Edição nº 117 ano 12 | Abril 2016 www.direcionalescolas.com.br
EDITORIAL Diretores
Alex Santos & Paula De Pierro Público
Qualidade na Educação
Diretores e Compradores
Periodicidade: Mensal
exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável
Rafael Pinheiro jornalista@direcionalescolas.com.br MTB 0076782/SP Circulação
Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico
Studio5
Direção de Arte
Felipe Martyn
Produção Gráfica
Thiago Funari Gregory Polidori
Departamento Comercial
Francisco Grion
francisco@direcionalescolas.com.br
Thais Grion thais@direcionalescolas.com.br Impressão
Grass Indústria Gráfica
Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220
Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br
Fala-se, hoje, sobre qualidade sob múltiplos olhares. Infraestrutura, espaços de lazer, alimentação balanceada, oferta pedagógica diversificada, tradição aliado a excelência, segurança e, por consequência, resultados satisfatórios. Falar sobre qualidade na educação e todos os seus desdobramentos (como dialogar, refletir e produzir) reinstaura um desejo incessante: a busca intrínseca por novas formas de construir e propagar o saber. A potencialidade educacional inserida nos processos transformadores diários transcende métodos, fórmulas, mecanismos e explicita um anseio em interagir, humanizar, criar e experimentar momentos ímpares de relações interpessoais e compartilhamento de ideias que transforma-se em um ambiente saudável, acolhedor, seguro (tanto físico como psíquico) e, com todos estes elementos conectados, o aprendizado aprimora o seu viés, atingindo a evolução do aluno em um contexto global. Em um momento cercado por debates fervorosos e disputas rígidas, é possível tratar de qualidade na educação e na escola e sua consequente relação com a prática social? A resposta para esse questionamento estará em pauta entre os dias 18 e 21 de maio no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, durante a edição 2016 da Bett Brasil Educar. Tendo como ponto de partida o encontro global para o campo de tecnologia educacional, proporcionando as melhores soluções para inspirar e melhorar o aprendizado, além de ser reconhecida como um espaço de entrosamento e compartilhamento de ideias entre educadores, gestores, empresários e distribuidores de produtos ligados à educação, o tema da Bett Brasil Educar terá como proposta chave: “Melhor Educação, Melhor Sociedade”. A grade de sessões do congresso, um dos destaques durante os quatro dias de evento, está organizada em cinco eixos articuladores: Profissão e Formação
Docente; Práticas Escolares Efetivas e Inovadoras; Políticas Educacionais e Inovações Curriculares; Aprendizagem: Ciclos da Vida e Ciclos da Escola; e Gestão e Qualidade Social. Ao todo estão programadas 169 atividades em 12 auditórios simultâneos com representantes de grande relevância do cenário educacional do Brasil e do exterior. Assim, o objetivo do evento é contribuir para a formação profissional dos educadores, inspirá-los e oferecer subsídios para que aprimorem suas atuações e práticas cotidianas, a fim de elaborar uma escola notória, de impactos positivos e recursos vivos de qualidade. Podendo, assim, repercutir em uma construção social equiparada com aspectos de considerável qualidade. A Bett Brasil Educar é uma possibilidade de completa imersão em recursos educacionais, promovendo uma interação, apresentação das principais tendências internacionais na educação, temas instigantes em salas de palestras e um compromisso evidente com a educação. Disponibilizando, além da gama diversificada de congressos, uma lista abrangente de expositores que destacam novidades, informações, conhecimentos e apropriação das tecnologias e mídias digitais para a otimização de ferramentas e qualidade na aprendizagem. A inscrição gratuita para a Bett Brasil Educar 2016 está disponível no site (ht tp://w w w.bet tbrasileducar.com. br). Já os workshops, fóruns e seminários são pagos e a tabela com os valores de investimento, além da programação completa, estão disponíveis no portal.
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Nesta Edição: 08
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Dica: Prevenção de incêndios Prevenção contra incêndio, AVCB, PPRA, PCMSO, Primeiros Socorros
Coluna - Mara Gabrilli Muralhas da Educação
Especial Geduc 2016 Gestão para resultados e oportunidades de crescimento
Coluna - Christian Coelho Endomarketing Pedagógico
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Dica: Robótica Ensino na prática
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Coluna - Rodrigo Abrantes e Verônica Cannatá Gestor, é preciso apoiar para mudar
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Conversa com o Gestor
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Inclusão Escolar: Novas Perspectivas
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Dica: Educação Financeira
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Fique de olho:
Dinheiro em pauta
Toldos e coberturas
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Facebook! w w w.direcionalescolas .com . br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de
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informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores.
Veja as mais lidas do site:
Afinal, ficar na escola o dia inteiro é benéfico às crianças?
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10 dicas para incentivar a leitura em casa
Geração Z – Reinvente-se para compreendê-los
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Endomarketing pedagógico
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Rabbit utiliza a nomenclatura de endomarketing para o conjunto de ações de marketing de relacionamento, marketing interno e propaganda regional institucional. O marketing de relacionamento divulga o trabalho pedagógico com a finalidade de aumentar a satisfação dos alunos e familiares, para que eles divulguem a escola através do boca a boca.
O marketing interno auxilia a valorização e comunicação do staff da escola. A propaganda regional institucional tem o objetivo de mostrar o que acontece dentro da sala de aula para o mercado regional, de prospecção e ex-alunos. Este tipo de propaganda, menos comercial, é melhor assimilada pelos consumidores atuais.
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Os principais objetivos do endomarketing - O endomarketing tem dois papéis importantes. Um é a geração do institucional, por meio da divulgação constante e em grande quantidade de peças individuais, como clippings, convites, post, etc. Neste caso, as famílias e o mercado regional têm a sensação de que a escola é um local em constante evolução e de grande produção intelectual. O outro papel é auxiliar no posicionamento estratégico, por meio da formação da imagem e da marca da instituição de ensino. Posicionamento Abstract Explanar as regras, propriedade e conceitos.
estratégico é quando esta mesma família tem uma visão geral do processo de ensino-aprendizagem, entende o que a escola ensina e percebe a evolução do filho. Neste caso, faz-se necessário a produção de campanhas de endomarketing com várias peças de divulgação concomitantes, com começo, meio e fim. Criação do conteúdo - Para compreender a relevância da criação de uma peça ou campanha de endomarketing precisamos entender de forma sucinta o funcionamento da memória. Os estímulos que chegam ao cérebro através dos órgãos sensoriais são armazenados em redes neurais denominadas memória de curto prazo. Esta memória age no momento em que uma informação está sendo adquirida e armazenada por um curto tempo até ser decidido se a informação merece ser guardada ou descartada. As informações passam pelo hipocampo que, junto com a amígdala, tem o papel de converter a memória de curto prazo em memória de longo prazo. Esse processo de passagem é denominado de consolidação. A consolidação ocorre quando uma informação se torna definitivamente armazenada em uma determinada área do cérebro. Tudo o que é armazenado de forma definitiva fica na memória de longo prazo. De acordo com o neurocirurgião Roberto Godoy, a capacidade da memória de
Construção Mostrar a evolução gradativa dos alunos.
Benefícios Quais conhecimentos e valores foram adquiridos. - O que o aluno ganha com isso?
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Trabalhos para casa
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Cartaz - sala dos professores
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Cartaz - sala dos professores
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longo prazo é praticamente ilimitada. A memória de longo prazo funciona como uma cebola, com várias camadas, as superficiais são lembradas mais facilmente e as camadas mais profundas são mais difíceis de resgatar. Informações vinculadas a processos significativos, acompanhadas de carga emocional (principalmente as positivas), e benefícios para a pessoa são consideradas boias memoriais, que tendem a se concentrar na superfície da memória de longo prazo. Portanto, para que ocorra mais facilmente a consolidação memorial na superfície da memória de longo prazo, as comunicações simples (como peças individuais) devem ser iniciadas pela explanação do significado (conceito) da informação e finalizadas pelo benefício que o aluno terá. Para a divulgação de um projeto pedagógico, a comunicação deve ser dividida em três etapas específicas com seus respectivos planos de mídia. Aproveite o recurso de criação do álbum de fotos do Facebook e monte uma linha cronológica de um Projeto Pedagógico. Inicie com as fotos da apresentação e explicação em sala de aula, registre a evolução através do desenvolvimento dos trabalhos dos alunos e finalize com os benefícios que a atividade proporcionou aos educandos. Assim, todos os amigos da mídia social conhecerão melhor o processo de ensino-aprendizagem proposto pela escola.
O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br EMAIL: christian@rabbitmkt.com.br
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COLUNA / mara gabrilli foto cedida pelo colunista
Muralhas da educação
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o meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. Se pudesse resumir em poesia a realidade de muitos estudantes com deficiência no Brasil, as palavras de Carlos Drummond de Andrade cairiam muito bem. Ter uma deficiência em nosso país, e ao mesmo tempo frequentar a escola, são variáveis que não se encaixam em uma mesma sentença. E uma decisão infeliz de um magistrado de Santa Catarina deflagrou o quão tortuoso vem sendo esse caminho para estudantes e suas famílias.
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Recentemente, o juiz José Mauricio Lisboa, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, garantiu por meio de uma liminar o direito de as escolas particulares do estado cobrarem taxas extras de alunos com deficiência. O pedido, encaminhado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinepe/SC), representa um retrocesso à inclusão, além de uma afronta ao cumprimento da Constituição e a Lei Brasileira de Inclusão, texto relatado por mim na Câmara dos Deputados, em vigor desde janeiro desse ano. A decisão do magistrado, além de autorizar a cobrança de maior anuidade aos alunos com deficiência, o que é crime, desconsiderou a decisão do Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal,
que já havia indeferido o pedido da liminar, alegando que esta não tinha fundamentos legais para concessão. Além da discriminação praticada por instituições privadas, há também o descaso de nossos gestores públicos. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, diminuiu o repasse destinado ao TEG (Transporte Escolar Gratuito), e diversos condutores passaram a permitir a condução de apenas dois alunos com deficiência por turno (dois de manhã e dois de tarde). Antes, ao menos cinco crianças podiam viajar por perua por turno. Sem alternativa, muitas mães são obrigadas a deixar as crianças em casa. Outras tiveram de largar o emprego para levar e buscar seus filhos. E mesmo as mães que conseguiram o transporte escolar se veem forçadas a aceitar um serviço mal prestado. Há residências em que o condutor aparece apenas três vezes por semana. De acordo com a Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, ainda falta regularizar o transporte de 4,2% dos 9.804 alunos com deficiência da rede municipal. São 412 alunos. Todos sem transporte há mais de um mês. Até que ponto os interesses de instituições e gestores, que se dizem trabalhar pela educação, podem sobrepor os direitos humanos? Até que ponto podem ser maiores que o direito alienável do acesso à educação?
Nossos gestores e toda a sociedade precisam entender uma das lições mais importantes para qualquer nação que visa o desenvolvimento: a Educação é uma das mais importantes políticas públicas para erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades. A Lei Brasileira de Inclusão pune com multa e reclusão o gestor que recusar ou dificultar o acesso ao aluno com deficiência. Fazer com que esses artigos sejam respeitados e cumpridos na prática é um dever de todos nós. Todos os exemplos bem sucedidos de educação só ocorreram pela parceria entre Estado, escola e comunidade, como a própria LBI, que foi construída em conjunto com a sociedade civil. Ouvir as pessoas e trabalhar pelo bem estar delas faz parte do ser político, do ser cidadão. Essa sim deveria ser a maior lição da nossa Pátria Educadora.
A Colunista
É publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais. EMAIL: amilani@maragabrilli.com.br
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COLUNA / Rodrigo Abrantes e Verônica Cannatá
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pós um interlúdio de alguns meses, retornamos a esse espaço. Em nossos textos anteriores (digite este link no seu navegador: http://migre.me/tmf1o), comentamos problemas de base, relacionados, por um lado, à infraestrutura tecnológica necessária ao desenvolvimento de um projeto de tecnologia educacional na escola e, por outro, às estratégias de formação docente imprescindíveis ao posicionamento do professor na cultura digital.
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Hoje dificilmente se encontrará quem acredite não precisar de um projeto de tecnologia educacional para a escola, e tampouco que a oferta de ensino online seja uma moda passageira. Pelo contrário, o que se verifica é um amadurecimento sobre questões relacionadas aos equipamentos, aplicações e desenvolvimento profissional. Porém, qual o melhor caminho? Muito se avançou em termos de equipamentos, conectividade, aplicativos e mídias, porém é duro constatar que, na sala de aula, o que predomina é a aula expositiva. Nos últimos anos, passamos por salas de aula de diferentes estados do Brasil, de escolas públicas e privadas, e constatamos que a aula expositiva permanece o elemento central da prática docente. Na sala de aula conectada, qual será, então, o papel do professor? Percebe-se a escassez de programas de formação, de troca, de práticas e de acompanhamento pedagógico que promovam o diálogo e a avaliação prévia do “o quê”, do “onde”, do “como” e
do “porquê” utilizar os recursos digitais. Ao conversarmos com alguns gestores, percebemos a indagação: “Será que apesar de tanto investimento, fazemos mais do mesmo?” Será? Estando o aluno inserido num universo conectado a uma dimensão digital que extrapola as paredes da sala de aula e que acelera o processo de evolução da informação, como então, nós professores ofereceremos uma educação que contemple as diferentes necessidades e interesses? E como a equipe de gestão dará apoio aos professores? A escola tem sido impulsionada a desenvolver formas de ensinar e de aprender que enfatizem a importância da participação do aluno na construção do próprio conhecimento. Mas para se deslocar do centro da relação de aprendizagem, o professor precisa de apoio. Por isso é importante que a escola disponha de um programa de orientação e formação continuada, focado na revisão de práticas, na análise e validação de novas experiências. Situando o aluno no centro do processo, o conjunto dos feedbacks correspondentes a um ciclo de aprendizagem deve fazer parte de uma reflexão maior (gestão-professor, professor-professor, professor-aluno e aluno-aluno). De preferência, esse momento deve ser compartilhado com outros professores e coordenadores de área, sendo incorporado a um escopo maior de planejamento. Concluímos este texto com um pedido aos gestores educacionais, pois percebemos que o professor precisará ter abertura para identificar pon-
fotos cedidas pelos colunistas
gestor, é preciso apoiar para mudar
tos que precisa de apoio a partir do apontamento dos pares. Em muitos casos, precisamos do olhar do outro para descobrirmos aspectos que não nos era evidente. Cabe a equipe de gestão promover espaços de formação, de troca e de coaching que conduzam o professor de forma segura a reconfigurar os espaços da sala de aula, abordando uma metodologia com foco na personalização.
Os Colunistas RODRIGO ABRANTES É Professor de Tecnologia Educacional no Colégio Dante Alighieri e tutor do curso Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação, parceria entre o Instituto Península e a Fundação Lemann. EMAIL: absilva.rodrigo@gmail.com
VERÔNICA CANATTÁ É coordenadora-Assistente e professora de Tecnologia Educacional no Colégio Dante Alighieri. Mestranda em Educação pela Universidade Metodista e membro da ABPEducom - Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação.
EMAIL: veromc@hotmail.com
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CONVERSA COM O GESTOR inclusão escolar: novas perspectivas Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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A educação, processo enraizado na construção social, cultural, peculiar e coletiva, estabelece seu caráter norteador no conhecimento democrático e universal – sendo, assim, compromisso e dever da sociedade. Promover uma educação diversificada, no sentido de adentrar as particularidades e disponibilizar o conhecimento para todos, sem exceção, aponta uma atual problemática na estrutura e mudança escolar
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instituição escolar, criada através de símbolos marcantes, aliada a um conjunto fortemente construído através dos anos, denota uma característica exemplar: a formação do cidadão.
Observando os mecanismos que compõem as amplas tarefas defendidas pelas escolas, o mergulho interno no autoconhecimento ultrapassa teorias, filosofias e técnicas pré-estabelecidas, instaurando seu olhar na essência peculiar de cada formando, que preenche as salas de aula diariamente e permanece durante longos períodos.
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A educação inclusiva, que impulsionou a elaboração da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, pelo Ministério da Educação (MEC), em 2008, registra e orienta as transformações significativas para o âmbito escolar, bem como a evolução, interação, inclusão e acesso de crianças com algum tipo de deficiência no sistema escolar comum. Para, desta forma, concretizar
Alunos durante o projeto Esporte Inclusivo.
Luis Fernando Borim
o objetivo principal da educação: a formação completa. A inclusão social das pessoas portadoras de deficiência intelectual e outras se constitui uma questão pertinente. Esta inclusão se promove pela criação das condições que favoreçam ao máximo a autonomia dessas pessoas na comunidade. Sua importância consiste tanto no que se refere a formação dessas pessoas, através da apropriação do saber, quanto na criação de um espaço real de ação e interação que favoreça o fortalecimento e o enriquecimento da identidade sociocultural. No início deste ano entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que afirmou a autonomia e a capacidade desses cidadãos para exercerem atos da vida civil em condições de igualdade com as demais pessoas. Lenir Santos, vice-presidente da Fundação Síndrome de Down, localizada em Campinas, São Paulo, acredita que a lei está de acordo com a Convenção Internacional
da ONU e, por isso, constitui em um grande avanço, porém, para que as resoluções tragam benefícios concretos às pessoas com deficiência, é preciso que haja uma mudança no comportamento e pensamento da comunidade. Lenir acredita que “o importante agora é a sociedade se modificar para o cumprimento da lei, tanto quanto os órgãos públicos e as famílias, uma vez que nem sempre as leis se tornam realidade”. Segundo a Agência Senado, as inovações trazidas pela nova lei alcançaram, entre outras, as áreas de saúde, educação, trabalho, assistência social, esporte, previdência e transporte. No âmbito escolar, “assegurou a oferta de sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades de ensino; estabeleceu ainda a adoção de um projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, com fornecimento de profissionais de apoio; proíbe as escolas particulares de cobrarem valores adicionais por esses serviços”. Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora
O Colégio Villa Lobos tem por princípios a igualdade dos direitos humanos, abolindo qualquer forma de discriminação.
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Assim, cita Mantoan, se o que pretendemos é que a escola seja inclusiva, “é urgente que seus planos se redefinam para uma educação voltada à cidadania global, plena, livre de preconceitos, que reconhece e valoriza as diferenças”. ESPORTE INCLUSIVO O esporte paraolímpico brasileiro, mesmo com pouca visibilidade, é considerado um dos melhores do mundo e tem como objetivo alcançar o 5º lugar no quadro de medalhas dos Jogos Paraolimpíadas Rio 2016. Na área educacional, geralmente, estudantes com necessidades especiais precisam se adaptar para frequentar os esportes praticados nas aulas tradicionais de Educação Física. Tendo como ponto de partida o processo de integração escolar, entendido como a inserção de alunos com deficiência nas escolas regulares, o Colégio Villa Lobos, localizado na Grande São Paulo, criou o projeto “Esporte Inclusivo”, estimulando a vivência na prática do esporte paraolímpico entre os alunos. “Percebemos que essa seria uma grande oportunidade de oferecer esportes paraolímpicos para os alunos aprendessem um pouco mais sobre estas modalidades e também entendessem que os esportistas com deficiência preparam-se para o esporte, treinam e recebem apoio de patrocinadores como qualquer atleta”, afirma Luis Fernando Borim, mantenedor do Colégio Villa Lobos. A proposta do Colégio Villa Lobos consiste em oferecer algumas aulas apresentando modalidades inclusivas – como golbol, futebol para cegos e volei adaptado - e ensinar aos alunos de como são as regras e a prática desses esportes. Com a proximidade das
Com o projeto Esporte Inclusivo, o Colégio Villa Lobos conquistou o Prêmio de Excelência Poliedro, que reconhece os trabalhos desempenhados pelas Unidades Parceiras do Sistema de Ensino Poliedro. A premiação é uma oportunidade para a troca de conhecimento sobre boas práticas educacionais entre as instituições. “Para nós a conquista deste prêmio foi importante para compartilharmos nosso projeto com outras escolas. Saber que elas poderão desenvolver projetos como o nosso, tornando-os ainda mais interessantes, é a grande vitória”, declara Luis.
SAIBA MAIS COLÉGIO villa lobos colvillalobosamparo@gmail.com
fundação síndrome de down fsdown@fsdown.org.br
maria teresa eglér mantoan tmantoan@gmail.com.br
senado federal atendimento.sgm@senado.gov.br
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do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (Leped) e membro da Ordem Nacional do Mérito Educacional, em sua recente publicação intitulada Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? indica que as “ações educativas têm como eixos o convívio com a diferença e a aprendizagem como experiência relacional, participativa, que produz sentido para o aluno, pois contempla sua subjetividade, embora construída no coletivo das salas de aula”.
Olimpíadas serão realizados dois campeonatos usando estas modalidades para que os alunos possam desenvolvê -las ainda mais. “A origem do projeto Esporte Inclusivo surgiu após observarmos o esforço que a Vitória Aparecida Dauri de Morais, aluna do 1º ano do Ensino Médio fazia, por conta de sua deficiência visual, para participar das atividades esportivas ‘comuns’ e do apoio que seus colegas davam a ela nestes momentos. Vimos uma oportunidade de invertermos as situações para que todos pudessem, nem que fosse por um curto espaço de tempo, praticar esportes adaptados às pessoas com deficiência, visual ou motora e, com isso, entender a dificuldade que a Vitória sentia”, ressalta o mantenedor. Por meio desta experiência, o aluno aprende a valorizar e respeitar mais as pessoas não só pela sua deficiência, mas também pelos seus talentos e habilidades, desenvolvendo, por consequência, outros sentidos.
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ESPECIAL GEDUC 2016 GEduc 2016: Gestão para resultados e oportunidades de crescimento
“ Filósofo, escritor e educador, Mario Sergio Cortella foi um dos palestrantes mais aguardados pelo público durante o primeiro dia do evento.
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ropiciar um diálogo pleno e denso incluindo questões práticas e mecanismos que podem ser incorporados em uma rotina institucional é o principal caminho para acoplar e difundir propostas interessantes, distribuindo, em grande escala, as vantagens de uma boa gestão – envolvente e relevante. Contribuindo, assim, não apenas para o bem estar administrativo (e também financeiro), mas para uma escala ampla entre a sala de aula, as relações (entre pais & alunos, pais & funcionários, funcionários & funcionários) e a estruturação educacional em si. Com um cenário atualizado e repaginado, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação, de novos caminhos e maneiras de observar métodos de ensino, formação pedagógica, aparecimento de meios digitais em sala de aula e até mesmo a maneira como são ministradas as aulas – e como reflete na recepção do aluno. E, assim, debates, fóruns, capacitações e diálogos abertos propiciam uma interação e promoção de novos horizontes possíveis e tangíveis. O Hotel Maksoud Plaza, localizado na região central de São Paulo, recebeu, entre os dias 30 de março e 01 de abril, o GEduc 2016, que explorou o tema “Superando os desafios – Gestão para resultados e oportunidades de crescimento”. Realizado pela
Texto e fotos por Rafael Pinheiro
Compreender a educação como um mecanismo complexo, denso e repleto de métodos e ferramentas, é uma forma de alcançar resultados positivos – tanto na gestão administrativa, como no universo peculiar inserido nas salas de aula. A engrenagem de ensino movimenta experimentações, compartilhamento de ideias, aprimoramento do conhecimento, capacitação e soluções práticas para os gestores atribuírem em suas instituições. Promovendo, assim, uma rede de grandes mudanças
HUMUS, a 14ª edição do evento, considerado um renomado congresso de gestão educacional da América Latina, apresentou, durante os três dias, um olhar amplo às questões que tangem a gestão escolar atual. A reflexão sobre conceitos e o compartilhamento de experiências são os objetivos de base do evento que apresenta, a cada edição, novas propostas de discussão, interação, novidades educacionais e uma gama extensa de experimentação que pode ser inserida na rotina estudantil – seja ela através de gestão de pessoas, inovações acadêmicas, ensino básico/técnico ou marketing educacional. Dentre as novidades para esta edição, destaque para o I Fórum de Líderes Educacionais – com Eugenio Mussak, um dos especialistas em educação corporativa; o I Fórum de Criação de Valor & Risk Management – comandado por Sérgio Roschel, especialista em finanças; e o I Executive Exchange – abordando os processos de adoção de tecnologia para se ter sucesso em programas de EAD e semipresenciais. Destacamos, também, o XIV Congresso Brasileiro de Gestão Educacional - com a ilustre presença do Maestro João Carlos Martins que ministrou a palestra de abertura do evento. A participação do filósofo educador Mario Sergio Cortella, que explorou o tema “Da oportunidade ao êxito”. Rodrigo Galindo, CEO do Grupo Kroton Educacional, explorou
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a “Gestão de resultados” e no bloco específico para os gestores do ensino básico, a comentarista do Boletim Missão Aluno da Rádio CBN, Profª Ilona Becskeházy, participou do painel “A busca da excelência pedagógica – a sua escola frente aos resultados: rankings, vestibulares, ENEM”. CRISE X EDUCAÇÃO Um dos temas centrais que adentrou as salas dos fóruns durante os três dias de congresso foi, sem dúvida alguma, a exposição da nossa atual crise e o que seus aspectos podem acarretar na evolução educacional. E, o grande questionamento que pairava sob o grande público gestor, poderia ser resumido em uma pergunta objetiva: É possível atravessar essa crise? Luiz Edmundo Roza, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas da ABRH Brasil e do Instituto de Gestão Sustentável, foi o palestrante convidado do painel “Surfando na crise – oportunidades que fazem a diferença” durante o IX Fórum de Gestão de Pessoas, que ocorreu no segundo dia do GEduc, 31 de março. Em sua apresentação, Luiz iniciou com a seguinte indagação: “O que essa crise pode nos trazer de oportunidade, além de todos os problemas que ela nos traz?”. E completou: “É óbvio que estamos
17 com ABMES, ANEC, CONFENEN, ANACEU, ABRAFI e FENEP, o PNGE já premiou mais de 100 cases de sucesso de instituições privadas e gestores educacionais que realizaram ações inovadoras no âmbito da educação. A cada ano, a premiação recebe um maior número de inscrições e indicações, sendo consagrada como sinônimo da valorização de excelentes atitudes educacionais no Brasil.
passando por um momento muito difícil e a crise possui um componente real, mas nós temos que observar que mar calmo não forma marinheiros e muito menos novos navegantes”. Segundo o palestrante, a crise é parte integrante de nossa vida e, além disso, “é um convite a repensar e a reconstruir o futuro. Se fizer a forma correta de olhar, temos a chance de sair melhor do que começamos. A escola não pode se submeter a crise, o farol da escola deve ser criado para
resistir, resistir a mares revoltos, resistir a maremotos. A escola deve estar acima das circunstâncias”. PNGE 2016 O Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano (PNGE), é uma premiação que visa estimular a divulgação e disseminação de boas práticas relacionas a gestão educacional. Realizado pela HUMUS, em parceria
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O Maestro João Carlos Martins foi o convidado ilustre escolhido para ministrar a palestra de abertura do GEduc 2016
Neste ano, a Cerimônia de Premiação do PNGE 2016 ocorreu no primeiro dia do evento, 30 de março e os vencedores são: Colégio Farroupilha (RS), Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré (SP), Centro Literatus (AM), Certus Colégio Regular e Técnico (SP), Faculdade Católica Rainha do Sertão (CE), UNIS (MG), UNIFEOB (SP), Kroton (MG) e UNIVALI (SC). Para o Prêmio Gestor Educacional do Ano, no segmento do Ensino Básico, o vencedor foi o Diretor do Colégio Sagrado Coração de Maria, Prof. Amaro Luiz Santana de França. Representando a Educação Superior, o vencedor foi o Prof. André Lemos Araújo, Diretor dos Pilares Estratégicos da Universidade Potiguar.
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Ilustração: Studio5
dica: escola segura
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ambiente escolar é, sem dúvida alguma, o espaço onde as crianças passam o maior tempo durante o dia. No Brasil, os alunos passam, no mínimo, 30% de seu tempo no ambiente escolar. E esse número tende a crescer, já que há um aumento nas ofertas de ensino em tempo integral. Estudos mostram que os acidentes mais comuns na escola são as quedas e que mãos, punhos e a cabeça são as partes lesionadas com maior frequência.
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Tendo, como ponto de partida, o ideal de segurança – tanto no aspecto físico como no caráter preventivo, é de extrema importância, para a escola como um todo, promovendo um cotidiano livre de incidentes e uma saúde protegida beirando a excelência para todos os alunos, professores e funcionários. Adequar todos os ambientes são requisitos básicos para manter uma escola segura, como: “sinalizar os ambientes utilizando placas de PVC expandido (que não propagam chamas) com pictogramas fotoluminescentes e identificação do fabricante, coladas na altura padrão; utilizar corrimão circular e contínuo nas escadas; aplicar fita antiderrapante em degraus e declives; eliminar desníveis em rampas e áreas gerais; ter caixa de primeiros socorros e pessoa treinada para utilização; pos-
suir extintores portáteis confiáveis próximos das classes de incêndio; e treinar todos na prevenção de incêndios, de acordo com a NR-23 da Lei Federal nº 6.214 do Ministério do Trabalho”, indica Milton Ferreira Filho, consultor de segurança do trabalho. Além dessas questões apresentadas, o engenheiro civil e de segurança Paulo Ponso destaca cinco pontos “que se somam às obrigações que as escolas precisam seguir conforme as normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, previstas para os locais de concentração e permanência de público, caso em se enquadram as escolas”: 1. Ter Brigada de Emergência atuante e treinada semestralmente por profissional habilitado. A brigada é formada por funcionários da escola e deve-se atender alguns critérios para se formar um grupo dando abrangência nos vários ambientes que as escolas tem, além de levar conhecimento, capacitação técnica e comportamental ao grupo para que possam atuar nas diversas situações de riscos que existem em um local de concentração e permanência de público. O treinamento passa por conhecimento do fogo, das formas de sua propagação e combate, primeiros socorros para diversas situações cotidianas de riscos, uso correto de extintores, hidrantes e técnicas de combate
19 a princípios de incêndio, uso de EPI’s, entre outros pontos importantes que compõem a agenda do treinamento. 2. Boa manutenção dos sistemas de prevenção e combate a incêndios, como sinalização, iluminação de emergência, sirenes e alarmes, extintores, hidrantes, etc... e revisão frequente das rotas de fuga e mapeamento de riscos. 3. Realizar Simulados de abandono: esta é uma rotina que precisamos incorporar no cotidiano das escolas, pois existe um público (normalmente jovens e crianças), que, ao participar dos treinamentos ganham uma condição comportamental muito importante e que salva vidas quando uma situação real ocorre. 4. “Falar” de segurança para os ocupantes: sempre que vamos fazer um simulado de abandono, fazemos uma comunicação prévia apresentando aos envolvidos as atividades do abandono e também aproveitamos para fazer um treinamento comportamental de forma a trazer conhecimento de como agir em caso de emergência. Este treinamento, além de levar conhecimento dos riscos e das atitudes a serem seguidas, agrega a todos um conhecimento que pode ser utilizado em qualquer lugar e a qualquer tempo. É comum num treinamento ouvirmos depoimentos de participantes que passaram por situações de risco e que se saíram bem utilizando os conhecimentos básicos assimilados nos treinamentos. 5. Sistemas de prevenção e combate a incêndios em plenas condições de manutenção e funcionamento, com revisão mensal por empresa especializada e que apresente relatório de conformidade.
garantir a integridade e prestar socorro em caso de acidentes em todos que estão sob sua responsabilidade (funcionários, alunos e visitantes) com treinamento em primeiros socorros. “Independentemente da quantidade de funcionários e alunos, é importante que haja pessoas capacitadas para o uso dos equipamentos de prevenção e combate a incêndios e, no aspecto legal, qualquer estabelecimento de ensino que tenha mais que 750m² de área construída é obrigado a ter uma brigada de incêndio constituída e recorrentemente reciclada nos treinamentos de capacitação”, ressalta Paulo. E, segundo o engenheiro, realizar o simulado de risco é fundamental para que todos os ocupantes possam se familiarizar melhor com uma situação de risco e tenham o comportamento adequado caso a situação um dia seja real. “A simulação deve ser previamente planejada pelos membros da Brigada e depois comunicada aos participantes através de treinamentos e com uma linguagem que seja adequada ao público, como crianças, jovens, etc. Quanto à periodicidade, na verdade se trata de uma obrigação por Norma do Bombeiro de que seja semestral para todos estabelecimentos”. O conhecimento dos alunos, reconhecimento de riscos ambientais, capacitação dos colaboradores e atitudes preventivas, diminuem, em grande maioria, os incidentes em âmbito escolar. Construir uma escola blindada quanto ao aparecimento de acidentes é uma tarefa diária, possibilitando, assim, uma tranquilidade aos pais em deixar seus filhos sob a responsabilidade da instituição.
Outro fator de extrema importância é a capacitação técnica adequada para garantir essa segurança, independente de número de alunos e funcionários. Tais como: Alto de vistoria do corpo de bombeiros (AVCB), Brigada de incêndio, Programa de Prevenção de Riscos de Acidentes (PPRA), e, visto a obrigatoriedade do Código Penal Brasileiro artigo 13 - § 2º e Artigo 135, é dever da instituição
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paulo ponso pponso@gmail.com
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CAPACITAÇÃO TÉCNICA
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Ilustração: Studio5
dica: ROBÓTICA
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ensino na prática
o atual currículo pedagógico – tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio – algumas alterações começam a trilhar novos horizontes, percebendo anseios diferenciados, métodos pedagógicos pautados pela prática e olhares atentos aos desdobramentos que ocorrem nas salas de aula.
“parceiro que pudesse nos trazer sua experiência, para que entendêssemos o funcionamento dessa atividade, até então inédita para nós”, conta Paulo. E, a partir deste ano, “definimos que tomaríamos a frente das aulas de robótica e desenvolveríamos um novo modelo de curso, que trouxesse mais liberdade de criação para os alunos e que abrisse outras possibilidades de trabalho”.
Assim, podemos destacar a robótica educacional como um dos eixos transformadores que agregam conhecimentos e experiências únicas que são facilmente incorporadas em todo o campo do saber do aluno.
Na estrutura física do colégio, para viabilizar a implantação dessas aulas, houve a substituição de computadores desktops por notebooks, bancadas mais amplas para que os alunos tivessem mais espaço para produzir e prototipar.
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“Acredito que os maiores benefícios que os alunos que participam das aulas de robótica e programação podem levar para as disciplinas regulares são autonomia, facilidade para se expressar e comunicar com mais eficácia e organizar ideias de forma mais eficiente”, diz Paulo Fontes, Assessor de Tecnologia Educacional do Colégio Albert Sabin. A educação robótica tem por característica a existência de um ambiente de aprendizagem onde o aluno pode montar e programar um robô ou sistema robotizado. Essa aprendizagem acontece em uma sala específica através da utilização de robôs ou conjuntos de peças, motores, sensores, software de programação, controle, entre outros. O Colégio Albert Sabin, localizado na região oeste de São Paulo, inseriu as aulas de robótica em sua grade no ano de 2014, através de um
Em relação aos materiais, conta Paulo, a escola optou por não trabalhar com nenhum kit pronto de robótica, mas sim com componentes que permitissem que os alunos criassem usando materiais simples de prototipação, como papelão, cola quente e componentes eletrônicos. Quanto à metodologia, “nosso foco principal é proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciar o faça você mesmo, para que eles sejam os protagonistas das aulas”. (RP)
SAIBA MAIS Paulo Fontes atendimento@albertsabin.com.br
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Ilustração: Studio5
dica: EDUCAÇÃO FINANCEIRA
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dinheiro em pauta
isualizamos diariamente nos noticiários os impactos que as questões de ordem política e econômica afetam nossa vivência com a sociedade e os desdobramentos em todas as áreas que circulamos. Pensando a educação como eixo central e propagador de novas ideias, conhecimentos e conscientização de problemáticas que nos cercam, percebemos a importância da inserção da educação financeira nas escolas.
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Atualmente, mais de 1500 escolas privadas e centenas de instituições públicas de todo o país adotam um programa de educação financeira para seus alunos, desde o ensino infantil ao médio. Um aspecto que demonstra a importância de crianças e jovens terem essa educação financeira no ambiente escolar é o fato de que este tema é um processo comportamental, ou seja, passa por uma desmistificação e compreensão de que não basta saber (apenas) as operações matemáticas, é preciso mudar os hábitos da relação com o dinheiro. Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), acredita que um dos pontos de maior relevância para a inclusão desse ensino na grade curricular, é a possibilidade de englobar diversos públicos de uma só vez, tornando o processo mais eficiente. “Assim, crianças, jovens e adultos (corpo docente, pais/responsáveis e comunidade) têm a oportunidade de aprender como utilizar e adminis-
trar os recursos financeiros, sendo que, para cada faixa etária, há um material próprio e uma linguagem apropriada, para melhor entendimento e aproveitamento das informações”. De acordo com Reinaldo, a principal estratégia que deve ser adotada para implantar essa educação nas escolas é, sem dúvida alguma, a conscientização. As famílias, as escolas e os governantes, cita o educador, precisam entender a importância do assunto para a sociedade como um todo e a eficácia em inseri-lo o quanto antes na vida das pessoas (já na fase infantil), pois a absorção de conhecimento é maior, auxiliando na formação de comportamentos e hábitos em relação ao uso e a administração correta dos recursos financeiros. “Os princípios da educação moderna visam a formação de cidadãos pensantes, críticos e autônomos, e a educação financeira vai totalmente ao encontro dessa linha. Sem contar que a educação financeira trabalhada em sala de aula se relaciona com outras áreas do conhecimento, abrangendo os cinco temas transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual – seguindo os princípios estabelecidos pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais)”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS reinaldo domingos reinaldodomingos@dsop.com.br
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As dependências físicas e estruturais de uma escola – tanto interna como externa – denotam atenções e preocupações que envolvem todas as pessoas que circulam no ambiente escolar diariamente. Projetar espaços com proteção especial para corredores, entradas e coberturas resistentes para quadras poliesportivas através de toldos e coberturas, por exemplo, destaca o tratamento diferenciado com a escola, bem como sua confecção estética
Disponibilizar equipamentos nos ambientes institucionais e adaptá-los ao padrão visual do colégio, a fim de oferecer conforto para estudantes e funcionários, com materiais resistentes e produtos de qualidade, são características marcantes que são notadas no primeiro contato com a escola. Nas áreas externas, os tradicionais toldos
Fale com a Clariart: Tel.: (11)2546-2188 / (11)2546-1100 contato@clariartcoberturas.com.br www.clariartcoberturas.com.br
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Fale com a Cobertoni: Tel.: (19) 3434.1888 cobertoni@cobertoni.com.br www.cobertoni.com.br
Fale com a Iguatemi Coberturas: Tel.: (11) 2682.4039 / (11) 2023.0346 www.iguatemicoberturas.com.br
e coberturas garantem uma proteção especial para os dias chuvosos (e também ensolarados), são ideais para corredores de acesso, entradas, cobertura para quadra poliesportiva, além de proporcionar uma estética diferenciada para o colégio. Atualmente, é possível encontrar no mercado diversas opções para
Imagem: Studio5
Fique de Olho toldos e coberturas
coberturas e fechamentos dos espaços escolares e, assim, diversos materiais. Nessa edição do Fique de Olho, selecionamos algumas empresas que disponibilizam serviços especiais, materiais de qualidade, atendimento personalizado, soluções inovadoras e lançamentos imperdíveis para este ano. Confira:
CLARIART Atuando no mercado de cobertura em policarbonato há mais de 15 anos, o objetivo da Clariart é oferecer seriedade, qualidade, comprometimento na entrega e bom atendimento. Liderso Teixeira, sócio-proprietário da empresa, afirma que os principais serviços prestados são: projetos e assessoria em coberturas de policarbonato e vidro, coberturas retráteis, com estrutura em aço galvanizado e alumínio e fechamentos de áreas em vidro temperado. “Nosso diferencial é o atendimento no local, com vendedores técnicos e altamente qualificados para assessorar o cliente na elaboração do orçamento”, diz Liderso. Para o ambiente escolar, a Clariart dispõe de cobertura em policarbonato compacto cristal e refletivo, que proporciona claridade, conforto térmico e beleza, através de modelos curvos ou retos que se adaptam a arquitetura do local. COBERTONI Fundada em 1997 com a missão de oferecer ao mercado produtos de alta tecnologia em coberturas para pátios, passarelas, piscinas, quadras poliesportivas e galpões industriais, “especializando-se em ambientes escolares desde telhados, prédios, mas principalmente pátios e quadras”, diz Conrado Casagrande Rodrigues, sócio da empresa. Os produtos em destaque para as escolas são: coberturas da quadra com telha termo acústica tem se mostrado muito eficiente, não só para pratica esportiva, mas também para eventos como festa junina, dia dos pais e até formaturas. E, para este ano, a Cobertoni prepara “investimento técnico e operacional em prédios metálicos que permitem uma rápida execução da obra com excelente custo e durabilidade”, destaca Conrado.
IGUATEMI COBERTURAS Com um histórico pautado por investimentos constantes em pesquisas, treinamentos, novas tecnologias, softwares avançados e ferramentas de controle e gestão, a Iguatemi Coberturas possui, como objetivo, “aumentar ainda mais esses investimentos para que haja constante melhoria nos seus processos, maior qualidade dos seus produtos e serviços e com isso permanecer no ranking entre as melhores empresas do seu segmento”, diz Fábio Brito, diretor da empresa. Dentre os principais serviços prestados pela empresa, destaque para as coberturas em policarbonato fixas ou retráteis com compacto 3mm, alveolar 6mm, telha de policarbonato, telha termo acústica e vidro temperado com película e laminado. Todos os produtos com “qualidade no material, qualificações específicas e comprometimento de toda equipe”, ressalta Brito.
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Fique de Olho Toldos e coberturas
Fale com a Reality Coberturas: Tel.: (11) 2943.1059 / (11) 2943.0013 contato@realitycoberturas.com.br www.realitycoberturas.com.br
Fale com a RPL Coberturas: Tel.: (11) 3208.0149 / (11) 3207.1746 www.rplcoberturas.com.br
Fale com a Vison Toldos: Tel.: (11) 2093.1100 / (11) 94787.8877 visontoldos@visontoldos.com.br www.visontoldos.com.br
REALITY COBERTURAS Especializada no ramo de instalação e manutenção de coberturas em policarbonato, toldos em lona, envidraçamento de sacadas, sombreadores e fechamento de áreas em vidro, a Reality Coberturas evidencia o seu diferencial “na elaboração e execução de projetos personalizados que atendam às necessidades especificas de cada um de nossos clientes, como foco na qualidade, mantendo preços competitivos e a proximidade com nosso cliente desde o atendimento e até o pós-venda”, diz Rennan Marcelo, diretor da empresa. Com grande experiência na área de coberturas em policarbonato e disponibilizando produtos com design inovador e sofisticado, a Reality possui mão de obra especializada, oferecendo a cada cliente uma solução inteligente e econômica, além de propor segurança e confiabilidade para o espaço escolar. A partir deste ano, a Reality ampliou seu leque de produtos com uma cobertura de alcance maior. “Foi elaborado uma cobertura que, acionando o dispositivo, estende-se até o limite desejado pelo cliente”, destaca Rennan. RPL COBERTURAS Com a proposta de suprir as necessidades do mercado de toldos e coberturas destacando o preço justo e a qualidade no produto, a RPL Coberturas iniciou suas atividades em 1993 e está localizada na capital paulista. Os serviços prestados são de fabricação e instalação de coberturas em lona sintética, policarbonato, telhas galvanizadas e telhas termo acústicas, com estrutura em aço ou alumínio. Roberto Pozzetti Laraia, sócio-diretor da RPL, afirma que o diferencial da empresa “é o trabalho de assessoria, desenvolvimento de projetos, fabricação e instalação, desde pequenas coberturas até galpões industriais, coberturas de quadras, áreas para eventos e outras”. Para o ambiente escolar, Roberto destaca as coberturas para quadras poliesportivas, para pátio de recreação e cobertura para todos os acessos à escola. Os projetos especiais de coberturas, desenvolvido pela RPL, são feitos sob encomenda, ganhando singularidade através das necessidades específicas das escolas.
VISON TOLDOS Comprometida com a satisfação total de seus clientes, bem como eficiência, agilidade e uma oferta de qualidade e garantia de seus produtos e serviços, a Vison Toldos e Coberturas foi fundada em 1988 com o objetivo de construir soluções para suprir as necessidades dos clientes, combinando conforto e proteção com a melhor estética. “Com uma experiência de 28 anos no mercado, nosso diferencial é oferecer mão de obra especializada, produtos resistentes com segurança e atrativos na estética”, destaca Gumercindo Perussi Junior, diretor da empresa. Toldos, coberturas de policarbonato, sombreamentos, cortinas rolô, coberturas retráteis e motorizadas, locação de tendas, coberturas térmicas e com isolamento acústico são alguns dos produtos disponíveis pela Vison. Tendo, também para a área escolar, coberturas de acesso aos alunos em diversas opções (inclusive oferecendo claridade e proteção para áreas de lazer e convivência), cortinas rolô para fechamentos verticais, entre outros.
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Fale com a Quality Toldos: Tel.: (11) 4301.4074 vendas2@qualitytoldos.com.br www.qualitytoldos.com.br
QUALITY TOLDOS O Grupo Quality, que está em São Paulo desde 2009, desenvolve trabalhos com honestidade, integridade e com negociações justas. Toda a administração é focada na satisfação do cliente, buscando sempre matérias-primas de qualidade e inovadoras para atender com excelência em tudo que faz. “Desenvolvemos produtos que contribuam com a realização de projetos voltados ao conforto e bem estar, assim como proteção de bens materiais, além de compartilhar a oportunidade de novos negócios para empreendedores com a criação de produtos inovadores e diferenciados, sempre atendendo o cliente - que é nossa razão de existência”, destaca a administradora Denise Teixeira de Oliveira. Dentre os principais produtos disponibilizados, destaque para a fabricação de toldos, coberturas em lona e policarbonato, fachadas comerciais de ACM, letreiros e sombreadores. Para este ano, cita a administradora, o grupo focará no crescimento das fachadas comerciais, revestimentos de ACM, letras caixas, luminosos, entre outros.
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26 artigos esportivos, brindes
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Brindes, Informática, Laboratórios, Projeções Educativas em 3D
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Bebedouros, Lavadoras de Alta Press茫o, Lousas Digitais, M贸veis
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M贸veis
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Pl aygrounds, Projetores, Toldos e Coberturas
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