Edição nº 120 ano 12 | Agosto 2016 www.direcionalescolas.com.br
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Revisitando o Ensino Superior Nesta presente década, visualizamos e acompanhamos uma crescente procura às universidades (públicas ou privadas), por cursos específicos e com alunos ávidos por conhecimento, especialização, desenvolvimento profissional, colocação no mercado de trabalho e experiências que ultrapassem os campos da escola. O tradicionalismo pedagógico, que ronda espaços de diversos níveis estudantis, composto por várias matérias lecionadas e inúmeras horas acomodados em salas de aula, começa a abordar mecanismos para desviar desse panorama, reforçando, gradativamente, a adoção de uma nova postura com relação ao modo de ensino e seus devidos desdobramentos. Uma sala de aula tradicional com professores explicando determinado assunto é um método de ensino que não é mais suficiente para a nova geração de alunos. É preciso uma grande reforma que passe a integrar novas metodologias, técnicas e tecnologias ao meio acadêmico com o objetivo de modernizar e dinamizar o ensino. Tudo isso agregado aos métodos de investir na qualificação dos professores, destes desafiarem seus alunos, levá-los a campo e diminuir a distância entre o que se aprende e o que o mercado exige.
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Essas são as medidas propostas por 255 jovens que representaram a atual classe de ensino superior brasileira em uma pesquisa realizada com exclusividade pela Universia, maior rede ibero-americana de colaboração acadêmica. A pesquisa incluiu alunos de 80 instituições de ensino do país: públicas como USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Universidade Estadual de Goiás, além de privadas como FGV (Fundação Getúlio Vargas), Anhembi
Morumbi, Mackenzie, Senac e Belas Artes. Entre os universitários da rede pública, 36% afirmaram estar satisfeitos com o modelo de ensino aplicado atualmente, e 45% dos alunos de instituições privadas disseram estar satisfeitos. Do total, 48% estão satisfeitos em parte e 10% não estão de acordo com o modelo que as universidades trabalham. Dos respondentes, 23% acreditam que o método precisa ser revisto, que citaram, ainda, a inclusão da inovação, novas metodologias e o aumento do ensino à distância. Atentos, os universitários notaram um maior acesso à educação superior devido a créditos facilitados, mas avaliam que a qualidade deste ensino está em queda, assim como a exigência de um aluno melhor preparado. Há ainda 12% que já entenderam que apenas o diploma da graduação não é suficiente para se diferenciarem no mercado de trabalho. Por último, a pesquisa mostra que 11% dos respondentes reconhece os investimentos feitos na educação, porém, os consideram insuficientes. Outra preocupação apontada nas respostas discursivas são os recentes cortes de investimentos na educação. De acordo com esses apontamentos, chegamos a uma conclusão: precisamos de uma reforma urgente. Uma revolução!
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Nesta Edição: 08
Coluna - Christian Coelho
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Conversa com o Gestor Gênero e Diversidade nas Escolas
Rematrículas e Captação de Clientes Novos
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20 Coluna - Fabiano Brum Música x Profissão de Educador - Como ser um Profeshow e Dar um Show de Motivação na Educação
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Dica: Olimpíadas Atletas em Formação
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Dica: Brinquedoteca
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Fique de olho:
Espaço Lúdico
Coluna - Celso Antunes Ao Pé do Ouvido
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Coluna - André Rimoli Costa Jogos Olímpicos e Atividades Extracurriculares Esportivas
Dica: Ergonomia Saúde e Bem Estar
Sistemas de Ensino
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO REMATRÍCULAS E CAPTAÇÃO DE CLIENTES NOVOS
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período que compreende os meses de setembro a março, é a época de instabilidade para as instituições de ensino, pois é quando ocorrem o aumento de procura, a entrada e saída de alunos. É nesse período que é necessária a implantação de estratégias de gestão de impacto, como as rematrículas e a campanha de propaganda e marketing. O comportamento dos professores é fator preponderante para o bom resultado das rematrículas. Eles tanto podem influenciar de forma positiva quanto podem contribuir para o aumento da evasão, pois as rematrículas acontecem justamente no final do ano, época em que estão mais cansados e estressados. Na reunião de planejamento pedagógico do segundo semestre o coordenador deve apresentar as estratégias de rematrículas para o corpo docente. Traçar metas concretas, apresentar os critérios da meritocracia e, principalmente, deixar clara a importância de manter, em uma época de instabilidade, a qualidade dos serviços educacionais através de uma boa postura, didática, relação interpessoal e assiduidade Também é de responsabilidade do líder promover as rematrículas através dos canais naturais de comunicação da escola: a coordenação entrar e divulgar a rematrícula nas salas de aula e apresentar o resultado da meritocracia nas reuniões de monitoramento para o corpo docente. Meritocracia para o corpo docente No período de rematrículas, no qual o corpo docente é pressionado a bater metas e atingir resultados concretos, é aconselhável introduzir ações motivacionais extrínsecas como o exemplo: Meritocracia para professores - Estipule uma data limite para o
professorado atingir 75% de alunos rematriculados. Para os professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, a premiação será por classe, premiando o professor e o auxiliar. Os professores aulistas do Ensino Fundamental II e Médio poderão ser premiados, caso todo o segmento atinja o percentual de rematrículas estipulado ou por sorteio de professores responsáveis para cada classe. Para aumentar a motivação e a competitividade, um painel poderá ser colocado na sala dos professores e apresentado nas reuniões de monitoramento. As premiações não podem ter um valor inferior a 30% do salário dos professores e deverão ser entregues ao final do processo, não ultrapassando o período de dois meses.
parcela); Envio de um kit de rematrícula; Finalização do processo com o face to face; Política especial para os alunos do 9º ano. Kit Rematrícula O envio pelo correio de um kit, contendo todas as informações e documentos para que os pais efetuem a renovação da matrícula do filho, é a melhor maneira da escola demonstrar sua preocupação com a comodidade de seus clientes. Em um envelope timbrado, o estabelecimento de ensino deverá enviar todos os documentos, enfatizar o trabalho pedagógico, promocional e agregar valor com o material de empresas parceiras. Face to face
Rematrículas antecipadas Após o retorno das férias de julho, dependendo do nível de satisfação, as famílias começam a pensar na permanência ou não dos seus filhos na escola. Portanto, a instituição deve lançar a campanha de rematrículas até setembro para fazer com que não tenham foco em mudanças, desfazendose da ideia de transferi-los de escola e ficando com a sensação de missão cumprida o mais rápido possível. Para estimular os pais a anteciparem as rematrículas, as escolas devem propor benefícios como um maior parcelamento e descontos na primeira parcela da anuidade. Os mais comuns usados pelos clientes da Rabbit são: Divisão da anuidade em 13 parcelas; Proposta do pagamento da primeira parcela em setembro ou outubro; Estímulo para que os pais a antecipem a rematrícula, dividindo a primeira parcela em quatro vezes (pagamento em setembro, outubro, novembro e dezembro) e dando um desconto de 20% sobre o valor (somente da primeira
Manter um aluno hoje em dia é uma tarefa tão difícil quanto matricular os novos. Todas as famílias que não efetivarem a rematrícula após a data final estipulada deverão receber uma ligação da escola, com o objetivo de agendar reuniões. É importante ressaltar que não é interessante negociar ou esclarecer eventuais dúvidas por telefone. Os agendamentos deverão ser marcados de acordo com as respostas obtidas nos telefonemas. Problemas financeiros serão encaminhados ao responsável pela tesouraria ou direção, e demais reclamações e insatisfações à coordenação pedagógica. E não se esqueça: escutar o cliente é a melhor forma de aprimorar a prestação de serviços da escola e entrar em sintonia com os anseios das famílias e dos alunos.
O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br EMAIL: christian@rabbitmkt.com.br
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Música x Profissão de Educador – Como Ser um Profeshow e Dar Um Show de Motivação na Educação
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ducar pessoas não é uma tarefa fácil. Na realidade, a profissão de educador é uma das mais árduas e, ao mesmo tempo, compensadoras. Ser educador hoje é conviver com a incerteza, agindo na urgência e fazendo novas escolhas, pois muitas vezes as informações, a didática, o perfil do aluno, o mercado de trabalho e outras variáveis estão mudando constantemente. O relacionamento com o aluno, lidar com a sensibilidade e a curiosidade da criança, a inquietude e o dinamismo da juventude, a transformação de saberes e a internalização de valores educativos, são atividades que exigem profissionalismo, preparação e amor pela educação.
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Motivação, Afinação, Relacionamento e Um Show de Desempenho Todo aquele que atua como educador, deve estar constantemente motivado para enfrentar os desafios e mudanças frequentes na educação, estar afinado com conteúdos e métodos de ensino, ter habilidade para relacionar-se com seus alunos, equipe pedagógica, demais professores, pais de alunos e comunidade em geral. Além disso, sabemos que assim como em qualquer área de atuação, o professor também precisar buscar diferenciar-se em seu trabalho, inovando sempre e criando formas de proporcionar um melhor aprendizado para seus alunos, afim de dar um show de desempenho em sala de aula. Motivação: Assim como um artista ou músico profissional ama a sua profissão, o educador deve ter verdadeira paixão pelo que faz, encontrar os motivos que o levam a agir pela educação e estar sempre entusiasmado por ser um professor. Afinação: Repare como todo músico antes de fazer uma apresentação afina o
seu instrumento. Da mesma forma o professor deve estar afinado com o conteúdo, com técnicas pedagógicas, materiais de ensino e principalmente afinado com o perfil de cada aluno. Relacionamento: Um grupo musical trabalha em conjunto e da mesma forma o profissional da educação deve trabalhar em equipe, saber se relacionar com pessoas, cativar seus alunos. Como em uma banda, na escola devemos atuar com harmonia, melodia e ritmo. Um show de desempenho: Na música, “dar show” é fazer com que a plateia se envolva, arrancar aplausos, fazer mais do que o óbvio. Desempenhar seu papel com qualidade acima da média. Esse também deve ser o “tom” da atuação de todos que trabalham com a arte de ensinar. É preciso inovar na metodologia, na interação e integração com os alunos afim de criar empatia e um ambiente propício para o aprendizado. Profeshow ou Profechato?: Quando vemos alguma informação ligada a educação, vez ou outra nos recordamos de alguns professores que tivemos em nossa vida escolar. Do fundamental até o ensino médio, na graduação ou na pós-graduação, vários foram os profissionais que estiveram lecionando na sala de aula onde estávamos matriculados. Alguns deles nos lembramos pelo companheirismo, outros pela rigidez na condução do conteúdo, alguns pela excelente didática e outros pela total ausência dela. O curioso é que normalmente nos lembramos daqueles que foram excelentes professores e, também, dos que foram péssimos. Raramente nos lembramos dos professores medianos. Tenho feito várias palestras para professores em semanas pedagógicas, seminários, congressos de educação, e este contato tornou-me profundo
admirador daqueles que escolheram a educação como profissão. De uma forma geral percebemos que virou moda “desacreditar” da profissão de professor, vemos até mesmo professores falando mal de seu próprio ofício. Porém tenho visto professores que dão um verdadeiro show de desempenho em sala de aula. Para estes dou o nome de PROFESHOW! O Profeshow é aquele que ama sua profissão, inova em sua metodologia, é pesquisador, movido por desafios e pela necessidade de aperfeiçoamento contínuo. Propicia aos seus alunos oportunidades de construção e reconstrução do conhecimento, fundamentado no aprender a aprender, no aprender a pensar, no aprender a ser, no aprender a conviver, como formas para ampliação da compreensão do mundo. Por outro lado, temos o PROFECHATO. O perfil do Profechato é exatamente o contrário do Profeshow. Está sempre de mau humor, critica sua profissão, completamente sem entusiasmo, ele encara o dia a dia do seu trabalho como um árduo fardo a ser carregado. Suas aulas são monótonas, sem conteúdo e sem vida. Aliás, vida é tudo o que falta para o Profechato. Dizem que a nossa vida é feita de escolhas. Qual é a sua escolha? Ser um Profeshow ou um Profechato?
O Colunista
Escritor e palestrante nas áreas de motivação, educação, trabalho em equipe e empreendedorismo. Graduado em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Gestão Empresarial, é autor do livro AFINANDO PARA O SUCESSO – Motivação, Carreira e Marketing Pessoal, co-autor de 5 livros nas áreas de gestão, vendas, motivação e coaching. Diretor da Brum Desenvolvimento Profissional Ltda. www.fabianobrum.com.br EMAIL: contato@fabianobrum.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / FABIANO BRUM
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JOGOS OLÍMPICOS E ATIVIDADES EXTRACURRICULARES ESPORTIVAS
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esse ano, um cenário ímpar se desenha como pano de fundo no universo esportivo brasileiro, pois pela primeira vez na história do nosso país dois eventos esportivos de grande magnitude serão realizados aqui: a Copa do Mundo FIFA e os Jogos Olímpicos. Esses eventos terão grande impacto na imagem do Brasil e sua promoção cultural, bem como na vida dos brasileiros, na estrutura do país e muitas oportunidades podem ser geradas na área da Educação Física e Esportes. Será oportuno aproveitar os legados deixados por esses grandes eventos esportivos em nosso país, bem como no esporte de base no ambiente escolar. Muito já se discutiu sobre o legado dos grandes eventos esportivos e há exemplos concretos em todas as vertentes, boas e más, para se seguir. Desde o legado cultural sonhado por Cagigal para os Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona até as questões políticas globais surgidas em Pequim nos Jogos Olímpicos de 2008, temos um enorme leque de possibilidades para exemplificar intenções. O esporte constitui um dos sinais de identidade das sociedades modernas; por ele, a oportunidade de participação em atividades esportivas tem sido incrementada enormemente, sobretudo no último terço do passado século XX. É necessário implementar medidas para adaptar a prática esportiva às características e estilos de vida da população moderna e o desenvolvimento de programas de apoio que permitam eliminar ou, ao menos, minimizar as barreiras que ainda existam aos que fazem ou querem fazer esporte, como a construção de ciclovias e o aproveitamento de espaços públicos, gerando um maior interesse pelo esporte e pela prática do esporte. Nas escolas de qualquer classe social, o aumento da demanda para a prática de ativi-
dades esportivas extracurriculares é cada vez mais perceptível, gerando um consumo de produtos e serviços que favorecem uma prática mais segura e de qualidade. Então, com os olhos do mundo todo voltados para o Brasil, surge uma enorme expectativa em atender a essa demanda que é cada vez maior. Se existe alguma dúvida com relação ao preparo dos profissionais da área de educação física nesse sentido, não é menor a preocupação com a área de gestão esportiva, que tem pela frente novos desafios e tem que planejar, inovar, sugerir, criar e instrumentalizar ferramentas que possam dar conta da multiplicidade de facetas do processo como um todo. Pela abrangência que o esporte tem no contexto social dos dias de hoje, estão também envolvidos, de maneira geral, além dos conceitos e teorias da Administração, conhecimentos relativos à Economia, Marketing, Legislação e Política. As escolas têm buscado capacitação na área e se convertido, atendendo às necessidades, em toda organização que queira administrar, gerar e ofertar corretamente seus recursos esportivo-extracurriculares. Na busca de uma melhor prestação de serviços, as assessorias esportivas se estabeleceram como uma alternativa, procurando atender uma demanda, que com o apelo dos grandes eventos esportivos, cada vez mais se estabelece. A atuação de assessorias esportivas é bastante diversificada, diferenciando-se de acordo com a cultura, a organização e as políticas de cada escola ou região. Em sua atuação, as assessorias esportivas podem contribuir para que a uma prática esportiva organizada e segura aconteça, pois no sentido de assegurar condições de bem estar físico, psicológico e social ao seu praticante se faz necessária a
importância da promoção da saúde na nossa sociedade, e as pessoas comecem a entender o real papel dessas assessorias esportivas. Com a realização de grandes eventos esportivos cresce a possibilidade de maiores e melhores investimentos e organização para mais variadas modalidades espalhando escolas de esportes em vários centros, com intuito de revelar novos talentos do esporte ou até mesmo ter a escola de esportes com um bem inclusivo dentro da sociedade, levando em consideração que um indivíduo inserido em um programa de formação esportiva pode não ter como principal objetivo a formação da criança - adolescente para as competições de alto rendimento, mas desenvolver valores para ser tornar um indivíduo mais participante no meio em que ele vive. O mercado de escolas de esportes em colégios particulares se torna um importante pólo de desenvolvimento do desporto, além de despertar para uma melhor qualidade de vida e identificar futuros talentos para o esporte de performance, ou simplesmente para uma iniciação desportiva adequada, onde os benefícios serão desenvolvidos ao longo da vida do indivíduo, promovendo hábitos saudáveis e uma melhor qualidade de vida.
O Colunista Possui Graduação Plena em Educação Física, com especializações na área da Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo. Mestrado em Administração de Empresas, com trabalhos relacionados a consultoria, assessoria e a gestão desportiva. Atua na área docente do ensino superior/pós graduação. Proprietário da ARC Sports - Assessoria e Consultoria Esportiva, que desenvolve trabalhos educativos/ esportivos, com implantação de trabalhos voltados para qualidade de vida, saúde, e performance em escolas, empresas, clubes e condomínios. EMAIL: arc@arcsports.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / ANDRÉ RIMOLI COSTA
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COLUNA / CELSO ANTUNES ao pé do ouvido
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iz-se que uma conversa ao pé do ouvido deve ser desenvolvido em tom baixinho, com voz sussurrada, realizada por uma pessoa no ouvido de outra, geralmente confidencial. Algum bate-papo que pode abrigar uma intriga, um cochicho ou então um murmúrio. Assim, percorri vários lugares, cidades e regiões, colhendo histórias e conversas de um lado e de outro que tinham um teor em comum: expressar maneiras de pensar mais ou menos comuns no ambiente rural ou semiurbano brasileiro de norte a sul do país. Nasceu, dessa forma, um pequeno livro com 25 histórias breves que chegará ao mercado editorial em breve, com um propósito essencial de analisar conteúdos éticos e morais através de situações de alienação, preconceito, exclusão e machismo, criando condições para debates entre pais e filhos ou alunos e professores para uma reflexão e, se possível internalização, de condutas e procedimentos éticos. Acompanhe abaixo trechos de dois capítulos presentes nesse livro:
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SANDRA, A CENTOPEIA Sandra era uma rica e vaidosa centopeia. Seus pensamentos pareciam estar sempre concentrados nos seus múltiplos e coloridos sapatos e na subserviência de Maricota, pequena formiga e sua criada. Para Sandra, o prazer maior da vida consistia em perfilar pelos canteiros e colher de seus múltiplos moradores os comentários elogiosos sobre sua graça, seus sapatos, sua riqueza. Não poucos entre esses moradores tentavam trazer Sandra à realidade do lugar, a beleza das flores brindadas pelo orvalho, o encanto dos mil verdes que se deixavam embalar pelo vento. Tarefa inútil, pois para outros pensamentos jamais se desviavam os de Sandra senão seu luxo, sua riqueza, seus sapatos. Mas, sobrecarregada de tanto esforço, infeliz pelas ácidas críticas de Sandra,
descuidada de si mesmo para tanto cuidar da patroa, Maricota não resistiu ao inclemente inverno e foi levada pela gripe. Desesperada por não encontrar seus sapatos, humilhada pelos muitos pés descalços, Sandra saiu a esmo pelo jardim. Foi então que seus pés descobriram a sutileza da grama úmida, seus ouvidos perceberam a carícia dos ruídos múltiplos, seus olhos encheram-se de cores jamais imaginadas e seus pés libertos sentiram a carícia do orvalho. Descobriu que a vida não é uma prova, não é degrau. Percebeu que viver não é singelo passo no caminho, muito menos um prelúdio para o incerto paraíso futuro. Percebeu, finalmente, que o verdadeiro paraíso que está no aqui e no agora. Sandra surpreendeu-se com a vida, descobriu o sussurro do amor, encontrou finalmente a tosca e singela moradia da verdadeira felicidade.
Não desanimou e na semana seguinte voltou à geral, ainda mal curado da penúria e da surra. Disposto a não mais errar foi só entrar em campo os jogadores que, em plenos e humanos pulmões, berrou: PALMEIRAS, PALMEIRAS, PALMEIRAS. Chutado, cuspido e apedrejado foi quase esmagado pela torcida Gaviões da Fiel. Salvo por cuidadosa policial, foi curado e colocado, mais uma vez, para fora do estádio. Não desanimou. Não tendo mais dúvidas sobre a idolatria humana, catou os restos dos trocos recebidos e, mais uma vez foi ao jogo, disposto a não mais errar. Ficou em pé no meio da multidão e foi só o jogo começar e começou a gritar: ALVIVERDE, ALVIVERDE, ALVIVERDE. Novos chutes, blasfemas e pontas-pé e a própria torcida tricolor Independente o atirou para fora do estádio.
Um olhar para dentro:
Doido e doído, triste e machucado envolveu-se pela tal de depressão por não compreender essa estranha bicharada que, com deslavado orgulho se autodenomina: ESPÉCIE INTELIGENTE.
A sabedoria em se descobrir encanto e beleza no amanhecer e no anoitecer, no barulho do ar e nos cantos dos ventos. A felicidade pode sempre estar onde a colocamos, mas muitas vezes não a colocamos ao alcance de nossas mãos. O TATÚ AZARADO Quando o tatu Zacarias se fez homem, resolveu se enturmar. Sabendo que grande parte dos machos humanos adora futebol, economizou alguns trocados e foi ao futebol, sem sequer imaginar que besteira seria essa. Sentou na geral e querendo se fazer “povão”, mal o jogo começou e em plenos e humanos pulmões berrou: CORINTHIANS, CORINTHIANS, CORINTHIANS. Não chegou a se sentar e vaiado pela torcida alviverde levou algumas cacetadas e cusparadas e foi salvo pela Polícia que, julgando-o louco, atirou-o para fora do estádio.
Um olhar para dentro: Não existe maneira mais completa de se sentir verdadeiramente digno senão abandonando a procura de modelos e a cópia de pensamentos, ações e gestos padronizados. Nada é maior que a consciência plena da individualidade e a descoberta da grandeza em curtir a essência em ser o próprio “eu”.
O Colunista Celso Antunes tem bacharelado e licenciatura em Geografia. É mestre em Ciências Humanas pela USP e é considerado um grande formador de opinião no mundo da educação. Tem mais de 280 publicações e suas obras foram traduzidas pra mais de seis países. Celso Antunes também ministra palestras em diversos países como Argentina, Uruguai, Peru, México, entre outros. EMAIL: celso@celsoantunes.com.br
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CONVERSA COM O GESTOR Gênero e Diversidade nas Escolas Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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Erradicar desigualdade é uma questão de direitos humanos. É fundamental construir espaços de diálogos tanto sobre o direito à igualdade e oportunidades como de respeito às diferenças. E a escola, ao nosso ver, é o espaço privilegiado capaz de liderar esse movimento que é, de fato, capaz de introduzir novos e transformadores padrões sociais e culturais diz psicóloga
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istoricamente, agregamos em nossa realidade ações, planejamentos, condutas e direcionamentos que recebemos de amplas e diversas parcelas que nos constituem como ser humano em uma sociedade heterogênea que, de certa forma, dialoga com nossas crenças, anseios, escolhas, identidades, questionamentos e comportamentos. Diariamente, somos abraçados por uma lista gigantesca de tarefas que nos induzem e estimulam produções e criações no campo social.
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E, a partir de todos esses movimentos, conseguimos compreender algumas questões que nos envolvem de forma intrínseca e complexa. Todos os dias pela manhã existe um grande movimento social que transcende tarefas, horários, compromissos, trabalhos e saberes em instituições de todos os segmentos – incluindo, até mesmo, o ambiente educacional. Ao soar o sinal matinal nas primeiras horas, abre-se os portões físicos das escolas que representam a evolução, o conhecimento, a descoberta (de
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si e dos outros), a interferência (motora, social e psíquica) e consequentemente as alegrias, frustrações, dificuldades e realizações. Experiências individuais, conhecimento coletivo, descobertas interiores e sociais. A escola representa uma junção de reflexões que guiam os alunos – tanto em sala de aula, como em atividades externas – a um relacionamento social, cultural e educativo. E, além de aulas em diversas matérias, pensamentos, observações e desejos nascem em cada aluno de maneira ímpar – e inesperada. Se tivermos a ímpar oportunidade de estabilizar nosso olhar ao redor do campo educacional e, consequentemente, em sua estrutura (física, cultural e pedagógica), podemos observar infinitas descobertas e valores que, de uma forma ou de outra, representam (e espelham) um universo de possibilidades em cada instituição de ensino. Se observarmos atentamente todos os alunos, podemos ressaltar características
Localizado em São Paulo, o Colégio Oswald de Andrade possui três unidades - Tipuana, Girassol e Cerro Corá
Beatriz Monteiro, escritora e psicóloga
que conduzem e salientam seus gêneros, que implicarão em suas descobertas, suas relações entre si, suas evoluções, criações e entendimentos sociais. As discussões e debates que envolvem o gênero, nunca estiveram tão em voga como nos últimos tempos. A sociedade, ao longo dos anos, abre espaço e mostra-se permissiva a outros olhares e mudanças significativas. Compreender a existência de novas percepções é expandir o olhar para uma realidade mundial que ganha força e evidência a cada dia. Entrelaçar a educação e a reflexão sobre gênero favorece um pensamento compatível com a cidadania, diversidade e inclusão social. Entre o azul e o cor-de-rosa
Desde a infância, as crianças são induzidas a seguirem padrões pré-estabelecidos e culturais de vida. Com o tempo, podemos identificar diferentes habilidades e preferências que aparecem no cotidiano de meninos e meninas, aspectos e projeções que
Rupturas percebe o protagonismo dos alunos, as parcerias inusitadas, o compartilhamento do saber e o livre fluxo de conhecimento
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Assim, de maneira instintiva e imperceptível, criava-se um espaço de ordem masculina para o garoto brincar com seus imensos carrinhos e, do outro lado, as bonecas aguçavam a feminilidade das garotas. Nesses espaços, o “lugar do menino” e o “lugar da menina” permaneciam distantes entre eles, destacando diferenças em roupas, cortes de cabelo, gestos, falas, brincadeiras, sentimentos, percepções e modelos pautados através das relações e diferenças entre os seus gêneros. “Gênero é a construção social, histórica, cultural e econômica do sexo anatômico”, diz Keila Deslandes, professora universitária. “O ‘ser mulher’, tanto quanto o ‘ser homem’, não se define ou restringe à presença dos caracteres sexuais primários ou secundários no ser, mas, sobretudo, por uma série de expectativas que se tem em relação ao tornar homem ou mulher na sociedade”. Dentro do ambiente escolar, como é possível diminuir estereótipos e não reforçar o tratamento divergente entre alunos de sexo opostos? E, acima de tudo, é necessário o debate sobre gênero e diversidade sexual nas escolas? “O debate de gênero e sexualidade nas escolas tem sido muito estigmatizado pela temática da orientação sexual, que se constitui como um grande tabu na sociedade brasileira. Mas, por óbvio, o tema de gênero nas escolas não se restringe à temática da orientação sexual e pode e deve ser ampliado a todo debate sobre a igualdade/equidade relacionada aos feminismos e ao empoderamento das mulheres na sociedade”, ressalta Keila. Para Beatriz Monteiro, escritora e psicóloga, a redução do gênero ao aspecto do biológico é limitadora, empobrecedora, promotora de desconforto, conflito, problemas de autoestima e até disfunções mais sérias. “Considerando ser objetivo da escola o desenvolvimento integral do aluno, a reflexão sobre esse aspecto da vida é extremamente importante. Quem sou eu? Qual o meu papel no mundo? O que quero e posso fazer da vida? São questões fundamentais e
RUPTURAS Diante de novos tempos, a realidade aponta outros horizontes. Com a equiparação de valores, a inserção cada vez maior de mulheres em postos de trabalho e a diminuição de privilégios que garantem vantagens a um só sexo, a sociedade quebra alguns tabus tradicionais. E, com novas perspectivas, deixamos de lado certos conceitos preconceituosos, propondo diálogos, compreendendo a importância de inserir no contexto escolar o caráter histórico-social e mutável. Hoje, a instituição educacional ultrapassa a visão biológica de seus alunos, percebendo a necessidade e sensibilidade que prolifera na evolução particular de cada criança. A partir dessas intervenções, há diversas práticas diárias no âmbito escolar, na convivência familiar e, futuramente, em uma sociedade livre de estereótipos e discriminações. Fundado na segunda metade da década de 1970, o Colégio Oswald de Andrade, localizado em São Paulo, está desde sua origem associado à inovação. Valorizando o exercício da inovação, especialmente na forma como entender e praticar o ensino desde a educação infantil até o ensino médio, o colégio se dedica a formar alunos bem instrumentalizados, éticos e plenamente aptos a escolher diferentes caminhos na formação acadêmica e profissional. Neste cenário, ocorreu no mês de setembro último o
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ressaltam o seu gênero. Em um passado não tão distante, o azul era uma cor usada apenas por meninos e o rosa aparecia em diversos adereços e acessórios femininos.
passam necessariamente pela reflexão de gênero que, quanto mais livre de estereótipos e preconceitos mais levará a verdade de cada um, ao sentimento de estar confortável consigo mesmo e com o mundo”. De acordo com Beatriz, o sentimento de inadequação sexual ou de identidade de gênero pode acarretar perturbações e desconfortos psicológicos, como bullying, preconceito, pressão familiar, conflito de aceitar a si mesmo, corresponder às expectativas sociais, “tudo isso impacta a autoestima da pessoa, podendo levar a problemas mais sérios como, por exemplo, ansiedade, definidas como ataques repetidos e intermitentes de medo que alguma coisa ruim aconteça. E até mesmo à depressão, o persistente estado de espirito negativo, falta de interesse da vida diária, letargia e fatiga”.
18 evento “Rupturas”, organizado pelo Colégio Oswald e o Coletivo Quaerere – que surgiu no âmbito do Projeto de Intervenção, uma estratégia pedagógica inovadora inserida na grade curricular há três anos, cujo principal objetivo é proporcionar aos alunos do 3º ano do ensino médio experiências para encarar o mundo fora dos muros da escola, além de desenvolver sua autonomia e ampliar conhecimentos aprendidos em sala de aula. Formado por nove meninas e um menino, o Quaerere se mobilizou ao longo de todo o ano letivo para debater e combater práticas como machismo, homofobia, o preconceito e opressão física e psicológica. “Acreditamos que realizar um evento potente e diverso como este é uma ação necessária na busca da equidade, respeito e sustentabilidade não só no ambiente escolar, mas no cenário global”, afirmou o coletivo de estudantes. Com uma programação extensa, o evento “Rupturas” proporcionou ciclos de debates sobre gênero e instituições, mulher e trabalho, revistas femininas, valorização da mulher, finalizando com a apresentação do filme “Que horas ela volta”, da cineasta Ana Muylaert. “Rupturas é um projeto desenvolvido por um coletivo de alunas da escola, que se uniram com o objetivo de criar espaços de diálogos e ações concretas em relação às questões de gênero e sexualidade vividas nos dias de hoje”, resume André Meller, Coordenador de Comunicação do colégio. DICIONÁRIO DE GÊNEROS
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Com um formato colaborativo, o “Dicionário de Gêneros” propõe a livre manifestação das pessoas e o objetivo é reunir todas essas interpretações e, a partir delas, criar novos verbetes que
representem a diversidade também na língua portuguesa. Guiado pelo conceito “Só Quem Sente Pode Definir”, o endereço http://dicionariodegeneros. com.br conta com espaço didático que explica a diferença entre orientação sexual, sexo ou identidade de gênero; permite que qualquer pessoa crie a definição sobre o gênero com que se identifica, e compartilhe com os amigos via redes sociais. Para lançar a plataforma, dezenas de pessoas foram consultadas sobre as características que definem cada um dos mais de 60 gêneros identificados pelas pesquisas da equipe envolvida no projeto. Após quase três meses no ar e acesso de mais de 15 mil usuários únicos, o portal é um projeto do AfroReggae com a agência de publicidade Artplan. “Os resultados do projeto mostram como a discussão de gêneros não acontece na massa, apenas nos grupos envolvidos. E o que queremos é extrapolar essa discussão para a sociedade. O formato de um dicionário colaborativo permite que qualquer pessoa encontre essa informação e possa também participar e opinar. Permite que todo conteúdo saia da plataforma e vire conversa além dos grupos, ajudando a ampliar a visão sobre identidade de gêneros”, destaca Bárbara Bono, Head de Conteúdo e Engajamento da Artplan. Segundo Bárbara, erradicar o preconceito é um desafio muito grande, mas plataformas com informações e ações sociais podem ajudar a desmontar esse preconceito. O projeto tem uma função social de contrapor o discurso de ódio ao ‘diferente’, os discursos extremistas e polarizados. “A diversidade precisa ser colocada a pé de igualdade e para isso, ela precisa de espaço nas discussões. Acreditamos que a informação é um grande passo para reduzir o precon-
O projeto Rupturas possui o objetivo de ampliar as possibilidades de troca entre os alunos e entre os professores, criando novas situações de aprendizagem
ceito e trazer à tona a discussão da diversidade e do respeito ao próximo”. CADERNOS DA DIVERSIDADE O livro Formação de Professores e Direitos Humanos: Construindo Escolas Promotoras da Igualdade, recém-lançado pela Editora Autêntica, faz uma reflexão sobre as tensões em torno da implantação dos temas gênero e diversidade nas escolas e sobre as políticas educacionais do Brasil nos últimos anos. Um convite a pensar o papel das escolas na promoção da igualdade de gênero e as ameaças aos valores democráticos e à laicidade do Estado provocadas por embasamentos religiosos presentes no contexto brasileiro contemporâneo. A autora, Keila Deslandes, apresenta a abordagem de gênero e orientação sexual nas políticas públicas de educação no Brasil e faz um relato do histórico de formação continuada de professoras/es da rede pública em relação à temática. O livro faz parte da série Cadernos da Diversidade, coordenada por Keila Deslandes e publicada em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC).
SAIBA MAIS Keila Deslandes keiladeslandes@icloud.com Beatriz Monteiro beatrizevoluir@gmail.com Colégio Oswald de Andrade contato@colegiooswald.com.br Bárbara Bono contato.sp@artplan.com.br
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: ERGONOMIA
Saúde e Bem Estar
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ambiente escolar é, sem dúvida alguma, o espaço onde as crianças passam o maior tempo durante o dia. Promover um ambiente de interação saudável que integre o cotidiano escolar é uma tarefa longa e árdua, repleta de preocupações que envolvem aspectos organizacionais, físicos, mobiliários e tangíveis que impactam diretamente a relação do aluno com o aprendizado. A ergonomia, um dos estudos que influenciam a adaptação do homem ao trabalho, pode ser definida como “uma forma de conhecer as necessidades em ajustes para que se trabalhe com mais saúde, mais conforto e maior eficiência; para isso utilizamos a legislação brasileira (NR 17 – Portaria 3751) e normas internacionais como referência”, diz Kamilla Sartore, fisioterapeuta e diretora de uma empresa especializada em prestação de serviços de saúde preventiva.
permanecerem com as pernas excessivamente dobradas em cadeiras e mesas baixas, fadiga visual devido a iluminância inadequada, dentre outros”, destaca a especialista. Para garantir uma ergonomia educacional, com contribuições significativas ao rendimento do aluno e a qualidade do trabalho do professor, é necessário observar e acompanhar certas ações, que podem ser tomadas pelo próprio gestor ou mantenedor da instituição. De acordo com a especialista, a escola deve realizar a análise ergonômica de seus professores e criar o diagnóstico ergonômico, saber a realidade atual em relação a ergonomia, após o levantamento diversas recomendações podem ser geradas e deve-se montar um cronograma de ação para atuação, podendo ocorrer ajustes em mobiliário, ambiente (iluminação, temperatura, ruído), organizacional (jornada de trabalho, pausas, orientações, relacionamentos, metas).
Pensando esses conceitos para o ambiente estudantil, os ajustes ergonômicos, conta Kamilla, pode ser direcionado ao professor que atua em pé pelo maior período da jornada com os braços elevados para escrita, além da fadiga mental gerada pela necessidade de concentração e relacionamento, como também pode ser direcionada aos alunos que, por exemplo, possuem medidas corporais diferentes e deve ser disponibilizado o mobiliário adequado para seu conforto e desempenho. “As crianças podem desenvolver doenças traumatoortopédicas (desvios em coluna, lesões em punhos, ...) por sustentarem mochilas pesadas como também por muitas vezes se curvarem na mesa para escrita,
“Em relação aos ajustes para os alunos o melhor é investir em carteiras escolares com regulagens que se ajustam ao perfil físico de diversas faixas etárias, estudar o melhor layout para disposição de mobiliário conforme perfil da sala (disposição de janelas, lâmpadas, quadro) e gerar orientações posturais para conscientização corporal e entendimento sobre equipamentos utilizados (mochila, cadeira, bolsas, uso de celulares, como dormir, tipo de colchão, tipo de travesseiro)”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS Kamilla Sartore posturar@posturar.com.br
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: OLIMPÍADAS
Atletas em Formação
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iversão, entretenimento, conhecimento. Esses três elementos, tão importantes como necessários, ganham vida assim que o período escolar se inicia. As diversas matérias ensinadas, os laboratórios visitados e as lições de casa dialogam com o momento de descontração ansiosamente aguardado pelos alunos e traduzidos em jogos, brincadeiras e prática de esportes variados. Pesquisadores e especialistas em educação destacam a importância das atividades físicas para as crianças e adolescentes como um desenvolvimento integral durante a formação do aluno, aguça a percepção de si e do outro, suas necessidades, sentidos e significados, interação social e beneficia, de forma direta, o teor pedagógico. Neste ano, em especial, percebemos os jogos e a educação física de outra maneira. Realizados a cada quatro anos, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos ocorrem nos meses de agosto e setembro, respectivamente, no Rio de Janeiro. Estimando receber mais de 160 mil pessoas, este mega evento mobilizou várias esferas sociais, dentre elas, a educação. O Colégio do Bosque Mananciais, Unidade Parceira do Sistema Poliedro, trabalhou o tema “Olimpíadas 2016” com os alunos de todas as unidades desde o início deste ano. “Desde o início do projeto, o colégio tem como característica principal a prática das atividades esportivas inseridas desde o Infantil
até o Ensino Médio. Apenas incentivamos a aprofundar os diversos esportes olímpicos. No Colégio do Bosque existe um planejamento mensal para algumas práticas esportivas, como: atletismo, futebol, voleibol, handebol, basquetebol, lutas, dança, beisebol, ciclismo, entre outras”, comenta o professor Tiago Cazon, da Unidade Bosque. Com intuito de que os alunos conhecessem melhor as Olimpíadas, já que o nosso país é a sede de um evento tão importante em âmbito mundial, todas as turmas participaram das atividades - do segundo ano do Ensino Fundamental I até o primeiro ano do Ensino Médio. “Faz parte do nosso cotidiano aulas de estimulação motora, pois acreditamos que quanto mais estímulos a criança receber nos primeiros anos de vida, melhor se estruturará o funcionamento cerebral e, através dele, a capacidade intelectual. Estudamos com nossos alunos o significado dos arcos olímpicos, como surgiram os jogos, quais os mascotes dessa edição, etc”, destacou a diretora Izabel Lima, da Unidade Mananciais Infantil. O trabalho com as Olimpíadas no Colégio foi coroado no dia 25 de julho com a visita da Tocha Olímpica Oficial às Unidades Bosque, Mananciais Infantil e Fundamental I e II para meninas e, no dia 29, com a visita da Tocha à Unidade Arethê. (RP)
SAIBA MAIS COLÉGIO DO BOSQUE comunicacao@escoladobosque.org.br
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Ilustração: Polidori Estúdio
dica: BRINQUEDOTECA
Espaço Lúdico
A arte de brincar possui um papel fundamental no desenvolvimento cultural da criança. Todo brinquedo, jogo ou brincadeira propostos para as crianças levam ao desenvolvimento cognitivo, desde que planejados e pensados com critério. E, caso seja possível, criar espaços próprios para fomentar o lado lúdico, estimulando a criatividade, entrosamento e experimentos coletivos além da sala de aula, como nas brinquedotecas, destacam desenvolvimentos singulares. Fundado em 2009 e localizado na região oeste de São Paulo, o Colégio AB Sabin foi projetado e construído especificamente para a Educação Infantil, oferecendo uma formação com valores humanistas, em um espaço acolhedor e adaptado para a faixa etária dos alunos. Dentre a infraestrutura, o colégio disponibiliza a brinquedoteca que, segundo a diretora Monica Mazzo, surgiu com a concepção do colégio e, com o passar dos anos, foi remodelada para atender à
proposta pedagógica que traz o brincar como eixo norteador e integrador de todos os componentes curriculares da Educação Infantil. “É o espaço de expressão do imaginário, da fantasia, do jogo simbólico, porque é no brincar que a criança se sente desafiada a pensar, propor, discutir, cooperar, possibilitando a construção de valores, autonomia moral e capacidade de viver em sociedade”, destaca Monica. A brinquedoteca do AB Sabin, conta a diretora, foi planejada com ambientes que estimulam a atividade lúdica, como o Pet Shop e seus animais, a mecânica, o mercado, a casinha com a pia, a geladeira, o fogão, o sofá, o berço. Um espaço para o brincar espontâneo com as roupas, chapéus, acessórios de cabelo, pulseiras que, também, levam à vivência de diferentes papeis sociais. “O projeto teve o auxílio de uma empresa especializada em brinquedotecas que deu vida aos princípios pedagógicos da escola criando espaços que estimulam o brincar. Um diferencial de nossa brinquedoteca são as intervenções realizadas pelas professoras que criam oportunidades para que a criança aprenda a participar de grupos, a se comunicar, questionar, interagir com outros e ser parte de uma experiência social mais ampla”, ressalta Monica. (RP)
SAIBA MAIS mONICA MAZZO atendimento@albertsabin.com.br
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efletindo sobre a educação, suas vertentes, problematizações e desdobramentos que cercam diversas instituições diariamente, focamos, em um caráter imediato, no aprendizado em sala de aula, na relação professor-aluno e nos métodos pedagógicos. Claro que todo ensino é transformador, relevante e necessário, mas, se pensarmos na estruturação educacional como um complexo de multi fatores, diagnosticaremos outros requisitos tão importantes como o aprendizado – o desenvolvimento através da brincadeira, por exemplo.
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Fique de Olho SISTEMAS DE ENSINO A evolução da educação destaca programas pedagógicos que alimentam o estudo e aprendizado de uma segunda língua, bem como o descobrimento de novas culturas. O ensino bilíngue aponta dimensões incalculáveis para a educação com um crescimento notável pela promoção de uma língua estrangeira. Estudar em uma escola que promove e incentiva uma segunda língua diariamente é explorar novos caminhos, culturas, tradições e enriquecer seu conhecimento de forma sadia, prazerosa e com muita qualidade. O aprendizado da língua estrangeira incluso nos planos pedagógicos durante todo o extenso processo de aprendizagem (desde a educação de base até o término do ensino médio), destaca uma relevância que transcende a simples tarefa de comunicação, instaurando um espaço de convivência e experiência diferenciada através de uma cultura bilíngue. Estudar em uma escola que promove e incentiva uma segunda língua diariamente é explorar novos caminhos, culturas, tradições e enriquecer seu conhecimento de forma sadia, prazerosa e com muita qualidade. Atuando há 81 anos no mercado, a Cultura Inglesa, a maior escola de inglês sem franquias do Brasil, desenvolve em sua metodologia três pilares essenciais para o aprendizado: Inglês com cultura, tecnologia e, principalmente, excelência acadêmica.
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A Cultura Inglesa mantém seu alto padrão de qualidade, investindo constantemente em tecnologia e na capacitação de seus professores, com atualizações no Brasil e no exterior, tornando-se a instituição de ensino da língua inglesa com o maior número de professores com qualificação de padrão internacional do Brasil. Também possui a certificação de centro aplicador dos exames de Cambridge, IELTS e
Toefl, entre outros. Tudo para garantir a melhor experiência para seus alunos. “Pelo segundo ano consecutivo, fomos escolhidos como a melhor escola de idiomas em São Paulo conforme pesquisa Datafolha. Este prêmio mostra que o público reconhece a qualidade de nossos serviços, garantidos em primeiro lugar pelo fato que valorizamos a nossa equipe, com foco especial nos nossos professores que recebem programas de capacitação de alto padrão e de nível internacional”, ressalta Lorraine de Matos, Gerente Geral da Cultura Inglesa. Além de oferecer um programa de inglês global de primeira linha com componentes online exclusivos e quadros interativos, seus professores passam por, pelo menos, 100 horas de capacitação/ano em cursos e congressos no Brasil e no exterior. “Somos uma associação sem fins lucrativos e a maior rede de ensino do idioma inglês não franqueada do País, com mais de 500 professores em 53 unidades nos Estados de São Paulo e Santa Catarina, atendendo mais de 80 mil alunos”, destaca Lorraine. Os diferenciais da Cultura Inglesa são pautados pela Excelência Acadêmica (Professores altamente qualificados, capacitados e atualizados internacionalmente, que
A Cultura Inglesa oferece ampla variedade de cursos, desde os níveis iniciais até os mais avançados do mercado
oferecem uma experiência extremamente relevante, dinâmica e eficiente), Cultura (A sala de aula na Cultura Inglesa funciona como espaço de intercâmbio cultural, utilizando também as dependências da unidade para atividades sociais como ferramenta de ensino), Tecnologia (Recursos tecnológicos avançados que facilitam o aprendizado: quadros digitais interativos, e-Campus e Culture World, além de Wi-Fi) e Compromisso (A Cultura Inglesa investe no crescimento sustentável, incentivando a cultura e utilizando os melhores recursos para entregar um serviço diferenciado. Matrículas e mensalidades a preço justo, sem taxa de matrícula ou assinatura de contrato, garantem a liberdade para o aluno ficar na escola o tempo que desejar). “Um outro fato importante é que alavancamos a experiência do aluno fora da sala de aula com recursos online de vanguarda e uma programação cultural que também visa o uso e prática adicional da língua inglesa em eventos como debates, corais e teatro”, finaliza Lorraine de Matos.
CULTURA INGLESA atendimento@culturainglesasp.com.br www.culturainglesasp.com.br
A Cultura Inglesa soma 53 unidades nos Estados de São Paulo e Santa Catarina, atendendo a mais de 80 mil alunos
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Acessรณrios, Artigos Esportivos, Bebedouros, Brindes
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Acessรณrios, Brindes, Informรกtica (software)
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Mรณveis (armรกrios), Pisos, Playgrounds
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Playgrounds
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Projetores, Protetor de coluna
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Projeções Educativas em 3D, Toldos e Coberturas
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