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Revista Direcional Escolas Edição 110 – Agosto/2015

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Edição nº 110 ano 11 | Agosto 2015 www.direcionalescolas.com.br


EdITORIAL Diretores

Alex Santos & Paula De Pierro Público

Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável

Rafael Pinheiro jornalista@direcionalescolas.com.br MTB 0076782/SP Circulação

Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico

Studio5

Direção de Arte

Felipe Martyn

Produção Gráfica

Thiago Funari Gregory Polidori

Departamento Comercial

Francisco Grion

francisco@direcionalescolas.com.br Impressão

Prol Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 (11) 3881-3375

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

Respeito às diferenças Antigamente, em um passado não tão distante, costumávamos observar os processos educacionais sem problematizá-los. Frases corriqueiras como “a sala de aula é realmente difícil”, “aprenda a se defender” ou “são apenas brincadeiras”, apareciam em conversas naturais, sem o mínimo de preocupação, amparo ou acompanhamento dos fatos demonstrados pelos alunos. Com o aumento de pesquisas acadêmicas no âmbito educacional, mudanças na sociedade e, consequentemente, na geração que adentra as salas de aula diariamente, lançamos um novo olhar às “brincadeiras perversas” que mascaram uma violência potente, ocasionando diversas interferências no desenvolvimento social e psíquico do aluno. O termo bullying, provém do inglês “valentão” e refere-se a todas as atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente. Parte dessas ações nascem na sociedade contemporânea e nos aspectos culturais tendo o reconhecimento das diferenças como passo relevante para conquista da convivência em paz, sem conflitos, preservando a liberdade particular e coletiva.

todos os seres humanos, principalmente na era virtual, não é tarefa fácil. Podemos, então, imaginar como proposta de erradicação de qualquer tipo de bullying – tanto física, como virtual, os debates que cercam o respeito às diferenças como princípio básico de convivência. Esse ideal igualitário deve surgir em todas as esferas: pública, familiar e educacional. Para fomentar essa prática e desestruturar os caminhos que levam a ações discriminatórias, traçamos um panorama em nossa Conversa com o Gestor (pág. 16) sobre o bullying: os motivos de seu acontecimento, seus efeitos no espaço escolar – tanto atividades que são propostas pelo colégio que envolvem essas práticas, como situações tratadas pelo gestor quando existe algum caso de bullying e, também, o cyberbullying, uma realidade virtual que tem ganhado proporções incalculáveis. Acreditamos que a educação é a força motriz de gigantescas transformações, além de fonte de descobertas e experiências duradouras. E o entendimento das diferenças e compreensão dos desejos alheios são tão relevantes quanto o desenvolvimento intelectual singular. Boa leitura,

Nesse panorama, a diversidade e a identidade cultural apresentam suas características próprias e unidades ímpares que, por algum motivo, distancia-se do outro, provoca certo repúdio, julgamento – até mesmo terror. Estabelecer diálogos e afirmar a igualdade entre

Alex Santos & paula de pierro Diretores


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Nesta Edição: Coluna - Christian Coelho

16.

Bullying: conceito, efeito e a relação com a educação

Campanha de Propaganda e Marketing Digital

10.

Coluna - Celso Antunes

20.

Fique de Olho

22.

Dica: Pisos

O que ensinar na Educação Infantil

12.

Coluna - Júlio Furtado

14.

Coluna - Reinaldo Domingos

Laboratórios

A Escolha do Piso Ideal

A Escola e o desenvolvimento de Competências Socioemocionais

Mesada não é só dinheiro: Como Escolas e Famílias devem trabalhar

Conversa com o Gestor

25.

Dica: Segurança na Web Blindagem Virtual: uma necessidade no ambiente escolar

26.

Dica: Educação Bilíngue Ensino multicultural em foco

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Campanha de propaganda e marketing digital

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ssim como não estamos acostumados a promoções em hospitais, a escolha de uma escola não é definida por uma peça de propaganda ou promocional. A propaganda para bens de grande importância, como hospitais e escolas, tem como principal objetivo gerar a lembrança e o interesse nas pessoas, tendo um efeito inferior quando comparado à venda de produtos. Se a instituição não for bem quista na sua área de abrangência a campanha terá pouco efeito. Portanto, a melhor propaganda é prestar um bom serviço educacional e deixar os alunos e familiares satisfeitos. No período de alta sazonalidade, a ação da propaganda tem como principal finalidade lembrar ao cliente que existe uma boa opção de escola próxima a sua casa. Isto é, gerar o start, buscar em suas lembranças o nome da escola da qual ele já ouviu falar (indi-

A publicidade e a propaganda têm o papel de divulgar e incentivar os clientes a conhecerem a escola por telefone e pessoalmente. Porém, sem um bom atendimento e pós-atendimento a matrícula provavelmente não será efetivada. Campanha de propaganda e marketing digital integrada consiste em, por meio de etapas predeterminadas, despertar o interesse e conduzir o cliente da sua casa até a recepção da escola, para que o departamento de vendas possa finalizar o trabalho. A eficácia de uma mídia varia de acordo com a localização da escola, o público-alvo e a época do ano. Portanto, quanto mais diversificada a estratégia, maior a chance de resultado.

Branding – gestão da marca: Na busca por um diferencial competitivo, algumas escolas valorizam de forma excessiva a marca de seus parceiros, correndo o risco de tornarem sua imagem dependente da empresa complementar. Esta estratégia pode acarretar a redução do valor institucional da marca matriz e comprometer o seu posicionamento estratégico. A marca de uma escola é a sua identidade, é a representação gráfica dos seus valores, sua filosofia e seus princípios pedagógicos. As campanhas devem ser individualizadas para que os públicos reconheçam a personalidade da instituição em cada peça de propaganda.

A melhor forma de criar um plano de mídia eficiente é testar as estratégias de divulgação e medir os resultados.

Propaganda

Venda

Institucional Positivo

Start

Atendimento Pós-atendimento

Endomarketing

Plano de mídia

Gestão

Publicidade

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cação subliminar) e que pode ser justamente o que sua família procura.

Captação de clientes novos

O Colunista Christian Rocha Coelho Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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uando se examina os conteúdos curriculares desenvolvidos no Brasil, tanto em Escolas Públicas quanto nas Escolas Particulares nos cursos de Ensino Fundamental e Médio não é difícil descobrir-se uma relativa uniformidade. Um simples exame destes conteúdos presentes nos livros didáticos e nas diferentes publicações dos Sistemas de Ensino mais utilizados confirma essa assertiva. Varia e varia bastante “como” é promovido esse ensino, desde o tradicional sistema discursivo do professor, o aluno individualizado, a lousa e seu caderno, até estratégias que envolvem recursos eletrônicos sofisticados e textos impressos pelo próprio aluno. Não muda, entretanto os conteúdos das disciplinas curriculares, inclusive pela própria imposição de afunilamento nas provas do ENEM ou outros chamados grandes vestibulares.

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Enfim, o que o aluno necessita saber ao concluir seu ciclo estudantil pré-acadêmico constitui uniformidade nacional. Não é, entretanto, o que se observa quando se examina os conteúdos habitualmente trabalhados na Educação Infantil. Se acreditarmos na prioridade insofismável a alfabetização e letramento pleno, assim como uma incursão compreensiva através das operações aritméticas básicas, existem divagações sobre o restante dos conteúdos a se trabalhar. Dependendo da natureza da instituição ou dos hábitos culturais de cada ponto do país, não se percebe a preocupação sobre os conteúdos essenciais

O QUE ENSINAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL? que qualquer criança necessita levar para iniciar o Ensino Fundamental. Infelizmente em muitos lugares ainda prevalece à concepção da criança como um “pequeno adulto” ou algo cujo volume de saberes com que deve chegar ao Ensino Fundamental pode ser um punhado de informações desconectadas e irrelevantes, pois, somente a partir desse nível, e como professores especialistas irão entrar com seriedade no mundo do saber.

consideramos essenciais e que jamais deixam de existir em países em que a formação da criança é encarada com respeito e prioridade.

É evidente que existem exceções, mas são estas de tal forma incomuns, que parece impossível se estabelecer um padrão de como está ocupada a mente de uma criança ao terminar a sua Educação Infantil e, pior ainda, se este padrão em condições excepcionais existe para alguns, serão os mesmos atropelados pelas normas do que efetivamente se acredita ser essencial a todos.

2. A VIAGEM PELO DOMÍNIO MAIS AMPLO DOS SENTIDOS E DE SUA APLICABILIDADE NA VIDA PRÁTICA.

Mas, não é isso que se nota quando se compara a Educação Infantil no Brasil como é a mesma preparada em inúmeros países que navegam por patamares educacionais que não ousamos comparar.

Enumeramos abaixo esses cinco pilares, destacando que não cabe qualquer hierarquia entre eles. Portanto: 1. A DESCOBERTA DO MUNDO DA CIÊNCIA ATRAVÉS DA OBSERVAÇÃO REFLEXIVA DO ENTORNO.

3. A INCESSANTE BUSCA PELO MISTÉRIO DA PALAVRA E PELO UNIVERSO DO PENSAMENTO. 4. A DESCOBERTA DOS VALORES ÉTICOS E A BUSCA DE SUA INTROJEÇÃO ATRAVÉS DE MÉTODOS DE ENSINO REFLEXIVOS. 5. O ESTÍMULO ÀS INTELIGÊNCIAS E SUA APLICAÇÃO NO COTIDIANO

Nesses países, há tempos, se superou a ideia do “adulto pequeno” e já não mais se encara a educação infantil como uma etapa irrelevante em termos de aprendizagens de conteúdos das disciplinas curriculares. Em face desta situação, nas oportunidades em que somos convidados a falar sobre os “conteúdos” a serem ministrados na Educação Infantil, após a conquista do letramento e do domínio das operações aritméticas básicas, costumamos sugerir que estes devem se organizar em torno de cinco pilares que

O Colunista Celso Antunes tem bacharelado e licenciatura em Geografia. É mestre em Ciências Humanas pela USP e é considerado um grande formador de opinião no mundo da educação. Tem mais de 280 publicações e suas obras forma traduzidas pra mais de seis países. Celso Antunes também ministra palestras em diversos países como Argentina, Uruguai, Peru, México, entre outros.

foto cedida pelo colunista

COLUNA / Celso antunes


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A ESCOLA E O dESENvOLvImENTO dE COmpETÊNCIAS SOCIOEmOCIONAIS

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embro-me bem da cena. Estávamos em pleno caos aéreo e, ao meu lado, no balcão onde tentava obter alguma informação sobre o horário em que meu vôo partiria, uma mulher de cerca de 40 anos, aos empurrões e aos gritos dizia: “Esse avião vai ter que decolar!

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Não vou perder meu compromisso por causa de incompetentes! Eu exijo que o avião decole imediatamente!”. Tornouse imediatamente o centro das atenções e dos comentários, tamanha a perplexidade com que olhávamos para aquela figura que acreditava piamente que o seu problema era o maior, senão o único em meio a todo o caos que vivíamos.

dinâmica emocional na qual estamos inseridos ao longo da vida. Suportar as frustrações a ponto de não sermos deseducados com os outros é um exemplo de competência socioemocional. Outra competência socioemocional essencial é reconhecer nossas possibilidades e limites em contextos coletivos, como pode nos exemplificar (pela falta) a mulher do caso anterior. Imagino que nossa personagem afoita não teve muitas oportunidades de desenvolver tais competências e me pergunto qual o papel da escola nesse contexto.

A partir daquela cena, intensifiquei minhas reflexões a cerca da importância do desenvolvimento de competências socioemocionais e a cerca das consequências que a falta de tais competências ocasiona.

Acredito que algumas questões já são sabidas. Desenvolver competências socioemocionais é tarefa que se concretiza a partir de um acordo claro entre escola e família. Outra questão é a necessidade dos profissionais da escola já terem essas competências desenvolvidas. Por incrível que pareça não estamos falando de nada absurdo.

Competências socioemocionais são aquelas que possibilitam um relacionamento saudável entre as pessoas, tendo como base uma boa administração da

Não são raros os educadores que fazem “pirraça” com seus alunos e se posicionam no mesmo patamar de desenvolvimento emocional que eles, in-

tensificando situações conflituosas que deveriam ser encaradas como oportunidades para o desenvolvimento de um perfil socioemocionalmente saudável. Existem funções-chave no desenvolvimento dessas competências. É necessário fazer com que nossas crianças e jovens conheçam suas emoções, saibam administrá-las e descubram maneiras de expressá-las de forma construtiva. Essas habilidades permitem lidar bem com o stress, controlar os impulsos e motiva a perseguição de metas, ultrapassando quaisquer obstáculos que surjam. A escola precisa deixar claras suas crenças e valores a respeito dessa questão e construir, em conjunto com as famílias, um planejamento coletivo que envolva todos os agentes. Unificar ações que visem identificar e gerir emoções, controlar impulsos, lidar com situações frustrantes e colocar-se no lugar do outro são pré-requisitos essenciais para que nossos alunos não protagonizem cenas de onipotências fantasiosas nas situações de caos que muito provavelmente eles viverão no futuro.

O Colunista Pedagogo, Psicólogo, Professor de Geografia. Mestre em Educação pela UFRJ. Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana, Cuba. Idealizador do Canal Sala dos Professores. Autor de vários livros. (www.juliofurtado.com.br)

foto cedida pelo colunista

COLUNA / JÚLIO FURTAdO


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Mesada não é só dinheiro: como família e escolas devem trabalhar

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m assunto que muitos pais e familiares têm dúvidas é mesada. Qual a real importância dessa ferramenta, quando começar, quanto dar, dentre diversos outros questionamentos. Isso me motivou a desenvolver algo que pudesse auxiliar nesse processo, o que resultou em meu novo livro Mesada não é só dinheiro – Conheça os 8 tipos e construa um novo futuro (Editora DSOP). Nessa obra, trago conceitos e visões diferentes sobre o tema, mostrando que, se bem aplicada, a mesada é uma ótima maneira de ensinar as crianças e os jovens não só a ter uma relação saudável com o dinheiro, como também a formar bons hábitos e comportamentos em relação a outros assuntos importantes na vida de um ser humano.

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Por quê? Porque mesada não é só dinheiro, e eu explico. É possível fazer com que a nova geração seja educada financeiramente e, ao mesmo tempo, adquira conhecimentos como sustentabilidade, consumo consciente e relação interpessoal, além de empreendedorismo social, ecológico e solidário, por exemplo. Isso porque separei

mesada em oito tipos: de Terceiros, de Troca, Ecológica, Econômica, Empreendedora, Financeira, Social e Voluntária. E uma das melhores maneiras de se tratar este assunto tão amplo é com um trabalho conjunto entre família e escola – as duas instituições mais importantes na vida de uma pessoa. Em casa, os pais/responsáveis são os maiores exemplos para as crianças e os jovens; em sala de aula, os professores ensinam educação financeira, com materiais didáticos e paradidáticos e linguagem apropriada. Contudo, existem muitas dúvidas: Será que a mesada é um instrumento assertivo no processo de educação financeira de crianças e adolescentes? Em que idade é recomendável iniciar a mesada? Qual o valor ideal para estabelecer como mesada? Estamos falando em dar um salário para crianças? Podemos premiar por bom comportamento? É certo fazer do dinheiro uma moeda de troca para boas notas escolares? E se a família não tiver condições financeiras de destinar um valor mensal para a criança? Então, gostaria de adiantar algumas respostas.

O aprendizado sobre o tema já se deve iniciar com crianças a partir dos três anos, idade em que começam a ter vontades que precisam de dinheiro para satisfazer. Agora, a mesada propriamente dita, é interessante começar a receber por volta dos sete ou oito anos, e é exatamente por isso que é tão indispensável que a educação financeira já seja um hábito na família, para que os jovens não aprendam uma coisa na escola, e observem algo totalmente diferente em casa, prejudicando todo o processo. Portanto, mesada não é um incentivo ao consumismo, muito pelo contrário, é o primeiro contato direto que o indivíduo tem com o dinheiro. Então, se bem aplicada, será a responsável pelo bom comportamento em relação às finanças, aprendizado que será útil para evitar que se torne um adulto endividado ou até inadimplente. Enfim, quero aqui fazer um convite para que todos os educadores e pais mudem a forma com que olham para mesadas e percebam que o tema é muito maior que apenas oferecer dinheiro para os jovens, envolvendo conceitos que terão reflexos para toda a vida!

O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Ter Dinheiro não tem Segredo, Livre-se das Dívidas, da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico, e das séries infantis O Menino e o Dinheiro e O Menino do Dinheiro, todos pela Editora DSOP.

Crédito da Foto: Anthony Caronia

COLUNA / REINALDO DOMINGOS


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CONVERSA COM O GESTOR Bullying: Conceito, Efeito e a Relação com a Educação Texto por Rafael Pinheiro e fotos por divulgação

“ Fachada do Colégio Friburgo, localizado na região sul da capital paulista

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odos os dias pela manhã existe um grande movimento social que transcende tarefas, horários, compromissos, trabalhos e saberes em instituições de todos os segmentos – incluindo, até mesmo, o ambiente educacional. Ao soar o sinal matinal, abre-se os portões físicos das escolas que representam a evolução, o conhecimento, a descoberta (de si e dos outros), a interferência (motora, social e psíquica) e consequentemente as alegrias, frustrações, dificuldades e realizações.

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Alguns alunos conseguem admirar a estrutura física escolar e transparecer a luz da felicidade em seus olhos, a ansiedade positiva de novas atividades, as conversas produtivas e fluídas com os colegas de classe, a atenção especial dos pro-

Alunos do Ensino Médio do Colégio Cermac durante atividade extra;

Durante muitos anos o assunto bullying permaneceu encoberto por uma camada de falta de informação. Hoje, existe uma necessidade crescente em lançar uma luz ao tema e expandir ao máximo diálogos e projetos que estimulem o respeito como ponto de partida para uma convivência harmoniosa e agradável

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fessores e as experimentações sutis e perceptíveis que enlaçam o desenvolvimento e resulta situações que, provavelmente, permanecerão em sua memória por tempo indeterminado.

para construir um grupo homogênio e excluir as diferenças em sala de aula são densos e dependem de uma reflexão completa no que tange as modificações culturais e sociais.

Por outro lado, na contramão da satisfação, alguns alunos caminham diariamente à escola com uma angústia – aparente ou não, com a sensação de enfrentar, novamente, uma rotina indesejável de discriminação, situações desagradáveis, violências de diversas formas (verbal, física, material, psicológica, moral) e repetições ofensivas que nutrem, gradualmente, uma queda no rendimento escolar, isolamento, medo, insegurança e amplas questões psicológicas.

O bullying, enraizado principalmente nas vinculações interpessoais fortes como a escola/universidade, por exemplo, é um tema complexo – e merece extrema atenção. O termo bullying (bully = “valentão”), de origem inglesa, foi adotado no Brasil em sua característica original por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar corretamente sua abrangência. “Bullying significa intimidação, isto é, uma ação violenta, agressiva de uma pessoa sobre outra, que humilha, persegue, etc. Essa ação é repetitiva, sem motivo aparente que a justifique”, diz Márcia Zenker, educadora, professora, psicóloga e consultora associada da Humus.

Para adentrar este campo é necessário manter cautela e verificar cada situação de forma isolada. As razões

O bullying é uma questão mundial e os relatos de casos destas situações são crescentes. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2010, em Brasília, cerca de 35,6% dos estudantes declararam ter sofrido algum tipo de agressão (física ou verbal) na escola. Outra pesquisa realizada este ano pelo Ministério da Saúde e pelo IBGE com contribuição da Escola de Enfermagem de Ribeirão


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Alunos do Ensino Infantil do Colégio Friburgo em atividade literária;

As queixas recorrentes que transitam no ambiente escolar, segundo Márcia Zenker, são: aspectos físicos (beliscar, ameaçar com objetos pontudos); aspectos verbais (apelidar); aspectos materiais (furtar o material do colega); aspectos psicológicos (exclusão, perseguição, ridicularização); aspectos sexuais (assédio sexual, abuso sexual); aspectos virtuais (bullying praticado por meio da internet e de celular, denominado de cyberbullying). As consequências para os alunos vítimas de bullying são preocupantes. A vítima pode desenvolver baixa estima, enfraquecer seus recursos psíquicos para se defender do agressor, isolar-se, começar a se desinteressar pelos estudos, desenvolver medos, entrar em depressão, pedir para mudar de escola, cometer suicídio, dentre outras coisas. “O agressor pode se tornar um adulto extremamente agressivo e violento em vários ambientes: familiar (violência doméstica), no trabalho, nas relações sociais não formais, etc”, diz Márcia.

BULLYING X ESCOLA O Colégio Friburgo, fundado em 1959 e instalado na região sul da capital paulista, investe na formação integral

do aluno através de construção de relações humanas, consciência crítica e competência acadêmica. Além do sólido compromisso dos professores, diretores e coordenadores em educar os alunos com respeito às diferenças. “Nosso colégio pratica a inclusão em todos os aspectos. Os grupos são heterogêneos e os alunos convivem de uma maneira muito saudável com as diferenças. O bullying surge como fruto da crise de intolerância e da imposição de padrões que vivemos em nossa sociedade. Combater o bullying é, antes de tudo, combater a intolerância”, destaca Ciro de Figueiredo, Diretor Geral e Gestor do Colégio Friburgo. Nas aulas do colégio são apresentados textos, filmes e matérias jornalísticas que favoreçam discussões e a valorização das diferenças, bem como o respeito pelas escolhas individuais. “A coordenação tem um papel fundamental nesse processo, promovendo discussões coletivas com a equipe de professores, grupos de alunos e fazendo a interlocução com as famílias, que precisam ser nossas parceiras no sentido de reafirmar em casa os mesmos valores e princípios trabalhados na escola”, complementa Ciro. Já o Colégio Cermac, localizado na região norte da capital, visa a formação de um aluno apto a enfrentar com sucesso os desafios contemporâneos e possui, entre suas propostas, um projeto em vigor desde os anos 2000 intitulado: CRS – Cidadania, Responsabilidade Social e Sustentabilidade. “Semanalmente, os alunos da Educação Infantil ao Ensino

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Preto da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 20,8% dos estudantes já praticaram algum tipo de bullying contra os colegas e que essa prática mostra-se maior entre meninos. A pesquisa também informa que os casos de bullying aumentou de 5% para 7% nas escolas brasileiras. Atos discriminatórios, difamatórios, que colocam a vítima em isolamento são algumas práticas consideradas bullying.


18 Médio discutem e trabalham assuntos relacionados aos temas do CRS. Partindo da palavra RESPEITO: ao meio ambiente, aos colegas, ao mundo, a si mesmo, desenvolvemos diversas atividades ao longo do ano com a coordenação e supervisão da psicóloga escolar”, diz Rosa Maria, Presidente do Conselho do Colégio Cermac.

BULLYING X GESTÃO

Para os alunos até seis anos, conta Rosa Maria, existe o concurso do “Guardião do Bem”, onde as crianças desenvolvem desenhos de personagens que representarão as boas maneiras, como: respeito aos amigos, uso de palavras educadas, atenção com os colegas, etc.

“O principal combustível do bullying é o silêncio. Trazemos à tona o problema e encaramos de frente em conversas individuais e em grupo. Procuramos transformar o conflito em uma reflexão para o avanço no conhecimento sobre a compreensão da vida”, explica Ciro de Figueiredo.

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Do desenho selecionado, é produzido um botton, o qual é usado pelos alunos. E, sempre que necessário, a professora recorre ao “guardião” para relembrar os combinados de boa convivência. Para os alunos até três anos, o guardião do bem é representado por um boneco de pano, que “passeia” na casa de cada um dos alunos e leva atitudes adequadas por onde passa.

Quando, em sala de aula, se identifica um caso de bullying, é necessário traçar um plano de ação imediata com os envolvidos. O Colégio Friburgo investe em prevenção e discussão aberta com todos os agentes da cena escolar, incluindo pais e alunos.

De acordo com Ciro, as ações de intervenção dos gestores devem ser orientadoras e formativas, buscando desenvolver nesses alunos a capacidade de refletir e agir de forma diferente em situações futuras. Isso não significa, no entanto, ser tolerante. As reincidências devem ser analisadas e tratadas com o rigor necessário, de acordo com a gravidade da situação. A intervenção dos gestores na concepção e supervisão dos projetos, no diá-

logo e na orientação das propostas é imprescindível para que esta estrutura funcione de maneira eficaz e adequada. “É um assunto a ser discutido com todos os envolvidos imediatamente. Assim que percebido pelos familiares ou pela escola, não deve nunca ser minimizado ou tratado como passageiros. Estas atitudes trazem segurança para todos os envolvidos no processo educacional, fazendo com que a confiança seja a base para o respeito que tanto buscamos”, ressalta Rosa Maria, Presidente do Conselho do Colégio Cermac.

SAIBA MAIS Ciro de Figueiredo cirof@colegiofriburgo.com.br

Márcia Rosiello Zenker mzenker@terra.com.br

Rosa Maria comunicacao@cermac.com.br


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FIQUE DE OLHO Laboratórios Os alunos costumam atribuir à experimentação um caráter motivador, lúdico, essencialmente vinculado aos sentidos, como também aprofundamento do conhecimento pela prática. Contribuir para a relação teoria-prática amplia caminhos e descobertas singulares, além da aproximação do aluno com a disciplina, ensino instigante e prazeroso

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o processo metodológico atual diversos recursos são utilizados para atrair o desejo pelo aprendizado e pelas experimentações que aulas teóricas e práticas podem proporcionar. Criar um laboratório específico para as aulas de Química nas escolas, por exemplo, compreende um desenvolvimento educacional absoluto, uma interação constante com o cotidiano dos alunos, uma alternativa para aliar a relação teoria-prática e um enorme diferencial na qualidade da preparação dos alunos para os vestibulares - e para a vida. Nesta sessão do Fique de Olho, especial Laboratórios, destacamos duas empresas que disponibilizam entre produtos e serviços uma seleção especializada, atendimento primoroso, competência singular e equipamentos necessários para a criação/manutenção de laboratórios escolares – produtos químicos, materiais, acessórios, ferramentas, modelos anatômicos, entre outros. Confira:

ANALISTA BRASIL Atuando na prestação de serviços na área de fornecimento de produtos químicos em geral e artigos para laboratório, a Analista, fundada em 1987, possui como meta principal a valorização do seu maior patrimônio: o cliente. Para alcançar esse objetivo, contam com um departamento especializado em prestar um atendimento personalizado com ênfase na simpatia e competência. Com sede própria instalada em São Bernardo do Campo, São Paulo, a empresa é Certificada ISO 9001:2008 e oferece uma revenda especializada em produtos químicos, materiais, acessórios e equipamentos para a montagem de laboratórios escolares. “Trabalhamos com vidraria, ferragens, reagentes, anatomia, micropipetas, entre muitos outros produtos, e somos distribuidores das principais marcas: MERCK, Química Moderna, ICAL, NALGON, J.PROLAB, PYREX, VIDRO LABOR, INTERLAB etc”, afirma Raquel, responsável pela área comercial da Analista.

Fale com a Analista Brasil (11) 4341-4155 analista@analista.com.br www.analista.com.br

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ROSTER A Roster Equipamentos Laboratoriais, no mercado desde 1998, com sede própria em São caetano do Sul, São Paulo, fornece equipamentos e utensílios para laboratórios de todas as áreas de estudo: física, química, biologia, mecânica entre outros. “Trabalhamos com uma linha completa de modelos anatômicos para escolas, de alta qualidade, além de plásticos e acessórios para laboratório”, destaca Amanda Gerda, proprietária da empresa. O diferencial da empresa, segundo Amanda, é entender o que as escolas precisam e indicar o produto ideal para a necessidade de cada cliente. Dentre os produtos disponibilizados, a proprietária destaca os modelos anatômicos para os laboratórios escolares. “Hoje em dia, todos os órgãos do corpo humano possuem uma réplica anatômica, o que torna o estudo mais real e atrativo. Os modelos de células e animais também estão disponíveis. Microscópios com sistemas de vídeo digitais também são um grande atrativo para os laboratórios atuais”, finaliza.

Fale com a Roster: (11) 4224-3824/4226-4035 roster@roster.com.br www.lojaroster.com.br


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Ilustração: Studio5

pISOS

A ESCOLHA dO pISO IdEAL por Rafael Pinheiro

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uando lançamos um olhar sobre a educação e observamos seus densos compromissos com a qualidade, a aprendizagem e as tarefas diárias que envolvem milhares de crianças e jovens nos atentamos, em grande parcela, a evolução intelectual, motora e social acompanhado por professores e gestores nas múltiplas instituições de ensino. A estrutura escolar, composta por uma extensa listagem de exigências, aponta caminhos que podem ser atrelados para alcançar um nível alto de conforto e segurança a seus alunos nos espaços físicos – que são extremamente relevantes observar e garantir maneiras de viabilizar acessos nos espaços internos e externos do colégio. Atualmente, existem no mercado uma infinidade de tipos de pisos escolares que suprem necessidades deste segmento, como: resistência ao tráfego de pessoas, conforto térmico e acústico, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado e facilidade de instalação e reposição.

dade de limpeza e estética até áreas externas em que a necessidade é de oferecer segurança ao caminhar dos alunos para que não ocorram acidentes ou danos ao usuário”, afirma Anderson Patricio, Coordenador de Garantia de Qualidade. Áreas como salas de aula, quadras, bibliotecas e brinquedotecas exigem revestimentos com extrema durabilidade e que proporcionem o conforto visual necessário à concentração, já que a linguagem estética influencia com teor significativo na aprendizagem. A escolha do revestimento adequado contribui para a criação de ambientes aconchegantes e seguros aos alunos de todas as idades. A arquiteta Claudia Mota afirma que as “áreas que são frequentadas por bebês e crianças de até 4 anos merecem atenção especial na escolha dos revestimentos. A utilização de pisos antibacterianos e antiderrapantes garantem a segurança dos pequenos. Para todas as idades a manutenção é uma questão importante, os revestimentos de piso escolhidos devem ser fáceis de limpar”.

O primeiro procedimento que se deve ter em relação a especificação do piso a ser usado em uma escola é saber exatamente em que áreas o produto será assentado e, por consequência, o tipo de público que fará uso desse material. “Essas informações são necessárias já que existem diversas áreas distintas em uma escola que vão desde o ambiente de sala de aula em que a condição de uso deve atender a questões como resistência mecânica, facili-

ÁREAS INTERNAS De acordo com o Coordenador de Garantia de Qualidade, Anderson Patricio, para áreas internas, recomenda-se produtos com maior facilidade de limpeza, já que existe uma grande circulação de pessoas nas mais diversas condições de uso. “Do mesmo modo que o produto precisa ter uma excelente resistência mecânica, pois o tráfego de alunos normalmente é sem-


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24 pre muito grande, além do esforço contínuo do arrastar de cadeiras, carteiras e outros móveis destinados ao ensino por alunos e professores”. Os pisos vinílicos, feitos em PVC, são versáteis e com excelentes opções no mercado. Possui boa absorção do som, no calor não aquecem demais (como os carpetes) e no inverno são mais acolhedores que os pisos frios (como o porcelanato). A instalação é rápida, fator importante no ambiente escolar, já que o recesso acontece em curto prazo e a reforma/ instalação do piso deve ocorrer dentro desse período, sem prejudicar o retorno às aulas. ÁREAS EXTERNAS “Nas áreas externas o piso deve ser antiderrapante. Essa característica é fundamental e não pode ser esquecida de forma alguma, a segurança deve ser total. Entre os pisos antiderrapantes temos os de borracha, os de cerâmica, as pedras com acabamento apicoado ou levigado, entre outros.

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A escolha de qualquer uma dessas opções pode ser feita se baseando no uso do espaço e no orçamento disponível”, ressalta Claudia. Segundo a arquiteta, os pisos cerâmicos possuem uma classificação específica à abrasão, o chamado índice PEI (Porcelain Enamel Institute). Nesta classificação, de 0 a 5, quanto menor o número, menor é a resistência. Consequentemente, quanto maior, melhor será a capacidade do piso para suportar as intempéries do tempo e o tráfego de pessoas. Sendo assim, em áreas de grande movimento, o ideal é que sejam utilizados com índice PEI 4 ou 5, são pisos com preços mais elevados, mas que se pagam por conta da grande durabilidade. Para pátios, o ideal é usar produtos com elevada resistência ao escorregamento para evitar quedas e acidentes, “de preferência pisos com relevo para evitar que as pessoas deslizem com facilidade e que sejam de cores escuras ou mais próximas as cores do entorno da escola, pois com se trata de produtos mais resistentes ao escorregamento, certamente exigirão muito mais esforço para proceder com a limpeza e isso pode comprometer a estética do produto”, destaca Anderson. Outro fator impor-

tante que deve ser observado, principalmente na escolha do piso adequado para cada área específica da escola, é a manutenção e limpeza. De acordo com Anderson, a manutenção fica a cargo do tipo de uso a que o produto está sendo submetido. Normalmente, o ideal é que ao menos uma vez por semana o piso seja lavado com detergentes e produtos que promovam uma boa limpeza da superfície do produto de modo a retirar toda sujeira impregnada evitando, assim, possíveis manchas e aumentando a vida útil do material. O recesso escolar é o melhor período para limpezas mais profundas nos revestimentos de pisos como polimentos e lavagens de pedras com produtos e máquinas específicas. “Quanto à manutenção básica, esta deve ser feita sempre que necessária. Em áreas como cozinha e banheiro a limpeza deve ser constante a fim de manter o padrão de higiene exigido pelos órgãos competentes bem como a saúde de alunos e funcionários”, diz a arquiteta Claudia. É possível, através dos pisos, criar um ambiente confortável, seguro, esteticamente atraente, livre de proliferação de doenças e bem revestido. “O ideal é trabalhar com produtos elaborados com resina atóxica, pigmentos naturais e densidade controlada para maior segurança e sem emendas ou rejuntes”, afirma Ricardo Artioli, responsável por uma empresa especializada em pisos. A escolha do piso afeta diretamente a qualidade das atividades desenvolvidas e, assim, a concentração, o aprendizado, a segurança e seus desdobramentos. “Pisos bem escolhidos criam uma unidade entre todos os ambientes da escola, as cores auxiliam na identificação das áreas comuns e das salas de aula, a limpeza é facilitada e os alunos sentem-se mais acolhidos”, completa Claudia.

SAIBA MAIS Claudia mota atendimento@direcionalescolas.com.br

Anderson Patricio Eziquiel atendimento@direcionalescolas.com.br

Ricardo Artioli artioli@bol.com.br


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Ilustração: Studio5

SEgURANÇA NA WEb

bLINdAgEm vIRTUAL: UmA NECESSIdAdE NO AmbIENTE ESCOLAR por Rafael Pinheiro

De acordo com o CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança), houve um aumento de 197% de incidentes reportados em 2015 comparado ao ano anterior. Os incidentes crescem, porém, a procura por segurança também. Existem diversos equipamentos no mercado que garantem a eficácia na segurança. Segundo Wladimir Mendes, proprietário de uma empresa especializada em segurança, os mais utilizados são os firewalls (como se fossem “muros” de segurança da informação) com a tecnologia UTM (Unified Threat Management). Com essa tecnologia foi possível adicionar outras funções como IPS (Intrusion Prevention Systems), AntiSpam (Sistema para evitar a recep-

ção de e-mails não solicitados), filtro de conteúdo (Sistema para bloquear e controlar os sites acessados) entre outros. “É justamente a função de filtro de conteúdo que é utilizada para bloquear sites e/ou redes sociais. Os equipamentos são tão modernos que é possível criar grupos específicos e permitir ou negar acesso a determinados sites. Você pode bloquear um site específico ou uma determinada categoria, por exemplo: você pode especificar que o grupo ‘alunos’ não pode acessar a categoria ‘redes sociais’, já o grupo ‘professores’ consegue obter esse acesso”, destaca Wladimir. Para obter resultados positivos, tanto para os alunos, como professores, colaboradores e pais, algumas dicas são primordiais, como: “Procure sempre empresas com experiência na área de segurança da informação. Nada de chamar aquele amigo que formata o computador do seu vizinho. Segurança é algo muito importante e devemos dar a devida atenção. Antes de escolher a empresa adequada, faça questão de conhecer ou visitar um de seus clientes, procure ver a solução funcionando. Isso fará uma enorme diferença e lhe dará mais base antes da tomada de qualquer decisão”, finaliza.

SAIbA mAIS WLADIMIR MENDES wladimir_mendes@uol.com.br

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travessamos uma era inteiramente digital. A cultura interativa e instantânea presentes em tablets, notebooks e smartphones disponibilizam um mundo ilimitado de possibilidades: conhecimento, relacionamento, facilidades no dia a dia, entretenimento, entre tantas outras opções que uma simples navegação na web pode proporcionar. A estrutura que a internet mostra-se diariamente reforça uma ideia de ambiente efêmero, irrestrito e longe de vigilância. A internet, assim como disponibiliza uma série de encantamentos e diversões, possui, infelizmente, diversos riscos à segurança. Proteger crianças e jovens em um ambiente virtual inclui todos os campos de sua vida social, principalmente a escola.


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Ilustração: Studio5

ENSINO BILÍNGUE

Ensino Multicultural em Foco

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globalização produz efeitos significativos em todas as esferas sociais: políticas, econômicas, sociais, culturais e, consequentemente, na base de todo o desenvolvimento – a educação. Os aspectos positivos de um panorama global compreendem uma imersão progressiva, gerando, assim, uma formação que ultrapassa as barreiras da sala de aula e instaura-se em experiências duradouras.

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O aprendizado da língua estrangeira incluída nos planos pedagógicos durante todo o processo extenso da aprendizagem (desde a educação de base até o término do ensino médio), tanto nas escolas da rede pública, como no ensino particular, aparece em duas formas: como parte integrante do currículo pedagógico ou como atividade extra. Trabalhando com o conceito bilíngue (ou bilinguismo), a instituição de ensino prevê uma vivência no ensino diferenciada. “Conceitualmente, a principal diferença de uma escola bilíngue para uma escola de línguas é que a primeira pretende transmitir diversos conhecimentos por meio do uso de um idioma estrangeiro com uma carga horária de escola regular. Enquanto a escola de línguas têm por objetivo ensinar o estudante a comunicar-se em um outro idioma e dominar as quatro habilidades da língua: ouvir, falar, ler e escre-

por Rafael Pinheiro

ver”, afirma Mirela Ramacciotti, professora e diretora pedagógica de uma instituição especializada no ensino de inglês para crianças e adolescentes. De acordo com a professora, a inserção do segundo idioma deve ocorrer nos primeiros anos de vida, aproximando-se, assim, do novo código linguistico. E, posteriormente, compreendendo, lendo, ouvindo e falando o segundo idioma sem grandes dificuldades. Para garantir um desenvolvimento positivo, a metodologia apresentada é de suma importância e deve ser executada com cautela e acompanhamento. Estudar em uma escola que promove e incentiva uma segunda língua diariamente é explorar novos caminhos, culturas, tradições e enriquecer seu conhecimento de forma sadia, prazerosa e com muita qualidade. “A criança que aprende mais de uma língua desde cedo dispõe de mais recursos linguísticos, de mais representações verbais e de maior conhecimento sobre o mundo em que vive. Além dessa expansão cognitiva, torna-se uma pessoa mais aberta ao diálogo e ao entendimento de diversas culturas, habilidades essenciais nesse século de grandes mudanças”, conclui.

SAIBA MAIS Mirela Ramacciotti mirela@teddybear.com.br


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ACESSÓRIOS (TECNOLOGIA), ALIMENTAÇÃO, BRINDES, INFORMÁTICA


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BRINDES, COPIADORAS (SISTEMAS DE IMPRESSテグ), ENGENHARIA E MEDICINA DO TRABALHO, PLAYGROUNDS


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PLAYGROUNDS

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30 PLAYGROUNDS


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PROJEÇÕES EDUCATIVAS EM 3D, QUADRAS, SISTEMAS DE SEGURANÇA, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, TOLDOS E COBERTURAS


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Revista Direcional Escolas Edição 110 – Agosto/2015 by Revista Direcional Escolas - Issuu