Skip to main content

Revista Direcional Escolas Edição 63 – Novembro/2010

Page 1

Editorial

Caro leitor,

Diretores Sônia Inakake Almir C. Almeida EDITORA Rosali Figueiredo PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO diretores e Compradores PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Direção de Arte Jonas Coronado ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello Sergio Willian

departamento comercial Alexandre Mendes Luiza Leal Silvana Tesser Sônia Cândido Atendimento ao Cliente João Marconi Juliana Jordão Impressão Prol Gráfica

Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br

Para anunciar: (11) 5573-8110 Tiragem auditada por Filiada à

Sumário Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

06 Especial: ...............................................Tecnologia e Novas Didáticas de Ensino 08 Dica: ............................................................................ Jogos de Alfabetização 10 Dica: ..............................................................................Berçários – Instalações 11 Dica: ......................................................Ergonomia - Professores e Funcionários 13 Gestão: ...........................................Infraestrutura de Tecnologia de Informação 14 Perfil da escola:................................ Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA) 17 Fique de olho: ....................................................................................... Pisos

Direcional Escolas, Novembro 10

JR tecnologia

ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço

O Perfil da Escola deste mês traz uma história interessante, as estratégias que o Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA), escola quase secular localizada no bairro do Belenzinho, próximo ao centro de São Paulo, vem lançando para recompor seu quadro de alunos em meio às transformações ocorridas na educação básica, ao aumento da concorrência e à mudança do perfil da região. Com pouco mais 400 estudantes e tendo chegado a 1.400 no final dos anos 90, o INSA recorre a ações típicas do chamado marketing do pedagógico. Um de seus principais pilares é a comunicação e o intercâmbio com alunos e familiares, com vistas a posicionar-se e expressar sua missão pedagógica, cultural e social. Em evento que promoveu recentemente – “Marketing Pedagógico e Gestão de Impacto/ Crescer de forma sustentável”, o consultor Christian Rocha Coelho alertou aos mantenedores presentes que está cada vez mais difícil conquistar novos alunos e que “a procura vai ser pior pelo resto da vida e mais qualificada”. Assim, o marketing do pedagógico firma-se como recurso indissociável da gestão escolar. No caso do INSA, os gestores estão empenhados mesmo em mostrar ao mundo exterior que, a despeito de um orçamento apertado, investe-se dia a dia na qualidade da educação, com projetos diferenciados e mais integrados entre professores de áreas distintas e os alunos. Mas novos desafios batem às portas das mantenedoras, não será fácil fazer frente às necessidades de mudança dos projetos pedagógicos, face às alterações que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão processando no modo de vida, de interação e de acesso às informações. Em uma instituição como o Colégio I. L. Peretz, por exemplo, o orçamento na área já atinge a 15% de seu faturamento, uma vez que é necessário investir a cada ano na modernização e ampliação da capacidade de processamento de seus equipamentos. Este case está relatado em duas outras amplas reportagens desta edição, a pauta Especial sobre os reflexos das tecnologias de informação na construção de novas didáticas de ensino, bem como na matéria de Gestão, abordando a infraestrutura mínima para organização de todo esse trabalho. Não à toa, a sustentabilidade dos negócios depende de seu ajuste às demandas presentes e futuras da educação ou, no jargão do marketing, “da adequação das estratégias ao mercado atual”. É preciso observar internamente se os projetos encontram-se de acordo com novas necessidades ou realidades, como no caso da alfabetização, que demanda hoje o uso de recursos auxiliares de aprendizagem, como os jogos. O que, por sua vez, exige investimento na formação e capacitação do professor, conforme mostra uma das Dicas deste número. De outro lado, a Dica sobre ergonomia chama a atenção sobre as condições de trabalho dos docentes e funcionários. Completam esta edição a Dica sobre berçários, com nova regulamentação a caminho, e um Fique de Olho sobre pisos. Estamos completando mais um ano de trabalho, procurando subsidiar os mantenedores com informações e reflexões pertinentes aos grandes desafios que enfrentam em seu dia a dia. No próximo ano, além das páginas de nossa revista, lançaremos um evento no mês de abril, ampliando os espaços desta interlocução. Uma boa leitura a todos e respondam a pesquisa da página 04. Rosali Figueiredo Editora

3


5

Direcional Escolas, Novembro 10


ESPECIAL: TECNOLOGIA E NOVAS DIDÁTICAS DE ENSINO

NA ERA DO PROFESSOR MEDIADOR E DA CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA DO CONHECIMENTO

Ilustração: Sergio Willian

O uso das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) amplia as possibilidades de ensino, exige outro perfil de professor e alunos protagonistas. Acabou a “zona de conforto” dos professores e escolas, sentenciam os educadores. As novas ferramentas conferem mais autonomia aos estudantes, demandam investimentos contínuos em infraestrutura e capacitação, e requerem carga maior de trabalho. Por Rosali Figueiredo

Direcional Escolas, Novembro 10

A

6

Prefeitura de Cubatão acaba de lançar um programa de distribuição de notebooks para cerca de 1.300 educadores de sua rede de ensino, entre professores, gestores e supervisores. O propósito é facilitar o acesso a programas e informações, via internet, de forma a que possam enriquecer as atividades desenvolvidas com os alunos. Já a Prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu uma parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com vistas a capacitar 16 mil professores para utilizarem os recursos de um software livre desenvolvido pelo laboratório e trabalharem junto a 600 mil estudantes da educação básica. O engenheiro eletrônico responsável pelo Núcleo, professor Dr. Carlo Emanuel de Oliveira, apresentou conferência no XIV Congresso Saber, realizado em setembro em São Paulo, sobre os processos de capacitação dos docentes em tecnologia digital (ele esteve acompanhado pela professora Carla Verônica Marques, da Faculdade de Medicina da Universidade, psicóloga especializada em Neuropsicologia). Segundo Carlo Emanuel, é preciso hoje ensinar o professor a utilizar as novas ferramentas para que possa desenvolver o próprio material didático. Na avaliação do psicólogo Luís Márcio Barbosa, gerente de pro-

jetos da área de Gestão de Tecnologias Aplicadas à Educação (GTE) da Fundação Vanzolini, as chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) alteraram profundamente o papel do professor e abriram novas possibilidades de ensino. “Antes as informações estavam disponibilizadas nos livros didáticos e no professor. Hoje estão em diferentes fontes, no meio virtual, o que faz com que o docente se torne um orientador do estudo do aluno”, observa. É o que demonstram, por exemplo, os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes do Colégio I. L. Peretz, que serão apresentados nos dias 19 e 20 de novembro no “TIC Educa 2010”, 1º Encontro Internacional em TICs e Educação promovido pela Universidade de Lisboa, em Portugal. “Iremos levar folder, blog, revista, vídeo, banner e livreto produzidos pelo 8º ano do Peretz, dentro da disciplina de Informática Aplicada a Projetos”, diz a professora Cleide Muñoz. “Utilizamos essas ferramentas como apoio na aquisição e construção do conhecimento e desenvolvimento de diferentes linguagens, sempre na perspectiva de uma construção coletiva e compartilhada”, afirma.

O PROFESSOR MEDIADOR Nesse sentido, acrescenta, o “professor passa a ser um mediador e, para isso, precisa ter várias habilidades, estar atento ao

que acontece em outras áreas, não somente à sua disciplina, bem como aos projetos dos alunos, para que possa interagir e trocar informação o tempo todo”. De outro lado, é preciso rever o regime de trabalho deste docente, comenta a sua colega na disciplina e coordenadora dos projetos, Roxane Nascimento. No Colégio Peretz, instituição localizada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, a disciplina de Informática Aplicada a Projetos consta da matriz curricular desde o 6º ano até o final do Ensino Médio (EM). Três professores trabalham conjuntamente com os alunos e, entre o 6º e 1º ano do EM, os projetos envolvem um tema por série. Como infraestrutura, a escola oferece, na unidade do Ensino Fundamental II e Médio, três salas digitais (com lousa digital, computadores pessoais e acesso à internet), data-show móvel para utilização nas demais salas de aula (também com internet), além de uma midiateca (um conceito ampliado de biblioteca). E oferece uma carga horária maior de trabalho a Roxane, para que possa coordenar todas as atividades da área. “Através das ferramentas da informação e comunicação, começamos a trabalhar desde o 6º ano com o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, introduzindo um método de pesquisa que envolve a problematização dos temas, o levantamento de hipóteses, objetivos, metodologia, justificativa, análise e conclusão”, afirma Roxane. O trabalho é feito em grupo até o 1º ano do EM, envolvendo questões como energia, reuso de materiais após o consumo, a cidade de São Paulo, saúde e ciência & tecnologia. A partir do 2º ano os projetos tornam-se individuais, pois o estudante começa a se preparar para defender uma monografia de conclusão de curso no 3º ano. Com os estudantes do Ensino Fundamental I, o Peretz também oferece aulas semanais de informática, desenvolvendo projetos associados a uma disciplina. A professora Cleide Muñoz anota que as novas didáticas relacionadas às TICs “ainda estão sendo construídas e formalizadas”. Elas atuam como recurso de apoio à pesquisa, mas devem estar vinculadas a uma metodologia de trabalho e, claro, à expressão final do conhecimento adquirido, utilizando-se para tanto diferentes linguagens, como blog, pôster, vídeo, música e jornal, entre outros. Para tanto, o professor precisa ser preparado, comenta sua colega e coordenadora Roxane. “Os alunos dão conta de explorar as ferramentas e descobrir os recursos que oferecem. Isso assusta um pouco, pois o torna mais autônomo para construir o seu conhecimento e acaba extrapolando a área de conforto e domínio do professor”, observa. O gerente de Gestão das Tecnologias Aplicadas à Educação da Fundação Vanzolini, Luís Márcio, observa que o uso dessas ferramentas envolve desde uma proposta mais simples, como acesso a informações, feito, em geral, dentro do laboratório de informática das escolas, à construção de ambientes virtuais pelos alunos e professores (é o caso dos blogs), com vistas a “interagir, registrar e socializar a aprendizagem”. Mesmo, entretanto, que o propósito seja apenas a busca de informações, exige-se uma didática apropriada, ressalva Luís. Segundo ele, o professor “deve saber orientar os alunos para que localizem e selecionem o conteúdo pertinente, identificando fontes e levantando hipóteses”. Por outro lado, “a internet não é só um lugar de busca, mas de interação e aprendizagem”, portanto, às escolas compete começar a pensar também no uso das chamadas redes sociais (como o Facebook), tomando cuidados para o gerenciamento deste conteúdo. E no futuro, a troca de mensagens via celular também poderá

entrar como recurso de ensino, destaca Luís Márcio. A Fundação Vanzolini atua no desenvolvimento de um projeto de produção de imagens e transmissão de conteúdo educacional via celulares, em parceria com o laboratório de serviços móveis do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o Mobile Experience Laboratory/MIT) e secretarias de educação de três cidades litorâneas.

SOFTWARES LIVRES OU LICENCIADOS? Outra decisão que as escolas devem tomar refere-se à origem dos softwares, que podem ser livres ou licenciados. O Colégio Peretz optou por um formato misto, explica Roxane. Entre os produtos livres, recorre ao Moodle, um ambiente virtual que propicia a troca de informações, bastante utilizado para o ensino a distância. O colégio recorre à plataforma para ministrar a disciplina de Informática Aplicada a Projetos no 3º ano do EM. Outra plataforma livre empregada pela escola é o ThinkQuest, voltada ao desenvolvimento de projetos colaborativos entre os estudantes da mesma série ou de etapas diferenciadas, afirma Roxane. No entanto, muitos dos aplicativos usados pela disciplina, como editores de texto, vídeo e imagens, por exemplo, são licenciados, já que esses são os produtos que professores e alunos costumam ter em seus computadores pessoais. Para o gerente Luís Márcio, livres ou não, os softwares oferecem inúmeros recursos para o processo de aprendizagem, mas no caso dos primeiros é importante avaliar, antes de sua adoção, “a abrangência, segurança dos dados, capacidade de atendimento e suporte e facilidade de aprendizado” que oferecem.

SAIBA MAIS Carlo Emanuel T. de Oliveira Núcleo de Computação Eletrônica – UFRJ www.nce.ufrj.br carlo@ufrj.br Cleide Muñoz Cleide@peretz.com.br Luís Márcio Barbosa - Fundação Vanzolini www.gte.vanzolini.org.br lbarbosa@vanzolini-ead.org.br Roxane Nascimento roxane@peretz.com.br LEIA MAIS www.direcionalescolas.com.br Matérias sobre a Midiateca do Colégio I. L. Peretz e sobre plataformas virtuais de transferência de conteúdo, soluções oferecidas atualmente por empresas parceiras das instituições de ensino.

Direcional Escolas, Novembro 10

ESPECIAL: TECNOLOGIA E NOVAS DIDÁTICAS DE ENSINO

7


Gestão: INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO

gestão: INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO

DO DISQUETE À INTEGRAÇÃO EM REDE, DA SALA DE INFORMÁTICA AO AMBIENTE VIRTUAL

PREPARANDO A ESTRUTURA FÍSICA

Os serviços de banda larga variam em cada região e de acordo com o pacote das operadoras, mas o importante é ficar atento à “capacidade de conexão e velocidade”, diz. Com a busca cada vez maior de conteúdos audiovisuais (vídeos), “essa questão é crucial para o bom desempenho”, ressalta. Segundo Raul Muñoz, do Peretz, a região da Vila Mariana, onde estão instaladas as unidades do Colégio, apresenta serviços precários de banda larga, o que gera problemas constantes aos usuários. Uma dica do coordenador Luiz Carlos é “evitar downloads pesados em horários comerciais” ou concentrar em uma única máquina o acesso a conteúdos audiovisuais, que podem ser repassados aos alunos através de projetores.

á 15 anos, a presença das Tecnologias de Informação nas escolas se restringia a alguns sistemas na área administrativa e a salas de informática para alunos, em que a principal atividade era ensiná-los “a ligar e a operar o computador”. “Era muito primário”, assim como a informatização da folha de pagamento dos funcionários dependia do chamado “data Kombi”, meio de transporte que o consultor na área utilizava para se deslocar às escolas e prestar in loco todo o suporte necessário. Desde então, as transformações foram tão profundas que um aparelho celular comporta hoje dez vezes mais informação em relação ao disquete que se utilizava para levar as informações de um local ao outro, observa o gerente de informática do Colégio I. L. Peretz, Raul Muñoz. Graduado em Administração e profissional da área de sistemas, Raul acompanhou todo o processo de mudança e ajudou a instituição a se estruturar física e tecnologicamente para atender às necessidades da área pedagógica e administrativa ao longo deste período. Contando com uma equipe de três funcionários, o gerente responde hoje pela operação de três servidores somente na unidade maior (de Ensino Fundamental II e Médio), de 150 computadores em duas sedes (a do EFII e EM e a do Fundamental I), de um servidor externo de backup, de seis contratos de acesso a internet por banda larga, além de toda a infraestrutura de cabos, roteadores e switches de rede, recursos indispensáveis à integração dos equipamentos. Segundo estima Raul, que está fechando a previsão de investimentos e manutenção para 2011, a área absorve em torno de 15% do orçamento do Peretz. Neste ano, a instituição implantou os três

servidores, “com os quais conseguiremos um fôlego para os próximos oito a nove meses”. Ou seja, como “o volume de informação cresce exponencialmente”, nunca se sabe, na verdade, até quando eles darão conta de processar a demanda. Quanto mais rápida a internet, maior o volume de dados processados, observa. Raul destaca que até há pouco tempo a necessidade de atualização dos servidores acontecia a cada dois anos. E que o custo também se eleva conforme amplia a capacidade de processamento. “Cada disco de alta performance custa em torno de R$ 3 mil”, diz, exemplificando que seria possível comprar um carro somente com o que a escola investiu com esse recurso em 2010. No ano passado, o colégio dispunha de um único servidor que armazenava 700 gigabytes de informações, relata o gerente. Neste ano, a capacidade foi duplicada, utilizando-se os discos de alta performance. Um dos servidores, de 400 giga, opera a parte administrativa, como folha de pagamentos, compras, recebimentos etc. O mais potente, de mil giga ou um terabyte, atende a parte pedagógica, enquanto que um pequeno, de 40 gigabytes, é exclusivo da midiateca, já que os estudantes consultam o acervo e fazem reservas via rede, mesmo de seus computadores pessoais. “Neste caso, demos prioridade à agilidade e ao acesso, não ao volume de informação.” De forma geral, o Brasil apresenta uma taxa de investimento médio em tecnologia de informação em torno de 8% do faturamento bruto das empresas, afirma o consultor Makoto Shimizu, ressalvando, entretanto, que esta pode variar de 2% a 20% “dependendo

Mas não só. A expansão desses recursos no segmento administrativo e pedagógico demanda a implantação desde uma rede independente de cabos ao sistema de ar condicionado. “Este é indispensável nos ambientes que abrigam os discos de alta performance, que trabalham a uma temperatura em torno de 50º centígrados”, comenta Raul Muñoz. Por outro lado, o Peretz instalou uma tubulação externa para todo o cabeamento da rede, independente da fiação elétrica. Para o coordenador executivo de tecnologia da área de Gestão de Tecnologias Aplicadas à Educação da Fundação Vanzolini, Luiz Carlos Gonzalez, é importante providenciar conduites independentes “para esta rede lógica”, ou, no mínimo, com canaletas que a separe da parte elétrica. “Uma oscilação de energia pode gerar um curto circuito e atingir o cabeamento lógico, com riscos de queima de placas e perda de informação”, observa. “Existem normas que definem a distância entre as redes, tipos de calhas e dutos”, complementa Luiz. Outro aspecto importante a ser considerado é a carga elétrica contratada junto à concessionária de energia. “É imprescindível uma análise da atual capacidade, principalmente da infraestrutura existente (como quadros elétricos, distribuição e circuitos) para evitar sobrecargas.” Quanto ao ar condicionado, Luiz Carlos observa que sua presença é fundamental nos ambientes que concentram servidores e demais recursos que trabalham de forma ininterrupta, com a finalidade de “manter uma temperatura adequada e preservar o ambiente”. Já nas salas de informática disponibilizadas aos alunos, o ar condicionado entra mais como um recurso de conforto térmico. A seguir, o coordenador executivo da Fundação Vanzolini aborda outros itens importantes em infraestrutura.

SALAS DE INFORMÁTICA Grande parte das instituições utiliza estações completas de computadores para cada usuário. Mas existe ainda a solução denominada Thin Client, que dispensa a necessidade de uma CPU por estação, ligando os equipamentos a um servidor central. “Mas vale ressaltar que este servidor deve ter uma grande capacidade de processamento e redundância, inclusive com a rede lógica estruturada para permitir a troca de informações”, pondera Luiz Carlos. Segundo ele, a solução traz algumas vantagens de custos, já que a mantenedora não precisa pagar licenças dos aplicativos para cada uma das máquinas. No entanto, “é preciso uma rede veloz”.

SOFTWARES Luiz Carlos indica os aplicativos típicos de automação de escritório (como editor de texto, planilha etc.), ferramentas de colaboração, interação e de controle em sala de aula, de gerenciamento de turmas, os controles de acesso a aplicações e sites, bem como soluções de segurança (antivírus e filtro de conteúdo). No Colégio Peretz, foi contratado um pacote anual diferenciado (por volume) para a renovação das licenças de softwares, de forma a que não fique tão onerosa.

SISTEMAS DE SEGURANÇA O coordenador de tecnologia recomenda “a segmentação de camadas computacionais” e, para controle de acesso, firewall (dispositivo de segurança) e cadastramento de usuários, com políticas específicas e senhas. O Colégio Peretz mantém o servidor do administrativo separado do pedagógico e, mesmo neste, o aluno precisa de login e senha para acesso. Finalmente, cada computador de uso do estudante possui um software de restauração de dados (e proteção contra conteúdos indevidos, vírus etc.).

SAIBA MAIS Luiz Carlos Gonzalez luizcg@vanzolini-ead.org.br Raul Muñoz Raul@peretz.com.br

Direcional Escolas, Novembro 10

Ilustração: Sergio Willian

Quanto maior a capacidade de conexão e velocidade da internet, mais amplas tornam-se as possibilidades de se incrementar os projetos pedagógicos com os alunos. Entretanto, o volume de troca de informações cresce “exponencialmente” e obriga a uma renovação cada vez mais rápida de hardwares, sistemas e demais equipamentos. É preciso também cuidados com a rede de cabos, entre muitos outros suportes.

H

Direcional Escolas, Novembro 10

Luiz Carlos observa que os equipamentos podem ser interligados em rede sem fio ou por fio. Este permite “maior performance e velocidade” (dependendo, é claro, do plano de acesso à internet). Já o sem fio é “ideal para computadores móveis” e permite que as aulas sejam ministradas em diferentes locais. Mas é preciso que os pontos de acesso (AP’s) garantam a conexão simultânea de diversos computadores.

BANDA LARGA

Por Rosali Figueiredo

8

REDES INTERNAS do ramo de atividade da organização”. “O setor bancário é o que mais investe em TI no Brasil”, diz Makoto, que desconhece, entretanto, o padrão de investimento das instituições de ensino. O custo com a área envolve, segundo o consultor, a aquisição de hardwares, softwares e “humanware”, “serviços e mão de obra, própria ou terceirizada”.

9


O

Ministério da Educação e o da Saúde estão realizando consulta pública sobre uma nova portaria conjunta relacionada à Educação Infantil, que irá substituir a Portaria 321/1988, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a qual estipula as normas e os padrões mínimos de construção, instalação e funcionamento das creches no País. A proposta não contempla somente os aspectos sanitários, “mas os integra aos educativos, é mais especifica para creches e pré-escolas”, observa Damaris Gomes Maranhão, enfermeira e doutora em Ciências da Saúde pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Professora titular da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e da Pós-Graduação em Educação Infantil do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, Damaris participou das discussões em torno da nova portaria. Segundo ela, ainda faltam no Brasil estudos que aprimorem os cuidados no espaço educativo dos pequenos. “As pessoas e profissionais copiam os arranjos domésticos ou de serviços de saúde, que são inadequados para ambientes educacionais para bebês e crianças pequenas.” Pela primeira vez, a iniciativa de regulamentação envolve as duas áreas (saúde e educação) de forma conjunta, procurando contemplar as necessidades de desenvolvimento integral da criança. A diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo, Gisela Wajskop, que também atua na área de administração em Educação Infantil, vem observando nos berçários “um excessivo discurso de isolamento e higiene associado

à segurança”. “As crianças ficam muito tempo sozinhas num berço ou sala e não fazem o que precisam, que é engatinhar, manusear objetos coloridos, de diferentes texturas e tamanhos, experimentando alimentos diferenciados, como gelatinas de sabores diversos”, afirma Gisela. É preciso proporcionar espaços em que os pequenos se sintam estimulados a explorar o ambiente e a interagir com os colegas. Claro que para cada faixa etária são necessários cuidados específicos. “Os ambientes de troca, de sono e de alimentação precisam seguir alguns princípios fundamentais para um ambiente coletivo”, afirma Damaris Maranhão. O ritmo de vigília e sono, por exemplo, “varia muito” conforme a idade. Bebês entre quatro e nove meses têm necessidade de sono mais frequente que os de um ano, durante o período da manhã e tarde, não apenas depois do almoço. “Muito barulho provocado por músicas, conversas e brincadeiras dos maiores diminui a qualidade do sono profundo, torna os bebês mais irritados, afetam seu crescimento.” Por outro lado, não se recomenda restringir os grandinhos. Assim, aconselha-se “um canto de sono mais isolado, mas perto o suficiente, com fácil acesso da professora para acolher aqueles que acordam”. Segundo Damaris Maranhão, não se busca a idealização dos berçários, especialmente em uma cidade como São Paulo, com séria crise de espaço físico, mas parâmetros que assegurem a qualidade do sono, da troca e higienização, alimentação e recreação, assim como iluminação, ventilação e insolação, integrada aos aspectos educacionais. No momento, além da portaria da Anvisa, de 1988, vigoram em São Paulo a Deliberação 04/2009 e Indicação 04/1999, respectivamente dos Conselho Municipal e Estadual da Educação. (R.F.)

POSTURA E MOBILIÁRIO INADEQUADOS ESTÃO ASSOCIADOS À LER-DORT

A

mantenedora Luci Anne Côrtes, do Colégio Octagon, localizado em Moema, zona Sul de São Paulo, deu aulas de Português e Inglês por 15 anos e sentiu bem as dificuldades geradas pelo posicionamento inadequado de uma lousa. “Com 1,57 metros de altura, durante anos tive que ficar na ponta dos pés para alcançar todo o quadro”, lembra Luci Anne. Agora, como diretora de escola, quer tomar cuidados em relação à ergonomia de seus professores e funcionários e pretende contratar um treinamento junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito). “Precisamos investir em nossos colaboradores para termos um ambiente saudável e também evitar problemas futuros, que possam afetar o trabalho deles.” Segundo a fisioterapeuta Andreia Fuchs Botsaris, chefe do setor de infraestrutura do Crefito, se as posturas inadequadas causam, de início, apenas sensações de desconforto, em médio e longo prazo acabam desencadeando lesões musculares, inflamações nos tendões e desgaste nas articulações, especialmente nos ombros, provocando afastamento do trabalho. “A ergonomia diz respeito ao relacionamento do homem com o trabalho. Não é o homem quem deve se adaptar a este, mas o trabalho oferecer condições ao ser humano”, afirma, destacando, entretanto, que é muito comum acontecer justamente o contrário. Para Maria Luiza Biton Gutierrez, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica, “é muito importante que as pessoas compreendam que o corpo funciona como qualquer sistema mecânico, ou seja, tem a sua maneira correta de ser usado”. Quando as articulações estão bem posicionadas, “garantimos que a nossa ‘máquina’ tenha

Ilustração: Sergio Willian

GOVERNO FEDERAL IRÁ BAIXAR NOVA REGULAMENTAÇÃO

DICA: ERGONOMIA – PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS

Ilustração: Sergio Willian

Dica: BERÇÁRIOS – INSTALAÇÕES

um melhor desempenho e seja preservada por muito mais tempo”. A postura correta ou o bom posicionamento entre músculos e articulações impede a destruição das células e previne doenças como artrose, tendinite, bursite, hérnia de disco, entre outras, aponta. Uma forma de identificar vícios posturais é ficar atento a alguns sintomas iniciais das Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) e/ou de Lesões por Esforços Repetitivos (LER), orienta Andreia Fuchs. São eles: dor de cabeça, nos ombros, pernas e costas, seguidas de cãibras; sensações de formigamento, dormência e peso nos membros; cansaço excessivo durante ou logo após a jornada de trabalho; além de fadiga e/ou perda de massa muscular. Andreia destaca que quanto mais cedo o diagnóstico, mais fácil a reabilitação. O ideal, entretanto, é evitar chegar a esse ponto, tornando-se mais cuidadoso e criterioso com o ambiente de trabalho. A NR 17, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece, por exemplo, as condições ergonômicas mínimas das mesas e cadeiras utilizadas pelos professores e funcionários. Já a lousa não pode ficar em uma altura que obrigue o professor a esticar o braço, a 180º de adução. Ademais, a representante do Crefito destaca o posicionamento correto quando o professor trabalha em pé: “é preciso distribuir o peso de forma igual entre as duas pernas, apoiando dedos e os calcanhares”. Andreia finaliza orientando que os profissionais façam exercícios constantes de alongamento e utilizem sapatos e roupas confortáveis (no caso das mulheres, evitem saltos altos). “A melhor postura é aquela que deixa a pessoa confortável e permite liberdade de movimento”, aponta a fisioterapeuta. (R.F.)

10

SAIBA MAIS

CONSULTA PÚBLICA – ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL www.portal.mec.gov.br DAMARIS GOMES MARANHÃO - damaranhao@uol.com.br GISELA WAJSKOP - gisela@singularidades.com.br

ANDREIA FUCHS BOTSARIS - afuchs@crefitosp.gov.br LUCI ANNE CÔRTES - lucicortes@terra.com.br MARIA LUIZA BITON GUTIERREZ - contato@fisioterapiaanalitica.com.br

LEIA MAIS Em www.direcionalescolas.com.br as recomendações, na íntegra, da Profa. Dra. Damaris Gomes Maranhão, bem como as normas vigentes em São Paulo (municipal e estadual).

LEIA MAIS Em www.direcionalescolas.com.br as orientações da fisioterapeuta Maria Luiza Biton Gutierrez.

Na Próxima Edição: Berçários - Treinamento

Na Próxima Edição: Ergonomia de Alunos

Direcional Escolas, Novembro 10

Direcional Escolas, Novembro 10

SAIBA MAIS

11


APOIO À APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

Direcional Escolas, Novembro 10

A

12

educação tem vivido certa crise sobre qual seria hoje o melhor método de alfabetização entre as crianças, especialmente depois que o construtivismo promoveu um fenômeno de “desmetodização”, aponta a pedagoga Divani Aparecida Albuquerque Nunes, pós-graduada pela Universidade de São Paulo, professora de 3º ano e coordenadora do Grupo de Apoio Pedagógico da Prefeitura de Taboão da Serra. Divani ministra cursos no Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) como formadora em alfabetização, onde propõe diferentes jogos como auxílio ao processo de ensino-aprendizagem. Segundo ela, ainda falta uma “metodologia mais definida” para a alfabetização. Os educadores vêm recorrendo “a sistemas diferenciados, como o método fônico, global e misto”, pois as crianças apresentam diferentes estilos de aprendizagem, “algumas são mais metódicas, outras mais sinestésicas”. “O professor não consegue ensinar a todos do mesmo jeito.” Nesse sentido, acrescenta, “os jogos favorecem a reflexão e o pensamento da criança em relação à linguagem, a associação entre a escrita e a fala, com isso os educadores conseguem atender à diversidade de estilos dos alunos”, diz. Divani explica que existem crianças que precisam de silabação, “mas outras se sentem pouco estimuladas ou desafiadas” com esse método. “O jogo funciona como um canal que propicia a aprendizagem porque ele atrai a criança, mas desde que o professor seja um motivador e saiba trabalhar; o recurso não deve ser usado como passatempo”, adverte. Segundo Divani, o ideal é que seja proposto uma vez por semana.

Em boa parte das situações, o próprio educador pode criar os jogos, como “boliches com nomes”, em que organiza a turma em grupos, solicitando que forrem latinhas de refrigerantes com papel fantasia ou pardo, pregando os nomes em cada peça. O desafio é que o aluno derrube apenas aquela que apresenta o seu nome, sugere. Outras possibilidades são os caça-palavras, jogos da memória, advinhas, cartas, brincadeiras com bolas, bingos, entre muitos outros. Os jogos mexem com o imaginário das crianças e proporcionam experiências mais prazerosas no contato com a língua e a escrita, observa Lígia Colonhesi Berenguel, assistente de direção do Ensino Fundamental I da Escola Villare, localizada em São Caetano do Sul. “Ele integra a parte lúdica da apropriação, assim como a música e a poesia”, diz. Conforme observa Lígia, o nome próprio e os dos colegas surgem como um dos instrumentos mais utilizados nesta dinâmica, pois são “o texto de maior significado à criança” e servem “como referência à escrita de novas palavras”. Na Escola Villare, os jogos estão presentes também na pré-alfabetização, afirma Cilene Iatalese Ferrari, coordenadora da Educação Infantil na faixa etária de 4 e 5 anos. “Trabalhamos o desenvolvimento de habilidades para o ciclo da alfabetização que se inicia no 1º ano do Ensino Fundamental”, diz. Nessa fase, os alunos são capazes de identificar os nomes por completo, “já fazem a associação entre a letra inicial e outras palavras”. “Com 5 anos, as crianças escrevem de acordo com a hipótese de escrita em que se encontram, associando as letras e a fonética”. A pedagoga Divani Albuquerque lembra que “a alfabetização deve iniciar mesmo somente no 1º ano, com 6 anos”. O ciclo se completa no 3º ano, quando a criança deve saber ler, escrever, produzir texto oral e escrito, dominando a segmentação e a paragrafação, finaliza Divani. (R.F.)

SAIBA MAIS CILENE IATALESE FERRARI - ilenef@escolavillare.com.br DIVANI A. ALBUQUERQUE NUNES - Divani@uol.com.br LIGIA COLONHESI BERENGUEL - ligia@escolavillare.com.br Na Próxima Edição: Coleta Seletiva de Lixo

Ilustração: Sergio Willian

DICA: JOGOS DE ALFABETIZAÇÃO


foto em baixa “PELO REFLORESCIMENTO DE UMA PROPOSTA EDUCATIVA” Diretora há dois anos de uma instituição quase centenária, a Irmã Adriana dos Santos definiu, no título acima, sua principal missão à frente de uma escola confessional que, assim como outras de sua linha, perdeu grande número de alunos na última década. A ideia é atrair pais, comunidade e alunos para um trabalho de formação humanista, sem perder de perspectiva as necessidades da sociedade contemporânea.

Por Rosali Figueiredo

Direcional Escolas, Novembro 10

N

14

a virada entre os anos 2009 e 2010, a direção do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA) pretendia conquistar 60 novos alunos, parte dos quais para recompor sua clientela, já que naturalmente ocorre uma perda anual dos estudantes concluintes do Ensino Médio. “Porém não conseguimos este número”, comenta a Irmã Adriana dos Santos, pedagoga vinculada à Inspetoria Maria Auxiliadora, dos Salesianos, e diretora da escola. Para 2011, a ideia é acrescentar 40 ao quadro atual, de 430 alunos distribuídos entre a Educação Infantil e o Ensino Médio. Localizado desde 1918 no bairro do Belenzinho, zona Leste de São Paulo, privilegiado por amplas instalações físicas e a proximidade com uma estação do Metrô, o INSA quer ver novamente seus pátios e salas de aula cheios, pois chegaram a receber 1.400 alunos no final dos anos 90. Não será tarefa fácil, reconhece Irmã Adriana. Com perfil filantrópico e 20% da renda destinada a bolsistas (são 57 no total, com descontos que vão de 25% a 100% na mensalidade), o INSA apresenta um orçamento enxuto, que não lhe dá margem para grandes saltos. Além disso, sentiu a crise de identidade pela qual passaram boa parte das escolas confessionais desde os anos 90, motivada, segundo a diretora, pela mudança de valores nas famílias e o próprio secularismo. “Muitas escolas não souberam se adaptar aos novos tempos”, observa. O INSA sofreu ainda pela alteração no tipo de ocupação da região, que perdeu muitas famílias e demorou a atrair novos moradores, fenômeno que se reverteu somente nos últimos cinco anos, com o boom imobiliário do bairro.

Esta é a grande oportunidade que a instituição sente para “reflorescer”, lançando estratégias que venham a atender às necessidades dos pais, como a introdução do ensino integral, ocorrida no ano passado, e a do maternal, programada para 2011. Paralelamente, tem procurado “manter o preço o mais acessível possível”, oferecendo descontos de 15% nas mensalidades pagas até o 5º dia útil de cada mês. Os valores praticados pela instituição estarão, em 2011, entre R$ 528,23, na Educação Infantil, a R$ 838,28 no integral (considerando a anuidade dividida em doze parcelas).

MUDANÇAS NO PERFIL DE GESTÃO Mas não são estratégias isoladas nem únicas, pois o INSA resolveu mesmo promover alterações no seu perfil de gestão, incluindo a área pedagógica, com vistas a adquirir uma “roupagem nova”. A primeira mudança significativa aconteceu em 2008 com a adoção do material didático da Rede Salesiana de Escolas, baseada nos princípios da pedagogia de Dom Bosco, sacerdote e educador italiano do século XIX. Sem perder de foco as necessidades de informação e preparo do estudante para o ingresso no Ensino Superior, a proposta está assentada em valores como a “religião” (vista hoje sob o prisma do ecumenismo, “como o lado transcendental do ser humano”) e a “bondade” (entendida como “a acolhida do outro, das diferenças”). Apoia-se também na “razão” (“no saber fazer as coisas”), explica Irmã Adriana. “Dentro desta pedagogia, buscamos preparar o aluno para desenvolver um papel protagonista, um aluno que estude e pes-

quise, que absorva o conteúdo de forma sutil e gradual”, acrescenta. Mais do que conteúdo, porém, a filosofia de Dom Bosco defende que o processo de ensino-aprendizagem ocorra por meio de atividades artísticas, recreativas e interdisciplinares, o que a escola vem procurando reforçar através da adoção de projetos variados. Um deles é o Núcleo de Educação Ambiental, coordenado pela professora de Ciências do Fundamental II, Irene de Lacerda Ramos. Seus trabalhos foram apresentados durante o I Encontro Internacional de Sustentabilidade, realizado em 2009 em São Paulo, e fizeram parte da pesquisa de mestrado de Irene. Outra proposta diferenciada foi levar os alunos para realizarem estudos do meio em Brasília e nas cidades argentinas de Buenos Aires e Mendoza. “Esses estudos fazem parte de nossa proposta há muito tempo, mas o perfil mais ousado e interdisciplinar é recente”, afirma Irmã Adriana, destacando que, na Capital brasileira, estudantes do 7º e 8º ano observaram aspectos geográficos, arquitetônicos e históricos do ambiente urbano e rural, entre outros, enquanto que na Argentina, além desta abordagem, as turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio tomaram contato com a literatura e a língua espanhola. Segundo a professora Irene, mesmo em sala de aula, entretanto, busca-se aplicar as experiências artísticas e culturais no ensino dos diferentes conteúdos, como os da área de Exatas, por exemplo. Para tanto, o INSA mudou a forma de se relacionar com a sua equipe, os pais e a comunidade. Abriu-se mais ao mundo exterior, divulgando os trabalhos realizados internamente, desenvolvendo projetos que envolvam mais os pais e a região, e buscando reconhecimento, segundo relatam a Irmã Adriana e a professora Irene. “Queremos tornar o trabalho conhecido, prestigiado e valorizado”, observa a diretora, esperançosa de que “os pais sejam divulgadores para outros pais e assim tragam novos alunos”. Conforme avalia a professora Irene, que leciona na escola desde 1999, “não ficava claro para os pais que trabalhávamos a formação mais a informação”. “O trabalho foi reforçado com o material da rede Salesiana, em 2008. Mas já oferecíamos um aluno muito bem preparado no Fundamental II, que acabava migrando para outras escolas no Ensino Médio, porque o pai não via aqui o perfil de preparação de seu fi-

lho para o vestibular.” Segundo Irene, a proposta pedagógica da escola sempre atuou no sentido de “transformar habilidades em competências”, um dos principais parâmetros avaliados pelo novo formato do ENEM. Não à toa, o desempenho do INSA no exame de 2009 superou a média 6,0, padrão observado em grande parte da rede privada de ensino. Claro que a escola possui metas de melhoria na aprendizagem; atualmente conta com o apoio de uma consultoria externa que realiza a avaliação dos alunos, bem como dos seus processos de ensino. “Mas um trabalho somente ‘conteudista’ não combina com o perfil do INSA”, ressalva Irmã Adriana, que quer chamar a atenção dos pais para a necessidade de se atuar com um projeto mais amplo, de formação e de parceria com as famílias. Nem os próprios alunos atendem hoje a essa expectativa de desempenho, acrescenta a diretora, revelando que uma recente avaliação feita pela empresa de consultoria externa identificou um “baixo perfil de empenho” entre os estudantes do 6º ano ao Ensino Médio. “Na escala de zero a dez, eles obtiveram nota 3.” É preciso, defende a Irmã, que os pais se envolvam mais com as atividades da escola e acompanhem o filho em casa. “O jovem de hoje deseja, mas não faz por onde. O pai cobra da escola, mas não percebe que dentro de casa o filho não está se empenhando para isso.” Para a professora Irene, os pais, cada vez mais atribulados, estão “deixando os alunos sem clareza de responsabilidades e valores”, enquanto as instituições de ensino procuram aprender a “se adequar a tudo isso”. Ou, segundo análise da diretora, “a escola começa a desempenhar outra função, a se tornar referência mesmo de família”. “Mas ela precisa assumir o papel que lhe compete, pois não consegue substituir o pai nem a mãe. À escola cabe proporcionar a vivência dos valores”, aponta.

O TRABALHO COM A EQUIPE Um evento bastante ilustrativo desta concepção aconteceu no dia dos professores, em 15 de outubro passado. Alunos do En-

Direcional Escolas, Novembro 10

Perfil da escola : INSTITUTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA (INSA)

Perfil da escola: INSTITUTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA (INSA)

15


perfil da escola: INSTITUTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA (INSA)

OS PRINCIPAIS PROJETOS Na noite do dia 14 de outubro passado, o INSA abriu as portas aos pais, familiares e moradores do bairro para um evento comemorativo do centenário do nascimento dos compositores Noel Rosa e Adoniran Barbosa. Além da apresentação de grupos profissionais, o público assistiu a apresentações musicais e de dança de alunos do Ensino Fundamental II e Médio. Esta é a principal estratégia da escola, desencadear projetos pedagógicos que interajam com a comunidade. “Gostaríamos de nos tornar um ponto de referência de discussões no bairro, mas ainda estamos sem estrutura para isso”, observa a professora Irene. Ainda assim, o Núcleo de Educação Ambiental, que coordena, lançou várias frentes de trabalho neste ano: “retomamos a campanha de coleta de óleo usado, que estamos transformando em sabão para doar à comunidade; fizemos parceria com o Recarga Verde e arrecadamos pilhas e baterias para reciclar (hoje somos ponto de coleta permanente); comemoramos o Ano Internacional da Biodiversidade em junho em um evento interdisciplinar com as áreas de Ciências, Artes, Espanhol e Geografia; e ainda fizemos campanha Anti-tabagismo em agosto”, relata Irene, coordenadora do trabalho. O Núcleo também realizará uma campanha de reciclagem no INSA, após a reorganização dos recipientes coletores, e promoverá a confecção de brinquedos e enfeites de Natal para levar a um orfanato, entre outros. Os demais projetos da escola envolvem a festa junina anual e, intercalando uma a cada ano, as Olimpíadas INSA (realizadas neste ano), a festa de Maria Auxiliadora e a Mostra Cultural, com trabalhos interdisciplinares. De forma permanente, há outros projetos, como o de literatura de cordel (no 4º ano), de contos de fadas (2º ano) e de enciclopédia de verbetes (5º ano). Na Educação Infantil, destaca-se o Projeto Boneco, que trabalha a imagem do aluno, visando ao desenvolvimento da autoestima e do conhecimento do próprio corpo.

Direcional Escolas, Novembro 10

SAIBA MAIS

16

Irmã Adriana dos Santos www.insasp.com.br direção@insasp.com.br Profa. Irene de Lacerda Ramos irenequimica@yahoo.com.br

MATERIAIS DIVERSOS GARANTEM A FUNCIONALIDADE DOS AMBIENTES Por Rosali Figueiredo

F

acilidade de instalação, limpeza e manutenção são critérios cada vez mais presentes nas escolhas dos revestimentos de quadras cobertas e descobertas, salas de aulas, laboratórios, brinquedotecas e ambientes específicos da Educação Infantil. A empresa A Sul Pisos, com 25 anos de mercado, traz como novidade em 2010, por exemplo, a linha vinílica Imagine Magic, especial para os espaços dos pequeninos. “Antialérgico e térmico, ele não é escorregadio, traz conforto ao caminhar e vem com estampas coloridas, deixando o ambiente mais divertido. É ideal para creches, salas de recreação e clínicas pediátricas”, afirma Ernesto Xavier Rodrigues, diretor da empresa. Ernesto destaca que o revestimento está disponível em mantas, mas a empresa oferece também versões em placas, recomendadas para quadras internas, já que sua variedade de cores serve para as demarcações das modalidades esportivas, “sem precisar de pintura”. Ambos os formatos proporcionam “instalação rápida e limpa, com possibilidade de utilização imediata do local”, afirma Ernesto, que atende a clientes dos estados do Sul e Sudeste, mas está se estruturando para ampliar seu raio de alcance. Os vinílicos também estão no portfólio de A Terra Decorações, empresa que também trabalha com grama sintética, laminados, borracha pastilhada e carpetes. Segundo o gerente comercial Marcos Ferreira de Souza, a grama e a borracha podem ser instalados em ambientes internos e externos, já os demais, somente nos fechados. Há onze anos no mercado, a empresa realiza promoções de seus produtos e disponibiliza aos clientes uma “equipe altamente qualificada para o pronto atendimento”, além da agilidade na entrega. A Terra atua em todo o País e executa a colocação do material na Grande São Paulo. Outra empresa do segmento dos vinílicos é a American Pisos, que exibe o selo “revenda mais” do fabricante Tarkett Fademac. Os vinílicos se diferenciam por tipos e coleções, afirma a supervisora comercial Patrícia Brito. Há o Paviflex (nacional) e pisos em mantas, como o Pavifloor (importado), Absolute (nacional) e a linha Imagine Magic (também importada). Voltado para as áreas internas, o Paviflex apresenta boa solução para as quadras, pois ao combinar suas cores é possível fazer as demarcações exigidas por cada modalidade esportiva, diz. Neste ano, a American Pisos lançou uma versão especial para os ambientes esportivos, a Omnisports, com opções variadas em cores e espessuras. Com 20 anos de mercado, a American proporciona atendimento ágil e mão de obra própria e especializada, destaca Patrícia. A Revest Vinil, por sua vez, é marca registrada da empresa que leva o mesmo nome e comercializa há 20 anos revestimentos para as superfícies internas. “Trabalhamos com material desenvolvido especialmente para a finalidade proposta, não oferecemos produtos ‘adaptados’”, diz a empresária Cleide Bardauil. Entre os demais benefícios da linha, Cleide destaca a maciez do produto, a capacidade de amortecimento, o conforto térmico e as propriedades antialérgica, higiênica e lavável. “O piso proporciona sensação de limpeza, aconchego e cuidado, deixando os pais mais tranquilos”, observa. Segundo ela, o revestimento é de fácil instalação, feito sob medida e pode ser removido. A

empresa atende a clientes de todo o Brasil, indicando mão de obra para a instalação fora de São Paulo. Na Vinilana Revestimentos Especiais Ltda., o vinílico também surge como opção para os pisos e paredes internas, acompanhado de cantoneiras que eliminam quinas e prezam pela segurança dos usuários, aponta Shirley Viana, gerente administrativa da empresa. Este é um de seus grandes diferenciais, ressalta Shirley, lembrando ainda que a Vinilana oferece “montagens bem despojadas, com a intercalação de cores”. Há 14 anos no mercado, a empresa possui equipe própria e especializada, com autonomia para indicar as melhores soluções aos clientes. A Vinilana atua em todos os estados brasileiros e, quando não pode fazer a instalação, despacha o produto via transportadora. Finalmente, a Vivinil, criada por Valdir Fernandes da Silva há 13 anos, oferece serviço de qualidade no segmento vinílico. Bom atendimento, preço baixo e rapidez na instalação são alguns de seus diferenciais, destaca Valdir, associada a uma boa variedade de cores do produto ideal para berçários, salas de recreação e bibliotecas. Entre as vantagens do material, Valdir lembra também da resistência. “Após instalado, dura cinco anos”, diz. Conforme explica o empresário, a instalação é feita com solda eletrônica, de forma a que as lâminas se juntem e evitem vincos acentuados. O produto pode ser aplicado sobre qualquer tipo de superfície, até mesmo pisos frios ou carpetes.

DEMAIS LINHAS DE REVESTIMENTOS Na Aubicon, o piso oferecido provém da reciclagem dos pneus, uma linha ecológica. É um material emborrachado, que oferece um alto nível de amortecimento, entre eles o Piso Play 40, industrializado com bolsas de amortecimento e capaz de evitar maiores danos em quedas de até 1,4 metros, segundo as normas europeias, explica Rafael Safra, diretor comercial da empresa. Trazidos ao Brasil em 2006 e depois fabricados pela própria Aubicon, seus revestimentos destacam-se também pelo padrão estético e pela propriedade antiderrapante, aponta Rafael. Neste ano, foi lançado o SuperSlim, um piso de menor espessura, voltado para ambientes internos. Segundo o diretor, além do benefício ecológico, a Aubicon tem seu diferencial nos serviços de “qualidade a preço justo”, garantindo a comercialização no País através de agentes comerciais ou revendas. A JR Tecnologia em Superfícies trabalha, por sua vez, com produtos de base acrílica ou de poliuretano (PU), que podem ser aplicados tanto em locais cobertos quanto descobertos. Mas o diretor comercial Osvaldo Mündel recomenda os sintéticos (resinas acrílicas) para as áreas descobertas, já que possuem “textura antiderrapante mesmo com a superfície molhada”. Para os demais, a indicação é o PU. Estes se tornam escorregadios quando molhados, explica Mündel. No entanto, apresentam outras qualidades, como a flexibilidade e o amortecimento dos impactos. Neste ano, a JR introduziu pisos flexíveis com confecção no próprio local ou através da fixação de placas de borracha, mais indicados para áreas internas, orienta Mündel. Criada em 1991, a JR distribui seus produtos em todo o Brasil.

Direcional Escolas, Novembro 10

comenta Irmã Adriana. De qualquer forma, “a curva de alunos começou a ascender novamente de 2008 para cá”, anima-se, por sua vez, a professora Irene, que destaca o entusiasmo da equipe em contribuir para o reflorescimento de uma instituição que quer aproveitar melhor toda sua infraestrutura física, gerar recursos para modernizá-la e adaptá-la aos novos tempos, dotando-a de um anfiteatro, por exemplo, e convencer a comunidade de que a educação se constrói sobre valores humanistas. “Isso tem mobilizado todo mundo a buscar mais propostas”, finaliza Irene.

Ilustração: Sergio Willian

sino Fundamental II e Médio reuniram-se na quadra coberta e realizaram apresentações de teatro, música e dança em homenagem aos docentes, sob a orientação da coordenação pedagógica. As festividades foram encerradas em clima de confraternização entre os educadores, gestores e estudantes. O diálogo está na base da nova “roupagem” da escola, um “método de trabalho circular, em que ouvimos o pedagógico e o administrativo, para que as buscas sejam conjuntas”, afirma Irmã Adriana. “Vínhamos de um modelo de gestão mais conservador, então, acolher o novo e se abrir para a mudança é mais custoso, pois há dificuldade para se encontrar um equilíbrio entre o tradicional e a necessidade de abertura”, analisa. Segundo a diretora, a mobilização da equipe deve ser constante. “Nas viagens do estudo do meio, por exemplo, todos os professores precisam se envolver. Os que vão organizam o estudo, adaptam o conteúdo das disciplinas e produzem o material. Os que ficam cobrem o lugar dos que viajam. Além disso há um investimento da escola, pois temos pagar para a reposição da aula. Se fôssemos cada um por si, não daria certo. Já com o espírito de equipe, os que ficam colaboram para que a logística dê certo.” O INSA apresenta um quadro enxuto de colaboradores. São 35 professores, os quais contam com o apoio da coordenação e de sete auxiliares, além do pessoal administrativo, de manutenção e limpeza. Nos últimos anos, a escola reduziu a equipe e renovou parte do quadro de educadores. Com o suporte da Rede Salesiana de Escolas e, eventualmente, da própria Inspetoria Maria Auxiliadora, busca investir na formação dos educadores, “mas prepará-los com o cinto ajustado, apertado, é como fazer milagre”,

FIQUE DE OLHO: PISOS

17


FIQUE DE OLHO: PISOS

A RECUPERAÇÃO DAS SUPERFÍCIES Uma nova linha de produtos detergentes e desengraxantes

pisos tipo paviflex, vinílicos, granilite, ardósia e pedras em

biodegradáveis, que ao se decomporem no meio ambiente per-

geral”, enumera Lúcio dos Santos, gerente o operacional da

dem suas características químicas nocivas, está sendo oferecida

empresa.

ao mercado pela Ecowash. Especializada em limpeza e recupe-

impermeabilização e conservação”, explica Lúcio. Mas o seu

ração de pisos e fachadas, a Ecowash começou a atuar há dois

principal serviço é a remoção do tratamento antigo com

anos, atendendo e disponibilizando seus equipamentos em todos

aplicação de nova impermeabilização, com selagem e acaba-

os estados brasileiros, afirma Marco Aurélio Colombo, diretor de

mento acrílico, diz. Entre os diferenciais da empresa, Lúcio

marketing da empresa. “Executamos limpeza, tratamento e recu-

ressalta que possui funcionários efetivos de limpeza e téc-

peração de madeira, granito, granilite, ardósia, mármore, con-

nicos especializados em pisos. A Suprema oferece ainda uma

creto, ladrilho, mosaico português, entre outros.” Segundo ele,

avaliação prévia e personalizada da superfície, “considerando

a Ecowash proporciona atendimento personalizado aos clientes.

tipo de piso, tempo de instalação, uso e tráfego local”, apon-

A Suprema do Brasil, há 15 anos no mercado, também ofe-

ta Lúcio, que atende a clientes de São Paulo (Capital), Grande

rece serviços de “limpeza, impermeabilização e tratamento de

“O

tratamento

engloba

limpeza

São Paulo e interior do Estado, até a um raio de 200 Km.

Direcional Escolas, Novembro 10

SERVIÇO

18

adequada,

AMERICAN PISOS 11 - 5581 0545 www.americanpisos.com.br americanpisos@uol.com.br

JR TECNOL EM SUPERFÍCIES 11 – 5093-0030 www.jrcor.com.br jr.revest@jrcor.com.br

A SUL PISOS 11 - 5585-0022 www.asulpisos.com.br asulpisos@asulpisos.com.br

REVEST VINIL 11 - 3742-1124 www.revestvinil.com.br revestvinil@revestvinil.com.br

A TERRA DECORAÇÕES 11 – 3467-6087/ 3721-1377 www.aterradecoracoes.com.br aterra@aterradecoracoes.com.br

SUPREMA DO BRASIL 11 4075-3433 www.supremadobrasil.com.br andrea@supremadobrasil.com.br

AUBICON 11 – 3393-8421/ 3662-0289 www.aubicon.com.br aubicon@aubicon.com.br

VINILANA 11 – 5979-6225/ 5922-1876 www.vinilana.com.br vinilana@vinilana.com.br

ECOWASH 11 – 5052-3733/ 5051-4043 www.ecowashbrasil.com.br vendas@ecowashbrasil.com.br

VIVINIL 11 – 5833-6803 www.vivinil.com.br vivinil@bol.com.br


Direcional Escolas, Novembro 10

ACESSÓRIOS, BEBEDOUROS, CORRETORA DE SEGUROS

Direcional Escolas, Novembro 10

ACESSÓRIOS, ASSESSORIA CONTÁBIL, AUDITÓRIO, BRINDES

20

21


Direcional Escolas, Novembro 10

ASSESSORIA CONTÁBIL, BRINQUEDOS EDUCATIVOS, BRINQUEDOS PEDAGÓGICOS

22


Direcional Escolas, Novembro 10

CANUDOS PARA DIPLOMA, LOUSAS, PINTURAS ESPECIAIS

Direcional Escolas, Novembro 10

GESTÃO ESCOLAR, GRÁFICA, IDIOMAS, INFORMÁTICA

24

25


Direcional Escolas, Novembro 10

LABORATÓRIO, MÓVEIS

26


Direcional Escolas, Novembro 10

Direcional Escolas, Novembro 10

Mテ天EIS, PLAYGROUNDS Mテ天EIS, PLAYGROUNDS

28 29


Direcional Escolas, Novembro 10

Direcional Escolas, Novembro 10

PLAYGROUNDS

30 31


Direcional Escolas, Novembro 10

QUADRAS, SISTEMA DE GESTÃO, TERCEIRIZAÇÃO

Direcional Escolas, Novembro 10

PISOS, PISOS (TRATAMENTO), RADIOCOMUNICAÇÃO

32

33


Direcional Escolas, Novembro 10

SISTEMAS DE SEGURANÇA, TOLDOS

34


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Direcional Escolas Edição 63 – Novembro/2010 by Revista Direcional Escolas - Issuu