Edição nº 155 A Revista do Gestor Escolar
ano 16 | Fevereiro 2020 www.direcionalescolas.com.br
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Editorial WhatsApp: Fonte de Informação?
Através da plataforma (ou do informal “Whats”, como alguns apelidaram), mensagens, ligações, chamadas de vídeo e o compartilhamento de materiais (fotos, vídeos, documentos, localizações) são trocadas diariamente, tornando, assim, o WhatsApp uma preferência nacional – já que o aplicativo possui, apenas no Brasil, mais de 136 milhões de usuários. E, além da funcionalidade na comunicação, pesquisas apontam a utilização do aplicativo como, também, uma fonte de informação. Segundo os dados da pesquisa nacional “Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade na Internet”, realizada pelo DataSenado em parceria com as ouvidorias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, 79% dos entrevistados destacaram o WhatsApp como principal fonte de informação. Outras fontes e mídias foram citadas no que tange a busca de informação e atualização, como: canais de televisão (50%), Youtube (49%), Facebook (44%), sites de notícias (38%), Instagram (30%), emissoras de rádio (22%), jornal impresso (8%) e Twitter (7%). A pesquisa, que ouviu 2.400 pessoas com acesso à internet em outubro de 2019, nos revela duas conclusões: a descentralização da busca por informação em grandes veículos de comu-
nicação; e o aumento da influência de redes sociais não só pelo entretenimento, mas como uma ferramenta de transformação de rotinas socioculturais. “Essa ferramenta é tão importante que já é até instrumento de trabalho. Nos dias em que apresenta erros, os usuários ficam desesperados”, lembra a professora de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter, Maria Carolina Avis. Para a especialista, o sucesso do aplicativo está na comunicação, que é pessoal e cada vez mais próxima. “A verdade é que pessoas acreditam em pessoas, o aplicativo acaba sendo uma fonte de informação confiável, embora saibamos que as fake news são facilmente distribuídas por lá também”. É interessante destacar que, na atualidade, em constante transformação e com forte influência de ferramentas tecnológicas em diversos aplicativos, é necessário redobrar a atenção com o compartilhamento de dados, o encaminhamento de informações recebidas e a checagem de notícias e matérias que transitam pelo aplicativo.
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
Direcional Escolas - Fevereiro 2020
Simples, prático, gratuito e com a disponibilidade de alguns recursos – assim podemos definir as características básicas que compõem um dos mais conhecidos aplicativos de comunicação da atualidade, o WhatsApp. Lançado em 2009 e com mais de 1 bilhão de usuários em mais de 180 países, o aplicativo reformulou nossas interações pessoal, social e profissional.
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Nesta Edição: 08 10
16 Coluna - Christian Coelho
Fique de Olho Brindes e recordações
Quem está acostumado a ensinar às vezes tem dificuldade em aprender
20 Coluna - Cassiano Zeferino
Conversa com o Gestor Metodologias ativas: O que são? Como utilizá-las?
Educação 4.0 em revista
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24 Coluna - Ana Paula Siqueira
Dica: Redes Sociais Perfil escolar nas mídias
Redes sociais, foco e aprendizagem
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Dica: Expansão Como ampliar a sua escola?
Coluna - Sueli Bravi Conte A escola muda com os novos “valores”
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Dica: Robótica Múltiplas experiências
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores
A Revista do Gestor Escolar
Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
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Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP
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QUEM ESTÁ ACOSTUMADO A ENSINAR ÀS VEZES TEM DIFICULDADE EM APRENDER
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á escutei professor enunciar que não precisa aprender, pois já tem muita experiência em educação. O educador, quando escuta as palavras “treinamento”, “capacitação”, “palestra”, “monitoramento” ou qualquer outro sinônimo, pode regredir ao condicionamento de suas experiências escolares anteriores, colocar o chapéu da pendência, cruzar os braços, encostar-se na cadeira e dizer: “pode me ensinar”. Adultos trazem consigo uma carga de experiência muito grande. E, à medida que acumulam estas experiências, tendem a criar hábitos mentais, preconceitos e pressuposições que podem fechar a mente para novas ideias, percepções mais atualizadas e alternativas.
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Para qualquer tipo de reestruturação acontecer é necessário que todos os colaboradores estejam abertos a mudanças de atitudes e quebrem seus paradigmas. É neste momento que o entendimento das técnicas andragógicas (educação para adultos) pode auxiliar e atuar como facilitador para que etapas sejam cumpridas com a menor resistência possível, e que as novas experiências provoquem sensações positivas, como o aumento de interesse, o desenvolvimento da autoestima e o espírito de equipe. Essa aquisição ocorre em adultos por meio de um processo mais complexo do que em crianças e adolescentes. Linderman, Knowles e Wlodowski, três dos principais pesquisadores da educação de adultos, apresentam em seus trabalhos algumas ex-
plicações para essa diferença e sugerem que a motivação dos adultos para aprender é a soma dos seguintes fatores:
cursos educacionais. Para isso, é importante que tenham uma visão holística do processo e a ciência do planejamento estratégico.
Confiança – sentir-se seguro diante do novo – Monitoramento: Quando acompanhado de perto, o adulto sente-se confiante em sua capacidade de experimentar ou adquirir um novo hábito, pois não está sozinho nesta empreitada. Ao seu lado existe uma pessoa com conhecimento e liderança para acompanhá-lo, ensiná-lo e apoiá-lo ao longo de uma nova experiência.
Autonomia: O adulto sente-se motivado quando participa da tomada de decisão e tem autonomia para agir em busca de seus objetivos.
Autoestima e satisfação: Adultos são motivados a aprender à medida que percebem que as necessidades e interesses que buscam estão e continuarão sendo atendidos. Além do reconhecimento formal (elogios) nas reuniões de feedback e dos ganhos por méritos (premiações), a comunicação e o marketing pedagógico podem ter um papel importante na valorização da equipe, por meio das divulgações de seus trabalhos para os demais colaboradores, alunos e familiares. Objetivos definidos: Sem saber aonde se quer chegar (objetivo), como conseguir (metas) e se o caminho está certo (análise de desempenho), não existe necessidade de se movimentar. Sem um objetivo claro, o adulto não tem motivo nem motivação para mudar de atitude ou progredir. Visão do todo: Os adultos têm uma profunda necessidade de se autodirigir – isto é, de serem responsáveis pela sua aprendizagem e estabelecerem seus próprios per-
Aprendizado experiencial: A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender. Assim, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências externas e do seu próprio cotidiano. Praticamente todo o conteúdo necessita ser de utilidade prática e imediata, porém, deve resultar em mudança de atitudes e aperfeiçoamento de habilidades passíveis de gerar resultados em longo prazo. Valorização da empresa em que trabalha: Ninguém gosta de fazer parte de um time perdedor. As pessoas, de uma forma geral, motivam-se quando fazem parte de uma equipe de ponta, que alcança seus objetivos e é reconhecida por isso. “Escolas de sucesso são feitas de professores de sucesso. Professores de sucesso trabalham em escolas de sucesso.”
O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / CHRISTIAN COELHO
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COLUNA / CASSIANO ZEFERINO
foto cedida pelo colunista
EDUCAÇÃO 4.0 EM REVISTA
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termo “Educação 4.0” ganha cada vez mais evidência, expondo um novo divisor de águas na curva da evolução do sistema educacional. Mas, como tudo o que é novo, o tema ainda é pouco explorado e, se não estudado, pode ser associado equivocadamente como uma mera resposta à 4ª Revolução Industrial (Indústria 4.0), modismos, ou, o que é ainda pior, a opiniões de senso comum.
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Educação 4.0 é, antes de tudo, uma Teoria que apresenta princípios e também sugestões para a prática da inovação em gestão e docência ou, simplesmente, INOVAÇÃO NA ESCOLA. Este é o propósito central. A Teoria da Educação 4.0, identificada por E4, está estruturada sobre quatro referenciais teórico-tecnológicos, considerados pilares dinamicamente interligados, definidos como centros estruturadores do modelo, oferecendo uma visão sistêmica e ampla a respeito dos principais aspectos relacionados como as pessoas aprendem, produzem e aplicam conhecimento. Mudanças Geracionais: O que está acontecendo? O contexto atual no que tange às profundas mudanças comportamentais, relacionadas as maneiras como os alunos estudam e aprendem, tem provocado grandes desafios às instituições de ensino da Educação Básica e Superior no Brasil e em todas as partes do mundo.
Pesquisas, estudos e aplicações de novas soluções acadêmicas relacionadas aos modelos de ensino-aprendizagem revelam que, na prática pedagógica ou andragógica, não é mais possível apresentar aulas unicamente em seus formatos tradicionalmente lineares, onde a figura do professor continua sendo o centro único de provimento de informações qualificadas para os estudantes. Pesquisas revelam que os caminhos empregados pelos alunos, com vistas a construírem conhecimentos que lhes pareçam relevantes, mesmo que sejam percebidos como “obrigatórios” no contexto escolar, são complexos, multifacetados e percorridos pela via de ambientes imersivos contando com mídias digitais e analógicas. A centralidade da sala de aula, com um professor atuando estritamente como informador, não atende mais as necessidades educacionais dos jovens, até mesmo porque a marca cultural da atualidade é constituída pela multiplicidade de canais de comunicação, interação em tempo real e ampla liberdade de escolha quanto a conteúdo de conhecimento e acesso a informação generalista. Estudos recentes também revelam mudanças significativas relacionadas a plasticidade cerebral de jovens imersos na cultural digital – e dela emergente – fato que explica em boa medida as razões pelas quais os alunos conseguem manter atenção produtiva durante as aulas por muito menos tempo comparativamente às décadas passadas. Mas não se trata unicamente desse fato, há
outros apontadores relevantes que evidenciam mudanças dinâmicas sofridas pelos processos de ensino-aprendizagem nas duas últimas décadas, relacionados as chamadas gerações Y e Z . Nos artigos que serão publicados nesta coluna, realizarei um aprofundamento teórico-tecnológico continuado de cada um dos pilares que sustentam a Educação 4.0, demonstrando como suas interconexões podem proporcionar referências seguras para a concepção e execução de modelos educacionais que respondam a demandas gerais e específicas de cada instituição de ensino no âmbito interno – sem perder de vista o contexto externo social em que atua e possibilitando as instituições conceberem, gerirem e avaliarem programas de inovação continuada.
O Colunista É autor do modelo teórico da Educação 4.0, fundador da Laborciencia editora (1989 – atual), do Instituto para a Formação Continuada em Educação (IFCE, 1999 – atual) e do Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE, 1997 – atual presidente) e também fundador e Curador da inovae4. Realiza palestras, cursos e dirige programas de inovação em escolas. Cassiano Zeferino de Carvalho Neto é pós-doutorado em inovação na educação pelo ITA e pela UFSC. Contato: ifceduca@gmail.com
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COLUNA / ANA PAULA SIQUEIRA foto cedida pela colunista
REDES SOCIAIS, FOCO E APRENDIZAGEM
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ivemos em um momento da humanidade em que existe tanta notificação digital que o foco e a produtividade de alunos e professores são prejudicados pelo excesso de informação e comunicação inútil. Se você não conseguir focalizar em uma atividade por muito tempo, não se assuste. Isso é comum. Nossos cérebros foram domesticados pela tecnologia e pela sociedade para mudar rapidamente entre atividades, fato que nos deixa cansados e improdutivos. É por isso que eu desabilito todas as notificações do meu computador (e-mail, calendário, etc). No celular, deixo apenas para serviços de transporte e entrega, e muitas pessoas ainda se assustam quando afirmo que Telegram/WhatsApp, para mim, é apenas uma caixa de recados – se for urgente ou caso de vida ou morte, ligue e eu atenderei com o maior prazer. Nos cursos de detox digital, sempre sugiro focalizar por dez minutos por vez. Limpe tudo, escolha apenas uma única tarefa importante, e faça apenas isso por dez minutos sem trocar de tarefa. O grande segredo do foco não é você dizer SIM para as coisas certas, mas dizer NÃO ao supérfluo. Quando eu entendi isso, minha vida ficou muito mais fluida e tranquila. E isso muda tudo: você se envolve na atividade, fica tão imerso que coloca tudo o que tem no estudo ou trabalho, e isso se torna uma experiência meditativa e transformadora. Sua felicidade aumenta, o stress diminui e o trabalho melhora. Não adianta vir com desculpas que “é a tecnologia a nosso favor”, “novas maneiras de aprender”, “o celular auxilia muito”. Se está duvidando,
faça o teste e veja quantos minutos você gasta no celular com trabalho/ estudos e quanto gasta com coisas que não agregam nada (redes sociais, as conversas bobas e memes dos grupinhos de WhatsApp). O celular, assim como a TV, foi feito para distrair pessoas, para que elas se tornem alvos fáceis para o consumo. Trabalhar concentrado na atividade depende de você ter controle de tudo aquilo que não está fazendo e da perspectiva de para onde está indo. E a maior parte das pessoas não tem o controle sobre as tarefas e sobre o conceito de urgência. Interromper tudo o que você está fazendo para responder mensagens de WhatsApp/ Telegram e e-mails o tempo todo também é um inimigo e tanto da concentração e faz você perder o foco. O ideal é estabelecer que vai ler e responder e-mails logo pela manhã e no meio da tarde, por exemplo. Se não for possível – e sabemos, sim, que nem sempre é – a dica é estabelecer critérios para separar o que é urgente do que não é. Pessoas muito ansiosas querem fazer tudo ao mesmo tempo e acabam perdendo o foco e prejudicando o trabalho dos demais. Segundo o 34º presidente norte-americano Dwight Eisenhower, “o que é importante raramente é urgente e o que é urgente raramente é importante”. Faça o que é importante e urgente com prioridade, cuide das atividades que não podem esperar e devem ser resolvidas o quanto antes. São aqueles problemas críticos que precisam de atenção imediata para o cumprimento do prazo legal, entrega de notificação, solicitações de advogados e contadores, como a
falta de um documento para a entrega de uma obrigação fiscal, por exemplo. A organização existe justamente para que alunos e professores não precisem perder tempo ou se estressar com algo que, se for planejado com antecedência, vai tornar tudo mais tranquilo, fácil e prático. Como regra básica de otimização dos trabalhos, o gestor escolar tem o poder/dever de investir em métodos para auxiliar os colaboradores e alunos a ter mais organização e foco. Ter foco é algo que você cria. Tem que ser proativo. Quando estiver trabalhando, dedique-se a isso. E quando estiver se divertindo, dedique-se a isso também. Não adianta nada trabalhar pensando no fim de semana – ou ao contrário. Aproveitar o momento presente é uma das maneiras de viver e ser mais saudável.
A Colunista É sócia do SLM Advogados e coordenadora do Programa Educacional de Proteção contra Cyberbullying.
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COLUNA / SUELI BRAVI CONTE
NOVOS “VALORES”
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Educação é reconhecida como uma forma de transformar a sociedade. Aliás, trata-se da única forma atual de garantir uma sociedade melhor. Portanto, é necessária uma boa reflexão ao escolher uma escola para os filhos. Essa é uma decisão séria desde a infância até a conclusão do Ensino Médio. É essencial que o “Ato de Educar” seja considerado e priorizado – ao invés de apenas tentar manter o filho na escola.
expectativas do novo mercado de trabalho, para onde a globalização e a tecnologia estão apontando.
O Brasil passa por uma situação preocupante, vivemos uma época de transição, inclusive econômica, em que as famílias são atingidas com desemprego. Nesse momento, olhar a escola com consciência é dever da sociedade e das famílias. É necessário enxergar a dificuldade de manter as crianças e jovens aprendendo como um desafio, onde a criatividade, a integração de pais e professores, e até a maneira de lidar com as finanças, possam ajudar a garantir a educação deles. Estamos todos no mesmo barco, tentando nos equilibrar entre crises e sobrevivência digna, e é imperativo ver a educação como prioridade.
São novos tempos a mudar muitos conceitos, porém, alunos e pais não podem ser tratados como clientes de loja, onde o produto pode ser trocado. Não existe troca com troco na educação. O que deve existir é uma escola bem preparada, que não se abstenha de seus Valores Morais, Sociais e Culturais, alinhados com a educação de qualidade. Para isto, não se pode prometer o que não se conseguirá cumprir. Devemos estar prontos para ajudar, mas esta ajuda deve priorizar a disponibilidade de material de qualidade, tecnologia de ponta, aulas extracurriculares, reforço, acompanhamento psicopedagógico, e uma equipe de profissionais preparados para atender alunos e pais atingidos pela crise também de forma emocional – e não apenas financeira. Às vezes, o que em um primeiro instante nos parece caro, pode sair até mais barato do que o que foi considerado barato a princípio. Não estamos falando apenas de dinheiro, mas de investimento na formação de cidadãos educados com custo justo.
Para garantir a qualidade da educação é necessário que as escolas atendam com a segurança de oferecer um padrão de ensino que leve – crianças e jovens – a se transformarem em bons cidadãos, preparados para atender as
Em resumo, não devemos apoiar a desonestidade de alguns empresários que fazem da educação um mercado, seja cobrindo ofertas ou mesmo promovendo barganhas como se alunos fossem mercadorias e pais negocia-
dores. Estamos prontos para ajudar, mas esta ajuda é uma parceria entre Família e Escola, assim como deve ser todo o processo educacional. É hora de refletir, pois a Educação não é uma trajetória que finda, é para a vida. Alunos do Ensino Médio devem estar bem preparados, pois amanhã estarão em Universidades que os obrigarão a serem sujeitos do processo de aprendizagem de maneira atuante. E, para enfrentar este novo mercado de trabalho, nossa missão é prepará-los para serem seres humanos completos, os melhores, aqueles que irão construir o futuro. Um diploma, apenas, não serve. O sucesso depende da qualidade da educação. Dentro da Escola, a melhor possibilidade é acertar, aprender, entender, fazer, atuar, preparar e formar. Não é justo deixar que os filhos do futuro paguem o preço por aquilo que não escolheram. Escolher uma Educação de qualidade está nas mãos das famílias e a melhor orientação é não renunciar a ela, até porque as consequências poderão ser irreversíveis.
A Colunista É educadora, psicopedagoga, doutoranda em Neurociência e mantenedora do Colégio Renovação (SP), instituição de ensino com mais de 35 anos de atividades e que atua da Educação Infantil ao Ensino Médio.
foto cedida pela colunista
A ESCOLA MUDA COM OS
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FIQUE DE OLHO BRINDES E RECORDAÇÕES Por Rafael Pinheiro / Fotos Unsplash
A recordação escolar, através de produtos criativos e inovadores, eterniza momentos agradáveis e felizes, contribuindo com laços decorativos, sentimentais, utilitários e, também, como uma potencialidade do marketing para prospectar matrículas e garantir as rematrículas. Nesta edição do Fique de Olho, destacamos empresas que apresentam diferentes modelos de brindes e sugestões para qualquer ocasião. Confira: DIPELUCCI
DIPELUCCI (11) 3589.1801 dipelucci@dipelucci.com.br www.dipelucci.com.br
Com uma linha de produtos voltada ao mercado infantil e promocional, a D’Pelucci possui a preocupação em fornecer produtos de alta qualidade que atendam as demandas e as exigências do mercado. “A D’Pelucci orgulha-se em ter parceiros altamente qualificados, que estão sempre à disposição de nossos clientes para atender suas necessidades”, diz a diretora Sueli Minetto. Dentre os principais produtos oferecidos pela empresa, destaque para o desenvolvimento e a confecção de mascotes de pelúcia, aliando tecnologia, qualidade e compromisso – os três atributos principais da D’Pelucci. “Com nossos produtos, temos um bom retorno das escolas nas rematrículas e, através da nossa estrutura moderna, conseguimos os melhores custos benefícios do mercado”, ressalta Minetto.
PRESENTESCOLA
PRESENTESCOLA (11) 4801.8640 / (11) 94305.0833 (WhatsApp) contato@presentescola.com.br www.presentescola.com.br www.facebook.com/Presentescola www.instagram.com/presentescola
Especialistas na arte de fabricar Joias Folheadas e em Aço Nobre (cirúrgico e inoxidável), personalizadas com qualidade, a Presentescola (integrante do Grupo Paganini Joias) oferece diversas personalizações nas joias, como foto do aluno, a palminha da mão, a escrita (da criança), os desenhos e os nomes. “Transformamos uma joia que já é linda em um presente único e inesquecível para as mães e os pais”, diz o fundador Kleber Paganini. Os produtos, realizados com equipamentos de alta tecnologia, são envolvidos em embalagens também personalizadas. Oferecendo, ao gestor escolar, uma “parceria de sucesso e presentes com ótimo custo-benefício para as escolas, mães e pais que serão impactados com os presentes”, conta Paganini.
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KITS & REQUINTES
KITS & REQUINTES (11) 2949.5657 sac@kitserequintes.com.br www.instagram.com/kitserequintes www.facebook.com/kitserequintes. lembrancas
Atuando no mercado de lembranças e brindes personalizados há 13 anos, a Kits & Requintes produz kits personalizados com muita criatividade e inovação em tecido ou madeira. Com atualização constante, atendimento rápido, comprometimento e relacionamento, o/a gestor/a encontra na Kits & Requintes a junção de atendimento dentro do prazo e qualidade. “A maioria dos clientes se fidelizam a nossa marca, pois além das novidades anuais, sempre podem contar com o nosso pronto atendimento para emergências que eles possam ter”, destaca a sócia Daniela Fittipaldi. E, um dos pontos diferenciais, conta Fittipaldi, é a atenção da empresa de perceber a necessidade da escola e os cuidados que ela precisa na hora de presentear crianças, pais e professores. “Tornamos os momentos felizes ainda mais especiais ao receber uma lembrança com significado”, completa.
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CONVERSA COM O GESTOR METODOLOGIAS ATIVAS: O QUE SÃO? COMO UTILIZÁ-LAS?
Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
“Metodologias ativas são focadas na aprendizagem e não no ensino, em que o aluno se torna protagonista da própria aprendizagem. Com a mediação do professor, que tem papel fundamental, o estudante vai em busca de conhecimento através de pesquisas, entrevistas, participa de debates, e demais ações que o tiram da posição passiva de assistir aulas e responder questões prontas”, afirma Cristine Soares, mestra em Currículo Inovador (PUC-SP)
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denso processo educacional percorre, na atualidade, um emaranhado de pesquisas instigantes, reflexões e questionamentos sobre todos os âmbitos que compõem o sistema de ensino. Nesse aspecto, tendo a educação como um fenômeno sociocultural, as reverberações que atravessam a sociedade refletem, de certa forma, na relação com o aprendizado e suas atribuições.
logias ativas e inovação, os principais benefícios na utilização dessas metodologias para os alunos são: promover autonomia, responsabilidade, desenvolvimento do relacionamento interpessoal, resiliência, criatividade, motivação e a capacidade de solucionar problemas.
Nos últimos anos, em especial, avistamos a entrada de uma nova geração totalmente conectada em todas as séries de ensino e, com isso, esses estudantes nativos digitais anseiam da rotina escolar aspectos criativos, inovadores, instigantes e que produzam, em sua realidade, novas/ outras experimentações com o campo do conhecimento. Assim, o questionamento central que norteia a contemporaneidade, é: O sistema pedagógico tradicional é capaz de resolver as demandas que emergem na atualidade?
“Além disto, com alunos engajados a aula se torna mais prazerosa e interessante, o professor aumenta o vínculo com os estudantes, pois se torna mais próximo, o que também permite a personalização do ensino, podendo criar jornadas de trabalho individuais, de acordo com as necessidades de cada um”, ressalta Soares. Dessa forma, estratégias como Ensino Híbrido, PBL (Problem Based Learning), Sala de Aula Invertida, Design Thinking, Cultura Maker e Rotação por Estações (alunos estudam de forma compartilhada e em diferentes espaços da escola), podem ser utilizadas com o intuito de engajar o aprendizado.
Para responder esta questão, encontramos nas metodologias ativas estratégias de aprendizagem que reestruturam o modelo convencional em sala de aula, incentivando, nos estudantes, a participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. Para Cristine Soares, mestra em Currículo Inovador (PUC-SP), pedagoga, escritora e palestrante sobre metodo-
“Mais importante do que pensar nas estratégias é mudar a cultura da escola, esse é o primeiro ponto. Todos os envolvidos devem estar alinhados com o que se pretende, porque a abordagem por si só não vai garantir o êxito, mas sim a intencionalidade pedagógica e a concepção de educação que embasa as práticas”, reflete Soares.
Cristine Soares
PROTAGONISMO NO CONHECIMENTO Nas dinâmicas que compõem as metodologias ativas, o papel dos educadores em sala de aula, bem como sua relação com os estudantes e o campo da aprendizagem, apresenta caminhos e possibilidades diversas. Nesse contexto, o professor transita de expositor de conteúdo para observador, ressaltando, dessa forma, o protagonismo do conhecimento nos alunos. “O docente deve ter conhecimento de como funcionam e os objetivos de cada metodologia ativa, para poder aplicálas de forma adequada. Ao aplicar, seu papel é orientar os passos, intervir quando necessário em pontos-chave da metodologia escolhida, como um coach. O maior desafio do professor é fazê-lo de modo que não atrapalhe a autonomia do aluno”, explica Janaína Spolidorio, especialista em educação. De acordo com a especialista, qualquer conteúdo ou disciplina do currículo pode ser trabalhada com estratégias das metodologias ativas. Um exemplo prático, cita Spolidorio, são as aulas invertidas – nesse modelo, os alunos trabalham em pequenos grupos e apresentam para a classe uma “aula” sobre determinado assunto. A ideia, que a princípio
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Janaína Spolidorio, especialista em educação remete aos convencionais seminários, guias para o exercício do aprendizado. pode ser reformulada com orientação Enquanto que na didática tradicional, iria expor o conteúdo, incentivar os adequada e um sentido ativo. alunos a repetirem as lições e depois Nessa reformulação, “o professor pode a fazerem exercícios para fixarem o entregar aos grupos um formulário de conhecimento”, explica o professor registro dos passos da pesquisa, para Ricardo Lourenço da Escola Bilíngue formalizar e deixar mais organizado. Pueri Domus – uma das mais tradicionais Neste formulário constarão sugestões escolas paulistanas, atendendo desde a de leitura (até textos anexos, se julgar Educação Infantil até o Ensino Médio. interessante), data de apresentação, objetivos a serem atingidos pelo grupo e Segundo o professor, o aprendizado tópicos a serem estudados. Note que é um torna-se mais eficiente através do trabalho completo, tanto para o professor protagonismo, alterando a lógica da quanto para o aluno”, indica Spolidorio. didática tradicional pela metodologia ativa. De maneira prática, o processo Para complementar essa ideia, o Prof. em sala de aula se dá com o professor Dr. Francisco A. C. Mendes, pesquisador gastando menos tempo na exposição de e consultor educacional, ressalta que conteúdo e destinando boa parte da aula toda estratégia e metodologia em para o aluno trabalhar na construção educação deve ser usada de maneira do aprendizado. Mas isso não significa parcimoniosa. Tendo em vista os que o papel do professor é menor – ao objetivos a serem traçados, é interessante contrário, é redirecionado e mais focado verificar os instrumentos de mediação no aluno e não apenas no conteúdo. disponíveis (tecnologias, espaços diversificados, materiais complementares, No processo, enquanto os estudantes etc.), além de compartilhar suas estão fazendo as atividades propostas, ideias com outros professores a fim o professor acompanha os grupos para identificar quem está aprendendo e de promover uma ação multidisciplinar. quem está tendo dificuldade. Assim, o “Garanta a coesão da trajetória professor consegue ajudar na absorção pedagógica de aprendizagem. Lance de conhecimento no primeiro contato com periodicamente desafios prévios aos a matéria. “Com as metodologias ativas alunos visando prepará-los para o eu passo a primeira atividade e começo momento da aplicação. Crie uma história a observar os alunos, sempre focado na para desenvolver a atividade do início aprendizagem deles”, comenta Ricardo. ao fim. Estude formas de melhorar as aplicações e participe sempre de Dessa forma, como consequência, o discussões sobre o tema”, ressalta Mendes. estudante desenvolve a autonomia e maior confiança e autoestima nos estudos. Ao serem estimulados a resolverem FORMAÇÃO DINÂMICA problemas durante as aulas, eles estarão “Eu crio procedimentos, rotinas e melhor preparados para enfrentar os atividades de aula que servem como desafios da fase adulta. Nas salas de aula
Escola Bilíngue Pueri Domus do Pueri Domus onde as metodologias são adotadas, o eixo fundamental baseiase na interação aluno-professor, sem perder o foco do conteúdo através de um contato maior com os alunos, divididos em grupos menores. Essa interação, na prática, estimula uma proposta pedagógica de formação integral e dinâmica – comprometida com as demandas da contemporaneidade.
SAIBA MAIS CRISTINE SOARES cristine.educadora@gmail.com ESCOLA PUERI DOMUS sonia.xavier@alfapress.com.br FRANCISCO A. C. MENDES franciscoacmendes@gmail.com JANAÍNA SPOLIDORIO contato@janainaspolidorio.com.br
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Imagem: Nordwood
DICA: REDES SOCIAIS
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PERFIL ESCOLAR NAS MÍDIAS
tecnologia nos trouxe, principalmente na última década, uma lista gigantesca de aplicativos, ferramentas e facilidades que alteraram (e ainda modificam) rotinas sociais em todos os âmbitos – pessoais, sociais, profissionais e educacionais. Entre funcionalidades e entretenimentos, observamos a ascensão de redes sociais que priorizam e estimulam, cada vez mais, interações e engajamentos de todas as formas.
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A popularidade de redes sociais no Brasil pode ser vista através da pesquisa divulgada no segundo semestre de 2019 pela plataforma Opinion Box. Com dados exclusivos, a pesquisa revelou que 70% dos entrevistados possui uma conta e acessa o Instagram. No ranking de preferências, 52% utiliza o Facebook e 1 em cada 4 usuários prefere a rede Instagram. No cenário dos negócios, os números são favoráveis no Instagram: 83% dos entrevistados segue alguma empresa/marca na rede; 47% compraram algo que foi indicado por alguém no Instagram; e 40% dos usuários se sentem influenciados. No âmbito escolar, redes como Facebook e Instagram aproximam os pais/responsáveis da rotina da instituição, além de esclarecer dúvidas, divulgar comunicados/ eventos e reforçar o marketing e os valores da instituição. “É fundamental que as escolas tenham noção da importância das redes sociais na atualidade e saibam utilizá-las ao seu favor”, afirma Ligia Cavalaro, diretora pedagógica do Colégio Piaget. Na prática, a diretora ressalta algumas dicas de características nas postagens: um tom de escrita mais formal ou informal; fotos com padrões similares; conteúdos que
tenham relação com as principais crenças da instituição, como atividades lúdicas ao ar livre ou assuntos mais técnicos, como participações em concursos e competições. “Como dica, também acreditamos que é importante evitar assuntos polêmicos, pois muitas vezes o espaço para argumentações é limitado. Ao mesmo tempo, não tenha receio de escutar críticas sobre uma ou outra publicação. A transparência ainda é o melhor caminho para fidelizar e conquistar pessoas”, ressalta Cavalaro. Para complementar, o publicitário e empresário Cristiano Oliveira recomenda, dentre algumas sugestões, traçar o objetivo da instituição nas redes, verificar seu público-alvo, ter uma estratégia de marketing e de captação de seguidores, e interagir com os seguidores com uma certa frequência. “Somos uma geração que está constantemente ligada na internet e na inovação. As redes sociais são totalmente visuais, onde você pode criar um conteúdo com muita facilidade e atingir um público muito vasto. Você é capaz de mostrar nas publicações qual o objetivo da escola, qual o seu diferencial, e como a instituição se importa com seus alunos e os responsáveis, resultando em uma captação de novos clientes/famílias”, complementa Oliveira. (RP)
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CRISTIANO OLIVEIRA diretorcriativo@gmail.com LIGIA CAVALARO atendimento@jpiaget.com.br
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Imagem: Austin Distel
DICA: EXPANSÃO
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COMO AMPLIAR A SUA ESCOLA?
construção de uma escola exige, de certa maneira, a elaboração de projetos eficazes, planejamentos assertivos, estratégias e resoluções que mantenham a instituição de ensino – desde aspectos estruturais, legais e pedagógicos – em consonância com padrões de qualidade, de segurança e bem-estar. Nesse aspecto, observando as características essenciais no que tange a expansão de uma unidade escolar, destacaremos algumas dicas para os/as gestores/as que desejam ampliar sua instituição. IDENTIFICAÇÃO
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Fernanda Misevicius, advogada especialista em Direito Educacional, destaca que, em um primeiro momento, o processo de expansão ocorre pela identificação – do/a mantenedor/a ou do/a gestor/a – pela demanda de um novo curso. “É o que geralmente acontece com as escolas de Educação Infantil que, em determinado momento, verificam o interesse dos pais em dar continuidade ao processo de ensino de seus filhos na escola, e acabam optando por ‘abrir’ o Ensino Fundamental”, conta. A partir da verificação dessa demanda, é preciso responder alguns questionamentos, como: O prédio atual da escola comporta mais uma etapa de ensino? Será necessário um novo prédio? “Definida essas questões, é necessário conhecer os requisitos legais para se autorizar o novo curso – quais as exigências legais em relação ao imóvel (como ter um número mínimo de salas de aulas, quadra de esporte, laboratório, etc.) e quais os documentos que deverão
ser apresentados para o órgão competente”, completa Misevicius. ASPECTOS LEGAIS Dentre os procedimentos que devem ser trilhados para abrir uma instituição de ensino ou, até mesmo, entrar em um processo de regularização, conhecer as questões legais e estudar a legislação educacional específica são fatores fundamentais. “Conhecer os requisitos legais evita muita dor de cabeça futura. Já conheci instituições que fizeram grandes investimentos financeiros e depois verificaram que o prédio locado por 05 anos não atenderia as exigências legais”, alerta a advogada. Com relação a leis específicas, a abertura de novas unidades é normalmente considerada como uma escola nova e deve seguir, em especial, a Deliberação CEE/SP n. 138/2016. Já o tempo médio para a expansão, no Estado de São Paulo, as Diretorias de Ensino devem finalizar o processo de autorização de funcionamento no prazo de 120 dias a partir do seu protocolo. E, para os/as gestores/as que desejam contratar empresas/consultorias com o intuito de auxiliar nos aspectos legais, a advogada destaca: a dica mais importante é verificar se a empresa é realmente especializada em “escolas”, já que “esse é um tipo muito específico de negócio e abrange uma série de peculiaridades. Verificar as instituições para qual a consultoria trabalhou também é um caminho”, finaliza. (RP)
SAIBA MAIS FERNANDA MISEVICIUS fernanda@mpeducacional.com.br
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Imagem: Click And Boo
DICA: ROBÓTICA
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denso processo educacional destaca, especialmente na atualidade, a emergência de novas/outras metodologias, desenvolvimentos e formatos que englobam a relação ensino-aprendizado em sala de aula. Tendo como ponto de partida a expansão de múltiplas experiências, bem como o desenvolvimento do raciocínio lógico, resolução de problemas, trabalho em equipe e incentivo de criatividade, a robótica educacional adentrou as instituições com o intuito de propor interessantes relações com o conhecimento.
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Anderson Harayashiki Moreira, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que a robótica é um campo de desenvolvimento recente, e sua democratização ocorreu devido o desenvolvimento de hardwares de mais baixo custo, permitindo facilitar o acesso nos diversos níveis do sistema de ensino. Na prática, conta o professor, a inclusão da robótica na rotina escolar pode ser realizada na forma de cursos extracurriculares oferecidos no contraturno. “Existem diversas empresas que oferecem soluções, fornecendo os kits de robótica, conteúdo programático aula a aula, e alguns casos, inclusive, fornecem os professores para as turmas. Porém, é comum a escola capacitar um dos professores do quadro de funcionários na utilização dos kits de robótica”. LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO Com o intuito de incluir ferramentas da Ciência e da tecnologia, aliadas ao estímulo da criatividade e a aprendizagem signifi-
MÚLTIPLAS EXPERIÊNCIAS cativa, o Instituto Educacional Casa Escola, localizado em Natal (RN), criou o LET – Laboratório de Educação Tecnológica, espaço onde todos os alunos da escola possuem aulas semanais de robótica, mecatrônica, programação e experimentos físico-químico em laboratório desde os primeiros anos. “O LET surgiu com a ideia de contribuir para ajudar a esclarecer os questionamentos sobre temas trabalhados nas demais disciplinas e, com base nestes questionamentos, há o planejamento e construção de projetos direcionados ao assunto”, ressalta a diretora Priscila Griner. Assim, semanalmente e em horário de aula, os alunos realizam, com base em seus questionamentos sem restrições e curiosidades, a descoberta de soluções para os problemas através de quatro etapas: projeto, protótipo, questionamento e investigação, e programação. De acordo com Griner, é perceptível a diferença que o processo de experimentação traz aos estudantes, “tanto no que se refere à motricidade quanto ao cognitivo”. “O LET contribui para que possamos, junto com os alunos, comprovar e direcionar os experimentos diários com base no que é aprendido ou vivenciado no dia a dia e, deste modo, é possível tornar conceitos abstratos muito mais atraentes”, completa a diretora. (RP)
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ANDERSON HARAYASHIKI MOREIRA relacionamento@maua.br PRISCILA GRINER contato@iece.com.br
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ACESSÓRIOS (LIXEIRAS, TAPETES), BRINDES, CONTABILIDADE, LIVROS PERSONALIZADOS
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GRAMA SINTÉTICA, L ABORATÓRIOS, MANUTENÇÃO PREDIAL, PINTURAS ESPECIAIS, SISTEMAS DE SEGURANÇA
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PL AYGROUNDS
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MÓVEIS, PAPEL DE PAREDE, PERSIANAS, PISOS, PRODUTOS DE LIMPEZA, TOLDOS E COBERTURAS
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