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Revista Direcional Escolas Edição 112 – Outubro/2014

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Edição nº 112 ano 11 | Outubro 2015 www.direcionalescolas.com.br


EDITORIAL Diretores

Alex Santos & Paula De Pierro Público

Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal

exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável

Rafael Pinheiro jornalista@direcionalescolas.com.br MTB 0076782/SP Circulação

Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico

Tecnologia em Alta Comunicação, conexão, facilidade, inovação, tecnologia. Todos nós, de maneira geral, estamos acostumados e ambientados em uma esfera global que produz e diagnostica, de forma singular, as novidades em aplicativos e ferramentas que facilitem o cotidiano – empresarial, social e educacional. Olhar atentamente para as plataformas e ferramentas que começam a ganhar notoriedade no mercado educacional é adentrar, incorporar e compreender os anseios contemporâneos.

Studio5

Direção de Arte

Felipe Martyn

Produção Gráfica

Thiago Funari Gregory Polidori

Departamento Comercial

Francisco Grion

francisco@direcionalescolas.com.br Impressão

Grass Indústria Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 95910-3220

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

O uso crescente de tecnologias e a procura incessante por aparelhos com acesso à internet apontam uma realidade (cada vez mais) conectada. Segundo a pesquisa NetView – especializada em monitoramento do uso da internet em computadores realizada pela Nielsen IBOPE no Brasil desde setembro de 2000, que informa ao mercado brasileiro todos os meses sobre o comportamento dos internautas, desde a audiência de sites e serviços até dados para planejamento publicitário – indica que o acesso à internet pelo computador está acima de 100 milhões. O número de brasileiros que moram em domicílios com acesso a um computador com internet chegou a 96,1 milhões em julho de 2015. Dessas pessoas com acesso domiciliar, 58,1 milhões usaram a internet no computador de casa pelo menos uma vez no mês. Quando se considera todo o conjunto de pessoas com acesso ao computador com internet em casa ou no local de trabalho, o número é de 103,4 milhões. Dessas pessoas com acesso em domicílios ou no trabalho, 72,3 milhões foram usuárias ativas em julho, ou seja, usaram pelo menos uma vez no mês.

A Nielsen IBOPE, líder mundial em mensuração do comportamento dos usuários da internet realizou, também, no mês de julho, uma pesquisa para identificar quais os aplicativos campeões de uso entre os brasileiros: as redes sociais e os aplicativos para comunicação continuaram predominando entre os apps mais populares. Entre os vinte aplicativos mais usados pelos 72,4 milhões de brasileiros conectados por smartphones, seis são de redes sociais ou de troca de mensagens, quatro são de bancos, três são de e-mail e dois são de mapas e localização. Reconhecer a tecnologia como uma aliada da educação exige cautela, programação pedagógica e acompanhamento detalhado. As ferramentas digitais utilizadas em salas de aula, por exemplo, instigam e auxiliam o educador em seu planejamento de aula, facilitando a visualização, ligações externas (como áudio, vídeo, apresentação, imagem, etc.) e, acima de tudo, adentrar o cotidiano dos jovens alunos que chegam à escola com um conhecimento expressivo dos ambientes virtuais e suas funcionalidades. A construção de uma escola modelo – ou a escola dos nossos sonhos – possui, entre seus principais atributos, o protagonismo do aluno em primeiro plano, utilizando como mecanismo ferramentas tecnológicas em práticas pedagógicas. Essa escola está em fase de amadurecimento, conhecimento e planejamento para uma educação que possa administrar, em sala de aula, dispositivos conectados – sem perder o foco e a atenção dos alunos no aprendizado.

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores


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Nesta Edição: 08

Coluna - Christian Coelho Liderança em Sala de Aula

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Coluna - Celso Antunes A Demissão da Professora Maria Laura

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Coluna - Suely Corradini A Formação dos Educadores e sua Influência na Qualidade de Ensino

Cobertura do 11º Crescer

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Gestão Escolar: Crescimento, Reflexão e Solução

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Dica: Manutenção Escolar Conforto e Segurança no Espaço Físico

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Dica: Pisos Segurança em Primeiro Lugar

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Dica: Sistemas de Segurança Segurança na web: Uma necessidade

24.

Fique de Olho Móveis


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COLUNA / CHRISTIAN COELHO

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LIDERANÇA EM SALA DE AULA

o se conscientizar de sua importância como líder de uma equipe chamada ¨sala de aula¨, o professor deverá exercer sua autoridade de forma natural e realizar o gerenciamento da turma de forma democrática e afetiva. Um professor-líder que sabe motivar, que gera empatia e admiração da turma e que tem o domínio do processo de ensino-aprendizagem, certamente terá mais sucesso durante suas aulas e conseguirá ensinar mais e melhor. Essa capacidade de liderança geralmente não é ensinada nos cursos de formação de professores, mas pode ser desenvolvida pela coordenação nas reuniões de instrução e monitoramento. A seguir, selecionei as principais atitudes que um professor deve ter para ser considerado um líder efetivo: 1 - Dê o exemplo - Seja o que você quer ver no outro. Se vista adequadamente, tenha um vocabulário apropriado, mantenha uma boa aparência, participe de corpo e alma dos eventos da instituição e cumpra os horários.

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2 - Postura - Movimento corporal contínuo - O corpo diz muito sobre você mesmo e os outros. Gestos, postura e posição são sinais da tentativa do seu corpo trazer à tona os sentimentos. Segundo os padrões ocidentais, quando uma pessoa se interessa por outra a tendência é de que se incline ou se movimente em direção a ela. 3 - Ocupação espacial - O ato de marcar território, isto é, no início da aula passear pela classe, é uma demonstração física de liderança, que passa a sensação de proteção e, por consequência, acalma o grupo. Se acompanhado de afagos sinestésicos (leves toques nos ombros) o processo torna-se completo. 4 - Construção empática - Breves conversas no início da aula, quando estiver passeando pela sala de aula, demonstrando o interesse real no aluno podem ser uma grande fonte

de energia para fazer com que ele siga em frente. Esse tipo de bate-papo abre a porta para canais mais profundos de vínculos afetivos e gera, ao longo do tempo, um ambiente de cumplicidade e segurança no qual os alunos sabem que podem contar suas realizações e dificuldades, e que haverá uma pessoa que os ouvirá sem o propósito de argumentação, mas com o desejo de entender seus anseios e preocupações. 5 – Sorriso - O sorriso é um dos sinais de comunicação com um sentido universal: ele expressa alegria, felicidade, afeição e gentileza. Em suas variadas formas, o sorriso aparece em todas as culturas humanas, em todas as épocas. Iniciar e finalizar a aula com um sorriso no rosto mostra que o professor tem vínculos afetivos com os alunos e que está feliz em estar com eles. 6 - Tom de voz - O som da voz diz muito sobre seu estado de espírito e, mais importante, como a pessoa se sente com relação às outras. Como é conectada à área do cérebro que está relacionada às emoções mais profundas, é difícil esconder mudanças vocais quando certas emoções ocorrem. Diferentemente do volume, o ser humano tem pouco controle sobre seu tom de voz. O tom é considerado curto quando tem pouca oscilação, passando a impressão de falta de vontade, monotonia e tristeza. Por outro lado, quando estamos falando com vontade e empolgação, o tom de voz se alonga, criando oscilações, os finais das frases são arrastados e a voz fica mais nasalada, passando a sensação de que se está falando com o “coração”. 7 - Personalização - Além de o próprio nome ser a palavra mais escutada durante toda a vida de uma pessoa, a personalização tem uma força muito grande na formação do vínculo afetivo. Por não estarem no topo da cadeia alimentar, os homens antigos começaram a se organizar em grupos como sistema de proteção, melhorando suas defesas contra predadores e geran-

do, por consequência, uma maior sensação de segurança. A ideia de viver em núcleos societários, na época dos clãs, e hoje em dia nos círculos de amizade e familiar, permanece enraizada em nosso DNA. Quando chamamos um aluno pelo nome resgatamos em sua memória hereditária a sensação de segurança e a convidamos para fazer parte de nosso clã. 8 - Ouvir Todo-Inclusivo - Segundo o psicopedagogo Fernando Monte-Serrat, saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Às vezes, pelo simples fato de ouvir uma pessoa angustiada, sem que digamos nenhuma palavra, ela nos agradece aliviada pela ajuda. O que ocorre é que essa pessoa precisava apenas ser ouvida para que pudesse organizar sua própria experiência. Quando a pessoa fala, ela não apenas fala para o outro que a escuta, mas também para si mesma, o que pode ajudá-la a ordenar seus pensamentos. O ouvir todo-inclusivo envolve não apenas as palavras, mas também a necessidade de ouvir todas as linguagens, inclusive as não verbais, como a postura e as atitudes. 9 - Resposta Empática - Colocar-se no lugar do outro antes de responder uma pergunta tende a gerar a sensação de compreensão por parte de quem escuta. 10 - Mantenha uma unidade de comando Nunca critique a coordenação, a direção ou a instituição. Distanciar-se de seus superiores é uma tentação enorme. Alguns professores fazem isso para conquistar a simpatia dos alunos e criar um laço ao se colocar no mesmo patamar de seus liderados.

Líderes não criam seguidores. Criam novos Líderes ~ Tom Peters

O Colunista Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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A DEMISSÃO DA PROFESSORA MARIA LAURA

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om dia professora. Chamei-a até a minha sala para uma missão desagradável e difícil. Missão que cumpro com amargura, mas que se prende a minha condição e obrigação de Diretor deste estabelecimento de ensino. Chamei-a para comunicar que este ano letivo está chegando ao fim e que após o encerramento das avaliações finais, a colega e amiga está dispensada e, portanto, deverá passar pelo Departamento do Pessoal, já avisado...

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- Professor! Vamos deixar o cinismo e a hipocrisia de lado. Caso pretende dispensar-me, sei que é esse um direito indiscutível à sua função de Diretor. Mas, permita-me ser franca: Poupe-me de palavras como “colega” e “amiga”. Sei que sou ótima professora, mas jamais bajulei quem quer que seja e se pretende me excluir do quadro, reafirmo que é seu direito, mas uma amarga injustiça. Fui, neste ano que termina, uma profissional competente, assídua e íntegra e, dessa forma, ignoro seus motivos. Cumpro suas ordens, mas não as aceito. Quais suas razões? Que argumentos apresenta contra a minha pessoa? - Contra sua pessoa nenhum, reafirmo que considero ótima professora e nesta Instituição jamais acolhemos bajuladores. O motivo de sua dispensa prendese a elementos da primeira reunião do Corpo Docente feita neste ano letivo e quando se discutiu os itens e fundamentos do “Manual do Professor” que, pouco depois, se elaborou... - Primeira reunião do ano letivo? Manual do Professor? Aonde o senhor quer chegar? Lembro-me que participei

ativamente dessa reunião e com meus colegas, a coordenação e sua direção elaboramos o Manual. Qual a relação entre esse fato distante e a sua prepotência de agora em me demitir?

ção às normas e princípios jamais permitiram que se integrasse a uma missão que, por ser imensa e difícil, é produto de uma coletividade... - Quer dizer então?

- Realmente, Maria Laura. Você alcançou o ponto essencial do problema. Conheceu o Manual, ajudou elaborar preceitos da conduta docente, refletiu sobre a nossa “missão” educacional, mas infelizmente, esqueceu ou fingiu ignorar esses conteúdos e, ao longo do ano, deixou de cuidar das normas que nossa equipe elaborou. Sua demissão, assim, se prende ao fato de atuar nesta escola como em qualquer outra escola atuaria... - Mas, o senhor acha que não deveria ser assim? Sempre acreditei que esse Manual era apenas um texto protocolar, um documento para ser exibido a eventuais interessados e depois ser arquivado. Jamais uma linha de procedimentos que serviria para uma avaliação do desempenho docente. Reconheço que, ao longo do ano, por diversas vezes o senhor abortou esse tema, reiterou a “missão” da escola e os preceitos de conduta do professor, mas jamais poderia acreditar que essa tolice não cumprida pudesse implicar nesta sua decisão. Estou atônita! - Pois não deveria estar. Desde quanto à humanidade aprendeu a viver coletivamente surgiram regras de procedimento, linhas de conduta, normas de convivência e o nosso Manual nada mais apresenta que a síntese do que nos propomos e como buscarmos alcançar essa meta. Reafirmo que gosto de você como pessoa, respeito sua autonomia, reconheço sua competência, mas essa sua independência em rela-

- Quer dizer... Quer dizer que uma verdadeira escola não caminha sem parâmetros, não forma alunos sem metas e sem destinos. Quer dizer que um verdadeiro corpo docente é uma equipe e que, irmanada, busca suas metas. Quer dizer que nada fragmenta mais a formação discente que professores que renunciam a uma linguagem comum e buscam no culto da própria individualidade caminhos que, ainda que bem intencionados, se dispersam por rotas confusas e não poucas vezes conflitantes... - Senhor Diretor! Em síntese, isso quer dizer que o senhor não volta atrás em sua decisão? - Não. Não posso e não devo recuar, sobretudo depois que a colega reafirma sua pregação de egoísmo centrado em uma visão individualista. Talvez, professora Maria Laura, um dia a senhora compreenda que só existe o verdadeiro alcance de uma grande meta, quando existir identidade em sua procura. Até logo.

O Colunista Celso Antunes tem bacharelado e licenciatura em Geografia. É mestre em Ciências Humanas pela USP e é considerado um grande formador de opinião no mundo da educação. Tem mais de 280 publicações e suas obras foram traduzidas pra mais de seis países. Celso Antunes também ministra palestras em diversos países como Argentina, Uruguai, Peru, México, entre outros.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CELSO ANTUNES


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foto cedida pelo colunista

COLUNA / SUELY NERCESSIAN CORRADINI

A FORMAÇÃO DOS EDUCADORES E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DO ENSINO

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educação atual se dá num cenário complexo e desafiador, tanto no aspecto das constantes inovações tecnológicas, quanto no que se trata do momento sociopolítico por que passamos. Diante disso, em primeiro lugar, é indispensável que os professores conheçam melhor os sistemas educacionais. Para Aguerrondo (1993), é dos sistemas educacionais a responsabilidade de gerar e difundir o conhecimento, instituindo-se em uma instância decisiva para o futuro da sociedade. Por isso, sua qualidade deve ser tratada como primordial.

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No entanto, a definição de qualidade na educação é permeada por valores e experiências pessoais, pela cultura de um país, entre outros fatores subjetivos, que podem conferir significados distintos ao termo. Aguerrondo (1993), afirma que o ensino de qualidade tem como característica “uma consistência entre o projeto político geral vigente na sociedade e o projeto educativo que opera”. Segundo a autora, um dos critérios para definir se um sistema educativo é bom ou não é reconhecer se ele alimenta o sistema cultural com os valores necessários para que os indivíduos possam se constituir como sociedade e participar dela. Já, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco (2004), há dois princípios que caracterizam a maioria das tentativas de definição de educação de qualidade. O primeiro considera que o desenvolvimento cognitivo do educando é o objetivo explícito mais im-

portante de todo sistema educativo e, por conseguinte, o êxito do aluno nesse âmbito constitui um indicador da qualidade da educação que recebeu. O segundo princípio insiste no papel que a educação desempenha na promoção das atitudes e dos valores relacionados a uma conduta cívica inserida nos parâmetros legitimados pela sociedade, bem como no fomento à criação de condições para o desenvolvimento afetivo e criativo do educando. Ainda, na opinião de Hargreaves (2004), um sistema educacional de qualidade considera que “a chave para uma economia do conhecimento forte não é apenas as pessoas poderem acessar a informação, mas também o quão bem elas conseguem processar esta mesma informação”. O sucesso dos indivíduos, nessa perspectiva, depende da capacidade de aprender e se manter aprendendo, para interligar informações e articular os saberes ao longo da vida. Nesse contexto, a escola torna-se um espaço essencial para preparar os jovens para além das prioridades estabelecidas pelo currículo, formando cidadãos academicamente consistentes e fortalecidos. O teórico norte-americano David Ausubel acreditava que quanto mais sabemos, mais temos capacidade de aprender. Para ele, aprender de maneira significativa é ampliar e reorganizar as ideias, criando conexões que possibilitem o acesso a novos conteúdos. Essa articulação intelectual dos docentes deve estar fundamentada no conhecimento das práticas e necessidades do jovem de amanhã. O professor está numa posição estratégica, pois sua função é atrelada ao desenvolvimento

integral dos jovens. Por isso, é relevante que, antes de tudo, o processo de sua formação vá além da abordagem acadêmica, contemplando seu desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional. Nessa trajetória, o professor constrói e reconstrói seus conhecimentos a partir de uma reflexão sobre a prática. Assim, o profissional torna-se mediador do conhecimento, favorece o desenvolvimento de competências diversas, organiza o ambiente, articula suas experiências, estabelece parcerias, motiva e instiga o aluno para novas aprendizagens. O que vai potencializar o aprendizado será um conjunto de amplas abordagens, que incluem o uso qualificado de recursos tecnológicos, as práticas pedagógicas, a organização dos conteúdos, o desenvolvimento profissional, enfim, tudo o que esteja relacionado ao ato de ensinar e aprender. Assim, a formação e o papel do professor são determinantes para desenvolver o potencial dos alunos. As

referências

bibiliográficas

estarão

disponíveis na versão online deste artigo

A Colunista Graduada em Letras (Bacharelado e Licenciatura Plena) – Português e Inglês pela Universidade Mackenzie e em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Campos Salles, possui Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e Doutorado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Desenvolve pesquisa sobre indicadores de qualidade em Educação e tem vasta experiência na área de Educação, com ênfase em formação docente. Atualmente é Diretora Pedagógica do Colégio Vital Brazil, responsável pela Educação Infantil ao Ensino Médio.


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COBERTURA 11º CRESCER GESTÃO ESCOLAR: CRESCIMENTO, REFLEXÃO E SOLUÇÃO Texto por Rafael Pinheiro e fotos por divulgação

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definição de gestão nos remete à um emaranhado de sensações, obrigações, tarefas e decisões. Se pensarmos, de maneira sucinta, a gestão engloba particularidades, motivações, diagnósticos, orientações, acompanhamentos e análises centrais para uma melhoria no espaço comum. Além de conduzir estratégias, inspirar novas soluções, valorizar as habilidades dos indivíduos e trabalhar, em conjunto, em prol do mesmo objetivo.

Considerado o maior evento direcionado a gestores educacionais, o Congresso Crescer chega à sua 11ª edição com programação integral e lançamentos em produtos e serviços nos estandes da Feira Educacional.

Compreender uma instituição de ensino com alto nível de administração, mantendo a escola dentro das normas do sistema educacional, seguindo portarias e instruções; valorização da qualidade do ensino; supervisão e a orientação pedagógica, criando oportunidades de capacitação docente; e preocupar-se com uma gestão pautada na democracia, interagindo ativamente com pais e alunos, não é tarefa fácil, já que existem, hoje, uma gama gigantesca de seto-

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res internos no campo educacional. A educação, inserida em um mecanismo complexo, denso e repleto de métodos e ferramentas, demonstra necessidades que transcendem a sala de aula, podendo, de maneira geral, afetar rotas administrativas – direta ou indiretamente. Observar e analisar todos esses caminhos, que representam uma pluralidade significativa, destaca uma preocupação crescente em preencher lacunas no sistema ensino-aprendizagem, na relação entre


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Emília Cipriano durante a palestra ‘Processo Ensino-Aprendizagem’

O crescimento – tanto pessoal como profissional – é revelado (e aguardado) nas instituições escolares como um marco de progresso dos alunos. Mas, para esse progresso ser, de fato, incluso na rotina escolar, é preciso pensar no crescimento dos educandos, gestores e mantenedores. Projetando, dessa forma, uma aliança segura em toda a rede escolar. O crescimento alimenta e transforma, constroi relacionamento interpessoal, garante estratégias administrativas e destaca habilidades e competências para um melhor entendimento e compreensão do educador e do aluno no século XXI. CONGRESSO CRESCER A 11ª edição do Congresso Crescer - 2ª Feira Educacional, maior evento do Brasil direcionado a mantenedores, gestores, diretores e coordenadores, ocorreu no dia 10 de setembro, no Expo Center Norte, localizado na região norte de São Paulo. O evento foi organizado pela Rabbit Partnership, que vem se destacando no mercado por ser a única empresa de comunicação full service que introduz e interage práticas de marketing, pesquisa, vendas, recursos humanos, atendimento e gestão, com objetivo de fomentar o crescimento de seus parceiros através do aumento do número de clientes, fidelização e redução de perda, ampliação de nichos de mercado e institucionalização da marca. A idealização do evento ocorreu há seis anos, com o objetivo de reunir gesto-

res e expandir, assim, o conhecimento através do conteúdo programático do Programa de Gestores da Rabbit. Estes encontros são ministrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Manaus e Vitória. Com o passar do tempo, um dos encontros de gestores regionais adquiriu uma projeção nacional e evoluiu para o formato atual. Com a proposta em aumentar o repertório dos líderes que compõem as escolas parceiras da Rabbit, a 11ª edição do Congresso Crescer ampliou sua programação, tendo treze palestras em destaque ao longo do dia, ministradas por profissionais renomados, como Christian Coelho, Reinaldo Domingos, Emília Cipriano, Victor Cosme, Luis Laurelli, Bete Rodrigues, Carmem Lúcia, Altamar Carvalho, Célia Godoy, Diego Moreira, Ana Paula Rezende, Luis Vicente e Célio Müller. Além do ciclo de palestras, esta edição do evento contou com a 2ª Feira Educacional, com diversos expositores apresentando soluções e novidades para as escolas. Dentre os estandes, destacamos: Metadil, Dsop Educação Financeira, FTD Educação, Escola Contrata, Objetivo Sistema de Ensino, Abramundo, Rabbit Digital, Sistema Etapa, Porto Seguro, Styllo, Mackenzie, Sistema de Ensino Poliedro, Uninter, entre outros. GESTOR PEDAGÓGICO: IDENTIDADE EM CONSTRUÇÃO A identidade profissional é diretamente atrelada à clarificação do papel que exercemos e está em permanente construção. Célia Godoy, mestre em

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aluno-professor e no acompanhamento estudantil ao longo dos anos.


16 Psicologia Social, Pedagoga e PósGraduada em Metodologia e Didática do Ensino Superior, acredita que, para o coordenador pedagógico, seu papel nem sempre é validado, devido às inúmeras dificuldades que permeiam seu cotidiano, como inversão de valores, desvio de função, entre outros. Segundo Célia Godoy, que ministrou a palestra “O Papel do Gestor Pedagógico”, a principal identidade de um gestor é “reunir funções e conhecimentos através de pessoas em torno de um objetivo comum: a organização e o sucesso da escola.

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Além de rever o projeto pedagógico da instituição e compreender que nossa escola mudou, o papel do professor mudou e nossos alunos também, principalmente pela realidade tecnológica”. Potencializar gestores e educadores com processos de gestão de qualidade, aptos para a implementação e criação de ideias, inovações com vistas à excelência do processo ensino-aprendizagem envolve, principalmente, as diretrizes institucionais descritas no Projeto Pedagógico – a orientação necessária para alcançar a direção escolar com sucesso. “O Projeto Pedagógico está intimamente interligado às práxis docentes e o gestor pedagógico deve mediar esses dois materiais e verificar se há consonância entre ambos. É preciso discutir como será a utilização das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), como criar um ambiente produtivo em sua instituição e participar da formação e construção do Projeto Pedagógico”, ressaltou Célia Godoy durante sua palestra. “Perguntar para os educadores, educandos, pais, parceiros e escutar questionamentos auxilia na detecção de dificuldades, levantamento de necessidades e propostas para melhoria. É preciso envolver o outro no projeto e levantar dados de realidade e diagnóstico situacional”. Construir uma gestão de qualidade é uma tarefa difícil. Refletir e redefinir o repertório de líderes educacionais, seu papel frente à administração, seu relacionamento e convivência com os professores, estratégias pedagó-

gicas e caminhos escolhidos diante de problematizações, requer um olhar apurado, decidido a alcançar propósitos que envolvam o diálogo, a humanização, inclusão, solidariedade, participação e democracia. Carmem Lúcia Campanelli, Pedagoga, especializada em Psicopedagogia Clínica e aperfeiçoamento em Gestão de Pessoas: Liderança e Trabalho Coletivo, acredita que a convivência no trabalho, seja ela qual for, nos encaminha a compreender as diferenças de opinião, de visão, de formação, de cultura e de comportamento. Realizar esse exercício é uma tarefa árdua, mas é possível se basearmos os relacionamentos interpessoais no autoconhecimento, na empatia, na assertividade, na cordialidade e na ética. “É preciso definir papeis, despir de julgamentos, estabelecer uma relação interpessoal e manter, acima de tudo, o respeito. A escola é um lugar onde todos passam e podemos deixar recordações boas ou ruins, tanto em nossos alunados como nos pais”, destacou Carmem Lúcia, durante a palestra “A construção do relacionamento interpessoal na Escola”. Todo meio interpessoal, de convivência, diz Carmem Lúcia, gera um conflito, um debatedor de ideias. Tudo é um meio, não é um fim, tudo é uma ferramenta para construir um conhecimento. Para ser um bom líder, é preciso ser um bom ouvinte. “Liderança é enxergar as possibilidades. É preciso ter empatia, atrelar a liderança com afetividade. Qual é a minha expectativa? Quais são as metas a serem alcançadas? O líder constroi pontes em uma relação interpessoal e dá voz a todas as pessoas da escola”, completa. PROCESSO ENSINOAPRENDIZAGEM Com tantas alterações no ciclo escolar e mudanças sociais, culturais e digitais, como prever uma excelência educacional? E, além disso, como instigar o aluno a participar cada vez mais do aprendizado diário? Refletir sobre o processo ensino-aprendi-


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É, também, construtor de identidades humanas, busca de referências, abertura de horizontes, não ficar apenas na superficialidade. Trabalhar a interação, a ação com aprendizagem e que seja um compromisso de apropriação e não de alienação”, ressaltou Emília Cipriano, que ministrou a palestra “Processo Ensino-Aprendizagem. Como conquistar a atenção dos nossos alunos?”. Pedagoga e Doutora em Educação, Emília Cipriano diz que, para aprender, o ser humano depende da apropriação sucessiva de instrumentos mentais que possibilitem o trabalho com os conteúdos escolares. “Para adquirir, utilizar e ampliar os instrumentos internos é necessário formas e exercitar atividades de estudo, como observação, registro, organização, relato e comunicação”. E, para efetivar esse mecanismo de atividades de estudo, Emília desta-

ca alguns caminhos, como: A observação precisa ser dirigida, ter um objetivo, levar o aluno a mobilizar a atenção; O registro pode ser feito com desenho e escrita, “in loco” ou memória. O registro têm duas funções – estabelecimento das redes neuronais e fortalecimento das redes existentes, como cadernos de ideias. A organização é a atividade de pensamento externalizada. Mapas, diagramas, esquemas, redes conceituais, listas, sinopses, desenhos, representações, imaginação, percepção visual e proporção; O relato apoia na organização de informações e dados. Pode assumir várias formas com ou sem uso de imagens em suportes variados (papel, lousa, computador, datashow); A comunicação pode ser oral, escrita, imagética. Pode ter suporte de cartaz, livro, folheto, website ou por meio de filme, foto ou datashow. Para propagar o conhecimento, a informação e as atividades de estudo, foram demonstradas, durante a apresentação, a identificação do educador como principal agente para explorar no educando uma relação de

curiosidade e indagação com o saber e consolidar as formas de aprendizagem que levam ao aprendizado. Essa possibilidade de diálogo aponta, para este século, uma gama enorme de transformações e pluralidades, dominando muitos métodos para se trabalhar. Constatando que cada sala de aula é um micro universo cultural diferente, com características únicas, certas atividades propostas podem ser absorvidas de maneira positiva em uma turma – e outras não. “É interessante buscar uma mudança de mentalidade. Trabalhar a ação pedagógica de forma diferente e realizar uma ruptura de dentro pra fora, de uma outra lógica”, finalizou Emília.

SAIBA MAIS GRUPO RABBIT DE EDUCAÇÃO Christian Coelho rabbit@rabbitmkt.com.br www.rabbitmkt.com.br

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zagem nas diversas dimensões que desembarcam na educação contemporânea é aceitar as modificações estruturais e trabalhar ações diferenciadas. “Educar implica em compromisso.


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Ilustração: Studio5

MANUTENÇÃO ESCOLAR

CONFORTO E SEGURANÇA NO ESPAÇO FÍSICO por Rafael Pinheiro

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estrutura escolar é um dos requisitos básicos e fundamentais para uma boa educação. Os espaços e as funcionalidades embutidas em diversas áreas de uma escola permitem facilidades, conforto físico e psicológico, influenciando diretamente no rendimento da aprendizagem do aluno.

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A infraestrutura, composta por uma extensa listagem de exigências, aponta caminhos que podem ser atrelados para alcançar um nível alto de conforto e segurança a seus alunos nos espaços físicos – que são extremamente relevantes observar e garantir maneiras de viabilizar acessos nos espaços internos e externos do colégio. Para garantir um convívio tranquilo e seguro para alunos e funcionários, a visitação técnica periódica, bem como a observação de áreas ou instalações que merecem reparos e consertos, deve existir com frequência. A manutenção predial preventiva é um dado de realidade, incluindo, assim, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e de incêndio. Além de coberturas, revestimentos, (pisos, paredes e forros), esquadrias, pinturas, entre outros. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) destaca a Norma Brasileira NBR 5674 como um manual de procedimentos que podem ser utili-

zados nas manutenções dos edifícios. Nessa norma, questões como responsabilidade, sistema de manutenção, documentação básica de registros, previsão orçamentária, planejamento do serviço de manutenção, contratação do serviço de terceiros e controle dos serviços de manutenção são requisitos básicos para a realização direta ou indireta de todas as atividades produtivas com foco no suporte físico. Destaco, aqui, as especificações do último ítem da NBR 5674 – Gestão da qualidade do sistema de manutenção: Um sistema de manutenção deve possuir uma estrutura interna de gestão da qualidade, tendo por atribuição: a) elaborar ou compilar normas e procedimentos para o sistema de manutenção, incluindo documentação técnica para a execução dos serviços de manutenção; b) supervisionar a qualidade das atividades desenvolvidas no sistema de manutenção, incluindo as etapas de documentação e registro, coleta de informações, previsão orçamentária, planejamento, projeto e programação, orçamentação, contratação de serviços de terceiros e controle da execução; c) avaliar continuamente a eficiência do sistema de manutenção, considerando aspectos como: - tempo médio de resposta às solicitações dos usuários e intervenções de emergência; - relação entre custo e tempo estimados e efetiva-


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20 mente realizados; - taxa de sucesso das intervenções, medida pela incidência de retrabalho necessário; - satisfação dos usuários da edificação, medida por meio de pesquisas de opinião; - desempenho econômico do sistema; d) acompanhar a variação do valor da edificação ao longo de sua vida útil, em função do resultado do sistema de manutenção.

MANUTENÇÃO NA PRÁTICA Observando a escola como um patrimônio – repleta de valores intangíveis e imateriais, bem como aspectos físicos, estruturados e projetados para cada ambiente, armazenando disposição e funcionalidade primordial, toda e qualquer intervenção deve ser feita através de uma programação específica e apreciação técnica.

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Emerson Pereira, diretor de planejamentos, acredita que o “gestor escolar deve estar atento às necessidades dos alunos e de todo o grupo escolar, buscando planejar a manutenção predial escolar sob a luz de esquemas estratégicos que priorizem segurança e conforto a todos”. Áreas como salas de aula, quadras, bibliotecas e brinquedotecas, que recebem um alto volume de estudantes diariamente, são espaços que merecem atenção especial. “As salas de aula devem estar sempre no ápice da manutenção, afinal de contas, é nesse ambiente que os alunos permanecem a maior parte do tempo. Deve haver uma atenção especial, também, nos corredores e praça de alimentação”, destaca Emerson. O calendário escolar não permite longas pausas para reformas, pois as férias escolares concentram-se em períodos que outros departamentos administrativos continuam operando normalmente. Assim, a manutenção predial deve ser programada em um tempo reduzido, para não comprometer a reforma de outros itens e, também, o retorno dos alunos às salas de aula.

CONSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO Além dos destaques técnicos, vistorias especializadas e programações minuciosas para propor uma instituição organizada, estruturada e arrojada, é importante atravessar estes aspectos técnicos-administrativos e incorporar, dentro do processo de aprendizagem, valores humanistas e de conservação do patrimônio. “Além de auxiliar o processo de conscientização no que se refere à conservação do patrimônio, também serve de ferramenta no processo de ensino -aprendizagem, isso porque tal orientação serve de eixo ao desenvolvimento da cidadania, auxiliando a inserção dos alunos no âmbito social, estimulando o respeito às regras de bom convívio social”, ressalta o diretor de planejamentos. Emerson destaca, também, a relevância na participação e engajamento de toda a comunidade escolar na detecção de problemas, com o intuito de garantir uma boa gestão dos recursos físicos e materiais. “Um bom gestor sempre está disposto a ouvir as ideias da comunidade escolar acerca de quaisquer medidas que venham para somar. É sempre bom estar atento a novas soluções”, diz. A manutenção e o cuidado com o edifício escolar propicia uma rede física acolhedora para a aprendizagem e o convívio social. Instigar a preservação do espaço escolar é caráter primordial para a excelência – tanto na gestão como na educação, já que “o ambiente também serve como ferramenta de aprendizagem, uma vez que abarca aspectos relacionados à organização o que, sem dúvida, implica conforto e segurança”, finaliza.

SAIBA MAIS EMERSON PEREIRA emerson@verticalpinturas.com.br


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Ilustração: Studio5

PISOS

SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR por Rafael Pinheiro

O Colégio Cermac, instalado na região norte da capital paulista e com uma trajetória de 30 anos, criou, em 2014, o Cermac Baby – espaço dedicado a crianças de três meses a três anos. Todo o ambiente foi construído e planejado com cautela e adequação às crianças, como: chão emborrachado, sem degraus e pátio com cimento projetado para as possíveis (e inevitáveis) quedas. Roberta Mardegam, diretora

pedagógica do Colégio Cermac, indica que o primeiro procedimento adotado para a escolha do piso na unidade baby do Cermac “foi pensar em um piso que pudesse ser utilizado em um ambiente com crianças bem pequenas, que estão engatinhando, aprendendo a andar e colocando ainda as mãos no chão a todo o momento. Assim, pensamos em algo que não fosse escorregadio ou gelado e que a higienização fosse fácil e rápida”. A preocupação do colégio em relação aos pisos e revestimentos que tangem a segurança dos ambientes é explícita e a diferenciação dos pisos está entre área interna e externa. “Como a unidade recebe crianças da mesma faixa etária, ou seja, bebês de até três anos, o piso é o mesmo, diferenciando apenas se for área interna ou externa, que receberá ou não água, além do piso do lactário, que é específico”, destaca. A manutenção e limpeza dos pisos, fator importante para garantir a segurança e o caminhar dos alunos, é realizada diariamente, “além de uma limpeza semanal mais profunda, com retirada de resíduos e enceramento com máquinas específicas semestralmente”, explica Roberta.

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SAIBA MAIS ROBERTA MARDEGAM roberta@cermac.com.br

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o espaço educacional alguns critérios são avaliados para propiciar um ambiente agradável, como manutenção regular das estruturas prediais, limpeza, conservação, adequação de espaços para diferentes idades, além da preservação da segurança que, em locais com um volume intenso de profissionais e alunos, requer materiais específicos e alinhados. A segurança escolar transcende sistemas e monitoramentos instaurando-se no processo base de uma construção: os pisos. A escolha do piso afeta diretamente a qualidade das atividades desenvolvidas e, assim, a concentração, o aprendizado, a segurança e seus desdobramentos. Atualmente, o mercado escolar disponibiliza uma infinidade de tipos de pisos que suprem necessidades deste segmento, como: resistência ao tráfego de pessoas, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado e facilidade de instalação e reposição.


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Ilustração: Studio5

SISTEMAS DE SEGURANÇA

SEGURANÇA NA WEB: UMA NECESSIDADE por Rafael Pinheiro

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onexão é, certamente, a palavra – e a necessidade – que envolve todo e qualquer convívio social. A era dos dispositivos móveis que englobam uma extensa lista de facilidades, entretenimentos, funcionalidades e distrações são facilmente encontrados em salas de reuniões empresariais, grupo de jovens, escolas especializadas e, com o tempo, a imersão em práticas pedagógicas de sucesso. A pesquisa TIC Educação 2014, lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), acompanha o uso e a apropriação dos computadores e da Internet nas escolas públicas e privadas, de ensino fundamental e médio, localizadas em áreas urbanas desde 2010. Os resultados da pesquisa, divulgados no mês de setembro, apontam estabilidade na proporção de escolas de áreas urbanas com acesso à internet: 93% daquelas que possuem computadores estão conectadas à rede, sendo 92% nas escolas públicas e 97% nas escolas privadas. Quanto aos equipamentos presentes na escola, a proporção de instituições com computadores móveis e tablets também é crescente: 79% das escolas públicas possuem computador portátil (em 2013 eram 73%) e

29% tablets (em 2013 eram 11%). O uso de recursos educacionais digitais para o preparo de aulas ou atividades com alunos é uma atividade muito difundida entre professores, o que indica um interesse crescente pelo uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) nas práticas pedagógicas. A pesquisa TIC Educação 2014 aponta, por exemplo, que 82% dos professores de escolas públicas produzem conteúdos para as aulas por meio do uso das TICs. Em relação ao uso da rede na escola, 41% dos estudantes utilizam a internet no espaço escolar e 77% em domicílio. Compreendendo a internet como uma ferramenta que possui diversos recursos, verificamos a necessidade em discutir e aprimorar não só a inclusão tecnológica nas escolas, mas a influência que esse novo meio de comunicação implica no desenvolvimento estudantil, principalmente nos métodos de segurança. O especialista em segurança Fernando Neves acredita na existência de diversas formas de aplicar regras de controle de acesso, de conteúdo e de nevegação. “O acesso é tratado normalmente dentro da disciplina de Controle Parental / Filtros de Conteúdo e a parte de efetivo controle é tratado dentro da parte de WIPS – Wireless Intrusion Prevention System – o qual permite que regras que tenham sido definidas sejam, de fato,


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O especialista destaca que, nos últimos anos, a procura pelo serviço de segurança aumentou consideravelmente. Um dos motivos é um misto entre a apreensão que as pessoas sentem ligadas à insegurança física – e às ameaças como assaltos, acidentes de trânsito e outros de natureza mais violenta – e a percepção de que no mundo digital – com todas as redes sociais, vírus, ameaças e possibilidades – a possibilidade de controle e de proteção é algo mais complexo do que no mundo real. Uma das alternativas para readequar o uso da internet é a blindagem de certos sites ou até mesmo os filtros de conteúdo e acesso. “É necessário definir uma política de uso aceitavél e definir com o conjunto dos corpos docentes e discentes bem como seus responsáveis, de forma a que as regras de conduta sejam entendidas. Sem este entendimento, a adoção fica comprometida”, diz Fernando Neves.

ESCOLA SEGURA O sistema de proteção e segurança é composto por diversas partes. Neste sentido, o primeiro passo é definir o que se deseja como sistema de proteção: o que é permitido, de qual forma, em qual horário. De acordo com o especialista, a partir deste entendimento, que inclui a realização de entrevistas para a elaboração de um diagnóstico sobre a MSA – Maturidade de Segurança do Ambiente, é desenvolvido um projeto de implementação, que contará com palestras e atividades que visão o conhecimento e a participação de todos. “Depois desse processo é que se escolhem as ferramentas e plataformas tecnológicas para atender aos pontos levantados na fase de projeto e que foram validados durante a fase

de divulgação/palestras. Após a implementação inicial, entra-se na fase de Operação Assistida – em geral de 2 semanas – onde são levantados e acompanhados os pontos mais relevantes e eventuais ajustes são realizados”, ressalta Fernando. Tendo o ambiente escolar como uma construção sólida de todo desenvolvimento pessoal e social, estabelecer mecanismos potentes para a segurança e, acima de tudo, demonstrar e inserir discussões e esclarecimentos sobre a utilização adequada do meio digital e possíveis problemáticas que podem acarretar em seus desdobramentos, são questões relevantes. O uso consciente da internet abrange não só o âmbito escolar, mas também a participação dos pais em verificar e alertar sobre o nível de vulnerabilidade que os seus filhos estão expostos diariamente. Para que isso ocorra de forma participativa, algumas escolas começam a aconselhar os pais sobre a utilização da internet com responsabilidade, propagando, assim, uma rede segura virtual. “Não cabe exclusivamente aos colégios a função de discutir a questão da segurança, sendo imprescindível a participação dos pais, responsáveis e da sociedade como um todo. Mas os colégios e demais instituições de ensino tem papel muito relevante na condução das questões relativas à cidadania, ao comportamento, ao respeito às leis, ao próximo e à convivência em sociedade, seja ela no mundo real mas também – e principalmente – no mundo digital”, afirma o especialista. Esse tema, tão em voga em nossa atualidade, demonstra a existência de diversos desafios na relação entre usuário e internet, assim como os meios digitais impactam, de maneira significativa, as relações interpessoais e sociais. “E preparar os mais jovens para lidarem com estes pontos de forma adequada é muito importante”, finaliza.

SAIBA MAIS ALESSANDRA BORELLI alessandra@nethicsedu.com.brr

FERNANDO NEVES fn@wifiseguro.com.br

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cumpridas. Sempre há tentativas de burlar as regras implementadas. Faz parte da natureza humana. Além disso, temos que ter uma visão mais abrangente sobre o assunto, já que segurança não é um produto, mas sim um conjunto de comportamentos, estruturas e fatores trabalhando em conjunto para que se tenha, como resultado, um ambiente seguro”.


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FIQUE DE OLHO: MÓVEIS

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Os móveis escolares, especialmente das salas de aula, são importantes elementos de apoio no processo de ensino. E devem ser bem projetados de acordo com as normas técnicas e praticidades para atender os perfis de cada faixa etária. Nesta edição destacamos algumas empresas com produtos especiais para o ambiente escolar – do berçário à universidade. Confira: A PODEROSA MÓVEIS

MAQMÓVEIS

SILTON FLEX

A Poderosa Móveis, fundada em 1997 com o intuito de fabricar e comercializar móveis e acessórios para vídeo locadoras, ampliou seus horizontes em 2005 produzindo, também, móveis para berçários e escolas. Apostando em um material diferente, colorido, inovador e ecológico – como o revestimento de laminado pet, A Poderosa Móveis disponibiliza para o ambiente escolar: bancos, banheiras, berços, camas, mesas, estantes, tapete EVA, trocadores, armários e colmeias.

Fundada em 1983, como um pequeno comércio familiar que revendia máquinas de escrever e móveis para escritório, a empresa Maqmóveis possui uma trajetória sólida em inovação, qualidade, eficiência, compromisso com o cliente e diferenciação no mercado. Dentre os principais produtos escolares: mesa didática juvenil, mesa digital, armário de aço, gaveteiro e armário com proteção antibacteriana, lousa com movimentação lateral, entre outros.

A Silton Flex, presente no mercado de móveis corporativos para indústrias, escritórios e escolas há 33 anos, executa “projetos de acordo com a necessidade do cliente nas linhas de móveis, madeira ou aço”, diz Silton José Silva, diretor da empresa. O diferencial da instituição é a “garantia de qualidade, padronização e a preocupação com o pósvenda”. A linha escolar disponibiliza cadeiras e poltronas universitárias em diversos materiais (como fórmica, estofada e polipropileno), mesas, cadeiras e conjuntos para refeitórios.

Fale com A Poderosa Móveis: (11) 2023.6446 contato@apoderosamoveis.com.br www.apoderosamoveis.com.br

Fale com a Maqmóveis: (11) 5083.6691 contato@maqmoveis.com.br www.maqmoveis.com.br

Fale com a SiltonFlex: (11) 3209.6233 vendas@siltonflex.com.br www.siltonmoveis.com.br

INFINITY MOBILIA

METADIL

SOLUÇÃO MÓVEIS

Com sede em Niterói, Rio de Janeiro, e entrega em todo o território nacional, a Infinity Mobilia comercializa móveis escolares, brinquedos, mesas e cadeiras corporativas com alto padrão de qualidade e funcionalidade. A linha de móveis escolares contempla diversas opções, como: cadeira ajustável, estofada, conjunto tradicional infantil, conjunto de refeitório, estante, armário, banco multiuso, mesa cadeirante, entre outros.

Completando 41 anos de existência e excelência em acabamento, qualidade, design, versatilidade, conforto e durabilidade, a Metadil, que possui sede própria em Guarulhos, Grande São Paulo, “é especialista em móveis escolares, com certificação ISSO 9001 e de uso responsável, utilizando madeira FSC”, afirma Marcelo Rodorigo, diretor da empresa. Aliando alta tecnologia, conhecimento e aprimoramentos constantes, a empresa oferece produtos para o berçário, infantil, ensino fundamental e médio, e também para o ensino superior e cursos livres.

Especializada em distribuição de móveis para diversos setores (escolar, acessório, locação, escritório, recepção, refeitório, restaurante, móveis de aço e cadeiras importadas), a Solução Móveis disponibiliza para as escolas: armário escolar organizador, armário para TV (02 ou 04 portas), nicho suspenso, conjunto escolar com porta livros, mesa professor, mesa refeitório, estante de aço, lousa escolar e quadro branco.

Fale com a Infinity Mobilia: (21) 2617.2995 infinitymobilia@gmail.com www.infinitymobilia.com.br

Fale com a Metadil: (11) 4963.8720 atendimento@metadil.com.br www.metadil.com.br

Fale com a Solução Móveis: (11) 4398.6245 contato@solucaomoveis.com.br www.solucaomoveis.com.br


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ACESSÓRIOS (TECNOLOGIA), ALIMENTAÇÃO, BEBEDOUROS, BRINDES


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BRINDES, ENGENHARIA E SEGURANÇA DO TRABALHO, FACHADAS, GRÁFICA, INFORMÁTICA


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INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA, L ABORATÓRIOS, PISOS, PROJEÇÕES EDUCATIVAS EM 3D


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PISOS, PL AYGROUNDS, SISTEMAS DE SEGURANÇA


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PL AYGROUNDS

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32 PL AYGROUNDS


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PL AYGROUNDS, SISTEMAS DE IMPRESSテグ (COPIADORAS), TOLDOS E COBERTURAS, UNIFORMES


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PEDAGÓCIOS (BRINQUEDOS), PL AYGROUNDS, PROJETORES, TOLDOS E COBERTURAS


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Revista Direcional Escolas Edição 112 – Outubro/2014 by Revista Direcional Escolas - Issuu