostrou um novo olhar para a ação da escola. O reconhecimento de que os prejuízos do bullying são devastadores fez com que, sem esperar pela implementação da BNCC, a lei fosse criada. É um chamado para um dos problemas gerados quando faltam habilidades socioemocionais na comunidade escolar e ele aponta para a necessidade de medidas imediatas. A lei esclareceu e definiu o que é o bullying, cunhou o termo intimidação sistemática e definiu formas e contextos em que ocorre. Ainda foi além, estabelecendo deveres específicos para as escolas e agremiações. O artigo quinto define que é dever dos estabelecimentos “assegurar medidas de conscientização, prevenção diagnose e combate à violência e intimidação sistemática”. Dessa forma tornou obrigatória uma posição formal das escolas a respeito do assunto, de forma a indicar quais ações e programas de prevenção à intimidação sistemática estão adotando, explicitamente. Mais transparência.
Felizmente, para que as escolas possam responder à demanda e atuar com eficácia na área, estudos e programas já avaliados estão hoje disponíveis para implementação nas salas de aula. Estes vêm para apoiar a ação do professor e melhorar o ambiente de convivência dos alunos, no sentido de promover na escola ambientes emocionalmente seguros. Sabe-se que esses ambientes favoráveis além de reduzirem a intimidação, também contribuem muito para a aprendizagem acadêmica e estabelecem um ciclo positivo de relacionamento dos alunos, familiares e escolas, fazendo com que a partir de algo tão danoso possa surgir um novo ciclo de conquistas sociais para todos.
A Colunista MIRIAN GUIMARÄES Coordenadora de equipe de psicólogos e pedagogos da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (ASEC) atuando em formação de professores para a Educação Emocional nas escolas e desenvolve treinamentos na área de educação emocional. É Consultora em metodologias de desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais para crianças para a Metodologia Internacional de Educação Emocional – Programa Amigos do Zippy. Professora, com licenciatura em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP. Mestre em Psicologia da Educação pela Faculdade de Educação da USP. Consultora e Palestrante atuando nas áreas de Educação Emocional, Desenvolvimento de habilidades e competências, Heterogeneidade na sala de aula, Resolução de conflitos, Bullying e Formação docente. É Professora e Coordenadora no Colégio Dante Alighieri, São Paulo.
foto cedida pela colunista
COLUNA / MIRIAN GUIMARÃES
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CONVERSA COM O GESTOR Bullying: Promovendo a igualdade e o respeito às diferenças nas escolas Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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As nossas escolas já têm por carisma trabalhar a questão dos valores, do respeito ao outro, da implantação dos direitos humanos na prática do dia a dia da escola. Um dos pontos básicos da nossa proposta é a formação da razão, educando a pessoa a pensar criticamente para agir corretamente diz Irmã Adair Sberga
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iversidade, respeito, igualdade. Esses três elementos alinhados com conceitos humanitários representam uma força ímpar. Atravessamos a vida e seus círculos sociais, institucionais e estudantis admirando e convivendo com uma grande questão: a diferença. Esse quesito, que espalha aprendizado e experiências significativas, pode ser cruzado através de duas percepções – positiva ou negativa. Diariamente, se observarmos o circuito estudantil – tanto no ensino de base como no ensino médio e acadêmico – percebemos uma pluralidade que invade salas de aula, corredores, espaços de convivência e locais externos. Essa diversidade, à qual me refiro, está presente nos gostos, gestos, estilos, roupas, movimentos, pensamentos, ideias, aspirações e tudo o que move um ser humano. Aprender a conviver, dialogar e integrar as diferenças é uma tarefa árdua, sadia e que deve ser nutrida a todo instante. Por outro lado, é notória a
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existência de atos intolerantes, que constrangem, inibem e embaraçam alunos em diversas camadas sociais e econômicas. Para esses atos designamos a presença do bullying. Com o intuito de criar um programa de combate ao bullying em território nacional, Dilma Rousseff sancionou uma lei antibullying (lei nº 13.185), publicada no Diário Oficial da União em 9 de novembro de 2015, indicando, entre outros artigos, “promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de comunidade escolar”. A lei entrou em vigor em fevereiro deste ano, após 90 dias da data de sua publicação oficial. O termo bullying (bully = “valentão”), de origem inglesa, foi adotado no Brasil em sua característica original por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar corre-
A questão do bullying é uma preocupação constante na Rede Salesiana de Escolas. Há vários anos o colégio possui projetos para combater o bullying
Irmã Adair Sberga, diretora-executiva da Rede Salesiana de Escolas (RSE).
tamente sua abrangência. “É considerado bullying qualquer tipo de expressão que tem como objetivo humilhar o outro. Essas expressões podem ser em ações, brincadeiras ou palavras. Mas, geralmente, o bullying nas escolas, está associado às brincadeiras que ridicularizam o outro”, indica a psicanalista Elizandra Souza. Os alunos que sofrem bullying, conta a psicanalista, se sentem humilhados, inferiorizados, não pertencentes ao grupo, muitas vezes se recusando a ir para a escola. Os apontamentos são os mais diversos, desde questões anatômicas até questões relacionadas aos pais. “O bullying não é uma ação isolada. Questões sociais e culturais podem influenciar a ação do bullying como podem, também, influenciar como se recebe brincadeiras e gozações na escola. Nossa sociedade, hoje, exige padrões que nem sempre podemos atingir, ao mesmo tempo que valoriza certos quesitos das pessoas, como a beleza e o consumo. Nossa sociedade
17 é muito intolerante com o diferente. Há uma espécie de recusa daquele que não se enquadra nas características físicas, comportamentais ou expressivas do grupo. Pessoas que não se enquadram nessas exigências são apontadas como diferentes. E os diferentes serão rechaçados. Dessa forma, também, apontamos outra questão social importante, que é a desconsideração do outro como sujeito, como alguém que pensa, sonha, sente de forma diferente”, explica Elizandra. E, nesse contexto, como é possível para a instituição escolar, que pode ser caracterizada como o primeiro espaço social e amplo que a criança frequenta, repleto de pluralidade, promover atos que possam erradicar a aparição do bullying? “A escola sempre pode fazer muita coisa”, ressalta Elizandra. “Desde palestras, trabalhos, conversas com e entre os alunos”.
uma situação de conflito entre os alunos, toda a equipe pedagógica é envolvida para resolver essa situação: as educadoras, as coordenadoras e a direção da escola. A resolução do problema não é restrita à sala de aula”. Ela afirma também que é muito importante diferenciar o que é e o que não é bullying. “Procuramos explicar, inclusive para os pais, o que é bullying e o que é uma situação particular, isolada. Para que possamos agir corretamente para resolver cada situação”. Este ano, com a presença da lei antibullying, o tema foi discutido no Encontro Nacional da Rede Salesiana de Escolas (ENARSE), para esclarecimentos sobre a legislação com um professor na área de direito constitucional (que falou também sobre a lei de inclusão). Também este ano, a RSE promoveu, por meio do Centro Salesiano de Formação, um curso a distância, no primeiro e segundo semestre, sobre bullying e mediação de conflitos.
EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO
A RSE, que possui diversas unidades com presença nacional e congrega mais de 100 instituições católicas de ensino, é centrada na metodologia do amor educativo e no sistema preventivo. Assim, a proposta pedagógica salesiana é calcada em três dimensões: Razão – a compreensão da vida, de si, dos outros e do mundo; Religião – o sentido da vida e a busca por Deus; e Afeto – o amor que desperta a alegria de viver. Do ponto de vista da ação prática, Irmã Adair ressalta que “quando acontece
O curso a distância sobre Orientação Educacional: Bullying e Mediação de Conflitos tem carga horária de 30 horas e o seu objetivo é proporcionar espaços de reflexão, socialização de experiências e o desenvolvimento de conhecimentos conceituais sobre bullying e outras violências no ambiente escolar, tratando sobre o papel dos educadores, escola e família diante dessa prática, desenvolvendo a capacidade de mediar conflitos, utilizando métodos e técnicas apropriadas à resolução não-violenta. Os temas abordados neste curso são: Introdução ao estudo de conflitos; Conflitos no ambiente escolar; Conflitos e violências no âmbito das interações sociais cotidianas; Violência e Nãoviolência; Fatores externos e internos que podem gerar violência na escola; Bullying nas Escolas; Prevenindo o Bullying; Negociação e Mediação; Comunicação Não-Violenta (CNV); Quem é o mediador de conflitos na escola; Limites da Mediação e do Mediador; Papel e perfil do Mediador; Construção de um ambiente cooperativo na escola; e O potencial das parcerias e redes internas e externas; Aplicação da mediação de conflitos na escola. “Há uma preocupação por parte da direção da RSE em adequar nos-
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“As nossas escolas já têm por carisma trabalhar a questão dos valores, do respeito ao outro, da implantação dos direitos humanos na prática do dia a dia da escola. Um dos pontos básicos da nossa proposta é a formação da razão, educando a pessoa a pensar criticamente para agir corretamente. Diante disso, quando as crianças brigam o primeiro posicionamento é chamar as duas crianças, conversar, deixar que elas reflitam e percebam que quando elas convivem respeitando o outro também se sentem mais felizes, porque o ambiente se torna mais familiar”, destaca a Irmã Adair Sberga, FMA, diretora-executiva da Rede Salesiana de Escolas (RSE).
18 sas escolas à nova legislação. Porém, é importante dizer que a mediação de conflitos já faz parte do sistema educativo salesiano”, afirma Irmã Adair. AÇÃO EM DISCUSSÃO
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Em maio deste ano, o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram uma pesquisa realizada com contribuição da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da Universidade de São Paulo (USP), indicando um aumentou de 5% para 7% a presença de casos de bullying nas escolas brasileiras. O levantamento apontou também que 20,8% dos estudantes já praticaram algum tipo de bullying contra os colegas e que a prática é proporcionalmente maior entre os meninos do que entre as meninas. Mirna Eloi Suzano, diretora do colégio Liceu Santa Cruz (integrante do Grupo A Educacional), acredita que são dados que traduzem a realidade e que o aumento também está relacionado ao fato de haver um estímulo muito grande para que as crianças e adolescentes nas situações que vivenciam. “No Liceu Santa Cruz temos poucas situações. Há muito tempo nos preocupamos em colocar o assunto em discussão e sempre atuamos quando surgem situações entre os alunos”, comenta. De acordo com a diretora, a instituição tem como regra orientar os alunos envolvidos, tomando também as medidas disciplinares cabíveis e estabelecidas pelas normas regimentais. “Não tem o que inventar. À escola cabe agir, preventivamente ou quando algum caso acontece. Atuamos prontamente quando a informação chega e levamos as informações às famílias para que continuem orientando seus filhos”, completa.Pensando em como diminuir
os casos de bullying e apoiar os alunos que sofrem esse tipo de ataque, o Liceu Santa Cruz tem investido muito na informação sobre o assunto e vem desenvolvendo projetos nas áreas de filosofia, sociologia e OPEE (Orientação Profissional, Empreendedorismo e Empregabilidade). No primeiro semestre, a escola organizou um espetáculo teatral sobre o bullying, o qual todos os alunos assistiram e, ao longo da semana que antecedeu a apresentação, todos os professores abordaram o tema em sala de aula e os alunos produziram textos e cartazes que ficaram expostos. Em relação aos alunos que praticam bullying, as medidas disciplinares adotadas pela instituição são as que constam nas normas escolares. “Não acreditamos que a impunidade deva acontecer, mas só medidas punitivas não são a solução para a questão. Precisamos estabelecer as possibilidades de retratação e pedido de desculpas entre os envolvidos”, comenta Mirna. As situações são sempre amplamente discutidas com toda a comunidade escolar. A orientação dada aos alunos é sempre no sentido de que não devem ter medo de contar o ocorrido, que podem contar com o apoio de toda a equipe de profissionais da escola e que sempre haverá a intervenção dessas pessoas para que a situação seja resolvida. Já os professores são orientados para que interfiram imediatamente, não dando espaço para que a situação continue e para que levem a situação à coordenação e direção. Para a diretora, o principal malefício para alunos que sofrem com o bullying é o risco de que a situação seja vivida individualmente e que possa determinar um processo de baixa autoestima, que pode levar a situações de ansiedade, depressão, tristeza, distúrbios alimentares e de sono
‘Há muito tempo nos preocupamos em colocar o assunto em discussão e sempre atuamos quando surgem situações entre os alunos’, comenta a diretora do Colégio Liceu Santa Cruz
ou, até mesmo, comportamentos agressivos. “O que temos percebido é que está surgindo cada vez mais cedo. Hoje temos manifestações em todas as faixas etárias. Entre adolescentes e pré-adolescentes é mais comum, porém, mesmo entre crianças do Ensino Fundamental acontecem alguns casos”. SER DIFERENTE Com linguagem simples, texto enxuto e desenhos coloridos, o livro “As cores do esquisito”, idealizado e escrito por Sergio Biscaldi e ilustrado por Renan de Oliveira, é destinado ao público infantil e aborda um tema atual e cada vez mais recorrente: o surgimento do bullying já na infância. “Os alunos se identificam com o personagem e veem como ele fica mal por sofrer o bullying. E então relacionam o universo da história com o seu próprio universo escolar, tomando consciência do quanto o amigo discriminado pode estar se sentindo também por algo que eles fazem”, destaca Sergio. Acompanhe mais informações sobre este livro em nosso site: direcionalescolas.com.br
SAIBA MAIS Para ler a lei antibullying (nº13.185) na íntegra, acesse: www.planalto.gov.br ELIZANDRA SOUZA lizarsouza@hotmail.com IRMã Adair Sberga adair.sberga@rse.org.br COLÉGIO LICEU SANTA CRUZ secretaria@liceusantacruz.com.br SERGIO BISCALDI sergio.biscaldi@gmail.com
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: INTERCÂMBIO
Experiência Multicultural
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educação é (re)conhecida como um polo ímpar de descobertas. Esse processo de exploração acontece em todas as fases da educação de base, segue pelo ensino médio e continua na vida acadêmica. E essa sensação, acompanhada de uma vivência saudável e intrínseca, compõem um ser humano dotado de referências multiculturais. Abordar e promover essas questões e sensações no âmbito escolar transcende locais físicos e constrói pontes inimagináveis. O intercâmbio pode ser uma resposta quando refletimos sobre troca de experiência, aprendizado, linguagem e aproximações culturais. Pensando nessas propostas, o Colégio Marista Santa Maria, localizado em Curitiba, Paraná, acredita que a educação integral vai além da sala de aula e tem promovido, por meio do Núcleo de Atividades Complementares (NAC), viagens que permitam a seus alunos uma vivência e prática para ações esportivas e culturais. Nesses intercâmbios personalizados de curta duração, é possível praticar atividades específicas, de acordo com as habilidades do intercambista, onde a confiança e independência são facilmente adquiridas com esta experiência. “Os intercâmbios específicos são de fundamental importância para o complemento da educação do aluno. O principal benefício, sem dúvida, é o crescimento pessoal. O aluno retorna com uma vivência muito maior e também mais conhecimento, da língua estrangeira e da modalidade praticada. Tudo isso o ajudará a
tomar determinadas decisões ao longo de sua vida estudantil e profissional”, afirma Anderson Retechuki, supervisor do NAC. Segundo Anderson, esse intercâmbio não é convencional, pois necessita da supervisão do professor responsável de cada modalidade juntamente com a escola para apresentar o projeto às famílias. Desta forma, os pais conseguem ter todo tempo hábil para se organizar, proporcionando aos filhos a oportunidade de enxergar o mundo de uma maneira diferente. Em 2015 a equipe de futebol junto com seu professor Leonardo de Carvalho e o supervisor Anderson Retechucki, foram para Orlando (FL-EUA) participar de um intercâmbio esportivo e cultural com jogos e torneios na Monteverde Academy, uma das mais importantes universidades do país. Já os palcos de Lisboa e Madri receberam os alunos do Grupo de Teatro, que participaram do 2º Intercâmbio Artístico e Cultural acompanhados do professor de teatro Orly Veras. As alunas participaram de um workshop de Teatro na Casa do Artista em Lisboa (Portugal), onde puderam aprimorar seus conhecimentos e habilidades. Elas apresentaram a peça “As Artes do Palhaço” para alunos do Externato Marista de Lisboa. Depois seguiram para Madrid, na Espanha, para conhecer e vivenciar a arte local. (RP)
SAIBA MAIS COLÉGIO MARISTA SANTA MARIA santamaria@colegiosmaristas.com.br
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: GRÁFICA
Ideia Sustentável
Atualmente, o planeta emite sinais claros de que não suporta o ritmo como lidamos com nossa própria ecologia. Dentre as inúmeras interpretações para o termo, a questão sustentável está intimamente ligada a questões de responsabilidade, conservação, respeito e até o desenvolvimento sustentável. “Quando ouvimos a expressão ‘sustentabilidade’ ou até mesmo ‘consciência sustentável’ logo imaginamos desmatamento e plantação de novas árvores. Porém, se olharmos de perto todo o processo social que vivemos, podemos contribuir (e muito) para uma vivência que não desgaste, maltrate ou interfira de maneira negativa em nosso planeta”, destaca Daniel Pedroso, especialista em educação e sustentabilidade. Aplicar projetos que estimulem a importância da educação ambiental, voltada, principalmente, para a compreensão ecológica nas escolas primárias, desenvolve-se, assim, uma nova geração com um instinto consciente. De acordo com o especialista, a base de qualquer mudança de
comportamento está embutida no cotidiano escolar e ampliar o olhar sustentável significa fomentar três pilares: ambiental, social e econômica. “Existem algumas dicas que podem ser adotadas por gestores e mantenedores de instituições educacionais que podem ser transferidas aos alunos e professores e estes, consequentemente, aos familiares e amigos, como: antes da impressão, observe o que será impresso e, se possível, salvar esse serviço e imprimir em um, dois ou três arquivos juntos, no mesmo papel; quando errar alguma impressão, não amasse o papel e jogue-o fora. Guarde-o para ser reutilizado; sempre que possível, imprima na frente e no verso das folhas”, indica Daniel. De acordo com o especialista, há fontes sustentáveis, como a “Ecofont”, que pode evitar o desperdício de tinta. Nessa alternativa de fonte, a quantidade de tinta é poupada em até 25% na impressão. “E lembre-se: nem todo e-mail que você recebe é necessário imprimir, reflita se sua impressão é realmente necessária. E as folhas usadas que estejam limpas em um dos lados se transformam em ‘bloquinhos’ para anotações e, em alguns casos, também podem ser utilizadas para alguns testes de impressão”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS DANIEL PEDROSO danielpmoraes@gmail.com
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sustentabilidade nunca esteve tão em voga como em nossa realidade. Os debates fervorosos em torno de políticas públicas, a questão da escassez da água que atravessamos em 2015, a preocupação com o lixo que aumenta a cada dia e os diversos fatores que compõem nossa relação com o meio ambiente merece destaque em todas as esferas sociais – inclusive na educação.
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: INADIMPLÊNCIA
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s desafios administrativos embarcam em novas estratégias, planejamentos e metodologias. Em tempos econômicos desafiadores, é importante as escolas terem um planejamento financeiro eficiente para equilibrar diferenciais e custos, atrair e reter o máximo possível de alunos e lidar com o que vem sendo identificado como o maior problema do setor administrativo financeiro da rede privada: a inadimplência.
Pesquisas recentes atestam essa preocupação por parte dos gestores escolares, como um estudo divulgado recentemente pela Mind Group na qual 60% dos entrevistados de 19 estados brasileiros, todos ligados à direção administrativa de escolas, apontaram a inadimplência como uma de suas maiores preocupações neste e no próximo ano. Em julho deste ano, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp) apurou que o índice de falta de pagamento dos pais atingiu 13,7% na cidade de São Paulo. No mesmo mês do ano anterior, esse número era 8,35%. Para o educador financeiro Pedro Braggio, um dos caminhos que podem ser percorridos pelo gestor escolar para driblar a inadimplência é o seguro educacional, que garante pagamento das mensalidades caso haja desemprego, morte ou acidente. “A escola fica sendo uma ‘ponte’ entre os pais dos alunos e a seguradora. Essas taxas podem ser entre 1 e 3% do valor da mensalidade e caso haja algum si-
Novos Desafios
nistro, o seguro garante o pagamento de todas as mensalidades do aluno, até o final do ciclo ou varia em até seis meses de mensalidade (depende do contrato)”. Além do seguro, que garante o pagamento das mensalidades em caso de sinistro, outra dica do educador financeiro é realizar um controle, mesmo que em uma folha de papel, com entradas e saídas de dinheiro. “Tudo deve ser anotado. É importante monitorar essas anotações. Além disso, o hábito de se reunir com os colaboradores periodicamente para falar e definir os assuntos financeiros é essencial. É uma forma de tornar a educação financeira parte da cultura da escola”. Para Diego Barbosa, especialista em cobrança, a inteligência no restabelecimento do valor a receber está no processo rápido de cobrança, com imparcialidade e profissionalismo. Ou seja, quanto mais cedo o colégio acionar o inadimplente, mais chance de receber. “Outra dica valiosa é quanto a quem deve cobrar o inadimplente. Quanto mais distância emocional entre as partes, mais assertiva será a cobrança. Por exemplo, o professor ou a secretária, os quais veem todos os dias os alunos não podem ser os agentes da cobrança. O ideal é que se tenha alguém exclusivo para cobrar, melhor ainda se for uma empresa terceirizada, a qual não possui vínculo sentimental com o devedor”, destaca Diego. (RP)
SAIBA MAIS PEDRO BRAGGIO educador@pedrobraggio.com.br
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Fique de Olho Fornecedores de Alimentos A escola e seus devidos atributos compõem uma base privilegiada para o desenvolvimento do aluno. Nela, diariamente, são inseridas práticas humanitárias, de ordem plural e significativa que promovem o entrelaçamento estudantil em diversas áreas do conhecimento de si. Assim, questões que envolvem a saúde e o bem-estar físico dos alunos são aspectos abordados em escolas de forma sadia e criteriosa. Estabelecer, então, uma preocupação sadia na rotina escolar, bem como uma escolha de alimentos balanceados para os alunos, é uma forma de promover hábitos saudáveis – que impactam, diretamente, em seu desenvolvimento e aprendizagem. Nessa edição do Fique de Olho especial Fornecedores de Alimentos, selecionamos três empresas que possuem, em sua missão, garantir qualidade, serviço especializado, acompanhamento nutricional, orientações adequadas e condições que viabilizem uma relação saudável e saborosa entre aluno e instituição. Confira:
Fale com a Cantinas do Tio Julio: (21) 2228.0615 / (11) 5084.3134 cantinasdotiojulio@ig.com.br www.cantinasdotiojulio.com.br
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Fale com a Nutrico: (11) 3852.8465 / (11) 3852.8669 nutrico@nutrico.com.br www.nutrico.com.br
Fale com a Tebraser.com: (11) 2592.4733 / (11) 94820.0069 comercial@tebraser.com.br www.tebraser.com.br
CANTINAS DO TIO JULIO Completando 34 anos de existência na área de alimentação este ano, Cantinas o Tio Julio está presente em 153 cantinas escolares da rede particular de ensino em todo o Brasil com 295 mil alunos circulantes. Especializados na instalação, administração e reestruturação de cantinas, lanchonetes, refeitórios e restaurantes no interior de estabelecimentos de ensino, o ano de 2017 trará novidades em seus serviços e oferecerá aos colégios o acompanhamento do consumo realizado por parte dos alunos que possuírem o cartão de consumo pré-pago, referente ao excesso de calorias consumidas mensalmente, de modo que o colégio receba orientações através de relatórios mensalmente por parte da Equipe Nutricional da rede e tome a iniciativa de enviar aos pais, tendo como objetivo que os mesmos participem da alimentação saudável e reeducação alimentar de seus filhos. “Também a partir de 2017, Cantinas do Tio Julio terá na cantina um funcionário ou mesmo um cessionário com domínio do Inglês, Francês, Alemão, Espanhol ou outro idioma de acordo com o perfil do colégio, de modo que os alunos pratiquem conversação na cantina no seu dia a dia”, ressalta Julio Cesar Salles, fundador da empresa. NUTRICO Fundada em 1995, a Nutrico atende atualmente mais de 40 escolas em diversas regiões de São Paulo, fornecendo mais de 1500 refeições diárias e garantindo a satisfação de todos os seus clientes. “Trabalhamos com alguns pilares para buscar a satisfação e fidelização dos clientes”, diz Luana Ramos, gerente de produção da Nutrico. Esses pilares são formados por: matéria-prima de qualidade, tecnologia, mão de obra e individualidade dos clientes. Proporcionando, assim, qualidade às refeições preparadas, atendendo as necessidades específicas dos clientes, investindo em fornos e equipamentos de última geração e desenvolvendo funcionários com satisfação através de treinamentos, padrões em segurança alimentar que garantem uma alimentação não somente saborosa e nutritiva, mas segura do ponto de vista higiênico-sanitário. Assim, os diferenciais prestados pela empresa são: “Orientação sobre boas práticas em manipulação de alimentos; Aula de Educação nutricional para as crianças; Palestras para pais e educadores; e almoços temáticos”, destaca Luana. TEBRASER.COM Especializada em alimentação, administração de cozinha, cantinas, lanchonetes, refeitórios, engenharia de cardápios, nutrição, terceirização e gestão de alimentos, a Tebraser.com atua com responsabilidade e profissionalismo mantendo uma visão estratégica da qualidade da boa alimentação. “Apaixonado pelo ramo alimentício, a Tebraser.com é uma forma de acreditar que podemos melhorar as condições alimentícias e seu preparo nos colégios, nas creches, nas universidades, etc”, diz Dirceu Junior, diretor da empresa. Presente no mercado há 10 anos, a Tebraser.com disponibiliza um leque de serviços e opções que podem ser escolhidas no ato da contratação, incluindo análises geradas através do consumo no cartão prépago. “Com a terceirização, a escola contratante fica totalmente livre para voltar e operar tranquilamente sua atividade principal, reduzindo seus custos, gerando segurança alimentar supervisionada por profissionais especializados e consequentemente a satisfação para seus colaboradores, alunos e pais”.
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Acessรณrios, Artigos Esportivos, Assessoria Esportiva, Bebedouros
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Alimentação, Brindes, Informática (software)
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Consultoria (AVCB e CLBC), Laboratรณrios, Pl aygrounds, quadras poliesportivas
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pl aygrounds
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Mรณveis, Pinturas, Pisos, Projetores
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34 Projeçþes Educativas em 3D, Protetor de Coluna, Toldos e Coberturas
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