Edição nº 143 A Revista do Gestor Escolar
ano 14 | Novembro 2018 www.direcionalescolas.com.br
Editorial Novos modelos de ensino Tecnologia, mídia digital, aplicativo, ferramenta, conexão, download. Nos últimos anos, sobretudo na última década, todas essas palavras ganharam (e ainda ganham) uma força absoluta no vocabulário cotidiano. Dessa forma, avistamos a expansão das múltiplas facilidades propostas pelo mundo digital que atravessam todas as relações, como comunicação, interações sociais, saúde, educação, facilidades financeiras e uma infinidade de atividades que impactam os comportamentos sociais de todos e todas. Sob o olhar educacional, a perspectiva ininterrupta de conexão vivenciada por jovens e adolescentes no cenário atual, apresenta uma reflexão notória em todos os campos de uma instituição escolar: como transformar a tecnologia em uma grande aliada do processo educacional. As transformações propostas pela tecnologia estão modificando as estruturas pedagógicas tradicionais. As aulas expositivas no quadro negro perdem espaço gradativamente e, em seu lugar, despontam características dinâmicas e (re)arranjos nas salas de aula. Nessa composição, localizamos o modelo de metodologia ativa – nele, o estudante é colocado como o protagonista no processo de aprendizado, e não o professor. Um dos destaques dessa metodologia é a sala de aula invertida. Esse modelo de sala de aula está crescendo no Brasil e encaixa-se nas metodologias ativas. Sua configuração facilita a realização de projetos, resolução de problemas, trabalho em equipe e estudos de caso. “A metodologia ativa é considerada como algo moderno, mas é aplicada na área de administração há algum tempo”, diz Thiago Nascimento, professor e coordenador do mestrado em
Gestão Estratégica de Organizações do Centro Universitário IESB. De acordo com o docente, as tecnologias e novas mídias são essenciais para a melhoria do ensino, e as inovações trazem uma gama cada vez maior de possibilidades para as escolas e universidades, mesmo dentro da sala de aula. “O professor e os alunos podem trabalhar de forma integrada, como todos acessando o mesmo conteúdo ou de maneira específica para cada grupo, conforme a atividade realizada”, conta Thiago. “O professor também não precisa ficar em um lugar fixo da sala, mas pode controlar todos os aparelhos por um tablet ou smartphone”, continua. A escola demonstra, na contemporaneidade, um espaço de verdadeira (r)evolução. Os novos modelos, que aparecem como outras possibilidades de ensino-aprendizagem, promovem uma relação dinâmica, atribuindo aos estudantes (e também aos docentes) um sentido mais denso – tanto com a escola como em sala de aula e seus possíveis desdobramentos.
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
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Cidadão do futuro: empreendedorismo, projeto profissional e diversas competências na rotina escolar
Coluna - Christian Coelho Inbound marketing
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Dica: Contabilidade
Assessoria especializada
Coluna - Jane Haddad As novas gerações chegam à escola: quem são os alunos dessas gerações?
Conversa Com o Gestor:
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Dica: Mobiliário Funcionalidade e conforto
Coluna - Eduardo Shinyashiki Como tornar o erro uma emoção positiva
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Qual a imagem que seu cliente tem da sua escola?
Dica: Manutenção Predial Planejamento e cuidado no espaço físico
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
A Revista do Gestor Escolar
Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Inbound Marketing
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objetivo do Inbound Marketing é utilizar as ferramentas existentes no mundo digital, como blogs, redes sociais, webmails, call to action1 e landing pages, para atrair clientes, gerar leads2 e torná-los fiéis através da disseminação de conteúdo relevante.
enviada por e-mail, com seu link postado nas redes sociais e disponibilizado no site. As empresas participantes terão hiperlinks em suas marcas para a comodidade dos alunos e familiares e, em contrapartida, farão o mesmo, colocando o logotipo do colégio em seus sites com os backlinks.
Sistemas de busca – São imprescindíveis nos dias atuais em que a quantidade de informação não para de crescer. Os buscadores, além de ser uma fonte de conhecimento rápido, tornaram-se uma poderosa ferramenta comercial, pois não existe nada melhor do que o site da escola aparecer no topo da página inicial do Google.
• Google Adwords – É o sistema de publicidade por Custo por Clique (CPC) e consiste em anúncios em forma de links encontrados, principalmente, nos mecanismos de pesquisa relacionados às palavras-chave. É um modo de adquirir publicidade altamente segmentada independentemente de qual seja o orçamento do anunciante.
Para estar bem posicionado nos sistemas de busca, o site da escola precisa estar otimizado segundo as práticas denominadas SEO (Search Engine Optimization) para garantir um bom posicionamento na busca orgânica (não paga) e os links patrocinados (Google Adwords).
• Landing Page – Ultimamente tem funcionado melhor quando os links dos anúncios são direcionados para uma Landing Page (páginas de conversão) específica, aumentando a chance do visitante impactado ser convertido em lead. Isso é mais difícil de acontecer se, ao clicar no anúncio, o usuário for direcionado a uma página qualquer do site da empresa, como por exemplo, a Home.
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Uma forma gratuita de melhorar a posição do site nos sistemas de busca, aumentar a divulgação e presentear os alunos e familiares com um benefício é através de um Clube de Descontos. • Clube de Descontos – Consiste em criar parcerias com empresas da região que proporcionam descontos e benefícios para os clientes da escola em troca de divulgação, através de uma newsletter eletrônica
• Remarketing – A principal função do remarketing é exibir anúncios para pessoas que já acessaram seu site/blog, ou usaram seu aplicativo em dispositivos móveis. Isso acontece por meio da exibição de anúncios que aparecem estrategicamente enquanto elas navegam na internet, usam aplicativos ou pesquisam no Google.
1 Call to action: Os Calls to Action ou CTAs são os espaços responsáveis por incentivar os usuários, leitores e visitantes do seu website, a realizarem uma ação. Esta ação pode variar, como: o download de um conteúdo, um convite para uma reunião, a participação de um hangout ou a rematrícula automática, por exemplo. 2 Leads: Contatos qualificados de forma espontânea para o abastecimento do mailing de prospect. 3 Buzz marketing: É um tipo específico de trabalho de marketing que visa a disseminação da propaganda de um produto ou serviço através de cadeias de consumidores. 4 Spider: Programa robô que rastreia a internet à procura de informações sobre a empresa.
Depois que elas deixam sua página, ainda é possível alcançá-las quando estiverem pesquisando no Google, acessando a concorrência e usando outros aplicativos para dispositivos móveis. Site – O site de uma instituição de ensino é a porta de entrada das prospecções e um local que converge os demais públicos-alvo (alunos e familiares) e plataformas digitais (links das mídias sociais, banners, pesquisas). Depoimentos de famílias satisfeitas, principalmente em vídeos, não são apenas palavras, são pessoas de carne e osso que estão colocando seu nome naquele testemunho, passando muita confiança e respeito. Redes sociais – A escola precisa se organizar ou terceirizar esta tarefa. A falta de atualização deixa claro para as famílias a falta de estrutura ou esmero. • Monitoramento das redes sociais – Verifica os resultados, age para corrigir e melhorar as ações e estratégias digitais. Também mede a qualidade da imagem da marca, a opinião dos consumidores e aponta os problemas e reclamações que surgem nas mídias sociais. Faz parte do combo “Soluções de Tecnologia Integrada da Rabbit Digital” (rabbitdigital.com.br) uma ferramenta de monitoramento. Ao final do mês, a escola recebe um relatório em Word com a descrição do seu buzz marketing on-line 3. E caso o spider4 detecte alguma interação negativa, a escola é comunicada imediatamente.
O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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AS NOVAS GERAÇÕES CHEGAM À ESCOLA: QUEM SÃO OS ALUNOS DESSAS GERAÇÕES? As novas gerações estão buscando, incansavelmente, uma causa, algo que lhes faça sentido, algo que lhes sirva de referência e, acreditem, elas não vão parar de tentar, nem que, para isso, elas tenham que vos adoecer!
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sses alunos e essas alunas são sujeitos humanos que, apesar de toda virtualidade e instantaneidade, buscam um lugar “ao sol” para serem olhados e escutados, além de seus aparelhos tecnológicos e de suas aparências indiferentes frente aos seus professores.
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Para as novas gerações, o respeito aos mais velhos é uma via de mão dupla – eles respeitam desde que sejam respeitados. Esse dado interfere diretamente na sala de aula, pois os alunos irão envolver-se com as aulas não só na medida em que eles achem que determinado assunto é relevante para eles, mas também na medida em que forem bem tratados e respeitados pelos seus professores. Caso contrário, eles descartam imediatamente, se desconectam e até se revoltam. As novas relações só terão efeitos se forem embasadas em dois pilares: AMOR e CONFIANÇA – é dessa forma que venho acompanhando o que podemos chamar de relação positiva, que acontece quando alunos acreditam na palavra dos adultos, quando eles acreditam que o que o outro fala tem credibilidade, tem verdade e tem amor ao que se faz e ao que se transfere. Outro dia, entre uma viagem e outra, fui recolhendo falas de alunos e pensando: Ah se os professores soubessem do poder afetivo que possuem! Não parece, mas o temos e muitas vezes ainda somos a única bússola que eles têm. Nesse contexto, as novas gerações não veem mais a escola como um lugar do saber e sim como mais um “ponto de encontro” em que circulam informações e pessoas. A escola contemporânea não garante mais o “passe” para uma vida melhor, e muitas vezes para as crianças, os adoles-
centes e os jovens ela simboliza um atraso em suas vidas. Este é o nosso grande desafio. Como fazer com que a Escola faça algum sentido para as novas gerações? Ao atender crianças e jovens em meu consultório, entendi que eu deveria buscar algum entendimento do mundo virtual, pois ali há uma possível interlocução para se entender as novas gerações. Quem acompanha os blogs, diários virtuais e postagens de crianças, adolescentes e jovens nas tecnologias, é capaz de reconhecer o mergulho no “vazio”, e a ilusão de um mundo que eles buscam, um mundo que os compreenda em suas angústias diárias. E é isso que venho trabalhando junto aos professores, aquilo que parece que é, não é. Nossas crianças, adolescentes e jovens adultos estão carentes de uma CAUSA, uma causa que faça sentido em acordar todos os dias e se dirigirem para as suas escolas. Será que nós, professores, ainda sabemos qual é a nossa causa?
trabalho intelectual exige esforço, atenção, concentração e tempo. E o grande desafio é: como conseguir que isso aconteça? E diante de tais nós, um dos maiores desafios será: Não estamos tentando transformar o mundo, mas estamos nos permitindo ser transformados. Você está preparado para essa metamorfose? “Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos, a consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora, lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem, a capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você o respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho, além do trabalho, a ação e, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.” (Gandhi)
As novas gerações refletem diretamente a desilusão das gerações anteriores, e não aceitam aprender conteúdos que não façam sentido para elas. Uma das características dos alunos dessas novas gerações é que o conteúdo tem que conversar diretamente com sua vida, caso contrário eles conseguem se desconectar da fala do professor ou mesmo de qualquer trabalho que exija esforço, atenção e concentração.
JANE PATRICIA HADDAD
Aprender, para eles, é algo que deve ser prazeroso e rápido. Aprender a aprender continua sendo um dos maiores desafios, já que esse movimento acontece de dentro para fora. Eis aí um dos grandes nós na educação contemporânea, uma vez que todo
Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).
A Colunista
foto cedida pela colunista
COLUNA / JANE HADDAD
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Como tornar o erro uma emoção positiva
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oje em dia, com os avanços e descobertas na área da inteligência emocional, muitos setores vivenciam, sem dúvida, uma revolução. Na educação, essa transformação é ainda mais presente. E você sabe por quê? A arte de saber como o ser humano aprende e o entendimento de como as informações e os estímulos são consolidados são habilidades essenciais para os desafios atuais da educação, e um dos aspectos que não podemos mais desconsiderar é a influência das emoções no processo de aprendizado.
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Estudos demostram o quanto o estado emocional e o aprendizado são face da mesma moeda, profundamente interconexas. Todos nós lembramos as emoções vividas nos anos da escola, daquele professor que nos fazia entusiasmar com a matéria ou daquele que nos apavorava com a prova, daquela matéria fácil de entender ou da outra que nos dava medo, pois não a compreendíamos. Perceba, é mais fácil lembrar das emoções vividas do que dos conteúdos estudados, pois a ativação emocional favorece a criação de memórias duradouras e influencia a memória de longo prazo. As emoções favorecem a construção da identidade e de quem eu acredito ser, pois são arquivadas na memória autobiográfica. Avaliamos, por exemplo, a experiência do erro. Se a criança aprende com medo de errar e esse medo se estende por anos, isso a levará a um mecanismo de reação. O medo de errar tende
a levar o aluno a viver uma sensação de impotência, incapacidade e de fracasso, levando-o assim a acreditar na percepção de desqualificação. A experiência do erro é essencialmente percebida emocionalmente como fonte de dor e sofrimento, realimentando o sentimento de medo e, consequentemente, o de fuga. O medo da prova, da avaliação, leva ao sentimento de culpa e de incapacidade. Essa sensação pode ser resgatada no futuro em situações profissionais, por exemplo, em uma reunião, apresentação ou em momentos de tomada de decisão, manifestando-se em comportamentos de desistência, insegurança, ansiedade e falta de persistência. O medo é um sentimento antagonista ao aprendizado, ele bloqueia e dificulta o rendimento, além de transformar a aprendizagem em uma experiência de sofrimento. É aí, então, que o professor representa um grande aliado do aluno e o ajuda a compreender e superar o erro. O ato de falhar precisa ser encarado como um direito do aluno, como um processo de evolução, desativando emoções negativas ligadas ao erro e criando situações positivas, pois o erro faz parte do processo de melhoramento contínuo do ser humano. Reconhecer na criança o direito de errar elimina a formação do sentimento de culpa e de incapacidade. Motivar as crianças a verem as falhas como algo positivo e reforçar que elas têm o direito de errar e aprender com o erro desenvolve um relaciona-
mento de confiança com o educador e consigo mesmo. O educador não terá, aqui, a função de julgar, mas de promover o aprendizado e também as emoções positivas ligadas à gratificação e ao sentimento de autoeficácia e autoconfiança do aluno, para que ele possa lidar com essa questão no presente e no futuro. Quando a experiência do erro é percebida como algo natural no processo de aprendizado, e útil para expandir o potencial de cada criança, o educador permite que emoções positivas, como motivação para estudar, gratificação e autoestima sejam ligadas ao aprendizado, permitindo assim que os alunos se tornem pessoas mais seguras, sem medo de estabelecer seus objetivos e capazes de serem donos dos seus próprios destinos, tendo como busca a realização pessoal e a convivência cooperativa.
O Colunista Eduardo Shinyashiki Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora, também é especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança Organizacional e Pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI
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COLUNA / vahid sherafat cliente tem da sua escola?
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erguntei para minha filha um dia: como foi a escola hoje? Depois de muita insistência, para meu desgosto, consegui tirar dela um aterrorizante relato de uma coleguinha que passou mal, interrompendo a aula e sujando toda a sala. E essa foi a imagem da escola que ficou na minha cabeça neste dia.
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Conto esse episódio para refletirmos juntos sobre qual fotografia vem à mente dos pais quando pensam na sua escola? Será que você está conscientemente ajudando seus pais e alunos a construírem uma boa imagem da sua instituição ou espera que isso ocorra acidentalmente? Por mais diferentes que sejam, os relacionamentos começam e terminam da mesma forma: do encanto à frustração. E com os pais da sua escola não é diferente. Quando escolhem sua instituição, estão encantados e envolvidos com a visão que ela apresenta. Mas, muitas vezes, o cotidiano acaba corroendo esse encantamento. Preocupações, fofocas em grupos de WhatsApp, fragmentos de informação vinda dos filhos, momentos observados na saída da escola sem contexto: todos esses fatores podem destruir a imagem positiva que os pais criaram da sua escola no início e, tal qual a maresia, enferrujar esse relacionamento. Em um mundo cada vez mais digital, nossa percepção é muito visual e afetiva. E, quando não recebemos estímulos dessa natureza, construímos a fotografia das marcas com aquilo que mais somos expostos no dia a dia. Quer ver? O que vem à sua men-
te quando você pensa na Johnson & Johnson? E quando você pensa na sua academia de ginástica? Muitos pais, quando pensam na sua escola, fazem associação automática apenas com a fachada, já os professores tendem a visualizar mais o interior da classe. Assim, a comunicação escolar pode ser um meio efetivo de fortalecer uma imagem positiva da sua escola e de forma regular. Algumas vezes, acabamos cansando nossos clientes com longas circulares que não são lidas, não tangibilizam o que foi realizado e, tampouco, despertam sentimentos e emoções. Recomendo, então, comunicar com frequência, mas de forma pessoal e próxima, utilizando fotos de atividades que aconteceram com os alunos, com breves relatos que representam um pouco sua escola e seus diferenciais. Receber registros fotográficos dos filhos agrada muito as famílias e acaba servindo, também, como uma forma de comprovar o que está sendo feito na instituição de forma leve e agradável, transmitindo segurança, conforto e carinho. Quando usada de forma estratégica, a comunicação consegue proteger a imagem da sua escola com um poderoso verniz que a isola contra os ruídos que podem corroê-la no dia a dia. Outro caminho é contar pequenas histórias, a partir do cotidiano escolar, com um olhar voltado aos valores da instituição. A amizade é um valor que representa sua escola? Então, não seria ótimo se você contasse para os pais histórias que mostrem, na prática, que esse valor faz parte da rotina da sua instituição?
Vivemos em um mundo em decadência moral e muitos dos seus clientes confiaram parte da educação dos filhos à sua escola, justamente por acreditarem que lá existe uma proposta ética e sólida. Contar histórias, então, usando pequenos textos com fotos ou vídeos, é uma forma de certificá-los da seriedade do seu trabalho. E com a vantagem de que essas mesmas histórias serão recontadas nas famílias e sua escola ficará na memória deles como promotora desses valores por gerações! Muitas dúvidas vêm à mente dos pais quando pensam no que acontece no interior da escola. Da qualidade do lanche ao tempo de exposição à tecnologia – são inúmeras as inseguranças de seus clientes! Por isso, é importante que você os envolva e comunique sempre o que acontece dentro da escola para não deixar espaço para desconfianças. Faça isso de um jeito simples, pessoal e afetivo, usando imagens que reforcem seus valores, que comprovem sua competência e que façam seus clientes sempre se lembrarem dos motivos que os encantaram no primeiro encontro com sua escola.
O Colunista vahid sherafat Co-Fundador e CEO da ClassApp - empresa referência nacional em comunicação escolar. Engenheiro pela UNICAMP, com especialização em inteligência artificial e computação Bio-inspirada, atuou por cerca de 10 anos como consultor em inovação, atendendo empresas no Brasil e no exterior. Nos últimos seis anos têm se dedicado à inovação no relacionamento entre escola e família.
foto cedida pelo colunista
Qual a imagem que seu
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conversa com o gestor Cidadão do Futuro: Empreendedorismo, projeto profissional e diversas competências na rotina escolar Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
“Empreender na escola pressupõe o desenvolvimento de habilidades e de competências variadas. Surge, então, a necessidade de pensar em um novo conceito para o termo. Precisamos ampliar o conceito de modo a entender que essa ideia contempla planejamento, pensamentos elaborados, trabalho de cooperação, solidariedade e até mesmo caminhos desconhecidos”, afirma Katia Helena Alves Pereira, coordenadora psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano
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educação nos mostra, como em um fluxo diário, caminhos e reverberações significativas que concentram, de maneira subjetiva (e em alguns momentos tangíveis), diálogos complexos que ganham proporções inimagináveis no campo do saber – do ensinar e do aprender. Com a educação (e através dela) modificações de si, do outro e do espaço ao redor são potencializados, evocados e construídos ao longo do extenso processo de aprendizagem.
exercício para se aproximar, de maneira positiva, da nova geração que cruza os portões das instituições diariamente. A formação deste cidadão do futuro, desenvolvimento este que é a base de toda escola, é formado através “dos quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. Com esse ferramental, o estudante consegue focar em relacionamentos, ter capacidade de filtrar informações e situações, assumir uma postura de responsabilidade social, cumprindo normas de Nessa perspectiva, aliando a esta aná- modo ético”, diz Katia Helena Alves Pelise as interferências globalizadas e reira, coordenadora psicopedagógica do digitais, identificamos uma educação, Colégio Marista Arquidiocesano (SP). especialmente na contemporaneidade, que traça novos rumos e estratégias, Todas essas características, conta a coorque insere outras formas pedagógicas denadora, são ideias embutidas no emem sala de aula, que desenha planeja- preendedorismo. “O conceito mais amplo mentos pautados em novos anseios dos de empreendedorismo também abarca um estudantes e que, também, realiza um novo papel para o aluno, ele passa a ser
agente de transformação social, tornando-se o cidadão do futuro”. É possível afirmar que o empreendedorismo (ou a cultura empreendedora) cresceu no Brasil, de certa forma, impulsionada pela crise econômica e, também, pela inserção de jovens no mercado de trabalho que não se identificam com o modelo empresarial tradicional. E, no âmbito escolar, a ideia de empreender transcende a ideia de educação financeira e promove uma intersecção com diversas disciplinas. “Dentro da escola, a educação empreendedora é muito interessante”, diz Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação (PR). “Quando trabalhamos o empreendedorismo dentro da escola desenvolvemos várias habilidades. Esse trabalho abre várias nuances dentro das próprias disciplinas. É muito valioso e é realmente a nossa obrigação trabalhar tudo isso”, completa.
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Colégio Marista Arquidiocesano (SP)
Segundo a diretora, não há idade específica para desenvolver a temática empreendedora com os estudantes. Na Escola Atuação, por exemplo, algumas atividades são realizadas com os alunos a partir dos 02 anos de idade, como conversar sobre a importância do dinheiro, o significado da compra, do troco, da economia. Além de mobilizar outras questões, como a reutilização, a proatividade e a sustentabilidade. “Dentro do currículo pedagógico é possível trabalhar o empreendedorismo em uma série de situações, desde Língua
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Portuguesa, até Ciências e Geografia. Quando vamos trabalhar o reaproveitamento de um alimento, por exemplo, dentro da Geografia procuramos um país que tenha um alimento que faça o reaproveitamento”, ressalta Esther. CULTURA EMPREENDEDORA No mês de setembro, ocorreu em São Paulo a 3ª edição do G.A.T.E. (Global Access Through Education), evento de educação internacional que reúne professores, pesquisadores e expositores das principais instituições do mundo para compartilhar conteúdo relevante sobre educação internacional, trazendo novas perspectivas sobre o desenvolvimento pessoal e profissional aos brasileiros.
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Bradley Delamare durante apresentação no G.A.T.E. 2018
Nessa edição, que abordou o tema “O que pode ser feito para aproximar a educação da cultura empreendedora?”, Bradley Delamare, investidor de startups e mentor de jovens empreendedores, afirmou que “uma das tendências globais nessa área é que empreendedorismo tem sido visto como opção de carreira devido à globalização, mudanças na tecnologia e novas possibilidades de captação de recursos”.
Para ampliar a cultura empreendedora, sobretudo no Brasil, Delamare ressaltou, durante sua apresentação, seis pontos essenciais para serem aplicados no processo de aprendizagem: ensinar empreendedorismo para crianças e jovens nas escolas; aderir ao Design Thinking e também ao aprendizado por experiências; beneficiarse da educação personalizada reforçada pela mobilidade; focar no ensino de mais hard skills em vez de teoria por meio só de leitura de textos; e aplicação do aprendizado STEM (science, technology, engineering and mathematics). “É por isso que a educação desde cedo precisa ser disruptiva, além de focar no desenvolvimento das habilidades focadas no empreendedorismo”, completou. EMPREENDEDORISMO COMO PROPÓSITO DE VIDA Em parceria com IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social, a Fundação Telefônica Vivo desenvolveu uma pesquisa intitulada “Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo”. A pesquisa, publicada pela fundação, ouviu 400 jovens entre 15 e 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país. Os resultados mostraram que, em geral, o jovem acredita que empreender está associado à realização de propósito e sonhos, contrapondo o retorno financeiro como premissa. Do total de entrevistados, 55% acreditam que empreender é conseguir colocar em prática os seus sonhos e 64% concordam que empreendedorismo é mais que ter um negócio, é ter atitude, iniciativa e criatividade. A pesquisa completa pode ser acessada em: www.fundacaotelefonica.org. br/projetos/juventude-conectada
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SALA DE AULA DINÂMICA Observando a contemporaneidade e as mudanças que atravessam a educação, é possível localizar movimentos que despontam em reflexões interessantes, sobretudo com a expansão do uso da internet nos âmbitos sociais. Observamos, também, tendências globais que começam a ganhar forma em diversas instituições espalhadas pelo país, aproximando os estudantes, cada vez mais, de um contexto globalizado. “A dinâmica em sala de aula está ultrapassada e os métodos já não conversam com o jovem. Talvez um dos motivos principais da evasão escolar, principalmente no ensino médio. Por isso, conectar o aluno ao mercado pode engajar os estudantes à escola, mas, principalmente, prepará-lo para o mercado futuro”, diz Eduardo Azevedo, fundador de uma plataforma educacional.
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Segundo o empresário, a cultura empreendedora pode ser trabalhada dentro de sala de aula a partir de projetos, com propostas para solucionar problemas reais. “Planejar, testar e prototipar a partir de projetos simples, com materiais reciclados, lógica de programação sob a ótica da cultura maker – aprendizagem mão na massa – é uma porta incrível para levar o jovem a um mundo de inovação, método criativo e prototipação”. Dessa forma, a ideia do “aprenda errando” ou do “faça você mesmo” ganha notoriedade no cotidiano escolar, estimulando habilidades múltiplas e transversais no crescimento de cada aluno e aluna. “Desenvolver o espírito colaborativo e entender a competitividade como parte do processo de aprendizagem e como algo natural, que será encontrado futuramente durante a vida, é tarefa do educador e de um país que quer criar indivíduos criativos e analíticos e que tenham condições para empreender no futuro”, completa Eduardo. ESPAÇO MAKER Desde 2017, a equipe de Ciências do Ensino Fundamental II do Colégio Albert Sabin (SP) implementou um projeto inspirado no movimento maker – conjunto de ideias que incentiva as pessoas a criar, construir, consertar ou aprimorar objetos e utensílios por conta própria, por meio
Espaço maker
de tecnologias acessíveis aos leigos. Coordenado pelos professores Leandro Holanda e Paulo Fontes, assessores de Ciências e de Tecnologia Educacional, respectivamente, o projeto foi posto em prática nas turmas de 6º e 8º anos pela professora Gizele Gasparri, e na turma do 7º ano pelo professor Rafael Paiva. Segundo o assessor de Ciências, a interdisciplinaridade é uma das primeiras vantagens pedagógicas de uma cultura maker na escola. “Essa cultura enfatiza os campos do conhecimento chamados de Steam, que são Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática”, explica Leandro. “Para construir algo com madeira, por exemplo, o aluno precisa fazer cálculos relacionados à Geometria, como área e volume, antes de cortar as faces de cada peça; para construir um sensor que borrifa inseticida em intervalos de tempo, ele precisa saber de eletrônica e programação. E a tudo isso ele precisa aplicar o conhecimento científico que está vendo na aula”. A integração de saberes em busca de um objetivo, diz ele, dá ao aprendizado maior sentido.
SAIBA MAIS Colégio Albert Sabin atendimento@albertsabin.com.br Colégio Marista Arquidiocesano arqui@colegiosmaristas.com.br Eduardo Azevedo edu.azevedo@gmail.com Escola Atuação cris@escolaatuacao.com.br G.A.T.E. 2018 gatebr.com
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Imagem: Unsplash
Dica: contabilidade
Assessoria especializada
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atualidade ressalta, de maneira transparente, uma expansão de facilidades, bem como uma multiplicidade de serviços especializados que refletem em diversas camadas sociais. Observando essas alterações que despontam na contemporaneidade, a estrutura escolar e sua organização, incorpora em seu cotidiano serviços especializados, consultorias (administrativa, financeira e pedagógica) e assessorias contábeis com o intuito de atingir resultados positivos para a instituição.
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“É cada vez maior a procura no ambiente escolar pela terceirização dos serviços, como limpeza, alimentação, nutrição e inclusive de atividades administrativas e contábeis”, diz o contabilista Rogerio Massami Kita. Dessa forma, conta Rogerio, no escopo de serviços contábil, fiscal e trabalhista, atividades como elaboração do balanço patrimonial, apuração tributária e consultas de legislação fiscal, apuração de folha de pagamento, admissão e demissão de empregados, cálculo de pró-labore, entre outras ações são realizadas pela assessoria especializada. “O principal benefício é ter a delegação destes serviços para uma empresa especializada focada somente neste serviço, e que através de um contrato de prestação de serviços, deverá cumprir mensalmente com suas atividades, podendo inclusive ser responsabilizada por qualquer erro causado. No caso de serviços de contabilidade, é garantir que todas as atividades sejam executadas de forma a atender as demandas internas e principalmente as externas, exigidas pelos fiscais e órgãos reguladores”, completa o contabi-
lista. Para os(as) gestores(as) que desejam contratar assessorias contábeis, Sérvulo Mendonça, especialista nas áreas contábil, fiscal, tributária e compliance, acredita que buscar por empresas certificadas em Compliance Contábil é um bom começo. Verificar se a empresa contratada possui mecanismos de RH e educação continuada também devem ser pré-requisitos para uma escolha mais segura e inteligente. Segundo Sérvulo, o processo de desenvolvimento e implementação do serviço no colégio compreende três etapas: primeiramente, o diagnóstico da situação atual da instituição, elencando fraquezas e forças; depois é necessário elaborar corretamente o mapa de transição e a matriz de comunicação e responsabilidades; por fim, especificar os elementos de gestão e relatórios de gestão que farão com que o trabalho conjunto gere frutos. Não existe, porém, um período ideal para mudança, início do processo de terceirização ou até mesmo a troca do profissional, como salienta o contabilista Rogerio. “O importante é dar tempo para que a transição ocorra da melhor forma e garantir que todas as informações e documentos estejam à disposição para que o serviço não seja interrompido. Fazer este planejamento de forma antecipada, evitará maiores perdas de controles, processos e informações importantes”, completa. (RP)
SAIBA MAIS Rogerio Massami Kita roymkita@gmail.com Sérvulo Mendonça smpcontrole@gmail.com
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Imagem: Charisse Kenion
Dica: MOBILIÁRIO
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Funcionalidade e conforto
s móveis escolares, localizados tanto nas salas de aula como em diversos outros espaços nas escolas, que acompanham crianças e adolescentes durante uma longa rotina diária, merecem atenção especial – especialmente no seu planejamento ou em possíveis reformas. Móveis bem projetados de acordo com as normas técnicas e praticidades para atender os perfis de cada faixa etária de estudantes são importantes elementos de apoio no processo de ensino.
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“O mobiliário deve estar em sintonia com a pedagogia da escola, auxiliar o professor no processo de aprendizagem e dar autonomia e auxiliar o aluno na organização. A escolha deve envolver a coordenação, os professores e os alunos nesse processo”, diz a arquiteta Luciana Sobral. O mobiliário escolar, assim como o ambiente, conta a arquiteta, pode ser caracterizado como um “terceiro professor” e deve colaborar com o ensino. “Desta forma, sem um planejamento estamos perdendo a oportunidade de melhorar o ensino, e isso já representa um grande prejuízo para a educação e para a instituição. Acredito que um arquiteto contribui muito nesse processo, podendo auxiliar na elaboração do layout e escolha dos móveis adequados para cada situação e ambiente”. O planejamento do mobiliário deve ser minucioso, atentando-se a diversas questões, como ergonomia, para que propicie segurança, saúde e bem-estar a todos os estudantes, além do conforto, funcionalidade, dinamismo e facilidade na manutenção. “Outro fator de suma importância, e que também deve ser levado em conta, é a si-
nergia que o mobiliário deve ter com a arquitetura e o design da escola, criando um ambiente de harmonia, praticidade e aconchego ao usuário”, acrescenta a arquiteta Sofia Gaj Smaletz. De acordo com Sofia, profissional que realizou uma assessoria no projeto mobiliário da nova sede do Colégio Renascença – instituição com 95 anos de história aliado às tradições judaicas que inaugurou uma unidade no início deste ano na região oeste de São Paulo – a elaboração do mobiliário deve incluir um olhar para as cores, formas, materiais, além de um entrosamento com a identidade visual adotada pelo colégio. “Para analisarmos os materiais e a empregabilidade dos móveis, foram montadas salas conceito onde alunos, professores, educadores, diretores e colaboradores puderam testar e avaliar cada fornecedor e cada tipo de mobiliário. Ou seja, não foi uma imposição na escolha, mas sim uma decisão compartilhada. E isso, posso dizer, é mais um fator de sucesso no projeto”, ressalta Sofia. A escolha dos fornecedores realizada para o projeto do Colégio Renascença foi pautada através de concorrência na qual foram levados em consideração vários requisitos, como a segurança dos produtos, riscos de causar acidentes, qualidade do material, facilidade na limpeza, conforto e, não menos importante, o custo. “O planejamento assertivo mitiga gastos extras”, finaliza. (RP)
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Luciana Sobral lucianasobral@uol.com.br Sofia Gaj Smaletz renascenca@renascenca.br
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Imagem: Unsplash
Dica: MANUTENÇÃO PREDIAL
Planejamento e cuidado no espaço físico
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infraestrutura escolar, contemplando uma listagem de exigências de segurança, conforto e bem-estar, é caracterizada como um dos pilares para uma boa relação entre ensino -aprendizagem. Dessa forma, os ambientes e as funcionalidades de diversos espaços de uma escola garantem conforto físico e psicológico, além de influenciar, de certa forma, no rendimento de cada estudante.
zenar os materiais que serão utilizados, de preferência, próximo ao local que passará pela intervenção; ter um arquiteto e/ou engenheiro residente, para sanar as dúvidas; e acompanhar a fidelidade do serviço com o projeto. “O planejamento de obras é muito variável, ainda mais em setores educacionais”, diz o arquiteto. É preciso, primeiramente, “buscar empresas que tenham qualidade e trabalhem com prazo justo, pois o ideal para executar
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manutenções e/ou reformas, é no período não
Observando a escola como um patrimônio, toda e qualquer intervenção deve ser feita através de uma programação específica e apreciação técnica. “As obras realizadas nas escolas devem estar voltadas para a qualificação do processo educacional e pela melhoria das estruturas de apoio ao ensino”, diz Elemar Menegati, diretor do Colégio Marista Paranaense (Curitiba/PR). “A dica é discutir com a equipe gestora a real importância destas obras e seu impacto no alcance dos objetivos da instituição”, completa.
-le tivo, assim facilita os trajetos, a execução da obra e consegue-se tirar mais proveito do expediente convencional”, completa.
De acordo com o diretor, o período mais adequado para realizar qualquer manutenção é a época de férias escolares. “Aproveita-se também os momentos de recesso ao longo do ano letivo. Em situações extraordinárias, procura-se realizar estas obras nos finais de semana ou em momentos que não comprometam o silêncio necessário para o estudo”.
Para garantir um convívio tranquilo e seguro, a visitação técnica periódica, bem como a observação de áreas ou instalações que merecem reparos e consertos, deve existir com frequência. “A falta de manutenção influencia e muito nos índices de aprendizagem dos alunos e professores. Uma escola bem cuidada garante segurança para os indivíduos e, acima de tudo, cria um sentimento de pertença e amor a instituição”, finaliza o diretor Elemar. (RP)
Eduardo Jimenez, arquiteto e professor, ressalta algumas características que são primordiais para os(as) gestores(as) que pretendem realizar obras e manutenções prediais nas instituições, como: elaborar um planejamento por meio de um cronograma físico-financeiro; organizar a logística, separando um local com chave, para arma-
Segundo Jimenez, existem diversas empresas no ramo da construção e reformas, “mas é importante analisar se o responsável pela empresa é um aventureiro ou realmente entende do assunto e cumpre com prazos e qualidade. Procure sobre seus serviços, boas referências, como por exemplo fotos de obras executadas e projetos realizados”.
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Eduardo Jimenez arq.eduardoj@gmail.com Elemar Menegati emenegati@colegiosmaristas.com.br
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AcessĂłrios, Assessoria Esportiva, Bebedouros, Brindes, Grama SintĂŠtica
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Elevadores (acessibilidade), Fachadas e Letreiros, Fotografia, Grรกfica, Sistemas de seguranรงa (telefonia, al arme)
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Pisos diversos e tratamento de piso, Quadras (al ambrados e acessรณrios)
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Mรณveis, Pl aygrounds Espumados, Protetor de Coluna
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Pl aygrounds
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Produtos de Limpeza, Terceirização de Serviços (Limpeza Escol ar), Toldos e Coberturas, Uniformes
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