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Ed106

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Edição nº 106 ano 11 | Março 2015 www.direcionalescolas.com.br


EDITORIAL Diretores

Alex Santos & Paula De Pierro

Caro Diretor

Público

Diretores e Compradores

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável

Rafael Pinheiro rafael@designstudio5.com.br MTB 0076782/SP Circulação

Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Design Gráfico

Studio5

Direção de Arte

Felipe Martyn

Produção Gráfica

Thiago Funari Natalia Sayuri Melo Departamento Comercial

Alex Santos -

alex@direcionalescolas.com.br

Paula De Pierro paula@direcionalescolas.com.br Atendimento ao Cliente

Gustavo De Pierro Impressão

Prol Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 / 3881-3375

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 atendimento@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

Precisamos Falar sobre Inclusão Se pudéssemos estabelecer um diálogo pleno e uma reflexão profunda em problematizações e questionamentos que cercam a educação contemporânea e a realidade de milhões de crianças e jovens matriculados em diversas instituições, provavelmente demoraríamos um tempo indeterminado. Mas, podemos nesse exato momento de transição, debates e discursos sobre evolução, diversidade e estratégias de melhorias no ambiente escolar; eleger a inclusão como proposta certamente instigante – e necessária. Observando de forma sutil as engrenagens da educação brasileira, constatamos heranças sólidas de metodologias pedagógicas tradicionais, que atravessaram várias décadas e persistem em salas de aula espalhadas em diversas regiões do país. Com o advento tecnológico, a possibilidade de atualização, renovação e condições favoráveis para mudanças significativas tornam-se passaportes para novas formações de jovens estudantes. Reconstruir uma prática pedagógica é, sem dúvida alguma, uma tarefa árdua, trabalhosa, demorada, mas também extremamente gratificante. Tendo como eixo central a aproximação de alunos

conectados, preocupados com interação e informação em tempo integral, as novas fórmulas disponibilizadas no cotidiano dos alunos contribuem à um ciclo complexo e denso: a relação com as diferenças. Diante de novos tempos, percebemos outros horizontes. Com novas perspectivas, deixamos de lado certos tabus e conceitos preconceituosos, propondo diálogos e inserindo no contexto escolar o caráter histórico-social mutável. Exercitar o olhar igualitário, fortalecer a identidade cultural de cada aluno e reforçar práticas que possam interligar as diferenças comprovam resultados positivos. Nessa edição, traçamos um especial sobre diferenças no aprendizado e transtornos que impactam o ensino, ressaltando a dislexia, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e os caminhos percorridos pelos educadores para atravessar estes transtornos e promover um ensino para todos, sem exceção. Acreditando, assim, em um educação inclusiva que transforme os muros da escola em pontes, postura individualista em movimento de cooperação e que a cidadania e a solidariedade caminhem de braços dados nos corredores dos colégios. Boa leitura,

Alex Santos & Paula De Pierro Diretores


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Nesta Edição: 16.

Conversa com o Gestor Os Desafios da Educação: Dislexia. TDAH e os Impactos no Aprendizado

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Coluna - Christian Coelho Liderança Pedagógica

10.

Coluna - Gustavo Borges Como a natação pode melhorar a qualidade de vida

12.

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14.

21. 22.

Dica: Contabilidade

Gestão financeira: caminhos para a eficiência

Fique de Olho

Fornecedor de alimentos e equipamentos

Coluna - Mara Gabrilli Viver com uma Doença Rara

24.

Coluna - Reinaldo Domingos Como falar de Custos e Benefícios para os alunos?

27.

Dica: Playgrounds Tipos e Modelos

Playground: Brincadeiras em várias formas

Dica: EAD

Novas Práticas de Conhecimento: Ensino a Distância


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6 Estamos no

Facebook! w w w.direcionalescolas .com . br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de

Você curte a Revista Direcional Escolas? Acesse: fb.com/direcionalescolas

informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores.

Veja as mais lidas do site:

AS ARMADILHAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Reflexões Cuturais: A multiplicidade cultural no âmbito escolar

meu filho não quer mais ir a escola. o que fazer?

Um dos artigos mais lidos do mês fala sobre as estratégias na hora de diagnosticar crianças com necessidades especiais.

A importância da diversidade cultural como forma de erradicar a intolerância

Como agir no processo de readaptação da criança à vida escolar

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO

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que é liderança? A maioria das pessoas tem uma ideia intuitiva do que é liderança, sempre associada a uma ação de comando ou a um cargo de chefia. A natureza do exercício da liderança tem sido foco de pesquisas do homem ao longo de toda a sua história, gerando uma grande quantidade de obras sobre o tema e inúmeras definições sobre o seu significado. Nos últimos anos, boa parte dessas pesquisas e obras tem sido criticada por ter uma visão muito restrita, mais preocupada com a análise e categorização das atitudes mais comuns de líderes frente aos seus colaboradores, ao invés de examinar o contexto maior de suas funções, prestando pouca atenção ao papel da liderança organizacional em termos do tratamento da mudança ambiental, através da formação de equipes de alta performance. A psicologia moderna diz que liderar é o ato de influenciar as atitudes, opiniões e os sentimentos de outras pessoas. Mas essa troca de influências acontece entre as pessoas constantemente, sem necessariamente que uma lidere a outra. Uma pessoa é considerada um líder quando a sua persuasão é desmedida, ou seja, um líder convence mais que um não líder.

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Diferença entre Gestão e Liderança Gestão e liderança são terminologias distintas e ao mesmo tempo complementares. Gestão está relacionada à sistematização de processos, documentação e gerenciamento de projetos, divisão e descrição de funções, reuniões periódicas de monitoramento (constância e periodicidade), análise de desempenho, gestão de tempo e planejamento estratégico com metas e objetivos concretos. Liderança está ligada à la-

Liderança Pedagógica pidação de pessoas promovendo uma política de monitoramento, isto é, um acompanhamento e feedback que gere um clima de confiança e segurança para que o colaborador possa evoluir sem estresse, através de uma comunicação eficaz, do uso de processos decisórios participativos, gerenciamento de conflitos, meritocracia extrínseca e intrínseca, negociação de acordos e apresentação de ideias. Gestão de Processos X Líder de Pessoas

O ideal é implantar os processos de gestão e utilizar os conceitos de liderança como facilitador, fomentando os esforços coletivos, a coesão e o trabalho em equipe, para que todos possam evoluir com confiança e felicidade. Professores não podem ser geridos... Relatórios, diários de classe, análise de desempenho em sala de aula podem ser geridos. Professores devem ser liderados. Tornar-se um Líder

A capacidade de influenciar pessoas é considerada um dom se partirmos do princípio de que algumas pessoas possuem traços de personalidade, isto é, exteriorizam a sua personalidade através de comportamentos que favorecem o seu aparecimento, como extroversão, sociabilização, proatividade e agradabilidade, caraterísticas psíquicas desenvolvidas com grande intensidade na infância. Os preceitos andragógicos* nos mostram que cursos e palestras de instrução não possuem profundidade e tempo suficiente para fazer com que

um adulto torne-se um líder, mas algumas atitudes e ações, se utilizadas com constância e periodicidade, podem melhorar o desempenho de liderança de um indivíduo. ‘Sob a desculpa de ¨serem profissionais¨ alguns líderes agem de modo frio, reservado e calculista. Desse modo não estão sendo ¨profissionais¨, já que mantêm uma postura distante por serem inseguros ou por não terem paciência de se relacionar com outras pessoas. *Andragogia - A palavra “andragogia” tem a sua origem na Grécia Antiga: andra (adulto) e agogé (condução). Segundo a definição creditada a Malcolm Knowles em seu livro “The Adult Learner”, andragogia é definida como a ciência de orientar e motivar adultos a adquirir novos hábitos, conhecimentos e atitudes. Os princípios da andragogia e das técnicas de liderança são muito parecidos, o que difere uma da outra é que a andragogia tem o objetivo mais complexo de promover a aprendizagem e as técnicas de liderança têm o papel de influenciar pessoas. Premissas básicas Um líder tem que gostar de gente! Não há liderança sem intensas relações interpessoais, vínculos afetivos, interação social e comunicabilidade. Se você não detém esses traços de personalidade, sugiro repensar seu futuro e procurar uma função que não enfatize tais atribuições como os cargos administrativos da secretaria, cobrança, financeiro... Não existe nenhuma função que o corpo docente exerça que não necessite de uma boa dose de liderança!

O Colunista

Christian Rocha Coelho Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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COLUNA / Gustavo Borges COMO A NATAÇÃO PODE MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

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natação no Brasil atualmente possui cerca de 11 milhões de praticantes, dentre eles regulares e ocasionais, segundo o Atlas do Esporte no Brasil (www. atlasesportebrasil.org.br). Hoje em dia encontramos facilmente aulas de natação em vários centros esportivos como academias, clubes, escolas, prefeituras e projetos de organizações sociais. Certamente esse esporte vem crescendo no Brasil devido a melhora econômica do país, que proporcionou oportunidade para pessoas de todas as classes sociais praticarem a natação e também pelos inúmeros benefícios que essa atividade oferece, tais como: - Fortalecimento das vias e do sistema respiratório e cardíaco. - Trabalho de todos os músculos do corpo de uma forma equilibrada, melhorando a tonicidade muscular. - Aumento do percentual de massa magra e diminui o de massa gorda.

- Melhora a autoestima do praticante através da atividade física e do prazer de fazer atividades na água. São estes dos alguns benefícios e existem também muitos outros. A natação como outra atividade física praticada em intensidades controladas e adequadas, exerce uma excelente função se tratando de queima de gordura corporal e emagrecimento, proporcionando assim mais saúde e qualidade de vida a seus praticantes. O gasto calórico depende do metabolismo de cada pessoa e de outros fatores como idade, peso corporal, estatura e nível de condicionamento. Mas de uma maneira geral, a natação praticada em uma intensidade moderada com uma duração de 45 minutos, gasta em torno de 400 a 600 calorias. Então para as pessoas que estão em dúvida de que atividade praticar, para quem quer potencializar seu condicionamento ou melhorar sua saúde e qualidade vida, pratiquem natação!

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- Baixo impacto nas articulações, prevenindo assim lesões de tornozelos, joelhos e coluna. - É uma atividade que tem pouquíssimas contraindicações.

Thiago Flose Professor de Educação Física Assessor de negócios da Metodologia Gustavo Borges

- Previne diversas doenças como acidente vascular cerebral, problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, complicações pulmonares e etc.

O Colunista

- Oxigena melhor o cérebro melhorando assim a capacidade de memória e a agilidade no raciocínio.

A Metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. Liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias.


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COLUNA / Mara Gabrilli

Viver com uma doEnça Rara

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ocê sabia que no Brasil há cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem de doenças raras?

O número, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), é superior à população de São Paulo. Em escala mundial, calcula-se 560 milhões de afetados. Se levarmos em consideração que 95% dessas pessoas não contam com tratamento e vivem (ou sobrevivem) sob cuidados paliativos, os dados tornam-se ainda mais alarmantes.

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No último 28/2, mais de 60 países do mundo celebraram o Dia Mundial das Doenças Raras. Em virtude à data, junto com o senador Romário realizamos na Câmara dos Deputados um seminário para discutir políticas públicas para essa população. No Brasil, não há uma política nacional para quem sofre de doenças raras – aquelas que afetam, no máximo, uma a cada duas mil pessoas. Hoje, o Sistema Único de Saúde atende essa população de maneira fragmentada, pois muitas dessas patologias (80% de origem genética) não estão inseridas em nenhum protocolo. Nestes casos, os pacientes têm de recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos que o SUS não fornece.

Outra barreira enfrentada é a dificuldade em se obter o diagnóstico. Hoje, há cerca de 200 geneticistas em todo o País - um para 1,25 milhão de pessoas. Ainda em Brasília, dois projetos de lei de minha autoria procuram mudar esse quadro. O primeiro prevê prioridade de tratamento a doenças neuromusculares. O segundo institui o Serviço de Apoio Especializado para Atividades da Vida Diária, que visa oferecer um cuidador a pessoas com deficiência severa ou doenças raras com grande restrição de movimentos. Ao investir não só em serviços médicos específicos, mas também em qualidade de vida, estamos oferecendo às pessoas o direito, que, muitas vezes, vem sendo subtraído desde o seu nascimento: o de ter perspectivas.

A Colunista Mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais.


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Como falar de custos e benefícios para os alunos?

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uito se fala nos meios educacionais sobre a questão do consumo consciente e sua necessidade nos dias atuais. Dentro dessa questão, um ponto que se mostra ter grande resultado na hora de inserir esse conceito para os jovens – mostrando a importância de refletir sobre o que se deseja – é a inserção da ideia de custos e benefícios. Assim, acredito ser bastante pertinente mostrar como estamos direcionando esse tema para milhares de escolas que adotam a Metodologia DSOP e que estão obtendo ótimos resultados. Em nossa experiência, abordamos o tema junto com o conceito de orçamento consciente e mostramos, primeiramente, para os jovens o custo dos produtos e o benefício que trazem.

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Para tanto, a dica é projetar o custo dos jovens durante o período de um mês, a partir do qual poderão descobrir, no fim do período de um mês ou ano inteiro, valores surpreendentes. Um exemplo que uso é o refrigerante, que grande parte das crianças consomem frequentemente, no qual, ao longo desse período, se gasta uma pequena fortuna. Daí, recomendo que questionem as crianças sobre quais são os benefícios que essa bebida traz para o organismo, além de uma satisfação momentânea. Ao se ver que não há benefício, podendo gerar inclusive prejuízos à saúde, se pode chegar a conclusão, junto aos alunos, que a relação custo-benefício não é vantajosa. Assim, é interessante incentivar os alunos a projetar outros pequenos gastos que estão acostumados a ter

para um período maior de tempo. Outro ponto importante a ser levado em conta nesse momento são custos que alguns bens demandam para a manutenção ou uso. Como por exemplo, o videogame, que está bem próximo da realidade das crianças, mas que necessitam de custos de energia elétrica e jogos. Essas são as despesas indiretas que devem se consideradas pelo jovem consumidor consciente.

insistência, o vendedor completou: “toda vez que quiser comprar algo tem que guardar dinheiro para tal, isso você já aprendeu. Parabéns! Mas tem outra coisa, você não pode desprezar o dinheiro. Veja, está tudo amassado. Dinheiro não aceita desaforo, e outra, toda vez que tiver a quantia total para comprar algo, é importante pedir desconto”. E o dono da loja, por incrível que pareça, devolveu R$10,00.

Em contrapartida, mostre para os alunos que, muitas vezes, existem produtos que são reais objetivos e que possuem custos maiores, mas que valem a pena serem conquistados. Sempre uso um exemplo que ocorreu em minha vida, que foi uma bicicleta. Aos 12 anos, sonhava em adquirir uma bicicleta, todavia, o custo era alto, mas o benefício para mim era grande. Com o sonho na cabeça, fui até a loja e procurei saber quanto custava essa bicicleta que tanto sonhava. O preço, em valores atualizados, seria, aproximadamente, R$100,00. Sabendo disso, saí correndo pela cidade, buscando uma ocupação e virei ajudante de camelô (na época não havia problemas em criança trabalhar). Dos R$15,00 que ganhava mensalmente do dono do camelô (conhecido como o Sr. Baiano), guardei R$10,00 e, em 10 meses, fui a loja buscar a tão sonhada bicicleta.

Enfim, nesse momento aprendi melhor sobre o valor do dinheiro e a importância da relação custo-benefício, já que, por mais que tenha tido um alto custo para realizar esse sonho, sendo que demandou trabalho e poupança, o benefício foi gratificante, pois não só consegui o sonho como isso ocorreu com um custo maior que o imaginado.

A compra foi um caso a parte. Ao chegar à loja, apontei para a vitrine e disse “dá para o senhor me dar a minha bicicleta, toma o dinheiro aqui”, e joguei no balcão. No momento, tive um grande aprendizado com o dono da loja, que disse: “calma, filho, você precisa ser menos ansioso”. Diante da

Enfim, isso é algo que uso por toda a minha vida. E venho vendo que, ao mostrar a importância desse conceito para as crianças nas escolas, o resultado é maravilhoso, pois as crianças começam a realmente refletir sobre a necessidade de consumo e como podem priorizar para que realizem consumos conscientes.

O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Ter Dinheiro não tem Segredo, Livre-se das Dívidas, da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico, e das séries infantis O Menino e o Dinheiro e O Menino do Dinheiro, todos pela Editora DSOP.

Crédito da Foto: Anthony Caronia

COLUNA / REINALDO DOMINGOS


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CONVERSA COM O GESTOR OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO: DISLEXIA, TDAH E OS IMPACTOS NO APRENDIZADO Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

“ Espaço de convivência extraescolar no Colégio Santi

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A

O âmbito educacional, pautado por referências técnicas e pedagógicas, evidencia uma atenção especial à distúrbios e transtornos que podem surgir sutilmente nas salas de aula. Observar certos direcionamentos é uma forma de minimizar possíveis dificuldades, estabelecendo uma prática de ensino enraizada em atributos igualitários

“

Almeida, psicopedagoga e Presidente Nacional da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

utoconhecimento, relato empírico, perspectiva positiva, evolução progressiva, habilidades significativas. A instituição escolar, criada através de símbolos marcantes, aliada a um conjunto fortemente construído através dos anos, denota uma característica exemplar: a formação do cidadão.

são dos conteúdos dos Parâmetros Curriculares Nacionais. O aluno anseia uma formação global, integrada, atualizada, que compreenda todos os aspectos que constituem o indivíduo, tanto pela manutenção e transmissão de valores indispensáveis para o convívio em sociedade, conscientização e valorização do ser humano.

Observando os mecanismos que compõem as amplas tarefas defendidas pelas escolas, o mergulho interno no autoconhecimento ultrapassa teorias, filosofias e técnicas pré-estabelecidas, instaurando seu olhar na essência peculiar de cada formando, que preenche as salas de aula diariamente e permanece durante longos períodos.

Estas questões que, em um primeiro momento parecem simples, desdobram problematizações complexas e convidam gestores, educadores, profissionais especializados, pais e alunos a discutirem caminhos e soluções para um patamar equiparado, compreendendo a diversidade e, principalmente, o respeito.

Atualmente, a escola percebeu que não pode mais se restringir única e exclusivamente à transmis-

“A escola é o espaço onde as diferenças precisam ser vividas, enfrentadas e desmistificadas”, diz Luciana Barros de

Percebendo um fator essencial, de caráter urgente, as discussões que envolvem as diversas técnicas de aprendizagem no que tange o de-

O espaço Entradadedoconvivência Colégio São Luís, conta emcom São mobiliário Paulo. planejado

Alunos Entrada do Colégio do Colégio SantiSão Luís, utilizam em São o espaço Paulo. para estudos

Parte do espaço criado para os alunos do Colégio Santi

Acreditar em uma educação pautada por conceitos igualitários, uma aprendizagem para todos – sem exceção, respeitando o ritmo e tempo singular de cada aluno é uma forma de demarcar o espaço escolar como uma plataforma de acolhimento de toda e qualquer criança e adolescente, reafirmando segurança e uma sensação de conforto, incluindo as exclusões sociais, disponibilizando recursos e, assim, contribuindo para um bem estar incalculável, incomparável e extremamente necessário.


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senrolar de atenções especiais, cuidados específicos, atendimento cauteloso e, em alguns casos, consulta a profisisonais especializados, alguns transtornos surgem no desenvolvimento de alguns alunos e impactam seu desempenho na vida escolar e, posteriormente, na vida social adulta.

A Irmã Adair Aparecida Sberga, Diretora Executiva da Rede Salesiana de Escolas, afirma que que os disléxicos não são todos iguais e por isso, o diagnóstico que comprova a dislexia em uma criança só é possível a partir de um laudo médico feito por uma equipe de profissionais.

Diagnosticado no início, as chances de minimizar possíveis temores são maiores e para que isso aconteça, de fato, disseminar informação e preocupação em relação ao ensino-aprendizagem é de extrema importância. “Uma das ocupações da escola é o tratamento do respeito e das diferenças, enfrentando o conflito das ideias e a melhor forma de isso acontecer é falando no assunto, conversando, esclarecendo e ensinar como lidar com as diversas individualidades que compõem a escola”, esclarece a pedagoga Luciana Barros.

“Uma instituição escolar não tem competência para diagnosticar esse distúrbio de aprendizagem de origem neurológica, tem somente indícios que comprovam dificuldades na leitura e interpretação de um texto; dificuldade na escrita tanto pela caligrafia defeituosa, quanto pela troca e confusão entre as letras; muitas vezes o aluno não escreve as palavras até o final, pois se cansa rapidamente”, destaca.Existem alguns tipos de dislexia que acarretam as dificuldades no aprendizado, como: Dislexia Auditiva ou Disfonética: ocorre devido a carência de percepção dos sons, o que irá acarretar dificuldades com a fala, erros na escrita trocando as sílabas e erros na leitura; Dislexia Visual ou Diseidética: ocasionando dificuldades em diferir os lados direito e esquerdo e erros na leitura; Dislexia Mista: união de dois ou mais tipos de dislexia, a pessoa terá dificuldades representadas por esses tipos, como por exemplo, poderá ter dificuldades visuais e auditivas ao mesmo tempo. E a Dislexia Adquirida e de Desenvolvimento.

DISLEXIA A dislexia é um transtorno genético e hereditário presente em aproximadamente 10% da população mundial. Confundida em alguns casos com déficit de atenção ou problemas psicológicos, esse transtorno se caracteriza pela dificuldade do indivíduo em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora e pelo hábito de trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras/palavras ao escrever.

A psicopedagoga Luciana Barros indica que a dislexia de desenvolvimento é uma condição genética “que alude a uma dificuldade e/ou incapaci-

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O espaço de convivência também é aproveitado pelos professores para dinãmicas e atividades com a sala de aula


18 dade relacionada a leitura que ocasiona problemas de aprendizagem. Já a dislexia adquirida é um dano cerebral ocasionado a partir de um traumatismo ou lesão cerebral, ou seja, antes a pessoa lia normalmente, mas após o dano cerebral, instaurou a perturbação”. A dislexia, segundo Luciana, só pode ser diagnosticada após o 2º ano do ensino fundamental, quando a etapa escolar para a aquisição da leitura e escrita foi concluída. Porém, os sinais do distúrbio começam a ser percebidos na fase anterior, no ensino infantil. Se os sinais não forem diagnosticados, a criança pode ser prejudicada e pode ser vista como apática, desenvolvendo, em alguns casos, perturbações de ordem emocional e afetiva. “A criança disléxica é inteligente e percebe suas dificuldades em comparação ao desempenho dos coleguinhas e com isso começa a se achar incapaz, inferior e menos inteligente que os outros. Tem casos em que a criança se isola, tem vergonha, não quer demonstrar que não sabe, não tira dúvidas, se irrita com facilidade, etc”, ressalta a Ir. Adair Aparecida Sberga, Diretora Executiva da Rede Salesiana de Escolas.

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O processo de tratamento para as crianças disléxicas é multidisciplinar, realizando uma avaliação neuropediátrica, neuropsicológica, fonoaudioló-

gica e psicopedagógica, evidenciando as capacidades e dificuldades, potencializando, assim, as possibilidades em conviver com esse distúrbio. Como não existe cura para a dislexia, com um acompanhamento adequado, é possível elevar a qualidade de vida. Atividades exercidas na rotina dos alunos disléxicos contribuem para um estímulo significativo, incentivando o desenvolvimento da leitura e da linguagem. “É possível realizar um trabalho direcionado e lúdico de contação de histórias; de atividades dirigidas na biblioteca; de valorização do livro; de encenação, conhecimento e construção de personagens; de acompanhamento individualizado para a tomada de consciência dos erros ortográficos, das trocas e da confusão na escrita e leitura, entre outras possibilidades, estimulam tanto no desenvolvimento da capacidade de leitura, quanto no aprimoramento da linguagem”, destaca a Ir. Adair.

Caracteriza-se por três grupos: hiperatividade, impulsividade e desatenção. Felipe Lima, pesquisador nas áreas de PNL (Programação Neurolinguística), Hipnose e professor universitário de cursos de pós-graduação, afirma que “sofrer por TDAH é mais comum que as pessoas imaginam. E não é algo que deve ser banalizado e sim diagnosticado por profissionais qualificados. Hoje em dia é frequente que as pessoas façam um autodiagnostico de TDAH sem nem saber o que é isso, só por sentirem dificuldades nos estudos”. O diagnóstico de TDA ou TDAH é confirmado se a criança apresentar pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade e se os mesmos persistirem, por pelo menos seis meses, em grau inconsistente com o nível de desenvolvimento da criança.

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

Segundo a Ir. Adair Aparecida Sberga, Mestre em Educação pela Università Pontifícia Salesiana – Roma e Doutora em Psicologia pela USP/ RP, o diagnóstico exige muita cautela, pois deve considerar a história de vida da criança e seu estágio de desenvolvimento.

De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH é um transtorno neurobiológico, com grande participação genética, que tem início na infância e que pode persistir na vida adulta, comprometendo o funcionamento em vários setores.

“Quando os sintomas não trazem prejuízo e não comprometem o desenvolvimento global da criança, os mesmos não são considerados transtornos psiquiátricos e se encaixam dentro dos padrões da normalidade, sendo que alguns dos sintomas po-

Professores do Colégio Santi exploram o espaço de convivência em atividades lúdicas e de crescimento interpessoal


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No espaço de convivência, computadores estão a disposição do aluno para aprendizado e lazer

Dentre os sintomas apresentados pelos especialistas, os mais comuns de desatenção que frequentemente se manifestam são: dificuldade de manter a atenção em detalhes ou comete erros por descuido naquilo que faz; não consegue focar a atenção nas tarefas e/ ou atividades lúdicas; não presta atenção quando as pessoas lhe dirigem a palavra; não segue comandos, regras e/ ou instruções (o que não significa um comportamento opositor); não conclui seus deveres escolares, domésticos, brincadeiras, etc.; não consegue se organizar espacialmente e perde seus pertences com facilidade; deixa de cumprir tarefas, atividades e compromissos por esquecimento; não mantem a concentração e se distrai com estímulos alheios, pequenos barulhos, etc.; não se envolve em atividades que exigem esforço mental constante (como atividades escolares, não gosta de brincar com jogos que demoram, exige concentração como o xadrez, quebra cabeça...), etc. Com um diagnóstico preciso, que indicará o tratamento adequado para a criança portadora de TDAH demonstrando os devidos esclarecimentos aos professores e aos demais alunos que compõem o grupo escolar, “o aluno que possui esse transtorno

será respeitado em suas particularidades e limitações, passando por processos escolares de adaptação”, destaca a psicopedagoga Luciana Barros.

TÉCNICAS DE APRENDIZAGEM X TDHA O TDAH, além de suas dificuldades naturais, intensifica a desmotivação causada pelo baixo desempenho nos estudos. A cobrança da família e a falta de habilidade de professores acaba desmotivando os alunos a se empenharem nos estudos. “Parece que os esforços são em vão e que por mais que se estude as notas são sempre baixas. Isso ocorre porque ninguém gosta de jogar um jogo que se perde. Temos prazer de praticar um esporte, por exemplo, quando temos bons resultados nele”, destaca Felipe Lima, que complementa: “As palavras de ordem são - paciência e persistência”. Segundo o especialista e pesquisador em Programação Neurolinguistica, três técnicas têm se mostrado muito eficientes com pessoas portadoras de TDAH: a memorização (método do modelo binário), mapas mentais e leitura dinâmica. O método do modelo binário permite associações mais ricas entre os elementos a serem memorizados. Ela utiliza os três canais sensoriais, segundo a Programação Neurolinguística: auditi-

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dem estar relacionados ao temperamento da criança, ou ainda ser provocados por situações inadequadas do contexto familiar ou escolar”.


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O espaço promove atividades em grupo permitindo que os alunos desenvolvam habilidades de trabalho em equipe

vo (tudo o que se lê e ouve), o sinestésico (olfato, tato e paladar) e o visual (utilizando cores, movimento e exagero). Basta criar associações absurdas entre os itens que se pretende compreender em um filme mental, como uma história, fazendo com que os elementos interajam, o que cria conexões neurais mais ricas e estimulam não apenas o aprender, como também o lembrar. A leitura dinâmica é um treinamento muito simples com exercícios que devem ser executados diariamente. Ao contrário do que inicialmente possa se pensar, ela não prejudica a compreensão durante a leitura, auxiliando no entendimento do que é lido.

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Outras duas competências naturalmente com os exercícios de leitura dinâmica são a concentração e a velocidade de leitura, mas sem o sentimento de pressa ao ler. Todas as práticas de leitura dinâmica devem ser feitas sempre antes do estudo. Durante a leitura deve-se primar para compreensão do texto lido, respeitando o tempo necessário que cada pessoa leva para concluir o texto. ‘Os mapas mentais é o método mais eficiente para estimular a memória, o raciocínio e se obter excelentes resultados práticos sobre aprender e lembrar. Eles devem seguir 5 regras básicas descritas no livro MAPAS MENTAIS E MEMORIZAÇÃO PARA PROVAS E CONCURSOS (Ed. Impetus):

1) Escrever com letras grandes, o que estimula o canal visual; 2) Usar cores diferentes;

3) Escrever sempre partindo do centro da página (modo paisagem, na horizontal) para as extremidades; 4) Abreviar quando necessário, desde que não prejudique o entendimento do conteúdo anotado; 5) Usar imagens, o que também estimula significativamente o canal visual e permite uma fixação melhor do que é estudado.

PRECISAMOS FALAR SOBRE INCLUSÃO Acreditar em uma educação inclusiva é uma forma de reavivar e reestruturar a esperança em aspectos positivos, disseminando um convívio social embasado em práticas humanistas, respeitosas, com o devido espaço à diversidade. Constatar as dificuldades peculiares, adentrar o universo particular dos alunos e ajudá-los a desatar os imensos nós que crescem de maneira exacerbada e seus devidos conflitos, é uma forma de abrandar transtornos e transmitir conforto. Fernanda de Sousa, assessora de práticas inclusivas na Escola ALEF, localizada no Jardim Paulistano, em São Paulo, acredita que “nas bases fundamentais de qualquer escola precisa estar o entendimento da necessidade de propostas educativas endereçadas às questões do nosso tempo para formar cidadãos do mundo. Dentre elas, a criação de espaços e ofertas de escolarização que permitam a diversidade, a circulação dos diferentes e das diferenças, além de novos modos de relação com o conhecimento”.

Segundo a assessora, o que a inclusão traz à tona é a necessidade de releitura da instituição escolar. A escola precisa se reescrever para fazer sentido para crianças que acessam qualquer conhecimento no universo digital e que estudam junto com outras (autistas, disléxicas, por exemplo) para as quais a relação com o conhecimento não se inscreve da mesma maneira. E é fundamental que todas elas possam viver sucessos. A Escola ALEF, inspirada no modelo colaborativo de constituição da comunidade judaica, atravessada por valores milenares, tais como a ajuda ao próximo e a promoção da justiça social, desenvolve, como conta Fernanda de Sousa, quatro pressupostos básicos para trabalhar com a construção de boas práticas inclusivas na escola que, em suma, são: educamos todas as crianças; a inclusão é um fato; a escola não pode se pretender sem falhas; e não existem práticas inclusivas que sirvam para todos. “A escola pode e deve, sim, promover atividades em sala de aula e fora dela como forma de construção de um espaço solidário e cooperativo. Não se trata de curar ou proteger, mas sim de receber o diferente. Esse recebimento implica a necessidade de analisar uma série de fatores e implicações concernentes à situação. Trata-se das relações, de como entendemos os acontecimentos e qual lugar damos a eles”, finaliza.

SAIBA MAIS colégio ALEF Fernanda de Sousa paula.s@alef.org.br

Rede Salesiana de Escolas Irmã Adair Sberga contato@rse.org.br

Colégio Santi Gabriel Capucho santi@escolasanti.com.br

Luciana Barros de Almeida luciana.abpp@uol.com.br


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Gestão Financeira: Caminhos para a Eficiência

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s mecanismos administrativos que ocorrem em todo o processo estudantil, em menor ou grande escala, são fatores relevantes e devem ser obervados para ampliar visões, detectar possíveis erros e reparar danos para adotar uma gestão escolar plena e livre de complicações. Garantir uma gestão financeira eficiente demanda preocupação em projetos, planejamentos, organização, transparência e uma minuciosa administração do orçamento. E algumas etapas podem facilitar o cotidiano do gestor, como definição de prioridades, cálculo correto dos gastos, elaboração do orçamento geral, prestação de contas e comprovação dos gastos. Moisés Gama, consultor de uma empresa especializada em contabilidade para escolas, afirma que em muitas escolas, o proprietário coloca a administração financeira em segundo plano, dando prioridade às operações diárias do pedagógico e do RH (Recursos Humanos). “É comum encontrar escolas que não conhecem os valores exatos a receber na semana. Para obter essa informação com precisão, perde-se muito tempo buscando informações anotadas em diversos lugares, quando não em lugar nenhum”. Moisés complementa dizendo que, em outros casos, “a escola não tem controle de caixa que per-

mita apurar se todos os recebimentos e pagamentos estão corretos e se o saldo em caixa confere com as entradas e saídas de recursos”. Organizar essas informações são primordiais para o aproveitamento coletivo, além de um sadio funcionamento na instituição escolar. Inserir uma contabilidade estruturada, por exemplo, é uma forma de acompanhar e avaliar reais condições para um modelo de gestão adequado, contribuindo positivamente à gestão. Segundo o especialista, os principais instrumentos de análise e planejamento financeiro das empresas são: Fluxo de caixa – indica os recebimentos e os pagamentos a serem realizados e apura o saldo disponível de caixa na data efetiva de recebimento ou pagamento; Demonstrativo de resultados – indica o volume de recebimentos, o custo dos serviços e das operações de venda que a escola promove, as despesas variáveis, fixas e apura o lucro líquido por meio do regime de competência no momento em que esses eventos ocorrem, independentemente de seu recebimento ou pagamento; Balanço patrimonial – indica os valores do ativo, do passivo e apura o valor do patrimônio líquido da empresa.

SAIBA MAIS Moises gama atendimento@direcionalescolas.com.br

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Ilustração: Studio5

DICA: Contabilidade


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FIQUE DE OLHO Fornecedor de alimentos e equipamentos

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alimentação infantil, rica em nutrientes e proteínas saudáveis, são pilares importantes para um desenvolvimento adequado, influenciando no crescimento, compreensão e entendimento nos estudos. A preocupação em adequar um cardápio nutricional nas escolas ganha uma

proporção incalculável – e necessária. Nessa edição do Fique de Olho, apresentamos as empresas Nutrico e Ondina que, com uma ampla trajetória no ramo alimentício, destacam-se por entrega de refeições prontas (almoço, lanche e jantar), consultoria, administração de cozinha, além de palestras/aulas especializadas. Confira:

Com uma trajetória de 20 anos no mercado, a Nutrico atua na área de alimentação infantil para o segmento de escolas, com uma constante procupação em oferecer uma alimentação rica, de qualidade e que retorne em resultados positivos para seus consumidores.

Fale com a Nutrico: (11) 3852-8669 nutrico@nutrico.com.br www.nutrico.com.br

Cila Omine Kato, sócia da empresa, relembra que “no início, a ideia era fazer o trabalho da mãe, substituindo a tradicional lancheira através do fornecimento do nosso lanche e, logo depois, prosseguimos com o fornecimento de almoços – solicitado pelas escolas”. Atualmente, a Nutrico possui uma larga experiência no fornecimento de refeições transportadas e na administração de cozinhas industriais de escolas da Grande São Paulo. Atendimento personalizado, melhor custo x benefício, equipe especializada, ser viço de qualidade e um sistema de logística pontual são os pilares da empresa.

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A Ondina tem inicio em Outubro de 1974, como resultado de experiências profissionais e dedicação familiar. Desde então a Ondina tem sido referência no mercado, diferenciando-se pela qualidade aliada ao atendimento personalizado. Atualmente a Ondina trabalha com 5 padrões de serviços que alia o atendimento personalizado para cada cliente.

Fale com a Ondina: (11) 3205-9494 comercial@ondinaalimentacao.com.br www.ondinaalimentacao.com.br

Os principais serviços são alimentação coletiva para empresas de médio e grande porte e alimentação escolar, atendimento personalizado e Conceito Tailor Made: Serviços sobre medida, baseado em pesquisas e análise. Dentro da divisão escolar, que atende como Apetitoteca; tem a preocupação de adequar os cardápio e preparações ao perfil dos alunos, respeitando as necessidades tanto da instituição escolar quando a dos pais. O serviço com foco em alimentação balanceada e adequada às necessidades do público infanto-juvenil, atendendo crianças desde os 3 anos até adolescentes de 18 anos. Entre as novidades para 2015, a Ondina destaca o novo padrão visual para a Apetitoteca mais elaborado e interativo com os alunos, além das novas campanhas internas de conscientização para um consumo sustentável e contra o desperdício; já que ainda é grande o descarte de lixo orgânico, entre outras. Está previsto lançamentos de novos Festivais, com oportunidades para os alunos de entrarem em contato com cardápios de diferentes culturas. A empresa direciona o atendimento a uma alimentação saudável, harmoniosa e que atenda as necessidades nutricionais deste público que requer atenção redobrada. A Ondina sempre busca a inovação para manter sempre a qualidade e parcerias.

Foto: Studio5

Em um cenário onde a obesidade começa cada vez mais cedo na vida das pessoas, é essencial que as escolas sejam centros de educação alimentar


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Ilustração: Studio5

DICA: PLAYGROUNDS

Playground: Brincadeira em várias formas

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rotina de uma instituição escolar – seja ela especializada em pré-escola, ensino fundamental ou médio, possui, em seu currículo, um cotidiano denso, repleto de atividades em sala de aula, tarefas, compreensões de aprendizado, lições para casa, leitura, avaliações, trabalhos e uma dose exata (e extrema) de atenção no educador. Diante de compromissos diários, os olhos dos alunos brilham quando encontram a área de lazer, a brinquedoteca, o playground externo e o principal: a oportunidade de se divertir de forma livre e espontânea, transmitindo uma alegria imediata, além do desenvolvimento de habilidades cognitivas, afetivas e sociais, exercitando a imaginação e a aprendizagem. Antigamente, antes do século XX, era comum crianças brincarem em espaços abertos ou até mesmo nas ruas. O movimento para a criação de áreas abertas dedicadas exclusivamente à recreação infantil, deu início em Boston, na década de 1880. Já em 1889, uma área aberta equipada com uma pista de corrida e espaços para jogos foi

aberta e dedicada para garotos. Dois anos depois, esta área foi expandida, onde foi adicionado uma seção exclusiva para garotas. Na virada do século, a cidade tinha cerca de 21 áreas abertas especialmente para crianças, e logo outras cidades dos Estados Unidos e do Canadá seguiram o exemplo de Boston. Atualmente, encontramos facilmente áreas de recreação em parques, clubes, condomínios e escolas. Além do bem estar e de todo aspecto positivo e gratificante que os brinquedos instalados nas escolas – externo como indoor – podem proporcionar, é preciso ressaltar a importância de alguns requisitos para os momentos de lazer. Os modelos variam de acordo com faixa etária, tamanho e cores. Os modelos encontrados no mercado podem variar em modulados, escorregadores, casinhas, gangorras, balanço, trapézios e uma lista gigantesca de brinquedos projetados para playground com o intuito de promover o entretenimento saudável e descomplicado. Os playgrounds podem ser confeccionados em ferro, madeira ou plástico:


25 Ferro ou aço

Plástico

Resistentes, possuem a desvantagem de aquecimento se expostos ao sol. Podem apresentar aquecimento excessivo colocando a criança em risco de queimadura. Não devem apresentar sinais de ferrugem.

Fabricados em polietileno retomoldado, plástico atóxico, possuem a vantagem de serem leves e de fácil locomoção. Resistentes, coloridos e de fácil limpeza, possuem tratamento UV para resistir ao desbotamento provocado pelas ações do sol. Deve-se atestar a qualidade de resina aplicada, pois uma de má qualidade pode soltar farpas com as ações do tempo e devem atender aos requisitos de toxicidade e acabamento das Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Confeccionados em madeira tratada, obtido através de um processo industrial, onde é utilizada a autoclave, cilindro de alta pressão, por onde a madeira passa e são fixados produtos químicos preservantes em ciclos de vácuo e pressão, esses agentes químicos penetram nas fibras da madeira aumentando a vida útil da madeira e agregando proteção contra fungos, insetos e limo. As madeiras devem ser adquiridas dentro do PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes, programa de reflorestamento sustentável. Deve-se observar se o tratamento está dentro das Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O tratamento com CCA leva arsênio em sua composição, um produto altamente agressivo ao meio ambiente, podendo causar doenças graves. Já o CCB é o tratamento ideal por proporcionar a proteção à madeira sem agredir o meio ambiente, nem colocar a saúde em risco. As superfícies devem ter acabamento liso, livre de lascas, rebarbas ou farpas.

Sirlândia Reis de Oliveira, psicopedagoga e membro diretor da Associação Brasileira de Brinquedotecas, afirma que é muito comum as escolas utilizarem brinquedos multifuncionais. “As escolas aderem a este tipo de brinquedo porque desta forma eles agrupam as crianças, facilitando a supervisão na hora da brincadeira. Neste brinquedo multifuncional varia de acordo com a necessidade da escola. Geralmente já vem junto a casinha, o balanço, o escorregador, a gangorra e outras partes com interações educativas”. Segundo a especialista, é preciso que todas as qualidades sejam avaliadas pela escola, “pois muitas vezes encontramos brinquedos resistentes, fáceis de instalar e até seguros, mas não atendem as necessidades do local, do espaço e tempo que as crianças dispõem

Diferentes modelos de playgrounds para diferentes usos dentro da escola

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Madeira


26 para brincar. Preciso destacar aqui, a importância de se pensar em um brinquedo que realmente atenda as necessidades da faixa destinada”. A verificação da faixa etária, citado por Sirlândia, é um dos requisitos relevantes na hora de comprar brinquedos para o parque. É preciso observar a faixa etária de cada brinquedo, embora esta informação seja obrigatória na embalagem e no manual do brinquedo. As pessoas precisam observar esta questão em todos os tipos e tamanhos para a composição do playground. Outro fator importante é a avaliação e adequação do material que atende as necessidades da escola. “Um brinquedo de plástico, por exemplo, que fica exposto ao sol por muito tempo, pode esquentar muito e incomodar quando a criança for utilizar. O material do brinquedo precisa ser adequado à situação de uso. Embora hoje o mercado disponha de brinquedos de plásticos mais sofisticados e com durabilidade grande, a maioria dos brinquedos tem uma vida útil de aproximadamente 3 ou 4 anos, depois eles começam a desbotar ou apresentar desgastes que podem comprometer a segurança das crianças”, destaca a psicopedagoga.

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Diversão Segura Além dos tipos e modelos, a segurança é fator primordial, seguindo criteriosamente as normas exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. De acordo com a ABNT, a norma NBR 16071-1:2012, define os termos utilizados para playgrounds e aplica-se aos equipamentos para uso em escolas, creches, áreas de lazer públicas (praças, parques e áreas verdes), restaurantes, buffets infantis, shopping centers, condomínios, hotéis e outros espaços coletivos similares: balanços, escorregadores, gangorras, carrosséis, paredes de escalada, playgrounds, plataformas multifuncionais, “brinquedão” (kid play) e redes espaciais. Baseada em normas inglesas, uma das mais rígidas do mundo, a cartilha das normas indica como deve

ser um playground : ângulos dos brinquedos, fixação, tipos de piso e materiais adequados como plástico, aço ou ferro galvanizado e com pintura atóxica e madeira tratada. Pelas normas, todo playground deverá ter um livro de inspeção e um especialista que deverá emitir um laudo técnico a cada ano e o fabricante dos brinquedos terá que colocar uma placa de identificação no local. Dentre os destaques da norma regulamentada pela ABNT, a área de circulação ao redor do parquinho deve ter, no mínimo, 1,5 metros; parafusos e roscas salientes devem ter acabamentos de proteção; o playground deve ser dividido em áreas, conforme faixa etária das crianças; os cantos dos brinquedos devem ser arredondados; parquinhos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas ou farpas; é necessário instalar barreiras de segurança ao redor dos brinquedos, para desencorajar as crianças a correr dentro da área do trajeto dos balanços. O espaço multicolorido que acomoda o entretenimento e a diversão nas escolas propicia um momento único de interligação social, livre de qualquer preocupação ou tarefa pré-estabelecida, garantindo uma boa prática do brincar em toda a sua essência, esquecendo qualquer situação temorosa que possa atrapalhar o brilho de felicidade no olhar de uma criança que se diverte e, consequentemente, aprende de forma sutil, segura e despojada. Estreitar esse laço entre a brincadeira e a sala de aula é uma forma de fortalecer as engrenagens humanas, acreditar em novas formações dos cidadãos e despertar a emoção da descoberta, da brincadeira e da risada solta. Diversão é a palavra-chave para o futuro! (RP)

SAIBA MAIS Sirlândia reis de oliveira sireoli@yahoo.com.br


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DICA: ead

Novas Práticas de Conhecimento:

vanços tecnológicos, transformações evidentes, democratização do conhecimento. A contemporaneidade, enraizada em conceitos globalizados, disponibiliza acessos à informação de maneira integral em plataformas distintas, de fácil manuseio e para uma grande parcela da população, com uma essência democrática, livre e até flexível. Nesse processo, a educação, fator primordial, propicia caminhos em novos mecanismos de aprendizagem que começam a ganhar força e notoriedade, como o EAD – Educação a Distância. Apresentado na legislação brasileira (Decreto n.º 5.622, de 19 de dezembro de 2005), como uma “(...) modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos”, percebemos uma crescente busca em cursos livres, técnicos, graduações, especializações e pós-graduações – todos a distância. Mauro Galasso, consultor e docente para áreas de administração, logística, marketing e gestão de equipes, ressalta algumas vantagens dessa modalidade

de ensino: “Para o aluno: adaptação aos horários e rotinas pessoais, acesso a cursos de instituições renomadas e Baixo custo de investimento. Para a instituição: acesso a um maior numero de candidatos a alunos, não precisa de grandes estruturas físicas para crescimento de matrículas e maior possibilidade de rentabilidade por investimento”. Explorando os diversos recursos da tecnologia, com interface moderna e conteúdo permanentemente atualizado, o sistema EAD oferece programações a distância com conhecimento, capacitação profissional, além de uma pedagogia inovadora, autonomia do aluno, interatividade entre aluno-professor, acesso ao ambiente virtual de aprendizagem em qualquer tempo e lugar, através de celulares, tablets, notebooks e computadores. Segundo o consultor, os métodos diferenciados adotados tanto pelo sistema de ensino presencial como a distância devem seguir o mesmo objetivo: conhecimento obtido. “O material didático criado para o sistema EAD deve ser capaz de conduzir o aluno pelos caminhos da aprendizagem. Assim como um jogo de video game é fracionado em fases, que são ultrapassadas após o cumprimento de metas estipuladas, o material disponibilizado ao discente deve conter

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A

Ensino a Distância


28 critérios claros, uma linguagem amigável e um visual atraente”, diz Galasso.

AUTONOMIA NO ENSINO Visto como a educação do futuro, o ensino a distância, carrega em seu plano pedagógico, uma dose de maturidade, disciplina e uma dedicação precisa. Os desafios do estudo a distância são equiparados ao modelo presencial, exigindo concentração, administração do tempo e responsabilidade.

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Dentre os principais métodos e vantagens que o EAD promove, alguns alunos encontram algumas dificuldades durante o percurso, como a ausência física de um professor. “A sensação de não ter uma condução de perto por um especialista gera desconfiança sobre a eficácia do EAD. Portanto, a ação do professor-tutor deve ser ativa e estimuladora, esclarecendo mais sobre o processo de estudo por essa forma educacional, que ainda é novidade para grande parte dos atuais alunos no mercado”, afirma Galasso, que destaca, também, a dificuldade de acesso a redes de internet e plataformas educacionais eficientes que comportem grande número de acessos simultâneos, deixando falhas nas etapas deste ensino. Notamos, então, que novas práticas de ensino, novos panoramas de conhecimento e até novos desafios que envolvem não só o desejo de aprendizado do aluno, como também um desafio para os professores que desenvolvem materiais instigantes, compreendendo a necessidade do aluno sem o contato pessoal, embarcam em processos que transcendem as salas de aula e criam espaços na mobilidade atemporal, transitória e virtual, ou seja, dados marcantes em nossa realidade. Acreditar, desmistificar e construir o ensino a distância aponta uma circunstância real, deixando de lado uma sutil tendência educacional, mesmo que esteja em processo de evolução, demonstrando um baixo percentual de formados pelos métodos EAD. E pelos olhos mercadológicos, o resultado é positivo e otimista. “O que vemos no mercado é uma boa receptividade de profissio-

nais que se qualificam à distância, pois encaram que são pessoas que sabem se auto gerenciar, seguem regras e trazem uma motivação de superação continuada. Além do que, grandes instituições como Fundação Getulio Vargas e Universidade de São Paulo mostram bons currículos para seus cursos ofertados, o que agrada empresários contratantes”, ressalta o consultor. As práticas do ensino a distância começaram a ganhar forma há pouco tempo, desenvolvendo, aprimorando e incorporando em sua matriz a preocupação em todas as etapas de ensino: tanto no ingresso à esse ensino, como em sua avaliação posterior, acarretando novas oportunidades de trabalho. O sistema empresarial, bem como grande parte de nossa sociedade, está em um ciclo efêmero, transformador, observando minuciosamente os novos empregados, suas rotinas, desejos e objetivos de realização. E, nesse ciclo, o ensino a distância instaura sua missão e destaca-se, aos poucos, no mercado de trabalho. “O que vemos no mercado é uma boa receptividade de profissionais que se qualificam à distância, pois encaram que são pessoas que sabem se auto gerenciar, seguem regras e trazem uma motivação de superação continuada. Além do que, grandes instituições como FGV (Fundação Getúlio Vargas) e USP (Universidade de São Paulo) mostram bons currículos para seus cursos ofertados, o que agrada empresários contratantes”, finaliza Galasso. Essa nova plataforma de ensino propicia novas fontes de conhecimento, plural e instantâneo, pautado em recursos que nossa atual sociedade da informação despeja em nosso dia a dia. O ensino a distância é uma forma de trilhar novos caminhos na relação ensino -aprendizagem, vivenciar experiências gratificantes e visualizar as transformações que ocorrem na educação. (RP)

SAIBA MAIS MAURO GALASSO magalasso@uol.com.br


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Acessórios (tecnologia), Bebedouros, Brindes, Elétrica, Manutenção Predial


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30 Informรกtica, Mรณveis


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Pisos

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Direcional Escolas - Mar莽o 2015

32 Laborat贸rios, Playgrounds


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Playgrounds

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Playgrounds, Projeções Educativas em 3D, Toldos e Coberturas


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