Edição nº 116 ano 12 | Março 2016 www.direcionalescolas.com.br
EDITORIAL Diretores
Alex Santos & Paula De Pierro Público
Jovens Pensantes
Diretores e Compradores
Periodicidade: Mensal
exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável
Rafael Pinheiro jornalista@direcionalescolas.com.br MTB 0076782/SP Circulação
Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico
Em 1997, o educador, escritor e criador de ideias Paulo Freire, publicou um livro chamado “Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Pedagógica”, que continha a seguinte frase em seu conteúdo: “É preciso plantar a semente da educação para colher os frutos da cidadania”. Considerado o patrono da educação brasileira, as obras publicadas de Paulo Freire são estudadas e analisadas até hoje, através de uma urgência contemporânea em despertar, descontruir espaços, ressignificar experiências e promover atos críticos e libertários.
Studio5
Direção de Arte
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Produção Gráfica
Thiago Funari Gregory Polidori
Departamento Comercial
Francisco Grion
francisco@direcionalescolas.com.br
Thais Grion thais@direcionalescolas.com.br Impressão
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Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220
Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br
Pensar a educação como a porta de entrada do aprendizado é uma reflexão simplista da grande potencialidade que a vivência estudantil pode garantir. Considerar, então, o eixo educacional como uma proposta de experiência única e completa de milhões de crianças e jovens diariamente, destaca uma preocupação notória com o futuro que se aproxima, assim como as relações interpessoais, a alteridade, o respeito, a igualdade, o olhar crítico, o direito a experimentação, ao conhecimento e a descoberta de si e do outro – questões, estas, expressamente necessárias. Fundada em 1993 e com sede em Berlim, a organização não-governamental Transparência Internacional realiza periodicamente um trabalho árduo em prol de um movimento global livre de corrupção.
mia e, consequentemente, o aumento do desemprego. Estamos em equivalência – na 76ª posição – com Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia. O grande questionamento quando nos deparamos com esses dados são: como podemos modificar um cenário de corrupção tão enraizado em nossa sociedade? Refletindo sobre essa questão imprescindível, a mudança viável para esse cenário atravessa a educação e todos os seus aspectos. A escola tem papel preponderante na formação de cidadãos virtuosos, honestos e pensantes, além de atribuir em sua missão uma ferramenta fundamental para erradicar o custo tão alto cobrado pela corrupção. Os princípios de ética, responsabilidade, humanidade, cidadania, democracia e solidariedade humana aparecem em esferas públicas, políticas, sociais e, principalmente, no espaço educacional – de forma subjetiva e, também, em aulas expositivas e didáticas abordando esses temas. Acreditar nessa construção humanizada e na relação próxima ao aluno indica uma atenção não apenas com o desenvolvimento da criança, mas com a evolução de uma sociedade que, infelizmente, carece de valores humanos. Boa leitura,
No mês de janeiro deste ano, a organização divulgou um estudo sobre a percepção da corrupção no mundo e, como esperado, as notícias não são favoráveis para o Brasil: ocupamos o 76° lugar dentre 168 nações. Em 2014, o Brasil ficou em 69º lugar entre 175 países, ou seja, houve uma piora considerável na situação brasileira. De acordo com a Transparência Internacional alguns fatores podem ser atribuídos a essa posição no ranking mundial da corrupção, como os escândalos da Petrobrás, retração da econo-
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Nesta Edição: 08
Conversa com o Gestor Escola 2.0: O Papel do Gestor na Escola Digital
Coluna - Christian Coelho Estratégias Para Aumentar o Faturamento das Escolas Além das Mensalidades
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Dica: Educação Alimentar Hábitos Saudáveis
Coluna - Mara Gabrilli Transexualidade, Educação e Cidadania
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Dica: Acessibilidade Educação para todos
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Coluna - Carina Gonçalves Como Você Define o Marketing Escolar da Sua Empresa?
Educação em Foco
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Aula a Céu Aberto: Colégio Propõe Visitação ao Centro de São Paulo com Intuito Social
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Fique de Olho
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Dica: Lousas Digitais, Tablets e Smartphones
Playgrounds
Escola Conectada
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6 Estamos no
Facebook! w w w.direcionalescolas .com . br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de
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informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores.
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EDUCAÇÃO: O PODER DE TRANSFORMAR VIDAS
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O QUÊ ENSINAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO ESTRATÉGIAS PARA AUMENTAR O FATURAMENTO DAS ESCOLAS ALÉM DAS MENSALIDADES
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ma instituição de ensino com as finanças sadias deve pagar suas despesas e ter lucro no final do mês usando a arrecadação das mensalidades dos alunos. A proposta de criar estratégias de captação de recursos extras, isto é, formar uma cultura de prospecção, deve ser utilizada em investimentos, propaganda, retenção de talentos e motivação da equipe, complementando os salários dos colaboradores por meio de bônus.
Prospecção é uma palavra com origem no latim - prospectione - que significa a ação de prospectar ou pesquisar. Também é um termo da geologia usado para descrever os métodos utilizados para descobrir jazidas de uma mina, isto é, buscar riquezas.
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No âmbito das práticas modernas dos recursos humanos, política de prospecção é criar a cultura na empresa onde todos podem, de forma direta, captar recursos para aumentar o seu ganho pessoal e por consequência elevar o ganho coletivo. A secretária, além das suas funções habituais, cuidará da locação da quadra à noite e aos finais de semana, e uma das atendentes ficará encarregada de captar patrocínio para o site e para o jornal virtual na época de baixa sazonalidade. Ambas receberão uma comissão do que for arrecadado em forma de bônus semestrais. Em um primeiro momento parece impossível aumentar as tarefas de qualquer pessoa dentro da instituição, pois geralmente estão exacerbadas de trabalho. Mas, quando se implanta as estratégias de funções orgânicas, checklist e reuniões de monitoramento,
percebe-se que é possível melhorar a produtividade e inserir atividades secundárias utilizando poucas horas semanais dos colaboradores. Os recursos extras podem ser considerados pequenos se comparados com o faturamento das mensalidades. O que se deve levar em consideração é que estes são muito lucrativos, pois os custos fixos para gerá-los já existem na instituição, como infraestrutura e mão de obra. Para alcançar o resultado esperado, o primordial é que cada projeto de captação de recursos extras tenha sua gestão descentralizada, isto é, que cada projeto tenha um “dono” que será responsável pelo seu sucesso ou fracasso e será remunerado por isso. O custo x benefício não valerá a pena se o projeto ficar sob a responsabilidade do mantenedor que deve se concentrar na prestação de serviços principal. Este deverá atuar somente como coaching em reuniões periódicas de checklist e análise de resultados. Todos precisam ter a consciência de que no mundo do empreendedorismo, primeiro se trabalha e depois se ganha, não existe a concomitância e nem a ordem inversa.
Receita extra para a empresa Desenvolvimento da autonomia e motivação da equipe do projeto
2 – PRODUÇÕES DE FESTAS DE ANIVERSÁRIO E CASAMENTOS Divulgação da escola para as crianças convidadas para as festas Retenção de talentos – aumento de ganho real para muitos colaboradores Receita extra para a empresa Desenvolvimento da autonomia e motivação da equipe do projeto
3 - Locação das quadras nos horários ociosos e aos finais de semana associada à abertura da cantina. Em parceria com o professor de Educação Física abrir uma escolinha de esportes (futebol, vôlei e basquete) para alunos e ginástica para os pais. Divulgar para o mercado regional.
A frustração e ansiedade também são fatores que levam ao fracasso dos projetos. Para que isso não aconteça, todos devem ter clareza da situação e estipular um prazo de 6 meses a 1 ano para começar a obter dividendos. Exemplos de projetos:
1 - CURSOS DE GRADUAÇÃO É PÓSGRADUAÇÃO Retenção de talentos – aumento de ganho real para 4 colaboradores
O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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Transexualidade, educação e cidadania
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abelos loiros e curto, camiseta preta, calça larga, tênis e boné. Assim se veste Shiloh, filha biológica de Angelina Jolie e Brad Pitt. Desde os dois anos de idade, a pequena se comporta como menino. Recentemente, a seu pedido, Shiloh passou a ser chamada de John. Além de poder escolher as roupas e corte de cabelo, sempre masculinos, a decisão de trocar o nome também foi acatada com muita naturalidade pelos pais.
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Hoje, além de defender causas como a adoção de crianças de terceiro mundo, Pitt e Jolie também passaram a disseminar a questão da transexualidade infantil. No Brasil, a discussão começou a tomar corpo há pouco tempo. Recentemente, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT) publicou uma resolução recomendando às instituições de ensino a adoção de práticas de respeito aos estudantes transgêneros.
Na prática, a decisão garante aos alunos o direito de escolher o banheiro, o uniforme e o nome social que se identificam. Embora não tenha força de lei, a medida anuncia avanços para a inclusão, principalmente porque fomenta o diálogo e a discussão de um tema ainda muito novo no Brasil. Não vejo ferramenta mais eficiente que a informação para difundir novos conceitos. E as escolas têm papel fundamental neste processo, formando cidadãos preparados para entender não só as nomenclaturas que envolvem o conceito ‘transgênero’, como também o respeito à diversidade humana. Isso evitará abusos no ambiente escolar e impactos na vida adulta do transexual, que muitas vezes é vitima de violência. Infelizmente, o Brasil é um dos países com maior número de mortes de transexuais no mundo. Nascer em um corpo que não corresponde a sua identidade não é uma doença. Mas as pessoas que optam e desejam essa transição precisam de apoio psicológico para lidar com o impacto que essa transformação acarretará em todos os setores de sua vida.
Costumo muito dizer que não há problema em ter um preconceito e assumir sua existência. O problema está em não fazer nada para mudar essa condição. A sociedade ainda encontra barreiras para compreender estilos de vida e relações que fogem do dito “padrão natural das coisas”. Entender que o sexo de nascimento de uma pessoa pode não definir o seu gênero, tampouco sua sexualidade, é uma questão complexa e precisa ser discutida. Mais que isso, precisa ser compreendida e respeitada. Quando podemos nos expressar como realmente somos, nos tornamos muito mais confiantes para oferecer à sociedade o que temos de melhor. É nossa missão permitir a cada pessoa o direito de crescer com expectativas de um futuro sem discriminação, com liberdade e respeito para ser o que se é.
A Colunista
É publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais.
foto cedida pelo colunista
COLUNA / mara gabrilli
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Como você define o marketing escolar da sua empresa?
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o pensar sobre marketing educacional, devemos ir além do uso de ferramentas como e-mail, site, mídias sociais e panfletos. Hoje, devido o imediatismo e a busca pelo custo benefício, devemos reavaliar o que de fato interessa mostrar ao público e o que eles desejam receber em troca pelos investimentos que fazem, especialmente na área de educação.
e serviço superiores, além de alguma customização. Eles percebem menos diferenças reais entre produtos e mostram menos fidelidade a marcas. Eles também podem obter muitas informações sobre produtos por meio da Internet e de outras fontes, o que permite que comprem de maneira mais racional. Os clientes estão mostrando maior sensibilidade em relação ao preço em sua busca por valor.”
Sempre que recebo uma solicitação de consultoria ou de serviços focados em marketing e comunicação – empresarial ou de imprensa – tento seguir algumas premissas para analisar possíveis soluções práticas e emergenciais para cada cliente, assim como, buscar resultados sustentáveis a médio e longo prazo. Um bom exemplo que posso citar ser fundamental para as instituições de ensino é observar como elas estabelecem o relacionamento com seus clientes. Esse é o primeiro passo e o mais importante de todos para criar estratégias de sucesso.
Este comentário retrata um comportamento crescente e cada vez mais contemporâneo, o que já é uma realidade na área educacional. Ao efetivar uma matrícula, por exemplo, os pais levam em conta diferentes pontos de benefício para si e para seus filhos, maiores do que valores monetários. A decisão deles exerce poder definitivo para o futuro acadêmico de suas crianças e não se pode errar.
Desta forma, podemos avaliar qual é o perfil do público que se busca, assim como daqueles que já são atendidos, uma vez que lidamos com diversas pessoas e exigências. Quando a empresa cria um processo de foco no cliente, tudo fica mais fácil. A aquisição de produtos e serviços, a transação, atendimento, retenção e construção de relacionamento acontecem sem grandes percalços e as chances de fidelização se tornam maiores. Segundo Philip Kotler, professor universitário norte americano, “os clientes estão exigindo cada vez mais qualidade
E é neste momento em que as escolas podem entrar em ação e conquistar a confiança de quem contrata os serviços de suas unidades. Como dica, os mantenedores podem evidenciar o que de melhor possuem para oferecer. Dentre tantas possibilidades e todas possíveis de serem aprendidas no ambiente escolar, indicar uma metodologia de ensino inovadora que ajude nos vestibulares públicos pode ser o ponto de partida para despertar interesse do alvo que se deseja atingir. A contratação de um profissional especializado, que conheça e saiba criar estratégias de marketing e comunicação, é fundamental para tornar metas e objetivos possíveis. Dispomos hoje de diversas plataformas e meios tecnológi-
cos para fazer uma empresa se tornar mais visível e chamar a atenção de maneira positiva. Manter presença online é uma delas e é essencial para abranger informações que possam representar seus projetos e propostas – preço, qualidade, localização, produtos e serviços – e direcionar o cliente a uma ótima escolha de resultados. Promover encontros, palestras e eventos também podem ajudar a expandir seus ideais, da mesma forma que patrocinar esportes ou algo relacionado à sua marca. Seguindo esses e outros cuidados básicos, garanto que a suas salas de aula estarão cheias e, até, quem sabe, com fila de espera para novas turmas. Lembre-se: todo sucesso é decorrente de muito esforço e dedicação, às vezes, precisamos dobrar a nossa resiliência para sobreviver às mudanças do mercado econômico.
A Colunista É jornalista especialista e atuante nas áreas de educação, cultura e mídias digitais. Oferece trabalhos e consultoria em comunicação e marketing para estabelecimentos de ensino, empresas e profissionais autônomos. Possui cursos de especialização em empreendedorismo, marketing, comunicação empresarial, mídias sociais e digitais, assessoria de imprensa e projetos personalizados focados ao universo educacional. É sócia-diretora da JCG Comunicação e Marketing.
foto cedida pelo colunista
COLUNA / CARINA GONÇALVES
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EDUCAÇÃO EM FOCO Aula a céu aberto: Colégio propõe visitação ao centro de São Paulo com intuito social Entrevista por Rafael Pinheiro
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ivência urbana, práticas de cidadania, manifestos e experiências transformadoras. Os propósitos humanitários transcendem espaços físicos escolares e ganham notoriedade na relação intrínseca com a apropriação pública, com o conhecimento social, com conceitos de cidadania e os desdobramentos interessantes que ações e projetos podem influenciar na formação do aluno-cidadão. O projeto “Órbitas Urbanas”, criado em 2013 através de uma ação pedagógica, à qual alunos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Marista propõem uma investigação da cidade de São Paulo por meio de pesquisa de campo. A partir dessa caminhada pela região central da cidade, são analisados aspectos políticos, econômicos, sociais, culturais e estéticos. Constituindo a parte final da ação pedagógica, alunos fazem mostra com muita arte, criando painéis, inserindo desenhos e textos, resultado da vivência que tiveram no Centro Histórico de São Paulo.
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Conversamos com Paulo Mendes, um dos professores idealizadores desse projeto, para conhecer as perspectivas das órbitas urbanas e os impactos obtidos pelos alunos. Confira: Direcional Escolas: Você acredita que levar os alunos para o espaço urbano é uma forma de ressignificá-los, além de propor uma ligação entre os jovens e a sociedade que os cercam? Paulo Mendes: Na realidade, creio que a discussão deva passar inicialmente pelo entendimento de que todos os nossos alunos já vivem no espaço urbano. A grande questão é que,
por diversos fatores, este espaço foi se fragmentando e, em muitos casos, eles (alunos) perderam ou até nem construíram uma visão de todo em relação a cidade de São Paulo. Convidá-los a um processo de apropriação de determinados espaços e serviços públicos é uma forma de dizer-lhes que a cidade e seus espaços estão aí para serem conhecidos, ocupados e usufruídos. E, quando eles tomam esta consciência, com certeza há uma grande mudança na sua relação com alguns espaços, equipamentos e serviços urbanos, a exemplo do que acontece quando percorremos as ruas da região central na nossa pedalada e no nosso estudo do meio. DE: O que a experimentação do projeto “Órbitas Urbanas” provocou nos alunos e o que essa experiência alterou seu cotidiano nas relações sociais dentro do colégio? PM: Posso afirmar que ao se depararem com todos os aspectos conceituais que são estudados e, ao realizarem o estudo do meio e as atividades que são propostas no projeto (oficinas temáticas, espaços de discussões, intervenções urbanas e o ato político), nossos alunos têm uma grande oportunidade de tornarem-se cada vez mais protagonistas na produção do seu conhecimento, de serem mais autônomos nas suas relações com o espaço urbano, e se posicionarem de forma cada vez mais crítica e atuante em relação às políticas públicas na cidade. É muito interessante o retorno que temos recebido de alguns alunos que passaram pelo projeto e que hoje estão nas universidades e até no mercado de trabalho. Ao nos encontrarem, relatam que a experiência do Órbitas foi-lhes
Passeio ciclístico pela ciclofaixa de lazer até o centro de São Paulo
muito significativa, que agregou conhecimentos e abriu novas perspectivas nas relações destes jovens com os espaços da cidade, suas dinâmicas, contradições, problemas e até soluções. E é neste momento que sentimos que o projeto ainda tem fôlego e que vale a pena. DE: É possível educar para a cidadania? PM: Para responder ao que foi pedido, quero recorrer ao grande educador Paulo Freire, quando este dizia que “não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio”. Para ele, a principal função da educação é seu caráter libertador, e ensinar, seria, fundamentalmente, educar para a liberdade e para a autonomia e isto é indissociável do exercício cidadão. Neste contexto, é possível educarmos para a cidadania na medida em que buscamos contribuir para a formação de alunos responsáveis, autônomos, solidários que conhecem e exercem seus direitos e deveres, que praticam o diálogo e o respeito, numa visão pluralista e com espírito democrático. E, mais uma vez, me reporto ao projeto Órbitas Urbanas como sendo um dos grandes momentos desta vivência mais autônoma e de exercício da cidadania.
SAIBA MAIS PAULO MENDES arqui@colégiosmaristas.com.br
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CONVERSA COM O GESTOR escola 2.0: o papel do gestor na escola digital Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
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A palavra conexão nunca esteve tão viva como nos últimos tempos. Computadores, notebooks, tablets e smarthphones são utilizados com um único propósito: entrada livre ao universo ilimitado virtual. O ingresso a esse mundo fantástico reflete, além de uma necessidade real contemporânea, uma amplitude em diversas esferas sociais e culturais – principalmente no início desse ciclo, a escola
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advento tecnológico ganhou proporções incalculáveis em nossa sociedade. Alterou nosso relacionamento interpessoal, a maneira como realizamos transações burocráticas, nossas pesquisas estudantis, o modo como trabalhamos e, consequentemente, inseriu em nossa rotina uma atmosfera gigantesca de possibilidades. Nesse aspecto, de tempos em tempos, observamos o crescimento de ferramentas utilitárias, dispositivos facilitadores e opções práticas para todos os espaços sociais – inclusive a educação.
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Adentrar e compreender os mecanismos que envolvem os meios digitais é uma alternativa para a melhoria que tanto prevemos para um futuro próximo (e promissor) para a educação e o desenvolvimento da aprendizagem. E, assim, com o aumento de recursos
Alunos acompanhando a aula com tablets
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facilitadores em ferramentas móveis, aplicativos e programas para crianças e jovens, que estão a cada dia mais conectados e plugados em novas tecnologias, a reflexão sobre novas propostas pedagógicas se faz necessária. “A tecnologia tanto pode agregar valores como também pode destruir uma boa gestão, neste caso a estratégia, a avaliação do produto e o objetivo final a ser alcançado dependerá única e exclusivamente do gestor e de seus profissionais. Se bem avaliados, bem aplicados e comprovadamente trazendo um ganho real para vida acadêmica do aluno que é o objetivo final, inevitavelmente será um sucesso”, afirma Vânia Lira, diretora do Colégio Branca Alves de Lima, localizado na região norte de São Paulo. Os discursos abrangentes na relação ensino-virtual começam a ganhar força em certas instituições com o intuito de estreitar o fio condutor en-
tre o professor e o aluno, que demonstra um interesse maior pelo dinamismo e novos métodos e maneiras de explorar o conhecimento. A tecnologia aplicada na escola, cita Vânia, exige alteração no modelo de gestão, pois é necessário envolver os profissionais e capacitá-los para produzirmos um efeito positivo no aprendizado de nossos alunos. “Toda transição, quando não é feita por imposição ou de maneira abrupta, pode ser estruturada com mesclas do novo para a base de ensino existente, em um processo gradual com a tecnologia a ser aplicada”. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia, evoluindo os papeis de aprendizagem e os substituindo por uma postura moderna e necessária. Porém, reconhecer a tecnologia como uma aliada da
Colégio Porto União adotou o método de ensino hibrido, que utiliza apostila convencional aliada ao conteúdo multimídia
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educação exige cautela, programação pedagógica e acompanhamento detalhado. ENSINO HÍBRIDO NA PRÁTICA O conceito de ensino híbrido consiste em integrar conteúdos multimídias na sala de aula para engajar os alunos em atividades em grupo ou individuais. O objetivo principal do método está na transformação dos dispositivos móveis em aliados da educação. Em uma época em que a pedagogia já reconhece a existência de inteligências múltiplas e que as crianças estão, desde muito pequenas, expostas a estímulos visuais e sonoros, a mudança é ao mesmo tempo necessária e revolucionária. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), realizada pelo IBGE, 7,1 milhões domicílios brasileiros possuem tablets. O número representa 10,8% dos domicílios particulares permanentes do País. Dentre eles, mais da metade estavam na região Sudeste, onde o Colégio Porto União adotou o método UNO de ensino híbrido, que utiliza apostila convencional aliada ao conteúdo multimídia com fortes parceiros como: Apple, Discovery Channel, UNESCO, Cambridge e Avalia. “Levando-se em conta as mudanças no contexto social, político, econômico e cultural e a superexposição dos alunos a dispositivos como celulares, computadores, iPads, sentimos a necessidade de remodelar o sistema educacional. A função do material impresso com o conteúdo digital, para nós, foi fantástica, pois caminhamos para o futuro sem esquecer a importância do presente. Esta é a riqueza do ensino híbrido”, destaca Rosana Moscato, diretora do Colégio Porto União.
No Colégio Porto União, cada aluno, desde os dois anos de idade, recebe um iPad com acesso ao portal de ensino
Cada aluno, desde os dois anos de idade, recebe um iPad com acesso ao portal de ensino, que conta com atividades de acordo com a faixa etária do maternal ao pré-vestibular. Os pequenos realizam atividades lúdicas e de cognição, enquanto os mais velhos têm acesso a vídeos e conteúdos multimídias para exemplificar as matérias. Após a instalação dos novos métodos, os resultados positivos apareceram, destacando o engajamento dos estudantes na aula, melhora no desempenho e queda de advertências. “Após a implantação da tecnologia, percebeuse que além do aprendizado se tornar mais dinâmico, os alunos se tornaram mais atraídos pelos conteúdos que são abordados de forma lúdica e proporcionam maior interação. O saldo foi positivo em todos os sentidos”, ressalta Rosana. Outro fator que animou a instituição e, sobretudo, os pais, foi o resultado impressionante no desenvolvimento com alunos autistas ou com Síndrome de Down. O Colégio Porto União, com sede na região oeste da capital paulista, acredita que “a linguagem tecnológica é necessária e imprescindível” e, para realizar as diversas adaptações, a instituição passou por reformulações em toda a sua estrutura. “A inclusão dos dispositivos digitais alterou toda a organização, escola e professores tiveram que estudar muito, realizar cursos e se preparar para a troca de conhecimento digitalizado entre alunos e professores”, explica Rosana. TABLET EM AÇÃO A Escola Internacional de Alphaville, localizada em Barueri, na Grande São Paulo, é pioneira no Brasil ao agregar o uso do iPad 2 por 100% dos alunos
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Rosana Moscato, Diretora do Colégio Porto União
18 em suas atividades pedagógicas: todos os alunos utilizam, desde o início deste ano letivo de 2012, o aparelho e seus vários aplicativos educacionais no dia a dia dentro e fora das salas de aula. “Implantamos o Life@School Tablet Program e o que podemos perceber, é que os alunos estão lendo mais, pesquisando mais e interagindo mais”, afirma o gestor da instituição, Ricardo Chioccarello. “Hoje, eles já utilizam o tablet em mais de 20% do tempo diário de estudo como um complemento aos tradicionais livros, lousas e cadernos”. “Sempre acreditamos que, para dar certo, o projeto precisaria ser aplicado em toda a escola, e não fazer apenas um piloto com um grupo de alunos, como outras instituições optaram”, explica o gestor.
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Foram necessários três anos de muita pesquisa, estudos e visitas a escolas nos Estados Unidos e Austrália, entre outros países, para entender de maneira mais aprofundada os trabalhos semelhantes e criar um modelo próprio. O projeto, que começou a ser formatado em 2009, contou com investimentos da ordem de
R$ 500 mil, incluindo a instalação de 58 antenas da rede wi-fi, gerador, filtros de segurança online, capacitação, subsídio dos aparelhos dos professores, link de 50MB fornecido através de fibra óptica full-duplex e outros equipamentos. Durante o processo, foram várias as discussões, para definir desde o sistema que seria usado – iOS ou Android –, até se a compra seria feita pela escola ou pelos alunos. A opção foi pelo iPad 2 e, no final do ano, o tablet entrou na lista de material escolar. “É o que apresenta a maior quantidade de aplicativos educacionais. Além disso, muitos alunos já tinham este modelo”, diz Ricardo. Cada aluno de Teens (Ensino Fundamental – 6º ao 9º ano) e High School (Ensino Médio) tem seu próprio aparelho, e a escola os ensina a usá -lo com segurança e responsabilidade para o estudo e o lazer. Já para alunos de Kids (Educação Infantil) a Juniors 5 (Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano) a escola investiu na
montagem de um Laboratório Móvel, equipado com 32 iPads, que são utilizados duas vezes por semana pelas crianças, mediante agendamento do professor. O envolvimento dos professores, que participaram de todas as etapas de discussão do projeto, foi fundamental para o sucesso da nova proposta. Os últimos meses de 2011 foram dedicados ao treinamento do corpo docente – que hoje também têm os seus próprios tablets, subsidiados em 50% pela escola.
SAIBA MAIS COLÉGIO BRANCA ALVES DE LIMA vanisflira@yahoo.com.br
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Ilustração: Studio5
dica: educação alimentar
hábitos saudáveis
A promoção da alimentação saudável nas escolas “exige uma maior conscientização dos operadores das cantinas escolares, diretores das escolas, pais e alunos sobre o assunto, melhorias no cardápio escolar, além de avaliações individual e coletiva de consumo, que ajudam a entender os hábitos alimentares e agir conforme as principais escolhas dos alunos”, diz Henrique Mendes, engenheiro e consultor nutricional escolar. De acordo com dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo. Produzir, então, um cardápio diversificado, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais é de extrema importância. “A cantina escolar tem um compromisso social na
saúde da comunidade escolar na qual ela insere, pois, os lanches e produtos que comercializa possui um impacto na saúde da comunidade escolar. Uma cantina que se preocupa com a saúde da comunidade escolar, a partir de oferta de alimentos adequados e saudáveis, desenvolve a confiança dos pais e alunos”, ressalta Dirceu Junior, diretor empresarial especialista em educação alimentar. De acordo com Dirceu, o planejamento para o gestor construir uma cantina com alimentos nutritivos deve seguir, primeiramente, através de um comunicado aos pais, por meio de informativo curto, das mudanças que ocorrerá em sua cantina; montar um mural na cantina para divulgar notícias sobre uma alimentação saudável; incentivar a comunidade escolar sobre fazer escolhas certas na hora da refeição; e restringir a oferta, a promoção comercial e a venda de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar. Proporcionar uma alimentação saudável na escola é uma contribuição para o desenvolvimento e crescimento pleno do aluno. “Acredito que a alimentação é parte relevante na formação do indivíduo e isso deveria ser melhor trabalhado nas escolas. Além do aluno aprender melhor, fica mais disposto para atividade física, dorme melhor e fica doente com menos frequência”, finaliza Henrique. (RP)
SAIBA MAIS DIRCEU JUNIOR dirceu.jr@ig.com.br
Direcional Escolas - Março 2016
A
base escolar possui atributos densos e complexos que caminham entre valores e práticas humanitárias, desenvolvimento físico e social, compondo uma base privilegiada que acompanha o aluno em longos anos de conhecimento. Esse entrelaçamento estudantil envolve, também, a saúde e o bem-estar físico dos alunos, temas que podem ser abordados de maneira sadia e proveitosa. A preocupação com a alimentação saudável, que reúne todas as substâncias que o corpo necessita diariamente, tem sua origem no cotidiano familiar, estendendo, consequentemente, para o ambiente escolar.
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dica: acessibilidade
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educação para todos
espeito, igualdade, alteridade, combate ao preconceito, erradicação da discriminação social. Todas as questões sociais carregam uma intensidade ímpar, destacando, de certa maneira, a potencialidade de movimentos que propõem o combate ao preconceito, a erradicação da sensação de marginalização, tendo, como base, os princípios de respeito e igualdade.
Direcional Escolas - Março 2016
Fala-se, atualmente, na igualdade em todos os aspectos. Igualdade esta que deve ser compartilhada entre todos – sem exceção, tanto em esferas públicas como privadas, promovendo uma discussão sadia em torno de pautas relevantes que, de certa maneira, afeta a caráter social em totalidade. Afinal, de acordo com o Art. 5° da Constituição Federal de 1988, Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Pensar, então, na igualdade como princípio básico de vida, é importante trazer este recorte para a educação de base, já que o primeiro contato externo (além do aspecto familiar) é a escola – local que abrigará conhecimento, vivências, experiências e todo e qualquer tipo de evolução particular e coletiva, com o intuito de formar cidadãos preparados para encarar desafios do universo corporativo e social. Além da preocupação com a estrutura físi-
ca, com as modalidades pedagógicas e os modelos que serão adotados em diversas disciplinas; além dos passeios externos, dos cursos extracurriculares, das reuniões de classe e das avaliações no final de cada período, há uma necessidade urgente que deve ser lembrada e debatida: o acesso à escola. Por trás do ingresso à instituição escolar existe um vasto questionamento que envolve políticas públicas, necessidade de adaptações físicas e pedagógicas, condição de acesso a lugares, pessoas e serviços prestados pela escola. E, acima de tudo, a visibilidade de crianças e jovens com alguma deficiência e a reformulação pedagógica voltada à educação inclusiva. “Todas as pessoas, entre as quais se incluem as que possuem algum tipo de deficiência, têm direito ao acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho. Essas áreas contribuem para a inserção social, desenvolvimento de uma vida saudável e de uma sociedade inclusiva”, afirma Willian Pereira, professor universitário, consultor na área educacional voltada para adequação de acessibilidade e sócio-diretor de uma empresa especializada em acessibilidade. Historicamente, os alunos com necessidades educativas especiais não possuíam uma posição de destaque nas políticas públicas. Porém, nos últimos anos, após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96, que aconselha o atendimento de pessoas com deficiências no sistema regular de en-
21 sino, lança-se uma luz a educação de pessoas com deficiência. O consultor Willian Pereira ressalta, também, o último Decreto Federal n° 5.296/2004, sobre revisões técnicas sobre mobilidade e mobiliários urbanos e revisado a norma recente no final de 2015, que “trouxe avanços e adequações no espaço urbano, mobilidade urbana, espaços privados e públicos, porém as barreiras aos ambientes e realização de tarefas dificultam a locomoção dos usuários que ficam privados de acesso e, consequentemente, sua inclusão social”.
os olhos for igual ou menor que 60°; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;
LEI DA ACESSIBILIDADE
EDUCAÇÃO PARA TODOS
A Lei da Acessibilidade através do Decreto n° 5.296, de 2 de dezembro de 2004, contempla e define a pessoa portadora de deficiência:
“Para que a acessivvbilidade ocorra de forma efetiva, todos esses componentes espaciais devem ser atendidos: o indivíduo precisa ter acesso à informação, deslocar-se e utilizar equipamentos com independência, interagir com os demais e participar de atividades, o que torna possível sua inclusão na sociedade”, diz Willian.
a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; b) deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz; c) deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos
As pessoas obesas também são consideradas portadoras de necessidades especiais no conceito da acessibilidade.
Assim, na escola, deve existir banheiros adaptados, rampas, elevadores, portas e corredores com largura mínima obrigatória, sinalizações, rotas acessíveis, vagas específicas de estacionamento, além de questões físicas em torno da escola, com entrada e saída livre de barreiras. É preciso, então, programar modelos acessíveis, espaços adequados para o seu uso e deslocamento, garantindo a necessidade básica e primordial do ser humano: o acesso à escola. (RP) Para adentrar no tema, produziremos postagens sobre acessibilidade em nosso site (direcionalescolas.com.br), com artigos assinados por Willian Pereira – professor universitário, consultor na área educacional voltada para adequação de acessibilidade e sócio-diretor de uma empresa especializada em acessibilidade.
SAIBA MAIS WILLIAM PEREIRA vendas.wpereira@gmail.com
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I - Pessoa portadora de deficiência, além daquelas previstas na Lei n. 10.690 de 16 de junho de 2003, a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias:
d) deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas
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Para esta edição do Fique de Olho especial Playground, selecionamos algumas empresas que possuem, em suas características principais, o intuito de projetar equipamentos seguros, seguindo os critérios da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com uma amplitude em cores, formas e tamanhos (tanto para área externa como indoor), excelente qualidade, disponibilidade em e-commerce, além de pisos específicos para as áreas dos brinquedos. Aliando diversão e descontração com muito estilo e segurança, confira as empresas dessa edição:
Fale com a Alpha Play: (11) 4054.4800 / (11) 5625.1400 alphaplay@alphaplay.com.br www.alphaplay.com.br
Fale com a BrinQI: (11) 2204.3101 / (11) 2953.5774 brinqi@brinqi.com.br www.brinqi.com.br
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Fale com a Dedo Brinquedo: (11) 2782.3333 www.dedobrinquedo.com.br
Fale com a Educônix: (11) 5852.5466 sac@educonix.com.br www.educonix.com.br
Fale com a Instrutoy: (11) 3864.0707 / (11) 4324.1036 www.instrutoy.com.br
ALPHA PLAY Com o objetivo de proporcionar brincadeiras lúdicas e desenvolvimento psicomotor, a Alpha Play, fundada em 1990, disponibiliza “atendimento personalizado, elaboração e execução de projetos, utilização de materiais ecológicos com baixíssimo custo de manutenção e todos os equipamentos são fabricados com madeira de eucalipto autoclavado adaptado ao espaço e a faixa etária de utilização”, destaca o diretor Bartolomeu Pinto. Para este ano, a empresa prepara o lançamento da linha ecoplay-baby, destinado a crianças de 0 a 5 anos com designer inovador. BRINQI “Qualidade, atendimento especializado e muita criatividade são as ferramentas que fazem da BRINQI uma empresa especial”, ressalta Sabrina Andréa, gerente de vendas. Há mais de 15 anos no mercado, o destaque para o ambiente escolar é a linha exclusiva de brinquedos projetados, feitos de acordo com a área, preferência e verba dos clientes - são tubolares, préfabricados, utilizando polietileno rotomoldado de grande resistência, ferros galvanizados, madeira naval e redes de proteção acetinadas.
DEDO BRINQUEDO A Dedo Brinquedo, fundada em 1989, foi a primeira loja de brinquedos de playground a atuar no mercado da internet brasileira, lançando o primeiro e-commerce do segmento em 2004. Atendimento 100% nacional, comércio de playgrounds e brinquedos para brinquedoteca, showroom e pagamento facilitado em até 12X s/ juros são alguns dos serviços disponíveis pela empresa. “Este ano estamos focando muito nos playgrounds grandes de área externa, reduzimos a margem em até 10% para que a empresa consiga ampliar o mercado e conquistar novos clientes”, diz o diretor Douglas Oliveira. EDUCÔNIX Seguindo o lema “ realizar atos comuns de forma extraordinária, atendendo nossos parceiros da forma mais eficiente possível”, a Educônix está desde 1997 no mercado de brinquedos, papelaria e moveis, atendendo aos mais diversos setores. “Iniciamos o ano com a inauguração dos kits escolares com base nas listas dos alunos que recebemos através parcerias com colégios. Teremos kits de festas a pronta-entrega além de um grande projeto envolvendo bebês e fraldas descartáveis que balançará bastante o mercado com uma proposta diferente de tudo que há no mercado”, ressalta Deivid Richard Fernandes, gerente de marketing digital. INSTRUTOY Especializada em brinquedos e pisos de segurança para a área do playground, a Instrutoy “realiza atendimento personalizado e sem custo, além de manutenção garantida”, diz Anna Lena Tardi, diretora da empresa. Dentre os principais serviços prestados, orientação e apresentação de soluções para a venda dos produtos, instalação e assistência técnica para brinquedos de área interna e externa e pisos de segurança para toda a área de recreação infantil.
Imagem: Studio5
Fique de Olho PLAYGROUNDS
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Fique de Olho PLAYGROUNDS
Fale com a Krenke Brinquedos: (47) 3373.0893 / (47) 3373.0693 comercial@krenke.com.br www.krenke.com.br
Fale com o Mundo Pedagógico: (11) 3578.7906 atendimento@mpedagogico.com.br www.mpedagogico.com.br
Fale com a Prime Gramas: (11) 4112.4329 / (11) 3052.3922 contato@primegramas.com.br www.primegramas.com.br
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Fale com a Proes Brinq: (11) 2518.4520 / (11) 3416.1196 www.proesbrinq.com.br
Fale com a Speed Kids: 0800 709 9888 / (16) 3729.8000 comercial@speedkids.com.br www.speedkids.com.br
Fale com a Take Brinquedos: (11) 3428.3270 takebrinquedos@gmail.com
KRENKE Localizada em Guaramirim, Santa Catarina, a Krenke Brinquedos possui uma política de qualidade de comprometimento com seus clientes e com o meio ambiente. “A Krenke tem se preocupado em oferecer produtos de segurança aos clientes, comprometida em investir continuamente em novos equipamentos e playgrounds projetados em conformidade com as normas da ABNT. Proporcionando diversão e qualidade com segurança e tecnologias que evitam o uso de recursos naturais não renováveis e o descarte de poluentes tóxicos, minimizando danos a natureza”, afirma Gecioni Redivo, gerente comercial.
MUNDO PEDAGÓGICO Atuando no mercado com liderança, capacidade de atendimento, compromisso, inovação e confiabilidade, a missão da empresa Mundo Pedagógico é “atender com excelência para atender sempre”. Desde a sua fundação, a empresa proporciona um atendimento personalizado para cada cliente, com o objetivo de se tornar um parceiro e não apenas um Fornecedor. De acordo com o diretor Eric Cesar Souza, a caminha empilhável luxo e a caminha empilhável colorida são alguns produtos em destaque que podem ser adquiridos através do sistema de vendas in-coco e e-commerce. PRIME GRAMAS Focada em solucionar questões para pisos de segurança e decorativos, destaca seu potencial no mercado apresentando “qualidade dos nossos produtos a responsabilidade e pontualidade de entrega, valores de uma empresa que preza pela integridade do cliente e busca resultados eficientes nos serviços oferecidos”, diz Carlos Henrique Santos, sócio-diretor. Para este ano, Carlos destaca a inclusão do piso emborrachado em sua lista de produtos: “O piso emborrachado não precisa ser colado no contrapiso, assim, é uma excelente opção para quem tem um espaço alugado, podendo levar o piso em uma possível troca de prédio”. PROES BRINQ Tendo como missão levar produtos de qualidade das melhores marcas em brinquedos e playgrounds para os clientes, a Proes Brinq está presente no mercado desde 2006 e destaca, dentre uma vasta linha de playgrounds o Petit Play Festa com Balanço, “que se encontra em promoção, onde você pode adquirir um produto multitarefa, oferecendo diversão para várias crianças simultaneamente. Este playground, é feito em plástico rotomoldado, que garante maior conforto para criança e maior durabilidade, podendo ficar exposto ao tempo, sendo ele sol ou chuva, sem que a peça seja danificada”, diz Estefam Alves Estevam, diretor executivo. SPEED KIDS Fundada em 2000, a Speed Kids é um dos maiores fabricantes de playgrounds e parques ao ar livre de alta performance da América Latina. Para este ano, Susy Rodrigues Abissamra, diretora comercial da empresa, destaca “o lançamento da LINHA SMART PLAY, uma linha temática, com várias opções de modelos lúdicos que encantam as crianças, onde elas viverão infinitas aventuras dando asas a sua imaginação: Trenzinhos, Cogumelos, Carros de Bombeiro, Casinhas encantadas, enfim o tema que o cliente escolher personalizando totalmente sua área de lazer. TAKE BRINQUEDO Especializada em fabricação de brinquedos educativos, playgrounds e mobiliário infantil, a Take Brinquedos possui diversos produtos inovadores. De acordo com o gerente Fagner de Souza Nogueira, os produtos são: Cama Empilhável Super Luxo, Gira Gira 4 lugares, Playground II Infantil e Centro de Atividades Psicomotoras. Além de Painel Psicomotor, Centro de Atividades Psicomotoras, Playground II Infantil, Gangorras de 1, 2 ou 3 lugares, Tapetes e Jogos Pedagógicos, entre outros.
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Ilustração: Studio5
dica: ESCOLA CONECTADA
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LOUSAS DIGITAIS, TABLETS E SMARTPHONES
e pudéssemos pensar em uma única palavra para descrever nossa realidade, esta palavra seria mudança. E, o que culminou essa grande mudança contemporânea foi, sem dúvida alguma, a tecnologia.
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“Vivemos em tempos de mudança comportamental e, acima de tudo, em busca de novas formas de informação e conhecimento. As facilidades tecnológicas nos mostram caminhos e perspectivas positivas para embarcar no ambiente digital, principalmente na educação, local que agrega valores insubstituíveis para o aluno”, afirma Deyse Latorre, pesquisadora acadêmica e especialista em educação digital. Acreditar na inserção tecnológica tanto na gestão escolar como em suas diversas áreas, inclusive na sala de aula, é um modo de mergulhar no universo particular do aluno que possui um desejo aguçado pela conectividade. “Disponibilizar tablets em sala de aula, por exemplo, é uma forma de interagir com o universo do aluno, realizando uma aproximação e, também, um método pedagógico diversificado”, destaca a pesquisadora. PROJETO SOCIAL
ção. O objetivo da Samsung com esse programa é melhorar o processo de aprendizagem dos alunos matriculados em escolas públicas, fornecendo novas tecnologias e equipamentos, tornando o ambiente educacional mais intuitivo, interativo e eficiente. O programa conta com tablets, notebook, internet banda larga, servidores e tela. Para maximizar os resultados deste programa, a Samsung capacita os professores de ensino fundamental e médio. Os educadores recebem informações sobre como trabalhar com um sistema de gerenciamento educacional baseado em nuvem. Com esses novos conhecimentos, podem preparar aulas interativas, criar novos conteúdos, organizar e compartilhar aulas on-line, assim como materiais complementares com seus alunos pela internet. Mais de 1.209 escolas no mundo, em 72 países, têm se beneficiado das soluções do programa Smart School. Mais de 2.500 Smart Schools em mais de 90 países pelo mundo têm oferecido novas oportunidades de aprendizagem para mais de 300 mil jovens desde 2013. (RP)
SAIBA MAIS DEYSE LATORRE
O Programa Smart School da Samsung visa proporcionar aos alunos e professores da rede pública de ensino um ambiente de qualidade para a educa-
d.htorre@yahoo.com.br
Smart School | Samsung smartedu@samsung.com
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artigos esportivos
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alimentação, bebedouros, brindes
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Engenharia e Medicina do Trabalho, Inform谩tica (software), L aborat贸rios, m贸veis
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fachada temática, Informática (software), Móveis, Pisos, Projeções Educativas em 3D
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L avadoras de Alta Press茫o (acess贸rios) Lousas Digitais, M贸veis
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playgrounds
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Projetores, Protetor de Coluna, Toldos e Coberturas
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